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CASO 4 Psicoterapia psicodinâmica breve Fundamentos teóricos: surgiu como uma tentativa de encurtar o tempo da psicanálise, sendo focada

em problemas atuais. Enfatiza afeto, resistência, relação inter-pessoal, é focada em um problema presente e bem determinado. Surgiu após a Segunda Guerra Mundial, com o objetivo de ter um resultado mais rápido e dar conta da demanda existente, além das questões econômicas. Conceitos básicos em relação às PBPs: Importância da vida atual, importância de fixar-se uma data para o fim da terapia, motivação do paciente. Usa geralmente confrontação e clarificação, que são formas de o terapeuta agir durante a livre associação. A transferência deve ser encarada como uma resistência ao tratamento, não sendo estimulada ou incentivada. Se ela ocorrer, tentar relacionar ao foco. Obs: Freud faz parte da primeira geração das PBPs, pois as psicanálises iniciais eram de curta duração. Várias outras gerações surgiram depois, até a quarta, que propõe a integração de diversos métodos psicoterapêuticos dentro de um modelo. Teoria das emoções: o ser humano nasce com sentimentos que são necessários para que ele se adapte ao meio. A mãe é uma “droga”, a partir do relacionamento primário com ela, o bebê começa a formar suas relações inter-pessoais. Traumas ocorridos precocemente na vida causam perturbações na organização mental da pessoa e podem estar presentes por toda vida. Experiência emocional Corretiva (EEC): é o aspecto central das PBPs. É a partir da revivência das experiências traumáticas reprimidas e com a mudança de opinião a respeito delas (mudança das conexões neuronais que ocorre a partir da relação terapêutica) que o paciente passa a tratar as situações emocionais de forma diferente, adequada. O paciente não precisa necessariamente saber de onde vem o problema para sofrer uma EEC. É a partir da mudança que ocorre na terapia que o paciente pode ter mudanças no cotidiano (criação de novas sinapses, que são novas formas de lidar com problemas antigos). Efeito Carambola: Fazendo referência ao jogo de brilhar, esse termo simboliza que a reaprendizagem emocional objetivada por essa terapia irá interferir em vários setores da vida do indivíduo por desencadeamento. A partir da resolução de um problema maior em uma determinada área, pode haver a correção de outros problemas em outras áreas. Teoria de crise: crises acidentais (são imprevisíveis; requerem prevenção secundária) ou crises evolutivas (ocorrem normalmente durante o desenvolvimento normal da pessoa) estão sempre presentes na vida de qualquer indivíduo e fazem parte do processo de desenvolvimento e amadurecimento normal. A crise não é necessariamente ruim, pois ela pode proporcionar um aprendizado. Técnica: a PBP tem objetivos e planejamento traçados no início da terapia, tem presença de foco em conflitos específicos, tem data fixa para terminar, foco em problemas atuais, o terapeuta é mais ativo. O tempo deve ser delimitado desde o início, para que o paciente possa se preparar para o término da terapia. Porém, ela é flexível (média de 7-40 sessões; 1 a 2 vezes por semana). Atividade e planejamento: a indicação da terapia deve ser baseada não apenas na doença do paciente, mas também na avaliação da estrutura da personalidade e na motivação do paciente. Foco: o terapeuta vai direcionar o tratamento para o sintoma principal. Obs: Triângulo do conflito (defesas = ego, comportamentos mal-adaptados; ansiedade = superego, afetos inibidores; impulsos = id, afetos ativadores) e triângulo da pessoa (terapeuta, pessoas do presente e pessoas do passado). Da articulação desses 2 triângulos é possível planejar as EECs. Psicoterapia psicodinâmica breve nos transtornos de personalidade Formação da personalidade: as experiências vividas pela pessoa, desde a infância, vão formando a personalidade. A personalidade é formada pelo temperamento (emoções) e pelo caráter (aspectos cognitivos). Depende da genética, da interação com o meio, e de como cada pessoa reage a essa interação com o meio. A personalidade se forma até o final da adolescência. TP definição: os TPs são variações extremas da normalidade, causando prejuízo no funcionamento do indivíduo, má adaptação social e sofrimento subjetivo. São transtornos globais e inflexíveis. Deve-se considerar o ambiente em que a pessoa vive e a interação com ele estabelecida, e não só a genética, pois mesmo a pessoa tendo um gene de susceptibilidade pode não expressar um TP, dependendo do ambiente em que ela vive. Diagnóstico e classificação dos TPs: existem 3 classificações (CID-10 – só tem 9 transtornos pois considera o esquizotípica na parte de esquizofrenia; DSM-IV – divide em 3 grupos, por haver uma comorbidade grande entre os diversos tipos de transtorno; PDM – considera a opinião subjetiva do paciente a respeito do sintoma). * Cluster A (estranhos e excêntricos = paranóide, esquizóide e esquizotípica); * Cluster B (dramáticos, emotivos, imprevisíveis = anti-social, borderline, histriônica, narcisista); * Cluster C (ansiosos e assustados = esquiva, dependente, obsessivo-compulsiva). - TP PARANÓIDE: há mania de perseguição, ansiedade, desconfiança extrema, interpretação de ações dos outros como ameaçadoras, são ciumentos. Dificilmente ri de si mesmo ou de seus defeitos e ofende-se intensamente quando lhe apontam algum. - TP ESQUIZÓIDE: são solitários, tímidos, não desejam ou não gostam de relacionamentos íntimos, são frios

as pessoas ao seu redor podem passar de boas para más rapidamente. . esquizotípica. esquizóide. com comportamento auto-destrutivo. pode aumentar a eficácia . .TP ANTI-SOCIAL: desrespeitam as normais e os direitos dos outros. Não se perturbam com elogios ou críticas. Farmacoterapia: a associação da psicoterapia com o fámaco. . interação com o meio. Prevalência igual em homens e mulheres. só que a histriônica.TP ESQUIZOTÍPICA: são estranhos. . com mudanças rápidas das emoções. . com crenças bizarras. com dedicação excessiva ao trabalho. querem ser sempre o centro das atenções. Modelos etiológicos: genes não são causas diretas de doenças mentais. . com mecanismos de defesa primitivos. com experiências de ilusões e pensamento e discurso extravagante. mas não são capazes de manter vínculos mais profundos e duradouros.Organização borderline da personalidade: está presente em vários tipos de transtorno (borderline. narcisista. .Nível neurótico: há preservação do teste da realidade. * Níveis de organização da personalidade: . usar IMAO. não conseguem deixar tarefas para outras pessoas. Ocorre mais em adultos jovens. não se importam com o sofrimento que causam nas outras pessoas e muitas vezes precisam rebaixar e humilhar os outros para que se sintam melhor.TP OBSESSIVO-COMPULSIVA: perfeccionistas. preocupados com organização. . sempre procurando obter vantagens sobre os outros. Epidemiologia: tem uma prevalência de 10-13% na população.Afetivo (transtornos do humor): ISRS em doses maiores que o habitual (+ antipsicóticos em baixas doses se for muito grave). . anti-social. Fatores hormonais (excesso de testosterona predispõe à agressividade). São sedutores. . O teste da realidade está relativamente alterado. com predomínio de mecanismos de defesa mais maduros. ressaltando sempre suas qualidades.TP NARCISISTA: gostam de falar de si mesmos.emocionalmente e distantes. Carbamazepina e valproato de sódio podem ser utilizados. Modelo do estresse-diátese. Se o ISRS for ineficaz.Nível psicótico: teste da realidade alterado. paranóide).Cognitivo (ex: alucinações): antipsicóticos. risperidona) ou ISRS + lítio. Não têm remorso. Não têm amigos e têm muita ansiedade no convívio social. atentos a detalhes. apenas modelam a variabilidade individual de traços e temperamentos. borderline e dependente são mais comum em mulheres e o anti-social. Podem estabelecer relacionamentos afetivos superficiais.TP BORDERLINE: são pessoas instáveis em suas emoções e muito impulsivas. em alguns casos. Modelos psicodinâmicos: o principal modelo é o da relação de objetos.Impulsivo-comportamental (agressão): ISRS + antipsicóticos (haloperidol.TP HISTRIÔNICA: possuem grande labilidade emocional. sempre em busca de atenção. paranóide e anancástica é mais comum em homens (principalmente os solteiros de baixo nível social). com esforços incríveis para evitar abandono (até tentativas de suicídio). .