CB 1

CONDENSADORES E BOBINAS
INTRODUÇÃO À NOÇÃO DE CAMPO
Campo gravítico • vector campo gravítico: g =

v

r Fgravítica

m

r r Fgravítica = m g • força gravítica:

(dimensões de uma aceleração)

r r F = m a )) (caso particular da 2ª lei de Newton (

r r m m F m2 = G 1 2 2 ( − u r ) • lei da gravitação de Newton: d relação causa → efeito:

r r m1 g = G 2 ( − ur ) m1 cria o campo gravítico d
m2 sofre as consequências desse campo ficando sob a acção da força Em • • •

r r Fm2 = m2 g

conclusão, um campo gravítico é: criado por massas exerce forças sobre massas corresponde a energia armazenada potencial gravítica)

(energia

Vítor Meireles

CB 2

Campo eléctrico

r r FE • vector campo eléctrico: E = q r r • força eléctrica: FE = q E

r 1 q1 q 2 r ur F q2 = • lei de Coulomb: 4π ε d2
permitividade dieléctrica (ε ) ε0 = 8,85×10−12 F/m ε = εr × ε0 (εr>1) relação causa → efeito:

r 1 q1 r E= ur q1 cria o campo eléctrico 4π ε d2
q2 sofre as consequências desse campo ficando

sob a acção da força Em • • •

r r Fq2 = q 2 E

conclusão, um campo eléctrico é: criado por cargas eléctricas exerce forças sobre cargas eléctricas corresponde a energia eléctrica armazenada campo ⇔ energia armazenada

Campo magnético • força de Laplace • relação causa → efeito Em conclusão, um campo magnético é: • criado por correntes eléctricas • exerce forças sobre correntes eléctricas • corresponde a energia magnética armazenada
E. A. 7.1.

Vítor Meireles

CB 3 LINHAS DE FORÇA São visualizadas pelas trajectórias de cargas teste: • de pequeno valor (para não alterarem as propriedades do campo) • tem que haver um dispositivo que limite a sua velocidade (trajectórias com a direcção da força instantânea aplicada) As linhas de força não existem no interior dos condutores têm um início e um fim A intensidade do campo é dada pela densidade de linhas de força Vítor Meireles .

CB 4 INFLUÊNCIA ELECTROSTÁTICA carregar electricamente um condutor por influência electrostática influência electrostática parcial influência electrostática total Vítor Meireles .

CB 5 CONDENSADOR armaduras Capacidade: C= Q V = const . símbolo: ruptura dieléctrica 1C 1F = unidades: farad (F): 1V microfarad(1 μF=10−6 F) nanofarad(1 nF= =10−9 F) picofarad(1 pF=10−12 F) condensador plano C =ε S d efeito dos bordos cond. electrolítico Vítor Meireles .

CB 6 CARGA DE UM CONDENSADOR E = R i(t) + vC (t) dq(t) i(t) = dt vC (t) = q(t) C i(t) e vC(t) têm o mesmo sentido ⇒ ⇒ C comporta-se como um elemento passivo Substituindo obtemos uma equação diferencial de 1ª ordem de coeficientes constantes: E=R dq(t) q(t) + dt C ⇒ dq(t) 1 E + q(t) = dt RC R Solução: i(t) = dq(t) E e −t τ = R dt vC(t) = E − R i(t) = E − R E e −t τ = E (1− e−t τ ) R constante de tempo: τ =RC unidade da constante de tempo: uτ = Ω × F = V C A×s × = =s A V A Vítor Meireles .

CB 7 Significado físico da constante de tempo: • tempo que demoraria a carga com velocidade constantemente igual à velocidade inicial: dvC (t) 1 −t = E ( e τ) dt τ ⇒ dv C (t) E = dt t =0 τ • tempo ao fim do qual a tensão já atingiu 63.368 R R carga completa: 5τ ( erro < 1%) Vítor Meireles .2% do seu valor final ( V f = E ): vC (τ ) = E (1 − e −1 ) = E (1 − 0.632 E ou tempo ao fim do qual a corrente já desceu para E 36.368) = 0.8% do seu valor inicial ( I i = ): R i(τ ) = E −1 E e = 0.

CB 8 Condensador com carga inicial: E − Vi −t τ −t −t i(t) = e vC (t) = Vi + ( E − Vi )(1 − e τ ) = E − ( E − Vi ) e τ R Energia armazenada num condensador dW = vC dq 2 1 1 Qf 1 W = Qf Vf = = C V f2 2 2 C 2 ( W = ∫ dW = ∫0 vC dq = ∫0 Qf Qf q 1 dq = C C ∫ Qf 0 2 1 Qf q dq = 2 C ) DESCARGA DE UM CONDENSADOR vC (t) = R i(t) q(t) vC (t) = C dq(t) i(t) = dt i(t) e vC(t) têm sentidos opostos ⇒ ⇒ C comporta-se como um elemento activo Substituindo obtemos uma equação diferencial de 1ª ordem de coeficientes constantes: q(t) dq(t) =R C dt ⇒ dq(t) 1 − q(t) = 0 dt RC ⇒ com a mesma definição de constante de tempo ( τ = R C ): dq(t) 1 − q(t) = 0 dt τ Vítor Meireles .

A.2. Vítor Meireles .CB 9 Solução: i(t) = Vi −t τ e R −t τ vC(t) = R i(t) = Vi e descarga completa: 5τ ( erro < 1%) E. 7.

E EM C. Vítor Meireles . A.3. 7.CB 10 CONDENSADORES EM C.C. CAPACIDADE EQUIVALENTE A UMA ASSOCIAÇÃO DE CONDENSADORES Capacidade equivalente (regime permanente): para a mesma tensão a mesma carga Associação em paralelo Q1 = C1 V Q2 = C2 V Q = Q1 + Q2 = C1 V + C2 V = (C1 + C2) V Ceq = Q = V C1 + C2 Associação em série Q C1 Q V2 = C2 V1 = V = V1 + V2 = Q Q 1 1 + =( + )Q C1 C 2 C1 C 2 Ceq = 1 Q = 1 1 ou V + C1 C 2 1 1 1 = + Ceq C1 C2 condensador real E.A.

4.CB 11 CAMPO MAGNÉTICO força magnética como relação causa → efeito: causa: vector indução magnética r r r μ q1 v1 ∧ u r B1 = 4π r2 permeabilidade magnética μ0 = 4 π × 10−7 H/m μ = μr × μ0. A. Vítor Meireles . 7. diamagnetismo paramagnetismo ferromagnetismo efeito: força de Lorentz r r r F2 = q 2 v2 ∧ B1 regra da mão direita unidades de indução magnética: 1N 1T = tesla (T): m 1 C ×1 s −4 gauss (G): 1 G = 10 T expressão global da força magnética : r r r μ q1 q2 r [v2 ∧ (v1 ∧ u r )] F2 = 4 π r2 E.

CB 12 indução magnética movimento: criada por cada carga em v indução criada por cada elemento de corrente ( I dl ): r r r como n S dl1 q v1 = q n S v1 dl1 = I 1 dl1 lei elementar de Biot e Savart: r r r μ q v1 ∧ u r B1 = 4π r2 r r r μ n S dl1 q v1 ∧ u r n S dl1 B1 = 4π r2 r r r μ I 1 dl1 ∧ u r dB1 = 4π r2 indução magnética criada por C1 no ponto P: r r r μ I 1 dl1 ∧ u r B1 = C1 4 π r2 ∫ força elementar de Laplace: r r r dF2 = I 2 dl 2 ∧ B1 força de Laplace total sofrida por C2: r F2 = ∫ C2 r r I 2 dl 2 ∧ B1 força magnética exercida pelo circuito C1 sobre o circuito eléctrico C2: r r r r dl1 ∧ u r μ F2 = I1 I 2 dl 2 ∧ C2 C1 4π r2 ∫ ∫ Vítor Meireles .

CB 13 Caso particular: força por unidade de comprimento entre dois condutores rectilíneos. infinitos e paralelos: r r |F1| |F2| μ I1 I 2 = = l l 2π D linhas de força do campo fechadas: não existem “massas” (monopolos magnéticos) magnéticas condutor rectílineo espira íman Vítor Meireles .

CB 14 FLUXO MAGNÉTICO φ = ∫∫ S r r B|ds fluxo através de uma superfície plana colocada perpendicularmente às linhas de força de um campo magnético uniforme: φ=BS unidade de fluxo magnético: webber (Wb): 1 Wb=1 T × 1 m2 CAMPO MAGNÉTICO NUMA BOBINA Símbolo: Vítor Meireles .

CB 15 bobina real bobina ideal intensidade da indução magnética no interior de uma bobina ideal: B=μ N I l fluxo magnético ligado a uma bobina ideal: φ = B S total N2 =B N S =μ SI l Vítor Meireles .

m. é criada qualquer que seja a causa da variação do fluxo: variação da corrente eléctrica ou da posição dos circuitos eléctricos que criam o campo magnético / movimento de ímans permanentes / movimento do próprio circuito onde é induzida a f.m.e. térmicas) Vítor Meireles . / variação da área da superfície definida pelo circuito. Criação de uma corrente induzida com a ajuda de um íman princípio de funcionamento das centrais eléctricas (hídricas.e.CB 16 LEI DE FARADAY campo electromagnético fluxo através do (ou ligado ao) circuito indução electromagnética lei de Faraday lei de Lenz e=− dφ dt f.

5. 1H = 1V A 1 s Vítor Meireles .m.e. A. 7. de auto-indução e=− dφ dt coeficiente de auto-indução φ =Li dφ − L di e = − dt = dt bobina ideal N2 φ =μ Si l ⇒ N2 L= =μ S i l φ unidade do coeficiente de auto-indução: henry (H) 1 Wb 1H = 1 A ou E.CB 17 AUTO-INDUÇÃO f.

CB 18 INDUÇÃO MÚTUA acoplamento magnético: • total • parcial Vítor Meireles .

CB 19 d φ1 ⎧ e1 = − ⎪ ⎪→ dt ⎨ d φ2 ⎪e2 = − ⎪← dt ⎩ ⎧φ1 = L1 i1 − M i2 ⎪→ ⎨φ = − M i + L i 2 1 2 2 ⎪← ⎩ coeficiente de indução mútua bobinas ideais: N1 • L1 = μ l S 1 1 2 N L2 = μ 2 S 2 • l2 2 N × N2 N × N1 M =μ 1 S 1= μ 2 S2 • l1 l2 d i1 d i2 ⎧ +M e1 = − L1 ⎪ ⎪→ dt dt ⎨ d i1 d i2 ⎪e2 = M − L2 ⎪← dt dt ⎩ se S1 S 2 = l1 l2 d i2 d i1 ⎧ −M v1 = L1 ⎪ ⎪→ dt dt ⎨ d i2 d i1 ⎪v 2 = − M + L2 ⎪← dt dt ⎩ Vítor Meireles .

CB 20 TRANSFORMADORES enrolamentos: • primário • secundário símbolo: transformador ideal (rendimento η = 100%) PP = PS ⇒ VP IP = VS IS φP = φS supondo SP = SS = S dφ d (B S N S ) ⎧ VS = S = ⎪ ⎪ dt dt ⎨ dφ d (B S N P ) ⎪VP = P = ⎪ dt dt ⎩ ⇒ VS N S = VP N P IS NP = IP NS como VP IP = VS IS ⇒ Se NS < NP baixa a tensão (e aumenta a corrente). Se NS > NP eleva a tensão (e diminui a corrente). E. 7. Vítor Meireles .6. A.

CB 21 ESTABELECIMENTO DE UMA CORRENTE NUMA BOBINA (CARGA DE UMA BOBINA) E = R’ i’ ⇒ i’ atinge instantaneamente o valor final ( R ' ) E E = R i(t) + v L(t) com v L(t) = L ⇒ dt i vai variar no tempo até atingir di(t) E o valor final ( R ): E = R i(t) + L di(t) dt i(t) e vL(t) têm o mesmo sentido ⇒ ⇒ L comporta-se como um elemento passivo i(t) + L di(t) E = R dt R constante de tempo L τ= R de 1ª ordem de solução da equação diferencial coeficientes constantes: i(t) = −t E (1 − e τ ) R vL(t) = di(t) E 1 −t E R −t τ L = L ( e τ) = L e = dt R τ R L Ee −t τ V unidade de τ: uτ = H As = =s Ω V A Vítor Meireles .

8% do seu valor inicial: v L(τ) = E e −1 = 0.CB 22 Significado físico da constante de tempo: • tempo que demoraria i(t) a atingir o seu valor final E se a velocidade de variação fosse ( ) R constantemente igual à velocidade inicial: di(t) E 1 −t τ = ( e ) dt R τ ⇒ E di(t) = R dt t =0 τ • tempo ao fim do qual a corrente i(t) já atingiu 63.2% do seu valor final: i(τ) = E E E (1 − e −1 ) = (1 − 0.368 E tempo do fenómeno transitório: 5τ (erro < 1%) Vítor Meireles .632 R R R ou o tempo ao fim do qual a tensão na bobina já desceu para 36.368) = 0.

CB 23 Energia armazenada numa bobina −t τ −t τ − 2t E E 2 −t τ p(t) = i(t) × v L(t) = (1 − e ) E e = (e − e τ ) R R = i(t) L dW = p(t) dt di(t) di(t) = L i(t) dt dt W = dW = ∫ ∫ ∞ 0 p(t) dt = ∫ ∞ 0 di L i dt = dt ∫ If 0 f 1 ⎡1 ⎤ L i di = ⎢ L i 2 ⎥ = L I 2 f 2 ⎣2 ⎦0 I INTERRUPÇÃO DE UMA CORRENTE NUMA BOBINA (DESCARGA DE UMA BOBINA) i’ passa instantaneamente do valor E E R ' (↓) para o valor R (↑) i não pode instantâneos: sofrer saltos R i(t) − v L (t) + R ' i(t) = 0 ( R + R ' ) i(t) + L i(t) + τ= di(t) =0 dt i(t) e vL(t) têm sentidos opostos ⇒ ⇒ L comporta-se como um elemento activo L di(t) =0 R + R ' dt L L = com o mesmo significado físico R + R ' Rtotal i(t) + τ di(t) =0 dt Vítor Meireles .

7. A.CB 24 solução da equação diferencial de primeira ordem de coeficientes constantes: i(t) = E −t τ e R R + R ' −t τ e = R L vL(t) = − L d i(t) = − L E (− 1 ) e −t τ = L E dt R τ E R + R' −t τ e R tempo de anulação da corrente: 5τ (erro < 1%) E. Vítor Meireles . 7.

CB 25 BOBINAS EM CIRCUITOS DE CORRENTE CONTÍNUA E DE CORRENTE ALTERNADA COEFICIENTE DE AUTO-INDUÇÃO EQUIVALENTE A UMA ASSOCIAÇÃO DE BOBINAS Associação em série v1 = L1 di dt v2 = L2 di dt v = v1 + v2 = L1 di di di + L2 = ( L1 + L2 ) dt dt dt Leq = v di dt = L1 + L2 Associação em paralelo di1 v di2 v = = dt L2 dt L1 di di1 di2 v v 1 1 = + = + =( + )v dt dt dt L1 L2 L1 L2 Leq = v di dt = 1 1 + L1 1 L2 ou 1 1 1 = + Leq L1 L2 bobina real: R fio = ρ l fio S fio ≅ρ Nπ D 2 π r fio Vítor Meireles .