You are on page 1of 35

ESTIG ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA E GESTÃO

APLICAÇÕES INFORMATICAS PARA GESTÃO I Parte I

Cursos de Gestão de Empresas (CURSO PÓS-LABORAL)

Ano lectivo 2007/2008

Sebenta teórica

O docente: Gualter Manuel Marques Marranita

1. EVOLUÇÃO DA CONTABILIDADE
1.1. Período Empírico Até finais do século XV (1494) a contabilidade é essencialmente prática, não ultrapassando o registo simplista e incompleto da realidade económica observada. 1.2. Período Legalista (1494 a 1920) Em 1494 foi o ano em que o Italiano Luca Pacioli escreve a obra “Summa de arithmética, geometria, proportioni et proportionalita”. Nesta obra ele descreve, pela primeira vez o célebre principio das “partilhas dobradas” que veio revolucionar a técnica contabilística. 1.3. Fase Económica (1920 a 1950) Com Guerra (1914-1918), surge na Alemanha uma inflação galopante. A contabilidade não transmitia uma imagem verdadeira do património, na medida em que o valor contabilístico dos bens alterava-se continuamente. Por exemplo os comerciantes, contabilisticamente, apresentavam grandes lucros, quando na realidade encontravamse numa situação financeira cada vez mais delicada. Gera-se o descrédito na contabilidade, é colocada em causa a subordinação da contabilidade quanto aos aspectos jurídicos. Passa-se a dar maior atenção aos aspectos económicos, numa séria tentativa de conferir maior validade àquelas informações. Em 1919, Eugene Schmalenbach, publica “O Balanço Dinânico” A qualidade das informações contabilísticas fica estritamente vinculada ao conhecimento da realidade económica.

2

Em 1929, o crash da bolsa de Wall Street afectou de forma sem precedentes a economia americana com repercussões mundiais. 1.3. Fase Formalista (de 1950 aos nossos dias) Na II Guerra Mundial surgem problemas como o facto de se determinar qual a ordem de aterragem de uma esquadrilha de caças que após uma missão de combate que retorna com quantidades reduzidas, mas distintas, de combustível em cada avião. È então neste período que surge a Investigação Operacional, conjunto de novas técnicas quantitativas. Constata-se que a Investigação Operacional pode ser aplicada, com resultados surpreendentes, aos mais diversos ramos da actividade científica, sempre que pretende escolher a melhor de entre várias opções possíveis. No entanto a aplicação destas novas técnicas à contabilidade é difícil dado o atraso em que se encontram os estudos metodológicos da ciência da contabilidade. Assim partir de 1950, vários autores passam a dedicar-se ao estudo e análise formal da contabilidade tendo sido estabelecida a formalização rigorosa da teoria contabilística pelo canadiano Richard Mattessich em 1964.

3

tornou-se necessário proceder a algumas alterações ao POC de 77 pelo que o Decreto-lei n. Com a adesão de Portugal às Comunidades Europeias e de acordo com o previsto no Directiva n. EVOLUÇÃO DA CONTABILIDADE EM PORTUGAL 2. conhecida por 4ª Directiva. Esta fica incumbida de promover a criação da “Escola da Aula de Comércio” cujo objectivo é ministrar ensinamentos de contabilidade e áreas afins. Continua a não ser de aplicação geral. 4 . levando à criação no ano de 1750 da “Junta de Comércio”. A contabilidade dos comerciantes era empírica e desenvolvida ao gosto de cada um. José Sebastião de Carvalho e Melo. O referido diploma entrou vigor dia 1 de Janeiro de 1990. No século XVIII dá-se a expulsão dos Judeus que levaram os conhecimentos de contabilidade com eles. O POC de 1977 deixa de fora a banca e seguros. Marquês de Pombal reconheceu a necessidade de organizar a actividade comercial e industrial no país.º 78/660/CEE. Enquadramento Histórico Até meados do século XVIII a situação não apresentava grandes diferenças em relação ao resto do mundo.1. embora em alguns casos já se aplicasse as regras das partilhas dobradas. A contabilidade Pública era efectuada numa óptica de caixa e apresentava grandes lacunas em termos de organização e funcionamento.º 410/89 de 21 de Novembro veio revogar o Decreto-lei 47/77 introduzindo algumas melhorias ao sistema anterior. No dia 7 de Fevereiro de 1977 é promulgado o Decreto-lei 47/77 que institui o Plano Oficial de Contabilidade (POC) entrando em vigor no dia 1 de Janeiro do seguinte ano. O Estado apresentava problemas financeiros até para pagar aos seus funcionários. Embora controversa é notória a obra deixada por Marquês de Pombal. È a primeira escola do tipo na Europa e representa um avanço nesta área. ascende ao cargo de 1º Ministro. No ano de 1755 (ano do Terramoto).2.

1. Devido a diversos factores. após estabelecidos os objectivos e formulado o planeamento. CONTABILIDADE 3. gestão e análise financeira.os dados fornecidos pela contabilidade constituem um importante auxiliar no fornecimento desses elementos. a gestão moderna não se limita a conhecer o passado e o presente. conhecer/prever o futuro a fim de estabelecer objectivos. Também a previsão do futuro é um facto relevante da gestão moderna. torna-se necessário. além dos processos de registo das operações. organização de empresas.3. Breve Definição Podemos assim dizer que a contabilidade é uma técnica de gestão que tem como finalidade a determinação da situação patrimonial das empresas e dos seus resultados. Para isso são necessários elementos de diverso tipo que fundamentem essas escolhas . o técnico oficial de contas deve conhecer. cada vez mais. Devido à vastidão de problemas que abarca. entre os quais os acréscimos concorrenciais. e planear a actividade mediante uma prévia selecção das diversas alternativas possíveis. Por outro lado. A contabilidade já não é entendida apenas como um elemento de simples recolha e interpretação de dados históricos mas também uma técnica eficiente de gestão. entre diversas outras. De facto. outras matérias tais como direito fiscal. às empresas não interessa apenas o registo histórico dos factos patrimoniais. 5 . existe a necessidade de estabelecer formas de controlo de gestão e mais uma vez a contabilidade surge como um importante auxiliar fornecendo os elementos indispensáveis a esse controlo. direito comercial. Presentemente.

por departamento.2.1 Contabilidade Externa ou Geral Regista as operações externas da empresa. Analítica ou de Gestão Regista as operações internas e visa o apuramento de resultados não globais.2. etc. permite a criação de centros de custos dentro da própria empresa. 6 .3. isto é. 3. isto é.2. Contabilidade Interna.2. auxilia a gestão no controlo e tomada de decisões). possibilita a elaboração de análises económicas e financeiras). (fornece o custo de cada produtos ou serviço produzido pela empresa. As divisões da contabilidade 3. aquelas que respeitam à empresa no seu todo (regista factos patrimoniais que fazem prova perante terceiros. dá a conhecer o resultado obtido com a exploração da empresa. por produto. permite conhecer em qualquer altura a situação patrimonial na empresa. possibilita estudos de rentabilidade interna.

3. Apenas são fornecidos dados financeiros altamente agregados. Contabilidade Geral vs. é mais subjectiva e sujeita a diferentes interpretações mas em simultâneo é mais relevante para a gestão. com regras específicas definidas por princípios contabilísticos e pelas autoridades Natureza da governamentais o que a torna informação objectiva. Comunicar às entidades externas interessadas de uma Objectivos da forma sumária. a informação é desagregada ao nível do produto e/ou do sector permitindo obter informações sobre acções individuais. contabilidade é A regulamentada. operacionais e físicos acerca dos processos e tecnologias. 7 . autoridades fiscais.2. fornecedores e clientes.3. credores informação (fornecedores. apresentando a situação financeira da Tipo e âmbito empresa como um todo. a informação performance financeira passada da organização. gestores funcionais executivos de topo e. eventualmente consultores. São fornecidos dados financeiros. da informação Contabilidade de Gestão Pessoas internas à organização. Contabilidade Geral Pessoas e entidades externas com interesses na Destinatários organização tais como: da sócios/accionistas. A contabilidade não é regulamentada: os sistemas de informação são definidos internamente de forma a satisfazer as necessidades estratégicas e operacionais da organização. Fornecer feedback acerca das decisões tomadas pelos gestores e em simultâneo fornecer dados que permitam efectuar o controlo da performance operacional. Contabilidade de Gestão O quadro seguinte apresenta sumariamente as características fundamentais da contabilidade geral e da contabilidade de gestão ou analítica. nomeadamente: trabalhadores. bancos e outras). consistente e precisa.

indicam-se seguidamente os princípios contabilísticos fundamentais. quer a escudos constantes.3. com duração ilimitada. esta deve ser referida de acordo com o anexo (nota 1 ). quer a escudos nominais. independentemente do seu recebimento ou pagamento. Desta forma. c) Da especialização (ou do acréscimo) Os proveitos e os custos são reconhecidos quando obtidos ou incorridos. e a alteração tiver efeitos materialmente relevantes. 8 . a) Da continuidade Considera-se que a federação opera continuadamente. Se o fizer. b) Da consistência Considera-se que a federação não altera as suas políticas contabilísticas de um exercício para o outro. devendo incluir-se nas demonstrações financeiras dos períodos a que respeitam. Princípios Contabilísticos Com o objectivo de obter uma imagem verdadeira e apropriada da situação financeira e dos resultados das operações da federação.3. entende-se que não tem intenção nem necessidade de entrar em liquidação ou de reduzir significativamente o volume das suas operações. d) Do custo histórico Os registos contabilísticos devem basear-se em custos de aquisição de produção.

1. 9 .1. e não apenas à sua forma legal. contudo. O INVENTÁRIO O Inventário consiste na elaboração de uma relação dos elementos patrimoniais com a indicação do seu valor. g) Da materialidade As demonstrações financeiras devem evidenciar todos os elementos que sejam relevantes e possam afectar avaliações ou decisões pelos utentes interessados.1. 4. permitir a criação de reservas ocultas ou provisões excessivas ou a deliberada quantificação de activos e proveitos por defeito ou de passivos e custos por excesso. Identificação Fase em que se verifica quais os elementos patrimoniais existentes. Fases do Inventário 4. 4. f) Da substância sob a forma As operações devem ser contabilizadas atendo à sua substância e à realidade financeira.e) Da prudência Significa que é possível integrar nas contas um grau de precaução ao fazer as estimativas exigidas em condições de incerteza sem.

.3. produtos acabados. Um dos princípios contabilísticos definidos no Plano Oficial de Contabilidade . a conta 36 matérias-primas subsidiárias e de consumo inclui bens que se destinem a ser incorporados noutros. desperdícios. 10 . a conta 37 . a conta 39 provisões para depreciação de existências serve para registar as diferenças relativas ao custo de aquisição ou de produção resultantes da aplicação dos critérios valorimétricos. 4. 4.. Este princípio é válido designadamente para as Existências.princípio do custo histórico .1.1.2.adiantamento por conta de compras regista entrega de mercadorias relativas a compras cujo preço já esteja fixado. etc. a conta 34 . matérias-primas.determina que os registos contabilísticos de uma empresa devem basear-se em custos de aquisição ou de produção. a conta 35 . etc.Subprodutos.2. Valorização Acto de atribuir um valor a cada elemento patrimonial. rubrica contabilística de balanço na qual são registados os stocks de mercadorias. a conta 38 regularização de existências serve para o registo de quebras. respeita aos bens de natureza secundária provenientes da actividade produtiva..4. Existências e CMVMC O POC estabelece o próprio conteúdo e movimento das contas de existências: a conta 32 mercadorias respeita aos bens adquiridos pela empresa com destino a venda. Descrição e Classificação Fase em que os elementos são apresentados e repartidos pelas classes a que dizem respeito.produtos acabados e intermédios inclui os principais bens provenientes da actividade produtiva. a conta 33 . .produtos e trabalhos em curso diz respeito aos bens que se encontram em fabricação.

bem como o constante movimento de entradas e saídas de armazém.Assim. segundo o qual a saída de armazém é feita precisamente ao custo de aquisição. o que obriga à implementação de um sistema eficiente de identificação dos bens. pode haver bens comprados que não sejam consumidos nem vendidos. consumidos e vendidos pelas empresas. ou seja. sendo que este valor não coincide necessariamente com o valor das Compras na medida em que. tal como o próprio nome indica. O Plano Oficial de Contabilidade define vários métodos alternativos de custeio das existências de forma a tornar possível o cálculo adequado do CMVMC. ao seu custo de aquisição. para o período em causa. segundo o qual as primeiras existências a entrar são também as primeiras a sair. os bens entram em armazém ao custo de aquisição e saem do armazém ao custo definido pelo método de custeio que a empresa utilize. FIFO (first in first out ). Mais concretamente. calculado tendo em conta os vários preços de aquisição e as quantidades correspondentes. bem como bens consumidos ou vendidos que foram comprados em períodos anteriores. que representa o custo dos bens que são efectivamente consumidos ou vendidos pela empresa num determinado período de tempo. o registo da entrada de bens em armazém (compras) deve ser efectuado ao custo histórico. De acordo com o Plano Oficial de Contabilidade o cálculo de uma rubrica de custos Custo das Mercadorias Vendidas e Matérias Consumidas (CMVMC) -. a tarefa de cálculo do custo dos bens consumidos ou vendidos não é por vezes tarefa fácil. Assim. Tendo em conta a grande variedade de bens adquiridos. O Custo Médio Ponderado. este método implica o cálculo permanente do custo médio unitário 11 . define como custo de saída de armazém o custo médio das existências em armazém. Para atingir esse objectivo. LIFO (last in first out ). sendo os mais utilizados os seguintes: Custo Específico. segundo o qual as primeiras existências a sair são as últimas a ter entrado. pelo que o custo é calculado de acordo com esse pressuposto. torna-se então necessário definir um determinado método de custeio.

12 . Aquando de uma nova entrada. o referido custo médio unitário é calculado através do rácio entre dois termos: como numerador. como denominador. a soma das quantidades já existentes em armazém com as quantidades da nova entrada. pelo que.das existências. sempre que haja a entrada de novos bens. a soma do valor das existências que já estavam em armazém com o valor das existências da nova entrada. que passa a vigorar para as saídas enquanto não se verificarem novas entradas. se torna necessário o cálculo de um novo custo médio.

após pagar todos os passivos. o Balanço é representado num mapa com dois lados: do lado esquerdo é representado o Activo e do lado direito é representado o Passivo e o Capital Próprio. o Balanço pode ser vista como um conjunto de Aplicações (Activo) e um conjunto de Fontes de 13 . ou seja. Graficamente. Por outras palavras. BALANÇO O Balanço é não mais do que uma “fotografia” instantânea do valor patrimonial de uma empresa numa determinada data.1. o Balanço apresenta aquilo que a empresa tem e que pode utilizar na sua actividade.5. a diferença entre o Activo e o Passivo. e aquilo que a empresa deve num determinado momento. Aquilo que a empresa tem é dado o nome de Passivo. CAPITAL PRÓPRIO ACTIVO PASSIVO A equação fundamental da contabilidade é assim: ACTIVO = PASSIVO + CAPITAL PRÓPRIO 5. é dado o nome de Capital Próprio. ou seja o valor da empresa. a diferença entre o que a empresa tem e o que deve representa o seu valor. Capital Próprio Conclui-se que o Capital Próprio é o valor com que os sócios ficariam depois de a empresa cumprir todas as obrigações financeiras perante terceiros. Numa perspectiva mais económica.

recorrendo a financiamento externo ou efectuar novas entradas de capitais pelos sócios. FONTES DE FINANCIAMENTO APLICAÇÕES (Capitais Próprios + Capitais Alheios) 14 .2. o Passivo e o Capital Próprio reflecte os tipos e as proporções do financiamento das Aplicações. De facto.3. o que mais uma vez depende das decisões da gestão quanto à estrutura de capital: financiar as aplicações com auto financiamento. efectuar ou não aplicações financeiras dos excedentes de tesouraria.Financiamento (Passivo + Capital Próprio). o Activo depende da natureza do negócio e da forma como a gestão decide Conduzi-lo: vender a crédito ou a pronto – pagamento. Activo O Activo é o espelho das decisões da gestão quanto às Aplicações a efectuar. 5. efectuar ou não mais investimentos em equipamentos ou instalações. Passivo Por seu lado. 5. reforçar ou não os stocks de matérias-primas e outras existências.

ex. Impostos sobre o rendimento. São directos os impostos que tributam manifestações directas ou mediatas de riqueza. TIPOLOGIA DOS IMPOSTOS 6. Ao contrário serão impostos indirectos aqueles em que a matéria colectável é intermitente. IMI.1. 6. São indirectos os impostos que tributam manifestações indirectas ou mediatas de riqueza. Serão não estaduais os impostos em que o credor do imposto não é o Estado. revestindo natureza transitória. o IVA e os impostos especiais sobre o consumo. as quais se evidenciam através do acto de consumir. sobre o património e sobre a despesa Trata-se de uma classificação de cariz meramente económico. 15 . Têm sido vários e de diferente natureza os critérios (jurídicos e económicos) adoptados para a estabelecer. Estas traduzem-se através do rendimento.6. IRS. Impostos estaduais e impostos não estaduais Esta é uma classificação que atende à natureza da entidade credora do imposto. o imposto sobre veículos.2.3. 6. Entre nós as Regiões Autónomas e as Autarquias são titulares de um direito próprio a impostos. ex. Assim. serão impostos directos aqueles em que a matéria colectável possui carácter de permanência. IRC. Impostos directos e impostos indirectos Esta é uma das mais relevantes classificações e a que preside à classificação orçamental dos impostos. Um segundo critério tem por base a diferente estabilidade das faculdades contributivas. no entanto não deixa de ser uma classificação muito importante. capital ou património.

e dos proveitos de actos isolados. Segundo a teoria do acréscimo patrimonial. alguns impostos especiais. 6.3. Imposto sobre o rendimento Tem vindo a evoluir e a alargar-se o conceito de rendimento adoptado na técnica fiscal. Imposto sobre o consumo ou despesa Caracterizam-se por tributar a riqueza dispendida no momento da aquisição de bens ou serviços. legitimando a tributação em imposto sobre o rendimento. A par do imposto geral sobre o consumo – o IVA – vigoram no sistema fiscal português. a teoria da fonte.3. com a reforma fiscal de 1989. a uma clara adopção da teoria do acréscimo patrimonial. rendimento é a diferença entre o património inicial e o final. bem como o imposto especial sobre o consumo da cerveja.2. Também entre nós. a uma fonte durável. os que incidem sobre a riqueza adquirida. 6.1. Este conceito de rendimento possui um conteúdo mais amplo. dos ganhos do jogo. como é o caso do IMI.6. 16 . qualificando como rendimento o produto imputável de modo regular e durante certo período.3. Imposto sobre o património Definem-se como impostos sobre o património. como é o caso do imposto especial sobre o consumo de algumas bebidas alcoólicas. São impostos sobre o rendimento o IRS e o IRC. sem amputação desta fonte produtora. nomeadamente das mais-valias.3. veio dar lugar.

6. progressivos e regressivos Impostos proporcionais – Nestes impostos a taxa é fixa. aqueles impostos em que a tributação se efectiva alheando-se das condições pessoais. 7. IVA .4. Os impostos pessoais caracterizam-se por fazer relevar as características pessoais dos contribuintes no momento da tributação. Impostos regressivos – Caracterizam-se pela diminuição da taxa do imposto à medida que aumenta a matéria colectável. Impostos reais e imposto pessoais Designam-se por impostos reais. 6. Assim. porque embora tal facto não ocorra em Portugal. é conhecida entre os Estados Membros da EU. económicas e familiares dos contribuintes. face ao aumento da matéria colectável (IRS). 17 .IMPOSTO SOBRE O VALOR ACRESCENTADO A conta do POC 243 . O imposto aumenta mais do que proporcionalmente. Impostos proporcionais.5.Imposto Sobre o Valor Acrescentado. destina-se a registar as situações decorrentes da aplicação do Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado. o imposto aumenta proporcionalmente à matéria colectável ex. Esta classificação não tem interesse meramente académico. IRC. Impostos progressivos – Nestes impostos a taxa eleva-se à medida que aumenta a matéria colectável. onde a partir de determinado montante de lucros é aplicada uma taxa inferior.

exige uma sistematização dos seguintes aspectos fundamentais: O IVA enquadra-se nos denominados impostos indirectos. na última fase (consumidor final). os que recaem sobre o consumo de bens e serviços. O produtor e os intermediários do comércio não 18 . de uma só vez. traduzida pela diferença entre o valor de venda dos bens ou serviços e o valor das compras que os incorporam. Final 1000 1500 2200 1000 1500 2200 210 315 462 IVA (21%) Venda POC – 2433 210 315 462 Entregar Estado POC . isto é. não incidindo propriamente sobre o valor acrescentado da empresa. Então o IVA é: Ø Um imposto sobre o consumo. quem o suporta de facto é o consumidor final. Os 462 u. entendido este como tudo aquilo que esta adiciona aos bens e serviços adquiridos no exterior. trata-se duma diferença entre as entradas e as saídas. Assim.m. Ø Um imposto com pagamentos fraccionados. que se destina a tributar as despesas de consumo (bens ou serviços).A relevância deste tema no quotidiano das empresas. Agente Económico Compra Venda Compra POC – 2432 Produtor Grossista Retalhista Consumi. embora sejam as empresas que têm de o entregar ao Estado. mas sim sobre uma noção simplificada daquele conceito. de IVA.m. os agentes económicos limitam-se a entregar ao Estado o montante correspondente à diferença entre o imposto liquidado nas suas vendas e o que lhes seja liquidado nas compras que efectuem. são entregues nos cofres do Estado através de pagamentos fraccionados efectuados pelos três primeiros agentes económicos. Ø Um imposto que não é suportado pela empresa pois esta actua apenas como sua colectora. A soma do imposto pago em cada uma das fases do circuito económico corresponde exactamente ao imposto que se cobraria se incidisse.2436 210 105 147 - Constata-se que é o consumidor final que suporta os 462 u.

como por exemplo encargos bancários. é um documento comercial cuja sua emissão serve para registar objectos que não se enquadrem na actividade principal da empresa em questão. na medida em que confere aos adquirentes dos bens ou aos destinatários dos serviços um direito de crédito perante o Estado. obrigatória para todos os transmissores de bens ou prestadores de serviços. No Software Primavera vamos utilizar a N/Nota de Crédito (documento emitido pela empresa XPTO ao seu cliente) para registo de uma devolução ou desconto extrafactura e a V/Nota de Crédito (documento emitido por um determinado fornecedor à empresa XPTO) para registo de uma devolução ou desconto extra-factura. é um documento comercial cuja sua emissão serve para registar devoluções e descontos extra-factura. No Software Primavera vamos utilizar a N/Factura (documento emitido pela empresa XPTO ao seu cliente) para registo das vendas e prestações de serviço e a V/Factura (documento emitido por um determinado fornecedor à empresa XPTO) para registo da aquisição de bens ou serviços. A Nota de Crédito. A Nota de Débito. A Factura é um documento comercial cuja emissão é. sendo um elemento essencial para o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA). No Software Primavera vamos utilizar a N/Nota de Débito (documento emitido pela empresa XPTO ao seu cliente) para registo dos encargos bancários resultantes do desconto de uma letra que foi aceite pelo seu cliente e a V/Nota de Débito (documento emitido por um determinado fornecedor à empresa XPTO) para registo 19 . em regra.são afectados pelo imposto porque limitam-se a entregar ao Estado a diferença entre o que cobram a jusante e que pagam a montante. que se consubstancia no exercício do direito à dedução do imposto nela incorporado.

dos encargos bancários resultantes do desconto de uma letra aceite pela empresa XPTO. SOFTWARE DE GESTÃO COMERCIAL – PRIMAVERA 20 . O Recibo. 8. é um documento comprovativo do pagamento de facturas ou do recebimento. No Software Primavera vamos utilizar O N/Recibo (documento emitido pela empresa XPTO ao seu cliente) para comprovativo do seu recebimento e o V/Recibo (documento emitido por um determinado fornecedor à empresa XPTO) para comprovativo do seu pagamento.

eliminar e configurar empresas. irá recorrer ao Administrador. bancos e diversos utilitários. No Administrador o responsável também poderá ter acesso. compras. conta corrente. opção “Parâmetros de Aplicação” que se encontra nas propriedades da empresa. o responsável pelo Software deverá proceder à configuração das características globais do mesmo. Aqui o responsável irá poder criar.8. stocks. entre outras às seguintes configurações: Vendas. clonar. Para isso. Parâmetros da Aplicação Antes da abertura da empresa de trabalho.1. 21 . lotes.

8.1. Selecção de Empresa de Trabalho 22 .1.

2.1. Tabelas de Artigos 23 .1.2. Configuração de Tabelas Para início do trabalho no software de Gestão Comercial Primavera.8.1. terá de se configurar as seguintes tabelas: 8.

1.8.2.2.1. Taxas de IVA 24 .1.2. Ficha de Artigos 8.1.1.

2.1.2.8.3.1. Tabelas de Fornecedores 25 .2. Tabelas de Clientes 8.

2.4.8.1.1.2. Tabelas de Terceiros 8.5. Tabelas de Bancos / Tesouraria 26 .

2. Tabelas de Documentos 27 .7.1. Tabelas de Operações Periódicas 8.6.1.2.8.

7. Configuração de Documentos de Compras 28 .1.7.2.1. Configuração de Documentos de Vendas 8.2.1.8.2.

1.7.1.2. Configuração de Documentos de Contas Correntes 29 .8.7.2.3. Configuração de Documentos de Stocks 8.4.

2. Outras Tabelas 8.9. Pontos de Venda 30 .2.1.1.8.8.

1.3. Criação de Documentos 8.8.3. De Stocks 31 .1.1.

3.1.3.2. De Contas Correntes 8.1. De Compras 32 .8.3.

4. Exploração (Visualização de Documentos) 8.3.1.4.1.8.4. Vendas 33 .1. De Vendas 8.1.

1. Compras 8.2.1.4.8.4. Stocks 34 .3.

4.5.8. Contas Correntes 8. Configuração de Utilitários 35 .4.1.1.