Juventude Popular de Odivelas

Um desafio pelo nosso Concelho.

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Índice

INTRODUÇÃO ....................................................................................... 3 1. URBANISMO E ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO ........................................ 4 2. AMBIENTE ....................................................................................... 7 3. CULTURA ......................................................................................... 9 4. DESPORTO ..................................................................................... 11 5. SEGURANÇA ................................................................................... 14

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Introdução
Este documento dá corpo ao desafio que a Juventude Popular lançou a dezenas de jovens do concelho de Odivelas, incitando-os a participar no desafio de cidadania que é tentar melhorar o nosso concelho, produzindo propostas que se dirijam sobretudo aos jovens e respondam a problemas específicos. Este texto é a voz da principal força transformadora da sociedade: a juventude. Odivelas tem características decorrentes da sua suburbanidade e precisa de respostas que se ajustem à sua realidade. A JP procura com o presente documento mostrar a sua visão do concelho e apresentar as suas alternativas estabelecendo cinco áreas prioritárias: Urbanismo e Ordenamento do Território, Ambiente, Cultura, Desporto e Segurança. Muito mais haveria a dizer sobre o concelho de Odivelas, sabemos disso. Contudo, a JP, comprometida com um profundo sentido de responsabilidade, toma partido pelos temas que julga serem mais urgentes e determinantes na relação entre os órgãos autárquicos e a juventude. Representar e defender toda a juventude, implicarmo-nos para melhorar o nosso concelho, apelando à cidadania e à juventude enquanto força activa de mudança. Esta é a filosofia que abraça este projecto, um desafio pelo nosso concelho.

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1. Urbanismo e Ordenamento do Território
A segunda metade do Século XX foi marcada pelo forte crescimento das áreas metropolitanas, com especial destaque para a Área Metropolitana de Lisboa (AML). Este período, sobretudo nas décadas de 60 e 70, foi dominado pela capacidade atractiva da AML, denotando, desde então, um novo padrão de reorganização territorial visível nos avanços do processo de suburbanização. O concelho de Odivelas caracteriza-se por possuir um crescimento positivo, contínuo e regular a partir de 1900. Havendo uma aceleração brusca desse crescimento na década de 50, que proporcionou um aumento do peso relativo da população de Odivelas na AML desde 1960. Assim, o concelho de Odivelas tem uma densidade populacional cerca de 45 vezes superior à de Portugal Continental e cerca de oito vezes superior à da AML [1]. A atractividade da AML em décadas passadas, associado ao consequente desenvolvimento da suburbanidade, originou um aumento significativo da população residente em Odivelas. Estes factos associados à política de gestão urbanística e de ordenamento do território conduziram a que, em 2003: “Cerca de 80% do território do concelho encontra-se comprometido com a ocupação urbana, igualmente repartida entre ocupação actual (cerca 42%) e futura (cerca 39%). A quase totalidade do território das freguesias de Famões, Odivelas, Póvoa de Santo Adrião e Ramada encontram-se comprometidas com a ocupação urbana. Com ocupação urbana inferior à média do concelho surgem as freguesias de Caneças (cerca 50%), o Olival Basto (cerca 42%) e Pontinha (cerca 73%). Destaque para os

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Câmara Municipal de Odivelas - Odivelas, O Futuro Constrói-se Hoje (Maio 2006)

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valores significativamente mais reduzidos observados nas freguesias de Caneças e Olival Basto. O índice de relação espaços urbanizáveis – espaços urbanos é muito elevado em todas as freguesias. A área urbana do concelho vai duplicar. A freguesia de Caneças é a única excepção, embora a sua ruralidade possa estar ameaçada com este crescimento, correspondente a quase metade da sua área urbana actual. O valor mais elevado verifica-se em Odivelas traduzindo um crescimento extremo, em que a área de espaço urbano da freguesia será mais do dobro da actual área existente. Todas as freguesias apresentam em regra valores extremamente baixos para a relação entre os espaços verdes e o número de residentes, reflectindo a aposta errada na baixa qualidade urbanística e na construção massificada de habitação, com impactos fortemente negativos na qualidade de vida das populações e no sistema ambiental. Quase todas as freguesias têm menos de 4m 2 de área verde pública por habitante. A freguesia da Ramada (6.30 m2/hab.) encontra-se em situação menos má. As normas apontam para, pelo menos 10m 2/hab. no interior de espaço urbano e 30m2/hab. no exterior. Os dados do Plano Director Municipal apontam para uma intensificação da ocupação urbana do concelho em quase todas as freguesias. Apenas Caneças e Olival Basto parecem não seguir essa tendência. A curto ou médio prazo o ‘coração’ do concelho (Odivelas, Ramada, Póvoa de Santo Adrião e Famões) constituirá uma extensa mancha urbana de betão e asfalto, receando-se que sem os necessários espaços para descompressão urbana e equilíbrio ambiental, e extremamente carente de espaços verdes para usufruto da população. O potencial de crescimento do espaço urbano é ainda enorme em todas as freguesias estando, de acordo com o PDM, previsto uma área de espaço urbanizável que, em quase todas as freguesias, é igual ou superior à área já actualmente ocupada pelo espaço urbano. Os pequenos mas importantes ‘oásis’, tais como a Quinta do Alvito ou a Quinta dos Cedros, ainda existentes entre Famões, Odivelas e Pontinha e que de

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algum modo ainda funcionam como espaços de descompressão e equilíbrio ambiental, tenderão a ser progressivamente ocupados por usos que destruirão as suas funções ecológicas e as suas enormes potencialidades para melhoria da qualidade de vida da população. A ocupação em espaços urbanos traduz o tipo de construção existente, verificando-se a predominância de espaços urbanos a necessitar de legalização (sobretudo em Famões e Ramada) e espaços urbanos a consolidar e a beneficiar (Odivelas, Póvoa de Santo Adrião, Pontinha e Caneças).” [2] Perante estes factos, a JP Odivelas entende que o planeamento urbanístico e territorial deve procurar atingir os seguintes objectivos: 1. Dotar o tecido urbano de espaços verdes em quantidade e qualidade; requalificar os espaços públicos; criar a Estrutura Ecológica municipal de modo a proporcionar um desenvolvimento urbanístico sustentável. 2. Conter o crescimento dos aglomerados; requalificar em vez de crescer; proteger os espaços naturais da ocupação do ‘cimento’. 3. Reduzir o impacto do automóvel no tecido urbano; melhorar fortemente os transportes colectivos; criar estacionamento; criar condições para a circulação pedonal; melhorar a rede viária entre freguesia; garantir a mobilidade sustentável. Para que o futuro de Odivelas esteja salvaguardado e para que seja pública a vontade política em tornar Odivelas um concelho sustentadamente desenvolvido, a Juventude Popular propõe:

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Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências e Tecnologias, Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente – Diagnóstico do Ambiente do Município de Odivelas, volume 1, Relatório do Diagnóstico das Freguesias e do Concelho de Odivelas (Março 2003)

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 Cessação de qualquer aprovação de construção de quaisquer novas urbanizações até à aprovação final do novo Plano Director Municipal de Odivelas.  Que seja honrado o compromisso assumido no dia 19 de Novembro de 2002, data em que, em nome do Município, foi assinada a Carta de Aalborg. A Agenda 21 Local de Odivelas deve estar no topo das prioridades políticas.

2. Ambiente
Desde sempre que a Esquerda utiliza o tema do ambiente para melhorar os seus resultados eleitorais. Contudo, a Odivelas de hoje é o resultado dos sucessivos executivos de Esquerda que governaram o concelho desde o seu nascimento e até mesmo quando este era parte integrante do concelho de Loures. A preservação do ambiente assenta no pressuposto de que toda e qualquer acção a nível local acaba por ter repercussões globais. Consciente disto, a Juventude Popular, toma partido e assume um compromisso. Somos pela qualidade de vida dos cidadãos, pela preservação do património ambiental e valorização do espaço edificado. Em Odivelas, o tema do Ambiente assume essencialmente duas preocupações: 1) os espaços verdes, de lazer e descompressão; 2) a conservação da via pública. A Câmara Municipal tem responsabilidade em ambas. 1) OS ESPAÇOS VERDES , DE LAZER E DESCOMPRESSÃO O Município de Odivelas apresenta uma elevada densidade populacional e padece de muitos problemas associados ao seu carácter eminentemente urbano. Mesmo com uma elevada densidade populacional e um ritmo de construção desenfreado, não possuímos um parque natural que faça respirar a cidade, que a valorize e sirva de zona de lazer. Assim, defendemos que, o Parque do Silvado, sem prejuízo de continuar a servir como zona polivalente para o mercado e outros eventos, seja transformado numa grande zona verde, de lazer e descompressão. Um local bem mais aprazível do que é agora. É fundamental aproveitar uma das riquezas

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naturais do concelho de Odivelas: as suas zonas ribeirinhas, recuperando-as e fazendo com que sirvam de ligação ao longo de todo o concelho. Deve ser estudada a hipótese de fechar os centros históricos ao trânsito nos domingos e feriados porque, esta medida, além de estimular o comércio local, permite que as famílias visitem as zonas históricas com mais conforto. Tem de existir uma estratégia global de arborização por todo o concelho com o objectivo de criar espaços verdes, zonas de lazer e convívio que melhorem a qualidade de vida dos cidadãos. Assim, Odivelas convidará os odivelenses a passar mais “tempo livre” no concelho e, ainda, irá atrair visitantes de outros concelhos. A atracção de mais população provoca, também, um aumento de necessidades: mais equipamentos, infra-estruturas e acessibilidades. É urgente a instalação de ecopontos em todos os bairros. Além disso, a JP, acredita numa aposta objectiva na reciclagem doméstica. É necessário que cada família tenha em casa um caixote do lixo para a reciclagem. Apenas, uma pequena percentagem da população separará os lixos se os caixotes não chegarem a sua casa, mesmo concordando com as campanhas de sensibilização. Assim, era positivo promover uma troca em que ambos os lados (cidadãos e Município) ficassem a ganhar, isto é, uma troca de caixotes de lixo perfeitamente adaptados para reciclagem por tampas de garrafa ou qualquer outro objecto. As medidas que propomos fazem ainda mais sentido quando acompanhadas por campanhas de sensibilização para as questões ambientais, redução de lixos e reciclagem. Hoje, os jovens, são os grandes impulsionadores da reciclagem. Assim, seria interessante aproveitar o potencial que provém da sensibilidade que os jovens têm para com o ambiente e fazer algo objectivo e eficaz. 2) A CONSERVAÇÃO DA VIA PÚBLICA As ruas do concelho de Odivelas estão permanentemente sujas, ora com dejectos de animal, ora com beatas de cigarro ou outros desperdícios. Existe um enorme número de automóveis na via pública. Com isto, a qualidade de vida no concelho
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deteriora-se, os imóveis que possuímos perdem valor e o concelho torna-se cada vez mais cinzento. Para a JP é prioritário um esforço na recuperação dos espaços e edifícios degradados, removendo cartazes publicitários velhos e limpando pinturas ou grafittis não autorizados. Além disso, a Câmara Municipal deverá ser promotora do conceito “Odivelas Cidade Limpa”, instalando mais caixotes do lixo para depósito de pequenos lixos (papel, embalagens, etc.) e levando a cabo acções de sensibilização da população para a preservação da via pública. A Câmara deve, ainda, adquirir, se necessário, melhores e mais modernos equipamentos de limpeza e conservação da via publica que tornem os processos mais eficientes. Por fim e porque as beatas de cigarro são um dos “adereços” da nossa cidade, propomos a instalação de cinzeiros públicos nas zonas de maior concentração de cidadãos.

3. Cultura
O actual executivo camarário prolonga os maus hábitos que se têm vindo a praticar, desde a sua fundação, no campo da cultura neste concelho. Há uma prática claramente elitista, paternalista e até dirigista que o pelouro cultural tem para com os munícipes. A JP entende que o pelouro da cultura da CMO não é um cargo político que se possa dar como presente a alguém da mesma cor política que a autarquia mas sim que parta da iniciativa dos munícipes para ser um bem comum de todos. Um mau exemplo foi a recém-extinta OdivelCultur, a empresa municipal que serviu de pano de fundo para o Centro Cultural Malaposta. A centralização das empresas municipais numa só, a Municipália, apenas vem disfarçar o que antes era óbvio. Os cargos são os mesmos e as pessoas também. A Juventude Popular entende que a cultura deva ser entregue aos seus profissionais e agentes para que os jovens e os habitantes do concelho decidam eles mesmos, pela procura, o que pretendem que Odivelas tenha a dar neste âmbito.

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Queremos que Odivelas tenha mais para oferecer em eventos culturais do que teatro de marionetas, recitais de poesia e odes ao 25 de Abril. É certo e sabido que a OdivelCultur tem gasto imenso dinheiro do contribuinte sem conseguir com isso ganhar retorno, apreço e fidelidade por parte dos odivelenses. Com isto em vista a Juventude Popular propõe as seguintes medidas para a área da cultura em Odivelas: Desvinculação do Centro Cultural Malaposta da Municipália e privatização total ou parcial dos seus bens sob o vínculo de se querer instituir um pólo cultural ecléctico e com conteúdos programáticos gerados por profissionais das artes, letras e espectáculos. Este vem de facto a ser a abordagem adoptada por outros municípios como, por exemplo, o de Cascais. A dotação do orçamento camarário, em 2006, para as empresas municipais foi de 1,3 milhões de Euros. Parte destes recursos preciosos poderiam ser reduzidos com uma melhor gestão e maior rentabilização dos espaços culturais odivelenses que tenham reduzida afluência através da sua exploração comercial regular (cafés, lojas de imprensa, espaços publicitários, etc.) e pontual (concertos, concursos e campeonatos). É imperativo que o executivo camarário efectue diligências junto da delegação de Lisboa do Instituto Português do Património Arquitectónico e com a Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais com vista a reabilitar e restaurar o túmulo gótico de El-Rei Dom Dinis, uma herança histórica incalculável que transmitiu a génese e identidade histórica do concelho. A criação da “Semana Musical da Juventude”, semelhante à “Semana Académica”, que consistiria numa série de concertos: um em cada uma das escolas secundárias do concelho. Apelando, deste modo, aos instintos de convívio e diversão entre os jovens. Seria um incentivo baseado em normas de respeito e solidariedade com função de promover a sociabilidade e mais formas de integração na comunidade.

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A JP louva a atitude de mecenato cultural por parte de entidades privadas, em particular, o centro comercial Odivelas Parque que tem levado ao público exposições temporárias de escolas do concelho ou desfiles de moda. O incentivo à fixação de grandes empresas só traria maiores benefícios à vida cultural do concelho para além gerar mais emprego local. Noutros termos, seria interessante o impulso incentivador a uma alternativa estável e plausível no que toca ao cinema em espaços abertos em linha com o que já ocorreu no passado. Seria um trocar das salas de cinema confortáveis às quais estamos de certa forma confinados pelo visionamento do mesmo conteúdo em locais onde é possível esticar cada músculo humano sem que se incomode alguém. Era, sem dúvida, uma promoção dos instintos cinéfilos juntamente com o ar limpo e os espaços verdes, que se defende e se quer em abundância não só usando, por exemplo, o parque do Silvado mas também outras áreas do concelho. Em suma, o objectivo é revitalizar o gosto cinéfilo dos munícipes voltando às projecções de cinema em outdoor durante o Verão.

4. Desporto
A Juventude Popular reconhece no Desporto e na prática desportiva um papel essencial na nossa sociedade. Como tal reconhece o mérito a todas as associações e clubes que, por vezes contra as maiores adversidades, continuam a promover a prática desportiva no concelho de Odivelas. A Juventude Popular considera que o Desporto tem um papel imenso na construção do indivíduo, jovem para ser adulto. Habituando-o e motivando-o a, desde cedo, praticar um estilo de vida saudável, convivendo com jovens da sua idade. Aprendendo o valor do trabalho e do mérito, a recompensa da vitória e o amargo da derrota. Lidando em grupo e reconhecendo o valor do trabalho de equipa. Ajudando-o a compreender o seu papel numa equipa, reconhecendo que a

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equipa é mais do que a soma das individualidades, fazendo do atleta um indivíduo cada vez mais completo. Analisando a estrutura associativa e desportiva no concelho de Odivelas de modo a obter um diagnóstico, a Juventude Popular dá como garantidos os seguintes pressupostos:  Existe uma forte componente associativa no concelho de Odivelas;  Os clubes do concelho de Odivelas fazem o possível para que haja uma boa oferta para responder à procura pela prática desportiva no concelho;  Existe, nos clubes do concelho, vontade de fazer mais e melhor. Procurar ter mais para oferecer mais. Existe, nos clubes do concelho, vontade, capacidade empreendedora e capital humano que permita alcançar sucesso;  Existe tradição de uma forte componente desportiva nos estabelecimentos de ensino de Odivelas;  Existe registo de sucesso de iniciativas empreendedoras na área do Desporto, com origem no Desporto Escolar, no concelho de Odivelas;  Não existem, no concelho de Odivelas, as infra-estruturas necessárias para um franco desenvolvimento dos clubes do concelho;  Os clubes têm necessidade, legítima e necessária, de procurar mais espaços onde exercer a prática desportiva. Essa procura, leva a que infra-estruturas que, à partida seriam de uso livre e público, estejam condicionadas ao uso dos clubes;  Existe, no que ao uso dos equipamentos desportivos do concelho diz respeito, muito mais procura que oferta;  Boas notícias: existe procura. Más notícias: há pouca oferta. Deste modo, a Juventude Popular entende que os objectivos prioritários para a área do Desporto deveriam procurar: Proporcionar, de modo responsável, sustentável e útil, o aumento das condições para a prática desportiva da população do concelho de Odivelas;
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Proporcionar, de modo responsável, sustentável e útil, o aumento das condições dos clubes para a prática desportiva; Proporcionar, de modo responsável, sustentável e útil, as condições de implantação de iniciativas desportivas nos Estabelecimentos de Ensino do concelho de Odivelas; Proporcionar através da implementação de um Plano Integrado para a Prática Desportiva no Concelho de Odivelas, um aumento real, sustentável, próspero e significativo da prática desportiva no concelho de Odivelas. Assim, e sob o timbre da responsabilidade, da sustentabilidade e da utilidade a Juventude Popular compromete-se, de futuro, a apresentar propostas orientadas para proporcionar:     Um aumento responsável e ponderado das infra-estruturas desportivas do concelho; A recuperação dos equipamentos desportivos públicos de acesso livre; Uma reorganização profunda e responsável das ciclovias do concelho, promovendo a prática desportiva livre e em segurança; A criação de uma Volta a Odivelas, em ciclismo, para jovens. Com diferentes percursos e exigências consoante o escalão etário. De uma só etapa e a realizar no Dia da Criança;  A possibilidade de, por parte da CMO, surgirem apoios a federações e empresas organizadoras de provas nacionais, dando deste modo relevo às condições naturais ou a infra-estruturas já existentes para a organização de eventos/provas/circuitos locais, regionais ou nacionais de modalidades desportivas de cariz radical ou urbano;   A implantação e implementação de um Plano Integrado para a Prática Desportiva no Concelho de Odivelas; A constituição do Conselho Municipal do Desporto de Odivelas.

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5. Segurança
Onde existem grandes concentrações populacionais, geralmente, existe mais criminalidade. Os diferentes estilos de vida, as diferentes experiências, e as diferentes vivências podem ser muito enriquecedoras mas tem de haver segurança para que possa existir uma saudável troca de experiências culturais. Sem alguns dados é difícil começar a trabalhar, portanto sugere-se que se realizem levantamentos dos índices de criminalidade no concelho com mais regularidade para se poder avaliar, de forma precisa, o estado da segurança em Odivelas e também para que, posteriormente, os indicadores sirvam de ferramenta de avaliação às medidas tomadas. Só assim teremos uma avaliação concreta da execução das medidas, de onde se poderão retirar conclusões. Não pedimos que Odivelas tenha tanta iluminação como a Cidade das Luzes mas, relacionamos o facto de haver vários locais espalhados pelo concelho com pouca luminosidade com a maior criminalidade existente em alguns desses espaços. Apenas lembramos a História, quando se começou a iluminar as ruas de noite, a criminalidade desceu bastante. Os mais jovens e os mais idosos são os alvos mais fáceis, e preferenciais, de possíveis assaltantes, portanto sugerimos que se comece por proteger os mais novos no seu caminho para a escola, com um novo tipo de patrulhamento adaptado às pessoas, mais próximo. Também defendemos o aumento de efectivos na patrulha dos bairros, para que também os mais idosos se sintam tranquilos durante a noite. Temos plena noção do aumento de efectivos que seria necessário para se conseguir levar este projecto avante. Portanto sugerimos uma medida que tem vindo a ser aplicada nas grandes cidades europeias que é a videovigilância nas áreas de maior criminalidade, possibilitando assim ter mais olhos de segurança espalhados pela cidade. Sabemos que a Polícia tem imensas funções e que é essa muitas das vezes a razão pela qual não conseguem ser eficazes em todas as frentes. Por isso colocamos a
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hipótese de, como se faz noutras cidades, nomeadamente Lisboa aqui ao lado, estudar a viabilidade da introdução de uma efectiva Polícia Municipal no concelho de Odivelas, que tratasse de problemas menores como, o trânsito, entre outras coisas, e liberta-se a Polícia de Segurança Pública e a Guarda Nacional Republicana de algumas tarefas menores dando mais tempo e mais efectivos para o combate à criminalidade. Pensamos que a melhor forma de se sensibilizar as pessoas para o combate à criminalidade Juvenil é estando perto dos jovens, daí percebemos que campanha de sensibilização para o combate ao crime nas escolas e associações juvenis pode ser uma ajuda e um investimento ganho para a segurança de amanhã. Entendemos que a aposta na segurança pode trazer mais e melhor bem-estar a todos os cidadãos de Odivelas. Para isso é necessário apostar em algumas áreas fulcrais, e a Juventude Popular não tem dúvidas que a segurança tem de ser uma destas áreas. É necessário que o futuro do concelho cresça em segurança, podendo beneficiar de todas as experiências culturais, inter-culturais, espaciais e sociais possíveis, para que se consiga ter uma sociedade saudável.

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