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I - Origem da Auditoria - Um breve histórico (Sérgio 1und)

a) Ao exterior
Ao contrario da contabilidade, que tem no Frade Matematico Luca Paccioli o seu icone, a
historia da auditoria se perdeu no tempo, e o nome do primeiro auditor talvez permaneça para
sempre ignorado.
Provavelmente, pode ter sido um proIiciente guarda-livros, a serviço de um mercador italiano
do século XV ou XVI que, pela reputação de sua sabedoria e conhecimento técnico, passou a ser
consultado por outros sobre a escrituração de suas transações. Supões-se que a auditoria se
estabeleceu como proIissão distinta da atividade contabil para um unico usuario, no momento em
que o especialista em escrituração deixou de pratica-la para prestar assessoria aos demais
especialistas e mercadores, transIormando-se em consultor publico liberal.
O reconhecimento da escrituração mercantil como Iorma de ocupação especializada também
aconteceu na Italia (Veneza), onde, em 1581, Ioi constituido o primeiro Colégio de Contadores, no
qual a admissão do candidato tinha de completar aprendizado de seis anos como contador
praticamente e submeter-se a exame.
A Revolução Industrial, na Inglaterra, quando a demanda de capital e a expansão das
atividades, naturalmente, criaram problemas contabeis mais complexos, mudou o eixo do
desenvolvimento pratico dessa disciplina para aquele pais, com o aumento de volume de atividades
empresariais e de complexidade nos sistemas contabeis. Os exames de auditoria, que antes eram
pormenorizados, se tornaram proibitivos, devido a seu elevado custo. Além disso, chegou-se a
conclusão de que o objetivo de detectarem-se erros e Ialhas poderia ser atingido mais eIetivamente
através de um adequado sistema de controle interno. Assim, o papel do auditor mudou, passando
da busca de erros e conIirmação da exatidão do balanço, para o exame do sistema e testes de
evidências, de modo que se pudesse emitir um parecer sobre a Iidedignidade de todas as
demonstrações contabeis (DCs). Mas a real necessidade da contabilidade publica (auditoria)
somente se maniIestou a partir da institucionalização do investidor capitalista (não participante da
administração), agora, uma classe importante e em crescimento, que passou a exigir relatorios
imparciais sobre a integridade de seu investimento e dos resultados econômicos do
empreendimento.
O berço da moderna auditoria Ioi a Inglaterra, que a exportou para outros paises, inclusive
para o Brasil, juntamente com seus investimentos, principalmente para a construção de estradas-de-
Ierro e outros serviços de utilidade publica.
b) Ao Brasil
Não existem divulgações de pesquisas sobre os primordios da auditoria no Brasil, sendo
somente certo que teve origem inglesa.
Sabe-se também que a recém extinta Iirma de auditoria Arthur Andersen S/C e, a atualmente
denominada PriceWaterhouseCoopers, ja mantinham estabelecimentos no Rio de Janeiro, com
outras denominações, desde 1909 e 1915, respectivamente.
Apesar de Iormalmente organizada em 26 de março de 1957, quando Iormado o Instituto de
Contadores Publicos no Brasil, em São Paulo, a auditoria Ioi oIicialmente reconhecida apenas em
1968, por ato do Banco Central do Brasil. O Iortalecimento da atividade, todavia, ocorreu em 1972,
por regulamentações do Banco Central do Brasil, Conselho Federal de Contabilidade e pela
Iormação de um orgão nacional para congregação e auto disciplinação dos proIissionais, o Instituto
dos Auditores Independentes do Brasil.

II - Conceituação e Objetivos da Auditoria Independente
A auditoria das demonstrações contabeis constitui o conjunto de procedimentos técnicos que
tem por objetivo a emissão de parecer sobre a sua adequação, consoante os Principios
Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade e, no que Ior pertinente,
a legislação especiIica. (Res. 820/97 § 11.1.1.1).
Auditoria pode ser descrita como uma série de atividades visando veriIicar se um
determinado Iim Ioi atingido. O principal ramo da auditoria, a externa, pode ser deIinido como
um exame detalhado para comprovação da veracidade dos registros e demonstrações contabeis.
Existem varias Iormas de auditoria:
Externa: Realizada por empresas privadas e publicas, tendo como objetivo primordial
validar as Demonstrações Financeiras. Realiza, primordialmente, trabalhos de revisão
contabil.
Interna: Realizada por Iuncionarios de uma empresa, com objetivo principal de
veriIicar se as normas internas e demais deliberações emanadas pela Alta
Administração da instituição estão sendo seguidas. Realizada, primordialmente,
através de trabalhos de controle das operações da empresa, visando coibir Iraudes e
ineIiciências.
Tributaria: Realizada por Iuncionarios dos Governos Federal, Estadual e Municipal
(os AFRF, Iiscais de ICMS e Iiscais da PreIeitura), visando veriIicar se o montante de
tributos devidos pelas empresas Ioram corretamente apurados e pagos. E um trabalho
especiIico, que exige muito conhecimento contabil para se iniciar os trabalhos.
Trabalho: Realizada pelo Governo Federal, visando veriIicar se as condições minimas
de trabalho garantidas pela Legislação estão sendo atendidas.
Especiais: Com Iinalidade especiIica e metodologia propria.
As auditorias externas ou independentes e internas podem ser consideradas os principais
ramos da auditoria. As principais caracteristicas destas duas modalidades de auditoria estão descritas
a seguir:
Auditoria Externa
Realizada por empresas privadas e independentes da empresa auditada (apesar de serem
pagas por elas).
O seu objetivo primordial é emitir opinião sobre as Demonstrações Financeiras da
empresa auditada.
A sua opinião é emitida através de documentos padronizados denominados Parecer.
No Brasil, atualmente somente são obrigadas a realizar auditoria, as empresas de capital
aberto (ações negociadas em bolsas de valores ou mercado de balcão). A Comissão de
Valores Mobiliarios é o orgão Iederal responsavel pela Iiscalização do mercado de
capitais e pelas auditorias atuantes neste mercado.
Entretanto, para se captar empréstimos em bancos, para atender exigências de
Iornecedores, para se vender participações societarias ou para veriIicar a exatidão das
Demonstrações Financeiras de controladas em outros paises; é necessaria a realização de
auditorias externas.
O Ioco é no exame contabil das Demonstrações Financeiras, não opinando sobre os
controles internos das empresas auditadas, apenas examinando exames visando garantir a
não ocorrência de erros materiais.
Cobre um maior numero de areas de trabalho do que a auditoria interna, mas com menos
detalhamento nos procedimentos em cada uma delas em relação aos exames da auditoria
interna.
Auditoria Interna
Realizada por departamento da propria empresa, que responde hierarquicamente apenas
ao dono ou presidente. E o braço direito destes.
O seu objetivo primordial é veriIicar se as deliberações e normas estão sendo seguidas, se
não estão ocorrendo Iraudes ou desempenho insatisIatorio dos Iuncionarios.
A sua opinião é emitida em relatorios internos sigilosos, preparados especialmente para o
presidente ou dono.
Não existe obrigatoriedade por parte de nenhuma empresa. E uma opção individual de
cada grupo econômico.
O Ioco principal é na analise dos controles internos, emitindo opinião sobre estes e
recomendando aprimoramentos sempre que aplicavel.
Os conceitos basicos da auditoria externa são:
Controles internos: garantem a conIiabilidade das transações e registros eIetuados pela
empresa. A auditoria interna tem por objetivo garantir sua perIeição, enquanto a externa
apenas eIetua testes visando garantir que a não ocorrência de erro materiais.
Materialidade: a auditoria externa não emite opinião sobre a perIeição dos registros
contabeis e sim, sobre a não ocorrência de erros contabeis relevantes ou materiais.
Relevância seria o erro que Iaria com que o usuario externo mudaria de opinião sobre a
empresa analisada.
Amostragem: A auditoria não eIetua testes de todos os itens de cada uma das contas
contabeis. Os exames são realizados em uma amostra representativa de cada contas e
apenas naquelas relevantes. O tamanho da amostra é deIinida dependendo do grau de
conIiabilidades dos controles internos da empresa e do exame superIicial do
comportamento das contas contabeis.
Direção Técnica: Os ativos e despesas são testados para supervaliação e as receitas e
passivos serão testadas para subavaliação. No primeiro caso, as contas são testadas
através do exame da documentação-suporte contabil, enquanto no segundo caso, as contas
são testadas através do exame da documentação diretamente da area operacional
responsavel.
Para a auditoria em geral, os principais conceitos são a ética, a independência e a qualiIicação
técnica.
As contribuições da auditoria sobre o patrimônio são:
 Aspecto administrativo: reduz a ineIiciência e negligência dos empregados e administradores;
 Aspecto patrimonial: melhor controle do patrimônio;
 Aspecto Iiscal: resguarda o patrimônio de contingências Iiscais;
 Aspecto técnico: melhor precisão das inIormações;
 Aspecto Iinanceiro: previne Iraudes;
 Aspecto econômico: maior exatidão do resultado apurado e
 Aspecto ético: resguarda a moralidade.
As vantagens proporcionadas pela auditoria podem ser assim resumidas:
 Para a Administração: controles internos eIicientes, contabilidade exata e evita Iraudes / erros;
 Para os Investidores: contabilidade exata e maior nivel de inIormações Iinanceiras;
 Para o Fisco: contabilidade exata e obediência a legislação Iiscal e
 Para a Sociedade: Iortalece a economia nacional.
III - Erro x Fraude. (Res. 820/97 § 11.1.4, letra a e b).
Erro ato não intencional, resultante de desatenção ou ma interpretação de Iatos, na
elaboração de registros e DCs.
Frauae ato intencional de omissão ou manipulação de transações, documentos, registros e
DCs.
Responsabiliaaae aa aaministração Responsavel pela prevenção e identiIicação de Iraudes
e erros, através da implementação e manutenção de adequado sistema contabil e de controle
interno. (Res. 820/97 § 11.1.4.3).

Responsabiliaaae ao auaitor Não é responsavel pela prevenção de Iraudes ou erros.
Entretanto, o auditor deve planejar seu trabalho de Iorma a detectar Iraudes e erros que impliquem
eIeitos relevantes nas demonstrações contabeis. (IT 03 do § 11.1.4)
Ao detectar erros relevantes ou Iraudes o auditor deve comunica-los a administração da
entidade e sugerir medidas corretivas, inIormando sobre os possiveis eIeitos no seu parecer, caso
elas não sejam adotadas. (Res. 820/97 § 11.1.4.2).
IV - Auditoria Interna x Auditoria Externa (independente).
Auaitoria Interna - Com o aumento da complexidade das operações de uma empresa,
aumentou a necessidade de normas e procedimentos internos. Dai surge a Iigura do auditor interno,
cuja Iunção principal é veriIicar se as normas internas vem sendo cumpridas. Paralelamente o
auditor interno executa auditoria contabil.
O auditor interno é empregado da empresa, mas como executa auditoria operacional e
contabil, deve ter uma certa independência dentro da entidade. Se Ior subordinado ao departamento
contabil ou administrativo, pode soIrer pressões quando da execução de seus trabalhos. Assim,
para ter o maior grau de independência, deveria ser subordinado a presidência da empresa.
Auaitoria Externa - A auditoria externa é realizada por um proIissional independente da
empresa auditada. O objetivo do auditor externo é emitir uma opinião (parecer) sobre as
demonstrações contabeis (DCs).
V - Órgãos relacionados com os auditores
Órgão Descrição Finalidade
1. CVM Autarquia vinculada ao Ministério da
Fazenda.
Fiscalizar e normatizar o mercado
de capitais no Brasil.
2. Ibracon Instituto dos Auditores Independentes, é uma
pessoa juridica de direito privado sem Iins
lucrativos.
Fixar principios de contabilidade;
elaborar normas e procedimentos
de auditoria e pericias contabeis e
emitir normas de contabilidade.
3. CRC e
CFC
Representam entidades de classes dos
Contadores
Registrar e Iiscalizar o exercicio
da proIissão.
4. Audibra Instituto dos Auditores Internos do Brasil Promover o desenvolvimento da
auditoria interna.
VI - Por que as empresas são auditadas?
Auditoria externa Auditoria Interna
CVM - Sociedades anônimas de capital aberto - Art. 70 da CF/88
Empresas e orgãos da
administração publica.
- Determinação da
administração.
BACEN - Instituições Iinanceiras e equiparadas
SUSEP - Seguradoras
ANS - Operadoras de planos de saude e seguro saude
SPC - Fundos de previdência complementar
MPAS - Regime de previdência dos servidores
Outros - Imposição de bancos para ceder empréstimos
- Imposição de Iornecedor p/ Iinanciar compra de MP
- Imposição estatutaria
- P/ eIeito de Iusão, incorporação, cisão e consolidação
VII - Normas de auditoria relativas à pessoa do auditor (Resolução CFC 821/97)
A auditoria deve ser executada por pessoa:
- Registrada no CRC;
- Independente de todos os assuntos relacionados com o seu trabalho; e
- Responsavel, com competência técnico-proIissional.
O auditor deve recusar os serviços sempre que reconhecer não estar adequadamente
capacitado para desenvolvê-los.
a) Independência
O auditor deve aplicar o maximo de cuidado e zelo na realização dos trabalhos. Ao opinar
sobre as demonstrações contabeis, o auditor deve ser imparcial.
Esta impedido de executar trabalho de auditoria independente o auditor que tenha tido, no
periodo a que se reIere a auditoria ou durante a execução dos serviços, em relação a entidade
auditada, suas coligadas, controladas, controladoras ou integrantes do mesmo grupo econômico:
a) vinculo conjugal ou de parentesco consangüineo em linha reta, sem limites de grau, em
linha colateral até o 3º grau e por aIinidade até o 2º grau, com administradores,
acionistas, socios ou com empregados que tenham ingerência na sua administração ou
nos negocios, ou que sejam responsaveis por sua contabilidade;
b) relação de trabalho como empregado, administrador ou colaborador assalariado, ainda
que esta relação seja indireta, nos dois ultimos anos;
c) participação direta ou indireta como acionista ou socio;
d) interesse Iinanceiro direto, imediato ou mediato, ou substancial interesse Iinanceiro
indireto, compreendida a intermediação de negocios de qualquer tipo e a realização de
empreendimentos conjuntos;
e) Iunção ou cargo incompativel com a atividade de auditoria independente; e
I) qualquer outra situação de conIlito de interesses no exercicio da auditoria independente,
na Iorma que vier a ser deIinida pelos orgãos reguladores e Iiscalizadores.
b) Honorários
O auditor deve estabelecer e documentar seus honorarios mediante avaliação dos serviços,
considerando os seguintes Iatores:
a) a relevância, o vulto, a complexidade, e o custo dos serviços a executar;
b) o numero de horas estimadas para a realização dos serviços;
c) a peculiaridade de tratar-se de cliente eventual, habitual ou permanente;
d) a qualiIicação técnica dos proIissionais que irão participar da execução dos serviços; e
e) o lugar em que os serviços serão prestados, Iixando, se Ior o caso, como serão cobrados
os custos de viagens e estadas.
Os honorarios deverão constar de carta-proposta ou documento equivalente, elaborados antes
do inicio da execução do trabalho, que também contenham:
a) a descrição dos serviços a serem realizados, inclusive reIerências as leis e aos
regulamentos aplicaveis ao caso;
b) que o trabalho sera eIetuado segundo as Normas de Auditoria Independente das
Demonstrações Contabeis e as presentes normas;
c) o prazo estimado para a realização dos serviços;
d) os relatorios a serem emitidos; e
e) as condições de pagamento dos honorarios.
A inobservância de qualquer dos itens acima constitui inIração ao Codigo de Etica do
Contabilista.
VIII - DCs que o auditor deve emitir seu parecer.
Segundo o Art. 176, I, da Lei 6.404/76 (para Cias abertas), são as seguintes:
- Balanço Patrimonial;
- DRE;
- DMPL;
- Fluxo de Cx;
- DVA;
- Notas explicativas.
A empresa auditada é responsavel por elaborar as DCs, inclusive pela implementação e
manutenção do sistema contabil e de controle interno.
IX - Procedimentos de auditoria.
Conjunto de técnicas que o auditor utiliza para obter evidências suIicientes e adequadas para
Iundamentar sua opinião sobre as DCs, e abrangem testes de: (Res. 820/97 § 11.1.2.1).
- Observancia: veriIicar a existência, eIetividade e continuidade do sistema de controles
internos. (Res. 820/97 § 11.1.2.2 e § 11.1.6.3).
- Substantivos: veriIicar a suIiciência, exatidão e validade do sistema contabil, dividindo-se
em: (Res. 820/97 § 11.1.2.3).
 testes de transações e saldos; e
 procedimentos de revisão analitica.
Na aplicação dos testes substantivos, o auditor deve objetivar as seguintes conclusões: (Res.
820/97 § 11.2.6.4).
a) existência se o componente patrimonial existe em certa data;
b) aireitos e obrigaçòes se eIetivamente existentes em certa data;
c) ocorrência se a transação de Iato ocorreu;
d) abrangência se todas as transações estão registradas; e
e) mensuração, apresentação e aivulgação se os itens estão avaliados, divulgados,
classiIicados e descritos de acordo com os Principios Fundamentais de
Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade.
X - Auditoria por testes (Bernardo Cherman)
Suponha que o auditor, ao examinar a conta clientes, veriIica que ela é composta de 20.000
duplicatas. Devendo veriIicar se o saldo de clientes esta correto, sera que ele deve examinar (testar)
todas as duplicatas?
O iaeal seria a verificação total, mas na pratica se torna inexeqüivel. O custo e o tempo
gasto desta operação seriam muito altos. Além disto, a empresa deveria parar suas atividades para a
veriIicação. Não é racional parar a atividade da empresa para Iazer a auditoria. Por isto é utilizada a
auaitoria por testes, que signiIica o exame de uma porcentagem dos documentos de modo que o
auditor possa Iormar uma opinião correta do valor do saldo de clientes.
Qual é a porcentagem recomendada?
Não existe uma regra. A extensão dos testes sera determinada pelo auditor. Ele levara em
consideração, na determinação da extensão dos testes, a organização e procedimentos internos da
empresa (controles internos).
A porcentagem ae testes aevera ser fixaaa pelo auaitor de modo que ele tenha segurança
quanto a sua opinião sobre o valor do saldo da conta, com menor risco possivel.
XI - Direção dos testes (Marcelo Cavalcanti)
O saldo de uma conta do BP ou da DRE pode estar errado para mais (superavaliação) ou para
menos (subavaliação).
A pratica tem demonstrado que as contas devedoras devem ser testadas para superavaliação e
as contas credoras para subavaliação.
Superavaliação
Razão geral ÷~ Registro Intermediario ÷~ Documento.
Subavaliação
Documento ÷~ Registro Intermediario ÷~ Razão geral.
XII - Tipos de procedimentos de auditoria (Res. 820/97 § 11.2.6).
 Inspeção (Marcelo Cavalcanti: Contagem Iisica e Inspeção de Documentos)
Corresponde ao exame de ativos, registros e documentos. Dessa Iorma, ao conIerir a
existência Iisica de estoques, para validar o numero que consta no Balanço Patrimonial, o auditor
esta aplicando o procedimento de inspeção. O raciocinio é o mesmo quando o auditor estiver
analisando a autenticidade de algumas notas Iiscais (NF), para validar a receita de vendas, no caso
de NF emitidas pela empresa, ou validar a despesa, no caso de NF emitidas por terceiros.
 Investigação e confirmação (Marcelo Cavalcanti: ConIirmação com terceiros)
Consiste em obter, através de conIirmação com terceiros, inIormações sobre os bens em
propriedade de terceiros, direitos a receber e obrigações (inclusive causas judiciais). As cartas
podem ser enviadas, pedindo a conIirmação do saldo constante nos registros contabeis da empresa,
para:
- Bancos (dinheiro em conta corrente, aplicações Iinanceiras, empréstimos e outros);
- Clientes (duplicatas a receber, estoque em poder de terceiros e outros);
- Fornecedores (duplicatas a pagar); e
- Advogados (causas judiciais).
Geralmente o auditor inclui no interior da carta, elaborada em papel timbrado da empresa
auditada, um envelope resposta endereçado a empresa de auditoria.
A conIirmação pode ser positiva ou negativa. Na conIirmação positiva é solicitada resposta
da carta ao auditor independentemente do resultado desta. Enquanto, na conIirmação negativa é
pedida resposta somente no caso de divergência. Normalmente as empresas de auditoria utilizam a
positiva.
 Cálculos (Marcelo Cavalcanti: ConIerência de calculos)
ConIerência da exatidão numérica. O auditor aplica esse procedimento quando esta
conIerindo o calculo.
Ex: valorização de estoque; amortização; depreciação; provisões de IRPJ e CSL; JCP; e
juros e variação cambial de empréstimos / Iinanciamentos.
 Observação
E o acompanhamento durante a realização. Em determinadas situações, especialmente
quando o auditor esta levantando o sistema de controle interno, é necessario veriIicar se, na pratica,
os empregados adotam os procedimentos estabelecidos nos manuais da empresa. Isso é Ieito por
meio da observação Ieita pelo auditor enquanto os empregados trabalham. Por exemplo: se o
auditor quer veriIicar se existe segurança no almoxariIado ou na tesouraria (se o controle interno
esta em eIetivo Iuncionamento), basta que Iique proximo a esses departamentos acompanhando
tudo que acontece. Desta Iorma, sabera se as mercadorias ao chegar na empresa são conIeridas, se
qualquer pessoa tem acesso a tesouraria ou se a entrada é restrita, etc.
 Revisão Analítica
E Ieita por meio de indices, analises e comparações. Consiste em analises criticas das
demonstrações contabeis com o objetivo de delinear tendências ou situações anormais. Como
exemplo, podemos imaginar o exemplo de 2 empresas, uma prestadora de serviços e outra
revendedora de mercadorias. Ao analisar a DRE, o auditor constatou que o CMV (Custo de
Mercadorias Vendidas) na empresa comercial é bastante expressivo. Nada anormal para uma
empresa que compra e vende mercadorias. Contudo, ao analisar a empresa prestadora de serviços,
percebeu que o CMV responde por parcela signiIicativa dos gastos. Epa! Como pode uma empresa
prestadora de serviços ter o CMV como item mais expressivo? Isso é um indicador de
anormalidade. Acontece, também, quando ha variações muito expressivas de um exercicio social
para o outro, ou quando a conta Despesas gerais tem saldo muito alto (o que signiIica despesas
gerais???). Desta Iorma, qualquer atipicidade auxiliara o auditor a deIinir quais são as areas que
merecem uma atenção especial na realização dos testes.
Na aplicação dos procedimentos de revisão analitica, o auditor deve considerar: (Res.
820/97 § 11.2.6.5).
a) o objetivo dos procedimentos e o grau de conIiabilidade dos resultados alcançaveis;
b) a natureza da entidade e o conhecimento adquirido nas auditorias anteriores; e
c) a disponibilidade de inIormações, sua relevância, conIiabilidade e comparabilidade.

Se não obtiver inIormações suIicientes, deve eIetuar veriIicações adicionais, com novos
procedimentos de auditoria, até alcançar conclusões satisIatorias. (Res. 820/97 § 11.2.6.6).
Exemplificando. auditando a conta de despesa de FGTS, o auditor selecionou alguns itens e os
testou, tendo constatado que eles estavam corretos. Entretanto, um valor indevidamente debitado
nessa conta e não selecionado para teste so seria identiIicado se o auditor comparasse o total das
despesas do ano de salarios com o saldo da conta de despesa de FGTS, quando então ele veriIicaria
que o percentual encontrado é diIerente de 8°, que é o estabelecido pela legislação.
Cuidado: A auditoria externa não é realizada para detectar fraudes, erros ou para interferir
na administração da empresa, ou ainda, reorganizar o processo produtivo ou demitir pessoas
ineficientes. Naturalmente, no decorrer do processo de auditoria, o auditor pode encontrar
fraudes ou erros, mas o seu objetivo não é este. Seu objetivo é emitir um parecer sobre as
DCs.
O principal objetivo dos testes é obter evidências que suportem o seu relatorio. Estas evidências têm
que ser suIicientes, pertinentes, Iidedignas e podem ser classiIicadas em Iisicas (ativos e obras, por
exemplo), documentais, analiticas (analise de calculo e controles Iinanceiros, como exemplos),
testemunhais e por conIirmação por terceiros (as circularizações).
As circularizações podem ser positivas e negativas. A diIerença entre elas é que as positivas exigem
resposta do circularizado, o que não acontece com as negativas, onde a inexistência de resposta
presume a conIirmação das inIormações contidas na correspondência enviada. As circularizações
positivas podem ser segregadas em brancas e pretas. As brancas são aquelas onde somente existem
perguntas na circularização, enquanto na preta é enviado o valor registrado para a conIirmação.
Em resumo, as técnicas de auditoria são descritas a seguir:
Circularização
Exame de documentos originais
ConIerência de somas e calculos
Exame dos lançamentos contabeis
Entrevistas
Exame de livros e registros auxiliares
Correlação entre as inIormações obtidas
Observações das atividades.
Os procedimentos basicos de auditoria para os testes de observância e substantivos são:
Inspeção (testes com documentos)
Observação (inventarios)
Investigação/ConIirmação (circularizações)
Calculo (testes de empréstimos ou PL)
Revisão Analitica (planejamento).
Os testes substantivos têm por objetivo veriIicar a existência dos saldos registrados, a certiIicação de
que as transações registradas realmente ocorreram, da veriIicação que os registros abrangeram todas
as transações ocorridas e se a mensuração/apresentação/divulgação das inIormações estão em
consonância com as boas normas.
IV.3 TESTES E PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA EXTERNA
Segue um breve resumo dos testes basicos das principais areas das Demonstrações Financeiras:
CAIXA: Contagem Iisica e conIronto do resultado com o razão. Para c/c bancarias, a conciliação
bancaria é testada. Geralmente não é relevante.
APLICAÇÕES FINANCEIRAS: O principal procedimento é a circularização (conIirmação direta
através de carta) dos principais bancos onde a empresa auditada possui estes ativos. Caso não se
obtenha sucesso na circularização, pedir documentação suporte das aplicações (contratos e extratos
de aplicação) e realizar os calculos pro-rata. Adicionalmente, veriIicar movimentação Iinanceira e
extrato bancario.
Para as aplicações de renda variavel, veriIicar valor de mercado das aplicações Iinanceiras. Caso seja
menor do que o valor contabilizado, devera possui provisão para desvalorização constituida.
CLIENTES: O principal procedimento também é a circularização, com seleção realizada para os
principais clientes (maiores saldos contabeis). Se as respostas apresentarem divergências relevantes,
deve-se eIetuar conciliação das respostas junto as aberturas analiticas de clientes e analisar a
documentação-suporte das divergências. Para as respostas não recebidas, realizar o procedimento
alternativo de veriIicar os recebimento subseqüentes.
PROVISÃO PARA DEVEDORES DUVIDOSOS: A auditoria deve solicitar e validar o historico de
perdas com inadimplência da empresa. Com base neste historico, deve estimar a provisão necessaria
para Iazer Irente a perdas desta natureza e conIrontar com o total contabilizado. Um dos grandes
problemas existentes no Brasil é o Iato das empresas contabilizarem estas provisões conIorme
determina a Legislação Fiscal. Um procedimento alternativo de auditoria é a analise do relatorio
comercial que detalha as contas a receber por idade de vencimento, de Iorma a possibilitar a analise
da razoabilidade do nivel de inadimplência.
ESTOQUES: O principal procedimento é o inventario Iisico dos saldos existentes no Iinal do ano.
Entretanto, este procedimento somente Iaz sentido com a analise do custo unitario registrado na data.
O teste para esta analise consiste em checar a exatidão dos registros de diversos itens por
amostragem. Outros procedimentos são a analise da movimentação dos estoques, testes de compras e
veriIicação de saldos obsoletos.
OUTROS ATIVOS CIRCULANTES: O principal procedimento é analise da expectativa real de
realização, através da documentação-suporte e, se possivel, circularização.
MUTUOS: O procedimento padrão é circularização.
IMPOSTOS DIFERIDOS: Avaliar Iundamentação de sua constituição e sua expectativa real de
realização, através da analise da documentação-suporte.
INVESTIMENTOS: Para aqueles avaliados pelo método de custo, somente testar se Ior relevante.
Neste caso, eIetuar circularização. Para os investimentos avaliados por equivalência patrimonial,
preparar movimentação e testar as variaveis. Os resultados de equity são validados através da
checagem dos resultados das coligadas/controladas em conjunto com os percentuais de participações.
Os saldos Iinais do investimento são validados pela analise da DMPL das investidas. Todas as
inIormações utilizadas devem ser conIirmadas por circularização.
IMOBILIZADO: Preparar movimentação anual e validar variaveis. ConIerir os saldos iniciais com
os saldos ja validados das Demonstrações Financeiras do ano anterior. As adições serão alvo de
testes de detalhe com seleção através de amostragem (privilegiando os maiores itens), com analise da
documentação-suporte. Para as baixas, analise da documentação-suporte e da contabilização.
Validar os calculos das despesas com depreciação, com veriIicação da correção das taxas utilizadas.
Realizar inventarios Iisicos, caso seja detectada a necessidade.
ATIVO INTANGIVEL: Testes semelhantes ao ativo imobilizado, com diIerença apenas para a
natureza distinta dos ativos.
FORNECEDORES: A direção técnica do teste é, como para qualquer passivo, para sub-avaliação
(começar o teste pela Ionte independente, externa ou interna) Os principais testes para a area estão
descritos a seguir:
ConIrontar relação analitica operacional com o total do razão. Em caso de apuração de
divergências relativamente importantes, solicitar a empresa auditada a conciliação e analise
das divergências.
Apos a entrega desta conciliação, auditar (indagações, analise da documentação-suporte e
analise dos pagamentos eIetuados) a conciliação não seja entregue; considerar a diIerença
como ajuste contabil as Demonstrações Financeiras.
Preparar e enviar circularização para os Iornecedores mais tradicionais, selecionados
diretamente da relação analitica operacional.
Para as repostas com saldo igual ou com diIerença relativamente irrelevante para o saldo
contabil, considerar o saldo validado.
Para as respostas com saldo com diIerenças relativamente relevantes para o saldo do razão,
preparar conciliação por nota Iiscal e solicitar que a contabilidade analise os documentos
divergentes. Apos a entrega da analise, auditar a conciliação.
Para as circularizações não respondidas, eIetuar o procedimento alternativo para a area. Este
procedimento consiste em veriIicar todos os pagamentos eIetuados ao Iornecedor analisado,
relativo ao periodo posterior a data-base auditada. Estes pagamentos seriam analisados
diretamente no setor operacional. Apos esta veriIicação, seria totalizados todos os
pagamentos com competência do periodo analisado e conIrontados como total contabilizado
deste passivo, com objetivo de se veriIicar a razoabilidade do saldo registrado.
Apesar de não ser tão comum neste grupamento contabil por sua caracteristica de acompanhamento
do ciclo operacional, é obrigatorio a veriIicação da existência de valores a serem registrados no
longo prazo (principalmente saldos estrangeiros, ja que o Iornecedor nacional diIicilmente concede
prazos longos).
EMPRESTIMOS: Este grupo contabil possui uma diversidade grande de modalidades, como ACC
(Adiantamento de Contrato de Câmbio), empréstimos nacionais, empréstimos externos,
Iinanciamentos com operações de SWAP e HEDGE, mutuos (empréstimos com empresas ligadas),
debêntures, entre outros. Existem particularidades de registro contabil para cada uma destas
modalidades, como é natural em operações distintas. Estas diversas contabilizações Ioram
explanadas brevemente em sala de aula e são importantes para o entendimento perIeito da cadeira de
auditoria. A direção técnica do teste é, como para qualquer passivo, para sub-avaliação (começar o
teste pela Ionte independente, externa ou interna) Os principais testes para a area estão descritos a
seguir:
ConIrontar relação analitica operacional com o total do razão. Em caso de apuração de
divergências relativamente importantes, solicitar a empresa auditada a conciliação e analise
das divergências. A Ionte independente neste caso é o Departamento Financeiro.
Preparar e enviar circularização para todos as instituições bancarias que a empresa opera ou
ja possui relações anteriormente, selecionados diretamente da relação analitica operacional.
Para as respostas com saldo igual ou com diIerença relativamente irrelevante para o saldo
contabil, considerar o saldo validado.
Para as respostas com saldo com diIerenças relativamente relevantes para o saldo do razão,
questionar diretamente a contabilidade e solicitar analise da divergência. Apos a entrega da
analise, auditar a conciliação.
Para as circularizações não respondidas, eIetuar o procedimento alternativo para a area. Este
procedimento consiste em solicitar todos os contratos de empréstimos da instituição bancaria
e preparar uma movimentação Iinanceira dos empréstimos captados junto a este banco. Os
documentos devem ser selecionados diretamente na area operacional. Neste processo de
analise estão contemplados analise quanto aspectos como calculo dos juros, veriIicação da
entrada de numerario na captação, veriIicação de pagamentos, entre outros.
No entanto, para esta area em especiIico, é extremamente provavel que se consiga realizar os
procedimentos principais de auditoria (circularização) devido ao Iorte relacionamento
comercial existente entre os bancos e os seus devedores. E diIicil um banco se escusar de
responder as cartas de circularização de auditoria, principalmente se a empresa auditada
reiterar o pedido em caso de morosidade.
Um ponto importante a ser lembrado neste resumo é a importância de se obter uma listagem
da area operacional contemplando todos os bancos que a empresa possui ou ja possuiu algum
relacionamento. E preciso rigor na obtenção e rigor desta listagem, uma vez que toda a
eIiciência da circularização depende da completeza desta listagem. A idéia é que se a
empresa possuir algum empréstimo não contabilizado, ela ira possuir condições de capta-lo
em uma instituição bancaria ja conhecida e que ja possui conIiança comercial na empresa.
Sendo assim, se a auditoria circularizar todas os bancos em que a empresa ja possui algum
tipo de relacionamento no passado, este risco especiIico estaria mitigado.
Um passo obrigatorio na area é a correta segregação dos valores classiIicados a curto e a longo
prazo, através da veriIicação da existência de valores a serem registrados no longo prazo. Uma
possivel incorreção neste procedimento pode distorcer, de sobremaneira, a analise do usuario externo
destas Demonstrações Financeiras.
FOLHA DE PAGAMENTO: Este grupo contabil possui uma diversidade grande de contas
relacionadas: Salarios a pagar, IRRF, INSS Funcionario, INSS Empresa, Provisão de Férias,
Provisão para 13 Salario, FGTS, entre outras contas de menor expressão. Em sala de aula, Ioram
detalhados os registros e calculos necessarios para o correto registro destas principais contas. Cabe
ressaltar que o entendimento destas contabilizações é o ponto de partida essencial para o aprendizado
desta area de auditoria. A direção técnica do teste é, como para qualquer passivo, para sub-avaliação
(começar o teste pela Ionte independente, externa ou interna) Os principais testes para a area estão
descritos a seguir:
A) Salarios a pagar
ConIrontar relação analitica operacional da Folha de Pagamento com o total do razão. Em
caso de apuração de divergências relativamente importantes, solicitar a empresa auditada a
conciliação e analise das divergências. A principio, estas divergências signiIicam ajustes
contabeis. A Ionte independente neste caso é o Departamento Pessoal.
EIetuar teste de detalhe na Iolha de pagamento: selecionar um numero aletorio de
Iuncionarios, conIrontar o total de Iuncionarios da Folha de pagamento com o total
constantes nas Iichas de controle do DP, calcular as variaveis do salario destes Iuncionarios
(principalmente horas extras, INSS Retido, IRRF) e conIrontar o total calculado com o total
liquido da Folha. Apos a validação da Folha neste teste de detalhe, veriIicar o pagamento em
extrato bancario.
Apos um mês estar validado, Iazer revisão analitica para validar as despesas desta natureza na
DRE.
A) Encargos Sociais
ConIrontar controles operacionais com o razão.
EIetuar teste através de calculo global dos valores devidos de INSS mensal, diretamente no
mês ja validado da Folha de Pagamento.
VeriIicar registro na DRE e somar ao IRRF Funcionario com objetivo de se validar o passivo.
Para este procedimento, é necessario se veriIicar todas as guais pagas e autenticadas.
O total de despesas pode ser validado através de calculos globais
B) Provisão para 13 Salario
Não deve possuir saldo no balanço, salvo péssima situação Iinanceira da empresa auditada.
O saldo da DRE deve ser aproximadamente igual a ultima Folha de pagamento. Caso esta
esteja validada, basta comparar os saldos.
C) Provisão ae Ferias
ConIrontar relação analitica operacional com o total do saldo provisionado na Contabilidade.
Questionar diIerenças, ja com a presunção de ajuste contabil.
Selecionar um numero aleatorio de Iuncionarios para teste de detalhe: veriIicar ultimo recibo
de Iérias gozado, veriIicar salario bruto, calcular provisão devida levando em consideração o
adicional legal de 1/3.
Outros pontos desta area merecem atenção especial: existência de parcelamento de encargos sociais,
parcelas destes encargos em atraso sem provisionamento de multa e juros, salarios atrasados, entre
outros.
IMPOSTOS: Os principais impostos usualmente identiIicados neste grupo contabil são ISS, ICMS,
PIS, CoIins, Imposto de renda e Contribuição social. Assim como as outras areas, são necessarias
uma revisão detalhada da base técnica contabil destes tributos, de Iorma a possuir o perIeito
entendimento desta area de auditoria. O principal ponto a ser lembrado em relação ao ICMS é a sua
caracteristica de compensação do saldo pago na compra de mercadorias. Sendo assim, o saldo
passivo é liquido dos valores a recuperar. Ja o PIS, CoIins e ISS não possuem esta caracteristica e
são provisionados no passivo no valor igual ao registro em despesas (com exceção do PIS vigente
em 2003). Em relação a Imposto de renda e Contribuição social, estes tributos serão discutidos no
proximo topico. A direção técnica do teste é, como para qualquer passivo, para sub-avaliação
(começar o teste pela Ionte independente, externa ou interna) Os principais testes para a area estão
descritos a seguir:
A) ICMS a pagar
ConIrontar total existente no Livro Fiscal e o total registrado no razão. Vale ressaltar que o
ICMS é cobrado por unidade produtiva ou comercial das empresas, com o seu Iato gerador
ocorrendo na simples movimentação de mercadorias entre Iiliais de uma empresa. Desta
Iorma, para se veriIicar o saldo de uma empresa em um Livro Fiscal de ICMS, é necessario a
veriIicação dos saldos de todas as Iiliais da empresa eIetuando a comparação com seus
respectivos saldos de razão.
Este Livro Fiscal é segregado em duas paginas por unidade e mês de apuração, sendo que
uma controla e calcula o saldo a recuperar e a outra pagina calcula o saldo a recolher. Nestas
Iolhas de controle estão evidenciados as vendas e compras tributaveis, os valores isentos de
tributação, as aliquotas incidentes e os avlores a recuperar oriundos de compra de
imobilizado.
Caso existam diIerenças entre os totais do Livro Fiscal e o razão, questionar imediatamente a
contabilidade e auditar a conciliação eIetuada.
Apos esta conIrontação do razão com o Livro Fiscal, validar os valores apurados de ICMS a
recolher e a recuperar através de procedimentos como: amostragem de notas Iiscais visando
veriIicar a exatidão de classiIicação entre produtos tributaveis e isentos, calculos globais
aplicando a aliquota vigente no saldo tributavel e apuração do saldo liquido a pagar ou
recuperar.
Este calculo do valor do passivo ou ativo é complementado obrigatoriamente com a
veriIicação da quitação de todas as guias Iiscais. Sendo assim, veriIicaremos o real valor do
passivo da empresa.
O teste do valor a recuperar do ativo imobilizado tem sido alterado de acordo com as
alterações nas Legislações estaduais pertinentes. EIetuar teste global em consonância com a
Legislação vigente.
Em caso de apuração de erros relevantes nesta auditoria, convocar especialistas tributarios
para uma avaliação mais precisa.
B) ISS a Recolher
ConIrontação do Livro Fiscal com o saldo do razão, sendo que o ISS é devido por municipio
da empresa onde Ioi prestado o serviço. Como os municipios possuem diIerentes aliquotas
deste tributo, é necessaria a abertura do saldo a recolher por municipio, sua aliquota
respectiva e a guia paga.
A validação dos saldos é através de calculo global e amostragem de notas Iiscais de venda
com objetivo de validar a conIecção do Livro Fiscal, se necessario.
Assim como o ICMS, caso sejam detectados erros relevantes, um especialista deve ser
convocado para a continuidade dos testes.
C) Cofins a Recolher
E calculado sobre o Iaturamento (com alguns ajustes) e as receitas operacionais (com
algumas deduções). ConIrontar o total apurado pelo Setor Fiscal e o razão.
VeriIicar as guias pagas.
Rever a base de calculo.
D) PIS a Recolher
Semelhante ao CoIins.
Apos a nova lei de 2003, semelhante ao ICMS.
IMPOSTO DE RENDA: As Iormas de apuração deste imposto são: Arbitrado, Presumido e Real. As
Iormas de pagamento se limitam a duas: Presumido ou Real. A direção técnica do teste é, como para
qualquer passivo, para sub-avaliação (começar o teste pela Ionte independente, externa ou interna)
Os principais testes para a area estão descritos a seguir:
ConIrontar total existente no LALUR (Livro de Apuração do Lucro Real) com o total
registrado no razão. Indagação imediata das divergências a Contabilidade.
VeriIicar contabilização.
Revisar apuração Iiscal.
VeriIicar guias pagas e correta contabilização dos Impostos antecipados.
Revisar registros dos impostos diIeridos.
OUTRAS CONTAS A PAGAR: Este grupo contabil possui uma diversidade grande de contas
relacionadas: Mutuos (saldos entre empresas do mesmo grupo econômico), adiantamentos de
clientes, provisões e outras contas a pagar. Atentar que um grupo com denominação genérica como
esse, não pode ultrapassar 10° do total do grupamento contabil a que pertence. A direção técnica do
teste é, como para qualquer passivo, para sub-avaliação (começar o teste pela Ionte independente,
externa ou interna) Os principais testes para a area estão descritos a seguir:
Teste do Passivo Omitido: veriIicação de todos os pagamentos acima de uma valor estipulado
pelo auditor (10° da materialidade, por exemplo), onde são veriIicados a sua competência e,
caso aplicavel, a sua correta contabilização no exercicio sob exame de auditoria. E
imprescindivel para se obter uma segurança geral para a correção material de todo o saldo
passivo.
Para todos os saldos onde o procedimento de circularização Ior possivel e eIiciente, este é o
procedimento prioritario (adiantamentos, mutuos).
Para saldos genéricos, analisar documentação-suporte diretamente na area operacional.
Para as provisões, obter relação no Departamento Juridico, contendo todos os processos em
aberto. Circularizar todos os advogados externos e internos. Para os processos com alto risco
de perda, eIetuar provisão contabil. Para aqueles com risco médio, quantiIicar em nota
explicativa. Para aqueles com baixo risco, não eIetuar quaisquer procedimentos adicionais.
PATRIMÔNIO LIQUIDO: A base contabil e a conIecção e entendimento da Mutação do PL e seus
varios componentes: reservas de lucro, reavaliação e de capital; lucros acumulados, capital social e
ações em tesouraria. A direção técnica do teste é, como para qualquer passivo, para sub-avaliação
(começar o teste pela Ionte independente, externa ou interna) Os principais testes para a area estão
descritos a seguir:
VeriIicar a exatidão da Mutação do PL, com procedimentos como: analise de atas, calculos
legais das reservas, registro correto destes calculos, correto registro de ajustes de exercicios
anteriores, calculo dos dividendos.
RECEITA DE VENDAS: A base contabil mais importante para o entendimento da contabilização de
receitas é o estudo do Principio contabil do reconhecimento de receitas. Em resumo, as receitas são
geralmente reconhecidas na transIerência do bem ou prestação de serviços. Existem ainda casos
especiais de reconhecimento em momentos diversos, como no caos das atividades de construção
naval e civil. Os principais procedimentos estão descritos a seguir:
Para esta area, devido ao grande numero de transações realizadas durante o exercicio para a
grande maioria das empresas existentes, não é eIiciente a realização de testes de detalhes.
Seria muito demorado para se analisar um grande numero de documentos que, no entanto,
apenas signiIicariam uma pequena Iração do total a ser analisado. Assim, não se obteria
segurança quanto a correção dos saldos.
O desejavel é a realização de calculos globais visando validar todo o relevante saldo da conta
de uma so vez e abrangendo todo o saldo na analise.
Para este teste global, entender o ambiente de negocios onde a empresa atua, as perspectivas
do mercado como um todo e da empresa em especiIico e todos os Iatores que podem reIletir
no Iaturamento. Para tornar o teste objetivo, conseguir inicialmente as inIormações de
quantidades produzidas, preço de venda praticado, explicações sobre as principais Ilutuações
de preços e margens de lucro bruto e regiões de venda. Com base nestes dados conseguidos
na Ionte independente (Departamento Comercial), realizar uma estimativa preliminar,
corroborar com inIormações do mercado e conIrontar com o razão. No caso de se encontrar
divergências relevantes, questionar diretamente os setores envolvidos.
Caso o teste apresente diIerenças Iundamentadas e não explicadas, estender os testes de
detalhe (caso se deseje corroborar um parecer de incorreção no Iaturamento contabil) para
analise dirigido de grande parte das notas Iiscais (se possivel) atentando para data de registro,
condições gerais de venda, documentação comprobatoria da eIetiva entrega do bem ao
comprador.
Na pratica é um teste diIicil, que exige solidos conhecimentos contabeis e da empresa em
especiIico por parte do auditor responsavel.
CUSTO DAS VENDAS: A base contabil mais importante é entender as principais Iormas de
custeios, tanto sistemas quanto métodos. A completa separação técnica e pratica das diIerentes
Iormas de registro na industria e no comércio também é muito importante. Os principais
procedimentos estão descritos a seguir:
O saldo de CMV ja esta validado pelos testes correlatos do estoque da empresa.
Basicamente na DRE, se Iaz uma analise aproIundada das margens de lucro bruto,
entendendo proIundamente as causas das variações especiIicas nesta variavel vital para
qualquer empresa.
DEDUÇÕES DE VENDAS: Neste grupamento existem as contas de abatimentos, devoluções de
vendas e impostos sobre vendas (ICMS, PIS, CoIins, ISS). Os principais procedimentos estão
descritos a seguir:
Em relação a abatimentos, o mais eIiciente deve ser um calculo global sobre o volume de
vendas. Este calculo global consiste, basicamente, em acompanhamento da margem pratica
destes abatimentos. Este acompanhamento aliado com um conhecimento das praticas
comerciais da empresa no exercicio auditado, Iazem com que o auditor consiga Iazer uma
avaliação razoavel quanto ao valor contabilizado. Caso as margens tenham soIrido variações
de diIicil explicação em uma analise abrangente, a opção seria realizar teste de detalhe sobre
o saldo. Nesta opção, solicitaria a abertura do razão e se selecionaria os registros mais
relevantes para analise da documentação suporte.
Para devoluções de vendas, o melhor procedimento é o acompanhamento da evolução do
percentual de devolução. Caso existam percentuais elevados ou crescentes, pode signiIicar
deterioração técnica ou manipulação das vendas (conIorme discutido em sala de aula). Assim,
caso Ilutuações anormais sejam constatadas, o correto é buscar o total entendimento através
de questionamentos diretos no Departamento Comercial, analise documental e quaisquer
outros testes especiIicos para atender o problema identiIicado.
Para ICMS, o correto seria calculo global diretamente no Livro Fiscal. Usualmente é usado a
simples analise de margem sobre vendas.
ISS, PIS e CoIins devem ser diretamente validados pelos testes ja descritos no Passivo.
DESPESAS OPERACIONAIS: As duas direções técnicas são utilizadas, ja que o Grupo contempla
receitas e despesas. Neste grupamento existem, basicamente, as contas de equivalência patrimonial,
ganhos extraordinarios de impostos (judiciais), despesas de pessoal, gerais e administrativas e
comerciais. Os principais procedimentos estão descritos a seguir:
Para as receitas, avaliar documentação suporte diretamente na area operacional. Avaliar
possibilidade de circularização.
Para despesas de pessoal, testar diretamente correlacionado com o Passivo, como ja descrito
anteriormente.
Gerais, administrativas e comerciais: quase sempre testados através de testes de detalhes, de
Iorma extremamente semelhante a testes de adições de ao imobilizado e compras do estoque.
Equity: Calcular o valor correto através das Demonstrações Financeiras da
coligada/controlada, suas atas e, se Ior preciso, circularização direta.

RESULTADO FINANCEIRO: As duas direções técnicas são utilizadas, ja que o Grupo contempla
receitas e despesas. Este grupo possui diversas contabilizações complexas, reIlexo natural das
complexas operações do mercado Iinanceiro. Em sala de aula ocorreram discussões sobre as
diIerentes Iormas de registro e Iuncionamento das contas relacionadas. Este saldo ja esta validado
pelos testes correlatos das contas Iinanceiras de balanço da empresa.
EXERCICIOS - CONCEITOS BÁSICOS
1. (Auditor / RS) A atividade Iundamental do auditor independente é:
a) orientar o diretor Iinanceiro da empresa auditada.
b) expressar uma opinião sobre as demonstrações contabeis.
c) localizar Iraudes que estejam ocorrendo nas empresas auditadas.
d) conIerir a conta caixa.
e) orientar a direção da empresa para que seus produtos tenham melhor aceitação pelos clientes.
2. (Auditor / RS) A auditoria externa é realizada:
a) pelo diretor presidente da empresa auditada.
b) por um (ou mais) empregados da assessoria da empresa.
c) pelo empregado responsavel pelo caixa da empresa.
d) por um (ou mais) diretores executivos da empresa, especialmente designados.
e) por um (ou mais) proIissionais independentes, especiIicamente contratados pela empresa para
tal.
3. A principal Iinalidade de uma auditoria contabil é:
a) elaboração das DCs. d) elaboração e avaliação dos registros.
b) conIirmação dos registros e DCs. e) apuração correta do lucro do exercicio.
c) conIerência Iisica dos elementos do ativo.
4. (FTE / RS) Os auditores internos têm como caracteristica entre outras que:
a) não são diretamente vinculados as empresas, cujas demonstrações contabeis examinam.
b) têm os pareceres que eles Iornecem a seus clientes com respeito a Iidelidade de suas
demonstrações contabeis, transmitindo a outras entidades interessadas, tais como bancos e
Iornecedores, que conIiam integralmente em seus relatorios por serem auditores completamente
independentes.
c) devem colaborar com a administração da empresa no acompanhamento e analise das normas
internas executadas.
d) se situam a meio caminho entre a empresa e outros interessados, que usam suas inIormações
contabeis.
e) não se preocupam com os controles internos.
5. O objetivo geral da auditoria interna é atender:
a) a administração da empresa.
b) aos acionistas da empresa.
c) a auditoria externa da empresa.
d) a gerência Iinanceira da empresa.
e) a gerência comercial da empresa.
6. (FTE / RS) Ao veriIicar as demonstrações contabeis de uma empresa, o auditor deve considerar
que ele:
a) é o responsavel pelas demonstrações contabeis em si.
b) não pode dar a administração sugestões relacionadas com as demonstrações contabeis.
c) não precisa se preocupar com a exatidão das demonstrações contabeis, mas apenas com a sua
apresentação.
d) é o responsavel apenas por seu proprio parecer sobre as demonstrações contabeis elaboradas
pela administração, reIletem, ou não, adequadamente, os Ienômenos patrimoniais que elas
objetivam reIletir.
e) não deve Iazer critica, devendo agir com muita educação e cautela, procurando apontar apenas
os aspectos positivos, tendo em vista que as demonstrações contabeis constituem aIirmações Ieitas
pela administração da empresa.
7. Segundo as normas de auditoria, as deIinições de frauae e erro são, respectivamente:
a) Ato não-intencional de registrar documentos oIiciais corretamente, bem como elaborar DCs de
Iorma correta.
Ato intencional resultante de omissão, desatenção ou ma interpretação de Iatos na elaboração de
registros e DCs.
b) Ato não-intencional de omissão ou manipulação de transações, adulteração de documentos,
registros e DCs. Ato intencional resultante de omissão, desatenção ou ma interpretação de Iatos na
elaboração de registros e DCs.
c) Ato não-intencional de evidenciar a manipulação de transações, adulteração de documentos,
registros e DCs. Ato intencional resultante de omissão, desatenção ou interpretação correta de Iatos
na elaboração de registros e DCs.
d) Ato intencional de registrar as transações de Iorma adequada os Iatos contabeis e a elaboração
das DCs. Ato não-intencional resultante de omissão, desatenção ou interpretação de Iatos de Iorma
correta na elaboração de registros e DCs.
e) Ato intencional de omissão ou manipulação de transações, adulteração de documentos, registros
e DCs. Ato não-intencional resultante de omissão, desatenção ou ma interpretação de Iatos na
elaboração de registros e DCs.
8. Ao deIinir a responsabilidade do auditor independente de demonstrações contabeis quanto a
Iraudes e erros, o Conselho Federal de Contabilidade entende que:
a) O auditor é responsavel pela prevenção de Iraudes ou erros, de eIeitos relevantes nas
demonstrações contabeis da entidade auditada.
b) O auditor não é responsavel nem pode ser responsabilizado pela prevenção de Iraudes ou erros
relevantes nas demonstrações contabeis.
c) O auditor é responsavel pela detecção de Iraudes ou erros incorridos, independentemente dos
valores monetarios envolvidos.
d) Ao detectar a Iraude o auditor tem a obrigação de comunicar a administração da entidade
auditada e sempre ressalvar o seu parecer.
e) A sugestão de medidas corretivas de Iraudes ou erros não é responsabilidade do auditor,
bastando ressalvar seu parecer.
9. Marque com 'X¨ os motivos que levam uma empresa a contratar o serviço de um auditor
externo:
( ) a. aumentar os lucros.
( ) b. arranjar novos mercados para seus produtos.
( ) c. atender as exigências estatutarias.
( ) d. imposição de um Iornecedor para Iinanciar a compra de matéria-prima.
( ) e. promover melhor politica de administração de pessoal.
( ) I. detectar todas as irregularidades ocorridas.
( ) g. obrigação através de dispositivos legais.
( ) h. melhorar o processo de produção.
( ) i. para eIeito de Iusão, incorporação, cisão ou consolidação.
10. Para Iins de registro do auditor, a CVM Iaz a seguinte exigência em termos minimos de
numero de anos de experiência na execução de serviços de auditoria contados a partir da data do
registro em Conselho Regional de Contabilidade, na categoria de contador:
a) 10 anos c) 5 anos e) 2,5 anos
b) 8 anos d) 3 anos
11. Relacione a coluna da esquerda com a da direita.
a) Auditor interno ( ) Controle interno bom
b) Auditor externo ( ) Empregado da empresa auditada
c) CVM ( ) Orgão Iiscalizador do mercado de capitais do Brasil
d) CRC ( ) Controle interno ruim
e) Audibra ( ) Não é empregado da empresa auditada
I) Ibracon ( ) Orgão de registro dos contadores
g) Maior volume de testes ( ) Instituto dos Auditores Independentes
h) Menor volume de testes ( ) Instituto dos Auditores Internos
12. Relacione a coluna da esquerda com a da direita:
a) Incorporação ( ) União de duas ou mais empresas para Iormar uma nova sociedade.
b) Fusão ( ) Agrupamento de DCs de duas ou mais empresas.
c) Cisão ( ) Uma empresa é absorvida por outra.
d) Consolidação ( ) A empresa transIere parcela de seu patrimônio para outra sociedade.
13. Coloque 'Sup¨ nas contas que são testadas para superavaliação e 'Sub¨ nas contas que são
testadas para subavaliação (teste principal).
( ) a. Caixa ( ) o. Aplicações em debêntures
( ) b. Financiamento obtidos ( ) p. Debêntures a pagar
( ) c. Vendas no mercado externo ( ) q. Financiamentos concedidos
( ) d. Despesas de comissão ( ) r. PDD ou PCLD
( ) e. Receitas Iinanceiras ( ) s. IPI a pagar
( ) I. Capital social ( ) t. Bancos
( ) g. Ações em tesouraria ( ) u. FGTS a recolher
( ) h. Receitas não operacionais ( ) v. IPI a recuperar
( ) i. Provisão para desvalorização de estoque ( ) w. Salarios a pagar
( ) j. Adiantamento a Iornecedores ( ) x. PIS a recolher
( ) k. Despesa antecipada de seguro ( ) y. COFINS a recuperar
( ) l. Investimentos em controladas ( ) z. Despesas pré-operacionais
( ) m. Provisão para Iérias
( ) n. Depreciação acumulada
14. Um dos itens que diIerencia o auditor interno do externo é:
a) Iorma de avaliar o controle interno c) Iorma de se portar na empresa
b) volume de testes d) Iorma de preparar os papéis de trabalho
15. Assinale com 'V¨a Irase verdadeira e com 'F¨ a Irase Ialsa.
( ) a. O objetivo principal do auditor externo ou independente é emitir um relatorio-comentario
descrevendo os problemas constatados durante o exame de auditoria.
( ) b. O saldo de qualquer conta de ativo, passivo, receita ou despesa pode estar superavaliado
ou subavaliado.
( ) c. As contas devedoras (ativo e despesas) são testadas para subavaliação.
( ) d. No teste de superavaliação, o auditor parte do razão geral para o documento, enquanto no
teste de subavaliação, o procedimento é o inverso.
( ) e. As contas credoras (passivo e receitas) são testadas para subavaliação.
( ) I. O relatorio do conselho de administração Iaz parte das demonstrações Iinanceiras, para as
quais o auditor tem de emitir seu parecer.
16. (AFRF) Assinale a opção que contenha demonstrações divulgadas pelas companhias abertas no
Brasil e que devem ser, obrigatoriamente, objeto da opinião de auditores independentes de acordo
com a legislação societaria:
a) Balanço Social, DVA e Demonstração do Fluxo de Caixa.
b) Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercicio e DOAR.
c) Balanço Patrimonial, Balanço Social e DOAR.
d) Demonstração do Resultado do Exercicio, DVA e Demonstração do Fluxo de Caixa.
e) Balanço Patrimonial, Balanço Social e Demonstração do Resultado do Exercicio.
17. (AFRF) Quando um auditor independente utiliza relatorios elaborados pelos auditores internos
para concluir seus trabalhos nas areas de estoque e imobilizado, a responsabilidade do parecer:
a) deve ser compartilhada com a administração da empresa.
b) deve ser compartilhada com auditor interno.
c) é do auditor interno, se os estoques Iorem relevantes.
d) é unica e exclusiva do auditor independente.
e) é do auditor independente, porém de Iorma limitada.
18. As demonstrações contabeis são elaboradas sob a responsabilidade:
a) do auditor independente d) do contador
b) da administração e) do conselho Iiscal
c) do auditor interno
19. Estabelecer a Iorma adequada de realização dos trabalhos e controlar o tempo despendido em
sua realização são vantagens Iornecidas ao auditor, através:
a) da planilha de controle de horas (Time Sheet)
b) da revisão dos papéis de trabalho
c) do memorando descritivo
d) do relatorio de auditoria
e) do programa de auditoria
20. Um auditor designado para realizar auditoria em uma determinada empresa é irmão de um dos
ex-diretores dessa empresa. Seu irmão deixou a diretoria no inicio do ano anterior, exercicio que
também sera auditado. O auditor deve:
a) realizar normalmente a auditoria, pois o seu irmão não é mais diretor.
b) realizar normalmente a auditoria, pois sua competência proIissional e experiência garantirão a
imparcialidade.
c) ressalvar as circunstâncias de parentesco no parecer.
d) declarar-se impedido, pois as circunstâncias Ierem a norma da independência.
e) declarar-se impedido, pois as circunstâncias Ierem a norma da competência proIissional.
21. A NBC P 1 Normas ProIissionais de Auditor Independente do CFC, entre outras, estabelece
as seguintes normas:
a) competência técnico-proIissional, independência, cuidado e zelo.
b) competência técnico-proIissional, elementos comprobatorios, cuidado e zelo.
c) avaliação do controle interno, independência, cuidado e zelo.
d) competência técnico-proIissional, independência, cuidado e planejamento.
e) competência técnico-proIissional, dependência, supervisão e imparcialidade.
22. De acordo com a NBC P 1 Normas ProIissionais de Auditor Independente, ao estabelecer e
documentar seus honorarios, o auditor incorre em inIringência ao Codigo de Etica do Contabilista,
quando:
a) determina a Iorma como os custos de viagens e estadas serão reembolsados.
b) omite os tipos de relatorios de auditoria previstos por serem emitidos.
c) Iixa honorarios com base em estimativa de horas por serem gastas.
d) omite a data de validade da proposta comercial de prestação de serviços.
e) deIine os prazos para realização dos serviços de auditoria contratados.
EXERCICIOS - PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA
1. Das opções abaixo, assinale a que não corresponde a um procedimento de auditoria:
a) inspeção e conIerência de calculos. d) inspeção e revisão analitica.
b) investigação e conIirmação. e) observação e revisão analitica.
c) analise do Iluxo de caixa.
2. Ao constatar a ineIicacia de determinados procedimentos de controle o auditor deve:
a) aumentar a extensão dos testes de controle.
b) diminuir a extensão dos testes substantivos.
c) aumentar o nivel planejado de risco de detecção.
d) diminuir o nivel de risco inerente da area em questão.
e) aumentar o nivel planejado de testes substantivos.
3. A evidência de auditoria mais apropriada para o auditor certiIicar-se da existência Iisica de um
bem é:
a) Inspeção Iisica c) Nota Iiscal de compra e) Registro contabil
b) Declaração administrador d) Bons controles internos
4. Os procedimentos de auditoria são um conjunto de técnicas que permitem ao auditor obter
evidências ou provas suIicientes e adequadas para Iundamentar sua opinião sobre as demonstrações
contabeis auditadas. Tais procedimentos abrangem os seguintes testes:
a) substantivos e de observância. d) de conIirmação e de observância.
b) de revisão analitica e substantivos. e) de inspeção e revisão analitica.
c) substantivos e de calculo.
5. A conclusão quanto a ocorrência eIetiva de uma transação contabil é um dos objetivos do
auditor para a aplicação dos:
a) testes de calculos d) testes substantivos
b) testes de observância e) testes de procedimentos
c) testes de abrangência

6. Na aplicação dos testes de observância, o auditor deve veriIicar a ¸¸¸¸¸¸¸¸¸, ¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸ e
¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸ de controles internos.
a) existência, eIetividade, continuidade.
b) deIiciência, inexistência, continuidade.
c) validade, relevância, materialidade.
d) aplicabilidade, eIiciência, logica.
e) extensão, irregularidade e descontinuidade.
7. Os testes substantivos de auditoria dividem-se nas seguintes categorias:
a) testes de eventos subseqüentes e testes de transações e saldos
b) testes de observância e testes de circularização de saldos
c) testes de amostragem estatistica e procedimentos de revisão analitica
d) testes de observância e testes de amostragem estatistica
e) testes de transações e saldos e procedimentos de revisão analitica
8. O objetivo dos testes de observância (ou aderência) é:
a) observar se os empregados são observadores e competentes
b) aderir ao PDV (Plano de Demissão Voluntaria)
c) investigar se as despesas estão sendo devidamente autorizadas
d) comprovar se as compras são habilitadas para pagamento
e) veriIicar se o sistema levantado é o que esta sendo utilizado na pratica
9. Os testes substantivos têm por Iinalidade:
a) avaliar a eIicacia dos controles internos mantidos pela administração da empresa.
b) determinar a adequação de aIirmações signiIicativas nas demonstrações contabeis.
c) determinar a adequação das metas signiIicativas previstas nas demonstrações contabeis.
d) avaliar a Iidedignidade dos controles mantidos pela administração através de testes documentais.
10. Coloque 'IF¨ para Inspeção Fisica, 'CT¨ para ConIirmação com Terceiros, 'CC¨ para
ConIerência de Calculos e 'ID¨ para Inspeção de Documentação-suporte.
( ) a. Dinheiro em banco ( ) i. Fornecedores a pagar
( ) b. Dinheiro em caixa ( ) j. Pagamentos de empréstimos
( ) c. Estoques armazenados na empresa ( ) l. Compra de ativo imobilizado
( ) d. Estoques em poder de terceiros ( ) m. Despesas de salario
( ) e. Avaliação de estoques ( ) n. Duplicatas a receber
( ) I. Compras de matéria-prima ( ) o. Despesas de limpeza
( ) g. Apropriação de despesas antecipadas de seguro ( ) p. Bens do ativo imobilizado
( ) h. Depreciação do ano ( ) q. Despesa de propaganda
11. Assinale a opção na qual todos os itens relacionados são procedimentos de auditoria
geralmente aceitos:
a) exame Iisico, expressão monetaria, investigação minuciosa, indagação e avaliação de criticas e
ciIras.
b) exame dos documentos originais, analise comparativa, continuidade, veriIicações matematicas,
avaliações criticas de transações.
c) exame da escrituração, circularização, entidade, conciliações de saldos e inspeções Iisicas.
d) investigação e conIirmação, calculos, revisão analitica, inspeção e custo historico como base de
valor.
e) calculos, revisão analitica, inspeção, observação, investigação e conIirmação.
12. A administração de uma entidade envia uma carta as diversas instituições Iinanceiras com as
quais se relaciona comercialmente, solicitando inIormações dos saldos em aberto existentes nessas
empresas em uma determinada data, cuja resposta deva ser enviada diretamente aos seus auditores
independentes. Nesse caso, ocorre um procedimento de:
a) calculo d) revisão analitica
b) observação e) inspeção
c) investigação e conIirmação
13. (AFRF) A conIirmação de terceiros implica a obtenção de declaração Iormal e isenta de
pessoas independentes a Cia. Quais dos procedimentos abaixo não estão relacionados com os
exames de conIirmação?
a) seleção criteriosa dos itens, por serem examinados através do procedimento da conIirmação.
b) controle dos pedidos de conIirmação por serem despachados aos destinatarios.
c) procedimento alternativo de veriIicação para as respostas de conIirmação não recebidas.
d) as respostas do pedido de conIirmação devem ser endereçadas a empresa auditada.
e) conIirmações obtidas pessoalmente, nos casos julgados apropriados pelo auditor.
14. A circularização é um procedimento de auditoria que aplicado a area de contas a receber
conIirma:
a) os calculos eIetuados pelo auditor.
b) a existência Iisica do bem da empresa.
c) a existência Iisica do documento gerador do Iato.
d) a existência de duplicatas descontadas.
e) o saldo apresentado pela empresa no cliente.
15. O pedido de conIirmação (circularização) no qual o auditor solicita que o destinatario responda
apenas se a inIormação esta errada é usualmente denominado na atividade de auditoria
independente:
a) Positivo c) Em branco e) Com divergência
b) Em preto d) Negativo
16. A circularização de clientes é um procedimento basico de:
a) inspeção d) contingenciamento
b) observação e) controle
c) investigação e conIirmação
17. Normalmente, o auditor eIetua a conIerência da exatidão de rendimentos de aplicações
Iinanceiras de longo prazo considerando as receitas auIeridas destas aplicações de acordo com o
regime de competência. Esse procedimento de auditoria é denominado:
a) inspeção c) observação e) investigação e conIirmação
b) calculo d) revisão analitica
18. Assinale a opção em que o procedimento de revisão analitica não esta associado a clientes.
a) Analise de Ilutuações de volume ou na quantidade de vendas por produto.
b) Analise do nivel de devoluções e abatimentos por clientes individualmente.
c) Margem bruta por produto ou por localidade de seus postos de vendas.
d) Analise de variação de preços de produtos entregues pelos Iornecedores.
e) Alterações nos preços unitarios e taxas de desconto para clientes especiais.
19. O procedimento de auditoria de veriIicação do comportamento de valores relevantes, mediante
indices, quocientes e outros meios, visando identiIicar tendências ou situações anormais,
denomina-se:
a) Revisão analitica d) ConIerência de calculo
b) Observação e) Inspeção
c) Investigação e conIirmação

20) O auditor independente, durante o exame das demonstrações contabeis, recebeu uma carta de
circularização do advogado que presta serviço para empresa auditada. Nesta carta, o advogado
mencionava apenas uma ação trabalhista movida por um ex-Iuncionario (autor) contra a empresa
auditada (réu), no valor de R$ 500 mil (valor relevante para empresa auditada) e segundo
inIormações do advogado é provável que a empresa auditada perca a ação. Baseado no
julgamento do advogado, a posição do auditor é que a empresa:
a) contabilize o valor total da ação e adicione uma nota explicativa.
b) contabilize o valor parcial da ação e adicione uma nota explicativa.
c) contabilize o valor parcial da ação sem uma nota explicativa.
d) não contabilize o valor da ação e não inclua nota explicativa.
e) não contabilize o valor da ação e adicione uma nota explicativa.
MODELO 1 - Confirmação bancária
(PAPEL TIMBRADO DA EMPRESA AUDITADA)
,
Ao
Banco: ¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸ Agência: ¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸
Endereço: ¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸
Atenção: ¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸
Confirmação de saldos para fins de auditoria
Prezados senhores:
Por solicitação de nossos auditores WMA Auditores Independentes pedimos a gentileza de
inIormar, no quadro anexo, a posição em 31 de dezembro de 2005, dos saldos de nossas operações
com V.Sas. Sempre que possivel, Iavor anexar a sua resposta extratos ou demonstrativos de nossas
posições.
Solicitamos incluir em sua resposta todas as operações registradas, inclusive cobranças, custodia,
descontos, câmbio e outros.
Queiram encaminhar sua resposta diretamente aos nossos auditores, utilizando-se do envelope
resposta anexo, ou a Av. Almirante Barroso, nº 52 - 17º andar - Centro - Rio de Janeiro - RJ,
CEP 20031-000 ou pelo Iax nº (21) 2544-1338 aos cuidados do Sr. Fulano (Gerente de Auditoria).
Atenciosamente,
(Nome e cargo do responsavel pela empresa auditada)
Anexos:
Demonstrativo
Envelope-resposta
Anexo - ConIirmação bancaria
(Resposta)
A
WMA Auditores Independentes
Av. Almirante Barroso, nº 52 - 17º andar
CEP: 20031-000 - Rio de Janeiro - RJ
A/C: Sr. Fulano (Gerente de Auditoria)
De: (nome do banco que esta sendo circularizado)
Data-base : 31/12/2005
Prezados senhores:
Para Iins de auditoria, Iornecemos abaixo as inIormações solicitadas por nosso cliente NOME DA
EMPRESA AUDITADA.
1. Contas correntes
Número da conta Saldo R$
2. Aplicações financeiras
Datas Valor R$

Tipo Aplicação Resgate Aplicação Resgate



3. Câmbio
Tipo Moeda Saldo ME Saldo R$

ACC
ACE
Outros
4. Descontos
Tipo Vencimento final Valor R$
Promissorias
Duplicatas
Outras
5. Empréstimos e Financiamentos
Datas
Saldo
R$
Tipo

contrato Início
Vencim
ento
Moeda
base
R$/UFIR/
US$
Princi
pal
Encar
gos
Descrição
das
garantias
Adiantamento
Conta
garantida
Capital de
giro
Repasse ME
Repasse MN
6. Cobranças
Tipo Saldo R$
Simples
Vinculada
Caucionada
7. Custódia
Tipo Saldo R$
Titulos de aplicação Iinanceira
Ações
Ouro
Outros
(Carimbo)
Assinatura
MODELO 2 - Confirmação de contas a receber de clientes
(PAPEL TIMBRADO DA EMPRESA AUDITADA)
,
Ao
Cliente: ¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸
Endereço: ¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸
Atenção: ¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸
Confirmação de saldos para fins de auditoria
Prezados senhores:
Para Iins de auditoria, solicitamos a V.Sas. o especial obséquio de conIirmarem ou contestarem
diretamente aos nossos Auditores WMA Auditores Independentes, a exatidão do saldo da sua
conta constante em nossos registros em 31 de dezembro de 2005, conIorme detalhado no anexo.
Solicitamos também, demonstrar ao lado de cada titulo, a data do seu pagamento, caso o mesmo ja
tenha sido liquidado por V.Sas.
Favor encaminhar a resposta diretamente aos nossos auditores, utilizando-se do envelope resposta
anexo, ou Av. Almirante Barroso, nº 52 - 17º andar - Centro - Rio de Janeiro - RJ, CEP 20031-000
ou pelo Iax nº (21) 2544-1338 aos cuidados do Sr. Fulano (Gerente de Auditoria).
Antecipadamente gratos pela sua valiosa cooperação, subscrevemo-nos,
Atenciosamente,
(Nome e cargo do responsavel pela empresa auditada)
Anexos:
Demonstrativo
Envelope-resposta
Anexo - ConIirmação de contas a receber de clientes
(Resposta)
, de de 20
A
WMA Auditores Independentes
Av. Almirante Barroso, nº 52 - 17º andar
CEP: 20031-000 - Rio de Janeiro - RJ
A/C: Sr. Fulano (Gerente de Auditoria)
De: (Nome da empresa inIormante - cliente)
ConIirmamos o saldo de nossa conta mantida com a EMPRESA AUDITADA em 31 de dezembro de
2005.
Duplicata/
nota fiscal nº Vencimento R$ Anotações








Saldo a seu Iavor
Assinatura do cliente
MODELO 3 - Confirmação de advogados
(PAPEL TIMBRADO DA EMPRESA AUDITADA)
,
Ao
Advogado:¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸
Endereço: ¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸
Atenção: ¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸¸
Informações para fins de auditoria
Prezados Senhores:
Pela presente, solicitamos a V.Sas. o especial obséquio de Iornecerem, diretamente aos nossos
auditores WMA Auditores Independentes utilizando-se do envelope-resposta anexo, ou a
Av. Almirante Barroso, nº 52 - 17º andar - Centro - Rio de Janeiro - RJ, CEP 20031-000 ou pelo
Iax nº (21) 2544-1338 aos cuidados do Sr. Fulano (Gerente de Auditoria), que estão procedendo ao
exame das nossas demonstrações Iinanceiras, as inIormações relacionadas abaixo. Suas respostas
devem incluir os assuntos existentes em 31 de dezembro de 2005 e aqueles surgidos no periodo
compreendido entre aquela data e a data de sua resposta.
Solicitamos a V.Sa.(s) o obséquio de Iornecer-lhes as seguintes inIormações:
(1) Uma relação mencionando a natureza e a situação atual de qualquer litigio ou demanda judicial
de nosso interesse e a opinião de V.Sa.(s) quanto ao desIecho da lide, sua classiIicação de risco
em provavel, possivel ou remota e indicação do montante do principal e encargos, corrigidos
monetariamente. Queira(m) inIormar, também, o valor eIetivo ou estimado dos honorarios e dos
custos processuais que serão devidos em caso de sucumbência.
ClassiIicação de riscos envolvidos:
Provavel - Existe grande risco de perda.
Possivel - Ha possibilidade de que a perda ocorra, mas não é remota.
Remota - O risco de ocorrência da perda é pequeno.
(2) Detalhes de quaisquer outras demandas, reclamações ou responsabilidade contingentes (por
exemplo: assuntos em que exista a possibilidade de um desIecho que podera aIetar
signiIicativamente a posição Iinanceira e os resultados operacionais desta Empresa).
(3) Qualquer outra inIormação de natureza semelhante da qual V.Sa.(s) tenha(m) conhecimento e
que, em sua opinião, deva ser divulgada em nossas demonstrações Iinanceiras, por ser de
interesse dos usuarios de tais demonstrações.
(4) Ações e reclamações ainda não em trâmite na justiça.
De acordo com a data programada para o término do exame, nossos auditores, WMA Auditores
Independentes, esperam receber a resposta de V.Sa.(s) até 12 de janeiro de 2006.
Agradecendo antecipadamente sua atenção, Iirmamo-nos,
Atenciosamente,
(Nome e cargo do responsavel pela empresa auditada)
I - Definição do sistema contábil e de controles internos.
Compreende o plano de organização e o conjunto integrado de métodos e procedimentos
adotados pela entidade na proteção do seu patrimônio, promoção da conIiabilidade e
tempestividade dos seus registros e demonstrações contabeis, e da sua eIicacia operacional. (Res.
820/97 § 11.2.5.1).
Definição ae Marcelo Cavalcanti.
E o conjunto de procedimentos, métodos ou rotinas com objetivo de:
- Proteger os ativos;
- Produzir dados contabeis conIiaveis; e
- Ajudar a administração na condução ordenada dos negocios da empresa.
Os dois primeiros objetivos reIerem-se aos controles internos contabeis e o ultimo aos
controles internos administrativos.

São exemplos controles contabeis:
- sistema de conIerência, aprovação e autorização;
- segregação de Iunções;
- controles Iisicos sobre ativos; e
- auditoria interna.
São exemplos de controles administrativos (relacionados com a eIiciência operacional):
- analises estatisticas de lucratividade;
- treinamento de pessoal;
- estudos de tempos e movimentos;
- controle de qualidade; e
- analises de variações entre os valores orçados e os incorridos.
II - Princípios de controles internos (Marcelo Cavalcanti).
- Responsabilidades: estabelecer, de preIerência por escrito, as atribuições dos empregados e
setores internos da entidade.
- Rotinas internas: deIinir no manual de organização todas as suas rotinas internas. Ex: Iormularios
(internos e externos) e instruções para preenchimento; e evidências de execução de procedimentos
(assinatura e carimbos).
- Acesso aos ativos: limitar o acesso de pessoas e estabelecer controles Iisicos sobre os ativos.
- Segregação de Iunções: estabelecer que uma mesma pessoa não pode ter acesso aos ativos e aos
registros contabeis.
- ConIronto dos ativos com os registros: estabelecer procedimentos de Iorma que seus ativos sejam
conIrontados com registros contabeis periodicamente.
- Amarrações do sistema: estabelecer que somente os registros autorizados sejam registrados, por
seus valores corretos e dentro do periodo de competência.
- Auditoria interna: veriIicar se os empregados estão cumprindo as normas e avaliar a necessidade
de alteração do controles internos.
- Custo do controle x beneIicios: o custo do controle não deve ser superior aos beneIicios
proporcionados por ele. Ex: Estabelecer limites de alçada (compras ou vendas).
III - Avaliação do Sistema Contábil e de Controles Internos
O auditor deve eIetuar o estudo e a avaliação do Sistema Contabil e de Controles Internos da
entidade, como base para determinar a natureza, oportunidade e extensão da aplicação dos
procedimentos de auditoria, considerando: (Res. 820/97 § 11.2.5.2).
a) o tamanho e a complexidade das atividades da entidade;
b) os sistemas de inIormação contabil, para eIeitos internos e externos;
c) as areas de risco da auditoria;
d) a natureza da documentação, em Iace dos sistemas de inIormatização adotados pela
entidade;
e) o grau de descentralização de decisão, adotado pela administração da entidade; e
I) o grau de envolvimento da auditoria interna, se existente.
A administração da entidade é responsavel pelo Sistema Contabil e de Controles Internos;
porém, o auditor deve eIetuar sugestões objetivas para seu aprimoramento, decorrentes de
constatações Ieitas no decorrer do seu trabalho. (Res. 820/97 § 11.2.5.3).
A avaliação do Sistema Contabil e de Controles Internos pelo auditor deve considerar os
seguintes aspectos: (Res. 820/97 § 11.2.5.4; § 11.2.5.5 e § 11.2.5.6).
 o ambiente de controle existente na entidade; e
 os procedimentos de controle adotados pela administração da entidade.
 A avaliação do ambiente ae controle existente deve considerar:
a) a deIinição de Iunções de toda a administração;
b) o processo decisorio adotado na entidade;
c) a estrutura organizacional da entidade e os métodos de delegação de autoridade e
responsabilidade;
d) as politicas de pessoal e a segregação de Iunções; e
e) o sistema de controle da administração, incluindo as atribuições da auditoria interna,
se existente.
 A avaliação dos proceaimentos ae controle deve considerar:
a) as normas para a elaboração de DCs e quaisquer outros inIormes contabeis e
administrativos, para Iins internos ou externos;
b) a elaboração, a revisão e a aprovação de conciliações de contas;
c) a sistematica revisão da exatidão aritmética dos registros;
d) a adoção de sistemas de inIormação computadorizados e os controles adotados na
sua implantação, alteração, acesso a arquivos e geração de relatorios;
e) os controles adotados sobre as contas que registram as principais transações da
entidade;
I) o sistema de aprovação e a guarda de documentos;
g) a comparação de dados internos com Iontes externas de inIormação;
h) os procedimentos de inspeções Iisicas periodicas em ativos da entidade;
i) a limitação do acesso Iisico a ativos e registros; e
j) a comparação dos dados realizados com os dados projetados.
IV - Levantamento do sistema de controle interno.
As informações são obtidas das através de: São registradas pelos auditores em:
- manuais internos;
- inspeção Iisica de documentos; e
- entrevistas com empregados.
- memorandos;
- questionarios; e
- Iluxograma.

V - Limitações dos controles internos (Marcelo Cavalcanti).
São principalmente com relação a:
- conluio de empregados;
- empregados negligentes na execução de tareIas; e
- empregados não são adequadamente instruidos com relação as normas internas.
Embora a empresa tenha um excelente sistema de controle interno, o auditor externo deve
eIetuar procedimentos minimos de auditoria.
VI - Desfalques temporários e permanentes (Marcelo Cavalcanti).
- Temporario: empregado apossa-se de um bem da empresa e não altera os registros contabeis.
Exemplos:
 O empregado desvia um bem qualquer da empresa (dinheiro em caixa, estoques etc.), mas
não altera os registros contabeis. Esse desIalque poderia ser descoberto através do
conIronto dos ativos com os registros contabeis.
 O empregado desvia dinheiro de uma duplicata recebida de clientes apos o registro contabil
do recebimento. Esse desIalque seria descoberto conIrontando-se a conta clientes com a
conta caixa. Se o empregado desviasse o dinheiro antes do registro contabil, o desIalque
poderia ser descoberto mediante conIirmação com cliente.
- Permanente: empregado apossa-se de um bem da empresa e altera os registros contabeis.
Exemplos.
 O empregado responsavel pelos recebimentos de clientes e pelos registros contabeis de
vendas e recebimentos: ele desvia um recebimento de vendas a prazo e baixa a duplicata
correspondente contra receita de vendas no resultado.
 O empregado desvia um determinado ativo e debita despesa no resultado.
Cuidado: O Sistema Contábil e de Controles Internos é de responsabilidade da
administração e não do auditor interno ou externo.
EXERCICIOS - CONTROLES INTERNOS
1. Quanto aos procedimentos de auditoria pode-se aIirmar que:
I. Não ha necessidade de enviar cartas de solicitação de saldos aos bancos, tendo em vista que o
auditor tem acesso aos extratos bancarios da empresa auditada.
II. Caso os Iornecedores da empresa auditada não respondam as cartas de solicitação de saldos, o
auditor tera que emitir parecer com ressalva.
III. Os testes de auditoria são realizados por amostragem, sendo que o tamanho da amostra
depende da avaliação do controle interno da empresa pelo auditor.
a) todas as aIirmações são incorretas.
b) apenas a aIirmação I é correta.
c) apenas a aIirmação II é correta.
d) apenas a aIirmação III é correta.
e) apenas as aIirmações II e III são corretas.
2. O principal objetivo do auditor independente na avaliação do controle interno é:
a) observar se os empregados são competentes c) veriIicar se não houve roubo
b) estabelecer o volume de testes de auditoria d) determinar se a empresa é lucrativa
3. (ICMS / RJ) O trabalho do auditor interno tem por Iinalidade:
a) a veriIicação da Iidelidade das inIormações
b) servir ao interesse de terceiros
c) emitir parecer
d) avaliar o cumprimento das normas e procedimentos internos
e) absoluta imparcialidade e total independência no trabalho
4. Coloque 'CC¨ para Controle Contabil e 'CA¨ para Controle Administrativo:
( ) a. estudos de tempos e movimentos
( ) b. segregação de Iunções
( ) c. analises das variações entre valores orçados e realizados
( ) d. treinamento de pessoal
( ) e. sistema de conIerência
( ) I. controles Iisicos sobre os ativos
( ) g. controle de contratos de compras assinados, mas, ainda não realizados economicamente
( ) h. auditoria interna
5. O sistema contabil e de controles internos é de responsabilidade:
a) do auditor externo c) da administração da empresa e) do C.F.C.
b) do auditor interno d) do setor contabil
6. Indique o componente abaixo que não esta relacionado com a estrutura de controle interno de
uma entidade.
a) Controle das atividades c) Risco de auditoria e) Avaliação de risco
b) InIormação e comunicação d) Monitoração
7. Quando um auditor eleva o nivel de risco de controle, porque determinados procedimentos de
controle do cliente mostraram-se ineIicientes, ele deve:
a) aumentar o nivel de risco inerente. d) eIetuar testes alternativos de controle.
b) estender os testes de controle. e) aumentar o nivel de testes substantivos.
c) aumentar o nivel de risco de detecção.
8. A implantação e a implementação de uma estrutura de controles internos eIetiva mediante a
deIinição de atividades de controles para todos os niveis de negocios da instituição; o
estabelecimento dos objetivos e procedimentos pertinentes aos mesmos; e a veriIicação sistematica
da adoção e do cumprimento desses procedimentos são de responsabilidade da(o):
a) CVM c) Diretoria da Instituição e) CFC
b) Auditoria externa d) BACEN
9. No processo de avaliação do sistema contabil e de controles internos, o auditor pode constatar
necessidades de aprimoramentos. Nessa circunstância, o auditor independente:
a) não deve Iazer sugestões de maneira Iormal, tão-somente verbal
b) pode eIetuar sugestões relevantes para o aprimoramento do sistema
c) esta impedido de eIetuar sugestões de qualquer espécie
d) não pode eIetuar sugestões, sob pena de perder a independência
e) deve eIetuar sugestões objetivas para tais aprimoramentos

10. A estrutura organizacional da entidade e os métodos de delegação de autoridade e
responsabilidade devem ser considerados pelo auditor independente na:
a) avaliação dos procedimentos de controle
b) avaliação da continuidade operacional
c) avaliação do ambiente de controle
d) veriIicação das transações com partes relacionadas
e) veriIicação das contingências trabalhistas
11. O conceito de responsabilidade para Iins do controle interno representa:
a) a conIerência de todos os calculos
b) limitar o acesso de Iuncionarios aos ativos da empresa
c) estabelecer os Iluxos internos de documentos
d) deIinir as atribuições de cada Iuncionario
12. Representa um dos objetivos do principio de responsabilidade:
a) identiIicar Iuncionarios omissos na execução de seus deveres
b) tornar mais racional a linhas de produção da Iabrica
c) determinar as necessidades internas de treinamento de pessoal
d) captar maior volume de recursos junto ao mercado Iinanceiro
13. A aprovação da aquisição de um bem representa:
a) evidenciar que o bem chegou na empresa
b) autorizar o gasto com a compra do bem
c) indicar que a nota Iiscal do Iornecedor concorda com a ordem de compra
d) programar a nota Iiscal do Iornecedor para pagamento
14. O procedimento de cotar preços junto aos Iornecedores é eIetuado pela seguinte area:
a) recepção c) compras
b) controladoria d) Iinanceiro
15. O procedimento de certiIicar a prestação de um serviço representa:
a) evidenciar que o serviço Ioi eIetivamente prestado
b) processar a aquisição
c) liberara a nota Iiscal do Iornecedor para pagamento
d) indicar a data que a nota Iiscal do Iornecedor devera ser paga
16. O processo de habilitar a nota Iiscal do Iornecedor para pagamento representa:
a) conIerir Iisicamente os bens
b) atestar que o serviço Ioi prestado
c) conIerir a nota Iiscal do Iornecedor e conIronta-la coma ordem de compra ou contrato
d) estimar a data de pagamento da nota Iiscal do Iornecedor
17. O procedimento de programação Iinanceira representa:
a) conIerir Iisicamente o bem
b) processar a aquisição
c) liberar a nota Iiscal do Iornecedor para pagamento
d) providenciar e/ou reservar recursos para o pagamento da nota Iiscal do Iornecedor
18. (AFRF) Na auditoria das demonstrações contabeis, o auditor deve eIetuar o estudo e avaliação
do sistema contabil e de controles internos da entidade, com a Iinalidade principal de:
a) determinar a natureza, oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria
b) veriIicar se os sistemas Iuncionam da Iorma como estão previstos
c) proporcionar a emissão de relatorios de recomendação de melhorias requeridas
d) constatar pontos Iracos e ineIiciências que possam gerar Iraudes e erros
e) proporcionar conhecimentos basicos sobre a empresa e sua organização
19. (ICMS / RS) Para Iins de controle interno, a segregação de Iunções consiste:
a) em estabelecer que um mesmo empregado não pode ser responsavel pelas compras e pelas
Iinanças da empresa
b) em estabelecer que um mesmo empregado não pode ser responsavel pelas compras e pelas
contas a pagar da empresa
c) em estabelecer que um mesmo empregado não pode ser responsavel pelas Iinanças e pelas
contas a pagar da empresa
d) em estabelecer que um mesmo empregado não pode ter acesso aos ativos e aos registros
contabeis da empresa
e) no ato de segregar empregados com um grau de qualiIicação e habilidade para o cargo que
ocupam na empresa
20. Indique com 'T¨ se o desIalque Ior temporario e com 'P¨ se Ior permanente.
( ) a. O empregado inclui um empregado Iicticio na Iolha de pagamentos, apodera-se do
envelope de salario desse empregado e posteriormente Iaz o lançamento contabil da Iolha de
pagamento (débito de despesa de salario e crédito em bancos).
( ) b. O empregado, responsavel pelo pagamento aos Iornecedores, eIetua um desIalque na
empresa, apagando o nome do Iornecedor beneIiciario do cheque e colocando seu nome.
( ) c. O empregado, responsavel pela custodia dos talonarios de cheques em branco, eIetua um
desIalque na empresa, IalsiIicando as assinaturas (são exigidas duas assinaturas) em um cheque.
( ) d. O empregado rouba matéria-prima e Iaz lançamento contabil debitando a conta de
despesa de material de escritorio e creditando a conta de matéria-prima.
21. Em relação aos principios de controles internos, relacione a coluna da esquerda com a da
direita:
a) Responsabilidades ( ) limitar o acesso de pessoas e estabelecer
controles Iisicos sobre os bens.
b) Rotinas internas ( ) estabelecer procedimentos de Iorma que seus
ativos sejam conIrontados com registros
contabeis periodicamente.
c) Acesso aos ativos ( ) estabelecer, de preIerência por escrito, as
atribuições dos empregados e setores internos
da entidade.
d) Segregação de Iunções ( ) estabelecer que uma mesma pessoa não pode
ter acesso aos ativos e aos registros contabeis.
e) ConIronto dos ativos
com os registros
( ) estabelecer que somente os registros
autorizados sejam registrados, por seus valores
corretos e dentro do periodo de competência.
I) Amarrações do sistema ( ) veriIicar se os empregados estão cumprindo as
normas e avaliar a necessidade de alteração do
controles internos.
g) Auditoria interna ( ) o custo do controle não deve ser superior aos
beneIicios proporcionados por ele.
h) Custo do controle x
beneIicios
( ) deIinir no manual de organização todas as suas
rotinas internas. Ex: Iormularios
I - Definição de papéis de trabalho (PT ou WP).
E o conjunto de documentos e apontamentos com inIormações e provas coligidas pelo auditor
que constituem a evidência do trabalho executado e o Iundamento de sua opinião. (Res. 820/97 §
11.1.3.1).
Finalidade:
- Iundamentar sua opinião (principal);
- Iacilitar a revisão;
- servir como avaliação dos auditores;
- ajudar no trabalho da proxima auditoria; e
- servir de prova, em caso de justiça.

Preparados de Iorma:
- manual;
- meios eletrônicos; e
- outros meios.
II - Tipos de papéis de trabalho.
- Programa ae auaitoria: Orientar e controlar execução dos exames de auditoria.
- padronizar os procedimentos de auditoria de uma organização; e
- evitar que sejam omitidos procedimentos importantes.
- Papeis elaboraaos pelo auaitor: Registrar os procedimentos previstos no programa.
- Outros papeis ae trabalho:
- cartas de conIirmação de terceiros (circularização);
- copias de documentos importantes.
III - Documentação da auditoria (Res. 820/97 § 11.2.7 e IT 02).
Papeis ae trabalho (PTs) documentar todos os elementos signiIicativos dos exames
realizados e que evidenciam ter sido a auditoria executada de acordo com as normas.
Os PTs devem:
 ter abrangência e detalhes para o entendimento e o suporte da auditoria executada,
compreendendo a documentação do planejamento, a natureza, oportunidade e extensão dos
procedimentos de auditoria, bem como o julgamento do auditor e as conclusões alcançadas.
 ser elaborados, organizados e arquivados de Iorma sistematica e racional.
Quando o auditor utilizar analises, DCs ou outros documentos Iornecidos pela entidade, deve
certiIicar-se da sua exatidão. Isto é, o auditor pode usar quaisquer documentos preparados ou
Iornecidos pela entidade, desde que avalie sua consistência e se satisIaça com sua Iorma e
conteudo.
Os papéis de trabalho, além de outros, incluem:
a) inIormações sobre a estrutura organizacional e legal da entidade;
b) copias de documentos legais, contratos e atas;
c) inIormações sobre o setor de atividades, ambiente econômico e legal em que a entidade
opera;
d) evidências do processo de planejamento, incluindo programas de auditoria e quaisquer
mudanças nesses programas;
e) evidências do entendimento, por parte do auditor, do sistema contabil e de controle
interno, e sua concordância quanto a sua eIicacia e adequação;
I) evidências de avaliação e conclusões do auditor e revisão sobre o trabalho da auditoria
interna;
g) analises de transações, movimentação e saldos de contas;
h) analises de tendências, coeIicientes, quocientes, indices e outros indicadores
signiIicativos;
i) registro da natureza, oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria e seus
resultados;
j) evidências de que o trabalho executado pela equipe técnica Ioi supervisionado e
revisado;
k) indicação de quem executou e revisou os procedimentos de auditoria e de quando o Iez;
l) cartas de responsabilidade da administração;
m) conclusões do auditor acerca de aspectos signiIicativos, incluindo o modo como Ioram
resolvidas ou tratadas questões não-usuais; e
n) copias das demonstrações contabeis, assinadas pela administração da entidade e pelo
contabilista responsavel, e do parecer e relatorios do auditor.
IV - Natureza dos papéis de trabalho.
Corrente
- São os que contêm as inIormações
relacionadas com o tipo de auditoria em
execução.
- Utilizados em apenas um exercicio social.
Permanente
- São os que contêm inIormações relacionadas
com a organização e atividades da empresa.
- Utilizados em mais ae um exercicio social.
V - Técnicas de elaboração de papéis de trabalho.
As principais técnicas são:
 se manual, deve ser escriturado a lapis (preto);
 deve conter:
- o nome da empresa auditada;
- a data-base de exame;
- area do balanço (Ex: imobilizado);
- teste (Ex: recalculo de depreciação);
- assinatura da pessoa que preparou e do revisor;
- codiIicação;
- objetivo do papel de trabalho;
- descrição dos procedimentos eIetuados; e
- conclusões alcançadas.
 comentarios concisos e com redação clara e compreensivel.
VI - Propriedade e período de guarda dos papéis de trabalho.
- Proprieaaae: exclusiva do auditor, responsavel por sua guarda e sigilo. Partes ou excertos destes
podem, a critério do auditor, ser postos a disposição da entidade. (Res. 820/97 § 11.1.3.2 e IT 02).
O auditor deve assegurar o sigilo relativamente as inIormações obtidas durante o seu
trabalho na entidade auditada, não as divulgando, sob nenhuma circunstância, sem autorização
expressa da entidade, salvo quando houver obrigação legal de Iazê-lo. (Res. 821/97 § 1.6.2).
O auditor somente devera divulgar a terceiros inIormações sobre a entidade auditada ou
sobre o trabalho por ele realizado caso seja autorizado, por escrito, pela administração da
entidade, com poderes para tanto, contendo, de Iorma clara e objetiva, os limites das inIormações
a serem Iornecidas, sob pena de inIringir o sigilo proIissional. (Res. 821/97 § 1.6.3).
O auditor, quando previamente autorizado por escrito, pela entidade auditada, devera
Iornecer as inIormações que Iorem julgadas necessarias ao trabalho do auditor independente que o
suceder, as quais serviram de base para a emissão do ultimo parecer de auditoria por ele emitido.
- Perioao ae guaraa: cinco anos, a partir da data de emissão de seu parecer. (Res. 821/97 § 1.5.1).
VII - Folha de ajuste.
Papel de trabalho onde o auditor elabora lançamentos extracontabeis, a Iim de que as DCs
reIlitam adequadamente a situação da companhia.
- Ajuste: quando ocorre uma variação do patrimônio da empresa.
- ReclassiIicação: quando não ocorre uma variação do patrimônio da empresa.
Exemplo:
PL
R$
D Despesa Financeira 60.517
C Empréstimos a Pagar 60.517
D Despesas não operacionais 115.326
C Imobilizado 115.326
D - Contas a Receber - LP 134.099
C - Contas a Receber - CP 134.099
D - Passivo Circulante 253.600
C Exigivel a Longo Prazo 253.600
Efeito total dos ajustes (115.326) 60.517 (175.843)
Redução Aumento Redução
do Ativo do Passivo do PL
ReclassiIicação entre curto e longo
prazo. Contas a Receber apos o
término do exercicio seguinte.
ReclassiIicação entre curto e longo
prazo. Empréstimo entre partes
relacionadas.
Despesa de Juros não contabilizada
conIorme previsto no contrato de
empréstimo.
Veiculo alienado por venda e não
baixado do ativo imobilizado.
Descrição Contas Envolvidas Ativo Passivo
EXERCICIOS - PAPÉIS DE TRABALHO
1. (Auditor / RS) Por PAPEIS DE TRABALHO entende-se o conjunto de Iormularios e
documentos que contém as inIormações e apontamentos coligidos pelo auditor, no decurso do
exame, as provas por ele realizadas e, em muitos casos a descrição dessas provas, que constituem o
testemunho do trabalho executado e Iundamento da opinião expressa pelo auditor independente.
Os PAPEIS DE TRABALHO são de propriedade:
a) da empresa auditada, pois registram dados conIidenciais relativos a suas atividades
b) do auditor e da empresa auditada
c) publica
d) exclusiva e conIidencial do auditor
e) da diretoria da empresa auditada
2. A Iinalidade principal dos papéis de trabalho é:
a) Iornecer dados para a empresa elaborar as demonstrações contabeis
b) ajudar o auditor independente no preparo das demonstrações contabeis e do relatorio da
administração
c) registrar as evidências obtidas durante a execução do serviço de auditoria
d) auxiliar a empresa na maximização de seus lucros
3. (ICMS / RS) O auditor independente deve conservar em boa guarda toda a documentação,
correspondência, papéis de trabalho, relatorios e pareceres, relacionados com os serviços realizados
pelo prazo de:
a) 3 anos a partir da data da emissão de seu parecer.
b) 3 anos a partir da data da publicação de seu parecer.
c) 5 anos a partir da data da emissão de seu parecer.
d) 5 anos a partir da data da publicação de seu parecer.
e) 3 anos em relação aos pareceres adversos ou com abstenção de opinião, contados a partir da data
da publicação de seu parecer.
I) 5 anos em relação aos pareceres sem ressalva ou com ressalva e de 3 anos em relação aos
pareceres adversos ou com abstenção de opinião, contados a partir da data da publicação de seu
parecer.
4. (CRC RJ/99) Os papéis de trabalho consistem no conjunto de documentos e apontamentos
com inIormações e provas coletadas pelo auditor externo, são de sua propriedade exclusiva, e têm
como principal objetivo:
a) servir de elemento de prova para registro no departamento contabil
b) acumular as provas necessarias para dar suporte ao parecer do auditor
c) evitar desperdicios e erros
d) controle dos compromissos assumidos pelo auditor
e) cobrar os honorarios
5. Na primeira linha da parte superior dos papéis de trabalho deve constar:
a) a data-base do exame d) os comentarios
b) o nome da empresa auditada e) as observações
c) as explicações dos tiques
6. Consiste em uma das vantagens de utilização de simbolos (ticks), nos papéis de trabalho do
auditor:
a) Iacilitar o estudo e a avaliação dos controles internos.
b) Iacilidade de revisão e eliminação de repetição de explicações.
c) servir de base para avaliação individual do desempenho do auditor.
d) determinar se o serviço Ioi realizado de Iorma adequada e eIicaz.
e) servir de Ionte de inIormações para consultas, a Iim de obter detalhes de saldos de contas.
7. O objetivo principal de codiIicar e reIerenciar os papéis de trabalho é:
a) levantar pontos para o relatorio-comentado d) avaliar os auditores
b) estabelecer o planejamento de auditoria e) diIicultar o entendimento
c) Iacilitar de imediato a identiIicação das inIormações
8. Os papéis de trabalho permanentes são utilizados em:
a) um exercicio social d) mais de um exercicio social
b) dois exercicios sociais e) quatro exercicios sociais
c) três exercicios sociais
9. São exemplos de papéis de trabalho permanentes, exceto:
a) relação com assinatura dos principais diretores
b) contrato social da entidade
c) estatuto social
d) exame do contas a pagar do exercicio auditado
e) descrição dos negocios
10. Você esta, durante uma auditoria, consultando o exame do patrimônio liquido do exercicio
auditado da Empresa. Esta, portanto, consultando um papel de trabalho:
a) corrente d) do patrimônio liquido
b) permanente e) das DCs
c) de revisão analitica
11. Além de outros mais especiIicos, os papéis de trabalho devem incluir, exceto:
a) inIormações sobre a estrutura organizacional e legal da entidade.
b) copias ou excertos de documentos legais.
c) evidências de avaliação dos riscos de auditoria.
d) evidências de avaliação dos saldos bancarios dos acionistas.
e) analise de transações, movimentação e saldos de contas.
12. Representa um dos objetivos do programa de auditoria:
a) aumentar a lucratividade da empresa auditada
b) padronizar os procedimentos dos auditores de uma mesma empresa de auditoria
c) melhor a disposição Iisica das maquinas na Iabrica
d) estabelecer uma estrutura organizacional mais adequada para a empresa auditada
13. Os papéis de trabalho são o conjunto de documentos que evidenciam o trabalho do auditor
independente. Assim sendo:
a) devem ser entregues a empresa auditada, ao término do trabalho, para justiIicar o parecer
emitido e os honorarios cobrados.
b) devem ser entregues a CVM para revisão e aprovação.
c) são de sua propriedade, sendo também responsavel pela sua guarda e sigilo.
d) são de propriedade da empresa auditada, mas Iicam a disposição da CVM.
e) não são de propriedade do auditor, mas Iicam a disposição da CVM e da Receita Federal.
14. (Auditor / RS) Examine atentamente os itens abaixo e cumpra a instrução dada logo a seguir:
I Anotações da comparação dos balanços dos ultimos 3 anos para acompanhar a tendência de
dados da empresa.
II Anotações do inventario Iisico de estoques.
III ConIirmações de saldos reIerentes a bancos, advogados, Iornecedores, seguradoras e contas
mantidas no exterior.
IV Copias de contratos bancarios de Iinanciamentos a longo prazo
V Analise da declaração de imposto de renda da pessoa juridica, para adequação da provisão do
imposto de renda.
Assinale a opção que contém os itens que correspondem aos papéis de trabalho do auditor que
devem corretamente Iazer parte da pasta corrente.
a) I, IV e V d) II, III e V
b) I, II e III e) I, II e IV
c) III, IV e V
15. (AFRF) Os papéis de trabalho devem seguir um padrão deIinido e claro. Com base nesta
aIirmação, assinale a opção que não se constitui numa regra basica que deve ser observada na
elaboração dos papéis de trabalho.
a) os papéis de trabalho devem ser limpos, claros e evidenciar a obediência as normas de auditoria.
b) os papéis de trabalho devem incluir todos os dados pertinentes, inclusive os irrelevantes.
c) os papéis de trabalho devem ser limpos, claros e corretos, e ainda sem erros matematicos.
d) os papéis de trabalho devem ser concisos, limpos, claros, sem erros de matematica e objetivos.
e) os papéis de trabalho devem ser limpos, claros, corretos e elaborados de Iorma sistematica e
racional.
16. (AFRF) Assinale a opção que não se relaciona com os papéis de trabalho utilizados pelo
auditor no transcorrer dos seus trabalhos:
a) os papéis de trabalho são o conjunto de documentos e apontamentos do auditor.
b) os papéis de trabalho, por serem conIidenciais, são de propriedade da empresa auditada.
c) os papéis de trabalho constituem a evidência do trabalho executado pelo auditor.
d) os papéis de trabalho devem ser mantidos em arquivo por 5 anos.
e) os papéis de trabalho contém inIormações e provas coligidas pelo auditor.
17. Indique com 'C¨ se o papel de trabalho Ior Corrente e com 'P¨ se Ior Permanente.
( ) a. Caixa e bancos
( ) b. Contas a receber
( ) c. Patrimônio liquido
( ) d. Estatuto social
( ) e. Revisão analitica
( ) I. Copia de contratos de Iinanciamentos a longo prazo
( ) g. Copia do Manual de Contabilidade
( ) h. Descrição dos negocios em que a empresa auditada atua
18. O auditor elabora lançamentos extracontabeis e os registra no papel de trabalho das
demonstrações contabeis, a Iim de que estas reIlitam adequadamente a situação da companhia. Para
as Irases abaixo relacionadas, indique com 'A¨ se o lançamento Ior de ajuste e com 'R¨ se Ior de
reclassiIicação.
( ) a. A empresa não contabilizou os juros devidos reIerentes as aplicações Iinanceiras de
curtissimo prazo.
( ) b. As matérias-primas Ioram classiIicadas indevidamente no grupo do ativo imobilizado.
( ) c. Uma despesa com encargos sociais Ioi registrada erroneamente no grupo de despesas não
operacionais.
( ) d. Uma despesa de manutenção de maquinas Ioi classiIicada no balanço patrimonial.
( ) e. A provisão para devedores duvidosos estava insuIiciente.
( ) I. A empresa superavaliou a provisão para o imposto de renda.
( ) g. Os juros a pagar sobre empréstimos em moeda estrangeira Ioram classiIicados na conta
de Iornecedores a pagar.
( ) h. As vendas dos ultimos dias do Iinal de ano Ioram contabilizadas no exercicio social
seguinte.
19. (Estilo UNB) Os papéis de trabalho são o conjunto de documentos e apontamentos com
inIormações e provas coligidas pelo auditor que constituem a evidência do trabalho executado e o
Iundamento de sua opinião. Acerca deste assunto, julgue os itens seguintes:
( ) a. os papéis de trabalho, por serem conIidenciais, são de propriedade da empresa auditada.
( ) b. segundo as inIormações que contêm, podem ser classiIicados em permanentes ou
correntes.
( ) c. o estatuto ou contrato social são exemplos de papéis de trabalho correntes.
( ) d. devem ser guardados, para Iins de Iiscalização do exercicio proIissional, pelo prazo de 5
anos, contados a partir da data de emissão do parecer.
"Antes da batalha o planejamento é
tudo. Assim que o tiroteio começa,
planos são inuteis".
Dwight Eisenhower
I - Definição de planejamento de auditoria.
De acordo com Lopes de Sa:
'Plano de auditoria ou planejamento de auditoria signiIica tareIa preliminar traçada pelo
auditor que se caracteriza pela previsão dos trabalhos que devem ser executados em cada serviço, a
Iim de que este cumpra integralmente as suas Iinalidades dentro das normas cientiIicas da
contabilidade e da técnica de auditoria¨.
O planejamento deve considerar a execução em primeiro lugar das areas de controle interno e
revisão analitica, a Iim de determinarem-se a natureza, oportunidade e extensão dos procedimentos
de auditoria, para as diversas contas do balanço patrimonial e da demonstração de resultado.
O plano, ainda, deve ter uma certa Ilexibilidade se, durante a execução dos trabalhos, o
auditor decidir que deve mudar algum procedimento ou seguir outra linha de trabalho.
O auditor deve planejar seu trabalho consoante as Normas ProIissionais do Auditor
Independente e de acordo com os prazos e demais compromissos contratualmente assumidos com a
entidade. (Res. 820/97 § 11.2.1.1).
O planejamento pressupõe adequado nivel de conhecimento sobre as atividades, os Iatores
econômicos, a legislação aplicavel, as praticas operacionais da entidade e o nivel geral de
competência de sua administração. (Res. 820/97 § 11.2.1.2).
II - Fatores relevantes na execução dos trabalhos (Res. 820/97 § 11.2.1.3).
O planejamento deve considerar todos os Iatores relevantes na execução dos trabalhos,
especialmente os seguintes:
a) o conhecimento detalhado das praticas contabeis adotadas pela entidade e as
alterações procedidas em relação ao exercicio anterior;
b) o conhecimento detalhado do sistema contabil e de controles internos da entidade e
seu grau de conIiabilidade;
c) os riscos de auditoria e a identiIicação das areas importantes da entidade, quer pelo
volume de transações, quer pela complexidade de suas atividades;
d) a natureza, a oportunidade e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem
aplicados;
e) a existência de entidades associadas, Iiliais e partes relacionadas;
I) o uso dos trabalhos de outros auditores independentes, especialistas e auditores
internos;
g) a natureza, o conteudo e a oportunidade dos pareceres, relatorios e outros inIormes a
serem entregues a entidade; e
h) a necessidade de atender prazos estabelecidos por entidades reguladoras ou
Iiscalizadoras e para a entidade prestar inIormações aos demais usuarios externos.
III - Documentação do planejamento (Res. 820/97 § 11.2.1.4 até 11.2.1.8).
O auditor deve documentar seu planejamento geral e preparar programas de trabalho por
escrito, de Iorma a servir como guia e meio de controle de sua execução, detalhando a natureza,
oportunidade e extensão dos procedimentos que serão aplicados.
O planejamento da auditoria, quando incluir a designação de equipe técnica, deve prever a
orientação e a supervisão do auditor, que assumira total responsabilidade pelos trabalhos
executados.
O planejamento e os programas de trabalho devem ser revisados e atualizados sempre que
novos Iatos o recomendarem.
IV - Inexistência de auditoria anterior ou DCs examinadas por outros auditores (Res. 820/97
§ 11.2.1.9).
Quando Ior realizada uma auditoria pela primeira vez na entidade, ou quando as
demonstrações contabeis do exercicio anterior tenham sido examinadas por outro auditor, o
planejamento deve contemplar os seguintes procedimentos:
a) obtenção de evidências suIicientes de que os saldos de abertura do exercicio não
contenham representações errôneas ou inconsistentes que, de alguma maneira,
distorçam as demonstrações contabeis do exercicio atual;
b) exame da adequação dos saldos de encerramento do exercicio anterior com os saldos
de abertura do exercicio atual;
c) veriIicação se as praticas contabeis adotadas no exercicio atual são uniIormes com as
adotadas no exercicio anterior;
d) identiIicação de Iatos relevantes que possam aIetar as atividades da entidade e sua
situação patrimonial e Iinanceira; e
e) identiIicação de relevantes eventos subseqüentes ao exercicio anterior, revelados ou
não revelados.
V - Como adquirir conhecimentos sobre a empresa auditada (Marcelo Cavalcanti)
O auditor deve analisar as seguintes areas:
Financeira: Contábil
- comportamento do Iluxo de caixa; - adoção dos principios contabeis;
- existência de contas em atraso
(recebimento e pagamentos);
- se as analises das contas estão sendo
preparadas;
- principais investimentos. - elaboração das DCs.


Orçamentária: Pessoal:
- situação do orçamento (orçado x real); - politicas de admissão, treinamento,
avaliação e remuneração;
- explicações das variações (orçado x real);
- projeções até o Iinal do exercicio social. - estrutura organizacional.


Operações e PCP: Jendas:
- aquisições e baixas de bens do
imobilizado;
- market-share da empresa e de seus
produtos;
- maquinas paradas e obsoletas; - politica de propaganda;
- estoques obsoletos ou com baixa
rotatividade;
- limite de aprovação das vendas (analise
de crédito);
- planejamento de inventario Iisico. - politicas de garantias de produtos.


Suprimentos (compras): Fiscal e Legal:
- limite de alçada das compras; - processos judiciais;
- sistema de compras; - situação dos livros Iiscais;
- unico Iornecedor; - alterações no contrato social ou estatuto.
- diIiculdade de importação.



VI - Áreas que o auditor poderia efetuar procedimentos de auditoria na visita preliminar.
- levantamento e avaliação do sistema de controle;
- resumo de atas;
- atualização da pasta permanente;
- revisão analitica das DCs intermediarias;
- testes das receitas e despesas acumuladas até a data da visita preliminar; e
- testes de compras de bens do ativo imobilizado.
EXERCICIOS - PLANE1AMENTO
1. Marque com 'V¨ a Irase verdadeira e com 'F¨ a Irase Ialsa.
( ) a. No planejamento de auditoria, o auditor externo deve ponderar menor numero de horas e
melhor qualidade.
( ) b. As empresas normalmente encerram o exercicio social em julho de cada ano.
( ) c. Levantar os problemas da empresa de imediato é um dos objetivos que levam o auditor
externo a planejar maior volume de horas nas auditorias preliminares.
( ) d. Um bom sistema de controle interno reduziria o risco da existência de um erro nas
demonstrações contabeis.
( ) e. Nas areas onde o controle interno é ruim, o auditor externo Iaz menor volume de testes.
( ) I. O auditor externo Iaz maior volume de testes nas areas onde a revisão analitica indica
uma situação normal.
( ) g. Pela leitura da pasta permanente, o auditor pode obter conhecimento sobre a Iorma de
organização, principais contratos e praticas contabeis da empresa auditada.
2. O planejamento de auditoria deve considerar todos os Iatores relevantes na execução dos
trabalhos. Assinale a opção que não se constitui em Iator relevante para o planejamento de
auditoria:
a) riscos de auditoria.
b) existência de entidades associadas, Iiliais e partes relacionadas.
c) uso do trabalho de especialistas.
d) prevenção de Iraude e erro.
e) grau de conIiança dos sistemas de controles internos.
3. Um dos objetivos principais do planejamento de auditoria é:
a) conhecer a empresa a ser auditada. c) veriIicar se a diretoria é competente.
b) aumentar a lucratividade da empresa. d) aumentar o market-share.
4. O estudo da area Iinanceira poderia determinar o seguinte tipo de problema:
a) baixa qualidade dos produtos vendidos.
b) necessidade da constituição de uma provisão de juros para atender a dividas em atraso com
Iornecedores.
c) processo Iiscal contra a empresa.
d) erro de correção monetaria sobre ativo permanente.
5. No estudo da area contabil, poderia ser detectado o seguinte:
a) problemas de liquidez da empresa.
b) despesas muito acima do previsto.
c) politica para conseguir novos mercados para os produtos da empresa não é adequada.
d) atraso no preparo das analises de contas.
6. O estudo da area orçamentaria poderia levar o auditor a detectar o seguinte problema:
a) ausência de um eIetivo controle sobre as despesas.
b) empréstimos a longo prazo classiIicados no passivo circulante.
c) mudança no estatuto da empresa.
d) existência de maquinas obsoletas.
7. No estudo da area de pessoal, poderia ser detectado o seguinte problema:
a) os Iiscais da Receita Federal multaram a empresa.
b) Ialta de provisão para planos de demissões voluntarias de empregados.
c) os clientes não estão pagando suas contas em dia.
d) a receita incorrida esta bem abaixo da prevista.
8. No estudo da area Iiscal poderia deixar em evidência o seguinte problema:
a) a empresa mudou o método de avaliar estoques.
b) variação anormal entre as compras orçadas e as incorridas.
c) Ialta de escrituração do livro de apuração do lucro real.
d) produtos acabados obsoletos.
9. A analise da area legal poderia levar o auditor a detectar o seguinte problema:
a) mudança do controle acionario da empresa e a necessidade de divulgação em nota explicativa.
b) a percentagem do custo das vendas em relação as vendas melhorou em comparação com o
exercicio social anterior.
c) o gerente Iinanceiro não é competente.
d) a empresa não de adaptou a nova legislação do imposto de renda.
10. A apreciação da area de operações da empresa poderia levar o auditor a perceber o seguinte
problema:
a) alta variação na taxa de câmbio e o conseqüente aumento do endividamento da empresa.
b) mudança na estrutura organizacional da empresa.
c) paralisação da Iabrica em Iunção da Ialta de matéria-prima.
d) modiIicação do plano de contas da empresa.
11. O estudo da area de vendas poderia levar o auditor a detectar o seguinte problema:
a) Ialta de conservação do meio ambiente.
b) a empresa esta perdendo mercado de seus produtos para outros concorrentes.
c) atraso na escrituração do livro de atas de reunião da diretoria.
d) os empregados não estão sendo treinados adequadamente.
12. A pesquisa na area de contabilidade poderia indicar o seguinte problema:
a) a taxa de depreciação de novos bens não esta adequada.
b) os produtos vendidos não estão passando pelo controle de qualidade.
c) o Iiscal de ICM multou a empresa.
d) a empresa não esta cumprindo as exigências de segurança.
13. (Estilo UNB) De conIormidade com NBC T 11 Normas de Auditoria Independente das
Demonstrações Contabeis, em relação ao planejamento de auditoria, julgue os itens seguintes:
( ) a. o auditor deve documentar seu planejamento geral e preparar programas de trabalho por
escrito, detalhando o que Ior necessario a compreensão dos procedimentos que serão aplicados, em
termos de natureza, oportunidade e extensão.
( ) b. os programas de trabalho devem ser detalhados, de Iorma a servirem como guia e meio de
controle de sua execução.
( ) c. O planejamento de auditoria e os programas de trabalho não podem ser revisados e
atualizados mesmo que novos Iatos o recomendarem.
( ) d. O planejamento da auditoria, quando incluir a designação de equipe técnica, deve prever
a orientação e a supervisão do auditor, que assumira total responsabilidade pelos trabalhos
executados.
( ) e. A utilização de equipe técnica deve ser prevista de maneira a Iornecer razoavel segurança
de que o trabalho venha a ser executado por pessoa com capacitação proIissional, independência e
treinamento, requeridos nas circunstâncias.
14. O auditor contabil deve planejar seu trabalho, o que pressupõe adequado nivel de conhecimento
acerca do ramo de atividade, negocios e praticas operacionais da entidade a auditar. Os Iatores
relevantes que o planejamento deve considerar na execução dos trabalhos de auditoria incluem:
( ) a. o conhecimento detalhado do sistema contabil e de controles internos da entidade e seu
grau de conIiabilidade.
( ) b. a natureza, a oportunidade e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem
aplicados.
( ) c. o uso dos trabalhos de outros auditores independentes, especialistas e auditores internos.
( ) d. os investimentos que a entidade esta planejando Iazer e as Iontes de recursos para
Iinancia-los.
( ) e. o nivel de qualidade da matéria-prima, do pessoal e dos produtos Iinais da entidade.
( ) I. a existência de entidades associadas, Iiliais e partes relacionadas.
( ) g. responsabilidade pela prevenção de Iraude e erro.
( ) h. os riscos de auditoria e a identiIicação das areas importantes da entidade, quer pelo
volume de transações, quer pela complexidade de suas atividades.
( ) i. as Iontes de recursos para investimento que a entidade esta planejando Iazer.
( ) j. conhecimento detalhado das praticas contabeis adotadas pela entidade e as alterações
procedidas em relação ao exercicio anterior.
( ) l. as normas para elaboração de DCs e quaisquer outros inIormes contabeis e
administrativos, para Iins internos ou externos.
( ) m. a necessidade de atender prazos estabelecidos por entidades reguladoras ou
Iiscalizadoras e para a entidade prestar inIormações aos demais usuarios externos.
I - Definição de risco de auditoria
E a possibilidade de o auditor vir a emitir uma opinião tecnicamente inadequada sobre
demonstrações contabeis signiIicativamente incorretas. (Res. 820/97 § 11.2.3.1).
A analise dos riscos de auditoria deve ser Ieita na Iase de planejamento dos trabalhos,
considerando a relevância em dois niveis: geral (considerando as DCs) e especiIico (considerando
as contas separadamente). (Res. 820/97 § 11.2.3.2).

II - Tipos de riscos
Os riscos podem ser tipiIicados em três amplas categorias, a saber:
 Risco inerente: é a possibilidade de ocorrência de erros ou irregularidades relevantes
antes de conhecer-se a eIicacia dos sistemas de controle, normalmente relacionado com
a atividade Iim da entidade.
 Risco de controle: é a possibilidade do saldo de uma conta (classe ou transação) estar
errado e não ser detectado pelo sistema de controle interno.
 Risco de detecção: é a possibilidade do saldo de uma conta (classe ou transação) estar
errado e não ser detectado ou levar o auditor a concluir pela sua inexistência.
III - Determinação do risco de auditoria (Res. 820/97 § 11.2.3.3).
Para determinar o risco da auditoria, o auditor deve avaliar o ambiente de controle da
entidade, compreendendo:
a) a Iunção e o envolvimento dos administradores nas atividades da entidade;
b) a estrutura organizacional e os métodos de administração adotados, especialmente
quanto a limites de autoridade e responsabilidade;
c) as politicas de pessoal e a segregação de Iunções;
d) a Iixação, pela administração, de normas para inventario, para conciliação de contas,
preparação de demonstrações contabeis e demais inIormes adicionais;
e) as implantações, as modiIicações e o acesso aos sistemas de inIormação
computadorizada, bem como acesso a arquivos de dados e possibilidade de inclusão
ou exclusão de dados;
I) o sistema de aprovação e o registro de transações;
g) as limitações de acesso Iisico a ativos e registros contabeis e/ou administrativos; e
h) as comparações e as analises dos resultados Iinanceiros com dados historicos e/ou
projetados.
EXERCICIOS - RISCO DE AUDITORIA
1. A possibilidade de o auditor vir a emitir uma opinião tecnicamente inadequada sobre
demonstrações contabeis signiIicativamente incorretas é denominada:
a) Risco de detecção
b) Risco de auditoria
c) Risco inerente
d) Risco de controle
e) Risco sistêmico
2. (ATM/CE) Os três componentes basicos do Risco de Auditoria são:
a) risco de amostragem, risco dos procedimentos e risco de materialidade.
b) risco de Iraude, risco de erro e risco de omissão.
c) risco de planejamento, risco de supervisão e risco de execução.
d) risco do ambiente, risco de sistemas e risco de parecer.
e) risco inerente, risco de controle e risco de detecção.
3. Quando um auditor eleva o nivel de risco de controle, porque determinados procedimentos de
controle do cliente mostraram-se ineIicientes, o auditor deve:
a) aumentar o nivel de risco inerente.
b) estender os testes de controle.
c) aumentar o nivel de risco de detecção.
d) eIetuar testes alternativos de controle.
e) aumentar o nivel de testes substantivos.
4. O risco de sistemas contabeis e de controles internos deixarem de prevenir e/ou detectar uma
distorção no saldo de uma conta que pode ser relevante, classiIica-se como risco:
a) inerente. d) de controle.
b) do trabalho. e) do negocio.
c) de detecção.
5. Quando os produtos que estão sendo vendidos pela empresa auditada estão sujeitos a alterações
signiIicativas de preços, o auditor deve:
a) aumentar o risco inerente. d) reduzir risco de controle.
b) reduzir o risco inerente. e) aumentar o risco de controle.
c) aumentar risco de detecção.
(Res. 820/97 § 11.2.8).
Deve merecer especial atenção do auditor, quando do planejamento dos seus trabalhos, ao
analisar os riscos de auditoria, e deve ser complementada quando da execução de seus exames.
Eviaência ae normaliaaae 1(um) ano apos a data-base de encerramento do exercicio das
DCs é suIiciente para a caracterização dessa continuidade.
Inaicios ae auviaa aa continuiaaae - o auditor deve aplicar os procedimentos adicionais
necessarios para a Iormação de juizo embasado e deIinitivo sobre a matéria.
Evidências de riscos na continuidade normal das atividades da entidade, o auditor devera:
 avaliar os possiveis eIeitos nas DCs, especialmente quanto a realização dos ativos; e
 mencionar em paragraIo de ênIase no parecer os eIeitos da situação na continuidade
operacional, de modo que os usuarios tenham inIormação sobre a mesma.
Pressupostos adotados pelo auditor na analise da continuidade (não exaustivos):
a) inaicaaores financeiros.
1 passivo a descoberto;
2 posição negativa do capital circulante liquido (CCL);
3 empréstimos com prazo Iixo e vencimentos imediatos, sem possibilidade de
renovação pelos credores;
4 excessiva participação de empréstimos de curto prazo, sem a possibilidade de
alongamento das dividas ou capacidade de amortização;
5 indices Iinanceiros adversos de Iorma continua;
6 prejuizos substanciais de operação e de Iorma continua;
7 retração ou descontinuidade na distribuição de resultados;
8 incapacidade de devedores na data do vencimento;
9 diIiculdades de acertos com credores;
10 alterações ou renegociações com credores; e
11 incapacidade de obter Iinanciamentos para o desenvolvimento de novos negocios ou
produtos, e inversões para o aumento da capacidade produtiva.
b) inaicaaores ae operação.
1 perda de elementos-chave na administração sem modiIicações ou substituições
imediatas;
2 perda de mercado, Iranquia, licença, Iornecedor essencial ou Iinanciador estratégico;
e
3 diIiculdades de manter mão-de-obra essencial para a manutenção da atividade.
c) outras inaicaçòes.
1 - não-cumprimento de normas legais, regulamentares e estatutarias;
2 - contingências capazes de não serem cumpridas pela entidade; e
3 - mudanças das politicas governamentais que aIetam a entidade.
EXERCICIOS - CONTINUIDADE
1. O Conselho Federal de Contabilidade entende que a continuidade normal das atividades da
entidade auditada Iica evidente:
a) 6 meses apos a data das demonstrações contabeis.
b) 6 meses apos a data da emissão do parecer.
c) 1 ano apos a data das demonstrações contabeis.
d) 1 ano apos a data da emissão do parecer.
e) 1 mês apos a data da assembléia de acionistas.
(Res. 820/97 § 11.2.11).
As estimativas contabeis são de responsabilidade da administração da entidade e se baseiam
em Iatores objetivos e subjetivos, requerendo o seu julgamento na determinação do valor adequado
a ser registrado nas DCs.
O auditor deve:
 ter conhecimentos suIicientes sobre os controles, procedimentos e métodos utilizados pela
entidade, no estabelecimento de estimativas que resultem em provisões; e
 se assegurar da razoabilidade das estimativas, individualmente consideradas, quando estas
Iorem relevantes. Tal procedimento inclui, além da analise da Iundamentação matematico-
estatistica dos procedimentos utilizados pela entidade na quantiIicação das estimativas, os
seguintes:
 a coerência destas com o comportamento da entidade em periodos anteriores;
 as praticas correntes em entidades semelhantes;
 os planos Iuturos da entidade; e
 a conjuntura econômica e suas projeções.
Eviaencia variaçòes significativas - comparação entre as estimativas de periodos anteriores e
os valores reais destas - o auditor deve veriIicar se houve o ajuste nos procedimentos, de Iorma a
permitir estimativas mais apropriadas no periodo em exame.
Atenção: Estimativas contabeis Responsabilidade da administração. O auditor deve se assegurar
quanto a sua razoabilidade.
Exemplos:
- provisão para perdas com processos Iiscais (civel, trabalhista e Iiscal);
- provisão para garantias de produtos.

EXERCICIOS - ESTIMATIVAS CONTÁBEIS
1. As estimativas contabeis que requerem o seu julgamento, na determinação do valor adequado a
ser registrado nas demonstrações contabeis são de responsabilidade do:
a) administrador. d) acionista.
b) auditor independente. e) contador.
c) auditor interno.
(Res. 820/97 § 11.2.13).
O auditor deve:
 aplicar procedimentos especiIicos em relação aos eventos ocorridos entre as datas do
balanço e a do seu parecer, que possam demandar ajustes nas DCs ou a divulgação de
inIormações nas notas explicativas.
 considerar, em seu parecer, os eIeitos decorrentes de transações e eventos subseqüentes
relevantes ao exame das DCs, mencionando-os como ressalva ou em paragraIo de ênIase,
quando não ajustadas ou reveladas adequadamente.
 considerar três situações de eventos subseqüentes:
1ª situação) Os ocorridos entre a data do término do exercicio social e a data da emissão do parecer;
Os procedimentos para identiIicar transações e eventos que podem requerer
ajuste ou divulgação nas DCs devem ser executados tão proximo da data do parecer
do auditor quanto Ior praticavel, e normalmente incluem o seguinte:
a) revisão dos procedimentos que a administração estabeleceu para assegurar
que eventos subseqüentes sejam identiIicados;
b) leitura de atas realizadas apos o Iim do periodo;
c) leitura das DCs intermediarias posteriores aquelas;
d) indagação ou ampliação das indagações anteriores aos advogados da
entidade a respeito de litigios e reclamações; e
e) indagação a administração sobre se ocorreu qualquer evento subseqüente
que possa aIetar as DCs e obtenção, da parte dela, de carta de
responsabilidade, com a mesma data do parecer do auditor. Os exemplos de
assuntos a serem indagados incluem:
 assunção de novos compromissos, empréstimos ou garantias concedidas;
 vendas de ativos;
 emissão de debêntures ou ações novas ou acordo de Iusão, incorporação, cisão
ou liquidação de atividades, ainda que parcialmente;
 destruição de ativos, por exemplo, por Iogo ou inundação;
 desapropriação por parte do governo;
 evolução subseqüente de contingências e assuntos de maior risco de auditoria;
 ajustes contabeis inusitados; e
 ocorrência ou probabilidade de ocorrência de eventos que ponham em duvida a
adequação das praticas contabeis usadas nas DCs, como na hipotese de duvida
sobre a continuidade normal das atividades da entidade. (NBC T 11
2ª situação) Os ocorridos depois do término do trabalho de campo, com a conseqüente emissão do
parecer, e a data da divulgação das demonstrações contabeis; e
O auditor não é responsável pela execução de procedimentos ou
indagações sobre as DCs apos a data do seu parecer. Durante o periodo entre as
datas do parecer do auditor e a de divulgação das DCs, a administração é
responsavel por inIormar ao auditor Iatos que possam aIetar as DCs.
Quando, apos a data do parecer do auditor, mas antes da divulgação das
DCs, o auditor tomar conhecimento de um Iato que possa aIetar de maneira
relevante as DCs, ele deve decidir se elas devem ser ajustadas, discutir o assunto
com a administração e tomar as medidas apropriadas as circunstâncias. (NBC T 11
3ª situação) Os ocorridos apos a divulgação das demonstrações contabeis.
Apos a divulgação das DCs, o auditor não tem responsabilidade de Iazer
qualquer indagação sobre essas demonstrações.
Quando, apos a divulgação das DCs, o auditor tomar conhecimento de Iato
anterior a data do seu parecer e que, se Iosse conhecido naquela data, poderia tê-lo
levado a emitir o documento com conteudo diverso do que Ioi, o auditor deve
decidir se as DCs precisam de revisão, discutir o assunto com a administração e
tomar as medidas apropriadas as circunstâncias.
(Ex: reemissão do parecer e DCs). (NBC T 11 - IT - 04).
EXERCICIOS - EVENTOS SUBSEQUENTES
1. Na constatação de omissão de eventos subseqüentes relevantes identiIicados pelo auditor, nas
demonstrações contabeis da empresa auditada, o proIissional deve:
a) elaborar notas explicativas justiIicando.
b) emitir parecer com paragraIo de ênIase ou ressalva.
c) ajustar as contas com os procedimentos recomendados.
d) recomendar a empresa que omita os ajustes.
e) emitir parecer sem ressalva.
2. IdentiIique um procedimento de auditoria para evidenciação de um evento subseqüente.
a) Circularização do saldo de contas a receber do periodo Iindo auditado.
b) Inventario Iisico dos saldos de abertura e Iinal do periodo auditado.
c) Exame dos pagamentos realizados no periodo auditado.
d) Exame de devoluções de vendas realizadas no periodo seguinte ao auditado.
e) Teste de adições de imobilizado realizado durante o periodo auditado.
3. O auditor deve considerar em seu parecer os eIeitos de transações e eventos subseqüentes
relevantes ocorridos:
a) entre as datas do balanço e a de convocação da assembléia de acionistas
b) entre as datas do balanço e a de publicação nos jornais
c) entre as datas do balanço e a de emissão do seu parecer
d) somente até 30 dias apos a data de encerramento do balanço
e) somente até a data de conclusão dos exames de passivos
4. Coloque no parêntese a letra 'A¨ para o evento subseqüente que exige ajuste e 'N¨ para o que
exige divulgação por meio de nota explicativa (a Cia Auditada levantou o balanço em 31-12-2004
e o término do trabalho em campo dos Auditores Ioi em 01-03-2005).
( ) a. Um cliente da Cia Auditada entrou em Ialência em Iunção da Iabrica ter sido inundada
por um rio em janeiro de 2005. Como conseqüência, a Cia Auditada incorreu em prejuizo
substancial pelo não-recebimento das duplicatas desse cliente.
( ) b. A Cia Auditada perdeu um processo Iiscal em janeiro de 2005 e teve que pagar uma
quantia bastante signiIicativa. Nas demonstrações Iinanceiras levantadas em 31-12-2004, a
administração da companhia não provisionou ou registrou na contabilidade esse processo, embora
a opinião dos seus advogados naquela época era de provavel perda da ação.
( ) c. Em janeiro de 2005, o maior acionista da Cia Auditada decidiu vender as suas ações para
um grupo de empresas. Como conseqüência, houve uma mudança do controle acionario da
companhia.
( ) d. Em janeiro de 2005, a Cia Auditada decidiu comprar uma outra empresa, que se tornou
uma sociedade controlada.
( ) e. Em janeiro de 2005, o governo decidiu desvalorizar o real em 50° em relação ao dolar
americano. Conseqüentemente, a Cia Auditada teve perdas cambiais de valor relevante, em Iunção
da atualização das dividas em moeda estrangeira.
( ) I. Em Ievereiro de 2005, um cliente da Cia Auditada pediu concordata, devido ao Iato de
que no ultimo ano seus produtos não tiveram boa aceitação no mercado. Em virtude deste Iato, a
Cia Auditada incorreu em perdas substanciais, em Iunção de ter recebido apenas pequena parte das
duplicatas desse cliente, que não estava provisionada.
( ) g. Em janeiro de 2005, a Cia Auditada obteve um relevante empréstimo a longo prazo para
ampliação de suas instalações Iabris.
( ) h. Em janeiro de 2005, a Cia Auditada utilizou indevidamente uma patente de terceiros e
como conseqüência Ioi multada.
( ) i. Em Ievereiro de 2005, a Cia Auditada incorreu em custos substanciais de garantias, em
Iunção de deIeitos técnicos de uma linha de produtos vendidos em dezembro de 2004. Cabe
inIormar que a provisão para garantias, constituida no balanço patrimonial sob exame, não levou
em consideração esse tipo de acontecimento.
( ) j. Em janeiro de 2005, a Cia Auditada incorreu em perdas substanciais em decorrência de
um incêndio no ediIicio administrativo.
(Res. 820/97 § 11.2.15).
O auditor deve adotar procedimentos para assegurar-se que todas as contingências passivas
relevantes - decorrentes de processos judiciais, reivindicações e reclamações, bem como de
lançamentos de tributos em disputa - Ioram identiIicadas e consideradas pela administração da
entidade na elaboração das DCs.
Procedimentos que devem ser executados pelo auditor:
a) discussão, com a administração da entidade, das politicas e procedimentos adotados
para identiIicar, avaliar e contabilizar as contingências passivas;
b) obtenção de carta dos advogados da entidade quanto a existência de contingências na
época da execução dos trabalhos Iinais de auditoria; e
c) discussão, com os advogados e/ou a administração da entidade, das perspectivas no
desIecho das contingências e da adequação das perdas contingentes provisionadas,
bem como das divulgações a serem Ieitas nas demonstrações contabeis.
Contingências ativas: O auditor deve adotar os mesmos procedimentos.
I - Definição de parecer
E onde o auditor comunica sua conclusão sobre as DCs. O parecer é composto de:
- titulo do parecer: Parecer dos auditores independentes.
- destinatario: destinado a diretoria, ao conselho de administração ou aos acionistas.
- 1º paragraIo: (objeto do seu trabalho)
- as DCs examinadas;
- a data-base em que Ioram examinadas;
- segregação de responsabilidades:
- DCs ÷~ administração; e
- opinião sobre as DCs ÷~ auditor.
- 2º paragraIo: (extensão do seu trabalho)
- de acordo normas de brasileiras de auditoria;
- descreve, de Iorma geral, os procedimentos adotados.
- opinião: expressa claramente sua opinião.
- local e data: a data deve corresponder ao dia de conclusão de seus trabalhos.
- assinatura: o auditor deve assinar e indicar o nº do CRC, inclusive o nome e o registro da empresa
de auditoria.
O parecer é de exclusiva responsabilidade de contador registrado no Conselho Regional de
Contabilidade, nestas normas denominado auditor. (Res. 820/97 § 11.1.1.4).
II - Tipo de pareceres do auditor
- Parecer sem ressalva ou limpo: quando atendem as seguintes circunstâncias:
- as DCs Ioram elaboradas de acordo com principios de contabilidade e praticas
contabeis adotadas no Brasil;
- as NEs contém todas as inIormações que permitam a correta interpretação das DCs.
Caso tenha havido alterações em procedimentos contabeis, os eIeitos delas devem ser,
adequadamente apurados e revelados nas DCs. Nesses casos, não é requerida nenhuma
reIerência no parecer. (NBC T 11- IT 05).
- Parecer com ressalva. discordância das circunstâncias acima de magnitude que não requeira
abstenção de opinião ou parecer adverso.
- o paragraIo da opinião é alterado para Iazer reIerencia a ressalva, podendo ser:
- no proprio paragraIo;
- em outro paragraIo; ou
- em nota explicativa.
- deve obedecer ao modelo do parecer sem ressalva, com a utilização das expressões 'exceto
por¨ ou 'exceto quanto¨, reIerindo-se aos eIeitos do assunto objeto da ressalva.
- Parecer adverso: possui inIormações suIicientes de que as DCs não estão adequadamente
representadas. A transação é tão importante que não justiIica a emissão de um parecer com
ressalvas.
No seu julgamento deve considerar, tanto as distorções provocadas, quanto a
apresentação inadequada ou substancialmente incompleta das DCs.
- Abstenção de opinião: o auditor não emite opinião sobre as DCs, por não ter comprovação
suIiciente para Iundamenta-la. Normalmente ocorre em Iunção de:
- limitação signiIicativa na extensão do exame; ou
- multiplas e complexas incertezas relevantes que aIetem um numero signiIicativo de
rubricas das DCs.
A abstenção de opinião não elimina a responsabilidade do auditor de mencionar, no
parecer, qualquer desvio relevante que possa inIluenciar a decisão do usuario dessas
demonstrações. (Res. 820/97 § 11.3.6.2).
III - Circunstâncias que impedem a emissão do parecer diferente do padrão
- DCs do exercicio anterior não auditada ou auditada por outros auditores.
- parecer sem ressalvas, mas com redação especiIica.
- Divisão de responsabilidade: Parte do exame eIetuada por outros auditores.
- parecer sem ressalvas, mas com redação especiIica.
- Exposições inIormativas inadequadas: Ialta de inIormações em N.E.
- parecer com ressalva.
- DCs em desacordo com principios de contabilidade:
- parecer com ressalva (relevante) ou adverso (bastante relevante).
- Limitação na extensão do exame:
- parecer com ressalva (relevante) ou abstenção de opinião (bastante relevante).
- Incertezas quanto ao eIeito de eventos Iuturos: realização de ativos, continuidade das operações e
resolução de processos legais ou trabalhistas.
- parecer com ênIase (relevante) ou abstenção de opinião (bastante relevante).

Na hipotese do emprego de paragraIo de ênIase, o parecer permanece na condição de
parecer sem ressalva. (Res. 820/97 § 11.3.7.2).
IV - Responsabilidade pela utilização do trabalho: (Res. 821/97 § 1.1.1 e § 1.1.2).
a) Do auaitor interno
A responsabilidade do auditor independente não sera modiIicada, mesmo quando o auditor
interno, contribuir para a realização dos trabalhos.
b) De especialista
O auditor independente pode utilizar especialistas legalmente habilitados como Iorma de
contribuir para a realização de seu trabalho, mantendo integral a sua responsabilidade proIissional.
A responsabilidade do auditor independente Iica restrita a sua competência proIissional,
quando o especialista legalmente habilitado Ior contratado pela entidade auditada, sem vinculo
empregaticio, para executar serviços que tenham eIeitos relevantes nas demonstrações contabeis,
quando tal Iato Ior mencionado em seu parecer.
V - Carta de responsabilidade da administração (Res. 820/97 § 11.2.14).
O auditor deve obter carta que evidencie a responsabilidade da administração quanto as
inIormações e dados e a preparação e apresentação das DCs auditadas.
Data da carta: mesma data do parecer sobre as DCs.
Conter o total do Ativo, PL e resultado das DCs auditadas.
No caso da administração se recusar a Iornecer a Carta de Responsabilidade ao auditor
independente, isto constituira uma limitação no escopo do seu exame.
Se a administração transmitiu uma inIormação verbal, mas se recusa a conIirma-la por
escrito, isto constituira uma limitação no escopo do exame do auditor.
VI - Relatório-comentado (relatório de recomendações)
O auditor deve emitir um relatorio visando:
- aprimoramento dos controles internos;
- redução de custos; e
- melhoramento das praticas contabeis e administrativas.

EXERCICIOS - PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES
1. O Parecer dos Auditores Independentes classiIica-se segundo a natureza da opinião que contém
em:
a) parecer sem ressalva, com ressalva, exceto quanto e adverso.
b) parecer sem ressalva, com ressalva, com abstenção de opinião e adverso.
c) parecer com abstenção de opinião, limpo, com ressalva e sem ressalva.
d) parecer sujeito a, exceto por, exceto quanto e contrario.
e) parecer negativo, positivo, limpo e contrario.
2. O parecer de auditoria adequado para certiIicar o exame de uma demonstração Iinanceira, onde o
auditor tenha eIetuado seu exame em base de testes e tenha encontrado erros irrelevantes, sera do
tipo:
a) com negativa de opinião. c) com ressalva. e) parcial.
b) sem ressalva. d) adverso.
3. Data do parecer do auditor:
a) inicio dos trabalhos de auditoria. d) encerramento do exercicio social da Cia.
b) término dos trabalhos de auditoria. e) conclusão da circularização de bancos
c) quando o contador aprontou as demonstrações Iinanceiras.
4. Destinação do relatorio do auditor:
a) diretoria ou acionistas. c) gerente administrativo. e) continuo.
b) gerente de contabilidade. d) gerente de controles.
5. (AFRF) O auditor, ao expressar sua opinião (emitindo um parecer) assume responsabilidades
inclusive de ordem publica. Com base nesta aIirmação, indique o item abaixo que não é essencial
para o parecer:
a) indicação das demonstrações contabeis examinadas e periodos pertinentes.
b) data do parecer, correspondente ao dia da conclusão dos trabalhos dos auditores.
c) data do parecer, correspondente ao dia eIetivo de sua emissão e assinatura.
d) assinatura do auditor e numero de registro no Conselho Regional de Contabilidade.
e) destinatarios, que podem ser acionistas conselheiros de administração ou diretores.
6. A elaboração do parecer é de responsabilidade:
a) da administração. d) do auditor interno.
b) do contador da entidade auditada. e) do auditor independente.
c) do conselho Iiscal.
7. O parecer do auditor independente inclui:
a) os procedimentos de auditoria executados.
b) a deIinição de responsabilidade.
c) os problemas de controle internos constatados.
d) os problemas administrativos observados.
8. Indique o numero de paragraIos contidos em um parecer de auditoria com duas ressalvas e um
paragraIo de ênIase.
a) três. c) cinco. e) sete.
b) quatro. d) seis.
9. Parecer que indica que as demonstrações contabeis não reIletem a posição patrimonial e
Iinanceira, o resultado das operações e as origens e aplicações de recursos da companhia:
a) sem ressalvas ou limpo. c) adverso.
b) com ressalvas. d) negativa de parecer.
10. Parecer que evidencia que o auditor não colheu elementos comprobatorios suIicientes para
Iormar uma opinião sobre as demonstrações contabeis:
a) sem ressalvas ou limpo. c) adverso.
b) com ressalvas. d) abstenção de opinião.
11. Pareceres possiveis no caso de um limite do escopo do exame:
a) com ressalvas e negativa de parecer. c) adverso e negativa de parecer.
b) com ressalvas e adverso. d) sem ressalvas e adverso.
12. Pareceres possiveis no caso de as demonstrações contabeis não estarem de acordo com os
principios de contabilidades geralmente aceitos:
a) adverso e negativa de parecer. c) com ressalvas e adverso.
b) com ressalvas e negativa de parecer. d) sem ressalvas e adverso.
13. Parecer dado no caso de Ialta de divulgação de uma inIormação importante:
a) sem ressalvas ou limpo. c) adverso.
b) com ressalvas. d) negativa de parecer.
14. 'Em nossa opinião, as demonstrações contabeis acima reIeridas representam adequadamente,
em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e Iinanceira da WMA Industria e Comércio
S.A. em 31 de dezembro de 2004 e de 2003, o resultado de suas operações, as mutações de seu
patrimônio liquido e as origens e aplicações de seus recursos reIerentes aos exercicios Iindos
naquelas datas, de acordo com as praticas contabeis adotadas no Brasil¨.
O trecho acima Ioi retirado de um 'Parecer de Auditores Independentes¨, endereçado ao Conselho
de Administração da empresa WMA. Ele é um parecer:
a) sem ressalvas ou limpo. d) com abstenção de opinião.
b) com paragraIo de ênIase. e) adverso
c) com ressalva
15. O laboratorio Mommy C., Iabricante de medicamentos, entre outros, do anticoncepcional
'BO¨, detectou que lotes de alguns medicamentos Ioram adulterados. O 'BO¨ teve alterada sua
posologia, na qual Ioi acrescentada um percentual signiIicativo de Iarinha. Ao contratar a empresa
de auditoria externa Estou de Olho S/C., para Iins de detectar onde ocorreu a Ialha, constatou-se
que o erro se iniciava no departamento de controle de produção que analisava as amostras do
produto, e não destruia os respectivos lotes inserviveis. Funcionarios da produção comercializavam
os produtos com distribuidores de medicamentos que os revendiam aos consumidores Iinais. De
acordo com o Iato descrito, podemos concluir que:
a) o parecer dos auditores sera emitido com ressalva
b) o parecer dos auditores sera emitido com abstenção de opinião
c) o parecer dos auditores sera emitido com ressalva e uma abstenção de opinião
d) o parecer dos auditores sera emitido com um paragraIo de ênIase
e) por tratar-se de um serviço especial, não ha que se Ialar em emissão de parecer
16. Ainda com relação a questão anterior, porém considerando um trabalho tradicional de auditoria
externa, e sabendo-se que algumas mulheres engravidaram por conta do anticoncepcional 'BO¨, e
que, em 1ª Instância, a Justiça concedeu ganhos individuais de R$80.000,00; e ainda que o produto
Ioi consumido por 120.000 mulheres; os auditores da Estou de Olho S/C. deveriam emitir um
parecer para as demonstrações contabeis de 31.12.X9, cujo patrimônio liquido registrava
R$200.000,00:
a) com ressalva
b) limpo, se houvesse provisão
c) com abstenção de opinião, dada a impossibilidade de mensurar a incerteza
d) adverso
e) sem ressalva, com paragraIo de ênIase
17. Expressão utilizada no parecer com ressalva no caso de Ialta de divulgação de Iato importante:
a) sujeito a. c) não concordamos.
b) exceto. d) errôneo.
18. Expressão utilizada no parecer com ressalva no caso de principio contabil indevido:
a) sujeito a. c) não concordamos.
b) exceto. d) errôneo.
19. (AFRF) A opinião do auditor independente não devera conter ressalva, no caso de omissão de
apresentação, da seguinte inIormação:
a) restrições estatutarias sobre dividendos.
b) existência de acordo de acionistas e suas bases.
c) contratos relevantes de compromissos de compras.
d) transações e saldo com sociedades coligadas.
e) planejamento estratégico para o proximo exercicio.
20. O exame das demonstrações contabeis de sociedades controladas e/ou coligadas, relevantes por
outros auditores independentes, implica a seguinte obrigação para o auditor da sociedade
controladora:
a) ressalvar o seu parecer por este Iato.
b) emitir parecer com paragraIo de ênIase.
c) destacar este Iato em seu parecer.
d) emitir parecer com abstenção de opinião.
e) não considerar este Iato em seu parecer.
21. Com relação aos pareceres de auditoria pode-se aIirmar que:
I. O auditor deve dar negativa de parecer quando ele não obtém elementos comprobatorios
suIicientes para Iormar sua opinião sobre as demonstrações Iinanceiras.
II. Limite no escopo da auditoria, demonstrações Iinanceiras em desacordo com os principios
Iundamentais de contabilidade e Ialta de divulgação de inIormações em nota explicativa são
motivos que levam o auditor a não emitir relatorio sem ressalvas.
III. As demonstrações Iinanceiras poderão ser aIetadas por incertezas com relação a eventos
Iuturos, cujos resultados Iinais não são suscetiveis de uma avaliação razoavel na data da emissão
do parecer. Nesse caso o auditor deve emitir um parecer sem ressalvas, pois os resultados Iinais
serão conhecidos somente no Iuturo.
a) todas as aIirmações estão incorretas.
b) apenas a aIirmação II esta correta.
c) apenas as aIirmações I e II estão corretas.
d) apenas as aIirmações II e III estão corretas.
e) todas as aIirmações estão corretas.
22. A empresa Coca-Cola utiliza insumos para Iins de preparo de seu principal reIrigerante, cuja
Iormula esta guardada em um coIre de banco, localizado na cidade de Atlanta, EUA. Para Iins de
emissão do Parecer dos Auditores independentes acerca das DCs da empresa, sabendo que o
auditor não tem acesso aquela Iormula, podemos aIirmar que:
a) ha um caso classico de limitação de escopo, que enseja um parecer adverso.
b) ha um caso classico de limitação de escopo, que enseja um parecer com abstenção de opinião.
c) ha um caso classico de limitação de escopo, que enseja um parecer com ressalva.
d) o Iato não representa qualquer desvio para Iins de auditoria.
e) a empresa de auditoria devera contratar um especialista, para Iins de avaliação da Iormula do
xarope.
23. (AFRF) Dadas as situações a seguir, identiIique, na respectiva ordem, quais os tipos de parecer
de auditoria mais adequados a cada situação:
I. O auditor constatou que a empresa Alpha S.A. somente Iaturava parte de suas mercadorias
vendidas e que boa parte das mercadorias compradas entravam sem documentação habil.
II. O auditor constatou que a empresa Beta S.A. não estava reconhecendo os juros e as variações
monetarias de seus contratos de Iinanciamentos junto ao Banco Empresta Tudo S.A., eIetuando a
contabilização somente no pagamento do empréstimo.
III. O auditor, ao executar os trabalhos na empresa Gama S.A., encontrou divergências no calculo
da provisão para contingências trabalhistas. Ao analisar a relevância dos numeros, percebeu que os
mesmos não aIetavam as demonstrações contabeis.
IV. O auditor, ao avaliar as demonstrações contabeis da empresa Omega S.A., não conseguiu
compor o saldo das contas de Iinanciamentos concedidos, nem das contas de investimentos, saldos
estes bastante relevantes.
a) com ressalva, adverso, abstenção de opinião e sem ressalva;
b) adverso, abstenção de opinião, sem ressalva e com ressalva;
c) adverso, com ressalva, sem ressalva e abstenção de opinião;
d) abstenção de opinião, sem ressalva, com ressalva e adverso;
e) abstenção de opinião, com ressalva, sem ressalva e adverso;
24. (Petrobras BR) No 4º ano de auditoria externa das demonstrações contabeis da Companhia
Teles S/A, elaborados em 31/12 /2002, Ieitas sempre pelo mesmo Auditor, ele comprovou, nos
testes realizados, que a companhia vem enIrentando diIiculdades crescentes nos niveis de
inadimplência, localizadas em 2002, em 10°.
No conjunto de seus papéis de trabalho (PT), o Auditor Iez anotações reIerentes aos aspectos
abaixo:
I. Nenhuma duplicata vencida é dedutivel do Lucro Real, nos termos da lei Iiscal.
II. Constam no Balanço de 31/12/2002 os seguintes registros:
Duplicatas a receber 15.000.000
(-) Duplicatas descontadas (2.800.000)
III. Os dados acima, transcritos no PT, representam todas as iniciativas da empresa com
relação a carteira de duplicatas a receber.
IV. O lucro liquido do exercicio, apurado em 31/12/2002, Ioi de 26.500.000.
V. A Cia não tem investimentos em participações societarias permanentes.
Sabendo que o Auditor emitiu um parecer com ressalva, e considerando as inIormações recebidas,
a lei societaria e os principios Iundamentais de contabilidade, assinale, dentre os Iundamentos
abaixo, aquele que embasou o auditor para emitir tal tipo de parecer.
a) limite de escopo nos exames realizados.
b) parte do exame eIetuado por outros auditores independentes.
c) demonstrações contabeis em desacordo com os principios Iundamentais de contabilidade.
d) Ialta de uniIormidade na aplicação dos principios Iundamentais de contabilidade, pela
Companhia.
e) incertezas quanto ao eIeito de eventos Iuturos nas demonstrações contabeis.
25. (BNDES) Julgue as aIirmações a seguir, com base nas normas de auditoria independente das
demonstrações contabeis aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade.
I. Se o Auditor tiver uma discordância com a administração da entidade a respeito do conteudo ou
Iorma de apresentação das demonstrações contabeis, este Iato, isoladamente, não constitui motivo
para que ele emita um parecer com ressalva.
II. Quando ocorrer incerteza em relação a Iato relevante, cujo desIecho podera aIetar
signiIicativamente a posição patrimonial e Iinanceira da entidade, o auditor deve empregar um
paragraIo de ênIase em seu parecer, Iazendo reIerência a nota explicativa que deve descrever, da
melhor Iorma possivel, essa incerteza.
III. Como o sistema contabil e de controles internos é de responsabilidade exclusiva da
administração da entidade, o auditor esta desobrigado de eIetuar sugestões objetivas para seu
aprimoramento, decorrentes de constatações Ieitas no decorrer do seu trabalho.

Pode-se dizer que:
a) todas as aIirmações estão incorretas.
b) apenas a aIirmação I esta correta.
c) apenas a aIirmação II esta correta.
d) apenas a aIirmação III esta correta.
e) apenas as aIirmações II e III estão corretas.
26. O Iato de a administração se recusar a Iornecer uma declaração que o auditor considere
necessaria constitui uma limitação de alcance. Nesse caso, o auditor deve expressar um(a):
a) parecer com ressalva ou com abstenção de opinião.
b) paragraIo de ênIase ou abstenção de opinião.
c) negativa de opinião ou com paragraIo de ênIase.
d) parecer de incerteza ou com abstenção de opinião.
e) parecer com ressalva ou com paragraIo de ênIase.
27. Quando outros auditores independentes emitirem parecer de auditoria de empresas controladas
e coligadas relevantes, o auditor da empresa controladora, em seu exame de consolidação, deve:
a) revisar os papéis de trabalho de auditores das empresas controladas/coligadas.
b) emitir um ressalva de limitação de escopo em seu parecer de auditoria.
c) desconsiderar os trabalhos dos auditores das empresas controladas/coligadas.
d) abster-se de opinião dos valores consolidados auditados por outros auditores.
e) basear-se exclusivamente no parecer dos outros auditores independentes.
28. (Petrobras - Adptado) Analise os dados abaixo reIerente a auditoria do exercicio de 2004.
 10/06/2004 o auditor concluiu o planejamento de auditoria;
 15/10/2004 o auditor Iez a visita de interim a empresa auditada;
 05/11/2004 o auditor concluiu os trabalhos de analise dos controles internos e revisão
analitica;
 10/01/2005 o auditor retornou a empresa para eIetuar os procedimentos remanescentes de
auditoria reIerente ao encerramento do exercicio;
 15/02/2005 o auditor terminou o trabalho de campo;
 20/02/2005 o auditor elaborou e imprimiu o parecer da auditoria realizada;
 22/02/2005 o parecer Ioi revisado e assinado.
A data considerada para a emissão do parecer é:
a) 10/06/2004 c) 10/01/2005 e) 20/02/2005
b) 05/11/2004 d) 15/02/2005
29. A incerteza pode ocorrer por diversos motivos, como por exemplo, a curva declinante de
venda de um determinado produto ou segmento de mercado; também podemos destacar as
contingências Iiscais, trabalhistas, entre outras. Em qualquer das hipoteses de incerteza, caso a
mesma seja relevante, cabera ao auditor:
a) incluir no seu parecer, sob Iorma de ressalva, se Ior o caso, os necessarios esclarecimentos que
permitam a correta interpretação das demonstrações contabeis.
b) incluir no seu parecer, sob Iorma de paragraIo de ênIase, os necessarios esclarecimentos que
permitam a correta interpretação das demonstrações contabeis.
c) incluir nas notas explicativas, os necessarios esclarecimentos que permitam a correta
interpretação das demonstrações contabeis.
d) incluir no seu parecer, sob Iorma de paragraIo de ênIase, modiIicando a natureza do mesmo, os
necessarios esclarecimentos que permitam a correta interpretação das demonstrações contabeis.
30. Ao utilizar os trabalhos ja eIetuados pela auditoria interna em seus testes substantivos, se o
auditor independente julgar que o volume de testes não é suIiciente, ele deve:
a) ressalvar o parecer de auditoria.
b) abster-se de emitir uma opinião de auditoria.
c) requisitar novos testes a auditoria interna.
d) eIetuar testes adicionais necessarios.
e) incluir uma nota explicativa.
31. No âmbito do serviço publico, as normas relativas a opinião do auditor estabelecem os
seguintes tipos de parecer ou certiIicado:
a) pleno, com ressalva e abstenção de opinião.
b) sem ressalva ou com abstenção de opinião.
c) positivo, negativo e omissão de opinião.
d) sem ressalva, com ressalva e adverso.
e) regularidade, regularidade com ressalva e de irregularidade.
32. Apos uma série de respostas de advogados da empresa auditada, o auditor segregou os
processos judiciais movidos contra a empresa em três categorias de chance de insucesso, a saber:
provavel, possivel e remota. Quando os processos Iorem classiIicados como provaveis, cujo eIeito
não possa ser razoavelmente estimado, o auditor deve emitir um parecer:
a) sem ressalva.
b) com paragraIo de ênIase.
c) com ressalva.
d) adverso.
e) N.R.A.
33. O parecer-padrão de auditoria é composto por paragraIos que inIormam a:
a) identiIicação da responsabilidade dos administradores e do auditor a opinião sobre as
demonstrações contabeis o reporte aos acionistas.
b) identiIicação da responsabilidade do auditor e a opinião sobre as demonstrações contabeis o
reporte aos acionistas.
c) extensão e execução do trabalho a responsabilidade dos administradores a opinião do
auditor sobre as demonstrações contabeis.
d) identiIicação das demonstrações contabeis a responsabilidade dos auditores a opinião dos
auditores.
e) identiIicação das demonstrações contabeis e a deIinição das responsabilidades da administração
e do auditor extensão dos trabalhos opinião sobres as demonstrações contabeis.
À
Diretoria da
Empresa ABC
Rio de 1aneiro - R1
"COAFIDEACIAL"
31 de março de 19X2
Atenção: Sr. Fulano
Prezados Senhores,
Examinamos as demonstrações contabeis da Empresa ABC para o exercicio Iindo em 31 de
dezembro de 19X1. Como parte de nosso exame, apresentamos esse relatorio, com comentarios e
sugestões, sobre problemas que vieram a nosso conhecimento durante o decurso normal dos
trabalhos de auditoria.

Cabe inIormar que nosso trabalho Ioi eIetuado de acordo com as normas de auditoria geralmente
aceitas, com o objetivo de emitir um parecer sobre as reIeridas demonstrações contabeis, e,
conseqüentemente, este relatorio não abrange todos os problemas que possivelmente seriam
detectados por uma revisão especial ou de maior proIundidade.
EXEMPLO: Caixa e Bancos
Existia, em 31 de dezembro de 19X1, na conta corrente do Banco do Brasil S.A. um saldo
de R$ 1.000.000 sem ser movimentado nos ultimos 6 meses.
Caso esse numerario tivesse sido aplicado a uma taxa de mercado, para o periodo de tempo
reIerente a sua não-utilização, a empresa teria tido um rendimento adicional de R$ 6.000.
Recomendamos que sejam acompanhadas as Iolgas de caixa, no sentido de que os recursos
em excesso as necessidades normais sejam devidamente aplicados.
MODELO 1 - Sem ressalva
PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES
Aos
Acionistas da Empresa ABC.
Examinamos os balanços patrimoniais da Empresa ABC, levantados em 31 de dezembro de 19X1 e
de 19X0, e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio liquido e das
origens e aplicações de recursos correspondentes aos exercicios Iindos naquelas datas, elaborados
sob a responsabilidade de sua administração. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião
sobre essas demonstrações contabeis.
Nossos exames Ioram conduzidos de acordo com as normas de auditoria e compreenderam: (a) o
planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e o
sistema contabil e de controles internos da entidade; (b) a constatação, com base em testes, das
evidências e dos registros que suportam os valores e as inIormações contabeis divulgados; e (c) a
avaliação das praticas e das estimativas contabeis mais representativas adotadas pela administração
da entidade, bem como da apresentação das demonstrações contabeis tomadas em conjunto.
Em nossa opinião, as demonstrações contabeis acima reIeridas representam adequadamente, em
todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e Iinanceira da Empresa ABC em 31 de
dezembro de 19X1 e de 19X0, o resultado de suas operações, as mutações de seu patrimônio liquido
e as origens e aplicações de seus recursos reIerentes aos exercicios Iindos naquelas datas, de acordo
com as praticas contabeis adotadas no Brasil.
Rio de Janeiro, 05 de março de 19X2
Assinatura
Nome do auditor-responsavel técnico
Contador - N.º de registro no CRC
Nome da empresa de auditoria
N.º de registro cadastral no CRC
MODELO 2 - Sem ressalva (consolidado)
PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES
Aos
Acionistas da Empresa ABC.
Examinamos os balanços patrimoniais consolidados da Empresa ABC e suas controladas, levantados
em 31 de dezembro de 19X1 e de 19X0, e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações
do patrimônio liquido e das origens e aplicações de recursos correspondentes aos exercicios Iindos
naquelas datas, elaborados sob a responsabilidade de sua administração. Nossa responsabilidade é a
de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contabeis.
Nossos exames Ioram conduzidos de acordo com as normas de auditoria e compreenderam: (a) o
planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e o
sistema contabil e de controles internos da entidade; (b) a constatação, com base em testes, das
evidências e dos registros que suportam os valores e as inIormações contabeis divulgados; e (c) a
avaliação das praticas e das estimativas contabeis mais representativas adotadas pela administração
da entidade, bem como da apresentação das demonstrações contabeis tomadas em conjunto.
Em nossa opinião, as demonstrações contabeis acima reIeridas representam adequadamente, em
todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e Iinanceira da Empresa ABC e suas controladas
em 31 de dezembro de 19X1 e de 19X0, os resultados consolidados de suas operações, as mutações
de seu patrimônio liquido e as origens e aplicações consolidadas de seus recursos reIerentes aos
exercicios Iindos naquelas datas, de acordo com as praticas contabeis adotadas no Brasil.
Rio de Janeiro, 05 de março de 19X2
Assinatura
Nome do auditor-responsavel técnico
Contador - N.º de registro no CRC
Nome da empresa de auditoria
N.º de registro cadastral no CRC
MODELO 3 - Sem ressalva (divisão de responsabilidades)
PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES
Aos
Acionistas da Empresa ABC.
Examinamos os balanços patrimoniais da Empresa ABC, levantados em 31 de dezembro de 19X1 e
de 19X0, e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio liquido e das
origens e aplicações de recursos correspondentes aos exercicios Iindos naquelas datas, elaborados
sob a responsabilidade de sua administração. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião
sobre essas demonstrações contabeis. As demonstrações contabeis da controlada WMA S.A.,
relativas aos exercicios Iindos em 31 de dezembro de 19X1 e de 19X0, Ioram examinadas por outros
auditores independentes, e nossa opinião, no que diz respeito aos valores dos investimentos e dos
resultados decorrentes dessa controlada esta baseado no parecer desses auditores.
Nossos exames Ioram conduzidos de acordo com as normas de auditoria e compreenderam: (a) o
planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e o
sistema contabil e de controles internos da entidade; (b) a constatação, com base em testes, das
evidências e dos registros que suportam os valores e as inIormações contabeis divulgados; e (c) a
avaliação das praticas e das estimativas contabeis mais representativas adotadas pela administração
da entidade, bem como da apresentação das demonstrações contabeis tomadas em conjunto.
Em nossa opinião, com base em nossos exames e no parecer de outros auditores independentes, as
demonstrações contabeis acima reIeridas representam adequadamente, em todos os aspectos
relevantes, a posição patrimonial e Iinanceira da Empresa ABC em 31 de dezembro de 19X1 e de
19X0, o resultado de suas operações, as mutações de seu patrimônio liquido e as origens e aplicações
de seus recursos reIerentes aos exercicios Iindos naquelas datas, de acordo com as praticas contabeis
adotadas no Brasil.
Rio de Janeiro, 05 de março de 19X2
Assinatura
Nome do auditor-responsavel técnico
Contador - N.º de registro no CRC
Nome da empresa de auditoria
N.º de registro cadastral no CRC
MODELO 4 - Sem ressalva (c/ parágrafo de ênfase - incerteza)
PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES
Aos
Acionistas da Empresa ABC.
Examinamos os balanços patrimoniais da Empresa ABC, levantados em 31 de dezembro de 19X1 e
de 19X0, e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio liquido e das
origens e aplicações de recursos correspondentes aos exercicios Iindos naquelas datas, elaborados
sob a responsabilidade de sua administração. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião
sobre essas demonstrações contabeis.
Nossos exames Ioram conduzidos de acordo com as normas de auditoria e compreenderam: (a) o
planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e o
sistema contabil e de controles internos da entidade; (b) a constatação, com base em testes, das
evidências e dos registros que suportam os valores e as inIormações contabeis divulgados; e (c) a
avaliação das praticas e das estimativas contabeis mais representativas adotadas pela administração
da entidade, bem como da apresentação das demonstrações contabeis tomadas em conjunto.
Em nossa opinião, as demonstrações contabeis acima reIeridas representam adequadamente, em
todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e Iinanceira da Empresa ABC em 31 de
dezembro de 19X1 e de 19X0, o resultado de suas operações, as mutações de seu patrimônio liquido
e as origens e aplicações de seus recursos reIerentes aos exercicios Iindos naquelas datas, de acordo
com as praticas contabeis adotadas no Brasil.
ConIorme mencionado na nota explicativa nº 10, a companhia esta envolvida em diversos processos
Iiscais e trabalhistas. Os administradores e advogados são de opinião que as provisões constituidas
são suIicientes para cobrir eventuais perdas no desIecho desses processos.
Rio de Janeiro, 05 de março de 19X2
Assinatura
Nome do auditor-responsavel técnico
Contador - N.º de registro no CRC
Nome da empresa de auditoria
N.º de registro cadastral no CRC
MODELO 5 - Sem ressalva (DCs do exercício anterior não auditada ou auditada por outros
auditores)
PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES
Aos
Acionistas da Empresa ABC.
Examinamos o balanço patrimonial da Empresa ABC, levantado em 31 de dezembro de 19X1, e as
respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio liquido e das origens e
aplicações de recursos correspondentes aos exercicios Iindos naquelas datas, elaborados sob a
responsabilidade de sua administração. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre
essas demonstrações contabeis.
Nosso exame Ioi conduzido de acordo com as normas de auditoria e compreendeu: (a) o
planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e o
sistema contabil e de controles internos da entidade; (b) a constatação, com base em testes, das
evidências e dos registros que suportam os valores e as inIormações contabeis divulgados; e (c) a
avaliação das praticas e das estimativas contabeis mais representativas adotadas pela administração
da entidade, bem como da apresentação das demonstrações contabeis tomadas em conjunto.
Em nossa opinião, as demonstrações contabeis reIeridas no paragraIo 1º representam
adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e Iinanceira da Empresa
ABC em 31 de dezembro de 19X1, o resultado de suas operações, as mutações de seu patrimônio
liquido e as origens e aplicações de seus recursos reIerentes ao exercicio Iindo naquela data, de
acordo com as praticas contabeis adotadas no Brasil.
DCs do exercício anterior não auditada
Não examinamos, nem Ioram examinadas por outros auditores independentes, as
demonstrações contabeis do exercicio Iindo em 31 de dezembro de 19X0, cujos valores
são apresentados para Iins comparativos, e, conseqüentemente, não emitimos opinião
sobre elas.
DCs do exercício anterior auditada por outros auditores
As demonstrações contabeis relativas ao exercicio Iindo em 31 de dezembro de 19X0
Ioram examinadas por auditores independentes, que emitiram parecer, sem ressalva (ou
indicar as correspondentes ressalvas), datado de 10 de março de 19X1.
Rio de Janeiro, 05 de março de 19X2
Assinatura
Nome do auditor-responsavel técnico
Contador - N.º de registro no CRC
Nome da empresa de auditoria
N.º de registro cadastral no CRC
MODELO 6 - Com ressalva (falta de informações)
PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES
Aos
Acionistas da Empresa ABC.
Examinamos os balanços patrimoniais da Empresa ABC, levantados em 31 de dezembro de 19X1 e
de 19X0, e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio liquido e das
origens e aplicações de recursos correspondentes aos exercicios Iindos naquelas datas, elaborados
sob a responsabilidade de sua administração. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião
sobre essas demonstrações contabeis.
Nossos exames Ioram conduzidos de acordo com as normas de auditoria e compreenderam: (a) o
planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e o
sistema contabil e de controles internos da entidade; (b) a constatação, com base em testes, das
evidências e dos registros que suportam os valores e as inIormações contabeis divulgados; e (c) a
avaliação das praticas e das estimativas contabeis mais representativas adotadas pela administração
da entidade, bem como da apresentação das demonstrações contabeis tomadas em conjunto.
O terreno e os ediIicios da Iabrica da companhia Ioram dados em 19X1 em garantia de
Iinanciamento a longo prazo.
Em nossa opinião, exceto pela Ialta de divulgação da inIormação mencionada no paragraIo anterior,
as demonstrações contabeis acima reIeridas representam adequadamente, em todos os aspectos
relevantes, a posição patrimonial e Iinanceira da Empresa ABC em 31 de dezembro de 19X1 e de
19X0, o resultado de suas operações, as mutações de seu patrimônio liquido e as origens e aplicações
de seus recursos reIerentes aos exercicios Iindos naquelas datas, de acordo com as praticas contabeis
adotadas no Brasil.
Rio de Janeiro, 05 de março de 19X2
Assinatura
Nome do auditor-responsavel técnico
Contador - N.º de registro no CRC
Nome da empresa de auditoria
N.º de registro cadastral no CRC
MODELO 7 - Com ressalva (em desacordo c/ os princípios contábeis)
PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES
Aos
Acionistas da Empresa ABC.
Examinamos os balanços patrimoniais da Empresa ABC, levantados em 31 de dezembro de 19X1 e
de 19X0, e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio liquido e das
origens e aplicações de recursos correspondentes aos exercicios Iindos naquelas datas, elaborados
sob a responsabilidade de sua administração. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião
sobre essas demonstrações contabeis.
Nossos exames Ioram conduzidos de acordo com as normas de auditoria e compreenderam: (a) o
planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e o
sistema contabil e de controles internos da entidade; (b) a constatação, com base em testes, das
evidências e dos registros que suportam os valores e as inIormações contabeis divulgados; e (c) a
avaliação das praticas e das estimativas contabeis mais representativas adotadas pela administração
da entidade, bem como da apresentação das demonstrações contabeis tomadas em conjunto.
A provisão para o imposto de renda sobre o lucro é contabilizada pela companhia apenas quando da
realização desse lucro para Iins Iiscais. Em nossa opinião, essa pratica não esta de acordo com os
principios Iundamentais de contabilidade, os quais requerem que essa provisão seja registrada no
mesmo ano em que o lucro Ioi computado no resultado do exercicio. Se essa provisão tivesse sido
contabilizada, o lucro liquido estaria menor em R$ 22.000 e R$ 19.000, em 19X1 e 19X0,
respectivamente.
Em nossa opinião, exceto quanto a Ialta de constituição da provisão para o imposto de renda sobre o
lucro, comentada no paragraIo anterior, as demonstrações contabeis acima reIeridas representam
adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e Iinanceira da Empresa
ABC em 31 de dezembro de 19X1 e de 19X0, o resultado de suas operações, as mutações de seu
patrimônio liquido e as origens e aplicações de seus recursos reIerentes aos exercicios Iindos
naquelas datas, de acordo com as praticas contabeis adotadas no Brasil.
Rio de Janeiro, 05 de março de 19X2
Assinatura
Nome do auditor-responsavel técnico
Contador - N.º de registro no CRC
Nome da empresa de auditoria
N.º de registro cadastral no CRC
MODELO 8 - Com ressalva (Limitação de escopo do exame)
PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES
Aos
Acionistas da Empresa ABC.
Examinamos o balanço patrimonial da Empresa ABC, levantado em 31 de dezembro de 19X1, e as
respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio liquido e das origens e
aplicações de recursos correspondentes aos exercicios Iindos naquelas datas, elaborados sob a
responsabilidade de sua administração. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre
essas demonstrações contabeis.
Exceto pelo mencionado no paragraIo 3º, nosso exame Ioi conduzido de acordo com as normas de
auditoria e compreendeu: (a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o
volume de transações e o sistema contabil e de controles internos da entidade; (b) a constatação, com
base em testes, das evidências e dos registros que suportam os valores e as inIormações contabeis
divulgados; e (c) a avaliação das praticas e das estimativas contabeis mais representativas adotadas
pela administração da entidade, bem como da apresentação das demonstrações contabeis tomadas em
conjunto.
Pelo Iato de termos sido contratados pela Empresa ABC apos 31 de dezembro de 19X1, não
acompanhamos os inventarios Iisicos dos estoques naquela data, registrados no balanço patrimonial
pela importância de R$ 100.000, nem Ioi possivel Iirmar juizo sobre a existência dos estoques por
meio de procedimentos alternativos de auditoria.
Em nossa opinião, exceto pelos eIeitos de possiveis ajustes que poderiam resultar da aplicação dos
procedimentos de auditoria omitidos, mencionados no paragraIo 3º, as demonstrações contabeis
reIeridas no paragraIo 1º representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição
patrimonial e Iinanceira da Empresa ABC em 31 de dezembro de 19X1, o resultado de suas
operações, as mutações de seu patrimônio liquido e as origens e aplicações de seus recursos
reIerentes ao exercicio Iindo naquela data, de acordo com as praticas contabeis adotadas no Brasil.
Não examinamos, nem Ioram examinadas por outros auditores independentes, as demonstrações
contabeis do exercicio Iindo em 31 de dezembro de 19X0, cujos valores são apresentados para Iins
comparativos, e, conseqüentemente, não emitimos opinião sobre elas.
Rio de Janeiro, 05 de março de 19X2
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Ainda com base no exemplo do item anterior, mas supondo, agora, que os estoques tivessem
valor muito signiIicativo e com eIeitos potenciais relevantes em relação as demonstrações contabeis,
não bastara parecer com ressalva, sendo necessaria abstenção de opinião.
MODELO 9 - Abstenção de opinião
PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES
Aos
Acionistas da Empresa ABC.
Fomos contratados para auditar as demonstrações contabeis da Empresa ABC relativas ao exercicio
social Iindo em 31 de dezembro de 19X1, elaboradas sob a responsabilidade de sua administração.

Pelo Iato de termos sido contratados pela Empresa ABC apos 31 de dezembro de 19X1, não
acompanhamos as contagens Iisicas dos estoques naquela data, registrados no balanço patrimonial
pela importância de R$ 500.000, nem Ioi possivel Iirmarmos opinião sobre a existência dos estoques
por meio de procedimentos alternativos de auditoria.
Devido a relevância dos procedimentos omitidos, conIorme mencionado no paragraIo 2, a extensão
do nosso exame não Ioi suIiciente para nos possibilitar expressar, e por isso não expressamos,
opinião sobre as demonstrações contabeis da Empresa ABC em 31 de dezembro de 19X1, reIeridas
no paragraIo 1.
Rio de Janeiro, 05 de março de 19X2
Assinatura
Nome do auditor-responsavel técnico
Contador - N.º de registro no CRC
Nome da empresa de auditoria
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MODELO 10 - Abstenção de opinião
PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES
Aos
Acionistas da Empresa ABC.
Fomos contratados para auditar as demonstrações contabeis da Empresa ABC relativas ao exercicio
social Iindo em 31 de dezembro de 19X1, elaboradas sob a responsabilidade de sua administração.
Não Ioi possivel determinar o custo corrigido do ativo imobilizado, ja que a empresa não mantém
registros subsidiarios ou documentos comprobatorios de seus valores. Conseqüentemente, não nos
Ioi possivel Iormular opinião sobre as depreciações de maquinas, equipamentos e veiculos que
constam no balanço em 31 de dezembro de 19X1.
Devido a imposição da administração, não solicitamos aos clientes que conIirmassem seus débitos
para com a empresa. Como conseqüência, não pudemos conIirmar o saldo de duplicatas a receber no
total de R$ 83.500 e avaliar o saldo da provisão para créditos de liquidação duvidosa.
Devido a relevância dos procedimentos omitidos, conIorme mencionado nos paragraIos 2 e 3, a
extensão do nosso exame não Ioi suIiciente para nos possibilitar expressar, e por isso não
expressamos, opinião sobre as demonstrações contabeis da Empresa ABC em 31 de dezembro de
19X1, reIeridas no paragraIo 1.
Rio de Janeiro, 05 de março de 19X2
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Nome do auditor-responsavel técnico
Contador - N.º de registro no CRC
Nome da empresa de auditoria
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MODELO 11 - Adverso
PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES
Aos
Acionistas da Empresa ABC.
Examinamos os balanços patrimoniais da Empresa ABC, levantados em 31 de dezembro de 19X1 e
de 19X0, e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio liquido e das
origens e aplicações de recursos correspondentes aos exercicios Iindos naquelas datas, elaborados
sob a responsabilidade de sua administração. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião
sobre essas demonstrações contabeis.
Nossos exames Ioram conduzidos de acordo com as normas de auditoria e compreenderam: (a) o
planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e o
sistema contabil e de controles internos da entidade; (b) a constatação, com base em testes, das
evidências e dos registros que suportam os valores e as inIormações contabeis divulgados; e (c) a
avaliação das praticas e das estimativas contabeis mais representativas adotadas pela administração
da entidade, bem como da apresentação das demonstrações contabeis tomadas em conjunto.
A variação cambial sobre os empréstimos em moeda estrangeira esta sendo contabilizada pela
companhia somente por ocasião do pagamento ao credor no exterior. Em nossa opinião, essa pratica
esta em desacordo com os principios Iundamentais de contabilidade, os quais requerem que a
variação cambial seja registrada no regime de competência, ou seja, no ano em que houve a mudança
na taxa de câmbio. Se a variação cambial tivesse sido contabilizada, o lucro liquido estaria a menor
em R$ 57.000 e R$ 59.000, em 19X1 e 19X0, respectivamente.
Em nossa opinião, devido a relevância dos eIeitos do assunto comentado no paragraIo anterior, as
demonstrações contabeis acima reIeridas não representam adequadamente, em todos os aspectos
relevantes, a posição patrimonial e Iinanceira da Empresa ABC em 31 de dezembro de 19X1 e de
19X0, o resultado de suas operações, as mutações de seu patrimônio liquido e as origens e aplicações
de seus recursos reIerentes aos exercicios Iindos naquelas datas, de acordo com as praticas contabeis
adotadas no Brasil.
Rio de Janeiro, 05 de março de 19X2
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Nome do auditor-responsavel técnico
Contador - N.º de registro no CRC
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MODELO 12 - Sem ressalva (divisão de responsabilidades - Atuário)
PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES
A
Diretoria da Empresa ABC - Sociedade de Previdência Privada
Examinamos os balanços patrimoniais da Empresa ABC - Sociedade de Previdência Privada
levantados em 31 de dezembro de 19X1 e 19X0 e as respectivas demonstrações de resultados e dos
Iluxos Iinanceiros, correspondentes aos exercicios Iindos naquelas datas, elaborados sob
responsabilidade de sua administração. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre
essas demonstrações Iinanceiras.
Nossos exames Ioram conduzidos de acordo com as normas de auditoria e compreenderam: (a) o
planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e o
sistema contabil e de controles internos da entidade; (b) a constatação, com base em testes, das
evidências e dos registros que suportam os valores e as inIormações contabeis divulgados; e (c) a
avaliação das praticas e das estimativas contabeis mais representativas adotadas pela administração
da entidade, bem como da apresentação das demonstrações contabeis tomadas em conjunto.
As reservas técnicas e os Iundos Ioram determinados com base em calculos atuariais eIetuados por
atuario independente. Nossa opinião, no que se relaciona a essas reservas e Iundos, é Iundamentada
em parecer do reIerido atuario.
Em nossa opinião, com base em nossos exames e no parecer do atuario independente, conIorme
mencionado no paragraIo anterior, as demonstrações Iinanceiras acima reIeridas representam,
adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e Iinanceira da Empresa
ABC - Sociedade de Previdência Privada em 31 de dezembro de 19X1 e 19X0, os resultados de suas
operações e as modiIicações na sua posição Iinanceira, correspondentes aos exercicios Iindos
naquelas datas, de acordo com as praticas contabeis adotadas no Brasil.
Rio de Janeiro, 05 de março de 19X2
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Nome do auditor-responsavel técnico
Contador - N.º de registro no CRC
Nome da empresa de auditoria
N.º de registro cadastral no CRC
EXEMPLO DE CARTA DE RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO
(cidade) (dia) (mês) (ano)
.............................., ........... de .......................... de ..............
A
(nome do auditor)
(endereço do escritorio que vai emitir o parecer)
Prezados Senhores:
REF.: Carta ae Responsabiliaaae aa Aaministração aa (nome aa entiaaae),
referente as Demonstraçòes Contabeis levantaaas em (aata) .................................
A presente reIere-se aos exames procedidos por V. Sas. nas demonstrações contabeis de nossa
entidade, correspondentes ao exercicio (ou periodo quando se tratar de menos de 12 meses) Iindo
em .......... de ......................... de ............. e esta sendo emitida em atendimento as exigências das
Normas de Auditoria Independente, aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade.
Nesse sentido, estamos conIirmando a V. Sas. as seguintes inIormações:
1. O sistema contabil e de controles internos adotados pela entidade no periodo são de nossa
responsabilidade, sendo adequados ao tipo de atividade e volume de transações que tem
nossa entidade.
2. ConIirmamos que todas as transações eIetuadas no periodo pela nossa entidade Ioram
devidamente registradas na contabilidade de acordo com a legislação vigente.
3. A entidade tem cumprido todas as disposições de seus contratos que poderiam, em caso de
descumprimento, ter um eIeito relevante sobre as demonstrações contabeis.
4. Nossa administração cumpriu todas as normas e regulamentos a que a entidade esta sujeita
e não houve qualquer comunicação reIerente a inobservância de exigências de autoridades
regulamentadoras com respeito a aspectos Iinanceiros.
5. Foram adequadamente contabilizados e divulgados nas demonstrações contabeis:
a) transações e saldos com 'partes relacionadas¨;
b) prejuizos ou lucros decorrentes de compromissos de compra e venda;
c) acordos para a recompra de ativos anteriormente vendidos;
d) ativos dados em garantia.
6. Não temos planos ou intenções que possam aIetar substancialmente o valor ou a
classiIicação de ativos e passivos constantes das demonstrações contabeis.
7. Que todos os livros, registros contabeis, documentação comprobatoria e todas as atas das
reuniões dos Acionistas (ou Socios, Associados e Diretores), Ioram colocados a sua
disposição.
8. Não existem irregularidades pendentes envolvendo a administração ou empregados que
possam ter eIeito signiIicativo sobre as demonstrações contabeis.
9. A entidade não tem ônus ou gravames sobre os seus ativos que não os mencionados na nota
explicativa n° ..........
10. As estimativas Ioram contabilizadas com base em dados consistentes conIirmados por
nossos assessores juridicos (ou outros assessores, quando necessario).
11. Não ha quaisquer contingências Iiscais, trabalhistas, previdenciarias, comerciais e legais
que possam aIetar a situação Iinanceira e patrimonial da entidade e inIluir
signiIicativamente na sua avaliação como empreendimento em continuidade.
OU
As contingências Iiscais, trabalhistas, previdenciarias, comerciais e legais, que
reconhecemos existir nesta data são:
a)
b)
c)
O não reconhecimento destas contingências esta Iundamentado no parecer de nossos
assessores juridicos, cuja copia ja entregamos a V. Sas.
12. Não é de nosso conhecimento qualquer evento subseqüente a data do encerramento do
exercicio até a presente data, que possa aIetar de Iorma relevante a posição patrimonial e
Iinanceira, bem como o resultado do periodo.
13. Não ha nenhum Iato conhecido que possa impedir a continuidade normal das atividades da
entidade.
14. Julgamos que os seguros contratados Ioram eIetuados em valores suIicientes para cobrir
eventuais sinistros que possam ocorrer, impedindo a continuidade normal dos negocios
sociais.
15. Outros esclarecimentos (se houver).
Atenciosamente,
DIRETOR (ES) CONTABILISTA
(Nome e cargo) (Nome e n° de registro no CRC)
Controle e Auditoria Governamental enIocando Auditoria Operacional é a questão desenvolvida
neste trabalho. A auditoria operacional Iundamenta-se no trabalho realizado nos setores publico e
privado. Muitos progressos alcançados podem ser creditados a Controladoria Geral dos Estados
Unidos ('GAO - General Accouting OIIice¨), a entidade de auditoria governamental no Congresso
Norte Americano e outras proeminentes organizações, em âmbito estadual e de auditoria interna,
estimulada e promovida pelo Instituto Americano de Contadores Publicos CertiIicados ('AICPA¨).
Pela auditoria operacional tem-se uma avaliação da eIicacia da entidade em cumprir seus objetivos,
programas e metas, e da eIiciência, economicidade e legalidade na administração de seus recursos.
Destaca-se das Iinalidades do Controle Interno o apoio ao Controle Externo no exercicio de sua
missão institucional e deIine-o conIorme os art. 4º e 5º da MP nº 1.348, de l2/03/96, mostra como o
Controle Interno tem contribuido para o pais, e como os seus clientes o vê.
Os resultados da auditoria operacional terão que ser suIicientemente Iundamentados para
sustentarem as conclusões do auditor, destacando-se: as autorizações, metas (eIicacia, eIiciência e
economicidade), condições, eIeitos e recomendações.
As etapas da Auditoria Operacional: Planejamento, Execução e Relatorio não diIerem da auditoria
convencional. O modelo desenvolvido pelo TCU enIatiza a etapa do planejamento denominado
Visão Geral.
Finalmente, este trabalho, além de inIormar os passos sobre a auditoria operacional no Controle
Interno e Externo evidencia um caminho para a tomada de decisão tanto do auditor como de seu
dirigente.
I - Introdução
A questão Controle e Auditoria Governamental com EnIoque em Auditoria Operacional é
desenvolvida, neste trabalho, com muita propriedade, devido ao envolvimento na pesquisa, apesar de
ser um assunto bastante complexo. Torna-se ainda mais diIicil, tendo em vista os modernos e
complexos orgãos e empresas que estão sob o Controle Governamental.
As exigências e as pressões em Iavor do cidadão, origem dos recursos Iinanceiros estatais e o eIetivo
da soberania de todas as Nações, por ser esse quem paga os impostos, obriga cada vez mais, a
transparência da gestão e/ou administração dos bens publicos.
Ressalta-se que, as inIormações aqui apresentadas, em sua maioria, Ioram obtidas através da Area de
Auditoria da Secretaria Federal de Controle, Coordenação Geral de Auditoria da CISET/MARE,
SAUDI/TCU, CISET/MME, Association oI Government Accountants, bem como, a experiência
do autor em auditoria governamental. A Iinalidade das Secretarias de Controle Interno dos
Ministérios Civis - CISET`s em: 'apoiar o controle externo no exercicio de sua missão
institucional¨ é diIundida, também, na execução da auditoria operacional.
1. Comprovar a legalidade e legitimidade e avaliar os resultados, quanto a economicidade,
eIiciência e eIicacia da gestão orçamentaria, Iinanceira e patrimonial nas unidades da
administração direta e entidades supervisionadas da administração Iederal, bem como a
aplicação de recursos publicos por entidades de direito privado.
2. Dar suporte ao exercicio pleno da supervisão ministerial, através das seguintes atividades
basicas:
1. Examinar a observância da legislação Iederal especiIica e normas correlatas;
2. Avaliar a execução dos programas de governo, dos contratos, convênios, acordos, ajustes e
outros instrumentos congêneres;
3. Observar o cumprimento, pelos orgãos e entidades, dos principios Iundamentais de
planejamento, coordenação, descentralização, delegação de competência e controle;
4. Avaliar o desempenho administrativo e operacional das unidades da administração direta e
entidades supervisionadas;
5. VeriIicar o controle e a utilização dos bens e valores sob uso e guarda dos administradores ou
gestores;
6. Examinar e avaliar as transIerências e a aplicação dos recursos orçamentarios e Iinanceiros
das unidades da administração direta e entidades supervisionadas; e
VeriIicar e avaliar os sistemas de inIormações e a utilização dos recursos computacionais das
unidades da administração direta e entidades supervisionadas.
II Objetivos operacionais da auditoria governamental
1. Examinar a regularidade e avaliar a eIiciência da gestão administrativa e dos resultados
alcançados.
2. Apresentar subsidios para o aperIeiçoamento dos procedimentos administrativos e controles
internos das unidades da administração direta e entidades supervisionadas.
a) Constituem objeto do exame de auditoria:
1. Os sistemas administrativo e operacional de controle interno utilizados na gestão
orçamentaria, Iinanceira e patrimonial;
2. A execução dos planos, programas, projetos e atividades que envolvam recursos publicos;
3. A aplicação dos recursos transIeridos pelo Tesouro Nacional a entidades publicas ou
privadas;
4. Os contratos Iirmados por gestores publicos com entidades privadas para prestação de
serviços, execução de obras e Iornecimento de materiais;
5. Os processos de licitação, sua dispensa ou inexigibilidade;
6. Os instrumentos e sistemas de guarda e conservação dos bens e do patrimônio sob
responsabilidade das unidades da administração direta e entidades supervisionadas;
7. Os atos administrativos que resultem direitos e obrigações para o Poder Publico, em especial
os relacionados com a contratação de empréstimos internos ou externos e com a concessão de
avais;
8. A arrecadação e a restituição de receitas de tributos Iederais;
b) Os sistemas eletrônicos de processamento de dados, suas entradas
(inputs) e informações de saída (outputs), objetivando constatar:
1. 1. segurança Iisica do ambiente e das instalações do Centro de Processamento de Dados
(CPD);
2. 2. segurança logica e a conIidencialidade nos sistemas (SOFTWARE) desenvolvidos em
computadores de diversos portes;
3. 3. eIicacia dos serviços prestados pela area de inIormatica;
4. 4. eIiciência na utilização dos diversos computadores (HARDWARE) existentes na entidade;
e
5. 5. veriIicação do cumprimento da legislação pertinente.
III - Abrangência de atuação
A abrangência de atuação da auditoria inclui as atividades de gestão das unidades da administração
direta, entidades supervisionadas, programas de trabalho, recursos e sistemas de controles
administrativo, operacional e contabil.
a) Estão sujeitos à auditoria:
1. Pessoas, nos diIerentes niveis de responsabilidade;
2. Mediante tomada de contas:
2.1 - Os ordenadores de despesas das unidades da administração direta;
2.2 - Aqueles que arrecadarem, gerirem ou guardarem dinheiros, valores e bens da União,
ou que por eles respondam; e
2.3 - Aqueles que, estipendiados ou não pelos coIres publicos, e que, por ação ou
omissão, derem causa a perda, subtração, extravio ou estrago de valores, bens e
materiais da União pelos quais sejam responsaveis.
3 Mediante prestação de contas:
3.1 - Os dirigentes das entidades supervisionadas da administração indireta;
3.2 - Os responsaveis por entidades ou organizações, de direito publico ou privado, que se
utilizem de contribuições para Iins sociais, recebam subvenções ou transIerências a
conta do Tesouro.
3.3 - Unidades da administração direta;
3.4 - Entidades supervisionadas da administração indireta:
3.4.1 Autarquias;
3.4.2 Empresas publicas;
3.4.3 Sociedades de economia mista;
3.4.4 Fundações publicas;
3.4.5 Serviços sociais autônomos;
3.4.6 Conselhos Iederais de Iiscalização das proIissões liberais;
3.4.7 Fundos especiais e Iundos setoriais de investimentos;
3.4.8 Empresas subsidiarias, controladas, coligadas ou quaisquer outras de
cujo capital o poder publico tenha o controle direto ou indireto; e
3.4.9 Empresas supranacionais de cujo capital social a União participe de
Iorma direta ou indireta, nos termos de seus tratados constitutivos,
inclusive em virtude de incorporação ao patrimônio publico.
3.4.10 Recursos
4 Todos os recursos originarios da lei orçamentaria anual, de créditos adicionais, de operações de
crédito da União, assim como as receitas proprias e as aplicações da administração Iederal direta
ou indireta, inclusive Iundos especiais.
IV - Formas de auditoria governamental
1. Diretas - quando realizadas com a utilização de Analistas de Finanças e Controle - Auditor,
com atribuição de auditoria, em exercicio nos orgãos seccionais, regionais ou setoriais do
sistema.
2. Integradas - quando realizadas por mais de uma unidade de auditoria do Sistema de Controle
Interno - SCI.
3. Compartilhadas - quando realizadas com a utilização de auditores de uma entidade para, em
conjunto com Auditor do orgão seccional, regional ou setorial, sob a coordenação do orgão
seccional, desenvolverem trabalhos especiIicos na propria entidade auditada ou numa
terceira.
4. Subsidiarias - quando realizadas pelas respectivas unidades de auditoria interna das entidades
em exame, sob a orientação do orgão seccional, regional ou setorial do Sistema.
5. Indiretas - quando realizadas por Iirmas ou empresas privadas de auditoria, contratadas em
carater supletivo, devido a situações excepcionais, para, sob a supervisão do orgão seccional,
regional ou setorial do Sistema, eIetuarem trabalhos em entidades ou projetos.
V - Tipos de auditoria governamental
1. Auditoria de Gestão - objetiva emitir opinião com vistas a certiIicar a regularidade das
contas, veriIicar a execução de contratos, convênios, acordos ou ajustes, a probidade na
aplicação dos dinheiros publicos e na guarda ou administração de valores e outros bens da
União ou a ela conIiados, compreendendo, entre outros, os seguintes aspectos:
- Exame das peças que instruem os processos de tomada ou prestação de contas;
- Exame da documentação comprobatoria dos atos e Iatos administrativos;
- VeriIicação da existência Iisica de bens e outros valores;
- VeriIicação da eIiciência dos sistemas de controles administrativo e contabil; e
- VeriIicação do cumprimento da legislação pertinente.
2. Auditoria de Programas - objetiva acompanhar, examinar e avaliar a execução de
programas e projetos governamentais especiIicos, bem como a aplicação de recursos
descentralizados, compreendendo, entre outros, os seguintes aspectos:
- Analise da realização Iisico-Iinanceira em Iace dos objetivos e metas estabelecidos;
- Analise dos demonstrativos e dos relatorios de acompanhamento produzidos com
vistas a avaliação dos resultados alcançados e a eIiciência gerencial;
- VeriIicação da documentação instrutiva e comprobatoria, quanto a propriedade dos
gastos realizados; e
- Analise da adequação dos instrumentos de gestão -contratos, convênios, acordos,
ajustes e outros congêneres -para consecução dos planos, programas, projetos e
atividades desenvolvidas pelo gestor, inclusive quanto a legalidade e diretrizes
estabelecidas.
3. Auditoria Operacional - atua nas areas inter-relacionadas do orgão/entidade, avaliando a
eIicacia dos seus resultados em relação aos recursos materiais, humanos e tecnologicos
disponiveis, bem como a economicidade e eIiciência dos controles internos existentes para a
gestão dos recursos publicos. Sua IilosoIia de abordagem dos Iatos é de apoio, pela avaliação
do atendimento as diretrizes e normas, bem como pela apresentação de sugestões para seu
aprimoramento.
4. Auditoria Contábil - é a técnica que, utilizada no exame dos registros e documentos e na
coleta de inIormações e conIirmações, mediante procedimentos especiIicos, pertinentes ao
controle do patrimônio de um orgão ou entidade, objetiva obter elementos comprobatorios
suIicientes que permitam opinar se os registros contabeis Ioram eIetuados de acordo com os
principios Iundamentais de contabilidade e se as demonstrações deles originarias reIletem,
adequadamente, a situação econômico-Iinanceira do patrimônio, os resultados do periodo
administrativo examinado e as demais situações nelas demonstradas.
5. Auditoria de Sistema - objetiva assegurar a adequação, privacidade dos dados e inIormações
oriundas dos sistemas eletrônicos de processamento de dados, observando as diretrizes
estabelecidas e a legislação especiIica.
6. Auditoria Especial - objetiva o exame de Iatos ou situações consideradas relevantes, de
natureza incomum ou extraordinaria, sendo realizadas para atender determinação do
Presidente da Republica, Ministros de Estado ou por solicitação de outras autoridades.
Introdução
A expansão mundial por meios eletrônicos não pode ser contestada, pois programas de ultima
geração estão ao alcance, tanto de pessoas Iisicas como de entidades constituidas. A escolha do tema
deve ao Iato de ser um assunto atual e de signiIicância relevante para todo segmento constituido,
sendo a sua presença indispensavel para uma comunicação rapida e com resultados obtidos num
menor espaço de tempo.
Outro Iator que estimulou a dissertar sobre o tema esta relacionado a sabotagem eletrônica que
constantemente veriIica-se nas empresas de diversos segmentos, tanto no ramo privado como
publico. Salienta também que as Iraudes inIormatizadas, na maioria das vezes, têm a conivência de
elementos ligados diretamente a empresa. No âmbito dessas considerações, o trabalho enIoca o
desenvolvimento tecnologico e a automação das empresas e as Iraudes inIormatizadas.
Desenvolvimento Tecnológico
Na atualidade, observa-se que em uma economia cada vez mais globalizada, impulsionada pela
inIormatização, por meio da diIusão dessa nova tecnologia pelo planeta, não como uma posição
ideologica, mas como uma necessidade inerente ao proprio processo, quem não se adaptar ao novo
padrão econômico, estara Iadado a obsolência.
Em relação ao mercado de trabalho, ocorrem também proIundas mudanças com os trabalhadores do
conhecimento, os quais passam a ser centro gravitacional da Iorça de trabalho em lugar do
trabalhador tradicional, exigindo das empresas um esIorço continuo no desenvolvimento e
capacitação dessa mão-de-obra, evidenciando a necessidade de parcerias com governos, instituições
de ensino publico e privado, além de programas de treinamento e educação internos, de motivação,
com o Iim de promover a 'satisfação¨ de seus empregados, inclusive com a utilização de métodos de
reconhecimento e ou recompensa.
Nesse contexto, as empresas investem na Iormação de proIissionais para uma melhor adaptação as
mudanças exigidas pelo novo sistema econômico, de um padrão caracterizado pela energia barata,
por um sistema rigido e escalas maciças de produção, para outro padrão baseado em menor consumo
de energia, baixo custo de processamento, transmissão de inIormações robotizadas, propiciando
estruturas produtivas mais Ilexiveis e de menor escala.
Sob o novo padrão, o valor da transIormação industrial tende a incorporar relativamente mais
inIormações que valores energéticos e de matérias. Portanto, o novo padrão de desenvolvimento
imposto pela globalização é condicionado pelas novas tecnologias nucleadas pela inIormação. Desta
maneira, pode-se dizer que:
'Globalização, individualidade, negocios são os Iatores do trinômio norteador do ambiente proIissional em
transIormação. A sociedade globalizada é o ambiente em que todos buscam participação ativa em processos de
mudanças, querem contribuir no enorme esIorço para continuada evolução tecnologica, necessitam suplantar idéias e
praticas das comunidades em que tenham inIluencia.¨ (GIL, 1999a, p.17).
Assim, destaca-se como a grande impulsionadora deste processo de modernização a inIormatica,
sendo a tecnologia o ponto que possibilita, mediante equipamentos programaveis e de controle, a
superação da rigidez dos planos tradicionais. Isso permite mudar a produção em massa pela produção
em lotes, redeIinindo a questão da modernização. Desta Iorma, constata-se que:
'As tecnologias da inIormação são a essência da economia atual e todas as empresas em todas as
atividades econômicas dependerão da inIormatização para criar e controlar seu destino e, o valor econômico da geração,
uso e venda da inIormatização esta crescendo muito mais rapido do que o valor criado pela produção de mercadorias e
serviços tradicionais. Colocam que o valor de qualquer produto pode ser aumentado pela inclusão nele, de inteligência,
conteudo de inIormação e serviços.¨ (DAVIS, 1993, p.1).
Automação das Empresas
No entanto, é relevante salientar que com a automação das empresas ampliaram-se os riscos de
Iraude e pirataria e de conivência, que sem duvidas alguma se constitui em uma ameaça concreta ao
excelente desempenho das empresas. Portanto, para o Conselho Regional de Contabilidade do
Estado de São Paulo (1999) Iica nitido que a segurança é, hoje um dos maiores problemas
enIrentados pelas industrias e redes bancarias.
'Nos dias atuais, a segurança no contexto da inIormatica é primordial a qualquer empresa que visa expandir e ampliar-se
no mercado, cabendo destacar que o posicionamento estratégico de qualquer organização passa a depender do uso da
tecnologia de inIormação como componente estratégico vital.¨ (TORRES, 1995).
Constantemente os meios de comunicação dão ênIase a sabotagem ocorrida não apenas nas empresas
privadas, como também nas entidades governamentais, causando sérios
prejuizos as suas perIormances.
VeriIica-se, assim, que a auditoria de computador representa um instrumento imprescindivel para
auxiliar a identiIicação das Ialhas (provocadas), que ocorrem nos meios automatizados das
organizações.
Fraudes informatizadas
Pode-se dizer que as Iraudes inIormatizadas e a pirataria são os principais problemas que aIetam as
organizações de um modo geral. No que se reIere as Iraudes inIormatizadas, essas são praticadas por
pessoas que detêm conhecimento técnico de inIormatica.
A pratica de Iraudes inIormatizadas mais Ireqüentes esta relacionada aos seguintes Iatores:
 Ampliação da quantidade de proIissionais polivalentes que atuam em varias areas distintas das
organizações, em virtude de possuir mais conhecimento ou inIormações. Além disso, tais
proIissionais investem continuamente na busca de saberes não apenas especiIicos como também
globais;
 Fragilidade do sistema dos controles logicos da empresa, em razão da mesma precisar diminuir
seus custos e prazos para a eIetivação de suas atividades operacionais.
Desta Iorma, a Iraude sem duvida alguma:
'Tem o carater intencional e prejudicial, praticada por proIissional interno ou externo a organização, em termos de
modiIicação, quebra de segurança logica, ou captação, quebra de conIidencialidade com uso não autorizado, contra ativo
intangivel (ideais, processos e resultados) empresarial.¨ (GIL, 1999b, p.47).
Constata-se que a Iraude somente se torna visivel, em virtude dos agentes Iraudadores repetirem sua
estratégia ilicita. Desta maneira, deixam evidências que algo de errado esta ocorrendo na
organização. Neste contexto, a auditoria de computador é de extrema relevância, pois possibilitara a
empresa encontrar o(s) responsavel (eis) pela(s) Iraude(s). No entanto, é bom lembrar que Iraude so
ocorre nas empresas que não têm uma segurança eIiciente em inIormatica. Desta Iorma, Iica
explicito que:
'A deIiciência empresarial é uma realidade, em Iace dos recursos computacionais e da necessidade de adaptação de
Iuncionarios/clientes, Iornecedores, comunidades etc. Assim, a auditoria de sistema é chamada, estimulada e necessita
intrinsecamente criar tecnologia e pessoal qualiIicado para poder acompanhar o ritmo alucinante do impacto da
inIormatica nas entidades.¨ (GIL, 1999b, p.33).
Em relação a pirataria, essa modalidade de Iraude sem duvida alguma constitui a maior ameaça aos
negocios das empresas para esse novo milênio. Dessa Iorma, entendese
por que as empresas estão tomando precauções, visando impedir que suas descobertas sejam alvos de
pirataria.
Destaca-se que os atos dolosos de pirataria ampliaram de Iorma signiIicativa apos automação das
empresas, ou seja, do uso de computadores em todas as Iases do negocio. Neste aspecto, a auditoria
de computador somente trara beneIicios a empresa, pois possibilitara a mesma diagnosticar se esta
ou não ocorrendo atos alheios aos seus interesses.
Outro aspecto positivo da auditoria de computador é o de possibilitar a identiIicação dos
proIissionais que são coniventes com as Iraudes e piratarias, por isso, o auditor de
computador precisa de conhecimentos abrangentes sobre as areas de auditoria, de sistemas de
inIormações e de processamento eletrônico de dados.
Essa modalidade de auditoria é essencial a saude da empresa, pois possibilitara a organização
prevenir ou diagnosticar qualquer ato doloso cometido contra a mesma.
Ficando assim, caracterizado que a segurança em inIormatica é considerada um dos principais Iocos
relacionados a segurança dos negocios em Iunção da participação da tecnologia de inIormatica, estar
em constante evolução nas empresas.
Considerações finais
Em conIormidade com os dados relatados neste trabalho, diz-se que o desenvolvimento tecnologico
expandi-se por intermédio das necessidades cada vez crescente dos povos,
os quais buscam inIormações com maior rapidez e eIicacia.
Na atualidade, não é mais possivel a sobrevivência das empresas se, porventura, não estiver em
sintonia com a inIormatica, bem como, procurar mecanismos para dar
sustentabilidade aos programas inIormatizados utilizado pelas mesmas, evitando, assim, a ocorrência
de dissabores, por meio de Iraudes eletrônicas.
Para tanto, é necessario que os colaboradores envolvidos no processo sejam qualiIicados e que
estejam em real sintonia com os objetivos da instituição, com os propositos maiores de evitar o
maximo possivel ocorrência danosa provocada nos meio eletrônicos.