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Direito Penal - Parte Geral - Questão 24 a 46 24. (SC-2007-1) O advogado de “Alfa” alegou em sua defesa a tese da “inexigibilidade de conduta diversa”. Se acolhida isso importaria em: a) Alfa deve ser absolvido, pois o fato é atípico. b) Alfa deve ter a sua pena diminuída, pois não tem consciência volitiva. c) Alfa deve ter a sua pena diminuída ante o estado de necessidade. d) Alfa deve ser absolvido, pois não há culpabilidade.

A culpabilidade é constituída de três elementos para sua configuração: imputabilidade, potencial consciência de ilicitude, e inexigibilidade de conduta diversa. Assim, para que seja aplicado uma pena ao agente, faz-se necessário que este seja imputável, tenha uma consciência em potencial da ilicitude de sua conduta, e que seja exigido, dentro das circunstâncias do caso concreto, que o agente tivesse outra conduta. Se, no caso concreto, não era exigível do agente outra conduta, isto é, qualquer pessoa no lugar dele agiria da mesma forma, exclui a culpabilidade, pela não configuração de um de seus requisitos. O legislador cogitou algumas possibilidades de inexigibilidade de conduta diversa, que seria a obediência hierárquica e a coação moral irresistível (art. 22, CP), porém, podem outras hipóteses supralegais existirem no caso concreto, visto que seria impossível a lei prever todos os casos em que não seria exigido do agente conduta diversa. Correta alternativa “d”.

25. (PR-2006-1) Sobre a aplicação da pena e medida de segurança, assinale a alternativa brasileiro b) O sistema vigente no em Brasil é o do duplo CORRETA: 1984. binário. A) O sistema vicariante foi adotado pela reforma da Parte Geral do Código Penal

c) Acaso o magistrado, por ocasião da sentença condenatória, reconheça a imputabilidade do agente, em virtude de doença mental, poderá aplicar a pena privativa de liberdade, cumulada com medida de segurança. d) Acaso o magistrado, vislumbrando a gravidade do crime cometido, entenda ser o acusado perigoso, poderá impor, desde logo, a medida de segurança, sem a necessidade de proferir a sentença de mérito.

Antes da reforma da parte geral do nosso Código Penal, em 1984 (onde, vale dizer, foi adotado a teoria finalista da ação), era adotado no Brasil o sistema do duplo binário, pelo qual, o magistrado poderia aplicar pena e medida de segurança. Com tal reforma, adotou-se o sistema vicariante (ou unitário), pelo qual, o juiz deverá aplicar ou uma pena (imputáveis), através de uma sentença condenatória, ou então, uma medida de segurança (inimputáveis), através de uma sentença condenatória

escusável) acerca da ilicitude do fato. (PR-2006-2) Sobre o erro quanto aos elementos do tipo. 101. b) O erro inevitável acerca da ilicitude do fato exclui a ilicitude do fato. Também. Para os chamados semi-imputáveis (ou semi-responsáveis). Sobre o erro inevitável acerca da ilicitude assinale alternativa CORRETA: a) O erro inevitável acerca da ilicitude do fato isenta o sujeito ativo da pena. 112 da lei 8. Assim. 26. ECA). ou reduzir a pena de um sexto a um terço. assinale a alternativa isenção de punibilidade do sujeito CORRETA: ativo. podendo excluir a culpabilidade (por não preencher o requisito de potencial conhecimento de ilicitude) se invencível ou escusável. CP). mas apenas quem possui doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado (art. O erro inevitável acerca da ilicitude do fato (erro de proibição . 3º da Lei de Introdução ao Código Civil). a) O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado constituiu causa de B) O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui a imputabilidade. 28 §1º. ou seja. d) O erro inevitável acerca da ilicitude do fato determina a aplicação de medida de segurança. Correta alternativa “a”. 27. CP). prolata-se uma sentença condenatória. mas sim. pelos seus atos infracionais. 104. com redução da pena.069/90 – Estatuto da Criança e do Adolescente). não recebendo o agente nenhuma medida de segurança. de falsa noção de (in)justiça. ao inimputável por embriaguez involuntária e completa (art. recebem medidas sócio-educativas ou medidas de proteção (arts. 105. art. restando correta a alternativa “a”. art. não se tratando necessariamente de desconhecimento da lei (art. Os menores de dezoito anos. e com possibilidade de substituição da pena por medida de segurança (art. CP. 26. excluída a culpabilidade por erro inevitável (invencível. CP) é prolatada uma sentença absolutória própria. 228.art. 21 CP) é o erro sobre os limites normativos da conduta. 98. 27.absolutória imprópria. c) O erro inevitável acerca da ilicitude do fato exclui a tipicidade do fato. Vale dizer que não são todos os inimputáveis que recebem medida de segurança. (PR-2006-2) do O artigo fato. aos quais há uma presunção iuris et de iure de desenvolvimento mental incompleto (art. aqueles em que a supressão da capacidade de entendimento do caráter delituoso de sua conduta (elemento intelectual) e a autodeterminação conforme este entendimento (elemento volitivo) é parcial. CF. o agente não é punido. se vencível ou inescusável. . 21 do Código a Penal estabelece que “o desconhecimento da lei é inescusável”.

aberratio criminis. não se encontrando no texto legal. inciso I. O princípio da insignificância (crimes de bagatela). §3º. assinale a alternativa a) O princípio da insignificância exclui a CORRETA: conduta. Error in persona (art. b) O princípio da intervenção mínima privilegia formas de controle social extra-penais. mas permite a punição por crime culposo. (PR-2006-3) Sobre a ilicitude (antijuridicidade) e a culpabilidade. erra subjetivamente sobre a pessoa da vítima (identidade). d) O erro sobre o elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo. respondendo pelo crime como se fosse praticado contra o sujeito querido (vítima virtual). CP) é uma falsa noção ou completa ignorância da realidade (pressupostos fáticos). se previsto em lei. e necessitando da capacidade do ofendido em dispor. b) O estado de necessidade é construção doutrinária. CP) é erro do tipo acidental (ao lado do aberratio ictus. ou apenas o dolo. excluindo o elemento cognitivo do dolo (consciência da conduta e do resultado e da relação causal objetiva entre elas). podendo excluir a tipicidade da conduta (erro de tipo invencível ou escusável). proibição. prevista nos artigos 23. 29. e error in objecto) e ocorre quando o agente. assinale a alternativa INCORRETA: a) A legítima defesa real não poder ser argüida em face do estado de necessidade. Incorreta a alternativa “b”. respondendo o agente na modalidade culposa (culpa imprópria). 20 caput. d) O princípio da legalidade admite Medida Provisória como apta a criminalizar condutas. aberratio causae.C) O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui a antijuridicidade. apenas sobre direitos disponíveis. Excludente de antijuridicidade criada doutrinariamente é o consentimento do ofendido. e 24 do Código Penal. determina que o direito penal não considere crime as . querendo cometer o delito. (PR – 2006 – 3) Sobre os princípios penais de garantia. c) O princípio da culpabilidade admite somente a culpa como forma de imputação. 20. se houver previsão (erro de tipo vencível ou inescusável). Correta letra “d” 28. d) Embora o desconhecimento da lei seja inescusável. sistematizado à luz do funcionalismo de Claus Roxin. pois pode ser convertida em lei. c) A imputabilidade penal é o momento da análise das condições de sanidade e maturidade ilicitude poder ser afastada do pelo erro de sujeito. Erro sobre o elemento constitutivo do tipo legal (art. a potencial consciência de O estado de necessidade é uma excludente de antijuridicidade legal.

2º. E. (PR – 2007 – 1) Sobre a norma e a lei penal. CP). XL. em decorrência do princípio da legalidade. sem exceções. ou então. CF.condutas que não tragam uma efetiva lesão a determinado bem. a aplicação da . isto é. sendo inconstitucional se criadas por outros atos normativos que não se revestem com o status de lei strictu sensu (portarias. Mas é possível a utilização de princípios gerais do direito e da analogia in bonam partem (para beneficiar o réu). sem abolir o crime. não existindo responsabilidade objetiva em seara penal. art. art. C) A lei penal brasileira não se aplica a nenhum crime ocorrido fora do território nacional. Correta alternativa “b”. assinale a alternativa INCORRETA: a) O princípio da retroatividade da lei penal consagra. CP). (PR – 2006 – 3) Sobre norma e lei penal. b) A lei penal brasileira aplica-se a todos os crimes ocorridos no brasil. A lei penal poderá retroagir apenas para beneficiar o réu (art. intraterritorialidade é a aplicação de lei alienígena no território brasileiro. o seu conteúdo não é delituoso. Trata-se do caráter subsidiário e fragmentário do direito penal. a responsabilidade do agente por um ilícito penal ocorre apenas se ele agir com culpa ou dolo. 7º CP). À luz do princípio da culpabilidade. medidas provisórias). 31. seja quando ela deixa de considerar crime alguma conduta (abolitio criminis). em seu aspecto stricta lege e scripta lege. 5º. Assim. vem a favorecer a condição do réu (novatio legis in mellius). Em matéria penal. 5º XXXIX CF). 5º. Pelo princípio da legalidade (art. 30. embora a conduta seja formalmente um crime (tipicidade formal). Correta alternativa “d”. assinale a alternativa CORRETA: a) A lei penal pode retroagir em qualquer caso. por fim. pois é insignificante (tipicidade material). Territorialidade é a aplicação da lei penal brasileira às infrações cometidas dentro do território nacional (art. d) Admite-se a interpretação extensiva in bonam partem (em favor do acusado). 1º CP. Extraterritorialidade (condicionada ou incondicionada) é a aplicação das leis penais brasileiras aos delitos cometidos fora do território nacional (art. não é possível a utilização de analogia in malam partem (para prejudicar o réu) ou dos costumes como instrumentos de integração normativa. resoluções. exclui-se a tipicidade da conduta. privilegiando outra formas de controle social. apenas a lei pode criar infrações penais (crimes e contravenções) e sanções (penas e medidas de segurança). O princípio da intervenção mínima determina que o direito penal aja apenas em ultima ratio.

b) São circunstâncias preponderantes no concurso de agravantes e atenuantes as que resultam dos motivos determinantes do crime. Posteriormente. pela qual o juiz identifica a pena-base. assinale a assertiva incorreta: a) A pena-base será fixada atendendo ao critério do art. se o crime cometido é simples ou qualificado. d) A retroatividade da lei penal mais benéfica não está limitada pela existência de trânsito em julgado de sentença. mesmo que uma lei nova venha a desconsiderar a ilicitude de alguma conduta (abolitio criminis). c) Há bis in idem quando o Juiz afasta-se da pena mínima em vista dos antecedentes e. Os fatos ocorridos sob a égide destas leis são reguladas somente por elas (tempus regit actum). A retroatividade benéfica da lei penal (art. 3º. c) Quanto à lei penal no espaço o Código Penal brasileiro adotou a teoria da ubiqüidade. não incidindo a retroatividade benéfica da lei posterior. analisando e fundamentando as circunstâncias judiciais ao . (RS-2006-2) No que diz respeito à aplicação da pena. comportando exceções. XL. art. 5º. pelo mesmo fato.lei penal posterior mais benéfica. no próprio tipo legal. ela não retroagirá. da personalidade do agente e da reincidência. ao final serão valoradas as circunstâncias agravantes e atenuantes. Incorreta alternativa “a”. Trata-se das leis excepcionais e temporárias (art. CP) não é absoluta. CF. vige enquanto perdurarem situações de emergência. ou seja. isto é. da seguinte forma: Primeiramente. 2º. se há alguma circunstância qualificadora especial. O cálculo da pena é feita de forma metódica. CP). Incorreta letra “a’. 59 do Código Penal. aquela. 32. CP). agrava a pena pela reincidência. o juiz deve identificar. inexistindo desígnios autônomos. o Juiz não poderá aplicar pena superior ao que seria cabível pela regra do concurso material. Leis temporárias é o gênero cuja espécies são a lei temporária (strictu sensu) e a lei excepcional. ou favorecer de alguma forma o réu (novatio legis in melius). antes de iniciar a dosimetria. ultra-agindo quando revogadas (pelo decurso do tempo ou pela superação do estado excepcional). em seguida serão consideradas as causas de aumento e de diminuição de pena. 68. através do sistema trifásico de aplicação da pena (art. se inicia a primeira fase. d) No caso de concurso formal. Esta. possui o prazo de vigência predeterminado. b) Quanto à lei penal no tempo o Código Penal brasileiro adotou a teoria da atividade.

CP). e estas. pode o juiz limitar-se a um só aumento ou uma só diminuição. bem como as circunstâncias.Se ocorrer qualquer uma das causas de extinção da punibilidade. na qual o juiz deve calcular a pena provisória. 21. Em caso de concurso de agravantes e atenuantes.Ocorrendo a prescrição da pretensão executória. o comportamento da vítima. mediante uma só ação ou omissão. 71. prevalecendo. corretas? I II .caso concreto (art. CP). 59. de um sexto até a metade (exasperação).Anistia. o magistrado identifica a pena definitiva aplicada ao caso. em qualquer caso. entendendo-se como tais as que resultem dos motivos determinantes do crime. aplicando-se a pena mais grave (quando crimes distintos – concurso formal heterogêneo) ou somente uma delas (quando crimes idênticos – concurso formal homogêneo). 16. todavia. 24 §2º. a pena pode ficar abaixo ou acima do mínimo e máximo legalmente cominados. quando formado por um desígnio (intenção do agente). também. 70. às agravantes. as circunstâncias qualificadoras preferem às causas de aumento. Vale dizer. antecedentes. 29 §1º. imposta. Nesta primeira fase. as circunstâncias atenuantes e agravantes genéricas cabíveis ao caso (arts. da personalidade do agente e da reincidência (art. analisando as causas de aumento e diminuição genéricas (arts. 70 parágrafo único). Da mesma forma. porém. não podendo. parágrafo único. somando-se as penas (comutatividade). a pena deve aproximar-se do limite indicado pelas circunstâncias preponderantes. os limites normativos mínimos e máximos abstratamente cominados. as causas de diminuição tem preferência de aplicação em relação as atenuantes. Em caso de concurso de causas de aumento ou diminuição especiais. o grau de culpabilidade. a causa que mais aumente ou diminua (art. Por fim. a condenação prescrita não será Quais (A) (B) Apenas considerada para fins são Apenas I e de reincidência do agente. não se impõe II . Nesta fase. o juiz não pode exceder além do máximo ou aquém do mínimo do quantum da pena legalmente cominada. CP). 14 parágrafo único. aumentando. Ele poderá ser perfeito. Para se evitar o bis in idem. 68. E poderá ser imperfeito. 29 § 2º. III . graça e indulto são concedidos coletivamente e não individualmente. pratica dois ou mais crimes. na terceira fase. 28 § 2º. respeitando. conduta social e personalidade do agente. Diz-se o concurso formal (ideal – art. Após encontrado a pena-base.(RS-2006-2) medida de segurança Considere nem subsiste as a que assertivas tenha sido abaixo. conseqüências e motivos do crime. 33. CP) e especiais (encontradas no próprio tipo legal). I . começa a segunda fase. quando formado por vários desígnios. de forma fundamentada. 26 parágrafo único. 67. ultrapassar o somatório das penas cumuladas (art. aplicando. 70 CP) quando o gente. 61 a 67 do CP).

XII. não existindo. Rafaela. não declarou à Receita Federal os valores depositados nas contas de Maria. a alternativa “a”. parágrafo único do CP). pois não existiu vínculo psicológico entre seu comportamento e a ação desenvolvida por Rafaela. apenas afirmativa I está correta (artigo 96. no dia . ou seja. CF). através do Congresso Nacional com a sanção do Presidente da República (art. b) Somente absolvição. 107. CP). Assim.210/84 – LEP). pessoa humilde e de pouca instrução. O que não é considerada para efeitos de reincidência é a sentença que conceder perdão judicial (art. o que o advogado de Maria argüiria em sua defesa? a) pelo Absolvição. não houve participação ou co-autoria de Maria. 29. para que esta pudesse movimentar vultosos valores originários das vendas efetuadas na Loja de Roupas Rafaela's Magazine. 734 CPP). no caso em tela. qualquer problema quanto ao empréstimo. entende-se. é de competência exclusiva da União (art. CF). bem como. XII. §1º. No tocante ao concurso de pessoas. caput. produzirem efeitos ex correta. portanto. Penal. dando-lhe amplos poderes para administrar essas contas. A primeira. VIII. 48. II. deste modo.(C) (D) Apenas I. graça e indulto são causas de extinção de punibilidade (art. Rafaela. sendo que aquela é individual e o segundo é coletivo (art. CF. 35. 84. tunc. 34. com 21 anos na data do fato. 188 da lei 7. e art. 120 CP. Rafaela convenceu Maria de que a movimentação financeira seria declarada às autoridades competentes. por estar provada Código a inexistência do fato. 29 do Código Penal. Maria não sabia que estava cooperando com a vontade d) Somente mitigação da pena de por participação de menor Rafaela. (RS-2006-3) Antônio. Para tanto. 21. porquanto a participação de menor importância não é punível c) Absolvição. Todavia. CP). II II e e III III Anistia. porém. e súmula 18 do STJ). a extinção da punibilidade pela anistia e pelo abolitio criminis que. na forma tentada. estando A participação de menor importância é uma causa de diminuição genérica pela qual a pena é diminuída de um sexto a um terço (art. Maria outorgou uma procuração a Rafaela. do Código Penal). praticou o crime de roubo simples (art. motivo pelo qual o Ministério Público Federal denunciou ambas por sonegação fiscal. 157. importância. emprestou suas contas bancárias à patroa. restando correta a alternativa “c”. Já a graça e o indulto são de competência do Presidente da República (art. (RS-2006-3) Maria. na forma do art.

não se aplicando a redução pela metade prevista no artigo 115 do CP. pois ela ocorre apenas quando o agente. assinale a assertiva correta. não há como a pena aplicada aumentar. estabelecendo uma pena privativa de liberdade de 3 anos de reclusão em regime inicial aberto. IV. diminuiu para 8 anos (art. CP). anos. Houve recurso da defesa apenas. segundo o artigo 109. 117. conclusões: A prescrição da pretensão executória iniciou no dia 03/06/2002 (art. reiniciando a contagem temporal (art. a) b) c) d) Houve Ainda Houve Houve a a a prescrição não prescrição da houve da pretensão da pretensão punitiva retroativa. no dia 12/05/1999. o prazo prescricional para o crime de Antônio. prescrição. Ressaltando que não há a redução pela metade pois o agente com Destarte. na data do fato é menor que 21 (a questão é clara ao dizer que Antônio possuía 21 anos na data do fato e não menos). 111. 109. I. ou seja. A sentença condenatória recorrível foi publicada em 21/05/2002. tão-somente. que é o mínimo de diminuição em caso de tentativa. elas devem ser calculadas. CP). mas. A sentença transitou em julgado para a acusação em 03/06/2002. CP). Assim. Com o trânsito em julgado para a defesa (03/06/02). CP). em decorrência da impossibilidade da reformato in pejus caso haja recurso da defesa.12/05/1999. Como o crime foi de tentativa. I. Como as causas de aumento e diminuição são de aplicação obrigatória e possuem quantum preestabelecido. 112. CP) prazo . calculada na pena concretamente aplicada. Diante desta situação. agora calculado sobre a pena concretamente aplicada. ficando a pena abstratamente cominada em 6 anos e 9 meses. intercorrente. no caso em tela. II. por ser Antônio primário. Isto porque. o termo inicial da prescrição é o dia em que cessou a atividade criminosa (art. qualquer pretensão punitiva prescrição O crime de roubo simples possui uma pena privativa de liberdade abstratamente cominada de quatro a dez anos de reclusão (art. não possuía o chegamos menos de 21 anos na de as seguintes data do 8 fato criminoso. ou. Destarte. reduzir. executória. Antônio ainda não foi encontrado para começar a cumprir a pena. a prescrição da pretensão punitiva (antes de transitar em julgado) propriamente dita é de 12 anos. tendo sido confirmada a pena imposta ao réu. a pena de 10 anos é reduzida em um terço (3. 117. 157 caput. O mesmo aconteceu na publicação da sentença condenatória recorrível em 21/05/2002. na data da sentença. Somente em 11/03/2003 ocorreu o trânsito em julgado definitivo da sentença condenatória. CP). é maior que 70 anos. inciso III. Como a sentença determinou uma pena privativa de liberdade de 3 anos de reclusão (lembrando que o crime foi na forma tentada). A denúncia do Ministério Público foi recebida em 15/05/2001. A denúncia recebida em 15/05/2001 interrompeu o curso prescricional (art. calcula-se a prescrição da pretensão punitiva retroativa e a prescrição da pretensão punitiva intercorrente. § 2º.3 anos).

Álvaro foi condenado a uma pena de 21 anos de reclusão em regime fechado por ter cometido latrocínio. c) O juiz não poderá conceder a progressão de regime para o semi-aberto nem o livramento d) O juiz condicional. a) O juiz poderá conceder somente a progressão de regime para o semi-aberto. da lei 8. Não houve prescrição da pretensão punitiva retroativa que é de 8 anos (12/05/99 até Não houve a prescrição da pretensão punitiva intercorrente que é de 8 anos Não houve. que possui boa conduta carcerária e que não havia cometido nenhum falta grave. Álvaro deveria: ter cumprido. progressão de regime e livramento condicional. no mínimo. 157. e 15/05/01 até 15/05/01 até até 21/05/02). reparação do dano (salvo impossibilidade) e reincidência em crime doloso do agente. para obter o livramento condicional (livramento qualificado). V. O requisito temporal exigido é um cumprimento parcial da pena. que não voltará a delinqüir (art. aberto. (RS-2006-3) Álvaro. 83 e ss do CP. possuindo a data de 03/06/02 como termo inicial. Desta forma. Considerando que Álvaro possui boa conduta carcerária e jamais praticou falta disciplinar de natureza grave. se não houver interrupção (reincidência ou início do cumprimento da pena). mais de dois terços (14 anos) da pena. 2a parte. e fazer presumir. Portanto. do Código Penal) a uma pena privativa de liberdade de 21 anos de reclusão em regime inicial fechado (crime praticado em 1997). conceder progressão regime O instituto do livramento condicional (arts. (03/06/2002 até e 15/05/01. tipificado no artigo 157 §3º in fine do Código Penal. b) O juiz poderá conceder a progressão de regime para o semi-aberto e o livramento condicional. CP). A questão explicita que o condenado era réu primário. que também é de 8 anos. comportamento. . terrorismo ou tortura. e 131 e ss da LEP) tem aplicação apenas para crimes cuja pena privativa de liberdade seja igual ou superior a dois anos. 03/06/02). antecedentes. 710 e ss do CPP. § 3o. correta a alternativa “b”. pela constatação de suas condições pessoais. e data de 03/06/10 como termo final. 11/03/03). 36. I. foi condenado por crime de latrocínio (art. Assinale a assertiva correta. sendo primário. tomando como base a apreciação do juiz realizada em 27/11/2006. que varia conforme a natureza do delito. considerado um crime hediondo (art. e parágrafo único. a prescrição da pretensão executória. Iniciou o cumprimento da pena em 26/08/2000. ainda. tendo obtido a remição de 207 dias de pena. poderá por não a estarem presentes de os requisitos para o legais. seu advogado pleiteou ao Juízo.072/90).Não houve prescrição da pretensão punitiva propriamente dita que era de 12 anos (12/05/99 15/05/01. não ser reincidente específico em crime hediondo. 83. conjunta e alternativamente. tráfico. 1º.

previstas nos incisos I e II do art. ou seja. e a apreciação judicial foi em 27/11/06.O cumprimento da pena iniciou em 26/08/00. após 6 anos. era manifestamente incongruente com o ordenamento jurídico penal visto que este prevê o livramento condicional (qualificado) para crimes hediondos (desde que não reincidente) com o cumprimento de 2/3 da pena (art. será de 3 anos e 6 meses. independente de ter havido violação dos deveres que lhe são inerentes. para efeitos de reincidência não prevalece a condenação anterior. o total da pena cumprida foi de 6 anos. por isto. Correta alternativa “a”. que o mencionado parágrafo primeiro violava os princípios da proporcionalidade e da humanização e individualização das penas. visto que o § 1º do artigo 2º da lei 8. ofício. Álvaro. CP). não atingindo o requisito temporal exigido de 14 anos (2/3 de 21). Havia enorme querela sobre a possibilidade ou não de progressão de regime para os crimes hediondos. Porém. as penas de interdição. poderia. porém. 9 meses e 28 dias. Ou seja. cargo ou função. com um requisito objetivo (cumprimento parcial da pena) maior. pois já cumpriu 6 anos. a lei exigia o cumprimento de. no mínimo. para o caso dele. 100 do Código Penal. b) Conforme o Código Penal. tem direito a progressão para o regime semi-aberto. V. (SC-2007-1) Assinale a alternativa correta: a) Conforme o Código Penal. do dia em que se esgota o prazo para oferecimento da denúncia. no caso do § 3º do art. todavia. 37. Então. 6 meses e 27 dias. Para por fim à discussão. ou. o condenado obteve uma remição (art. 83. aplicam-se para todo o crime cometido no exercício de profissão. não podendo obter o benefício do livramento condicional. Defendia-se.072/90. Tal dispositivo chegou ser declarado. e 28 dias da pena.072/90 (Lei dos crimes hediondos) determinava o cumprimento da pena integralmente em regime fechado.464/07 alterou a Lei 8. 47. por via de exceção. entre outros argumentos. pelo Supremo Tribunal Federal. a Lei 11. portanto. inconstitucional. o ofendido decai do direito de queixa ou de representação se não o exerce dentro do prazo de seis meses. se entre a data do cumprimento ou extinção da pena e a . como também. LEP). 9 meses. 3 meses e 1 dia. ser diretamente posto em liberdade (período de provas) através do livramento condicional. um sexto da pena e bom comportamento carcerário (art. c) Conforme o Código Penal. então. caput. O prazo de seis meses é contado do dia em que veio a saber quem é o autor do crime. atividade. o condenado por crime hediondo não poderia progredir para o regime semi-aberto quando cumprido 1/6 da pena. cumprindo um pouco mais da pena em regime fechado. 112. prevendo expressamente a possibilidade de progressão de regimes no cumprimento de pena aplicada para crimes hediondos. No tocante a progressão de regimes. 126 da LEP) de 207 dias (trabalhou 621 dias). considerando que o requisito temporal exigido. não havendo exceção para esse prazo.

em relação a qualquer deste. 68. e quinze dias. função ou atividade pública. 38. além do crime cometido. em caso de ação penal privada subsidiária da pública (arts. na pena imposta devem ser desconsideradas eventuais agravantes abstrato. 38 CPP). A prescrição da pretensão executória (art. 29 CPP). I. 103 CP. A interdição temporária de direitos (arts. quando a lei considera como elemento ou circunstância do tipo legal fatos que. não computado o período de prova da suspensão ou do livramento condicional. bem como. em caso de réu solto (art. do exercício de cargo. 57 CP). é tido como pertencente ao período depurador da prescrição qüinqüenal de reincidência (art. deva proceder-se por iniciativa do Ministério Público. tal prazo comporta exceções. O prazo decadencial para o oferecimento da queixa (ação penal privada) ou representação (ação penal pública condicionada) é de seis meses contado do dia em que o ofendido veio a saber quem é o autor do crime. 101 CP). ou. causas c) Ela é determinada pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada em . desde que. cabe ação pública em relação àquele. se não ocorrer revogação. segundo sistema trifásico (art. CP). por si mesmos. CP) é calculada. 46 CPP). pela pena concretamente aplicada. CP) O período de prova do livramento condicional e da suspensão condicional da execução da pena privativa de liberdade. d) A sua contagem tem início com a publicação da sentença condenatória. Porém. 110. CP) Correta a alternativa “d” (art. de pena. É certo afirmar: a) Não incide e sobre a medida de de segurança aumento aplicada especial ao inimputável. na suspensão da CNH quando crimes culposos de trânsito (art. quando. que é de cinco dias em caso de réu preso.infração posterior tiver decorrido período de tempo superior a cinco anos. 5º LIX CF. 100 § 3º CP. (SC-2007-1) Quanto à prescrição da pretensão executória. bem como. Consiste ela na proibição de freqüentar determinados lugares. as causas de aumento e diminuição da pena (da parte especial e da parte geral). houver violação dos deveres inerentes (art. de licença ou autorizarão do poder público. quando expressamente disposto em lei (arts. na proibição do exercício de profissão. segundo a tabela do artigo 109 do Código Penal. constituem crimes. b) Para a sua contagem. inclusive mandato eletivo. 64. a partir do esgotamento do prazo para o oferecimento da denúncia. quando não revogadas. d) Conforme o Código Penal. 47 CP e 154 LEP) é espécie das penas restritivas de direito. sendo que nesta será considerada as eventuais causas agravantes e atenuantes. atividade ou ofício que dependam de habilitação especial. 56.

que não iniciado o tratamento ambulatorial (medida de segurança restritiva) ou a internação (medida de segurança detentiva) dentro do prazo mínimo estabelecido pelo juiz para seu cumprimento. 114 CP). da revogação do livramento condicional da pena ou do sursis. também. CP). CF). voltando a fluir o seu prazo do início (arts. 117. 111 CP). se faz necessário outro exame pericial para a constatação da continuação de sua periculosidade. tendo como base para o cálculo o quantum da pena substituída. em caso de inimputáveis. às penas pecuniárias e restritivas de direito. salvo quando o tempo a interrupção deva computar-se na pena (art. diferentemente da prescrição no direito civil. civis ou militares. que recebem uma sentença absolutória (podendo ser própria ou imprópria) e não condenatória. mas sim. O mesmo não se pode dizer para as atenuantes e agravantes. O termo inicial da prescrição da pretensão executória não é a data da publicação da sentença condenatória (causa interruptiva da prescrição da pretensão punitiva).Vale ressaltar que mesmo na prescrição da pretensão punitiva propriamente dita. O recebimento da denúncia não é termo inicial de prescrição (art. causa interruptiva. I. assinale a alternativa virtude b) A prescrição da aplica-se a extrema todo e qualquer CORRETA: gravidade. 59. Correta a alternativa “a”. Correta alternativa “d” (arts 109 parágrafo único.5 º. §2º CP). Vale ressaltar que. pois na omissão do Código Penal quanto à utilização ou não do instituto da prescrição em medidas de segurança. deve se computar as causas de aumento e diminuição. XLIV. 39 (PR-2006-1) Sobre a prescrição no Direito Penal. ou ainda. d) A prescrição da pretensão executória aplica-se. a prescrição penal pode ser interrompida várias vezes. Os crimes imprescritíveis são os que constituem a prática de racismo (art. na data: do trânsito em julgado para a acusação ou da improcedência do recurso. do dia em que se interrompe a execução. 112. visto que são de observância obrigatória. CF) e a ação de grupos armados. 5º XLII. onde o cálculo é feito pelo máximo da pena cominada. delito. em c) A prescrição somente começa a fluir a partir do recebimento da denúncia. CP). Assim. contra a ordem constitucional e o Estado Democrático (art. estabeleceu-se o entendimento na doutrina e jurisprudência no sentido de sua aplicabilidade apenas em casos de medida de segurança substitutiva (semi-imputáveis). Entende-se. mas sim. porém. . nem para as circunstâncias judiciais (art. pois nenhuma delas possui quantum preestabelecido em lei. não há prescrição. a) A prescrição não se aplica aos crimes hediondos e aos a eles equiparados. usando o critério máximo predeterminado legalmente para as primeiras e o critério mínimo para as segundas.

em sua intenção. 71. aumentando a pena. Autoria mediata não é hipótese de concurso de agentes. assinale a alternativa fixado pelo juiz no momento da prolação da INCORRETA: sentença. No formal próprio. o agente age com intenção em todos os crimes (aplica o critério do cúmulo material). c) Tem-se o denominado concurso formal próprio quando o agente possui desígnio autônomo. . E crimes plurissubjetivos são apenas realizáveis com dois ou mais agentes. Crimes unissubjetivos são aqueles realizáveis apenas por um agente. CP) de crimes. em que o aumento é de um sexto até a metade. Já no formal impróprio. Trata-se. em verdade. d) O concurso material e o formal são causas que adotam o critério da exasperação. Critério da exasperação significa aplicar a pena do crime mais grave (conforme a pena aplicada) ou de um deles se de igual gravidade. 69. em que o aumento é de um sexto a dois terços.g. bando. ocorre dois ou mais crimes (homogêneo se iguais e heterogêneo se diferentes) com apenas uma conduta.g. da utilização de pessoa interposta como um instrumento para a execução do crime. ocorre também dois ou mais crimes (homogêneo se iguais e heterogêneo se diferentes) com apenas uma conduta. rixa). ou até o triplo quando os crimes são dolosos. podendo haver concurso (eventual). 41. isto é. e na continuidade delitiva (art. É utilizado no concurso formal (art. roubo. São exemplos de autor mediato o coator e o hierarquicamente superior nas hipóteses de coação moral irresistível e obediência hierárquica. CP). lesão. como. v. a) A pena de detenção deve ser cumprida em regime fechado. em concurso necessário (v. ou seja. semi-aberto ou aberto. sendo aplicado no concurso formal impróprio e no concurso material de crimes (art. 71. b) Nos crimes plurissubjetivos – de concurso necessário – o concurso de pessoas é característica elementar. (PR-2006-1) Sobre o concurso de pessoas e de crimes. E o critério do cúmulo material significa somar as penas de todos os crimes. CP). 70. assinale a alternativa CORRETA: a) Autoria mediata e autoria colateral são hipóteses de concurso de pessoas. cometidos em vítimas diferentes e mediante violência ou grave ameaça a pessoa (art. sendo que o agente não possuí a intenção de cometê-los (conduta culposa) ou a tem em apenas um deles (aplica o critério da exasperação). todavia. Correta alternativa “b”. parágrafo único. pela falta do liame subjetivo entre os sujeitos (um não sabe da conduta do outro). A diferença entre concurso formal próprio para o concurso formal impróprio de crimes está no desígnio do agente. Também não é hipótese de concurso de agentes a autoria colateral.. o dolo de cometer dois ou mais crimes o faz com apenas uma conduta. CP). quadrilha. (PR-2006-2) Sobre as penas privativas de liberdade.40.

§4º. do Código de Processo Penal. Incorreta letra “a”. As demais. o direito de oferecer queixa passa ao cônjuge. b) A decadência consiste na perda do direito de ação pelo decurso do tempo. §2º. Ministério Público descendente não oferece denúncia ou no prazo irmão. 24 e ss. 42. c) No caso de morte do ofendido. impossibilitando a persecutio criminis. 33. assinale a alternativa INCORRETA: a) A perempção consiste na perda do direito de ação pela inércia do querelante. arts. d) O trabalho externo é admissível. desde que não haja sentença condenatória transitada em julgado. As demais proposições. CP). LIX. b) A ação penal é pública. todos do Código Penal. c) A renúncia do direito de queixa ocorre quando a vítima deixa de comunicar à autoridade policial a ocorrência do delito. . não ocorre a queixa. vide arts. em serviços ou obras A renúncia do direito de queixa (arts. 100. alínea b. (PR-2006-2) Sobre as causas extintivas da punibilidade. inciso V. 100. que pode ser expresso ou tácito. mediante autoridade judicial. Incorreta alternativa “a”. industrial ou estabelecimento similar. se o quem tenha qualidade para representá-lo. 5º. ascendente. CP). consiste na abdicação do direito do ofendido em promover a ação penal privada. Incorreta letra “c”. d) É possível a concessão do perdão pelo ofendido a qualquer tempo. 43. 33. §1º. d) A ação de iniciativa privada pode intentar-se nos crimes de ação pública. da Constituição Federal. caput. A pena de detenção comporta regime semi-aberto e aberto (art. não importando se houve ou não Boletim de Ocorrência mediante autoridade policial. caput e §§ 3º e 4º do Código Penal. (PR-2006-2) Sobre a ação penal. assinale a alternativa INCORRETA: a) A ação de iniciativa privada é promovida mediante representação do ofendido ou de ofendido. do produto do ilícito praticado. 118 da lei 7.b) A execução da pena em regime semi-aberto será feita em colônia agrícola. c) O condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime do cumprimento de pena condicionada à reparação do dano que causou. 104 e 107. 33. no regime fechado.210/84). Assim. e 34 §3º. salvo quando a lei expressamente a declara privativa do A ação de iniciativa privada é promovida mediante queixa do ofendido ou de quem tenha qualidade para representá-lo (art. Pode ser cumprida em regime fechado apenas em caso de regressão de regime (art. ou à devolução públicas. legal. vide arts. e art. CP).

não recebendo o agente nenhuma medida de segurança. aos quais há uma presunção iuris et de iure de desenvolvimento mental incompleto (art. é equiparada à desistência voluntária e ao c) O concurso de crimes não exige sempre a ocorrência de mais de uma ação ou omissão. assinale a alternativa CORRETA: a) O sistema atualmente em vigor no Brasil permite a cumulação de penas com medidas iniciado infratores restritivas) de em que segurança. Também. também. 228. 112 da lei 8. d) O concurso de crimes pode ocorrer ainda que os crimes sejam praticados em concurso de pessoas. ECA). (PR-2006-3) Sobre as sanções penais. CP) é prolatada uma sentença absolutória própria. conforme artigo 33 do Código Penal. assinale arrependimento b) O concurso de pessoas prevê sempre a pluralidade de a alternativa INCORRETA: eficaz.069/90 – Estatuto da Criança e do Adolescente). pelo qual. 105. a) A tentativa. condutas. que poderá ser fechado. recebem medidas sócio-educativas ou medidas de proteção (arts. adotando-se o sistema vicariante. semi-aberto ou aberto. foi extinta a possibilidade de aplicação de medida de segurança e pena cumulativamente (sistema duplo binário). 104. Neste sentido podemos dizer que elas são alternativas. das circunstâncias do artigo 59 do Código Penal e da reincidência ou primariedade do agente. ao inimputável por embriaguez involuntária e completa (art. socialmente. 45. Os menores de dezoito anos. Não são todos os inimputáveis que recebem medida de segurança. mas apenas quem possui doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado (art. conforme artigo 44 do Código Penal. (PR-2006-3) Sobre as formas especiais de cometimento de crime. liberdade. regime se para os criminosos com de alta periculosidade. mostrem de posterior c) As medidas de segurança podem ser aplicadas. CP). b) As penas privativas de liberdade devem obrigatoriamente ter seu cumprimento fechado. . 27. art. depende do quantum da pena aplicada. o juiz aplica a pena ou a medida de segurança. CP.44. para fins de apenamento. 28 §1º. art. progressão. O regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade. CF. restando correta a alternativa “d”. As penas restritivas de direito e as de multa são substituíveis às privativas de liberdade. 101. 26. pelos seus atos infracionais. aos adolescentes inadaptados d) As penas de multa e restritivas de direito são penas alternativas às privativas (ou Com a reforma da parte geral do Código Penal em 1984.

não recebem medida de segurança. A pena de multa deve ser paga dentro de 10 dias do trânsito em julgado. . Quando por circunstâncias alheias à vontade do agente o delito não se consuma estamos diante de uma tentativa. Vale ressaltar que o arrependimento eficaz não se confunde com o arrependimento posterior (art. desiste de prosseguir na execução (ação típica inconclusa) trata-se de desistência voluntária. impede. salvo disposição em contrário. sendo sua pena reduzida de um a dois terços. sob pena de execução fiscal. assim como as crianças (até 12 anos incompletos). e quando. de forma eficaz. Incorreta alternativa “a”. (art. uma vez que o primeiro. mas sim. CP). privativas de liberdade e multa (art.268/96 que revogou os §§ 1º e 2º do artigo 51 do Código Penal. e 164 da lei 7. CP). sendo punido.A tentativa. CP). 46. conforme Lei 9. apenas os atos já praticados (art. Correta alternativa “d”. 16. As penas podem ser restritivas de direitos. que o resultado se produza (ação típica conclusa). impedindo a consumação. e 674 do CPP).069/90 – Estatuto da Criança e do Adolescente). 15. e parágrafo único. acontece após a consumação. assinale a alternativa CORRETA: a)O ordenamento jurídico contempla apenas penas privativas de liberdade e multa. 12. Transitado em julgado a sentença que aplicar pena privativa de liberdade ou restritiva de direito a execução será promovida (arts. punindo-se esta. nos dois casos. voluntariamente. estamos diante de um arrependimento eficaz. com a pena correspondente à infração consumada. medidas sócio-educativas ou medidas de proteção (arts. Quando o agente. 686 do CPP. apesar de inimputáveis. 105. 101. (PR-2007-1) Sobre as conseqüências jurídicas do delito e sua execução. 32.210/84. o arrependimento eficaz e a desistência voluntária são figuras que ocorrem durante os atos executórios do crime. ocorre antes da consumação (durante os atos executórios). quando o agente. Os adolescentes (de 12 a 18 anos incompletos). II. CP). 112 da lei 8. voluntariamente repara o dano ou restitui a coisa antes da denúncia ou queixa. C)As penas podem ser executadas a qualquer tempo em homenagem à ordem e segurança pública. D) Não é mais admitida a conversão da pena de multa em pena privativa de liberdade. nos crimes sem violência ou grave ameaça. como dito. com cumprimento em estabelecimentos próprios e diferenciados. ao passo que o segundo. reduzida de um a dois terços (art. aos loucos e aos deficientes mentais autores de infração penal. 50 do CP. B)As medidas de segurança são aplicáveis aos adolescentes.210/84). 105 e 147 da lei 7.