[ Fabiana Barros ] Jornalista, contista, escritora e palestrante. Escreveu roteiros para televisão e cinema, além de musicais infantis.

Autora de diversos livros.

Converse com o seu filho
O diálogo é um caminho para chegar ao coração do seu filho, mas, às vezes, o silêncio também é uma maneira eficiente de conquistar a confiança dele. Mostrar interesse pelo que ele fala e faz, olhar nos olhos dele, quando chega em casa depois de um dia de aula, de estudos. Saber com quem ele anda... Aonde ele vai, ler os livros que ele lê, para depois poder comentá-los. Fazer parte do mundo do seu filho é a melhor maneira de conquistá-lo, aumentar a confiança entre vocês dois. Uma relação de amizade é construída através de gestos, atitudes de carinho, respeito e não sustentada sobre cobranças e críticas. Ninguém nunca afirmou que educar é uma tarefa fácil e simples, mas ela fica mais difícil quando o educador sustenta suas forças e argumentos em atitudes agressivas e negligentes. Educar é amar, mesmo quando o silêncio se faz presente. É confiar, é observar, é, antes de tudo, permitir que o outro, o aprendiz, cresça e amadureça, humanize-se diante de tanta desumanidade. As verdades nem sempre são encontradas em cada amanhecer, elas despertam na primavera e, às vezes, num inverno muito frio. Ter sensibilidade para perceber quando um abraço é importante e qual o instante mais adequado para comentar um deslize do passado são tarefas para a percepção de um educador eficaz. O amor é como um grande labirinto que permite ao homem despertar toda sua magnitude e nobreza, mas para demonstrar amor por alguém é preciso amar-se, respeitar a si mesmo e os seus semelhantes. Educar é conhecer todas as fragilidades e incertezas de uma IMPORTANTE palavra chamada coerência. Sem ela é complicado exercer o papel de mãe e pai, de educador e formador de gerações... Seu filho será reflexo do que você faz, portanto procure manter seu espelho sempre limpo para que ele reflita somente o BEM.

Converse com seu filho sobre crack
Filmes, propagandas e livros ajudam os pais a abordar os malefícios da droga com os filhos
Daiane Costa | daiane.costa@santa.com.br

Se você tem filhos com idades entre 10 e 20 anos que estudaram ou estudam nas escolas da cidade, provavelmente teve contato com cartilhas do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) da Polícia Militar. Em uma década, o braço educativo da PM já alertou alunos de 4ª e 6ª séries do Ensino Fundamental sobre os prejuízos causados pelo consumo de drogas como o crack, usada por 5 mil dos 20 mil dependentes químicos de Blumenau, segundo o Conselho Municipal de Entorpecentes (Comen). É imprescindível que os pais participem dessa conscientização antidrogas. Aos que não sabem como iniciar a conversa, a policial e instrutora do Proerd Delair Menin dá a dica:

– É preciso focar em por que não experimentar e como dizer não à oferta. O Proerd elegeu crianças de 10 a 12 anos como público-alvo porque é nesta fase que a curiosidade está aguçada. No entanto, cabe a cada pai analisar o momento certo de abordar o assunto com o filho. O recomendável é que o papo ocorra quando a criança demonstra interesse no assunto. – Pode ser quando ela vê uma notícia de prisão de traficante na TV ou com campanhas antidrogas como a do Crack, Nem Pensar! (do Grupo RBS). Pergunte a opinião da criança sobre isso e analise até que ponto ela tem conhecimento – recomenda. Segundo a instrutora do Proerd, a conversa tem de mostrar que o uso de drogas é um caminho prejudicial: – Eles têm de saber que a droga não é o caminho, porque traz prejuízos para a saúde e pode levar à prisão. O gerente de apoio ao Comen, Mauro Medeiros, ressalta que é preciso esclarecer quais efeitos ruins a droga causa. Para o psicólogo com atuação na área de saúde pública e professor da Furb Álvaro Luiz de Aguiar, o diálogo para prevenir o uso de drogas só funciona quando sustentado por um bom exemplo: – Se os pais bebem álcool ou fumam, irão falar com que moral? Procure o Proerd O Programa Educacional de Resistência às Drogas é a versão brasileira do Drug Abuse Resistence Education, que surgiu em 1983 no EUA. No Brasil, o programa foi implantado em 1992 e tem cursos para alunos das 4ª e 6ª séries do Ensino Fundamental e para os pais. O programa oferece livro didático. Em Blumenau, são oito instrutores. Os estudantes têm 10 aulas de uma hora cada e os pais recebem curso de cinco aulas, com duas horas cada. Pais também podem cursar o Proerd. Recebem cartilha com informações sobre drogas, e orientações de como ajudar os filhos a lidar com pressões. Basta ligar para a PM, no 3221-7300. Os grupos são fechados a partir de 10 pessoas. As aulas ocorrem no batalhão (Rua Almirante Tamandaré, Vila Nova) ou em escolas. São cinco aulas com duas horas de duração cada. Como falar com os filhos ■ O assunto deve ser abordado quando a criança mencionar algo a respeito ou demonstrar curiosidade, independente da idade ■ Para entrar no assunto, os pais podem usar como gancho uma notícia sobre a prisão de traficante, propaganda, filme, livro ou novela ■ Antes de conversar, prepare-se com informações técnicas sobre a droga: do que ela é feita, os efeitos que causa no organismo ■ Ao conversar com a criança, não se coloque em posição autoritária. Tem de ser um diálogo no qual fique claro que o uso de drogas é um caminho que a pessoa escolhe, cheio de prejuízos, muitas vezes irreversíveis O que falar ■ Ensine o filho a negar a droga de forma consciente ■ Explique a diferença entre a reação agressiva à oferta de droga (que pode provocar briga) e a confiante ■ O pai pode dramatizar com a criança uma situação de oferta de droga. A resposta da criança deve ser dita olho no olho, com a voz forte e clara. Não vale hesitar ■ Enfatize que cada um tem direito de dizer o que pensa e de fazer escolhas ■ Oriente que, se ele se sentir ameaçado, pode buscar ajuda ■ Incentive a andar em grupos saudáveis

Proteja-se ■ Saiba onde e com quem seus filhos estão e o que fazem ■ Crianças que passam a maior parte do tempo sem supervisão são mais suscetíveis a drogas como o crack ■ Certifique-se de que aquilo que o filho faz longe de casa está de acordo com as regras e valores familiares ■ Ocupe o tempo livre da criança com atividades saudáveis, como esportes e dança ■ Estabeleça, e o faça cumprir, horários de saída e chegada em casa Filmes ■ Diário de um Adolescente, 1995. Direção: Scott Kalvert ■ Cazuza, o Tempo não Para, 2004. Direção: Sandra Werneck e Walter Carvalho ■ Traffic, 2000. Direção: Steven Soderbergh ■ O Informante, 1999. Direção: Michael Mann ■ Meu Nome não é Johnny, 2008. Direção: Mauro Lima Livro ■ Doces Venenos: Conversas e Desconversas sobre Drogas, de Lídia Rosenberg Aratangy, 1991 ■ Liberdade é poder decidir, de Maria de Lurdes Zemel, 2000 ■ 123 Respostas Sobre Drogas - Coleção Diálogo na Sala de Aula, de Içami Tiba, 2003 ■ Anjos Caídos - Como Prevenir e Eliminar Drogas na Vida do Adolescente, de Içami Tiba. 1999 ■ Adolescência e Drogas, dos organizadores Ilanaa Pinskey e Marco Antônio Bessa, 2004
JORNAL DE SANTA CATARINA

Converse com seu filho sobre o que está acontecendo em Brasília
Categoria: General Postado por: Tania Melo

Tenho manifestado aqui minha inquietação com o desinteresse dos jovens por assuntos políticos, científicos, enfim, por informações importantes que podem lhes produzir uma consciência social, um comportamento cidadão, uma boa formação ética. Os canais de comunicação estão aí e podem ser ótimas ferramentas para os pais e para a Escola estimularem nos jovens a busca pelo conhecimento. Mas, convenhamos! Não dá pra ficar insensível às notícias que ultimamente transitam nos meios de comunicação. Essa última de deputados estarem se revoltando com a revisão dos procedimentos relativos a despesas de viagens é, no mínimo, DECEPCIONANTE! Sabemos que tudo que está sendo agora tornado público existe no Brasil desde o tempo do Brasil Colônia. Só que agora ficamos sabendo de tudo. A tecnologia e o desenvolvimento dos meios de comunicação fazem isso acontecer. Considerando o sentido de justiça, característica especial do adolescente, em geral, isso soa muito confuso.

Acho que precisamos esclarecer urgente aos nossos filhos, crianças e jovens a quem estamos querendo dar uma formação ética, que • Quando votamos em um deputado estamos votando NO DEPUTADO e não em sua família ou amigos. • Que quando votamos em alguém para ocupar um cargo no congresso é para que ELE preste serviços públicos e não que utilize o bem público em benefício próprio. • Que, em geral, nas empresas privadas o empregado solicitado a viajar a trabalho pode levar a família, ou quem quer que seja, desde que tenha condições financeiras para cobrir as despesas com dinheiro do próprio bolso. • Que o mesmo acontece com um médico, um enfermeiro, ou outro profissional autônomo quando, por exemplo, é convidado a participar de um congresso. Só leva esposa e filhos se ELE MESMO ou a esposa e filhos, podem custear suas viagens. • Que o dinheiro público, no caso o dinheiro dos impostos arrecadados de cada um de nós brasileiros, deve ser revertido EM BENEFÍCIO DO POVO e que os benefícios são: saúde, educação, transporte, saneamento básico... • Que precisamos mudar esse país no sentido de o próprio povo ensinar aos seus líderes a parar definitivamente de só legislar em causa própria. Eles são escolhidos pelo povo para legislar em favor do povo. Então faça seu filho entender que o deputado pode levar quem quiser nas suas viagens a serviço, desde que ele assuma os custos. E sabemos que eles têm condições financeiras para isso. • Que se buscamos um emprego público é para servir ao público (ao povo) e não "pra se arrumar". A criança e o jovem de hoje será o adulto de amanhã.• E não esqueça de ensinar ao seu filho que o Brasil tem jeito sim, porque existem deputados, senadores e políticos corretos e honestos , que se esforçam por prestar um serviço útil ao povo. Educação começa em casa, então tente explicar tudo isso ao seu filho. Penso que quando os educadores evidenciam a importância da educação para um povo eles estão falando disso. Ensinar matemática, português, história, geografia? Relativamente fácil. Difícil é ensinar cidadania, desenvolver uma consciência social e dar uma formação moral e ética. Desculpe se pareço pessimista. Não, não! Eu continuo otimista.

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