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EDITORA CAMPUS

John R. Reitz
Scientific Laboratory Ford Motor Company

Frederick J. Milford
Battelle Memoriallnstitute

Robert W. Christy
Dartmouth College

TRADUÇÃO

Renê Balduino Sander Carlos Duarte
Professores do Departamento de Física Universidade Federal de Santa Catarina

EDITORA CAMPUS LTOA.
Rio de Janeiro

~

SUMARIO
Prefácio
13

As seções e os capítulos assinalados com asterisco podem ser omitidos sem perda de continuidade. Capítulo I -I I -2 I -3 1-4 1-5 1-6 I -7 1-8 I -9 Capítulo 2- 1 2-2 2-3 2-4 2-5 2-6 2-7 2-8 2-9 2-10 2-11 1. Análise Vetaria! Definições Álgebra vetorial Gradiente ln tegração vetorial Divergente Rotacional Operador diferencial vetorial Desenvolvimentos adicionais Resumo Problemas 15 16 19 22 24 26 28 30 33 33

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2. Eletrostática Carga elétrica Lei de Coulomb Campo elétrico Potencial eletrostático Condutores e isolantes Lei de Gauss Aplicação da lei de Gauss DipoJo elétrico Expansão multipolar dos campos elétricos Função delta de Dirac Resumo Problemas'

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36 36 39 4I 43 44 47 49 5I 53 55 57 60 61

Capítulo 3. Solução de Problemas Eletrostáticos 3-1 Equação de Poisson 3-2 Equação de Laplace

:

3-3

34
3-5

3-6

*3·7
*3-8 3-9 3-10 3-11
3-12

3·13
3-14

Equação de Laplace com uma variável independente Soluções da equação de Laplace em coordenadas esféricas. Harmônicos zonais Esfera condutora em um campo elétrico uniforme Harmônicos ci/ índricos Equação de Laplace em coordenadas retangulares Equação de Laplace em duas dimensões. Solução geral Imagens eletrostáticas Carga pun tual e esfera condutora Cargas lineares e imagens lineares Sistema de condutores. Coeficientes de potencial. Soluções da equação de Poisson Resumo Referências Problemas 4. Campo Eletrostático em Meios Dielétricos Polarização Campo externo a um meio dielétrico Campo elétrico no interior de um dielétrico Lei de Gauss em um dielétrico. Deslocamento elétrico Susceptibilidade elétrica e constante dielétrica Carga puntual em um fluido dielétrico Condições de contamo sobre os vetares de campo Problemas de valores de contorno que envolvem dielétricos Esfera dielétrica em um campo elétrico uniforme Força atuante sobre uma carga puntual imersa num dielétrico Resumo Problemas 5. Teoria Microscópica dos Dielétricos Campo molecular em um dielétrico Dipolos induzidos. Um modelo simples ~loléculas polares. Fórmula de Langevin-Debye Polarização permanente. Ferroeletricidade Resumo Problemas 6. Energia Eletrostática Energia potencial de um grupo de cargas puntuais Energia eletrostática de uma distribuição de carga Densidade de energia de um campo eletrostático Energia de um sistema de condutores carregados. Coeficien tes de potencial Coeficien tes de capacitância e indução Capacitares Forças e torques Força atuante sobre uma distribuição de carga

. . . . . . . . . . . . . .

63

63
66 67

68
69 70 73 75
76

77 78 79
79

Capítulo 4-1 4-2 4-3

···

44

82 84 87 89 92 93 95 97 98 99 I OI 103

4-5 4-6 4-7 4-8 4-9 *4-10 4-11

: .

Capítulo 5-1 5-2 *5·3

*54
5-5

106 109 110 113 116 116

Capítulo 6·1 6-2 6-3

119 120 122 124 125 126 128 131

64
6·5 6-6 6-7 *6-8

*6-9 Interpretação 6-10 Resumo Problemas Capítulo 7-1 7-2 7-3

termodinâmica

da energia eletrostática

143 147

. . .

132 139 134 133 222 219 214 211 206 199 194 192 188 176 148 141 221 213 208 202 193 191 181 180 179 175 172 166 164 157 156 152 168 178 218 161 137 185

I
.. 1

74
7-5 7-6 7-7 7-8

7. Corrente Elétrica Natureza da corrente Densidade de corrente. Equação da continuidade Lei de Ohm. Condutividade Correntes estacionárias em meios contínuos Passagem para o equilíbrio eletrostático Redes de resistências e leis de Kirchhoff Teoria microscópica da condução Resumo Problemas

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. . . . . . . . .

Capítulo 8-1 8·2 8-3

84
8-5 8-6 8-7 8-8 8-9 8-1 O

8. Campo Magnético de Correntes Estacionárias Definição de indução magnética Forças atuantes sobre condutores em que circulam correntes Lei de Biot e Savart Aplicações elementares da lei de Biot e Savart Lei circuital de Ampere Potencial vetaria! magnético Campo magnético de um circuito distante Potencial escalar magnético Fluxo magnético Resumo " Problemas '

. . . . . . . . . . .

Capítulo 9-1 9-2 9-3

9. Propriedades Magnéticas da Matéria Magnetização . Campo magnético produzido por material magnetizado . Potencial escalar magnético e densidade de pólo magnético . 94 Fontes de campo magnético. Intensidade magnética . 9-5 Equações de campo . 9-6 Susceptibilidade e permeabilidade magnéticas. Histerese . 9-7 Condições de contorno sobre os vetares de campo . 9-8 Problemas de valores de contorno que envolvem materiais magnéticos .. 9-9 Circuitos de corrente que contêm meios magnéticos . *9-10 Circuitos magnéticos . *9-11 Circuitos magnéticos que contêm ímãs permanentes . 9·12 Resumo . Problemas . 10. Teoria Microscópica do Magnetismo Campo molecular no interior da matéria Origem do diamagnetismo Origem do paramagnetismo Teoria do ferromagnetismo

Capítulo 10-1 10-2 10-3

104

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10·5 10-6 10-7

Domínios ferromagnéticos Ferrites Resumo Problemas 11. Indução Eletromagnética Indução eletromagnética Auto-indutância Indutânciamútua Fórmula de Neumann Indutância em série e em paralelo Resumo Problemas 12. Energia Magnética Energia magnética de circuitos acoplados Densidade de energia no campo magnético Forças e torques sobre circuitos rígidos Perdas por histerese .. " Resumo Problemas

225 227 228 229

Capítulo 11-1 11-2 11-3 114 11-5 11-6

230 234 236 237 238 240 241

Capítulo 12-1 12-2 12-3 *124 12·5

_

_

246 247 249 252 255 256

Capítulo 13. Correntes que Variam Lentamente 13-1 Introdução 13-2 Comportamento transitório e de estado estacionário 13-3 Leis de Kirchhoff 134 Comporumento transitório elementar 13·5 Comportamento de estado estacionário de um circuito em série simples 13-6 Conexão de impedâncias em série e em paralelo 13-7 Potência e fatores de potência 13-8 Ressonância * 13-9 lndutâncias mútuas em circuitos c.a *13-10 Equações de malhas e de nós *13-11 Impedâncias de ponto de excitação e de transferência 13-12 Resumo Problemas Capítulo 14-1 14-2 14-3 144 14-5 14-6 14-7 14·8 14. Física do Plasma Neutralidade elétrica em um plasma Órbitas das partículas e movimento de deslocamento em um plasma Espelhos magnéticos ' Equações hidromagnéticás Efeito pinch Sistemas de confinamento magnético para fusão termonuclear controlada Oscilações e movimento ondulatório do plasma Uso de sondas em medidas de plasma

. . . . . . . . . . . . .

25<1
260 261
262 266 267 269 270 272 275 279 279 281

285 287 291 293 195 297 299 302

14-9

Resumo Problemas

306 307

Capítulo 15. Propriedades Eletromagnéticas dos Supercondutores 15-1 História da supercondutividade 15-2 Condutividade perfeita e diamagnetismo perfeito de supercondutores 15-3 Exemplos envolvendo exclusão de fluxo perfeito 15-4 Equações de London * 15-5 Exemplos envolvendo as equações de London 15-6 Resumo Problemas Capítulo 16. Equações de Maxwell 16-1 Generalização da lei de Ampere. Corrente de deslocamento 16-2 Equações de MaxwelJ e suas bases empíricas 16-3 Energia eletromagnética 16-4 Equação de onda 16-5 Condições de contorno 16-6 Equação de onda com fontes 16-7 Resumo Problemas
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. .. . . . . .

309
311

313 316 319 322 323

324
326

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327 330 333 337 342 343

Capítulo 17. Propagação de Ondas Eletromagnéticas 17-1 Ondas planas monocromáticas em meios não·condutores 17-2 Polarização 17-3 Densidade e fluxo de energia 17-4 Ondas planas monocromáticas em meios condutores * 17-5 Ondas esféricas 17-6 Resumo Problemas· Capítulo 18. Ondas em Regiões de Contorno 18-1 Reflexão e refração nos limites de dois meios não condutores. Incidência normal 18-2 Reflexão e refração nos limites de dois meios não condutores Incidência oblíqua 18-3 Ângulo de Brewster. Ângulo crítico 18-4 Coeficientes complexos de Fresne!. Reflexão por um plano condutor 18-5 Reflexão e transmIssão por uma camada delgada 18-6 Propagação entre placas condutoras paralelas 18-7 Guia de ondas 18-8 Ressonadores de cavidade 18-9 Resumo Problemas Capítulo 19. Dispersão 6tica nos Materiais 19-1 Modelo do oscilador harmônico de Drude-Lorentz 19-2 Absorção na ressonância por cargas ligadas

. . . . . . .

346 350 352 354 359 365 367

. . . .. . . . . . .

369
372 377

380
387 393

398
401 402 404

407 412

19-3 *19-4 19-5 19-6

Teoria do elétron livre de Drude Relaxação dielétrica. Condução eletrolítica Relações de Kramers-Kronig ..... Resumo Problemas
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419 423 428 432 433

Capítulo 20-1 20·2 20-3 *20-4 20-5 20-6

20. Emissão de Radiação Radiação de um dipolo oscilante Radiação de uma antena de meia onda Radiação de um grupo de cargas em movimento Campos em zonas próximas e intermediárias Amortecimento de radiação. Seção transversal de Thomson Resumo Problemas
o •••••••••••••••••• o •••••• o •• o ••••••••••••••••••••• o ••••••••••••••••••••••• o

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435 438 440 444 446 448 450

Capítulo 21-1 21-2 21·3 21-4 21-5

21. Eletrodinâmica Potenciais de Lienard-Wiechert. Campo de uma carga puntual em movimento uniforme Campo de uma carga puntual acelerada. Campos de radiação para pequenas velocidades ... Resumo. Problemas _ , ,. ,
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452 454 457 460 462 462

Capítulo 22. Teoria Especial da Relatividade 22-1 Física an tes de 1900 22-2 Transformação de Lorentz e postulados da relatividade especial de Einstein . 22·3 Geometria do espaço -tempo 22-4 Transformação de Loren tz como uma transformação ortogonal .... 22-5 Forma covariante das equações eletromagnéticas ... 22-6 Lei de transformação para o campo eletromagnético 22-7 Campo de uma carga puntual em movimento uniforme 22-8 Resumo .... Problemas .. '
o • o •••• o •• o o •• o •••• o •• o o ••••••• o o o • o o o ••• o •• o o •••••••••• o ••••••••• o • o • o •• o o o • o ••••• o
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464
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467 471 472 474 477 479 480 482 483 488 492

Apêndice I. Transformações

de Coordenadas,
o •• o o ••

Vetores e Tensores
o •• o ••••••••••••

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Apêndice 11. Sistemas de Unidades.

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Apêndice mo Operadores Diferenciais Vetoriais Apêndice No Função Delta de Dirac . Apêndice V. Eletrização Estática .... Respostas dos Problemas Ímpares índice Analítico
o ••• o o •••••• o •• o •• o o o •• o •••••• o ••• o o • o o • o • o •• o

494 496

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498 507

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PREFACIO
Embora as equações de Maxwell tenham sido formuladas há aproximadamente cem anos atrás, o conteúdo do eletromagnetismo 'não permaneceu estático. Estudantes do cicio profissional de graduação em ciências, a quem dedicamos nossa atenção, estudam atualmente o conteúdo com uma compreensão qualitativa dos fenômenos atômicos. Ao mesmo tempo, têm adquirido uma bóa base em matemática e, pela primeira vez, estão em condições de resolver alguns dos problemas importantes da física clássica. Desenvolveu-se o presente volume através do ensmo em cursos de eletricidade e magnetismo para alunos de física no Case Institute of Technology e no Dartmouth College. Um curso de eletromagnetismo é bastante adequado para um desenvolvimento dos conceitos de análise vetorial, equações diferenciais parciais e problemas com valores de contorno. As seções que envolvem estas técnicas estão escritas de tal forma que para compreendê-Ias faz-se necessário apenas um pequeno conhecimento prévio do seu conteúdo. Acreditamos que a estruturação da eletricidade e do magnetismo a partir das leis experimentais básicas seja o procedimento correto no nível intermediário e seguimos este caminho através de uma rigorosa exposição dos fundamentos. Também tivemos o cuidado de incluir uma quantidade considerável de exemplos apropriados para suprir a lacuna entre o desenvolvimento formal do conteúdo e os problemas. Uma compreensão completa dos campos elétrico e magnético no interior da matéria só poderá ser obtida após a apreciação da natureza atômica dos materiais. Em conseqüência, usaremos com liberdade conceitos atômicos elementares no desenvolvimento da teoria macroscópica. Preferimos discutir o campo elétrico estático em um meio material imediatamente após ao campo elétrico no vácuo e discutimos o campo magnetostático de maneira semelhante. O leitor pode, entretanto, estudar ambos os casos, no vácuo, em conjunto, antes de considerar os campos elétrico ou magnético na matéria, deixando os Capítulos 4,5,6, 7 (exceto as Seções 7.1 e 7.2),9 e 10 para ler após o Capítulo 8 ou ainda, após o Capítulo 11. Tratou-se o comportamento macroscópico dos dielétricos, condutores, materiais magnéticos, plasmas e supercondutores em capítulos separados (Capítulos 4,7,9, 14 e 15, respectivamente). Apresentou-se também uma exposição simples da teoria microscópica destas classes de matéria (exceto dos supercondutores), nos Capítulos 5, 7, 10 e 14. A terceira edição do livro foi aumentada principalmente pela adição do material relativo às ondas elerromagnéticas. Os dois antigos capítulos das equações de Maxwell foram desdobrados em cinco capítulos. O livro tornou-se então adaptável a um curso de 13

Como ajuda ao leitor. metais. Uma grande parte da física móderna (e da engenharia) envolve campos eletrómagnéticos dependentes do tempo. no Capítulo 2. W. sobre a geração de radiação por antenas e cargas aceleradas. R. no Capítulo 11. 14 e 15. inclui novo material nos campos de indução. nos Capítulos 13. Dearbom. também se fez referência às unidades gaussianas. é uma extensão dos Capítulos 5 e 7 a campos dependentes do tempo. por alguma razão. que é o intervalo de freqüências que está sucedendo atualmente às microondas no interesse tecnológico. Outras modificações relacionadas a edições anteriores incluem a introdução da função delta de Dirac. O material no restante do livro foi ligeiramente redistribuído. Todas as tabelas de dados e referências a outros livros foram atualizadas e unidades e notações do SI são usados sistematicamente do início ao fim (contudo. e seu uso para simplificar várias deduções posteriores. plasmas). seguida por suas aplicações a correntes que variam lentamente em circuitos c. R. Um resumo no fim de cada capítulo identifica as idéias e fórmulas-chaves e cerca de cento e trinta problemas adicionais aplicam e ampliam os conceitos.14 Prefácio um semestre ou a um curso de dois semestreS. embora possa ser estudada em qualquer lugar após o Capítulo 16. em que a corrente de deslocamento de Maxwell tem um papel crucial. O Capítulo 20. M. introduzindo a idéia de transformações de calibre. Os Capítulos 16 a 20 desenvolvem a aplicação em ondas ~ especialmente a conexão com a ótica. for abreviado. Hanover. os problemas mais difíceis estão indicados por um asterisco. O Capítulo 18 amplia o tratamento dos próblemas de valores de contorno. J.C. Ohio J. uma vez que elas são largamente usadas na literatura física corrente). plasmas e supercondutores. As noções de função dielétrica compleXa e índice de refração são enfatizadas. R. A formulação relativística do eletromagnetismo foi colocada no final. podendo ser estudadas junto com o Capítulo 1 se assim for desejado. em que o segundo semestre dá ênfase à geração e propagação da radiação. O Capítulo 19 apresenta a teoria microscópica clássica da propagação de ondas transversais na matéria (dielétricos. Os Capítulos 16 e 17 ampliam o antigo tratamento das equações de onda. New Hampshire . para incluir exemplos de interesse em filtros óticos e guia de ondas. As seções e os capítulos do texto que estão assinalados com asterisco não são essenciais ao desenvolvimento posterior e poderão ser omitidos se o curso. F. As transformações ortogonais foram colocadas num Apêndice. Também inclui uma exposição simples das relações de dispersão de Kramers-Kronig para uma função resposta linear. Alguns aspectos relativísticos foram anteCipados em virtude dos novos tratamentos da força magnética (Capítulo 8) e da lei de Faraday (Capítulo 11). de forma que a exposição dos campos estáticos e das correntes estacionárias foi completada antes da introdução da lei de indução de Faraday. resultando em clareza conceitual e simplificação de fórmulas.a. no amortecimento de radiação e no espalhamento de Thomson. A notação do operador deI é usada na dife· renciação de vetores. Michigan Co/umbus..

utilizando-se a notação da análise vetorial. as idéias físicas expressas pelas equações. Exemplos tensão da idéia completamente Um vetor Um vetar sentido. volume. Além disso. na realidade. exposição da análise vetorial básica e proporcionar um conhecimento mais útil do campo que seria necessário para um tratamento da eletricidade e do magnetismo. várias espécies de quantidades têm sido encontradas. Uma simples exde um escalar é um campo escalar. de escalares são numerosos: massa. velocidade. em particular. Para a finalidade que temos em vista será suficiente definir um escalar da seguinte forma: Um escalar é uma quantidade completamenze determinada por sua magniTude. tempo. direção e Como exemplos de vetores. 1-1 DEFINIÇÕES No estudo da física elementar. como os tensores. são às vezes encontradas. mas completa. Ao proporcionar esta valiosa taquigrafia. direção e sentido em todos os pontos do espaço. O objetivo deste capítulo é dar uma breve. pode ser definido como segue: é uma quantidade que está completamente caracterizada por seu módulo. etc. espécies mais complicadas de quantidades. etc. Escalares e vetores serão contudo suficientes aos nossos propósitos até o Capítulo 22. força. fez-se a divisão em vetores e escalares. a análise vetoria] também eleva. Aqueles que já estiverem familiarizados com a análise vetorial verão que é uma revisão útil e uma introdução à notação do texto. A generalização para um campo vetoria] dá uma função da posição que está completamente especificada por seu módulo. no Apêndice I elas são substituídas por definições mais sutis em termos de propriedades de transformação. isto é. a primeiro plano. aceleração. uma função da posição que está especificada por sua magnitude em todos os pontos do espaço. 15 . Estas definições podem ser mais precisas e ampliadas.CAPÍTULO ANÁLISE VETORIAL 1 No estudo da eletricidade e do magnetismo. citamos posição a partir de uma origem fixa. pode-se conseguir uma grande simplificação na complexidade da notação.

segue-se que a adição vetorial (e a subtração) também será associativa e comutativa. O escalar IV I = VV~ + V~ + é o módulo do vetor V. Este sistema tridimensional será representado pelas três variáveis x. um X-. Assim. na realidade. usá-la-emos para desenvolver aálgebra vetorial. y. se C for a soma de A e B. como se mostra na última forma. os pllrênteses Passando agora ao processo (1-5) não são necessários. quando for mais conveniente. Vy.e Z-. Assim. cada uma das componentes deve ser considerada como uma função de x. o que é expresso A-B=A+(-B). Define-se a soma de dois vetares como o vetar cujas componentes são as somas das componentes correspondentes dos vetores originais. se A for um vetor. XI. Assim.A + (B + C) = (A + B) + C = (A + C) + B = A + B + C. X2. Para continuar com este desenvolvimento convém possuir uma representação de vetores e. notamos que o produto mais simples é * As quantidades vetoriais serão impressas em negrito.onde Vx = IVI cos ai. X3' Com respeito a este sistema de coordenadas. Em outras palavras. Vy = IVI cos a2..A será definido por (1-1) 0-3) A operação como de subtração é então definida como a adição do negativo. . Devese salientar aqui que introduzimos uma representação de vetores relativos a um sistema de coordenadas cartesianas somente para simplificar e facilitar a compreensão. ou seu comprimento. escreveremos C=A+B e ( 1-2) Esta definição da soma vetorial é completamente equivalente à conhecida regra do paralelogramo para a adição de vetares. um vetor* V será especifivetor será especificado por suas componentes Vx. que é o vetor cujas componentes são os negativos das componentes correspondentes do vetar original./ 16 Análise Vetorial 1-2 ÁLGEBRA VETORlAL Como a álgebra dos escalares é familiar ao leitor. Z ou. sendo a os ângulos entre V e os eixos coordenados apropriados. (1-4) Uma vez que a adição de números reais é associativa e comutativa. . No caso dos campos vetoriais. introduzimos um sistema coordenado cartesiano tridimensional. com este propósito. Define-se a subtração vetarial em termos do negativo de um vetor. todas as defi- vi nições e operações são. Vz.y. independentes de qualquer escolha especial de coordenadas . da multiplicação. Vz = IVI cado por suas componentes cos a3. Na notação vetorial isto se apresenta como .y e z.

agora. é (l. o produto cA será um vetar.7) Esta definição é equivalente à outra. O produto vetorial é expresso por A x B. haverá duas possibilidades. apesar de os nomes alternativos. ou Cx =AyBz . A x A =0. dois vetares forem multiplicados. A·B=O o produto escalar é comutativo. Um parafuso de rosca direita girado desta forma avançará numa direção perpendicular tanto a A como a B. o sentido déste ávanço é o sentido de A X B.Álgebra Vetorial 17 o de um escalar multiplicado por um vetar. vetares de módulo unitário. O produto vetorial de dois vetares é um vetar. Se c for um escalar e A um vetar.AxBz. a troca da ordem introduz um sinal negativo: Bx A=-Ax Conseqüentemente. o que explica o nome. então C = A x B. Se A e B forem perpendiculares um ao outro. B = cA. Cz =AxBy . Esta operação tem como resultado um vetor cujas componentes são o escalar multiplicado pela componente correspondente do vetor original. Se i. Se. Consideqmdo em primeiro lugar o produto escalar.ultiplicado pelo co-seno do ângulo entre estes vetores. Cy =AzBx . nas direções e sentiB • Suponhamos que A gira até B pelo menor ângulo possível. se C for o produto vetorial de A e B. A definição do produto escalar. j e k forem vetores unitários.AzBy. expresso por A • B. definido por 1'. Esta definição é equivalente à seguinte: o produto vetaria! é o produto dos módulos multiplicado pelo seno do ângulo entre os vetores originais. serem algumas vezes usados. a saber: o produto dos módulos dos vetores originais m. - . então B será um novo campo vetorial que não é necessariamente um múltiplo constante do campo original. Nomes alternativos também usados são produtos externo e produto cruz. O comprimento de A é IAI=~. produto interno e produto ponto. sendo o sentido dado pela regra do parafuso de rosca direita (ou da mão direita)*. conhecidas como produtos escalar e vetorial. notamos que este nome provém da natureza escalar do produto. O produto vetorial pode ser facilmente recordado em termos de um determinante.AyBz. isto é. talvez mais familiar. (1-6) É claro que se A for um campo vetorial e c um campo escalar. (1-8) É importante notar que o produto vetorial depende da ordem dos fatores.

podemos considerar a equação vetorial C=A x X. ~e este de produto for resolvido pelas regras usuais.+B onde B é um vetar de módulo arbitrário. Uma solução geral desta equação é cA (1-13) A· A ' X=-. A maioria dos resultados assim obtidos é óbvia.12) onde c é um escalar conhecido. foi muito semelhante a dividir c por A.y. z. Por outro lado. A • B = O. mais corretamente. parênteses não são necessários. uma vez que o produto vetorial de um escalar por um vetor não está definido. somente será possível se os dois vetores forem paralelos. efetuar algo parecido com a divisão. desta forma.18 Análise Ve torial dos positivos de x. perpendicular a A. (1. (1-8). Vê-se facilmente que o produto escalar triploD = A • B x C é dado pelo determinante Az I Bz Cz Ay Cy =- B . (B x C) = B(A .C(A • B). há dois produtos triplos de importância suficiente para merecer menção explícita. A é um vetor conhecido e X é um vetor desconhecido. O que fizemos. no entanto. (1-14) A solução geral desta onde A e C são vetores conhecidos e){ é um vetar desconhecido. entretanto. Através de uma aplicação repetida da definição de produto vetorial. Deve-se observar que no produto vetorial os parânteses são vitais. Não existe uma solução única e este fato explica o vetor B. o resultado será precisamente nossa \ As operações algébricas expostas acima podem ser combinadas de muitas formas. achamos a forma geral do vetor X que satisfaz a Eq. obtemos o=A x do. A x B teremos i = I Ax Bx j Ay By k Az Bz (1-9) ~ ~efinição determinante vetorial. A divisão de um vetar por um escalar pode ser naturalmente definida como a multiplicação pelo recíproco do escalar. A Ax C. Do mesmo modo. (l-lI) que é freqüentemente conhecida como regra do fator médio. A divisão de um vetar por outro vetar. C) . (1-12). By x (1-10) •B x C = I Cx Bx Este produto não varia ao se fazer a permuta entre o ponto e a cruz ou uma permutação cíclica dos três vetores. equação será . Eq. é possível expressar soluções gerais de equações vetoriais e. Consideremos a equação c=A' X. respectivamente. O outro produto triplo interessante é o produto vetorial triplo O = A x (B x C). sem eles. o produto não ficará corretamente definiNeste ponto poder-se-ia perguntar sobre a possibilidade da divisão vetorial. isto é.

z) ds --+--+-ox cz ocp dx ocp dy ds oy ds àcp dz ds' Para esclarecer a idéia de uma derivada direcional.yo dcp = ( 2xo +2 Xo Y6 ) 2 Xo x6 Yo + 2 = 2. dy. (1-12) como a Eq. obteremos ds dCPIxO. l-I foi feito para a função I{) (x. y. o escalar k leva em conta a não unicidade do processo.2yo - Yo xo]dX'ds = O.xo/Yo. I{)(x. Então. y + L1y. então + (dy)2. é quase o quociente de C por A. Se C • A "* O não existirá nenhuma solução. É conveniente introduzir em primeiro lugar a idéia da derivada direcional de uma função de diversas variáveis.Gradiente 19 CxA X = -~ A'A + kA (1-15) se C ' A = O. (1-14). Se ds tiver por componentes dx. ox ds ocpdx +. Yo depende da direção e do sentido. Se o sentido for radialmente para fora. para o cálculo vetorial. deve A derivada 'ciirecional ade uma função escalar I{) é usualmente direção e sentido especificados. dz então dcp = Iim . o valor de Q para o qual a derivada terá um máximo ou um mínimo terá sido achado.yo = (2xo + 2ayo)(1 + a2( 1/2. novamente. então o resultado será único (se existir) e dado por X=CxA A'A +~. y) = X2 + y2 .y) representa um campo escalar bidimensional. ser entendido \flue ds representa um deslocamento infinitesimal na direção e sentido considerados e que ds é o valor escalar de ds. escolhemos dy/dx = - ds dCPIXo. Se X for necessário para satisfazer tanto a Eq. serão consideradas agora. isto é. Se escolhermos o sentido correspondente a dy/dx = . Isto e'-e~atamente taxa de variação da função em uma representada por dl{)/ds.is~o cp(x +L1x.j Xo + Yo. Podemos construir o gráfico de I{) como função de x e y da mesma forma que na Fig. se escolhermos dy/dx = Yo/xo. onde k é um escalar arbitrário. Isto. então o máximo será a taxa máxima de crescimento. Quando efetuarmos estas operações. Z + L1Z) L1s cp(x. consideremos uma função escalar de duas variáveis. se for radial- /' . A'A (1 -16) 1-3 GRADIENTE As extensões das idéias introduzi das acima para a diferenciação e a integração. Como uma terceira possibilidade. A mais simples destas é a relação entre um campo vetorial particular e as derivadas de um campo escalar.oy ds ocpdy = [ 2xo . (1-l7c) Se este resultado for diferenciado em relação a Q e a derivada feita igual a zero. 2 2 (1 -17b) uma vez que ds = v'(dx)2 Q.yo = -~. obteremos Q = Yo/xo que significa simplesmente que a direção de máxima taxa de variação da função I{) = X2 + y2 é a direção radial. obteremos -ds IXO. 1-l7a () Alternativamente. A derivada direcional no ponto Xo.

A direção em que d. nesta curva.p = X2 + y2 não varia..p/ds se anula dá a direção da curva . Pode-se generalizar a idéia das curvas de nível estendendo-a a uma função de três variáveis.. z) = constante são denominadas superficíes de n(vel ou superf(cíes eqüipotenciais. O análogo tridimensional da Fig. .y) da Fig. ou linhas de altitude constante. que aparecem nos mapas topográficos.será uma taxa máxima de decréscimo ou taxa mínima de crescimento. cp -y I/ Figura l-I Gráfico da função . . !J Figura 1-2 Função .p(x..20 Análise Vetorial mente para dentro . sã~ completamente análogas às já familiares linhas de nível. em cujo caso as superfícies . 1-2 ilustra a função <{! = X2 + y2 reconstituída graficamente como uma curva de nível. Na direção especificada por dyjdx = ..p(x. Evidentemente. 1·2 é a única maneira prática de representar graficamente um campo escalar num espaço tridimensional. Esta direção é tangente ao círculo X2 + y2 = x6 + y6.p= constante através do ponto considerado.xo/Yo. a taxa de variação de X2 + y2 é zero. A Fig. que são círculos no caso da função X2 + y2 . I-I expressa em forma de curvas de nívélem duas dimensões. Estas linhas.y) = x' + y' em função de x e y em três dimensões.p(x. y.

.. !l Desta e da Eq. a Eq. Os símbolos mais comuns para o gradiente são V e grad.. O Igrad <p1 em P é igual ao limite de !l<p/PQ quando PQ . (I-18) onde e é o ângulo entre o sentidreds e o sentido do gradiente.• O e d<p/ds é o limite coro' responden te de '{'IPS . ds = dx +j dy + k dz.)y dy + (grad cp L d:. y. a derivada direcionaJ é dada por dep . z). Sabemos que. Isto é imediatamente evidenciado pela geometria da Fig. Em termos de gradiente. . destes.e. 1-3. Figura 1-3 Partes das duas superfícies de nível da função 'fJ!:.q. (I -18) poderá ser escrita como -ds = grad dep ds ep . (1-19). em coordenadas retangulares. ds (1-19) Esta equação permite-nos achar a forma explícita do gradiente em qualquer sistema de coordenadas em que conheçamos a forma de ds. <p É claro que o gradiente tem uma direção normal à superfície de nível de 'P através do ponto em consideração. I' Figura 1-4 Definição das coordenadas polaresr. Se expressarmos o deslocamento vetorial de módulo ds por ds. -o ocp ccp x dx + -o y dy +~ 02 dz = (grad ep)x dx + (grad q..= ds I grad ep I cos e. -.Gradiente 21 Pode-se agora definir o gradiente de uma função escalar como segue: o gradiente de uma função escalar é um vetar cujo módu/o é a derivada direcional máxima no ponto considerado e cujo senrido é o sentido da derivada direcional máxima neste ponto. segue-se que oq. usaremos de preferência o último. Também sabemos que i dcp =~ oep dx ox +- oep oy dy +~ oep oz d:.

com r..pr sen e d<jJ. O segmento de C entre a e b é dividido num grande número de pequenos incrementos Doli. de forma a que cada incremento tenda a zero. entretanto. e. e ds = ar dr + aer de + a. podemos considerar três tipos de integrais: de linha. O integrando pode ser um vetar ou um escalar. 2e + acl> r (1-23) sen 1-4 INTEGRAÇÃO VETORIAL Existem naturalmente outros aspectos da diferenciação que envolvem vetares. de acordo com a natureza da diferencial que aparece na integral. a integral de linha de F será expressa como b 'ac r F' dI.+ j. para cada incremento é escolhido um ponto interior e determinado o valor de F neste ponto. Como F • dl é um escalar. e e cp respectivamen te. a e b são os pontos inicial e final da curva e di é um vetor deslocamento infinitesimal ao longo da curva C. Em coordenadas polares esféricas. (1-24) onde C é a curva ao longo da qual a integração é efetuada. de superfície e de volume. temos aep 1 aep ae 1 aep e 2<jJ grad em coordenadas esféricas.22 Análise Vetorial Igualando os coeficientes das diferenciais das variáveis independentes da equação. . Num caso mais complicado. (1-19) e igualando os coeficientes das variáveis independentes. (1-22) onde aro ae e arp são vetares unitários nas direções e sentidos positivos de r. Aplicando a Eq. cp como são definidos na Fig.+ k aep ax ay az (1-20) em coordenadas retangulares. As de maior interesse aqui são a integral escalar de linha de um vetor.1li· . O produto escalar de cada incremento com o valor correspondente de F é determinado e a soma destes computada. temos aep dep aep dr +ae de aep = ar + adJ (1-21 ) d<jJ. Dentro do nosso objetivo. certas combinações de integrandos e diferenciais dão origem a integrais sem interesse. Pode-se expressar compactamente esta definição como b N JQc F· di = N-oo lirnI 1=1 Fi' . Define-se então a integral de linha como o limite desta soma à medida que o número de incrementos se toma infinito. o procedimento é o mesmo. Se F for um vetar. a integral escalar de superfície de um vetor e as integrais de volume de vetares e escalares . obtemos em ambos os lados gra d ep . A definição da integral de linh~ é muito semelhante à definição de Riemann da integral definida. entretanto. 1-4. ep = ar a. + -. está claro que a integral de linha é um escalar. aep aep = I . convém discutir em primeiro lugar a integração vetorial.

exceto os mais simples. muitas vezes é possível mostrar que a integral de linha não depende da trajetória entre os pontos extremos. Em último caso. que será eliminada. de maneira que uma notação especial é usada. às vezes. será conveniente especificar o contorno. Se qualquer ambigüidade for possível. a classe de vetares para a qual a integral de linha em tomo de qualquer curva fechada é nula. O procedimento básico para a solução de integrais de linha consiste em obter uma descrição com um parâmetro da curva e então usar esta descrição para expressar a integral de linha como a soma de três integrais ordinárias unidimensionais. e o sentido da normal será importante somente em relação ao sentido arbitrário positivo de atravessar o contorno. . este é um procedimento longo e tedioso. (1-26) Esta notação é útil apenas nos casos em que a integral é independente do contorno C dentro de limites bastante amplos. pode-se escolher um percurso simples para simplificar a integração. por exemplo. Isto está ilustrado na Fig. repre-' sentada por f s F· n da. A integral de superfície de F sobre uma superfície fechada S é. Se S não for uma superfície fechada e for finita. Como veremos posteriormente.lntegração Vetorial 23 É importante observar que a integral de linha em geral não depende apenas dos pontos extremos a e b mas também da curva C ao longo da qual se realiza a integração. considerando-se n como sendo a normal dirigida para fora se S for uma superfície fechada. raras vezes se torna necessário resolver as integrais desta forma.25) A integral em tomo de uma superfície fechada pode ser zero ou não. Figura 1-5 Relação da normal n a uma superfície e o sentido de giro do contorno. freqüentemente se encontram integrais em tomo de percursos fechados não indicados. isto é. Há uma dupla ambigüidade na escolha de n. l-S. (1-27) onde S é a superfície sobre a qual se efetua a integração. f c F· . (1. felizmente. dI. da é uma área infinitesimal em S e n é uma normal unitária a da. O sentido positivo da normal é aquele em que um parafuso de rosca direita avançaria se fosse girado no sentido positivo da curva de contorno. uma integral de superfície de F será expressa como 'S ( F· n da. é de grande interesse. terá um contorno. Se F for novamente um vetar. mas. A integral de linha ao longo de uma curva fechada é de considerável importância. Por esta razão. Em todos os casos.

t.z . t. um vetor. Zo -... volume encerrado pela superflcie tende a zero.x t. escrito div F. É incontestável que o divergente é uma função escalar puntual (campo escalar) que se define no ponto limite da superfície de integração.: .:) dy d. Js F· V n da. Isto é.. A definição da integral de superfície é feita de uma forma comparável à da integral de linha. que é essencialmente uma derivada. = Fl'(. então as duas integrais de volume em que estamos interessados serão J = ·v <p r dv.z ' FAx.v.yo. Como o elemento de área .(xo. 1-5 DIVERGENTE / Um outro operador importante.x t. Yo y. Se F for um vetar e <pum escalar.x.:) + ~x oFx ox + ~y + ~z Ixo. + ~. div F = v-o lim ~. Estas integrais são suficientemente familiares de modo que não exigem nenhum outro comentário.: uz } \1 r \ + ~x ~y ~z a~x + I Fl\:. z) dx dz .24 Análise Vetaria! Podem-se fazer comentários iguais aos feitos para a integral de linha para a integral de superfície. depende geralmente da superfície S e os casos em que não depende desta são particularmente importantes. y. z) . Yo. A definição acima tem várias vantagens: é independente de qualquer escolha especial do sistema de coordenadas e pode ser usada para encontrar a forma explícita do operador divergente em qualquer sistema particular de coordenadas. z) Yo. Y -.y. O elemento de volume t. y.z foram omitidos. J é um escalar e K. z o.(xo.z dá. uma base conveniente para encontrar a forma explícita do divergente.LlZ é perpendicular ao eixo x. . então FAxo + ~x.LlX é perpendicular ao eixo y e t. K = fv F dv. y. Se um vértice do paralelepípedo retangular se localizar no pon to Xo . .y t.Lly. é o operador divergente.y e t. y.r F. Esta integral de superfície é evidentemente um escalar.=o (1-29) FJ\:. . O divergente do vetar F. (1-28) Evidentemente. em coordenadas retangulares. + ~z) = FJ\:. As definições destas integrais reduzem-se rapidãmente à integral de Riemann em três dimensões exceto que em K se deve notar a existência de uma integral para cada componente de F.y o. a definição do divergente toma-se div F = v-o Iim A uX uy-A .: I oF x. zo) cz eF_. Apresentar-se-á como exercício essa formulação' pormenorizada.y é perpendicular ao eixo z. onde termos de ordem maior em t.y.:) = F. X. é definido como segue: O divergente de um vetor é o limite de sua integral de superflcie por unidade de volume quando o.

então 1sPV • n da será evidentemente a quantidade líquida de fluido. que r2 Fr sen 8. :) dx d: - J FJ" y. a integral de superfície medirá a fonte total de fluido encerrada pela superfície. De maneira semelhante.+ --~-. zo) dx dy I- Lly Ll: ~ ?F_ - r: . O volume encerrado pelos intervalos de coordenadas Llr.q.8 b. em coordenadas esféricas. é aF v 'I' . em coordenadas retangulares. o procedimento é semelhante. é melhor escrever F • n b. dado como função da posição. nestes casos. O limite é facilmente obtido e o divergente encontrado.cp. através desta expressão. Como a área encerrada pelos intervalos de coordenadas depende dos valores das coordenadas (note-se que este n-ão é o caso das coordenadas retangulares).: (131) - Em coordenadas esféricas. ?Fy 2F= =- o 2x cy c.::l0 OFo ) + --O r sen 1 (1-34) Este método de encontrar a forma explícita do divergente é aplicável a qualquer sistema de coordenadas contanto que as formas dos elementos de volume e de superfície ou.8. que o mesmo pode ser interpretado como o limite da intensidade da fonte por unidade de volume. ':0) dx dY). os elementos de comprimento sejam conhecidos._ é d'lV F ?Fx + -~. Se V for a velocidade de um fluido. FAxo. dobrado em série de Taylor.' 4> ="2 --. b. tervalos de coordenadas que deve ser expandido em sões e usando-as para calcular a integral de superfície ao invés de somente F" deve ser desé o coeficiente dos produtos dos inoutros termos. dlv F 1 a sen O) LlO Llr LleP + oqy r) Llqy Llr LlO r (1-33) Tomando o limite.a em sua forma explícita: (1-32) É evidente. Se o fluido for incompressível. Yo.::lr/-. y.r2 vr sen 8) Llr Ll8 LleP a (For \ (F c/> + ao . obtemos div F = v-o lim a r 2 sen 8 ~ r Ll8 LleP 1\: (F. z) dy d: - r Fl'. Compreende-se logo o significado físico do divergente através de um exemplo tomado da mecânica dos fluidos. (1-30) sinal menos associado com os últimos três termos expli6~ fato de que a normal dirigida para fora está. ou a densidade da fonte de um fluido incompressível.Divergente 25 3F - + Llx + Llx Lly Ll:a~~' +J FAx. a forma explícita do divergente. no sentido negativo dos eixos. b. . A definição anterior do divergente indica. y. alternativamente.r b. Fazendo estas expanna definição do divergente. é escolhido como volume de integração. e p for sua densidade. por unidade de tempo~ que deixa 0_ volume encerrado por S. Este volume é r2 sen 8 b.-(r r vr 2 Fr) + --O r sen 1 a v (sen . então.

Como o sentido para fora de uma célula é o sentido para dentro da célula adjacente apropriada.35) está essencialmente demonstrada.26 AnáliseVetorial Pode-se agora enunciar e demonstrar um teorema extremamente volve o divergente. tanto no desenvolvimento de aspectos teóricos da eletricidade e magnetismo quanto na resolução prática de integrais. A integral do divergente de um vetor sobre um volume V é igual à normal do vetor sobre a superficie que limita V. é definido como segue: o rotacional de um vetor é o limite da razão entre a integral de seu produto vetarial com a normal dirigida para fora. Uma definiçao diferente. Isto é. 1 . tem-se o produto vetaria!. n da. todas as contribuições do lado esquerdo da Eq. Isto é. quando a área encerrada tende a zero. será mais útil. Esta definição alternativa é A componente do rot F na direça-o do vetar unitán'o a é o limite de uma integral de linha por unidade de área. roí F = v-o -V. Assim. integral de superficie da componente importante que en- Teorema do divergente. Teremos. freqüentemente. 1-6 ROTACIONAL O terceiro operador vetorial diferencial que interessa é o rotacional. ocasião para tirar partido deste teorema. Obtém-se agora o teorema do divergente fazendo o número de células ir ao infinito de forma a que o volume de cada célula tenda a zero. a normal se dirige para fora do volume considerado. e o volume encerrado pela superficie quando o volume tende a zero. Isto é. sendo esta área perpendicular a a. (1. n da = t F. (1-35) onde em cada integral da esquerda. O rotacional de um vetar. js F· n da = ~~i~O ~ No limite. (1-37) que é o teorema do divergente. No mais. i (Li1V. a • roí F = s-o -5'c F' di.. mas de igual valor. as definições são iguais.sf n lim X F da. sobre uma superficie fechada. I. (1-36) 1 F· Js n da = r 'V div F dv. (1-35) se cancelam. lim ~ (1-39) . Assim a Eq. (1-38) É incontestável o paralelismo entre esta definição e a definição do divergente. exceto as que provêm da superfície S.fsi F' n da}~V. a soma sobre converte-se numa integral sobre Ve a razao entre a integral sobre Si e LiVi toma-se o divergente de F. expresso por roí F.. dv =h Js r 'v div F F' n da. ao invés do produto escalar do vetor com a normal dirigida para fora. Consideremos o volume a ser subdividido num grande número de pequenas alulàs~eja LiVi o volume da célula de ordem e suponhamos que o mesmo esteja limitado pela superfície Si' É evidente que i ~ti F .

tada por C e C'. exceto na estreita faixa Iimi. São elas = ê!z 0)1 _ O!y oz (1-42) y e z podem ser obtidas da mesma x do rotacional. 1· ~ n x F da. Uma vez que. que se reduz à segunda forma de nossa definição após o cancelamento dos ~. está em um plano normal a a. Como a é paralelo à normal em toda a superfície Iimitadora. tomando-se o produto escalar de a com a primeira definição do rotacional. y. V = ~5. y. fazê-Ia assim. além disso. somente se deve considerar a integral sobre esta superfície. V y y. As componentes (rot F)y = aF x az (rot F)z = aFy ax (1-43) . (1-38). onde dI é um deslocamento infinitesimal ao longo de C. rot F = 1'-0 ç t çF . di. Pode-se demonstrar esta equivalência sem o emprego do volume especial utilizado aqui. É fácil ver a equivalência das duas definições. considerando uma curva plana C e o volume varrido por esta curva quando esta for deslocada uma distância ~ na direção da normal a seu plano. Recordando que j x k = das faces do paralelepípedo à componente x do rotacional. z) FAx. limite da integral de volume. é exatamente . + L1y. Em coordenadas retangulares. A forma do rotacional em vários sistemas de coordenadas pode ser calculada de maneira semelhante à do divergente. somente contribuem as faces perpendicux j = i. Eq. obtemos a . a. 1-6. 1 a . é conveniente o volume ~x ~y ~z. dão -k (rot F)x = v-o Iim ~ {[. Observamos que nesta superfície a x n da é exatamente ~ dI. Para a componente x do rotacional.: + L1z) + - FAx. então. (1-40) ~ I L ) Figura 1-6 Volume varrido pelo deslocamento da curva plana C no sentido de sua normal. Se a for normal a este plano. z)] L1x L1z}. . que limita a superfície 5.Rotacional 27 onde a curva C. obtém-se (rot F)x para a componente forma. (1-41) Fazendo-se uma expansão em série de Taylor e tomando-se o limite.Fy(x. rot F = v-o Iim -1 s a' V. entretanto. lim 's . as contribuições não elimináveis lares aos eixos y e z. z)] L1x L1y + [FAx. sacrifica muito a simplificação do que demonstramos anteriormente. como é ilustrado na Fig.

assim como o divergente. A demonstração deste teorema é bastante análoga à prova do teorema do divergente.c. A superfície da célula de ordem é denominada tlSi e a curva que a limita é Ci. -c t F· di = 'S í rot F .ou seja. o do divergente e o de Stokes. de modo que a área de cada uma tenda a zero. encontramo-nos com um importante e útil teorema que envolve o rotacional. = 'S í rot I . F . 1-7 OPERADOR DIFERENCIAL VETORIAL V Introduziremos agora uma notação alternativa para os três tipos de diferenciação vetorial que expusemos . são essencialmente int~grações parciais. A superfície S é dividida em grande número de células.f C.'( k a I a ay 2z - -J (1-44) a Fx Fy F= o problema de determinar a forma do rotacional em outros sistemas de coordenadas é ligeiramente mais complicado e é deixado para exercícios como no caso do divergente. Esta é expressa pelo operador vetorial diferencial del. definido em coordenadas cartesianas como . se observarmos que ele é justamente a expansão de um determinante três por três.Si F . i Jc F· di = L .t lim i ó. Como conseqüência. (1-45) onde C é uma curva fechada que limita a superfície S.número de células tender ao infinito. Tal teorema. Teorema de Stokes. F· di ó.Sj.28 Análise Vetorial Pode-se recordar facilmente a forma do rotacional em coordenadas retangulares. rot F = 12. n da. gradiente. A integral de linha de um vetor segundo uma curva fechada é igual à integral da componente normal de seu rotacional sobre qualquer superfície limitada pela curva. Jc F· di = àS. como na resolução de integrais. Isto é. dI. todas as outras contribuições se cancelam. -o L . é útil tanto no desenvolvimento da teoria eletromagnética. O resultado deste processo de limite é . que é o teorema de Stokes. divergente e rotacional. conhecido como teorema de Stokes. Uma vez que cada uma destas células deve ser atravessada no mesmo sentido.. n da. Talvez valha a pena observar que ambos os teoremas. é evidente que a soma das integrais de linha segundo os Ci é justamente a integral de linha segundo a curva limitadora. ou seja. i Falta apenas tomar o limite quando o.

y. p. DeI pode ser expresso num sistema de coordenadas ortonormais não cartesiano (curvilíneo) de forma análoga à Eq. 109 (1972). funções de posição e precisam ser diferenciados. 40. . é um vetar. 3y oz / (1-31) Tot = V x . oq> . que os vetares em tais sistemas de coordenadas são. (1-19). oFx oF)' oF: V·F=-3x +. (1-31) e (1-44) são expressas como segue: grad = V. já que obedece às leis da álgebra vetaria!. oq> Vq>=I. vaI. .0 OX oy kO -. n da =f c F· f v V· F dv = f s F· * ** di.-. as Eqs. oy k o o Fz 3z Fy -j (1-44) V x F = I ox 3 Fx As operações expressas com deI são independentes de qualquer escolha especial do sistema de coordenadas.+-. (1-45) e (1-37). como mostrado no Uma exposição elementar é feita por H.3 =I-+J-+.. Yang.-. ao aplicá-Io. (1-20). c: ( 1-46) DeI é um operador diferencial. são f ae b Vq>' di = fa b dq> = q> a = q>b Ib q>a. (1-45) (1-37) n da. Quaisquer identidades que possam ser demonstradas através do uso da representação cartesiana são independentes do sistema de coordenadas. (1-46) com os elementos de distância apropriados. * Em termos de deI. mas deve-se relembrar. OX oy c: (1-20) div = V'.Operador Diferencial Vetorial V 29 V . eles próprios. já que é usado apenas frente a uma função de (x. T..+J~ + k oq. (1-47) fs V x F . ** Os teoremas integrais importantes. É também um vetor em termos de suas propriedades Apêndice L de transformação. que ele diferencia. z). de acordo com as Eqs. ~. American Jaurnal af Physics.

= O. Isto se verifica diretamente em coor- . O divergente de qualquer rotacional é também zero.. oy p . + bV . Em notação de operadores. O rotacional do gradiente de qualquer campo escalar é nulo. Por exemplo. Algumas destas operações repetidas dão zero para qualquer campo bem-comportado. Um é de tanta importância que tem um nome es· pecial. Uma vez que o operador dei obedece às regras da álgebra vetorial. Deve-se observar que V será um operador linear: V(a<p + bt/. '\{2 _ <p - 82q> 8x2 (1-48) Este operador é de grande importância na eletrostática e será considerado pormenorizadamente no Capítulo 3. (1-49) o que confirma o enunciado original. Em coordenadas retangulares.1). x F V' (aF aV . Importante operação dupla é a do divergente do gradiente de um campo escalar. + bV x G. Se o campo escalar for . os outros podem ser expressos em termos de operações mais simples. é conveniente usá-Io em cálculos que envolvam análise vetorial. sobre uma região de n dimen· sões.) = + bG) = aV<p + bVt/. faz sentido tomar o divergente do gradiente de um campo escalar. v x V = O. Este operador combinado é conhecido como o operador laplaciano e é usualmente escrito '\{1. + bG) = aV 1·8 DESENVOLVIMENTOS ADICIONAIS As operações que consistem em tomar o gradiente. o divergente ou o ratacional de espécies apropriadas de campos podem ser repetidas. G. Verifica-se este enunciado mais facilmente expressando -o em coordenadas retangulares.8 OX = i (Ô2<p k ôz 8 8 oz 8<p oq> oy - ôy ôz _ ôz ôy ô2q> ) j + . expressaremos o gradiente. em termos de valores da própria função nos limites da região de ordem dimensional (n .p.2.30 Análise Vetoria! Estes fornecem a integral de uma derivada de uma função. o divergente e o rotacional em termos de V.3.. para n = 1.. daqui por diante. F V x (aF se a e b forem escalares constantes.

. F = O.V2F. V)F + G x (V x F) V ' (IfJF) = (Vq. (l-51) onde o laplaciano de um vetor é o vetor cujas componentes retangulares são os laplacianos das componentes retangulares do vetor original. (l-52) G' Vr = G. Uma derivada de um produto de mais de duas funções.(F· V)G (1-1-4) (1-1-5) (1-1-6) P--1-7) (l -1-8) (1-1-9) (1-1-10) Alguns tipos particulares de funções surgem tantas vezes na teoria eletromagnética que vale a pena anotar agora suas várias derivadas.V (não V o F).Desenvolvimentos Adicionais 31 denadas retangulares.(V x G)' F V V x (cpF) = (Vip) x F + lfJ x F V x (F x G) = (V' G)F . V)G + F x (V x G) + (G . Existem seis possíveis combinações de operadores diferenciais e produtos. o que é suficiente para assegurar sua validade em qualquer sistema de coordenadas. Em qualquer sistema de coordenadas que não seja o retangular.l do rotacional de um campo vetoria\. Estas identidades podem ser facilmente verificadas em coordenadas retangulares. estão listadas na Tabela l-I. F) .51). V2r = O. x r = O. Tabela l-I Identidades Vetoriais Diferenciais V· Vip::: V'VxF=O V V2ip / (l-I-I) (1-1-2) (l-1-3) x Vip::: O V X (V >( F) = V(V . o que se constitui num processo exaustivo. F) . a única ambigüidade poderia estar em (1-1-6) onde ocorre F . Para a função F = r. (l.(V' F)G + (G· V)F .V2F V(cpifi) = (Vip)ifi + IfJVifi V(F' G) == (F . Deixou-se como exercício a demonstração de que em coordenadas retangulares. V' V r = 3. ou uma derivada maior do que a derivada de segunda ordem de uma função.) . define-se o laplaciano de um vetor pela Eq. Outra possível operação de segunda ordem consiste em tomar o rotacionô. pode ser calculada por aplicações repetidas das identidades da Tabela 1-1. F + IfJV. G .V x F = V x V . escrevendo-se (l-50) ou v . V x (V x F) = V(V . Outra maneira pela qual os operadores diferenciais vetoriais se podem desdobrar consiste na sua aplicação a vários produtos de dois vetores e escalares. F V· (F x G)::: (V x F) . As fórmulas podem ser rácilmente recordadas a partir das regras da álgebra vetorial e da diferenciação ordinária.

) dv =. =1. (l-58) e (1-59). [Ij. omitido. A mais interessante é o teorema de Green. Se ao invés disso. Isto conclui nossa breve exposição de análise vetaria\.32 Análise Vetarial Para uma função que depende somente da distância r = ep(r) Irl = y'x2 + y2 + Z2. (1-53) ou F(r): V = ~~ r dr Para uma função que depende do argumento A ep(A . d r) ou F(A .] dv . Por concisão.VZep q>Vzlj. a +J-a + k -. .) . t (lj.Vq> - epVIj. as provas de muitos resultados foram deixadas como exercícios. n da. r for tratado como constante. i - s (lj. obtém-se o teorema de Green. O necessário foi desenvolvido.a = -V' (l-56) ax' . r) (1-54) Para uma função que depende do argumento gem constan te V R = r . o r. Usando este F no teorema do divergente. baseou-se o procedimento num critério unicamente utilitarista. (l-58) Usando a identidade (Tabela 1-1) para o divergente de um escalar vezes um vetar. temos (l-59) Combinando as Eqs. (l-57) Este teorema provém da aplicação do teorema do divergente ao vetor F = Ij.Vep - epVlj. V onde V.r'. ai ez' Existem várias possibilidades para a extensão do teorema do divergente e do teorema de Stokes.. que é . . V onde R = Xi -i~ R - ax + J ar + . tudo mais.) • n da. Nenhuma tentativa foi feita para alcançar um alto grau de rigor. Alguns outros teoremas de integrais estão listados na Tabela 1-2.Vq> epVIj.v r (lj. obtemos LV .Vep - q>Vlj.~ k~ (l-55) az' + Yj + Zk. onde r' é tratado como uma ori- = VR. onde A é um vetar constante. r): V =A d(A ..

az ' VxF= -o ox -a oy Fx F}. = 3i + Sj D = k .s" fs n x Vcp da = . Os teoremas integrais mais importantes relativos às derivadas são: t b Os VqJ .{ c cp di (1-2-1) (1-2-2) (1-2-3) da . C .Problemas 33 Tabela 1-2 Teoremas Integrais Vetoriais .' r V x F· Jv n da F dv = J .F· Te dI.rv Vcp dv . v· =J ls F' n da. Suas aplicações repetidas ou suas aplicações a produtos de funções produzem fórmulas que podem ser deduzidas em coordenadas retangulares mas independentes do sistema de coordenadas. gradiente. B.0 oz aF. são A B = i + j + k.rv = I s cpn J n x da v x F dv = •f s F da t (V . G + G . As derivadas de algumas funções especiais merecem ser decoradas. 2k. ou seja. dI = qJ Ib . F = aF" ax + aFy ay J + k .oqJ qJ=I-+J-+ ox oy k oqJ OZ' V .. (Teorema de Stokes) (Teorema do divergente) do cálculo. D. V. = 2i + 3j.j. Fz DeI é um operador linear. n) (1-2-4) 1-9 RESUMO Três espécies diversas de diferenciação de vetares podem ser expressas pejo operador diferencial vetorial deI. Estas podem ser recordadas por meio das regras da álgebra vetorial e da diferenciação ordinária. oqJ . que podemos considerar generalizações do teorema fundamental PROBLEMAS l-I Os vetores que vão desde a origem até os pontos A. V)F dv = L F(G . C. divergente e rotacional: V .

(1-14) implica que C seja perpendicular a A. demonstre que + (B x C) + (C x A) direta. com o eixo x. encontre o co-seno do ângulo entre a diagonal principal de um cubo e uma das arestas do cubo. = 4i + 2j = 2i = 3i - . 3j . = i- . (A x B) será perpendicular ao plano A8C. j + k. usando o vetor produto vetoria] com A + C = B. C forem vetores que vão desde a origem até os pontos A. Por meio de um produto esca- 1-6 Se A for um vetor constante e r for o vetor que vai desde a origem até o ponto (x. 1-8 Usando o produto escalar. demonstre que (r-A)'r=O é a equação de uma esfera.5k. 1-11 Verifique que a Eq. lar.y. +j sen sen 13 0:.) 1·12 Demonstre que A. B e C não serão linearmente independentes se A· B x C Serão os vetares A 8. . (1-14) por substituição Eq. obtenha a fórmula cos (a . t3 +j t3 são vetores unitários no plano xy e formam ângulos a.' B C formam os lados de um triângulo reto. C. . = j + 3k. prove a "lei dos co-senos".4j . 1-9 Demonstre a lei dos senos para um triângulo.(3).4k.34 Análise Vetorial Demonstre que as linhas AS e CD são paralelas e encontre a razão entre seus comprimentos. demonstre que (r-A)'A=O será a equação de um plano. 1-2 Demonstre que os seguintes vetares são perpendiculares: A B 1-3 Demonstre que os vetares A = i + 4j + 3k. A B 1-5 Demonstre que = i cos = i cos CI. (Observe que a = O.4k 1-4 Elevando ao quadrado ambos os lados da equação A=B-C e interpretando geometricamente o resultado. 1·7 Com A e r definidos como no Problema 1-6. B. (1-15) é uma solução da Eq. z). 1·10 Se A.

1-21 Demonstre as identidades (1-1-7) e (1-1-9) da Tabela l-L 1-22 Se r for o módulo do vetor que vai desde a origem até o ponto (x.(U . ta. (1-51) em coordenadas retangulares.f r dr' = ~. 1-16 Encontre o divergente do vetor i(x2 + yz) + j(y2 + :x) + k(Z2 + xy). prove que V f(r) = ~ d. para duas funções escalares quaisquer. obtenha uma expressão para V • F'em coordenadas cilíndricas..p em coordenadas cilíndricas. Em coordenadas cilíndricas. V x r 1-19 Se r for o vetar que vai desde a origem ao pon to (x. 1-18 Prove que. V)r = u. 1-14 Encontre o gradiente de . (1-21) e (1-22). = 3.p(r) = constante é n Encontre n para o elipsóide rp = Vrp/IVrpl. = O. sabendo que ds = dr ar + r de ae + dz k. 1-15 A partir da definição do divergente. V2 F nestas coordenadas está de acor- 1-26 Demonstre as identidades (1-2-2) e (1-2-4) da Tabela 1-2. Encontre também o rotacional. r) = A.p e V2(rpljJ) = rpV21jJ + IjJV2rp + 2Vrp • VIjJ. z) e ter) for uma função arbitrária de r. demonstre as fórmulas V' r (Nota: u é qualquer vetor. = ax2 + by2 + cz2. z). F(r) 1-24 Prove que se!'=A -r. -. y. onde do com a definição do texto. dF r dr' }-23 Prove que V . demonstre que V(A . r é o módu)o do raio vetor a partir da origem e e é o ângulo polar. Deve-se observar que r e e têm aqui significados diferentes dos que apresentam nas Eqs.Problemas 35 B = i- 2k. y. C=i+j+k lineannente independentes? 1-13 Demonstre que o vetor unitário normal à superfície .) 1-20 Se A for um vetar constante. (Sugestão: Use o teorema do divergente e uma ou mais identidades da Tabela l-L) . 1-17 V X F será necessariamente perpendicular a F para toda função vetarial F? Justifique sua respos>jJ. 1-25 Verifique a Eq. r é a distância perpendicular a partir do eixo do cilindro e e é o ângulo azimutal em relação a este eixo. Em coordenadas esféricas.

adquirem uma nova propriedade. Como resultado do ato de esfregar os dois objetos (estritamente falando. a ebonite adquire a capacidade de levantar pequenos pedaços de papel. é experiência comum que ao se esfregar um pente de ebonite com um pedaço de lã. que foram extremamente polêmicos na época. 2-2 LEI DE COULOMB No final do século dezoito. deixando a lã positivamente carregada e o pente de ebonite negativamente carregado. e um pedaço ordinário de matéria contém quantidades aproximadamente iguais de cada espécie. como conseqüência de pôIos em contato). podemos estabelecer que a carga liquida é conservada num sistema isolado. Com efeito. a ebonite e a lã. sabemos que partículas microscópicas carregadas. ambos. ou excesso de carga. Pela observação experimental sabemos que a carga não pode ser criada. é ainda a mesma que antes da eletrificação. toda matéria é composta de prótons. as cargas podem ser reagrupadas e combinadas de modos diferentes. Quando dizemos que um objeto está carregado. nêutrons e elétrons. a carga total. todavia. a carga será usualmente indicada pelo símbolo q.CAPÍTULO 2 ELETROSTÁTICA 2-1 CARGA ELÉTRICA A primeira observação da eletrificação de objetos por atrito perdeu-se na antiguidade. A carga total de um sistema isolado não pode variar. Do ponto de vista macroscópico. Do ponto de vista macroscópico. todavia. a própria carga não é criad'a durante este processo. Os resultados destas observações. a carga refere-se à carga líquida. as potentes forças elétricas associadas a estas partículas estão muito bem ocultas a uma observação macroscópica. Neste e nos capítulos seguintes. No entanto. estão carregados. a positiva e a negativa. conquanto em uma escala microscópica a matéria seja composta por grande número de partículas carregadas. Esta experiência serve para introduzir o conceito de carga. um excesso de elétrons (negativo) ou um excesso de prótons (positivo). ou a soma das cargas nos dois corpos. especificamente elétrons. queremos dizer que ele tem um excesso de cargas. 36 . são transferidas da lã para a ebonite. e duas destas partículas possuem cargas. À luz da física moderna. nem destruída. A carga é uma propriedade fundamental e característica das partículas elementares que constituem a matéria. A razão é que existem duas espécies de carga. as técnicas da ciência experimental alcançaram tal sofisticação que permitiram fossem realizadas observações rigorosas das forças entre cargas elétricas. Porém.

As duas últimas afirmativas. A lei de Coulomb aplica-se a cargas puntuais. Até onde sabemos. aproximadamente. entre si. A Eq. intensas. (2-1) requer algum comentário. * foi demonstrado que o expoente de '12 não pode diferir de 2 por mais do que uma parte em 1015. Letters. um artifício que será usado freqüentemente. uma vez que determina o sistema de unidades. Outros procedimentos são também possíveis e podem apresentar certas vantagens. isto é. são repulsivas para cargas de mesmo sinal e atrativas para cargas de sinais opostos. (c) Estas forças são também proporcionais ao produto das cargas. A constante C na Eq. rl2 é o vetor que vai de q2 a ql . Uma vanc"" E. Faller e H.quilograma . J. por exemplo. 721 (1971). para distâncias menores. p. como prótons e elétrons. forças que atuam ao longo da linha que as une e que são inversamente proporcionais ao quadrado da distância entre elas. usaremos o termo "carga puntual" neste sentido. hoje conhecidas como positiva e negativa. (2-1) concorde com a experiência. o ohm. Hill. que o expoente de '12 é exatamente 2. (2-1) aplica-se à repulsão eletrostática entre núcleos a distâncias maiores que 10-14 metros. Na Eq. tanto teóricas como experimentais. * . a unidade de carga pode ser especificada antecipadamente.. (b) Duas cargas puntuais exercem. o procedimento mais direto aqui seria fazer C = 1 e escolher a unidade de carga de forma a que a Eq. Experiências semelhantes foram realizadas anteriormente. uma "carga puntual" é aquela cujas dimensões espaciais são muito pequenas em comparação a qualquer outro comprimento pertinente ao problema em consideração.Lei de Coulomb 37 podem ser resumidos em três afirmativas: (a) Existem duas e somente duas espécies de carga elétrica. uma vez que em trabalhos futuros proporcionará uma técnica para seguir o rastro das variáveis do campo e da fonte. é necessário apenas mudar os índices 1 para 2 e os índices 2 para 1. existem evidências. A lei de Coulomb para cargas puntuais pode ser concisamente formulada segundo a notação vetarial do Capítulo 1 como (2-1 ) r12=r1-r2· onde FI é a força sobre a carga q I. A Eq. podem-se combinar com um dos sistemas mecânicos (o MKS ou sistema metro . Entender esta notação é importante. No sentido macroscópico. o henry etc. voI. '12 é o módulo de rl2 e C é uma constante de proporcionalidade sobre a qual se falará mais tarde. Rev. como o ampere.Phys. (2-1) foi formado um veto r unitário na direção e sentido de f12 ao dividir-se r12 por seu módu10. Williarns. E. Por meio de uma experiência indireta. Em 1901.000. as forças nucleares. mas de curto alcance. que foi um dos principais estudantes de eletricidade do século dezoito. Este é o procedimento adotado no sistema gaussiano de unidades. (2-1) é uma lei experimental. a lei de Coulomb também se aplica às interações de partículas elementares. com a primeira como preâmbulo. R. Maxwell estabeleceu o expoente 2 com menos de uma parte em 20. Giorgi demonstrou que todas as unidades elétricas comuns. contudo. As unidades de força e distância são provavelmente as pertencentes a um dos sistemas usados na mecânica. 26. que indicam que a lei do inverso dos quadrados é exata. A.segundo) para formar um sistema de unidades para todos os problemas elétricos e magnéticos. dominam o quadro. são conhecidas como lei de Coulomb em homenagem a Charles Augustin de Coulomb (1736-1806). o volt. Para achar a força que atua sobre q2.

r em metros e F em newtons (N). a força na carga de índice será dada por i v r Fi = qi j"'i L: 4qj 7Uo Tij 1. se qualquer carga fosse examinada minuciosamente. do ampere. (2-2) onde a soma à direita se estende sobre todas as cargas. Uma simples extensão da idéia de N cargas puntuais interagentes consiste na interação de uma carga puntual com uma distribuição contínua de cargas. o coulomb. (2-1). uma vez que. é estabelecido por meio de experiências magnéticas. as definições do coulomb. Para os fins da física macroscópica.9874 X 109 N • m2 /C2 • Fazemos a substituição aparentemente complicada. por outro lado. Escolhemos deliberadamente esta configuração para evitar certas dificuldades que poderiam ser encontradas quando a interação de duas distribuições contínuas de carga fosse considerada. A constante €o ocorrerá repetidamente. significa que numa distribuição macroscópica de carga. isto. o fato de a carga ser discreta não causa dificuldades. na forma conhecida como SI (Sistema Internacional).6019 x 10-19 C. Antes de prosseguirmos. devemos examinar o significado de uma distribuição contínua de carga. deve haver cuidado quando se aplica este tipo de descrição a problemas atômicos. as forças mútuas serão determinadas pela aplicação repetida da Eq.854 x 10-12 C2/N • m2• No Apêndice I. somente um pequeno número de elétrons estando envolvido. se for considerado um sistema de N cargas. podemos proceder como se um segmento de carga pudesse ser subdividido indefinidamente e descrever a distribuição de cargas por meio de funções puntuais: . no intuito de simplificar alguma das outras equações. q é medido em coulombs (C). todas as fórmulas podem ser colocadas em unidades gaussianas simplesmente substituindo EO por 1/41T. Uma vez que neste sistema. O valor da unidade de carga. simplesmente porque a carga eletrônic. qualquer elemento de volume contém um grande número de elétrons. é claro que C deve ter as dimensões de newton metro2 por coulomb2. que diz que a força total que atua sobre um corpo é a soma vetorial das forças individuais que atuam sobre ele. Deixando de lado estes casos atômicos. A pequenez da unidade básica significa que as cargas macroscópicas são compostas invariavelmente por um número muito grande de cargas eletrônicas. que é extremamente pequeno. C = I /41T€0. ela é conhecida como a permissividade do espaço livre e é numericamente igual a 8. da permeabilidade e da permissividade do espaço livre estão relacionadas umas às outras e à velocidade da luz de maneira lógica. Até o Capítulo 4. Sabe-se agora que a carga elétrica é encontrada sob a forma de múltiplos de uma carga básica: a carga do elétron. usaremos o sistema de unidades MKS racionalizado ou sistema de Giorgi no presente volume. Entretanto. não é apropriado fazê-Ias agora. No Apêndice II expõe-se o sistema gaussiano de unidades. Pode-se então descrever uma distribuição de cargas em termos de uma função densidade de carga. Se estiverem presentes mais do que duas cargas puntuais. definida como o limite da carga por unidade de volume quando o volume se torna infinitesimal. Particularmente. o processo de aplicação do limite não teria sentido. sua magnitude seria um múltiplo inteiro do valor da carga eletrônica. isto requer que C = 8.a tem um valor igual a 1. nestes casos. exceto à de índice i. Este é justamente o princípio da superposição de forças. como uma formulação lógica destas definições requer um conhecimento dos fenômenos magnéticos e da propagação da onda eletromagnética. Em outras palavras.38 Eletrostática tagem deste sistema é que os resultados dos cálculos que envolvem circuitos elétricos estão nas unidades elétricas que são usadas no laboratório.

Este vetor campo. Este não é o caso. será obtida por meio da Eq. a primeira integral da Eq.-0 • lim I' 11q ImV' 11 (2·3) e uma densidade de carga superficial definida por (J = 11q. (2-2) pela substituição de qj por Pj dv. Neste caso.(2·5) divergirá. o mesmo é válido na Eq. Em notação vetorial. Se o campo elétrico for calculado. será estudado pormenorizadamente na seção seguinte. a defmição de E torna-se E = lim q-O Fq. Se. é proporcional a q. Pode parecer. (2-2). na superfície S que limita V com uma densidade a. t>S-O 115 (2-4) Do que foi dito a respeito de q.rga líquida ou de excesso de carga. a força por unidade de carga. conhecido como campo elétrico. ou seja. a região de integração na vizinhança de r contribui com uma quantidade desprezível e a integral é bem-comportada (veja o Problema 2-5). q (2-6) O limite está incluído na definição de E para assegurar que a carga teste não afete a distri· buição de cargas produzidas por E. 2-3 CAMPO ELÉTRICO O campo elétrico num ponto é definido como o limite da seguinte razão: a força sobre uma carga teste. não haverá. . colocada no ponto. Esta observação leva-nos a introduzir um vetar campo que é independente de q.'. usando-se a razão entre a força e a carga para uma carga teste finita. (2-2).sr I r-r r' . como é dada pela Eq. locll. Está claro que a força sobre q. faz o papel do ponto fonte rj na Eq. (ou por aj daD. o uso do limite é desnecessário./3 (2-5) o-(r') da'. redistribuição de cargas uma vez que a própria distribuição de carga se obtém sob a influência de toda a . a carga sobre o condutor se redistribuirá. No caso especial em que uma das cargas da distribuição de carga pode ser usada como uma carga teste. o campo elétrico na posição da carga teste será aquele produzi· do por todo o restante da distribuição de carga. A variável r' é usada para localizar um ponto no interior da distribuição de carga. a força exerci da por esta distribuição de cargas sobre uma carga puntual q. O símbolo que se costuma empregar para o campo elétrico é E. aplicando-se o limite: Fq = -4 1Ho'V I - q • I rr-r r' ' '13 p(r') dv' q r+ -4 1tCo. isto é. (2-5). ao invés daquele devido à distribuição de carga original. que se o ponto r estiver no interior da distribuição de cargas. Vale a pena mencionar que em materiais sólidos típicos mesmo uma densidade de carga p muito grande envolverá uma variação da densidade local de elétrons de aproximadamente uma parte apenas em 109. é evidente que p e a são densidades de cq. pela carga da carga teste. o campo obtido será aquele devido à carga redistribuída. à primeira vista. ao trazer-se uma carga teste para a vizinhança deste. uma carga positiva for distribuída pela superfície de um condutor (um condutor é um material em que a carga se pode mover livremente). por exemplo.lízada em r. naturalmente.Campo Elétrico 39 uma densidade de carga volumétrica definida por p= . Se a carga estiver distribuída num volume V com uma densidade p e. sendo que o limite tomado para o valor da carga teste tende a zero.

. . q' r . entretanto. . As Eqs. rN.r' 13 O'(r') da'. qN. Suponhamos que a distribuição de cargas consista de N cargas puntuais ql. o uso do limite é desnecessário. e uma distribuição volumétrica de cargas especificada pela densidade de carga p(r') no volume Ve uma distribuição superficial caracterizada pela densidade de carga superficial a(r') sobre a superfície S. . inclusive a carga que está sendo usada como carga teste. (2-2) e (2-5) proporcionam um meio rápido para se obter uma expressão para o campo elétrico devido a uma já dada distribuição de cargas. r2.. será sempre melhor aplicar o limite. q2. se existir qualquer dúvida.. . Também nestes casos.r' '3 I Ir .. principalmente naqueles em que a distribuição de cargas é espedficada. respectivamente. . localizadas nos pontos rI. a força será proporcionà1 ao valor da carga.ril + 41!(o'v r . ela experimentará uma força F dada por F = 41t(o - q i=1 ( L N qi r-r. Em alguns outros casos.r ' 13 p(r') dv' Ir . Se uma carga teste q estiver localizada no ponto r. Ia} Figura 2·1 Mapeamento de um campo elétrico com o auxIlio de linhas de força.r' (2-7) + 41!(o _q 'S I r .40 Eletrostática distribuição de cargas.

qi 1 11:(0i=1 = 4~ L r-rr-r. (2-8) satisfaz este critério. Para verificar isto. 2-1 ilustra dois campos elétricos simples que foram traçados com o auxI1io de linhas de força.r' 15 . que exporemos nas seções seguintes e no próximo capítulo. r . A Fig.r' 13 r . . obtemos V r-r r' x -. Então E =E(r) é uma função vetorial puntual. observamos que a aplicação do rotacional na Eq. o campo elétrico.[ + ) 0. Como a razão é independente de q. em muitos casos.r'l e. V Ir-r1] '13 x [r .r' = - 3 I r . Consideremos. . O campo elétrico em r é o limite da razão entre esta força e a carga teste q.r. por exemplo.não serão necessáA quantidade que acabamos de defmir. O campo elétrico dado pela Eq. Usando a fórmula do rotacional do produto (vetor vezes escalar). ilustram uma propriedade importante das linhas de campo. sobre as cargas que produzem o campo elétrico.I. o sentido é para dentro (isto é. Como um auxIlio para visualizar a estrutura do campo elétrico associado com uma distribuição particular de carga. Uma linha de força é uma linha (ou curva) imaginária traçada de tal forma que sua direção e sentido em qualquer ponto sejam os do campo elétrico naquele ponto. Este campo tem muitas propriedades matemáticas interessantes. um ou mais termos . (2-11) .---. (2-8) implica diferenciação com re~eito a r. I' '13 1Uo'V + 4-- I I r-r r-r '13 p(r') dv' (2-8) I . pode ser calculada em cada ponto do espaço na vizinhança de um sistema de cargas ou de uma distribuição de cargas. o vetar poderá ser expresso como o gradiente de um escalar. contudo. 2-4 POTENCIAL ELETROSTÁTlCO Observou-se no Capítulo I que se o rotacional de um vetar se anular.-13= Ir-r1 r- '13 V x (r . as linhas de força associadas a uma carga puntual negativa isolada são também linhas radiais mas. ou um campo vetaria!. S + -4 7[(0 rios. isto é.r' r -. Estes dois exemplos são extremamente simples. A Eq. portanto.~.r')j Ir . em direção à carga negativa). a estrutura do campo elétrico associado a uma só carga puntual positiva q I.Potencial Eletrostático 41 por causa de uma dada distribuição de carga. Esta variável aparece na equação somente em funções da forma (r .r].'--. as linhas de força terminam nas fontes do campo elétrico. da Tabela 1-1. (2-8) é bastante geral. Michel Faraday (1791-1867) introduziu o conceito de linhas de força.r') = (2-10) e (veja o Problema 1-22) em V I I r . As linhas de força são linhas radiais que se dirigem para fora de q 1 _ De forma semelhante. será suficiente demonstrar que funções desta forma têm rotacional nulo. neste caso. o campo elétrico em r é exatamente E(r) I . (2-9) De um cálculo direto (veja o Problema 1-19) resulta V x (r .r 13 a(r') da'.

é exatamente I. Vep .42 Eletrostática Estes resultados. (2-13) e a denominação de para o potencial eletrostático. entretanto.( Wref Vep' dr' = -ep(r) = ( "'ref E(r')' dr'. (2-18) que é realmente o inverso da Eq. que encontrar ainda a forma da função I.{J é que satisfaça a Eq. (2-16). I. Como sabemos que existe. Ao se substituir a Eq. demonstramos que o rotacional do campo elétrico é zero. juntamente com a observação de que o produto vetorial de um vetor com um vetor paralelo é nu~o. O resultado é . (2-17) na Eq.{J ~ref ( E(r')' dr' =.r'l (2-15) + ~_1 f _ 41tEo .Vep(r).{J (2-14) como se pode verificar de modo rápido por diferenciação direta. facilmente resolvida.r . Da definição do gradien(2-17) . te. r . e fácil encontrar-se o potencial eletrostático devido a uma carga puntual q 1. (2-13). r .ri O'(r') I _1_ 41tEo'v r _p_(_r')_ de' Ir . e como isto foi verificado diretamente. como tudo que se requer de I.( Wref Vep' dr'.{J. (2-13) temos. A Eq.{J. O potencial eletrostático I. (2-14) e (2-15) foram obtidas de maneira um pouco arbitrária.11 = O. falta achar tal função. dr' = dep. Com esta indicação.s I r .r' I da' ' que também se verificaria facilmente por diferenciação direta. (2-12) indica que existe uma função escalar cujo gradiente é o campo elétrico. podemos escrever I. Isto é.r' (2-12) Uma vez que cada contribuição da Eq. são suficientes para demonstrar que V x.{J (2-16) onde ref representa um ponto de referência em que seja nulo.{J pode ser obtido diretamente assim que se admita sua existência. Deve-se observar que é convencional a inclusão do sinal negativo na Eq. (2-8) é <p(r) = _1_ 41Uo i=l t _q_i _ + Ir . (2-13). sabemos agora que existe uma função que satisfaz E(r) = . Pode parecer que as Eqs. esta se converte na integral de um diferencial perfeito. (2-8) para o campo elétrico é deste tipo. Se o campo elétrico devido a uma carga puntual . não importa a maneira pela qual se obteve I. é fácil adivinhar que o potencial que dá o campo elétrico da Eq. porém.

nenhuma dúvida sobre a equivalência dos dois métodos. os denominadores que aparecem nesta equação são todos da forma r . é uma equação escalar e envolve somente uma soma ou integral por termo. a unidade de energia é o newton-metro ou joule. A unidade do campo elétrico é o newton/coulomb ou volt/metro. Pode-se objetar que após resolver as integrais da Eq. é um procedimento tedioso. Observar-se-á. Além disso. pode-se rejeitar prontamente tal objeção. Os condutores são substâncias. volt (V). observando-se que a diferenciação pode ser sempre realizada. o resultado será q (2-19) ço(r) = 4--' 7[( o r que. (2-20) onde U(r) é a energia potencial em r relativa ao ponto de referência em que a energia potencial é arbitrariamente considerada zero. os materiais podem ser divididos em duas categorias: condutores de eletricidade e isolantes (dielétricos).r' o que simplifica as integrais. (2-15). é apenas um caso especial da Eq. Não existe. Tais portadores livres . unidade que ocorre tão freqüentemente que lhee-dado um nome especial. naturalmente. e é realmente muito mais fácil que a integração. segue-se que se o mesmo ponto de referência for escolhido para o potencial eletrostático e para a energia potencial. respondem a campos elétricos quase infinitesimais e continuam a se mover enquanto estão sob a ação de um campo. (2-8) é uma equação vetorial. sentimos. ser determinada durante a resolução do problema. que contêm um grande número de portadores de carga essencialmente livres. (2-15) será ainda necessário diferenciar o resultado. em comparação com as da Eq. A Eq. I I" 2-5 CONDUTORES E ISOLANTES Quanto ao comportamento eletrostático. Esta idéia é algumas vezes usada para introduzir o potencial eletrostático. se a derivada existir. Pode-se compreender a utilidade do potencial eletrostático no cálculo dos campos elétricos. como os metais. entretanto. no Capítulo 3.Condutores e Isolantes 43 for usado na Eq. comparando as Eqs. (2-14). naturalmente. é quase impossível resolver as integrais. é necessário resolver três somas ou três integrais para cada termo. o procedimento é demasiado enfadonho para que o incluamos aqui. então o potencial eletrostático será somente a energia potencial por unidade de carga. (2-15). (2-8) e (2-15). No sistema MKS. (2-8). entretanto. em alguns casos. (2-18) e o ponto de referência ou limite inferior da integral for considerado como infinito. que a introdução em termos da Eq. Tal simplificação é algumas vezes suficiente para estabelecer a diferença entre a resolução e não resolução das integrais. A unidade de potencial é joule/coulomb. que o potencial eletrostático é até mais importante nos problemas em que a distribuição de carga não é especificada mas deve. A Eq. para obter o campo elétrico a partir dela. Estes portadores de carga (elétrons. A energia potencial associada a uma força conservativa arbitrária é U(r) = - fr • ref F(r')' dr'. o caso onde rI é zero. Na melhor das hipóteses. Outro aspecto interessante e útil do potencial eletrostático é sua intima relação com a energia potencial associada à força eletrostática conservativa. ao contrário. na maioria dos casos) estão livres para vaguear por todo o material condutor. por outro lado. ou seja. Uma vez que no caso eletrostático F = qE. Tal derivação pode ser ampliada para obter a Eq. o potencial sendo nulo aí. (2-13) realça a importância do potencial eletrostático na determinação do campo elétrico.

o potencial é o mesmo em todos os pontos do material condutor. suas respostas transitórias são algo mais lentas. Entretanto. em condições estáticas. Quando atingem o repouso. . porém. apesar de ser um fenômeno basicamente simples. ligadas fortemente às moléculas constituintes. Os dielétricos físicos reais apresentam uma débil condutividade. os portadores de carga (elétrons ou íons) movem-se até encontrarem posições em que não experimentam nenhuma força líquida. No que diz respeito ao seu comportamento num campo elétrico estático. Dielétricos são substâncias em que todas as partículas carregadas estão. Neste e nos quatro capítulos seguintes. A polarização dielétrica. Em outras palavras. a condutividade é 1020 vezes menor do que num bom condutor. isto deve ser assim porque a população de portadores de carga no interior não se esgota de nenhuma forma e. os portadores continuarão a se mover. será agora investigada mais pormenorizadamente. num dielétrico típico. cada condutor forma uma região eqüipotencial no espaço. como E = O num condutor. porém não se afastam da vizinhança de suas moléculas. o campo elétrico em um condutor se anula. o interior do condutor deve ser uma região desprovida de campo elétrico. produz alguns efeitos um pouco complicados.44 Eletrostática conduzirão a corrente elétrica quando um campo elétrico estacionário for mantido no condutor por uma fonte ext.erna de energia. estes materiais comportam-se como condutores. conhecida como lei de Gauss. Rigorosamente falando. Como a carga pode mover-se livremente num condutor. adiaremos seu estudo até o Capítulo 4. por outro lado. 2-6 LEI DE GAUSS Existe uma relação importante entre a integral da componente normal do campo elétrico sobre uma superfície fechada e a carga total encerrada pela superfície. isto é. trataremos de materiais em campos eletrostáticos. mesmo sob a influência de campos elétricos muito pequenos. As partículas carregadas podem mudar ligeiramente suas posições em resposta a um campo elétrico. Como 1020 é um tremendo fator. em geral é suficiente dizer que os dielétricos são não condutores. sob condições estáticas. podem ser estudados muito facilmente segundo os conceitos já expostos. tais materiais necessitam de mais tempo para alcançar o equilíbrio em um campo estático. se um campo persistir. Além disso. Certos materiais (semicondutores. Os condutores. ao contrário. Esta relação. que não apresenta nenhuma condutividade em presença de um campo elétrico externamente mantido. esta definição aplica-se a um dielétrico ideal. conseqüentemente. Assim. eletrólitos) têm propriedades elétricas intermediárias entre as dos condutores e as dos dielétricos. O campo elétrico num ponto r devido a uma carga puntual q localizada na origem é q E(r) r r3' = 4nfo (2-21 ) Figura 2-2 Superfície fechada imaginária S que encerra urna carga puntual na origem.

O enunciado precedente aplica-se a qualquer superfície fechada.Lei de Gauss 45 Considere-se a integral de superfície da componente normal deste campo elétrico sobre uma supe.ft -3-n da. Para S2. que é expresso por dn.S E· n da =-q 471:[0 471: = -q (o (2-23) no caso especial acima descrito. e a integral total se anula. até mesmo às chamadas reentrantes. a integral de superfície será zero. É então possível escrever j r' J sr. a carga q. 7Uo·S (2-22) A quantidade (rIr) . a integral de superfície da componente normal do campo elétrico será q/€o.S2 para a integral de superfície são iguais e opostas. q Figura 2-4 A superfície fechada S pode ser dividida em duas superfícies. Esta área projetada dividida por r2 é o ângulo sólido subtendido por da. conseqüentemente.-3-n da = 'f s· -'3-n da' = 471:. a superfície encerrar uma carga puntual q. enquanto que se q estiver fora da superfície. Se. esta integral é simplesmente i E' 'S - n da = q r'r -4.rfície fechada (como a mostrada na Fig. Por esta razão. 2-5 é suficiente para se verificar que é realmente o que acontece. 2-2) que encerre a origem e. Um estudo da Fig. as contribuições de SI e. 2-3. 2-4. Se q estiver fora de S. no entanto. I r'· r Figura 2·3 Construção da superfície esférica S'. n da é a projeção de da sobre um plano perpendicular a r. a partir da Fig. evidencia-se que o ângulo sólido subtendido por da é o mesmo que o ângulo sólido subtendido por da'. como um auxílio para a avaliação do ângulo sólido subtendido por da. SI e S2' cada uma subtendendo o mesmo ângulo sólido em q. . demonstrando-se que f. é claro. que S poderá ser dividido em duas áreas SI e S2. o sentido da normal se dirige para q enquanto que para SI se afasta de q. então. um elemento de área superficial da esfera S' cujo centro está na origem e cujo raio é r'. Pela Fig. subtendendo cada uma o mesmo ângulo sólido em relação à carga q.

(1-37). dará f S E· que. Eq. (2-27) deve ser válida para todos os volumes. Assim. (2-27) para qualquer escolha de V implica . Cada carga subtena Eq. contanto que esteja no interior da superfície sobre a qual integramos. é algumas vezes denominado fluxo do campo elétrico através de S. se os integrandos que aparecerem à esquerda e à direita na equação forem iguais. conseqüentemente. Se cada elemento de carga pdv for considerado como uma carga puntual. Este resultado pode ser imediatamente generalizado ao caso de uma distribuição contínua de cargas. qN estiverem encerradas pela superfície S. será dado pelo primeiro termo da Eq. então o campo elétrico total. " l- (2-26) na Eq. I V· E dv . . A lei de Gauss pode ser ainda expressa de outra forma.v =fo .v I p dt·. Qz. isto é. a integral da componente normal do campo elétrico sobre a superfície S. (2-23) toma-se de um ângulo sólido completo (41T). O termo à esquerda. caracterizada por uma densidade de carga.46 Eletrostática Se várias cargas puntuais Ql. para qualquer escolha do volume V. f s E· n da =~ to r 'V p dv. (2-25) As Eqs. estabelece que f 'S F· n da = ·v V' F dt'o " Se este teorema for aplicado à integral de superfície da componente normal de E. 1 f E· n da = . a validade da Eq. (2-8). Isso só será verdadeiro. . contribuirá com pdV/Eo para a integral de superfície da componente normal do campo elétrico.s to L qi' i= 1 N (2-24) (a) (b) Figura 2-5 Elemento de ângulo sólido cortando a superfície S mais do que uma vez. (2-27) A Eq. O teorema do divergente. dará . A integral da superfície total será então a soma de todas as contribuições desta forma devidas à carga no interior da superfície. se S for uma superfície fechada que limita o volume V. (2-24) e (2-25) são conhecidas como leis de Gauss. quando substituída n da "" 'v V' E dv. (2-25). usando-se o teorema do divergente... Então.

E = . como ilustrado na Fig. obtemos I. mas. 2-6. É de fácil solução a integral da componente normal do campo elétrico para esta superfície.J (2-29) E Figura 2-6 Superfície cilíndrica para ser usada com a lei de Gauss. Para que a lei de Gauss seja útil no cálculo do campo elétrico. de considerável interesse físico.p. Esta aplicação da lei baseia-se principalmente na possibilidade de proporcionar uma forma bastante fácil para o cálculo dos campos elétricos em situações suficientemente simétricas. como da posição angular em relação ao fio.(0 r . A lei de Gauss toma então a forma 2nrlEr Parte de uma longa linha de carga =-. ou através dos procedimentos do Capítulo 3. (2-29). A simetria da situação indica claramente que o campo elétrico é radial e independente tanto da posição ao longo do fio. deve ser possível escolher uma superfície fechada de forma a que o campo elétrico tenha uma componente normal que seja nula ou tenha um único valor fixo em cada ponto da superfície. A superfície cilíndrica contribui com 2wlEr pois E é radial e independe da posição da superfície cilíndrica. (2-30) . a lei de Gauss também tem utilidade prática. Desse ponto de vista ela é. em certas situações altamente simétricas. (2-28) ou. o campo elétrico pode ser calculado através do uso da lei de Gauss ao invés de o ser por meio das integrais dadas anteriormente. consideremos uma longa linha de carga de densidade de carga :\ por unidade de comprimento. uma forma modificada desta equação. que se deduzirá no Capítulo 4. Estas observações levam-nos a escolher a superfície mostrada na Fig. economiza-se esforço. importante. As extremidades circulares não contribuem. (o Este resultado pode ser considerado como a forma diferencial da lei de Gauss. é uma das equações diferenciais básicas da eletricidade e do magnetismo. (o .Aplicação da Lei de Gauss 47 1 v .. Er = 2. uma vez que o campo elétrico é paralelo a elas. mais apropriadamente. Em outras palavras. Quando se puder fazer isto. naturalmente. para encontrar o campo elétrico produzido por uma longa linha de carga. (2-28) 2-7 APLICAÇÃO DA LEI DE GAUSS A Eq. 2·6. Explicitando Er na Eq. Como exemplo.

que intersecciona a superfície de um condutor carregado. Figura 2·8 Aplicação da lei de Gauss à superfície fechada 5. em forma de caixa de pllulas. parte do material poderia ser removido sem que nada se alterasse. (2-8).. Uma vez que não há carga no interior. em forma de caixa de pílulas. Portanto. da Fig. a carga líquida encerrada é nula. Outro resultado importante da lei de Gauss consiste na verificação de que a carga (carga líquida) de' um condutor carregado se localiza em sua superfície externa. o campo elétrico na re· gião imediatamente externa a um condutor será (2-31 ) . Finalmente. O campo elétrico na região imediatamente externa a um condutor carregado deve ser normal à superfície do condutor. O único lugar em que a carga pode estar. a carga líquida que cada uma dessas superfícies encerra é nula. novamente. Se a lei de Gauss for aplicada à pequena superfície S. qtle envolve a aplicação direta da Eq. a carga de uma casca condutora deve localizar-se inteiramente na superfície externa. Suponhamos que a carga de um condutor seja dada pela função densidade superficial a. 2-7.48 Eletrostática Poder-se-á avaliar melhor a economia de esforço consegui da com o uso da lei de Gauss na solução do Problema 2-4. Podemos construir uma superfície gaussiana em qualquer parte no interior do condutor. sem entrar em contradição com a lei de Gauss. e E = .p.então onde /).S é a área de uma das bases da caixa de pJ1ulas. pela lei de Gauss. é na superfície do condutor. Figura 2·7 Superfície gaussiana 5 construída no interior de um condutor carregado. construímos a superfície gaussiana S da Fig. Isto ocorre porque a superfície é uma eqüipotencial. Dessa forma. 2-8.V. Vimos na Seção 2-5 que o campo elétrico no interior de um condutor se anula.

Suponhamos que uma carga -q esteja localizada no ponto r' e que uma carga q esteja 10' calizada em r' + I. 1 _' (r r) _ I 1 . (2-33) na Eq. Há outras contribuições proporcionais ao quadrado.r'. portanto. I 1 r _ r' 12 I +. obtemos _ q p(r E(r) .r')2 . O que desejamos é o campo do dipolo. nesta forma. Uma vez que este procedimento é de utilidade geral. (2-33) onde termos envolvendo [2 foram omitidos. 1+ pr3. (2-32). O recíproco deste denominador pode ser expresso como Ir . separadas por uma pequena distância.. 00/. O resultado desta expansão é J I r .r' 1- 3 I r' . como está ilustrado na Fig. contudo.2 = 1 r . \ r'15 r . (2-32).=_~_. que é proporcional à separação das cargas.1 47r(o llr .r') . (2-8).. será considerado pormenorizadamente.r' 11-3 = [(r .r' 1- 3 11 + 3(r . A principal dificuldade ao efetuar-se esta expansão é causada pelo denominador do primeiro termo da Eq.r' -Ir Figura 2-9 Geometria envolvida no cálculo do campo elétrico E (r) devido a duas cargas puntuais. (2-34) dá a parte do campo elétrico devida a um dipolo elétrico finito.r') .r' . e no dipolo a separação 1 é pequena em comparação com r . Substituindo a Eq. o campo elétrico num ponto arbitrário r pode ser encontrado pela aplicação direta da Eq.Dipolo Elétrioo 49 2-8 DIPOLO ELÉTRICO Duas cargas iguais e opostas.. ao . por meio do teorema binomial. 2-9. ele não é de fácil interpretação.-47rfo \ 1r - r') . Este é o campo elétrico correto para qualquer valor de·q e qualquer valor da separação I.. conservando-se termos lineares em l. (2-34) A Eq. O campo elétrico em ré (2-32) E(r) = _q_ I_r~.r'13 + /. O campo elétrico e a distribuição de potencial produzidos por esta configuração de carga podem ser investigados com o auxI1io das fórmulas das Seções 2-3 e 2-4.2(r .- 3 = I r . conservando apenas o primeiro termo que não se anular. então.3 2 somente É fácil expandi-lo. (2-32) e nova· mente conservando apenas termos lineares em I. formam um dipolo elétrico. [ 1 . podemos desenvolver a Eq.2(r r -_ r') 12 1 + I r _P] r' 12 .

50 Eletrostática cubo e às potências mais elevadas da separação. (2-34) pode ser escrita. A Eq. Neste limite é formado um dipala puntual. em termos do momento de dipolo. A expansão dá (2-41 ) . No limite quando I tende a zero. de tal forma que q I permaneça constante. mais fácil aplicar a Eq. üsamos o símbolo p para representar o momento de dipolo elétrico e escrevemos p= ql. entretanto. Um clipolo puntual não tem carga líquida. a energia potencial é simplesmente (2-40) Se I for pequeno comparado com r. Também é interessante averiguar a respeito da energia potencial de um dipolo elétrico que é colocado num campo elétrico externo. (2-38) é exata para um dipolo puntual p. Usando a notação da Eq.anH.r') Ir _ r'13 = 4mo (2-39) A Eq. estas potências mais elevadas contribuem muito pouco. (2-36)]. (2-37) Expandindo-se o primeiro termo de maneira idêntica à usada para o primeiro termo da Eq. (2-39) dá o potencial tp(r) produzido por um di pala elétrico. 1 1 p (r _' r) _ r _ r' 15 p \ 1r . (2-34). entretanto. I -=-~~p. a nao ser que a carga se torne infinita.:terizado por seu momento de dipolo. (2-36). é melhor expressá-Ia como 1 cp(r) p' (r . como __ 1_ E(r) . a separação for pequena. todos os termos desaparecem com exceção do termo linear em I. não tem extensão no espaço. (2-15) à distribuição de cargas que reito da Eq. se constitui de duas cargas puntuais separadas por uma distância pequena. A Eq. t. (2-32) e conservando-se apenas o termo linear em I. a distribuição de potencial será dada por .4n:(o (2-35) ~~(r-:-r') . que é o limite de ql quando I tende a zero. No limite quando I tende a zero. ainda que q se torne infinito. Se. todos os termos se anulam.r' 13/" (2-36) A distribuição de potencial produzida por um dipolo puntual também é importante e poder-se-ia encontrá-Ia através da procura de uma função com gradiente igual ao lado di· todavia. tpext(r + l) poderá ser expandido numa série de potências em I e somente os primeiros dois termos se conservarão. a partir deste potencial pode-se determinar o campo elétrico [Eq. (2-38) Esta equação é válida para a mesma aproximação que a Eq. (2-32). em um campo elétrico descrito pela função potencial tpext(r). quer dizer. (2-37) pode ser colocada na forma cp{r) = _!L ~ 4mo Ir r') .e é completamente <. No caso de duas cargas. a Eq. -q em r e q em r + I. termos proporcionais a [2 e a potências mais elevadas de I são desprezados.

Dentro de nosso objetivo não há necessidade de maiores considerações sobre o assunto. consideraremos uma distribuição de cargas na vizinhança da origem do sistema de coordenadas. Este enunciado poderia levar-nos a questões bastante complicadas relativas a forças e energias intrínsecas que não poderíamos explicar aqui. a quantidade Ir . realmente. Para fazer isto é necessário. Nas Eqs. (2-43) que é. deve-se observar que a energia potencial resultante da interação de um dipolo elétrico com seu próprio campo provém de forças exercidas sobre o dipolo por ele próprio. consideramos o potencial eletrostático produzido por um dipolo elétrico. (2-42) Tomando o limite de um dipolo puntual. Este campo elétrico é devido a cargas que não são as compreendidas pelo dipolo. definir o momento de dipolo elétrico de uma distribuição de carga arbitrária. consideramos o dipolo corno situado em um campo elétrico existente. Estas forças. (2-37). (2-43) é U(r) = ~p . Um ponto arbitrário nO interior da distribuição de carga será designado por r'. O resultado . I . naturalmente. p(r') r. então. temos simplesmente U(r) \<Pext. (2-40) até (2-43).?ext (r). descrito por urna função potenciall.r'I-1 pode ser expandida numa série de potências ascendentes de r'lr. o resultaqo será U = ql' = P' \<Pext. (2-44) Esta. (2-38) e (2-39).r de. I I 41H0'\ . Em vista da restriçãó feita anteriormente para pontos de observação que estão afastados da origem. Nas Eqs. 2-9 EXPANSAo MULTIPOLAR DOS CAMPOS ELÉTRICOS É evidente que a partir da defrnição anterior de momentos de dipolo.Expansão MultipoJar dos Campos Elétricos 51 onde o valor do gradiente no ponto r deve ser usado. (2-40). onde Eext (r) é calculado na posição do dipolo. 2-10). exata. Se esta expansão for usada na Eq. Eex.(r). conhecidas na dinâmica corno forças internas. A restrição se· guinte será que a distribuição de cargas pode ser totalmente encerrada por uma esfera de raio a que é pequeno comparado com a distância até o ponto de observação. Como o campo elétrico é o negativo do gradiente do potencial eletrostático. naturalmente. não afetam o movimento do dipolo como um todo. certos aspectos da distribuição de potencial produzida por urna distribuição específica de carga podem ser convenientemente expressos em termos de seus momentos de dipolo elétrico. o campo do dipolo deve ser excluído para evitar um resultado infinito. Para reduzir o número de coordenadas de posição. uma forma alternativa da Eq. (2-45) onde dv' é usado para designar um elemento de volume na distribuição de carga e V representa o volume total ocupado pela distribuição de carga. É importante observar que dois potenciais foram expostos nesta seção. O potencial em r será dado por <p(r) =- 1 . é a energia potencial de um dipolo p em um campo elétrico externo Eext.'-. contudo. Ao invés de fazer uma definição não razoáveL iremos considerar uma certa expansão do potencial eletrostático resultante de uma distribuição de carga arbitrária. a densidade de carga neste ponto será designada por p(r') e o ponto de observação por r (veja a Fig.

que ambas as definições apresentam o mesmo resultado para duas cargas puntuais iguais e opostas. A segunda integral é assaz semelhante ao momento de dipolo definido na Seção 2-8 e.r3 r'2] +.r5 r')2 -. A primeira integral da equação é evidentemente a carga total e o primeiro . (2-46) na Eq. Substituindo·se a Eq. (2-48).. O segundo termo da Eq. obtemos cp(r)=-I -.tenno é o potencial resultante se a carga total se concentrasse na origem. denominado momento de dipolo da distribuição de carga.. O campo elétrico deve ser calculado no ponto r. Deve·se observar que apesar de (r'/r)2 ser desprezível. por conseguinte. obtemos então (2-48) onde Xi. comparado com 2r' . isto representa uma generalização da definição dada para duas cargas puntuais iguais e opostas.p(r')dv'. Xj são componentes alj é definido como segue: cartesianos de r. onde apenas os três primeiros tennos estão indicados explicitamente. r' r r3 +-2 -- 1 [3(r. (2-45) e omitindo-se termos que envolvem o cubo e potências mais elevadas de r'. todavia. é fácil demonstrar. toda a dependência tirada da integral.v /1 41tEo r I 1 +-. _ o·· lJ xi são componentes cartesianos de r' e = 10. } (2-47) de r pode ser Uma vez que r não envolve a variável de integração r'.52 Eletrostática desta expansão (2-46) Ponto de observação Figura 2-10 A carga está localizada no volume V com densidade de carga p (r '). IL i = jl' i = j\ Ê fácil interpretar a Eq. (2-48) seria o potencial que resultaria se um dipolo puntual idêntico ao momento de dipolo da distribuição de cargas estivesse localizado na origem do sistema de coordenadas. e X/. Ê interessante observar que o momento de dipolo de uma distribuição de cargas seria independente da . Como defi· nição. r/r 2 . não se pode eliminá-Io do primeiro par de colchetes porque é da mesma ordem que o termo dominante no segun· do par de colchetes.

.. consideremos um novo sistema de coordenadas com origem em R no sistema primitivo. um recurso matemático valioso em muitos cáJcu. j iguais aI. Expressamos p(r) = q6(r). dipolos puntuais. muitos outros usos. 3. Estes cálculos aproximados lOrnam pC1~síve!. Para verificar isso. por meio de cargas puntuais. Este conjunto de quantidades forma o tensor momento de quadrupolo* e representa uma extensão do conceito de momento de dipolo. aos pares. (2-48) pode ser expresso por 1 I'" y y i= onde )' " -~Q 5 '-. '2) pr (')d" t. o mesmo ponto em relação ao sistema novo temos r' = r" + R. uitas vezes. Repfesentando por r' um' ponto em relação ao sistema primitivo e cp por r". poderia ser útil estarmos aptos a expressar cargas puntuais como um caso particular de uma função densidade de carga geral p(r). (2-52) Há nove componentes de Qu correspondendo a i. j= r Lr .' s. resolver problemas extremamente difíceis.Função Delta de Dirac 53 ori?em do sistema de coordenadas se a carga total fosse nula. (2-49) o mome'~. como a Eq. contudo. naturalmente. deixando seis componentes distintas. distinguimos cargas puntuais e distribuições contínuas de carga. para calcular aproximadamente o campo elétrico de uma distribuição de carga. (2-48). seis são iguais. Eqs. A função delta de Dirac o (r) pode servir a este propósito e é. Estes múlti· pIos de ordem mais elevada são importantes na física nuclear porém não serão considerados neste livro. momentos de ordem mais elevada que são gerados ao se conservar termos de ordem maior na expansão da Eq. (carga puntual) para r ~ O. Destas nove componentes.])"nSua o enunciado anterior. 2. ou por alguma outra razão. Para economia de notação. m 2-10 FUNÇÃO DELTA DE DIRAC Nas expre~sões ger31~ de campo elétrico e de potencial.L. todos incluídos no sistema de calcular aproximadamente uma distribuição de carga estendida real. '. 3 3 I (: terceiro termo da Eq.' de dipolo em relação ao sistema primitivo será p = í '1"1' r'p(r') dr' = í (r" + R)p(r') dt·' = •V i r"p dr' + RQ. (2-8) e (2-15). etc. Os multipolos eléL(. (2-48) indica. (2-50) OL Qé.os são usados."s. além disso. (2-53) onde 6(r) =O v· lensores são uma generalização dos vetares e uma exposição elementar será apresentada no * ApêndIce I.. Há. (2-51) '1' (3XiXj-Uijr.. Há.

uma vez que o integrando em r' = O. Além disso.p.--q6(r). observamos que I F(r')<)(r') dv' = F(O). porém toda a carga está localizada exatamente na origem. usando a Eq. * A integral de Riemann de uma função dessas será nula se de fato existir. que não conduzirá a nenhuma dificuldade se tivermos cautela e não a tentarmos diferenciar como uma função contínua. _ (2-57) (2-58) As Eqs.* Não obstante.54 Eletrostática I 6(r') dv' = 1. exceto num único ponto. como = 4nc)(r). (2-28) to Para uma carga puntual q em r = O. uma só integral sobre p (r) é suficien te nas Eqs.r. . f qi6(r' -_r~~ dv' I r . 1 V. I F(r')<)(r' - ro) dv' = F(ro)· = ~l~ ~~qi_ 4mo Desta forma. Com estas extensões. (2-54) Evidentemente isto fornece uma expressão matemática à idéia física de uma carga puntual em r =0: a densidade de carga integrada é q. Outras propriedack:s da fun.r' I I r . (2-8) e (2-15). (2-57) e (2-58) são de importância tal que vale a pena fazer uma derivação direta.3 r E. Para esta aplicação.cial.ão delta serão apresentadas no Apêndice IV. isto é. uma distribuição de carga que se anula em toda a parte exceto numa superfície determinada. Pode ser feita uma variação na função para representar uma densidade superficial de carga a(r). (2-55) se anula exceto (2-56) onde F é qualquer escalar ou função vetorial. se p(r') = q/> (r' (f)(r) ra. ainda tem uma integral diferente de zero. (2-21) V.. por exemplo. A função delta é obviamente uma função matemática altamente singular pois mesmo podendo ser nula em toda a parte. porém a integução pode ser temanejada por meio da integral mais generalizada de Lebesgue.-q ou r r 47rEo r3 o = -. é um objeto matemático legítimo. 1 V' E = .\ = ~l~ 4nto' para uma carga puntual qi em ri' Outras propriedades da função delta podem ser obtidas como conseqüência da lei de Gauss na forma diferen.

não importando quão pequeno seja o raio R. A função delta será extre· mamente útil sempre que uma integral do divergente de r/r3 ou do laplaciano de l/r for encontrada. = 1. = 41l:<5(r).Resumo 55 Uma diferenciação ongem: imediata mostra que o divergente é nulo em toda a parte. teremos _00 + 00.. 3 r onde a função delta de Dirac é definida por b(r)=O.oPriectade. r = . r4 r r3 3 r 3 r =1= O.' . para uma carga puntual ql na origem. para qualquer função F •. 'V r r R Uma vez que a integral de volume é 4n..~s '-3 da = 2 . (2-57). em concordância com a Eq. . ~ F(ro). dá . aplicado a uma pequena esfera de raiO R em torno da origem. É conveniente tratar q como uma carga teste e abstrata para. Para r = O. entretanto. em r devido à carga fonte ql situada em rI E(r) = _1_ r 4nlo r. ~ = y (~ ). mesmo numa região que contenha a singularidade na origem. o in· tegrando pode ser representado como 4mS (r). r . F = _1~ e 4nlo qql ~ r2 r' onde Eo = 8. =Oé q~ ~. r b(r) dt.854 X 1O-12C2/N o m2 em unidades MKS e EO = I/41T em unidades gaussianas. e uma carga puntual q em r. exceto na r3 r3 r3 y. a força eletrostática aplicada sobre q será .'~~~. r=l=O. definir o campo elétrico E correspondente à força elétrica Fe.. . 2-11 RESUMO A eletrostática é baseada na lei de Coulomb assim enunciada. Em ou· tras palavras. r Y . ~tfnçãÔ delt41féh1a seguinte pr. r + . r + ~ y .. I F(r)<5(r - rol d. que é indeterminado. O teorema do divergente. a partir dela. r' n 1· . fundamental.j s da = 4n.= O. Fe O campo eletrostático = qE..r O rotacional e o divergente de E são ambos de importância Y x"3 r = O. a função delta permite que o teorema do divergente seja aplicado a r/r3. Y'"3 dl"= .

E = ~ q 1 6(r). dI.Q. Isto também demonstra que a carga num condutor se deve localizar sobre sua superfí· cie extema.). p(r) = q. fO 1. to Estas são as equações diferenciais básicas que devem ser satisfeitas localmente em cada ponto por todos os campos eletrostáticos. ~ro Para uma distribuição de carga específica. A existência de uma função potencial eletrostática cional. r-r' p(r') dLJ. . através da integração de ambos os lados sobre um volume V arbitrário e da aplicação do teorema do divergente: . cp(r) = -VqJ.p(r). Isto tem utilidade prática no cálculo de E em algumas situações especiais onde se pode argumentar.56 Eletrostática Desta forma. para uma carga puntual V x E = O. 1 I E· n da = .r. sobre bases usuais. 1 V· E = . ri. A lei de Coulomb pode ser generalizada para sistemas de muitas cargas fonte ou pa· ra uma distribuição contínua de densidade de carga p(r) definida de tal forma que o elemento de carga em um elemento de volume dv é dq Para uma carga puntual qi em = p(r) dv. = ~ ( E . V . direção e sentido. 1rfo' = ~4~ I -. Como as forças e os campos são aditivos. relativamente a alguma superfície escolhida S. r .6(r . (De fato.) 2.r ~'13 V x E = O. A lei de Gauss provém da equação do divergente. a equação do divergente é satisfeita até mesmo por campos dependentes do tempo e é uma das quatro equações fundamentais de Maxwell. de modo que .p(r) provém da equação do rota- E Para um dado campo E. que E deve ser constante em módulo. 1· E(r) Como V é um operador linear. 3. 'S fo onde Q = i" p(r) dv '1' é a carga total no interior de V limitada por S.

Determine o módulo..Problemas 57 qJ(r)= . estão suspensas de um ponto comum.+ . . Determine o ângulo e que cada corda forma com a vertical. Calcule o potencial eletrostático num ponto sobre o eixo do cilindro porém externo à dis- tribuição. qual será a força entre elas? Se forem postas em contato e então separadas por 4 cm. 2·4 É dada uma linha de carga infinitamente longa. com densidade uniforme de carga À por unidade de comprimento. condutora. Quando estiverem separadas por 4 cm. a expansão multipolar de <.. por cordas de comprimento I.+ r'p(r') Pr3 . ~2-1 Duas partículas. Possui uma densidade volumétrica não uniforme de carga dada por p (z) = Po + I3z em relação a uma origem no centro do cilindro. t 02-9 É dado um cilindro circular reto. 2-2 Duas pequenas esferas condutoras. 2-10 É dada uma região do espaço na qual o campo elétrico é dirigido paralelamente ao eixo x em to- .. . de raio R e comprimento L. tem uma densidade superficial uniforme de carga a. Por integração direta. 4. 2-6 Uma casca esférica fina. respectiva2·7 Duas cargas puntiformes. encontre o potencial em um ponto arbitrário (a) no interior da casca. Por integração direta. lo na expansão é o mais impor~ante. respectivamente. contendo uma densidade de carga uniforme p. O). É este ponto um verdadeiro mínimo de potencial? 2·8 Demonstre que a superfície eqüipotencial <p= O do problema precedente Quais são as coordenadas do centro desta esfera? é de forma esférica. 2-5 (a) Um disco circular.5 X 10-9 C. estão situadas na origem e no ponto (a. no plan@ x. está orientado ao longo do eixo z. o campo elétrico se anula? Faça. está uniformemente carregada com uma carga total Q. Isto é mais fácil de resolver que a integral de E. O. O potencial escalar <. cada uma de massa m e com carga q.0 X 10-9 C e -0. a direção e o sentido do campo elétrico no vértice vago do quadrado . q.. . possuem cargas de 2. de raio R. consideraremos PROBLEMAS somente os dois primeiros termos.p útil: é qJ(r)=onde 41t(0 1 r [º . qual será a força entre elas? 2-3 -Cargas puntuais de 3 X 10-9 C estão situadas em três vértices de um quadrado de 15 cm de lado. Determine a força sobre uma carga puntual q situada no centro do cilindro.pstá relacionado com e a energia potencial U da força eletrostática conservativa através de U = qqJ. Em que ponto. (b) fora da casca. um gráfico da superfície eqüipotencial que passa através do ponto acima referido. A alguma distância da região onde as cargas fonte p estão localizadas. determine o campo elétrico a uma distância r da linha. y. Normalmente. de raio R e altura L. ao longo do eixo x. idênticas. de raio R. (b) Um cilindro circular reto.r I de'. -q e + mente._~ 41[(0' f Ir p(r'). Determine o campo elétrico em um ponto ~obre o eixo do disco a uma distância z do plano do disco. r ] p = 'V i dl/ o primeiro termo não nu- é o momento de dipolo da distribuição de carga.

p = O para r > R. 2-19 O potencial de Coulomb atenuado pela presença dos demais elétrons q qJ=-. Se uma carga puntua! q for introduzida na cavidade. p 2-16 = O parar> R. faça um gráfico das superfícies eqüipotenciais em um plano contendo o dipolo. A 1400 m acima da superfície da Terra.) 2-12 2-13 O campo elétrico na atmosfera da superfície da Terra é de aproximadamente 200 Vim. de área finita. (2-39) para o potencial produzido por um dipolo p. (b) Demonstre que o torque atuante num di pala neste campo é ..] Uma distribuição esférica de carga tem uma densidade de carga volumétrica que é função apenas de r. Que densidade de carga p (r) produziria um campo E=-!!--~') 47Uo r" Qual o potencial deste campo? 2-18 Suponha que o expoente li « no campo de Coulomb não seja exatamente 3. gemo Use os resultados obtidos para traçar algumas linhas de força. Se não houver carga nesta região. determine o campo elétrico como função c!'e r. Em outras palavras. porém a = 3 ..58 Eletrostática dos os pontos. r . Compare o resultado com a Fig. [Duas placas condutoras paralelas.. Calcule a integra! de V • E sobre um volume esférico de raio R centrado na carga q. carregadas. 2-11' Considerando-se que a resistência elétrica do ar (isto é. demonstre que o campo será também independente de x. demonstre que a carga -q será induzida na superfície da cavidade. estão separadas por urna distância d. de raio R. contanto que as dimensões das placas sejam grandes em comparação com a separação d. Integre o resultado para obter uma expressão para o potencial eletrostático <p(r). Demonstre que o campo elétrico é independente das coordenadas y e z nesta região. intinitas..e-". 2-21 (a) Demonstre que a força que atua num dipolo p colocado em um campo elétrico externo Eext é p • ~ Eext. 2-15 b) p = Po (isto é. tal arranjo é denominado capaciror (veja o Capítulo 6). produzem essencialmente o mesmo campo elétrico na região contida entre elas como foi determinado anteriormente. sujeito à restrição <p( =) = O. Qual é a densidade média de carga na atmosfera abaixo de 1400 m? Esta consiste predominantemente de íons positims ou negarims? 2-14 Duas placas condutoras paralelas. Demonstre que o campo elétrico nas regiões externas às placas é nulo. respectivamente. Se p (r) for assim. torna condutor) seja 3 X 10· Vim.li. 2-1. o campo elétrico acima do qual o ar se . 2-20 Usando a Eq. R. r'. o campo elétrico na atmosfera é de somente 20 Vim. Por conveniência.. p = p (r). 2-17 Calcule o rotaciona! e o divergente de rira.. novamente dirigido para baixo.. Use a lei de Gauss para encontrar o campo elétrico para r::> R e r < R. a) p = A/r sendo A uma constante para O . em suas superfícies internas. a distância desde o centro da distribuição. R. o dipoIo pode ser localizado na orj. contém uma densidade de carga uniforme p.' --r 471:(0 ocorre comumente num meio condutor. (a) qual o potencial mais alto possível de um condutor esférico isolado de 10 cm de raio? (b) Qual seria o raio de um condutor esférico que pudesse manter 1 coulomb de carga? Um objeto condutor tem uma cavidade oca em seu interior. Calcule o campo elétrico e a densidade de carga correspondentes. Uma barra circular infinitamente longa. Se as placas possuírem densidades uniformes de carga a e -a. onde 1. obtenha uma expressão para o campo elétrico entre as placas. dirigido 'para baixo. constante) para O. (Use a lei de Gauss.

A carga . a) Encontre o momento de dipolo da molécula. l) e (O. O. é denominada par de giro que atua no dipolo. que é independente do ponto em relação ao qual o torque será calculado. estão situadas em (O. -l). /1 e /2 é e= 1050• Se p = 6. Faça um gráfico das superfícies eq üipotenciais no plano x. cada uma de +q.] + p x E. na origem e cargas +q em /1 e 2-25 Suponha que uma molécula seja representada por uma carga -2q /2' com I/li = 1/21 = I. 2-22 Três cargas estão dispostas em forma linear. Encontre uma expressão relativamente simples para o potencial .". 2-23 Qual o tensor momento de quadrupolo da distribuição de carga discutida no problema 2-22? 2-24 Usando as funções delta para a distribuição de carga de cargas puntuais.Problemas 59 t=r x [p .14 X 10-30 C • m. demonstre que o momento de dipolo de um par de cargas puntuais p = ql provém da definição geral p= i r'p(r') dr'.:>(r) que seja válida para distâncias Iri ~ I. z. respectivamente. .2q está situada na origem e duas cargas. b) Para H2 O. A quantidade p X Eext.~ 4mo 1 p' r r3 . onde r é a distância vetarial desde o ponto em relação ao qual o torque será medido até o dipolo. VEe>.. O. I = 0. en- 2-26 Obtenha o campo elétrico de um dipolo puntua1 através do cálculo do gradiente de cp = --.958 X 10-10 m e o ângulo entre contre a carga efetiva q.

3-1 EQUAÇÃO DE POISSON Todas as relações básicas de que necessitaremos foram desenvolvidas no capítulo anterior. Por exemplo. problemas deste tipo serão resolvidos no Capítulo 4. poderá ser necessário determinar pn'meiro o campo elétrico. neste capítulo. mas a distribuição de carga superficial não é.d(I' 41Uo' Ir . 60 (3-4) . Por enquanto não examinaremos problemas que envolvam corpos dielétricos. (3-3) eletrostático. E pode ser expresso como menos o gra- E= -VqJ. é desenvolver um procedimento alternativo para os problemas eletrostáticos e para realizar isto. derivamos em primeiro lugar a equação diferencial básica que deve ser satisfeita pelo potencial tp.r I (3-2) No entanto. conhecida e não poderá ser obtida até o problema estar completamente resolvido. o potencial e o campo elétrico são dados diretamente como integrais sobre esta distribuição de carga: 1 qJ(r)=4~ 7Uo' . como temos visto. onde são dados o potencial ou a carga total de cada condutor. V' E = Além disso. um problema eletrostático pode envolver vários condutores. antes de se calcular a distribuição de carga. num campo puramente diente do potencial tp: - 1 10 p. dq' - CAPÍTULO 3 I -I r -". Nosso objetivo. Se a distribuição de carga não for especificada de antemão. em geral. r (3-1 ) E(r) = _1 _ r (r . temos a forma diferencial da lei de Gauss.SOLUÇAO pE PROBLEMAS ELETROSTA TICOS A solução de um problema eletrostático é imediata no caso em que a distribuição de carga está especificada em todos os pontos pois então.r') . Primeiro. muitos dos problemas encontrados na prática não são deste tipo.

toda a carga é encontrada na superfície dos condutores ou na forma de cargas puntuais fixas. devemos escrever V2 em termos de x. O operador V2. a equação de Poisson reduz-se à forma mais simples.usando expressões específicas do Capítulo 1: Coordenadas retangulares: (3-6) Coordenadas esféricas: V 2 ep == - I o r2 êr ( r 2 oep) ar + ---- I o r2 sen () o(} (. z) e as condições de contorno apropriadas. r é o módu10 do raio vetor desde a origem e (J é o ângulo polar. . em coordenadas esféricas. z ou r. y. tomando primeiramente o gradiente de r. V . p é nulo na maioria dos pontos no espaço e. y. Vep = p (o (3-5a) É conveniente imaginar o divergente do gradiente como um só operador diferencial. assim como o V. acjJ2 Coordenadas cilíndricas: (3-8) O leitor deverá consultar as referências no fim deste capítulo para obter a forma do laplaciano em outros sistemas de coordenadas mais complicadas. - sen e - oep) ae + I r2 sen2 e - (3-7) 02 ep . A forma tomada por V2r. e. Esta é a equação de Poisson. ljJ ou etc.p e então operando com V '. A escolha do sistema particular de coordenadas é arbitrária mas uma simplificação substancial do problema é usualmente encontrada através da escolha de um sistema compatível com a simetria do problema eletrostático. Deve-se atentar que r e e têm significados diferentes nas Eqs.p nos vários sistemas de coordenadas é facilmente encontrada. não têm referência com nenhum sistema particular de coordenadas. 3-2 EQUAÇÃO DE LAPLACE Numa certa classe de problemas eletrostáticos que envolvem condutores. a equação de Poisson é uma equação diferencial parcial que poderá ser resolvida uma vez conhecida a dependência funcional de p(x. V' e Vx. O operador V2 envolve diferenciação relativa a mais de uma variável. obtemos v .Equação de Laplace 61 Combinando (3-3) e (3-4). V ou V2 • A última notação é preferida e o operador é denominado de laplaciano: Vo-ep p =-(o (3-5b) É evidente que o laplaciano é um operador diferencial escalar e a Eq. Em coordenadas cilíndricas. (3-5b) é uma equação diferencial. (3-7) e (3-8). Para resolver um problema específico. como conseqüência. r é â distância perpendicular desde o eixo do cilindro e e é o ângulo azimutal em relação a este eIXO. onde a densidade de carga se anula. Nestes casos.

o . então (3-10) onde os C saõ constantes arbitrárias. . ooo. V2 <P = V2lpl . consideramos a região fechada Vo. IpN nas superfícies dos condutores apropriados. Teoremall (Teorema da unicidade. quando muito.SN' Estas condições de contorno podem ser especificadas. de forma a que a solução resultante satisfaça um dado conjunto de condições de contorno. A solução da equação de Laplace. Exemplos serão dados nas seções seguintes. isto é. Isto pode ser conseguido. não se aplica ao interior dos condutores porque os condutores possuem carga superficial e isto implica uma descontinuidade do gradiente de Ip através da superfície (veja a Seção 2-7).a as mesmas condições de contorno. Apliquemos o teorema do diverSr. (3-9) a partir de soluções particulares. em um sistema de coordenadas ditado pela simetria do problema. Suponhamos que temos um conjunto de N condutores (dos quais um ou mais podem ser cargas puntuais) mantidos nos potenciais Ipr. Suponhamos que Ipj e 1p2 são duas soluções da equação de Laplace em Vo que. . a solução do nosso problema está completa. Todavia. Pode-se demonstrar que esta solução da equação de Laplace é única. encontraremos uma solução completamente geral do problema.V21p2 = O em Vo. <Pn forem todos soluções da equação de Laplace. sendo esta última uma superfície no infinito ou uma superfície real que envolve Vo.. fixando valores de cada Ip ou olp!on nas superfícies limitadoras. será também uma solução. provaremos algumas propriedades importantes da solução da equação de Laplaceo Teorema I Se <PI' <P. Su. já vimos que o interior de cada condutor é uma região de potencial constante.) Duas soluções da equaçaõ de Laplace que satisfazem as mesmas condições de contorno diferem. IpN' Nosso problema é achar o potencial em todos os pontos do espaço externo aos condutores.• . . \P!r. Além disso. ••. além disso. que encontramos desta maneira. o segundo é o método das imagens. Descreveremos com algum detalhe dois métodos para a solução da equação de Laplace: o primeiro é um método para compor uma solução geral para a Eq. o . exterior às superfícies do problema e limitada exteriormente por uma superfície S.. Su. Além disso. possuem as mesmas condições de contorno em S. A prova disto provém imediatamente V2CfJ do fato de = V2CjCfJj + V2C2CfJ2 + + V2CnCfJn + Cn V2CfJn = C j V2CfJj + C 2 V2CfJ2 + =0..SN dos vários condutores Para provar·este . o. Uma prova desta afirmação será dada a seguir. encontrando uma solução para a equação de Laplace que se reduza a Ipr. não há outra solução da equação de Laplace que satisfaç. IpIl. em duas dimensões. <P ou n • V<P se anula nos limites. No entanto. por uma constante aditiva. Através do uso do Teorema I podemos superpor duas ou mais soluções da equação de Laplace. antes de considerar estes procedimentos específicos. Sr. assim.62 Solução de Problemas Eletrostáticos (3-9) que é a equação de Laplace. Definimos uma nova função <P = Ipj -1p2' Obviamente. teorema.

SI> . HARMÔNICOS ZONAIS Voltemos nossa atenção agora às soluções da equação de Laplace onde l{J é uma função de mais de uma variável.SN' então. (3-12) A solução geral da equação de Laplace em coordenadas cilíndricas. ele iria anular-se em todo Yo. como <P= O nestas superfícies. onde a e b são constantes escolhidas para ajustar as condições de contorno. é deixada como um exercício para o leitor. A situação não é mais complicada em outros sistemas de coordenadas em que l{J é uma função de uma só variável.r a + b. INDEPENDENTE Se l{J for uma função de uma só variável. Este é o resultado já encontrado no capítulo anterior para o potencial entre duas placas condutaras carregadas.SN <DV<D' n da = O. O divergente pode ser expandido de acordo com a Eq.. Agora (V1»2 deve ser positivo ou nulo em cada ponto de Yo e como sua integral é nula. para uma função que é independente de 8 e z.. uma função da única coordenada retangular x. então V1> seria igual a zero em todos os pontos de Yo e V1> • n = O nos limites. Muitos problemas de nosso interesse tratam de condutores em forma de esferas ou cilindros e. Então d2 3-3 EQUAÇÃO DE LAPLACE COM UMA VARIÁVEL dx q>2= O e q>(x) = ax +b (3-11) é a solução geral. que nas superfícies limitadaras.+". para l{J(r). é evidente que (V<P)2 = O é a única possibilidade. pois a segunda integral se anula. A única solução compatível com a última afirmativa é que <Pseja igual a uma constante. a (V<D)2 . 3-4 SOLUÇÕES DA EQUAÇÃO DE LAPLACE EM COORDENADAS ESFÉRICAS. o problema . 'Vo (<DV<D) dI' = I 'S+S. Em coordenadas esféricas. isto é. Consideremos o caso em que l{J seja l{J (x). são necessárias soluções da equação de Laplace em coordenadas esféricas ou cilíndricas. . \72 <P se anula em todos os pontos de Vo de forma que o teorema do divergente se reduz. onde l{J é igual a l{J (r). Abordaremos. Uma função cujo gradiente é nulo em todos os pontos não pode variar. O teorema está demonstrado essencialmente. (1-1-7) da Tabela l-I para dar V • (<DV<D) = <DV2<D + (V<Df Mas. neste caso. a equação de Laplace irá reduzir-se a uma equação diferencial ordinária. Se as condições de contorno tivessem sido dada's em termos de o<Pl/on e Ol{J2/on. vo dt. Se as condições de contorno tivessem sido dadas pela especificação de l{JI e l{J2 nas superfícies S. então. em todos os pontos de Yo. em primeiro lugar. a equação de Laplace e sua solução geral se tornam r2 dr dr ~ ~ (r2 dq» = O' q>(r) =-. = O. com orientação nonnal ao eixo x. portanto.Soluções da Equação de Laplace em Coordenadas Esféricas 63 gente ao vetar <PV<P: v . <Ptem o mesmo valor.

O lado esquerdo desta equação é função apenas de r e o lado direito é uma função de ().2 sen 1 O ao ( a senO- ao cep ) =0. neste caso -r r2 ar. (3-13). o único modo pelo qual uma função de r se pode igualar a uma função de e.2 dr dZ) sen + . consiste em tornar ambas as funções constantes. dando r2 dr ~ P(O) ~ (. Nem todos os valores de k proporcionam soluções que são aceitáveis em bases físicas. onde k é a "constante de separação". <. é ( Para o caso esférico. igualase cada lado da Eq. (3-15) a k.pCr. ( 2 oep) ar 1 a +--. (3-7).64 Solução de Problemas Eletrostáticos esférico mas achamos conveniente limitar a exposição a casos em que <. ) ==Z(r)P(O) é substituída e Esta equação diferencial parcial será resolvida por uma técnica conhecida como separação na Eq.p independente é do ângulo azimutal <j). Dividindo por <. e). contudo. Usando a Eq. 3-1). .pr. e. (3-14) Observemos que as derivadas parciais foram substituídas por derivadas totais. transformamos a Eq. Consideremos primeiro a equação em e: sen o dO ( sen O dP) dO 1 d + kP = O. onde r é o raio vetar a partir de uma origem fixa O e e é o ângulo polar (veja a Fig. muitos problemas físicos interessantes estão dentro desta categoria restrita e muitos problemas complicados encontram-se realmente além do alcance deste livro. de O a 1T. (3-13) de variáveis. correspondem a k == n(n + I). para todos os valores de r e e.p <. dO 1__ dO (3-15) () Direção polar Figura 3-1 Localização do ponto P em termos das coordenadas esféricas r. a equação de Laplace torna-se.2Z(r) o de (sen e dP) de ~ = o. onde n é um inteiro positivo. Uma solução da forma <. (3-16) Esta é a equação de Legendre e as únicas soluções fisicamente aceitáveis definidas em todo o intervalo de e. visto que Z e P são ambos funções de uma variável apenas.p(" e) e multiplicando por r2. (3-14) em Z dr dr ~ ~ (r2 dZ) P = __ sen (J ~ (sen O dP). Esta limitação restringe a classe de problemas que estaremos aptos a resolver. <fi. Em conseqüência.

** As soluções aceitáveis. As quatro primeiras funções de Legendre são dadas na Tabela 3-1. Veja. e geralmente denominadas polinômios de Legendre. agora. em conseqüência. as regiões em torno de e = O e e = 11 podem ser naturalmente excluídas. É evidente através da Eq. Problemas deste tipo não serão examinados aqui. n(n + 1).2 e 3 11 Pn(8) O 1 1 cos 8 2 3 ·!(3cos28-1) -!-(5 cos3 8 - 3 cos 8) onde usamos a forma explícita de k. ** Esta afirmativa necessita de uma observação. os livros relacionados no final deste capítulo. (3-16) com outros valores de k. Como resultado da exposição anterior. A análise da Eq. Soluções da Eq. à equação radial r2_ dr ( dr d dZ) =n(n+1)Z. . visto que ambos os lados da Eq. e suas soluções são então representadas porPn(x) ouPn(cos e). devem ser desprezadas. * A exp'osição aqui foi bastante abreviada. (3-16) que osPn podem ser multiplicados por uma constante arbitrária. (3-15) são iguais à mesma constante. que deu soluções aceitáveis em 8. O leitor interessado deve consultar mais textos matemáticos para um tratamento detalhado da equação de Legendre. mais precisamente. tornando-se infinitas ou até mesmo indefinidas para estes valores de 8. 8) = Zn (r) x Pn (8). não se comportam bem na vizinhança de 8 = O ou 8 = 1f radianos. são polinômios em cos 8. Pn(8). 1. poderiam ser usadas soluções da Eq. (3-17) Tabela 3-1 Polinômios de Legendre para n = O. por exemplo. Isto é obrigatório.Soluções da Equação de Laplace em Coordenadas Esféricas 65 A solução para um n particular será representada por Pn(8). resolvemos a equação de Laplace em coordenadas esféricas e obtivemos as soluções que são conhecidas como hannônicos zonais: ou (3-18) onde Pn(8) é um dos polinômios listados na Tabela 3-1 e n é um inteiro positivo ou zero. A equação de Legendre é usualmente escrita numa forma diferente. pela substituição dex =cos e.* Estas soluções não se podem ajustar às condições de contorno físicas e. (3-16) para outros valores de fc. por exemplo. nessas condições. (3-17) mostra que as duas soluções independentes são e Soluções da equação de Laplace são obtidas pelo produto <Pn (r. Em alguns problemas eletrostáticos. onde se exige especial atenção a fim de que correspondam ao mesmo valor de n. por superfícies cênicas condutoras. Retomamos.

o campo elétrico será apenas levemente distorcido de sua forma inicial e o potencial será o apropriado a um campo elétrico uniforme.A2 = -Eo. Como nosso problema trata de um condutor descarregado. Para r grande. Na superfície da esfera. A Eq. veremos que o potencial será independente do ângulo azimutal cp e poderá ser expresso como uma soma de harmônicos zonais. de acordo com o Teorema t. O) (3. o harmônico zonal r-I é o potencial de uma carga puntual e r-2 cos e é o potencial de um dipolo. isto é. mais precisamente. é uma solução trivial da equação de Laplace. (3-19) onde os A e os C são constantes arbitrárias. . a constante CI deve ser igualada a zero... da simetria do problema. resolvendo o problema de uma esfera condutora não carregada colocada num campo elétrico inicialmente uniforme Eo. de raio a. A úni· ca possibilidade é fazer todos os Ci com i . [E(r. então.. de A3 em diante.p = constante. . é compatível somente com um condutor esférico conduzindo a carga totallívre. r C2r-2 cos O. 'P = 'Po e o potencial deve tornar-se independente do ângulo e.\1. mas a presença do condutor altera o campo de tal forma que as linhas de campo se chocam perpendicularmente com a superfície do condutor..Eo r cos 8 + constante. O condutor esférico. cp(a. O)]r-oo = Eo = Eok. que se reduza a 'Po na própria esfera e que tenha a forma limitadora correta para grandes distâncias de separação. O) = = AI . 8)]r_00 = -Eoz + constante.> 3 iguais a zero. Se tomarmos a direção do campo elétrico inicialmente uniforme como a direção polar (direção z) e se fizermos a origem de nosso sistema de coordenadas coincidir com o centro da esfera. para r 2: a. é uma superfície eqüipotencial: representaremos seu potencial por 'Po. O termo Clr-I produz um campo radial que. sempre que o problema físico apresente simetria azimutal' Já conhecemos bem vários harmônicos zonais: uma das soluções para n = 0. como se poderia esperar..21) = a. para fazer as Eqs. O) = AI + C1r-1 + A2r cos 8 1) + C2 r-2 cos 8 cos2 + tA3r2(3 cos2 0- + tC3r-3(3 0- 1) + . Nosso problema é encontrar uma solução para a equação de Laplace. 3-5 ÉSFERA CONDUTORA EM UM CAMPO ELÉTRICO UNIFOR. As linhas de um campo elétrico uniforme são paralelas.Eor cos 0+ CPo. (3-19) torna-se agora cp(r. A solução pode ser escrita formalmente como cp(r. (3-20) Com conseqüência. [cp(r. na região externa à esfera.66 Solução de Problemas Eletrostáticos Os harmônicos zonais formam um conjunto completo de funções. . Os dois termos que envolvem cos e podem cancelar-se mas os termos com maiores potências inversas de r não podem ser cancelados entre si porque contêm funções diferentes de Legendre. que é uma superfície eqüipotencial.E Ilustraremos a utilidade dos harmônicos zonais em problemas eletrostáticos que possuem simetria esférica. (3-19) e (3-20) concordarem para r grande. além disso.. os A. devem ser igualados a zero. válida em qualquer sistema de coordenadas. A I Como as duas expressões devem ser iguais em = 'Po e C2 = Eoa3 . uma solução geral da equação de Laplace pode ser construída como uma superposição destas soluções.

(3-24) = Y(r)S(8) reduz a equação a Y dr (dY)dr r d r =- S de2 1 d2S = k. 3-2) mas também a densidade superficial de carga na esfera condutora: Er = .r A substituição de lp a. não somente o campo elétrico em todos os pontos do espaço (veja a Fig. Estas soluções são apropriadas para certos problemas que envolvem condutores longos. a equação de Laplace irá tornar-se. (3-22) EH = _ Eo (1 _ = foErlr=a r3' a3) sen e 3foEo a(e) = cos e. ou fios.. A carga total da esfera. oep ) 1 + r2 (12 ep oe2 = O.. será de novo conveniente resolver somente uma classe restrita de problemas. mas não para os que tratam de segmentos cilíndricos curtos. ou seja. (3-23) Figura 3-2 Linhas de fluxo elétrico no caso de uma esfera condutora colocada num campo elétrico uniforme. Se o potencial for independente de z. retos e cilíndricos. 1 c -. Aqui. para r ~ a.-. aqueles em que o potencial é independente da coordenada z.: cr (. o que concorda com nossa suposição inicial.= Eo cr oep = r oe _! oep ( 1+2 3 r a3) cos e. é obviamente nula.Harmônicos Cilíndricos 67 Podemos calcular. em coordenadas cilíndricas. Q = a2 (' a(e)2n '0 sen e de. da expressão final do potencial. 3-6 HARMONICOS CILÍNDRICOS A equação de Laplace em coordenadas cilíndricas pode também ser resolvjda pelo método da separação de variáveis. (3-25) .

em concordância com o Teorema I. são 1. os chamados harmônicos dlíndn'cos. Mas.a função deveria unir-se suavemente a seu valor em e = O. r-n cos na. (3-26c) * As seções com asterisco podem ser omitidas sem perda de continuidade. r-n sen na.Ia.68 Solução de Problemas Eletrostáticos onde k faz novamente o papel de uma constante de separação. fi cos ne. mais adiante. a não ser que n = O quando Y(r) = ln r ou Y(r) = constante. k. necessitar que n seja positivo (ou zero) sem perder nenhuma destas soluções. portanto. Retomando agora à equação em r. + 2n) = sen k1 2a.ambos os lados devem ser iguais à mesma constante. se estas soluções tiverem sentido físico. cada uma deverá ser uma função univalente de e. podemos verificar facilmente que Y(r) é rn ou r-n.soluções cos k1l2 e e sen k1l2 e. (3-26a) O lado esquerdo desta equação é uma função de x e y e o lado direito é uma função única de z. do desta equação é agora igualado a -m (a segunda constante de separação). colo~ando de forma diferente. cada . Esta será a primeira constante de separação. A equação em e é particularmente simples. *3-7 EQUAÇÃO DE LAPLACE EM COORDENADAS RETANGULARES Em coordenadas retangulares. e o potencial tp(r. fi sen ne. e) pode ser desenvolvido como uma superposição de harmônicos cilíndricos. Portanto. Isto pode ocorrer somente se k = n2. em coordenadas cilíndricas. Estas funções formam um conjunto completo para as variáveis r e e. Ou. sendo n um inteiro. A última equação foi escrita de modo qu~ as variáveis x e y estivessem separadas. Então. (3-26a) são d2f3 dz2 + kf3 = O. . (3-26b) --=k--1 d2f2 f2 dy2 1 d2fl fi dx2 . ela tem as . as variáveis podem ser separadas por meio da substituição com a qual a equação de Laplace se reduz a 1 1 ----+----d2fl dx2 fl(X) f2(Y)' d2f2 dy2 - 1 ----f3(Z) d2f3 dz2 . as soluções necessárias para a equação de Laplace. após e ter percorrido todo o intervalo de O a 211'. Podemos. As duas equações obtidas da Eq. ln r. então cos sen k12(e k1!2(e + 2n) = cos k1i2e.

que!! (x) =a!x. Até agora não havia restrições para k ou m. obtemos.f~ = o. É evidente. mas as condições de contorno do problema usualmente restringem k (ou m) a um conjunto discreto de valores positivos ou negativos. . y. (3-28b). Vale a pena ainda observar que são as condições de contorno que realmente selecionam as soluções pertinentes a uma equação diferencial parcial. yz e zx. da Eq. a determinação da densidade de carga superficial nos planos coordenados que seja compatível com a Eq. (3-27). Y. e estiverem todos no mesmo potencial. SOLUÇÃO GERAL Se o potencial for uma função de apenas duas coordenadas retangulares. O caso em que ambas as constantes de separação são nulas é o mais interessante. não representam particularmente potenciais simples e não trataremos de correlacioná-Ias com situações físicas.Equação de Laplace em duas Dimensões 69 d2f! _ (k dx2 + m ). dedicaremos nossa atenção a este caso. deve-se ressaltar que esta transformação conduz a uma simplificação da equação original somente no caso bidimensional. Se estes planos forem os pIanos coordenados xy. através da Eq. Uma das soluções típicas para . no entanto. z) é (3-27) As outras sete soluções independentes para um par de constantes de separação (k. 1] = x . cp(x. (3-26d) As Eqs.f2 (y) etc. (3-28a) onde os A são constantes arbitrárias. Eq.y. z) =LL p q Apqe-(p!+q2)12X cos py cos qz para x e y flXOS. As soluções individuais. z) = A!xyz + A5X + A2xy + A3yz + A4xz + A6y + A7Z + As. (3-26c). Seja ç = x + iy. Esta solução pode ser aplicada ao caso em que três planos condutores se interseccionam perpendicularmente. é uma solução. m) são obtidas através de uma ou mais das seguintes substituições: +(k + m)!/2 x por -(k + m)l!2 x. a equação de Laplace será escrita - a2cp ex2 +- a2cp cy2 = O. (3-29a) É possível obter a solução geral desta equação por meio de uma transformação para um novo conjunto de variáveis independentes. é justamente a expansão da série de Fourier para uma função par arbitrária de z.p(x. Então. então (3-28b) É deixado como exercício ao leitor. (3-26d). a função cp(x. portanto. *3-8 EQUAÇÃO DE LAPLACE EM DUAS DIMENSÕES.lY. sen m!/2 y por cos m!/2 y e sen k1/2 z por cos kl!2 z. (3-26b). ou!! (x) =constante. (3-26c) e (3-26d) são facilmente resolvidas.

em outros casos. Por exemplo. y. as partes real e imaginária de qualquer função complexaF(x + iy) são ambas soluções da equação de Laplace. As coordenadas cilíndricas e retangulares estão relacionadas na forma usual: x = r cos o. (3-29b) é ({J = F[(Ç) + F2(YJ) F[(x + iy) + F2(X (3-30) onde F[ e F2 são funções arbitrárias.iy). Suponhamos que o potencial possa ser escrito da seguinte maneira: ((J(r) = qJ[(r) + 41'CEo 1 . Não se aplica universalmente a todos os tipos de problemas eletrostáticos mas abrange muitos problemas que nos interessam. Em casos simples. então ({J[ = FI(x + iy) + FI(x FI(x . e 2 c2({J ({J V =4 = cç cYJ = o. Por outro lado.iy) isto é. Este método gera tantas soluções que não é possível enumerá-Ias todas e rejeitar as que não concordam com as condições de contorno do problema. O método das imagens é um procedimento para alcançar este resultado sem resolver especificamente uma equação diferencial. Em termos destas relações. quando se toma necessário resolver um problema bidimensional particular. os harmônicos cilíndricos da Seção 3-7 são obtidos das funções complexas* (x + iy)n =rne inO e 1n(x + iy) = 1nr + i8. mas duas funções reais podem ser construídas da seguinte forma. 3-9 IMAGENS ELETROSTÁTlCAS Para um dado conjunto de condições de contorno. Além disso. I' (3-31) * sen O. (3-29b) É evidente que a solução geral da Eq. onde Re representa a parte real de. . ter-se-á encontrado então uma solução completa do problema. faz-se F2 (x . As funções FI e F2 são. Primeiro. de modo que se alguém obtiver uma soluçãO (.? satisfizer todas as condições de contorno. em geral. de modo que vale a pena expor o método aqui. As soluções encontradas desta maneira não estão restritas a nenhum sistema particular de coordenadas. a segunda função real do potencial é ({J2 = -i[FI(x + iy) . o método do ajustamento (que excede o alcance deste livro) pode ser útil. Portanto. não há um procedimento padrão para achar a função complexa apropriada.iy)] = 21m [FI(x onde 1m representa a parte imaginária de.iy) = 2 Re [F[(x + iy)].70 Solução de Problemas Eletrostáticos onde i= FI é o número imaginário unitário. quantidades complexas.iy) = FI (x . as funções necessárias podem ser encontradas por tentativa.?(x. + iy)].z) por qualquer meio e se este (. y = r . a(r') da' -Is 1__ . a solução da equação de Laplace é única. faz-se com que as duas funções F[ e F2 tenham a mesma dependência junto a seus argumentos.

o potencial da carga superficial de todos os condutores que aparecem no problema. y. a Eq. = 47Uorl = 41tcoJ(x _ d)2 + y2 + z (3-32) Consideremos agora um problema diferente: o das duas cargas puntuais (q e -q). (3-33) satisfaz as condições de contorno do problema original. Sua localização aparente é no interior dos vários condutores e o potencial 'P = 'Pl + 'P2 é uma solução do problema válida somente na região exterior. 3-3(b). z) q = 41tt:or1 -q-. como também se reduz a uma constante (mais precisamente. z) q =- 41ttOr2 =- 41ttoJ(x + d)2+ y2 + Z2' . (3-33). O potencial ajusta-se ao indicado pela Eq. <p(x. Como a superfície do plano condutor representa uma interface urtindo duas soluções da equação de laplace. a Eq. como o gradiente negativo dà Eq. a imagem não existe na realidade e a Eq. resolveremos o problema de uma carga puntual q situada próxima de um plano condutor de extensão infinita. mais precisamente. como é mostrado na Fig. (3-32) não dá corretamente o potencial no interior ou à esquerda do plano condutor na Fig. e esta é a essência do método da carga-imagem. _. Naturalmente. z) q -. no último caso. de no campo elétrico é ajustada através de uma densidade de carga superficial a no plano: O"(y. Pode ocorrer. z) = EoExlx=o = . a descontinuida.41tEor2 (3-33) não somente satisfaz a equação de laplace em todos os pontos exteriores às cargas. Naturalmente. Porque as soluções da equação da Laplace são únicas. . (3-33) é o potencial correto em todo o semi-espaço exterior ao plano condutor. separadas por uma distância 2d. que o último termo da Eq. As cargas especificadas que produzem 'P2 são denominadas cargasimagem. A carga -q que dá origem ao potencial q <P2(X. 3-3(a). (3-34) é denominada imagem da carga puntual q. (3-31) com q <Pl(X. faremos o plano condutor coincidir com o plano yz e situaremos a carga puntual no eixo x em x = d (veja a Fig. Como exemplo deste método. Pode-se obter o campo elétrico E na região exterior. (3-33). 3-3(b) excetuando-se que. São as mesmas linhas de força e superfícies eqüipotenciais correspondentes ao problema das duas cargas puntuais ilustrado na Fig. Portanto. elas não existem na realidade. A função a não é conhecida.Imagens Eletrostáticas 71 onde 'Pl é uma função especificada ou facilmente calculável e onde a integral representa a contribuição a. . qd . as linhas de fluxo continuariam dentro da metade esquerda do plano. (3-35) As linhas de força e superfícies eqüipotenciais correspondentes ao problema original estão ilustradas na Fig. y.'''. Isto é possível enquanto as superfícies de todos os condutores coincidirem com as superfícies eqüipotenciais da combinação 'Pl + 'P2 . O potencial destas duas cargas. Para formular o problema matematicamente. 3-3( c)._ . y. (3-31) possa ser substituído por um potencial 'P2 que seria resultante a uma distribuição de carga especificada. 3-3a).. 'P = O e a Eq. zero) no plano que bissecciona perpendicularmente o segmento que une as duas cargas.

.y. que normalmente convergiriam para a carga-imagem. esta força é igual. Pela lei de Newton da ação e reação. a carga total no plano é igual àquela da carga-imagem. (h) . . (c) linhas de força (tracejadas) e superfícies eqüipotenciais (cheias). F que é justamente = -qVcp2. em módulo. Como conseqüência. \ '- . 3-3(c).I .. (3-35) sobre toda a superfície (veja o Problema 3-14). "' \'- r-d-f--d----1 I . • --I "' I .72 Solução de Problemas Eletrostáticos (x. (3-36) a força exercida pela carga-imagem sobre ela. -q. \ I ~' I I . (b) localização da carga-imagem.' É evidente que a carga puntual q exerce uma força atrativa sobre o plano. porque a carga superficial induzida é de sinal oposto. Como a carga puntual não experimenta nenhuma força devida a seu próprio campo. são interceptadas pelo plano na Fig.. \ . que todas as linhas de fluxo elétrico.•'I . . z) j " q I í (x. É evidente. y. ..~) I I I -q : I I I q d-I (n) i{fu--_. à força exercida pelo plano sobre q. (r) Figura 3-3 Problema de uma carga puntual e um plano condutor resolvido pelo método da carga-imagem: (a) problema original.I I . através da figura. Este mesmo resultado poderia ser obtido matematicamente integrando a Eq.

que a carga-imagem q' estará situada sobre a linha que passa através de q e do centro da esfera. com a origem das coordenadas no centro da esfera. 3-5. Os resultados desejados são mais facilmente obtidos em termos de coordenadas esféricas. produza superfícies eqüipotenciais nos condutores. P(r. Determinaremos. q' é a carga-imagem.CargaPuntual e Esfera Condutora 73 Um outro problema. pela simetria do problema. é o da determinação do campo elétrico de uma carga puntual q na vizinhança de uma interseção em ângulo reto formada por dois planos condutores [veja a Fig. juntamente com a carga puntual q. <1» q --·---d-------- Figura 3-5 Carga puntual q na vizinhança de uma esfera condutora. Seja o eixo polar a reta que . É o caso de uma carga puntual q na vizinhança de uma esfera condutora. É evidente. juntamen te com as cargas originalmente especificadas. 3-4(a)]. I I -q___ I I I I • q ------+---I I I I -- q• I I I I • -q (a) (1)\ Figura 3-4 Carga puntual em uma esquina que forma ângulo reto. Uma carga-imagem adicional seria necessária para mudar o potencial da esfera para algum outro valor constante. A carga puntual q está a urna distância d do centro da esfera e o raio da esfera é a. produz um potencial nulo em todos os pontos da esfera. nesta figura. 3-10 CARGA PUNTUAL E ESFERA CONDUTORA A principal dificuldade ao se resolver um problema por meio da técnica das imagens consiste em achar um grupo de cargas-imagem que. As posições das cargas-imagem necessárias estão ilustradas na Fig. o módulo e a localização da imagem q' que. que se pode resolver simplesmente em função das imagens. O problema é direto somente nos casos em que a geometria é simples. 8. em primeiro lugar. são superfícies de potencial zero. é necessária uma única carga para tomar a esfera uma superfície de potencial zero. A geometria da situação é ilustrada na Fig. devido aos potenciais combinados de q e das três cargas-imagem. 3-4(b). Vê-se imediatamente que os dois planos tracejados.

e. Uma segunda carga-imagem q" pode ser colocada no centro da esfera sem destruir a natureza eqüipotencial da superfície esférica.q 4nl:o r 1 +-q' 4m:o r 2 (3-37) 1 = 4nl:o [q Jr2 + d2 . (3-39) Estas equações servem para especificar a localização e o módulo da primeira carga-imagem. O módulo de q" é arbitrário. (}. Este é o caso se b = a2 /d.+. 8. Entretanto./r2 + b2 q' 2rb cos e 1 ~ J" Na superfÍcie da esfera. além disso. <p) = O para todo (} e <p. a. devido a q e q'.2ad cos e. Casos especiais de interesse são a esfera conectada à terra: l()(a) = 0. O p~tencial. Como conseqüência. cP) =- 4nl:o 1 l- +. (3-42).74 Solução de Problemas Eletrostáticos une q à origem. r = a e l()(a. A distância b e o módulo de q' serão determinados em função das grandezas especificadas: q. o potencial em todos os pontos exteriores à esfera é cp(r. ' e.. cP) = -. através da expressão (3-37). é igual à soma das cargas-imagem: º = q' + q". . a carga total da esfera. cP) = ---::. num ponto P arbitrário. em conseqüência. cP) = 41[(0 a -to (3-41) e a densidade superficial de carga na esfera é O"(e. a Ja2 + b2 - 2ab cos e =d '\j/d2 + a2 . r2 q' r1 q r q"] O potencial do próprio condutor esférico é q" cp(a. (3-42) Todas as linhas de força que normalmente convergiriam para as cargas-imagem são interceptadas pela esfera. uma solução completa do problema carga puntual . então. .2rd cos e + . d. e o condutor esférico não carregado: q" = -q'. é dado por cp (r. concluímos que l()(a.esfera condutora foi obtida. (3-38) e. <p) poderá ser igual a zero para todo 8 somente se as duas raízes quadradas forem proporcionais uma à outra.-' cr ccpl r =a . Q. pode ser ajustado de modo a satisfazer as condições de contorno do problema. pois. q" = O. (3-43) Pode-se confirmar este resultado através da integração direta da Eq. e. Assim.

Então. nossa técnica de imagens limitou-se a problemas que envolvem cargas puntuais e.. I I I I " --. (3-45). escolhemos a origem do sistema de coordenadas na linha de carga positiva e fazemos esta carga coincidir com o eixo z.onde M é constante. r ln . O potencial do meio-espaço é dado corretamente pela Eq. Suponhamos que a linha de carga mostrada no lado direito da figura seja a carga especificada. paralelas e infinitamente longas (de cargas À e -À por unidade de comprimento) que cortam o plano do papel. consideraremos vários problemas que podem ser resolvidos em termos de cargas-imagem lineares.ln r2] = --- 27[(o ). Por conveniência. A eqüipotencial correspondente a M = 1 é o plano localizado a meia distância entre as duas linhas de carga. 3-6. Portanto. infinitamente longas.I r2 (3-44) onde rI e r2 são as distâncias perpendiculares do ponto até as duas linhas de carga. como ilustra a Fig.Cargas lipeares e Imagens lineares 75 3-11 CARGAS LINEARES E IMAGENS LINEARES Até agora. que está a uma distância d do plano condutor. Nesta seção.y = O. respectivamente. Portanto.' Superfície ': eqüipotencial \ \ 11 -lI -. [ ln rI . a segunda linha de carga está localizada em x = -2d. Agora Consideremos agora superfícies eqüipotenciais correspondentes M. O potencial em qualquer ponto é dado por <P = --- 27[(0 . a outros valores de em coordenadas retangulares. o problema de uma longa linha de carga orientada paralelamente a um plano condutor foi efetivamente resolvido. Consideremos duas linhas de carga. Obtêm-se as eqüipotenciais." . A forma geral da superfície pode ser encontrada. (3-44) a uma constante. O potencial do plano é nulo. em conseqüência. igualando a Eq. / / I :_ ~uperfície : eqüipotencial I Figura 3-6 Mostram-se duas linhas de carga.. paralelas. 3-6. imagens puntuais. com cargas À e -À por unidade de comprimento. as eqüipotenciais podem ser especificadas pela Eq. (3-44).. a linha de carga no lado esquerdo da figura fará o papel de imagem. I I I I I I I í -À I I I I " . expressando-se rI er2 . ilustrada como superfície eqüipotencial I na Fig. Novamente a carga total no plano será igual àquela da carga-imagem.. um procedimento que equivale a fazer (3-45) -f.

Esta é a equação de um cilindro circular que se estende paralelamente ao eixo z.y. O cilindro tem uma carga À por unidade de comprimento. por considerações de ordem prática. Se M for menor' que um. que possui carga Qjo. contudo. x +y - 4M2xd _ 4M2d2 1 _ l"fI . a adoção destes métodos. existe uma relação entre o potencial de um dos condutores e as cargas dos vários condutores do sistema. Consideremos todos os condutores não carregados. com os dois condutores coincidindo com as superfícies tracejadas. .. então. apresentamos vários métodos importantes para obter soluções da equação de Laplace. Em virtude de a = toE". de modo que a Eq. Suponhamos que haja N condutores com geometria estável.1 _ 1\1.y. de fato. 3-12 SISTEMA DE CONDUTORES. A função À seja constante. se limita a problemas em que os condutores possuem formas mais simples. Neste caso ambas as linhas de carga são imagens e ? potencial na região que circunda o cilindro e à direita do plano é dado pela Eq. (3-45) se torna. Provaremos aqui que. segue-se que todas as densidades de carga serão multiplicadas por À.76 Solução de Problemas Eletrostáticos e d = (x 2 2 + 2df + /. Embora de aplicação geral. após uma pequena manipulação.À por distância unitária na direção z.pif)· À. z) e o potencial de cada um dos condutores será indicado por . são apenas funções da geometria e. de índice j para ÀQjo. COEFICIENTES DE POTENCIAL Nas seções anteriores. .. (3-44). justamente porque o potencial satisfaz a equação de Laplace. Consideremos o problema de um condutor cilíndrico longo na vizinhança de um plano condutor e orientado paralelamente a este.py). o cilindro circundará a linha de carga positiva como o faz a superfície eqüipotencial II da figura. o raciocínio seguinte mostrará que as novas condições de contorno serão satisfeitas por esta função.pU>(x. . os chamados coeficientes de potencial. . O eixo do cilindro passará pelo ponto x= e o raio do cilindro será 1.. O potencial em todos os pontos do espaço será multiplicado por À.. 3-6 pode servir para ilustrar o problema. uma solução matemática completa estará fora de questão.M2' 2M2d y = O. Os coeficientes desta relação. A carga do con. 2 (3-46) .pY). exceto o condutor j. z) satisfará a equação de Laplace. A Fig. Quando suas formas forem complicadas. E evidente que a carga induzida no plano é igual a . pode-se chegar a certas conclusões a respeito do sistema. todas as derivadas (e em particular o gradiente) do potencial serão multiplicadas por À. podem ser determinados numericamente ou diretamente por meio de experiências. A solução apropriada da equação' de Laplace no espaço exterior aos condutores será dada pelo símbolo .pU)(x.pP\ . desde que Mudemos agora a carga do condutor . apesar de nem sempre serem calculáveis analiticamente. (3-47) (3-48) Estamos agora em condições de resolver vários problemas interessantes que envolvem condutores cilíndricos mas exporemos apenas um deste tipo. .

É evidente então que (3-50) onde Pij será uma solução apropriada no caso de estarem ambos os condutores carregados.2 •. A solução da equação de Laplace deve. Este problema requer a solução da equação de Poisson.. À. z)dv for conhecido em todos os pontos do espaço.2 . entretanto. a Eq. e o restante da carga (a carga induzida) se situa nas superfícies dos condutores. estendendo-o (3-51 ) ao caso em que Este resultado pode ser generalizado imediatamente todos os N condutores estejam carregados: <Pi = j~ 1 I PijQj' (3-52) Esta é a relação linear entre o potencial e a carga que buscávamos. uma função conhecida. z). isto é. Existe um caso. a solução neste caso. ser escolhida de forma a que o potencial inteiro satisfaça todas as condições de contorno. . (Veremos no próximo capítulo que se a região entre os condutores estiver preenchida com um ou mais meios dielétricos simples. que PU = Pjj· 3-13. Qk = VQkO e todos os outros condutores estão descarregados.y. z). e o potencial de cada condutor pode ser escrito como (i = 1. ÀQjO e todos os outros condutores permanecerão descarrega- Uma solução da equação de Laplace que se ajuste a um conjunto particular de condições de contorno é única.. a solução apropriada da equação de Laplace é V. y. Quando toda a carga for prescrita. então. (i = 1.y. Pode-se escrever a solução geral deste problema como uma integral do tipo da Eq. dos. A Eq. em que a solução da equação de Poisson pode ser obtida mais direta- . isto é. Aqui. No Capítulo 6 mostraremos que a ordenação destes coeficientes é simétrica. tratamos exclusivamente da equação de Laplace e sua solução.Soluções da Equação de Poisson 77 dutor de índice j será..y. Pode-se aplicar o mesmo argumento ao caso em que o condutor k é carregado.pU>(x.• N). SOLUÇÕES DA EQUAÇÃO DE POlSSON Nas seções anteriores. isto é.p(k) será a solução para v = 1. <p\jl = Pu Qj. A equação de Laplace é aplicável aos problemas em que toda a carga se situa nas superfícies dos condutores ou se concentra em forma de cargas puntuais ou lineares. os coeficientes Pij são denominados coeficientes de potencial. a equação de Laplace ainda será válida nestes meios. (3-49) é uma constante que depende somente da geometria. Apelamos novamente à unicidade de uma solução para um dado conjunto de condições de cont0fno. (3-50) será. por esta razão.p(k)(X. encontramos a solução correta.. então. z).. (3-1) representará a solução completa da equação de Poisson e esta integral poderá ser efetuada (anal~tica ou numericamente). no entanto. quando dq = p(x. A conclusão interessante a que chegamos após esta exposição é que o potencial de cada condutor é proporcional à carga Qj do condutor j. (3-1) sobre a carga prescrita.) Consideremos agora um problema eletrostático em que parte da carga (a carga prescrita) é dada por p(x. N). onde <. mais uma solução geral da equação de Laplace.. do nosso problema modificado..

(3-1). Estas condições serão <p = constante se os limites forem constituídos por condutores. Supor~mos que a carga total esteja limitada. O método das imagens é uma técnica mediante a qual se imagina uma configuração de cargas-imagem fictícia. A solução apropriada da equação de Laplace deve satisfazer as condições dadas de contorno nos limites de V. (2) a partir de que <p ~ 3-14 RESUMO As equações diferenciais vetoriais fundamentais. e que as duas constantes de integração possam ser determinadas: de Gauss para o campo elétrico. a equação de Poisson to onde E = -V4'. 4. para contornos cilíndricos e simetria axial. O teorema da unicidade indica quando funções suficientes do conjunto infinito tiverem sido usadas. Então a Eq. Soluções anallticas da equação de Laplace podem ser formadas por combinações lineares resultantes de um conjunto de funções bases. V X E = O e V ' E = p/Eo. Se <p ou a<p/an for especificado num contorno fechado. externa a V. isto é. de primeira ordem. O conjunto de harmônicos zonais é útil para contornos esféricos e simetria azimutal e o de harmônicos cilíndricos.vr 1 p(r') Ir - r' I dv'. (3-5b) se forma r2 dr ( 2 d<p) dr 1 d - r - = --to 1 p(r). Se p(r) for uma dada função numa região V. a condição de contorno apropriada será = O para r = 00. operando no lado direito desta expressão com V2 no interior da integral. A solução da equação de Laplace que satisfaz esta condição é O. a equação de Poisson terá a solução particular <p(r) V2<p = -~. variável independente. a solução completa será a solução da equação de Laplace que é contínua no interior de Ve satisfaz as condições impostas nos limites de V. a solUÇãOserá única. e admitamos toda a carga distribuída de uma forma esfericamente simétrica. (3-53) pode então ser integrada diretamente. que a carga não se ou que a densidade de carga diminua de forma suficientemente rápida A Eq. isto ocorre quando ambos p e <p são funções de uma única. <p 2. 3. podem ser combinadas numa só equação diferencial escalar de segunda ordem. Se p = O em toda parte no interior de V. = 41tto. Como exemplo deste caso. 1. de modo que a integral particular é a solução completa. como se pode ver. a equação de Laplace V2<p = O. Pode-se acrescentar a esta solução particular qualquer solução da equação homogênea correspondente.78 Solução de Problemas Eletrostáticos mente do que por meio da solução formal da Eq. suponhamos p uma função da única coordenada esférica r. do campo elétrico. Se a região V compreender todo o espaço. para algum raio. escolhido através da consideração de qualquer simetria que apareça no problema particular. (3-53) estenda ao infinito para grandes raios. de forma a que o campo do potencial destas cargas- . a função p(r) seja (1) a partir da Lei O quando r ~ 00. admitindo-se que dada.

Eq. (2) a forma geral da equação de Laplace em coordenadas ortogonais curvilíneas e (3) uma exposição mais completa da solução da equação de Laplace: Mathematical Physics por E. determine o potencial nos pontos entre as cascas e nos pontos r> rb. Mass: Oassical Electricity and Magnetism. y = r sen (). por W. (l-57). q situadas sobre o eixo z. a equação de Laplace requer que os potenciais dos condutores sejam funções lineares das cargas destes: C{Ji = L PuQj· REFERÊNCIAS Os seguintes trabalhos são recomendados para (1) uma exposição mais completa da equação de Legendre. 3-6 Demonstre que metade dos harmônicos zonais são gerados através da derivação sucessiva de r-I em relação à coordenada retangular z (z = r cos e).1962). a partir da forma retangular. respectivamente. a . Quando todas as cargas se situam em superfícies condutoras. . Phillips (Reading. respectivamente. Butkov (Reading.13-8 Determine o potencial de um quadrupolo axial: cargas puntuais q. (3-8).2q. (3-6). O exemplo mais simples é o de urna carga puntual defronte de um plano condutor. 0211'1 /3x2 . /3X. F(u) é uma função geradora para todos os polinômios de Legendre: F(u) = n=O L Pn(x)un. em relação a uma ou mais coordenadas retangulares (isto é. mais as cargas reais no interior de V satisfaçam as condições de contorno para nos limites dados de V. Observe que os coeficientes são os quatro primeiros polinômios de Legendre Pn (x). em que a simetria é adequada. Na realidade.Problemas 79 imagem. +3-2 Duas cascas cilíndricas longas de raios r a e rb estão dispostas coaxialmente e estão carregadas de tal forma que possuem potenciais <Pa e <Pb. em série de Taylor até o termo em u' . <P. Electromagnetic Theory por J. Stratton (New York: McGraw-Hill. A técnica pode ser aplicada apenas a poucas situações. Determine o potencial nos pontos entre as cascas cilíndricas. onde R é o raio da esfera. 011'. 3-3 Se <P. A. . for uma solução da equação de Laplace.) será também uma solução. Panofsky e M. 3211'1 /3x3y etc.J Demonstre que não tem nenhum máximo ou mínimo no interior de Vo. 3-4 Suponha que satisfaça a equação de Laplace em toda a região Vo• Prove que o valor de <Pem qualquer ponto O é a média de seus valores numa superfície de qualquer esfera centrada em O que se situa inteiramente em Vo: <P 1 - cp(O) = 4nR2 J cp da. por substituição direta: x = r cos e.p 5. [Sugestão: Seja ljJ = l/r na Eq. Addison-Wesley. Se rb > ra. Mass: Addison-Wesley. 1941) Segunda Edição. 3·7 Obtenha \l21p em coordenadas cilíndricas. <. PROBLEMAS • 3-1 Duas cascas condutoras esféricas de raios r a e rb estão dispostas concentricamente e carregadas de tal forma que possuem potenciais <Pae <Pb. prove que a derivada parcial de <P. Eq. ~3·5 Expanda a função conseqüentement~. 1968). O teorema da unicidade assegura que o campo no interior de V é o correto.

Encontre uma expressão aproximada válida para r ~ a. conectado à terra. Determine o potencial apenas para distâncias r ~ potencial é proporcional a um dos parmônicos zonais.) A função pode ser usada para descrever o potencial na extremidade de um pIano condutor carregado. Determine o potencial em pontos exteriores ao cilindro e determine também a densidade de carga na superfície cilíndrica. para uma esfera condutora não carregada. e uma carga puntual q se situa entre eles. possuindo uma carga total Q. . Determine a densidade de carga no plano. no interior desta. *3-13 Demonstre que 1m A [(x + iy)]lI'2 == Arlf. conectados à terra. O plano condutor coincide com o plano xz mas apenas para valores positivos de x. O campo vai tornando-se mais uniforme à medida que L --+ ~. situada num campo elétrico inicialmente uniforme. Eo. Determine o potencial no interior da casca. q\ e q" localizam-se próximas a um plano condutor. (Observe que r e e são coordenadas cilíndricas neste caso.80 Solução de Problemas Eletrostáticos distâncias I. O.) 3-20 Urna carga puntual q está localizada a uma distância r do centro de uma casca esférica condutora. Faça um esquema mostrando várias superfícies eqüipotenciais e várias linhas de força. situado ptôximo a um plano condutor de extensão infinita? 3-16 Dois planos condutores. respectivamente. Ê evidente que Q/2rreoL' == Eo. Demonstre que se pode solucionar este problema por meio da técnica das imagens e determine a densidade de carga a induzida na superfície interna da camada. (Sugesta-o: Um campo elétrico uniforme na vizinhança da origem pode ser aproximado pelo campo de duas cargas puntuais Q e -Q situadas sobre o eixo z em z ~ .L e z == + L. o potencial devido à esfera é o de um dipolo puntual e determine o momento de dipolo induzido. 3-18 Determine a força entre uma carga puntual q e uma esfera condutora não carregada de raio a. com densidade de carga p. onde r > a. Determine o potencial em todos os pontos exteriores à esfera. 3-15 Duas cargas puntuais. poderia você prever a distribuição dé cargasimagem necessária a um corpo de forma arbitrária. interseccionam-se formando um ângulo de 60°. Determine as posições das cargas-imagem que originarão o campo elétrico entre os planos. Determine a localização das infinitas cargas-imagem. está situada num campo elétrico inicialmente uniforme. de raio a. A direção de Eo é perpendicular ao eixo do cilindro. que não possui carga líquida se situa num campo elétrico inicialmente uniforme Eo . 3-19 Demonstre que o problema de uma esfera condutora não carregada num campo elétrico Eo inicialmente uniforme pode ser resolvido por meio das imagens. A carga puntual se localiza a uma distância r do centro da esfera. de extensão infinita.l sen +e satisfaz a equação de Laplace mas que o campo elétrico derivado desta função tem uma descontinuidade em e == O. (Sugestão: Use harmônicos zonais que sejam regulares na origem para satisfazer as condições de contorno na casca. conectado à terra. Determine as cargas-imagem necessárias para fazer com que o plano seja uma superfície de potencial constante. conectados à terra. O raio interno da casca é a. I e demonstre que este / }3-9 Suponha que um dipolo puntual esteja localizado no centro de uma casca esférica condutora conectada à terra. -I da origem. Expresse a força que atua sobre a carga q por meio de uma série infinita. Obtenha a carga total induzi da no plano por integração direta da densidade superficial de carga. 3-17 Uma carga puntual está localizada entre dois planos condutores paralelos. 3-14 Uma carga puntual q se localiza a uma distância d de um plano condutor de extensão infinita. 3-11 Uma esfera condutora de raio a. (O potencial da casca esférica não pode ser especificado completamente em termos de q e sua * Os problemas indicados por asteriscos são mais difíceis.) 3-10 Demonstre que. A partir do resultado obtido. 3-12 Um condutor cilíndrico longo. e separados por uma distância d.

[Sugestão: Calcule a expansão em série de Taylor de <p(.p(x. O plano está concetado à terra (isto é. diretamente abaixo desta. Determine o potenc:ial <p(r) através da integração da equação de Poisson. a densidade de carga é nula.Problemas 81 imagem porque cargas exteriores fixas podem também contribuir.y.) Determine a carga total indul. y + d.p podem-se basear neste resultado. h2 = 3000 m e Q = 15 C. Confira este resultado.ida na superfície interna da camada (a) mediante argumentos físicos e (b) mediante a integração de o sobre a superfície. z) até o termo em d3 e'. Programas de computá- . (3-1). uma carga numa altitude h2 • Encontre uma expressão para o campo elétrico vertical Ev na superfície da Terra a uma distância d da tempestade. para os outros cinco pontos. está orientainfinita. (3-1).x+ d. z) é + d. z) satisfaça a equação de Laplace. Demonstre que o aproximadamente igual à média de seus valores nos seis pontos circundantes (x (x. y. y. Localize a imagem linear e determine também a em função de a e xo' 3-22 Uma distribuição esférica de cargas é caracterizada por uma densidade de carga P constante para R.y. (Sugestão: Para efetuar a Eq. resolvendo a integral da Eq. valor de . z)./ .p em (x. -Q 3-25 Suponha que . Todavia. y. 3·21 Um longo cilindro condutor. de maneira semelhante. -1Il3-24 Uma tempestade contém uma carga + Q numa altitude h 1 e. Calcule a força exercida pelo dipo10 sobre o plano. z). mostrando corno Ev varia. (x. Faça um gráfico para h 1 = 5000 m.] dor para o cálculo numérico de .) 3·23 Um dipolo p está orientado perpendicularmente a um plano condutor infinito e a urna distância d deste. O eixo do cilindro está a. de d = O até d = 20 lem. que possui uma do paralelamente a um plano condutor de extensão a uma distância Xo do plano e o raio do cilindro é constante M (que determina o potencial do cilindro) r ~ carga À por unidade de comprimento. estas cargas exteriores adicionarão apenas um termo constante ao potenciai. adicione os resultados. Para raios maiores que R. conectado à terra. Z + d). com potencial zero). divida a região de carga em camadas esféricas concêntÜcas de espessura dr.

é mais facilmente visualizado como um deslocamento no dielétrico de toda a carga positiva em relação à carga negativa. O termo "carga ligada". Desejamos remediar agora esta situação e considerar o caso mais geral. O efeito total. Diz-se então que o dielétrico estápolan·zado. as moléculas do dielétrico são certamente afetadas pela presença de um campo elétrico. serve para enfatizar que estas cargas moleculares não estão livres para se movimentarem demasiadamente ou para serem extraídas do material dielétrico. porém uma parte do campo elétrico é produzida pelo próprio dielétrico. do ponto de vista macroscópico. Estes deslocamentos são. Um dielétrico polarizado. limitados (na maioria dos casos a frações muito pequenas de um diâmetro molecular) por intensas forças restauradoras formadas pela mudança da configuração de carga na molécula. em contraste com a expressão "carga livre" de um condutor. como um todo. mesmo eletricamente neutro. seja eletricamente neutro. o campo elétrico distante do dielétrico pode modificar a distribuição de cargas livres nos corpos condutores e isto. Além disso. O objetivo principal deste capítulo consiste em desenvolver métodos gerais para lidar com esta situação curiosa. O campo elétrico produz uma força que se deve exercer sobre cada partícula carregada. todos os meios materiais se compõem de moléculas. defrontamo-nos com o que parece ser uma situação complexa: a polarização do dielétrico depende do campo elétrico total do meio. sendo partículas positivas empurradas no sentido do campo e partículas negativas no sentido inverso. alterará o campo elétrico dentro do dielétrico. que. tanto em pontos exteriores. por sua vez. Um material dielétrico ideal é o que não tem cargas livres. Contudo. por sua vez. de forma a que as partes positivas e negativas de cada molécula sejam deslocadas de suas posições de equilíbrio em sentidos opostos. realizar-se-á uma separa82 . Se o meio for polarizado. todavia. produz em média um campo elétrico.CAPÍTULO 4 CAMPO ELETROSTÁTICO EM MEIOS DIELÉTRICOS Até agora ignoramos problemas que envolvem meios dielétricos e tratamos de casos em que o campo elétrico é produzido exclusivamente por cargas em distribuição específica ou por cargas livres sobre a superfície de condutores. 4-1 POLARIZAÇÃO Consideremos um pequeno elemento de volume ~v de um meio dielétrico que. como no interior do dielétrico. Como resultado. se constituem de entidades carregadas (núcleos atômicos e elétrons).

quando llv se torna muito pequeno do ponto de vista macroscópico.p. Pm = . (4-1 ) campo elétrico produzido por em comparação com as dimende volume. ou simplesmente polarização. 4-1). z) é uma quantidade vetorial que. Embora se suponha llv muito pequeno. y. tem o sentido de IIp. isto é. esta quantidade determina o llv em pontos distantes (isto é. sobre o momento de dipolo elétrico de uma só molécula. (4-4) .f molécula r dq. Este. Conseqüentemente 1 P=A L Pm' tiV m Esta exposição será desenvolvida mais adiante. do ponto de vista macroscópico. P(x. é. C/m2• É evidente que P(x. tem o sentido do deslocamento da carga positiva em relação à carga negativa (veja a Fig. em unidades MKS.Polarização 83 ção das cargas positivas e negativas e o elemento de volume se caracterizará mento de dipolo elétrico ~P por um mo- = ~ Al' f r dq. a grandes distâncias de llv sões do elemento de volume). no Capítulo 5. Uma vez que IIp depende do tamanho do elemento trabalhar com P. onde o somatório se estende sobre todas as moléculas no interior do elemento llv. P torna-se uma função puntual. Figura 4·1 Um pedaço de material dielétrico polarizado. Convém falar.contém ainda muitas moléculas. Estritamente falando. Desta forma. Cada elemento de volume é representado como um dipolo t. P deve ser definido como o limite desta quantidade. É evidente através da Eq. por sua vez. às vezes. z). o momento de dipolo elétrico por unidade p= ~P ~v . (4-1) que o momento de dipolo associado com llv é dado por IIp = L Pm.mais conveniente de volume: (4-2) De acordo com a Seção 2-9. P é usualmente denominado polarização elétrica.y. do meio. Suas dimensões são carga por unidade de área. em cada elemento de volume. (4-3) pois uma molécula é uma das pequenas entidades eletricamente neutras que constituem o material dielétrico.

r' 13 (4-7) Este resultado está correto e . Vo r P(r') " (r . (4-7) se a forma funcional de P for conhecida. 4-2 CAMPO EXTERNO A UM MEIO DlELÉTRICO Consideremos agora um pedaço finito de material dielétrico que esteja polarizado. z) pode ser calculado pela soma das contribuições devidas aos vários elementos de volume tl. esta quantidade (o momento de dipolo) determina completamente a contribuição dos Ãv' ao potencial: Ll<p(r) = _Ll_P_" _(r_-_r_') = _P(_r'~) _"(_r_-_r_')_Ll_v' 4nto r . (4-7) de uma forma algo diferente através de uma transformação matemática simples.r' V' Cr ~ r' I) = + r . deve ser mais instrutivo visualizar o dielétrico em termos de suas moléculas e imaginar que cada dipolo da Fig.r' I (4-5) 13 Aqui r . achamos mais conveniente calcular primeiro o potencial . Como no Capítulo 2.p(r) e obter o campo elétrico como menos o gradiente de . 4-1 representa uma só molécula.om as dimensões de ÃV'. teremos r .r' 1 13 4nto r . 4-2). 4-1 represente cada elemento de volume do dielétrico polarizado como um pequeno dipolo. cujo módulo é dado por Ir . dirigido para fora de Ãv'. y.r'l for dada pela Eq.r') dv' I r . (4-6) Obtém-se o potencial total no ponto r. expressarmos a Eq.r' é o vetor. Se Ir .p poderá ser obtido diretamente mediante a Eq. (x.r'l = J(x .v' em Vo' A superfície correspondente a Vo é representada por So' Cada elemento de volume Ãv' do meio dielétrico é caracterizado por um momento de dipolo Ãp = P Ãv' e como a distância entre (x. P(r'). Será vantajoso. A polarização dá origem a um campo elétrico e nosso problema é calcular este campo em um ponto r que está forã do corpo dielétrico (veja a Fig.84 Campo Eletrostático em Meios Dielétricos Ainda que a Fig.y. (4-6).x')2 + (y . y. isto é.r' 13' I (4-8) . seja caracterizado em cada ponto r' por uma polarização.y')2 + (z - Z')2. somando-se as contribuições dielétrico: <p(r) de todas as partes do =1_ 4nl:o .p. contudo. z) Figura 4-2 O campo elétrico em (x. z) e Ãv' é grande comparada c.

. o ponto r se mantém fixo. torna-se (4-11 ) P . o integrando.y' . e n é. É conveniente atribuir símbolos especiais a estas quantidades e. para obter o campo elétrico em um ponto r. o potencial. (4-7) sobre o volume do dielétrico. (P/Ir . n da' -~. Vo.r 4n(o . y' ( I r ~ r' I ). P que aparecem nas integrais da Eq.. O operador V: envolve derivadas relativas às coordenadas representadas com linha. Necessitaremos do operador y mais tarde.( Finalmente.r'l) foi substituída por uma integral de superfície. como elas têm as dimensões de carga por unidades de área e carga por unidade de volume. P.V operando sobre a mesma função. A densidade superficial de carga de polarização é dada pela componente da polarização normal à superfície e a densidade volumétrica de carga de polarização é uma medida da não uniformidade da polarização no interior do material. . (r . a Eq. (4-10) onde f é qualquer função puntual escalar e F uma função puntual vetorial arbitrária. (4-9). (4-9) transformada por meio da identidade vetorial (1-1-7) V' . Em certas circunstâncias.r'l) e F = P. a normal dirigida para fora do elemento de superfície da' (para fora significa para fora do dielétrico). Aqui. respectivamente. Eq. (fF) =f V' . Ir P) . As quantidades P • n e . 50 p. Fazendo f = (1/1 r . será conveniente efetuar uma operação gradiente em relação às coordenadas sem linha. (4-9) pode ser posteriormente da Tabela 1-1: = P .Campo Externo a um Meio Dielétrico 85 como se pode ver pela aplicação direta do operador gradiente em coordenadas cartesianas.r') I~-=--ir= Y'. naturalmente. isto será indicado da forma usual por V. Todavia. pode-se transformar o integrando da Eq. (4-7) por meio da Eq.r I Ir 1· (. ao resolver a integral da Eq. V'f.r' I - Ir -1 r' I V . escrevemos (4-13) e (4-14) e denominamos op e PP densidades de carga polarizada. (4-8): P Ir (r -: I:') . Evidentemente. em conseqüência. F +F . (4-12) são duas funções escalares obtidas a partir da polarização P.r'l é igual a . novamente. a linha indica a diferenciação com relação às coordenadas linha.r A Eq. (4-7). pode ser expresso por cp(r)=-i 4n(o 1 . Vo I I dt" (4-12) onde a integral de volume de V' .V . através da aplicação do teorema do divergente.r. . P) +-1 -~-. V' operando sobre uma função de Ir .

n da'. e.( 4-15) mediante uma transformação matemática. o deslocamento (4-17) da carga onde . +(' y ") z . em conseqüência da polarização. cada elemento de volume do dielétrico é eletricamente neutro. ppdv' (4-15) _ .(õ+ -!J. e. 4-1.) õ .terial dielétrico. À primeira vista. de onde se conclui que esta carga é constituída pelas extremidades de dipolos de mesma orientação. Retomando agora a PP. pela Fig.y. que existe uma densidade de carga superficial Gp. de forma semelhante. Pode-se compreender que este seja realmente o caso.f p. portanto.r' I é agora expresso de tal forma que se torna evidente que ele provém de uma distribuição de carga.v'. pode ser expressa por -f . Em outras palavras.v' durante o processo de polarização será .v' é a carga líquida num elemento de volume do dielétrico polarizado. da seguinte maneira: definamos duas densidades de carga p+ e p. (4-17) e (4-18).v'.6.4nto. q> r t ()=--~ [i 4n. Desta forma. 1 r Ir dq'p .y. De maneira semelhante.é somente o deslocamento relativo das densidades de carga positiva e negativa.5 . respectivamente.6.6. p+ representa todos os núcleos atômicos na unidade de volume do dielétrico e. Õ + !J.v' é a soma das Eqs. Assim. z). o material dielétrico foi substituído por uma distribuição apropriada de carga de polarização. tendo iniciado com elementos de volume de JT"..Vo Ir . Isto é.abrange todos os elétrons. o aumento de carga positiva pelo elemento de volume . a carga positiva será deslocada de <5+(x..r' [ 1 . z ') = O. ou a carga [(quida. uma densidade de carga é criada em cada superfície que não seja paralela ao vetor polarização. deve ser possível entender Op e PP com bases puramente físicas. No estado não polarizado.0 --- ·50 I (J p da' I r .S é a superfície que limita .r' ' + .p. P.S - õ-)· n da' = -v· [P. (4-18) o aumento total de carga pelo elemento de volume D. pode parecer bastante estranho que. esperamos que ppD. Ainda que se tenha obtido a Eq. A carga positiva que atravessa um elemento de área da' será p~8+ • nda'.86 Campo Eletrostático em Meios Dielétricos o potencial resultante do material dielétrico. finalizemos com elementos de yo- .como representando a carga total positiva e a carga total negativa por unidade de volume. z) e a carga negativa de 8-(x. y. Admitiremos que. + Po-("x.. do elemento de volume . -) PpD. (4-16).v' represente o excesso de carga. então. (4-16) onde o índice zero representa as densidades na configuração não polarizada.<5 é equivalente ao que chamamos de polarização P.8 . n da. negativa aumenta a carga (diminui a carga negativa) em 11v' de 't1S f ( . p~ (c/ . É óbvio. portanto Po x.õ-)] llv'.6.(õ+ . (4-19) Porém 8+ . como uma conseqüência da Eq.P. eletricamente neutros.3.

Como conseqüência. (4-20). Restam-nos elementos de volume efetivamente carregados e uma contribuição de superfície por parte dos limites reais do corpo dielétrico. o dielétrico é constit. Descobrimos agora que. não obstante. desta forma. é necessário definir este campo elétrico precisamente. i (4-21) 4-3 CAMPO ELÉTRICO NO INTERIOR DE UM DIELÉTRICO Antes de podermos escrever uma expressão para o campo elétrico no interior de um meio polarizado.r'l) e usando a Eq. obteremos 4n€o 'So ir-ri Ir-ri E(r) = _1_ [i ?p(r . Ambas estão corretas. Qp = I (. porém. P) dv' + .r'?:v'J. contém um grande número de moléculas. pois era nossa premissa que o dielétrico.r'! ~a' + 'Vo pp(~:. A carga total no volume e na superfície do elemento é ainda nula. o campo elétrico médio em uma pequena região do dielétrico que. A origem deste aparente paradoxo é encontrada na transformação matemática da Eq. O qué nos interessa é. (4-15). z). Como 'fi é uma função das coordenadas (x. é difícil usar esta definição para obter diretamente uma expressão para o campo. os elementos individuais de volume parecem estar carregados.Campo Elétrico no Interior de um Dielétrico 87 lume que possuem uma carga líquida. (4-7) e (4-15). por si mesma.{So p. veremos. enquanto V . a distribuição de carga. observando que V (l/Ir r 'I) = . n da'. naturalmente. O campo elétrico E pode ser obtido subtraindo-se o gradiente da Eq. como um todo. As coordenadas sem linha aparecem apenas na função l/Ir . que claramente se anula em conseqüência do teorema do divergente. Esta carga teste deverá ser dimensionalmente pequena do ponto de vista macroscópico (o que denominaremos carga "puntual"). porém deverá ser grande comparada com o tamanho de uma molécula. talvez. descobrimos que as contribuições para o potencial das várias "superfícies internas" se cancelam. Temos agora duas expressões distintas para o potencial eletrostático lO(r) devido a uma amostra de dielétrico polarizado. Um enfoque alternativo e. (4-5) desse corretamente o potencial. De acordo com nosso ponto de vista inicial. (4-11). achamos conveniente usar uma outra propriedade do campo elétrico para ajudar-nos a obter a expressão analítica que procuramos e.V' (I/Ir . A carga de polarização total de um corpo dielétrico. o gradiente apropriado é-V. Ainda que o enunciado anterior corresponda à definição do campo elétrico macroscópico E. é eletricamente neutro. a contribuição de cada elemento de volume é transformada em um termo de volume diferente e em um termo de superfície. (4-8). porém. no limite onde a carga teste é tão pequena que não afeta. P não se anula.y. uma vez que teríamos que calcular a força sobre um corpo carregado. que a última expressão será mais conveniente na maioria dos casos. obtermos E em termos de cargas . quando reunimos vários elementos de volume para formar um pedaço macroscópico de material dielétrico. o campo elétrico macroscópico. Este resultado toma-se evidente através da Eq. de grande tamanho. e então tomar o limite quando o tamanho do objeto diminui.r 'I. preferível consiste em definir o campo elétrico diretamente em termos de uma experiência macroscópica: o campo elétrico (macroscópico) é a força por unidade de carga sobre uma carga teste imersa no dielétrico. a saber: as Eqs. vo V' . Em conseqüência.uído por dipolos elementares np e era essencial que cada np fosse elebcamente neutro para que a Eq. (4-20) deve ser igual a zero. isto é.

a integral de linha reduz-se a Ev .88 Campo Eletrostático em Meios Dielétricos ~ que denominamos E concorda realmente com a "definição de força" fundamental. não afeta a componente longitudinal do campo elétrico na cavidade. derivável de um potencial escalar. Somos então levados a uma importanteconclusão. Apliquemos a última equação ao percurso ABCD ilustrado na Fig. Edt =Ed. seu valor. apenas para>dielétricos isotrópicos (veja a Seção anisotrópicos e nossa conclusão deve ser generalicomponente longitudinal do campo elétrico no insempre que o eixo da cavidade for orientado para- . onde o segmento AB se situa em uma cavidade em forma de agulha talhada no dielétrico e o segmento CD se situa no próprio dielétrico. além disso. demonstraremos básicas que enpolarização do meio. E é um campo conservativo e. o campo na cavidade se orienta na direção da agulha. de forma equivalente. para a orientação da agulha conforme ilustrado. num dielétrico na Seção as mesmas propriedades que a quantidade contramos aplicadas a E no vácuo. de modo que. A Eq. em particular. O campo elétrico Mais adiante. Em um dielétrico isotrópico (veja a Seção 4-5) a polarização P tem o sentido de E'. por simetria. de forma equivalente. Como podemos tornar os segmentos AD e BC arbitrariamente pequenos. e o índice t representa a componente tangencial. Figura 4-3 O percurso ABCD se situa parcialmente na cavidade em forma de agulha e parcialmente no dielétrico. * Este enunciado 4-5). respectivamente. I= O ou. O argumento da zada: o campo elétrico terior da cavidade em lelamente à direção do é absolutamente verdadeiro simetria falha para dielétricos em um dielétrico será igual à forma de agulha do dielétrico campo elétrico no dielétrico. I- Ed . Eut = Eu. ap não é necessariamente nulo. isto é. em conseqüência. Desta forma VxE=O ou. 4-3. Em um dielétrico anisotrópico. sempre que o eixo da cavidade for orientado paralelamente à direção do campo elétrico. Ev! = EdP (4-22) onde os índices v e d se referem ao vácuo e ao dielétrico. Se a "agulha" for orientada na direção de E. deve ter 4-10. porém. (4-22) é válida independentemente da orientação da cavidade em forma de agulha.* O campo elétrico em um dielétrico será igual ao campo elétrico no interior de uma cavidade em forma de agulha do dielétrico. ap = O nas paredes cilíndricas.

y'. O"p(X'. no Capítulo 2. Assim. fr-r'lz') da' (4-23) onde Vo . (4-23) torna-se idêntica. uma importante relação entre o fluxo elétrico e a carga. podemos fazer a agulha arbitrariamente fina de modo que as superfícies SI e S2 tenham áreas desprezíveis. excluída a "agulha". a quantidade dv' /1r . (4-21) apenas por uma quantidade desprezível. é necessário conhecer a forma funcional de P(E). incluindo a contribuição do próprio dielétrico. ou seja. à integral de superfície da Eq. a Eq. A compilação real provém do fato de que P depende do campo elétrico total. não consiste em uma fonte de dificuldades. e nessas condições a situação é muito mais complicada. podemos tornar o volume VI da agulha arbitrariamente pequeno. Desta forma. Primeiramente. A integral de volume da Eq. Como na Seção 4-2. So é a superfície exterior do dielétrico e S' =SI + S2 + Se são as superfícies da agulha. quanto à forma. pode-se determiná-Ia por meio dos resultados da Seção 4-2. finalmente. a Eq. quando r' = r) porque o volume de um ponto é um zero de ordem mais elevada que o lim Ir . (4-21) dá a contribuição do meio ao campo eléTrico em r.r'l. vemos pela Fig. o campo elétrico na cavidade é um campo externo e. (4-15). a lei de Gauss. na maioria dos casos podemos conhecê-Ia experimentalmente e. A densidadé de carga Pp é limitada.VI é o volume do dielétrico. Em outras palavras. e vice-versa. P(x'.1 _ . além disso. (4-15) dá o potencial IO(r) independentemente do ponto r estar localizado dentro ou fora do dielétrico.. que estabelece ser o fluxo elétrico através de uma superfície arbi- . não podemos determinar P porque não conhecemos E. Contudo. porém. (4-15) e (4-21) são diretos nos casos em que P(x. Mas.r'l não diverge no ponto do campo (isto é.Lei de Gauss em um Dielétrico 89 Evidentemente. admitiremos aqui que a polarização do dielétrico seja uma certa função P(x'. Na maioria dos casos. quanto à forma. z) é uma funçãO conhecida da posição. Tomando o ponto r do campo no centro da cavidade e usando a Eq. a contribuição da cavidade a esta integral é desprezível. (4-15). Os cálculos indicados nas Eqs.y'. z')]. (4-15). (4-23) torna-se semelhante. z') é uma função do campo elétrico macroscópico total E(x'. Assim.4n:co'vo-h ----pp(x'. independentemente de r estar denTro ou fora do meio. É evidente que se faz necessária uma interpretação diferente do problema e isto será realizado nas seções seguintes. 4-4 LEI DE GAUSS EM UM DlELÉTRICO. e. obtemos para o potencial cp ( r) . à Eq. isto difere da Eq. DESLOCAMENTO ELÉTRICO Deduzimos. (4-23). somente as superfícies exteriores do dielétrico contribuem e a integral de superfície da Eq. a polarização origina-se como resposta a um campo elétrico que é imposto sobre o meio dielétrico [isto é. não é necessário excluir o volume VI e a Eq. O campo elétrico E(r) pode ser calculado subtraindo-se o gradiente da Eq. z') e calcularemos o potencial e o campo elétrico provenientes desta polarização. em conseqüência. adelgaçando a sua cavidade. Porém. y. o problema de se calcular o campo elétrico no interior de um dielétrico se reduz ao cálculo do campo elétrico no interior de uma cavidade em forma de agulha no diel'étrico. como conseqüência. 4-3 que Up = O sobre a superfície cilíndrica Se da agulha. é esta contribuição que desejamos determinar.y'. (Alguns exemplos desse tipo são encontrados entre os problemas que estão no final deste capítulo). dr' +- 1 r 4n:co'so+s' -----~ y'. Deste modo. (4-23) exclui a cavidade. como se pode ver facilmente. entretanto. Ir-r'l z') i. todavia.

(4-25b) este resultado com a Eq. ou seja. S. . S2 e S3' E evidente que as três últimas contribuições cancelarão o primeiro termo da Eq. . na Fig. Pela lei de Gauss. tanto a carga de polarização. Q e Qp é a carga de polarização líquida: Qp= 'SI +S2 r +S3 = ql + q2 + q3' p. de forma que a integral de superfície da Eq. V é o volume do dielétrico encerrado por S. (4-24) Figura 4-4 Construção de uma superfície gaussiana S num meio dielétrico. deveremos atentar para incluir contribuições de todas as superfícies que limitam V. A superfície tracejada S. r (4-25a) Aqui. Não há contornos do material dielétrico em S. SI. 4-4. de maneira que Qp Combinando = - f -S p. n da + 'V (-V' P) dv. Se transformarmos a integral de volume da Eq. Ao aplicarmos a lei de Gauss a uma região que contém cargas imersas em um dielétrico. (4-25a) não contém nenhuma contribuição de S. Introduzimos uma certa quantidade de carga. devemos ter cuidado para incluir todas as cargas na superfície gaussiana. isto é. é uma superfície imaginária fechada localizada no interior do meio dielétrico. obtemos f S (toE + P)· n da = Q. q2 e q3 . no volume limitado por S e admitimos que esta carga existe nas superfícies dos três condutores em quantidades q 1. 1 tE' •S n da = (o ~ (Q + Qp). (4-24). Esta quantidade vetorial é de importância suficiente para merecer um nome e um símbolo especial. como a carga imersa no dielétrico. (4-26) estabelece que o fluxo do vetor fo E + P através de uma superfície fechada é igual à carga líquida que introduzimos no volume encerrado pela superfície. (4-25a) em uma integral de superfície por meio do teorema do divergente. n da. (4-25a). onde Q é a carga líquida imersa.90 Campo Eletrostático em Meios Dielétricos trária fechada proporcional à carga total encerrada pela superfície. (4-26) A Eq. Q.

a Eq. em termos de vetar D consiste no fato de que apenas a carga Q.D(x. se fosse. (4-28) e (4-29). (4-28) aplica-se a uma região do espaço limitado por uma fechada S. em unidades gaussianas. a lei de Gauss tornar-se-á •5 f D· n da =p L1 V. entendemos que ela está adicionada às cargas que formam a constituição atômica do material neutro. ou da carga total Q + Qp. (o 1 z) - c P(x. evidentemente. V e tomando o limite. Com campos que dependem do tempo (Capítulo 19) é muito importante não confundir a distinção existente entre cargas externas e cargas de polarização com a que se faz. ** . y. a carga Q será denominada carga externa. iria deslocar-se rapidamente para a superfície e escaparia. entre cargas livres e cargas presas. D = E. (4-30) * D. Quando for necessário distingui-Ia da carga de polarização Qp do meio. neste contexto usaremos exclusivamente o termo carga extenza. Além disso. Todavia. algumas cargas presas. (4-28) resultado plesmente. que introduzimos no meio dielétrico aparece explicitamente. Por "externa" não entendemos que a carga esteja necessariamente fora dos contornos físicos da peça de material. livre para se deslocar por toda a parte) e a carga de polarização em um dielétrico está presa. que em outras circunstâncias contribuiriam para a polarização (Capítulo 7). tem as meSmas unidades qu'e P. às vezes. y. chamado de forma diferencial da lei de Gauss. A Eq. simlei de Gauss. é uma vantagem que o campo eletrostático total em cada ponto do meio dielétrico seja expresso como a soma de duas partes. ou a densidade de carga p. superfície distribuída usualmente conhecido como lei de Gauss para o deslocamento elétrico ou. E(x. é definido como D = E + 4rrP. se a aplicarmos a uma pequena região em que a carga encerrada está segundo uma densidade de carga p. E e P têm todos a mesma unidade de carga por unidade de área. que. o deslocamento elétrico: (4-27) 0= (oE + P. Esta confusão não causa maior dificuldade na e1etrostática. D. carga por unidade de área. (4-29) um resultado. ** Como em muitos problemas as cargas externas são dadas. Dividindo esta equação por b. (4-26) toma-se •S 1 D' n da = Q. D. y. A vantagem de expressar as formas integral e diferencial da lei de Gauss. porque a carga externa de um condutor é livre (isto é. Eqs. um novo vetar de campo macroscópico. No vácuo. obtemos V' D=p. É isto que daqui em diante chamaremos simplesmente de carga (ou densidade de carga). Deste modo.Lei de Gauss em um Dielétrioo 91 Definimos. (o 1 z). a carga externa num dielétrico não é livre. z) = . A carga externa é muitas vezes denominada carga "livre" e a carga de polarização é às vezes usada como sinônimo de carga ligada. * Em termos de D. portanto. além das cargas livres que determinam o comportamento elctrostático de um objeto condutor. muitos meios condutores contêm.

4-5 SUSCEPTIBILIDADE ELÉTRICA E CONSTANTE DIELÉTRICA Na introdução deste capítulo estabelecemos que a polarização de um meio dielétrico ocorre em resposta ao campo elétrico no meio. sólidos policristalinos e amorfos e alguns cristais. Trata-se de uma relação puntual e se E variar de ponto a ponto no material. esta categoria inclui fluidos. Do ponto de vista macroscópico. Grande parte dos materiais são eletricamente isotrópicos. (4-27). é proporcional à polarização do meio. Eo = (o + X(E). (4-33) é evidente que . se o material for isotrópico. Em outras palavras. a materiais desse tipo. está relacionado com a densidade de carga externa através de seu divergente e o segundo termo. Combinando a Eq. D = fE. X e € são constantes características do material. (4-32) (4-33) E. P anula-se quando E se anula. Materiais desse tipo serão chamados dielétricos lineares e obedecem às relações P = XE. do material. É evidente que e X têm todos a mesma uni- Ainda que tenhamos sido cuidadosos ao expressar X e E na forma X(E) e E(E). denominada equação constitutiva. Para a maioria dos materiais. Mediante a Eq. onde E(E) é a pennissividade dade. o campo elétricà é dado inteiramente pelo primeiro termo da Eq. aqui. Além disso. P variará igualmente. (4-31) onde a quantidade escalar X(E) é chamada de susceptibilidade elétrica do material. O grau de polarização depende não somente . (4-31a) (4-32a) o comportamento dielétrico de um material está agora completamen te especificado. Uma vez que este é o comportamento usual. (4-31) com a Eq. exceto talvez para campos muito intensos. achou·se por meio de experiências que X e € são freqüentemente independentes do campo elétrico. trabalhar com uma quantidade adimensional K definida por ( = K(o· (4-34) em que K é denominado coeficiente dielétrico ou simplesmente constante dielétrica. (1/Eo)D. a polarização terá o mesmo sentido do campo elétrico que a produz. obtemos uma expressão para D em meios isotrópicos: D= f(E) E(E)E. P = P(E). No vácuo. (Dielétricos com polarização permanente serão discutidos brevemente na Seção 5-4). (4-30). no entanto. (-1/Eo)P. onde E é o campo elétrico macroscópico. ou pela permissividade E ou pela susceptibilidade X. Um tratamen to das propriedades elétricas de materiais anisotrópicos foge ao alcance deste texto. o comportamento do material é completamente especificado por uma relação determinada experimentalmente.92 Campo Eletrostático em Meios Dielétricos onde o primeiro termo.do campo elétrico mas também das propriedades das moléculas que constituem o material dielétrico. Estes resultados são resumidos pela equação constitutiva P = X(E)E. É mais conveniente. limitaremos nossa exposição.

Carga Puntual em um Fluido Dielétrico 93 K =. Apliquemos a lei de Gauss. Exceto em alguns exemplos.. mostrar-se-á bastante instrutivo. Tabela 4-1 Propriedades dos Materiais Dielétricos* (Constante dielétrica K e rigidez dielétrica Emf>x) Material Oxido de alumínio Vidro** Náilon Polietileno Quartzo (Si02) Cloreto de sódio Enxofre Madeira** Álcool. é O de uma carga puntual q em um meio isotrópico homogêneo de extensão infinita. D e P podem depender apenas da distância da carga puntual. * Dados do Handbook ofChemistry ** Em materiais como vidro e madeira. Se o campo elétrico em um dielétrico se tornar muito intenso. de algumas substâncias são também dadas na Tabela 4-1.5 5-10 3. Ohio.00059 1.. Porém.1 1.000985 and Physics.= 1 + (o (o X . que poderíamos propor. eu1ico (0° C) Benzeno (0° C) Água (destilada. O cam· po elétrico máximo que um dielétrico pode suportar sem se romper é conhecido como rigidez dielétrica. Além disso. O°C) Água (destilada. (4-28).1 4.0 28. Admitiremos o meio dielétrico como linear e caracterizado por uma constante dielétrica K. q se localizará na origem. da simetria do problema. o intervalo das constantes dielétricas.4 2. E. O campo elétrico seria um campo radial puro.0 2. Por conveniência. começará a puxar elétrons completamente para fora das moléculas e o material tornar-se-á condutor. Eq. CRC Press. De P são paralelos uns aos outros em cada ponto.3 K 6 X 10· 9 X 10· 19 X 10' 18 X 10· 6.!. corno conseqüência.5 2. Emá.3 4. Embora o problema seja bastante simples. (4-35) As constantes dielétricas de alguns materiais comumente encontrados estão listados na Tabela 4-1. os problemas deste livro tratam de dielétricos lineares.x. em que a polarização P do material está especificada. Então 4nr2D =q . Cleveland. 20°e) Ar O atm) Ar 000 atm) CO2 O atm) 4.0548 1. 58~ edição. a composição química varia e. 4-6 CARGA PUNTUAL EM UM FLUIDO DIELÉTRICO Um dos problemas mais simples envolvendo die1étrico. e não de alguma coordenada angular. Inc. como E.. Não se deve deduzir que o material seja não-linear. a natureza radial do campo não é alterada pela presença do meio.5-8.8 80.3 87. a uma superfície esférica de raio r que se situa concentricamente em relação a q. Se a carga puntual q se situasse no vácuo. As resistências dielétricas.

Nossa carga puntual q é um ponto no sentido macroscópico.l)~ K (4-39) -E Figura 4-5 Diagrama esquemático mostrando a orientação das moléculas polarizadas num meio dielétrico circundando uma "carga puntual" q. faremos tender a zero. n)r=b = (K . Usando a Eq.co e a polarização podem agora ser avaliados com muita facilidade: q = 4nKfo r 3 r. O campo elétrico tem sua origem em toda a carga. Neste ponto. Supondo que seja grande em uma escala molecular. uma densidade volumétrica PP = -. l)q -r. 1 Qp +q=K q. A carga total. de forma que não há densidade volumétrica de carga de polariV . (4-37) (4-38) (K p=--. A carga de polarização. (4-38) descobrimos que O. A carga superficial total de polarização será então dada por =1= Qp = b~O lim 4nb2(p . V • P' e uma densidade superficial up = P • fi sobre a superfície do dielétrico em contato com a carga puntual. P se anula para r zação neste caso. (4-36) O campo elétri. (4-40) . poderemos associá-Ia a um raio b que. eventualmente. entretanto. o campo elétrico é menor pelo fator K do que seria se o meio não estivesse presente. seria instrutivo examinar o problema mais minuciosamente e tentar compreender por que o dielétrico enfraqueceu o campo elétrico. é formada por duas contribuições..94 Campo Eletrostático em Meios Dielétricos e D=q ou 4nr2 ' D=--3 4nr E q r. A carga externa é apenas a carga puntual q. de polarização e externa. 4nKr3 Desta forma.

Um diagrama esquemático da carga puntual q em um meio dielétrico está ilustrado na Fig.S = (J tJ. encontramos D2 • "2 tJ. que pode variar de ponto a ponto sobre a interface. 4-7 CONDIÇÕES DE CONTORNO SOBRE OS VETORES DE CAMPO Antes de podermos resolver problemas mais complicados.S. 1 e 2. e está agora claro por que o campo elétrico é um fator K menor do que seria se o meio não estivesse presente. a descontinuidade na componente de D é dada pela densidade superficial di carga externa sobre a interface. a componente normal de D será contínua. O vácuo pode ser considerado como um dielétrico com permissividade to. todavia o volume da caixa de pl1ulas é desprezivelmente pequeno. em outra colocaçãó: se não houver carga sobre a inter face entre os dois meios.S + ·Hp1 + Pl) x volume. Admitiremos que há uma densidade superficial de carga externa. 4-5. em forma de caixa de pl1uIas. Os dois meios podem ser dois dielétricos com diferentes propriedades ou um' dielétrico e um condutor. Ou. a. como está ilustrado na Fig.S ou + D1 • "1 tJ.Condições de Contorno sobre os Vetares de Campo 95 aparece como uma carga puntual. Uma vez que "2 pode servir como normal à interface. (4-4la) Figura 4-6 As condições de contorno sobre os vetares de campo na interface entre dois meios podem ser obtidas pela aplicação da lei de Gauss a S e integrando E • di sobre o percurso A BCDA . do ponto de vista macroscópico. de forma a que o últi· mo termo possa ser desprezado. que interseccione a interface e encerre uma área f:S da interface e cuja altura seja desprezivelmente pequena em comparação com o diâmetro das bases. Consideremos dois meios. Aplicando a lei de Gauss a S. A carga encerrada por Sé a tJ. 4-6. devemos saber como os vetares de campo E e D variam ao passarem por uma interface entre dois meios. . (4-41b Desta forma. Construamos a pequena superfície S. em contato.

de acordo com a Eq. (Veja os Problemas 4-12 e 4-14. 4-6. b evidente que. (4. por meio de raciocínio diferente. (4-42a) (4-43) O deslocamento DI não é determinado. para a finalidade que temos em vista. a saber: o fluxo de O é contínuo em regiões que não contêm cargas externas. recorremos novamente à lei de Gauss. Ela equivale. como já tínhamos deduzido. porém. Isto ocorre porque a diferença de potencial.Ed .lé a separação dos dois pontos. (4-33). no Capítulo 2. a Eq.'f!. não independente.96 Campo Eletrostático em MeiosDielétricos Uma vez que se pode obter o campo eletrostático E subtraindo·se o gradiente de um potencial. (4-42b) torna-se 111 = O. Apliquemos este resultado 'ao percurso retangular ABCD da Fig. (4-42b). Gostaríamos de provar agora uma importante propriedade de O. Um procedimento alternativo consiste em resolver o problema do dielétrico fazendo. Obtivemos os resultados anteriores para dois meios dielétricos arbitrários. porém é interessante ver o que as equações iriam prever se um dos meios fosse um condutor. concluiremos que EI = O sejam quais forem os valores (finitos) de PI e DI. todavia. à Eq. Fixemos nossa atenção em uma região do espaço e construamos linhas de deslocamento. a componente tangencial do campo elétrico é contínua através de uma interface. Como conseqüência. os comprimentos AB e CD iguais a DJ e os segmentos AD e BC desprezivelmente pequenos. Para fazer isso. se. teremos como solução ou (E2 . Observemos que o campo no dielétrico é sempre perpendicular à superfície do condutor. que são linhas imaginárias traçadas de tal forma que o sentido de uma linha em '-P . A partir da exposição anterior e das seções precedentes. o resultado desejado será (4-42b) isto é. poderia parecer que teríamos X = 00 para um condutor na Eq. o considerarmos arbitrariamente como sendo nulo. segundo um critério puramente físico. Se o meio 1 for considerado como condutor. a integral de linha de E • dI em torno de qualquer percurso fechado se anula. então. a representa a carga de polarização do condutor (mais qualquer carga externa do condutor). neste percurso. Uma vez que El se anula. pode-se concluir que o deslocamento elétrico D está intimamente relacionado com a carga externa. e. KI ir ao infinito. (4-41) toma-se (4-44) onde a representa então a carga superficial total do condutor mas não inclui a carga superficial de polarização do dielétrico. Fisicamente. Como não há força molecular restauradora atuando sobre as cargas livres de um condutor. o potencial deve ser contínuo através de uma interface. Considerando-se. onde !::. Realmente. entre dois pontos muito próximos é .E • !::. !::. o resultado é o mesmo.31) e € = 00 conforme a Eq.I.) Desta forma. por estas considerações. a Eq. pelo que se disse antes. em muitos casos. das que já deduzimos. a continuidade do potencial é uma condição de contorno. não há razão para esperar que E se torne infinito numa interface. (4-43).

campo eletrostático E deriva-se a partir de um potencial escalar isto é. Na maioria dos casos de nosso interesse. assim. podemos então escrever V· E = . as linhas de deslocamento terminam nas cargas externas. em seguida. um volume limitado nos lados pelas linhas de D mas não cortado por elas (veja a Fig. f Mas O 1 (4-47) <p. Figura 4-7 Tu' -lé fluxo de deslocamento. Imaginemos. estas determinarão a descontinuidade no fluxo de deslocamento.Problemas de Valores de Contorno que Envolvem Dielétricos 97 qualquer ponto seja o sentido de D daquele ponto.1 p. D :::EE. a única diferença entre a Eq. ( (4-48) Desta forma. O tubo é limitado nas suas extremidades pelas superfícies SI e S2' Aplicando a lei de Gauss. 4-8 PROBLEMAS DE VALORES DE CONTORNO QUE ENVOLVEM DlELÉTRICOS A equação fundamental desenvolvida neste capítulo é V· D=p. obtemos I • 52 D' n da . um tubo de deslocamento. (4-45) Se não houver cargas externas na região. por outro lado. Q ::: O. (4-46) onde p é a densidade de carga externa. isotrópicos e homogêneos. o potencial no dielétrico satisfaz a equação de Poisson. e a mesma quantidade de fluxo que entrar no tubo por SI sairá por S2' Quando houver cargas externas presentes. (4-48) e a equação correspondente para o potencial no vácuo é que E substitui Eo (e p significa densidade de carga externa ao invés de densidade de carga total).p. onde E é uma constante característica do material. terminam nas cargas externas ou nas cargas de polarização. E de modo que V 2 cp = -Vcp. o dielétrico não contém cargas distribuídas . As linhas de força. 4-7). = -. Se os dielétricos com que tratamos forem lineares.I • 51 D' n' da = Q.

o potencial pode então ser expresso como a soma de harmônicos zonais. o potencial satisfaz a equação de Laplace em todo o dielétrico: (4-49) Em alguns problemas. Certamente não é o caso. C2 = O. na superfície de um corpo di elétrico ou na superfície de separação de dois materiais dielétricos. Apresentaremos um exemplo aqui e exemplos adicionais serão encontrados no final do capítulo. Como conseqüência. o potencial e o campo macroscópico não se tomam infinitos num dielétrico desprovido de cargas livres. pode haver uma densidade superficial de carga. sem excluir a generalização. p = O dentro do material dielétrico. A carga existe nas superfícies dos condutores ou se concentra em forma de cargas puntuais que poderiam. Além disso. Pode-se considerar a origem do nosso sistema de coordenadas como colocada no centro da esfera e a direção de Eo como orientada na direção polar (direção z). (4-50) e (4-51) mas. A2 e C1. a. Um termo constante pode ser adicionado às Eqs. poderão ser obtidas por meio das condições de contorno da Seção 4-7. Um problema eletrostático que envolve dielétricos lineares. portanto. a não ser que C2 = O. Muitos problemas podem ser resolvidos por este método. CI e C2 são desconhecidas e devem ser determinadas pelas condições de contorno. ou (4-52) . que não possua cargas. como a mesma constante é necessária em ambas as equações. As constantes A 1 . 4-9 ESFERA DlELÉTRICA EM UM CAMPO ELÉTRICO UNIFORi\lE Gostaríamos de determinar como as linhas de força são modificadas quando uma esfera dielétrica de raio a é colocada numa região do espaço que contém um campo elétrico Eo. Nestas circunstâncias. porém. isto é. Admitiremos que o dielétrico seja linear. (4-49) ainda se aplica enquanto p = O. considerá-Ia como nula. Do mesmo modo que na Seção 3-5. AI = -Eo. inicialmente uniforme.. isotrópicos e homogêneos reduz-se. isto. estar imersas no dielétrico. Como já expusemos na Seção 4-3. não altera a situação e a Eq. e as constantes remanescentes.98 Campo Eletrostático em MeiosDielétricos em seu volume.A2. a encontrar soluções da equação de Laplace em cada meio e combinar as soluções dos vários meios mediante as condições de contorno da seção anterior. O harmônico r-I não é necessário. podemos. A continuidade do potencial através da interface entre o dielétrico e o vácuo requer que <Pl = 'P2 em r = a. estamos certos. Além disso. todas as condições de contorno podem ser satisfeitas por meio dos harmônicos de menor ordem. O campo elétrico. isto é.Eor cos 8. então (4-50) para a região de vácuo (1) fora da esfera e (4-51 ) para a região do dielétrico (2). uma vez que sua presença implica uma carga líquida na esfera. conservará seu caráter uniforme e 'PI 4. escrevemos. Como conseqüência. um dipolo cujo momento não é proporcional a Ll V. o potencial e o campo elétrico associado se tornarão infinitos no centro da esfera e isto determinará a existência de um dipolo puntual no centro. longe da esfera. isotrópico e homogêneo e caracterizado pela constante dielétrica K.

este cálculo dá a força atuante sobre uma carga puntual. (4. Combinando as Eqs. conforme a Eq. (b) linhas do campo elétrico. a continuidade (não há carga n~ superfície do dielétrico) requer que Dlr = D2r em r =a. C1. 4-8. obtemos 3Eo A----K+2 2- (4-54) e C I _ (K _ l)a3E o (4-55) Desta forma. O potencial é dado pelas Eqs. . . que o campo elétrico no interior da esfera tem o sentido de Eo e é dado por </» (4-56) As linhas de deslocamento e as linhas de força estão ilustradas na Fig. *4-10 FORÇA ATUANTE SOBRE UMA CARGA PUNTUAL IMERSA NUM DIELÉTRICO Estamos agora em condições de determinar a força que atua sobre um pequeno condutor esférico carregado.Força Atuante sobre uma Carga Puntuallnversa num Dielétrico 99 Como a componente normal de D na interface é Dr = -E(ai{!jar). A2 e C2 são todas conhecidas. ou Eo de Dr (4-53) + 2Cla-3 = -KA2· A continuidade de Et em r = a é equivalente à Eq. No limite. (4-50) e (4-51) e as constantes AI. (a) (b) Figura 4·8 Um campo elétrico uniforme é distorcido pela presença de urna esfera dieJétrica: (a) linhas de deslocamento elétrico. (4-52). por diferenciação . As componentes de E e D podem ser obtidas em qualquer ponto (r. (4-52) e (4-53). imerso num dielétrico linear e isotrópico. e.54) e porque Cz = O. em que o condutor é desprezivelmente pequeno do ponto de vista macroscópico.e evidente. o problema foi resolvido.

ao calcularmos a força sobre uma carga puntual.Fs é proporcional a a2 e é sempre uma tensão. Usando as condições de contorno da Seção 4-7. o campo produzido pela carga puntual não estava incluído. ao calcularmos forças que atuam sobre objetos carregados nos Capítulos 2 e 3. e a força F pode então ser obtida a partir da integral sobre a superfície: F = . (4-60) e (4-61). (4-58). f (J (4-61) Combinando as Eqs. Desta forma. Pode parecer que o campo próprio do elemento superficial carregado ada seja desprezível porque o elemento é de tamanho infinitesimal. É importante que Es não seja incluído no campo E'. o elemento parece ser um plano infinito. Deve-se assinalar que. subtraímos implicitamen te O campo próprio Es.I's E(J da. conseqüentemente. independentemente do sinal a. desta forma. (4-58) onde Es é o campo elétrico produzido pelo elemento superficial de carga. Entretanto. ada. a tensão . esta auto-interação não produz evidentemente nenhuma força líquida sobre o elemento. porque a quantidade Esada representa a interação do elemento de carga ada com seu próprio campo. Uma exposição adicional das forças sobre objetos carregados será efetuada na Seção 6-8. (J Es =2f n. isto é. O elemento. Em um ponto situado logo acima de sua superfície. todavia nunca atinge realmente o limite. isto não acontece. (4-57a) Fixemos agora nossa atenção sobre um pequeno condutor esférico imerso num die- . (4-60) onde n é uma normal ao elemento e E é a permissividade do dielétrico em contato com ele. mas dá origem a uma tensão superficial (4-59) devida à repulsão mútua dos elétrons (ou do excesso de íons positivos) na camada superficial. É nosso propósito calcular aqui a força que atua sobre um condutor. Esta tensão é equilibrada por intensas forças de coesão no material que constitui o elemento. o elemento subtende um ângulo 21T. estamos certos. (4-57) Aqui E' representa o campo elétrico no elemento superficial da menos a parte do campo produzida pelo próprio elemento.t s E'(J da. Em outras palavras. obtemos E' = tE. é pequeno do ponto de vista macroscópico.100 Campo Eletrostático em Meios Dielétricos o campo elétrico e a densidade de carga superficial em um ponto representJ1l\'o da superfície do condutor são obtidos pelo processo de valores de contorno exposto na seção precedente. e a força sobre o condutor torna-se F = t . o campo elétrico total no condutor é dado por E = ~ n. E' =E- Es.

a única componente da força que não se anula é a que tem a direção 8 = O. F cos (}CJ((})2na2 sen e de (4-65a) ou = QEo. Desta forma. Eo. (4-64) Pode-se agora determinar a força a partir da Eq. a direção z: F= =! '0 (Er)r=a (' = EoQ. determinemos facilmente: o potencial. . seu raio é a. e a densidade superficial de carga na superfície da esfera. Por analogia com a Seção 3-5. é suficiente considerar o caso em que o campo elétrico é inicialmente uniforme na vizinhança do condutor. a saber: a força sobre uma pequena carga teste Q dividida pelo módu]o de Q. Representemos este campo uniforme pelo símbolo Eo.n_.. Ir [rpp(r/)~vl r I . -rcos () + Qi4na2. dando origem ao potencial 4mo cp(r)=_l_. Eoa3 Q (4-62) o campo elétrico. o campo elétrico no dielétrico._ cos () + 4n(r. 4-11 RESUMO O comportamento eletrostático de um meio dielétrico é totalmente pelo seu momento dipolar por unidade de volume ou polarização. caracterizado P = dp Isto gera a densidade de carga de polarização dv' (CJp = n • P).. Por simetria. . A carga total no condutor é Q. cp(r. Como eventualmente tomaremos o limite em que a se torne muito pequeno e como as variações no campo elétrico (se ele existir) estão em uma escala macroscópica. = Eo(1 + 2a3ír3) = Eo{1 a3 ír3) (4-63) sen O. O quadro é semelhante ao do problema de valores de contorno que resolvemos na Seção 3-5.' I r . excetuando-se que aqui a esfera condutora está imersa num dielétrico de pem1issividade E e.-(rJ~~l. além disso. possui uma carga liquida Q. concorda com a definição fundamental. (4-65b) Este resultado não varia quando tomamos o limite para a pequeno. isto é. (4-57a).. O) = CPo Er Ee - Eo r cos () + .Resumo 101 létrico de extensão infinita.r I +{<!!.

a equação constitutiva P = P(E) também deve ser conhecida para o material particular. 3. É conveniente definir o campo vetorial como o = coE + P de tal forma que V' D=p tendo. Muitos materiais dielétricos são lineares. 1. Em um meio linear V'E=-p ( 1 . = Eo + x. Esta equação constitutiva combinada com a definição de D dá 0= onde E EE. No vácuo. A forma integral da lei de Gauss torna-se Js D· n da = Q. sujeitas às condições de contorno D2n E2! - as quatro últimas equa- DIn = (J. E A constante dielétrica K=- (o se situa entre 1 e 100 em dielétricos mais comuns.?: 1 (X.?: O). O comportamento eletrostático de um condutor pode ser obtido deixando-se K tornar-se infinito. ções. = O. A equação do rotacional permite ainda a definição do potencial por E= -Vcp. apenas as cargas externas. com susceptibilidade constante. El! são suficientes para determinar E e D dentro e fora dos dielétricos. Para resolver as equações para os campos. em todos os dielétricos K. K = 1 (X = O). A equação do rotacional VxE=O é invariável porque não contém a densidade de carga. onde Q inclui somente a carga externa localizada no interior da superfície S. 2. P=XE. Portanto.102 Campo Eletrostático em Meios Dielétricos o campo E total devido às cargas externas mais a carga de polarização satisfaz a equação V •E =Eo 1 (p + pp). como fontes.

A polarização P é constante através de todo material dielétrico e forma um ângulo 'Y com a normal aos planos que limitam a fenda.]Jte~qyea carga total de polarização se anula neste caso . Se os condutores. elétrico está imer- so num meio dielétrico de permissividade r > a do eixo do cilindro. Se a polarização for uniforme e de módulo po elétrico resultante desta polarização num ponto sobre o eixo da barra. A origem do sistema de coordenadas se situa no centro do cubo.()TIS- 4-2 Um cubo de dielétrico de lado L tem uma polarização radial dada por P = Ar. estão separados por uma interface pla- na. (4-10)]. Aqui. calcule op. calcule a polarização entre os conmeios dielétricos. Não há carga externa sobre a interface. 4-5 Dois blocos sem i-infinitos de dielétricos a partir de qualquer origem fixa. r = i. Encontre o campo a uma distância Dois meios dielétricos com constantes dielétricos K. P. para uma amostra a seguinte relação de dielétrico entre a polarização. Ej e E.x + iv + kz é o vetor posição V • (XP) de acordo com a Eq. Segue-se outro revestimento de dielétrico entre uma diferença de potencial 'Po for estabelecida dutores. 4-6 Um longo cilindro condutor de raio a. A polarização da barra dá-se ao longo de seu comprimento e é dada por Px = ax' + b. de forma a que exista o o uma estreita fenda de separação constante entre eles. Determine campo elétrico na fenda. calcule a polarização em cada ponto dos dois 1J4-9 Dois meios dielétricos com constantes dielétrico composto. onde A é uma constante e r = ix + jy + kz.-7 E. -1>4-3 Uma barra de dielétrico com a forma de um cilindro circular reto de comprimento L e raio R se o cam- polariza na direção de seu comprimento. possuindo constante carga À por unidade de comprimento. e K. Encontre todas as densidades de carga de polarização e demonstre explicitamente que a carga total de polarização se anula. e as densidades de volume Ve superfície S. Encontre a densidade volumétrica da carga de polarização e a carga superficial de polariz. estão de permissividade separados por uma interface . no meio 2.ação em cada extremidade..Problemas 103 e p ( As técnicas matemáticas para resolver as equações de Laplace e Poisson são semelhantes às propostas no Capítulo 3.fxplicita11lf. com as condições de contorno apropriadas à interface de um dielétrico. ')11. Q<::n.8.. Encontre uma relação entre os ângulos 8 j e 8" em que estes sejam os ângulos formados por uma linha arbitrária de deslocamento com a normal à interface: e I no meio 1. '~4'8 Um cabo coaxial de seção reta circular tem um raio externo a que é circundado por um revestimento externo b. O condutor interno tem um de dielétrico de constante dielétrica KI e de raio de constante dielétrica K. ·V de carga de polarização Pp e '" P dte = ·V r PpI dL' + ·S r CJpl' da. Kl e (equivalente aE2t = Elt)· JCPl Jn PROBLEMAS 4-1 Uma fina barra de dielétrico de seção reta A estende-se ao longo do eixo x de x = O a x = L. e raio externo c. ~4-4 Demonstre P. trs. [Sugestão: Desenvolva são colocados quase em contato.

Determine o campo elétrico em pontos dentro e fora do cilindro.r satisfaz a equação de Laplace no meio 10. (Sugestão: Fora temos um . E. 4-13 Uma chapa plana. q"j41TE. Determine os vetares campo E e D no dielétrico e também no vácuo entre o dielétrico e uma placa. O eixo do cilindro está orientado perpendicularmente à direção de Eo' O cilindro não contém carga externa. Encontre o campo elétrico em pontos dentro e fora da esfera..·y2 +':2. é inserida entre as chapas. é dado como sendo uniforme e perpendicular aos contornos. como sendo a interface e localizar q sobre o eixo x em x = -do Se r = v'(t + d)2 + y2 + :2. determine q' e q". Uma carga puntual q está imersa no meio caracterizado por El' a uma distância d da interface. obtido na Seção 4-9.p.) 2. campo dipolar. (Recorra à Fig. Por conveniência. ao fazê- ! ~ Figura 4-9 Um longo cilindro dielétrico de raio a e constante dielétrica K é colocado num campo elétrico uniforme Eo. Uma chapa dielétrica. "4-15 Duas pIac:!s condutoras paralelas acham-se separadas pela distância d e mantidas a uma diferença de potencial t:. 4-14 Demonstre que se K. podemos considerar o plano yz. o resultado concordará fisicamente com a Eq. Uma chapa de dielétrico. é limitada em ambos os lados por um material de constante dielétrica K. Aléip disso. Não há carga externa na interface. o resultado será igual ao da esfera condutora obtido na Seção 3-5.)[q!r) + (q'jr')] satisfaz a equação de Laplace em todos os pontos do meio 1.) 4-12 Demonstre que se K tender ao infinito na solução de uma esfera dielétrica em um campo inicialmente uniforme. de constante dielétrica K e de espessura uniforme t < d. de material com constante dielétrica K. 4-9. será facilmente demonstrado que (l/41TE. Encontre o campo EI. de constante dielétrica K e de espessura uniforme d. . Demonstre que todas as condições de cont~rno podem ser satisfeitas por estes potenciais e. (4-44). '"'1>4_10 ~'4-11 Um dipolo puntual p é colocado no centro de uma esfera die!étrica sólida de raio a e constante dielétrica K. O campo elétrico no meio 2. Despreze os efeitos das extremidades em virtude das dimensões tInitas das placas.. tender ao infinito no Problema 4-13. e r' = v(x -dJ2+. dentro. necessitamos acrescentar outro termo ao campo dipolar a fim de expressá-Ia. que passa através da origem. exceto na posição de q.104 Campo E1etrostático em Meios Dielétricos plana.p. . a polarização PI e a carga de polarização no meio 1.. 4-16 Duas placas condutoras paralelas encontram-se separadas pela distância d e mantidas a uma diferença de potencial t). é in- . .

(e) Encontre op na superfície da chapa dielétrica. Formule um raciocínio para demonstrar que este campo eléuico é o verdadeiro.Problemas 105 serida entre as placas. (Sugestão: Corno ~ • P 'se anula em todos os pontos. uniforme em módulo. Não suponha que o dielétrico seja caracterizado por uma constante dielétrica.+ 1 2K "\4-19 Uma esfera dielétrica de raio R tem uma polarização permanente P.. ~-17 Uma esfera condutora de raio R flutua. ligada e total em todos os pontos da superfície da esfera. A região acima do líquido é um gás de permissividade E. que está no sentido oposto ao da polari7. Encontre o campo elétrico (a) no dielétrico e (b) na região de vácuo entre as placas. Use esta relação para a esfera uniformemente polarizada do Problema 4-19. A esfera polarizada dá origem a um campo elétrico. 'lt4_18 Um campo elétrico uniforme Eo é formado num meio de constante dielétrica K. Demonstre que o campo no interior de uma cavidade esférica no meio é 3KEo E=.ação.) 4-20 Demonstramos no texto que a polarização P = p ~ av ~ Õ'). Dentro da esfera. Determine o campo tanto dentro corno fora da esfera. todavia. para determinar diretamente o campo dipolar externo. o potencial eletrostático satisfaz a equação de Laplace tanto dentro como fora da esfera. . num meio dielétrico líquido de permissividade é1 . submersa pela metade. é chamado campo despolarizante. Encontre Um campo elétrico radial de inverso do quadrado que satisfaça todas as condições de contorno e determine as densidades de cargas livre. Encontre a densidade de carga o na parte da placa (c) em contato com o dielétrico e (d) em contato com o vácuo. direção e sentido. a chapa não preenche completamente o volume entre as placas. o campo elétrico. A carga total da esfera é Q.

O dielétrico que restar será tratado como um contínuo. Desta maneira. um tratamento microscópico do material não foi levado a cabo detalhamente ~ o quadro geral apresentado o foi certamente do ponto de vista macroscópico. É evidente que Em não necessita ser o mesmo que O campo elétrico macroscópico porque. como é ilustrado na Fig. Este é o campo elétrico em uma posição molecular no dielétrico. Gostaríamos de examinar agora a natureza molecular do dielétrico e ver como o campo elétrico responsável pela polarização da molécula se relaciona com o campo elétrico macroscópico. 5-l(a). esta última quantidade se relaciona com a força atuante sobre uma carga teste que é grande em comparação com as dimensões moleculares. veremos que. molécula por molécula. O procedimento que esboçamos só se poderá justificar se o resultado do cálculo for independente das dimensões da cavidade. As moléculas que foram recolocadas serão tratadas não como um contínuo. várias vezes. estudamos os aspectos macroscópicos da polarização dielétrica e demonstramos como em muitos casos se podia considerar a polarização através da introdução de uma constante dielétrica. deixando uma cavidade esférica circundando o ponto em que o campo molecular deve ser computado. é produzido por todas as fontes externas e por todas as moléculas polarizadas do dielétrico com a exceção de uma molécula no ponto considerado. Vamos supor que a amostra delgada de dielétrico se polarizou ao ser colocada no campo elétrico uniforme entre duas placas paralelas carregadas com cargas opostas. Talhemos um pequeno pedaço do dielétrico. O campo molecular pode ser calculado da seguinte maneira. mas como dipolos individuais. em certas condições. considerado do ponto de vista macroscópico. é possível compreendermos o comportamento linear característico de um grande grupo de materiais dielétricos. Em. exceto a molécula no centro da cavidade onde desejamos computar o campo elétrico.CAPÍTULO 5 TEORIA MICROSCÓPICA DIELÉTRICOS DOS No capítulo anterior. isto é. é o que acontece. no Capítulo 4. baseando-nos num modelo molecular simples. Admitir-se-á que a polarização seja uniforme numa escala mal()fi . Apesar de várias vezes se fazerem referências às moléculas do dielétrico. Coloquemos agora o dielétrico de volta na cavidade. 5-1 CAMPO MOLECULAR EM UM DlELÉTRICO O campo elétrico responsável pela polarização de uma molécula do dielétrico é denominado campo molecular. computar-se-ia o campo elétrico diretamente a partir de uma suposição da distribuição de carga externa. como se expôs na Seção 4-3. Além disso.

(5-4) que é uma equação relacionando o campo molecular com o campo elétrico macroscópico .+ + + + Figura 5-1 Substituição do dielétrico fora da "cavidade" por um sistema de cargas de polarização. o campo elétrico no centro da cavidade pode ser expresso como (5-1) Aqui Ex é o campo elétrico primário resultante das placas paralelas carregadas. Ex = (1fEo)o. Es é devido à carga de polarização na superfície da cavidade S e E' é devido a todos os dipolos no interior de S. A parte do dielétrico fora da cavidade pode ser substituída por um sistema de cargas de polarização como é ilustrado na Fig. + (oE ~ E3- (h) (5-3) +!- +. por essa razão. desta vez com densidade op. 1 Ed = -- (o P. Combinando as Eqs. 5-1(b). O campo de despolarização é também produzido por dois planos paralelos de carga. Uma vez que a componente normal do deslocamento elétrico D é contínua através da interface vácuo-dielétrico e como D = EoEx no vácuo. Como op = Pn =±P. E. é evidente que se as dimensões forem grandes. (5-1). (5-2) Notemos o campo elétrico macroscópico dentro do dielétrico sem o índice.+ + (oEx = + + P. isto é. onde o é a densidade superficial de carga. + +!+ +1+ + + + - + • + +E3 + +. logo fora da chapa dielétrica.Campo Molecular em um Dielétrico 107 croscópica (isto é. obtemos Em = E + Es + E'. Embora não estejamos considerando a forma explícita de Ex. V • P = O). (5-2) e (5-3). comparadas com sua separação. o campo despolarizante resultante da carga de polarização nas superfícies externas do dielétrico. e P seja paralelo ao campo que o produz. e Ed.

r da. como na Fig. por exemplo. contudo. (5-4) que é resultado dos dipolos elétricos no interior de S. No caso geral. a Eq. Se houver muitos dipolos na cavidade. (5-4) se reduz a E =E+-P m 1 3(0' (5-7) p Figura 5-2 Cálculo da contribuição da cavidade para Em. Não é nosso propósito. rr = ~4~ P Rfo'O I dcj> I '0 cos2 () sen e dO =--1 3(0 P. E' poderá diferir nas várias posições moleculares. ap = Pn. Pela simetria. é claro que apenas a componente de dEs ao longo da direção de P contribuirá para a integral da Eq. De maneira semelhante. o leitor deve recorrer ao Problema 5-2. (5-5) sobre a superfície completa. Este resultado é bastante geral e não está restrito à geometria da Fig. E' = O. como da = r2 sen e de d1J. E' não é nulo e se o material contiver diversas espécies de moléculas. (5-5) onde r é o vetor que vai da superfície ao centro da esfera. Nesta seqüência. a dedução anterior é instrutiva e será útil aO assunto exposto na Seção O campo Es provém da densidade de carga de polarização. e se não houver correlações entre as posições dos dipolos. desenvolver uma teoria de materiais anisotrópicos. Assim.* novamente E' = O. restringiremos a exposição à ampla classe de materiais em que E' = O. no material dielétrico.2n: . obtemos dEs = (. sobre a superfície S. É este termo que dá lugar ao comportamento elétrico anisotrópico da calcita.108 Teoria Microscópica dos Dielétricos 5-4. 5-2. quanto à posição. todavia. Há muitos casos importantes em que este termo se anula. se os dipolos na cavidade estiverem localizados nas posições atômicas regulares de um cristal cúbico. 1 Es . Usando coordenadas esféricas e tomando a direção polar ao longo da direção de P. se estiverem orientados paralelamente mas distribuídos ao acaso. por conseguinte. 5-1. chegamos ao último termo da Eq. da superfície * Os cristais de maior simetria pertencem ao sistema cúbico. (5-6) Finalmente. Esta é a situação que pode prevalecer em um gás ou em um líquido. .p cos O) 4m o r3.

Ne e o Ar situam-se nesta categoria. (5-8) Se houver N moléculas por unidade de volume. a soma destas. Desta maneira. (E + 3~o P ). partindo deste modelo. = li (K+2)' (5-10) que é conhecida como equação de Clausius-Mossotti. a polarizabilidade. rodeado por elétrons orbitais em estado de movimento contínuo. para sua polarizabilidade. Embora o modelo tenha sido projetado especificamente para tratar de moléculas monoatômicas. toda a carga eletrônica está espalhada sobre suas órbitas.1) J. a Eq. (5-7) e (5-8). é um tanto . A aplicação de um campo elétrico produz um deslocamento relativo das cargas positivas e negativas nas moléculas não polares e os dipolos moleculares assim criados são denominados dipolos induzidos. A mecânica quântica diz-nos que embora este quadro esteja essencialmente correto. por conseguinte. Porém. aplicando-o separadamente. A polarizabilidade molecular será.02. Uma molécula polar é a que possui um momento de dipolo permanente. Um átomo se compõe de um pequeno núcleo positivamente carregado. ou o dobro da polarizabilidade atômica. a cavidade seria tão pequena que não se justificaria a substituição do resto do dielétrico por um sistema de cargas de polarização.a cada um dos átomos da molécula para obtermos as polarizabilidades atômicas. quer dizer. em termos de quantidades que podem ser determinadas em uma base macroscópica. 0:. 5-2 DIPOLOS INDUZIDOS. (5-10) define uma propriedade molecular. nessas condições. O tipo mais simples de molécula que pode ser visualizado é o formado por um só átomo neutro. Em outras palavras. a polarização P = NPm e 'combinando este resultado com as Eqs. É possível construir um modelo clássico simples para o átomo e. obtemos P = NJ. K. É evidente que a Eq. Como os elétrons percorrem suas órbitas em tempo sumamente certo. é evidente que no átomo "estático" equivalente. então. da ordem de 10-15 segundos. Na próxima seção estudaremos a resposta de um dielétrico polar a um campo elétrico externo. O momento de dipolo de uma molécula por unidade de campo polarizante é chamado sua polarizabilidade. como P = (K - Esta equação pode ser expressa em termos da constante -l)EoE. (5-9) dielétrica. (5-9) se torna 3( o (K . Moléculas simétricas como o H2' o N2 e 0. ou moléculas monoatômicas como o He.Dipolos Induzidos 109 É interessante observar que este resultado poderia ser obtido diretamente pelo método anterior se a cavidade esférica fosse criada ao se remover apenas uma molécula. podemos usá-Io para moléculas di atômicas simétricas. UM MODELO SIMPLES As moléculas de um dielétrico podem ser classificadas como polares ou não polares. mas aqui trataremos de um problema algo mais simples que envolve moléculas não polares em que os "centros de gravidade" das distribuições de carga positivas e negativas geralmente coincidem. derivar uma expressão para o momento de dipolo induzido e. mesmo na ausência de um campo polarizante Em.

a equação resultante prediz o raio atômico Ro em termos de quantidades determinadas experimentalmente. a resposta do átomo a um campo eletrostático ou a campos elétricos que variam lentamente pode ser tratada. é linear. a carga total na nuvem eletrônica será -Ze.110 Teoria Microscópicados Dielétricos elementar. O deslocamento será no sentido de Em. consiste em uma carga puntual positiva (o núcleo) rodeado por uma nuvem esfericamente simétrica de carga negativa em que a densidade é essencialmente uniforme até o raio atômico Ro e nula em raios maiores. Ao núcleo associaremos a carga Ze. Portanto. Uma molécula polar se constitui pelo menos de duas espécies de átomos. Se o átomo for colocado em um campo polarizante Em' O núcleo será deslocado. por uma distância que chamaremos de x. (5-13)'é constante. Assim. resultando. considerando-se o elétron como distribuído sobre sua órbita no átomo. *5-3 MOLÉCULAS POLARES. Suporemos que a nuvem de carga se mova rigidamente durante este deslocamento. (5-13) pode ser combinada com a equação de Clausius-Mossotti. (5-11) ou (5-12) Como o dipolo atômico criado neste processo é Pm = Zex. durante a formação da molécula. a última equação pode ser comparada com a Eq. uma molécula polar tem um momento de dipolo permanente. não haverá distorção da nuvem pelo campo polarizante. estendendo-se cada órbita sobre uma parte substancial do volume atômico. em que e é o valor absoluto da carga eletrônica e Z é o número atômico. FÓR. Como o átomo é eletricamente neutro. a Eq. Por exemplo. Pela lei de Gauss. (5-13) O modelo atômico descrito pode ser testado pela comparação dos resultados obtidos a partir dele com os resultados derivados de outras fontes.t\fULA DE LANGEVIN-DEBYE Como mencionamos na seção precedente. Estamos agora em condições de computar a polarizabilidade deste "átomo". Em resumo. independente do campo polarizante.Ro é da ordem de 1 angstrom. a carga será Zex3 /RÕ.) A polarizabilidade deduzida na Eq. Como conseqüência. assim descrito. relativamente ao centro da nuvem de carga. a carga negativa que atrai o núcleo é a parte da nuvem no interior da esfera de raio x e. a força ZeEm atua no sentido do campo. (5-10). se a densidade eletrônica na nuvem for uniforme. alguns elétrons podem ser completa ou parcialmen- . isto é. enquanto uma força eletrostática entre o núcleo e a nuvem de carga tende a restaurar a configuração inicial. (Veja o Problema 5-1. (5-13) conduz a um valor constante de K e o dielétrico. para eliminar 0'. Eq. os elétrons não estão realmente localizados em órbitas mas possuem uma probabilidade finita de estarem situados em qualquer parte do átomo. a Eq. isto é. (5-8). um modelo clássico simples do átomo de acordo com este quadro. O Ro obtido desta forma concorda razoavelmente bem com os resultados de outras experiências nos casos em que o modelo é particularmente adequado. O deslocamento x pode ser determinado por meio do equihbrio de forças que atuam no núcleo. 10-10 m.

onde o somatório se estende sobre todas as moléculas do elemento Quando os Pm estão orientados aleatoriamente. no caso geral. será considerado posteriormente. seu feito. O momento de dipolo efetivo médio por molécula pode ser calculado por meio de um princípio da mecânica estatística que estabelece que a probabilidade de se encontrar uma energia molecular particular E. Fórmula de Langevin-Debye 111 te transferidos de uma espécie atômica à outra. Nas intensidades de campo normalmente encontradas. Este efeito de orientação ocorre além dos efeitos dipolares induzidos que geralmente estão também presentes. como ilustra a Fig. (5-16). a polarização de um dielétrico polar está geralmente longe de seu valor de saturação e. Desprezaremos. devem incluir . Se o campo for suficientemente intenso. a soma se anula. os dipolos individuais experimentarão torques que tenderão a alinhá-Ios com o campo. a probabilidade de uma velocidade molecular v é proporcional a e-mv2/2kt. a contribuição dipolar induzida. no momento. as moléculas possuem apenas energia cinética. sendo o arranjo eletrônico resultante tal que os centros das cargas positivas e negativas não coincidem na molécula. que tende a produzir orientações dipolares aleatórias. A ausência de um alinhamento dipolar completo se deve à energia térmica das moléculas. os dipolos poderão ser completamente alinhados e a polarização alcança o valor de saturação (5-15) onde N é o número de moléculas por unidade de volume. De acordo com a lei da distribuição de Maxwell. A polarização foi definida como 1 P=A. No gás perfeito de Mawell. +mv2.Moléculas Polares. a uma temperatura T. é proporcional a e-EkT (5-16) onde k é a constante de Boltzmann e T é a temperatura absoluta. tiL' (5-14) de volume de flv. se a temperatura da amostra é aumentada. na Eq. a polarização toma-se ainda menor. E. aleatória dos Se o di elétrico polar estiver sujeito a um campo elétrico. Figura 5-3 Uma distribu'ição dipolos permanentes. Na ausência do campo elétrico. porém. porém. L Pm. uma peça macroscópica do dielétrico polar não se polariza uma vez que os dipolos individuais estão aleatoriamente orientados. Uma exposição completa dos fundamentos deste princípio não será feita aqui. 5-3. o leitor que estiver familiarizado com a distribuição de velocidades de Maxwell em um gás perfeito já encontrou o princípio.

.. o valor médio desta quantidade é <Po cos e) = --r J Po cos ee + poEm cos IHT dQ unf. as integrais podem ser prontamente efetuadas.-.kT e -L"kT .. a energia cinética Ek e a energia potencial U. (5-19) onde dn é um elemento de ângulo sólido que pode ser substituído por 27T sen (j de e os limites de e são o e 7T. tornando-se o fator: e -E. Urna vez que as energias cinéticas moleculares não dependem do campo elétrico. podemos desprezar completamente a distribuição de velocidades no cálculo seguinte. r.112 Teoria Microscópica dos Dielétricos ambas.. Um gráfico desta função é dado na Fig. O valor assintótico quando y .o :- 'I = poE". Po cos (j. Em e kT são constantes na integração. . (5-21) que é conhecida como fórmula de Langevin. Usando o princípio anterior. É conveniente definir Y=. Como Po."_ "nc"H . A energia potencial de um dipolo permanente Po (5-17) em um campo elétrico Em é cos u= - Po • Em = - Po Em e. (5-19) fornece então: cos <Po pos.. 5-4. (5-20) e) = Po [coth Y - t]. isto é. (5-18) onde e é o ângulo entre Po e o campo elétrico.á A Eq./kJ' f'igura 5-4 Gráfico da função de Langevin.ê um. O momento de dipolo efetivo de uma molécula dipolar é sua componente ao longo da direção do campo.

enquanto a temperatura estiver acima de 250 K. a polarização é proporcional a E. a Eq. polarizante. (5-21) que é importante. mesmo para as que se aproximam da rigidez dielétrica do material. Efeitos dipolaresinduzidos. como os considerados na seção anterior. é evidente que a polarizabilidade o momento de dipolo molecular por unidade de campo polarizante) é P6 (J. solução não de volume. Quando E é igualado a zero. Comparando-se esta equação com a Eq. linear. O primeiro termo cancela o último termo na Eq. com o resultado (Po cos e) ~ tpoY = ~----"'. então. a curva é linear e é esta região linear que é importante em temperaturas ordinárias.PolarizaçãoPermanente. portanto. (5-7) é também compatível com uma polarização permanente (ou espontânea). Para pequenos valores de y. é apropriado expandir coth y em uma série de potências e conservar somente os termos principais (veja o Problema 5-4). Ferroe1etricidade 113 Pode ser visto na figura que a Eq. (5-7). Em muitos casos. *5-4 POLARIZAÇÃO PERMANENTE. Não há dúvida de que existe um campo se este campo der origem a uma polarização diferente de Po. Assim. Como é a região linear da Eq. 3kT p2 E (5-22a) O termo P = N(po (Po cos e> cos e> é o momento de dipolo efetivo médio. Por isso. Porém. em certas condições. (5-21). contudo. dão origem ao que podemos chamar de polarizabilidade de deformação. de forma a que Em se anule quando E tender a zero. (5-22a) pode ser escrita na 1 N forma p~ P= 3kT Em· (5-22b) o: (isto é. a polarização é e tem o sentido de Em. Por conseguinte. se uma polarização Po existir. criará um campo elétrico tenderá a· polarizar a molécula. 3kT (5-23) Este resultado foi obtido. A relação entre Em e o campo elétrico macroscópico E foi dada na Eq. a polarizabilidade molecular total será p2 'Y. FERROELETRICIDADE Vimos na Seção 5-1 que o campo molecular Em é O responsável pela polarização das moléculas individuais. verbalmente. a Eq. ao. desprezando-se os momentos de dipolo induzidos e representa o que poderíamos denominar polarizabilidade orienracional. 1 Em = -3 Po.=---. (5-8). se N for o número de moléculas por unidade mos . então a autocompatível. será tere- ou. No caso geral. em geral. = 0::0 + 3koT' (5-24) na inter- expressão conhecida como equação de Langevin-Debye e de grande importância pretação de estruturas moleculares. O momento de dipolo Po da maioria dos materiais polares é tal que y ~ 1 para um intervalo completo de intensidades de campo. que mas. io (5-25) na molécula. (5-21) produz realmente um efeito de saturação para campos de grande intensidade. um material dielétrico que contém moléculas polares é.

a condição para uma polarização permanente é a determinada pela Eq. (5-27) é substituída por um conjunto de equações simultâneas. que exibe um momento de dipolo espontâneo a temperaturas inferiores a 120°C. neutralizando ainda a carga de polarização. 5-5. Como vimos na Seção 5·1. a carga livre das placas será neutralizada. mesmo no caso em que a forma geométrica seja a da chapa. (5-27) é encontrada. além disso. * Estritamente falando. ou Nrx 3Eo (5-27) Desta forma. A situação é um tanto semelhante à mostrada na Fig. o campo elétrico externo é nulo e é difícil distinguir entre a amostra polarizada e um material dielétrico convencional não polarizado. o campo despolarizante pode ser bastante grande. Estas complicações não são necessárias para uma compreensão fundamental da origem da ferroeletricídade e. Numa teoria quantitativa aplicável ao caso geral. Em alguns sólidos cristalinos. a condição da Eq.P. a campo macroscópico no interior do ferroelétrico é nulo. Se as placas paralelas forem agora trazidas a um mesmo potencial. dependendo da geometria da amostra. a carga livre é mantida no lugar pela carga de polarização superficial. Eo 1 (5-28) Realmente. Estes materiais são denominados ferroelétn'cos porque suas propriedades elétricas são análogas às propriedades magnéticas dos materiais ferromagnéticos. o estado polarizado do ferroelétrico será ainda energeticamente favorável. conseqüentemente. a campo despolarizante é maior 'para uma amostra que tem a forma de uma chapa plana. através de um curto -circuito entre elas. não serão expostas. Ed = .114 Teoria Microscópica dos Dielétricos (5-26) que será satisfeita quando Po =O 1. a Eq. A amostra se polariza ao ser colocada entre placas condutoras paralelas em que subseqüentemente se aplica uma grande diferença de potenciaL Neste processo. polarizada numa direção normal a suas faces. BaTia3. se as dimensões da chapa plana forem grandes comparadas com a espessura da chapa. a alta estabilidade de um ferroelétrico polarizado é devida ao ato de não haver campo despolarizante na amostra. Esta afirmação pode surpreender-nos até certo ponto porque uma amostra está sujeita a seu próprio campo despolarizante e.* Para a maioria dos materiais Nex/3Eo é menor que um e resulta em um comportamento dielétrico ordinário. assim a carga livre pennanece em seu lugar.. pela carga da polarização superficial como ocorre também durante a polarização de um dielétrico convencional. . em uma grande proporção. a estado polarizado de um material ferroelétrico é relativamente estável e pode persistir por longos períodos de tempo. a exemplo mais conhecido de material ferroelétrico é o titanato de bário. Esta temperatura é chamada de ponto Curie do material. a Eq. todavia. (5-27). (5-27) foi deduzida para materiais que são compostos por uma única espécie de molécula e para os quais o termo E' da Seção 5-1 se anula.

a amostra mudará sua polarização e cargas livres de sinal oposto fluirão para as placas. para uma amostra . se a diferença de potencial for oposta à polarização original. contanto que este campo elétrico não seja grande demais. =+=.Polarização Permanente. Dessa forma. Se o campo aplicado estiver no sentido da polarização original. Um [erroelétrico polarizado é estável frente a um campo elétrico invertido. é capaz de armae sua polarização persistirá na ausência de um campo elétrico externo. urna carga fluirá através do circuito externo conforme a mudança de sentido da polarização do ferroelétrico. 5-6 é denominada curva de histerese. Histerese significa "voltar atrás" e é evidente que o vetor polarização atrasa o vetor campo elétrico. O ponto c é o campo elétrico que deve ser excedido para inverter a polarização. é evidente que para campos pequenos existem dois valores de P para cada valor de E. A Fig. urna chapa ferroelétrica entre duas placas paralelas pode servir como o elemento básico de um dispositivo de memória. mas também para neutralizar a nova carga de polarização. a partir do circuito externo. em quantidade suficiente não apenas para neutralizar a carga livre que já estava aí. Ferroeletricidade 115 Se uma grande diferença de potencial de sinal oposto for agora aplicada às placas que circundaJTl o ferroelétrico polarizado. Urna curva corno esta da Fig. O núzenar ± ou mero ± ou pode ser lido ao aplicar-se uma diferença de potencial através da amostra. nenhuma carga passará através do circuito externo. p c o E Figura 5-6 Curva de histerese ferro elétrica. 5-6 mostra a curva de polarização completa versus o campo elétrico. =+= =+= + + + + + + + + + + + + Carga superfi ciaI livre + + Figura 5-5 Pedaço polarizado de material ferroelétrico. Os pontos a e b são as configurações estáveis para E = O e representam as polarizações ± e respectivamente.

esta contribuição é também linear. = 41UoR6· 2. PROBLEMAS 5-1 Use a equação de Clausius-Mossotti para determinar a polarizabilidade dos átomos nas molécula" de ar: N" O. uma outra solução é possível com E == O. direção e sentido). No caso geral.o campo molecular Em: Geralmente Pm é proporcional a Em com boa aproximação. etc. se as moléculas forem bastante polarizáveis (Na> 3Eo). 5-7 mostra uma rede cúbica simples de moléculas. Um modelo linear simples leva a uma polarizabilidade atômica constante proporcional ao volume atômico.116 Teoria MicroscDpica dos Dielétricos 5-5 RESUMO A polarização macroscópica P de um material dielétrico isotrópico depende do momento de dipolo molecular (ou de sua componente) Pm' que se origina no campo elétrico local da molécula . 5-2 A Fig. Encontre o campo elétrico em j devido aos seis Pm elas molé- . dando = XE com a susceptibilidade constante N'l. exibem ferroeletricidade. doze vizinhos mais próximos seguintes a uma distância Via. (S-10U Combine este resultado com a teoria da Seção 5-2 para determinar o raio médio do átomo numa molécula de ar.Em· O campo molecular depende do campo E aplicado e também da sua própria polarização (isto é. com 2 Po 'l. Em uma temperatura T elevada. titanato de bário.. que possuem um momento de dipolo permanente Po. 'Y. Moléculas polares. exibem uma polarizabilidade de orientação adicional que é descrita pela função de Langevin deduzida através da mecânica estatística. x= 1-- N'Y. Em pode ser eliminado destas equações. em virtude da deformação da distribuição de carga eletrônica. Pm = 'l. que têm todas o mesmo momento de dipolo Pm (em módulo. 1. = 3kT' 3. 3fo Porém. Todas as moléculas exibem um momento de dipolo induzido em um campo elétrico. P =F O (isto é. como em um ferroelétrico). dos campos dipolares de todas as outras moléculas). (Observe que somente a média ponderada das polarizabilidades para o nitrogênio e o oxigênio pode ser obtida a partir da Eq. por exemplo. Alguns materiais. Fixemos nossa atenção numa molécula particular que chamaremos j. Nos casos mais simples Em =E P 1 +-3 to P. É evidente que j tem seis vizinhos mais próximos a uma distância a. o material pode ser espontaneamente polarizado em um campo aplicado zero.

(5·21). considere Pm no plano x:. para uma orientação arbitrária de Pm' (Suponha que as linhas que unem j aos seus vizinhos mais próximos definem os eixos x.ius-\lossotti.) Figura 5·7 moléculas. (5-22a) a 5-4 Usando as bem conhecidas expansões em série de eY. sua validade e determine Po para a molécula rigorosamente de água. Dê um passo mais e obtenha outro termo da série da Eq. . Para simplificar. 5-5 A água é uma molécula polar para a qual a equação de C'Jau. todavia. 5-3 Usando o resultado do Problema Parte de um arranjo cúbico simples de cada uma com momento atómica de dipoJo Pm' compute o 5-1 para a polariz.Problemas 117 cuJas vizinhas mais próximas. deslocamento relativo do núcleo de niuogênio Em = 3 X 106 V/mo Compare este deslocamento e da nuvem de elétrons em uma intensidade de campo com o raio do átomo encontrado no Problema 5-l. a Eq. formando um ângulo e com o eixo x. não é aplicável. (5-22a).abilidade do nitrogênio. Suponha. desdobre coth y e obtenha partir da Eq. y e z. falando.

aplicada por algum outro agente. chamada energia eletrostática. mostramos que a energia eletrostática U de uma carga puntual está intimamente relacionada com o potencial eletrostático <li na posição da carga puntua!.B = 'A I =q 'A I E· di = -q I 'A V(f)' di = -q(f)8 - (f). toda a energia do sistema de cargas existe em forma de energia potencial e estamos particularmente interessados na energia potencial que provém da interação elétrica das cargas. Nessas condições. quando o comportamento mecânico de um sistema elétrico for abordado. ao movê·la da posição A para a posição B é . a energia de um sistema de cargas. pode ser vantajoso o uso de métodos de energia. contudo.8 Trabalho . suporemos a força F como sendo somente a força elétrica qE em cada ponto ao lon·· go do percurso. de fato. se q for a magnitude de uma carga puntual particular.CAPÍTULO 6 ENERGIA ELETROST Á TICA Muitos problemas de mecânica serão facilmente simplificados se empregarmos critérios fornecidos pelo estudo da energia. o trabalho realizado pela força sobre a carga. Na Seção 2-4. sem lhe atribuir outras formas de energia. Em geral.1)· (6·1 ) Aqui. Podemos fazer considerações semelhantes em relação a sistemas de carga mais com· plicados. Se ela não acelerasse. Em condições estáticas. a força elétrica deveria ser contrabalançada em cada ponto por uma força igual e oposta. em oposição à interação das cargas de Coulomb. assim como a de qualquer outro sistema mecânico. De fato. 118 . pode ser dividida em suas contribuições potencial e cinética.8 F· di . Por conseguinte. de forma que o trabalho total fosse nulo e a energia cinética não variasse. O trabalho realizado por esta outra força é (6-2) que é igual ao aumento da energia eletrostática da carga no percurso A --+ B. a partícula carregada seria acelerada. a energia eletrostática de uma distribuição de carga arbitrária pode ser calculada como o trabalho necessário para reunir esta distribuição de carga.

p. de acordo com a Eq. é necessário W2onde '21 = Ir2 r11. por energia eletrostática de um grupo de m cargas puntuais. Assim. pode ser expresso de fom1a semelhante.Energia Potencial de um Grupo de Cargas Puntuaís 119 6-1 ENERGIA POTENCIAL DE UM GRUPO DE CARGAS PUNTUAIS Entendemos. ] O trabalho necessário para trazer a quarta carga. observando-se que o valor final do potencial . . Esta energia pode ser obtida muito facilmente. que é mais simétrica. A energia eletrostática total do sistema de m cargas é a soma dos W. (6-2). a quinta carga ete. se arranjarmos os Wjk em forma de matriz. a energia eletrostática do sistema é (6-6) Se as cargas puntuais tivessem sido reunidas num meio dielétrico linear de extensão infinita. observando que Wjj = 0. ou seja.L L I1jk' (l1jj = O).. teremos: tt3 . A primeira carga ql pode ser colocada em sua posição sem nenhum trabalho. na carga puntual de ordem j. a energia potencial do sistema relativa ao estado em que as cargas puntuais estão infinitamente separadas umas das outras. q2ql 411:lo'21 Para a terceira carga. uma forma alternativa e mais conveniente da Eq. U = j L1 = m W J = L m j = 1 (j-l~ 1 411:lo' jk ) k I- qjqk (6-3) Abreviemos este resultado para U como m j-l U = L L I1jk' j= 1 k= 1 Wjk Agora. (6-4) e (6-5). W1 =O. a permissividade E substituiria Eo nas Eqs. 2j=lk=1 = Wkj e fazendo Isto é. A Eq.para colocar a segunda. trazendo-as uma de cada vez. para que a interação entre cada par de cargas não seja contada duas vezes. (6-4) pode ser expressa de uma forma algo diferente. um fator + aparece neste tipo de soma. q3. por causa das outras cargas do sistemaé (6-5) Assim. q2 .q3 IX! - l~~ 411:(Or31 + 411:lo'32 q2 . ao invés de o serem no vácuo. será evidente que U poderá também ser expresso como m 1 m U = . calculando-se o trabalho para reunir as cargas. (6-3) é (6-4) onde a linha na segunda soma significa que o termo k = j está excluído.

onde <pé o valor final do potencial em (x. as densidades de carga em um estágio arbitrário serão o:p(x. na realidade.y. y. . admitiremos que os dielétricos do sistema sejam lineares. . z). calcularemos a energia eletrostática de uma distribuição de carga arbitrária com densidade volumétrica p e densidade superficial a. z)oo: e oa=a(x.120 Energia Elctrostática porém a Eq. Mas. Geralmente a densidade de carga se anula fora de alguma região limitada. ou oq pode ser somado a um elemento de superfície no ponto em questão. constituída de incrementos de carga oq trazidos desde um potencial de referência <PA = O. U = I 'o ba' 'v p(x. Ela é aplicável a um grupo de cargas puntuais localizado em mais de um meio dielétrico. onde oq = oa ~a. y. z). Suponhamos que se reúna uma distribuição de carga. (6-7). Fazendo esta substituição. de seus valores finais. z). z) e o:a(x. x. y. (6-2).p'(x. somando-se as contribuições da forma da Eq. (6-7). x. vemos que a integração sobre O' é efetuada diretamente e dá <p'(0:. .y. Obtém-se a energia eletrostática total da distribuição de carga reunida. tal restrição é necessária para que o trabalho realizado quando se traz o sistema ao seu estado carregado final seja independen te da maneira pela qual este estado final seja alcançado. É importante observar que o volume de integração V deve ser suficientemente grande para incluir toda a densidade de carga do problema e que o potencial <p é exatamente aquele devido à própria densidade de carga p (e a). y. ·s x. podemos escolher um processo particular de agrupamento para o qual a soma dos o W seja convenientemente calculada. os incrementos nestas densidades são o p = p (x. y. . Como o trabalho necessário para reunir as cargas é independente da ordem em que isto se faz. que existem condutores no sistema. y . de acordo com a Eq. mostraremos que esta última equação tem uma validade bastante geral. 0'. em qualquer estágio do processo de carga.y. z). (6-6) faz-se uma única restrição a saber: que todos os dielétricos do sistema elétrico sejam lineares. então.é .:)ep'(a. 6-2 ENERGIA ELETROSTÂTICA DE UMA DISTRIBUiÇÃO DE CARGA Nesta seção. como todas as cargas estão na mesma fração. Na seção seguinte.z)oO'.:) da. y.y. y. todas as densidades de carga estarão na mesma fração de seus valores finais. Além disso. y. (6-8) resultado desejado para a energia de uma distribuição de carga. Este procedimento consiste em trazer todas as partes do sistema unidas aos seus valores finais de carga. Além disso. .:) dv + '0 I ba I O'(x. obtida através da soma da Eq.1 • 1 . assim que oq = op ~v. y. Se os valores finais das densidades de carga forem dados pelas funções p(x.:)<p'(a.:) rSq. A energia eletrostática geral. suporemos. Chamemos esta fração de 0:. (6-6) permaneceria a mesma. isto é. z). Algumas das cargas podem residir nas superfícies dos condutores. z).y. Para a validade da Eq. o potencial = o:<p(x. o trabalho necessário para colocar oq neste ponto será bW = ep'(x. . z) u = ~ 'V r p(r)<p(r) de + t 'S " O'(r)ep(r) da. Se a distribuição de carga for parcialmente reunida e o potencial em um ponto particular do sistema for . (6-7) O incremento de carga oq pode ser somado a um elemento de volume localizado em (x. explicitamente. ela também se aplica a condutores de dimensões finitas. z) e a(x.y.

A última equação pode ser novan1ente obtida como um caso especial ao fazermos: p(r) = = j= 1 I m qj (j(r - r) rk)' p(r') k I' =1 m qk t5(r' onde não nos devemos esquecer de desprezar o termo k = j. contudo. por exemplo. A Eq. que foram gradualmente carregados por meio da introdução de incrementos de carga. explicitamente. =i 'V r p<f> de + ~ 'S' r a<f> da +t j I a Eq. todavia. (6-12) foi deduzida. cada uma destas integrais pode ser efetuada. a contribuição dos condutores. em muitos problemas de interesse prático. gostaríamos de comparar a Eq. partindo de condutores macroscópicos descarregados. exceto para certos condutores. (6-12) inclui ambos. é conveniente separar. (6-12) com a Eq. (6-8) torna-se Qj<f>j' (6-11 ) em que o último somatório inclui todos os condutores e a integral de superfície está restrita às superfícies não condutoras. (6-9) não fará a integral divergir e assim será desnecessário excluir o ponto r' = r. Parece. existe um importante diferença. Se todo o espaço estiver preenchido com um só meio dielétrico. 47!( . válidas paríl cargas puntuais. (6-6). Nestas circunstâncias.r I (6-9) Se vários dielétricos estiverem presentes. toda a carga reside nas superfícies dos condutores. Como vimos no Capítulo 3. a anulação do denominador da Eq. que as duas equações são idênticas. As Eqs. cada carga puntual foi introduzida como uma unidade. Por ora. em parte. (6-8) cubra este caso bastante bem. Embora a Eq. v Ir dr') .Energia Eletrostática de uma Distribuição de Carga 121 quando então V pode ser considerado como abrangendo todo o espaço. as próprias condições de contorno serão satisfeitas. desta forma. ao adicionarmos soluções convenientes da equação de Laplace à Eq. S I r . (6-6) e (6-5).r d~" I + _1 f (J(~) d~' . a Eq. sua autoenergia U = + Ql'Pl será devida à energia de interação das cargas reunidas no condutor. uma vez que um condutor é uma região eqüipotencial. Quando p for uma distribuição contínua. Ao se derivar a Eq. Em conseqüência. Se houver apenas um único condutor. à primeira vista. . como i U f ~ condutor j ú<f> da = !Qj<f> j' (6-10) onde Qj é a carga do condutor de índice j. (6-9). que foi obtida para um agrupamento de cargas puntuais. (6-11) reduz-se a u =t I j Qj<f>j' ( 6-12) Teremos ocasião de desenvolver esta equação numa seção posterior deste capítulo. Foi estipulado que os condutores estariam presentes no sistema. o potencial será dado por ip(r) = _1 41U r . (6-8) e (6-9) generalizam as Eqs. a energia descrita pela Eq. a energia de interação entre diferentes condutores e as auto -energias da carga em cada condutor individual. A última integral envolve. (6-6). integrações destes condutores.

envolve uma integração explícita sobre a distribuição de carga. Além disso. portanto. a decomposição. Eq. caracterizada pelas densidades p e a.122 Energia Eletrostática em conseqüência. uma vez que a densidade superficial de carga na interface dielétrico -dielétrico pode ser ligeiramente espalhada e então tratada como uma densidade volumétrica. a possibilidade de se construir uma superfície fechada de dimensões finitas que encerre toda a carga. (6-8) numa integral que contém os vetares de campo E e D do sistema. isto é. ao se aproximarem de cargas "puntuais". e <J=D'n . (6-12) dá o mesmo resultado no limite em que os condutores se tomam muito pequenos. a partir de incrementos de carga menores. convertemos a Eq. Uma tentativa para calculá-Ia daria um resultado infinito se a carga fosse um ponto matemático. (6-14). o potencial do condutor de índice j pode ser expresso como a soma de dois termos. Por meio de uma transformação matemática (integração por partes). a Eq. (6-14) que equivale à Eq. a energia necessária para colocar em posição um grupo de condutores muito pequenos. É possível. suporemos todas as densidades superficiais de carga a como residindo nas superfícies dos condutores. Além disso. do ponto de vista macroscópico. Por conveniência. p. (6-6). expressar a energia eletrostática do sistema de uma forma diferente e esta forma alternativa é freqüentemente bastante útil. Todavia. -} Qj<{)jl. é o segundo somatório na Eq. (6-8). previamente carregados. Eq. (6-13) onde <{)jl é a contribuição para o potencial devido à carga do próprio condutor j e contribuição das cargas dos outros condutores. a chamada auto-energia da carga puntual. como por potencial na carga puntual j temos em vista <{)j2 . a energia para reunir a carga puntual. Assim. não tem em geral muito sentido. Esta expressão. Consideremos novamente uma distribuição de cargas arbitrária. (6-12) se toma U <{)j2 é a = L j i Qj({Jjl + tL j Qj({Jj2' ( 6-14) O primeiro termo desta equação representa as várias auto -energias dos condutores. Cada auto-energia. então a redistribuição de cargas no "ponto" não poderá ser importante e cada auto-energia poderá ser considerada como independente de seu meio ambiente. contudo. não está incluída na formulação da lei de Coulomb sobre a força entre cargas puntuais e não a levaremos em consideração agora. o único potencial fisicamente significativo associado ao condutor j é o potencial total <Pj' Dessa forma. porém. se os condutores forem tão pequenos que possam ser tratados como cargas puntuais. As densidades p e a estão relacionadas com o deslocamento elétrico. O último enunciado não significa realmente nenhuma restrição. depende do meio ambiente do condutor (uma vez que a distribuição de carga em cada condutor se ajusta a seu meio ambiente). admitir-se-á um sistema de cargas limitado. ela. desenvolvemos uma expressão para a energia eletrostática de uma distribuição de carga arbitrária. Para ver se a Eq. não está incluída. p =v· O em todas as regiões do dielétrico. 6-3 DENSIDADE DE ENERGIA DE UM CAMPO ELETROSTÁTlCO Na seção precedente. além disso.

isto é. temos. Dessa forma. sua contribuição se anulará. Finalmente. será proporcional a r-I e. (6-16) Esta equação pode ser consideravelmente simplificada. (6-8) se torna <{JD' u = -! ·v r v . o potencial diminuirá inversamente com a distância. a Eq. e também de S' (uma superfície que limita nosso sistema com o exterior e que podemos imaginar localizada no infinito). o valor da integral sobre S'. em parte. atuará como algum multipolo e diminuirá mais rapidamente que r-I. sobre os vários dielétricos do sistema.) Onde está localizada a energia eletrostática do sistema elétrico? Esta é uma questão * Examinamos aqui a primeira alternativa entre os pontos de vista relativos a um condutor e descritos na Seção 4-7. Resta mostrar que a integral sobre S' se anula. (6-17) onde a integração se situa sobre o volume do sistema externo aos condutores. (1-1-7) da Tabela 1-1: <{J V . será essencial subtrair suas "auto-energias" explicitamente. Novamente a contribuição de S' se anula. (6-15) pode ser transformado por meio de uma identidade vetorial que tivemos ocasião de usar várias vezes. (6-15) A integral de volume refere-se aqui à região onde V • D é diferente de zero que é a região externa aos condutores.* Como conseqüência. Das duas integrais de volume que resultam desta transformação. a grandes distâncias do sistema de cargas. isto é. Por conseguinte. Se esta formulação for aplicada a campos que são produzidos em parte por cargas puntuais. ·tiver uma carga líquida. V<{J. <{J a Eq. Em ambos os casos. podemos escrever a Eq. a primeira pode ser convertida numa integral de superfície através do uso do teorema do divergente. que é arbitrária porém limitada. a normal n está dirigida para fora do condutor. desde que o campo elétrico E seja igual a zero no interior de um condutor. a normal n' é dirigidaparajora do volume V. então. naturalmente. A integração pode. A superfície S + S' sobre a qual se deve resolver a primeira integral da Eq. para a energia eletrostática. (6-16) constitui toda a superfície que encerra o volume V. Na última integral. ser estendida para incluir todo o espaço.tp. Se a distribuição de cargas tiver uma carga líquida nula. de S (as superfícies de todos os condutores do sistema). o potencial. Se nossa distribuição de carga. com r-I. (6-15) como u = t 'S+S' r <{JD • n' da +t •v r D· E dv +t 'S r <{JD' n da. A integral de superfície situa-se sobre os condutores. Dessa forma. sabendo que E = -V. Ela se compõe. D diminuirá com r-2 • A área de uma superfície fechada que passa através de um ponto a uma distância r é proporcional a r2 . O integrando da primeira integral da Eq. quando S' se deslocar até o infinito.Densidade de Energia de um Campo Eletrostático 123 nas superfícies do condutor. D =V . (Veja o Problema 6-7. a grandes distâncias. D dv + -! 'S r n da. portanto. para dentro de V. u= -! 'V r D· E dt:. <{JD - D . as duas integrais de superfície sobre S se cancelam. que limita nosso sistema à distância r. .

o potencial de um deles é dado por . ou seja.. (3-51). que existe uma relação linear entre os potenciais e as cargas de um conjunto de condutores. Como conseqüência. cQ" dQ". O coeficiente Pij é o potencial do condutor de índice i devido a uma carga unitária no condutor j. num sistema composto de N condutores. Combinando este resultado com a Eq. todavia. é evidente que esta dedução também é válida quando dielétricos estiverem presentes no sistema. nos capítulos precedentes a exposição foi limitada aos dielétricos isotrópicos.. (6-17) mostra que tal procedimento não é. (6-1Sa) Como a Eq. obtemos .124 Energia Eletrostática cujo significado preciso é difícil de entender. sendo os mais imporsão positivos e (3) Pu . cada dielétrico é caracterizado por uma constante de permissividade E. que expressa U como U(Q I . desde que estes dielétricos sejam lineares e desprovidos de carga externa.Pu .. Estes coeficientes são geralmente chamados de coeficientes de potencial. + (~U) ~. (6-17) foi deduzida com base em dielétricos lineares. (6-1S) é equivalente à relação: u = hE2 _ 1 D2 2~· (6-18b) 6-4 ENERGIA DE UM SISTEMA DE CONDUTORES CARREGADOS. desarrazoado e.20) Este incremento da energia eletrostática pode ser também calculado diretamente a partir da Eq.. Além disso. A Eq. além disso. O para todo j. Na Seção 6-2 foi desenvolvida uma expressão para a energia eletrostática de um conjunto de N condutores carregados. ao menos. assim dU = (~U) ~ CQI dQI + . O primei(6-19).. a Eq. QN). De fato. (3-51) foi feita para N condutores no vácuo. a Eq.v v j= i= I Dessa forma.. feitos sobre os coeficientes Pij. Assim.v ({>j = L j = I PijQj' (3-51) A dedução da Eq. a energia é uma função Vários enunciados podem ser tantes: (1) Pij = Pji. Trazendo dQI de um reservatório de potencial zero. (6-12). não obstante. COEFICIENTES DE POTENCIAL Mostramos na Seção 3-12. prescreve que a energia esteja distribuída com uma densidade + D • E por unidade de volume. (2) todos os Pij ro destes enunciados provém da Eq. (6-2). obtemos . (6. somos levados ao conceito de densidade de energia em um campo eletrostático: u = 10· E. é conveniente imaginar a energia armazenada no campo elétrico. I (6-19) quadrática das cargas dos vários condutores.

(3-51).P21 . como conseqüência. Problema: encontrar o potencial de um condutor esférico descarregado na presença de uma carga puntual q a uma distância r do centro da esfera. o que resulta em ou (6-22) o segundo enunciado anterior. assim P 12 = PZl = --~ r . (b) As linhas de fluxo de deslocamento que deixam o condutor j são equilibradas. deduzida no Capítulo 3 e exposta novamente na Seção 6-4. quando o "ponto" desta última é q /4rrEor. A utilidade dos coeficientes Pu pode ser ilustrada por meio de um exemplo simples. (6-20) e (6-21) devem ser equivalentes para todos os valores possíveis de Qj.Coeficientes de Capacitância e lndução 125 \' dU = dW = ({JI dQl = I. tem carga q e a esfera está descarregada. i estaria num potencial mais alto quej: i * ° ° i (Qi é positivo) ou (6-23) Devemos. locamento deixando o condutor j. contudo. o potencial 6-5 COEFICIENTES DE CAPACITÂNCIA E INDUÇÃO A Eq. em número. donde concluímos que con· dutor está numa região eqüipotencial. estando todos os outros condutores descarregacondutor dos. Como o condutor j U i) está descarregado. voltando (talvez através de outros condutores) a i. é um conjunto de N equações lineares que dão os potenciais dos condutores em termos de suas car- . ou incidindo sobre ele. onde r> R e R é o raio do condutor esférico. número líquido de linhas de deslocamentos que deixam o condutor é nulo. Dessa forma. isto é. poderia estar localizado dentro do condutor e seu potencial seria 'Pio Nesta cir· cunstância. Se a esfera estiver carregada (Q) e o "ponto" descarregado. Pij ='. Admitimos a carga puntual e a esfera como um sistema de dois condutores e utilizamos a igualdade P12 ='. A origem do fluxo de deslocamento é a carga de i. então Pik ='. Distinguimos dois casos: (a) não há linhas de des. é quase óbvio mas difícil de provar de forma rigorosa. a saber. o potencial do "ponto" será Q/47rEor. pelas linhas que incidem sobre ele.Pii' Se o condutor j estiver no interior do condutor k. está protegido por outro condutor. j=1 [JljQj dQI' (6-21 ) As Eqs. o potencial produzido por uma carga líquida positiva é positivo. deve ser possível traçar uma linha de fluxo que incida sobre j. imediatamente voltamos nossa atenção ao condutor k. Por exemplo. Que o terceiro enunciado é verdadeiro pode-se ver a partir do seguinte argumento: suponhamos que o tenha uma carga positiva Qj. colocar o sinal de igualdade para incluir o caso (a).Pij. 47[fo 1 Evidentemente.

Esta independência de outras cargas implica que um dos condutores do par está protegido pelo outro.Q) + ([Jx. constituírem um capacitor. As propriedades dos c provêm das propriedades dos p. (6-26) forem subtraídas. . Em geral. (6-26) ([J2 = P12 Q + P22( . (Veja o Problema 6-10. usando-se.) A Eq.126 Energia Eletrostática gas. (Obviamente. pode ser obtida pela inversão da matriz. a diferença . independentemente da carga em 3. (6-12) para dar uma expressão alternativa para a energia eletrostática de um sistema de N condutores: . encontraremos (6-27) Assim. A solução real da Eq. onde os condutores 1 e 2 formam um dispositivo deste ·tipo. porém. dada pelas outras cargas. a contribuição para o potencial de cada condutor do par. Desta forma: (1) Cjj = Cjj. quando 1 e 2 estiverem descarregados. Se as Eqs. o valor absoluto da carga em um dos dois condutores é denominada carga do capacitar. P" = p •• já que.. dando N Qi = L j=l Cij<Pj' (6-24) onde cii se denomina coeficiente de capacitância e Cu (i i= j) é um coeficiente de indução. deverão estar no mesmo potencial. 6·1. já expostas. em outras palavras. (3) os coeficientes de indução são negativos ou nulos.de potencial entre os condutores de um capacitor é proporcional à carga armazenada. determinantes. onde ± Q são as cargas armazenadas e <Px é o potencial comum devido às outras cargas. 1 e 2. expressando-se cada c em termos do Pu. a carga total armazenada é nula. PIO = p. De modo semelhante. por convenção. (3-51). Este conjunto de equações pode ser resolvido para os Qj.V :v Cij<Pi([Jj' U = 1 i= 1 j= 1 I L (6-25) 6-6 CAPACITORES Dois condutores que podem armazenar cargas iguais e opostas (±Q). formam o que se chama de capacitor. (2) Cu '> O. poderemos escrever ({Jl = Pll Q + pu( -Q) + ({Jx. Q.. com uma dife· rença de potencial entre eles independente do fato de outros condutores do sistema estarem carregados. Esta situação está ilustrada na Fig. deve ser a mesma. pela Lei de Gauss.) o-! Figura 6-1 Os condutores 1 e 2 formam um capacitar. Aqui. se dois condutores. por exemplo. (6-24) pode ser combinada com a Eq.

ou farads (1 F == 1 C/V).CP=~ 2 Q2. dois cilindros coaxiais. o campo elétrico entre as placas será 1 E=-(J=. o campo elétrico entre estas é uniforme. Se a região entre as placas for preenchida com dielétrico de permissividade E. C (6-29) Se os dois condutores que formam o capacitar tiverem formas geométricas simples. Evidentemente. C é medido em C/V. Usando os resultados das seções anteriores deste capítulo. 6-2) será deduzida aqui. A diferença de potencial = Ed.cp. Quando um capacitor é representado como parte de um circuito elétrico. Um capacitar de placas paralelas ideal é aquele no qual a separação d das placas é muito pequena comparada com as dimensões da placa. no caso ideal. Figura 6-2 Campo elétrico entre placas paralelas com cargas opostas.Q ( (A' !::". de área finita.cp)2=1Qt-. conectan- -jf.. C é a carga armazenada por unidade de diferença de potencial. a capacitância poderá ser obtida analiticamente.Capacitares 127 A Eq. duas esferas concêntricas. .2PI2)-1 é chamado de capacitância do capacitar. (6-28) onde C = (Pu + P22 .Acp d é a capacitância desse capacitar. é geralmente indicado pelo símbolo Dois ou mais capacitares podem ser unidos. Exceto pelo campo deformado nas bordas das placas paralelas. Assim. no sistema MKS. dessa forma.p (6-29) onde A é a área de uma placa. pode-se desprezar o campo deformado. (6-27) pode ser escrita como Q = C !J. a energia de um capacitar carregado poderá ser expressa por U=1C(!J.. Por conseguinte (6-30) C--Q --(A -. por exemplo. é fácil calcular a capacitância de duas placas paralelas. A capacitância de um capacitar de placas paralelas (Fig. outros casos simples serão propostos nos exercícios no fim do capítulo. ou a de um cilindro e um plano.

Se dois capacitores descarregados forem conectados em série e em seguida carregados. este trabalho é realizado às custas da energia eletrostática U. de acordo com a Eq. Após a união dos capacitores. Cj c'T I Figura 6-3 Conexão de dois capacitares (a) em paralelo e (b) em série. dW= Combinando as Eqs. é dW= F· dr = Fx dx + Fy dy + F= d::. desenvolvemos vários procedimentos alternativos para calcular a energia eletrostática de um sistema de cargas.128 Energia Eletrostática do um dos condutores do primeiro capacitar a um condutor do segundo etc. em outras palavras. em conseqüência. 6-3b). C2 (6-3Ib) 6·7 FORÇAS E TORQUES Até agora. Dessa forma. Podemos unir dois capacitares por conexão em paralelo (Fig. (6-1). neste capítulo. cargas puntuais. a mesma voltagem /':. temos -dU. 6-3a) ou por conexão em série (Fig. No caso da conexão em paralelo. a conservação da carga requererá que cada capacitor adquira a mesma carga. Suponhamos que estamos lidando com um sistema isolado composto por várias partes (condutores. a capacitância equivalente C da combinação se relaciona com C1 e C2 pela expressão -= C 111 C1 +--. O trabalho realizado pela força elétrica sobre o sistema. (6-33) . é em geral conveniente falarmos sobre a capacitância equivalente da combinação. (6-32) Como se trata de um sistema isolado. a capacitância equivalente é dada por C- Qtotal -ó'({J - C 1 + C 2' (6-31a) " ~ (Il) --. nestas circunstâncias.ep que aparece em cada capacitor também aparece na combinação. Mostraremos agora como a força que atua sobre um dos objetos do sistema de cargas pode ser calculada a partir do conhecimento de sua energia eletrostática. (6-32) e (6-33). dielétricos) e desejamos que uma dessas partes efetue um pequeno deslocamento dr sob a influência das forças elétricas F que atuam sobre ela.

Para explorar este método. podemos deixar que uma das partes do sistema se desloque sob a influência de forças elétri· cas que atuam sobre ela. dW = dlv" . (6-32) pode ser substituída por dW = t· dO. Antes que possamos prosseguir para obter uma expressão que relacione U com a força sobre alguma parte do sistema para este caso. simultaneamente. 72. A energia eletrostática U de um sistema de condutores carregados foi dada anteriormente. o trabalho toma-se. de2 . parte do sistema for . todos os casos de interesse porque.34a) e (6. como foi mencionado em suas deduções. (6-35) onde 7 é o torque elétrico e de é o deslocamento angular. Expressando 7 e de em termos de suas componentes (71. toda a carga se localiza nas superfícies dos condutores e estes se mantêm a potenciais fixos por meio de fontes externas de energia (por exemplo. Porém. na Eq. Se o objeto em questão for obrigado a se deslocar de forma a que gire em tomo de um eixo. Dessa forma. neste caso. aEq. (6-37) onde dWb é o trabalho fornecido pelas baterias. Isto é. é necessário expressar U na forma analítica e dar a dependência específica de U em relação à coordenada x ou e I. sua carga permanece constante durante o deslocamento dr ou de. (6-33) e (6-35). obtemos (6-36) etc. 73). neste casoF é uma força conservativa e F=-VU.dU. o trabalho realizado (desta vez pelo sistema e pelas baterias) estará ainda relacionado à força pela Eq. (6-34a) TI = -(~~t (6-36a) onde o índice Q foi mantido para indicar que o sistema está isolado e. novamente. (6-12). agora.36a) não incluem. Se. por meio de baterias). elas se limitam a sistemas isolados em que a carga do sistema permanece constante. (6-32). (6-37).Forças e Torques 129 e Fx = eu ox (6-34) com expressões semelhantes para Fy e Fz. As Eqs. será necessário eliminar dWb da Eq. (de I .'1do as Eqs. Aqui. Um exemplo que mostra a utilidade do método será apresentado brevemente. nosso objetivo foi alcançado: Fx= -(~~L. todavia. Em outra classe importante de problemas. portanto. os po- . de3) e combina.deslocado e. (6.

consideremos o seguinte problema. através da Eq. obteremos du=}ICfJjdQj' j (6-38) Além disso. (6-2). As dimensões de cada placa são: comprimento I.fJ(.:J' l-~~I Figura 6-4 Chapa dielétrica parcialmente retiBda dentre duas placas carregadas. como E = ~'fi!d é o mesmo em toda parte entre as placas. 1--x·1 I + . o índice 'fi é usado para indicar o fato de que todos os potenciais se mantêm constantes durante o deslocamento virtual dr. usamos u = t 'V i tE2 dv. Um capacitor de placas paralelas. obtemos dU ou Fx = Fx dx + Fy dy + F .)~. calcule a força que tende a recolocar o bloco de volta ao seu lugar. cuja separação entre placas é d. espessura w. (6-37) e combinando Eq. o trabalho fornecido pelas baterias.130 Energia Eletrostática tenciais de todos os condutores permanecerem fIxos. isto é. . Dessa forma. (6-32). 6-4). dWb. A energia do sistema pode ser calculada por qualquer dos vários métodos.• dz (6-41 ) = (~~t Aqui. Se o bloco dielétrico for retirado ao longo da dimensão I até que apenas o comprimento x permaneça entre as placas (veja a Fig. d~ = I j CfJjdQj' (6-39) Assim d~ = 2 dU. (6-40) o resultado com a Usando esta equação para eliminar dWb da Eq. é o trabalho necessário para mover cada um dos incrementos de carga dQj desde o potencial zero até o potencial do condutor apropriado. As placas são mantidas a uma diferença de potencial constante ~'fi. por exemplo.C~$~~~~. tem a região entre suas placas preenchida por um bloco de dielétrico sólido de permissividade 13. Solução.f!'5. podemos deduzir (6-42) Como exemplo do método da energia. De forma semelhante.

z) é obtida pela combinação das Eqs. O campo Es é dado pela Eq. (4-60): s =-n.{5 E (E . por exemplo. o campo elétrico infinito produzido pela própria carga puntual deve ser excluído do campo elétrico efetivo atuando no ponto.)o. E.x). o21: (6-45) Se o objeto for um condutor. y. A força sobre um objeto que contém a carga superficial a(x.. (6-43) Assim. é p n da. existirá uma relação simples entre o campo elétrico total na superfície.q> d )2 dw(I . (6-41): Fx = t(1: .Força Atuante sobre uma Distribuição de Carga 131 onde a região de integração necessita incluir somente as partes do espaço onde E prezando os efeitos de deformação nas bordas do capacitar. O importame é recordar que. . A força pode ser calculada a partir da Eq.q> )2 d dwx + tI:o (f.da. O caso em que as placas estão isoladas (carga constante Q) é tratado nos Problemas 6-19 e 6-24. Dessa forma. como já foi visto na Seção 4-10. em um capítulo anterior (veja a Seção 4-10). Ep deverá ser subtraído do campo elétrico total: dF = (E . isto é.. O efeito de uma distribuição de carga estendida interagindo com seu próprio campo elétrico é tal que produz tensões internas na carga. F =f - F= (6-46b) ~f(6-46a) aE da. (6-44) onde a integral é tomada sobre toda a superfície do objeto. no sentido de x crescente. Des- = te ( f. a força que atua sobre um condutor. até certo ponto.I:o)w (f.. o campo elétrico produzido por este elemento. quando calculamos a força que atua sobre uma carga puntual. por integração direta.E. porém estas nunca podem se combinar de maneira que tendam a produzir um deslocamento rígido da carga. quando calcularmos a força sobre um elemento de carga dq.Es) dq. embora este procedimento tenha sido exposto detalhadamente.:f = 1(K - l)coE2A. *6-8 FORÇA ATUANTE SOBRE UMA DISTRIBUIÇÃO DE CARGA Este capítulo não estaria completo sem uma breve exposição do cálculo da força elétrica a partir de princípios fundamentais. encontramos V *' O. e Es. (4-57) e (4-58): F = .

Dessa forma. também variarão. (6-17) onde a integração se estende sobre todos os dielétricos (incluindo-se o vácuo). (6-8) e esta última equação foi obtida na suposição de que vários coeficientes dielétricos permaneciam constantes durante o processo de carga. é o calor acrescentado ao sistema durante o processo. durante um processo adiabático e os coefIcientes dielétricos. Porém. em geral. dS representa a variação na entropia. a temperatura do sistema variará. devemos voltar à dedução de U. (6-47) Porém. Recordemos que a Eq. isto é. A quantidade termodinâmica do sistema denominada energia livre de Helrnholtz é defInida por F = E . A força sobre um elemento de carga p dv é dF = (E - Es)p dv. A quantidade T dS. (6-49). fInalmente. se faz parte da energia interna do sistema. Para responder a esta pergunta.TS. a força sobre uma distribuição de carga volumétrica. (6-49) onde dE representa a variação na energia interna do sistema. num processo no qual dS = O. Diferenciando e combinando o resultado com a Eq. temse . É evidente que o incremento de trabalho dW só pode ser identificado com a variação da energia interna dE num processo adiabático. dW = dU não se aplica a um processo adiabático. e esta razão aproximase de zero no limite. isto é. A questão que surge naturalmente é se U pode ser interpretado termodinamicamente. para a força atuante sobre a carga contida no volume *6-9 INTERPRETAÇÃO TERMODINÂMICA DA ENERGIA ELETROSTÂTICA A energia eletrostática de um sistema de condutores carregados e dielétricos foi obtida através de uma variedade de formas. onde demonstramos que U era o trabalho feito sobre o sistema ao trazê-Io à sua condição carregada. (6-17) foi deduzida a partir da Eq.132 Energia Eletrostática Determinemos. devemos restringir nosso interesse aos processos isotérmicos e aí não é possível identifIcar dW com dE. quando dv -+ O. o campo Es produzido pelo elemento de volume dv é proporcional ao volume dividido pelo quadrado de alguma dimensão apropriada do elemento. Conseqüentemente. que são funções da temperatura. naturalmente. Dessa forma. Da primeira lei da termodinâmica (que expressa a conservação da energia). Dessa forma Es é uma fração desprezível de E e podemos escrever F = ·Vo r pE dv (6-48) Vo. U é realmente um termo de trabalho e o problema em mãos é determinar em que condições um incremento de trabalho pode ser identificado com uma propriedade termodinâmica do sistema. em particular temos u = t 'V r D· E dv. para um processo reversível dE = TdS +dW. dW é o trabalho realizado sobre o sistema e T é a temperatura absoluta.

assim. (p pode incluir cargas concentradas numa distribuição superficial ou cargas puntuais. Esta é exatamente a equação de que necessitamos. podemos dizer que a energia eletrostática é a energia livre do sistema eletrostático: dU = dF. Esta energia representa o trabalho máximo que pode ser extraído posteriormente de um campo eletrostático. um sistema que independe da temperatura). 6-10 RESUMO A energia potencial eletrostática de um sistema de cargas puntuais é calculada como o trabalho que deverá ser feito. = tE . Em um processo isotérmico. É expressa como sendo u = t L qj<fJj. o potencial na posição de qj devido a todas as outras cargas.T dS . a energia livre desempenha o mesmo papel que a energia potencial em um sistema mecânico (isto é. onde 'Pj. D = !EE2 = ~. torna-se U =t r P<fJdv. suas infinitas "auto -energias" de· 1. <fJj=L---' qk.Resumo 133 dF = dE . 411:Eo Tjk com o termo k = j excluído. contra as forças de Coulomb entre as cargas para reunir a configuração dada. Em um sistema mantido a temperatura constante. contanto que todos os dielétricos presentes sejam lineares. Para uma distribuição de carga geral.p é produzido por uma densidade de carga externa p na presença do meio dielétrico. os coeficientes nas funções lineares são e nas funções inversas . a energia eletrostática.) A integração por partes transforma a energia dos dielétricos lineares em uma integral u = J u dv. 2 1 V2 é aplicada a cargas puntuais. cujas superfícies são eqüipotenciais. por um agente externo. é ".S dT (6-50) = -SdT+dW. a energia eletrostática toma-se U = !L Qj<fJj' Então. Quando toda a carga é uma distribuição superficial sobre condutores. onde o potencial r. sobre a densidade de energia do campo elétrico. dF é igual a dW e dW é igual a dU.E . u Quando esta formulação vem ser subtraídas.

constante dielétrica K) e uma carga puntual q. No caso especial quando dois condutores com Q Para um capacitor de placas paralelas. de raio R. separadas por uma distância infinita. por integração sobre o campo + 6-5 Dada uma distribuição de carga esférica. (6-8) e (b) f E • D dv. de forma a que a carga . seja de origem eletrostática e dada pelo resultado do Problema 6-5. raio externo b. O campo é paralelo ao movimento do elétron e num sentido tal que o desacelera. 2.. 6-3 Um dipolo ql é posicionado perpendicularmente a um plano condutor. é o gradiente negativo da energia eletrostática. ao invés. determine a auto-en.q esteja a uma distância d e a carga + q a urna distância d + I. Substituindo a carga e a massa do elétron pelos valores numéricos apropriados.0 X 10-17 J) p~netra em uma região do espaço que contém um campo elétrico uniforme E = 100 V1m. que a energia de repouso.. colocada no centro da casca dielétrica. determine seu "raio clássico" R.. o potencial de cada condutor do constante por um agente externo (bateria).) 6-4 Dada uma casca esférica de carga. (Sugestaõ : Considere que a energia do sistema se compõe das cargas verdadeiras mais as cargasimagem no vácuo. Pii . Que distância percorrerá o elétron antes de parar? (Carga do elétron = 1. com densidade de carga superficial uniforme ao.. tA = C f. com carga constante em cada condutor.) formam um capacitar.q. agora. F x = -- (eU) ex Q' Se o sistema não estiver isolado. de raio R. (6-8) e (b) por integração sobre o campo f E • D" dv. mas. com densidade de carga uniforme Po. me2 (onde m é a massa do elétron e e é a velocidade da luz). de raio R.. além disso..) 6-2 São dadas uma casca dielétrica esférica (raio interno a. C=d' 3. determine a auto-energia da distribuição de duas maneiras: (a) por integração direta da Eq. uniformemente carregada. onde as cargas-imagem são escolhidas para dar o campo E correto em frente ao plano. Calcule a energia eletrostática do sistema de cargas. a força será dada por Fx= PROBLEMAS for manti- +(%~t • 6-1 Um elétron rápido (energia cinética = 3.' cu. .PU> O e Cii > O. A carga puntual é. + 6-6 Suponha que um elétron seja uma partícula esférica.134 Energia Eletrostática satisfazem as condições (Além disso.6 X 1O-19C.ergia da distribuição de duas maneiras: (a) por integração direta da Eq.. Suponha. A força elétrica que atua sobre uma parte de um sistema isolado. Determine a variação da energia do sistema.

de constante dielétrica 10 e espessura igual a um décimo da separação de ar entre as placas. A placa de metal é finalmente removida de cima da placa de cera.). Uma folha de dielétrico de permissividade €. de raio R.I.) 6-12 É dado um sistema de dois objetos condutores em um meio dielétrico linear. calcule a voltagem neste capacitor. for introduzida em um dos capacitores. retendo sua carga -Q. A região entre as cascas está preenchida por um meio dielétrico. Sue a separação inicial das duas placas seja 10'5 m. idênticos. concêntricas. 6-13 Um capacitor de placas paralelas é feito com um dielétrico composto. para U e demonstre que ela não é divergente. e E. ponha que o raiadas placas seja de 10 em. A placa de metal é depositada sobre a placa de cera e conectada temporariamente à terra. . a partir disso.3 Encontre a diferença de potencial entre as placas e a energia armazenada quando a separação for (a) }. com potencial zero). (b) Construa uma integral para a contribuição de 2EI • E. Esta é a "auto-energia" infinita que deve ser subtraída da energia U.Problemas 135 6-7 Duas cargas puntuais q I e q. por cálculo direto. qual a área necessária das placas? 6-9 Um e1etróforo consiste numa placa circular plana de cera e numa placa semelhante de metal com um isolante manejável. O condutor 1 está descarregado e o condutor 2 está conectado à terra. À placa de cera quando friccionada com peliça é dada uma carga Q.5 m e preenchidas com um material de constante dielétrica 2. Demonstre. (a) Demonstre que as integrais de E. ' espessura d" é colocada na parte superior de uma segunda folha di elétrica (permissividade €2' espessura d. Encontre os coeficientes de capacidade e indução. explicitamente. A combinação é colocada entre placas condutoras paralelas que estão separadas pela distância di + d2 • Qual é a capacitância por unidade de área de placa do capacitor? 6-14 Um longo cilindro condutor de raio a está orientado paralelamente a e a uma distância h de um plano condutor infinito. 6-10 Um sistema de condutores se constitui de dois condutores apenas. respectivamente. estão separadas por uma distância d. e d=10-5 me(b)d=0. está conectado à terra (isto é. de raios ri e r2 são mantidas a potenciais V'l e V'~. Se os seus campos respectivos em um ponto r forem E. Q = 0. que a energia armazenada no dielétrico é igual a C(V'I . determine C. O condutor 2 é tão pequeno que pode ser tratado corno uma carga puntual. A forma esperada para a capacitância é C = a + b(~cp)2 particular? Qual a energia do eletros- Como você determinaria as constantes a e b para um instrumento cópio quando está carregado? É a energia totalmente elétrica? 6-17 Duas cascas condutoras esféricas. 6-16 A capacitância de um eJetroscópio de folhas de ouro não é completamente constante porque as folhas se aproximam do invólucro à medida que !l<p aumenta. 6-8 (a) Qual a capacidade de um capacitor que pode armazenar 1000 J a 1000 V? (b) Supondo que o capacitar tenha placas paralelas separadas por 10. Demonstre que a capacitância do sistema. em tcrmos de coeficientes de potencial PU' 6·11 Dois condutores esféricos estão localizados no vácuo.02m. é dada por (Ver a Seção 3-11. de forma a adquirir uma carga ~Q. e E~ sobre todo o espaço são divergentes. Prove que o condutor 1 também está com o potencial da terra. Qual a carga induzida na esfera? (Use o conceito do coeficiente de potencial. . por unidade de comprimento do cilindro.) 6-15 Dois capac·itores de ar. são conectados em série e a combinação é mantida a uma diferença de potencial constante de 50 V. Se uma folha de dielétrico. Tem uma carga q e está localizado a uma distância d da esfera conectada à terra. O condutor 1.V'2)' /2 e. a capacitância do sistema.

Carrega-se o capacitor após o que é desconectado. Demonstre que a força exercida sobre essa parte. Façamos C". (Sugestão: Neste caso. do capacitar com o bloco dielétrico introduzido por urna distância x. As placas são mantidas a uma diferença C(x) é a capacitância o exemplo da Fig. flutua com a quarta parte de seu volume submerso num líquido dielétrico de constante dielétrica K. uma diferença de potencial de 400 V é mantida no capacitor.136 Energia Eletrostática 6-18 Dois condutores cilíndricos coaxiais. As dimensões enquanto está conectado a uma diferença de potencial (D.p constante. Qual o módulo. entre as placas. 6-23 Resolva d e constante dielétrica K preenche a região entre as placas de da placa é A. for muito menor que a sepado Problema 4-15.p. A chapa dielétrica é agora parcialmente retirada na dimensão I até que apenas o comprimento x permaneça entre as placas. com Q'" C D. para um valor particul:u de Q e D.<P)o.) 6-19 Um capacitor de placas paralelas tem a região entre suas placas preenchida por uma chapa dielédas placas são: largura w. de acardo com o resultado vés de E que é praticamente o mesmo em toda a parte. tre as placas d. Os cilindros são introduzidos normalmente num líquido dielétrico de susceptibilidade X e densidade de massa r. seja um campo puramente radial e demonstrc depois que a soma de a + ap sobre a superfície esférica é tal que justifique esta suposição. onde C = 6-24 Suponha que a energia eletrostática de um sistema seja U".<{J..cp. (6-41) para D.) 6·22 Urna chapa dielétrica de espessura um capacitar de placas paralelas. C(x) depender de algum parâmetro geométrico x que especifiq ue a posição de urna parte do sistema. submersa até a metade. de aproximadamente mesmo raio. é D ao in- . de massa m. 6-25 Resolva o exemplo da Fig. (a) Qual a diferença de potencial no capacitor? (b) Qual a farça que tende a recolocar a chapa dielétrica de volta à sua posição original? 6-20 A capacitância de um capacitor variável de ar varia linearmente de 50 a 364 pF durante uma rotação de O a 11100• Quando colocado em 750. A que altura h se eleva o dielétrico entre os condutores" (Despreze a tensão superficia1. Os cílíndros são mantidos a uma diferença de potencial D. (6-34a) para Q constante do que conforme a Eq. ração entre as placas d.<p)2.<{J. A área das placas do capacitar (a) supondo que que exista um estreito espaço de ar entre de potencial D. a direção e o sentido do tarque eletrostático experimentado pelo capacito r? *6-21 Uma casca esférica condutora descarregada. é a mesma conforme a Eq. estão separados par uma distância d na dimensão radia1. A que potencial deve a esfera ser carregada para flutuar submersa até a metade? (Sugestão: Suponha que o campo elétrico da casca carregada. 6-4 com a energia eletrostática na forma U= -tC(é. -} Q D. comprimento I e separação entrica de constante dielétrica K.<p em ambos os casos. Calcule a força eletrostá tica que atua sobre uma o dielétrico o dielétrico está em contato direto com a placa e (b) supondo e a placa. 6-4 se a espessura da chapa dielétrica..) t.

enquanto os íons positivos pesados estão fixos em posições regulares na estrutura cristalina (Fig. os portadores de carga são elétrons. em outros casos. desejamos considerar agora cargas em movimento uniforme. produzindo uma corrente. os elétrons podem ser introduzidos no metal em um ponto e removidos em outro. através de uma dada seção reta de um fio elétri· co).CAPÍTULO 7 CORRENTE ELÉTRICA Até aqui. As intensas forças eletrostáticas não deixam que o excesso de elétrons 117 = 1 coulomb segundo . Em muitos condutores. A carga em movimento constitui uma corrente e o processo por meio do qual a carga é transportada é chamado de condução. é defi· nida como a razão segundo a qual a carga é transportada através de uma dada superfície em um sistema condutor (por exemplo. a carga pode ser conduzida por íons positivos ou negativos. assim chamado em homenagem ao físico francês André Marie Ampere. 1 ampere 7-1 NATUREZA DA CORRENTE Num metal. gases ionizados. por definição. porém o metal como um todo é eletrostaticamente neutro. mas também semicondutores. os outros elétrons estão fortemente ligados aos seus íons. Isto implica tratarmos com condutores de eletricidade porque. A unidade de corrente no sistema MKS é o ampere (A). eletrólitos. 7-1). a corrente é totalmente conduzi da pejos elétrons. Em condições de estado estacionário. Para sermos mais precisos: a corrente. (Veja a Seção 2-5. como metais e ligas.!. tratamos de cargas em repouso.) A definição precedente inclui não apenas os condutores convencionais. um condutor é um material em que os condutores de carga estão livres para se moverem sob a ação de campos elétricos estacionários. Evidentemente. dielétricos imperfeitos e mesmo vácuo na vizinhança de um cátodo emissor termoiônico. Assim (7-1) onde Q = Q(t) é a carga líquida transportada em um tempo t. Somente os elétrons atômicos de valência (os mais externos) estão livres para participar do processo de condução.

Assim.. em conseqüência. (7-1). o sentido oposto àquele em que se movem os portadores negativos é tornado corno o sentido da corrente. uma deficiência de elétrons é corrigida por forças eletrostáticas de sinal oposto. por convenção.. 0----- . É importante observar que Íons positivos e negativos se deslocando em sentidos opostos (Fig. 8 ®---- 8 Figura 7-2 Corrente produzida pelo movimento de ambos os portadores de carga. Ç) I I . associados com os portadores de carga. positivos e negativos. produzem correntes para a direita. uma vez que a carga lí· quida transportada mediante uma dada superfície depende tanto do sinal do condutor de carga. fará com que os portadores de carga positiva se movam no sentido geral do campo e os condutores negativos num sentido oposto ao do campo.138 Corrente Elétrica se acumule em nenhum ponto do metal.. como do sentido em que se move. Assim. ambos os grupos de condutores. todas as correntes produzidas no processo têm o mesmo sentido que o campo. na Fig. . uma corrente elétrica surge como resposta a um campo elétrico. observamos que é possível estudar a corrente elétrica sem levar em conta efeitos eletrostáticos detalhados. Essa afirmação se evidencia através da Eq. embora a condução por um tipo de íon geralmente predomine porque alguns íons se movem mais rapidamente que outros. de forma equivalente. I •. Em geral. Similarmente. o sentido em que se movem os portadores positivos (ou. Veremos mais tarde que o excesso de cargas se dissipa com extrema rapidez num condutor. 7-2. positiva e negativa. 7-2) contribuem para manter a corrente no mesmo sentido. Num eletrólito. a corrente é conduzi da tanto pelos íons positivos como pelos negativos. Figura 7-1 Diagrama esquemático do movimento de elétrons de condução num metal. Se um campo elétrico for estabelecido num condutor.8 --.

onde n é um vetor unitário normal à área da. que a carga aQ que atravessa da durante o tempo at é q vezes a soma de todos os portadores de carga no volume v • n St da. Um aspecto característico da corrente de convecção é que ela não é eletrostaticamente neutra e sua carga eletrostática deve ser geralmente levada em conta. Durante o tempo St cada portador percorre uma distância v St. . é também aleatório e. ocorre o cascateamento. e geralmente está. contudo. 7-3. As correntes que descrevemos até agora. Cada grupo de portadores de carga representa efetivamente um conjunto de partículas em equilíbrio térmico com seu meio ambiente e. o movimento hidrodinâmico produzirá correntes. denominado nwvimento de deslocamento do grupo. Em certas condições. Equação da Continuidade 139 Numa descarga de gás. Estas correntes. não é aleatório. como é ilustrado na Fig. No restante deste capítulo. o movimento térmico. cada partícula possui um movimento térmico bem como um movimento de deslocamento. realmente. provenientes do transporte de massa num meio carregado chamam-se correntes de convecção. porém. Para outros processos de transporte. ignoraremos seu movimento térmico aleatório e associaremos a mesma velocidade de deslocamento v a cada portador. dá lugar a um transporte de carga não organizado. processo pelo qual alguns íons. A condução em gases é algo complicada. Nas Figs. é necessário levar em conta detalhadamente o movimento térmico. Ao considerar o processo da condução. cada um tendo um movimento comum. produzindo desse modo íons e elétrons adicionais. 7-1 e 7-2. Entretanto. representamos os portadores de carga divididos em grupos. O movimento das partículas carregadas no vácuo (como os elétrons num diodo de vácuo) também constitui uma corrente de convecção. Estamos agora em condições de calcular a corrente através de um elemento de área da. e usar a representação simples encontrada nas Figs. 7-1 e 7-2. as correntes de convecção ascendentes. que estão inicialmente presentes. pela figura. praticamente toda a corrente é conduzi da pelos elétrons. EQUAÇÃO DA CONTINUIDADE Consideraremos agora um meio condutor que tem somente um tipo de portador de carga. Os íons adicionais podem também dar lugar a colisões ionizadoras. Líquidos e gases podem também experimentar movimento hidrodinâmico e. é evidente. O movimento de deslocamento. porque as populações eletrônícas e iônicas variam grandemente com as condições experimentais (elas são determinadas primeiramente pela pressão do gás e pela queda de potencial através do gás). nesta seção. o meio como um todo pode estar. são suficientes para manter o gradiente de potencial normal da atmosfera acima da Terra. trataremos exclusivamente das correntes de condução. é. As correntes de convecção são importantes no estudo da eletricidade atmosférica. são conhecidas como correntes de condução. se o meio tiver uma densidade de carga. como os elétrons se movem muito mais que os íons pesados. para compreender completamente o fenômeno. em repouso. todavia. a corrente é conduzida tanto pelos íons positivos como pelos elétrons. embora possa ser grande. em conseqüência. nas tempestades. se aceleram e ocasionam colisões inelásticas com átomos neutros. assim. A representação foi grandemente simplificada. admissível esquecer o movimento aleatório. De acordo com a seção anterior. por outro lado. O número destes condutores por unidade de volume será representado por N. 7-2 DENSIDADE DE CORRENTE. como a condução em um gradiente térmico (que dá lugar ao efeito termoelétrico). que afinal nada acrescenta. de carga q. resultando disso o qescimento enorme da densidade de portadores.Densidadede Corrente. Estas correntes representam o movimento de deslocamento dos portadores de carga num meio neutro. pois.

Esta relação tem sua origem no fato de a carga não poder ser criada. a equação é deduzida mais facilmente. estão relacionadas. por esta razão. A unidade de J no sistema MKS é o ampere por metro2 (A/m2). haverá uma contribuição ma da Eq.140 Corrente Elétrica v 81 + /'~~I~ + ~~~~ ~~A/ + . A soma incide sobre os diferentes tipos de portadores. = Nqv (7-2) da for- dI = (7-3) [~NiqiVi]' n da é a corrente através da área da. A corrente elétrica que penetra em Ve o volume encerrado por S . uma função vetorial puntual. que entra diretamente nas equações diferenciais fundamen tais da teoria eletromagnética. (7-5) A densidade de corrente J e a densidade de carga p não são quantidades independentes. (7-3) pode ser escrita como dI = J . a chamada equação da continuidade. n da. Se mais de um tipo de portador de carga estiver presente. É uma quantidade útil. V o da 81---' Figura 7-3 Deslocamento dos portadores de carga através do plano da no tempo M. nem destruída. é dada pela integral I = 'S i J. esta quantidade é denominada densidade de corrente e é representada pelo símbolo J: (7-4) A densidade de corrente pode ser definida em cada ponto de um meio condutor e é. por uma equação diferencial. aplicando-se a Eq. n da. I ~(+ --o . A quantidade entre colchetes é um vetar que tem dimensões de corrente por unidade de área. (7-1). uma área superficial de forma arbitrária e de dimensões macroscópicas. e a corrente através da superfície S. Pela Eq. Em geral. (7-2) para cada tipo de portador. a corrente dI = <5Q qNv • n <5t <5t da <5t . A Eq. n da. (7-5) a uma superfície fechada arbitrária S. em cada ponto.

J = O. (7-1). (7-6) e (7-7b) podem ser agora equacionadas: 'V (Op ot f + V- J)dV = O. Porém. Contudo. Condutividade 141 são dados por I = . . porém para evitar a possibilidade de confusão com a densidade de carga volumétrica p e a densidade de carga superficial a. (7-6) ocorre porque TI é a normal para fora e desejamos considerar positivo quando o fluxo líquido de carga é do exterior de V para seu interior.. A Eq. CONDUTIVIDADE (7-9) Vê-se. O sinal negativo na Eq. p é uma função da posição. a equação da continuidade será: ~ + V . experimentalmente. (7-10) A constante de proporcionalidade g é denominada condutividade. que a densidade de corrente J num metal.Lei de Ohm. Como conseqüência f op 1= ·v T dv. (7-10) é válimeios ôhmicos. dessa forma* 1 1]=-. (7-11) g * Os símbolos comuns para resistividade e condutividade são p e a. é a resistividade TI. é linearmente proporcional ao campo elétrico (lei de Ohm). à temperatura constante. respectivamente. bem como do tempo. Aqui novamente. usaremos os símbolos 17 e g. onde g(E) é uma função do campo da são chamados meios lineares ou dielétricos. no caso geral. como no estudo dos pelo caso linear. Assim J= gE. Portanto. Os materiais para os quais a Eq. de forma a que a derivada temporal se torne a derivada parcial em relação ao tempo quando colocada dentro da integral. (7-8) ser válida para um segmento de volume arbitrário do meio consiste na anulação do integrando em cada ponto. I é igual à taxa com que a carga é transportada para dentro de V: I 1=-dQ = -d dt dt f ·v p dv. ut (7-7b) As Eqs. (7 -10) deve ser substituída por J = g(E)E. todavia. (7-6) sendo a última integral obtida por meio do uso do teorema do divergente. a Eq. (7-8) Porém V é completamente arbitrário e a única maneira da Eq. (7-10) tem uma validade aproximada para um grande número de materiais condutores comuns.f s J. nos interessaremos mais O recíproco da condutividade elétrico. 7-3 LEI DE OHM. TI da =- 'V f V· J dv. a derivada em relação ao tempo opera somente sobre a função p. pela Eq. (7-7a) Como estamos tratando de um volume fixo V.

-1 m -1. Supõe-se que o fio seja homogêneo e caracterizado pela constante . da Resistência a de Alguns '1.004 0.4 x 10-5 0. Na Tabela 7·1 são dadas as resistividades de vários materiais.0000 0.0045 0. CRC Press.71 X 6.044 1 1010 _ -0. nesta tabela. Ohio. escrito às vezes como rnho!metro. A distinção entre um condutor e um isolante será discutida de forma mais quantitativa na Seção 7-7. por um fator enorme (mais do que 1023).0004 -0.65 X X 10-8 1. Oeveland.0065 0. A unidade da condutividade g é D.0043 0.0 X 0. 58~ edição..67 2.048 0.142 Corrente Elétrica A unidade de 1/ no sistema MKS é o volt-metro por ampere.nm 2. mas que os materiais denominados isolantes (dielétricos) são condutores muito mais pobres que os metais.3 107 1013 1015 1 2 108 _ X 1011 Dados do Handbook o!ChemislTY and Physics. Consideremos uma amostra condutora que obedece à lei de Ohm. que todos os materiais conduzem a eletricidade até certo ponto. Ni 40) Nicromo Germânio (puro) Germânio (5 x 1O-Q %As) Grafite Solução (saturada) de NaCl Óxido de alumínio Vidro Iodo Quartzo (Si02) Enxofre Madeira .) é definido por 1 ohm = _1 volt 1 ampere .35 10-8 10-8 X 9. Tabela 7-1 Resistividade 1/ e Coeficiente de Temperatura Materiais Comuns a 20°C* Material Alumínio Cobre Ouro Ferro Níquel Prata Mercúrio Tungstênio Constantan (Cu 60.0069 0. onde o ohm (D.0041 0. Evidencia-se. na forma de um fio reto de seção reta uniforme cujas extremidades são mantidas a uma diferença de potencial constante D. ou simplesmente ohm-metro.51 X 49.8 X 5.005 x 1014 1014 X X 1.46 10-8 10-8 10-8 10-8 10-8 10-8 10-8 0.0068 0.59 X 95.84 X 1.0009 0.0 X 100.011 1.<p. rne..

A potência correspondente é P = I 11({J = I2R = (11({J)2IR. onde as duas últimas formas são obtidas pela combinação cia é dissipada através do aquecimento loule do material. A quantidade ligA é chamada de resistência do fio. a densidade local de carga p(x. A Eq. em ohms). Dessa forma. Usando R. podemos reescrever a Eq. isto produziria uma carga contínua da superfície do fio. evidentemente. dI. O trabalho realizado pelo campo quando uma carga dQ se move através da diferença de potencial /::"1{) é dW = dQ /::"<p. nestes. a equação da continuidade (Eq. pelo qual está passando uma corrente constante. A corrente através de qualquer seção reta do fio é I=f 'A J'nda=JA. (7-14): 11({J = RI. Porém. o campo elétrico deve ser o mesmo em todos os pontos ao longo do fio. (7-10). I (7-15) que é a forma familiar da lei de Ohm (R é medido. (7-10) e onde A é a área da seção reta do fio. Consideremos um meio condutor homogêneo.Correntes Estacionárias em MeiosContínuos 143 /::"<p de condutividade g. (7-13) a Eq. No caso geral. relacionado com através da relação 11({J = E . R dependerá do valor desta corrente. sob condições de condução em estado estacionário. R é independente da corrente. existirá um campo elétrico no fio. i (7-12a) É claro que não pode haver componente. por outro. (7-15) pode ser considerada como uma definição da resistência de um objeto. Como conseqüência. a resistência será representada pelo símbolo R. (7 -14) que proporciona uma relação linear entre e !1<p. como já se mencionou. Como estamos lidando especificamente com o estado estacionário. pela Eq. perpendicu]ar ao eixo do fio já que. em estado estacionário do campo elétrico. a Eq. (7-13) com as Eqs. Esta analogia é o assunto da presente seção. Nestas condições.y. ôhmico. Combinando (7 -12b). Além disso. estamos interessados principalmente em materiais lineares e. um campo elétrico implica uma corrente de densidade} = gE. (7-10) implica a Eq. (7-12b) ol)de 1 é o comprimento do fio. independentemente da forma do condutor. Esta potên- 7-4 CORRENTES ESTACIONÁRIAS EM MEIOS CONTÍNUOS Há uma analogia muito estreita entre um sistema eletrostático de condutores e die]étricos. e um sistema que conduz uma corrente estacionária. obtemos gA 1=1 11({J. Na próxima seção demonstraremos que a Eq. por um lado. com a lei de Ohm. por causa da geometria. Por conseguinte. o campo elétrico é puramente ]ongitudinal. (7-15). 7-9) se reduz a ~ r . (7-12a) se reduz a 11({J = El. Todavia. z) está em seu valor de equilíbrio e op/ot = O para cada ponto do meio. ou dispositivo.

E é derivável de um potencial escalar: E=-Vep. a corrente que atravessa uma área interfacial entre dois meios condutores pode ser computada de duas formas: em termos da densidade de corrente no meio 1. Como estes dois procedimentos devem proporcionar o mesmo resultado. E (e. Como o campo é estático em cada meio. Esta equação evidentemente é a mesma para ambos os tipos de problemas (eletrostáticos e de condução estacionária). Vemos.144 Corrente Elétrica v . que estão conectados a fontes de potencial externas. Porém. f de Dn através das interfaces die- E . portanto. J = 0. J) pode ser determinado em cada ponto no interior do meio. A combinação das duas últimas equações dá (7-17) que é a equação de Laplace. Aí. pela dedução da Seção 4-7. Resolve-se a equação de Laplace por uma das técnicas expostas no Capítulo 3. como sempre. = O. como V x E = O em um campo estático. gE que. a componente normal de J deve ser contínua através da interface. dI = E1. pelas condições de contorno. Condições de contorno suficientes para resolver o problema são as que especificam íp ou J em cada ponto da superfície do meio condutor. Sob condições de condução em estado estacionário. (7-16). sendo a solução apropriada determinada. uma vez que os dois vetares estão relacionados pela lei de Ohm. são colocados num meio condutor líquido (idealmente de extensão infinita) de . Um exemplo das idéias apresentadas acima é o "tanque eletrolítico" ilustrado na Fig. vários condutores metálicos. Uma vez que a solução apropriada da solução de Laplace foi encontrada. J 1n ou = J Zn. para um meio homogêneo. obtemos V . em conseqüência. se reduz a V· E = 0. (correntes estacionárias) (7-16) Usando a lei de Ohm em combinação com a Eq. ou em termos da densidade de corrente no meio 2. 7-4. ° (7-19) em um percurso fechado que liga ambos os meios e = Ez. Especificar J na superfície é equivalente a especificar E.a partir da operação gradiente. que um problema de condução em estado estacionário pode ser resolvido da mesma forma que os problemas eletrostáticos. (7-10a) (7-18b) Esta equação é o análogo da equação para a continuidade létricas em problemas eletrostáticos.

fazer um gráfico das superfícies eqüipotenciais.'l'3)RI I(RI + R2). de condutividade g moderada.Correntes Estacionárias em Meios Contínuos 145 condutividade moderada (como uma solução salina). 7-5). infinito. a corrente entre eles será I . Uma possível vantagem deste procedimento experimental é proporcionar uma solução numérica da equação de Laplace que. como é mostrado na Fig. no caso de formas geométricas complicadas. para explorar o potencial na solução e. ou <Psonda = '1'1 . Os três condutores metálicos são mantidos nos potenciais '1'1 ' '1'2 e '1'3' onde por conveniência se supõe que 'fj > '1'2 > '1'3' O símbolo representa um resistor cuja resistência pode ser variada e G é um galvanômetro. 7-4. Se os condutores metálicos forem mantidos em potenciais 'f!1 e 'f!2 . poderia ser mais dif. + Como um segundo exemplo da relação entre condução e eletrostática. A razão entre os campos é tão pequena que E do metal pode ser desprezado e cada condutor me· tálico pode ser considerado como um volume -eqüipotencial. consideremos dois condutores metálicos num meio ôhmico homogêneo. Os fios são considerados de resistência desprezível. A solução encontrada não se limita ao problema da condução. <Psonda = '1'1 -J'RI ='1'3 + I'R2. o campo elétrico no metal (para a mesma densidade de corrente) será muito menor que o da solução. Pode-se usar uma pequena sonda condutera. desta forma. Uma vez que a condutividade da solução salina é muito menor que a de um metal (veja a Tabela 7 -1).('l'I . Figura 7-4 Tanque eletrolítico bidimensional.ícil de determinar teoricamente. Se os resistores R 1 e R2 forem ajustados de maneira que nenhuma corrente passe por G. mas se aplica igualmente bem ao problema eletrostático equivalente em que os mesmos condutores metálicos estão circundados por um meio dielétrico (Fig. teremos 'l'sonda = 'l'c e a mesma corrente /' passará por RI e R2• Nestas circunstâncias.

Veja a Eq. ~. * Como I é análogo a n no problema eletrostático.Q. pela lei de Gauss . (7-20) dá RC=: 9 (7-23) que é uma relação entre a resistência do meio e a capacitância do problema eletrostátíco equivalen te.'f) e l/R é definido como . os dois condutores formam um capacitar. * Esta corrente pode ser expressa em termos de densidade de corrente J no meio: 1= fs J . (7-21) e (7-22) na Eq. n da. I é proporcional a t!. o problema eletrostático é também bidimensional e cada condutor é um cilindro infinitamente longo. t Dielétrico (7-21) Figura 7-5 Problema eletrostático equivalente ao problema da condução da figura anterior. Porém J = gE. Combinando as últimas três equações.146 Corrente Elétrica onde R é a resistência do meio. Visto que. J s E· n da = . (7-20) sobre os dois condu- Se o campo elétrico idêntico for produzido por cargas eletrostáticas tores metálicos em um meio dielétrico. (7-22). Fig. onde S é qualquer superfície fechada que circunda completamente um dos condutores (exceto por um fio metálico isolado que leva a corrente ao condutor de forma a manter seu potencial constante). obtemos (01 - R ({J2 = gJ[ s E· 1 n da. (7-22) A intercalação das Eqs. onde Q é a carga do condutor metálico circundado pela superfície S e E é a permissividade do meio. constante de proporcionalidade. 7-4 representou a condução bidimensional. Nestas circunstâncias.

uma vez que o meio não é infinito). com uma corrente estacionária. somente as cargas ligadas contribuem para E. caracterizado pela condutividade g e permissividade E. mas foi afirmado que para bons condutores (metálicos) a obtenção do equilJbrio é extremamente rápida. com o auxI1io da lei de Ohm. A passagem para o equilíbrio não foi estudada. Consideremos um meio isotrópico. E = O. (7-23) (aproximadamente. e g constante. de fato. como segue z)e-gr!" y. se toma ap (7-9) at Todavia. Como não existe o dielétrico ideal. homogêneo. (7-24) com as fontes do campo. * Dessa forma. se a condutividade do material for extremamente baixa. de forma ap ar +º ( p = O. em cada caso R e C estão relacionados por meio da Eq. ou tempo de relaxação. tenderá para a situação de equilíbrio onde não há excesso de carga no interior do sistema. te' de meio: t c = . Se este sistema condutor for subitamente isolado dos campos elétricos aplicados. seja qual for. Quanto mais pobre o condutor. z. z). mais lenta é a passagem para o equilíbrio eletrostático. E (7-25) A solução desta equação diferencial parcial é. mesmo um bom condutor tem seu próprio E. O valor E = ~ sugerido no Capítulo 4 somente é aplicável na ausência de corrente. De acordo com a equação da continuidade. 7-5 PASSAGEM PARA O EQUILÍBRIO ELETROSTÁTlCO Mostramos. que a quantidade E/g tem as dimensões de tempo. dentro da qual uma medida "estática" teria de ser feita.= 01. um capacitar tem uma resistência de fuga e um resistor tem uma pequena capacitância associada. y. ela também se aplica a qualquer meio isolado com condutividade g e constante E. isto porém se tornará claro no Capítulo 13. no Capítulo 2. que o excesso de carga sobre um condutor se localiza em sua superfície.y. não importa quão pequeno seja. (7-26) e vê-se que se chega ao estado de equilIbrio exponencialmente. (7-26). que tem uma densidade de carga volumétrica prescrita Po(x. ela é denominada constante de tempo. V • E = p/E. t) = Po(x. de fato. No outro extremo.Passagem para o Equil1brio Elestrostático 147 Esta relação é na verdade mais do que uma analogia entre os meios condutor e dielétrico. ou mais ainda. as cargas livres não. para p(x. A escala de tempo. para que o equihbrio eletrostático seja obtido. . V • E está relacionado que + gV . Esta é naturalmente a situação de equihbrio. todo dielétrico real tem um g que não se anula. 9 ( (7-27) * A maneira pela qual se poderia medir a constante dielétrica de um condutor razoavelmente bom não é evidente. É evidente. ap ai + V' J = O. através da Eq. será vista na seção seguinte. podem ser necessários anos. que.

para assegurar o comportamento tipo condutor. de forma a que. isto é. são necessárias uma constante de tempo menor e uma resistividade correspondente menor. . poderíamos definir um circuito como uma r~ de percursos condutores. f 7' A condição exatamente 7-6 REDES DE RESISTÊNCIAS E LEIS DE KIRCHHOFF Até agora. J. é suficiente uma constante de tempo de menos de 0. quando sua constante de tempo for muito menor que o tempo característico necessário para realizar a medida pertinente. é o tempo necessário para a carga. No Capítulo 2 mostramos que a integral da componente tangencial de um campo eletrostático ao redor de qualquer percurso se anula. Em algumas aplicações. de fato. isto requer um material com resistividade menor que 109 ou 1010 n • m. pois não conhecemos o valor próprio de E a ser usado. J = gE. contudo. isto é modificado para J = g(E) E. Nestes casos. Um material alcançará sua distribuição de carga de equilíbrio. onde T é o tempo de colisão que será discutido na Seção 7-7. as cargas se movam em sentido oposto ao de E. mais precisamente. experimentar outras forças (mecânicas. encontrar a corrente em cada um destes elementos. que uma força puramente eletrostática não pode fazer com que uma corrente circule no mesmo sentido em tomo de um circuito inteiro. Como se verá. No caso geral. numa região específica. expusemos a condução principalmente do ponto de vista do transporte de carga num meio condutor e analisamos o problema em termos de equações diferenciais que se devem aplicar a cada ponto. Nesta seção.1 segundo. Para um material ôhmico. Em aplicações de alta freqüência. Um circuito pode se constituir de várias ramificações diferentes. O problema central da análise de circuitos é o seguinte: dadas a resistência e a voltagem aplicada em cada elemento de circuito. te '" 1" '" ID-14 S.148 Corrente Elétrica A constante de tempo é uma medida para determinar quão rapidamente o meio condutor atinge o equilfbrio eletrostático. uma corrente estacionária não pode ser mantida exclusivamente por meio de forças eletrostáticas. para tempos menores que T a suposição que J = gE não é válida. em muitos problemas de interesse prático. deixamos de lado a * Não podemos aplicar esta relação a um metal. Uma partícula carregada q pode. a quantidade importante a ser determinada é a densidade de corrente. as quantidades de interesse serão as correntes em cada parte do circuito. em outras palavras. limitaremos a exposição a circuitos que conduzem correntes estacionárias.) além da força eletrostática macroscópica. a circuitos de corrente contz'nua. os portadores de carga elétrica se limitam a seguir um percurso de alta condução. de fato. 1 te ~ onde é a freqüência mais elevada que intervém na experiência. em parte do circuito. para o verdadeiro comportamento tipo condutor. fE . podendo cada um conter voltagens aplicadas. Nas seções anteriores. na realidade. "químicas" etc. Segue-se. decrescer para l/e de seu valor original. dessa forma. oposta se aplica ao comportamento tipo dielétrico. porém g(E) é sempre uma quantidade positiva. e. di =O (7-28) para um campo eletrostático. denominado circuito. como a maioria das permissividades não metálicas* se situam dentro do intervalo to a 10€0. isto é. Ou. então. Porém. numa aplicação específica.

Antes de continuarmos com o problema geral da rede. depende apenas da natureza do material condutor). Reservamos o termo fem para um conceito algo diferente que introduziremos mais tarde (Capítulo 11). f E o dI::. por outro lado. '/=1(1). todavia. questão relativa à causa da corrente elétrica. Uma corrente externa estacionária poderá fluir através de uma resistência conectada entre os terminais se a correia se mover com suficiente rapidez. O termo histórico fem e seu próprio conceito são um tanto confusos e desnecessários. Uma fonte ideal forneceria uma voltagem aplicada 10 independente da corrente retirada da fonte.* porém faremos uma rápida digressão para explicar a maneira pela qual elas podem ser realmente produzidas. A teoria do circuito elétrico se propõe a desenvolver um procedimento para analisar o primeiro segmento. (A resistividade.---'r-- 1491 . de forma que não serão usados aqui. onde são retiradas da correia. A resistência definida na Seção 7-3 é uma propriedade do objeto material considerado e depende tanto da natureza do material que compõe o objeto. No gerador de Van de Graaff. em um terminal. mas externo à fonte. . vamos rever as conexões elementares de resistores em série e em paralelo. mesmo que passe através do eletrólito da bateria. por exemplo. em* bora voltagem aplicada seja o termo usado no laboratório para esta diferença de potencial. O importante para a finalidade da análise dos circuitos. A voltagem aplicada é geralmente chamada de força eletromotriz (oufem) em outros livros. a integral. A maneira pela qual se opera uma bateria é semelhante (com a ressalva de que as "forças" que trabalham numa bateria dependem da mecânica quântica da eletroquímica) e f E • dI = O em torno de qualquer percurso fechado. cargas são literalmente depositadas numa correia portadora. a energia de entrada é simplesmente a energia mecânica necessária para movimentar a correia que transporta cargas em sentido oposto ao do campo elétrico.Redes de Resistências e Leis de Kirchhoff _. depende da corrente. é simplesmente que f E • di = O em torno de um percurso fechado que contenha os terminais da fonte de voltagem . conceitualmente. é negativa ao longo da correia e de igual valor positivo ao longo de um percurso externo entre os terminais. como de sua geometria. através da rede de resistências.um segmento do percurso através da rede de resistências e outro diretamente através dos terminais. uma voltagem estacionária é geralmente produzida por uma bateria ou por uma fonte eletrônica (que retifica e estabiliza a linha de voltagem) porém poderia ser produzida por vários processos como. Na operação do estado estacionário. o caso mais simples para uma análise. É ainda suficiente aos nossos propósitos aqui admitir a existência destas voltagens aplicadas. não precisamos analisar a causa (mecânica. química ou seja qual for) da diferença de voltagem entre os terminais da fonte de energia. na maioria dos outros livros). Um objeto condutor. por um gerador de Van de GraafL Este último é. a voltagem terminal de uma fonte real. e conduzidas forçosamente a um outro local de energia potencial mais alta. No laboratório. 1 '. em outro terminal. mas simplesmente nos referirmos a ela como uma voltagem aplicada.:: O em torno de qualquer percurso fechado. A suposição mais simples e geralmente aplicada é a que considera a dependência como linear: O coeficiente RI é denominado resistência interna e '10 é chamado voltagem de circuito aberto (ou fem. por exemplo. porém. supondo que dois pontos de um objeto condutor eram mantidos a uma diferença de potencial constante b.tp por meio de fontes de energia externas. de formato conveniente.

A parte (a) mostra uma conexão em série. encontramos que V = R 1 I + R 2 I = (R 1 + R 2)1. geralmente. a resistência equivalente da combinação é R = RI + R2 Na conexão em paralelo (Fig. usaremos o símbolo Vao invés de a notação mais comum. pode ser determinada através da combinação de resistoTes em pares. encontramos ---o/'V\/VV' Rl . ô<{J para a diferença de potencial. repetindo-se. e a resistência equivalente R da combinação é obtida por 1 1 1 R = RI + R~ (combinação em paralelo). o processo até que reste apenas uma resistência equivalente. (7-29) Portanto. Qualquer problema de rede pode ser resolvido de uma forma sistemática por meio * Nesta seção. Aplicando a Eq. então. como a da Fig. nesta. e. entretanto. 7-6. as formas segundo as quais dois resistores podem ser combinados estão ilustradas na Fig. todas as redes com dois terminais podem ser reduzidas a uma resistência equivalente por meio do procedimento do parágrafo anterior. (7 -15). de acordo com . a diferença de potencial através de cada resisto r é a mesma e a corren te através da combinação é / = /1 + /2' Aplicando a Eq. (7-15) a cada resistor e observando que a diferença de potencial* V = VI + V2. Os resistores podem ser conectados para formar uma rede de resistências. (7-30) A resistência equivalente de uma rede mais complicada.~ H2 I v-(a) Figura 7-6 Conexão de dois resistores Ca)em série e (b) em paralelo. de acordo com as Eqs. é representado pelo símbolo J\j\/\r . a mesma corrente / passa através de ambos os resistores.150 Corrente Elétrica caracterizado principalmente por sua resistência. é denominado resistor. (conexão em série). 7·7. (7-29) ou (7-30). de circuitos elétricos. 7-6b). Este procedimento não é possível para todas as redes.

(correntes estacionárias) (7-16) * Em homenagem a Gustav Robert Kirchhoff (1824-1887). =Oe'/~ =l. Num problema de circuitos típicos. é nula. (7-6) e (7-7) e. como tal.R. estabelecer as leis de KirchhofL 1. Duas das seis equações para as correntes no circuito ao lado são -1. A primeira lei é apenas uma afirmação formal de que a carga não se acumula num nó do circuito como resultado da corrente estacionária. (lI) '1'1 1 --- vvv~ . (I) 11. b.A soma algébrica da dIferença de voltagem em tomo de qualquer malha da rede isto é.R. como os pontos a. + I. + "I - 1. É um novo enunciado da equação da continuidade na forma das Eqs.R3 13 R4 Ú Figura 7-7 Rede de resistores.Redes de Resistências e Leis de Kirchhoff 151 de duas regras conhecidas como leis de KirchhofL * Antes de enunciar estas leis. Uma malha é qualquer percurso condutor fechado da rede. Podemos. O símbolo --=J p:. . Um nó é um ponto do circuito onde três ou mais condutores estão unidos. 14 12 t > Rz a d Figura 7-8 Circuito típico que requer a aplicação das leis de Kirchhoff. 7-8. +IsRs +I. os e os R são especificados e as correntes devem ser encontradas. equivalente a V' J= O. A soma algébrica das correntes que fluem para um nó é nula. agora.. definiremos dois termos. c ou d na Fig. isto é.é usado para designar uma voltagem aplicada.

com carga q e massa m. há seis correntes desconhecidas. não são todas independentes. Se a partícula carregada estiver . A formulação das Eqs. 7-8. mas também algumas outras características experimentais da condução. o sentido correto dessa corrente será oposto ao considerado. qE. podemos (lIa) Se as resistências intemas das fontes forem consideradas. Se a solução numérica dessas equações der um valor negativo para uma corrente particular. há seis correntes desconhecidas. No problema ilustrado na Fig. as equações assim obtidas. 7-8. No problema mostrado na Fig. (I) e (lIa) é dessa forma levada a cabo com base nos sentidos supostos.14. Ao se aplicar as equações das malhas. precisamos relembrar A queda de potencial numa resistência Rj é (resistor) onde se admite que o potencial mais alto esteja na extremidade penetra na resistência. Em (I). (7-15).152 Corrente Elétrica A segunda lei é simplesmente um novo enunciado de estáticos) a lei de Ohm: (7-28) (campos Para aplicar as leis de Kirchhoff. Sob a influência da força elétrica local. Uma voltagem aplicada será tomada com sinal positivo se a voltagem (por si própria) produzir uma corrente positiva no sentido percorrido. tendo-se dado um sentido para cada um.12. sua velocidade de deslocamento aumentará de acordo com m dv/dt = qE.15 Pode-se aplicar a lei de Kirchhoff I a cada nó do circuito. a corrente será considerada positiva se seu suposto sentido apontar na direção do nó em questão. A regra geral é que se houver n nós. um termo IR será tomado com sinal positivo se a corrente através do resistor em questão estiver no sentido percorrido na malha'. algum sentido (horário ou anti-horário) deve ser tomado como sentido percorrido.13. são dee 16.1 j. 7-7 TEORIA MICROSCÓPICA DA CONDUÇÃO Com base num modelo microscópico simples de um condutor. Consideremos uma partícula livre do meio. Antes de aplicar as leis de Kirchhoff a um problema específico. relacionamos as voltagens (meio linear) (7-10) aplicadas (voltagem reescrever aplicada) a lei de KirchhofflI coma ~ = . somente n .1 deles produzirão equações independentes. signadas pelos símbolos 11. Combinando esta com a Eq. a solução requer três equações de nós e três equações de malhas. porém. Finalmente. é possível não só compreender o comportamento linear enunciado como lei de Ohm. é necessário que suponhamos sentidos para as correntes em cada um dos nós. Essa é a forma integral de em que a corrente (7 -15) suposta J = gE. poderão ser transferidas para o lado direito de (lIa). Estes sentidos devem estar indicados no diagrama do circuito. As somas em (I) e (lIa) são somas algébricas. ou será tomada com o sinal negativo se seu suposto sentido apontar para longe da junção.

constante e. se houver vários tipos de portadores de carga. que é v(t) = G E(l i _ e-GlIm) (7-33) se fizermos a condição iniciál v(O) = O. m Nq2r (7-36) proporcional ao campo. (7-10) dá a condutividade (7-37) ou. em que passa uma corrente estacionária. devida ao meio. como um semicondutor ou um metal (porém não um eletrólito).ão de estado estacionário para a velocidade de deslocamento. Eliminando G das Eqs.E. ela continuará a se acelerar. Num meio material. assim. (7-4) para um tipo único de portador de carga. Como . após o qual realiza uma colisão com um dos átomos do material. (7-32) e (7-34). o elétron se acelera por um curto período. de forma a que a equação de movimento se expresse como: dv m dt Pode-se ver isto imediatamente = qE . Isto mostra que a velocidade local de deslocamento atinge seu valor estacionário exponencialmente.Teoria Microscópicada Condução 153 no vácuo. A comparação com a Eq. todavia. de acordo com a lei de Ohm.Gv. como e-tl7 . a força total sobre a partícula deve ser nula. Uma outra força. E (7-32) É interessante v=-q G será a soluç. onde o tempo de relaxação T é m r (7-34) G =-. contudo. (7 -31). obtemos a densidade de corrente J = Nqv=-. m (7-35) Combinando esta igualdade com a Eq. A suposição mais simples possível é a de que esta força de retardamento seja proporcional à velocidade. Neste material. encontramos tado estacionário como sendo a velocidade de deslocamento do es- qr v=-E. No caso de um codutor eletrônico razoavelmente bom. (7 -31) quando dvJdt = O. a solução completa da Eq. por conseguinte. examinar. a velocidade de deslocamento será. deve atuar além da força elétrica. podemos interpretar T fisicamente como o tempo médio entre colisões de um elétron de condução.

*** É evidente~ através da Tabela 7-1. um longo livre percurso médio. Se o tempo médio de colisão for T. O tempo médio T está relacionado ao livre percurso médio do elétron por (7-38) onde VT é a velocidade térmica dos elétrons. A velocidade de deslocamento do elétron por unidade de campo elétrico (v/E) é chamada de mobilidade do elétron. Nos metais. T pode ser uma ordem de magnitude maior. Em muitos metais. É somente por esse motivo que T pode ser considerado independente do campo de ateleração ** Na escala macroscópica das distâncias. (7-35). Urna grande mobilidade implica um longo tempo de colisão T ou. temos de recorrer à dinâmica das colisões de elétrons.154 Corrente Elétrica resultado desta colisão. e a velocidade líquida média for v. e porque a velocidade de deslocamento por unidade de campo elétrico é alta. apesar de serem conceitualmente diferentes. 10-10 s sobre urna distância de 3 em no vácuo.E) = Ne2r. num metal. de modo que T "'" 10-14 s nos metais. tratamos com um tipo apenas de portador de carga. No estado estacionário. equivalentemente. as equações de condução são sim pIes neste caso: J = -Nev. por outro lado. de forma a que o efeito médio de uma colisão seja reduzir a velocidade de deslocamento do elétron novamente a zero. o elétron é atirado numa direção aleatória. a limitação é o tempo mais longo req uerido para a propagação do campo à velocidade da luz . . da ordem de um por cada átomo do metal. (7-27) e (7-37). Para obter algum sentido para o livre percurso médio dos elétrons num metal. em um semicondutor. de acordo com as Eqs. o tempo de colisão pode não ter sentido ou te pode ser inf'ersamente proporcional a T. g (7-39) (7-40) = Ne(l".por exemplo. VT é da ordem de 106 m/s (quase independente da temperatura) e. a velocidade de deslocamento média v não é maior que 1O-2m/s aproximadamente em metais normais. Estes materiais têm condutividade elevada porque contêm uma grande densidade de portadores de carga. ** Observamos que. o elétron.m. Como conseqüência. o tempo de colisão e a constante de tempo para a dissipação do excesso da densidade de carga te são todos iguais. *** Num metal pobre. os elétrons perderão o momento mv após cada intervalo de tempo T. Em metais e semicondutores. onde e é o valor absoluto da carga eletrônica. nos semicondutores. É importante realçar que l'T é muito maior* que a velocidade de deslocamento v (não obstante ser aleatória quanto à direção). é aproximadamente uma ordem de magnitude menor. a taxa de perda de momento mv/r é igualada à taxa de ganho de momento qE e o resultado é idêntico à Eq. o livre percurso médio é tipicamente de algumas centenas de angstrons (10-8m) à temperatura ambiente. Em ambos os casos. como T é também o tempo para o surgimento ou decaimento de uma corrente ôhmica. que o grupo de materiais com a maior condutividade elétrica é o dos metais. à temperatura ambiente. o tempo de relaxação para o decaimento da corrente T. isto é praticamente instantâneo após a aplicação ou remoção do campo em resistores feitos destes materiais. Sabemos que o condutor * E.

Estritamente falando. Dessa forma.Teoria Microscópicada Condução 155 apenas em média é eletrostaticamente neutro. justamente porque sua resistividade é maior. O coeficiente de temperatura (\' de uma liga é obviamente menor do que o de um metal puro. como um elétron. A temperaturas muito baixas. Dessa forma. (Energia potencial) max . portanto. aproximadamente. 1/ == 1/2 (T). Ambos os tipos muitas vezes contribuem independentemente para a resistividade (regr.! de Matthiessen) de modo que (7 -41) onde T é a temperatura absoluta. Supondo-se que forças elásticas restauradoras operem sobre os átomos deslocados. (7-42). Em metais muito puros. A seção reta de espalhamento de um átomo deslocado é proporcional ao quadrado de sua amplitude de vibração (x2). a condutividade finita dos metais provém de imperfeições da estrutura periódica perfeita. que a natureza ondulatória do elétron tem um papel importante no seu movimento em uma escala atômica. uma onda eletrônica não realiza nenhuma colisão. com as anotações para os metais da Tabela 7-1. provenientes do movimento térmico dos átomos na estrutura. que pode ser considerada como um metal impuro. não obstante têm-se desenvolvido certas ligas que possuem coeficientes de temperatura extremamente pequenos. de um metal muito puro é. (1/1/) dri/dT. também.43) o que concorda. 1) cai abaixo da relação linear prevista pela Eq. Uma solução para o problema das colisões dos elétrons que use conceitos de mecânica ondulatória foge aos objetivos deste trabalho. == (Energia cinética) max .. a contribuição dominante para a resistividade em temperaturas ordinárias é o espalhamento das ondas eletrônicas por átomos termicamente deslocados. kT. enunciaremos unicamente seu resultado. 1 1 a---dT ~~ T' drJ rJ (7. que há grandes variações de potencial em distâncias da ordem de um angstron e que uma partícula carregada. A adição de pequenas quantidades de uma impureza solúvel sempre aumenta a resistividade. Uma liga. cr. em outras palavras. Estas imperfeições são de dois tipos: (1) impurezas e imperfeições geométricas (como fronteiras de grãos em materiais policristalinos) e (2) imperfeições termicamente induzidas. a cotribuição de 1/1 não pode ser desprezada. $eu tempo de colisão T é infinito. O coeficiente de temperatura da resistência. o argumento precedente só é válido para temperaturas acima da temperatura de Debye do metal (temperatura acima da qual todos os modos de vibração atômica são excitados). Num cristal perfeito com um potencial periódico Mdimensional. a resistividade de um metal puro é proporcional à temperatura absoluta. A temperaturas pouco abaixo da temperatura de Debye. em outras palavras. . sempre tem uma resistividade maior do que a do metal constituinte de menor resistividade (Fig. de modo que (7-42) ou. Mas sabemos. à sua energia potencial máxima. deve colidir ou se espalhar pelas variações de potencial. . 7-9).

a densidade de corrente é Como a densidade de carga é esta pode anular-se ainda que aquela não o faça. é a lei de Ohm linear constitutiva v= IR: . que são também de importância fundamental para o magnetismo. como vecção) é o considerado aqui. que. por enquanto.156 Corrente Elétrica ~ o tl 30 o ·s 20---- ell Xi o 100 Percentagem atômica Figura 7-9 Resistividade quel. da continuidade J +.= ct cp (Consideramos. para as quais V • J = 0. principalmente correntes estacionárias. A corrente total através de uma superfície Sé I oposta à con- e = 'S J. Definida localmente num ponto do espaço. da composição. define a condutívidade g: J= 1. 7-8 RESUMO As aplicações tecnológicas mais importantes da eletricidade estão sujeitas a correntes de cargas em movimento. como veremos no próximo capítulo. no caso linear mais simples. A forma integral da equação gE.) A corrente de condução em um meio é dada por uma equação constitutíva. r dQ n da. 1= dto A conservação da carga é expressa localmente V· pela equação O. O caso (condução. bem como aJ(at = O. em função das ligas de cobre-nÍa 20°C.

semicondutores). ele depende do livre percurso médio eletrônico. este tempo é da ordem de 10-14 s. m o tempo T é a constante de tempo para o estabelecimento local de uma corrente ôhmica após a aplicação do campo. . o potencial obedece à com correntes As condições de contorno sobre E são as mesmas que num meio dielétrico e as condições de contorno sobre J são semelhantes às existentes sobre D. Expressa em termos de um tempo de relaxação. estacionárias. na prática. certas voltagens devem ser aplicadas através de determinados dispositivos. Em circuitos elétricos. isto dá Nq2. em condutores de muitos meses. cuja operação não se pode descrever dentro da estrutura da eletrostática. Em bons condutores eletrônicos (metais. é evidente a soluÇão completa do problema de circuitos. 9 ( (unidades do sistema MKS) não for zero. Nestes casos. 4. 5. g (unidades do sistema MKS) mais pobres. g=--. inicialmente. como. T é interpretado como o tempo médio entre colisões. Se a densidade de carga volumétrica num meio condutor ela se anulará segundo uma constante de tempo ( te = -. com a lei de Ohm. A teoria microscópica da condução ôhmica depende da existência de uma força de retardamento linear que atua sobre as cargas livres do meio. T é pequeno (10-14 S para os metais). ao redor de uma malha.Problemas 157 a resistência de um condutor reto de seção reta uniforme é R 2. as equações estáticas V duas leis de Kirchhoff o J'= O e V x E = O transformam-se nas L Ij = O L Yj = O numa junção. de acordo com onde Vr é a velocidade térmica aleatória (não é a velocidade deslocamento PROBLEMAS 7-1 A taxa máxima de corrente de um fio de cobre de área reta de 2 mm' é de 20 A. além das forças elétricas aceleradoras. ele pode ser até Em metais. Para fornecer a potência dissipada nos resistores por correntes estacionárias. por exemplo. Como conse~üência. baterias. RC = -. para dois condutores imersos num meio infinito. (a) Qual a densidade de corrente que corresponde em A/m'? (b) Supondo que cada átomo de cobre contribui com um elétron de condução. Dessa forma. calcule a velocidade de deslocamento eletrônica correspondente a essa densidade líquida). contínuo = ligA. 3. Num meio condutor equação de Laplace.

peso atômico do cobre: 63.a. planas e infinitas. Calcule a velocidade média de deslocameIlto.p. O momento de dipolo da distribuição de carga-<:orrente (veja a Seção 2-9) é definido por p = 'v I rp dt" onde r é o vetor posição a partir de uma origem fixa. (c) Qual'será a constante de tempo para a descarga se o material for óxido de silício? (Veja as Tabelas 4-1 e 7-1. Demonstre explicitamente para esta geometria que o produto da resistência por unidade de comprimento pela capacidade por unidade de comprimento = €jg.) 7-5 Um meio condutor está em um campo uniforme Eo' Uma cavidade esférica de raio a é formada no meio. Prove que . O espaço entre as placas é preenchido por gois meios condutores. (c) Faça um esboço das linhas do campo. quando 3 V forem aplicados. J = gE.) é de espessura d . > ri) estão dispostas coaxialmente. Qual a resistividadedo isolamento? 7-9 Um longo fio de cobre de raio a é esticado paralelamente a uma placa infinita de cobre e a uma distância h desta.) (c) Use a condutividade observada para calcular o tempo médio de colisão para um elétron no cobre. O primeiro meio (condutividade g 1 . 7-8 A resistência' às fugas de um cabo isolante de borracha é medida da seguinte maneira: um comprimento I do cabo isolado é imerso numa solução de água e sal. qual o potencial da interface que separa os dois meios e qual a densidade superficial de carga nesta interface? 7·4 Um sistema de cargas e correntes está completamente contido no interior do volume fixo V. 'v (Sugestão: Prove primeiro a identidade i' ·v·sJ dv I J dv = dt n da - d p. Encontre a densidade de corrente num recipiente de 1 em de c0ÍTIprimento. As placas metálicas se mantêm a potenciais '1'1 e.5. = f rJ' i' 'v rV' J dv. permissividade € 1) tem a espessura a e o segundo (condutividade g. supondo que a concentração de íons é de 2 por cento. com 200 volts entre o cabo condutor e a solução. (b) Encontre a carga superficial que aparece sobre a cavidade.02 X 10'3 átomos por mal. . (b) Demonstre que a produção total de calor por efeito Joule é igual à energia eletrostática armazenada inicialmente. uma diferença de potencial é aplicada entre o cabo condutor e a solução. (a) A região entre as cascas é preenchida com um meio de condutividade g. Ele está carregado com uma carga inicial Q. A região que está acima da placa e circundando o fio é preenchida com um meio de condutividade g. (b) Se a região entre as cascas for preenchida com um mcio não condutor de permissividade €. sendo a interface entre os meios um plano que é paralelo às placas metálicas. para calcular a corrente elétrica entre comprimentos unitários das cascas. densidade do cobre: 8. com seção reta de 1 cm' de área.158 Corrente Elétrica de corrente.p" respectivamente. e a corrente resultante no cabo é medida.) 7-7 Duas longas cascas cilíndricas metálicas (raios ri e r" com r. (a) Demonstre que a carga deixa as placas corno uma função exponencial do tempo. Demonstre que a resistência elétrica entre os dois eletrodos de cobre. por unidade de . estão separadas por uma distância d.7·3 Duas placas paralelas de met<il. Use a lei de Ohm. Num caso particular.3 (nm)-I . 7-2 A condutividade da água do mar ~ de aproximadamente 4. e observe que J se anula sobre a superfície S. a capacidade do sistema poderá ser calculada a partir da definição C = Q/ /:1'1'. 3 111 de cabo estão imersos na solução. 7-6 Um capacitor de placas paralelas é preenchido com um material de constante dielétrica K e condutividade g.92 gjcm3. a corrente medida é de 2 X 10-· A. permissividade €. (Número de Avogadro: No = 6. (a) Encontre o potencial dentro e fora da cavidade. \. A espessura do isolamento é igual ao raio do condutor central. No estado estacionário. As placas são mantidas a uma diferença de potencial A.

de condutividade g está sujeita a um potencial <Po cos e em todos os pontos de sua superfície. de raio a. (Sugestão: Encontre a distribuição do potencial na placa com o auxI1io dos harmônicos cilíndricos co-seno e. Mais seis resistores (todos novamente com a mesma resistência R) são conectados entre os seis vértices e o centro do hexágono. A resistência de fuga à terra. estão orientados normalmente para um disco de silício de espessura s e estão separados axialmente pela distância b.4 watts é projetada para operar com 2 volts entre seus. de resistência total nR. 1. Obtém-se uma solução aproximada ao tomar o potencial médio das duas extremidades igual a ± <Po' 7-13 Calcule a razão entre a potência dissipada e a área superficial nos condutores descritos (a) no Problema 7-1 e (b) no Problema 7-2. Umaresistência R é colocada em paralelo com a lâmpada e a combinação é colocada em série com um resistor de 3 ohms e uma bateria de 3 volts (resistência interna: ohm). . A linha é sustentada resistência de modo que a resistência da linha entre os cada poste. Cinco dos resistores são idênticos (R). 7-11 Dois eletrodos cilíndricos de cobre. 7-15 Uma lâmpada de 0. 7-17 Duas baterias com voltagens. * 7-12 Uma placa quadrada de cobre.11e 3 . são conectadas em paralelo uma com a outra e com a resistência de carga R. (a) Qual a resistência equivalente entre os vértices opostos? (b) E entre os vértices adjacentes? 7-20 Seis resistores constituem os lados de um tetraedro. de de índice m. (b) Se a resistência de carga variar e as outras quantidades permanecerem fixas. o sexto é R" Uma diferença de potencial é aplicada num dos resistores que unem R.11. As dimensões laterais do disco são grandes comparadas com b e podem ser consideradas infinitas. então 1= n 1~ I(R + nR I). Se 'Pm for o potencial da linha no pólo ({Jm+l (2 está conectada entre o potencial 'Po e a terra por n . Determine a densidade de corrente J em todos os pontos. enquanto que se as pilhas forem conectadas em paralelo e a combinação posta em série com R. qual deverá ser o valor de R para que dissipe a máxima potência? 7-18 Um grupo de n pilhas idênticas de voltagem em circuito aberto e resistência interna RI é usado para fornecer corrente a um resistor de carga R. demostre que + P-1)({Jm + ({Jm-l = O. e é o ângulo polar usual medido em relação a um eixo que passa pelo centro da esfera. é máxima quando R. e 1'. é dada por R =- 1 cosh-1- h a 2119 1". Tomando a condutividade do silício como g. esta distribuição não é muito correta porque as duas extremidades opostas do quadrado não são eqüipotenciais exatos. Infelizmente.2 .7-10 Uma esfera isotrópica. em outras palavras. 7-19' Seis resistores idênticos (R) são unidos para formar um hexâgono. encontre a corrente entre os eletrodos quando sua diferença de potencial for li<p. atravessam completamente o disco. Os eletrodos' estão imersos no disco até a profundidade s. (a) Encontre a corrente através da carga. Aqui. (a) Qual a resistência elétrica da placa? (b) Um pequeno orifício de raio a é feito no centro da placa. (a terra é o potencial de referência).Problemas 159 comprimento do fio. Demonstre que a produção de calor por efeito Jou1e em R. terminais. e R" respectivamente. i~ .11. 7-14 Dados três resistores de 1 .encontre as dezesseis resistências diferentes que se podem formar com estes resistores. homogênea. de comprimento 20a. Determine a variação fracional aproximada da resistência. espessura se condutividade g está sujeifa a uma diferença de potencial: duas extremidades opostas da placa são mantidas a potenciais 'Po e -'Po' respectivamente. Demonstre que se n pilhas forem conectadas em série umas com as outras e com R. no interior da esfera. Qual deveria ser o valor de R se a lâmpada operasse na voltagem projetada? + *7-16 Uma linha de resistência. em circuito aberto. então I = 1 ~ I(R + RIln). é {3R. e com resistências internas R. = (3/5)R.1 postes situados a intervalos de igual postes seja R.

= o<e/(o< + 1)'. onde e <{ 1. R. (aI. fazendo 1"2 = O e substituindo R2 por um galvanômetro Rg. Dispõe-se de uma grande seleção de resistências padrão. qual será a maior precisão que se poderá obter ao medir o resistor desconhecido? Suponha que os resistores padrão são exatos e não limitam a precisão. Também faremos R. onde C é a deflexão do galvanômetro por unidade de corrente e o índice zero significa que a derivada deve ser calculada no equilíbrio. /R) = e R. Assim. A potência máxima permitida na ponte é de 5 W. Seja R. pode ser determinada em termos de resistências conhecidas: R. uma resistência desconhecida. demonstre que 12 /1. ••• .R. O< *7-23 Uma resistência de aproximadamente 10 ohms deve ser medida no circuito da ponte de Wheatstone do Problema 7 -21. /aR. Demonstre que a produção de calor por efeito loule no meio é dada por 2:. = R. Demonstre que S= RJ + R .el. <Pn' linear. 7-8. (b) Suponha que a ponte pode ser equilibrada pela variação de R •. Se Rg = 100 D e o galvanômetro vai detetar um sinal de exatamente 4 X 10. . A condição de equilíbrio da ponte (nenhuma corrente passa através do galvanômetro 1 é obtida quando R3 R. Se a resistência Rg for desprezível.7=1 a corrente que entra no meio através do eletrodo i. por exemplo R. = R. (al Encontre a corrente através do galvanômetro quando a ponte não está em equilíbrio.9 A. = O. *7-24 Um meio condutor. onde li é . A sensibilidade da ponte é definida por S = CR. = (1 . / R.160 Corrente Elétrica 7·21 Um circuito de ponte de Wheatstone é obtido a partir do circuito da Fig.• + Rs + R6 + C'1~ Rg(l + Rs/R6)(1 + R4R3)' O< * 7-22 A ponte de Wheatstone do problema precedente está quase equilibrada.). /R3 no equil1brio. é conectado em n pontos a eletrodos com potenciais fixos: '1'" '1'2' <P/i. .

respectivamente. Henry. pela primeira vez. quando foram observados. estudaremos a produção de campos magnéticos por correntes estacionárias e estabeleceremos alguns fundamentos importantes para desenvolvimentos futuros.. naturalmente. O trabalho teórico de Maxwell e outros (veja os Capítulos 11 e 16) mostrou que esta associação é real e que os campos elétrico e magnético estão inextricavelmente entrelaçados.. Se as cargas estivessem em movimento uniforme. A descoberta das propriedades de orientação norte-sul desse material teve uma profunda influência na navegação e exploração primitivas.se encontra em forma natural. a força de Coulomb sobre uma carga q localizada em r. haveria uma força magnética adicional F m exercida por q 1 sobre q. os efeitos destes campos são conhecidos desde épocas muito antigas. 8-1 DEFINIÇÃO DE INDUÇÃO MAGNÉTICA No Capítulo 2. contudo..-_--"""'-----~~========~ . o campo magnético. Exceto por esta aplicação. o magnetismo foi pouco usado e era um fenômeno ainda pouco conhecido até o princípio do século dezenove. Este trabalho. devido à carga q 1 na origem. era dada por F = _1_ e qql ~ r 47U_o r2 (8-1 ) Nesta exposição estava implícita a condição de que as duas cargas estivessem em repouso. Os esforços de homens que se dedicaram a esse gênero de experiências tiveram como conseqüência o desenvolvimento da maquinaria elétrica. (8-2) 1'. projetou o campo magnético como associado ao campo elétrico. dos equipamentos de comunicação e dos computadores responsáveis pelos fenômenos magnéticos que desempenham papel tão importante em nossa vida diária... Estes campos ou. quando Oersted descobriu que uma corrente elétrica produzia um campo magnético. Neste capítulo. daremos as definições básicas do magnetismo.• CAPÍTULO 8 CAMPO MAGNÉTICO DE CORRENTES ESTACIONÁRIAS o segundo tipo de campo que entra no estudo da eletricidade e magnetismo é. e outros. juntamente com os trabalhos posteriores de Gauss.--_-. Faraday.. mais exatamente.1 . com velocidades v e Vj . os efeitos da magnetita (Fe304)' um ímã permanente que.

F conhecida como força de Lorentz. a saber. (8·5) A força magnética en tre duas cargas é mais complicada que a força elétrica por causa da dependência da velocidade e dos produtos vetoriais. convém resumir as propriedades da "carga teste" definindo um campo magnético. de Eo. não somente a carga teste q deve ser fatorada mas também sua velocidade v: Fm = qv x B. denominado tesla (T). No sistema MKS. a força total sobre as cargas em movimento será Fe 7. e isto leva à definição original do coulomb. todavia. por definição 4n ILo o = 1O-7N' s2jC2 exatamente. as forças e os campos magnéticos serão aditivos. é a constante necessária para fazer uma lei experimental compatível com um conjunto de unidades. não é uma força central). uma força magnética nunca realiza trabalho sobre uma part ícula carregada. (Veja a Seção 8-3. Usando o valor definido de 110 e o valor experimental encontra-se que c = 2. não se situa ao longo da linha que une as partículas (isto é. nesse caso. A comparação do resultado com a Eq. de forma que 4TCfo r2 c Fm = _1. Algum tipo de processo de limitação deve ser incluído também na definição de B. (8-3).9979 X 108 m/s. (8-2) por Eo. Uma comparação adicional entre F m e F e será facilitada se multiplicarmos o numerador e o denominador da Eq.162 Campo Magnético de Correntes Estacionárias número 110/471 tem o mesmo papel aqui que 1/471Eo tem na eletrostática.) Como no caso da força eletrostática. Escrevemos fofLo = 2' c 1 (8-6) onde c tem a dimensão da velocidade. A unidade da indução magnética no sistema MKS. . (8-1) mostra que Eol1o deve ter a di~o do inverso do quadrado da velocidade. de acordo com a Eq. Em primeiro lugar. as semelhanças consistem no fato de que o módulo de ambas as forças depende do produto das cargas e do inverso do quadrado de sua separação (além de uma constante dimensional)..1. a força está sempre no plano definido por r e v1 . a não ser que v seja perpendicular a r. a força é sempre perpendicular a v.qq1 ~ x (:". assim. a partir da Eq. c x r~).Fm. para assegurar que a carga teste não afeta as fontes de B. Se tanto um campo elétrico como um campo magnético estiverem presentes.. (8-3) é o newton-segundo por coulomb-metro. A direção da força magnética. v o Fm = O para qualquer campo B. = q(E + v x B). Mais importante. (8-3) onde a indução magnética B é fLo q 1 B=--V1 4n r2 x-o r r (8-4) Se estiver presente mais de uma fonte de cargas em movimento..

por conseguinte. mas é diferente num sistema de coordenadas em movimento. porém o campo magnético das cargas em movimento não o é. c o mesmo que E (e de forma relativística v/c aparecer ** Em particular. discutiremos a força que atua sobre uma corrente de condução num campo magnético e. mesmo que E e B se modifiquem quando VI for comparável a c. É o que se verifica em eletroímãs. Na próxima seção. Nossa primeira advertência consiste na alumação de que a teoria da relatividade é necessária para ajustar o eletromagnetismo. Isto é. (8-2) e (8-4) são apenas aproximações de primeira ordem das expressões relativísticas cor· retas que serão deduzidas no Capítulo 21 e somente se aplicam quando VI ~ c. motores. será. Em unidades gaussianas.) Finalmente. Isto quer dizer que para um dado par de partículas. (8-1). porém existem sistemas de partículas onde isto não é assim. na Seção 8-3. numa corrente de condução. Devemos observar que os campos produzidos pela carga em movimento uniforme q I estão relacionados por B _ VI E c c -- x- (Esta relação vale para velocidades arbitrariamente grandes. uma vez que eles· se cancelam nas aplicações que serão feitas neste e nos próximos capítulos. Como F m ~ Fe. Contudo esses aspectos não nos preocuparão agora. De fato. Esta dependência do sistema de coordenadas contradiz a suposição da mecânica clássica de que as forças são as mesmas em todos os sistemas de coordenadas inerciais. ** e que não se muda simplesmente o sinal quando os índices das partículas são permutados. com o estudo das interações magnéticas entre correntes de condução. Não é necessário examinar aqui o significado da relação. observa-se que a força magnética não de· pende apenas da velocidade relativa das duas cargas. discutiremos a produção de um campo magnético por uma corrente de condução dada. as Eqs. Iniciaremos. em que Eo = 1/411 por definição. uma conseqüência necessária se a luz for uma onda eletromagnética. porém. (8-{)) deve valer em qualquer sistema de unidades consistente. pode parecer à primeira vista que a força magnética poderia ser sempre desprezada em comparação com a força elétrica. * A Eq. veremos que esta coincidência numérica não é acidental. v Fm=q-xB. se as velocidades das partículas forem pequenas comparadas à velocidade da luz. o campo elétrico macroscópico é zero.Definição de lndução Magnética 163 que é numericamente igual à velocidade experimental da luz. . Uma diferença maior entre os dois sistemas de unidades se deve ao fato de que em unidades gaussianas os dois c são separados com os dois v. transformadores e outras situações em que forças magnéticas têm importância prática muito grande. * No Capítulo 16. onde estão presentes cargas positivas e negativas em igual densidade. ela se anula num sistema de coordenadas que se movimenta com velocidade v. De fato. mas simplesmente usar o fato experimental. Ilo /411 = l/c' é um valor experimental. a interação magnética será muito menor que a interação elétrica. de modo que se define e Esta tem a vantagem de B ser dimensionalmente explicitamente).

a não ser que B seja uniforme. pode-se realizar uma expansão direta. (8-8) pode ser integrada para dar a força sobre um circuito completo (ou fechado). nenhuma simplificação se poderá fazer. (8-10) Uma outra quantidade interessante é o torque sobre um circuito completo. não variará. todavia. Se dI for um elemento do condutor com o sentido considerado como o da corrente I. dI será paralelo à velocidade v dos portadores de carga dentro do condutor. (8-9) Enquanto B depender da posição. Como o torque é o momento da força. a única simplificação que se pode fazer na Eq. isto é. (8-8). contudo. a força sobre o elemento dI será dF = NA I dI I qv x B. que ele conduz. F = ·c f I di x B =O (B uniforme). todavia. en tão F = ·C I f di x B. A integral remanescente é de fácil resolução. independente da posição. 8-5). se ele for uniforme. (8-7) Por isso. o torque infinitesimal dr. (8-7) onde A é a área da seção reta do condutor e q é a carga por portador de carga. Se. = r x dF = Ir x (dI x B). Assim. Eq. Como v e dI são paralelos. a contudo. ela poretirar de igualmente ser removida da integral. a partir da força de Lorentz (Eq. deve ser nula. B for uniforme. Como ela é a soma de vetores infinitesimais que formam um circuito completo. o resultado final. = I 'c f r x (di x B). é dado por dr. (8-11) o torque sobre um circuito completo é r. (8-7) é dF = N q I v I A dI x B. Se várias espécies de portadores de carga estiverem envolvidas. (8-7). dF = I dI x B (8-8) é escrita para a força exercida sobre um elemento infinitesimal de um condutor de corrente. dando I I· F I di = I IJ c Ix B. (8-12) Mais uma vez. Se houver N portadores de carga por unidade de volume no condutor. uma forma alternativa da Eq. uma soma deverá ser incluída na Eq. A Eq.164 Campo Magnético de Correntes Estacionárias 8-2 FORÇAS ATUANTES SOBRE CONDUTORES EM QUE CIRCULAM CORRENTES Pode-se encontrar uma expressão para a força que atua sobre um elemento dI de um condutor de corrente. escrevendo-se (8-13) . (8-9) é da integral. NqlvlA expressão é justamente a corrente para uma só espécie de portador. Se o circuito em questão for representado pelo contorno C.

até algum limite superior ~.y dyBx as componentes . é positiva.x dxB: Como se supõe B independente de r (campo uniforme). encontram-se prontamente .Ib Ç2(1]) d1]. Usando a projeção sobre de sua projeção sobre o plano o plano 7). As integrações espaciais que devem ser efetuadas são de duas formas gerais: (8-15a) (8-15b) ~-ç dç ~. A integral pode ser escrita como dt t t t t b •a { ç d1] = f •• a (1(1]) d1] + . A primeira das equações é trivial porque representa a integral de algum limite inferior ~1.::: d:::B} . 8·1. podemos tirar as componentes de B das integrais que aparecem na expansão da Eq.--. onde ~ representa qualquer coordenada e 7) representa qualquer coordenada diferente de ~. 1]. Na Fig. 7). portanto não fará diferença se a integral. o plano 7) é mostrado juntamente com a área infinitesimal ~ dT!.Forças Atuantes sobre Condutores em que Circulam Correntes 165 A partir destas componentes. Integrais da forma (8-15b) envolvem apenas duas variáveis. (8-12).x dxBj' .--I l I 1 I I r r --1----. Figura 8-2 Solução da integral f ~ d1]. +x +y dyBx.::: d:::Bx de r x (dI x B) [r x (di x B)L [r x (di x B)l. . 8-2.y dyB: x d:::Bx . (8-15b) representa. o resultado será zero. Isto. na figura. (8-14).~ d1]. I I ~ Figura 8-1 Projeção da curva C sobre o plano ç. for tomada ao longo da curva C real ou ao longo 7). en· tão o sentido segundo o qual o contorno segue dará uma normal no sentido positivo de ~. de ~ mais a integral de ~2 até ~1 de ~ d~. d:B)" (8-14) = ::: yB: d . (8-16) r i I 1 c b I I I 1 / / /. naturalmente. o que elimina seis termos da Eq. é fácil ver o que a Eq. Se ~ e 7) aparecerem em ordem cíclica para um sistema de coordenadas dextrógiro. [r x (di x B)]: = = y dxB} + :::dxB:. Uma vez que a troca dos limites introduz um sinal negativo. dá a área compreendida pela curva projetada e que. r-. como é ilustrado na Fig.

B fácil mostrar. = A. (8-20) com A definido acima. Usando este resultado para resolver as in- = I j c [r x (di x B)]x = I(AyBz - . As três expressões resumem-se t = IA x B.166 Campo Magnético de Correntes Estacionárias Assim. a corrente existir num meio.y. * A quantidade de A aparece muito freqüentemente na teoria magnética e é chamada de momento magnético do circuito. obtemos 'x t cíclica de x. como se mostrou anteriormente. Se. Ampere apresentou os resultados de uma série de experiências que podem ser generalizadas e expressas na linguagem matemática moderna como (8-25) * Observe que não se impôs nenhuma restrição às curvas planas sobre C e que esta definição de A torna desnecessária q ualq uer restrição. z. em vez de estar confinada em fios. a identificação I dl-+ J dv (8-23) será apropriada. yz e zx. que a integral de r x dI ao longo de um percurso fechado dá duas vezes a área encerrada pela curva. podemos escrever (8-17) TI. por meio da técnica usada acima. O símbolo m será usado para o momento magnético. dm Escrevemos então (8-24) = tr x J dv. (8-18) com expressões semelhantes claramen te na expressão para as componentes y e z. algumas semanas após Oersted anunciar sua descoberta de que as correntes produzem efeitos magnéticos. (8-21 ) li = II·c I r x di (8-22) como uma expressão alternativa para o momento magnético. (8-19) onde A é o vetor cujas componentes são as áreas compreendidas pelas projeções da curva C sobre os planos xy. que será útil ao estudarmos as propriedades magnéticas da matéria.4zBy). . ç como permutação com tegrais. I li= IA. Assim t fc r Isto pode ser usado para obter 1 x di . 8-3 LEI DE BIOT E SA VART Em 1820.

I. A força F2 é a força exercida sobre o circuito 2 devido à influência do circuito 1. de passagem. (8-25) serve como uma definição primária do ampere. New York. se usarmos o mesmo argumento que nos levou à Eq.:1). em termos da qual se define o coulomb. que tem havido alguma controvérsia com respeito ao nome das diversas leis. (8-25) implica t B(r2)= 4n'l Id' dll Ir2-r1 -. Como um último ponto. Não queremos entrar nesta controvérsia mas recomendamos ao leitor interessado consultar o excelente trabalho de E. violar a terceira lei de Newton por causa da falta de simetria. (8-9). F2 = -F). que a Eq. . 8-3. (8-26) e (8-27) tomam as formas B( )_Po I' r2 4n:·v J(r)) x (r2 . e a Eq. superficialmente. 1951. por meio do uso de alguns dos teoremas de análise vetorial. isto é. (Veja o Problema 8-4. (8-27) será uma conseqüência imediata da Eq. Whittaker. Esta equação é uma generalização da lei de Biot e Savart. Po x (r2 (8-26) Figura 8-3 Interação magnética de dois circuitos de corrente. (8-26) como para a forma diferencial dB(r2) = Po 4n 11 di) x (r2 Ir2-r)1 - rd (8-27) A Eq. (8-4) aplicada a um condutor.) evidente. Por definição. Philosophical Library. é simétrica. contudo. T. Hislory of the Theories of Aelher and Electricity. A Eq. * cujo nome se usará tanto para a Eq. os dI e os r são explicados pela figura. (8-7). pode-se mostrar que ela. Vol. na realidade. Po 4n = 10-7 NjA2 em unidades do sistema MKS. pela Eq.rdd' I r2-r1 13 (8-28) 1'1 * Mencionaremos.Lei de Biot e Savart 167 Esta expressão formidável pode ser entendida com a ajuda da Fig. (8-25) parece. as Eqs.

r1)/lr2 .r-13 r2 - rI dl'1 Todavia. Como primeiro exemplo.r1l em relação a r2' Como o rota- 8-4 APLICAÇÕES ELEMENTARES DA LEI DE 810T E SAVART A classe de problemas à qual se pode aplicar a Eq. V x G + G . desde menos infinito até mais infinito. Nesta seção. consideraremos algumas das situações mais tranqüilas.471: 110 ' I' v J(r1)' V2 X r I -1-2 -. Imagine-se que o fio se situa ao longo do eixo x. V x F temos . (8-31) numa integral em 8 de dá . (8-28) ou (8-26). (8-26)] é limitada principalmen te pela dificuldade experimentada ao efetuar as integrações. (r2 .= tan (rr x e Ir2 r11 a D) = . como se pode verificar matematicamente: tomamos o divergente da Eq.ri está no plano xy. A geometria está mais bem explicada na Fig. Usando V o (F x x G) = . e que conduz uma corrente /. (8-30) A Eq. É uma observação experimental que todos os campos de indução magnética podem ser descritos em termos de uma distribuição de corrente. em seções posteriores estudaremos outras técnicas para a obtenção de B.tan O (8'-33) =a cosec (7T - 8) =a cosec 8. Usando estas relações para transformar a Eq. com algum l(rl)' Disto resulta que não há pólos magnéticos isolados e que V' B= O. (8-28). (8-28). V2 • B(r2) = -.r113 é o gradiente de -1/lr2 cional de qualquer gradiente é nulo. . segue-se que . B sempre tem a forma da Eq. O (8-34) até 7T. (8-30) é verdadeira para qualquer B da forma das Eqs. Isto é.168 Campo Magnético de Correntes Estacionárias e (8-29) para uma distribuição contínua de corrente descrita pela densidade de corrente J(r). A indução magnética é simplesmente (8-31 ) Como r2 .F . 8-4. examinaremos o campo magnético devido a um longo fio reto. (8-32) Além disso. O campo será calculado num ponto típico r2 sobre o eixo y. (8-28) [ou a Eq.

só é necessário notar que o problema exibe uma simetria óbvia com respeito ao eixo x. a expressão de B será relativamente simples. se somente forem considerados pontos sobre o eixo de simetria.rt 169 B(r2) = ~ Ik 4n fl -I.0 (.·-rll --- .gnético no ponto P devido a um longo fio reto. a espira circular está no plano xy. Dessa forma. -. A Fig. _ floI '0 Q. são usadas as seguintes expressões: di = o d{1( -j = . Isto está em completa concordância com o resultado elementar que dá o sentido de B pela regra da mão direita. de acordo com a Fig. Para que se generalize este resultado. (8-37) A integral dos primeiros dois termos é nula. 8-5.:o senO n + k02) de.". (8-26) temos _) .-' 7 li /1.:o cos () + + o 0.Aplicações Elementares da Lei de Biot e Saw. 8-5 ilustra a geometria e as coordenadas que serão usadas. Neste exemplo. Substituindo estas na Eq." O dO = _0_ k(-cos 4no fl I fi) ° /" = _0_ k. . ° sen o 1. lj. todavia. empregaremos um tratamento vetorial completo para demonstrar a técnica.:2)12.r ---- - . com o condutor no centro.I 1 -'-"-- :' -+ Figura 8-4 Campo m3.4 r2" B( •.-T. O campo será calculado no ponto r2 sobre o eixo z. Como um segundo circuito simples. Fio I ---- / . : ! lI' T. (8-26) em que. assim B(2) = 2 flo I 02 (22 + 02)3'2 k.io cos = (02 sen O - fi + j cos O). 2no fl I (8-35) iXir. concluímos que as linhas de B são circunferências em todos os pontos. (8-38) que.:.r11 + . A indução magnética é dada pela Eq. (8-36) . O campo magnético produzido por tal circuito num ponto arbitrário é muito difícil de calcular. se situa ao longo do eixo z. evidentemente.: 2 j. r2 Ir2 - ri jo sen fi + k. consideraremos uma espira circular. .

:2 1 1 \ + a2)3/2 + [(26 ~ .170 Campo Magnético de Correntes Estacionárias lj . 8-6 ilustra esta configuração. A derivada primeira de Bz em relação azé 3 2 (z2 2. (8-38) a cada uma das bobinas. Campo axial de uma bobina de . separadas por tal modo que a segunda derivada de B se anula num ponto soentre as bobinas. A indu- N tio I a2 '"'I I \(.Y espiras Figura 8-6 Helmholtz.) - corrente freqüentemente usada é a bobina de Helrnholtz.:-26) \ + a2 )512 2 [(26 . A Fig. 1' Figura 8-5 Campo lar .:)2 + a2FI' (8-39) obtida através da aplicação da Eq. O fator N é incluído para o caso em que cada bobina contenha N espiras. com um eixo comum. axial de uma espira circu- Uma configuração de se compõe de duas bobinas uma distância escolhida de bre o eixo a meia distância ção magnética no ponto P é __ S:e.. que circulares de mesmo raio..: 3 - 2(.:)2+a2F/21" (8-40) :26 -.

a escolha apropriada de b é 2b =a. usa-se comumente. Damos. (8-43a) para a indução no ponto médio da bobina de Helmholtz. em que são freqüentemente usadas para produzir um campo magnético relativamente uniforme em pequena região de espaço. como conseqüência. a unidade gauss do sistema gaussiano* de unidades: um gauss é igual a 10--4 tesla. Bz (z) difere de B z (aI2) em menos do que uma parte e meia em dez mil.-10' 5/2a 32nN 1 .(b2 ++ b~=-a2 5b2 a2f2 .2 2:2 d:2 - - 2 (:2 + a2)712 + [(2b Em z = b esta se reduz a - + a2p'2 . Se a quarta derivada for calculada explicitamente.2b )2 . para B. B:(z) = B:(!a) + i4(: . A derivada segunda em relação a z é d2B: _ 3J1oNla2 I \(:2 I Z)2 I + a2)52 S S . como referência. 248-1 + .• = -3.:=ta 'L.:)2 + a2r/2 I /' dz2 d2B:1 :=b 2 = _ 3J1oNla2 1 Ih2 + a2 . mero de espiras em cada uma das bobinas. a indução magnética no ponto médio será (8-43) As bobinas de Helmholtz possuem um papel importante na investigação científica. O tesla é uma unidade bastante grande para medir a maioria dos campos nos laboratórios.(a/2) (I - (Z r). Consideremos o campo magnético num ponto sobre o eixo..!at 0-4. Bem gauss. (8-44) Dessa forma. O campo Bz(z) pode ser expandido numa série de Taylor em torno do ponto z = +a: B.. * N é ainda o nú· Este sistema ~e unidades acha-se exposto no Apêndice 11.a/21 é menor que aI IO..(z) Bz(z) poderá ser escrito corno: ~~~ -a a/2 = B.Aplicação Elementar da Lei de Biot e Savart 171 Em z = b esta derivada se anula.Sb'21 I' (8-41) que se anulará se a2 - 4b2 = O.(z) = BJla) 1 + (z . I em ampere. a em em. próximo a meia distância entre as bobinas. na região onde I z . (8-42) isto é.. Como as primeiras três derivadas se anulam. a separação das bobinas será igual ao raio. B. Com essa separação. Evidentemente.Ia) ~ 1 ?8-1 z = ta o: + . Assim. . B.2 [(2h 2(: .

isto é. (8-26) ou (8-28) e devidos a correntes estacionárias. comparado com seu raio. O fato de aparecerem dois senos ao invés de apenas um. Essa configuração é ilustrada na Fig. (8-46) torna-se B: ( Zo ) = flo L. disto. -o L .172 Campo Magnético de Correntes Estacionárias Um outro dispositivo ao qual se pode aplicar a Eq. 8-7. encontramos que (8-45) dz I·LI _a~C-~~la-=_ z Zo ------------I /P I~ -- - --L---. a correntes que satisfazem .1oNI/L. ai e O'z serão ambos pequenos ângulos e poderão ser aproximados por a a (8-48) ~1 ~ -=. é conveniente introduzir os ângulos ai e az (ambos positivos) mostrados na Fig. magnético axial de A mudança de variável B = a tan 8 leva a '0. que se Zo = LI2 e L/a = 10.. (8-38) é o solenóide.. Para ajudar a compreender a aproximação que usualmente se faz. '"02 /10 L I N = --- /102L I N _[sen 132 -2 ------------ sen e 1 ] ' (8-46) onde 81 = -tan -1 (zo Ia) e 8z = tan -1 (L . :12 ~ ----.-o Mantendo os termos quadráticos nas expansões de cos 0'1 ecos 0'2. ou seja. + NI [COS CXl cos . a Eq.Zo (z : o ) --I cos e de _ -_ Figura 8-7 Campo um solenóide.. Para campos de indução magnética dados pelas Eqs. Observando que o elemento dz contém N dz/L espiras.zo)la. e Zo não estiver demasiadamente próximo de zero ou L.L 11 - 4-2 . aplicando a Eq. como na fórmula elementar.4 ( L __ -o )2/' ~o (8-49) Concluímos. resultará um erro de 2 por cento ao desprezar os termos quadráticos.. Em termos destes ângulos. (8-38) a cada elemento e somando os resultados. obtemos _ ~ /10 NI J a2 a2 \ Bj-o) =. representa as correções das extremidades. Um solenóide pode ser descrito como N espiras uniformemente enroladas em uma forma cilíndrica de raio a e comprimento L. Bz = J.--2-. z . 8-7. A indução magnética no ponto Zo é encontrada ao se dividir o comprimento L em elementosdz. como mostrado.CX2] (8-47) Se o solenóide for longo. 8-5 LEI CIRCUIT AL DE AMPERE .:-.

I (1-45) Usando a Eq. de forma a que se tome mais útil quando materiais magnéticos estiverem presentes.ri 13 f2 fi) _ - J(fl)' V2 I f2 . J = O. O termo \ . (8-53) . esta se anula se a superfície for escolhida fora de uma região onde J não se anule.J para a componente anula-se devido à condição da Eq. Neste caso. como na Eq.ri) .f113: 4rr·v =. O fio longo.. (8-51) é válida enquanto J for a corrente total e \ . conseqüentemente. (8-52) para um caso simples. Esta aplicação do teorema de Stokes é expressa como r 'S v x B . de forma semelhante. o resultado final é (8-51) que será -denominada forma diferencial da lei de Ampere. obtemos J Jc B· dI = Po 'S r J.- I ·"I-X2 rj-f2 13 ". ele imediatamente dando Po J(r2). \ J --. às vezes muito útil. (8-28). O rotacional envolve uma diferenciação em relação a f2 e. B . dI t = I B I1 dI I cos X = I B I. de. instrutivo verificar a Eq. Isto se faz calculando simplesmente o rotacional da Eq. (8-50) e pode-se converter a integral de volume do lado esquerdo numa integral de superfície usando o teorema do divergente. (8-50) pode-se deduzir uma equação muito importante para o rotacional de B. Com IB I como dado acima. Da figura. por causa da simetria entre f2 e fi' a ri (com um sinal nega. n da = " B' dI. A corrente é dirigida para cima e C é descrito no sentido antihorário. O segundo termo anula-se como se pode mosde uma integração por partes: '" 1 '(J I XI-X2 fl-f2 13 ). Pode-se usar o teorema de Stokes para transformar a Eq. (O mesmo resultado é conseqüência direta da identidade 1-2-4 da Tabela 1-2.J I + J. J = O.fi 13 dl'l' f2 fi] _ A derivada pode ser agora mudada para diferenciação em relação tivo) no segundo termo. (8-51) em uma forma integral.J(fj)' Vj I fj I -.) Assim. 8-8 ilustra a geometria. todayja.r )10 V2 x B(f2) [ J(fJ) ( ""2' I r2 .r2 13 ] r f2 dz·l· termo é expresso em temlOS da função delta de Dirac.\2 13 x e.. para as outras componentes.Lei Circuital de Ampere 173 "" . de um percurso (8-52) fechado é que simplesmente diz que a integral de linha de B em torno igual a Po vezes a corrente total através do percurso fechado. (2-57). B a uma distância r do condutor é A dado por B(r) = po1/21fr e é tangencial a um círculo de raio r com centro no condutor. Isto será modificado no Capítulo 9.:"1 I rl-r2 -. (8-51) para V x B. opera apenas sobre o fator (f2 . Fig. V2 x B(r2) O primeiro é integrado trar através =l/o 471: 'I' r I J(rj}4n c5(r2 .fl)/lf2 . reto proporciona um exemplo particularmente bom.n da. a Eq.

' . Além disso. cujo centro se dirija para fora do papel. (8-52) são círculos centrados no condutor central. Queremos dizer com isso que podemos usá-Ia para a obtenção do campo magnético devido a certa distribuição de corrente de grande simetria. J B . I . da simetria do problema. como é mostrado na Fig.174 Campo Magnético de Correntes Estacionárias . de raio r. como é chamada a Eq. Como exemplo.• 2n f. As curvas adequadas para que se aplique a Eq. Suponhamos que os dois condutores conduzam correntes totais iguais de magnitude J em senti· dos opostos. consideremos um cabo coaxial constituído de um pequeno condutor central de raio a e um cabo coaxial cilíndrico externo de raio b. . . que B deve ser tangente. é em muitas formas paralela à lei de Gauss na eletrostática. '0 _0_ 211:r r dO = f. 8-9.1o J. É claro.1 J f ·c B· dI =. . B não pode depender do ângulo azímutal. (8-54) que representa um caso especial da Eq. I' ~i~. (8-52). em toda parte. .j !i Figura 8-8 Verificação da lei circuital de Ampêre para uma forma geométrica longa e reta. Para um destes círculos. . . sem necessidade de calcular as integrais complicadas que apareceram na lei de Biot. A lei circuital de Ampere. a um círculo centrado no condutor e traçado pelo ponto em que B seja considerado. (8-55) Figura 8-9 Seção reta de um cabo coaxial. dI = 2nr B. (8-52).-.

todavia. 2nrB=/1oI. (8-57) B = V x V x A = /1oJ. também são mais complicadas do que as usadas para a obtenção do potencial eletrostático. O rotacional da indução magnética não se anula. Isto se faz observando que r2 - direta da Eq. a<r<b b<r. (8-56) trivial. Uma alternativa para se obter a Eq. (8-57). A possibilidade de fazer esta simplificação resultou da anulação do rotacional do campo elétrico. I ' (8-62) onde V 2 indica que a derivação se realiza em relação a \ x (epF) A identidade vetorial = epV \ x F .-]1 J(rdl = -J(r1) V2 (8-64) . aparentemente com bastante dificuldade. contudo. temos retangular e usando a solução da equação de Poisson como (8-61) As integrais desta expressão são muito mais fáceis de calcular do que as integrais da lei de Biot.Vz I rZ-r] f2.F x lfJ. (8-63) que vale para qualquer vetar F e qualquer escalar dá x I V2 X \ 1 1r 2-':"'-. Vep. obtemos V2A = V x A. Dessa forma.Potencial Vetaria] Magnético 175 que deve ser igual a /10 vezes a corrente total através da espira. r] 13 = 1 I rZ-r] . (8-61) consiste na transformação (8-28) na forma da Eq. (8-58) =- /1oJ· (8-60) Integrando cada componente guia. seu divergente sim. Como o divergente de qualquer rotacional é igual a zero. é razoável supor que a indução magnética possa ser expressa por B A única condição que se impõe a A é que V x Usando a identidade (8-59) e especificando que VoA = O. 2nrB=O:' Pode-se obter este resultado. por meio da integração da lei de Biot 8-6 POTENCIAL VETORIAL MAGNÉTICO O cálculo dos campos elétricos foi bastante simplificado com a introdução do po· tencial eletrostático.

temos (8-65) Pode-se formar o rotacional fora da integral. Eq. Isto se pode verificar pelo cálculo direto de V X A. (Veja o Apêndice m. (8-61). Para evitar uma falsa impressão. (2-46)... que o cálculo do potencial vetorial num só ponto não é útil porque a indução magnética é obtida por derivação.dr'. isto é.. 1'2 Ir - 2rl' r2fl'2 (8-67) em potências de ri /1'2. Em circuitos cujas dimensões são pequenas comparadas com aproximado. Ir2-r11 (8-66) r2 . 1 411: . que O potencial vetorial seja tão útil quanto o potencial eletrostático no cálculo de campo simples..) I . (8-61). a grandes dist:incias. dr. * A espira circular envolve integrais elípticas e assim por diante. ~. igual à (8-61 ) resulta também desse procedimento. como na Eq. (8-65) exatamente Eq.na / A(r2) =~110 J.. 8-7 CAMPO MAGNÉTICO DE UM CIRCUITO DISTANTE O potencial vetorial magnético devido a um circuito pequeno.. a circuitos de corrente fazendo a substituição: J dv . escrevemos. deve-se observar que não há essencialmente casos em que A possa ser calculado numa forma fechada simples (embora isto se possa sempre fazer numericamente para distribuições de correntes limitadas). também. rI l-I I r2 - I + rl'r2 ri --7~ + . A principal utilidade do potencial vetorial é em aproximações como as que serão expostas na próxima seção e em problemas que tratam de radiação eletromagnética (veja os Capítulos 16 e 20). ·1 (8-68) Existe efetivamente um potencial vetorial finito para um longo fio reto: A = . \' .(1"0 If2rr) ln r k * em coordenadas cilíndricas para um fio sobre o eixo z conduzindo uma corrente k. (8-28).•. Assim. Ir2 e expandimos - o denominador pode ser rll-l = (d + ri obtendo -. Deve-se notar. Podemos aplicar a expressão do potencial vetorial.176 Campo Magnético de Correntes Estacionárias uma vez que J(rJ não depende de r2' Combinando estes resultados na Eq. (8-57). O longo fio reto dá um resultado infinito para A quando se usa a Eq. Para fazê-Io. pode ser calculado com relativa facilidade. Dessa for. o que deixa a Eq.

(8-74) Nesta dedução. (8-22) define a quantidade entre colchetes como sendo o momento magnético. supôs-se que todos'1 ~'2. Primeiro. V) ri f2 + mV . obtemos exata.) - = V x A(r2) =Po 4rr V x ( m x "3 r2 /"2 ) = - 4rr Po [ (m . (8-72) Como o último termo é um diferencial exato. dessa forma. portanto. ro. A(r2) = 4rr /10 m x r2 3 1'2 . não contribui Eq. o segundo integrando é um termo da expansão (8-70) Para eliminar o primeiro termo da direita na Eq. Pode-se determinar a indução magnética tomando-se o rotacional da Eq. 1 . (8-74).ri ri 3r. + "'1' (8-69) A primeira integral anula-se. dr1(rl • I r2) = -4rr \. f2 • -- d = Q. Isto se consegue facilmente através de identidades vetoriais. Segue-se. do circuito. que para a segunda integral da A(r2)=- 4rr Po [I 2· r) xdrl \' J x"3" f (8-73) 1'2 2 A Eq. B(r. (8-74) não é válida numa origem arbitrária. (8-66). In~ ~ observando-se que -:s : 2 (". obtemos Po A(r2) J 11 . (8-70). mas apenas numa origem próxima do circuito. V) r2 _ •3_-12 /"2 3(m . a Eq. escrevemos o diferencial de rI (r2 • rI) para uma pequena variação em rI como (8-71 ) que é.'2 (f2) 12 --:3 = -3 ~ m) 1'2 m 3 3mx.Campo Magnético de um CiIcuito Distante 177 para primeira ordem em'l 1'2' Usando isto na Eq. (8-69). (8-78) . Como conseqüência.j 1'2' drl + --:3 j 12. (8-70) e (8-71) e dividindo por dois. 3 =. r 2')r ----- d (8-77) O segundo termo envolve apenas o cálculo de V . De acordo com as Eqs. - ri r2] " (8-75) O primeiro termo erytre colchetes pode ser transformado. naturalmente.\:2 r2 12 (8-76) por conseguinte (m . ~ f.

Um circuito grande C pode ser dividido em muitos circuitos pequenos por meio de uma malha. Quando for o caso. o efeito líquido será o mesmo que se a carga 'circular somente no circuito C. (Veja o Problema 8-25. Se cada pequena espira formada pela malha conduzir à mesma corrente que era originalmente conduzida pelo circuito C. Usando esta expressão na Eq. B(rz) = 4n Po r2 [_ ~ + 3(m rz '5r2)r2] (di pala magnético) (8-79) A Eq. (8-84) uma vez que cada uma das espiras é suficientemente pequena para ser considerada como plana. (2-36) mostra que a Eq. pode-se expressar a indução magnética. o momento magnético pode ser escrito como = . em conseqüência do cancelamento das correntes no ramo comum das espiras adjacentes. (8-51) indica que o rotacional da indução magnética é nulo onde quer que a densidade de corrente seja zero. satisfaz a equação de Laplace.178 Campo Magnético de Correntes Estacionárias Finalmente. que é chamado de potencial escalar magnético. Se observarmos que a Eq. como é ilustrado na Fig. (8-79) mostra que o campo magnético de um circuito distante não depende da sua forma geométrica. (8-79) é da mesma forma que a do campo elétrico devido a m é denomium dipolo elétrico. então. obtemos (8-85) . A comparação com a Eq. Grande parte do trabalho na eletrostática pode ser diretamente aproveitado e usado para todavia. Para qualquer uma das pequenas espiras. (8-79) pode ser escrita como B(rz) então estará claro que (8-83) para um dipolo magnético m.) A expressão para o potencial escalar de um dipolo magnético é particularmente útil. deve-se ter cuidado ao aplicá-lo às condições de calcular '1'* em várias situações.110 --3V (m4n:r rz) . o que significa 110 VZcp* (8-80) que v . 8-10. o que explica o nome de dipolo magnético. (8-82) dm =Inda. nado momento de dipolo magnético do circuito.B = - = O. como o gradiente de um potencial escalar: B= -PoVcp* Contudo. (8-81 ) Assim '1'*. (8-83) e integrando-a sobre a superfície limitada por C. nestas regiões. porém somente de seu momento magnético m. contorno. o divergente de B também é igual a zero. Geralmente. 2 . \ 8-8 POTENCIAL ESCALAR MAGNÉTICO A Eq.

discutido anteriormente. (8-89) Disto também se conclui que o fluxo através de um circuito é independente da superfície particular usada para calculá-lo. Utilizaremos estes resultados no Capítulo 11. tem-se como resultado cp*(P) = _~ 4n: . ser expressa como cp*(P) = Jº 4n: • (8-87) onde sólido subtendido pela curva C no ponto P. todavia.Fluxo Magnético p Figura 8-} O Um circuito de corrente macroscópico construído por dipolos magnéticos elementares. r 'TI da/r3 é o ângulo sólido subtendido por da em P.. sr· r r' n. quando expusermos a indução eletromagnética. r2 deve ser interpretado como o vetar que vai desde da até o ponto P.da (8-86) A quantidade r ' n da é justamente r vezes a projeção de da sobre um plano perpendicular a r. Fazendo a substituição r2 = -r. 8-10. (8-86) pode. A Eq. escalar magnético pode ser usado no cálculo do campo magnético devido a circuitos de corrente ou a camadas magnéticas duplas (camadas de dipolo). Nesta equação. * Assim. então. Este procedimento é ocasionalmente útil ao tratarmos de problemas de circuitos. porém é de muito maior importância. O potencial 8-9 FLUXO MAGNÉTICO n é o ângulo A quantidade <1> = -s r B· n da (8-88) conhecida como fluxo magnético é medida em webers (Wb). isto é. -r. (j tesla é igual ao weber/m2 . cOmo é ilustrado na Fig. . O fluxo através de uma superfície fechada é nulo.rv V' B dv = O. Assim. seu uso principal é no tratamento de materiais magnéticos .* É análoga ao fluxo elétrico. usado antigamente como unidade de B no sistema MKS. como se pode ver ao calcular i' J s B· n da = .

pv = J para as espécies de partículas carregadas em movimento.180 Campo Magnético de Correntes Estacionárias 8-10 RESUMO A magnetostática baseia-se na adição de uma força magnética a uma força de cou10mb quando as cargas estão em movimento. x dI = tI 'C r f magnético do circuito.Vj -~ onde E é o campo elétrico produzido por c c x-E c qj e ~ 3 x 108 m/s = l/)(oflo é a velocidade da luz.r I Derivando-a. a força de Lorentz sobre uma carga teste q~com velocidade y é F = q(E +v x B). . escrevendo-se N q dv v =J dv = I dI. O campo magnético produzido por um elemento de corrente dB(r) J di' é = 4n flo I dl'--><-lr. Para uma distribuição geral de corrente J(r') como fonte. o Ylé campo magnético de uma carga fonte q 1 deslocando-se uniformemente com velocidade B. v flo r J(r') xJr. A integral + fc r x dI é o vetar cujas componentes são as áreas encerradas pelas projeções da curva C sobre os planos coordenados. B é substituído por B/c nestas fórmulas. . V x B = floJ para uma distribuição de correntes estacionárias com V' J= O. para um campo B constante. 1. o torque sobre um circuito é. t=m onde (unidades do sistema MKS) m é o momento x B. onde Nq = p. o campo de um circuito completo é calculado pela integração deste ao longo do circuito. temos a equação: B(r)= 4n .~ r') dr'.I r. vemos que não existem monopolos magnéticos: V' B= O.) Aplicam-se os resultados a correntes de condução. 13 onde flo/4rr = 10-7 N/A2 em unidades do sistema MKS. A força sobre um elemento de fio dI num campo magnético B é dF =I dI x B.r r'). No sistema MKS de unidades. I r. 2. (Em unidades gaussianas.

. A solução dipolar é a mesma. desloca-se num campo de indução magnética uniforme Bo' Demonstre que o movimento mais geral da partícula descreve uma hélice cuja seção reta é um círculo de raio R = mVi/qB.c ambos os lados sobre B· dI = 110 I. escalar tp*(r) (uma vez que V x onde J = O. . pode-se definir um potencial B= Esta.) 3. A(r) = 5. onde pode ser visto que B é constante em módulo. A uma grande distância multipolar de A dá da região 4n:. A lei de Ampere provém da equação do rotacional ao integrar uma superfície S arbitrária e aplicar O teorema de Stokes: j .Problemas 181 Estas são as equações diferenciais básicas que devem ser satisfeitas localmente em cada ponto por todos os campos magnetostáticos. fiO '\cp* a equação de Laplace satisfaz v2cp* = O. assim. de massa m e carga q. originar diferentes conjuntos de solu- porém as diferentes condições de contorno ções. A existência forma que da função potencial vetoria! A(r) provém da equação do divergente. 4. relativamente a alguma curva C adequada.) = fio 4n:r3 m x r + . (A equação do divergente é satisfeita também pelos campos que dependem do tempo e é a segunda das quatro equações fundamentais de Maxwell. é a corrente total através de S limitado por C. direção e sentido. Isto traz vantagens práticas no cálculo de B. cp*(r) podem m' r = 4~' PROBLEMAS 18-1 Uma partícula carregada. em algumas situações especiais de al ta simetria. (Aqui Vi é a componente da velocidade da partícula perpendicular a Bo .1' 110 ( Ir J(r'). do monopolo. Nas regiões B = O).) ~8-2 O hamiltoniano de uma partícula carregada deslocando-se num campo de indução magnética uni- . a expansão onde se localizam A(r) (Não existe o termo 6. n da onde 1= 'S í J. bem como o potencial eletrostático.r I dr'. específica. as correntes fonte J.. de B Para uma distribuição de corrente = V x A.

sendo os planos das espiras perpendiculares ao eixo da esfera e cobrindo completamente sua superfície. 8-10 Um solenóide de 15 em de comprimento é enrolado em duas camadas. 8-4 Demonstre que a lei da força. demonstre que as partículas aceleradas que se afastarem do plano mediano experimen tarão urna força que tenderá a traz. independentemente de o pólo superior ser um pólo norte ou sul. encontre a indução magnética axial em seu centro. Se o enrolamento conduzir urna corrente de 3 A. na superfície de uma esfera de madeira de raio a. do fio 2. (Sugestão: Considere 'V X B = O e Br = O no plano mediano. (a) Se IBzl for urna função decrescente de r.4~ /1 f' /2 . obtenha uma expressão aproximada para Br (componente radial do campo magnético) que seja válida para pontos muito próximos do eixo. desde o centro até uma das extremidades do solenóide.Z [r . -7 Dado um circuito de corrente na forma de um hexágono regular de lado a. é de atração. encontre a força magnética no segmento dI. Se a corrente no enrolamento for I. Eq.j(concordam do Problema 8-1. . pois F. 2. = -F I' 8-5 Suponha que um solenóide muito longo conduza uma corrente (supercondutora) de 10 A e tenha 1000 espiras por em. numa só camada. Se os dois fios paralelos forem muito longos e estiverem separados por urna distância a. encontre a indução magnética em vários pontos ao longo do eixo do solenóide.1 T.. Encontre a indução magnética no plano de urna peça de metal a urna distância b da extremidade mais próxima . onde r = (x' + y')1I2 é a distância do eixo das faces polares. Encontre a força radial por unidade de comprimento. corno é mostrado na Fig. Faça um gráfico da indução magnética axial em função da distância.I. que é paralela ao eixo z. 8-11 Um solenóide de seção reta quadrada (isto é.182 Campo Magnético de Correntes Estacionárias forme. Bo. é dado por )'( . A dimensão da seção reta é a.) (b) Se as linhas de B se encurvarem como na figura. um solenóide no qual as espiras são. e I" ambas de mesmo sentido.05 em. pela Eq. com o resultado 8-3 Um próton de velocidade 107 mls é lançado em ângulo reto com um campo de indução magnética uniforme de 0. _ - _m )- 1 p 2 - qBo ( m -2- xpy - YPx) BÕ. Tendo 'em vista que V • B'= O. da forma de um quadrado) possui N espiras por unidade de comprimento e conduz uma corrente I. diz' dll fz I fz-fl fi n • simétrico. Demonstre que a tensão no fio T é = Ia. de largura w e muito comprido. onde a é o raio do solenóide. (a) De quanto a trajetória da partícula se desvia de urna linha reta depois de percorrida uma distância de 1 em? (b) Quanto tempo leva o próton para percorrer um arco de 90°? \. encontre a indução magnética no centro do hexágono. demonstre que as linhas de intensidade magnética se encurvarn para fora. individualmente. A corrente existente ao longo de seu comprimento é I. pode ser transformada em Fz que é evidentemente Po rr = .ê-Ias de volta ao mediano. Cada camada contém 100 espiras.2 + q2 m (x + Y 2 ).!. ••. 8-9 Um grande número N de espiras delgadas muito próximas urnas das outras é enrolado. 8-12 A indução magnética num ponto sobre o eixo (eixo z) de urna espira circular que conduz urna corrente é dada. 8-8 É dado um pedaço delgado de metal. 8-11. Se o solenóide for muito comprido. r 8-6 Demonstre que a força entre fios paralelos conduzindo correntes I. se o circuito conduzir 8 a corrente I. I 8-13 A componente vertical da indução magnética entre as faces polares de um acelerador de partículas é dada por Bz = Bz (r. independentemente de estarem carregadas positiva ou negativamente. z). (8-25). a primeira camada tem 2 em de raio e a segunda. -8-- Demonstre que as equações de movimento que podem ser derivadas do. em uma espira do enrolamento. determine o cam po magnético no cen ([O da esfera. (8-381.

infinitamente longo.a. conduzem iguais porém I. que A = -ln poI 2rr onde" ""'8-21 uma e" são as distâncias do ponto do campo (r2) r) . circundado por de metal (de raio b). pelo fora 8-22 (:1) Dem6nstre que tc A • dI = <1>. paralelo aos fios. sobre o diâmetro que coincide com um diâmetro do condutor. como é mostrado na Fig. a <s <b densidade de corrente uniforme J. '8-20 Demonstre que o potencial vetorial magnético para dois fios compridos. 8·19 Um lOróide é enrolado uniformemente. Tem 1\: espiras que conduzem uma corrente I.. (8-30). Demonstre explicitamente que a indução magnética se anula sobre o eixo do fio . Faça isso para' > R e. ' 8-17 Um condutor cilíndrico. Encontre a indução magnética em vários pontos no interior do enrolamento toroidal. de raio b. 11-2. é um campo magnético adequado. Encontre o potencial vctarial magnético do sistema. em sentidos opostos é dado por retos e paralelos. (a) Use a lei de Ampere para mostrar que o campo é uniforme dentro e fora do so]enóide. 8-16 Usando a lei circuital de Ampere. até os fios e n é um vetor unitário É dado o seguinte fina casca cilíndrica correntes conjunto de condutores: um fio reto. que o resultado no limite a/L -+ O.n.o. encontre a indução magnética a uma distância.Problemas 183 Figura 8-11 *8-14 É evidente. O raio interno do toróide éa.) dade J em toda a extensão da cavidade e condutor. (b) Use este resultado e os do Problema 8-18 para encontrar A a uma distância' (r> a) e dentro (r < a) de um solenóide muito comprido. de condutividade g. < R. o eixo da cavidade . Encontre o campo B na cavidade.. num solenóide muito comprido (infinito). que apenas uma certa classe de campos (a) Verifique que vetoriais se habilita co- mo campo de indução magnética fisicamente realizável. :). (Sugestão: Trate uma distribuição de corrente equivalente com densimais -J na cavidade. onde R é o raio do fio. o externo é b. conduzcm à mesma corrente.. se B for nulo a uma distância infinita do eixo. o campo seja inteiramente orientado na direção z. y. B com g(x. tanto dentro como fora do solenóide. onde <1> o fluxo magnético através da superfície limitada é circuito C. não magnético. através da Eq. se g for uma solução da equação de Laplace. que B satisfaz a equação vetorial Demonstre de Laplace: 'V'2B = O em um meio homogêneo. (8-47) para encontrar B dentro do sólenóide. o produzirá. Encontre a razão b/a que permitirá que B não varie no anel por mais de 25%. do centro de um fio comprido que conduz uma corrente I. (b) encontre a densidade de corrente J que z) arbitrário.- ~ . O condutor cond uz uma é paralelo ao eixo do cond utar e está a uma distância s deste. iso- trópico. ··8·15 = (r r) x '\'g(x.. contém uma cavidade cilíndrica de raio a.. ás dois condutores opostas.!. em que existem correntes estacionárias. 8·18 Suponha que.. será nulo em toda Demonstre parte fora do solenóide. Dessa forma.y. (c) Verifique se \ X A = B. concorda (b) Use a lei de Ampere com a Eq. disposta coaxiaJmente com O fio. ----_.

Eq. Á. = Bxj. Para quais deles v • A'= O? Demonstre que AI . Demonstre que o campo magnético num ponto externo é um campo dipolar e encontre o momento de dipolo equivalente. Demonstre. (3-18). através de uma escolha vergen te desej ado . ml O está fixo.tr X B são todos possíveis potenciais vetoriais do campo uniforme B = Bk.eixo z. onde r é a distância do centro da espira até o ponto do campo e O é o ângulo entre r e o. (8-61). que se reduz ao potencial obtido em (b) sobre o eixo de simetria. vetorial entre m. *8-28 Uma esfera de raio a. deveria satisfazer a equação de Laplace. de raio a. (d) Use \{!* obtido em (c) para encontrar Br e BO em pontos que não estão sobre o eixo de simetria da espira. \{!*. monstre. supondo que a indução seja um campo num ponto dipolar. O). Ao = . (b) Demonstre que A + \71/1. entre r e ml e r e m" Demonstre que no equilíbrio. porém m. que conduz uma corrente J. ffil e ffi" estão no mesmo plano. torno do seu centro. (c) Dede 1/1. 8-29 Dois dipolos. em. que se pode construir urna solução para \{!*. O. é o gradiente de uma função. com velocidade angular constante. Deduza uma expressão para o ângulo de inclinação em função da latitude geomagnética. (c) O potencial escalar magnético. é dado por escalar magnético rp* sobre o eixo (eixo z) de uma espira = 1111 I - ~~=I " a2 + ::21 para obter uma expressão em série váli- (b) Expanda esta fórmula de acordo com o teorema binomial. que o potencial vetorial de B pode ter qualquer di- • 8-24 Demonstre que AI = -Byi. tan respectivamente (r é o deslocamento I = tan O. * 8-27 (a) Demonstre que o potencial circular. um potencial vetarial do mesmo campo B. ' onde O. comprido. w. é deri- rp* = - 27f J 11 em coordenadas cilíndricas. além disso. que V • A = O. pela derivação direta é uma função arbitrária. por simetria. está livre para girar em e .) -2 são os ângulos • .184 Campo Magnético de Correntes Estacionárias 8-23 onde 1/1 (a) Demonstre. V1/1 . como A. gira em torno de um eixo que passa pelo seu centro. e que \{!* satisfaz a equação de Laplace. é também adequada da Eq. da para z < a. usando os harmônicos zonais.A. que conduz uma densidade superficial de carga a (unida rigidamente). •• 8-25 Demonstre que o campo vável de um potencial escalar B externo a um fio reto. \{!* = \{!* (r. Por que este \{!* não é um dos harmônicos cilíndricos (como seria no caso do porencial eletrostático de uma linha de carga)? 8-26 O ângulo de inclinação magnética é definido como o ângulo reto entre a direção da indução magnética e o plano tangente à superfície da Terra.

se estivermos lidando com um circuito que consiste numa espira fechada. que são correntes circulatórias puras e não transportam cargas. que temos duas espécies de corrente: (1) uma corrente convencional. 9-1 MAGNETlZAÇÃO Cada corrente atômica é um pequeno circuito fechado de dimensões atômicas e pode. Assim. (9-1) é nosso procedimento macros185 . é completamente determinado pela especificação do seu momento de dipolo magnético. isto é. Realmente. Toda a matéria se compõe. O processo para achar o limite da Eq. ambas as espécies de corrente podem produzir campos magnéticos. por exemplo. pela qual passa uma corrente. ser apropriadamente descrito como um dipolo magnético. fundamentalmente.CAPÍTULO 9 PROPRIEDADES MAGNÉTICAS DA MATÉRIA Expusemos. poderemos calcular o campo magnético na região de vácuo que circunda o fio da espira com o auxIlio da lei de Biot. Seja mi o momento magnético do átomo de índice i. uma vez que o campo de indução magnética distante devido a um só átomo. a quantidade resultante. Somaremos. vetorialmente. A tais circuitos denominaremos correntes atômicas. portanto. M= 6v-0 lim ~ Llv Lm " i (9-1 ) é denominada momento de dipolo magnético por unidade de volume. m. no Capítulo 8. pelo mesmo método usado para definir a polarização no Capítulo 4. no movimento de elétrons livres ou de íons carregados e (2) correntes atômicas. magnetização. dessa forma. Preenchamos agora a região que circunda o fio com um meio material. então.v e. de átomos e cada átomo se constitui de elétrons em movimento. Parece. Definiremos agora uma quantidade vetorial macroséópica. que consiste no transporte de carga. ou simplesmente. técnicas para encontrar o campo de indução magnética resultante de uma distribuição especifica de correntes. Será a indução magnética alterada pela presença da matéria? A resposta será afirmativa. Cada um destes circuitos de elétrons está cónfinado a um só átomo. a magnetização M. todos os momentos de dipolo num pequeno elemento de volume 1:. o momento de dipolo é a quantidade que interessa aqui. Contudo. dividiremos o resultado por 1:.v.

Especificamente. ainda que não haja transporte de carga. vejamos um modelo simplificado de matéria magnetizada como se este se constituísse de correntes atômicas em circuitos fechados.x t:. lado a lado (Fig. M mede o número de circuitos de corrente atômica por unidade de volume multiplicado pelo momento magnético efetivo ou médio de cada circuito. será evidente que há mais carga se deslocando para baixo do que para cima. do ponto de vista macroscópico. porém em presença de um campo de excitação externo. o cancelamento não será completo. ela é denominada densidade de corrente de magnetização. 9-3). faz-se t:. Trataremos da dependência específica de M sobre B na Seção 9-6. No estado desmagnetizado. Consideremos dois pequenos elementos de volume numa peça de material magnético. porém não tão pequeno que não possa conter um número estaticamente grande de átomos.186 Propriedades Magnéticas da Matéria cópico usual. circulando no mesmo sentido. No momento. Assim. JM. V x M.y t:"z e se localizando próximo ao outro na direção do eixo y (Fig. Antes de deduzirmos esta importante relação que une JM e M. 9-2. Se a magnetização for uniforme. A função vetorial M proporciona-nos uma descrição macroscópica das correntes atômicas no interior da matéria. Do ponto de vista puramente macroscópico. Uma destas derivadas. consideremos a mudança abrupta na magnetização' mostrada na Fig. A quantidade M torna-se então uma função vetorial puntual. y. haverá um movimento efetivo de carga para baixo e esta "corrente" poderá produzir um campo magnético. Se a magnetização não for uniforme.v muito pequeno. z). se dirigirmos nossa atenção para a região entre as linhas tracejadas. a soma L mi dará zero como resultado da orientação aleatória dos IDi. M geralmente depende desse campo. z) + ay ~y + termos de ordem mais alta. a magnetização no segundo elemento será àM M(x. Falta-nos deduzir a relação entre JM e M. 9-1). y. Figura 9-1 Esquema simplificado de material magnético formado por correntes atômicas em circuitos fechados que circulam no mesmo sentido. Se a magnetização no primeiro elemento de volume for M(x. vem a ser a densidade de corrente de transporte equivalente. as correntes nas várias espiras tenderão a cancelar-se umas à~outras e não haverá corrente líquida efetiva no interior do material. Chamaremos isto de corrente de magnetização. todos os efeitos magnéticos devidos à matéria podem ser adequadamente descritos em termos de M ou por suas derivadas.y. . tendo cada elemento um volume t:. Como exemplo de magnetização uniforme. que produziria o mesmo campo magnético que o próprio M. z) seja uma função conhecida e calcularemos a contribuição do material magnetizado para o campo magnético a partir das equações desenvolvidas na Seção 8-7. admitiremos que M(x.

y y A corrente líquida para cima.y. desprezando os termos de ordem mais elevada que se anulam no limite onde cada elemento de volume se torna muito pequeno. + -a t. uy. ôy ôz.o~o :o 0000 cb o o0. Mx 6. é (Mx k + a~x ôy )ôx Ôy ôz = 1.0 0°60 ~lfl/ CD i i CD A componente x do momento magnético do primeiro elemento.] Figura 9·3 Substituição de elementos de volume de material magnetizado por correntes circulantes I~ e I~.6. pode ser escrita em termos de uma corrente circulante. na região entre os dois elementos de volume é 1. A (9-4) . c - 1" c = 8Mx -ay A ~ Ll. a componente x do momento magnético do segundo elemento.Ux # .-\.I~: (9-2) De maneira semelhante. Magnetização Figura 9·2 Exemplo de mudança ('.187 abrupta na magnetização.x 6.z.I/x •. (9-3) .

. Vo oEsse procedimento é indicado esquematicamente na Figo 9-40 00 O O O Ponto O O O O O ° f0 ~Q r_ rIO O O . z') dv'. dois elementos de volume adjacentes ao longo do eixo x e concentremos nossa atenção na componente y da magnetização em cada célula. isto é. de correntes atômicas no material.ado. y'. de cada !lu'). de material magnetizado se caracteriza por um momento magnético dm = M(x'. a seguir. !lu'. (9-7) Usando os resultados da Seção 8-7. Esta corrente líquida.188 Propriedades Magnéticas da Matéria Consideremos. de correntes circulatórias. podemos expressar a contribuição ao campo magnético no ponto (x. é denominada corrente de magnetização. a corrente líquida para cima devida às correntes circulantes que definem os momentos magnéticos é oMy (Ic)cima = ox Lix dy. z) de cada !lm (ou.y. de modo equivalente. cada elemento de volume. (9-6b) A densidade de corrente de magnetização é o rotacional da magnetização. Não é uma corrente de transporte mas deriva. (9-1). 9-2 CAMPO MAGNÉTICO PRODUZIDO POR MATERIAL MAGNETIZADO De acordo com a Eq. que provém da magnetização não uniforme. (9-5) Estas são as únicas correntes circulantes de uma célula particular que dão origem a uma corrente líquida na direção z.do campoO '"' O O O-CMO O O O Figura 9-4 Contribuição à indução magnética de uma disuibuição de material magnetiz. Dessa forma (9 -6a) ou JM =V x M. Na região entre as duas células. como vimos. O campo magnético é então obtido como uma integral sobre todo o volume do material. A área efetiva para cada uma das correntes nas Eqso (9-4) e (9-5) é !lx !ly.

como poderia ocorrer na interface de dois meios. e o gradiente de um campo escalar (como o encontrado na eletrostática) é mais fácil de calcular que o rotacional de um campo elétrico. Eq. a partir do campo A. da. Z ) . (9-8) e tentaremos outro procedimento. do rotacional sobre as coordenadas . esta integral (9-8) po- (1-1-9) e (1-2-3) das Tabelas A(x. temos de efetuar a operação V x M e. (9-9) onde 50 é a superfície de Vo. apresenta algumas dificuldades práticas quando se chega ao ponto de calcular B a partir de uma distribuição de magnetização específica.y. poderemos demonstrar que jM está contido no termo JM . após. Assim.Campo Magnético Produzido por Material Magnetizado 189 Ao invés de calcular B diretamente. Primeiramente. (9-6b) e definindo uma densidade de corrente jM. y'.Po r 4 n . é compensador ver que ela proveio da matemática de uma forma natural.rSo IjM . .da' I Po r r' . voltaremos à Eq. nal: t B(r) =V x A r = 4:n: Po onde os operadores diferenciais • Vo V x r . y. se a região for muito delgada. o potencial vetorial produzido por uma distribuição de correntes atômicas no interior da matéria tem a mesma forma que o produzido por uma distribuiçãO de corrente de transporte verdadeira. y'. Certamente é preferívellidar com quantidades escalares. Estamos interessaformalmente. (isto é. (9-11) esteja correta e de tal forma que complementa com exatidão os resultados do Capítulo 8. ção 8-7. Deve-se introduzir jM sempre que M variar abruptamente. o rotaciodos. em B.] dv'. de modo que tomaremos. obter B.ó.) Embora a Eq. z') x V' [ r -1 r . apesar de tudo.r 13 v = Po 4n Por meio das identidades de ser transformada em vetoriais r 'Vo M(x'. Devemos assinalar que a Eq. + -4 n·so Po r M x n -. se imaginarmos a região de descontinuidade em M estendendo-se sobre a distância . comprimento que flui na camada superficial) por meio da relação jM =Mx n. achamos mais conveniente tencial vetorial A e. se possível. Usando a Eq. ' (9-12) sem linha. Não obstante. z) é dado por trabalhar com o poDe acordo com a Se- A( - x. por meio da operação rotacional. (9-10) podemos escrever a Eq. (9-11). em seguida.r') [ M x I(r _ rT atuam 1 dt·. (9-11) Poderíamos ter-nos aventurado a antecipar a expressão final. porém. o potencial vetorial em (x. . Por essa razão.' I'r . vo M(x'. y. z') x (r .~. requer-se uma outra operação rotacional para a obtenção deB. z) n·vo I = Po r V'r-rx M 'I -4 dv . 1-1 e 1-2. não em A. r-r .A(r) = Po f Vo 4:n: JM(r') Ir - dv' r' I + 4n . (9-10) é a expressão apropriada para a densidade de corrente superficial que é compatível com JM ::: V' x M. uma corrente de magnetização por unidade de de magnetização superficial.r') d . (9-9) como .ó. jM poderá ser representada por uma função delta superficial.(Ou.

O integrando pode ser transformado uma segunda identidade (1-1-6).r') que se anula identicamente. Eqs. mos ? -.(F' V)G.r') I I (r _ r - r' 13 r') +M x V x [ I (r _ r' 13 ] . r (9-14b) em primeiro lugar. 13 (9-17) A quantidade <p*(r) é um campo escalar: o potencial escalar magnético. G)F . 131. Assim B(r) - (M . encontramos .r') uma vez que V • M(x'. (9-16) contém V x [(rr _ r' 13 ] = . obte~(r) = 110 4n: • vo 110M r M(r')4n: b(r . Em conseqüência 1 n: . (9-12). (9-15) e (9-17).rr').190 Propriedades Magnéticas da Matéria Como o leitor deve ter previsto.r') dv'.(V .r') dv' (9-15) por meio de = (r).r (r .V x V -. que vem a ser V [(r M· ~-.r') Ir - = 4. dv'. Fazendo F = M e G = (r . f vo M(r)'' Ir . V)F .r') (9-13) = ~(r) + BII(r).r') (r . z') = O etc.'Vo (M' V) n: r Consideremos. . recorremos às identidades vetoriais da Tabela l-I.•Ivo M(r')' n: r . " dv'. nosso passo seguinte é transformar o integrando da Eq. De acordo com (1-1-10).r')/Ir .1 .. r . . Usando a Eq. . (8-80). consideremos a integral Brr. Para isso. (9-18) para o campo de Somando as duas contribuições.I' ~1(r)=-f1oV-4 que pode ser expressa como a Eq. Ir _ r'/3 (r -:. V) I (r . (2-57). devido ao material magnético: 1 q>*(r) • (r . F)G + (G . vemos que a identidade se reduz a V x [(r x I r _ rT ] = M V' [ Ir _ r' 13] M . Em seguida.r ] = (M . . V) .r'13 e observando que as derivações se relacionam às coordenadas sem linha. a integral mais simples.r')] dv. V x (F x G) == (V .y'.".r') (9-16) O último termo da Eq. (9-14) onde ~(r) = 4n 110 ~Vo " M V' (9-14a) [ ~I(r) = -4~.

M. 50 M·r . As unidades de PM e aM são A/m2 e A/m. Este é um exemplo algo idealizado. Consideremos. (9-18). os pólos do ímã exercem uma influência desmagnetizante que destrói a uniformidade de M e dessa forma estende cada pólo sobre uma região um pouco maior que a superfície. M I r r' ' (9-21) onde 50 é a superfície da região Vo· Por analogia com a Seção 4-2. novamente. no vácuo. se sugere a transformação matemática: 1 M I r . (9-23) densidade superficial da intensidade do pólo magnético. o mesmo papel que PP e ap fazem na teoria do dielétrico.r' I V' . M é igual a zero e a indução magnética é então justamente o gradiente de um campo escalar que é a integral dos campos dos dipolos distantes. Como a magnetização é uniforme. isto é.n da' . e O"M(r') == M(r') . (9-20) <p*(r)= .1 r --. (9-22) chamada de dellSidade do pólo magnético. n.r' I I 4n vo I V'-. a indução magnética resultante de uma distribuição magnetizada da matéria pode ser expressa como a soma de dois termoS: o gradiente de um campo escalar mais um termo proporcional à magnetização local. As únicas densidades superficiais que não se anulam são as das superfícies que têm uma componente normal da magnetização. Num ponto externo. convém definir duas quantidades escalares: PM(r') == - V'· M(r'). uma barra uniformemente magnetizada.) A intensidade total do pólo de cada ímã é nula. na teoria do magnetismo. embora não muito diferente da barra magnetizada comum de laboratório. (9-19) Dessa forma. fazem. . Eq. ainda que um tanto artificiais. na forma. por exemplo. M) dv + f$0 M· n da = O. Estas quantidades são bastante úteis. Aqui. (Na prática. respectivamente. PM = O. que são chamadas pólos do ímã. é semelhante. familiar ao leitor.r' I . V' I r _ r' I 1 Ir M = V'· de forma que a Eq.-1 J ---dv' 4n .Potencial Escalar Ma"lYJlético Densidade de Pólo Magnético e 191 indução magnética: B(r) = - J10 V<p*(r) + J1oM(r).r 13r') . Este enunciado provém diretamente do teorema do divergente: f Yo ( - V . (8-83). (9-18) se torna Ir . dados pela Eq. (r ' = M . 9-3 POTENCIAL ESCALAR MAGNÉTICO E DENSIDADE DE PÓLO MAGNÉTICO A expressão do potencial escalar magnético. à do potencial eletrostático proveniente do material dielétrico polarizado.

A densidade de corrente J inclui apenas correntes convencionais da variedade de transporte de carga. porém os íons de ferro fixos no cristal contêm correntes atômicas. como porque conduz uma corrente de transporte de portadores de carga. que podem ser orientadas para produzir uma forte rnagnetização. Assim. o ferro. Além disso.rso (JM (r . (9-24) e (9-26). (9-24) onde cpr=*( ) 1 r 4rr. Na maioria dos problemas. (9-24) proporcionará.r' . pode conduzir urna corren te de transporte por meio de seus elétrons livres..I50 I(JM_da' e B(x. definida por H=-B-M. por exemplo. um de nossos melhores materiais magnéticos. 4n 1 r s O"M I da' r . I r . Vo (9-19a) Esta equação representa a contribuição do material magnetizado em tica em (x. porém M(x'.r '13 da + /loM(r). à indução magné- 9-4 FONTES DE CAMPO MAGNÉTICO. que podem ser medidas no laboratório. introduzimos um vetor magnético auxiliar. ambos os tipos de fontes magnéticas estão presentes: as correntes convencionais ou de transporte.192 Propriedades Magnéticas da Matéria Completaremos agora a dedução que iniciamos anteriormente.y.r') . obtemos . contudo. (9-18) torna-se (9-18a) cp * _ 1 rr (r) .0*). v PM dv' 1 r . em certas condições. Em geral./lo Vcp*(r) B(r) = 4rr ~ + /loM(r). z). urna equação integral para B. J é especificado. Com a Eq. a mesma peça de matéria pode produzir um campo magnético tanto porque está magnetizado. No caso geral. vimos como o material magnetizado produz um campo elétrico. z'). I r _ r '13 dv /lo + -4n . de modo que. e as correntes atômicas que se situam no interior da matéria.r') .r') I r ..-1 + 4.r '13 dv' .y'.z) é obtido como mais o termo 110 M: rr = /lo J Vo PM 4-- vezes o gradiente. no melhor dos casos. I (9-25) O volume V estende-se sobre todas as regiões que conduzem correntes e sobre toda a matéria. a superfície 5 inclui todas as superfícies e interfaces entre meios diferentes.4-110 J' Vo PM dv' 1. z') depende de B(x'. em relação às coordenadas sem linha. A Eq. a Eq. a intensidade magnética H. É importante compreender que. (9-24) poderemos determinar B se M e J forem especificados em todos os pontos. B(r) (r .y'. INTENSIDADE MAGNÉTICA Nas seções anteriores. r rr r r 'I' -Ir -_-. a expressão do campo magnético pode ser escrita como /l • I "v J x (r .r'l +. O Capítulo 8 tratou dos efeitos magnéticos das correntes convencionais.y. mesmo que se conheça a forma funcional de M(B). /lo 1 (9-26) Combinando as Eqs. Para contornar esta dificuldade. enquanto que o efeito das correntes atômicas é encontrado no vetor de magnetização M (e no potencial <.

demonstraremos como H está relacionado à densidade de corrente convencional. Por conseguinte. este procedimento foi usado na Seção 9·2. de fato. na próxima seção. (9-27) Parece que não ganhamos nada com esta manobra. Dessa forma. Gostaríamos de ver agora como estas equações se modificam quando o campo magnético B inclui uma contribuição de material magnetizado.Equações de Campo 193 1 • J X H(r) PM = -41t·v I I r-r (r .r') '13 dv' . que. (9-30) que. A Eq. A/m. dando V x (. Em alguns casos. O vetor campo H tem um papel importante na teoria magnética. Em conseqüência. onde o vetar auxiliar D se relaciona com a densidade de carga prescrita através de seu divergente. As unidades de H são as mesmas de M. esta equação é adequadamente expressa como (9-29) onde J é a densidade da corrente de transporte e JM é a densidade da corrente de magnetização. pois H ainda depende de M. A situação é semelhante ao caso eletrostático. As Eqs. 9-5 EQUAÇÕES DE CAMPO As equações básicas que descrevem os efeitos magnéticos das corren tes foram expressas. O leitor recordará que a equação do divergente (V • B = O) sugeria que B poderia ser escrito como o rotacional de uma função vetorial A. Devemos ter cuidado. (9-6b) pode ser combinada com a Eq. Isto também ocorre ao tomarmos o rotacional da Eq. na forma diferencial: V . este resultado não se limita aos campos magnéticos produzidos por correntes convencionais. ou seja.M) = J. V x B = J1oJ.0 B . são suficientes para resolver problemas magnéticos. B = 0. B pode ser sempre escrito como V x A e a equação do divergente sempre dá V' B=O. o vetor magnético H se relaciona com a densidade de corrente de transporte através de seu rotacional. no caso geral. J. (9-27). é equivalente à expressão: V x H = J. aqui. entretanto. Porém. (9-26). em incluir todos os tipos de correntes que possam produzir um campo magnético. juntamente com as condições de contorno apropriadas e uma relação experimental entre B e H. é preferível . através de e 0M. especialmente em problemas que tratam de ímãs permanentes e que serão propostos em 'seções posteriores do capítulo. de acordo com a Eq. (9-29). por meio de uma equação diferencial. no Capítulo 8. (9-28) e (9-30) são as equações fundamentais do campo magnético.Vcp*(r). O campo produzido pela matéria magnetizada é derivável de correntes atômicas. (9-28) A "equação do rotacional" é a forma diferencial da lei circuital de Ampere.

Se Xm for positivo. fs V x H . isto é. Existe.11 Hx + Xm. de forma equivalente. C. o material será diamagnético e a indução magnética se enfraquecerá pela presença do material. em uma extensa classe de materiais. (9-32) O fluxo magnético através de qualquer superfície fechada é igual a zero.I2 Hy + Xm. uma relação aproximadamente linear entre Me H. uma relação entre M e um dos vetares do campo magnético. 9-6 SUSCEPTIBILIDADE E PERMEABILIDADE MAGNÉTICAS. neste livro. (9-28) é equivalente a f s B· n da = O.13 H. o mesmo sentido que H. a Eq. (9-33) onde a quantidade escalar adimensional Xm é denominada susceptibilidade magnética. Nestas circunstâncias. é igual a toda a corrente de transporte que passa pela área limitada pela curva C. a Eq. é geralmente correto dizer que Xm para materiais paramagnéticos e diamagnéticos é bastante pequeno. Estas relações dependem da natureza do material magnético e são usualmen te obtidas por meio de experiências. o material se chamará paramagnético e a indução magnética se reforçará pela presença do material. (9-31) Em outras palavras. I Xm I ~ 1 (para materiais paramagnéticos As susceptibilidades e diamagnéticos). n da =}c H' di = Js J . Mx porém linear. etC. a integral de linha da componente tangencial da intensidade magnética em torno de um percurso fechado. Restringir-nos-emos . M não tem necessariamente aos meios anisotrópicos. Em virtude do teorema do divergente. bem como linear*. (9-30) pode ser transformada em . Embora Xm seja uma função da temperatura. e algumas vezes varie muito drasticamente com esta. n ou da. (9-34) de alguns materiais comuns são dadas na Tabela 9-1. Se o material for isotrópico.194 Propriedades Magnéticas da Matéria usar uma formulação integral da teoria. é essencial haver uma relação entre B e H ou. f c H ·dl = I. HISTERESE Para resolyer problemas de teoria magnética. (9-33) será substituída pelas relações tenso- = Xm. Se Xm for negativo. * riais Se o material for anisotrópico. a Eq. Com o auxIlio do teorema de Stokes.

98 -2. a susceptibilidade está também listada na Tabela 9-1. ou a susceptibilidade molar. (9-38) .massa.4 x 10-5 0. Tabela 9-1 Susceptibilidade Magnética de Alguns Materiais Paramagnéticos e Diamagnéticos à Temperatura Ambiente* Material Alumínio Bismuto Cobre Diamante Cloreto de Gadolíneo (GdCI3) Ouro Magnésio Mercúrio Prata Sódio Titânio Tungstênio Dióxido de carbono (1 atm) Hidrogênio (1 atm) Nitrogênio (1 atm) Oxigênio (1 atm) 2.77 X X X 10-8 -16.23 0.massaH e Xm. (9-37) é obtida a partir da combinação das Eqs.0 X 10-5 7..4 -0.22 X 10-8 -0. é evidente que Xm. Oeveland.8 X 10-5 -2.molar A' onde d é a densidade de massa do material e A é o peso molecular.4 X 10-3for (1) superior 1 usado para indicar a constante no sistema gaussiano. Praticamente 58l!.62 133. Xm . porém é dado como a susceptibilidade de massa.68 -0. Xm.87 10-8 10-8 10-8 X X X X X 10-8 10-8 10-8 10-8 10-8 10-8 10-8 X X 4.67 X 10-8 193.60 X X X X 10-8 10-8 10-8 -2.54 135. molar' Estas são definidas por Xm = Xm.19 X 10-8 -0. massa .68 -0.1 Xm X 10-5 x 10-5 X Xm.5 X 10-5 1. teremos 4 1TXm e Xm.2 X 10-5 -2. (9-26) e (9-33). CRC Press. . todas as fontes de dados dão as susceptibilidades magnéticas em unidades gaussia- nas.1T (I Xm Xm.48 -0.6 X 10-5 -1.01 0.molarH dão o momento magnético por unidade de massa e o momento magnético por mal. massa· Uma relação linear entre M e H implica também uma relação linear entre B e H: B = !lH. Por conveniência.21 -0.0 10-5 x 10-5 X 10-5 -3. respectivamente.(CGS))' se o índice . Ohio.40 -0. m3/kg 0.4 X X 10-8 10-8 * Dados obtidos do Handbook of Chemistry and Physics. onde a permeabilidade. lnc.2 -603.84 X 10-5 18.3 -0.18 0.11 -0.massa. J1. Como M e H possuem ambos as dimensões do momento magnético por unidade de volume.edição. Xm não está listado direta· mente. (9-35) (9-36) d Xm = Xm.mass d.5 X 10-8 -1. Histerese 195 Na maioria dos manuais e das tabelas de dados físicos.Susceptibilidade e Penneabilidade Magnéticas.

Certas espécies de ferro.2 5. então. McGraw-Hill.02 Fe. Para os materiais paramagnéticos e diamagnéticos da Tabela 9-1.196 Propriedades Magnéticas da Matéria A quantidade adimensional Km = 110 = 1 + Xm - 11 (9-39) é algumas vezes listada em tabela ao invés de Xm' Esta quantidade.0000.40 8Cr Co. 2362. ser tratadas como apro* ximadamente lineares. de modo que as Eqs.000Cu.60 52 2. Materiais ferromagnéticos não são lineares. porém o leitor deverá ter cuidado pois essa prática pode criar dificuldades em certas situações. 1972 . 14 Ni 19 x 150.0x x magnetizaçãoT Fe 105MnFe204 de 55 0.000 0. • . Tabela 9-2 Propriedades dos Materiais Ferromagnéticos à Temperatura Ambiente** ur V Material 56 Km.6 1056.000 51 Co.79 Hc. para a saturação. podem. 7.a eles. fazendo-se aproximações apropriadas para esta região. ** Dados do American Institute of Physics Handbook. está muito próximo da unidade. é evidente que K". dependendo do valor de H. 3'!- edição. e que se tente determinar qual região do diagrama B-H é importante para o problema em particular. saturação.25 2.3Si Ms 1. Um material destes caracteriza-se por uma possível magnetização permanente e pelo fato de sua presença usualmente ter um profundo efeito na indução magnética. e pode ser positivo ou negativo. Se 11 de um material ferromagnético for definido pela Eq. Km' é denominadapermeabilidade relativa. com 11 = I1(H).75 1. Br = remanência.5 =: 50.4945Al.97 50 Ni % 495. A melhor sugestão que podemos apresentar é a de que se examine separadamente cada problema que envolve o ferromagnetismo. contudo. A/m50 2.15 Hs magnética necessária 1.x103 8.500 4 W 5.32 1. 0. New York. Hc = coercividade. 96Fe. do infinito até zero. 11 passa por todo um intervalo de valores. usar a Eq.61= intensidade A/m 159 Hs.500 0. (9-33) e (9-37) com X e 11 constantes não se aplicam*. conhecidas como ferro doce. (9-37). (9-37) como a equação de definição de 11. Os ferromagnéticos formam uma outra classe de material magnético.6 103máximo 1. Tem sido conveniente. isto é. contudo. NiFe204 5 110M" Composição.

a operação seguirá a curva inferior da Fig. for diminuída. A razão do joelho da curva é a magnetização M que atinge um valor máximo no material e t B = f. H. porém apresentarão um espectro de valores bastante grande. (Veja a Tabela 9-2. e permeabilidade relativa do Consideremos.1 tomados da curva de a chamada curva de magnetização do material. Finalmente. 1'/1'0 . somente por causa do termo f.H não retomará pela curva da Fig. quando H aumentar mais uma vez. 9-6 começará a apresentar certa simetria. O valor máximo de M é denominado magnetização de saturação do material. em conseqüência. O valor de B no ponto r é conhecido como retentividade ou remanência.-\jm 800 _ ]000 Figura 9-5 Curva de magnetização ferro comercial (recozido). magnetização. for aumentada monotonicamente.10 H. 9-5. da palavra grega que significa "vir atrás".41 1 2~ \ /" ' l'0r:::Q' I' " " ". a relação B-H descreverá uma curva parecida com a mostrada na Fig. f0. Esta é evidente que os f. 9-6 até o ponto r. 9-6. usando a expressão f. 9-5 mas.1o(H + M) continua a aumentar para H muito grande. Este fenômeno é denominado histerese.6 ~ B -16000 -15000 1. M (e. pela Fig. ela tomará uma intensidade magnética invertida para reduzir a magnetização a zero. ~ ::t J 3000 o 4()(l0 -. uma amostra não magnetizada de material ferromagnético. em outros. se deslocará ao longo da nova curva da Fig.) 1. ". em alguns materiais esta permeabilidade máxima é maior do que 105)10. a relação B. É evidente. "'" 000 ----=-=11000 -12 I 'O I : I I 0'6~. Histerese 197 Consideremos. B) se estabelecerá no sentido inverso e a Fig. Dessa forma. A permeabilidade máxima ocorrerá no "joelho" da curva.8 I I . Se a intensidade magnética. Se H continuar a aumentar no sentido inverso.Susceptibilidade e Penneabilidade Magnéticas. Se a intensidade magnética. inicialmente nula. a curva B-H para H crescente difere de modo radical daquela para H decrescente. é muito menor. não desaparecerá com a remoção de H. na realidade. em vez disso.I I o') -r '-G' ó~ U ~ O: : 200 400 600 ----H. A magnetização. a seguir. que o va- . a magnetização literalmente retarda o campo de excitação. 9-6. serão sempre de mesmo sinal (positivo).1 =BjH. uma vez estabeleci da. . em primeiro lugar. uma amostra ferromagnética magnetizada pelo procedimento anterior. A curva da Fig. 9-6 é chamada de curva de histerese do material. o módulo de H no ponto c é denominado força coerciva ou coercividade do material.

_ . I . A forma da curva de histerese depende não só da natureza do material ferromagnético (Fig.-{. I . 1-10 = 4rr X 10-7 T • m/A.) A histerese é relativamente pequena no caso do ferro doce. lar de }1. Aço- tungstênio recozido ~ I'I' I I 1'1 I . (Veja a Tabela 9-2.. 9-8).. é negativo no segundo e quarto quadrantes do diagrama. Y. : II I . 1951. Bozorth.'W) I . Ferro comercial (recozido) (6'. Contudo. . defmido pela Eq.198 Propriedades Magnéticas da Matéria H Figura 9-6 Curva de histerese típica de um material ferromagnético. (9-37). II I -10 -5 I I I 5 10 I I I I I . a curva de histerese não mudará sua forma com o aumento de Hmá. 9-7) mas também do valor máximo de H ao qual o material está submetido (Fig. M. Van Nostrand.~-.) Dados de R. " /v "I Figura 9-7 Comparação das curvas de histerese de vários materiais. I 1 I ' --. Ferromagnetism. uma vez que Hmáx seja suficiente para produzir a saturação no material. N. (Observe que lJoH está representado no eixo das ~bscissas ao invés de apenas H.

que intersecciona a interface. 9-10. mesmo os mais simples. Assim. Assim.B J1in = f. o segundo quadrante do diagrama da curva de histerese é a parte importante da relação B-H para um material de ímã permanente (Fig.Condições de Contorno sobre os Vetares de Campo 199 H Figura 9-8 Curva de histerese principal e várias curvas de histerese secundárias de um material típico. é conveniente conhecer a permeabilidade efetiva de um material num pequeno campo H alternativo. devemos saber como os vetores de campo B e H variam ao passarem uma interface entre dois meios. Para ser usado como um ímã permanente. superposto sobre um grande campo constante. Materiais ferromagnéticos são usados (1) para aumentar o fluxo magnético de um circuito de corrente ou (2) para servirem como fontes do campo magnético (ímãs permanentes). se /::"B for a variação do campo magnético. 9-9). quando colocado entre os pólos de um eletroímã ou num solenóide sujeito a uma grande corrente momentânea). o material é primeiramente magnetizado até a saturação ao ser colocado num campo magnético intenso (isto é. A interface considerada pode se situar entre dois meios com diferentes propriedades magnéticas ou entre um meio material e o vácuo. isto será exposto em detalhes nas Seções 9-8 e 9-11. Construamos a pequena superfície S em forma de caixa de pI1ulas. Consideremos dois meios. estará sujeito. produzida por uma variação /::"H da intensidade magnética. 1 e 2. a permeabilidade incremental J1in será definida por f. sendo a altura da caixa de pI1ulas desprezivelmente pequena em comparação com o . quando o ímã permanente for retirado do campo externo. em geral. Em certas aplicações. a um campo desmagnetizante. como é ilustrado na Fig. 9-7 CONDIÇÕES DE CONTORNO SOBRE OS VETORES DE CAMPO Antes de podermos resolver problemas magnéticos. Todavia.. em contato..H' (9-40) e será aproximadamente igual à inclinação da curva de histerese que passar pelo ponto em questão.

está representado no eixo das abscissas ao invés (Observe que de·apenas H.0 Oxido sintetizado (óxido de ferro e cobalto) 0.06 -0. onde "2 e "[ são as normais dirigidas para fora das superfícies superior e inferiorda caixa de pílulas.1. -0.02 -O.0. à superfície S.05 -0.l)! I"OH. O T Figura 9-9 Curvas de histerese de materiais de ímãs permanentes.oH diâmetro da base. Aplicando a integral de fluxo. encontramos B2 .03 -0.) J.1.200 Propriedades Magnéticas da Matéria 1. Como n2 = -"[ e como cada uma destas normais pode servir como normal à interface. "2 ó. "[ ó. Eq.S = O. (9-41 a) / " B_Io Figura 9-10 As condições de contorno sobre os vetores de campo na interface entre dois meios podem ser obtidas através da aplicação da lei de Gauss a S e da integração de H • di ao longo do percurso ABCDA. .07 -ll.S + B[ . (9-32).5 o -O.OX-0.

tomando o produto vetorial da Eq. se H2 e Hl forem conhecidos. Dessa forma. Por conseguinte ou (9-42a) onde j é a densidade de corrente superficial (corrente de transporte por unidade de comprimento na camada superficial) e 10 é um vetor unitário no sentido de !lI. linhas imaginárias traça das de tal forma que o sentido de uma linha em qualquer ponto seja o sentido de B neste ponto. a componente tangencial da intensidade magnética é contínua através de uma interface a não ser que haja uma corrente superficial verdadeira. a saber: a continuidade de seu fluxo em todos os pontos. um volume limitado nos lados por linhas de B mas não cortado por elas (Fig. provaremos outra importante propriedade da indução magnética B. consideram-se os comprimentos AB e CD iguais a !lI e supõem-se os segmentos AD e BC desprezivelmente pequenos. Concentremos nossa atenção sobre uma região do espaço e construamos linhas de campo magnético. as superfícies 51 e 52' Aplicando o teorema do divergente. em seguida. como extremidades. Antes de terminar esta seção.Condições de Contorno sobre os Vetores de Campo 201 ou (9-41b) Assim. Uma condição de contorno sobre o campo H pode ser obtida pela aplicação da lei circuital de Ampere. 9-11). A corrente através do retângulo será desprezível a não ser que haja uma corrente superficial verdadeira. Eq. Imaginemos. um tubo de fluxo. Finalmente. 9-10. a componente normal de B é contínua através de uma interface. (9-31). O tubo possui. (9-42a) com n2. ao percurso retangular ABCD da Fig. pode-se escrever a equação como (9-42b) Esta forma convirá para a determinação de j. obtemos r -v V' B dv = o = 'S2 r B-n da - • S1 r B· n' da (9-43) Figura 9-11 Um tubo de indução magnética. . Neste percurso.

r • S1 H· n' da = r • v PM du. a contribuição do material magnético a H já é expressa nesta forma. evidentemente. e na Seção 8-8 mostramos que o campo (efetivamente. de uma classe particular de problemas. porém.V • M que não é nulo em todos os pontos. encontramos • S2 " H· n da . (9-48) ___ . eventualmente voltar a seus pontos iniciais. Eq. (9-45) implica que H pode ser obtido como o gradiente de um campo escalar. Assim. (9-45). o mesmo fluxo magnético que o deixa através de S2' As linhas de fluxo nunca podem terminar.u . Isto não nos surpreende pois.~- - . nesta seção. (9-44) A descontinuidade do fluxo de intensidade magnética é determinada pela intensidade total do pólo magnético interceptado pelo tubo de fluxo. Em ambos os casos. devem. Combinando este resultado com a Eq. Isto é formalmente idêntico ao dielétrico sem densidade de carga externa. talvez valha a pena observar que eles não se aplicam ao campo H. de acordo com a equação da fonte. ~ ••• -. obtemos V2<p* (9-47) = O. (9-28) e (9-30). Existem dois tipos de materiais magnéticos para os quais o cálculo do campo magnético se reduz a um simples problema de valores de contorno: (1) material magnético linear ou aproximadamente linear para o qual B = f1H e (2) um pedaço umformemente magnetizado de material para o qual V • M = O. Quando J = 0. ao campo B. Segundo a Eq. a Eq. V (9-28) (9-45) x H = O. A Eq.202 Propriedades Magnéticas da Matéria Dessa forma. (9-27). (9-46). através de SI. tais como o cálculo de campos magnéticos no interior do material magnético em que não exista corrente de transporte.. uma vez que V • H = . escrevemos H onde <{!* = -V<p*. a partir do teorema do divergente aplicado a um tubo de intensidade magnética. a prova aí apresentada deve ser generalizada para o campo H) produzido por correntes de transporte pode ser deduzido dessa forma quando a densidade de corrente local é nula.~ . (9-28) reduz-se a V' H=O. Trataremos. entra no tubo. os problemas de meios lineares ou de magnetização específica são semelhantes aos problemas de dielétricos expostos no Capítulo 4. formando espiras fechadas. (9-46) é agora o potencial escalar magnético resultante de todas as fontes. 9-8 PROBLEMAS MAGNÉTICOS DE VALORES DE CONTORNO QUE ENVOLVEM MATERIAIS Como B e H obedecem a condições de contorno semelhantes àquelas para D e E. Os enunciados anteriores aplicam-se. as equações magnéticas fundamentais. se reduzem a V'B=O. Eqs.

(9-52) estas duas equações. a seguir. Assim. Dois problemas magnéticos servem para ilustrar a utilidade do método que acabamos de descrever. A2 . de raio a e permeabilidade J1. calcular H como menos o gradiente do potencial magnético e obter B a partir de B ou = J1H J1o(H B= + M). fora da esfera. Como lp~ e seu B=Bok e lpi -+ -(Bo/J10)rcos8. situada numa região do espaço que contém um campo magnético inicialmente uniforme. e <p!(r. o problema magnético reduz-se a encontrar uma solução para a equação de Laplace que satisfaça as condições de contorno. voltamos. o coeficiente C2 deve ser feito igual a zero. Nosso primeiro exemplo trata de uma esfera de material magnético linear. (9-51 ) B o cos e + Resolvendo simultaneamente 2J10 cos e J1A2 cos e. que foi resolvido na Seção 4-9. nossa atenção à interface. em r = a: H10 = H20. Dessa forma. As constantes AI. Tendo aplicado as condições de contorno em r = 00 e r = O. o campo magnético retém seu caráter uniforme: Em conseqüência. então. Bo.Problt::mas de Valores de Contorno que Envolvem Materiais Magnéticos 203 que é a equação de Laplace. C1 e C2 devem ser determinadas a partir das condições de contorno. escolhendo a origem de nosso sistema de coordenadas como o centro da esfera e a direção de Bo como a direção polar (direção z). Novamente. Queremos determinar a alteração do campo magnético modificado pela presença da esfera e. O problema é análogo ao caso de uma esfera dielétrica em um campo elétrico uniforme. em particular. obtemos . todas as condições de contorno podem ser satisfeitas por meio dos harmônicos de cos 8: (9-49) na região do vácuo (1). campo magnético associado não podem se tomar infinitos em qualquer ponto. A grandes distâncias da esfera. e) = A2r cos e + C2r-2 cos e (9-50) na região do material magnético (2). AI =-(Bo/J1o). exercícios adicionais deste tipo serão encontrados nos problemas no final do capítulo. a que for mais apropriada. podemos expressar o potencial como uma soma de harmônicos zonais. ou - J10 (BO) - sen e +3 a Cl Cl -3 a sen e = A2 = - sen e. determinar o campo magnético na própria esfera. Podemos.

os harmônicos com potências positivas de r. de magnetização M e raio a.204 Propriedades Magnéticas da Matéria e conseqüentemente os campos magnéticos dentro e fora da esfera são dados por (9-53) e (9-54) segundo problema que desejamos resolver trata de um ímã permanente.nr-(n+llPn(e) (9-55) para a região de vácuo (1) fora da esfera e 00 (9-56) n=O para a região do ímã permanente (2).nan)a-l dePn(e)=o (9-57) n~o e 00 J1. e .e)= n=O L Cl. obtemos 00 d (Cl. Excluímos aqui. pois se tornariam infinitas na origem.(9-58) Como cada Pn(6) é uma função distinta de 6. Dos termos n = O. (9-57) e (9-58) sejam válidas.nna"-1] - J1.n(n + l)a-(n+ 2) + A2. (9-56). Gostaríamos de deterq1inar o campo magnético produzido por uma esfera uniformemente magnetizada.termos contendo um Pn ou um dPn/d6 deve anular-se individualmente.Portanto. Das condições de contorno em r =a: H1e = H2e.0a-2 + J1. quando não houver outros campos magnéticos presentes.o M cos e = O. e deixamos de lado as potências negativas de r na Eq.na-rn+1l-A2.oC 1. de propósito. podemos expandir o potencial em harmônicos zonais: 00 o q>!(r. da expansão da Eq.o L n=1 Pn(e)[c l. para que as Eqs. Tomando a magnetização ao longo do eixo z e a origem de nosso sistema de coordenadas no centro da esfera. (9-55). dPo de = O. cada um dos. pois se tornariam muito altos a grandes distâncias. nenhum deles pode ser construído a partir de uma combinação linear de outros Pn.

Introduzindo estes resultados novamente nas Eqs. A intensidade magnética dentro da esfera .n compatíveis com as duas equações são Cl•n = O =0. os únicos Cl•n e A2.Uado a zer~ sem afetar H ou B.l - M = O. o é o termo constante do po- e 2Cu a-3 + Az. que podem ser resolvidos simultaneamente. Cl o = O e A2 o é indetenninado. pode ser igu. Porém A2 tencial. dando eu e Az.Problemas de Valores de Contorno que Envolvem Materiais Magnéticos 205 Por conseguinte. eA2•n Para todos os n ~ 2. Dessa forma. com o resultado (9-61) (9-62) Figura 9-12 Um enrolamento toroidal. proveniente do momento de dipolo -}-1Ta3M. Dos termos n = 1.. (9-55) e (9-56). (9-60) A intensidade magnética H pode ser calculada a partir da operação gradiente.l = tMa3 = tM. obtemos (9-59) e cpi(r. e) = tMr cos e. o campo eXterno da esfera uniformemente magnetizada é um campo dipolar.

não obstante. (9-31). (9-62). . (9-65) Dessa forma. portanto.1 N/ + f1oM. o índice representa a componente total do percurso. 5-247. * O campo magnético externo B1 é exatamente J10 vezes a Eq. a quantidade 47T/3é conhecida como o fator de desmagnetização de uma esfera. .. o American Institute af Physics Handbaok. resultado que concorda com o campo E dentro de um dielétrico uniformemente polarizado. como O percurso tracejado mostrado na figura. O enrolamento é equivalente a N espiras circulares de corrente. (9-26). Aqui. O vetor de campo que se obtém mais facil· mente'é a intensidade magnética. ou H =N/ . O fator + = (1/47T)(47T/3). que a esfera magnetizada está sujeita a seu próprio campo desmagnetizante. l' (9-64) tangencial ao percurso e I = 27Tr é o comprimento f10 = -. 9-13). A indução magnética na esfera é (9-63) 9-9 CIRCUITOS DE CORRENTE QUE CONT~M MEIOS MAGNÉTICOS No Capítulo 8. (9-31) a um percurso circular coaxial com a cavidade do toróide. os argumentos de simetria nos indicarão que H é o mesmo em todos os pontos do percurso: H. o campo magnético difere daquele proposto no caso do vácuo pelo termo aditivo J1oMt. porém. (9-61). é evidente que cada par de espiras produzirá um campo tangencial no ponto em questão.. Apenas a componente tangencial de B (e de H) é obtida pelo procedimento anterior. Se aplicarmos a Eq. É fácil mostrar que a corrente no enrolamento toroidal produz apenas um campo tangencial. . se combinarmos as espiras aos pares (Fig. Veja. que conduz uma corrente I (Fig. Resolvamos novamente o problema do toróide. por exemplo.l = N/. Da Eq. desta vez. com a região do interior do enrolamento preenchida com um material ferromagnético..na Eq. 1972).•• isotrópico e originalmente não magnetizado. depende explicitamente da geometria esférica. De acordo com a Eq. tratamos de campos magnéticos produzidos por circuitos de corrente no vácuo. 3a edição (New York: McGrawHill. p. Vemos.206 Propriedades Magnéticas da Matéria é um campo desmagnetizante. Eq. uma vez que este se relaciona à corrente no enrolamento por meio da lei circuital de Ampere. que suporemos homogêneo. com N voltas. B. Um dos exemplos considerados nos problemas (Problema 8-19) foi o de um toróide uniformemente enrolado. (9-27) há çlois tipos de fontes para a intensidade magnética: correntes de transporte e material magnetizado. 9-12). esta é a única componente cuja presença esperávamos. Os fatores de desmagnetização para outras formas geométricas foram calculados e tabelados.

O resultado interessante é que. Representando esta contribuição por meio do índice 1.V "M e 0M = M . M terá o mesmo sentido que H. Dessa forma. de largura d (Fig. por conseqüência. primeiramente iremos à equação da fonte. (9-65) fornece todo o campo magnético. a contribuição das correntes de transporte para H deve ser a mesma que antes. é o do enrolamento toroidal de N espiras que circundam uma amostra ferromagnética em que se fez um corte estreito. a lei circuital de Ampêre não é suficiente para determinar H porque os argumentos de simetria não podem ser invocados para afirmar que H é o mesmo em todos os pontos de um percurso circular. PM deve ser igual a zero. das correntes de transporte. Eq. mostrada ao combinar. algo mais complicado que o precedente. De acordo com isto. não obstante M possa ser uma função de r (a distância desde o eixo do toróide). o termo aMjar não contribui para V • M. não há superfícies na amostra toroidal que sejam normais a M e. . Assim. neste caso. pela Tabela 9-1. nenhum 0M surgiu. Como o enrolamento toroidal é idêntico ao do problema precedente. A segunda fonte de H. portanto. e outra. o material magnetizado não· oferece nenhuma contribuição para H. Finalmente. 9-14). n. (9-27). o campo magnético das espiras de corrente. Como o material ferromagnético do toróide é isotrópico. esperamos somente um Mt e podemos abandonar o índice t. da magnetização. que a permeabilidade do ar difere apenas levemente de J10' Neste problema. Não faremos distinção entre uma fenda preenchida com ar e uma com vácuo. aos pares. preenchido com ar. Porém M se originou em resposta a correntes nos enrolamentos toroidais e. Um outro problema. Observamos novamente que há duas contribuições para a intensidade magnética. este campo é tangencial. podemos escrever (9-66) -IdI- Figura 9-14 EnroJamento toroidal em torno de um anel de material magnético com uma fenda preenchida com ar. uma.Circuitos de Corrente que Contêm Meios Magnét1cxis'20J Figura 9-13 Natureza axial do campo em um enrolamento toroidal. uma vez que é evidente. e a Eq. o próprio material magnetizado. pode proporcionar possivelmente uma contribuição por meio das densidades de pólo: PM = .

aproximadamente. no segundo caso. sem complicar a álgebra.Para tomar o problema simples.M I d = 110(H + M). então. poderemos falar em circuito magnético. teremos. e substituindo o resultado na Eq. como . te- tanto na fenda como no material magnético. Para resolver completamente Para o "ferro doce". NI a não ser que d seja desprezivelmente pequeno. Consideremos um circuito em série mais comum. pois o fluxo magnético estava confinado à região dentro do enrolamento toroidal. formado de diversos materiais circundados por um enrolamento toroidal de N espiras. fazemos a suposição plausível da magnetização tangencial unifonne M em todo o material ferromagnético. uma aproximação mais precisa será H2 = M (1 -1) (na fentra) (9-68) (no material). calcular Hz. *9-10 CIRCUITOS MAGNÊTlCOS As linhas de fluxo magnético. Se a fenda de ar for excessivamente estreita. o . porém 0M = ±M nas faces polares originadas pela fenda de ar. este resultado não concorda com a lei circuital de Ampere. pois JH di = f (H1 + H2) di = NI + Md =1=. ou o termo V<p*. Então. Para uma estreita fenda de ar. Se todo o fluxo magnético (ou substancialmente todo) associado a urna distribuição particular de correntes estiver confinado a um percurso bem definido. conduzindo uma corrente J. A situação aqui nos recorda muito o problema eletrostático que envolve um capacitor de placas paralelas carregado. isto nos proporcionará toda a física essencial. PM será igual a zero. a formulação matemática do potencial é idêntica nos dois casos.I + 110M 110 N rnos de conhecer apenas a relação I (9-69) o problema. um anel ferromagnético. (9-66) e (9-68). Xm pode ser considerado constante. De fato.208 Propriedades Magnéticas da Matéria Nosso problema é. os exemplos expostos na Seção 9-9 eram circuitos magnéticos. que não somente satisfaz a lei circuital de Ampere. 1 (d) - B = -1. Dessa forma.circuito se constituiu de um material apenas. encontramos um circuito em série composto de dois materiais: um material ferromagnético e uma fenda de ar. corno vimos. No primeiro exemplo. porém. mas também proporciona a continuidade da component~ normal de B através das faces polares. formam espiras fechadas. Combinando as Eqs. todavia. H H 2 2 = M (na fenda) =O (em outra parte) (9-67) Todavia. não desprezivelmente pequena. (9-26): B encontramos H2 = .

cada um de seção reta uniforme. fJf= {di. na figura). da integral: (9-70) Esta é a equação básica do circuito magnético.Grcuitos Magnéticos 209 o mostrado na Fig. que nos permitirá obter o fluxo q:. N espiras Percurso Figura 9-15 Um circuito magnético. e a relutância ~. (9-71) . por conseguinte. a relutância poderá ser aproximadamente: (9-72a) . podemos tirar q:. usando B = J1H e q:. ao longo do percurso. podemos reescrever a Eq. Por analogia. encontramos É conveniente • cD di 1 J1A = NI .em termos dos parâmetros do circuito. 9·15. A Eq. (9-72) J1A Usando estas definições. Corno estamos tratando de um circuito magnético. obtemos: {Hdl=NI. esperamos que q:. = BA. Da aplicação da lei circuital de Ampere a um percurso que ompanha o circuito (percurso tracejado. (9-70) recorda-nos urna equação semelhante de um circuito de corrente em série: IR = "r. onde A é a área da seção reta do circuito no pono considerado. (9-70) corno cD =- fmm fJf (9-70a) Se o circuito for constituído por vários pedaços homogêneos. definimos urna força magnetomotriz (frum): fmn =NI. em termos do fluxo magnético q:.. seja essencialmente constante em todos os pontos do circuito. expressar H em cada ponto.

(6) O procedimento é repetido. B por & =jfh '~l/(&h + Ji'I)' Observando e C forem ferro magnéticos a maior parte do fluxo seguirá pelo anel ferromagnético porque a trajetória pelo ar que se encontra entre as extremidades do solenóide tem relutância relativamente alta. Por causa dessa analogia. Todavia. total do circuito. os circuitos magnéticos das Figuras 9-15 e 9-16 são essencialmente equivalentes. (3) A relutância total do circuito é computada e (4) o fluxo <t> é calculado pela Eq. A analogia entre os circuitos de corrente e os circuitos magnéticos é ainda mais estreita do que se indicou. notamos que se os materiais A. Se os materiais B e C forem ferromagnéticos.~j é inversamente proporcional à permeabilidade I1j. A relutânda. é evidente que as combinações de relutâncias em série e em paralelo podem ser feitas da mesma maneira que as combinações de resistências em série e em paralelo. iniciando-se novamente com O item (3). Dessa forma. Se o fluxo magnético encontrar dois percursos paralelos. O conceito de circuito magnético é de uso mais geral quando aplicado a circuitos que contêm materiais ferromagnéticos. 103110 ou mesmo lOs 110 em certas circunstâncias. 9-15 se as permeabilidades de A. o problema pode ser resolvido com facilidade por meio de um procedimento iterativo: (1) Como primeira suposição. Em geral. Num material ferromagnético. (9-72) somente pela substituição de J1 por g. é evidente que o material ferromagnético forma um percurso de baixa relutância para o fluxo magnético. (2) A permeapodemos tomar H = N!lltotal onde ltotal é o comprimento bilidade de cada um dos materiais do circuito é obtida para este valor de H a partir da curva de magnetização apropriada. uma ou duas iterações são suficientes para determinar <t> dentro de uma baixa percentagem. B e C forem grandes. ~s existirá alguma perda de fluxo nas ex- . (5) A partir de <t> podem ser encontradas as intensidades magnéticas dos vários elementos e as permeabilidades novamente determinadas. Como a permeabi!idade do material ferromagnético pode ser 100 vezes 110. uma vez que a resistência de um circuito de corrente é dada por R= J ~ ~ gA' que difere da Eq. J. realmente. dois circuitos não serão mais equivalentes porque mas A representar uma fenda de ar. esplIas Figura 9-16 Este circuito magnético será equivalente ao circuito magnético da Fig. a relutância total do circuito em série será a soma das relutâncias -dos elementos individuais. um de alta relutância '~h e outro de baixa relutância '~l> a maior parte do fluxo passará pelo percurso de baixa relutância e a relutância equivalente da combinação será dada agora a Fig. a situação não é desesperadora. porém é justamente nestes materiais que experimentamos certa dificuldade.l = J1(H) e não conheceremos H no material até que o problema do circuito esteja completamente resolvido e <t> determinado. 9-16. (9-70a).210 Propriedades Magnéticas da Matéria Em conseqüência.

onde H m é a intensidade magnética média do ímã e 1m é O comprimento do ímã. aplicada agora à trajetória do fluxo no circuito P-M: ou b a fa H di = . Elecrromechanics and Rotating Electric Machines (New York: Wiley.f b (P-M) H di. 9-16. Esta equação pode ser . *9-11 CIRCUITOS MAGNÉTICOS QUE CONTÊM ÍMÃs PERMANENTES O conceito de circuito magnético é útil também quando aplicado a circuitos de ímãs permanentes. Ao invés. * O conceito de circuito é seguramente uma aproximação mais imperfeita no caso magnético do que no caso elétrico porque (1) a razão entre a relutância do circuito e a relutância de fuga não é tão pequena como a razão corresponden te das resistências no caso elétrico. Bradley. Assim (9-74b) é a equação que relaciona as quantidades desconhecidas Bm e Hm. admitimos explicitamente que o material P-M esteja entre os pontos b e a da trajetória do fluxo. 9-17). A relutância do percurso de fuga foi determinada para muitas geometrias comuns e é apresentada em vários livros clássicos de referência. . e F. aO passo que de a até b a trajetória do fluxo não enontra material P·M..1H e <P = BA no lado esquerdo da Eq. isto é. o procedimento descrito na seção precedente não se ajusta bem ao problema que temos agora. O la- do direito da Eq. O fluxo de fuga será pequeno e poderá ser desprezado em cálculos aproximados. 1971). O uso de B = f. (9-73). A. ma fenda de ar e ferro doce (Fig.f b (P·M) H di. por exemplo. onde Bm é o campo magnético do ímã permanente e Am é a área de sua seção reta. N. comparado ao comprimento do solenóide. o conceito de circuito magnético provou ser extremamente útil. (9-73) Ao escrever a Eq. Em virtude da complicada relação B-H no material P-M. todavia. a circuitos de fluxo nos quais <P tem sua origem em um material permanentemente magnetizado. e (2) as dimensões laterais do circuito magnético não são geralmente desprezíveis em comparação com seu comprimento. (9-74a) O fluxo magnético <P é contínuo em toda a extensão do circuito. Veremos que é conveniente USara abreviação P-M para o ímã permanente.Circuitos Magnéticos que Contêm frnãs Permanentes 211 tremidades do solenóide na Fig. 162. Materiais for Magnetic Functions (New York: Hayden Book Co. (9-74) pode ser escrito -Hm 1m. reiniciamos com a lei circuital de Ampere. Como exemplo de um circuito P-M. assim <P =BmAm. Quando o corte A for pequeno. b importante compreender que o ferro doce não é um material P-M. Nasar e L. consideremos o circuito composto por um ímã. 5. (9-73) dá . A quantidade de fluxo que escapa do circuito depende da razão entre a relutância do circuito magnético e o percurso de fuga.b di <1>J a a IlA = .esolvida simultaneamente com a curva de histerese do ímã para dar tanto Bm como Hm. E. 1978). p. Unnewehr. sua histerese é realmente desprezível em comparação com a do ímã e Veja.

ser aproximada para Jloo Ig i ~-J10 Ag . geralmente. em lugar disso. I /loAg Ferro doce Figura 9-17 Circuito com ímã permanente. mas. A relutância'~ab I &00 é dada por (9-75) = ~I- /liAj + -g-. 9-18.212 Propriedades Magnéticas da Matéria /li =B. esta aproximação será adequada. Para o circuito mostrado. é dado na Fig. da fenda. juntamente com a curva de histerese do ímã. o ímã tem um campo desmagnetizante que atua sobre ele. Não entraremos numa discussão minuciosa deste ponto. tão importante nos circuitos P-M co- . indicaremos aos leitores interessados as referências apresentadas na seção anterior. Ag. = Ig:l". (9-74b). B".OH".oH m está representado vés de Hm. (9-75) poderá. O problema está agora essencialmente resolvido: com o conhecimento de Bm' o fluxo <Pe a densidade de fluxo Bg são facilmente determinados. m 9 ImAg (9-76) uma relação linear entre B m e H m' O gráfico desta equação. de ímãs adicionais nos braços laterais do circuito. dois pontos que merecem menção. contudo. (O índice m representa }J. justamente um número -UmAg/lgAm}. a Eq. o campo desmagnetizante pode ser reduzido aumentando-se o comprimento do material P-M. E como uma primeira aproximação. Há. que.g IJ./Hi é uma quantidade positiva. tomamos Ag igual à área da face do pólo do ferro doce e. se a fenda de ar não for larga demais. Se a fenda de ar não for estreita demais. dará Bm = -TA )10 Hm. O segundo é o problema do fluxo de fuga. respectivamente. a b onde os índices e g se referem ao ferro doce e à fenda de ar. O primeiro consiste em saber o que usar como área efetiva. combinada com a Eq. por exemplo. 1~. L\ Relação para H-H \ \ \ P-:\I ~ Figura 9-18 Linha desmagnetizante magnético.J. puro. com a colocação. a inclinação de um circuito um ímã.) Como no eixo das abscissas ao inda linha desmagnetizante é em outras palavras. A interseção das duas curvas fornece o ponto de operação do ímã.

o próprio ímã es:ará sujeito a um campo desmagnetizante. Para estes. H2r H1r =j 1. O vetar poencial resultante da magnetização é A (r) = 4rr. onde P = XE. um meio (condutor) respondeu a um campo E com uma densidade de corrente de ransporte J =gE. 110 r J\1(r') Ir . 9-12 RESUMO Vimos. Os materiais magnéticos de importância prática são ferromagnéticos. Nos problemas apresentados neste livro. IXm I ~ 1.um campo E foi uma densidade de carga de polarização PP = -V o P{op = n o P). con:udo. como foi determinado na Fig. . no Capítulo 4. isto dá B = I1(H)H. que a resposta de um meio (dielétrico) a . onde M = dm/dv é o momento magnético por unidade de volume do material. A maior parte dos materiais é diamagnética (Xm < O) ou paramagnética (Xm > O). IXm I pode ser maior do que JOOO. JIo1 = V xM UM = -n x M). x n2. em ada caso. observamos que Hm. a intensidade magnética do ímã é um efeito desmagnetizante. juntamente com as equações diferenciais V· B=O. porém B = B(H) não é linear e nem mesmo de valor único (msterese). quando o fluxo magnético tiver sua origem num ímã permanente. no Capítuo 7. Vimos agora que um meio (magnético) responde a um campo B com ma outra espécie de densidade de corrente. é negativo. onde 11 = 110 (1 + Xm)· Esta relação.Resumo 213 ::10 em outros tipos de circuitos magnéticos. sujeitos às condições de contorno: B2n - BIn = O. É conveniente 1 H=-B-M 110 ' e tal forma que V x H = J. a equação constitutiva M conven- = J. Finalmente. 9-18. a corrente de magnetização atômica. :sto é. Este é um resultado geral. Combinada com a definição de H. tendo como fontes apenas as correntes de transporte -ionais. faremos geralmente a suposição de que o fluxo de perdas pode ser desprezado. VxH=J determina B e H. Para um meio particular.m(H)H eve ser conhecida.r' I d[" O campo total B devido a correntes de transporte estacionárias mais correntes de magnetização satisfaz a equação: V x B Observe que de maneira idêntica amo = 110(J + J M)' definir o campo vetarial V· JM = O.

r' 1 ' onde PM = . uM = o fi • M. no Capítulo 4.V .ação M for uniforme e tiver a direção do eixo do cilindro. circular..) 3.J> . JM e jM.r') dv' . Pode-se usar esta informação para des<:nhar um enrolamento para corrente que produzirá um campo magnético uniforme numa região esférica do espaço? 9-3 (a) O momento magnético de um corpo macroscópico é definido por fvM dv. Em tais problemas.Ji' = fJ.Vcp*(r). pode ser uma aproximação útil a suposição de que todo o fluxo <Pestá confinado num volume conhecido.r' I +~ 4n f O'M(r') da' '50 I r .V M. De acordo com a Eq. Compare a distribuição de corrente com a de um so]enóide. 9-2 Encontre a distribuição de correntes de magnetização correspondentes a uma esfera uniformemente magnetizada com magnetização M. tem magnetização uniforme.A pode ser calculada para cada elemento do circuito magnético. com meios lineares ou com M uniforme.p* satisfaz a equação de Laplace. M e assim satisfaz a equação de Poisson Uma solução é cp*(r) = 4n ~ J' vo PM(r') I dv' r .] 6. V • H = O e <.214 Propriedades Magnéticas da Matéria 2_ Em problemas sem correntes de transporte. grande. com a forma de uma esfera de raio R. f J(r') r x-X. é conveniente = -Vcp*. (Sugestaã: Consulte o problema semelhante que envolve P. (Isto será útil se M for uma função dada. Estes problemas são idênticos aos problemas eletrostáticos corresponden tes. A solução para H divide-se em duas partes: uma devida às correntes de transporte outra devida aos materiais magnéticos: H(r) e =~. onde S é a superfície que limita V..p* B' = O.r v M dv = •rv rpM dv + • S rO'I{ da. usar o potencial escalar: H Como V o uma vez que V x H = O. . sem densidade de carga externa. Se a magneti. a indução magnética B é uniforme no interior desta esfera. <. de comprimento L. 4. a integral de V x H = J é a lei de Ampere fH . Então N 1= onde a relutância <DJi' I . encontre as densidades de corrente de magnetização. (9-63). PROBLEMAS 9·1 Um ímã permanente tem a forma de um cilindro reto. S. Com correntes de transporte. Demonstre a relação f .) (b) Um ímã permanente. Na presença de materiais ferromagnéticos com fJ. 4n r I 13 [A avaliação do segundo termo depende do conhecimento de M(H). dI = I. V o H = .

r:Üforme. uma orrente de ] O A. de comprimento L e raio R. de comprimento L e seção retaA.1 A.0 A.) ser 9·12 Um longo fio de cobre e um longo fio de fcrro. Calcule a indução maf:nética no in:erior do cilindro. é de 3000 O enrolamento de 200 espiras conduz. Demonstre que os ângulos entre normal ao contorno e os campos B em ambos os lados satisfazem 112 tan 81 = 111 tan 82.das está no centro do ímã.ares e correntes de magnetiz. tanto dentro como fora da casca. (Suponha.indo uma corrente raios interno e externo. Encontre o torque sobre o ímã em termos de suas dens:dades polares.iz. Se o ímã for colocado num campo magnético . é colocada na origem do sistema de coordenadas. 9-14.lema 9-3). que 'f!* pode ser completamente especificado cm termos dos harmôaicos cilíndricos de cos e. desde o início. IJ-o. é paralelo a um plano infinito.ação. Se o cilindro tiver magnetização axial uniforme M. Bo _ Demonstre que a força sobre o fio de ferro é quase duas vezes a força so. (Sugestão: Use o resultado do Problema 9-11.Problemas 215 . conduzem.. de raio a e permeabilidade IJ-. 9-11 Um cilindro longo..2 A e (c) 1.ada na direção do eixo z. Faça um esboço semiquantitativo mostrando as linhas de indução típicas através do cilindro.gnéticas para esta geometria.p* em . que conduz uma corrente I. encontre o torque sobre o ímã em termos de seu momento magnético (definido no Pro. Bo. cada um. a uma distância d do . de raio R. A magnetização do elipsóide é Mo· Encontre as densidades polares . Determine todas as densidades po. é colocado num campo magnético uniforme.)". M dv. em paralelo com o eixo do cilindro. (b) Um ímã com a forma dc um cilindro circular reto. 20 e 2b é uniformemente magnetizado nu~a direção paralela ao eixo 2b. A :r. O ímã é . de raio interno RI e raio externo R" que está uniformemente magne.:oloeado num campo magnético uniforme Bo. uma vez que todas as condições de contorno . em direção do eixo polar. retos. A magnetização na casca é Mo = Mo k. onde a e b são constantes. 9-14 I I Dois meios magnéticos estão separados por uma imerface plana.) está em um eletroduto de ferro cilíndrico. com magnetização Mo. O eletroduto tem 9·13 Um fio conduz. (a) determine 'f!* (z) em pontos sobre o eixo de simetria. re o fio de cobre. Cada elemento de volume dv pode er tratado com um pequeno dipolo magnético. 9-8 Uma esfera de material magnético. com a forma de um cilindro circular reto. sua seção reta tem 4 em' e 5"Ja permeabilidade.-10. Determine o momento magnético do ímã a partir tanto do lado direito 'omo do lado esquerdo da equação da parte (a). A origem de sistcma de coorde":J.><>dem satisfeitas em termos dos harmônicos de cos e. Determine a indução magnética no anel quando a corrente no enrolamento for (a) 0. ·9 Um anel de ferro recozido. 9·7 Um ímã pcrmanente. tanto dentro como fora do ímã. esc3 uniformemente magnetizado. z). tanto dentro como fora do ímã e (b) use os resultados da parte (a) ?ara encontrar a indução magnética B z em pontos sobre o eixo de simetria.. susceptibilidade X constante. Enconue B e H dentro do anel de fcrro e na fenda de ar. a mesma corrente :1um campo B uniforme. de comprimento médio de 15 em. a e b-.. 9-10 Um anel de ferro doce. 9-4 (a) É dado um ímã com magnetização específica: M (x.0 cm está enrolado de forma toroida! como é ~ostrado na Fig. O comprimento médio do anel de ferro é de 20 em. com urna fenda de ar de 1. 9-15 Um fio reto. está orientado de maneira que seu eixo de simetria coincida com o eixo z. de forma a que o eixo do cilindro forme ângulos retos com Bo. ·5 Um elipsóide. Encontre a densidae de corrente de magnetização e a corrente de magnetização total. Bo. Encontre o potcncial escalar . é enrolado com uma bobina toroidal de 100 espiras. que se supõe constante. com eixos principais de comprimento 20. e é c03-xial com o fio.:'Ontos sobre o eixo z. Esta suposição é justificada.:'ignetização é dada por M = (ax' + b)i. 9-6 É dada uma casca esférica.]J. (b) 0.

suposta constante. em uma esfera uniformemente magnetizadá para cada um dos mano ferro doce de 16 em e uma fenda de ar de 0. 9-9. 9-19 o t1uxo magnético com a forma através mostrada da parte central e também através da extremidade direita do Um circuito. (Despreze as perdas. Despreze as perdas. O enrolamento está localizado na extremidade esquerda do circuito. tem um ímã de Alnico V de 10 em de comprimento. dução magnética Bi na região de vácuo dentro da casca é paralela a Bo.) . seu comprimento é de 20 em. raio interno a e permeabilidade permanentemente Km) está relativa Bo' (a) Demonstre que a inorientada normalmente para um campo de indução magnética uniforme.] * 9-16 *9-17 Calcule o fator desmagnetizante de um cilindro longo que está magnetizado nos ângulos retos com o eixo do cilindro. (O caso te. é de 50001-'0' Desprezando perdas. 9-21 Um circuito magnético. 9-17. 35%. uma trajetória de 16 em no ferro doce e uma fenda de ar de lcm. (b) para 0. um percurso ímã é de 4 em' em meabilidade. A altura do circuito é de 10 em.8 de um só modo: a fenda de ar é diminuída em.L Encontre (a) aproxima-se de um material ferromagnético e o (b) descreve um supercondutor. tem um ímã permanente de 8 em de comprimento. A permagnético para dois materiais As dimensões do circuito magmm. Encontre a densidade do ±luxo magnético na fenda de ar. tem permeabilidade constanuma corrente imagem que dê o campo B correto no ar se (a) I-' = ~ e (b) I-' = O. Está também enrolado com 800 voltas-ampere de fio (em um sentido que auxilia o f1uxo produzido pelo ímã). tome Km = 5000 para o ferro doce e suponha que as seções retas do ímã. do ferro doce e da fenda de ar sejam as mesmas.~i)jI'lal!l é enrolado com 100 espiras que conduzem uma corrente de 1 A.8 média. J.relativa magnetizados: óxido nético são alteradas parte (a). a seção as reta de cada lado é de 6 em' e sua permeabilidade.216 Propriedades Magnéticas da Matéria plano. A seção reta do ferro e do fenda de ar é de 3 em'. Uma longa casca cilíndrica (raio externo b. Repita o cálculo feito na 9-20 Encontre a indução magnética teriais mostrados na Fig. calcule circuito. ao passo que a área da seção reta efetiva da do ferro é 5000. O fio está no ar e o meio. cuja forma é mostrada na Fig. (b) Demonstre que o fator de blindagem magnética hm é dado por h m == Bo B. = 1 + {Km - 4K m 1)2 9-18 Um circuito magnético que tem a forma ~1~\. a grande distância dos limites do plano.. A magnetização é uniforme. 9-17. na Fig. (a) Calcule a densidade do ±luxo sintetizado e aço-Co.

em lugar de Bm com o campo B. o índice m significa microscópico. que relacionamos através da equação B = 110 (H + M). Capítulos 14 eIS. Aqui. em grande parte. Tal procedimento. além disso. com um agrupamento de dipolos magnéticos ou grupos dipolares) no vácuo. quando se estuda o campo microscópico no interior da matéria. nas seções seguintes deste capítulo. ou seja. 217 . mas. relacionar Hm com o campo H macroscópico. Dessa forma. deduzir eXpressões que em certos casos prevêem a ordem de grandeza correta para a susceptibilidade. As propriedades magnéticas da matéria foram introduzi das explicitamente através da função M e isto foi relacionado à indução magnética por meio de parâmetros determinados experimentalmente. É costume. se calcularmos Hm ou Bm. B e H. Veja. Estamos interessados no campo magnético próximo de uma molécula no vácuo ou na posição de uma molécula quando deslocada do sistema. porque lidamos com um agrupamento de moléculas (isto é. 5~ edição (New York: Wiley. o símbolo Bm (e Hm) representará um valor particular do campo microscópico. foge aos objetivos deste livro. como um agrupamento de átomos ou moléculas) e veremos como as moléculas individuais respondem a um campo magnético imposto. lidamos com dois vetores de campo. to Solid State Physics. porque tanto H como Hm podem ser escritos simplesmente em termos de integrais sobre as distribuições de corrente e de dipolo. Kittel. por exemplo. na verdade. o campo na posição de uma molécula.CAPÍTULO 10 TEORIA MICROSCÓPICA DO MAGNETISMO * No capítulo anterior.** Na formulação macroscópica. todavia. estávamos interessados nos aspectos macroscópicos da magnetização. * ** Este capítulo pode ser orrútido sem perda de continuidade. Fará muito pouca diferença. finalizaríamos com expressões teóricas para a susceptibilidade e com relações E-H para todos os tipos de materiais. Do ponto de vista microscópico. C. Consideraremos agora a matéria do ponto de vista microscópico (isto é. Urna exposição mais completa dos tópicos aqui apresentados encontra-se em livros de física do estado sólido. Se este procedimento fosse levado a cabo completamente. uma vez que diferem um do outro apenas pelo fator de escala Mo. podemos demonstrar simplesmente como os vários ti· pos de comportamento magnético se sucedem e. Bm = 110 Hm. a distinção entre B e H desaparece. contudo. Introduction 1976).

ri H' = 4n i [3(miri~ri)ri _ ":i]. PM e 0M' O campo molecular Hm pode ser expresso de maneira semelhante.' ' 13 v ~ I' + 4n . a contribuição dipolar. (10-1) se reduzirá a (10-4) . onde as integrais se estendem sobre todas as fontes: J. Assim. coloquemos o material de volta na cavidade. é produzido por todas as fontes externas e por todos dipolos moleculares do material com exceção da molécula (ou átomo) no ponto em consideração. r . Consideremos um objeto material de forma arbitrária que.r - r') d ' ' 13 a.J x (r . de acordo com a Eq. isto é. suporemos estar uniformemente magnetizado. s (}M(r I r . Da dedução correspondente na Seção 5-1. com magnetização M. do ponto de vista macroscópico. não corno um contínuo. (9-27).r')/ Ir . A integral de PM (r . O campo macroscópico H.V • M = O na amostra uniformemente magnetizada. por conveniência.r I ' 13 d " u ~ I' p. se limitarmos nosso interesse à classe bastante grande de materiais para a qual a Eq. uma vez que esta última quantidade se relaciona com a força sobre um elemento de corrente cujas dimensões são grandes em comparação com as dimensões moleculares.218 Teoria Microscópica do Magnetismo 10-1 CAMPO MOLECULAR NO INTERIOR DA MATÉRIA O campo magnético que é eficiente em sua interação com as correntes atômicas num átomo ou numa molécula se denomina campo molecular Bm = MoHm. molécula por molécula. vê-se que Hs é ( 10-2) Além disso. ~ I (10-3) onde fi é a distância do dipolo de índice i até o centro da cavidade.\f(r + 4n ' r 1 - r r'2 d. É evidente que Bm não necessita ser o mesmo que o campo de indução magnética macroscópico. exceto que agora há contribuições adicionais da superfície da cavidade e dos dipolos individuais da cavidade. corno H = ~ I. urna vez que PM = . O material que sobrar deve ser considerado como um contínuo. Assim (10-1) onde H é a intensidade magnética macroscópica da amostra. mas corno dipolos individuais ou grupos dipolares. é da mesma forma que o termo de dipolo elétrico correspondente E' da Seção 5-1.r'13 sobre o volume da cavidade não precisa ser excluída especificamente. Em seguida.r') 4n •. Hs é a contribuição da densidade de pólo superficial 0M = Mn sobre a superfície da cavidade e H' é a contribuição dos diversos dipolos do interior da cavidade. O campo molecular pode ser calculado por um procedimento semelhante ao da Seção 5-1 para o campo elétrico molecular em um dielétrico. deixando urna cavidade esférica em redor do ponto em que o campo molecular for calculado. onde queremos calcular o campo molecular. Este é o campo magnético em uma posição molecular (ou atômica) do material. Em alguns livros chama-se campo local. pode ser expresso. intensidade magnética da amostra. a Eq. (10-3) se anula. As moléculas que acabaram de ser recolocadas devem ser consideradas. exceto a molécula do centro da cavidade. Destaquemos um pequeno pedaço do objeto.

de forma que a Eq. temos de resolver a equação de Schrodinger para um elétron atômico em um campo magnético. Para a maioria dos materiais diamagnéticos e paramagnéticos. supondo que o el~tron permanece na mesma órbita. (10-4) e (10-5) dão o campo molecular em termos da intensidade magnética macroscópica e da magnetização da amostra. escolheremos uma órbita circular. A aplicação de um campo magnético exerce uma força adicional -eu x Bm sobre o elétron. Mesmo para os maiores campos que podem ser obtidos no laboratório (-100 T). o termo + M = + Xm H é desprezivelmente pequeno mas. Suporemos que cada elétron circula em tomo do núcleo atômico em algum tipo de órbita e. a variação no momento magnético orbital será em sentido oposto ao campo aplicado. ~w é pequeno comparado com wo. os elétrons não circulam em órbitas bem definidas. Wo é a freqüência angular do elétron em sua órbita e me é a massa do elétron.Wo é a variação na freqüência angular do elétron. deve ser compatível com a Eq.Origensdo Diamagnetisrno 219 e (10-5) As Eqs. para materiais ferromagnéticos. Dessa forma. devemos conhecer algo sobre o movimento eletrônico no próprio átomo. Para a resolução adequada do problema. fornece ±ewBm = mAw . (10-8). A mecânica quântica diz-nos que. todavia. Quando o cam- . dependendo da forma geométrica detalhada (isto é. nosso cálculo "clássico". o elétron acelera ou diminui a velocidade em sua órbita. (10-6). (10-7) pode sempre ser aproximada para (10-8) A quantidade (e/2me)Bm é conhecida como freqüência de Larmor. (10-8). a correção é bastante importante. de raio R. Até agora. o elétron está em equillbrio em sua órbita: ( 10-6) onde Fq é a força elétrica que mantém o elétron no seu átomo. em um plano que forma ângulos retos com um campo magnético aplicado. Esta afirmação pode ser facilmente verificada pelo leitor. obtemos que. simplesmente admitimos que o elétron permanece na mesma órbita. em qualquer caso. Usamos esta suposição juntamente com o equihbrio de forças para deduzir a Eq. 10-2 ORIGEM DO DIAMAGNETlSMO Para calcular a susceptibilidade diamagnética de um agrupamento de átomos. bastante elementar. apesar desta descIição estar quase correta. a variação em sua energia cinética. Para o elétron permanecer em sua órbita. do sentido de v x Bm em relação a Fq) porém. Antes do campo de indução magnética ser aplicado. para simplificar.wo)(w + wo)· (10-7) A quantidade ~w = w . quando combinada com a Eq. dará a ordem de grandeza correta para a susceptibilidade diamagnética. como se determinou pela lei da indução de Faraday.

n espiras eletrônicas. através da órbita. que aparece como uma variação na energia W . O diamagnetismo é o resultado da lei de Lenz operando numa escala atômica. onde 6.B m • Este fluxo passa por 6. (10-8). Para materiais diamagnéticos. O fluxo variável produz uma fem de acordo com a lei de Faraday: g = nR 2 dBm - dt L1n = nR 2 dn - dt L1B .. de forma que a susceptibilidade diamagnética (10-13a) Este resultado foi obtido. m (10-9) A energia dada ao elétron neste processo é cinética: 2meR 1 2 (2 11." i (10-12) onde a soma compreende os elétrons de uma molécula. Assim. dada por rrR 2 6. supondo-se que todos os elétrons circulem em planos perpendiculares ao campo Hm.2n e2 --- B 2me R2f. (10-8) produz uma variação no momento magnéti'co dada por e .e.220 Teoria Microscópica do Magnetismo po magnético é ligado. de forma a que uma normal à órbita forme um ângulo 131com o campo.1oHm· m (10-11) 4me Para encontrar a magnetização. a suposição de uma órbita constante não leva a uma contradição entre a Eq. Como conseqüência.n é o número de revoluções feitas pelo elétron durante o tempo em que o campo varia. e L1m = . Além disso. ocorre uma variação no fluxo. (10-9) e a equação da força. apenas a componente de Hm ao longo desta normal (Hm cos ei) será eficiente para alterar a velocidade angular do elétron. as correntes eletrônicas em cada átomo são modificadas de tal maneira que tendem a enfraquecer o efeito deste campo. uma melhor aproximação à susceptibilidade diamagnética é . A variação da velocidade angular prevista pela Eq. todas da mesma espécie molecular.Wo 2) = enR 2 dn L1Bm· dt (10-10) Porém. 6.m paralela ao campo é menor pelo fator cos ei. Quando a órbita for inclinada.nR . Dessa forma o valor final do campo Bm e o valor médio de dn/dt = (w L1w + =- e B m' 2me que concorda com a Eq. M = Ne211 rO "R2 4 me H mL. este resultado deve ser somado a todos os elétrons de um volume unitário. a componente de t.Bm é justamente wo)/4rr. Para uma substância contendo N moléculas por unidade de volume. Após a aplicação de um campo magnético. Hm difere muito pouco de H.

mi está linearmente relacionado a este momentum angular. Em resumo. com inclinação constante.: Addison-Wesley. então. todas as orientações possíveis deverão ser usadas e m. - ~--Ne2J1o 4me ~ L j Ri 2 cos 2 ej• (10-13b) O diamagnetismo está presumivelmente presente em todos os tipos de matéria. os átomos continuamente colidem uns com os outros. Além disso. Além disso. onde cada molécula possui um momento magnético mo.Origem do Paramagnetismo 221 Xm _ . pp. num sólido. os átomos experimentam uma oscilação térmica. A situação é bastante semelhante à das moléculas polares num campo elétrico. o paramagnetismo só poderá ocorrer quando mj = O. A energia térmica do sistema tenta atuar de forma a produzir uma orientação completamente aleatória dos mi. realmente. Veja. Mass. também produz um momentum angular com respeito ao núcleo atômico. aproximadamen- * Uma exposição da precessão de mi num campo magnético uniforme é apresentada em muitos livros. porém orientações ao longo ou próximas da direção do campo possuem uma energia magnética menor e são portanto favorecidas. pois nesses casos todas as contribuições paramagnéticas se cancelam. os movimentos eletrônicos são quantizados de modo que cada momento orbital e de spin tem apenas um conjunto discreto de orientações relativas ao sentido do campo.176-7. os diversos mi podem trocar a energia magnética com a energia térmica de seu meio ambiente e fazer transições de um estado precessional a outro. Goldstein. Num gás ou líquido. de fato. Nestas condições. (8-22). (2) O movimento eletrônico no interior de um átomo que dá origem a mi. sabe-se que o elétron tem uma propriedade intrínseca denominada spin e um momento magnético intrínseco associado com esta carga de spin. exatamente como o circuito de corrente da Eq. A situação. de que já tratamos na Seção 5-3. Cada molécula. por exemplo. Existem. a orientação fracional é dada. de forma que. não é tão clara como a de um circuito de corrente. então. Nestas condições. será nulo. o torque magnético não alinha o momento dipolar mi diretamente com o campo mas provoca um movimento de precessão daquele. duas complicações: (1) na presença de um campo magnético. em tomQ do campo. Classical Mechanics (Reading. de inclinação diferente. isto provém diretamente da Eq. tem um momento magnético mj que é a soma vetorial dos momentos orbital e de spin provenientes dos diversos elétrons da molécula. .* Os átomos (ou moléculas) de nosso sistema material estão em contato térmico entre si. 10-3 ORIGEM DO PARAMAGNETISMO Pode-se descrever o movimento orbital de cada elétron em um átomo ou molécula em termos de um momento magnético. H. o paramagnetismo resulta da tendência destes momentos moleculares alinharem-se com o campo magnético aplicado. (8-19) tende a se alinhar com o campo. contudo. se houver elétrons suficientes por molécula para preencher as "camadas eletrônicas". porém tal efeito é freqüentemente mascarado por um comportamento paramagnético ou ferromagnético mais imenso que pode ocorrer simultaneamente no material. O diamagnetismo é particularmente intenso em materiais que se constituem inteiramente de átomos ou íons com "camadas eletrônicas fechadas". dois elétrons da molécula não podem ocupar o mesmo estado quântico. Evidentemente. 1950). Para um material composto totalmente por uma espécie molecular.

(5-21). de acordo com a Eq. para H = O. escreveremos Hm = H + 1M. (10-4) até certo grau. Exceto para temperaturas próxi. pela função da Langevin. com moJ. a magnetização está bastante abaixo do valor de saturação que seria obtido se todos os momentos de dipolo estivessem alinhados. de trocar energia por causa do contato térmico com seu meio ambiente. a não ser que M se anule simultaneamente. Podemos resumir brevemente os resultados desta seção da seguinte maneira: Para apresentar um comportamento paramagnético. . I poderá ser diferente de +. onde h é a constante de Planck). se reduz a (10-4a) De acordo com a teoria simples da Seção 10-1. mesmo na ausência de um campo aplicado. os átomos (ou moléculas) de um sistema devem ter moméntos magnéticos permanentes que devem tender a orientar-se no campo aplicado.1oHm Y = kT (10-14) A magnetização é dada por IMI = Nmo [coth Y -l]. os momentos magnéticos atômicos (ou moleculares) estão quase alinhados. Exceto a temperaturas próximas do zero absoluto e para grandes campos simultâneos. (10-3) não somarem zero. a solução é inconsistente. Eq. mas do zero absoluto. Uma magnetização M dá origem a um campo molecular. não se anula quando H = O. I = +. Se os termos da Eq. Os diversos momentos moleculares estão desacoplados. porém. 10-4 TEORIA DO FERROMAGNETISMO Em materiais ferromagnéticos. Demonstrar-se-á que é necessário generalizar a Eq. a função de Langevin pode ser dada aproximadamente pelo primeiro termo de sua série de potências: M que fornece a susceptibilidade = __ o J. Nosso problema é determinar em que conjunto de circunstâncias pode a magnetização se manter através de um campo molecular. 00-15a) onde N é o número de moléculas por unidade de volume. Para o campo molecular. mo está no intervalo de alguns magnetons de Bohr (1 magneton de Bohr=eh/47Tme. (10-4). As Eqs. mas a não ser que este campo molecular produza a mesma magnetização M que se presume existir no material. eles precessionam em tomo do campo magnético individualmente (não em unissonância). isto é. são capazes. esperamos que I seja desta ordem de grandeza. A causa desse alinhamento é o campo molecular Hm que. que. todavia.222 Teoria Microscópica do Magnetismo te.10 Nm2 m' (1O-15b) paramagnética Xm = 3kT (10-16) De acordo com a teoria atômica.1oH 3kT Nm6J. (10-16) e (l0-13b) explicam a ordem de grandeza dos Xm na Tabela 9-1.

(10-18) requer um / de aproximadamente 103. em primeiro lugar. Pierre Weiss* formulou sua teoria do ferromagnetismo.** uns vinte anos mais tarde. . Baseada nisso. digamos que M> 0. que. 619 (1928). Assim (10-17) > 0.7Nmo. Ele demonstrou. que o campo é produzido basicamente por forças eletrostáticas. então. p. 49. voi. quando os spins dos átomos vizinhos mudam de alinhamento paralelo para alinhamento antiparalelo. 6. O 0-4) é freqüentemente chamado de campo molecular de Weiss. Coube a Heisenberg. 3 (10-18) Esta (aproximadamente) é a condição para a ocorrência do ferromagnetismo. que é algumas ordens de grandeza maior do que se pode explicar na dedução apresentada na Seção 10-1. Heisenberg mostrou. isto implica que [cothy . que. deve ocorrer uma variação simultânea na distribuição da carga eletrônica nos átomos. o ferromagnetismo). Descobriu-se que as previsões de sua teoria concordam bastante com as experiências. com fundamento na mecânica quântica. A variação na distribuição de carga altera a energia eletrostática do sistema e. cada átomo tendo momento magnético mo. pode ser vista em termos da força (ou torque) que se produz em um dos átomos quando a configuração é alterada. Uma energia dependente do spin. (10-4a) e (10-17). o campo molecular da Eq. Em 1907. quando combinada com as Eqs.Teoria do Ferromagnetisrno 223 Restrinjamos nossa atenção a um material composto inteiramente de uma espécie atômica. mas com um coeficiente que depende detalhadamente da distribuição de carga no átomo em consideração. isto é. Heisenberg. De acordo com a Eq. W. yNJ1om§ kT >. Pareceria. ele não pôde explicar o grande valor de /. aceitou-o porém como um fato e prosseguiu no desenvolvimento de sua teoria a partir deste ponto.7. * ** P. a Eq. 667 (1907). Weiss apreciou o papel essencial desempenhado pelo campo molecular.Journal de Physique. O campo equivalente toma-se proporcional a M. dá 07 . 00-14)] > 3. em segundo. (10-15). que a origem do ferromagnetismo é consideravelmente mais complexa que a situação correspondente nos ferroelétricos (exposta na Seção 5-40). uma energia que depende da configuração de spin do sistema. Por esta razão. para fins de exatidão.~ > 3. em certos casos. Existem N átomos por unidade de volume. Afirmamos. contudo. M deverá ser uma fração importante de Nmo. Weiss. voi. Se os momentos atômicos estiverem quase alinhados. favorece o alinhamento paralelo (isto é. que somente os momentos magnéticos de spin contribuem para o campo molecular e. na seção anterior. Zeitschrift für Physik. explicar a origem do grande valor de /. que a teoria atômica prevê que mo está no intervalo de alguns magnetons de BohI.Ojy)] do pela Eq. ouy [que é defini- y= mofloHm . p.

porém a Eq. Esta temperatura é a temperatura de Curie. a magnetização num campo externo nulo. Isto é conseguido facilmente através de um procedimento gráfico: Representamos 111 versus y para ambas as Eqs. o ponto de interseção desloca-se para a esquerda na figura e um valor menor é obtido para a magnetização espontânea. Combinando a Eq. Te. como é ilustrado na Fig. (10-14) e (10-15). (1O-4a) com as Eqs. aCima da qual a magnetização espontânea se anula e produz um comportamento paramagnético comum. (10-19) na origem. (10-19) e (10-20). (10-19) não varia. 10-2. À medida que a temperatura aumenta. (10-19) e (10-20). atinge-se uma temperatura em que a Eq. toma-se mais inclinada. . a magnetização espontânea é nula. Finalmente.224 Teoria Microscópica do Magnetismo A teoria de Weiss-Heisenberg pode ser usada para prever a maneira segundo a qual a magnetização de uma substância ferromagnética varia com a temperatura. aparece na Fig. nesta e em temperaturas maiores. obtemos (10-19) M = Nmo lcoth Y - ~J. * Minuciosas correções quânticas na teoria aqui apresentada fazem com que a curva teórica tenha uma boa concordância com a experiência. a uma certa temperatura. e kTy M=--. este campo. A interseção das duas curvas dá uma magnetização M(T) compatível com ambas as equações. () 2 !f 3 Figura 10·1 Determinação da magnetização espontânea /l-l(T) com o auxIlio da função de Langevin. obtido de acordo com o procedimento pre· cedente. (10-20) se toma tangente à Eq. 10-1. Ele concorda aproximadamente* com valores da magnetização espontânea de um material ferromagnético determinados experimentalmente. a curva linear. Um gráfico de M(T) versus temperatura. é proveniente da própria magnetização. Eq. É evidente que a teoria descreve o ferromagnetismo como o caso limite do paramagnetismo em um campo magnético extremamente grande. é obtida a partir da solução simultânea das Eqs. Yl1omo (10-20) A magnetização espontânea. Dessa forma. porém. isto é. (10-20).

uma amostra consistindo num único domínio deveria manter um grande campo magnético. . Dessa forma. (A curva mostrada foi calculada com o auxílio da função clássica de Langevin. 10-3) e assim apresentarem um aspecto desmagnetizado.60 ':: 04.) 10-5 DOMÍNIOS FERROMAGNÉTICOS De acordo com a seção precedente. Te é a temperatura Curie. A resposta a este aparente paradoxo é que um material ferromagnético se divide em dominios.8 1. energeticamente favorecida. (b) amostra policristalina.- () () '--------~---~0. do ponto de vista macroscópico. 10-4). adjacente. cada domínio está totalmente magnetizado. em geral. gradualmente.2 0. Pode parecer que um momento de spin atômico na região da parede esteja sujeito a um campo molecular ligeiramente menor que o de um momento de spin atômico dentro do próprio domínio. A presença dos domínios foi postulada por Weiss.0 '" ~.Domínios Ferromagnéticos 225 1. em 1907. Esta região entre os dois domínios é chamada parede do domínio.8 . Esta observação por si mesma poderia favorecer uma única configuração de domínio. As setas representam a direção e o sentido da magnetização. uma amostra ferromagnética pode ser magnetizada quase até a saturação (independentemente de sua história anterior) a temperaturas abaixo da temperatura Curie.6 -----0.2 .0 'i/Te Figura 10-2 Magnetização de um material ferromagnético como função da temperatura. as correções quanto-mecânicas alteram um pouco a forma da curva. de acordo com os resultados da seção precedente. fazendo com que concorde com os resultados experimentais. 0. enquanto outra amostra de multidomínios teria uma "energia magnética" menor associada com sua estrutura de campo. porém os diversos domínios podem-se orientar aleatoriamente (Fig. Ao passar de um domínio a outro. 0. Por outro lado. ~ 0. -. Figura 10-3 Estruturas de domínios ferromagnéticos: (a) cristal simples. Este enunciado parece ser contrário ao que se observa.4 0. que um pedaço de ferro pode existir numa condição magnetizada ou desmagnetizada. a estrutura de multidomínios seria. de sua direção original até a sua nova direção no curso de aproximadamente 100 átomos (Fig. por exemplo. Sabemos. o vetor do momento atômico mo gira.

Os dois processos estão esquematicamente representados na Fig..~._-/1 ---(! . \ . O aumento na magnetização. resultante da ação de um campo magnético aplicado.: ~/_.' '"'._/ . (a) (b) (e) Figura 10-5 Magnetização de um material ferromagnético: (a) desmagnetizado. 10-5. ocorre por dois processos independentes: através de um aumento no volume dos domínios que estão favoravelmente orientados em relação ao campo.. ou através da rotação da magnetização do domínio em direção ao sentido do campo.U 11 t Li\ \. às custas dos domínios que estão desfavoravelmente orientados (movimento da parede do domínio). (c) magnetização por rotação do domínio. que consistem numa só fase. o movireversível na região do campo fraco. Em mento da parede é até certo ponto intensos."" I I11I111 I . Os aspectos macroscópicos da magnetização em materiais ferromagnéticos relacionam-se com as variações na configuração do domínio.~/ i i jlJJJ I / I: I i\ \ \' I I ::V! ! TTT i ! :1 / li ~~~ i de Figura 10-4 Estrutura da região de transição. (b) magnetização pelo movimento da parede do domínio. finalmen- . geralmente varia por meio do movimateriais puros. Em campos mais por um movimento de parede irreversível e. em campos mento da parede do domínio. ou "parede Bloch" entre os domínios num material ferromagnético.226 Teoria Microscópica do Magnetismo . A magnetização. a magnetização prossegue aplicados fracos.

Fenites 227 te. Zn. que se conhece desde épocas antigas. Cu. Estes ferrites cristalizam-se 'numa estrutura cristalina bastante complicada conhecida como estrutura spinel. Cd ou ferro divalente. 10-6b). 293. (b) antiferromagnéticas. demonstrou-se a possibilidade de se observar o movimento da parede do domínio sob a ação de um campo magnético aplicado. O tamanho dos domínios varia amplamente. de paralelo para antiparaleIo. Mn. 507 (1932). tal material é denominado ferrimagnético ou. Se a variação de energia favorecer o alinhamento antiparalelo. Os ferrites mais simples. intervalo entre 10-6 e 10-2 cm3 • 10-6 FERRITES Segundo a teoria do ferromagnetismo de Heisenberg. há uma variação na energia eletrostática associada com a mudança do alinhamento do spin. ao mesmo tempo. D. o material constituído por estes átomos será ferromagnético. de magnitude suficiente.. porém. A estrutura de spin ordenada. Uma exposição breve da técnica pode ser encontrada em B. são óxidos representados pela fórmula química MOFe2 03. 41. dependendo do tipo de material. p.* Um pó magnético finamente dividido é espalhado sobre a superfície da amostra e as partículas de pó. . Se esta variação de energia favorecer o alinhamento paralelo e for. sua história anterior etc. onde M é um íon metálico divalente como Co. Physical Review. Uma estrutura de spin ordenada com momento magnético líquido nulo é chamada de antiferromagnética (Fig. simplesmente.: Addison-Wesley. H. O exemplo clássico de um ferrite é a magnetita mineral (Fe3 04). valores típicos situam-se no. lntroduction to Magnetic MateriaIs (Reading. t t t t (el * F. Cullity. Bitter. mais geral. dos átomos vizinhos. Bitter. 1972). que se reúnem nos limites dos domínios. contém ambas as componentes "spin para cima" e "spin para baixo" porém há um momento magnético líquido não nulo num desses sentidos. Por meio desta técnica. podem ser vistas através de um microscópio. à medida que o cristal é atravessado. t t t t t t t t t t i t i t t t t t t (a) f t t t (b) Figura 10-6 Representação esquemática de spins atômicos em estruturas de spin ordenadas: (a) ferromagnéticas. O estudo experimental dos domínios se tomou possível graças a uma técnica desenvolvida pela primeira vez por F. nestas circunstâncias. p. Mg. Mass. por rotação do domínio. ferrite. será ainda possível obter uma estrutura de spin ordenada. com os spins. se alternando de átomo a átomo. Ni. a substância permanece magnetizada quando o campo magnético externo é removido. vaI. (c) ferrimagnéticas. de interesse magnético. H.

esta equação e a equação de Langevin admitem urna solução com H = O. Dessa fonna. Todas as moléculas exibem um momento de dipolo magnético induzido em um campo magnético em virtude da deformação da distribuição da corrente eletrônica. aproximadamente. Resistividades típicas de ferrites situam-se no intervalo entre 1 e 1004 Q o m. por conseguinte. pela funLangevin. da mesma maneira que para as moléculas polares em um campo elétrico. Esta última contribuição.o campo molecular H m' O campo molecular depende do campo aplicado H e também da própria magnetização. A resposta é sempre no sentido de enfraquecer o campo aplicado . onde +. um pedaço macroscópico de material ferromagnético pode não apresentar momento magnético líqUido por causa de sua estrutura de domínios.) Assim. enquanto T estiver abaixo da temperatura Curie. admite-se que Hm = H + I'M. (Esta contribuição provém da energia quanto-mecânica que depende da orientação relativa dos momentos magnéticos de spin. maIor que 3' 1. 4. Não obstante. ao aproximar-se do zero absoluto. ser expressa em tennos de um campo magnético efetivo. I~ . AI *. ainda que seja de origem eletrostática. que se originam em resposta ao campo local na molécula . podem ser usados em aplicações de alta freqüência em que as perdas por correntes de Foucault em materiais condutores causam sérios problemas. Mesmo abaixo da temperatura Curie. Urna aproximação linear leva à susceptibilidade diamagnética constante.228 Teoria Microscópica do Magnetismo Os ferrites têm considerável importância técnica porque. a susceptibilidade paramagnética resultante é Nm6J1o Xm=3JZT' 3. Para compreender o ferromagnetismo. As sentam ção de Exceto moléculas que possuem um momento de dipolo magnético permanente mo apreuma resposta orientacional adicional. são maus condutores de eletricidade. ela sorna-se à energia magnética mo • H e pode. que faz frente aos campos magnéticos dipolares de todas as outras moléculas para dar Hm= H +tM por analogia com o caso dielétrico. é desprezivelmente pequena na maioria dos materiais lineares por causa do pequeno valor da susceptibilidade magnética em M = XmH.O. a magnetização espontânea ocorre em materiais ferromagnéticos porque a contribuição 1 da magnetização para o campo molecular efetivo tem um coeficiente muito . a contribuição (diamagnética) à susceptibilidade é sempre negativa. N 2 Xm=-~LRf. Isto é expresso. 4me i 2. 10-7 RESUMO A magnetização macroscópica AI de um material resulta do momento de dipolo magnético molecular (ou de suas componentes).isto é. além de sua magnetização por saturação relativamente grande. ao passo que a resistividade elétrica do ferro é de aproximadamente 10-7 Q • m.

Esta órbita é circular e tem exatamente um comprimento de onda de Broglie.0 X 10-9 cm.1 angstrons.· 10-5 A magnetização de um material ferromagnético cai essencialmente a zero na temperatura de Cu- rie. 10-1. em unidades de magneton de Bohr. Calcule o momento magnético por átomo. para a qual a atração coulombiana proporciona a aceleração centrípeta. A razão giromagnética e o momento de uma distribuição angular. comparada com a interação entre dois dipolos elétricos típicos. 10-3 Calcule a intensidade relativa da intcração entre dois dipolos magnéticos típicos. 10-2 O magneton de Bohr é uma unidade natural para medir o momento magnético de um átomo. Para ser explícito: calcule o tarque exercido sobre um dipolo. quando estiverem orientados perpendicularmente um ao outro a uma distância de um &ngstron. sob condições de magnctização por saturação. supondo que apenas os oito elétrons exteriores de cada átomo contribuem e que seu raio médio é R = 4. Calcule de corrente é definida como a razão entre o momen- to magnético a razão "riromagnética de uma esfera de massa M e carga Q que está girando com velocidade angular w em torno de um eixo que passa pelo seu centro. Use os dados da Tabela 9-2. pelo outro. considere cada dipolo magnético = 1 magneton de Bohr. Dede monstre que I magneton de Bohr = eh /4rrme. que a interação magnética básica é várias ordens de grandeza menor que 10-4 Calcule a susceptibilidade diamagnética do neon a temperatura e pressão padrões (O°C. a temperatura de Curie é representada pela linha reta que tangencia a função de LangeYin na origem. do níquel e do cobalto. do fcrro. Utilize o valor experimental da temperatura de Curie para o ferro a fim de determinar I para 10-6 este metal.Problemas 229 PROBLEMAS 10-1 um magneton de Bohr é definido como o momento magnético de um elétron que circula na clássica "órbita de Bohr'" do átomo de hidrogênio. . onde me é a massa do elétron e h é a constante Planck. 1 atm). Este cálculo mostra a intcração elétrica na matéria. supondo que a massa está distribuída uniformemente em toda a esfera e a carga está distribuída uniformemente sobre a superfície da esfera. Na Fig. cada dipolo elétrico = e X 0.

transformadores etc. 11-1 INDUÇÃO ELETROMAGNÉTICA OS resultados de um grande número de experiências podem ser resumidos por meio da associação de uma fem (j= deI> dI (11-2) a uma variação de fluxo magnético num circuito. fE x E = O. = O. São estes casos que passaremos a considerar agora. A equação que caracterizava a eletrostática era v ou. Todavia. Examinaremos agora casos em que ela não seja nula. Como o campo E não pode ser definido a partir da lei de Coulomb. di = 6. di Estas equações provêm diretamente da lei de Coulomb e não são invalidadas pela força magnética devida a uma corrente estacionária. Este capítulo trata primeiramente da formulação matemática da lei da indução eletromagnética e de seu aproveitamento em casos simples. esta fem era sempre nula. é independente da maneira segundo a qual o 710 . pela primeira vez. Este resultado. Ele é definido de forma a que a força de Lorentz F = q(E + v x B) seja sempre a força eletromagnética sobre uma carga de prova q. A partir de suas experiências pioneiras. não se aplicam a campos mais gerais que dependam do tempo. Definimos aforça eletromotriz. (11-1) Com campos E e B estáticos.CAPÍTULO 11 INDUÇAO " ELETROMAGNETICA A indução de uma força eletromotriz através da variação do fluxo magnético foi observada. foram criados modernos geradores. que é conhecido como a lei da ind ução eletromagnética de F araday. por Faraday e Henry no início do século dezenove. . na forma de integral. oufem. é válido perguntar o que o define. em tomo de um circuito por ·c f E .

ela oferece uma comprovação valiosa.lndução Eletromagnética 231 fluxo varia .fs B . que pode ser enunciada como segue: No caso de uma variação em um sistema magnético. Suponhamos que um fio metálico reto. (11-2) representa uma lei experimental independente . f 6'={-c e <I> E'dl (11-1) = 'S r B· n da. segue-se que VxE=-. A utilidade da lei de Lenz não deve ser subestimada. pode ser útil atentar para um exemplo que é geralmente apresentado como um exemplo da lei mas que se pode analisar completamente segundo a teoria eletrostática desenvolvida nos capítulos precedentes. Como. como é mostrado na Fig. As car- . se mova numa direção perpendicular ao seu comprimento. a fem induzida tenderá a produzir correntes num sentido tal que diminua o fluxo. (Meios em movimento e outras sutilezas requerem um tratamento mais cuidadoso. aplicada ao equiHbrio de energia das correntes em campos magnéticos. (11-2) pode ser escrita 4'C E . n da. 11-1. dI = . (11-3) a Eq. por definição.. em muitos casos. o caminho mais rápido para se obter esta informação a respeito de reações eletromagnéticas. com velocidade v. onde se tomará uma derivada temporal parcial. Se tentarmos introduzir um pólo de um ímã numa bobina. de comprimento 1. Ainda que outros métodos estejam disponíveis. O resultado dessas transformações é . como se pode facilmente demonstrar.) O sinal negativo na lei de Faraday indica. a derivada temporal poderá ser tomada dentro da integral. que se aplica aos campos estáticos.s r V x E .aB at' (11-6) que é a forma diferencial da lei de Faraday. d dt (11-4 ) Se o circuito for um circuito estacionário rígido. sucede algo que tende a se opor à variação. Para obter alguma compreensão da lei de Faraday. Dessa forma. Todos esses fenômenos estão incluídos na lei de Lenz. n da =- r -' aB 'S at n da. Além disso.não pode ser deduzida de outras leis experimentais e certamente não é como às vezes se afirma uma conseqüência da conservação da energia. que o sentido da fem induzida é tal que se opõe à variação que a produziu. Esta é a generalização de V x E:::: O exigida. além do alcance deste texto. pode-se usar o teorema de Stokes para transformar a integral de linha de E numa integral de superfície de V x E. se tentarmos aumentar o fluxo que passa por um circuito.o valor de B em vários pontos no interior do circuito pode ser variado de qualquer forma. Representa. as correntes produzidas pela fem induzida formarão um campo magnético que tenderá a repelir o pólo do Ímã. extremamente importante compreender que a Eq. (11-5) Se isto for verdadeiro para todas as superfícies fixas S. Admitamos que haja um campo magnético B perpendicular ao plano em que o fio se move.

Se o campo E for uniforme. pela observação de que o fluxo <l> através do circuito abcda está variando de acordo com d<l>/dt= B dA/dt =Bl dx/dt = -Eiv. A integral fE • dI é independente do percurso. No estado estacionário. o campo E é independente do tempo e. então E será constante tencial entre as extremidades será b (11-8) ao longo do fio e a diferença de po- !1qy =- r Ou E· dI = El. E= vB. Y será também a diferença de potencial ao longo do percurso bcda. quando as cargas livres não se estão deslocando em relação ao fio. r= Biv. se bc e da forem unidos por fios condutores perfeitos. O segundo membro da Eq. a força magnética deve ser contrabalançada. assim. (11-10) Neste exemplo.232 Indução Eletromagnética gas livres no fio experimentam a força de Lorentz F = q(E + v x B). ll-I que conduz as cargas positivas e negativas a extremidades opostas do fio por causa do termo qv x B. isto é. por uma força elétrica igual e oposta devida à separação de cargas. dI = O como na eletrostática. especialmente. Dessa forma 'r '1"= d<l> dt ' (11-11) . a força total sobre uma carga deve ser igual a zero. em cada ponto do fio. (11-7) i~~ÀB ~ ~ --d Figura Voltagem produzida por um fio que se move em-um campo magnético. ( 11-9) Se chamarmos esta diferença de potencial de '1-. combinando as Eqs. obteremos. De fato. V x E = O e fE . (11-10) pode ser expresso de outra forma. se imaginarmos um circuito abcda estendendo-se para fora do campo magnético. (11-8) e (11-9). será a voltagem entre os terminais c e d fora do campo magnético.

chamada de fem gerada pelo movimento. Se considerarmos novamente a curva fechada abcda. este campo é cancelado. Assim. uma vez que o fio está em repouso. com velocidade v. Para B arbitrário. todavia. apenas a componente perpendicular ao plano de I e v contribuirá para Corno I x v é perpendicular ao plano I. exceto que -não é urna fem no sentido definido pela Eq. neste sistema de coordenadas. Eq. quando expressa em notação vetorial. de forma a que. Eq. a força sobre uma carga livre dentro do fio deve ainda ser nula. 'f 'pode ser escrito corno "I "I -. Veremos que a equação modificada do rotacional de E. será proporcional a I x v. na Fig. (11-13) Existe ainda um campo El resultante da separação de cargas. No estado estacionário. (11-6). porque fE • dI = O de acordo com cada percurso fechado neste problema.isto é. de B até aproximadamente zero. dentro do fio. a força elétrica deve-se anular dentro do fio. Pode-se acreditar efetivamente que. v. o campo magnético não é mais constante no tempo ~ ele varia. imaginemos que estamos num sistema de coordenadas que se move com o fio.Indução Eletromagnética 233 que tem exatamente a forma da lei de Faraday. que associado à força de Lorentz. dI = fa E· dI + fb E· dI = O + "f/. Assim. não pode haver força magnética. 11·1. disto e da Eq. a mesma separação de cargas e a mesma diferença de potencial entre as extremidades que havia antes. (11-1). A explicação é. (11-2). (11-6). Analisemos o mesmo problema tomando por referência o fio . em movimento. quando a extremidade do ímã. (11-7). Eq. Por outro lado. . observaremos. F = qE = O. é suficiente para dar o mesmo resultado"f 'para a diferença de potencial também neste sistema de coordenadas. (11 -10) pode ser generalizada. Se v for arbitrariamente orientada em relação a I então apenas a componente de v que for perpendicular a I contribuirá para Assim. ao nos movermos com o fio. em qualquer ponto. encontramos novamente que (11-11) to rotacional de E generalizado. ainda. b a g= f E . passa por aquele ponto. porém não há força magnética pois v = O. "I "I~ (11-12) A voltagem na Eq. que é o mesmo do caso anterior. A Eq. (11-2). (11-12) é. às vezes. Eq. neste sistema. por um campo E2 associado ao campo magnético variante. completamente diferente. o primeiro termo à direita é zero porque E se anula dentro do fio e a segunda integral ao longo do percurso bala é o que denominamos "I-no caso anterior. o fio esteja em repouso e o ímã se movendo para a esquerda.

Em algumas situações. Eq. em ambos os casos. ainda que. As equações que sempre se amplicam aos campos E e B em qualquer sistema inercial de coordenadas são as Eqs. uma corrente I fluirá através do circuito.di == O em torno de qualquer percurso que não envolva o campo magnético do gerador (em particular. todavia. Quando as utilizamos. Um terceiro exemplo. no sistema de coordenadas em movimento. Enquanto a voltagem terminal entre c e d for mantida. cujo campo pode ser aumentado ou diminuído. não será ilógico se referir a ele. qualquer percurso confinado no laboratório). Eq. da transformação relativística de Lorentz dos campos E e B.) . somente no segundo caso. dá fem em torno de qualquer circuito (por exemplo. Se urna resistência for conectada aos terminais c e d. em cada sistema inercial de coordenadas. A potência de entrada da força mecânica aplicada compensa a dissipação de potência P R no resistor. por meio do aumento ou diminuição da corrente em seus enrolamentos. a Eq. (11-6) e (11-7). Esta é a situação em transformadores e outros dispositivos práticos. Isto substitui a força magnética que se anula no sistema "em movimen to". Em ambos os casos. nem o ímã. a equação generalizada VxE=-- oB ot (11-6) aplica-se a ambos. p E . vale em ambos os sistemas de coordenadas. mas. como. (11-8) e 01-13) provém. que o ímã é um e1etroímã. estão se movendo. Eq. gerar-se-á uma corrente alternada. (Veja o Problema 11-5. e de que trataremos no restante deste capítulo. ilustrará este ponto. (11-11). destituídos de partes que se movem mecanicamente. = vB que justifica as Eqs. pode não ser imediatamente óbvio reconhecer o circuito que deveria ser usado para calcular <Pna Eq. no segundo caso) seria necessária para manter uma velocidade constante v. (11-6) ainda se aplica e a lei de Faraday. No entanto. dá O mesmo resultado. nenhuma ambigüidade surge ao determinar a fem ou a "fem gerada pelo movimen- Este exemplo possui algum interesse adicional corno um protótipo de geradores elétricos práticos. 11-1. dessa forma. verificaremos no Capítulo 22 que o campo E. 11-2 AUTO-INDUTÂNCIA Nesta seção.** No caso. de forma a que a soma da força aplicada e da força magnética BIl sobre o fio fosse igual a zero. Em nossos dois exemplos. Seria errado concluir. que se pode encontrar sempre um sistema de coordenadas onde aR/ar se anula. (11-1). acontece que aR/ar == O no sistema de coordenadas do ímã e. uma força mecânica aplicada ao fio (ou ao ímã. ** Isto naturalmente poderia não ser um gerador de corrente contínua prático por causa da extensão fínita do ímã. suponha. em magnitude. estudaremos a relação entre o fluxo e a corrente associada a um circuito isolado e aproveitaremos para introduzir o parâmetro prático de um circuito: a auto* Partindo de outro ponto de vista. (11-11). exista uma fem. abcda). Suponha que nem o fio. (11-11). (11-6) é portanto geralmente válida. se o fio se mover para frente e para trás. (11-2). Não há agora sistema de coordenadas em que aR/ar se anule.234 Indução Eletromagnética to". corno definida pela Eq. no Problema 11-4. estritamente falando. porém. por exemplo. como a lei de Faraday. uma análise eletrostática é possível. * Como o resultado integral. não fará diferença se o fio ou o ímã se moverem no gerador (geralmente o fio se move). baseado na Fig. A Eq.

isto é. . as únicas variações de fluxo resultam de variações de corrente. deI> 'dt deI> dI dI dt' (11-14) que é válida ainda que a Eq. (11-15) e (11-2) que a expressão para a fem induzida. o comprimento 2 Figura 11-2 Enrolamento toroidal. é mais seguro associar a palavra indutância com a Eq. (11-15) poderá ser usada para obter a indutância da bobina toroidal. (8-26) não o seja. (8-26). é definida como L =dI deI> (11-15) Quando for essencial distinguir esta relação de cl>/I.Auto-Indutância 235 indutância. Assim. Se. L. O fluxo magnético que atravessa um circuito isolado depende da geometria do circuito e. (11-15). não apenas à bobina toroidal da Fig. mas também ao circuito externo conectado aos terminais 1 e 2. pode-se remover a porção produtora de campo do circuito externo. então dcl>/dI será uma constante. Usando condutores torcidos ou um cabo coaxial. até uma distância suficientemente grande.15) para o cálculo da indutância. Em qualquer caso. a corrente no enrolamento. que não produzem essencialmente campo magnético externo. a menos que seja especificado de outra forma. igual a cl>/I. contudo. se <Pfor diretamente proporcional à corrente. de modo que não contribua para o fluxo no toróide. se entender a voltagem entre os terminais 1 e 2. mais ge~almente. dcl>/dI é denominado indutância incremental. a indutância. Como ilustração do uso da Eq. 11-2. a indução magnética no interior da bobina toroidal é J1 NI (11-17) médio e I. conforme a representação da Fig. Se isto for feito e se. então a Eq. (11. Segue-se pelas Eqs. por fem. (11-14). de acordo com a Eq. dI ú=-Ldt. A Eq. Isto é. é linearmente dependente da corrente no circuito. (11-16) é uma equação de importância prática considerável. a Eq. l. (11-15) aplica-se a um circuito completo. para um circuito estacionário rígido. 11-2. a única condição consiste em que cl> dependa apenas da corrente. calcularemos a auto-indutância de uma bobina tomidal. Conforme a lei circuital de Ampere. B = -°-1- onde N é o número de espiras. (8-26) for válida ou.

(11-22) <Pij Se cada um dos circuitos for um circuito estacionário rígido. pode ser escrita como g _ ~ d<1>j __ j - dt - id<1>~ \ dt + . então. d<1>jj dt = d<1>jj d/j dIj dt (11-23) Os coeficientes dwij/dlj serão constantes. + <1>In = ~ ( H " 0 j= <1>. conceituando-os como todo o fluxo que atravessando um circuito fosse devido à própria corrente do circuito.. Os detalhes desta aproximação serão considerados no Problema 11-8.. + .. pode ser escrito como a soma dos fluxos resultantes de cada um dos n circuitos. I A indutância é então simplesmente d<1> L= dI (11-20) A unidade de indutância no sistema MKS é o henry (fI) que. A fem induzi da no circuito de índice i. não existe possibilidade de ambigüidade nos índices. pode ser expresso como n <1>( = <1>1 l + <1>2 + . em conseqüência. sendo <Pjl o fluxo através do circuito de índice i. poderão depender da corrente por causa da não linearidade dos meios magnéticos associados à configuração do circuito. + d<1>jj + ..r 236 Indução Eletromagnética [As Eqs. + <1>. I)' (11-21) 1 Isto é. (11-17) e (11-18) levam em conta a aproximação de desprezar a variação da indução magnética na área da seção reta. i . segundo a Eq. <1> _ J10NI 1 - I A (11-18) ' e o fluxo total que atravessa as N espiras é J1oN2A <1>= (11-19) I. A Eq. se a Eqo (8-26) for apropriada. digamos. (11-20) indica que as dimensões de 110. como henry/metro. metro ou tesla • metro/ampere. independentes da corrente.. Em qualquer caso. que foram dadas anteriormente como weber/ampêre . 2. consideramos apenas os circuitos isolados. devido ao circuito 1 etc. Esta restrição poderá ser omitida se supusermos que existem n circuitos. d<1>ij i+j Míj= d/j' (11-24) e o circuito jo Ver-se-á mais tarde é definido como a indutância mútua entre o circuito que Mij = Mji e. &i.] O fluxo que atravessa cada espira é.. Se eles não forem constantes. . é igual a um volt-segundo/ampere uma vez que a unidade da fem é o volt. de forma alternativa. de índices 1. as únicas variações nos serão as que provêm das variações das correntes. (11-16). oo o O fluxo que atravessa um destes circuitos. podem ser dadas. + d<1>jn\ __ dt dt /- j= 1 f d<1>ij dt . o de índice i.. 11-3 INDUTÂNClA MÚTUA I Na seção anterior.. Assim.

como conseqüência. M12 =M21• Além disso. As unidades da indutância mútua são as mesmas que as da auto-indutância. freqüentemente se introduz um coeficiente de acoplamento k. ou seja. Em vista deste limite. dipij/dli é apenas a auto-indutância do circuito de índice i. Para esta situação. neste caso. (I 1-29) representa um limite que é imposto sobre a indutância mútua entre dois circuitos. e (I 1-26) Invertendo o procedimento e considerando uma corrente 12. uma corrente 11no primeiro enrolamento produz urna indução magnética B= e. henry. consideremos a representação da Fig. obtemos L _ 2 - J1oNªA I ' (I 1-27) e (I 1-28) demonstrando assim que. ou seja. (I 1-25). fluxos <1>11 J10 N 1 I1 = J10 Ni AI I 1 e Segue-se destes fluxos que (I 1-25) corno antes. Como exemplo de cálculo de indutância mútua. (I 1-26) e (I 1-27) podem ser combinadas para dar (I 1-29) A Eq. 11-2 com um segundo enrolamento toroidal de N2 espiras adicionado. ela é sempre menor ou igual à raiz quadrada do produto das auto-indutâncias dos dois circuitos. as Eqs. no momento) a indutância mútua é exatamente .Fórmula de Neumann 237 Naturalmente. definido por (I 1-30) 11-4 FÓRMULA DE NEUMANN Para dois circuitos estacionários rígidos num meio linear (vácuo. para o qual se escreve Li ou Mij.

Neste caso. às vezes.o - r52 4n ~ V 2 X \ I It" CI I r 2 dl1 r 1 I fI. (8-26) para calcular M21• O fluxo é dado por (11-32) Contudo.238 Indução Eletromagnética <1>21 M21=~' 11 (11-31) Isto é válido simplesmente porque <P21 é proporcional a 11. M 21 <1>21 ~ 11 _ - JJ. o circuito da Fig. pode-se usar a Eq. Por esta razão. é importante observar que M pode ser positivo ou negativo (mudando o sentido segundo o qual se descreve C1 ou C2. inverte-se o sinal de . obtemos (11-35) que é conhecida como fórmula de Neumann para a indutância mútua. (11-36) em virtude da singularidade em T1 := r{. 11-5 INDUTÂNCIA EM SÉRIE E EM PARALELO As indutâncias são freqüentemente conectadas em série e em paralelo e. (11-35) e (11-36) são geralmente de difícil aplicabilidade para o cálculo da indutância. a Eq. A simetria a que aludimos anteriormente se evidencia na Eq. No entanto. A fórmula de Neumann aplica-se igualmente à auto-indutância. n - da2' (11-34) Usando o teorema de Stokes para transformar a integral de superfície. (11-36) será útil. (11-35). bem como indutâncias. as combinações em série e em paralelo desta seção envolverão sempre resistências. e nesse caso é escrita como L = JJ. As Eqs. em particular. Esta aplicação será aproveitada no Capítulo 12. Para dois indutores em série. fazer isso implicaria ignorar o fato prático de que um indutor sempre tem certa resistência interna.o -CI 4n f JCi i d11• dl'1 (11-36) Deve-se tomar cuidado ao aplicar a Eq. como acontece em relação aos resistores e capacitores. Poderíamos proceder a uma dedução baseada simplesmente em 8. se esta precaução for tomada. é muito importante no estudo de forças e torques exercidos por um circuito sobre outro. Ao somar as quedas de potencial ao longo do circuito. a Eq. é importante conhecerem-se os resultados de tais conexões. 11-3 é adequado.L (dI/dt) e obter fórmulas . do que uma capacitância perfeita ou uma resistência perfeita. contudo. tornando <P21 e d<P21IdI1 111 iguais.para a indutância efetiva de duas indutâncias em série ou em paralelo. todavia. (11-35). na prática. (11-33) portanto. Uma indutância perfeita é muito mais difícil de se conseguir. = . exceto para circuitos em que a geometria seja simples.

dessa forma.) A conexão em paralelo. então dI1 V= LI V dt dI2 + M dt + M dI1 dt dI z = L 2 dt . mostrada na Fig.21MI para acoplamento negativo. 11-4. A magnitude da indutância é LI + L2 + 21MI para acoplamento positivo (isto é. veja o Capítu- lo 13. de resistência RI + R2. Se. Lembrando 11-3 é isto. Dessa forma. (11-41) Se primeiramente d11/dt e depois d12/dt forem eliminados das Eqs. (11-35). ou dI V dI dI dI = R 1I + I dI . Isto é equivalente a dI V = (RI + Rz)I + (LI + Lz + 2M) dt' (11-38) o circuito assemelha-se. todavia. L2' RI e R2. esta era uma maneira popular de sintonizar circuitos ressonantes. não é possível dizer que a indutância efetiva e a resistência efetiva são certas funções de LI. Uma descrição alternativa da indutância mútua é -l~k~L A indutância efetiva do circuito em série é então Lerr (11-39) = LI + 2kJ LI Lz + Lz· (11-40) Se k puder variar. resultarão . uma indutância variável poderá ser construída. a um resistor. RI e R2 forem desprezíveis. (11-41). em série com uma indutância. a soma das quedas de potencial no circuito da Fig. (Nos primeiros tempos do rádio. não é tão simples como o circuito em série. o circuito representado não se comporta como um simples circuito L-R em série. di LI dt +M dt + Rz I + Lz dt +M dt' (11-37) nu V-- Figura 11-3 Conexão em série de dois indutores. e LI + L2 . De fato.Indutância em Série e em Paralelo 239 M na Eq. para fluxos devidos a 11 e 12 no mesmo sentido em cada bobina). LI + L2 + 2M.

novamente. a indutância efetiva de dois indutores em paralelo será Lerr = Ll + L2 2M' (11-44) onde. paralela de dois Somando estas equações. Somente a equação do rotacional de H ainda necessita ser generalizada.240 Indução Eletromagnética V(L2 - M) M) = (L!L2 = (L 1 L 2 _ M2) dI!. ---- . 11-4. nectados.) A equação é conhecida como a forma . Para um circuito operando numa só freqüência. o sinal de M dependerá da forma segundo a qual os indutores estão co- o uso mais importante das indutâncias é nos circuitos de corrente alternada. temos três das quatro equações de Maxwell na forma final.. avançamos mais um passo além do campo estático. Esta dependência da freqüência é a raiz da dificuldade anteriormente encontrada. aB at Esta é a terceira das quatro equações de Maxwell que sempre se aplica. 11-6 RESUMO Neste capítulo. ter-se-á v = Ll Ll + L2 L1L2 L2 - M2 dI 2M dt· M2 _ (11-43) Assim. r ----------- Figura 11-4 Conexão indutores. A nova generalização das equações de campo é VxE=--. contudo. (Neste ponto do nosso desenvolvimento das equações fundamentais de eletricidade e magnetismo. em direção ao chamado caso da variação lenta. dt (11-42) V(L 1 - _ M2) dI2 dt . juntamente duas equações do divergente e a força de Lorentz F com as = q (E + v x B). pode-se obter um circuito em série equivalente para a Fig. tanto a resistência equivalente como a indutãncia equivalente dependem da freqüência.

. Indutâncias puras. seja encontrado um sistema de coordenadas em movimento.1. A indutância mútua de dois circuitos é definida como Segue-se que e Ikls. 5. de um circuito fixo (ou elemento de circuito) é definida como L= dI' assim. no qual aB/at = 0. em certos problemas. na forma integral ó= _de}) dt ' onde a fem. 8. supondo que sua indutância mútua e sua resistência inerente possam ser desprezadas. porém isto não ocorre necessariamente. conectadas em série ou em paralelo. (Pode acontecer que. L é facilmente encontrado como sendo L = flON2 I A 4. em tomo de um circuito fixo C é definida por ó =f·C E' di.Problemas 241 diferencial da lei de Faraday. A "fem por movimento" correta de uma voltagem induzida de um fio reto que se move em um campo magnético é 'r = B' I x 3. ú = -L dI dtO Para um toróide (ou solenóide longo). A partir de uma fl'f1exão atenta sobre a força de Lorentz que atua sobre os elétrons do fio. e o problema possa ser analisado eletrostaticamente. PROBLEMAS 11-1 Um condutor metálico que tem a forma de um segmento de fio de comprimento I se move num campo magnético B com velocidade v. A auto-indutância de}) v. somam-se segundo as mesmas fórmulas que as resistências. A maneira mais fácil de determinar a polaridade consiste em fazê-Io por meio da lei de Lenz. demonstre que as extremidades do fio possuem uma diferença de potencial B • 1 'X v.) 1. 2.

. paralelo ao ei~o do cilindro_ ~= ção induzida no dielétrico...s_~ A B a b 11-8 Uma bobina de 100 espiras.eu.) disco. com uma velocidade angular de 12 rad/s. a raiz quamnduir sobre o 11-9 Um disco circular gira em torno de seu eixo com . a componente z é Bz =o B(r) no plano da órbita.lis:c é constituído . l'-..•.~': . que passa por uma das extremidades e é perpendicular à barra.000 rot.eUo.•••••.'[11'"'" ~>''''"'- •••••• .x:r::.- i ~~ 3 em. ':i:lIDe li faces polares de uma ímã que produz uma campo magnético ~o ~iSCO_ ' uniforme=-.r do e~o. Demonstre que a velocidade do íon é v =o qB (R)Rlm.•••• de um metal com condutividade g e de espessura t. isto é. B for uazida para mais perto da bobinaA."3l.. um diâmetro perpendicular ao campo. O campo magnético tem simetria cilíndrica. A bobina w::n:k. B = 0.1 T e j = 2. O plano de rotação da barra é perpendicular a um campo magnético uniforme de 0. é perpendicul~ ça um 't./ min? f. . a (Fa_. estão situados como é IIlOSlI'3do _ F~ 11-5..• gira em torno de um de seus diâmetros a 900 roL. Se o campo magnético for aumentado vagarosamente. ~ drática média da fem induzida na bobina par m~~"'p8Ik campo magnético da Terra na posição da bobina? ..242 Indução Eletromagnética 11-2 Uma barra metálica de um metro de comprimento gira em torno de um eixo. segundo Encontre a fem na bobina. Demonstre que a diferença de potencial produzida entre o centro do disco e sua periferia é 1'""[<t>. com uma freqüência de rotação Qual será a amplitude da voltagem alterada se N =o 100 espiras.:mna a que to- '. (b) a resistênciadeR for diminuída. uma _ •••~ " : -••••. de permi"ividade E. -. Demonstre que a variação radial do campo B dentro da órbita deve satisfazer a seguinte condição para que o íon permaneça em sua órbita: a média espacial do aumento de B (r) (média tomada sobre a área compreendida pela órbita) deve ser igual ao dobro do aumento de B(R) durante o mesmo intervalo de tempo.é das as espiras estejam aproximadamente no mesmo ••••.. ~~. O ~_m:Jf - __ O .:xlll:!l.- _ - ~ :. onde ct> é o fluxo através do disco e [é sua freqüência de rotação. 11-4 O gerador homopolar de Faraday consiste num disco metálico que gira num campo magnético uniforme perpendicular ao plano do disco. Qual será a voltagem se [=o 3000 rot/min e ct> =o 0. onde r é a distância a partir do eixo de simetria. demonstre que a fem induzida em torno da órbita do íon é tal que o acelera.. um íon de carga q e massa m move-se numa órbita circular a uma distância R do eixo de simetria da máquina. A e B.::.-"'1_ distânciasuposlçao razoavel B respeito da reslstencla do _" média. __ __ ~:mZ! o a1.3. que gira num campo B. Qual a fem induzida por movimento entre as extremiddades da barra? 11-3 Num acelerador betatron. de seção reta dIalll:. .l-ga polariza: de 11-7 Dois circuitos 'acoplados. A"" 10-· m". ' .. (c)a~.• ~a. 11-6 Um cilindro dielétrico.1 Wb? 11-5 Um alternador se compõe de uma bobina de N espiras de área. ~0Cidade angular w.•.e a lei de Lenz para determinar o sentido da corrente induzida no resistor ab q'" W a bai:!Ii::Iu. gira em torno de.3 T.4. Se existir um campo magnético uniforme B.

Qual é a auto- 11-13 Duas pequenas espiras circulares de fio (de raios a e b) estão no mesmo plano.5 em. Calcule a auto-indutância por unidade de comprimento. 11-15 São dados dois circuitos: um fio reto muito comprido e um retângulo de dimensões h e d.r] I na fórmula de Neumann segundo o teorema binomial. 11-1I Um circuito se constitui de duas cascas cilíndricas coaxiais de raios R I e R. Demonstre como se deve colocar uma das espiras relativamente à outra. demonstre que a auto-indutância da bobina será dada por L ="{.k2 sen 2 </J)1'2 ' e E(k) = '0 I (1 - k2 sen2 </J)]. Qual é a auto-indutância deste circuito? 11-12 A bobina toroidal do Problema 11-10 tem 150 espiras.2 d</J. demonstre que a quantidade de carga .lo N' (b b' . Calcule a indutância mútua entre os dois circuitos. que é suficientemente grande. de modo que se possa usar a aproximação do dipolo. de N espiras. . estão localizados prox]mos um do outro. Se a indutância mútua entre os circuitos for M. separadas pela distância axial x. 11-20 Dois circuitos com indutâncias L I e L. coaxiais. (R. O retângulo está num plano que passa pelo fio. demonstre que a indutância mútua das espiras é onde e K (k) e E (k) são integrais elípticas completas definidas por A n/2 K(k) = '0 I • ~:2 d</J (I . Calcule a indutância mútua entre os dois circuitos. A carga flui por uma casca e regressa pela outra. conectadas por placas de extremidades planas. Se o raio médio da bobina for b e o raio da se ão reta da forma for a. Expandindo l/Ir. com seu centro a uma distância r. afastadas por uma distância r. Utilizando a fórmula de Neumann. 11-16 São dados dois circuitos: um fio reto muito comprido e um círculo de raio a..Problemas 243 11-10 Uma bobina toroidal. separados por uma distância d. 1I-17 Uma linha de transmissão se compõe de dois fios muito longos de raio a. O círculo está num plano que passa pelo fio.a'). de forma a que sua indutância mútua seja igual a zero. como a mostrada na Fig. de forma a que se possa usar a aproximação do dipolo? 11-14 Duas espiras circulares de corrente com eixos paralelos estão localizadas a uma distância r uma da outra. 1I-19 Considere novamente o problema anterior. em henrys? b = 4 em e a = 1.0 na2b2 /I onde h' = x' + (a + b)' . de raios a e b. 11-18 São dadas duas espiras circulares de fio. 11-2. Qual será a indutância mútua entre as espiras se a distância r for suficientemente grande. > RI) e de comprimento comum L. e resistências RI e R. indutância da bobina. integre termo por termo para obter M =. é enrolada sobre uma forma não magnética. supondo d > a. de modo que o fluxo dentro dos próprios fios possa ser ignorado. sendo os lados de comprimento h paralelos ao fio e estando a distâncias r e r + d deste.

de condutividade g. demonstre que a densidade de corrente de Foucault induzida no meio satisfaz a equação diferencial V2J =g"o (aJ/ar).r') x!1(r') Ir-r'13 dv'. 11-22 Demonstre que a fem num circuito fixo C é dada por d' onde A é o potencial do vetor. Demonstre que E e B satisfazem a mesma equação. -. assim que as/at = K. 11-24 O campo E induzido por B = aB/at pode ser expresso explicitamente E(r) corno =~ r 47!. V • J = O). Demonstre que o gradiente de qualquer solução da equação de Laplace pode ser adicionado a E.dt. 1 'for subitamente conectada em série 11-21 É dado um meio condutor não magnético. t). que está sujeito a um campo magnético dependente do tempo.) Demonstre que J satisfaz a mesma equação. Iniciando com a forma diferencial da lei de Faraday. (r .244 Indução Eletromagnética Q = 1 'M IR 1 R1 circulará por um deles se uma voltagem aplicada com o outro. Eq.c tA' dI ' 11-23 Suponha que a corrente num solenóide muito comprido esteja aumentando linearmente com o tempo. . e supondo que não há acumulação de carga (isto é. 11-25 Um "campo livre de forças" é tal que J X B = O. (11-6). derivando dentro da integral. Demonstre que um campo desses satisfaz a equação onde a é urna constante. B(r. Use o resultado do Problema 11-21 para encontrar a dependência temporal da densidade de corrente e dos campos. Verifique que V X E = -as/at e V • E'= 0. Encontre o campo E dentro e fora do solenóide. (Sugestão: No campo livre de forças V X B é paralelo a B.

através do circuito. absorve toda a entrada de trabalho apenas em casos em que a variação do fluxo é nula. este termo. Eq. O termo adicional.CAPÍTULO 12 ENERGIA MAGNÉTICA Estabelecer um campo magnético requer gasto de energia. por ora. As perdas por histerese serão expostas na Seção 12-4. 245 . ao deslocar o incremento de carga dq = dt pelo circuito é I 1~dq='i"/dt= -1ff/dt+/2Rdt =/ dCl> + /2R (12-2) dt. a corrente que passa por ele pode ser expressa pela equação (12-1) onde 8. pode ser positivo ou negativo. (12-3). é a fem induzi da e R é a resistência do circuito de corrente. Se uma fonte de voltagem 'i "for aplicada a um circuito. Desprezando o termo P R dt. porém. em geral. Num circuito rígido estacionário que não apresenta outras perdas de energia além das perdas de calor de Joule (ou seja. for do mesmo sentido que o fluxo produzido pela corrente I. O incremento de trabalho. porém. O termo P R dt representa a conversão irreversível de energia elétrica em calor efetuada pelo circuito. em que não haja histerese). Eq. I d<p. por baterias). o que é conseqüência direta da lei da indução de Faraday. Será positivo quando a variação de fluxo d<P. (12-3) onde o índice b indica que este é o trabalho efetuado por fontes externas de energia elétrica (ou seja. é o trabalho realizado contra a fem induzi da no circuito. O trabalho realizado por "'I. então. é a parte do trabalho executada por "que é efetiva na alteração da estrutura do campo magnético. cuja última forma é obtida com o auxl1io da lei de Faraday. o termo dWb é igual à variação da energia magnética do circuito. O desenvolvimento é bastante semelhante ao do Capítulo 6. (11-2). escrevemos i dTt~ =/ dCl>. nos limitaremos ao exame de sistemas magnéticos reversíveis.

os CPi estão linearmente relacionados às correntes nos circuitos e a energia magnética é independente da maneira pela qual estas correntes são trazidas ao seu conjunto final de valores. nesta seção. o trabalho elétrico feito contra as fem induzidas será dado por d~ = i= 1 L li d<I>j. dU. Em tais circunstâncias. de acordo com a Eq. integrando a Eq. Chamemos esta fração de a.L J=1 dlj = J=1 Mij . em qualquer instante de tempo. perfeitamente. dá f d~ lí = ali. Em virtude de ser a energia final independente da ordem segundo a qual as correntes são variadas. Mais adiante. todavia. então. d/ J n d<I>i =. aqui. caso linear. é válida. então. em qualquer estágio.246 Energia Magnética 12-1 ENERGIA MAGNÉTICA DE CIRCUITOS ACOPLADOS Deduziremos. Num grupo de circuitos rz'gidos que contêm ou que se localizam em meios magnéticos lineares. no caso em que os dCPi são produzidos por variações de corrente nos próprios n circuitos. Como esta situação é de grande importância. (12-4) . todos os fluxos) são levadas a seus valores finais em concordância. todas as correntes (e todos os fluxos) estarão na mesma fração de seus valores finais. deixaremos os diversos circuitos se moverem relativamente uns aos outros. então. de forma a que se possa calcular a energia magnética como um termo de trabalho. do sistema.•1 :x d:x _1 n • = '0 I L I. Estamos particularmente interessados. Obtém-se a energia magnética U de um sistema de n circuitos estacionários rígidos. não seremos capazes de identificar dU com dWb. (12-3). generalizar esta expressão. altm disso. a tratar do circuito rígido. Neste esquema todas as correntes (e. (12-4) Pode-se.. Observe-se que aqui nos limitamos ao estudo dos circuitos estacionários. n da <I> dCPi = CPida. nos ateremos. podemos escolher um esquema particular para o qual se calcule facilmente W. i = i= 1 li<I>i '0 L I i= 1 li<I>i' = -t i=1 L: A energia magnética é. uma expressão para a energia magnética de um sistema de circuitos de corrente que interagem. independentemente do modo pelo qual os incrementos de fluxo dCPi são produzidos. Se aos valores finais das correntes forem dados os símbolos então. meios lineares) (12-6) . (12-4) desde a situação de fluxo nulo (correspondendo a todos li = O) até o conjunto final de valores de fluxo. n v = 1 i= 1 li L: <I> i (circuitos rígidos. Se houver n circuitos. (12-5) Se os circuitos forem rígidos e estacionários. as variações de fluxo correlacionam-se diretamente com variações nessas corren tes: n d<I> .L dlj. mas. isto é. A integração da Eq. em conseqüência. nenhum trabalho mecânico se associará às variações de fluxo dCPi e dWb será igual à variação da energia magnética.

~ 1 <1>2 (12-11) 12-2 DENSIDADE DE ENERGIA NO CAMPO MAGNÉTICO A Eq. <1> = U. mas a energia magnética total U deve ser positiva (ou nula) para qualquer par de valores de corrente: 11 e Iz.. Para um único circuito. + t1-"l. + M121112 + M131113 + . Representando a razão de correntes 11 /Iz por x. os resultados e a notação das Seções 11-3 e 11-4:Mij Para dois circuitos acoplados.n1n-11n = Mji. + Mln111n + M231213 + . para simplificar. O termo MIllz pode ser positivo ou negativo. o que demonstra que a Eq. meios lineares) Usamos. (12-7) dá a energia magnética de um sistema de correntes em termos dos parâmetros do circuito: correntes e indutâncias. um resultado que foi determinado.. que pode ser integrada diretamente no caso de um sistema linear de circuito rígido. ou LIL2 2: M2. uma formulação alternativa da energia magnética em termos de vetares campo B e H desperta considerável interesse porque proporciona uma descrição em que a energia é armazenada . escrevemos M em lugar de M12.. (12-10) na Seção 11-3. o valor mínimo de U(definido por x = -M/Ld é maior ou igual a zero. obtemos L' = ~l~(LI Xz + 2Mx + Lz) 2: O. a energia magnética pode ser expressa da seguinte forma: U=-21" i= i.Densidade de Energia no Campo Magnético 247 Com o auxIlio da Eq. A energia magnética U ~ O para qualquer x: em particular.. (12-5). Por outro lado. O valor de x que torna U mínimo (ou máximo) é encontrado e igualar o resultado a zero: ao derivar U em relação a x x= (12-9) A segunda derivada de U em relação a x é positiva. I 2 L' = ~1<1> = -zU = 2 -L .. + Mn-l. mas não demonstrado. aqui.L MIl· " l) I J 1 j= 1 = ~LI li + ~Lz1~ + .Mii = Li' (12-7) (circuitos rígidos. Formulação particularmente útil porque tais parâmetros são passíveis de medidas experimentais diretas. Assim. (12-9) é a condição para um mínimo.. a última equação reduz-se a onde.

da substituição de J :ir e_ finalmente. esta contribuição será nula. para mostrar corno a energia se move através do campo eletromagnético em processos não estacionários. V x A - A . nenhum dos "circuitos" de corrente se estende até o infinito.l Eq. imersos num meio com propriedades magnéticas lineares.248 Energia Ma. A energia desse sistema é dada pela Eq.:\ Eq. Cj di p (12-12) onde A é o potencial vetoriallocal. Esta déscrição pode ser ampliada. -- de generalizar um pouco m::':. Consideremos um grupo de circuitos rígidos que conduzem correntes. A cai pelo menos tão depressa como l/r e a área da superfície é proporcional a r2 . ao contrário. obtemos . o fluxo <Pi ode ser expresso corno <ti l = I' "Si B· n da = t A· ( . (12-13a). (12-13b) ainda mais.6 . (12-6). por suposição.. é conveniente supor que p cada circuito se constitui de urna única espira apenas. pela substituição de ·V r por Como conseqüência. Suponhamos que não tenhade correme defi=:':os por nos mas que. corno se fará no Capítulo 16. usando a equação do campo. Substituindo este resultado na Eq. (12-14) cai tão rapidamente como l/r ou mais depressa e. (12-13a) pode ser bastante aproximada desta situação atraes. r Esta última equação pode ser transformada V x H = J. (12-6). c. Como. o volume do sistema deve aumentar de modo correspondente. se S se deslocar até o infinito..a I. Naturalmente. e a identidade vetorial (1-1-8): V . -=1. cada "circuito" seja fedudo -1e:::ro do meio (suposto condutor) que compreende uma linha de .. portanto u = 1 'V r H' V x A dv - 1'S A . Eliminando a integral de superfície na Eq. .~!rr:e_ .~~ je um grande número de circuitos adjacentes (Ci). então. Agora. (12-14) e estendendo o termo do volume para abranger todo o espaço.:orr. H cai pelo menos tão rapidamente corno l/r2."11ética no próprio campo magnético. =H . u = 1 -v J. é conveniente deslocar a superfície S para uma distância muito grande. n da. (A x H) A dv. dos quais nenhum se estende ao infinito. Dessa forma. onde r é a distância entre a origem próxima do meio da distribuição de corrente e um ponto característico sobre a superfície S. Nesta exposição. V x H. (12-13a) Gostaríamos mos circuitos um percurso densi':3de de -. de forma a que todas as partes desta superfície estejam longe das correntes. a contribuição da integral de superfície da Eq. obtém-se dli• u = 1L i I' IA' •. x H . (12-14) onde S é a superfície que limita o volume V.

chegamos ao conceito de densidade de energia num campo magnético: u = 1H . desenvolvemos várias expressões alternativas para a energia magnética de um sistema de circuitos de corrente. Estas expressões são dadas pelas Eqs. na Eq. fazer um deslocamento rígido dr sob a influência das forças magnéticas que atuam sobre ele. nestas circunstâncias. se reduz a u 2= 1pH2 = 1. Mas. A Eq. onde dU é a variação da energia magnética do sistema e dWb é o trabalho realizado por fontes de energia externas contra as fem induzidas para manter as correntes constantes. (I 2-18). sobre uma componente de um sistema desses podem ser calculados a partir do conhecimento da energia magnética. Através de raciocínio semelhante ao da Seção 6-3. Isto é realizado facilmente no caso de um sistema de circuitbs rígidos em meios magnéticos lineares. (I 2-7) e (I2-15). (I2-6). contém duas contribuições. (12-15) restringe-se aos sistemas que contêm meios magnéticos lineares. (12-18) e combinando o resultado com .Forças e largues sobre Circuitos Rígidos 249 U =1 'V (I2-15) uma vez que B = V x A. (12-19) Utilizando esta equação para eliminar dWb da Eq. (12-6). Dessa forma dW~ = 2 dU. de acordo com a Eq. Eq. (I2-16a) que. O trabalho. (12-6). (12-4). todas as COrrentes permanecerão inalteradas. agora. como foi deduzido pela Eq. (6·17). ou o torque. no caso de materiais magnéticos isotrópicos e lineares. todavia. atuando sobre o sistema. O trabalho mecânico realizado pela força F.B2 P (I2-16b) 12-3 FORÇAS E TORQUES SOBRE CIRCUITOS RÍGIDOS Até agora. (I2-17) como (12-18) como na Eq. Suponhamos que permitimos. então. a geometria do sistema for alterada. Se. será necessário eliminar dWb da Eq. Antes de prosseguir com uma expressão que relacione U e a força exercida sobre uma parte do sistema. Este resultado é completamente análogo à expressão da energia eletrostática. Mostraremos. . B. como a força. através da Eq. é dW = F· dr. (6-37): dW = dJtj. (6-32).dU. a uma das partes do sistema. permanecendo cons· tantes todas as correntes.

.82 ou 83). obtemos ou dU = F . A energia magnética é dada pela Eq.y. Eqs. (12-20) te. contudo. Nestas (12-21) e assim por diante. calculemos a força entre dois circuitos rígidos percorridos por correntes constantes. Ilustraremos o método. * Num circuito normal. a Eq. o método da energia se torna uma técnica poderosa para calcular forças e torques. segundo a Eq. de = ti dei + tz dez + t3 de3. para usar o método da energia é necessário expressar Una forma anal ítica. (12-17) poderá ser substituída por dW = t . a bateria deve ainda fornecer a potência de dissipação [' R. (12-17). Então. deve ser dada a dependência específica de U com relação às coordenadas variáveis (x. e assim se pode considerar o sistema como isolado. Se os fios fossem supercondutores (R = O). dr = dW = -dU. onde T é o torque magnético condições. Como primeiro exemplo. em que era necessário trabalho da bateria para manter os potenciais constantes. para correntes constantes. -(~~L· (12-22) (12-23) Como no caso e1etrostático. os fluxos através dos circuitos podem ser tratados como constantes. (12-20) e (12-21). Quando isto é feito. F=VU. o sistema poderia estar realmente isolado. isto é. (12-8) e a força que atua sobre o circuito 2 é Fz=VzU=IIIzVzM. Em alguns outros casos interessantes. Fx = -(~~L. A força sobre o circuito é o gradiente da energia magnética quando I se mantém constan- Se o circuito em consideração for forçado a mover-se de tal forma que gire em tor· no de um eixo. (12-4). * Em conseqüência. z. porém estamos desprezando isto. sobre o circuito e d8 é um deslocamento angular. dr. dWb = O. são análogos. examinando dois exemplos. Os resultados. 81. ao caso e1etrostátíco do potencial constante. F . Exercícios adicionais desse tipo serão encontrados nos problemas no fim do capítulo.250 Energia Magnética a Eq.

4n 1112 'C! ·c. percorrido por uma corrente constante I. A estrutura do campo é relativamente uniforme longe das extremidades da barra e do solenóide. a força que tende a puxá-Ia de volta ao seu lugar original.rll por 'ZI . A diferença essencial entre as configurações (a) e (b) consiste em um comprimento Llx da extremidade direita da barra (fora da região do campo) que é efetivamente transferido para a região de campo uniforme dentro do solenóide..ri .Cl J10' ~ 'C!'C. felizmente.Forças e Torques sobre Orcuitos Rígidos 251 onde a indutância mútua M deve ser escrita de forma a que exiba sua dependência em relação a r2. A fórmula de Neumann. todavia.rll vezes a projeção de dIz sobre o vetor r2 .1. Consideremos. d12)V2 F2 = 4n 1112 -. A estrutura de campo magnético associada a este problema será complicada se forem incluídos os efeitos das extremidades. calcule. 12-1(a) e (b). não precisamos calcular toda a energia magnética do sistema mas simplesmente a diferença de energia entre as duas representações mostradas na Fig. A integral que contém o último termo da direita é idêntica à Eq. (8-25). que parece não concordar com a fórmula que acabamos de deduzir. Uma barra de ferro. Dessa forma. Eq. é introduzida ao longo do eixo do solenóide. -1----1 r2-r1 -lu -r2 (r2 - = -. Solução. . dI2). então. como facilmente se pode verificar.ri) é Irz . demonstra explicitamente esta dependência de modo que podemos escrever J1 . num lugar além da influência desmagnetizante do pólo do ímã.. Representemos Ir2 . (12-24) é equivalente à Eq. Eq. as duas expressões são equivalentes. aproximadamente. usamos U ='11J1H2 dt·. (8-25). apresenta a simetria própria. ti i (dI!' d12) rI-13' rd (12-24) uma expressão que. um solenóide longo de N espiras e comprimento I. (12-24). a projeção de dIz é exatamente drZl' A integral sobre Cz pode ser efetuada para um dl1 : J t 2 'C2 d~3J. (12-25) se anula e a Eq. 12-1 a) de modo que apenas metade de seu comprimento permaneça no solenóide. Vamos expandir o produto triplo no integrando da Eq. evidentemente. isto é.la ' sendo os limites superior e inferior idênticos por causa do circuito completo. H é quase longitudinal na região Llx e. já temos uma expressão para a força entre dois circuitos. d12 o (r2 . a Eq. Se a barra for retirada (Fig. a que contém o primeiro termo pode ser escrita dl2 • (r 2 - r!) Ir2-r113 ( 12-25) Agora. 1 (dI! . (11-35). como segundo exemplo. (8-25): dl2 x [dll x (r2 rI)] = dl![dI2 • (r2 - rd] - (r2 - rd(dl! . de permeabilidade constante J1 e área de seção reta A. Assim. F2 = -FI' Todavia. __ r21 '21 a 2. Na realidade. como a componente tangencial de H é contínua no limite cilíndrico da barra.

1X) ::::: U(Xo) + 1r llo)H2 dv '04 ~x e.arrade ferro doce ••••••••••••••••••••••••••••••••• ~l'o--(a) I -'>. Consideremos um circuito elétrico. Todavia. de N espiras. na Eq. Um exemplo em que <I> constante é *12-4 PERDAS POR HISTERESE é encontrado no Problema 12-7. através da Eq. (12-3). onde H é constante dentro e fora da barra porque U(Xo I é constante. 12-2). limitamos nossa exposição a sistemas magnéticos reversíveis e. em forma de uma bobina com um enrolamento muito apertado.0----1 I- ••••••••••••••••••••••••••••••••• ••••••••••••••••••••••••••••••••• b Figun 12-1 Força sobre uma barra de ferro doce introduzida num solenóide (pelo método da energia). (12-26) no sentido de Xo crescente. Se a bobina for conectada a uma fonte externa de energia elétrica. o trabalho realizado contra a fem induzida na bobina será dado pela Eq. para a finalidade que temos em vista.252 Energia Magnética ••••••••••••••••••••••••••••••••• B. (11 - Conseqüentemente. Diremos agora algo a respeito das variações de energia nos sistemas que contêm material de ímã permanente. a variação do fluxo d<I> é a variação total do fluxo através do circuito. a sistemas lineares. que circunda um pedaço de material ferromagnético (Fig. (12-20). Nas seções precedentes. (12-3).. + . isto é. sistemas em que a histerese tem um papel proeminente. na maioria dos casos. será conveniente representar a variação .

. .' deI>. Eq. H di = 'V r bB· H dt:. (12-15). = •f A bB . Porém. supondo (12-3a) = NI b<1>. A Eq. que forma parte de Suponhamos que a amostra ferromagnética forme parte de um circuito magnético. a energia assim obtida é idêntica à expressa pela Eq. No material linear. a Eq. Então. o trabalho realizado sobre o sistema magnético mesmo nos casos em que ocorre histe' rese. (12-27) onde V é o volume do circuito magnético. corretamente. a região do espaço em que o campo magnético é diferente de zero. De acordo com a Eq.. (12-27) poderá ser integrada desde B = O até seu valor final. para dar a energia magnética do sistema. 61-1-'. (12-27). (12-27) é muito mais geral que esta. Dessa forma. e a Eq.b<1>H • dI = f fA bBH • dI. Figura 12·2 Amostra ferromagnética um circuito magnético. dB (12-28) A análise aqui apresentada pode ser colocada de uma forma um pouco mais rigorosa. = NI I J 8$j = Ir J • J 8$jH .3a) toma·se* bvt. O resultado final. NI pode ser substituído pela p H o dI. (12. (12-27). em tomo de um percurso típico de fluxo. uma variação da estrutura do campo magnético resulta numa entrada de trabalho dWb =H . (l2-3a) torna-se então 8vvi. onde 8 épj é a variação de fluxo associada com uma dessas trajetórias. = . ela prevê.Perdas por Histerese 253 do fluxo através de uma única espira da bobina pelo símbolo que o mesmo fluxo passa através de cada espira.. Se o material ferromagnético no sistema apresentar comportamento magnético reversível. substituin* do-se o circuito magnético por um grande número de trajetórias de fluxo magnético de vários comprimentos (circuitos magnéticos em paralelo). dIj. a Eq. pode-se escrever a equação anterior como bvt. isto é. é invariável. onde A é a seção reta do circuito magnético apropriada ao intervalo de comprimento dI. Como dI é sempre tangente à trajetória do fluxo.

ao submeter o material uma vez ao ciclo da histerese. (12-29) que é a área compreendida pela curva de histerese. É. como dE. Esta perda aparece como calor e provém das variações irreversíveis na estrutura de domínios do material. como ocorre quando a bobina que circunda a amostra está sujeita à ação de uma corrente alternada. evidente que a Eq. assim. deve ser tomada negativamente. então. No final de um ciclo completo. para um ferromagnético típico. pois H e dB são de sinais opostos. são positivos. o estado magnético do material é o mesmo que era no início do ciclo. descrevendo assim uma curva de histerese (Fig. B H d Figura 12-3 Trabalho realizado por unidade de volume em um material ferromagnético submetido a um ciclo. Raciocínio semelhante pode ser feito em relação a (Wb)cd e (Wb)da' Dessa forma. A indução magnética E apresenta uma variação semelhante. b (Wb)ab = -a r H dB. (12-29) representa a perda de energia por unidade de volume por ciclo. A perda de histerese é um fator importante em circuitos sujeitos à ação da corrente alternada. Hmáx. A Eq. se atrasa em relação a H. decresce até -Hmáx e então retoma a zero. A entrada de trabalho (por unidade de volume). necessária para levar a indução magnética desde o ponto a até o ponto b na curva de histerese. é positiva porque tanto H. a intensidade magnética H (em um ponto típico da amostra) começa em zero. a perda de energia por unidade de tempo é diretamente proporcional à freqüência da corrente alternada. mas. a "energia magnética" do material é a mesma. Num ciclo. De particular interesse é o caso em que o material está submetido a ciclos. é justamente a área entre o segmento de histerese ab e o eixo E. (12-29) representa uma perda de energia. 12-3). o trabalho necessário por unidade de volume é Wb = iH dB. conseqüentemente. .254 Energia Magnética associada a cada unidade de volume de material magnético (ou vácuo) no sistema. cresce até um máximo. A contribuição (wbhc é também a área entre o segmento de histerese apropriado (bc) e o eixo E. contudo.

então. (12-29b) 12-5 RESUMO O trabalho realizado por um agente externo..$. onde o potencial vetorial A é produzido pela densidade de corrente J. que também se pode escrever como Wb = -l1of M dH. 1 U 1 2 1 B2 = "2H .Resumo 255 Segundo a Eq.P 1 = ~ M 1) ]0 L . (12-28a) Às vezes. é conveniente considerar o termo l10H dH (trabalho realizado no vácuo) como efetuado. 1. Num circuito único. ele forma a base para a exposição de processos tais como o "esfriamento magnético". o termo l10H • dM é o trabalho específico feito sobre o material. Deste ponto de vista. B = WH = 2 ----. A dv. uma bateria. ao alterar o campo magnético de uni sistema de circuitos de corrente é d~ = i= 1 I ]id$i (exclusivo do trabalho que supre a perda do calor de Joule dos circuitos resistivos). (12-29) é equivalente a Wb = 110 fH dM.. U = f u dv. . dM.. Este é o procedimento geralmente adotado nos estudos de termodinâmica. a Eq. A integração por partes transforma a energia em materiais magnéticos lineares numa integral. (12-29a) A partir de d(MH) = H dM + M dH. Como a integral de H dH se anula num ciclo completo. (12-28). esteja o material presente ou não. A energia potencial magnetostática de um sistema de circuitos de corrente e de meios magnéticos lineares é n u= onde <1> 1 -21 i= 1 n ~ ~ ]. o trabalho nece~~ári() para variar a indução magnética numa unidade de volume do material é dWb = H . por exemplo. dB = 110H dH + 110H . com $ = LI. 1 .]· j= 1 Para uma distribuição se contínua de corrente em meios lineares. a energia magnética toma- u =! f J . sobre a densidade de energia do campo magnético.

e um circuito mam um sistema isolado.. a corrente se mantenha constante. mas a corrente em cada circuito for mantida constante por um agente externo (bateria). forao ímã. t I 12-2 e dado um conjunto de circuitos de corrente interagentes em um meio magnético linear. a partir da combinação das Eqs. uma barra do mesmo material. por cálculo direto. porém. As correntes são mantidas constantes por meio de baterias. com exceção do circuito I. A deste sistema? 12-6 Um ímã permanente. Qual será o sentido deste torque. estando este diâmetro localizado no plano de um circuito maior. com magnetização constante. caracterizados pelas indutâncias =M'l =!3IfI1I'!/' e L2 =!3~. 12-3 Considere dois circuitos de corrente interagentes. trazendo as correntes a seus valores finais. I. Fixa-se o pequeno circuito de maneira que esteja livre para girar em torno de um de seus diâmetros. = tH dB = 110 jH dM = -110 fM dR. conectado a uma bateria. de mesma seção reta. Trata-se de um sistema magnético porém não linear.:. É enrolado com N espiras de fio. Calcule a força com a qual o ímã sustenta. de comprimento I. variando então.~ procoso cíeliro. (12-6) e (12-8). (12-4). mantendo 1. de modo que um elemento ar se desloque e. que o trabalho mecânico realizado pelo circuito em movimento é dW = li d<f>1 ' onde d<f>. em concordância.. MI. tem seção quadrada de área A. Todos os circuitos. ao mesmo tempo. Num ~iclo co:::p:~w de um 1oO . separação de pólos d e permeabilidade /1-. reversível e I. Se o circuito puder mover-se sob as influências das forças magnéticas. as correntes estacionárias Ib e Ia' Se o ângulo entre as normais aos dois circuitos for f). . que o trabalho mecânico feito pela onde ó <1> o fluxo adicional que atravessa o circuito. A força magn". Faça segundo. respectivamente. Se o sistema não estiver isolado. 12-5 Um eletroímâ em forma de U. a força será dada por Fx = +(au). b . se mantêm estacionários. é o gradiente negativo da energia magnetostática. A força magnética sobre parte de um sistema isolado.a em wda elemento de circuito di é dada por I di X B. Os circuitos conduzem. de raio b. a. 12-4 Um circuito em forma de uma espira circular de fio. calcule O torque sobre o circuito móvel. Na presença de material não linear. entre seus pólos. incluindo a histerese. Demonstre. PItOBLEYAS 12-1 dado um circuito de corrente (não necessariamente rígido) num campo magnético prescrito. O trabalho mecânico realizado pelo circuito que conclusão se pode chegar a respeito da variação da energia magnética I 12-7 O campo de indução magnética entre os pólos de um eletroímã é relativamente uniforme e man- . permitindo-se. com fluxo constante através de cada circuito. demonstre. Permite-se que o circuito se mova em relação circuito mantida constante.256 Energia Magnética 2. d~~ H' dB. GX = [ 3. é a variação do fluxo que atravessa o circuito 1.ti. Calcule a energia magnética do sistema em termos das correntes finais II isto de duas maneiras: primeiro.. onde!3 e s são constantes. conduzindo uma corrente I. é força éli 1+' = [ Ó <1>. sendo a corrente do é dado no Problema 12-1. LI = !3If.'= O enquanto I. quando Ib e Ia circularem no mesmo sentido? •. é levado a seu valor final. é colocado no centro de uma espira maior de raio a. ao circuito I que se mova rigidamente.

supondo que o fluxo permaneça constante e que o sistema esteja isolado (com enrolamentos supercondutores). a força sobre um circuito de corrente em um campo magnético prescrito é dada por F = V 4>. constituído de uma só espira de fio. Suponha que o diâmetro da barra seja quase tão grande quanto o do solenóide e que ambos sejam tão compridos que os efeitos das extremidades se tornem desprezíveis. n I 12-10 O centro de um circuito circular plano. que se restringe ao movimento vertical. onde L = L (xo) é a indutância do solenóide correspondente a uma inserção de Xo da barra de ferro. 12-4. por unidade de comprimento da circunferência. Demonstre que a força sobre o dipo10 será I F = (m . B = Kr/73 • Demonstre que a força sobre o circuito é F = KIVn. o campo magnético B deverá ser tratado como constante sobre a superfície limitada pelo circuito. Se o circuito for muito pequeno. *12-8 A partir do resultado do Problema 12-1. está localizado num campo de indução magnética radial. 12-1 com a energia magnética na forma U = -4. a uma distância x da origem. JM quando o campo magnético prescrito não tiver fontes (isto é. V)B. para o toróide do Problema 11-10. (b) Repita.Problemas 257 tém-se no valor constante Bo. (a) Calcule a força exercida sobre a chapa. J.LI' . o próprio circuito pode ser caracterizado por seu momento de dipolo magnético m. além disso. 12-13 Encontre. tal que o campo em seujnterior seja aproximadamente uniforme e o campo em seu exterior seja nulo. Encontre a força exerci da sobre o circuito por um campo de indução radial que diverge da origem. = O) na posição do dipolo. Encontre a partir da energia magnética a força radial sobre uma espira do eruolamento. O circuito conduz a corrente e sua normal positiva apOnta no sentido -x. A = 1em 2 e B o = 0. onde é o ângulo sólido que o circuito subtende no centro do campo e é a corrente no circuito. (b) Obtenha um valor numérico para a força se o material da chapa for o titânio. inverso do quadrado. de raio R e que consiste em uma espira. I 12-12 Resolva o exemplo da Fig. (a) Suponha que a corrente se mantenha constante por meio de uma bateria. A susceptibilidade da chapa é Xm e a área de sua seção reta é A. é colocada no campo como é mostrado na Fig. está sobre o eixo x. 12·9 Um circuito rígido.25 T. Figura 12-4 Chapa paramagnétíca introduzi da entre as faces polares de um ímã. A força tende a expandir a bobina ou a aniquilá-Ia? 12-14 Encontre a força entre o fio reto e o circuito retangular do Problema 11-15 se as correntes foremII eI2• . de N/I espiras por unidade de comprimento e raio R. Uma fina chapa paramagnética. a força radial que se exerce sobre a bobina se ela conduzir uma corrente I. B = Kr/73 • I 12-11 Considere um solenóide muito comprido.

Qual a variação da energia magnética do circuito? ma é a base para a energia dipolar magnética no cálculo da Seção 10-3. + sob a influência de forças 12-1. deslocam-se de modo que sua indutância mútua seja M.258 Energia Magnética 12-15 Dois circuitos supercondutores isolados conduzem certas correntes quando colocados de forma a que sua indutância mútua seja nula. encontre as correntes finais I Demonstre que JvH • B'dv = 0. se os campos forem produzidos exclusivamente por ímãs (isto é. Suponha agora que constante por causa dos variação na corrente. com um comprimento de 0. cuja curva de histerese média em condições de operação tem uma área de 2000 joules/m3 • O núcleo é de forma cilíndrica. Será a energia magnética nula? 12-16 12-17 Avalie as áreas compreenuidas pelas duas curvas de histerese mostradas na Fig. 12-19 Um circuito de corrente. Se ele girar a 1800 rot. Se os circuitos forem idênticos e tiverem as mesmas correntes iniciais 10. não há correntes de transporte). desloca-se magnéticas. O trabalho mecânico realizado pelo circuito é dado no Problema o circuito seja um circuito atômico e que a corrente atômica seja mantida princípios quânticos gerais (observe que estamos desprezando uma pequena causa do diamagnetismo). 12-18 O núcleo da armadura de um gerador é feito de ferro./min. Agora. num campo magnético prescrito. 9-7 e calcule a perda de potência por unidade de volume devida à histerese nesses materiais operando a 60 Hz.15 m. onde V é todo o espaço. por O resultado deste proble- . calcule a taxa segundo a qual se produz calor no núcleo.4 m e um diâmetro de 0.

• A quantidade w é 2rr vezes a freqüência e é. Para compreender adequadamente o que significa "variar lentamente". A principal restrição a se impor para que a corrente no circuito possa ser chamada de variação lenta é a de que o circuito não deverá irradiar uma quantidade apreciável de potência. no espaço livre. Em partícular. Para variações senoidais da voltagem em circuitos que contêm elementos lineares. L. às vezes. de modo que V X H = J.* contudo. 259 . Esta restrição pode ser satisfeita.•. o comportamento de um circuito caracteriza-se por uma freqüência w. Neste contexto. na atual exposição. fazendo com que a dimensão linear máxima do sistema. base para a teoria elementar do circuito. como se supôs até aqui . Tais idéias serão agora desenvolvidas para incluir não só voltagens que variam lentamente como também correntes resultantes que variam lentamente. ** Uma onda eletromagnética desta freqüência. deve-se usar as equações de Maxwel1. vale a pena correlacionar o material apresentado no Capítulo 16 com o apresentado aqui. então. O uso de w ao invés de 2rrf é grandemente vantajoso em muitos ramos da física. para todo elemento dI do circuito que conduzir uma corrente haverá. elimina uma multidão de 2rr das equações dos circuitos. isto é. a uma distância muito menor que um comprimento de onda. "variar lentamente" significa simplesmente que estam os desprezando a corrente de deslocamento aDlat que será exposta nas Seções 16-1 e 16-2. chamada de freqüência angular. Para os que estiverem particularmente interessados. seja muito menor que o comprimento de onda no espaço livre associado à freqüência impulsora. as idéias gerais podem ser compreendidas sem que se recorra aos detalhes dessas equações. onde c é a velocidade da luz. .• As equações de Maxwell serão tratadas detalhadamente no Capítulo 16. tem um comprimento de onda À. um I . = 2rrcjw. L ~ 2nc w 2nc ou w~L' (13-1) Se esta condição for satisfeita.CAPÍTULO 13 CORRENTES QUE VARIAM LENTAMENTE 13-1 INTRODUÇÃO A idéia de circuito elétrico foi introduzida no Capítulo 7 e foi feita uma análise das correntes nestes circuitos quando excitadas por voltagens constantes aplicadas.

03 6.* então. elas se tornarão estritamente periódicas apenas após um tempo infinito. deve-se ter cuidado ao aplicar a teoria ordinária de circuitos a esta e a freqüências maiores. todavia. se desejarmos qualquer aproximação à periodicidade.376106 (300 milhas) 300 3 L.m 5 X 1010 X 108 105 f.28 x À. o comprimento de onda e as dimensões do circuito são dimensões de laboratório e. conduzindo a mesma corrente. o circuito deve ser construído num cubo de aproximadamente 0.003 rad/s0. O comportamento periódico é considerado o comportamento de estado estacionário. circuitos ordinários satisfazem o critério.3 0. surgem correntes. um longo tempo após a aplicação das voltagens. em conseqüência. Isto assegura claramente o cancelamento dos campos produzidos por estes elementos a distâncias da ordem de alguns comprimentos de onda. " Urna voltagem constante pode ser entendida corno um caso especial de voltagem periódica.m 0. se verá que as correntes também variarão periodicamente com o tempo. Se. para a última. 30 5 x 106 Tabela 13-1w. uma rede de elementos passivos a uma fonte ou fontes de voltagem. Para ver que restrições práticas são impostas pela Eq. É claro que. a variação inicial das correntes. todavia. de acordo com o mais importante: o comportamento periódico ou o não periódico. com o tempo. também.) É conveniente expor o comportamento dos circuitos em duas fases. mostra que os campos associados ao circuito estão confinados à vizinhança do circuito. L . para as três primeiras freqüências. excitação por voltagens constantes) e à análise do estado estacionário para excitações senoidais. contudo. o que limita sua aplicabilidade a circuitos integrados.Hz 13-2 COMPORTAMENTO TRANSITÓRIO E DE ESTADO ESTACIONÁRIO Se conectarmos.. (13-1). as voltagens variarem periodicamente com o tempo. é-não periódica.260 Correntes que Variam Lentamente elemento -dI correspondente. contudo. dessa forma. suporemos que o critério da variação lenta seja satisfeito. esta pode ser obtida aguardando-se um tempo suficientemente longo. subitamente. sem maiores comentários explícitos. as técnicas elementares usadas na solução são radicalmente diferentes nos dois casos. uma radiofreqüência baixa (b~da de radiodifusão AM)./1O tem sido usado como uma dimensão máxima de circuito ao construir a Tabela 13-1. As freqüências escolhidas são: uma freqüência de linha de transmissão de energia elétrica. No restante deste capítulo. que a 100 MHz. Deve-se observar. em todas as direções e.À. A análise aqui apresentada se restringirá à análise transitória elementar (primeiramente. Ambos os aspectos são regidos pelas mesmas equações básicas íntegro-diferenciais. uma radiofreqüência alta (FM e TV) e uma freqüência de microondas. na qual o período é infinito ou a freqüência é nula.25 cm de lado. Independentemente da natureza das voltagens aplicadas. . enquanto o não periódico é conhecido como comportamento transiente. (Na realidade.

Guillemin. Communication Networks (2 vols. todavia. Van Nostrand. O nome "queda IR" já não é apropriado para todas elas. A contravoltagem resistiva é justamente IR. Cada elemento desses tem uma diferença de potencial entre seus terminais. e H.Leis de Kirchhoff 261 Para maiores detalhes. sendo urna fem. é necessário estabelecer a convenção de sinal. Se dljdt for positivo. Todos os sinais se referem fundamentalmente a este sentido. poderia normalmente ser expressa do outro lado da equação das contravoltagens.* e outras obras mais recentes de engenharia. Balabanian e T. Bode. 1970). então aquelas dirigidas em sentido oposto serão chamadas negativas e a lei diz que a corrente que entra no nó também sai dele. Como este é o mesmo sentido que IR em relação ao sentido de I. isto é. *** A contravoltagem capacitiva depende da carga do capacitor. e J. Basicamente. isto é. N. 1931 e 1935). A convenção de sinal. N. que deve se incluída na lei das malhas de Kirchhoff. a que aderiremos. uma fem será induzida na indutância que tenderá a produzir uma corrente no sentido oposto ao assumido para I. contudo. se o terminal superior da Fig. O significado da primeira lei é claro: se as correntes dirigidas para um nó forem chamadas de positivas. a segunda lei representa a integral do campo elétrico sobre a malha. Network Analysis and Feedback Amplifier Design (Princeton.: D. ** Por exemplo. uma indutância L e uma capacitância C. reimpressão da edição de 1945). uma voltagem aplicada'! (t) está ligada em série a uma resistência R. Y. A outra generalização consiste em observar que ambas as leis de Kirchhoff devem ser aplicadas em cada instante de tempo. isto é. Bickart. como negativa. A soma algébrica das voltagens instantâneas aplicadas em uma malha fechada é igual à soma algébrica das contra~'oltagens instantâneas na malha. o leitor deve consultar os livros clássicos de Guillemin e de Bode. voltagens aplicadas e contravoltagens. Uma seta designada como I(t) foi traçada para indicar o sentido positivo assumido (arbitrariamente) para a corrente. ** 13-3 LEIS DE KIRCHHOFF As leis de Kirchhoff foram introduzidas. devem ser aplicadas aos valores instantâneos das correntes. Dessa forma nenhuma contradição é introduzida ao se escrever +L (dI/dt) para a contravoltagem. 1945). no Capítulo 7. (Huntington.c).(t) será positiva se procurar fazer com que a corrente se mova no sentido assumido. 1975. J. A. é mais bem explicada em termos de uma única malha simples. Electrical Network Theory (New York: Wiley. 13-1 for positivo em relação ao terminal inferior. 1969). 13-1. N. O terminal superior de L deverá ser positivo em relação ao terminal inferior. 11. Pode-se enunciar agora as leis: L A soma algébrica das correntes instantâneas que fluem através de um nó é igual a zero. Krieger. para circuitos de corrente contínua (c. Murdoch. como está ilustrado na Fig. B. . A voltagem '1 . como nos circuitos c. se estamos conside- * E.c. W. a contravoltagem é justamente L (dljdt). Network Theory (New York: McGraw-Hill. A primeira generalização consiste em observar que não apenas resistores mas também capacitares e indutores devem ser incluídos como elementos de circuito. isto é. *** Vale a pena observar que a fem induzida é notada -L (dI/dO.) (New York: Wiley. por conseguinte será adotado o termo contravoltagem para especificar a diferença de potencial entre os terminais de um elemento passivo. que tanto pode ser positiva. Nesta figura. e agora devem ser generalizadas para incluir correntes que variam lentamente.

capacitores e indutores. é dI l·r r(t) = RI + L -dt + . sendo o primeiro exemplo o circuito simples RL. Esta dificuldade é resolvida ao escrevermos . (13-3) torna-se dI 'r= RI + L dt (13-4) R L Figura 13-2 Resposta transitória de um circuito RL.r Q = I I(t) dt. um Q positivo torna o terminal superior do capacitar positivo e. Diagramado circuito. C I que é típico das equações integro diferenciais da teoria de circuitos. A lei da voltagem de Kirchhoff. Oro (13-2) Figura 13-1 Circuito em série de elementos de circuito. 13·1. produz a contravoltagem capacitiva +Q/C.262 Correntes que Variam Lentamente rando O condutor superior ou o inferior. 13·2. Com esta escolha de Q."0 I dt. para o circuito da Fig. onde to é escolhido de modo que Q(to) seja nulo. a Eq. Neste circuito. mostrado na Fig. (13-3) 13-4 COMPORTAMENTO TRANSITÓRIO ELEMENTAR O único comportamento transitório a ser considerado aqui é o associado à súbita aplicação de uma voltagem constante ra uma rede de resistores. . dessa forma.

L/R tem a dimensão do tempo e é denominado constante de tempo. A Eq. zero. em conseqüência. através do simples traçado de uma curva exponencial padrão. a corrente atinge 0. Em cinco constantes de tempo. a constante de tempo é o tempo necessário para que a corrente alcance 0. Como o circuito contém uma indutância que impede uma variação abrupta na corrente. Pode-se chegar a várias conclusões úteis.368. 13-3. A solução é ( 13-5) sendo K a constante arbitrária.993 vezes seu valor final. A utilidade destes fatos consiste em nos permitir calcular. então. antes de se fechar a chave. pode ser sempre resolvida com uma constante arbitrária na solução. isto requer que (13-6) ou (13-7) A solução completa seria.~ [1 - e-RU-rOl/L]. deve ser igual à corrente logo antes de a chave ter sido fechada. Como l/e"". "I o Tempo Figura 13-3 Resposta circuito RL. 'IR. facilmente obtidas. esta. isto é. A solução. a partir da Eq.632 vezes seu valor final. é trivial. atingiria seu valor final em uma constante de tempo. Vários dos problemas propostos no final deste capítulo destinam-se a conseguir esse objetivo. (13-8) que está representada graficamente na Fig. (13-8) e da Fig. 0. uma inclinação tal que se a corrente continuasse a crescer nesta razão. isto é. que é convenientemente recordado como 99 por cento. sendo exatamente 1=0. Muitos outros aspectos de um circuito resistência-indutância podem ser explorados e um tratamento semelhante pode ser aplicado a circuitos resistência-capacitância. A inclinação inicial dI/dt é justamente a corrente final "I/R dividida por uma constante de tempo L/R. Se a chave for fechada em t = to.Comportamento Transitório Elementar 263 após o fechamento da chave S. (13-4) é uma equação diferencial linear de primeira ordem com coe· ficientes constantes e. transitória de um . logo depois de fechada a chave. a função exponencial envolvida num problema transitório simples até uma precisão de poucos por cento. 13-3. Primeiro. !(t) = .

isto é. Retomemos agora à solução. . (13-9) onde. (13-9) para a Eq. imaginário unitário. de fato. Isto. derivando-a uma vez. (13-11). a Eq. i == R. A equação apropriada. onde falta calcular as constantes A e B. o que corresponde a fazer um curto circuito no capacitar. reflete o fato de que todo o conhecimento de 'Í 'foi perdido ao passar da Eq. (13-10). é dI l·r 1 '= RI +L i (t +C n I 'ro I(t) dt. (13-9) pode não ser familiar. Para completar a exposição deste ponto. (13-10) pode ainda ser resolvida para L = O. naturalmente. Além disso. A técnica para resolver estas equações é bastante conhecida e.Rtj2L ' (13-11) onde enquanto nem L. aparecerá uma indeterminação na Eq. Se qualquer um dos dois se anular. (13-5). Para simplificar. agora com duas constantes arbitrárias a serem obtidas através do ajuste das condições de contorno. a solução é * I = {Aeiw"l + Be . em relação ao tempo. contudo. (13-11). após a chave ser fechada. to é um instante em que a carga do capacitar é nula. admitiremos que o capacitar está inicialmen te descarregado e que a chave S está fechada em to = O. (13-11). Eq. A Eq. o caso C=O corresponde ao caso sem interesse de um circuito aberto. nem C forem nulos. a Eq.(' i é o número Figura 13-4 Resposta Diagrama do circuito. (13-11) se reduzirá à Eq. a solução é mais simples que a Eq. novamente. todavia. ela se torna (13-10) que é uma equação diferencial linear de segunda ordem com coeficientes constantes {equação do oscilador ham1ônico).iw"t\e J . se C = 00. no caso considerado di !dt = O. 13-4.264 Correntes que Variam Lentamente o segundo exemplo a ser considerado é um circuito RLC em série que é subitamente conectado a uma voltagem constante 1. 1 :j -l * Aqui ::r. Um circuito desses é mostrado na Fig. transitória de um circuito RLC.

transitória Isto completa a análise transitória O restante deste capítulo será dedicado estado estacionário. elementar que nos propusemos a apresentar aqui. Este cálculo é efetuado se que Q e são ambos nulos em t = O e. decresce com o tempo e é dada por De-Rt/lL. isto é. A corrente oscila com a freqüência natural com uma amplitude que. o que significa que as duas exponcnciais imaginárias se devem combinar para dar uma função seno. - O Figura 13-5 Resposta de um circuito RLC. muito depois as transitórias sejam desprezíveis. obtemos (13-14) A solução está agora completa. (13-13) Usando esta condição inicial. Se o tempo to de fechar a chave não for O. (13-12) observando- onde D é uma simples constante real a ser calculada.Rt2L sen wnr. que I -= L dr dII r=O . Este comportamento é mostrado na Fig. 13-5. será necessário substituir apenas t por t . a fim de garantir que . a corrente deve ser nula em t = O. a circuitos excitados por voltagens senoidais no que a excitação foi aplicada. Como a chave é fechada em t = O.to. Estas observações levam a I(r) = De. todavia. B deve ser o complexo conjugado de A.Comportamento Transitório Elementar 265 Para que a corrente seja real. como conseqüência.

. Dessa forma. que está na forma (13-19) com Z = R + iwL +-. Se uma voltagem comple:\:.. 1 .!.e'WC .ei(wt+<P) para obter a resposta a cos (wt + cp).~~ ). A substituição direta na equação dá iwi oe'wc " = [. 1-dt = (L ~:t~l ~:/ +R i + 2 )+ i ( L ~f} + R qJ. é apropriado usar i ~eiwt e tomar a parte real da solução como a corrente física. Na excitação '/ ~ cos wt. um procedimento mais proveitoso consiste em notar que '1~ cos wt é a parte real de 'f . II e 12 são todos reais). 1 ~ + i i . onde cp é algum ângulo de fase dado. dt + . é mais provável que a corrente resultante também seja complexa. se'/ (t) for a parte real de alguma função complexa. (13-10) com d'f /dt à esquerda e 12 satisfaz a Eq.C J lú) I (13-18) Ioe'w" . (13-17) A divisão por iw altera isto para '1 . Em alguns casos. será suficiente resolver a Eq. não necessariamente igual a wn' Isto poderia ser simplesmente escrito no lugar de 1 (t) na Eq.-w~L + iwR + C 1 Ioe'wc. i. + t ). fictícia. (13-10). for aplicada ao circuito. ou 1 iwC' ( 13-20a) Z = R + i ( wL . (13-10) e a equação resultante ser assim resolvida.) eiwt. é preferível usar. com a seguinte excicos wt.d'1. = [ R + iwL + ~. 13-1. todavia. II satisfaz a Eq. (13-10) com d 'I i /dt à esquerda. (13-10) com a função complexa para i (t) e então obter a corrente física.. (13-15) = '1 ~ onde w é uma freqüência dada.'(t) do circuito da Fig. (13-10). (13-20b) .sendolo alguma constante complexa. tomando a parte real da solução complexa. Isto significa que. (13-1) ou na Eq. II + iI2 (supõe-se aqui que i . obtemos di. (13-16) A única maneira de satisfazer esta equação consiste em igualar as partes reais da esquerda e da direita e também as partes imaginárias da esquerda e da direita. Se '/ ~eiwt for usado na Eq. Introduzindo estas quantidades fictícias na Eq. a corrente seráloeiwt.266 Correntes que Variam Lentamente 13-5 COMPORTAMENTO SÉRIE SIMPLES DE ESTADO ESTACIONÂRIO DE UM CIRCUITO EM Estudaremos tação: agora o comportamento .

(13-20a) é a soma da impedância de uma resistência R. e uma capacitância C. isto é. que a conexão de impcdâncias em série adiciona as impedâncias. X c = -1 jwc. assim.'f' Nesta e nas seções remanescentes do capítulo. a Eq. Completamos. a mesma corrente fluirá através delas. apesar de mais tarde examinarmos a solução com cuidado. para a dife- . (13-25) uma indutância L. No caso oposto. O fato da impedância ser complexa significa está em fase com a voltagem aplicada. Às vezes é conveniente expresforma polar: (13-21) com (13-22) e (13-23) Usando esta forma para a impedância. a corrente adianta-se à voltagem. I Z3=iZuC' !::. a corrente atingirá uma fase específica depois da voltagem e dizse que se atrasa em relação à voltagem. formalmente. t ( con exão em série) Dessa forma. usaremos o símbolo V no lugar de * rença de potencial de um elemento ou grupo de elementos. claro. As voltagens* das duas impedâncias são VI = Z II e V2 = Z21.Conexão de Impedâncias em Série e em Paralelo 267 A impedância Z do parte imaginária ou wL. podemos expressar a corrente complexa como (13-24a) e a corrente física como 'f o TzT cos (13-24b) (wr - e). A voltagem da combinação é V) + V2 = (Z) + Z2)1. o estudo do circuito simples em série. Se e for maior que zero. então. X L = capacitiva. 13-6 CONEXÃO DE IMPEDÂNCIAS EM SÉRIE E EM PARALELO Se duas impedâncias forem conectadas em série. para melhorar nossa compreensão do ponto de vista da física. A reatância divide-se ainda em reatância indutiva. Z2 = iwL. e em reatância que a corrente não sar a impedância na circuito se constitui de duas partes: a parte real ou resistência (R) e a reatância (X).

arctan Xl+X2 . _ _ 1/iwC iwL 2= ou RI + iwL + T+icvC(R2 + o •. 13-6. (13-25) e (13-28) proporcionam a base para a resolução de problemas que envolvem mais configurações complexas com uma só voltagem aplicada. A impedância consiste num resistor em série com a combinação paralela de um capacitor e de um indutor./ I''I .•... + Z~ + .• (13-30) iwL) 2- R [ + (R2 + iwL)[(1 ··. ---.268 Correntes que Variam Lentamente todas em série. 1 22 + . É importante observar que as impedâncias se somam como números complexos... a adição é a adição de números complexos. Z 1 2[ _1. típico.... Como exemplo.a. RI + _o 1 R2 (13-29) + R2 + ..então (13-26) Na forma polar. = + V (1 I 1 2 + Z. As Eqs... consideraremos agora o circuito da Fig. + R2 Observemos que a magnitude de Z não é a soma das magnitudes de Z I e Z2' Se as impedâncias forem conectadas em paralelo..> )- Gl (' Figura 13-6 Circuito c. A corrente total será / = /[ + de onde é claro que /2 v V + . 121 = [(R[ + RI R2)2 + (XI + X2)2]1!2. (conexão paralela) (13-28) Aqui. Isto se expressa por 2 = Altemativamen te.iwR2 C] o (13-31) (1-w2LC)2+w2R~C2 . (13-27) e. .SeZI =RI +iXI eZ2 =R2 +iX2.-- w2 LC) . + . [2 == V/Z2 etc... ) . = Z. também. a mesma voltagem aparecerá através de cada uma e as correntes serão dadas por [I = V/Z 1.

A espe- . e da Como comentário final. como em relação à impedância mostrada na Fig.wZLC) . Na Seção 17-3 mostrar-se-á que (13-35) onde I~ é o conjugado complexo de uma só vez. como é mostrado. Se as fases forem escolhidas de forma que Vo seja real e. como é usual. I Figura 13-7 Medida de potência. Contudo. a potência instantânea será P(t) = Re I(t) Re V(t). um procedimento mais sutil toma-se necessário. O outro fator interessante é co-seno e. com a média tomada sobre um período completo ou um tempo muito grande (muitos períodos). O fator um meio na Eq. 13-7.wR~C I (T-=-~ZLC)i+. (13-33) A potência média é uma quantidade mais importante. Z = IZlei8. à Eq. 13-7 POTÊNCIA Rz (1-=wzLCYi-+-~zRTc2 Z.Potência e Fatores de Potência 269 A única manipulação real e imaginária distinta que vale a pena fazer neste instante é a separação das partes Z = RI + Tendo encontrado tudo deste circuito nância. de 10' Esta forma é convenientemente recordada da voltagem e leva. mencionaremos corrente são muitas vezes definidos por que os valores efetivos (13-36) o valor destas definições consiste em mostrar que uma dada Vef. (13-34) significa que a média de sen2 wt ou cos2 wt é um meio. separando Z no interior de 1~eiwt. no caso mais geral.). aplicada a uma resistência. O co-seno e é freqüentemente denominado fator de potência de um circuito de corrente alternada (c.a.wTR~Cz' (13-32) a corrente. determinamos terá continuidade + . (13-34) z ~ nll \ . Se V(t) e I(t) forem a voltagem e a corrente complexas. que considera o fato de que a corrente e a voltagem não estão em fase. dissipa a mesma potência que uma voltagem constante de mesma magnitude. (13-34). em conexão com os fenômenos de resso- E FATORES DE POTÊNCIA A potência dada a um resistor pode ser determinada multiplicando-se a voltagem através do resistor pela corrente que passa pelo resistor. wL(l . então deve-se imediatamente demonstrar (Problema 13-11) que ?= Re I(i) Re V(t)=1IIoIIV01 cos (). O esmais tarde.

Escrevemos então w = Wo + D. o ângulo de fase é igual a zero e a corrente é um máximo de amplitude 'fo/R.Wo C __+ J_. tem uma impedância dependente da freqüência que é mínima em w2 = W6 = l/Le. Está claro que as curvas são mais estreitas para valores pequenos em série. (13-38) + !::.2/2 vezes seu valor máximo numa freqüência onde a magnitude da impedância é . Para respostas de pico relativamente pronunciadas.w/wo. por exemplo..' __ __1 . 13-8 RESSONÂNCIA A Eq.!::. ou onde (13-37) 1 () Figura 13-8 Curvas de ressonância para um circuito RLC em série. isto vale para valores de w não muito afastados de wo. do que para valores grandes da resistência. todas se baseiam nos mesmos valores de L e C. porém a resistência em série varia de curva para curva. simples.2 vezes R.1 I1w/wo j = R. Nesta freqüência..a. A corrente cai a .. a impedância é somente R. Este é um fenômeno de ressonância muito parecido ao observado nos osciladores mecânicos amortecidos. Se a corrente for representada graficamente como uma função da freqüência. Diversas curvas são mostradas. (13-22) mostra que um circuito LRC em série. são linhas de 115 volts efetivos. linhas de 115 volts c.270 Correntes que Variam Lentamente cificação de valores eficazes é muito comum.w e obtemos I woL Usando w6 = I/Le e (1 + I1wL . obtemos 2111w I L = R ou 21 I1w I R woL A quantidade Q (13-39) = woL/R ou Q = ir~~ Wo (13-40) . obter-se-á uma curva com a forma mostrada na Fig. 13-8.w/wo)-l ~ I ..

dessa forma. I . comRl =0 e Wo = 1/VLC. Cada uma dessas três escolhas dá uma freqüência diferente. uma vez que a maioria das inevitáveis resistências em série está associada ao fio com que o indutor é enrolado. do indutor. Q. i pode ser desprezado. varia não apenas o valor mas também a fase da corrente. circuitos paralelos podem também exibir características de ressonância. O circuito da Fig.Ressonância 271 caracteriza a agudeza da curva de ressonância e é conhecida como o fator de qualidade. em circuitos de Q elevado. Definir a freqüência de ressonância de um circuito resSonante em paralelo não é tão simples como num circuito em série. um tratamento mais apurado mostra que as perdas do capacitor também devem ser incluídas no cálculo de Q.--"" e.. Z=WL---lR o (13-41) Este Q nada tem a ver com a carga. O resultado é [woL '1 ' Num circuito de Q elevado. Esta variação é mostrada na Fig. do que resulta que a impedância na ressonância é Q vezes a reatância indutiva na ressonância. 13-8 estão indicadas pelos valores apropriados de Q.1 ()=. aparecer como uma fem em série com L.. elas são praticamente as mesmas. ocorre o contrário e a corrente se atrasa em relação à voltagem. As curvas da Fig. do circuito. apenas. A primeira escolha é. (13-31)] é um máximo ou (3) a freqüência em que o fator de potência é unitário. contudo. 13-6 exibe tal ressonância.'/ 1. a mais útil na prática. 13-9 para os mesmos valores de Q usados na Fig. e ~ . A ressonância não se restringe a circuitos em série como os que acabamos de expor. apesar de sua aparência de circuitos em paralelo. Um resultado muito interessante é obtido ao usar-se a Eq. são circuitos ressonantes em série. 13-8. o ângulo de fase da função impedância é negativo. por conseguinte. À medida que se varia a freqüência excitadora. No caso mais simples.'-- v1- I . Todavia.. isto se deve ao fato de ser a potência excitadora indutivamente acoplada a L e. Abaixo da ressonância./'2~':=------ O! ú:Figura 13-9 Ângulo de face da impedância em um circuito RLC em série típico.? . Acima da ressonância.. * Para fins práticos. . porque faz com que muitos resultados de ressonância em série sejam diretamente aplicáveis ao caso da ressonância em paralelo. Q pode ser considerado como uma propriedade. (2) a freqüência em que a impedância [dada pela Eq. encontrados nos equipamentos de comunicação. com certeza. (13-31) para calcular Z. a fase da corrente é positiva e esta se adianta à voltagem. B interessante notar que os circuitos ressonantes de radiofreqüência usuais. Algumas das possibilidades são: (1) Wo = 1/VLC.

12 II + Z 2 12 + iwL2 12 = 'I'. M21 será substituído por +M21 na Eq. * K. Alguns dos problemas prolongam esta seção e detalhes compreensíveis são dados em outra parte. 1959).272 Correntes que Variam Lentamente assunto dos circuitos de ressonância pode prosseguir extensamente. todavia. que envolvem indutâncias mútuas apresenta uma dificuldade menor quando especificamos o sinal correto da indutância mútua. = iwAJ 21 I I o eiW1 (13. Esta dificuldade pode ser prontamente resolvida. usando 62 a notação dI1 -- dt (13-42) complexa. 2. (13-44).a. em que duas impedâncias ZI e Z2 são combinadas com uma indutânmútua é incia mútua e conectadas a uma voltagem aplicada 'I (t) = 'I oeiwt. Radio Engineering Handbook. em outras palavras. Os pontos pretos da figura indicam as extremidades dos dois enrolamentos que são simultaneamente positivas. se o enrolamento inferior for excitado por uma corrente senoidal que toma o terminal da esquerda positivo num instante ti. A segunda equação no ramo superior iwM onde. 13-10. A solução de problemas de circuitos c. (13-46) se escreveu llJI2 = 1M2 I . consideremos agora o circuito ilustrado na Fig. a voltagem induzi da no enrolamento superior tomará positivo o terminal esquerdo do enrolamento superior em ti· A equação do ramo superior. em razão da simetria. será (13-45) O sinal positivo tagem é é usado para a indutância que tem o mesmo mútua sentido porque um /2 positivo fornece uma volde uma queda/IR. sendo M21 uma quantidade positiva. de acordo com a lei de Kirchhoff.43) ou (13-44) Daqui por diante. observando-se que o sinal a ser associado à indutância mútua depende do sentido tomado para a corrente nos dois circuitos envolvidos e da maneira pela qual os enrolamentos estão conectados. 10 aqui seria improcedente. A representação Mij será usada para a indutância mútua pura entre os dois circuitos. * o fazêmais *13-9 INDUTÂNCIAS MÚTUAS EM CIRCUITOS c. A indutância dicada por llII2 e é tomada como sendo um número positivo.a. o símbolo M21 será tomado como uma quantidade positiva e o sinal de &2 será demonstrado explicitamente. Henney. . isto é. Quinta Edição (New York: McGraw-Hill. Para demonstrar a técnica de especificar sinais. resultante de uma correnNo Capítulo 11 mostramos que a fem no enrolamento te variável no enrolamento 1. é dada em magnitude por 62=M21 Para correntes senoidais temos.

273 Figura 13-10 Circuito com indutância mútua. (13-45) e (13-46) podem ser resolvidas simultaneamente por técnicas padrão. 13-11."I Indutâncias Mútuas em Circuitos c. .-.iwM 12 ---~-. ' (13-47) Combinando as duas correntes para obter a corrente total II + 12. -------I 2 (ZI + iwLI)(Z2 + iwL2) + w2Mi2 . -(ZI + iwLd(Z2 + iwL2) + w2Mi2 . --~-. É óbvio que se MI2 for nulo. ternos (13. Observemos que a única diferença consiste no deslocamento do ponto preto que foi levado da extremidade esquerda do enrolamento superior para a ex~ Figura 13-11 Circuito da Fig... O circuito obtido ao mudar a polaridade de um enrolamento da indutância mútua é mostrado na Fig. também cresce a impedância.48) + iwL1 + Z2 + iwL2 .a. a impedância será a combinação em paralelo das impedâncias dos dois ramos. conforme M12 cresce.-. dando 1 = I j Z2 + iwL2 . .2iwM 12 1 = 1 + 1 = 1-.ZI O coeficiente de'!· no lado direito é o recíproco da impedância apresentada ao gerador ou a impedância líquida entre os pontos a e b. A especificação do sinal se baseia nas mesmas conclusões anteriores e se pode verificar observando-se que M12 deverá aparecer na equação do ramo um com o mesmo sinal que M21 na equação do ramo dois. As Eqs. 13-10 com o sinal da indutância mútua invertido. Na conexão mostrada.~.

A relação entre para MI2 finito. RI e Rz são as resistências dos enrolamentos primário (exe M é a indutância citado r) e secundário (excitado). Z L é a impedância da carga conectada ao enrolamento secundário e'J (t) == 'I óeiwt é a voltagem através do enrolamento primário.iwM 121 1 + (Z2 + iwLz)1 z =1'. (13-45) e (13-49) .. . mútua (positiva) entre eles. + R2 + iwL2) + wZM2 ' 'Yo. 13-12. é mostrado na Fig.274 Correntes que Variam Lentamente tremidade direita. LI e L2 são suas auto-indutâncias. Se as correntes 11eiwt e 12 e i. dando e MI2 nas Eqs. para M12 == O depende do parâmetro de uma forma bastante complicada. (13-52) e ~ JI Figura 13-12 Transformador.1 As correntes são facilmente encontradas e combinadas para obter a impedância: Z = (ZI~i~Ld(Z2± ab ZI + iwLI + Z2 + iwL2 + 2iwM iw~~~W2Miz 12' (13-50) que é a mesma do caso anterior quando a indutância mútua é igual a zero. e (13-51) sejam satisfeitas. O resultado é uma mudança no sinal do termo (13-46). e ZaIJ. O circuito básico do dispositivo de indutâncía mútua mais comum..: w 2 t forem supostas como estando nos sentidos indicados. o transformador. a lei da voltagem de Kirchhoff requererá que as equações Zab' 'tó = IIRI + iwLI/I + iwM/2. Estabeleceremos aqui apenas que Zab pode ser maior ou menor que o Zab para 1'1112 == O. As soluções destas equações são 1 I (RI + ZL iwLI)(ZL + R2 + iwLz .

várias outras são possíveis e úteis. indicadas por 11. isto é. ZL + Rz + iwLz (13-54) que será satisfeita se wLz ~ IZL + R21. O primeiro passo na aplicação da análise das malhas consiste na especificação das mesmas.12 e 13' Esta não é. isto é. a lei I de Kirchhoff é automaticamente satisfeita. VL12.a10' -- i~ _ 11 -. Como a escolha do método conveniente pode simplificar grandemente alguns problemas.a. na Fig. em outras palavras. *13-10 EQUAÇÕES DE MALHAS E DE NOS Circuitos c. com razão de transformação a-2 • Deixa-se como exercício demonstrar que. Podem ser encontradas condições semelhantes que garantirãü que VL /1 Ô = a. Com esta escolha de correntes. todavia. mostra-se que estas relações exigem que a fonte de potência j~11 seja toda ela entregue à carga. 13-12. baseada na lei da corrente de Kirchhoff e conhecida como análise dos nós. a única escolha possível. é muito mais conveniente pensar em termos de um transformador ideal. a razão das espiras. para um acoplamento muito estreito dos dois enrolamentos. . A condição que deve ser satisfeita para assegurar a segunda dessas relações é ---iwM -=a. Capítulo VIII. um para o qual as relações a (13-53) são satisfeitas e onde a constante a independe da freqüência. Cada método tem suas vantagens e desvantagens. Se a lei da voltagem II de Kirchhoff for aplicada a cada uma dessas ma* Os detalhes são dados em Guillemin. Isto se consegue supondo correntes em circuitos fechados tais que pelo menos uma corrente percorra cada elemento.Equações de Malhas e de Nós 275 Estas equações relativamente da Fig. Multiplicando as Eqs. 12 -e -- 11 a ]/ L . complicadas representam uma solução exata para o circuito Para muitos fins. naturalmente. a =Nz jN1. baseada na lei da voltagem de Kirchhoff e conhecida como análise das malhas. 13-12.. existem transformadores práticos que delas se aproximam segundo intervalos de freqüência relativamente amplos. Por exemplo. examinaremos os dois métodos nesta seção. (13-53) uma pela outra. 13-13 são mostradas três malhas. e outra. não há perdas no transformador. Para estes dispositivos. * As condições são complicadas e não são fáceis de satisfazer. loco cit. VL é a voltagem através de ZL e todas as outras quantidades são mostradas na Fig.2] 2 VL _ ZL aZ • (13-55) A última dessas relações mostra que o transformador atua também como um transformador de impedância. mais complexos podem ser estudados de duas maneiras: uma.

. . (i = 1. 13·14. I']. do uso da análise das Como segundo exemplo. considere o circuito da Fig. . É útil observar que as equações de malha podem ser escritas como j= I n I Zijlj = 'I. As Eqs. Zij = Zji. (13-56) podem ser mais facilmente resolvidas por técnicas matriciais.2. n) (13-57) (5endo n = 3 no circuito anterior). (13-56) =0. por exemplo. . de que resultam expressões para o conjunto de correntes de malha do circuito. (13-58) + I2(Zl + Z3) = i~. obteremos II(Z3+Z4) -IIZ4 -IIZ3 +I1(ZI+Zl+Z4) -I1Z1 -I3Z1 +I3(Zl+Z3+ZS) =0. I\Zl Figura 13-14 Outro uso das equações de malha.a. Nesta notação..276 Correntes que Variam Lentamente lhas. As equações apropriadas para este circuito são expressas como II(ZI+Zl)+ I1Z2 ='1i. flui através de Z4 em sentido oposto ao de 11. Figura 13-13 Ilustração malhas em circuitos c. Observe que o sinal negativo surge porque na malha um. que é uma verificação útil nas equações de malha.

oleiwt. 13-17. que. ser construídos. onde um nó é um ponto em que se unem três ou mais elementos. é muito importante serão expressos por especificar as fases corretamente e isto se realiza mais convenient~mente pelo exame das do sentido em relação às correntes de malha esfases relativas em t = O pela determinação pecificadas. Estes dispositivos idealizados não podem. cada um envolvendo um gerador e uma freqüência). convém explicar os geradores de voltagem e de corrente. se observarmos que um gerador ideal na Fig. porém opostas quanto ao sinal. segundo a conveniência da situação. o problema reduz-se à superposição de dois problemas independentes. Será fácil demonstrar de corrente fornece a corrente J(t) a qualquer carga conectada a seus terminais. Segundo. conectado i ~ li i. Assim. Tal gerador é mostraa uma carga ZL' Diversas observações podem ser feitas. que é a impedância interna. Como um exemplo simples da aplicação das equações dos nós. 13-15. além disso. Todavia. Para a obtenção rentes em cada nó seja igual a zero. então no nó 1 (13-59) . a técnica inteira falha (mais apropriadamente. ~ I I z/ j I 1 I I I ZL Figura 13·15 Gerador prático conectado a uma carga Z L- As equações dos nós de um circuito resultam da aplicação da lei da corrente I de Kirchhoff a cada um dos nós. iniciando-se em zero com o nó cujo potencial é o de referência do circuito. pode-se considerar os geradores como geradores de voltagem ou de corrente. 'I (t). 13-16. isto é. automaticamente. A equivalência significa.olei(wt+ç/». Antes de continuar a exposição das equações dos nós alternativas. se requer que a soma algébrica das corFig. 13-15 é mostrada tal equivalência. foram dados problemas de circuitos em termos de fontes puras de voltagem aplicada. A equivalência para o circuito da Fig. naturalmente. os dispositivos práticos sempre possuem uma certa impedância interna. Nas seções anteriores. 'I. em qualquer problema de circuito. Este procedimento satisfaz. "I ~ meiro. Z L = Z J. para máxima transferência de potência à carga externa. Prido na Fig. ZI e Z L deverão ter partes resistivas iguais e partes reativas iguais em magnitude. geralmente. um gerador de voltagem é equivalente a um gerador de corrente que fornece uma correnteJ(t) ='1 (t)!ZJ desviada pela resistência interna.Equações de Malhas e de Nós 277 e devam estar em fase. Os nodos estão numerados. Também é importante observar que caso todos os geradores não tenham a mesma freqüência. Sua comprovação é deixada como exercício. um gerador prático consiste numa fonte de voltagem. = 11 . em série com uma impedância ZJ. a lei da voltagem II de KÜchhot1. eles não estarão. porém Não há razão para que = . Se o potencial no nÓ O for tomado como zero. consideremos o circuito da das equações dos nós.

V2 - No nó 2. as Eqs. simbolizada por Y. 13-18. ou seja. Admitâncias em paralelo somam-se. que são algo mais convenientes. (13-60) VI 22 Vz + -V2 + -. VI e V2. A solução simultânea destas equações dá as voltagens dos nós. As equações dos nós são simplesmente escritas na forma Y"I = YI VI + + YZ(VI Vd V2) Y3 + Y4(Vt - V3). Esta quantidade é a admitância. para o circuito ilustrado na Fig. Consideraremos mais um exemplo do uso das equações dos nós. 23 24 Antes de prosseguir. Em termos de admitâncias. (13-59) e (13-60) tomam-se Y"(t) = (YI + Y2)VI - Y2 V2. Figura 13-17 llustração do método da análise dos nós em circuitos c. V3). Y = l/Z. 13-15. onde VI e V2 são os potenciais dos nós 1 e 2. 0= Y2 = Y2(V2 Y6 V3 + V2 V2) + + YS(V2 Y4(V3 - (13-62) YS(V3 - VI)' Figura 13-18 Outro circuito ilustrando a análise dos nós. 0= _. respectivamente. enquanto que admitâncias em série se combinam pela soma dos recíprocos.a. 0= - Y2 VI + (Y2 + Y3 + (13-61) Y4)V2.278 Correntes que Variam Lentamente o Figura 13-16 "Gerador de corrente" que equivale ao gerador de voltagem da Fig. faremos a observação de que uma quantidade que fosse a recíproca de uma impedância seria de grande utilidade. .

Resumo

279

Estas equações podem ser resolvidas por técnicas padrão para obter as voltagens nos nós. O fato de se obterem voltagens, ao invés de correntes, quando as equações são resolvidas, é a maior vantagem, particularmente em circuitos de comunicação.

*13-11 1MPEDÂNClAS DE PONTO DE EXCITAÇÃO E DE TRANSFERÊNCIA Apresentaremos agora definições simples da impedância de ponto de excitação e de transferência de uma rede de quatro terminais. Definições estas apresentadas porque aparecem na literatura técnica e são às vezes um sério tropeço para os não iniciados. Consideremos um circuito de quatro terminais e chamemos os terminais 1 e 2 de entrada, e os 3 e 4 de saíçla. Se um gerador de voltagem '/ "e impedância interna ZI for conectado entre os terminais 1 e 2, e uma impedância ZL entre os terminais 3 e 4, como aparece na Fig. 13-19, existirá uma corrente em ZI e uma corrente L em Z L' A impedâneia do ponto de excitação, ZD, é

h

I

(13-63)
e a impedância de transferência é

(13-64)
Deve-se observar que ZD e ZT dependem ambos de ZI e Z L' bem como da estrutura interna do circuito. Um tratamento breve como o acima descrito não faz jus ao estudo da teoria de circuitos; convém que se consultem livros clássicos como o de Guillemin, ou como a multidão de trabalhos mais recentes, para os detalhes deste assunto complexo.

4

Circuito

I

I

ZL

Figura 13-19 Circuito de quatro terminais.

13-12 RESUMO Como nos circuitos c.e., a análise de circuitos que conduzem correntes que variam lentamente depende das leis da voltagem e da corrente de Kirchhoff, aplicadas aqui a cada instante de tempo. A corrente e a voltagem de uma resistência linear são instantaneamente relacionadas pela lei de Ohm

280

Correntes que Variam Lentamente

As leis análogas

para uma indutância

linear e uma capacitância

linear são

v'=L-L

dI

dt'

1 Vc =
onde I=dQ/dt. leis de Kirchhoff

C Q,
contendo 1 Q uma voltagem aplicada
'f,

Num circuito de uma só malha, resultam na equação diferencial d2Q

-(t), as

L -. dt2

+R

dQ -dt

+C

=

'1-( t)

.

(para um circuito mais complicado, o resultado é um sistema destas equações diferenciais lineares de segunda ordem.) A solução geral é a superposição de uma solução particular (solução do estado estacionário) mais a soluçãO geral da equação homogênea correspon(t) = O (solução transitória). As constantes arbitrárias nesta última dente, obtida ao fazer são escolhidas como as que satisfazem as condições iniciais impostas.

i

1. A solução transitória é exponencial em t; se o expoente for complexo, a parte imaginária representará, fisicamente, uma oscilação de Q e I. A parte real representa um comportamento decadente (transitório), com um tempo de decaimento que é pequeno para R grande. Na maioria dos circuitos práticos, o tempo de de caimento é tipicamente uma fração de um segundo. 2. O comportamento de estado estacionário é exposto apenas no caso de uma voltagem aplicada senoidal (c.a.). (Voltagem constante é o caso especial de freqüência zero; uma de· pendência de tempo arbitrária poderia ser representada como uma síntese de Fourier.) Se na forma complexa a voltagem aplicada -nt) = i''O cos wt for representada

i-= i~eiwt,
a corrente de estado estacionário terá a mesma
I=IoeiW'.

freqüência

w,

A impedância

complexa

Z é definida

por

Quando

Z for expresso

na forma

polar,

Z
O módulo

=

IZlei8,

IZI dará

a amplitude

da corrente,

e e dará a fase relativa

à voltagem

aplicada. ZR

A lei de Ohm e suas extensões

dão

= R. = iwL

ZL

uma vez que

I = iwQ.

Problemas

281

3. A análise do comportamento de estado estacionário de um circuito c.a. linear é exatamente um paralelo à dos circuitos c.e., com a impedâneia complexa servindo como uma generalização da resistência c.C. 4. A dissipação instantânea tem o valor médio temporal de potência é P(t) = Re l(t) Re V(t). Num circuito c.a., esta

o fator de potência, cos e, é 1 para uma resistência pura e O para uma indutância pura ou capacitor. A voltagem e corrente "efetivas" são 1V01/0 e IIo Ii Uma expressão equivalente para potência média temporal c.a. é

0.

p = ~ Re (I*V).
5. Como
Wo

=

1/vLC,

função da freqüência, um circuito em série exibe uma ressonância próximo de onde IZI é um mínimo e 1101 é um máximo. A agudeza da ressonância é da-

da por

Q

=

(D~

_ (Do

2111w I -

-R-

L
próxima de Wo

Um circuito em paralelo também tem uma ressonância IZI é um máximo e 110\ é um mínimo. 6. Um transformador transformador rio é o inverso

= 1/ yrc,
mútua.

onde Um

é o elemento

mais comum

do circuito

de indutância

ideal é aquele em que a razão entre a corrente do secundário da razão entre a voltagem do secundário e a do primário.

e a do primá-

PROBLEMAS
13·1 Uma indutância de 2H e uma resistência de 3 estão conectadas em série com uma bateria de 5 V e uma chave. Determine a corrente e a ta.xa de variação da corrente (dI/dt) no circuito, após se fe· char a chave nos seguintes tempos: (a) 0,3 s, (b) 1 s e (c) 4 s. 13-2 Por um circuito que consiste numa indutância Lo ' numa resistência Ro e numa bateria '10' passa IRo. Uma chave do circuito é aberta no instante t = O, criando um ar· uma corrente estacionária = co através da chave. Se a resistência do arco for dada por k/I, onde a constante k < 'I o. determine a corrente através do arco como uma função do tempo. Qual é o valor estacionário final da corrente que passa pelo arco?

n

I i~

13·3 Um capacitor C, um resistor R e uma bateria "/; estão conectados em série com uma chave. A chave é fechada no instante t = O. Obtenha a equação diferencial que governa a carga Q no capacitar. Determine Q em função do tempo. 13·4 Um capacitar C, com carga Qo, é subitamente conectado em série com uma resistência R e uma indutância L. Determine a corrente em função do tempo. Demonstre que existem três tipos diferentes de solução, dependendo de R2 - 4 L/C ser menor, igual ou maior que zero. A primeira destas condia segunda, de criticamel1te amortizada, e a terceira. de sobreamorti· ções é chanlada de subamortizada,
zada.

13·5 Um capacitor real, C, tem uma resistência de fuga, R, em paralelo; é coneetado, em série, com uma indutância ideal, L. Calcule 12 I: encontre os valores aproximados em altas e baixas fre{jüências e na ressonância, admitindo que R seja grande. Trace o gráfico de 12 I versus w. 13·6 Repita o Problema 5 para o capacitar em paralelo com o indutor perfeito.

282

Correntes que Variam Lentamente

RLC.

13-7 O circuito da Fig. 13-1 tem um capacitor adicional, C', em paralelo com toda a combinação R = 100 n, L = 1 H, C = 10011F e C' = 1011 F. Faça um gráfico da impedância IZ I versus freqüência a partir de zero até f= 104 Hz. 13-8 A combinação em série de uma resistência R e uma indutância L é colocada em paralelo com a combinação em série da resistência R e do capacitar C. Demonstre que se R' = L/C, a impedância será independente da freq üência.

13-9 Um resistor de fio enrolado tem uma resistência c.c. de 90,00 e uma indutância de 811 H. Qual O ângulo de fase da impedância a 1000 Hz? Um capacitar é colocado em paralelo com o resistor para reduzir a zero o ângulo de fase, a 1000 Hz, sem variar apreciavelmente a resistência. Em que intervalo de freqüência será o ângulo de fase menor do que era antes da adição do capacitor?
é

n

13-10 (a) um capacitar C em paralelo com uma resistência R tem uma impedância 2. Suponha que um capacitar C' em série com uma resistência R' tenha a mesma impedância Z; encontre os valores necessários de C' e R' em termos de R e C para um dado w. (b) O fator de dissipação é definido como D = wR·C'. Demonstre que D = l(wRC e que a fase da corrente é e = arctan (-l(D). 13-11 Prove a Eq. (13-34) para a dissipação de potência, tomada em média sobre o tempo, num circuito que conduz urna corrente c.a. l(t) =loeÍwt, com V(t) = Z l(t). 13·12 Um gerador c.a., com impedância interna 2/> é conectado em série com uma impedância de carga variável, Z L. Prove que a potência máxima é transferida para a carga quando Z L = Z j. 13·13 Dado o circuito da Fig. 13-6, com L = 4 mH, C = 21lF, R 1 = 25 n, R, = 40 n, encontre o seguinte conjunto de freqüências: (a) onde w = l(y'LC, (b) onde a impedância é máxima e (c) onde a corrente que passa par R 1 está em fase com a voltagem do gerador. 13·14 Demonstre que o fatar de qualidade Q, definido no texto, pode ser expresso corno 271 vezes a energia máxima armaz.enada no circuito, dividido pela energia dissipada em um ciclo. Este enunciado é, às vezes, usado como definição de Q e é independente dos parâmetros específicos do circuito. 13·15 Uma rede divisora de freqüência para um conjunto de alta fidelidade deve ser desenhada de forma que dois alto-falantes (cada um de resistência R) estejam conectados ao estágio de saída de um amplificador. Um alto-falante deve receber predominantemente altas freqüências, o outro, predominantemente baixas freqüências. A rede é mostrada na Fig.13-20. Os dois capacitores são de capacidade C cada um e os dois indutores são de indutância L, cada. (a) Encontre a relação enue L e C para um dado R de forma que a rede apresente uma carga puramente resistiva (=R) ao amplificador em todas as freqüências. (b) A freqüência de transição Wc é definida como a freqüência na qual cada alto-falante recebe metade da potência liberada pelo amplificador. Para R e Wc dados, determine L e C.
-F

Do amplificador

--

Figura 13-20 13-16 Um capacitar de 111F é carregado primeiro a 100V, conectando-o a uma bateria; em seguida é desconectado e, imediatamente, descarregado através do enrolamento de 300 espiras de um anel toroida!. O toróide tem um raio médio de 20 em, uma área de seção reta de 4 em 2 e uma lacuna de ar de

Problemas

283

2 mm (veja a Fig. 9-15). Desprezando as perdas do cobre. a histerese e o efeito das bordas, calcule o campo magnético máximo subseqüentemente produzido na lacuna de ar. Considere a permeabilidade relativa do toróide igual a 5000. 13-17 Uma diferença de potencial de 1 V a uma freqüência f = 106 /rr Hz é aplicada ao circuito da Fig. 13-21. A indutância mútua das bobinas é tal que elas estão em oposição. Encontre a corrente no ramo superior.
].}.I)I)I) !:!

Figura 13-21 13-18 Um transformador de potência de 60 Hz (razão de espiras 2: 1) tem uma indutâneia primária de 100 H e uma resistência e.c. de 20 n. O coeficiente de acoplamento entre o primário e o secundário se situa próximo da unidade. Se ] 000 V forem colocados através do primário, calcule a corrente no emolamento do primário (a) quando o secundário é um circuito aberto e (b) quando uma resisrência de carga de 20 está no circuito secundário.

n

* 13-19 Três capacitares idênticos e três indutores idênticos são conectados como mostra a Fig. 13-22.
Encontre as fre<:] üências de ressonância do sistema. (Sugestão: U se a análise das malhas, supondo uma corrente de freqüência w e âemonstre que as três equações obtidas são compatíveis apenas com determinados w.)

Figura 13-22 13-20 No circuito mosuado na Fig. 13-14,2, = 2 + 5 i, 2, = 8 -i, 2; = 4 + 3 i. Os geradores de voltagem estão em fase uns com os outros: "I~ = 10 V,i' ~ = 2 V. Derermine 1, e 12, 13-21 No circuito mostrado na Fig. 13-17, .f(t) = 1 e iwt e 2. é substitu ido por um gerador de corTente e iwt. Os dois geradores de corrente estão em fase um com o outro. Z, e 2; são capacitares de reatâncias de 40 e 60 n, respectivamente. 2, é uma resistência pura de 20 n. j 1 = 5 A • .f2 = 25 A. Determine as voltagens dos nós em 1 e 2. relativamente ao ponto O.

j,

j

*
,;

CAPÍTULO 14

FISICA DO PLASMA
Gases altamente ionizados são bons condutores de eletricidade. As partículas carregadas desses gases interagem com o campo eletromagnético local; além disso, o movimento organizado desses portadores de carga (correntes, flutuações na densidade de carga) podem produzir campos elétricos e magnéticos. Quando sujeitos a um campo elétrico estático, os portadores de carga do gás se redistribuem rapidamente de maneira a que a maior parte do gás se retenha fora do campo. Langmuir** deu o nome de plasma às regiões do gás relativamente livres do campo, onde as cargas espaciais positivas e negativas se equilibram aproximadamente, ao passo que deu o nome de bainhas às regiões de carga espacial ou de campo intenso nos contornos do plasma. Podemos dizer, de forma equivalente: um gás ionizado que tem um número suficien temente grande de partículas carregadas para blindar a si mesmo, eletrostaticamen te, numa distância pequena comparada com outros comprimentos de interesse físico, é um plasma. Uma definição algo mais precisa, em função da distância de blindagem, será dada na Seção 14-1. O interesse inicial em plasmas estava em conexão com a eletrônica gasosa (descargas elétricas através de gases, arcos, chamas); o interesse mais recente se dirige a problemas de astrofísica teórica e ao problema de frear o íon em reatores termonucleares (fusão). Uma exposição mais completa pode ser encontrada em livros de física do pIasma.*** A área geral de estudo que abrange a interação de gases ionizados com campos eletromagnéticos que dependem do tempo é denominada dinâmica do plasma. Em muitos dos problemas desta área. e estes são os mais importantes e interessantes, é impossível tratar um plasma adequadamente em termos de uma formulação puramente macroscópica. Ao invés disso. é necessário usar o que se conhece convencionalmente como teoria cinética. Os movimentos dos íons e elétrons individuais devem ser estudados; suas colisões com outras partículas devem ser avaliadas através da solução da equação de transporte de Boltzmann. Portanto, existe uma formulação rigorosa para problemas de plasma, porém * ** ***
Pode-se omitir este capítulo sem perda de continuidade. 1. Langmuir, Physical Review, vaI. 33, p. 954 (1929).

Veja, por exemplo. T. J. M. Boyd e J. J. Sandenon. Plasma Dynamics (New York: Barnes and Noble, 1969); e F. F. O1en, !ntroduction to Plasma Physics (New York: Plenum Press, 1974).

284

Neutralidade

Elétrica em um Plasma

285

sua solução é, em geral, extremamente difícil, exceto em situações onde é lícito desprezar alguns dos termos da equação de Boltzmann. Há, todavia, três formulações apropriadas que proporcionam considerável conhecimento a respeito do que acontece dentro do plasma. O primeiro destes métodos é a teoria do equilzorio, que se baseia na premissa de que colisões entre partículas carregadas são suficientes para manter a bem conhecida distribuição de velocidade de Maxwell-Boltzmann para partículas no corpo do plasma:

N(v) j

dr X) dr. dL_ = N Oj . (-. my_ 2nkT

)3'2

e-m!,,2!2kT

dtO dt".) x

dr z'

onde Nei é o número de partículas do tipo j por unidade de volume no plasma, Lx (etc.) são as componentes da velocidade, mp é a massa das partículas do tipo j e T é a temperatura absoluta. As propriedades cinética e de transporte podem então ser calculadas em termos desta distribuição de velocidade. de O segundo método aproximado é a teon'a da órbita, que trata do movimento partículas carregadas (íons e elétrons) em campos elétrico e magnético prescritos. Estes campos podem ser funções tanto da posição como do tempo. A teoria da órbita é uma boa aproximação ao movimento da partícula num plasma quando as colisões entre as partículas não desempenham um papel dominante, isto é, quando o livre percurso médio para colisões é grande em comparação com as dimensões características da órbita. Nestas condições, o efeito das colisões pode ser tratado como uma perturbação, e o problema principal concentra-se em tornar o campo eletromagnético "prescrito" autoconsistente; em outras palavras, o campo prescrito deve ser a soma do campo externo e do campo produzido pelas partículas em órbita. O terceiro tratamento aproximado é a fom1Ulação h idromagn ética . Aqui, usam-se as equações do eletromagnetismo clássico (equações de Maxwell) juntamente com as equações clássicas do movimento do fluido. Evidentemente, o tratamento hidromagnético é apenas uma descrição macroscópica do plasma; toma-se uma boa aproximação quando o livre percurso médio para as colisões é muito pequeno comparado com distâncias de interesse físico no sistema de plasma. A representação hidromagnética forma um bom ponto de partida para a exposição do movimento de partículas no plasma, isto é, das oscilações de plasma. O enfoque rigoroso que a teoria cinética dá aos problemas do plasma foge ao alcance deste livro. Por outro lado. muitas propriedades importantes dos plasmas podem ser expostas em termoS das aproximações anteriormente descritas. Para simplificar, suporemos que o plasma consiste em elétrons (carga, -e) e íons positivos carregados individualmente (carga, +e); átomos neutros podem estar presentes, porém ignoraremos complicações como colisões ionizantes e recombinações de elétrons e íons. Encontraremos, na Seção 14-1 e, novamente, na Seção 14-8, um plasma sob condições estacionárias ou de estado estacionário, para o qual a teoria do equihbrio está bem ajustada. Nas Seções 14-2 e 14-3, por outro lado, nos interessaremos mais pelo movimento da partícula individual e aqui a teoria da órbita se aplica. Finalmente, nas Seções 14-4 a 14-7 trataremos de alguns aspectos dinâmicos do plasma e faremos isto dentro da estrutura hidromagnética. 14-1 NEUTRALIDADE ELÉTRICA EM UM PLASMA de um plasma é sua tendência de permanea equilibrar a carga espacial positiva e nega-

Uma das propriedades mais importantes cer eletricamente neutro, isto é, sua tendência

286

Física do Plasma

tiva em cada elemento de volume macroscópico. Um ligeiro desequilíbrio nas densidades de carga espacial dá lugar a intensas forças eletrostáticas que atuam, sempre que possível, no sentido de restaurar a neutralidade. Por outro lado, se um plasma for deliberadamente submetido a um campo elétrico externo, as densidades de carga espacial ajustar-se-ão de . maneira que a maior parte do plasma esteja protegida em relação ao campo. Consideremos um exemplo bastante simples. Suponha que uma carga esférica +Q é introduzida num plasma, submetendo desta forma o plasma a um campo elétrico. Realmente, a carga +Q será gradualmente neutralizada porque recebe continuamente partículas carregadas do plasma; no entanto, se o objeto carregado for fisicamente muito pequeno, isto levará um período de tempo apreciável. Entretanto, os elétrons sentem que é energeticamente favorável se aproximar da carga, enquanto que os íons positivos tendem a se afastar. Em condições de equilrorio (veja a Seção 5-3), a probabilidade de encontrar ao uma partícula carregada numa região particular de energia potencial U é proporcional fator de Boltzmann, exp( - U/kT). Assim, a densidade de elétrons, Ne, é dada por

Ne

= No

exp (e <P;;-/_0),

(14-1)

onde '1" é o potencial local, '1'0 é o potencial de referência (potencial do plasma), T é a de Boltzmann. No é a densidade eletrôtemperatura absoluta do plasma e k é a constante nica nas regiões onde 'I' = '1'0 • Se No for também a densidade de íons positivos em regiões de potencial <.Po, a densidade de íons positivos Ni será dada por

Ni

= No exp

(

-e

<P -

--kT <Po ) .
de Poisson:

(14-2)

O potencial

<.p obtido é

por meio da solução

da equação

;:2 dr 1 d

r (2

~ir d<P)_

-

- ~~ (Nie - Nee) 1 .

=

--1:0 2Noe

senh

e (<P-<po)

--kY- .

(14-3a)

Esta equação diferencial é não linear e, conseqüentemente, deve ser integrada numericamente. Por outro lado, uma solução aproximada para a Eq. (14-3a), que é rigorosa a altas temperaturas, é adequada a nossos propósitos. Se kT > e<P, então senh (e <P/kT) "'" e<'p/kT, e

~ _~ r2 dr
cuja solução

(r2 ~<P) dr

=

21~O~2 EokT

(<p _

<Po),

(14-3b)

é
<P

= <Po + _Sl_r 41[Eo

exp (-~)'. h

(14-4)

Aqui, r é a distância é dada por

a partir

da carga esférica

+Q

e h, a distância de blindagem de Debye,

(14-5)
Dessa forma, a redistribuição de elétrons e íons no gás é tal que blinda completamente Q numa distância de alguns h. Um gás ionizado será denominado plasma se o comprimento de Debye, h, for pequeno comparado com outras dimensões físicas de interesse. Isto nem sequer será uma

(

órbitas das Partículas e Movimento de Deslocamento em um Plasma

287

restrição enquanto trons ou íons/m3,

O

a ionização do gás for apreciável: para T'" 2000 K e No '" 1018 elécomprimento de Debye será 2.2 x 10--<>m.

14-2 ÓRBITAS PLASMA

DAS PARTÍCULAS

E MOVIMENTO

DE DESLOCAMENTO

EM UM

A órbita de uma partícula carregada q, movendo-se num campo elétrico e magnético prescrito, pode ser calculada diretamente através da equação de força:

F=

q(E

+y

x B).

(14-6)

Veremos que é conveniente começar com configurações de campo relativamente simples e então generalizar para campos que variam lentamente no espaço. Um campo elétrico constante aplicado a um plasma não tem especial interesse porque o plasma se ajusta através do desenvolvimen to de uma fina película de carga espacial, que retém fora do campo o corpo principal do plasma. Por outro lado, num campo magnético constante as partículas giram em torno das linhas de campo sem alterar a distribuição da carga espacial. Caso 1 Campo Magnético Uniforme. E'" O. Este é o mesmo movimento que o descrito no Problema 8-1 mas, porque forma a base de movimentos orbitais mais complicados em plasmas, será exposto aqui com maior detalhe. Deve-se ressaltar, contudo, que o Caso 1 é aplicável a muitas outras situações além dos plasmas, ou seja, é fundamental na operação dos aceleradores de partículas, como o cíclotron e o betatron. A força de Lorentz forma sempre ângulos retos com a velocidade v da partícula regada; como coseqüência, sua energia cinética permanece constante. car-

( 14-7) onde mp é a massa da partícula. É conveniente decompor a velocidade vem duas componentes: VII, paralelo a B e V1, no plano perpendicular a B. Como VII não é afetado pelo 1 campo, K 11'" TmpvlI 2 tam b'em permanece constante. Segue-se que
K.l

= 1mpd =

K -

K

(14-8)

é também uma constante do movimento. A força de Lorentz proporciona uma aceleração centrípeta. m r~
qr.LB

Assim,

= --~~
=
I11Pt'~

eR (o raio da órbita) é dado por
R qB . (14-9)

o raio R é chamado freqüentemente de raio de Lannor da partícula. O movimento completo da partícula carregada é descrito como o giro da partícula numa órbita (a órbita de Larmor) sobreposta ao movimento uniforme do centro da órbita. ou centro guia, ao longo de uma linha de campo magnético. O movimento helicoidal resultante é mostrado na Fig. 14-1.

288

Física do Plasma

Figura 14-1 Movimento da partícula num campo magnético uniforme.

o campo magnético atua de forma a confinar o plasma, curvando as partículas segundo órbitas circulares. Naturalmente, nenhum confinamento é observado na direção do campo. Para íons e elétrons de mesma energia cinética K l, os elétrons giram em órbitas muito menores, sendo a razão dos dois raios de Larmor igual à raiz quadrada da razão das massas.
Uma quantidade interessante, que teremos ocasião de usar mais tarde, é o momento magnético da partícula girante. Por definição, o momento magnético m é dado por

m = corrente x área
2nR
qL""-,,' nR 2

=-Kl

B

(14-10) sendo,

O exame da Fig. 14-1 mostra que m é diretamente portanto, um momento diamagnético.

oposto ao campo magnético,

Caso 2 Campos Elétricos e Magnéticos Uniformes. E 1 B. Se um campo elétrico e um campo magnético forem aplicados simultaneamente a um plasma e E for perpendicular a B, não haverá tendência a produzir uma bainha; realmente, veremos que cargas espaciais positivas e negativas se deslocam juntas no mesmo sentido. Por conveniência, escreveremos a velocidade v da partícula como
v

=

ud

+ Vi;
+Vi

(14-11)

então, a Eq. (14-6) será escrita como

F=

q(E

+ Ud

x B

x B).

(14-12)

Uma escolha particular de Ud faz com que os dois primeiros termos à direita desta equação se cancelem um ao outro:

ExB
Ud

= -

i2

.

(14-13)

A força resultante, qv' x B, é justamente a que foi estudada no Caso 1. O movimento total da partícula é, portanto, formado por três termos: (a) velocidade constante v1í paralela a B, (b) giro em relaç3:o às linhas do campo magnético, com freqüência angular v~/R =qB/mp e (c) uma velocidade de deslocamento constante Ud =E/B fOilllando ângulos retos tanto com E como com B. Alguns exemplos desse movimento são mostrados na Fig. 14-2. A velocidade Ud definida pela Eq. (14-13) é denominada velocidade de deslocamento do plasma ou velocidade de deslocamento elétn'co. É importante observar que Ud não depende da carga, da massa ou da velocidade da partícula; dessa forma, todos os componentes do plasma se deslocam juntos, ainda que seus giros individuais sejam muito diferentes.

(14-11) deverá ser substituída por uma expressão consistente com uma transformação de Lorentz. sobre a seção reta orbital. se tanto ud como v tenderem a c (velocidade da luz). 14·3. O movimento será parecido àquele ilustrado na Fig.. no Tempo. é efetuar uma transformação de Lorentz. (14-13) é sempre correta* para a velocidade de deslocamento enquanto lEI < c IB I.Orbitas das Partículas e Movimento de Deslocamento em um Plasma 289 Figura 14-2 Campos elétrico e magnético perpendiculares. A figura mostra íons de cargas opostas com diferentes momentos iniciais. B = O ou. oz oBz Como as linhas de campo convergem lentamente. para este caso. (14·6). Caso 3 Campo Magnético Constante Suponhamos que uma partícula uniforme. em que as linhas de campo mento da partícula pode ser tratado 14-1. (14-13) foi obtida de uma forma não relativista. Se IE I > c IB I. daí resulta que a Eq. Por outro lado. E = O. + ~ = O. . carregada se desloque num campo magnético quase estejam convergindo lentamente no espaço.. 1 a ~ -"'" (rB r ) r or . (14-13)] e a força no sistema em movimento é dada por F' = q(" x B) (C2 c2 uJ )1/2 . admitir-se-á que a linha de fluxo que passa pelo centro guia coincida com o eixo z e que o campo magnético tenha simetria azimutal em relação ao eixo z. porém Dependente do Espaço. o leitor pode verificar facilmente que há uma força que tende a empurrar a partícula para a região de campo magnético mais fraco. Movimento da partícula num plano perpendicular ao campo magnético. obtemos dtO Fz = mp dtZ = qveBrlr=R' (14-14) Porém V . Para especificar precisamente o problema. A dedução da Eq.. A velocidade do sistema em movimento é dada por ud [Eq. Considerando a componente z da Eq. O movicomo uma perturbação da órbita helicoidal da Fig. transformando tanto a velocidade da partícula quanto os campos. o que dá aBz/az pode ser considerado constante (14-15) * A maneira mais simples de tratar o caso onde IE I é menor porém não tão pequeno comparado com c IB I. o campo magnético não poderá evitar que a partícula se desloque no sentido de E. a Eq.

definido na Eq. K1. (14-14). provindo.q RaBo . podemos multiplicar (14-16) por VII = az/at. vemos que o momento magnético m é uma constante de movimento. da partícula não se altera no campo magnético. tém-se Ve é análogo ao Vl do Caso 1. K. que este é um resultado aproximado que vale apenas enquanto Bz variar lentamente.290 Física do Plasma Figura 14-3 Além disso.dt (mBJ. . porém podemos escrever d . Fazendo estas substituições na Eq. que é sempre perpendicular à velocidade. (14-17) e (14-18). Por outro lado. (14-18) não serão válidas.az v 1- m P dV11 -- dt àBo = -m --a. não realiza trabalho. (14-10). da Eq. tampouco KII.' (14-16) sendo a última forma obtida através do uso da Eq. no entanto. (14-8). ob1 = -}. não é constante aqui. Comparando as Eqs. A energia cinética total. (14-10). dBo -m dt-' (14-18) onde d/dt representa a derivada temporal tomada ao longo do percurso dinâmico. Se B variar substancialmente em distâncias da ordem de R. a última forma. Deve-se ressaltar. obtendo (14-17) a Eq. as aproximações usadas na derivação da Eq. uma vez que a força de Lorentz.

A componente z (componente paralela) da força.Espelhos Magnéticos 291 De interesse adicional é o fato de que a partícula está restrita a mover-se na superfície de um tubo de fluxo. 14-4. de acordo com a Eq. a partícula girará segundo uma espiral helicoidal cada vez mais cerrada. . há um grande campo magnético Bm' não infinito. 14-5 e o índice 1 ao ponto de reflexão. perpendicularmente à direção principal do campo. (14-16). Vi! diminui. em princípio. que ~o~ = Ku Bo Bl.l Aqui. Não se pode fazer com que as linhas de campo convirjam num ponto. no espelho. B Figura 14-14 A partícula gira numa hélice mais cerrada e com maior rapidez até que seja refletida. até que seja finalmente refletida no campo mais fraco. retardadas. Como o momento magnético é uma constante do mOvimento. a conservação da energia requer que. as partículas são retardadas e finalmente refletidas pelas linhas de campo convergentes. confinar um plasma. Se a convergência do campo magnético for suficiente. Eq. Por outro lado. está sempre num sentido tal que acelera as partículas para a parte mais fraca do campo. ao longo da direção principal do campo. Todavia. encontramos. um sistema desse tipo é mostrado na Fig. Isto ocorre porque o fluxo magnético através da órbita é (14-19) e m é constante. Partículas girantes que se aproximam de regiões de campo magnético mais intenso são. As partículas curvam-se em órbitas circulares. assim. não regressará pelo campo do espelho e poderá escapar. 14-5. isto é. 14-3 ESPELHOS OS MAGNÉTICOS resultados da seção precedente mostram que um campo magnético que converge lentamente pode. Se a partícula possuir demasiada "energia cinética axial". (14-10). simultaneamente. Pelo menos dois espelhos devem ser usados em qualquer sistema de confinamento. nem todas as partículas podem ser ccnfinadas pelo sistema do espelho. o movimento orbital 1'1 seja acelerado. o índice O se refere à região central da Fig. O movimento da partícula está ilustrado esquematicamente na Fig. Tal configuração de campo é chamada de espelho magnético. dessa forma.

Bm Bo (14-20b) conforme o critério para a reflexão. Além disso. o resultado líquido das colisões consiste no fato de que as partículas se espalham continuamente numa região do espaço de velocidade tal que podem escapar do sistema. contudo. se o campo do espelho for cem vezes mais intenso que Bo. é uma constante do movimento. isto é. ou (l4-20a) Se a velocidade inicial Uo formar um ângulo 60 com sentido do campo. Por exemplo. Dessa forma. escapar eventualmente. . partículas com velocidades que formam um ângulo menor que 6° com o sentido do campo escaparão do sistema. A Eq. a energiacinética total.292 Física do Plasma Emolamentos para corrente B Comprimento ao longo do cilindro Figura 14-5 Sistema de espelho magnético.dessa forma. então cos 60 e VOi = Uo sen 80. As colisões entre partículas na região central do sistema de espelhos tendem a produzir uma distribuição isotrópica de velocidades. No ponto de reflexão. (14-20a) reduz-se então a sen 2 Uo 11 = Uo 80 > -. K. Ki =K. Como conseqüência das colisões. Para que a partícula se reflita. as partículas podem também "difundir-se" perpendicularmente ao sentido do campo e. o campo do espelho Bm deve ser maior que B 1.

o termo pE não precisa ser incluído junto com outros termos de força da Eq. Outras forças.loJ. podem também ser incluídas porém serão desprezadas aqui. (14-21).Equações Hidromagnéticas 293 14-4 EQUAÇÕES HIDROMAGNÉTICAS OS movimentos coletivos das partículas num plasma. V)v pode ser geralmente desprezado. ou equação de Euler. (14-21) onde J é a densidade de corrente e p é a pressão do fluido. .=( . como o "efeito pinch" e as oscilações de plasma. A força em uma unidade de volume do plasma pode ser expressa como F. (14-22) que é a equação do movimento. às vezes. =J x B . o termo contendo (v . deve-se considerar explicitamente as forças eletromagnéticas. Eq. V)B.10 (B . contudo. V)B.10 B2) +- 1 /. (9-29). do fluido. dessa forma.lo V -( 2/. Por causa da neutralidade elétrica aproximada do plasma. (14-24) Assim.+ dt at dv (v • V)v [av ] =J x B . J x B = -= - B x V x B J. são mais bem manejados na formulação hidromagnética. papel de uma pressão magnética. é um condutor elétrico e. que adaptada ao caso do plasma é V x B e da identidade vetorial B x V x B = J. Isto pode ser feito com o auxI1io da lei circuital de Ampere. O fluido. conveniente interpretar o termo J x B da Eq. Em problemas em que o movimento hidrodinâmico não é particularmente grande. naturalmente. naturalmente. (14-25) A quantidade B2/2J. faz então o (14-26) Embora não possa ser desprezado em problemas de fluxo estacionário em que o termo av/ar se * anula explicitamente. como a força gravitacional e a viscosa. O equillbrio do momentum requer que ( .Vp.lo que é. para efeito de simplificação. Aqui r é a densidade de massa do plasma e v é a velocidade do fluido. (14-21) como resultando. Pm : a densidade de energia magnética.Vp. na equação de Poisson porém são geralmente ignorados nas equações dinâmicas. em parte. o plasma é considerado como um fluido clássico que obedece às equações convencionais da hidrodinâmica. Os desvios da neutralidade devem ser considerados. * É. (14-23) = V(~B2) 1 - (B . De acordo com esta descrição. da "pressão magnética".

v x B é o "campo elétrico gerado pelo movimento". (14-29) * As equações de Ma. o congelamento do fluxo magnético dentro do plasma.xwell são resumidas na Seção 16-2. dessa forma. magnéticas. Em alguns problemas. Esta última relação é simplesmente uma forma generalizada da lei de Ohm que. e g é a condutividade do plasma. para fins práticos. a e a condição de equilfbrio estático de cada elemento de volume é P + Pm = constante. neste exemplo a soma da pressão de fluido com a pressão magnética deve ser independente do espaço. aDiar. Em outras palavras. ou seja. que -VPm dá. Se a Eq. (14-28b) E +v x B = O. Uma aproximação freqüentemente feita é a da condutividade infinita. a corrente de deslocamento não desempenha um papel importante na maioria dos fenômenos hidromagnéticos. pode ser escrita como J = g(E + v x B) (14-28a) Aqui. considere um campo magnético unidirecional. a lei de Ohm reduz-se a 9 -> 00. todavia. na maioria dos casos. I . proveniente do movimento hidrodinâmico do plasma em um campo magnético. Quando J = O. a força restante provém do termo (l/Po)(B • V)B. (14-28b) for combinada com a forma diferencial da lei da indução de Faraday.* necessitamos de duas relações adicionais para completar a formulação hidromagnética. a lei circuital de Ampere original. A vantagem desta aproximação consiste em permitir uma simplificação substancial das equações hidro-. particularmente nos astro físicos. a aproximação é bastante boa. Como um exemplo da utilidade do conceito de pressão magnética. No caso da condutividade infinita. os dois termos da direita da Eq. (14-21) reduz-se. A Eq. (14-25) se cancelam. a alta condutividade) tem importante conseqüência. Estas são: (1) a equação da con tinuidade para o fluido de plasma: ~~+ V((v) = O. uma imagem muito mais clara dos processos físicos que ocorrem no plasma. (16-10). ot (14-27) e (2) uma equação que relacione J com as quantidades de campo. Na realidade. que apresentam. Como variações espaciais podem ocorrer apenas em direções perpendiculares a B. segue-se que (B • V)B = O neste caso. O leitor observará que a Eq. obteremos ~~ = at V x (v x B). sob certas condições. somente parte da força magnética. foi modificada através da inclusão da corrente de deslocamento.294 Física do Plasma Deve-se ressaltar. (14-22) e das equações macroscópicas que governam a eletricidade e o magnetismo. A equação V o H = O garante que B não varia ao longo da direção do campo. por conseguin- te. Além da Eq. A condutividade infinita (ou.

1957). (14-30) estabelece simplesmente que a variação de fluxo. c deI> =t • v x B . di =t I B' . ** Consideremos uma descarga de corrente. Conforme a lei circuital de Ampere. que as linhas de indução magnética estão "congeladas" no interior do material perfeitamente condutor. a indução magnética a uma distância r do eixo da descarga é dada por B(r) = 110 r '0 ( J(r')r' dr'. por Tonks. p. L. que Pc di x v pode ser considerado como o acréscimo de área. portanto. n da. O mecanismo básico que causa o pinch é a interação de uma corrente com seu próprio campo magnético ou. por unidade de tempo. independentemente. . de maneira equivalente. (14-31) * (1939). 56. de simetria cilíndrica. A Eq. primeiramente. O efeito pinch foi previsto.Efeito Pinch 295 A componente normal desta equação. W. Vemos. por unidade de tempo. através do plasma. 14-6. c Figura 14-6 14-5 EFEITO PINCH A tendência de uma descarga de corrente intensa através de um plasma a se comprimir lateralmente é conhecida como o "efeito pinch". Concluímos. através do contorno C é exatamente a que calcularíamos geometricamente tendo por base a dedução de que todas as linhas de fluxo se movem junto com o fluido. pela Fig. vol. Rosenbluth. Tonks. p. de Magnetohydrodynamics. da superfície que é limitada por C e que Pc B • di x v é o fluxo magnético associado a esta área aumentada. mais tarde. 'S -dt . "Dynamics of a Pinched Gas". integrada sobre uma superfície fixa 5. Physical Review. a atração entre filamentos de corrente paralelos. Landshoff (Stanford University Press. mostrando sua instabilidade inerente. por Bennett e. Bennett. dá d •• ou I B· n da dt 'S = I V x (v x B) . foi feita por Rosenbluth. * Uma descrição um tanto diferente do pinch. 890 (1934). (14-30) onde C é um contorno fixo no espaço através do qual o plasma se move como conseqüência do movimento hidrodinâmico. 45. Physical Review. 369 editado por Rolf ** M.c (di x v). voI.

Dessa forma. (14-35) não contém contribuição da região de descarga.dr. Peq. 12 = NkT 2110 2 4n2 R2 ' /J onde 1é a corrente da descarga. que a pressão magnética é uniforme na região externa mas nula ou muito pequena no interior da descarga. Seguindo Rosenbluth. Eliminando 1(r) das Eqs. escrevendo-se Fv = -aPeq/ ar. segue-se que aB ar -~~ r '0 B(r) ( 1(r')r' dr' + 1101(r) (14-32) 1 -- r + 1101(r). O pinch da descarga resulta na compressão do plasma. A não penetração das linhas de campo provém dos resultados da seção precedente e do fato de * que tanto a corrente como o campo magnético são inicialmente muito pequenos na descarga. 'o r (14-35) Estamos particularmente interessados na pressão sobre os contornos laterais da descarga. em que as linhas de campo magnético não podem penetrar apreciavelmente no fluido condutor. 1 1 _. (14-32) e (14-33) tem1 110 r 2 (14-34) Esta força pode ser convertida numa pressão equivalente. através da Eq. * Aqui. e então integrando: 1 Peq =~- 2110 B2 + 110 - 1 . Se o pinch puder contrair-se de uma maneira estável. Então. a integral da Eq. r = R. cuja preso são de fluido P = NkT. pode-se compreender o efeito pinch como proveniente de uma formação repentina de pressão magnética na região externa à descarga. Tratemos o plasma como um gás perfeito.B2(R). 110 (14-36) É evidente. Esta expressão pode ser resolvida para' a corrente: [2 = 2 (~~) -1 nR2NkT = 2 (~~) -1 AoNokT. e a pressão é exatamente a que tínhamos denominado pressão mag- nética.r B2 I -. Pm: 1 Pm = 2. B2(R) = _1"'0. nos limitaremos ao exame do caso da alta condutividade. no raio final R da descarga. (14-35). -1(r)B(r)an A força magnética por unidade de volume é F" se 1 êB F=--B~--B " 110 ar = Jx B= (14-33) onde ar é um vetor unitário na direção r. No limite da descarga.296 Física do Plasma Disto. continuará até que a pressão magnética na região externa seja igual à pressão do fluido na descarga. .

se situam nesta categoria. produzindo as chamadas instabilidades de ondulação e de dobras do plasma pinch. Maior pressão magnética Raio maior.04 m2 e No := 1021 partículas/m3. Aqui. com Ao :=0. No é sua densidade inicial de partículas.38 X 10-23 J/K. precisa-se de uma corrente de pinch de um milhão de amperes aproximadamente. (b) instabilidade de dobras. k:= I . Tanto o efeito pinch. 14-6 SISTEMAS DE CONFINAMENTO MAGNÉTICO PARA FUSÃO TERMONUCLEARCONTROLADA Grande parte do atual interesse pela física do plasma é motivada pela nossa necessidade de desenvolver fontes alternativas de energia e pela possibilidade de usar um plasma termonuclear de deutério e trítio como fonte de energia.Ao é a seção reta inicial da descarga. bem como dobras. Pequenas perturbações crescerão se as variações de pressão resultantes forem tais que elevem estas perturbações. sua estabilidade pode ser melhorada por meio do fornecimento de componentes adicionais ao campo magnético e da otimização de parâmetros projetados. Esta razão é dada pelo símbolo 13: NkT .Sistemas de Confinamento Magnético 297 uma vez que a conservação das partículas requer que AoNo = rrR2N. f-lo/4rr:= 10-7 T • m/A e a constante de Boltzmann. A Fig. 14-7 mostra que pequenas ondulações sobre a superfície que limita a descarga. exposto na seção precedente. Uma quantidade importante no projeto dos sistemas do reator de fusão é a razão entre a pressão cinética p =NkT e a pressão total (cinética mais magnética Pm). como o conceito do espelho magnético (Seção 14-3) são usados em sistemas experimentais de reatores de fusão na tentativa de confinar magneticamente o plasma termonuclear. pressão magnética menor -J Maior pressão magnética Ia) Figura 14-7 Instabilidades no plasma pinch: (a) instabilidade de ondulação. Apesar do efeito pinch ser inerentemente instável.------(14-37) [B2/2f-lo + NkT]' . Para alcançar a temperatura de 108K necessária a um reator termonuclear (fusão). É fácil de ver que o pinch é um fenômeno inerentemente instável. A pressão magnética nos limites da descarga depende de seu raio bem como de sua minuciosa forma geométrica.

voI.1 e 1. American. 9-14) e endireitado corno um cilindro. porém deve ser por um período T suficientemente longo. mas de densidade substancialmente maior do que a de um tokamak. toroidal. para um 13 alto. no Reviews of Modem Physics. os tokamaks demonstram ser bastante promissores. o campo magnético do plasma tem uma componente poloidal. O nome provém de uma série de experiências de Tokamak realizadas no L V. voI. na Scientific "Fusion Energy in Context: Its Fitness for the Long Term" por J. 200. "The Prospects of Fusion Power" por W. Para uma exposição mais detalhada dos sistemas dos reatores de fusão experimentais. A concepção teta-pinch usa um plasma de forma toróidal. a componente poloidal tornar-se-á a componente azimutal e a componente torcidal tornar-se-á a componente axial. O espelho magnético não é um sistema de confinamento autêntico em que o plasma se afasta das extremidades. na fenda man:ada com d na Fig. P. voI. (14-38) onde Ni é a densidade de íons no plasma. * Se o plasma toroidal for cortado (por exemplo.01 e. e uma componente tomidal produzida pelas bobinas externas. n'? 1 (julho. Os reatores de fusão são geralmente caracterizados pelo seu valor 13. por F.. 227. voI. sua densidade está no intervalo de 1019m-3 a 1022m-3• O confinamento não precisa ser absoluto. A área de investigação mais ativa relacionada com o confinamento envolve uma classe de reatores projetados para confinar plasmas toroidais. na Scientific J. L. 1972). nÇ 2 (fev. todavia. Ribe. Um 13 baixo refere-se a valores menores que 0. Acredita-se que o confinamento seja adequado. J. Eastland.0. Dentro dessa classe. O plasma é deutério ou deutériotrítio. Rem. 7 (1975). porém usa um plasma de densidade menor que o reator tetapinch. . os valores estão entre 0. "The Tokamak Approach in Fusion Research" por B. Holdren. 168 (abril. quando é encontrada a condição de Lawson: Ni r > 1010 fi . ou em forma de rosca. p. de forma a que o campo resultante descreva curvas helicoidais. ao se estabelecerem as condições do plasma. com a temperatura excedendo 108K.6 x 106 amperes. Coppi e American. Exemplos de dispositivos experimentais com alto {3 são o reator de fusão teta-pinch e o reator de espelho magnético. Kurchatov lnstitute of Atomic Energy em Moscou. na Science. uma das maiores máquinas dos EUA é o Princeton Large Toros (pL T). Existem vários dispositivos tokamak em operação por todo o mundo. que opera com uma corrente máxima de plasma de 1. ele pode amplificar a potência de um feixe injetado.3 S para T > 108 K. o leitor deverá recorrer a uma das seguintes publicações: "Fusion Reactor Systems" p. 47. O tokamak é um dispositivo de 13 baixo a moderado. * em conseqüência da corrente que flui no plasma em resposta a um campo elétrico toroidal. de modo que mais energia seja produzida na reação termo nuclear do que a consumida. 1978). 224. em forma de rosca no interior do plasma. Gough e B. C.298 Física do Plasma onde N é a soma das densidades de íons e de elétrons no plasma. 1971). O espelho magnético é um dispositivo de alto 13. porém agora é aplicado a uma classe genérica de reatores experimentais caracterizados por um pinch dlfuso.

::: . que são tão lentas que os elétrons se distribuem sempre em tomo dos íons de uma forma estatística. as chamadas oscilações eletrônicas.Ph)'sical Review. Exporemos apenas o primeiro caso.6. Assim V . quando integrada.Oscilações e Movimento Ondulatório do Plasma 299 14-7 OSCILAÇÕES E MOVIMENTO ONDULATÓRIO DO PLASMA Uma das propriedades interessantes de um plasma é sua capacidade de manter oscilações e de propagar ondas. A força em cada elétron é -eE que. (14-39). Vários tipos de comportamento oscilatório são possíveis e.y . 195 (1929). 33. há dois tipos possíveis de oscilações eletrostáticas: oscilações de alta freqüência. N.z: t bp L1x L1y L1z = -Ne = . A equação de movimento para cada elétron é (14-40) * L. estas oscilações podem ser bastante complexas. E ou = 1 (o 1 n_ bp.. (o êE -=- êx êé Ne ~ êx' que. por causa do caráter não linear das equações hidrodinâmicas. que é independente das coordenadas y e z e é nula nos contornos do plasma. vaI. Não há íons negativos. ( y o (14-39) Aqui. foram objeto de experiências controladas.(ç êé + . Fixemos a atenção numa região de plasma que contém uma densidade uniforme de íons positivos. Tonks e L Langmuir. a constante de integração foi feita igual a zero. os elétrons também têm densidade na direuniforme N. não obstante.6. L1y L1z [ç . que são demasiado rápidas para que os íons pesados as acompanhem. Achamos conveniente nos concentrarmos em alguns casos um pouco mais simples que. em virtude da simetria do problema. Vê-se que é também uma força restauradora. uma vez que a formação de bainhas blindará o plasma de um campo elétrico uniforme. cada elétron oscila em tomo de sua posição original com movimento harmônico simples. e oscilações dos íons. segundo a Eq. L1x)] L1x L1V L1z Ne cx ~: . Dessa forma. porém vamos supor que cada elétron se desloque numa distância ção x. é proporcional ao deslocamento ~. O deslocamento dos elétrons produz um campo elétrico E(x. t) que. * Na realidade. As oscilações eletrostáticas em um plasma foram expostas primeiramente por Tonks e Langmuir. produzindo uma carga em cada elemento de volume . Caso 1 Oscilações Eletrostáticas do Plasma-Elétron.6.x . p. No início. O deslocamento dos elétrons perturba o plasma neutro. dá E = Ne (. está na direção x.

é definida. z Figura 14-8 O segmento. negativamente. dessa forma. (New York: Oxford University Press. As correntes que são geradas estão representadas esq uematicarnente. do plasma move-se no sentido positivo de y. constante. por conseguinte. Consideremos um plasma infinito sujeito a um campo magnético uniforme. que é dirigido ao longo do eixo z. É fácil verificar que a densidade de força J x Bo. for dada uma velocidade v. examinemos os processos físicos no plasma de um ponto de vista tão elementar quanto possível.[p = wp/2rr. Alfvén. é tal que se opõe a seu movimento. então os portadores de carga (íons e elétrons) experimentarão forças qJv x Bo) que tendem a separar os portadores positivos e negativos. 14-8. O segmento ABCD converte-se. Antes de continuar com as equações diferenciais. Bo. enquanto a força sobre as partes externas do plasma é tal que o acelera na direção positiva de y. Porém. dirigida paralelamente ao eixo y positivo. no segmento ABCD. como estamos lidando com um meio condutor. Como exemplo numérico. ABCD. Algumas linhas de corrente são mostradas na figura. e seu movimento se transferi* H. 1963).0 X 109 S-1 para Caso 2 Ondas Hidromagnéticas ou de Alfvén As ondas hidromagnéticas representam uma verdadeira propagação de ondas num meio condutor sujeito a um campo magnético constante. a seção retangular ABCD da Fig. ABCD terá diminuída sua velocidade. num lugar de fem por movimento. 1950. Cosmical Electrodynamics ção. que se estende paralelamente ao eixo y. meEO temos (14-41) onde me é a massa do elétron. Se a um segmento do plasma. como wp = (!ye~)1 2. uma densidade de partículas N = 1018 elétrons/m3• Ip = 9. Este comportamento. Eventualmente. previsto primeiramente por Alfvén * em 1942 concorda com a formulação hidromagnética do plasma exposta na Seção 14-4. o plasma externo a ABCD completa o circuito elétrico.300 Física do Plasma A "freqüência de plasma". tendendo sua extremidade direita a carregar-se positivamente e a esquerda. A corrente induzida interage agora com o campo magnético Bo. segunda edi- .

não amortizada. dando eL'~_ ~ /lo(· ar e ep GZ 1_ eB1y (14. ( 14 _ 48 ) que é a equação que rege a propagação das ondas de Alfvén. paralelo ao eixo z. O mecanismo está ainda operando. ~2B c B2 ~2B /lo~ n2. a perturbação para mais além. (14-48) se tornaria idêntica à equação de onda cuja solução será exposta nas Seções 16-4 e 16·5. Eq. J x e B 1 y. (14-43a) \. (14-48) descreve uma onda plana.Oscilações e Movimento Ondulatório do Plasma 301 rá a segmentos vizinhos do plasma. Da lei circuital de Ampere. a -Eq. dá as duas relações vêr~=_JxBo. ~B C ~x -. propagando. (14-42). (14-22). a lei de Faraday dá ~IJ~ = _?!-. e Bl é o campo magnético formado pelas correntes induzidas. supondo que ~ seja constante. Se a condutividade g do plasma fosse infinita. e todo o processo se repete.Cz = /loJx' (14-42) e a equação de Euler do fluido. Seja B = Bo + Bj• onde Bo é o campo uniforme. constante. a Eq.x cZ at (14-47) Se vy for eliminado dentre as Eqs.v c_l]"_ ~ 2 ct ~ 2ly _ - cz e_ + 9/l0 cz 2 ~ 1 ~3B ct 1>: ~ . contudo. procuraremos o tipo mais simples de movimento ondu]atório. caracterizado por L'y. (14-43) podem ser combinadas com a Eq. movendo-se paralelamente ao . Retomemos agora às equações diferenciais. (14-44) e (14-46) e Ex for elbninado dentre a equação resultante e a Eq. (14-47). no sen tido +z. obtemos. onde as demais componentes se anulam. Nestas circunstâncias. êr e (14-43b) As Eqs. dessa forma.44) êz ~(!3L) Cz 2/l0 (14-45) A lei de Ohm generalizada pode ser escrita como 1 Ex=-v"Bo+-Jx " g (14-46) Finalmente. lJsando os resultados dos parágrafos precedentes como orientação. Ex.

Langmuir e Mott-Smith* mostraram que se pode usar um pequeno eletrodo de metal. que podem ser caracterizados por uma temperatura. viu-se que os elétrons tinham uma distribuição de velocidades de Maxwell-Boltazmann. serão necessários vários milhares de colisões por partícula para igualar a diferença de energia. com up + iw/gp. 27. a solução da Eq. vaI. en= 2800 m/s. Physical Review. Quan tidades in teressan tes para serem determinadas são as temperaturas das partículas..2=~ v. General Electric Rel·iew.302 Física do Plasma eixo z com velocidade de fase Bo vp = v' J.<7ffiuirH. L. A fim de verificar o que resulta para a condutividade finita. A distância o na qual a amplitude da onda se reduz a l(e de seu valor original é 2gB6 (2v3'2 Po ~ 2' (14-52) w 14-8 USO DE SONDAS EM MEDIDAS DE PLASMA Um plasma se constitui de elétrons. Chen. Dessa forma. Na realidade. p. op. Mott-Smith. 1965). necessariamen te. p. ~ = 1O-Skg/m3 = 1O-8g/cm3. os íons não possuem.01 T. As temperaturas dos elétrons em plasmas de arcos típicos variam desde milhares até 50. e isto pode requerer um tempo maior do que a vida média de um íon no sistema. 449 (1924). descargas elétricas). (14-49). (14-48) da forma tão. considere Bo = 0. 28. introduzido no plasma. (14-50) como foi definido na Eq. ou Capítulo 4 de Plasma Diagnostic Techniques.W2) (14-51) Assim. tentamos uma solução para a Eq.10~ -F=~. veja F. íons. F. H. Se existir uma diferença substancial entre as energias cinéticas médias dos íons e dos elétrons. e as velocidades dos elétrons tomam-se aleatórias por causa das colisões com íons. Para amortecimento rx -::::: ( L. Leonard (New York: Academic Press. as densidades das partículas e as densidades de corrente aleatórias no plasma. o que significa. cit. podemos falar de uma temperatura do elétron. para determinar experimentalmente algumas dessas quantida- e * r. naturalmente. Te. Esta solução será satisfatória sempre que ':J. Huddlestone e S. (14-49) Como exemplo numérico. até certo grau. as mesmas temperaturas que os elétrons. editado por R. em plasmas criados no laboratório (arcos. vol. LaI1e. Para urna exposição mais recente de sondas elétricas. e talvez de átomos neutros.o ' pequeno. A exposição precedente também se aplica.w ± vp + 2gPoL"pj' . ou "sonda". todavia. 727 (1926). . Os elétrons ganham energia tanto dos campos elétricos nos contornos do plasma. up B1y = b1 exp [ca _w2 u + iwt]. aos íons pesados. (14-48) é uma onda plana amortizada que se propaga no sentido +z.000 K. quanto das colisões ionizan tes em que são produzidos.

nula ou ligeiramente positiva em relação ao potencial do plasma. (14-53) Potencial <p da sonda Figura 14-9 Corrente-voltagem característica de uma sonda introduzi da em um plasma. na região neutra. a corrente líquida na sonda é nula. A densidade de íons é igual à densidade de elétrons. por meio da aplicação de vários potenciais e da medida das respectivas correntes coletadas. começará a atuar como um ânodo secundário e o comportamento corrente-voltagem se tomará complicado. Se a sonda se tornar ligeiramente positiva em relação ao plasma. Um eletrodo. no ponto '-Pp. bastante delgada e se a sonda se conservar negativa. Quando esta estiver no potencial do plasma. que a primeira domina. a densidade de corrente eletrônica aleatória será Te então. À medida que a sonda se torna negativa. na maioria dos casos. Se tornarmos a sonda ainda mais positiva. a corrente de elétrons aleatórios é de tal forma maior que a corrente de íons. segundo a teoria .Uso de Sondas em Medidas de Plasma 303 des. finalmente. a razão disto é que os elétrons têm velocidades médias muito maiores do que os íons. Consideremos um plasma que se constitui de íons positivos (ligeiramente carregados) e elétrons. que não está no potencial do plasma. repele elétrons. é envolvido por uma bainha que blinda o plasma dos campos perturbadores causados pelo eletrodo. os íons se repelirão e a densidade de corrente eletrônica Je será recolhida. A relação corrente-voltagem para uma sonda típica é mostrada na Fig. 14-9. potencial flutuante. <Po é o potencial do plasma. e a corrente de elétrons diminui. Porém. Se a distribuição de elétrons se caracterizar pela temperatura cinética. se a sonda se tornar suficientemente negativa. perturbará escassamente a massa do plasma. dependendo em detalhe da natureza do plasma. recolherá tanto as correntes de elétrons aleatórios. apenas a densidade de corrente iônica será recolhida. A bainha é. como as correntes de íons aleatórios.

Veja também o Capítulo 4 de Huddlestone e Leonard. por outro lado. o uso das sondas em plasmas que contêm campos magnéticos foi estudado por Bohm. ou seja. (14-56) e a forma da característica Jp . l . cito . A equação que governa o potencial 'P na região da bainha é a equação de Poisson: (14-57) onde Ni e Ne são as densidades locais de Íons e elétrons. é necessário que se satisfaçam certas condições. admite-se tacitamente que não haja campo magnético presente.. 14-10. um potencial de eletrodo) no plasma. usando o valor experimental de Jp correspondente à região do platô à direita de 'Po na figura. Se a sonda se tornar negativa.'qJo) -Ji. A corrente total da sonda é pois Jp=Jeexp e vê-se que a temperatura do elétron é Te= ~ ( qJ ekT. (4) a emissão secundária a partir da sonda deve ser desprezada e (5) não deve haver oscilações de plasma.'P são independentes do valor absoluto de y. Burhop e Massey. o potencial da sonda pode ser medido em relação a qualquer potencial fixo (por exemplo.iqJ d In (Jp+ IJ. ap. é constante na região de potencial negativo. mas. Esta é a corrente eletrônica recolhida por unidade de área da sonda na região 'P = 'Po até 'P = 'PB . onde V é uma quantidade positiva e. Deve-se observar que a Eq. Guthrie e R. Além dessas exigências. editado por A. (14-54). (2) a bainha deve ser pequena comparada com as dimensões da sonda. como a espessura da bainha é pequena com- * Capítulo 2 de Characteristics af Electrical Discharges in Magnetic Fields. As características da sonda estão bem compreendidas. K. (3) a ionização na bainha deve ser desprezível. porque apenas uma fração dos elétrons terá energia suficiente para penetrar a barreira de potencial: J~ = Je exp ( e qJ ukTe qJo ) - 1 = ~Neev _ exp (' e --kT" qJo ) . qJo· (14-55) A densidade de corrente de íons. 1949). a saber: (1) a sonda deve ser pequena em comparação com os livres percursos dos elétrons e íons. Um gráfico aproximado de 'P versus a distância desde a sonda é dado na Fig. É conveniente fazer a substituição y = .* Finalizemos esta seção com uma exposição sobre a bainha que circunda a sonda negativamente carregada. qJ - para qJ::::. a densidade de corrente de elétrons diminuirá.I) J - 1 (14-56) A densidade de partículas No pode ser determinada a partir da Eq. Wakerlíng (New York: '\lcGraw-Hill. antes dos dados obtidos por meio de medidas de sonda serem interpretados claramente. Ji.304 Física do Plasma Je=±Noef'=lYoe ( 2nme kT n e . dessa forma. )1/2 (14-54) onde li é a velocidade térmica média dos elétrons.V.

for medido em relação ao ponto em que os íons positivos são formados.Vo. (14-64) I . l = Ne l mi f2ev ---- • (14-60a) No plasma. (14-60b) sempre que o potencial de plasma.Vo)] e (14-62) A última equação pode ser multiplicada por (dVjdx)dx -. (14-57): (14-58) 1 =(o e(Ni - Ne)· (I . (14-58) obtemos a chamada equação do : -dx d2V2 = -1 Noe (o f Vo V -1/2 . Assim. (14-63) sendo a constante C determinada pela condição que dVjdx isto é. (14-59) e (14-61) na Eq. . a corrente iônica será dada por li = NoeL'io = Noe m" J2evoI --. onde V = Vo. li. li' (14-61) Substituindo plasma-bainha as Eqs. de acordo com 1= l !\eL I T..----e(V kT" Vo)] - + C. onde No é a densidade eletrônica para o potencial de plasma . )] . fora da bainha. Dessa forma.Vo. Ts -. podemos usar uma versão unidimensional d2V "d-.- No e 2 Vo V "[ 1/2 1/2 +- e kT" exp -. .2 x da Eq.\ I) rI I 1 ! Plasma Região de transição -l'fl Figura 14-10 Gráfico do potencial tância da sonda. Ni = No ~ rv. 1 C = -No[2eVo + kTel (o = O na extremidade da bainha. versus dis- Os elétrons são distribuídos na bainha de uma forma aproximadamente Ne estatística: (14-59) = No exp f- kTe e(V - o V.2 (dV)2 1 dx _ (o 1 = dV e integrada para se obter .exp -e(V li2 --kT'-. A densidade de íons se relaciona com a corrente iônica.~ Uso de Sondas em Medidas de Plasma 305 parada às dimensões da sonda.

é substituído por Q -'Ih . a desigualdade na Eq. e . 1. (14-63). . para as quais Ne pode ser desprezado. * Em outras palavras.1] J. (14-65) pode. Os três procedimentos diferentes para a análise do comportamento do plasma são a teoria cinética do equihbrio. o potencial de Coulomb não blindado. * = q(E + v x B). (dVjdx)2 2 O. Isto é. (14-65) determina efetivamente Vo. Aqui (~:r ~ =2 que. na realidade. Q/47rEor.306 Física do Plasma Em todos os pontos da bainha. A espessura da bainha pode ser encontrada pela integração da Eq. usualmente. A teoria do equihbrio. quando integrada. dá 4N:oevo e [( ~r2. baseada no fator de Boltzmann estatístico. a teoria da órbita e a teoria hidromagnética macroscópica.. mostra que a carga externa Q localizada num plasma é blindada por este numa distância denominada compn'mento de Debye. o exame da Eq. cito . A teoria da órbita baseia-se nos movimentos da partícula sob a ação da força F em um campo magnético uniforme. <p = 4ntor onde o comprimento de Debye-h é h= fokT 2Noe2 • 2. para que se forme uma bainha estável. os íons que alcançam a bainha a partir do plasma devem possuir uma energia cinética de pelo menos metade de kTe. op. (14-63) mostra que esta condição será satisfeita somente se (14-65) relação assinalada pela primeira vez por Bohm. fazemos isto apenas para sondas muito negativas. a Eq. um plasma é uma região de gás altamente ionizado em que o campo elétrico estático e a densidade de carga líquida são quase nulas. Como bainhas estáveis sempre se formam nestas circunstâncias. de massa mp desloca-se livremente ao uma partícula Veja o Capítulo 3 do livro editado por Guthrie e Wakerling. ~ 4N o eVl/2V1/2 o to ff-~ ~ to (14-66) (14-67) 14-9 RESUMO Gases altamente ionizados são bons condutores elétricos. Vl/2 1 . ser substituída por um sinal de igualdade.

:~ r J dx + /10 (r. Suponha também que a seção reta do canal (perpendicular a x) seja independente de x. onde 1)H == B/No e é a resistividade de Hall. com uma velocidade de fase t: p .:. seu movimento axial diminuirá e será finalmente invertido.. 14-2 Ê dado um problema hidromagnético de fluxo estacionário no qual v.:. 1)H. onde p é a pressão do fluido. (l4-65) examinando a Eq. As ondas de "Alfvén" propagam-se. J e B sejam [unções de x apenas.• 14-4 A característica corrente-voltagem é medida para uma sonda que é introduzida num plasma de um tubo de descarga de corrente. A partícula livre tem um momento diarnagnético. O procedimento de de volume hidromagnético está baseado na lei da força macroscópica por unida- F.. enquanto penetrar num campo mais interno juntamente com linhas de campo convergentes. Às vezes. onde a "pressão magnética" é igual à densidade de energia. 3. Pm = 2-' Uo B2 O efeito pinch magnético pode ser tratado como uma compressão do plasma pela pressão magnética fora dele. de wp= para comprimentos infinitos de onda. J e B são mutuamente ortogonais. J dx)2]. a órbita é uma espiral com o raio de Larmor R =~pt:. (14-63) em relação à vizinhança de V'" . a partícula girará segundo uma espiral mais comprimida. ao mesmo tempo.J~ fN? Bo =--~' PROBLEMAS 14-1 A condição para que a teoria da órbita seja uma boa aproximação ao movimento de um elétron num plasma é que . para elétrons. O resultado será um espelho magnético.05 cm2 • Todas as voltagens se relacionam . num campo magnético uniforme Bo. Demonstre que este enunciado equivale a 1) . Suponha que v está na direção x e que v. A sonda tem uma área de 0.. onde Vo é a velocidade quando t = to' B = Bo' Vo • 14-3 Deduza a Eq. Demonstre que v = Vo - 2~ovo' l2Bo --.. onde l' é o tempo médio de colisão (veja o Capítulo 7) e 2rrme/Be é o período do ciclotron no campo magnético B.l qB .=JxB-Vp. O procedimento macroscópico também conduz a ondas de plasma. o primeiro termo pode ser aproximado a -VPm. As ondas "eletrostáticas" são oscilações com uma freqüência. 4. Se o campo não for uniforme.Promemas 307 longo da linha de campo e gira em torno dela. ~ 2rrme/Be.

mA 35.0 31. a velocidade do t1uido é dada por v = Vo + ia3 V(vo • r/r3). veja J. Reitz e L.096 +0.4 -20. 11.V I.0 -0. L. igualando-a à taxa em que a energia mecânica é dissipada pela esfera (FI vo).308 Física do Plasma -7. Foldy.34 34. não viscoso.011 -0.041 +0.mA referência fIxo: de'Pp. em relação a uma origem no centro da esfera.7 33. A velocidade Vo é paralela a Bo.0 -0. V Determine a temperatura sonda. Suponha que haja t1uxo de potencial no fluido: no sistema de coordenadas em que a esfera está em repouso. do elétron no plasma. Calcule a perda de Joule resultante das correntes induzidas no sistema e. calcule a força de arrasto FI .0 a um potencialI.033 -0.5 -2. a densidade de elétrons e o potencial flutuante da ·14·5 Uma esfera homogênea de raio a e condutividade elétrica a' move-se com velocidade -v o num fluido incompressível. [Para uma exposição deste problema e de outros relacionados. de condutividade a na presença de um campo magnético uniforme Bo. Jaurnal af Fluid Mechanics. 133 (1961). p. R.0 'Pp.98 29.] . vol.5 -20.

O módulo do campo que causa a transição depende tanto do material como da temperatura e é denominado campo crítico. A forma da curva é. em geral. uma amostra pura. como da perfeição metalúrgica da amostra testada. sua resistência desaparece de forma abrupta e aparentemente por completo a 4. é aquela em que se verifica a transição do estado normal ao estado supercondutor e é característica do material particular considerado. Onnes avaliou que a resistência do estado supercondutor era de. um ano. tanto da pureza química. pelo menos. Ele observou que ao se esfriar uma amostra de mercúrio. 23 K para o composto Nb 3 Ge). As primeiras experiências descortinaram todo um campo de esforços para caracterizar o novo efeito. Descobriu-se que mais de 20 elementos e centenas de ligas e compostos intermetálicos são supercondutores com temperatmas de transição que variam desde valores substancialmente menores que 1 K (por exemplo. até certo ponto. a amostra começará a se tomar normal quando o campo real alcançar o campo crítico em qualquer ponto da superfície. já é forte evidência de que a resistência no estado supercondutor é realmente nula. e a própria curva pode ser considerada como o limite de fase entre o estado termodinâmico normal e o supercondutor. tendem a ampliar o intervalo da temperatura de transição entre o estado normal e o supercondutor. Mais recentemente.2 K. em Leiden. A temperatura de transição. 10-12 vezes a resistência do estado normal. pode ter um intervalo de temperatura de transição tão pequeno como 0. ou crítica. no máximo. geralmente. Se um campo for aplicado em alguma outra direção. bem recozida.001 K. A temperatura crítica depende.CAPÍTULO 15 PROPRIEDADES ELETROMAGNÉTICAS DOS SUPERCONDUTORES 15-1 HISTÓRIA DA SUPERCONDUTIVIDADE A supercondutividade foi reconhecida pela primeira vez em 1911 por H. 0. observar-se-á que a amostra se tornará normal. Se um campo magnético suficientemente intenso for aplicado paralelamente a um fio supercondutor. descobriu-se que uma corrente induzida de várias centenas de amperes num anel de chumbo supercondutor não apresentava variação na intensidade da corrente por um período de. Na verdade.12 K para o háfnio) até aproximadamente 20 K (por exemplo. parabólica e dada com 309 . Numa experiência mais sensível que usava uma corrente persistente induzida em uma espira de fio supercondutor. a não homogeneidade da pureza e deformações da amostra. no Massachusetts Institute of Technology. Kammerlingh Onnes. O gráfico campo-temperatura que pode ser feito tem essencialmente a mesma importância termodinâmica que o diagrama pressão -temperatura de transições comuns de fase.

Ochsenfeld a testaram pela primeira vez experimentalmente. Keesom em 1924. London (1935).. Ho representam Do ponto de vista teórico. Um enunciado na essência equivalente consiste em afirmar que um supercondutor se comporta como se tivesse permeabilidade nula ou uma susceptibilidade diamagnética perfeita. a aplicação das equações de Maxwell a um condutor perfeito levou à conclusão de que a taxa de variação com o tempo da indução magnética. que explicava o efeito do isótopo mas falhava ao prever outras propriedades do estado supercondutor. sendo M a massa isotópica. Casimir. Frolich desenvolveu uma teoria baseada na interação de elétrons com átomos vibrantes da rede cristalina. o fluxo magnético pode ser desviado ou excluído. começando com a aplicação da termodinâmica à transição realizada por W. Este efeito é denominado exclusão de fluxo ou. Os resultados de suas experiências provaram que a hipótese era falsa e que. De 1935 até a descoberta do efeito do isótopo. J. A. Neste capítulo. H. J. efeito Meissner. na presença ou na ausência de um campo magnético aplicado. G. O primeiro trabalho experimental foi realizado por E. O efeito é agora conhecido como efeito do isótopo e é um indício de que as interações entre os elétrons supercondutores e os núcleos dos íons da re· de cristalina desempenham papel importante na supercondutividade.310 Propriedades Eletromagnéticas dos Supercondutores boa aproximação pela equação onde Hc é o campo crítico. T é a temperatura absoluta (ou Kelvin) de observação. e H. Contudo. Tal asserção torna fácil compreender que a forma da amostra terá importantes efeitos. Além de ampliarem a transição. Meissner e R. dependendo do resfriamento da amostra abaixo da temperatura de transição. H. muito se tem conseguido. Reynolds e colaboradores. Bardeen. Estes efeitos são de maior importância em aplicações com campos magnéticos intensos. Tc e as características da amostra (temperatura crítica para campo nulo e campo crítico para temperatura absoluta nula). Como conseqüência. Gorter e H. às vezes aumentando-o por ordens de magnitude. em todos os casos. no interior do supercondutor devia ser nula. em 1934 surgiu uma explicação fenomenológica da transição de segunda ordem e de outras propriedades baseada num modelo de dois fluidos desenvolvido por C. B. A esta se seguiu a teoria fenomenológica das propriedades eletrodinâmicas dos supercondutores de F. Assim. A principal importância do efeito Meissner é o fato de demonstrar que um supercondutor se caracteriza por propriedades eletromagnéticas mais complexas do que a simples condutividade infinita. Esta idéia estava tão firmemente arraigada que não foi senão em 1933 (22 anos após a descoberta da supercondutividade) que W. Experiências com supercondutores elementares de composições isotópicas variadas demonstram que T. Mais recentemente (em 1957). mais comumente. Uma explicação satisfatória da supercondutividade deve esclarecer este efeito de uma forma natural. que serão simples apenas quando o espécime tiver a forma de um longo cilindro cujo eixo for paralelo ao campo magnético aplicado. em 1950. as não homogeneidades podem também exercer um efeito marcante sobre Ho.* foi realizado pouco trabalho crítico teórico. . . independentemente da amostra ser esfriada dentro ou fora de um campo magnético. N . em que as equações de M~'(well foram aumentadas por duas equações adicionais para explicar o efeito Meissner. interessar-nos-emos principalmente pelas equações de London. L. a indução magnética de um supercondutor é nula. Na história primitiva da supercondutividade./V['12 '" constante. Maxwell e por C. em 1950.

Cooper e Schrieffer foram premiados com o Prêmio Nobel de Física. nem obedece quantitativamente às equações de London. Este capítulo tenta fornecer uma base para o exame de problemas eletromagnéticos macroscópicos que envolvam supercondutores. Aplicações tecnológicas da supercondutividade necessitam de um material que permaneça supercondutor em campos magnéticos intensos e. são adequadas à consideração de muitos problemas que envolvem supercondutores. que os supercondutores exibem duas propriedades únicas. Este emparelhamento resulta da interação de elétrons com vibrações da rede no material. Para uma compreensão mais clara do que se entende por indepen- . todavia. O assunto da supercondutividade desenvolveu-se dentro de um campo de estudos muito rico. em 1972. 15-2 CONDUTNIDADE SUPERCONDUTORES PERFEITA E DlAMAGNETISMO PERFEITO DE Observamos. R. deve-se usar um supercondutor do tipo 11. apenas de interesse periférico aqui. pelo menos qualitativamente. no Nb3Sn. em vez de explorar as teorias microscópicas contemporâneas da supercondutividade. com questões termodinãmicas e é. em conseqüência. também excluem completamente o fluxo magnético como o demonstrou a experiência de Meissner-Ochsenfeld \enquanto o campo magnético na superfície do supercondutor em nenhum lugar exceder o campo crítico). Não obstante. a supercondutividade é análoga a uma condensação de pares ligados do elétron de Bose-Einstein. Possuem essencialmente condutividade infinita como o revelam as experiências originais de Onnes e as extensões subseqüentes. contudo. acima de certo valor do campo magnético chamado Hcl . até que seja alcançado um campo magnético mais intenso (o campo crítico superior. por exemplo. /loHc2 é"maior do que 10 tesla a 4. o fluxo magnético começa a penetrar no material.CondutividadePerfeita e DiamagnetisrnoPerfeito de Supercondutores 311 Cooper e J. na seção anterior. A teoria de Casimir-Gorter lida. Esta teoria (teoria BCS) explica de uma forma natural a transição de fase de segunda ordem. Schrieffer desenvolveram uma teoria microscópica ou quanto-mecânica da supercondutividade que tem tido bastante sucesso. O material do tipo II não exibe um efeito Meissner perfeito. naturalmente. todos os resultados fenomenológicos relacionados com a supercondutividade. na maior parte. Hcz é bastante grande em alguns materiais. nos preocuparemos somente com o tipo mais simples de supercondutividade (denominado tipo J). as duas teorias fenomenológicas complementares .a teoria de dois fluidos de Casimir-Gorter e a teoria de London . o efeito Meissner e outras propriedades termodinâmicas e eletromagnéticas dos supercondutores. De alguma forma. Estas propriedades são independentes no sentido de que uma não implica outra mas. mesmo que este permaneça supercondutor. Neste capítulo. A teoria BCS parece ser capaz de pressupor. a supercondutividade do tipo II é explicada pela teoria BCS. Como resultado de seu trabalho. O restante desse capítulo diz respeito ao desenvolvimento da teoria de London e à sua aplicação a algumas situações simples. ambos os efeitos (a supercondutividade e a condensação de Bose-Einstein) são essencialmente quanto-mecânicos e não têm interpretação clássica simples. por isto. principalmente. a supercondutividade manifesta-se como uma transição de fase proveniente do emparelJwmento dos elétrons. Trata-se de uma forma mais complicada de supercondutividade onde.juntas. ambas devem emergir das teorias microscópicas satisfatórias da supercondutividade e assim o fazem.2 K. De acordo com a teoria BCS. Hcz). A teoria de London é. Bardeen. uma ampliação das equações de Maxwell com o propósito de construir uma teoria eletromagnética que seja capaz de tratar de situações envolvendo supercondutores.

está associada aos movimentos orbitais dos portadores de carga). a densidade de fluxo na esfera permanecerá sendo Bo até que a condutividade perfeita seja destruída. Nesta descrição não há correntes de qualquer tipo fluindo no interior do supercondutor. as duas descrições parecem ser eqUIvalentes. a densidade de fluxo permanecerá nula até que a condutividade perfeita seja destruída apesar de. Neste capítulo. porém algo artificial.312 Propriedades Eletromagnéticasdos Supercondutores dência destas duas propriedades. porém. alternativo. no interior do supercondutor. conseqüentemente. interessar-nos-emos principalmente pelos aspectos magnéticos da supercondutividade (posteriormente exporemos a condutividade infinita que. Por outro lado.Min]. por exemplo. agora clássico. O enunciado usual é que são equivalentes quando adequadamente interpretados. pois um material com susceptibilidade Xm = -1 teria sempre B = O. e isto não restringiria a condutividade possível do material. em particular a Seção 9-1). alterando sua temperatura. é dizer que.o (H + M] = O e nos limites entre os supercondutores e outros meios. que representa o menor desvio do que já foi feito (veja o Capítulo 9). O primeiro procedimento. parece apropriado considerar a questão com maiores detalhes. Consideremos uma esfera cuja condutividade pode ser variada desde um valor finito até o infinito de alguma forma. podemos variar a condutividade de um supercondutor. correntes de magnetização volumétrica fluem com densidade JM = V x M (veja o Capítulo 9. B = O não implica condutividade perfeita. dão lugar ao aquecimento de joule) enquanto que as correntes de magnetização não o são. contudo. sendo n a normal traçada para fora da superfície (observemos que Mext é geralmente nulo). Este procedimento considera o supercondutor como um material magnético com susceptibilidade Xm = -1. esta primeira distinção entre os dois tipos de corrente é claramente conveniente. isto é. Um enunciado sucinto. correntes de magnetização fluem com densidade superficial (A/m) JM = n x (Mext . Dessa forma. de um condutor perfeito em um campo magnético. o campo elétrico será zero em toda parte no interior do supercondutor e. a condutividade perfeita não implica a exclusão de fluxo e. como se pode mostrar que a magnetização dos supercondutores não é devida aos spins (e. se a esfera for esfriada num campo zero. a componente tangencial de H e a componente normal de B são contínuas. se a esfera for esfriada (adquire uma condutividade perfeita) num campo uniforme Bo. seu rotacional e aB/at serão também nulos. Contudo. A primeira delas consiste no fato de que as correntes de transporte são fontes de H enquanto que tanto as correntes de transporte como as de magnetização são fontes de B. conseqüentemente. Por exemplo. Assim. Estas duas descrições de um supercondutor são tão surpreendentemente distintas que é pertinente perguntar como estão relacionadas. De maneira semelhante. um meio que exibe diamagnetismo perfeito. Quando a condutividade for infinita. Nos supercondutores. Observamos primeiro que existem duas diferenças entre as correntes de transporte reais e as correntes de magnetização. conseqüentemente. Na superfície do supercondutor. mesmo esta distinção desaparece. enquanto que H foi introduzido principalmente para haver uma quantidade de campo magnético determinada pelas correntes de transporte. não desempenhará um papel importante nos problemas aqui considerados) e desenvolveremos formalismos que lhe sejam apropriados. con- . podemos citar o exemplo.l. Além disso. Como B é a quantidade de campo magnético acessível. dentro de um supercondutor B = J. A segunda distinção se baseia no fato de que as correntes de transporte em materiais normais são dissipativas (isto é. B == O é um postulado que se deve introduzir separadamente. se situar num campo externo inicialmente uniforme. Uma descrição alternativa faz B = H = M = O no interior do supercondutor e invoca uma corrente superficial real J8 = n x Hext (uma vez que se supõe Hin igual a zero).

consideraremos dois exemplos elementares: uma esfera supercondutora num campo assintoticamente uniforme e um cilindro supercondutor. conseqüentemente. porque será uma extensão natural daquilo que já tratamos anterionnente em relação aos materiais normais e porque essa fonnulação conduzirá a problemas de valores de contorno de uma natureza mais convencional. (15-1). de raio a. Na próxima seção. V· B =0. --> 00. podem ser introduzidos dois potenciais escalares magnéticos. Nesta formulação. enquanto dividimos J e J M correspondentemente e observamos que eles não podem ser distinguidos em um supercondutor. V x H V· M=O. contudo.:= a: Br é (15-2) contínuo. (15-4) i flo r=o I Desta Br = Bo cos e + Po r=o I OC (f + l)cr. Na maior parte do que tratará. cos e + cr.:= a. Com estas equações. podemos escolher M e H segundo regras relativamente arbitrárias. todo Cio exceto c1. Bo k. Considere primeiro uma esfera supercondutora. Ambos satisfazem a equação de Laplace e. para esclarecer a equivalência. A única equação não usual é V • M :=O que é estabelecida tomando-se por base a não existência de pólos magnéticos no interior da esfera supercondutora. que trata o supercondutor como um material magnético. dois problemas serão examinados. resolve completamente o problema para' > a . No interior: B=O. colocada num campo externo unifonne. * 15-3 EXEMPLOS ENVOLVENDO EXCLUSÃO DE FLUXO PERFEITO Para reforçar as idéias apresentadas na seção precedente. H= -M. Utilizando coordenadas esféricas e considerando explicitamente a primeira equação. infinitamente longo.Boa3 /2/10' Isto. pode-se encontrar o campo H.-(r+ 21PAcos e) (no exterior). cada um em ambas as formulações.Exemplos Envolvendo Exclusão de Fluxo Perfeito 313 siste em afinnar que como só B é mensurável. a descrição H. então. V x H = O. (15-1) B = floH. M ° será conveniente. o problema de valor de contorno adquire a fonna No exterior: B --* Bok quando. Eq. = O. temos oc B cpj = -~ . Ambas as formulações da Seção 15-2 serão usadas para mostrar explicitamente que são equivalentes nestes casos. (15-5) Como B é nulo na região interna e Br é contínuo através de.-(r+ l)PAcos e). tomando-se o negativo do gradiente. pelo qual passa uma corrente. (15-3) He é contínuo. deve ser nulo e Cl :=. Para. í(J 1no exterior e í(J no interior.

segue-se que d2 = .. O nome que se dá à corrente é importante apenas no que se relaciona com H e M dentro do supercondutor. r (15-7) a3 =H= =2 M = O. Esta descrição pode ser resumida como segue: a3 No exterior: No interior: Emr =a: B = lloH = Bok . além disso. V x H + V x M = tal argumento não pode ser usado e J + JM = O. Isto provém de B = O. Assim. todavia. poder-se-ia inventar uma experiência simples para selecionar a descrição correta. Nem H. js + jM poderá existir. J1. Contudo. para cumprir as condições de contorno.0 (15-6) Emr=a: jM 3 = -:2 ~o sen () a'P' 110 A segunda formulação é idêntica na região externa mas toma a forma B = H = M = O na região interna. por causa da descontinuidade de M. No interior da esfera.Bo 3 COS() ar r B . Hr = -d2 cos e e He = d2 sen 8. Existe também uma corrente de transporte real js = n X Hext = . ela é considerada uma corrente de transporte. contudo. Na região interna. todavia. contudo. ambas são iguais. Caso contrário. Numa superfície de descontinuidade. em um. ambas as descrições dão B = O mas H e M são finitos num caso e iguais a zero no outro. esta distinção não é importante. podemos usar jM ou M.. uma corrente superficial total. Bo 3 --. enquanto que no outro é denominada corrente de magnetização. H = ~ Bo k' 2 J1. Antes de considerar este problema em detalhes. J s . são experimentalmente observáveis e. devemos observar que no interior de um supercondutor perfeito a soma de J e JM é sempre nula.-%. Nos dois casos existem correntes de superfície idênticas. na superfície. Um segundo exemplo que. nem M. = d2r cos 8.(Bo//lo) sen 8. quando calculamos o momento magnético da esfera supercondutora.3Bo/2/lo.+ (Bo/P-o) sen e a. um js real sempre contribui para o momento magnético.sen () a 110 'P' A relação entre as duas descrições talvez agora esteja clara. o potencial 'Pi deve ser regular em r = O e. os únicos fatores que intervieram foram B = O na região interna e a continuidade da componente normal de B em r = a. como deveriam ser.314 Propriedades Eletromagnéticas dos Supercondutores sem recorrer à condição de contorno da componente tangencial de H. por derivação.o ' M = -2 3 Bo k. ilustra a indistinção entre as correntes de transporte e as de magnetização é o caso de um cilindro supercondutor infinitamente longo que conduz uma corrente. o que implica V x B = O e dessa forma. mas não ambos. H() = . finita. Por exemplo. Estes resultados podem ser resumidos como segue: No exterior: -i- No interior: B=O. como conseqüência. Como no exterior.. pode conter apenas PI (cos 8). . Não existe corrente de transporte superficial porém existe uma corrente de magnetização superficial jM = (Bo//lo) sen 8 a..iBo 3 sen () ao. <p. o argumento demonstra claramente que a corrente total sempre será uma corrente superficial. sendo d2 uma constante a ser determinada e. Na região externa.

uma A densidade de corrente de magnetização é JM = -(Io/rra2)k densidade de corrente de magnetização superficial JM .O na B = Jio H = Ú1oI/21TT)ae região interna. Estas duas descrições estão resumidas na Tabela 15-1. que fora do fio. = + ar X ( 2na ae ) 10 = 2. A não ser que se encontre um método para separar correntes de transporte de correntes de magnetização em supercondutores ou uma maneira de medir diretamente H ou M no interior de um supercondutor. simples é da densidade uniforme: J = (Io/rra2)k. H =I. deveremos fazer algumas ponderações com respeito à densidade de corrente no fio e. que admitiremos como tendo raio a e conduzindo uma corrente 10 (no sentido positivo de z).2n a2 --- 10 r ao. na superfície. H =-2n Ia r a2 ao e M = . vemos. A possibilidade mais Então. na região interna.Exemplos Envolvendo Exclusão de Fluxo Perfeito 315 Retomando agora ao fio. requer que a corrente se localize inteiramente na superfície com densidade de corrente superficial real js = (Io/2rra )k. conforme a lei de Ampere. (coordenadas cilíndricas). Tabela 15-1 Fio Supercondutor que Conduz Corrente Formulação 2 (Exclusão de fluxo por correntes de transporte superficiais) M=H=O B Formulação 1 (Supercondutor como material magnético com Xm = -1) M = -H No exterior: No interior: B=O =f=0 = lioH = lioIa 3 27[r fi M = _Jar 2~~2 30 J=O J. 10 que é justamente suficiente para conduzir a corrente total 10' A descrição alternativa simplesmente considera B = H = M = O na região interior e. por causa da suposta continuidade da componente tangencial de H. tais ponderações não devem envolver correntes de superfície. M. for usada. Se a primeira descrição. dessa forma. e há.~f = O Emr =a: j'l = (J o 12nQ)k js j\l = O (Jo21Ia)k =O h= . as descrições serão equivalentes.~k.

tratamos nas Seções 16-1 e 16-2. é vantajosa a formulação da magnetização distribuída.mp)E. tratamos da exclusão de fluxo baseados numa representação altamente idealizada de um supercondutor. em problemas mais complicados. aDiar. em um campo elétrico E.o H e usando a definição do laplaciano de um vetor (com V • B = O). falha. temos -(nq2jmp)B. partindo do conceito de condutividade perfeita e fazendo uma modificação adequada para incluir o efeito Meissner. mp (15-13) que tem como solução geral Éx = Ae-v/lonq2. Tomando o rotacional desta equação e usando V X (15-9) E = -aBjat. (15-12) o significado desta equação pode ser mais bem compreendido. Num condutor perfeito (não num supercondutor) os portadores de carga não experimentarão forças retardadoras. como conseqüência. (15-8) seria. j = (nq2. temos (15-10) Supondo que os campos variem lentamente* V x V x e usando V x H = J para eliminar j. a densidade de corrente será J = nqv. onde j =dJjdt.mpz + BeJ/lonq2!mpz. eles se moverão de acordo com ( 15-8) onde mp é a massa do portador de carga e v é sua aceleração.: = _n -. se v for a velocidade média dos portadores de carga e houver n destes por unidade de volume. porém não se pode misturá-Ios num mesmo problema. se considerarmos um condutor perfeito semi-infinito. particularmente nos que envolvem grandes fatores desmagnetizantes. Porém.316 Propriedades Eletromagnéticas dos Supercondutorcs Nos dois problemas que acabamos de considerar. Contudo. porém. -J-'T . a formulação simplificada apresenta aparente vantagem. Qualquer método que se use dará resultados equivalentes. ao explicar adequadamente alguns dos detalhes facilmente observáveis. A equação que determina Bx é então J2 Éx 110 nq2 . Supondo que na superfície Ey = Éz = O. limitado pelo plano z = O estendendo-se no sentido positivo de z. (15-11) H= Supondo que B = obtemos fJ. Uma alternativa para a Eq. 15-4 EQUAÇÕES DE LONDON Na seçao precedente. Uma teoria mais sofisticada pode ser desenvolvida. Esta representação reproduz muitas das características observadas na supercondutividade. Ex = Exo e que B xO não depende de x ou y. de que . * Esta consideraç:io fará com que seja negligenciada a corrente de deslocamento.-Bx. então.

ponencialmente com a distância da superfície. Este é um aperfeiçoamento razoável da conclusão anterior de que B = O em toda parte no interior de um condutor perfeito. A Eq. serão desprezíveis comparadas com Js. Portanto. por F.. à Eq. da equação de Maxwell. aproximadamente. (15-12) indica entao que. (15-16) Para obter uma equação que abrangesse as variáveis do campo magnético ao invés de suas derivadas. partindo-se da Eq. inclui tanto a corrente de transporte. pode-se demonstrar que para freqüências menores que 1011 Hz. uma corrente dissipativa J diss e uma corrente de deslocamento J desl: (15-15) As correntes dissipativa e de deslocamento são regidas pelas equações Jdiss = gE e Jdesl. ao invés de o fazer para suas derivadas. London postulou que (15-17) Esta equação difere da Eq. (15-12) para os campos. London. (15-12) descrevesse o comportamento de B ao invés do de B. (8-51). das equações de Maxwell e da equação constitutiva de London [semelhante. Nossa suposição é razoável pelo menos no que conceme a problemas de corrente estacionária do tipo considerado. Proc. então (15-14) É fácil de verificar que (mp I l1onq2 )1/2 tem as dimensões de comprimento e que. London e H. . sem discutir pormenorizadamente.ss ~ O e Jdesl ~ O. Isto se pode fazer. (15-15). conduzirá a uma equação análoga à Eq. Além disso. Resta relacionar Js com o campo eletromagnético. vol.Equações de London 317 A solução que cresce exponencialmente pode ser rejeitada por não ter qualquer interpretação física e A pode ser escolhido para dar Bx corretamente em z = O. a derivada temporal de B tende a zero e::. como a de magnetizaçao e. Todavia. Jdi. e H. na forma. Se este procedimento for cuidadosamente seguido. como um parâmetro específico. Se a Eq. este comprimento é de aproximadamente 1O-8m. indica como a exclusão de fluxo pode ser incorporada numa teoria. O desenvolvimento que acabamos de esboçar demonstra novamente que a condutividade perfeita não leva à exclusão de fluxo. Js. característico do material supercondutor (110 * j F. = aD/at. Gostaríamos de adotar tal resultado. (15 -1O) pelo fato de envolver J s e B em lugar do e B. R o)'. Assim. Jdiss e Jdesl. A corrente remanescente. A149. Esta foi a motivação para o desenvolvimento de uma teoria sobre o comportamento eletromagnético dos supercondutore~. ambas. foi introduzi da uma profundidade de penetração fenomenológica. Soc. conseqüentemente. entao o próprio B decresceria exponencialmente desde seu valor na superfície até zero no interior de um supercondutor. 71 (1935). no interior do condutor perfeito. (15-10) mas que envolve B e J ao invés de suas derivadas]. London. ou seja. no interior do condutor perfeito.* mp apropriados Nesta teoria foi considerado que a corrente total poderia se dividir em uma supercorrente Js. p. para q e a um elétron e n correspondente a um elétron por átomo. Eq. À. B é muito pequeno exceto numa 0na camada superficial.

devemos supor. esta pode ser escrita como V2B (15-19) = (1/. decresce exponencialmente para o interior. de acordo com a teoria de London. A profundidade de penetração À foi introduzida aqui como um parâmetro fenomenológico. de equações de jl1axwell-London e são muito úteis no tratamento de problemas eletromagnéticos que envolvem supercondutores. Como se evidencia da exposição precedente. Um procedimento óbvio seria construir':li solenóide com um núcleo supercondutor. demonstraram que o conceito da profundidade de penetração era válido e importante. a experiência simples acima proposta não produziria resultados significativos. Estamos mais interessados na determinação experimental de À. conseqüentemente. usando-se uma amostra com uma grande razão superfície-volume. conforme o caso. Se. decai exponencialmente à medida que penetra na chapa. Aqui novamente. a densidade de supercorrente J8 se distribui sobre uma fina camada superficial e decresce exponencialmente para o interior. exatamente a Eq. separadamente. poder-se-ia determiná-Ia através de medidas da indutância. Do que resultaria À ser tipicamente de alguns milionésimos de centímetro e. As Eqs. porém. (15-20) no caso de uma chapa semi-infinita. feitas com um colóide de mercúrio. que o campo magnético penetrava nas pequenas esferas de mercúrio supercondutoras e que a profundidade de penetração dependia da temperatura. ao invés de B. a indutância seria algo maior. o fluxo magnético penetra numa fina camada na superfície do supercondutor e. (15-13). ser contornada.F)B. para incluir a condutividade infinita. (15-20) como o foi (15-21) Pode-se resolver a Eq. são muitas vezes chamadas. um papel adicional nos problemas aqui estudados. coletivamente. As experiências originais de Shoenberg. (15-15). por outro lado. o conceito da exclusão de fluxo perfeito é uma idealização. Esta é a generalização desejada de B = O no interior de um supercondutor. Se a profundidade de penetração fosse uma fração significativa do raio do solenóide. existisse uma profundidade de penetração finita. As Eqs. Dificuldade que pode. A Eq. em 1939. (15-17) e (15-18).js) é também uma idealização. contudo. (15-16) e (15-17) podem ser combinadas dando v x V x B = -(l/. A solução indica agora que B. Em lugar disso. conclusivamente. As primeiras experiências desse tipo que tiveram êxito. juntamente com as quatro equações de Maxwell. foram realizadas por D. Dessa .l2)B. Shoenberg.318 Propriedades Eletromagnéticas dos Supercondutores entra para fazer com que a dimensão de À seja a de um comprimento). A densidade de corrente superficial. Como V • B = O. A possibilidade desta determinação depende da razão entre o volume em que O campo penetra e o volume total da amostra. (15-17) levará ao efeito Meissner.jM (ou. A indutância do solenóide seria muito pequena se o supercondutor fosse perfeito e preenchesse completamente o volume encerrado pelo solenóide. entretanto. Tais experiências demonstraram. têm-se elaborado várias teorias que procuram determinar sua magnitude. que (15-18) Esta última equação não desempenhará. que foram ampliadas e suplementadas. entretanto.

(15-22) As onde À. as soluções desta equação seriam facilmente encontradas. Tal complexidade é relativamente bem conhecida e técnicas extensivas têm sido desenvolvidas para resolver a equação vetorial de Helmholtz. A solução das equações para o campo fora da esfera não apresenta dificuldades. As equações satisfeitas pelos campos são No exterior: No interior: v . e se obter uma solução geral. Suporemos que isto também é verdadeiro para a teoria de * Consulte Morse e Feshbach. Na região interna. deve-se resolver a equação V2 B = O/À. a profundidade de penetração. Todavia. não é o caso. deve-se calcular o rotacional do rotacional do vetor.Exemplos Envolvendo as Equações de London 319 forma. é uniforme e igual aBok. ser provada. a componente tangencial de B também é contínua. Capítulo 13. as componentes r e 8 de V2B=O/À.2}B. Se o laplaciano de um vetor pudesse ser obtido. Conseqüentemente. simplesmente tomando o laplaciano de cada uma de suas coordenadas. V . Na próxima seção. contudo. Isto resulta da suposição. 2 )B.. A unicidade pode. os dois problemas anteriormente considerados serão resolvidos. = 0. a grandes distâncias. V2B V x H = 0. B = 0. não existe jM na teoria de London mas apenas uma densidade de supercorrente total J8.2)B envolvem ambos. utilizá-Ias-emos para obter soluções mais precisas dos problemas considerados na Seção 15-3. (15-23) A única destas condições de contorno que necessita de um comentário adicional é a continuidade de Be em r =a. * O desenvolvimento e a aplicação desses métodos estão. Br e Be são contínuos. mesmo neste problema simples. condições de contorno que devem ser satisfeitas são Emr==: Em r = a: B=Bok. O primeiro problema é o de uma esfera supercondutora de raio a num campo externo que. aqui. A solução final resultante serájustificada porque satisfaz as equações e as condições de contorno e porque estas equações e condições de contorno têm uma solução única. em concordância com a exposição no final da seção precedente. na Seção 15-3. que apenas o termo P1 (cos 8) de <p* permaneceu na solução para a região fora da esfera. as componentes tangenciais tanto de H'como de M são contínuas e. . exatamente como se fez na Seção 15-3. Viu-se. 1953). Neste caso. fora dos objetivos deste trabalho. porém. naturalmente. será apenas suposta. mediante as equações de Maxwell-London. de que as supercorrentes (tanto de transporte como de magnetização) nunca são infinitas. ao contrário. Methods of Theoretical Physics (New York: McGraw-Hill. *15-5 EXEMPLOS ENVOLVENDO AS EQUAÇÕES DE LONDON Para melhor compreender as equações de Maxweil-London. Como resultado. Pode-se introduzir um potencial escalar magnético que satisfaz a equação de Laplace. entretanto. B B = PoR = (1/). em coordenadas esféricas. Br e Be. isto é. é considerada um parâmetro fenomenológico. por conseguinte. não há densidades de corrente superficial jM ou js. os resultados da Seção 15-3 serão usados para fazer uma conjetura (Ansatz) sobre a forma da solução.

A Seção IS-3 proporciona pouco.320 Propriedades EletramagnéIicas dos Supercondutores Maxwell-London e que B(r. (15-27a) em relação a r e subtraindo da Eq.. 364) obtemos u(r) t r2 d~i + 4r (Ir = 1. Usando a solução j 1 (r/i?\) da Tabela 17-2 (p. de primeira ordem [Eq. por meio de indícios. Usando este resultado para eliminar u: J2u L' (1S-28) e dv/dr da Eq. Determinar-se-á o valor de b pelo ajuste das condições de contorno. (15-24). (15-29) I = c(). (17-84) com l = I]. (15-26a) (15-26b) as Expandindo equações V X V X B e utilizando as formas supostas.) cosh (r/).) - (r/I. Estas condições de contamo são u(a) v(a) = Bo = - . (lS-27b). por meio do sen e. encontramos (15-27a) e (1S-27b) para u e v. (15-na).2 u. (15-25)./r)3[senh (r/I. Eqs. que . a única diferença é que Bo foi substituído por b na parte do campo devida à magnetização da esfera. Encontramos.b/2. chegamos à equação das funções de Bessel esféricas. ao passo que Be depende de e. razoavelmen te. poder-se-ia supor. mos obte- v = -u -!n/. no que se relaciona com o interior da esfera. pelas Eqs.)] (1S-30) como a solução que é regular na origem. Bo .2)B e de forma a que sejam satisfeitas as condições de contorno em r = a. contudo. na Eq. (15-28) e (15-29). por meio dos cos e. a partir da forma de M aí encontrada e do fato de Br depender de e.b. du r2 obtemos uma equação para Introduzindo através de ~ = ru e mudando a variáve independen te para p = r/i?\. e) = Bok - b (~ r [cos e ar + 1sen e ao] (região externa) (15-24 ) Esta equação é muito semelhante à primeira das equações (1S-7). Derivando a Eq. que: Br B9 = u(r) = v(r) cos e sen e (na região interna) (na região interna) (1S-2Sa) (15-25b) As duas funções u(r) e ver) devem ser determinadas de forma a que V'2B = (1/).

O raio do fio será tomado como sendo a.3Bo (}) senh (}). O segundo exemplo da solução das equações de London é o longo fio que conduz uma corrente.a +3-a22 + . Assim.3 (j) coth U ) ].- . B tem apenas uma componente (lS -36) torna-se r2 ~2 dr d2 2 1 (1S-36) e que depende somente de r. Então. ) . Podemos verificar que isso ocorre. a profundidade de penetração como À e a corrente externa (real) total como 10' Fora do fio.---. O resultado é Be floIo = -- 2na l1(ia/À) l1(ir/). Portanto. onde 11é uma função de Bessel modificada. flo _1fr (no extenor) ? (15-35) Na região interna.zB.. ') (no mtenor ( 15-39) Como II (ir/À) = i11 (r/À).. I. excetuando-se para determinar b e c. (1S-30) e (1S-31). ) -0-2 Be = O. (1S-33) Poderíamos esperar que. (15-37) que é justamente a equação de Bessen para índice um e argumento ir/À. em r = a. a Eq. Be +r -d dr Be - 1 (r2 + ). Por simetria. 1-3. = Bo [1 + 3 (15-32) b (j r . Do resultado. A solução que não é infinita na origem é (15-38) Determina-se o coeficiente A igualando Be no interior com Be no exterior. B satisfaz VB=-:. Be = floHe = 10 . Á Á .) . a Eq. b~Bo (O. para valores muito pequenos de À/a. os campos não seriam multo diferentes dos encontrados na Seção IS-3 para a esfera supercondutora perfeita. (15-39) pode ser expressa em termos das funções-padrão tabeladas. que são: o uso das Eqs.~~1 a' • À (1S-34) e a primeira correção para o campo fora da esfera é de ordem À/a..Exemplos Envolvendo as Equações de London 321 Isto completa a solução formal. usando o fato de que coth x tende exponencialmente à unidade para valores grandes de x. H é dado pela lei de Ampere e B = MoH. (1S-26). c = . podemos calcular os outros campos e a distribuição de corrente e demonstrar que o C31ÚpO e a densidade de .

322 Propriedades Eletromagnéticas dos Supercondutores corrente total decaem exponencialmente com a distância da superfície do fio. = O. Veja também Superconductivity in Science and Technology. 1961). A transição depende do campo magnético. A formulação simples. .ity. London** e D. Estas. Xm = -I (fi = O). Wiley. I (New York: University Press. O comportamento macroscópico elétrico e magnético no estado supercondutor é descrito de forma mais simples pelas equações constitutivas J == gE e M == Xm H com os valores extremos dos parâmetros materiais. Esta exposição das propriedades eletromagnéticas dos supercondutores foi necessariamente fragmentada. Rose-Innes e E. Este último necessita que a densidade de fluxo B e a densidade de corrente J sejam nulos dentro de um supercondutor e que quaisquer correntes supercondutoras sejam correntes superficiais. bem como da temperatura. aproximadamente. ** F. foram ignorados problemas que envolvem campos dependentes do tempo e a teoria microscópica da supercondutividade. Segunda Edição (New York: Pergamon. * Dois dos primeiros livros que suplementam este capítulo são os de F. H. *** 1965). Superfluids. entretanto. são deixados como exercícios. 1. com Xm == -1. M. D. que substituem as equações diferenciais pelas equações constitutivas lineares fio J = (I~ )2 E. Cohen editor (Chicago: University of Chicago Press.(l fio V x r B. representando a condutividade perfeita e o diamagnetismo perfeito.*** 15-6 RESUMO Os supercondutores constituem uma classe razoavelmente grande de materiais que possuem uma transição de fase para o estado supercondutor a baixas temperaturas. Tinkham. Muitos destes estão expostos em livros recentes de supercondutividade. 1968). Os detalhes. Superconductivity. junto com as equações de Maxwell no vácuo. Shoenberg. [ntroduction to Superconductivity (New York: McGraw-Hill. 1977). usualmente abaixo de 20 K. Idealmente. com profundidade de penetração À. ao invés de cair descontinuamente até zero. Hc = Ho[1 - (T/T. Com o material retomando ao estado normal em campos maiores que o campo crítico Hc. The Macroscopic Theory of Superconductivity.Introduction to Superconductil. New York: Dover Publications. Rhoderíck. é mais conveniente para problemas em que um supercondutor está localizado em um campo magnético. H. London. 1975). C. J = . prevêem que a densidade de fluxo e a densidade de corrente decaem exponencialmente a partir da superfície de um supercondutor.J. g = O. 1950. Segunda Ediç3:o (London: Cambridge . Os resultados são os mes- * Veja.YJ. f. Shoenberg. eM. VoI. A. Uma descrição mais apurada é expressa pelas equações de London. Em particular. por exemplo.

15-2 Considere uma chapa supercondutora infinita. (15-27). forneça o seguinte: (a) Uma expansão de V X v X B e. de raio a. supondo-se correntes de transporte superficiais supercondutoras convenientes.Problemas 323 mos que os obtidos por meio das técnicas do Capítulo 9. (b) Uma verificação da Eq. Suponha que as propriedades supercondutoras são representadas pelo diamagnetismo perfeito e pela condutividade perfeita. Bx = Bo' Encontre o campo e a densidade de corrente na chapa. 15-3 Faça os cálculos do Problema 15-1. (c) Uma análise quantitativa do decaimento exponencial de B na região próxima à superfície da esfera. a grandes distâncias da esfera. de raio a. que pode ser mais conveniente para problemas em que o supercondutor conduz uma corrente externa. em um campo magnético que. (a) Calcule J no interior do cilindro. usando as equações de London e a profundidade ção fenomenológica. as equações satisfeitas pelas componentes de B no interior da esfera. Calcule os campos dentro e fora do cilindro e a densidade de corrente dentro do cilindro e na sua superfície. infinitamente longo. (b) Explique o de caimento exponencial de B na região próxima à superfície do cilindro. o campo magnético é uniforme e paralelo às superfícies. usando as equações de London e partindo dos resultados desenvolvidos nas Eqs. em um campo magnético transversal. limitada pelos planos z = O e z = d. À. Compare as duas formulações equivalentes. 15-5 Considere uma esfera supercondutora. 11 = 110' A condição B = O é encontrada com H = O = M no interior e as condições de contorno são satisfeitas. de espessura d. As duas formulações são equivalentes porém a escolha de uma ou outra deve ser mantida num problema dado. a partir desta.. "-. usando as equações de London e a profundidade de penetração fenomenológica. supõe que no interior do condutor Xm = O. (15-35) a (15-39). que conduz uma corrente. PROBLEMAS 15-1 Considere um cilindro supercondutor circular. Fora da chapa. Uma formulação alternativa. . 2. pela simples substituição 11 de = O. de penetra- 15-4 Complete o estudo dos campos produzidos por um fio infinitamente longo. é uniforme e de módulo Bo' Baseado na formulação da Seção 15-5. O campo é uniforme e de módulo Bo a grandes distâncias do cilindro.

Se a lei de Ampere for aplicada ao contorno C e à superfície SI' encontraremos f C. dI = JS J . n da. (16-1) Examinaremos agora esta lei. no Capítulo 9. n. (16-2) Placas do capacitar Contorno C Figura 16-1 Contorno C e duas superfícies. e encontraremos uma generalização sempre válida. que o campo magnético devido a uma distribuição de corrente satisfaz a lei circuital de Ampere. mostraremos que falha. H· dI = f SI J. Considere o circuito mostrado na Fig. que se compõe de um pequeno capacitar de placas paralelas sendo carregado por uma corrente constante J (não precisamos nos preocupar com a causa da corrente). da = I. às vezes. -16-1. 324 . fH .CAPÍTULO 16 EQUAÇOES DE MAXWELL 16-1 GENERALIZAÇÃO DA LEI DE AMPERE. SI e S~ ' para testar a lei circuital de Ampere. CORRENTE DE DESLOCAMENTO Vimos.

como sugere a Eq. Pode-se fazer a modificação dão resultados diferentes porque do matematicamente. Se imaginarmos que C está a uma grande distância do capacitar. é claro que a situação não será essencialmente diferente dos casos clássicos da lei de Ampere considerados no Capítulo 8. Como estas equações provêm da integração da Eq. (9-30). a relação V • J = O. (16-5) ISI • 't Expressa fisicamente. que a Eq.(16-8) Tomando seu divergente. Assim. a densidade de carga p varia com o tempo na placa do condensador. Expressan: J. (16-6) 52 não se anula porque Ia superfície. é inconsistente com a conservação da carga na presente situação e dessa forma alguma coisa deve ser adicionada ao lado direito da Eq. requer a consideração do capacitor em sua dedução. mos J+~ = = = 0.Generalização da Lei de Ampere 325 Se. (16-2) e (16-3) as integrais dos lados direitos são diferentes. (16-3) requer modificação. ·n da +S2 -d= I O. n r da = O.V x J. f '5. n2 da - '51 r J. (16-4) apropriada. A Eq. do capacitor. uma superfície fechada (unem-se em C). (16-3) As Eqs. se dirige para dentro. a lei de Ampere nulo em todos os pontos de 52 e for aplicada ao contorno C e à superfície 52. no interior do volume V encerrado por 51 + 52. de acordo com as Eqs. (16-8). (16-7) porque. dI . (16-3).c = '5. a corrente de transporte líquida através da superfície fechada 51 + a carga está se empilhando na placa do condensador encerrado pe· A conservação da carga requer. Compreende-se o que isto poderia significar por meio da relação de p . então. Pareceria.J será { H . esta também exige modificação. por outro lado. uma vez que o divergente de um rotacional é identicamente nulo. te- É evidente agora o que está errado com a Eq. portanto. a Eq. (16-4) que daria apjat na Eq. v x H = J. ra fora e ta como TIl juntos. nl da i= O. TI2 ( 16-5) se dirige papode ser escri· 5 I e 52 formam. uma vez que não é dependente da nova característica. J. (16-2) e (16-3) contradizem uma à outra e. (16-4): li O V • v . Na forma diferencial. observando-se que as Eqs. (16-7) é expressa pela equação da continuidade. (7-6) e (7-7). não podem estar ambas corretas. por outro lado. (16-4). ou seja. somos levados a pensar que a Eq. Se este fato for considerado. v . J . todavia. Dessa forma. a Eq. (16-2) está correta.

que por sua vez proveio da lei de Coulomb.] A inclusão de ao/at expressa a lei de Ampere generalizada: v x H = J + a~ ar (16-10) A introdução do segundo termo à direita. seu divergente dará corretamente a Eq. Introduzindo p da Eq. Está claro que as equações de Maxwell represen tam expressões matemáticas de certos resultados experimentais. Todo o conjunto se compõe da Eq. = Cada uma delas representa uma generalização de certas observações experimentais: a Eq. (16-10) representa uma extensão da lei de Ampere. ar VxE= aB ar ' (16-10) (11-6) (16-11) (4-29) (16-12) (8-30) (16-13) V· 0= V· B p. a própria Eq. assim. (16-4). (16-11) é a forma diferencial da lei de Faraday da indução eletromagnética. que é conhecido como a corrente de deslocamento. (16-13) geralmente representa o fato de que pólos magnéticos individuais nunca foram observados.. at Se ao/at for adicionado à Eq.326 Equações de Maxwell com o deslocamento elétrico: V' O =p. (16-9) na Eq. a Eq. (16-4) era aplicável. [Naturalmente. até o Capítulo 11. como princípios-guia. representa uma das maiores contribuições de Maxwell para a teoria eletromagnética. a aplicabilidade a qualquer situação pode ser verificada. supúnhamos que os campos eram independentes do tempo e. O. sabemos agora que as equações de Maxwell se aplicam a todas as situações macroscópicas e são usadas. J + Ot v . a Eq. (16-10) mais três equações com que já estamos familiarizados. (16-8). Sob este ponto de vista. o = . tendo em vista que ao/at foi desprezado em comparação com J. Nos Capítulos 11 aIS. a Eq. (16-10) pertence ao conjunto de equações conhecido como equações de Maxwell. é evidente que elas não podem ser provadas. Como resultado de extenso trabalho experimental.a V· (ao) J + -~ = O. contudo. ou seja: ao VxH=J+-~-. admitimos os campos como "variando lentamente". (16-12) expressa a lei de Gauss. obtemos (16-9) v . 16-2 EQUAÇÕES DE MAXWELL E SUAS BASES EMPÍRICAS A Eq. São as equações fundamentais dos campos eletro- . (16-8). do mesmo modo que a conservação do momentum.

que desenvolveremos nas seções seguintes. (16-17) estiver aplicada for linear e não dispersivo.E· ~ ao ar .E· V x H = -H. A densidade de corrente J num material inclui uma contribuição dada por uma terceira equação constitutiva. duas conseqüências interessantes. que deve.Energia Eletromagnética 327 magnéticos produzidos pelas densidades de carga-fonte e de corrente. J = J(E). F = q(E + v x B)'. V x F . p e J.V x G para obter V .~ ar . (16-10) com E.F . De maneira semelhante UM = ~ 'V H' B dv r (16-iS) foi identificado. usando-se a identidade v . - aB ar . A questão da aplicabilidade destas expressões a situações não estáticas surge agora.E' J. conhecer também as equaçoes constitutivas aplicáveis . da mesma forma. estas já resultam na equação da continuidade. quando incluída nas ~quações de Maxwell. -ar aB ao . para usar as equações de Maxwell. J.tanto experimentalmente. a equação resultante será H' V x E . e a equação resultante for subtraída do produto escalar da Eq. Se for tomado o produto escalar da Eq. este conjunto de leis fornece a descrição clássica completa das partículas que interagem eletromagneticamente. com a energia armazenada no campo magnético. isto é. através do cálculo do trabalho realizado ao se estabelecer o campo. se D for . que descreve a ação dos campos sobre partículas carregadas. As equações de Maxwell possuem. devem~sé. (16-11) com H. é necessária paia que haja conservação de carga e que. Veremos que também dependem de maneira decisiva da corrente de deslocamento.H . como por uma teoria microscópica do tipo particular de matéria: D = D(E) e H = H(B). Acabamos de ver que a corrente de deslocamento introduzida na seção precedente. Este foi deduzido. Se os corpos materiais estiverem presentes. no Capítulo 12. (16-16) O lado esquerdo da expressão pode ser convertido num divergente. (F x G) = G . ser conhecida experimental ou teoricamente.E . além disso. AcopIado à equação da força. 16-3 ENERGIA ELETROMAGNÉTICA No Capítulo 6 mostramos que a quantidade UE = i 'V E· r o dv (16.E . de forma que a última não necessita ser adicionada ao conjunto de equações fundamentais. (E x H) = . (16-17) Se o meio ao qual a Eq.14) pode ser identifica da com a energia potencial eletrostática do sistema de cargas que produzem o campo elétrico.

observar que a anisotropia sozinha e não invalida as expressões E· ôD _ I !!. em que a relação entre a indução magnética e a intensidade magnética depende não somente da intensidade magnética mas também da história passada da amostra. o segundo termo é em muitos casos.-. 277) mostra = Usando i ej Uni- no último Se [Eij] for um conjunto de constantes independentes de E e de t. j=l oe I (.-' ot 3D = E· -:. E. o + B . oe Vê-se. obtemos r "V V' (E x H) dv = -~ dr f y -!(E' 0+ B . a Eq.y J. temos p. simples baseado na conservação da energia Eji. . ar !lH = .=1 I 3 3 Ei 0. B. Deve-se.lE . * as derivadas temporais da direita poderão ser expressas como E .e ao ar = E . H) dv - r .J .=1 I 3 3D E. dessa forma.. 2 ~ como No caso de meios anisotrópicos. (16-18) o primeiro termo à direita é a derivada temporal da soma das densidades de energia elétrica e magnética. . 1938.= H . contudo.2 ae a relação D) H· àB ar = ~ oe (H' B). este resultado Crystal Physics. (16-17) tomará a forma a aB a H2 = -. substituir Um argumento versity termo.jEj = . Carnbridge Press. Integrando sobre um volume fixo V limitado pela superfície S..l!l ar ar 2 Usando esta relação. (Wooster. em particular se J == g E. ar 2 a o H . E dv. exatamente o negativo da taxa de aquecimento joule por unidade de volume.i~lj~1 1 3 Eij II 3 (ij ( Ei -a) ôEe + àE E} _. Urna notável exceção à linearidade ocorre no caso do ferro magnetismo. .fE = .I _oe a (E' D) que = 2.._' ue para ). --. (E' ôe . que a anisotropia sozinha não restringe a derivação. H) . (16-19) * Um meio será linear e não dispersivo se B = I1H e D = EE...lf ar a 2 a a ar E2 = . ar 2 a ' v . sendo 11 e E quantidades independen- tes das variáveis de campo e que não dependem explicitamente do tempo. então 3 1 3 ) - o ce (E' D) = .lH . entre E e D pode ser escrita 3 D= I Conseq üen temente j= 1 '\' L (··E· r I) ') 0.328 Equações de Mall:well proporcional a E e B for proporcional a H. (E x H) = - ar -!(E .

a taxa segundo a qual a força mecânica realiza trabalho sobre a part ícula é Fm • V = - q(E +v x B) . Como a integral de superfície na Eq. Assim. V • S O. Se V • S = O. (16-20) expressa a conservação da energia num volume fixo V. V .J . (16-22) a Eq. a densidade de corrente é definida por J =' ~ Nq. toma-se claro que o termo J o E é composto de duas partes: a taxa de variação da energia eletromagnética armazenada em Ve uma integral de superfície. (16-20) pode ser positivo. (16-20) Reescrevendo esta equação: -I 'V • J.= . (7-4). Se. H) dto . é possível interpretar este termo como a taxa de energia que flui através da superfície.'V r J.Energia Eletromagnética 329 Aplicando o teorema ôo divergente no lado esquerdo. 'S x H . e esta densidade de potência é transferida ao campo eletromagnético. em qualquer ponto. Retomemos à equação diferencial correspondente. E. (16-18) implicará que. Se fizermos as abreviações S = E x H. de acordo com a Eq. E dv . a forma matemática da equação da continuidade . n da.S + . E é o trabalho realizado pelo campo local sobre partículas carregadas. elétricas e magnéticas. E = O (como. porém J . O lado esquerdo da Eq. (]6-23) Não há dúvida de que J . Anteriormente.· I' l l assim. por unidade de volume. por exemplo. ot . H) dt: + 1 E . (16-20) será negativo e igual a menos a produção de calor de joule por unidade de tempo. (16-24) para a carga. E dr = ~t -d ·V L ( t(E' D + B . a taxa segundo a qual trabalho mecânico é realizado (por unidade de volume) é I i NiF m • Vi =- E . u foi interpretado como a densidade de energia dos campos elétrico e magnético. Eq. Se não existirem fontes de fem em V. teremos V' S * + -= ot ou O. J. a Eq.. (16-20) envolve apenas os campos elétrico e magnético. num meio não condutor). n . u (16-21) = t(E . Suponhamos que uma partícula carregada q se desloque com velocidade constante v sob a influência combinada de forças mecânicas. obtemos {sE x H . Eq. a conservação da energia local: A taxa de variação da energia do campo iguala a dissipação de potência por unidade de volume em cada ponto. da = . (16-20) é a potência transferida ao campo eletromagnético através do movimento da carga livre no volume V. o lado esquerdo da Eq. que expressa a conservação da energia local. exatamente.v. num ponto. v. a Eq. que tem. Porém. por conseguinte. por outro lado. H). Em certas circunstâncias. v = - qE .~ dt r 'V t(E' D + B .D ou + B . o lado esquerdo da Eq. (16-18). contudo. (16-23) expressará.

como supomos ser o caso. (16-27) se anula. J. (16-11) pode ser usada agora para eliminar V x E. . A equação da onda para H é deduzida. H. ainda que reconheçàmos que as equações de Maxwell requeiram diretamente apenas as interpretações de sua derivada temporal e de seu divergente. assim como o faz a Eq. .. ar - a2H (/l -at2 " (16-25) onde se utilizou g = /lH. (16-23) expressa a conservação de energiá localmente. 37. De qualquer forma. com a exceção de que a densidade de energia u está no lugar da densidade de carga da energia. (16-24) ainda descrever a conservação 16-4 EQUAÇÃO DE ONDA Uma das conseqüências mais importantes das equações de Maxwell são as equações da propagação das ondas eietromagnéticas num meio linear. como o fluxo de energia local por unidadé de tempo.330 Equações de Maxwell (16-8). respectivamente. A Eq. sendo /l uma constante. at A ordem da derivação em relaçãb ao tempo e ao espaço poderá ser invertida se E for uma função que sêeomporta suficientemente bem. obtemos . conseqüentemente. vol. A equação de onda final é (16-28) o vetar E satisfaz a mesma equação de onda. B = O. o divergente de uma taxa de fluxo de energia. trata-se o próprio S'. p. dando V x V x H = - aH g/l ~ . A identidade vetaria! V x V x = V V .. veja W. (16-20) na forma integral. Furry. (16-10): . como se vê facilmente ao tomar primeiro o rotaciona! da Eq..Am.. a ao at Fazendo D = €E e J = gE é supondo que g e € sejam constantes. conhecido como o vetar de Poynting. o primeiro termo do lado esquerdo da Eq. em outras palavras.V2 (16-26) é agora aplicada para se obter (16-27) Como /l é uma constante. V' H = ~V 11 1 . apenas os últimos são. Para consulta à obra mais recente. Usualmente.* Usaremos esta interpretação de u e S.V x E . a Eq. E x H. . . fisicamente mensuráveis. VxVxH=VxJ+Vx-~. . V x V x H = gV x E + (. p. tomando-se o ràtacional da Eq. 621 (1969). V • S deverá representar o divergente de uma densidade de corrente de energia ou. Seja como for. em geral. (16-11): * Há uma prolongada controvérsia sobre este ponto. Phys. por unidade de área. por unidade de área. Se a Eq.

Ao resolver as equações de onda. Contudo. E(r) é. de forma que E(r. Os métodos de análise de variável complexa proporcionam uma maneira conveniente de tratar estas ondas. então. O rotacional de E dá. em termos das variáveis complexas. além disso. naturalmente. (16-29) As equações de onda deduzidas regem o campo eletromagnético num meio linear. Neste e nos próximos capítulos.l e E como Vx Vx E= - gl1 ar - Aplicando a identidade vetorial da Eq. t) = E(r)e-iwt. passa-se da descrição matemática conveniente. todavia. e considerando a2E (11 ot2 . . Substituindo a Eq. no caso das ondas monocromáticas. consideraremos meramente alguns dos casos mais simples possíveis. (16-31) em vários casos especiais de interesse para determinar a variação espacial do campo eletromagnético. homogêneo. (16-29) obtemos (16-31) para a equação que rege a variação espacial do campo elétrico (o fator comum e -iwt pode. Um método que funciona muito bem para ondas monocromáticas consiste em obter uma solução para E. (16-30) na Eq. está relacionada de forma suficientemente simples com B. deve-se tomar especial cuidado para obter as soluções das equações de Maxwell. obtém-se àE g. a parte real das quantidades complexas representará as quantidades físicas. (16-30). as equações de Maxwell também devem ser satisfeitas. Usando a Eq. As duas escolhas diferem apenas por um desvio de fase de 11/2. (16-28) e (16-29) são uma conseqüência necessária da equação de Maxwell. de forma a que o campo elétrico real seja proporcional a cos (wt + rp) onde rp é a fase de E(r). * Como expusemos no Capítulo 13. (16-30) Deve ser lembrado que se obtém o campo elétrico-físico ao se tomar a parte real * da Eq. Isto será tratado no capítulo seguinte. deve-se faz. complexo. não é suficiente que estas equações sejam satisfeitas. O próximo passo será resolver a Eq. ser cancelado). a não ser que se indique outra coisa explicitamente. As ondas mono·cromáticas podem ser descritas como ondas caracterizadas por uma única freqüência. J. É claro que as Eqs. Considere-se a dependência temporal do campo (para major precisão tomaremos o vetor E) como sendo e -iw t. de modo que B pode ser facilmente encontrado. no qual a densidade de carga é nula quer o meio seja condutor ou não condutor.er sempre a mesma escolha num dado problema. (16-26) e restringindo meio de carga livre de forma que V· D = O. porém a recíproca não é verdadeira. em geral.Equação de Onda 331 VxVxE=-Vx- àB at . tomando a parte real ou a imaginária da quantidade complexa. aqui. dá V E 2 a aplicação da equação a um a2E (11 -- ot2 - gl1 -- oE at = O. (16-10) para eliminar o campo magnético constantes. A escolha da parte real ou imaginária é bastante arbitrária. a derivada temporal de B que. às quantidades físicas.

A forma da Eq. obtemos a solução completa E(r.1.9979 x 108m/s é a velocidade da luz no vácuo. = f. tomando a parte real. (16-33) é o resultado habitual para uma onda.1. Em um dielétrico não magnético. (16-30). E(r. Se a luz for uma forma de radiação eletromagnética. exceto que agora a Eq. (16-33). A velocidade de propagação da onda é c. f. ainda temos g = O. À{=c. desde que K = w/c. = fi w/c. digamos a direção z. exceção feita para a velocidade de propagação da onda que é agora c/n ao invés de c.332 Equações de !vl3Xwell Suponhamos. t = to. = f. para o vácuo. A quantidade n é denominada indice de refração do meio dielétrico. c tem as dimensões de velocidade. e seja independente de x e y. como se verá mais adiante.1.o =2. de forma que g = O. (r6-35b) que representa uma onda senoidal propagando-se para a direita ou para a esquerda na direção Z (dependendo de que o sinal utilizado seja negativo ou positivo). não condutor. foi considerado um grande triunfo de sua teoria pois até aquela época a natureza eletromagnética da luz não passava de especulação. admitamos que E(r) varie apenas em uma dimensão. o terceiro termo na Eq. a Eq.g>O. (16-35a) mostra que a freqüência da onda é f= W/211 e que o comprimento de onda é À = 211/k. quando Maxwell pela primeira vez o anunciou. (16-31) deverá ser retido. $. que o "meio" seja o espaço vazio. (16-33a) .o porém agora t = KEo· A derivação precedente conduzir-se-á da mesma forma. (16-33) Introduzindo este E(r) na Eq. n = 1. Tal equação (equação de Helmholtz) é matematicamente a mesma que a do oscilador harmônico e tem as soluções onde Eo é um vetor constante. t) w(t =+= z/c). a Eq.1. (16-33) se torna K Definindo n = vemos que os resultados são os mesmos que os verificados no vácuo. Se o meio for condutor. t) = Eoe-i(wt+KZ) (16-34) ou.1. as equações de Maxwell predirão que c = I/VEof. primeiro. Assim. t) = Eo cos = Eo cos (wt =+= KZ). (16-35a) Com a Eq.0· Além disso. (16-31) toma-se (16-32) onde escrevemos como foi sugerido no Capítulo 8 por razões dimensionais. Então. Isto explica os efeitos de refração em materiais transparentes. Ainda que este resultado seja o que antecipamos. do começo ao fim. uma forma equivalente é E(r. f.

E(r). 16-2. (16-10). está no fato de que a dependência temporal da Eq. A transição entre o decaimento e o comportamento ondulatório ocorre quando onde te é o tempo de relaxação do material. a existência perfeita da propagação da onda eletromagnética está sujeita à introdução de Maxwell da corrente de deslocamento. quando Novamente.1. (16-31).+ Poderemos palavras. podemos desprezar o segundo ao caso unidimensional. obtemos d2E(z) d2z termo da Eq. o campo decai exponencialmente com o tempo. 16-5 Sem ela. Pode-se aplicar o teorema do divergente ao divergente de B sobre o volume encerrado por esta superfície. que de E real se admitirmos se a = iw seja real ou. Então. da Eq. -----. (16-3]). Assim. ele próprio. da Eq. CONDIÇÕES DE CONTORNO As condições de contorno que devem ser satisfeitas pelos campos elétrico e magnético numa interface entre dois meios são deduzidas das equações de MaxwelL exatamente como no caso estático. ou aEjat.uando g for pequeno. (16-37) . A condição de contorno mais direta e universal aplica-se à indução magnética B. entendemos que o terceiro termo da Eq. para obter f 5 B· n da = f 51 B· nj da + r '51 B· n2 da + f 53 B· n3 da = O. Por g pequeno. restringindo-nos g ~ Wf. A diferença a dependência espacial. (16-36) Numa interface entre dois meios pode-se construir uma superfície em forma de caixa de pJlulas como é ilustrado na Fig. de volta às equações de Maxwell. mos no próximo capítulo. como vereQ.1 ~ W2(f. que satisfaz a equação de Maxwell V' B = O.1.Condições de Contorno 333 o resultado será simplesmente uma onda amortecida. g ~ w(. em outras /( = figf. t) = E(r)e-". (16-29) provém da corrente de deslonotamos que o segundo termo. tomar o coeficiente que a freqüência seja imaginária. (16-30) se toma E(i-. (16-]0). lwgflE . que foi exposto no Capítulo 7. fortemente dependente de w. ou a2 Ejat2 camento aDjat da Eq. ao invés de oscilar de uma maneira ondulatória. ou wgf. (16-3]) é pequeno comparado com o segundo termo. = O. (16-29)' provém da corrente de transporte. No outro extremo. da Eq. da solução é exatamente a mesma que antes. somente poderia ocorrer o decaimento exp?nencial dos campos. Isto é. retomando à derivação daEq.) Finalmente. (Repetimos que será necessário cuidado quando esta condição for aplicada a um metal. J. que leva à solução de onda. uma vez que g/f é. enquanto que O terceiro termo.

A condição de contorno da componente normal do deslocamento elétrico é mais complexa. também ela é deduzida de uma das equações de Maxwell. em forma de caixa de pílulas. com a condição de que aB/at seja limitado. A equação básica é novamente uma das equações de Maxwell V x E + --. -' ae . temos Dessa forma. deixar que h tenda a zero fará com que o último termo se anule e que SI tenda a S2 . Tendo em con ta os sentidos opostos de n1 e n2. aplicando o teorema de Stokes ao lado esquerdo da equação. suprimindo-o. aB oe (16-40) e.334 Equações de Maxwell Se B for limitado. I. obtém-se lEu -IE2t + h1E1n + h2E2n . Figura 16-2 Uma superfície. pode ser usada para obter as condições de contorno dos vetares de campo. li da = .. (16-43) .-s aB li d. na interface entre dois meios.a. todavia. fazendo-se h1 e h2 tender a zero. concluise rapidamente que (16-38) exatamente como no caso estático. bem como o lado direito. A solução adequada neste caso é V' D = p.--' (16-41) li da. geometricamente. A componente tangencial do campo elétrico pode ser tratada de uma forma igualmente simples. (16-39) A integração desta equação sobre a superfície limitada por uma espira retangular como a mostrada na Fig. dá fs V x E . (16-42) Se a espira for agora encolhida.h2E~n = -I'S ----. a componente tangencial de E deve ser contínua através da interface.= ae aB o. os quatro últimos termos à esquerda anular-se-ão.h1E'ln . 16-3. A equação resultante contém I como um fator com~m.

a observação de introduz alguma complexidade que a carga deve ser conservada. aproximadamente. (16-46) poderá ser escrito como iwa. Se a não for nulo. 16-2. a densidade de carga superficial deverá variar como e-iwt. poderá ser eliminado das Eqs. O fato de a. em geral. (I gl = (3.J 2n = _H cc· (16-46) Se somente for considerada a radiação monocromática. (16-47) e (16-48). ou 00. obteremos como é ilustrado na Fig. O resultado desta eliminação será ({I+i~)Eln-({2+i~)E2n=O.Condições de Contorno 335 -I Figura 16-3 A trajetória retangular. mostrada na interface entre dois meios. Aplicando o teorema do divergente e fazendo h tender a zero. Se construirmos e integrarmos um volume em forma de caixa de pllulas. O uso das relações constitutivas D ==fE. nesta condição isto é. encontramos (16-44) onde a é a densidade de carga superficial na interface. se são infinitas não é de grande gl = g2 = 0. por conseguinte. não ser nulo entretanto. (16-48) ser observados. alternativamente. pode ser usada para obter condições de contorno dos vetares de campo. Se integram10s a caixa de pllulas da mesma esta equação como fizemos forma. (16-45) toma possível certas simplificações. que de contorno. (16-49) . J ==gE coloca as Eqs. (16-43) sobre este volume. o caso em que as condutividades se anulam se verifica no limite entre dois bons dielétricos. g2 que pode estar correta para materiais apropriadamente escolhidos ou. o que é talvez o caso mais comum. (16-43) e encolhermos J ln . obteremos (!(J com a Eq.g2E2n = iwa. (16-44) e (16-46) na forma . 'Y r V' D dü = -Y r p dv. Se a for zero. (16-47) glE1n Diversos casos de interesse prático podem . todavia. a Eq. o lado direito da Eq. então. O caso em que ambas as condutividades interesse.

Esta condição de contorno é obtida através da integração da equação de Maxwell ciD (16-50) V x H = -.representa uma corrente finita numa camada infinitesimal. então. (16-55) e a anulação de E2 implica também a anulação de Hz. para condutividade finita. Com as mesmas suposições que foram feitas acima.z V X Ez. A idéia de uma densidade de corrente superficial é bastante análoga à de uma densidade de carga superficial . 16-3.~lWf. (16-54) Se fizermos a suposição razoável de que Hz é não só limitado. é infinita. a não ser que o meio tenha condutividade infinita. .+ J at sobre a área compreendida por uma espira como aquela ilustrada na Fig. Eq. Se a condutividade do meio 2 for infinita. Neste caso.g==egarbitrário. como já mostramos.1. digamos g2. a condição de contorno sobre a componente tangencial de H em uma interface na qual um meio tiver uma condutividade infinita será (16-56) As condições de contorno foram agora obtidas. considerando-se a equação de Maxwell. como também derivável. A densidade de corrente superficial é nula. a componente tangencial de H será contínua. a Eq. ob- E2 Ez = --. a condição de contorno resultante será (16-51 ) onde i1 é a componente da densidade de corrente superficial perpendicular à direção da componente de H que está sendo confrontada. A última condição de contorno é a imposta sobre a componente tangencial da intensidade magnética H. E2n = O.336 Equações de MaxweU Um último caso interessante ocorre quando uma condutividade. (16-50). Se H2 se anular.--gz - 1 V ZúHz X Hz. (16-54) implicará que E2 seja nulo em um meio de condutividade infinita. Se isto for feito e a espira for encolhida como antes. Pode-se obter um resultado mais geral. E2n deve anular-se e Eln deve ser igual a a/EI' para que as Eqs. elas estão listadas na Tabela 16-1 parag=O. a não ser que a condutividade seja infinita. aplicada ao meio 2: (16-53) Usando as relações constitutivas tém-se e supondo que nria com o tempo como e-iwt. 1 Hz = ~. (16-48) e (16-47) sejam satisfeitas. para consulta. em conseqüência. Hlt = HZt· (16-52) Isto é.

Há diversas maneiras de proceder com o problema. p(r. sendo que o mais proveitoso é o procedimento do potencial. (16-57) e (16. rotacional nulo e poderá ser expresso como o gradiente de um escalar: cA E= -Vrp-ai' (16-60) As Eqs. B1n DI"O = OO Bln Dln = ÚE2' BZn DZn =Hz. " O problema agora é considerar distribuições prescritas de carga e de corrente. pode-se escrever . que é desenvolvido de forma análoga aos procedimentos usados na eletrostática e magnetostática.Equação de Onda com Fontes 337 Tabela 16-1 Condições de Contorno 9 Ez. Bn = Hl' =E. Como a indução magnética tem divergente nulo. no meio. Estes potenciais satisfazem as equações de onda. dessa forma. isto é. que são bastante semelhantes àquelas satisfeitas pelos campos. pode ser sempre representada como o rotacional de um potencial vetorial. (16-57) e (16-60) dão os campos elétrico e magnético em termos de um potencial vetorial A e um potencial escalar <{J.=ÚHz. (16-58) temporal e Supondo-se continuidade suficiente dos campos para trocar as diferenciações espacial. H1. t). (16-59) O vetar E + aAjat terá. mas descobrimos que são fundamentalmente campos produzidos por cargas-fonte distantes que sofrem movimento acelerado.60) para B e E. e encontrar os campos por eles produzidos. Supusemos que a densidade de carga p fosse zero. B = V x A.. t) e J(r. na . mostramos que as equações de Maxwell prevêem a propagação de ondas eletromagnéticas através de um meio linear e também que os campos se devem confrontar em uma interface entre dois meios diferentes. A equação de onda para A é deduzida substituindo-se as expressões dadas nas Eqs. V x [E at + O. a (16-57) Usando esta expressão para B na Eq. e que apenas a densidade de corrente J proviesse da resposta passiva de um meio ôhmico ao campo elétrico da onda.A] = O. El' EI' DnBZn O ((l+i~)Eln HI' = H2' 16-6 EQUAÇÃO DE ONDA COM FONTES Nas seções anteriores.D2n H. de acordo com as condições de contorno apropriadas. Não averiguamos como estas ondas foram produzidas. obtém-se V x E +- at V x A = O. B2" Ez. (16-11).

a escolha do divergente de A é ainda arbitrária. (3-1) (para o vácuo). recordaremos que a solução geral consiste numa solução particular da equação não homogênea mais uma solução geral da equação homogênea. ambos os potenciais. substituindo a Eq. Falta. escalar e vetoria]. encontrar a solução particular necessária da equação não homogênea. (16-64) Além disso. Exatamente as mesmas considerações se aplicam à equação de onda não homogênea . que impondo a chamada condição de Lorentz. Neste último caso.338 Equações de Max-well Eq. temos \12m 'I' (fi . Métodos aproximados são utilizáveis em problemas que não podem ser resolvidos em termos de funções conhecidas.. (16-63)]. são forçados a satisfazer as equações de onda não homogêneas de formas semelhantes. ot... (16-62). obtém-se . (16-60) na Eq. Os métodos para encontrar certas soluções da equação homogênea serão tratados no Capítulo 17. para qualquer problema solúvel.a solução geral consiste numa solução particular mais uma solução geral da equação homogênea. pela imposição da condição de Lorentz. (16-62) Até agora somente foi especificado o rotacional de A. ot2 à2cp - = 1 -- ( p.( [V .. A satisfará a equação de onda e2A \12 A (J1 -- àt2 = - I1J. (16-66)] se reduz. V . at àA] por A 11 (16-61) Escrevendo V V· . enquanto que a solução particular assegura que a função total satisfaz a equação não homogênea.V x V x A 11 1 + (-:. cp(r) =147[(0 fv I rp(r') r' I - dtO . (16-10) com o resultado . O pmblema de achar a solução geral da equação de onda escalar não homogênea é análogo ao de encontrar a solução geral da equação de Poisson. Vcp +V • ~ ] = p.-= J. A + ocp (11 - ot = O. (16-67) . conforme a Eq. Se esta condição for satisfeita.\12 para V x V x e multiplicando 02 - dá ocp -\l2A + (J1 A ot2 +V V· + (I1V.dt à [ Vcp + --. A inclusão das soluções da equação homogênea proporciona os meios para satisfazer as condições de contorno arbitrárias apropriadas. à equação de Poisson. (16-62). então.= J1J. Estes métodos podem ser estendidos e suplementados para oferecer soluções. Está claro. (16-66) Assim.. uma solução particular que conhecemos da Eq. no caso estático õtp/õt = 0. (16-63) leva a uma cosiderável simplificação. aproximadamente. (16-65) Trocando a ordem do divergente e da derivada temporal que operam sobre A e usando a condição de Lorentz [Eq. A equação de onda escalar não homogênea [Eq.

enquanto que num pequeno . Com este indício. t) = !-f0 ' r (16-72) a Eq. Para verificar isto.. Infelizmente. introduzindo simplesmente p(r'.tu I dr V"qJ [? .p (16-71) Agora. (16-66) para o vácuo. tem uma solução análoga no caso estático (vácuo). usando 1/. pode-se fazer uma tentativa para resolver a Eq.JEi. '2 C' n qJ 1?2 ] = . Eq. (16-71) converte-se em (16-73) Esta equação é a equação de onda unidimensional r .Equação de Onda com Fontes 339 A equação de onda vetorial. = cjn. após. não obtemos soluções para o caso dependente do tempo. r) nas soluções estáticas. seja que é satisfeita por qualquer função de u =r . dada pela Eq.q(t) (o 1 (16-70) deve ser satisfeita.v. sem qualquer suposição sobre o local em que uma carga conservada real estaria num instante anterior ou estará num instante posterior. a Eq.69).p <..cr ou r + ct.. Admite-se que a função q{t) representa uma suposta carga pumual de magnitude q. (8-61).p <.) É evidente da simetria da distribuição espacial de deve ser apenas sobre r. Esta última é mais complicada e será trade carga que a dependência tada no Capítulo 21. a equação (16-69) deve ser satisfeita em qualquer parte com exceção volume D. (16-64). apenas como um artifício matemático para resolver a equação. Como não depende nem do ângulo azimutal. . (16. encontrando-se a solução para uma carga puntual e. com o índice de refração n = 1: p (16-68) esta equação pode ser resolvida mais rapidamente. r) e J(r'. circundando a origem. A localização mais conveniente para a carga puntual é na origem de coordenadas. fazendo qJ(r. localizada na origem. no tempo t.ct e sejaf(u) qualquer função de u que possa ser derivada duas vezes. por razões que ainda veremos. somando-se todos os elementos de carga pD. nem da colatitude. L' na distribuição de carga apropriada. (16-69) se toma <. então . Reescrevamos a Eq. (Ela não representa não é o potencial uma carga puntual em movimento físico e a solução resultante para correto para uma carga puntual em movimento. da origem. Dessa forma.

r c) . além disso.cr) + y(r + o) (16-76) é uma solução bastan te arbitrária da Eq. du (16-75) Substituindo os resultados das Eqs. enquanro que g(r + ct) representa uma onda se aproximando da carga-fonte desde o infinito. verifica-se que qualquer função de (r . (16-69) e (16-70) qJ é. (16-76) será considerado. <p conhecido é A solução da Eq.340 Equações de Maxwell af cr e af Ct = df ~~ du cr df du' d1f eu du1 2~ - d1f du-} (16-74) df eu du Ct -c df . r )~q(r-rc) . dt'. (16-69) e (16-70) é q qJ = 47uor ser combinadas. e eliminaríamos a que se propagasse para a esquerda. t') r I . p(r'. I. Obtém-se a escolha adequada através da observação de que para uma carga estática o potencial compatível com as Eqs.ct) representa uma onda se afastando da carga-fonte q na origem. (16-80) é satisfeita por (16-81) como o potencial forma. (16-70) seja também satisfeita. = I(r . (16-64) pode ser encontrada eXJramente da mesma tores A e J são primeiramente decompostos em componentes retangulares.r'ljc é denominado escalar retardado. Por esta razão. 1 471:(0 I ---.ct) que seja derivável duas vezes será uma solução da Eq. descobrimos facilmente que a Eq. ( r. -+71:( (16-78) escolhendo (16-79) As funções das Eqs. Os veAs três equa- 471:(0 r Com este resultado. onde t' = t .. Uma solução esfericamente simétrica da Eq. Veremos que g(r + ct) não ocorrerá em nossas aplicações da equação de onda. uma vez que tal procedimento simplifica as equações seguintes e não causa omissões particulares. . se estivéssemos à direita da fonte. então. Deve-se observar que I(r . ([6-66) qJ(r. (16-74) e (16-75) na Eq. será suprimido e apenas o primeiro termo da Eq. essa solução contém uma função arbitrária que pode ser escolhida. qJ = Dr r cr) (16-77) é agora possível. v Ir - . Um cálculo semelhante constatará que uma função de (r + ct) será uma solução. de forma que a Eq. (16-73). Assim. .Ir . (16-73 ). r) = -. (16-73). (16-77) e (16-78) I(r _ podem cll = q(r o A solução das Eqs. (16-69).. tempo retardado. Conservaremos a primeira e suprimiremos a última pelo mesmo motivo que conservaríamos uma solução de onda plana que se propagasse para a direita.

cr2 = .66). se formos escolher novos potenciais A'=A. em princípio. ot2 "'2 = - V· A ( . ôi:. pode ser resolvida como o foi a Eq. um elemento de carga localizado na origem das coordenadas for repentinamente alterado. q/ = <p - ôt ' (16-85) estes darão exatamente os mesmos campos E e B quando substituídos nas Eqs. 'P' satisfaçam a condição de Lorentz. foi essencial impor a condição de Lorentz. por exemplo. + (fl - o<p 01 '" ) . de outro modo. poderemos . I) Estas componentes são então = flo f J x~~~') dl·'. Então. após redistribuir os termos. não seriam as simples equações de onda que eles teriam de satisfazer. dan- AAr. Se o potencial original A satisfiainda encontrar novos potenciais que o fazer a condição de Lorentz e <p não. uma equação de onda escalar para t 2 C ç V ( . por exemplo.. que é completamente arbitrária. O tempo adequado para cada ponto -fonte é anterior a t por uma quantidade igual ao tempo necessário para ir desde a fonte até o ponto r do campo com velocidade c. (16-84) que é o potencial vetorial retardado. O efeito da alteração propaga-se aproximadamente frente de onda esférica.) Tendo achado os potenciais escalar e vetorial. t) 47!·v =- flo f '-'I r. Para ver que podemos sempre impor tal condição.(fl . r') dI'. A' e <li' na Eq. os potenciais novos também o farão. Eq. suponha que A e <li sejam uma escolha particular de funções potenciais que dão os campos E e B corretos. obtemos. todavia. (16. aos potenciais. sendo a equação ] em x.LlÇ. é denominada transjonnação de paagora. (16-82) x . 47! '1' I r . o efeito desta alteração não será sentido a uma distância r. (16-66). A interpretação física dos potenciais retardados é interessante.-. veremos que elas são relativamente complicadas na prática. por exemplo. Essas operações são. (16-63). (16-57) e (16-60).fl o J exatamente X' Cada uma dessas equações do.Equação de Onda com Fontes 341 ções resultantes são bastante análogas V A 2 à Eq. senão após como uma decorrido um tempo r/c. Se. encontramos os campos pela aplicação do gradiente a <li e da derivada temporal e do TOtacional a A. contanto que ~ satisfaça a equação de onda escalar homogênea. As Eqs. diretas. No procedimento acima. (16-57) e (16-60). Esta mudança para potenciais novos. t' anteriores. como condição para que A'. Assim. mas fisicamente equivalentes. (16-63)..r J(r'. . de acordo com as Eqs.. se os potenciais originais satisfizerem a condição de Lorentz.r I para dar (16-83) combinadas A(r. drão. Substituindo. seja qual for a função ~ usada. (A situação real é mais complicada para uma carga puntual porque a densidade de carga e a densidade de corrente estão intimamente relacionadas por meio de V • J + ap/at = O. (] 6-8]) e (16-84) indicam que num dado ponto r e num dado instante t os potenciais são determinados pela carga e peja corrente que existiam em outros pontos do espaço r' em instantes.- c2 ê2 Ax --.

e os campos D e H estão relacionados a eles através das equações constitutivas D = D(E). e o fluxo de energia por unidade de área é o vetor de Poynting 3.-= O[ F oD Ot = J. + -. Resta aplicar esta matéria à solução de problemas práticos.J . = . As componentes tangenciais de E e H são contínuas e as mais importantes. Acabamos de ver como encontrar tal solução. H = H(B). Este é o objetivo dos próximos cinco capítulos. onde a densidade de energia do campo é (em um meio linear) u = 1(E . A energia é conservada. pode ocorrer com a velocidade c = l/~ 4.342 Equações de Maxwell rão. o trabalho básico sobre a radiação está completo. As equações de Maxwell têm as seguintes conseqüências importantes: 1. A propagação da onda eletromagnética no vácuo. 0. at E. 2. J+ eu op ar = o. As condições de contorno sobre os campos são determinadas numa interface entre meios diferentes. através da escolha de ~ como uma solução da equação de onda escalar não homogênea com V' A + EJ. Os campos E e B são operacionalmente definidos pela força de Lorentz = q(E + v x B). 16-7 RESUMO Este capítulo contém os fundamentos de toda a teoria eletromagnética clássica.S + -::. V' D = V x H .1-~ cr C<{J como termo -fonte. de acordo com a equação da continuidade V .- p.. outras escolhas de VoA) são úteis em outras circunstâncias. D + B . igual à velocidade da luz. . Com o desenvolvimento dos potenciais retardados. H) S=ExH. As equações de Maxwell são as equações diferenciais que determinam (juntamente com as condições de contorno para uma situação particular) os campos produzidos pelas fontes de carga e de corrente: V· B oB V x E = 0. Outras escolhas de sistemas (isto é. do meio. de acordo com V . A carga elétrica é conservada. Uma escolha de potenciais que satisfazem a condição de Lorentz é chamada de sistema de Lorenrz.

{J(r.'\ oA f. com placas em forma de discos circulares. Soluções particulares (no vácuo) são f. . 16-2 O Q de um meio dielétrico é definido como a razão entre a densidade da corrente de deslocamento e a densidade da corrente de condução. Integre a . Determine o módulo. se a condição de Lorentz V .pJ. A capacidade do capacitor é C. (c) Encontre o campo magnétiCO no dielétrico. nas seguintes freqüências:f= I. Ir _~ dl/.{J (J. da energia eletrostática armazenada. possuindo uma condutividade g. (c) Integre S • n 'sobre a superfície cilíndrica do dielétrico e demonstre que o resultado é igual à taxa de variação.{J -. f ~'.r' I r') t') dr. este reduz-se a Q = W€/g. (a) Encontre o campo H num ponto P sobre a superfície cilíndrica do dielétrico. 16-3 Duas placas circulares. Numa propagação de onda monocromática. -. conduz uma corrente estacionária I. A(r. PROBLEMAS 16-1 Um capacitor de placas paralelas. Determine Q para o quartzo e para o enxofre. E = . separadas por uma distância d. Os potenciais satisfarão as equações de onda não homogêneas -- I ( p. Daí se chamarem potenciais retardados.- cr for imposta. = r - J~~ c é o tempo retardado. (b) Encontre o módu]0. O capacitor está sendo carregado por uma corrente constante. a direção e o sentido do vetar de Poynting S em P. O dieléuico é imperfeito. Os campos E e B são deriváveis das funções potenciais: B = V x A. tem a região entre duas placas preenchida por um dielétrico de permitividade €. de raio a. a direção e o sentido do vetar de Poynting na superfície do fio. (a) Encontre a carga sobre o capacitor como função do tempo. despreze o efeito do campo nas extremidades das placas).!. . 106 . Ir . O capacitor é carregado até uma diferença de potencial 6<{) e isolado. r) onde r' = po 4n.:.:.Pro blemas 343 5. (b) Encontre a corrente de deslocamento no dielétrico. formam um capacitor ideal: Suponha que ó dielétrico é um isolante perfeito com campo D uniforme (isto é. de condutividade g e área da seção reta A.. A = - Of. com o tempo. t) =1 47[(0' f p~'. Estes potenciais determinarão a geração de ondas eletromagnéticas por distribuições de carga prescritas e de correntes.- ar • 6. I 16-4 Um fio metálico reto. 10· Hz. .

Suponha que E tem uma direção constante. z.o Po E X B é chamada.7r (z .) + - 16-9 É dada uma onda plana caracterizada por um Ex.ce). numa certa região. são funções arbitrárias. = ° e encontre um potencial vetorial A possível. (14-24). 16-11 Demonstre que um sistema conveniente pode ser encolhido em um meio condutor linear de forma que A e <p satisfaçam. A. ç = t + ~z. '1=e-~z. y.2. E .(o V I (E2) + (o(E .J. Suponha que p = O. demonstre que a equação de onda assume uma forma que é facilmente integrada. Integre a equação para obter onde E. (. J = O.mas onde a polarização P é uma função dada da posição e do tempo: P = P(x. a integral de superfície de S • n 'se anula sobre uma superfície fechada arbitrária no interior da região. r).e2" onde E é o módulo do vetor campo elétrico.J. Po 2j. cada um.344 Equações de Maxwell componente normal do vetor de Poynting sobre a superfície do fio para um segmento de comprimento L e compare seu resultado com o calor de joule produzido neste segmento. 16-6 Ê dada a equação de onda unidimensional a2E az2 (. 16-10 Demonstre que no espaço livre com p = O.V (82) + .t). a direção y. onde E o é uma constante.2 E = (j. 16-5 Suponha que existe. 16-12 É dado um meio no qual p = O. Demonstre que embora o vetor de Poynting possa ser não nulo.(B . ° é chamado de siseema de Coulomb. corretamen- . a equação de onda amortecida. V2A . J = O. * 16-8 Partindo de uma expressão para a força por unidade de volume sobre uma região do espaço livre e usando as equações de Maxwell e a identidade vetoria] da Eq. Eq. B . às vezes. Encontre o campo magnético B correspondente que contém cargas e correntes: e o vetar de Poynting. Il = Ilo . um campo eletrostático e um campo magnetostático. By propagando-se no sentido positivo de z. E = iEo sin 2. de densidade de momentum do campo eletromagnético. demonstre que a Fv 1 = - (o ae (E x B) " 1 + (oE 1 V . ou seja. V)E (A quantidade EO B V . as equações de Maxwell são obtidas corretamente a partir de uma só função vetorial A que satisfaz I a2A V· A O sistema no qual V • A'= = 0. V)B.t) + jEo sen w(~ z . (16-29).c '7T "2 ot = O. <p Demonstre que é possível tomar o potencial escalar que satisfaça a condição de Lorentz. Introduzindo a mudança de variáveis. e E. 16-7 Ê dada a onda eletromagnética E = iEo cos w(~ z . Demonstre que as equações de Maxwell são obtidas.

--.cr- -. x. de Maxwell para um meio isotrópieo. B V V et de -. a equação p e E =. onde Z satisfaz. tomando . onde Y satisfaz. não condutor.z. -:.t) é uma 16-13 É dado um meio no qual p=O.y. x Z J=O.E = parte real de V x V x (Fa). V x (Fa). x (Fa). li- e onde B = V x V x E = _. M(x. p. a partir de uma única Y. a equação \7-'1: " - c. de (P (Ir 2. a partir de uma única função vetorial Z (vetor de Hertz). porém onde a magnetização corretamente. I ê2y y. vetorial Demonstre que as equações de Maxwel1 são obtidas. 16-14 Demonstre que as equações ser satisfeitas.••e vre de cargas. podem 1. . v ou eê onde a é um vetor unitário constante e F satisfaz a equação de onda escalar. - Po\1 x êY êl' homogêneo. função função dada.Problemas 345 te. 1 (o E=Eo.

raios X etc. para capítulos posteriores. Definimos um vetar. uma vez que (wt . a direção especificada for a direção z. a começar pela consideração da propagação de ondas através de um meio linear. com direção de propagação u. em primeiro lugar.. Dessa forma. Se. denominado vetar de propagação. EM MEIOS NÃO CONDUTORES As soluções da Eq. Uma onda plana é definida como uma onda cuja fase é a mesma. radiação térmica.I(u'r) e .. isto é.KZ) é uma constante para tez dados. o estudo das causas da geração das ondas e veremos. em todos os pontos de um plano paralelo ao plano xy. que idealizaremos como sendo infinito quanto à extensão. como vimos ao derivar a equação da onda das equações de Maxwell. é necessário construir ondas planas com direções de propagação arbitrárias. (16-31) mais facilmente tratadas são aquelas conhecidas como soluções da onda plana. num dado instante. Dessa forma.CAPÍTULO 17 "" PROPAGAÇAO . por causa das condições de contorno. uma onda plana com direção de propagação u. Então. em muitos problemas é escolhido um sistema de eixos por outras razões. a solução (16-34). Aí. ONDAS DE ELETRO MAGNETICAS As equações de Maxwell têm algumas soluções especiais que descrevem as ondas eletromagnéticas. que já foi estudada. por exemplo. (apesar de efeitos de mecânica quântica também serem importantes em freqüências mais elevadas). onde u é um vetar unitário. microondas. -i(wr-. é uma solução de onda plana.é descrita por . Suponhamos que se elabore uma solução de onda plana. Os resultados são aplicáveis a ondas de rádio. a variável z do expoente deve ser substituída por u • r. não importando os valores de x e y. projeção de r na direção de u. por exemplo. luz. Ondas planas propagando-se na direção z são adequadas para problemas em que a escolha da direção z é arbitrária: todavia. r) 346 . como K 17-1 ONDAS PLANAS MONOCROMÁTICAS = KU e escrevemos a dependência exponencial do espaço e do tempo da onda plana como e-i(wt". Deixaremos. Examinaremos agora estas soluções detalhadamente. como elas penetram no meio. em todos os pontos em cada plano perpendicular a alguma direção especificada. E deverá ter a mesma fase em todos os pontos que tiverem o mesmo valor z.

poderíamos voltar à Eq. (16-31). Já conhecemos. assim as equações são v· D=O. t"p W K c n (17-2) = dt K onde usamos o resultado da Eq.. em toSe u = k. vetor unitário na direção z. Ê etc.9979 x 10 8 m I s . (17-7) onde "f é uma amplitude vetorial constante. = -iw Da mesma maneira. Não há carga prescrita ou distribuições de corrente no meio e a condutividade g = O. No espaço livre = C = . (17-3) a (17 -6). porém. Se K • r for escrito (17-1) tomar-se-á K~. então dos os casos o com primen to de on da À = 21f I K. através de nosso estudo anterior da equação pacial e temporal esperadas numa onda plana. - wl = (constante) Derivando em relação ao tempo. A velocidade de propagação de uma onda monocromática plana é precisamente a velocidade com a qual se movem planos de fase constante. Para obter. que K • r WI li • = (constante) (17-1) de r na direção K. Esta substituição imporá condições que as constantes supostas K. porém é efetivamente melhor retomar às próprias equações de Maxwell. a Eq.welL Eqs. vemos que o operador a/at é a ar para uma função desta forma particular. as dependências essupor que os campos têm a v x E = _êB v x H = cD at . obtemos de. naturalmente.J 1 ----==-= <o Jio = 2. encontrar-se-á (Problema . Fase constante significa. (17-4) ai ' (17-5) (17-6) da onda. (17-3) V· B=O. iremos forma E(r. Derivando uma função da forma Êe -iw t em relação a t. (16-33a). da onda plana e iremos substituir as soluções supostas nas equações de Max. terão de satisfazer para que as funções de onda planas sejam realmente soluções das equações de Maxwell.. agora.Ondas Planas Monocromáticas em Meios Não Condutores 347 r = z como no caso especial. t) = Êe-ilwr-K'r) etc. onde K é o módulo de K e ~ é a projeção KÇ. assim. as soluções detalhadas da onda plana para E e B. t"p = nwlc. complexa.

Isto é. Ê = (K/W)Ê.* assim. de forma que E e J1 são escalares constantes. (17 -8) K' B=O. para urna função da forma Êe-il< • r. invariavelmente. as equações de Maxwell tornam-se ondas planas (após se cancelar i e a exponencial) K' Ô=O. Os vetores K. (17-10) (17-11) serão (17-12) (17-13) x H= -wÔ. (17-16). (17-16) e usando K x B da Eq. Todas as nossas aplicações serão em meios não magnéticos. porém adiaremos seu estudo. observável nas freqüências de raio e microondas em circunstâncias especiais. ambos. Suporemos também que o meio é homogêneo e isotrópico. . se supusermos que K =1=O. (17-17) Se considerarmos W urna freqüência dada e K um material dado constante. Não consideramos a ressonância paramagnética. V O operador V é = iK. p ~ Po para todos os materiais. K X Ê = wB. Com a identidade vetorial Os únicos meios para os quais /J difere apreciavelmente de /Jo em baixas freqüências são os fer* romagnéticos. Finalmente. Tal onda é denominada transversal. (17-17): o K x (I( x Ê) = Wl( x B =- K(W/C)2Ê. (O caso K = O é realmente possível e não trivial. K X B= -2 c - W KE. K X K (17 -9) Ê = wB. encontramos o módulo de K. Para freqüências óticas. tornando o produto vetorial de I( com a Eq. E. (17-14) (17-15) (17-16) A 1(' B=O. Assim. E e B são também perpendiculares um ao outro. corno B é proporcional a K x Ê. E e B devem ser perpendiculares a K. O módulo relativo de Ê e B é também determinado pela Eq.) Além disso. Ê e B. _ 1J1 H=-B. obtemos as equações de Maxwell na forma KK' Ê= O. Se supusermos que o meio é linear. as equações constitutivas Ô = tÊ. que n:i:o são de qualquer modo lineares. admitiremos que J1 = 110' Recordando que E = KEo e EoJ1o = 1/c2 . veremos que K' Ê = O. deveremos procurar satisfazer este conjunto de equações vetoriais algébricas através de escolhas adequadas de K. para simplificar. I( B= O. B (nesta ordem) formam um conjunto ortogonal dextrogiro. Primeiro.348 Propagaç:i:o de Ondas Eletromagnéticas 17-1) que.

(17-14) a (17-17) separadamente. Ê =0. (17-20) n=JK.= fi Esta relação. denominada relação de dispersão transversal. -K(w/c?Ê ou = _"lÊ. t) t) = Êe-i(WI-"'r). (17-21) direção e sentido: (17-22) B está completamente determinado _ n em módulo. de forma que B = E. propagando-se do de u positivo. Para uma solução ainda que * Em unidades gaussianas. é descrita por E(r. * A velocidade de fase da one da é c/n. B(r. uma combinação linear de soluções (superposição de ondas planas) é também uma solução. - B=-uxE.não necessariamente senoidal..Esta superposição de ondas planas tem a forma de uma série de Fourier (complexa) e. Então. com a ressalva de que deve ser perpendicular a u: u· O módulo material: de K é determinado. Cada termo da série teria de satisfazer as condições das Eqs. Como as equações são lineares. Com estes resultados é possível estudar alguns problemas óticos importantes extremameme interessantes. cÊ = Ê em unidade MKS. w. Dessa forma. portanto. mas que serão deixados para o próximo capítulo. de acordo com o exposto no Capítulo 8.Ondas Planas Monocromáticas em Meios Não Condutores 349 como K • Ê = O para a onda transversal. c Observemos que no vácuo (n = 1). arbitrários. (17-7) A amplitude onde K = KU. podemos formar outras soluções tomando as somas de ondas planas. Recapitulando: uma onda transversal monocromática plana. poderia representar qualquer solução que fosse periódica . = Be-i(wr-"'r). (17-23) onde cada coeficiente Ê depende de K í e wí. Isto é. substituímos B por B/c. . O sentido de li e a freqüência w são completamente Ê é arbitrária. os campos E e B têm módulos iguais para uma onda plana no vácuo. (17-18) do vetor no senti- . A pesar das soluções de onda plana serem apenas uma classe restrita de soluções das equações de Maxwell. são muito importantes uma vez que formam a base de uma classe muito maior de soluções. determina o módulo de onda K em termos dos w e K supostos. pelo índice (17-19) de refração do para uma dada freqüência "= onde n é definido como nwjc. w/c.

Usaremos o acento circunflexo para quantidades complexas. de modo que Êu == O de acordo com o resultado u • Ê == O da Eq. isto é. a soma da Eq. w) é chamada de transformada de Fourier de E(r. De fato.350 Propagação de Ondas Eletromagnéticas não periódica. 1>5 == O. será exposto no Capítulo 19. 17-2 POLARIZAÇÃO Há mais a dizer sobre as amplitudes vetoriais complexas ~ e B. p. E = ÊpP + Ê/. 1>8 é a fase da componente do campo E na direção s. É também mais conveniente expressar as componentes do que em termos de partes real e imaginária. s. + Êuu.a integral de Fourier . Neste caso. w) uma função contínua de K e w. ou um vetor cujas componentes (em relação a vetores-base reais) são escalares complexos. uma vez que lha. Não há restrição a fazer r/>p r/>s = r/>. t). isto simplesmente dita certa escolha da origem de t. A função ~(K. r/>s = 0. w). Tomamos u como sendo o sentido de propagação da onda plana. Ao escrever a primeira forma em termos de componentes e a segunda em termos de partes real e imaginária. (17-24) o vetar unitário p pode ser considerado em qualquer direção perpendicular a u. contanto que Dentro de nossos objetivos. Sejam ÊP complexas na forma polar (17-25) = E P el<1>p • Então. Este efeito. quando for necessário distingui-Ias. também teríamos de considerar a possibilidade de n depender de K bem como de w. no próximo capítulo faremos uma escolha especial que explicará a notação particular aqui introduzida. por exemplo. conhecido como dispersão. (17-23) pode ser convertida numa integral . vê-se facilmente que as duas formulações são equivalentes. (17-19). ainda não afirmamos explicitamente o que entendemos por vetar complexo. na segunda forma. u constituem um conjunto dextrogiro de vetares unitários ortogonais reais. Com esta esco- . porém Êp e Ês são arbitrários. 11 = 11(/(. a segunda forma é mais conveniente. ~ == Er + iEi.sendo ~(K. Dois significados óbvios sugerem o que realmente são: uma quantidade complexa cujas partes real e imaginária são vetores reais.

a um meio. que podem ter quaisquer valores. apontando sempre ao longo do sentid0cleBpp + E. Infelizmente. O traço para cp = 1f/2 está eliptieamente polarizado. em qualquer ponto dado r.. Então E(O. t) q. = n/2.K • r . r) = Epp cos (wr . ° E(O. Um quadro minucioso do campo E oscilando num certo ponto. com amplitudes reais Ep e E. o valor máximo de E no sentido de p pode ser atingido num instante de tempo diferente do que o valor máximo de E no sentido de s. O sentido de propagação u está dirigido para nós. Para <p = n.yE2 + E2S e re· toma ao valor original. isto é. digamos r = O. através de zero. Primeiramente. Se Ep = ou Es = 0. . então <p será indefinido. 17-1. Os traços para cp = O e 1f estão linearmente polarizados. dextrogiro. Este * O uso aqui do termo "polarização" nada tem a ver com aquele introduzido no Capítulo 4. 17-1. • D O campo E decresce alternadamente de YEp2 +E2. é mais bem compreendido ao considerarmos alguns casos especiais.4.) + EsS cos (wr - K • r). Figura 17-1 Traçado da ponta da seta do vetar E num dado ponto do espaço como função do tempo. Além disso. A seta do vetar E traça um percurso elíptico em sentido horário como é mostrado. = Epp sen wt + EsS cos wt. em geral. como é mostrado na Fig. Para E(O. até .s. Este caso é denominado polarização linear* e é ilustrado na Fig. r) = (Epp + Ess) cos wt. suponhamos que <p = O. não causa confusão pois um termo se aplica a uma onda e o outro. teremos também polarização linear. a mesma palavra é usada por convenção. para cp = -1r/2 (levogiro) ele gira no sentido oposto. (17-26) o campo E é decomposto em componentes em duas direções. mas. as duas componentes podem estar oscilando fora de fase por <p. t) = (- Epp + EsS) cos wt.Polarização 351 ou a parte real é E(r. temos novamente polarização linear.

qualquer outra escolha poderia ser feita. livremente. de forma que as partes reais de Ê e B são perpendiculares. todavia. mesmo o próprio estado físico da polarização é parte da arbitrariedade admitida por nossa solução da onda plana suposta para um meio infinito. A amplitude complexa do vetar B é dada pela Eq. Da Eq. t) = E. porém. esérevendo E(O. e permutando tramos Em geral. B = (n/c)[E? cos (wt - ep) - cos wt]. = ±rr/2 e Ep = Es. expressões complexas para os campos E e B. (17-26). apesar de sua componente. t) = B = Be-iwt com a Eq. em qualquer direção dada. os vetores E e B reais são perpendiculares em cada instante. porém o eixo maior e o menor da elipse formam ângulos com os eixos p e s. o percurso é o mesmo. porém traçado em sentido anti-horário.352 Propagação de Ondas Eletromagnéticas caso é chamado de polarização ehptica à direita. o traçado do vetor E na Fig. . 17-1 girada de 90° no sentido anti-horário. a anulação do produto escalar de dois vetores complexos não signific:l41le suas partes reais sejam perpendiculares mas. As expressões u = 1(E . * Para </. (17-29) * ~ bastante inconveniente o fato de não se aplicar aqui a "regra da mão direita". Como os eixos p e s foram escolhidos arbitrariamente no plano perpendicular a li. encon- Tomando o produto escalar desta equação com Ê. O). o traçado é ainda uma elipse inscrita no contorno da Fig. H). A justificativa matemática deste procedimento baseia-se no fato de que as equações de Maxwell são equações lineares. D + B . o módulo do vetar E nunca se anula. (17-27) Da parte real de B(O. 17-1. O traçado da seta do vetar B é igual à Fig. temos polarização elíptica (mesmo se Ep = Es). 17-3 DENSIDADE E FLUXO DE ENERGIA Usamos. veremos como uma polarização particular pode ser produzida e medida. Também Re Ê = E(O. No caso especial quando </. (17-22) o ponto e a cruz. neste caso. (17-22). o fazer. satisfeitas separadamente pelas partes real e imaginária de uma solução complexa. (17-28) Como o produto escalar das Eqs. Com polarização elíptica. Uma nova escolha giraria os eixos coordenados na Fig. O). denominado polarização elz'ptica à esquerda. (17 -28) e (17-27) é nulo. No próximo capítulo.. 17-1 representa uma realidade física que não poderia ser alterada simplesmente pela transformação de coordenadas.. Neste ponto. (17-22). Para outros valores de </. Es e </. Re B = B(O. temos polarização circular (à direita ou à esquerda). porém esta é a convenção. com a compreensão de que as quantidades físicas reais são dadas pelas partes reais da quantidade complexa. o são. 13 = ~ li c X Ê. = -rr/2. temos para a parte real E = Epp cos (wt - ep) + E"s Esp COS wt. 17-1 e introduziria novos valores de Ep.

. uma densidade de energia u que é transportada com a velocidade de fase vp da onda plana. (17-31). (17 -31) (17-32) contri- B2 = (n/c)2E2 = El1oE2. Para polarização circular (q. para polarização linear = O. 110 c (17-34) As expressões para a densidade de energia e fluxo de energia por unidade de área assumiram formas especialmente simples para ondas planas. B = J. a partir da Eq. de forma que o vetor de Poyntíng se dirige no sentido da propagação. vemos que os campos elétrico e magnético proporcionam buições iguais à densidade de energia (17-33) U=EE 2 =110 (n)2 E. uma vez que a origem é arbitrária. E X H = EHu. n então S = uVP' Esta equação é análoga à relação J =pv. Além disso. = ±1f/2) E2 = E2P sen2 wt + E2P (cp cos2 wt = E2P é constante no tempo. B'H=D'E. Como D = fE. (17 -27) e (17 -28) ao quadrado. A dependência temporal de U e S é dada por E2 .Densidade e Fluxos de Energia 353 S=E X H (17. as duas expressões podem ser combinadas para dar um resultado interessante.] Podemos calcular novamente valores representativos em r = O. são não lineares nos campos. Portanto. obtemos E2 = E~ cos2 (wt - cp) + E. isto é. n c (17-35) Se expressarmos a velocidade de fase da onda plana por um vetar. contudo.30) para a densidade de energia e fluxo de energia por unidade de área. cos2 wt. que é independente do valor particular do campo E: S = . e depende da polarização da onda. [Veja o Problema (17·6). nestas expressões. com módulo s=~ ~ e. Esta analogia reforça a interpretação de S como uma densidade de corrente energética.LoH. 1T) . é essencial tomar as partes reais dos cam· pos antes de multiplicá-Ias entre si. que define a densidade de corrente elétrica de convecção.u. de módulo c v P =~.2 ~ 1 Além disso. no sentido da propagação. Elevando as Eqs .

o qual se aplica ao produto de duas quantidades complexas quaisquer que dependam harmonicamente de t.). é fácil ver que a média temporal da Eq. (17 -39) As integrais seguintes são facilmente verificadas: 1 J lim T T-oo . para qualquer polarização &. todavia. (17 -38) é Re f Re 9 = -!-(uç + V'1)- (17-40) A comparação das Eqs.Jo sen2 úJt dt 1 . mas que não possuam necessariamente a mesma fase. E). É fácil verificar que a expressão (17-36) é imediatamente obtida ao se introduzir o E complexo da Eq. mensurável Como a média tempoe assim o que é de maior interesse é a média temporal de ral sobre um período de cos2 (wt . (17-37). . na forma.354 Propagação de Ondas Eletromagnéticas E2 = (E. A barra indica a média sobre o tempo. + E. (17-36) Este e resultados semelhantes podem ser obtidos mais rapidamente usando um teorema que foi introduzido no Capítulo 13 mas não foi provado. 17-4 ONDAS PLANAS MONO CROMÁTICAS EM MEIOS CONDUTORES Podemos obter. T-oo T"o sen úJt cos úJt dt Por meio destas integrais. E2 será sempre positivo. o produto poderá ser tanto escalar. daremos agora a prova. A dependência temporal em altas freqüências não é. Para provar esta relação. = !. com a mesma freqüência. seja to = u Então Re + iv e go = ~ + (17-38) f Re 9 = (u COS úJt Re f*g '1 sen úJt). E2 = !(E. (17-40) e (17-39) prova o teorema da Eq. apesar de fisicamente apresentarem comportamentos significativamente mais complicados. enquanto = uç + v'1. + E. onde to e go podem depender de outras variáveis mas não do tempo. (17-26) em E2 = ! Re (E* . em um meio condutor.) cos2 wt varia entre zero e um máximo no dobro da freqüência da onda. soluções da onda plana que são bastante semelhantes.r/J)é --}.I cos2 úJt dt T-oo T 'o 1J lim -. Se as quantidades forem vetores. como vetorial. Naturalmente. = O.T lim . Se t==toeiwt e g == goeiwt. às da Seção 17-1. Suporemos ainda que não haja carga prescrita. = ~. temos RefRe 9 =! Ref*g· v sen úJt)(ç cos úJt - (17-37) i17.

Todos os resultados da Seção 17-1 serão válidos. a Eq.. ao invés de ter uma amplitude constante. ao invés da Eq. (17-42) temos de supor que K.= K assim. porém atenuadas no espaço.. encontramos I i I E(r. Ainda.- aD Fazendo as mesmas suposições e substituições de antes. vamos definir uma constante dielétrica complexa K. g )_ (17-41) Agora. rl. r)e-i(wt-"'. _ B cF = -. chegamos a KxH=-wÍ>-igÊ ao invés da Eq. por n1 = lê. a relação de dispersão transversal (17-42) = ~K = nw/c. (17-11). n. discutimos brevemente o caso de um w complexo. seja uma quantidade complexa em um meio condutor. porém. No último capítulo. se novamente supusermos que X resultará em K O e K' Ê w/c = O. K XB _ isto se toma = -2 w ( K + c i (oW. (17-17) toma-se K X +/-. onde definimos um (ndice de refração complexo. K e u forem substituídos por X. A única questão que se proporia seria a seguinte: o que eles significam fisicamente? Para interpretar as soluções com o vetor de propagação complexo K. n. Introduzindo o complexo K na solução (17 -7). B(r.c- Então. se K. t) = (Êe- "'."'. n. K e li. até onde for possível. é útil expressá-Ia como (17-44) (em contraste com a representação adotada para a amplitude vetorial complexa Ê).Ki' r)e-i(wt. rI. . (17-6). Estas soluções provarão ser oscilantes no tempo (não amortecidas). devendo ser escrito como K. E. formalmente. t) = (Be. porém agora pode haver uma densidade de corrente induzida em resposta ao campo E da onda. para reduzir o caso presente ao anterior. decresce em amplitude.. como anteriormente. J = gE. temos V x H = at + gE. Nosso ponto de partida é o mesmo que para um meio não condutor. com a única exceção que.=21f!Kr. (17-43) Para satisfazer a Eq. mais rapidamen- .I I Ondas Planas Monocromáticas em Meios Condutores 355 I I nem distribuições de corrente. As soluções que serão de maior interesse nos capítulos seguintes resultam da suposição de que w é real e K é complexo. ou w. Esta é uma onda plana propagando-se no sentido Kn com comprimento de onda 11. g (oW' w •• K E.

(17-48) denominado profundidade de atenuação._~' K .- Ki• Escrevemos ir (17-45) onde n e k são chamados de constantes óticas. (17-22) torna-se. c (17-46) O complexo ri significa que E e B não estão em fase um com o outro. Seu recíproco 6 = c. Em termos do índice de refração complexo n = n + ik.356 Propagação de Ondas Eletromagnéticas te no sentido Ki' As superfícies de fase constante são planos perpendiculares à direção de propagação Kr' Existem também superfícies de amplitude constante que são planos perpendiculares a K i. notadamente no caso da onda que penetra no meio condutor com incidência normal a um contorno plano. na mesma fie: qüência). t) = (Êe-kwS!C)e-iwU-nS!C).V K '. (17-47) Fazendo u . A onda propaga-se com velocidade de fase c/n e constante de atenuação kw/c.kw. que Kr e Ki tenham o mesmo sentido. Tal quantidade determina quão rapidamente a amplitude do campo oscilante decai com a distância. .-/(. de início.. podemos expressar a profundidade de atenuação . Vamos supor.2 + _lK. obtemos para o campo E neste caso especial E(r. seu valor num ponto dado (quer dizer. r = ~.n ' = . mede a distância na qual o campo cai até l/e de. (Esta é uma suposição restritiva. as equa- ainda significam que a onda tem seus vetares E e B perpendiculares à direção de propagação de u. exceto na polarização linear (Problema 17-9). O escalar K a ser usado na relação de dispersão R = nw/c é /( . numa superfície onde a onda penetra no meio):Para um meio não condutor (k = O) esta distância era infinita.V /(r _ !~::. para investigar a velocidade de fase e o comprimento de atenuação da onda. mas que também pode ser aplicável. temos /(j = kw/c. Como o comprimento de onda no meio é À = 2rrc/nw (= l/rz vezes o comprimento de onda no vácuo. que falha ao ser aplicada a alguns casos importantes que serao expostos no próximo capítulo.) Podemos então escrever onde u é o vetar unitário real no sentido comum de Kr e Ki' Uma vez que ções li é real. todavia. B . Significa também que os vetares E e B reais não são perpendiculares um ao outro.u x E. A Eq. )' = n + ik.

Cumpre observar que K i =g/Eo W é inerentemente Notações mais comuns são k = Kl + iKz ou k = K' + iK'. se k <{ n. O comprimento de onda e a atenuação ainda dependerão das constantes n e k do material. como exigido por suas definições. o vetar unitário li deverá ser considerado complexo. (17-43).g. J . /K2 r+ I:. o material é transparente. como em um di elétrico imperfeito com uma condutividade pequena. li • Ê = 0= li • B. quando é expressa em termos das quanti.. não temos necessidade desses resultados gerais. a onda se propagará por muitos comprimentos de onda sem perdas apreciáveis. a n. é importante investigar sua relação com as quantidades K e g. (17-47). em magnitude. os campos reais E e B não precisam ser perpendiculares a Kr (nem a Ki). para quantidades complexas. porém. Elevando (n obtemos (17-50) + ik) ao quadrado e equacionando as partes real e imaginária na Eq. = (17-51) Ki 211k. apesar de a onda ser ainda denominada "transversal" se fê O. se toma razoavelmente complicada. Kl] (17-52) \I I i Escolhemos raízes quadradas positivas de forma a que arnbosn e k sejam sempre reais e positivos. . Como a propagação de onda é determinada pelas constantes óticas n e k.Ondas Planas Monocromáticas em Meios Condutores 357 b=n I:. Contudo. dades reais n. 11 (17-45) 9 (17-41) K=K+i estão relacionadas por (17-43) Esta relação parece ser enganosamente simples. Nesse caso. Quando Kr e Ki tiverem direções diferentes. A 217 (17-49) Num material onde k é comparável. porém desejamos reservar os índices * numéricos e as linhas para outros fins no próximo capítulo. k e K. mas de uma forma muito mais complicada do que a Eq. As definições -=F Í1 = + il:.. = K. Neste caso. Escrevemos* onde K. a "onda" decai de aproximadamente um comprimento de onda. por meio das quais as propriedades do material foram originalmente exploradas. As relações de polarização e energia podem ser generalizadas. com o devido cuidado. Estas equações podem ser resolvidas para n e k: 11 = ~~! 2 = )1[_ K r+"i +-Kt].

por enquanto. ó toma-se. n = Kj2k ~ k. concordando com nosso resultado anterior. o se toma infinito. Em meios não condutores e em campos estáticos. a Eq. (17-54) Ki ~ I Kr I. é positivo e maior que 1. (17-56).Kr>O(W~~): n~JK. Kr <O (W ~ ! k = Kj2n ~ n. (17-53) f ): k~vI-K" 3.c. de atenuação não tem relação com a profundidade de penetração discutida . uma vez queg é positivo: a dissipação de energia J •E =gE2 num meio positivo deve ser positiva. neste caso (17-56) Quando w se aproxima de zero. porém em campos altemantes nos metais pode ser menor que 1. zero ou negativo.. 2. Em freqüências mais elevadas. conseqüentemente.c. A freqüência divisora entre os últimos dois casos é w"'" l/T. que o campo E e a densidade de corrente são uniformes num condutor (não num supercondutor*) para c. Kr = K poderiam ser. (1) aplica.JK como em um meio não condutor. (17-55) Por exemplo. bastante pequeno dentro do intervalo de validade da Eq. e realmente são.. para um isolante perfeito com g = O) e dá n = .se a um bom iS(jtante a freqüências bastante baixas. e também essencialmente para corrente de 60 Hz. simplesmente consideraremos K e g como dados. porém complicadas. eles podem depender da freqüência w. Freqüentemente. O caso (3) aplica-se geralmente onde a profundidade de atenuação é importante ém problemas elétricos. isto é. Ki representa sempre uma perda de energia. (exatamente c. Ki ~ I Kr I. Ki~ IKrl. (w ~ I~I): n~k~vlKj2. uma ou outra das aproximações seguintes é válida. A Eq. reconhecendo que. As equações acima são exatas. Exemplos específicos podem ser encontrados no Capítulo 19. Em termos de distância absoluta. * A profundidade Capítulo 15. enquanto que (3) se aplica a metais nas freqüências de microondas e menores. 1. contudo. Em metais puros a temperatura ambiente l/r = 1014 S-l . convém examinar certas aproximações. (17-48) torna-se. em qualquer material.c.358 Propagação de Ondas Eletromagnéticas positivo. essencialmente c. positivos ou negativos. A aproximação (2) aplica-se a metais na parte superior do infravermelho do espectro de freqüências. onde T é o tempo de colisão para os elétrons livres. Por outro lado. (17-49) mostra que a "onda" é muito intensamente atenuada em termos de comprimento de onda.

a profundidade de atenuação na prata é muito pequena e. O caso anômalo = O.- c2 at2 1 iJ2E = O. por exemplo. onde de fato não é fácil encontrar as ondas elementares. A cinco profundidades de atenuação (5 m no caso calculado acima) permanece apenas 1% do campo elétrico inicial e apenas 0.. Isto é realmente o que ocorre e se utiliza a técnica de galvanoplastia pára reduzir o custo dos com· ponentes de alta qualidade do guia de ondas . tem uma condutividade g=3x107S/m* em freqüências de microondas. A expressão para a freqüência correspondente a uma profundidade de atenuação S. .Ondas Esféricas 359 A prata fina.01% da potência incidente. de forma qUe a densidade de carga de polarização não se anula como no caso da onda transversal. a profundidade de atenuação é (j = I (211' x 101°)(3 x 2 ~~~. que até agora tínhamos excluído. espera-se que seja desprezível a diferença no desempenho entre um componente de prata pura e um componente de latão prateado.lo e g """4.2 x . k * 17-5 ONDAS ESFÉRICAS Como exemplo de um problema ondulatório mais difícil. consideraremos a equação de onda em coordenadas esféricas. em freqüências de microondas. g}1o (j2 de que resulta f= 58. 10 -5 em.~~ 107)(411' = 9. Como um segundo exemplo. ou uma freqüência de 60 kHz para uma profundidade de atenuação de um metro. Se uni submarino for equipado com um receptor muito sensível e se for usado um transmissor muito potente._-~. é uma unidade de condutância ou do recíproco da resistência (veja o Capítulo 7). O siemens era denominado antigamente de mho. deverá ser usada uma radiofreqüência muito baixa e mesmo assim ocorrerá uma atenuação de sinal extremamente rigorosa. Numa freqüência de 1010Hz. (17-57) * Um siemens (S) é o recíproco de um ohm. é 2 ___ 2 _ 1 _ 3.6 X 103 Hz. será possível a comunicação com um submarino submerso.3 x 411' x 10-7 (j2 S .70 X 105 _ 1 W=-~"'4. Estas ondas são de alguma importância em plasmas. Para a água do mar. Todavia. f.3 Sim. Nesta onda VoE '* O (ainda que V o D = O). x 10-7) Dessa forma. possibilita a existência de uma onda longitudinal. A equação de onda para o campo elétrico no vácuo é V2E .--[/-s . dada. conseqüentemente. calcularemos agora a freqüência na qual a profundidade de atenuação na água do mar seja de um metro. que é uma região de microondas comum. . somente uma densidade de carga pode originar um campo longitudinal. a oscilação discutida na Seção 14-6 é um exemplo.. como oposta a uma onda transversal (Problema 17-14).l = f.

Consideremos a equação escalar de Helmholtz: (17-60) cujas soluções são. 1». pelo contrário. Se isto for feito.). . neste caso. G . facilmente encontradas.. .V x (rlj. a componente radial de V x V x E envolve não apenas a componente radial de E. (17-58) A dificuldade em utilizar coordenadas esféricas surge porque gostaríamos de expressar o vetor E(r) nos termos das componentes radial. 1». E + (~r = E O. observe a identidade E + VV . do azimute e da colatitude. satisfaz a equação vetorial de Helmholtz. complicadas e o resultado final são três equações diferenciais parciais simultâneas que envolvem as três componentes de E. . O rotacional de E pode ser encontrado.) = rV21j. usando a identidade vetorial V x (F x G) para obter = F V .(F . cada uma expressa como função do raio. não será suficiente usar a expressão do laplaciano em coordenadas esféricas na Eq.V .360 Propagação de Ondas Eletromagnéticas Para ondas monocromáticas. (17-61) = r x VIj. como veremos brevemente. V)VIj. Eq. (17-58). e. entretanto. de forma semelhante.(r . deveriam ser escritas: Ex(t. e. (17-64) Como o divergente de qualquer rotacional é nulo. ela é realmente peculiar às coordenadas retangulares. a equação para a porção espacial toma-se V2E(r) + (~r E(r) = O. V)r .VIj. EzCr. F + (G . (17-66) . (17-62) que provém da identidade vetorial V x (Fip) = V ipV x F - F x Vip (17-63) e x r= O. Suponhamos que 1/. 1». V)G (17-65) v x (r x VIj. azimutal e meridional. contudo. é necessário considerar apenas o termo rotacional do rotacional na Eq. As componentes e e 1> são. e. (17-58). é qualquer uma das soluções. Um procedimento simples evita a dificuldade exposta acima. r + (VIj. V)F . A separação que ocorre na equação vetorial de Laplace em coordenadas retangulares não ocorre em coordenadas esféricas. que podem ser usadas componentes retangulares de E que.V x V x E Para verificar isto. Ey(r. (17-61). = . é necessário definir o laplaciano de um vetar por (17-59) o divergente de E é ainda nulo. mas também suas componentes azimutal e meridional. então E = r x V 1/. Deve-se assinalar.G V .

satisfaça as equações de Maxwell. = (~r r x Vlj. - V(r . (17-72) Como o divergente de qualquer rotacional é nulo. O procedimento é muito simples.3"lj. tomando o rotacional da Eq.. O uso destas relações na Eq. numa forma abreviada. em virtude de E e B serem ambos soluções da equação de onda.) =- c (W)2 rlj.Ondas Esféricas 361 Como mostramos no Problema 1-13. em coordenadas esféricas. B =- i --V x w 1 (r x "lj. (17-71) onde se supôs a dependência temporal média e-iwt. sendo l/J uma solução da equação escalar de Helmholtz.(. (A • V) r = A para qualquer vetar A. torna-se pertinente encontrar quantas soluções podem ser usadas para construir ondas eletromagnéticas. A Eq. A variação espacial do campo elétrico é tomada como sendo E = r x Vlj.) = (r . A identidade vetarial V(F .. (17-62) e (17-72) não é a mais geral que se pode derivar de um dado l/J' Obtém-se uma outra solução fazendo B . como r é normal a uma superfície de raio constante. dá V(r' + (G . como particularmente útil neste sistema.) = . poderia esperar-se a solução r x "lj. (17-5) como V x E = iwB. Com esse propósito. além disso. + (Vlj. . (17-4) está satisfeita. (17-5) e (I7-6). + Vlj. (17-69) Finalmente. (17-66) pode ser reduzido através do uso de l/J que satisfaz a equação escalar de Helmholtz. permanecendo. entretanto. O primeiro termo da Eq. obtemos V x V x (r x Vlj. Vlj. V)F + F x " x G +G x V x F. Tendo achado que r x Vlj. (17-62) o campo magnético deve ser escolhido de forma a que. (17-67) Vlj.. (17-66) leva a V x (r x Vlj. juntamente com E. que por sua vez representa uma combinação das Eqs. V)r. (17-70) que é justamente a equação vetorial de Helmholtz. (17-6) é satisfeita. Não se fez uso explícito do sistema de coordenadas esféricas. (17-6). V)G com F = r e G = V l/J . Ela de fato não o é muito em outros sistemas de coordenadas. dessa forma. A solUÇãOrepresentada pelas Eqs. a Eq. r" x rlj. .) + Vlj. apenas o último termo como uma possível causa de complicações. expressamos a Eq. é uma solução da equação vetorial de Helmholtz. o divergente de r é três (3). G) = (F . É óbvio que a Eq. . (17-69). (17-69) fornece o rotacional de E explicitamente ou. (17-68) Os dois últimos termos da Eq. 1 (17-73) e obtendo o campo elétrico por meio da Eq. V)Vlj.). como o é o rotacional de r. (17-67) anulam-se porque o rotacional de qualquer gradiente é igual a zero. = c r x Vlj.

sen e -. B o fazem. (17-76) obtemos () Substituindo R . As soluções diferem pelo fato de E em qualquer ponto ser tangente a uma superfície esférica que passa pelo ponto e tem o centro na origem de coordenadas. a soma dos dois últimos deve ser uma constante. (17-75) t/1 = R(r)e(e)<D(4». Por conseguinte. m =0 (17-80) -r d dr -2 dR1 dr [ 1(l+I)-Kr 2 2] R1= O (17-81) As soluções da Eq. onde transversal significa perpendicular à direção radial. escolhida como sendo _m2 • Em outras palavras. <1>. por outro lado. em coordenadas esféricas. A equação escalar de Helrnholtz é.r. (17-78).__ sen e de de sen2 o n d de m2 =o . sene _lm+ sen e de de 1 d de e [ l(l+ 1).2 sen2 8. d4>2 + m2<1> = O m' (17-78) onde o índice m serve para indicar que <I> depende de m. este termo deve ser uma constante. A soma dos dois primeiros termos deve. temos 1 d R dr 2 dR --r-+Kr+ 2' dr e 1 .. (17-82) . Estes fatos levam à solução E. (17-74) As considerações acima detalhadas mostram que E'. Em coordenadas esféricas.-~ dr dr I esta suposta forma de d . é chamada de transversal elétrica (TE). o problema que consiste em resolver a equação vetorial de Helrnholtz foi reduzido ao que consiste em resolver a equação escalar de Helmholtz. às vezes. (17-78) são bem conhecidas. Nos parágrafos precedentes. B' tem a mesma propriedade.--sen2 m2 e ] el . B' chamada de transversal magnética (TM). Reescrevendo a Eq. daí resultam duas equações: --~. (17-77) utilizando a Eq. (17-79) Os dois primeiros termos dependem apenas de r. (17-75) e dividindo por senO de de d de - + I d2<D <1> d4>2 + K2r- .362 Propagação de Ondas Eletromagnéticas E' =. d2~". e E'. O terceiro termo depende apenas de e este é o único termo que depende de Em conseqüência..dR 1/1 2 + 8 I sene· na Eq. Dessa forma. sen2 <I> =o ' (17-77) após multiplicar por . B' formam uma solução das equações de Maxwell. ser l(l + 1). 1/1.v W lC x (r x Vl~). enquanto que os dois últimos dependem apenas de 8. que é escolhida como -1(1 + 1). B que. naturalmente.sen e .. assim como E. isto se realiza pela técnica da separação de variáveis já familiar por causa dos problemas de potencial (Capítulo 3).

PI Como.r) e conhecidas respectivamente como função de Bessel e função de Neumann.U2)1!2 = sene 1(3u2 1) = -. Está claro que I1(u) =PI(u). (17-81).Ondas Esféricas 363 [ Ás soluções da Eq. e conhecida como equação de Bessel. seguiremos esta notação neste capí- 1 . obter 1 h(2) - J.U2)1!2 = ~ sen28 - 1) [ I 3(1 - u2) =}(1 . (17-80) são menos conhecidas. As soluções comuns são representadas por J1+1I2 (I<. a equação resultante é (17-84) Tabela 17-1 Polinômios de Legendre Associados. as funções estão dadas na Tabela 17-1.1( Kr ) - lnl ( Kr ) . porém algumas já foram encontradas no Capítulo 3. As soluções da Eq. é extremamente conveniente definir as funções esféricas de Bessel como (17-86) e a partir destas. • (17 -87) * No Capítulo 3. Estas soluções* são os polinômios de Legendre PI(cos e).l:(3 cos 2e + 3u(1 . (17-80) para m ~l arbitrário são conhecidas como polinômios de Legendre associados e podem ser definidos por dm PT(u) = (1 - u2)m!2 dum PI(U). entretanto. os polinômios de Le(cos e). Finalmente. Para m ""'O. P'l(u). onde foram vistas soluções para m = O. As suas soluções são também bem conhecidas e foram extensivamente investigadas e tabeladas. p/(e). de ordem I + +.r é facilmente efetuada. devemos considerar a Eq. (17-83) com u =cos e. (17-85) muito familiar aos físicos matemáticos.cos 28) - 1(5u3 3u) - PHu) pHu) 'W - U2)1!2(5u2 1) 15u(1 15(1 ~-112 u2) P~(u) U2)3!2 A substituição RI = ZI transforma esta equação em ç2 ~ç~1 + ç q~1 - [(l + 1)2 - ç2]ZI = O.r) e N1+ 112(I<. A mudança de variável de r para ~ = I<. por sua vez. Para fins de equação de onda. é mais comum escrever tulo bem como nos que se seguirem. estas funções estão escritas como gendre são polinômios em cos e. polinômio ordinário de Legendre. onde u = cos e Designação Po(u) PI(U) PJ(u) P2(u) P1(u) P~(u) P3(U) U Função 1 = cos 8 (1 .

(17-90) A porção espacial do campo elétrico é . ( 3i P - - p2 3) Uma forma geral para >. que é justamente 1).(l/p) . na Tabela 17-2.j.(P) (1/p2) (i/p)e-iP sen p - n. r. Estas funções estão tabeladas para 1 = O. dessa forma. para grandes valores de r. levam a ondas esféricas que entram e que saem. 10 é o r . r cos e. 1o >. Eq. se comportam como '1+ 1 -i". pode ser expressa como (17-88) Calculam-se os campos vetoriais correspondentes mediante as Eqs.{i/p)eip p cos p hS'l(p) hb2l(p) j.:r . de interesse. de >. 1 e 2.(p) hl/l(p) -(l/p)senp -(l/p)eiP(l .1O. é >.:r[1 . h?)(i<.:r I e'" I + r. nz(i<r).r) e h}2)(K. ( + 3i -.'.10 = r. I e Kr e.p2 P 3) 1 - -(i/p)e-'P .364 Propagação de Ondas Eletromag.:r [i :2 - = ar e lxr '.j. Tabela 17-2 Funções Esféricas de Bessel e de Neumann Tipo jo(p) no(p) Função (1/ p) sen . (17-62) e (17-72) para as ondas TE.j.r.i/ p p2 3 ) P Wl(p) .(2)()Kr ~~--~. h.r) são todas soluções da equação radial. '3 ler 2i cos ] {J - ao e l1(r .r). (17-73) e (17-74) para as ondas TM.(1/ p h(p) ~ l3 p3 P 11 sen p - cos -] p2 sen p (i/p)e'P - l p3 ~ 1 P1 ~ cos P .(1/p2) )e ip( (l/p) cos p cos p + i/p) 1 .éticas As funções jz(K. e através das Eqs. Os h são particularmente convenientes em problemas de radiação porque. A escolha mais simples.j. (17 -81). (17-89) i ] O gradiente de V I).

Estas soluções existem para qualquer freqüência w e amplitude Ê. 17-6 RESUMO As soluções de onda transversal das equações de Maxwell são expressas de forma mais simples em termos das ondas planas.. que será tratada no Capítulo 20 de outro ponto de vista. 1. As soluções da onda esférica são utilizadas no estudo da radiação por fontes acop1adas. E( r. O vetar K (parte real) especifica o sentido da propagação e o comprimento de onda (1-. as superfícies de amplitude constante não o são. se estiverem fora de fase..Eoe'H . no veto r de Poynting. Ás superfícies de fase constante. "r [li + . Eo e . apesar de seu sentido ser arbitrário. 72 (J 7-91) onde Eo foi introduzido para tomar a equação dimensionalmente correta. (Entretanto. O módulo de B é B = E/c em cada instante. S=cu.Resumo 365 E =r x 'Vlj. O módulo do vetor de Poynting e a densidade de energia u estão relacionados por . onde c = 1/~ é a velocidade da luz. 2 r n:r li] lf\:T + - '" n: r 2 3 - cos 8ar senOaR· -l--Eoe w 1 . O campo B da onda é determinado pelas outras quantidades. 1 w lKr - 1- w 1 . Todos os outros termos dão lugar.3 "7 (17-92) f Como se verá mais tarde. O módu10 de K é determinado pela relação de dispersão transversal. estes são justamente os campos (TE) produzidos por um dipolo magnético irradiante. r ri "r 2li] -.i(cJt .. r) ) B(r.. É interessante observar que apenas as porções de E e B são proporcionais a l/r contribuem para a radiação resultante. = 211/"). te.r ] sene. a polarização será linear. a relação de dispersão é " =w/c. a termos que decaem mais rapidamente que 1/r2 e conseqüentemente possuem integrais sobre superfícies esféricas que se anulam à medida que tais superfícies esféricas tendem ao infinito. Se as duas componentes de E (no plano perpendicular a K) estiverem em fase. I . enquanto K o Ê = O. l) = Be-il<or-"·'I. ~ E.) A dependência espacial da indução magnética é dada por B=-i-vxE _ . B formam um conjunto ortogonal dextrogiro. são esferas. "r = constante. será elíptica.lO = -a. e a direção de S é paralela a K.. E." . Os vetores K. No vácuo.

Num meio dielétrico linear (não condutor. No caso mais simples. Em condutores. os resultados acima ainda serão todos válidos se c for substituído por c/n. Kr (1) são mais complicadas. em geral. 4. (Num meio magnérico linear. . Isto tem por conseqüência que o índice de refração = n + ik e o vetor propagação serão também complexos. for usada no lugar de K. estando o índice de refração n relacionado à constante dielétrica K por n = .c.JKKm. t) = (Êe-Ki·')e-i(wt-""'l. o comprimento de atenuação n S À- = c/wk = k 2n' também chamado de profundidade de atenuação. porém. como OCorre em geral. o conjunto mais interessante de soluções da onda vetorial transversal é o das ondas esféricas. no mínimo moderadamente bons. Ki =' KW(C. g pode ser tomado como a condutividade c. mas esta generalização tem pouca aplicação. S.366 Propagação de Ondas Eletromagnéticas 2. O resultado é complicado. de forma que Aqui.) todos os resultados de mesma forma serão válidos se a constante K = K + fi ig/cow = Kr + iK. e estas podem ser invertidas explicitamente. é importante. pode-se esperar que seja válido./K. porém aplicáveis em problemas de radiação. não magnético). 6. Para condutores. Num meio condutor dielétrica =' . todas as relações físicas em A relação entre as constantes óticas reais e as constantes dielétricas reais é Kr = 1)2 - k2• Ki = 2nk. n 3. Em geral =' nw(c. abaixo do intervalo de freqüências infravermelhas. A onda é atenuada: E(r. Com exceção das ondas planas. a não ser que certos casos extremos sejam aplicados. Elas são muito mais complicadas.

EI . em termos de Ki.Re B = -. 17-3 Duas ondas planas possuem os mesmos w. Encontre ó /"1-. ocorre que Ki = . 17 -1 para E s = 2E p. V x F = iK X F. Calcule as constantes óticas n e k neste caso. K e sentido de polarização p.Problemas 367 PROBLEMAS 17-1 Demonstre que se F(r) = Aei•· r. com amplitude 2E. S. onde a = 2/fi é denominado coeficiente de absorção.que não poderia ocorrer se as duas ondas tivessem direções de polarização perpendiculares. amplitude e polarização linear. Demonstre que a superposiç. .az. razão entre o comprimento de atenuação e o comprimento de onda.) Que éS? 17-9 Para uma onda plana em um meio condutor B=-uxE. 17-5 A Terra recebe em torno de 1300 W/m' de energia radiante do Sol. K e amplitude E.O e Ez . ou num semicondutor.ado. 17-6 Suponha que A e B são vctores complexos.ão das duas ondas é linearmente polarizada. com rp= 30° e com rp= 60° .. (-E) 17-10 Em metais na região infravermelha do espectro. (Observe que a origem não é arbitrária. em termos de Kr. mas polarização circular oposta (isto é. Calcule o vetor de Poynting temporal médio.c k EpEs sen <p. 17-4 Desenhe uma figura semelhante à Fig. C n Suponha que E é elipticamente polariz. 17-2 Demonstre que para uma onda plana no vácuo li = E -J ~ -(~ = 377 0. Calcule Re A • Re B e compare com Re (A • B). Supondo que a energia esteja na forma de uma onda mono cromática plano-polarizada e supondo incidência normal. Esta resistência é denominada impedância do espaço livre. 17-8 Considere uma onda estacionária no vácuo que é a superposição de duas ondas planas de mesma freqüência. Demostre que A • B'= O não implica Re A • Re B = O. Calcule n e k neste caso.rp. com os mesmos w. 17-13 Um vetor de Poynting proporcional a E' decai como e. o comprimento nuação ó está relacionado com a condutividade g por 2n de ate- fJ=--~ g~/(o' onde ~ = 377 n.. Prove que em cada instante de tempo Re E . esquerda e direita).. 17-11 Num dielétrico que se torna absorvente em altas freqüências.Kr numa freqüência w = g/ "" 1014 çl. A perda de potência é freqüentemente expressa em decibéis por metTO (dB/m). ocorre que Ki = Kr. calcule o módulo dos vetores campo elétrico e campo magnético da luz do Sol. Observe o efeito de interferência devido à diferença de fase 1>. com Ê = EpcirPp + Ess. sendo um àecibel definido como dez vezes o logaritmo comum da razão entre o fluxo de energia por unidade de área inicial e o final. 17-12 Demonstre que num meio quase transparente de Índice de refração n. porém com amplitudes e fases diferentes. t) das ondas superpostas. da superposição das duas ondas. porém com K oposto. onde A é constante V· F = iK' F. Calcule o vetor de Poynting Ser. 17-7 Considere duas ondas planas no vácuo..

. w) = O é chamada de relaça-ode dispersa-o longitudinal.) que um meio de comunicação por ondas luminosas deve possuir para ter uma perda menor que ldB/km.5. Demonstre que as equações de Maxwell. possuem uma solução longitudinal na qual H = O e K X E = O.368 Propagação de Ondas Eletromagnéticas a) Demonstre que perda de potência =o 4. a constante dielétrica K = O. calcule a condutividade (ótica.34 a dB/m b) Partindo do resultado do problema 17-12. não c. porém K • E *' O.) 17-14 Suponha . Demonstre que existe uma densidade de carga de polarização Pp = iK. (A equação K(K. supondo um índice de refração n = 1.c.EoE. sem carga externa ou densidades de corrente.

são necessárias soluções da equação de onda não homogênea com fontes especificadas e as condições de contorno são completamente ignoradas. INCIDÊNCIA NORMAL As ondas eletromagnéticas que se propagam em materiais geralmente neles penetram através do limite entre o material e um outro meio. Na primeira classe. O exame des· te problema necessita da aplicação das condições de contorno deduzi das no Capítulo 16. _iE'lxC-i(Kl=+ü.>t). Começaremos com o caso mais simples: urna onda plana incidindo normalmente numa interface dielétrica plana. que os campos elétricos estejam linearmente polarizados na direção x. (18-1 ) = iE 2x CilKF . A experiência nos diz que a onda incidente será acompanhada por uma onda refletida e transmitida. Hí descrevem a onda refletida que se propaga no sentido menos z e E2 . exceto pela insistência em ondas que saem e que os campos decaiam com l/r a grandes distâncias. 369 JI . E1. Duas classes gerais de problemas serão consideradas: problemas de valores de contorno e problemas de radiação por distribuições de carga-corrente prescritas. soluções da equação de onda homogênea são combinadas de forma a que satisfaçam as condições de contorno apropriadas. Na segunda classe. primeiramente.>t). e os descrevemos por: EI = E'I E2 iElxCi(Kl=-ü. Eí. veremos que as condições de contorno poderão ser satisfeitas somente se elas estiverem presentes. 18-1 REFLEXÃO E REFRAÇÃO NOS LIMITES DE DOIS MEIOS NÃO CONDUTORES. A interface é considerada corno coincidindo com o plano xy em z = O. E e B desenvolvidas na Seção 17-1. A situação é descrita na Fig. 18-1. talvez ar ou vácuo. Nesta figura. H2 descrevem a onda transmitida. A primeira classe de problemas constitui o objetivo deste capítulo. Cada uma das três ondas é obrigada a satisfazer as relações entre K.CAPÍTULO 18 """ ONDAS EM REGIOES DE CONTORNO As soluções das equações de Maxwell encontradas nos capítulos precedentes serão agora usadas para resolver problemas de interesse prático. H1 descrevem a onda incidente que se propaga no sentido mais z. com o meio 1 à esquerda e o meio 2 à direita.(or). Supomos.

- onde. Seguramente. Como as componentes normais dos campos se anulam. O campo E deve ser contínuo nos limites. Como apenas as razões foram determinadas. e transmissão com inci- onde w c Através da Eq. (17-22) - e /1 C w 1(2 /12 c (18-2) B = u x E.. (18-3). de forma que da Eq. (18-3) Elxei("2:- . (18-1) são dados por cRI cB'[ cR2 = jlll = = j/12 Elx"i(t. as ondas refletida e transmitida deverão ter a mesma freqüência w que a onda incidente se as condições de contorno em z = O forem satisfeitas para todos os t. por sua vez. (18-1) para z = O (18-4) O campo mos: H deve ser contínuo também e. U = k para as ondas incidente e transmitida eu = -k para a onda refletida. (18-4) e (18-5) podem ser resolvidas simultaneamente em termos da amplitude dadaE1x da onda incidente: para as amplitudes de Eíx eE2x As razões entre as amplitudes refletida e transmitida e a amplitude incidente são totalmente determinadas pelos índices de refração dos dois meios. j/1[ E'txe-i1t. em meios não magnéticos (111 = 112 = 110) te- (18-5) As Eqs.:1:-c"t!. determinam as amplitudes dos campos magnéticos por meio da Eq. Estas amplitudes.:1:+C)t).)t).370 Ondas em Regiões de Contorno I Figura 18-1 Reflexão dência normal. neste caso. apenas as condições de contorno sobre as componentes tangenciais necessitam ser consideradas. os campos magnéticos associados com os campos elétricos da Eq. é conveniente introduzir uma notação .

(18.5 e 111 = 1. Elas também satisfarão equações como a Eq. para incidência normal.. Os índices indicam que a onda é incidente desde o meio 1 até o meio 2. (18-6).- (18-7) O que geralmente se mede não são os campos E refletido e transmitido. 112 2 (18-9) ~=--t12' (18-10) da n1 Com os coeficientes de Fresnel dados pela Eq.04 e Tn = 0. (18-7). porém os fluxos médios de energia. para cada componente da polarização e também para as intensidades totais. onde n2 = 1. em cada meio. . = Rn. as Eqs.96.Reflexão e Refração nos limites de dois MeiosNão Condutores 371 especial para eles. (18-6) e t12 são chamados de coeficientes de Fresnel respectivamente para a reflexão e transmissão. (18-12) não importando a diferença de fase entre as componentes p e s. a solução é dada por rI 2 = n2 - 112+nl --. o refletido e o transmitido. (18-8) e (18-6) SI =~. Dessa forma. Se a onda inci· dente for elipticamente polarizada. Conforme a Eq. (18-8) vemos que as intensidades associadas às componentes x (P) e y (s) se adicio· nam simplesmente. consideramos apenas a radiação linearmente polarizada. Elx E Ix =rI2' 712 E2x E Ix =112. De acordo com as Eqs. (18-9) a (18-11) valem. por unidade de área.. Estes são dados pelo vetar de Poynting e são denominados intensidades das ondas. Assim. E. Definimos a reflectáncia Rn e a transmitáncia Tn para incidência normal pelas razões das intensidades S'1 S2 s. separadamente. = O. Então. em cada meio S - 1 =-- n /lo 2 2 c (E P + Es)· 2 (18-8) Aqui. deveremos considerar as componentes perpendiculares Êy = Ê. isto é. além das componentes x. apesar de estarem fora de fase com as três componentes x. os coeficientes de reflexão e transmissão são Rn = 0. escolhemos Ep = E. nl t 12 = 2nl 111+112 -.10) satisfazem Rn + Tn = 1 (18-11) para qualquer par de meios não-condutores. Numa interface típica de ar-vidro. As três componentesy estão em fase umas com as outras. das Eqs. com os mesmos coeficientes de Fresnel. Até agora.. (17-34) e (17-36). a reflectância e a transmitância Eq. independentemente do grau de polarização elíptica. Esta é uma expressão da conservação da energia na interface.

a saber: ocorre uma variação de fase de 7f radianos numa reflexão por um meio "mais denso" mas não ocorre variação de fase numa reflexão por meio "menos denso". r- wtl (18-13) Figura 18-2 Reflexão e refração-incidência oblíqua. Para a água do mar. K2 = 81. precisamente. dirigem-se para fora do papel.64. como era esperado pela Eq. ou seja. se n2 for maior que nl . Ei e E2' também se localizarem neste plano.não há lugar para armazenar energia na interface. O vetar campo elétrico mais geral pode ser decomposto numa componente no plano xz (plano de incidência) e numa componente perpendicular a este plano.33 para a luz visível.* Os campos elétricos das ondas incidente. Trata-se. Os vetares H" H. rem coplanares e se localizarem no plano xz e os vetares de campo elétrico. * Provar-se-á que os vetares de propagação são sempre coplanares. Para freqüências de rádio. melhor condutor. Como um segundo exemplo. que rege a polarização por reflexão. Esta escolha é feita para obter a lei de Brewster . A reflexão e a transmissão destas duas componentes são regidas por leis diferentes. a primeira razão será positiva..372 Ondas em Regiões de Contorno Assim. Um outro fato interessante é obtido ao se examinar a Eq.O E REFRAÇÃO NOS LIMITES DE DOIS MEIOS NÃO CONDUTORES. se os vetares de propagaçãoK1. e H. (18.6). K'I. INCIDÊNCIA OBLÍQUA Caso mais geral do que o exposto na seção precedente é o da reflexão de ondas planas que incidem obliquamente numa interface dielétrica plana. como veremos na Se- 18-2 REFLEX1\. A consideração deste caso conduz a três leis óticas bem conhecidas: a lei de Snell. de modo que Rn = 0. abaixo de w"'" 1011 S-1 . 18-2. . : -- . toda a energia incidente é refletida ou transmitida . a lei da reflexão e alei de Brewster. Contudo. a reflectância é ainda maior. do enunciado familiar da ótica.e K2 foA situação será descrita pela Fig. refletida e transmitida são dados por E'1 Ê'IP ei(KI' . EI . O plano xz é o plano de incidência. a água pura comporta-se como um não condutor (Caso 1 na Seção 17-4) e assim n2 = ~ = 9. Rn = 0. na água n2 = 1. ção 18-4. (18-11).02.

A Eq. existe também uma componente s (não representada na Fig. que na incidência oblíqua não apenas as ondas refletida e transmitida devem ter a mesma freqüência que a onda incidente. e a normal unitária à interface é n = k. Ê2p =Ê2pP2. a palavra alemã para perpendicular). É claro. Isto é. Ê2s = Ê2sS2. partindo do fato da Eq. primeiramente. (18-15). e somente se.Reflexão e Refração nos Limites de dois Meios Não Condutores 373 onde Êlp =ÊlpPl' Êjp =Êíppí.15) valer apenas na interface z = O ou n • r = O. Os vetares propagação são K1 =KIUl etc. a Eq. (18-14) está justificada. que agora deduziremos algebricamente. r = K2 • r na interface (18-15) Esta condição tem três conseqüências interessantes. r)n . pelas Eqs. (I 8.r. n. 18-2) da amplitude de cada onda. n o = (n . "1' r = -K1 . que "'1 se localiza no plano de incidência. (18-13). Agora. "2 está no plano de incidência. de modo que (18-14) As componentes s são perpendiculares ao plano de incidência (s de "senkrecht". Como r é um vetar arbitrário na interface. O plano definido por K 1 e n é denominado plano de incidência e sua normal está na direção de K 1 X n. (18-16) Isto implica. do mesmo modo. A componente p da polarização foi escolillda de modo a ser paralela ao plano de incidência (p de "paralelo "). n x (n x r) = -("1 X n)' (n x r) e de maneira semelhante procedemos para os outros membros da Eq. ÊIs = Ê1ssj. = O. r e assim substituímos esta na Eq. r = . s = U x P e P = s x u. "b K'I' e K1 são todos coplanares. (18-15) poderá valer se. Êis = Êissí. uma vez que a normal ao plano definido por "'1 e n é paralela à normal ao plano de incidência. e s = j é a normal unitária do plano de incidência. o ângulo de incidência e 1 é dado por e também por (18-17) Portanto ! K1 X n I = K 1 sen e l' j . mas também as fases devem ser iguais em todos os pontos da interface: "'1 • r = "j . Consideremos a identidade vetarial n x (n x r) Em todos os pontos da interface. (18-15). Necessitamos de uma expressão algébrica..n x (n x r). Para cada uma das três ondas. Em geral.

Portanto. necessitamos das condições de contorno sobre as componentes tangenciais dos campos. a condição de contorno sobre o campo E toma-se (18-20) após cancelar as exponenciais [por causa da Eq. a segunda igualdade acima dá (18-19) que é a lei de Snell. são satisfeitas automaticamente. • (18-23) a Eq. o termo remanescente deve ser a componente tangencial. (18-2). (As condições sobre as componentes normais.22): B=-uxE c ou sua equivalente • n • (18-22) E=Se. (18-15)] e IlX. por sua vez. (18-22) na Eq.374 Ondas em Regiões de Comamo e a Eq. por exemplo.Ê. substituirmos n1n • c n uxB. (18-21) As equações do rotacional de Maxwell relacionam Ê e B um com o outro em cada meio. Ê)n . (18-21). (18-18) o ângulo de reflexão é igual ao ângulo de incidência. para qualquer vetar Ê. Com as reiações de dispersão. Ê)n - TI X (n x Ê). Como (n ' Ê)n é justamente a componente normal de Ê. (18-16) implica que o módulo K í da onda refletida é igual a K 1 da onda incidente pois elas se propagam com a mesma freqüência no mesmo meio. consideremos a identidade vetaria! n x (n x Ê) ou = (n . (18-2). a lei de Snell. a continuidade do campo B tangencial é também requerida. esta se toma ÊI x (u1 x + U'I x Ê'd = n2" x (u2 x Ê2). As duas primeiras devem valer para qualquer tipo de onda. tomam a forma da Eq. Em conseqüência das relações de dispersão da Eq. (18-24) .) Para expressar a componente tangencia1 da amplitude do campo E na forma vetorial. a terceira. depende da relação de dispersão particular das ondas. Eq. (17. Como estamos supondo um meio não magnético. -n X (n X Ê). Observemos que nenhuma dessas três conseqüências depende das condições de contorno para os campos elétrico e magnético deduzidas das equações de Maxwell. Para derivar os coeficientes de Fresnel que darão as razões das amplitudes do campo para incidência oblíqua. Então. Ê = (n .

s. de maneira semelhante.Reflexão e Refração nos Limites de dois Meios Não Condutores 375 As Eqs. (18-25) e (18-26) são resolvidas simultaneamente cil. polarização p.25) Tornando o produto velOrial da Eq. Podemos expandir os produtos vetoriais triplos: n x (uI x ÊI) = (n .cos 112 1 82B2s' (18·30) Além disso. (18-24) pois n • DI = COS 81 segundo a Eq. 18-2 foi feita de modo que todos os vetores B correspondentes apontem no sentido +j. (18-20) dará uma simplificação correspondente para o caso p polarizado.. ~1 cos el cai-e 1n+ 2111 /12 COS 82 . __ n_ 112 COS 82 • (18-28) tI 2 S = cos 81 n /11 COS ej + n2 -- m_ cos 82 (18-29) 2. (18-17). Substituímos agora a Eq. polarização s. para os outros. (18. (18-29) com n obtém-se para a componente s (18-26) Esta simplificação não Ocorre para a componente p e assim somos obrigados a considerar as duas componentes da polarização separadamente. Assim. (I 8-30) e (18-31) como (18-32) j . a Eq. (18-22) mostra que todos os vetares B correspondentes se situam ao longo da direção s. Quando os vetares E se situam todos no plano de incidência. a Eq. (18-23) na Eq. Obtemos de maneira fá(18-27) onde r 12s /11 . que devem ser resolvidas para Êí e E2 em termos de ÊI . para a componente toma-se e. como 8 í =8I . 1. cos ej(Bls ~ B'ls) = . (18-23) na Eq. Como n o Bis = O = n • B Ís = n • B2s' o resultado simplificado é 1 /11 ~ - -. Para a componente O. (18-21) simplifica-se para (18-31) Podemos escrever a solUÇão das Eqs. ÊIs. (18-20) e (18-24) são um par de equações vetoriais..) s. As Eqs. ÊduI - (n' udÊI e. a Eq.. (18-20). para a qual n • ÊIs = =- cos 81 ÊIS. tal expressão se simplifica consideravelmente n x (uI x ÊI. A substituição da Eq. A escolha dos vetares E na Fig.

). enquanto que Eis e Eís apontam no mesmo sentido. . (18-35). A diferença resulta apenas porque E1p e Eíp apontam em sentidos opostos na Fig. Assim. é pois num meio não condutor (o único caso que consideraremos). assim. Deve-se enfatizar que os termos polarização p e s sempre se referem à direção do vetor E. Eq. temos agora uma solução completa do problema de valores de contorno. (]1 = O e segundo a lei de Snell. ** n 1. são relações apenas entre os módulos destes.376 Ondas em Regiões de Contorno onde r1?p - = nz cos 81 + n1 -------------. (18-22) desta maneira. tratando cada direção de polarização separadamente. uma vez que todos os vetores E apontam em direções diferentes na incidência oblíqua. quando calcularmos os módulos dos vetores E a partir da Eq. Eq. Usando a lei de Snell. (E 1 X H'I + E'I x H d=O de modo que n • S = n • (~ + S. obtenhamos (18-35) Com estes coeficientes de Fresnel. Evitaremos totalmente este termo. 18-2 quando 81 tende a zero. os coeficientes de Fresnel são relações entre os vetares E.). tomados em média sobre o tempo. (18-6) e (18-7) para incidência normal. e 1 . as Eqs.8z . (18-33) a (18-35) reduzem-se às Eqs. ocorre o termo "plano de polarização". n2 (18-36) * Em livros de ótica mais antigos.) X (RI + H. Definimos a reflectância e a transmitância como a componente dos respectivos vetares de Poynting. conforme a Eq. Para polarização s. de forma a que. significativo separar os vetares de Poynting. * Para incidência normal. (18-34) porém.. também (]2 = O. cos (18-34) Escrevemos a Eq. (18-23). encontramos que r12s = -r12p na incidência normal. normal à interface. (18-29) torna-se idêntica à Eq. (18-28). S = (EI + E. uma vez que uma onda incidente de polarização arbitrária pode ser decomposta em componentes p e s. (18-27).+ nz cos 81 2nl cos 81 -. em relação à componente normal do vetor de Poynting incidente. ** No meio 1. As relações entre as intensidades podem ser novamente obtidas a partir dos coeficientes de Fresnel. para polarização p. É possível demonstrar que n . A Eq. podemos escrever e com isso expressar os coeficientes de Fresnel inteiramente em termos dos parâmetros do material e do ângulo de incidência dado. n1 nz cos 81 - n1 COS 8z COS 8z (18-33) tIZp=----------. o resultado físico deve ser independente da polarização. O plano de incidência é indefinido na incidência normal e. definido como o plano que contém o vetar B e o vetar propagação.

Ângulo de Brewster._2_c()~_a~se~~1_ . Para ângulos de incidência intermediários. é mais conveniente Fresnel na seguinte forma: sen rlZs (az 81) ter os coeficientes de = ~~~(e~-+ eJ' 2 cos ai sen az (18-41) t)Z =-----. às formas acima.) de T.aJ' (18-44) Vê-se facilmente que estas são equivalentes nométricas e a lei de Snel1. de forma que discutiremos apenas R. ÂNGULO CRÍTICO Consideraremos em seguida a dependência de R e T com o ângulo de incidência no caso de dois meios não condutores. = 1. (18-42) 8z) 8z)' (18-43) rlZp - t~~e~+ tl1p = . cos e 1 = o e Rs = 1 = Rp. Já examinamos o caso da incidência normal e 1 = o: não importa a polarização e R toma-se maior à medida que a razão 112/111 vai diferindo da unidade. usando os coeficientes de Fresnel derivados na seção precedente. como razões dos módu]os dos vetares de Poynting ao invés da razão das componentes normais. Para alcançar determinados objetivos. a1 (18-38) TP _ _ As identidades Rs 111 COS /1] cos e I a1 tl1p' 1 (18-39) + T. * Definições alternativas da reflectância e transmitância são feitas ocasionalmente. (18-40) valem no caso da incidência oblíqua num não condutor. = 112 COS li) ) c~~iF ti ls. SI-P Em termos dos coeficientes de Fresnel.+ a)) s sen (a1 _ tan (81 - . porém remove o fator (cos e z Icos e . Slp n' =n (18-37) . usando as identidades trigo- 18-3 ÂNGULO DE BREWSTER. Ângulo Crítico 377 R P n =-- .R. temos* Rs = ri ls' ? T. (18-28) e (18-33). T = 1 . há dois ângulos particularmente interessantes. a reflectância é grande. Em cada caso. 1 . esta elevada reflectância é a razão pela qual um lago calmo se assemelha a um espelho. Próximo à incidência razante. como se pode ver mais facilmente por meio das Eqs._ sen (aI + az) cos (a) . e 1 = rr/2. Isto não causa diferença em R. Para incidência razante. S'lP S]P Tp n .

os meios são oticamente distinguíveis. então tan (81 . . a relação entre este e os índices de refração. isto é. (18-41) e (18-43) mostram que pode. que incide segundo um ângulo que satisfaz 81 + 82 = 1T /2. Como a polarização s. é parcialmente refletida. Se 81 = 82. 81 + 82 = 1T/2./2 Figura 18-3 Reflectância para a polarização s e p numa ínterface de ar-vidro. como são dados na Eq.(2) = 0= sen (82 . Usando 82 = 1T/2 81 na lei de SnelI. Neste caso. A lei de Snell. 18-3.. (18-45). Infelizmente. ou tan 8B = -.(1) e não há onda refletida. a luz não polarizada. n1 n2 (18-45) A quantidade ()B é conhecida como ângulo de Brewster. então tan (81 + (2) será infinita e a amplitude da onda refletida p polarizada será novamente nula. isto só poderá ocorrer se nl = n2. estão representados graficamente os valores de Rs e Rp para todos os valores de 8 I. por outro lado. se os dois meios forem oticamente indistinguíveis. A polarização no ângulo de Brewster consiste em urna maneira prática de produzir radiação polarizada. nl sen81 =n2 sen82. O ângulo de Brewster é e B = 56°. apesar de não ser a mais comum. Na Fig. com n 1 = 1. será polarizada por reflexão. E.5 corno na interface de 1 R o . Se. - porporciona obtemos um meio de determinar o valor de 81. n2 = l.378 Ondas em Regiões de Contorno Pode existir um caso de reflectância nula? As Eqs. é conhecida como lei de Brewster. perpendicular ao plano de incidência.

. sempre existirá um ângulo de Brewster real. como tan 8 > sen 8. Para ângulos de incidência maiores que o ângulo crítico. Vemos. Ângulo Crítico 379 ar-vidro. =Rp = 1. Na incidência a partir do lado do vidro. O ângulo de incidência para o qual 82 = 7[/2 é denominado ângulo cr(tico. conforme as Eqs. O ângulo de Brewster é e B == 34° e o ângulo crítico é e c == 42° . . Há outro caso. em que R. 8B == 34° e 8c == 42°. O caso de uma interface de vidro-ar com n) = 1. além da incidência razante. o plano de incidência da maior parte da luz refletida que atinge nossos olhos é vertical. Como a maioria das superfícies refletoras que se encontram ao ar livre são horizontais. 18-4. (18-45) e (18-46) Como a tan 8 não é restrita quanto ao valor. (18-28) e (18-33). porém para qualquer par de materiais transparentes isto se aplicará para a incidência em um ou outro lado de sua interface. bem como para 81 == 7[/2. as lentes polarizantes são orientadas de forma a passar luz com o vetor E no plano vertical e a eliminar a outra componente s mais intensamente refletida. A reflectância geralmente menor para a luz p polarizada explica a utilidade dos óculos de sol Polaróide. que a reflexão perfeita ocorre para 82 =7[/2. O ângulo de Brewster é 8B = 56° neste caso. 8) > 8c. além disso./2 Figura 18-4 Refiectância para a polarização s e p numa interface de vidroar. a lei de Snell dá 1/1 = 1. 8) = 8 c' Da lei de Snell sen 8c = -. n2 n) (18-46) O ângulo crítico será um ângulo real somente se n2 < n) . Pelas Eqs. 8B <8c.Ângulo de Brewster.5 e n2 = I está representado graficamente na Fig.5 == 1/2 1 R . Supondo que nossa cabeça esteja geralmente levantada.

como um guia de ondas para microondas.) Nossos exemplos.380 Ondas em Regiões de Contorno Como sen 8c = /12//11. Dessa forma. a Eq.sen2 6. sen 82 > 1. Ela tem uma aplicação prática muito importante no guia de luz. O ângulo complexo rJ2 é definido algebricamente por (18-50) . que admitiremos agora -:omo sendo o meio 1. examinar se nossa dedução na Seção 18-2 vale para ângulos e índices _de refração complexos. (18-16) torna-se K1xn=K2xn. e é facilmente observada ao olharmos num prisma de vidro ou num aquário. isto requer sen 82> 1. nesta seção. mas que é válida em casos práticos. água) ou íons (por exemplo. 18-4 COEFICIENTES COMPLEXOS DE FRESNEL. nos leva a considerar os coeficientes complexos de Fresnel. porém tal complicação não é séria e será resolvida na próxima seção. os resultados estão formalmente corretos. sal de cozinha) uma vez que K depende da freqüência. A dedução. um valor real do sen 8 maior que 1 implica um valor puramente imaginário dos cos 8. Como cos 6 = vIl . A lei de Snel /lI sen 81 = ti2 sen ê2 mostra que então o sen ê2 também teria de ser complexo. pois neste caso 112 seria complexo. ou seja. uma fina fibra de vidro através da qual um feixe de luz é transmitido. (18-47) Não existe este ângulo real. 18-2 com um ângulo complexo 62 e assim teremos de ser cuidadosos a respeito do significado geométrico de nossas conclusões. ou ao olharmos para cima quando nadarmos sob a água. a freqüências mais baixas. Interessar-nos-emos somente pelos casos em que um dos dois meios é transparente. Também seriam complexos se o meio 2 fosse condutor. envolveram freqüências no intervalo da luz visível e materiais transparentes para os quais /1 = yX. como às reais. de modo que cos ê2 seja imaginário nos coeficientes de Fresnel e os coeficientes sejam complexos. portanto. Elas não valem. Não há maneira de esboçar a Fig. O resultado é que Rs =Rp = 1 para todos 81 ~ 8c. Ela foi completamente algébrica e como todas as relações vetoriais algébricas se aplicam tanto às quantidades complexas. REFLEXÃO POR UM PLANO CONDUTOR A complicação que surgiu na última seção para ângulos de incidência maiores que o ângulo crítico. para todos os materiais polares oticamente transparentes formados por moléculas polares (por exemplo. contudo. (18-49) Esta é uma suposição restritiva. não recorreu à geometria da figura. Para materiais não polares as mesmas relações valem para todas as freqüências mais baixas (mas não no ultravioleta e intervalos de freqüência maiores). (18-48) de modo q':le o plano de incidência tenha uma nomlal unitária real j e o vetar propagaç:io complexo 1\:2 não tenha componente na direção j: K2 • j = O. Devemos. Esta reflexão perfeita é denominada reflexão intema total. (Veja o Problema 18-4.

pois.?> 1). Para incidência normal A n (18-58) = ----~ (n + 1)2+-p· n. com fi2 e cos e 2 complexos. fl2 = n + ik. ou k. a lei de Snell torna-se (18-51) onde (18-52) Todas as manipulações algébricas com as condições de contorno sobre os campos E e B são válidas e assim os coeficientes complexos c!. as identidades - rl2 r12 = -r21.?> (18-59) 1. Tais equações são válidas para ambas as polari-'j zações s e p. As reflectâncias reais para a intensidade definidas pelas Eqs. Para incidência normal do ar sobre um meio condutor com n 1 = 1. definimos a absorvância como absorvida num meio condutor semi- A = 1 -R. (18-27) e (18-35). refletido e transmitido. (18-33) e (18-34). Quando . Em lugar de R + T = 1. e utilizadas nas Eqs. (18-28). Se estas forem expressas na forma polar. (18-53) E. estão com a fase alterada em relação ao campo E incidente. embora não as utilizemos. Um grande cuidado é necessário para obter as transmitâncias corretas a partir das quantidades complexas. Rp= Ir12p12.Coeficientes Complexos de Fresnel 381 Então. ou k. (18-54) uma vez que as fases não têm efeito sobre os vetares de Poynting dados pela Eq. não são mensuráveis no meio condutor. (18-29). a reflectância é (18-57) Como toda a energia transmitida será eventualmente infinito. com Ki = gjEo W. "'= 1. (18-8).?> n A absorvância será pequena (alta reflectância) se n <'( 1.e Fresnel são ainda dados pelas Eqs.?> 1 (caso 3 na Seção 17-4. (18-36) e (18-37) tornam-se é evidente que os campos Rs= Ir12sI2. - (18-55) (18-56) -2 + t12t21 -- = 1 serão úteis quando um meio for condutor. na maioria dos casos.

Estes resultados são obtidos pela comparação das duas expressões equivalentes para K2': (18-62) K = K sen êi + K cos êk.jKd2 = .382 Ondas em Regiões de Contorno 2 A ~ -. As Eqs. porém Rp ainda tem um mínimo e é sempre menor que Rs.56. mesmo se não puderem ser observados diretamente. Das Eqs. Este último definirá os planos de fase constan te e a velocidade de fase. de maneira que An ~2.c.. Para a água do mar. A onda transmitida é importante em problemas como os que serão considerados na próxima seção. Com os mesmos valores usados no cálculo da profundidade de atenuação a partir da Eq. Os valores correspondentes para a prata e o píquel estão representados graficamente como função do ângulo de incidência na Fig.98. Ainda ocorre alguma polarização por reflexão. (17 -48) e (18-60) <5 An = 4n 21 ' /' onde /. af= 6 x 104 S-I.. X 1O-12)(2n x 1010)/3 x 107 = 3. n == 0. An Rn = 25 X 10-4. mesmo se a onda incidente for linearmente polarizada.('(p' Dessa forma.854 = 0. = 0. eliminaremos o índice 2. k == 3.jg!2êo w. ela é válida para condutores moderadamente bons na região das microondas. a f= 1010 S-1 (comprimento de onda de 3 cm). e abaixo desta.. Não existe ângulo de Brewster onde Rp se anula. A Eq.9975. bem como os planos de amplitude constante e a constante de atenuacão. A absorvância é pequena nestes casos porque a profundidade de atenuação é relativamente pequena. porém a Eq.05. e para metais. Valores metálicos mais típicos são talvez os do níquel. Esta elevada reflectância também evidencia o problema da comunicação com submarinos. No intervalo de freqüência da luz visível. estes dão Rn == 0. encontramos para a prata. uma vez que os olhos se assemelham a um detetor logarítmico. (18-60) não é válida para estes valores. para a prata."'" 1 n=k'" .9996. (17-56).. que Êís e Êíp possuem uma diferença de fase relativa ('(5 . 18-i. Neste caso k == (18-60) . An Rn = 2.9 X 10-4. Suas amplitude e fase são dadas por tl25 e i12P' e seu vetar de propagação pelo K2 que satisfaz as Eqs.) A segunda forma é justificada pela restrição . sendo g a condutividade c. (18-59) dá Rn == 0. (18-53) mostram.)2foW/g (18-61) é chamada de relação de Hagen-Rubens. Estes metais ainda parecem bastante brilhantes. dentro do infravermelho. a onda refletida poderá tornar-se elipticamente polarizada na incidência oblíqua.1 é o comprimento de onda no ar.)2(8. n == 2. (18-63) (Nesta exposição. k == 3.. (18-48) a (18-52).

(18-62) K = Kr sen G + Kr COS G k + iKik e i = Kj Comparando estas componentes G + iK. dá a relação entre Kr. (18-64) (18-65) n= Kl O. Façamos a abreviação e cos e = .(p ~ w C + lq . cos (18-67) (18-68) ê. Valores representativos para luz visível são n""O. Ki X fi = H Figura 18-5 Reflectância para a polarizao rr/2 ção s e p numa interface de ar-metal. (18-63). (18-49). k.)k. (18-62). Podemos reescrever a Eq. da Eq. por outro lado. são paralelos à superfície de separação. A mesma restrição significa que K.Coeficientes Complexos de Fresnel 383 da Eq. de modo que a onda é atenuada mais rapidamente dentro do condutor. A Eq. (18-64) é Kl sen 0 = sen 81. X n. (18-66). (Veja a Fig. J . Os planos de amplitude constante. e a Eq. com as da Eq. (18-66) < onde é o ângulo real entre Kr e ll. A primeira é novamente a lei de Snell. é paralelo a Kr TI = k.. k""3 (níquel).05.) . 18-6. real de refração. vemos que sen (Kr COS K1 8ji + sen 81 Kr cos e K = + iK I = K K senê. Ki. e n. X K x fi é real e. uma vez que é o ângulo entre os planos de fase constante e a superfície de separação. juntamente com a Eq. mas a segunda. k""3 (prata) e n""2.) Este se poderia chamar de ângulo . (18-65) mostra que K. e 1 que procurávamos.

Resta encontrar apenas os valores de p e q. de acordo com a Eq. (18-66). o que se obtém imediatamente ao elevar a Eq.384 Ondas em Regiões de Contorno i-. (18-71) '. de modo que ii cos ê = Então. (18-69) ao quadrado: p2 _ q2 + 2ipq = ii2(l . equações que são quase iguais às Eqs. (18-69) cos e = (w/c)p (18-70) W Ki =C q. onde usamos novamente a lei de Snell. As soluções . fz sen ri = n[ sen e! . = 112 - J.:l - Igualando as partes real e imaginária. 2pq.I1I sen2 ()! ni sen2 8[ + 2ink. e. obtemos Kr K I sen2 ai Ki = p2 = - q2. Em termos da constante dielétrica K = ri2 . (18-68). (17 -51) para n e k.Planos de amplitude ! constante Figura 18-6 Refração num condutor.sen2 ê) = (11 + ik)2 . porém os planos de amplitude constante são paralelos à interface. Os planos de fase constante são perpendiculares à direção de propagação e fazem um ângulo El com a interface. Kr p + iq. com a Eq.

temos a solução completa para o caso complexo. temos que p = n e q = k. total. N sen I sen 81.de N não ser a parte real de n. (n1/n2)2 sen281. (18-70) pode Kr =N Cl!.resultadoscos ê2 a caso da reflexão interna Aqui n2 = yK27. > 8c. (18-75) (18-76) Qualquer destas equações pode ser usada para ~ncontrar o ângulo real. (18-72) q = j-H -(Kr . tão complicadas que. As Eqs. (18-73) que define um índice de refração real N(8 1)' N = JP2+ ni sen281' (18-74) e dá a velocidade de fase como c/No Partindo da Eq. c .72) são. Com is· to. (18-74) N}> 1 e com a Eq. Por exemplo. podemo.KI sen2 8d + ~-KI 81) sen2 81)2+ K1 K7]. A profundidade de atenuação que foi definida para a incidência normal vale aproximadamente para qualquer ângulo de incidência. e= n N cos e = p. são iguais às da Eq. entretanto. vemos que N satisfaz uma versão real da lei de Snell. N cos é a parte real de fi cos e. versões generalizadas de n e k. que dependem do ângulo de incidência e I' Quando 8 I = O. o caso que leva à fórmula de Hagen-Rubens é e e e De acordo com a Eq. Os resultados são qma generalização razoavelmente simples do caso real e a aplicação a qualquer problema particular faz-se di· retamente. K2i os porém.KI sen2 + J(Kr - sen2 81)2 + Kn.J!Plicar = O. (Restauramos agora o índice 2. em geral. (18-77) .) cos ê2 cos é imaginário quando 81 = Jl ê 2 = iJ (sen e ti sen eY - = J~n28. pouco mais se pode dizer a respeito da propagação num meio condutor com incidência oblíqua. com a exceção de que Kr é substituído por (KrKI sen2 81).CoeficientesComplexos de Fresnel 385 p = Á[(Kr . (18-71). A Eq. a velocidade e o comprimento de onda são bastante reduzidos. (18-75) 8=:=0. nem ser a parte real de 8. Apesar . quando Ki é muito grande. Retomando para completar também ao solução daquele problema. (18-66). (17-52) para n e k. (18. O comprimento de atenuação é dado diretamente ser escrita por q. exceto em casos extremos. p e q são. Dessa forma. 1. em regra. A direção de propagação quase não é desviada dentro do meio para qualquer ângulo de incidência. de acordo com a Eq. apesar da atenuação ser bastante forte.

[O mesmo resultado é dado pela Eq. os coeficientes de transmissão de Fresnel t12 não são nulos. (18-81) para qualquer ângulo de incidência B1 ~ Bc. toma-se _ n1 COS 01 . uma vez que q =1= O. Com p = O na Eq.._u 2nJ1=" (sen Oe/se. Há atenuação da amplitude da onda nesta direção. obtemos o _ por N da Eq. (18-80) Da Eq. porém a conservação da energia requer T = O quando R = 1..] Com a Eq. O comprimento de atenuação é o = 1/K. n1 COS 01 + Iq O numerador que 7128 é o conjugado complexo do denominador tem a forma z* r12s - para qualquer e 1 > ec.. (18-72).z -- _u . (18-76). é evidente. (18-28). não há fluxo de energia perpendicular à interface no meio 2.z-~)(se~e1/sen n2 --1' (18-82) de acordo com as Eqs. o coeficiente de Fresnel para a reflexão s polarizada. (18-33) que R p = 1 para todo e 1 > ec' Não calculamos T no caso complexo. (18-71). (18-79) O índice de refração real. Isto é. (18-78) = O. como conseqüência..N=I= O cos e = O. Este aparente paradoxo é resolvido mais facilmente encontrando-se K2. (18-79) e introdu- =- - ).-OJz' . Substituindo zindo o comprimento de onda "2 /2n = c/Nw. há campos E e B que não se anulam no meio 2.386 Ondas em Regiões de Comomo pois sen 8e = nZ/n1' = inzJ'(8eri~/senOJz . K2r é sempre paralelo à interface e. conforme a Eq. comp =O. (18-74).iq r1Zs = -"-----"-. do meio 2 varia entre n2 e n 1 quando B 1 cresce desde ec até rr/2. (18-78). (18-77) e (18-69). segundo a Eq. Já sabemos que K2i é perpendicular à interface.zi> C c 1 8e)Z b = wq = . Do mesmo modo. (18-71) e (18-78). N. encontramos nz cos êz de modo que p + iq.. de modo z Portanto Rs = 1- r12s IZ = r1Zsr12s -* = 1. Eq. Por outro lado.1= P Combinando as Eqs.

e este procedimento é mais informativo em certos aspectos. em 8c. esta onda refletida volta à primeira interface. Uma aplicação direta das condições de contorno a cada um dos dois planos de descontinuidade. Quando 81 se aproxima de 1T/2. Uma das vantagens do presente procedimento é que se tal suposição não for válida e as diferenças de fase forem mais ou menos aleatórias.68. está baseado nos resultados já obtidos na Seção 18-2. parcialmente refletido pela superfície posterior. consiste na exigência de que se somem as diferentes amplitudes com suas próprias diferenças de fase. consideraremos agora duas superfícies de descontinuidade. o procedimento para 81 > 8c é urna extensão razoável do procedimento para 81 :::. Dessa forma. perpendiculares à frente de ondas plana no meio 1.ausados 'IZ8 e '12p complexos (porém diferentes). 18-7. refletida de volta ao meio 1 e à onda resultante. linearmente polarizada. oferece soluções para os campos E e B em cada uma das três regiões. por c:. que já deduzimos. e 18-5 REFLEXÃO E TRANSMISSÃO POR UMA CAMADA DELGADA Corno um problema de valores de contorno mais realístico e mais complicado. à direita do plano z = d.Reflexão e Transmissão por uma Camada Delgada 387 o comprimento de atenuação tende ao infinito à medida que 81 se aproxima de 8c (mas então. Um deles é parcialmente refletido em X. R e 8z aumentam. é na verdade razoavelmente simples. modeladas de acordo com os cálculos da Seção 18-2. entre eles. dão as frações refletidas e transmitidas em cada interface. planas infinitas e paralelas. transmitida para o meio 3. O único problema novo. naturalmente. o meio 2. onde é parcialmente refletida e parcialmente transDÚtida. e assim por diante. ó se aproxima de Àz/21T cos 8c' que para o vidro-ar é Àz/4. precisamos apenas somar todas as diferentes contribuições à onda resultante. suficientemente fina e polida de modo que as diferenças de fase coerentes entre todas as múltiplas ondas sejam significativas. Ao mesmo tempo. * . nossa suposição de uma geometria semi-infinita idealizada torna-se irreal).) Um procedimento alternativo. À esquerda do plano z = O. suporemos o meio 1. a onda transmitida é parcialmente refletida e parcialmente transmHida na segunda interface. encontrado antes da adição das ondas. Como os coeficientes de Fresnel. Dois outros aspectos interessantes merecem atenção: a onda incidente. o procedimento da soma a ser desenvolvido é ainda aplicável. A situação é ilustrada na Fig. (Veja o Problema 18-11.* Em cada instante que uma onda fizer outra atravessar a camada. atingem a superfície anterior do meio 2. se toma elipticamente polarizada na reflexão. que é parcialmente refletida e parcialmente transmitida na primeira interface. Dois raios incidentes. que leva à mesma resposta.: 8c: à medida que 81 aumenta até 8c. R = 1 e 8z = 1T/2. em Z. a fase varia por causa da variação de K2 • r no expoente. que podem ter propriedades diferentes um do outro. R permanece igual a 1 e o ângulo real de refração permanece igual a 1T/2. e a onda não transversal no meio 2 Ezp tem uma componente longitudinal. na verdade. e parcialmente refratado em X para Supomos que a camada seja. mas a penetração infinita no meio 2 é gradualmente reduzida a uma fração de comprimento de onda. a velocidade de fase e o comprimento de onda no meio 2 diminuem a partir dos valores característicos do meio 2 até os característicos do meio 1. Quando 81 aumenta além de 8c. Apesar deste procedimento soar corno infinito. A idéia consiste em considerar urna onda incidente no meio 1. contanto que seja aplicado às intensidades da onda ao invés de às amplitudes. Isto representa uma placa de material limitada em ambos os lados por meios semi-infinitos. o meio 3. o outro é parcialmente refratado em O.

onde é perpendicular a 1\:1 = K I lil . reemergir no meio 1 e combinar-se com o primeiro raio. para um não condutor = 82• A diferença de fase é e e na última se- 13 = 2K2 f2 • f2 - 1\:1 • fi' Decompomos [2 em componentes = xi + dk.388 Ondas em Regiões de Contorno x x Figura 18·7 O raio que penetra no meio 2 em O é refletido pela superfície posterior e reemerge para combinar-se com o raio que é refletido em X. faremos com que seja o ângulo de refração. o ângulo real encontrado ção. Como a fase é a mesma nos dois pontos da frente de ondas O e O'. devemos calcular a diferença de fase entre os dois percursos O'X e OZX. Este cálculo não é muito difícil quando o meio 2 é um condutor e. Então Agora . assim.

-). = 2dK2 82 = 2d w de forma que w _ - e fi2 COS 82- (18-83) De acordo com a Eq. com incidêncja normal. e o denominador explica todas as reflexões múltiplas efetivas.. (18-86) Observe que os numeradores dão o efeito da superfície anterior e posterior. T=nl R n3 COS 81 cos 83 --tt*. .o 1 1 + r12r23eJ{i . p = n e q = k. que: . porém suprimiremos os índices s e p. + . Os coeficientes de FresneJ são diferentes para a polarização se p. (18-87) Estes são diferentes para polarizações se p. cada uma atuando sozinha.. Num meio condutor. lembrando que as duas polarizações devem ser tratadas separadamente. (18-55) e (18-56). A parte real de ~ dá o desvio de fase real e a parte imaginária de ~ dá a atenuação resultante de uma ida e volta através da pIaca.-:-Tp- (18-85) Um cálculo semelhante fornece a amplitude resultante transmitida para o meio 3: i i e(l/2)itJ i = __.Reflexão e Transmissãopor uma Camada Delgada 389 de acordo com a lei de Snell e _ f3 K2 • k = K2 cos COS ê2 . no momento. (18-69) f3 = 2d -. = '12 + i12'23 Como i21 eifJ + il2'23 '21 '23 i21 e2if! + . podemos calcular a intensidade resultante da reflectância e da transmitância: R=rr*.. usamos os coeficientes de Fresnel para cada interface juntamente com o desvio de fase ~. Uma vez que admitimos os meios 1 e 3 como não condutores.2_E-_..(p e + iq).. Vemos. Para somar todas as contribuições ao coeficiente de reflexão da amplitude resultante t. = T _ z' Usando as identidades das Eqs. (I 8-84) ~um meio não condutor p = n2 cos 82 e q = O para todos os ângulos de incidência. pela Fig. = '12 + il2r23i2leifJ[1 + r21r23eiP + 1 (r2Ir23eitJ)2 1+ z + Z2 + . 18-8. Para uma chapa não condutora + T= 1. obtemos _ r 12 r=-- + r 23 eiíJ r12r23e 1+ .

Cálculos por computador são necessários para resolver as equações de n e k em termos dos valores experimentais de R e T. q = k. A transmitância T é proporcional a fi * e i i * é proporcional a e(1/2)iile-(1/2)iti* = e(1/2)i(ti-il*) = e . Elas são. porém. mesmo à incidência normal.:l Figura 18-8 Reflexões e transmissões múltiplas de um raio incidente. (18-87) tomam-se extremamente complicadas quando expressas em termos de n e k. para um condutor R+T+A=l.390 Ondas em Regiões de Contorno l r~:3l1~e '1"i. contudo.2d(wiclQ. de forma que T contém o fator . de amplitude unitária. as Eqs. (18-88) uma vez que a energia pode ser absorvida no condutor por aquecimento Joule. importantes porque medidas de R e T em finos filmes de metal fornecem um método para determinar experimentalmente as constantes óticas. Para um condutor. À incidência normal. Cada amplitude é especificada pelos coeficientes de Fresnel e pelo retardamento de fase (3.

5000 Â).39.5 e o meio 2. (Problema 18-10. vidro com n3 = 1.2) e luz visível (. Quando este fator exponencial for pequeno.\ incidência normal. com os máximos* em múltiplos inteiros de {3 2.1 + ri2ri3 ~i~±!~0 + ?Cl~2~r23 2r12r23 ~co~f cos f3' (18-89) . Se o meio 1 for o ar. {3= 411nz cos 6z(dj). Ás lentes de câmeras são freqüentemente reeobertas para possuírem reflectância quase nula próximo do centro do espectro visível: a condição para um mínimo não se aplica. valor somente da face posterior.017. o valor mínimo de R poderá tornar-se igual a zero se puder ser encontrado um material tal que n2 = ~. R varia entre 0.0001 + 0. w/c = 211/"1' de mo- Em metais (k :::. Em não condutores. assim o farão os comprimentos de onda predominantemente refletidos.) Tira-se partido deste efeito na produção de lentes não refletoras.\I) = (16. Na realidade. este tipo de efeito pode ocorrer somente por caUsa da interferência destrutiva. depende da espessura d da camada. As cores também dependem do ângulo de visão pois. ou d/.Reflexão e Transmissão por wna Camada Delgada 391 onde o do que = c/kw é a profundidade de atenuação. como é mostrado na Figura 18-9. Tal variação explica as cores das bolhas de sabão e dos filmes de óleo que flutuam na água.040 e 0.0186 cos {3 cos {3 = {3 4nflz (d/. o meio 3. Para incidência oblíqua. em que ocorre um mínimo ou um máximo. O aspecto = mais interessante deste resultado ~ expresso por R que pode ser menor que rfz = 0.0221 + 0.. (18-85) e (18-86) será aproximadamente 1. reflectânCÍa apenas da face anteriçH..3 (d/. se esta variar de ponto a ponto sobre o filme. R variará entre um mínimo de rr3 e um máximo que é maior que TIz e r~3' O comprimento de onda. valor sem qualquer camada de revestimento. às extremidades vermelha e azul do espectro e assim as lentes têm uma aparência púrpura quanlio vistas através de sua luz refletida. aproximadamente. e algo menos que rª3 = 0. . Suponhamos que o meio 1 seja ar com nj = 1. d deve ser menor do que 1000 Â. Para {3e todos os coeficientes reais de Fresnel. (18-89) são exatamente * em cálculos elementares que levam em consideração apenas á uas reflexões.004. Então 0.0186 R=-------.3.\j múltiplos inteiros Qe 0. Observe que as posições dos extremos da Eq. Dessa forma. para a transmissão apreciável de luz. R - . porém as equações ainda antecipam alguns efeitos interessantes. as mesmas encontradas .040.\j). q = O (exceto na reflexão interna total). uma fina camada de material com nz = 1... 1.005. A variação de R é entre riJ = 0. no entanto. Se nz for maior que n1 e n3. de forma que não há atenuação motivada por este fator.d. o denominador nas Eqs.\1 :::.

3. nl.2n1 -(f11 cos (}d COS 81 2 q 2' . Este efeito é denominado reflexão total fnlstrada. 1]2 será complexo quando I] ] > I]c. Apesar de n I. encontramos que If121 = 1. f12 = If12leiQ:. n2 e n3 serem reais. Encontramos para a polarização s .0 Figura 18-9 Efeito de interferência na retlectância de uma interface de ar-vidro recoberta com uma espessura d de material com nz '" 1. =-1m (Tl2) --Re (1-12) .J(Sen-EF. a presença de uma segunda interface não faria diferença.392 Ondas em Regiões de Contorno /tI I = 1 "3 ~ 1. Suposição errada.5 a ./0~-. E o caso que leva rl2 = ~_c()s = nl cos (}I (}I - + ~q. o campo sempre penetra uma profundidade média 5 no meio 2. entretanto. Assim (18-91 ) l' Escreven- onde tan Y. Outro efeito interessante ocorrerá em camadas não condutoras se nz for menor que à reflexão interna total quando houver somente uma interface. lq (18-90) onde q f12.04 1 R O o2l ' I a.~~-(}Y-=-n1 de acordo com a Eq. Uma segunda interface estragaria a ref1ectância perfeita e haveria uma onda transmitida com T = 1 -~. Poderíamos supor primeiramente que se toda a energia fosse refletida. (18-78) (para ambas as polarizações). com sen e c = n2!n do '12 na forma polar.q (18-92) .5 I r _ u r-- "-- 1.7senOJ2 - T = \. tomando os coeficientes de Fresnel complexos.

as condições em múltiplos contornos. de modo que a aproximação poderá ser útil. Se 'Ynão for muito pequeno.cos 20:)e-' --. obte- 2 ~' = 1/8 da Eq. (18-84) ~ j3 = w 2d C (p + iq).2e -. O g infinito significa Ki infinito para o metal. idealizamos a condutividade do metal como sendo infinita. (18-82).2. que p = O. o meio dielétrico considerado será o vácuo. que o meio 3 é o mesmo Pelo mesmo argumento. que o meio 1 (por exemplo. Estamos agora interessados na onda que se propaga num meio dielétrico. na Eq. (18-33). o: depende apenas do ângulo de incidência 81 . 1'231 = 1.9995 condutor. com o primeiro procedimento. . de forma ginário. com uma camada de ar entre os dois). Além disso. com qualquer ângulo de incidência.1 + e . um segundo prisma de vidro. escrevemos d "= uma vez que q(w/c) mos 2dq(w/c) = (18-94) agora estas na Eq. '12p = + 1. a que a reflexão total frustrada (18-96) possa ser ob- Notemos que o é proporcional a À. Admitiremos. Guias de onda para microondas são uma aplicação deste problema. o que significa fl2 infinito nas Eqs. simultaneamente. (18-78). de forma servada com microondas numa escala maior. (18-85). limitado por superfícies condutoras.cos 20:)e-1dÔ. Substituindo Finalmente T = 1- R = --.' . Efetivamente. partindo-se de um novo problema de valores de contorno que satisfaz. digamos ar. novamente.2(1 . T~2(1 . O expoente 'Y depende da espessura d (bem como de 81 através de 8). que ~ = i2dq(w/c) é puramente ima- e encontramos. cos _u __ -- (18-95) • 20: Observemos que para nj e n2 dados. '12s = -1. Então '23 = '21 e como '21 = -'12 identicamente.Propagação entre Placas Condularas Paralelas 393 simplificando. Dessa forma. 18-6 PROPAGAÇÃO ENTRE PLACAS CONDUTORAS PARALELAS Ondas dirigidas são outro problema de que se pode tratar através da consideração da interface entre uma onda incidente e uma onda refletida ou. Por conseguinte. Para simplificar. (18-93) Conforme a Eq. alternativamente. para a reflexão num plano perfeitamentt1 Rn = 0. (18-28) e . encontramos para a prata com um comprimento de onda de 3 em. ele va· ria de O a 7f enquanto que 81 aumenta de 8c até 11/2. Iniciamos.

há duas polarizações possíveis. Esta exigência impõe a condi(18-100) Ka cos e = nn. Estas são conhecidas respectivamente como as ondas TE. condutores perfeitos. dizendo-se. A região em que a propagação da onda será tratada é a que mostra a Fig. se tomam ondas do primeiro tipo novamente. O tratamento das ondas TM será deixado como um exercício. (18-98) Este campo elétrico deve anular-se em y = 0. Essas ondas quando refletidas uma segunda vez. Então E é dado por E = iE(eiKYCOSe == - e-iKYCOse)é(KZsene-wl). IS·10.394 Ondas em Regiõesde Contorno Como uma preliminar ao estudo dos guias de onda. e todo t. E deve anular-se em y ção a para todo z e todo t. e TM.Eí == E. vê-se que a propagação entre dois planos condutores paralelos pode ser descrita em termos dos fatores exponenciais ei[K(Y cos 8+ zsen8)- wlj (18-97) e eí[K(z Y cos e + zsen8) . que E é paralelo ao eixo x e para a p polarizada.wl] . para a s polarizada. Assim. y x Figura 18-10 Propagação da onda entre dois planos paralelos. Dessa forma. Estas ondas atingirão a superfície condutora perfeita em y ==a e serão refletidas como ondas cujos vetares de propagação formam o ângulo e com o eixo y negativo. transversal elétrica. O campo elétrico na região entre os dois planos condutores no caso TE é dado por E = i{E1ei[K(ycos8+=sen81-wI! + E'lei[K(-ycos8+zsen8l-w11}. consideraremos agora a propagação de ondas eletromagnéticas na região entre duas placas paralelas. perfeitamente condutaras. para uma freqüência dada w. Como as direções x e z são fisicamente indistinguíveis.especialmen te. (18-99) Além disso. transversal magnética. na terminologia do guia de ondas. pela superfície em y == 0. como é dado por 's = -1. Condição evidentemente satisfeita para todo z. se E 1 == . Somente consideraremos aqui as ondas TE. nenhuma generalidade se perderá se considerarmos apenas ondas com vetares de onda no plano yz . K = w/c e o ângulo que as ondas formam com o eixo . que podem ser expressas. que H é paralelo ao eixo x. pois Et se anula nos limites de um condutor perfeito. Para tais ondas. as que formam um ângulo e com o eixo y no plano de incidência.

com a assim chamada velocidade de grupo. Esta aparente contradição da teoria especial da relatividade será exposta com mais detalhes posteriormente. isto é.12 c (18-105) o Se o valor Àe = 20. como segue: ) = -~--u /( 2n sen e (18-101) na direção z e . Neste caso.12 9 . A solução desta aparente dificuldade baseia-se no fato de que a energia se propaga pelo guia com uma velocidade menor que a da luz. . sempre excede a velocidade da luz e. (18-104). Esta densidade de energia multiplicada pela velocidade de grupo fornece o fluxo * Eo foi escrito em lugar de 2iE. realmente. en. se alcançará um ponto onde l/À~ deverá ser negativo para satisfazer a Eq. Eq. a velocidade aparente na direção zé t:p = c/sen e. Para determinar a velocidade da energia de propagação. tornar-se-á uma exponencial decrescente. É convenien~ expressar a variação do campo elétrico nas direções y e z em termos de comprimentos de onda. Com este ângulo fixo. então.. que é sempre maior que a velocidade da luz no espaço livre.= -. (18-105). tão Àc = 20/2 = a e o comprimento de onda mais longo que se propagará será a_ A razão para o índice c não é evidente. é* (18-103) ao passo que a Eq.+. (18-101) e (18-102) que 111 . isto representa uma aparente contradição do postulado que afirma que nenhum sinal se pode propagar com uma velocidade maior do que a velocidade da luz. o coeficiente de z na Eq_ (18-103) será imaginário e a exponencial. O comprimento de onda de corte é o comprimento de onda mais longo que se pode propagar em um modo dado (valor de n). ao invés de se propagar. Em outras palavras: se Ào > 20.1c=_2~K cos e na direção y _ Em termos destes comprimentos . e não com a velocidade de fase. quando e = O. significa "corte".12 .Propagação entre PlacasCondutoras Paralelas 395 Y são fixados pela Eq. (18-100) toma a forma a )'c - n 2 (18-104) Segue-se imediatamente pelas Eqs. for considerado. calcularemos a densidade de energia. Sem nos alongarmos sobre os aspectos relativísticos da questão. a onda eletromagnética será amortecida exponencialmente em z. ou seja. A velocidade vp' encontrada anteriormente. ao invés de oscilar em z. Esta velocidade é a velocidade de fase. .10 cos e (18-102) de onda. que significa a velocidade de um ponto de fase constante sobre a onda. toma-se infinita quando o comprimento de onda no espaço livre se iguala a Àe. enquanto Ào crescer. enquanto w decrescer. (18-98). Se n for tomado como sendo 2. (18-100). Sinais se transmitem com a velocidade de grupo. o campo elétrico. isto é. correspondente a n = 1 na Eq.

Ao se calcular u e S.3. z do vetor de Poynting é E.)2 sen2 (2~~) WAg Ac -.. Este resultado é uma generalização da Eq. H). t) para E e supondo que B(r. (17-35). ou o vetor de Poynting. I• '0 a üdy=±EóE02' J.• 1-wtJ. t) = B(r)e-iwt.' . (17-37) pode ser utilizada para evitar que se tomem as partes reais. (18-109) A notação complexa foi usada para E e B. EoEo J.21'C -JlOWÀg sen2 (2nv) . encontramos rapida(18-107) = jEo 2~ sen ~~X wÀg Ac ei[(2. a Eq. Assim. (18-108) e (18-109). Ac 1 (21'CV)] efetivamente (18-110) cada sen 2 (21TY /Àc) e A integral na direção y. Eo --. com a suposição implícita de que a parte real de cada expressão deve ser considerada.~. tomada em média em relação ao tempo.-J. D +B .os c WAg 2~X Ac ei[(2rrz!. como as quantidades a serem usadas no cálculo da velocidade de grupo são as médias temporais das Eqs. Contudo. obtém-se a velocidade de propagação da energia. A densidade de energia. Assim. WAc (21'C)2 + .'" .---Àc' . (18-108) ao passo que o vetar de Poynting é S=ExH. Ac (21'CY) -. D + B*' H] = ± Re [to EóEo sen2(~rl') J. substitui cos2(21TY/Àc) por a/2.:=I. A indução magnética no guia é facilmente obtida de àB (18-106) V x E = ---. _ - 2 Re [* ".10 W a [ tO+-'-2 4n:2 1 ( "-g 1 12 (18-111) = ±E~Eo A média temporal da componente 5= to a.• J-wtj + ikEo . através do guia. ôt Usando a Eq.~.396 Ondas em Regiões de Contorno de energia.Hy (18-112) Eo sen = ~ Re - _1. (18-103) mente B(r..1o 1 WAg 21'C Ac (21'CY)J IE* '2 oEo . dividindo o vetor de Poynting pela densidade de energia.1o 1 * cos. é ü =± + Re [E* .sen --..1o 1 EóEo ('~. . as partes reais deveriam ser tomadas e multiplicadas uma pela outra. A densidade de energia é u = -i(E .

oe. . (18-117) não se aplica.. ..Propagação entre Placas Condutoras Paralelas 397 Integrando esta expressão de y = O até y = a. .na direção z com velocidade vp > c ".. "- "- Frentes de onda -. necessariamente. onde as velocidades de fase e de grupo são idênticas. que mostra uma seção no plano yz. 9 = --- io /10 • WJ'g (18·114) Observamos. ' " "~..g/2rr é maior que c. Usando este resultado na Eq. vp. Dessa Íorma 2n L' da Eq. "- . (18-11). verdadeiro na propagação em um g~ia de ondas. wÀ. conforme a Eq.o/sen e. (Observe que a Eq. c (18-115) e já tínhamos visto que vp = sen e' = c2 . (18-113) dividida pela Eq. (18-114). obtemos primento unitário na direção x) que percorre o guia: '0 a potência média total (por com- I S=d)-4EOEo. o que torna evidente que vg é menor que c. Àg = À. é evidente que v9 vp (18-117) que é. vg. . "}X'" ..101). através da Eq.) Recordando que e é o ângulo entre a direção de propagação de uma das ondas componentes e o eixo y. (18-116) De imediato. (18. não se aplica a ondas planas em meios não dispersivos não limitados.-- . " Este ponto move-se . .a _ . (18-101). . e" ' ." . "- " Figura 18-11 Movimento detalhado das frentes de onda durante a propagação de ondas entre planos condutores."" .. . -. fi ~ () fi = a Nossa compreensão da diferença entre a velocidade de grupo. que À. A .g é maior que À.~ " . cular. em parti. a outros tipos de propagação de ondas. pode ser aprofundada observando que. em geral. em conseqüência._ 1 * 2n J10 WJ'g (18-113) A velocidade de propagação da energia é o quociente (18-111). da região entre os planos condutores. encontramos 1'g = c sen e.-a. e a velocidade de fase. lOma-se mais simples representar a Fig.

(18-121) e (b) da Eq. Na próxima seção.+ Ág uX wE. ondas da forma E(r.-§y.----. e -iwt. = (21ti . que E e H satisfazem ambos a equação de onda no espa· ço livre.g. Especialmente. além disso. ondas que se propaO gam na direção z possuem as cinco quantidades de campo restantes proporcionais a ei21TZ(). = + l!:. entretanto. (c) cy :f evidente que (a) da Eq. = O.398 Ondas em Regiões de Contorno interseção de uma frente de ondas com o eixo z se move com a velocidade vp ::::c/sen e. 18-7 GUIA DE ONDAS Mostramos. (18-120) implicam ~cy z H. na Seção 16-4.. iEo -.Hx . As equações do rotacional de Maxwell neste caso são cEy _--=- aE x· lJiowH~ ex . a2E 'Ç2E EoJio ~ ot = 0.g H Y' 2n (a) Ex (b) (18-120) v x H + iEowE = O: (a) 2ni êH..g _ i ~o Jio w2 Àg ) H Y' 2n (18-122) .= êx O.. isto é. tornam-se isto é.1. serão considerados muitos aspectos gerais de outros guias de ondas. t):::: (18-118) E(r) . (18-119) Além dessas equações de onda.- = 0. No caso transversal elétrico (TE) propagando na direção z.. Ez :::: .o5ll.. as equações Para ondas monocromáticas. a componente de c ao longo do eixo z é c sen e ::::vg• Muitos resultados obtidos para o simples guia de ondas de placas paralelas permane· cem em casos mais complexos.. devem ser satisfeitas as equações de Maxwell. (b) (18-121) aHy _ ~Il.x. com referência particular aos guias retangulares. o guia de onda retangular comum tem propriedades bastante semelhantes.

Finalmente. como mostrado na Fig. 18-12. Para compreender melhor o procedimento. A Eq. . (18-120) e (b) da Eq. consiàeremos o guia de ondas retangular mostrado na Fig. .J/ Figura 18-13 Guia de ondas retangular. (18-121). (18-123) Resta determinar Eq. De maneira semelhante.Hz + 2y2 (W2 c2 _ 4~ .Guia de Ondas 399 e.: )H_ • = O. de (c) da Eq. Assim. I . (18-123) pode ser separada pelo método usual da separa- P i I . conhecendo a depenescrevemos dência de z de ei21rZ/Àg. W e as dimensões do guia. por isso.Hxpode ser obtido a partir de Hz. 18-13. . I I -y ~ -bm. (18-123).Ex e Ey estão relacionados simplesmente com Hy e Hx por (b) e (c) da Eq. A imposição dessas condições dá origem à uma relação conectando Àg. Se considerarmos um guia cilíndrico geral com paredes condutoras perfeitas. por conseguinte. O próprio Hz deve satisfazer a Eq. Hy poderá ser achado se Hz for desconhecido. (18-120). apenas as condições de contorno a serem impostas sobre as soluções da z Figura 18-12 Propagação da onda no interior de um cilindro condutor. as condições de contorno apropriadas exigem que a componente tangencia1 de E e a componente normal de B se anulem em S. todas as outras quantidades de campo poderão ser encontradas por derivação. exatamente como a Eq. . se Hz for obtido. (18·105) faz no caso do plano paralelo. (18-118). A componente tangencial de H e a componente normal de D são arbitrárias. ?_2H=ex2 + 22..

Um argumento semelhante mostra que apenas os termos em cos KxX podem sobrar e que estes devem ter Kx = mrr/a.35 em. dependem do modo. se Ào for suficientemente grande.o (18-127) Cada par possível de valores de m e n denomina-se modo.57 cm é obtido. dependendo das dimensões do guia. é justamente metade do comprimento de onda de corte do TEla. o lado direito da Eq. (18-126) A derivada parcial muda todo cos KyY num sen KyY.X cos +D sen sin (18-125) A partir deste Hz. As imperfeições nos guias de ondas fabricados e as elevadas perdas próximas do comprimento de onda de cOfte do TElo tomam necessário restringir a banda TE 10 dos guias de ondas comerciais aos limites práticos de 2.42 a 4. y. (18-124) +C com sen K.g . conseqüentemente. ug = cÀo/Àg.28cm. obtemos E x: Ex = _ flo 2n . Se b < ai yf3 o comprimento de onda de corte do TEzo será maior que o do TEll' O cálculo do comprimento de onda do TE20 é muito simples. somente termos envolvendo sen KyY podem sobrar em Ex e estes termos devem ter Ky = mr/b.. comprimentos de onda maiores não se propagarão. Evidentemente.cos .28 em e b == 1. É comum escolher um tamanho do guia de ondas tal que somente o modo TElo se propague no guia. o comprimento de onda do guia e. O com primen to de onda máximo que se propagará no modo TEla é obtido. :1[1 -i ~llo2n 2 1 W _~g _. para Ào fixo. somente termos em cos KyY sobram na Eq. Dessa forma. (18-125) e usando K x = mrr /a e K y = nrr /b. (18-128). (2rr/Ào)2 será menor que (mr/b)2 + (mrr/a)2. como Ex deve se anular em Y = O e em Y = b. (18-124). Neste caso. n == O. TE significa transversal elétrica. As soluções de Hz permitidas. porém comprimentos de onda menores o farão. nem indicam o número de meias ondas nas dimensões mais curtas (n) e mais largas (m). má.01 em na Eq.~ ) . As dimensões internas comuns de um guia de onda são: 1. (18-128) torna-se negativo e conseqüentemente o valor de Àg será imaginário. (18-127). fazndo Àg= 00. a == 2. têm a forma H Z = A cos mnx nnv. aquelas que fornecem componentes tangenciais de E que se anulam no contorno.01 cm x 2. na freqüência desejada. isto é. A solução geral consiste numa soma de termos da forma Hz(x. fazendo m == 1. ou 2.r1r'·"·'. a velocidade do guia. Retomando ago ra à Eq. z) = (A cos KxX COS KyY KyY +B cos KxX KxX sen KyY Kyy)e21riZ!. utilizados na transmissão da potência de microondas. . a b '_.28 em. Entretanto. Os guias de ondas retangulares são. O resultado: Ào. por extensão. O modo com o menor comprimento de onda de corte seguinte é TEll ou TE2o. e vice-versa.I àH ày .400 Ondas em Regiões de Contorno ção de variáveis.g. obtemos (18-128) o que mostra claramente que. . Isto conduz antes a uma atenuação do que a uma propagação. WAg ( )Â. A notação TEmn é usada para modos da forma da Eq. Vemos também que existem comprimentos de onda máximos para a propagação de vários modos.x = 4.

v 13(z) e-iror.Ressonadores de Cavidade 401 18-8 RESSONADORES DE CAVIDADE Outro tipo de dispositivo intimamente relacionado com os guias de ondas e de considerável importância prática é o ressonador de cavidade. xX. O ressonador de cavidade mais simples é um paralelepípedo retangular com paredes perfeitamente condutores. as condições de contorno apropriadas consistem na anulação da componente tangencial de E e da componente normal de B nos contornos. E x deve satisfazer (18-129) Se a cavidade consistir na região limitada pelos seis planos x = 0. Ex sozinho não pode ser te. f3 = cos li. dessa forma.[2 = cos "yy.justamente a região onde é quase impossível construir circuitos LC ordinários. 0. y = b. x = a. com respeito a este último. em z = 0. é evidente que as freqüências ressonantes da cavidade são dadas por à equação da . = d. Os ressonadores de cavidade exibem as propriedades típicas dos circuitos ressonantes quanto à forma com que armazenam energia em campos elétricos e magnéticos oscilantes. a (18-132) deverá ser satisfeita. então Ex deverá ter a forma (18-130) com "y = mn/b e "z = nn/d. Retomando onda. (18-130) e = ln/a. z = 0. (18-131) E3 sen sen Ky. Isto se realizará se fI = cos KxEI li. zz e (18-133) + KyE2 + KzE3 = que é justamente a condição para que K seja perpendicular a E. Uma vantagem adicional consiste no fato de que ressonadores de cavidade de tamanho prático possuem freqüências ressonantes que variam acima de algumas centenas de megahertz . Os campos elétrico e magnético devem satisfazer as equações de onda (18-118). a fração de energia armazenada dissipada por ciclo num ressonador de cavidade fica em torno de l/20 da fração dissipada por ciclo num circuito Le. Se o divergente de E deve anular-se. ressonadores de cavidade práticos dissipam uma fração da energia armazenada em cada ciclo de oscilação. Para Ey e Ez as formas = E2 = sen KxX KxX "x f (Y ) sen 2 KzZ e - iror . em y = b e em solução. aproximadamente. Nesta cavidade. A componente tangencial de H e a componente normal de D são arbitrárias. pois voE deve se anular para satisfazer a situação é semelhante e as soluções tomam Ey Ez Z se anule em y = O. isto é. com Ky e equação Kz como na Eq. Além disso. para que Ex z = d. Todavia. os ressonadores de cavidade são geralmente superiores aos circuitos LC convencionais por um fator de vinte. a não ser que fI (x) seja uma constanuma das equações de Maxwell. além disso.y = 0.

Para satisfazer as condições de contorno. amplitude incidente. 1947) p.nz cos 81 . onde é feito um estudo breve. e o ângulo de reflexão é igua ao ângulo de incidênciJ. que dependem de fz = . nz cos 8 I + nI cos 8 z . sugerimos ao leitor interessado que consulte Technique af Microwave Measurements por C. e í = e 1 . Outras modalidades de ressonadores de cavidade podem ser construídas. é caracterizada por I = 1.01 em x 2. G. deve-se encontrar os zeros dessas funções. Estas diferem para a polarização se p (vetar E respectivamente per pendicular e paralelo ao plano de incidência). Da mesma maneira os zeros dos senos entrarão no problema retangular. Montgomery (New York: McGraw-Hill. as funções de Bessel. igual em todos os pon tos do limite. num limite plano único. n = 2 (a chamada cavidade TE102). A continuidade das componentes tangenciais dos campos E e H é expressa pelos coefi cientes de Fresnel. As condições de contorno sobre as amplitudes não podem ser satisfeitas.. Muitos outros aspectos do problema do ressonador de cavidade retangular podem ser tratados em detalhe. sobre o ressona· dor de cavidade cilíndrico . são expressas pela lei de Snell e pelos coeficientes de Fresnel. O tratamento do cilindro circular reto envolve funções mais complicadas que os senos e co-senos. onde a constante dielétrica complexa K varia descontinuamente. Os problemas que tratarr de limites planos múltiplos podem ser resolvidos pela superposição das soluções de um li mite único e apresentam efeitos de interferência. d. alguns deles são deixados como exercícios. a não'ser qU( a freqüência da onda seja a mesma em cada lado do limite e a fase. as razões entre as amplitudes refletida e transmitida do campo E e . mas muito útil. 297 e seguintes.28 em. Para a reflexão rlz S = nl cos (}l ----~~~n1 cos (}I nz cos cos COS (}z ~n + nz (}z ' r I Z . os vetares de propagação das ondas incidente. contudo. especificamente. A relação de dispersão dá a lei de Snell n1 senel =n2 sene2· 2. condições.JK e do ângulo de incidência. Meios não condutores constituem urr caso especial de meios condutores em que as partes imaginárias de lê e fi se anulam. refletida ( transmitida são todos coplanares com a normal ao limite. Ao invés de entrar na exposição elaborada que resultaria. somente o cilindro circular reto e o paralelep ípedo retangular são facilmente fabricados e acessíveis a um tratamento matemático exato. Em conseqüência. Sua freqüência ressonante é evidentemente determinada pela dimensão z. 1. 18-9 RESUMO Problemas práticos de propagação de ondas geralmente envolvem limites entre A~ meios diferentes.nl ----~-------P - 82 . m = O.~~~~'-------------402 Ondas em Regiõesde Contorno 2 ~+~+~-~=~ ou 2 2 2 W C (18-134) (18-135) Uma cavidade típica construída a partir de um guia de ondas cujas dimensões são 1.

Através de {3. 11. a propagação e a atenuação são descritas por =Nw/c. As quantidades p e q são generalizações de n e k relacionadas com (Kr . . a reflexão interna total no ângulo crítico e a fórmula de Hagen-Rubens para a reflectância de radiofreqüência de um condutor. com os planos de fase constante formando um ângulo com a superfície de separação e os planos de amplitude constante paralelos à superfície de separação.(p c + iq) é o desvio de fase (e a atenuação) líqUida será em uma ida e volta através da camada. a transmitância T= 1 -R. Elas também explicam a reflexão total para ângulos maiores que o ângulo crítico. A reflectância é R de = r12rj2' é Em meios não condutores. de atenuação. a absorvância é A= 1 - R. se a camada for não condutora. como resultado da conservação da energia.Resumo 403 3. R apresenta efeitos de interferência que dependem de (d/À1). R = T + A. e no meio condutor 2. for menor que um comprimento de onda de corte Àc.0 = 21TC/W. Para incidência oblíqua num condutor. que depende das dimensões do guia. Ondas dirigidas propagar-se-ão sem atenuação (supondo-se contornos perfeitamente condutores) se o comprimento de onda no vácuo. Elas prevêem a polarização por reflexão no ângulo de Brewster. 6.K 1 sen2 81) e exatamente como n e k com 81 = O. 4. As intensidades refletida e transmitida são calculadas em termos dos coeficientes Fresnel a partir da componente normal dos vetores de Poynting. T_ se d? o. Com condução ou reflexão total frustrada. A reflectância 1- = rr*. planas e paralelas. a superposição fornece a amplitude refletida 5. onde o é o comprimento e-2d!~. Ki = qw/c. Estas equações aplicam-se a não condutores e para incidência normal. R onde A = O. Kr e sen 8 Ki = n 1 sen e 1/ N . Para duas interfaces relativa como onde f3 = 2d- úJ c n2 cos 82 = 2d úJ .

Suponha que a freqüência está no intervalo onde n ~ k . sobre uma superfície dielétrica. Calcule o ângulo. 18-7 Uma onda. Encontre o valor de 6. para o qual Rp é um mínimo.li. Estas ondas são denominadas não homogêneas. logo no interior da superfície metálica. segundo a incidência normal. ~ 1.53.) quando 8 tende a zero. de um meio transparente de constante dielétrica K. segundo uma incidência próxima da rasante. Encontre a inclinação da curva R p (6. Calcule a dissipação de energia por unidade de volume próximo da superfície e avalie-a se a amplitude incidente for E. 18-6 Uma onda plana incide normalmente. é retletida. se a fibra for circundada por um meio de índice 1. A velocidade de grupo (da propagaVgVp=c1 Para um guia retangular no modo TEmn. Calcule Rp supondo que cos 6. PROBLEMAS 18-1 Calcule o coeficiente de reflexão de Fresnel para uma onda s polarizada que incide. Calcule o maior ângulo entre o eixo da fibra e um raio de luz que se propagará ao longo da fibra. A partir do coeficiente de transmissão de Fresnel. em termos da constante dielétrica K. 6. onde a> b.55.5. Geralmente. se a fibra for circundada pelo ar. O vetar de Poynting é mais complicado do que para uma onda plana homogênea que se propaga num meio dielétrico. no ar.:. Partin- . 61 = e B' Encontre a reflectância se n = 1. 7. 18-5 Uma onda de luz. onde de onda da onda dirigida. segundo um ângulo ligeiramente menor que o ângulo crítico. = 10 V/cm e a freqüência for f = 10'0 Hz. encontre IE1I'. sobre uma superfície de separação de ar. restringe-se Ào de forma que apenas TElO se pode propagar. 1T - 18-3 Uma onda p polarizada incide. a amplitude não é constante sobre uma superfície de fase constante. partindo do ar. sobre um dielétríco segundo o ângulo de Brewster. 18-2 Uma onda p polarizada incide do ar. = 6 c . com polarização p no ar. (18-60) é substituída por As = ~os C111 2 Ap =k cos a. sobre a superfície plana de um metal. no ar. como freqüentemente ocorre. é refletida por uma superfície metálica. Aproxime Rp como uma função de 8 quando I) tender a zero e demonstre que a inclinação da CUIva Rp (6.) é infinita em 6 C' 18-4 Suponha que uma fibra ótica tem um índice de refração n = 1. = -48. 18-8 Uma onda.. do ar. k = 6 (apropriado para o alumínio). 6. por uma superfíCie condutora. incide obliquamente sobre uma superfície condutora segundo um ângulo 8" no intervalo de freqüência onde a relação de Hagen-Rubens é válida. Determine este e 1 e o correspondente Rp se n = 1. Mostre que a Eq. 1. Em ondas planas que são atenuadas ou dirigidas (e também em ondas esféricas).404 Ondas em Regiões de Contorno onde Àg é o comprimento ção da energia) é vg.

no plano yz entre duas placas paralelas.í2m)-1 neste terreno.. Demonstre que. Suponha que o filme é suficientem'ente espesso para que as reflexões múltiplas possam ser desprezadas. 18·10 Um meio dielétrico de índice de refração n3 tem sobreposta urna película de índice n. R = O para cos {3 -1. Calcule a reflectância R resultante. incide normalmente sobre um filme dielétrico de índice de refração n. E3' 18·12 Considere a equação matricial (~:) = (Cm)(~:::). Particularize o resultado para o caso de meios idênticos em cada lado da placa. 12 ='23' para n2 = ~ dessa forma. b) Verifique se os resultados para duas interfaces são dados por com {32= 2d2 (wfc)n2 cos 6. Calcule o desvio de fase na ref1exão..Problemas 405 do de r 12s. Suponha que haja ondas se propagando para a direita e para a esquerda dentro do filme. além das ondas incidente.e transmitida. a) Verifique se os resultados para uma interface única entre dois dielétricos são dados por com (31= O. s = tan -I --. não sustentado no ar. = 1f para condutividade infinita./2)fJm r m.--n2 + k2 _ 2k Verifique se este resultado tende ao:. E2 e E. 18-17 Determine E e B para ondas TM propagando-se tamente condutoras. . a um sistema de múltiplas cama- 18·13 Uma superfície metálica tem sobreposta uma película dielétrica. E. demonstre que o desvio de fase do vetor E é ti. partindo do resultado do Problema 18-8 e supondo que K = 9.m+ ( rm. onde (Cm) = _ J_ 1 tm.. que parte do meio di elétrico n1 . 18-14 A radiação incide normalmente sobre um filme metálico. que satisfazem as condições de contorno em ambas as faces. para incidência normal.m+l 1(1 ei(l!2)pm) . 18-9 Suponha que uma onda de rádio de w = 107 çl é refletida pela superfície da Terra segundo a incidência normal. g = 10-4 (. em y = O e em y =a. Convém estender este procedimento das separadas por superfícies planas. 18-16 Encontre a densidade de carga superficial e a corrente por unidade de largura na superfície de um condutor perfeito sobre o qual incidem ondas eletromagnéticas planas. supondo que o metal seja um condutor perfeito (g = =).m+eil1'2lpm 1 e-i(l/2)!Jm e . : urna e. no ar. Some todas as intensidades para encontrar a ref1ectância líquida em termos das reflectâncias R 12 e R23 das interfaces individuais. onda. Calcule a transmitância T em termos de n e k do metal. . 18-15 Considere uma placa dielétrica que seja espessa demais para que os múltiplos feixes refletidos interfiram coerentemente.refletida. A espessura do filme é d. incide sobre ele. E. quando o vetor elétrico é (1) perpendicular ao plano de incidência e (2) paralelo ao plano de incidência. Calcule os coeficientes de reflexão e transmissão como funç<3es de d e n. = 18·11 Um feixe de luz monocromática (freqüência w). perfei- .

Qual é a freqüência de corte do modo TMl1 ? Por que não existe o modo TM. Demonstre que E. (18-123). .406 Ondas em Regiões de Contorno 18-18 Considere uma onda TM num guia de ondas retangular (Hz = O) propagando-se no sentido z com comprimento de onda ?cg. Eq." =A mnx sen a nnv.· sen --b' e-n'Z"" " satisfaz a equação de onda. Descreva a natureza das distribuições de campo em todo o cubo.O? 18-19 Determine os valores limites da largura a de um guia de ondas de seção reta quadrada que transmitirá uma onda de comprimento" no modo TElo' porém não nos modos TE'I ou TMl1• 18-20 Expresse os campos E e H para o modo TElol de uma cavidade cúbica de lado a. e as condições de contorno.

Aplicado aos elétrons. denominada dispersão.a. como as forças supostas são lineares. Em qualquer caso. a força magnética não realiza trabalho sobre a partícula. incluindo uma força de amortecimento linear proporcional à velocidade. dos modelos brevemente estudados nos Capítulos 5 e 7 em c. o oscilador é impelido pelo campo elétrico da onda. devemos saber alguma coisa dos princípios que estão por trás dessa variação. que constituem o material. * A força de Lorentz é F = q (E + v XB). consideramos como dados os valores destes últimos parâmetros. Os elétrons. torná-Ios-emos osciladores harmônicos amortecidos. simplesmente tornando a constante da força restauradora do oscilador igual a zero.CAPÍTULO 19 DISPERSÃO ÓTICA NOS MATERIAIS A maneira pela qual uma onda eletromagnética se propaga num meio material linear é totalmente determinada pelas constantes óticas n e k.c. a entidade composta será um íon carregado. uma vez que é perpendicular a v. mas para uma onda B = (n!c)E. a carga nuclear) puderem ser considerados como fortemente ligados ao núcleo e movendo-se com ele. apesar de dependerem da freqüência). ou os íons. Para generalizar. o modelo descreve os elétrons presos nos átomos. A força magnética é menor por n (v/c) e será desprezada. porém. 407 . Conhecida como teoria de Drude-Lorentz. Para adotar um critério na aplicação dos resultados da teoria da radiação eletromagnética. 19-1 MODELO DO OSCILADOR HARMONICO DE DRUDE-LORENTZ Toda matéria comum é composta por elétrons negativos e núcleos positivos. Se dentro dos nossos objetivos. observações de que os seus valores poderiam depender (na realidade.isto é. alguns dos elétrons (mais ou menos que Z. independentes de E. e raios X. sempre dependem) da freqüência da onda. * A resposta do meio é obtida somando-se os movimentos das partículas. variando largamente no intervalo entre c.c. como osciladores harmônicos clássicos ou como partículas livres. que dependem somente da constante dielétrica K e da condutividade g do material. Quando uma onda eletromagnética está presente. Até agora. Fizemos. É uma extensão para c. partículas presas a uma posição de equilíbrio por uma força restauradora linear. Apresentaremos agora um modelo microscópico dos materiais que pressupõem este comportamento. baseia-se no tratamento das partículas carregadas. os K e g que resultam do modelo serão constantes (isto é. porém elétrons livres podem ser incluídos como um caso especial. serão tratados como osciladores harmônicos .

(19-2) se torna idêntica à Eq. x é independente de t.408 DispersJo Ótica nos Materiais A equação clássica do movimento* d2x rn . Ro é 1 ou 2 Â e. em termos do "raio" do átomo. (5-12). Em nossas aplicaçoes. senoidalmente da posição e do tempo ou. Mostramos na Eq. A constante de amortecimento 'Y = Gim tem as dimensoes da freqüência. (19-5) isotrópi- Eo do meio. (19-6) e o campo é uniforme. C. para elétrons força. o deixaremos. podemos supor que K 211/K será muito maior que o tamanho na Eq. complexa. +.2 para o oscilador dx amortecido unidimensional é (19-1 ) dt +G dt + Cx = eEm' ou (19-2) e Em é o "campo molecular" exposto no onde e e m são a carga e a massa da partícula Capítulo 5. com e2 w6 Para elétrons com livres. A freqüência natural do oscilador não amortecido é Wo e está relacionada à constante da da força foi expressa. = O na Eq. por mw5 = C. A solução clássica é útil por ser igual à solução quàntica com uma conveniente reinterpretação da freqüência natural Wo' . naturalmente. dessa forma. (19-7) * A mecânica quântica poderia ser·. Não é nosso propósito principal lidar aqui com co. não polar. em outras palavras. (19-2). A constante presos das camadas externas. À == 5000 Â. Em' dependente Em onde P é a polarização =E +- v p. lJ = O. em forma mos que Em e P dependem. Por exemplo. Ro. Para incluir as interaçoes mútuas entre as partículas. de forma que a Eq. o comprimento ·de onda À = da região em que a partícula se desloca. Assim. (5-7) que para um dielétrico Para um metal. Valores apropriados de Wo e 'Y para outros casos serão discutidos mais tarde. (7-31). Suporecomo E. (19-3). a variação espacial partícula. exatamente como lJ e tentaremos eliminá-Ia de nossa demonstração no que se segue. colocamos Wo =- 4n:EornRO --3' que se torna idêntica (19-3) à Eq. No caso estático. lJ = O difíciL problema da correção do campo local próprio e. para de Em é desprezível nas posições da =0. usada para elétrons. no Capítulo 5. "= r (19-4) onde T é o tempo médio entre colisões. suporedo campo E da onda E de acordo com mos o campo impulsor. a luz visível.

Então P=Nex. porém aqui deixaremos isto. O resultado é de forma que a equação é satisfeita para a x = --. iyw ( 19-9 ) w5 . a amplitude de ressonância seria infinita e. que a solução uansiente nunca se extinguiria compktarnente. por ora.x freqüência w dada. (19-10) onde N é o número de cargas por unidade de volume. (19-12) = 1 + X/{o. onde (19-11) {= K {o + x. * No problema do oscilado r mecânico (e também no problema do circuito LRC. é especialmente grande para w = Wo (ressonância). E._ eEm/m - '-.e permaneça em repouso).Modelo do Oscilador Harmônico de Drude-Lorentz 409 Com a Eq. assim. A conexão entre o deslocamento mecânico x das partículas carregadas microscópicas que constituem o material e a resposta elétrica macroscópica do meio é obtida pelo cálculo da densidade de polarização P. (19-9) a (19-11) e as Eqs. O momento de dipolo devido à carga e deslocada é ex (supondo que a carga neutralizante . (19-12) * Uma solução de estado estacionário também nunca seria atingida sem amortecimento. corno uma função da freqüência impulsora. P=xE. (19-5) e (19-11) Dessa forma. supõe-se que o campo aplicado. que é matematicamente igual) geralmente se expressa o resultado complexo na forma polar para mostrar a amplitude e a fase reais. Na ausência de amortecimento. uma vez . (19-2) são obtidas pelo procedimento bem conhecido da substituição x(t) = xe-iwt (19-8) e da determinação da amplitude desconhecida. Conforme as Eqs. Agora.w2 A amplitude do movimento da partícula é proporcional ao campo impulsor Em e. um modelo real ístico requer algum amortecimento. (19-7). (da onda) e a resposta P sejam proporcionais. as soluções de estado estacionário da Eq. X 1 + vX/t:o ~r=wi-"'" iyw Ne2/m Pela Eq.

1. Dois aspectos importantes deste resultado podem ser observados: primeiro.-. a Eq. 1) = Wp WÓj - w2 - iYiW onde fi = NdN é a fração de osciladores do tipo i. embora não elucide a dependência de K quanto à freqüência. (19-18) iYiW Como w.Í}'iW 1 + v(K . p WÓi - w2 i. ~ 1+-v (K---. Raramente todas as partículas carregadas de um material têm as mesmas propriedades. (19-17) deste resultado. depende da freqüência. Se o campo local de Lorentz. o resultado é útil. que é o principal objetivo deste capítulo. e fácil resolver as Eqs. seguindo a mesma dedução acima. Se houver Nj partículas de carga ej. podem dividir-se em elétrons e íons. segundo. (19-16) se tomará lador e a Eq. Li. é dertominado intensidade do osciLimitaremos nossa exposição aos casos que não dependem das sutilezas da correção do campo local. se v = O. e assim por diante. sugeriríamos uma simples generalização.1) uo __ Se todas as partículas tiverem as mesmas carga e massa (por exemplo. temos uma generalização da equação de Clausius-Massotti. Antes de expor as conseqüências do modelo. poder-se-á escrever: K-1 2 i. ou em elétrons em diferentes órbitas internas e externas de um átomo.w2 .410 Dispersão Otica nos Materiais de modo que a constante dielétrica adimensional é dada por I + v(K É conveniente fazer a abreviação K - I -~-i) Ne2/Eom w6-=- w2 =- iy~ (19-13) em termos da qual K ----. (19-17) é chamada de regra da soma f] -K-112L= 3W K +2 ----------. (19-15) se simplificará: . v.K é complexo.- 1 w6 - W2 ~ w2 - 1+v(K-1) iyw (19-14) Esta fornece a relação procurada entre a constante dielétrica macroscópica K e as propriedades microscópicas das partículas carregadas que constituem o meio. (19-15) ou (19-18) para K e. freqüência de ressonância natural WOj e freqüência de amortecimento li então. Por exemplo. massa mj. Dessa forma. o modelo mais simples que poderíamos ter erigido automaticamente implica um meio dispersivo. = [Na interpretação quanto-mecânica 1. que estendesse sua aplicabilidade ao maior número de materiais reais..1 w2 ~-----= L. tendo em vista outros objetivos. obteremos K . Como 'LNi = N. se todos forem elétrons em órbitas diferentes). Todavia. condutor. " pl (19-15) i WÓi . a Eq. v = +. for aplicável. é proporcional a N.

a Eq. Nas seções seguintes. (19-19) i". real e imaginária. ambas as partes. correspondentes tanto à corrente de deslocamento. W6i - 2 ~Pf_~.. como à corrente de condução.w2 iyw) = [1 + W2 - v(K - l)]w~. a saber. de k. Além disso. Antes de proceder a esta exemplificação.-----. . -"-----. ao pico de ressonância simples 2 K . poderíamos ter calculado . o K complexo resultante é característico de um meio condutor. comentaremos também o outro aspecto significativo do resultado da Eq. (19-24) 2 k=Jl[-K . J. automaticamente.Modelodo Oscilador Harmônico de Drude-Lorentz 411 K -1 = I _.'iW w2 - Esta também válida. Existe um g::: Kjfo w não nulo.w2) + (19-22) (j'W)2' Kj = (wr=--wz)Jp-+ (}.vw~. e a partir desta. examinaremos vários casos de interesse prático em que se podem fazer suposições simplificadoras. Além disso.~)2. Escrita em termos das partes real e imaginária.(w6 . com Wo ::: O para cargas livres. (19-15) domina todos os outros.. O modelo incorpora. + Kf]. wp 1}'W ( 19-21 ) e ainda seremos capazes de aplicar os resultados a muitos problemas práticos.+v' /K2+K2] " para haver expressões explícitas para a dispersão de n e k como função da freqüência. em freqüências onde K não é muito diferente de l. entretanto. aDlat. J = Ne dx dt = -iwNex ao invés de p::: Nex. Portanto estaremos aptos a limitar nossa exposição detalhada da dependência de K quanto à freqüência.w2 -. = A[K:+ (19-23) Estas quantidades poderiam então ser substituídas nas Eqs.fi.(2)2 w2yw (D.. na equação do rotacional de H de Maxwell. = 1 +-----------(w6 . de modo que K ~ 1 =---- (w6 - . sem a introdução intencional de uma densidade de corrente de condução.1= _ w6 . existe ainda um Kr :::K característico de um meio dielétríco. para qualquer v. Os resultados seriam. complicados demais para revelar quaisquer aspectos gerais da dispersão. em freqüências onde um dos picos de ressonância da Eq. Embora o modelo tenha sido erigido para cargas ligadas..que k é complexo. n . podemos desconsiderar v: (K 1)(w6 . (19-21) é K . (17-52). (19-21).--. Acha- .. obtido uma expressão para a condutividade g. VW~) (19-20) iyw w2 - Isto é igual ao pico de ressonância único com correção de campo local nula e freqüência de ressonância efetiva Y w5 .]. Em nosso modelo.

19-2 ABSORÇÃO NA RESSONÂNCIA real efetiva e gi se relaciona com constante die- POR CARGAS LIGADAS Em nosso primeiro exemplo. mais intensamente ligados. . em freq üências elevadas. consideraremos a aplicação das Eqs. encontramos 2 Wp Wõ . se os átomos estiverem bem aglomerados. Valores razoáveis da freqüência de amortecimento 'Y são de avaliação mais difícil. como num gás (ou numa solução). ser formulada em termos da condutividade complexa.1). cada uma. faremos Ro = 2 A na Eq. (19-25) e. pois N será menor. ao contrário. podem ter. componentes do deslocamento e da velocidade em fase e fora de fase. porém não ambos. = (owKj_ 9j = -(ow(K. A razão é também muito menor que I para os elétrons da camada interna. Assim. Wo não é fortemente afetado pelo estado de agregação. que J = = -iwP de ' dP 9 (19-25) = -\(1)/'. este procedimento é mais comum. . ligadas e livres. como quando forem condensados num líquido ou num sólido. a razão será correspondentemente menor. (19-27) onde Va é o volume do nosso "átomo". ou resultante de a velocidade da partícula ter uma componente fora de fase e uma componente em fase.= 4rrRoN 3 = 3NVa. isto é. gr = g é a condutividade létrica real. Em campos estáticos. (19-3) com a Eq. Esta freqüência de ressonância eletrônica corresponde' a um comprimento de onda no ar de 3350 Â (335 mm). pois são expressões equivalentes resultantes de o deslocamento da partícula ter uma componente em fase com o campo E e uma componente 90° fora de fase.854 x 10. (19-13).Íl ° w( K . Wõ (19-28) Quando estiverem agregados menos densamente.3°)(2 X 10-10)3' ~------ ' =56xl015S-1 . Para calcular o valor esperado dos parâmetros das Eqs. Um Ro maior ou menor daria um comprimento de onda de ressonância mais longo ou mais curto. que está na região ultravioleta logo depois do espectro visível.I). porém.91 x 10.412 Dispersão Ótica nos Materiais ríamos. Para obter . w~ :.c. que define wp. geralmente.: 1. As relações para a constante dielétrica complexa são 9 = . eviden temen te. ambas as cargas. Toda a exposição que se segue poderia. segundo a Eq.n6 x 10-19)2----------12)(0. (19-3): W o = 4rr(8. (19-26) y. cargas ligadas possuem deslocamentos proporcionais ao campo (em fase) e cargas livres possuem velocidades proporcionais (em fase): porém. (19-22) a (19-24) às cargas ligadas. Como se esperava. aos materiais que são não condutores para c. que têm órbitas menores. em certos contextos. Temos de calcular P ou J. Combinando a Eq. (19-22) e (19-23) para os elétrons de valência.

(19-23) de carga num elétron com "f = O dá Kj = O em todas as frcqüências. (19-29) . é "f com 'Y = O é in- ( 19-33) como é ilustrado na Fig.--( __ )2 /. se 'Yfor pequeno. vre ou energia de vôo livre. podemos escrever A amplitude da oscilação decai segundo e--yt!2 e a ao quadrado da amplitude.Absorção na Ressonância por Cargas Ligadas 413 uma compreensão adicional do significado desta. (19-30) onde é o tempo de decaimento médio da energia do oscilador.-') . ainda supomos ~ Wo nas aplicações desta seção. e consideremos o caso do oscilador livre com Em = O. de forma que a Eq. com = O.'-0 ~ 1 Â = 10-10 m) o amortecimento devido a este mecanismo é extremamente pequeno em relação à freqüência de ressonância. A solução desta equação é também bastante conhecida: • onde x = xoe-::l 2e-iw(l'l. . há modos adicionais de decaimento por causa de interações com outras partículas (colisões).81 X 10-15 m (19-32) e Ào = 27TC/WO é o comprimento de onda no vácuo correspondente a wo: Re é o raio clássico do elétron. Como se admitiu que 'Y fosse pequeno. (Veja o Problema 6-6*) Mesmo para raios X 0. Usualmente. respectivamente. Wo = " /-Wo2 . energia de oscilação. que tornam a freqüência de amortecimento enormemente que maior que a razão partícula única ~. ainda que não física.- será quase igual a Wo. retomemos à equação do movimento. porém é análogo: em amé o tempo médio de perda de energia ~ energia do oscilador harmônico libos os casos. decai segundo e-'Yt. A Eq. Entretanto. Eq. (] 9-32) é * A distribuição não é fisicamente observável. que é proporcional Dessa forma. uma primcira aproximação formativa. onde 2. às custas de sua energia de oscilação: no próximo capítulo será demonstrado que a taxa de radiação corresponde a uma taxa de dccaimento í í í (19-31) . uma definição mais conveniente do que a da distribuição de carga uniforme. (19-2). A Eq. devida à radiação. (19-4) para os elétrons livres. O significado de na equação não é o mesmo que na Eq. (19-22). 19-1. A partJ'cula oscilante necessariamente irradiará energia eletromagnética.

. como mostraremos mais tarde.. (19-35) o coeficiente rr/2 é escolhido de forma que a integral sobre w. que especifica a dissipação de energia por unidade de volume no material. Como Ki é proporcional a g. a única freqüência para a qual Ki difere de O (no vácuo). '( . õ úJ p úJo JT. mesmo c.:. r 2 Ki =. 19-1. Este limite pode ser expresso como uma função da freqüência.c. Para w = O (19-36) r . é proporcional a IIr e tende ao infinito no limite quando tende a zero. pela função delta de Dirac.00 úJ2 7r I "O K dúJ I = úJo _P - 2' Ki () -1 Figura 19-1 Constantes dielétricas como função em Wo. Porém. a aproximação a Ki(w) representa o caso de uma linha de absorção infinitamente estreita em w = Wo. onde é indefinido. .para W = Wo. (19-23) em geral dá úJ2 1 Ki =--" .. no pico de ressonância. a Eq.414 Dispersão Otica nos Materiais exceto W = Wo.:. úJ - úJo ) . como é também indicado na Fig. que foi anteriormente usada para representar uma distribuição de carga puntual como função da posição. O efeito da absorção de energia na região ótica se manifesta na constante dielétrica K (porém não na condutividade g) para todas as freqüências. O aspecto mais interessante da figura é que Kr tem valores significativamente diferentes de 1 (no vácuo) em freqüências muito distantes de wo. úJ o •• I (19-34) de modo que Ki. da freqüência para uma intensa e extremamente estreita linha de absorção é O limite correto para -+ O.

19-2. Acima da absorção de ressonância.Absorção na Ressonância por Cargas ligadas . 19-1. usando as aproximações das Eqs. Kr =0 para w = YW6 desta freqüência e abaixo de Wo. que apresenta uma refração maior para o azul do que para o vermelho e é típico de todos os materiais transparentes. derivadas das constantes dielétricas da Fig.. (19-33). acima n= VfJ( H'r' k = O. em freqüências muito acima da freqüência de absorção. Kr é negativo. A onda se atenua por causa da reflexão perfeita na superfície em cujo meio ela penetra (n-1)2+k2 R--~----(n+1?+k2' o Figura 19-2 Constantes óticas corno função da freqüência.415 que pode diferir apreciavelmente de J. não por causa da absorção (exceto. A freqüências abaixo de WQ e acima de Y w6 + w. de forma que n = O. exatamente em wo. Por outro lado.. (19-28). um não condutor poderá ter K diferente de ] somente se conduzir (absorver) em alguma outra região de freqüência. Este é o comportamento da "dispersão normal" de um prisma de vidro na região visível. Ki = O. por exemplo. (19-24). n é maior do que ] e aumenta com o aumento da freqüência (comprimento de onda menor). (17-53) e (17-54). Kr é positivo. Estas funções são mostradas na Fig. um meio no qual g( w) = O para todas as freqüências terá. porém é menor do que 1. Nestas regiões + w. n aumenta com a freqüência. será idêntico ao vácuo. neste caso.5 para o diamante.. também uma característica de todos os materiais na região dos raios X. (19-38) . k = _. a onda se atenua (k> O) porém. necessariamente. como veremos adiante. (19-37) Na região intermediária. o material é transparente (k = O). Da Eq. também K (w) = 1. de acordo com a Eq. isto é. K tende a um em todos os casos. e assim se aplicam as aproximações das Eqs.K. Abaixo da ressonância. As constantes óticas n e k são obtidas. Exceto em w = WO./. (19-33) e (J 9-35) na Eq. Imediatamente acima da ressonância. . O valor K = 5. é compreensível embora o diamante seja um não condutor a freqüências inferiores ao ultravioleta. Reciprocamente. onde Ki i= O).

suponhamos que 'Y> 0. Estas funções possuem propriedades especialmente simples: Ki é par em relação a (wo . -..) P:ua uma linha fraca com Jf <{ l. que é comparável à condutividade c. a aprox. 2 1 I I lv[ = -Wj.q ucrd:J. Para examinar o comportamento detalhado na vizinhança de wo.c. Apesar do vidro ter uma reflectância de apenas R = 0. (19-22) e (19-23) simplificam-se: (19-39) (19-40) A função Kj tem a forma chamada linha lorentziana. respectivamente.lI . ----------------~ U ~/ I são exatamente a metade Kj. 19-3. Este valor dá uma condutividade g = to wKj na ressonância. ilustrada na Fig.l) e . . (Wp/WO)2 "" 10-3.lI :2 ~ -u \ -'lI ' -'1 . assim. Para um gás. Eqs. Como a largura do pico é e a altura é proporcional a 1ft. que também mostra (Kr . n . porém (woh) "" 105• de modo que M pode ser maior que 100.Wo . à pressão atmosférica. na região ultravioleta seria altameIlte refletor.lI --r.Wp . -WoY W6 Y pode ser bastante grande. no intervalo Wo ± várias vezes 'Y).imação w6 w2 = (wo + w)(Ú)o - w)~2wo((!)0 - w) é válida e as constantes dielétricas.I)..1) ocorrem nos mesmos pontos. dá R = I.justificando. Próximo de Wo (isto é. A integral de Kj sobre todas as freqüências pode ser realizada com o resultado (w~/wo)(7T/2)...I) é ímpar. "'o « 1 () --I Figura 19-3 Constantes dieIétricas para uma linha estreita em wo' IA origem da freq üência está bem :i eo. o coeficiente da Eq.1 e k . de um metal. É fácil demonstrar que a largura de Kj na metade do máximo é e que os extremos de (Kr . a área sob a curva é independente de "t. de (Kr . . (19-35). para fi = 0. .101 cm na região visível. porém ainda que o ~ wo. O valor máximo do Ki na ressonância.w) e (Kr .416 Dispersão 6tica nos ~lateriais que.

Neste caso n~ . Kr > O. 19-4. 19-2. Se }. As . Esta aproximação pode valer.1). l' pode ser simplesmente desprezado nos denominadores das Eqs. . IKr . k = Kd2n. quando IWo . dar n - 1 ~ 1{K. que então se simplificam. A forma das curvas. ou Kr == I. a aproximação n ~ k ~ JKd2 será válida em Wo.wl ?> 1'.u Figura 19-4 Constantes óticas para uma linha intensa e estreita dcduz. respectivamente. Kj ~ 1 em toda parte.idasdas constantes dielétricas da Fig. No outro extremo. a raiz quadrada pode ser expandida para (19-41) Como Kr difere de 1 por pequena quantidade.J for grande. para uma solução um pouco diluída ou para um gás a uma pressão razoavelmente baixa.W6 _ W .11 ~ I.----2 -. é um pouco diferente da forma lorentziana. como Kr = 1 em wo. 2 v.11 < Kj próximo do máximo. por exemplo. Kj ?> I em Wo. Como IKr .) A forma das curvas (n . dando 2 Kr - 1 . Kj ~ IKr!' e muito além na região das baixas freqüências. quando M ~ 1.A bsorção na Ressonância por Cargasligadas 417 A forma das curvas n e k associadas às constantes dielétricas lorentzianas depende muito das dimensões de M. (A origem da freqüência está bem à esquer== o da. 19-3 com M 100. :t uma representação mais realística do comportamento próximo de Wo do que o representado na Fig. (19-42) Wp Nesta aproximação. ilustradas na Fig.fKr.1) e k é exatamente igual à forma lorentziana das curvas (Kr 1) e Kj. (19-22) e (19-23). Longe da linha de ressonância.

A parte imaginária tem um pico com o máximo próximo de Wo.418 Dispersão Ótica nos Materiais Eqs. o Figura 19-5 Constantes óticas para urna banda de absorção intensa. ab· sorção. a parte real sempre tem uma região de inclinação negativa. n-l~ ~ Esta é conhecida como a relação de Cauchy. À medida que a freqüência aumenta desde zero. a freqüência de ressonância Wo será algumas centenas de vezes maior. é fórmula útil para ajustar o índice de refração de um material transparente. O caso wp/wo = 1. A constante da força restauradora linear é aproximadamente a mesma. 'Y/wo = -} está representado graficamente na Fig. 19-5. uma vez que também provém da força de Coulomb. Na região deste pico. assim n - 1~~ (~~r (~rrl [1(~r [1 + (~r]· (19-43) ~~(~~[1+ (~r]· r Em termos de comprimento de onda. porém a massa do íon será 4 ou 5 ordens de magnitude maior do que a mas- . em Wo • larga. alta reflectância a transparência. porventura se estendendo na região visível. Nos materiais reais existem sempre muitos picos de absorção eletrônica na região ultravioleta. Se 'Y não for tão pequeno. forem íons pesados ao invés de elétrons. nenhuma das relações simyles precedentes será válida quantitativamente. (19-41) aplicam-se. moderadamente Se as partículas carregadas. exatamente como na aproximação da função delta mais simples. denominada região ·de dispersão anômala. vibrantes. há sucessivas regiões de transparência. porém o comportamento qualitativo de K e fi será ainda semelhante. e nos sólidos. podem ser largos e se sobrepondo intensamente.

pois é inversamente proporcional à raiz quadrada da massa. principalmente em metais e plasmas. num cristal iônico I l Wp ~ 1. Típicas em Plasmas Eletrônicos Densidade (m-3) Metal Semicondutor (dopado) Semicondutor (puro) Experiência de fusão Ionosfera Espaço interplanetário As partes real e imaginária são 1028 102-4 Freqüência de plasma (S-I) 1016 101-4 1020 1020 1012 1012 1011 107 107 105 (19-45) (19-46) No contexto da livre partícula. Então. à absorção eletrônica na região do ultravioleta. na região visível. wp.c. (19-21) simplifica-se. a Eq. porém está localizado na região do infravermelho ao invés de se situar na região visível ou ultravioleta.1 = W2 p -~(~-+iy)· e Freqüências de Plasma. aproximadamente. 19-3 TEORIA DO ELÉTRON LIVRE DE DRUDE Em alguns estados importantes da matéria. dando K . Wo Wo L~ O. Os correspondentes Kr ou n não contribuem em altas freqüências. Em altas freqüências. a constante dielétrica é de aproximadamente 6. para o sal de cozinha. (19-44) Tabela 19-1 Algumas Densidades de Partículas. os elétrons pertencentes às órbitas atômicas externas não são localizados (ligados). a primeira inclui o efeito da absorção iônica na região do infravermelho.52). será explicado pelo nosso modelo microscópico se a força restauradora suposta para esses elétrons for feita igual a zero. mas estão livres a fim de contribuir para a condução c. mas o fazem em baixas freqüências. Esta última é devida em comparação com 2 (= 1.Teoria do Elétron Uvre de Drude 419 sa do elétron. o pico de absorção é semelhante ao pico de absorção eletrônico. no entanto. este comportamento é modificado pelos efeitos inerciais. Por exemplo. Dessa forma. com Wo = 0.l. (19-13) . A freqüência wp é também proporcionalmente menor.N.

as cargas movem-se todas para frente e para trás em fase (comprimento S * A freqüência de plasma é geralmente expressa em unidades gaussianas. explica o conhecido fato de a ionosfera refletir ondas de rádio na banda AM de radiodifusão (f= w/2rr 1.---1. o material é perfeitamente refletor (n = O) e acima de wp. fazendo Wo = O e Em = O na Eq. 'Y "" 101~s-I. se a origem de w for toabaixo de Wo foi eliminada e a freqüência onde mada em Wo = O. os intervalos de freqüência em que ocorrem aspectos interessantes da dispersão serão determinados por wp' Alguns valores típicos estão relacionados na Tabela 19·1 e vão desde a região das freqüências de rádio até a região do ultravioleta. I . Não obstante. Quando 'Y é pequeno. Agora.420 Dispersão Ótica nos Materiais chama-se freqüência de plasnza* e é idêntica à definida no Capítulo 14. mas ser transparente para ondas FM e de TV (f. usando a Eq. a constante de amortecimento 'Yé o recíproco do tempo de colisão.::. (19-2): dx/dt = v.: 108s-1).ir = Vo e .".J4rrNe2/m.c. ele é transparente (k = O). A Eq. de modo que = Vo e . o metal de sódio é altamente retletor na região visível porém é transparente para comprimentos de onda ultravioleta menores que Àp = 2100 Â (210 nm) correspondente a sua freqüência de plasma. 19-1 e 19·2 ainda representarão este comportamento. A região transparente Kr = O é wp' Entre w = O e w = wp. 1. Relação que geralmente vale para materiais eletrônicos semicondutores. como se pode ver. dv dt v + yv = 0. plasmas gasosos. lidaremos com uma vez que o objetivo é encontrar as constantes óticas n e k a partir dele. r ~ 1. Em outro intervalo de freqüência. n = O e k = O. em wp. Como observamos anteriormente.m Ne2r é a condutividade c.lwr onde go p (19-48) = fow2r = ---. (19-26) e 'Y = l/r: bem como para expressa em ter- 9 = ~JL~ --.. Exatamente na freqüência de plasma. (19-44) adquire uma forma mais simples quando mos de condutividade complexa g. consideramos novamente o caso 'Y = O em primeiro lugar: k. 1 y=! (19-4) O tempo r é também a constante de tempo para o decaimento de uma corrente sem campo impulsor.) As Figs.5 x 106 S-1). w2 Kr = 1 . nas quais wp = . A transição entre alta refiectância e transparência. w 2 (19-49) Ki = wp n ~"2 O '( w. wp (19-47) Para metais à temperatura ambiente.

a neste intervalo e é igual à condutividade Eq.Teoria do Elétron Livre de Drude 421 de onda infinito) sem atenuação. porém negativa (grande). K O. demonstrará a existência de ondas de plasma longitudinais em comprimento de onda finito. Em particular. no entanto . * .C.. (19-52) que fornece a fórmula de Hagen-Rubens para a absorvância a baixas freqüências. Suporemos que o amortecimento é pequeno. ela não segue a fórmula de Hagen-Rubens. (19-6).!IKrl = 'Y/w ~ 1. Calculamos K(K. não terá sentido dizer se ela é longitudinal ou transversal neste caso. é uma simplificação para freqüências mais baixas.. . nem sua profundidade de atenuação associada. w ~ y: (19-50) (19-51) A constante dielétrica real Kr é uma constante quando W tende a zero. 1. k ~ ~Kj2 = fi. w) somente para K = O. Um cálculo mais sofisticado. Apesar da aproximação sem amortecimento explicar efeitos interessantes próximos da freqüência de plasma. Este movimento constitui a oscilação do plasma livre e. go. é necessário voltar às Eqs.c. Ki tende ao infinito g= é constante <-owKi =~y 2 <-oWp m = 90 Como K. de forma que haverá três intervalos de freqüência a considerar. É um exemplo de onda longitudinal* que pode ocorrer quando K = O.conforme Eq.. incluindo os efeitos da pressão. Para melhorar a aproximação da função delta. (19-45) e (19-46).. onde prevê condutividade infinita e constante dielétrica infinita para c. n ~ C. 'Y~ wp.cposta no Capítulo 14.k A~ ~= 2 J go 2(0 úJ ' e a profundidade de atenuação (19-53) (19-54) * Como o comprimento de onda é infinito e a velocidade de propagação é nula. (17-55) dá ~~1.

Os resultados da teoria do elétron livre para n e k estão representados graficamente numa escala log-log na Fig. .r.. e a profundidade de atenuação é o =~ =kw c = Àp/2n. pois Ki = . úJp onde Àp é o comprimento de onda no vácuo. para o qual a teoria do elétron livre está bem de acordo com a experiência.6 x 1013 s-l. As regiões das três linhas retas da figura são representações gráficas das Eqs.l"-r - _ Ki n . reduzindo a reflectância e explicando as cores características do cobre e do ouro. (19-52). o material é quase transparente. todavia.2k '" YWp = 2w2' (19-55) Nesta região. Em metais. íons positivos devem sempre estar presentes com uma densidade numérica média N igual a dos elétrons.rr7K===-l -Vfir- k=---'-~~ 2n . k/n = 2w/r ~ 1..Kr e Ki ~ Kr. com algum arredondamento em wp' Exemplos com. o início desta transparência é obscurecido pela absorção de ressonância de elétrons ligados pertencentes a órbitas internas. exposta na última seção. Todos os resultados desta seção aplicam-se também quando as partículas carregadas são íons pesados ao invés de elétrons. (18-59) é 4n 2.= --- = k2 = c wp wp' (às vezes denominada fórmula de Mott-Zener).. A = 1 . Como wp T é grande. os íons positivos não se movem livremente. correspondente à freqüência de plasma. Os pontos intermediários em w = r e w = wp são facilmente calculados a partir das Eqs. a profundidade de atenuação é muito pequena e independe da freqüência. (19-58) Ki~ Wp/ 3 . também aumenta os valores de Ki e n da maioria dos metais na região visível. A região bem acima de r concorda com a aproximação da função delta (r =0). Kr ~ 1. k~ vCVK -~p W . Esta absorção adicional. 2 (19-56) (19-57) .? wp são menos comuns. w n===. estes resultados aplicam-se à região do infravermelho. e seu tratamento é deixado como exercício.! Aqui. que são adequados ao metal sódio à temperatura ambiente.r = 3..com exceção dos metais alcalinos. mas nos plasmas gasosos .!IKrl = r/w ~ 1. (19-55) e (19-58). Nos metais. Eq. de modo que a absorvância. respectivamente.2w3' K W2.R é apenas de uns poucos por cento.422 Dispersão Ótica nos Materiais Como K. (19-45) e (19-46). Em metais. 19-6. Os valores parâmetros escolhidos são wp = 9 X 1015 çl . Como se supôs o meio eletricamente neutro./ 2 A .---.

Esteca. a polarização orientacional de dipolos permanentes. conhecido como perda dielétrica.Relaxação Die1étriça. a diferença entre a çonstante dielétrica estática da água. Condução Eletrolítica 423 o fazem e seu movimento é muitas vezes importante. por exemplo. com -r/wp = 0. Ela é muitas vezes importante como um mecanismo de perda em freqüências de microondas e inferióres. do segundo tipo de polarização estática. um outro tipo de mecanismo de absorção. e sua dispersão simultânea da constante dielétrica real explica. expol\W no Capítulo 5 ~ ou seja.004. Este efeito é uma extensão para c. que pode ocorrer a freqüências menores (mas não maiores).so também se pode basear no modelo descrito pela Eq_ (19-1). por exemplo. A freqüência de plasma wp é inversamente proporcional à raiz quadrada da massa da partícula m e. e o valor ótico de aproximadamente 1.8 (= 1. log _ * 19-4 RELAXAÇÃO DIELÉTRICA. a freqüência do plasma de íons é cerca de duas ordens de magnitude menor do que a freqüência do plasma de elétrons dada na Tabela 19-1. Surge quando as forças restauradoras e de amortecimento são importantes. Existe.a. contudo. dessa forma. Aproximações de expansões em potências são válidas sobre a maior parte do intervalo de freqüência. 81. Neste caso. embora com alguma alteração a respeito da interpretação física das quantidades envolvidas.33:1). 2 I I I o ------tI n -2 Figura 19-6 Gráfico log-log das constantes óticas das cargas livres versus freqüência. CONDUÇÃO ELETROLÍTICA A absorção na ressonância elétrica não ocorre usualmente em materiais a freqüências menores que os picos dos íons pesados na região do infravermelho (embora ocorram em estruturas feitas pelo homem. mas efeitos inerciais (aceleração) podem ser desprezados. a equação do movimento toma-se dx Git + Cx = eEm' (19-59) i I . naturalmente).

. Se fizermos o momento de dipolo permanente Po onde a é a separação efetiva das cargas ±e. É melhor reescrever a solução como _ K-l=--CNe2/Eo iGw' O onde m foi inteiramente eliminado. to to 3kB T = ea. equilíbrio é expresso por x Por conseguinte. X N P6 onde kB é a constante de Boltzmann. Ko é o valor estático de K. com Em = O. Ne2 to C (19-62) Evidentemente. no máximo. w6 il'w Todos os parâmetros nesta solução contêm m. isto pode ser. desprezando w2 ~ w. entretanto. para w = O. exceto que C tem um significado diferente. teremos Ko Numericamente 1= 3tokB T -----. / A solução adequada é obtida pela Eq. Isto pode ser obtido mediante os cálculos do Capítulo 5: Ko - 1 = . Usamos r regularmente para exprimir a constante de tempo para o retorno ao equilíbrio. escrevemos retorno ao = C xoe-CtIG• 1 G onde T r * Nesses termos (19-60) neste contexto é denominado tempo de relaxação. Ko 1 K-l=--· -iw!' 1- (19-61) onde Ko - 1 = -. da ordem de 102 à temperatura * Observemos que nestes processos l/r i= "(. (19-21).424 Dispersão Ótica nos Materiais ou I' dt dx 2 + WOX = eErn m. ~ . indiferentemente de sua relação com r ou com as quantidades físicas estabelecidas.= . K .1 = ------. é igual ao valor estático para a absorção de ressonância. .----. A partir da Eq. Ne2a2 (19-63) ambiente. a solução. não depende de m pois O termo inercial foi desprezado ao obtê-Ia. (19-59).

(19-62). a entropia.Relaxação Dielétrica. portanto. que determina o comportamento c. Condução Eletrolítica 425 Comparando a Eq.S 1011 . A viscosidade depende da temperatura. * devida mais à energia térmica kB T do que à energia po- A novidade nesta exposição é o tempo de relaxação. ao contrário. porém a Eq. resultando disto as equações de Debye. ç 1. pois a existência de posições de equillbrio. o tempo médio para um salto. e I/T será muito menor que isto a temperaturas muito abaixo da temperatura de fusão. Wo ::::: 1013 S-l. dependendo da energia flU necessária para empurrar o íon através da barreira até a posição de equil1brio vizinha. A dependência da Eq. (19-61) em relação à freqüência pode-se ver ao separá-Ia em partes real e imaginária. (19-66) ainda depende menos intensamente da temperatura do que a Eq. (19-63) com a Eq. Os íons têm certas posições de equilíbrio fixas no sólido. 1 _ :. tencial elástica mecânica. Dessa forma. (19-65). depende das barreiras.----~ 4n1"/R6' " (liqUido) (19-66) onde 17 é a viscosidade (não a resistividade elétrica) e Ro é o raio da molécula. 'o e- M!jkBT So] ('l'd) o (19-65) O fator l/To é aproximadamente a freqüência vibracional do íon em torno de sua posição de equihbrio e exp(-ÁUjkBT) é o fator estatístico de Boltzmann. O tempo T é. O tempo de relaxação de Debye é dado por 1 . entre as quais os saltos ocorrem. portanto. Por meio destes saltos. Isto concor· da razoavelmente com valores experimentais de 17 e prevê uma freqüência na região das microondas para a maioria dos líquidos polares à temperatura ambiente.1 _ (19-67) * A força restauradora é uma "força termodinâmica" generalizada. o dipolo pode girar até se alinhar com um campo aplicado ou retomar a uma orientação aleatória quando o campo é removido. . flU.-1 =1 +(WT)2' o . não uma força mecânica. K K. porém podem realizar saltos para outras posições vizinhas permitidas.a. kB T . Isto é dado por ~= -1 I . uma vez que os dipolos num líquido giram mais livremente do que num sólido. 7. deve ser apreciável para que este modelo seja totalmente válido. O que diminui após uma força aplicada ser removida (com tempo de relaxação r) não é a energia mas. separados por uma distância a. Seu valor pode ser avaliado mais facilmente para certos materiais polares sólidos em que os dipolos consistem de pares móveis de íons positivos e negativos de carga e. Um salto é tentado com cada vibração. O cálculo de T é mais difícil para líquidos. A freqüência 1/70 = Wo é a freqüência vibracional iônica considerada anteriormente. demonstra-se que C = ~kEJ a2 T (19-64) A força restauradora é. porém apenas uma fração tem sucesso. A barreira de energia.

que mostra um pico de absorção em Kj. se origina num mecanismo que está intimamente relacionado à relaxação dielétrica. mais facilmente calculada para um eletrólito sólido.c. a reflectância é dada pela Eq. com máximo em w = l/r e altura de + (Ko . (18-57). por cargas "livres". A condutividade c. A condução eletrolítica é um fenômeno que.426 Dispersão Ótica nos Materiais Ki = (Ko-=-l)wr 1 + (wr)2 (19-68) representadas graficamente na Fig. apesar de envolver condução c. estes resultados podem ser aplicados à água fresca na qual a condutividade c.c. Ko + (wr) K (Ko - l)wr (19-69) A razão física para este tipo de dependência com a freqüência é que acima de l/r a relaxação não pode acompanhar o campo aplicado. Os portadores de carga são íons móveis que se movimentam (em sólidos) através de saltos ou (em líquidos) por meio de um mecanismo relacionado à viscosidade. A forma das curvas é bastante semelhante à da oscilação fortemente amortecida. e Kr caindo de Ko até 1 com o ponto de meio em w = l/T.1). de modo que n = VK.Kj <{Kr(Kr> O)..= --_U_Uz' K. Para freqüências muito abaixo ou muito acima de l/r.c. os resultados são geralmente expressos em termos do ângulo de perda e: tan e = -. . contribuindo para uma corrente de transporte. pode ser desprezada. A dispersão de Kr tem uma forma caracteristicamente diferente daquela da absorção de ressonância. Nas medidas elétricas em amostras dimensionadas para laboratório. Os efeitos inerciais são novamente desprezíveis e a massa do íon não está diretamente envolvida. A diferença da relaxação dielétrica consiste no fato de que pares positivo-negativo de íons nã. é de novo. 19-7. kB Ne2a2 Tr (sólido) (19-70) Ko ~ 1 o l/T w Figura 19-7 Constantes dielétricas como funções da freqüência para a relaxação de Debye. k =Kd2n. Como exemplo. o resultado é 90 = --.:Osão inseparáveis porém os íons positivos ou negativos são livres para migrar individualmente.

(19-63) para a relaxação dielétrica (porém de sinal oposto).1 = -=--rÇ{0/~ 1+ (w-r)Z' (19-73) K.-1=i-jJfoW -golfo ---w(wr + i)' (19-72) cujas partes real e imaginária são K.golwr ( 19-48 ) tendo-se determinado í na Eq. a Eq. Como a Eq. Nez (líquido) (19-71) 6nIJRo é aplicável a soluções diluídas. (19-65).Relaxação Dielétrica.61).(wr)2]' (19-74) A contribuição da Eq. A condução eletrolítica e a relaxação dielétrica ocorrem freqüentemente juntas no mesmo material. 1 . Na maioria dos materiais iônicos sólidos. é Ko . 1 . em casos simples. (19-73) à constante dielétrica estática é K" . As duas contribuições para o ângulo de perda podem ser separadas pelas diferentes dependências de Ki com a freqüência. em K.a. indiferentemente da intepretação microscópica dos parâmetros. Nas soluções aquosas. go pode ser da ordem de102 (Dm) -I e também para uma classe especial de materiais sólidos denominados condutores superwnicos. necessariamente. (19-48) tem exatamente a mesma forma funcional que a Eq. sendo a a distância de um salto. talvez diferente daquele para a reorientação dipolar mas ainda dado por uma equação como a Eq. A condutividade c. geralmente bem menor à temperatura ambiente. 19-7. . os valores de N podem diferir grandemente nos dois casos. (19. go é menor que 1 (Dm)-I. . toda molécula está envolvida na relaxação dielétrica. I =_ w[l golfo +. A Eq. Em eletrólitos líquidos. Condução Eletrolítica 427 onde T é o tempo de salto médio. o resultado de uma teoria linear. todavia. (19-26). o quadro é complicado pela correção do campo local (não a de Lorentz) e pelas interações microscópicas entre os íons e os dipolos. A fórmula de Einstein-Stokes 90 = --. (19-48) deve ser. Na água pura.1 = ----o Néa2 T fokB Apesar de ter a mesma forma que a Eq.1 = que. (19-48) g _ = ------. para um eletrólito sólido. como o tempo de relaxação para a condução (ou o tempo de partida para a condução de estado estacionário). (19-47). é obtida mais diretamente pela Eq. que neste caso é o tempo de salto num eletrólito sólido. as partes real e imaginária da condutividade terão a mesma forma das curvas mostradas na Fig. porém somente algumas partes por milhão contribuem para a condução. Num eletrólito líquido. por meio da Eq. (19-48) pode ser convertida. o resultado envolve a viscosidade 1]. Para encontrar as constantes óticas.

(19-33) para Kn a equação resultante L1(K . Este não é sério . Em particular.wo em tomo de Wo. mas poderá ser determinado da relação de Kramers-Kronig. incidentalmente.6.(w) 1 = ~ i'" w'Ki(w') dw' 7r '0 W'2 - w2- (19-76) Esta é a relação de Kramers-Kronig. Um problema na integração é a singularidade em w' = w.6. A relação geral pode ser encontrada.wo.Wo2 ---7r 2 Wo W 2' K(w o ) L1wo representa a contribuição a Kn para um dado w. supondo-se que qualquer absorção arbitrária como função de w possa ser representada como a soma de uma distribuição contínua de linhas de absorção de oscilador harmônico muito próximas. Como um segundo exemplo.(wo) .wo num diferencial dwo (e. não será necessário calcular ou medir K r separadamente. a introdução da função delta K.6.porém o problema deve ser reconhecido. um pouco artificiais. Exceto em outros exemplos. contribuição total dos osciladores de freqüência natural Wo no pequeno intervalo . designando a variável de integração como w'. pois se Ki(w) puder ser calculado ou medido. A integral sobre a freqüência das Eqs. entretanto.as contribuições negativas para w' < w cancelam as positivas para w' > w .. de alguma forma. um pico de absorção em Ki tem.6. A soma de todas as contribuições dos diferentes Wo para Kr' neste w. (19-35).428 Dispersão Ótica nos Materiais 19-5 RELAÇÕES DE KRAMERS-KRONIG Em todos os exemplos até agora examinados. seja qual for o mecanismo de absorção. pela primeira vez. (19-35) ou (19-40) é (19-75) que denominamos Ki(wo) . que ilustrará este e outros problemas encontrados na aplicação da integral de Kramers-Kronig. Se wi. se K. em 1926.wo. é obtida mudando . Esta relação tem considerável utilidade teórica e prática. Como indicação mais simples do poder de relaxação. em virtude dos osciladores no intervalo . na Eq. for expresso em termos de K.6. Mais recentemente. para descobrir o índice de refração para os raios X a partir da absorção medida. uma dispersão de Kn com uma forma mais ou menos característica. em cada freqüência. a integração não pode ser realizada analiticamente e deve ser executada numericamente. consideremos a aproximação a baixas freqüências para partículas . então Kr(w) = 1 em todas as freqüências. Quando isto é colocado na Eq. Uma soma de vários picos teria uma curva de dispersão composta correspondente.wo para o Ki global. (19-33). Mostraremos agora que existe uma relação geral entre Kr e Ki tal que. a Eq. - 1) = . tem sido largamente aplicada em outras regiões espectrais. associado a si. se Ki(W) for conhecido em todas as freqüências então Kr(w) será determinado unicamente. ao invés de wo): K. (19-76) imediatamente dá o Kr associado da Eq. por uma certa integral definida sobre Ki.(w) = 0. que foi usada.

como se pode ver diretamente na Eq. escrevamos** Então w-o '0 1 w+w ln I f .. de Ki• A integral sempre dá o valor correto de Kr quando w tende ao infinito.o w - dw' . Esta discrepância salienta que Kj(w) deve ser conhecido no intervalo de freqüência inteiro. Isto dá uma integral fácil na Eq. Primeiro.1= r -. a freqüências mais altas. ainda é válida. 2 w2•cr K .b • Dessa forma. (19-80) 2w . mas isto é uma peculiaridade deste caso especial..- w2' (19-77) e também conhecemos o resultado esperado. o resultado da Eq. 1 2w ln ----- +b = O. veja o Problema 19-16. W + 1 Somando estas integrais. ela é nula. Uma causa de erro mais óbvia seria a omissão do pico de absorção desconhecido acima do intervalo de medida. deve dar a constante 1. a partir da Eq. a teoria não é aplicável ao K de um condutor de elétrons livres. (19-76~. I' J o ' w-o 11'"w + J 2w ~ ln 2U)-~ b (19-78) (19-79) . Neste exemplo. ou seja. (19.* Eq. (19-50). Assim. Para efetuar a singularidade. mas errada para freqüências mais altas. .~ 1!: . * Estritamente falando.--. (19-76).) É evidente que a peculiaridade não causará confusão enquanto Kj for contínuo em w. porém a constante discorda da constante . (19-76). Segundo. O valor verdadeiro de Kr a baixas freqüências provém deste comportamento. todavia. para obter-se o resultado correto da Eq. mesmo para encontrar K. '0 I ---- W'2 - dw' . A Eq.2w ln I w ~ w' .(Wph)2 requeri da pela Eq. Ao usar a integral com dados experimentais. a singularidade no integrando não toma a integral infinita. ** Esta equação é denominada a parte principal de Cauch:r da integral. Kr = 1.Relações de Kramers-Kronig 429 livres. (19-81) Este resultado contém alguns aspectos instrutivos. (De fato.76). (19-81) para Kr é uma constante. (19-51) está correta para freqüências bem abaixo de /. de O a 00. somente dentro desse intervalo. (19-50). se Kr for constante. (19-77) é Kr = 1. (19-51). por causa da singularidade em Kj (w) para w = O.2--2w = o-o 2w 11m.. a Eq.ln ---nu b I ---. obtém-se OC 2w 1 2w+b . o resultado da Eq.2w w .. é necessário fazer alguma extrapo1ação razoável acima e abaixo do intervalo de freqüência em que as medidas foram realizadas.

Landau e E. que dá uma idéia qualitativa do comportamento que se espera de Kr. de forma que a magnitude de Kr é fortemente afetada pela inclinação de Kj em freqüências próximas. Como a integral da Eq. (19-80) é nula. Seções 58·62. por exemplo.o 1 I'ro dKi(w') dw ' 1 w . o único aspecto do modelo de que realmente depende é da sua linearidade.(w)-l=- n. é baseada na teoria da integração complexa* e não será tentada. Expressemos. Uma integração por partes da Eq.430 Dispersão Ótica nos Materiais A integral da Eq. P no instante presente (t) é proporcional às contribuições de E agora e no passado (t . 1960). porém uma derivação independente do modelo exibe alguns outros aspectos interessantes. =~ n -o l_x [w'~LaJ'L= wK. P e E como uma superposição de ondas planas (isto é.w ln-Im. Electrodynamics * Mass: Addison-Wesley. vezes esta integral dá (19-76) sem afetar o resultado. agora.t'. Veja. Apesar da relação de Kramers-Kronig' ter sido derivada do modelo do oscilado r harmônico do meio. (19-76) pode ser transformada de várias maneiras. tomemos as transformadas de Fourier). Uma dedução rigorosa.a. qualquer de suas constantes múltiplas pode ser subtraída da Eq. Esta espécie de relação pode ser vista em todos os exemplos particulares abordados nas seções anteriores. Isto é. resultados semelhantes podem também ser obtidos para outras funções resposta complexas. para introduzir a susceptibilidade: . complexa (para a qual a teoria foi primeiro plenamente desenvolvida **) e mesmo para sistemas da física nuclear e da partícula elementar. a resposta não se antecipará à força aplicada mas ocorrerá somente após a força ter sido aplicada. (19-82) onde t(t') é real. Estas relações são também denominadas relações de dispersão. O peso do integrando é muito maior em freqüências próximas de w por causa do segundo fator. L.(w)] do/ W'1 . porém as idéias básicas são razoavelmente simples. (19-76) resulta em K. ** Veja o livro de Bode citado no Capítulo 13. que utiliza tal procedimento. Por causa de sua generalidade. Isto é.z--zl d ' w. a outra supo· sição básica que se faz é a de que a resposta do sistema seja causal. dwx.ro E(t) = = I I dwÊ(w) exp (-iwt).w1 Esta forma é útil para integrações numéricas porque tem um integrando não singular: o numerador se anula no mesmo ponto que o denominador. a inwedância c. . Como o oscilado r harmônico é o protótipo de sistemas lineares. Subtraindo (2/1T)wKj(w) K (w) _ 1 . com t' 2: O) mas não no futuro (t' < O).X P(t) = '0 I dt'f(t')E(t - t').fedia (Reading. escrevemos a polarização P em termos do campo aplicado E como . não é surpreendente que o resultado geral provenha dele.(w)Ê(w) (() -ro ~x P(t) '- exp (-iwt). Para expressar a Iinearidade e a causalidade. como o coeficiente de reflexão de Fresnel. Além da linearidade. of Continuous }. Lifshitz.

Relações de Kramers-Kronig

431

Introduzindo mos que
ou

a primeira destas equações na Eq. (I9-82) e comparando-a
X(w)

com a segunda, ve-

= ('

'0
_00

dtj(t')

exp

(iwt'),

Xr(w)

= '0 I
00

dtj(t')

COS

wt',

Xi(W)

= '0 r

dtj(t')

sen

wt'.

Assim, )(,. e Xi não são independentes porque estão relacionados unicamente af({'). Para obter tal relação, devemos resolver uma destas equações para f(t'), o que se pode fazer usando o teorema de Fourier, por exemplo,
f(t')

=

(2/n)

( '0
00

dW'jjw')

senw't'.

(19-83)

Substituindb

esta equação na integral para )(,., podemos efetuar a integração sobre
Xr(w)

t',
(19-84)

=

(2/n)

fo

dW'W'Xi(W')/(W'2

-

(2).

De maneira semelhante,
00

Xi(W)

=

-(2w/n)

f 'o

dW'Xr(w')/(w'2

-

(2).

(19-85)

A primeira dessas equações é idêntica à Eq. (19-76) e a segunda é complementar a esta. Podemos usar as Eqs. (19-82) e (I 9-83) para calcular um exemplo elementar da resposta de um meio dispersivo a um campo aplicado não senoidal. Uma vez mais, consideremos o caso de um meio com um único pico de absorção muito estreito. Seja
Xi(W')

=

(nwoXo/2)

iS(ü/ - wo),

de modo que )(,.(0) = Xo. Então, da Eq. (19-83), a função resposta deste meio é f(l') = XoWo sen wot'. Suponhamos agora que um campo elétrico função degrau é aplicado (localmente), t < O, E(t) = O,

= Eo·
Com este E, a Eq. (19-82) toma-se
P(t)

t

> O.

, = Eo = XoEo(1
'o
r dtj(t'),

e com

O

f(t') calculado
P(t)

-

cos

wot).

Após a súbita aplicação do campo elétrico Eo, o meio "move-se em círculos" na freqüência de absorção (ressonância) Wo. Se o amortecimento não for nulo, as oscilações de P poderão eventualmente ser amortecidas até XoEo como no campo c.c. Vemos que não há uma proporcionalidade simples entre P(t) e E(t) e sua razão (que depende do tempo) não é uma propriedade material, realçando novamente que as constantes materiais são razões entre as transformadas de Fourier.

432

Dispersão Otica nos Materiais

19-6 RESUMO A constante dielétrica complexa de um material é calculada como uma função da freqüência do campo elétrico, tratando-se os elétrons e os íons como oscila:dores harmônicos amortecidos clássicos ou como partículas livres. O resultado é

_ K-l =------wp
w6 onde
Wo é

2

w2 -

iyw' e

a freqüência natural, 'Yé a freqüência de amortecimento wp

= ~~ {Fi?

(freqüência de plasma para as partículas livres). Com basenisso, os casos típicos de dependência, quanto à freqüência da constante dielétrica real e da condutividade, podem ser catalogados, dependendo de que as forças inerciais, de amortecimento ou restauradores possam ser desprezadas. Se os efeitos do campo local puderem ser ignorados, as respostas dielétricas de diferentes grupos de partículas serão aditivas. A dependência quanto à freqüência das constantes óticas n e k depende daquela das constantes dielétricas e também das magnitudes relativas das partes real e imaginária. As partes real e imaginária não são independentes uma da outra, estão relacionadas pelas relações de Kramers-Kronig. 1. A absorção na ressonância ocorre quando dominam forças inerciais e restauradoras. A constante dielétrica, para amortecimento pequeno, tem a simples forma lorentziana. Se Ki for pequeno, as constantes óticas terão a mesma forma. Em qualquer caso, ocorre a "dispersão anômala" na região do pico de absorção. Os picos estão na região visível ou ultravioleta para elétrons e na região do infravermelho para íons. 2. A teoria do elétron livre de Drude ocorre ao fazer-se a força restauradora (wo) igual a zero. A profundidade de atenuação e a absorvância (fórmula de Hagen-Rubens) a baixas freqüências, junto com a condutividade c.c., resultam de w ~ "t. Para w ~ "t, wp, as partículas livres fornecem uma contribuição muito pequena para a condução ou absorção. Se 'Y~ wp, haverá uma região de freqüência intermediária (no infravemlelho, no caso de metais) de baixa absorvância (alta reflectância), A onde
T

=

2/wp!' de atenuação,

é a freqüência de colisão, e de pequena profundidade b

= Âp/27T.,

onde Àp é o comprimento de onda do plasma. A freqüência de plasma está na região do ultravioleta no caso de metais e, em freqüências muito mais baixas, no caso de outros plasmas comuns de elétrons. 3. Os efeitos inerciais são desprezíveis na condução eletrolítica e na relaxação dielétrica. A primeira tem a mesma dependência, quanto à freqüência, que a condução da partícula livre, apesar dos mecanismos de mobilidade e de decaimento temporal serem diferentes. A última depende da freqüência "fortemente amortecida" sem região de "dispersão normal". O mecanismo é o da polarizabilidade orientacional dos dipolos permanentes. 4. A relação de Kramers-Kronig K (w) _
r

1

= ~ '0 " 7r

cn

f1!~ ~i((1)ldúJ~ W'2 - w2

Problemas

433

entre as partes real e imaginária da função resposta dielétrica depende apenas da Jinearidade do meio (e da causalidade). Esta relação, ou variações dela, possuem aplicações úteis em todos os sistemas lineares.

PROBLEMAS
de 0,879 e 1,50 (para" = 589 mm). Partindo da equação de Clausius-Mossotti, calcule o índice de refração do vapor de benzeno a 20°C, onde a pressão de vapor é de 0,1 atmosferas; calcule-o também no ponto de ebulição, 80°C.
gfcm' 19-1 A densidade e o índice de refração do benzeno líquido a 20°C são, respectivamente,

19·2 Prove que a largura da curva lorentziana, curva é

Eq. (19-40), a meio máximo

é"y

e que a área sob a

19-3 O índice de refração do diamante para" = 5893 A é 2,417; tome a constante dielétrica estática como sendo 5,50. Ajuste estes dados ao modelo simples que tem uma única função absorção ó em "o' com a finalidade de determinar "o'
19-4 Use a fórmula de Cauchy para avaliar o índice de refração do gás hidrogênio em condições normais para comprimentos de onda de 4000 e 7000 A. Suponha que "o = 1216 A (a linha Q de Lyman).

19-5 Os picos de absorção experimentais possuem, às vezes, uma forma que está mais próxima de uma curva gaussiana do que de uma lorentziana. Represente graficamente uma gaussiana e uma lorentziana, com mesmas alturas de pico e mesmas larguras de meio máximo, no mesmo gráfico, de forma a mostrar a diferença entre elas. 19-6 A função dielétrica para íons ligados oscilando com amortecimento w2 desprezível pode ser escrita

K(w)=Kro+~

WT-

W

"

onde wT é a freqüência de ressonância das vibrações transversais de comprimento de onda longo dos íons e K~ aproxima a contribuição dos movimentos eletrônicos que ressoam em freqüências muito mais elevadas que wT' Observe que K(w) ...•~ para W = wT' Se K(w) O para W = wL, de forma que podem ocorrer oscilações longitudinais de comprimento de onda longo de freqüência wL, demonstre
==

que

WL _

2

Ko

Wf -

/(00'

onde Ko = K (O) é a constante dielétrica c.c. Esta é denominada relação de Lyddane-Saehs-Teller. 19-7 Suponha que uma solução diluída se constitua de N osciladores atômicos por unidade de volume dissolvidos num meio transparente de índice de refração noo. Supondo que Ki <!( I na freqüência de ressonância e n = noo, encontre k e o coeficiente de absorção a. Despreze efeitos de campo local. Demonstre que N

= --2e

(ome

no<>

'Ia. usada pa-

Esta relação (conhecida como equação de Smakula ou equação de Chako) é freqüentemente ra aéhar N a partir da altura'" e largura da absorção ótica medidas.
'"Y

go'

19-8 Considere um meio que contém partículas livres, com tempo de colisão 'T e condutividade c.c. Calcule as partes real e imaginária da condutividade para a freqüência W = l/T. Qual a constante dielétrica real, K? 19-9 Num plasma de elétrons livres, com w=wp.
'"Yfwp

= 10-2, calcule os valores aproximados

de n e k para

434

Dispersão Otica nos Materiais

19-10 Suponha que na função dielétrica de um plasma de elétrons livres com amortecimento desprezível, a contribuição dos elétrons ligados das órbitas internas, que ressoam em uma freqüência mais elevada, possa ser aproximada por K ~:
2

wp

K(w)=K"'-w2' Encontre a freqüência das oscilações longitudinais. Na prata, o valor calculado a partir da densidade de elétrons (valência) livres é wp = 13,8 X 1015 çl , ao passo que oscilações longitudinais de plasma são observadas em w = 5,8 X 1015 çl. Qual é K",,?
19-11 Num plasma de elétrons livres, as ondas longitudinais de plasma ocorrem na freqüência w = Ne 2 lô. m, onde m é a massa do elétron. Se os íons positivos, de massa 114, também se puderem mover livremente, demonstre que as ondas longitudinais ocorrem para w = Ne2 lô.}.l, onde}.l '" mM/(M + m) é a massa reduzida, supondo que as contribuições para K sejam aditivas. 19-12 Discuta o comportamento dielétrico das partículas livres no caso 'Y> wp' Isto é, encontre expressões aproximadas para K e fi nas diversas regiões de freqüência. Será que a relação de HagenRubens é válida e, se for, em que intervalo de freqüência? 19-13 O ângulo de perda dielétrica de um dielétrico polar tem um máximo como função da freqüência. Calcule a freqüência em que ocorre o máximo e encontre Kr e Kj nesta freqüência se Ko jl> 1. 19-14 Use as relações de Kramers-Kronig para provar as seguintes fórmulas (denominadas regras da soma) para a condutividade real g e a susceptibilidade x:
• '" 7t

I "O
.'"
"'0

X(w') dw'

= 2- W-:JO lim
7t

g(w)

= 0,
7tNe2

I

g(w')

dw'

= -2 W-'I) W2X(w) = -2-' lirn m

19-15

(w' -

w.).

Suponha que um meio seja caracterizado por um pico de absorção único Xi(W') = +1TW.X.Ó Encontre a resposta P(t) a um campo E pulsado,
E(t)

= Wo b(t). ~.o
complexa obedece às rela-

19-16 Considerando l(t) ções de dispersão

ao invés de P(t), demonstre que a condutividade 2
,00 w'gj(w')

g,(w)

= 7t 'o ~;'fn - I W

dw'

- W

2-'

gi(W)

= -~7t W

['" '0

g,(w')3W' W'2 - w2 .

Estas equações valem para um condutor assim como para um isolante, urna vez que iHw} não tem singularidade em w = O. a} Usando a relação g =

-iwx,

compare estas relações de dispersão com as Eqs. (19-84) e (19-85),

b) Derive as "regras da soma"
• <ZJ

7[

I '0

X(w')

dw'

= -2-

g(O),

g(w') dw'

=2 7[

Ne2

--;;

Observe que elas estão de acordo com as derivadas no Problema 19-14 para um isolante (g(0) = O),

l

CAPÍTULO 20

-

EMISSAO DE RADIAÇAO
Um ponto de partida conveniente para o estudo da geração de ondas eletromagnéticas são os potenciais vetoriais que satisfazem a equação de onda não homogênea com fontes. Neste capítulo, consideraremos diversas fontes de radiação idealizadas bem como sistemas mais complicados. São feitas aproximações que limitam a validade das soluções a campos produzidos por cargas que se movimentam vagarosamente (não relativísticas), isto é, aquelas com velocidade v pequena comparada à velocidade da luz, v ~ c. Não obstante, os resultados se aplicam tanto à emissão de ondas de rádio por antenas como à emissão de luz por átomos. Iniciaremos com o exemplo mais simples da antena e, então, desenvolveremos um procedimento mais geral. 20-1 RADIAÇÃO DE UM DIPOLO OSCILANTE Um exemplo de radiação simples de uma distribuição de carga-corrente que depende do tempo é proporcionado pelo cálculo da radiação de um dipolo elétrico oscilante. Supor-se-á o dipolo como constituído de esferas localizadas em z = ± 1/2, conectadas por um fio de capacidade desprezível, como é ilustrado na Fig. 20-1. A carga da esfera superior é q e a da esfera inferior é -q. A conservação da carga requer que a corrente no fio que as une seja dada por

I=+q,

(20-1)

onde é positivo no sentido positivo de z. Deve-se observar que a condição de capacidade desprezível do fio e sua concomitante corrente uniforme poderá ser satisfeita apenas se o comprimento 1 do dipolo for pequeno em comparação com o comportamento de onda da radiação (veja a exposição no início do Capítulo 13).
z

I

1/2

~!J
1/') /~

Figura 20-1 Dipolo elétrico oscilante.

435

436

Emissão de Radiação

o potencial vetorial devido à distribuição se situa, no vácuo, a partir da Eq. (16-84),
AAr, t)

de corrente especificada pela Eq. (20-1)

=

4n: . -1/2

f-Lo

('2

I(Z',-L=_Lr =-_:'k
Ir

-

z

kI

l/c)

d~.

(20-2)

Esta expressão, bastante complicada, poderá ser rapidamente a quantidade Ir - kz'l. É evidente que

simplificada se examinarmos

(20-3) Se I for pequeno comparado com r, isto é, se considerarmos o campo apenas a grandes distâncias do dipolo, o lado direito da Eq. (20-2) poderá ser expandido na forma
Ir

-

kz' I

=r-

z'

cos e,

(20-4)

onde e é o ângulo entre r e o eixo z. A quantidade da Eq. (20-4) está contida duas vezes na expressão de A. No denominador, z' cos 8 poderá ser simplesmente desprezado se r for suficientemente grande. No termo de retardação, todavia, z' cos e poderá ser desprezado somente se z' cos 8/c for desprezível comparado com o tempo durante o qual a corrente varia significativamente, por exemplo, comparando-o com o período de correntes que variam harmonicamente. Como z' cos 8 < 1/2, isto significa que z' cos e/c poderá ser desprezado no termpo de retardação somente se
I

2 ~ cT

=

(20-5)
À..

Dessa forma, se o dipolo for pequeno comparado com um comprimento de onda, e o ponto de observação estiver distante do dipolo, em comparação com I, então A será dado por

AAr, t)

= - --II 4n: r
f-Lo

1

(

t - c . -r)

(20-6)

O potencial escalar 'fi pode ser encontrado, aplicando-se a condição de Lorentz ou usandose a expressão adequada para o potencial retardado. Ambos os métodos dão o mesmo resultado final; entretanto, como o potencial elétrico devido a um dipolo é a diferença entre dois termos grandes, deve-se tomar muito cuidado ao aproximar o potencial retardado. Uma vez que esta dificuldade é eliminada no cálculo da condição de Lorentz, o potencial escalar será obtido, resolvendo-se

v . A + ~ ocp = O,
c ot
com A sendo dado pela Eq. (20-6). Assim,
ocp ct

(20-7)

=-

I C 1 r) 4~E~ a~~ I ( t - ~

= 4n:to _I

r3 [3-

I

(t -~)c

r2c + ~- I'

(t - c ~)],

(20-8)

onde l' representa a derivada de J com respeito a seu argumento. Esta equação é prontamente integrada, observando-se que J = +q' e, portanto, que

Radiação de um Dipolo Oscilante

437

<p(r,

t)

4mo r2 = --~ ~

r [9Jt_-=-!lC)

+ IJt-=c r/c)].

(20-9)

Tendo obtido os potenciais escalar e vetarial, precisamos apenas, agora, derivá-Ias para obter o campo eletromagnético. Antes de fazê-Ia, é conveniente particularizar a distribuição de carga-corrente a uma que varie harmonicamente com o tempo. A escolha particular

q (t - ~)

=

qo cos w (.t - ~}

I = 10
Ar

sen w (t -

n = - wqo sen w
cos
O

(t -

n

(20-10)

será feita. Decompondo A em comp<;mentes esféricas, obtemos

=- -

110 4n 101 r

sen w t - - , (r) c .
O

Ao

= - - -r 4n 110101

sen

sen w t - - ,
(r)

c

(20-11)

A4>=O,

e toma-se óbvio que apenas a componente
B
4>

4J

de B é diferente de zero. Esta componente

é

= - ar r = -- -

1 a

1 aAr (rAo) - - r ao sen
B -

4n 10 I 110 r

c (w.

cos w t - (

c) r

+-

r 1

sen w t - -

(r

c)]

.

(20-12)

O cálculo do campo elétrico é algo mais complexo, uma vez que não apenas A mas também ..p está envolvido. O resultado, ao efetuar as derivadas, é Er=
--~-,~

a<p

ar
1

--

aAr

at
ôAo

2lIo4n[0 B [senw(t r2c- r/c) cos

wr3' _ cos w(t - r/c))

a<p

r ao

ôt

=
E
</>

wr3 lIo sen B [(_1
ô<p

rc2 _~)

cos w (t -~) C

- r2c senw -~

(t -

c ~)1,
(20-13)

1 = --._--

r sen e

-- ---oA</> =0.
at

ocjJ

É interessante calcular a taxa com a qual o dipolo irradia energia. Faz-se isto, integrando a componente normal do vetar de Poynting sobre uma esfera de raio R. Assim,

~S'nda=.

1 R2 110'0

f"

EeB4>2nsenBdB.

(20-14)

As Eqs. (20-12) e (20-13) tornam possível determinar

completamente

a integral que apa-

438

Emissão de Radiação

rece na Eq. (20-14); todavia, talvez seja mais instrutivo calcular apenas a porção que não se anula quando R -+ 00. Obtém-se isto selecionando o termo proporcional a l/r em Ef) e Eq,. O resultado é
..

ts . n da =

-p--

(Io W -3- COS-, W ( .t - - . r) 6n,-0 w2 c c

(20-15)

Esta é a potência instantânea do cos2 é um meio) é

irradiada; a potência média irradiada (uma vez que a média
_ [2w2 16
_U.

p Uma forma mais convencional !VEoJ1o. O resultado é

= --

6ntoc3

2

(20-16)
À.

da Eq. (20-16) é obtida ao introduzir

= 21TC/W e c = 1/

J10 ~ ~ • (20-17) 3 toÁ (1)2 2 2n 12 Uma resistência R conduzindo uma corrente 10 cos wt dissipa energia a uma taxa média P=R!Õ/2. Comparando esta relação com a Eq. (20-17), vemos que é razoável definir a resistência de radiação de um dipolo por

fi = --

!fi

Rr
ou

= 2n 3,j = 789

fi; (.~)2 ~o
À '

(20-18)

Rr

Ur

ohms, (espaço livre).

Num meio material, J10 e EO são substituídos por J1 e E, e À. = 2rr/wyEij.. Poderíamos ser tentados a usar a Eq. (20-18) para descrever a radiação de uma antena de rádio. Infelizmente, várias falhas impedem a obtenção de bons resultados desta maneira. As principais falhas são: (1) o efeito da proximidade da Terra é desprezado; (2) comumente, as antenas não estão capacitivamente carregadas nas extremidades; (3) as antenas muito raramente são curtas em comparação com o comprimento de onda que elas irradiam. A remoção das duas últimas falhas será discutida na próxima seção; contudo, a discussão a respeito do efeito de perturbação da Terra está além do alcance deste texto. 20-2 RADL<\ÇÃO DE UMA ANTENA DE MEIA ONDA A restrição a comprimentos pequenos comparados a um comprimento de onda pode ser removida, em alguns casos, por meios relativamente simples. Em particular, um fio cujo comprimento é, exatamente, de meio comprimento de onda pode ser dividido em elementos infinitesimais, a cada um dos quais pode ser aplicado o método da seção precedente. Suponhamos que o fio se situe ao longo do eixo z, de -À/4 a +À/4, e que conduza uma corrente

1(z', t)

= 10 sen

wt cos (2~Z').

(20-19)

Esta equação anula-se nas extremidades do fio. A não uniformidade da corrente requer uma densidade de carga variável, que é maior nas extremidades do fio. Um i:lemento dz' em z' contribui, no vácuo, com

Radiação de uma Antena de Meia Onda

439

dEo

=

10

----2

47tLo Rc sen (J

W

cos w t - cos -,dz' A (R) c. (27tZ')

(20-20)

para Ee. Aqui R é a distância de dz' ao ponto de observação e termos de ordem 1/R2 foram desprezados. Da mesma maneira, dB~

=- -47t 10w J1.0 Rc
K

sen

(J

cos w

t - (R) e

cos

 (27tZ')

--

dz'.

(20-21)

O problema de calcular Ee e Brt> se reduz a determinar

= '-"/2 r· ,,/2

-1 R

cos w (R)- -e t

cos u du,

(20-22)

onde u = 21[z'//I.. Como antes, R =7 - z' cos e e, em conseqüência, z' cos e pode tomar-se desprezível através de uma escolha de 7 suficientemente grande. Muito cuidado é necessá· rio, entretanto, no argumento do co-seno e K é expresso como K

= - '-,,/2 r r ,,/2 1

cos

r

w

(

t - e 7)

+u

cos ecos
J

u du.

pode-se desdobrar o co-seno, que dá
K

= - cos w 1 r
-1 7

t - - r cos (u cos e) cos u du (r) C '-,,/2 ,,/2 sen (u cos e) cos u du. t - - r (7) e '-,,/2 ,,/2 expressando os co-senos

sen w

A segunda integral anula-se e a primeira pode ser determinada, como exponenciais ou usando tabelas típicas. O resultado é
7 K = ~ cos w Uma vez determinado K, encontramos

(t _~)C

sen cos ~o~J(n:/2)2 (J

(20-23)
(J] .

Eo

= -.~ 7e cos 27t(0 =
2n:r t!:.o

w (t _~) e

~~J(7t/2) ecos sen

e]

B~

e sen e 10 cos w (t _ ~) cosJ0/~t~~s_

e] .

(20-24)

O vetor de Poynting médio, integrado, é

f5

= ~- ~ r;;; 47t ~

16 'o ~OS2 [(n/;) ecose] sen e de. r" sen

(20-25)

A integral remanescente somente poderá ser determinada como uma série infinita, mas simplesmente assinalaremos que o resultado, para uma antena de meia onda, é

p = 73,1 -

2

ohms (no espaço livre)

(20-26)

440

Emissão de Radiação

Podemos aplicar este método a problemas mais complicados; cos se tomam bastante difíceis.

todavia, os detalhes técni-

20-3 RADIAÇÃO DE UM GRUPO DE CARGAS EM MOVIMENTO Nesta seção, deduziremos uma expressão para a potência irradiada por um grupo de cargas móveis ou, equivalentemente, por uma distribuição de carga-corrente. O movimento de carga é arbitrário, feitas as seguintes restrições: durante o tempo que a radiação necessita para se propagar da vizinhança das cargas até o ponto de observação, podemos imaginar que todas as cargas e correntes da distribuição estão contidas num volume Vi cujas dimensões são pequenas em comparação com a distância fonte-observador (veja a Fig. 20-2). Além disso, as dimensões de Vi são pequenas comparadas aos comprimentos de onda dominantes da radiação emitida. As restrições acima também resultam que, comparadas à velocidade da luz, as cargas se movem devagar. Supõe-se que as cargas se estejam movendo no vácuo. Como um primeiro passo em direção à solução do problema, devemos calcular os potenciais eletromagnéticos. Estes são justamente os potenciais retardados, que foram estudados na Seção 16-6. A origem de coordenadas, O, é considerada no interior do volume Vi e a posição de um elemento de carga é representada por r' (veja a Fig. 20-2). O ponto de campo P está à distância r da origem. Por conveniência, é introduzida a distância auxiliar R, que representa a posição do ponto de campo em relação a um elemento de carga. Evidentemente,

r' + R =r.
p

(20-27)

Figura 20-2 Cargas que se movem arbitrariamente, contidas num volume V,. Os campos serão calculadosem P.

Comor~r'

R = Ir - r' I

~ ~r-- r' r. r

(20-28)

o potencial

escalar retardado

<.p

no ponto de campo P toma agora a forma

(20-29)
p(r',

t-

r/c

r-

+ r' . r/er) (r'· r)/r

dv'

Radiação de um Grupo de Cargas em Movimento

441

Usando o Teorema Binomial (20-30) e a expansão em série de Taylor,
p ( r', t -

r' r - + -= p ( ri, t c ')' cr
r

r
- - ) c

r' r op + --cr I "I at

r',I-r/c

+ ... ,

(20-31 )

obtemos

cp(r, t)

= __1_ 'VI 4n(or r

p

(ri, t

- ~)dlJl C

+ _13 r' fVI' r'p (ri, t 4nfor
t - v r)dl C

- ~)dVI c

(20-32)

+ --- 1-2c r . -dr 4n(or dt

'VI

rIp ('I r,

+ termos

de ordem maior

A primeira integral, na Eq. (20-32) é a carga total Q da distribuição. É uma constante, independente do tempo. A segunda integral (e também a terceira) é o momento de dipolo elétrico p da distribuição, especificado no instante (t - r/c). Os termos de maior ordem caem segundo uma potência maior de r'/r e dependem de um maior momento de multipo. 10 da distribuição. Por causa das restrições impostas no início desta seção, estes termos não contribuem apreciavelmente (veja abaixo) para o campo eletromagnético distante da distribuição de carga. Dessa forma,

cp(r, t)

= _1_ t r + r • p(tr341tfo rg

r/c)

+ ~_'.pU cr2

(20-33)
r/c)],

com p == dp/dt. Como resultado da expansão em série de Taylor, somente um tempo re, tardado aparece nos termos explicitamente mantidos. O potencial vetorial retardado A no ponto de campo é dado por

A(r, t) =

J..Lo

r 41t .v,

J(~t

-

r - (ri,

r/c

+ ri,

r)/r

r/a)

dv'

= ~ 'v, J (r', t - C) 4nr r c

dv'

+ termos

(20-34) da ordem maior.

Os termos de ordem maior não precisam ser escritos explicitamente pois dependem novamente de um maior momento de multipolo da distribuição. Em outras palavras, a Eq. (20-34) já é compatível com a Eq. (20-32). A partir dos resultados do Problema 7-2, pode-se escrever esta última equação como A(r, t)

= .,. 4nr
J..Lo

P t - (

c . r)

(20.35)

Também se poderia ter obtido o potencial escalar, Eq. (20-33), através da Eq. (20-35) e da condição de Lorentz. Os campos elétrico e magnético podem ser obtidos das relações usuais E

= _ õA

ai -

B
Vcp,

=V

x A.

como p é uma função de (t . uma vez que cai mais rapidamente que r-I. pois estas contribuições são suficientes para determinar a potência irradiada pela distribuição de carga. E(r.r r r2 r I r2 o p + ~V x 1 r . será suficiente calcular apenas A quando se procurar somente o campo de radiação (r ~ À).442 Emissão de Radiação Restringiremos nosso interesse. É evidente que E e B são perpendiculares entre si e são ambos perpendiculares a r.o. uma vez que r/r = K/K = u. p)r - (20-40) r2p] = 4nfoc2r3 =-r c r x (r x p) t). t) = ~J1}2 p (t 4nr _ ~) c + __ _ ~~(t c2r3 -4nEo 1 -r/c) r (20-37) + termos que caem mais rapidamente que O/r) Para calcular B(r. r x B(r. (20-36) ar c Dessa forma. t ) = Jlo_ . t) = -4ncr -Jlo 2 r x p (r) . (20-38) Os campos de zona de radiação são.4ncr 2 r x (20-39) E(r. observamos que. t).rB Jlor Jlor (20-41) . (20-36). isto é.c . O cálculo de aA/at é direto. 1r x P ap ar r - 1 r . O primeiro termo do rotacional pode ser desprezado.r/c). portanto. V x A(r. B(r. Este resultado poderia ter sido antecipado pela Eq.- cr A última fase se processa através do uso da Eq. devemos tomar o rotacional da Eq.p.B x (r x B) = -. (20-35): V x [~p (t - n] = V ~ =---xp+--x. a 1 . 07-22). O vetor de Poynting S = O/Jlo )(E x B) tem o sentido de r e é dado por c C 2 S = --. aqui.x p. r r x p. para obter V. t dados por p..P == .. t) = 4nEo c2 1_ 1 r3°-[(r. às contribuições para E e B que caem com r-I. Assim. aos campos de zona de radiação. onde p é especificado como o tempo retardado.

é um exemplo especial da Eq. porém mais termos teriam de ser retidos nas expansões de <{JeA [Eqs. Dessa forma. . a potência irradiada não seria necessariamente nula. A Eq. Eq. p = (lIo/w) cos w(t . a Eq. o momento de dipolo se anulasse ou fosse independente do tempo. Então PR = _~W dt p2 = 's S .-- r -. As diversas radiações de multipolo tomam-se progressivamente menos intensas à medida que se aumenta a ordem do multipolo. Finalmente p da carga. Neste caso.-de onde se obtém. devido a uma simetria particular do sistema.- =- 1 2 4n(0 3 c3 . por exemplo. que a radiação de dipolo. p2 sen 2 () 16n2(oc3r2 S= . (20-32) e (20-34)] para realizar o cálculo. n da { I ---r3 dW dt . por um fator (a/ÀY. O momento de dipolo da carga é qr'. (20-43). As Eqs. Realmente. onde a é a dimensão do sistema e À é o comprimento de onda da radiação emitida. naquele caso. (20-40) e (20-43) podem também ser aplicadas à radiação de uma única carga q acelerada. (20-39).Radiação de um Grupo de Cargas em Movimento 443 ou 1 S = -----Se o eixo z for tomado na direção de 16n2(oc3r5 -- r(r x p)2 . da origem. sen2 = -_. (20-16). r (20-42) A potência máxima é irradiada a 90° com p. Esta independe = qv. Substituindo . A expressão anteriormente deduzida para a radiação de um dipolo oscilante. A potência total irradiada é obtida integrando-se o vetor de Poynting sobre uma superfície fechada que circunda a distribuição de carga. Agora. se p não se anular no sistema em consideração. p.- p2 (20-43) para a potência irradiada por um grupo de cargas que se move vagarosamente em comparação à velocidade da luz. prontamente. r '+'. o importante resultado = . (20-43) é uma expressão para a potência irradiada por cargas que se movem arbitrariamente. Então p onde v é a velocidade = qf' = qv. (20-43). (20-43) dará a contribuição principal à potência irradiada. a radiação do quadrupolo é aproximadamente menor. P R e 16n2(oc3• r r .r2 sen e de dA. em termos de seus momentos de dipolo elétrico p. com centro na distribuição de carga e com um raio suficientemente grande de modo que todas as partes de sua superfície estejam na zona de radiação. acharíamos que a potência irradiada depende de algum momento de multipolo maior do sistema. onde r' é medido a partir de uma origem arbitrária. neste caso. poderia acontecer que. Uma escolha adequada para esta superfície é uma esfera. este resultado na Eq.r/c). obtemos onde v é a aceleração da carga.

através das Eqs. p r' ~ ~J (2-36) que varia com 1/r3 e depende de p. V -cr2 r +p . o quarto e o quinto termos (que são semelhantes.p] = 41Téo ~ [~ x _1 r3 r r (~ x p) +2 r . cam{XJ dipolar estático da Eq. nos campos. iniciaremos com os potenciais dipolares. quando adicionados a . aos primeiro. os termos que foram rejeitados na seção precedente. E = El +2 r -.p = . Aplicando a identidade vetorial (1-1-6) à Eq. que B = cr - r X (E1 ..~1 1 1/r2 que varia com -' 41TEo cr2 r r r -r -1 [3 r p r . (2-36) 41T(o = _1_ (20-40) é justamente o E3 r3 r r ~ [3 ~ . calcularemos os campos E e B completos de um dipolo elétrico puntual.41Tto 3 c3 (20-44) para a potência irradiada por uma carga acelerada que se move vagarosamente. (20-39). V - r3 r ] . Se retivermos o tempo desprezado na dedução da Eq. dão o campo de radiação da Eq.\IEDIÁRIAS Apenas termos proporcionais a l/r. O dipo1o p estará variando com o tempo neste caso. (20-45). e reteremos. veremos. O campo E total é.1 . Nesta seção. O campo B é obtido.-dt .dA/dt. Eqs. naturalmente. (20-33) e (20-35).. é parte do campo de radiação e já foi calculada. contribuem para a energia irradiada. A contribuição para E. Vp r3 r +r3 r x (V x p) +p . (20-35). E2 = 41TEo cr2 --. r P r 1. r. El = 41Tto c2r [~.. -~ ~1 r ~ _1_ c2r ~ que varia com l/r e depende de p. 2 .3A/3t. quanto à forma. de . então. P e suas derivadas serão avaliadas no tempo retardado.•. com Q =0. t' =t . porém potências maiores de l/r dominam na região próxima às cargas irradiantes. com os termos arranjados em ordem crescente das potências de l/r. nas derivações. r (20-45) + E2 + E3 . Para fazer isso. segundo e último termos) levam ao campo de transição ou ao campo de indução. (20-33). (20-40).~ x p). . tomando-se o rotaciona1 da Eq. O último termo. *20-4 CAMPOS EM ZONAS PRÓXIMAS E INTER. p r _ p] = 41Tto ~1 r x (.r/c. Os dois primeiros termos. O terceiro. Estes campos são de interesse na comparação com o caso estático e também em problemas práticos que ocorrem na vizinhança imediata de antenas. quando expandido.1 [r x (r x p ) e depende de p. encontramos -Vcp -1 =-41Tto cr2 [r -- . porém a dependência espacial de E3 é instantaneamente a de um campo dipolar estático. P ~ .444 Emissão de Radiação P R - -- dW q2 2 . Vp +~ cr2 r x (V x p) + . + E2).

. esquematicamente. com uma magnitude que oscila senoidalmente: p(t) = pke-iwt. porém não existe campo B "estático" .p/\:3 sen 41t~~ e [1 - Kr - I (/\:r)2 1 + (/\:r)3 1]' e . 2 PK3 cos e [ . A transição entre o campo dipolar "estático" e o campo de radiação transversal é ilustrada. as componentes transversais serão Ee e serão proporcionais ao sen e. O campo de radiação é puramente transversal. Figura 20-3 Linhas de campo elétrico produzidas por um dipolo elétrico oscilante. porém Ez e E3 possuem. . é a constante de propagação da onda na zona de radiação. 20-3. as componentes longitudinais serão Er e serão proporcionais ao cos e. Vamos particularizar o caso de um dipolo na direção k. /\:= w/c. Introduzindo este p(t') nas Eqs. pelas linhas de campo da Fig.I.. quando r é grande ou pequeno em comparação com o comprimento de onda da radiação emitida. Er = 4-~E. respectivamente.(r)2 + (Kr )3 ] e .i(wt 1 1 Kr) . perpendicular a r 'nb plano definido por r e p. além disso. o campo é uma onda esférica que se propaga para o exterior. que todos os três campos possuem uma componente transversal. Então p(t') onde I< = pke-i(wt-Kr). conforme a segunda expressão dada acima para El Z 3. O campo de radiação ou o campo estático dominam quando I<r ~ 1 ou I<r ~ 1. (2-36) e (20-45). {. B abrange um campo de indução e de radiação. nentes de E =E1 + Ez + E3 _ encontramos para as compo-t(Wl-K'} Ee . Na zona de radiação. (20-40).. O campo B possui apenas uma componente cp (TM). uma componente longitudinal no sentido de r. isto é.Campos em Zonas Próximas e Intermediárias 445 Dessa forma. É evidente. Se escolhermos coürdenadas esféricas com o eixo polar na direção de p.

O problema de uma incorporação correta da força de reação de radiação. (20-44). e . porém varia de zero a infinito Não obstante. teremos. Eq.cos2 wt -------411:'-:ome3 3 sen2 wt' I não é uma constante. (20-48) w-3 T' Como I = ~w é a largura de um pico de absorção estreito e como ~wlw = SA.. para a força de amortecimento F= --. pois um cálculo da mecânica quântica dá o mesmo resultado. numa situação de estado estacionário. Em termos do "raio clássico do elétron"./Ã. através do qual uma onda está se propagando. a fonte é o transmissor e a perda é expressa pela resistência de radiação. na teoria dinâmica foi discutido várias vezes desde que a Eq.----3 A força de amortecimento qüência de amortecimento. deve ser fornecida por alguma outra fonte. 411:'-:0 2 e2 ÍJ2 (20-46) e3 v . É um problema fundamental. o efeito médio do amortecimento é P = m.16 x 10 -4 Â . é perdida pelo sistema de cargas e. Re = e2/47TEome2 = 2.lli o: G2 e a freqüência efetiva de amortecimento "11- (- é tomada como sendo* 2 e2w2_ 3 y -- (20-47) 41l:éo me3 . (19-1) foi F = .= .--- e2 2 411:'-:0 --3 e3' ÍJ2 (20-44) A perda de potência resultante da força Fé P= -Fv.81 x 10-15 m. calculada na Seção 20-3. Igualando esta à perda de radiação da Eq. . a fonte de potência é o campo E da onda e a perda é expressa pela freqüência de amortecimento. Numa antena.446 Emissão de Radiação 20-5 AMORTECIMENTO DE RADIAÇÃO. como é dado na Eq. mas do qual não podemos tratar aqui. = Vo ----411:'-:0 i/ me3 v2' sen wt. (20-47) foi apresentada por Lorentz. (20-44).. { A dificuldade deste resultado é que num ciclo de movimento harmônico. Este último passo do argumento é certamente um tanto imperfeito. de modo que a fre2 3 e2 y=Para uma carga oscilante. O problema não é motivado * por uma falha da mecinica clássica. Para um elétron num meio material.Gu. - P . (20-46). o LlA 4n Re = 411: 3 Re = 1. Desejamos relacionar agora a freqüência de amortecimento usada no último capítulo com a perda de energia devida à radiação por uma partícula carregada. em 1909. SEÇÃO TRANSVERSAL DE THOMSON A potência irradiada. é u linear suposta na Eq. muito pequeno em um ciclo e. I = Gim.---. como 2 e2w2 --.

e é o ângulo entre o sentido de observação e o vetor E da onda incidente (perpendicular à sua direção de propagação). Outra conseqüência imediata da Eq. (20-44) mais comumente observada é a seção transversal de Thomson para o espalhamento de raios X. = R2 e ~ cos~!!. um limite menor no possível amortecimento. uma expressão mais útil será a média da última equação tomada sobre todas as direções de polarização. O resultado (Problema 20-10) é cJ!2 dO. (20-42). dP 50 Sr2 = 5 da = = sen dO. e de dcjJ. mio = eE. A dependência angular da radiação espalhada é dada pela seção transversal diferencial. dO. Este é. a seção transversal diferencial é daT --. Se os raios X incidentes forem não polarizados (caso usual). Poc dessa forma. ar. 2 ' (20-53) . (20-51) onde Re é o raio clássico do elétron. contudo. Seção Transversal de Thomson 447 Esta largura de linha natural é mais estreita que a vista comumente no espectro de absorção. porque há outros mecanismos de amortecimento que são usualmente maiores que o amortecimento de radiação. reirradiada) dentro do elemento de ângulo sólido dO. = '1 (20-49) 2 e4 de modo que P _ --. As freqüências de raios X (energias de fótons) são grandes comparadas com as freqüências de ressonância (energias de ligação) da maioria dos elétrons na matéria. é definida como P dividido pelo vetar de Poynting incidente (potência por unidade de área) 1 (20-50) 50 = --~ E2. definida pela Eq. mesmo em gases a baixa pressão. O pequeno tamanho desta seção transversal em com· paração com o tamanho de um átomo é a razão pela qual os raios X penetram no mesmo.-. 2 (JT 1 e4 8n '3- 2 = 3'. (20-42) da onde dP T = -. Estes podem ser tratados como elétrons livres acelerados pelo campo E dos raios X. e (20-52) Aqui. A seção transversal de espalhamento de Thomson.= R 2 sen 2 e.c Re.-4 nco m i'4 = '2: . Como S da Eq. é a potência espalhada (isto é.E2 3 m2c3 41Uo é a potência total irradiada por um elétron.Amortecimento de Radiação.

(20-48) li· e e da Eq. Eq. Esta seção transversal é mensurável no efeito Compton. À = 2rrcjw. r. 50 onde = -- 1 . não dá naturalmente a dependência angular da radiação espalhada. 0. Este procedimento. Wo. o papel de um livre percurso méé igual a l/Na. ou À .1oc J. Nestas freqüências elevadas (w 2:. a energia de fóton (hw) deve ser muito menor que a energia de repouso do elétron mcl . (20-54) (JT = -3 8:rr R2 e' (20-51) que dá a seção transversal de Thomson. 20-6 RESUMO Os campos produzidos pela carga dependente do tempo e por distribuições de corrente são calculados a partir das soluções integrais de A e I{i. k ~ 1. se investigarmos a atenuação do vetor de Poynting incidente ao invés do módulo do espalhado.448 Emissão de Radiação onde (3 é o ângulo entre o sentido de observação e o sentido da propagação incidente. Aqui (. temos r = (41T/3)(Re/À)w livres e vale também para elétrons da Eq. Eq. Da Eq. (20-50). (20-51). ela domina a freqüência de colisão l/r. (20-52).02 Â. onde N é o núme- 2 (JT 2kw Nc = Nb (20-54) Agora. em condições especiais de comprimento de onda e ângulo de incidência (lei de Bragg). Como o livre percurso médio ro de elétrons por unidade de volume.) Para encontrar apenas A. A seção transversal de Thomson. 1019 S-I). é a freqüência A freqüência de amortecimento de amortecimento da radiação./2 desempenha dio dos fótons incidentes. w2" k = tKi = 2~j.1oc é a "profundidade de atenuação".p. * . uma vez que 'fi está relacionado O espalhamento incoerente é oposto ao espalhamento coerente (com as mesmas seções transver·· sais individuais) que dá a difração de raios X em cristais. Este é o resultado de alta freqüência para os elétrons gados quando w. Esta fórmula clássica não vale mais a freqüências muito altas. que consiste em considerar a propagação da radiação incidente. (Seria suficiente considerar a ele pela condição de Lorentz.p. J. também provirá da teoria do Capítulo 19. quando n "'" 1. Usando w~ = Ne2 /Eom. como para os raios X. que é o espalhamento incoerente* de raios X em freqüências altas demais para a absorção de ressonância. E~ b = -c kw 1 Eoe- 2 2 :Iã.

4.) O resultado é A(r. onde a é o tamanho da região em que se localizam as fontes de corrente. supondo que v ~ c. E e S. o integrando é expandido através da expansão multipolar. Então fácil encontrá- E = -c . Para uma carga puntual que se desloca vagarosamente. (Esta condição implica t' ~ c.Lo r 1pO.) exatamente como para uma onda plana. obtém-se a potência total irradiada como sendo 1 p=-- 2 4nco 3 c3' - jj2 2. 3. t)dv'. Para uma antena de meia-Dnda. Em termos da resistência de radiaçãoRr. A radiação de uma antena linear curta (dipolo elétrico) é dada por (1) com pU) = (lIo/w) cos wt. será simplificada para um dipolo puntual. quando então termos de ordem maior seriam considerados. O vetar de Poynting no campo de radiação de um dipolo puntual é e S=~------r p2 sen2 16n2coc3r2 r' Integrando sobre toda a esfera. o que é sempre verdadeiro para uma antena de rádio. A partir disso. a ~ À. mais além. (Não é necessário obter 1. A radiação de uma antena mais longa pode ser encontrada integrando-se os resultados de uma antena curta.Resumo 449 soluções válidas a grandes distâncias r ~ a. a não ser que ele se anule. p = -!Rrl~.x B r r e r S = -C B 2 -. com um J prescrito. encontra-se B. li = qv. J. pois todos os elementos da corrente fonte estão aproximadamente em fase. A integral. t) onde =~ 4nr p(t - r/c) p(t) =J J(r'. . O termo dipolo elétrico aqui considerado é o mais importante. Rr = 789 (f r ohms no espaço livre. É particularmente los no campo de radiação em r ~ À.

20-4 Como fontes de radiação eletromagnética. 20-7 Uma medida de direcionamento da intensidade máxima de uma antena é a potência por estereorfádiano numa direção em que esta é um máximo. dividido por 1/(4rr) vezes a potência total irradiada. (Sugestão: Considere o dipolo girante como a superposição de dois dipolos qUe variam senoidalmente e que formam ângulos retos um com O outro. Calcule o direcionamento da intensidade máxima de um dipolo elétrico oscilante.) 20-9 O modelo clássico do átomo de hidrogênio possui o elétron girando numa órbita circular de raio r e energia cinética Ek =- 1 e2 2 4mo r onde T é o período orbital.(b) Calcule a potência total irradiada por um dipolo de 3 m de comprimento numa freqüência de 500 kHz se a corrente no dipolo for de 2 A (valor efetivo). Encontre o campo de radiação e o vetor de Poynting. . (20-35) e (20-33) satisfazem a condição de Lorentz. Determine os campos de radiação E e B para este oscilador e a potência total irradiada. (a) Calcule a fração de energia irradiada por revolução.450 Emissão de Radiação 5. PROBLEMAS 20-1 Suponha que uma distribuição de carga esfericamente simétrica esteja oscilando simplesmente na direção radial. determine a eficiência relativa de um dipolo elétrico de 2m de comprimento comparada com um dipolo magnético de mesmo diâmetro e uma freqüência de lMHz.= 2 81 x 10 _ . 15 81C 2 onde R = -. Para um elétron oscilante. Prove que nenhuma radiação é emitida. m 4nEo me2 é O "raio clássico do elétron". 20-6 Verifique se A e <p nas Eqs. 20-5 (a) Calcule a corrente máxima de uma antena de meia-{)nda que irradia 1kW. (b) Qual o campo E correspondente à densidade de potência média a uma distância de 10 km da antena. conduzindo a corrente 1=10 cos wt constitui um dipolo magnético oscilante. (c) Qual a resistência de radiação do oscilador dipolar na parte (b)? 20-3 Uma espira circular de fio. (b) A mecâ- --. 20-8 Suponha que um dipolo elétrico p gire com uma velocidade angular constante w em torno de um eixo perpendicular ao momento de dipolo. isto leva à freqüência de amortecimento 41C Re y da radiação = -3 -À. nica quântica prescreve que no nível de índice n vIl c-n13'iDetermine PT/Ek para n = 2. PT/Ek. de forma que permaneça esfericamente simétrica em cada instante. 20-2 (a) Determine a densidade de potência média irradiada no vácuo por um dipolo oscilante como função dos ângulos e e 1>. (V e à seção transversal de Thomson para um elétron livre (JT =:3 Re.1 e e2 --. Ignore os efeitos da Terra.

O ponto O é a p