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Janeide Maria da Silva PaScoal lúcia Silva albuquerque

Graduada em Ciências Contábeis pela Faculdade do Vale do Ipojuca (FAVIP). Especializanda em Gestão de Pessoas pela FAVIP. E-mail: janeidepascoal@hotmail.com Mestre pelo Programa Multiinstitucional UnB/UFPB/UFPE/UFRN em Ciências Contábeis. Especialista em Contabilidade de Custos (UEPB). Professora do Curso de Ciências Contábeis da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). E-mail: luciasalbuquerque@gmail.com.

adriana FernandeS de vaSconceloS

Mestranda pelo Programa Multiinstitucional de Pós-Graduação da UnB/UFPB/ UFRN em Ciências Contábeis, Especialista em Auditoria (UFPB). Coordenadora e Professora do Curso de Ciências Contábeis da Faculdade do Vale do Ipojuca (FAVIP). E-mail: adrivasconcelos@hotmail.com

Maria vaneSSa de Souza

Mestranda pelo Programa Multiinstitucional de Pós-Graduação da UnB/UFPB/ UFRN em Ciências Contábeis, Especialista em Contabilidade Pública (UFPE). Professora do Curso de Ciências Contábeis e Economia da Faculdade do Vale do Ipojuca (FAVIP). E-mail: vanessa_contabilidade@yahoo.com.br

UM ESTUDO DE CASO SOBRE AS PRÁTICAS DE CONTABILIDADE GERENCIAL UTILIZADAS NA REDE NORDESTE DE COMUNICAÇÃO (TV ASA BRANCA) NO MUNICÍPIO DE CARUARU/PE
RESUMO

A informação é fator crucial para o sucesso empresarial na atualidade, diante de cenários econômicos instáveis, aliado a crescente concorrência e mudanças tecnológicas. Nesse contexto, a contabilidade gerencial, que tem como objetivo primordial a geração de informação sobre o patrimônio das empresas para que os gestores possam tomar decisões, oferece diversos instrumentos capazes de auxiliá-los. Esta pesquisa tem como objetivo investigar as práticas de contabilidade gerencial utilizadas numa empresa de comunicação, situada na cidade de Caruaru-PE, bem como se as informações geradas influenciam na tomada de decisão da alta administração da empresa em estudo. Para isto, os dados utilizados foram obtidos por meio de questionários, preenchidos pela direção executiva, pelo setor de contabilidade e empregados de diversos setores da organização. Os resultados apontam que a organização utiliza algumas práticas de contabilidade gerencial, sendo a principal delas o orçamento, implantado recentemente, que se configura como uma ferramenta que proporciona diversas informações úteis à tomada de decisão da alta direção. Palavras-chave: Gênero. Contabilidade Gerencial. Práticas de Contabilidade Gerencial. Avaliação de desempenho.
ABSTRACT A STUDY OF IN CASE ON THE PRACTICES OF MANAGERIAL ACCOUNTING USED IN THE NORTHEAST NET OF COMMUNICATION (TV WHITE WING) IN THE MUNICIPAL DISTRICT OF CARUARU/PE.

The information is at the present time crucial factor for the managerial success, before unstable economical sceneries, ally to growing competition and technological changes. In that context, the managerial accounting, that has as primordial objective the generation of information on the patrimony of the companies so that the managers can make decisions, he/she offers several instruments capable to aid them. This research has as objective investigates the practices of managerial accounting used in a communication company, located in the city of Caruaru - Pernambuco, as well as if the generated information influence in the electric outlet of decision of the discharge administration of the company in study. For this, the used data were obtained through questionnaires, filled out by the executive direction, for the accounting section and employees of several sections of the organization. The results point that the organization uses some practices of managerial accounting, being to main of them the budget, implanted recently, that is configured as a tool that provides several useful information to the electric outlet of decision of the discharge direction. Keywords: Managerial accounting. Practices of Managerial Accounting. Acting evaluation.
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Um estudo de caso sobre as práticas de contabilidade gerencial utilizadas na Rede Nordeste...

1 CONsIdERAçõEs INICIAIs A competitividade do mercado exige que as empresas de prestação de serviços tenham maior necessidade de informações gerenciais contábeis precisas, para o melhoramento da qualidade, a eficiência dos processos internos, e para a tomada de decisão sobre serviços e clientes individualizados. Com essas informações, torna-se mais fácil planejar, direcionar, motivar e controlar, atendendo às necessidades do cumprimento das atribuições dos gerentes da organização. A informação contábil gerencial desempenha papel importante nessas atividades gerenciais, principalmente nas funções de planejamento e controle exercidas pelos gerentes (GARRIsON; NOREEN 2001, p. 2). As informações gerenciais contábeis servem como ferramentas para identificar as preferências dos clientes, inovações tecnológicas, oportunidades e riscos oferecidos pelo mercado, o custo dos serviços, o lucro gerado pelos serviços prestados, o posicionamento das concorrentes no mercado, entre outras informações relevantes para a organização. Tendo em vista as principais atividades desenvolvidas pelos gerentes das empresas, que são o planejamento, o controle e a avaliação com vistas à tomada de decisão, de acordo com Jiambalvo (2002), é necessário que o contador gerencial reúna informações contábeis e apresente relatórios relevantes à administração. se o gestor tomar uma decisão correta, baseada nas informações contábeis, estará agregando valor, uma vez que contribuirá para o sucesso da empresa. Nas empresas do setor de comunicação, foco da empresa em estudo, onde o mercado encontra-se cada vez mais competitivo, a necessidade de obter ferramentas capazes de diferenciar a empresa no mercado é ainda maior, principalmente porque a evolução tecnológica tem um impacto bastante significativo nesse ramo, o que tem exigido novas capacidades dos gerentes e colaboradores, para garantir que a empresa seja bem-sucedida. Logo, as práticas de contabilidade gerencial surgem das necessidades de informações internas para controle e tomada de decisão dos colaboradores e administradores da organização. dessa forma, o trabalho enfoca o seguinte problema: quais as práticas de contabilidade gerencial utilizadas em uma empresa de comunicação da cidade de Caruaru-PE?

2 REVIsãO TEóRICA 2.1 O setor de Telecomunicação no Brasil No setor de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) estão inseridas as telecomunicações. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2002), na pesquisa anual de serviços, os serviços de informações foram classificados da seguinte forma: serviços de Telecomunicações, serviços de Informática e serviços Audiovisuais. A prestação de serviços do setor de telecomunicações é realizada por agentes que detenham a concessão, permissão ou autorização para prestar os serviços estabelecidos pelo Ministério das Comunicações, de acordo com a Lei nº. 9472 de 16/07/1997 – Lei Geral de Telecomunicações (LGT).
Quadro 1: O setor de Telecomunicações

Fonte: Telebrasil (2006) e Teleco (2007).

Os segmentos apresentados englobam os serviços definidos pelas leis vigentes e são prestados pelos agentes privados que detém a concessão ou autorização para prestação dos serviços do setor de telecomunicações. Este segmento divide-se em 6 sub-segmentos: telefonia fixa, comunicação móvel, comunicação multimídia, TV por assinatura, radiodifusão e outros serviços de telecomunicação. A empresa em estudo está inserida no segmento de radiodifusão (TV aberta). de acordo com Telebrasil (2006) e Teleco (2007), radiodifusão é um serviço de transmissão de sons (radiodifusão sonora) e transmissão de sons e imagens (televisão), direcionadas ao público em geral de forma aberta, direta e gratuita. A sua finalidade é a informação, cultura e entretenimento. Os serviços de radiodifusão ainda são analógicos no Brasil, porém se encontram em fase de transição para o sistema digital. Recentemente, foi aprovado um decreto nº. 5.802, de 29/06/2006, estabelecendo o padrão japonês como

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base para o sistema Brasileiro de Televisão digital (sBTVd). O sistema digital possibilita a interatividade entre as emissoras e os telespectadores através do acesso ao menu de programação (informações adicionais), um canal de retorno via linha telefônica, viabilizando uma votação ou realização de compras. 2.2 Contabilidade gerencial O Instituto de Contadores Gerenciais (Institute of Management Accounting) define a Contabilidade Gerencial como o processo de identificação, mensuração, acumulação, análise, preparação, interpretação e comunicação de informações financeiras utilizadas pela administração, para planejamento, avaliação, controle dentro de uma organização, bem como para assegurar e contabilizar o uso apropriado de seus recursos (ATKINsON et al., 2000). Um dos objetivos primordiais da Contabilidade Gerencial, assim, é saber como melhor interpretar os resultados da empresa, preocupando-se em apresentar informações úteis à administração, atendendo às necessidades dos gestores. segundo Kaplan (2000), ao citar o relatório revisado de março de 1998 da IFAC (International Federation of Accountants), a Contabilidade Gerencial apresenta quatro estágios evolutivos: • Estágio 1 – Antes de 1950, quando o foco era a determinação do custo e controle financeiro, através do uso das tecnologias de orçamento e contabilidade de custos; • Estágio 2 – Por volta de 1965, o foco foi mudado para o fornecimento de informação para o controle e planejamento gerencial, através do uso de tecnologia tais como análise de decisão e contabilidade por responsabilidade; • Estágio 3 – Por volta de 1985, a atenção se deu na redução do desperdício de recursos usados nos processos de negócios, através do uso das tecnologias de análise do processo e administração estratégica de custos; • Estágio 4 – Por volta de 1995, primou-se pela geração ou criação de valor através do uso efetivo dos recursos, através do uso de tecnologias tais como exame dos direcionadores de valor ao cliente, valor para o acionista, e inovação organizacional. A Contabilidade gerencial atualmente é o produ-

to final dos quatro estágios do processo evolutivo. “A Contabilidade Gerencial, como parte integral do processo de gestão, adiciona valor distintivamente pela investigação contínua sobre a efetividade da utilização dos recursos pelas organizações – na criação de valor para os acionistas, clientes e outros credores” (IFAC apud KAPLAN 2000, 1998, p. 29). A Contabilidade gerencial é um dos instrumentos mais poderosos para subsidiar a administração de uma empresa. seus relatórios abrangem os diferentes níveis hierárquicos e funcionam como ferramentas indispensáveis nas tomadas de decisões, causando forte influência no processo de planejamento estratégico empresarial e no orçamento. segundo Garrison e Noreen (2001), os relatórios contábeis gerenciais são destinados aos administradores da organização, enquanto os relatórios financeiros são elaborados para os usuários externos, como acionistas e investidores. De acordo com Martins (2003), a contabilidade moderna vem procurando inovar e até mesmo criar sistemas de informações que permitam melhorias no gerenciamento de duas importantes tarefas: controle e decisão. E, nessa mesma linha, Atkinson et al (2000, p. 51) afirmam que as empresas precisam de informações gerenciais contábeis diferentes e ainda melhores. 2.3 Práticas de Contabilidade Gerencial dentro de uma empresa, algumas atividades devem ser desempenhadas no intuito do alcance do retorno do investimento, que é o principal objetivo das empresas que visam o lucro. Primeiramente, é necessário proceder a um planejamento minucioso das atividades e recursos necessários para que a empresa possa funcionar. Após essa etapa, o controle se efetiva como um proceder necessário para verificação do andamento do que foi proposto no planejamento, se este está sendo executado como foi concebido ou se existem desvios que devem ser reparados. A fase de avaliação serve para que se possa comparar os resultados alcançados com aqueles que foram planejados e, com base nesses resultados, verificar quais as mudanças necessárias precisam ser implementadas, com vistas a não repetição de falhas no processo. Essas etapas requerem ferramentas que levem a um melhor dimensionamento do que é necessário em cada uma delas e que tenham uma melhor compre-

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ensão da informação contábil, ajudando as pessoas dentro das organizações a tomar decisões, bem como proceder a análises de desempenho. As práticas mais utilizadas nas empresas são: métodos de custeio, o uso de planos orçamentários, fluxo de caixa, sistemas de mensuração de desempenho, análise das demonstrações contábeis, medidas de retorno e etc.

do goodwill, o valor da marca, o valor adicionado para os acionistas.

Algumas empresas mensuram seus resultados com enfoque em medidas financeiras que, na maioria das vezes, são inadequadas e encorajam decisões incorretas. As medidas financeiras apresentam análises históricas e mostram o resultado final sem se preocupar com as causas-raiz para atingir aquele 2.3.1 Indicadores de desempenho resultado, enquanto que as medidas não financeiras apontam as causas. Por isso, a importância do uso segundo Moreira (1998 apud sCHIMdT, 2002), das medidas não financeiras, procurando uma comexiste uma diferença conceitual entre medida e indi- binação e o uso adequado entre medidas financeiras cador. A medida pode ser quantitativa ou qualitati- e não-financeiras. va, utilizada para verificar ou avaliar algum produto Segundo Hong (2006), as medidas financeiras são através de uma comparação com uma referência. O chamadas de lagging indicators, e as medidas físicas e indicador é o resultado de uma medida que ajuda na operacionais são denominadas de leading indicators. compreensão da evolução do que se pretende avaliar Os resultados apresentados pelos indicadores, portana partir das referências ou metas estabelecidas. Porém, to, deverão apresentar aos seus usuários características a maioria dos autores desconsidera essa diferença e de fácil compreensão, que possam ser identificados tratam medida e indicador como sinônimos. através das atividades que executam. de acordo com Possamai, Hansen e Moreira (1999 apud sCHIMdT, 2002, p. 16), a utilização de 2.3.2 Indicadores econômico-financeiros indicadores serve para: Os indicadores econômico-financeiros expressam um valor monetário, como faturamento, investimentos, lucratividade, valor de mercado e etc., e estão relacionados ao contexto quantitativo, tendo como sua principal fonte de informações as demonstrações contábeis. Conforme Assaf Neto (2003), os indicadores básicos de análise estão classificados em quatro grupos: Para Miranda, Wanderley e Meira (2000 apud liquidez e atividade; endividamento e estrutura; renMIRANdA; sILVA, 2002), os indicadores de desem- tabilidade; análise de ações e são considerados pelo penho são classificados em três grupos: financeiros autor essenciais para análise. A seguir, os conceitos tradicionais, não financeiros tradicionais e não tradi- básicos de algumas técnicas de análise. cionais: (financeiros ou não financeiros). • Indicadores financeiros tradicionais: são aqueles que 2.3.3 Indicadores não-financeiros existem na literatura há muito tempo, por exemplo, Os indicadores não-financeiros estão relaciofluxo de caixa, valor do faturamento, margem de lunados ao contexto social e qualitativo da empresa, cro, retorno sobre o investimento e lucratividade; • Indicadores não financeiros tradicionais: assim como: número de reclamações de clientes, volume de como os financeiros tradicionais, também existem na vendas, participação no mercado, a criatividade e a literatura há muito tempo, como volume de produção, rotatividade dos empregados, o valor intelectual, os número de reclamação dos clientes, volume de vendas quais são definidos de acordo com as particularidades de cada uma delas. e participação no mercado; • Indicadores não tradicionais (financeiros ou não Cada vez mais nas empresas que prestam serfinanceiros): são aqueles que ainda estão começando viços, que é o caso da empresa em estudo, o capital a aparecer na literatura, como por exemplo: o valor humano tem se tornado um diferencial competitivo. • compreensão de prioridades de atuação; • objetividade de avaliação; • profissionalização das decisões; • término dos feudos internos; • possibilidade de acompanhamento histórico; • definição clara dos papéis e responsabilidades; • autogerenciamento.
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Segundo Dalazen (2003), o capital humano nas empresas é uma fonte que não se estima, não se esgota de inovação, criatividade e saber, pois são as pessoas que inventam, desenvolvem e mantém as empresas. A harmonia entre os indicadores financeiros e nãofinanceiros, desse modo, auxiliará o administrador no conhecimento dos pontos fortes e fracos de uma organização. 2.4 demonstrações Contábeis A Lei das sociedades Anônimas, nº. 6.404/76, em seu artigo nº. 176, estabelecia que, ao final de cada exercício social, a diretoria deveria elaborar com base na escrituração mercantil, as seguintes demonstrações financeiras: 1. Balanço Patrimonial; 2. demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados; 3. Demonstração do Resultado do Exercício; 4. demonstração das Origens e Aplicações de Recursos. A Lei 11.638, aprovada em dezembro de 2007, que altera e revoga dispositivos da Lei nº 6.404/76 e da Lei nº 6.385/76, e estende às sociedades de grande porte disposições relativas à elaboração e divulgação de demonstrações financeiras, trouxe algumas modificações como a substituição da Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos pela demonstração de Fluxo de Caixa e publicação da demonstração do Valor Adicionado para companhias de capital aberto. Estes deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da sociedade e das mutações ocorridas no exercício. As demonstrações serão complementadas por notas explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício. 3 MEtODOLOGIA

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Esse trabalho tem como objetivo verificar se a empresa de comunicação utiliza as práticas de contabilidade gerencial, identificando quais as práticas existentes e demonstrando os efeitos positivos do uso das práticas contábeis na tomada de decisão da desse modo, inicialmente, realizou-se um levanalta administração da organização. tamento bibliográfico. Após essa etapa, procedeu-se dessa forma, foi efetuado um estudo de caso, à coleta dos dados, por meio de um questionário, cuja
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que, segundo Gil (1999, p. 73), “é caracterizado pelo estudo profundo exaustivo de um ou de poucos objetos, de maneira a permitir conhecimentos amplos e detalhados do mesmo, tarefa praticamente impossível mediante os outros tipos de delineamentos considerados”, a exemplo dos estudos de campo. O estudo de caso permite reunir muitas informações importantes, ricamente detalhadas de um único caso, possibilitando a aplicabilidade dos conhecimentos obtidos na teoria. O estudo de caso foi realizado em uma empresa do setor de comunicação - a TV AsA BRANCA, que existe na cidade de Caruaru-PE desde 1991, contribuindo para o crescimento econômico, cultural e educacional da população. A pesquisa se caracteriza como documental e bibliográfica para a coleta de dados e descritiva para a análise. De acordo com Silva (2003, p. 65), a “pesquisa descritiva tem como objetivo principal a descrição das características de determinada população ou fenômeno, estabelecendo relações entre as variáveis”. A coleta de dados se realizou através de entrevistas e aplicação de questionários junto às pessoas diretamente ligadas à contabilidade da empresa e outros usuários internos que usufruem das práticas gerenciais. Para Marconi (1996), “a entrevista estruturada ou padronizada é aquela em que o entrevistador segue um roteiro previamente estabelecido, onde as perguntas feitas ao indivíduo são predeterminadas”. segundo Lakatos e Marconi (2001, p. 107), o “questionário – constituído por uma série de perguntas que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do pesquisador”. O questionário da pesquisa foi aplicado, sem a presença da pesquisadora, aos empregados da empresa dos diversos setores, aos diretores executivos e no departamento de contabilidade. O questionário foi respondido da seguinte forma: • Caracterização da organização e aspectos relativos aos beneficiados e interessados da organização - respondidos pelos empregados e diretores executivos; • Aspectos relativos às práticas de contabilidade gerencial utilizadas pela organização - respondidos pelos diretores executivos e contabilidade; • Aspectos relativos à medição de desempenho organizacional - respondidos pelos diretores executivos e contabilidade.

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construção concentra-se em pesquisas bibliográficas e na identificação das práticas gerenciais utilizadas na empresa em estudo. Com efeito, obtiveram-se os subsídios necessários para a realização desta investigação. Depois da coleta de dados, procedeu-se à análise dos resultados. 4. EsTUdO dE CAsO Este trabalho foi um estudo de caso realizado na Rede Nordeste de Comunicação Ltda – TV AsA BRANCA. Esta afiliada da Rede Globo foi inaugurada em 01 de agosto de 1991, na cidade de Caruaru, estado de Pernambuco. Com cerca de 50 empregados, no início da afiliada, ocorreu a primeira transmissão: um programa especial de 30 minutos sobre a chegada da emissora à região. Em 1992, aconteceu um passo definitivo no Jornalismo: exibição diária de blocos jornalísticos locais. Hoje, a TV AsA BRANCA chega aos 16 anos com dois telejornais locais diários. As instalações da TV AsA BRANCA em Caruaru-PE são constituídas de 8 salas, onde se encontram seus departamentos: administração, recursos humanos, atendimento comercial, operação comercial – OPEC, marketing, CPd, jornalismo e operação técnica, que se divide em: programação e engenharia; e duas sucursais, uma no sertão, localizada na cidade de serra Talhada, e outra no agreste meridional, localizada na cidade de Garanhuns. Atualmente, a TV AsA BRANCA possui em seu quadro de colaboradores 94 pessoas, sendo 04
Tabela 1 - Missão Organizacional

sócios-administradores. dentre esses colaboradores, 79 profissionais são empregados regidos pela CLt (Consolidação das Leis de Trabalho), e 11 vagas são formadas por estagiários. Nos cargos de diretoria executiva encontram-se 3 colaboradores subdivididos em três áreas: Administração e Financeiro; Jornalismo, Comercial e Marketing; Operação Técnica e Operação Comercial - OPEC. 4.1 Caracterização da Organização Sobre os aspectos que se relacionam à missão da organização, a pesquisa demonstrou que a maioria (93% no percentual acumulado - concordam e concordam muito) 92,3% delas acreditam que sua missão é curta e possui um foco bem direcionado e 100% concebem que a missão é clara e facilmente compreendida. O percentual acumulado de 92,3% entende que a missão é suficientemente abrangente; 100% compreendem que a missão fornece a direção para fazer as tarefas certas e acreditam que está adequada às competências da organização; O percentual acumulado ainda de 92,3% crêem que a missão inspira compromisso; 53,8% que a missão expressaria, no fim, a razão essencial pela qual a organização quer ser lembrada; e somente 23,1% acreditam que ela deveria ser revista, porém constatou-se que existe uma pequena disparidade nas duas últimas questões destoando com relação ao que foi respondido no geral (tabela 1).

Escala: 1-Concorda / 2-Concorda muito / 3-Indiferente / 4-Discorda / 5-Discorda muito Fonte: Estudo de caso (2007) VEREDAS FAVIP - Revista Eletrônica de Ciências - v. 1, n. 2 - julho a dezembro de 2008

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4.2 Aspectos Relativos aos Beneficiados e Interessados na Organização dentre os principais incentivos oferecidos aos funcionários, a pesquisa constatou que a maioria dos entrevistados (61,54%) indica os incentivos: reuniões periódicas, que têm por objetivo apresentar os principais resultados obtidos com a organização; palestras, simpósios e congressos como incentivos mais importantes dados a eles pela Organização. Tabela 2 - Incentivo a Funcionários

Na maioria desses congressos, são preestabelecidos pela Central Globo de Afiliadas e Licenciamento (CGAL), que exerce o papel de facilitadora, para garantir que o modelo e o padrão Globo sejam disseminados nas afiliadas. Constatou-se também que existe um percentual elevado da percepção dos funcionários com a falta de capacitação dos mesmos e apenas 15,38% relataram outros benefícios, tais como: bolsa graduação e pós-graduação, cursos virtuais e plano de saúde (tabela 2).

Fonte: Estudo de caso (2007).

Com relação à realização de pesquisas para verificar o nível de satisfação dos empregados com as ações, os entrevistados, na sua maioria, concordaram que não existe uma preocupação da organização com este fator (tabela 3). Já com relação à satisfação com o ambiente de trabalho, constatou-se que 30,8% dos entrevistados acreditam que a organização nunca faz

esse tipo de pesquisa; apesar dos diretores executivos informarem que foi realizada, há pouco tempo, uma avaliação ergonômica em todos os setores da organização, adequando o ambiente de trabalho, de acordo com as observações deste estudo, melhorando cada vez mais as condições de trabalho (tabela 4).

tabela 3 - Realização de pesquisa do nível de satisfação dos empregados

Tabela 4 - Realização de pesquisa da satisfação com o ambiente de trabalho (condições de trabalho e recompensas

Fonte: Estudo de caso (2007)

Fonte: Estudo de caso (2007)

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sobre o incentivo dado aos empregados para apresentarem sugestões, 76,9% dos entrevistados responderam que a organização incentiva os empregados a apresentarem sugestões. Quanto ao monitoramento do número de sugestões implementadas, a pesquisa revelou que a maioria dos entrevistados (76,9%) acredita que não monitora as sugestões apresentadas pelos empregados da organização. Em se tratando do feedback dado às sugestões apresentadas, a pesquisa constatou que 61,5% dos entrevistados concordam que a organização concede um feedback às informações apresentadas, porém constatou-se que existe uma incoerência nas respostas das tabelas anteriores, pois de que forma a organização pode incentivar a apresentação de sugestões, não monitorá-las e conseguir apresentar um retorno às sugestões apresentadas? É importante observar que não existe uma política de gestão de pessoas definida na organização, por isso essas ferramentas de avaliação ainda não estão implantadas formalmente. 4.3 Aspectos Relativos às Praticas de Contabilidade Gerencial Utilizadas pela Organização A pesquisa revela que existe uma uniformidade positiva com relação aos relatórios confeccionados pela organização, 100% dos entrevistados acreditam que são confeccionados os seguintes relatórios: Balanço Patrimonial, demonstração do Resultado do Exercício, demonstração das Origens e Aplicações Tabela 5 - Prestação de Contas

de Recursos, Notas Explicativas e Fluxo de Caixa. Já com relação ao relatório de demonstração do valor adicionado (dVA), constatou-se que não é confeccionado pela organização. No entanto, 66,7% dos entrevistados indicam a elaboração da demonstração das mutações do patrimônio líquido. No que se refere ao Balanço social, esse demonstrativo foi confeccionado pelo departamento de Marketing da Organização e não obteve as informações da contabilidade, por exemplo: os incentivos concedidos aos empregados, entre outras informações que iriam enriquecer esta ferramenta tão importante para a organização. Com esta pesquisa, constatou-se que existe a falta de comunicação entre os empregados que elaboram esses relatórios e os diretores executivos da organização, dificultando a divulgação e evidência deste demonstrativo. de acordo com o Instituto Brasileiro de Análises sociais e Econômicas (IBAsE), no Balanço social, a empresa mostra o que faz por seus profissionais, dependentes, colaboradores e comunidade, dando transparência às atividades que buscam melhorar a qualidade de vida para todos. Ou seja, sua função principal é tornar pública a responsabilidade social empresarial, construindo maiores vínculos entre a empresa, a sociedade e o meio ambiente. tendo por finalidade conhecer para quem essa organização presta contas, constatou-se que 100% acreditam que a organização presta contas para o governo e para os sócios. Na categoria “outros”, foi relatado que presta contas também para os clientes (tabela 5).

Fonte: Estudo de caso (2007)

Com relação à prestação de contas para o governo, a pesquisa identificou que 100% acreditam que apresenta o balanço patrimonial; 100% indicam que apresenta a demonstração do resultado do exercício; 100% acreditam apresentar a demonstração das mu-

tações do patrimônio líquido. Contudo, identificouse que existe uma incoerência com relação à apresentação da demonstração das origens e aplicações de recursos e notas explicativas; apesar de ser opcional a apresentação desses demonstrativos, alguns desco-

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nhecem e não sabem que a organização apresenta valor adicionado e balanço social, 100% acreditam estes relatórios e, com relação à demonstração do que não apresentam ao governo (tabela 6).

Tabela 6 - Prestação de Contas para o Governo

Fonte: Estudo de caso (2007).

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Com relação à prestação de contas para os sócios, constatou-se que só um diretor executivo recebe o balanço social, e os outros demonstrativos todos os sócios recebem. Quanto à prestação de contas para os fornecedores, constatou-se que 33,3% acreditam que os fornecedores recebem o balanço patrimonial e demonstração do resultado do exercício. Já na prestação de contas para outros, 100% dos entrevistados acreditam que apenas o balanço patrimonial e o balanço social são apresentados para os clientes. Observou-se que a organização prepara todos os demonstrativos por opção e que apresenta escrituração contábil. As pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real poderão determinar o lucro com base em balanço anual, levantado no dia 31 de dezembro, mediante levantamento de balancetes trimestrais na forma da Lei nº. 9.430/96. A pessoa jurídica que se enquadrar em qualquer dos incisos do art. 14 da Lei nº. 9.718/98 terá que, obrigatoriamente, ser tributada com base no lucro real. Para as demais pessoas jurídicas, a tributação pelo lucro real é uma opção. Dessa forma, identificou-se que 100% acreditam que utilizam suas informações para fins fiscais, para con-

trolar operações para prestar contas aos sócios. Com relação à freqüência e à tempestividade da preparação das informações contábeis, 100% responderam que elaboram suas informações contábeis mensalmente. Com o objetivo de verificar se a organização calcula os custos dos seus serviços e de que forma é calculado, formularam-se duas questões que geraram os seguintes resultados: os entrevistados entendem que não existe nenhum cálculo de custos dos serviços oferecidos e desconhecem o método de custeio; apesar da mensuração de custo ser uma estratégia de gestão nas empresas, hoje em dia existe uma preocupação muito grande nas empresas industriais como também nas empresas de serviços. Foi constatado na pesquisa que existe a mensuração dos custos dos projetos e não há uma sistemática de custeio por serviço implantado na organização. Quanto à realização do planejamento, a pesquisa revela que, aproximadamente 66% acreditam que a organização elabora um planejamento operacional anual, com base no planejamento estratégico, que inclui o planejamento financeiro e institucional em longo prazo (tabela 7).

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Tabela 7 - Realização de Planejamento

Fonte: Estudo de caso (2007)

Referindo-se à utilização de orçamento, a investigação revelou que 100% dos entrevistados indicam que a organização utiliza o orçamento. Na comparação entre as metas orçadas e planejadas pela organização, verificou-se que 100% dos entrevistados acreditam que existe a comparação das metas estabelecidas no orçamento com aquelas planejadas anteriormente. Em se tratando da divulgação das metas, constatou-se que, aproximadamente, 66% dos entrevistados acreditam que a organização divulga suas metas somente para os membros do conselho e diretoria executiva; e apenas 33,3% acreditam que as metas são divulgadas para os membros do conselho, diretoria executiva e gerentes. Tabela 8 - Resultados avaliados

Com relação à utilização do orçamento pela direção executiva, 100% dos entrevistados revelou que a diretoria executiva utiliza esta ferramenta. dessa forma, identificou-se que 100% acreditam que as informações são utilizadas como ferramenta para tomada de decisão gerencial. 4.4 Aspectos relativos à medição de desempenho organizacional 100% dos entrevistados responderam que a organização não faz a avaliação de desempenho organizacional de forma sistemática e também não avalia seus resultados.

Fonte: Estudo de caso (2007)

Entretanto, quando se analisa a tabela 9, ob- ter avaliação de desempenho, mas há utilização de serva-se uma incoerência de informações na orga- alguns grupos de medida de desempenho. Observannização, pois nas tabelas anteriores afirmam não do os grupos de medidas de desempenho requeridas,
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100% dos entrevistados revelam que a organização faz uso dos grupos das medidas financeiras; 100% indicam utilizar a medida de treinamento de empregados; e 100%, medidas de desempenho de mercado; já o grupo de medidas “cliente primários e

secundários” é pouco utilizado pela organização e os outros grupos de medidas “fornecedores, qualidade e clima organizacional” não são utilizados, mas já existe a preocupação da organização para implantálos (tabela 9).

Tabela 9 - Grupos de medidas de desempenho utilizadas

Fonte: Estudo de caso (2007).

Aos entrevistados, foi-lhes solicitado apontar, tem na lista. A pesquisa revelou que nenhum entrenuma lista, os indicadores mais utilizados, além de vistado indicou outro tipo de indicador utilizado na poderem indicar outros indicadores que não cons- organização (tabela 10). Tabela 10 - Indicadores utilizados

Fonte: Estudo de caso (2007)

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Um estudo de caso sobre as práticas de contabilidade gerencial utilizadas na Rede Nordeste...

5. CONsIdERAçõEs FINAIs Na análise descritiva, do estudo de caso, os resultados relevantes foram: • 100% dos respondentes concordam com a missão da organização, embora 23,1% acreditam que ela deveria ser revista; • 61,54% dos entrevistados afirmam que os incentivos mais relevantes da organização para os empregados foram: reuniões periódicas e palestras, simpósios e congressos; • No que se refere ao nível de satisfação dos empregados, 38,5% dos entrevistados afirmam que a organização não se preocupa com este fator; • Com relação à pesquisa sobre a satisfação dos empregados com o ambiente de trabalho 30,8% entrevistados revelam que a empresa nunca fez esse tipo de pesquisa; • A organização pesquisada confecciona as seguintes demonstrações: balanço patrimonial, demonstração do resultado do exercício, demonstração das origens e aplicações de recursos, demonstração das mutações do patrimônio líquido, notas explicativas e fluxo de caixa; • O balanço social foi confeccionado pelo departamento de marketing da organização e não obteve as informações da contabilidade e apenas um diretor executivo recebe, tornando-se mais difícil a divulgação e evidência deste demonstrativo; • As informações contábeis são utilizadas para fins fiscais, controle das operações e prestação de contas aos sócios (100%); • 100% dos entrevistados afirmam que a organização não calcula o custo dos seus serviços, ou seja, não existe uma sistemática de custeio por serviço prestado, apenas mensura os custos de seus projetos e também existe o critério de rateio para apropriação dos custos através das contas a pagar, tesouraria e departamento pessoal; • 66,7% acreditam que a organização elabora o planejamento operacional anual, com base no planejamento estratégico; • 100% afirmam que a organização faz uso do orçamento; • Com relação à comparação das metas orçadas com as realizadas, 100% dos entrevistados revelam que a organização compara trimestralmente, juntamente com os gerentes de cada departamento e o comitê orçamentário;

• 100% dos entrevistados acreditam que o orçamento é utilizado como ferramenta pela diretoria executiva para tomada de decisão gerencial; • Em se tratando de avaliação de desempenho, a organização não faz uso de forma sistemática, de acordo com a pesquisa. Apesar de 100% dos entrevistados indicarem alguns grupos de medidas de desempenho utilizadas pela mesma; • Os indicadores financeiros mais utilizados pela organização foram o fluxo de caixa (100%), composição do endividamento (100%), o percentual das despesas com empregados por departamento (100%), o custo total do projeto (100%) e o percentual do faturamento aplicado na aquisição de ativos (66,7%); e os indicadores não-financeiros, o nível de satisfação dos clientes (100%), o índice de treinamento (100%), o percentual das metas do projeto concluído (100%), o percentual de conclusão dos projetos na data programada (100%). Finalmente, verificou-se que existe um desencontro de comunicação das informações entre os diretores executivos e o departamento contábil, ambos desconhecendo algumas práticas de contabilidade gerencial utilizadas na organização, baseadas em percepções individuais do gestor, que, por meio delas, acompanha a evolução da empresa. RefeRêncIAs AssAF NETO, Alexandre. Finanças corporativas e valor. São Paulo: Atlas, 2003. ATKINsON, Anthony A. et al. Contabilidade Gerencial. são Paulo: Atlas, 2000. dALAZEN, Márcio Luiz. Capital Humano, a força motriz. disponível em: <http://sulsul.com. br/artigos/capitalhumano.htm> Acesso em: 29 abr. 2007. GARRINsON, Ray H.; NOREEN, Eric W. Contabilidade Gerencial. Tradução: José Luiz Paravato. Rio de Janeiro: LTC, 2001. GIL, Antônio C. Métodos e técnicas de pesquisa social. são Paulo: Atlas, 1999. HONG, Yuh Ching. Contabilidade Gerencial. são Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006. INsTITUTO BRAsILEIRO dE GEOGRAFIA E EsTATÍsTICA. Pesquisa Anual de serviços

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