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Reduzindo o fosso entre a ciência e

a sociedade
Livro recém-lançado pela Editora da Unicamp reúne 80 artigos
de Marcelo Leite

Marcelo Leite

Por Clayton Levy,

Divulgar ciência nunca foi tarefa fácil. Num país que investe menos
de 1% do PIB em C&T, não valoriza o ensino fundamental e tem
uma história acadêmica tardia, a causa parece ainda mais inglória.
Nada disso, porém, intimida o jornalista e escritor Marcelo Leite,
que há três décadas busca reduzir o aparente fosso entre ciência e
cultura. Parte desse trabalho acaba de ser reunido pela Editora da
Unicamp no livro Ciência: use com cuidado. Publicada na série de
divulgação científica Meio de Cultura, dirigida pelo físico Marcelo
Knobel, a obra reúne 80 textos selecionados entre os cerca de 280
publicados desde 2002 na coluna Ciência em Dia, da Folha de
S.Paulo, onde Leite instalou o seu radar, depois de ter atuado como
repórter especial, editor e ombudsman.

Este é o segundo título da série coordenada por Knobel. Em julho, a


Editora da Unicamp já havia lançado O Sol Morto de Rir, do físico e
divulgador Mexicano Sérgio de Regules. “O objetivo é fazer uma
coleção abrangente de divulgação científica, onde possam ser
discutidos diversos assuntos sobre a ciência, suas conseqüências e
a sua importância na sociedade”, explica Knobel. A idéia, segundo
ele, é trazer autores brasileiros, consagrados e jovens, além de
estrangeiros, fugindo do eixo anglo-saxão. O próximo lançamento
será A Extinção dos Tecnossauros, do italiano Nicola Nosengo.

José Reis, que em 1948 deu a largada para a divulgação científica


no Brasil, inaugurando, na mesma Folha de S.Paulo, a coluna No
Mundo da Ciência, aplaudiria de pé a iniciativa. No caso de Leite, os
textos caem como uma luva. Simples, mas não superficiais,
precisos sem serem cientificistas, seus artigos constituem, antes de
tudo, um filtro crítico sustentado pela maturidade intelectual. Como
ele mesmo esclarece, a idéia não é tornar importante o que só é
interessante, mas tornar interessante o que realmente tem
importância para a vida pública. Com isso, seu trabalho vai além da
mera tradução científica e não se limita a uma vitrine de
curiosidades acadêmicas. Na entrevista que segue, o autor faz um
balanço da divulgação científica no Brasil e aponta caminhos para
conectar a ciência à cultura.

Jornal da Unicamp – Certa vez, José Reis disse que a ciência é


bonita, profundamente estética e que, portanto, deveríamos exibi-la
à sociedade. Essa afirmação reflete o espírito da coluna Ciência em
Dia, cuja essência está reunida em seu novo livro?
Marcelo Leite – Sim e não. Sim, porque é exatamente a razão
apontada por José Reis que me levou ao interesse pela ciência.
Sempre tive essa paixão. Consigo perceber essa beleza que ele
atribui à ciência. E não, porque em minha coluna procuro ir um
pouco além disso. Assim como, em minha opinião, a arte não serve
apenas para o deleite do público, mas também para levá-lo a
pensar, a beleza da ciência está na possibilidade de levar as
pessoas a pensarem sobre o mundo e sobre a própria ciência. A
escolha do nome da coluna, Ciência em Dia, partiu justamente da
preocupação em manter um vínculo com a atualidade e com uma
visão crítica do mundo. Ou seja: acho que devemos usar o
entusiasmo provocado pelos resultados científicos para pensar
criticamente sobre o mundo, tanto no sentido físico e natural quanto
no sentido social, ético e político.

JU – Isso ainda não acontece de maneira satisfatória no Brasil?


Marcelo Leite – Sinto uma deficiência no jornalismo científico.
Certamente não da mesma maneira como há mais vinte anos,
quando comecei a fazer jornalismo científico. Naquela época ainda
predominava uma vertente que fazia do jornalismo científico ou um
compêndio de curiosidades ou um posto avançado do ensino de
ciências. Acho que esses dois objetivos são válidos, mas também
acho que é preciso ir além disso.

JU – Por que ainda há essa lacuna?


Marcelo Leite – Por várias razões. Uma delas é que nem sempre
os profissionais têm a formação necessária para adotar uma
postura suficientemente crítica em relação às fontes ou ao
establishment da ciência. Os assuntos são complicados e os
profissionais não têm o conhecimento necessário que permita ir
além da mera reprodução ou tradução do que a fonte está dizendo.
Mesmo assim, houve um progresso significativo na área.

JU – Levando em conta esse contexto, até que ponto o jornalismo


científico praticado no Brasil tem contribuído para a consolidação de
uma cultura científica?
Marcelo Leite – Tem contribuído muito, embora certamente não
seja o único responsável por esse processo. Quando comecei a
fazer jornalismo científico, além dos próprios pesquisadores,
pouquíssimas pessoas sabiam da existência de periódicos
especializados como Nature e Science. Embora ainda não
possamos chamá-las de populares, hoje em dia um público bem
maior já conhece essas publicações. O público também já percebe
que, quando uma pesquisa ganha destaque nas publicações de
prestígio internacional, trata-se de algo relevante para a sociedade
como um todo. Além disso, vários temas de impacto social, como
energia nuclear, transgênicos, biocombustíveis e células-tronco,
foram levantados pelo jornalismo científico antes de migrarem para
outras editorias. Boa parte do espaço ocupado pelas discussões
sobre esses temas deve-se a uma meia dúzia de nerds que atuam
no jornalismo científico e acreditam na relevância dessa atividade.

JU – O jornalismo tem conseguido abordar corretamente os temas


relacionados à ciência que geram grande impacto social?
Marcelo Leite – O jornalismo tem dado sua contribuição, embora
não da maneira como seria desejável. Isso varia de veículo para
veículo. De maneira geral, o jornalismo científico no Brasil tem
deficiências, mas não é só o científico. Caminhamos muito,
oferecemos grandes contribuições, mas ao mesmo tempo também
tropeçamos muito em conseqüência de fatores internos e externos
ao próprio jornalismo. Do ponto de vista interno existem as
dificuldades habituais, como por exemplo equipes pequenas. Isso
inviabiliza a especialização, mas podemos caminhar na
complementação da formação profissional por meio de cursos,
congressos, simpósios, etc. Além disso, ainda há uma
incompreensão por parte de algumas redações sobre a relevância
do jornalismo científico. Muitos jornais ainda não têm equipes
especializadas em ciência. Em minha opinião, deveriam ter,
justamente pelo impacto social, político e econômico de vários
temas relacionados à ciência.

JU – Esse despreparo compromete a discussão pública sobre


temas relevantes?
Marcelo Leite – Temos temas de interesse público com enormes
raízes no conhecimento científico. Para debatê-los
democraticamente e de maneira qualificada, precisamos de um
razoável grau de conhecimento científico. Daí a importância de os
veículos de comunicação de massa conseguirem disseminar um
pouco mais desse conhecimento e suas implicações éticas,
políticas, sociais e econômicas. Veja, por exemplo, esse entusiasmo
todo com o pré-sal. Virou solução para tudo, mas ignorando-se o
custo do investimento, que será diretamente proporcional à
complexidade tecnológica da operação. De onde vamos tirar os
recursos antes de explorar o petróleo que está sob a camada de
pré-sal?

JU – Na introdução de seu novo livro, você diz que ao criar a coluna


Ciência em Dia, o objetivo era tornar interessante o que é
importante (para a vida pública), e não tanto tornar importante (pelo
destaque jornalístico) o que só é interessante. Isso significa que o
jornalismo científico estaria dissociado do que realmente interessa
às pessoas?
Marcelo Leite – Depende do veículo. A televisão, por exemplo, vai
mais na linha do que só é interessante, embora muitos telejornais já
estejam dando uma atenção maior a essas questões. Ainda assim,
a não ser na forma de grandes documentários, a televisão é um
meio ingrato para tratar de temas científicos. Isso porque a
brevidade é inimiga da complexidade. De um modo geral, porém,
houve progressos nesse sentido. Atualmente, os jornalistas que
cobrem ciência são profissionais não apenas bem informados, mas
também passaram a conhecer melhor questões relacionadas às
políticas públicas. Isso resultou especialmente da cobertura sobre
mudanças climáticas e desmatamento na Amazônia. O mesmo
ocorre na área de saúde. Estamos caminhando, embora ainda falte
um longo percurso a ser vencido para atingir um nível de
excelência.
JU – Parece haver um certo desprezo da imprensa pela cobertura
sobre políticas públicas voltadas para ciência e tecnologia. É mais
uma lacuna a ser preenchida?
Marcelo Leite – A política sobre C&T não está sendo abordada
adequadamente, mas tenho dúvidas se essa cobertura caberia
especificamente ao jornalismo científico. Quando entrei na Folha,
em 1986, era muito comum a cobertura sobre política científica.
Talvez metade da nossa cobertura fosse voltada para isso. O país
estava se redemocratizando, a política tinha um peso importante
nas questões científicas e as reuniões da SBPC tinham uma
relevância pública que acabou se perdendo ao longo do tempo.
Creio até que houve exagero de nossa parte naquela época. O
jornalismo científico era muito permeável aos interesses da
comunidade científica, havia uma proximidade, talvez excessiva
com os formuladores das políticas públicas. Era uma cobertura
quase corporativista. A gente escrevia para os gestores do CNPQ,
da Fapesp, da Capes e para os pesquisadores das universidades e
centros de pesquisa. Acho que houve um avanço quando nos
afastamos desse tipo de cobertura e nos aproximamos mais do
público em geral. Falar de ciência para o público. Isso foi positivo,
mas ignorar a cobertura sobre política para C&T, como acontece
atualmente, também não é uma boa saída.

"Ainda dá uma incompreensão por


parte de algumas redações sobre e
relevância do jornalismo científico"

JU – Além do jornalismo, outras áreas têm abordado temas


científicos, embora de maneira tardia. Entre as quais os
documentários e os museus de ciência. Em que medida essas
iniciativas têm contribuído para a consolidação de uma cultura
científica?
Marcelo Leite – Contribuem muito. Pessoalmente, gostaria de ver
mais documentários produzidos no Brasil. Já há alguns trabalhos
produzidos na televisão, mas gostaria de ver produtoras
independentes investindo nessa seara. O meu interesse por
biologia e ecologia tem muito a ver com documentários que assisti
na televisão durante a infância. Claro que isso ainda depende de
toda uma política de audiovisual, e nesse aspecto não são apenas
os temas científicos que não decolam no Brasil. Para ser sincero,
no que diz respeito à cultura científica no País, acho que o buraco é
mais embaixo.
JU – E quais são as raízes do problema?
Marcelo Leite – É a má qualidade do ensino de ciências nas
escolas de ensino fundamental e médio. É um problema sério. Se a
educação já sofre uma crise terrível como um todo, na educação
científica, em particular, a situação é ainda mais grave. A questão
pedagógica nesse aspecto se torna mais aguda. Todos precisam
aprender a ler, escrever e fazer contas. Mas penetrar nos conceitos
da ciência exige algo mais, que a formação dos professores não
oferece. Quando existe, é deficiente. O déficit existe nos dois
aspectos: na quantidade e na qualidade dos professores. Faltam
professores de física, química, matemática e biologia. E os que
estão na ativa não se sentem suficientemente motivados ou
preparados. Tem muito biólogo dando aula de matemática e vice-
versa.

JU – Nesse ponto, voltamos então à questão das políticas públicas.


Marcelo Leite – Sim. A questão da formação dos professores é
uma questão aguda. O país tem de encontrar meios para formar
melhor estes profissionais em todas as áreas, mas em particular no
ensino de ciências. É preciso pagar melhor. Na rede pública os
salários são ridículos. O país vem melhorando nesse aspecto, mas
o processo está muito lento. Além disso, é preciso investir na
reciclagem daqueles que já estão na ativa. É possível ensinar uma
pessoa a ensinar bem. Mas é preciso políticas que façam esse
conhecimento chegar aos professores que estão nas escolas
públicas das cidades mais afastadas. Enquanto não tivermos a
massa de alunos exposta à ciência ensinada de maneira
interessante, não conseguiremos avançar. A cultura científica deve
começar nas salas de ensino fundamental, mesmo que seja lendo
jornal em sala de aula.
JU – De que maneira as universidades podem participar desse
processo?
Marcelo Leite – Isso já entrou na agenda das universidades.
Recentemente o governo de São Paulo assinou o decreto que
oficializa a criação do Programa de Expansão do Ensino Superior
Paulista através da Universidade Virtual do Estado de São Paulo
(Univesp). São cinco mil vagas para pedagogia, mas também 700
vagas para licenciatura em Biologia e 900 para licenciatura em
Ciências. Isso mostra que as universidades paulistas estarão
diretamente envolvidas no processo que tem potencial para iniciar
um salto de qualidade na formação de professores.

Má ciência e mau jornalismo*


Marcelo Leite Soube por Mike Shanahan, editor do portal
SciDev.Net, de um artigo publicado pelo jornal britânico The
Guardian que vale por um curso inteiro de jornalismo científico:
“Não me emburreça” (“Don’t dumb me down”). O autor é Ben
Goldacre e o texto foi publicado no espaço de sua coluna, Má
Ciência.

Goldacre tem o hábito salutar de desancar jornalistas de


ciência britânicos na sua coluna. É uma espécie de
ombudsman autodeclarado do jornalismo científico. O normal é
ele fazer picadinho das pesquisas que viram manchetes,
mostrando a inconsistência ou irrelevância dos estudos.

No último dia 8, ele resolveu fazer um balanço dessa


compulsão demolidora e extrair daí uma tipologia das razões
que levam repórteres e editores a cometer tantas barbaridades.
Queria responder à pergunta: “Por que a ciência nos meios de
comunicação é com tanta freqüência sem sentido, simplista,
enfadonha ou pura e simplesmente errada?”.

A resposta é audaciosa: “Minha hipótese é de que, na sua


escolha das reportagens e na maneira como as cobrem, os
meios de comunicação criam uma paródia da ciência para uso
próprio. Aí eles atacam essa paródia como se estivessem
criticando a ciência”. Há três famílias de paródias, diz Goldacre:
matérias excêntricas (“wacky”), matérias de meter medo
(“scare”) e matérias sobre grandes avanços (“breakthroughs”).
No primeiro tipo cabem reportagens como aquelas que
apontam o componente genético da infidelidade ou “o”
neurônio que reage à imagem de Angelina Jolie. No segundo, a
recorrente lenda de que a vacina MMR (sarampo, caxumba e
rubéola) causa autismo. No terceiro, mais sutil, entram
toneladas de reportagens em que avanços apenas
incrementais são apresentados como grandes saltos da
ciência.

Goldacre tem muita razão. O leitor que faça um exame das


reportagens de ciência que encontra pela frente, sobretudo nas
revistas semanais e na TV. Segundo o colunista do Guardian,
tudo decorre da incapacidade de jornalistas entenderem as
minúcias – em geral estatísticas – dos artigos científicos.
Cientistas sabem reconhecer quando um artigo é má ciência.
Jornalistas não.

O problema é que o serviço prestado por Goldacre vem turvado


por certa intolerância (uma tentação sempre presente para
quem chega ao ombudsmanato). Fala com desdém dos
bacharéis em humanidades e os condena em bloco como
relativistas culturais, interessados somente na desconstrução
da ciência como produtora de inverdades travestidas de saber
objetivo.

No fundo, parece que não aceita para cientistas a mesma


vigilância que exerce sobre os jornalistas, como se houvesse
alguma instituição acima da crítica. Nesse caso, pode-se
começar a criticá-lo questionando: Por que os periódicos
científicos, cuja seleção de artigos passa pelo crivo de
cientistas praticantes (“peer-review”), admitem a publicação de
estudos que segundo ele são má ciência?
Pós-escrito

Cientistas naturais estão sempre prontos a criticar –


infelizmente, quase sempre com razão – os jornalistas de
ciência e outros analistas provenientes do campo das
humanidades, mas não mostram o mesmo empenho na hora
de lavar a própria roupa suja.

Embora cometam muitos erros de interpretação, jornalistas não


constroem sozinhos a caricatura da ciência de que se queixa –
com razão, repito – Bem Goldacre. Os profissionais da
imprensa contam hoje com a participação ativa dos periódicos
científicos de alto impacto, como Nature, Science, PNAS,
Jama, Cell e outros, todos solícitos fornecedores de press-
releases (comunicados à imprensa) e acesso antecipado sob
embargo a artigos selecionados de pesquisa. Como são
preparados por editoras comerciais, não chega a surpreender
que destaquem nos comunicados as pesquisas com óbvio
apelo jornalístico – tudo que se refira a sexo, drogas e
obesidade, por exemplo.

Isso não isenta jornalistas de responsabilidade por seus erros


de julgamento na seleção das notícias e pelo espaço ou tom
que lhes emprestarão. Alguns dos repórteres e editores
envolvidos com a cobertura de ciência já estão desenvolvendo
resistência a esse apelo fácil, ainda que pondo em risco a
própria reputação profissional (seus superiores encarregados
de selecionar temas para a primeira página de jornais diários,
por exemplo, têm predileção desmesurada por aqueles três
assuntos e tendem a repreender aqueles que “brigam com a
notícia”, como se diz no meio). Mas uma conseqüência
inescapável da reprimenda de Goldacre é reforçar a noção de
que só pesquisadores (ou médicos, no seu caso) possuem
conhecimento técnico suficiente para avaliar criticamente a
produção de conhecimento científico. Como raramente o fazem
em público, e ainda mais raramente incluem na apreciação as
práticas distorcidas e distorcedoras presentes em seu próprio
campo, pouco ou nada contribuem para tornar mais
transparente esse setor crucial da vida moderna, a pesquisa
científica.

*Texto publicado na Folha de S.Paulo em 18 de setembro de


2005
Serviço
Título: Ciência – use com cuidado

Autor:Marcelo Leite
Páginas: 280
Preço: R$ 46,00
Editora da Unicamp

Fonte:
Jornal da Unicamp – edição 414 – 20 de outubro a 02 de novembro
de 2008.
http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/outubro2008/ju414
_pag0607.php

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RESPIRAR É VIVER

Respirar é Viver!
Respirar é um mecanismo natural do corpo humano que leva o
oxigênio através do ar até os pulmões onde será distribuído para
todo o sangue. Conseqüentemente aparelhos, órgãos e célula por
célula do corpo, alimentando-o, vitalizando e desintoxicando, por
isso o oxigênio é mais importante que qualquer outro alimento. A
oxigenação do sangue também evita a acidez que na medicina
ortomolecular é denominada de radicais livres, extremamente
nocivos para a saúde e um dos maiores causadores da doença. O
homem pode ficar vários dias sem se alimentar e não mais que
alguns segundos sem respirar, isto porque sem oxigênio as células
morrem, conseqüentemente o corpo perde a vida e morre também.
Um organismo saudável depende do oxigênio existente nele, isto
quer dizer que uma quantidade inadequada pode gerar doenças
das mais simples como uma dor de cabeça até um câncer.

COMO RESPIRAR CORRETAMENTE

Observe um recém nascido respirando: Quando o ar entra nos


pulmões a barriga cresce, quando o ar sai a barriga murcha, em um
ritmo só, de vai e vem, demonstrando que está sendo usado o
diafragma, que é o músculo próprio para empurrar o ar para dentro
ou para fora. E assim ter uma respiração adequada. Infelizmente o
homem vai perdendo a capacidade de respirar corretamente, devido
ao estresse, medos, insegurança, tensão e emoções em geral,
baseado na pressão que ele armou (consciente ou
inconscientemente) para sua própria vida. Com isso, vai tendo
respirações cada vez mais curtas, chegando a colocar no seu
pulmão a quantidade mínima necessária do ar, atrofiando a
capacidade do próprio pulmão. Isso pode ser comprovado
facilmente: Experimente fazer respirações lentas e profundas,
enchendo o pulmão ao máximo de ar (inspirando), prendendo o ar
por metade deste tempo (retendo) e soltando o ar ao máximo
(expirando) no mesmo tempo em que inspirou. Exemplo: Inspirando
por 4 segundos, retendo por 2 segundos (metade do tempo da
inspiração) e expirando por 4 segundos. Faça 10 vezes lentamente,
lembrando de encher e esvaziar ao máximo. Se sentir tontura,
escurecimento de vista ou qualquer outra reação anormal é porque
o seu pulmão e o corpo perderam a capacidade de receber o
oxigênio, isto porque respira rápido e superficialmente. Então, se
não tomar providências cabíveis estará criando doenças em breve.
Para reverter o quadro é só praticar estes exercícios 1 a 2 vezes ao
dia.

BENEFÍCIOS DA RESPIRAÇÃO

Uma boa respiração favorece todo o corpo: rins, fígado, pulmão,


sangue, intestinos, coração, pele, etc., melhorando: - Prisão de
ventre. - Circulação sangüínea. - Memória, estimulando o aqui e
agora que é a capacidade de viver no presente, sem pensar no
futuro nem passado, ou melhor, vai lhe ensinar a viver em
meditação, atento aos pensamentos para não serem inúteis,
negativos e com isso reprogramar a mente para o que deseja,
podendo desfazer o negativo, estimular o lado espiritual, viver no
bem pensar, bem agir e até curando a si e o outro de uma doença
qualquer, sem importar a distância (precisamos exercitar). -
Regenera células, estimula a energia vital, ajudando a desintoxicar
e curar o corpo. - Acalma, relaxa. - Suaviza as dores do parto. -
Experimente fazer exercícios respiratórios quando estiver com
fome. Você vai se sentir bem e perder a fome mostrando que a
respiração alimenta, A uma arma poderosa quando fazemos o
jejum. É uma arma poderosa para a Saúde Integral.

ONDE ENCONTRAR UM BOM AR

É importante respirar ar puro, perto de árvores, quanto maior a


vegetação melhor porque são as plantas que liberam o oxigênio
para a atmosfera. De preferência ficar longe das estradas, porque o
tráfego de carros, faz liberar tóxicos para nosso organismo que
muitas vezes levam a vida inteira e não conseguem ser eliminados,
trazendo grande prejuízo para o ser humano, principalmente o
fígado e o sangue. Pesquisas feitas no Centro Médico em Haifa
revelam que motoristas e cobradores de ônibus são mais propensos
a ter câncer de pulmão mesmo sem ser fumantes e por isso os
carros vão pagar pedágio mesmo dentro da cidade. O ar poluído
deve ser evitado, sejam de fábricas, carros (nas cidades grandes
existem órgãos encarregados de medir este ar), queimas de lixo,
pneus, jornais, plásticos e principalmente dos cigarros, fazendo
você virar um fumante passivo e correr riscos. Evite ambientes
fechados não só onde há aglomerações de pessoas mas também
em lugares privativos.

ABRA AS JANELAS DE SUA CASA, se possível dia e noite, deixe o


AR entrar. Cortinas, carpetes, tapetes são focos de pó e ácaros,
deixando o ar poluído, prejudicando qualquer pessoa, mesmo que
seja imperceptível.

A PELE, O SEGUNDO PULMÃO

Respira-se não só pelo pulmão, mas também pela pele, então um


pulmão sobrecarregado irá refletir na pele que pode estar
ressecada, com alergias, furúnculos etc.. É necessário para a saúde
que o corpo fique nu durante determinado período do dia para que
este receba o oxigênio pela pele e com isso queimar o monóxido de
carbono, liberando o gás carbônico que é altamente tóxico. As
roupas devem ser de algodão, folgadas, nunca roupas apertadas,
sintéticas, principalmente as de lycra tão cobiçadas mais nocivas
para a saúde, porque impede a respiração normal da pele.

RESPIRAR E RENASCER

O Renascimento é uma técnica de respiração muito poderosa onde


vai acontecer uma super-oxigenação cerebral e com isto a pessoa
submetida ao processo vai entrar num estado alterado de
consciência e assim liberar seus bloqueios, podendo dissolver
dores, traumas, mágoas, ressentimentos e outros sentimentos
qualquer que esteja impedindo o seu caminhar pela vida. A
experiência tem comprovado que fazer 12 sessões desta respiração
equivale muitas vezes a dez anos de terapia. O Renascimento vai
reverter tendências negativas mentais e físicas, podendo
restabelecer os padrões naturais da respiração que foram
desaprendidos devido ao estresse, insatisfação, incompreensão,
traumas de infância, desamor pela vida, etc.. Cada sessão é
diferente e emocionante porque nunca se sabe o que vai eliminar,
muitas vezes a pessoa está pensando em curar uma dificuldade,
um problema (desafios da vida) sério, mas por detrás dele existe
outro mais sério ainda que não tinha sido captado e no final são
dissolvidos os dois e é neste momento que alguns conseguem
descobrir sua verdadeira missão que é fundamental para o caminho
espiritual, a verdadeira razão de estar neste planeta. Algumas
pessoas não devem experimentar a técnica como menores de 16
anos, grávidas, pessoas que apresentem sintomas de epilepsia ou
doenças similares e ainda dificuldade cardíaca. A técnica é simples,
mas não é recomendado fazer sozinho sem orientação de um
terapeuta competente e experiente, isto porque os imprevistos
acontecem e sem uma boa orientação, o praticante pode ser
altamente prejudicado. Como toda terapia alguns sentem
resistências a crescer e se conhecer, daí seu inconsciente se
encarrega de criar as dificuldades como falta de tempo, medos,
impedimentos na hora de sair, enfim a mente humana é muito fértil.
As sessões são mais benéficas em grupo porque uma dificuldade
de um dos membros pode estimular os outros a agirem. Faz-se um
pacto antes de iniciar o processo onde todos se comprometem em
ser honestos consigo mesmos, com os outros e não deixar escapar
o que ali aconteceu. Se você se harmonizar com a técnica, vale a
pena vivenciar, os resultados são surpreendentes (veja abaixo
telefone para contato).

RESPIRE E TENHA SAÚDE INTEGRAL

Para aprender mais sobre respiração você não pode deixar de


ler:

RESPIRAÇÃO ORIENTAL de Takashi Nakamura. Ele lhe dará


treinamento para uma respiração correta parte do milenar sistema
médico oriental promove bem estar físico, mental e emocional. Este
livro oferece exercícios de fácil compreensão, ilustrado com
fotografias que tornam possível ao leitor o domínio perfeito dos
exercícios.

A FORÇA CURATIVA DA RESPIRAÇÃO de Marietta Till. Aqui você


aprende exercícios para o corpo, a alma e para o espírito, podendo
curar moléstias do corpo e as perturbações psíquicas como a
angustia e a depressão. Marietta mostra com sabedoria o elo
existente entre o corpo e o espírito e como a respiração faz esta
conexão, necessária para nossa saúde e nossa ligação com Deus e
ainda explica o melhor modo de utilizar a força da sugestão como
um elemento essencial da terapia respiratória induzindo ao
relaxamento, um mergulho dentro de si mesmo e a ampliação da
consciência.

RESPIRAÇÃO E ESPIRITUALIDA-DE de Gunnel Minett. Este livro


fala sobre a técnica do Renascimento (REBIRTHING), sua história e
seus benefícios. Gunnel aprendeu diretamente com o Leonard Orr,
criador da técnica e apresenta experiências de transformações
emocionais, espirituais e também físicas. Ele relata uma entrevista
com seu mestre e fala da fisiologia da respiração.

Todos estes livros acima citados foram editados pela Editora


Pensamento e você pode adquirir pelo Telefone: (11) 272.1399
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Suzete Barreto é Terapeuta de Renascimento, Naturista, Iridóloga e


Mestre de Reiki. Dá cursos em vários estados do país. Tel. (35)
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Fonte:
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Envelhecimento e às Doenças, A terapia molecular irá diminuir a
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