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ÍNDICE

INTRODUÇÃO.......................................................................................................................................... 4 A HISTÓRIA DO BADMINTON……………......................................................................................... 5 A HISTÓRIA DO BADMINTON EM PORTUGAL............................................................................... 6 O BADMINTON NAS OLIMPÍADAS..................................................................................................... 7 TERRENO DE JOGO................................................................................................................................ 8 LEIS DE JOGO ....................................................................................................................................... 10 ESTRUTURA ELEMENTAR DOS BATIMENTOS ............................................................................. 23 ALGUMAS CONSIDERAÇÕES ........................................................................................................... 25 CLASSIFICAÇÃO DOS BATIMENTOS .............................................................................................. 25 RELACÇÃO TRAJECTÓRIA / COLOCAÇÃO DA MÃO................................................................... 26 TRAJECTÓRIAS..................................................................................................................................... 27 ÁREA DE IMPACTO.............................................................................................................................. 28 A PEGA DA RAQUETE......................................................................................................................... 29 PEGA DO VOLANTE ............................................................................................................................ 30 POSIÇÃO BASE...................................................................................................................................... 31 TÉCNICA DE BATIMENTOS ............................................................................................................... 32 SERVIÇO……………............................................................................................................................. 32 CLEAR .................................................................................................................................................... 35 AMORTI ................................................................................................................................................. 38 LOB ......................................................................................................................................................... 41 REMATE.................................................................................................................................................. 43 BATIMENTOS À REDE ........................................................................................................................ 44 DRIVE...................................................................................................................................................... 45

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BATIMENTOS À VOLTA DA CABEÇA ............................................................................................. 46 BATIMENTOS À ESQUERDA POR CIMA DA CABEÇA.................................................................. 47 BIBLIOGRAFIA ..................................................................................................................................... 49

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INTRODUÇÃO
A técnica de batimento pode ser definida como um sistema (experimentado e testado na prática) de movimentos sucessivos e simultâneos que permitem ao jogador atingir o objectivo do jogo, ou seja, bater o volante por cima da rede para o chão do campo adversário. A fim de ser considerada eficaz e prática a técnica de batimentos de um jogador, deve: - estar em conformidade e respeitar as leis do jogo; - tomar em consideração as condições materiais do jogo como: as dimensões do campo, altura da rede, desenho e características de voo do volante, desenho e peso da raquete, condições climáticas (temperatura e humidade), etc. Sobretudo, a técnica de batimentos utilizada pelo jogador deve: - respeitar os limites fixados pela anatomia e fisiologia humana; - dentro do possível, tirar o máximo proveito, das propriedades anatómicas, fisiológicas e mecânicas do corpo humano. Existe um consenso geral entre os melhores jogadores e treinadores admitindo que o Badminton moderno é um jogo extremamente rápido onde a velocidade é um factor chave e tanto o treino técnico como táctico, devem ir ao encontro ou reunir as exigências de velocidade, agressividade, precisão e flexibilidade do jogo. Quando nos debruçamos sobre a técnica de batimentos, consideramos que os principais critérios de execução dos mesmos são: - a velocidade de execução; - a precisão (colocação bem definida); - a consistência (aptidão de executar correctamente um grande número de batimentos). Entre estes factores, a consistência é o resultado de treino intenso e sistemático, cujo objectivo é produzirmos uma automatização do movimento que possa ser ajustado rapidamente às diversas situações. A velocidade e precisão estão altamente dependentes da habilidade ou aptidão do jogador em utilizar plenamente as propriedades anatómicas e fisiológicas do seu corpo o assim como as leis elementares da física. Além disto, a velocidade do movimento está também dependente das qualidades neuromusculares e coordenativas que podem ser desenvolvidas pelo treino.

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1899 (Costa. Holanda. e foi jogado novamente. J. em Gloucestershire. As regras do jogo foram publicadas em 1877 pelo Coronel H. o Badminton foi incluído nos XII Jogos Pan-Americanos de Mar del Plata. Inglaterra. Sudirman Cup (equipas mistas). 1999). com o nome de Poona. em Carachi.. 5 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 5 . Nos anos seguintes mais países se tornaram membros.. Os primeiros torneios de carácter internacional realizaram-se em Westminster (Londres). Em 1995. Escócia. Hoje em dia existem 130 países membros da IBF e o número tende a crescer. uma nova versão da modalidade foi jogada na propriedade de Badminton. Está sediado logicamente. em 1999. Argentina. Nova Zelândia e País de Gales. Existem. seis torneios principais promovidos pela IBF: Thomas Cup (campeonato mundial masculino de equipas). Dinamarca. Canadá. Oficiais ingleses em serviço neste país gostaram do jogo e levaram-no para a Europa. J. O. pertencente ao Duque de Beaufort’s. na actualidade. em Gloucestershire. 1999). na década de 1870. Uber Cup (campeonato mundial feminino de equipas). nos XIII Jogos Pan-Americanos em Winnipeg. e em 1893 foi criada a Associação Inglesa de Badminton (Costa. França. Inglaterra.ORG A HISTÓRIA DO BADMINTON Foi na Índia que o Badminton nasceu. O "poona" passou a se chamar Badminton quando. Selby.BADMINTON ESMDL. pg. com nove membros: Canadá. em 1992. World Championship. Em 1934 foi fundada a Federação Internacional de Badminton (IBF). World Juniors e World Grand Prix Finals. especialmente após a estreia da modalidade como desporto olímpico nos Jogos Olímpicos de Barcelona.

Maria Ernestina Jardim. João de Barros.Dr. A 1 de Julho de 1954 foi criada a Federação Portuguesa de Badminton cujo primeiro presidente foi o próprio Henrique Pinto. Mas foi com Sr. entre eles o Eng. Luís Peter Clode. 6 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 6 . existiam campos de Badminton marcados e alguns sócios realizavam jogos de badminton. Srª Portugal da Silveira. A equipa vencedora foi a “Branco”. por volta de 1953. Henrique Pinto remeteu a todos os clubes uma circular de forma a realizar-se uma reunião (realizada a 10 Março de 1954) para estabelecer as bases para uma futura direcção da Federação Portuguesa de Badminton. Osterlande e suas filhas. pg. organizou-se um encontro. Cacém. existindo onze Associações Regionais as quais cobrem praticamente todo o território nacional. através de cidadãos ingleses residentes nesse local. José de Santa Clara Gomes. em que fizeram parte os seguintes elementos: Eng. no Triângulo Vermelho Português. Em Lisboa. Em 1924. entre outros. Henrique Pinto.BADMINTON A HISTÓRIA DO BADMINTON EM PORTUGAL ESMDL. que aos fins-de-semana jogava com os seus empregados e amigos na sua casa em Agualva. Presentemente a Federação Portuguesa de Badminton. na Ilha da Madeira. em 24 de Julho. Maria Helena Ferreira de Andrade. ano em que foi oferecido um par de raquetes ao escritor Prof. entre as equipas “Azul” e “Branco” disputando uma taça de prata. O primeiro torneio foi organizado pelo Lisboa Ginásio Clube. este gerente da Livraria Portugal. segundo relato de Henrique Pinto. que a divulgação da modalidade foi feita em vários pontos do país.ORG Em Portugal existem registos da prática da modalidade desde 1895. encontra-se sediada na cidade das Caldas da Rainha. na Figueira da Foz. na Quinta Gertrudes (Vale Formoso – Funchal). 1926. A 19 de Fevereiro de 1954.

com o estatuto de modalidade de demonstração. de ouro na categoria de singulares femininos e de prata na categoria de pares masculinos. promoveu o Badminton a modalidade olímpica nos Jogos Olímpicos de Barcelona. A Malásia levou o bronze na categoria de pares masculinos. em 1992. quando mais ou menos 1. os países asiáticos conquistaram a maioria das medalhas em jogo. A popularidade da modalidade foi provada nesta ocasião.ORG O BADMINTON NAS OLIMPÍADAS A primeira vez em que o Badminton figurou numa olimpíada foi nos Jogos Olímpicos de 1974. a categoria de pares mistos foi incluída nas competições.1 bilhões de pessoas assistiram aos oito dias de competição na televisão. o Badminton foi jogado como modalidade de exibição. A Indonésia ganhou as medalhas de ouro. Por três ocasiões. Em Seul. pg. em Munique. Portugal conseguiu o apuramento e esteve representado nos Jogos Olímpicos. em 1996. 7 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 7 . Depois do Comité Olímpico reconhecer a magnitude da modalidade. 1988.BADMINTON ESMDL. prata e bronze na categoria de singulares masculinos. Nos Jogos Olímpicos de Atlanta. Em Barcelona através de Fernando Silva e Ricardo Fernandes e em Sidney e Atenas através de Marco Vasconcelos. Como era de se esperar.

BADMINTON ESMDL. pg.ORG TERRENO DE JOGO . 8 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 8 .

9 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 9 .BADMINTON ESMDL.ORG pg.

2.ORG LEIS DE JOGO 1 – O CAMPO 1.5. Para definir a zona em que um volante de andamento correcto cai quando testado (Lei 4. definidas por linhas de 40mm de largura. 1. a partir da linha lateral de singulares. estarão colocadas nas linhas laterais. 1. 2 – POSTES 2. que delimita a área de serviço do lado direito. para dentro do campo.4. de preferência. Todas as linhas são parte integrante da área que definem.2. ou as fitas que os representam (Lei 2. 10 C a r l o s F r e i t a s / M a r c o M a r u j o Pagina 10 . 1. brancas ou amarelas. a 530mm e a 950mm a contar da linha de fundo do campo.3. quer por fitas de material com 40mm de largura. de modo a permanecerem na vertical e a manter a rede como prevê a Lei 3.5) e com as medidas aí constantes. Serão colocados sobre as linhas laterais de pares.4). As linhas devem ser facilmente distinguíveis e. Quando não é possível ter postes sobre as linhas laterais. no ponto em que passam sob a rede. contada a partir da superfície do campo e serem suficientemente fortes. O campo deverá ser um rectângulo e disposto como consta no diagrama A (excepto no caso previsto na Lei 1.1. Os postes deverão ter 1.BADMINTON ESMDL.1. Quando o espaço não permite a marcação de um campo de pares. presos à sua malha. 1. como mostra o diagrama B. pode ser marcado apenas para singulares. As linhas de fundo tornam-se também as linhas de serviço longo para singulares. isto é. quer pelo uso de postes finos.55 metros de altura. como mostra o diagrama A.2).2. podem-se fazer marcas adicionais de 40mm por 40mm. pg. fixadas nas linhas laterais e erguendo-se até a tira de lona da rede. deverá ser utilizado um método tal que indique a posição das linhas laterais. e os postes.

3. de espessura constante e com a malha não inferior a 15mm e não superior a 20mm. A corda ou cabo tem de ter comprimento e peso suficientes para poder ser firmemente atada ao topo dos postes.6. os postes ou as fitas que os representam. de cor escura.BADMINTON ESMDL. 3 – A REDE 3. deverão ser similares às produzidas por um volante de penas verdadeiras.524 metros ao centro do campo e 1.55 metros nos postes colocados sobre a linha lateral de pares. deverão estar colocados em cima das linhas laterais de pares.3.2. pg. A rede deverá ter 760mm de profundidade e no mínimo 6. O cimo da rede deverá ser orlado por uma tira de lona branca de 75mm de largura. 3. com uma base de cortiça coberta por uma fina camada de cabedal.ORG 2. na generalidade.4.10 metros de largura. 3. A rede deverá ser feita de corda fina. 3. 4 – O VOLANTE Princípios O volante pode ser feito de materiais naturais e/ou sintéticos. Não deverão existir lacunas entre os limites da rede e os postes. toda a base da extremidade da rede deverá ser atada aos postes pelas pontas. independentemente de se jogar singulares ou pares.1. dobrada sobre uma corda ou cabo que passa pelo seu interior e que sustentará firmemente a lona. Num campo marcado para pares. Se necessário. as características de andamento.5. 11 C a r l o s F r e i t a s / M a r c o M a r u j o Pagina 11 . 3. 3. Seja de que tipo de material for feito. A distância entre a superfície do solo e topo da rede será de 1.

74 e 5. utiliza-se uma forte pancada. 4.3. de distância da linha de fundo. Modificações Desde que se verifiquem alterações no desenho geral. 4. As penas deverão estar firmemente ligadas com um cordel ou outro material adequado.2. 4. quando medidas desde o topo até ao ponto de inserção no cimo da base.1. A base deverá ter entre 25 e 28mm de diâmetro e arredondada no fundo.BADMINTON ESMDL.3. 4. de baixo para cima.5. A saia.ORG Tendo em conta estes princípios: 4. devido à altitude ou ao clima. que contacte o volante sobre a linha de fundo.1. Peso O volante deve pesar entre 4.1. O volante deve ser batido para um ângulo superior e em direcção paralela à linha lateral. em comparação com as penas naturais. 12 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 12 .1. A base é idêntica à descrita da Lei 4.1.4. As penas têm de ter um comprimento uniforme entre 62 a 70mm. tornem o volante estandardizado inadequado.1. em cada volante. Volante sintético 4.3. pg.50 gramas. quer a menos de 530mm. com a aprovação da Federação respectiva: 4. é aceitável. uma variação até ao limite máximo de 10%. Desenho geral 4. Muito embora.5. 4.2. 4.1. ou a simulação de penas através de um material sintético.1.2.1. 4. no modo de voar e no andamento do volante. Experimentação de volantes 4.5.3. podem-se fazer modificações ao acima especificado. e devido à diferença da gravidade específica e comportamento de materiais sintéticos.1 Para testar um volante. Um volante com um andamento correcto nunca cairá. Contudo. substitui as penas naturais.2. O volante tem de ter 16 penas fixadas na base. Os topos das penas devem formar um círculo com um diâmetro compreendido entre os 58 e os 68mm 4. As medidas e peso do volante devem ser as constantes nas Leis 4.2. 4.3 e 4.4. 4.1. 4.3.2.5.4.1. quer a mais de 990mm. deverão ser do mesmo comprimento.1.3. 4.4. Em lugares onde as condições atmosféricas.

3.4. onde se cruzem. Se existirem circunstâncias especiais que o tornem necessário. a não ser aquelas utilizadas única e exclusivamente para limitar. não deverá exceder 680mm em todo o seu comprimento e 230mm em toda a sua largura. incluindo-se aí qualquer jogador. Esta regra pode ser empreendida por iniciativa da Federação.2. presas a uma estrutura e/ou alternadamente entrelaçadas ou. 5. à mão do jogador. ao equipamento ou qualquer protótipo usado no jogo de badminton cumpre com as especificações. desde que sejam razoáveis em tamanho e colocação para tais fins. 5.1. para distribuir o peso ou para ligar a pega. pela aplicação de qualquer elemento de boa fé. a vibração. A raquete deve estar livre de objectos agarrados ou de protuberâncias.5.2. A estrutura da raquete. sobrepostas. deve ser plana e consistir num padrão de cordas cruzadas. ao volante. através de uma fita. A superfície de cordas não poderá exceder os 280mm no seu comprimento máximo. 6 – EQUIPAMENTO APROVADO A Federação Mundial de Badminton (BWF) regulamentará sobre qualquer questão. relativa à raquete. o interesse do jogo. O padrão das cordas entrelaçadas deve ser geralmente uniforme e. O comprimento máximo total da cabeça da raquete não pode exercer os 290mm. pg. 13 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 13 . 5. ESMDL.BADMINTON 4. o suor. A superfície da raquete que bate o volante. o gasto. 5. não menos denso no centro do que em qualquer outra área. produto de equipamento.5. incluindo a pega. federação nacional ou outro membro. bem como deve estar livre de qualquer artifício que torne possível a um jogador modificar materialmente a forma da raquete. nem os 220mm na sua largura máxima. ou evitar. em particular.ORG 5 – A RAQUETE 5.

Antes de começar a partida. O lado que ganha um jogo serve em primeiro lugar no jogo seguinte. de acordo com o estabelecido tanto na Lei 8. 8. 10 – MUDANÇA DE CAMPO 10.2.2. 14 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 14 .3. a menos que outra modalidade tenha sido previamente estabelecida. 9. e 9. no caso de singulares.1.1. O lado que ganhar uma jogada soma um ponto. 9.1. o lado que conseguir obter dois pontos de diferença. no caso de pares. excepto o previsto na Lei 9. O lado perdedor poderá exercer então o direito de escolher a opção restante.5.1. Iniciar a partida de um lado ou do outro do campo. 8.2. Servir ou receber um primeiro lugar.1. O jogo será jogado.6. por um jogador de cada lado. 8 – O SORTEIO 8. ganha esse jogo. 9 – A PONTUAÇÃO 9.1. Um lado ganhará uma jogada. Um jogo será ganho pelo lado que atingir 21 pontos.ORG 7 – OS JOGADORES 7. 9. 9. por dois jogadores de cada lado do campo.1. o lado que obtiver o trigésimo ponto. ganha esse jogo. 8.1. Os jogadores devem mudar de campo: pg. os lados oponentes deverão realizar o sorteio e o lado vencedor poderá exercer o direito de escolha. se o lado posto cometer uma “falta” ou o volante deixar de estar em jogo porque tocou na superfície do campo. 7.4.5. “Jogador” aplica-se a todos os praticantes da modalidade.1.BADMINTON ESMDL.2. Se a pontuação atingir os 20-igual. Se a pontuação atingir os 29-igual. como na Lei 8.2.4.3. dentro da área do campo oposto. O lado a quem pertencer o direito de servir deverá ser chamado de “servidor” e o lado oposto de “recebedor”.1. 7. Os opositores deverão jogar à melhor de três jogos. 9.

no momento de bater o volante.1. 11. a base do volante. 11. 10. de tal maneira que. O movimento da raquete do servidor deverá ser contínuo. 11.1. até que o serviço seja executado (Lei 11. ou numa partida de um só jogo.1.4. enquanto todo o volante estiver posicionado abaixo da cintura do servidor.3. Num serviço correcto: 11.2) e até que este seja executado.1. deverá estar nitidamente apontada numa direcção descendente. caia na área de serviço do recebedor. pg.BADMINTON ESMDL. Nenhum dos lados deverá causar um atraso indevido na execução do serviço. Tanto o servidor como o recebedor deverão encontrar-se dentro das áreas de serviço diagonalmente opostas.6.2. A raquete do servidor deverá contactar.2.1. e de tal maneira que toda a cabeça da raquete esteja visivelmente abaixo do nível da mão (do servidor) que segura a raquete. No fim do segundo jogo. 11 – O SERVIÇO 11. depois de iniciado o serviço (Lei 11. numa posição estacionária.3. Quando os jogadores não efectuarem a mudança de campo.ORG 10. 11.4). 15 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 15 .7.1. No fim do primeiro jogo. e de trás para diante. 11. A pontuação existente deverá manter-se-á. atinja 11 pontos.5. 10. 11. deverão fazê-lo imediatamente. No terceiro jogo.1. A haste da raquete do servidor. se existir um terceiro. se não for interceptado.2. quando o jogador que lidera a pontuação.1.1.1. 10.1. assim que o erro for detectado e quando o volante não esteja em jogo. deverá ser ascendente desde a raquete do servidor com o objectivo de passar por cima da rede. A trajectória do volante. inicialmente.1.1. sem pisar as linhas limites respectivas. conforme estabelecido na Lei 10. Uma parte de ambos os pés do servidor e do recebedor devem permanecer em contacto com a superfície do campo.1.

na tentativa de servir. 13 – PARES 13.5. é par. executado pela cabeça da raquete do servidor. O jogador do lado servidor. 12.2. desde que esta não perturbe a visão. Os jogadores devem servir e receber dentro da área de serviço do lado direito respectiva. Uma vez que os jogadores tomem as suas posições. o recebedor marca um ponto. até ser cometida uma “falta”.ORG 11. quer do recebedor. pg. devido a tocar a superfície do campo dentro da área do recebedor.). mas o recebedor será considerado com estando preparado se houver um movimento na tentativa de devolver o serviço. Então. devido a tocar a superfície do campo dentro da área do servidor. 11. 12. alternadamente. Os jogadores devem servir e receber dentro da área de serviço do lado esquerdo respectivo. 12 – SINGULARES 12. quando a pontuação nesse jogo. Se o recebedor comete uma “falta” ou o volante deixa de estar em jogo. o recebedor passa a ser o novo servidor. 16 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 16 . uma vez iniciado (Lei 11. o primeiro movimento (de trás) para diante. o volante é batido pela raquete do servidor. O serviço considera-se executado quando.BADMINTON ESMDL.2.5. deve servir do lado direito do campo. quando o lado servidor ainda não pontuou ou. sempre que a pontuação do servidor seja par nesse jogo. o servidor volta a servir da sua outra área de serviço. 12. Então. o servidor marca um ponto. pelo servidor e pelo recebedor. é considerado como início do serviço.1.4. ou quando. os parceiros podem tomar qualquer posição no campo. Se o servidor comete uma “falta” ou o volante deixa de estar em jogo.3. ou ainda não tenha sido marcado nenhum ponto. o servidor falha o volante.4. Nos jogos de pares.3.1. sempre que o servidor tenha um número ímpar de pontos nesse jogo. O servidor não deverá servir antes do recebedor estar preparado. ou até que o volante deixe de estar em jogo.2. ~ 11. 11. 12. quer do servidor. O volante é batido.

6.3.9. 13.7. por ter tocado a superfície do campo dentro da área de jogo do recebedor.8.12. deve servir do lado esquerdo do campo. quando a pontuação do lado servidor é ímpar nesse jogo. deverá posicionar-se no mesmo lado do campo donde serviu. o lado servidor marcará um ponto e volta a servir. O jogador do lado recebedor.ORG 13. Qualquer um dos jogadores do lado vencedor poderá executar o serviço inicial no jogo seguinte. depois. de todas as vezes. que foi o servidor na última jogada. excepto o previsto na Lei 14. 13. 17 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 17 . Apenas o recebedor pode devolver o serviço. pela pontuação do campo de serviço. 13. Se o lado recebedor cometer uma “falta” ou se o volante deixar de estar em jogo. ou receberá dois serviços consecutivamente no mesmo jogo. devendo no entanto. 13. um jogador pode bater o volante de qualquer posição. 13. 13. 13. O jogador do lado servidor. o lado servidor marca um ponto. e assim sucessivamente. desde que o volante toque ou seja batido pelo parceiro do recebedor. 13. excepto o indicado na Lei 14. será o recebedor.10. que se posicionar no campo de serviço diametralmente oposto ao do servidor.11.2. pg. Depois do serviço ser devolvido. até que o volante deixe de estar em jogo. Depois da devolução do serviço. o volante pode ser batido por qualquer um dos jogadores do lado do servidor e. avisar o árbitro da troca. o lado recebedor marcará um ponto e ganha o serviço.BADMINTON ESMDL. na recepção do serviço.5. Se o lado servidor cometer uma “falta” ou se o volante deixar de estar em jogo. 13. por ter tocado a superfície do campo dentro da sua área de jogo. O serviço é determinado. 13. até que ganhem um ponto aquando do seu lado a servir. dentro do seu meio campo. O inverso será aplicado ao seu parceiro. Nenhum jogador servirá ou receberá fora da sua vez. por qualquer um dos jogadores do lado recebedor. O jogador.4.13. 13. do lado recebedor. Os jogadores não mudarão as suas posições no campo de serviço. e qualquer dos jogadores do lado perdedor poderá receber o serviço inicial no jogo seguinte.

Se houver um erro na área de serviço que não tenha sido corrigido. quando tal se justifique.2. o jogo continuará sem que os jogadores alterem as suas posições (nem.1) 15. Serviu ou recebeu fora da sua vez.1.2. 15 – FALTAS Será “falta” quando: 15. Serviu ou recebeu na área de serviço errada. a jogada será repetida. no tecto ou nas paredes laterais.5.2. 14. devido a um erro de posicionamento na área de serviço.4. mude a ordem pela qual executam o serviço). Passa através ou sob a rede. depois de passar por cima da rede. O serviço não for correcto (Lei 11. 15. a menos que apenas um dos lados estivesse em falta e perdesse a jogada.4.4.4. depois de feita a devida correcção. na tentativa de servir.2. Toca no corpo ou vestuário de um jogador.2.1. 14.1. 14. haverá lugar a repetição. 15. 15. 18 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 18 . o volante fique preso nesta ou em cima dela.3.1.1.3.4.4. haverá o seguinte procedimento: 14. Se houver lugar a repetição.4. O volante está em jogo e: 15. Não consegue passar sobre a rede. pg. 14. 15.3.1.2.ORG 14 – ERROS NA ÁREA DE SERVIÇO 14.1. Se o erro for detectado antes da execução do serviço seguinte.BADMINTON ESMDL. o erro não será corrigido. falhar o volante. caso em que o erro não seria corrigido. 14.4. Toca no telhado. Sempre que se verifique um erro na área de serviço. Se o erro não for detectado antes da execução do serviço seguinte. Cai fora das linhas limites do campo. 15. O servidor. 15. No serviço. Um erro na área de serviço é feito quando um jogador: 14.2.

15.9. impede um adversário de executar um batimento legal em que o volante é seguido por cima da rede.6. na sequência de um batimento). Toca em qualquer outro objecto ou pessoa fora da área de jogo (sempre que necessário. O volante está em jogo. Toca a raquete de um jogador e continua a trajectória para a parte de trás do campo do mesmo jogador. É batido sucessivamente duas vezes pelo mesmo jogador. Um jogador for culpado de flagrantes. O volante.3.6. 15. de acordo com o estabelecido na Lei 18. fazer obstrução ou distrair o adversário. 19 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 19 .6.8. Invade o campo do adversário com a raquete ou o corpo por cima da rede.4.6.8. Um jogador.8. o corpo ou o equipamento. 15. 15. com esse acto.1.5.2. e um jogador: 15. estabelecer acordos relacionados com casos em que o volante toque qualquer objecto que possa fazer obstrução). 15. sujeito ao direito de veto da sua Federação. mas somente nos casos de. É batido por um jogador e pelo seu parceiro sucessivamente. 15. 15.6. tal como gritar ou gesticular. É apanhado e seguro na raquete ou então embalado durante a execução do batimento. Invada o campo do adversário com a raquete ou o corpo por baixo da rede. em jogo.ORG 15. com a raquete.8. por cima da rede.7. 15. Faz obstrução. 15.4. estando em jogo: 15.BADMINTON ESMDL. Em jogo. com a raquete. o ponto inicial de contacto do volante com a raquete não é executado do lado da rede do jogador que executa o batimento (No entanto. repetidas ou persistentes ofensas. devido à estrutura do edifício.1. 15. excepto segundo o estabelecido na Lei 15.8. Toca na rede ou nos seus suportes. a autoridade local pode. deliberadamente distrair o adversário através de qualquer acção.5.2. 15.3. o jogador que executa o batimento pode seguir o volante. pg. isto é.4.6.

haverá lugar de repetição. 16. 16. Se um juíz-de-linha não tiver visto a jogada e o árbitro não puder tomar a decisão. 16. ou por um jogador (se não houver árbitro).3. Atinge a superfície do campo 17. 16.ORG 16 – REPETIÇÕES Uma repetição é mandada executar pelo árbitro. 16.BADMINTON ESMDL. Se o servidor executar o serviço antes do recebedor estar preparado. excepto se tal se verificar na execução do serviço. do lado do jogador que executou o batimento 17. haverá lugar a repetição.7. Atinge a rede.4. 20 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 20 .3. Uma repetição pode ser mandada executar se acontecer algo de inesperado ou acidental. durante a jogada. é preso nas malhas desta ou fica em cima dela.1. haverá lugar a repetição. Se um volante.1.6.2. para interromper o jogo. o volante se desintegrar e a base se separar completamente do resto do volante. depois de passar por cima da rede. simultaneamente. excepto quando o disposto na Lei 14 for aplicável. o jogo produzido desde o último serviço executado não contará.2. pg. Se. com uma falta. Atinge a rede ou os postes e inicia uma queda em direcção à superfície do campo. haverá lugar a repetição.4. haverá lugar a repetição. Uma “falta” ou “repetição” é assinalada. ficando preso nas malhas ou suspenso no cimo da mesma 17.5. Sempre que haja lugar a repetição. e o jogador que então serviu executará novo serviço. 16. 17 – O VOLANTE NÃO ESTÁ EM JOGO Um volante está fora de jogo quando: 17. Se durante o serviço. 16. o recebedor e o servidor forem ambos punidos.

2. Se o jogo for interrompido.3. 18. O árbitro deve sancionar qualquer violação às Leis 18. de acordo com o seguinte: pg. Em nenhuma circunstância o jogo deverá ser interrompido para permitir a um jogador recuperar a sua força ou respiração. 18.2. 18. e entre o segundo e o terceiro jogo.1.4. O jogo deve ser contínuo desde o primeiro serviço até ao momento em que a partida esteja concluída.3.2.8. 18. 18. 18. com excepção do que é permitido nas Leis 18. ou para receber instruções ou conselhos.8. 18.6. 18.6.7.5. e 18. Não podem exceder 120 segundos entre o primeiro e segundo jogo. Apenas quando o volante não está em jogo (Lei 17).8. e 18. Não podem exceder 60 segundos durante cada jogo quando a pontuação atinge os primeiros 11 pontos.5. 18.BADMINTON ESMDL.3.3.2 e 18.2.9. 18. Um jogador não pode: 18. Os Intervalos: 18.8. MAU COMPORTAMENTO.2. São autorizados em todas as partidas. 18. 21 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 21 . Comportar-se de uma maneira ofensiva.2. Nenhum jogador pode sair do campo durante uma partida sem a autorização do árbitro. Ser culpado de mau comportamento.4. a pontuação existente manter-se-á e o jogo será reatado a partir desse ponto.4.8. O árbitro deverá ser o único juiz de qualquer interrupção de uma partida.ORG 18 – JOGO CONTÍNUO. PENALIDADES 18. 18. sempre que surjam circunstâncias que ultrapassem a capacidade de controlo dos jogadores. excepto durante os intervalos descritos na Lei 18.1. Interferir deliberadamente na velocidade do volante. Provocar deliberadamente a interrupção do jogo. 18.2. 18.1. mesmo que ele não esteja contemplado nas Leis do Badminton. O árbitro pode interromper o jogo pelo período de tempo que considere necessário. é permitido ao jogador receber conselhos durante um jogo.8.

7. 19.3. caso verifique inequivocamente que este errou na sua decisão.5. Punindo com uma falta o lado prevaricador. AUXILIARES E RECLAMAÇÕES 19. 19. 18.5. do qual faz parte uma partida.ORG 18. Um árbitro deve: 19.5. o árbitro terá o poder de desclassificar. o árbitro é responsável perante o delegado responsável. Respeitar e fazer respeitar as leis do badminton e. que terá o poder de o desclassificar mostrando um cartão preto.10. O árbitro é responsável perante o juiz-árbitro. após tal ter sido acordado com o juiz-árbitro. O árbitro. caso sucedam (Lei 11). desde que feita antes do serviço seguinte ser executado.2. 19. Decidir sobre qualquer reclamação respeitante a um ponto em discussão. punir com uma falta o lado prevaricador e comunicando-o. pg. Respeitar as decisões do juíz-de-serviço sobre os pontos da sua competência.2. assinalar uma “falta” ou “repetição” se qualquer delas ocorrer. 19. pelo campo e por toda a área restrita circundante desse campo.5.3.BADMINTON ESMDL. especialmente. quando nomeado.5.1. sem atender aos protestos feitos pelos jogadores. 18.1. O juiz-árbitro é o responsável máximo pelo torneio ou evento.4.5. 19. 19.9.6. Um juíz-de-linha deverá indicar se um volante é “dentro” ou “fora”. 19.3.9.9. Alterar a decisão de um juíz-de-linha. 18. providenciar para que as suas responsabilidades sejam executadas. Em casos de ofensas flagrantes ou persistentes.4. Quando não exista um juiz-árbitro. 19. é responsável pela partida.1. Nomear ou substituir juíz-de-linha ou juíz-de-serviço. 19.5. 19. ao juiz-árbitro. Na ausência de juiz-árbitro. Quando não for nomeado outro auxiliar. Admoestando o lado prevaricador com um cartão amarelo. O juiz-de-serviço deverá assinalar as faltas cometidas pelo servidor durante a execução do serviço. 22 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 22 .5. se já o tiver admoestado e mostrando um cartão vermelho.5. 19 – ÁRBITROS. Assegurar-se de que os jogadores e os espectadores estão informados do desenrolar da partida.2. imediatamente.

Este conceito. o balanço à frente da raquete e o impacto da mesma no volante. a nossa movimentação desde a posição base para o local onde vamos bater o volante e o balanço atrás da raquete. no caso do jogo ter terminado. tome uma decisão.contendo a continuação do movimento e a recuperação para a base. 23 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 23 . pg. no caso de ter visto a jogada. ele geralmente envolve uma pausa entre o balanço atrás e à frente no batimento. nós sugerimos uma divisão de um batimento em três fases.ORG 19. 19. Levar ao conhecimento do juiz-árbitro todas as reclamações não satisfeitas. ou mesmo reconhecer todos elementos implicados" (Martin). Se nós quisermos analisar ou descrever um movimento particular.contendo em termos gerais. nomeadamente: PREPARAÇÃO . Tomar nota e comunicar ao juíz-árbitro todos os assuntos que possam estar relacionados com a Lei 18.contendo em termos gerais. RECUPERAÇÃO . (estas reclamações deverão ser feitas antes do serviço seguinte ser executado. É quase impossível analisar. esquece-se do papel importante desempenhado pelos outros segmentos corporais como o tronco e as pemas. a qual na realidade como já vimos. PRINCIPAIS FASES DE UM BATIMENTO A maioria dos autores divide o batimento em três fases. ou mandá-la repetir. ao descrever somente o movimento do membro superior. antes que o lado que reclama tenha abandonado o campo).5. primeiramente devemos reduzi-lo às suas principais fases e elementos. o balanço à frente e a conclusão do movimento. Quando o seu auxiliar não tiver visto uma jogada.10. Decidir sobre qualquer interrupção de jogo.BADMINTON ESMDL.9.5. o balanço atrás.5. EXECUÇÃO . ou. no entanto.5. Ainda que estejamos cientes dos problemas surgidos na tentativa de redução de um movimento complexo em elementos simples. 19. apenas sobre matéria constante das leis de jogo. 19.11. além do mais. ou seja. ESTRUTURA ELEMENTAR DOS BATIMENTOS "Todas as técnicas desportivas envolvem movimentos complexos e muito faseados.8. não existe.

pg. Para tentarmos resolver este problema vamos considerar em termos gerais a fase PREPARATÓRIA como o conjunto de todas as acções que executamos desde a nossa movimentação da posição base para o local onde batemos o volante.ORG Nós podemos separar facilmente a fase de EXECUÇÃO da fase de RECUPERAÇÃO por meio do impacto da cabeça da raquete no volante. 24 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 24 . no entanto. até ao momento em que o primeiro segmento corporal se move no sentido do movimento (início do movimento produtor de força).BADMINTON ESMDL. É. mais difícil determinar no tempo qualquer momento que nos separe a fase PREPARATÓRIA da fase de EXECUÇÃO.

RELAÇÃO TRAJECTÓRIA / COLOCAÇÃO DA MÃO TRAJECTÓRIA ÁREA DE IMPACTO pg. 25 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 25 .BADMINTON ESMDL. que estes não utilizam movimentos que possam ser denominados ideais ainda que eficazes. Nós estamos. o que frequentemente leva o jogador a improvisar para “sobreviver” ou a rapidamente explorar um batimento fraco do opositor. CLASSIFICAÇÃO DOS BATIMENTOS Os batimentos do badminton podem ser classificados segundo três variáveis tendo em conta uma definição bem clara de cada um dos referidos batimentos. onde muitos factores se podem combinar de forma a permitir a um jogador alcançar um alto rendimento.o badminton é um jogo extremamente rápido e oferece muitas formas de iludirmos o adversário. fisiológicos ou mecânicos. deficiências neste capítulo podem ser parcialmente compensadas por uma grande condição física. No entanto. contudo. batimentos que do ponto de vista biomecânico estão longe do ideal. para nomear alguns. táctica superior ou uma forte vontade de vencer. podem não obstante produzir resultados satisfatórios se o jogador tem tempo suficiente e oportunidade de melhorar a sua consistência por meio de longas horas de treino. Existem quanto a nós. convencidos que um jogador tirará grandes dividendos da utilização da técnica baseada nos princípios referidos anteriormente.o badminton é também um jogo altamente complexo. Enquanto a técnica dos batimentos é altamente classificada entre estes factores. às vezes. ou infringem importantes leis ou princípios anatómicos.ORG ALGUMAS CONSIDERAÇÕES Quando observamos por vezes um jogo entre dois jogadores de classe mundial reparamos. duas razões que explicam ou justificam este tipo de comportamento: . .

ainda que sejam efectuados no lado direito do nosso corpo (Ex: certas defesas do remate do lado direito do nosso corpo). querem antes significar “palma da mão” e “costas” da mão. definiremos como batimentos "à direita" aqueles em que a palma da mão se encontra na linha dos mesmos. quando estes são executados do lado direito ou esquerdo do nosso corpo. RELAÇÃO TRAJECTÓRIA/COLOCAÇÃO DA MÃO: .À esquerda (costas) pg. ora este conceito está ultrapassado e não traduz a realidade. O que a bibliografia de língua inglesa quer dizer com as palavras "Forehand” e “Backhand".ORG RELACÇÃO TRAJECTÓRIA / COLOCAÇÃO DA MÃO A primeira variável a ser quanto a nós considerada será a Relação Trajectória/Colocação da Mão. termos que foram em certa medida traduzidos para "à direita" e "à esquerda" erradamente. Assim. No nosso país há a tendência em considerar batimentos à direita e à esquerda.BADMINTON ESMDL. definindo os batimentos quanto à colocação da mão em relação à trajectória do volante. 26 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 26 . e batimentos "à esquerda" aqueles em que as costas da mão se encontram na linha dos mesmos.À direita (palma) . mesmo que estes sejam executados no lado esquerdo do nosso corpo (Ex: batimentos à volta da cabeça).

Serviço comprido/curto ou flick .Clear .Remate . Assim vamos apresentar uma classificação dos batimentos executados para a execução do serviço e outra após o início da jogada.ORG TRAJECTÓRIA Esta segunda variável classifica os batimentos em geral.BADMINTON ESMDL.Lob .Batimentos à Rede (encostar e Dab) pg. TRAJECTÓRIAS: . depois do serviço ser executado. ou seja. segundo o tipo de voo assumido pelo volante. 27 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 27 .Drive .Amorti .

área essa em relação ao corpo do executante.ORG ÁREA DE IMPACTO Esta terceira variável classifica os batimentos segundo a área em que o volante contacta com araquete. Assim consideramos os batimentos em pancadas executadas: 1 acima da cabeça. Dentro da área por cima da cabeça podemos considerar ainda uma subdivisão. pg.BADMINTON ESMDL. 28 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 28 . que são os batimentos “de direita” executados do lado esquerdo do nosso corpo (em basculação). os batimentos "à volta da cabeça". ou seja. 2 ao lado do corpo e 3 abaixo da cintura.

acima e abaixo da cintura.ORG A PEGA DA RAQUETE A raquete deve-se segurar de forma a termos o máximo controlo possível da sua face ou cabeça. Fechar a mão e segurar a raquete de forma estável sem apertar demasiadamente. deslizar a mão ao longo da haste até atingir o cabo. Colocar a mão direita com os dedos abertos na face sob as cordas. de forma a que as articulações do pulso e do antebraço se mantenham flexíveis. cabeça ou face em posição vertical. Haste horizontal ao nível da cintura. A nossa pega deve ser firme mas ao mesmo tempo relaxada. em especial os efectuados do lado direito do corpo. por cima da cabeça e em basculação. Este tipo de pega. que por vezes se confunde com a pega universal. 29 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 29 . PEGA DE DIREITA Segurar a raquete pela haste (parte compreendida entre a cabeça e pega da mesma) com a mão esquerda. permite-nos executar a maioria dos nossos batimentos. O controlo da raquete deve ser garantido mais pelos dedos que pela palma da mão. O dedo polegar e o indicador formam um "V". pg. dedo mínimo ao nível da base do mesmo. e portanto permitir que o volante seja batido facilmente em qualquer posição.BADMINTON ESMDL.

permite-nos executar a maioria dos batimentos efectuados do lado esquerdo do corpo. ou dirigidos ao tronco. PEGA DO VOLANTE Na execução do serviço. acima e abaixo da cintura. caracteriza-se por uma rotação externa da raquete (sentido contrário aos ponteiros do relógio) de cerca de 45º. pg. bem como a maioria dos batimentos efectuados à frente. com os dedos polegar.ORG PEGA DE ESQUERDA Relativamente à descrição efectuada para a pega de direita. 30 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 30 . indicador e médio. Nos batimentos efectuados com este tipo de pega. O dedo polegar fica assente sobre uma das faces mais largas do cabo da raquete (correspondem às faces de batimento). Este tipo de pega. ou pela parte superior.BADMINTON ESMDL. o volante é seguro pela base. o dedo polegar assume uma importância vital no controlo do batimento.

raquete ao nível do nosso peito. cotovelos à frente do corpo. joelhos e ancas ligeiramente flectidos. ou seja.  Os dois braços estão elevados. Ela pode descrever-se como:  Posição de alerta.ORG POSIÇÃO BASE É uma posição adoptada mais ou menos no meio do campo. sensivelmente um metro atrás da linha de serviço curto.  Pés.  Perna do lado da raquete ligeiramente mais adiantada. Deverá ser.  Peso igualmente repartido pelos referidos apoios. num local mais ou menos equidistante dos quatro cantos da superfície do jogo. a posição de partida para todos os batimentos. 31 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 31 . em termos gerais. ao nível do seu terço anterior. e que é indispensável recuperar após a execução dos mesmos.  Pés paralelos à largura dos ombros. pg.BADMINTON ESMDL. tendo como objectivo aumentarmos as hipóteses de interceptarmos o volante o mais cedo possível.

mão junto ao ombro direito. à extensão do cotovelo e à pronação final do antebraço. Desta posição ao mesmo tempo que transferimos o peso do corpo para o pé mais recuado. a raquete segura em pega “de direita” com a cabeça junto ao volante.ORG TÉCNICA DE BATIMENTOS SERVIÇO COMPRIDO O objectivo é enviar o volante o mais alto e longe possível para a área de serviço diagonalmente oposta. cotovelo flectido apontando para o chão. Olhos observando o alvo e. O volante é segurado pela mão esquerda à altura do ombro de forma a que este caia. 32 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 32 . raquete perpendicular ao mesmo. PREPARAÇÃO . o esquerdo.adoptar uma posição descontraída no meio do campo ao lado da linha central. Este batimento é essencialmente utilizado em singulares pois o comprimento da área de serviço nesta variante é maior. contactando o volante ao lado e à frente do nosso corpo ao nível da coxa com a cabeça da raquete na perpendicular da trajectória desejada. peso do corpo igualmente distribuído por ambos os pés. um pouco à frente e para a direita do pé da frente. Ombro esquerdo na direcção do nosso adversário (real ou imaginário) na área de serviço diagonalmente oposta. EXECUÇÃO . e o pé direito atrás praticamente paralelo à mesma. trazemos o braço para trás do tronco. pg. pés à largura dos ombros com o pé esquerdo adiantado a um ângulo de cerca de 45 graus da rede. de forma a fazer cair o volante verticalmente perto da linha de fundo dificultando assim as possibilidades de ataque deste batimento e deslocando ao máximo o opositor da sua posição base.BADMINTON ESMDL.ao mesmo tempo que largamos o volante o membro superior descreve um movimento pendular para baixo e para a frente e assistimos à rotação interna do braço.

o serviço curto à direita e à esquerda. Portanto face ao exposto cabe a cada um escolher após bastante treino qual o serviço mais conveniente. dando menos tempo ao recebedor para reagir pois a sua trajectória é mais curta. o que torna o seu ataque mais difícil. torna o serviço comprido facilmente atacável e por tal desaconselhável. O serviço à esquerda apresenta algumas vantagens na medida em que é batido à frente do nosso corpo. O serviço à direita é executado ao lado do nosso corpo e tem uma aprendizagem mais facilitada pois ele já é dominado pelos jogadores graças aos singulares e frequentemente aos pares mistos. antes de começar a descer no do adversário.BADMINTON ESMDL. pg. Ao colocarmo-nos mais atrás no campo e mesmo se a distância a percorrer pelo volante for maior em relação ao serviço à esquerda a trajectória é no entanto mais facilmente controlável. 33 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 33 . Este batimento é utilizado fundamentalmente nas diversas variantes de pares. Ela deve atingir o seu ponto mais alto no campo do servidor. Muitos jogadores por esta razão o consideram-no mais preciso. roçando o topo da rede para a área de serviço diagonalmente oposta de forma a fazer cair o volante o mais perto possível da linha de serviço curto. à altura dos ombros. Existem duas variantes deste serviço. pois o comprimento da área de serviço nas mesmas. anulando assim as possibilidades de ataque a este batimento. Seguidamente verifica-se o reajustamento fácil do jogador para a sua posição base através de um pequeno passo lateral e da rotação externa do braço trazendo a raquete para a sua posição normal à frente do corpo. SERVIÇO CURTO O serviço curto é o serviço básico de pares.O movimento do braço continua naturalmente na direcção da trajectória do volante parando quando a raquete se encontra à frente e acima do nosso ombro esquerdo.ORG RECUPERAÇÃO . O seu objectivo é enviar o volante numa trajectória baixa o mais plana possível. Também é utilizado por vezes nos singulares como variante do serviço comprido.

34 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 34 .esta fase do batimento é idêntica à do serviço comprido. portanto mais curta.idêntica também à fase correspondente do serviço comprido.a continuação do movimento do braço é menos pronunciada.BADMINTON ESMDL.ORG SERVIÇO CURTO À DIREITA PREPARAÇÃO . RECUPERAÇÃO . com o peso do corpo no pé mais adiantado que tanto pode ser o direito ou o esquerdo que se encontra mesmo em cima desta última linha. excepto na nossa colocação que é um pouco mais adiantada. o seja.para executarmos este serviço colocamo-nos perto da linha central junto à linhade serviço curto. devemo-nos colocar o mais perto possível da linha de serviço curto. A pega da raquete pode ser um pouco encurtada de forma a obtermos mais precisão e controle do volante. pg. no entanto o movimento do membro superior é mais lento e verifica-se a acção final de pronação do antebraço. SERVIÇO CURTO À ESQUERDA PREPARAÇÃO . EXECUÇÃO . A recuperação da base varia segundo a variantes do jogo. sendo o volante mais empurrado do que batido.

CLEAR DEFENSIVO . pg. CLEAR O clear é um batimento por cima da cabeça que impõe ao volante uma trajectória alta e longa para o fundo do campo do adversário o mais perto possível da linha de fundo.a continuação do movimento do membro superior continua suavemente e no sentido da extensão do mesmo. empurramos o volante para a área de serviço oposta. em ambos. braço em rotação interna. ainda que.ORG A raquete encontra-se no lado esquerdo do nosso corpo quase paralela ao chão. Este batimento é usado essencialmente em singulares quando nos encontramos em desequilíbrio ou numa situação difícil de forma a arranjarmos tempo para recuperarmos a nossa posição base. EXECUÇÃO . cotovelo apontando para a rede. O membro superior encontra-se flectido e cruzado à frente do nosso corpo. o amorti e o remate.da referida posição através da extensão do cotovelo e da rotação externa do braço. RECUPERAÇÃO . mantendo o antebraço em pronação. o comprimento seja um aspecto fundamental. De seguida por meio da flexão do cotovelo trazemos novamente a raquete para à frente dos nossos ombros. é enviar o volante o mais alto e longe possível. para a linha de fundo contrária de forma a fazer cair o volante verticalmente dificultando assim as possibilidades de ataque a este batimento e deslocando o opositor para o fundo do campo. Podemos considerar que existem dois tipos de clear segundo a altura da sua trajectória. antebraço em pronação.neste batimento o objectivo principal à semelhança do que acontece no serviço comprido. 35 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 35 . Este batimento torna-se bastante importante pois oferece-nos uma base sólida na qual construímos os outros batimentos por cima da cabeça.BADMINTON ESMDL.

A base deste triângulo é. pg. sendo o cotovelo direito o ponto mais baixo no espaço. O braço direito segurando a raquete em pega “de direita” está junto do ombro direito. que é um pouco mais à frente no clear atacante.ORG CLEAR ATACANTE . logo.este batimento tem como objectivo surpreender um adversário adiantado com um batimento rápido e plano batido pouco acima do seu alcance. 36 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 36 . com o peso do corpo assente neste. e no ângulo formado pela cabeça da raquete em relação à vertical que é de cerca de 45 graus no clear defensivo. PREPARAÇÃO . formada pelo eixo dos ombros e prolonga-se desde o cotovelo direito até ao cotovelo esquerdo. dificultando-lhe a execução do mesmo. pois será a base do movimento para a frente. remate ou amorti quando nos encontramos bem colocados em relação ao volante. raquete praticamente perpendicular ao chão e o cotovelo direito bem flectido e apontando para o mesmo.desde a posição base recuamos para o fundo do campo de forma colocarmo-nos atrás do volante. tronco com os ombros e as ancas perpendiculares à rede.BADMINTON ESMDL. Um triângulo está agora formado. Este batimento é usado em todos os tipos de jogo como alternativa ao clear defensivo. joelhos e ancas) encontram-se bem flectidas. As articulações de ambas as pernas (tornozelos. fazendo cair o volante perto da linha de fundo o mais rapidamente possível não dando ao adversário tempo de se colocar atrás dele para executar o próximo batimento. e nitidamente menor no atacante. O pé esquerdo encontra-se adiantado e o pé direito recuado e firmemente assente no chão encontrando-se juntamente com o joelho paralelo à rede. o outro pelo antebraço esquerdo. O pé direito deve estar completamente assente no chão. O braço esquerdo encontra-se também flectido com o cotovelo na direcção do volante. A execução global destas duas variantes é praticamente idêntica diferindo somente no ponto de impacto. Um dos lados deste triângulo é formado pela raquete e antebraço direito.

O ombro direito é ainda mantido atrás. 37 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 37 . braço direito e antebraço estão alongados. No início do movimento dos ombros verifica-se uma flexão radial/dorsal do pulso acompanhada pela supinação do antebraço e a rotação externa do braço. pois ambos os antebraços e o eixo dos ombros formam ainda (mais ou menos) uma linha recta. o eixo dos ombros é rodado para a frente. Não deve haver nenhuma pausa entre a flexão preparatória das articulações dos membros inferiores e este impulso. que serão posteriormente activados. Os cotovelos trocam as suas respectivas posições no espaço: enquanto o cotovelo esquerdo se desloca para baixo. Quando o cotovelo direito está ao nível do ombro (ou ligeiramente mais alto). a distância entre os cotovelos mantém-se também. Neste ponto o tronco é flectido atrás.O tronco é flectido à frente e o braço direito continua a sua movimentação para cima e para a frente. desta forma os músculos abdominais. Isto provoca na trajectória da cabeça da raquete a fase inicial do "loop". o direito eleva-se. As acções chaves durante esta fase são a extensão das pernas. portanto os músculos do peito. Seguem-se as acções sucessivas pg. O peso do corpo é transferido para a perna esquerda verificando-se a rotação anterior da perna e anca direitas.ORG EXECUÇÃO PRIMEIRA SUB-FASE . Enquanto o tronco já está na sua fase principal o sistema "braço-raquete" está ainda na fase preparatória.esta fase inicia-se com o impulso do pé direito entendendo as articulações das pernas. enquanto simultaneamente baixa o esquerdo. ombro. Neste ponto deve-se focar a importância do papel jogado pelo braço esquerdo tanto na preparação como na fase de execução. Visto detrás a base do triângulo mantém-se intacta. pois ele apoia a rotação do tronco e o equilíbrio do corpo. a rotação anterior e a extensão da anca direita.esta fase começa com o jogador elevando o ombro direito. pela anteversão na articulação do ombro e a elevação do braço.BADMINTON ESMDL. TERCEIRA SUB-FASE . SEGUNDA SUB-FASE . são alongados.

o qual não é mais do que a fase de aceleração do "loop".ORG de rotação interna do braço.BADMINTON ESMDL. pg. O braço por meio da supinação do antebraço e a flexão do cotovelo recupera a sua posição normal. Frequentemente. durante esta acção o pulso é mantido na posição de flexão radial/dorsal e pouco movimento é observado (Gowitze/Waddel). O impacto faz-se por cima da cabeça com a raquete formando um ângulo de cerca de 45 graus atrás em relação à vertical para o clear defensivo e um ângulo nitidamente menor para o clear atacante. no entanto. "A raquete alcança esta posição a seguir ao com o volante pela continuação da extensão do cotovelo. pronação do antebraço e a flexão radial do pulso" (Gowitze/Waddel). 38 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 38 . Por meio destas acções a cabeça da raquete é acelerada ao longo de um semicírculo. extensão do cotovelo e a pronação do antebraço juntamente com a extensão do pulso. Ao mesmo tempo o pé direito segue-o e é levado para a frente o que nos permite recuperar com certa facilidade a nossa base. Em ambos o impacto faz-se com a cabeça da raquete na perpendicular da trajectória desejada. RECUPERAÇÃO A raquete continua o seu movimento para a frente e desce para o lado direito do nosso corpo parando quando está debaixo da nossa mão e na perpendicular do chão.

Podemos referir que existem dois tipos de amortis por cima da cabeça. em princípio.BADMINTON ESMDL.ORG AMORTI O amorti é um batimento que pode ser executado de qualquer parte do campo e a qualquer altura. As diferenças entre estas variantes situam-se ao nível da trajectória e da zona de queda do volante. pois nesta situação o remate torna-se pouco eficaz. de forma a não darmos ao nosso adversário a possibilidade de prever e antecipar o nosso batimento. Este batimento é essencialmente executado nos singulares e para as laterais do campo como forma de deslocar o adversário o mais possível. e nos pares para o meio da rede como forma de manter o ataque e criar uma certa indecisão entre os adversários. inflectindo então a trajectória ascendente inicial para se tomar bastante picada de forma ao volante passar perto do topo da rede e cair bastante perto desta. se encontra junto à rede. a cerca de mais ou menos 30cm. ou seja o executado por cima da cabeça. Em linhas gerais podemos considerar o amorti como um batimento atacante. o amorti rápido e o amorti lento. e que tem como objectivo enviar o volante para a zona junto da rede. iremos descrever essencialmente o amorti clássico. No entanto. semelhante à do clear atacante para depois perder rapidamente velocidade quando se aproxima da rede. pg. É executado geralmente quando nos encontramos para lá da linha de serviço comprido de pares como alternativa ao clear. Um dos pontos principais a referir deve ser a sua preparação muito idêntica ao clear. AMORTI LENTO . 39 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 39 . pois coloca o volante no campo adversário abaixo do nível da rede obrigando o opositor a levantar o mesmo.neste batimento o volante apresenta de início uma trajectória ligeiramente ascendente. É raramente utilizado nos pares mistos pois toma-se facilmente atacável pela senhora que.

40 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 40 . para o amorti lento o ponto de impacto é identico ao clear atacante. No entanto. mas um pouco mais atrás e com uma inclinação da raquete à frente um pouco menos pronunciada e a desaceleração do movimento é mais gradual e começa mais cedo. a continuação do movimento é mais curta devido à desaceleração referida do movimento do membro superior.de uma forma geral esta fase é em ambas as variantes semelhante ao clear. havendo uma desaceleração repentina do membro superior imediatamente antes do momento do impacto. a precisão e a colocação dos mesmos.BADMINTON ESMDL. No amorti rápido o ponto de impacto é semelhante ao do remate.neste batimento o volante apresenta desde o início uma trajectória descendente semelhante à do remate. no entanto.ORG AMORTI RÁPIDO . em certos casos. pois dele depende também. É utilizado em todos os tipos de jogo como forma de manutenção do ataque ou de exploração de aberturas. ou seja por cima da cabeça com a raquete ligeiramente inclinada atrás. EXECUÇÃO . como nos restantes batimentos.esta fase do batimento é idêntica em ambas as variantes e deve ser igualmente idêntica à do clear e do remate de forma ao nosso adversário não poder prever e antecipar o nosso batimento. pg. logo o seu sucesso. RECUPERAÇÃO – é idêntica à do clear. quanto mais alto batermos o volante menos tempo damos ao nosso adversário para recuperar do batimento anterior e. mais “picada” pode ser a nossa pancada. É igualmente importante. no entanto. mais lenta curta de forma a que o volante passe junto do topo da rede e caia na zona da linha de serviço curto. Como em todos os batimentos por cima da cabeça. PREPARAÇÃO .

LOB À DIREITA PREPARAÇÃO .BADMINTON ESMDL. um afundo sobre o nosso pé direito. através de uma diminuição precisa da altura do mesmo. ou seja.desde a nossa posição base rodamos o tronco para a direita e damos dois ou três passos em direcção ao volante. ou seja. quando atraímos o adversário para a rede. impondo-lhe uma trajectória alta e longa para a linha de fundo do campo do adversário. batendo o volante que se encontra abaixo do topo da rede. de forma a que o último seja mais amplo. transformar-se numa pancada com algumas características atacantes. Ao mesmo tempo o membro superior é trazido para trás do tronco. de forma a dar tempo para recuperar a posição base e limitar as possibilidades de sucesso de ataque deste. quando contactamos o volante perto do nível da rede. 41 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 41 . Este batimento é utilizado em todos os tipos de jogo como resposta a um amorti.ORG LOB O lob é um batimento essencialmente defensivo executado geralmente na zona compreendida entre a linha de serviço curto e a rede. quer nos pares quando deslocamos o jogador detrás rapidamente de um canto para o outro. Esta situação acontece quer nos singulares. quando encontramos o volante já abaixo do nível do topo da rede em alternância ou como variação ao encostar. cotovelo bem flectido apontando para o chão. Este batimento pode. o amorti à rede. mão pg.

ou seja. Ao mesmo tempo executamos uma extensão enérgica da perna direita de forma a recuperarmos a nossa posição base. cotovelo flectido junto ao estômago apontando para o chão mão perto do ombro esquerdo segurando a raquete.ORG perto do ombro direito segurando a raquete que se encontra praticamente perpendicular ao chão. RECUPERAÇÃO . e assistimos então às acções sucessivas de rotação interna do braço. antebraço em pronação. Ao mesmo tempo o membro superior é trazido para o lado esquerdo do nosso tronco. extensão do cotovelo e pronação final do antebraço.BADMINTON ESMDL. extensão do cotovelo e supinação do antebraço. Ao mesmo tempo executamos uma extensão enérgica da perna direita para recuperarmos a nossa posição base. LOB À ESQUERDA PREPARAÇÃO . O impacto com o volante é efectuado bem à frente e do lado esquerdo do nosso corpo. RECUPERAÇÃO . um afundo no pé direito. de forma a que o último seja mais amplo. que se encontra praticamente perpendicular ao chão.O movimento da raquete continua para cima e para a direita como resultado das acções descritas.desde a nossa posição base rodamos o tronco para a esquerda e damos dois ou três passos em direcção ao volante. mais menos à altura do joelho. Verifica-se então as acções sucessivas de rotação externa do braço.o movimento da raquete continua naturalmente para cima e para a esquerda como resultado das acções descritas. EXECUÇÃO . EXECUÇÃO . braço em rotação interna. 42 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 42 .o membro superior executa um movimento pendurar para baixo e para a frente orientado pela rotação para a frente do tronco. O impacto com o volante é efectuado bem à frente do nosso corpo e para a direita deste mais ou menos à altura do joelho. braço em rotação externa.O membro superior executa então um movimento pendular para baixo e para a frente orientado pela rotação para a frente do tronco. pg. antebraço em supinação.

idêntica à do clear.Igualmente idêntica. 43 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 43 . o ângulo da sua trajectória. com o objectivo de acabarmos a jogada ou pelo menos forçarmos uma resposta fraca que possibilite a finalização. e termos em consideração a sua colocação. RECUPERAÇÃO . quanto mais picado mais difícil se toma a sua devolução. pg.ORG REMATE O remate é um batimento importante do nosso jogo e no qual. mas o ponto de impacto situa-se nitidamente à frente do nosso corpo.idêntica à do clear. no entanto a continuação do movimento é um pouco mais acentuada devido à maior velocidade imprimida ao movimento na sua globalidade. a raquete inclinada à frente de forma a “picar” correctamente o volante. batemos o volante mais energicamente impondo-lhe uma trajectória descendente o mais rápida e “picada” possível. portantomalcançando mais rapidamente o campo adversário. PREPARAÇÃO . Os factores mais importantes desta pancada são a sua potência. EXECUÇÃO . Este batimento é utilizado em todos os tipos de jogo para acabarmos uma jogada ou forçar resposta fraca passível de finalização como já referimos.BADMINTON ESMDL. ou seja. ou seja a velocidade imposta ao volante. Portanto devemos bater volante o mais alto possível. O remate a direito percorre uma distância consideravelmente menor. dando a este menos tempo para ver o volante e interceptá-lo. embora geralmente entre as linhas de serviço curto e as linhas de serviço comprido pares (para trás destas linhas o remate tem poucas possibilidades de êxito). Este batimento pode ser executado em qualquer parte do campo.

PREPARAÇÃO . de forma determinada. para junto da rede. imediatamente.a continuação do movimento da raquete é restrita e a recuperação da base inicia-se com a extensão da nossa perna direita. antebraço em pronação ou supinação consoante vamos bater o volante à esquerda ou à direita.BADMINTON ESMDL. O encostar à rede “de direita” deve ser introduzido primeiramente em relação. é um batimento executado quando o volante está abaixo do nível da rede. ENCOSTAR O encostar ou amorti à rede. RECUPERAÇÃO . relativamente ao solo e ao topo da rede. de início. a jogada. uma trajectória ascendente. . raquete à frente do corpo. O objectivo deste batimento é devolver o volante num amorti justo. DAB OU FINALIZAÇÃO À REDE O dab é um batimento executado quando o volante está acima do nível da rede.ORG BATIMENTOS À REDE São batimentos executados junto à rede enviando o volante para o campo oposto. para uma zona próxima da rede. O objectivo desta pancada é bater o volante para o chão rapidamente.volante abaixo do nível da rede obrigando-nos a imprimir.através da extensão do cotovelo e com uma pega relaxada empurra-se o volante contactando-o mais alto possível. de forma a forçarmos o adversário a levantá-lo.volante acima do nível da rede podendo-se imprimir uma trajectória descendente. caindo o volante perto da rede finalizando. Podemos distinguir dois tipos de situações as quais determinam o tipo de batimentos que podemos executar: . 44 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 44 . Os batimentos à rede podem ser executados tanto à direita como à esquerda e são utilizados em todos os tipos de jogos.desde a nossa posição base avançamos para a rede afundando em último lugar com o pé direito. EXECUÇÃO . ao encostar à esquerda. pg.

tanto do lado direito como do lado esquerdo. antebraço em supinação. ficando assim com ambos os pés na direcção das linhas laterais com o peso do corpo no pé mais adiantado. EXECUÇÃO . DRIVE O drive é um batimento executado ao lado e à frente do corpo. 45 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 45 . O objectivo deste batimento é enviarmos o volante que se encontra mais ou menos ao nível da rede. batido essencialmente entre o meio do campo e o fundo do campo. trazemo-lo para o lado e para trás do nosso corpo flectido pelo cotovelo. Ao mesmo tempo armamos na horizontal o nosso membro superior. braço em rotação externa.O membro superior estende-se em direcção ao volante e executamos uma pancada seca ou chicotada. Este batimento é essencialmente utilizado pelo homem nos pares mistos e.BADMINTON ESMDL. por ambos os parceiros.ORG PREPARAÇÃO .a continuação do movimento da raquete é ainda mais restrita de forma a não batermos com a raquete na rede. junto às linhas laterais. o direito. DRIVE À DIREITA PREPARAÇÃO . através da acção enérgica de rotação do antebraço/ou acção do pulso. RECUPERAÇÃO . pg. plana ou ligeiramente descendente roçando o topo da rede para o fundo do campo adversário.a partir da nossa posição base rodamos o tronco para a direita. e a recuperação da base é idêntica. ou seja. numa trajectória rápida. cruzamos a perna esquerda nesta direcção e finalmente afundamos no nosso pé direito.idêntica à do encostar. nas outras modalidades de pares com a finalidade de manter o ataque ou finalizar uma jogada.

enquanto pela extensão da perna direita iniciamos a nossa recuperação para a base. BATIMENTOS À VOLTA DA CABEÇA (em basculação) São batimentos por cima da cabeça executados à direita. RECUPERAÇÃO .desde a posição referida.a partir da nossa posição base rodamos o tronco para a esquerda damos um pequeno passo com o pé esquerdo em direcção à linha lateral. braço em rotação interna. verificando-se então as acções sucessivas de rotação externa do braço. rodamos ligeiramente o tronco para a direita e trazemos o membro superior para a frente e para o lado. extensão do cotovelo e finalmente a supinação do antebraço. ou seja. cruzando-o à frente do nosso tronco. ou seja. RECUPERAÇÃO . e um pouco mais à frente para o drive cruzado. enquanto pela extensão da perna direita iniciamos a nossa recuperação para a base. DRIVE À ESQUERDA PREPARAÇÃO .a continuação do movimento continua naturalmente para a frente e para o lado esquerdo. o clear. com a palma da mão na direcção da trajectória do volante. O ponto de impacto situa-se um pouco à frente do pé direito. evitando assim pg. o direito.desde a posição referida rodamos ligeiramente o tronco para a esquerda e trazemos o membro superior para a frente e para o lado verificando-se então as acções sucessivas de rotação interna do braço. cotovelo flectido. 46 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 46 . o remate e o amorti. mas batidos do lado esquerdo do nosso corpo. À volta da cabeça podemos executar os três já referidos batimentos por cima da cabeça. à altura do ombro para o drive a direito e um pouco mais à frente para o drive cruzado. EXECUÇÃO . Ao mesmo tempo armamos o nosso membro superior na horizontal. São utilizados em todos os tipos de jogo como forma de devolução de um clear ou um lob enviados para o lado esquerdo do nosso corpo.BADMINTON ESMDL. antebraço em pronação. seguido de um passo mais largo com o pé direito ficando ambos os pés na direcção das linhas laterais com o peso do corpo no pé mais adiantado.a continuação do movimento do membro superior continua naturalmente para a frente e para o lado direito. O ponto de impacto situa-se um pouco à frente do nosso pé direito à altura do ombro para o drive a direito.ORG EXECUÇÃO . extensão do cotovelo e finalmente a pronação do antebraço.

manutenção deste. estes batimentos são menos económicos que os batimentos “de esquerda” pois na sua execução global teremos de nos deslocar mais e pelo facto da sua recuperação se tomar mais difícil. A recuperação também é idêntica em todos os batimentos. possibilitando em certos cas o ataque ou a casos.BADMINTON ESMDL. encontra-se BATIMENTOS À ESQUERDA PO CIMA DA CABEÇA POR Poderemos à esquerda por cima da cabeça executar os batimentos referidos à direita ou seja. verificamos um menor aproveitamento da rotação do entos tronco. o nosso pé esquerdo é agora o mais recuado encontrando-se bastante afastado para o se lado e o nosso braço esquerdo encontra cruzado à frente do nosso tronco. o clearo amorti e o remate.ORG os batimentos “de esquerda” e o virarmos as costas ao adversário e. pg. Para mantermos o equilíbrio. Todos eles têm uma preparação idêntica variando na fase de execução no ponto de impacto como nos batimentos à direita e na desaceleração do movimento no amorti. 47 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 47 . e uma flexão lateral do mesmo que juntamente com a flexão mais pronunciada do cotovelo no balanço à frente do braço e no momento do impacto nos permite batermos o volante no lado esquerdo do nosso corpo. No entanto. Em comparação com os batimentos à direita por cima da cabeça.

tanto na sua colocação como nos respectivos ângulos de impacto. 48 Carlos Freitas/ Marco Marujo Pagina 48 . EXECUÇÃO . Ao mesmo tempo o membro superior segue a rotação do tronco e o cotovelo é agora aproximado do tronco. De seguida e sem pausa rodamos externamente o braço. praticamente perpendicular ao chão. RECUPERAÇÃO . raquete à frente da cabeça. A recuperação da base inicia-se pela extensão da perna direita. estendemos o cotovelo e por fim fazemos a supinação enérgica do antebraço.a continuação do movimento é mais restrita e composta pela extensão e supinação completa do cotovelo e antebraço respectivamente. elevamos o cotovelo na direcção e simultaneamente rodamos o braço internamente. Os pontos de impacto são semelhantes aos dos batimentos à direita.praticamente ao mesmo tempo que assentamos o nosso pé direito no chão que se encontrará mais adiantado em relação à linha de fundo e que suportará o peso do nosso corpo.BADMINTON ESMDL. pg. provocando desta maneira a fase ascendente do "loop".ORG PREPARAÇÃO-A partir da nossa posição base rodamos o tronco para a esquerda e deslocamo-nos para o local onde vamos bater o volante. e colocamos o antebraço em pronação impondo desta forma à cabeça da raquete a fase descendente do seu "loop".

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