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A Ordem de Malta (oficialmente Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta, também conhecida por

Ordem do Hospital, Ordem de S. João de Jerusalém, Ordem de S. João de Rodes, etc.), é uma organização internacional católica que começou como uma Ordem Beneditina fundada no século XI na Terra Santa, durante as Cruzadas, mas que rapidamente se tornaria numa Ordem militar cristã, numa congregação de regra própria, encarregada de assistir e proteger os peregrinos àquela terra. Face às derrotas e consequente perda pelos cruzados dos territórios na Palestina, a Ordem passou a operar a partir da ilha de Rodes, onde era soberana, e mais tarde desde Malta, como estado vassalo do Reino da Sicília. Atualmente, a Ordem de Malta é uma organização humanitária soberana internacional, reconhecida como entidade de direito internacional. A Ordem dirige hospitais e centros de reabilitação. Possui 12.500 membros, 80.000 voluntários permanentes e 20.000 profissionais da saúde associados, incluindo médicos, enfermeiros, auxiliares e paramédicos. Seu objetivo é auxiliar os idosos, os deficientes, os refugiados, as crianças, os sem-teto e aqueles com doença terminal e hanseníase, atuando em cinco continentes do mundo, sem distinção de raça ou religião.[4] O nome completo oficial é Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta, ou Sovrano Militare Ordine Ospedaliero di San Giovanni di Gerusalemme di Rodi e di Malta (em italiano).Convencionalmente, é também conhecida como Ordem de Malta. A Ordem tem um grande número de conventos e associações locais ao redor do mundo, mas também existe um certo número de organizações com semelhantes nomes sonantes que não estão relacionados, incluindo diversas ordens que procuram capitalizar sobre o nome.[5] Na heráldica eclesiástica da Igreja Católica Romana, a Ordem de Malta é uma das duas únicas (sendo o outro a Ordem do Santo Sepulcro), cuja insígnia pode ser exibida em um brasão de armas clerical (Leigos não têm nenhuma restrição). Por volta de 1099, alguns mercadores de Amalfi fundaram em Jerusalém, sob a regra de S. Bento e com a indicação de Santa Maria Latina, uma casa religiosa para recolha de peregrinos. Anos mais tarde construíram junto dela um hospital que recebeu, de Godofredo de Bulhão, doações que lhe asseguraram a existência, desligou-se da igreja de Santa Maria e passou-se a formar congregação especial, sob o nome de São João Baptista. Em 1113, o Papa nomeou-a congregação, sob o título de São João, e deu-lhe regra própria. Em 1120, o francês Raimundo de Puy, nomeado grão-mestre, acrescentou ao cuidado com os doentes o serviço militar. Assim é a origem da Ordem dos Hospitalários ou de São João de Jerusalém, designada por Ordem de Malta a partir de 1530, quando se estabeleceu na ilha do mesmo nome, doada por Carlos V do Sacro Império Romano-Germânico. Ordem de aristocratas, nunca teve entre os seus cavaleiros pessoas que não pertencessem à fidalguia. O hábito regular consistia numa túnica e num grande manto

no qual traziam. o infante D. Em Portugal. Pedro (1392-1449). onde fundou um Grão-Priorado. Nuno Gonçalves contra a regência do infante D.o 'Johanniter Unfallhilfe'. Este teria pedido aos cavaleiros um porto-salvo para reabastecer os seus navios e. António. França.negro. rapidamente capitulando para Napoleão. a ordem continuou. Aragão e Castela. Em 1918. na Península Ibérica. entre os bens da ordem. tinha especial importância o priorado do Crato. D. uma vez em segurança em Valetta. Em 1811. consegue do papa Júlio III a bula de 1551. que englobava os reinos de Portugal. O Grão-Mestre Ferdinand von Hompesch. com esmalte branco. após a queda da monarquia. a Bailia de Brandenburgo foi suprimida pelo Príncipe da Prússia. receosos. Em 1852 a Ordem recuperou o nome de Bailia de Brandenburgo e se tornou uma nobre Ordem da Prússia. fosse nomeado sucessor do pai. crescer o poder dos senhores do Crato. que se tornariam reis da Prússia. virou-se contra os anfitriões. Hungria e Suíça. apanhado de surpresa. uma secção do Grão-Priorado. sob a proteção dos Margraves de Brandenburgo. doou o priorado a um membro da família real. Luís. que D. A Bailia manteve relações amigáveis com a Ordem Soberana de Malta. Enfrentou o Império Otomano em diversas batalhas. trabalhando em especial na Alemanha mantendo hospitais e asilos. Este . Maria I consegue do Papa a independência do grão-mestrado de Malta e. filho natural do infante. aderiu à reforma protestante. Os Hospitalários tomaram parte nas Cruzadas e tinham seu hospital em Jerusalém. poucos anos depois. ela foi separada do Estado e recuperou sua independência. a de Aragão. além do Canadá e Estados Unidos. Então o Rei. não soube antecipar ou precaver-se deste ataque. Pedro e D. Os reis viram. Mesmo depois do fim das Cruzadas. havia uma só sede (língua). por morte do conde de Arouca. pregada no lado esquerdo. A Johanitter Orden está presente em diversos países europeus. que se intitulou grão-prior. Assim. assim como pelo lado temporal o grão-priorado de Portugal ficaria isento de qualquer interferência de Malta. a Bailia de Brandenburgo. que posteriormente fundou a Ordem Real Prussiana de São João como uma Ordem de Mérito. o mesmo Papa decretou por bula em 1793 que. e é responsável por um importante serviço de ambulância . como a Batalha de Lepanto e o Cerco de Rodes A Ordem na Península Ibérica De início. D. Navarra. Leão. A ordem foi extinta em 1834 e os bens O braço protestante da Ordem A Ordem de São João chegou à Alemanha durante os séculos XII e XIII. Miguel foram grãos-priores do Crato. D. uma cruz de ouro. também pelo lado espiritual dependeria apenas da Santa Sé. com vista a futuros protestos. Ela tem afiliações independentes na Finlândia. Queda de Malta A possessão mediterrânica de Malta foi capturada por Napoleão em 1798 durante a sua expedição para o Egipto. Em 1530. que se acentuou mais com a rebelião de D. em 1528. João III.

sucedido representou uma afronta para os restantes cavaleiros que se predispunham a defender a sua possessão e soberania. a partir daí. facto cuja responsabilidade é parcialmente atribuída pelo governo da Ordem. restaurando o Catolicismo Romano na Ordem. No início da década de 1800. estabeleceu nova sede em Roma e foi. a Ordem encontrava-se severamente enfraquecida pela perda de Priores em toda a Europa. que se tornaria uma organização humanitária e cerimonial. com o título eclesiástico de Cardeal e secular de Príncipe. Giovanni a Santa Croce. compactuando com os governos por uma retoma de poder. reactivada. e não por Grão-Mestres entre 1805 e 1879. Em agradecimento. a Ordem. A Ordem continuou a existir. os Cavaleiros depuseram Ferdinand von Hompesch e elegeram o Imperador Paulo I como Grão-Mestre que. O Grão-mestre era coadjuvado por sete Bailios . O Imperador da Rússia doou-lhes o maior abrigo de Cavaleiros Hospitalários em São Petersburgo. Apenas 10% dos lucros chegavam das fontes tradicionais na Europa. Superiormente a Ordem era chefiada pelo Grão-Mestre. A antiga organização e as línguas da Ordem Cavaleiro da graça e devoção no hábito do século 21. designada como Ordem Militar Soberana de Malta. seria sucedido por Giovanni Battista Tommasi em Roma. Esta medida representou uma reviravolta no destino da Ordem. sendo os restantes 90% provindos do Priorado Russo até 1810. que era composta por Tenentes. até o Papa Leão XIII restaurar um Grão-Mestre na Ordem. Em 1834. o que marcou o início da Tradição russa dos Cavaleiros do Hospital e posterior reconhecimento pelas Ordens Imperiais Russas. após o seu assassinato em 1801.

2.presidida pelo Grão-Comendador. 3. 2. 11. almirante. 3.presidida pelo Almirante. responsável pela superintendência do fardamento dos soldados. 5. Grão-priorado da Aquitânia. 2. As Línguas e os seus respectivos Bailios conventuais eram as seguintes: I . V . responável pelo comando das forças navais da Ordem. Subdividia-se em: 1.conventuais. 9. 3. Grão-priorado de Messina. responsável pelo comando das forças militares da Ordem.Língua da Provença . responsável pela administração do hospital da Ordem.presidida pelo Marechal. Cada Bailio conventual. 6. 8. 7. 10. além de exercer uma função específica na administração central da Ordem (comendador. Grão-priorado de Roma. Grão-priorado de Barleta. Subdividia-se em: 1. Subdividia-se em: 1. Subdividia-se em: 1. 4.presidida pelo Hospitalário. Baliagem de Daveset. II . Baliagem capitular de Santa Eufémia. Grão-priorado da Catalunha. era o presidente ou governador de cada uma das grandes divisões territoriais em que ela se encontrava dividida (cada uma dessas divisões era chamada Língua ou Nação). marechal.Língua da França . responsável pela superintendência dos celeiros. Baliagem capitular de Maiorca. O Bailio conventual desta língua também tinha o cargo de Tesoureiro Geral. Grão-priorado de Santo Egídio. Baliagem capitular de São João de Nápoles. Grão-priorado de Veneza. IV .Língua de Aragão.presidida pelo Grão-conservador. 5. Baliagem capitular de Manoasca. Grão-priorado de Champanha. Grão-priorado da França. 3. III . 2.Língua de Itália . 2. Grão-priorado de Alvernia. Grão-priorado da Lombardia. Grão-priorado de Pisa.Língua de Alvernia . Grão-priorado da Castelânia de Amposta. 4. Baliagem capitular de Caspe. etc. . Subdividia-se em: 1. Grão-priorado de Tolosa. Catalunha e Navarra . Grão-priorado de Cápua. Grão-priorado de Navarra. Baliagem capitular da Morea. Baliagem capitular da Trindade de Veneza. 4.). Baliagem capitular de Santo Estevão.

recebeu o nome de Crato. e a partir de D. Manuel I foi prior do Crato. Grão-priorado do Crato.presidida pelo Grão-cancelário. Sancho I doou aos cavaleiros de S. Castelo do Crato. VII . 3. Teresa.presidida pelo Grão-balio. revertendo por morte destes para as casas de onde tinham sido saído. Rui de Azevedo. Grão-priorado da Alemanha. embora tivessem fratisas que usavam hábito e viviam em suas casas. Luís. Sancho II em 1232 doou-lhe os largos domínios da terra que. Vários autores remontam a sua existência em terra portuguesa ao período final do governo de D. 3. 2. onde os freires fundaram uma casa que se tornou célebre. 6. Baliagem de Negroponte. . e mais tarde transferido para Estremoz pelo infante D. Em 1194 D. O primeiro mosteiro de freiras hospitalário foi fundado em Évora.Língua de Portugal. Baliagem capitular de Brandeburgo. Por alvará de 1778. sua primeira casa capitular. por essa altura. A ordem foi extinta pelo diploma de 1834 que extinguiu todos os conventos de religiosos. Grão-priorado da Boémia. para aí construirem um castelo. [editar] A Ordem de Malta em Portugal Ver artigos principais: Prior do Crato. Castela e Leão . no acto de doação denominou de Castelo de Belver. 5. Baliagem de Lango. Teresa teria concedido aos freires desta Ordem o mosteiro de Leça do Balio. 4. Subdividia-se em: 1.Língua da Alemanha . foram-lhes confirmadas todas as aquisições de bens de raiz feitas no Reino e permitiu-se que os cavaleiros sucedessem a seus parentes por testamento. Grão-priorado de Leão e Castela. Baliagem de Leça. 4. Grão-priorado da Hungria. João do Hospital a terra de Guidintesta. quando este filho de D. no usufruto de quaisquer bens que não fossem da coroa ou vinculados em morgado. Grão-priorado da Dácia. em 1519. junto ao Tejo. A carta de couto e privilégios outorgados à Ordem do Hospital em 1140 por Dom Afonso Henriques atesta a importância que já então teria. Subsdividia-se em: 1. 2. responsável pela cidade antiga de Malta e pelo castelo de Gozo. O superior português da Ordem dos Hospitalários era designado pelo nome de prior do Hospital.VI . entre 1122 e 1128 a rainha D. 5. Não consta que por esse tempo tivessem os Cavaleiros do Hospital mosteiro de freiras. D. servindo de Secretário de Estado e coadjuvado por um vice-cancelário. Segundo o Dr. Afonso IV por prior do Crato. o qual o monarca. Baliagem do Acre. por Isabel Fernandes.

Países que mantêm relações diplomáticas com a Ordem de Malta. embaixadas. a Ordem de Malta mantém relações diplomáticas com o Vaticano e com 104 Estados [6].[editar] A Ordem atualmente A Ordem Soberana e Militar de Malta não tem sua sede no país de mesmo nome. fundando hospitais e centros de reabilitação em diversos países. inclusive. Rodes e Malta. A Ordem de Malta tem algumas características de um Estado soberano. que possuía cavaleiros de diferentes nacionalidades. expulsando os cavaleiros. Sua população permanente é de apenas três pessoas. mudando seu nome efetivamente para Ordem Soberana. Estes então se refugiaram na Itália. principalmente italiana. o fez bilateralmente dentro de suas atribuições soberanas. e nenhum título ostenta a personalidade jurídica do Direito das Gentes. Militar e Hospitalar de São João de Jerusalém. mas não é reconhecida como um Estado. A Ordem de Malta atua como uma organização humanitária internacional. nacionalidade maltesa a seus membros. A Ordem. Lá a Ordem ficou até 1800. Todos os demais "habitantes" da Ordem de Malta possuem nacionalidade maltesa. o GrãoMestre e o Chanceler. onde possui. Atualmente. . A ordem não é parte em tratados multilaterais. e é filiada à Cruz Vermelha e a outras organizações internacionais. incluindo um hino. o Príncipe. mas também a nacionalidade do país onde nasceram (normalmente italiana). Os representantes diplomáticos da Ordem são todos cidadãos malteses. francesa. fez de Malta sua base e quartel-general. onde estão até hoje. A soberania da Ordem permite que ela imprima seus próprios selos e expeça seus próprios passaportes. principalmente na África. concedendo. mas sim no minúsculo território de apenas 6 km² que consiste em um prédio em Roma e seu jardim. efetivamente. como a ONU ou a Cruz Vermelha. quando a Grã-Bretanha invadiu Malta. A Ordem ainda possui representação na ONU (tendo até um Observador Internacional). espanhola e portuguesa. tendo status de uma organização internacional. alemã. A soberania da Ordem de Malta só foi reconhecida em 1966. relações diplomáticas com diversos países e Observador nas Nações Unidas[7]. e o Estado que porventura haja com ela pactuado. Sua presença em certas conferências internacionais se dá sob o estatuto de entidade observadora.

? .           1232 .Álvaro Gonçalves Pereira (pai de Nuno Álvares Pereira). cujo priorado se transformou em cabeça da Ordem. Gonçalo Pereira. pelo que as datas providenciadas são as de nascimento e óbito dos priores. doados por D. Sancho II à Ordem. a sua primeira sede em Leça do Balio.: o trecho seguinte está "compactado" de modo a despoluir visualmente o contexto da página toda. bispo de Lisboa e arcebispo de Braga (pai de Álvaro Gonçalves Pereira) 1235? .D. a qual foi extinta em 1834. atribuído ao superior da Ordem dos Hospitalários em Portugal. em 1232. que não pude apurar. Em 1789 os bens da Ordem passaram para a Casa do Infantado.              The Blessed Gerard (1099-1120) Raymond du Puy de Provence (1120-1160) Auger de Balben (1160-1163) Arnaud de Comps (1162-1163) Gilbert d'Aissailly (1163-1170) Gastone de Murols (c. em Portugal. após a batalha do Salado. o primeiro prior do Crato 1384? . irmão mais velho de Nuno Álvares Pereira 1430? . na tentativa de estabelecer uma cronologia. [editar] Priores do Hospital em Portugal Nota: à esquerda deve constar as datas de ascensão.Rodrigo Gil 1335 .O Commons possui uma categoria com multimídias sobre Ordem Soberana e Militar de Malta [editar] Lista dos Grão-mestres Obs. e só em 1340 se verificou a sua mudança para o Crato. 1170-1172) Gilbert of Syria (1172-1177) Roger de Moulins (1177-1187) Hermangard d'Asp (1187-1190) Garnier de Naplous (1190-1192) Geoffroy de Donjon (1193-1202) D. A Ordem teve. Frei Nuno de Góis Álvaro Gonçalves Camelo Afonso Pais Vasco de Ataíde (~1448) Vasco Martins de Gomide .Mem Gonçalves D. Afonso (1203-1206) (Português) Geoffrey le Rat (1206-1207) O título de Prior do Crato.D. deve-se aos extensos domínios do Crato. Pedro Álvares Pereira.

Pedro como Regente do reino. alguns autores identificando vestígios de uma fortificação Romana nos alicerces do castelo medieval. Duarte deixado como regente a rainha D. a nobreza.Guilherme Henriques de Carvalho. [editar] O castelo medieval À época da Reconquista cristã da península Ibérica. onde veio a falecer poucos anos mais tarde. Duque de Beja (filho de Pedro II de Portugal) (grão-prior) ? . João de Menezes António I de Portugal rei de Portugal (filho de Luís. o 5° Prior do Crato. Assustada. elegeram o Infante D. sob a proteção do prior da Ordem. que se constituiu em cabeça da Ordem. Leonor de Aragão. Leonor refugiou-se no reino vizinho (29 de Dezembro). Duque de Beja) (1531-1595) Arquiduque Alberto de Áustria Manuel de Melo ? .Diogo Fernandes de Almeida João Coelho 1527-1555 .           6º 1480? . No contexto da menoridade de Afonso V de Portugal (1438-1481). Frei Nunes de Góis. com constituição do Priorado do Crato. após a doação. só se registrou a partir de 1232. por D. Gavião e Ucrate (ou Ocrato) à Ordem dos Hospitalários. dos domínios de Amieira. vizinho à fronteira. após a batalha do Salado (1340). e de outro.Luís de Portugal. Duque de Beja (segundo filho de D. em cada uma das Villas do Crato e da Amieira". onde se referem a abertura de "cauas & barbacas. entre 1336 e 1341 procedeu-se a transferência da sede da Ordem de Leça do Bailio para a vila do Crato. Mem Gonçalves. a rainha retira-se para o Castelo de Almeirim e dele para o Castelo do Crato. foi iniciada a construção do Castelo do Crato. entretanto. Em 1430. Sancho II (1223-1248). que no mês de Dezembro. a burguesia. promove a reconstrução do castelo e a construção da cerca da vila. Visando atrair povoadores. D.Francisco. Desse modo. o país mergulha numa crise política onde se alinham de um lado. Posteriormente. datadas de 1358 e 1359. D. em Novembro de 1440. em Lisboa.1786 . Os trabalhos de edificação do castelo prosseguiram durante o século XIV. A agitação popular leva a que sejam convocadas as Cortes de 1439.Miguel I de Portugal (grão-prior) 1846-1857 . sendo prior D. passada pela Ordem a 18 de Dezembro de 1270 da Era de César (1232 da Era Cristã). cardeal-Patriarca de Lisboa (grão-prior) História [editar] Antecedentes Pouco se conhece acerca da primitiva ocupação humana do sítio do castelo. tendo D. Pedro I (1357-1367).1742 . com a obrigação de fomentá-los e fortificá-los. O seu repovoamento. a qual acabou por não se materializar. O Castelo do . a povoação recebeu Carta de Foral. que a apoia. conforme testemunham algumas cartas do rei D. que dela desconfia. Com o aprofundamento da crise. a região do Crato passou para o domínio cristão desde 1160.Pedro III de Portugal (grão-prior) 1828-1834 . Manuel I) D. onde aguarda uma prometida intervenção das forças de Castela a seu favor.

desaparecendo a Casa do Governador. Leonor de Castela. A partir da segunda metade da década de 1940. reparos de estragos causados pelas chuvas (1963). Para tanto.Agência de Desenvolvimento Regional. Pedro. voltando a ser reconstruído mais tarde. a cisterna. por um contrato de 99 anos. João de Áustria (29 de Outubro de 1662). tanto das estruturas medievais como das modernas. Rui Teixeira Guerra. no palácio do castelo. à ADR . a 7 de Novembro de 1991. a povoação recebeu o Foral Novo (1512). a cargo da Fundação do Castelo do Crato. Neste ínterim. a ponte levadiça. cujo gerente é o mesmo Arquitecto. as defesas do Crato foram modernizadas. foram consumidos os documentos do Cartório e Arquivo do Priorado da Ordem. realizaram-se. foi arrasado nessa época. Sob o reinado de Manuel I de Portugal (1495-1521). concessionou-o. [editar] Da Guerra da Restauração ao século XIX No contexto da Guerra da Restauração. Esta. tendo chegado aos nossos dias uma guarita. 1983. Estes eventos ilustram a importância e estado de conservação do castelo no período. adaptadas aos então modernos tiros de artilharia. como representante do proprietário. a partir de 1642 foram promovidas obras de beneficiação. em 1525. João III (1521-1557) com D. Novos trabalhos foram executados a partir de 1997. cercado pelas tropas do Regente D. a 19 de Setembro desse mesmo ano. conservação e reconstrução (1977. um projeto de conservação e revitalização do castelo. por sua vez. com a reconstrução de panos de muralhas (1946). a vila foi cercada e conquistada pelas tropas espanholas sob o comando de D. [editar] Do século XX aos nossos dias A partir de 1 de Março de 1939 os remanescentes da fortificação foram adquiridos pelo embaixador Dr. Uma nova etapa construtiva se sucedeu no castelo quando da celebração do casamento de D. 1980. em Novembro de 1518. cuja execução iniciou-se já no ano seguinte. 1985 e 1988-1989. que envolveram o castelo medieval em uma fortificação abaluartada. entre 1615 e 1621. filho do embaixador. No incêndio decorrente. que promoveram a destruição das suas defesas. quando foi reconstruído o seu portão. no início do século XVII. o conjunto foi classificado como Imóvel de Interesse Público por Decreto publicado em 26 de Fevereiro de 1982. a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais inicia-lhe trabalhos de consolidação e restauro. duas torres arruinadas e algumas canhoneiras. legando-nos o mais antigo desenho conhecido das mesmas. Em 1989 o Arquitecto António Maria da Calça e Pina Teixeira Guerra. conservação (1956 e 1958). Este profissional apresentou.Crato. Catarina de Áustria. Ldª. Pedro Nunes Tinoco desenhou a povoação e as suas fortificações. Alguns anos mais tarde. Os séculos seguintes acentuaram o estado de ruína do conjunto. transmitiu o imóvel à Câmara Municipal do Crato. Entretanto. que além da conservação do existente tem uma proposta de erigir nova obra englobando museu (gipsoteca e salas de . de sua autoria. com as obras ainda em andamento. as núpcias do soberano com D. com planta poligonal irregular estrelada. Posteriormente. baluartes e outros.

isto é. Entre os membros da Ordem. a de Beringal e a de Santarém. constituída por Godofredo de Bulhão. era amparada por seis torres: a do Sino. sendo que a torre Norte era a de menagem. núcleo de alojamento com capacidade para 15 a 20 pessoas. a de São Pedro. No meado do século XVII o castelo foi transformado num fortim abaluartado. Em 1847. segundo os cronistas desta época. com prerrogativas. A vacância do patriarcado Latino fez com que a faculdade de criar novos cavaleiros fosse prerrogativa da mais alta autoridade religiosa na Terra Santa. salas de conferências. depois da conquista de Jerusalém. centro audiovisual/multimédia. a porta do fortim e a cisterna ao centro do conjunto. tendo as suas muralhas reforçados por cinco torres nos ângulos. O baluarte Norte foi recentemente restaurado com as suas doze casamatas e uma guarita. No caso de ausência ou impedimento do monarca. Em . com planta poligonal irregular no formato de uma estrela com quatro pontas. assegurando ao Patriarca Latino a prerrogativa de ser o Grão-Prior. dando seu governo ao Patriarca Latino. o Papa Pio XII estabeleceu que o Grão Mestre fosse um cardeal da Santa Igreja Romana. Em 1949. se torna superior da Ordem dos Cônegos do Santo Sepulcro. [editar] Características O castelo medieval. restaurante e área de lazer. na época da primeira Cruzada. alguns eram considerados Sargentos. segundo rei cruzado. o Custódio da Terra Santa. História A Ordem Eqüestre do Santo Sepulcro tem sua origem na Ordem dos Cônegos da Santo Sepulcro. Nesta situação. A cerca da vila. a Ordem permanece sem um superior. os priorados da Ordem. por si e para seus sucessores. o qual promulgou um novo estatuto da Ordem e a pôs sob a proteção da Santa Sé. da qual subsistem alguns troços. na cota de 272 metros acima do nível do mar. ainda que os priorados continuassem a existir sob a proteção de vários senhores e soberanos europeus e da Santa Sé. surgiram em toda a Europa. de criar Cavaleiros. por obra daqueles Cavaleiros Nobres e Prelados que haviam recebido a investidura no Santo Sepulcro. sede administrativa da Fundação. esta faculdade era subordinada ao Patriarca Latino de Jerusalém. a de Seda. a da Porta Nova.exposição). Depois da primeira Cruzada. destavam-se as plataformas para a artilharia. com um redente pelo lado Sul-Sudoeste. Em 1103. Balduíno I de Jerusalém. os quais representavam uma espécie de milícia eleita dentro da companhia cruzada e se devotavam à defesa do Santo Sepulcro e dos Lugares Santos. apresentava planta no formato trapezoidal. Com o desaparecimento do Reino Cristão de Jerusalém. o Patriarcado foi restabelecido pelo Papa Pio IX. Entre as diversas estruturas que subsistiram. foi definida a função preeminente da Ordem de sustentar as obras do Patriarcado Latino de Jerusalém e de incentivar a propagação da fé cristã.

Somente a Santa Sé tem competência para erigir associações públicas. com personalidade canônica e civil. à qual é confiada. Isto é decorrente das normas comuns do Direito Canônico. Uma vez que seus membros estão dispersos além das fronteiras nacionais e diocesanas e possuem um estatuto aprovado e promulgado pela Santa Sé. define o programa de ação e as operações a favor da estrutura cristã na Terra Santa. dos que participam de sua vida no empenho do serviço e da caridade. 1º do Código de Direito Canônico. o qual. sendo:     24 na Europa 15 na América do Norte 5 na América do Sul 6 na Austrália e Extremo Oriente O número de membros ativos da Ordem. que é nomeado diretamente pelo Papa. ereta pela Sé Apostólica. Atualmente. estabelecida com base no Direito Canônico. [editar] Descrição Jurídica da Ordem A Ordem Eqüestre do Santo Sepulcro de Jerusalém é uma associação de fiéis leigos aberta aos eclesiásticos. em 1967. assumidos no ato de admissão. [editar] Estrutura A Ordem tem uma estrutura hierárquica. a missão especial de assistir a Igreja da Terra Santa e de estimular em seus membros a prática da vida cristã. o Papa João Paulo II elevou a dignidade da Ordem a Associação Pública de Fiéis. a Ordem é claramente uma associação pública internacional de fiéis.1962. parágrafo 1. Em fevereiro de 1996. pelo Soberano Pontífice. o Papa Paulo VI modificaram o estatuto. ou seja. de acordo com o artigo 312. das disposições eclesiásticas particulares e das disposições do estatuto da Ordem. o Grande Magistério está dividido em cinqüenta e dois Lugares-Tenentes. é de cerca de vinte mil. de acordo com o Patriarca Latino de Jerusalém. para favorecer uma ação mais coordenada e eficiente. . com o governo do Cardeal Grão-Mestre. universais e internacionais de fiéis. o Papa João XXIII e depois. O Grão-Mestre recebe a colaboração do Grande Magistério.

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