FAMAT em Revista - Número 10 - Abril de 2008

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APLICAÇÃO DO MÉTODO DOS ELEMENTOS FINITOS MISTOS E HÍBRIDOS NA OBTENÇÃO DA VELOCIDADE DE DARCY – SISTEMA LINEAR RESULTANTE RESOLVIDO PELO MÉTODO DOS GRADIENTES CONJUGADOS Ernani Magno de Freitas Júnior – ernani_mat@yahoo.com.br Bolsista PETMAT, Universidade Federal de Uberlândia, Faculdade de Matemática CEP: 38408-100 – Uberlândia, MG, Brasil César Guilherme de Almeida – cesargui@ufu.br Universidade Federal de Uberlândia, Faculdade de Matemática
CEP: 38408-100 – Uberlândia, MG, Brasil

Resumo. O objetivo deste trabalho é apresentar uma técnica de aproximação para a solução de equações elípticas, utilizando espaços de Raviart-Thomas de baixa ordem. Em especial, será considerada a equação que fornece a velocidade de Darcy para escoamentos em meios porosos, levando-se em conta malhas regulares e domínio retangular. A técnica empregada é conhecida como o método dos elementos finitos mistos e híbridos. Neste caso, a variável principal do sistema linear oriundo da discretização é denominada Multiplicador de Lagrange e está associada a cada uma das arestas dos elementos finitos (formulação híbrida). Na formulação mista, são considerados dois espaços apropriados: um contém funções escalares e o outro contém funções vetoriais. Assim, pode-se aproximar, simultaneamente, a pressão e o gradiente de pressão. Palavras-chaves: Elementos finitos, Métodos numéricos, Equações diferenciais parciais 1. INTRODUÇÃO

Aplicações científicas e tecnológicas em contextos tais como recuperação terciária em reservatórios de petróleo e transporte de contaminantes em aqüíferos tem motivado pesquisas que visam o desenvolvimento de simuladores para o estudo de escoamentos de fluidos miscíveis em meios porosos com o auxílio de métodos numéricos precisos. O deslocamento miscível é um processo de recuperação de petróleo de alto custo, que tem atraído atenção considerável da indústria de petróleo nos últimos 40 anos. Este processo envolve a injeção de um solvente em certos poços num reservatório de petróleo, com a intenção de deslocar o óleo residente para outros poços, chamados de produção. Este óleo pode ter sido deixado para trás depois de uma produção primária, devido à pressão existente no reservatório, e depois de uma produção secundária, por injeção de água no reservatório. A economia do processo é precária, pois exige uma etapa química muito cara para separar as componentes da mistura (óleo mais solvente) e, ainda por cima, o sucesso do deslocamento

É a natureza do modelo físico que indicará quais os modelos matemáticos e numéricos mais convenientes. dependendo se o sistema é incompressível ou compressível. (1). 2005) por um processo de médias sobre amostras de volumes.u = q ( q = q(x) é um termo de fonte). justificando então o alto investimento do processo. e de forma significativa. a convecção é altamente irregular. por exemplo. que quantifica a capacidade do meio poroso em transportar fluido. este problema envolve uma equação elíptica. dando origem a um sistema com comportamento não-linear complicado. Y] ⊂ 2 é um domínio retangular. As técnicas de discretização utilizadas neste trabalho são aplicadas em uma equação elíptica. acoplada a uma equação aproximadamente hiperbólica. o fenômeno de escoamento de um fluido. O primeiro passo para se iniciar simulações de um reservatório. Souto. Somando-se as equações componentes. Detalhes sobre dispersão podem ser encontrados em Russel & Wheeler (1983). ∀ x ∈ Ω. Esta equação nãolinear é elíptica ou parabólica. Na verdade. que são bem acentuadas. Esta lei estabelece a relação básica entre a taxa volumétrica do fluxo (Q) e o gradiente de pressão (∇p. X] × [0. pelo engenheiro Henry D’Arcy é comumente empregada em modelos de regimes de escoamentos de fluidos em meios porosos. Matematicamente. Este é um problema de difícil aproximação numérica e bons modelos numéricos são primordiais para a indústria. Deve-se salientar que em nível microscópico. afirmando que a taxa volumétrica é diretamente proporcional ao gradiente de pressão do fluido e à área (A) da seção transversal normal à direção do fluxo e inversamente proporcional à viscosidade (µ =µ(x)) do fluido. A lei descoberta. cujas soluções apresentam o movimento das frentes de ondas. Simulações numéricas com alta resolução. consiste no desenvolvimento de um bom modelo físico que descreva adequadamente. (2) . consiste em equações diferenciais parciais do tipo convecção-difusão. Um comportamento físico complexo determinará se a recuperação de petróleo será suficientemente boa. Em nível macroscópico (escala de laboratório). o processo de recuperação terciária é descrito por uma equação diferencial parcial parabólica dominada por convecção. Isto permite definir o conceito de permeabilidade (K = K(x)). obtém-se uma equação que determina a pressão no sistema. envolvendo cálculos acurados da velocidade de Darcy. Então. Desprezando-se os efeitos gravitacionais. p = p(x. porém contínuas.Número 10 . ou parabólica. de baixo custo computacional e de rápida convergência. ou transporte físico. tais como problemas de contaminação de aqüíferos e processos de recuperação secundária e terciária de petróleo. como no imiscível. Isto justifica a obtenção de métodos numéricos eficientes. em 1856. Eq. O modelo matemático considerado neste trabalho.Abril de 2008 não é garantido. Estas equações são não-lineares e fortemente acopladas. para o processo de deslocamento miscível em um meio poroso. O processo de convecção. são essenciais para se obter uma descrição precisa de fenômenos multiescala em escoamentos multifásicos e monofásicos em meios porosos. a lei de Darcy foi derivada rigorosamente a partir da equação de Stokes (veja. dos fluidos através do meio poroso aparece tanto em deslocamento miscível.34 FAMAT em Revista . para cada componente química no sistema. este processo é governado pela lei de Darcy. a velocidade superficial do fluido é dada por u = Q/A = -(K/µ)∇p. pois as previsões de custo de um projeto têm como base simulações numéricas precisas. ∇.y) ≡ p(x)). na escala de um poro. (1) onde Ω = [0.

hx h y 1 (0. (2). o espaço vetorial de Raviart-Thomas. considerando-se a partição do domínio em elementos retangulares do tipo E = [xi-1. hy = Y/ny. x0 = 0. Um estudo sobre este assunto foi desenvolvido no artigo de Durlofsky (1991). onde xi = ihx. será exibido a seguir um espaço vetorial que fornecerá aproximações para o campo de velocidades. 1 ≤ i ≤ nx. denote por a o valor de K/µ > 0. nx e ny os números de subintervalos de [0. será simétrica e definida positiva. hx h y 1 (0. é gerado pelas funções vetoriais: WR = 1 (x – xi-1. fx e fy. hx h y WL = 1 (x . portanto.1 Espaço de Raviart-Thomas Denote. usará elementos finitos mistos e híbridos. yj = jhy. A metodologia aqui apresentada será útil. Neste trabalho. (1). também. respectivamente. Seguindo a mesma técnica sugerida em Chavent e Roberts (1991). Em um primeiro momento. A matriz do sistema linear proveniente da aproximação da equação elíptica. por exemplo. Desta forma. por elementos finitos. na investigação de técnicas numéricas para o cálculo de permeabilidades efetivas (ou equivalentes) em meios porosos heterogêneos. a discretização da equação da pressão. são de quadrado integrável em Ω. mas considerando. y . g) ∈ L2(Ω) × L2(Ω).xi. y0 = 0. com funções coordenadas também de quadrado integrável em Ω. fx ∈ L2(Ω) e fy ∈ L2(Ω)}: espaço de Sobolev. xi] × [yj-1. pretende-se enfatizar a técnica de pré-condicionamento. y – yj-1 ).a∇p. como o Método dos Gradientes Conjugados. 2. o espaço vetorial gerado por tais funções possui dimensão quatro. os métodos numéricos usuais. a possibilidade de se trabalhar com um tensor de permeabilidade K.Abril de 2008 35 associada ao deslocamento de dois fluidos miscíveis e incompressíveis. sobre tal elemento. Para esta finalidade. X] e [0. FORMULAÇÃO FRACA PARA A VELOCIDADE DE DARCY É importante salientar que a função escalar p (pressão) pertence ao espaço H1(Ω) = {f ∈ L2(Ω). ao invés de considerar apenas permeabilidade escalar. os comprimentos desses subintervalos. Ω) = {F = (f.yj ). Então. ∇. e.F ∈ L2(Ω)}: espaço das funções vetoriais cujo divergente é de quadrado integrável. utilizando um tensor de permeabilidade. Furtado e Pereira (1997) (escoamento imiscível). considere a permeabilidade uma função escalar. poderão ser empregados na resolução deste sistema.FAMAT em Revista . Eq.Número 10 . Então. Maiores informações sobre elementos finitos mistos e híbridos podem ser obtidas nos artigos de Douglas. onde f e suas derivadas parciais de primeira ordem. hx h y (3) WU = WD = (4) Observe que as quatro funções base são linearmente independentes. na Eq. Sendo assim. mas também podem ser aplicadas em equações provenientes de outros tipos de escoamento em meios porosos. e de Almeida. o objetivo é obter uma formulação fraca para a equação: u = . hx = X/nx. 0). 2. É este espaço que fornecerá . yj]. 1 ≤ j ≤ ny. Já a função u (velocidade de Darcy) pertence ao espaço H(div. Douglas e Pereira (2002) (escoamento miscível). 0). Y] (associados ao domínio retangular Ω).

neste elemento. observe que Wβ = (Wβ. obtém-se a seguinte equação: E (1/a) Σα uα Wα .W dx. Se α = R (ou α = L). Assim. E). 0). são denominadas componentes ortogonais do fluxo através das interfaces na direção normal exterior. então α* = L.Wβ dx ≡ (1/aE )Σα uα E Wα . com valor pE no interior. respectivamente. então α⊥ ∈ {U. ∀ W ∈ H(div.2) possui a seguinte propriedade: . U.Abril de 2008 aproximações para o campo de velocidades em E. (6). e com valores E. (6) Para facilitar as contas que surgirão no desenvolvimento da Eq. 0). Assim. então α* = R. L. esquerda. considere as seguintes definições. WR = (1/hy ) (χ . U. então α’ = R. se α = D. é aproximada por: u = uRWR + uLWL + uUWU + uDWD ≡ Σα uα Wα. se α = R. então α’ = U. então α’ = L.βα = hx hy ε Wα . finalmente. D}. Wβ dx. Como exemplo. então α’ = D.Wβ dx = . Arestas Transversais. D}. L}.βα).E ∇p. β ∈ {R. U. γ -1). L. A formulação fraca da equação anterior é obtida considerando que: u satisfaz à Eq. α ∈ {R. a função a é constante em cada elemento E. Com o objetivo ε de construir a matriz AE = (AE.Número 10 . (7) (8) Seja AE. considere a aresta R com vetor unitário 1 normal exterior dado por ηR = (1. assumindo aí o valor aE. Se α = L.Wβ dχ dγ. use a seguinte troca de variáveis: x = xi-1 + χ hx. W = Wβ. 1] × [0. Note que E u. então α⊥ ∈ {R. se α = U (ou α = D).W dx = .1. a função p é constante em cada elemento E.36 FAMAT em Revista . se α = U.2 Relação entre as componentes do fluxo.β constantes em cada uma das arestas que compõe a fronteira de E. se α = U. então α* = D. D}. As letras R. (5) onde uα. os multiplicadores de Lagrange e a pressão A forma variacional para a Eq. onde ε é o quadrado [0. WU = (1/hx ) (0. y = yj-1 + γ hy. WD = (1/hx) (0. L. β. α ∈ {R.E ∇p. se α = R. de cima e de baixo. do elemento E. D}. (1) (velocidade de Darcy) é expressa pela seguinte equação integral: E (1/a) u. Arestas Conjugadas. 0). Wβ. e. 2. se α = D. WL = (1/hy) (χ -1. Se α = L.ηR dx = E uR dx dy = uR (a área de hx h y E é igual a hx hy). (5). a velocidade de Darcy. Arestas Opostas. 1]. Agora. então α* = U. U e D são referentes às arestas direita. Desta forma. γ ). L.

aparece nos cálculos destes elementos.RL. se β ∈ {R. U e D.β β’ = hx hy  Wβ .β β = hx hy  Wβ2. 2 = 0. Como a integral é efetuada na fronteira . AE.β β = hx hy  Wβ2. U. hy 0 1 2 AE. se β ∈ {R.2 = 0. 0 0 1 1 (11) É fácil perceber que existe uma similaridade entre os elementos da matriz AE.2 dγ. para toda aresta β ∈ {R. Então.Número 10 . se β ∈ {U. 0 0 1 1 Em relação às arestas transversais.β β’ = hx hy  Wβ .1 = 0. Utilizando esta notação tem-se que AE. (10) Assim. Voltando a atenção para o lado direito da Eq. 2 dγ. a segunda. (12) 2r   4r   Nestas matrizes a primeira.1 = 0. por analogia.2 = Wβ’. (6). se β ∈ {U. ou r-1. O mesmo vale para as colunas.p∇⋅Wβ. calculando-se. (3) e (4) segue que ∇⋅Wβ = + = . se β ∈ {R.1 ∂Wβ . L} e Wβ. i ∈ {1. Logo.i = 0.FAMAT em Revista . que possui normal exterior unitária denotada por η. L} e AE.1 dχ. Lembre que a função p é ∂x ∂y hx h y constante em cada elemento E. respectivamente. a terceira e a quarta linha correspondem às arestas R. se β ∈ {U. se β ∈ {R. Aplique o Teorema da Divergência no campo pWβ: E ∇. L} e AE. ∂Wβ .RR e AE. onde ∂E é a fronteira do elemento E.β β⊥ = 0. D} (9) AE.1 = Wβ’.Abril de 2008 37 Wβ. D}. Já para as arestas opostas vale a seguinte propriedade: Wβ. observe que o divergente da função vetorial pWβ é calculado como:∇⋅(pWβ) = ∇p⋅Wβ + p∇⋅Wβ  ∇p⋅Wβ = ∇⋅(pWβ) . vale a seguinte propriedade: Wβ. 2 1 Das Eqs. assumindo em seu interior o valor pE. L. imediatamente.i Wβ⊥. L} Desta forma. D}. segue-se que e Wβ. hy 0 1 Dos cálculos anteriores pode-se concluir que 0 0   r /3 − r /6   0 0  − r /6 r /3 AE =  0 0 r −1 / 3 − r −1 / 6     0 0 − r −1 / 6 r −1 / 3      4r −1  −1  2r (AE) -1 =   0  0  2r −1 4r −1 0 0 0 0 4r 2r 0  0 . obtém-se que AE.1 Wβ’.1 dχ.(pWβ) dx = ∂E pWβ. L.η dS. se β ∈ {U.RR = hx hy  χ 2 dχ = r/3. 2 Wβ’. 2}. D}. AE. por exemplo. A razão r = hx/hy.RL = hx hy  χ ( χ 2− 1) dχ = -r/6. D}. obtém-se os demais elementos da matriz.

L uE. da velocidade de Dacy é dada AE (uE.U E. ou seja. Consultando a Eq.ηβ dSβ = E. Desta forma pWβ. Assim. ∀ β ∈ {R. obtém-se que sE.β = Σα ÂE.ηα dSα. para toda aresta β. ∂E A fronteira de E possui quatro arestas. hD = hU = hy. se β = L. A notação para o elemento vizinho de E em relação à aresta β é dada por . Utilizando a inversa da matriz AE. L} e rβ = r.R E. D}. ηβ⊥ = 0. então a diferencial passa a ser denotada por dS.D)T = aE {pE (AE)-1(1 1 1 1)T . por A forma matricial associada à formulação fraca.βα E. o lado direito da Eq. Como a matriz é simétrica. obtém-se que ∂E pWβ. Eq.L E. denotadas por Γα. se β ∈ {R.Wβ dx = E p∇.E ∇p. Observe que ficou evidenciada a dependência das variáveis em relação ao elemento E. (18) 2.U E.η dS = Γβ  p Wβ.Abril de 2008 da região E.Wβ dx . U.L uE.∂E pWβ. Wβ ( Γβ) =(1/hβ*)ηβ. Por exemplo. .β (o comprimento da aresta Γβ é hβ*). Wβ .R E.U uE. para toda aresta β.L E.η dS. (6) pode ser reescrito como: .3 Relação de continuidade do fluxo Dado um elemento E da partição do domínio Ω escolha uma aresta β qualquer deste elemento. se β ∈ {U.(AE)-1(E.β = Σα ÂE.R uE. U.β (chamado de multiplicador de Lagrange). com valor E.α.η dS = Σα  p Wβ.D)T}. (13) (14) (15) Assim.η dS = pE .R uE.β = 6rβ.βα. Considere a notação: hL = hR = hx. a pressão e os multiplicadores de Lagrange: (uE. (17) Com a finalidade de se obter uma expressão mais compacta. L.aE Σα ÂE. De acordo Γα com as expressões de Wβ. para toda aresta β. (3) e (4).αβ.U uE. D}.∂E pWβ. as seguintes propriedades são obtidas: Wβ ( Γβ’) = 0. considere a seguinte notação para a soma das linhas da matriz ÂE ≡ (AE)-1: sE.β . então  será o elemento vizinho à esquerda de E (na Fig. sE. L. uE.(E. Eqs. Logo.D)T = aE {pE (1 1 1 1)T .38 FAMAT em Revista . (16) onde o sobrescrito T indica transposta de matriz.(12).Número 10 .β = aE pE sE. este valor também representa a soma das colunas de ÂE.D)T}.  = Ei-1. como p é constante na interface Γβ. D}. obtém-se a relação entre as componentes de fluxo. (6).j). 1. onde rβ = r-1 . α ∈ {R.

β’ . lembrando que o divergente de Wβ é o inverso da área de E.α + a Σα Â.βα E.α = ΦE.FAMAT em Revista . ∀ v ∈ L2(E).α E.α. Assim. para obter: aE pE SE . Denote por SE o somatório Σβ sE. é fácil mostrar que AE = A. Elemento E = Ei. Eq.β’α .βα E.α.α} = ΦE  aE pE Σβ sE. Então. a equação anterior torna-se Σβ {aE pE sE. (18) e (19) obtém-se que a p s. (22) Utilizando as expressões das componentes de fluxo dadas na Eq. (19) Seguindo o mesmo raciocínio da subseção anterior.βα E. (18). D}. assumindo aí os valores vE e qE. De onde segue que u.a Σα Â.β e considere os comentários feitos antes da Eq.j+1 Ei-1.β . (21) A formulação fraca associada à Eq. Eqs. leva em consideração que: u pertence ao espaço de Raviart-Thomas construído na Subseção 2. o interesse é obter uma formulação fraca para a equação elíptica.β são completamente análogas.β . (21). (2). L. (20) 3.aE Σβ Σα ÂE. a formulação fraca desejada é dada por Σβ uE. ∀ β ∈ {R.1 (veja a Eq. utilizando as duas equações anteriores.β E∇.β’α . (23) . U. (18). As expressões de WE. FORMULAÇÃO FRACA PARA A EQUAÇÃO ELÍPTICA Agora. A continuidade do fluxo é garantida impondo-se a seguinte condição: u.β e de W. considerando-se a seguinte formulação variacional: E v∇. respectivamente.j Eij Ei+1.β’ = a p s.Wβ dx = qE hx hy.β = qE hx hy ≡ ΦE. v e q são constantes no elemento E.Abril de 2008 39 Ei.u dx = E vq dx.Número 10 . (5)).aE Σα ÂE.α = ΦE.β = 0.j-1 Figura 1.j Ei.j da partição do domínio Ω e seus vizinhos.β’ + aE pE sE. A partir daí.β’ + uE.β = aE Σα ÂE. obtém-se Σβ uE.aE Σα sE.

Resolvendo-se o sistema linear. e rα rβ = 1.β = aE Σα { sE.β = 0.β (SE)-1 + Φ s.α + ΦE sE. defina a matriz σE = (σE.β (SE)-1 E.β’α . U. obtém-se  r −2   r −2 σE = 3[r/(r2 + 1)]   1  1  r −2 r −2 1 1 r2 r2 1 1 1  1 .σE.α + a Σα (Â.βα E. Assim. pode-se escrever a Eq. D}.40 FAMAT em Revista .β.σE.β α = 3[r/(r2 + 1)] rα rβ .β’α ).α } + ΦE sE. por exemplo.βα )E.α + a Σα Â.α = ΦE sE. (20) (continuidade do fluxo) obtém-se a Σα σ. se β for uma aresta do tipo Neumann) nas demais fronteiras do domínio.β – condição de fronteira do tipo Neumann –. (17)).β’α .α. então SE = 12(r + r-1) = 12[(r2 + 1)/r] . Sabendo que sE. a pressão (através da Eq. L. FORMULAÇÃO HÍBRIDA . (24) De acordo com as definições anteriores é fácil mostrar que SE = S e que σ = σE.α = ΦE sE.Abril de 2008 4. obtém-se um sistema linear com matriz simétrica e definida positiva.β = 6rβ (veja o parágrafo após a Eq.ELIMINAÇÃO DA VARIÁVEL PRESSÃO Com a finalidade de se eliminar a variável pE do sistema de equações.βα E. Então. ou seja. (23)) e.α + Φ s. e uma condição de fluxo nulo (uE. os multiplicadores de Lagrange são obtidos e a partir deles é possível calcular. as componentes ortogonais de fluxo (através da Eq.βα .β (SE)-1. então a equação envolvendo apenas os multiplicadores de Lagrange é obtida substituindo-se o valor de aE pE sE. As incógnitas deste sistema são os multiplicadores de Lagrange. onde rα rβ = (rβ)2.β α E.β na Eq.βα .Número 10 . (24) e (25). Desta forma. Ou seja aE Σα (ÂE. (25) Impondo uma condição de Dirichlet na fronteira direita do domínio Ω. ou se α = β’. na qual se conhece o fluxo uE. .β (SE)-1. utilizando um pré-condicionador baseado na decomposição incompleta de Cholesky da matriz dos coeficientes (veja. Observe que tal matriz é simétrica. p = 0.β’ na Eq. β. também. se α = β . por exemplo.α sE.β’ (S)-1 + aE Σα σE. conforme as Eqs. r2  r2   Com a notação anterior.βα ). σE. em cada Elemento E.β e a p s. Seja  o elemento vizinho de E em relação a uma aresta β qualquer. onde σE.β (SE)-1 = = aE Σα ÂE.βα )E.σ. α ∈ {R.β’ (S)-1. (23) da seguinte forma aE pE sE. se α = β⊥. Se β for uma aresta na fronteira do domínio denominada do tipo Neumann.β (SE)-1 .β’α .β (SE)-1 = aE Σα σE. substituindose os valores de aE pE sE.α + ΦE sE. (18). Axelsson e Barker (1984)). um código computacional está sendo desenvolvido para resolver este sistema linear pelo Método dos Gradientes Conjugados pré-condicionado. (18)).β α = sE.α sE. aE Σα (ÂE.uE. Atualmente.

as matrizes A e σ deixam de coincidir com as matrizes AE e σE.Abril de 2008 41 5. C22 = [(rdet(K))/k11] 2N. obtém-se (no elemento E):  B11 (AE) -1 =  B  21 B12  . pois. KE ≠ K. Observe que. B22    −1 1  B12 = B21 = -k   1 − 1 .  1 1 onde N =   1 1 . (25) são obtidas a partir das informações anteriores. 6. 4 +κ   onde ρ =[r det(K-1)k22k11]/[r2k22 + k11] σE = 3ρ    C11 C12  .    As equações correspondentes à Eq. . no caso de um tensor de permeabilidades.Número 10 . C12 = C21 = [det(K)] 2/(k11 k22)N. CONSTRUÇÃO DA MATRIZ GLOBAL DOS MULTIPLICADORES DE LAGRANGE Para se ter uma idéia da numeração das arestas correspondentes à partição do domínio em malhas retangulares. em geral. (24) e à Eq. Numeração da malha regular.    com blocos dois por dois dados por B11 = (k22 r)-1 det(K)M. onde 4 +κ M=  2 −κ  B22 = (k11 r-1)-1 det(K)M. (1) e seguindo  22   os mesmos passos desenvolvidos nas seções anteriores. com κ = det(K-1)k2. 2 −κ   . veja o seguinte modelo: 13 17 21 7 4 11 1 10 2 14 12 8 5 15 3 18 16 9 6 19 20 Figura 2.   C 21 C 22  e os blocos dois por dois são dados por C11 = [(r-1det(K))/k22] 2N. FORMULAÇÃO HÍBRIDA USANDO UM TENSOR DE PERMEABILIDADES  k11 k  Utilizando um tensor K =   k k  simétrico e definido positivo na Eq.FAMAT em Revista .

Modelo da matriz global – parte triangular inferior. 17. por exemplo. BFR. αFR: numeração das arestas verticais que pertencem à última interface antes da fronteira direita do domínio.[3/ (r2 + 1)]} + E. X corresponde aos elementos não nulos da matriz. aplicado a sistemas lineares.42 FAMAT em Revista . MR. αR: numeração das arestas verticais que estão no interior do domínio. as arestas são dos seguintes tipos: αL: numeração das arestas que pertencem à fronteira vertical esquerda do domínio retangular. MFU. ii) As submatrizes que armazenam a diagonal e a parte inferior do sistema global são: ML.D aE [3 r/(r2 + 1)] . Considere. 8. αFU: numeração das arestas horizontais que pertencem à fronteira superior do domínio retangular. Nas demais fronteiras a condição imposta é de fluxo nulo. αD: numeração das arestas que pertencem à fronteira inferior do domínio retangular. . 9.U aE [3 r/(r2 + 1)] . MD. exceto aquelas correspondentes à última interface vertical antes da fronteira direita do domínio.R r-1a {2 . a aresta de número 8 na Fig. BD.D a [3 r/(r2 + 1)] . 2 obtém-se o seguinte modelo de matriz global dos Multiplicadores de Lagrange (somente a diagonal e a parte inferior são exibidas. 3). a matriz anterior é armazenada em submatrizes construídas da seguinte forma: i) Para cada tipo de aresta associa-se uma matriz que contém os elementos da matriz global – parte triangular inferior e diagonal –.E. αU: numeração das arestas horizontais que estão no interior do domínio retangular. tratase de uma aresta interna do tipo αR.L r-1aE {2 . (24). pois a matriz é simétrica. BR. MFR. A fórmula de sete pontos para esta aresta. as quais pertencem aos elementos que contém a aresta 8. MU.Número 10 . obtida da Eq.. BFU. 12.U a [3 r/(r2 + 1)] = (qE + q)hx hy [1/2( r2 + 1)].R r-1(aE + a ) {4 .pTb. Os termos independentes são armazenados nos vetores: BL.E.Abril de 2008 Utilizando a numeração apresentada na Fig.[3/ (r2 + 1)]} . Para efeitos computacionais. BU. O MÉTODO DOS GRADIENTES CONJUGADOS (25) O método dos gradientes conjugados. espaços em branco são elementos nulos): Figura 3. 7. 16. 2 (veja o destaque na Fig. é dada por: E.[3/ (r2 + 1)]} + . 13. Observe que esta aresta está relacionada com as seguintes arestas: 7. Observação: Na fronteira direita do domínio é imposta a condição de Dirichlet: R = 0 – pressão nula. baseia-se na seguinte equivalência: p* é solução de Ap = b ⇔ p* é ponto de mínimo de J(p) = ½ (pTA p) .

r(k)>)-1. Definição 7. o método dos gradientes conjugados consiste em obter aproximações. que é escolhido de modo que esta direção e a anterior sejam A. r(2). r(1).P>A = PTA p = <Ap..p> = pTP = PTp = <p. Definição 7. v) <d(k). d(k)} é A-ortogonal. ou seja. ii) p(k+1) = p(k) + αk d(k) . Seja um sistema linear Ap = b. d(k+1)>A = 0. r(2). . pode-se mostrar que <r(k)..<r(k+1). ou seja.2.Abril de 2008 43 onde p*.1: O conjunto {r(0). são válidas as igualdades: <P. {r(0). <Ap. r(k+1)>)(<r(k). . iv. são ditos A-conjugados se <p. r(1). r(k)>)-1.Número 10 ... ∀ p ∈ n. o conjunto {d(0).1 Pré-condicionamento de matriz A técnica de pré-condicionamento utiliza o seguinte procedimento.conjugadas. r(k)> = 0. Dada uma matriz G invertível. utilizando-se os itens i. Agora é fácil ver que r(n) = 0. simétrica e definida positiva.P> = PTp. ou seja. d(2). d(k)>A)-1. se i ≠ j. os sistemas lineares Ap = b e G-1A(G-1)TGTp = G-1b são equivalentes. o que seria um absurdo. . p ≠ 0 (vetor nulo).P>A = 0. p(k+1). Por indução finita.P>A = <P.. Assim. a nova direção. P> = <p. iv) d(k+1) = r(k+1) + βk d(k). Lema 7. αk é ponto de mínimo da função g(α) = J(p(k) + α d(k)).. já que dim(n) = n. O lema apresentado a seguir (sem demonstração) garantirá a convergência do método dos gradientes conjugados em n passos. onde o escalar αk minimiza o funcional quadrático J na direção d(k).1: Sejam p e P vetores do n. o conjunto gerado por estes vetores: [r(0). linearmente independente. ou seja. As definições apresentadas a seguir serão úteis para a compreensão do método. Assim. r(2). equivalentemente. Portanto..P>. <d(i). se i ≠ j. r(n)} seria um conjunto ortogonal de vetores não nulos em n e. iii) r(k+1) = b – Ap(k+1) = r(k) .. r(k)>)(<r(k).αk Ad(k). Chame de C . Sejam p e P vetores do n. 7. <r(i). d(1). d(k)>)(<d(k). pois.. depende do parâmetro βk.3: p e P. conforme a definição 7.p>A. caso contrário. iii. No espaço vetorial n. r(k)>)(<d(k).2: Seja A uma matriz quadrada de ordem n. A é simétrica (AT = A) e definida positiva (pTA p > 0. vii) βk = (<r(k+1). d(k+1). iv. v e vi segue que βk = (<r(k+1). pode-se mostrar que <r(k+1). Dos itens iii. r(n-1) .FAMAT em Revista . partindo de um vetor inicial p(0) e seguindo os passos: i) r(0) = b – Ap(0) (resíduo inicial). em n. r(k)} é ortogonal. d(k)> = <r(k). v e vi anteriores.. para todos os valores inteiros de i e j variando de 0 a k. r(k+1)> . para a solução do sistema linear – denotada por p* –. . AP>. d(0) = r(0) (direção inicial). p e b são vetores do n.) e J é um funcional quadrático. ou. vi) αk = (<r(k). Com algumas manipulações algébricas chega-se a αk = (<r(k). r(k)>. O produto interno canônico entre p e P é definido por <p. utilizando-se os itens i e iv anteriores. Definição 7. simétrica e definida positiva.. logo. r(j)> = 0.P>.. Da simetria da matriz A. r(n)] ⊂ n. onde n é a ordem da matriz A. portanto. teria dimensão n + 1. r(1). r(n-1) . segue que <p. p(k+1) é o ponto de mínimo de J na direção d(k). onde A é matriz de ordem n. d(j)>A = 0. A seguinte operação define um produto interno em n: <p. d(k)>A)-1. Por indução finita.

vi’’) αk = (<r(k). Desta forma. onde  é o fator da decomposição de Cholesky de A. Assim. A3) senão. Agora. resolva (GGt)z(k) = r(k). levando-se em conta uma função escalar de permeabilidades e um tensor de permeabilidades.Abril de 2008 a matriz G-1A(G-1)T.αk CD(k). fim. z(k-1)>/<r(k-2). (6) não são aproximadas por métodos numéricos. A2) enquanto r(k) ≠ 0. Aplicando-se o método dos gradientes conjugados ao sistema Cy = B. tal que A =   t – Fatoração de Cholesky (veja Ruggiero & Lopes. iii’) R(k+1) = R(k) . então Gij =  ij. d(k)>. D(k+1)>C = 0. obtém-se o seguinte algoritmo: A1) k = 0. o método proposto será capaz de melhorar a aproximação para esta solução. Utilizando as definições da matriz C e dos vetores B e y e lembrando que r(k) = b – Ap(k).Cy(k) = G-1r(k). z(k)>)(<d(k). por exemplo. Axelsson & Barker (1984)). Sejam z(k) = (GGT)-1r(k) e D(k) = GTd(k). 8. O desenvolvimento dos códigos computacionais. D(k)>C)-1. r(0) = b – Ap(0). R(k)>)(<D(k). portanto. z(k-1)> / <Ad(k). iv’) D(k+1) = R(k+1) + βk D(k). Douglas e Pereira (2002). vi’) αk = (<R(k). p ≠ 0 . onde a matriz G corresponde à fatoração incompleta de Cholesky da matriz A. a . D(0) = R(0) (direção inicial). 7. então existe uma única matriz triangular inferior  de ordem n. vii’’) βk = (<r(k+1).44 FAMAT em Revista . d(1) = z(0). porém. A regra do trapézio. R(k+1)>(<R(k). z(k)>)-1. conclui-se que R(k) = B . facilita muito a resolução do sistema para a pressão. Logo. z(k-2)> e d(k) = z(k-1) + βkd(k-1). ∀ p ∈ n. sejam y = GTp e B = G-1b.Número 10 . isto é. v’) <D(k). o pré-condicionador é da forma GGT. r(k) = r(k-1) . torna-se imprecisa. A3) k = k + 1. se Aij for diferente de zero. A5) p = p(k). com précondicionador baseado na decomposição incompleta de Cholesky da matriz dos coeficientes (veja. com diagonal positiva. Note que D(0) = R(0)  GTd(0) = G-1r(0)  d(0) = (GT)-1G-1r(0) = (GGT)-1r(0) = z(0). a solução do sistema sofre influência do erro de integração e. se k = 1. o sistema linear Ap = b é decomposto em dois sistemas triangulares:  y = b (triangular inferior) e  t p = y (triangular superior). pTCp = pTG-1A(G-1)Tp =[(G-1)Tp] TA(G-1)Tp > 0. Utilizando a mesma malha computacional (os mesmos valores de hx e hy).Cy(0) (resíduo inicial). ii’) y(k+1) = y(k) + αk D(k) . Se A for simétrica e definida positiva. por exemplo. 1997). caso contrário Gij = 0. obtém-se: i’) R(0) = B . Douglas. pois Ap = b ⇔ (  t)p = b. já está em andamento. CONCLUSÃO A formulação desenvolvida nas seções anteriores será muito útil na investigação de técnicas numéricas para o cálculo de permeabilidades efetivas (ou equivalentes) em meios porosos heterogêneos. A4) αk = <r(k-1). O método numérico produzido com a metodologia apresentada neste trabalho deverá apresentar boas aproximações para a velocidade de Darcy. d(k)>A)-1. Observação: O código computacional que está sendo desenvolvido para resolver o sistema linear para a pressão utiliza o método dos Gradientes Conjugados pré-condicionado. R(k)>)-1. Obtido o fator .2 O Pré-condicionamento de Cholesky Se uma matriz A de ordem n é simétrica e definida positiva. Furtado e Pereira (1997)): as integrais que aparecem na Eq. βk = <r(k-1). ou seja. então C terá estas mesmas propriedades: CT = [G-1A(G-1)T] T = G-1AT(G-1)T = G-1A(G-1)T = C e. z(k+1)>)(<r(k). vii’) βk = <R(k+1). p(k) = p(k-1) + αkd(k). devido a uma diferença fundamental em relação a outros métodos (Almeida.αkAp(k).

“Finite element solution of boundary value problems.Abril de 2008 45 aproximação será melhorada sem a necessidade de se fazer refinamentos de malha (diminuições dos valores de hx e hy). “Finite Element and finite difference methods for continuos flows in porous media”. Frederico e Pereira. Souto.. Water Resources. “Cálculo Numérico: aspectos teóricos e computacionais”. Estas propriedades da matriz garantem a existência e a unicidade de solução do sistema linear. 329-348. Douglas. Computational Geosciences. além de permitir que o método dos Gradientes Conjugados seja utilizado na resolução do mesmo. V. Souto. A. 699 -708. E. “A new characteristics-based numerical method for miscible displacement in heterogeneous formations”. L. O método dos elementos finitos mistos e híbridos vai gerar um sistema linear. que acarretariam no aumento do esforço computacional. Braga (ed. J. M. Petrópolis. Murad. T. (1991). Amaral (2005) “Introdução à técnica da media volumétricas”. REFERÊNCIAS Almeida. M. Douglas JR. 27 (5). “Escoamentos miscíveis em formações heterogêneas: novos métodos numéricos e modelagem estocástica”. vol. “On the numerical simulation of waterflooding of heterogeneous petroleum reservoirs”. J. Frontiers in applied mathematics – SIAM. Para isto será preciso fazer o acoplamento da equação elíptica (que fornece a velocidade de Darcy) com uma equação diferencial do tipo convecção-difusão (veja Russel e Wheeler (1983)). Axelsson. in I Escola em Modelagem Computacional Multiescala. Campinas. A. César Guilherme. Adv. F. (1984). H. Florida. Felipe (1997).. e Barker. Pereira. Computational and Applied Mathematics. Gráfica LNCC. e Wheeler. Tese de Doutorado em Matemática Aplicada. . Russel. 21. G. mixed-hybrid finite element and standard finite difference aproximations for the determination of velocities in waterflow problems”. F (1983). M. Felipe (2002). 573-605. Ruggiero. Furtado. The mathematics of reservoir simulation. 35 -106. associado à equação da pressão. F. J. Chavent. Cruz e G.). M. A.1. vol. vol. 6. Theory and computation”. Durlofsky. Academic Press. O. da Rocha (1997).P. e Pereira.FAMAT em Revista . Lopes. (2000). MAKRON. “Numerical calculation of equivalent grid block permeability tensors for heterogeneous porous media”. fascículo 2. “A unified physical presentation of mixed. A. V. 155–190. Dois tipos de problemas serão investigados: o problema linear do Traçador Passivo (Almeida (2000)) e o problema não-linear (Almeida (2000)). César Guilherme. n. L. H. Orlando. A continuação natural deste trabalho é o desenvolvimento de um método numérico para simular escoamentos miscíveis incompressíveis em meios porosos heterogêneos (veja Russel e Wheeler (1983)). Water resources research. (1991). em que as equações diferenciais parciais que governam o escoamento não são lineares.Número 10 . Almeida. 2. que possui matriz simétrica e definida positiva. G. IMECC/Unicamp. Jr. e Roberts. segunda edição. 14. Jim. São Paulo.

46 FAMAT em Revista .Número 10 .Abril de 2008 .

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