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Análise de Redes de Energia 1

Problemas das Aulas Práticas – Trânsito de Energia

Problema TE1
G1

~

~

G2

1

2

SC1
A linha possui uma tensão nominal de 220 kV e as seguintes características: x = 0,42 Ω/km b = 2,75 µS/km L = 160 km

SC2

As potências de carga nos barramentos 1 e 2 são: SC1 = 100+j30 MW/Mvar SC2 = 200+j100 MW/Mvar

A tensão no barramento 1, em pu, é unitária com argumento nulo. O gerador ligado ao barramento 2 fornece uma potência activa, PG2, de 100 MW. Admitindo que a potência reactiva fornecida pelo gerador ligado ao barramento 2, QG2, é igual a 80 Mvar, calcule:

a)

A tensão complexa no barramento 2. (V2 = 0,9758 e –j8º,1801 pu)

b)

As potências activa e reactiva fornecidas pelo gerador 1. (PG1 = 2 pu, QG1 = 0,4392 pu).

c)

Repita as alíneas anteriores admitindo que b = 0. (V2 = 0,9606 e–j8º,3106 pu, PG1 = 2 pu, QG1 = 0,6565 pu).

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Problema TE2
Considere de novo a rede representada no Problema TE1. Admitindo que a tensão complexa no barramento 1 é V1 = 1+j0 e que pretende controlar o módulo da tensão no barramento 2, V2, no valor de 1 pu, determine:

a)

O argumento da tensão no barramento 2. (δ2 = –7º,9809)

b)

A potência reactiva gerada no barramento 2. (QG2 = 0,9632 pu)

c)

As potências activa e reactiva geradas no barramento 1. (PG1 = 2 pu, QG1 = 0,2632 pu).

d)

Repita as alíneas anteriores para o caso em que b = 0. (δ2 = –7º,9809 pu, QG2 = 1,0698 pu, PG1 = 2 pu, QG1 = 0,3698 pu).

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Problema TE3
~
SG1 1 L1 L2 L3 SG2 2 SC2

~

3 QC3

Considere a rede de 220 kV representada na figura acima.

Dados: Sb = 100 MVA, V1 = 1,0 ej0 pu SG2 = 120 + j80 MW/Mvar, SC2 = 120 + j60 MW/Mvar x = 0,45 Ω/km, L1 = 80 km, L2 = 60 km, L3 = 90 km A carga de admitância constante colocada no barramento 3 é puramente indutiva, absorvendo QC3 = 40 Mvar quando V3 = 1 pu.

a)

Escreva as equações nodais.
⎡ − jQ1 ⎤ ⎡− j25,3951 j13,4444 j11,9506 ⎤ ⎡ 1 ⎤ ⎢ 0,2 ⎥ ⎢ ⎥⎢ ⎥ − j31,3704 j17,9259 ⎥ ⎢ V 2⎥ ⎥= ⎢− j V2 ⎥ ⎢ ⎢ ⎢ − j30,2765 ⎥ ⎢ V 3⎥ ⎦⎣ ⎦ ⎢ 0 ⎥ ⎣ ⎦ ⎣

b)

Calcule as tensões complexas nos barramentos 2 e 3. (V2 = 0,9982 pu, V3 = 0,9857 pu)

c)

Repita b) considerando que a carga QC3 é um condensador. (V2 = 1,0214 pu, V3 = 1,0266 pu)

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Problema TE4
1 L 2 T 3

A linha L possui uma tensão nominal de 220 kV, e os seguintes parâmetros característicos numa base de potência de 100 MVA: R = 0,0049 pu X = 0,0264 pu B = 0,04 pu

O transformador T possui uma relação de transformação 220/63 kV, uma tensão de curtocircuito de 4,375%, na base de potência de 100 MVA, e uma resistência dos enrolamentos que se assume ser nula. A potência complexa de carga no barramento 3 é de 200+j100 MW/Mvar, quando a tensão no barramento for a nominal e possui elasticidades da potência activa e reactiva em relação à tensão iguais a 2. O barramento 1 é o barramento de referência e possui uma tensão de 1 pu com argumento nulo.

a)

Admitindo que a relação de transformação, m, do transformador é unitária, determine a tensão em módulo e argumento nos barramentos 2 e 3. (V2 = 0,9628 pu, δ2 = –2,º3608, V3 = 0,9192 pu, δ3 = –7,º1528)

b)

Repita a alínea anterior, admitindo que a relação de transformação, m, do transformador é de 0,9121 pu. (V2 = 0,9554 pu, δ2 = –2,º8150, V3 = 1,0000 pu, δ3 = –7,º6070) Supondo que a relação de transformação m é unitária e que compensa o cos de φ da carga para um valor unitário ligando uma bateria de condensadores ao barramento 3, calcule a tensão em módulo e argumento nos barramentos 2 e 3. (V2 = 0,9851 pu, δ2 = –2,º9163, V3 = 0,9814 pu, δ3 = –7,º9170)

c)

QG1 = 1. (PG1 = 2. A potência de carga no barramento 2 é de 100+j40 MW/Mvar.8795 pu. V3 = 0. Qc3 = 0.Análise de Redes de Energia 1 Problemas das Aulas Práticas – Trânsito de Energia Problema TE5 1 3 2 A linha possui uma tensão nominal de 220 kV e as seguintes características (Sb = 100 MVA): R = 0.9819 pu) d) Repita a alínea b) para o caso da alínea c).04 pu O transformador possui uma relação de transformação nominal de 220/63 kV.2801 pu. sendo as elasticidades das potências activa e reactiva em relação ao módulo da tensão iguais a 2.u.9812 pu. a potência activa e reactiva de carga no barramento 3 e as potências de perdas activa e reactiva. Este transformador possui uma relação de transformação variável em carga.5% na base de potência do transformador. Pc3 = 1.9007 pu.º7214) b) Determine as potências activa e reactiva geradas no barramento 1.2781 pu. PL = 0. A tensão no barramento 1 é igual a 1+j0 pu.7518 pu.0049 pu X = 0. δ2 = –2. m. possuindo esta carga elasticidades das potências activas e reactivas de carga em relação ao módulo da tensão nulas.0264 pu B = 0. QG1 = 1.0212 pu. QL = 0. QL = 0. do transformador para que o módulo da tensão no barramento 2 seja 1 p. (V2 = 0. ser a nominal. Determine ainda o argumento da tensão no barramento 2. (δ2 = -2.9694 pu.º4621.1263 pu) . Pc3 = 1. m = 0.1283 pu) c) Determine a relação de transformação. (PG1 = 2.º5556. m. a) No caso da relação de transformação do transformador.9007 pu. δ3 = –2. Qc3 = 0. PL = 0.0212 pu. determine as tensões nos barramentos 2 e 3. A potência de carga no barramento 3 é de 200+j80 MW/Mvar.7518 pu.8795 pu. uma potência nominal de 240 MVA e uma tensão de curto-circuito de 10.

(β = –1. Considere m = 1 pu.º8814. Considere β = 0º.42 Ω/km. determine: a) A tensão no barramento 1 e os trânsitos de potência activa nas linhas L1 e L2 supondo que m = 1 e β = 0º. Calcule também o argumento da tensão no barramento 1. Admitindo que a tensão no barramento 2 é igual a 1 ej0º pu. PL1 = 1.3 Ω/km e 0.0 pu. O transformador desfasador D tem uma tensão de curto-circuito de 5% (na base de potência de 100 MVA) e é caracterizado por possuir o módulo (m) e o argumento (β) da relação de transformação variáveis.º0780. 80 km de comprimento e reactâncias de 0.9094 pu) b) O módulo (m) da relação de transformação do transformador D. O transformador T possui uma tensão de curtocircuito de 5% (na base de potência de 100 MVA) e relação de transformação unitária.0599 e j5. (V1 = 1. de modo a controlar a tensão no barramento 1 no valor de 1. respectivamente. de modo a que os trânsitos de potência activa nas linhas L1 e L2 sejam iguais. (m = 0.Análise de Redes de Energia 1 Problemas das Aulas Práticas – Trânsito de Energia Problema TE6 T G 1 L1 2 ∼ L2 D 200MW 100Mvar As linhas L1 e L2 têm uma tensão de 220 kV.0906 pu. PL2 = 0. δ1 = 5º.3915) .8836 pu) c) O argumento (β) da relação de transformação do transformador D.

68º V3 = 0.04 pu O transformador T possui uma relação de transformação 220/63 kV.47º PG1 = 171.08Mvar δ2 = –2.23 pu x’’d = 0. A relação de transformação deste transformador é unitária.1448 e –j72º. uma tensão de curtocircuito de 4.5550 pu) b) Calcule a contribuição do grupo gerador-transformador e da carga para a corrente de curto-circuito trifásica simétrica no barramento 2.Análise de Redes de Energia 1 Problemas das Aulas Práticas – Curto-Circuitos Problema CC1 1 L 2 T 3 A linha L possui uma tensão nominal de 220 kV e os seguintes parâmetros característicos numa base de potência de 100 MVA: X = 0.0pu δ1 = 0º V2 = 0. (Icc = 5. IccC = 0) .927pu δ3 = –7.375%.12 pu (V1/V2)T=12/220kV XT = 0.11 pu a) Determine o valor mais elevado da corrente de curto-circuito trifásica simétrica no barramento 2.0264 pu B = 0.86MW O grupo gerador-transformador ligado ao barramento 1 possui as seguintes características na base de potência de 100 MVA: VGn = 12 kV x’d = 0. (IccGT = 5. pelo método: (i) da impedância de Thévenin (ii) da matriz das impedâncias nodais.1448 e –j72º. na base de potência de 100 MVA. O trânsito de energia desta rede forneceu os seguintes valores: V1 = 1.5550 pu. A carga no barramento 3 é de 200MW e 100 Mvar possuindo elasticidades em relação à tensão iguais a 2. e uma resistência dos enrolamentos que se assume ser nula.971pu QG1 = 112.

(Icc = 1.3188 kA. L3 0. (Icc = 1. IccFT = 1.5031 pu.5229 kA. Vccb = Vccc = 0.0 pu.5 ohm/km 50 km xd xh l As correntes de curto-circuito no barramento 4 são: Icc3F = 1. xh = 0. (xd = xi = 0.5923 kA.3 pu.5 pu) .2 pu) b) Para curto-circuitos no barramento 2.9346 pu) • a corrente de curto-circuito bifásica (em kA) e a respectiva tensão nas fases defeituosas.3827 pu) • a corrente de curto-circuito monofásica (em kA) e a tensão nas fases do barramento 1. calcule: • a corrente de curto-circuito simétrica (em kA) e a tensão no barramento 1. Vccb = Vccc = 0. Vcc = 0.4891 kA.5 ohm/km 1. Vcca = 0. Vcca = 1. (Icc = 1.Análise de Redes de Energia 1 Problemas das Aulas Práticas – Curto-Circuitos Problema CC2 Considere a rede da figura seguinte que se considera estar em vazio à tensão nominal de 220 kV: 2 Rede D 1 G T L3 4 Sn x''d xh XN Ligações Gerador G 100 MVA 15% 5% 5 ohm YT 3 L1 L2 Transformador T Sn 100 MVA m 10/220 kV/kV Vcc 10% XN 5 ohm Ligações D/YT Linhas L1. L2.4337 kA a) Calcule as reactâncias equivalentes da rede D.

05pu Transformador T: Sn=100MVA.2Ω/km. e todos os disjuntores estão fechados. Considere um defeito no barramento 2. a) Corrente de curto-circuito trifásico (kA) (Icc = 5. à tensão de 1.3749 kA) c) Corrente de curto-circuito monofásico (kA) (Icc = 5.0518 kA) b) Corrente de curto-circuito bifásico (kA) (Icc = 4.5km Rede A (com D3 fechado e D1 e D2 abertos): Scc=1000MVA (3F). xd=0. xh=1.4Ω/km. l1=l2=22. 1000MVA (1F) A rede está inicialmente em vazio. x0=0.2pu.9925 Ω) .2753 kA) e) Reactância de neutro do transformador. xi=0.Análise de Redes de Energia 1 Problemas das Aulas Práticas – Curto-Circuitos Problema CC3 1 G ∆ T L1 2 x D1 L2 x x D3 D2 Rede A Gerador G: Sn=100MVA. 866MVA (2F). Vcc=10% Linhas L1 e L2: Vn=150kV. x’’d=0.3978 kA) d) Corrente no gerador (fase a) para curto-circuito monofásico (kA) (Icc = 9. 12/150kV/kV.0 pu. de modo a que as correntes de curto-circuito monofásico e trifásico sejam iguais em módulo (Ω) (Xn = 11.2pu.

Pretende-se proteger o troço AB utilizando uma protecção de máxima intensidade. . de tempo definido.Análise de Redes de Energia 1 Problemas das Aulas Práticas – Protecções Problema P1 T A B C O transformador T tem uma relação de transformação 30/10 kV e uma potência nominal de 20 MVA.0] s Iop=[1. O cabo AB.1 s). 100. A impedância longitudinal do cabo AB é de 0. tripolar de cobre com 4 km de comprimento. Regule o disparo temporizado e o disparo instantâneo da protecção a colocar em A. K. O valor nominal da intensidade de corrente que percorre o cabo AB é de 180 A. de 112 Amm-2s1/2.6 s + tempo de actuação do disjuntor = 0. 150 e 300 A com as seguintes características: Disparo temporizado: top=[0.3 – 3.2 – 2] In kreg=Id/Iop=0.275+j0. No barramento A. a potência de curto-circuito é SccA = 250 MVA e o tempo de abertura do disjuntor tdisj = 150 ms.1s. primária. A protecção localizada em B elimina os defeitos no troço BC em 0. sendo que 10% da carga localizada em A é constituída por motores caracterizados por Iarr = 4 In.09 Ω/km.7 Disparo instantâneo: Iop=[2 – 20.7 s (tempo de actuação da protecção = 0. possui uma secção de 70 mm2 e possui uma densidade de corrente limite térmica. Estão disponíveis protecções com In = 50. directa. ∞] In tin=15 ms A margem de segurança aconselhável para as temporizações é 0.

200. dos relés de tempo inverso dada pela seguinte equação: ln(t op ) = 0. O “Time Multiplier”. TM. Regule as protecções de tempo inverso. 450. 900. 600. 400.1s.704 IPSM . Os disjuntores têm um tempo de corte da intensidade de corrente de 5 ciclos à frequência industrial. tem um valor mínimo TMmin = 0. A margem de segurança aconselhável para as temporizações é 0.5484 + 5. de modo a proteger a rede da figura. 500. 800. 300. para TM=1. 250. 100. 1000 e 1200 / 5 A As protecções estão equipadas com TI’s que alimentam relés de tempo inverso. .Análise de Redes de Energia 1 Problemas das Aulas Práticas – Protecções Problema P2 T A B C D As características da rede da figura são as seguintes: Troço AB BC CD DImax (A) 600 450 300 100 Barra A B C D Icc (kA) 6 5 3 2 Tensão nominal: 60 kV Intensidade nominal da protecção: 5 A TI’s disponíveis: 50.1. 150. sendo a característica top(IPSM).

os custos marginais dos geradores e o custo marginal do sistema. b) Determine agora o despacho económico sem perdas sujeito aos limites de operação dos geradores. . os parâmetros das linhas (na base de 100MVA). a) Determine o despacho económico sem perdas e sem considerar os limites de operação dos geradores. os custos marginais dos geradores e o custo marginal do sistema. onde estão indicadas as potências das cargas. além dos custos marginais dos geradores e os seus limites de operação.Análise de Redes de Energia 1 Problemas das Aulas Práticas – Despacho Económico Problema DE1 Considere a rede radial de energia eléctrica representada no esquema abaixo. indicando novamente as potências geradas. indicando as potências geradas.

respectivamente.016PG2 [€/MWh] 0MW≤PG2≤50MW dPG2 dF3 =4.005PG1 [€/MWh] dPG1 100MW≤PG1≤600MW dFi . Determine: Pperdas [MW] PG1 [MW] PG2 [MW] PG3 [MW] λ [€/MWh] L1 L2 L3 . seguintes limites de operação: dF1 =4.j 15 .1+0.5 + j 5 ⎤ ⎥ .1 + j 10 1.83+0.j 5⎥ ⎦ 0 expressa em por unidade na base da tensão das linhas. e os dPGi 1 2 3 dF2 =6.0.5 + j 5 ⎥ 0. V2=1e-j29. [Y] da rede da figura é a seguinte: ⎡ 1 − j 10 ⎢ ⎢.006PG3 [€/MWh] dPG3 100MW≤PG3≤ 600 MW As cargas activas ligadas aos barramentos 2 e 3 são iguais a 600 MW e 400 MW.5 .73º e V3=1e-j19.1 + j10 ⎢0 ⎣ . A matriz de admitâncias.49º.0.5 . e na base de potência de 100 MVA a) Realize o despacho económico sem perdas das centrais e determine: λ [€/MWh] Gerador 1 Gerador 2 Gerador 3 PG [MW] dF/dPG [€/MWh] b) O despacho económico com perdas das centrais representadas na Figura conduziu aos seguintes valores para as tensões nos barramentos 1. 2 e 3 possuem as seguintes funções de custo marginal. 2 e 3: V1=1ej0.1+0. 220kV.Análise de Redes de Energia 1 Problemas das Aulas Práticas – Despacho Económico Problema DE2 Considere a rede da figura seguinte em que as centrais ligadas aos barramentos 1.

03PG12 €/h 50 MW ≤ PG1 ≤ 400 MW CT2 = 1500 + 17PG2 + 0. Os custos de operação destas centrais são: CT1 = 1300 + 20PG1 + 0. coeficientes µ1i e µ2i e custo total de operação de cada uma das centrais. num período de 24h. repartição de potência activa pelas duas centrais térmicas.Análise de Redes de Energia 1 Problemas das Aulas Práticas – Despacho Económico Problema DE3 Duas centrais térmicas alimentam. . uma carga constante e igual a 500 MW.01PG22 €/h 50 MW ≤ PG2 ≤ 400 MW Calcule: Custo marginal de produção. λ [€/MWh].