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SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL E CONSERVAÇÃO DA ÁGUA EM PROJETOS DE EDIFÍCIOS PARA HABITAÇÃO

Andreza KALBUSCH
M.Sc., Eng., Doutorando em Engenharia Civil pela UFSC. Rua João Pio Duarte Silva, s/n - Córrego Grande - CEP: 88040-970 - Florianópolis (SC) Brasil - Correio eletrônico: andreza@joinville.udesc.br

Ph.D., Eng. Rua João Pio Duarte Silva, s/n - Córrego Grande - CEP: 88040-970 - Florianópolis (SC) Brasil Correio eletrônico: enedir@labeee.ufsc.br

Enedir GHISI

Ph.D., Eng. Rua João Pio Duarte Silva, s/n - Córrego Grande - CEP: 88040-970 - Florianópolis (SC) Brasil Correio eletrônico: ecv1rdo@ecv.ufsc.br

Roberto de OLIVEIRA

RESUMO
World Commission on Environment and Development define desenvolvimento sustentável como um desenvolvimento econômico e social capaz de atender as necessidades desta geração, sem comprometer o atendimento das necessidades das gerações futuras. Alguns autores apontam, além das dimensões ambiental, econômica e social, as dimensões cultural, geográfica e política do desenvolvimento sustentável. O presente trabalho visa contemplar a dimensão ambiental da sustentabilidade no projeto de edifícios para a habitação, com ênfase em conservação da água. Para isso são detalhados dois métodos de avaliação de sustentabilidade ambiental de projetos de habitações: o Building Research Establishment Assessment Method, do Reino Unido e Leadership in Energy and Environmental Design, com aplicação nos Estados Unidos. Os requisitos de projeto avaliados pelos referidos métodos são detalhados, comparados e discutidos com base na documentação técnica e normalização brasileira consultadas. Com isso pretende-se contribuir para a conservação da água em habitações através da aplicação dos conceitos de sustentabilidade no ambiente construído. Palavras-chaves: sustentabilidade ambiental, conservação da água, habitação

1. INTRODUÇÃO
Segundo Florim e Quelhas (2004), a habitação é um instrumento para o equilíbrio social e para a estabilidade política, representando uma das mais importantes aspirações dos cidadãos. Os autores mencionam a importância de que esta necessidade seja satisfeita levando em consideração os impactos no meio ambiente. Daí a importância da aplicação do conceito de sustentabilidade ambiental em projetos de habitações. O conceito de desenvolvimento sustentável é resultado de um processo de reavaliação da relação entre a sociedade e o meio ambiente. A preocupação com o ambiente e sua excessiva exploração pelo homem fez com que surgissem discussões a respeito e com que pesquisas cada vez mais aprofundadas começassem a ser realizadas. Estas discussões e pesquisas também começaram a ocorrer na indústria da construção civil. A Agenda 21 on Sustainable Construction (CIB, 1999) apontou a indústria da construção e o ambiente construído como os maiores consumidores de recursos. A sua criação, porém, não teve o intuito apenas de diagnosticar este fato, mas de encorajar a aplicação do conceito global de desenvolvimento sustentável no setor da construção civil. Existem atualmente várias iniciativas no que diz respeito à avaliação de sustentabilidade de edifícios, porém o presente trabalho se limita à comparação de critérios relacionados à conservação da água

poluição. Com isso. Green Building Council (USGBC) para habitação. uso eficiente da água. O presente trabalho pretende. e conscientização e educação. . sítios sustentáveis. uso de materiais. uso do solo e ecologia. mantidas (em qualidade e quantidade) as atividades consumidoras. segundo Gonçalves (2002). 2006). a edificação pode ser avaliada em oito categorias principais: inovação e processo de projeto. O método do USGBC para avaliação de sustentabilidade de habitações é o LEED for Homes. energia e atmosfera.11a do LEED for Homes apresenta uma lista de verificação e o critério mínimo é o cumprimento de dezoito pré-requisitos. transporte. e gestão. 2007). O EcoHomes 2006 apresenta uma lista de verificação dividida em oito categorias principais: uso de energia. S. Todo o processo é sempre realizado por avaliadores credenciados pelo BRE. em m3/usuário/ano. com referência em princípios ambientais e de uso de energia consolidados em normas e recomendações de organismos de terceira parte com credibilidade reconhecida. uso da água. Com o objetivo de reduzir o consumo de água potável na habitação. A seguir são detalhados e analisados os critérios de avaliação de sustentabilidade ambiental de habitações relacionados à conservação da água propostos pelos dois métodos. surgiram os primeiros métodos de avaliação de sustentabilidade de edifícios. 3. assim. quando se começou a investigar tais práticas. no Reino Unido. O método para avaliação de projetos de habitação é o BREEAM EcoHomes. Dentro destas categorias principais há critérios específicos a serem cumpridos para a obtenção de créditos (USGBC. freqüentemente consumiam mais recursos que aqueles resultantes de práticas comuns de projeto e execução. Após esta etapa. Esta otimização do consumo de água pode ser alcançada com o planejamento e implementação de ações para redução de desperdícios que estejam de acordo com as necessidades e exigências dos usuários. além de servirem de base para o desenvolvimento de outros métodos de avaliação de edifícios. O Building Research Establishment Assessment Method (BREEAM) foi lançado em 1990. de fato o eram. 2006). por pesquisadores do BRE e do setor privado. este método de avaliação de sustentabilidade de edifícios é baseado em especificações de desempenho. Segundo Silva (2003). 2. Os créditos disponíveis para o atendimento deste critério de avaliação têm relação com o consumo de água. HABITAÇÃO: MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE SUSTENTABILIDADE DE PROJETOS A necessidade da avaliação do desempenho ambiental de edifícios surgiu quando se constatou que era necessário comprovar se os edifícios intitulados sustentáveis. contribuir para a aplicação do conceito de desenvolvimento sustentável na construção civil.propostos pelos métodos do Building Research Establishment (BRE) e do U. Os dois métodos têm o objetivo de disseminação de práticas sustentáveis no setor da construção civil em seus respectivos países. qualidade do ambiente interno. órgão responsável pela especificação dos critérios e por assegurar a qualidade do processo de avaliação (BRE. A versão 1. o EcoHomes sugere faixas de consumo de água admissíveis e pontua o projeto da habitação com diferentes valores de créditos. O Leadership in Energy and Environmental Design (LEED) foi desenvolvido pelo USGBC com o objetivo de disseminar os conceitos de construção ambientalmente sustentável para o mercado da construção civil nos Estados Unidos. desta maneira. possibilitando o enquadramento do projeto da habitação em uma das classes de desempenho. Dentro destas categorias há critérios específicos a serem cumpridos para a obtenção de créditos. que utilizaram conceitos da avaliação de impactos ambientais empregada em produtos industrializados.1 Uso Racional da Água Uso racional da água. localização. saúde e conforto. conforme tabela 1 (BRE. foi comprovado que muitos dos edifícios que supostamente utilizavam os conceitos de construção ambientalmente sustentável. HABITAÇÃO: SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL E CONSERVAÇÃO DA ÁGUA 3. é a otimização em busca do menor consumo de água possível. incentivar práticas de conservação da água associadas ao projeto de habitações e. Estes créditos são posteriormente ponderados. materiais e recursos. Segundo Silva (2003).

segundo Hespanhol (2002) é a alternativa mais plausível para atender a demandas menos restritivas. O método ainda exige. de acordo com seus parâmetros (como turbidez. Créditos obtidos com relação ao consumo de água previsto para a habitação. O método sugere ainda que seja executado um sistema de reúso de água que capte águas cinzas (pelo menos da máquina de lavar roupas) para utilização em irrigação ou usos internos (USGBC. A referida norma cita como alternativas o emprego de bacias sanitárias de volume de descarga reduzido. O LEED for Homes sugere a redução do consumo interno de água através da especificação de equipamentos economizadores. o método premia projetos em que haja a instalação de sistema de irrigação de alta eficiência. 2006). incentivando ainda a utilização de espécies regionais no projeto paisagístico de modo a reduzir a necessidade de irrigação (USGBC. Para isso. segundo o referido autor. Tanto para o aproveitamento de águas pluviais como para o reúso de águas. há a vantagem da retirada de carga dos sistemas de drenagem urbana e de coleta e tratamento de esgotos sanitários. a ABNT (1997) prevê a possibilidade de reutilização e indica os parâmetros que a água deve ter.92 litros por descarga). 3. pH. Ainda. Alguns órgãos. que a pressão nos sistemas prediais hidráulicos seja adequada. O uso de fontes alternativas para o abastecimento de água depende da qualidade requerida para o uso final. No Brasil. O que se pretende com o emprego de fontes alternativas de abastecimento é a otimização do uso da água através da utilização do conceito de substituição de fontes que. sugere o emprego de equipamentos economizadores e dispositivos de alta eficiência.57 litros por minuto) e bacias sanitárias (aproximadamente 4. esta prática permite que as águas de melhor qualidade sejam empregadas para fins mais nobres. 2002). com a utilização de fontes alternativas de abastecimento de água. respectivamente.c. é a redução do consumo de água potável. O EcoHomes demonstra a metodologia proposta para cálculo do consumo de água. 2007).4 MPa (aproximadamente 40 m. quando há ou não o uso de fontes alternativas de água. conforme o tipo de uso final. sugerindo o valor máximo de 0.Créditos 1 2 3 4 5 Consumo de água (m /usuário/ano) <52 ≤47 ≤42 ≤37 ≤32 3 Consumo de água (litros/usuário/dia) <142 ≤128 ≤115 ≤101 ≤87 Tabela 1. 3. reduzindo a demanda de água da rede pública de abastecimento e o volume de esgoto a ser tratado. 2007). a ABNT (1998) estabelece o valor máximo de 0. Isso é possível através da utilização de água não potável para usos que não requerem água com tal qualidade. indicando o uso possível. O EcoHomes também sugere a utilização de água pluvial com o objetivo de reduzir o uso de água potável para irrigação (BRE. primeiramente.2 Uso de fontes alternativas de abastecimento de água O que se pretende. o emprego de torneiras de lavatório e pia dotadas de arejadores e a limitação da vazão em chuveiros a um valor máximo igual a 9 litros por minuto. é possível utilizar água com qualidade diferente dependendo do emprego que se dará a esta água (HESPANHOL.) para pressão estática nos sistemas prediais hidráulicos em edificações. Ou seja.3 MPa (aproximadamente 30 m. com restrição de vazões máximas para torneiras e chuveiros (aproximadamente 7. além da economia de água potável.a.3 Especificação de materiais O EcoHomes sugere a especificação de materiais de isolamento nos sistemas de distribuição de água quente que evitem o uso de substâncias com potencial de aquecimento global. como forma de economizar água potável. sólidos dissolvidos totais e cloro residual). agências e associações definiram parâmetros para a água de reúso nos diferentes países.c. Para irrigação. No Brasil. coliformes fecais. A ABNT (2004a) propõe que os sistemas prediais hidráulicos e sanitários sejam projetados de modo a minimizarem o consumo de água. O LEED for Homes sugere a instalação de um sistema de captação e utilização de água pluvial para irrigação ou usos internos na habitação. A referida norma divide a água de reúso em classes.a. O potencial . Fonte: adaptado de BREEAM (2006).) a 37ºC.

Fonte: BRASIL (1989). O objetivo é a redução do consumo de energia em sistemas prediais de água quente. ao consumo de energia e geração de emissões e resíduos na fase de fabricação. como por exemplo. 3. a ser disponibilizado pelos respectivos fabricantes.803 (BRASIL. áreas que apresentem rios. a utilização de pisos específicos em áreas molhadas. que carece de desenvolvimento. 2007). a escolha dos materiais deve ser feita com base no desempenho ambiental do material. Também é encorajado o uso de áreas com baixo risco de inundação ou a tomada de medidas que impeçam . O método incentiva também a utilização de produtos locais para minimização de necessidades de transporte (USGBC. deve estar pautada na análise do ciclo de vida de cada produto. conforme tabela 2. A NBR 7198 (ABNT. Segundo CIB (1999). ABNT (2004a) recomenda que a qualidade do projeto e da execução deve garantir sua durabilidade no que se refere à manutenção das funções essenciais durante a vida útil. O método sugere ainda o emprego de sistemas de aquecimento de água que emitam uma quantidade reduzida de NOx para a atmosfera (BRE. com a largura mínima da faixa marginal variando de acordo com a largura do curso d’água. O referido autor incentiva a utilização de análise do ciclo de vida para escolha de produtos. em condições normais de uso e operação. as Leis Federais no 4. além da instalação de sistema apropriado de drenagem em áreas que contenham máquinas de lavar e aquecedores de água. ao método de extração de materiais que compõem o produto. O nível mínimo de redução é de 50% para áreas com baixa probabilidade de inundação. por exemplo. lagos ou partes inundadas (BRE. como sistema público de distribuição de água e de coleta de esgotos sanitários (USGBC. às emissões durante a fase de utilização e à contaminação do solo após descarte. através do conhecimento do impacto ambiental. 2007). considerando desde a exploração dos recursos naturais até o destino final do material.4 Escolha do terreno: preocupação com o fator água O EcoHomes propõe um critério de avaliação relacionado ao fator água na escolha do terreno. 1989) consideram áreas de preservação permanente as faixas de terra situadas ao longo dos rios ou de qualquer curso d’água (desde o seu nível mais alto). E que seja realizada a análise das perdas de calor em função dos materiais empregados e das técnicas de isolamento térmico. 2006). 3.5 Disposição da água pluvial no terreno Com o objetivo de reduzir e retardar o escoamento superficial para o sistema de drenagem pluvial e para cursos d’água. O método sugere ainda que o sistema predial de água quente apresente isolamento da tubulação e que seja projetado de modo a reduzir distâncias e assim evitar perdas de calor. Entre estas estratégias. 1993) recomenda que o projeto e execução do sistema predial de água quente sejam realizados de modo a racionalizar o consumo. o EcoHomes propõe faixas de redução de acordo com a área em que a habitação será alocada. distribuição e transporte. Quanto à vida útil dos sistemas prediais hidráulicos e sanitários. O manual do EcoHomes 2006 cita exemplos de materiais a serem utilizados. Segundo Ramos (2001). e distância mínima de aproximadamente 30 metros de qualquer área inundada. o impacto ambiental de um produto pode ser devido ao uso de recursos não-renováveis. O método ainda estimula a escolha de terrenos em que haja infra-estrutura urbana instalada. porém a reconhece como uma metodologia cara e complexa. chegando a 100% para áreas com alta probabilidade de inundação. O objetivo é desencorajar o uso de terrenos com valor ecológico. O LEED for Homes lista estratégias para promover a durabilidade e alto desempenho da habitação.771 (BRASIL. O LEED sugere a escolha do terreno de modo a encorajar a ocupação de áreas com baixo risco de inundação. em sua vida útil e em suas conseqüências à saúde humana. 2006). Largura curso d’água (m) até 10 10 a 50 50 a 200 200 a 600 maior que 600 Largura mínima da faixa de preservação (m) 30 50 100 200 500 Tabela 2. No Brasil.de aquecimento global é definido como o dano potencial que um produto químico tem em comparação a uma unidade de dióxido de carbono (CO2). Largura da faixa marginal de preservação permanente em função da largura do curso d’água. A decisão. ABNT (2004b) recomenda a utilização de materiais que causem menor impacto ambiental. 1965) e 7.

A vegetação deve ser disposta de modo a retardar o escoamento superficial e evitar a erosão do solo (USGBC. 2006). O LEED for Homes incentiva uma série de medidas para minimização de danos ambientais de longo prazo. Daí a importância da utilização dos conceitos de sustentabilidade ambiental quando do projeto e execução de tais sistemas. já que propicia a completa utilização das funções dos sistemas prediais. Este objetivo deve ser alcançado através da previsão de espaços verdes e da utilização de pavimentos permeáveis. está diretamente ligada a práticas de conservação da água e aos sistemas prediais hidráulicos e sanitários. como irrigação paisagística. 2007). garantindo a permeabilidade do solo (pelo menos 70%). periodicidade de inspeções. Segundo Prado et al. 3. O manual deve conter também informações sobre a importância do uso racional e da utilização de fontes alternativas (BRE. chuveiros economizadores). O treinamento dos usuários trará segurança. O método encoraja ainda a redução do escoamento superficial. poços de infiltração e utilização de pavimentos permeáveis. deve ser disponibilizado um manual que estabeleça os procedimentos de uso e manutenção (preventiva. que é o uso de fontes alternativas de abastecimento de água. Gonçalves (2004) propõe a utilização da água armazenada para fins diversos. lavagem de superfícies e outros fins não-potáveis. segundo Urbonas e Stahre apud Tucci (2003). o ser humano desenvolve nestes espaços diversas atividades que consomem recursos.6 Esforços para treinamento e conscientização dos usuários O EcoHomes sugere a disponibilização de um manual para o usuário da habitação. operação e manutenção dos sistemas prediais hidráulicos e sanitários e de seus componentes. Segundo Agra (2001). Esse manual deve conter recomendações sobre a utilização dos componentes dos sistemas prediais. Algumas vantagens da infiltração. redução da poluição transportada para rios e redução de vazões máximas a jusante. além de técnicas. A gestão do uso da água. processos e equipamentos necessários para manutenção. Tucci (2003) também apresenta os reservatórios de águas pluviais implantados no terreno como uma das medidas de controle de inundações. além das necessidades materiais na etapa de construção (e posterior demolição). ABNT (2004a) propõe que seja desenvolvido um manual que especifique todas as condições de uso. o detalhamento dos equipamentos economizadores de água (como torneiras dotadas de arejadores. Este guia deve conter. CONSIDERAÇÕES FINAIS O ambiente construído está relacionado a uma grande parcela do impacto no meio ambiente. para a manutenção desta disponibilidade. contribuindo assim para o abatimento dos níveis de enchentes urbanas. Fendrich (2002) relata a necessidade da detenção temporária de águas pluviais para promoção de retardamento do escoamento superficial. valas de infiltração. torna-se necessário o gerenciamento do uso desse insumo. processos de desobstrução. está o controle da velocidade de escoamento superficial de modo a evitar erosão do solo e um sistema adequado de drenagem de águas pluviais no terreno. corretiva ou de urgência) compatíveis com os sistemas prediais hidráulicos e sanitários. Entre estas medidas. entre outras informações. na medida em que evitará acidentes e contaminações ocasionados pelo mau uso. O LEED for Homes também incentiva práticas de educação dos usuários. O método sugere a promoção de um programa de educação pós-ocupação para treinamento sobre operação e manutenção dos equipamentos da habitação. além da distribuição de um manual com informações sobre a utilização dos sistemas prediais e sobre conservação de água (USGBC. no que se refere ao ambiente construído. e conforto. são o aumento da recarga do aqüífero. 4. 2007). A disponibilidade hídrica é fator-chave para o desenvolvimento de qualquer região e. (2000).ou reduzam o impacto na eventualidade de uma inundação em áreas de maior risco. as principais medidas de infiltração da água pluvial no solo para controle de inundações são execução de trincheiras de infiltração. O presente trabalho se propôs a apresentar e comparar critérios de avaliação relacionados à . o que também vai ao encontro de outro critério de avaliação de sustentabilidade proposto. A habitação é um destes espaços e é importante que as atividades aí desenvolvidas possam ocorrer levando em consideração o conceito de sustentabilidade no ambiente construído. já que. O método define áreas com baixa. bacias sanitárias com volume reduzido de descarga. limpeza e conservação. 2006). média e alta probabilidade de inundação no Reino Unido (BRE.

Dissertação (Mestrado) – Instituto de Pesquisas Hidráulicas. Município e Recarga de Aqüíferos. NBR 7198: Projeto e execução de instalações prediais de água quente. UNITED STATES GREEN BUILDING COUNCIL – USGBC. Brasília. SILVA. S. Brasília. Uso Racional da Água nos Edifícios. Desempenho de Edifícios Habitacionais de até cinco Pavimentos – Parte 6: Sistemas Hidrossanitários. 2004b. (org. Contribuição para a Construção Sustentável: Características de um Projeto Habitacional Eco-Eficiente. 1999. São Paulo. GONÇALVES. Planejamento Urbano e a Drenagem Urbana com melhoria de qualidade de vida em Ribeirao Preto – SP.ABNT. São Paulo. ASSOCIACAO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT/CB-02. A. Conselho Nacional do Meio Ambiente. MANCUSO. C. C. v.pcc. BRASIL. 2003. São Paulo. INTERNATIONAL COUNCIL FOR RESEARCH AND INNOVATION IN BUILDING AND CONSTRUCTION CIB. In: SANTOS. M. p. Programa de Pós-Graduação em Engenharia Urbana. 2004. GONÇALVES. DF. G. Rio de Janeiro.01. Lei n 4. G. A. San Francisco. J.br/05_Agua/uso%20racional%20agua-25-03-2002. L. V. Rio de Janeiro. Acesso em 20 de outubro de 2005. DF. Editora Manole. I. 2003. 3p. DF.121-132. M. Projeto 02:136. 2001. Disponível em ‹http://pcc5100. Alternativas para o Projeto Ecológico de Produtos. FLORIM. ASSOCIACAO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT/CB-02. RAMOS. Brasília.ABNT. BERTONI. AGRA.01. S. Rio de Janeiro. (org. J. S. de 15 de julho de 1978 e 7. Pini. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS . NBR 13969: Tanques Sépticos – Unidades de Tratamento Complementar e Disposição Final dos Efluentes Líquidos – Projeto. NBR 5626: Instalações prediais de água fria. T. Curitiba.usp. 1993. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. F.) et al. 3. São Paulo.. C. Institui o Novo Código Florestal.).ABNT. contribuir para a aplicação do conceito de desenvolvimento sustentável na construção civil no Brasil.803 de 15 de julho de 1989. Estudo Experimental de Micro-reservatórios para Controle do Escoamento Superficial. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS . Agenda 21 on Sustainable Construction.771 de 15 de setembro de 1965.pdf›. desta maneira. Porto Alegre. O.771. TUCCI. Rio de Janeiro.BRE. Tese (Doutorado em Engenharia) – Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Inundações e Drenagem Urbana. CIB. Inundações Urbanas na América do Sul. 1965. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS .conservação da água em projetos para habitação.]. Desempenho de Edifícios Habitacionais de até cinco Pavimentos – Parte 1: Requisitos Gerais. Tese (Doutorado) – Engenharia de Produção. BRASIL.008. Florianópolis. In: TUCCI. Potencial de Reúso de Água no Brasil: Agricultra. Com isso pretende-se incentivar práticas de conservação da água associadas ao projeto de habitações e. C.. Garston. 166 p. Diário Oficial da União. Indústria. H.L. Universidade Federal de São Carlos. (org). 1989. 2003. Altera a redação da Lei no 4. 2002. R. EcoHomes 2006 – The Environmental Rating for Homes: The Guidance 2006. ENGEVISTA.Pilot Rating System: version 1. P. 2004a. LEED for Homes Program . Diário Oficial da União. 2001.11a. Aplicabilidade do Armazenamento. Tese (Doutorado) em Geologia. o e revoga as Leis n 6. 1998. de 15 de setembro de 1965. o BRASIL. 1985. L.511. FENDRICH. 2007. Universidade Federal do Paraná. R. Rio de Janeiro. Universidade Federal de Santa Catarina.. Porto Alegre: Editora da Associação Brasileira de Recursos Hídricos. C. Construção e Operação. PRADO. 2002. Reúso de Água. Resolução no 004 de 18 de setembro de 1985. 2002. J. 1997. 2004. [S. dez. 2000. 2006. M. HESPANHOL. n. Para isso os critérios propostos pelos métodos BREEAM EcoHomes e LEED for Homes foram detalhados e comparados com requisitos apresentados pela normalização brasileira e bibliografia consultadas. E. Lei no 7.008. G. Execução e Manutenção de Sistemas Hidráulicos Prediais. QUELHAS. Projeto 02:136. 184 p.45-150. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS . E.535. Rio de Janeiro. Diário Oficial da União. de 7 de julho de 1986. O. BUILDING RESEARCH ESTABLISHMENT . Utilização e Infiltração das Águas Pluviais na Drenagem Urbana. Avaliação da Sustentabilidade de Edifícios de Escritórios Brasileiros: Diretrizes e Base Metodológica.