A nova

Em entrevista exclusiva, o futurista Alvin Toffler descreve o cenário da terceira onda e adverte sobre os cuidados que devem ser tomados pelas empresas
Há uma nova economia se estabelecendo no mundo, resultante da aplicação de conhecimentos sem precedentes ao processo de criação de riqueza. Quem faz essa afirmação é o mais renomado dos futuristas, Alvin Toffler, em entrevista exclusiva a José Salibi Neto, diretor editorial de HSM Management. Toffler, autor do best seller A Terceira Onda (ed. Record), entre outros livros que hoje são referência, descreve essa nova economia (os conceitos e o vocabulário são abordados na página 139 desta edição, na primeira parte da Enciclopédia da nova economia). Segundo o especialista, ela se define por ter predominância dos setores de informação e serviços, ritmo de mudança acelerado e muita instabilidade, pelo menos nas próximas décadas. Ele orienta empresas e países sobre como se proteger da instabilidade acarretada por isso. Sobre o Brasil, o especialista diz ser um país extremamente complexo e, portanto, difícil de administrar de forma centralizada.

AGENDA 2000
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Fotos Divulgação

Alvin Toffler

HSM Management 12 janeiro-fevereiro 1999

mas mesmo em finanças há diferenças entre os mercados de câmbio e os de ações. para mim. estamos vendo governos e economias da América Latina passar por isso. mas especulativo. enquanto o segundo diz que não devemos esperar uma crise porque os preços na verdade são realistas. penso que acontecerá o contrário. de segmento para segmento.economia Há muitos estudiosos falando em uma nova economia. Como esses países podem se proteger para não ser tão vulneráveis a estragos provocados por outros países? Estamos caminhando muito rapidamente para aquilo que denominamos globalização. o que pode causar grandes danos a países emergentes como o Brasil. sim. Minha discordância com o segundo grupo está no fato de que a existência da nova economia não implica. Como o sr. Ao mesmo tempo. Estamos lançando essa nova economia revolucionária baseada em princípios totalmente diferentes –nela o dinheiro é informatizado e a informação monetarizada. as estruturas organizacionais mudam. vamos ter de aprender a conviver com a turbulência? Ou a turbulência se resumirá à fase de transição e haverá um ambiente mais estável no futuro? Acredito que tudo depende do horizonte de tempo que estamos considerando. o primeiro grupo acredita que devemos esperar uma crise. Precisamos entender as diferenças entre o processo de ir além dos mercados nacionais e o processo de integração dos mercados nacionais em uma única economia mundial. Um sustenta que não há nenhuma nova economia. ao contrário. se estamos passando por um processo revolucionário. a turbulência é inevitável. embora fosse muito ➙ 7 . Nesse caso. porque a aceleração da mudança está trazendo ao mundo uma combinação explosiva de tecnologia da informação e revolução biológica. Ela faz parte do preço da mudança. mas estamos confundindo globalização com liberalização. e aqueles que querem estabelecer controles para prevenir o contágio. Para mim. o que pode acabar provocando uma crise. portanto. na instabilidade dos mercados. Em 1987. Esse grupo diz que o campo de batalha continua o mesmo e garante. tal como vem sendo feito nos últimos 200 anos. as formas de trabalho mudam. difere da de ambos os lados: daqueles que se prendem ao passado e daqueles que dizem que não haverá turbulência no futuro. a Argentina ou o México. que o elevado preço das ações não é realista. há diferenças marcantes de setor para setor. talvez tenhamos um novo surto de mudanças quando a raça humana começar a povoar outros planetas. a escala da operação muda. afirma que há uma nova economia. o processo é extremamente desigual. vinculada à aplicação de conhecimentos sem precedentes ao processo de criação de riqueza. de país para país. Isso dará origem a todos os tipos de oportunidades e crises inimagináveis. A verdadeira questão é saber se essa nova economia –que é a terceira onda e a sociedade criada por ela– conseguirá se estabelecer efetivamente para nos proporcionar um longo período de tranquilidade. No que diz respeito à globalização. HSM Management 12 janeiro-fevereiro 1999 Falando um pouco mais de turbulência e instabilidade. isso é pouco provável. Na realidade. Eu pessoalmente acredito que ambos os grupos estão errados. sem limitações. Em minha opinião. visto que todos os antigos princípios econômicos continuam a ser aplicáveis. que o mercado será estável. logicamente. Portanto. E isso se traduzirá. há uma economia muito nova. inclusive o mercado de ações. Não são sinônimos. A globalização é possível tanto para economias de planejamento central quanto para economias de mercado. minha mulher e eu escrevemos um artigo para o jornal The New York Times no qual comentamos que. portanto. e que essas grandes altas observadas nos mercados de ações refletem um aumento de produtividade relacionado a ela. já adianto. a definiria? Ela já existe ou ainda está por acontecer? Há dois grupos com opiniões distintas sobre a nova economia. turbulência de informações. Entretanto. O outro grupo. turbulência cultural e esse passará a ser o nosso ambiente natural nas próximas décadas. Vamos nos ver diante de turbulência política. o nome do jogo será turbulência. Durante as próximas décadas. sim. Portanto. é preciso compreender a diferença entre aqueles que desejam uma movimentação totalmente livre do capital. os seguros etc. O setor financeiro é o mais globalizado. Minha posição. Nem todas as partes da nossa economia são igualmente globalizadas. Depois disso.

social e geopolítica. concorda com isso? Em minha opinião. o que pode provocar crises políticas e até um confronto armado. “Estou convencido de que a economia asiática pode se recuperar. que classifico como setor de segunda onda. controles temporários de fluxo de capitais. E. No Brasil. qualquer pequeno furo no casco poderia afundar o navio inteiro. Sei que estou sozinho nesse prognóstico. Heidi e eu dissemos que a eliminação de barreiras contra o fluxo livre de capitais seria o equivalente a construir um superpetroleiro sem compartimentos de segurança. mas devem ser temporários e se concentrar nas áreas de maior risco de contágio” HSM Management 12 janeiro-fevereiro 1999 . Muitos empresários têm uma visão estreita de seus negócios e sabemos que nesta época de turbulência muitas companhias serão simplesmente eliminadas pela concorrência. Cada uma dessas ondas tem exigências diferentes. Não creio que venha a enfrentar uma guerra civil de imediato. Nos últimos dez anos todos os esforços foram realizados no sentido de reduzir as barreiras e as medidas de segurança. As empresas de sucesso costumam adotar estratégias de acordo com a onda em que estão. Mas evidentemente ninguém deu muita atenção a nossas previsões. vocês não apenas têm tribos indígenas isoladas vivendo de caça e pesca na Amazônia como também possuem um setor agrícola de grande porte.” importante reduzir as barreiras contra o fluxo de capital através de fronteiras nacionais –visto que isso era bom para o desenvolvimento do comércio–. Por isso. É exatamente isso que estamos enfrentando no momento. por exemplo. Se não conseguir entender essa economia de terceira onda do futuro e seus requisitos. e não de criar novas. Elas precisam de tratamentos diferentes por parte do governo. Além disso. Segundo elas. Mas ela também não será a superpotência do ano 2020 que alguns predizem. dependendo do mercado de ações dos EUA. vocês têm um imenso e tradicional setor de indústria pesada. porque significa que você se adapta para fazer o que todo 8 “Controles de fluxo de capitais entre países são necessários às vezes. Sua entrada no século XXI não será nada tranquila: assistiremos a instabilidade econômica. precisam de estratégias de negócio completamente diferentes. “O que os europeus estão fazendo é um suicídio.” Para a União Monetária Européia. Precisamos de sistemas inteligentes e à prova de falhas para prevenir o contágio. 20 ou 25 anos. esse é um erro terrível. e assistem a um crescimento muito rápido do setor de terceira onda. precisávamos pensar na criação de novas medidas de segurança para prevenir o contágio. “A China pode se tornar uma grande potência no futuro próximo se não quebrar devido ao desenvolvimento acelerado demais. a agilidade e a capacidade de adaptação substituem a estratégia hoje. porém não digo nada sobre isso daqui a 10. toda empresa deve ter consciência sobre em que onda está operando e para que onda quer ir. O sr. Além disso. não apenas vinda do exterior. capazes de aumentar seu valor em cada onda. Como as empresas podem elaborar sua estratégia neste ambiente? O mais importante é que as empresas e seus líderes decidam em que parte da economia desejam atuar. Mas ainda há o enorme desequilíbrio social por resolver. também é preciso solucionar o real problema da região –a incompatibilidade entre a produção econômica e o sistema financeiro. Não podemos simplesmente supor que qualquer nível de controle normativo seja ruim e que o controle feito pelo próprio mercado resolva tudo. como vemos na Malásia e em outros países hoje.OS PROGNÓSTICOS DE TOFFLER Para a China. a empresa não poderá aproveitar ao máximo as oportunidades criadas pela nova economia. resultante da grande velocidade com que cresceu sua economia. por essas tensões sociais e por complicações geopolíticas. Daí a extrema importância da estratégia. o setor de informações. da desvalorização da moeda da China e de uma queda do Japão. podem ser necessários ocasionalmente. Devem ser projetados para ser mínimos. E situações desse tipo exigem flexibilidade. ou seja. Eles não podem ser parecidos com as velhas barreiras. temporários e se concentrar exclusivamente naqueles aspectos do sistema financeiro que têm maior risco de contágio. Eu acredito que haverá uma multiplicação de moedas pelos países da região e não uma redução. E quais seriam os compartimentos de segurança dos países? Em minha opinião. respondendo à sua pergunta. tudo que eu chamo de setor de primeira onda. o que não combina com a rigidez excessiva que vem sendo imposta às moedas e às economias dos países membros. mas de outros setores de atividade em seu país. Algumas pessoas afirmam que não é possível ter uma estratégia porque as mudanças são muito rápidas atualmente.” Para o restante da Ásia.

Então passaram a contratar um indivíduo e não uma família inteira. mais tarde se arrependerá amargamente. nossa definição de habilidade tende a ser muito estreita e mecânica. de terceira onda. quando lidamos com tecnologia da informação. Outro ponto-chave para ser lembrado é que. Há culturas diferentes: as companhias de primeira. Elas precisam de um tipo diferente. Acho que. ou entre um sistema de telecomunicações e outro. Isso é mais comum do que se pensa. pois estas também mudam” HSM Management 12 janeiro-fevereiro 1999 . seus donos instalaram tecnologias industriais. Por exemplo. por exemplo. No entanto. estas estão mudando continuamente. Se você estiver em uma empresa de um setor tradicional de primeira onda. Como os gerentes devem administrar suas ferramentas de informação no meio da revolução pela qual estamos passando nesse setor? Todos sabemos que é muito difícil decidir entre um computador e outro. não estará obtendo o valor potencialmente disponibilizado pela nova tecnologia. ou seja. pensar em questões organizacionais e até mesmo em questões culturais. Os trabalhadores rurais trabalhavam em equipes constituídas pelas pessoas da família e. mas também estimular maior diversidade interna. quando surgiram as primeiras fábricas. habilidades essas que deverão ser adquiridas dentro ou fora da empresa. isto sim. como na ocasião da Revolução Industrial. Depois descobriram que as famílias não eram muito eficientes –os mais idosos não conseguiam acompanhar o ritmo. Se você estiver pagando uma grande quantia de dinheiro para instalar um sistema que simplesmente calcifica ou fortalece a burocracia. Além disso. haverá grande probabilidade de você enfrentar mudanças em ritmo muito menos acelerado do que aquelas de um setor ligado ao varejo “Para podermos escolher as ferramentas da informação precisamos pensar em questões não-tecnológicas. estamos correndo para integrar a cadeia de suprimentos. Mas é igualmente importante lembrar que também precisamos de sistemas à prova de 10 “As mudanças em curso não envolvem apenas o conjunto de habilidades das quais uma empresa precisa no momento. como é possível convencer os funcionários de que essa é a realidade da nova economia e fazê-los sentir-se confortáveis com ela? Que conselho o sr. plante feijão ou fabrique papel. as pessoas obviamente precisam de novas habilidades para essa nova economia. parece-me que um erro cometido por muitas companhias é comprar tecnologia da informação de terceira onda e depois tentar usá-la de uma forma típica da segunda onda. As empresas que sobreviveram sempre foram aquelas que tinham um pensamento estratégico arraigado e profundo e não aquelas que simplesmente se adaptaram ao que os estrategistas de fora decidiram. precisamos nos perguntar se esse sistema está aumentando a burocracia ou ajudando a eliminá-la em favor de formas mais avançadas de organização. que pode economizar grande quantidade de dinheiro. daria aos gerentes e executivos? Antes de mais nada. Os líderes dessas empresas devem não apenas tolerar.mundo está fazendo e nunca estará em posição de controlar seu destino. precisamos pensar em questões não-tecnológicas. de uma atitude diferente e até mesmo de uma personalidade diferente. assim como as culturas corporativas. segunda e terceira onda são caracterizadas por culturas internas diferentes. Não estaríamos escolhendo entre dois candidatos e sim entre vários. que extraia minério de ferro. as crianças queriam brincar e precisavam ser acorrentadas às máquinas e assim por diante. no qual a moda e os produtos mudam de um dia para outro. Se você comprar tecnologia da informação e escolher às cegas os funcionários que trabalharão com ela. Dado que as pessoas geralmente não gostam de instabilidade. Isso cria um sistema potencialmente muito mais eficiente. Precisamos. as pessoas que marcham sem pensar não são muito valiosas. para podermos fazer essas escolhas. Para empresas de terceira onda avançada. Pensamos em cada função como uma tarefa altamente específica para a qual podemos treinar alguém. usaram tecnologias avançadas numa organização obsoleta. como as organizacionais e culturais” ou marketing. O mesmo está acontecendo hoje. máquinas para a fabricação em massa e contrataram famílias. e isso é muito difícil. E já aconteceu antes. que apresentam diferenças de comportamento diante da autoridade e da velocidade. quando compramos tecnologia da informação. é preciso lembrar que. A verdade é que as mudanças em curso não envolvem apenas o conjunto de habilidades das quais uma empresa precisa em determinado momento.

Penso que. à medida que a terceira onda se disseminar pelo Brasil. Quanto mais integrados os sistemas. por exemplo). Depois será a vez das decisões tomadas por regiões transnacionais. É preciso entender como esses políticos se posicionam em relação às diferentes ondas da economia e da sociedade. cultural e social está ficando cada vez mais complicado e. Devemos começar a pensar sobre os políticos dessa forma e nos perguntarmos quem são seus principais eleitores –se esses eleitores se encontram em setores de primeira. precisamos reduzir a mão pesada do governo. No entanto. mas muitas decisões passarão a ser tomadas pelos governos estaduais. menos informações as pessoas no topo da hierarquia governamental terão sobre a realidade. O papel do Estado precisará ser drasticamente reduzido em toda a América Latina. segunda ou terceira onda. você continue operando normalmente. Voltando um pouco à questão da globalização: com o fracasso do comunismo e a abertura das fronteiras na nova economia. É preciso analisar se determinada política adotada pelo governo facilitará o desenvolvimento do país e de sua capacidade de usar as novas tecnologias ou impedirá esse desenvolvimento e a aplicação das poderosas novas tecnologias que criam riqueza. maior o risco de contágio. por entidades regionais ou pelo setor privado. quanto mais complicado for. A decisão relativa a essa transformação provavelmente ainda será centralizada. estaduais e municipais. dos ➙ 11 HSM Management 12 janeiro-fevereiro 1999 . que o sr. se uma unidade do sistema fechar por qualquer razão (por uma greve. assistiremos a uma transformação dos governos federais. O fato é que o ambiente econômico. isso é apenas um aspecto. e por quaisquer países. Naturalmente o problema será a resistência dos funcionários públicos. de centralizados em cada vez mais descentralizados. centro e esquerda. difícil de administrar de forma centralizada. qual deverá ser o papel da política e dos políticos? A forma tradicional de caracterizar os políticos é direita. Se queremos desenvolvimento econômico –e isso é o que deveríamos querer–. Precisamos na verdade entender qual é a posição dos políticos e dos governos em relação “É preciso analisar se determinada política adotada pelo governo facilitará o desenvolvimento do país e de sua capacidade de usar as novas tecnologias” ao passado e ao futuro. portanto.falhas e de sistemas de reserva na cadeia de suprimentos para que. tão bem descreveu? O fato de um país como o Brasil ter as três ondas simultaneamente torna-o extremamente complexo e. E o que dizer da política em um país com as especificidades do Brasil.

Por exemplo. Esse é o modelo para o futuro. Ao longo de sua carreira. Acredito que haverá um número imenso de serviços para ser prestados em nichos que surgirão em todos os países e estão só esperando que empresários imaginativos os identifiquem. A atual divisão de poder no nosso planeta não é permanente. o ex-líder do Partido Comunista Chinês que comandou as reformas econômicas liberalizantes em seu país. biotecnologia estão na vanguarda. responsável pela abertura política e econômica da ex-União Soviética. que tornará possível a pequenos empresários com estranhas e novas idéias testá-los muito rapidamente e verificar se há um mercado para o serviço que pretendem oferecer. fazem operações de mudança de sexo. Veremos uma gama imensa de nichos. É o tipo de luta que está acontecendo hoje “Haverá um número imenso de serviços para ser prestados em nichos que surgirão em todos os países e estão só esperando ser descobertos” e. HSM Management 12 janeiro-fevereiro 1999 . N Saiba mais sobre Alvin Toffler Alvin Toffler é o mais renomado futurista da atualidade. acreditando na prevalência da terceira: a primeira corresponderia ao setor agropecuário e extrativista. especialmente. A mesma coisa aconteceu quando a Revolução Industrial ocorreu na Europa Ocidental há duas centenas de anos. ou continuaremos basicamente com a divisão que temos atualmente? O sr. este também escrito com Heidi Toffler. Toda a economia da cidade está baseada nessas operações. Todos os livros de Toffler citados foram publicados pela editora Record.sindicatos e de outras organizações que temem essas mudanças. É muito mais difícil identificar os milhares ou até mesmo dezenas de milhares de novos nichos interessantes que surgem no setor de serviços. Houve uma prolongada batalha política entre essas partes. particularmente levando em conta o poder da Internet. o conhe- 12 cimento sobre o conhecimento. Guerra e Antiguerra – Sobrevivência na Europa do Terceiro Milênio. Toffler envolveu-se pessoalmente com grandes líderes mundiais comprometidos com mudanças. Entre os outros livros de Toffler lançados no Brasil estão A Empresa Flexível. Eles fazem milhares dessas operações. e os médicos que trabalham nesse hospital. que focaliza o novo sistema de criação de riqueza do mundo a prevalecer no século XXI. Nessa ocasião assistimos a uma longa batalha política entre a velha elite agrária e feudal e a burguesia emergente. Em sua opinião. no período entre 1830 e 1880. Previsões e Premissas. telecomunicações. existe uma cidade nos Estados Unidos que tem um hospital. e a terceira aos serviços e informações. e Zhao Ziyang. ele separa os sistemas socioeconômicos em três ondas. a segunda à indústria. A Terceira Onda e Powershift. que durou mais de um século e foi particularmente intensa na Inglaterra. as pessoas que foram as primeiras a usar um motor a vapor e a inventar as pilhas. em minha opinião. Conheço uma empresa no Japão constituída por cerca de 200 empresas e cada uma delas opera em um nicho. O especialista em traçar cenários de futuro ficou mundialmente famoso com sua trilogia O Choque do Futuro. essa luta será cada vez mais intensa. como Mikhail Gorbatchev. Ela pesquisa constantemente o ambiente para identificar nichos adicionais e assim vem descobrindo vários nichos verdadeiramente criativos. No best seller A Terceira Onda. ele projeta a economia emergente do século XXI. tem alguma previsão nesse sentido? Posso responder com uma única frase: nada é permanente. Veremos emergir uma nova potência econômica. Heidi Toffler. por exemplo. apresentando uma nova teoria sobre a guerra e identificando semelhanças entre as mudanças que ocorrem hoje na área militar e na área empresarial. quais são os setores em crescimento e quais estão em declínio? Já sabemos que os setores de tecnologia da informação. Powershift – As Mudanças do Poder e Criando Uma Nova Civilização – A Política da Terceira Onda. Essa é sua especialidade. Já em Powershift. a tese central de Toffler é a de que o poder está mudando de sua base tradicional –violência e riqueza– para uma nova base –o conhecimento e. por incrível que pareça. que escreveu com a esposa. Em seu último livro.

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