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Fundamentos de Engenharia Bioquímica

Fundamentos e Conceitos de Bioquímica
Centro Universitário Padre Anchieta Curso de Engenharia Química Professor Dr. Osmar Patrício de Almeida
Esse material é uma compilação de informações disponíveis em livros, em artigos e na rede mundial de computadores. Sua aplicabilidade é exclusiva para fins acadêmicos.

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Fundamentos e Conceitos de Bioquímica

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Bioquímica

Ser vivo = complexidade = alta organização = economia.

REV04 Bioquímica Célula .

proteínas (ptn). Ex. etc. . ácido nucleico.REV04 Bioquímica • Biomoléculas – compõem as células vivas. São polímeros orgânicos simples. em maioria são compostos de carbono.

REV04 Bioquímica • ATP – biomolécula responsável pela troca de energia na célula (reserva e fornecimento) Consome Energia + Pi Consome Energia + Pi ATP ADP Adenosina trifosfato Libera Energia + Pi Adenosina difosfato Libera Energia + Pi AMP Adenosina monofosfato Pi = fósforo inorgânico .

REV04 Bioquímica .

Gliceraldeído 3P (PM 50 – 250) Blocos Construtivos (monômeros) (PM 100 – 250) Ác. citrato. malato. Aut. CO2. Cel.REV04 Bioquímica • Células Heterotróficas e Autotróficas – Autotróficas – realizam a fotossíntese. Nucleicos (DNA/RNA) Proteínas Polissacarídeos Lipídeos (PM 103 – 109) * * Nucleotídeo AA Monossacarídeos Ácidos Graxos + Glicerol ** . H2O (PM 18 – 44) Intermediário Metabólicos Ex. N2. Meio: NH3.

Cel. como por exemplo a glicose e os aminoácidos (AA).REV04 Bioquímica • Células Heterotróficas e Autotróficas – Heterotróficas – alimentam-se de móleculas de compostos orgânicos que são ricas em ligações (Equímica). Het. AA monossacarídeos Nucleotídeo AA Monossacarídeos Ácidos Graxos + Glicerol Ác. Nucleicos (DNA/RNA) Proteínas Polissacarídeos Lipídeos ** (PM 103 – 109) .

REV04 Bioquímica • Células Heterotróficas e Autotróficas Complexo de várias moléculas e que são envolvidos por uma membrana tendo uma função dentro da célula. ** Mitocondria Cloroplasto (algas e vegetais) Ribossoma – Ptn + AA Núcleo (eucariontes) Complexo enzimático – Ptn + Ptn + Ptn Sistemas contráteis – Ptn Estrutura Supramolecular Organelas Células .

REV04 Bioquímica Característica Membrana Celular Nucléolo Número de cromossomas Retículo endoplasmático Aparelho de Golgi Mitocôndria Lisossomas Histonas associadas ao cromossoma Ribossomas Cloroplastos Parede celular em mucocomplexo Transporte de elétrons Fagocitose Pinocitose Procariótica Ausente Ausente Um Ausente Ausente Ausente Ausente Ausente (há exceções) 70S Ausente Presente (há exceções) Membrana Ausente Ausente Eucariótica Presente Presente Mais de um Presente Presente Presente Presente Presente 80S Presente em Plantas Ausente Mitocôndrias Às vezes presente Às vezes presente .

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• Célula procarionte

Estrutura típica de uma célula procarionte, representada por uma bactéria (clique para ampliar): 1. Cápsula, 2. Parede celular, 3. Membrana plasmática, 4. Citoplasma, 5. Ribossomos, 6. Mesossomos, 7. DNA (nucleóide), 8. Flagelo bacteriano.

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• Célula vegetal

Estrutura de uma célula vegetal típica (clique para ampliar): a. Plasmodesmos, b. Membrana plasmática, c. Parede celular, 1. Cloroplasto (d. Membrana tilacóide, e. granum), 2. Vacúolo (f. Vacúolo, g. Tonoplasto), h. Mitocôndria, i. Peroxissomo, j. Citoplasma, k. Pequenas vesículas membranosas, l. Retículo endoplasmático rugoso, 3. Núcleo (m. Poro nuclear, n. Envelope nuclear, o. Nucléolo), p. Ribossomos, q. Retículo endoplasmático liso, r. Vesículas de Golgi, s. Complexo de Golgi, t. Citoesqueleto filamentoso.

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• Célula animal

Estrutura de uma célula animal típica (clique para ampliar): 1. Nucléolo, 2. Núcleo celular, 3. Ribossomos, 4. Vesículas, 5. Ergastoplasma ou Retículo endoplasmático rugoso (RER), 6. Complexo de Golgi, 7. Microtúbulos, 8. Retículo endoplasmático liso (REL), 9. Mitocôndrias, 10. Vacúolo, 11. Citoplasma, 12. Lisossomas, 13. Centríolos.

REV04 Bioquímica Biomoléculas Carboidratos .

sendo os outros dois proteínas e lipídeos. .REV04 Bioquímica • Carboidratos – Os carboidratos constituem uma das três classes de compostos orgânicos mais abundantes na natureza.

. polímero de glicose.ex.o glicocálix. porém a maioria dos seres vivos a utiliza como principal fonte energética. a carapaça dos insetos contém quitina.: a lactose) na ausência de glicose. as células animais possuem uma série de carboidratos circundando a membrana plasmática que dão especificidade celular.REV04 Bioquímica • Carboidratos – As principais funções dos carboidratos são: – ENERGÉTICA: são os principais produtores de energia sob a forma de ATP. um polímero que dá resistência extrema ao exo-esqueleto. estimulando a permanência agregada das células de um tecido . – RESERVA ENERGÉTICA: nos vegetais. – ESTRUTURAL: a parede celular dos vegetais é constituída por um carboidrato polimerizado . também polímero de glicose porém com uma estrutura mais compacta e ramificada. com todos os seres vivos (com exceção dos vírus) possuindo metabolismo adaptado ao consumo de glicose como substrato energético. há o glicogênio. Algumas bactérias consumem dissacarídeos (p. cujas ligações ricas em energia (±10 Kcal) são quebradas sempre que as células precisam de energia para as reações bioquímicas. nos animais. É a principal função dos carboidratos. há o amido.a celulose.

• (ii) oligossacarídeos e • polissacarídeos e (iii) derivados.REV04 Bioquímica • Carboidratos – Os carboidratos agrupam-se em três grandes classes: • (i) monossacarídeos (oses. açúcares). .

Monossacarídeos Designam-se por monossacarídeos as moléculas que obedecem à fórmula empírica Cn(H2O)m possuindo grupos hidroxilas . Os monossacarídeos L são menos abundantes na natureza do que os da forma D. o átomo de carbono da função aldeído é o átomo número 1. numa cetose. o átomo de carbono da função cetona tem o número mais baixo possível. roxo: função cetona) HC O HC OH CH2OH HC O HO CH CH2OH Carbono Assimétrico CH2OH C O CH2OH A B C Numa aldose. Em função do número de átomos de carbono. hexoses. tetroses. é sempre o carbono 2.OH e um grupo carbonil – C=O (FIGURA 1). B) e Dihidroxiacetona (C) (verde: função aldeído. dependendo da natureza da função carbonil ser um aldeído ou uma cetona. de acordo com sua localização na molécula. que nunca pode ser inferior a três. mas nas cetoses que intervêm no metabolismo fundamental. . assim se designarão respectivamente por aldoses ou por cetoses. são subdivididos em trioses. Dextro (direita) Levo (esquerda) FIGURA 1: Exemplos de Monossacarídeos Isômeros D e L de Gliceraldeído (A.REV04 Bioquímica • Carboidratos . pentoses. etc. Por sua vez.

Apresentam-se. Os oligossacarídeos mais comuns são constituídos apenas por duas oses.13). São raras as enzimas capazes de hidrolisar ligações de tipo β. É o principal açúcar sintetizado pelas plantas e acumulado nos seus órgãos de reserva. enquanto os polissacarídeos são polímeros de alto peso molecular. São por isso designados por dissacarídeos. unidas por uma ligação glicosídica de tipo β (FIGURA 2. alguns exemplos. havendo então uma intolerância ao leite. em função do emprego desta terminologia estar amplamente difundido. em seguida.Oligossacarídeos Os oligossacarídeos são constituídos por um pequeno número de monossacarídeos (até 10). . Nos adultos. B) Sacarose A sacarose é um dissacarídeo. mas é também chamada de açúcar. É empregado em diversas indústrias porém seu forte uso está na culinária. que podem ser de tipo α ou β (FIGURA 2). esta enzima pode faltar. mas os jovens mamíferos possuem uma βgalactosidase. A) Lactose A lactose é o açúcar do leite dos mamíferos. É formado por uma molécula de galactose e por uma molécula de glicose. podendo ser extraído comercialmente da cana de açúcar ou da beterraba. o que lhes faculta a possibilidade de digerir a lactose do leite.REV04 Bioquímica • Carboidratos . Os monossacarídeos ao constituírem um oligossacarídeo. estabelecem entre si pontes de oxigênio que se designam por ligações glicosídicas.

Oligossacarídeos CH2OH O H OH H OH H CH2OH O OH H O H OH H H OH H OH B H H OH OH H H H OH A H O HOH2C O H CH2OH H OH CH2OH Galactose Glicose FIGURA 2: Sacarose (A) e Lactose (B) OH H O H Frutose .REV04 Bioquímica • Carboidratos .

Polissacarídeos Os polissacarídeos são constituídos por um grande número (milhares ou centenas de milhares) de moléculas de monossacarídeos.REV04 Bioquímica • Carboidratos . A seguir apresentam-se alguns exemplos. . podendo formar cadeias lineares ou estruturas ramificadas.

mas de dimensões variáveis (FIGURA 3).Polissacarídeos O glicogênio é a forma de reserva glicídica dos animais. CH2OH CH2OH CH2OH CH2OH CH2OH CH2OH o o CH2OH o o CH2 o o o CH2OH o o CH2OH o O H2C CH2OH o o CH2OH o o CH2 o o o o O. Nas células. o glicogênio forma grânulos relativamente idênticos. o o o o o o o FIGURA 3: Estrutura do glicogênio . mas com mais ramificações.REV04 Bioquímica • Carboidratos . podendo encontrar-se também em fungos.. Possui uma estrutura ramificada semelhante à da amilopectina..

Este estatuto deve-se ao fato de ser o componente principal da parede das células vegetais. formadas por moléculas de D-glicose. As microfibrilas associam-se. unidas por ligações glicosídicas (A).Polissacarídeos A celulose é um dos componentes orgânicos mais abundantes. A celulose é constituída por cadeias muito longas. as moléculas de glicose assumem a configuração em cadeira e estabelecem entre si pontes de hidrogênio (B) . formando microfibrilas.REV04 Bioquímica • Carboidratos . através de pontes de hidrogênio e ligações de van der Waals. mas também por pontes de hidrogênio (entre o grupo hidroxila do C(6) de uma glicose e o grupo hidroxila do C(2) do resíduo da glicose anterior (FIGURA 4) Estas cadeias associam-se. CH2OH o o o CH2 o o CH2OH CH2OH CH2OH o o o o o o CH2 o o CH2OH CH2OH o o o A CH2OH O H O O O OH H O HO O O H O CH2OH O O OH B HOH2C FIGURA 4: Celulose Disposição das moléculas de glicose. por sua vez.. em feixes. lado a lado.4. unidas por ligações glicosídicas β-1.

Polissacarídeos O amido é constituído de dois polissacarídeos. polímeros de glicose arranjados em duas conformações distintas.REV04 Bioquímica • Carboidratos . Propriedade Estrutura em geral Média de comprimento das Cadeias (CL)a Grau de polimerização (DP) Coloração com Iodo Estabilidade em Solução Aquosa Conversão em Maltose (%) com β -amilase Conversão em Maltose (%) Enzima “desramificante” e β -amilase Conversão em Maltose (%) com α-amilaseb Amilose Essencialmente não ramificada Aproximadamente 103 Aproximadamente 103 Azul Intenso Retrograda Amilopectina Ramificada 20-25 104-105 Roxo Estável Ligação Glicosídica α 1:4 Amilose Ligação Glicosídica α 1:6 Amilopectina ≈ 70 ≈ 100 ≈ 110 ≈ 50 ≈ 75 ≈ 90 FIGURA 5: Amilose e Amilopectina . no caso. conhecidos como amilose e amilopectina.

REV04 Bioquímica Biomoléculas Lipídeos/Lipídios .

não são caracterizadas por algum grupo funcional em comum. ácidos nucléicos e carboidratos. e fazem parte de um grupo conhecido como biomoléculas. ao contrário de outras classes de compostos orgânicos. e sim pela sua alta solubilidade em solventes orgânicos e baixa solubilidade em água. . são componentes essenciais das estruturas biológicas. • Juntamente com as proteínas.REV04 Bioquímica • Os lipídeos definem um conjunto de substâncias que.

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Bioquímica • Os lipídios se encontram distribuídos em todos os tecidos, principalmente nas membranas celulares e células do tecido adiposo. • Os lipídeos são normalmente definidos como moléculas biológicas hidrofóbicas ou anfipáticas solúveis em solventes orgânicos como o benzeno ou o clorofórmio.

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Bioquímica • Importância dos Lipídeos
– – – – – – – Reserva energética Componentes estruturais de membranas Isolantes térmicos Proteção contra choques mecânicos Precursores de alguns hormônios Palatabilidade e saciedade da fome Absorção de vitaminas lipossolúveis: A, D, E eK

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• Ácidos Graxos – Ácidos orgânicos de cadeia linear. – Os ácidos graxos encontrados nas gorduras possuem cadeia longa de hidrocarbonetos (normalmente entre 14 a 22 átomos de carbono). – Possuem um grupamento carboxila em uma das extremidades. – Podem ser saturados ou insaturados.

– Estão quase sempre combinados com glicerol. não existem livres dentro das células em alta concentração. – Glicerol (glicerina): poliálcool com 3 C e 3 grupos OH.REV04 Bioquímica • Ácidos Graxos – Em geral. .

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palmítico Ác.araquidônico: (C20:4)) Fórmula CH3(CH2)2COOH CH3(CH2)3COOH CH3(CH2)4COOH CH3(CH2)6COOH CH3(CH2)8COOH CH3(CH2)10COOH CH3(CH2)12COOH CH3(CH2)14COOH CH3(CH2)16COOH CH3(CH2)18COOH CH3(CH2)22COOH Nome IUPAC ác. hexadecanóico ác. tetracosanóico CH3(CH2)5CH=CH(CH2)7COOH CH3(CH2)7CH=CH(CH2)7COOH CH3(CH2)4CH=CHCH2CH=CH(CH2)7COOH CH3CH2CH=CHCH2CH=CHCH2CH=CH(CH2)7COOH CH3(CH2)4CH=CHCH2CH=CHCH2CH=CHCH2CH=CH(CH2)3COOH . láurico Ác. butírico Ác. oleico (C18:1) Ác. tetradecanóico ác. butanóico ác. octadecanóico ác. hexanóico ác. araquídico Ác. cáprico Ác.REV04 Bioquímica Nome usual Ác. octanóico ác. linolênico: (C18:3) Ác. caprílico Ác. esteárico Ác. pentanóico ác. capróico Ác. mirístico Ác. palmitoleico (C16:1) Ác. dodecanóico ác. decanóico ác. valérico Ác. eicosanóico ác. linoleico (C18:2) Ác. linocérico Ác.

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REV04 Bioquímica • Lipídeos Simples • São compostos que por hidrólise total são origem somente a ácidos graxos e álcoois: – óleos e gorduras: ésteres de ácidos graxos e glicerol são denominados acilglicerois – ceras: ésteres de ácidos graxos e monohidroxiálcoois de alto peso molecular geralmente de cadeia linear. .

– À temperatura ambiente. . – Constituem os óleos e as gorduras. – E as gorduras são sólidas pelo fato dos ácidos graxos terem predominância de saturação na cadeia. pois um ou mais dos ácidos graxos tem predominância de insaturações na cadeia. que diferem entre si quanto ao ponto de fusão. os óleos são líquidos.REV04 Bioquímica • Glicerídeos (lipídeos simples) – Também denominados acilglicerois.

REV04 Bioquímica • Triglicerídeos (lipídeos simples) – São os lipídios mais abundantes.: O H C15H31. – São ésteres do álcool glicerol ligado a três cadeias de ácidos graxos. H C O C R 1 O H C O C R2 onde. . ex. R3 são cadeia alquílicas de H C O C R3 grande número de carbonos. R2. etc. C24H51. R1. – Reserva de energia para animais e H O vegetais.

REV04 Bioquímica • Triglicerídeos (lipídeos simples) H O H C O H + H O C R1 O H C O H + H O C R2 H C O H + H O C R3 O H Glicerol Ácido carboxílico H O H C O C R1 O H C O C R2 + 3 H O H H C O C R3 O H Triacil glicerol água .

REV04 Bioquímica Lipídeos Simples Triacilglicerol Ácido graxo .

.REV04 Bioquímica • Ceras (lipídeos simples) – As ceras são ésteres derivados de ácidos carboxílicos e álcoois de cadeia longa. – Diferentemente de gorduras e óleos há somente uma ligação éster em cada molécula.

possuem uma camada de cêra que as protegem contra agentes externos e evitam a evaporação excessiva de água (ex.REV04 Bioquímica • Ceras (lipídeos simples) – As ceras em geral são mais duras e quebradiças. . mais resistentes à hidrólise e à decomposição. As cêras são utilizadas para polimentos. etc. ex. cêra da carnaúba). velas.: as folhas e caules de regiões áridas. portanto servem de fator de proteção. cosméticos.. menos gordurosas do que as gorduras.

principal componente da cêra da abelha. ponto de fusão = 72 oC C15H31 O C O (CH2)15CH3 palmitato de cetila (do espermaceti da baleia) O HO CH2(CH2)n C O CH2(CH2)mCH3 n = 16-28 m = 30 e 32 cêra da carnaúba .: C15H31 O C O R2 onde. R1 e R2 são cadeias alquílicas longas O C O C30H61 palmitato de miricila.REV04 Bioquímica • Ceras (lipídeos simples) R1 Ex.

REV04 Bioquímica Lipídeos Simples Cera .

• glicolipídeos e • esfingomielina. .REV04 Bioquímica • Lipídeos Compostos – São aqueles que contém outros grupos além de ácidos graxos. – Nesta classe estão incluídos: • fosfolipídeos. – São também insolúveis em água.

REV04 Bioquímica Lipídeos Compostos Fosfolipídeo Glicolipídeo Esfingomielina .

REV04 Bioquímica • Lipídeos Derivados – São chamados lipídios derivados as substâncias obtidas na sua maioria por hidrólise dos lipídeos simples e compostos. – São não saponificáveis. .

REV04 Bioquímica Lipídeos Derivados .

Álcoois. Pigmentos.REV04 Bioquímica Classes Sub-Classes Acilgliceróis Lipídeos Simples Ceras Álcool de Cadeia Longa + Ácidos Graxos de Cadeia Longa Constituintes Glicerol + Ácidos Graxos Fosfolipídeos Glicerol + Ácidos Graxos + Fosfato + Grupo contendo N Esfingosina + Ácidos Graxos + Fosfato + Colina Lipídeos Compostos Esfingomielina Glicolipídeos Esfingosina + Ácidos Graxos + Carboidratos Lipídeos Derivados Ácidos Graxos. Compostos Nitrogenados . Vitaminas Lipossolúveis.

REV04 Bioquímica Biomoléculas Proteínas .

– Seus blocos construtores. desta forma..REV04 Bioquímica • Proteínas – As proteínas são componentes essenciais a todas as células vivas e estão relacionadas. . os aminoácidos. são indispensáveis nos fenômenos de crescimento e reprodução. a todas as funções fisiológicas. – Elas são utilizadas na regeneração de tecidos. sais. juntamente com os ácidos nucléicos. i. – Os animais são incapazes de realizar a fixação de nitrogênio inorgânico. praticamente. funcionam como catalisadores nas reações químicas que se dão nos organismos vivos e envolvem e que envolvem enzimas ou hormônios. eles necessitam ingerir alimentos ricos em proteínas e aminoácidos. são sintetizados apenas por plantas a partir de fontes inorgânicas de nitrogênio. glicose. são necessárias nas reações imunológicas e.e. água e energia.

segundo sequencias absolutamente específicas. ácida. Por hidrólise total. Estrutura proteica (exemplo ilustrativo) .REV04 Bioquímica • Aminoácidos (AA) – As proteínas são constituídas por aminoácidos encadeados linearmente através de ligações peptídicas. as cadeias peptídicas dão origem a aminoácidos livres. alcalina ou enzimática.

REV04 Bioquímica • Aminoácidos (AA) Grupo carboxilo Grupo amina COOH H 2N C R Cadeia lateral Carbono α H Estrutura geral de um aminoácido .

não podem ser sintetizados pelo corpo humano. São eles para o homem: isoleucina. vegetais ou animais. glutamina. São eles: arginina. Assim. valina e histidina. de forma a satisfazer as necessidades metabólicas do organismo. é necessário obter estes aminoácidos através da alimentação. Dessa forma. . – São eles: alanina. triptofano. • Aminoácidos essenciais apenas em determinadas situações fisiológicas – Aminoácidos condicionalmente essenciais são os aminoácidos que devido a determinadas patologias. metionina. prolina. glicina. ácido glutâmico. são somente adquiridos pela ingestão de alimentos. treonina. fenilalanina. lisina. cisteína. leucina. tirosina. • Aminoácidos essenciais – Os aminoácidos essenciais são aqueles que não podem ser sintetizados pelo organismo. serina. ácido aspártico.REV04 Bioquímica • Aminoácidos (AA) – Classificação quanto a natureza química: • Aminoácidos não-essenciais – Aminoácidos não-essenciais ou dispensáveis são aqueles que o corpo humano pode sintetizar.

His(tidina).REV04 Bioquímica • Aminoácidos (AA) – Classificação quanto a natureza química: • Alifáticos – Gli(cina). Leu(cina). Val(ina). Hip (hidroxiprolina) . Met(ionina) • Iminoácidos – Pro(lina). Tre(osina) • Dicarboxílicos e suas amidas – (ácido) Asp(ártico). (ácido) Glu(tâmico). Asn (asparagina). Ile (isoleucina) • Hidroxilados – Ser(ina). Cis(teína). Tir(osina). Trp (triptofano) • AA Sulfurados – ½ Cis(tina). Arg(inina) • AA com funções aromáticas – Fen(ilalanina). Ala(nina). Gln (glutamina) • AA com funções básicas – Lis(ina).

dependendo do meio. R-COOH e R-NH3+. um –COOH e um – NH3+ . perdeu prótons. Em solução essas duas formas estão em equilíbrio protônico. • Existem 2 grupos ácidos fortes ionizados. podendo doar prótons). ou seja. neutros (a forma protonada e a forma receptora de prótons em equilíbrio) e base (base conjugada do ácido correspondente. representam a forma protonada ou ácida. ou seja. pode atuar como ácidos ou como bases.e RNH2 são as bases conjugadas. . os aminoácidos podem atuar como ácidos (protonado.REV04 Bioquímica • Aminoácidos (AA) – Ionização • Os aminoácidos são substâncias anfóteras. • Assim. E as formas R-COO. parceiras nesse equilíbrio. e agora é receptora deles).

se como ácido ou base. e a amina estará desprotonada. A carboxila não estará dissociada. • pH > 9 = básico. Zwitter íon ou íons diplores ou íons anfóteros. A carboxila estará dissociada. A carboxila estará dissociada. • O meio é quem dirá como o AA agirá. • Não consideraremos o -CONH2 do Glu e do Asp. . e a amina estará protonada.REV04 Bioquímica • Aminoácidos (AA) – Variação do pH • pH < 2 = ácido. • pH = 7 = neutro. e a amina estará protonada.

Cis. Val. Arg. Glu. Gln. Fen. His. Trp. Asp. . Ser. Tre. • AA com grupo R carregado positivamente (básicos) – Lis. Leu. Met. Ile.REV04 Bioquímica • Aminoácidos (AA) – Classificação quanto à polaridade • AA com grupo R não polar – Ala. • AA com grupo R carregado negativamente (ácidos) – Asp. Tir. Pro. • AA com grupo R polares não carregados – Gli.

a síntese proteica estará limitada. .REV04 Bioquímica • Aminoácidos (AA) – AA limitante: • Se a concentração de AA estiver muito abaixo do necessário.

REV04 Bioquímica • Aminoácidos (AA) – Ponto Isoelétrico (pI): • O valor de pH no qual o aminóácido fica eletricamente neutro é chamado de ponto isoelétrico. • O valor de pI é uma constante de um composto em particular em condições específicas de força iônica e temperarura. .

NH3+ pI = (pK1 + pK2)/2 .COO.COO.REV04 Bioquímica • Aminoácidos (AA) – Entenda o que acontece: • Alanina .NH2 .NH3+ .COOH .

NH2 -COOH .COO..NH3+ .COO.COOH .REV04 Bioquímica • Aminoácidos (AA) – Entenda o que acontece: • Ácido Aspártico .COO.COOH .COO.COO.COOH .NH3+ .NH2 .NH3+ pI = (pK1 + pK2)/2 .

NH3+ .NH3+ .REV04 Bioquímica • Aminoácidos (AA) – Entenda o que acontece: • Lisina .COO.NH3+ .COOH .NH3+ .NH2 .COO.NH2 -COO.NH2 pI = (pK2 + pK3)/2 .NH3+ .

67 pI = 3.13 pK1 = 1.10 pK1 = 2.76 O OH O H 2N CH CH 2 CH 2 CH 2 NH C NH 2 C NH Glutamina Gln R Polar Amida de AA dicarboxílico PM = 162.63 pK2 = 10.12 pK1 = 2.02 pK2 = 8.10 pK1 = 2.88 H2N CH CH2 CH2 C NH2 C OH O O O OH O OH Ácido Glutâmico Glu R Negativo PM = 147.17 pK2 = 9.13 pK1 = 2.86 pK3 = 9.11 pK3 = 10.11 pK1 = 2.02 O H2N CH CH CH3 O H2N CH CH2 C OH C CH3 OH Serina Ser Hidroxilado R Polar PM = 105.95 pK3 = 10.39 pI = 5.02 O H2N CH CH2 SH C OH Treonina Thr R Polar Hidroxilado Essencial PM = 119.07 H2N CH CH2 C OH C OH O Cisteína Cys R Polar Sulfurado PM = 121.09 pK2 = 3.10 C OH HN .25 pK3 = 9.33 pK1 = 2.80 pI = 5.75 H2N CH CH2 CH2 S CH3 C OH Leucina Leu R Não Polar Alifático Essencial PM = 131.97 O H 2N CH H C OH Valina Val Alifático R Não Polar Essencial PM = 117.82 pK2 = 6.17 pK2 = 9.21 pI = 5.68 pI = 6.04 pK3 = 12.22 H2N CH CH2 CH2 C OH C O Fenilalanina Phe R Não Polar Essencial PM = 75.16 pK1 = 1.78 pI = 5.48 pI = 10.38 pK2 = 9.97 Histidina His R Positivo Básico Essencial PM = 155.17 pI = 7.32 pK2 = 9.36 pK2 = 9.15 pK1 = 2.21 pK1 = 2.36 pK2 = 9.15 pI = 5.71 pK2 = 8.05 pK1 = 2.74 H2N CH CH2 CH2 CH2 CH2 NH2 C Prolina Pro R Não Polar PM = 115.91 H 2N CH CH2 C OH Lisina Lys R Positivo Essencial PM = 146.33 pK3 = 10.69 pI = 6.24 pI = 5.98 O H2N CH CH2 CH CH3 O C OH CH 3 Triptofano Trp R Não Polar Essencial Aromático PM = 204.43 pI = 6.15 pK1 = 1.0 pK3 = 9.60 pI = 5.20 pK1 = 2.62 pI = 5.20 pK2 = 9.18 pK2 = 8.02 O H2N CH CH3 C OH Glicina Gli Alifático R polar PM = 75.13 pK1 = 2.20 pI = 5.35 pK2 = 9.07 pK1 = 2.13 pI = 5.34 pK2 = 9.65 H2N CH CH2 CH2 C NH2 C OH O N NH O H2 N CH CH CH 2 CH 3 C CH 3 OH Tirosina Tyr R Polar Aromático PM = 181.Alanina Ala Alifatico R Não Polar PM = 85.58 pK2 = 9.18 pK1 = 2.65 H2N CH CH2 C OH OH O Ácido Aspártico Asp R Negativo Dicarboxílico PM = 133.28 pK2 = 9.07 pI = 5.11 pK1 = 2.18 pK1 = 2.82 pI = 2.58 Isoleucina Ile R Não Polar Alifático Essencial PM = 131.99 pK2 = 10.53 O H2N CH CH CH3 O C OH OH O O Asparagina Asn R Polar Amida de AA dicarboxílico PM = 148.60 pI = 6.41 H2N CH CH2 C NH2 C OH O Metionina Met R Não Polar Sulfurado Essencial PM = 149.68 REV04 O H2N CH CH 2 OH C OH O Arginina Arg R Positivo Básico Essencial PM = 174.53 pI = 9.20 pK2 = 9.14 pK1 = 2.19 pK1 = 2.19 pK2 = 4.

– A união de polipeptídeos forma uma proteína (>50).REV04 Bioquímica • Ligação peptídica – Peptídeo é a união de alguns AAs (até 15). – A união de peptídeos forma um polipeptídeo (15-50). Aminoácido 1 Aminoácido 2 Ligação Peptídica Água Dipeptídeo .

Estrutura quaternária Poipeptídeos se integram para formar uma estrutura proteica maior. um tetrâmero. Nesse caso hipotético. Ligação peptídica Estrutura secundária Poipeptídeos podem formar α hélice ou folhas β pregueadas.REV04 Bioquímica Estrutura primária AAs são unidos para formar cadeias de peptídeos. As dobras são estabilizadas por ligações como: hidrogênio e dissulfídricas folhas β pregueadas. Subunidade 1 Subunidade 2 Pontes de Hidrogênio. Pontes de Enxofre Subunidade 3 Subunidade 4 . α hélice Estrutura terciária Poipeptídeos dobram assumindo formatos específicos.

a maior parte da informação genética é expressa pelas proteínas. Além disso. uma vez que são fundamentais sob todos os aspectos da estrutura e função celulares. cada uma especializada para uma função biológica diversa. – Existem muitas espécies diferentes de proteínas.REV04 Bioquímica • Proteínas – As proteínas são as moléculas orgânicas mais abundantes e importantes nas células e perfazem 50% ou mais de seu peso seco. – São encontradas em todas as partes de todas as células. .

as enzimas existem em porções muito pequenas. Mesmo nos vegetais as proteínas estão presentes. . por exemplo.REV04 Bioquímica • Proteínas – São os constituintes básicos da vida: tanto que seu nome deriva da palavra grega "proteios".que são necessárias para a vida. e não com sua quantidade.proteínas. – Todas as enzimas conhecidas. estas substâncias catalisam todas as reações metabólicas e capacitam aos organismos a construção de outras moléculas . ácidos nucléicos. Mesmo assim. que significa "em primeiro lugar". são proteínas. cerca de 70% da pele e 90% do sangue seco. carboidratos e lipídios . as proteínas correspondem a cerca de 80% do peso dos músculos desidratados. está relacionada com suas funções no organismo. muitas vezes. – A importância das proteínas. entretanto. Nos animais.

zinco e cobre. . hidrogênio. e quase todas contêm enxofre.REV04 Bioquímica • Proteínas – Composição • Todas contêm carbono. ferro. Seu peso molecular é extremamente elevado. Algumas proteínas contêm elementos adicionais. • Todas as proteínas. independentemente de sua função ou espécie de origem. nitrogênio e oxigênio. particularmente fósforo. arranjados em várias sequências específicas. são construídas a partir de um conjunto básico de vinte aminoácidos.

Hormônios. como: – – – – – – – – – Catalisadores. Armazenamento (ferritina). Enzimáticas (lipases). Nutricional (caseína). Elementos estruturais (colágeno) e sistemas contráteis. Anti-infecciosas (imunoglobulina). Agentes protetores. .REV04 Bioquímica • Proteínas – Função • Elas exercem funções diversas. Veículos de transporte (hemoglobina).

Transporte. catálise de reações. – Estruturais . defesa. por exemplo. estas podem ser divididas em dois grandes grupos: – Dinâmicas . por exemplo. que promovem a sustentação estrutural da célula e dos tecidos. .REV04 Bioquímica • Proteínas – Função • Devido as proteínas exercerem uma grande variedade de funções na célula.Proteínas como o colágeno e elastina. controle do metabolismo e contração.

• Pode ser ácida. Pode ser provocada pela temperatura. Exemplo clássico: ovo cozido. – Hidrólise • Quebra da proteína em sua estrutura primária. • Sua extensão pode total ou parcial .REV04 Bioquímica • Proteínas – Desnaturação • É a quebra das estruturas secundárias ou terciárias. ou perda de conformação nativa com perda de função biológica. alcalina ou enzimática.

hemeproteínas. etc. . lipoproteínas.REV04 Bioquímica • Proteínas – Classificação quanto a composição: • Proteínas Simples aminoácidos. Por hidrólise liberam apenas • Proteínas Conjugadas Por hidrólise liberam aminoácidos mais um radical não peptídico. glicoproteínas. denominado grupo prostético. Ex: metaloproteínas.

Formadas por mais de uma cadeia polipeptídica.Formadas por apenas uma cadeia polipeptídica.REV04 Bioquímica • Proteínas – Classificação quanto polipeptídicas: ao número de cadeias • Proteínas Monoméricas . São as proteínas de estrutura e função mais complexas. . • Proteínas Oligoméricas .

como as tubulinas. as queratinas dos cabelos. que são formadas por múltiplas subunidades globulares dispostas helicoidalmente. como colágeno do tecido conjuntivo. as proteínas fibrosas são insolúveis nos solventes aquosos e possuem pesos moleculares muito elevados. a conchiolina das conchas dos moluscos. • Algumas proteínas fibrosas. São formadas geralmente por longas moléculas mais ou menos retilíneas e paralelas ao eixo da fibra. .REV04 Bioquímica • Proteínas – Classificação quanto a forma: • Proteínas Fibrosas . possuem uma estrutura diferente.Na sua maioria. as esclerotinas do tegumento dos artrópodes. ou ainda a fribrina do soro sanguíneo ou a miosina dos músculos. porém. • A esta categoria pertencem as proteínas de estrutura.

Nesta categoria situam-se as proteínas ativas como os enzimas. • São geralmente solúveis nos solventes aquosos e os seus pesos moleculares situam-se entre 10.000 e vários milhões. transportadores como a hemoglobina. .REV04 Bioquímica • Proteínas – Classificação quanto a forma: • Proteínas Globulares .De estrutura espacial mais complexa. etc. são mais ou menos esféricas.

REV04 Bioquímica • Proteínas Colágeno Hemoglobina .

REV04 Bioquímica • Proteínas .

REV04 Bioquímica • Função do colágeno: .

REV04 Bioquímica Metabolismo .

REV04 Bioquímica Metabolismo = Catabolismo + Anabolismo .

que significa "mudança". – O termo "metabolismo celular" é usado em referência ao conjunto de todas as reações químicas que ocorrem nas células. µεταβολισµός. troca) é o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. mantendo as suas estruturas e adequando respostas aos seus ambientes. . – Estas reações são responsáveis pelos processos de síntese e degradação dos nutrientes na célula e constituem a base da vida. permitindo o crescimento e reprodução das células.REV04 Bioquímica • Metabolismo – Metabolismo (do grego metabolismos.

que são sequências de reações em que o produto de uma reação é utilizado como reagente na reação seguinte. .REV04 Bioquímica • Metabolismo – As reações químicas do metabolismo estão organizadas em vias metabólicas.

As enzimas regulam as vias metabólicas em resposta a mudanças no ambiente celular ou a sinais de outras células. – As enzimas são vitais para o metabolismo porque permitem a realização de reações desejáveis mas termodinamicamente desfavoráveis. agindo de forma concentrada de modo a não interromper o fluxo nessas vias. .REV04 Bioquímica • Metabolismo – Diferentes enzimas catalisam diferentes passos de vias metabólicas. ao acoplá-las a reações mais favoráveis.

REV04 Bioquímica • Metabolismo – O metabolismo é normalmente dividido em dois grupos: – Anabolismo – Catabolismo .

ou reações de decomposição/degradação. são reações químicas que produzem grandes quantidades de energia livre (sob a forma de ATP) a partir da decomposição ou degradação de moléculas mais complexas (matéria orgânica). – Reações catabólicas. são reações químicas que produzem nova matéria orgânica nos seres vivos. Sintetizam-se novos compostos (moléculas mais complexas) a partir de moléculas simples (com consumo de ATP).REV04 Bioquímica • Metabolismo – Reações anabólicas. ou reações de síntese. .

o organismo cresce ou ganha peso. – Se ambos os processos estão em equilíbrio. mas se o anabolismo superar o catabolismo. o que acontece em períodos de jejum ou doença.REV04 Bioquímica • Metabolismo – Quando o catabolismo supera em atividade o anabolismo. o organismo encontra-se em equilíbrio dinâmico ou homeostase. o organismo perde peso. .

Na glicólise. . é formado o piruvato (também chamado de ácido pirúvico) bem como 2 ATP.REV04 Bioquímica • Respiração –A respiração aeróbia requer oxigênio.

com a produção de NADH e libertação de CO2. inicia-se o Ciclo de Krebs. criando um gradiente protónico que permite a fosforilação do ADP.cadeia transportadora de elétrons (ou fosforilação oxidativa) os elétrons removidos da glicose são transportados ao longo de uma cadeia transportadora. Neste processo. Por cada ciclo que ocorre liberta-se 2CO2. que. . depois de se combinar com os elétrons e o hidrogênio.REV04 Bioquímica • Respiração – Cada piruvato que entra na mitocôndria e é oxidado a um composto com 2 carbonos (acetato) que depois é combinado com a Coenzima-A. De seguida. o grupo acetil é combinado com compostos com 4 carbonos formando o citrato (6C). NADH e FADH2. No ciclo de Krebs obtém-se 2 ATPs. Numa última fase . forma água. O aceptor final de elétrons é o O2.

.REV04 Bioquímica • Respiração – Nesta fase da respiração aeróbia a célula ganha 32 moléculas de ATP. Isso faz um total ganho de 30 ATP durante a respiração celular em que intervém o oxigênio.

REV04 Bioquímica • Metabolismo – Principais Vias Metabólicas (aeróbica) .

REV04 Bioquímica .

fosfato desidrogenase H C OH COONADH.ADP Piruvato Piruvato desidrogenase enolase PO32H CH2OH C O COO- fosfoglicerato mutase PO32ADP H ATP C O ATP COO- D-gliceraldeído CH2 O PO32.H+ NAD+ CH2 O PO32C C OH O PO32- Fosfoenolpiruvato 2 Fosfoglicerato 3 Fosfoglicerato 2x 2x 2x 2x Produção de Ácido Láctico Respiração Produção de Etanol O 3 Glicerol fosfato AcetilCoA 2x Ciclo de Krebs .REV04 Bioquímica Emden-Meyerhoff-Parnas (EMP ou glicólise) H hexoquinase CH2OH H H OH HO H ATP O H H OH OH ADP H C C C C C O OH H OH OH fosfoglico isomerase HO H H fosfofruto CH2OH quinase C C C C O ATP H OH OH ADP HO H H CH2 O C C C C PO32- EMP D Frutose Hexoquinase Dihidroxi acetona fosfato CH2 O PO3 C O 2- D Frutose ATP Frutocinase ADP HO H H D Frutose 1 Fosfato CH2OH frutose di fosfato O Frutose aldolase isomerase 1 Fosfato H Aldolase OH OH H H C C O OH Gliceraldeído ATP Triosecinase α-D-Glicose CH2 O PO32D-Glicose 6 fosfato CH2 O PO32D-Frutose 6 fosfato CH2 O PO32D-Frutose 1.6 difosfato CH2 O PO32D-Gliceraldeído 3 fosfato ADP priruvatoquinase CH2 CH2 C O COO.

REV04 Bioquímica • Metabolismo – Ciclo de Krebs .

REV04 Bioquímica .

tais como nitratos e nitritos. dióxido de enxofre e mesmo enxofre elementar.REV04 Bioquímica • Metabolismo – A respiração anaeróbia envolve um receptor de elétron diferente do oxigênio e existem vários tipos de bactérias capazes de usar uma grande variedade de compostos como receptores de elétrons na respiração: compostos nitrogenados. tais como sulfatos. compostos de enxofre. de cobalto e até de urânio. como nos sedimentos marinhos e lacustres ou próximo de nascentes hidrotermais submarinas. – No entanto. sulfitos. compostos de ferro. dióxido de carbono. de manganês. a respiração anaeróbia só ocorre em ambientes onde o oxigênio é escasso. para todos estes . .

REV04 Bioquímica • Metabolismo – Uma das sequências alternativas à respiração anaeróbia é a fermentação. No entanto. – Os diferentes tipos da fermentação produzem vários compostos diferentes. – Outras moléculas. como o etanol (o álcool das bebidas alcoólicas. que é consumido durante a glicólise. como NO2. . a fermentação é útil para a célula porque regenera o dinucleotídeos de nicotinamida e adenina (NAD). produzido por vários tipos de leveduras e bactérias) ou o ácido láctico do iogurte. um processo em que o piruvato é apenas parcialmente oxidado. SO2 são os aceptores finais na cadeia de transporte de elétrons. não se segue o ciclo de Krebs e não há produção de ATP numa cadeia de transporte de elétrons.

REV04 Bioquímica • Metabolismo Fermentação Alcoólica Fermentação Lática .

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REV04 Obrigado! .