Descolonização da África

Érica Alves da Silva

Introdução
Para a construção da história em que todos os agentes participantes tenham voz e espaço, é fundamental tratar do processo de luta pela libertação das regiões da África. Essas áreas foram ocupadas já nos séculos 15 e 16 e no século 19 foram redistribuídas entre as nações européias. Dessa forma, é importante levar os alunos a refletirem sobre o próprio termo "descolonização". Para alguns historiadores, essa palavra reflete uma interpretação eurocêntrica da história, pois não retrata a luta das nações africanas para a conquista de suas independências. Tal processo parece, assim, resultado apenas de um desejo de transformação do colonizador. É importante que os alunos reconheçam não apenas as diferentes nações africanas no desenvolvimento dos seus processos de independência como avaliem as diferenciadas estratégias para alcançá-la.

Objetivos

1) Análise do termo "descolonização". 2) Reconhecimento do processo de descolonização africana: os diferentes interesses de seus agentes históricos. 3) Reconhecimento da literatura de cordel como fonte para o historiador.

Estratégias

1) Para que os alunos percebam a relevância desta temática na atualidade, faça uma explanação sobre as principais motivações que levaram as nações européias à colonização da África e, posteriormente, à divisão de seu território durante o século 19. Isso permitirá que construam um posicionamento crítico quanto à abordagem do processo de descolonização. 2) Depois da introdução à temática, faça uma reflexão sobre o uso do conceito de "descolonização". Coloque-o no quadro e peça que a turma descreva quais conceitos poderiam substituí-lo de modo que o processo histórico e o papel dos sujeitos históricos se tornem mais evidentes. Pense com os alunos se tal termo reflete ação ou passividade por parte dos africanos. 3) Depois dessa reflexão, escolha o processo de independência de alguma região específica da África para demonstrar as ações políticas dos envolvidos no processo. Sua escolha deve se relacionar com conteúdos que já tenham sido desenvolvidos anteriormente com os alunos. Assim, o aprendizado se torna ainda mais significativo para o grupo. 4) Divida a turma em equipes com cerca de seis pessoas. Peça que criem jogos de tabuleiro com perguntas e respostas sobre o tema. Cada equipe deverá definir as regras do jogo que formular. Auxilie os alunos para que formulem algumas questões para debate em que os jogadores conversariam sobre o processo africano de descolonização. Tais questões podem não ser pontuadas na partida, mas revelam o principal objetivo da atividade. Ao fim do trabalho o grupo deve jogar com o próprio tabuleiro para necessárias adaptações no material. Observação: É fundamental que a formulação das questões seja acompanhada, para que o conhecimento histórico não fique resumido a datas ou aos chamados grandes nomes. Auxilie os grupos para que formulem questões para aprofundamento do que foi estudado. 5) Troque os jogos de tabuleiro entre as equipes. Cada uma poderá experimentar o material produzido pelo restante da sala.

Atividades

1) Peça que os alunos, divididos em equipes, escrevam folhetos de cordel nos quais relatem suas interpretações da temática. Se o grupo não conhecer esse tipo de literatura escolha um folheto no qual problemas sociais sejam a temática e apresente suas principais características e especificidades. Explique que o folheto de cordel pode inclusive ser fonte de pesquisa para os historiadores. 2) Organize a apresentação para a turma do folheto produzido.

Sugestões

Antes dessa aula, peça que os alunos façam pesquisas sobre o continente africano na atualidade. Este trabalho é base para que reconheçam a diversidade étnica e cultural africana no presente e percebam que isso é fruto de seu processo histórico. Deixe que pesquisem aspectos de interesse pessoal e que troquem informações em sala de aula antes de ser iniciada a abordagem do processo de independência das regiões africanas.