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NEGLIGÊNCIA Falta de atenção ou cuidado - Inobservância de deveres e obrigações Age o Médico com negligência quando deixa de praticar atos

ou não determina atendimento hospitalar ou de enfermagem compatível com o recomendado pela ciência médica em relação ao estado médico do paciente. Exemplo: Acidente de veículos - lesões e fraturas variadas. É óbvio até para o leigo que é medida de absoluta importância o Raio X ou Tomografia Computadorizada para detectar a hipótese de "traumatismo craniano". Se o Médico, neste caso, deixa de tomar esta providência estará deixando de empregar "todos os meios" para a cura ou melhora de seu paciente. Constatando, posteriormente, que o paciente veio a falecer, ou agravar seu estado de saúde, com ou sem seqüelas, em razão de ser ter sofrido "Traumatismo Craniano" não tratado por negligência do médico, óbvio, terá direito a indenização correspondente. Alta Médica prematura - O médico que dá alta ao paciente que ainda necessita de tratamento hospitalar também pode ser considerado negligente quando em razão de seu ato vem o paciente sofrer danos à saúde, sofrer seqüelas ou falecer. Amputar uma perna quando a outra é que estava doente. É falta de atenção, cuidado, é ilícito penal e ilícito civil, cabe ação de indenização, independente da ação penal em razão da lesão corporal. Responsabilidade solidária - Médico cirurgião quando acerta a cirurgia com o paciente ou seus familiares e o anestesista de sua equipe são negligentes, também deverá ser responsabilizado civilmente, mas não criminalmente, porque a sua responsabilidade é contratual, embora a responsabilidade do anestesista também seja de ordem criminal. Independente de ilícito criminal haverá a responsabilidade contratual

IMPRUDÊNCIA Ato de agir perigosamente, com falta de moderação ou precaução - Temeridade. Praticar cirurgia de risco sem os equipamentos necessários a um atendimento de emergência. Nos hospitais ou clínicas em que não existam equipamentos apropriados não se deve fazer cirurgia com anestesia geral, pois a anestesia em si, já é um elemento de risco. Fazer um parto sem possuir o aspirador do líquido amniótico, por exemplo. (necessário para retirar o líquido que a criança geralmente aspira). Fazer duas anestesias simultâneas. Alguns médicos anestesistas correm o risco e atendem duas ou mais cirurgias ao mesmo tempo. A simples prática deste expediente já configura ilícito penal. O ilícito civil somente será possível havendo qualquer tipo de dano ao paciente. Responsabilidade solidária - Importa observar que o ilícito também é ético, merecendo representação junto a CRM, e o médico cirurgião que aceita fazer uma cirurgia nesta situação também é responsável porque, da mesma forma, assumiu o risco juntamente com o médico anestesista. Portanto, neste caso, pouco importa que o médico anestesista seja da equipe do médico cirurgião, a responsabilidade civil do cirurgião é solidária em razão de tratar-se de ilícito penal e não só contratual.

quando em exercício de suas atividades. Há casos em que o paciente submete-se a uma cirurgia de próstata e. contidos no Código de Ética do Conselho Internacional de Enfermeiros (1953). equivocadamente. devido a uma cisão de um músculo peniano. contido no Código de Ética da Associação Brasileira de Enfermagem (1976) e as Normas Internacionais e Nacionais sobre as pesquisas em Seres Humanos (1964). porque os próprios tribunais superiores já têm jurisprudência pacificada de que o ser humano. está sujeito ao erro. o dialogo diante dos problemas que surgem. é necessário que ela tenha consciência dos atos que pratica. A imperícia se caracteriza quando o médico tem todos os sintomas que indicam claramente uma determinada doença e. São comuns pessoas que se submetem a cirurgias plásticas e têm músculos seccionados e perdem os movimentos da expressão. tanto no convívio social como no trabalho. por falta de prática. e os deveres éticos que regem cada profissão subsidiando as deliberações pautadas no discernimento. gerando seqüelas para o paciente. inábil. É imperito ainda o médico cirurgião que. perde a potência e até o controle da urina. Ou que se submetendo a uma cirurgia de varizes tem seccionado o nervo fibular comum. esta voltada para os princípios morais. é que pode dar ensejo a indenização civil. Portanto podemos definir ética profissional como um conjunto de normas que regem o individuo. O restabelecimento familiar. à falibilidade. A consciência profissional. . promulgada pela Assembléia Geral das Nações Unidas (1948) e adotada pela Convenção de Genebra da Cruz Vermelha (1949). A palavra ética vem do grego “ethos” que dignifica caráter. aquele que poderia ser evitado com cautela e atenção ou em obediência às normas médicas recomendadas. veias ou nervos que não podem ser suturados. seja ela moral ou profissional. por mais especializado que seja. habito e costumes. os hábitos pessoais. com seqüelas para o paciente. Para que uma pessoa desenvolva sua ética. do meio ambiente em que vive e das pessoas que a rodeiam. profissional e social do individuo. Mas o erro grosseiro. prescreve tratamento para outra doença. A moral é um conjunto de normas que regem os atos humanos usados na vida familiar. são estruturas básicas de nossa formação. É importante ressaltar que não são todos os tipos de erros médicos que ensejam a indenização civil.IMPERÍCIA Falta de experiência ou conhecimentos práticos necessários ao exercício de sua profissão. o respeito humano que temos por cada membro da nossa família. Consciência indica a percepção que a pessoa tem de si. O código de ética dos profissionais de enfermagem teve como referencia os postulados da declaração Universal dos Direitos do Homem. corta músculos. E são esses hábitos que levamos para fora de casa. A diversos escritores que a igualam a ética.

que tendo o sistema em suas mão. ou seja. transformado num zumbi complacente e retorna para a enfermaria onde é aliviado do sofrimento pelo amigo índio que o mata (livrando McMurphy de sua nova existência vegetal) e depois escapa. O nome deste filme – Um Estranho no Ninho – reflete bem o seu conteúdo pois mostra a relação. Se o conceito real de liberdade fosse o entendido por McMurphy. mas como não o é o mesmo deveria Ter-se ajustado aos limites de liberdade do sanatório. na mesma cadência. convence os médicos a entrarem com uma intervenção cirúrgica para conte-lo. a enfermeira Mildred Ratched e os médicos da clínica. Contudo. McMurphy é lobotonizado.” (Foucault). um atrás do outro. Se lembrarmos de uma cena do filme estaremos com um caso típico de um anormal sadio. mostrando claramente sua propensão às teorias críticas da psiquiatria como a antipsiquiatria. transtorno para o qual. A cena em que todos andam em círculos e sentem-se acomodados com aquilo. curável com medicamentos ou procedimentos médicos mas em sua essência o estranho no ninho é um poderoso filme antipsiquiátrico e foi baseado na . Outra parte marcante é quando a enfermeira descobre que McMurphy contrabandeou duas mulheres para dentro da enfermaria.Este foi um best-seller influente do autor norte-americano Ken Kesey. Ao fazer isto é reprimido pelos dirigentes. que se suicida. sempre levando em conta as adequações da sociedade onde o indivíduo esta inserido. em círculo. Ele passa a ser um anormal que deve ser contido com remédios tranqüilizadores. entre uma pessoa que ao se inserir numa sociedade "quebra" a rotina da mesma desrespeitando a ordem vigente. ela ameaça contar para a mãe de um jovem paciente Billy. O filme em certos pontos demonstra as técnicas da psiquiatra clássica onde a doença é tratada como orgânica. um preso rebelde que finge ser louco para ser transferido para o que ele pensou ser um lugar mais fácil de viver. eletrochoque e lobotomia) As punições feitas através de agressões físicas como choques elétricos. e as conseqüências da relação. servindo para uma verdadeira "lavagem cerebral" tendendo exatamente à anulação das vontades individuais. ele teria conseguido. intervenção eficaz e onde afloram os procedimentos mais questionáveis dos hospitais (medicações. que ficam desesperados com a nova situação. o comportamento é anti-social. levando em conta que conceito de normal e patológico é extremamente relativo. assustando a todos. e que foi transformado em filme de grande sucesso pelo diretor tcheco Milos Forman. Por diversas vezes sua insanidade foi contestada mas como era de seu interesse. o asilo de loucos. as atitudes do personagem não demonstram nenhum problema na saúde mental o que gera grandes discussões entre ele. o nosso "anormal" revolta-se e começa a andar em sentido inverso. “A doença só tem realidade e valor de doença no interior de uma cultura que a reconhece como tal. visavam na verdade assustar os outros pacientes para evitar que fizessem o mesmo. Imaginou que ao se fazer passar por "louco" teria sua liberdade alcançada pois os loucos podem fazer tudo o que querem já que são loucos. já que este não demonstrava medo ao receber uma punição e mantinha o seu principal objetivo: alcançar a liberdade. levando a um enraivecido McMurphy tentar estrangular a enfermeira Ratched. McMurphy buscou no sanatório uma forma de tornar-se livre já que por várias vezes foi preso. Ao entrar no sanatório McMurphy observa toda a rotina monótona a qual os pacientes eram submetidos e. McMurphy fazia se passar por doente mental. como não se adapta a ela tenta mudá-la. a psiquiatria não tem até hoje. elegeram McMurphy como um líder e ao mesmo tempo como um "protetor" contra as ameaças de punições. Com o passar do tempo os outros pacientes foram encontrando em McMurphy aquilo o que eles gostariam de ter mas não podiam devido à organização da clínica. É a história de Randall McMurphy. médicos e enfermeiros do local.

Deste modo o filme demonstrou as atrocidades passadas pelos “loucos” em um sanatório. levando-os ao desuso por serem consideradas “ferramentas politicamente incorretas". ao invés de seus guardiões. no que se dispôs a retratar – a teoria de antipsiquiatria. o uso de drogas. os eletrochoques e a lobotomia como métodos de repressão do livre arbítrio humano. Ele foi tremendamente influente. métodos indesejáveis e ditatoriais da sociedade estabelecida para impor castigo e submissão as normas. e não surtiam efeito. .tradução dos estudos de Michel Foucault sobre prisão e loucura O enredo é altamente eficaz em retratar o sanatório. A história é conduzida de modo apoiar os internos. como o eletrochoque e a lobotomia e reforçou a tese de que estes procedimentos não eram corretos.