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Divisão celular é o processo que ocorre nos seres vivos, através do qual uma célula, chamada célula-mãe

, se divide em duas (mitose) ou quatro (meiose) células-filhas, com toda a [1] informação genética relativa à espécie . Este processo faz parte do ciclo celular. Nos organismos unicelulares como os protozoários e as bactérias este é o processo de reprodução assexuada ou vegetativa. Nos organismos multicelulares, estes processos podem levar à formação dos esporos ou gametas, que darão origem ao novo indivíduo, ou ao crescimento do indivíduo desde o zigoto até ao indivíduoadulto (por crescimento dos tecidos), ou apenas à substituição de células senescentes por células novas.

As células procarióticas dividem-se por fissão binária, enquanto que as eucarióticas seguem um processo de divisão do núcleo, chamada mitose, seguida pela divisão da membrana e do citoplasmachamado citocinese. As células diplóides podem ainda sofrer meiose para produzir células haplóides os gâmetas ou esporos durante o processo de reprodução. Neste caso, normalmente uma célula dá origem a quatrocélulas-filhas embora, por vezes, nem todas sejam viáveis. [editar]Mitose Ver artigo principal: Mitose As células eucarióticas seguem um processo de divisão chamada mitose, que permite a distribuição dos cromossomos e dos constituintes citoplasmáticos da célula-mãe igualmente entre as duas células-filhas. Tal processo é responsável pela multiplicação dos indivíduos unicelulares e pelo crescimento dos pluricelulares, por realizar o aumento do número de células. Na mitose a divisão opera-se nas seguintes etapas: prófase, metáfase, anáfase e telófase. [editar]Prófase Os cromossomos atingem seu grau máximo de condensação e se colocam no equador do fuso. Há dois tipos de fibras no fuso: as contínuas que vão de centríolo a centríolo, e as cromossômicas, que vão de centríolo a centrômero. [editar]Metáfase Há formação da placa equatorial, ou seja os cromossomos se dispõe na posição mediana da célula, possibilitando a distribuição equitativa da informação genética. Os cromossomos estão bem individualizados e fortemente condensados. Essa fase é adequada para se fazer contagem de cromossomos e verificação de alterações estruturais grosseiras. As linhas do fuso surgem em forma de linhas centrais (ou contínuas) ou de linhas cromossomais. [editar]Anáfase Divisão longitudinal do centrômero. Cromossomos-filhos migram para os pólos da célula, orientados pelas fibras do fuso. [editar]Telófase

Desaparecimento das fibras do fuso. Organização da carioteca e do nucléolo. Descondensação dos cromossomos. Fim da cariocinese e inicio da citocinese. [editar]Meiose Ver artigo principal: Meiose As células diplóides podem ainda sofrer meiose para produzir células haplóides os gâmetas ou esporos durante o processo de reprodução. Neste caso, normalmente uma célula dá origem a quatro células-filhas embora, por vezes, nem todas sejam viáveis. O processo da meiose apresenta oito fases (em sequência): [editar]Prófase I Fase de grande duração, devido aos fenômenos que nela ocorrem e que não são observados na mitose. Os cromossomos, já com as duas cromátides individualizadas, tornam-se mais condensados. Ocorre o emparelhamento dos cromossomos homólogos (sinapse ou complexo sinaptonémico), formando um bivalente, díada cromossómica ou tétrada cromatídica (4 cromatídios). Durante a sinapse, podem surgir pontos de cruzamento entre as cromátides dos cromossomos homólogos, os quiasmas (ou quiasmata), ao nível do qual pode ocorrer quebra das cromátides, levando a trocas de segmentos dos bivalentes, o Crossing-over, que contribui para o aumento da variabilidade dos descendentes. Finalmente, desaparece o nucléolo e a carioteca. Os centríolos migram para os polos da célula e forma-se o fuso acromático. A prófase I é dividida em cinco subdivisões: leptóteno, zigóteno, paquíteno, diplóteno e diacinese. [editar]Metáfase I Nessa fase ocorre o desaparecimento da membrana nuclear, forma-se um fuso e os cromossomos pareados se alinham no plano equatorial da célula com seus centrômeros orientados para pólos diferentes. [editar]Anáfase I Na prófase I, subfase zigóteno, ocorrem os emparelhamentos dos cromossomos; na anáfase I ocorre ao contrário, os emparelhamentos são desfeitos. Ocorre disjunção dos pares homólogos duplicados. Cada cromossomo, com suas cromátides-irmãs, migra para os pólos. Os dois membros de cada bivalente se separam, e os respectivos centrômeros com as cromátides irmãs fixadas são puxados para pólos opostos da célula. Os bivalentes distribuem-se independentemente uns dos outros e, em consequência, os conjuntos paterno e materno originais são separados em combinações aleatórias. [editar]Telófase I Descondensação do nucléolo e formação de dois núcleos com metade do número de cromossomos. [editar]Prófase II

É mais rápida que a prófase I. Os cromossomos tornam-se mais condensados (caso tenham descondensado na telófase I), desaparece a membrana nuclear e forma-se o fuso acromático. [editar]Metáfase II Os cromossomos ficam dispostos com os centrômeros no plano "equatorial" e com as cromátides voltadas cada uma para seu pólo, ligadas às fibrilas do fuso. [editar]Anáfase II Quebram-se os centrômeros, separando-se as duas cromátides, que passam a formar dois cromossomos independentes e ascendem para os pólos opostos. [editar]Telófase II Ao atingir os pólos, os cromossomos descondensam-se e forma-se de novo um núcleo em torno de cada conjunto, formando quatro células haplóides. Bioma é um conjunto de diferentes ecossistemas, que possuem certo nível de homogeneidade. São as comunidades biológicas, ou seja, as populações de organismos da fauna e da flora interagindo entre si e interagindo também com o ambiente físico chamado biótopo. O termo "Bioma" (bios, vida, e oma, massa ou grupo) foi utilizado pela primeira vez [1] em 1943 por Frederic Edward Clements definindo-o como uma unidade biológica ou espaço geográfico cujas características específicas são definidas pelo macroclima, a fitofisionomia, o solo e a altitude. Podem, em alguns casos, ser caracterizados de acordo com a existência ou não de fogo natural. Com o passar dos anos, a definição do que é um bioma passou a variar de [2] autor para autor.

Definições elementares
 Biótopo: O solo, as águas, o ar, a luz solar.

Área biótica ou biótopo é a base onde estão assentados os seres vivos, é o chão, é o solo, são as águas, é o ar do ambiente. O biótipo significa o conjunto dos fatores do meio ambiente que não têm vida tais como a areia, as rochas, a argila, os minerais, as substâncias inorgânicas, o ar, a energia do ambiente, os raios, os trovões, os relâmpagos, o calor, a radioatividade, a luz solar, a energia de uma forma geral compõe o biótipo.  Biocenose: A fauna e a flora, os micróbios, os seres vivos em geral.

Os seres vivos são a biocenose o conjunto de comunidades formadas pelas populações dos organismos das espécies de seres vivos interagindo entre sí.  Ecossistema: O conjunto formado pela biocenose e pelo biótipo.

Ao conjunto biocenose interagindo com o biótopo damos o nome de ecossistema.  Bioma

Um conjunto de ecossistemas constitui um bioma.  Biosfera

O conjunto de todos os biomas da Terra, constitui a biosfera da Terra.

É o conjunto dos seres vivos que vivem em água salgada representados pelo plâncton. quando o bioma atinge o máximo de seu desenvolvimento passa a ser chamado de comunidade clímax. depois com o passar de muitos anos nessa vegetação rasteira começam a se desenvolver gramíneas mais altas. Epinociclo O epinociclo é o biociclo terrestre. Bioma da Taiga. Bioma Pantanal a savana alagada do centro-oeste brasileiro. mariscos etc. É o conjunto dos seres vivos que vivem sobre terra firme e apresenta quatro biócoros bem distintos: as florestas. começam um difícil processo de reabilitação desenvolvendo gramíneas. os peixes. nécton e benton. Bioma Caatinga a savana seca do nordeste brasileiro. os golfinhos etc. O talassociclo apresenta três biócoros distintos: . Bioma pradarias. Bioma Serengueti nas savanas da África. Alguns exemplos de biomas que apresentam o biócoro campo:    Bioma Pampas gaúcho no sul do Brasil. Alguns exemplos de biomas que apresentam o biócoro deserto:     Bioma Deserto do Saara. o nécton são os seres vivos macroscópicos que nadam livremente como. exemplos:    Bioma da Floresta Amazônica. [editar]Classificação dos biomas Existem três tipos de biociclos: epinociclo. corais. Comunidades subclímax e comunidades clímax: Biomas florestais que foram degradados por desmatamentos e queimadas e que ficaram com o biótopo desabitado. Bioma Deserto da Arábia. vegetação rasteira chamada de vegetação pioneira. aparecem os primeiros arbustos e nessa fase essa comunidade vegetal pode ser chamada de "comunidade subclímax". O benton são os seres vivos que passam a maior parte do tempo parados afixados nas rochas ou enterrados na areia do fundo dos mares e oceanos como. talassociclo e limnociclo. tanto como ofitoplâncton quanto o zooplâncton. os campos e os desertos. Essa vegetação arbustiva vai se desenvolvendo ao longo de muitas décadas. por exemplo. Bioma da Mata Atlântica. ostras. Talassociclo O talassociclo é o biociclo marinho. Bioma Deserto da Líbia. aparecem árvores de porte médio e. A biócora floresta aparece em diversos biomas diferentes. O plâncton são seres microscópicos. Bioma Deserto de Calaári. Alguns exemplos de biomas que apresentam a biócora savana:     Bioma Cerrado a savana do centro-oeste brasileiro. as savanas. por exemplo. Bioma estepes.

0–0. de 180-210 (208) anos. . Biócoro da zona nerítica. que vai de 2000 a até o fundo do oceano em profundidades que variam em torno de 11. que corresponde a alteração da eccentricidade e a inclinação orbital da Terra. bioma do Rio Tietê etc. Ciclo de 1'470 anos [4] Irradiação solar que atinge a Terra: Durante os últimos 800'000 anos. que vai de 200 a até 2000 metros de profundidade. ou seja. ou ca. Ciclo Gleissberg de 80-90 (até 120) anos (entre mínimo e máximo existe por volta 40-45 anos).8 milhões de anos atrás. (en.wikipedia)  Fontes de energia da Terra O fluxo de energia aquecendo a superfície da Terra consiste da soma da:   Radiação Solar (99. Ciclo Schove com por volta de 42 . Isso reflete as oscilações da Terra no mundo bidimensional (Variação orbital).013%.50 anos. que vai da superfície a até 200 metros de profundidade. ou quase 174 petawatts.978%. Fissão Nuclear e Cristalização. O biócoro das águas lóticas: Águas lóticas são águas correntes como riachos. é o conjunto dos seres vivos que vivem em água doce e apresenta dois biócoros distintos:  O biócoro das águas lênticas: Águas lênticas são águas paradas como pântanos. gerada por Convecção.  Biócoro da zona abissal. o período dominante da oscilação glacial–interglacial era 100'000 anos. a oscilação dominante da glaciação corresponde a um período de 41'000 anos da obliquidade da Terra (ângulo do eixo). 340 W/ m²) Energia Geotermal (0. uma simplificação da [5][6][7][8] realidade no espaço tridimensional. Durante o período 3. Exemplo: Bioma nerítico do arquipélago de Fernando de Noronha. Limnociclo O limnociclo é o biociclo dulcícola. Exemplo: Bioma abissal do arquipélago de Fernando de Noronha. modula o Ciclo Schwabe. exemplo 'bioma do Rio Amazonas. ou ca. Ciclo Hale com por volta de 22 anos (também chamado ciclo magnético). Exemplo: Bioma batial do arquipélago de Fernando de Noronha. brejos.045 W/ m²).000 metros abaixo da superfície dos oceanos. 23 terawatts.  Biócoro da zona batial.  [editar]Fatores inerentes do biótopo A irradiação solar tem muitos períodos. poças d’ água e lagoas de água doce e parada. bioma da lagoa da Messejana etc. exemplo bioma da Lagoa da Conceição. nesta perspectiva a constante solar não é uma [3] constante!        Ciclo Schwabe em média 11 (9-14) anos. Ciclo Seuss. ou ca. ribeirões. na Ilha de Santa Catarina. também chamado Zyklus 208a. rios e lagos de água doce e corrente. 0.

002%. 2001). dos Ciclos de Milankovitch. sobre terra: 0.094 ± 0. 0. A umidade do ar saturado aumenta por volta de 30% a cada 5 °C. A temperatura dos oceanos nos trópicos está em equilíbrio com a velocidade de evaporação de água. Belém PA. temperatura média anual 26. Brasil. da superfície sob neve/ gelo. Evaporar água necessita de calor. precipitação média anual 2'897 mm.083 °C/ década. Desde 1979. Assim a geleira cresce antes de morrer por aquecimento climático.. [17] [18] (Smith and Reynolds. 2005). 2005) e Hemisfério Norte. da concentração de CO 2 na atmosfera (Efeito [10][11][12][13][14] estufa) e pelo vulcanismo. A neve e o gelo esfriam o ar ao redor. precipitação média anual 1'095 mm. condensar água gera calor. ou [9] ca.   O período vegetativo reduz-se 1-2 semanas a cada 100 m acima.5 °C. ela é alimentada por correntes de ar úmidas.007%. O pico tem uma [21][22][23] precipitação média anual estimada por volta de 75 mm ou 1. a temperatura sobre terra subiu duas vezes mais rápido que sobre o oceano [15] (0.25 °C/ década contra 0..038 °C/ década. 0. 23 m. os Aquecimentos Globais se explicam pela oscilação do calor do sol.317 ± 0. os oceanos contém menos CO 2. o Sol e outros. ou mais ou menos 3 °F (1. ela é dinâmica. 2006). Atmosfera . A temperatura média anual do pico do Kilimanjaro é -7. Num aumento de temperatura.  Energia da Maré (0. ou ca. o pó. (2006). média: CRU/UKMO (Brohan et [16] [17] [18] al. e o calor que essa mesma superfície perde para o espaço (Albedo). temperatura média anual 26. 2 kW/ pessoa). [17] NCDC (Smith and Reynolds. 1’000 m acima.0059 W/ m²). -. a cinza vulcânica no ar refletem o calor do sol como também refletem o calor da superfície. 3 terawatts.. ou ca. média: CRU/UKMO (Brohan et al.    As nuvens. Tendências (1979-2005):    global: 0. -6 °C. Malindi.8m). e Lugina [19][20] et al. 0. a areia. e GISS (Hansen et al.. são espelhos que refletem o calor do Sol. 2001). Mas a precipitação é como chuva acima de 0 °C.0 °C. a uma temperatura média anual de ca. 2006). NCDC (Smith and Reynolds. ou ca. Kibo 5'895 m. interação entre a Terra e a Lua.1 °C.. por volta do nível do mar. Amazônia. Uma nuvem que chove não é estática. a temperatura do ar é mais ou menos 5 °C mais frio. GISS (Hansen et al. distribuindo assim o calor dos trópicos por toda a Terra. 2005). Quênia. 2006). como também sublimam água diminuindo o efeito do sol. Meteorologia  Mais importante que a irradiação solar é o calor do sol que atinge efetivamente a superfície.5 m de neve. média: CRU/UKMO (Brohan et al. [16] NCDC [16] Hemisfério Sul.67 °C) em 1’000 pés (304. 24 m. 13 terawatts.13 °C/ década). Perda de energia na queima de combustíveis fósseis (ca.   -. O Ciclo das Eras do Gelo.169 ± 0.048 °C/ década. Antartica tem uma precipitação média anual estimada por volta de 400 mm. senão ela desaparece. isso aumenta a concentração do mesmo na atmosfera após 800 anos de aquecimento global.

.  Classificação climática A Precipitação média e a temperatura média. Ao redor do Círculo Polar a evaporação é muito menor e ao redor do Equador (zonas de baixa pressão. Tundra. úmidas. geologia e relêvo. Biomas Terrestres (Classificação do WWF Global 200) Mapa-múndi mostrando o Círculo Polar Ártico traçado a vermelho. condensa) os dois lados são quentes e assim contém muito vapor de água (Circulação atmosférica). Mapa-múndi mostrando o Trópico de Câncer traçado a vermelho. água. definem a vegetação em primeiro lugar. secas. o clima. Além do clima. ar que desce. Região Boreal. seus seres vivos (bios). separados por 5 "jet streams". solo. da temperatura e da precipitação. a biorregião é gerada pelo seu histórico. vapor de água do ar que sobe. é sêco). o que também explica a aridez ao redor do Trópico de Cancêr e do Trópico de Capricórnio (zonas de alta pressão.A idealizada Atmosfera contém 6 Toróides atmosféricos em volta da Terra.

Subtrópicos de Inverno úmido. XX para a Região Biogeográfica. Esses nichos ecológicos são divididos em 14 Biomas ou também em 8 Regiões Biogeográficas e suasBiorregiões. das quais são 142 terrestres. NN para o Bioma e NN para o número individual). Os climas e a umidade aumentam com a diminuição de latitude. Ricketts et al. a borda é normalmente uma transição e a Biorregião não é completamente homogênea. Seguindo os trabalhos de Alfred Russel Wallace no Arquipélago [29] [30] [31] Malaio. Dinerstein et al. Floresta Tropical e Subtropical com Estação de Chuvas. mapa da UNESCO atualizado em 1982 ) sobre Biogeografia. normalmente. o WWF [5] dividiu o mundo em 867 Biorregiões terrestres (cada um com um número. cada uma sendo importante para preservar uma flora e uma fauna específica. e com o aumento da umidade cresce a biodiversidade. Pielou (1979) e Udvardy [32] [33] (1975. Mapa-múndi mostrando a linha doEquador traçado a vermelho. que contém 238 Biorregiões ameaçadas do globo. (1995). Global 200. (1999). A borda das Biorregiões sendo um compromisso da borda do território da frequência de vários seres vivos. O esforço culminou na Lista do WWF. . 53 aquáticas de água doce e 43 marinhas costais. Desertos & Aridez.

  Pastagens.wikipedia A temperatura média anual é 5.  Área Boreal ou Subártica  Região Boreal (Taiga. 650 – 1'500 m (colinas da Alemanha Central).wikipedia 2'000 m . (Savana). as árvores de folhas largas não conseguem viver aqui.6 °C.1'400 m na Europa do Leste e do Norte. Os solos típicos são Podsole. Em 50-100 dias a temperatura média sobe acima de 10 °C (50 °F).wikipedia Aqui existe a estepe florestal.  Área Temperada Quente ou Subtropical: Trópico de Câncer & Trópico de Capricórnio Latitude: 23° 26′ 22″ (linha do limite do Sol do meio dia perpendicular a superfície da Terra.2'500 m (Alpes do Leste.  Área Temperada Fria  Pastagens e Matagais de Montanha XX10NN (úmida) en.Os biomas terrestres. Buroseme bis Sieroseme. Nenhum mês com temperatura média mensal acima de 10 °C (50 °F). em ordem da maior latitude à menor. pela classificação internacional. Os solos são marrom ou cinza de floresta. são:  Pólo Norte & Pólo Sul Latitude: 90° (linha do eixo de rotação da Terra)    Região Polar. Área Ártica ou Subártica: Círculo Polar Ártico & Círculo Polar Antártico Latitude: 66° 33′ 39″ (linha do limite do Sol da meia noite. gelo e rocha). vegetação com predominancia de musgos e líquens. Lado Norte).wikipedia Subregiões são a Floresta úmida temperada e a Floresta verde no verão. (Pradaria) (semi-árida) en. linha da aridez) . Kastanoseme. estepe de campo e o deserto. (Estepe). linha da tundra). as Calotas Polares (neve. 1'000 – 1'850 m (Alpes do Leste.   Floresta Decídua Temperada e mixtas XX04NN (semi-úmida) en. Savanas e Matagais Temperados XX08NN. Lado Norte)   Floresta Temperada de Coníferas XX05NN (úmida até semi-úmida) en.5-15.   Tundra XX11NN (úmida) A tundra cresce sobre humus com permafrost. a faia vermelha (Fagus sylvatica) aparece até 2'000 m na Europa do Oeste e até 1'000 . Os solos típicos são: Tschernoseme. Floresta Boreal) XX06NN (úmida) coníferas esparsas e a floresta conífera são a vegetação típica.

  Floresta Tropical seca XX02NN. regiõ Águas doces de zonas Ilhas oceânicas . e no verão quente e sêco. (Pantanal . O clima no inverno é úmido com perigo de geadas. Então podem existir florestas com folhas caducas ou savanas tropicais. Os solos são vermelhos ou amarelos de floresta. Latitude: 0° (linha da floresta tropical)  Florestas Tropicais e Subtropicais úmidas de Folhas largas XX01NN (úmida) Mata Atlântica .wikipedia Também pode ser chamada de floresta subtropical de inverno úmido. Savanas e Matagais Tropicais e Subtropicais.   Mangue Tropical e Subtropical XX14NN (água salgada) Savanas e Campos Inundados XX09NN.  Área Tropical: Equador. (Savanas Tropicais) XX07NN (semi-árida) [34] [editar]Biomas Aquáticos (Classificação do WWF Global 200) O World Wildlife Fund (WWF) classificou 426 Biorregiões.wikipedia Aqui existem a estepe com espinhos com estação da chuva.wikipedia Aqui existe uma estação da chuva. A vegetação típica são Esclerófitas ("Sklerophylle").   Pastagens. divididas nos seguintes biomas de [35] água doce (Tipo de Habitat Maior):       Lagos grandes Deltas de rio maior Águas doces polares Águas doces de montanha Rios das costas temperadas Rios de planície inundada e pântanos temperados       Rios de montanha."Chaco") (Temperado até Tropical)   Floresta Tropical e Subtropical de Coníferas XX03NN (semi-úmida) en. levemente Podsole. (Caatinga) (árida até semi-árida) en.Floresta Amazônica Aqui a floresta tropical é sempre verde e sempre úmida. reg Rios das costas tropica Rios de planície inunda Rio de montanha. (Cerrado) (semi-árida) en. com o carvalho (Quercus ilex).wikipedia Floresta Mediterrânea de Bosques e Arbustos XX12NN (semi-úmida até semiárida) en. savanas tropicais com espinhos e desertos ardentes.   Deserto e Matagais Xéricos XX13NN.

com o número total de cromossomos da espécie que no nosso caso são 46. ou seja. Quando ainda estamos sendo gerados. etc. mas em situações diferentes. O processo de divisão é contínuo. A divisão da divisão A mitose se inicia com uma célula diplóide (2n). e nós realizamos tanto uma quanto outra. digo. da costa até 100 milhas náuticas de distância no mínimo [36] ou no máximo 200 m de profundidade (zona nerítica):  Polar           Oceano Ártico: Mar de Bering e mar de Barents-Kara Oceano Antártico: Península e Mar de Weddell Mar e Costas temperadas Mediterrâneo Oceano Atlântico. a repor as células perdidas.Vamos ver quando e como realizamos cada uma delas. Para o estudante. mas para entendermos melhor a mitose. é importante saber distinguir cada uma delas: mitose ou meiose?. tanto de água doce. ao sofrermos uma lesão na pele. [editar]Biomas Marítimos Costais (Classificação do WWF Global 200) A Classificação tem 232 Biorregiões. eis a divisão. como salobra ou mesmo marinha (estes considerados nos biomas costeiros). a mitose e a meiose. a questão. podem considerar-se as zonas úmidas como biomas aquáticos. por exemplo. Há dois tipos de divisão celular. para depois começar a divisão propriamente dita.Além destes. é necessário que ocorra a duplicação das células a fim de formar o novo ser. a crescer. Zona Temperada do Hemisfério Norte Zona Temperada do Indo-Pacífico do Hemisfério Norte Oceano Antártico Afloramento temperado Afloramento tropical Coral tropical Nosso organismo está sempre realizando divisões celulares. como. Esse processo é de suma importância para continuarmos a nos desenvolver. ou perdermos células sanguíneas (hemácias) a cada 120 dias. Mitose A mitose é um tipo de divisão celular que ocorre desde o surgimento da primeira célula do bebê (célula-ovo ou zigoto) até a nossa morte. Em seguida há um período denominado intérfase. no útero materno... A partir daí nunca mais paramos de realizar mitoses. costumamos subdividi-la em . em que ocorre a duplicação do material genético.

normalmente. pois a cromatina (material genético) inicia sua espiralização. mas. os espermatozóides se produzem à medida que são utilizados. os nucléolos e os cromossomos voltam a desespiralizar-se. anáfase II e telófase II. que são:  prófase  metáfase  anáfase  telófase Na prófase. a prófase II. é que na prófase I acontecem subfases: . além da formação de células com metade do número de cromossomos (n = 23). Da metáfase à telófase Na metáfase ocorre a espiralização máxima e os cromossomos encontram-se no centro da célula (plano equatorial). essa divisão é dupla. o rompimento da carioteca (membrana nuclear) e os centríolos migram para os pólos da célula. ocorrem a prófase I. Nesta etapa. eliminam-se em média 300 milhões de células. Termina aí a cariocinese (divisão do núcleo) e inicia a citocinese (distribuição equivalente do citoplasma).fases. Além disto. Finalmente. No homem. São cerca de 400 mil. na telófase ocorre a formação de duas células . Durante a ejaculação. reaparecem a carioteca. transformando-se em cromossomos (contendo duas cromátides-irmãs). metáfase II. o que difere a meiose da mitose. há uma certa "desorganização". anáfase I e telófase I. Na segunda. Na primeira divisão.filhas idênticas à célula-mãe (que originou todo o processo). Há o desaparecimento do nucléolo. A grosso modo. amadurece somente um a cada mês. após a puberdade. Segunda divisão A meiose também é dividida em etapas. por sua vez. presos às fibras do fuso. os óvulos já estão formados nos ovários da mulher desde o seu nascimento. Células sexuais Já a meiose ocorre com a finalidade específica de produzirmos as células sexuais ou gametas (espermatozóide e óvulo). metáfase I. Por sua vez. Na anáfase. as cromátides-irmãs migram para os pólos opostos das células devido ao encurtamento das fibras do fuso.

Desse modo. pois durante a fecundação (união do óvulo com o espermatozóide) forma-se um novo ser com 46 cromossomos. A maioria dos modernos taxionomistas procura agrupar os organismos de maneira a retratar relações evolutivas. pois favorece o "crossing-over". o taxionomista cria uma hierarquia de agrupamentos. leptóteno  zigóteno  paquíteno  diplóteno  diacinese Elas são importantes. A partir de uma série variada de organismos. Mas. pois é nestes que reside o maior número de informações sobre a evolução dos seres vivos. TAXIONOMIA Os biólogos têm especial interesse pelo estudo dos organismos de difícil classificação taxionômica. a mistura do material genético. A unidade taxionômica básica é a espécie. o que garante a nossa diversidade. ou taxa (singular: taxon). com a quebra e troca de pontas entre os cromossomos. entre os quais se estabelece uma relação de ordem. >> ACESSAR >> . Taxionomia é o ramo da biologia que se ocupa da identificação. É importante também que a meiose seja reducional. por que esse fato é importante? Para favorecer a variabilidade genética. ou filogenéticas. ou seja. 23 vindos do pai e 23 da mãe. O método básico da ANEXOS DOWNLOADS Esse artigo possui 0 downloads anexos. fica garantida a perpetuação da espécie. nomenclatura e classificação dos seres vivos e extintos.

História. a taxionomia incorporou descobertas de Jean-Baptiste Lamarck. ordem. Lamarck também foi o primeiro a diferenciar vertebrados de invertebrados. John Ray resumiu todo o conhecimento sistemático acumulado até então e acrescentou-lhe novas classificações úteis. separou pela primeira vez. em 1703. Em alguns casos. As classificações taxionômicas apresentavam então um caráter arbitrário e baseavam-se num conjunto de características afins. O filósofo grego Aristóteles foi o primeiro a estruturar um método de classificação geral dos seres vivos. da bioquímica. Depois de Lineu. que já se tornara a unidade básica de classificação biológica.podia ser explicado como . como classes distintas.taxionomia consiste em comparar as características estruturais de organismos vivos e extintos e interpretar suas diferenças e semelhanças segundo os princípios da engenharia genética. gênero e espécie. sem se preocupar em estabelecer uma ordem evolutiva. nesse nível. Considerado fundador da moderna taxionomia. pois. catalogaram-se e agruparam-se plantas semelhantes. segundo ele. em 1758. taxionomista que. Carl von Linné. ou simplesmente Lineu. criou regras para nomear plantas e animais e foi o primeiro a empregar a nomenclatura binômina de maneira coerente. porém. Embora tenha desenvolvido o sistema de classificação hierárquica em classe. classificando-os a partir dos mais simples para os mais complexos. ao separar animais invertebrados em diferentes grupos e ao perceber que animais marinhos como baleias. sua maior contribuição para a descrição dos seres vivos consistiu num sistema de classificação de plantas e animais. Aristóteles descreveu umgrande número de grupos naturais. da embriologia.a existência de caracteres semelhantes -. aracnídeos e crustáceos. o biólogo alemão Ernst Haeckel propôs a criação do reino protista para agrupar os organismos unicelulares. Ray distinguiu entre plantas monocotiledôneas e dicotiledôneas. que permaneceu em uso durante dois mil anos. não é possível distinguir entre plantas e animais. Ele mostrava estar bem à frente de seu tempo. da fisiologia. e deu uma definição viável para o conceito de espécie. apesar de suas concepções errôneas sobre evolução. golfinhos e botos tinham características próprias de mamíferos. do comportamento. Em seus escritos. No século XVII. reconheceu-se que aquilo que havia sido descrito como afinidade natural -. Por volta do século XII. Em 1866. da ecologia e da geografia. os conhecimentos botânicos acumulados pela medicina traduziram-se em ilustrações precisas das plantas que tinham propriedades terapêuticas. À medida que os taxionomistas começaram a aceitar a teoria da evolução proposta por Charles Darwin.

ou de parentesco. A taxionomia se fundamenta em dois princípios gerais: (1) o princípio da descendência. a informação hereditária que ele carrega. Para tanto. contudo. de ancestrais que já não se encontram entre as espécies atuais. A classificação dos eucariontes (microrganismos com núcleo diferenciado). que admite haver relações genéticas. as espécies foram se diferenciando em grupos cada vez menos semelhantes. entre seres atualmente existentes. Recentemente. estes. mas quando eles estão presentes em grande quantidade (como na maioria das plantas e animais). O processo de identificação de uma espécie consiste em empregar todos os recursos disponíveis para determinar se o material submetido a análise é ou não idêntico a outro previamente conhecido. ou seja. ao longo do tempo geológico. desenhos e fotografias.uma relação estabelecida por descendência evolutiva. fisiológicos ou de comportamento podem ser tão bons quanto os caracteres anatômicos para discriminar espécies muito próximas ou para sugerir relações entre organismos. Torna-se. Em conseqüência. de que as bactérias são os principais membros. chamados procariontes. portanto. Muitos caracteres bioquímicos. representam talvez a maior amostra que pode ser obtida dos efeitos da hereditariedade sobre o organismo. Critérios. foram reunidos no reino moner (ou monera). Avanços na pesquisa bioquímica e genética e na microscopia eletrônica possibilitaram ampliar mais tarde o sistema de classificação. fazem-se lâminas microscópicas e até mesmo ensaios químicos ou fisiológicos. e (2) o princípio da evolução. Comparam-se exemplares de coleções. Fez-se então a passagem do sistema natural de classificação na época vigente para o sistema filogenético atual. por sua vez descendem. Entusiastas da genética enfatizam freqüentemente que a única base real para a classificação dos seres vivos é o genótipo de cada organismo. Microrganismos sem núcleo distinto. Assim. ainda é motivo de controvérsia. cotejam-se descrições. os atuais representantes das espécies possuem uma complexidade estrutural e um patrimônio genético mais rico do que seus ancestrais. no decorrer do processo evolutivo. uma tarefa extremamente subjetiva a elaboração de um sistema de classificação que dê conta da seqüência de surgimento das várias categorias de espécies atuais e extintas. É impossível obter essa . por uma longa série de gerações. quase uma análise genética completa. que se fundamenta em evidências acumuladas ao longo da vida terrestre e demonstra que as características das espécies sofreram profundas alterações. tendeu-se a desconsiderar na análise dos espécimes estudados os caracteres anatômicos.

(4) do posicionamento correto do espécime dentro das classificações já existentes ou da revisão destas em função do novo achado. plantas. Para o primeiro. plantas. caso ele já tenha sido descrito. ou seja. Nomenclatura. algas e plantas. classe. protozoários e fungos inferiores). mesmo se a tecnologia exigida já estivesse totalmente disponível. família. Atualmente. ordem. O número de categorias é expandido.informação para formas de vida extintas. e seria longuíssimo o tempo necessário para consegui-la na maioria das formas existentes. Sete delas são consideradas obrigatórias para zoólogos e botânicos: reino. Com essa técnica. moneres. Um importante avanço nesse sentido. substância que codifica a informação hereditária. como tribo por exemplo. ou da preparação de uma descrição mostrando semelhanças e diferenças com relação a outras formas de vida conhecidas. que foi amplamente modificado ao longo do tempo. fungos e protistas (basicamente microrganismos eucariontes. Processo de classificação. mas não a natureza dessas diferenças. a maioria dos cientistas classifica os seres vivos e organismos extintos de acordo com um sistema de cinco reinos.e infra. baseada nas semelhanças e diferenças que apresenta em relação com outros organismos. moneres e vírus. enquanto o segundo prevê a existência apenas de animais. como nomenclatura taxionômica internacionalmente aceita o sistema de Lineu. O objetivo de classificar é enquadrar um organismo numa categoria já existente ou criar uma nova categoria somente para ele. Os biólogos reconhecem. O processo taxionômico moderno depende: (1) da obtenção de um espécime em condições de ser analisado. ao mesmo tempo que reconhece a separação entre eucariontes e procariontes. porém. em botânica). foi possível determinar semelhanças em trechos de moléculas de ADN de diferentes organismos. subordem. espécie. e (5) da utilização das evidências disponíveis para direcionar e encaminhar a avaliação do espécime.(subclasse. cujo número varia amplamente segundo os cientistas. (2) da comparação desse espécime com toda a gama conhecida de organismos vivos. por exemplo) e pelo acréscimo de categorias intermediárias. os cinco reinos são: animais. isto é. Para esse fim. Há outros códigos internacionais . (3) da identificação correta do espécime. classifica protozoários com os animais e junta num só grupo fungos. se necessário. pelo uso de prefixos sub-. filo (divisão. algas. reconhece-se a hierarquia das categorias taxionômicas. gênero. super. foi a técnica de hibridização com ADN (ácido desoxirribonucléico). ou segundo outro sistema de quatro reinos.

isolados para botânica (publicado em 1901). o mesmo nome genérico e específico pode ser usado para um animal e uma planta. Em 1953. ou espécime-tipo. uma lei de prioridade estabelece que. e microbiologia (bactérias e vírus. que deve ter publicado o nome científico num livro ou periódico acessível e com uma descrição reconhecível do organismo. 1948). Embora o nome da espécie seja binômina (Canis lupus. que tratam de protegê-lo da deterioração. seleciona-se um neótipo a partir do qual se descreve novamente a unidade taxionômica. Em zoologia. lupus occidentalis). o nome válido pode mudar também. esses códigos apresentam em comum alguns elementos: a nomeação das espécies é feita por duas palavras latinizadas. trinômine (C. zoologia (1906). todos os outros nomes são simples. se há consenso de que o status de uma unidade taxionômica se modificou. grafadas em itálico (a primeira indica o gênero e começa por maiúscula). e o das tribos em -ini. O sistema binômino de Lineu não é empregado na classificação dos vírus. Diferentes em vários aspectos. Parátipos são espécimes usados. reconhece-se como válido o primeiro nome e autor. o das famílias em idae. a convenção dita que os nomes das superfamílias terminam em -oidea. como ocorre freqüentemente. na designação original de um novo ser. . Emprega-se uma complexa nomenclatura para designar os diferentes espécimes-tipos: o holótipo é o espécime único designado por quem descreveu originalmente a espécie ou subespécie. se um gênero ou espécie foi descrito mais de uma vez. guardado em instituições públicas confiáveis. muitas das quais são produzidas artificialmente e desconhecidas na natureza. O uso de uma designação trinômine para cada subespécie indica que ela é considerada simplesmente um representante local de uma espécie mais amplamente distribuída. e que a designação de uma nova espécie seja associada a um espécime-tipo. por exemplo) e o da subespécie. Quando o holótipo se perde. o das subfamílias em -inae. A validação do uso de um nome científico exige o exame do espécime original. criou-se um código especial para a nomenclatura de plantas cultivadas. juntamente com o holótipo. Os parátipos devem todos fazer parte de uma mesma série (coletados numa mesma localidade e na mesma época).

Os dois casos exemplificados anteriormente ilustram situações de corpos em equilíbrio. Nos dois casos temos algo em comum que define a situação de equilíbrio. temos três leis em que todo o estudo do movimento pode ser resumido. Podemos dizer. quando ele se movimenta em linha reta e com velocidade constante). Mas existe um caso que. é necessário conhecer alguns conceitos físicos muito importantes. Isso ocorre porque elas estão se cancelando. não haverá perigo nenhum de você cair. frear ou fizer uma curva. Observe que. que é conhecido como equilíbrio estático.Física No estudo do movimento. mesmo com a existência dessas forças.a lei da ação e reação A primeira lei de Newton descreve o que ocorre com os corpos que estão em equilíbrio. Observe a sua situação nesse exato momento: provavelmente você está sentado em uma cadeira lendo esse texto. que você se encontra em equilíbrio. Nesse momento existem forças agindo sobre você: elas vêm da cadeira. e a terceira lei mostra como é o comportamento das forças quando temos dois corpos interagindo entre si. Para o entendimento dessas leis. Essas leis são conhecidas como as leis de Newton:  Primeira lei de Newton .a lei da inércia  Segunda lei de Newton . podemos dizer que o ônibus está em equilíbrio. A segunda lei explica o que ocorre quando não há o equilíbrio. Isso acontecerá caso o ônibus execute um movimento retilíneo e uniforme (em outras palavras. Portanto: . como força e equilíbrio. Nessa situação. O primeiro mostra o equilíbrio dos corpos em repouso. mesmo com o ônibus em movimento. portanto. do chão e de algum outro objeto em que esteja encostado.o princípio fundamental da dinâmica  Terceira lei de Newton . Quando nos preocupamos com as causas do movimento. Da dinâmica. estamos entrando em uma área da mecânica conhecida comodinâmica. e esse algo em comum é o fato de que todas as forças que estão atuando estarem se anulando. a cinemática. O repouso não é a única situação de equilíbrio possível. você continua parado. Imagine-se de pé em um ônibus em movimento: se ele acelerar. que é conhecido como equilíbrio dinâmico. propõe-se descrevê-lo sem se preocupar com as suas causas. você pode acabar se desequilibrando e caindo. O segundo mostra o equilíbrio dos corpos em movimento.

A seguir. ele permanecerá em repouso ou em movimento retilíneo uniforme. Como a força se trata de uma grandeza vetorial. Quando isso ocorre. É claro que a bola de vôlei será chutada com mais facilidade que a de boliche.a lei da inércia Na natureza. A determinação de uma força resultante não é algo simples. ou ainda. está em equilíbrio estático. Isso quer dizer que uma força é definida por uma intensidade. Muitas vezes essas forças se anulam. Um objeto que repousa sobre sua mesa.Forças com mesma direção e sentido. Define-se inércia como uma resistência natural dos corpos a alterações no estado de equilíbrio. o que resulta em equilíbro. Imagine que você tenha que chutar duas bolas no chão: uma de vôlei e uma de boliche. Os passageiros serão lançado para frente porque tendem a continuar em movimento. No caso dos corpos em movimento. apresenta uma maior inércia.só o fato de vivermos na Terra já nos submete à força da gravidade. não podemos determinar a força resultante utilizando a álgebra com que estamos acostumados. estão ilustrados os casos mais conhecidos para a determinação da força resultante de duas forças aplicadas em um corpo. É preciso conhecer um processo matemático chamado de soma vetorial. Caso 1 . seja ele estático ou dinâmico. maior tendência em se manter em equilíbrio. que apresenta uma maior resistência para sair do lugar. Em outros casos. por exemplo. a resultante das forças que atuam sobre um corpo é diferente de zero.O equilíbrio ocorre em toda a situação em que as forças atuantes em determinado corpo se cancelam. é impossível encontrar um corpo sobre o qual não existam forças atuando . o resultado dessas forças é definido como força resultante. e tende a ficar permanecer nessa situação indefinidamente. uma direção e um sentido. A primeira lei de Newton . podemos imaginar um carro em movimento que freia bruscamente. Força Resultante No nosso cotidiano. todos os corpos apresentam certa resistência a alterações no seu estado de equilíbrio. já que se trata de uma grandeza vetorial. A primeira lei de Newton trata dos corpos em equilíbrio e pode ser enunciada da seguinte forma: Quando as forças atuantes em um corpo se anulam. .

Caso Geral .Forças com mesma direção e sentidos opostos.Com base na lei dos Cossenos . Caso 3 . Caso 4 .Caso 2 .Forças perpendiculares.

A Segunda lei de Newton Quando diversas forças atuam em um corpo e elas não se anulam. Por isso. A relação de proporção entre força e aceleração é mostrada a seguir. Força resultante e aceleração são duas grandezas físicas intimamente ligadas. chamado Magnes. Conta uma lenda que a palavra magnetismo deriva do nome de um pastor da Grécia antiga. A segunda lei de Newton também nos mostra como força e aceleração se relacionam: essas duas grandezas são diretamente proporcionais. a segunda lei de Newton é representada matematicamente pela fórmula: A segunda lei de Newton também nos ensina que força resultante e aceleração serão vetores sempre com a mesma direção e sentido. se aumentarmos a força. Ele nos ensinou que. nessas situações. Onde é o símbolo de proporção. Para que possamos trocar a proporção por uma igualdade. Isso quer dizer que. E como se comporta um corpo que está sob a ação de uma força resultante? A resposta foi dada por Newton na sua segunda lei do movimento. Essa constante é a massa do corpo em que é aplicada a força resultante. é porque existe uma força resultante. que teria descoberto que um determinado tipo de pedra atraía a ponta . a aceleração irá aumentar na mesma proporção. precisamos inserir na equação acima uma constante de proporcionalidade. o corpo irá sofrer uma aceleração.

os ímãs são materiais capazes de se atraírem ou repelirem entre. Polaridade Os imãs possuem dois pólos magnéticos. o pólo norte e o sul de dois imãs se atraem mutuamente. mecanismo que fica explicado na figura que segue: . a pedra foi chamada de magnetita. Por outro lado. Uma outra versão atribui o nome do mineral ao fato de ele ser abundante na região asiática da Magnésia. Em homenagem a Magnes. si bem como de atrair ferro e outros metais magnéticos. Sejam naturais ou artificiais. a magnetita é um imã natural um minério com propriedades magnéticas. comum na física. chamados de pólo norte e pólo sul. como o níquel e o cobalto. O campo magnético é um conjunto de linhas de força orientadas que partem do pólo norte para o pólo sul dos imãs. de onde derivam as palavras magnético e magnetismo. em torno dos quais existe um campo magnético. se aproximarmos os pólos iguais de dois imãs o efeito será a repulsão. Seja qual for a versão verdadeira da origem da palavra.metálica de seu cajado. promovendo sua capacidade de atração e repulsão. Seguindo a regra da atraçãoentre opostos.

Um fato interessante sobre os pólos de um imã é que impossível separá-los. com seu próprio pólo norte e sul. Se cortarmos um imã ao meio. Perfis magnéticos Um modo de visualizarmos as linhas de força do campo magnético é pulverizando limalha de ferro em torno de um imã. Abaixo. a figura ilustra esse efeito pelo qual as partículas metálicas atraídas desenham o perfil do campo magnético. .As linhas de força promovem a atração entre pólos opostos e repulsão entre pólos iguais. exatamente sobre a linha neutra que divide os dois pólos. cada uma das metades formará um novo imã completo.

Limalha de ferro desenha as linhas de força do campo magnético de um imã. A seguir. Entretanto. como pesquisado por Faraday: . Indução eletromagnética Faraday descobriu que uma corrente elétrica era gerada ao posicionar um imã no interior de uma bobina de fio condutor. enquanto no motor elétrico uma corrente elétricaproduz a movimentação de uma bobina em relação ao imã. efeito que após comprovado recebeu o nome de indução eletromagnética. razão pela qual. a movimentação de uma bobina em relação a um imã produz uma corrente elétrica. demorou um bom tempo até que as correlações entre os fenômenos elétricos e magnéticos fossem estabelecidos. No gerador elétrico. Deduziu que se movesse a bobina em relação ao imã obteria uma corrente elétrica contínua. a ilustração representa o efeito de indução eletromagnética. se as propriedades dos imãs já eram conhecidas desde a antiguidade. a Terra se comporta como um imenso imã. sendo estes dois equipamentos iguais na sua concepção e diferentes apenas na sua utilização. Como os planetas também possuem pólos magnéticos norte e sul. A indução eletromagnética é o princípio básico de funcionamento dos geradorese motores elétricos. numa bússola. o pólo sul da agulha imantada aponta sempre para o pólo norte da Terra. O cientista inglês Michael Faraday (1791-1867) foi um dos pioneiros do estudo desta correlação.

A movimentação de um campo elétrico próximo a uma bobina produz a corrente elétrica i. Uma vez desligados perdem suas propriedades. Os campos magnéticos e suas interações elétricas fazem funcionar desde um secador de cabelos até os complexos sistemas de telecomunicações. Hoje. Magnes. ao contrário dos imãs permanentes. as leis do eletromagnetismo fundamentam boa parte da nossa tecnologia mecânica e eletroeletrônica. ÍNDICE DE FÍSICA IMPRIMIR ENVIAR . o lendário pastor grego. enquanto uma corrente elétrica produz o efeito de indução. O princípio da indução eletromagnética é também a base de funcionamento dos eletroímãs. equipamentos que geram campos magnéticos apenas. desde os poderosos geradores elétricos das usinas nucleares até os minúsculos componentes utilizados nos circuitos eletrônicos. * Carlos Roberto de Lana é professor e engenheiro químico. ficaria muito impressionado com o que se descobriu fazer possível com os poderes da pedra que encontrou por acaso.

imediatamente ele receberá desse outro corpo uma força de igual intensidade. INTRODUÇÃO À RELATIVIDADE ESPECIAL A Física proposta por Isaac Newton no séc. Os princípiosda Mecânica Newtoniana determinaram praticamente todo o desenvolvimentotécno-científico dos dois séculos que à precederam.quilograma (kg). Força . seja essa interação por contato ou por campo. . A terceira Lei de Newton A terceira lei de Newton nos mostra como é a troca de forças quando dois corpos interagem entre si. se um corpo faz uma força em outro. XVII tinha comobase fatos fortes e convincentes. que foi amplamenteutilizada nos séculos seguintes sem ser questionada. como é mostrado na figura a seguir. Mesmo nos nossos dias. Segundo a terceira lei. Tão convincentes. como por exemplo a questão sobre o referencialno qual são feitas as medidas e a influência do métodode medida sobre as grandezas em questão.newton (N). igual direção e sentido oposto à força aplicada. Massa . os conceitos estabelecidos pela MecânicaNewtoniana permanecem firmemente ligados ao nosso raciocínio cotidiano.Estes conceitos estavam tão fortemente enraizados que atravessaramvários séculos sem que alguém questionasse seus fundamentos.Unidades de força e massa no Sistema Internacional.Esta Mecânica caracteriza-se por não questionar a validadede seus conceitos.

casado com Ana. Tais críticas não causaram muito efeito de imediato. gerou uma revolução nos conceitos da Física. flows uniformly on. engenheiro italiano. foi o trabalho conjunto de ambos. discutiu o problema da inérciados corpos e acima de tudo apontou como ponto fraco da dinâmica Newtonianasua concepção de espaço e tempo absolutos. é lógico que suas propriedades devemde alguma forma estar conectadas com o movimento. e não deve ser considerado como algo absoluto. Paul Winteler. without to anything external" Mach observa que sendo o tempo medido necessariamente pelo movimentorepetitivo de um corpo ou sistema físico. Em seu texto intitulado "TheScience of Mechanics" de 1883.O primeiro físico a questionar alguns conceitos Newtonianosfoi o físico alemão Ernst Mach. Mach levantou a questão sobre a distinçãoentre movimento absoluto e relativo. masocasionalmente foram de profunda importância para um jovem físicochamado Albert Einstein. Portanto a maneira de observação e realizaçãode medidas físicas deve influenciar os conceitos físicos. Einstein foi fortemente atraído pelas idéiasde que os conceitos físicos devem ser definidos em termos de grandezasmensuráveis. no Departamento de Patentes. Esta concepçãoNewtoniana está bem ilustrada na seguinte passagem dos "Principia": "Absolute. irmã de Einstein. esposa mais tarde. o conceitode espaço deve estar intimamente ligado com as propriedades do sistemade medida. que possibilitou a concretização de uma longa e profunda amizade. Este pensamento. true and mathematical time. Maja. culminandocom o aparecimento da Relatividade. of itself and by its owntrue nature. Einstein conheceu Michele Angelo Besso. como por exemplo um pênduloou o movimento da Terra.Além destas relações familiares. fácil de se comprovar pela correspondência que mantiveram no período de 1903 a 1955. muito diferente do absolutismo Newtoniano. . A criacão da Relatividade Durante sua permanência em Berna. Mach expressa críticas à dinâmicade Newton. Semelhantemente. Suiça. cujo irmão.

dizia Einstein. "Para mim. acredita-se proveniente da experiência. vamos encontrar as próprias explicações de como havia chegado a sua tão original concepção de tempo e espaço: "Pergunto. Em consequência. mais tarde. Esta surpreendente declaração contém uma valiosa crítica como um todo. Tudo o que precisamos saber além sobre este assunto imaginamos já do nosso conhecimento desde a infância. forçou uma explicação mais minuciosa. possuia profundos conhecimentos enciclopédicos em filosofia. quando já havia crescido. às vezes. ao que juntou Eintein: "Persisto em acreditar que você poderia ter provocado o surgimento de idéias de grande valor. um determinado número de conceitos e interpretações relativos ao que denominamos de realidade. Michele é um humanista. como se fez que fui o único a desenvolver a teoria da relatividade ? " Segundo afirmava Eintein. um espírito universal. Segundo Einstein. o que uma criança de desenvolvimento normal não teria feito". Besso constituia o melhor banco de ensaio para as idéias novas em toda a Europa. Outra vez comentando sobre o aspecto revolucionário das suas teorias teria afirmado Eintein: "O que se aprende antes dos dezoito anos. assimila e ou aceita. tem muito de teoria e expeculações ". matemática e física. sociologia. sugestivamente conhecido por Academia Olímpia. Uma criança que se desenvolve normalmente. ao contrário.e recentemente. no desenvolvimento desta teoria.o que os priva da possibilidade de questionar sobre os . no processo educativo. pude penetrar mais profundamente no interior do problema. Tal evolução educativa os tornam conformistas e submissos . se tivesse se tornado bastante monomaníaco. Besso logo compreendeu a sua importância científica procurando atrair a atenção de Einstein para inúmeros outros pontos novos. em 1972. somente comecei a propor tais questões sobre o espaço e o tempo. no domínio científico. em suas conversas com James Flanck. como natural. como consta nos primeiros artigos que Eintein publicou sobre a relatividade. Tudo o que aprendemos. quando Einstein lhe expôs as suas idéias sobre a teoria da relatividade.Michele Besso. como me desenvolvi muito lentamente. a razão e que todo adulto normal não se preocupa com os problemas propostos pela conceituação de espaço e tempo. publicada pela editora Hermann de Paris. Aliás. Numa das célebres reuniões de grupo de Berna. Só os monomaníacos conseguem aquilo que denominamos de resultados ". Besso que se encontrava próximo. Algumas dessas sugestões foram utilizadas. Uma borboleta não é uma toupeira mas nenhuma borboleta deve se lamentar ". Na realidade. Einstein respondeu: "Isto é um bom sinal . a irmã de Besso certa vez interrogou Einstein: "Porque Michele (Besso) não fez nenhuma descoberta importante em matemática ? Sorrindo. com quem Einstein gostava de trocar idéias. muito interessado em diversos assuntos para se tornar um monomaníaco.

Tão evidente parecia. Um Século sem o Éter Faz cem anos que a existência do éter deixou de ser aceita como um meio elástico através do qual as ondas luminosas se propagavam por milhões de anos luz sem perder ou diluir sua energia inicial. a existência do éter. que o próprio Isaac Newton (1642-1727). deve ter tido muita dificuldade em aprender a falar) que permitiu que Eintein desenvolvesse a sua faculdade em adotar atitudes críticas. Como a teoria corpuscular era insuficiente para explicar a interferência luminosa Newton aceitou também a existência das ondas etéreas de Huygens. a absorção e a pressão.pressupostos. e sobre os quais se baseiam os conhecimentos a serem transmitidos. . assim como uma pedra lançada sobre a superfície da água causava uma onda que se propagava nesta superfície. é mais fácil deduzir como foi importante a monomania de Eintein. que a luz fosse constituída de corpúsculos muito pequenos emitidos pela fonte luminosa. Depois de vários séculos o éter. como havia sido proposto por Huygens? Diante deste dilema. Ora. os cientistas já haviam constatado que se um sino tocasse no vácuo. a ausência de ar não permitia que se produzisse nenhum som. após estudar os fenômenos óticos. Foi a dificuldade de aprendizagem (segundo afirmam na infância.meio no qual se propagariam as ondas luminosas. Assim. no seu tratado Ótica (1704). Desse modo Newton explicou. estes parecem os grandes segredos dos pensadores e artistas que. os consideram ainda insolíveis. não possuindo jamais uma firme convicção dos problemas fundamentais do mundo.imediatamente. os corpos luminosos produziam ondas que se propagavam até o observador. a propagação retilínea. para explicálos. sem um meio material capaz de transportar suas ondas. em geral implícitos. as idéias sobre a realidade física uma vez aceitas são. sugeriu. conceito que surgiu nos tempos antigos. substituídas por outros interesses mais específicos. tomou uma conotação propriamente científica quando o físico e astrônomo holandês Christian Huygens (1629-1695) formulou a teoria ondulatória da luz. Como explicar que a luz se propagava no vácuo. Segundo Huygens. a refração em superfícies de separação de dois meios de densidades diferentes. Huygens recorreu à velha idéia do éter . com relação aos problemas quase sempre aceitos como resolvidos. em 1678. aliada a sua capacidade de olhar sempre o mundo sobre pontos de vista diferentes e novos. Aliás. à semelhanca do que ocorria com uma lâmina metálica cujas vibrações produziam som. o desenvolvimento do pensamento humano em seu conjunto. na Academia de Ciências de Paris. a reflexão nas superfícies. em determinado sentido. Pode-se afirmar que o processo mental de inúmeras crianças e adolescentes repete. no século XVII. Depois destas considerações.

a Terra estava em repouso! . Se uma dessas direções fosse a do movimento da Terra em sua órbita ao redor do Sol e a outra perpendicular. em fins do século XIX. o físico norte-americano Albert Abraham Michelson (1852-1931). contorno ou forma.Mas inacreditavelmente. o éter mostrou não ter qualquer efeito sobre a velocidade da luz.este fantasma da física.o interferômetro de Michelson . inventou um instrumento capaz de medir a velocidade da luz . com o objetivo de demonstrar a realidade do éter. quer o feixe se deslocasse na mesma direção ou perpendicular ao movimento terrestre. negar a existência do éter seria a maior asneira possível. Se o éter existisse.e de comparar o intervalo de tempo gasto por dois feixes emitidos de uma mesma fonte em duas direções perpendiculares. No entanto. na época em Berlim. Em 1881. no laboratório do físico alemão Hermann Helmholtz (18211894). sem corpo. Michelson. primeiro prêmio Nobel de seu país. durante séculos. uma diferença de intervalos de tempos deveria ser detectada. começou a questionar a existência real do éter .Assim.

indubitavelmente orientou as pesquisas de Einstein na revisão das idéias sobre o tempo e as grandezas espaciais. na Mecância Clássica. no sentido de resolver a contradição surgida em consequência da experiência de Michelson-Morley. teremos:c=x/t . De fato. com a velocidade c num tempo t.Aparato real do experimento de Michelson-Morley que deu significante impulso ao desenvolvimento da teoria da relatividade especial Prelúdio à Relatividade de Einstein A tentativa de Fritzgerald. no referencial R. se a luz percorre uma distância x.

ou seja. e confirmou a invariância da velocidade da luz no vácuo. No entanto. poderemos escrever: c=x/t=x'/t' A análise Einsteiniana acabou com o espaço-tempo absoluto. ou seja . . pois a rapidez da luz-uma constante fundamental das leis do eletromagnetismo-posuía o mesmo valor em relação a todo referencial Galileano. após demostrar. através de uma sequência de exemplos e de forma indiscutível e inequívoca. foi necessário fazer c=c'. Para eliminar esse impasse. realizada no referencial R'. Ele postulou que as leis da Física tem a mesma formulação em todos os referenciais Galileanos. fosse ela mecânica. ótica ou eletromagnética. Einstein cuidou de relacionar as grandezas vigentes num sistema com as aplicáveis a outros. As relações empregadas por Einstein. a distância percorrida x'será: c'=x'/t. Designando t'como novo valor de t. pelo princípio da Relatividade de Galileu. Como esta variação da velocidade da luz não foi registrada na experiência de Michelson-Morley. que não há sentido em se cogitar de eventos que se sucedem simultaneamente em sistemas não relacionados entre si. Este princípio da Relatividade de Einstein explicou o fracasso da experiência de Michelson-Morley. incompatível com a lei Newtoniana de adição e subtração das velocidades de referenciais que se deslocam. que variava segundo o sistema de referência. supor que t-tempo variava ao mesmo tempo que x-comprimento percorrido pela luz.Lorentz(1853-1928). Tal princípio da Relatividade aboliu toda significação que se poderia dar à noção de referencial absoluto. Com efeito. onde t permanece imutável-tempo absoluto-como prevê a Mecânica Newtoniana. não variava. conduziu Einstein a estabelecer uma nova cinemática compatível com o princípio da Relatividade Einsteniana. e afirmou que seria possível colocar em evidência o movimento de um referencial em relação a outro R'por intermédio de qualquer tipo de experiência. propôs estender o princípio da Relatividade já conhecido na Mecânica Clássica à toda a Física. A idéia da invariância da velocidade da luz. Relatividade Restrita ou Teoria Especial da Relatividade Em 1905. foram as mesmas formuladas pelo físico holândes H.A. um jovem físico alemão. É a distância x que se transforma em x'e a velocidade c que se altera em c'. Einstein.Em relação a outro referencial R'. a velocidade c deveria variar. verificou-se que a velocidadec da luz era constante(exigência de teoria do eletromagnetismo).

animada de uma velocidade c. conhecida como equação de Eisntein ou equação da experiência de massa-energia. Bibliografia . é expressa pela equação: E=Km(c)2 Esta expressão mostra que uma partícula em repouso possui uma energia de massa expressa por Ei=mi(c)2 onde i é a condição inicial das variáveis Esta célebre relação.A teoria da Relatividade Restrita estabelece que a energia cinética de uma partícula de massa m. admite que uma partícula em repouso possui energia em sua massa.