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O Sargento e as batalhas Existem sargentos que por força das circunstâncias nunca estiveram numa guerra, ou por que

suas nações nunca tiveram que enfrentá-las ou o por que ele sempre só treinou soldados nos quartéis de seu país natal. Há outros sargentos no entanto que sempre estiveram nas guerras, nas mais diferentes batalhas. Guerras podem ser completamente diferentes umas das outras, e mesmo dentro de uma mesma guerra as batalhas podem ser travadas em campos muito particulares. Uma batalha na selva requer táticas e preparo completamente diferentes de uma batalha travada no deserto em campo aberto. Mas, o objetivo do sargento em qualquer batalha é sempre o mesmo, sair vivo, com o menor numero de baixas de seus soldados, e se possível, vitorioso, Um sargento que recebe pouca ajuda do Comando Central, tem que contar quase sempre somente consigo próprio e com seus soldados para se manter vivo e vencer batalhas. Se fraco morre logo. Se habilidoso, desenvolve suas próprias técnicas, que as vezes, ou quase sempre podem diferir muito daquelas preconizadas nos manuais de guerra. Afinal , sozinho, ele teve que se haver por muito tempo e os livros e manuais não chegaram ate ele, ou por que não havia comunicação ou por que ele mesmo, de tão entretido com as batalhas não tivesse se lembrado que os manuais existissem. Mas, um dia o Comando , sentindo que está perdendo a guerra, o descobre, lá no campo de batalhas, o sargento, exausto, quase sem armas e ultrapassado em suas técnicas de guerra, porém com a mesma garra e tenacidade de sua juventude, com a mesma lealdade e disposição para lutar pela causa. Não tem ganho muitas batalhas, mas pelo menos tem conseguido manter as tropas vivas e ele mesmo tem sobrevivido para lideram os soldados. O Comando propõe então que ele se atualize, conheça novas técnicas, novas táticas, um novo modelo de guerra. Ele , o sargento , as vezes desconfiado, por não ter ainda experimentado este novo modelo de ação, mas , na maior parte das vezes empolgado, pois pela experiência percebe o valor das novas idéias, vai se familiarizando com tudo isto e aprendendo a lidar com o novo, e gosta disso. Mas a guerra nem por isso está esperando pelo seu aprendizado, assola suas tropas todos os dias, tão violenta e tão destrutiva quanto sempre foi, as vezes até com batalhas mais cruentas. Seus estoques de comida e de munição vão se esgotando, mas ele vai em frente. Então um dia, percebe que não vai conseguir seguir adiante. Faltam-lhe viveres, munição, roupas adequadas para o frio, os rádios de comunicação estão falhando, seus mapas estão desatualizados. Vai ao COMANDO e pede por suprimentos para se manter. E a guerra continua. Ouve do Comando uma proposta: Lute as batalhas, se você for bem sucedido, terá seus suprimentos. De imediato, aterrorizado com as lembranças de ter sempre lutado sozinho, sempre habituado a pensar que teria que ganhar a GUERRA por sua própria conta, para que, dos despojos, pudesse ser suprido em suas necessidades, mas agora percebendo que jamais conseguira com as armas que tem a mão, porém também crendo que poderia receber reforços para sobreviver, não consegue entender aquilo que ouviu. Teria ouvido direito, seria isto mesmo? Fica desorientado.Teria ele realmente ouvido

vivo para as novas batalhas que virão pela frente e não para desperdiçar e aumentar seu conforto. Mas será isto mesmo que querem dizer? Ele não sabe. quem sabe. Tem ainda que se deparar com a triste e inegável realidade: foi voluntário para este exército. poderia ter ido embora quando percebeu que estava sozinho. será o premio final. pare de ter inveja do Comando. uma questão técnica. enfurece-se. ninguém o obrigou. Ouve isto do Comando . enquanto chispam por sua cabeça as balas do inimigo que. E além disso. ‘Talvez você tenha ouvido mal’. ouve isto de si mesmo. Não sabia. se é que esta guerra tem fim. Agora. com saúde. é uma questão de vida e morte imediata . o COMANDO poderá ainda fazer um bom acordo de rendição e sobreviver com conforto com suas famílias. ‘só estamos dizendo que você deve se empenhar mais. que está pedindo recursos para se manter em pé. Que faria? Poderia confiar no Comando? Se esteve equivocado no passado. O sargento não entende mais nada. um dia ganha. Isto. que ele deveria ter PROMETIDO ganhar algumas batalhas. Tudo isto era verdade. mas pior ainda. se EMPENHADO em dizer que acredita nas novas técnicas que esta aprendendo. naquele momento. A Guerra não terminará nunca. todos os dias. da nova técnica. Agora. Pensa: Caso eu morra em batalha. as vezes com êxito outras com fracasso. Ouve ainda outras coisas contundentes: “Por que você ficou lutando. pois até isto ele já entendeu. e a guerra se perca. Não entende o que se passa . continua atirando sem trégua? Será que falta ao comando a percepção de que ele faz parte do mesmo exército.direito. em condições de lutar com energia. ouve do comando que ele não poderá receber o que pede porque ele não sabe pedir direito. Por que aceitou as ordens equivocadas que o Comando te enviou? Não viu que estavam erradas?” Sentiu-se num impasse. em aprender mais da nova tática. até que a GUERRA possa ser . Para ele a batalha não é SÓ uma questão teórica. no tempo que passa tentando. ficar vivo. por que não soube ‘mostrar’ que acredita nas novas técnicas não terá o que precisa. Quando tenta argumentar. aplicar os novos conhecimentos. diz o COMANDO. tudo fica confuso. manter o Exército organizado. Revolta-se. Será que o comando não percebeu sua mudança na aplicação das novas técnicas.que os rádios estão quebrados. por que ele não soube ‘pedir e prometer com habilidade’ ele não terá o que precisa. não poderia estar agora? Se ele mesmo lutou de maneira equivocada por tanto tempo estaria lúcido o suficiente para poder entender o que estava se passando. isto também está te atrapalhando’. ora isto ‘nos já sabemos’. Mas as balas continuavam vindo em sua direção e ele se sentia acuado! . era mais importante do que ouvir que as armas estão ultrapassadas. imutável e poderoso. Ficou por que quis. para o comando.

pouco ou quase nada muda no meu ganho de tempo no dia a dia.numa conversa telefônica. deste dinheiro. Com ela talvez esteja me expondo ainda mais. pois mesmo a empresa sendo ‘nós’. fazendo tudo que você fazia antes e mais tudo que precisa ser feito para se aplicarem as ferramentas de qualidade para criação do ‘Sistema’ E AÍ . Por enquanto . sempre. O importante agora é esclarecermos com sobriedade o que cada um tem em mente e quais os intentos que podem confluir para um mesmo objetivo. ou então ‘você que se fôda’. ser franco com você e com Paulo parece que só não traz proveito pra mim. toda boa vontade para enfrentar os desafios. com nosso passado inteiro. talvez por que tenha se identificado com alguma coisa que eu disse ou estava vivendo naquela hora. a empresa vai ver o que pode fazer’. e você não soube o que fazer. Pensei em escrever o que estava sentindo na Segunda Feira. Você mesmo. E ai vale uma observação: VOCÊ é que se irritou comigo. nunca fugi deles. me colocando ainda mais a mercê de avaliação e julgamento. de tomada de decisões. Ele mesmo esteve tentando contratar um encarregado de manutenção para poder me liberar tempo para me dedicar mais as questões de qualidade. e ai não aparecem só os sentimentos nobres. daí. ainda que fosse o caso de eu estar equivocado na interpretação do que estava sendo proposto. na reunião. apesar de ter compreendido algumas poucas coisas da nossa conversa no Domingo continuava tudo ainda nebuloso pra mim. Da minha parte. de mudanças de rumos. Não é esta minha idéia. senti exatamente o contrário. no início da conversa. recentemente. qualquer observação desagradável a você e ao Paulo. dito por você. A história acima tem a intenção de simplesmente traduzir o que sinto e senti na hora da reunião. mexem com toda nossa história de vida. relativamente a minha falta de compreensão ao que estava acontecendo e a minha ‘falta de compreensão do papel do gerente’. Como podem então dizer que eu TENHO o TEMPO. Dizer que minha postura e minha fala pudessem estar contaminados com sentimentos menos nobres é chover no molhado. Se não fosse assim você não teria se ‘irritado’. Eu falei o que senti. principalmente aquelas que fazem parte de momentos importantes da nossa vida. devido ao fato de que não estava conseguindo compreender o que havia ocorrido no Sábado e. mas fui obrigado a ouvir coisas do tipo ‘fixação sexual’ com relação ao equipamento que eu nem sequer me lembrava mais da existência. e não EU que te irritei. já havia dito que eu estava muito sozinho e que precisava de ajuda para tocar a empresa. O Paulo. você e o Paulo não puderam ser continentes. entendi exatamente o que segue: “ Faça a empresa dar O LUCRO NECESSÁRIO. se irritou.Prezado Hector. Posso dizer que ainda que você tenha dito que eu “ provoquei grande irritação e que fui destrutivo’ na reunião. Óbvio que todas as nossas falas. so não sei administra-lo? Daí pra frente ninguém mais entendeu ninguém. Gostaria ainda de mencionar que não me lembro de ter feito. SE DER CERTO. Do que ouvi. com o muito que já mudou de atitude. a única coisa que conclui é que. COM O QUE VOCÊ TEM EM MÃOS. Mauricio . cada um tem também seus objetivos particulares.