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Laboratório de Eletrônica 1 – 1/2012 - Turmas B e C Prof. Edgar Amaya - eamaya@unb.

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Experimento 01:
FAMILIARIZAÇÃO COM OS EQUIPAMENTOS

1) Objetivos A idéia deste experimento é se familiarizar com todos os equipamentos disponíveis na bancada – o osciloscópio, a fonte DC, o multímetro e o gerador de funções. Além disso, vamos fazer uma revisão das boas práticas laboratoriais e praticar a identificação de resistores e capacitores. resis 2) Introdução Teórica a. Os equipamentos A bancada do laboratório está equipada com os equipamentos mais importantes para eletrônica – o osciloscópio, o multímetro, a fonte DC e o gerador de funções. Com estes equipamentos e componentes (ativos e passivos), podemos fazer a montagem e aferir o (ativos funcionamento de quase todos os projetos eletrônicos. O osciloscópio é o instrumento mais útil e versátil do laboratório. Sua principal função é extremamente importante – ele nos permite “ver” as tensões como uma função do tensõ tempo. Além disso, podemos fazer medições no tempo (freqüência, período, etc), na tensão (valor de pico, valor médio, valor RMS, etc), e estimar a representação no domínio da freqüência do sinal amostrado. E para que servem essas informações? Para quem está começando a experimentar com informações? a eletrônica, o osciloscópio serve para ajustar os equipamentos de forma precisa e aferir o funcionamento dos circuitos montados. Com o tempo, ele se torna uma das ferramentas mais importantes na determinação de problemas com o circuito – olhando determinação com cuidado as entradas e saídas de cada componente, podemos determinar se existe um erro de montagem, ou até mesmo um componente queimado. Os veteranos da área detectam com facilidade interferências observando a forma de onda capturada pelo osciloscópio. Mas como usar o osciloscópio? Sua operação é extremamente simples – o que já foi visto no laboratório de circuitos é o suficiente para obter as medidas mais simples. O que devemos olhar é o que não é intuitivo em um osciloscópio: • COUPLING: O osciloscópio pode remover automaticamente a componente DC de um sinal – o que pode ser muito útil quando queremos verificar a amplificação AC de um sinal, por exemplo. Quando o sinal é igual ao original, dizemos que ele está DC coupled (acoplado ao DC), e a representação na tela do est osciloscópio é exatamente a mesma que o sinal real. O sinal com média igual a zero (ou seja, sem componente DC) é chamado de AC coupled Podemos mudar coupled. entre AC e DC apertando o botão correspondente ao canal desejado, e mudar a correspondente opção Coupling. Além de AC e DC, temos a opção GND – ela é comumente utilizada para destacar a linha do terra no osciloscópio. Nessa opção, o sinal não é representado na tela – ele é substituído por uma linha reta. TRIGGER:A parte mais difícil de ajustar em um osciloscópio é o ajuste do TRIGGER: trigger. O trigger diz para o osciloscópio quando capturar o sinal e mostrá-lo na mostrá tela. Podemos fazer uma analogia com uma foto – o que é mostrado na tela do osciloscópio é a “foto” que foi tirada no instante determinado pelo trigger. tirada

o AUTO-SCALE é bastante útil. quando você está completamente perdido e não encontra o loscópio. ele mostra o que foi capturado de forma periódica) e o NORMAL (que não é normal – ele só atualiza a tela quando a condição de trigger for satisfeita!). Realmente. mas seu uso não é recomendado pois: • O usuário perde noção do que está sendo medido – os canais. podemos conectar o SYNC do gerador de funções e do osciloscópio para não precisar usar o trigger. vindo de uma tensão menor. muitas vezes. o AUTO funciona muito bem. • O acoplamento muda de DC para AC. o osciloscópio vai “tirar a foto” quando o nível de tensão passar para um valor superior a 1. O que normalmente se passa despercebido é que todos os equipamentos da bancada tem o mesmo terra – ou seja.5V. Muitos acham que a o AUTO-SCALEé a solução para todos esses detalhes de ajuste do é osciloscópio. Para a maioria dos casos. não podemos conectar dois geradores de função em série – ambos tem o mesmo terra.eamaya@unb. que pode ser AUTO (o normal – na ausência de sinal. condição e fonte) muda Além disso. ela pode ser borda de subida. A verificação do cabo pode ser feita conectando o cabo a um dos canais do osciloscópio e colocando a ponta positiva do cabo no pino de teste do osciloscópio (marcado por um pulso ou uma borda de subida). o osciloscópio captura uma interferência de 60 Hz – e muitos usuários se enganam acreditando que a interferência é o sinal! Outro detalhe muito importante sobre o osciloscópio – quase todos eles possuem um gerador de ondas quadradas embutido. as escalas de tempo e de tensão mudam. a não ser que um deles seja o terra. dependendo do sinal • O trigger (modo. TERRA: Talvez o descuido mais comum ao utilizar o osciloscópio é esquecer que o terra do osciloscópio é curto-circuitado com o terra da bancada. sinal manualmente. Se escolhermos. Quando se escolhe a borda de subida ou de descida. Um detalhe importante é que temos que escolher o canal para monitoramento do trigger! SYNC: Outra forma do osciloscópio saber o momento de captura do sinal é utilizar uma fonte externa como trigger. . Edgar Amaya . para a execução do teste de cabos. um erro na conexão do terra é o suficiente para causar uma explosão considerável na ponteira do osciloscópio. 1. trig que pode ser útil em formas de onda mais exóticas (AM/FM. Quanto à condição.Laboratório de Eletrônica 1 – 1/2012 .br • • Temos várias opções de trigger – o modo. Da mesma forma. por exemplo. quando o sinal não é encontrado.Turmas B e C Prof. borda de descida. Essa funcionalidade pode ser habilitada mudando o TRIGGER SOURCE para EXT. pulso. por exemplo). entre outros. O que isso circuitado significa? Bom. deve se escolher o borda nível de tensão que essa detecção ocorre – isso é feito com o botão LEVEL no osciloscópio. não podemo conectar o podemos osciloscópio entre dois pontos arbitrários do circuito. A maior parte dos equipamentos para laboratório tem uma entrada (ou saída) de SYNC – todos os aparelhos conectados vão “atuar” de forma sincronizada Por exemplo. Uma onda quadrada deve ser observada no osciloscópio. Se você estiver trabalhando com um circuito que está conectado diretamente a tomada sem a proteção apropriada.5V e borda de subida. sabemos que qualquer ponto do circuito pode ser arbitrado como terra.

Podemos fazer esse ajuste usando o próprio voltímetro da fonte. • Diodo: Mede a queda de tensão sobre um diodo.Turmas B e C Prof. o osciloscópio irá receber uma onda de 4Vpp. ou confundir a tensão pico pico-a-pico com a amplitude do sinal. O último instrumento de laboratório é o gerador de funções. Boas Práticas O senso comum é a principal boa prática de laboratório. etc. uma das principais funcionalidades das fontes utilizadas no laboratório é o limitador de corrente. mas devemos prestar atenção a algumas coisas que estão longe de ser óbvias. • Capacitância: A medida pode ser feita através dos terminais Cx do multímetro. A medida é um pouco lenta e imprecisa. Edgar Amaya . polaridade do diodo/LED/transistor. • Freqüência • Ohmimetro: Mede resistência com certa precisão. Transistor: Um bom multímetro também é essencial para monitorar as tensões e correntes nas fontes – é fortemente recomendado que todas as fontes sejam ajustadas conectando-as conectando ao multímetro. O gerador é configurado esperando certa carga – se ele não encontrar essa carga. considerando os valores nominais das fontes estimativas grosseiras. Normalmente.br Outro equipamento importante é o multímetro – ele é capaz de medir tensão. pode inviabilizar o funcionamento correto do circuito (a corrente fica limitada no valor ajustado). é ajustar esse valor de tal forma que ele fique um pouco acima do máximo exigido pelo circuito. resistência. o tipo do diodo. Por exemplo. a tensão irá divergir do ajustado. O que mais podemos fazer com o multímetro? Além das medidas mais comuns. Muito útil para verificar cabos de energia/protoboard. A solução mais prática para esses problemas é conectar o gerador ao circuito e ao osciloscópio. mas se não for ajustada de forma apropriada. A principal dificuldade é o ajuste da tensão. Essa funcionalidade previne que uma conexão errada ou um curto destrua o circuito. Outro erro comum é ajustar a tensão em Vrms.eamaya@unb. b. e imprescindível na energia/protoboard.Laboratório de Eletrônica 1 – 1/2012 . mas é útil quando nos deparamos com um capacitor desconhecido. . e até mesmo continuidade. Seu funcio funcionamento é bastante intuitivo – os novos geradores de função digitais tornam o ajuste muito simples. podemos verificar: • Continuidade Podemos verificar se a terra e o positivo do multímetro estão em Continuidade: curto. Extremamente útil para verificar se o diodo/LED/transistor está queimado. colocando a corrente em zero e aumentando até que a tensão volte ao normal. O erro mais comum é desprezar a impedância de saída do gerador de funções. se o gerador for conectado diretamente ao osciloscópio e a tensão ajustada for de 2Vpp. a fonte é ajustada através do botão current e a recomendação current. Falando de fontes DC. pois as cargas não estão casadas. tens capacitância. montagem de protótipos. • Transisto Mede o ganho (Beta ou HFE) do transistor. e fazer os ajustes observando os valores no próprio osciloscópio.

e imento. mas faixas coloridas. chame o professor ou o monitor.56 nf 603 = 60 x 103pf = 60 nf Diferente dos capacitores. é a potência de 10. preto para o terra e vermelho para alimentação. Tome muito cuidado para que. estas trilhas não fiquem muito próximas. utilize a pulseira de aterramento. Estes valores podem ser lidos nos próprios componentes presentes nas bancadas. Há. Os datasheets de todos os componentes utilizados no laboratório estão disponíveis em livros no próprio laboratório. porém. onde o terceiro número ntífica. Sempre que for manusear um circuito integrado com a tecnologia MOS. os resistores não apresentam números impressos. Os circuitos são muito sensíveis a descargas eletroestáticas! Uma ótima recomendação é usar sempre um código de cores em seu projeto – por ima exemplo. como podemos ver na tabela abaixo. Para isto. montaremos circuitos utilizando componentes passivos (resistores e capacitores) que terão valores escolhidos de acordo com o projeto realizado. Isso agiliza o experimento e diminui o os desgaste nos equipamentos. Sua bancada já deve estar com tudo que é necessário para a execução do experimento – não mude os equipamentos de bancada! Por último: na dúvida. +/- . Cada uma destas faixas significa um algarismo. a presença de uma quarta faixa colorida que indica a tolerância (ou imprecisão) do resistor em porcentagem. Após o término do experimento. ntar Uma protoboard organizada é mais simples de montar. As fontes e os geradores devem ser ajustados antes de serem cone conectados ao circuito. Depois de traduzir cada um destes algarismos. foram criados padrões de leitura de capacitores e resistores. Quando iniciar o experimento. Edgar Amaya . a alimentação do circuito deve ser cessada desconectando as fontes e os geradores. gerados pelos geradores e fontes. na protoboard. a lógica utilizada é a mesma dos capacitores. Estes números representam a capacitância escrita em pf em notação científica. Caso não haja esta última faixa. c. evitando danos a circuitos integrados ou a outros componentes sensíveis. desmontar e debugar! Isso faz toda a diferença em projetos complexos. Alguns exemplos: 102 = 10 x 102pf = 1. para que você não se confunda na hora de montar o circuito. Lendo Capacitores e Resistores Durante os experimentos.0 nf 561 = 56 x 101pf = 0. podemos observar três números escritos. ligue todos os equipamentos necessários. o circuito estará protegido de possíveis transientes de tensão.br A primeira delas é evitar ligar e desligar os equipamentos da bancada durante o experimento. e não os desligando. Dessa forma. a tolerância é igual a +/ 20%.eamaya@unb. Observando capacitores. desligue-os só quando acabar o experimento.Turmas B e C Prof.Laboratório de Eletrônica 1 – 1/2012 .

5% +/.1% +/. R1 10k R2 5k + VDC R3 1k R4 2k Figura 1 MEDIDA DE TENSÃO VDC VR1 500mV 1V 5V 10V MEDIDA DE CORRENTE VDC IR1 500mV 1V 5V 10V VR2 VR3 VR4 IR2 IR3 IR4 Qual a tensão máxima que pode ser aplicada no circuito de modo a não desrespeitar a especificação dos resistores? .0.0. 1. e os valores das resistências do circuito. Utilizar um multímetro digital.5% +/.Laboratório de Eletrônica 1 – 1/2012 . realizar as medições de tensão e corrente nas resistências.1% +/.25% +/. Edgar Amaya .eamaya@unb.0.10% 3) PARTE EXPERIMENTAL 3.br ++ Cor Preto Marrom Vermelho Laranja Amarelo Verde Azul Violeta Cinza Branco Dourado Prateado 1ª faixa 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 2ª faixa 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 3ª faixa (multiplicador) 1 10 100 1000 10000 100000 1000000 4ª faixa (tolerância) +/.Turmas B e C Prof.1 Medições de Resistência e Tensão Montar o circuito da Fig. Preencher as tabelas com os valores medidos.2% +/.

amplitude de 1V ( i.br MEDIDA DE RESISTENCIA R nominal R (código de cores ) R medida ohmímetro Erro (%) (Rnom-Rmed)/Rnom x100 (Rnom R1 R2 R3 R4 3. frequência enível DC ( amplitude offset ). Lembre Lembre-se de ajustar os equipamentos antes de conectá-los ao circuito! Certifique conectá Certifique-se que os terminais de aterramento tanto do osciloscópio quanto do gerador de sinais estão no mesmo ponto nais comum. utilizando uma função de saída triangular e também para uma função de saída quadrada. de modo a fornecer um ponto de referência ao seu circuito. Comente os resultados obtidos. Em seguida mude o geradore obtida acoplamento para AC e anote a forma de onda obtida. Edgar Amaya . fazer a montagem chame o professor ou o monitor antes de conectar o gerador de antes funções.2 Operação do gerador de funções e do osciloscópio Observar a saída do gerador de funções com o osciloscópio.3 Uso do gerador de funções e Osciloscópio Monte o circuito da figura 2. . de freqüência1kHz e uma amplitude de 300mV RMS. Inicialmente configure o gerador de funções para saída senoidal.Ajuste o multímetro e digital como voltímetro de modo que possa fazer medidas AC. Atue sobre o controle da base de tempo do osciloscópio e anote os resultados obtidos. conecte o DC osciloscópio à saída do geradore anote a forma de onda obtida. 3. selecionando as opções de saída senoidal.Laboratório de Eletrônica 1 – 1/2012 .Turmas B e C Prof.e. Anote a forma de onda obtida no osciloscópio.Quando terminar de AC. frequência de 1 KHz. Configure a base de tempo do osciloscópio para o modo XY. 2Vpp ) e um offset de 500 mV Selecione o canal 1 do osciloscópio na opção de acoplamento DC.eamaya@unb. Aplique uma entrada cópio senoidal ao canal 1 e outra entrada senoidal ao canal 2 ( utilize um segundo gerador de funções ) ambas com uma frequência de 1 KHz e amplitude de 1V. com o gerador ajustadopara fornecer uma onda senoidal fig . Atue sobre o controle de trigger ( modo e nível ) observando os resultados obtidos. triangular e quadrada com ajuste de amplitude. Atue sobre o ajuste de ganho e anote o resultado obtido. Estar atento à configuração da impedância de saída do gerador. Varie a frequência do sinal no canal 1 e anote a forma de onda obtida. Repita o procedimento acima.

Configure a base de tempo do osciloscópio para o modo XY.Turmas B e C Prof. Mínima . Meça os sinais VA e VB do circuito da Figura 2 usando os canais 1 e 2 do osciloscópio. Meça com o osciloscópio as amplitudes mínima e máxima que pode ser fornecidas pelo gerador.eamaya@unb. Anote e comente os resultados obtidos. . necessário). Ajuste novamente a onda senoidal no gerador de funções. Anote os valores na tabela acima.Laboratório de Eletrônica 1 – 1/2012 . f. Anote e comente os resultados obtidos. Mude a forma de onda do gerador para quadrada e depois triangular sem mudar a freqüência. Edgar Amaya . h.br Figura 2 a. mas mantendo amplitude em 300 mV RMS (um reajuste pode ser . Anote os valores podem na tabela abaixo: Máxima Tensão g. Anote os valores fornecidos pelo voltímetro e pelo osciloscópio na tabela abaixo. Senoidal Quadrada Triangular Voltímetro (tensão RMS) Osciloscópio (Canal 1 1): Tensão RMS Pico-a-pico Freqüência Período e.