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MEL #1 :: primavera

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sumário
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As matrículas 2012/2013 estão à porta. Saiba como preparar-se!

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Eventos da MEL:

Está curioso para saber quais os eventos que a MEL está a preparar para si?

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Desconstruindo mitos acerca do ensino doméstico e da educação livre.

Descobrir um livroo primeiro é o de A. Soule, e chega-nos do outro lado do oceano. Entrevistámos a autora do “Aprender sem ecola”, Paula Jardim. Que famosos foram educados fora da escola?

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pág. 11 Matemática
saborosa- tarte de maçã à moda da MEL

+ Um olhar,
um autor:
Uma revisão do livro “The creative family”, escrito por Amanda Soule.

Matrículas abertas de 16. abril a 15. junho
As inscrições para o ano letivo 2012/2013 estão abertas de 16 de abril a 15 de junho de 2012, para o préescolar e para o primeiro ano do primeiro ciclo. As matrículas podem ser efetuadas em casa, on line, ou junto da sede do agrupamento de escolas da sua área de residência. Nalguns casos, é diretamente na escola. A lista de documentos necessários é bastante extensa, a saber: - cartão de cidadão/BI/assento de nascimento; 1 fotografia; cartão de utente (para quem não tem CC); NISS do aluno

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Para quem inicia este ano o ensino doméstico pela primeira vez... coragem! E, já sabe, pode contar sempre com a MEL para ajudar a sua família a preparar-se.

Tantos documentos, tanta digitalização, tanta dor de cabeça... Encontre aqui a lista completa dos documentos necessários. A boa notícia? É só no 1º ano, depois basta renovar a matrícula!
onde conste o escalão do abono de família; subsistema de saúde; boletim de vacinas atualizado; declaração médica comprovativa de que o aluno não sofre de doenças infeto contagiosas (1º ciclo); atestado de residência passado pela junta de freguesia ou o documento da entidade patronal. Para quem desejar inscrever os seus educandos em regime de ensino doméstico ou individual provavelmente escreverá uma declaração assinada pelo encarregado de educação em como quer inscrever o filho em ensino doméstico (ED). Poderá consultar o site da MEL para ler o guia prático do ED, sempre útil. E em setembro... começa a aventura! Se não souber por onde começar, ou se quiser experimentar outra abordagem, pode sempre recorrer aos nossos serviços. Para tal basta aceder ao nosso site e procurar os serviços que temos disponíveis.

Desconstruindo mitos...
Ouvimos tantas vezes, ou lemos, certos comentários menos simpáticos acerca da educação livre, ou acerca do ensino doméstico... Será que a criança fica academicamente bem preparada? Será que estou a proteger demasiado os meus

filhos? Saberei gerir o papel de professor/mãe/pai? Será que os miúdos vão ficar uns bichos do mato? Por aqui estamos prontos a desconstruir alguns dos mitos mais populares, de forma séria e ponderada. Não perca, já na próxima edição de verão, o mito da socialização.

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Um olhar, um autor:
revisitar o ‘The Creative Family’
“The creative family” é o primeiro livro de Amanda Soule, mãe de cinco filhos, que vive no Maine, E.U.A.. Amanda é a autora de um blog muito popular, o ‘SouleMama’, onde escreve todos os dias há mais de sete anos. A Amanda nunca tinha pensado em si própria como uma pessoa criativa- isto é, até engravidar. A partir daí foi evoluindo naturalmente, com a sua vontade de criar a ser fomentada pela criatividade natural do filho- a criatividade inata de todas as crianças. Ela refere que “ser criativo (e tanto faz como tal se expressa) é importante- é importante para mim porque me sinto uma pessoa mais completa quando posso expressar a minha criatividade; é importante para os meus filhos, pois presenciam os adultos a desenvolver-se, a partilhar e a aprender de uma forma criativa; e é importante para a minha família, que cresce e se liga pela criação conjunta”. Resolvi que este livro iria ser o primeiro de muitos (estamos abertos a sugestões!) a serem apreciados nas publicações da MEL, pois foi a Amanda quem me motivou e quem me fez, aos poucos, descobrir muitas coisas, nomeadamente a focar-me no presente, sonhando com o futuro. Ah, e a deleitar-me com as soberbas fotografias que ilustram o seu site...

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A Amanda escreve muito gentilmente, sem pedantismo, e realmente inspira-nos a vivermos. A desligarmo-nos um bocadinho deste mundo internético e a mergulharmos na nossa comunidade, na nossa família, e nos nossos filhos. E a ousarmos criar. Sem medo, que como dizia Picasso, ‘toda a criança é um artista. O problema é como permanecer um artista quando crescemos...’. Este livro, mais do que mil e um projetos para fazermos (que também tem, também tem!), é uma ode à liberdade de criar. A autora faz questão de encontrar tempo para criar, em família, atividade que para ela merece tanto destaque na agenda como uma ida ao dentista. Nem que isso signifique termos de planear menos atividades fora de casa. Aliás, sobretudo que se planeie menos atividades. Que se encha menos a agenda. Que haja mais tempo para respirar. Que haja tempo para sonhar. E, finalmente, para criar. Em família, entre amigos, vale tudo. E como diz Amanda, “viver uma vida criativa não significa necessariamente que o tempo seja passado entre tintas e marcadores, ou a coser à máquina. Talvez esses não sejam os interesses da vossa família, o que não quer dizer que ela não seja criativa. Viver uma vida criativa significa que cada pessoa e a sua família procuram modos de nutrir o espírito criativo do modo que vos agradar. Viver uma vida criativa abrange todas as áreas da vossa vida familiar- desde os passatempos, à maneira como nos envolvemos na natureza, ao modo como nos ligamos à nossa comunidade, ao modo como celebramos os nossos dias juntos, e da maneira como nos celebramos a nós próprios”. Talvez este não seja um livro para os experientes na matéria. Mas penso que é um ótimo livro para jovens famílias, para famílias que ainda estão a trilhar os primeiros passos do caminho... Ou para aquelas que se perderam um pouco neste mundo frenético, consumista e exigente. Definitivamente é um livro que nos inspira para viver mais devagar, para uma vida mais consciente e significativa. O livro está dividido em quatro partes, nas quais a autora partilha ideias e projetos da sua própria família- recolher (providenciar materiais de boa qualidade, expostos num lugar acessível e inspirador), brincar (encorajar as brincadeiras imaginativas e pôr algum tempo de parte para se ser criativo), viver (encontrar inspiração na natureza e rituais familiares) e conectar (celebrar criativamente as tradições familiares e as tradições locais). Este livro contém assim projetos simples e atividades para si e para os seus filhos, de modo a encorajar a imaginação e a fomentar as ligações familiares, tal como indica o título. Um exemplo? Então cá vai- a coroa de aniversário da minha filha. Mesmo antes de fazer um ano, resolvi fazer uma coroa de aniversário para a minha menina. E todos os aniversários a usa, isto sem dizer as muitas e variadas vezes ao longo do ano, sempre que se sente uma princesa. Bordei-a e cosi-a sem saber propriamente bordar nem coser. Sim, tem defeitos, e então? Passado uma semana já nem os notamos...

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O importante é pormos a mão na massa e deixar a energia fluir. E divertirmo-nos. Em família.

Imaginar é muito importante...
‘A imaginação é mais importanto que o conhecimento. Enquanto a imaginação abraça o mundo inteiro e tudo o que possa alguma vez vir a ser conhecido e compreendido, o conhecimento é limitado àquilo que conheçemos e compreendemos no momento.’
~ Albert Einstein

texto de Catarina Santos

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nascimento da MEL e, claro, com os eventos de 2012. primeiros eventos! Esperamos vir a contar com a vossa presença, pois a MEL nasceu para ligar as pessoas interessadas em novas formas de educar. Sem vocês deste lado, o nosso trabalho não tem o mesmo sabor, nem a mesma dimensão. A MEL nasceu de nós para vós! E para crescermos precisamos de associados. Venha daí!

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Estamos muito entusiasmados com o Venha celebrar connosco nos nossos

Eventos MEL 2012

apresentações locais a decorrer durante toda a primavera
dia 28 de abril a MEL esteve presente no Encontro Maternidade Natural, em Cascais, na Casa da Guia.

brevemente
Évora, Oeiras, Coimbra, Porto

14, 15 e 16 de setembro
Realização do primeiro fim de semana “Não Regresso À Escola!”

Se tiver alguma proposta contacte-nos!

novembro
1º Encontro de Educação Livre em Portugal e apresentação oficial da MEL

Sabia Espanha

que e

em em

França os TPC’s são proibidos até aos 11 anos? E que em França não há escola à 4ª feira?

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Em cada número iremos publicar uma entrevista. Se tiver alguma sugestão, envie um e-mail!

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Entrevista a Paula Jardim
Autora do blog “aprender sem escola”
http://aprendersemescola.blogspot.pt/

1. MEL: Paula, quero começar esta entrevista com um sincero agradecimento. A Paula foi uma pioneira na divulgação do ensino doméstico (ED) em Portugal, esclarecendo e abrindo caminho aos interessados numa educação alternativa à convencional. Como e porque iniciou esse percurso? Paula Jardim: O projeto nasceu há 3 anos e meio, em Outubro de 2008, quando resolvi pesquisar "ensino doméstico" na internet. Em vez colocar "home education" ou "homeschooling" no motor de busca da Google UK, resolvi pesquisar em português usando a Google PT. Fiquei chocada ao ver os resultados: apenas 3 ou 4 entradas, uma delas minha. Foi nesse momento que resolvi disseminar informação em português sobre este tema através da criação do blog Aprender Sem Escola, para que as pessoas dos países lusófonos ficassem pelo menos a par da existência desta forma alternativa de educação.

Para que as pessoas tomassem consciência de que este é um movimento global praticado por pessoas dos mais variados backgrounds, de todo o tipo de profissões, níveis de rendimento, educação, etc, resolvi traduzir notícias de todo o mundo, em vez de partilhar apenas o meu percurso. 2. MEL: O que a levou a ser uma tão importante impulsionadora na divulgação do ED em Portugal? Quais foram as suas motivações? Paula J.: Bem, talvez por ter sido a primeira pessoa a fazer este trabalho de divulgação. As minhas motivações? Talvez a minha forte convicção no direito ao acesso à informação, nos direitos humanos, nos direitos das crianças, e na liberdade de educação.

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3. MEL: A Paula escreve-nos de Inglaterra. Nasceu aí? Paula J.: Não, nasci em Angola, onde vivi até meados dos anos 70. Depois fui para Portugal e eventualmente para Inglaterra. Já cá estou há 19 anos! 4. MEL: A Paula tem um filho, que está em ED, certo? O interesse no ED foi anterior ao seu nascimento ou foi já mais tarde, por necessidade/convicção? Paula J.: Sim, tenho um filho que está em ED há 6 anos. O interesse no ED veio mais tarde. O meu filho estava a frequentar a escola primária quando descobri o ED. Como a

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grande maioria das pessoas, não tinha conhecimento desta forma de aprendizagem, embora tivesse estudado pedagogia e ensinado tanto em Portugal como em Inglaterra. Quando resolvemos experimentar o ED o meu filho já tinha 12 anos. 5. MEL: Como foi o acolhimento da sua família e amigos perante as suas escolhas educativas? Paula J.: Em Inglaterra as pessoas respeitam muito as opções de cada um e nunca se intrometem em assuntos alheios. Sempre tive muito apoio dos meus amigos e conhecidos.

“Em Inglaterra as famílias não são obrigadas a seguir (…) qualquer (…) currículo. As autoridades não têm a obrigação de acompanhar nem de avaliar os alunos que aprendem em regime de ED, embora gostem de verificar que as crianças estão realmente a ser educadas.”
No início a minha mãe, que vive em Portugal, teve dificuldades em aceitar a ideia do ED, mas com o tempo, à medida que se foi informando (principalmente através do blog Aprender Sem Escola) a sua atitude mudou. Agora até contribui de vez em quando com material que descobre através das suas pesquisas na internet! 6. MEL: Na sua perspetiva, quais são as motivações que levam a maioria das pessoas em Portugal a praticar o ED? Paula J.: As motivações dos outros eu não sei, e também á estou fora de Portugal há quase 20 anos! Geralmente a decisão de educar os filhos em casa é o resultado de um longo processo reflexivo feito muito antes dos filhos alcançarem a "idade escolar". Embora possa haver vários motivos para esta decisão, sejam eles filosóficos, religiosos ou outros, as famílias que optam pelo ED

(cont.) sentem que podem proporcionar uma educação mais adequada aos filhos. É também a

escolha natural para os pais que, tendo apreciado um envolvimento activo no desenvolvimento dos filhos desde a nascença, não vêem motivos para abdicar dessa responsabilidade quando estes atingem a idade escolar. Vemos também muitos casos em que os pais mandam os filhos para a escola mas depois vêem a infelicidade que isso lhes causa. Nem todas as crianças se adaptam à escola. Às vezes têm dificuldades de "encaixe", algumas podem ter problemas ou necessidades especiais como a dislexia e a síndrome de Asperger, outras são vítimas de violência escolar, outras têm ataques de ansiedade e sofrem de fobia escolar.

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7. MEL: A Paula é a autora do blog “Aprender sem escola”, muito popular. E do site “educaçãodomiciliar.ning”. Suponho que seja um trabalho muito gratificante. Qual é que criou primeiro? Paula J.: O blog surgiu primeiro. A rede social veio depois, em Setembro de 2009, inicialmente para celebrar o Dia Internacional da Liberdade de Educação com um encontro virtual. Queria ver a participação de Portugal neste evento global, e demonstrar o nosso apoio à diversidade educacional e à liberdade na educação. O site “educaçãodomiciliar.ning” é uma rede social para as famílias que decidem educar os filhos fora do sistema escolar. 8. MEL: O seu blog está numa pausa. Considera que já cumpriu o seu propósito? Ou facebook é, por assim dizer, a continuação do blog? Paula J.: Sim, poderíamos dizer que a página no facebook dá uma certa continuidade ao blog, que está em pausa mas que não vai ser fechado uma vez que contém aproximadamente 1000 posts com informação útil para os potenciais interessados. Considero que o objectivo a que me propus foi alcançado, pelo menos assim o sinto.

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Em Portugal temos agora o Movimento Educação Livre, e no Brasil a Associação Nacional de Ensino Domiciliar. Vimos também, em 2011, pela primeira vez, a participação de Portugal na Conferência Europeia do Ensino Doméstico. O número de blogs sobre a educação em casa está a aumentar, e hoje vemos muito mais partilha de informação entre os que seguem esta via. Sei que o tema já foi abordado em teses de mestrado, e ouvi dizer que a Sandra Dodd e a Joyce Fetteroll vêm a Lisboa para o primeiro simpósio sobre o unschooling em Portugal! 9. MEL: Voltando um pouco a Inglaterra… Que diferenças encontra entre o ED em Portugal e em Inglaterra, em termos de políticas e práticas? Paula J.: Em Inglaterra as famílias não são obrigadas a seguir o Currículo Nacional, nem qualquer outro currículo ou sistema educacional. As autoridades não têm a obrigação de acompanhar nem de avaliar os alunos que aprendem em regime de Ensino Doméstico, embora gostem de verificar que as crianças estão realmente a ser educadas. Por vezes pedem informações, e os pais podem responder de várias maneiras, enviando por exemplo um relatório ou conversando com alguém da DRE. Penso que a prática do unschooling é muito mais fácil na Inglaterra.

Hoje, pesquisando na net, já não encontramos apenas 4 resultados, como era o caso há 3 anos. Se buscarem ensino doméstico aparecem mais de 2.000.000 resultados! O número de visitantes do blog ultrapassou os 142.000, o número de seguidores atingiu os 347 e temos 639 membros na rede social do ensino doméstico!

MEL: Muito obrigada pela sua amabilidade e disponibilidade em participar nesta entrevista, foi um prazer para nós!

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Dúvidas quanto ao posterior ajustamento ao “mundo real” de quem opta por não ir à escola? Aprecie uma amostra de famosos que, a dada altura, não foram à escola!

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Muitas vezes (na verdade, a maioria das vezes) as pessoas que optam por não frequentar a escola tradicional não são levadas muito a sério. No entanto, se tentarmos ver para além do eventual desdém ou paternalismo costumeiro, a sua educação pode prepará-los para serem igualmente competitivos nas universidades e no “mundo real”. Na verdade há muitas pessoas famosas que, a determinada altura, foram educadas fora da escola, e que fizeram história em diversos campos- política, ciência, literatura, música, negócios, etc.

+50 pessoas famosas educadas fora da escola!
ESCRITORES Agatha Christie, Pearl S. Buck, Laura Ingalls, Louisa M. Alcott, C. S. Lewis, Charles Dickens, Beatrix Potter, Hans C. Anderson, Virginia , Tolstoi, Woolf, Mark Twain, Margaret Atwood, Jane Austen. CIÊNCIAS Alexander Bell, Benjamin Franklin, Thomas Edison, irmãos Wright, Einstein, B. Pascal, Pierre Curie, Francis Collins (liderou o projeto do ‘Genoma Humano”), Williard Boyle (prémio Nobel da física),

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Paul Erdos (matemático), Joseph Pulitzer, Erik Demaine (matemático, professor do MIT aos 20 anos!), Poincaré (teoria da relatividade), Newton. POLÍTICOS Theodore e Franklin Roosevelt, George DESPORTISTAS Venus e Serena Williams, Blake Griffin. ARTISTAS Mozart, Mendelssohn, J.Philip Sousa, Monet, Leo da Vinci, Jennifer L. Hewitt, Hillary Duff, C. Chaplin, Whoopi Goldberg, C. Aguilera, J. Timberlake, L. Armstrong. Washington, Abraham Lincoln, W. Churchill, Condoleezaa Rice.

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E MUITOS OUTROS Charlotte Mason (educadora), Clara Barton (fundou a Cruz Vermelha), Harriet Martineau (primeira mulher socióloga), Astra Taylor (cineasta), Frank Lloyd Wright (arquiteto), David Crockett, Julian Assange e Joana d’Arc! Surpreendido? Nós também, viva a educação livre!

NOVAS medidas pouco simpáticas
O governo está a implementar medidas criticadas por

Algumas das últimas medidas ponderadas pelo governo português para o ensino são medidas vistas, por muitos, como retrógadas.

muitos, nomeadamente por serem claramente economicistas mas encapotadas sob o jugo de estudos conduzidos por especialistas... de economia da educação, claro. Como por exemplo as turmas do 5º ao 12º ano passarem a poder ter 30 alunos. Até ao 4º ano são 26 alunos, embora na verdade sempre que as ‘condições’ (se a taxa de natalidade baixa constantemente, que condições?) o exijam. Por exemplo, numa escola básica no centro de Coimbra, uma mãe ficou abalada quando lhe disseram que a turma do 1º ano funcionava com mais de 30 alunos.

E quanto aos exames dos 4º e do 6º anos começarem a contar para a nota final... é questionável. Uma das objeções a esta iniciativa é que, a partir de determinada altura, o professor passa quase todo o tempo a preparar a turma para obter bons resultados nos exames, ao invés de estar de facto a investir na apreensão dos conteúdos, na aprendizagem per si. E provavelmente esta medida fará com que se ‘selecione’ os alunos cedo demais no seu percurso académico. E por último, está a ser discutida a saída dos representantes dos alunos e dos pais do conselho pedagógico das escolas. Mais um retrocesso?

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MEL #1 :: primavera
Tarte de maçã à moda da MEL
 Ingredientes para a massa
2 chávenas de farinha (integral ou não!) 1 colher de chá de sal 1 chávena de manteiga ½ chávena de água gelada 1 gema de ovo

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Nada melhor que aprender matemática na cozinha... é muito mais saboroso. Divirtam-se e bom apetite!

 Preparar a massa
Misturar a farinha e o sal numa tigela. Derreter a manteiga, verter sobre a farinha e esfregar com a ponta dos dedos. Juntar algumas colheres de sopa de água e misturar tudo, adicionando aos poucos o resto da água. Amassar até formar uma bola. Dividir a massa em duas partes. Esticar cada metade com o rolo de cozinha até obter um círculo de 30 cm de diâmetro. Barrar a forma de tarte com manteiga, polvilhar de farinha e estender um dos dois círculos de massa estendida. Aparar a massa, deixando cerca de 1 cm a mais. de maçã na forma, colocando as mais altas no centro. Colocar a manteiga (ou o óleo de coco) aos pedacinhos por cima das maçãs. Cobrir a tarte com a tampa de massa e aparar o bordo, deixando cerca de 1 cm a mais. Com a ponta dos dedos unir a tampa de massa à outra metade da massa, a toda a volta da forma. Bater uma gema de ovo com um pouco de água e pincelar a tampa e os bordos da tarte com esta mistura. Dar alguns golpes com uma faca na tampa da tarte. Cozer no forno durante 45 minutos, ou até as maçãs estarem macias e a crosta dourada. Servir simples ou acompanhada de gelado! Há muitas variações que se podem fazer, consoante a fruta da época.

 Ingredientes para o recheio
5 a 7 maçãs 1/3 de chávena de açúcar 1 colher de chá de canela ½ colher de café de sal 2 colheres de sopa de manteiga ou, se quiserem ousar, óleo de coco.

 Preparar o recheio
Pré aquecer o forno a 200ºC. Misturar, numa tigela grande, o açúcar, a canela e o sal. Descascar, tirar o centro e cortar as maçãs em fatias com cerca de 1,5 cm de espessura. Deitar as maçãs na mistura de açúcar, cobrindo-as bem. Dispor as fatias

Enviem-nos as vossas inovações, acompanhada por uma fotografia, que nós depois elegemos e publicamos a mais saborosa! 11

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