Socialismo cientifico

O socialismo científico ou socialismo marxista representou o mais bem-sucedido conjunto de idéias destinadas a explicar os mecanismos da exploração capitalista, propor aos trabalhadores um projeto de luta coerente e possível e indicar a superação futura das desigualdades, pela construção de uma sociedade mais justa, processo tido como inevitável. Foi elaborada por Karl Marx e Friedrich Engels, a divulgação dessas idéias iniciou-se em 1848, com a publicação do livro “O manifesto Comunista”. Podemos identificar quatro conceitos que formam a base do socialismo científico: luta de classes, mais-valia, revolução socialista e materialismo histórico. Luta de classes e mais-valia Em sua análise da história, Marx enfatiza o papel transformador da luta de classes. Toda formação econômica implica na existência de algum tipo de exploração, o que acentua as diferenças entre a classe dominante e a classe dominada. O principal mecanismo da dominação burguesa era a mais-valia, que corresponde ao valor da riqueza produzida pelo operário e ao valor remunerado de sua força de trabalho. A mais-valia corresponde a um elemento indispensável da capitalização burguesa. Revolução Socialista As tensões sociais provocadas pela mais-valia acabariam resultando na Revolução socialista. O socialismo seria uma forma mais igualitária, nessa etapa caberia ao Estado o controle sobre os meios de produção, dessa forma o Estado deveria administrar as riquezas produzidas e representar a coletividade, para distribuí-las de forma mais justa. Em uma etapa posterior, o próprio Estado desapareceria, pois representava o poder de dominação de um grupo social sobre os demais. A abolição do Estado, tornaria impossível a existência de qualquer tipo de opressão, a nova sociedade que assim se formou viveria, a partir de então, o comunismo, etapa final e mais elevada do desenvolvimento humano. Materialismo histórico O materialismo histórico representa certa forma de examinar a historia humana privilegiando seus aspectos materiais, dentro dessa perspectiva, as relações econômicas são fundamentais para a determinação das categorias sociais. Dessa forma é caracterizada a base socioeconômica de uma civilização, a partir da base socioeconômica de uma sociedade, surge um conjunto de elementos políticos, culturais e religiosos que são em grande parte, reflexo dessa base e estão ligados aos interesses do grupo social dominante. Um exemplo desse processo foi à passagem do feudalismo para o capitalismo, quando o desenvolvimento do comércio e da manufatura provocou profundas mudanças na economia e na sociedade, com o advento de um novo e poderoso grupo social: A burguesia.