ABOUT REFORÇAR A PROTEÇÃO DA SERRA DO JAPI!

Pedimos seu apoio lendo este pequeno texto (3min) e compartilhando com pelo menos 6 amigos do facebook! Essa ajuda é vital para conseguirmos pressionar o poder público e conseguir ampliar a proteção da Serra do Japi! Prestes a completar 29 anos do Tombamento da Serra do Japi, temos que nos esforçar para combater uma grave e real ameaça: O crescimento urbano da cidade, se avançar para a borda da Serra (Zona de Conservação) pode ameaçar os animais, os recursos hídricos que abastecem Jundiaí e várias outras cidades da região e isolar a Reserva Biológica, afetando sua biodiversidade! A quem interessa esse crescimento de condomínios e loteamentos? Quem ganha com isso? Vale a pena comprometer um dos poucos remanescentes de Mata Atlântica ainda existentes, a Serra do Japi? A Prefeitura iniciou a revisão da lei que protege a Serra (Lei 417) mas suspendeu sua revisão! O problema de fazer isso é que a lei, do jeito que está hoje, permite condomínios, loteamentos e até grandes hotéis na Serra! (matéria do JJ: Lei atual permite hotel e condomínios na Serra http://www.portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=8&Int_ID=169609) Frente de Defesa da APA JundiaÃ, que reúne as principais organizações ambientalistas da cidade e inúmeros outros cidadãos e ONGs já apresentou 11 propostas para a revisão da Lei ampliar a proteção da Serra:http://votoconscientejundiai.com.br/destaque/11-propostas-para-proteger-nossaserra/ EM RESUMO: A proposta é de aumentar o índice de preservação para 80% na zona de conservação, sem impedir que os atuais proprietários utilizem as suas terras, mas proibindo sim que sejam construídos condomínios e loteamentos nessa região tão importante para a conservação ambiental da Serra!

abrangendo 4 municípios. instituí-se um zoneamento municipal. apresentamos quadro comparativo da atual Lei da Serra (que permite condomínios e hotéis) e propostas apresentadas pela Frente de Defesa da APA Jundiai. através da lei complementar 417/2004. Restauração e Recuperação Ambiental:excetuando a Reserva Biológica.”…importante ferramenta para a proteção das unidades de conservação. Conselho da Serra e cidadãos jundiaienses. Estas 3 áreas são o Japi. conselheiros do COMDEMA. 2. Zona de Preservação. que reúne ambientalistas. possui restrições acentuadas de uso e ocupação do solo. ONGs. como biologicamente. POR PATRICIA POLLI – 2 DE FEVEREIRO DE 2012POSTADO EM: DESTAQUE. O objetivo é garantir o direito ao Meio Ambiente ecologicamente equilibrado. Zona de Conservação: compreende as áreas mais baixas do Japi. assegurando com isso. assim como eu e todos os meus.11 propostas para proteger nossa Serra. A seguir. Nessa razoável parcela pertencente à Jundiaí. compreende todo o poligonal do tombamento. 3. área de entorno da UC (Unidade de Conservação – Reserva Biológica) ou ainda zona tampão. Compreender estas definições é primordial para que você e todos os seus. sendo um deles a cidade de Jundiaí. definindo áreas: 1. hoje. cotas inferiores de 800m. a integridade da Serra do Japi. que possui 48% desta área. Compare e ateste a evolução com ganhos ambientais. com o propósito de minimizar os impactos negativos sobre a unidade”. pois filtram ou absorvem os impactos negativos gerados em seu entorno…” Serra do Japi: extensão 350 km². possamos participar do processo de proteção da Serra do Japi e seu complexo sistema ecológico. tendo a função de área de amortecimento. que está em xeque. encravado no município de Jundiaí e estão interligadas não só fisicamente e geograficamente. onde as atividades humanas estão sujeitas a normas e restrições específicas. . MEIO AMBIENTE Zona de amortecimento: “… entorno de uma unidade de conservação. Reserva Biológica: Unidade de Conservação de Proteção Integral que tem a função de subsidiar pesquisas científicas e desenvolver trabalhos de educação ambiental.

Art 2º – Parágrafo1º: A Zona de Preservação. o Conselho de Gestão e o COMDEMA Art 4º: Em todo o Território de Gestão da Serra do Japi ficam vedadas as atividades industriais. hotel de alta rotatividade. Art 3º. como definida na Lei Federal nº 9. ouvidos. loteamentos. estadual e federal. cabendo o licenciamento e a fiscalização dos demais órgãos competentes no âmbito municipal. sem prejuízo das aprovações de projetos específicos pelos órgãos competentes de âmbito municipal. de mineração. motéis. casas noturnas.Lei 471/2004 Art 1º – Parágrafo 3º: A Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente será o órgão executivo do Sistema de Proteção das Áreas da Serra do Japi Art 1º – Parágrafo 3º: A Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente será o órgão executivo do Sistema de Proteção das Áreas da Serra do Japi.985/2000. dependerá da análise técnica e aprovação da Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente. estadual ou federal. Inciso VI: O licenciamento das atividades. Restauração e Recuperação Ambiental e as Zonas de Conservação Ambientais referidas neste artigo constituem a Zona de Amortecimento da Reserva Biológica. condomínios residenciais. . carvoejamento.

mediante instrumentos semelhantes… Art 6º – Parágrafo 1º – A expansão da Reserva Biológica deverá ocorrer sempre que possível… Art 5º – Inciso I: Módulo Art 7º – Inciso I: Módulo mínimo de parcelamento de 20 mínimo de parcelamento de 20 ha. Art 10º – Inciso I: Módulo mínimo de parcelamento de 4 ha.Buffet. pesquisas para fins comerciais.. agrossilvopastoris. clínicas de repouso e similares. hospedagem. quanto ao número de participantes. nível de ruído. agrossilvopastoris. centros de logísticas. além de eventos incompatíveis com as características do Território e da propriedade. turismo rural. desde que sejam atendidas as seguintes condições específicas:. pesquisas para fins comerciais. pocilgas. de recreação e lazer com educação ambiental. Restauração e Recuperação . cemitérios. competições motorizadas. transportadoras. Art 4º – Parágrafo 1º – A expansão da Reserva Biológica deverá ocorrer após a aquisição do seu atual território. ecoturísticas. ecoturísticas. largura mínima de 300.00m Art 6º – Nas áreas contidas na zona de preservação. restauração e recuperação ambiental são permitidas as atividades de pesquisa científica. turismo rural. depósitos em geral.. granjas. de recreação e lazer com educação ambiental. clínicas de repouso e similares. desde que sejam atendidas as seguintes condições específicas:. hospedagem. com frente para via oficial e ha. Art 10º – Inciso I: Módulo mínimo de parcelamento de 2 Art 8º – Nas áreas contidas na zona de preservação. com frente para via oficial e Zona de Preservação. restauração e recuperação ambiental são permitidas as atividades de pesquisa científica. e qualquer outra que implique na interiorização de acessos. volume de tráfego e infra-estrutura disponível.

correspondente a 60%… largura mínima de 100. enquanto em condomínios. turismo rural. condôminos e outras atividades de grandes impactos. que loteamentos e condomínios tem os mesmos impactos ambientais. A diferença do loteamento para condomínio é simplista: loteamento as ruas e os equipamentos urbanos são públicos. Itupeva – SP. da seguinte forma…. e também da cidade jusante. de recreação e lazer. geração de efluentes provenientes de águas superficiais. ecoturísticas. sem contar o comprometimento da disponibilidade hídrica das bacias hidrográficas do Japi e o impacto visual.ha. . ecoturísticas. comprometendo o abastecimento de bairros como Eloy Chaves e Medeiros. geração de esgoto. ilhas de calor. pelo menos. garantido por leis.00m Art 10º – Inciso II: Excetuando o uso residencial unifamiliar e o agrossilvopastoril qualquer uso para esta zona está condicionado à preservação e/ou recomposição da cobertura vegetal nativa em. desde que sejam atendidas as seguintes condições específicas: Cabe ressaltar. 80% do imóvel em questão… Zona de Conservação Art 11º – Parágrafo 2º: …I – o Não permite loteamentos e número total de unidades de condomínios. Alínea c): …definido o módulo. de hospedagem. como proposto na nova lei. clínicas de repouso e similares. desde que sejam atendidas as seguintes condições específicas: Art 11º São consideradas permitidas as atividades de pesquisa científica. trânsito. agrossilvopastoris. como a Serra do Japi. urbanização da área com infra-estrutura. de hospedagem. centro de convenções. O uso urbano é considerado o maior impacto em um sistema ecológico de uma unidade de conservação. de recreação e lazer.Inciso I. a proibição de loteamentos. uso residencial permitidas no imóvel será calculado com base nas densidades equivalentes. tais como: impermeabilização do solo. deverão ser gravadas as áreas de manutenção ou recomposição da vegetação nativa. geração de resíduos. os impactos serão imediatos na bacia do Caxambu. (brecha para loteamentos e condomínios) Art 12º – São consideradas permitidas as atividades de pesquisa científica. Considerando as solicitações de diretrizes que frearam o processo de revisão desta lei. são dos proprietários. clínicas de repouso e similares. não inviabiliza o direito de uso destas propriedades. Art 11º. localizadas no vetor oeste.