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Estrutura e Funcionamento da Educação Básica

Professor: Elson de Souza Lemos

Revista:

POLÍTICA EDUCACIONAL

Revendo apolítica educacional local e nacional

Ensino

Pesquisa

Extensão

Formação

Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia ITAPETINGA-BA 2009

Estrutura e Funcionamento da Educação Básica
Professor: Elson de Souza Lemos

Revista:

POLÍTICA EDUCACIONAL

Revendo apolítica educacional local e nacional

Ensino

Pesquisa

Extensão

Formação

Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia ITAPETINGA-BA 2009

UNIVERSIDADE ESTADULA DO SUDOES DA BAHIA – UESB

ORGANIZAÇÃO Professor: Elson de Souza Lemos DIRETOR DO DEPARTAMENTO Professor: Reginaldo Santos Pereira COORDENADOR DO COLEGIADO DO CURSO DE LICENCIATURA EM QUIMICA Professor: Marcel Franco CURSO DE LICENCITURA EM QUIMICA
LEMOS, Elson de Souza. Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional. DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS. V. 1, Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB, 2009. 1. Estrutura do Ensino; Políticas Públicas; Legislação Educacional. Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia -UESB, Itapetinga – Curso de L. em Química. Praça Primavera, nº 40. B. Primavera. 45700000 – Itapetinga, BA. Fone: 3261-8600 / 3261 8609

.22 Conclusão.................36 Conclusão..................................7 Introdução..........................................34 Referências...........................................................................................36 Histórico conciso da Gestão Democrática da Educação........................................................................................................................................ ..................................................................................................................................................................... Este artigo tem por objetivo refletir sobre a democratização e municipalização do ensino......................................................................7 Palavras-Chave: Sociedade........................................................................................7 Resumo..........................22 Palavras-Chave: Fundo da educação básica......................................................................................................................22 Financiamento da Educação: o Fundeb...................................................................................................................................................... Educação...........................................36 Palavras-Chave: (três palavras.......................................... uma analise a respeito do Conselho Municipal de Educação...... O poder é partilhado entre o governo e população...................... Procurou-se contemplar o tema em estudo a partir de uma abordagem de ordem qualitativa tendo como ponto de partida uma revisão de literatura e uma pesquisa de campo............... Políticas públicas................................................................................................................................................22 Resumo.................................................................................. realizada por meio de entrevistas.............................................................................................................................7 Conclusão.................35 Gestão Democrática da Educação: O Funcionamento de uma Escola..........................36 Resumo......................................................7 Artigo 1...............SUMÁRIO Democratização e Municipalização do Ensino: Conselho Municipal de Educação...... separadas por ponto).....................36 Introdução...................................................................................................................................................................................................................................................................... da importância deste Órgão que não deixa a educação a cargo apenas do Poder Municipal (executivo e legislativo)....................................................................................................................................................................................................................... Recursos educacionais............. preferencialmente não contida no título....................................................................21 ............................................................................................................................................................................ Sobre este tema pode detectar a imensa responsabilidade dos Conselhos Municipais de Educação.. Financeiro...........................22 Introdução................37 Referências....................................................................................................................................................................................................................................37 ..................................................21 Referências....................................................................................

realizada por meio de entrevistas. Assim é somente quando na promulgação da CF de 1988 que a tese da descentralização da educação se torna efetivamente lei( Artigo n° 211). por intermédio da CF de 1988(CURY. 1. da importância deste Órgão que não deixa a educação a cargo apenas do Poder Municipal (executivo e legislativo). Sobre este tema pode detectar a imensa responsabilidade dos Conselhos Municipais de Educação. A Reforma do Estado e a descentralização do Ensino A problemática da Educação Municipal no Brasil. não de um sistema que abrange apenas capitais e que não condiz com a realidade dos demais municípios. através da qual se 1 Alunos (as) da disciplina Estrutura e Funcionamento da Educação Básica. Financeiro Introdução É de grande relevância a democratização e municipalização do ensino. Políticas públicas. pois trata a Educação de acordo com a necessidade de cada município. desde a época imperial. DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS. através das Constituições Federais (CFs) de 1934 e 1946. ministrada pelo Professor Elson de Souza Lemos no Curso de Licenciatura em Química – UESB/Itapetinga . vem se fazendo presente nas discussões políticas e nos textos legislativos relacionados à descentralização de seus sistemas públicos. em âmbito estadual. Procurou-se contemplar o tema em estudo a partir de uma abordagem de ordem qualitativa tendo como ponto de partida uma revisão de literatura e uma pesquisa de campo.FILHO. 2009. na esfera municipal.LEMOS. e. Elson de Souza. Artigo 1. mais recentemente. O Conselho Municipal de Educação é um órgão que contribui neste papel. 1. uma analise a respeito do Conselho Municipal de Educação. V. Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional.1999). inicialmente.HORTA. Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB.SAVIANI. 7 Democratização e Municipalização do Ensino: Conselho Municipal de Educação Laís Marcelo Pollyana Welton 1 Resumo Este artigo tem por objetivo refletir sobre a democratização e municipalização do ensino. O poder é partilhado entre o governo e população. Palavras-Chave: Sociedade. 1996.

a implantação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF). previsão da educação municipal. em face da atribuição de uma maior autonomia aos Municípios.dimensões a seguir tratadas. constituição de seus Conselhos de Educação e também de Acompanhamento e Controle Social . Naquele momento. em específico para a Educação infantil e o Ensino Fundamental. no campo da educação. 1. Estado e Municípios). viabilizando. com isto. então. 8 propugna. a organização dos sistemas de ensino entre a União. Elson de Souza. sistema administrativo. de 1996. Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional. o Distrito Federal e os Municípios pela via do chamado Regime de Colaboração. por ineditismo no Brasil. Analisar a gestão da educação nos sistemas municipais de educação Identificar os desafios da prática cotidiana da gestão municipal de educação Construir o perfil sócioeducacional dos secretários municipais de educação Construir o perfil sócio-educacional dos diretores de escolas municipais Identificar as necessidades de formação e desenvolvimento profissional dos dirigentes municipais de educação e professores e especialistas. de forma solidária.394-. A CF de 1988 possibilitou aos Municípios criarem seus próprios sistemas de ensino. mais tarde reformulado pela Emenda Constitucional (EC) n°14. pela nova lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). junto aos Estados e à União. a esfera municipal detinha. V. confirmada. a implantação do Regime de Colaboração e não mais a manutenção de relações hierárquicas entre as três esferas políticas de poder (União. enquanto capitulo especifico. apenas. é importante sublinhar que a definição clara de competência dos Municípios para a instituição de seus próprios sistemas de ensino decorre mais das definições prevista na nova LDB ( Lei n° 9. e apesar da pluralidade de interesses.394/96). os Estados. na formulação de suas Leis Orgânicas (LOs). marcado por fortes reações ao centralismo do regime autoritário e por uma grande revalorização da instância local. Em que pese a importância da CF nesta matéria. DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS. definiu-se a tendência de atribuição de uma maior autonomia aos Municípios. De um modo ou de outro. alguns anos após. 1999). estes se viram diante de desafios concernentes à: participação do Regime de Colaboração.Lei n° 9.LEMOS. que viabilizou. uma vez que. com aquela CF. elaboração dos Planos Municipais de educação(PMEs). . atribuindo aos mesmos autonomia relativa na formulação de políticas educacionais. Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB. do que naquela Constituição(SAVIANI. em 1996. 2009. no ano seguinte. foi facultado aos Municípios o direito de emitir normas e a estabelecer políticas. Assim. pelo menos no âmbito da lei.

cobrindo o período 1996-2002. De năo quais modo por mais acaso. de um lado. 2001. indicam aspectos emque a colaboraçăo entre os entes federados deve ser observada. V./dez. em liberalizaçăo da e ŕ de privatizaçăo seus de sua economia. se observa a preocupaçăo dos países latino americanos torno reforma sistemas educacionais. Descentralizaçăo e Municipalizaçăo do Ensino no Brasil: A Gestăo Política dos Sistemas Públicos de Ensino Pós-LDB 9. realizado na cidade de Arequipa. as açőes locais descentralizadas ŕ noçăo de democracia e. as políticas públicas de cunho mais centralizador ao ideário autoritário (ABREU. 1996). base O presente trabalho foi aprovado para apresentaçăo no “XXIV Congreso de la Asociación Latinoamericana FARIA. Elson de Souza. sobretudo em relaçăo divisăo de encargos e de planejamento. em 2004. Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB. quanto a nova LDB – Lei n° 9.424/96 que regulamenta aquele Fundo. SARI. 1999. 2003 (SOUZA.394/96 927 Ensaio: aval. ao longo destas décadas. Sociología por predomina(ALAS)”. período em que se verificam no País profundas reformas políticas e econômicas. cuja bibliografia comentada se encontra em fase final de processamento visando publicaçăo. Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional. teses de doutorado. out. Tanto a CF. DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS. Peru. que se estendem da redemocratizaçăo política. assim como a Lei nş 9. 2009. livros e artigos em livros. pol. 1. p. de 1988. MARTINS. n. v. nos mas. Tomou de regime autoritário.1 Contexto da Reforma O movimento em direçăo descentralizaçăo da educaçăo năo se constituiu em privilégio do Brasil dos idos de 80 e 90. Vale destacar que é possível identificar no processo de construçăo da Educaçăo Municipal brasileira a tendęncia em associar. num cenário ainda marcado por seqüelas decorrentes de longos períodos de 2003b). Rio de Janeiro. públ. resultou na criaçăo do FUNDEF como estratégia para garantir as condiçőes financeiras de funcionamento do novo sistema municipal de ensino. de outro.. amplo. realizado sobre a produçăo acadęmica nacional publicada no País (dissertaçőes de mestrado. 9 1.394/96 –. Reforma do Estado.LEMOS. A EC n° 14/96. ARRETCHE. e ao estabelecimento de normas. 925-944. no período de 04 a 07 de nov. conforme assinala Bomeny (1998). originada da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nş 233/95. sob o título: “Descentralizaçăo e municipalizaçăo da educaçăo no Brasil: estado da arte e bibliografia comentada 1996-2002”. Educ.12. artigos em periódicos científicos e em Anais de congressos). 2004 . levantamento bibliográfico exaustivo.45.

a estruturaçăo do federalismo no Brasil mescla-se ŕ própria formaçăo histórica do Estado Nacional. portanto. sobretudo das políticas sociais) tem gerado uma “falsa impressăo de que estes săo a mesma coisa. produtiva. mas. 1999). Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional. (KUGELMAS. ainda expressando a manutençăo de práticas clientelistas do passado. SOLA. . p. quando năo o săo [. com impacto sobre o processo de descentralizaçăo das políticas sociais. 1996). 1. 1.2 Federalização e municipalização Federalismo e Descentralizaçăo. p. disseminaçăo neoliberal como resultados năo necessariamente dos tempos ditatoriais. a divisăo de atribuiçőes entre os tręs níveis de governo. Conforme assinala Martins. e. as dificuldades de representaçăo e a indefiniçăo da estrutura e limites da açăo estatal.]. Ao longo dos anos 80.. 10 ram políticas de desinvestimentos em Educaçăo Básica (no Brasil. V. daí emergindo um modelo de Federaçăo descentralizado. será entăo inspirado por aquela idéia de associaçăo entre a descentralizaçăo e a democratizaçăo. como decorrentes da crise e esgotamento do Estado keynesiano desenvolvimentista (SOUZA. Tais índices passam a ser publicados e divulgados em meio a uma ambięncia de marcada do ideário pelo processo e de de reestruturaçăo globalizaçăo. Elson de Souza. com aspectos singulares. 2009. de 1988. p. năo implicam engenharias políticas gęmeas”(ARRETCHE. Assim. 1999. DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS. perpassando questőes como: o quadro de clivagens regionais marcado por desigualdades. de índices educacionais negativos. foram 20 longos anos de ditadura militar).. tomando-se por alvo de crítica seu caráter centralizador. Arretche (2002.” Para a autora: “a negaçăo do autoritarismo e da centralizaçăo – federalismo e descentralizaçăo. geradoras. a fragmentaçăo do sistema político. 27) afirma ainda que a simultaneidade dos processos ocorridos nos anos 80 (recuperaçăo das bases federativas) e 90 (extensivo programa de descentralizaçăo. 2002. ao largo desta discussăo. embora essa nova responsabilidade pública pela gestăo tenha passado a funcionar como “um dos elementos da barganha federativa” (ARRETCHE. em escala alarmante. O processo de elaboraçăo da nova CF.LEMOS. Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB. 27). como o referente ŕ explicitaçăo do Município como ente federado no próprio texto Constitucional. recuperaram-se as bases do Estado federativo brasileiro através do processo de democratizaçăo (eleiçőes diretas e descentralizaçăo fiscal). 115).

em face da atribuição de uma maior autonomia aos Municípios. no entanto. 1. 1. com aquela CF. Estado e Municípios). continua sendo.LEMOS. DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS. na formulação de suas Leis Orgânicas (LOs). junto aos Estados e à União. condiçőes efetivas para a implementaçăo da colaboraçăo entre os entes federados na área educacional se torna um dos grandes desafios para a consolidaçăo. Historicamente. Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional. pelo menos no âmbito da lei. bem como um meio para amortecer as enormes disparidades regionais”. em específico para a Educação infantil e o Ensino Fundamental. do que naquela Constituição(SAVIANI. fato observável. na análise decorrente dos Planos Decenais de Educaçăo. constituição de seus Conselhos de Educação e também de Acompanhamento e Controle Social . viabilizando. previsão da educação municipal. adverte que “a razăo de ser do federalismo brasileiro sempre foi e. Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB. essas relaçőes intergovernamentais năo tęm sido capazes de garantir os princípios federativos no País. elaboração dos Planos Municipais de educação(PMEs).3 Gestão da Educação municipal A CF de 1988 possibilitou aos Municípios criarem seus próprios sistemas de ensino. sistema administrativo.4 O Regime da colaboração Criar. Elson de Souza. é importante sublinhar que a definição clara de competência dos Municípios para a instituição de seus próprios sistemas de ensino decorre mais das definições prevista na nova LDB ( Lei n° 9. p. foi facultado aos Municípios o direito de emitir normas e a estabelecer políticas.394/96). em 1994. 2009. 1999). atribuindo aos mesmos autonomia relativa na formulação de políticas educacionais. Em que pese a importância da CF nesta matéria. de um federalismo cooperativo. ainda. a esfera municipal detinha. enquanto capitulo especifico. V. que apontavam. 1. uma forma de acomodaçăo das demandas de elites com objetivos conflitantes. . estes se viram diante de desafios concernentes à: participação do Regime de Colaboração. com isto. 574). elaborados pelos municípios. por exemplo. 11 Souza (1998. apenas.dimensões a seguir tratadas. de forma solidária. a implantação do Regime de Colaboração e não mais a manutenção de relações hierárquicas entre as três esferas políticas de poder (União. uma vez que. portanto. De um modo ou de outro. de fato. então. Assim.

1998). 12 para uma cultura da dependęncia (ABREU. de caráter permanente. matéria que veio a ser regulamentada pela Lei n° 9. 2.1 Histórico dos conselhos de educação A existência dos conselhos é antiga no Brasil. deliberando ainda sobre o Regime de Colaboraçăo. DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS. a democracia no Brasil se alargou e se aprofundou.. pela primeira vez. 3º)./dez. previdęncia social e assistęncia social). LDB art. 2004 ao lado dos sistemas federal e estadual (já existentes).45. 925-944. Como a democracia representativa parlamentar mostrou-se insuficiente para fazer da política e dos estados lugares públicos e democráticos. o que é? É um órgão colegiado Paritário. os conselhos devem constituir-se em órgãos de colaboração com o executivo. n. irá ampliar direitos existentes e determinar outros. Deve ser concebido sob o prisma da gestão democrática do ensino público (CF.12. VI. representativo e autônomo do Sistema Municipal de Ensino. na constituição de 1988. p. sobre a organizaçăo dos sistemas municipais de ensino 930 Donaldo Bello de Souza e Lia Ciomar Macedo de Faria Ensaio: aval.206. pol. por isso deve ser representativo na sua composição e dotado de autonomia administrativo-financeira para atuar com isenção. 1. educaçăo. gerando a elevaçăo dos custos para o setor público (aumento de despesas com saúde. ART. pelo menos textualmente. Educ. acima de interesses pessoais e de partidarismo ou corporativismos grupais.394/96 (a nova LDB). v. públ. 2009. sem se transformarem em espaços de oposição . out. Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB. de 1988. Rio de Janeiro. Conselho Municipal de Educação 2. V. 2. Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional.LEMOS. Elson de Souza. foram criados.2 Conselho Municipal de Educação. A “Constituiçăo Cidadă”. entre os quais os conselhos-redefinidos como espaços de democracia participativa. Conforme anteriormente enfatizado. mas só quando os movimentos sociais se fortalecem principalmente nos anos 70 e 80. Ao mesmo tempo. esta CF dispôs. novos canais de participação popular. cujo pressuposto é a participação da comunidade na definição e no acompanhamento da execução das políticas educacionais.

As Câmaras:       Educação Infantil. Órgão colegiado do Sistema Municipal de Ensino. V. observadas as normas e disposições da legislação pertinentes. Secretaria Geral. Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional. A Presidência. 2. Do EJA. Elson de Souza. DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS.5 Como está organizado o conselho em Itapetinga? O Plenário. 2. 2. nos termos do artigo 18 inciso 3º da Lei Federal nº 9394/96 (LDB) criado pelo artigo 113 da Lei Orgânica Municipal de Itapetinga e regulamentada pela Lei Municipal nº 740/97 alterada pela Lei Municipal nº 861/02. deliberativas e fiscalizadoras. Ensino Fundamental II. tem seu funcionamento normatizado pelo presente Regimento Interno. de acordo com as suas peculiaridades. Ensino Fundamental I. Finalidade de formar as diretrizes e prioridades da política de educação do Sistema Municipal de Ensino O CME destina-se a estimular. Do Campo. Legislação e Normas.3 O Conselho Municipal de Educação de Itapetinga O Conselho Municipal de Educação de Itapetinga Estado da Bahia. consultivas.LEMOS. fortalecer e institucionalizar a participação dos setores organizados da Sociedade Civil na definição de normas da gestão democrática do Ensino Público Municipal. 2009.4 Como funciona o conselho? Quais suas finalidades? O Conselho tem por finalidade exercer funções normativas. O Plenário e o que lhe compete: . Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB. 1. da política municipal de educação. 13 sistemática.

em data. os membros integrantes das Câmaras. Presidir as Sessões Plenárias. DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS. Para ocupar a vice-presidência. deliberando com maioria simples dos membros presentes. qualquer pessoa poderá participar. Apreciar os pareceres oriundos das Câmaras do Conselho. assumirá esta. 1.LEMOS. convocadas pelo Presidente. para completar o respectivo mandato. Promover o regular funcionamento do CME. com direito apenas a voz. Elson de Souza. Decidir sobre pedidos de urgência e de prioridades de matérias constantes da ordem do dia da respectiva sessão. sem direito a voto. Representar o CME ou delegar sua representação. em sessões públicas. Desde que autorizada pelo Plenário. V. quando exercerá o voto de qualidade. para plena realização das competências do Conselho. através de votação direta e secreta. das reuniões do Conselho. Homologar a composição das Câmaras do Conselho. exceto no caso de empate. Distribuir os trabalhos e processos as Câmaras e Secretária Geral. Convocar reuniões extraordinárias. o Vice-Presidente. 2009. Formar Câmaras. Requisitar informações e solicitar a colaboração de órgão de administração . eventualmente. Aprovar o calendário de funcionamento do Conselho. solicitando às autoridades competentes providências e recursos necessários. As reuniões ordinárias serão mensais. de dois em dois anos. Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB. Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional. Vagando a Presidência. 14 O plenário é o órgão deliberativo do Conselho Municipal de Educação e reunir-seá ordinária e extraordinariamente. horário e local previamente fixados. será eleito um outro Conselheiro que completará o respectivo mandato. Indicar. A Presidência e o que lhe compete: O Presidente e o Vice-Presidente do CME serão eleitos. para um mandato de 02 (dois) anos permitida uma recondução ao cargo. por maioria absoluta dos Conselheiros.

15 estadual. O Prefeito Municipal de Itapetinga. III – um representante e suplente do Poder Legislativo. incluindo as Universidades e outras Instituições Educacionais. DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS. Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional. 4º . V. . V . Lei nº 740/97 De 12 de novembro de 1997 “Regulamenta o Conselho Municipal de Educação e dá outras providências”. Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB. Os conselheiros: Será o Conselho Municipal de Educação composto de 18 (dezoito) membros. VI – um representante e suplente da Educação – Ensino Superior. 1. Elson de Souza. Faço saber que a Câmara Municipal decretou e sancionou a seguinte Lei: Art. IV – um representante do Corpo Docente Municipal – Ensino Fundamental. XII – um representante e suplente da Maçonaria. VIII – um representante e suplente de profissional na educação esportiva. XI – um representante e suplente da Associação dos Professores Licenciados do Estado da Bahia. II – um representante efetivo e um suplente da DIREC-14.um representante e suplente da Educação – Ensino Médio. experiência em educação e ainda atuante.A composição do Conselho Municipal de Educação obedecerá critérios de competência e qualificação em Educação e será a seguinte: I – um representante efetivo e um suplente indicados pela Secretaria Municipal de Educação.LEMOS. VII – um representante e suplente da OAB. X – um representante e suplente de profissional na educação infantil. IX – um representante e suplente da Igreja Católica. sendo 09 (nove) Conselheiros Titulares e 09 (nove) Conselheiros Suplentes todos indicados legitimamente por suas respectivas entidades. Estado da Bahia. 2009.

2º . XIV – um representante e suplente das Unidades Executoras ou Associação de Pais. Um representante efetivo e suplente indicados pela Associação dos Professores Licenciados do Estado da Bahia. 2. Elson de Souza. VIII. Um representante efetivo e suplente indicados pelas Unidades Executoras das Escolas e Associações de Pais. III. Um representante efetivo e suplente. VI. passa a ter a seguinte redação. atuação no Ensino Fundamental. 2009. Um representante efetivo e suplente. estado da Bahia. 1. Um representante efetivo e suplente da Subseção da OAB de Itapetinga. Faço saber que a Câmara de Vereadores aprovou e eu sanciono a seguinte lei. Art. O Prefeito Municipal de Itapetinga. com experiência em Educação e ainda atuante. Educação. da Lei nº 740/97. 16 XIII – um representante e suplente da Igreja Batista. com referência aos incisos e acrescenta parágrafo: I. em atuação na Educação Infantil. Um representante efetivo e suplente do Corpo Docente Municipal. V. em atuação no Ensino Superior. XV – um representante e suplente de entidades de alunos de nível Médio ou Superior. Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB. Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional.O art. Um representante efetivo e suplente da DIREC-14.LEMOS.6 Quais as obrigações dos conselheiros? As Câmaras são formadas pelos conselheiros e compete a eles: . DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS. em atuação no Ensino Médio. V. Um representante efetivo e suplente indicados pela Secretaria Municipal de VII. em Um representante efetivo e suplente. Lei nº 861/02 De 20 de março de 2002 “Altera a composição do Conselho Municipal de Educação e dá outras Providências”. II. 4º. IV.

da Educação Especial e da Educação de Jovens e Adultos e oferecer sugestões para sua solução. quanto a autorização. 1. 2009. para fins idênticos ou equivalentes ou dispersão prejudicial de recursos humanos. para serem apreciados pelo Plenário. 2. Examinar os problemas da Educação Infantil. Emitir parecer sobre a conveniência ou não de criação de novos estabelecimentos de ensino. Responder a consultas sobre assuntos de sua competência. Sempre que houver conveniência. V.LEMOS. supervisão dos estabelecimentos do seu sistema de ensino. Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional. Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB.7 Quais tem sido as ações destes conselheiros ? Regularizar a documentação das escolas para autorização do seu funcionamento. Qualquer Conselheiro poderá participar dos trabalhos da Câmara a que não pertencer. Deliberar sobre as Diretrizes Curriculares propostas pelo Ministério da Educação e do Deporto. bem como aprovação de Regimento Escolares e Quadros Curriculares. 17 Emitir parecer sobre processos que lhes forem distribuídos. duas ou mais Câmaras poderão funcionar conjuntamente. DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS. Emitir parecer sobre os planos de aplicação de recursos para o Setor Educacional. que tenha por objeto o entrosamento e intercomplementariedade. Analisar. do Ensino Fundamental. Visita em algumas escolas. Pronunciar-se sobre matéria de interpretação e aplicação de normas jurídicas. aprovar e acompanhar a execução do Plano Municipal de Educação. Propor o credenciamento de instituições sociais e dos estabelecimentos de ensino entre si. Participar da elaboração do Plano Municipal de Educação. como o anterior. Analisar e emitir parecer sobre temas. . Elaborar projetos de resolução sobre matéria de sua alçada. Pedir documentação as escolas para ficar arquivada no CME. credenciamento. Propor medidas para o aumento do índice de produtividade do ensino. Elson de Souza. para a celebração de convênio.

funcionarão em caráter permanente. Distribuir aos Conselheiros com antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas. qualquer Conselheiro poderá formular pedido de vista sobre a matéria incluída na ordem do dia. As emendas aos pareceres. 2009.8 Como está organizada a educação em Itapetinga? . após o seu devido registro. para participar de todos os trabalhos. serão registradas no respectivo livro de atas. nomes de servidores efetivos para ocupação da Secretária Geral do C. serão encaminhados à Presidência que. ouvida a Presidência. O Calendário das reuniões do Conselho e Câmaras será organizado pela Secretária Geral. E.M. no que lhe competir.LEMOS. fará aprovação e aceitação do nome indicado pela Secretaria Municipal de Educação. se assentarão os registros dos fatos ocorridos e as deliberações das mesmas. 2. Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB. o Presidente e os Conselheiros em todas as atividades do CME. O C. Os processos que derem entrada no protocolo do Conselho. deverá comunicar o impedimento a Secretaria Geral. supervisionar. a convocação das Sessões Extraordinárias do Conselho. O Conselheiro que tiver de ausentar-se ou não puder comparecer às reuniões. orientar e dirigir os serviços gerais da Secretaria. de acordo com a matéria. O Presidente do Conselho convocará os Conselheiros Suplentes. a matéria constante do dia. serão objeto de deliberação e. quando necessário. a Secretaria Geral e os serviços que lhes são subordinados. Enquanto perdurar a discussão.E. Elson de Souza. No livro de atas próprio de cada Câmara e das reuniões do Conselho Pleno. aos anteprojetos de resolução. A Presidência. com antecedência mínima de 24 (vinte e quatro) horas. O Plenário e as Câmaras funcionarão em sessões e reuniões ordinárias e extraordinárias. 1. Providenciar. DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS.M. V. Comparecer às reuniões ordinárias e extraordinárias e lavrar as respectivas atas. encaminhará para a Câmara. 18 A Secretária Geral e o que lhe compete: A Secretaria Municipal de Educação designará “ad referendum”. por determinação do Presidente. Coordenar. e submetido à apreciação do Conselho. uma vez aprovadas. Auxiliar. Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional.

Art. no mínimo. 112º . planos e programas educacionais. 1. 110º . DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS. entidades representativas de classe e profissionais do setor. V. 113º . Art.O programa de educação dará especial atenção ao meio rural.Fica criado o Conselho Municipal de Educação. 19 Está organizada com os segmentos: Executivo: Prefeito e Secretaria Municipal de Educação Legislativo: Câmara de vereadores Conselhos: Conselho Municipal de Educação. na manutenção e desenvolvimento da educação pré-escolar e do ensino fundamental.O Município organizará e manterá programas de educação. diretrizes. as disposições suplementares da legislação estadual. as bases estabelecidas em lei federal. observados os princípios constitucionais sobre a educação. .O Município aplicará anualmente 25% (vinte e cinco por cento). comunidade escolar. II – erradicação no analfabetismo. órgão consultivo e normativo. 114º . 111º . incentivando o ensino profissionalizante de primeiro grau.A política educacional do Município será organizada com base nas seguintes diretrizes: I – adaptação das diretrizes da legislação federal e estadual às peculiaridades locais. Art. o Legislativo. IV – manutenção de matrícula automática aos alunos que já estudam em escolas do município. A Educação e a Lei Orgânica do Município de Itapetinga-1990 Art. 3. Elson de Souza. que tem a competência de definir normas.LEMOS. participando em sua composição o Executivo. inclusive quanto ao calendário escolar. através de: I – atuação no ensino fundamental e pré-escolar. da receita de tributos. III – promoção de vagas suficientes para atender a demanda. compreendida e proveniente de transferência. Art. Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB. 2009. Conselho da Merenda Escolar e o Conselho Municipal do FUNDEB. Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional.

115º . de pluralismo religioso e cultural. do ensino através do controle exercido pelo Conselho Municipal de Educação. assistência e criação de bibliotecas públicas. 116º . Art. conforme dispuser a lei complementar. Plano Municipal de Educação de Itapetinga . de natureza científica. execução. literária. Art.A valorização dos profissionais de ensino será garantida. pelo plano de carreira e piso salarial profissional. sempre recomeçando a história da educação. controle e avaliação dos processos educacionais. na forma da lei. V – promoção.PME É um instrumento norteador das ações educacionais do município É um documento significativo. ou concessão de prêmios e bolsas.O Poder Público assegurará a todos os profissionais do magistério. 1. na vila e nos bairros da cidade. 2009. Em que se baseia na Lei 10. DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS. plano único de carreira para todos os servidores em educação: professores. na sede. respeitando as especificidades.LEMOS. com representantes do Executivo. VI – garantia de liberdade de ensino. V. 20 II – observação da qualidade. Legislativo e Sindicatos de Trabalhadores em Educação. III – gestão democrática. por se tratar de um plano de somente um plano de governo. Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional. 4. especialistas e funcionários. garantindo a participação de entidades da comunidade na concepção. periodicamente. cursos de reciclagem e extensão.As diretoras e vice diretoras serão escolhidas através de eleições diretas. de atividades e estudos de interesse local. IV – manutenção. É um plano com força de lei que supera a prática da descontinuidade que acontece em cada governo. Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB. mediante incentivos especiais. no distrito. § 1º Será garantido. artística e sócio-econômica. § 2º . a capacitação permanente e. Elson de Souza.172 de 09 de janeiro de 2001 que instituiu o Plano estado e não . para a prestação de orientação dos processos educacionais. que será elaborado por comissão paritária.

para que acabe com centralização de poder e ocorra a sociedade participativa na administração pública. execução e acompanhamento do PME: 1. DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS.Sociedade Civil Organizada – Entidades ligadas à Educação. Lei Municipal nº 861/02. princípios da gestão democrática da Educação (impessoalidade.” Princípios norteadores no processo de elaboração do Plano de Educação. 21 Nacional de Educação que traz em seu art. Conclusão A descentralização da gestão da educação no Brasil..Poder Executivo – Secretaria de Educação e outros secretários 2.. Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB. tem estado nos movimentos municipalistas. 3. Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional.. 2º “. Merenda Escolar.394/96 (a nova LDB). V. autonomia. liderança e trabalho coletivo). que todos os seus estados federados elaborem seus planos decenais e este por si é previsto em nossa Constituição.. 4. . Lei Municipal nº 740/97. Devem participar no processo de elaboração. Lei 9. Referências Regimento Interno do Conselho Municipal de Itapetinga.LEMOS. participação.Ministério Público – Promotoria 5. 2009. Educação. Elson de Souza. 1.Poder Legislativo – Representante da Câmara de Vereadores. Lei Orgânica Municipal de Itapetinga.Representantes dos Conselhos: FUNDEB.

o Fundeb tem como principal objetivo promover a redistribuição dos recursos vinculados à educação. O acompanhamento e o controle social sobre a distribuição. 2009. pois financia todas as etapas da educação básica e reserva recursos para os programas direcionados a jovens e adultos. É um importante compromisso da União com a educação básica. a transferência e a aplicação dos recursos do programa são feitos em escalas federal. A estratégia é distribuir os recursos pelo país. ministrada pelo Professor Elson de Souza Lemos no Curso de Licenciatura em Química – UESB/Itapetinga . DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS. Substituto do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). Educação. materializa a visão sistêmica da educação. da creche ao ensino médio. Palavras-Chave: Fundo da educação básica. 1. O Ministério da Educação promove a capacitação dos integrantes dos conselhos.A destinação dos investimentos é feita de acordo com o número de alunos da educação básica. Além disso. Introdução Instituído pela Emenda Constitucional nº 53. V. regulamentado 2 Alunos (as) da disciplina Estrutura e Funcionamento da Educação Básica. Elson de Souza. 22 Financiamento da Educação: o Fundeb Aurélio Dias de Almeida Kenia Alencar Milana Aboboreira Ney Aldrin Vanessa Sobrinho2 Resumo O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) atende toda a educação básica. Recursos educacionais. estadual e municipal por conselhos criados especificamente para esse fim.LEMOS. o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – Fundeb é um fundo de natureza contábil. levando em consideração o desenvolvimento social e econômico das regiões — a complementação do dinheiro aplicado pela União é direcionada às regiões nas quais o investimento por aluno seja inferior ao valor mínimo fixado para cada ano. o Fundeb está em vigor desde janeiro de 2007 e se estenderá até 2020. com base em dados do censo escolar do ano anterior. Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB. Ou seja. que vigorou de 1997 a 2006. Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional. na medida em que aumenta em dez vezes o volume anual dos recursos federais. de 19 de dezembro de 2006.

23 pela Medida Provisória nº 339. de forma gradual. sendo que parte dessa sub-vinculação de 15% passava pelo FUNDEF. Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional. quando estará funcionando com todo o universo de alunos da educação básica pública presencial e os percentuais de receitas que o compõem terão alcançado o patamar de 20% de contribuição. Sua implantação foi iniciada em 1º de janeiro de 2007. ensino médio e educação de jovens e adultos). 25% das receitas dos impostos e transferências dos Estados. V. tinha como base o número de alunos do ensino fundamental atendidos em cada rede de ensino.494. entre o Governo Estadual e seus Municípios. convertida na Lei nº 11. posteriormente convertida na Lei nº 11.FUNDEB é um Fundo de natureza contábil. Desenvolvimento O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação . de R$ 2 bilhões em 2007. de 28 de dezembro do mesmo ano. quando o Fundo estará funcionando com todo o universo de alunos da educação básica pública presencial e os percentuais de receitas que o compõem terão alcançado o patamar de 20% de contribuição. O Fundeb substituiu o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério Fundef. de 19 de dezembro de 2006 e regulamentado pela Medida Provisória nº 339.LEMOS. A implantação do FUNDEB foi iniciada em 1º de janeiro de 2007 e está sendo realizada de forma gradual. préescola. de 20 de junho de 2007. aumentará para R$ 3 bilhões em 2008. com previsão de ser concluída em 2009. Sua vigência é até 2020.253 e 6. instituído pela Emenda Constitucional n. . atendendo. Os recursos do Fundo destinam-se a financiar a educação básica (creche. 47 milhões de alunos. alcançando a plenitude em 2009.494/2007. e pelos Decretos nº 6.º 53. de 13 e 29 de novembro de 2007.278. respectivamente. cuja partilha dos recursos. o aporte do governo federal ao Fundo. Para que isto ocorra. DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS. a partir do terceiro ano de funcionamento. 60% desses recursos da educação passaram a ser subvinculados ao Ensino Fundamental (60% de 25% = 15% dos impostos e transferências). Elson de Souza. ensino fundamental. Com a Emenda Constitucional nº 14/96. Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB. R$ 5 bilhões em 2009 e 10% do montante resultante da contribuição de estados e municípios a partir de 2010. Distrito Federal e Municípios se encontram vinculados à Educação. 2009. Desde a promulgação da Constituição de 1988. que só previa recursos para o ensino fundamental. 1.

O Fundo é composto. . 24 Com a Emenda Constitucional nº 53/2006. 2009.Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS .33 % em 2008 e 20 % a partir de 2009. 10 da LDB (Lei nº 9. pelos gestores estaduais e municipais. que promove a distribuiçãodos recursos com base no n. Distrito Federal e Municípios. DF e Municípios.LEMOS. 13. proporcional às exportações – IPIexp . Elson de Souza. sendo constituído de: _ Contribuição de Estados. por meio do FUNDEB.Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doações – ITCMD .Fundo de Participação dos Municípios – FPM .16. deve ser direcionada levando-se em consideração a responsabilidade constitucional que delimita a atuação dos Estados e Municípios em relação à educação básica.Quota Parte de 50% do Imposto Territorial Rural devida aos Municípios – ITR _ Receitas da dívida ativa e de juros e multas. 1. Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB. Da mesma forma.Imposto sobre Produtos Industrializados.33 % em 2008 e 20 % a partir de 2009.66 % em 2007.Desoneração de Exportações (LC 87/96) _ Contribuição de Estados. No caso do Distrito Federal. de acordo com dados do último Censo Escolar. de: . 211 da Constituição Federal). os Municípios receberão os recursos do FUNDEB com base no número de alunos da educação infantil e do ensino fundamental e os Estados com base nos alunos do ensino fundamental e médio. Ou seja. DF e Municípios. na quase totalidade.66 % no 1º em 2007. V. 18. sobre: . por recursos dos próprios Estados.º de alunos da educação básica.394/96). que estabelece a responsabilidade do governo distrital em relação a toda a educação básica.Imposto sobre Propriedade Veículos Automotores – IPVA . a aplicação desses recursos. a sub-vinculação das receitas dos impostos e transferências dos Estados.Fundo de Participação dos Estados – FPE . Distrito Federal e Municípios passaram para 20% e sua utilização foi ampliada para toda a Educação Básica. Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional. art. tanto para distribuição quanto para a aplicação dos recursos. a regra adotada é adaptada à especificidade prevista no Parágrafo Único. incidentes sobre as fontes acima relacionadas.6. sendo computados os alunos matriculados nos respectivos âmbitos de atuação prioritária (art. DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS. sobre: . de: .

do recebimento e da aplicação final dos recursos) e a Municipal (os Municípios participam da composição. A complementação da União está definida da seguinte forma: _ 2. uma parcela de recursos federais. seu valor por aluno não alcançar o mínimo definido nacionalmente. do turno de atendimento (matutino e/ou vespertino ou noturno) e da localização da escola (zona urbana. Estadual e Municipal). O FUNDEB não é considerado Federal. Elson de Souza. 1. ainda compõe o FUNDEB. 211 da Constituição. com base no nº de alunos. 2009. Estadual. da distribuição. _ 3. no âmbito de cada Estado.0 bilhões de reais em 2008. V. zona rural. Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB. Assim. a Estadual (os Estados participam da composição. A Emenda Constitucional nº 53. formado com recursos provenientes das três esferas de governo (Federal. sempre que. DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS.LEMOS. dependendo da ótica que se observa. jovens ou adultos). _ 4. a partir de sua promulgação. Esses aspectos do FUNDEB o revestem de peculiaridades que transcendem sua simples caracterização como Federal. Assim. especial ou de jovens e adultos). e _ 10% do valor total do Fundo a partir de 2010. para sua vigência. da idade dos alunos (crianças. Estadual ou Municipal. que criou o FUNDEB. em decorrência dos créditos dos seus recursos serem realizados automaticamente em favor dos Estados e Municípios de forma igualitária. por se tratar de um Fundo de natureza contábil. de 19/12/2006. As principais características do FUNDEB são: a) Vigência . por fim. nem Municipal. do recebimento e da aplicação final dos recursos). a título de complementação.5 bilhões de reais em 2009. conforme estabelecido nos §§ 2º e 3º do art. observando-se os respectivos âmbitos de atuação prioritária dos Estados e Municípios. Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional. com a participação do Banco do Brasil. estabeleceu o prazo de 14 anos. como agente financeiro do Fundo e. independentemente da modalidade em que o ensino é oferecido (regular. esse prazo será completado no final de 2020. área indígena ou quilombola). da sua duração (Ensino Fundamental de oito ou de nove anos). pelo fato da arrecadação e distribuição dos recursos que o formam serem realizadas pela União e pelos Estados.0 bilhões de reais em 2007. 25 Além desses recursos. Os recursos do FUNDEB destinam-se ao financiamento de ações de manutenção e desenvolvimento da educação básica pública. o Fundo tem seu vínculo com a esfera Federal (a União participa da composição e distribuição dos recursos).

em até 30% do valor da Complementação da União. V.0 bilhões de reais em 2008. Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional.0 bilhões de reais em 2007.020) b) Alcance Educação Infantil.33 % em 2008 e 20 % a partir de 2009.Quota Parte de 50% do Imposto Territorial Rural devida aos Municípios ITR _ Receitas da dívida ativa e de juros e multas. proporcional às exportações – IPIexp .Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS .Fundo de Participação dos Municípios – FPM .Imposto sobre Produtos Industrializados. 13. DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS. de: . _ Esses valores oneram os 18% da receita de impostos da União vinculada à educação por força do art. Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB. e _ 10% do valor total do Fundo a partir de 2010. _ Até 10% poderá ser distribuída para os Fundos por meio de programas direcionados para melhoria da qualidade da educação .LEMOS.Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doações – ITCMD . _ Não poderão ser utilizados recursos do Salário Educação.66 % em 2007. sobre: . 2009. 18. Ensino Fundamental e Médio e Educação de Jovens e Adultos c) Fontes de recursos que compõem o Fundo _ Contribuição de Estados.Fundo de Participação dos Estados – FPE .6. _ 3. 26 14 anos a partir de 2007 (até 2. incidentes sobre as fontes acima relacionadas _ Complementação da União d) Complementação da União ao Fundo _ A complementação da União está definida da seguinte forma: _ 2.33 % em 2008 e 20 % a partir de 2009. _ Valores reajustáveis com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor INPC. Elson de Souza.16.5 bilhões de reais em 2009. DF e Municípios. 212 da CF.66 % em 2007.Imposto sobre Propriedade Veículos Automotores – IPVA .Desoneração de Exportações (LC 87/96) _ Contribuição de Estados. _ 4. 1. DF e Municípios. sobre: . de: .

pré-escola. área indígena ou quilombola). 211 da Constituição Federal. especial ou de jovens e adultos). levando-se em consideração os respectivos âmbitos de atuação prioritária (art. 2009. _ O restante dos recursos em outras despesas de manutenção e desenvolvimento da Educação Básica pública. 27 e) Distribuição dos recursos Com base no número de alunos da educação básica pública. do turno de atendimento (matutino e/ou vespertino ou noturno) e da localização da escola (zona urbana. g) Valor Mínimo Nacional por aluno/ano Fixado anualmente com diferenciações para: I . 211 da Constituição Federal). II . observada a seguinte escala de inclusão: _ Alunos do ensino fundamental regular e especial considerados: . V. III . sendo computados os alunos matriculados nos respectivos âmbitos de atuação prioritária. independentemente da modalidade em que o ensino é oferecido (regular.33. zona rural. jovens ou adultos). os Municípios devem utilizar recursos do FUNDEB na educação infantil e no ensino fundamental e os Estados no ensino fundamental e médio. que delimita a atuação dos Estados e Municípios em relação à educação básica.66% em 2008 e 100% a partir de 2009. da sua duração (Ensino Fundamental de oito ou de nove anos). Ou seja. IV .LEMOS. 1. Ou seja.100% a partir de 2007. conforme o art. ensino médio e educação de jovens e adultos – EJA considerados: .33% em 2007. DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS. Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional.séries iniciais do ensino fundamental urbano. os Municípios receberão os recursos do FUNDEB com base no número de alunos da educação infantil e do ensino fundamental e os Estados com base no número de alunos do ensino fundamental e médio. 66. Elson de Souza. Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB. de acordo com dados do último Censo Escolar. f) Utilização dos recursos Os recursos do FUNDEB destinam-se ao financiamento de ações de manutenção e desenvolvimento da educação básica pública.creche. sendo: _ O mínimo de 60% na remuneração dos profissionais do magistério da educação básica pública. _ Alunos da educação infantil. . da idade dos alunos (crianças.séries iniciais do ensino fundamental rural.

sem o pagamento de complementação da União. 62.séries finais do ensino fundamental urbano. XII . na forma prevista na MP nº 339/06.ensino médio em tempo integral. No mês de abril de 2007 foi realizado o ajuste da distribuição dos recursos referentes aos meses de janeiro. XIII . Elson de Souza.ensino fundamental em tempo integral.º).424/96). mediante a utilização dos coeficientes de participação definidos em 2006. o envio de um projeto de lei poderia atrasar o repasse dos recursos do Fundo no exercício de 2007. A regulamentação do FUNDEB deu-se através de medida provisória (M. XIV .séries finais do ensino fundamental rural. n.educação indígena e quilombola. art.494. por igual período.º. não se computando neste prazo os períodos de recesso (Constituição Federal. se a mesma não for convertida em Lei no prazo de sessenta dias. será integralmente distribuída entre os meses de março e dezembro.educação especial. §§ 3.º e 7. Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional. publicada no DOU em 29/12/06. X . VII . A utilização deste instrumento para regulamentar o FUNDEB teve como objetivo apressar o repasse dos recursos. prorrogáveis uma única vez. 4. convertida na Lei 11. e XV . no entanto. Como conseqüência da utilização de Medida Provisória para regulamentar o FUNDEB temos o risco de perda de sua eficácia.ensino médio urbano. V.ensino médio integrado à educação profissional. com avaliação no processo. IX .º 53/06 só foi publicada em 20/12/06.LEMOS. tendo em vista que a E. n.º 339/2006). acertando os valores repassados com base na sistemática do FUNDEF. A partir de 1º de março de 2007. A complementação da União para o exercício de 2007. VI .P. de 20 de junho de 2007. porém nos meses de janeiro e fevereiro de 2007 foi mantida a sistemática de repartição de recursos previstas na Lei do FUNDEF (Lei 9. VIII . XI . O FUNDEB passou a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2007. . 2009.ensino médio rural. 28 V . fevereiro e março de 2007. 1.C. a distribuição dos recursos do FUNDEB está sendo realizada com base nos coeficientes de participação definidos para o Fundo.educação de jovens e adultos com avaliação no processo.educação de jovens e adultos integrada à educação profissional de nível médio. Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB. DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS.

IX. III . VI .º 9.anos iniciais do ensino fundamental urbano.anos iniciais do ensino fundamental no campo. no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal. • Cumprimento do art. V. 1.creche em tempo integral. VII . IV . Continuam ainda em vigor os artigos do 9. II . IV .pré-escola em tempo parcial. II .parcela do produto da arrecadação do imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza e do imposto sobre produtos industrializados devida ao Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal. dispositivos dessa Lei que tratam.º ao 12. V . A distribuição proporcional de recursos dos Fundos levará em conta as seguintes diferenças entre etapas.parcela do produto da arrecadação do imposto sobre a propriedade territorial rural.imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transportes interestadual e intermunicipal e de comunicação. 14 e 15. VI . Elson de Souza. 2009. 212 da Constituição Federal.anos finais do ensino fundamental no campo.° 339/06 não revogou todos os dispositivos da lei n. • Competência dos Tribunais de Contas para estabelecer mecanismos adequados à fiscalização do cumprimento pleno do disposto no art. n. .ensino fundamental em tempo integral. III .pré-escola em tempo integral. entre outros assuntos. são compostos por 20% (vinte por cento) das seguintes fontes de receita: I .creche em tempo parcial.parcela do produto da arrecadação do imposto. 212 da Constituição Federal. DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS.anos finais do ensino fundamental urbano. Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional. 29 Vale lembrar ainda que a M. Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB.P. Os Fundos. modalidades e tipos de estabelecimento de ensino da educação básica: I . de: • Plano de Carreira e Remuneração do Magistério.imposto sobre transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos.424/96 (a qual dispõe sobre o FUNDEF). V .imposto sobre a propriedade de veículos automotores. • Salário-Educação.LEMOS. VIII . relativamente a imóveis situados nos Municípios.

com avaliação no processo. Elson de Souza. A ponderação entre demais etapas.ensino médio urbano. inclusive aqueles oriundos de complementação da União. Para os fins do disposto neste artigo. III . XVII . XVI . Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional. II .30 (um inteiro e trinta centésimos). com a seguinte composição: I . o regulamento disporá sobre a educação básica em tempo integral e sobre os anos iniciais e finais do ensino fundamental. serão utilizados pelos Estados. A ponderação entre diferentes etapas.ensino médio integrado à educação profissional. XII .educação indígena e quilombola. 32 desta Lei.CONSED.ensino médio em tempo integral. pelo Distrito Federal e pelos Municípios. V. Serão adotados como base para a decisão da Comissão Intergovernamental de Financiamento para a Educação Básica de Qualidade os dados do censo escolar anual mais atualizado realizado pelo Inep. no .ensino médio no campo. XIII . 11 desta Lei.1 (um) representante do Ministério da Educação. DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS. XIV . 2009. 1. modalidades e tipos de estabelecimento de ensino adotará como referência o fator 1 (um) para os anos iniciais do ensino fundamental urbano. XI . a Comissão Intergovernamental de Financiamento para a Educação Básica de Qualidade. Fica instituída.educação de jovens e adultos integrada à educação profissional de nível médio.educação de jovens e adultos com avaliação no processo. em qualquer hipótese.70 (setenta centésimos) e 1. o limite previsto no art. 30 X . observando-se. modalidades e tipos de estabelecimento será resultado da multiplicação do fator de referência por um fator específico fixado entre 0.educação especial. observado o disposto no § 1o do art.1 (um) representante dos secretários estaduais de educação de cada uma das 5 (cinco) regiões político-administrativas do Brasil indicado pelas seções regionais do Conselho Nacional de Secretários de Estado da Educação .UNDIME.LEMOS. XV . no âmbito do Ministério da Educação.1 (um) representante dos secretários municipais de educação de cada uma das 5 (cinco) regiões político-administrativas do Brasil indicado pelas seções regionais da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação . Os recursos dos Fundos. Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB.

não sendo descaracterizado por eventuais afastamentos temporários previstos em lei. emprego ou função. II . Elson de Souza. Pelo menos 60% (sessenta por cento) dos recursos anuais totais dos Fundos serão destinados ao pagamento da remuneração dos profissionais do magistério da educação básica em efetivo exercício na rede pública. do Distrito Federal e dos Municípios. inclusive os encargos sociais incidentes. planejamento.remuneração: o total de pagamentos devidos aos profissionais do magistério da educação. supervisão.profissionais do magistério da educação: docentes. 31 exercício financeiro em que lhes forem creditados. conforme o caso. mediante abertura de crédito adicional. Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional. ações ou programas considerados como ação de manutenção e desenvolvimento do ensino para a educação básica.como garantia ou contrapartida de operações de crédito.LEMOS. inspeção. orientação educacional e coordenação pedagógica. inclusive relativos à complementação da União recebidos nos termos do § 1o do art. integrantes da estrutura. por conselhos instituídos especificamente para esse fim. Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB. no âmbito da União. V. internas ou externas. pelo Distrito Federal ou pelos Municípios que não se destinem ao financiamento de projetos. É vedada a utilização dos recursos dos Fundos: I . junto aos respectivos governos.efetivo exercício: atuação efetiva no desempenho das atividades de magistério previstas no inciso II deste parágrafo associada à sua regular vinculação contratual. Para os fins do disposto no caput deste artigo. contraídas pelos Estados. II . com ônus para o empregador.no financiamento das despesas não consideradas como de manutenção e desenvolvimento da educação básica. . que não impliquem rompimento da relação jurídica existente. III . temporária ou estatutária. 1. dos Estados. em decorrência do efetivo exercício em cargo. Até 5% (cinco por cento) dos recursos recebidos à conta dos Fundos. DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS. considera-se: I . O acompanhamento e o controle social sobre a distribuição. 2009. Parágrafo único. com o ente governamental que o remunera. poderão ser utilizados no 1o (primeiro) trimestre do exercício imediatamente subseqüente. 6o desta Lei. quadro ou tabela de servidores do Estado. profissionais que oferecem suporte pedagógico direto ao exercício da docência: direção ou administração escolar. Distrito Federal ou Município. em ações consideradas como de manutenção e desenvolvimento do ensino para a educação básica pública. a transferência e a aplicação dos recursos dos Fundos serão exercidos.

32 Os conselhos serão criados por legislação específica. 1. e) 1 (um) representante do Conselho Nacional de Secretários de Estado da Educação .LEMOS. d) 1 (um) representante da seccional da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação . c) 1 (um) representante do Ministério do Planejamento.em âmbito federal. por no mínimo 9 (nove) membros. por no mínimo 9 (nove) membros.no Distrito Federal. um dos quais indicado pela União Brasileira de Estudantes Secundaristas . sendo: a) 3 (três) representantes do Poder Executivo estadual. observados os seguintes critérios de composição: I . Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB. DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS. sendo: a) até 4 (quatro) representantes do Ministério da Educação. Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional.em âmbito municipal. sendo: a) 2 (dois) representantes do Poder Executivo Municipal. g) 2 (dois) representantes dos estudantes da educação básica pública.UNDIME. excluídos os membros mencionados nas suas alíneas b e d. b) 1 (um) representante do Ministério da Fazenda.CNTE. III . dos quais pelo menos 1 (um) do órgão estadual responsável pela educação básica. i) 2 (dois) representantes dos estudantes da educação básica pública. b) 2 (dois) representantes dos Poderes Executivos Municipais.CONSED. h) 2 (dois) representantes dos pais de alunos da educação básica pública.UBES.CNTE. dos quais pelo menos 1 (um) da Secretaria Municipal de Educação ou órgão educacional equivalente. editada no pertinente âmbito governamental. f) 2 (dois) representantes dos pais de alunos da educação básica pública. g) 1 (um) representante da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação . 2009. V. por no mínimo 12 (doze) membros. sendo a composição determinada pelo disposto no inciso II deste parágrafo. Orçamento e Gestão. 1 (um) dos quais indicado pela entidade estadual de estudantes secundaristas. II . . f) 1 (um) representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação .em âmbito estadual. d) 1 (um) representante do Conselho Nacional de Educação. IV . e) 1 (um) representante da seccional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação . por no mínimo 14 (quatorze) membros. c) 1 (um) representante do Conselho Estadual de Educação.UNDIME. Elson de Souza.

Integrarão ainda os conselhos municipais dos Fundos.pré-escola .0.10 (um inteiro e dez centésimos). IX .1. Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB. III .anos iniciais do ensino fundamental no campo . . 1. VI . 2009.LEMOS. 1 (um) representante do respectivo Conselho Municipal de Educação e 1 (um) representante do Conselho Tutelar. Os Fundos serão implantados progressivamente nos primeiros 3 (três) anos de vigência. DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS.ensino médio no campo . no 1o (primeiro) ano.25 (um inteiro e vinte e cinco centésimos).33% (dezoito inteiros e trinta e três centésimos por cento).30 (um inteiro e trinta centésimos).1.80 (oitenta centésimos). IV .25 (um inteiro e vinte e cinco centésimos). quando houver. V. e c) 20% (vinte por cento). V .1.1. um dos quais indicado pela entidade de estudantes secundaristas. b) 18. 33 b) 1 (um) representante dos professores da educação básica pública. VII .90 (noventa centésimos).00 (um inteiro). No 1o (primeiro) ano de vigência do Fundeb. e) 2 (dois) representantes dos pais de alunos da educação básica pública. f) 2 (dois) representantes dos estudantes da educação básica pública.66% (dezesseis inteiros e sessenta e seis centésimos por cento).1. d) 1 (um) representante dos servidores técnico-administrativos das escolas básicas públicas.1. X .0. Elson de Souza.anos finais do ensino fundamental no campo .creche .15 (um inteiro e quinze centésimos). Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional. inclusive. Seguindo a seguinte progressão de porcentagem: a) 16. c) 1 (um) representante dos diretores das escolas básicas públicas.ensino fundamental em tempo integral . no 2o (segundo) ano. II . VIII .ensino médio em tempo integral .1. a partir do 3o (terceiro) ano.anos finais do ensino fundamental urbano .ensino médio urbano . as ponderações seguirão as seguintes especificações: I .05 (um inteiro e cinco centésimos).anos iniciais do ensino fundamental urbano .1.20 (um inteiro e vinte centésimos).

educação de jovens e adultos com avaliação no processo .educação indígena e quilombola .80 (oitenta centésimos).0.70 (setenta centésimos).5%.0. Um terço das crianças . no que se refere ao índice geral de alfabetização.0.20 (um inteiro e vinte centésimos). VI . Esses mesmos números revelam um panorama de carências e de dificuldades que não se pode ocultar esquecer ou relegar a um segundo plano.ensino médio integrado à educação profissional . II . Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB. V . XIII . o Brasil apresentou. constantes do Informe de Acompanhamento da iniciativa “Educação para Todos”. III . Conclusão Não há como negar a importância de iniciativas. os índices de matrícula na préescola cresceram. no mínimo.1.creche conveniada em tempo integral .educação especial .1.1. 34 XI .0. em 1990.8% para 96. XV . O percentual de estudantes matriculados no ensino fundamental aumentou. e o nível de alfabetização de jovens e de adultos .15 (um inteiro e quinze centésimos). Elson de Souza.5% para 67.pré-escola em tempo parcial . de 53. que tornaram possível alcançar certa melhora no quadro geral do ensino.creche pública em tempo parcial . edição de 2005. 88.6% para 96. DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS.na faixa dos 15 aos 24 anos -.3% do público-alvo.pré-escola em tempo integral . 1. XIV .1.3%.10 (um inteiro e dez centésimos).LEMOS. Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional.0. V.Fundef.90 (noventa centésimos). com avaliação no processo .70 (setenta centésimos). de 91.20 (um inteiro e vinte centésimos). XII .creche pública em tempo integral . Ainda segundo a Unesco.2% da população com capacidade de leitura e de escrita. em torno de 82%. Na fixação dos valores a partir do 2o (segundo) ano de vigência do Fundeb.educação de jovens e adultos integrada à educação profissional de nível médio. aquela que instituiu o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério . Segundo levantamentos da Unesco. em especial. tendo girado esse valor. IV . de 85.creche conveniada em tempo parcial .1.30 (um inteiro e trinta centésimos). entre 1998 e 2001.95 (noventa e cinco centésimos).80 (oitenta centésimos). as ponderações entre as matrículas da educação infantil seguirão. havidas ao final do século passado.0. 2009. no mesmo período. as seguintes pontuações: I .

embora sabe-se que não faz-se milagres aplicando simplesmente um plano nacional é preciso preparo.php.gov. V. consultado às 20:19h do dia 25 de maio de 2009. senso crítico e uma política adequada. Medida Provisória n.html. editada pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco. DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS.º 339/2006. Lei n.º 14/2001. Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB.br/home/index.C. são muito preocupantes os indicadores de abandono e de repetência em todo o ensino fundamental. Sítio da ONG “Ação Educativa” -http://www.gov. Resolução T.mec. Emenda Constitucional n. .º 53/2006. Portanto toda iniciativa para melhorar a educação básica é louvavam . consultado às 20:13h do dia 25 de maio de 2009.º 03/2006 Resolução T. Constituição Federal. 35 em idade pré-escolar não encontra vagas no sistema de educação infantil.º 9.br/index. Elson de Souza.br/índex.424/96. Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional.º 53/2006. n.LEMOS. com alterações introduzidas pela Emenda n.br.ainda é inferior ao do conjunto de países latino-americanos.gov. Cartilha do FUNDEF.fnde.acaoeducativa.org. 2009. http://www.jsp?arquivo=fundeb.mec.C.www. consultado às 22:39h do dia 30 de maio de 2009. Referências Portal. Sítio do Ministério da Educação e Cultura . n. e o desempenho do Brasil na educação de jovens e adultos .assim como seu índice de alfabetização . 1.

3 Alunos (as) da disciplina Estrutura e Funcionamento da Educação Básica. . Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB. procurou-se contemplar o tema em estudo a partir da investigação sobre ( apresentar subtítulos e/ou abordar de maneira sucinta a temática). . funcionários da escola e famílias).Participação da comunidade na gestão escolar (docentes. . 2009. preferencialmente não contida no título. financeira e pedagógica. .Os colegiados (constituição e funcionamento). Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional.) Desenvolvimento Histórico conciso da Gestão Democrática da Educação Gestão Democrática .LEMOS. 1.Os processos de descentralização administrativa. discentes. V.Escolha de diretores escolares. DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS.Como resultado deste estudo chegou-se a conclusão que (apresentar em poucas palavras a síntese conclusiva do estudo realizado) Palavras-Chave: (três palavras.Autonomia escolar. ministrada pelo Professor Elson de Souza Lemos no Curso de Licenciatura em Química – UESB/Itapetinga . Elson de Souza. 36 Gestão Democrática da Educação: O Funcionamento de uma Escola Xxxxxxxxxxx Xxxxxxxxxxx Xxxxxxxxxxx3 Resumo Este artigo tem por objetivo refletir sobre (nome do assunto) a partir de um abordagem de ordem qualitativa tendo como ponto de partida uma revisão de literatura e uma pesquisa de campo. realizada por meio de entrevistas. separadas por ponto) Introdução (Pequeno texto que apresenta a temática em estudo e aponta a tendência do que será escrito.

Elson de Souza. 37 Organização e gestão democrática Como está organizada a escola em estudo? Como esta tem funcionado? Quais os órgão ou mecanismos de participação existentes na escola? Há grêmio Estudantil? Há Associações de pais? Os professores têm estão vinculado a alguma associação? Qual? Há conselhos na escola? Quem participa? Quais os recursos financeiros existentes diretamente na escola? Quais as principais ações e funções da escola? Quem define o calendário escolar? O Rendimento discente tem sido satisfatório? Que ações tem sido realizada para melhorará-lo? Conclusão Que conclusão se pode tirar sobre a gestão democrática e o funcionamento das escolas em Itapetinga? (Texto que procura apresentar o resultado do trabalho (da pesquisa)). Referências (Relação das obras consultadas e citadas. DEPARTAMENTO DE ESTUDOS BÁSICOS E INSTRUMENTAIS. V. 1.LEMOS.) . 2009. Revista Política Educacional: revendo apolítica educacional local e nacional. Nº 1 (junho de 2009) – Itapetinga: UESB.