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SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO................................................................................................................ 2 1.1. Métodos e Prevenções no procedimento de titulação. .......................... 2 1.1.2.

Soluções Problema de Ácido e Base .................................................... 3 1.1.3. Indicadores de pH ................................................................................... 3 1.2. Instrumentos utilizados na titulação ........................................................ 4 2. OBJETIVOS .................................................................................................................... 5 3. MATERIAIS E MÉTODOS ........................................................................................... 6 3.1. Procedimento 1: Padronização de solução de ácido clorídrico (HCl) ... 6 3.1.1. Materiais utilizados ................................................................................. 6 3.1.2. Procedimento experimental ................................................................... 6 3.2. Procedimento 2: Padronização de solução de hidróxido de sódio ....... 7 3.2.1. Materiais utilizados ................................................................................. 7 3.2.2. Procedimento experimental ................................................................... 7 4.1. Procedimento 1 .......................................................................................... 9 4.2. Procedimento 2 ........................................................................................ 10 5. CONCLUSÃO ............................................................................................................... 12 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................. 13

O ponto exato onde a reação se completa chama-se ponto de equivalência ou ponto final teórico. o uso de um reagente quimicamente puro e com composição perfeitamente definida. além de serem facilmente encontrados no comércio. O término da titulação é percebido por alguma modificação na solução. Os reagentes com essas características são chamados de padrões primários. deve-se saber a quantidade de solução padrão que irá reagir totalmente com a amostra. conhecido como indicador. possuir elevada massa molar (diminuindo erros na pesagem das massas). ser solúveis. provocada pela própria solução ou pela adição de um reagente auxiliar. Haverá erros na análise caso a concentração da solução titulante não seja exata. caso contrário. Para se calcular a concentração da substância analisada. seja ela física ou química.1. . formando sal e água. a massa da amostra ou a concentração é determinada a partir do volume da solução titulante (com concentração conhecida). manter-se puros por longos períodos. Métodos e Prevenções no procedimento de titulação. a determinação resultará em erros. neste caso a titulação de neutralização. pois. Em uma análise volumétrica. de tal forma que ambos sofram neutralização. A determinação da concentração do titulante deve ser realizada preferencialmente através do mesmo método que será aplicado na análise.1. INTRODUÇÃO 1. O processo da adição da solução padrão até que a reação esteja completa é chamado de titulação. seja em soluções ácidas ou básicas. o número de equivalentes dos reagentes deve ser igual. Os padrões primários deverão apresentar algumas propriedades especiais. A solução padrão a ser usada em uma análise volumétrica deve ser cuidadosamente preparada. No momento que isso ocorre determinamos o ponto final da titulação. Em qualquer reação estequiométrica. A preparação dessas soluções requer direta ou indiretamente. tais como não sofrer alterações ao ar. Desta forma há modificações na coloração da solução. O reagente de concentração exatamente conhecida é chamado do titulante e a substância a ser determinada é chamada titulada.

Sua coloração é vermelha em pH extremamente . Quando adicionados a uma solução.2. na adição do indicador de pH. Alaranjado de metila: a finalidade desta substância é indicar a acidez ou basicidade de uma solução. 1. conhecido como indicador ácido-base. formada pela interação entre o ácido (HCl) e a água. quando dissolvida em água se ioniza originando íons que estabelecem um equilíbrio e se transforma em uma solução incolor que ao entrar em contato com uma base ou ácido muda de cor. os indicadores não são aconselháveis para determinações precisas de pH.1. não foi necessário o uso da capela em seu manuseio. Indicadores de pH Um indicador de pH.1. permite saber se essa solução é ácida ou alcalina. quando adicionado em pequenas quantidades a uma solução. sendo então um padrão secundário. Soluções Problema de Ácido e Base A primeira solução a ser titulada foi a solução previamente preparada de ácido clorídrico. baseado no seu pH. A fenolftaleína é um indicador sintético que. a cor da solução varia. Como a concentração da solução problema de ácido era baixa. e consequentemente. a mesma pode ser utilizada para padronizar outra. A amostra foi devidamente armazenada e identificada através de rótulo. Normalmente. A ligação a estes íons provoca uma alteração da configuração eletrônica dos indicadores. Um medidor de pH é freqüentemente usado em aplicações onde é necessária uma rigorosa determinação do pH da solução.10 mol.Após a padronização de uma solução com a molaridade desconhecida. Os indicadores são freqüentemente ácidos ou bases fracas. é um composto químico que. altera-lhes a cor. os indicadores de pH ligam-se aos íons H+ ou OH-. que da mesma forma que a anterior. No segundo experimento a solução problema a ser titulada era uma base (NaOH) diluída em água. obtendo-se uma concentração de 0. já havia sido preparada com a sua concentração de 0.10 mol.L-1 identificada e adequadamente armazenada para a realização deste experimento. Dada a subjetividade em determinar a mudança de cor. 1.3.L-1.

devido às propriedades do mesmo. sendo utilizado no experimento para armazenar o carbonato de sódio. acima de 4. A tampa é engraxada (com graxa de silicone) para que feche de forma hermética. Bureta: É um instrumento laboratorial cilíndrico. O indicado é utilizá-lo em meios extremamente ácidos até os ácidos fortes. Portanto. pois em todos estes casos ele terá coloração alaranjada. e amarelo em pH moderadamente ácido até o pH básico. É utilizado para guardar substâncias em ambientes com baixo teor de umidade. 1. mantendo a sua pureza e conservando a massa. abaixo de 3. inventado pelo químico alemão Emil Erlenmeyer.1.4. entre 3. possui uma parede em forma de cone invertido.1 e 4. age como isolante térmico e não retém umidade.4. Dessecador: É um recipiente fechado que contém um agente de secagem chamado dessecante. Instrumentos utilizados na titulação Erlenmeyer: É um frasco usado como recipiente no laboratório.2. . colocado na vertical com a ajuda de um suporte. sendo essencial no processo de titulação para melhorar a precisão. evitando que o líquido em seu interior espirre para fora.ácido. ele não é muito útil para identificar o pH de substância básicas ou que sejam fracamente ácidas. contendo uma escala graduada rigorosa. de vidro. alaranjado em pH ácido forte. Papel alumínio: É o recipiente ideal para o armazenamento do carbonato de sódio utilizado como padrão primário.

.2. OBJETIVOS Os procedimentos experimentais descritos neste trabalho tiveram por objetivo o aprendizado da técnica de titulação e a determinação da concentração real de soluções de ácido e base fortes.

.05 mL.Erlenmeyer de 250. MATERIAIS E MÉTODOS 3. A bureta foi fixada a um suporte universal com o auxílio da garra metálica e enchida até um pouco acima da escala zero com a solução titulante. . . calibrado a 20° C.2.Pisseta contendo água destilada. Procedimento experimental Lavou-se a bureta com pequenas quantidades de HCl (solução problema) para que se evitasse a presença de impurezas. deixando-se o menisco em tangência à escala zero. limpo e seco.10 mL e limite de erro 0. a quantidade de carbonato de sódio desejada foi transferida do dessecador para a balança.Suporte universal e garra metálica para fixação da bureta.0 mL e a este foi . .Carbonato de sódio (Na2CO3). com concentração prevista de 0. calibrado a 20° C. A bureta foi zerada. .0 mL de capacidade. foi colocado um pedaço de papel alumínio sobre a balança e esta foi zerada para que a massa do papel alumínio fosse desconsiderada.Balança analítica de precisão 0.1. Abriu-se a torneira da bureta para que a parte inferior desta fosse preenchida e removeram-se as bolhas formadas.Papel alumínio.1. previamente seco a 100° C por 1 hora e resfriado em dessecador (padrão primário). . limpa e seca.0001 g.1. 3.1.Béquer de 100 mL de capacidade.00 mL. com menor divisão 0. . Materiais utilizados . Utilizou-se a balança analítica para obter-se a massa de carbonato de sódio (Na2CO3) necessária. A massa de Na 2CO3 (padrão primário) foi então colocada em um erlenmeyer de 250. . Procedimento 1: Padronização de solução de ácido clorídrico (HCl) 3.Espátula de metal.L-1 (solução problema). .0001 g e limite de erro de 0. calibrada a 20° C. .3. limpo e seco.Bureta de capacidade 25. Para isto. limpa e seca. Com auxílio da espátula de metal.10 mol.Solução de HCl preparada previamente.Indicador alaranjado de metila.

a solução titulante foi despejada gota a gota.Bureta de capacidade 25.2.10 mol.1.Suporte universal e garra metálica para fixação da bureta. calibrada a 20° C. limpo e seco. 3. .Erlenmeyer de 250.2. Procedimento 2: Padronização de solução de hidróxido de sódio (NaOH) 3.Pêra de absorção. controlando-se o seu fluxo através da torneira da bureta.Indicador fenolftaleína.acrescentado cerca de 50. . . percebido pela mudança de coloração da solução.0 mL de capacidade.05 mL. O erlenmeyer foi continuamente agitado enquanto o ácido clorídrico era transferido. com concentração prevista de 0. até que se atingisse o ponto de equivalência. calibrado a 20° C. . . em mol.2.L-1 (solução problema).Pisseta contendo água destilada. O volume de HCl (solução problema) despejado foi aferido com precisão e calculou-se a concentração real.Béquer de 100 mL de capacidade.Pipeta volumétrica de 10.0 mL de NaOH (solução problema) para um erlenmeyer de 250. Procedimento experimental A bureta utilizada no experimento anterior foi completada com ácido clorídrico (agora um padrão secundário) até que o menisco atingisse a escala zero.0 mL de capacidade. limpa e seca. e duas gotas de indicador alaranjado de metila. da solução de ácido clorídrico.10 mL e limite de erro 0. com menor divisão 0.00 mL.0 mL. . calibrada a 20° C.0 mL de água destilada. Utilizou-se a pipeta volumétrica e a pêra de absorção para transferir 10. Materiais utilizados . . medidos com auxílio de um béquer de 100.2. calibrado a 20° C.L-1. 3.Solução de NaOH preparada previamente.0 mL. limpa e seca. . Com o erlenmeyer posicionado.Solução de HCl de concentração conhecida (padrão secundário). A solução foi agitada e o erlenmeyer foi colocado abaixo da bureta. limpo e seco. ao qual foi . .

acrescentado cerca de 50.L-1. medidos com auxílio de um béquer de 100. da solução de hidróxido de sódio. . O erlenmeyer foi continuamente agitado enquanto o ácido clorídrico era despejado até o momento em que se observou a mudança de coloração da solução.0 mL. A solução foi agitada e o erlenmeyer foi colocado abaixo da bureta. e duas gotas do indicador fenolftaleína. característico da chegada ao ponto de equivalência. Com o erlenmeyer posicionado.0 mL de água destilada. O volume de HCl (padrão secundário) despejado foi aferido com precisão e calculou-se a concentração real. controlando-se o seu fluxo através da torneira da bureta. a solução de HCl (padrão secundário) foi despejada gota a gota sobre a solução titulante. em mol.

Finalmente. obtido na pesagem do sólido na balança analítica. Determinou-se a quantidade de matéria de carbonato de sódio correspondente à massa utilizada no experimento através da seguinte relação: 1 mol Na2CO3 ----------.1091 g Reação ocorrida na padronização: 2HCl + Na2CO3 → 2NaCl + H2O + CO2 Analisando a reação correspondente ao experimento notamos que.50 ± 0.05 mL e a partir deste volume foi possível calcular a concentração real da solução de HCl. alterando gradualmente a sua coloração. formou-se uma solução homogênea e incolor. ao ser atingido o ponto de equivalência. Após a transferência do soluto para o erlenmeyer e o acréscimo de aproximadamente 50 mL de água.0292∙10-3 mols de Na2CO3. O volume lido foi de 20.L-1 da solução de HCl (amostra) utilizada no experimento: .4. se utilizamos 1. foram necessários 2 × 1. portanto. através da leitura do menisco na bureta. conforme os procedimentos a seguir. Conforme a solução problema de HCl entrava em contato com a solução padrão de Na2CO3 as gotas adquiriam uma coloração rosada e rapidamente se dissipavam pela solução. Procedimento 1 Neste procedimento de padronização foi utilizado 0.1. a solução tornou-se completamente rosada e homogênea. Neste momento foi verificado o volume de ácido clorídrico utilizado. A partir destas informações podemos enfim calcular a concentração real.1091 ± 0. correspondentes aos 20.05 mL de ácido clorídrico despejados no erlenmeyer para equilibrar a solução.50 ± 0.0001 g de carbonato de sódio. Contudo.0. são necessários 2 mols de HCl. RESULTADOS E DISCUSSÕES 4. em mol. para cada 1 mol de Na2CO3.0292∙10-3 = 2. com a adição das duas gotas de alaranjado de metila a solução adquiriu uma coloração entre amarelo e alaranjado.0584∙10-3 mols de HCl.106 g X ----------.

00 mL X ----------. da solução de NaOH. não havendo alteração na coloração até se atingir o equilíbrio entre as soluções.10. no momento em que foi alcançado o ponto de equivalência entre as soluções.L-1.80 ± 0. em unidade de mol. a amostra contida no erlenmeyer tornou-se incolor instantaneamente.05 mL de ácido clorídrico utilizados para equilibrar a solução de NaOH através do seguinte cálculo: 0.20.1000. Por outro lado. na adição da última gota.05 mL e então foi calculada a concentração real. Foi determinada a quantidade de matéria correspondente ao volume de 10. Ao ser acrescentado o indicador.2. conforme os procedimentos a seguir. neste caso a fenolftaleína. obtendo-se um valor de 10. Com o erlenmeyer posicionado abaixo da bureta.0 mL.8 mL Reação ocorrida durante a padronização: HCl + NaOH → NaCl + H2O .1000. 4. Alcançado o ponto de equilíbrio.10 mol.00 mL A concentração real de 0. provando que os procedimentos experimentais foram realizados corretamente. tanto na preparação quanto na padronização da solução de HCl.50 mL X ------.2.10 mol HCl ----------.L-1 encontrada para a solução de ácido clorídrico através do processo de titulação é extremamente compatível com a concentração prevista na preparação desta solução. a solução padrão de HCl foi sendo gotejada sobre a amostra de NaOH. o volume de solução padrão (HCl) utilizado foi lido através da aferição da altura do menisco na bureta.80 ± 0.0584∙10-3 mols HCl ------. a solução passou de incolor para arroxeada. Procedimento 2 O volume de solução de hidróxido de sódio transferido para o erlenmeyer com auxílio da pipeta volumétrica para utilização no procedimento de titulação foi de 10.

00 mL X ------. A partir destas informações podemos calcular a concentração real.05 mL de hidróxido de sódio utilizados no experimento. 0.08∙10-3 mols de HCl. .1000. levando em conta que a concentração real obtida para a solução problema de NaOH. como foram utilizados 1. correspondentes aos 10.L-1.L-1 da solução de NaOH (amostra) utilizada no experimento: 1.00 mL O resultado deste procedimento de padronização pode ser considerado satisfatório. Deste modo. A pequena diferença entre a concentração prevista e a real pode ser atribuída ao arredondamento dos valores durante os cálculos realizados.10.08∙10-3 mols. em mol. para cada 1 mol de HCl.00 ± 0. sabemos que a quantidade de matéria de NaOH presente na solução também era de 1. é necessário 1 mol de NaOH. é muito próxima à concentração prevista de 0.08∙10-3 mols NaOH ------.10 mol.11 mol.L-1.Considerando a reação correspondente ao experimento notamos que.

CONCLUSÃO Na prática realizada aprendeu-se o processo de titulação de soluções. o qual tem por objetivo a comprovação dos valores de concentrações determinados no processo de preparação das soluções. .5. com o objetivo de minimizar a probabilidade de erros. Esta técnica pode ser utilizada futuramente para a verificação de soluções que serão empregadas em experimentos laboratoriais.

. Londres: Pearson Education Ltd. Disponível em: http://www.com/quimica/acidos. ALVES.brasilescola.com/quimica/hidroxidode-sodio. Disponível em: http://www. ALVES.infoescola. Acesso em: 14 de maio de 2011. BURSTEN. S. E & MURPHY. L. 11 ed.. Acesso em: 10 de maio de 2011. NaOH. Disponível em: http://www.htm.. 2009.com/quimica/acido-cloridrico. LORENA. Acesso em: 10 de maio de 2011. B. L. C.H. LEMAY.. Ácidos. Ácido Clorídrico.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BROWN. T. E. Chemistry: The Central Science. J. L.htm.brasilescola.