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APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA

UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 201 1

APOSTILA PSICOLOGIA JURIDICA 2 PARTE
AULA 6 - MECANISMOS DE DEFESA AULA 7 – TRANTORNOS DE PERSONALIDADE – Ted Bundy AULA 8 – PSICOLOGIA DA MENTIRA E PSICOLOGIA DO TESTEMUNHO – Lie to me. AULA 9 – MENORES INFRATORES – CRIMINALIDADE - Caso Champinha AULA 10 – TESTES PROJETIVOS – UMA ANALISE FORENSE

PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL - INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO

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Mecanismos de Defesa do Ego

ID
• Parte primitiva da mente • - instinto irracional • princípios do prazer • Sem moral, ética • Na fase adulta, o Id é influenciado pelo Ego e Superego.

SUPEREGO
• Impedir a realização dos instintos e desejos do Id. Castiga o Ego por se influenciar pelo Id provocando os sentimentos de culpa • Utiliza regras, éticas, valores e moralidades para agir no Ego de forma a censurar o Id.

• •

O Ego quando influenciado pelo Id torna um indivíduo agressivo, dependente, escandaloso, histérico, impaciente, mal-humorado, rebelde, falso, egoísta, etc. Quando influenciado pelo Superego torna o mesmo crítico, acusador, exigente, preconceituoso, prepotente, autoritário, invalidador de idéias, etc. mostrando que os elementos da estrutura mental são interdependentes não podendo ser considerados isoladamente. Nesse processo o Ego atua para obter influências do Id e do Superego de forma com que a influência seja racional. Teoria Psicanalítica Conflito do ID – EGO- SUPEREGO

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• • • • ID EGO SUPEREGO

SE RELACIONAM NA TENTATIVA DE EQUILIBRIO. AUMENTANDO O PRAZER E DIMINUINDO O DESPRAZER.

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B) Defesas ineficazes que exigem repetição ou perpetuação do processo de rejeição. PRINCIPAIS MECANISMOS DE DEFESA PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL .APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 201 1 Mecanismos de defesa do Ego Estratégias inconscientes que os indivíduos “encontram” para diminuir a angustia nascida dos conflitos anteriores Situação que ocorre a partir do momento em que o superego se constitui e passa a impor ao id as regras e normas sociais.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . um obstáculo intrínseco à satisfação das pulsões do Id. criando assim. São divididas em: A) Defesas bem sucedidas – que geram o cessação daquilo que se rejeita.

Negação é a tentativa de não aceitar na consciência algum fato que perturba o Ego.” Negação . Os adultos têm a tendência de fantasiar que certos acontecimentos não são. do jeito que são. exclama: Estão verdes e desdenhosamente se afasta. ou que na verdade nunca aconteceram. Recusa-se a reconhecer fatos reais e os substitui por imaginários. • 2 – REPRESSÃO PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL .INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO .APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P 1 – NEGAÇÃO 201 1 201 1 • • Negação Mais Simples e mais ineficiente • Fabula da Raposa – La Fontaine “Que colocada diante um cacho de uvas demasiado alto para ser alcançado. de fato.

as fobias e a impotência ou a frigidez derivem de sentimentos reprimidos.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO .APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 201 1 • • • • • • • • Repressão A essência da Repressão consiste em afastar uma determinada coisa do consciente. apesar de inconsciente. Repressão Segundo Freud. também poderiam estar relacionadas com a repressão. Para ele os sintomas histéricos com freqüência têm sua origem em alguma antiga repressão. Entretanto. Também é possível que o cansaço excessivo. • • • 3 – REGRESSAO • • Regressão PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . mantendo-a à distância -no inconsciente. e que continua causando problemas. mas exige um continuado consumo de energia para se manter o material reprimido. a repressão nunca é realizada de uma vez por todas e definitivamente. tais como asma. artrite e úlcera. Algumas doenças psicossomáticas. o material reprimido continua fazendo parte da psique.

Charley Brown • • ex: criança que começa a chupar no dedo após o nascimento de um irmão • 4 – DESLOCALMENTO PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL .APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA • • • UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP 201 1 UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 Regressão é um retorno a um nível de desenvolvimento anterior ou a um modo de expressão mais simples ou mais infantil.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . nas estórias em quadrinhos de Charley Brown. • • • • Linus. Linus . A regressão é um modo de defesa bastante primitivo e. sempre volta a um espaço psicológico seguro quando está sob tensão. reduziram a ansiedade. freqüentemente deixa sem solução a fonte de ansiedade original. tal como faria ou fazia quando bebê. em anos anteriores. embora reduza a tensão. É um modo de aliviar a ansiedade escapando do pensamento realístico para comportamentos que. • • • Ele se sente seguro quando agarra seu cobertor.

Deslocamento Durante uma discussão. de tornar o inaceitável mais aceitável. a Racionalização impede a pessoa de aceitar e de trabalhar com as forças motivadoras genuínas. acaba deslocando tal impulso para um copo.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 201 1 • • • • • • • • • • • Deslocamento O profundo sentimento de repulsa que o contato com o estuprador lhe provocou permanece pronto para aflorar: purifica-se por meio do ritual higienizante. a pessoa tem um forte impulso em socar o outro. de disfarçar verdadeiros motivos. Na realidade poderia estar sentido que "estou ligado no teu corpo. entretanto. mas plausíveis para poder justificar um comportamento inaceitável. quero que você se ligue no meu". O mecanismo de defesa do psiquismo desloca para o corpo o que não pode realiza na mente.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . por exemplo. Também pode ser Racionalização a afirmação de que "eu acho que estou apaixonado por você". o qual atira ao chão.RACIONALIZÇÃO Racionalização • • • • • • • Trata-se de “criação de desculpas falsas. PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . Deslocamento Substituição do objeto de pulsão por outro socialmente aceito ex: criança que destrói os seus brinquedos. Enquanto obstáculo ao crescimento. apesar de menos recomendáveis.a purificação. Racionalização Racionalização é um modo de aceitar a pressão do Superego. quando proibida pela mãe de ir brincar com os amigos 5.

Outras vezes dizemos que "inexplicavelmente Fulano não gosta de mim". na impossibilidade de realização destes. por exemplo. • A ameaça é tratada como se fosse uma força externa. FIM 2 bimestre – AULA 7 PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . lidar com sentimentos reais. sentimentos ou intenções que se originam em si próprio. convencido que o que faz “para o seu próprio bem” • 6 .APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P • Racionalização 201 1 201 1 Procura da justificação racional de comportamentos anormais ou não admitidos socialmente ex: pai que bate no filho. dizer que "todos os homens e mulheres querem apenas uma coisa. é denominado projeção. na realidade.PROJEÇÃO • O ato de atribuir a uma outra pessoa. É um mecanismo de defesa através do qual os aspectos da personalidade de um indivíduo são deslocados de dentro deste para o meio externo. sexo". A pessoa com Projeção pode.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . animal ou objeto as qualidades. canalizada para atividades socialmente meritosas e reconhecidas. tentando projetar nos demais suas próprias características. Ou então. quando na realidade sou eu quem não gosta do Fulano gratuitamente. pode refletir uma Projeção nos demais de estar pessoalmente pensando muito a respeito de sexo. Alguém que afirma textualmente que "todos nós somos algo desonestos" está. é sublimado na paixão pela leitura ou pela arte. • 7 – SUBLIMAÇÃO • • Sublimação A energia associada a impulsos e instintos socialmente e pessoalmente constrangedores é. então. mas sem admitir ou estar consciente do fato de que a idéia ou comportamento temido é dela mesma. A frustração de um relacionamento afetivo e sexual mal resolvido.

pensamento. Personalidade É o conjunto da constituição. desde o nascimento. a personalidade apóia-se na estrutura física do indivíduo. reação e experiência. diferenças no tom afetivo predominante. Assim. entre os indivíduos verificam-se diferentes limiares de sensibilidade frente aos estímulos internos ou externos. que são características de uma pessoa.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA • UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P TRANSTORNOS DA PERSONALIDADE 201 1 201 1 • • • • • • Personalidade Refere-se a.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . a qual chamamos constituição. usualmente. temperamento e caráter PERSONALIDADE • • • • • • • CONSTITUIÇAO FISICA Seja qual for a fase do desenvolvimento. variações no ritmo. aos processos estáveis e relativamente coesos de comportamento. CARATER • PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . Nesta há um conjunto de características individuais hereditárias que podem ou não se desenvolver nas interações com o meio. intensidade e periodicidade dos fenômenos neurovegetativos ( que funciona involuntariamente ou inconscientemente). TEMPERAMENTO Temperamento é a tendência herdada do indivíduo para reagir ao meio de maneira peculiar.

Estável ao longo do tempo Provoca sofrimento e/ou prejuízo TRANSTORNO DA PERSONALIDADE • • • • • • • PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . Desta forma. portanto. PERSONALIDADE Portanto Personalidade é a interação dos aspectos físicos. o modo como ele vê o mundo. A CID-10 apresenta entre os títulos F60 e F69 uma grande variedade de subtipos de Transtornos de Personalidade.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA • • • • • • • • UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP 201 1 UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 Caráter é o conjunto de formas comportamentais mais elaboradas e determinadas pelas influências ambientais. de se manifestar socialmente. temperamentais e caracterológicos. o caráter é predominante volitivo ( depende da vontade) e intencional. sociais e culturais. É evasivo e flexível. Caracteriza um estilo pessoal de vida mal adaptado e inflexível. Procuraremos aqui compatibilizá-los todos com outras classificações de forma a abordar os tipos sinônimos com a mesma descrição. a maneira como expressa as emoções. de experimentar sentimentos (ou não experimentálos).INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . Ao contrário do temperamento. Entretanto. O que são os transtornos da personalidade? • • • • São perturbações graves da constituição do caráter e das tendências comportamentais. não são adquiridas do meio. podendo estar tão imbricados que se torna difícil sua distinção. de modo geral. Os “transtornos” da PERSONALIDADE O que são os transtornos da personalidade? São perturbações que afetam todas as áreas de influência da personalidade de um indivíduo. O que são os transtornos da personalidade? Padrão persistente de vivência íntima ou comportamento que se desvia muito da cultura do indivíduo. temperamento e caráter estão intimamente associados. o comportamento social. que o indivíduo usa para adaptar-se ao meio. os Transtornos de Personalidade seriam modalidades incomuns do indivíduo interagir com sua vida. início na adolescência ou começo da vida adulta.

• PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL .INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . • • • • • • • • • • • Aspectos essenciais É facilmente ferido por críticas e desaprovações. Evita atividades sociais ou profissionais onde o contato com outras pessoas seja intenso. • • • • 2 . outras pessoas e eventos) (2) Afetividade (variação. Experimenta sentimentos de tensão e apreensão enquanto estiver exposto socialmente. cancela encontros sociais porque acha que antes de chegar lá já estará muito cansado. porém fora de sua rotina.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P Este padrão manifesta-se nas seguintes áreas: 201 1 201 1 (1) Cognição (modo de perceber e interpretar a si mesmo. porém confuso e desorganizado. mesmo que venha a ter benefícios com isso. sem saber como conquistá-lo. que se apresenta por flutuações rápidas e variações no estado de humor de um momento para outro sem justificativa real.Transtorno de Personalidade Borderline (Limítrofe) Como se caracteriza ? Caracteriza-se por um padrão de relacionamento emocional intenso. Não costuma ter amigos íntimos além dos parentes mais próximos. apreensivo e desconfiado. É tímido e sente-se desconfortável em ambientes sociais. Exagera nas dificuldades. nos perigos envolvidos em atividades comuns. Só aceita um relacionamento quando tem certeza de que é querido. labilidade e adequação da resposta emocional) (3) Funcionamento interpessoal (4) Controle de impulsos • • • Os tipos de TRANSTORNOS A maneira mais clara como a classificação deste problema vem sendo tratada é através da subdivisão em tipos de personalidade patológica. intensidade. Por exemplo. porem sofre por desejar o relacionamento afetivo. É um sujeito hipersensível a críticas e rejeições. Tem medos infundados de agir tolamente perante os outros.Transtorno de Personalidade Ansiosa (evitação) Como se caracteriza ? Caracteriza-se pelo padrão de comportamento inibido e ansioso com auto-estima baixa. com dificuldades sociais. 1 . A instabilidade das emoções é o traço marcante deste transtorno. A pessoa se isola.

não perdoa injurias ou ofensas. de sua carreira profissional. Rápida variação das emoções. • • • • • • PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . Aspectos essenciais Padrão de relacionamento instável variando rapidamente entre ter um grande apreço por certa pessoa para logo depois desprezá-la. sexual. sendo considerado por muitos como um indivíduo frio. Aspectos essenciais Excessiva sensibilidade em ser desprezado. injúrias ou injustiças cometidas. por isso a insatisfação pessoal é constante. passado para trás ou traído. até mesmo quanto à própria sexualidade. de seu comportamento sexual. de sua identidade como pessoa.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . Seu comportamento impulsivo freqüentemente é autodestrutivo. mesmo que não haja motivos razoáveis para pensar assim. pequenos furtos. Sentimento de raiva freqüente e falta de controle desses sentimentos chegando a lutas corporais. Guarda rancor. mas frente a recusas tornam-se péssimas rapidamente. com um projeto de vida ou uma escala de valores duradoura. desconfia de todos e até do próprio advogado. mas para tentar encobri-la justificam-nas geralmente com argumentos implausíveis. e as ruins ou desfavoráveis são péssimas ou catastróficas. dirigir irresponsavelmente. com esforços incríveis para evitar abandono (até tentativas de suicídio). Dúvidas a respeito de si mesmo.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA • • • • • UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP 201 1 UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 Essas pessoas reconhecem sua labilidade emocional. passando de um estado de irritação para angustiado e depois para depressão (não necessariamente nesta ordem). Comportamento suicida ou auto-mutilante. • • • • • • • • • • • • 3 -Transtorno de Personalidade Paranóide Como se caracteriza ? Caracteriza-se pela tendência à desconfiança de estar sendo explorado. abuso de substâncias psicoativas. Comportamento impulsivo principalmente quanto a gastos financeiros. irritabilidade e ansiedade são sentimentos freqüentes entre os paranóides. Sentimentos persistentes de vazio e tédio. Costumam apresentar uma hiper reatividade afetiva. Tendência a guardar rancores recusando-se a perdoar insultos. sendo desconsideradas as qualidades anteriormente valorizadas. Não possuem claramente uma identidade de si mesmos. Borderline: Indivíduos instáveis em suas emoções e muito impulsivos. e portanto busca reparações. em que as situações boas são ótimas ou excelentes. A instabilidade é tão intensa que acaba incomodando o próprio paciente que em dados momentos rejeita a si mesmo. A hostilidade. Têm rompantes de raiva inadequada. A expressividade afetiva é restrita e modulada. As pessoas a sua volta são consideradas ótimas.

Resignam-se e submetem-se com facilidade. É o apostolo preferencial do fanático. Quando postas em situação de comando e decisão essas pessoas não obtêm bons resultados. Estas pessoas precisam de outras para se apoiar emocionalmente e sentirem-se seguras.Transtorno de Personalidade Dependente Como se caracteriza ? Caracterizam-se pelo excessivo grau de dependência e confiança nos outros. com dúvidas a respeito da lealdade dos outros. inoportunas e ofensivas. Paranóide: Indivíduos desconfiados. chegando mesmo a tolerar maus tratos pelos outros. Facilmente é ferido por crítica ou desaprovação. tendo respostas hostis ou desdenhosas. intrigas e conspirações infundadas a partir dos acontecimentos circundantes. Sente-se desamparado quando sozinho. Tendência a distorcer e interpretar maléficamente os atos dos outros. Preocupações com fofocas. por medos infundados. Sentem-se desamparadas quando sozinhas.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . Permite que outras pessoas decidam aspectos importantes de sua vida como onde morar. Medo de ser abandonado por quem possui relacionamento íntimo. o liderado de eleição do anti-social. Toma medidas de segurança acintosas. não superam seus limites.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA • • • • • • • UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP 201 1 UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 Interpretações errôneas de atitudes neutras ou amistosas de outras pessoas. Permitem que os outros tomem decisões importantes a respeito de si mesmas. PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . • • • • • • • • • • • • • • • • • • 4 . Tendência a se autovalorizar excessivamente. muitas vezes ciumentos e com desconfianças infundadas sobre a fidelidade dos seus parceiros e amigos. Combativo e obstinado senso de direitos pessoais em desproporção à situação real. São rancorosos e percebem ataques a seu caráter ou reputação. Torna-se alvo fácil de pessoas inescrupulosas. interpretando ações ou observações dos outros como ameaçadoras. que se sentem enganados pelos outros. Repetidas suspeitas injustificadas relativas à fidelidade do parceiro conjugal. Evita fazer exigências ainda que em seu direito. Aspectos essenciais É incapaz de tomar decisões do dia-a-dia sem uma excessiva quantidade de conselhos ou reafirmações de outras pessoas. que profissão exercer. Submete suas próprias necessidades aos outros.

Têm dificuldades para tomar decisões. como o sucesso no trabalho. Indiferença a elogios ou críticas. • • • • • • • • • • • Aspectos essenciais Poucas ou nenhuma atividade produzem prazer.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA • UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP 201 1 UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 Dependente: Indivíduos que têm necessidade de serem cuidados. de forma inadequada. Insensibilidade a normas sociais predominantes como uma atitude respeitosa para com idosos ou àqueles que perderam uma pessoa querida recentemente. Frieza emocional. • 6 -Transtorno de Personalidade Histriônica • Como se caracteriza ? Caracteriza-se pela tendência a ser dramático. Sentem-se muito mal quando sozinhos. Sente-se desconfortável quando não é o centro das atenções. ser um eterno "carente afetivo". Não retribui cumprimentos e mínimas manifestações de afeto. Preferência quase invariável por atividades solitárias. ternos ou de raiva para como os outros. não iniciam projetos. • • • • • Aspectos essenciais Busca freqüentemente elogios. não discordam.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . sempre com medo de separações. assim como o isolamento e o distanciamento sociais. Falta de amigos íntimos e do interesse de fazer tais amizades. Pouco interesse em ter relações sexuais. submissos. • • 5 . A indiferença é o aspecto básico. no estudo ou uma conquista afetiva (namoro). Comportamento e aparência sedutores sexualmente. exibicionista. Aquilo que na maioria das vezes desperta prazer nas pessoas. fútil. PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . aprovações e reafirmações dos outros em relação ao que faz ou pensa. comportamento sedutor e manipulador. Como se caracteriza ? A fraca expressividade emocional significa que estas pessoas não se perturbam com elogios ou críticas. exigente e lábil (que muda facilmente de atitude e de emoções). buscar as atenções para si mesmo. evitando isso a todo custo. não diz nada a estas pessoas. afetividade distante.Transtorno de Personalidade Esquizóide • • • Como se caracteriza ? Primariamente pela dificuldade de formar relações pessoais ou de expressar as emoções. necessitam que os outros assumam a responsabilidade de seus atos. Tendência a voltar para sua vida introspectiva e fantasias pessoais. Capacidade limitada de expressar sentimentos calorosos.

listas.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA • • UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP 201 1 UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 Abertamente preocupada com a aparência e atratividade físicas. Obsessivo: Indivíduos preocupados com organização. achando que deve melhorar sempre mais. Excessiva devoção ao trabalho em detrimento das atividades de lazer. tendo dificuldades de detalhar o que pensa. não jogam nada fora (“pão-duro”) e não conseguem deixar tarefas para outras pessoas. Expressa as emoções com exagero inadequado. detalhista. com quem costuma ser reservado. que não desejam ou não gostam de relacionamentos íntimos. comportamento rigoroso e disciplinado consigo e exigente com os outros. dão pouca importância ao lazer. dominador e inflexível. sempre atento a detalhes. de preferência. Emocionalmente frio. sendo frios emocionalmente e distantes. Dificilmente está satisfeito com seu próprio desempenho. Insistência em que as pessoas façam as coisas a seu modo ou querer fazer tudo por achar que os outros farão errado. Expressividade afetiva fria. Estilo de conversa superficial e vago.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO .Transtorno de Personalidade Obsessiva • Como se caracteriza ? Tendência ao perfeccionismo. Não têm amigos íntimos ou confidentes. como ardor excessivo no trato com desconhecidos. e pouco ou nenhum prazer em suas atividades. não se importam com elogios ou críticas. tem baixa tolerância a adiamentos e atrasos. intelectualizada. PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . É imediatista. acessos de raiva incontrolável. • • • • • • • • • • • Aspectos essenciais O perfeccionismo pode atrapalhar no cumprimento das tarefas. • • • • • • • • 7 . Esquizóide: Indivíduos distanciados das relações sociais. porque muitas vezes detém-se nos detalhes enquanto atrasa o essencial. Pouco ou nenhum interesse em relações sexuais com outra pessoa. realizando atividades solitárias. ordem e horários. Seu perfeccionismo o faz uma pessoa indecisa e cheia de dúvidas. Essas pessoas tendem a ser devotadas ao trabalho em detrimento da família e amigos. Teimosos. Aspectos essenciais Sente-se desconfortável nas situações onde não é o centro das atenções. regras. choro convulsivo em situações de pouco importância. perfeccionismo e controle. Dedicação excessiva ao trabalho. Suas emoções apesar de intensamente expressadas são superficiais e mudam facilmente. É uma pessoa formal.

Sentimento de intitulação. ressaltando sempre suas qualidades e por vezes contando vantagens de situações. explorador e insensível constatado pela ausência de remorsos. com necessidade de admiração e que desprezam os outros.O Psicopata • • Como se caracteriza ? Caracteriza-se pelo padrão social de comportamento irresponsável. acreditando serem especiais e explorando os outros em suas relações sociais. PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . ou seja. espera ser reconhecido como superior sem realizações comensuráveis Preocupação com fantasias de ilimitado sucesso.-Transtorno Da Personalidade Narcisista Necessidade de admiração.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . Não se importam com o sofrimento que causam nas outras pessoas e muitas vezes precisam rebaixar e humilhar os outros para que se sintam melhor. beleza ou amor ideal Crença de ser “especial” e único e de que somente pode ser compreendido ou deve associar-se a outras pessoas ou instituições de condição mais elevada Exigência de admiração excessiva • Narcisista: Indivíduos que se julgam grandiosos.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA • • • • • • UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP 201 1 UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 Comportamento rígido (não se acomoda ao comportamento dos outros) e insistência irracional (teimosia). Relutância em desfazer-se de objetos por achar que serão úteis algum dia (mesmo sem valor sentimental) Indecisão prejudicando seu próprio trabalho ou estudo. que começa no início da idade adulta Grandiosidade em fantasia ou comportamento da própria importância Exagera realizações e talentos. tornando-se arrogantes. Excessivamente consciencioso e escrupuloso em relação às normas sociais. • 8. poder. tira vantagem de outros para atingir seus próprios objetivos Ausência de empatia: reluta identificar-se com os sentimentos e necessidades alheias Sente inveja de outras pessoas ou acredita ser alvo da inveja alheia Comportamentos e atitudes arrogantes e insolentes 9 . inteligência. Gostam de falar de si mesmos. possui expectativas irracionais de receber um tratamento especialmente favorável ou obediência automática às sua expectativas Explorador em relacionamentos interpessoais.Transtorno de Personalidade Anti-Social. Excessivo apego a normas sociais em ocasiões de formalidade.

dificilmente mantêm um emprego ou um casamento por muito tempo.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA • • • • • • • • • • • • • • • UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP 201 1 UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 Essas pessoas não se ajustam às leis do Estado simplesmente por não quererem. Incapacidade de assumir a culpa do que fez de errado. Manifesta-se no final da infância ou adolescência e permanece por toda a idade adulta.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . regras e obrigações sociais de forma persistente. Tendência a culpar os outros ou defender-se com raciocínios lógicos. principalmente quando é do seu interesse. Aspectos essenciais Insensibilidade aos sentimentos alheios Atitude aberta de desrespeito por normas.Transtorno de Personalidade Anti-Social Aspectos essenciais Baixa tolerância à frustração e facilmente explode em atitudes agressivas e violentas. mas dificilmente é capaz de mantê-los. porém improváveis. Mesmo assim não se ajustam. Estabelece relacionamentos com facilidade. Freqüentemente manipulam os outros em proveito próprio. Freqüentemente têm problemas legais e criminais por isso. Psicopatia Conceito: Personalidade anormal acompanhada de sofrimentos subjetivos ou sociais decorrentes da anormalidade. ou de aprender com as punições. ESTUDO DE CASO – TED BUNDY PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . 9 . riem-se delas.

e sua mãe era sua irmã mais velha. Um ano após. Ele também foi um dos mais prolíficos assassinos seriais na historia dos E. Ted Bundy Aos 4 anos. Ted Bundy HISTÓRIA: Enganaram ao pequeno Ted Pouco depois do nascimento de Ted (Theodore Robert Cowel) sua mãe voltou para a casa dos pais em Filadelfia. Contudo. Relatos de seus professores falam de um temperamento imprevisível. Seu padrasto até tentou estabelecer uma relação mais próxima com Ted. onde vivera até os 4 anos. Louise (sua mãe) apaixonou-se por um militar cozinheiro chamado Johnnie Culpepper Bundy. mas permanecia pouco tempo nestes. Conta-se que quando Ted tinha 3 anos.chutava cachorros. que amava o avô. Enquanto crescia. Ted disse. PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . para viver com parentes. mas foi em vão.nunca conheceu. Ted Bundy O casal teve quatro filhos.A.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . nacionalidade: americano TED BUNDY Era atraente. Em maio de 1951. Tinha interesses por esqui e política.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 201 1 nascimento em: 24 de novembro de 1946 morte: 1989. ao acordar.U. mas outros membros da família declararam que o avô era um homem violento . que ele iria manter até o fim de sua vida. inteligente e tinha um futuro na política. uma tia sua. com quem a mãe havia saído algumas vezes. passou a se socializar mais. o casal se une e Ted assumiu o nome de seu padrasto. Ele era muito tímido e os colegas de escola o provocavam. Na adolescência. Ted e sua mãe mudaram-se para Tacoma-Washington. explosivo. Começou a trabalhar em empregos simples. anos depois. percebeu que ele manipulava facas perto dela. O pai – veterano da Força Aérea . Ted foi levado a acreditar que os seus avós eram naturais maternos eram seus pais naturais. crianças que Ted ajudou a cuidar. tirava boas notas. agredia mulheres.

Aparentemente. levando Ted. por toda sua juventude. crianças que Ted ajudou a cuidar. tirava boas notas. Suspeita-se que. Relatos de seus professores falam de um temperamento imprevisível. Leslie Holland. explosivo. Na adolescência. Ted Bundy Em 1967. com a sutileza de um gato. Theodore então recebeu o sobrenome Bundy. Relatos de seus professores falam de um temperamento imprevisível. ficava desconfortável em situações sociais. Contudo. Começou a trabalhar em empregos simples. tirava boas notas. passou a se socializar mais. O marido da mãe até tentou estabelecer uma relação mais próxima com Ted. Ted Bundy Seu foco foi alterado na primavera de 1967. Ted Bundy PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . 201 1 201 1 Ted Bundy Ted era terrivelmente tímido e inseguro. mas permanecia pouco tempo nestes. Desenvolveu interesses pelos estudos e tinha um fascínio especial por política. e Ted gostava mais dela do que ela dele. passou a se socializar mais. crianças que Ted ajudou a cuidar. Ele era assombrado por um medo. mas permanecia pouco tempo nestes. Stephen Michaud analisou o comportamento de Ted e decidiu que ele “não era como as outras crianças”. Ted Bundy Durante o colégio Ted foi conquistando considerada popularidade por estar sempre bem vestido e de comportamento educado. quando iniciou um relacionamento que iria mudar sua vida para sempre.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P Ted Bundy O casal teve quatro filhos. mas foi em vão. nesta época. foi com ela que teve sua primeira relação sexual. e um ano depois se casou. ele também cometia furtos – até de carros. Ele era muito tímido e os colegas de escola o provocavam. Começou a trabalhar em empregos simples. aos 21 anos. Ela o achava sem objetivos e ele tentava impressioná-la com mentiras. Na adolescência. mas foi em vão. Ted Bundy conheceu uma garota bonita e de boa família. Ele era muito tímido e os colegas de escola o provocavam. a mãe verdadeira mudou de cidade. O casal teve quatro filhos. explosivo. uma duvida – por vezes apenas um vago mal-estar que habitava sua mente. Seu padrasto até tentou estabelecer uma relação mais próxima com Ted. Tinha interesses por esqui e política. Ted Bundy Quando tinha 4 anos. Ted conheceu uma garota que era tudo o que ele um dia sonhou de uma mulher. Tinha interesses por esqui e política. Contudo.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO .

Ted Bundy Ann Rule. Elizabeth Kendall (na verdade. nas noites de domingos e terças-feiras. e mantiveram encontros. que escrevia artigos policiais para revistas. Ted tinha 27. em um serviço de ajuda emocional. Ted levava uma vida de homem do bem. Por coincidência. Na noite de 30 de janeiro de 1974. sem ela saber de Elizabeth. mas que ainda não havia sido identificado. ficou frio. PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL .APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 201 1 No ano seguinte.. "My life with Ted Bundy"). Recebeu uma medalha por salvar um garoto de 3 anos que se afogava em um lago. Mas logo ele mudou. separada e com uma filha. Ted ficou deprimido e obcecado por ela. Ted levava uma vida de homem do bem. que tinha bom desempenho. Recebeu uma medalha por salvar um garoto de 3 anos que se afogava em um lago. sua mãe. Em fevereiro de 74. mas ficou ainda mais distante do pai adotivo. Ted Bundy As primeiras poças de sangue Linda Ann Healy era uma bela mulher. para tomar uma cerveja após o jantar. Ted Bundy Ajudando pessoas em crise Ted estudou Psicologia na universidade. a pessoas em crise. em 1973. com quem ficou envolvido por cinco anos. pseudônimo adotado por ela ao escrever um livro sobre a história. Leslie. como voluntário. ela saiu para um pequeno bar próximo a sua casa. Começou a se envolver mais com a política. na verdade. E prestava assistência. por telefone. ela se interessou verdadeiramente nele. após se formar. Tinha 21 anos e estudava Psicologia. na Crisis Clinic. Em 69. ficavam apenas os dois em uma casa. pouco depois ela foi contratada por uma editora para escrever um livro1 sobre o serial killer que assombrava a região. ele dizia ainda não estar "na hora". por um ano foi sua colega neste serviço de ajuda emocional. como voluntário. Ted Bundy Ted Bundy Ted era membro ativo do Partido Republicano e. em um serviço de ajuda emocional. ele sumiu dela. com quem ele ainda falava ocasionalmente. Ted Bundy Ela queria casar com ele. e seus professores gostavam dele.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . com amigas com as quais morava. Como ele estava mudado. Conta que. Não mudou o comportamento com ela. Conheceu então uma secretária tímida.. perdeu o interesse nela. que trabalhava em uma rádio como comentarista do tempo. ela terminou com ele. e ela suspeitava que ele mantinha outros encontros. Ted Bundy Ela queria casar com ele. Ted finalmente fica sabendo que sua "irmã" é. ele dizia ainda não estar "na hora". Começou a se envolver mais com a política. E prestava assistência. a pessoas em crise. e ela suspeitava que ele mantinha outros encontros. por telefone. Ted reencontrou a primeira namorada. em uma viagem do partido.

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UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P Voltou logo, para ver televisão e ligar para o namorado. Ted Bundy 201 1 201 1

Pela manhã, a sua cama estava vazia. No fim do dia, seus pais estranharam, pois ela não apareceu na casa deles como de costume, e chamaram a polícia. No seu quarto, a cama estava arrumada de um jeito diferente e alguns objetos faltavam. Também encontraram vestígios de sangue. A polícia não suspeitou da gravidade do caso e não recolheu muitas provas. (Seu crânio só seria achado no ano seguinte, com marcas de espancamento severo; o resto de seu corpo não foi encontrado.) Ted Bundy "Você pode me ajudar com esses livros?" Outras vitimas Em agosto de 74, a polícia encontrou, em um parque, os crânios de duas garotas, Janice Ott e Denise Laslund ambas desaparecidas no dia 14 de julho, em horários diferentes. Ted Bundy

Uma testemunha deste caso ouviu o assassino dizer às garotas, quando as abordou, que se chamava Ted. Outras duas mulheres, juntas, haviam sido abordadas por Ted no mesmo local, mas não o ajudaram a carregar os livros para seu carro. Por causa de denúncias decorrentes do retrato falado do suspeito, Ted Bundy passou a ser investigado.

Mais uma, e mais uma...

Uma amiga de Elizabeth Kendall, a namorada de Ted, também viu o retrato falado e achou parecido com Ted. Havia mais motivos para Elizabeth acreditar, como o Fusca usado pelo criminoso (Ted tinha um), a atadura (ela viu uma nos pertences dele mas nunca o havia visto usá-la). Elizabeth entrou em contato com a polícia, que solicitou-lhe retratos de Ted – mas testemunhas não o reconheceram nas fotos. A polícia esqueceu Ted. Mais uma, e mais uma...

Ted foi para outro Estado (ele acabaria matando em vários Estados diferentes). Em outubro, a filha de um chefe de polícia, Melissa Smith, de 17 anos, foi estrangulada, estuprada e sodomizada. Já Laura Aime, de 17 anos, sofreu pancadas no rosto e a mesma violência sexual. Mais uma, e mais uma...

Em novembro, usando uma história diferente, colocou Carol DaRonch em seu carro. Quando tentou algemá-la, ela escapou do carro. Ele veio com uma barra de ferro em sua direção, mas ela chutou seus testículos e saiu correndo. PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL - INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO

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UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P Mais uma, e mais uma... 201 1 201 1

No mesmo dia, ele capturou Debby Kent. Uma outra vítima sobrevivente, Joni Lenz, atacada em 1974, foi encontrada em seu quarto, tendo apanhado muito e com um apoio da cama enfiado em sua vagina. Ficou com seqüelas o resto da sua vida. Ted Bundy

Nos meses seguintes, outros desaparecimentos aconteceram, e todas as garotas eram parecidas em alguns aspectos: brancas, jovens, com cabelos escuros, longos e, geralmente, repartidos ao meio. Algumas pessoas que as viram antes de sumir relataram tê-las visto conversando com um homem usando gesso no braço e pedindo ajuda para carregar alguns livros.

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Em janeiro de 75, a vítima foi Caryn Campbell, encontrada quase um mês depois, perto de uma estrada, comida por animais. Poucos meses depois, Brenda Ball. E outra, e outra... Ted Bundy

Entre 74 e 78, Ted fez cerca de 36 vítimas. O número é mesmo incerto. Bundy nunca confirmou o número exato. Em uma ocasião, quando mencionaram-lhe este número, ele deu um sorriso e disse aos detetives: “Acrescentem um dígito e terão o total.” A escritora Ann Rule pergunta: “Ele queria dizer 37? Ou 136? Ou 360?”. Capturado e Julgado A captura definitiva de Ted foi trabalhosa Em agosto de 75, um policial achou suspeito um motorista que rondava o bairro. Quando tentou aborda-lo ele fugiu, mas acabou batendo . O policial notou que faltava o banco de passageiros do carro. Ted Bundy Carol, aquela do chute nos genitais do agressor, o reconheceu. Assim como conhecidos de Debby, que o viram abandonando-a. Ele alegava inocência.

Ted Bundy A namorada Elizabeth, depondo, disse que no ultimo ano Ted tinha pouco interesse sexual e, quando tinha, queria praticar alguma violência leve. E forneceu informações valiosas como o paradeiro dele no dia dos sumiços. A investigação chegou também na primeira namorada. Pistas foram surgindo. PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL - INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO

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UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P Ted Bundy Em fevereiro de 76, foi levado a julgamento pelo seqüestro de Carol. Ele estava tranqüilo. E negou a acusação. Entretanto foi condenado a prisão. 201 1 201 1

Ted Bundy Lá foi avaliado por psicólogos que, entre varias hipóteses, lançaram uma interessante, sobre seu funcionamento psíquico: Ted tinha medo de ser humilhado em suas relações com as mulheres. Saiu pela porta da frente do presídio.

Ted Bundy Enquanto isso a investigação dos outros crimes continuavam, e provas se avolumaram. Na preparação para o julgamento do caso Caryn, Ted ficou insatisfeito com seu advogado. Ele resolveu defender-se a si mesmo - atitude permitida nos EUA.

Ted Bundy Ele tinha autorização para ir a biblioteca da prisão. Em junho pulou por uma janela aberta da biblioteca. Machucou-se, mas estava livre. Cerca de 150 homens saíram a sua caca mas não conseguiram acha-lo. Nesta época, sentia-se invencível.

Ted Bundy Nada sai de errado. Roubava alimentos, dormia em vários locais diferentes. Quando conseguiu roubar um carro para sair da cidade foi pego. Agora quando ia a biblioteca da prisão, era algemado com ferro nos pés.

Ted Bundy Mas ele não desistiu, escapou de sua cela, pelo teto, e parou na sala de um guarda. Depois saiu pela porta da frente do presidio.

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Em outra o cérebro estava exposto por pancadas. Os gritos acordaram os vizinhos e a policia chegou logo. A mãe de Ted chorou e pediu por sua vida. Ted atacou outra mulher. Nada adiantou. Sem expressar emoção. Em outra o cérebro estava exposto por pancadas. foi a ultima vitima conhecida de Ted. alem de ter visto seu rosto. um policial suspeitou de um fusca desconhecido na região que patrulhava. ele já estava a caminho do outro Estado. A testemunha ocular de Chi complicou Ted. Foram atacadas enquanto dormiam. e o caso aconteceu em fevereiro de 78. ou ficava vendo tv . Foram atacadas enquanto dormiam. Ted foi duplamente condenado a morte na cadeira elétrica. Haviam poucas provas deixadas. Ted entrou em um alojamento de estudantes mulheres. Curando a abstinência em matar Em janeiro de 78. PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . Em uma o mamilo quase foi arrancado por uma mordida. reagiu. Duas morreram. onde se alojou usando um nome falso. O guarda venceu. Nesse mês ainda. Ted Bundy Kimberly Leach. Novamente assumiu sua defesa e negava os fatos. Ela tinha 12 anos. e quando ia ser algemado.. alem de ter sofrido invasão sexual com uma lata de spray para cabelo. Ted Bundy Ted seria levado a julgamento pelos crimes de Chi Omega e pelo assassinato de Kimberly. Ted entrou em um alojamento de estudantes mulheres . no apartamento dela. Ted Capturado Curando a abstinência em matar Duas outras ficaram paraplégicas. Mas a prova mais contundente foi a analise da mordida. Ted Bundy A pena seria decidida em um outro julgamento. assistia algumas aulas. Ted tentou fugir. Ted culpou a mídia por sua condenação e disse que seria um absurdo pedir desculpas por algo que ele não fez. iniciou luta com o guarda.Chi Omega.roubada assim como tudo em seu apartamento. Ted Bundy A centenas de metros dali. alem de ter sofrido invasão sexual com uma lata de spray para cabelo.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP 201 1 UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 Quando perceberam sei desaparecimento. fios de cabelo em uma mascara. Duas morreram. a marca de uma mordida nas nádegas de uma vitima. Teve que fugir porque uma. O julgamento de Chi atraiu bastante a imprensa. Em uma o mamilo quase foi arrancado por uma mordida.. Passava os dias no campus de uma faculdade. mas parou. Seu corpo só foi achado semana depois. janeiro de 78.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . Ted escutou o veredicto: CULPADO.

Ted Tribunais Ted Bundy Também falou de necrofilia. Enquanto a apelação corria. exatamente dois anos apos a morte de Kimberly. Ted foi condenado a morte. 201 1 201 1 PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . mais uma vez. tentou apelação. Disse que guardou a cabeça de algumas vitimas como troféu. aceitou advogado e resolveram tentar a alegação de insanidade mental. A prova mais contundente foi o encontro de fibras da roupa da garota no veiculo que Ted estaria usando na época. testemunha de defesa. Este policial estima que Ted poderia ter feito mais de cem vitimas. O julgamento durou um mês. trocaram votos de casamento e. A morte estava marcada para marco de 1986. algumas antes da primeira conhecida.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P Ted Bundy Foram estes julgamentos que ajudaram a tornar Ted um monstro para a maioria das pessoas. para janeiro de 89. Ted Bundy Com outros advogados. Mas não mudou em nada a pena. a data foi remarcada. A acusação chamou 65 testemunhas. Nesse ínterim. e discutiu com uma testemunha. quanto um ídolo para algumas – ele era bonito e bem articulado Ted Bundy Mas ainda havia o julgamento do caso Kimberly.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . CULPADO – mais uma vez. que foi negada. negociar um prazo de mais alguns anos de vida. no fim. Isto pegou a todos de surpresa. Desta vez. segundo as leis locais se isto e feito em ambiente legal casamento e considerado valido. em troca de mais algumas confissões. o publico de fora da prisão ovacionou e foguetes estouraram no céu. Ted tentou. Este resolveu contar alguns detalhes de seus crimes. Ted Bundy No dia da deliberação do veredicto. o detetive que conversava com Ted. ele e Carole Ann Bonne. Ted estava aparentemente nervoso. Após o anuncio de sua morte. sem sucesso. Ted ainda ajudou a policia a pensar no caso do Green River – segundo Robert Keppel.

mas com a sua postura. e movimento. respiração.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P AULA 8 – PSICOLOGIA DA MENTIRA 201 1 201 1 3 . Estudos realizados por Richard Bandler e John Grinder. mas poderia auxiliar no estudo do conjunto dos gestos e atitudes. Trata-se portanto de um equipamento que dispomos tanto para revelar nossos segredos quanto para enganar a quem quisermos.Psicologia da Mentira Linguagem Corporal • A impressão que fazemos sobre os outros não começa quando primeiro se abre a boca.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . capaz de demonstrar claramente nossas emoções. em seu livro "Frogs em Príncipes” (PNL). mas não substituí-la. conforme veremos a seguir. aparência. elementos que poderiam auxiliar a investigação. • PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . através de gestos expressos em questão de segundos. • Alguns estudos apontam se uma pessoa está sendo falsa simplesmente porque olhei para a esquerda ou direita enquanto faz uma declaração. • A direção olho pode indicar a presença de uma mentira? • O movimentos dos olhos podem confirmar uma declaração verdadeira? • Sabemos que não é tão simples e definitivo. mostram: Os estudos de • A nossa face é um extraordinário meio de comunicação.

mas não substituí-la. Alguns estudos apontam se uma pessoa está sendo falsa simplesmente porque olhei para a esquerda ou direita enquanto faz uma declaração. A direção olho pode indicar a presença de uma mentira? O movimentos dos olhos podem confirmar uma declaração verdadeira? Sabemos que não é tão simples e definitivo. por exemplo.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 201 1 • • • • • • Esses conhecimentos também são utilizados pela policia no interrogatório.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . Para cima e para a esquerda • • Indica: Visualmente Imagens Construída Imagens (VC) Se você pediu a alguém para "Imagine um búfalo roxo". conforme veremos a seguir. Para cima e para a Direita • Indica: Visualmente Lembrado Imagens (VR) Se você pediu a alguém para "De que cor era a primeira casa onde viveu em?". elementos que poderiam auxiliar a investigação. esta seria a direção seus olhos deslocados no tempo pensando sobre a questão de como eles "Visualmente Construída" um búfalo roxo na sua mente. Esta seria a direção seus olhos deslocados no tempo pensando sobre a questão de como eles "Visualmente Lembrado" a cor de sua infância casa. mas poderia auxiliar no estudo do conjunto dos gestos e atitudes. PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL .

Isso também é perceptível na posição dos braços e pernas.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . Quando as pessoas gostam do que vêem. Esta seria a direção seus olhos deslocados no tempo pensando sobre a questão de como recordar um cheiro. Abaixo e à direita Indica: Diálogo interno (AI) Esta é a direção em que os olhos de alguém "falar a si próprios". e tendem a piscar mais. • • • • • • • • • • "Quem tiver olhos para ver e ouvidos atentos pode convencer-se de que nenhum mortal é capaz de manter segredo. esta seria a direção seus olhos deslocados no tempo pensando sobre a questão de como eles "Áudio Lembrado" este som. as pernas. eles tendem a encarar a pessoa mais profundamente. Olhos pode piscar em sincronia quando olhar nos olhos da pessoa que gostam. os alunos aumentam de tamanho. Outro sinal comum são os olhos dos alunos. Sigmund Freud. disse batendo os dedos na mesa e trairá a si mesma. ou pés estão sempre estendido na direção dela. a pessoa ficará Quando as pessoas estão interessadas em outra que está conversando. joelhos. ou sabor. Abaixo e à Esquerda Indica: Sensação / cinestesia (F) Se você pediu a alguém para "Você pode lembrar o cheiro de uma fogueira?". sensação.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P Para a esquerda Indica: Áudio Construída (Ac) Se você pediu a alguém para "Experimentar e criar o mais alto o som do arremesso possível na sua cabeça". suando por cada um dos seus poros!" Sinais de Flertes. PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . Se os lábios estiverem silenciosos. algo que não tenham ouvido . esta seria a direção seus olhos deslocados no tempo pensando sobre a questão de como CRIAR um "Audio Construído" . 201 1 201 1 Para a Direita Indica: Áudio Lembrado (Ar) Se você pediu a alguém para "Lembre-se que a sua voz soa como da mãe". Quando a atenção de uma pessoa é totalmente focado em outro. Outras Expressões Corporais • Também há sinais específicos para homens e mulheres quando eles mostram o seu interesse em um potencial parceiro.

Gestos inconscientes • No Rosto Contacto com os olhos pode certamente ajudar a decodificar os sentimentos dele. ou colocando seus polegares para trás o seu cinto." Gestos inconscientes • • • No Rosto: Muitas vezes. faça o seu rosto aparecem mais.. voltar para baixo. mas um fato é comumente desconhecido que esta ação também destaca a região genital o envio da mensagem: "Estou viril. “Você comeu a ultima bolacha?”. A maioria dos homens fazem isso para aparecer macho e colocado. quando alguém esta fingindo emoções.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP 201 1 UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 • Quando um homem encontra uma mulher atraente. Outra dica do mentiroso • • • • Se você acredita que alguém esta mentindo. aparentando ser mais alto e mais forte. Outro homem paquerando taco a ligeiramente chamejar seus narizes. Observe o tempo • • Boca Observe o tempo entre a emoção e expressão em palavras. vai olhar profundamente “dentro do olho”. surpresa. Este gesto. em seguida sorrir. • As manifestações são limitadas ao movimento da boca. nossas sobrancelhas levantam-se. mostrando seu interesse. • Ao tentar impressionar seu alvo..INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . xícara de café. O mentiroso responde:”Não eu não comi o ultimo biscoito. • Um homem pode deter uma mulher rapidamente. é mais provável de ser verdadeira..(como prazer. em seguida. O mentiroso Um mentiroso pode colocar inconscientemente objetos (livro. temor) em vez de todo rosto. tristeza. apenas com um olhar mais longo do que o normal para indicar o seu interesse. Aumentar as sobrancelhas em uma "surpresa" durante a conversa é também um bom sinal. ele pode contrair o abdomen e flexionar seus músculos. O mentiroso sentira alivio e relaxamento. PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . mude o tema da conversa rapidamente. • Uma resposta curta.. • Mas pode fazer outras coisas como alisar os cabelos. depois de fazer esta afirmação. quando nossos olhos despertam um estranho atraente. em fração de segundos pode ser um convite para iniciar uma conversa.. Outras Expressões Corporais • Um homem mostra a sua disponibilidade para envolver-se por colocar as mãos em seu quadril. para tornar seu olhar mais expressivo.Exemplo: Alguém diz:”Eu adoro isso”! Quando recebe um presente e. Seus lábios também podem participar ligeiramente.. etc) entre ele e você.. O mentiroso irá usar as suas palavras para fazer responder a uma pergunta. Quando perguntado.

uma pessoa inocente pode confundir-se com a brusca mudança de assunto e pode querer voltar ao assunto anterior automaticamente. O quanto podemos nos enganar! Mas existem pistas para nos ajudar a detectar a falsidade. a que esteve presente. Na verdade. Psicologia da Mentira • • • • Em todas as culturas o sorriso é a expressão que todos percebem de longe como sinal de amistosidade.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 201 1 O culpado quer que o assunto mude. usamos músculos diferentes da face para expressar uma emoção verdadeira ou para forjá-la. Outra expressão muito bem aceita. No processo constitutivo do testemunho influenciam vários fatores. Somos facilmente enganados e seduzidos por um sorriso bonito. Psicologia da Mentira • • • • • • • • O sorriso é um controlador formidável para a avaliação que se faz de nós. objetivando a comprovação da verdade.MENTIRA Prova testemunhal • É a declaração. Quem está mentindo tende a manter a expressão simulada por mais tempo. Experimentos mostram que as pessoas sorridentes são sempre as primeiras escolhidas como sendo as mais honestas e simpáticas. Se observarmos com cuidado. É por isso que muitas vezes temos a impressão de que a expressão é falsa. da verdade prestada ante o julgador. que não levanta suspeitas. percebemos que o sorriso falso tem a mesma aparência fixa de um sorriso de fotografia.memorização As perturbações mentais – Tempo decorrido dos fatos.DISSIMULAÇOES . a respeito de um fato passado ou sobre um determinado ato do inquérito. deformando-o: A emoção A idade – sugestibilidade. Prova testemunhal • • • • • • • • A prova Testemunhal é muito falível.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . Prova testemunhal EMOÇAO PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL .INTERROGATORIO . O sexo A fadiga . positiva ou negativa. algo nos causa estranheza! PSICOLOGIA DO TESTEMUNHO . por uma terceira pessoa desinteressada sobre suas percepções sensoriais extraprocessuais. Tendemos a interpretar essa face como sendo a de pessoas ingênuas. é a “carinha de bebê”. bondosas e confiáveis.

INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO .A idade das testemunhas. não recebendo o freio da critica. raiva. mas não lhes defere compromisso legal. PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . cumprirá ao julgador tomar as necessárias precauções. (Todos os depoimentos podem ter valor equivalente. Só aceitos como expressão da verdade quando seus relatos guardam coerência de depoimento e linguagem.. inibem ou estimulam a memória e podem alterar a “figura”ou falhar o raciocínio. inveja.. são harmônicos com o restante da prova. independente da idade das testemunhas). Prova testemunhal IDADE Crianças e Idosos –higidez O CPP – Toda pessoa poderá ser testemunha. Assim. erros e incertezas.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 201 1 POSITIVAS prazer.abertura NEGATIVAS dor desagrado –recolhimento As emoções modificam a sensação e percepção. que só se organiza com a experiência –desenvolvimento do neocortex incompleto . atribuindo a tal depoimento valor que merecer ante os demais elementos de convicção. 3 – O depoimento de crianças deve ser levado em conta com reservas.. tornando duvidosa sua afirmação. amor paixão. não deve o julgador ter em conta o depoimento infantil. Na infância a atenção é menos enérgica e a fantasia mais livre. As emoções são descritas como: medo. 2 – Sendo as crianças facilmente influenciáveis e portadores e fértil imaginação. admite depoimento de menores. que os tornam perigosíssimos. Visão psicológica do depoimento Infantil • • Os depoimentos infantis podem apresentar lacunas. A função emocional aparece como um mecanismo de proteção do ser e da espécie. entregam-se com freqüência a mentira. alegria explosão emocional. sobretudo quando haja o elemento sugestão. e encontram apoio em depoimentos de testemunhas adultas. Prova testemunhal A validade do depoimento infantil comporta 3 orientações : 1. Visão psicológica do depoimento Infantil • • A criança tem a capacidade de fundir a realidade com a fantasia.

Ou seja o homem tende a afirmar com menos dados.Código Processo Penal Anotado. qualquer que seja a idade. mas com maior objetividade. averiguado. autor Juiz – livre persuasão Promotor – advogado da acusação Testemunha .APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 201 1 Depoimento de Crianças • “O que se não pode negar.” Eduardo Espínola Filho .p.suas declarações são meios de prova PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . acusado. O grau de fadiga psíquica em que se encontra o individuo perceptor condiciona a precisão e a extensão da percepção. Prova Testemunhal TEMPO Influencia do tempo transcorrido entre a observação e o testemunho. eivado de contra verdades. Borsovi.por irrecusável.esta é maior pela manha do que á noite e também diminui sob a influencia da digestão. pela falta de experiência.Rio de Janeiro. é que o testemunho. Prova Testemunhal FADIGA PSIQUICA.84- Prova Testemunhal SEXO Homens Visão do Todo Mulheres Visão detalhes Stern – em todas suas experiências com declarações espontâneas ou sob o interrogatório a precisão dos testemunhos dos homens excedeu globalmente 25% á das mulheres. Como é natural. 3. em troca sua extensão foi um pouco menor. Em geral.indiciado. podese dizer que com o tempo o testemunho perde mais em extensão que em precisão. De um modo geral.. quanto mais tempo transcorreu tanto menos costuma ser o testemunho.ed. fraqueza de sentidos e alta sugestibilidade. é sempre falho para nele assentar a verdade. Uma mesma pessoa tem variações horárias de sua capacidade de apreensões de estímulos. Não parece duvida de que o depoimento da criança.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . Um tribunal de júri • • • • Réu. aparece não raro. v.

porque faz parte de seu recurso de defesa.para crimes hediondos Perito – apresenta subsidio técnico ao juiz Advogado – é o defensor – CP – todo individuo tem direito de defesa. lançou em 1918 seu famoso “Truthserum”-soro da verdade. permitindo que o individuo revele a VERDADE. Somente ao defensor é dada a possibilidade de agir com parcialidade. com o qual pretendia obter declarações de 100 % de sinceridade. mesmo nos mais astutos e hipócritas dos delinquentes.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 201 1 • • • Jurados – são 7 . Fundamento. Que consistia em fazer engolir rapidamente certa quantidade deste cereal imediatamente depois de terminada uma declaração. esta prova tem fundamento cientifico. Soro da Verdade Medico House. ELETROCHOQUE Usado em psiquiatria. ou seja.2% cloridrato de morfina 1/1000 cloridrato de escopolamina – a cada meia hora. REFLEXO PSICOGALVANICO • • PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . • Tanto do inocente ingênuo como de um delinqüente astuto declarante.sem a qual é evidentemente impossível engolir um punhado de arroz seco. Antiguidade – “A prova do Arroz” – O soro da verdade – eletro choque.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . Até obter o estado de semiconsciencia. ou seja: Por afirmação da mentira ou Ocultação da verdade. que todo estado emocional intenso inibe a secreção salivar. Soro da Verdade • • • • • • • A técnica consistia em injetar este soro . Diziam eles. Prova do Arroz Apesar de sua aparente ingenuidade.Após a perda da consciência nos choques frustros -50 a 80 volts. Prova do Arroz Na antiguidade os juizes persas empregavam uma prova que chegou a ser celebre “ A PROVA DO ARROZ”. á dose de 1 ou 2 cm3. estão presentes nas duas formas. com fins terapêuticos. um estado de obnubilação suficiente para obscurecer sua vontade sem suprimir por completo sua capacidade de expressão ou reação automática.se produz frequentemente uma liberação emocional de complexos pela transitória debilidade de autocrítica. foi experimentado no emprego da confissão. em conseqüência desse critério. conforme o peso ou a idade. por ação ou omissão ... Foi utilizada por um tempo como técnica forense. que por vontade dos Deuses todas as pessoas que tivessem declarado em falso ficavam impossibilitados de engoli-lo e. anulavam as declarações das mesmas. PSICOLOGIA DA MENTIRA Controle da Sinceridade • • • • O propósito de burlar a justiça nas declarações.

portanto. buscar os esclarecimentos fieis. • Charles Darwin afirma em seu livro de 1872. necessidades e desejos é fundamental para a sobrevivência e. os quais são utilizadas mundialmente por entrevistadores e interrogadores experientes. felicidade e nojo O psicólogo Paul Ekman. mas sim técnicas poderosas e eficazes. O corpo nos revela a verdade: PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . de uma intensidade conhecida . surpresa. David J. A maioria de nós não capta as mentiras. “A Expressão das Emoções nos Homens e Animais”. ou que os políticos vão cumprir as promessas feitas durante a campanha eleitoral. em Psicologia e Hipnoterapeuta . Esse conhecimento também é útil para os gestores. conduz um estudo muito sério sobre o assunto de micro expressões. • • • Não são meramente técnicas para se descobrir a verdade. • • Na verdade.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO .D. Os resultados são tão animadores que ele está treinando a polícia da Califórnia na condução e interpretação dos interrogatórios. O que você vai ler abaixo é baseado no resultado de anos de estudos na área do comportamento humano. que a habilidade de sinalizar sentimentos. e para qualquer pessoa para usar em situações cotidianas em que dizer a verdade ou uma mentira pode ajudar a impedir que você seja uma vítima de fraude e outros enganos. Microexpressoes Faciais Psicologia da Mentira • • Pesquisadores identificaram seis expressões faciais básicas e universais que são conectadas ao nosso cérebro de forma que possamos tanto emiti-las quanto captá-las: raiva.fraca - Psicologia da Mentira A face de uma pessoa é uma valiosa indicadora de pistas para nos ajudar a perceber o que está por trás das interações entre as pessoas. É mais fácil pensar que todos gostaram da piada que contamos. segurança e peritos. principalmente do trabalho do Dr. baseada biologicamente na evolução. Mas na esfera policial. tristeza. os empregadores.acarreta um aumento de resistência elétrica da pele á passagem de uma corrente galvânica. precisamos desvendar a verdade. da Universidade da Califórnia. • Introdução à Detecção de Mentiras: As seguintes técnicas para dizer se alguém está a mentir são frequentemente utilizados pela polícia. Seus trabalhos apresentam os 30 sinais de uma mentira. em parte porque sabemos que as pessoas nos enganam mesmo.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 201 1 • Principio – acredita-se que toda declaração forçada – falsa. até certo ponto.um renomado Ph. ignorarmos certas pistas que são sugeridas. medo. parece que a vida segue mais tranqüila se.em seu livro: "Never be lied again“. Os interrogatórios de suspeitos de homicídios são gravados em videotape e exaustivamente observados em câmara lenta para que sejam detectadas as micro expressões que vão revelar a mentira. Lieberman .

a pessoa poderá se encolher um pouco. É improvável que permaneça ereto. • PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . 14 . possivelmente em direção à saída. que faz a diferença. indicando que ela não acredita ou está insegura . Os 30 sinais de uma mentira. Por outro lado.A expressão física será limitada. 12 . 6 . 2 . e for destra. Também é improvável que a pessoa toque seu peito com um gesto de mão aberta.Ocorre o movimento de distanciamento da pessoa para longe de seu acusador. necessidades e desejos é fundamental para a sobrevivência e.O corpo ficará encolhido. 16 . 4 . os braços e as pernas tendem a ficar encolhidos contra o corpo e a pessoa ocupa menos espaço. com poucos movimentos dos braços e das mãos. • Charles Darwin afirma em seu livro de 1872.A pessoa que mente reluta em se defrontar com seu acusador e pode virar sua cabeça ou posicionar seu corpo para o lado oposto.A pessoa fará pouco ou nenhum contato direto nos olhos. baseada biologicamente na evolução. eles parecem rígidos e mecânicos.Quem mente utilizará as palavras de quem o ouve para afirmar seu ponto de vista. Se olhar para cima e à direita.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . evitando a todo custo falar de mais detalhes sobre a acusação. então é melhor desconfiar. Quando tais movimentos ocorrem. • A face de uma pessoa é uma valiosa indicadora de pistas para nos ajudar a perceber o que está por trás das interações entre as pessoas.Se a pessoa ficar tranqüila enquanto você a acusa. 10 .A fim de parecer mais tranqüila.A pessoa que mente adquire uma expressão corporal mais relaxada quando você muda de assunto. A pessoa que mente não consegue responder automaticamente à sua pergunta. “A Expressão das Emoções nos Homens e Animais”.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA • • • • UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP 201 1 UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 Estudos demonstraram que numa apresentação diante de um grupo de pessoas: 55% do impacto são determinadas pela linguagem corporal . A tendência natural do ser humano é manter um certo desespero para provar que é inocente. 8 .Observe o tempo de demora na resposta de sua pergunta. 1 . tem grandes chances de estar mentindo. Sabendo disso. 13 . 15 . As mãos. Os 30 sinais de uma mentira.no que está dizendo). 3 .Uma ou ambas as mãos podem ser levadas ao rosto (a mão pode cobrir a boca. podemos usar a observação para nos ajudar a descobrir a verdade. Os 30 sinais de uma mentira. mas como dizemos.A cabeça se move de modo mecânico. Dificilmente as pessoas ficam tranqüilas enquanto são acusadas por algo que sabem que são inocentes. a pessoa que mente fica quieta. • • • • • • • • • • • • 5 .Observe para onde os olhos da pessoa se movem na hora da resposta de sua pergunta.A pessoa não apontará seu dedo para quem está tentando convencer.Não há sincronismo entre gestos e palavras. 7 . portanto.Haverá pouco ou nenhum contato físico por parte da pessoa durante a tentativa de convencê-lo. 11 . que a habilidade de sinalizar sentimentos. 9 . 38% pelo tom de voz e apenas 7% pelo conteúdo da apresentação •Podemos concluir que não é o que dizemos.postura. gestos e contato visual -. Uma demora na resposta indica que ela está criando a desculpa e em seguida verificando se esta é coerente ou não.

O arranjo físico da sala de interrogatório é projetado para maximizar o desconforto e sensação de impotência do suspeito a partir do momento em que a pessoa entra ali.Voz fora do tom: as cordas vocais.Engolir em seco: a pessoa pode começar a engolir em seco. 30 . • • • • • Interrogatório: Coluna elaborada com técnicas de interrogatório Técnicas comuns de interrogatório: O moderno interrogatório é um estudo da natureza humana. como qualquer outro músculo. se estiver nervosa.Ela pode ficar de costas para a parede. 24 .Pigarrear: Se ela estiver mentindo têm grandes chances de pigarrear enquanto fala com você. deixa de mencionar aspectos negativos. o muco se forma na garganta.A pessoa utiliza de humor e sarcasmo para aliviar as preocupações do interlocutor.Observe a voz. 27 .Já reparou que quando estamos convictos do que estamos dizendo. Ela pode falhar e a pessoa pode parecer incoerente. 23 . com isolamento acústico e apenas três cadeiras (duas para os investigadores e uma para o suspeito). 18 .INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . nossas mãos e braços gesticulam. pedindo para você repetir a pergunta.A pessoa que está mentindo pode corar. Devido à ansiedade. A maioria de nós demonstra uma tendência para se abrir com pessoas que se parecem com a gente.O corpo da pessoa mentirosa pode ficar trêmulo: as mãos podem tremer. Isso cria um senso de exposição. PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL .APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA • • • • • • • UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP 201 1 UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 17 . estranheza e isolamento que aumenta a sensação de "tirem-me daqui" experimentada pelo suspeito durante o interrogatório. os policiais têm autorização para mentir a fim de fazer que um suspeito confesse alguma coisa. transpirar e respirar com dificuldade. Infelizmente nem sempre é assim (saberemos mais sobre confissões falsas na próxima seção). dando a impressão que mentalmente está pronta para se defender.A pessoa que mente continuará acrescentando informações até se certificar de que você se convenceu com o que ela disse. Esteja atento. ficamos nervosos mesmo se estávamos usando luvas durante o tempo que permanecemos ali dentro. 22 . tendem a ficar enrijecidos quando a pessoa está sob pressão. geralmente. é difícil começar a querer mentir. 26 . A lógica é que o inocente jamais confessará um crime que não cometeu mesmo se for confrontado com falsas evidências físicas que apontam seu envolvimento. É difícil parar uma vez que tenhamos começado a falar. ou então responde com outra pergunta. A manipulação psicológica começa antes mesmo de o interrogador abrir a boca. 29 . 28 .Ela evita responder. uma mesa e nada nas paredes. Se a pessoa estiver escondendo as mãos. 19 . e uma pessoa que fala em público. Isso produzirá um som mais alto. mas isso explica grande parte das razões por que a polícia tem permissão para empregar táticas enganosas nos interrogatórios. isso pode ser uma tentativa de ocultar um tremor incontrolável. enfatizando nosso ponto de vista e demonstrando forte convicção? A pessoa que mente não consegue fazer isso. o mentiroso. Quando um policial diz que encontraram nossas impressões digitais na maçaneta interna de uma casa que foi assaltada dois dias atrás.Em relação à história contada. pode pigarrear para limpar a garganta antes de começar a falar. O clássico manual de "Interrogatório e Confissões Criminais" recomenda a utilização de uma sala pequena. e quando começamos a dizer a verdade. 25 . Salvo raras exceções.

seus olhos podem mover-se para cima ou para a esquerda. pois aumenta a ansiedade do suspeito e permite que outros investigadores observem o processo e ajudem o investigador responsável a descobrir que técnicas estão funcionando ou não.tanto verbais quanto não-verbais para definir uma reação comparativa antes que a pressão de verdade comece a aparecer. e se todas as demais provas apontam para sua culpa. Um espelho falso é um acréscimo ideal ao ambiente. O investigador fará perguntas básicas sobre o crime e cruzará as reações do suspeito com o comparativo para determinar se o suspeito está dizendo a verdade ou mentindo. O próximo passo é dirigir as perguntas para o assunto em questão. o investigador tenta estabelecer uma ligação com o suspeito. Quando o suspeito está se lembrando de alguma coisa. Como as pessoas tendem a se identificar e confiar em quem se parece com elas. o investigador pode dizer que compartilha alguns dos interesses e crenças do suspeito. Posteriormente. pois assim será mais difícil parar de falar (ou de começar a mentir) depois. seus olhos em geral se moverão para o lado direito. procede-se a uma entrevista inicial para se tentar definir a culpa ou inocência da pessoa.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . portanto seus olhos podem mover-se para a direita. Se o interrogador determinar que as reações do suspeito indicam malícia. o que aumentará ainda mais o seu desconforto e criará um clima de dependência. Durante esse tempo. O objetivo aqui é fazê-lo começar falando de trivialidades. o investigador observa as reações do suspeito . o investigador usará esse parâmetro como ponto de partida para comparações. tem início o interrogatório de um suspeito culpado.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 201 1 O manual sugere também que o suspeito deve ser acomodado numa cadeira desconfortável. O investigador faz perguntas amigáveis que exigem recurso à memória (simples recordação) e perguntas que exigem raciocínio (criatividade). Durante essa conversa inicial. fora do alcance de controles como interruptores de luz ou termostatos. ele estará utilizando sua memória. quando a discussão se voltar para o crime. Quando ele está raciocinando sobre alguma coisa. Se o interrogador perguntar ao suspeito onde ele estava na noite do crime e este responder de forma honesta. refletindo assim a ativação do centro cognitivo. estará raciocinando e seus olhos poderão mover-se para a esquerda. Isso é apenas uma manifestação exterior de que seu cérebro está ativando o centro de memória. O investigador então toma nota mental para se lembrar da atividade ocular do suspeito. se estiver criando um álibi. PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . geralmente valendo-se de conversas descontraídas que criam uma atmosfera livre de intimidação. Antes de começar a técnica de nove passos de interrogatório de Reid. Um dos métodos usados para criar um comparativo consiste de perguntas feitas para que o suspeito acesse diferentes partes de seu cérebro.

Vencer objeções Uma vez que o interrogador tenha desenvolvido todo um enredo com o qual o suspeito possa identificarse. terá de ficar escutando. O interrogador pode usar gestos físicos de camaradagem e interesse. portanto o investigador tentará barrar todas as negativas. caso contrário. passar a língua pelos lábios ou ficar se arrumando (por exemplo. a objeção pode até acabar parecendo uma confissão de culpa. o investigador assume que há um possível indicador de culpa. no entanto. Alguns desses passos se confundem. algo como: "Eu nunca poderia ter estuprado alguém . o interrogador fala com uma voz suave. O suspeito está prestando mais atenção do que antes? Ele está balançando a cabeça afirmativamente? Caso positivo. o investigador afirma categoricamente que a pessoa está envolvida no crime. Se as primeiras tentativas de negação diminuem ou são barradas no decorrer do enredo. o investigador interpreta esses fatos como sinais de mentira e sabe que está indo na direção certa. Estas provas podem ser reais ou podem ter sido inventadas. Desenvolvimento de um enredo O interrogador cria uma história em torno dos motivos que o suspeito teria para cometer o crime. O interrogador tenta capitalizar essa insegurança fingindo estar do lado do suspeito. é bom que você esteja me dizendo que jamais teria planejado esse tipo de coisa. não foi uma coisa repetida". O investigador vigia as negativas desde o começo do interrogatório e interrompe o suspeito antes que este possa expressá-las. 2. Confrontação O investigador apresenta os fatos do caso e diz ao suspeito que há provas contra ele. por ora. Às vezes ele diz ao suspeito que logo será sua vez de falar mas que. O interrogador pode dizer alguma coisa como: "Veja bem. este poderá levantar objeções de natureza lógica e não meras negativas. ele começa tudo de novo com um novo enredo. 1.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . qual seu pretexto preferido e que tipo de desculpa poderá fazer com que admita a prática do crime. 3. a técnica de Reid oferece um esboço de como o desenrolar do interrogatório pode ser bem-sucedido. PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . já que as primeiras podem lhe render informações que servirão de munição contra o próprio suspeito. Ele pode estar à procura de alguém que o ajude a se livrar da situação. Você se importa com mulheres como se importa com sua irmã . Se o investigador fizer seu trabalho direito. 4. Barrar as negativas Deixar que um suspeito negue sua culpa aumentará sua confiança. barrar suas negativas também pode ajudar a acalmá-lo para que não tenha a chance de pedir a presença de um advogado. Ela descreve nove passos ou tópicos que servem para conduzir um interrogatório. 5. uma história. O suspeito usa algum tipo específico de raciocínio com mais freqüência do que outros? Por exemplo. o interrogador sabe que encontrou uma boa história e que o suspeito está perto de confessar o crime. o investigador continuará a expandir aquele enredo. sendo que o interrogador pode começar a se movimentar pela sala e invadir o espaço pessoal do suspeito para aumentar sua sensação de desconforto. Quando desenvolve enredos. Desenvolver um enredo exige olhar nos olhos do suspeito para descobrir por que ele fez o que fez.minha irmã foi violentada e eu vi o tanto de angústia que isso causa a uma pessoa. O desenvolvimento de um enredo acontece em segundo plano durante todo o interrogatório.foi só um erro isolado. 1. e não existe um interrogatório "padrão". será que ele está disposto a jogar a culpa na vítima? O interrogador traça um esboço. tranqüila. Além de manter baixo o nível de confiança do suspeito. Atrair a atenção do suspeito Neste instante. Se não ocorrer nenhuma negativa durante o desenvolvimento do enredo. como pôr a mão no ombro do suspeito ou dar tapinhas em suas costas. Eu jamais faria isso com alguém". o suspeito já deve estar frustrado e inseguro a respeito de si mesmo. O nível de estresse do suspeito começa a subir. Via de regra. à qual o suspeito pode se agarrar para arrumar uma desculpa ou justificar sua participação no crime. para passar uma imagem amigável e tranqüilizar o suspeito com um falso senso de segurança.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 201 1 A técnica de Reid é a base do afamado manual de "Interrogatório e Confissões Criminais" que já mencionamos. e a partir daí passa a observar o suspeito para ver se ele gosta daquele enredo. O investigador trata as objeções diferentemente das negações. Se o suspeito começar a se inquietar. Ele tentará parecer ainda mais sincero à medida que continua a desenvolver o enredo e pode buscar uma aproximação física com o suspeito para envolvê-lo e tentar neutralizar qualquer tentativa de se livrar daquela situação. passando a mão pelos cabelos). que foi algo totalmente fora do seu controle.

É preciso lembrar aqui que. É por isso que é tão importante barrar as tentativas que o suspeito faz para falar logo nas primeiras etapas . a outra pode ser introduzida como fator de pressão para forçar uma confissão . Alternativas O interrogador oferece motivos contrastantes em relação a algum aspecto do crime. reforçando a idéia de que a confissão é um bom negócio para ele. O interrogador fará com que o suspeito escreva sua confissão ou a declare pessoalmente. Introduzir outra pessoa na sala também faz o sujeito reiterar os motivos socialmente aceitáveis que teria para cometer o crime. Nesse instante. Se nesse momento o suspeito começar a chorar. Neste ponto. Fazer o suspeito começar a falar A confissão tem início no momento em que o suspeito escolhe uma das alternativas.ter de confessar diante de um terceiro investigador pode aumentar a tensão do suspeito e seu desejo de assinar uma documento para simplesmente poder sair daquele lugar. cotovelos apoiados nos joelhos.o interrogador aproveita a oportunidade para induzir o suspeito a confessar. 7. Aqui o interrogador faz todo esforço para estabelecer um contato olho a olho com o suspeito e assim aumentar seu nível de tensão e sua vontade de escapar da situação.o interrogatório termina se ele invocar seus direitos. o investigador interpreta isso como um indicador positivo de culpa. 9. o interrogatório precisa ser interrompido imediatamente. O interrogador estimula que ele fale sobre o crime e pede a pelo menos duas outras pessoas que testemunhem a confissão. Uma dessas pessoas pode ser o outro investigador ali presente. porém. algo como um aceno com a cabeça ou sinais ainda mais positivos de rendição. O investigador cria um contraste com as duas alternativas até que o suspeito dê sinal de que está escolhendo uma delas. Os passos que acabamos de descrever representam algumas das técnicas psicológicas que os investigadores usam para extrair confissões dos suspeitos. Ele confirmará que sua confissão é voluntária. às vezes iniciando com um aspecto de menor importância para não intimidar o suspeito. o suspeito normalmente está disposto a fazer qualquer coisa para se ver livre do interrogatório. 8. ele faz uma transição no enredo para oferecer algumas alternativas de possíveis motivos (ver o próximo passo) que forcem o suspeito a escolher uma razão pela qual teria cometido o crime. um interrogatório nem sempre segue o manual de PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . registrando-a em vídeo.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 201 1 6. A partir daí o investigador começa a apressar as coisas. se a qualquer momento o suspeito tiver a chance de requisitar um advogado ou invocar seu direito ao silêncio. ombros arqueados . O suspeito perde sua determinação Se a linguagem corporal do suspeito indicar rendição .INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . Na prática. A confissão A etapa final de um interrogatório gira em torno de fazer com que a confissão seja admitida num processo criminal. Uma alternativa se apresenta socialmente aceitável ("foi um crime passional").cabeça entre as mãos. ao passo que a outra é moralmente repugnante ("você matou ela por dinheiro"). que não foi coagido e assinará sua declaração na presença de testemunhas.

fora levada quase morta à sala de emergência de um hospital com sinais evidentes de graves maltratos físicos.. deixando que Frederick soubesse de que modo ela seria descoberta: Lauria: Há toda uma linha de investigação policial que pode determinar como as lesões aconteceram e há quanto tempo elas existem.. eu deixo passar algumas coisas.. uma das coisas que podemos fazer com elas [as lesões] é datar o tempo desde seu aparecimento e dizer se são lesões novas.. ela sempre parece que levou uma surra. Lauria: Como você descreveria a Ann Marie? Frederick: Ela é uma criança muito difícil. não.. A seguir. As canelas dela estão sempre roxas."ela é uma criança muito difícil" . É isso que estou tentando te dizer. usou seu treinamento na técnica de Reid para interrogar Nikole Michelle Frederick. Lauria: Bom.. talvez o John. Ele partiu para uma sutil confrontação. enteada de dois anos de Frederick. O investigador Lauria começou com uma entrevista simples. que acabaram de acontecer. ou se são lesões que já estão começando a sarar.. Frederick: . Frederick era a principal responsável pela criança e estava cuidando de Ann Marie nos instantes que antecederam sua ida ao hospital.Frederick não teria premeditado os maltratos. sabe como é. Ann Marie. Eu nem sei se vai ser possível descobrir exatamente o que aconteceu porque a única pessoa que realmente sabe é ela. só queria saber quanto tempo isso vai demorar. não acho que Brian tivesse feito também. acho que.. sabe como é . Lauria: De todas as pessoas que estavam na casa ou foram lá na noite passada. O investigador Lauria começou a desenvolver um enredo baseado numa situação de perda de controle . Ela perguntou ao investigador por que ele não acreditava em sua versão. Lauria passou então a lidar com a hipótese de que Frederick teria machucado Ann Marie numa perda de controle momentânea. né? Não quero ser rude ou coisa parecida. Só que Frederick não gostou do enredo. seja o que for. Lauria pressupôs a existência de culpa e passou a interrogá-la. Interrogatório real: Em 1º de setembro de 2003 o investigador Victor Lauria. sabe como é. nenhum. eu não acredito exatamente no que o médico está dizendo e nem que as lesões foram causadas por alguém. do Departamento de Polícia de Novi. como eu disse. Ela vive subindo nas coisas. né? Eu sempre encontro um machucado. Frederick: Certo. acho que sou razoável.e uma vez que ela estava tomando conta da criança no momento em que as lesões aconteceram. chora o tempo todo.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 201 1 instruções. falando sem intimidações com o objetivo de determinar o parâmetro comparativo das reações de Frederick: Lauria: Que nota você daria a si mesma como mãe? Frederick: Bem. Mas veja só. Michigan. quer dizer. nós teríamos escutado alguma coisa também. ela simplesmente não estava raciocinando com clareza. Lauria: Você consegue pensar em algum motivo pelo qual eles determinariam se as lesões foram causadas nas últimas 24 horas e por que alguém suspeitaria que você fez isso? Frederick: Hmm. Sinceramente. Quero dizer. Lauria: Você suspeita de alguém que tenha feito isso? Frederick: Não. essas coisas. Frederick: . exceto pelo fato de eu estar lá. talvez de PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL .. eu acho muito difícil acreditar que alguém fez isso com ela porque. Ah.. como eu disse. vamos dar uma olhada em um interrogatório policial de verdade que terminou com uma confissão válida. relacione todas aquelas que você garante que jamais teriam feito alguma coisa para machucar a Ann Marie. nas costas dela. um arranhão. né. os médicos e legistas pesquisam esses tipos de coisas. Como Frederick pareceu estar dando desculpas para as lesões de Ann Marie e procurando uma justificativa . O interrogatório durou dois dias e Frederick foi acusada pelo crime logo depois da primeira sessão de perguntas. Annie simplesmente. Lauria: Quem poderia garantir por você? Frederick: Hmm. Eu sei que o John não faria. digo. Sempre querendo colo. não sou muito severa nem rigorosa. em Detroit.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . e vai ser extremamente difícil fazer ela dizer se aconteceu alguma coisa.

Frederick não agüentou e começou a chorar. O interrogatório é calculado para deixar o suspeito extremamente nervoso. Trata-se de um fenômeno psicológico corriqueiro . Já no fim da entrevista eu expus isso a ela. Depois de negar várias vezes que tivesse mais informações ou envolvimento com os ferimentos de Ann Marie. os ferimentos de Ann Marie não foram resultado de uma queda. Em seu relato. o interrogatório é um processo de culpa presumida. Embora os policiais possam não oferecer complacência de maneira explícita em troca da confissão. Ela tentou me convencer de que tinha perguntado várias vezes sobre os ferimentos de Ann Marie. A confissão foi obtida por coação? Será que a polícia violou os direitos do suspeito? A verdadeira questão provavelmente é muito mais abrangente do que isso: será mesmo o interrogatório policial um processo justo? Como pode um sistema calculado para manipular e extrair confissões do suspeito não ser coercitivo? O debate sobre a imparcialidade e moralidade das técnicas de interrogatório policial é um debate permanente que possui muitas questões em primeiro plano. O problema é que embora uma confissão pareça muito boa em juízo. Ele explicou que. há o problema da coação latente. Em seguida perguntou se eu sabia como a criança estava passando. Frederick agora estava ouvindo.' Depois disso eu passei mais 45 minutos jogando com outros enredos para tentar conseguir mais informações. quando o investigador Lauria disse a Nikole Frederick que "sem uma explicação para o acontecido as pessoas imaginariam o pior". Depois de confessar tê-la sacudido.'" Ann Marie faleceu em decorrência dos ferimentos e Nikole Michelle Frederick enfrentou julgamento por homicídio qualificado. sem sombra de dúvida. A abordagem acabou funcionando. Então disse: 'Eu matei a garotinha. as conseqüências seriam menos severas do que se tivesse mantido a boca fechada. Aí Frederick declarou: 'Meu Deus. Eu lhe disse que Ann Marie tinha sofrido morte cerebral e que provavelmente não teria condições de sobreviver. aparentemente presa à tese da "fração de segundo". Todas as vezes que um agente de combate ao crime entra numa sala com um cidadão e fecha a porta. Essa é a razão de grande parte da controvérsia que gira em torno das táticas de interrogatório policial. uma tendência que já havia sido demonstrada pela interrogada.que são tomados como indicadores positivos de culpa podem muito bem indicar a tensão que sofre um inocente que está sendo acusado de um crime que não cometeu. as pessoas imaginariam o pior". Lauria afirmou o seguinte: "Em dois dias de perguntas. as pessoas começam a questionar o que acontece ali dentro. O contraste implícito já tinha sido apresentado: uma agressão cruel e premeditada contra uma perda momentânea de autocontrole. eles podem fazer promessas ou ameaças implícitas em sua linguagem e tom de voz. Lauria desenvolveu ainda mais aquele enredo mencionando a natureza problemática de Ann Marie e como era difícil tomar conta dela .as pessoas não raro "filtram" qualquer evidência que não se enquadre em seus pontos de vista predefinidos. Ele disse a Frederick que "sem uma explicação para o acontecido. Obter a confissão de um suspeito é a melhor garantia de que ele será condenado em juízo e de que cumprirá a pena pelo crime que cometeu.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO .jogar a culpa na vítima. De modo geral.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 201 1 frações de segundo. Primeiramente. grande parte da preocupação das entidades de defesa dos direitos humanos em relação ao PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . Frederick jamais quis saber como Ann Marie estava passando. isso não significa que ela seja um indicador infalível de culpa.como arrumar o cabelo e a inquietação . é certo que mais perguntas vão aparecer. Uma vez iniciado o interrogatório. Ela foi condenada à prisão perpétua sem direito a liberdade condicional. Frederick passou a fazer movimentos positivos com a cabeça e Lauria suscitou uma alternativa. Além disso. porém sinais de estresse . ou ameaçar com punição alguém que não está disposto a confessar. O objetivo é fazer o suspeito confessar. Outra pessoa causou os ferimentos. Eu vou responder por homicídio. Por exemplo. Controvérsias: A questão dos interrogatórios sempre foi um tema controverso. ela acabou confessando que tinha sacudido a criança. o investigador pode inconscientemente ignorar qualquer prova da inocência em sua busca por uma confissão. Frederick pode ter interpretado isso como uma indicação de que se ela confessasse mas desse uma explicação para o crime. E todas as vezes que aquele agente deixa a sala com uma confissão. possivelmente numa "fração de segundo" de irracionalidade. Eu matei a garotinha.

Os pesquisadores estimam que entre 65 e 300 confissões falsas são extraídas por ano nos Estados Unidos. 1998 Michael Crowe tinha 14 anos quando a polícia o interrogou sem a presença de qualquer de seus pais ou outro adulto na sala de interrogatório. um júri o condenou por homicídio culposo e ele passou três anos na prisão. O simples fato de registrar a confissão em vídeo não atesta muita coisa sobre a legalidade do processo que resultou nela. em Nova Iorque. pois nesse caso a pessoa pode não ter todas as ferramentas necessárias para reconhecer e combater as táticas de manipulação. até que um juiz lhe concedeu liberdade diante de novas provas que apontavam outra pessoa como autora do crime. O interrogador está tentando influenciar o suspeito sem o seu consentimento. a maioria das pessoas acha que uma única confissão falsa que resulte em condenação já é demais. de fato. Eis algumas confissões falsas descobertas pelos investigadores: • • • • Peter Reilly. Earl Washington Jr. confusão e insegurança no processo de lavagem cerebral são semelhantes àquelas utilizadas num interrogatório: • • • • invadir o espaço pessoal do suspeito. metade desse tempo no corredor da morte.. Outra solução possível para o problema seria treinar os policiais para reconhecerem indícios sutis de doença mental que tornam uma confissão falsa mais provável. outro homem confessou ter praticado o crime. com um QI de 69. cinco adolescentes . 1982 Earl Washington Jr. e a fita auxiliou o juiz a definir que a confissão tinha sido involuntária. Eles passaram entre 6 e 12 anos na prisão (dos cinco. Ele foi condenado com base apenas em sua confissão e passou 18 anos na prisão. o estuprador do Central Park. Depois de ser interrogado por oito horas pela polícia de Connecticut.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . 1973 Peter Reilly tinha 18 anos quando sua mãe foi encontrada morta na casa da família. ele acabou confessando o violento homicídio da mãe. Evidências de DNA posteriormente levaram a polícia até o homem que realmente assassinou a garota. Muitas das técnicas usadas para causar desconforto.Raymond Santana (14). Muitos membros da comunidade de repressão ao crime invocam os elevados custos como justificativa para não se implementar esse tipo de solução e argumentam que o problema das confissões falsas é exagerado pelos críticos. Isso é ainda mais verdadeiro quando se trata de um suspeito menor ou doente mental. Aula 09 Menores Infratores – Edmund Kemper PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . Kevin Richardson (14) e Yusef Salaam (15) . colocar a confissão como forma de escape. 1989 Após mais de 20 horas de interrogatório. Com base em sua confissão. Um processo calculado para criar tanta tensão em alguém que a pessoa confessará simplesmente para se ver livre da situação é um processo suscetível de gerar confissões falsas. Ainda assim. Antron McCray (16). Evidências de DNA confirmaram que este outro homem era. mas nas audiências pré-julgamento o juiz entendeu que sua confissão tinha sido involuntária. O interrogatório de Michael Crowe foi todo registrado em vídeo sendo. Ele acabou confessando ter esfaqueado sua irmã de 12 anos até a morte depois que o interrogador o iludiu dizendo que havia provas materiais contra ele. quatro foram julgados quando ainda eram menores de idade) até que. Crowe foi indiciado pelo crime.confessaram ter estuprado e espancado uma mulher que fazia cooper no Central Park. Apenas nove dias antes da data marcada para sua execução o governador da Virgínia concedeu-lhe indulto porque evidências baseadas em DNA revelaram que o verdadeiro agente do crime tinha sido outro homem. impedir o suspeito de falar. menos chance ele terá de raciocinar de maneira crítica e independente. sendo essa a razão por que os críticos das técnicas de interrogatório policial exigem a gravação obrigatória do início ao fim de todos os interrogatórios como um passo a ser tomado em direção à honestidade do processo.. o que é visto como uma aplicação antiética das táticas psicológicas. Kharey Wise (16). ficando assim muito mais suscetível ao sugestionamento. confessou ter estuprado e assassinado uma mulher de 19 anos depois de passar por um interrogatório. Michael Crowe. usar alternativas de contraste extremo. em 2001.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 201 1 interrogatório policial tem a ver com as nefastas semelhanças que as técnicas psicológicas guardam com as técnicas de lavagem cerebral. Quanto maior for o nível de tensão do suspeito. um homem descrito pelos psicólogos como uma pessoa "levemente retardada". Os "Cinco do Central Park".

Devem. que confessou ter assassinado. os menores ainda não têm noção completa das conseqüências de seus atos. acusado de cometer 5 homicídios antes dos 18. acusado do assassinato de um turista chileno aos 15. porém. A crescente participação de menores em crimes bárbaros. e o adolescente de 16 anos que participou do assassinato do garoto João Hélio. Batoré. O motivo para isso. estar sujeitos apenas a medidas socioeducativas.. aos 16 anos.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 201 1 1 .INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . escolares e artísticas. Problema . tem chocado a população e tornado mais presente uma discussão: devemos mudar a legislação para julgar adolescentes como adultos? Em que casos? Chegou a hora de rever a maioridade penal no Brasil? PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . Da esquerda para a direita: Champinha. como internação com atividades esportivas. de modo que possam ser recuperados para o convívio social. arrastado pelas ruas do Rio de Janeiro ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) – Adolescência inicia-se aos 12 anos Do nascimento á idade escolar estrutura-se o futuro da criança.. Catatau. por isso. Baianinho. De acordo com a herança de si mesmo que cada um traz da infância. segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): em tese. Nesse período estabelece-se o modo definitivo de alguém relacionar-se com os outros. o casal Felipe Caffé e Liana Friedenbach. acusado de cometer dez homicídios antes dos 18.ASPECTOS PSICOLOGICOS DE MENORES INFRATORES Como compreender a conduta do delinqüente juvenil???? Quais as razões da Criminalidade??? OS SUSPEITOS Fotomontagem elaborada com imagens de menores envolvidos em crimes.

APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P Previsão da Punição no Mundo Dados da Revista Época 201 1 201 1 PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL .INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO .

INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . comportamento sexual violento. latrocínio. PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . ações fraudulentas e o crime organizado compreendem uma gama inusitada de considerações etiológicas. que compreende o homicídio.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 201 1 A busca da compreensão em relação ao comportamento criminoso (anti-social). furtos.

DELITIVO No qual se realiza a conduta que culmina com o ilícito penal. PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL .APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P DELINQUENCIA O CRIME COMPOE-SE DE TRES ELEMENTOS BASICOS: O AGENTE ATIVO ( O CRIMINOSO) O AGENTE PASSIVO ( VITIMA) O ATO QUE UNE OS DOIS . a personalidade é o produto da modelagem do elemento biológico ou genético pelo ambiente. Compreende a fase em que se desenvolve a conduta criminosa. em cada ambiente diferente.Fatores Condicionantes da Personalidade Para a formação da personalidade devem estar presentes condições necessárias. B .INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO .fatores desencadeantes (estímulos externos) C .culpabilidade) 2º período . moldadas pelas experiências vivenciadas. o cumprimento da pena e as medidas de ressocialização.POS-DELITIVO Que contempla. Estas condições são complementadas. Encerra-se este período pela condenação do criminoso. A .fatores legais (tipicidade. basicamente. 3º período . Na formação da personalidade de um individuo influencias genéticas se entrelaçam desde o momento do nascimento. representadas pela carga genética do próprio individuo. antijuridicidade. 201 1 201 1 PERIODOS DA CRIMINALIDADE 1º período -PRÉ-DELITIVO Onde se encontram : A -os fatores condicionantes da personalidade (físicos-psíquicos e sociais).(Família) Por outras palavras.

. COM QUE SE MIRA. Dependendo de que a pessoa tenha personalidade bem ou mal estruturada (genótipo) ou mal formada (elemento ambiental).TUDO É DA COR DA LENTE. Uma criança ansiosa e sensível e uma criança calma e resiliente irão experimentar a reagir a pais severos de maneira diferente. na escola.. A criança busca fora de casa. a conduta poderá ser socialmente adaptada ou socialmente inadaptada(criminosa). estimulando-os a agir. Ramon de Campoamor NADA É VERDADE . ele já estava legal Deu uma força pra mãe se libertar do vicio Comprou sua própria caranga. carente de inibidores psíquicos apropriados..“Fatores Desencadeantes” São os estímulos externos que agem sobre a pessoa. com parentes. experimenta-no e reagem de modo distinto. No guichê da droga retira o passaporte para o mundo do crime.. nas drogas.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP 201 1 UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 Diferentes indivíduos expostos ao mesmo ambiente interpretam. Esta predisposição é uma potencialidade de uma tendência que se junta com outros “fatores desencadeantes” B . passou do 12 ao 57 Com menos de 17... nos mais diversos caminhos referencia. Tem uma mina ponta firme È respeitado no crime.”Rápido como um disparo. segurança e afeto que o lar não lhe forneceu. PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . PERSONLAIDADE Os fatores condicionantes entrelaçam –se entre si das maneiras mais variadas possíveis. adquiridos da cultura imperante na sociedade em que vive.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . Rap . Mas em alguns casos infelizes estes fatores se entrelaçam forjando personalidades predispostas ao delito.NADA É MENTIRA. moldando a personalidade de todos nós..

INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . Fatores Somáticos . no que se penal. 201 1 201 1 Fatores Condicionantes da Personalidade Reúnem classicamente em três sub grupos: 1 .APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P No 57 nervoso o mano é linha de frente Já derrubou muita gente para se levantar..6 vezes mais homicídios que as mulheres Pg 25 – Criminologia . Agora ele tem personalidade dominante: anti-social. Ganha o respeito do grupo ao qual pertence.. o ritmo cerebral. Exemplos. A criminalidade não é uniforme..encontrou seu herói. refere á idade dos criminosos no momento de praticarem o ilícito Alguns trabalhos mostram que o ápice da criminalidade ocorre entre 14 e 25 anos. a idade..” Conclusões. O sexo. e as enfermidades.... a herança . a cor. Fatores Somáticos – IDADE..Fatores psicológicos 3 – Fatores sociais (ambientais) Fatores Condicionantes da Personalidade -Fatores Somáticos – São ligados á soma – componente físico do corpo.SEXO Marlet e colaboradores mostraram que os homens cometem 17. Foi adotado por traficantes e aparentemente resolveu sua carência. DHPP – Delegacia Especializada em Investigações em Crimes Contra Crianças e Adolescentes ..Fatores Somáticos 2 .EEICCCA Fatores Somáticos – HERANÇA..Jose Maria Marlet 1995. PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL .

apropriações indébitas. PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . 2 . Marlet.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P Alguns autores relacionam com estudo de famílias de criminosos.Fatores Psicológicos A)Ego Fraco – abúlico B)Desejo de lucro Imediato C) Carência Afetiva D) Mimetismo E) Necessidade de Status F) Insensibilidade Moral G) Espírito de Rebeldia H) Perturbações de Personalidade 201 1 201 1 2 . Sua criminalidade costuma ser não planejada e de pouca importância criminologia:pequenos furtos.”Maria vai com as outras”.006 crimes de lesões corporais cometidos no Estado de São Paulo. Isto ocorre com os menores criados em instituições. sem que isto signifique qualquer sacrifício ou esforço por parte deles. Fatores Somáticos – COR DA PELE.Fatores Psicológicos C) Carência Afetiva A afetividade é indispensável para a correta formação da personalidade. -Pessoas altamente influenciáveis A sedução pode superar seu esquema de valores sociais. ou em famílias de operários em que a mãe trabalha fora e o pai trabalha de noite e quem cuida da criança são os irmãos mais velhos. Seus desejos devem ser satisfeitos imediatamente.Fatores Psicológicos B)Desejo de lucro Imediato São indivíduos que não suportam a espera e muito menos esforço prévio para obter alguma vantagem.Fatores Psicológicos A)Ego Fraco – abúlico Trata-se de indivíduos com força de vontade fraca. Com carência de afetividade a personalidade estrutura-se deficiente.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . 2 . na década de 1967 a 1977.845 homicídios e 158. estudando o fenômeno da violência em São Paulo. etc 2 . analisou 24. Obtendo os seguintes níveis Fatores Somáticos – COR DA PELE.

é valente. 2 .Fatores Psicológicos D) Mimetismo É conhecida a freqüência com que é eleito um modelo. mostrou que menores criados num orfanato muito rico. onde trabalhavam os melhores profissionais e onde as crianças dispunham dos cuidados de puericultura mais adiantados.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P 2 . de maneira consciente ou inconsciente. dispunham de uma carga afetiva de que careciam as crianças do rico orfanato.Fatores Psicológicos C) Carência Afetiva Experiência entre Creche e Orfanato Um trabalho de Lefevre e Ferreira(1975 – UNESCO).Fatores Psicológicos E) Necessidade de Status PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . 2 . tem dinheiro e prestigio no seu meio) 2 . isto é. o papel que cada um de nós representa na sociedade. Existem pessoas que precisam compulsivamente melhorar de status. Nas favelas.e esta necessidade. onde os cuidados de puericultura era ao mais rudimentares possíveis. com o qual gostaríamos de nos identificar. demoravam mais a iniciar a fala do que crianças que freqüentavam uma creche da periferia. São pessoas que necessitam aparentar mais do que realmente são.Fatores Psicológicos C) Carência Afetiva A única explicação possível era que os mais pobres dispunham de contato da família.Fatores Psicológicos E) Necessidade de Status Entendemos por “status”. os obriga a eliminar barreiras éticas. Procuram chamar a atenção a qualquer modo. ás vezes patológica. 201 1 201 1 2 . O que fazia com que os meninos que freqüentaram a creche pobre tivessem o desenvolvimento cerebral mais precoce do que os criados no orfanato? 2 . o modelo mais atraente para os adolescentes é o do bandido (não trabalha.Fatores Psicológicos C) Carência Afetiva É sabido que o inicio da fala é uma excelente avaliação do desenvolvimento cerebral.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO .

APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 201 1 Freqüentemente representam um papel que não lhes corresponde . exceto num aspecto: carecem por completo de sentimento de piedade. São egocêntricos. São pessoas que não se importam em absoluto com a dor alheia.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . vendo-se obrigado a praticar delitos(normalmente contra a propriedade). 2 . preferindo estabelecer as próprias regras. 2 . 2 . mas.Fatores Psicológicos PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . independentemente da idade que tenham. 2 . aos quais estão dispostos a sacrificar os interesses alheios.Fatores Psicológicos H) Perturbações de Personalidade “Mesmo que eu tivesse cem línguas.em contrapartida pela necessidade de impor sua personalidade.Fatores Psicológicos G) Espírito de Rebeldia O individuo na adolescência perde a confiança nas regras de conduta porque se tinha pautado até então e. cem vozes e uma férrea voz. passa a insurgir-se contra qualquer regra que lhe seja imposta.Fatores Psicológicos F) Insensibilidade Moral Este tipo de personalidade é encontrado freqüentemente entre os torturadores.Fatores Psicológicos G) Espírito de Rebeldia Existem indivíduos que não conseguem superá-la. como nos ensina Goppinger (Barcelona 1970) As vezes a representação é tão perfeita que o próprio autor acaba convencendo-se da realidade da mesma . para poder manter as aparências do papel que representa. nem todas as formas de loucura” (Erasmo de Rotterdam – Elogio da loucura. os narcotraficantes e entre os criminosos de colarinho branco. preocupados exclusivamente com seus próprios interesses. não poderia enumerar todos os tipos de loucos. 2 . recusam as normas de conduta da sociedade. São os chamados “loucos morais”..Fatores Psicológicos F) Insensibilidade Moral São indivíduos normais em praticamente tudo. Com o amadurecimento cerebral pós-adolescência esta fase de revolta desaparece.) 2 ..

Fatores Sociais Desorganização Familiar A desestruturação familiar afeta. por esta razão limitar-nos-emos apenas a um aspecto de extrema importância criminólogica – A personalidade anti-social. 3 .Fatores Sociais Desorganização Familiar Existem numerosas nuances de desorganização familiar. O filho tem sua sensibilidade extrema para captar as desavenças familiares e isto ira prejudicar muito a formação de sua personalidade.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . desde o esfriamento de relacionamento entre os pais até a sua separação. de maneira negativa a formação da personalidade dos filhos 3 . que nunca teve pai -filho de órfão de pai -Filho de uma família desagregada. e esta insegurança pode prolongar-se por muitos anos.Fatores Sociais Desorganização Familiar Promiscuidade Educação e Escolaridade Religião Fator Econômico 3 .Filho de mãe solteira. Os filhos sentem-se inseguros ao não entender as causas da desagregação. na imensa maioria dos casos. -Filho de pais divorciados. segundo Goppinger. Desorganização Familiar A relação filho-mãe é tão importante que a ausência da mãe determina nos filhos 85% dos casos sérios distúrbios no desenvolvimento físico e psicológicos até 2 anos de idade. PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL .Fatores Sociais Desorganização Familiar As situações possíveis são muitas: . 3 .APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 201 1 A analise detalhada de tal extensão do tema esta fora de nossos propósitos.

seu superego será normal. facilitando o ingresso ao crime. ou mesmo ódio ao próximo. todos esses homicidas mostravam as cicatrizes indeléveis produzidas pela ausência ou indiferença afetiva. determinam em seus filhos estados neuróticos do tipo obsessivo. Outros nasceram de casais desajustados e foram curtidos em atmosfera de ódio permanente que existia entre os pais. Desorganização Familiar Quando se estabelece firme e duradouro laço entre filhos e pais. Assim se esboça a mentalidade pré-criminal. Experiências mostram que mães esquizofrênicas. maus tratos. insensível e sanguinário. desamor. filhos de genitoras desconhecidas. de nostalgia e de ressentimento. mas exigem tudo de todos. criados pela caridade curta de outros favelados e logo impelidos para a sarjeta. e a criança tornar-se-á um individuo moral e socialmente independente. inverte a formula humanista. o desenvolvimento psicológico dos filhos se efetuara bem. Uns foram meninos favelados. Desorganização Familiar O déficit afetivo inicial. inerentes ao afastamento da mãe. que na idade adulta poderá caracterizar o homicida reincidente. Mas caso contrario. a educação dos filhos será um fracasso.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP 201 1 UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 A criança passa a apresentar conflitos emocionais de tristeza. castigos físicos e alcoolismo dos pais.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . É evidente que ninguém pode dar o que não tem ou não teve. O problema se agravava com o pauperismo. Desorganização Familiar PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . frio. o desenvolvimento do caráter far-se-á mal a adaptação social poderá ser superficial e o futuro da criança correra o risco de ficar exposto a todos os perigos possíveis de desenvolvimento anti-social. Desorganização Familiar A privação do amor na infância pode incutir na personalidade em desenvolvimento completa indiferença. no sentido egocêntrico: tais indivíduos são incapazes de se darem a alguém. Desorganização Familiar Em entrevistas observadas por Luis Ângelo Dourado. materna que aleijaram suas almas. destituídas de possibilidades afetivas.

3 . Karl Clauss estudou inúmeros órfãos de pais devido á guerra e concluiu que 1/3 deles era anormal. sexualmente precoces.Fatores Sociais c) Educação e Escolaridade A falta de escolaridade tem sido freqüentemente responsabilizada com fator delictógeno. 3 . maus tratos. micromundo onde de tudo se encontra.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP 201 1 UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 Quanto aos castigos. fator dos mais importantes na formação do caráter anti-social. responsabilizando-se a sociedade pela mesma. desde o professor francamente neurótico até menino toxicômano ou homossexual. Desorganização Familiar Os mimos. pressão ou disciplina. influi fortemente na formação da personalidade. A figura paterna também é importantíssima para compreendermos a mentalidade de determinado adolescente. quando sabemos que o pai representa o mundo exterior. indisciplinados. seja pelas próprias condições da convivência. Imposição de disciplina oscilando entre o rigor excessivo e a supertolerância.Fatores Sociais b) Promiscuidade A vida promiscua favorece a perda de princípios éticos. Daí nasce o sentimento de REJEIÇÃO. 3 . Segue-se a necessidade inconsciente de vingança. entendida como inqualificável injustiça.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . de revolta com qualquer forma de autoridade. quando acompanhados de castigos. constituem a chamada educação chicote com açúcar. A criança ingressa na escola.Fatores Sociais PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . . sem qualquer coerência. Desorganização Familiar Na Alemanha.impulso ou motivo consciente para ser como o individuo. privações ou disciplina rigorosa a criança pode interpreta-lo como falta de amor. A situação do filho penderá francamente para a criminalidade nos casos em que o genitor se torna delinqüente habitual. imorais. seja pelo maus exemplos. a autoridade e mais tarde a lei. De não ter sido amado que se combina na estrutura do caráter com a futura hipersensibilidade á frustração na idade adulta.A identificação .

Estados Unidos. depois do caso Charles Manson. na Califórnia. Os hippies já não eram bem vistos nos EUA. no final de 1970.Santa Cruz – Califórnia . A motivação? Simbólica: protestar contra a onda de devastação ambiental promovida por empreendedores capitalistas. PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . Frazier foi diagnosticado como portador de esquizofrenia paranóide. apesar de turística era relativamente pacata.EUA Ed Kemper •Na década de 60.vivo. CASO DE HOJE . 201 1 201 1 3 . a família deste e a sua secretária – cinco pessoas no total. assassinou um médico.EDMUND KEMPER EDMUND KEMPER Edmund Emil Kemper •MATOU A FAMÍLA E ENGANOU A PSIQUIATRIA •EDMUND EMIL KEMPER •nascido: 1948 . ainda .INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . podendo representar um freio para a conduta delitiva.Fatores Sociais e) Fator Econômico A maior parte dos autores supõe que as condutas irregulares ou delitivas estão distribuídas com uma grande igualdade em todas as classes sociais. um hippie. no ano anterior (embora este negasse ser hippie). •John Linley Frazier. Mas o começo dos anos 70 veio para mudar as coisas por lá. a cidade de Santa Cruz. O problema são aqueles que não possuem opção religiosa.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P d) Religião A maioria das religiões tem um fator em comum: o principio de fazer o bem e evitar o mal.

Também foi diagnosticado como esquizofrênico paranóide. •Não restou-lhe outra opção: acertou-o também. que chegava. • Sem saber o que fazer. imaginava-se mutilando-os. Sua mãe. mas esta queria casar-se novamente e Kemper atrapalharia. ele mesmo as sacrificava. teria afirmado que atirou na avó para ver como se sentiria. quando escutou o barulho do carro do avô (chamado Edmund também). para evitar que ele visse o que tinha acontecido. •Se não concordavam. Kemper atirava em pássaros. e a polícia tranqüilizou a população. Kemper já pensava em matar seus parentes. Mas não foi isto o que aconteceu: coisas terríveis continuaram a ocorrer. •Quando seus pais se separaram.. um psicótico que havia parado seus medicamentos e escutava uma voz que o mandava matar. depois disso. •Ela o aconselhou a chamar a polícia. tinha 9 anos.. no Natal anterior.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P Ed Kemper 201 1 201 1 •Nos anos seguintes. O rifle havia sido dado a ele de presente justamente por este avô. Iria arrastar o corpo. A infância de Ed Kemper Foi morar um período com o pai. ele estava os esperando calmamente. uma série de outros assassinatos de autoria desconhecida chacoalharam a cidade. ação facilitada por ser bem alto e forte. No avô. o maltratava muito. Ela já havia dito ao pai de Kemper que não se surpreendesse se um dia ele fizesse isso. •Kemper chamou mesmo a polícia. Kemper 1 x 0 Psiquiatria PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . a não ser que 30 pessoas concordassem em se sacrificar. Pouco depois.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . •Era o 2o filho de 3 – uma irmã mais velha e uma mais nova. •Acreditava que um terremoto enorme destruiria a região. Mas estes também não lhe trataram tão bem quanto ele gostaria. •Ele a atendeu: virou-se para ela e a acertou na cabeça. ligou para a mãe e falou o que havia acontecido. Sua avó paterna pediu para ele parar. •Deu ainda mais dois tiros. •Ainda criança. teve outro filho e não lhe recebeu muito bem. enfim. o devolveu à mãe. • A paz iria voltar a reinar. segundo ele. Depois. Primeiros assassinatos de Kemper: os próprios avós •Agosto de 64. Resolveram mandá-lo para o rancho dos seus avós paternos. Mas o pai tinha se casado novamente. •A polícia chegou. Segundo os policiais. a Herbert Mullin. fazia isto com gatos. Deixava-o sempre trancado no porão. •Na prática. Ele era apegado ao pai e parece ter sofrido muito com o rompimento. Primeiros assassinatos de Kemper: os próprios avós •Kemper levou os corpos para a garagem. A infância de Ed Kemper Kemper nasceu no final do ano de 1948.

quando o dinheiro acabava. mas era grande demais para isto. •Braços e pernas em um local. •O tórax. até que um dia teve a urgência de fazer. indo para uma cidade próxima. em outro – a identificação foi feita através de encontrado. se preparou. Seus crimes •No início de 73. ficou amigo dos policiais. foi preso. que o chamavam de “Big Ed”. •O que ele disse pareceu-lhes. numa montanha. a polícia recebeu um telefonema. tempos depois. •Comprou facas. Seus crimes •Em março foram encontrados os ossos das garotas que sumiram em fevereiro. •Talvez agora o pânico decrescesse.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P Com outras pessoas. Kemper era polido 201 1 201 1 •Quis entrar para a Academia de Polícia. duas garotas desapareceram. PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . ele conta. Teve uma série de pequenos empregos e saiu de casa. •Contudo. •Ele disse ter matado a própria mãe. a princípio. Coisas diferentes das que os garotos geralmente imaginam. uma brincadeira. Encontrou-se também a parte inferior do torso. • Em agosto.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . assim como quatro pessoas que acampavam juntas.. •Logo comprou um carro. E então começou a passear e observar as garotas e a imaginar coisas. •No dia 13. • Em janeiro. o crânio de uma foi encontrado. com a prisão de Mullin. Observou umas 150 garotas. que estava então com 24 anos. duas famílias inteiras haviam sido mortas. uma radiografia feita neste tronco • Um surfista achou uma mão. desapareceu outra garota. um dos psicóticos citado anteriormente.. •Voltava às vezes à casa da mãe. •Para fazer o que tinha em mente. mais duas garotas sumiram. Herbert Mullin. •Ele chamava estes impulsos de “little zapples”. após atirar em um homem que cuidava de um jardim. Foram mortas com tiros na cabeça. •Em setembro. Garotas começam a desaparecer Em maio de 72. algemas. Mary Anne Pesce Anita Luchessa Mais vitimas Cindy Schall Rosalind Thorpe Allison Liu "Eu matei minha mãe" Em abril. Seu corpo foi achado por partes. Seus crimes •No começo de fevereiro. desapareceu a estudante de dança Aiko Koo. Era o “Big Ed”.

“Normal”. depois estuprada e. Eu morria de medo de entrar em relações homem-mulher. Tinha um adesivo da faculdade no carro – sua mãe trabalhava lá – e isto facilitava as coisas. Eles agora entendiam a dificuldade que tiveram para achar o assassino daquelas garotas: ele estava “infiltrado”. colocou as partes em seu carro novamente. Colocou os corpos no porta-malas. Fez sexo com partes destes corpos. levou a vítima para casa e desmembrou Kemper 2 x 0 Psiquiatria •No dia seguinte. •E continuou a matar. Foi parado. três armas e muita munição. •Não deram bola a ele. além da mãe e da amiga desta. com sua amizade. Com o laudo psiquiátrico. Aiko. finalmente •Chegara a vez de sua mãe. tomando nota do lugar para depois voltar lá. mas de nada desconfiaram.” •A terceira garota. alugou um carro e ficou dirigindo. no porta-malas do carro estava a cabeça de Aiko. Justificativas •Dirigiu-se para sua casa. matando. Sempre falou dos maustratos que recebia. daí em diante. Contou sobre as duas primeiras que coletou assim. e os detetives viajaram para ir buscá-lo. na corporação. assassinada. depois disto. Novamente. •Kemper conta que. falou com relativa frieza de todos os assassinatos. aguardando-os. e estavam felizes com o fato de o sistema o qual faziam parte conseguir recuperar um caso como o dele. Cortou a garganta de uma e logo depois matou a outra também. finalmente chorou. Kemper 2 x 0 Psiquiatria A mãe. sexualmente. seja para detetives. Levou os corpos para o seu quarto. Minha inabilidade para comunicar-me socialmente. Ainda fez sexo com a cabeça de uma. e Ed teve que ligar mais duas vezes até que alguém começasse a acreditar na história. na estrada. •Sobre os primeiros assassinatos das meninas. mas ponderou que. primeiramente foi levada a perder a consciência. ele estava calmo. Às vezes parava e regozijava.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . e isto o assustava. quando foi falar deste. •Quando chegaram onde Ed Kemper estava. Então ele começou a falar sem parar. Os dois psiquiatras consideraram-no ótimo. Kemper ganhou oficialmente sua liberdade de volta. Fotografou-os. tinha que ir a um conselho psiquiátrico. Foi cortando e fotografando. enfim. dissera um deles. disse que queria era estuprá-las. mas. consigo. Mas agora já estava morando novamente com a mãe. Depois. Oferecia carona. Em uma entrevista.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 201 1 •E listou os outros assassinatos que já havia cometido. Desovou tudo. Ele justificou este crime de várias maneiras. Justificativas Escolhia garotas que iam caminhando para a faculdade. Eu não era impotente. •Kemper justificou estes crimes assim: “Minha frustração. Tinha. por causa de um farol quebrado. e levava os corpos para a casa dela. Uma foi que não queria que ela soubesse PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . antes de abandoná-la. sentindo-se “meio louco”. médicos ou psicólogos. como parte da sua condicional após a saída do hospital. Enquanto isto. e sabia dos planos deles para capturarem o criminoso. sobre as seis garotas que tinha matado. Justificativas Kemper cedeu várias entrevistas. repetindo o método. uma voluntariamente e outra à força. mas nem sempre a história era contada exatamente da mesma maneira. •Ele estava agora em outro Estado. não haveriam testemunhas vivas.

o julgamento foi em um período de suspensão da pena de morte naquele Estado – todas viravam.. Kemper tentou cortar os pulsos duas vezes. Conversou com a cabeça. O diagnóstico dado na adolescência também foi revisto. automaticamente. por oito mortes. •Uma vez preso. •O juiz perguntou-lhe que pena achava que merecia: "Ser torturado até a morte!". •O que foi negado. Mas um anti-social sim. chegou a solicitar que lhe fizessem psicocirurgia. sabia o que fazia. ANÁLISE DO CASO Estranhamente. prisão perpétua. ajuda cegos a “ler”. PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . O julgamento •Seu advogado foi o mesmo que defendeu Frazier e que estava agora no caso Mullin. está vivo e consegue falar de uma forma muito bem articulada. O diagnóstico recebido na adolescência. parece exagerado. de psicótico.. Isto é incompreensível. Depois negou isto e disse que falou para tentar a via da insanidade. talvez praticou canibalismo. admitiu não estar pronto para voltar à sociedade. Os sintomas surgem claramente antes dos 18 anos – não há indício maior que o assassinato dos avós. depois disso. como os “de livro”. pedisse uma revisão da pena alegando estar curado. matou a mãe. ele respondeu. •Culpado. e entrou em seu quarto com um machado. “Foi tão difícil!” Cortou sua cabeça e a colocou sobre a lareira. Ed Kemper não é um serial killer muito “badalado”. por temerem que. Enquanto aguardava julgamento. Quis alegar insanidade para Kemper. Talvez porque não tenha a arrogância desafiadora de um Ted Bundy ou um Charles Manson? Ou porque não foi ainda matéria de um bom filme? Esta segunda hipótese pode ser a mais provável. Mas.isto é. em uma audiência de condicional. •Por acaso. ANÁLISE DO CASO Kemper parece um caso típico de transtorno de personalidade anti-social.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 201 1 que ele era o assassino das garotas. Kemper . •Durante estas entrevistas. Sentença Preso exemplar Kemper comporta-se bem na prisão. ela disse que não queria. Esperou ela dormir.INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . não fundamentado. Três psiquiatras o avaliaram e consideraram-no “normal” . •O julgamento começou em 73. •Conta que a chamou para passear. Kemper falou também sobre canibalismo – cozinhar e comer partes das vítimas. por uma série de motivos: é americano.policia Julgamento O julgamento •Durou quase três semanas o julgamento.

INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO . de desprezo por parte da mãe. e por isso se entregou. ANÁLISE DO CASO As razões para isto. ANÁLISE DO CASO A mãe de Kemper o trancava no porão. Aquela criança que cortava a cabeça das bonecas. simplesmente. reais. E ter saído matando e violentando homens. O avô materno também não. PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL . ANÁLISE DO CASO Teorias dizem que. que não tinha como perceber as conseqüências de seus atos sobre uma criança que já era doente. facilmente nos deixamos levar por ela. Simplesmente nasceu nele. toda uma série de teorias é construída em casos assim. complexo de Édipo etc. depois várias garotas. quando criança. O que não faz sentido é o ódio mortal que sentia da mãe. Inclusive pelo próprio criminoso. uma doença. como gênese da coisa. quando matou a mãe. em cima do pai. mas: e daí?! Onde estão os exageros da história? Kemper foi violentado quando criança? Não! A mãe o espancava? Não. Sua separação o privou de seu pai. Mas foi a mãe. não tem lógica a ligação entre seu “sofrimento” na infância e o ponto aonde chegou – matar os avós. tudo isto. E quase todo mundo parece crer nelas sem questionar seus fundamentos. Sim. tem uma grande penetrabilidade em nossas mentes. ANÁLISE DO CASO A mãe de Kemper não tem culpa quase nenhuma nesta história. matando as garotas. nada disso é relatado! E mais: se a mãe o trancava no porão. deixou de simbolizar. simbolicamente matava a mãe. Este ódio não foi causado pelas atitudes dela. Mas. possivelmente porque lembra-nos imediatamente tudo o que já ouvimos falar sobre as relações literalmente “umbilicais” entre mãe e filho. A avó paterna também não. Poderia ter reforçado de outra maneira. Se o pai tivesse tratado-o tão mal. antes dos crimes. Teve que reforçar os motivos visíveis. e por fim a mãe. não precisava mais matar ninguém.APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP 201 1 UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 A história que ele conta. perguntamos: mas por que ela o trancava lá? Porque tinha medo de que aquela estranha criança pudesse fazer algo com suas irmãs. Infelizmente. as justificativas para o ódio. E. sua mente teve que construir. e ele ficou doente depois disso. porque ele praticamente nasceu com um problema.

APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA APOSTILA DE PSICOLOGIA JURIDICA UNIIVERSIIDADE PAULIISTA – UNIIP UN VERS DADE PAUL STA – UN P 201 1 201 1 PROFa MIRIAM GARAVELLI – PERITA CRIMINAL .INSTITUTO DE CRIMINALISTICA DE SÃO PAULO .