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A

AGRICULTURA FAMILIAR

OVINOCAPRINOCULTURA

COMO

UMA

ALTERNATIVA

PARA

A

José Joaci Viera Moreira 1 , Pedro Alves de Moura Sobrinho 2

RESUMO

A ovinocaprinocultura é uma atividade econômica explorada em todos os continentes, estando presente em áreas sob as mais diversas características climáticas, edáficas e botânicas. Objetivou-se com esta pesquisa demonstrar e comparar os preços pagos pelas carnes caprina, ovina e bovina. Este estudo foi desenvolvido a partir de dados de preços semanais coletados através da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado do Tocantins (SEAGRO) referentes ao período de 02 de janeiro a 18 de dezembro de 2007. Os valores médios para o ano de 2007 para os município em estudo referentes a preço por arroba para boi gordo para abate, caprino adulto, ovino adulto e vaca gorda para abate foram R$ 47,78, R$ 59,89, R$ 59,11 e R$ 46,19, respectivamente. Os preços médios da arroba (em reais) para caprinos e ovinos adultos para o estado do Tocantins mantiveram-se estáveis durante todo o ano e foram superiores aos encontrados para boi gordo para abate e vaca gorda para abate.

Palavras-chaves: ovino, caprino, agricultura familiar, pecuária, pequenos Ruminantes.

E-mail:

jose.moreira@pmj.incra.gov.br 2 Médico Veterinário, Doutor em Ciência Veterinária, Pesquisador, Fundação Universidade do Tocantins (UNITINSAGRO). Quadra 108 Sul, Alameda 11, lote 03, Palmas-TO, CEP: 77020-122. E-mail:

pedro.am@unitins.br

1

Eng.

Agrônomo,

Instituto

Nacional

de

Colonização

e

Reforma

Agrária

INCRA.

THE CREATION OF SHEEP AND GOATS AS AN ALTERNATIVE TO AGRICULTURE FAMILY

ABSTRACT

The creation of goats and sheep is an economic activity operated on all continents and is present in areas under the most diverse climatic characteristics, soil and botanical. The objective of this research is to demonstrate and compare the prices paid by meat goats, sheep and cattle. This study was developed from data collected through the weekly price of the Secretariat of Agriculture, Livestock and Supply of the State of Tocantins (SEAGRO) for the period from 02 January to December 18, 2007. The average values for the year 2007 for the council to study for price per arroba for fat ox for slaughter, adult goat, and cow fat adult sheep for slaughter were R$ 47,78, R$ 59,89, R$ 59,11 and R$ 46,19 respectively. The average prices of arroba (in reais) for adult sheep and goats for the state of Tocantins have been stable throughout the year and were higher than those found in beef fat and beef fat for slaughter for slaughter.

Keywords: sheep, goats, Agriculture family, livestock, small Ruminants.

INTRODUÇÃO

A ovinocaprinocultura é uma atividade econômica explorada em todos os continentes, estando presente em áreas sob as mais diversas características climáticas,

edáficas e botânicas. No Brasil, essa atividade é explorada em todas as regiões, com predominância na região Nordeste, principalmente nos estados da Bahia, Pernambuco, Piauí, Ceará e Paraíba, que juntos somam 83,7% do rebanho brasileiro de caprinos e na ovinocaprinocultura, tem o Rio Grande do Sul, Bahia, Piauí e Pernambuco, com 72,9% do efetivo nacional, no ano de 2005 (IBGE, 2007).

A produção de pequenos ruminantes dá-se de forma diferenciada nas regiões

geográficas do Brasil. A região Nordeste possui tradição nestas atividades, cuja maior parte da produção é voltada para consumo da família. No Sul do país, existe a forte presença de ovinos lanados, que são mais adaptados às baixas temperaturas predominantes na região, onde a exploração é destinada para produção de lã e carne. Na região Sudeste, os rebanhos de caprinos e ovinos são direcionados para produtos com maior valor agregado, destacando-se atualmente a produção de queijo e cortes especiais (MAIA, 1997). No Centro-Oeste, pode-se destacar a ovinocultura de corte, representada pela raça santa Inês e seus mestiços e a sem raça definida (SRD) (DIAS, 2004).

O Estado do Tocantins tem como principal atividade a pecuária de corte, porém

tem se observado que alguns proprietários vêm, nos últimos anos, diversificando a produção com introdução de atividades como a bovinocultura leiteira, produção de grãos (soja, arroz e milho) e mais recentemente a ovinocaprinocultura, com bom potencial de crescimento. Cerca de 82% da economia do Estado do Tocantins é baseada no agronegócio, onde se destacam as cadeias produtivas da carne e couro, leite, produção de grãos, fruticultura e, em ascensão, a ovinocaprinocultura, embora pouca representativa, foi a cadeia produtiva que apresentou maior nível de eficiência coletiva atual (PIRES, 2006). O Tocantins tem todas as condições para se tornar um grande produtor de caprino e ovino, pois reúne condições climáticas, técnicas e estruturais para o desenvolvimento da ovinocaprinocultura. Outro fator importante é a disponibilidade de forragens ao longo do ano, que mesmo no período seco, as pastagens apresentam uma boa capacidade de suporte e disponibilidade de grãos para terminação dos animais. Além disso, o avanço na organização dos Serviços Veterinários Oficiais, com o conseqüente controle de doenças, como a febre aftosa, o que facilita o comércio nacional e internacional (MOURA SOBRINHO, 2008).

Tendo em vista o crescimento da ovinocaprinocultura no Tocantins e a falta de informação sobre os custos de produção, objetivou-se com esta pesquisa demonstrar e comparar os preços pagos pelas carnes caprina, ovina e bovina.

REVISÃO DE LITERATURA

A criação de ovinos e caprinos vem se destacando a cada dia e já se tornou mais

uma alternativa para o produtor rural. A produção mundial de carne de caprinos e ovinos de 2003 a 2005 cresceu 6,5%, significando o maior avanço relativo dentre os principais tipos de carne, embora represente apenas 5% do volume total (NOGUEIRA & NOGUEIRA JUNIOR,

2005).

Os preços internacionais de carne ovina e caprina, de acordo com a FAO (2006),

apud Zannella (2007) vêm, desde o ano 2000, apresentando preços em níveis elevados.

O mercado da carne de ovinos e caprinos é altamente comprador, tanto no Brasil

como no exterior. Couto (2001), apud Diniz (2004), cita que só no Brasil há um déficit de 13.217,87 t.ano - ¹ e o consumo de carne e derivados encontra-se em pleno processo de

expansão.

O Brasil apresenta todas as condições para uma expansão sem precedentes. O

aumento dos rebanhos, o incremento da produção e os resultados alcançados indicam que a ovinocaprinocultura caminha a passos largos e tem tudo para mudar o perfil da agropecuária nacional, com profissionalismo, tecnologia e organização.

Segundo a FAO (2004), apud EMBRAPA CAPRINOS (2007), a população mundial de caprinos é de 790.028.397 animais, enquanto a de ovinos é de 1.059.810.132. Os maiores criadores são a China, com 21% do rebanho mundial, seguida da Índia, com 16,7% e do Paquistão, com 6,8%.

Já o rebanho brasileiro, de acordo com o IBGE, no ano de 2006 era estimado em

10,401 milhões de caprinos e 16,019 milhões de ovinos. Do efetivo nacional de caprinos,

92,5% estão no Nordeste, 2,5% no Sudeste, 2,4% no Sul, 1,5% no Norte e 1,1% no Centro- Oeste. Com relação aos ovinos, 58,5% estão no Nordeste, 28,0% no Sul, 6,2% no Centro- Oeste, 4,2% no Sudeste e 3,1% no Norte.

Tabela 1 – Efetivo dos rebanhos de ovino e caprino (cabeça) no Brasil e regiões geográficas,

2006.

Regiões

Caprino

Ovino

Nordeste

9.613.847

9.379.380

Sudeste

263.283

664.422

Sul

252.209

4.491.523

Norte

155.114

496.755

Centro-Oeste

116.996

987.090

Brasil

10.401.449

16.019.170

Fonte: IBGE, Pesquisa da Pecuária Municipal 2006.

.

Considerando a dimensão territorial brasileira e as condições ambientais favoráveis à exploração de ovinos e caprinos, os nossos rebanhos não apresentam quantitativos expressivos, representando, respectivamente, apenas 1,5% e 1,3% do efetivo mundial. Além disso, segundo o SEBRAE (2005), a produção brasileira de carne destes animais é insuficiente para atender ao consumo interno. Para suprir a demanda, o país tem de importar esses produtos de países vizinhos, principalmente Uruguai e Argentina, além da Nova Zelândia. Segundo Costa e Zanella (2007) em 2004 foram importados cerca de 3,1 milhões de toneladas de carne de ovinos, que saltou para 7,2 milhões de toneladas em 2006. Sendo a maioria das importações, 95%, oriunda do Uruguai. Segundo o mesmo autor, o Brasil não importa carne de caprino e tem exportado quantidades muito reduzidas nos últimos anos.

Fonte: FAOStat e Agrostat/MAPA. Elaboração Costa e Zanella, (s. d.). Figura 1 – Produção e

Fonte: FAOStat e Agrostat/MAPA. Elaboração Costa e Zanella, (s. d.). Figura 1 – Produção e Consumo de Carne Ovino-caprina no Brasil

A indústria de carne de ovinos e caprinos tem como alvo um mercado em plena

expansão que até pouco tempo se caracterizava como “mercado de subsistência”, no qual o

produtor não conseguia ter excedentes para venda. (CARVALHO, 2001).

A demanda por carnes de caprinos e ovinos, em cortes padronizados, leite e

queijos de cabra, bem como por vísceras devidamente processadas, embaladas e comercializadas de forma resfriada ou congelada, vem apresentando crescimento considerável nas grandes cidades do Nordeste e do Sudeste do Brasil, principalmente nas áreas habitadas pelo segmento populacional detentor de maior poder aquisitivo, que busca novidades e preciosidades nos restaurantes, churrascarias e hotéis finos.

A criação de ovinos e caprinos e o processamento do leite, carne e pele são opções

rentáveis para os agricultores familiares que desejem explorar uma atividade que não exige altos investimentos em infra-estrutura e na aquisição de animais, além de apresentar rápido retorno do capital investido. Por serem ruminantes de tamanho médio, os ovinos e caprinos se adaptam bem a pequenos criatórios. Segundo COUTO (2001) apud ROSANOVA (2004), os dados mostram que a metade do rebanho nordestino localiza-se em propriedades com menos de 30 ha. Nas demais regiões do país, embora não se tenham dados claros como os do Nordeste, a presença

Tabela 2 – Rebanho de ovinos e caprinos do Nordeste, estratificado pelo tamanho da propriedade rural.

Tamanho da propriedade

Rebanho (%)

Nº de cabeças (milhões)

Até 30 há. De 31 a 200 há. Maiores de 200 há

50 %

8,8

28,9 %

5,1

21,1 %

3,7

Fonte: COUTO (2001), apud ROSANOVA, 2004

Porém, para tornar a ovinocaprinocultura uma atividade rentável e com foco no mercado consumidor, é indispensável uma profissionalização do produtor que deve adquirir

uma postura empresarial, procurando melhorar a gestão das unidades produtivas e a qualidade genética com o uso de inseminação artificial, o cruzamento de raças, a adaptabilidade às condições edafoclimáticas locais e o controle da produção com a programação das parições (NOGUEIRA FILHO, 2002.). Os dados a seguir fazem uma comparação entre a exploração de bovinos e ovinos. Não se pretende, com ela, concluir que a ovinocaprinocultura é uma atividade mais rentável do que a criação de bovinos, mas sim demonstrar que a exploração de caprinos e ovinos é também uma opção viável e economicamente lucrativa, desde que sejam adotadas as tecnologias adequadas e haja integração entre os subsistemas da cadeia produtiva, sobretudo em relação aos elos produção-processamento.

a) a quantidade diária de volumoso necessária para alimentar um bovino adulto de 450 kg é suficiente para alimentar 8 ovinos adultos;

b) um ovino mestiço (cruzamento com a raça Dorper ou Texel, por exemplo) atinge 40 kg de peso vivo em apenas quatro meses;

c) em um ano, onde se cria 1 bovino, criam-se 24 ovinos;

d) um bovino com quatro anos pesa em torno de 400 kg, enquanto na mesma área e no mesmo período são produzidos 96 ovinos, que pesam 3.840 kg (96 cabeças x 40 kg);

e) um boi bebe 80 litros de água por dia. Em um mês, bebe 2.400 litros de água, quantidade suficiente para o consumo de 80 ovinos; e

f) em geral, os ovinos são criados e engordados com alimentação à base de pastagens cultivadas (leucena, cunhã, guandu, gramíneas etc.) e/ou nativas

melhoradas, enquanto os bovinos, normalmente, exigem, além das pastagens,

alimentação suplementar à base de concentrados.

Tabela 3 – Comparação entre as evoluções de rebanhos bovino e caprino em um período de

12 anos.

Rebanho bovino

 

Ano

Fêmeas

Vacas

Crias

Total

1

10

4 bezerras

14

2

9

4 bezerras +

4 garrotas

 

17

3

8

3 bezerras +

4 garrotas

+ 4 novilhas + 4 novilhas + 3 novilhas + 4 novilhas + 5 novilhas + 6 novilhas + 6 novilhas + 8 novilhas + 8 novilhas

19

4

11

4 bezerras +

3 garrotas

22

5

13

5 bezerras +

4 garrotas

25

6

14

6 bezerras + 5 garrotas

29

7

16

6 bezerras +

6 garrotas

33

8

19

8 bezerras +

6 garrotas

39

9

22

9 bezerras +

8 garrotas

45

10

25

10 bezerras +

8 garrotas

51

11

28

11 bezerras +

9 garrotas

56

12

31

12 bezerras + 10 garrotas + 9 novilhas

62

Rebanho caprino

 

Ano

Fêmeas

Cabras

Crias

Total

1

10

8 até um ano

 

18

2

12

10 até um ano

+

25

3

18

15 até um

ano +

ano +

3 mais de um ano 4 mais de um ano 6 mais de um ano

37

4

24

21 até um

51

5

34

29 até um

ano +

9 mais de um ano

72

6

48

41 até um ano +

102

7

70

59 até um

ano +

ano +

ano +

ano +

ano +

13 mais de um ano 18 mais de um ano 26 mais de um ano 37 mais de um ano 52 mais de um ano 74 mais de um ano

147

8

98

82 até um

206

9

138

116 até um

291

10

195

164 até um

396

11

275

231 até um

580

12

389

327 até um ano + 104 mais de um ano

820

Indicadores Técnicos

a. Bovinos: Parição – 80%; Descarte ano I – 5%, ano II – 8%, demais anos 15%; Mortalidade – bezerras – 6%, garrotas 3% e adultos – 2%.

b. Caprinos: 80% de parição a cada 8 meses, ou seja, 120% ao ano, com 40% de partos

duplos; Descarte 20% ao ano; Mortalidade – adultos – 3%; animais até um ano – 10%. Obs: Inseminação artificial tanto nas vacas, como nas cabras.

Na comparação entre receitas e custos das atividades caprinas e bovinas, para o período de 11 anos, observamos na Tabela 4 adiante, as vantagens da ovinocaprinocultura.

Tabela 4 – Rentabilidades da caprinocultura e da bovinocultura para a região Nordeste

Rebanho

Receitas

Custos

Resultado

Caprino

52.160

25.000

27.160

Bovino

37.070

18.500

18.570

Fonte: NOGUEIRA FILHO E ALVES (2002)

Tendo em vista o crescimento da ovinocaprinocultura no Tocantins e a falta de informação sobre os custos de produção, objetivou-se com esta pesquisa demonstrar e comparar os preços pagos pelas carnes caprina, ovina e bovina.

MATERIAL E MÉTODO

Este estudo foi desenvolvido a partir de dados de preços semanais fornecidos pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado do Tocantins (SEAGRO) referentes ao período de 02 de janeiro a 18 de dezembro de 2007. Utilizou-se os valores referentes a boi gordo para abate, caprino adulto, ovino adulto e vaca gorda para abate devido estes se apresentarem na mesma unidade de medida, ou seja, em arroba, e com isso poderíamos obter uma melhor visualização quanto a comparação entre os preços de comercialização destas espécies. Foram analisadas as cotações semanais referentes a valores máximos e mínimos para os municípios de Araguaína, Araguatins, Gurupi, Miracema, Paraíso, Pedro Afonso, Colinas, Porto Nacional e Palmas, porém optou-se por trabalhar com valores médios anual para cada município e, a partir destes, uma média mensal para o estado do Tocantins.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os valores médios para o ano de 2007 para cada município em estudo referentes a preço por arroba para boi gordo para abate, caprino adulto, ovino adulto e vaca gorda para abate encontram-se na Tabela 5.

Tabela 5 – Preços médios anual, em R$/arroba, para boi gordo para abate, caprino adulto, ovino adulto e vaca gorda para abate em alguns municípios do estado do Tocantins. 2007

Produto

Boi Gordo para Abate

Caprino

Ovino

Vaca Gorda para Abate

Adulto

Adulto

Município

Preço Médio Anual (R$/arroba)

 

Araguaína

47,36

79,50

82,04

41,89

Araguatins

49,46

56,28

56,28

39,29

Gurupi

49,46

-

-

46,12

Miracema

44,71

73,39

66,34

43,34

Paraíso

46,92

41,25

43,93

43,66

Pedro Afonso

45,80

42,86

42,24

43,25

Colinas

50,79

51,17

54,5

45,52

Porto Nacional

48,50

61,75

60,47

41,50

Palmas

47,00

72,94

67,10

42,67

Média

47,78

59,89

59,11

46,19

Os preços médios alcançados em arroba para caprinos adultos e ovinos adultos só não foram superiores aos preços de boi gordo para abate e vaca gorda para abate nos municípios de Paraíso e Pedro Afonso. Porém, na média geral, todos os municípios tiveram valores mais elevados tanto para os caprinos quanto para os ovinos. Os municípios que apresentaram os maiores valores médios para boi gordo para abate para o ano de 2007 foram Colinas, Araguatins, e Gurupi. Para vaca gorda para abate, Gurupi, Colinas e Paraíso. Já para caprino e ovino, os maiores preços por arroba foram encontrados nos municípios de Araguaína, Miracema e Palmas, conforme gráfico 2

Araguatins Gurupi

P. Nacional Palmas

Araguaina

Miracema Paraiso

P. Afonso Colinas

90,00 80,00 70,00 60,00 50,00 40,00 30,00 20,00 10,00 0,00
90,00
80,00
70,00
60,00
50,00
40,00
30,00
20,00
10,00
0,00

Boi Gordo para AbateCaprino Adulto Ovino Adulto Vaca Gorda para Abate

Boi Gordo para Abate Caprino Adulto Ovino Adulto Vaca Gorda para Abate

Caprino Adulto

Boi Gordo para Abate Caprino Adulto Ovino Adulto Vaca Gorda para Abate

Ovino Adulto

Boi Gordo para Abate Caprino Adulto Ovino Adulto Vaca Gorda para Abate

Vaca Gorda para Abate

Gráfico 2 – Preços médios (em reais) para o ano de 2007 para boi gordo para abate, caprino adulto, ovino adulto, vaca gorda para abate em municípios do estado do Tocantins.

Quando a referência é todo o estado do Tocantins, os caprinos adultos e ovinos adultos alcançam preços médios superiores a boi gordo para abate e vaca gorda para abate em todos os meses do ano, conforme Tabela 6.

Tabela 6 – Preços médios mensais de boi gordo para abate, caprino adulto, ovino adulto e vaca para abate no Estado do Tocantins. 2007

Produto

Boi Gordo para Abate Caprino Adulto Ovino Adulto Vaca Gorda para Abate

Mês

Preço Médio (R$/arroba)

 

Jan

42,70

58,25

57,60

38,92

Fev

42,27

59,84

61,48

38,74

Mar

43,60

58,32

59,96

38,68

Abr

44,10

58,53

60,79

39,00

Mai

44,05

54,65

57,86

39,46

Jun

43,30

55,14

59,58

39,54

Jul

46,63

56,74

57,53

42,76

Ago

49,70

57,18

58,12

44,46

Set

51,44

61,84

60,32

46,05

Out

52,22

61,74

59,84

47,87

Nov

55,54

63,65

61,65

50,66

Dez

58,31

63,46

62,52

52,31

Os caprinos e os ovinos adultos mantiveram preços relativamente elevados e com pouca variação durante todo o ano, sendo os maiores valores alcançando entre os meses de setembro e dezembro, e os menores entre os meses de maio e agosto, conforme gráfico 3.

65,00 60,00 55,00 50,00 45,00 40,00 35,00 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago
65,00
60,00
55,00
50,00
45,00
40,00
35,00
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez
Boi Gordo para Abate
Caprino Adulto
Ovino Adulto
Vaca Gorda para Abate

Gráfico 3 – Preços médios mensais (em reais) para boi gordo para abate, caprino adulto, ovino adulto e vaca gorda para abate para o estado do Tocantins. 2007.

Já para os bovinos, os preços mantiveram-se abaixo dos R$ 45,00 para o boi gordo para abate e abaixo de R$ 40,00 para vaca gorda para abate de janeiro a junho, sendo que a partir deste mês os preços começam a aumentar, alcançando maior valor nos mês de dezembro, porém sempre inferiores aos encontrados para os caprinos e os ovinos adultos.

CONCLUSÕES

1. A exploração de caprinos e ovinos é uma opção viável e rentável para os agricultores familiares.

2. Os preços médios da arroba (em reais) para caprinos e ovinos adultos para o estado do Tocantins são superiores aos encontrados para boi gordo para abate e vaca gorda para abate.

3. Os preços pagos pela arroba para caprinos e ovinos adultos mantiveram-se estáveis durante todo o ano.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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