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Mobilidade Urbana

24 de janeiro de 2011
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Governo Federal Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República Ministro Wellington Moreira Franco

O Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS)
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) atua como importante agente no cenário das políticas públicas. O Instituto assume o compromisso de articular e disseminar estudos e pesquisas, subsidiar a elaboração de planos, políticas e programas governamentais, assessorar processos decisórios de instituições governamentais, além de cooperar com governos e entidades internacionais no seu campo de atuação. Apesar do imenso leque de ações voltadas para a elaboração de estudos sobre cenários, o Ipea tem pouca tradição na formulação de dados primários. O trabalho atual, portanto, possui como benefício direto o aprimoramento das funções do Instituto dentro da sociedade civil, tornando-se um produtor de dados primários em nichos específicos de atuação. Esse novo ramo de atividade garantirá visibilidade e respaldo ao Ipea, concedendo-lhe maior participação no ciclo de planejamento, implementação e avaliação das políticas públicas do País. Esta pesquisa configura um sistema de indicadores sociais para verificação de como a população avalia os serviços de utilidade pública e o grau de importância deles para a sociedade. Logo, permitirá ao Estado atuar de maneira mais eficaz e em pontos específicos da complexa cultura e demanda da população brasileira. O Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) tem como finalidade servir um quadro de dados sobre a percepção da população nas seguintes questões: i) justiça; ii) cultura; iii) segurança pública; iv) serviços para mulheres e de cuidados das crianças, v) bancos; vi) mobilidade urbana; vii) saúde; viii) educação; e; ix) qualificação para o trabalho. Logo, as análises dos dados servirão como arcabouço pragmático para otimizar a eficácia e a eficiência dos investimentos públicos diante dos serviços direcionados a estes fins. A pesquisa servirá tanto como indicador essencial para o setor público estruturar da melhor maneira suas ações, como também uma forma de a sociedade civil entender o que de fato se configura como de interesse comum e quais os fatores mais requisitados ao Estado.

Fundação pública vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, o Ipea fornece suporte técnico e institucional às ações governamentais – possibilitando a formulação de inúmeras políticas públicas e programas de desenvolvimento brasileiro – e disponibiliza, para a sociedade, pesquisas e estudos realizados por seus técnicos.

Presidente Marcio Pochmann Diretor de Desenvolvimento Institucional Fernando Ferreira Diretor de Estudos e Relações Econômicas e Políticas Internacionais Mário Lisboa Theodoro Diretor de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia José Celso Pereira Cardoso Júnior Diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas João Sicsú Diretora de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais Liana Maria da Frota Carleial Diretor de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação, Regulação e Infraestrutura Marcio Wohlers de Almeida Diretor de Estudos e Políticas Sociais Jorge Abrahão de Castro Chefe de Gabinete Pérsio Marco Antonio Davison Assessor-chefe de Imprensa e Comunicação Daniel Castro URL: http://www.ipea.gov.br Ouvidoria: http://www.ipea.gov.br/ouvidoria

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Dessa forma. o meio de transporte mais utilizado pelos brasileiros para locomoção dentro da cidade. A Tabela 1 mostra quanto. com pouco mais de 44%. de moto. Por essa razão. cada meio de transporte é utilizado para a locomoção dentro da cidade. a pé e de bicicleta. entre outros. faixa salarial. serão evidenciadas neste estudo as diferentes concepções que a população brasileira tem sobre a mobilidade urbana. bicicleta.3%. custo e acessibilidade. sendo este. Mobilidade Urbana Hoje em dia. em seus diversos aspectos e sob uma gama de visões que incluem análises por região. Renato Balbim e Bolívar Filho. fator este que pode comprometer as políticas governamentais no curto prazo. não se pode pensar em desenvolvimento econômico e social sem transporte. o Sistema de Indicadores de Percepção Social (Sips) se revela instrumento útil à atuação. etnia. segurança. em especial ligada à mobilidade urbana. respectivamente. por meio dos estudos publicados pelo Ipea. e por moto e a pé com valores similares. colaborando para a maior eficácia e eficiência dos investimentos públicos. Diante da atual conjuntura de alto índice de crescimento econômico e o reconhecimento de gargalos ligados à infraestrutura de transportes no País.Introdução1 O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) desenvolve e dissemina estudos e pesquisas em benefício do Estado e da sociedade civil organizada. Daniel Prado. Considerando os diversos tipos de transportes existentes no Brasil. sendo os meios de transporte divididos em transporte público. Verifica-se que as regiões mais desenvolvidas do Brasil possuem também os maiores indicadores de transportes. o ônibus. Os resultados são apresentados como média nacional e é feita a divisão entre as cinco regiões.8%. seguido pelo transporte por carro. debruçar-se sobre a percepção da sociedade brasileira a respeito da mobilidade urbana e seus temas derivados. fazer compras. nível de escolaridade. trabalhar. de carro. o Ipea vem. 1 3 . condições das vias. 23. Rafael Pereira. 12. dificuldades encontradas em sua utilização.6% e 12. em geral. Esta edição do SIPS teve a colaboração de Erivelton Guedes. ônibus. Carlos Henrique de Carvalho. viajar e possuem cada vez mais a necessidade de estar em movimento. As pessoas precisam se deslocar para estudar. Ernesto Galindo. pois a evolução econômica traz consigo a necessidade de mais infraestrutura. que. como eficácia do transporte público. motivos de utilização. entre outros. Milko Matijascic. pois fornece um amplo quadro de dados que permite analisar como a população percebe os serviços de utilidade pública oferecidos nas regiões. tempo de trajetória. a escolha depende de uma série de fatores como conforto. como carro. é o transporte público. em porcentagem. Mariana Lara. decidem da melhor forma possível sobre questões estratégicas para nosso País. implementação e avaliação das políticas e estratégias empresariais. Como mostrado na Tabela 1 e Mapa 1. por meio deste estudo. do Estado e da sociedade civil no campo da concepção. presente e futura. moto. João Antônio Lima.

4 7.2 16.Tabela 1 – Qual meio de transporte que você mais usa para se locomover em sua cidade? (%) Brasil Transporte Público Carro Moto A pé Bicicleta Fonte: Sips .5% utilizando moto.9 44.3 23.0 19.5 6. assim como o transporte a pé.8 12.5 13.3 31.3 Norte 40.6 36.7 12. com 36. o uso de carro é o maior das cinco regiões.8 CentroOeste 39. o uso de motos é próximo de 20%.7 Nordeste 37.7 3. Mapa 1 – Utilização dos meios de transporte por região Fonte: Sips .6 8.4 18.6 12.6 11.3 3.6 8. Já no Centro-Oeste.0 Sudeste 50.5% da população utilizando esse meio de transporte e apenas 6. por exemplo. Na região Nordeste. e apenas 13% usam o carro para locomoção na cidade.6 2.2010 Sul 46.5 13.7 25.0 Quando se analisam as regiões separadamente. os resultados diferem da média nacional.3 17.2010 4 .3 7.8 11.1 17.

mais o meio de transporte carro é utilizado. 52. mas abaixo da região Norte. Quase 50% das pessoas com até a quarta série do primeiro grau utilizam o transporte público e apenas 13.6% usam carro. com 26. as regiões Centro-Oeste e Nordeste pouco acima da média nacional de 16%. Apesar disso.6%. Apesar de as manchetes de jornais noticiarem o tráfego intenso nas principais rodovias da região Sudeste.5% e 14% respectivamente. as informações da opção de transporte são obtidas por nível de escolaridade. no Gráfico 1.7% dos casos. observa-se na tabela abaixo que todas as demais regiões também enfrentam congestionamentos. O número de pessoas que enfrentam congestionamentos mais de 1 vez por dia na região Sudeste é de 21. e a região Sudeste e Sul com menores índices. em 15. novamente a região Norte se apresenta em primeiro.Abaixo. e pouco menos de 30% utilizam o transporte público. evidenciando uma tendência: quanto mais alto o nível de escolaridade. Na frequência de 1 vez por dia. utilizam esse transporte. um pouco acima da média nacional. Gráfico 1 . de 20. tendo como destaque o fato de as pessoas com a 5ª a 8ª séries do primeiro grau usarem 50% menos esse transporte que pessoas com até a 4ª série do mesmo nível de ensino.5%. Mais da metade das pessoas com nível superior completo ou incompleto e com pós graduação. Conforme o nível educacional aumenta. com 20. entre todos os níveis de escolaridade. o grupo é. o que mais utiliza a moto.7%. com dados semelhantes.2% dos casos. a utilização da moto diminui. com 19.4%.Meio de transporte mais utilizado por escolaridade (%) Fonte: Sips .2010 O Gráfico 1 mostra uma diferença na opção de transporte entre os níveis de escolaridade. 5 .

3 16.0 11. 65.0 6.8 0 0 0 0 0 26. ou pós-graduação.3%.2 4.8 4.6 9. foi feita uma pergunta sobre a propriedade do veículo (próprio ou pertencente à família).8 0 0 0 0.3 29.3 7. porém.7 6.8 0.5 16.3 0.9 0.2 10.1 CentroNordeste Oeste 21.8 6.0 25.8 0 0. o índice é de 95.8 2.0 37.6 5.8 0.4 1.2 12.9 14.0 CentroOeste 21.0 0.5 0.59%.32% responderam que o veículo que utilizam é próprio.2 2.0 7. apesar de existir Ônibus-ônibus Ônibus-metrô Ônibus-trem Trem-metrô Outro tipo NS NR Fonte: Sips –2010 6 Sul 33.3 34.4 1.2 Sudeste 19.3 17.0 7.7 42.7 6.2 19. com 34.3 Norte 26.9 1. contra 83.2 Norte 55.1 15.0 1.6 22.1 11. os dados informam a integração utilizada pelos cidadãos no dia-a-dia.3 24. Apenas para quem respondeu usar carro ou moto.8 31.7 8. ou completo.4%.8 14.0 1.5 49. não há considerações sobre a extensão do congestionamento.5 33.3 0.2 9. Tabela 3 – Tipo de integração utilizada no dia-a-dia Brasil Não existe em minha cidade Não usa. seguido do Centro-Oeste.6 4.4 26.8 Nordeste 23.4 1.1 0.Tabela 2 – Frequência dos congestionamentos enfrentados Brasil Mais de 1 vez por dia 1 vez por dia 2 ou 3 vezes por semana 1 vez por semana De 15 em 15 dias 1 vez por mês Nunca Não sabe Não respondeu Fonte: Sips – 2010 Sul 21.4 12.3 0. 52.5 0 0 0 4.5 16. o tempo gasto no congestionamento e/ou os horários de deslocamento dos entrevistados.1 3.6 22.7 4. Dos entrevistados com escolaridade até a quarta série do primeiro grau.9 1.3 Sudeste 20.4 2.3 0.6 11.3 27.9 3.5 .0 12.1 0.7 2.7 0.3 32.6 21.2 0.8 39. Entre aqueles que recebem acima de 20 salários mínimos.5 3.7 4.3% das pessoas que recebem até dois salários mínimos se declararam proprietárias do carro ou moto utilizado no transporte. Na tabela abaixo.1 6.2 2. Nos dados.7 4.7 14.2 Nota-se uma parcela considerável de quase um terço dos entrevistados que diz nunca enfrentar congestionamentos. Utilizando a variável renda para a mesma pergunta. com destaques para região Nordeste com 39.0 1.4 22.6 20.5 2.5 0.33% dos que possuem ensino superior incompleto.

foi na região Sudeste que o maior número de entrevistados revelou não usar o serviço de integração. com 51. Entre os tipos de integração mais utilizados. acima da média. e o Sul. O Gráfico 2 ilustra a pontualidade dos transportes públicos utilizados pelos entrevistados. as regiões Sul.4%.9%). abaixo da média. o que aponta a interligação entre os sistemas de transportes na região mais desenvolvida do País.5%. somando as respostas positivas e as moderadas (“Sim. com 28.4. respectivamente. A região Sul aparece com o menor percentual. Apesar disso. com quase 10% dos casos. Na média nacional.5% acham que sempre há atraso.6%.Observa-se na Tabela 3 que 55% dos entrevistados da região Norte alegaram que não há integração na cidade que residem.3. o primeiro é o ônibus-ônibus. sempre” e “Na maioria das vezes”. 7 . com uma média nacional de 33.8% e 42. e com as regiões Nordeste e Sul como as que mais utilizam – 49. enquanto na região Sudeste esse percentual é de menos da metade. e Nordeste: 76.6% (média nacional de 7. A região Sudeste é a que mais utiliza o ônibus juntamente com outro tipo de integração.2%. Sudeste: 75.3). 41. Sudeste e Nordeste mantêm uma proximidade com a média nacional (Brasil: 70. 19%. A Tabela 4 traz os dados.9. com divisão por nível de escolaridade. Na região Norte. observa-se que. 12% afirmam que nunca há atraso no transporte público. em porcentagem. sobre o motivo do deslocamento do cidadão. No CentroOeste. o índice é de 1. Sul: 67. respectivamente). o metrô.7%. mesmo com sua existência: 37%. 14. com destaque para o Sudeste. Gráfico 2 – Pontualidade na frequência dos transportes públicos utilizados (%) Fonte: Sips – 2010 Ainda no Gráfico 2.

9 3.3 72. observa-se como o nível de ensino está vinculado à renda e às oportunidades que cada grupo conseguiu obter.2 10.2% para as pessoas com nível superior incompleto. com 68.0 17. a concepção de 8 .2%. é destacada por grandes regiões a percepção da população sobre a sinalização dentro da cidade.7 Nesse ponto.4 NS/NR 4. para se locomover.2 1.9 Lazer 20.1 67. À medida que o nível de escolaridade aumenta.2010 Trabalho Educação 51. Os indivíduos que têm até a quarta série do primeiro grau deslocam-se principalmente por trabalho e por saúde.2010 Nas regiões Norte e Nordeste.7 Saúde 23. Gráfico 3 – Classificação da sinalização dentro da cidade para locomoção Fonte: Sips .3 10. inclusive para avaliar o potencial turístico da região. os deslocamentos por questões trabalhistas e educacionais representam parcelas mais altas. alcançando os 72. completo.6 17.7 2. O grau de sinalização reflete a coesão no planejamento da infraestrutura de transporte das regiões. A região Sul é aquela em que há mais entrevistados satisfeitos com a sinalização. há o maior número de entrevistados que consideram a sinalização ruim ou muito ruim.1 2. Abaixo.0 4. O Gráfico 3 demonstra fatores importantes.2 4.0 69.3 8.Tabela 4 – Motivo da maioria dos deslocamentos dentro de sua cidade – por escolaridade (%) Escolaridade/Motivo Até 4ª série do primeiro grau de 5ª a 8ª série do primeiro grau Segundo grau completo ou incompleto Ensino superior incompleto ou completo ou pós-graduação Fonte: Sips .1 3. ou pós-graduação.3 6.

7% e 28. Destaca-se o nível de aproximadamente 50% de mudança de planos ou desistência na região Norte do País por falta de dinheiro.usuários com veículos próprios e a facilidade para chegar a determinado lugar dentro da cidade. ii) ausência de transporte.37 74.6%.76 29.6%. iii) falta de linha no horário necessário.98 57. A taxa chega a 53.13 25.91 35. vêm as regiões Nordeste.Desistência de ir a algum lugar ou necessidade de usar outro meio de transporte pelos seguintes motivos: Brasil e grandes regiões Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste* Nordeste Norte Sim Não Sim Não Sim Não Sim Não Sim Não Sim Não Por falta de Por falta de Por ausência de dinheiro linha no horário transporte para pagar necessário 28.83 61. com uma taxa de 46.84 23. e Sudeste.23 41. 9 . Em seguida. as demais regiões têm uma representação muito baixa de “Não Sabe” (NS) e (NR).8%.47 36.43 18.64 31.86 52.2010 * Com a exceção da região Centro-Oeste.74 64.63 Fonte: Sips . respectivamente.3%.61 52.28 69.53 30.62 51.88 45.52 67.57 67.98 55.50 69. Em seguida.57 39. A região Norte também aparece como a primeira no índice de desistência por ausência de transporte.38 46. fator este que compromete o direito de ir e vir da população.53 77.81 59.95 20. A Tabela 5 se refere aos momentos em que a população desistiu de sair ou precisou usar outro meio de transporte devido a três motivos: i) falta de dinheiro para pagar.45 60. A região Norte também lidera pelo motivo de falta de linha no horário necessário. vêm as regiões Nordeste e Sudeste. que obteve uma taxa de “Não Respondeu” (NR) em 20%.74 58.62 29.74 28. com 41. com 29.12 49.30 36.12 53. com 36.31 48. Tabela 5 .5%.

o percentual de desistência e/ou mudança de meio de transporte por falta de dinheiro se aproxima dos 40%. a análise é realizada a partir da primeira variável.2010 Para a classes que ganha até 2 salários mínimos. envolvendo transportes públicos.No Gráfico 4. desistência por falta de dinheiro. A taxa sofre uma queda com o aumento do salário. por falta de dinheiro e por faixa salarial Fonte: Sips . 10 . mas por faixa salarial. Gráfico 4 – Desistência de ir a algum lugar ou necessidade de usar outros meios de transportes. automóveis. bicicletas e motos. analisada não por região. dessa vez. alcançando o nível nulo a partir de 20 salários mínimos. A Tabela 6 sinaliza as principais características escolhidas pela população para que o transporte seja considerado bom.

A Tabela 7 mostra o motivo pelo qual o entrevistado escolheu o meio de transporte que mais utiliza.5 1.2 10.5 10.4 0.8 1.8 25.5 CentroNordeste Norte Oeste 7.4 2.2 36.0 5.5 0.7 1.3 11.9 A rapidez lidera em nível nacional e em todas as grandes regiões.4 6.9 1.4 3.0 1.7 8.6 0. com uma média de 30%.8 7.5 1.6 10.8 3.2 1. 11 .9 2. vem a possibilidade de se deslocar com outros meios.7 0.7 0.2 0.9 5.1 2.5 5.3 2. por ser mais barato.2 11.Tabela 6 – Quais as características para um bom transporte? Motivos Ter disponível mais de uma forma de se deslocar Ser rápido Sair num horário adequado à sua necessidade Chegar no horário desejado a seu destino Ser saudável Poluir pouco Ser barato Ser confortável Ter menor risco de assalto Ser fácil de usar Ter menor risco de acidente Cobrir uma área maior Ser cômodo Outra característica NS NR Fonte: Sips .4 7.9 8.5 35.5 7.3 5.5 4.3 0.2 4.2 16.7 4. a comodidade para quem o utiliza.2 0. Em segundo lugar.4 5.3 4.7 0.3 1.3 13.5 0.3 1.0 0.8 1.7 2.4 1.2 2.4 0.6 0.7 10. a disponibilidade em horário adequado à saída.1 9.0 0. nas cinco regiões.9 9. Outros relevantes são: o preço.0 5.1 3.3 9.7 Sul 18.2 0.0 2.5 9.6 1.2 38.8 5.3 0.7 1.9 2.5 2.2 2.6 7.9 1.1 8.3 0.0 0.7 Sudeste 18.0 0.1 2.3 31.4 10.1 36.5 2.9 2.2010 Brasil 13.9 1.3 0.6 1.6 2.8 1.

1 4.1 0.7 5.9 4.0 0.9 8.5 Sul Sudeste 16.6 5. e depois vem o preço.6 14.7 2.8 0.9 3.6 0.3 4.4 0.1 3.5 0.8 14.0 2.7 5.6 A rapidez é o fator que mais influencia o cidadão a escolher o meio de transporte.3 2. com a rapidez do transporte destacada como primeira consideração.2 1. com 14.7 4.9 4.2 0.3 1.4 5.3 0.8%.4 6.1 2.0 0.2 3.0 0.6 5.3 37.1 0.0 0.0 0.3 10.2 0.8 4.0 0.7 CentroNordeste Oeste 11.4 6.9 0.5 7.7 33.0 1. verifica-se o mesmo padrão.0 1.4 27.2 5.6 25.4 2.0 6. O Gráfico 5 mostra o que os usuários acham da qualidade do transporte público na sua cidade.5 9.5 18.5 11.6 4.5 0.3 0.9 9.8 1.9 1.4 5.Tabela 7 – Quais foram os principais motivos que levaram você a escolher o meio de transporte que mais usa? Motivos É o único do qual você tem conhecimento É mais rápido Sai num horário adequado à sua necessidade Chega no horário desejado a seu destino É saudável Polui pouco É mais barato É mais confortável Tem menor risco de assalto Tem menor risco de acidente É fácil de usar Cobre uma grande área É cômodo Outro motivo NS NR Fonte: Sips .0 4.2010 Brasil 10.0 Norte 6.2 1.6 4. ou seja.5 0.9 4. 12 .2 3.7 0.7 1.8 28.5 32.8 5.7 1. Quando são analisados os dados das regiões. com as médias nacionais e nas regiões.9 5. com 32.3 23.4 4.4 9.7%.8 7.9 8.9 0.6 0.5 1.7 0.0 0.6 8.5 8.7 6.6 9.4 0.3 0. o fato de o transporte ser o mais barato é de grande importância na hora da decisão.7 14.

5% no Norte. sendo a média nacional de 31. A opinião predominante é de que o transporte público é regular. alcançando 0. vemos a mesma pergunta com as respostas divididas por nível de escolaridade. os valores variam de 36. Os números são piores no Norte.2010 13 . pouco menos de 20% da população acha o transporte público muito ruim.2% da população com essa opinião. Gráfico 6 – Opinião sobre a qualidade do transporte público na cidade. por nível de escolaridade (%) Fonte: Sips .4% para Muito Bom na região Nordeste. Apenas no Sul.3%. menos de 10% acham o transporte muito ruim.Gráfico 5 – Qualidade do transporte público em sua cidade Fonte: Sips . a 28.2% no Nordeste. No Gráfico 6. Nas regiões.2010 Nacionalmente. O número de opiniões favoráveis é baixo. com 28.

somente 22. nesse caso.4 28.9% acham o transporte muito ruim/ruim.6% não se sentem seguras nunca ou se sentem raramente.1 0.8 0.8 19. A Tabela 9 ajuda a esclarecer os motivos das respostas.0 0.1% das pessoas com nível superior incompleto. Entre as pessoas com maior nível de educação.3 17.8 13. ou pós-graduação dividem essa opinião.0 0.0 0. A Tabela 8 mostra o nível de segurança das pessoas em seu meio de transporte mais utilizado. 14 .9% das pessoas se sentem seguras sempre ou na maioria das vezes em seu transporte mais utilizado.3 23.1 0.5 0.2 4. 36.1 12. existe a preferência pelo automóvel particular como forma de substituição ao transporte público.9 13.2 CentroOeste 43. e entre os com menor nível.2 Norte 37.0 26.5% têm essa opinião.6 0.Observa-se um nível crítico maior entre as pessoas com mais escolaridade: 34.1 0.6 40.0 0.1 12.9 24.6 22.6 6. completo.2 0.0 26.9 Nordeste 36. nunca NS NR Fonte: Sips . mas somente 20. Tabela 8 – Sensação de segurança no meio de transporte mais utilizado Brasil Sim.4 Os dados mostram que 66.0 0.0 18.9 43. e 32. os usuários se tornam mais críticos quanto à qualidade do transporte público.2010 Sul 44.9% daquelas com até a quarta série do primeiro grau acham o transporte muito bom ou bom.4 22. Esses resultados mostram que conforme o nível educacional aumenta.6 19.5 Sudeste 40. Como esse público tende a contar com rendimentos maiores. sempre Na maioria das vezes Raramente Não.

já sofri acidente Sim.8 0. Apenas 9.0 0.6 57.0 0.8 0.6 4.1 0.9 34. e 4. somente 6.5 53.3 9.2 4.Tabela 9 – Você já foi assaltado (ou conhece alguém que já foi) usando o meio de transporte que mais usa? Brasil Sim.1 36.0 1.9 10.6 4.6 58.3 53.2 7.5 20.8 19.6 33.2 Como mostra a Tabela 9.3 6.6 53.3 CentroNordeste Oeste 11.7 0.4% no Brasil.0 0.9 70.9 31.2 Sudeste 11. A sensação de segurança indicada na Tabela 8 pode ser explicada pelo fato de 57.2 Sudeste 9.2 Norte 4.9 30.4 0.7 0.0 48.2010 Sul 9.6% já foram assaltados e conhecem alguém que também foi. já sofri e conheço quem já sofreu Não.3 7.7%.3 6. nem conheço quem já foi NS NR Fonte: Sips – 2010 Sul 5.2 33.0 1.4% conhecem alguém que já foi assaltado.3 A porcentagem das pessoas que nunca sofreram acidentes nem conhecem alguém que sofreu é de 53.0 1.6 52.0 0.4 52.8 0. conheço quem já sofreu acidente Sim. A Tabela 10 mostra a porcentagem dos entrevistados que sofreram ou conhecem quem sofreu acidente no meio de transporte mais utilizado.5 71. já fui assaltado e conheço quem já foi Não nunca fui assaltado.4 48. já fui assaltado Sim.4 21.5 28.2 0.2 0. conheço quem já foi assaltado Sim.7% dos entrevistados nunca terem sidos assaltados e nem conhecerem alguém que foi assaltado no meio de transporte que mais usam.3 0.7 0.3 Norte 11.2 0.3 35.4 66. Tabela 10 – Você já sofreu (ou conhece alguém que já sofreu) acidente usando o meio de transporte que você mais usa? Brasil Sim.3 0.4 3.1 CentroNordeste Oeste 7.4 31.6 5.9% dos entrevistados já foram assaltados. Entre as 15 .4 4.7 0.4% dos entrevistados responderam que já sofreram algum acidente no meio de transporte que mais utilizam. nem conheço quem já sofreu NS/ NR Fonte: Sips .0 3. sendo que no Sul esse índice é de 71. nunca sofri acidente. 30.

8 15.5% das pessoas respondendo já terem sofrido acidente.2 7. os dados evidenciam as alternativas de maior importância para os cidadãos sobre as fontes de informações sobre transporte na cidade que residem.3 1.2 0.9 19.3 1.2 1.8 1.2 3.0 2.4 5. com 48.7 7.8%.9 2.5 1. Com o maior índice.5 14.8 2. Tabela 11 – Principais fontes de informação sobre transporte em sua cidade Brasil Pontos de parada Terminais/estações Ruas TV Rádio Telefone Jornal Internet Conversas Funcionários Outros NS NR 31.2 8.2 15.0 19. Em todas as regiões.9 6. com uma média nacional de 31%.1 5.8 0. aparece o Norte.7 2.8 5.0 2.4 Sudeste 29.7 11. Gráfico 7 – Adequação/Adaptação do meio de transporte mais usado aos portadores de necessidades especiais Fonte: Sips – 2010 16 .7 2.9 2.1 1.5 3.5 0.9 10.9%.5 2. o próprio ponto de parada é a principal fonte de informação.3 6.6 0.3 0.2%.7 Nordeste Norte 33. 4.6 12. com 66.9 5.4 16.4 1.0 1.8 CentroOeste 37.8 1.0 4.3 13. com 11. o Centro-Oeste tem o maior índice.4 1. O maior índice de pessoas que nunca sofreram nem conhecem quem sofreu acidente no meio mais utilizado foi registrado no Sul.regiões.1 0.1 3. A TV.8 15.9 0.4 12.2010 Na Tabela 11.1 0.5 6.9 0.7 3.3 1.0 4.0 12.2 2.7 3.6 2.0 0.5 3.5 13.9 Fonte: Sips .1 5.9 1.3 18.2 2.6 Sul 22.2 2.9 17.7 8.7 5.0 34. os terminais e as conversas também exercem papel importante no processo de distribuição das informações.3 7. enquanto no Nordeste o índice é o menor.

Os dados sobre a adequação dos meios de transporte às pessoas com deficiência se revelam assimétricos entre as regiões. Na região Sudeste. A disponibilidade e a rapidez obtiveram.2% dos respondentes que consideram os transportes sempre adequados.Condições para passar a utilizar o transporte público Fonte: Sips – 2010 No Gráfico 8. contra 9. o maior índice de respostas.5% dos entrevistados da região consideram que os meios de transporte nunca estão aptos para o deslocamento de pessoas com necessidades especiais. com 51. em que a disponibilidade foi mais citada.1% na região Centro-Oeste e 4. Como terceira opção.8% na região Norte. para mais da metade dos entrevistados. a média nacional apresenta 31. as demais regiões optam primeiramente pela rapidez. ultrapassando. Com a exceção da região Nordeste. Gráfico 8 . Bem abaixo. Apesar de a região Nordeste apresentar um índice de 31.2%. Contudo. juntas. 45. as demais regiões levam em conta mais o preço que o conforto. índice semelhante ao da região Centro-Oeste. com aproximadamente 15% das considerações.8% de pessoas que consideram que o meio transporte sempre está adaptado às necessidades. questiona-se o que levaria aqueles que não usam transporte público a utilizá-lo. uma parcela considerável dos respondentes afirma que nenhuma opção os faria utilizar 17 . Com exceção do Centro-Oeste. o preço (ser mais barato) e o conforto aparecem juntos. os transportes são sempre adaptados às suas necessidades. 40% das opções para a região Nordeste.

1 Até 30 min 34. índice bem acima da média nacional de 34.1 6.4 3.3 40.5 1.1%.6 0. longe da média nacional. de 51%.7%.1 0.6 3.7 37.0 0.7 Até 1 hora 9.1%.0 1.6% e 12.0 2.5%. Na mesma região. com 13.4 33.3 58.os transportes públicos.0 0.6 0.9 1.0 3. 32.5% para a região CentroOeste. O índice de respondentes que fazem deslocamentos com até 1 hora é maior nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.1 48. com 14. os respondentes com deslocamentos de até 30 minutos são 48.3 A região Centro-Oeste aparece como a região com menor índice de rápidos deslocamentos a pé ou de bicicleta.5 58.8 8.5 Mais de 3 horas 0.9 26. O Mapa 2 traz informações sobre o quanto se respeita o ciclista e pedestre nas regiões.5 30.7 5.3% deles sendo de até 15 minutos.4 13.7 3.7% para a região Norte.0 2. Tabela 12 – Tempo gasto no deslocamento diário para quem anda a pé ou de bicicleta Até 15 min Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Nordeste Norte Fonte: Sips – 2010 51.1 Até 2 horas 2.0 50.0 0.0 0. com apenas 33.2 1.0 0.9 41.7 0. e uma média nacional de 24. 18 .6 12.7 3.0 NS 0.2 NR 1.

19 .9% acham que isso ocorre raramente. com 42. o Sul se destaca positivamente. e 15. No extremo oposto está o Nordeste. por região Fonte: SIPS – 2010 Mais uma vez.3% das pessoas acham que nunca há sentimento de respeito na condição de pedestre e ciclista.4% dos entrevistados respondendo que sempre há sentimento de respeito na condição de pedestre e ciclista. enquanto 17% acham que isso acontece na maioria das vezes. onde 47.Mapa 2 –Dados sobre o respeito aos pedestres/ciclistas.

foram mais sutis ao analisar os dados por renda ou escolaridade. as regiões apresentaram resultados comparáveis. Apesar da heterogeneidade física e cultural. podem ser soluções de melhor qualidade. Essas alternativas. a disponibilidade e a rapidez também foram os itens que apresentaram o maior número de respostas negativas em termos de avaliação. porém. é percebida com similaridades nas cinco regiões do País. com problemas comuns de infraestrutura e qualidade do transporte público. fator que compromete a ida e vinda dos cidadãos para o trabalho. que integram e comportam mais pessoas. As diferenças. O congestionamento. No âmbito das cidades. se não for possível reduzir o contingente e a concentração populacional das metrópoles aferida hoje. a integração de transporte público mais utilizada no diaa-dia é ônibus/ônibus. as alternativas propostas para efetuar melhorias com maior relevância na hora de classificar um bom transporte público foram a disponibilidade e a rapidez. as respostas foram mais críticas. beneficiando a saúde pública. VLT – veículo leve sobre trilhos – e trem. Quando a pergunta foi dirigida àqueles com mais escolaridade. são mais rápidos e poluem menos. Cerca de 30% dos respondentes nas regiões avaliaram como regular o serviço de transporte público. identificou a percepção que a população tem da mobilidade urbana. o desconforto da população e a emissão de gases poluentes na atmosfera. revelando as consequências da qualidade precária dos meios de transportes públicos em conglomerados urbanos. Considerando a situação nacional. diminuiriam o fluxo de veículos. Investimentos em metrô.Conclusão O Ipea. aliadas ao incentivo do governo para promover novas modalidades de transporte. 20 . por meio do Sistema de Indicadores de Percepção Social. os atrasos. em substituição aos automóveis e ônibus. Entre aqueles que não utilizam o transporte público. tornando algo consensual esse tipo de apreciação e apresentando um cenário claro para a ação das políticas de governo.

5. de modo a obter as informações diretamente das famílias.86%. Na seleção. as seguintes variáveis foram controladas: idade. para os níveis do Brasil e das grandes regiões. com p = 0. visando assim. O controle foi realizado através das cotas. de forma que se manteve a composição da população na distribuição percentual daquelas variáveis. contemplando-se municípios autorrepresentativos. A margem de erro máxima por região é 5% e p = 0. com nível de confiança de 95%. mantendo-se também a proporcionalidade existente. mantendo-se o mesmo nível de confiança. região metropolitana (RM) e não-RM e porte do município. procurou-se representar cada estado espacialmente. sexo.7. à representatividade e operacionalidade. escolaridade. Em seguida. a variabilidade da amostra nesses quesitos é igual à da população. A fim de isolar o erro amostral proveniente das variáveis que acredita-se terem grande variabilidade. as amostras estaduais foram dicotomizadas entre metropolitana e não metropolitana. foi calculado o número de entrevistas necessário de forma a garantir um nível mínimo de confiança de 5% para cada região do território nacional. renda. A partir daí. a amostra de cada região foi dividida proporcionalmente entre os respectivos estados. segundo seu local de moradia.Metodologia A técnica amostral utilizada para a confecção da pesquisa pode ser denominada como “amostragem por cotas”. médios e pequenos. considerando um nível de confiança de 95%. dado a heterogeneidade das regiões brasileiras. 21 . UF. Esse controle possibilita maximizar as estimativas e se obter uma margem de erro de 5%. Por sua vez. de modo a garantir a margem de erro geral (nível nacional) de 1. ao mesmo tempo em que se buscou garantir operacionalidade das rotas. Margem de erro A técnica de amostragem por cotas consistiu em dimensionar o tamanho da amostra. os municípios que compõem a amostra final foram selecionados. Distribuição e dimensionamento da amostra Inicialmente. Acesso ao entrevistado As entrevistas são realizadas com pessoas físicas nas residências. Mantendo-se essa composição.

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