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Atividade Física & Saúde

Sabor de brincadeira – Experimentar


várias modalidades esportivas é o mais
indicado para crianças de até 11 anos
domingo, 5 de outubro de 2008, 00:44 | Versão Impressa

Fabiana Caso - O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO - Chutar bola, desfrutar da água, correr: o


importante na infância é experimentar diversos esportes,
testando potencialidades, desde que seja de forma lúdica. Os
especialistas alertam: até os 11 anos a criança ainda não tem os
grupos musculares e o sistema motor desenvolvidos a ponto de
poder treinar com intensidade. E tendo contato com várias
modalidades, estará melhor preparada para optar, mais tarde, pelo
esporte que desperte seu interesse, ou no qual tenha maior
habilidade. E atenção, pais! Nada de cobrança pelo próximo
campeão. Sob pressão, a criança provavelmente perderá o
interesse.

Da esquerda para direita: Valerie, Ana Z. Spalter, Ariela e Alessandra


praticam ginástica olímpica. Foto: Alex Silva/AE

Benjamin Apter, médico do esporte e diretor da academia B-Active,


ressalta a importância de despertar o interesse dos pequenos, mas
de forma espontânea. "Os pais que já praticam esportes devem
incentivar os filhos, levando-os consigo nas atividades, ou
colocando-os em uma escolinha, onde terão contato inicial em
forma de brincadeira", recomenda. "A prática esportiva aumenta a
consciência corporal. A concentração e a destreza são habilidades
que a criança levará para seus aprendizados futuros, quer seja na
escola ou no esporte de lazer e competitivo."

Contudo, Benjamin ressalta que até os 11 anos a criança ainda está


conhecendo o próprio corpo e suas habilidades. "Nessa fase, não é
recomendado focar em nenhum esporte específico, e deve-se evitar
competições", pondera. E o que é melhor: esporte coletivo ou
individual? "Mesmo que a criança seja introvertida, é importante
testar uma modalidade coletiva, porque ela pode se soltar quando
perceber que outros têm as mesmas dificuldades." E cita os
benefícios psicológicos: "muitas vezes os pais não conseguem lidar
com as frustrações dos filhos. Em esportes coletivos, o tratamento é
de igual para igual. Aprende-se a ganhar, perder e empatar: assim
como acontece na rotina dos adultos. E convive-se com indivíduos
de outras religiões, raças e níveis sociais."

O médico do esporte e presidente da Sociedade Brasileira de


Medicina do Exercício e do Esporte, Arnaldo José Hernandez,
ressalta que, até os 6 anos, a prática de esportes deve ser
introduzida de forma totalmente lúdica. "Pode-se aprender a correr,
arremessar, entender regras, mas ainda não é uma fase para treino
pesado." Até os 12 anos, acrescenta, a criança pode treinar três
vezes por semana, desde que sejam respeitados os limites de
cansaço do seu corpo. "As pessoas têm mania de achar que o
que faz um campeão é começar cedo, mas isso é uma ilusão. A
aptidão tem mais a ver com o potencial genético."

DIVERSIDADE

O conceito é seguido à risca em escolinhas de esporte como a do


clube A Hebraica, que tem mais de 30 anos. Há programas
diferentes de acordo com a faixa etária. Segundo a coordenadora
pedagógica do Departamento de Esportes do clube, Ana Lucia
Portaro, quando as crianças praticam diversas modalidades, podem
desenvolver o corpo com maior equilíbrio e trabalhar várias
conexões motoras. "Mesclamos modalidades individuais com
coletivas, porque é importante para elas fazer parte do grupo."

No Esporte Clube Pinheiros, o Centro de Aprendizado Desportivo


(CAD) oferece um programa com 12 modalidades (vôlei, basquete,
handebol, futebol, atletismo, ginástica artística, judô, xadrez,
esgrima, salto ornamental, pólo aquático e esportes com raquete),
apresentadas ao longo de um ano, para crianças de 3 a 10 anos. As
aulas acontecem duas vezes por semana, com uma hora e meia de
duração a cada dia. "Nosso objetivo é despertar o interesse.
Acreditamos que, a partir dos 11 anos, a criança tenha capacidade
e habilidade para optar por uma modalidade", explica a
coordenadora do departamento, Ana Célia Osso da Costa.

A microempresária Lucia Mendes de Almeida, mãe de Marcelo


Nogueira, que acabou de concluir o programa do CAD, aponta
resultados positivos. "Ele aprendeu a ter mais respeito pelos outros.
Hoje é mais paciente quando fica numa fila esperando sua vez."

MOVIMENTOS

Meninas e meninos equilibram-se em barras, traves e fazem


rolamentos na aula de ginástica olímpica da Hebraica. Alessandra
Sister, de 8 anos, começou aos 4 anos, saiu, mas decidiu voltar. "É
legal, gosto de fazer os exercícios", fala. Sua colega Valerie Osmo
Katz, de 8 anos, também escolheu a modalidade porque queria
aprender a fazer "estrela". "Ela praticava natação e jazz, mas quis
mudar para ginástica olímpica depois que assistiu às Olimpíadas",
conta sua mãe, Daniela Osmo Katz, que atravessa a cidade para
levá-la às aulas. "Mas vale a pena: ela ficou mais ágil, desenvolveu
a coordenação motora e a disciplina."

Ariela, de 7 anos, faz natação, aulas de habilidades motoras e de


expressão corporal desde os 3. Sua irmã, Daphne, também
freqüenta aulas esportivas. "Aprendem que, na vida, se ganha e se
perde. E, para ganhar, é preciso muito treino", acredita a mãe, a
decoradora Alexandra (que preferiu não revelar o sobrenome).

O engenheiro Beny Fiterman assiste da arquibancada às aulas de


judô de seus dois filhos – Fellipe, de 8 anos, e Michel, de 5 –,
também na Hebraica. O próprio pai praticou a modalidade até a
adolescência. "O Fellipe ficou mais autoconfiante, aprendeu sobre
respeito ao mestre, aos adversários e às regras. O desenvolvimento
é físico e mental", acredita. "Também é bom para a socialização:
convivem com gente de todo tipo."

Os irmãos Rodrigo, de 8 anos, e Gustavo, de 6, são alunos do CAD,


no Clube Pinheiros. "É um modo de aprenderem o esporte
brincando, sem pressão", fala a mãe deles, a designer gráfica e
escritora de livros infantis Beatriz Villela Martins. "É importante
praticarem um esporte fora da escola porque é mostrado um
universo diferente."

Para a aluna Julia Bighetto, de 9 anos, o CAD também revelou


surpresas. "Adoro porque é gostoso, divertido, e não é por
obrigação", resume. "Gosto de experimentar as modalidades e já fiz
um monte de amigas." Uma delas é Ana Luisa Alessandri Tomas, de
10 anos. "Adorei a esgrima! Foi a mesma coisa com o judô: me
senti bem na aula", conta.

ENCANTOS DA BOLA

A paixão nacional motiva uma legião de pequenos aprendizes. A


cidade está repleta de escolas de futebol, inclusive as dos grandes
clubes. O São Paulo Futebol Clube, por exemplo, tem uma série de
escolinhas licenciadas na capital paulista. Uma delas funciona na
unidade de Santana, que oferece aulas para a faixa etária dos 3 aos
20 anos.

Para os mais novinhos, o babyfoot é um trabalho totalmente


recreativo: apostam corrida com a bola, entre outras atividades que
desenvolvem a velocidade, mas sempre brincando. A partir dos 6
anos, há um trabalho mais direcionado ao futebol. "A decisão de vir
para cá deve partir da criança", reforça o preparador físico Douglas
Cristian Rosa Pereira, coordenador da unidade. O objetivo maior é
formar cidadãos: os alunos têm temas para pesquisar uma vez por
semana. À medida que vão crescendo, também passam a aprender
os fundamentos do futebol.

Luka Diniz Saubo, de 9 anos, está na escolinha há três anos.


Atualmente, faz aulas de uma hora e meia, duas vezes por semana.
Mas, em casa, o jogo todo tempo. "Está sempre com uma bola: no
quintal, no quarto", conta sua avó, Lidioneti Konstantinovas Diniz da
Silva, de 55 anos.

Um de seus amiguinhos, Guilherme Cruz Esteves, de 7 anos,


começou a freqüentar a escolinha no começo deste ano. "Gosto de
encontrar mais amigos. Também fico mais forte", fala. Outro
aprendiz, Matheus Caixeta, de 9 anos, diz que gosta das aulas
porque lembra do seu ídolo Kaká. "Estou melhorando. Quem sabe
um dia jogo como ele!"
Fonte:
http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup253518,0.htm
Jornal O Estado de São Paulo – 05 de outubro de 2008 –
Suplementos – Feminino –

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