Estudos sobre Mediunidade e Doutrinação

IDF/JF – Instituto de Difusão Espírita de Juiz de Fora-MG CVDEE – Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo: http://www.cvdee.org.br Comunidade Virtual Espírita Joanna de Angelis Grupo Fraternidade Leopoldo Machado http://www.espirito.com.br

A DOR DO PRÓXIMO TAMBÉM É NOSSA

Os que ensinam, com exceções louváveis, quase sempre se caracterizam por dois modos diferentes de agir. Exibem certas atitudes quando pregam, e adotam outras quando em atividade diária. Daí resulta a perturbação geral, porque os ouvintes se sentem à vontade para mudar a “roupa do caráter”.
Espírito : Emmanuel.
Psicografia: Francisco Cândido Xavier Livro: Caminho, Verdade e Vida - Cap. 38

SUMÁRIO

CONSIDERAÇÕES INICIAIS .............................................................................................................................. 7 Doutrina Espírita.. ............................................................................................................................................ ....7 Os Obreiros do Senhor ........................................................................................................................................ 8 Advento do Espírito de Verdade.......................................................................................................................... 8 ESTUDOS SOBRE MEDIUNIDADE .................................................................................................................10 A PRECE ........................................................................................................................................................... 11 1 CONCENTRAÇÃO - NOÇÕES GERAIS...................................................................................................... 12 1.1 Concentração ............................................................................................................................................ 12 2 O PERISPÍRITO ........................................................................................................................................... 13 2.1 A Visão do Perispírito antes do Espiritismo .............................................................................................. 13 2.2 A Visão Espírita do Perispírito ................................................................................................................... 13 3 OS FLUIDOS ESPIRITUAIS ........................................................................................................................ 15 3.1 Conceitos Básicos ..................................................................................................................................... 15 3.2 Mecanismo de Formação .......................................................................................................................... 16 3.3 A Aura .......................................................................................................................................................16 3.4 Características dos Fluidos ....................................................................................................................... 17 3.5 Fluidos e Perispírito ................................................................................................................................... 17 4 OS CENTROS DE FORÇA E A GLÂNDULA PINEAL ................................................................................. 18 4.1 A Glândula Pineal ...................................................................................................................................... 20 5 O PENSAMENTO: IDEOPLASTIA E CRIAÇÕES FLUÍDICAS ................................................................... 22 5.1 O Cérebro .................................................................................................................................................23 5.2 O Pensamento ........................................................................................................................................... 23 5.3 Ideoplastia ................................................................................................................................................. 25 5.3.1 Mecanismo e Duração ............................................................................................................................ 25 5.3.2 Classificação........................................................................................................................................... 25 5.4 Licantropia (Zooantropia) .......................................................................................................................... 26 5.5 Recursos ideoplásticos nas Reuniões Mediúnicas ................................................................................... 26 6 FLUIDOTERAPIA ......................................................................................................................................... 27 6.1 O Passe ....................................................................................................................................................27 6.2 Água Fluida................................................................................................................................................ 29 6.3 Irradiação ... ............................................................................................................................................... 29 6.4 Passe a Distância ...................................................................................................................................... 29 6.5 Sessões Mediúnicas .................................................................................................................................. 29 7 A MEDIUNIDADE ATRAVÉS DOS TEMPOS .............................................................................................. 30 7.1 Índia ..........................................................................................................................................................30 7.2 Egito ..........................................................................................................................................................31 7.3 China..........................................................................................................................................................31 7.4 Israel ..........................................................................................................................................................31 7.5 Grécia ........................................................................................................................................................31 7.6 Jesus .........................................................................................................................................................32 7.7 Idade Média ............................................................................................................................................... 32 7.8 O Espiritismo ............................................................................................................................................. 32 8 MÉDIUM: CONCEITO, CLASSIFICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO ................................................ 32 8.1 Médium e Mediunidade ............................................................................................................................. 32 8.2 Classificação Geral dos Médiuns .............................................................................................................. 33 8.3 Desenvolvimento Mediúnico...................................................................................................................... 34 8.3.1 Por que desenvolver a mediunidade? .................................................................................................... 35 8.3.2 Etapas do Desenvolvimento Mediúnico ................................................................................................. 35 9 CLASSIFICAÇÃO DOS FENÔMENOS MEDIÚNICOS SEGUNDO SEUS EFEITOS .......................................... 37 9.1 Fenômenos Objetivos ................................................................................................................................ 37 9.2 Fenômenos Subjetivos .............................................................................................................................. 38 9.3 Teoria das Manifestações Físicas ............................................................................................................. 38 9.3.1 Manifestação Físicas Espontâneas ........................................................................................................ 39 10 AS COMUNICAÇÕES MEDIÚNICAS ........................................................................................................ 39 10.1 A Natureza das Comunicações ............................................................................................................... 40 10.2 Da Identidade dos Espíritos .................................................................................................................... 40

................. 85 23........................................................................... 83 23................................................. 57 14.... 78 21................................2 Mediunidade na Infância .............................................3 Perguntas aos Espíritos ......................................................2 Classificação dos Médiuns Escreventes Segundo o Modo de Execução........................................... 72 19...........2 Perda e Suspensão da Faculdade Mediúnica............................................................................... 69 18......................1 Modalidades de Terapia Espiritual .....2 Causas ........................................................................................ 46 11.............................................................................................3 Tratamento ..6...................................................................................3 O Meio ............................2 Espiritismo e Médium Curador ...... 68 18 OBSESSÃO: CONCEITO E CAUSAS ...........5 A História do Psi ...........................................................................................................................1 Tratamento ....... PROGNÓSTICO E PROFILAXIA ..........................................2 O Médium na Reunião Mediúnica .......................................................................................2 Bicorporeidade.............. 80 22... 62 15............................................................................................................. 77 21..........................................................44 10.............................3 Finalidade das Curas Espirituais ....2 Fascinação .................................................................................................................................................4 Evocações .........7 Abusos no Exercício da Mediunidade .......................6............................. 81 22........................................... 43 10.............................................................................. 76 20..... CATALEPSIA E LETARGIA ............. 77 21..............................3 lassificação dos Médiuns Falantes Segundo a Mecânica do Processo Mediúnico .......................................................................................................... 82 22............................................................................ BICORPOREIDADE E TRANSFIGURAÇÃO .................................... 82 22...................... 56 13........................................................................................................................................................................... 80 22.....................1 Patologias ............................................................................................................1 Desdobramento (Sonambulismo) ...................................... 65 16............ 67 17............................. PERDA E SUSPENSÃO DA FACULDADE MEDIÚNICA................................................. 60 14..........................................................................6 Fraudes..........3 Contradições.................................................................................. 55 13.................. 47 11............................................................................................................3 Profilaxia .................................... 81 22....... 62 15.................................................................................................................. 59 14..................................................................................................................................................... 79 22....................................2 Principais Fenômenos Anímicos ...........................................................3 Análise Crítica da Divisão Anímico-Mediúnico .................................................... 83 23..............................................................................................................................................................................................................3 Transfiguração ................................. Mistificações..............................................................................................1 Da Reunião Propriamente Dita............................................................................................. 71 19........................................ 73 20. 53 13 MÉDIUNS ESCREVENTES E FALANTES .................................5 A Caridade no Intercâmbio com os Espíritos Desencarnados.................................................................................... 70 18...................................................................................49 12 O PAPEL DO MÉDIUM NAS COMUNICAÇÕES ......1 Mediunidade e Estados Patológicos ................................................ 82 23 A DISCIPLINA COMO A BASE DA CARIDADE ......................................................... 44 10........................................... 79 22.......................................................1 Conceitos e Objetivos ................................................................................ 42 10............................................9 A Memória Extra Cerebral ................................................ 56 13...............................4 Classificação dos Médiuns Segundo o Grau de Desenvolvimento da Faculdade..................6 Os Fenômenos Psi-Gama ...........................2 Prognóstico ...........................................................1 Das Manifestações Visuais ........................... 67 17 DESDOBRAMENTO.................................................................................4 O que é a Parapsicologia ........................................ 46 11 INFLUÊNCIA MORAL DO MÉDIUM E DO MEIO . Contradições ..........6..................................................................................2 Mistificações ..........................................................................3 Subjugação ................1..................70 19 OBSESSÃO: CLASSIFICAÇÃO .....................................1 Classificação................................................................................ 56 13........2 Dos Componentes da Reunião Mediúnica .................................... 79 22..................................7 Os Fenômenos Psi-Kapa ....................................1............................ 45 10. 78 22 PARAPSICOLOGIA E ESPIRITISMO ............... 65 16................................ 66 16....................................................................................................................................................................................... 47 11.2 Diagnóstico Diferencial ........................................ 71 19................................................1 Fenômeno Anímico e Mediúnico ................... 57 14 PERIGOS E INCONVENIENTES...................3 Outros Aspectos Importantes ..........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................1 Afinidade Fluídica e Sintonia Vibratória ....................................... 63 15.................................................................................................................................................................................................................. 41 10............................... 86 ......................................... 73 20........................................ 64 16 MEDIUNIDADE DE CURA .....................................................................................................................................8 Os Fenômenos Psi-Teta ...................................................................... 60 15 AS MANIFESTAÇÕES VISUAIS............................................. 44 10.....................................................................................................................................................................4 10..1 Obsessão Simples .........................................................................................................................................2 Catalepsia e Letargia ..................................................................................................................................................................................................... 72 20 OBSESSÃO: TRATAMENTO....................................................................... 67 17...........................................................1 Fraudes ......................................................76 21 AS DOENÇAS MENTAIS ...........................................

............................................................119 28...................3 Espíritos suicidas ................................................................................... 98 26...................................3 O choque anímico ........... 96 26......................................... 115 27................................................................................10 Linguagem enérgica .125 28.........................................................................................................................11 Espíritos que auxiliam os obsessores ................................................................................................15 Espíritos galhofeiros...............................................................................4.......................3............13 Espíritos mistificadores...4................................4...... 99 26.............5 Duplicidade de doutrinadores ........................................................ 102 26.......1 Abertura ...........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................13 Dificuldade de se expressar em nossa língua................................1 Como avaliar a natureza de um espírito? (lm) ............................................1 A prece ...........................................17 Espíritos sofredores .....5 Espíritos que desejam tomar o tempo da reunião.............................................................................8 Espíritos descrentes ...............................................4.3 Primeira Ordem ..........................................................................................................14 Espíritos ligados à umbanda ............................ 97 26.......2 O passe .............................................................................4................................ 114 27..............................................4.............................................................................................................................................................. 113 27..................................................... 95 26.................................................................................... 106 27................................................................................................ 102 26............4 Características dos espíritos ........ 104 27....................................4....................................... 95 26....... 88 24 CONCENTRAÇÃO/PRONTIDÃO PARA OUVIR .......................... 110 27.2 As fases da comunicação mediúnica ......................... 116 27.............................................Bons Espíritos ........... 99 26.............................................. 93 25......5 A regressão de memória ...........1 Nas comunicações instrutivas ....2 Espíritos que desconhecem a própria situação ...............................................................6........................... 101 26...... 124 28....................... 116 27........................................ 90 24.........................4... 104 27................................Espíritos Puros......................................................4.......................................................................................... 98 26...........................................................................................5 A NOVA ERA .................................................. 114 27...........................................6 Hipnose .......................... 100 26.....................................................4 As sessões práticas do espiritismo ...........................1 Espíritos Que Não Conseguem Falar .................................. 91 24.........4..........7 Espíritos desafiantes ..................................4..............................................................10 Espíritos amedrontados.....1 Fenômenos hipnóticos ......................................................................... 117 27................................................................. etc ....................7 Perguntas ao comunicante ...............................................16 Espíritos ligados a trabalhos de magia................................................4..................................................................4 Relacionamento Médium/Doutrinador ......................................................1 Influências do médium e da mediunidade ........... 101 26........................................118 28...........................................4.........................................................9 Espíritos dementados ......................................12 Espíritos vingativos ...................................................... 118 28.........................................................................................................................................................Espíritos Imperfeitos .....................................6 Fixações mentais ... 87 ESTUDOS SOBRE DOUTRINAÇÃO ........................................................... 100 26....................................................................... 100 26...4..............................................................................................................................................................................................14 Espíritos obsessores inimigos do espiritismo........................................4 Propostas e acomodações ....................16 O fechamento da comunicação ...............1 Diferença nas atitudes dos bons e dos maus espíritos ......4.......1 Terceira Ordem ............................................................ 112 27...... 91 24.................................................................2 O diálogo ................................................................................................................................................................................2 Mantendo a vibração . 98 26.................................................................15 Oferendas materiais/objetos/alimentos ..............................................................................................................4......4............................................................................................................ 104 27...... 102 27 A NATUREZA DOS ESPÍRITOS ............................................... 99 26........................... 95 26................4 Espíritos alcoólatras e toxicômanos ..............................6 Espíritos irônicos .............................................................................. 111 27...................................................................................12 Força física ...................... 122 28.................................... 125 ............................................................3 As ameaças ................................................ 117 28 TÉCNICAS COMPLEMENTARES ................................................. 102 26..4.....................................................................................................................................................................................................................3 Prontidão para ouvir .......................... 109 27...... 96 26..........................3 A filtragem da manifestação .............................................1....................................4.............................................11 Tempo de doutrinação...................................8 Cacoetes/mutilações/deformações ............................. zombeteiros ......................................9 Comunicações “simultâneas” pelo mesmo médium.......... 90 24.................4........................ terreiro................4.......................2 Guias e protetores ...............................................................4 Fases da doutrinação ...................................................................................... 92 25 PRÁTICA DA DOUTRINAÇÃO .................................. 112 27............................................................................................................................................... 104 27...................................... 123 28......108 27......................... 105 27...............................................................................................................2 Segunda Ordem ........................4.............................. 93 25....................................................................................................................... 115 27.............. 93 26 ESCALA ESPÍRITA: TIPOS DE COMUNICANTES ................................ 105 27...... 113 27...................................5 Desvio de atenção ......................... 101 26......................................................................................1 Formando a corrente ..................................................................................................................................................................................................................106 27..................................................................................................

......................................................................................................................................................................10 Orientações finais ...1 Animismo e mediunidade ...............9 Doutrinador e vaidade ..........................pensar/agir .............2....5 Charlatanismo e embuste..............................................................................................................6................................... 131 29............2............................................... 131 29...........................................................................................................................2 Como reconhecer a produção anímica? ..............................................................................................4 Informação sobre a morte .. 125 29 PROBLEMAS E SOLUÇÕES ................................................ 128 29.................................8 Doutrinador e consultas........ 131 29.............................................. 125 28..2 Animismo ....................... 127 29............................................. 129 29............................................................................... 132 .................................... 126 29...................................................................2 Terapia dos fenômenos hipnóticos ............. 129 29............................................................................................................................................. 126 29...........................................................................6 Médiuns iniciantes .............................................................................................................. 130 29...1 Contradições e mistificações ...............................................................................................................6..............................................3 Os recém-desencarnados ......3 Pensamento/vontade ................. 127 29...7 Médium de desdobramento ........................................................... 126 29...........................................................................6 28......................................................................

só a Doutrina Espírita elucida que todos colheremos conforme a plantação que tenhamos lançado à vida. No entanto. Xavier . como sendo a tua responsabilidade mais alta. guardam a essência cristã. “Espírita” deve ser o claro adjetivo de tua instituição. com o sentimento livre de compressões dogmáticas. No entanto. Toda religião é santa nas intenções. No entanto. Toda religião educa sempre. No entanto. há quem julgue seja ela obrigada a misturar-se com todas as aventuras marginais e com todos os exotismos. se buscaste a Doutrina Espírita. mesmo as que vigem nos outros continentes. só a Doutrina Espírita é capaz de exonerar-te do pavor ilusório do inferno. FEB. não lhe negues fidelidade. a Doutrina que te consola e liberta. No entanto. ainda mesmo que. Toda religião apregoa o bem como preço do paraíso aos seus profitentes. “Espírita” deve ser o teu caráter. Toda religião é sublime. só a Doutrina Espírita consegue explicar-te os fenômenos mediúnicos em que toda religião se baseia. só a Doutrina Espírita estabelece a caridade incondicional como simples dever. assim.Livro “Religião dos Espíritos” . para que não colabores. na existência. Dignifica. depois da queda. Doutrina Espírita quer dizer Doutrina do Cristo. ainda mesmo que estejas em duras experiências. Toda religião é conforto na morte. “Espírita” deve ser o nome de teu nome. No entanto. face a face. Toda religião exorciza os Espíritos infelizes. Guarda-a. No entanto. Toda religião auxilia. EMMANUEL – Psicografado por F. pois. em outras faixas de evolução. ainda que respires em aflitivos combates contigo mesmo. Toda religião erguida em princípios nobres. neles reconhecendo as próprias criaturas humanas desencarnadas.Ed. vigiando-lhe a pureza e a simplicidade. só a Doutrina Espírita é suscetível de descerrar a continuidade da vida. sem qualquer privilégio na Justiça Divina. E a Doutrina do Cristo é a doutrina do aperfeiçoamento moral em todos os mundos. C. embora nos pareçam estranhas. No entanto. só a Doutrina Espírita é aquela em que se permite o livre exame. No entanto. além do sepulcro. ainda mesmo te sintas em reajuste. para que a fé contemple a razão. . Toda religião fala de penas e recompensas. te faltem as passageiras subvenções e honrarias terrestres. que apenas subsiste na consciência culpada.CONSIDERAÇÕES INICIAIS Doutrina Espírita Toda crença é respeitável. sob pena de fugir aos impositivos da fraternidade que veicula. No entanto. por isso. Porque a Doutrina Espírita é em si a liberdade e o entendimento. “Espírita” deve ser a tua conduta. porque dia virá em que serás naturalmente convidado a prestar-lhe contas. só a Doutrina Espírita pode guiar-te na solução dos problemas do destino e da dor. nos vícios da ignorância e nos crimes do pensamento. como a doentes. só a Doutrina Espírita nos oferece a chave precisa para a verdadeira interpretação do Evangelho. sem perceber. só a Doutrina Espírita se dispõe a abraçá-los.

vozes vos clamam: «Irmãos! nada perece. instruí-vos. sendo a vida a prova buscada e durante a qual as virtudes que houverdes cultivado crescerão e se desenvolverão como o cedro. filhos perdidos. porquanto o Senhor lhes dirá: "Vinde a mim. e que se faça ouvir não mais a voz dos profetas e dos apóstolos. isto é. encontre acabada a obra". este o primeiro ensinamento. Crede. vós que não tivestes piedade dos vossos irmãos e que vos negastes a estender-lhes as mãos. vós que soubestes impor silêncio aos vossos ciúmes e às vossas discórdias. (Paris. tal qual a quisestes. mas a dos que já não vivem na Terra. como o fez antigamente a minha palavra. Ditosos os que hajam dito a seus irmãos: "Trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços. vós que buscastes a vossa recompensa nos gozos da Terra e na satisfação do vosso orgulho? Já recebestes a vossa recompensa. 1862. 1860). para deixar de entender mão socorredora aos infelizes transviados que. a clamar: Orai e crede! pois que a morte é a ressurreição. este o segundo. Homens fracos que compreendeis as trevas das vossas inteligências. Sinto-me por demais tomado de compaixão pelas vossas misérias. a fim de que daí não viesse dano para a obra!" Mas. ao chegar. porquanto não existe a morte. caem nos abismos do erro. como outrora aos transviados filhos de Israel. pois a tempestade virá e eles serão levados no turbilhão! Clamarão: "Graça! graça!" O Senhor. ao regaço de vosso Pai. quer que. com desinteresse e sem outro móvel.8 Os Obreiros do Senhor Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da Humanidade. os homens afastaram-se do caminho reto e largo que conduz ao reino de meu Pai e enveredaram pelas ásperas sendas da impiedade. lhes dirá: "Como implorais graças. Nada mais vos cabe pedir. a fim de que o Senhor. ao censo dos seus servidores fiéis e já marcou com o dedo aqueles cujo devotamento é apenas aparente. as utopias com as verdades. trazer-vos a verdade e dissipar as trevas. senão a caridade! Seus dias de trabalho serão pagos pelo cêntuplo do que tiverem esperado. ajudandovos uns aos outros.» Mas. Como um ceifeiro. que julgáveis o nada. XX . ai daqueles que. mortos e vivos.» O Espírito de Verdade. O Espiritismo. Revelei a doutrina divinal. vendo o céu. sede os vencedores da impiedade. pela vossa fraqueza imensa.item 5) Advento do Espírito de Verdade Venho. Meu Pai não quer aniquilar a raça humana. as recompensas celestes são para os que não tenham buscado as recompensas da Terra. não mistureis o joio com a boa semente. mortos segundo a carne. houverem retardado a hora da colheita. ingratos. vos socorrais mutuamente. Espíritas! amai-vos. Eis que do além-túmulo. em vez de o amparardes? Como suplicais graças. meditai sobre as coisas que vos são reveladas. neste momento.) (ESE . Jesus-Cristo é o vencedor do mal. que esmagastes o fraco. reuni em feixes o bem esparso no seio da Humanidade e disse: «Vinde a mim. Escutai-me. Ditosos serão os que houverem trabalhado no campo do Senhor." Deus procede. amai. a fim de que não usurpem o salário dos servidores animosos. vós que sois bons servidores. por efeito das suas dissensões.Cap. são de origem humana os erros que nele se enraizaram. tem de lembrar aos incrédulos que acima deles reina a imutável verdade: o Deus bom. Cumprir-se-ão estas palavras: "Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros no reino dos céus. . porém. que faz germinem as plantas e se levantem as ondas. pois aos que não recuarem diante de suas tarefas é que ele vai confiar os postos mais difíceis na grande obra da regeneração pelo Espiritismo. No Cristianismo encontramse todas as verdades. todos vós que sofreis. o Deus grande." O Espírito de Verdade. não afastais o facho que a clemência divina vos coloca nas mãos para vos clarear o caminho e reconduzir-vos. (Paris.

venho até vós. A abnegação e o devotamento são uma prece contínua e encerram um ensinamento profundo. Venho dizer-lhes que elevem a sua resignação ao nível de suas provas. pois. porquanto se acham sujeitos a provas mais perigosas do que as vossas. pois. pratiqueis a sua lei divina. Extirpados sejam de vossas almas doloridas a impiedade. Em verdade vos digo: os que carregam seus fardos e assistem os seus irmãos são bem-amados meus. 6. Ele. o jardineiro divino. Assim como o vento varre a poeira. para vos instruir e dizer estas boas palavras: Eis-me aqui. sentireis que surge em vós e germina a minha preciosa semente. Escutai-o. vossas almas. no futuro. e eu. por divisa estas duas palavras: devotamento e abnegação. traçai o vosso sulco. (Havre. invocai-o do fundo de vossos corações. a lançar-vos um dia. 1861). Tomai. livres e alegres. Deus consola os humildes e dá força aos aflitos que lha pedem.5. (“O Evangelho segundo o Espiritismo” . a alma se asserena e o corpo se forra aos desfalecimentos. Sou o grande médico das almas e venho trazer-vos o remédio que vos há de curar. 1861). não estão esquecidas. Quando soar a hora do repouso e a trama da vida se vos escapar das mãos e vossos olhos se fecharem para a luz. a mim. Obreiros. Não busqueis alhures a força e a consolação. 7 e 8. O coração bate então melhor. contra os sofrimentos morais que neste mundo vos cabem em partilha. os sofredores e os enfermos sãos os meus filhos prediletos. então. que são. vos enviará o seu Filho bem-amado. O Espírito de Verdade. vós que sofreis e vos achais oprimidos. junto de cada lágrima o colocou um bálsamo que consola. Que. Venho salvá-los. O sentimento do dever cumprido vos dará repouso ao Espírito e resignação. porque elas resumem todos os deveres que a caridade e a humildade vos impõem. as cultivo no silêncio dos vossos pensamentos. por isso que o corpo tanto menos forte se sente. que também o sopro dos Espíritos dissipe os vossos despeitos contra os ricos do mundo. e sereis aliviados e consolados. a mentira. no seio dAquele que vos criou fracos para vos tornar perfectíveis e que quer modeleis vós mesmos a vossa maleável argila. São monstros que sugam o vosso mais puro sangue e que vos abrem chagas quase sempre mortais. A sabedoria humana reside nessas duas palavras. pois que o mundo é impotente para dá-las. Os fracos. quanto mais profundamente golpeado é o Espírito. porquanto a dor foi sagrada no Jardim das Oliveiras. que esperem. o erro. Seu poder cobre a Terra e. mas. Deus dirige um supremo apelo aos vossos corações. recomeçai no dia seguinte o afanoso labor da véspera.9 Venho instruir e consolar os pobres deserdados. Estou convosco e meu apóstolo vos instrui. sedes dóceis aos Espíritos do Senhor. por meio do Espiritismo. em vez de clamarem contra suas dores. Vinde. O Espírito de Verdade. O Espírito de Verdade. porém. (Bordéus. pois que também a eles os anjos consoladores lhes virão enxugar as lágrimas. (Paris.) . e sereis fortes. Amai e orai. a fim de serdes os artífices da vossa imortalidade. Bebei na fonte viva do amor e preparai-vos. 1863). o trabalho das vossas mãos vos fornece aos corpos o pão terrestre.Cap. onde a luz substitui as trevas e onde o mais desnudo dentre todos vós será talvez o mais resplandecente. não raro. Nada fica perdido no reino de nosso Pai e os vossos suores e misérias formam o tesouro que vos tornará ricos nas esferas superiores. Instruívos na preciosa doutrina que dissipa o erro das revoltas e vos mostra o sublime objetivo da provação humana. cativos da vida. que chorem. VI . Possam todos os Espíritos sofredores compreender essa verdade. a incredulidade. muito miseráveis. por toda a parte. porque me chamastes. humildes e submissos ao Criador.

baseado no COEM do Centro Espírita Luz Eterna (Paraná). cujo objetivo não é esgotar os assuntos. Este é um trabalho despretensioso. etc. tem enriquecido a formação espírita de trabalhadores da área mediúnica. bem como de expositores. são de leitura obrigatória! Este curso. plantonistas. apresentamos uma breve bibliografia que deve ser consultada sempre que possível. Não se trata de um livro espírita: as obras doutrinárias. mas apresentar as idéias básicas necessárias em um estudo sobre a Mediunidade. doutrinadores. Esperamos que este trabalho seja proveitoso a todos. a apostila com os Estudos sobre Mediunidade. Após cada capítulo.ESTUDOS SOBRE MEDIUNIDADE Colocamos à disposição dos companheiros do Instituto de Difusão Espírita de Juiz de Fora-MG. IDE-JF/CVDEE . em especial “O Livro dos Médiuns”.

poder. energia. em oração. Por esse meio. se deste se afastou. Este argumento não oferece muita lógica porque. um agradecimento. Quando Jesus nos disse: “tudo o que pedirdes com fé. A prece pode ter por objeto um pedido. A criatura que ora. A prece não é movimento mecânico de lábios. inegavelmente. simples e concisa. o que é para o nosso bem.Allan Kardec . fora ilógico deduzir que basta pedir para obter e fora injusto acusar a Providência se não acede a toda súplica que se lhe faça.Allan Kardec 2) O Evangelho Segundo o Espiritismo . Os raios divinos. ela nos encaminha para a senda que conduz a Deus. Ele adquire. Bibliografia 1) O Livro dos Espíritos . pode também desviar de si os males que atrairia pelas suas próprias faltas. nós todos precisamos cultivar paciência e humildade. É vibração. converte-se em campo sublime das mais belas florações e colheitas espirituais. na renovação da alma e iluminação da consciência. quando ditas de coração e não de lábios somente. Compreende-se também que. para esperar e compreender as respostas de Deus. revela a nossa origem divina e coloca-nos em contato com as fontes superiores. Semelhante estado psíquico descortina forças ignoradas.A PRECE Há quem conteste a eficácia da prece. nem disco de fácil repetição no aparelho da mente. ou uma glorificação. um bem-estar incalculável já que aproxima a criatura do seu Criador. A qualidade principal da prece é ser clara. entretanto. O santuário doméstico que encontre criaturas amantes da oração e dos sentimentos elevados. vós o recebereis” [Mateus-21:22] revelounos que o ato de orar é algo muito profundo do que se pode observar à primeira vista. conhecendo Deus as nossas necessidades. porque a prece.” Devemos cultivar o hábito de orar. transforma-se. em qualquer parte e em qualquer tempo. Desta máxima: “concedido vos será o que quer que pedirdes pela prece”. realiza trabalhos de inexprimível significação. mas. inútil se torna expô-las. suplicaremos também a Ele nos ilumine o entendimento. além da importância do cultivo da oração. a força moral necessária a vencer as dificuldades e a volver ao caminho reto. a quem ora. Filha primogênita da fé. a prece proporciona. Exporemos em prece ao Senhor os nossos obstáculos. a fim de oferecer à Benção Divina clima de aceitação. com o devido equilíbrio do sentimento. Toda prece elevada é manancial de magnetismo criador e vivificante e toda criatura que cultiva a oração. em foco irradiante de energias da Divindade. As preces feitas a Deus escutam-nas os Espíritos incumbidos da execução de suas vontades. para que se efetive o auxílio solicitado. independente de Deus conhecer as nossas necessidades. procuremos esvaziar o coração de tudo aquilo que discorde das nossas petições. todos nós podemos endereçar a Deus. expedidos pela oração santificadora. base e lugar. no entanto. pedindo as providências que se nos façam necessárias à paz e à execução dos encargos que a vida nos delegou. tem sua eficácia. se quisermos receber a Benção Divina. uma vez que ela sabe. melhor do que nós. as mais variadas preces. com decisão e firmeza. Em verdade. O Espiritismo reconhece como boas as preces de todos os cultos. para que lhe saibamos receber dignamente as decisões. mobilizando as próprias forças. Pela prece. É como procede um pai criterioso que recusa ao filho o que seja contrário aos seus interesses. Confiemos em Deus e supliquemos o amparo de Deus. é imperioso funcione a alavanca da vontade humana. gradativamente. convertem-se em fatores adiantados de cooperação eficiente e definitiva na cura do corpo. desse modo. devemos aprender a orar e a entender as respostas do Alto às nossas súplicas. com fundamento no princípio de que. Não existe qualquer fórmula para orar. A prece é o orvalho divino que aplaca o calor excessivo das paixões. Entre o pedido terrestre e o Suprimento Divino. obtém o homem o concurso dos bons Espíritos que acorrem a sustentá-lo em suas boas resoluções e a inspirar-lhe idéias sãs.

o conhecimento deste mecanismo é fundamental. Através de exercícios respiratórios. É através da mente que se manifestam os valores adquiridos pelo Espírito. nos predispomos a um relaxamento físico e mental. definindo o grau de evolução em que nos encontramos e a faixa vibratória em que vivemos. palavras e pensamentos. a falta de evangelho..”. que exerce influência sobre si próprio. é um estado mental de predisposição perceptiva de outras condições vibracionais que não sejam as dos sentidos físicos. o ressentimento. determinam a qualidade dos Espíritos que. de música. os dramas vividos.inconsciente. Dependemos dos nossos semelhantes. a vingança. as experiências acumuladas. a compreensão. conforme os atraímos ou repelimos. seguindo-nos ou evitando-nos.fruto de esforço e de exercício continuado.NOÇÕES GERAIS Em Nos Domínios da Mediunidade o Instrutor Albério esclarece André Luiz: “Precisamos considerar que a mente permanece na base de todos os fenômenos mediúnicos. Emite vibrações que se estendem pelos espaços e. em relação à musculatura do corpo físico. A natureza dos nossos pensamentos. Este estado mental é alcançado de duas formas: a) espontânea . a tristeza. O improviso nesta atividade mental. É através desta atitude mental que se abrirão as portas que permitem o trânsito do plano físico para o espiritual e vice-versa. mental. No caso do médium. 1. as nossas aspirações. Todas estas características intrínsecas do Espírito exteriorizam-se através da mente. intervindo em nossas reuniões.1 CONCENTRAÇÃO . o rancor.. a inquietação em decorrência da instabilidade de pensamentos. ou seja. Físico. A faculdade mediúnica em nada influi para isto: ela mais não é do que um meio de comunicação. Por isso a afirmativa: Mediunidade não basta só por si. Estabelecemos laços. a polivalência de . nas práticas mediúnicas. o nosso sistema de vida. a se expressarem através de atos. estado este que chamamos concentração. temo-los incessantemente em torno de nós. os conhecimentos. O importante é a utilização que fazemos da faculdade. formamos grupos e nos influenciamos mutuamente. estabelecendo-se uma ligação com estas mentes.1 Concentração Existe um estado da mente em que ela se atém àquilo que a atrai naturalmente ou para o que ela se propõe a fazer. umas às outras. a bondade. No LM [it 232] somos alertados: Fora erro acreditar alguém que precisa ser médium para atrair a si os seres do mundo invisível. em relação à abstração dos problemas que não dizem respeito à finalidade do momento. b) programada . as virtudes. a invigilância. involuntária. Nenhum homem possui faculdades completas . o amor e o ódio. Eles povoam o espaço. atuam em outras mentes que lhe são equivalentes. pela lei de afinidades. os defeitos. Podemos utilizar alguns métodos que facilitam alcançar este estado. tendo em vista um objetivo (adaptação psíquica). serão compelidos a sintonizarem conosco nas tarefas cotidianas e. a ociosidade mental e física irá provocar o cansaço psíquico. por um processo natural de sintonia. de leituras edificantes. Deus fez o homem para viver em sociedade. e constantemente agimos e reagimos uns sobre os outros. as afeições.somente pela união social é que elas se completam. especificamente. Na concentração o médium cria um campo em torno de si. a alegria.

como sucedem nos fenômenos das aparições. Hipócrates . a dos “começos” (5. Aristóteles . No Egito.44] refere-se ao "corpo espiritual" ou "corpo incorruptível". Para os pensadores da Escola de Alexandria. substância semimaterial que serve de envoltório ao Espírito. corpo material. Assim. Paracelso. era denominado. do mesmo modo. laço este semimaterial. b) A alma. baseado na sua cor prateada e luminosidade própria. que quer dizer “o duplo”. Na China. as religiões e as filosofias procuraram um elemento fluídico ou semimaterial que pudesse servir de traço de união entre o corpo físico . se pode chamar de perispírito."carne sutil da alma". "Astroidê". uma variada e complexa sinonímia. Na Índia.André Luiz/Chico Xavier 2 O PERISPÍRITO 2. Santo Agostinho.quintessenciado e sutil. análogo ao dos animais. donde resultou. c) O perispírito. a vontade e o senso moral. do cultivo de pensamentos equilibrados. identificaram-no como invólucro da alma. de natureza intermediária entre o Espírito e o corpo físico. a mais antiga crença. em que residem o pensamento. o Espírito encarnado.1 A Visão do Perispírito antes do Espiritismo Através das épocas mais remotas.material. Para os antigos hebreus era o "Nephesch". de leituras salutares. A morte é a destruição do invólucro mais grosseiro. uma substância que. ou seja."corpo sutil ou corpo etéreo". para o perispírito.13 idéias. deu-lhe o nome de "corpo astral". precursor da Química moderna. Tertuliano chama-lhe de "corpo vital da alma". Bibliografia O Livro dos Médiuns . Pitágoras . o livro sagrado dos Vedas refere em seus cânticos ao "Linga Sharira". mas que pode tornar-se visível e mesmo tangível. Paulo em uma epístola [I Coríntios-cap 15 v. os filósofos adotavam variada nomenclatura para designarem o envoltório do Espírito. conseguida através da prece. denominado "kha".) já acreditava na existência de um corpo para o Espírito. o Espírito conserva o segundo. Por isso é necessária uma constante preparação íntima. que lhe constitui um corpo etéreo. ligando a alma ao corpo físico.qst 93] É Allan Kardec que explica ser o perispírito laço de união entre a alma e o corpo físico. Santo Hilário e São Basílio.2 A Visão Espírita do Perispírito O termo perispírito foi criado por Allan Kardec: "Envolvendo o gérmen do fruto. Na Grécia. que levava no seu íntimo o sopro Divino.000 a. ou seja.42. e o Espírito .C. podemos dizer que o homem é formado de três partes essenciais: a) O corpo físico. "Pneuma". Confúcio falava sobre "corpo aeriforme".Allan Kardec Nos Domínios da Mediunidade . o princípio inteligente. "corpo aéreo" e "veículo da alma". invisível para nós no estado normal. do trabalho no bem e dos cuidados com a saúde física. São Bernardo."Eidolon". por comparação. há o perisperma. . 2. que tem no corpo sua habitação. serve de envoltório ao Espírito" [LE .

à qual se deu muitos nomes: fluido nervoso. No perispírito. para comunicar-lhe o movimento vibratório particular. como o "Mantenedor de união molecular que organiza as configurações típicas de cada espécie. o perispírito transmite. no perispírito. segundo a sua pureza. A natureza do envoltório fluídico. naturalmente variam conforme o mundo. para posteriormente passar ao nível inconsciente. corresponde bem ao nosso corpo físico. ou corpo fluídico do Espírito. Durante o processo reencarnatório. sem participar da resolução da direção. o perispírito vai moldando o corpo físico que se forma. Assim. tornado-se cada mais etéreo. à medida que o novo corpo vai se formando. O corpo perispiritual e o corpo carnal tem. pois. e o corpo físico executa a ordem na matéria." . um arquivo de todas as experiências do corpo físico. Daí deduzirmos que a constituição íntima do perispírito não é a mesma em todos os Espíritos encarnados ou desencarnados que formam a humanidade terrestre. até a depuração completa. porquanto. funcionando. força psíquica. que foi médico e professor da Escola de Paris. dos fluidos do ambiente. a "transformação molecular" se opera diferentemente.ainda que em dois estados diferentes. que é a condição dos Espíritos puros. O Espírito forma o seu perispírito das partes mais puras ou mais grosseiras do FCU peculiar ao mundo onde vive. célula a célula. Estímulo Resposta → ← Corpo Físico → ← Fluido Nervoso → Perispírito ← ← → Espírito A vibração causada no perispírito pelo fluido nervoso ficará armazenada durante algum tempo em nível consciente.14 O Dr. constituindo a "aura do homem encarnado". Como afirma Allan Kardec: "O perispírito passa por transformações sucessivas. desde o momento da concepção até a desencarnação. que.ambos são matéria . desprende uma energia. está em relação com o grau de adiantamento moral do Espírito: nos Espíritos puros será belo e etéreo. nos Espíritos infelizes materializado e grosseiro. O cavalo seria nosso perispírito. uma vibração. é uma "condensação" desse fluido em torno de um foco inteligente. origem no mesmo elemento primitivo . que unido por tirantes ao carro e por rédeas ao cocheiro. segundo o território cerebral excitado. o fluido conserva a sua imponderabilidade e suas qualidades etéreas. etc. em cores e aspectos diferentes. de maneira que a atenção da alma seja acordada e que se produza o fenômeno de percepção. que por sua natureza grosseiramente material e por sua inércia. própria para a sua época. é que o Espírito extrai do Fluido Cósmico Universal o seu perispírito. O perispírito. O carro da carroça. segundo Emmanuel. sugere em Alma Humana uma engenhosa comparação. Toda a sensação que abala a massa nervosa do corpo físico. é um dos mais importantes produtos do Fluido Cósmico Universal. fluido magnético. através do perispírito atinge o corpo e efetuará a manifestação material da resposta. Esta energia age sobre o perispírito. Sabemos que o corpo físico tem o seu princípio de origem nesse mesmo fluido. o Espírito emite então a ordem da resposta. mas muito explicativa: o homem encarnado é comparado a uma carroça puxada por um animal. com diâmetros variáveis de indivíduo para indivíduo. condensado e transformado em matéria tangível." O perispírito não está absolutamente preso ao corpo do encarnado. Temos assim. escritor neo-espiritualista. move todo o sistema. O Espírito quer. irradia mais ou menos fora dele. Encause. que dirige e orienta a direção e a velocidade. a união com o perispírito ocorre molécula a molécula. Do meio onde se encontra. O cocheiro é o Espírito. Resulta daí que os elementos constitutivos do perispírito.

interpenetrando-o. uma "energia pensante". adquire novas propriedades e uma capacidade de irradiação sempre crescente. as principais funções do perispírito são: servir de veículo de união do corpo físico com o Espírito." Observa-se. servir de molde para a formação do corpo físico. torna-se uma das formas da energia. que o conceito espírita de matéria transcende à definição da física oficial (tudo que .1 Conceitos Básicos Em LE [qst 27] dizem os benfeitores espirituais que todas as coisas que existem no Universo podem ser sistematizadas em três elementos fundamentais denominados de TRINDADE UNIVERSAL. irradiar-se em volta do corpo físico.15 Outra função importante do perispírito é na mediunidade. força elétrica. Esses elementos são: DEUS . constituindo um dos componentes da aura humana. "Tão arrojada é a tentativa de transmitir informes sobre a questão aos companheiros encarnados. É através dessa energia específica que os Espíritos interagem uns com os outros e exercem a sua influência no mundo corpóreo. tem sido designada sob os nomes de força ódica. Matéria: que na definição espírita é "tudo sobre o qual o Espírito exerce a sua ação. através da combinação de seus fluidos perispirituais com os fluidos perispirituais do médium.José Raul Teixeira Alma Humana . Espírito: o princípio inteligente. o inseto não desconfia que transporta consigo os germes das próprias asas. fluído magnético.Antônio Freire 3 OS FLUIDOS ESPIRITUAIS O estudo dos fenômenos espíritas fez-nos conhecer estados de matéria e condições de vida que a Ciência havia longo tempo ignorado.José Jorge Correnteza de Luz . gerada pelo próprio Espírito encarnado ou desencarnado. À medida que se rarefaz. os conhecimentos adquiridos através de nossa evolução individual. Esta força. portanto.Allan Kardec Obras Póstumas . tornada invisível e imponderável. permitir a ocorrência dos fenômenos mediúnicos.Allan Kardec A Gênese . com inteligência e moralidade próprias. a inteligência suprema. que passam a formar uma espécie de "atmosfera fluídico-espiritual" comum às suas individualidades. Resumindo. atmosfera esta que torna possível os fenômenos mediúnicos nos seus diferentes tipos. além do estado radiante. 3. quão difícil se faria esclarecer à lagarta com respeito ao que será ela depois de vencer a inércia da crisálida colocada no chão. arrastando-se pesadamente. de Bioenergia. cuja natureza não nos é dada conhecer agora. força psíquica e. se encontra sob formas cada vez mais sutis que se denominam fluidos. arquivar nas suas camadas sutis e permanentes.Allan Kardec Antologia do Perispírito . Um Espírito só consegue se manifestar em nosso meio." (Emmanuel) Bibliografia O Livro dos Espíritos . mais recentemente. a matéria. Ficamos sabendo que.ESPÍRITO – MATÉRIA Deus: a causa primária.

sob a própria responsabilidade. coadjuvado por sua esposa Valentina. absorvido pela mente humana.2 Mecanismo de Formação O benfeitor André Luiz define Fluido Espiritual como sendo um fluido vivo e multiforme. O que somos. onde o pensamento e a vontade estão aglutinando as partículas do Fluido Cósmico Universal e dando a elas as suas próprias características. É nesse elemento primordial para a vida. muitos deles. Todos os elementos da natureza possuem a sua aura típica. Denomina-se KIRLIANGRAFIA a técnica que hoje estuda e interpreta a aura humana. mas será no homem. e vai se constituir no retrato de nosso mundo íntimo. Uma matéria extremamente sutil. devido aos seus diversos estados de sensibilidade e afetividade. 3. A manipulação desse fluido pelos Espíritos através de seus pensamentos e sentimentos. que as irradiações áuricas irão sofrer as mais profundas modificações. O Fluido Espiritual específico da individualidade. na Rússia. Forma em torno do Espírito um envoltório fluídico. de cerca de 20 a 25 cm a partir da superfície do corpo. a nascer-lhe da própria alma. o que pensamos e o que sentimos será fielmente retratado em nosso campo áurico. o Fluido Universal será manipulado na mente.16 tem massa e ocupa lugar no espaço). mostrando. 3. Observa-se pela definição de André Luiz que todo um processo dinâmico e complexo envolve a formação dos Fluidos Espirituais. a partir de si mesma. esparsa em todo o cosmos. formando a atmosfera espiritual do local. b) Matéria Imponderável: é a matéria do mundo espiritual. as mudanças do campo áurico relacionadas aos diversos estados emocionais. tudo o que restar é matéria. que preenche o mundo dos encarnados e dá origem aos corpos físicos. mundos e almas (como peixes no oceano). logo após. . vai dar origem aos fluidos espirituais. pelo ambiente. ocupará as regiões mais íntimas do perispírito e ao se exteriorizar para fora da organização espiritual irá constituir a aura. as construções do mundo espiritual e os fluidos espirituais. de vez que podemos defini-lo até certo ponto. num tônus vibratório mais elevado que não nos é dado perceber. Se retirarmos do Universo os Espíritos e Deus. No ano de 1939. o técnico em Eletricidade Semyon Kirlian.3 A Aura A aura é o resultado da difusão dos fluidos espirituais para além da organização perispiritual. por subproduto do fluido cósmico. para influenciar na Criação. como também as mudanças relacionadas às condições de saúde e enfermidade. cujas modificações e transformações vão constituir a inumerável variedade dos corpos da natureza. c) Fluido Cósmico Universal (FCU): é a matéria elementar primitiva. segundo Hernani Guimarães de Andrade. em processo vitalista semelhante do Criador. existem muitos trabalhos de registro dessas irradiações áuricas. Nos dias atuais. que vibram e vivem todos os seres e todas as coisas: constelações e sóis. estuante e inestancável. distribuindo-se. transubstanciando-a. Forma o perispírito. sediada no Centro Coronário é um brilhante laboratório de forças sutis. construiu uma câmara elétrica de alta freqüência na qual se pode obter fotografias das auras. A mente humana. dispersa por todo o Universo. Ao ser absorvido pelo corpo espiritual. será distribuído por todos os centros de força. Reconhece-se três tipos de matéria: a) Matéria Ponderável: é a matéria do mundo físico.

de bondade. b) Propriedades Físicas: os fluidos espirituais apresentam características físicas como: odor." (Jorge Andréa) 3. apesar "De inúmeras observações ainda não se chegou a conclusões precisas de como interpretar as modificações desses campos e seus respectivos reflexos na zona física. o "raio da emoção". na expressão de André Luiz. Sendo esses fluidos formados a partir do pensamento e. principalmente em suas posições patológicas. inveja. Muitas enfermidades têm sua gênese nesta absorção de natureza infeliz. curativos. vivificadores. é evidente que eles devem achar-se impregnados das qualidades boas ou más dos pensamentos que os fazem vibrar. Se os eflúvios são de boa natureza.4 Características dos Fluidos Os fluidos espirituais não possuem qualidade sui generis. de paz. A qualidade dos fluidos será. os fluidos vão trazer o cunho dos sentimentos de ódio. das virtudes e dos vícios da humanidade.Allan Kardec No Invisível . se são maus. soníferos. este. Será.5 Fluidos e Perispírito Sendo o perispírito dos encarnados de natureza idêntica a dos fluidos espirituais. estimulantes. formam a atmosfera espiritual do planeta. assumindo um grau de pureza sempre crescentes. etc. ciúme. Bibliografia A Gênese . Os fluidos espirituais vão se eterizando e se sutilizando à medida que se afastam da crosta. Nesse sentido.17 Acredita-se que. enfermiços. ele os assimila com facilidade. Esses fluidos exercem sobre o perispírito uma ação tanto mais direta. portanto. no entanto. qualidades do indivíduo que os elaborou. alimentícios. densos. Em decorrência então da evolução espiritual e das peculiaridades particulares de cada pessoa. através da fotografia Kirlian. o estudo da aura. quanto por sua expansão e sua irradiação com eles se confunde. o reflexo de todas as paixões. coloração. a impressão é penosa. dando a ele potencialidades superiores ou inferiores. anestesiantes. venha a ser de grande utilidade na Medicina. 3. os fluidos irão assumir características diversas: a) Pureza: varia ao infinito e depende do grau de evolução moral que a criatura já alcançou. etc. temperatura.Léon Denis Evolução em Dois Mundos . Pessoas portadoras de sensibilidade mediúnica podem perceber essas características. como uma esponja se embebe de um líquido. o corpo ressente uma impressão salutar. em decorrência do atraso espiritual que ainda caracteriza a população de Espíritos vinculados ao orbe terrestre. a soma dos sentimentos da individualidade. Assim sendo. As esferas espirituais mais afastadas da superfície da Terra são formadas dos fluidos mais puros em virtude de serem habitadas por entidades moralmente mais elevadas. etc. grosseiros. hipocrisia. no presente momento. mas sim. c) Qualidade dos Fluidos: têm conseqüências de importância capital a qualidade dos fluidos espirituais. podendo este modificar-lhes as propriedades. que irá qualificar o fluido. encontrar-se-á fluidos balsamizantes. na Psicologia e em muitas outras áreas da Ciência oficial. Os fluidos menos puros. em síntese. no futuro. a seu turno reage sobre o organismos materiais com que se acha em contato íntimo. Atuando esses fluidos sobre o perispírito. Se são permanentes e enérgicos.André Luiz/Chico Xavier . os eflúvios maus podem ocasionar desordens físicas e mentais das mais sérias.

porque eles estão subordinados a impulsos da mente. Chacra é palavra sânscrita que significa “roda”. irradiando-se. Quanto mais evoluída a pessoa. emoções e pensamentos. características.sexo sem amor. que se ligam aos centros encefálicos. que é uma espécie de espelho fluídico capaz de refletir o que se passa no campo psíquico. O perispírito está intimamente regido por vários centros de força que trabalham vibrando uns em sintonia com os outros. Após a metabolização. egoísmo. pela reforma moral. por causa das filosofias orientais.maledicência. O Fluido Cósmico Universal ao ser absorvido é metabolizado pelo centro coronário. Os centros de força são também denominados de discos energéticos e centros vitais. alcançam maior diâmetro e os seus raios giram com maior desenvoltura. mágoa) -> desequilibram o centro de força cardíaco. mais saúde física e psíquica para a criatura e maior carga de energias ou forças vitalizadoras teremos para doar no processo de irradiação. todos os atos contrários às Leis Divinas. Plexos são feixes nervosos do corpo físico onde há maior concentração de nervos. sem respeito ou sem responsabilidade -> desequilibra o centro de força genésico. É através dos centros de força que são levadas as sensações do corpo físico para o Espírito. ciúme. em seu derredor. Esse corpo fluídico é o perispírito ou corpo espiritual. . Cada um tem as suas cores próprias. São eles que distribuem. pois são eles que captam as energias e as influências exteriores. isto é. sob o poder diretor da mente. mais brilhantes são essas cores. A localização desses centros de força no perispírito corresponde a dos plexos no corpo físico. tornam os chacras desequilibrados e comprometem o funcionamento harmonioso do conjunto. . formando a nossa aura.18 4 OS CENTROS DE FORÇA E A GLÂNDULA PINEAL Sabemos que os Espíritos encarnados e desencarnados são dotados de um corpo fluídico. Exemplo: . as emoções. com a passagem da energia. e alimentam as células do pensamento. calúnia -> desequilibra o centro de força laríngeo. Tal seja a viciação do pensamento. com exceção dos que estão no crânio perispiritual. posteriormente. pois eles têm forma circular com mais ou menos 5 cm de diâmetro. O equilíbrio para os nossos chacras conseguiremos através da reforma íntima. possuem vários raios de ação que giram. essa energia circula pelos outros centros de força e é canalizada através da rede nervosa para todo o organismo com maior ou menor intensidade de acordo com o estado emocional da criatura. Ela reflete o nosso estado de Espírito.imprescindível para a dinâmica do nosso corpo físico. composto de fluidos em diferentes estados de condensação. mas são vulgarmente conhecidos pelo nome de chacras. o coronário e o frontal. controlam e dosam as energias que o nosso corpo físico necessita. A mente é que determina o funcionamento mais ou menos equilibrado destes centros de força e são eles que dão condições para que o perispírito desempenhe as suas várias funções. incessantemente.sentimentos inferiores (inveja. lembrando um ventilador em movimento. como também regulam e sustentam os sentimentos. vaidade. semimaterial. em fluido espiritual uma energia vitalizadora . sentimentos. . conduta e ações nocivas. Hábitos. Quanto mais equilibrados e harmônicos entre si. tal será a desarmonia no centro de força correspondente que reagirá sobre o corpo físico.

Responsável pela absorção dos alimentos. transmitindo impulsos e anseios. defenderem a natureza. d) Cardíaco: controla. em primeiro lugar. procurando desfazer-nos das imperfeições que ainda trazemos dentro de nós. equilíbrio. audição. com eles em regime de interdependência. do qual recolhe os estímulos mentais. segundo a nossa vontade. olfato e paladar. inventar aparelhos. É o grande assimilador das energias solares e captador dos raios que a espiritualidade superior envia para a Terra. os estímulos do Espírito comandando os demais. Comanda os 5 sentidos: visão. Como diz André Luiz. para estabelecerem a paz e a concórdia entre a humanidade. que levam os homens a pesquisar no campo da Ciência. etc. É por este centro de força que podemos. Relaciona-se com o plexo solar. Relaciona-se com o plexo cervical. capazes de favorecer a sublimação das almas. vibrando. Esse centro de força desenvolve-se na proporção da evolução espiritual. são ligados entre si. É responsável pelos poderes mentais. quando equilibradas. Relaciona-se materialmente com o plexo cardíaco. da fala e as atividades do timo. Trabalha em movimentos sincrônicos e de sintonia com o centro coronário. c) Laríngeo: controla os órgãos da respiração. Relaciona-se materialmente com o plexo mesentérico e baço. Nele se assenta a ligação com a mente. conforto a quem esteja necessitando. mas cada um tem a sua função própria. nele se assenta o santuário do sexo. Relaciona-se materialmente com o córtex cerebral. Recebe. Comanda através da hipófise todo o sistema glandular interno. É um centro de força muito desenvolvido nos grandes cantores e oradores. isto é. tireóide e paratireóide. São essas energias sexuais. Dele emanam as energias de sustentação de todo o sistema nervoso. obedecem ao comando do coronário. porém. . e) Esplênico: responsável pelo funcionamento do baço. Levam também as pessoas a criarem no ramo das Artes. O coronário fornece as energias e ele administra. Quando equilibradas. da Literatura ou em qualquer outro ramo cultural ou educacional. São em número de sete os principais centros de força: a) Centro Coronário: é o mais importante pelo seu alto potencial de radiações. bastando usar a força do pensamento. g) Genésico ou Básico: relaciona-se com os plexos sacro e lombar. Relaciona-se materialmente com a epífise ou glândula pineal. da tireóide e paratireóide. Comanda os sentimento. da tecnologia com vistas a descobrir remédios. ordens e sugestões aos órgãos e tecidos. Administra todo o sistema nervoso. É responsável pelo funcionamento dos centros da inteligência. É responsável pelo funcionamento do coração e do aparelho circulatório. máquinas que visem a melhorar a qualidade de vida dos homens. Responsável pelos órgãos reprodutores e das emoções daí advindas. b) Frontal ou Cerebral: tem grande influência sobre os demais. pela formação e reposição das defesas orgânicas através do sangue. com exceção do timo. regula as emoções. vacinas. É como se todos formassem uma orquestra e o coronário fosse o regente.19 através do burilamento das nossas facetas negativas. levam as pessoas a se dedicarem a obras beneméritas. a se associarem para promover os homens socialmente. ligando os planos espiritual e material. irradiar calma. à associação e a realização entre as almas. tato. alívio. f) Gástrico ou Umbilical: responsável pelos aparelhos digestivos. É responsável não só pela modelagem de novos corpos físicos como pelos estímulos criadores com vistas ao trabalho. células e implementos do corpo por que se expressa.

Como podemos notar. semelhante a uma pinha. da Mediunidade. Elas deixam de ser canalizadas somente para o erotismo. localizavam na pineal o centro da vida. afirma-nos em Nos Alicerces do Inconsciente: A tríade por excelência. a glândula pineal e o sistema neuro-vegetativo são órgãos do corpo físico e os centros de energia vital são órgãos do corpo perispiritual. Estes povos.seria representada: a) pela glândula pineal. Stenon e Descartes que. os trabalhos sobre a glândula pineal se enriqueceram com estudos de De Graff. A glândula pineal foi bastante conhecida dos antigos. mais ampliação terá das forças sexuais em inúmeras atividades para o bem. Vai havendo maior diversificação na canalização dessas energias. e os latinos como pinealis. c) pelo sistema neuro-vegetativo.20 Quanto mais evoluída a pessoa. que há muitos anos tem se dedicado aos estudos da mediunidade e das obsessões. em suas dissertações.1 A Glândula Pineal Jorge Andréa. Pituitária Coronário Pineal Frontal ou Cerebral Tireóide e Paratireóide Coração e Timo Laríngeo Cardíaco Pâncreas Supra-renais Baço Esplênico Gástrico ou Umbilical Genésico ou Básico Cóccix 4. Mais tarde. fez uma . da Cultura. fato observado através de descrições existentes. A escola de Alexandria participou ativamente dos estudos da pineal que achavam-se ligados a questões religiosas. da mais alta expressão no mecanismo mediúnico. em 1677. Os gregos conheciam-na como conarium. expositor e escritor espírita. médico psiquiatra. As que já conseguem viver em regime de castidade sem tormento mental podem canalizar estas energias para o trabalho em benefício do próximo. como acontece nas pessoas menos evoluídas. b) pelos centros de energia vital ou chacras. para o campo da Ciência.

Alexandre esclarece: pode reconhecer agora que todo centro glandular é uma potência elétrica. porém. mas em nenhum brilhava como no médium em serviço.21 minuciosa descrição da glândula. é na pineal que reside o sentido novo dos homens. em 1954. a expressão textual dos Espíritos: "a faculdade propriamente dita se radica no organismo". e a inatividade da pineal permitiria o seu desenvolvimento ocorrendo assim o aflorar da sexualidade. como era nos lacertídeos da Nova Zelândia. o autor espiritual que mais amplas elucidações nos faz sobre o assunto.Examinei atentamente os demais encarnados. porém. algumas considerações espíritas. para fazer parte do . sendo por isso conhecida como glândula da tranqüilidade. entretanto. atuaria ainda como reguladora das funções da tireóide. a pineal inibiria o desenvolvimento destas glândulas. Em Evolução em Dois Mundos [cap IX]. entretanto. pâncreas e supra-renais.Reconheci que a glândula pineal do médium expedia luminosidade cada vez mais intensa. observa a epífise . houve condições de recebermos informações mais amplas dos Espíritos através das obras complementares da codificação. Através de suas forças equilibradas.ou pineal . André Luiz explica a evolução da pineal. Para ele: "A alma é o misterioso hóspede da glândula pineal. XIX. é. permanece sofrendo influência da luz. os estudos sobre a pineal. e o instrutor Alexandre esclarece: No exercício mediúnico de qualquer modalidade. chegando a algumas conclusões que foram comprovadas em trabalhos subseqüentes. a potência divina dorme embrionária. Dentre estas: que a glândula pineal passou de um órgão sensorial a uma glândula de secreção endócrina. vários estudiosos publicaram um livro como o somatório crítico de toda a literatura existente sobre a glândula pineal.do médium que está a emitir intensa luminosidade azulada. Temos. sem dúvida alguma. que fala da Evolução do cérebro. em muito. abandonado pela natureza. André Luiz observa: . seria ainda uma reguladora global do sistema nervoso central. em todos eles a pineal apresentava notas de luminosidade. até aqui. Interessa-nos. a pineal teria influência sobre o amadurecimento das glândulas sexuais . seus raios formavam um lótus de pétalas sublimes. atribuindo-lhe papel relevante que se tornou conhecida até os nossos dias. o que atrasou. a faculdade propriamente dita se radica no organismo não depende da moral. a pineal desempenha o papel mais importante. Qual seria o órgão responsável por tal aquisição fundamental do Espírito encarnado? Na época em que Kardec codificou o Espiritismo pouco se conhecia da anatomia e estrutura microscópica da pineal e muito menos ainda de suas funções. Porém. Em Missionários da Luz [cap I e II] André Luiz estudando um médium psicógrafo com o instrutor Alexandre. que deixou de ser um olho exterior. seus hormônios favoreceriam o sono. quando atuante. embriologistas relacionaram a pineal ao terceiro olho de alguns répteis lacertídeos da Nova Zelândia e passaram a considerá-la como um órgão vestigial. Allan Kardec [LM-it 226] questiona aos Espíritos: "O desenvolvimento da mediunidade guarda relação como o desenvolvimento moral do médium? Não. ativa a pineal. Com o avanço da Ciência. diminuiriam crises convulsivas. a glândula minúscula transformara-se em núcleo radiante e ao redor. André Luiz." Tecem a seguir valiosos comentários quanto ao problema do uso da faculdade...ovários e testículos. a mente humana intensifica o poder de emissão e recepção de raios peculiares à nossa esfera espiritual. na grande maioria. André Luiz prossegue narrando o que vê: . esta afirmação aguçanos a sã curiosidade de pesquisar em torno da sede da mediunidade. ou seja: a luz inativa a pineal e a ausência de luz. um ligeiro resumo do que a Ciência oficial conhece hoje sobre a glândula pineal Busquemos agora." No início do séc.

que passou a ser o dirigente e o gerente de cada repartição do corpo físico do homem.). Continuando as elucidações doutrinárias. como órgão de elevada expressão no corpo etéreo. Tudo isso exigiu um controle eficiente e preciso. na seqüência de lutas pelo aprimoramento da alma e deixa entrever a grandeza das faculdades criadoras de que a criatura se acha investida. interroga Alexandre sobre o papel das gônadas (testículos e ovários) no desencadeamento e preservação das energias sexuais. e. foi desenvolvendo características e aptidões importantes e indispensáveis para a sua evolução. Alexandre prossegue fornecendo valiosas informações sobe a influência do nosso estado emocional. de evolução estava pronto o espetacular órgão do corpo humano. o instrutor Alexandre fornece ainda outras informações a André Luiz: Não se trata de um órgão morto segundo as velhas suposições. Após milênios. em funções cada vez mais especializadas e complexas. Da função desenvolvida por uma única organela celular tivemos o aparecimento de maravilhosos e competentes aparelhos e sistemas orgânicos. ela domina o campo da sexualidade e estabelece contato com o mundo extracorpóreo. para desempenhar esta tarefa.Jorge Andréa 5 O PENSAMENTO: IDEOPLASTIA E CRIAÇÕES FLUÍDICAS O Princípio Inteligente (P.I. . as forças criadoras. os quais ligam as existências umas às outras. Funções rudimentares e simples. a glândula reajusta-se ao concerto orgânico e reabre seus maravilhosos mundos de sensações e impressões da esfera emocional. examinando o inventário de suas paixões vividas em outras épocas.via glândula pineal. Os cromossomos da bolsa seminal não lhe escapam a influenciação absoluta e determinada. se transformaram. o que é de grande importância para os padrões de conduta íntima que devem vigorar em cada um de nós.22 cérebro em seu interior na zona mais nobre o tálamo. a certa altura. que reaparecem sob fortes impulsos. Acham-se absolutamente controladas pelo potencial magnético de que a pineal é a fonte fundamental. foi desenvolvendo simultaneamente o sistema nervoso. Alexandre esclarece: As glândulas genitais são demasiadamente mecânicas para guardarem os princípios sutis e quase imponderáveis da geração. As glândulas genitais segregam hormônios psíquicos ou unidades-força que vão atuar nas energias geradoras. Ela preside aos fenômenos nervosos da emotividade. e em seguida continua a funcionar como o mais avançado laboratório de elementos psíquicos da criatura terrestre. através de sua longa viagem pelos Reinos da Natureza. o cérebro. Ela acorda no organismos do homem na puberdade. Vemos então atribuídas à glândula pineal funções que só agora estão sendo esclarecidas pela Ciência oficial.André Luiz/Chico Xavier Grilhões Partidos .André Luiz/Chico Xavier Forças Sexuais da Alma .I. voltemos a Missionários da Luz e vamos encontrar André Luiz surpreso com a amplitude de funções da pineal. Entrega-se a criatura à recapitulação da sexualidade.André Luiz/Chico Xavier Evolução em Dois Mundos . Segundo revelações dos instrutores espirituais. Desata de certo modo os laços divinos da natureza. Bibliografia Livro dos Médiuns . relacionando às emoções mais sutis. com o passar do tempo.Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo Franco Entre a Terra e o Céu .Allan Kardec Missionários da Luz . Em Missionários da Luz. assim o P. é a glândula da vida mental.Jorge Andréa Nos Alicerces do Inconsciente . sobre as gônadas . Aos 14 anos aproximadamente.

é que o fator determinante para termos mais ou menos sinapses é diretamente proporcional ao exercício e ao estímulo constante ao sistema nervoso. não decorre da multiplicação das células nervosas. Qualquer atividade nossa é comandada pelo cérebro. como o piscar dos olhos. etc. se deve ao maior ou menor número de sinapses nervosas. podemos afirmar que o cérebro humano é uma réplica do cérebro perispiritual. qual a área do cérebro responsável pelo controle de certa função orgânica. A Doutrina Espírita. e este desenvolvimento. que o encarnado. são armazenadas como patrimônio eterno do ser.1 O Cérebro Ao nascimento. desde as mais simples. de sinapses nervosas (nome que a Ciência dá à união entre as células nervosas).) e ordens inconscientes (piscar os olhos. Podemos assim dizer que: o cérebro comanda o nosso corpo físico utilizando-se de ordens conscientes (falar.2 O Pensamento A ciência espírita nos ensina que a ordem realmente nasce na vontade do Espírito que. nunca é tarde para estudar e aprender. o homem vai desenvolvendo cada vez mais as suas aptidões. uma chega às lágrimas. A Ciência atual aceita que a maior ou menor aptidão cerebral. Guardando certos limites. O que é muito interessante. Nós espíritas sabemos a diferença entre o Espírito encarnado e o Espírito desencarnado. Para entendermos este aspecto. Sabemos. À medida que aptidões mais complexas se desenvolvem.23 5. as mais simples passam ao controle do inconsciente (automatismo). atinge o órgão efetor. como vimos. ou seja independe da idade do indivíduo demonstrando cientificamente que. por uma "vibração nervosa". a um mesmo estímulo. explica como a ordem. A Ciência terrena se perde quando não consegue entender o motivo pelo qual. o cérebro humano pesa aproximadamente 500 gramas e possui cerca de 100 milhões de neurônios (células nervosas). o que diferencia o cérebro de uma criança do cérebro de um adulto é o número de sinapses nervosas. 5. e também. necessita do corpo físico. Podemos também estender estes conhecimentos aos animais. diferenciando-os em aptidões de acordo com o número de sinapses nervosas. enquanto a outra mostra-se indiferente. nos ensina que o corpo físico desde o momento da concepção é formado tendo como molde o perispírito.). O Espiritismo nos explica este fato com clareza. ou seja. Assim. respirar. por precisar atuar sobre a matéria densa. e que este cérebro físico seria rudimentar quando comparado ao cérebro perispiritual. etc. Seriam dois computadores de gerações diferentes. Se acompanharmos a evolução do P. andar. faz vibrar certa região de nosso cérebro perispiritual e este emite uma outra "vibração nervosa" que faz a área correspondente no cérebro físico emitir uma ordem ao órgão efetor do corpo físico. vamos observar que as aptidões após serem conquistadas. que essa capacidade de formar sinapses. realmente. bater o coração.I. pois nem todas as características são passadas ao corpo físico. mas apenas as possíveis e necessárias a cada reencarnação. No adulto o cérebro pesa aproximadamente 1500 gramas e tem também cerca de 100 milhões de neurônios. é a mesma do nascimento ao túmulo. temos de recorrer à ciência não convencional. Por que duas pessoas ao ouvirem uma mensagem ou uma música. etc. até as mais complexas como escrever. e entre outras coisas. falar. Nosso corpo físico é uma cópia de nosso corpo perispiritual (réplica rudimentar). . escrever. duas pessoas respondem de forma tão diferente em certas circunstâncias. Hoje sabemos que este fato se dá pelo aumento crescente da união entre estas células.. partindo do cérebro. ao contrário que muitos pensam. que a partir do nascimento. A Ciência da Terra consegue explicar como ocorrem as alterações cerebrais diante de um estímulo.

quem pensa é o Espírito e não o cérebro físico. na verdade. Se analisarmos o campo de influência de uma fonte de energia. ou seja. alimenta e é alimentado dos sentimentos dessa faixa de pensamentos ou de sentimentos. como nos ensina o autor espiritual André Luiz. ou FAIXA DE INFLUÊNCIA. a apresentação momentânea da energia. quem realmente responde ao estímulo do meio é o Espírito. estando encarnado ou não. cada um de nós tem o seu Hálito Mental próprio HÁLITO MENTAL INDIVIDUAL. A Física nos ensina que o que diferencia uma onda de outra. segundo estas características físicas. cheiro.: emissoras de rádio que emitem ondas de mais elevada freqüência atingem maior distância de seu sinal). o número de ciclos em determinado tempo (ciclos por segundo). são suas características físicas como: amplitude. a Ciência deu o nome de "CAMPO DE INFLUÊNCIA DE EINSTEIN". média e baixa freqüência. ou seja. vamos conseguir deduzir aspectos importantes desta fonte. Ou seja. pois como vimos. outra de calor. Ao campo de influência. Assim também ocorre com o Espírito. Projetamos constantemente uma vibração nas partículas que compõem nosso perispírito de acordo com a nossa evolução (cor. esteja ele encarnado ou não. Quando se acha em uma faixa vibratória. freqüência. obedecendo a uma lei física. sensação agradável) ou desagradável e alguém que se aproxima de nós. O local (dimensão) do Universo onde Espíritos que emitem o mesmo tipo de HÁLITO MENTAL se encontram recebe o nome de FAIXA VIBRATÓRIA. Devemos . mesmo sem conhecê-la diretamente (o estudo feito pelos astrônomos com a irradiação emitida das estrelas). fonte sonora com ondas sonoras. podemos afirmar que o poder de influência do Bem é muito maior do que do Mal. ou FAIXA DE PENSAMENTO. e a resposta ganha o corpo físico através do perispírito. líquido e gasoso). HÁLITO MENTAL DE UMA COLETIVIDADE. Albert Einstein afirmava que todos nós vivemos em um Universo de energias. Como vimos. adquirido em reencarnação sucessivas. A espiritualidade nos ensina que esta lei é obedecida na Ciência espiritual.). uma onda seria luminosa. O Espírito pensa e manda. etc. Como cada um de nós pensa de acordo com o seu patrimônio intelecto-moral. quanto mais evoluído moralmente é o Espírito (encarnado ou desencarnado) mais alta a freqüência de suas ondas mentais. Assim. etc. ou seja. Para simplificarmos a análise. a energia de uma fonte se propaga através de ondas. ou seja. criando as ondas mentais (partículas mentais) gerando em torno de si o CAMPO DE INFLUÊNCIA DA MENTE HUMANA. emitimos ondas mentais diferentes. conhecido com o nome de hálito mental. O sábio cientista nos ensinou que toda fonte de energia propaga sua influência no Universo através de ondas (ex. que a matéria é. existente ao redor de toda fonte de energia (matéria). A espiritualidade nos ensina que um grupo de Espíritos (encarnados ou desencarnados) que pensa da mesma forma (evolução semelhante) formam um Hálito Mental de um Grupo. o Espírito que aí está atrai e é atraído para esta faixa. Cada fonte de energia tem o seu campo de influência próprio. Quando o Espírito pensa. o perispírito transmite e o corpo físico materialmente responde. No exemplo que citamos. após julgá-lo utilizando-se de todo seu patrimônio moral e intelectual. utilizaremos apenas a freqüência de uma onda. e que esta influência vai até ao infinito. Assim Espíritos muito evoluídos emitem ondas de altíssima freqüência (maior o seu campo de influência) e Espíritos pouco evoluídos ondas de baixa freqüência (menor o campo de influência). A física também nos ensina que o campo de influência das ondas que esta fonte emite é maior quando maior a freqüência (ex. ele funciona como uma fonte de energia.24 Ou seja. A Física da Terra nos diz que fontes que emitem ondas de freqüências iguais se atraem e fontes que emitem ondas de freqüência deferentes se repelem.: fonte de calor com ondas de calor. como a água que pode apresentar-se em seus três estados (sólido. Assim teríamos ondas de alta. outra mental. comprimento. fonte luminosa como ondas de luz. outra sonora. explicando assim a resposta diferente de dois Espíritos ao mesmo estímulo. Assim. o Espírito ao ouvir a mensagem ou a música responde ao estímulo. ocorre na matéria a exteriorização de tudo aquilo que existe no Espírito como um todo.

enquanto a pessoa se encontra predisposta. Sendo os fluidos espirituais a atmosfera dos seres espirituais. Sua execução. imagens fluídicas. ainda. em nível inconsciente. as lembranças vividas. é a mesma. deixando de existir tão logo o mesmo pensamento cesse de agir naquele sentido. tanto por Espíritos bons quanto por Espíritos inferiores. Elas surgem e se desfazem alternadamente. Por este mecanismo. pode lhes aglomerar. também gravitam em torno de quem as elabora. todavia. por exemplo. Na literatura espírita. mais eficazmente as construções superiores são registradas.25 nos burilar.1 Mecanismo e Duração Os Espíritos atuam sobre os fluidos espirituais empregando o pensamento e a vontade. que estejam vibrando em sintonia. Na medida em que o pensamento se faz. mas. todas as criações mentais são tão reais como eram no estado material quando encarnado. formas-pensamento. tudo depende dos sentimentos (ondas) que criamos diuturnamente. construções mentais. 5. é nesse meio que ocorrem os fenômenos perceptíveis a sua visão e a sua audição. Durante o passe. Basta que o Espírito pense numa coisa para que esta se reproduza. podendo também. vai depender da persistência de propósitos. eles podem imprimir aos fluidos. de circunstâncias que a favoreçam. Para o Espírito que é. sua existência é tão fugidia quanto a deste. são programadas com um objetivo específico. instantaneamente o corpo fluídico retrata as formas criadas. É dessa forma que as águas podem ser fluidificadas. . seus principais instrumentos de ação.3 Ideoplastia Ideoplastia .palavra de origem grega que trata do estudo das formas através do pensamento. Tenha um homem.2 Classificação As construções mentais podem resultar de uma intenção (voluntária) ou de um pensamento inconsciente (involuntária). seu corpo fluídico é posto em ação pelo pensamento e reproduz todos os matizes deste último. os Espíritos tiram desse elemento os materiais sobre os quais operam. direção. organizar. dispersar. encarnados ou desencarnados. Podem ser promovidas por mentores espirituais ou obsessores. adquirindo certas qualidades curadoras. O pensamento reflete-se no perispírito. ou. O pensamento pode materializar-se criando formas de longa duração conforme a persistência da onda em que se expressa. pela razão de serem fruto do pensamento. A imagem da vítima é criada e a cena toda é pintada. desígnios bom ou maus. executa fluidicamente o gesto. seus projetos. Modificadas as intenções. mudar-lhes as propriedades. combinar. Mas. seus anseios. As criações fluídicas. Isto permite entender por que todo e qualquer pensamento pode tornar-se conhecido: por evidenciar-se no corpo fluídico. Os mentores espirituais atiram as lembranças construtivas e plasmam quadros superiores que irão gerar renovação e força. equilíbrio.3. pode ser percebido por outros Espíritos. embora o corpo material se lhe conserve impassível. A técnica utilizada.3. que é sua base e meio de ação. fluídico. 5. também podemos encontrar outras designações com o mesmo significado: criações fluídicas. seus desejos. As idéias. serenidade e confiança em Deus. que são fruto de uma intenção. a idéia de matar a outro. tal qual se lhe desenrola na mente. 5. ele reproduz todos os movimentos e matizes. como num quadro. no sentido de sempre estarmos em faixas vibratórias mais evoluídas. As criações fluídicas inconscientes retratam as preocupações habituais do indivíduo. os planos também sofrerão mudanças. é importante considerar que o que realmente é visto pelo observador é a intenção. também ele.

Allan Kardec. Sexo e Destino . com vistas à transformação dos companheiros em sofrimento e desequilíbrio que se manifestam. Correnteza de Luz . a memória e o tato. apesar da precariedade dos nossos recursos. Os obsessores aproveitam sempre a idéia traumatizante. é indispensável que recebam o concurso de imagens vivas sobre as impressões vagas e descontínuas a que se recolhem. consultando-lhes as reminiscências. eficientes e unidos que manipulam a matéria mental necessária à formação de quadros educativos.André Luiz/Chico Xavier. explorando deslizes presentes ou passados. Mecanismos da Mediunidade .Allan Kardec. Para se recuperarem. Libertação . templos. Toda cautela é recomendável no esforço preparatório de uma reunião espírita para socorro a desencarnados menos felizes.André Luiz/Chico Xavier . Quanto mais largo é o vôo. compreensão e amor para que a programação dos companheiros espirituais encontrem em nós base segura na sua realização. mesmo quando não sejamos portadores de maiores possibilidades. Assim. É imprescindível tranqüilidade. Mecanismos da Mediunidade . mais poderosas as forças adquiridas. Aquele que se compraz na aceitação da própria decadência acaba na posição de excelente incubador de bactérias e sintomas mórbidos. São chamados fenômenos de zooantropia. Nestes casos. fontes. orientada com segurança. observando-lhes o pretérito e anotando-lhes os labirintos psicológicos. através da oração convertamo-nos em canais de auxílio. A Gênese .André Luiz/Chico Xavier.Allan Kardec. Para isso. a base de ação. escolas.José Jorge. maiores possibilidades de ajuda.4 Licantropia (Zooantropia) Alguns Espíritos podem mostrar-se com a forma semelhante a de determinados animais. palavras e atitudes. é utilizado o poder hipnótico/magnético de uma mente mais poderosa sobre a outra. o sentimento de culpa ou o rebaixamento moral voluntário. mais radiosas as claridades. Pelo mesmo processo são-lhes revitalizadas a visão. Antologia do Perispírito .André Luiz/Chico Xavier. lares e quadros outros em que os Espíritos comunicantes sintam-se como que tornando à realidade pregressa. formam-se jardins. nos elementos plásticos do seu perispírito. 5. mais inebriantes as alegrias sentidas. O Livro dos Médiuns .26 5.José Raul Teixeira. bem como a ignorância dos incautos. existem Espíritos prestativos e operantes. Importante: pelos mesmos recursos ideoplásticos são criados quadros para ajudar a mente dos encarnados que operam na obra assistencial dentro do Evangelho de Jesus. sejam conduzidos a metamorfoses mentais. é necessário oferecer o melhor material dos nossos pensamentos. São recursos imprescindíveis à criação de formas-pensamento. Esses operadores agem com precedência. O homem é a sua vida mental. oficinas. a fim de que nos santuários mediúnicos.5 Recursos ideoplásticos nas Reuniões Mediúnicas Em cada reunião espírita. carinho. sensibilizando-os nas fileiras mais íntimas. através da qual põem-se mais facilmente ao encontro da realidade espiritual. imprescindíveis à vitória do bem. A gênese de tais fenômenos encontra-se na consciência culpada da vítima e. a audição. Bibliografia O Livro dos Espíritos . hospitais.

Esboçava Kardec em 1869 uma nova obra. 6. a partir da sua vontade e do propósito. material. curiosidade e adesão pelo tratamento das doenças através do fluido. No passado. * Mesmer (1733-1815) . tratou em suas obras do magnetismo. não compreende a ação de um fluido impalpável tendo a vontade como propulsor. de fato. magnetizador que fora. Experiências importantes nesse campo vem demonstrando que. É importante atentarmos para o fato de que magnetismo e Espiritismo são duas Ciências que se relacionam. traz consigo fluidos reparadores que atuam sobre o físico tanto como sobre o moral. Porém.alquimista. despertou importantes movimentos de apoio." O Livro dos Médiuns [cap VIII-it 131] "Quando se diz que um médico cura seu paciente com boas palavras estamos expondo uma verdade absoluta. pois o pensamento benfazejo." Revista Espírita [1865-pg 254] "A Ciência até hoje só conhece as substâncias tangíveis. na Era Moderna. Mas desde o início da codificação." Revista Espírita [1868-pg 86] "A vontade é o atributo do Espírito encarnado tanto quanto do Espírito errante.médico alemão que.o que vem explicar o mecanismo do passe. fundamental na doação da bioenergia. potência que sabemos estar na proporção da força da vontade." A Gênese [cap XIV-it 20] . passível de receber impressões. Magnetismo Espiritismo Trabalha-se pela cura através de técnicas.1 O Passe No meio espírita o passe não se restringe ao magnetismo ordinário. Vejamos: "Apenas sua ignorância lhe faz crer na influência desta ou daquela forma. Trabalha-se pela elevação moral da criatura. animais. ao magnetismo propriamente dito. beneficiar ao outro.27 6 FLUIDOTERAPIA Fluidoterapia: Tratamento pelo fluido. o corpo é instrumento da ação. veio a desencarnar. desta vez sobre as relações entre magnetismo e Espiritismo quando. com o concurso dos Espíritos Sabemos hoje que realmente existe um tipo de fluido suscetível. o homem pode. transmitir-lhe recursos energéticos que vão contribuir para suprirem certas deficiências vitais ou promoverem o equilíbrio energético do corpo físico e perispiritual do doente. vitimado pela ruptura de aneurisma. o indivíduo se habilita pelo conhecimento técnico e a criatura se moraliza e procura passar para os que a pelo preparo físico e mental para atuar no paciente cercam virtudes de que seja portadora. Através de Allan Kardec identificamos a idéia básica. principalmente das faculdades da alma. uma vez que sabemos que os Espíritos promovem recursos de grande valia nos processos de cura ou de alívio dos pacientes. capazes de serem transferidos de um indivíduo para o outro . Aprendemos então que Magnetismo é fluido. dois nomes se destacaram no estudo e prática do magnetismo: * Paracelso (1490-1541) . tratamento através do fluido. daí a potência do magnetizador. vegetais e o meio circundante. Daí a propriedade que as pessoas tem de irradiar um fluido ou uma energia que pode influenciar pessoas. chegando a ser afastado do cargo de professor pelas suas idéias renovadoras. médico que se projetou na Idade Média. O passe espírita resulta. modificações ou qualidades.

meta que pode ser atingida pela autodisciplina.. É a mente que produz fluidos bons e não as mãos mexendo de baixo para cima. de cima para baixo no doente. Embora a Doutrina Espírita seja contrária a qualquer prática destituída de fundamento. Doutras vezes é rápida como uma corrente elétrica. de rituais. Algumas vezes é lenta e reclama tratamento prolongado no magnetismo ordinário. Kardec elucida: "O fluido bom expulsa o fluido ruim. Há. pretendendo retirar fluidos deletérios do organismo doente. mas esse concurso só é conhecido à fé sincera e a pureza de intenção. existe. que o passe espírita não precisa de técnicas sofisticadas. o freqüentador que. Desnecessária ainda a chamada "limpeza fluídica". Os seus princípios convocam a alma humana à luta pelo próprio desenvolvimento moral e intelectual. benevolência. É importante o passista preparar-se sempre convenientemente. Há pessoas dotadas de tal poder que operam curas instantâneas nalguns doentes. suscetível de ser aumentada por vários motivos. do estado de saúde do passista e do seu grau de desenvolvimento. de esquemas. pelas colocações do Codificador. Ter consciência espírita significa estar se esforçando no curso de cada dia para viver em amor. fica aguardando passe sem qualquer reconhecida necessidade para isso. o mais que puder.postula um novo caminho para o homem se elevar livre de dogmas. O passe é a passagem de uma pessoa para outra de uma certa quantidade de energia fluídica.28 "São extremamente variados os efeitos da ação fluídica sobre os doentes de acordo com as circunstâncias." Revista Espírita [1864-pg 7] "A faculdade de curar pela imposição das mãos tem sem dúvida alguma o princípio numa força excepcional de expansão. É necessário esclarecer o passista sobre esse "folclore". e encarar a transmissão do passe como um ato eminentemente fraternal doando o que de melhor tenha em sentimento e vibração. desejo ardente de aliviar." Os técnicos em magnetismo são os Espíritos. uma doutrina de reeducação da alma . prece e confiança em Deus. livrando-o desse conjunto de crenças. É dado de mente para mente. o passista usa gestos de expulsão dos fluidos. formados de um aparato mágico supostamente necessário para a transmissão do passe. As mãos transmitem as energias que a mente do passista fabrica e capta. no seu meio. A mente age como uma antena quando recebemos os recursos do plano superior e também quando retiramos estes recursos do próprio organismo. a fazer passes o médium curador infiltra um fluido regenerador pela simples imposição das mãos. graças ao concurso dos Espíritos. A primeira função do Espiritismo é educar. dependendo esta. Espiritismo é uma doutrina essencialmente consoladora. costumes. um grande número de . toda uma equipe espiritual coordenando o trabalho da bioenergia na sala de passes. levado por condicionamento viciosos. lendas. Precisamos dar um sentido ético e uma direção segura à doação fluídica." Obras Póstumas [parte I-it 92] Deduzimos então. Nós somos instrumentos motivados pelo amor ao nosso próximo.. entre os quais predomina a pureza de sentimentos. por meio apenas da imposição das mãos ou até exclusivamente por ato da vontade. Contudo. apenas estendendo as mãos sobre a cabeça do paciente. desinteresse. As propostas da Doutrina pairam acima de interesses imediatistas para ao homem acenar com resoluções mais seguras e definitivas. quando. numa Casa Espírita bem organizada." A Gênese [cap IV-it 31] ".

na prece. 6. o benefício que ela .pg 349] nos diz que: "No passe o fluido age de certo modo materialmente sob os órgãos afetados. Há todo um manejo de fluidos modificando a água através da química mental. na vontade e no amor Não podemos mais conviver com teorias estranhas à Doutrina Espírita. curar é o meio de se chegar à finalidade. centuplicadas em poder e eficácia se unidas ao fluido depurado dos mensageiros de Jesus. Curar o corpo é favorecer a alma na sua caminhada terrena." 6. deve agir moralmente sobre o Espírito obsessor. Mas. o passista é um intermediário consciente que humilde se ergueu para Deus. ao passo que. Nos Domínios da Mediunidade [cap 17]: ". insuficientes por vezes. Nenhum passista pode dispensar a oração ao reconhecer. porque este é um trabalho que jamais deverá ser feito de forma maquinal.2 Água Fluida No capítulo da fluidoterapia temos na água fluidificada outro elemento de valor. Léon Denis No Invisível [cap I] observa: "A força magnética por certos homens projetada pode de perto ou de longe fazer sentir sua influência. à luz da Doutrina Espírita. educar é a finalidade. A abençoada mediunidade de cura chega ao mundo como instrumento de amparo às criaturas abatidas pelo sofrimento. Sustentando-se na prece." 6." Buscando o medianeiro ajuda espiritual.3 Irradiação Na irradiação.4 Passe a Distância É uma modalidade da irradiação quando a sintonia é condição básica. "Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia.O passe pode ser dispensado a distância? Sim.29 pessoas chegam às Casas Espíritas buscando a saúde do corpo. tornando-se portadora de recursos medicamentosos. O passe é transmissão de energias humanas somadas com as emanações divinas encontradas nos reservatórios da natureza.5 Sessões Mediúnicas Allan Kardec na Revista Espírita [ano 1866. na obsessão. Nesse contexto todo. mas. uma coisa é evidente e fundamental: o sentimento com que a fluidoterapia é realizada. aliviar. curar. desde que haja sintonia entre o que recebe e o que administra." Emmanuel/Chico Xavier 6. Regra Princípio Código Norma Recurso Ajuda Socorro Auxílio Segundo Allan Kardec está na evolução moral Segundo Allan Kardec estão no pensamento. É utilizada no meio espírita como complemento do passe. pois sem a assistência dos bons Espíritos fica o médium reduzido as suas próprias forças. os fluidos também têm importância real.

e quanto mais sincera for maior teor vibratório alcança e mais energias soma. E a oração não tem fórmula. acreditam que este código religioso foi ditado por BRAHMA..André Luiz/Chico Xavier Missionários da Luz . A essência do passe é o amor. apenas levando em consideração o seu aspecto exterior. (.. que tem sido reconhecido como o mais antigo código religioso da Humanidade. Deixa claro a idéia da .Passe .Allan Kardec Passe e Passistas .1 Índia Na Índia. são quatro livros cujo conteúdo principal são cânticos de louvor. encontramos KRISHNA. evocando a lembrança das religiões desaparecidas. educado por ascetas nas florestas do cume do Himalaia. na verdade um reformulador da Doutrina Védica.. inspirador de uma doutrina religiosa. em todos os tempos e em todos os lugares. Julgar uma religião.Allan Kardec Obras Póstumas .500 a. Vamos observar alguns aspectos interessantes das religiões do passado. veremos que todas elas tinham um ensinamento dúplice: um exterior ou público.Herculano Pires 7 A MEDIUNIDADE ATRAVÉS DOS TEMPOS Estudando as civilizações da Terra.. A Doutrinação . Analisando o aspecto interior destas religiões.).Doutrinação ." Bibliografia O Livro dos Médiuns . será o mesmo que apreciar o valor moral de uma pessoa por suas vestes.Roque Jacinto Obsessão . observaremos que todos os ensinamentos estão ligados entre si como uma única doutrina básica. e outro interior ou secreto revestido de um caráter profundo e elevado. Os Brâmanes." Ainda na Índia. desde um passado longínquo.André Luiz/Chico Xavier Mecanismos da Mediunidade .) Assim como se deixam as vestes gastas. Os aspectos exteriores eram levados ao povo de um modo geral.C. temos o Livro dos Vedas. A crença na imortalidade da alma e a possibilidade da comunicação entre os "vivos" e os "mortos" sempre existiu. O Passe. é vibração sincera da alma. Nos Vedas encontramos afirmativas claras sobre imortalidade da alma e a recriação: "Há uma parte imortal no Homem.Allan Kardec A Gênese . também a alma deixa o corpo usado para recobrir novos corpos. para usar novas vestes. Chamados "iniciados" por algumas religiões.Martins Peralva A Obsessão. inflamar com os teus fogos (." "O passe é um ato de amor.30 proporciona. com suas cerimônias bizarras. Herculano Pires alcança a questão com uma objetividade admirável: "É tão simples um passe que não podemos fazer mais do que dá-lo. estes eram preparados desde a infância. das crenças mortas. enquanto que o aspecto interior era revelado apenas a indivíduos especiais.. vamos observar que a mediunidade tem-se manifestado. às vezes por 20 a 30 anos. desde as mais remotas épocas. ela é que é preciso rescaldar com teus raios. 7.Herculano Pires Nos Domínios da Mediunidade . Ao observarmos o passado. seguidores dos Vedas. que os homens trazem intuitivamente. rituais e mitos. datado de aproximadamente 1. o AGNI.André Luiz/Chico Xavier Estudando a Mediunidade . berço de todas as religiões da Humanidade.

educar os hebreus com relação à evocação dos mortos. a pluralidade das existências da alma e dos mundos habitados eram.C. Como em outras religiões.. porém a alma que o habita é invisível.) e a maravilhosa figura de Sócrates (400 . para eles. sendo tomado de grande tristeza. os papiros. a contemplação aos mortos: "Durante este estado. 7." 7. o conhecimento das formas fluídicas e do magnetismo eram comuns. é claro que a evocação dos mortos era comum entre este povo da Antiguidade." Estes são alguns aspectos dos ensinamentos de KRISHNA. 600 a. a comunicação com os mortos. procura através de uma lei disciplinar. praticamente mantinha-se ignorante a este respeito. e a possibilidade de comunicação entre vivos e mortos: "O corpo envoltório da alma. o Buda. As Ciências psíquicas atuais eram familiares aos sacerdotes da época.. 7. Moisés assim se referiu: "Que ninguém use de sortilégio e de encantamentos. a crença nas evocações era geral. no Sinai. Neste culto. que nele faz sua morada. que podem ser encontrados nos livros sagrados. o culto aos mortos foi muito praticado. o Espírito entra em comunicação com as almas que já deixaram a Terra." Não havia chegado o momento para tais revelações. os túmulos dos faraós.2 Egito No Egito." Buda e seus discípulos praticavam o Dhyana. vamos encontrar Siddartha Gautama.31 imortalidade da alma. que certo dia saindo do castelo. depois de aproximadamente 15 anos de meditação. conservados nos santuários ao sul do Industão.) Astófanes. Egiptólogos modernos. que com os seus discípulos (iniciados).C. Sófocles (400 a. problemas solucionados e conhecidos. se referem a estes fatos: Pitágoras (600 a. Se houve esta proibição. vamos encontrar Lao-Tsé e Confúcio. tem contato com o sofrimento humano e.C. toda baseada na caridade e no amor: "Enquanto não conquistar o progresso (Nirvana) o ser está condenado à cadeia das existências terrestres.5 Grécia Na Grécia. as reencarnações sucessivas. 600 a 400 a.C. vemos que ele era possuidor de uma mediunidade fabulosa que possibilitou o recebimento dos "Dez Mandamentos". imponderável e eterna. o grande legislador hebreu. refugia-se nas florestas frias do Himalaia e." "Todo renascimento feliz ou infeliz é conseqüência das obras praticadas em vidas anteriores. filho de um rei da Índia. Moisés. é uma coisa finita." "Todos os Homens são destinados ao Nirvana. que até hoje representa a base dos códigos de moral e ética no mundo. Estudando a vida de Moisés. observando a ignorância e o despreparo de seu povo. 7. desta progressista civilização. ou seja. apenas os iniciados conheciam as grandes verdades. a idéia da imortalidade e a possibilidade da evocação dos mortos era clara. nem interrogue os mortos para saber a verdade. onde até então vivera. Também na Índia. O destino da alma. retorna trazendo para a Humanidade uma nova crença. Vários filósofos. deixam claro todos estes aspectos reconhecendo a grande sabedoria deste povo. estudando as pirâmides. mantinham no culto dos antepassados a base de sua fé. por interesse de poder dos soberanos.3 China Na China.4 Israel Cerca de 15 séculos antes de Cristo. o povo.

7. Foi quando surgiu no cenário terrestre. em vários aspectos.O Evangelho Segundo o Espiritismo. na pacata cidade de Hydesville. Chegara o momento em que todos as coisas deveriam ser restabelecidas. em 1859 .8 O Espiritismo Foi no século XIX (1848). aproxima-se da exemplificação do próprio Cristo: "A alma quando despida do corpo.A Gênese. em 1861 . tão triste para a Humanidade.32 a. Graças ao sábio lionês tivemos a Codificação da Doutrina Espírita reconhecida como a Terceira Revelação. Kardec iniciou um trabalho criterioso e científico sobre o fenômeno mediúnico e após alguns anos de estudos sistematizados lançou. teve sua existência assinalada por fenômenos mediúnicos diversos.C.Zeus Wantuil e Francisco Thiesen 8 MÉDIUM: CONCEITO.O Que é o Espiritismo. sob orientação de "suas vozes". Nesta época. O Livro dos Espíritos.a faculdade dos médiuns. por evocarem os mortos. os traços de seu caráter. Sócrates. Bibliografia Depois da Morte . Mediunidade . CLASSIFICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO 8. o grande filósofo. ou ALLAN KARDEC. em 1865 .O Livro dos Médiuns. ou seja. podemos citar como uma grande figura. deixou claro a possibilidade da comunicação entre os vivos e os mortos.6 Jesus Jesus. tem uma existência que em algumas circunstâncias.Léon Denis História do Espiritismo . o Médium de Deus. em 18 de abril de 1857. que o fenômeno mediúnico começaria a ser conhecido em todo o mundo. Milhares de vidas foram sacrificadas sob a acusação de feitiçaria. no estado de New York (EUA). que guiando o povo francês. da pluralidade dos mundos habitados e da multiplicidade das existências era por eles transmitidas a todos os seus iniciados. Kardec [LM-cap 32] conceitua: Médium . aquele que deu corpo à Doutrina dos Espíritos: Hippolyte Léon Denizar Rivail. Em 1855. Joana D'arc. A idéia da unicidade de Deus. aureolado por divinas claridades espirituais. conserva evidentes. o Consolador prometido por Jesus.). Allan Kardec apropriou-se dessa expressão para designar as pessoas que são portadoras da faculdade mediúnica. como ficou conhecido. a faculdade que possibilita a uma pessoa servir de . de suas afeições e as marcas que lhe deixaram todos os atos de sua vida. 7. em 1864 .pessoa que pode servir de intermediária entre os Espíritos e os homens.7 Idade Média A Idade Média foi uma época em que o estudo mais profundo da religião era praticado apenas por sociedades ultra-secretas.1 Médium e Mediunidade A palavra médium é uma expressão latina que significa "meio" ou "intermediário". na casa da família Fox.Arthur Conan Doyle Allan Kardec . com a idade de 51 anos." 7. O Novo Testamento traz citações claras e belas de mediunidade em suas mais diferentes modalidades.O Céu e Inferno e em 1868 .

o que os divide em tantas variedades quantas são as espécies de mediunidade.2 Classificação Geral dos Médiuns A faculdade mediúnica não se revela em todos da mesma maneira." Diante da assertiva do Codificador da Doutrina Espírita poder-se-ia indagar: Somos todos médiuns? De forma generalizada poderíamos afirmar que sim. as entidades da esfera extrafísica. ou. escrevem sobre determinados objetos sem se utilizarem de lápis ou caneta). já que podem ser influenciados pelos Espíritos. Motores: os que produzem movimentos dos corpos inertes. de forma particular. . utilizando-se do ectoplasma do médium. [LM-it 159] 8. ainda. De Materialização: são aqueles que doam recursos fluídicos (ectoplasma) para a materialização do Espírito ou de parte do Espírito. ruídos. podem atuar sobre todos nós. mas de forma bem prática. na prática espírita cotidiana. os Espíritos podem se utilizar de certos recursos fluídicos que eles possuem para produzir o fenômeno. Trata-se de uma categoria de médiuns bastante infreqüente em nossos dias. etc. porém. essa qualificação se aplica somente aos que possuem uma faculdade bem caracterizada. Diversas são as classificações propostas. Todos os indivíduos possuem rudimentos da faculdade mediúnica. Através do pensamento. Pneumatógrafos: os médiuns que permitem a escrita direta (espécie de mediunidade onde os Espíritos. o que depende de uma organização mais ou menos sensitiva. De Bicorporeidade: são aqueles capazes de materializarem seu corpo perispíritico em local FORA do corpo físico. é não a resposta. Mostram os benfeitores espirituais da Codificação que esta influência "é maior do que supomos" [LE-qst 459] Todavia. tais como: movimento de corpos inertes. nas seguintes categorias: a) Médiuns de Efeitos Físicos: são aqueles aptos à produção de fenômenos que sensibilizam objetivamente os nossos sentidos. que todos são mais ou menos médiuns. podemos classificá-los de acordo com o tipo de mediunidade. de certos objetos. Mesmo sem que o médium tome conhecimento. Há também os que podem elevar-se a si mesmos (levitação). Assevera ainda Kardec [LM-it 159] que: "todo aquele que sente em qualquer grau a influência dos Espíritos é médium. embora nada impeça que um médium venha a possuir mais do que uma aptidão. De Translação e Suspensão: os que produzem a translação de objetos através do espaço ou a sua suspensão. que se traduz por efeitos patentes de certa intensidade. Usualmente. Pneumatofônicos: os médiuns que permitem a voz direta (fenômeno mediúnico onde os Espíritos emitem sons e palavras através de uma "garganta ectoplásmica". Orienta Allan Kardec que se deve reservar esta expressão apenas para as pessoas que permitem a produção de fenômenos patentes e de certa intensidade: Pode-se dizer. mas que teve fundamental importância na fase de implantação da Doutrina Espírita. Os médiuns tem geralmente aptidão especial para esta ou aquela ordem de fenômenos. De Transporte: os que podem servir aos Espíritos para o transporte de objetos materiais através de lugares fechados. sem qualquer ponto de apoio. de forma imperceptível. Sub-categorias: Tiptólogos: os que produzem ruídos e pancadas.33 intermediária entre os Espíritos desencarnados e os homens. sem a utilização do aparelho vocal do medianeiro).

por um ato de vontade e pelo passe. progredir. Em realidade. documentada na nossa memória espiritual. alargar.3 Desenvolvimento Mediúnico Segundo Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Se nós falamos somente em desenvolvimento mediúnico e não em “criar” mediunidade ou médiuns. pois podemos assimilar inconscientemente o pensamento dos Espíritos. Ora esta impressão é boa ora é ruim. reaprender a utilizá-lo . Kardec fazia referência à raridade desta faculdade e em nossos dias continua pouco comum. É preciso. d) Médiuns Audientes: são os médiuns que ouvem os Espíritos. essa capacidade é mais evidente. onde há uma vaga impressão de acontecimentos futuros. A mediunidade é uma faculdade tão natural no homem quanto qualquer outro dos cinco sentidos habituais (visão. c) Médiuns Intuitivos ou Inspirados: são aqueles que recebem comunicações mentais estranhas às suas idéias. através do toque. pois são capazes de realizar inúmeras tarefas no mundo dos Espíritos. esta designação deve ficar reservada para aquelas pessoas onde a capacidade de curar ou aliviar as doenças é bem evidente. Os médiuns de pressentimento são uma variedade dos intuitivos. através da vontade e do pensamento. expor minuciosamente. Ninguém inventa faculdade inata. contudo. também aqui. É a variedade de médiuns mais comum em nossos dias. doutras vezes. Na realidade. utilizando os recursos vocais do médium. como que programada por milênios e milênios de existências anteriores. b) Médiuns Sensitivos: são os médiuns capazes de registrar a presença de Espíritos por uma vaga impressão. mas. desenvolver significa: tirar invólucro. tato e paladar). Desenvolvimento Mediúnico é o ato de fazer crescer. todos somos capazes de curar enfermidades pela prece e pela transfusão fluídica. vindas da esfera imaterial. é uma voz exterior. distinta. Segundo Kardec. i) Médiuns Psicômetras: são aqueles aptos a identificarem os fluidos presentes em determinados objetos e locais (Psicometria). j) Médiuns Sonambúlicos ou de Desdobramento: são aqueles capazes de emanciparem seu corpo espiritual deixando a organização física num estado de sonolência ou apatia. audição. Em algumas vezes é como se escutassem uma voz interna que lhes ressoasse no foro íntimo. 8. olfato. progredir. todos nós somos médiuns intuitivos. Esta variedade não apresenta caráter bem definido. e) Médiuns Videntes: são aqueles aptos a verem os Espíritos em estado de vigília. certamente porque esta faculdade não se cria numa determinada pessoa que não a possua. pronta para ser utilizada. estes médiuns "vivem por antecipação a vida espiritual". dependendo da natureza da entidade desencarnada. E desenvolvimento é o ato ou efeito de desenvolver. Foi pelos médiuns escreventes que Allan Kardec montou os pilares básicos da Codificação Espírita. instruir-se. em cada existência que se reinicia. pois todos médiuns são mais ou menos sensitivos. é. f) Médiuns Falantes ou Psicofônicos: são aqueles que possibilitam aos Espíritos a comunicação oral com outras pessoas encarnadas. Tomemos o paladar para exemplo. no seu Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. clara. g) Médiuns Escreventes ou Psicógrafos: são os médiuns aptos a receberem a comunicação dos Espíritos através da escrita. h) Médiuns Curadores: são aqueles aptos a curarem.34 De Transfiguração: são aqueles aptos a promoverem modificações temporárias em seu corpo físico. expor a faculdade que permite aos homens comunicarem-se com os Espíritos. mas em algumas pessoas.

b) Etapa Material: é o adestramento. É necessário iluminá-los. uma forma de treinamento da faculdade mediúnica. porque milhões de pessoas.. podendo sofrer. a) Etapa Intelectual: é representada pela necessidade do estudo... Sendo os médiuns." Em Nos Domínios da Mediunidade ouvimos as seguintes afirmativas do Espírito Albério (instrutor de André Luiz): "Mediunidade. Não há senão um meio para lhes contatar a existência que é o experimentar. antes de tudo.O estudo preliminar da teoria é indispensável. 8. podendo no caso dos maus. nas crianças e nos velhos. nada tem de infalíveis. é a mediunidade uma faculdade inerente à própria vida. conseqüências desagradáveis em decorrência de possuir em uma faculdade que não conhecem e não dominam. O Espírito da Verdade afirma [LM-cap 31 it 15]: ". Entretanto..2 Etapas do Desenvolvimento Mediúnico A mediunidade não requisitará desenvolvimento indiscriminado. Assim também é a mediunidade um atributo físico do homem. ninguém se lembrará de suprimir os olhos.3. indivíduos mais sensíveis. captam com maior facilidade a influência dos Espíritos. não existe sinal ou diagnóstico infalível para se chegar à conclusão que alguém possua essa faculdade. por si só não basta. o grau de desenvolvimento intelectual e moral. responsável por tantas glórias e por tantos infortúnios na Terra.1 Por que desenvolver a mediunidade? De posse destes conceitos. O médium já nasce médium. temos de vencer três etapas: intelectual . se possuidores da faculdade mediúnica. o estado de saúde. nos esforçarmos por exercê-la com devotamento e humildade. peculiar a todas as criaturas." [LM-it 211] O estudo da faculdade mediúnica e o conhecimento da Doutrina Espírita são bases essenciais e indispensáveis.Todos os médiuns são incontestavelmente chamados a servir à causa do Espiritismo. definir preferências ou recusar substâncias prejudiciais. É perigoso possuir sem saber usar.3. 8. Os Espíritos afirmam a Kardec [LM-it 226]: "A faculdade mediúnica se radica no organismo". se quisermos evitar inconvenientes inseparáveis da inexperiência. para conhecer a qualidade do nosso trabalho e julgar nossa direção. através do pensamento. Kardec afirma: ". esclarecê-los. Cabe-nos portanto. aprimoramento da personalidade mediúnica e nobreza de fins. Além disso.. uma familiarização com as técnicas envolvidas no processo da mediunidade. Na verdade. Ela se encontra. forma-se uma nova dúvida em nossa mente: Por que desenvolver a mediunidade? Presença de mediunidade significa necessidade de trabalho na Seara Espírita? Nós sabemos que na Terra estamos rodeados por Espíritos desencarnados que a todo instante. sendo semelhante ao dom da visão comum. nos influenciam e são influenciados por nós. quaisquer que sejam o temperamento. mas. orientá-los. [LM-cap 17 it 200] . às vezes. entre homens e mulheres. Mas então.moral. tenham se servido dos olhos para perseguir e matar nas guerras de terror e destruição. por características próprias de seu corpo físico. para que o médium possa tornar-se um filtro leal das Esferas Superiores com vistas à ascensão da Humanidade para o Progresso. É necessário sabermos que tipo de onda mental assimilamos." Assim.. na medida da sua faculdade. nós sabemos que da faculdade mediúnica podem dispor-se bons e maus Espíritos. como proceder ao desenvolvimento mediúnico? Allan Kardec e vários benfeitores espirituais nos orientam que.35 adequadamente para selecionar alimentos. no desenvolvimento mediúnico. os sinais físicos nos quais algumas pessoas julgam ver indícios. em face das circunstâncias imponderáveis da evolução. até hoje. levarem o médium ao desequilíbrio.material .

A reunião deste grupo deve ser sob a direção de pessoas experientes. aproveita todos os instantes para avançar no caminho do Progresso. aquele que não se contenta em admirar a moral espírita. que só nós saberemos identificar e sentir porque estará marcada em nosso íntimo. todo Centro Espírita tem como que um isolamento magnético que nos protege espiritualmente durante os trabalhos mediúnicos. Além disto. serão contornados. seria um erro de sua parte. desde o início de seu aprendizado. após a convivência com o povo. isto é. O candidato a médium deve ter persistência. forma um todo coletivo onde a força e a sensibilidade se encontram aumentadas por uma espécie de influência magnética que ajuda o desenvolvimento da faculdade. esforçando-se em fazer o bem e anular seus maus pensamentos.Luz da Doutrina Espírita . Somente nossa evolução moral. Como vimos. e é agora que começa para ele o verdadeiro desafio. sintonizava-se constantemente com Deus. nossa melhora e nosso crescimento para o Bem poderão garantir-nos o assessoramento dos bons Espíritos e o exercício seguro da mediunidade. 3 ou 10 tentativas de comunicação com os Espíritos não obtiver qualquer resultado ou qualquer indício de comunicação. é um mandato que nos é oferecido pela Espiritualidade Superior a fim de ser fielmente desempenhada. o Médium por Excelência. no Centro Espírita.um centro cirúrgico. a mediunidade é uma iniciação religiosa das mais sérias. meditando e orando muito. exercitando-se para as comunicações em dias e horários certos da semana.a moral. Isto significa trabalhar incessantemente por nossa reforma moral. E esta não é uma tarefa fácil. impedimentos materiais e psíquicos que. O candidato a médium não deve desistir se. séria. Quanto ao médium que já controla bem sua faculdade. Sob o ponto de vista espírita. onde estaremos sob o amparo e a orientação de Espíritos Bons. que são responsáveis pelos trabalhos mediúnicos da Casa. sintonizar com as atitudes negativas do que com as positivas. Desta forma. nos assevera Kardec [LMit 216] crer-se dispensado de qualquer outra instrução. só com o tempo e a dedicação.36 Esta experimentação deve ser: perseverante. mas a pratica e aceita todas as suas conseqüências. pré-estabelecidos. Não venceu senão uma resistência material. Kardec nos orienta [LM-it 207] que a reunião de pessoas com intenção semelhante. Por isso para nós ainda é mais fácil e cômodo. por ser um espírita-cristão. que seja. Esta reunião deve ser também feita. em uma palavra. sob orientação experiente. . após 2.deve partir da conscientização de seus ensinamentos e esforçar-se. Jesus. desprovida de condicionamentos. as verdadeiras dificuldades: vencer a terceira etapa . A caridade em todas as coisas é a regra de sua conduta. de preferência em grupo. É claro que não podemos mudar sem esforço. local adequado. em grupo. Um acadêmico de Medicina inicia seu treinamento aos doentes num Hospital e sob a supervisão de um médico experiente para evitar desastres. no entanto. por nossa sintonia com o Bem. que permite aos Espíritos se comunicarem com facilidade. pois na Terra acontece o mesmo. assídua. o aspirante à mediunidade . sempre se afastava para orar e meditar em silêncio e solidão. c) Etapa Moral: Allan Kardec define como espírita-cristão ou verdadeiro espírita. E como faremos? Como nos livrarmos de condicionamentos inferiores? Carregamos séculos de erros e alguns anos de boas intenções. um “médium feito”. Trabalhemos com exercícios diários e constantes no bem. É simples compreendermos. pois o que mais temos dentro de nós são sensações e experiências negativas e deformadas trazidas do passado. Se for uma cirurgia será necessário um cuidado ainda maior . de preferência em local apropriado. temos que trabalhar duro nesta reforma moral. Convencido de que a existência terrena é uma prova passageira. conhecedoras da Doutrina Espírita e do fenômeno mediúnico. existem obstáculos decorrentes da própria organização mediúnica em desabrochamento.

organização espiritual não se improvisa. auxiliando-o sempre em todas as ocasiões. 9. podendo se apresentarem de variada forma.1 Fenômenos Objetivos a) Materialização: fenômeno em que ocorre a materialização ou formação de objetos e de Espíritos. utilizando-se uma energia esbranquiçada que o médium emite através dos orifícios de seu corpo.37 A diferença de um bom médium e um médium desajustado. evitemos as falsas interpretações. Como nos diz o instrutor Albério: ". porque o lar é a usina maior de energia de que somos carentes." Dentro destes critérios de desenvolvimento da mediunidade. evangelização. quando estudava este fenômeno. não ferindo os cinco sentidos. na formação moral está a base de todo desenvolvimento mediúnico. idosos e creches. tenhamos a certeza que estaremos desenvolvendo-nos espiritualmente e capacitando-nos para o exercício da mediunidade com Jesus.André Luiz/Chico Xavier Nos Domínios da Mediunidade . interessando-nos pelo próximo. mesmo que nenhuma faculdade venha a desabrochar. Bibliografia Livro dos Espíritos . mas no caráter de um e de outro. podemos classificar os fenômenos mediúnicos em: fenômenos de efeitos materiais.elevemos nosso padrão de conhecimento pelo estudo bem conduzido e apuremos a qualidade de nossa emoção pelo exercício constante das virtudes superiores.Allan Kardec Obras Póstumas .Allan Kardec Médium: Quem é. o que se torna mais difícil numa leitura solitária.. estaremos alongando nossa visão e nossa percepção dos conteúdos espíritas. chamada ectoplasma.André Luiz/Chico Xavier Desenvolvimento Mediúnico . Como exemplo .Demétrio Pavel Diversidade dos Carismas . não está na mediunidade. aprenderemos a viver em grupos Humanos que nos permitirão o exercício da humildade. * Culto de Assistência: rompimento com o egoísmo. Esta denominação foi dada por Charles Richet.Allan Kardec Livro dos Médiuns . * Estudo Coletivo: reunidos aos companheiros para o estudo das obras espíritas. senão a racionalidade e o intelecto.. Quem não é? . usando ao máximo nossa capacidade de servir desinteressadamente. Alguns cuidados devem ser tomados por todos aqueles que aspiram ao desenvolvimento mediúnico: * Culto do Evangelho no Lar: ele proporciona a renovação do clima espiritual do lar sob as luzes do Evangelho Redivivo. etc. * Freqüência ao Centro Espírita: nas reuniões públicas e outras atividades oferecidas pelas Casas Espíritas. é onde compensamos nossa vibrações psíquicas em reajustamento. visita aos enfermos.. Evitemos as sessões mediúnicas nos lares..Hermínio Miranda Missionários da Luz .Roque Jacinto 9 CLASSIFICAÇÃO DOS FENÔMENOS MEDIÚNICOS SEGUNDO SEUS EFEITOS Segundo os efeitos que produzem. Assimilando as experiências de companheiros. distribuição de alimentos. * Reforma Íntima: revisão e reconstrução de nossos atos e hábitos. permutando vícios por virtudes legitimamente cristãs que são as únicas que sobreviverão eternamente. físicos ou objetivos: são os que sensibilizam os nossos sentidos físicos. Participação em atividades como: campanha do quilo. grupos de costura. fenômenos de efeitos inteligentes ou subjetivos: são os que ocorrem na esfera subjetiva.

O Espírito utiliza fluidos do mundo espiritual e os expelidos pelo próprio médium e os manipula envolvendo o rosto do médium com uma capa fluídica sobre a qual modela sua fisionomia. e) Psicometria: é a faculdade mediúnica onde o indivíduo torna-se capaz de registrar e identificar os fluidos de objetos e locais. i) Sematologia: movimento de objetos sem contato físico. a existência de um invólucro semimaterial que lhes serve de corpo no mundo espiritual e que tem possibilidades de ação sobre a matéria física. que as deram. 9. um sentimento.2 Fenômenos Subjetivos a) Intuição: é o mecanismo mediúnico mais evoluído da espécie humana.3 Teoria das Manifestações Físicas Se temos um efeito . c) Audiência: pode-se ouvir através dos órgão auditivos do corpo físico vozes. Vamos analisar os fenômenos mediúnicos produzidos pelos Espíritos desencarnados buscando saber como se opera esta ação. 9. g) Escrita Direta: palavras ou frases escritas diretamente pelos Espíritos. mas sem se materializar. O perispírito é um subproduto do FCU e é variável em sua maior ou menor condensação.ele deve ter uma causa.38 mais eloqüente podemos citar as experiências de William Crookes com a médium Florence Cook possibilitando a materialização do Espírito Katie King de 1870 a 1874. termo criado por Allan Kardec para designar o corpo perispiritual . c) Levitação: erguimento de objetos e pessoas contrariando a lei da gravidade. traduzindo um desejo.FCU) em torno de um foco de inteligência que é o Espírito. h) Tiptologia: sinais ou pancadas formando palavras e frases inteligentes. Em segundo lugar. independentemente do médium. f) Voz Direta: vozes de Espíritos que soam no ambiente. O que lhe dá propriedades . classificou-os como resultantes da sustentação sobre colunas de fluidos condensados erguidas para suportar o peso dos objetos e erguê-los. Notemos que estas teorias não nasceram de cérebros humanos. É o perispírito. Fizeram-nos conhecer primeiro a sua existência. d) Desdobramento: o Espírito do médium desloca-se em desdobramento perispiritual às regiões espirituais ou aqui mesmo na Terra. e) Bicorporeidade: aparecimento do Espírito do médium em outro local de forma materializada. através de uma garganta ectoplásmica. b) Transfiguração: modificação dos traços fisionômicos do médium. os Espíritos desencarnados. independentemente do corpo físico ou carnal. qual o seu mecanismo. idéias ou grupos de pensamentos. O médium consegue captar conteúdos mentais da dimensão espiritual e de lá retirar imagens. São conhecidos por "colunas de Crawford". d) Transporte: entrada e saída de objetos de recintos hermeticamente fechados.o fenômeno físico . que estudou estes fenômenos. ainda. sua sobrevivência. mensagens bem caracterizadas ou dentro do cérebro onde as vibrações atingem os centros nervosos ou. Pode ser observada em graus e aspectos diversos: g) Psicofonia: é a manifestação mediúnica através da fala. Crawford. mas foram eles próprios. em alguma zona espiritual.a condensação do fluido (que tem origem no Fluido Cósmico Universal . f) Psicografia: manifestação mediúnica através da escrita. b) Vidência: é a percepção visual dos fatos que se passam na dimensão espiritual.

orar. isto é. Como agir? Não dar atenção quando o fenômeno for produzido por Espíritos brincalhões. tal como aconteceu com as irmãs Fox. daqueles Espírito dentro de nossas possibilidades. quando justas. iremos analisar o motivo pelo qual os fenômenos ocorrem ou são provocados: perseguição de Espíritos.1 Manifestação Físicas Espontâneas Em alguns lugares.Arthur Conan Doyle Nos Alicerces do Inconsciente .corpo físico O fenômeno mediúnico de efeito físico. em Hydesville. a identificação da natureza dos Espíritos comunicantes era o maior escolho da prática espírita. Bibliografia Livro dos Médiuns . intenção de provar sua sobrevivência e que o Espírito é uma realidade. brincadeiras para assustar. A prece sincera e partida do íntimo da alma.Léon Denis O Fenômeno Espírita . algo despertou a atenção do Codificador: verificou Allan Kardec a grande diversidade de caracteres. atender às solicitações. aquele que sensibiliza nossos sentidos físicos. Kardec afirmava que. fraudes de pessoas inescrupulosas.Gabriel Dellane A História do Espiritismo . mistificações. e muitas vezes ao dar origem aquilo que se costuma denominar de "casa mal assombrada". 3 . observam-se fenômenos mediúnicos ostensivos. Excluídas as causas acima. desejo de comunicar-se com a finalidade de expor alguma preocupação ou intenção. tocar-lhes-ão o coração e os ajudarão naturalmente. em 1848. como batidas ou levantamento de objetos. sem que nenhuma pessoa tivesse intenção de consegui-lo. o Espírito desencarnado combina o seu fluido perispiritual com o fluido que escapa do médium. de tendências e de estilos que estavam presentes nas comunicações mediúnicas. quando produzidos por Espíritos perturbadores e vingativos. Ocorrem espontaneamente. de causa física conhecida. depois da obsessão.3. satura os espaços interatômicos e intermoleculares da matéria e. . Temos como exemplo a movimentação de objetos e a comunicação por pancadas.Allan Kardec No Invisível . desde as horas iniciais. no sentido de tentarem identificar a natureza das diversas mensagens dos desencarnados. quando começaram a chegar até Allan Kardec as primeiras mensagens do além-túmulo.39 especiais para agir sobre a matéria. tem sua explicação na ação do perispírito. Para atuar sobre um objeto inanimado. 2 – perispírito. Além disso. se fenômenos como esses não são: frutos da imaginação ou alucinações. vários outros aspectos deveriam ser levados em consideração no intercâmbio com os Espíritos desencarnados. Devemos analisar. primeiramente. O perispírito é o intermediário entre o Espírito e corpo físico. formando assim o complexo humano: 1 – Espírito. agindo como deseja.Jorge Andréa 10 AS COMUNICAÇÕES MEDIÚNICAS Nos momentos iniciais da Codificação Espírita. O Codificador. 9. percebeu que muito cuidado deveria ser tomado por todos aqueles que passassem a se dedicar ao mister mediúnico. orientar. com a força do pensamento.

É importante frisar que nem toda comunicação séria é necessariamente verdadeira. denotando a presença de uma entidade de natureza inferior. objetive o crescimento das pessoas ou da sociedade. quase sempre malévolas. Toda heresia científica notória. d) Sérias: são as comunicações que tratam de assuntos graves e de maneira ponderada. o Codificador vai apresentar no LM [cap XXIV] algumas "regras" que. Excluindo-se as comunicações grosseiras. vinculados às puerilidades do dia a dia. 10. excitam o orgulho e a vaidade e procuram exaltar a importância pessoal daqueles que desejam conquistar. e que por terem uma conversação divertida. c) Os Espíritos bons jamais se ofendem. f) Os Espíritos superiores se exprimem de maneira simples. somente os maus se melindram. b) Frívolas: estas comunicações não são de Espíritos necessariamente maus. todas as outras poderiam ser incluídas nesta categoria. Os maus exageram nos elogios. mas de Espíritos vadios. as frívolas e as instrutivas. c) Instrutivas: as comunicações instrutivas são aquelas que têm por finalidade veicular ensinamentos. obscenas. Todo conselho que não for estritamente conforme a mais pura caridade evangélica não pode provir de Espíritos bons. inúteis. inconseqüentes. e) Os Espíritos levianos são reconhecidos pela facilidade com que predizem o futuro. querem ser obedecidos e não se afastam facilmente. São comunicações de fácil identificação. de alguma forma. b) Os Espíritos bons só ensinam o bem. vazios. insolentes ou arrogantes. sério e ponderado para veicularem mentiras e discórdias.40 10. d) Os Espíritos bons só dão conselhos racionais. são entidades espirituosas. pois partem de entidades que nada têm a nos ensinar e nada querem aprender. as características de sua mensagem. g) Os Espíritos bons jamais dão ordens: não querem impor-se.1 A Natureza das Comunicações a) Grosseiras: são aquelas comunicações que contêm expressões que ferem o decoro ou agridem os princípios da moral. filosóficos ou morais. h) Os Espíritos bons não fazem lisonjas. às vezes. . São comunicações que versam sobre assuntos insignificantes. para uma mensagem ser considerada INSTRUTIVA. o conteúdo de suas idéias. São. é imperioso que ela seja verdadeira. dotadas de altos valores morais e intelectuais e versam sobre temas científicos. poderão contribuir na distinção que devemos sempre fazer entre uma comunicação de Espírito bom e de Espírito inferior. Espíritos mistificadores se utilizam de um estilo grave. ou seja. Repugnam a toda pessoa que tenha um mínimo de sensibilidade. muitas vezes. tomando o tempo da reunião. Lembra Kardec a necessidade de examinar-se com atenção a linguagem do Espírito comunicante. agradam às pessoas. pois. dão ordens. O certo é que nada acrescentam de útil. Toda recomendação que se afaste da linha reta do bom senso ou das Leis imutáveis da Natureza acusa a presença de um Espírito estreito. Objetivando facilitar esta tarefa. levianos. se bem examinadas. sem prolixidade. apenas aconselham e se não forem ouvidos se retiram.2 Da Identidade dos Espíritos a) A linguagem dos Espíritos superiores é sempre digna. Todo anúncio de acontecimento para uma época certa é indício de mistificação. Espíritos viciosos ou vingativos. todo princípio que choque o bom senso revela a fraude. engraçadas. Algumas vezes. gerando embaraço para as pessoas e as reuniões. São comunicações de almas elevadas. Os maus são autoritários. nobre e sem qualquer mistura de trivialidade. Lembra Allan Kardec que. vincule pensamentos corretos e. elevada. eles possuem a arte de dizer muito em poucas palavras.

o fundamento da questão é o outro fato importante. o charlatanismo. É importante. j) Os Espíritos nobres dizem tudo com simplicidade e modéstia. Vejamos agora alguns tipos de perguntas: Perguntas Sobre o Futuro: grande é a curiosidade do Homem em saber o seu futuro. um recurso para brincadeiras e adivinhações.C. como jogo de cartas. responder. os feiticeiros e bruxos eram queimados em praça pública. quando estudamos os livros da codificação. Muitas pessoas aceitam de bom grado a "adivinhação do futuro". para educar o seu povo. não fazem jamais exibição do seu saber nem de sua posição entre os demais. e não têm permissão para responder. facilitando-nos a compreensão dos fatos. Estando o Ser Humano. nunca se vangloriam. Além da forma. os Espíritos infelizes respondem a tudo. b) Uma pergunta séria não nos dará a certeza de uma resposta também séria. colocados por Allan Kardec: a) Os Espíritos sérios respondem de bom grado às perguntas que têm por objetivo o nosso progresso e o bem da Humanidade. mas o caráter moral daquele que pergunta. Por este motivo. e esta análise recebeu o nome de: "Perguntas que se podem fazer aos Espíritos". do sábio estudo do mestre lionês.. Outro aspecto também importante na forma. nos encantamos com a ordem das perguntas colocadas por Allan Kardec. Na Idade Média. Este tipo de comportamento tem facilitado. não querem responder. Devemos nos lembrar que existem perguntas que os Espíritos não podem responder. Entretanto. Esta forma deve obedecer uma clareza e uma precisão. somente os ditos iniciados poderiam praticar o intercâmbio com os mortos. como em outras épocas. não é de se estranhar que logo visse na possibilidade de comunicação com os "mortos" uma maneira de tirar algum proveito. O Codificador do Espiritismo deixa claro vários aspectos relacionados à previsão do futuro: . 10. Vamos analisar alguns pontos importantes. na faixa evolutiva própria de nosso planeta. por três motivos principais: não sabem a resposta. é obedecer a uma ORDEM lógica. encarnado na Terra. Na história de todos os povos encontramos provas irrefutáveis deste fato. era.3 Perguntas aos Espíritos A comunicação entre o Espírito encarnado e o Espírito desencarnado vem ocorrendo desde as mais remotas épocas. o povo em geral era proibido de conhecer ou exercitar esta prática. tinham no culto e comunicação com os mortos. para todos nós. como um exemplo para amedrontar o povo. Muitas religiões do passado. Quando insistimos nestas perguntas. 1500 a. analisarmos alguns aspectos. A evocação era praticada por alguns povos da Antiguidade. exploradas pelo charlatanismo e pela superstição. o Homem quer conhecer o seu futuro. Há sempre nesses casos legítimo motivo de suspeita. a base de sua Doutrina. Allan Kardec [LM-cap XXVI] estuda detalhadamente a comunicação entre os "vivos e os mortos". de conchas. etc. Moisés. respondemos melhor se tivermos entendido claramente a pergunta. às vezes. dois fatos importantes devem estar em nossa mente para que a comunicação seja eficiente. A natureza da pergunta pode provocar uma resposta exata ou falsa. quando vamos responder a uma pergunta. desde as épocas mais remotas e até os dias atuais. afeição ou piedade. utilizou-se de uma Lei Disciplinar e proibiu a comunicação com os mortos. bolas de cristal. sem o verdadeiro respeito. c) Não é a pergunta que afasta o Espírito leviano. o legislador hebreu.41 i) Desconfiai das comunicações que revelam um caráter místico e estranho ou que prescrevem cerimônias e práticas bizarras. O primeiro deve ser a forma pela qual interrogamos. com o uso de artifícios variados. Quando nos dirigimos a algum Espírito para perguntar-lhe algo. os Espíritos sérios se afastam e os Espíritos inferiores podem. Mesmo não vivendo de maneira adequada o seu presente e tendo motivos para arrepender-se muito de seu passado. antes.

momentaneamente de um ente querido que desencarnou. a separação temporária é necessária e importante para ambos. No entanto. As orientações virão obedecendo nosso merecimento. Se a medicina da Terra cresceu em conhecimento e recursos. não é menor. muitas vezes. evitamos as evocações. às vezes. O tempo e o espaço são grandezas insignificantes quando comparadas ao poder do amor. São características das predições falsas: feitas a toda hora e em qualquer local. fica ansioso para receber deste um conselho. c) o futuro depende forçosamente de nosso presente. e nosso presente não é fruto do acaso. Espera que tenha sido um sábio. como aqui na Terra. quase sempre se faz de modo espontâneo e com finalidade superior. orientar e esclarecer sobre este aspecto. com certa facilidade poderemos imaginar o que fomos no passado. Devemos lembrar sempre que a medicina da Terra não compete e não é inimiga da medicina espiritual. um rei. pois. nossas tendências e sentimentos. A orientação é ter paciência. se defrontava com milhares de pessoas a procurá-lo em busca de boas notícias). estudando o nosso comportamento atual. o futuro é sempre oculto ao Homem. algumas pessoas têm a capacidade de prescrever. trazidas por Espíritos levianos. b) o conhecimento do futuro pode ser extremamente prejudicial ao Homem.42 a) em princípio. Na época da codificação. . quando isso ocorre. orar muito. nossa real necessidade e pela misericórdia do Pai. excepcionalmente permite Deus seja ele revelado. 10. elas se somam e se completam. nós o chamamos para manifestar-se. A lógica nos mostra que a natureza não dá saltos e. Perguntas sobre Existências Passadas: a curiosidade do Espírito encarnado em saber o que foi em existências anteriores. a cura do corpo sem saber que podem estar desprezando a cura do Espírito. se interrogarmos sem critério. uma notícia. Nas reuniões mediúnicas de auxílio a desencarnados. este fato se fazia necessário. Existem ainda neste capítulo do LM outros esclarecimentos. A insistência em conseguir notícias poderá gerar sofrimento para o Espírito desencarnado. seremos vítimas de Espíritos levianos. mais comuns nos dias atuais. naquela ocasião. as evocações eram fato comum. Diz-se evocar um Espírito quando. deixando a cargo da Espiritualidade Superior. também no Mundo Espiritual existem Espíritos capazes de desenvolverem tal tarefa. Perguntas Sobre a Saúde: Qual o remédio a tomar? Qual exame a fazer? Operar ou não operar? São perguntas freqüentes à espiritualidade. é porque isso é necessário a todos nós. marcam o momento exato dos acontecimentos previstos. mas sim da utilização de nosso livre arbítrio. As perguntas sobre nossas vidas passadas dificilmente serão respondidas pela Espiritualidade Maior. o planejamento da mesma. respondem a solicitações pueris. sendo assim. o remédio para a cura do Espírito e querem. tudo isso com a permissão prévia da Espiritualidade Superior. feitas sempre que solicitadas. como também gerar a oportunidade de falsas notícias. Sobre isso. Perguntas sobre a Sorte dos Espíritos: todo aquele que se distância. vejamos alguns aspectos importantes: muitas vezes o Espírito que desencarnou necessita de algum tempo para re-equilibrar-se antes de se comunicar. que dirige os trabalhos. não esperando que isso ocorra espontaneamente. se for possível e útil. a notícia virá espontaneamente e em ocasião oportuna. outros tipos de perguntas que merecem ser lidas e estudadas.4 Evocações Muitos médiuns interrogam quanto a prática das evocações nas reuniões mediúnicas. e assim. pois Allan Kardec elaborou detalhadamente todo o estudo que se fazia necessário para o conhecimento da Terceira Revelação. Algumas pessoas se esquecem que a doença do corpo é. de qualquer forma. em uma reunião. um grande cientista. Da mesma forma. É comum pessoas procurarem os Centros Espíritas em busca de informações (o nosso Chico Xavier. um consolo.

etc. quando e como julgar melhor os Mentores Espirituais. as palavras e argumentos não serão suficientes.falta de afinidade e/ou sintonia vibratória entre o Espírito desencarnado e o médium. às vezes impossível. mas é o amor que realmente conquista o Espírito necessitado. fazendo brilhar a luz do amor de Jesus no mais escuro dos corações. dados pelo Espírito Emmanuel.. Assim. como afirma Emmanuel. tais como: . falta de motivo útil..43 pois torna-se difícil.. na verdade. irmãos e que também carregamos muitos erros e defeitos. no seu esforço.). Vários fatores podem impedir a manifestação de um Espírito. qualquer comunicado com o Invisível deve ser espontâneo .. Esclarecimentos sobre o assunto. Se no início do Espiritismo prevalecia o verbo receber.5 A Caridade no Intercâmbio com os Espíritos Desencarnados Na época da Codificação do Espiritismo. 3 . Seremos mais fortes. analisemos alguns aspectos necessários de serem obedecidos nas reuniões mediúnicas: 1 . doentes. as evocações devem ser evitadas nas reuniões mediúnicas. falta de preparo do Espírito comunicante. não somos dos que aconselham a evocação direta e pessoal. Dedicação constante no estudo aumentará muito a nossa possibilidade de auxílio. quando somarmos nossas forças. A reunião mediúnica é um grupo de trabalhadores em constante sintonia. poderá ser motivo de arrependimento no futuro. através de psicografia de livros doutrinários..Manter respeito em todos os intercâmbios. toda a Doutrina Espírita foi revelada. muitas vezes.Afastar a curiosidade no intercâmbio com os Espíritos desencarnados. em caso algum.Estudar sempre. revoltados. os Espíritos desencarnados em sofrimento. a tarefa excepcional do Codificador. o conhecimento esclarece. Nas reuniões mediúnicas.favorecimento das mistificações. o que nos parece absurdo hoje. mas precisamos ponderar..falta de permissão da espiritualidade superior para tal (época inoportuna. orientam: ". Após este período. era aceitável ontem e o que nos parece certo hoje. podereis objetar que Allan Kardec se interessou pela evocação direta. O conhecimento doutrinário nos permite usar a palavra certa no momento adequado. . se comunicam buscando consolo. Aos poucos. diante do Espírito em grande sofrimento. curiosidade não trará qualquer benefício. . a mediunidade desempenhou basicamente a finalidade de esclarecimento aos Homens sobre a verdade dos ensinamentos de Jesus. além de exercer a função de esclarecimento. Os Espíritos.Valorizar o trabalho em grupo. devemos fazê-los ver que somos. nos vêem como juízes.. procedendo a realizações dessa natureza. 4 .O Homem pode desejar isso ou aquilo.Ter paciência. 5 .Lembrar que mais importante no intercâmbio com as pessoas." Como regra geral. Algumas vezes. mais eficientes. pois necessitamos de tempo para mudar situações alicerçadas por passado longínquo. só a vibração do amor verdadeiro poderá operar verdadeiros prodígios de consolo e de transformação espiritual.. hoje prevalece ou deveria prevalecer o verbo doar. a mediunidade veio ter também a missão da prática da caridade. sejam elas encarnadas ou desencarnadas. mas há uma Providência que dispõe o assunto . 6 . etc. Todos nós estamos situados no local característico de nossa evolução. A prática da caridade necessita disciplina. Estamos reunidos para auxiliar. sendo que receber vem como conseqüência. 10. sabermos qual o Espírito que pode ou não se manifestar. A palavra consola. 2 .. ou. Nestes casos.. . é o trabalho com AMOR. esclarecimento e carinho. estimulando-o à reforma.

Verdadeiros médiuns: indivíduos que apesar de realmente possuírem a faculdade mediúnica. As fraudes acontecem mais freqüentemente na realização dos fenômenos objetivos ou efeitos físicos. é um fenômeno anímico e não se trata de mistificação (este fenômeno será examinado no item "Parapsicologia e Espiritismo"). sem abusos. auferindo lucros materiais e vantagens pessoais. um Espírito desencarnado. sem qualidades morais que enobrecem este dom. Mistificações. ludibriar. mentirosas. d) Estudo prévio da Doutrina Espírita para todos os que vão participar de atividades mediúnicas. nenhum médium está isento de ser mistificado. seriedade e propósitos elevados para que o fenômeno seja equilibrado e produtivo. tais como: materialização.6. e) Ausência de todas as causas de interesse material ou de amor próprio estimulando a provocação dos fenômenos. ou. podemos considerar que elas podem ser produzidas por: . deixar passar informações de seu próprio inconsciente. neste caso.Falsos médiuns: espertalhões e pessoas pouco escrupulosas que usam a falsa mediunidade para explorarem as pessoas que os procuram. Outro fator importante é analisarmos se existe o interesse pessoal ou vantagens financeiras. Pressupõe uma atitude pensada previamente com a finalidade de fazer parecer verdadeira uma coisa que é falsa.1 Fraudes A significação do termo é burla. Nas mistificações. ou melhor. abusar da credulidade dos outros.6 Fraudes. Utilizam a prestidigitação. ainda. nenhum interesse há em enganar. . engano. sem a presença de entidades espirituais. as mistificações ocorrem com maior freqüência nos fenômenos subjetivos. quando demoram a agir ou se ausentam. logro. não medem esforços em "ajudar" a realização dos fenômenos quando os Espíritos não os provocam. b) Conhecimento do Espiritismo que explica o mecanismo das comunicações e o intercâmbio entre os dois planos material e espiritual. c) Moralidade notória dos médiuns. burlar. 10. mas. operações espirituais. Geralmente. como a psicofonia e a psicografia. pois como afirma Allan Kardec [LM-it 314] "Onde nada há a ganhar. O exercício correto da mediunidade requer determinadas normas e disciplinas. regular.2 Mistificações Mistificar significa enganar.44 10. não é argumento suficiente para dizer que a mediunidade não existe. etc. Embora todos os cuidados que o exercício da mediunidade exigem. Os que não admitem os fenômenos espíritas tendo como causa uma inteligência invisível. apresentando comunicações absurdas. e toda fraude pressupõe uma intenção de ganho. Pelo fato de pessoas inescrupulosas utilizarem o dom mediúnico para fraudarem. algumas vezes. Allan Kardec nos aconselha: . o ilusionismo. Mas temos que levar em consideração que ninguém iria falsificar uma coisa que não existisse realmente." Garantias contra as fraudes: a) Desinteresse material e pessoal na realização dos fenômenos ou prática mediúnica. vazias em seu conteúdo. de natureza inteligente. Contradições 10. Porque a faculdade mediúnica está radicada no organismo humano. seu uso deverá ser controlado. de lucro. Ele poderá. transfiguração. ou falsos médiuns falsearem manifestações dos Espíritos. atribuem-lhes como causa a fraude. o medianeiro é colocado em situações ridículas. Os Espíritos agem e o médium não participa da farsa.6. transporte. Nas fraudes.

quem renuncia ao Espiritismo por um simples desapontamento prova que não o compreende e não o toma em sua parte séria. anúncios de herança ou outras fontes de riqueza. sejam mistificadas. é porque sua fé não é muito sólida. . somente os Espíritos perfeitos possuem a sabedoria e a superioridade moral. .3 Contradições São pontos de atrito. também no mundo espiritual há os pseudo-sábios. jamais seremos enganados. etc. Assim como na Terra existem os falsos sábios. 10. indicações relativas a interesses materiais. a observação. a experiência e abjuração de todo sentimento de amor-próprio são os únicos que podem ensinar a distinguir estes diversos matizes. As contradições devidas aos ensinamentos dos Espíritos é conseqüência também dos diferentes graus de evolução que apresentam. As contradições podem ser: devidas aos homens. Allan Kardec [LM-it 299] diz: "As contradições de origem espírita não têm outra causa senão a diversidade das inteligências. . se nós não nos afastarmos deste ponto. Devemos considerar que as divergências devidas aos homens são decorrentes de nossa condição moral. Deus permite as mistificações para provar a perseverança dos verdadeiros adeptos e punir os que fazem do Espiritismo um objeto de divertimento. semisábios denotando sua inferioridade moral.45 "Como garantia contra a mistificações. isto não lhes acarretaria o inconveniente de abalar a crença?" R . deverá ser rejeitado. Enfim. não devemos exigir do Espiritismo.Ignorância de certos Espíritos. de divergências nos ensinos dos Espíritos.6." . Há diversos graus de evolução e o conhecimento humano é diferenciado pela compreensão e interpretação dos ensinos dados pelos Espíritos. predição com épocas determinadas. tudo o que se afasta do objetivo moral das comunicações. aquela que pode ser admitida por todo homem de bom senso.À interpretação que cada um pode dar a uma palavra ou a uma explicação segundo seus preconceitos." Em LM [it 303] Kardec indaga: "Por que Deus permite que pessoas sinceras e que aceitam o Espiritismo de boa fé." As contradições que se apresentam nas comunicações espíritas podem ser devidas às causas seguintes: .. Na escala espírita.À insuficiência dos meios de comunicação que sempre permite ao Espírito transmitir todo o seu pensamento. seu fim é a melhoria moral da humanidade. porque não há duas maneiras de compreender a verdadeira moral. Mas as divergências doutrinárias ainda existem em virtude de nossa pouca evolução espiritual. .Velhacaria de Espíritos inferiores usurpando nomes. os conhecimentos. "O estudo. Tudo o que for elaborado pela mente humana e não estiver coerente com os ensinos dados pelos Espíritos superiores na codificação espírita. em virtude de ensinos dos Espíritos." E continua a nos orientar: "O papel dos Espíritos não é de ensiná-los as coisas deste mundo.À insuficiência da linguagem humana para expressar o que existe no mundo espiritual. Recomenda-nos Allan Kardec [LM-it 302]." As mistificações mais comuns são: revelação de tesouros ocultos."Se isto lhes abalar a crença. mas de guiá-los de modo seguro naquilo que lhes pode ser útil no outro. o raciocínio e a moralidade de certos Espíritos que ainda não estão em condições de tudo conhecer e de tudo compreender. teorias ou sistemas científicos ousados. senão o que ele pode e deve nos oferecer.

Bibliografia Livro dos Médiuns .Allan Kardec Estudando a Mediunidade . em casa domiciliar.Emmanuel/Chico Xavier 11 INFLUÊNCIA MORAL DO MÉDIUM E DO MEIO Allan Kardec [LM-it 226] propõe aos benfeitores espirituais a seguinte indagação: . Quando perguntaram ao benfeitor Emmanuel qual era a maior . porque. num retorno à Pátria em paz.Martins Peralva Diálogo com as Sombras .O desenvolvimento da mediunidade está em relação como o desenvolvimento moral do médium? R. A assertiva dos benfeitores coloca a mediunidade como uma função neutra. . . por si só. não se dará. que pode ser bom ou mal.Acreditar-se privilegiado. a marcha na direção do abismo é lamentável e quase sempre irreversível.Allan Kardec Médiuns e Mediunidades .Cobrar monetária ou moralmente pelos bens que eventualmente possa obter através da faculdade mediúnica. c) Prática do bem desinteressado.Não estudar a Doutrina Espírita. habitualmente. os efeitos dela decorrentes.Hermínio C.Vianna de Carvalho/Chico Xavier O Céu e o Inferno . . impondo-lhes futuras experiências no corpo sob o açodar de dores inomináveis. Médiuns. sem exceção. mas o mesmo acontece com o seu uso. o médium deverá ter um comportamento moral elevado buscando sua reforma íntima e adequar-se ao exercício de sua faculdade com esclarecimentos constantes e estudo sério e metódico. radicada no organismo físico do intermediário. . . o que. o que se pode conseguir com a mediunidade. pediram-na antes do renascimento por saberem que o seu uso correto lhes concederia a palma da vitória.46 10. A faculdade propriamente dita é orgânica.7 Abusos no Exercício da Mediunidade Sabemos que os objetivos da Faculdade Mediúnica são: a) Progresso moral da humanidade. e isto ocorre. a faculdade mediúnica não depende da moral. destrambelham a faculdade abençoada que deveriam dignificar. irão sofrer uma influência decisiva dos valores éticos do medianeiro. Para atender a tão nobres objetivos. São as seguintes as características de quem abusa do exercício mediúnico: . na expressão de Charles Richet).Fazer trabalhos mediúnicos. como um sentido (o sexto sentido. Não. pois. No entanto. quando se apresentam os desconcertos mediúnicos. da inteligência e da cultura. b) Ensejo de evolução e resgate do próprio médium. sejam por indução obsessiva ou decorram da indisciplina moral de intermediário. face à leviandade e à loucura de que se deixam possuir. Miranda O Consolador . não depende da moral.Achar que o guia sabe tudo.Não ter horário para trabalhar mediunicamente. dependendo dos valores morais do medianeiro. que vivem em situações psíquicas de altos e baixos. que agora poderiam evitar. porque ela é orgânica. Vianna de Carvalho [Médiuns e Mediunidades] nos diz: Face ao mau uso. no exercício do ministério a que se prestam.

Mas. Fundamenta-se esta lei no princípio de que para um Espírito assimilar os pensamentos de outro. que se referem à conduta humana. desenvolve e adquire qualidades necessárias para a realização dos fenômenos e entre em relação com um número maior de Espíritos comunicantes.2 O Médium na Reunião Mediúnica Procuremos examinar de que forma os esforços que o medianeiro empreende em seu crescimento íntimo . um Espírito que se dispõe à comunicação mediúnica se manifestará por meio de um. E só existe uma forma de se reconhecer a natureza de um Espírito: através da impressão que os seus fluidos causam no medianeiro. aonde não encontra a aptidão orgânica necessária. A afinidade moral depende inteiramente das condições éticas.1 Afinidade Fluídica e Sintonia Vibratória Os benfeitores espirituais nos fazem ver que os fenômenos mediúnicos também são regidos por leis severas. Allan Kardec orienta que "Para se comunicar. tendências do Espírito e médium. inflexíveis. o Espírito desencarnado se identifica com o Espírito do médium. e.estarão influenciando nos labores mediúnicos. suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal." 11. que também vai estabelecer a intensidade da assimilação fluídica e a maior ou menor impressão causada ao médium. Isto porque os Espíritos podem falsear a sua . a) Na Autenticidade da Comunicação: a autenticidade de uma comunicação é um dos maiores escolhos à prática mediúnica." Esta identificação não se pode verificar. com muita freqüência. afinidade. se não houver entre um e outro. 11. o Espírito comunicante e o médium se fundem na unidade psico-afetiva da comunicação. e que vem atenuar as dificuldades existentes. conforme o grau de semelhança existente entre eles.afinidade fluídica. A facilidade das comunicações depende da categoria de semelhança existente entre os dois fluidos. a) Afinidade Fluídica: é de natureza estrutural. mas no sentido de saber o que é o Espírito. e não do outro médium. fase esta que o Espírito Manoel Philomeno de Miranda denomina de "fase de pré-imantação fluídica"." e "vence nos labores mediúnicos o médium que detiver a maior carga de sentimento. qual ocorre com as demais e que se não submetem as nossas vontades. o contato entre Espírito e médium se faz gradativamente. não dependendo dos valores morais. se assim é lícito dizer-se. Não a autenticidade no sentido de se saber quem é o Espírito comunicante. que ocorre antes mesmo da sessão mediúnica. Através da afinidade moral. A alma exerce sobre o Espírito livre uma espécie de atração ou de repulsão. gostos. necessita estar emitindo ondas mentais na mesma freqüência vibratória. raramente se estabelece desde o primeiro momento. ele disse: "A primeira necessidade do médium é evangelizar-se a si mesmo. simpatia.os seus dotes morais . Disso resulta que de dois médiuns igualmente bem dotados e postos um do lado do outro. leviano ou interessado em aprender. tem o propósito de provocar e ativar a assimilação fluídica. E o contato antecipado. bondoso ou irresponsável. b) Sintonia Vibratória (Afinidade Moral): pessoas de moral idêntica se atraem e de moral contrária se repelem. uma disposição inata do organismo.47 necessidade do médium. Se é um Espírito sério ou zombeteiro. à proporção que o médium exercita-se no trabalho mediúnico. Esta afinidade ou simpatia apresenta duas condições distintas: . .sintonia vibratória (afinidade moral). Assim. determinado médium pode ser um bom instrumento para um Espírito e mau para outro. O Espírito aproxima-se do médium e o envolve nas suas vibrações espirituais. com o tempo.

precisa encontrar um médium que se ache em sintonia com as suas vibrações mentais. Denomina-se este processo de Telemediunidade: Espírito Superior “joga a idéia” ⎪ Espírito do médium capta a idéia e reduz a freqüência das ondas mentais ⎪ Médium encarnado consegue assimilar a mensagem c) Na Qualidade da Comunicação: O Espírito Erasto no item 230 do Livro dos Médiuns. ao apego às coisas materiais. portanto. Verificamos. pois. intimamente dos esforços empreendidos por .48 aparência. que o grave problema das mistificações espirituais está diretamente vinculado às condições morais dos médiuns. É necessário que haja um "choque de impressões" para que possamos registrar qualquer acontecimento exterior. prazerosa. de bem estar. Se foi possível a concretização das obras notáveis de André Luiz. b) Na Comunicação de Espíritos Superiores: para que um Espírito se comunique em uma reunião mediúnica. para registrarmos as características de um fluido espiritual é necessário que nós comparemos esses fluidos com os nossos próprios fluidos. d) No Estado Geral do Médium: o estado físico-psíquico do médium durante a comunicação mediúnica e. compara a mediunidade com uma máquina de transmissão telegráfica. ao término da comunicação. Muitas vezes os bondosos mentores de nossos grupos mediúnicos desejam dar uma mensagem de incentivo. mas jamais poderão falsificar os seus fluidos. nada de penoso sentirá com a aproximação desse Espírito. sadios eticamente para que possam permitir a sintonia vibratória e a comunicação torne-se uma realidade. Os Espíritos inferiores. Algumas vezes. Do contrário. Os Espíritos superiores vibram em uma freqüência mental muito alta. um médium excessivamente ligado à usura. o Espírito superior pode atuar à distância. da mesma forma que as influências atmosféricas atuam negativamente nas transmissões telegráficas. depende. afirmando que. Os Espíritos bons fabricam bons fluidos que causam no médium uma impressão agradável. mas não conseguem encontrar um médium em condições morais que permita a comunicação. Emmanuel e outros. por sua vez. mais facilidade vai encontrar o Espírito. Assim sendo. Sabemos que os Espíritos se utilizam dos valores do médium na elaboração de sua mensagem. daí a necessidade de médiuns bem equilibrados. isto se deve à condição moral de Chico Xavier que deu condições espirituais para que os livros fossem ditados. o seu estilo. tendo como intermediário um outro Espírito em condições vibratórias menos elevadas. a sua voz. Podemos então deduzir que quanto mais elevado moralmente for o médium. quanto mais aproximados forem esses recursos. densos que vão proporcionar ao médium uma impressão desagradável. principalmente. também. caracterizando a sua natureza. são elementos que terão uma participação efetiva nas comunicações espirituais. quando estas mensagens são muito importantes. sua cultura. Vamos então verificar que a moralidade do médium. No entanto. de estímulo. Assim sendo. os seus fluidos se equivalem. os recursos morais do médium poderão perturbar a transmissão das mensagens de além-túmulo. produzem fluidos pesados. o intermediário não conseguirá assimilar suas idéias e seus pensamentos. seus recursos intelectuais. que venha a receber a comunicação de um Espírito avarento. mais facilmente identificará os fluidos dos Espíritos desequilibrados.

qst 1] Allan Kardec pergunta: "O meio. até as intenções e vibrações dos componentes. Denomina-se este encontro Espírito sofredor + fluidos do médium de choque anímico. principalmente. e) Na Doação de Fluidos Salutares: quando uma entidade sofredora é levada a uma reunião de labores mediúnicos.Fluidos resultantes das emanações dos dois planos (espiritual e material). que ela seja orientada e esclarecida pelos doutrinadores.Área física. Divaldo Franco assim se manifesta: "Nosso caráter é a nossa defesa. quem vive bem. Há Médiuns notáveis. Só existe uma forma de dissolver os fluidos ruins: antepondo-lhes fluidos bons.Componentes encarnados: dirigente. mas. desde a área física. No entanto. de medo. Vamos analisar o meio em seus dois aspectos: material e espiritual. mais rapidamente. deseja-se. doutrinadores e médiuns.Espíritos orientadores. a) Meio Material: local em que se desenrola o trabalho mediúnico. . a prática constante do bem. portadores de faculdade mediúnicas extraordinárias e que vieram a cair drasticamente por influenciação obsessiva. Os fluidos bons têm uma ação desagregadora das moléculas dos fluidos negativos. for a vida do médium. devolvendo ao medianeiro a sensação de bem estar e de tranqüilidade íntima. . e.49 ele em seu progresso espiritual." 11. Só existe uma forma de precatar-se de um processo obsessivo: vivendo de tal forma que os Espíritos da sombra não possam atuar em nossos campos mentais. Em LM [it 231. o médium e o meio. fluidos salutares do grupo mediúnico. o combate às viciações estarão elevando as nossas vibrações espirituais e nos colocando fora da faixa de influência dos Espíritos obsessivos. Nos Bastidores da Obsessão. para que o medianeiro passa doar fluidos bons. do médium.Intenções dos participantes. . obviamente. deseja-se também que esta entidade venha a receber energias boas. A sensação de mal estar. quanto mais sadia. A atitude mental superior. irão neutralizar as vibrações pestilentas dos comunicantes. é preciso que tenha fluidos bons. as emoções desagradáveis que acompanham a comunicação. b) Meio Espiritual: conjunto de fatores predisponentes que facilitam e orientam o trabalho mediúnico: . melhores serão os seus fluidos que. Portanto. f) Na Obsessão: A obsessão é um problema que o médium vai se defrontar durante toda a sua vida. Essas energias sadias absorvidas pela entidade durante a comunicação. Segundo Manoel Philomeno de Miranda. exerce uma influência nas manifestações? Todos os Espíritos que cercam o médium o ajudam tanto no bem como no mal. só tem fluidos bons." Em emas da Vida e da Morte.Espíritos em tratamento. Fatores a serem observados: . do ponto de vista moral. terão um papel fundamental em sua recuperação espiritual "limpando" os seus centros de força e revigorando suas forças combalidas pelos pensamentos deprimentes. de angústia. . Todavia. Manoel Philomeno de Miranda diz: .3 O Meio Existem três fatores básicos na comunicação mediúnica: o Espírito. surgem em função da absorção de fluidos deletérios emitidos pela entidade em sofrimento. os fatores citados acima são requisitos para uma reunião séria. no qual se acha o médium.

o curso das leis divinas e que resgatam. o psiquismo do grupo responde por grande número de resultados nos cometimentos da mediunidade. sob o peso de severos compromissos e ilimitadas responsabilidades. atingido pelo pensamento. É necessário representar cada indivíduo como que cercado por um certo número de companheiros invisíveis que se identificam com o seu caráter. sobremaneira. do estudo e da aprendizagem. que contrariaram. que a influência do meio moral e emocional seja prevalente nos fenômenos mediúnicos. Toda reunião espírita deve. mais força que uma só.o homem é o produto do meio . que se confundam por assim dizer em um só. são almas que fracassaram desastradamente. prejudicial à comunicação. Sendo os Espíritos desencarnados muito impressionáveis. se os pensamentos forem divergentes. debatendo-se os princípios morais capazes de criar uma atmosfera pacificadora. Allan Kardec [LM-it 331] diz: "Uma reunião é um ser coletivo cujas qualidades e propriedades são a soma de todas as dos seus membros. os seus gostos e as suas tendências. são as que realmente atraem os Espíritos superiores. Na falta da perfeição. como nós somos pela voz. Segundo o seu número e a sua natureza. atraem. para que todos os pensamentos concorram para o mesmo fim. necessariamente. em decorrência dos seus componentes íntimos. Uma reunião perfeita seria aquela em que todos os seus membros. a melhor reunião será aquela em que o bem supera o mal. é necessário que vibrem em uníssono. é importante se conhecer a influência do meio. Por outro lado. (Manoel Philomeno de Miranda) c) Os Membros Componentes: os médiuns. provocam um entrechoque e idéias desagradáveis para o Espírito e." Todos os componentes da reunião são acompanhados de Espíritos que lhe são simpáticos. pois.salvo as inevitáveis exceções. o que tem levado muitas pessoas a concluir que . Para bem compreender o que se passa nestas circunstâncias. animados do mesmo amor pelo bem. É compreensível. o ambiente deve ser elaborado e mantido por meio de leitura edificante e da oração. torna-se-lhe fator de vigorosos efeitos no comportamento. a monotonia e não raro para a obsessão.50 Que o meio ambiente exerce efeitos e predisposições nos seres vivos. o passado obscuro e delituoso. portanto. Contudo. só levassem consigo Espíritos bons. vinte pessoas unidas numa mesma intenção terão. sofrem acentuadamente a influência do meio. formando uma espécie de feixe. procurar a maior homogeneidade possível. Embora o meio sóciocultural seja conseqüência da ação do homem. em razão da convivência mental já existente entre eles. os resultados decaem para a frivolidade. o Espírito chegando a um meio que lhe é inteiramente simpático sente-se mais à vontade. O êxito das sessões espíritas se encontra na dependência dos fatores objetivos que as produzem. Se o Espírito for. portanto. otimista e refazente. o que não poderá acontecer sem concentração. por afinidade. . Assim. fica fácil entender o poder da associação de pensamento dos assistentes. fundamentadas nos preceitos evangélicos do amor e da caridade. sem cuja contribuição valiosa. ora este feixe terá tanto mais força quanto mais homogêneo for. não são missionários na acepção comum do termo. esses companheiros podem exercer sobre a reunião ou sobre as comunicações um influência boa ou má. Além da inevitável influência do médium. aí também estarão seus consórcios espirituais. (Manoel Philomeno de Miranda) b) O ambiente ou Meio Espiritual: Não sendo apenas o de construção material. segundo Emmanuel. em sua generalidade. Mas. Onde quer que se apresentam os indivíduos. Do ponto de vista moral. os Espíritos que lhe são semelhantes. das pessoas que as compõem e do programa estabelecido nos dois planos (material e espiritual): a) As Intenções: As intenções. de qualquer maneira. os membros que constituem o núcleo.

evangelizar-se estudando a Doutrina e capacitando-se para entender e elaborar nos diversos misteres do serviço de esclarecimento e tratamento Espiritual. boa vontade.(Allan Kardec. não poderá abstrair do elevado padrão moral de que se devem revestir todos os participantes. . Segundo André Luiz [Nos Domínios da Mediunidade]. Cap. os seus membros não podem compactuar com a negligência aos deveres estabelecidos em prol da ordem geral e da harmonia. seus pensamentos. igualmente. boa vontade. A influência do meio decorre dos Espíritos e da maneira porque agem sobre os seres vivos. A faculdade mediúnica não os isenta das responsabilidades morais imprescindíveis à própria renovação e esclarecimento. a fim de estabelecerem contato com o dirigente do plano espiritual que supervisiona os empreendimentos de tal natureza. Na mesma linha de deveres dos médiuns. Para que uma sessão espírita possa interessar aos instrutores espirituais. de desordem e perturbação.." Os Doutrinadores devem.) principalmente o médium onde a exteriorização dos seus fluidos.51 Assim. o dirigente deverá ter: "devoção à fraternidade. XXIX). não é sempre suficiente para haver comunicações elevadas.. Podemos resumi-las nos seguintes pontos: . Por isso os componentes da reunião devem esforçar-se por manter os requisitos mínimos.benevolência recíproca entre todos os membros. sem adiarem o trabalho de edificação interior. das altas esferas. obtendo boas comunicações e afastando as más. Invariavelmente. instruindo-se e elevando-se moralmente. É indispensável a harmonização dos sentimentos e o amor para atrair os bons Espíritos. não poderão descurar do problema psíquico da sintonia. isto é. Essas condições dependem inteiramente das disposições morais dos assistentes. o que irá facilitar a sintonia com os mentores da reunião e melhores condições de exercerem a enfermagem libertadora aos Espíritos trazidos para tratamento. equilibrando suas emoções. compreensão. todo médium deve resguardar-se na humildade. que têm em vista o santificante programa de desobsessão espiritual. Não poderemos deixar de analisar a influência dos Espíritos que são trazidos em tratamento às reuniões mediúnicas. Os médiuns deverão manter disciplina interior. entretanto. O Dirigente deverá possuir os requisitos mínimos para liderar o grupo mediúnico que são: amor. prudência e muito amor no coração. revestindo-as com as luzes do Evangelho de Jesus e em coerência com os ensinamentos codificados por Allan Kardec. (. equilíbrio. que é resultante dos atos morais praticados. o mediador consciente da Espiritualidade. o distingue das diversas criaturas. convicto de que é uma alma em processo de redenção e aperfeiçoamento. Dessa influência cada qual pode deduzir por si mesmo as condições mais favoráveis para uma sociedade que aspire atrair a simpatia dos Espíritos bons. que deverá analisar os problemas e as idéias de modo equilibrado e inteiramente lúcido. se fazem credores da assistência dos Espíritos interessados nas sementeira da esperança e da felicidade na Terra programa sublime presidido por Jesus. pelo trabalho e o estudo. na modéstia. fé ardorosa. palavras e atos para se tornarem maleáveis às instruções dos Espíritos superiores. A seriedade de uma reunião. correção no cumprimento dos deveres. Nas reuniões sérias. oferecendo material específico aos instrutores espirituais para as múltiplas operações que se realizam nos abençoados núcleos espiritistas sérios. estudo e atitudes corretas. Livro dos Médiuns. aqueles que sabem perseverar. O doutrinador exerce a posição de elemento-terra. . para que a infiltração dos Espíritos infelizes não as transformem em celeiros de balbúrdia.perfeita comunhão de idéias e sentimentos. a vibração do seu próprio Espírito.

o físico. ampliando-se o campo de percepção do mundo espiritual. estabelecendo-se psicosfera benéfica quão salutar para todos aqueles que constituem o grupo no qual ela se desdobra. (Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo P. no qual se encontra mergulhado em escala menor.concurso de todos os médiuns com renúncia a qualquer sentimento de orgulho. (Livro dos Médiuns. Se cumpríssemos estes itens teríamos a "reunião ideal". nem a do médium. 394. mais disciplinadas e harmônicas.Allan Kardec Nos Bastidores da Obsessão . com mais sentimentos puros elevados. Estudem antes de praticar porque é a única forma de não adquirirem experiência através do próprio sofrimento.52 . Não se descarte.concentração e silêncio respeitosos durante as conversações com os Espíritos. serão superados os fatores do meio que. Tendo por objetivo a melhoria dos homens. gerando. . de modo que se recolham boas e proveitosas comunicações. em nossa reuniões mediúnicas. 1861. Revista Espírita.Hermínio Miranda . a conseqüência da natureza dos Espíritos e de seu modo de ação sobre os seres vivos nos fará deduzir em quais condições obteremos resultados mais favoráveis. sem segundas intenções.renúncia de todo sentimento contrário à verdadeira caridade cristã.Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo Franco Diversidade dos Carismas . Franco. As condições do meio serão tanto melhores. que se deve apresentar equipado dos recursos próprios. Vamos seguir as diretrizes traçadas por Allan Kardec e termos reuniões mais produtivas. O verdadeiro espírita não é o que alcançou a meta. Assim considerada e vivida. a influência do meio. pág. pondo em prática os ensinos dos Espíritos. A lógica e o discernimento nos aconselham prudência. quanto maior homogeneidade houver para o bem. . (Allan Kardec. mas os que se esforçam em o ser. só tenha por objetivo a curiosidade. uma psicosfera positiva quão otimista sob todos os aspectos propícios à execução do compromisso a que se dedica. mas o que seriamente quer atingi-la. no processo de crescimento e evolução. causal e pulsante. ao invés de influenciar sempre. isto é. disciplina e equilíbrio para que sejamos bem orientados espiritualmente. passam a sofrer-lhe a influenciação.exclusão de tudo o que. que deve ser superior. pois. por onde se movimentam homens. com o desejo único de se tornarem úteis. já que a influência do meio. dentro do que preceitua a codificação espírita. XXI. item 11). (Allan Kardec) A mediunidade bem exercida é roteiro de iluminação que proporciona aventuras inimagináveis.André Luiz/Chico Xavier Tramas do Destino . .Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo Franco Nos Domínios da Mediunidade . quando a afeição e o amor a abraçam em favor da humanidade. nas comunicações solicitadas aos Espíritos.desejo uníssono de se instruir e de melhorar-se pelo ensinamento dos Espíritos bons e aproveitando os seus conselhos. item 233). . o Espiritismo não vem procurar os perfeitos. de amor próprio e de supremacia. Bibliografia Livro dos Médiuns . em sua volta. mais sincero desejo de ajudar e aprender. Cap. Cabe ao médium sincero sobrepor-se às influências do meio onde opera as suas conquistas pessoais. Temas da Vida e da Morte).

" Exalta. luminosidade e certos elementos a combinar para se obter os resultados desejados no trato com as coisas espirituais. assim. principalmente nos médiuns escreventes. O médium sempre participa do fenômeno mediúnico e é importante o seu papel no desempenho dessa faculdade. gerando imperfeições e distorções na transmissão da mensagem. pressão. A organização neuropsíquica do médium deve ajustar-se às leis de sintonia e afinidade. a responsabilidade e a renúncia com que se deve revestir a tarefa mediúnica. teremos novas leis a observar. Sistema Neuro Vegetativo: antenas da mediunidade Glândula pineal: aferição das vibrações energéticas Allan Kardec inicia o LM [cap XIX] com a seguinte indagação: "O médium. Allan Kardec faz uma comparação do Espírito do médium como sendo o intérprete do Espírito que deseja comunicar. Jorge Andréa nos fala que a tríade do mecanismo mediúnico é composta de: Perispírito: afinização fluídica e vibratória. uma pessoa inteligente que receba e transmita. para uma campo novo de estudo. e na extremidade do fio ou aparelho. Vamos analisar um destes fatores isoladamente. porque está ligado ao corpo que serve para falar e por ser necessário um elo entre o médium e o Espírito. Os fenômenos mediúnicos são regidos por leis severas que não se submetem aos caprichos e exigências dos participantes. valorizando todas as pesquisas. com base na fé raciocinada. no momento em que exerce a sua faculdade está num estado perfeitamente normal? Está num estado de crise mais ou menos pronunciado (.material e espiritual. Segundo estas condições do receptor. há que se considerar criteriosamente determinadas leis materiais: a questão da temperatura. igualmente ocorre.53 12 O PAPEL DO MÉDIUM NAS COMUNICAÇÕES Em que pese o fato do Espiritismo ser uma Ciência experimental. O Espírito do médium é o filtro do pensamento do Espírito comunicante. Já sabemos que existem três fatores básicos a observar na comunicação mediúnica: o Espírito. O médium é a fonte receptora que irá transmitir conforme as suas condições e capacidades moral. o meio e o médium.. como é necessário um fio elétrico para comunicar a grande distância uma notícia. para que a comunicação seja equilibrada e atinja o objetivo. verificando o papel do médium nas comunicações. Em LM [cap XIX] Allan Kardec se dedica ao estudo do papel do médium na comunicação. entender e orientar pelas leis que regem os mecanismos da comunicação entre os dois planos . O oposto. para que a excelência do poder seja de Deus e não nosso. A fonte transmissora é o Espírito comunicante que projeta as vibrações com limpidez e vai depender do médium a transmissão do seu pensamento.. O apóstolo Paulo [II Coríntios-4:7] afirma: "Temos este tesouro em vaso de barro.). tanto mais fiéis as impressões transmitidas. A mediunidade funciona como um refletor da vida espiritual. acionando amplos equipamentos. cultural e emocional. E assim como na Química e na Física. necessário se faz buscar as condições vibratórias suficientes." . teremos a comunicação mediúnica com maior ou menor nitidez e fidelidade. um elementar raciocínio nos diz que. Quanto melhores as condições do aparelho. Na maioria das vezes seu estado não difere do normal.

isto é. Estado de crise denota uma situação que está além do estado de transe ou de exteriorização perispiritual. Se ela goza de algum grau de liberdade. elas se processam através da irradiação do pensamento. Certamente que poderemos falar de Matemática através de médiuns que desconheçam esta matéria. recobra a sua qualidade de Espírito. Ele cita o exemplo das lunetas coloridas: é como se observássemos paisagens diferentes através de lunetas verdes. Estudar e observar." E prossegue Kardec indagando: "Como distinguir se a comunicação é do próprio médium ou de Espírito desencarnado? Pela natureza das comunicações. XIV. terão a coloração da luneta com que se observe. poderá ocorrer com maior freqüência o fenômeno de animismo . É ainda por esta lei que quem não sabe ler ou escrever pode receber mensagens psicográficas. no Cap. na atual encarnação. azuis e brancas.em que o médium poderá ser médium de si mesmo. São inúmeras as variações estudadas por Allan Kardec. Estudem as circunstâncias e linguagem e vocês distinguirão. o Espírito deste médium já passou este conhecimento em forma latente.Qualquer que seja a natureza das comunicações.. uma flauta. É por esta lei que existem médiuns desenhistas. ou se apenas contasse com o assobio. dele nos servimos de preferência.A comunicação terá a forma e a "cor" do pensamento do médium. Outro exemplo é de um músico que. que Kardec chamava de sonambúlicos.. pessoal ao ser fluídico e não ao ser encarnado . porque com ele. . .O Espírito que se comunica requer elementos necessários para dar vestimenta a este pensamento." Em torno deste estudo Allan Kardec tece importantes considerações sobre o papel do médium nas comunicações: . Com relação aos médiuns que não estejam em condições ideais para transmitir uma mensagem por falta de conhecimento. segundo a impressão mecânica que lhe é dada. Em LM [it 223] Kardec indaga: "As comunicações escritas ou verbais podem provir do próprio Espírito do médium? A alma do médium pode comunicar-se como qualquer outra. dispusesse de um violino. Sua execução seria de diferentes níveis se utilizasse o violino ou o piano.54 Crise é tudo aquilo que foge aos parâmetros da normalidade. nos médiuns com grande exteriorização do perispírito. Este estado de crise ou de exteriorização perispiritual é muito importante para a compreensão do estado do médium e sua participação no fenômeno mediúnico. Embora as paisagens sejam diversificadas. mas. do Livro dos Espíritos. poderá o médium produzir o que está fora da órbita de seus conhecimentos se for dotado de flexibilidade e aptidão mediúnica necessárias. um piano e um assobio barato. Erasto [LM-cap XIX] diz: Assim quando encontramos um médium com o cérebro cheio de conhecimento anterior latente. freqüentemente. músicos alheios a estas artes. quando trata da emancipação da alma e explica os fenômenos de sonambulismo e êxtase. para executar determinada melodia. ajuntando as letras e as palavras como em tipografia. . Kardec nos diz em Obras Póstumas [qst 51]: Por ser o instrumento para receber e transmitir o pensamento do Espírito. Dependendo do grau de exteriorização perispiritual a faculdade mediúnica apresentará diferentes graus de percepção. o esforço da comunicação nos é muito mais fácil do que com um médium cuja inteligência fosse limitada e cujos conhecimentos anteriores tenham sido insuficientes. Não há linguagem articulada no mundo espiritual. temos o meio de elaboração penosa ao usar médiuns completamente estranhos ao assunto tratados. Na psicofonia. pintores. Enfim.

Jorge Andréa Estudando a Mediunidade . com sinceridade.Allan Kardec Obras Póstumas .Allan Kardec Revista Internacional do Espiritismo.Martins Peralva 13 MÉDIUNS ESCREVENTES E FALANTES Os Espíritos podem manifestar-se entre os encarnados através de inúmeras maneiras. o cérebro não possui nem as letras e o Espírito comunicante terá que conduzir a mão do médium como se faz com um escolar ao ser alfabetizado. Geralmente. quando estamos começando a dar as primeiras comunicações. hábitos e modos. Faculdade essa. a meditação e o discernimento adquiriremos a capacidade de conhecer a nossa freqüência vibratória. A primeira condição para que haja um intercâmbio entre as duas esferas da vida.Allan Kardec Livro dos Médiuns . quanto mais rico for este cérebro." E com relação a uma língua estranha ao médium. Vimos como o médium participa do fenômeno mediúnico e muitas vezes ao iniciarmos o desenvolvimento. o Espírito comunicante não encontra as palavras. somos assaltados com indagações e dúvidas: "Como saberá o médium se o pensamento é seu ou do Espírito comunicante?" Martins Peralva [Estudando a Mediunidade] nos diz: Com o estudo edificante. realizando assim. no caso do médium saber ler e escrever. mais fácil é a comunicação. o médium em atividade mediúnica é envolvido pela emissão mental do Espírito comunicante. ele irá encontrar em seu cérebro as palavras formadas para revestir a idéia. Cabe ao sistema nervoso a dupla função de condutor das impressões recebidas e das ordens a serem realizadas. donde resulta que formam tantas variedades quantas são as espécies de manifestações.55 Kardec acrescenta as seguintes observações: "O Espírito comunicante tira do cérebro do médium não suas idéias. Franco Nos Alicerces do Psiquismo . diz: Se o Espírito fala numa língua familiar ao médium. Saberemos comparar o nosso próprio estilo. sem dúvida. pontos de vista. mas o material necessário para exprimi-las.Lauro F. simultaneamente. com os revelados durante o transe mediúnico. Se a língua é estranha ao médium e este não sabe ler e nem escrever. ou a simples inspiração quando escrevemos ou pregamos a doutrina. dar-nos-á. de Carvalho Médiuns e Mediunidades . que não se revela da mesma maneira em todos. A aplicação aos estudos espíritas. Bibliografia Livro dos Espíritos . do pensamento do Espírito comunicante. a chave de muitos enigmas. São funções automáticas que se refletem nos sentidos e órgãos. ou seja. os médiuns têm uma aptidão especial para os fenômenos desta ou daquela ordem. o cérebro onde encontram os centros motores em cujos comandos se processam as ações e reações mentais e físicas.Vianna de Carvalho/Divaldo P. Segundo o Instrutor Aulus [Nos Domínios da Mediunidade] "cada vaso recebe de conformidade com a estrutura que lhe é própria". de imediato atingem os cabos do sistema nervoso e. Se é numa língua estranha. 06/92 . as várias formas de manifestações mediúnicas. a se registrar sob a forma de impressões. . é que o encarnado seja portador da capacidade mediúnica. As impressões agem como estímulos a acionarem no psiquismo do médium os mecanismos das aptidões já desenvolvidas ou em desenvolvimento. Não será problema tão difícil separar o nosso. Essas impressões se apóiam nos centros de força do perispírito que. mas simplesmente as letras.

tais como: alteração no tom de voz. Podemos também ser intuídos ou inspirados nos trabalhos de Evangelização de crianças. mas. No princípio do desenvolvimento da faculdade. na doutrinação em reuniões mediúnicas. por não ser nunca preconcebido. É mais comum esse tipo de capacidade. dificilmente ele se lembrará das palavras textuais ou da sua ordem. Tem como objetivo instruir a humanidade. pois não deixa dúvida alguma sobre a independência do pensamento daquele que se comunica. sua postura é mais atuante. embora não exprima o seu próprio pensamento. nas Palestras e etc. c) Médiuns Escreventes Intuitivos: aqueles com quem os Espíritos se comunicam pelo pensamento e cuja mão é conduzida voluntariamente. perdendose. Tem plena consciência do que escreve. Este psiquismo mediúnico cede espontaneamente seus recursos ao Espírito comunicante. ao mesmo tempo. livre como o faria um intérprete. É uma faculdade preciosa. A mão se move sem interrupção e sem embargo.2 Classificação dos Médiuns Escreventes Segundo o Modo de Execução a) Médiuns Escreventes Mecânicos: a aptidão do médium permite ao Espírito comunicante atuar diretamente no centro motor correspondente à mão. 13. O que caracteriza o fenômeno é o total desconhecimento do médium sobre o que escreve. provisoriamente. Faculta a análise da comunicação e a devida apreciação do seu valor. tem consciência do que escreve à medida que as palavras se formam. o contato com os centros motores da vida cerebral. o médium tem dificuldade em distinguir o que é seu e o que não é. 13. é contrária à idéia que antecipadamente se formara. de maneira automática. Tem como característica a espontaneidade da comunicação e. O papel do médium mecânico se assemelha ao de uma máquina copiadora. caracterização de sotaque. assim. nas orientações do Atendimento Fraterno. bem como inspirar e sensibilizar o homem através da arte. algumas vezes. mau grado seu. perdendo. a beleza da mensagem. embora sempre . Por isso é que o Espírito comunicante tem maior possibilidade de intervenção "material". é possível reconhecer-se o pensamento sugerido.3 Classificação dos Médiuns Falantes Segundo a Mecânica do Processo Mediúnico a) Médiuns Falantes Inconscientes: a psicofonia inconsciente se processa sem a ligação dos centros conscientes do cérebro mediúnico à mente do hóspede que a utiliza. após o intercâmbio. Segundo Kardec. O médium sente sua vontade dirigida por outra. a intervenção de uma força oculta. de modo mais material. do campo sensório. Essa forma de manifestação também permite a assistência e orientação a grupos mediúnicos e Casas Espíritas pelos Espíritos Superiores. O papel do médium então. sem qualquer dificuldade para desligar-se. é o de transmitir o pensamento do Espírito.1 Conceitos e Objetivos a) Psicografia: meio de comunicação mediúnica a se traduzir através da escrita. podendo até alterar momentaneamente a fisionomia do médium que. informar e consolar os encarnados acerca dos seus entes queridos já desencarnados. O médium pode permanecer mais próximo e atento ao organismo físico ou mais tranqüilo e afastado. São raros os médiuns portadores dessa capacidade.56 13. ao sair do transe. não guardará lembrança do ocorrido no momento do fenômeno. b) Psicofonia: intercâmbio mediúnico a se realizar através da fala. nasce à medida que a escrita vai sendo traçada e. Desenvolve-se pelo exercício. b) Médiuns Escreventes Semimecânicos: o médium sente que a sua mão uma impulsão é dada. mesmo que o médium tenha conhecimento do assunto. Objetiva acelerar o progresso do médium com o auxílio que presta a Espíritos em sofrimento. impulsionando-a de modo independente da sua vontade. Tem a vantagem de assinalar.

ou seja. Geralmente duvida da veracidade da comunicação. o mal é que muitos médiuns confundem experiência . c) Médiuns Improdutivos: os que não chegam a obter mais do que coisas insignificantes. Por outro lado. que iam da fraude às manifestações demoníacas. Pereira 14 PERIGOS E INCONVENIENTES. traços ou letras sem conexão. b) Médiuns Experimentados: a transmissão das comunicações é feita com facilidade e presteza.57 presente e responsável. com aptidão produto da organização física.fruto do estudo. consciência do que o Espírito estaria falando ou fazendo através do seu corpo. Os médiuns semiconscientes costumam guardar com maior clareza as sensações e as emoções.nos obsessos que se renderam às forças vampirizadoras. PERDA E SUSPENSÃO DA FACULDADE MEDIÚNICA Após uma centena de anos recebendo os mais variados ataques. b) Médiuns Falantes Semiconscientes: o médium cederia ao Espírito comunicante o comando do centro motor correspondente à fala. destorcidas. e jamais deverá adotar a pretensão de realizar isto ou aquilo sem antes observar se. 13.Yvonne A. também podem ser prolixos.. mas se manteria informado do fenômeno. no centro da memória. sem hesitação. monossílabos. na sua parte prática. Concebe-se que este seja resultado de exercício metódico.André Luiz/Chico Xavier Memórias de um Suicida . se lançam a aventuras . Pereira) bibliografia Livro dos Médiuns .. Não se pode negar que o Espiritismo. Pereira Recordações da Mediunidade . É resultado de um estudo sério de todas as dificuldades que se apresentam na prática do Espiritismo.4 Classificação dos Médiuns Segundo o Grau de Desenvolvimento da Faculdade a) Médiuns Novatos: são inseguros.Yvonne A. podendo conhecer as palavra na sua formação. com comunicações sobrecarregadas de repetições e termos impróprios. sem estudo e preparo. Importante: a psicofonia inconsciente se evidencia em duas condições: 1º . teria de forma mais ou menos lúcida. O médium tem maior dificuldade de refazimento. etc. somente acham que a prática da mediunidade é suscetível de levar para caminhos perigosos quem a ela se dedicar. sem método adequado e sem proteção eficaz. O médium experimentado tem condições de fazer distinção dos Espírito comunicantes. é influenciado pelas verdadeiras forças espirituais superiores. Segundo Kardec. realmente oferece perigos aos imprudentes que. As faculdades não devidamente adestradas traduzem as comunicações de forma lenta. realmente. Com relação às palavras a lembrança é mais vaga. Esta faculdade aparece com mais freqüência. "O médium por si mesmo nada representa." (Yvonne A. 2º . mal filtradas. resistentes aos fenômenos ou descontrolados. c) Médiuns Falantes Conscientes: os centros motores cerebrais do médium permanecem no comando das suas funções e o médium se mantém informado de tudo o que acontece. continuado e regular.Allan Kardec Nos Domínios da Mediunidade . frases incompletas. O que determina o maior ou menor afastamento é o estado de equilíbrio e o grau evolutivo do Espírito comunicante. surgem novos opositores que não discutem quanto à existência do fenômeno mediúnico espírita. arquivando-as de maneira automática. idéias corriqueiras.aos médiuns que possuam méritos morais suficientes à própria defesa.

Muitas almas sensíveis e delicadas. conforme o uso que se lhe der. Nenhum progresso. entraria em um laboratório e se poria a manipular substâncias desconhecidas. dando-nos a inteligência. aos médiuns que aos observadores. Cap.. Se os grandes navegadores não tivessem tentado suas viagens através dos oceanos. No oceano do mundo invisível palpitam outros seres. impressionável. terreno este. Em tais condições. a consciência e a razão. escrutemos o Universo em todos os seus aspectos. porque a falta de entrosamento e de troca de experiência nos manteria nos limites tradicionalistas. será o cumprimento tão somente dos nossos deveres perante a mediunidade. outras sociedades. as quais não suportam o mais leve exame da lógica e da razão. Estudemos. entretanto. sobre Química. XXII) . encarnadas na Terra. Essa conquista é o mais elevado objetivo a que possamos consagrar a nossa vida. que foi monopolizado pelas religiões tradicionalistas. podem servir de veículos de invasão às almas perversas que flutuam em nossa atmosfera. ressaltar os possíveis perigos da mediunidade sem assinalar os extraordinários benefícios que propicia. até hoje. sem ter conhecimento. e envolto numa atmosfera de calma. pode acontecer que a experimentação espírita reserve numerosas ciladas. É injusto. que só a presença dos Espíritos adiantados pode criar. nenhuma descoberta se alcança sem esforço. porém. ensinemos-lhe a caminhar ao seu encontro. por exemplo. Há necessidade de precaução em toda prática ou experimentação que se faça. sob todas as formas. muito mais. A prolongada ação fluídica dos Espíritos inferiores lhe pode ser funesta. para que deles usufruamos a experiência vivida. ponto que sozinho é suficiente para anular a angústia natural do homem. Cap. Este exercício constante permite que nós mesmo nos desenvolvamos até alcançar o império sobre a Natureza. outros mundos que estão à nossa espera. cujos desejos. As vias de comunicação que o Espiritismo facilita entre o nosso mundo e o mundo oculto. Qualquer coisa poderá ser boa ou má. XXII) Todo cuidado que tomarmos. são por demais exagerados pelos detratores da Doutrina Espírita. (No Invisível. a fim de desestimular a aproximação do homem da fonte capaz de matar-lhe a sede de conhecimento acerca de seu destino futuro. têm sofrido em conseqüência de seu comércio com esses Espíritos maléficos. provocando os fenômenos de obsessão e possessão. Cap. transmitindo-lhe a certeza da continuidade da vida após a sepultura. pelo correio da mediunidade. de paz e benevolência. Ninguém. a não ser que quisesse colocar em risco sua segurança e a sua saúde.. se lhes não soubermos opor resistência vigilante e firme. Estes perigos. desconhecimento este que mergulha o homem em um lago de ignorância ou no estímulo para a criação de crendices e absurdos nas quais procura se agarrar. nenhum avanço. dentre os quais. O médium é um ser nervoso. sem sacrifícios e sem certos riscos. apetites e remorsos os atraem constantemente para perto de nós. (No Invisível. permaneceríamos vivendo em núcleos isolados ainda de forma primitiva. pelo menos rudimentar. sem hesitação. Deus nos colocou em um verdadeiro oceano de vida. sensível. Em vez de afastar dele o homem. no entanto. a comprovação da imortalidade da alma. herdados de nossos antepassados. elementos inferiores do mundo invisível cuja influência maléfica fatalmente sofrerão. É necessário adotar precauções na prática da mediunidade. e dos quais nos chegam os informes. (No Invisível. atraindo. que é um reservatório inesgotável de energias e. o domínio do Espírito sobre a matéria. XXII) As dificuldades da experimentação mediúnica estão em proporção com o desconhecimento das leis psíquicas que regem os fenômenos. para si.58 experimentais por passatempo ou frívola diversão. quis Ele que conhecêssemos essas forças e aprendêssemos a manipulá-las convenientemente para nosso benefício espiritual. incentivando-nos ao conhecimento pelo estudo e ao aperfeiçoamento moral pela prática das virtudes cristãs. arruinar-lhe a saúde. enfrentando o desconhecido e as forças naturais.

Cap. antes de mais nada. porém. sob todos os pontos de vista. porquanto qualquer abalo pode ser prejudicial. os doentes os são por outras causas. que o uso de qualquer faculdade por tempo prolongado causa o cansaço e a fadiga. não se deve estimular o exercício mediúnico nas pessoas de caracteres impressionáveis e fracos. porém. se por nossa parte não fizermos esforços para nos melhorarmos. . XXII) Assim. as pesquisas no campo da Parapsicologia já evidenciaram o fato aceito e preconizado pelo Espiritismo há mais de cem anos: "Os fenômenos paranormais não são patológicos" [Robert Amadou Parapsicologia. eis como os Espíritos responderam: a faculdade mediúnica é um estado anômalo.59 Pela lei de afinidade vibratória que condiciona o enlace psíquico entre a criaturas. criando a simpatia e a antipatia. 14. o bom-senso está a dizer que se deve usar de cautelas. cede por completo. de idéias e de ações. não basta apenas que os mentores nos queiram defender. a presença de nossos guias será impotente para nos salvaguardar. que até se fortalecerá de acordo com a natureza do trabalho que efetue. nem todos os que apresentam sintomas de desequilíbrio psíquico devem ser encarados como médiuns em potencial. constatando o grande número de pessoas desequilibradas. É a moral descuidada e menosprezada gerando estados lastimáveis de Espírito e de corpos também. gera obsessões de curto. e que nada mais é que simples perturbação espiritual. "Até hoje nada indicou qualquer elo especial entre funções psicopatológicas e parapsicológicas" [J. existindo este. que tratada convenientemente. não patológico. Sem isso. e nos guiar pelo caminho da sabedoria. nº 5]. VI parte. preservar-nos dos abusos. a fim de evitar conseqüências desagradáveis. estes serão do corpo. Caso contrário. (No Invisível. em virtude de fraqueza cerebral. que são rotulados como doença mental segundo os cânones científicos. Há casos em que a mediunidade não encarada como merecedora de cuidados especiais. Não mais do que qualquer outra coisa. Atualmente. pois. de pensamentos." [LM-cap XVIII] Acreditava-se também que o exercício prolongado da faculdade mediúnica produzia alguma fadiga sobre o médium e que isto podia ser motivo de contra-indicar o seu uso. porém. atrairá os maus.1. É preciso que saibamos atingir um estado moral que nos ponha ao abrigo de toda agressão das individualidades inferiores. doença da mente do médium. IV. Fenômenos e Psiquiatria. edificar ele próprio sua inteligência e sua consciência. médio e longo cursos. e até. desde que não haja pré-disposição para isso. levantaram a hipótese de que a mediunidade seria um estado patológico. é preciso que saibamos nos conservarmos em permanente elevação de propósitos. atrairá os bons. A mediunidade não produzirá a loucura. dos perigos. se bom. É destino do homem desenvolver suas forças. Note-se.1 Mediunidade e Estados Patológicos No início do Movimento Espírita. [LM-capXVIII] O que se observa na prática é a existência de inúmeros casos. se mau. que é a ação persistente de um mau Espírito determinando uma influência perniciosa sobre o estado de equilíbrio psíquico da criatura e até sobre sua saúde física.B. As almas elevadas sabem mediante seus conselhos. Perguntados sobre a questão. mas sua proteção será ineficaz. ou seja. do organismo do intermediário e nunca do Espírito. observações superficiais. que somente um tratamento adequado e paciencioso poderá resolver. constantemente estamos rodeados de entidades atraídas a nós pelo nosso "hálito mental". Rhine. porém. há médium de saúde robusta. Assim. às vezes. pg 40]. pelo contrário. Cap. quando esta já não exista em gérmen. Poderia a mediunidade produzir a loucura? R. que. estaremos sujeitos à obsessão.

e que assim.Quando o médium está debilitado fisicamente e precisa de repouso. este não se deve vangloriar ou envaidecer. senão do ponto de vista das conseqüências morais. do orgulho. achar que o guia espiritual ensina tudo. da vaidade. sob as bênçãos divinas. à perda ou suspensão da faculdade mediúnica. podem deixar o intermediário do invisível entre as sombras pesadas do estacionamento. despreparadas intelectualmente para desempenharem papel ativo nas comunicações. médium. 2º .2 Mediunidade na Infância Outro perigo e inconveniente da mediunidade é estimulá-la nas crianças. os pais prudentes devem afastá-las dessas idéias.Quando se fizer necessário por à prova a paciência e a perseverança do médium ou lhe dar tempo para meditar nas instruções recebidas dos Espíritos. à obsessão. Aquelas crianças que manifestarem espontaneamente a faculdade. há três aspectos a considerar: 1º . evitar seu incentivo. (LM-capXVIII) 14. quando nada. ou de enfraquecimento das faculdades mentais. segundo nos esclarece Allan Kardec [LM-it 220]. todavia se sofrem o insulto do egoísmo. devemos levar em conta que o fato se dava à revelia das próprias médiuns.2 Perda e Suspensão da Faculdade Mediúnica As características de quem abusa do exercício mediúnico são: acreditar-se privilegiado por possuir a faculdade. através da psicografia de Chico Xavier: Os atributos medianímicos são como os talentos do Evangelho. ocasião e local. buscando instruí-las e formar sua personalidade. há pré-disposição evidente para a loucura. (LM-capXVIII) 14. a se constituir em veículo de idéias fantasiosas nascidas de seu próprio Espírito orgulhoso e pretensioso. a ser vítima dos maus Espíritos. Nesta situação. e as respectivas imaginações excessiva sobreexcitação.qst 389] Existem casos em que a interrupção demonstra uma prova de benevolência do Espírito protetor para com o médium. 3º . da exploração inferior. por todos os meios possíveis. não lhes falar do assunto. O médium que emprega mal a sua faculdade está se candidatando: a ser veículo de comunicações falsas. [O Consolador . porquanto.60 Do seu exercício cumpre afastar. fazer trabalhos mediúnicos habitualmente em casa domiciliar. as que apresentem sintomas. nas mais dolorosas perspectivas de expiação. A faculdade mediúnica pode ser retirada em determinadas circunstâncias da vida? Eis a resposta de Emmanuel. não ter horário para trabalhar mediunicamente. em vista do acréscimo de seus débitos irrefletidos. entregando-se à prática a qualquer hora. nessas pessoas. que se pode manifestar por efeito de qualquer sobreexcitação. Embora boa parte do material que serviu para fundamentar a Doutrina Espírita tenha vindo através da mediunidade de inocentes jovens. Somente depois que elas venham a amadurecer orgânica e psicologicamente é que se deve orientar o seu desenvolvimento mediúnico propriamente dito. Multiplicados no bem. Se o patrimônio divino é desviado de seus fins. procurando. ou. devem ser cercadas de cuidados especiais. Assim.Quando o Espírito amigo e protetor quer provar que a comunicação mediúnica não depende dele. cobrar monetária ou moralmente pelos bens que eventualmente possa obter pela faculdade mediúnica. ainda que mínimos. de excentricidade nas idéias. Certamente e sustento mesmo que é muito perigoso. pois que esses organismos débeis e delicados sofreriam por essa forma grandes abalos. pois os fenômenos tinham caráter eminentemente espontâneo. por todos os meios. o mau servo torna-se indigno da confiança do Senhor da seara da verdade e do amor. não atender às solicitações de estudo da Doutrina. os talentos mediúnicos crescerão para Jesus. Haverá inconveniente em desenvolver-se a mediunidade nas crianças? R. .1.

b) Benevolência: quando as forças do médium estão esgotadas e seu poder de defesa fica reduzido. Isto acontece porque a produção mediúnica ocorre através do concurso dos Espíritos. interrompe-se-lhe o fluxo medianímico e os Espíritos superiores. tornando-se para o seu portador. citamos a prática dos "ledores da sorte". a mediunidade pode ser considerada como verdadeiro instrumento de redenção da criatura humana. nada se obterá. Por que sinal se pode reconhecer a censura na interrupção da mediunidade? Que interrogue o médium a sua consciência e pergunte a si mesmo que uso tem feito da sua faculdade. Profissionais da Mediunidade] Quando os Espíritos que sempre se comunicam por um determinado médium deixam de o fazer. presentes. que benefícios têm resultado para os outros. sem eles nada pode o médium. temporariamente. uma rude provação. demonstra às vezes a solicitude do Espírito para com o médium. tem oportunidade de exercitar as virtudes cristãs como a humildade. este tipo de suspensão é por algum tempo e a faculdade volta a funcionar. por afeição ao médium. [LM-it 220] Léon Denis [No Invisível-cap IV] afirma que: A intensidade das manifestações está na razão direta do estado físico e mental do médium. e neste caso não permite que outros Espíritos o substituam. tais médiuns terão que prestar contas ao Senhor da aplicação feita dos talentos recebidos. . um verdadeiro prejuízo.61 Como vemos. desarmoniza-se (. os fenômenos se enfraquecem e cessam de se produzir. Algumas vezes como advertência. com o mundo. ao usá-la com dignidade e coração. o fazem para provar ao médium e a todos que eles são indispensáveis. Sendo uma faculdade como as outras que possuímos. a quem consagra afeição. tal atitude se prende à forma pela qual o médium vem se conduzindo. mais cedo ou mais tarde. Como coisas frívolas. sua faculdade é suspensa. liberta. Conhecemos um grande número de médiuns que gozam perfeita saúde. cessada a causa que motivou a suspensão. aturde. sem o seu concurso simpático. A saúde do médium parece-nos ser uma das condições de sua faculdade. [Seara do Bem. edifica e promove moralmente o homem.o médium. pode de uma hora para outra sofrer interrupções. e que.). Infelizmente.. habituando-se aos negócios e interesses de baixo teor vibratório. a faculdade continua a existir em essência mas os Espíritos não podem ou não querem se utilizar daquele instrumento mediúnico.. privilégios ou até mesmo dependência afetiva ou emocional. tendo por objetivo proporcionar-lhe um repouso material de que o julgou necessitado. A mediunidade com Jesus. Recordemos as palavras do Espírito Manoel Philomeno de Mianda: . enquanto que. que. Analisemos alguns: a) Advertência: quando o médium se serve da faculdade mediúnica para atender a coisas frívolas ou com propósitos ambiciosos e desvirtuados. Muitas vezes. Os chamados "profissionais da mediunidade" não se agastam em receber pagamentos. escraviza e obsidia a criatura. e terá a resposta. e. A interrupção da faculdade nem sempre é uma punição. quer sob a forma de dinheiro. Geralmente. embrutece-se. o amor e a caridade. para que não caia como presa fácil nas mãos de obsessores. até que volte aos seu estado normal e possa exercitar com eficiência. Assim. este desvirtuamento da verdadeira prática mediúnica existe em larga escala. que proveito tem tirado dos conselhos que lhe deram. o perdão.. favores. deixando a desejar sob o ponto de vista moral e doutrinário. [LM-it 220] Vianna de Carvalho nos diz que o mau uso da faculdade mediúnica pode entorpecê-la e até mesmo fazêla desaparecer. quando a saúde se lhes altera. Os bons Espíritos se afastam dos médiuns por vários motivos.. temos notado mesmo que.

62

permitem que ele perceba, a fim de mais adestrar-se, buscando descobrir a falha que propiciou a suspensão, restaurando o equilíbrio; outras vezes, é-lhe concedida com o objetivo de facultar-lhe algum repouso e refazimento. c) Provação: quando o médium, apesar de se conduzir com acerto, ter o merecimento por boa conduta moral e não necessitar de descanso, tem suas possibilidades mediúnicas diminuídas ou interrompidas, Allan Kardec nos diz que:
Servem para lhes por a paciência à prova e para lhes experimentar a perseverança. Por isso é que os Espíritos nenhum termo, em geral, assinam, à suspensão da faculdade mediúnica; é para verem se o médium desanima. Muitas vezes, serve também para lhes dar tempo de meditar as instruções recebidas. Outra causa é quando o médium não aproveita as instruções nem os conselhos que os protetores espirituais propiciam. O Espírito protetor aconselha sempre para o bem, sugerindo bons pensamentos ou amparando nas aflições o seu tutelado mas, em situação alguma, desrespeita o livre-arbítrio de quem quer que seja. (...) Afasta-se, quando vê que seus conselhos são inúteis e que mais forte é, no seu protegido, a decisão de submeter-se à influência dos Espíritos inferiores. Mas não o abandona completamente e sempre se faz ouvir. É então o homem que tapa os ouvidos. O protetor volta desde que este o chame. [LE-qst 495]

No caso de não mais funcionar a faculdade mediúnica, isto jamais se deve ao fato de o médium ter encerrado a sua missão, como se costuma dizer, porque toda missão encerrada com sucesso é prenúncio de nova tarefa que logo se lhe segue, e assim, sucessivamente. O que ocorre nestes caso é a perda por abuso da mediunidade ou por doença grave. Bibliografia Livro dos Médiuns - Allan Kardec Livro dos Espíritos - Allan Kardec No Invisível - Léon Denis Médiuns e Mediunidades - Vianna de Carvalho/Chico Xavier O Consolador - Emmanuel/Chico Xavier

15 AS MANIFESTAÇÕES VISUAIS, BICORPOREIDADE E TRANSFIGURAÇÃO 15.1 Das Manifestações Visuais
Por sua natureza e em seu estado normal o perispírito é invisível, tendo isso em comum com uma imensidade de fluidos que sabemos existir e que não vemos, por exemplo, o ar atmosférico. Pode também, como alguns fluidos, sofrer modificações que o torna visível, quer seja por uma espécie de condensação (por falta de um termo mais apropriado), quer por uma mudança em sua disposição molecular. Pode mesmo adquirir as propriedades de um corpo sólido e tangível, para retomar, em seguida, seu estado etéreo e invisível. É possível fazer-se idéia desse efeito pelo que acontece com o vapor (vapor-águagelo). Esses diferentes estados do perispírito resultam da vontade do Espírito, e não de uma causa física exterior, como é o caso dos gases. Quando um Espírito desencarnado faz-se visível, este condensa o seu perispírito num estado próprio para torná-lo visível; mas, nem sempre basta a vontade para que ele torne-se visível: é preciso o concurso de outras circunstâncias, que não dependem dele. É preciso ainda, que ao Espírito seja permitido tornar-se visível a tal pessoa, o que nem sempre lhe é concedido. Necessita ainda, no caso de ser um Espírito desencarnado, da participação de um médium, que deverá ceder fluidos necessários ao processo, pois a modificação no perispírito opera-se mediante uma

63

combinação deste com o fluido peculiar ao médium. Essa combinação nem sempre é possível, o que explica não ser generalizada a visibilidade dos Espíritos. Assim, não basta que o Espírito queira mostrar-se nem tampouco que uma pessoa queira vê-lo, é necessário que entre eles haja uma espécie de afinidade, e também, que a emissão de fluidos da pessoa seja suficientemente abundante para operar a transformação do perispírito e, provavelmente, que se verifiquem outras condições que ainda desconhecemos. Pode pois, numa reunião, mostrar-se a apenas a uma pessoa ou a diversas que nela estejam presentes. Daí resulta que, se duas pessoas igualmente dotadas desta aptidão se encontrarem juntas, pode o Espírito operar a combinação fluídica com apenas uma das duas, a quem ele queira mostrar-se ou com aquele que a combinação fluídica se opere mais facilmente. As manifestações visuais ocorrem na maioria das vezes durante o sono, por meio do que chamamos muitas vezes de sonhos: são as visões. Quando as manifestações visuais ocorrem no estado de vigília, chamamos de aparições. Podendo assumir todas as aparências, o Espírito se apresenta da forma que mais se torne reconhecível, se o quiser. Apresenta-se em geal de forma vaporosa e diáfana, algumas vezes vaga e imprecisa, e outras de formas nitidamente desenhadas, de modo que uma pessoa pode, diante de um Espírito nestas condições, supor tratar-se de um encarnado, sem sequer suspeitar que tem diante de si um Espírito. As aparições não constituem novidades, pois em todos os tempos se produziram e delas temos vários exemplos na história.

15.2

Bicorporeidade
Este fenômeno é uma variedade das manifestações visuais e baseia-se no princípio das propriedades do

perispírito, quer se encontre no mundo dos Espíritos, quer se encontre no mundo dos encarnados. A faculdade que possui o Espírito encarnado de emancipar-se e de desprender-se do corpo durante a vida, pode permitir a ocorrência de fenômenos análogos aos que os Espíritos desencarnados produzem. Enquanto o corpo se acha sob o efeito do sono, o Espírito pode transportar-se revestido pelo perispírito a lugares diversos, tornando-se visível e aparecendo a outros indivíduos, quer estejam estes acordados ou dormindo, pelo mesmo processo de condensação ou de transformação já estudados. Além de visível torna-se também tangível, de uma forma tão próxima da realidade que permite aos indivíduos afirmarem tê-lo visto em dois lugares ao mesmo tempo. Ele realmente estava em ambos, mas apenas num se achava o corpo material, achando-se no outro o Espírito. Ao despertar o indivíduo, os dois corpos se reúnem e a vida volta ao corpo material. A este fenômeno denominamos bicorporeidade. Por mais que possa parecer extraordinário, este fenômeno, como tantos outros, está na ordem dos fenômenos naturais, pois que depende de propriedades do perispírito e de uma lei natural, e tem sua explicação nas propriedades de condensação e transformação do perispírito. Deste fenômeno temos vários exemplos amplamente comprovados e divulgados, tanto na literatura Espírita quanto Eclesiástica. Santo Alfonso de Liguori foi canonizado antes do tempo necessário por ter se mostrado em dois lugares ao mesmo tempo, o que se passou como sendo um milagre. Enquanto os seus companheiros o viam em sua cela, em estado de êxtase, em Arienzo, na província de Nápoles, ele era visto simultaneamente em Roma assistindo ao Papa Clemente XIV, em seus últimos minutos, e ao despertar deu aos colegas de convento a notícia da desencarnação do Papa, que foi confirmada bem mais tarde por notícias oficiais, em decorrência da distância que separava os dois lugares. Santo Antônio de Pádua, estava na Espanha e enquanto aí pregava, seu pai, que estava em Pádua, ia ao suplício, acusado de uma morte. Neste momento, Santo Antônio aparece, demonstra a inocência de seu pai e

64

revela o verdadeiro culpado que, mais tarde, sofre o castigo. Foi constatado que neste momento, Santo Antônio não havia deixado a Espanha. Eurípedes Barsanulfo, notável médium que viveu em Sacramento - MG, dotado de moral irrepreensível, por várias vezes se fez notar no fenômeno da bicorporeidade. Encontramos alguns relatos bastante interessantes, principalmente por terem sido presenciados por testemunhos nem sempre afeitos à Doutrina dos Espíritos. Eurípedes era professor, sendo o fundador do Colégio Allan Kardec em Sacramento (o primeiro colégio espírita em todo o mundo). Era médium dotado de variados tipos de mediunidade, destacando-se a mediunidade de cura e o receituário mediúnico. Muitas vezes entrava em transe durante uma aula e se prestava a socorrer necessitados através da bicorporeidade; certa vez, após um transe, dirige-se aos alunos e diz:
- Prestem atenção. Acabo de fazer um parto difícil, numa residência atrás da Igreja do Rosário. O marido não sabe que a criança já nasceu e está a caminho daqui, para solicitar ajuda. Quando ele entrar na sala os senhores devem ficar de pé para o cumprimentarem. E o homem entrou logo em seguida, muito aflito, de roupa de montaria e chapéu, pedindo a Eurípedes que fosse até a sua residência, com urgência fazer o parto pois sua mulher estava muito mal e a parteira não estava conseguindo resolver o caso. - Acalme-se, respondeu o médium sorrindo, já fiz o parto há 5 minutos atrás... - Não é possível disse o homem, há 5 minutos eu o teria visto no caminho. - O senhor não me viu porque eu fui em Espírito, mas eu vi o senhor, respondeu Eurípedes, e pode voltar para sua casa sossegado, a menina que nasceu é linda e forte. O homem porém duvidou e só saiu dali com Eurípedes junto. Chegando a casa se deparou com a esposa que segurava no leito a filhinha. A parturiente ao ver o médium exclamou: - O senhor não precisava vir de novo seu Eurípedes, eu e o bebê estamos passando muito bem! Em várias outras ocasiões este médium pôde ser visto simultaneamente em dois lugares.

Os livros Eclesiásticos relatam a história de Maria D'Agreda, que ainda muito jovem tornou-se superiora do convento de Imaculada Conceição de Maria na Espanha. Maria D'Agreda era um Espírito nobre e extremamente preocupado com a salvação do próximo, e, em suas preces, pedia ardentemente a Deus que permitisse a ela fazer algo pela salvação destas almas que não conheciam a Deus. Certo dia, durante seus momentos de oração, ela se viu arrebatada em êxtase a uma região longínqua de clima e vegetação diversos do clima espanhol, sendo esta região reconhecida como o Novo México, na América do Norte. Neste local Maria d'Agreda encontrou uma nação indígena que passou a catequizar, durante estes períodos de êxtase que se repetiram por cerca de 8 anos com aproximadamente 500 êxtases, seguidos do fenômeno de bicorporeidade. Maria d'Agreda exerceu assim seu apostolado doutrinário em região muito distante da Espanha sem de lá se afastar em corpo físico, apenas o fazendo em corpo espiritual. (Vide Revista Espírita de novembro de 1860).

15.3

Transfiguração
O fenômeno da transfiguração decorre do princípio de que pode o Espírito dar ao seu perispírito a

aparência que desejar; que mediante modificações na disposição molecular, pode dar-lhe visibilidade, tangibilidade e a opacidade; que o perispírito de um encarnado possui as mesmas propriedades, que essa mudança se opera pela combinação dos fluidos. Imaginemos pois o perispírito de um encarnado, não desprendido do corpo, mas exteriorizado em volta de seu corpo, de maneira a envolvê-lo como uma espécie de vapor. Neste estado se torna passível das mesmas modificações de que o seria se estivesse separado do corpo. Poderá então o perispírito mudar de aspecto, tornar-se brilhante, se tal for a vontade do Espírito ou se ele dispuser de poder para tanto. Um outro Espírito, combinando seus fluidos com os dele poderá, a essa combinação de perispíritos, dar a forma que desejar, mudando temporariamente a forma original e assumindo aquela da entidade espiritual que sobre ele

notou que a jovem mostrava o mesmo estrabismo de sempre e ela lhe disse que por motivos econômicos tivera que adiar a viagem. e durante uma comunicação Eliseu notou que a jovem mantinha os olhos bem abertos e que eles estavam normais.1 Modalidades de Terapia Espiritual a) Fluidoterapia Convencional: trata-se do Passe Magnético. um caso bastante ilustrativo do fenômeno da transfiguração. Mas no sábado seguinte lá estava ela para os trabalhos mediúnicos. e que durante a comunicação mediúnica. São modalidades terapêuticas onde se trabalha com fluidos curadores. E foi transfigurado diante deles. Certo dia ela comunicou ao dirigente que faltaria por uma semana. Allan Kardec relata no Livro dos Médiuns vários casos de transfiguração.Allan Kardec Obras Póstumas . Esta parece ser a causa do fenômeno da transfiguração. pois iria a São Paulo submeter-se a uma cirurgia corretiva para o problema.Allan Kardec A Gênese ." Eliseu Rigonatti. escritor e expositor espírita conta em O Evangelho das Recordações. da água fluidificada e da irradiação a distância. como nenhum lavadeiro sobre a Terra as pode alvejar. Milhares e milhares de pessoas decepcionadas com a Medicina Convencional têm buscado nos Centros Espíritas. Medicina Antroposófica. alguns esclarecimentos básicos para se entender os fenômenos da bicorporeidade e da transfiguração.Allan Kardec O Livro dos Médiuns . Vimos assim. ou em outras correntes religiosas. tal como se expressa nas manchetes dos jornais ou em textos convencionais. uma das médiuns participantes da reunião mediúnica por ele dirigida naquela ocasião era muito estrábica do olho direito. as terapias ditas espirituais. Acupuntura.65 atua. a Tiago e a João e os levou em particular ao Monte Tabor.Allan Kardec Revista Espírita . Este encontro do Homem contemporâneo com o pensamento metafísico têm-se acompanhado de uma insistente busca da Medicina alternativa. Bibliografia O Livro dos Espíritos . com pequena parte da íris. Ao final da reunião entretanto. sentira um forte pressão nos olhos. Segundo este autor. num cantinho da pálpebra. E o que na realidade está ocorrendo é uma ansiosa busca de espiritualidade. a ponto de aparecer apenas a esclerótica. quando ele se dirigiu à jovem para comemorar o sucesso da cirurgia. 16.Eliseu Rigonatti O Apóstolo da Caridade . sugerimos que leia a bibliografia recomendada abaixo. encontradas em quase todos os centros espíritas.novembro de 1860 O Evangelho das Recordações . Um dos mais belos exemplos de transfiguração encontra-se no Evangelho [MarcosIX. estamos hoje em meio a um processo de transição para uma nova era. . suas vestes tornaram-se resplandecentes e muito brancas. médium. o restabelecimento de sua saúde. aquilo que muitos estudiosos chamam de "despertar espiritual". de forma sucinta.Eurípedes de Barsanulfo Parábolas e Ensinos de Jesus . O olho esquerdo era normal.2-8]: "Jesus tomou consigo a Pedro. sem qualquer sinal do estrabismo. Bioenergética e principalmente. Daí a importância do estudo das diversas modalidades terapêuticas oferecidas pela Casa Espírita. Para aumentar os seus conhecimentos no assunto.Cairbar Schutel 16 MEDIUNIDADE DE CURA Aquilo que está realmente acontecendo neste mundo é bem diferente do que parece estar ocorrendo. Quer aprovem todas as pessoas ou não aprovem.

No Brasil. Já que os Espíritos se podem utilizar dos médiuns que. d) Operações Espirituais: essa modalidade terapêutica caracteriza-se pela atuação de Espíritos desencarnados incorporados e médiuns específicos. Aquele que se vê com esses dotes mediúnicos deve procurar nortear sua conduta a partir dos seguintes itens: a) Vinculação a um Centro Espírita: a maior parte dos problemas observados com os médiuns curadores reside no fato de não se submeterem aos regimes doutrinários de um Centro Espírita. (Diretrizes de Segurança)." (Psicologia Espírita) Com relação aos resultados destas operações espirituais. normalmente não os usam. que condicionado pela aparência. lançando mão também de chás. Muitos inconvenientes seriam evitados se ele se integrasse a um Centro . e de presunção do médium. uma análise cautelosa. ervas e drogas ditas naturais. segundo Allan Kardec (que os denominava também de médiuns medicinais). A maioria deles trabalha com Medicina Homeopática. consciente ou inconscientes. trata-se de ignorância do Espírito Comunicante. Interrogado quanto à utilização desses instrumentos cirúrgicos neste tipo de assistência espiritual. Esta modalidade pode desenrolar-se nos centros espíritas ou mesmo nas residências dos enfermos. Utilizando-se das mãos do médium ou de instrumentais cirúrgicos.66 b) Assistência Através de Médiuns Receitistas: o médium receitista. porque nada mais fazem do que transmitir o pensamento do Espírito e não exercem. 16. ou ainda para gerar melhor aceitação do consulente. fica mais receptivo. estruturado em idéias errôneas e práticas inadequadas. quando não constroem seu próprio centro espírita. muitas vezes. os cirurgiões desencarnados mobilizam recursos fluídicos diretamente junto ao corpo físico e espiritual do doente. porquanto os abusos são inúmeros e as mistificações. ganhou muito destaque a partir dos médiuns José Arigó e Edson Queirós. sustentado pelos princípios espíritas e pela moral evangélica. onde os Benfeitores estarão mobilizando recursos fluídicos específicos em benefício dos necessitados sem que eles. são aqueles cuja especialidade é a de servirem mais facilmente aos Espíritos que fazem prescrições médicas. c) Assistência Espiritual Direta: consiste na atuação terapêutica dos Espíritos sem a participação direta de médiuns. o expositor Divaldo Franco assim se expressou: Na minha forma de ver. Jorge Andréa. que deve ter alguma frustração e.2 Espiritismo e Médium Curador A mediunidade curadora deve ser examinada tal qual qualquer outra modalidade mediúnica. que deve ser esclarecido devidamente. honestidade de princípios e moralidade. se realiza desta forma. Os fatores relacionados aos doentes são a fé. o merecimento e a programação cármica. Talvez seja a mais comum das modalidades terapêuticas espíritas. Lembra o codificador que não se deve confundi-los com os médiuns curadores. Jorge Andréa esclarece que eles vão depender de fatores ligados ao médium e ao doente. o Dr. Em determinadas situações o doente é levado em corpo espiritual a certos hospitais do mundo extrafísico e lá são submetidos a complexos processos de reparação perispiritual. percebam. abundantes. por si mesmos. O Dr. Muitas vezes optam por um trabalho isolado. Benfeitores espirituais dotados de conhecimentos sobre Medicina. adverte quanto à generalização deste tipo de modalidade terapêutica: "existem desajustes na prática desse tipo de tratamento que devem merecer. Os primeiros se relacionam à seriedade. Nesse sentido o médium de cura deve procurar canalizar seus recursos fluídicos para o bem. por parte dos solicitante. nenhuma influência. ou de uma exibição. médico e escritor espírita. que ditam através do médium (geralmente por psicografia) os medicamentos e as orientações que deve seguir para o seu restabelecimento. não vejo porque recorrer à técnica humana quando eles a possuem superior.

. Barbara Brenan 17 DESDOBRAMENTO. CATALEPSIA E LETARGIA 17. pois é um assunto de magna importância e que tem indiscutível implicação na questão da sobrevivência após a morte. Estes locais poderão encontrar-se em .67 Espírita como qualquer outro trabalhador de Jesus e amparado pelas forças dos companheiros encarnados e desencarnados sofreria uma proteção muito mais efetiva. segundo Kardec. c) Gratuidade Absoluta: a Doutrina espírita não se coaduna com qualquer tipo de cobrança para prestação de serviço espiritual. para que mudem a direção do pensamento e do comportamento. a Vida Verdadeira. sendo o campo e a porta pelos quais os Espíritos Superiores semeiam e agem.3 Finalidade das Curas Espirituais Sabemos que o grande papel desempenhado pelo Espiritismo está relacionado à moralização da humanidade. que vai encontrar no Cristo o seu condutor maior. Como o Espiritismo é o Consolador. d) Exercício Constante da Humildade: Allan Kardec assevera que o maior escolho à boa prática mediúnica é a vaidade e o orgulho. O médium curador é o intermediário para o chamamento aos que sofrem. do auxílio aos doentes. Assim sendo. A quantidade de obras e artigos não espíritas ou mesmo espíritas já publicadas sobre o tema é imensa. o paciente já não tem direito de manter dúvidas nem suposições negativas ante a realidade do que exerimentou.Dra. integrando-se na esfera do bem. é aquele "que vive por antecipação a vida dos Espíritos". O médium sonambúlico (de desdobramento). engrenagem esta. é uma condição relativamente freqüente e que tem sido muito estudada nos dias de hoje. Após a recuperação da saúde. o médium de cura deve se conscientizar de que ele é apenas um elemento na complexa engrenagem organizada pelo mundo maior. Bibliografia Diretrizes de Segurança . o Espírito pode sair para longe de seu corpo e visitar locais distantes. a faculdade curadora é o veículo da misericórdia para atender a quem padece. despertando-o para as realidades da Vida Maior. conhecidos ou não. O apóstolo Paulo já dizia: Uns falam línguas estrangeiras.Divaldo e Raul Teixeira Psicologia Espírita . b) Estudo Sistemático Do Espiritismo: não se pode separar a prática mediúnica do estudo constante dos postulados espíritas. Ele desfruta da capacidade de desprender-se do seu corpo físico. Seu número cresce dia a dia. Sem esse conhecimento doutrinário.Dr. deixando-o num estado de sonolência.1 Desdobramento (Sonambulismo) O fenômeno de desdobramento espiritual. Jorge Andréa Mãos de Luz . 16. denominado também "experiência fora do corpo" ou "projeção do eu" e que Allan Kardec reconhecia com o nome de "Sonambulismo". a mediunidade. e desloca-se no espaço apenas com seu perispírito. facilmente o médium cairá nas malhas dos Espíritos da sombra ou de pessoas inescrupulosas e aproveitadoras. Nesse sentido. A gratuidade está também relacionada com a questão melindrosa dos "presentes" e das "doações para instituições" que muitas vezes nada mais são do que formas disfarçadas de cobrança. outros profetizam. Durante o desdobramento.. pergunta-se porque assume a Doutrina Espírita compromissos com as curas espirituais? Qual a finalidade da existência de médiuns curadores? Quem responde é Divaldo Franco: A prática do bem. outros impõe as mãos.

2 Catalepsia e Letargia A catalepsia e a letargia derivam do mesmo princípio. o sensório está totalmente adormecido e a inércia da mente parece absoluta. Os primeiros lembram-se perfeitamente de tudo o que realizaram durante o desdobramento. fica num estado que se assemelha à morte. mas uma faculdade que. acarretando a conservação passiva das atitudes dadas aos membros. A catalepsia pode ocorrer naturalmente. com semblante imobilizado. Pode verificar-se em função de uma enfermidade. o médium afastase de seu corpo sem que seja necessária a atuação de uma outra pessoa. torna-se prejudicial ao seu possuidor. Pode acontecer também. ao tronco ou à face. Nesse estado. ou pode ser provocada (hipnotismo ou obsessão). conforme relata José Lapponi [Hipnotismo e Espiritismo]: . 17. embora o paciente não possa ter atividade alguma voluntária. da filha de Jairo e do filho da viúva de Naim). que quase foi enterrado vivo em virtude de estado letárgico que nele se manifestou. moles e flácidos. Neste último estado. processos obsessivos graves. os olhos permanecem grandemente abertos. a própria consciência se lhe apaga. O letárgico nada ouve. muitas vezes. os esforços que o medianeiro empreende em sua melhoria pessoal deverão ser responsáveis pelo tipo de atividade que irá desenvolver em "suas viagens". se lhe for erguido um braço. Entre os casos que constituem exemplos clássicos de letargia cita-se o do Cardeal de Donnet. sem rigidez alguma e. os segundos têm uma recordação relativa. promovendo. durante o sono físico e levados para reuniões de estudo e trabalho no mundo espiritual. O desdobramento magnético ou provocado é aquele produzido pela ação fluídico-magnética de outra pessoa.68 nosso plano físico ou nas esferas espirituais. sob a sugestão do operador. semiconscientes e inconscientes. os membros pendentes. Não são enfermidades físicas. ou ainda descurada e mal orientada. Com relação ao grau de consciência. Podem. etc. age. É exatamente dentro da letargia que se incluem os casos de mortes aparentes registradas no Novo Testamento (ressurreição de Lázaro. mas os terceiros nada recordam. não vê o mundo exterior. como qualquer outra faculdade mediúnica insipiente ou incompreendida. no entanto. Assim. os médiuns de desdobramento podem ser classificados em três tipos: conscientes. sem emoção e sem fadiga. que o desdobramento seja provocado por Espíritos viciosos. que desejam envolver o medianeiro em atitudes infelizes. onde a alma do médium tem maior grau de independência e pode deslocar-se para locais muitos distantes. O desdobramento pode ser ainda: natural ou provocado (magnético). assistir Espíritos perturbados. também. prece ou meditação. fixos. A faculdade sonambúlica. nesta posição ficará indefinidamente. No primeiro caso. não reagem mais à luz. quando novamente soltos recaem pesadamente. que é a perda temporária da sensibilidade e do movimento do corpo físico. se erguidos. nada sente. do sono. encarnada ou desencarnada. A letargia é uma apresentação mais profunda que a catalepsia." No entanto. sem uma causa aparente. diante de um estado de emancipação profunda da alma (desdobramento). Os médiuns adestrados são muitas vezes afastados de seu corpo por seus mentores espirituais. acompanhada de extrema rigidez dos músculos. o adiantamento e a condição moral do sujeito. as pupilas mais ou menos dilatadas. lembra Kardec "é uma faculdade que depende do organismo e nada tem a ver com a elevação. visitar enfermos. entrar em contato com outros Espíritos. O paciente jaz imóvel. apresentando o paciente uma fisionomia impassível. Caracteriza-se a catalepsia pela suspensão parcial ou total da sensibilidade e dos movimentos voluntários. Allan Kardec dá o nome de "êxtase" a um tipo de desdobramento mais apurado. sua respiração e o pulso são quase imperceptíveis.

. compreender-se-á que nem sempre a sua ação comprova inferioridade do seu possuidor. quando pregava no púlpito de uma igreja. alçar-se ao espaço para desfrutar o convívio dos amigos espirituais. cheia de devotos. e essa voz. . ocasionais. não aniquilada. pois que uma vez adestrados. deve ser bem entendida. São fáceis de imaginar as angústias do jovem padre. Desde que um homem. os laços que prendem um ao outro. dedicar-se a estudos profundos. porém. No dia seguinte. humilhado no passado e que por sofrer tanto.69 Em 1826 um jovem padre. aparentemente morto. capaz de grandes atitudes afetivas para com outras pessoas. ou apenas de boa vontade. provocando nele uma crise sobre humana. por exemplo. mas sim. onde assimilamos pensamentos infelizes de forma breve e sem grandes conseqüências.Hermínio C. porquanto há funções que continuam a executar-se. volve à vida. em geral. foi imprevistamente acometido de um desmaio. que. sobretudo. produziu maravilhoso resultado. já tinha recitado as últimas orações ao pé do morto. como se entende este adjetivo. persistente onde as forças em litígio estão se enfrentado num processo bem estabelecido. Vejamos agora o que disseram os Espíritos. Em se rompendo. estando vivo. apresentada por Kardec. integral se torna a separação e o Espírito não volta mais ao seu envoltório.Em muitas oportunidades a obsessão não estará sendo organizada por um único Espírito. vêem e ouvem o que em derredor se diz e faz. de modo a imprimir-lhe todas as aparências da morte e voltar a habitá-lo? Na letargia o corpo não está morto. quer fazer os outros sofrerem também. uma entidade em sofrimento. respondendo às perguntas formuladas por Allan Kardec sobre esse interessante assunto: Os letárgicos e os catalépticos. com defeitos e virtudes.José Lapponi Recordações da Mediunidade . alguém que foi ferido. recebia nos ouvidos os rumores de todos esses preparativos. Afinal. É pelos olhos e pelos ouvido que têm essas percepções? Não. por efeito da morte real e pela desagregação dos órgãos.André Luiz/Chico Xavier 18 OBSESSÃO: CONCEITO E CAUSAS Allan Kardec define obsessão como sendo a "ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um indivíduo. É. Um médico o declarou morto e deu licença para as horas fúnebres no dia imediato. Esta definição apresentada pelo Codificador dá margem a vários comentários: . Não se reconhece como obsessão aquelas condições fortuitas. colaborar com o bem e depois retornar à carne. Sua vitalidade se encontra em estado latente. magoado. servem de pasto a terríveis obsessões.Allan Kardec Magnetismo Espiritual . na realidade. mas sim. já evoluído. Ora. não é um Espírito mau.Michaelis Hipnotismo e Espiritismo . O obsessor. O bispo da catedral. ambos poderão prestar excelentes serviços à causa do bem. Miranda Nos Domínios da Mediunidade. enquanto o corpo vive. onde se verificara o caso. poderá cair em transe letárgico ou cataléptico voluntariamente. . ouviu a voz comovida de um seu amigo de infância. no começo da qual se devia consumar o enterramento. o jovem padre voltava ao seu púlpito. reanimado e apto a excelentes realizações.A obsessão é sempre um processo mantido.Yvonne A. mas não pode comunicar-se. não adestradas. O Espírito tem consciência de si. patrimônio psíquico da criatura e não propriamente uma enfermidade. É pelo Espírito. já haviam sido tomadas as medidas do ataúde e se aproximava a noite. por uma falange de Espíritos. é que não era completa a morte.A qualificação de Espírito mau. Pereira Diversidades dos Carismas . sem que possam exprimir o que estão vendo ou ouvindo. Bibliografia Livro dos Espíritos . [LE-qst 422] Na letargia pode o Espírito separar-se inteiramente do corpo." [ESE-cap XXVIII]. Um Espírito encarnado. contínuo. tais como as demais faculdades mediúnicas que. [LE-423] Sendo a catalepsia e a letargia uma faculdade. o Espírito se lhe acha ligado.

* Perispírito a perispírito: envolvimento fluídico. Este convívio perispiritual vai permitir ao Espírito sugar energias vitais do encarnado. ou nessa mesma existência. onde o obsediado perde completamente o seu livrearbítrio. muitas vezes inconsciente.. promovendo uma verdadeira hipnose: Você é infeliz. uma cidade. os perispíritos se assimilam.. quando um encarnado passa a subjugar o Espírito.O Espírito infeliz estará atuando sobre o encarnado em dois níveis: * Mente a mente: constrição mental. se ele se entrega àquelas idéias ou se compraz com este conúbio mental. que é a subjugação moral. Mate-se. mas toda uma coletividade.70 . Sua vida não presta...A definição apresentada restringe a obsessão a apenas uma de suas formas. . através da qual. há uma aproximação das auras. a) Constrição Mental: o obsessor instala a sua onda mental na mente da pessoa visada. A princípio o indivíduo pode reagir fugindo da faixa de atuação do obsessor. Este Espírito pode ter sido prejudicado numa outra encarnação onde eles estiveram juntos. o cansaço e as infecções que acompanham com freqüência as vítimas da obsessão. Pode ocorrer o inverso. b) Envolvimento Fluídico: ao envolver o indivíduo." Algumas vezes. semelhante à um "micro-gravador" que os Espíritos introduziram no cérebro do encarnado e que objetivava reforçar o processo de hipnose mental. o perseguidor vai enviando os seus pensamentos e suas idéias. coadjuvando o processo de constrição mental. pois ele pode continuar exercendo o domínio psíquico a distância.1 Patologias Como se desenvolve a "ação" a que se referia Allan Kardec? . podemos reconhecer quatro causas fundamentais. É o que André Luiz denomina de "loucura por telepatia alucinatória. Forma-se uma ponte magnética. denominada comumente de . o perseguidor identifica os seus fluidos com os dele.2 Causas Sinteticamente. pode tornar-se desnecessária presença do obsessor ao lado do encarnado. Manoel Philomeno de Miranda fez referência a um pequeno aparelho. 18.. O aborto criminoso é um acontecimento que muitas vezes responde por obsessões graves cuja causa está na mesma encarnação. chegando ao grau máximo de obsessão. quando um Espírito estará desenvolvendo o processo obsessivo em direção a um encarnado. o processo pode agravar-se. os Espíritos obsessores poderão se utilizar de certos "aparelhos especiais" para manter o processo. 18. b) Carência Afetiva: é uma causa de obsessão. o que vai contribuir para o emagrecimento. Depois que o cerco se completa.. uma família. No entanto. envolvendo as obsessões: a) Ódio ou Vingança: na maioria das vezes a obsessão é uma vingança exercida por um Espírito que foi prejudicado e que sofreu muito nas mãos do atual obsediado. Pode-se observar também obsessão entre encarnados e entre desencarnados. O envolvimento fluídico vai permitir também que o Espírito transmita para o encarnado fluidos deletérios fabricados por ele.A obsessão pode atingir não apenas um indivíduo.

Entretanto. ninguém está obsediado pelo fato de ser enganado por um Espírito mentiroso. do álcool. Geralmente. ou se apresenta substituindo e se fazendo passar por outros. classifica seus diferentes tipos e propõem uma terapêutica eficiente. cujas principais variedades são: a obsessão simples. ser enganado sem ser obsediado. XXIII do Livro dos Médiuns. à pessoa sobre quem ele atua. inconsciente. em 1857 no Livro dos Espíritos. Vampiro. são processos de fácil tratamento. portadores dos mesmos vícios. dos tóxicos. A obsessão consiste na ação persistente de um Espírito. podem aproximar-se dele e iniciar uma obsessão. por seu intermédio. e do qual não se consegue desembaraçar. intrometer-se na vida do obsediado. onde ele define a doença. na grande maioria das vezes.. do sexo. esclarece Kardec. perdidos. A palavra obsessão é um termo genérico. O melhor médium pode ser enganado. Franco 19 OBSESSÃO: CLASSIFICAÇÃO Embora os conceitos iniciais da doença obsessão (enfermidade de caráter espiritual) já houvessem sido abordadas por Kardec. o Espírito inferior se intromete nas suas comunicações e o impede de se comunicar com outros Espíritos. pois não há vínculo de ódio entre os seres envolvidos.Allan Kardec A Gênese . apegados a certas emoções materializadas. Afirmava Kardec que a obsessão apresenta caracteres diversos. possam disseminar idéias falsas. Bibliografia Livro dos Médiuns . para absorverem as suas emanações fluídicas. a descrição completa da obsessão só foi publicada por Kardec em 1861. por exemplo. enumera suas causas. O Espírito Manoel Philomeno de Miranda afirma-nos: "A obsessão simples. que se aproximam dos encarnados. pelo qual se designa esta espécie de fenômeno. Quando se trata. c) Vampirismo: o vampirismo é uma causa de obsessão relacionada à satisfação de vícios e paixões.Desobsessão . são contrárias a sua forma habitual de pensar. d) Orgulho do Falso Saber: esta expressão é utilizada por Allan Kardec para caracterizar certos Espíritos vaidosos.Bezerra de Menezes/Yvonne A.71 "encosto". Iludem determinados médiuns para que. na definição de André Luiz: "é toda entidade ociosa que se vale indevidamente das possibilidade alheias".Suely Caldas Schubert Nos Bastidores da Obsessão . 19. a fascinação e a subjugação. O vampirismo vai caracterizar aqueles Espíritos viciosos. Existem vampiros do fumo. que lhe falta a experiência necessária: pode-se pois. Pereira Obsessão . da gula. de um médium acometido por obsessão simples. através de sua tenacidade e persistência. etc. sistemáticas e em contradição com os princípios espíritas.Allan Kardec Dramas da Obsessão . e que resultam do grau de constrangimento e da natureza dos efeitos que produz.Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo P. se vêem desorientados. sobretudo no começo. dando-lhe sugestões que. Ao identificarem um indivíduo que se afinize com eles. angustiados. ao despertarem no mundo dos Espíritos. no Cap. muitas vezes. que é preciso distinguir. orgulhosos. é uma parasitose comum em . falsos-sábios que desenvolvem uma obsessão do tipo fascinação. São Espíritos que desencarnam sem uma preparação espiritual adequada e que.1 Obsessão Simples Na obsessão simples o Espírito inferior procura.

ele crê sensatas. muitas vezes até gosta. deixa transparecer sinais de inferioridade. O fascinado não se sente incomodado com a presença e a influência do obsessor.2 Fascinação Na fascinação. É uma ilusão. os estados de insegurança pessoal. humildade e amor a Deus como credenciais. a que consiste nas manifestações ruidosas e obstinadas de alguns Espíritos. através de tudo. praticar atos violentos. e até. Usa com freqüência as palavras caridade. Na subjugação física. às vezes. necessidade de escrever nas horas mais inoportunas até situações ridículas como gestos involuntários. produzida pela ação direta do Espírito obsessor sobre o pensamento do médium. revela idéia fixa. isto é. Na subjugação física. acredita que todos os demais é que se encontram obsediados. . que. O Espírito obsessor nesses casos é hábil. muitas vezes. mudanças algo súbitas no temperamento habitual do obsediado. que é escravizada. etc. como vimos." Entretanto. Pelo que chamamos manifestações físicas espontâneas ou obsessão de efeitos físicos. e forma-se então o verdadeiro processo de simbiose psíquica. terminam por criarem seus próprios centros espíritas onde serão onipotentes. as enfermidades sem causas definidas. por uma espécie de ilusão. magoa-se e afasta-se das pessoas que o podem esclarecer. Pode. em razão das mensagens telepáticas emitidas pelo obsessor e reforçadas nos clichês mentais que ressurgem dos arquivos do inconsciente. pois que usa nome de personagens famosos ou de Espírito de valor. astuto e profundamente hipócrita. Geralmente. assim. e que. desde situações. A ilusão pode mesmo ir ao ponto de fazê-lo ver o sublime na linguagem mais ridícula. O médium fascinado se acredita guiado por uma entidade espiritual de alto gabarito. as desconfianças excessivas. algumas vezes. que o impede de compreender o absurdo do que escreve ou fala. como por exemplo. Na subjugação moral ou psíquica. variando. A subjugação pode ser moral ou corporal (física). 19. espontaneamente pancadas. ainda que este absurdo esteja claro a todos os que os cercam. Podemos incluir nessa categoria os casos de obsessão de efeitos físicos. pois o próprio significado da palavra obsessão. como sinais e sintomas da obsessão simples. de certa maneira. pois usa uma imagem que esconde suas verdadeiras intenções. Surgem. sofrendo muito com isso. as conseqüências são mais sérias. Observamos também. considerando o natural intercâmbio psíquico existente em todos os setores do Universo. 19. o Espírito obsessor atua sobre os órgãos materiais e provoca atos motores involuntários. pois não acredita estar sob influência obsessiva. etc. ruídos. mas. lhe paralisa o raciocínio e o seu julgamento relativamente às comunicações. O paciente subjugado vai sendo dominado mentalmente. o que caracteriza o instalação do processo obsessivo. os médiuns fascinados vagueiam de um centro ao outro e. o subjugado é levado a tomar resoluções freqüentemente absurdas e comprometedoras. o indivíduo age contra a sua vontade e tem consciência do ridículo a que se expõe e que não consegue evitar. tombando em estado de passividade. O fascinado não acredita que o estejam enganando e o Espírito fascinador tem a capacidade de lhe inspirar confiança cega. o problema reside na fixação. perdendo a vontade própria. muito diversas da sua vontade.72 quase todas as criaturas. que fazem se ouçam. A fascinação é difícil de ser tratada porque o obsediado recusa orientação e tratamento.3 Subjugação A subjugação é o tipo de obsessão em que existe a paralisia da vontade do obsediado e o obsessor assume o domínio completo de sua vítima.

chegou a lição do amor.André Luiz/Chico Xavier Ação e Reação . analisando a terapêutica espírita e a terapêutica médica. Como remédio e como alimento para ambos os doentes: obsessor e obsediado.73 geralmente sob tortura emocional. roubando a paz que julgava merecer. agindo como um louco vulgar. Isolados pelos próprios familiares. o obsessor toma conta dos centros de comando motor e domina fisicamente a vítima que lhe fica inerte. há. O subjugado perde temporária ou definitivamente. para que a luz novamente se fizesse. objetos de curiosidade e de terror. deturparam também estes ensinamentos e foi necessária a vinda da terceira revelação.Allan Kardec A Gênese . PROGNÓSTICO E PROFILAXIA Antes de Jesus. seguras e eficazes para o tratamento da obsessão. Poderíamos dividir o estudo do tratamento da obsessão. procurarem a melhora. e é raro haver cura sem deixar seqüelas. Foi a Doutrina Espírita que realmente traçou diretrizes lógicas. sim. que devem ser avaliadas adequadamente. os obsediados eram marginalizados.1 Tratamento a) Reforma Moral (Autodesobsessão): "No que diz respeito ao problema das obsessões espirituais. Não devemos supor na subjugação que o Espírito obsessor tome lugar no corpo do obsediado. mas de difícil tratamento. o controle sobre a área da consciência. necessita a atuação terapêutica no obsessor e no obsediado. para realmente ser resolvido. Com a vinda do Mestre. A Doutrina Espírita veio desvendar o processo de nossa libertação. Lembramos ainda que a obsessão é o peso que tomba sempre sobre os ombros das consciências comprometidas.Allan Kardec Nas Fronteiras da Loucura . 20. Franco Nos Domínios da Mediunidade . chegando a perder por completo a lucidez (consciência). e pelos que causa. revelando que a cura só ocorrerá se os envolvidos no processo. Para merecermos a primeira temos que assumir a segunda! Bibliografia Livro dos Médiuns . O processo obsessivo. O verdadeiro trabalho de desobsessão se iniciou com Jesus ensinando aos homens que o amor deve ser o alicerce de toda terapêutica. A subjugação é de mais fácil reconhecimento.Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo P. Por fim. aos que hoje lhe batem às portas do coração. reconhecendo seus débitos. o pa- . A visão. uma supremacia da sua vontade dominando completamente a do médium. Franco Grilhões Partidos . Liberdade e responsabilidade. subjugada moral e fisicamente.André Luiz/Chico Xavier 20 OBSESSÃO: TRATAMENTO. não podendo se expressar livremente. padeciam sob a ação ainda maior dos "inimigos" espirituais. a audição e os demais sentidos confundem a realidade objetiva.Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo P. Vem demonstrar que a nossa libertação deve ser conquistada a cada dia com o empenho de todas as nossas energias e o selo de nossa responsabilidade. Dos tormentosos processos obsessivos o homem só se libertará quando compreender o quanto é responsável pelo próprio tormento. o Consolador Prometido. os homens se esqueceram. durante a sua atual reencarnação. Com o passar dos tempos.

Como sabemos. repouso e preparação para enfrentar o oceano bravio. às vezes. permite a prática da caridade com Jesus. Substituindo os hábitos por pensamentos e sentimentos de elevado conteúdo moral. etc. b) Fluidoterapia: "O obsediado fica envolto e impregnado de seu fluido pernicioso. para propiciar o auxílio renovador também para o "irmãozinho perseguidor". em conjunto com a causa primária (débito do passado). o papel importante do equilíbrio no lar. facilitando a instalação do processo obsessivo. o quanto é condição básica para êxito do tratamento. leva consigo o seu obsessor(es). A falta de participação do enfermo é." (A Gênese. também. d) Culto no Lar: Joanna de Ângelis afirma que o lar é como o porto para um navio. pela água fluidificada. é deste fluido que importa desembaraçá-lo. c) Freqüência ao Centro Espírita: a freqüência do obsediado ao Centro Espírita é muito importante no tratamento: permite a instrução espírita. e) Laborterapia: todos nós já enfrentamos momentos de tédio. a conduta e os hábitos do obsediado atuam como causa secundária. É um trabalho consciente e necessário.. local de reparos. Cap. Um fato importante. permite a penetração do Evangelho de Jesus na vida de todos. um elemento importante na fluidoterapia. muitas vezes. item 46) O obsessor envolve fluidicamente o obsediado.74 ciente é. precisa de um porto seguro e bem aparelhado. como base para o equilibro de todos nós. quando imaginam que o Centro Espírita pode libertar o obsediado de todos os males. aos poucos. Todos esses elementos envolverão obsediado(s) e obsessor(es). Para isso. atravessando uma ou mais encarnações. já tivemos a mente invadida de maus .. permite o acesso mais fácil à fluidoterapia. erroneamente. é que em grande número de casos. O culto do evangelho no lar facilita a freqüência de bons Espíritos no lar do obsediado. A autodesobsessão tem um item óbvio que é a reforma moral do obsediado. passam para os Espíritos toda a responsabilidade do tratamento. substituindo-os por fluidos deletérios. através da auto-evangelização. como por encanto. pensam que o Centro Espírita resolverá todos os problemas. desiludem-se e vão buscar ajuda em outro Centro Espírita. Só existe um meio de retirarmos estes maus fluidos. em um clima de amor. ao verificarem que seus problemas não estão sendo resolvidos com a rapidez que imaginavam. base fundamental para a recuperação de ambos. daí. absorvendo-lhe os fluidos benéficos. O obsediado. é substituindo-os por bons fluidos. quando o obsediado penetra no Centro Espírita. facilita o hábito de bons pensamentos. de mudanças de hábitos e pensamentos. mas. É fundamental esclarecermos ao paciente e a sua família quanto a sua participação é importante. o agente da própria cura. Como sabemos. feita pelo passe e pela água fluidificada." (Manoel Philomeno de Miranda) A reforma moral ou autodesobsessão é o ato de promover a própria pessoa a sua desobsessão. A caridade é terapia. muitas vezes. a causa de quadros obsessivos de difícil resolução. Muitas pessoas pensam. Conseguirá o obsediado. XIV. A freqüência ao Centro Espírita deverá ser recomendada ao obsediado e também à sua família. mais do que ninguém. pois. e é também. A reforma moral é esta auto-educação de valores e sentimentos. Ao procurarem o Centro Espírita. é fundamental a fluidoterapia. ou em outras religiões. são grupos de Espíritos devedores que se reúnem para enfrentarem o mesmo problema expiatório. é muito comum o envolvimento dos familiares do obsediado no quadro obsessivo. como afirmava o sábio mestre lionês. O meio mais fácil de atingir este objetivo é pela prática da caridade com Jesus. fato permitido pela espiritualidade maior. convencer o seu obsessor de sua renovação moral e também desfrutará de elevadas companhias espirituais.

o êxito. A sala reservada para tais atividades. deve estar localizado em região adequada para isso. nos casos em que toda a família participa da ajuda ao obsediado. assepsia. jamais devem ser abertas ao público. todos precisam reparar o erro. f) Participação da Família: não somente o obsediado deve ser conscientizado da importância de sua participação na terapêutica desobsessiva. mas também os seus familiares. respeito. seja qual for o tipo de trabalho. quebra a harmonia do grupo. Quando trabalhamos. tudo isso fruto do "não fazer nada". muitas vezes. todo o grupo errou. O envolvimento carinhoso. são repelidas. entre outros inúmeros fatores. O aposento destinado à reunião de desobsessão sempre deve ser dentro do Centro Espírita. É fundamental ocupar a mente do obsediado. É nítido o resultado mais positivo. e os maus pensamentos. sua melhora íntima. é o fato do quadro obsessivo. quando fossem utilizadas no auxílio ao quadro obsessivo. o esclarecimento evangélico e doutrinário. envolver toda a Família.75 pensamentos. como um pronto socorro. por estar enfermo. O trabalho exige grupo preparado. g) Apoio de Um Grupo Mediúnico: a ação da equipe espiritual de ajuda. h) A Terapêutica Médica: algumas pessoas têm a falsa idéia que a terapêutica médica e a terapêutica espírita estariam chocando uma contra a outra. . foi comparada por André Luiz a uma sala cirúrgica. algumas vezes. com certa restrição pela população geral. o retorno ao trabalho. eficientes e com efeitos colaterais inexistentes ou controláveis. etc. harmônico e local adequado para isso. a sua reintegração familiar. a influência dos Espíritos menos felizes. se tornará mais evidente. perispírito e corpo físico. "que requer isolamento. É importante libertar o obsediado da falsa impressão de que. o obsediado terá alterações psíquicas e orgânicas variadas e importantes. A freqüência de uma pessoa desequilibrada na reunião mediúnica é muito danosa. serão extremamente benéficos ao obsessor e ao obsediado. curiosos e despreparados". silêncio. Hoje. e nunca deve ser trabalho para iniciantes. eis um bom antídoto contra a obsessão. dispomos de muitos medicamentos seguros. o desequilíbrio do obsediado chega a tal ponto que a participação da família assume ainda maior importância. como já mencionamos. Muitas vezes. A reunião de desobsessão é um pronto socorro para os doentes morais e. Importante enfatizar. ambiente preparado pela espiritualidade maior para este fim. Outro fator importante. ou seja. desde o início do quadro e no decorrer do mesmo. fator fundamental para um trabalho eficiente de desobsessão. Por isso. Como Espírito encarnado. Ambos Espíritos envolvidos serão beneficiados. isolada de olhos indiscretos. Isto é fruto da má informação e de idéias falsas préconcebidas. possuindo Espírito. O medicamento é extremamente importante para muitos obsediados pois permite sua socialização. Mãos ocupadas. realizado por um grupo mediúnico. que a presença do obsediado à reunião mediúnica é dispensável e até mesmo prejudicial. dispensando alguns internamentos. inclusive pelo obsediado e seus familiares. e a forma mais fácil e eficaz é ocupar as suas mãos. pois a não utilização de uma delas pode levar a um tratamento ineficiente e incompleto. com o progresso da farmacologia. ocupamos nossa mente. quando houver a participação de um grupo mediúnico sério. A terapêutica desobsessiva deve sempre ser orientada tendo como base estes dois aspectos: a terapêutica espiritual e a terapêutica médica. a terapêutica desobsessiva deve estar alicerçada sobre dois suportes: A TERAPÊUTICA MÉDICA E A ESPIRITUAL O uso de medicamentos psiquiátricos são vistos. Para o equilíbrio. é preciso ficar em repouso.

2) que nunca devemos desanimar. porque fizemos sofrer e sofremos. Existe obsessão porque existe inferioridade em nós. entre vários fatores. 2) a resistência física.Allan Kardec Grilhões Partidos . 20. Bibliografia O Livro dos Médiuns . o "querer melhorar". avaliar também três fatores: 1) a persistência. Franco Obsessão e Desobsessão . O caminho eficiente para evitarmos obsessões. Para o prognóstico de uma doença física." A única profilaxia eficaz é a do Evangelho. Para resumir. 20. o valor da vontade do obsediado. maldades. a resistência do paciente à doença e a ação do meio onde ocorre o quadro. significa a mensuração da evolução de uma doença. todos os quadros de obsessão . prevenir o aparecimento de certa doença. Naturalmente. 3) a utilização eficaz da terapêutica espírita e médica. inúmeros fatores irão contribuir para um bom ou mau prognóstico de um quadro obsessivo. pois o amor sempre vencerá o ódio. Sempre que indicados pelo médico assistente devem ser incentivados e respeitados por nós.76 A psicoterapia e o internamento em alguns quadros de obsessão assumem papel muito importante. comparativamente com uma doença física.2 Prognóstico A palavra prognóstico. três são os principais para serem avaliados: a capacidade do agente causador da doença. a capacidade intelectual e a intensidade do ódio do obsessor. é praticar o bem e ser bom. Quando aprendemos a amar sem reservas. e também. a inferioridade moral. porque temos dificuldade de perdoar. disputas e muito menos obsessões.3 Profilaxia Profilaxia é o conjunto de medidas que tentam evitar. é aquele que leva a Jesus. Miranda . quando houver em nós o amor em toda sua plenitude. que levarão mais de uma encarnação para terem sua solução. tentando prever o seu final. poderíamos. 3) que mais cedo ou mais tarde. a Verdade e a Vida. faríamos as observações: 1) quadros obsessivos existem. amenizando sofrimentos. psíquica e moral do obsediado.serão solucionados. 4) que o obsessor e o obsediado nem sempre se curam simultaneamente. sem exigências. Salientamos aqui. Para completar.Hermínio C. sem interesse.Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo P. O amor é o único antídoto realmente infalível. então não haverá mais lugar para ódios.Suely Caldas Schubert Diálogo com as Sombras . sob o ponto de vista médico.por mais grave que sejam . pois tudo que fizermos estará contribuindo para a redução de tempo. pois todos os outros dependem sobretudo desta disposição do doente. "Eu sou o Caminho.

onde não se encontra uma lesão em nível físico.Idiotia e Loucura). Os quadros de auto-obsessões estão quase sempre vinculados a faltas sérias cometidas pelo Espírito em vivências anteriores no orbe. que ao se . bastante freqüente. a atuação maléfica de Espíritos desencarnados. Podemos entender as auto-obsessões como sendo a "liberação de um inconsciente culpado". arteriosclerose dos vasos cerebrais. Essas informações dão-nos uma pálida idéia da importância das enfermidades mentais na sociedade contemporânea: milhares e milhares de pessoas têm vivenciado problemas diversos vinculados à função psíquica. etc.77 21 AS DOENÇAS MENTAIS Dados estatísticos recentes informam que cerca de 25% da população mundial sofre de algum problema relacionado ao sistema nervoso. apesar de todo o interesse que estas enfermidades têm despertado. 21. O que ocorre é um bloqueio à manifestação destas faculdades em decorrência de um cérebro doente. Nos Estados Unidos da América. pois na base deste grupo de doenças estará quase sempre o "complexo de culpa". 25% da verbas liberadas pelo Congresso Americano destinam-se às Neurociências (ramo da medicina que engloba a Psiquiatria. a Neurologia e a Psicologia). Muitas condições patológicas podem acompanhar-se de alterações psíquicas. apresenta suas faculdades psíquicas alteradas. De cada dois leitos hospitalares. São casos de perturbações emocionais ou psíquicas. tumores. Espírito e perispírito) poderá. estará respondendo por parcela significativa dos casos de enfermidades mentais. sífilis cerebral. As faculdades intelectuais do Espírito estão perfeitas. ciente do problema que o acomete.1 Classificação Sob uma visão espírita podemos sistematizar as doenças mentais em três grupos: Doenças Mentais doenças orgânicas auto-obsessão obsessões a) Doenças Orgânicas: são as doenças mentais onde se observa um fundamento orgânico. São as enfermidades em que há uma evidente lesão física que justifica as alterações do psiquismo. não se vislumbra ainda o instante em que as ciências oficiais deverão estudá-las com a sonda reencarnatória. Somente o conhecimento de que já vivemos. Somente a Psicologia integral (expressão de Gabriel Delanne). No entanto. O indivíduo. E esta condição. aquela que vê no homem os seus três elementos (corpo. há uma passagem em que Allan Kardec afirma que muitas vezes "o Espírito pode ser o obsessor de si próprio'. Algumas vezes a falta responsável pelo aparecimento da enfermidade encontra-se na mesma existência. definitivamente. levará o homem às causas fundamentais das doenças mentais. nem se observa. a idéia precisa das vidas sucessivas. equacionar o problema sério das perturbações psíquicas. tampouco. já que a lesão é eminentemente física. Feridas morais sérias insculpidas no inconsciente que passam a emitir vibrações deterioradas. Allan Kardec estuda este grupo de doenças no Livro dos Espíritos (2ª parte . b) Auto-Obsessões: em Obras Póstumas. como aneurismas cerebrais. por si mesmo. Nesse grupo de enfermidades psíquicas o Espírito poderá encontrar-se lúcido. oligofrenias. às vezes configurando a loucura propriamente dita. um é ocupado pela Psiquiatria.

Bibliografia Loucura e Obsessão . de delírios.3 Tratamento Torna-se desnecessário reafirmarmos a importância do acompanhamento médico e psicológico para os doentes do psiquismo. Inácio Ferreira cerca de 30% dos casos de loucura surgem em decorrência de uma atuação espiritual obsessiva. Fazendo parte do grupo das auto-obsessões vamos encontrar as enfermidades descritas pela Psiquiatria como sendo as neuroses e as psicoses. algumas vezes. a psicoterapia e. As enfermidades do primeiro grupo (orgânicas) são diagnosticadas facilmente através de exames complementares e não configuram problemas para a prática espírita. mas sim um tratamento efetivo. A contribuição espírita na recuperação destes enfermos consiste nas seguintes medidas: a) Fluidoterapia através do passe e da água magnetizada.Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo P.2 Diagnóstico Diferencial A grande questão que se coloca na prática espírita está relacionada aos critérios que vamos utilizar para distinguirmos os diferentes doentes. Franco Nas Fronteiras da Loucura . Franco No Mundo Maior . o mesmo não acontece nos grupos de auto-obsessão e de obsessão. de depressão. E a terapia espírita será a mesma para os dois grupos de enfermos. 21. não é uma distinção adequada. desencadeando reações emocionais e psíquicas doentias. O importante então. a internação tornam-se necessárias em muitos doentes. não existem sinais infalíveis que poderão auxiliar-nos nesta diferenciação. Espíritos perversos ou inconseqüentes que dirigem suas vibrações de teor enfermiço em direção de mentes culpadas. c) Obsessões: segundo o psiquiatra espírita Dr. 21. Franco Grilhões Partidos . principalmente) estarão surgindo sem grandes vínculos com existências pretéritas. b) Instituição do culto do evangelho no lar. pois os doentes portadores de autoobsessão e obsessão. propriamente dita. As drogas. etc.Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo P. Devemos lembrar. enquadrando-os em um dos três grupos citados. d) Ocupação constante do tempo com atividades gratificantes. com o exercício constante da prece e da leitura edificante. no entanto. principalmente aquelas com objetivos altruístas. de fobias. apresentam-se com as mesmas manifestações.Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo P. c) Freqüência ao Centro Espírita em reuniões de estudo evangélico-doutrinário (jamais em reuniões de intercâmbio mediúnico). e) Exercício constante de pensamentos elevados. mas como resultado de conflitos íntimos atuais.78 chocarem com a consciência atual vão se manifestar sobre a forma de angústia. Na realidade. que muitas vezes algumas distonias emocionais (ansiedade e depressão. buscando nortear a sua vida de acordo com os princípios filosóficos apresentados no Evangelho de Jesus.André Luiz/Chico Xavier Visão Espírita das Distonias Mentais . No entanto.Jorge Andréa . A Psiquiatria e a Psicologia possuem recursos diversos que deverão ser empregados nos portadores de perturbações psíquicas.

que as colocavam em comunicação com seres extracorpóreos. um fenômeno mediúnico. Através da clarividência. Fenômeno Anímico a) Não há interferência de seres espirituais b) Participam do fenômeno um ou mais elementos encarnados c) agente gerador: sensitivo (metagnomo) d) Fenômenos estudados pela Parapsicologia Fenômeno Mediúnico a) Há interferência de seres espirituais b) Participam do fenômeno pelo menos dois elementos: encarnado e desencarnado c) agente gerador: médium d) Fenômenos estudados pelo Espiritismo 22. agressividade. os fenômenos mediúnicos são aqueles fenômenos paranormais que. vai configurar um fenômeno anímico. como se diz correntemente. conselheiro científico da Academia Russa de Ciência. não são aceitos ainda pela Ciência Oficial. portanto. a transmissão do pensamento. etc. Os fenômenos físicos são aqueles produzidos pelas forças da própria natureza. Hernani Guimarães Andrade. estudados pelas Ciências físicas. foi utilizado com novo significado por Alexandre Aksakof. químicas. Esses fenômenos.1 Fenômeno Anímico e Mediúnico Podemos sistematizar todos os fenômenos da Natureza em dois grandes grupos: fenômenos físicos e fenômenos psíquicos. b) Clarividência: consiste na visualização de coisas do mundo físico através de corpos opacos ou a distância.79 22 PARAPSICOLOGIA E ESPIRITISMO 22. conceituado parapsicólogo espírita. . cujo mecanismos ainda não fazem parte do conjunto das leis naturais conhecidas. como o nome indica. Os fenômenos paranormais são de dois tipos fundamentais: anímicos e mediúnicos. ou. já existente. que é a visualização de cenas ou entidades do mundo espiritual. etc. divide os fenômenos psíquicos produzidos por pessoas hígidas ou sadias em: a) Fenômenos Psíquicos Normais: aqueles cujo mecanismo causal se enquadra no conjunto das leis conhecidas. o sensitivo é capaz de identificar aspectos no corpo humano à semelhança de um aparelho de raios X. biológicas. pelo fato de não poderem ser explicados. escrita. São fenômenos aceitos e estudados pela Ciência convencional.2 Principais Fenômenos Anímicos a) Telepatia: consiste na percepção do conteúdo mental ou da emoção de outro indivíduo. mas quando evidenciada entre dois seres encarnados. b) Fenômenos Psíquicos Paranormais: são os fenômenos psíquicos que não encontram ainda uma explicação plausível. Ex. Mediúnicos: o termo mediunidade foi usado pela primeira vez por Allan Kardec para designar a faculdade inerente a todas as pessoas. Não devemos confundi-la com a VIDÊNCIA. para a sua produção. necessitam da atuação de seres desencarnados. são aqueles produzidos pelo psiquismo humano (Psiquê+mente=Espírito). Portanto. Os fenômenos psíquicos. A telepatia é um fenômeno quase geral entre os Espíritos desencarnados.. profundo estudioso das Ciências psíquicas. Anímicos: o termo animismo. Este autor apropriou-se da expressão latina "anima" (=alma) para designar os fenômenos paranormais que eram produzidos pela própria alma humana. medo. identificar cenas que estão se desenrolando em locais distantes e mesmo visualizar coisas dentro de caixas ou recipientes hermeticamente fechados. astronômicas.: Leitura.

f) Psicocinesia: trata-se da fenomenologia anímica que permite ao sensitivo agir sobre a matéria utilizando-se apenas da força emitida pela sua mente. nos casos raros quando o indivíduo assume personalidades anteriores (Personalidades múltiplas).3 Análise Crítica da Divisão Anímico-Mediúnico Esta classificação dos fenômenos paranormais em anímicos e mediúnicos é puramente teórica e objetiva apenas uma sistematização didática para facilitar a compreensão do tema. psicometria. comumente designada através do termo ANIMISMO. translação de objetos. pois estuda as fronteiras desconhecidas da Psicologia. donde os seres espirituais desempenham papel relevante. etc. pois. O que se observa na prática é que os fenômenos estão comumente interligados. por sua vez. nas reuniões mediúnicas. e) Retro-cognição: é o registro de um fato acontecido no passado através da percepção extra-sensorial. muitas vezes são secundados pelos Espíritos amigos. músicas não audíveis pelas pessoas comuns e que são registrados pelo sensitivo. E uma nova forma de desenvolvimento da Psicologia. cura. O objetivo da Parapsicologia é o estudo dos fenômenos psíquicos não habituais. portanto. g) Automatismo Psicológico: esta expressão foi empregada por Pierre Janet (considerado o pai da Psicologia) para designar aquelas situações onde o inconsciente do indivíduo assume a mente consciente e passa a liberar idéias e emoções lá arquivadas. que contribuem diretamente na sua produção.4 O que é a Parapsicologia É uma disciplina científica de investigação dos fenômenos inabituais.80 c) Clariaudiência: trata-se da percepção paranormal de sons da esfera física. ou seja. o que nos leva a afirmar que muitas vezes nos fenômenos anímicos se evidencia um envolvimento mediúnico bem definido. transfiguração. teoricamente. Difere da audiência. bicorporeidade. poderia ser classificado em ambas as categorias. 22. naturais. Podemos encontrar este tipo de fenômeno nos casos de recordação espontânea de vidas passadas. são evidenciadas transformações em objetos. Nos fenômenos mediúnicos. quando o inconsciente do médium se comunica através dele. sem a utilização dos sentidos comuns. fica claro que em todo fenômeno mediúnico há um forte componente anímico. ou. (Psicologia é o estudo das idéias e sentimentos do ser humano. Exemplos de fenômenos que podem ser ora anímicos e ora mediúnicos: intuição. materializações diversas e mesmo modificações na forma e na fisiologia humanas. Conhecida também com o nome de Pressentimento ou Premonição. 22. ainda. desdobramento. é relativamente comum nos médiuns iniciantes. onde são captados sons do mundo espiritual. . Esta última condição. estudando os fenômenos psíquicos habituais). d) Pré-cognição: é o conhecimento antecipado de um fato que ainda não ocorreu. mas apesar disso. Ruídos. Muitas vezes. de ordem psíquica e psicofisiológica. Os fenômenos anímicos. Através da energia liberada pela mente do paranormal. na prática diária torna-se impossível determinar eficientemente se um fenômeno que nos é apresentado tem um componente anímico ou mediúnico preponderante. participando de forma dinâmica na produção do fenômeno. e tende à dissolução com progressivo burilamento da faculdade mediúnica. levitação. Com isto. o intermediário (médium) jamais está inativo. frases.

"hipnótico" seriam aceitos por uns e rejeitados por outros estudiosos. desvios de pequenos corpos. César Lombroso. "espiritóide". Alexandre Aksakof. A Parapsicologia teve sua origem no ano de 1930 com o Professor Joseph Banks Rhine. De acordo com a Escola.81 Não é uma Ciência nova. Como Ciência.. pois é milenar. Estas discrepâncias não invalidam nem prejudicam o desenvolvimento da Parapsicologia. A Parapsicologia moderna. "metapsíquico". A controvérsia existe no campo parapsicológico como em qualquer outro. afirmou: "O Homem pode perceber por outra via que não a dos sentidos físicos. Outros notáveis metapsiquistas. que aceita os fenômenos paranormais como de natureza fisiológica (materiais. a telepatia e a clarividência. tem duas grandes escolas: ESCOLA DE RHINE. sem se definir entretanto qual a sua origem.por Rhine em 1940 . Poderíamos dizer que a Metapsíquica seria a Parapsicologia antiga. criada por Charles Richet na Universidade de Paris.utilizando-se de um baralho (Cartas de ZENER). etc. xenoglosia. Suas teorias eram combatidas mais por preconceitos do que por falta de méritos científicos. os efeitos mentais como: telepatia. Estados Unidos da América. Em 1922. Eugênio Osty. Os fenômenos PSI dividem-se em dois tipos aceitos por praticamente todos os parapsicólogos: a)PSI-GAMA: ou os subjetivos de Richet. os fenômenos paranormais. 22. Charles Richet. clarividência. o Prof. com detalhes. Assim. O paranormal "adivinhava" qual carta apareceria de uma forma estatisticamente significativa. do corpo físico). foi precedida pela Metapsíquica. que dirigiu o primeiro laboratório de Parapsicologia do mundo. Rhine. ESCOLA DE LEONID VASSILIEV (Escola Russa). que equivalem a PSI-GAMA e PSI-KAPA para a Parapsicologia. que aceita os fenômenos parapsicológicos como fenômenos extrafísicos. foram: Willian Crookes. ação da mente sobre a matéria: como levitação. clariaudiência. Esta percepção extra-sensorial é extrafísica. pois mostra que se trata de fenômeno paranormal. etc. dividindo os fenômenos metapsíquicos em SUBJETIVOS e OBJETIVOS.5 A História do Psi PSI é uma letra grega. estuda os fenômenos paranormais e discute a sua origem. transportes. Alguns parapsicólogos modernos aceitam uma terceira categoria de fenômenos paranormais: c)PSI-TETA: fenômenos paranormais com interferência do "mundo dos mortos". que se processa com a mesma rapidez nos dois campos ideológicos. Em l940. poderíamos dizer que a Parapsicologia. Fatos paranormais têm acompanhado o homem desde as mais remotas épocas. Era necessário dar a esses fenômenos uma designação livre de implicações interpretativas. a explicação poderia ser ou não simpática à idéia da sobrevivência espiritual do Homem. Podemos considerar o Prof. Oliver Lodge. após dez anos de estudos sérios. escolheram o termo PSI. Gustavo Geley. Foi o primeiro fenômeno paranormal estudado e comprovado pela Parapsicologia . por este fato. do ponto de vista científico. e pode ser estudada em laboratório". que fez vários estudos de fenômenos paranormais. Rhine como o pai da Parapsicologia Moderna. na Duke University. A . 22. Clarividência é a capacidade de ver a distância através de objetos. etc. os efeitos físicos.6 Os Fenômenos Psi-Gama Os dois efeitos PSI-GAMA mais estudados pela Parapsicologia são: a clarividência e a telepatia. O uso dos termos "fenômeno espiritual". apresentou em Paris o "Tratado de Metapsíquica". que foi escolhida por Weisner e Thoules para designar. b)PSI-KAPA: ou os objetivos de Richet. que inicialmente estudou. em Carolina do Norte.

vivida por seus ancestrais. Outro fenômeno estudado e aceito pela maioria dos parapsicólogos modernos é a Regressão de Memória. Herculano Pires e outros. quando faleceu. A Parapsicologia moderna aceita e estuda profundamente a regressão de memória. Para Rhine. Produz sobre o meio físico efeitos inexplicáveis por meio de uma energia ainda desconhecida". ectoplasma (nome criado por Charles Richet). Eis algumas teorias para explicar o fenômeno paranormal: 1 . Hamendras Nat Barnejee.82 clarividência está aceita e comprovada por todos os parapsicólogos. clarividência com a participação de pessoas mortas. pois também esta é a letra com que se escreve a palavra morte. com os outros dois tipos de fenômenos PSI. este eminente pesquisador tinha em seu fichário aproximadamente 2. O grupo de pesquisadores dos fenômenos TETA também surgiu na Duke University. Tem sido fartamente estudada em todo mundo com vários interesses. 22. se física ou extrafísica (Escola de Rhine ou Escola de Vassiliev). em 1934. Price. do paranormal. o seu mecanismo que é discutido.Teoria Reencarnatória: o fenômeno seria mesmo a reprodução de outra vida. utilizando-se de dados e de "gotas d'água" que eram manipulados pela mente. existiria um agente intermediário. 3 . 22. 22. sem o uso da fala. 2 . Para alguns outros parapsicólogos. sendo discutido sua origem. usando o hipnotismo como método de regressão de memória. etc. esta regressão poderá chegar a vida intra-uterina ou mesmo a vidas anteriores. para que a mente. inclusive astronáuticos e militares. para vidas anteriores. aceitam a necessidade da interferência do ectoplasma para que o fenômeno ocorra. Assim temos: TETA-PSI-GAMA. São conhecidos desde a Antiguidade.Teoria da Memória Genética ou Cromossômica: o sensitivo liberaria uma memória gravada em seus cromossomos. como as benzeduras.000 casos de comprovação de recordação de vidas . TETA-PSI-KAPA. alguns. Estes estudos tiveram início na Duke University. Escolheram a oitava letra grega. na Universidade de Rajasthan. foram ridicularizados. ou seja. Rochas e outros de sua época. quem primeiro fez estes estudos cientificamente. do Instituto Politécnico de Paris.7 Os Fenômenos Psi-Kapa Seriam os fenômenos paranormais evidenciados pelo efeito da mente sobre a matéria. Thoules. Até l985.8 Os Fenômenos Psi-Teta É o estudo dos fenômenos paranormais aceitando-se a interferência de "pessoas mortas" para que o fenômeno ocorra. É a linguagem do pensamento. Pratt. na cidade Jaipur. possa agir sobre a matéria. é a preocupação mais recente da Parapsicologia. Os primeiros estudos científicos são de Albert De Rochas.C.Teoria de liberação de Recalques: o sensitivo liberaria seus projetos e desejos recalcados. o fenômeno Psi-Kapa ocorre sem qualquer fator intermediário entre a mente e a matéria: "A mente possui uma força capaz de agir sobre a matéria.E. Índia. Foi o Prof. Barnejee.). TETA. ou se mistura. inclusive. Carington. termo criado pelo Prof. Crawford. sob a direção do Prof. O fenômeno PSI-TETA se revela. psicocinesia com a participação ou interferência de "mortos". só assim tornando o fenômeno possível. Seria de origem física ou extrafísica? Telepatia é a capacidade de se comunicar a distância.9 A Memória Extra Cerebral O estudo da Memória Extra Cerebral (M. Soal. ou seja. É outro fenômeno aceito mundialmente. Existem ainda várias teorias tentando explicar a Regressão de Memória.

instrutivas. Em todos os aspectos da vida. Alerta que as reuniões frívolas são constituídas de pessoas que se interessam. Como todas as tarefas espíritas. Na atualidade. E. duas equipes interagindo para obtenção de bons resultados.Hermínio Miranda Parapsicologia Hoje e Amanhã . Finalizamos com as palavras do codificador da Doutrina Espírita. Herculano Pires Enfoques Científicos na Doutrina Espírita . pelo aspecto de passatempo e divertimento. etc)." A reunião mediúnica é trabalho que se desenvolve entre os dois planos da vida. um dos pilares fundamentais ao bom desenvolvimento. pois sabemos que o trabalho ali executado não . a produção de manifestações físicas. devemos nos lembrar que a disciplina funciona como peça fundamental na realização de qualquer tarefa. Emmanuel afirma: "A disciplina é a base na realização da caridade. por finalidade. as reuniões mediúnicas devem ser encaradas com muita responsabilidade e disciplina. o espiritual e o físico. tanto encarnados como desencarnados. como o próprio nome indica. local de grande importância. conhecidas como reuniões mediúnicas. experimentais. louvável esforço que fará os homens da Ciência compreenderem a verdade do Espiritismo. de fenômenos ditos objetivos. Deve ser escolhida com atenção. predominantemente.Jorge Andréa 23 A DISCIPLINA COMO A BASE DA CARIDADE No LM [it 324] Allan Kardec classifica as reuniões mediúnicas em: frívolas. cientificamente.Demétrio Pável Diversidade dos Carismas . Para o Espiritismo. o Espiritismo representa uma fase antiga e superada no trato com o paranormal. 23. considerado por muitos estudiosos dos fenômenos paranormais.Allan Kardec Parapsicologia Experimental . Hernani Guimarães de Andrade. ambas as equipes devem obedecer à disciplina. portanto.E. C. o estudo da Parapsicologia caminha a passos largos para explicar. são as que ensejam orientações e experiências de crescimento intelectual e moral para as pessoas que delas participam. Para os parapsicólogos. em todas as épocas da Humanidade.Hernani Guimarães Andrade Médium. Quem é e quem não é . ou seja. A posição Espírita.J. pode se dar pela recordação espontânea das reencarnações anteriores (Método utilizado por Barnejee.83 passadas. o que o Espiritismo afirma há mais de um século. como afirma Herculano Pires.1 Da Reunião Propriamente Dita a) A Escolha do Local da Reunião Mediúnica: é a sala de reunião mediúnica de um Centro Espírita. havendo.C. como um dos mais eminentes parapsicólogos: "Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão. Raikov. Allan Kardec." BIBLIOGRAFIA O Livro dos Médiuns . O estudo da M. o estudo da M. Stevenson. Júlia Prieto Peres. é a mesma adotada pela Ciência na atualidade. Como vimos. A reencarnação passa a ser assunto de cientistas e de universidades. dando-lhes uma visão mais bela e mais ampla da vida universal. A recordação de vidas anteriores. As reuniões instrutivas. as reuniões instrutivas prevalecem no movimento espírita. mostra o quanto o estudo da Parapsicologia tem crescido no sentido da verdade da sobrevivência do Homem. a Parapsicologia representa esforço científico para a explicação dos fenômenos espíritas. As reuniões experimentais têm. etc) ou pelo uso do hipnotismo (Rochas. tão rejeitada pela Ciência..

será maior) e com um conteúdo mais profundo. Espíritos de pouca evolução. Muitas letras de músicas doutrinárias são verdadeiras lições de esclarecimento e consolo. d) Duração da Reunião Mediúnica: o tempo de uma reunião. não deve ser motivo de suspensão dos trabalhos. evangelizar ou auxiliar Espíritos encarnados necessitados? O importante é que nos conscientizemos do respeito necessário. Se o nosso Centro for espaçoso o suficiente. Naturalmente que o tempo e o conteúdo do estudo será adequado ao tipo de reunião mediúnica. como é um grupo mediúnico. avaliar a doutrinação.todo médium deve dar a sua opinião e fazer a sua autoavaliação. e até explicável.84 se prende ao momento da reunião. pois estiveram distantes por alguns dias. muitos permanecerão no recito recebendo tratamento complementar. sempre. b) A Música na Reunião Mediúnica: a música verdadeiramente elaborada é fonte de grande harmonização de vibrações. isso certamente atrapalhará o preparo do ambiente. Naqueles minutos que antecedem o trabalho. Franco e de Chico Xavier para responder: "Poucos locais de um Centro Espírita terão o equilíbrio e fluidos tão benéficos como a salinha de evangelização. recebendo mais carinho. A reunião de iniciantes poderá ter um estudo mais prolongado (por exemplo 20 a 30 minutos) e o tema deve ser mais leve. poderá ter um estudo de duração menor (por exemplo 10 a 15 minutos. Não devemos deixar que o melindre e a vaidade ocupem espaço na avaliação. como a evangelização de crianças. propriamente dito. c) O Estudo na Reunião Mediúnica: toda a oportunidade de estudo é importante. já envolvendo com carinho todos no ambiente. Nós. reuniões de estudos. mantendo sempre o padrão positivo de pensamentos e vibrações. etc. Além do benefício do conhecimento doutrinário. tanto do médium para o doutrinador como deste para o médium. se tocou ou não o Espírito sofredor." O que vale uma sala vazia se não temos onde estudar. os que estiverem devem realizar o encontro. É tão comum. Onde trabalharmos em nome de Jesus. a música cantada pelos que já chegaram. Devemos. dialogando com os instrutores espirituais. Já a reunião mais madura. e) Importância da Avaliação Final: avaliar um trabalho é verificar se seus objetivos estão sendo alcançados. uma sala deverá ficar reservada exclusivamente para a reunião mediúnica. não deve ultrapassar de uma hora e trinta minutos a duas horas e é importante que seja sempre o mesmo. avaliar as impressões por que passou. o ambiente deve ficar protegido de qualquer influência negativa. atendimento fraterno? Embora a lógica nos auxilie a resposta. pois o ambiente é preparado antecipadamente. levando em consideração que o trabalho mediúnico. Uma pergunta deve ser analisada: e se o nosso Centro Espírita não for tão grande? E se precisarmos da sala para outras atividade também importantes. o estudo desempenha outro fatores importantes: a harmonização dos pensamentos dos presentes e o esclarecimento de muitos Espíritos desencarnados. A ajuda está sendo proveitosa? A instrução dos médiuns está ocorrendo? Alguns aspectos devem ser salientados: .. O . Da mesma maneira. Feriado por exemplo. o ambiente será sempre o melhor de todos.. Se todos não puderem estar presentes. falar da semana. Por este e outros motivos o local é especial. de que a música para preparar o ambiente da reunião é muito importante. evitará falatório desnecessário. em média. cantá-las baixinho. Deverá sempre haver franqueza e sinceridade na avaliação. suspendendo-a somente por motivo justo. que um grupo de amigos. Importante é escolhermos músicas doutrinárias. queira conversar. conversa perturbante e até comportamento não próprio. após o término. realizar a nossa reunião mediúnica. usaremos a autoridade de Divaldo P. É opinião freqüente entre os autores espíritas. necessitamos muitas vezes de algo que nos favoreça a elevação de pensamentos e a harmonização de vibrações.

85

dirigente, de alguma forma, deverá acompanhar a evolução da faculdade mediúnica de cada membro, anotando em uma ficha se julgar necessário, para futuras comparações.

23.2

Dos Componentes da Reunião Mediúnica
a) A Formação do Grupo: A reunião mediúnica possui dois grande grupos de trabalho: o grupo dos

desencarnados - que é composto de Espíritos extremamente preparados - e o grupo dos encarnados. Afirma Hermínio C. Miranda [Diálogo com as Sombras]:
A organização de um grupo mediúnico começa muito antes de dar-se início às suas tarefas propriamente ditas, com o estudo sistemático das obras básicas, e das complementares da Doutrina Espírita... não devemos querer aprender mediunidade na reunião mediúnica, mas estudá-la profundamente ante do início da tarefa.

Um grupo preparado com carinho, com médiuns estudiosos, terá a maior chance de sucesso. Lembremos da vida: o médico demora aproximadamente 8 anos para poder exercer com segurança a sua Ciência, o engenheiro de 5 a 6 anos, o dentista de 4 a 5, como querer exercer a faculdade mediúnica sem o devido preparo? Daí a necessidade de preparar-se adequadamente os membros da reunião mediúnica, antes de se iniciarem no intercâmbio com os Espíritos. b) Número de Médiuns por Reunião Mediúnica: o número exato de médiuns em cada reunião mediúnica depende de vários fatores, tais como: tipo de reunião mediúnica, o número de reuniões mediúnicas disponíveis, capacidade do dirigente da reunião, preparo dos médiuns que vão formar o grupo. Devemos nos lembrar que, o número pequeno dificulta o trabalho, como também, o número exagerado de trabalhadores pode tornar o trabalho quase impossível. Os autores também colocam um número variável, uns sugerem 8 a 10, outros de 12 a 15, outros até 20; poderíamos dizer que a média ideal será de 15 médiuns por cada reunião mediúnica. c) Da presença de Estranhos e Obsediados: A presença de elemento estranho é totalmente desaconselhável, quanto mais a presença de um doente como é o obsediado. Curiosidade é quase sempre sinônimo de irresponsabilidade. Allan Kardec [LM-it 31] afirma: "... o melhor método do ensino espírita é o que se dirige à razão e não aos olhos." Divaldo P. Franco [Palavras de Luz] comenta o assunto: "Peço licença para usar um conceito forte: é um comportamento leviano, de desrespeito..." O local correto para o curioso ou obsediado em um Centro Espírita, não é na sala de reunião mediúnica, mas sim, nas reuniões públicas doutrinárias, nos grupos de estudo, na sala de atendimento fraterno, nos trabalhos de assistência do Departamento de Assistência Social. Preparar-se, equilibrar-se antes do trabalho mediúnico é obrigatório. d) Do Dirigente da Reunião Mediúnica: deve ser uma pessoa que conheça profundamente a Doutrina Espírita, e mais que isso, que procure viver seus postulados, tendo assim a autoridade moral imprescindível aos trabalhos. Deve ser alguém que o grupo confie e respeite, e da confiança da direção da casa, que represente no grupo o verdadeiro sentido de trabalho da casa. É muito importante que tenha um substituto e que esteja sempre preparando futuros dirigentes de reuniões mediúnicas. e) Do Doutrinador: Esclarecer, doutrinar, envolver, exige muitas qualidades, mas acima de tudo, muito amor. Pois este sentimento sempre vencerá qualquer argumento e qualquer vibração menos feliz.

86

Deverá ter o conhecimento doutrinário evangélico para melhor argumentos possuir na doutrinação. Hábito freqüente da leitura para usar o argumento mais propício e mais convincente para a ocasião. Para receber a intuição necessária, dada pelo instrutor espiritual, terá que ter bagagem doutrinária e evangélica. Não se coloca um disco para tocar, se não houver nele uma música previamente gravada. Como afirma Hermínio C. Miranda: "evangelho no coração e doutrina no entendimento." f) Número de Comunicação por Médiuns: Naturalmente que este número deverá variar em função da quantidade de médiuns psicofônicos de cada reunião, com o tipo de Espírito comunicante, com o tipo da reunião mediúnica, etc. O número máximo de comunicações por médium, em cada reunião de esclarecimento, deverá ser de duas. Todos os médiuns, assim, terão chance de participar.

23.3

Outros Aspectos Importantes
a) O preparo para a Reunião Mediúnica: O dia da reunião mediúnica deve ser encarado como um dia

especial por parte do médium. É importante abster-se dos excessos, dos vícios... Seria como se estivéssemos em estado de pré-operatório, o paciente deve se alimentar levemente, não fumar ou beber, manter-se calmo e descansado Manoel Philomeno de Miranda afirma que até dormir por mais horas na noite da véspera da reunião, se possível, deve ser feito. Devemos enfatizar que se tudo isso tem sua importância, mas o mais importante é a higiene mental (a leitura e o estudo edificantes, os bons pensamentos e vigília nos atos). Vamos iniciar fazendo isso no dia da reunião mediúnica até conseguirmos fazer isso diariamente, lembrando que o bom médium pode ser chamado a trabalhar no sono físico, a qualquer dia e não só no dia da reunião mediúnica. b) O Uso da Vidência: André Luiz no seu livro Nos Domínios da Mediunidade, explica que a vidência guarda variações de acordo com o grau de desenvolvimento da faculdade mediúnica de cada vidente; ou seja, um fato, uma imagem, um paisagem, etc., poderá ser vista de maneira diferente por médiuns videntes diferentes; isso é explicado como sendo uma questão de sintonia vibratória. Assim, a utilização da faculdade de vidência pode ser, em muitos casos, perigosa e prejudicial. O doutrinador, os outros médiuns poderão ser induzidos a ver algo que não é exatamente a verdade. O ideal seria, como afirmam Divaldo P. Franco e Raul Teixeira, a participação do médium vidente no momento da avaliação final, dizendo o que viu e como viu, e não durante a realização dos trabalhos. c) O Quanto Esperar pelo Desenvolvimento da Faculdade Mediúnica: seria produtivo aguardar que um médium em desenvolvimento ficasse participando da reunião de forma incompleta eternamente? Psicografando ou tentando psicografar algo não tão proveitoso por anos a fio? Envolvido por Espírito sem nada produzir? É dúvida comum do dirigente: esperar até quando? Divaldo P. Franco [Palavras de Luz] adverte: "O médium, que durante certo período não realize maiores progressos, deve passar a controlar as suas manifestações e a colaborar como médium da caridade, de socorro e pela prece." Bibliografia Desobsessão - André Luiz/Chico Xavier Estudando a Mediunidade - Martins Peralva Diálogo com as Sombras - Hermínio C. Miranda Palavras de Luz - Divaldo P. Franco Diretrizes de Segurança - Divaldo P. Franco e Raul Teixeira

A NOVA ERA

Disse Jesus que muitos seriam chamados e poucos os escolhidos. Não se trata de nenhuma afirmação elitista. Os poucos não serão poucos por qualquer privilégio concedido por Deus aos seus eleitos. Poucos serão porque poucos responderão ao apelo com a consciência plena de suas responsabilidades. De fato, o Espiritismo é o último chamado que ecoa neste fim e ibício de milênio, convocando os Espíritos encarnados e desencarnados a assumirem a construção de um mundo melhor, reflexo de um homem melhor. Mas, é natural que muitos dos que receberam o apelo estejam confusos e atordoados, perdidos, muitas vezes, no emaranhado de caminhos que se apresentam como alternativas desencontradas de evolução. É compreensível que o chamado para responsabilidades conscientes, para a busca, para a busca sincera da Espiritualidade, assuste as almas acostumadas à atitude passiva de ovelhas no rebanho das religiões institucionalizadas. Mas, vós que fazeis parte daqueles que pretendem atender sinceramente ao apelo do Alto, não deveis desanimar ante os espinhos da senda. Porque espíritos afins, almas engajadas nesse processo de redenção da Humanidade aparecerão do Oriente e do Ocidente, dos quatro cantos da Terra, mesmo das falanges não diretamente ligadas a Kardec, mas nem por isso deserdadas por Jesus. A Nova Era já é uma realidade que se delineia no horizonte e felizes os que já fazem coro com as vozes espirituais que a proclamam! E ai daqueles que se opõem à sua solidificação, porque esses serão levados de roldão, na correnteza das imigrações planetárias ou serão obrigados ao despertar sob o grande do sofrimento. E o remédio lhes será amargo. Não porque Deus puna vingativamente a rebeldia dos filhos, mas porque eles ficarão nostálgicos e melancólicos, por sua própria vontade, proscritos, embora temporariamente, do Reino de Deus que finalmente será, sim, deste mundo!. . .

LEOPOLDO MACHADO
Página recebida pela médium paulista Dora Incontri, na noite de 21 de novembro de 1987, ao final da reunião mediúnica do Grupo Samaritano: TEATRO ESPÍRITA LEOPOLDO MACHADO, da Cidade do Salvador-Bahia. Na ocasião, realizava-se, nesta Capital o Iº Encontro de Mulheres Espíritas da Bahia, promoção da Bahia, promoção do TELMA.

em virtude da grosseira materialidade que lhes flagela o campo mental tornando-os insensíveis à cooperação de entidades superiores. e os problemas por sua equivalência. Participando das reuniões caridosas de intercâmbio com sofredores desencarnados. desaparecerem as possíveis dúvidas quanto ao nosso dever de auxiliar o necessitado através do diálogo em um grupo mediúnico.apresentam eles o resultado do desacato às soberanas leis do equilíbrio ora colhidos pela dor. aprende-se a aquilatar o valor do amor. Não há espaço para meias-verdades. são iguais. o resultado dos fluidos magnéticos manipulados pelos sentimentos e. mas todo sentimento solidário. mais depressa se ajustam com o auxílio dos encarnados. Léon Denis esclarece: "Esses Espíritos perturbados pela morte. É a atividade do coração. Em toda doutrinação há de se levar em conta a conduta espírita e a responsabilidade moral do . A população da erraticidade inferior difere pouco da população terrestre. em cuja faixa de impressões ainda respiram. Eles não são seres diferentes de nós. coloquemo-nos na posição de quem usa a terapêutica do amor em si mesmo. O fluido humano emanado do organismo do médium é-lhes e necessário ao equilíbrio. portanto. indiferença ou comodismo. pertencerem à vida terrestre. Percebe-se a "não-violência" poderosa do amor. Nesse trabalho de resgate. pensemos primeiro na nossa situação íntima antes de dialogar com eles . Diante deles. os desencarnados que sofrem. errôneos. Carregam as mesmas virtudes e defeitos que assinalam a posição evolutiva de todos nós. Todo conceito nobre ajuda-los-á se os tivermos incorporados ao nosso comportamento cotidiano." Daí. de todo o grupo. levando o necessitado a modificar sentimentos cristalizados.ESTUDOS SOBRE DOUTRINAÇÃO Doutrinar é argumentar com lógica e com base no Evangelho. a solidariedade precisa ser exercida para que o socorro se efetue real. se vivemos o que falamos. porque eles nos acompanharão a verificarem se falamos a verdade. Perante os Espíritos perturbados. André Luiz adverte: "São companheiros que trazem ainda a mente em teor vibratório idêntico ao da existência na carne. distorcidos. a magia sublime da presença de Jesus pelos laços criados através da oração. são levados aos grupos de estudo para serem instruídos acerca de sua nova condição". demonstrar que as atitudes incorretas prejudicam principalmente quem as praticam. Não lhes permitindo seus fluidos grosseiros o entrarem em relação com Espíritos mais adiantados. Por que os Espíritos não são atendidos no plano espiritual? Por que precisam receber esclarecimento em sessão mediúnica? Precisamos ressaltar que: os Espíritos são atendidos também no plano espiritual. amoroso. sincero. Não serão apenas as palavras que irão convencer o irmão obsessor. Vêm em busca de auxílio (embora muitas vezes não tenham consciência disso). nem todos estão em condições de serem socorridos ali. O contato com a organização física do médium fá-los-á sentir mais intensamente a ajuda doutrinária e vibracional destinada ao reajuste. Na fase em que estagiam. acreditam ainda muito tempo depois. acima de tudo. merecem o mesmo tratamento.

a memória. muita abnegação." Dialoguemos com a ternura de um irmão e o respeito de um amigo. As doutrinações são terapias de longo curso. fato e prudência. cachoeiras. do concurso de imagens vivas sobre as impressões descontínuas. Na formação dos quadros fluídicos.89 doutrinador. temo-los operantes. fé e serenidade. retirando dos médiuns os recursos imprescindíveis à criação de formas-pensamento quais sejam: paisagens. E ainda é preciso que haja. sensibilidade. Colocamos como essenciais as virtudes: formação doutrinária. sentimos essa contribuição. É assim que se formam jardins.amor. tenha base segura.convence. frustrantes. amor. Só o amor é antídoto para o ódio. Socorrê-los é o objetivo da doutrinação. com objetivo à transformação dos Espíritos dementados que buscamos socorrer. a fim de que o trabalho que os amigos invisíveis realizam por nosso intermédio. ética e método. que é manipulada pelos desenhistas na organização de fenômenos que possam revitalizar a visão. a audição e o tato dos Espíritos ainda em trevas mentais. eficientes. porquanto. psicologia cristã. leni-los-á e o argumento sincero. a instrução que não se faz acompanhar do exemplo não possui a tônica da verdade. infelizes a que se recolheram. fontes. da parte do doutrinador. autoridade moral. Joanna de Ângelis . O amor que elucida em ti e te apazigua. Muitos necessitam para que se recuperem. Hermínio Miranda encerra Diálogo Com as Sombras com esta frase: "Se me fosse pedido o segredo da doutrinação diria apenas uma palavra . sem floreios nem azedume desperta-los-á. São arquitetos espirituais que fazem parte de reunião de esclarecimento que quando bem conduzidas. quadros outros através da força mental do grupo. O tempo passa e o amor com que plantamos nossa vida . telas. conhecimento evangélico. manipulando a matéria mental necessária à formação dos quadros educativos. paciência e humildade.

Quando a conjugação atinge o nível necessário. vestes especiais ou lugares determinados. serenar o íntimo. procurar tudo que favoreça a elevação da mente. Não tomar bebida alcoólica nem fumar. 2. porém. estabelece-se a ligação entre o Céu e a Terra. . isto é. Constantemente devemos cultivar bons hábitos. num sublime fluxo de forças fluídicas. usar a prece. imorais. contrariedades e discussões que levam à exaltação de ânimo (para tanto exercitar a paciência e a humildade). em união. ensejando a encarnados e desencarnados o conforto e o esclarecimento. fugir ao que pode levar à tensão. procurar manter o equilíbrio físico e espiritual. ativamente. e lembrar que o objetivo da sessão é aprender e servir. para não sobrecarregar o físico. focalizar os objetivos da reunião. Orar e buscar sintonia com os Espíritos Superiores. Alimentar-se frugalmente. atritos. é o ato pelo qual fechamos as portas da mente ao exterior e. filmes ou programas de televisão de teor negativo. sem perfumes fortes (para não perturbar aos outros). leituras e diversões sadias (evitar leituras. O objetivo é facilitar o bem-estar físico. 24. O intercâmbio mediúnico se faz.1 Formando a corrente Com a concentração. Evitar mexer-se muito. sentir-se fraterno e solidário com os demais participantes. pela manhã. pois somente então se inicia a comunhão harmoniosa entre os dois planos. No dia da reunião. o despertar e a renovação. que as mentes de encarnados e desencarnados. oração e doação. refratário e improdutivo. pouco a pouco. Quem estiver em concentração. tornar-se-á um elo vivo na corrente espiritual formada. fúteis. como já foi visto. ainda que fisicamente se encontre no recinto e até na mesa mediúnica. . se acalmam as inquietudes e agitações e passam a ser liberados fluídos e energias positivos. e respirar calmamente. procuramos atingir determinado objetivo. o dar e o receber. luz. rituais. abstrair-se dos estímulos exteriores (sons. deprimentes). A esse processo de ligação espiritual é que popularmente se chama “formar a corrente”. trabalham e conduzem num único sentido. evitar emoções violentas. ter em mente o trabalho espiritual de que irá participar mais tarde e a importância desse compromisso. desde o levantar. socorrer e socorrer-se. exercitar os bons sentimentos. Na hora da reunião: 1. sem contrair músculos. movimentos).Quanto ao físico. então. esquecendo preocupações pessoais. Quem se alhear. o desalinho de atitudes. bocejar ou fazer movimentos e ruídos que incomodem os demais participantes. dentro das leis divinas. nunca. dela não participará. .Quanto ao psíquico. Muito importante no trabalho mediúnico. pensar na importância e responsabilidade do ato de voluntariamente ativar o intercâmbio mediúnico. Somente quando ela se faz é que a reunião em verdade foi “aberta”. é ela que permite a formação da chamada “corrente” fluídica e a sustenta no decorrer da reunião. Ela não depende de formas. estar higienizado e vestido com sobriedade (roupas e calçados que não apertem). Sentar-se em posição cômoda.24 CONCENTRAÇÃO/PRONTIDÃO PARA OUVIR Concentração. o relaxamento das boas maneiras. isto é.

porque produz um estado de alma elevado. para que pudéssemos ouvir e ver mais do que falar”. 16% do tempo. no qual recebemos permuta de fluídos superiores pelos que emitimos. todos querem sentir-se importantes. onde se lê: “Quero sentir-me importante”. As pessoas falam provavelmente à razão de 90 a 120 palavras por minuto e ouvem à razão de 450 a 600 palavras por segundo. Se sentirmos cansaço é porque alguma falha está havendo em nosso modo de concentrar e vibrar (estamos tensos. Ninguém gosta de ser tratado como menos importante. cada participante deve cuidar de estar sempre concentrado nos objetivos da reunião. esperança. ao serem tratadas como tais. A ênfase exagerada dirigida à habilidade de expressão levou a maioria das pessoas a subestimar a importância da capacidade de ouvir. E um filósofo chinês fez a seguinte colocação: “O bom ouvinte colhe.91 24. Um bom meio é mentalizar as criaturas ligadas à reunião. fé. sustentado em todo o decorrer do trabalho. O segundo não chegou a funcionar por falta de candidatos. Os primeiros estavam sempre cheios. quer em apoio ao trabalho dos bons espíritos. ou de escutar. etc.3 Prontidão para ouvir “A natureza deu-nos dois ouvidos.Procure ter um objetivo ao ouvir. quer em favor dos companheiros do grupo. Um renomado psicólogo disse que deveríamos olhar para cada pessoa como se a mesma tivesse um cartaz pendurado no do pescoço. emocionais e intelectuais na busca de significados e de compreensão. O objetivo da comunicação só assim é atingido. aflitos. alegria. Durante cinco anos. encarnadas ou desencarnadas. que os bons espíritos utilizarão em benefício geral. enquanto aquele que fala semeia”. Sim.) ou então o ambiente estará sofrendo grandes interferências contrárias. E quem se observa escutado. escutando. falando. há um tempo diferencial entre a velocidade do pensamento para poder pensar. A audição se dá através do ouvido. 30% do tempo. O ouvir é algo muito mais complicado do que o processo físico da audição. Seja como for. dois olhos e uma língua. resignação. Todos desejavam aprender a falar. tal era a procura. E todos querem ainda que esta importância seja reconhecida. enquanto que o ouvir implica num processo intelectual e emocional que integra dados físicos. 24. ofereceu diversos cursos com o objetivo de melhorar a maneira de falar e um para melhorar a maneira de escutar. e podemos ir variando o tema de nossas vibrações. refletir sobre o conteúdo e buscar o seu significado. em suas atividades diárias de comunicação. lendo. Para tanto. até há bem pouco tempo dava-se pouca atenção à capacidade de ouvir. o departamento de instrução para adultos. das Escolas Públicas de Minneápolis. de ser um bom ouvinte. A própria experiência nos ensina que as pessoas. escrevendo. . sentem-se felizes e procuram realizar e produzir mais. ficar meditando em tudo que é bom e digno diante de Deus (caridade. em média. Quer dizer. Ouve-se quatro ou cinco vezes mais depressa do que se fala. Autores há que oferecem diversos princípios para aprimorar as habilidades essenciais para saber ouvir: 1 . observa Zenão. mas ninguém queria aprender a ouvir. velho filósofo grego. a pessoa emprega: 9% do tempo. sente-se gratificado. orar e doar vibrações. quer em socorro a entidades espirituais necessitadas. Concentrar-se e manter a vibração normalmente não cansa. o ambiente fluídico precisará ser mantido. O ouvir eficaz ocorre quando o receptor é capaz de discernir e compreender o significado da mensagem do emissor.2 Mantendo a vibração “Aberta” a reunião. etc) e procurar emanar forças fluídicas benéficas. Levantamento recente indica que. 45% do tempo. endereçandolhes pensamentos bons e envolvendo-as em sentimentos fraternos.

Com freqüência. como lamentavelmente acontece com freqüência.92 2 . o espírito o dominaria e faria com ele o que bem desejasse.Procure recolocar com palavras próprias o conteúdo e o sentimento do interlocutor. Essa contaminação. harmonizado. o médium. pesada e agressiva que atua energicamente sobre o perispírito do médium. esse adjetivo algo pomposo.Editora do LAR – Campinas Diálogo com as Sombras . sem mácula ou defeito.Extrato . Correa de Miranda . Se existe ali alguma reserva com relação ao doutrinador. 3 .FEB . quase sempre. resistindo a toda espécie de distrações. 6 . Além do seu sentido etimológico -. Estima sem servilismo e sem fanatismo. “em estado de graça”.4 Relacionamento Médium/Doutrinador Para que o trabalho se desenvolva com segurança e eficácia. comovido. Muitos são os que se queixam disso. os médiuns declaram que. 4 . Bibliografia Estudos Sobre Mediunidade . serenidade.H. 24.incapaz de pecar. 5 . Tentemos explicar o que significa. Quando o relacionamento médium-doutrinador é imperfeito ou sofre abalos mais sérios. correto. respeito sem temores e sem reservas íntimas. feliz. o espírito manifestante vem trabalhar com os elementos ou instrumental que encontra no médium.Procure atingir os pontos centrais do que ouve através das palavras. É preciso ainda considerar que se o médium realiza esse trabalho de impregnação fluídica no perispírito do manifestante. 7 . desperta. sendo necessário. alguma hostilidade mais declarada. portanto. até às lágrimas. Quando. ódio. os resíduos vibratórios que permanecem na intimidade do perispírito do médium. às vezes. certa “contaminação” mútua.Suspenda qualquer julgamento inicial. pois. 8 . sem sombra alguma de dúvida. ao contrário.Procure repetir aquilo que o interlocutor está dizendo.Espere antes de responder. se existe entre médium e doutrinador um vínculo mais forte de afeição. o espírito agressivo fica algo contido. A razão é simples e óbvia: ao incorporar-se. não sujeito a pecar – impecável quer dizer perfeito. é claro que a sua tarefa negativa será bastante facilitada. tristeza. porque as vibrações afetivas entre médium e doutrinador arrefecem inevitavelmente tais impulsos. Médium e doutrinador devem estimar-se e respeitar-se. é demonstrada.Procure focalizar o interlocutor. às vezes. e ainda que agrida o doutrinador com palavras ou gestos.Use o tempo diferencial para pensar e responder.2º Fascículo . se trata de um espírito pacificado e bondoso. são bastante conhecidos. experimentaram tal ou qual sensação: força. ou seja. havendo. esse relacionamento precisa ser impecável. não consegue fazer tudo quanto desejava. para a qual o médium deve atentar com toda a sua vigilância. ou pior ainda. dispersá-los por meio de passes. quando ainda se acha consciente no corpo e depois que o reassume. como se costuma dizer. Da mesma forma. no caso. da mesma forma que um médium mais culto fornece melhores recursos para uma manifestação de teor mais erudito ou um médium de temperamento mais violento oferece condições mais propícias a manifestações violentas. exatamente porque não logram dar vazão aos seus impulsos e intenções. após a desincorporação. paz. a fim de que o médium se recomponha. quando são desagradáveis e agressivos. durante suas manifestações. angústia ou amor. põe-se em risco a qualidade do trabalho mediúnico. do contrário. nas reações preliminares e posteriores do médium. embora transitória. ao sentirem a aproximação do espírito manifestante. Pela mesma razão. este também traz uma carga.

Mas não exerce influência sobre os Espíritos comunicantes. O grupo deve estar. melhor ainda. rasgar livros e cadernos. assim como há médiuns que conservam sua consciência durante a manifestação. São elas: ATRAÇÃO. Seu concurso é indispensável como intermediário. que há diferentes formas de mediunidade: de incorporação. pois se não há afinidade entre eles. as intenções do Espírito que se aproxima. repetidamente. da sua capacidade de concentração. do seu interesse no trabalho. que problemas nos traz. no dirigente do grupo e. o Espírito do médium pode alterar as respostas. O Espírito do médium não está em estado de inconsciência. Por outro lado. é preciso considerar. Ao escrever isso. clariaudiência. durante as quais os Espíritos incorporados movimentam o instrumento mediúnico aparentemente à sua vontade. Nunca sabemos. psicografia. em Espírito. o manifestante assumiria posse total do seu organismo e faria com ele o que bem entendesse. Além do mais. que pode flutuar. que são também seres humanos . também. item 223 . quando a ele nos referimos. 10. O máximo que se pode dizer é que a consciência não está presente no corpo físico. como um microscópio ou um relógio. Elas são imprevisíveis e inesperadas. O médium é um ser humano ultra-sensível. como um telefone ou um rádio. Suas faculdades sofrem influências várias. segundo suas próprias disposições. M.variam suas apresentações. de psicologia complexa. ao certo. É apenas um mau intérprete. mas está muito longe de ser mero aparelho mecânico de comunicação. para cedê-lo ao manifestante. do ambiente. E mesmo estes. adaptando-as às suas próprias ideais e às suas tendências. fazendo-o gritar.LAKE) 7. quais são suas características. qual a razão de sua presença entre nós. no estado de inconsciência. assim. não se manifesta através do corpo material. dar murros. dentre muitos fatos acessórios que influenciam no resultado final: a Consumação da Comunicação. Vejamos com Allan Kardec o papel do médium na comunicação: (L. levantar-se. não se está esquecendo do fato de que há manifestações violentas e muito livres. XIX. obviamente. de vidência.93 25 PRÁTICA DA DOUTRINAÇÃO 25. para reiterar uma antiga opinião: de minha parte. APROXIMAÇÃO E ENVOLVIMENTO. simplesmente porque se afastou do seu corpo físico. mesmo quando se trata dos chamados médiuns mecânicos. mas nunca se anula por completo. O Espírito do médium influi nas comunicações de outros Espíritos que ele deve transmitir? Sim. incumbido de transmitir o pensamento de um desencarnado. da sua fé ou ausência dela.Cap.2 As fases da comunicação mediúnica O conjunto fenomênico envolve algumas fases que julgamos de utilidade destacar. julga-se inadequada a expressão “mediunidade inconsciente”. ou psicofônica. da sua problemática íntima. 25. de maneira previsível e controlável. a própria mediunidade não é um instrumento de precisão.1 Influências do médium e da mediunidade Já é sabido que cada manifestação é diferente. Parece resultar dessas explicações que o Espírito do médium não é jamais completamente passivo? Ele é passivo quando não mistura suas próprias idéias com as do Espírito comunicante. . e promover distúrbios semelhantes. especialmente. muito embora se fale em sintonia e em vibrações. ou.não nos esqueçamos disto . Se o médium mergulhasse. . Devemos abrir um parêntese. temporariamente manipulado por entidade estranha a si mesmo. dos Espíritos manifestantes. de uma para outra manifestação. derrubar móveis. que funcione. da sua confiança nos companheiros que o cercam e. perfeitamente preparado para inúmeras formas de manifestação. do seu estado de saúde. e médiuns que passam ao que se convencionou chamar de estado “inconsciente”.

Ele é a força maravilhosa responsável por tudo quanto existe. Entretanto. completemos: a atração se dá. assumindo o comunicante o comando relativo das ações variando de influência mental ao domínio total do físico e quase total da mente. para a linha de força (freqüência) correspondente. APROXIMAÇÃO . médium e espírito. se transforma apenas em sonho. tal a obra. proporcionando a evidenciação do fenômeno de forma indiscutível. quando o pensamento é acionado pelo desejo da comunicação de ambos os participantes do fenômeno. Tal o ser pensante. (Fig. é necessário o uso da alavanca do DESEJO. entretanto. O pensamento sem o desejo da Ação. Quando isto ocorre.quando o desejo coloca o comunicante e o médium em condições harmônicas. não importando onde se encontre.com a presença do comunicante nas proximidades do campo de possibilidades do médium. o comunicante é atraído. ENVOLVIMENTO . mas reais.é quando completa-se o fenômeno. de maneira pouco perceptível. As linhas energéticas harmônicas do comunicante e do campo de possibilidades do médium se encontram. que é representado pela AÇÃO. 1). o domínio das últimas decisões. 2) . guardando o médium.94 ATRAÇÃO . Nos Universos existe uma poderosa força que a grande maioria dos homens insiste em ignorar: o PENSAMENTO. para que o pensamento como força geratriz de algum cometimento possa ser acionado. onde suas primeiras emoções já se fazem sentir. existente no campo de possibilidades Mento-Magnéticas do Médium (Fig. Dito isto.

Predominância da matéria sobre o Espírito do que resulta um acentuar de paixões. em um dos ouvidos ou em ambos. numa mistura que se processa com pensamentos alheios e logo no estágio imediato. afirmou: “Podem os homens pôr-se em comunicação com eles. entretanto.Espíritos Imperfeitos Engloba os Espíritos propensos ao mal: ignorantes (do ponto de vista espiritual) já que alguns podem se revelar bastante inteligentes. Compreende as classes dos Espíritos Impuros (10ª classe). livre no espaço (Ex. Vejamola. em que passa a preponderar sobre a matéria o Espírito. Sensação de calor ou frio em algumas partes do corpo. a compreensão de .Como o médium pode aperceber-se que se inicia o processo de incorporação? . de acordo com suas possibilidades. quando se consuma a posse do aparelhamento mediúnico. levianos (9ª).2 Segunda Ordem . como se uma corrente de ar se introduzisse pelos mesmos.É muito grande a gama de variações. 26 ESCALA ESPÍRITA: TIPOS DE COMUNICANTES Podemos dizer que. pseudo-sábios (8ª). 26. Como já vimos. A referida classificação de Kardec é essencialmente genérica e está voltada para a definição da condição evolutiva dos Espíritos. ou ainda. em linhas gerais: 26. indo esse processo até a tomada total do campo mental.Bons Espíritos O ingresso nesta ordem assinala o momento evolutivo do despertar da consciência. de 1000 para 1500) e se o Espírito. Depois o médium vai sentindo o bloqueio gradativo de seus pensamentos. mas extremamente presunçoso seria aquele que pretendesse tê-los constantemente as suas ordens”. o médium percebe que os pensamentos alheios vão se tornando mais intensos que os seus. cuja sensação algumas vezes vai se estendendo a todo o corpo. o mais comum é a sensação da aproximação de alguém. batedores e perturbadores (6ª). tal seja o caso. Acompanhemos a opinião do Espírito Erasmo quanto às sensações do Médium no início das Comunicações: . Isto porque muito difícil é criarmos ambiente para que esses Espíritos cheguem até nós e dispormos de médiuns suficientemente adestrados e moralmente preparados para tal mister. todos os Espíritos podem se comunicar através da mediunidade. Mais adiante falaremos de casos em que não se dão as três fases de maneira harmonizada e suas conseqüências. uma espécie de corrente elétrica percorre todo o seu corpo. do corpo e da mente. principalmente as extremidades. O espírito toma posse do corpo. os dois organismos (perispiritual) vibram então simpaticamente e o ditado do Espírito será percebido e transmitido pelo médium em transe. e inicia a fase da comunicação. 2000 para 1500). a ordem mais elevada de sua classificação. depende muito das semelhanças vibratórias entre o pensamento do Espírito e o do Médium. Foi por essa razão que Kardec. ou da mente.95 Segundo Léon Denis. seguido de fluídos. em O Livro dos Espíritos ao se referir aos Espíritos Puros. São características dessa ordem o desejo do Bem. Sentem a seguir uma espécie de sopro quente ou frio. praticamente. têm mais dificuldades de comunicação. cuja emanação os médiuns sentem em intensidade diferente. Espíritos nos extremos da escala evolutiva (muito primitivo ou muito evoluído).1 Terceira Ordem . Espíritos Neutros (7ª). Caracterizando um abrandamento progressivo dos instintos inferiores de classe para classe até chegar-se à segunda ordem. as vibrações do invólucro fluídico do médium vibra com maior intensidade no estado de transe (Ex.

• Alcoólatras e Toxicômanos.96 Deus. Compõem-na Espíritos Benévolos (5ª classe). Não faltava porém. estes últimos sendo mais evoluídos por aliarem a capacidade intelectual a um mais aprofundado senso moral. • Espíritos que desconhecem a própria situação. sem o dizer. . por exemplo. Espíritos de Sabedoria (3ª) e Espíritos Superiores (2ª).4 Características dos espíritos Quão importante saber. trazer situações particulares que propiciem a compreensão ampla dos estágios espirituais através dos exemplos que faz desfilar de Espíritos felizes. • Dementados. criminosos. Os estudos dos casos ali anotados são de superior importância para os grupos mediúnicos. arrependidos e Espíritos endurecidos. Senão.3 Primeira Ordem . compreender que a pseudo-sabedoria (8ª classe) é uma posição mais prejudicial à vida do que a neutralidade (7ª classe). Espíritos Sábios (4ª). principalmente para dirigentes e doutrinadores que neles encontrarão diagnósticos precisos e informes seguros sobre problemas e situações com que se depararão em suas tarefas mediúnicas. • Suicidas. para esses comunicantes a consolação auferida do ambiente saturado de vibrações. que conspira contra o Bem (10ª classe) do que no irrefletido. como anotou o Codificador. 26. os primeiros expondo suas feridas para receber o bálsamo da Reunião e os outros conspirando contra a reunião. zombeteiro (9ª classe).Espíritos Puros São os redimidos. separa Espíritos em dois grandes grupos: os que sofrem e os que fazem sofrer. em todos estes já despertou a sensibilidade para a alegria de construir o Bem e trabalhar pelo progresso. Ela. ajudando-os a adequar o diálogo à posição evolutiva de cada Espírito e a perceber estas posições pelas características de caráter predominantes. de condições medianas. que há mais treva no Espírito que sopra discórdia. embora tenham ainda que passar por provas para chegarem à perfeição dos Espíritos da Primeira Ordem. Os diálogos têm um componente muito forte de pesquisa carregados de inquirições o que ecoa absolutamente necessário ao trabalho do mestre lionês de radiografar os panoramas íntimos das almas a fim de estruturar o corpo da Codificação. Kardec aprofunda a sonda da investigação para detalhar o fato. Suely Caldas relaciona para nós os tipos de Espíritos que normalmente são trazidos às reuniões de desobsessão e porque não dizer às reuniões de um modo geral. que há uma sutileza entre os Espíritos sábios (4ª classe) e os Espíritos de sabedoria (3ª classe). mostrando sobretudo as influências da vida e da morte no ressurgir deles na erraticidade. 26. • Amedrontados. por possuírem o sofrimento maior da ignorância e da rebeldia. O conhecimento desta classificação é de grande importância para doutrinadores e dirigentes de reuniões. praticamente. os que após percorrerem todos os graus da escala se despojaram de todas as impurezas da matéria gozando de inalterável felicidade. sofredores. vejamos: Espíritos Que Sofrem • Espíritos que não conseguem falar. • Sofredores. Em o Céu e Inferno.

dos principais tipos de Espíritos que se comunicam nestas sessões especializadas. .97 Espíritos Que Fazem Sofrer • Os que desejam tomar o tempo da reunião. Importa ainda mencionar que alguns desses tipos de entidades aqui relacionadas comparecem também nas reuniões de educação e desenvolvimento mediúnico (sendo mais comuns nestas). de acordo com o estado de cada uma. como também em virtude do ódio em que se consomem. desde que estejam os médiuns em condições e que haja necessidade dessas manifestações. • Espíritos desafiantes. como nas cores do arco-íris. e também. de certa maneira. embora bem simples. focalizar a abordagem que o esclarecedor pode adotar. e algumas outras que choravam de ódio). como nos reinos da natureza. aliás. representando essa atitude uma defesa contra o trabalho que pressentem (ou sabem) estar sendo feito junto deles. revoltados. De um grau a outro a transição é insensível e. também. Vejamos. Para cada um dos tipos de Espíritos. • Espíritos galhofeiros. 26. o médium pode conseguir traduzir as suas intenções. nos limites extremos. Finalmente. em linhas gerais. não teria fim. que. agora esses tipos: Esta classificação se baseia no modo como os Espíritos se apresentam nas reuniões de desobsessão e refere-se apenas aos Espíritos obsessores e necessitados. Esta classificação. • Espíritos mistificadores. nosso intuito é oferecer contribuição aos que se dedicam ao ministério desobsessivo. esses modelos servem-nos de parâmetro a partir dos quais iremos acrescentando as nossas próprias experiências. ou. nada tem de absoluta. Suely Caldas apresenta orientações sucintas de como doutrinar. sobretudo os que estão iniciando. paulatinamente. desde os que apresentam lesões orgânicas em nível de perispírito até os que as têm psicológicas como os arrependidos. para que tenham uma visão geral. inadaptados a vida espiritual. • Espíritos auxiliares de obsessores. por algum tempo. pode ser um reflexo de doenças de que eram portadores antes da desencarnação e que persistem no além-túmulo. Embora saibamos que não existe um caso igual ao outro. • Espíritos ligados à magia. existem aqueles que não querem falar para não deixar transparecer o que pensam. os matizes se apagam. oblitera a capacidade de: transmitir o que pensam e sentem (Já recebemos entidades com tanto ódio que pareciam sufocadas. As nuances do sofrimento humano são infinitas e se fossem contemplar a todos os dramas a relação dos tipos de Espíritos sofredores.1 Espíritos Que Não Conseguem Falar São bastante comuns as manifestações de entidades que não conseguem falar. • Espíritos irônicos. Apenas no seu conjunto cada categoria apresenta caráter definido. • Inimigos do Espiritismo. sem reação.4. Neste último caso. Ao incluí-la neste trabalho. tendo por isto dificuldade de falar. • Espíritos descrentes. como nos diferentes períodos da vida do homem. (LE questão 100) Em outros casos. Essa dificuldade pode ser resultante de problemas mentais que interferem no centro da fala.

Essa explicação será feita com tato. 26. Cabe ao doutrinador socorrê-los. outros não resistem e acabam aceitando o diálogo. Não sabem que morreram e sentem-se imantados aos locais onde viveram ou onde está o centro de seus interesses.4. 26. se quiser com bastante fé. A vibração amorosa dos presentes.98 Não há necessidade de tentar insistentemente que falem. monstros que lhes infundem pavor. Sentem-se cercados por sombras. 26. aguardando que respondam espontaneamente. Os que têm problema de mudez. e muitos adormecem.4. Uns são mais fáceis de serem conscientizados e o doutrinador. para serem levado em seguida pelos trabalhadores espirituais. O doutrinador deve procurar sentir. . Outros. sem querer forçar a reação por parte dos que se comunicam. O doutrinador deve dizer-lhes palavras de reconforto. sentindo essa possibilidade. De qualquer forma são sumamente necessitados do nosso amor e atenção. Ciente disso. Muitos conseguem conversar ao cabo de alguns minutos. o doutrinador pode ir aos poucos conscientizando-o de que esse problema pode ser resolvido. se confiar em Jesus. que comove a todos. quanto de consolo. apresentando um total despreparo para a verdade. cabendo ao doutrinador atendê-los de acordo com a problemática que apresentam. Quando se comunicam apresentam um sofrimento tão atroz. o passe e a prece ajudam muito. Sofrem muito e das súplicas podem chegar a crises terríveis.3 Espíritos suicidas São seres que sofrem intensamente. suplicando ou exigindo que lhes dêem aquilo de que tanto sentem falta.2 Espíritos que desconhecem a própria situação Não têm consciência de que estão no plano espiritual. em virtude da repetição da cena em que destruíram o próprio corpo. trazem a idéia fixa em certas ocorrências da vida física e torna-se mais difícil a tarefa de aclarar-lhes a situação. conseguirão através de gestos demonstrá-lo. Deve-se procurar infundir-lhes a confiança em Deus e noções de que a vida se processa em vários estágios. porém. Certos Espíritos não têm condições de serem informados sobre a própria morte. mas que no estado atual ele poderá superar. dosando-se a verdade conforme o caso. Estão buscando uma pausa para os seus aflitivos padecimentos. estão enlouquecidos pelas alucinações que padecem. Em qualquer circunstância deve-se deixar que tudo ocorra com naturalidade. captar os sentimentos que trazem. enquanto sofrem as agonias da falta do álcool ou do tóxico. Às vezes. pelas dores superlativas daí advindas e ao chegarem à reunião estão no ponto máximo da agonia e do cansaço. que ninguém morre (a prova disso é ele estar ali falando) e que a vida verdadeira é a espiritual. que era uma conseqüência de deficiência do corpo físico. aliviando-lhes os sofrimentos através do passe. encaminhará o diálogo para isso. pois nem sempre isso é o melhor para eles. etc. os eflúvios balsamizantes do Alto atuarão como brando anestésico.4 Espíritos alcoólatras e toxicômanos Quase sempre se apresentam pedindo. por exemplo. Não necessitam tanto de doutrinação. delírios em que se debatem e que os desequilibram totalmente. Nesse momento. forçando-os com perguntas.4. Geralmente não é difícil apreendê-los. Os que sofrem ou os que se rebolcam no ódio deixam transparecer o estado em que se encontram. aliviando-os. perseguidos por bichos.

E eles sabem disto. eles aos poucos se desarmarão. Tentam alongar a conversa. atento a alguma observação que o comunicante fizer e que sirva como base para atingir-lhe o ponto sensível. afastados dos seus afetos mais caros. Essa aceitação é a melhor resposta. dizem. que. que naquele Centro se produz muito. usam a ironia como agressão. Ameaçam os presentes com as mais variadas perseguições e desafiam-nos a que prossigamos interferindo em seus planos. sendo muito inteligentes. criticam ou perseguem outras pessoas. é absolutamente ineficaz. o que almejam. aliás. têm resposta para tudo. entretanto. Julgam-se fortes. Voltam mais vezes.eis alguns dos pontos que podem ser abordados. ou comentam sobre as comunicações anteriores. de buscar a sua felicidade e paz interior. de se fingirem de santos. Será até demonstração de vaidade de nossa parte. em realidade. o doutrinador não deve debater com eles. utilizam para catequizar os incautos.4. mostrar que os espíritas trabalham muito. Pelo contrário. acima de tudo.99 De nada adiantará ao doutrinador tentar convencê-los das inconveniências dos vícios e da importância da temperança. da profunda solidão em que vivem. verdadeira.4. Simultaneamente ir conscientizando-os do verdadeiro estado em que se encontram.6 Espíritos irônicos São difíceis para o diálogo. nascida da compreensão de que em realidade somos ainda muito imperfeitos. Alguns revelam que seguem os participantes da reunião para vigiar-lhes os passos e que ninguém faz nada do que prega. hipnotismo. Deve-se tentar falar-lhes a respeito de Jesus. Não estão em condições de entender e aceitar tais tipos de conselhos. Em hipótese alguma deve-se ficar agastado ou melindrado com isso. de que nEle é que encontramos forças para resistir. Cabe ao doutrinador ir encaminhando o diálogo.5 Espíritos que desejam tomar o tempo da reunião Vêem com a idéia preconcebida de ocupar o tempo dos trabalhos e assim perturbarem o seu desenrolar. devemos aceitar as críticas ferinas. o quanto existe de razão no que falam. estiverem em delírios. de artifícios dos quais. E geralmente. 26. De que somente com Jesus seremos capazes de vencer os condicionamentos ao vício. etc. tentando provar a excelência do Espiritismo. de usar magia. inclusive porque apresentam grande fundo de verdade. os espíritas em geral. Todos nós temos os nossos pontos vulneráveis -- . Usam muito a técnica de acusar os participantes. Tais entidades voltam mais vezes. zombando dos problemas apresentados. Tentar defender-se. invulneráveis e utilizam-se desse recurso para amedrontar. Aceitando as acusações e sentindo.7 Espíritos desafiantes Vêm desafiar-nos. A humildade sincera. esquecem-se de si mesmo. 26. do equilíbrio. Procurar convencê-los de que enquanto analisam. Observando o seu intento. dos propósitos da reunião e dos espíritas. Se. 26. É.4. pois esse esclarecimento demanda tempo. acusando-os de usarem máscara. mas sim levá-los a pensar em si mesmos. Ironizam os espíritas. visto que temos ciência de nossa indigência espiritual e do pouco que produzimos e progredimos. são profundamente infelizes . Ferem o doutrinador e os participantes com os comentários mais irônicos e contundentes. Quase nunca são esclarecidos de uma só vez. o passe é o meio de aliviá-los.

São os que trazem problemas menos graves. Muitos deles são empregados pelos obsessores para atormentar outras vítimas. Mostram-se aflitos e com muito medo. razão por que não ouvem. da indiferença. o Espírito parece despertar de um longo sono e passa a ouvir a voz que lhe fala. Inclusive. O doutrinador deve deixar de lado toda argumentação que vise a provar a existência de Deus. 26.4. 26. que palpita dentro deles. . serena e segura. Dizem-se frios. É necessário infundir-lhes confiança. No entanto. o doutrinador terá um argumento favorável. 26. mas também vítimas. Ao se conscientizarem do sofrimento em que jazem. Que. que é o de dizer que entende essa indiferença. Também poderá abordar outro aspecto. Quase sempre estão separados de seus afetos mais caros. no decorrer da comunicação. desde que também se coloquem sob a proteção de Jesus. Obrigados a obedecer.dosada no amor -.9 Espíritos dementados Não têm consciência de coisa alguma. da vaidade. acabam resvalando e deixando entrever os pontos suscetíveis que tanto escondem. da distância que os separa dos seres amados. Em alguns casos. O que se observa é que a cada semana eles se apresentam menos seguros. nem entendem o que se lhes fala. em realidade. São vítimas de obsessões. Primeiro. envolvendo-as na couraça do orgulho. essa descrença não o conduzirá a nada de bom. seja por nível evolutivo. idéia fixa em determinada ocorrência. Devem ser socorridos com passes. pois qualquer tentativa nesse sentido não atingirá o objetivo.100 aquelas feridas que ocultamos cuidadosamente. Aparentam fortaleza. os obsessores. por si mesmos recorrerão a Deus. céticos. demonstrando que ali naquele recinto estão a salvo de qualquer ataque. não são propriamente cúmplices. seja por terem sido feridos por eles. menos firmes e fortes que na anterior. e sim a maiores dissabores e a uma solidão insuportável. Descrêem de tudo e de todos.4. mas. Quase todos são portadores de monoideísmo. são indigentes de amor e de paz. por vontade própria. da angústia que continuadamente tentam disfarçar. e da sofrida posição em que se colocam. Espíritos desse padrão vibratório quase sempre têm que se comunicar mais vezes.4. Em geral. deve-se tentar despertá-los para a realidade da vida. como todos. com as quais se comprometeram. pois que ela é resultante dos sofrimentos e desilusões que o atormentam. ateus. O doutrinador recorrerá à energia equilibrada . do egoísmo. sendo dominados e perseguidos por entidades mais fortes mentalmente. o doutrinador deve falar-lhes que somente o Pai pode oferecer-lhes o remédio e a cura para seus males. quando sentir necessidade.10 Espíritos amedrontados Dizem-se perseguidos e tentam desesperadamente se esconder de seus perseguidores. Eles estão armados contra essa doutrinação e é esta justamente a que esperam encontrar. O que falam não apresenta lógica. Até que se atinge o momento do despertar da consciência. fazendo-os sentir que apesar de tudo continuam vivos e que se comunicam através da mediunidade.8 Espíritos descrentes Apresentam-se insensíveis a qualquer sentimento.

101

26.4.11 Espíritos que auxiliam os obsessores
São bastante comuns nas reuniões. Às vezes, dizem abertamente o que fazem e que têm um chefe. Em outros casos, tentam esconder as suas atividades e muitos chegam a afirmar que o chefe não quer que digam nada. Também costumam dizer que foram trazidos à força ou que não sabem como vieram parar ali. É preciso dizer-lhes que ninguém é chefe de ninguém. Que o nosso único “chefe” é Jesus. Mostrar-lhes também o mal que estão praticando e do qual advirão sérias conseqüências para eles mesmos. É de bom alvitre mencionar que o chefe no qual tanto acreditam em verdade não lhes deseja bem-estar e alegrias, visto que não permite que sigam seu caminho ao encontro de amigos verdadeiros e entes queridos. Quando mencionamos os entes queridos do comunicante, isto não significa forçar a comunicação de um deles. Inclusive deve-se evitar fazê-lo, pois isto deve ser natural e cabe aos Mentores resolverem. É comum que se diga ao obsessor: “Lembre-se de sua mãe”. Deve-se evitar isto, pois a resposta poderá ser: “Por quê? ela não prestava” ou “era pior que eu”, etc. Daí o cuidado.

26.4.12 Espíritos vingativos
São aqueles obsessores que, por vingança, se vinculam a determinadas criaturas. Muitos declaram abertamente seus planos, enquanto que outros se negam a comentar suas ações ou o que desejam. Costumam apresentar-se enraivecidos, acusando os participantes de estarem criando obstáculos aos seus planos. Falam do passado, do quanto sofreram nas mãos dos que hoje são as vítimas. Nesses casos, o doutrinador deve procurar demonstrar-lhes o quanto estão se prejudicando, o quanto o ódio e a vingança os tornam infelizes; que, embora o neguem, no fundo, prosseguem sofrendo, já que não encontram um momento de paz; que o ódio consome aquele que o cultiva. É importante levá-los a refletir sobre si mesmos, para que verifiquem o estado em que se encontram. A maioria se julga forte e invencível, mas confessam estar sendo tolhidos pelos trabalhos da reunião, o que os enfurece. Diante desse argumento, o doutrinador deve enfatizar que a força que tentam demonstrar se dilui ante o poder do Amor que dimana de Jesus. Conforme o caso, os resultados se apresentam de imediato. O obsessor, conquistado pelo envolvimento fluídico do grupo e pela lógica do doutrinador, sente-se enfraquecido e termina por confessar-se arrependido. Em outros casos, a entidade se retira enraivecida, retornando para novas comunicações, nas semanas seguintes. Quando voltam, identificam-se ou são percebidos pelos participantes ante a tônica que imprimirem à conversação.

26.4.13 Espíritos mistificadores
São os que procuram encobrir as suas reais intenções, tomando, às vezes, nomes ilustres ou ares de importância. Chegam aconselhando, tentando aparentar que são amigos ou mentores. Usam de muita sutileza e podem até propor modificações no andamento dos trabalhos. Mistificadores existem que se comunicam aparentando, por exemplo, ser um sofredor, um necessitado, com a finalidade de desviar o ritmo das tarefas e de ocupar o tempo. O médium experiente e vigilante e o grupo afinizado os identificarão. Mas não se pode dispensar toda a vigilância e discernimento. Numa reunião bem orientada, se há comunicação de um mistificador, nem sempre significa que haja desequilíbrio, desorganização ou invigilância. As comunicações desse tipo são permitidas pelos Mentores, para avaliar a capacidade do grupo e porque sabem o rendimento da equipe, e que o mistificador terá possibilidades de ser ali beneficiado. O médium que recebe a entidade detém condições de sentir as suas vibrações. Mesmo que o grupo não

102

perceba, o médium sabe e, posteriormente, após os trabalhos, no instante da avaliação, tem ensejo de declarar o que sentiu e quais eram as reais intenções do comunicante. Ressalte-se, contudo, que, quando o grupo é bem homogêneo, todos ou alguns participantes perceberão o fato.

26.4.14 Espíritos obsessores inimigos do espiritismo
São, geralmente, irmãos de outros credos religiosos. Alguns agem imbuídos de boa fé, acreditando que estão certos. Muitos, todavia, o fazem absolutamente cônscios de que estão errados, pelo simples prazer de provocar discórdia. Dizem-se defensores do Cristo, da pureza dos seus ensinamentos. Não admitem que os espíritas sigam Jesus. O doutrinador deve evitar as explanações sobre religião. De nada adiantará tentar convencê-los de que o Espiritismo é a Terceira Revelação, o Consolador Prometido. É este o caminho menos indicado. Deve-se evitar comparações entre religiões. A conversação deve girar em torno dos ensinamentos de Jesus. Comparar-se o que o Mestre ensinou e as atitudes dos que se dizem seus legítimos seguidores. São muito difíceis de ser convencidos. São cultos e cristalizados em seus pontos de vista.

26.4.15 Espíritos galhofeiros, zombeteiros
Apresentam-se tentando perturbar o ambiente, seja fazendo comentários jocosos, seja dizendo palavras e frases engraçadas, com a intenção de baixar o padrão vibratório dos presentes. Alguns chegam rindo; um riso que prolongam a fim de tomar tempo; exasperar e irritar os presentes, ou também levá-los a rir. É preciso muita paciência com eles e o grupo deve manter elevado o teor dos pensamentos e vibrações. Deve-se procurar o diálogo no sentido de torná-los conscientes da inutilidade dessa atitude e de que em verdade, o riso encobre, não raro, o medo, a solidão e o desassossego.

26.4.16 Espíritos ligados a trabalhos de magia, terreiro, etc
Vez por outra surgem na sessão entidades ligadas aos trabalhos de magia, despachos, etc. Podem estar vinculados a algum nome, a algum caso que esteja sendo tratado pela equipe. Uns reclamam da interferência havida; outros propõem trabalhos mais “pesados” para resolver os assuntos; vários reclamam de estar ali e dizem não saber como foram parar naquele ambiente, pedindo inclusive muitos objetos empregados em reuniões que tais. O doutrinador irá observar a característica apresentada, fazendo a abordagem correspondente.

26.4.17 Espíritos sofredores
São os que apresentam ainda os sofrimentos da desencarnação ou do mal que os vitimou. Se morreram em desastre, sentem, por exemplo, as aflições daqueles instantes. Sofrem muito e há necessidade de alivia-los através da prece e do passe. A maioria adormece e é levada pelos trabalhadores espirituais. É de bom alvitre que façamos observações, registros e apontamentos, a fim de aprendermos melhor com cada atendimento. É quando refletiremos sobre as dificuldades, as falhas que cometemos e também fixaremos a experiência boa de que fomos instrumentos pela via da intuição. Uma providência indispensável na doutrinação é procurarmos sentir em que posição evolutiva se encontra o sofredor, ou seja, enquadrá-lo na classificação de “O Livro dos Espíritos”. É necessário ver além do sofrimento, para sentir pela reação do Espírito onde ele se encontra do ponto de vista evolutivo, a fim de podermos atendê-lo convenientemente. Acrescentamos as seguintes observações colhidas aqui e ali, nas experimentações práticas a respeito das presenças amigas em nossas reuniões:

103

• Mentores do Trabalho Mediúnico e Benfeitores Espirituais. Quando se comunicam por psicofonia, normalmente o fazem no princípio ou no final para nos trazer instruções. Não costumam, se comunicar (psicofonia) enquanto sofredores estão incorporados, por ser necessário que todos nós os escutemos. Pode acontecer, o que é raro, participarem da Doutrinação. • Espíritos em Recuperação. Vêm por anuência dos Mentores para, através da constatação dos benefícios auferidos com a reunião, nos estimularem. • Familiares. Não é comum a comunicação, a menos que estejam em tratamento; quando estão, são atendidos como os demais. Quando já recuperados ou em recuperação podem assumir o papel de cooperadores e como tal trazerem mensagens de estímulos. Um outro autor que se reporta aos tipos de Espíritos que se comunicam é Hermínio de Miranda. O seu é um trabalho de fôlego. Ele se detém no aprofundamento do perfil psicológico das Entidades que se vinculam às organizações infelizes do Mundo Espiritual voltadas para o esforço de disseminar o terror e a ignorância como meios de perpetuarem as estruturas de dominação à frente das quais se colocaram. São os Espíritos que na Terra se fascinaram pelo poder e o exerceram inescrupulosamente, os quais, de retorno ao Mundo Espiritual reassumem velhos compromissos com a maldade e o crime, a opressão de consciências. São os Dirigentes das Organizações voltadas para o Mal, os Planejadores, Juristas, Religiosos (sem religião), Intelectuais, Obsessores, Vingadores e Magos, todos eles desfilando as suas terríveis contradições a espera de que o amor regenere as suas almas arrebentando a couraça de fluídos pesados que bloqueiam a penetração da luz até o âmago de suas consciências, onde dormita a realidade do Espírito imortal e eterno. Adverte-nos Hermínio que a apreensão aos grupos, muitas vezes é o único meio de que dispõem os Mentores para trazê-los à doutrinação, já que nem sempre é possível outras motivações nessas almas, senão o rancor e o ódio. Primeiro vêm suas vítimas, amedrontadas e abatidas, libertadas dessas regiões de sombras pelos Espíritos superiores. Logo depois, vêm eles, na tentativa de resgatar da influência superior aquele que dominaram por muito tempo e se não conseguem, tentarem destruir as lâmpadas e os postes que são os trabalhadores da mediunidade e as reuniões mediúnicas sérias. Nem todos os grupos estão preparados para lidar com estes Espíritos, bem o sabemos, enrijecendo fibras no trabalho e na doação. E os Espíritos Superiores sabem o que cada grupo pode fazer e vão naturalmente fazendo novas expressões de trabalho e de participação à proporção que os seus membros se fortalecem e se conscientizam de que “a reunião é um ser coletivo” e seus membros formam um feixe que deve ser o quanto possível resistente e vibrátil.

DEUS Era noite. O Cristo, ladeado pelos discípulos, oferecia a todos as claridades sublimes de sua Doutrina. Aproveitando ligeira pausa, João, um tanto preocupado com questões teológicas pergunta: -- Senhor, que é Deus? O Mestre, calmo e sereno, volve o olhar às estrelas lucilantes, reflete intensamente as harmonias do Céu e, deixando-se banhar em divinas lágrimas, dirige o mesmo olhar ao apóstolo, sem dizer palavra. Naquele exato momento João e os demais companheiros do Messias sentiram a indizível presença de Deus na expressão amorosa e doce do Excelso Amigo. Emmanuel

Bibliografia
O Livro dos Espíritos - Parte 2ª - Cap. 1 - Questões 100 a 113 O Céu e o Inferno - Parte 2ª - Cap. II à VIII Obsessão e Desobsessão - Parte 3ª - Cap. 12 Diálogo com as Sombras - M. C. Miranda - Item 2 - FEB

Pode ser-nos indiferente a individualidade deles. é necessário. esclarecer. pedindo explicações para esclarecermos pontos para nós obscuros. primeiro. Absurda será qualquer fórmula que eles próprios dêem para esse efeito e não poderá provir de Espíritos Superiores. Não constituem sinal de superioridade os conhecimentos de que alguns Espíritos se enfeitam. Estas se traduzem pelos sentimentos que eles inspiram e pelos conselhos que dão. 27. Conforme o caso. também é preciso avaliar se o que diz e faz está de acordo com o nome sob o qual se apresenta. item 230. mais do que nunca: 1) analisar sua mensagem. 20. sob o ponto de vista moral. Cap. se não acompanhados de pureza de sentimentos morais.1 Como avaliar a natureza de um espírito? (lm) Apreciam-se os Espíritos pela linguagem de que usam e pelas suas ações. 2) dialogar com ele. de um bom Espírito não pode provir o que tenda para o mal. “O Livro dos Médiuns”). Pelos frutos os conhecereis. que “em si mesmos reúnem a sabedoria e a bondade” e “sua superioridade os torna mais aptos do que outros a darem noções exatas sobre as coisas do mundo incorpóreo. um grande homem para que. uma questão acessória e sem importância. confortar. nunca”. ensinava Jesus. então. é preciso. o mesmo já não se dá com a distinção a ser feita entre bons e maus Espíritos. sistemas e preferências).104 27 A NATUREZA DOS ESPÍRITOS “Se a identidade absoluta dos Espíritos é. (Com retidão de juízo e não por suas idéias. pode estar. Para julgar os Espíritos. mas limitados são os seus conhecimentos). se ache de posse da soberana ciência. advertir. como para julgar os homens.2 Guias e protetores São os que amparam e orientam médiuns ou Centros. Kardec. para podermos tratar com eles. dentro dos limites do que é permitido ao homem saber”). 27. “Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade.1. pedir ajuda e receber instruções. 3) e devemos rejeitar tudo que não nos parecer aproveitável. Boa parte deles são apenas Espíritos Benévolos (os da 5ª classe. Mas não basta que um Espírito tenha sido. se analisarmos o caráter dos Espíritos com cuidado e. para avaliar a sua natureza (saber se é um bom ou mau espírito). Não há outro critério senão o bom senso. . lógico e de bom senso. em que a bondade é qualidade dominante. no mundo espiritual. Se usar de nomes famosos ou históricos. 27. ou. comportamento e linguagem. (LM Item 262) É preciso distinguir como os Espíritos são. que cada um saiba julgar-se a si mesmo. na Terra. principalmente. Nem sempre são Espíritos Superiores (os da 2ª classe. Bezerra de Menezes) se não se mostrar à altura da identidade assumida. Não poderemos permitir que o Espírito use um nome querido e venerado (tais como Jesus.1 Nas comunicações instrutivas Quando o Espírito comunicante quer nos instruir e orientar. O bom senso não poderá se enganar. ainda. pois lhes apraz prestar serviços aos homens e protegê-los. em muitos casos. (Erasto. suas qualidades. uma só teoria errônea”. para se aquilatar do valor dos Espíritos. Admitindo que os bons Espíritos só podem dizer e fazer o bem. sob o império dos preconceitos da vida corpórea. benéfico.

Os outros eram passageiros normais. porém crêem saber mais do que realmente sabem. pegou o fósforo. Nem tudo que é prejudicial é prejudicial em tudo. diz aos passageiros: . fazem mistura de algumas verdades com erros grosseiros. XXIV. São coisas que não deveriam existir. através dos quais penetram a presunção. Estes pertencem à categoria dos Espíritos Imperfeitos. fez-se mais vibrante: . convém levar em conta: 1) as condições do ambiente da reunião e as qualidades do médium que serviu de intermediário. aproveitava o ensejo para fazer comentários combativos ao uso do tabaco. 2) qual o clima mental do médium na oportunidade da comunicação (nem sempre o médium consegue a melhor sintonia com o espírito). além de ter o organismo danificado. O bem pode surgir até mesmo das coisas mais condenáveis. 2ª Parte. o ciúme e a obstinação. Assim. de “O Livro dos Médiuns”). respondeu de pronto: . .105 Muitos pretensos guias e protetores. 27. . E. Na linguagem e conceitos.3.Allan Kardec . na escuridão tudo se torna difícil. (Hilário Silva) 27. descobre o defeito. (Item 186. abre o capô e tenta resolver o problema. Jaime.Nem bastante bons para fazerem o bem. percebendo que talvez nenhum dos ocupantes da Kombi tivesse coragem de refutar. 2ª parte . Imaginem que o fumante. sendo a metade gente de sua própria família. Depois de algum tempo. Jaime. A viagem compreendia o percurso Anápolis/Brasília.Sim! eu tenho fósforo. Cap.1 Diferença nas atitudes dos bons e dos maus espíritos Livro consultado: “O Livro dos Médiuns” Cap. são uma prova incontestável de cegueira espiritual.3 A filtragem da manifestação Ao avaliar a produção de um espírito através da mediunidade. acomodado no banco traseiro. sendo imediatamente estacionado no acostamento. nem benévolos são e dominam pessoas e comunidades que buscam na mediunidade apenas interesses imediatistas.O homem que fuma não passa de escravo. fingindo não entender a sátira. não ultrapassaram a condição comum da Humanidade. o senhor sabe que todo “escravo” do cigarro carrega essa coisa “inútil”. XVI. na classe de pseudo-sábios ou na dos neutros. O tabagismo só traz prejuízo. Neutros -.Encontrei a causa do enguiço. A noite já dominava os espaços. Palavrório Jaime Damaceno devia estar conduzindo no seu veículo utilitário nada menos que dez pessoas. O motorista desce.Dispõem de conhecimentos bastante amplos. de que ainda não se puderam despir. porém. quando o carro apresenta defeito na máquina. Alguém entre os senhores conduz fósforo? Foi quando um homem. fervoroso seguidor da Doutrina Espírita. fez luz no lugar próprio e resolveu o problema. o orgulho. Contudo. Pseudo-sábios . é preciso lembrar que médium e meio sempre exercem influência na manifestação do espírito. nem bastante maus para fazerem o mal. assume despesas desnecessárias e ainda sofre o incômodo de conduzir sempre nos bolsos pacotes sem qualquer importância para o espírito. retornando apressadamente à cabine. “espíritos de luz”. mas no escuro nada posso fazer.Os famosos maços de cigarro e caixas de fósforos de que muita gente não se afasta. tanto no moral quanto na inteligência. E arrematou com ênfase: . Jaime Damaceno. Aliás.

Michaelis) 27. Só prescrevem o natureza. logro. a fim de tentar ajudá-lo.106 DIFERENÇA NAS ATITUDES DOS BONS E DOS MAUS ESPÍRITOS OS BONS Só dizem o que sabem. Nunca ordenam. com possam trazer comprometimento. predizem o futuro. em virtude de seu estado de perturbação. o Espírito começa logo a falar. Desprezam em tudo as puerilidades da Ligam importância às prodigalidades mesquinhas incompatíveis forma. como cegueira ou falta da língua. (dic. estimulam o orgulho e a sempre com reservas. Atuam com calma e doçura sobre o médium. não se impõem. vaidade. Guardam reserva sobre assuntos que Gostam de por o mal em evidência. Em alguns casos o Espírito somente consegue expressar-se a muito custo. * Sofisma: raciocínio capcioso. De outras vezes. agitação febril e convulsiva. dolo. aconselham atitudes más.4 Fases da doutrinação 27. fora do bom senso e das leis da sério e eminentemente útil. a distrair nossa . apontam época determinada para um acontecimento. ele precisa de alguns segundos para apossar-se dos controles psíquicos do médium. Usam alternativamente de sofismas*. ou preparando ciladas. O doutrinador deve aproveitar esses momentos para uma palavra de boas-vindas. com o que ele se diverte bastante. não se afastam por nada. Há os que fingem dores que não sentem. e não consegue falar senão depois de se ter acomodado bem à organização do seu instrumento. ou mutilações que não possuem. Excitam a desconfiança e contra os que lhes são antipáticos e especialmente contra os que lhes podem desmascarar as imposturas. aconselham. movimentos bruscos e intermitentes. exagerando-o e. precisam fatos materiais que não temos como verificar. sem se preocuparem com a verdade. dão ordens. mantém-se em silêncio. Em certas ocasiões. calam-se ou confessam sua ignorância sobre o que não sabem. ao agirem sobre o médium. saudando-o com atenção. para que o doutrinador se esgote. querem ser obedecidos. dá-nos conselhos. embora pregando a humildade e procuram exaltar a importância pessoal daqueles a que desejam dominar. usando de ardis. mas. Exigem crença cega e jamais apelam para a razão. Repugna. aprovam o bem feito mas Prodigalizam exagerados elogios. Para se impor à credulidade e desviar os homens da verdade adotam nomes singulares e ridículos e nomes extremamente venerados. bem e o que é perfeitamente racional e dentro das leis da natureza. cavilação. engano. com esses artifícios. ou a esbravejar. tolas. irracionais. Dão conselhos pérfidos. carinho e respeito. Tanto os maus como os simplesmente imperfeitos. São imperiosos. Diz palavras doces. se não escutados retiram-se OS MAUS Falam de tudo com desassombro. Não lisonjeiam. Procuram atenuar o erro e pregam a indulgência.1 Abertura Às vezes. às vezes. Os levianos. Se conveniente fazem com que coisas futuras sejam pressentidas mas nunca determinam datas. ou por estar com deformações perispirituais que o inibem. Visam. usualmente. com idéias verdadeiramente elevadas. feito com a intenção de enganar. provocam. Fazem prescrições meticulosas São escrupulosos no aconselhar atitudes. pois seriam desmascarados. sarcasmos e injúrias e até de demonstrações materiais do poder oculto de que dispõem.insinuações pérfidas.4. vem ele revestido de um manto de mansidão e tranqüila segurança. lhes desvendar o mal. quando o fazem objetivam sempre um fim improdutivas. Exclusivistas e absolutos. pretendem ter o privilégio da verdade. de indignação. com facilidade. assegura-nos suas boas intenções. semeiam a intriga e a discórdia. na tentativa de descobrir suas motivações.

ou perplexidade. tentando obrigá-lo a mover-se. são. que esperanças e recursos. se apresenta ainda inexperiente e incapaz de um diálogo mais . a primeira regra do diálogo. com a dor do Espírito aturdido pelo impasse que criou dentro de si mesmo. revelar clamorosa ignorância. sumariamente. que precisa de socorro. inteligente. não podemos despachá-los. quando nem sequer sabemos ainda de suas motivações e de suas dores. aflição. e aparece um grupo. por mais que reajam à nossa aproximação. Assim. é um Espírito desajustado. somos nós que o agravamos. com eles. e podem constituir a diferença entre uma oportunidade de pacificação ou a alienação do companheiro por mais um tempo. Não é ele quem nos incomoda e fustiga. porque nos trazem lições. que possibilidades e conhecimentos. em que ele continuará a buscar alhures o que não encontrou em nós: compreensão para os seus problemas e suas angústias. Nossa experiência acumulada é muito mais ampla do que suspeitamos. Contemos com mistificações e ardis. nos libertará também. da parte daqueles que se acham desarmonizados. ou então. de início. Se assim fosse. na posse de todo o acervo cultural de que dispõe. desencanto. mal enunciaram as primeiras palavras. uma eloqüente manifestação de revolta. de um Espírito assim. Seja quem for que compareça diante de nós. o doutrinador deve esperar. como alguns dizem. Qualquer que seja a abertura da comunicação. Muita coisa vai depender. As primeiras palavras são de importância vital. defraudar. Além disso.de uma palavra de compreensão e carinho. mistificar. Estará ligado a alguém que estamos tentando ajudar? Tem problemas pessoais com algum membro do grupo? Luta por uma causa? Ignora seu estado. mas todos necessitados . ou sofisticado? Uma coisa é certa: não devemos subestimá-lo. tem de ser contra nós. com a inadmissível tentativa de fazê-lo desistir dos seus propósitos. empenhado numa tarefa que julga do maior relevo e importância. Não esperemos. Os primeiros momentos de um contato mediúnico são muito críticos. ou simplesmente entregam-se ao prazer irresponsável de enganar. com os nossos irmãos em crise.e desejosos . dos seus sofismas. das suas perplexidades. por igual. para tentar arrancá-lo daquilo que constitui o seu mundo. justamente porque não conseguem sair sozinhos das suas dificuldades. às vezes. que o fustigamos. Alguns bem mais desarmonizados do que outros. é um permanente exercício dessas duas virtudes. que angústias traz no coração. Nunca é demais lembrar e insistir: eles precisam de nós. isto sim. É claro que o primeiro impulso de hostilidade. como ignorante. preso à sua problemática. em suma. segundo a natureza dos problemas que os abrasam. e entrar. depois de receber o companheiro com uma saudação sinceramente cortês e respeitosa. amorosa e tranqüila. desespero. rancor. depois. Ele está parado no tempo e no espaço. de esgotar o médium incumbido de darlhes passes. Dificilmente o Espírito é bastante primário para ser classificado. da maneira pela qual recebemos os nossos irmãos em crise. da sua auto-hipnose. Toda conversa. com paciência. é esta: paciência e tolerância. precisamos deles. decisivas. Esperemos. Mas nós. às vezes. que intenções. Riem-se muito dos nossos enganos. uma expressão inicial sensata e equilibrada. com falsidades e subterfúgios. porque nos ajudam na prática da lei suprema da solidariedade que a seu turno. ou tem consciência do que se passa com ele? É culto. jamais. como o nosso. com ignorância e má-fé. a sua razão de ser. com ódio e agressividade.107 atenção do ponto focal de sua problemática. Ainda não sabemos a que vem o Espírito. no desenrolar do trabalho. não precisariam de nós: já teriam encontrado seus próprios caminhos. indeterminado. Pode.

a personalidade reagrupa-se em novos equilíbrios redentores. Estejamos certos de encontrar sempre. ameace e procure nos intimidar. teríamos que falar com cada Espírito na sua própria língua. escritor. por muito tempo. ignorante de fatos importantes. Foi tribuno. muito mais que com simples urbanidade. pois veio até a nossa casa. em pelejas dessas categoria. suas motivações e suas razões. aquilo que o Espírito elabora na sua mente. De vez em quando. perplexidade ou aflição. e todo médium precisaria ser xenoglóssico. É uma tentativa de entendimento. mantenhamo-nos compreensivos e discretos. faça-o compreender. que o Espírito conhece e manipula com inteligência e acuidade. tolerância. seu temperamento. pior ainda. por assim dizer. Essas causas estão de tal forma gravadas nos seus Espíritos. adquiriu cultura e aprendeu a manejar a palavra. estejamos atentos. eles acabariam por revelar as suas verdadeiras posições. e no qual. mas é do próprio dispositivo mediúnico converter. o desejo de nos arrastar à discussão azeda e violenta. mesmo que tenha o argumento que pareça decisivo. na maioria das vezes. como ele ficará ainda mais irritado. argumentou em causas importantes. a não ser em condições muito especiais. quando nos deixamos envolver pela sua agressividade e respondemos com idêntica hostilidade. do qual muitas vezes eles nem tomam conhecimento. que nos agrida. ou. É que o médium lhes capta o pensamento. neste momento. se o recebemos com fria e polida cortesia. É necessário conhecer a sua história. pois. ao mesmo tempo em que lhe reproduz os gestos. que não é preciso gritar. em voz baixa e tranqüila. uma contenda. se ele insistir em falar em altos brados. Se conseguirmos desfazer aquele núcleo. não reaja da maneira que ele espera. orador. É o clima que convém aos seus propósitos. como poucos. por mais bem preparado que seja. embora pudessem sonegar a verdade por maior espaço de tempo. ou seja. teólogo. Que a gente somente grita quando não tem razão. que a intuição do doutrinador deverá indicar. Se assim não fosse. que constituem o centro. precisamente. À medida que ele se desenrola. eles acabam revelando a razão de sua presença no grupo.108 27. na língua que ele falou por último. ocultar as verdadeiras causas da sua dor e a razão da sua presença. pensador. está contido pelos dispositivos da encarnação e. Calma. não é “ganhar a briga”.4. Não importa que ele leve a melhor no debate. em afirmar que o médium traduz. demorem e usem de mil e um artifícios. pois assim não conseguirá ajudá-lo. E ainda que relutem. mesmo os mais hábeis e ardilosos deixam-se envolver. mesmo assim. Insistimos. e difícil. na sua mais recente encarnação. suas desarmonias. Isto se deve a um mecanismo psicológico irresistível. pois. ao impulso de “responder-lhe à altura”. que o aliena cada vez mais. seus problemas. mas estudar com empatia (novamente a palavra mágica) o drama que aflige o companheiro. não se deixe irritar. O longo trato com eles nos ensina que têm um hábito peculiar de “pensar alto”. Se o médium se limitasse a transmitir-lhes a palavra. que os traz a nós. em palavras. Ele acabará por . mas resista mesmo. que funciona como verdadeiro centro de aglutinação.2 O diálogo É preciso deixá-los falar. pois do contrário. Resista. O que interessa. Seria. uma disputa. não podemos ajudá-los. em torno do qual gira toda a personalidade e agrupam-se os problemas mais críticos e mais urgentes. ingênua e perigosa imprudência tentar superá-lo numa discussão. o que ele sente no Espírito manifestante: suas emoções. por outro lado. de que não pode deixar o Espírito falando sozinho. Não altere a voz. reflete ódio ou desprezo. enfrentou grandes debatedores. e não a palavra falada. Eles não conseguirão. paciência. pois é isso. o núcleo. Não se esqueça. O Espírito precisa ser atendido com interesse. não uma discussão. e a voz alteia-se ou sussurra. da parte deles. Leva nítida vantagem sobre o doutrinador que. em palavras e gestos. Não apenas se encontra na condição de visita. ironia ou amargor. Freqüentemente ocorre ser ele muito mais treinado. do que o doutrinador.

o doutrinador tem de aceitar o papel de um pobre. é essencial ao entendimento da personalidade daquele irmão. atentos. uma lembrança fugaz. por ser o único revelador do núcleo interior de sua problemática.. Não poucos serão os que. mesmo na fase inicial do diálogo esperemos com paciência. nos espionam e nos assediam. tantas vezes. dado que é com elas que vamos montando o quadro que nos mostrará o perfil psicológico do comunicante. Mas. Se o doutrinador cai na tolice de gritar-lhe de volta. ironias. Lembremo-nos de que o perfil que procuramos é importante. sem aumentar sua irritação. Você não está ali para provar que é mais inteligente do que ele. sem atritar-se com ele. ele replicará com toda a veemência. “Vamos botar fogo nesta casa”. E “eles” sabem disso: quando o esquecemos.109 convencer-se da justeza dessa observação. “Tenho ordens do chefe para acabar com você”. Não é importante superá-lo na troca de idéias. pois ele se encontra diante de nós exatamente para que tentemos convencê-lo de seus enganos. e. É certo. precisamente para evitar cair nesse campo. hipócrita. “Vigiai e orai disse Jesus. para engrossar as fileiras dos que estão parados. durante esse diálogo difícil . Se o mencionarmos. pelo menos. o tom de voz. e em prece. uma observação aparentemente sem importância. para não cairdes em tentação. você está ali para ajudá-lo. infeliz.e geralmente ele não ocorre. “Vou fazer uma petição para a destruição de todos aqui”. nem mais culto. tentativas de intimidação. os erros ainda não resgatados. “Vou falar com o chefe”. certo de que o Espírito está negaceando. propostas. ao fato de que humildade não quer dizer submissão e aceitação sem exame de tudo quanto nos diz o Espírito manifestante. ele precisa da nossa ajuda. ameaças. covarde. Enquanto esse momento não chega . hão de reter-nos na retaguarda. porém. as infâmias ainda não desfeitas? . como disse um amigo espiritual muito querido. Mesmo com toda a vigilância. Aguarde pacientemente. atentos às informações que o Espírito nos fornece. bravatas. Está muito bem como está. porém.em que. 27. “Como você quer morrer?”. ou eticamente melhor do que ele. não o force. eles nos lembram: Você pensa que é invulnerável? Quem poderá responder que é? E as nossas mazelas. teológicas e psicológicas. nos farão propostas e nos dirão as mais estranhas bravatas. “Eu lhe conheço não é de agora e sei como lhe atingir”. É a sensibilidade do doutrinador que vai indicar em que ponto e em que momento interferir.. medroso -. débil mental. sabem disso. enquanto puderem. Procure dirigir a conversação para o terreno pessoal. Siga-o na conversa. que de forma alguma precisa de nós. Espere o momento oportuno. tão bem ou melhor do que nós.4. ainda. fantasias e deformações filosóficas. pois o Espírito está pronto mas a carne é fraca”. compreendê-lo e servi-lo. as culpas ainda não cobradas. que. o clima tornase insustentável e a situação difícil de ser contornada. Não há razão alguma para pensar que você é um Espírito redimido. e ele um réprobo enredado nos seus crimes. Embora dificilmente admita. ao contrário. Tudo serve para compor o quadro. (Marcos 14:38) Os seres desencarnados inferiores que nos vigiam. que sabe ser o mais “perigoso”. continuamos vulneráveis. Atenção com os pormenores que pareçam irrelevantes: uma referência passageira. haverá mistificações.3 As ameaças É comum ouvirmos: “Vamos tomar providências enérgicas”. Mantenhamos o equilíbrio.

enfim. sobre aquele que concordou com o trato e que. praticar a Lei universal do amor fraterno e da solidariedade que nos recomenda o Cristo? Não aceitaremos a intimidação. com a peçonha de seu rancor inconsciente. então.. pois que. A segunda observação é a de que.. Ou então nos oferecem coisas mais terra-a-terra. ou pelo terror. não hesitarão em propor uma barganha: . encerrar as atividades do grupo ou dedicar-se a outros afazeres mais inócuos e menos prejudiciais aos seus interesses. não responder à ironia com a mofa. De outras vezes a proposição é mais sutil. para ajudá-lo a levantar-se. nada impede que desfaçam o trato. por si mesmo. em nenhuma hipótese. Nossa bagagem de erros ainda a resgatar não nos permite usar o manto da invulnerabilidade. que mantêm prisioneiros no mundo espiritual. aqui e ali. se assim não fosse. Estão acostumados a tais ajustes e transações. e jamais em decorrência do trabalho de desobsessão. se os espinhos nos ferirem. por exemplo. É preciso estarmos. de suposto aliado. como dinheiro.4 Propostas e acomodações A proposta pode ser um simples negócio.. dominar mentes. É necessário não intimidar-se diante da bravata. ainda.4. ele não o conseguiu ainda. sofreremos senão naquilo em que ofendemos a Lei. deseja e espera que nós consigamos salvá-lo. no fundo. das ameaças e. afinal de contas. Acham que tudo tem seu preço e dispõem-se sempre a pagar o preço combinado por aquilo que lhes interessa.110 Contudo. ou em liberar outros. imperturbável: Sabe. em si mesmo. E. a qualquer tempo. posição. não se intimidar. sobre tais propostas e acomodações: a primeira. E ele. mas não a devolveremos com uma palavra ou um gesto de desafio ou de provocação. Além do mais. mas sem cometer o engano de ridicularizá-la. . A regra. quando lhe estendermos a mão. de um ou outro desengano maior. ele nos será muito grato se o conseguirmos e. deixar de ajudar alguém. no entanto. vamos ser punidos porque estamos procurando. também estaremos nos libertando das nossas próprias culpas. sim. mais do que ninguém. exaltando nossas "fabulosas virtudes”: Você não sabe a força que tem! Poderia arrastar multidões. Se podem comprar nossa desistência. temos que prosseguir o trabalho de resgate.. bem certos de que. por mais inocentes que se apresentem. a despeito dos espinhos das rosas. como dominar a própria mente. ante a resistência inesperada à sua vontade. ou seja. nem desafiar a ameaça. logicamente. Há uma diferença considerável em ser intimorato e ser temerário. ou fazer. qualquer concessão. com a finalidade de nos levarem a abandonar o trabalho. O que você deseja para parar com isso? “Parar com isso” é deixá-los fazer o que entendem. exatamente. quando os nossos irmãos atormentados propõem semelhantes transações. A cobrança virá. portanto. em deixar de atormentar alguém. quando não mais interessar-lhes o nosso concurso ou caducar a razão pela qual se valeram da nossa ingenuidade infantil. com seus próprios recursos. ele. por exemplo. é esta: não ridicularizar a bravata. Seria profundamente injusta a Lei. Eles não estão habituados a fazer acordos para obter o que podem conseguir pela imposição e pela intimidação. Por que não fazemos um acordo? Duas observações básicas é preciso ainda fazer. Então. bem no fundo de si mesmo. 27. A um desses respondeu um médium que não sabia. é porque estão começando a sentir-se algo perplexos. as concessões que nos oferecem têm elevado preço. é mais do que óbvia. prazeres. mas não deve deter os nossos passos na ajuda ao irmão que sofre. passa à vítima inerme de sua própria tolice. Você sabe. à primeira vista.Está bem. Concordarão. Começam com elogios. Mesmo que ele nos fira. a que particularmente estejamos dedicados. mas não ser imprudente.

Buscam aflitivamente alguém que não possam corromper com suas propostas. São irmãos doentes. A prudência continua a ser a melhor conselheira. Em situações como esta. por mais infantil que seja. deve-se dizer qualquer coisa assim: Não tenho autoridade para tratar com você. incorporada ao médium. Várias artimanhas são empregadas para esse fim. Confesse-se simplesmente incapaz de decidir. É preciso respeitá-la. A criatura que está diante de nós. tentarmos “virar a mesa”. e nós. e nem se aceito. tentou enganar-nos. e até mesmo respeitosa. nas quais têm. Dirigem perguntas aos demais circunstantes. Não alimentemos a ilusão de demonstrar-lhes que.111 Tenhamos. Muita atenção com estes artifícios. e não de que os confirmemos nas suas práticas. estejam ou não convencidos ante a nossa argumentação. dispõem de amplos e minuciosos planejamentos. que nada dizem.4. com isso. são simples vermes infestados de culpas. São metódicos. Não os subestimemos jamais. que as conseqüências serão funestas para nós. que precisam de ajuda e compreensão. com a qual estão acostumados a lidar. fogem às perguntas. ou um bispo valioso. é desumano.5 Desvio de atenção Alguns Espíritos são bem mais artificiosos. diante de nós. ensaiam a indução hipnótica ou o passe magnético. mas que necessitam de nós. dispostos a tudo. voltados à maldade intrínseca. 27. Encaram suas tarefas deploráveis como complexas partidas de xadrez. pois constituem uma técnica de penetrar o psiquismo alheio. Eles trazem em si uma sutileza perigosa e envolvente. necessitada de compreensão e de amparo. jamais. Usam da ironia. Além disso. além do mais. . aí no mundo de vocês. e. depois. mas que nós. o bom senso de não procurar tirar partido da situação. Não podemos. às vezes. Usualmente. dizem gracejos para provocarem o riso. desesperados. retrucando aos seus processos ardilosos com ardis de idêntico teor. Eles compreenderão nossos escrúpulos e nosso jogo aberto e acabarão respeitandonos por isso. tranqüila. Se a uma proposta. estaremos sintonizando-nos com o mesmo diapasão ético com que eles nos experimentam e. imatura e precipitadamente. esquecer-nos de que são pobres irmãos desorientados. paciente. o que é estritamente verdadeiro. está bem para mim. experimentemos a mesma arma. alguém que prove ser pelo menos um pouco melhor do que a média humana. métodos semelhantes aos seus. no seu desespero. costuma-se ter uma resposta padronizada. pode ser desastroso. da parte deles. mais experimentados do que nós. encontra-se desatinada. tentam captar a atenção por meio de gestos e toques. seres redimidos. Que ela tente. a não ser para aqueles que também estejam em desequilíbrio. não podemos permitir-nos utilizar. jamais. O que ele resolver. nessas duvidosas transações. É bem possível que sejam mais atilados psicólogos do que nós. irá por terra a precária ascendência moral que porventura tenhamos alcançado sobre eles. Não recusa-se a proposta. respondendo-nos com outras perguntas ou com sutis evasivas. isso é compreensível. Seria profundamente desumano negacear com ela. A posição do doutrinador tem que continuar firme. Escarnecer de suas propostas. Absolutamente. É comum tentarem envolver o grupo todo na conversa. Procure um dos nossos companheiros espirituais. Merece nosso respeito. também. que sacrificar uma dama. nos braços ou nas mãos dos que lhes ficam mais próximos. porém. tentando ludibriá-la com os mesmos recursos com que. iremos desinfetar. para dar o xeque ao rei. porque sentimos que estão fracos e algo perplexos. é inadmissível. que condescendemos em estender-lhes a mão salvadora que.

quase sempre. Ele não tem poderes para fazê-lo cessar tudo? Por que não exerce tais poderes? Atenção. para exercerem suas vinganças e perseguições. se podem fazer aquilo.112 27. senão ficará andando em círculo. porém. sobre todos os componentes do grupo incumbidos ou autorizados a falar com o Espírito. perfeito. É através daquele que atuam os Espíritos orientadores. de raríssimas exceções. o princípio de deixar que apenas o doutrinador fale com o manifestante. 27. certamente tirarão partido da discrepância. Às vezes. espoliação. ele está convencido dos seus direitos e. com problemas suscitados no relacionamento. para essas idéias fixas. Não se esquecer de que. um caso pessoal. é preciso ajudá-lo a . aqui e ali. com um senso crítico imprudente. imaginando o que diriam em tais circunstâncias. Há. que ficariam com seu esforço dispersado se tivessem que dar atenção e atuar. Neste caso. mas não tudo quanto queira. tanto se insiste na importância da fraternidade. se grita e esbraveja. a fim de desmoralizar aquele que o está atendendo. arriscando. mas ele precisará do apoio e da compreensão de seus companheiros. o ódio. como um louco varrido. excelentes razões para manter como regra. no trato com esses irmãos desarvorados. ele não conseguirá isso por muito tempo. entendimento e compreensão entre todos os componentes do grupo encarnado. Deixe-o falar. mas certamente favorecendo-o involuntariamente). não bem afinados afetivamente com o doutrinador. condições de captar-lhes o pensamento e. os circunstantes encarnados. com muita sutileza. mesmo com a intenção consciente de ocultar sua motivação. Por isso. que se adaptam perfeitamente às circunstâncias. Além do mais . até mesmo. porque o terreno em que pisamos. Dificilmente um Espírito obsidia outro apenas porque discorda dele em questões filosóficas ou religiosas. Deixemo-lo falar. No entanto. imprevisível e traiçoeiro. Terá que fazê-lo. se persistirem em acompanhar mentalmente a doutrinação. pois. que se aplique particularmente ao seu caso – e sempre haverá uma ou mais. por mais errado que esteja. Os Espíritos manifestantes têm. desamor. continuará a repetir incessantemente a mesma cantilena trágica: a vingança. no seu ódio irracional. não obstante. via intuição. em casos extremos de fanatismo apaixonado. mesmo que ela fique imanifesta. Muitos são os que invocam os dispositivos da Lei Maior.dizem. à volta de sua idéia central. pois. de conotações essencialmente humanas. e. ele falha mesmo. podem introduzir perigosos fatores de desagregação no grupo. uma pergunta mais pessoal.5 Duplicidade de doutrinadores Há casos em que o Espírito faz comentário ou gesto engraçado o que provoca riso da parte de algum componente da equipe encarnada. ainda que tenha falhado. com freqüência. e coisas semelhantes. Assim fortalecido declara que não sairá ou entabula diálogo com o outro membro (ou doutrinador). freqüentemente. É. nem que esteja sempre certo e com a razão. vingança. falando-lhe de uma passagem evangélica. muitas vezes até agradecendo o apoio dos componentes do grupo (embora o grupo como um todo não o esteja apoiando. embora isto também seja possível. O doutrinador precisa ter bastante habilidade para mudar o rumo de seu pensamento. o desejo de fazer a vítima arrastar-se no chão. se o fizerem. a impossibilidade do perdão. Por mais voltas que dê o Espírito. Vale salientar que caberá sempre ao Dirigente a tarefa de recomendar outro doutrinador para dar apoio ou mesmo substituir evangelicamente aquele que está dialogando. o Espírito sente-se à vontade para prosseguir.6 Fixações mentais Quais são as fixações do Espírito? Todo processo obsessivo tem o seu núcleo: traição. é difícil. procure apaziguá-lo. Não que o doutrinador seja infalível. é que Deus o permite. da cobertura divina. Com esta correspondência.

a um desconhecido bisbilhoteiro. Como. Isto não significa que o doutrinador deve calar-se. de ouvir o doutrinador. ele apalpava-se e só sabia repetir: . aquilo que lhes compete realizar. uma pergunta diferente. respondem. do núcleo central que o bloqueia e o impede até mesmo de buscar a saída daquele círculo de fogo e lágrimas em que se encerrou inadvertidamente. que o Espírito não tem condições. O processo pode alongar-se por muito tempo. tivemos também um caso. guilhotinado na França. Sua vingança é a própria razão de ser de sua vida. Enquanto a tivesse ali. O objetivo das perguntas não é.113 quebrar o terrível círculo vicioso em que se debate. na mão direita. porém.7 Perguntas ao comunicante Coloque. Com freqüência. Ajudar a fazer não é o mesmo que fazer. outros sentimentos e até mesmo outras angústias. mesmo decepada. melhor ainda. Se é que o doutrinador realmente sente o que fala ou. alimentava a esperança de “repô-la” no lugar. a fim de afastar o pensamento do comunicante. à mão. . em certos casos . 27. pois.a troco de uma realidade penosa. Nem sempre estarão prontos para nos ajudarem a ajudá-los. Ninguém gosta de submeter-se a devassas íntimas. Oramos e lhe demos passes. o de satisfazer a uma curiosidade malsã e. procurando atraí-lo para outras áreas da sua memória. os manifestantes reagem. e não na pessoa que ele persegue e odeia? 27. Ou. . além daquela que constitui o núcleo da sua problemática. arrancá-lo à força. O diálogo inicial foi difícil. durante a Revolução.8 Cacoetes/mutilações/deformações Hermínio Miranda expõe na sua magnífica obra “Diálogo com as Sombras” algumas situações: Em uma oportunidade. fornecendo-lhe pontos de apoio.seu próprio espírito sente as vibrações fraternas que sustentam as palavras. Desde então -. sobre os quais ela possa expandir-se. Por outro lado. Ou dão respostas evasivas. devem limitar-se a conduzir a conversação. porém. que as palavras irão insensivelmente se depositando nele. na sua memória. às vezes. de que espontaneamente ele não sairá. Aguarde-se. ele sentiu que a cabeça voltara à sua posição correta. de um pobre sofredor. pelo menos. Ou. Ele tem que sair com seu próprio esforço. Subitamente.trazia a cabeça “destacada do corpo”. que é aquele momento patético em que ele descobre que a causa da sua dor está em si mesmo. e mesmo que ele pareça não ouvir . ele não tinha condições de falar. fala o que de fato sente. outras lembranças. com a graça de Deus. que essas perguntas não devem ser desfechadas numa espécie de bombardeio ou de interrogatório. o momento de ajudá-lo a sair um pouco de si mesmo. não porque não queira. Louco de alegria. ou. como o doutrinador . Vivia apavorado ante a idéia de perder de vista a cabeça e nunca mais recuperá-la. se recusam a responder. de vez em quando. até que adquiram confiança em nós e nas nossas intenções. porém. perguntando se estão sendo forçados a processos inquisitoriais. tão pronunciada e tão absorvente. Isto foi possível fazer. como vai entregá-la a alguém . ainda que temporariamente. pois convicto de que estava sem cabeça. pelos outros. sequer. continue a falar-lhe. o fui convencendo de que podia falar através do médium.segundo apuramos em seguida -. Veja bem: ajudá-lo a quebrar. A custo. por isso. segura pelos cabelos. Tem que haver. mesmo.e isso ocorre. não quebrar. logo nos primeiros contatos. intensamente dramático. mas porque não sabe. simplesmente. obviamente. não reage de maneira inteligível ao que este lhe diz. a fixação é. Não nos esqueçamos. por exemplo: teve filhos? Que fazia para viver? Crê em Deus? Onde viveu? Quando aconteceu o drama? Tem notícias de amigos e parentes daquela época? É claro.

em não nos deixarmos envolver pela sua “faixa”. isso. a dor aguda de uma lança que o penetrara há séculos. Tudo se verifica com extrema rapidez para a referência de tempo dos encarnados. Continuava preso ao local onde exercera um poder discricionário (arbitrário). Quanto ao que lhe acontecera. Explico-lhe que vivemos muitas existências. “você andou também cortando a cabeça de alguém”. enquanto o doutrinador se entregue ao seu trabalho de doutrinação. às suas aflições. Como é possível? Realmente é o que ocorre. respectivamente. em tempo relativamente curto. mais uma vez: Já verificamos nos trabalhos de assistência. . as longas dissertações a um espírito endurecido. B e C. A voz precisa continuar calma. que atemorizava aqueles a quem ele queria perseguir e afligir. um simples pensamento ou mesmo a influência da presença do doutrinador. Estava tudo lá. . não acreditava que Deus o tivesse feito. Outro sentia. É conveniente acentuar que. pois Deus não permitiria que um homem andasse sem cabeça por tanto tempo. os que estiverem na faixa “3”. quando isso é útil e necessário à edificação do mesmo. apoiada na compreensão e na tolerância. o esforço deve ser redobrado. de vários espíritos necessitados de ajuda. concluímos ser inútil a sua participação no ato. deixará seus traços de utilidade no campo de apreensão do espírito. O grupo assistencial tomará a todos os espíritos que se encontrem na faixa vibratória de intensidade “1” e os precipitará por intermédio do campo do médium “A”. as orelhas. discursos grandiloqüentes ou outros expedientes que prolonguem a estada do espírito na faculdade pois que.Posso falar! Estou falando! Queria saber quem fizera o “milagre” de “colar” a cabeça novamente no lugar próprio. a nossa tranqüilidade. os que se encontram na faixa vibratória “2”. na parcela de tempo de uma reunião ou mesmo. ele os executava. também não existem vantagens em doutrinações quilométricas. Ele se lembra. da nossa parte. na parcela de tempo de uma vida terrena. serão tomados por intermédio do médium “B”. 2 e 3.Ela está aqui! Ela está aqui!. em tom afável. “Provavelmente”. basta ao espírito. Assim resultam negativas. . Levo-o cautelosamente para uma introspecção. tentando fazer que ele encontre em si mesmo a razão do seu espantoso sofrimento. a tônica do nosso diálogo com os irmãos desnorteados é a paciência. Outro companheiro desorientado conservava feia cicatriz sobre o olho direito. mais de um espírito passe pela faculdade mediúnica? Ocorre com mais freqüência do que pode se supor. agora. ainda. Se o companheiro é agressivo e violento. sem pieguice. depois de condenados. digo-lhe. mas é imprescindível que seja sustentada pela mais absoluta sinceridade e por um legítimo sentimento de amor fraterno.114 . com a ponta dos dedos. No grupo de trabalho mediúnico. Se podem passar pela faculdade mediúnica vários espíritos. Reviu até a fila de espera. Algumas vezes. Mesmo que seja uma única palavra que venha o espírito a ouvir. enquanto o doutrinador se entrega ao seu trabalho. O grupo assistencial se serve da oportunidade da excitação mediúnica. nas faixas vibratórias 1. que nada resulta inútil na criação. nenhum doutrinador conseguirá mudar as tendências de um espírito endurecido. o que se consegue algumas vezes é extenuar o médium utilizado. porque ela lhe dava uma aparência terrível. excitados. a boca.V) 27. cap.(Pequeno Manual dos Médiuns. quando terminou uma existência de inconcebíveis desatinos. E conferia. a tomada no campo do mesmo médium. toda a anatomia facial e craniana: os olhos. Em alguma de suas vidas anteriores ele encontraria a explicação. E dizia: . 27. Pode ocorrer que. Que se pode dizer? Já dissemos e o repetimos. se pretendemos minorá-las. Nada de precipitações e ansiedades. pelo grupo assistencial. a ouvir os comentários de visitantes e turistas sobre suas próprias atrocidades. para assistir a todos os necessitados que se encontrem em condições de serem atendidos. que eram infiéis a Jeová e. o nariz. existem os médiuns A. sem precisar ser melosa. temos que contrapor. Exemplifiquemos. para castigá-lo. .9 Comunicações “simultâneas” pelo mesmo médium Vamos recorrer ao Espírito Erasmo.10 Linguagem enérgica Sem dúvida alguma. O espírito só é retido na faculdade mediúnica para ouvir a fala do doutrinador. em alguns casos. serão assistidos por intermédio do médium “C” e assim sucessivamente. apenas o impacto da presença do campo físico para trazê-lo à realidade. É verdade. . Bastam as ansiedades do irmão que nos visita e.

ou em que transpareça uma pequena pitada de cinismo. revelar-se temeroso e intimidado. com extraordinário vigor e habilidade. nestes casos. E. e. tratamos logo de provar que. Os próprios Espíritos desequilibrados encarregam-se de demonstrar que não há doutrinadores impecáveis. não excedendo do prazo de dez minutos. sem o menor traço de rancor. XV): Sendo cada Espírito um mundo por si. certa vez disse um “Basta!”. 27. A interferência enérgica é. seria desastroso recuar. Apenas para efeito de conciliação de tempo e recursos da equipe. e jamais ao desafio. É comum. O médium doutrinador não deve esperar que o Espírito modifique o seu modo de pensar num diálogo rápido. Esse meio-termo.(Pequeno Manual dos Médiuns. Muitas vezes envolvem. é incontestavelmente humano. O Espírito perturbado tiraria disto o melhor partido possível. é a do ridículo. em arrastar-nos para a altercação e o conflito. Jamais se esqueça que o Espírito é apenas uma pessoa desencarnada. por certo. Se o doutrinador julga-se invulnerável e infalível. o momento de dizê-la tem que ser buscado com extrema sensibilidade. tenha melhor condição. de hipocrisia ou de prepotência. Se cairmos na tolice de dizer-lhes algo que não podemos sustentar. presentes. é a marca que distingue um doutrinador razoável de um incapaz. autoritária ou rude. Esse tempo é reduzido de forma significativa nas Reuniões de Desobsessão. no momento inoportuno. falarem com inusitada energia e firmeza. pois começa a ficar vaidoso. enganam e mistificam. Ademais. Não pode. quando desafiado. pois os bons mesmo são raríssimos. a necessidade. para doutrinar o Espírito manifestado. entre destemor e intrepidez. 27. A sua função básica é fornecer a ela um novo acervo de idéias para as suas conclusões pessoais. Quando alguém põe em dúvida um. A energia não está no tom de voz. tato e oportunidade. V)) . pode acarretar inconvenientes e perigos incontornáveis. E aquele que se julga um bom doutrinador está a caminho de sua própria perda. por outro lado. pois. Qualquer um de nós redobra suas energias. sob condições especiais. de impaciência. estará arriscando-se a sérias e imprevisíveis dificuldades. É humano. uma questão de oportunidade. esse impulso. se for necessário dizê-la. estaremos em apuros muito sérios. com incontestável autoridade. Em casos excepcionais. Nunca deve ir à agressividade. pois.12 Força física Voltemos a consultar Erasmo quanto à questão. Uma das muitas armas que manipulam. O problema da palavra enérgica é. mas naquilo que dizemos. Ouçamos o Espírito Odilon Fernandes (Mediunidade e Doutrina. ao Espírito que deblaterava com arrogância e impertinência. para não cansar o médium e tomar o lugar de outra entidade que precise externar-se. para os seus fins. Um desses companheiros amados. extremamente delicado. intimidado. a doutrinação deve ser conduzida naturalmente. ao contrário. à irritação.11 Tempo de doutrinação Não há regras fixas. mentores espirituais. depois de uma observação mais enérgica. e da maneira sugerida pela intuição do momento. às vezes. com extrema habilidade. pois que não podemos esquecer-nos de que os Espíritos desarvorados empenham-se. cap. que seja. Se pronunciada antes da hora. se conseguir manter-se ao mesmo tempo firme e humilde. à cólera. clima em que se sentem muito mais à vontade do que o doutrinador. dos nossos mais modestos atributos.115 Isto não exclui. mas. de uma palavra mais enérgica. é naquilo que somos bons. Se este “topar a briga”. incorporam-se em outros médiuns. está perdido: é melhor passar suas atribuições a outro que. de agressividade. cap. é preciso que a voz não se altere a ponto de soar violenta. embora não tão qualificado intelectualmente. precisa ser decidida à vista da psicologia do próprio Espírito manifestante. no entanto.

sem “obrigar” ao Espírito a se “enquadrar” à nossa língua. onde o Espírito. . e de que. nenhuma forma visível ou tangível é necessária para nós. Os seres encarnados.. vos são necessários para a percepção. para anular a violência faz uso da mesma. como se faria a uma criança. a técnica a que estão acostumados. a frase. quando o grupo. quase sempre. Comum em entidades ligadas a cultos africanos ou índios cuja experiência passada junto ao “homem branco” os tenha colocado em situações de humilhação. também. enfim. c) O Espírito por mecanismo de “negação” mental não aceita falar em nossa língua. Eles os percebem e os transmitem naturalmente entre si. será conveniente a contenção física do mesmo pelos demais componentes do grupo? A força física situada na terceira dimensão. manifesta a intenção de agredir. correr. como foi dito acima? No mundo da mente. XIX. mas dos materiais necessários para exprimir os seus próprios pensamentos. b) Espírito e médium terem experimentado encarnação passada juntos. mesmo mental. A força que pode atuar sobre o mesmo. cap. Nada de expulsá-los sumariamente. pelo contrário. e demore muito tempo nesta insistência. Assim. pacientemente. num grupo estritamente espírita.116 Nos casos de comunicações violentas. (Erasto e Timóteo) OBSERVAÇÃO: Esta análise do papel dos médiuns e dos processos pelos quais se comunicam é tão clara quanto lógica. apenas provoca uma soma de energias negativas e cria dificuldades para a assistência espiritual. (LM. o desejo de servir emanado de um grupo harmônico e pacífico. Nesse caso há uma dificuldade material ainda maior a ser vencida. conceitos) na mente do médium compatível com a língua que habitualmente usava: Médium conhece Inglês e o Espírito ter vivido na Inglaterra ou saber a língua. obediente à lei referida. deve o grupo permanecer em oração. É então que o Espírito se vê obrigado a ditar. é a energia do pensamento. só podem comunicar-se pelo pensamento traduzido em palavras. oferece condições para a aproximação dos mensageiros assistenciais. não dispõe nem mesmo das letras em seu cérebro. Eis o que nos diz Kardec: Como já dissemos. vampiriza a energia idêntica emanada do grupamento e sente crescer a sua capacidade de violência. etc. o Espírito ao invés de ver anulada a sua energia maléfica. letra por letra. os Espíritos não têm necessidade de vestir os seus pensamentos com palavras. calmo e confiante na assistência que nunca falta aos grupamentos sérios. A irritação e o uso da violência para conter a violência. Se o médium não souber ler nem escrever. por parte do comunicante. item 225) 27. numa soma de energias negativas. tomando posse do corpo do médium. Se os companheiros do mundo espiritual permitiram sua manifestação. Eis algumas delas: a) O Espírito encontra “material” (palavras. os contrários se repelem e se anulam e os iguais se atraem e se somam. surgem Espíritos acostumados a essas práticas. quanto mais rico for o cérebro. mas apenas das letras. Quando o Espírito se exprime numa língua familiar ao médium. Há no “material” do médium registros que lhe facultem passar a mensagem do comunicante em língua que atualmente não conheça. encontra as palavras já formadas e prontas para traduzir a sua idéia. orientado pelos ensinamentos de Allan Kardec. Em tais casos. Por que provoca uma soma de energias negativas.13 Dificuldade de se expressar em nossa língua Já observou-se várias experiências de dificuldades de expressão. exatamente como se quiséssemos fazer escrever em alemão uma pessoa que nada soubesse dessa língua. etc. haverá alguma razão para isso. não dispõe das palavras. Se o faz numa língua estrangeira. além de neutralizar a impetuosidade nociva do Espírito pouco evoluído. derrota.14 Espíritos ligados à umbanda Às vezes. Aguardemos. Em todos os casos. embora o grupo não realize nenhum trabalho de Umbanda. por assim dizer. a palavra. exercer pacientemente a Doutrinação. existentes no cérebro do médium. para saber o que desejam. Enquanto a letra. 27. o substantivo. na nossa língua. É então necessários que o Espírito lhe conduza a mão. Suas primeiras manifestações seguem. tem muito pouco ou nenhuma influência sobre um ser que se encontra pulsando na quarta dimensão. dor. mais fácil se torna a comunicação. o verbo. Obedecendo a essa lei. Dela decorre o princípio de que o Espírito não se serve das idéias do médium.

O ato da incorporação exige uma harmonia de freqüência vibratória entre o médium e o comunicante. podem ser minimizadas pela educação mediúnica. IV e V . b) O Passe calmante longitudinal. reportando-se a seus gostos ou necessidades.Divaldo Franco/Raul Teixeira . se façam oferendas materiais. passam a se lhes associar. indubitavelmente. colocando-se em atitude de calma confiante. Escolas.As Leis da Comunicação Espírita .Perg. Nossas oferendas aos Espíritos serão. O médium pode eliminar as contrações e as reações que se verificam em tais ocasiões? Àquelas que se verificam como decorrência de seu próprio animismo. Hospitais. etc. que representam emissões de energias da alma em alta freqüência.Allan Kardec .Cap. quando os dois participantes do fenômeno não terão condições de permanecer no mesmo campo. nas reuniões mediúnicas ou fora delas.LAKE Pequeno Manual dos Médiuns . e) Chamando o médium pelo nome. no livro Diretrizes de Segurança: É justo que. IV . cap. num circuito de interdependência de funestas conseqüências.S. é o bastante para afastar-se do campo vibratório do Espírito e livrar-se de sua influência. no intuito de atender aos caprichos ou aplacar as necessidades que os Espíritos denunciem? A ação espírita junto aos irmãos desencarnados deverá acatar.O Grupo Mediúnico No Invisível .Cap. c) O pedido aos Mentores da Reunião para provocar a retirada do comunicante para tratamentos complementares (Ex. XV . objetos ou alimentos.E.Ed.Item 225 .Cap.Cap. Entretanto.Cap. estaremos diante de desincorporações. por isso mesmo. II.117 27. XI .16 O fechamento da comunicação Alguns processos de auxílio podem ser utilizados neste momento.1ª Parte . As Entidades que solicitam ou exigem coisas ou comidas e bebidas. evitando tocá-lo. basta que a desarmonia vibratória seja provocada.Léon Denis . Vejamos o Espírito Erasmo: (Pequeno Manual dos Médiuns. fluídos impregnados de nobres qualidades. que são os da espiritualização das criaturas. FRATER Hermínio C. os objetivos espíritas. quase sempre corre por conta de uma falta de domínio do médium sobre o seu próprio equipamento. O simples fato de o médium desejar retomar o seu invólucro físico. companheiros desencarnados ainda em grande atraso moral. Para que ocorra a desincorporação. Nossas orações. Nestes casos. que são. são decorrência do impacto resultante do encontro das linhas de força do médium e do Espírito. A Espíritos ofertamos tão só as coisas do Espírito. Raul Teixeira.Odilon Fernandes e Carlos Bacceli .). para que ocorra a desincorporação? Sempre o pensamento. O que pode provocar a desarmonia vibratória.Erasmo . d) O agradecimento sincero pela presença do Comunicante esclarecendo-o de que poderá voltar em outras oportunidades. As que se originam no comportamento do Espírito comunicante. a) A Prece conjunta com o Comunicante. Qual o motivo das convulsões verificadas no ato da incorporação e da desincorporação? O exagero. Miranda .I. 104 .Cap. Bibliografia Diretrizes de Segurança .FEB Mediunidade e Doutrina . também. . 27. que a eles dedicamos como emissão de carinho e fraternidade. sempre.FEB O Livro dos Médiuns . em nível vibracional. e os indivíduos que os atendem nessas transações mundanas. acionado pelo desejo de retornar à normalidade. nossas boas ações diárias. XIX . são.15 Oferendas materiais/objetos/alimentos Vejamos a que nos diz o médium J. as contrações normais. Câmaras de repouso. VIII .C. podem e devem ser disciplinadas. V) Como se dá o ato da desincorporação? Se dá por um procedimento inverso à incorporação.

de outro modo. sem fraseologia inútil. ou fazer um comentário condescendente: Pode orar. Alguns. pôr em vibração uma fibra da alma. Vêem-se lábios a mover-se. zombando ou ridicularizando. Poderá. em virtude de o estado de agitação.não devem ser colhidas em interrogatórios e através dos artifícios da bisbilhotice. dar um muxoxo desinteressado.1 A prece A fé e o amor são os dois grandes instrumentos de trabalho do doutrinador. que são meros adornos de lantejoulas. ao lado do companheiro manifestado. em uma ternura que. de um caso para outro. um pouco da sua história e da sua motivação. . De transcendental importância. A força e o poder da fé transmitem-se à prece. não passa de ruído. puramente exterior. ao qual se conserva indiferente a alma. quando diz. a prece tem seu momento psicológico ótimo. e sim comunicar-lhe que vamos fazê-lo. Curioso. que se acham “defendidos”. ainda que o recuse. no entanto. por exemplo: Vamos orar? Ou: . enunciada com emoção e sinceridade. que varia. Cada palavra deve ter alcance próprio. cada um segundo suas convicções e da maneira que mais o toque. talvez há muito não experimenta. A prece deve ser dita de preferência de pé. com as mãos estendidas para ele. insistem em continuar falando. senão respeitoso. mas são de capital importância na prece que formulamos pelo Espírito desajustado que temos diante de nós. mais adiante. pelo menos comedido. aguardar esclarecimentos e informações que . Citando os seus amigos espirituais. e. simples e concisa. como que a concentrar nele as vibrações e as bênçãos que invocamos. antes. Basta dizer. é esperar um pouco. é a observação de que a prece “deve fazer refletir”. no mesmo capítulo de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”: A qualidade principal da prece é ser clara.118 28 TÉCNICAS COMPLEMENTARES 28. Como tudo o mais que tentamos realizar nos grupos de desobsessão. se quiser. para os trabalhos de desobsessão. Kardec escreve. A prece o envolve em vibrações pacificadoras. Entretanto. despertar uma idéia. No momento propício . mas. pelo som mesmo da voz. não devemos pedir-lhe permissão para orar. preciosos. pois. que muito raramente eles procuram perturbar a prece. em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.Agora vou fazer uma prece. Somente sob essa condição pode a prece alcançar o seu objetivo. Dificilmente ele recusará. Alguns informam depois. ou de alienação. ou durante a prece. notai com que ar distraído e com que volubilidade elas são ditas. no máximo. Muitas vezes. é preciso orar ainda no princípio da manifestação. (cap. Ela deve ser elaborada em torno da própria temática que o companheiro nos tenha revelado. Como disse. é durante a prece.e mais uma vez temos que recorrer à intuição e ao senso de oportunidade convém dirigir-se ao próprio Espírito e propor-lhe a prece. devemos fazê-la. o pensamento é tudo. incorporado ao médium. no decorrer do diálogo conosco. necessariamente. no entanto. nem luxo de epítetos. Estes ensinamentos são. não nos permitir colher. Numa palavra: deve fazer refletir. verifica-se que ali apenas há um ato maquinal. . 28): Os Espíritos hão dito sempre: “A forma nada vale. Geralmente ouvem-na em silêncio. pela expressão da fisionomia.nunca é demais recomendar . dita em voz alta pelo doutrinador. Ore. ou por alguém por ele indicado no grupo. do Espírito. em qualquer oportunidade. Em certas ocasiões. para qualquer tipo de prece. A fé e o amor causam impactos espantosos em nossos irmãos infelizes. que o Espírito manifestante faz uma pequena pausa para pensar. na maioria dos casos. “protegidos” por “couraças” e “capacetes” invioláveis. dificilmente ele se oporá. Um bom pensamento vale mais do que grande número de palavras com as quais nada tenha o coração". mesmo porque. . no entanto. na verdade. Kardec torna isto particularmente claro. O melhor.

indignos e incapazes de projetarem o pensamento a tão elevadas entidades. 1 .esperam eles – as energias suscitadas pela prece não poderiam penetrar. sempre que nos levantamos para dar passes num irmão desencarnado incorporado. sem o laborioso esforço que granjeia o mérito. Também será improfícuo solicitar à Madre Divina que se dilate em bênçãos.Pau da Lima . Messe de Amor. Mas. Ele pode serenar ou excitar. construir ou destruir. Bahia 28. enfim. 148) Oferta do Centro Espírita “Caminho da Redenção” Rua Jaime Vieira LIMA.119 nos quais . não pede: doa-se. causar bem-estar ou incômodo. na prece. diferindo do alimento físico. A prece constrói a ponte que faculta a conversação com o Senhor. assim. Não roga liberação do sofrimento. oferecendo-lhe a força de sustentação para suportar o fardo que deve carregar. Eles se esqueceram. e até o acesso à memória integral e conseqüente conhecimento de vidas anteriores. Ora e aceita as correções necessárias. Orando. Todavia. o desdobramento do perispírito. por processo de superação impossível. a Jesus ou a Maria.o solo sublime -.. e as sementes do Céu. o coração de Jesus -. através dEle. encarnado ou desencarnado. às vezes por séculos. Se já dispõe de alguma informação sobre ele. para que dar passes? . Conduz a alma confiante às nascentes da vida. em cujo seio dessedentarás o espírito aflito. por julgarem-se além de toda recuperação. O passe provoca reações variadas no ser humano. ou interesse.. Franco. aplicado em seres encarnados. oferecendo-te o pão necessário para uma vida feliz em teu roteiro de lutas. É necessário saber conduzi-la bem.Salvador. condensar ou dispersar fluídos. Ou lhes falta coragem. fale especificamente de seu problema. A primeira norma que poderíamos lembrar é a de que não deve ser aplicado a qualquer momento. porém. Movimenta teus esforços. Quando a alma consegue manter o estado oracional. o passe é utilizado também para magnetizar. nesse caso. e até milênios. de se dirigirem a Deus. merece algumas observações específicas. provocar crises psíquicas e orgânicas. não obstante. segundo experiências de Albert de Rochas. curar ou trazer mais dor. Ora e suporta as dores. Dirija a sua prece a Deus. chegarás ao Senhor. Não têm mais vontade. sua técnica. é estímulo que ajuda o homem a bem viver. como um intermediário entre ele e os poderes supremos que nos orientam e amparam. Inutilmente rogará o agricultor ao solo que abra seu ventre. a prece. um meio seguro de comunicação com a Infinita Bondade de Deus. pois nele encontra a lição corretiva da vida. Como sabemos. ao invés de somente proporcionar inspiração para libertar o pedinte do fardo do Senhor. e por qualquer motivo. Veículo de luz e pão da vida. Ora e busca haurir forças para continuar. nas sessões de desobsessão. Precisamos estar sempre protegidos pela prece e pelas boas intenções. pág. que te deu. Ele é realmente o recurso válido e potente. A prece torna-se. objetiva.atingindo-O com a enxada abençoada da tua prece. Busca. se transformarão. reiteradas posteriormente por vários pesquisadores. A oração pode ser comparada à enxada laboriosamente movimentada no solo. pedindo ajuda para o companheiro que sofre. Em torno da prece A maioria dos crentes espera encontrar na prece um instrumento de libertação do sofrimento. precisa ser desenvolvida com muita prudência e seriedade. no trato dos nossos irmãos desencarnados. nas sessões de desobsessão. Ora como se alimenta: para viver bem. onde se vai semear. provocando. transmitir vibrações de amor ou de ódio. regularizando os compromissos nos quais fracassou. ou fazê-las cessar. Joanna de Ângelis (Divaldo P. Observamos que os textos aqui reproduzidos referem-se especificamente ao passe curador. subjugar ou liberar.2 O passe A técnica do passe magnético. racional. de que esses canais de acesso estão abertos também a eles. Acreditamos que princípios gerais semelhantes a esses aplicam-se também ao estudo do passe. então. para que ali se coloquem sementes produtivas. indiscriminadamente.

dentro das quais se julgam protegidos de nossos fluídos. mas deve ser empregado com certas cautelas e com moderação. como vamos entorpecêlo a ponto de levá-lo ao sono magnético? Às vezes. Cinqüenta companheiros seus haviam ficado reunidos. como no caso daquele que trouxe.poderemos reconstituir-lhes lesões mais sérias ou deformações perispirituais. pelo menos por enquanto. em melhores condições de acesso. Com o passe. para provocar fenômenos de regressão de memória ou projeções mentais. Com mais freqüência do que seria de supor-se. aos comparsas do Espírito manifestado. e ele continua agitado. Certo Espírito. transmitindo-lhes diretamente ao coração as vibrações do nosso afeto. o fio também foi preservado. mas é preciso usá-lo com moderação. isso é necessário. que parecem escorrer como uma descarga elétrica. ao despertamento de Espírito em estado de alienação. para sustentá-lo na sua “perigosa” missão junto a nós. São mais freqüentes as oportunidades em que é preciso adormecer o Espírito. “couraças”. pois localizam-se muito realisticamente em pontos específicos de seus perispíritos. da auto-hipnose. pelo simples fato de que o ser humano. somos instruídos a provocar a desintegração de objetos e apetrechos. Para isto serão passes de dispersão. símbolos. mas nem sempre necessariamente em vidas anteriores. não o levemos a um estado de sonolência que dificulte a comunicação com ele. ao tentarmos acalmar um Espírito agitado. para que. além de ser uma organização consciente extremamente complexa. às vezes. se “retransmitisse”. justamente do que mais precisamos. precisa ser ministrado no momento certo. Com o passe podemos também ajudá-los a livrar-se da indução hipnótica alheia. o passe pode ajudá-lo a serenar-se. ou própria. O passe. como “capacetes”. ou trazido na sessão seguinte. isto é. a fim de que. nesses mergulhos providenciais no passado. armas. ligava-se por um fio. ao ser retirado pelos mentores.120 Em vários casos ele pode ser aplicado. para que. que os desarvorou completamente. o que tinha que ser dito. no devido tempo. de modo a serem conduzidos pelos trabalhadores desencarnados. porém as ligações foram mantidas e. com a técnica adequada e na extensão . nas quais se escondem núcleos de problemas afetivos. para fins muito bem definidos. através dele. em rigorosa concentração. ao seu grupo. ao longo dos braços. foi dito. O passe ajuda também a desintegrar certos apetrechos que costumam trazer. para tratamento mais adequado. Com o passe os adormecemos. O passe ajuda os Espíritos. É também comum o trabalho de “desfazer” vestimentas especiais. quase sempre reportando-se a vidas anteriores. para ajudá-lo. O passe pode “desfazer” os fios que ligam Espíritos aos seus redutos. Se temos necessidade de dialogar. especialmente ao fim da conversa. tão necessários. no entanto. Numa dessas ocasiões. Com passes . Desta vez. Já debatemos por algum tempo o seu problema. como todos os demais recursos com que procuramos socorrer os nossos irmãos desencarnados em crise. a despeito deles mesmos. com as quais os mentores do grupo compõem os “quadros fluídicos”. De outras vezes. segundo nos explicou. as palavras que ele ouvia do doutrinador. definições precisas e definitivas não existem ainda. Passe cura dores que julgam totalmente “físicas”. é imprevisível. além de capacete e couraça. Sem dúvida alguma.e neste caso precisamos também de um médium que tenha condições de exteriorizar ectoplasma . podemos mais facilmente alcançar-lhes o centro da emoção. seja recolhido a instituições de repouso. o passe é recurso válido nos labores mediúnicos. Neste caso. é necessário mesmo adormecê-lo. São também constantes os fenômenos de regressão de memória. um invisível prato de sangue que depositou sobre a mesa. Nesse campo. vestimentas especiais. os mentores do grupo utilizaram-se daqueles condutos para levar ao grupo deles uma vigorosíssima carga fluídica. “objetos” imantados.

Um dia saberemos mais acerca desse precioso instrumento de trabalho. Em assuntos dessa natureza. no campo mediúnico. se caracteriza pela elevação. a identificarão da mediunidade em potencial e o seu desenvolvimento. Nuca. lógico inferir que o mecanismo é idêntico ao passe aplicado em seres encarnados. diga-se de passagem. A teorização somente é válida quando escorada na experiência. constitui poderoso fator de reajustamento para os desencarnados cujos perispíritos se acham lesados em decorrência de quedas morais. estudo metódico e prática bem orientada. não há razão para que ocorram desarmonias ou se dêem conselhos mediúnicos. pode criar vícios de difícil erradicação posterior.e creio que não poderemos fazê-lo tão cedo . Se pode-se sugerir alguma coisa. no entanto. quando informam que o passe magnético.Só quando ele estiver cansado é que tal se dará. dar conselhos? DIVALDO . os amigos espirituais que tão generosamente se colocaram ao nosso lado. Para a aplicação do passe. nesta fase. soprar ruidosamente. Tem-se perfeita consciência das dificuldades que o problema oferece para ser mais específico na formulação de observações concretas e de normas de ação mais definidas. etc. são geradores de irritação e desconcentração do médium. precisa ser aplicado exatamente para serená-lo e prepará-lo para outra ocasião. deveremos enveredar imprudentemente pelas trilhas da fantasia. Nunca é demais lembrar que. são práticas desnecessárias. na hora das questões transcendentais. para cada caso? Não podemos ainda . estalar os dedos. desligados dos conceitos fundamentais da Doutrina Espírita. não apenas para fins curativos de disfunções perispirituais. devem resultar de cuidadoso planejamento. Vejamos três opiniões de Divaldo Franco e Raul Teixeira no seu livro “Diretrizes de Segurança”. em termos de Doutrina Espírita. pelo equilíbrio. o conhecimento real emerge da experimentação. de aconselhamento mediúnico. apoiado na prece. No entanto. é que exercitem com parcimônia o recurso do passe em Espíritos desencarnados e observem atentamente seus efeitos e possibilidades. mas precisa ser utilizado com prudência e sob cuidadosa orientação dos trabalhadores desencarnados. mesmo porque. na vida normal. qual o momento. é melhor confessar a escassez de conhecimentos do que arriscar-se a ditar regras que não estão nitidamente definidas pela experiência. Mas. mas.. ou seja. de falhas e de êxitos. como para provocar a regressão de memória. É necessário situar . em que se apresentará mais receptivo. Vale salientar que os “Toques” ou pressões nos chakras Frontal. Poucos estudos existem. às vezes. qualquer trabalho mal orientado. como toda técnica espírita. a experimentação deve balizar-se dentro daqueles conceitos fundamentais que a Doutrina e a lógica já confirmaram. não se justificará que haja o passe. porque. Não deve ser empregado para atordoar o manifestante. porém. o qual se vê depois de certos “apertos” com dores locais ou tensões que refletem o estado de desconforto a que são submetidos. gemer. Se uma pessoa cortês se esforça para ser gentil. Os ensinamentos de André Luiz permitem-nos concluir assim. mas que. Em suma: o passe tem importante lugar no trabalho mediúnico. exatamente quando precisamos de sua lucidez para argumentar com ele sobre o seu problema. e creio que algumas observações já estão mais amadurecidas e em condições de mais aprofundados estudos e desenvolvimento. deverão permitir-se desequilíbrios? Se é um labor de paz. sobre o passe aplicado aos seres desencarnados. em hipótese alguma. Todo e qualquer passe. Parece. mas não devemos esquecer que a recíproca também é legítima. tal como codificada por Kardec e suplementada pelos seus continuadores. de um ou outro engano. o médium deve resfolegar. têm-nos trazido sempre o estímulo dos seus ensinamentos. aliás. Coronário. ao que sabemos. Em contraposição a tais processos. qual a técnica e qual a extensão.121 necessária. para orientar e apoiar o nosso trabalho de doutrinação. Se se trata. Solar. neste campo de trabalho.escrever normas rígidas para a tecnologia do passe sobre os desencarnados.

A hora do passe é especial. tendo o Espírito de São Luís revelado o embuste. c) Há médiuns que se condicionaram ao final de cada comunicação virem a ser “tratados” pelos mentores. antes de atendermos aos outros. Ciganos. Temos que permitir as fases da Doutrinação . ficamos envolvidos por essas energias. que produzem uma sensação desagradável.122 as coisas nos seus devidos lugares. sem condições de ser atendido por outra pessoa. das marcas da desencarnação ou das seqüelas das enfermidades que os vitimaram deverão sair aliviados e esperançosos.Em nossa forma de ver. Índios. antes de atirarmos as energias sobre o paciente. ou é apenas para evitar ruídos e dar-lhes maior liberdade de ação? DIVALDO . das argolas. o que indica que. depois. de suas mãos. a Educação dos Médiuns viabilizará a confiança e a sintonia com o Mentor Mediúnico quais permitirão as chamadas “limpezas fluídicas” no médium apenas nos casos de estrita necessidade. somos nós. ficando o médium responsável por adquirir autoconfiança e autodefesa psíquica e aplicá-la na grande maioria das situações. no lanço a que nos referimos. . elucida a questão do uso abusivo de nomes venerados. por essas vibrações. Não é demais lembrar que há hábitos já enraizados os quais merecem uma revisão de avaliação e coerência dentro das propostas da FÉ RACIOCINADA e LIBERTAÇÃO DE PRECEITOS E PRECONCEITOS que o Espiritismo nos propõe: a) Há doutrinadores que não param de dar passes sucessivos (no médium ou no Espírito comunicante) enquanto tentam ouvir ou manter um diálogo. as mais das vezes. o caso de um Espírito que assinou com o nome de Bossuet numa comunicação e que. se são Espíritos que EXPÕEM-SE AO RIDÍCULO AQUELES QUE DESCONHECEM A DOUTRINA Sobre o último ponto de que tratamos em o nosso precedente escrito. como pulseiras. Incorre numa situação no mínimo bisonha o fato de que aquele que aplicar o passe por último estaria desfalcado. é ainda o Mestre quem. Quando aplicamos passes. Muitos que aplicam passes. tome-se de um bom livro e leia-se. porém. nos movimentos ritmados das mãos. beneficiados e auxiliados para que possamos auxiliar. confessou não ser o Espírito do grande bispo francês. a fim de se reabastecerem. Não há necessidade de generalizar. por nossa vez.Abertura. por parte de Espíritos mistificadores. Porque é mais cômodo e evita o chocalhar dos braceletes.buscando deixar para o final o passe longitudinal calmante (caso de Espíritos agitados. agressivos) ou longitudinal excitante (caso de Espíritos dementados ou abatidos energeticamente). etc. infelizmente. logo após. no “O Livro dos Médiuns”. desprezados. ressentindo-se. que nos chegam dos Amigos Espirituais envolvidos nessa atividade. Nada temos contra estes Espíritos. devem ser retirados. geralmente Pretos-Velhos.3 O choque anímico Se os Espíritos são sofredores. ministrando aos experimentadores conselhos e advertências que. relógios. porque não pode haver melhores diretrizes do que as que estão exaradas em “O Evangelho Segundo o Espiritismo” e nas obras subsidiárias da Doutrina Espírita. b) O toque no frontal geralmente com pressões é uma atitude de desconhecimento da estrutura fluídica (energética) dos centros de força a qual DISPENSA a força material. Diálogo e Fechamento . a eliminação dos objetos de uso e os adornos não têm uma implicação direta no efeito positivo ou negativo do passe. há necessidade de que os médiuns passistas retirem de seus braços. Expõe ele. portanto. 28. Há vícios que são resultantes da simbiose MÉDIUM-MENTOR-MÉDIUM. das pulseiras. são. Se se pretende adentrar em conselhos e orientações. anéis? Isto tem alguma implicação magnética. sentam-se para recebê-los de outros. Que pensar de tal prática? RAUL . Na aplicação dos passes. a princípio.Tal prática apenas indicam o pouco entendimento que têm as pessoas com relação ao que fazem. Caboclos. A verdadeira força a influenciar é a MENTAL. os adornos.

acionando o médium. . (“Nas Fronteiras da Loucura”) o qual ao ser ajustado ao equipamento mediúnico de Jonas passa pela seguinte situação: psiquicamente. porém. quis agredir o interlocutor. . desde que o perispírito daquele é o veículo pelo qual o desencarnado se utiliza dos recursos necessários à exteriorização dos sentimentos. aposta à comunicação XXXIV. que estranhou o que se passava. Obsidiando Julinda. enquanto que. de alguma forma. negam a condição de desencarnados pelo fascínio do materialismo. . mas não o logrou. acobertado por um grande nome. por sua vez. Os ditos obsessores apresentar-se-ão controlados e alguns deles haverão de se sensibilizar ante os exemplos que lhes possam ser passados. repetimos incessantemente: Estudai. . a sua era uma ação que ele provocava ao próprio falante.E onde me encontro? Que se pretende de mim? . se sentia parcialmente tolhido. Tomado pela crueldade que se lhe aninhara n’alma. após olhar em derredor. A presença de mistificadores não será habitual ocorrendo tão somente para nossa instrução e objetivando atender o doente no seu mal específico que é o hábito infeliz de burlar. assustado. o Espírito encarnado exerce vigilância sobre o comunicante. com os movimentos limitados e porque utilizando os recursos da mediunidade. no capítulo XXXI “Dissertações Espíritas”: Efetivamente a facilidade com que certas pessoas acolhem o que vem do mundo invisível. pensando na felicidade geral.indagara. por efeito de indução mental. Por isso mesmo. Os dementados e de mentes avassaladas por sevícias e profundas sugestões hipnóticas desfechadas por seus algozes vão a pouco e pouco se libertando. vivendo de novo o instante da desencarnação. observou Allan Kardec.4 As sessões práticas do espiritismo Desconhecem a sua condição de desencarnados por estarem confusos e iludidos com uma realidade inesperada. exercia influência sobre ele. o Instrutor despertou. Os amedrontados. Ricardo encolerizou-se. Vemos o exemplo do Espírito Ricardo quando buscava perseguir Julinda. o Espírito pareceu sentir-se em desconforto. onde todos nos preocupamos uns com os outros. não lhe permitindo exorbitar. Ricardo.O caro amigo está em casa. 28. imantado a um médium educado psiquicamente. o diálogo e as percepções ambientais que lhes sejam facultadas na reunião prepará-los-ão a fim de que os Amigos Espirituais. entretanto. parentes desencarnados ou mesmo os doutrinadores lentamente os esclareçam com relação à nova condição de vida. é que anima os Espíritos enganadores.respondeu o doutrinador.Visita-nos. Na mediunidade educada.Que faço aqui? . não se consegue senão com o auxílio da experiência adquirida mediante um estudo sério. Se. sem saber como. mesmo em estado sonambúlico. percebeu que acionava o corpo físico de que se utilizava. Todo o cuidado e atenção se devem aplicar em lhes frustrar os ardis. antes de praticar. as vibrações do encarnado que. Isto.123 A esse propósito. em nossa Casa de Oração. perseguidos por outros Espíritos se entregarão confiantes à proteção do grupo. recebia. pois que esse é o meio único de não adquirirdes a experiência à vossa custa. por mercê da vontade de Deus . em nota que se lê no fim daquele volume. Pensou em reagir e ouviu a própria voz pelos lábios do médium. Ao pensar em desvencilhar-se da incômoda situação. escamoteando a verdade e auto-hipnotizando-se a ponto de passarem a crer na própria ilusão que construíram serão conduzidos através do choque anímico a “re-morrerem”.

incoercivelmente. no problema Julinda-Ricardo. obtendo dele as informações que trazem o entendimento. coroa-se de bênçãos. Não temos. auxilia e dá suporte ao cliente para que elimine ou suavize a interferência de pensamentos. nos painéis da mente. o cliente consegue se liberar do controle que seu passado exerce na sua vida presente. indispensável a essas montagens. que se liberou. sensações físicas e comportamentos que lhe foram úteis no passado. enquanto o Mentor desprendia Ricardo. Ajuda o cliente a localizar no passado suas decisões básicas de vida. não se dando conta de como sequer retornava. Os trabalhadores da espiritualidade. Conforme nos ensina Hermínio Miranda. O terapeuta-guia. Os técnicos desencarnados limitam-se a manipular. para colhermos resultados futuros. no presente. Devemos salientar que tal técnica não deve ser confundida com as Terapias de Vidas Passadas aplicadas aos encarnados. a matéria-prima. ainda. e promove. o processo da autodescoberta lhe possibilita enfrentar as suas próprias imperfeições. no Livro “Terapia de Vidas Passadas”. os recursos necessários para desencadear o processo terapêutico. não condizem com sua forma de vida. diante de si. O Espírito vê. para desatar os laços que o prendem às suas angústias e ao seu alheamento. através do processo de re-decisão. com respeito e dignidade. resultando de plena retomada da sua ação/atitude mental diante das próprias escolhas. sob a força da imantação demorada a que se fixara. Quando os fatos retornam à consciência. A etapa inicial do nosso trabalho. de suas últimas e anteriores reencarnações despertando lembranças que jazem adormecidas. página 131: O terapeuta se vale das técnicas de que dispõe para conduzir o cliente ao passado. como o consciente se comunica com o inconsciente. os encarnados. Um dos mais comuns é o da projeção dos chamados “quadros fluídicos”. Não temos ainda um embasamento teórico consistente sobre como funciona a memória do inconsciente. uma mudança atual de comportamento. agem acordando as reminiscências. partindo na direção de Julinda. Ouçamos Hermínia Prado Godoy. como o médico que ministra um remédio amargo. em “Missionários da Luz”. Quando o Espírito amadurece. Sendo assim. o Espírito vê com clareza e objetividade. vários recursos são empregados. Que o Senhor abençoe nossos propósitos!”. Bezerra que acompanhava a tarefa sob controle. Quando se trabalha com regressão. pelos mentores espirituais dos grupos de desobsessão. 28. quando narra o trabalho de doutrinação junto a um ex-sacerdote desencarnado: . no seu livro “Diálogo com as Sombras”. Na regressão.5 A regressão de memória Levar o Espírito a recordar-se de fatos do seu passado. cenas vivas de seu passado. passou a aplicar passes no médium. entra-se num campo que ainda é muito desconhecido. justificado pela expectativa da cura de seu doente. encontra-se nos arquivos perispirituais do ser ali presente. sentimentos. André Luiz deixa-nos entrever tais processos. especialmente aquelas que constituem o núcleo de sua problemática. para obter dos companheiros desarvorados o mergulho necessário nas lembranças recalcadas. É evidente que as cenas não são criadas com a substância evanescente da fantasia. condições e conhecimentos para apreender a essência das técnicas empregadas para a obtenção das projeções. “Desejávamos produzir um choque anímico em nosso irmão. seja formando quadros fluídicos que evidenciam sua própria responsabilidade perante os fatos em que se proclamava inocente e vítima. a compreensão e explicação que justificam o padrão de vida que vem adotando.124 Compreendendo que mais nada poderia ser feito naquela conjuntura e inspirado por Dr. como se processa o estado alterado de consciência e nem como a hiperconsciência se relaciona com o inconsciente. mas que hoje. que relação existe com sua vida presente. fazendo esforço para vencer as suas más tendências e inclinações. que precisa ser dispersado. fatos esquecidos ou aparentemente esquecidos passam a ser conscientes.

Todo e qualquer pensamento não é mais que um fenômeno de memória que se resume no despertar ou no reproduzir de uma sensação anteriormente percebida.escreve ele. produzindo processos de profunda hipnose.suspensão das forças vitais(geral). para que os benfeitores de nossa esfera materializem provisoriamente certas imagens ou quadros. isto é SINTONIA e INDUÇÃO . 28. Hipnotismo sob o ponto de vista da sensibilidade: anestesia (insensibilidade) e hipertesia (sensação à distância). Hipnotismo sob o ponto de vista motor: (letargia . o que. para que a impressão se faça duradoura. Sugestão .3 Pensamento/vontade . catalepsia . táteis. 28. . me surpreendeu pelas características diferentes com que o trabalho era levado a efeito. Todo pensamento cria uma série de vibrações. inclusive as que fluíam abundantemente do organismo mediúnico. Hipnotismo sob o ponto de vista psíquico: considerável obinubilação da consciência e da vontade (bloqueio). 4..representa vigorosos recursos plásticos.Esse material . sonambulismo . 2.2 Terapia dos fenômenos hipnóticos Isto se dá por operação de “circuito fechado” . que são fenômenos psíquicos. devemos conhecer o seu mecanismo e utilização. inspiração . no capítulo 17 . 5. Chamamos deslocamento da sensibilidade.exteriorizando um rigoroso regime de ação e reação.1 Fenômenos hipnóticos 1. Emitindo uma idéia. na substância do corpo mental correspondente à natureza do mesmo pensamento. passamos a refletir as que se lhe assemelham se corporificando e tomando formas conforme a intensidade do pensamento. vários ajudantes de serviço . auditivas.6.absorção dos agentes mentais e emissão de ondas mentais com todas as potencialidades criadoras da ideação. e coletivo logo depois em que se reúne por grau de afinidade psíquica e vibram na mesma faixa pensamento. A sugestão é o fator principal da hipnose. faz-se necessário a obediência total ao magnetizador.6 Hipnose Vamos passar a analisar o processo de Hipnose como uma das Terapias de Socorro aos Espíritos.estado de independência e emancipação da alma. instigação. sobre si mesmo e o outro. 28. que se . imagens estas que são ao mesmo tempo sensações e são matérias primárias das operações intelecto-memória-raciocínio-imaginação. indispensáveis ao reavivamento da emotividade e da confiança nas almas infelizes. gustativas. O pensamento exterioriza-se e projeta-se formando imagens e sugestões. E ficam habilitadas as formas-pensamentos que lhe são sugeridas.6.suspensão das forças vitais(localizada).recolhiam as forças mentais emitidas pelos irmãos presentes. para tal.(ato ou efeito de sugerir). estímulo .ciência de atuar sobre o Espírito.catalepsia .contraturas).pensar/agir Fatores do comportamento individual a princípio.explicou o instrutor .. Seguem-se que a imaginação e a abstração dominam as manifestações do Espírito. Existem agregados de imagens visuais. Hipnotismo Vulgar . Quando benigno. 28.6. olfativas. Graus de Passividade: letargia . ajusta-se às leis que nos regem criando harmonia/ felicidade. 3.125 . embora não fosse novidade.

As idéias plasmadas e aceitas pelo psiquismo. o que ela não nos pode nem deve dar – a transgressão às leis divinas. porque o bem é um só. São fenômenos anímicos. . A mistificação consiste em o Espírito comunicante falsear a verdade. Alguns grupos mediúnicos exigem a manifestação dos Mentores Espirituais. aprofundamento das idéias expostas pelos Espíritos. 29 PROBLEMAS E SOLUÇÕES 29. é criar um estado de animismo nos médiuns que. 2) a ação sobre a matéria à distância (como a movimentação de objetos sem contato aparente). são os Mentores que. dizer-se o que não é. quando convém. 29. O meio mais simples de evitá-la: não pedir à prática mediúnica. bicorporeidade. Quem somos nós para exigir alguma coisa dos Mentores? Quando o trabalho está realmente dirigido. 3) a produção de formas (como aparições.1 Contradições e mistificações Para distinguir entre a contradição culposa ou por ignorância e a simples adaptação de conhecimentos e forma de expressão. porque a verdadeira finalidade do intercâmbio mediúnico é o melhoramento moral da Humanidade. facilitando a absorção das idéias superiores capazes de manter uma higiene psíquica/libertadora. materialização e ideoplastias em geral). se for sincero em seu trabalho. Isso é criação nossa. criam painéis delicados com imagens vitalizadoras.Exigir a manifestação do Mentor é inverter a ordem do trabalho. espontaneamente. porque está passando por um teste de humildade e perseverança. se condicionar o início do trabalho a incorporações dos chamados Espíritos-Guias. é preciso estudo cuidadoso e longo das comunicações. enquanto não ouçam as palavras sacramentais não se sentem inclinados a uma boa receptividade. os que relacionamos a seguir (desde que produzidos sem intervenção de outros espíritos): 1) a transmissão ou percepção de pensamentos e impressões à distância (como na telepatia). objetivando maior aproveitamento da própria experiência mediúnica. E se nos falta tempo ou capacidade para uma análise assim? Um meio há de evitar que a idéia contraditória do Espírito nos prejudique: fazer o bem e não o mal. se se reconhecer em erro. É isto necessário? DIVALDO . não deve se abater pelo acontecido. entre outros.126 despersonalizam e se nutrem reciprocamente. para declararem iniciados os trabalhos. Os espíritos protetores permitem a mistificação como advertência. pois que o meio-ambiente terá concorrido para o engano sofrido. Ocorre que. não é da Doutrina Espírita.2 Animismo Fenômeno Espírita é o produzido pela ação e manifestação dos espíritos. Chama-se mediúnico quando o manifestante utiliza um encarnado como seu intermediário. As idéias superiores condicionam a libertação e a regeneração. à relação com os Espíritos. o grupo não deve culpar apenas o médium. deve emendar-se para evitar novas mistificações. Fenômeno Anímico é o produzido pelo próprio espírito do encarnado. E o médium. o atendimento de interesses egoístas e mesquinhos. O Espiritismo oferece princípios de elevação da estrutura moral. se apressam em dar instruções iniciais. alerta e ensino aos participantes da reunião e seu dirigente. pretender enganar ao médium e ao grupo. Ocorrendo a mistificação.

até conseguir evitar o animismo. Será a comunicação de um encarnado e não de um desencarnado. se ocorrer.2. Devemos atender essa manifestação com a mesma disposição de ajudar e reequilibrar que temos para com os desencarnados sofredores. Neste caso. 22 de “Mecanismos da Mediunidade”.127 Quanto maior o grau de expansão do perispírito. catalogando-os e dando-lhes denominação especial. A manifestação anímica poderá ser: 1) como a de um espírito em sofrimento. psicografado por Francisco C. pode fixarse neles. 3) resultado de uma sugestão ou impressão. permanecerá em repouso ou êxtase. ao se comunicar animicamente. 2) como a de um espírito superior ao médium. Esse médium deve ser orientado e corrigido. a Parapsicologia também os estuda (como percepção e ação extra-sensorial) e faz a sua classificação dos fenômenos. 2) falta “presença” de espíritos junto ao médium (ele age de si mesmo). o fará como um espírito em sofrimento.2. o médium adentra o seu próprio mundo íntimo e dá manifestação. Xavier). Podemos verificar se uma produção é anímica: fazendo análise das comunicações. de André Luiz. se quiser trabalhar como verdadeiro médium (intermediário de outros espíritos). o corpo do comunicante. Charles Richet. desta ou de encarnações passadas (em que ele mesmo se fixou ou entidades adversárias o fixaram). suas comunicações anímicas demonstrarão as possibilidades maiores de que ele desfruta na condição de espírito livre. ainda que o faça de modo diferente do seu normal. O médium anímico que se sugestione pela idéia de ser intérprete de espíritos elevados. mais expressivo pode ser o fenômeno anímico. o médium. o criador da Metapsíquica. manifestando-se através dela. foi estudioso dos fenômenos anímicos. Podemos aproveitar essa produção. porque o espírito do médium desfruta de maior liberdade em relação ao corpo. de si mesmo. Mas não está sob a influência de outro espírito. usando a percepção . falando melhor e sabendo mais do que normalmente. o espírito encarnado pode influenciar outra pessoa e usá-la como médium. no transe tentará produzir falas grandiloqüentes e atos grandiosos. 29. Tendo a mente fixada em situações aflitivas íntimas. Comunicações anímicas Em vez de entrar em transe mediúnico. OBS. perto ou longe. o médium recupera a posse de seus conhecimentos espirituais (que estão esmaecidos pela influência do corpo físico). mas o médium deve ser orientado e ajudado para que não se vicie nessa produção anímica. retomando o exercício mais pleno de suas faculdades (que o organismo físico vela). Atualmente. fala e age por si mesmo. em vez de produzir mediunicamente. 29.1 Animismo e mediunidade Comunicações de vivos Em desdobramento. E não se trata de fraude (não finge nem quer enganar). Se algum assunto o impressionou ou lhe agrada.: Durante essa manifestação. (Vide Cap. Ao se desdobrar.2 Como reconhecer a produção anímica? Na produção anímica: 1) há repetição dos estados e personalidades apresentados pelo médium (o comunicante é sempre o mesmo: o próprio médium).

a completa ignorância do problema da morte em que foram mantidas ou conseqüências do passado reencarnatório em que abandonaram as crianças ao léu ou mesmo que as mataram. o doutrinador não deve deixar-se levar por essa aparência. O mesmo acontece com espíritos que se manifestam como debilóides ou loucos. sendo facilmente identificáveis como tal. mas que. Quando esses espíritos se queixam de frio. pois entregam-se comodamente a lei de inércia. Essas mesmas situações chocantes representam socorro ao espírito para despertar-lhes a piedade que não tiveram em vida. pois estão simplesmente tentando fugir . Trata-se a entidade como se ela estivesse doente e não desencarnada. Muitas vezes são crianças. o que depende apenas de esclarecimento doutrinário. A reação moral da lei de causa e efeito as obriga a passar pelas mesmas condições a que submeteram outros seres em vida anterior. pondo às vezes. pois parecem desamparadas. a verdade é que essas crianças estão assistidas. com mãos geladas. Esses espíritos. é porque estão ligados mentalmente ao cadáver. mas doutrinar o espírito para que ele retome com mais facilidade a sua posição natural de adulto. Quanto às manifestações de crianças que são consideradas como espíritos pertencentes a legiões infantis de socorro e ajuda.3 Os recém-desencarnados Vejamos a opinião abalizada de José Herculano Pires: As manifestações de espíritos recém desencarnados ocorrem com freqüência nas sessões destinadas ao socorro espiritual. prejudicam a sua própria e necessária reintegração na vida espiritual de maneira normal. desviando-lhes a atenção para o campo espiritual. Se o doutrinador lhes disser cruamente que morreram ficam mais assustados e confusos. As correntes de crianças que se manifestam nas linhas de Umbanda e outras formas do mediunismo popular são formadas por espíritos que já estão capazes de ser encaminhados como espíritos adultos no plano espiritual. Em poucos instantes a própria entidade percebe que já passou pela morte e que está amparada por familiares e espíritos que procuram ajudá-la. embora sem intenções malévolas. querendo continuar indefinidamente como eram na sua encarnação já finda. Tratados com amor e compreensão. Nos casos de crianças desamparadas que chamam pela mãe o quadro é tocante. favorecendo a sua percepção dos espíritos bons que a cercam.128 fluídica. Ninguém fica ao desamparo depois da morte. O fato de não perceberem a assistência decorre de motivos diversos: a incapacidade de compreender por si mesmas a situação. O doutrinador não pode aceitá-los como se apresentam. nessas ocasiões. ao mesmo tempo. 29. o médium a tremer. os desviam de suas obrigações de após-morte. usando a vidência. emocionando as pessoas sensíveis. fazendo-os pensar em Jesus e pedir o socorro do seu espírito protetor. Se lhes dermos atenção. É necessário cortar a ligação negativa. Precisam ser chamados à razão. O doutrinador deve lembrar. o que provoca estranheza. Ocorre o mesmo no caso de espíritos que se manifestam em condições larvares ou animalescas. Mas. Revelam logo o seu estado de angústia ou confusão. parcial (quando o médium mistura parte de seus pensamentos e sentimentos com os do espírito comunicante). Muda-se a situação mental e emocional. esses espíritos logo percebem a presença de entidades que na verdade já a socorriam e a levaram à sessão para facilitarem a sua percepção do socorro espiritual. entregando-se a simulações que. O animismo poderá ser: total (quando tudo procede da alma do médium). continuarão a manifestar-se dessa maneira. apegados à forma carnal em que morreram(como crianças) entregam-se a fantasias e ilusões que lhes são agradáveis. que o Mundo Espiritual é perfeitamente organizado e que essas provas de resgate e ensino passam rapidamente.

a mais importante da vida. para explorar a boa fé do público e se auto-promoverem. são mais facilmente imitáveis pela prestidigitação.4 Informação sobre a morte Vejamos Divaldo Franco na questão 62 do seu Livro “Diretrizes de Segurança”: No atendimento a Espíritos sofredores. na perseverança de seu trabalho. sem o estímulo de interesse material ou de satisfação do amor próprio. fazer o comunicante conhecer a sua condição espiritual? DIVALDO . ou a qualquer momento. afirmam poder produzir este ou aquele fenômeno. Dizer-se a alguém que deixou a família na Terra e foi colhido numa circunstância trágica. e não para serem fixados em suas fantasias. Os espíritos que os protegem recorrem ao ambiente mediúnico para que eles possam ser mais facilmente chamados à realidade.129 às suas responsabilidades através de ardis a que se apegam e com os quais muitas vezes se divertem. porque é muito fácil dizer a alguém que está em perturbação: você já morreu! É muito difícil escutar-se esta frase e recebê-la serenamente. como o é a da morte. porque os espíritos bons não estão à disposição dos nossos caprichos e nem mesmo os espíritos mistificadores gostam de ser explorados pelos médiuns. atraem as multidões. por que. ulcerações da alma. somente quando o Espírito possa receber a notícia com a necessária serenidade. Gozando do seu livre arbítrio. A melhor garantia de veracidade nas comunicações mediúnicas está na moralidade reconhecida dos médiuns. Considerando-se que a terapêutica moderna. consolá-la.Há que perguntar-se. será perturbá-lo. anos a fio. graças às condições humanas em que mergulham no fluído mediúnico das sessões. ao passarem pela morte. antes de mais nada. participar da sua dor. e. mas os fenômenos que mais se prestam a fraudes são os de efeitos físicos. Deve-se entrar em contato com a Entidade. que aquilo é a morte. esclarecer-lhe que já ocorreu o fenômeno da morte. têm o dever de reintegrar-se na posse da sua consciência e dos seus deveres. dizer simplesmente que o comunicante já desencarnou. quem de nós está em condições de receber uma notícia. 29. objetiva sempre libertar o homem de quaisquer traumas e não lhe criar novos. às vezes. oferecendo mais “produtividade financeira”. na oportunidade que se faça lógica e própria. a fim de que disso retire o proveito indispensável à sua paz.5 Charlatanismo e embuste Charlatões e embusteiros (médiuns ou não) podem simular fenômenos mediúnicos. os Guias também poderiam fazê-lo. entregam-se a ilusões. categoricamente. porque: impressionam mais à vista do que à inteligência. com a serenidade que seria de esperar? Não podemos ter a presunção de fazer o que a Divindade tem paciência no realizar. As manifestações inteligentes também podem ser limitadas. Essa questão de esclarecer o Espírito no primeiro encontro é um ato de invigilância. o doutrinador deve. apegados a condições que lhes parecem favoráveis para viverem à vontade. principalmente no capítulo das psicoterapias. a fim de evitar-lhe choques. 29. necessita de habilidade e carinho. Do contrário. preparando primeiro o ouvinte. a de consolar porque. prejudicá-lo gravemente. Convém estar de sobreaviso com os médiuns que. em dias e horas determinados. de leviandade. criando embaraços para os Mentores Espirituais. e. mas. . na Vida Espiritual se deverá usar uma metodologia diferente? A nossa tarefa não é a de dizer verdades. Todos os espíritos. mas.

Não violentar. a fim de auxiliar o ajuste dos campos do Comunicante e do Médium. Em todos os casos. quando sob a ação dos espíritos. da sua pessoa para “outros” usarem. Há razões muitas vezes seculares para que o médium receie não propriamente a mediunidade (pois geralmente ele não conhece em detalhes). Médiuns novatos costumam apresentar condicionamentos e viciações na manifestação mediúnica. por processo de auto-indução levantar para dar passes (geralmente com grandes gesticulações) sem que o Dirigente o tenha chamado. estabelecendo clima real de “vontade e aceitação” com o que irá produzir comunicações completas e bem permeáveis.a Mediunidade com JESUS. Alguns cuidados recomendados: a) Evite a todo custo afirmações tipo “É Animismo”. Para se aperceber disso. ou seja. geralmente) e tratará de estimular com imposição das mãos a certa distância. os médiuns iniciantes penderem o corpo para frente. objetivas. Excessos demonstrativos da influenciação Certos médiuns fazem gestos. etc. Informar Kardec e JESUS. tenderem a ir ao chão. Isso é tudo. b) Os médiuns costumam apresentar sinais de APROXIMAÇÃO DO COMUNICANTE sem no entanto ocorrer o ENVOLVIMENTO e COMUNICAÇÃO. o melhor a fazer é procurar a primeira oportunidade de conversar sobre a Mediunidade com JESUS com o mesmo. porém. seguras. É EDUCAÇÃO. porque não foram bem orientados na fase de desenvolvimento de sua faculdade. etc. “Você não está bem”. Não forçar. Se o médium cai (o que é viável nas comunicações de obsessores) ampara para que não se fira. quem “falou” que disse. amparar sem segurar (maioria dos casos) e conscientizar falando com o Espírito (que o médium geralmente ouvirá) para tomar a posição normal de sentar. médiuns antigos também os apresentam. passes longitudinais ativadores ou calmantes (na dúvida impõe as mãos e ora mentalmente) e depois chama-lhe pelo nome para que haja aprendizado e segurança por parte do médium. senta ao lado e pede que se envolva mentalmente com o novato que a equipe espiritual auxiliará na transferência da comunicação para este. atende com doutrinação. mas esclarecer e dar opções de trabalho nos quais o médium sirva com alegria o que ajudará sem dúvida para dar confiança ao mesmo num retorno à prática agora com mais autoconfiança.130 29. c) É comum. conseguindo com isso expandir a mente. e) É comum o médium querer saber o que se passou. etc. Ninguém inicia “PRONTO”. porque ainda têm pouco esclarecimento doutrinário. . para o lado. Nunca forçar. Às vezes. mas apoiar. d) Se o médium demonstra medo.6 Médiuns iniciantes Cabe ao Doutrinador dar-lhes atenção específica. zelando para que o mesmo adquira autoconfiança. Se tentarmos manter o médium sempre sustentado (como muletas) ele tende a se viciar e não mais confiará em dar comunicações sem os “Anjos da Guarda Encarnados” do seu lado. Dá passe dispersivo. evitar apenas que o mesmo se fira. . mas a entrega do seu corpo. o Doutrinador aguçará sua percepção psíquica (intuição. Caso não ocorra a comunicação. Ao Doutrinador cabe sempre ser DISCRETO sobre o médium e sobre os Espíritos e suas comunicações. Deve-se reconduzir o médium à consciência da Educação gradual com maneiras Evangélicas. “Você está obsidiado”. colocando a mão esquerda atrás da cabeça e a direita na frente durante alguns segundos. É Prudência Evangélica conscientizar com Amor. É prudente não estimular nenhum destes sintomas na fase inicial. Você pode estar inibindo uma grande oportunidade de soerguimento espiritual . etc. não insistir. ou então haver as “COMUNICAÇÕES DO MENTOR” ou o mesmo começar a “VER” o ambiente ou “SENTIR” os males dos outros. para o desligamento do comunicante ou chama outro médium já educado. trejeitos e ruídos vocais excessivos. f) Ocorre muitas vezes ao médium. .

quando não cria a figura do famigerado “MÉDIUM PRINCIPAL” . Voltando o médium para seu estado “natural”. apenas com as características peculiares a cada espírito manifestante. Para evitar condicionamentos e viciações como esses. Entretanto. etc. O fenômeno mediúnico ficará. trejeitos. perfeitamente natural. com a aproximação do espírito os seus fluídos se combinam com os do médium. auxílio a momentos de desencarne (muitas vezes em grupo). assobios. com a educação mediúnica. certamente ocorrerão por amparo dos amigos espirituais que nos assistem por vias as mais diversas. Haverá casos em que o médium apresenta sinais de receio em prosseguir ou mesmo de iniciar o processo. orar e acalmar o médium pedindo auxílio do alto para melhor resolver a situação. Temos que exercer a fé raciocinada. Como demonstra o médium que está sob a influência espiritual? Simplesmente dando início à comunicação (se ela for oportuna e dentro do esquema normal da reunião). medo. dores. voz entrecortada e soturna ou gritada. Orar e Vigiar! Esta é a melhor postura.geralmente a principal vítima dos Espíritos mistificadores. se tiverem de vir. é desnecessário. calor. Ótimo quando o fazem com humildade e certeza de que estamos todos aprendendo. A prática de aconselhamentos a certos “Mentores” dos médiuns tem causado sérias MISTIFICAÇÕES e FRAUDES. gagueiras.) De fato.9 Doutrinador e vaidade Algumas pessoas se sentem amplamente “realizadas” quando encontram tarefas de Doutrinação. ansiedade. sim. que autorizará ou não que dê passividade.8 Doutrinador e consultas Caberá a todo praticante espírita evitar as “CONSULÊNCIAS” aos Mentores nas reuniões. 29. Nestes casos. os conselhos. serenidade e ser sincero em tudo que fizer. então. guardar respeito íntimo. colocar em prática o que já lhe foi ensinado. porém. Entretanto. etc.7 Médium de desdobramento Caberá ao Doutrinador ir acompanhando as descrições do médium desdobrado e mantê-lo seguro. ruídos vocais importunos e excessivos (assopros. Espíritos dementados. 29. Tudo isso. Os alertas.131 Por que o médium age assim? sente percepções e sensações diferentes com a aproximação do espírito e não sabe como reagir a elas ou como controlá-las. há aqueles que já se . quer demonstrar que não é ele quem está se manifestando e. 29. pancadas. e este pode ter percepções diferentes e sensação de frio. confiante no amparo dos mentores desencarnados. tremores. apoio às caravanas desencarnadas no trato com obsessores. a orientação doutrinária espírita que já recebeu. a recém-desencarnados. quer fazer o dirigente notar que está envolvido pelo espírito e em fase de manifestação. contrações musculares bruscas. ou dizendo-o aos dirigentes. Um médium bem esclarecido e experiente não apresenta movimentos desordenados e insistentes (gestos. etc). o espírito. O amparo se fará com estímulos magnéticos ou com o simples abandono do desdobramento. aprendeu imitando outros médiuns considerados “desenvolvidos” e que assim procediam. chiados. sempre dirigindo as possíveis perguntas para o exercício da caridade a exemplo da assistência a doentes (encarnados ou não). o médium não reagirá com espalhafato e controlará suas emoções e atitudes. o médium deve: acolher com simpatia as observações do dirigente da reunião. gemidos.

S. É A VIDA E SUAS RELATIVIDADES. Estão mais para pseudo-sábios do que para reais auxiliares da vida.Hermínia Prado Godoy 29. b) Não mais estudam (ou nunca estudaram) as diversas nuances dos processos mediúnicos e da psique humana.Ed. Passe e Doutrinação . caem em rotinas antidoutrinárias. pois já tem muitas “obrigações”.Cap.Alexandre Aksakof . Todo o trabalho para expressar-se em eficiência e segurança reclama disciplina. são almas carentes e que precisam evidenciar “poder e mando” em si para sentirem-se seguros. XXIII Nas Fronteiras da Loucura .Manoel P.Cap. Obsessão.Allan Kardec . IV Animismo ou Espiritismo? .LEAL Nos Domínios da Mediunidade .Cap. Franco . Estes. 77 à 81 . C.J. de Miranda e Divaldo Franco .Cap.Cap.Ed. Terapia de Vidas Passadas .132 sentem “DOUTORES” no assunto e.Edit. e) Costumam conversar com os Espíritos de forma acintosa evidenciando a “distância espiritual” que os separa. tais: a) Não receiam em rapidamente dar o diagnóstico da situação psicológica do Espírito.FEB Diretrizes de Segurança .2ª Parte. XXIII .Págs. XXII O Livro dos Médiuns .Ernesto Bozzano . na verdade. mas sob qualquer ameaça dos comunicantes tremem de medo e buscam “amparo” dos Mentores para chegar em casa em Paz e lhes dar “proteção” até a próxima semana.Hermínio C. É descaridade dupla: com os desencarnados e com os encarnados.10 Orientações finais Interromper as manifestações mediúnicas no horário de transmissões do passe curativo. Bibliografia: Animismo e Espiritismo .Caps. na hora prevista para aplicação do passe.I. 3 – Leal Diálogo com as Sombras ..Cap.André Luiz . IV ..Cap.Divaldo P.Cap.Espírito Erasmo .Cap. VII . Disciplina é alma da eficiência.Divaldo P. André Luiz Os médiuns passistas não deverão atender a pedidos de orientação ou consultas formuladas pelos enfermos. f) Adoram falar dos casos atendidos como se mestres fossem.Cap. Franco/Raul Teixeira . Realmente nesses casos.Editora LAR do ABEC Mecanismo da Mediunidade . Paidéia Pequeno Manual dos Médiuns .Cap. I a IV Apostila de Reciclagem S/Passes 1ª Folha – GFLM 88 Depois da Vida . Chico Xavier . c) Costumam se “cansar” rapidamente do diálogo e procuram empurrar a tarefa para outros. estão precisando ser Doutrinados e não “estar” como Doutrinadores. friamente numa atitude muito mais de presunção que de estudo e observação. Miranda . Cifrater Estudando a Mediunidade . XXVI Estudos sobre a Mediunidade .Martins Peralva . 25/26 . JAMAIS PRAZER e SERVIÇO com o CRISTO!. V .E. sem que percebam. 18 . d) Não são voluntários para outras atividades na Casa Espírita.André Luiz . g) Verdadeiramente. tolerar o diálogo fraterno é OBRIGAÇÃO. Herculano Pires .

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful