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Universidade de Brasília Instituto de Artes Departamento de Artes Visuais Programa de Pós-Graduação em Arte 1º/2007 Disciplina: Tópicos Especiais

em Arte e Tecnologia 1

Cibercultura: A vida em terabytes. Aulas de 14/03 a 04/7/2007. Menção final em 25/6/2007. Programa do curso. Apresentação do conteúdo programático da disciplina, metodologia e critérios de avaliação. • Uma primeira problemática: pensando sobre a técnica è tecnotopia (prometeicos) X tecnofobia (fáusticos).

Bibliografia. COSTA, Mario. O sublime tecnológico. Tradução de Dion Davi Macedo. – São Paulo: Experimento, 1995. HEIDEGGER, Martin. La pregunta por la técnica. Tradução de Eustaquio Barjau en HEIDEGGER, M., Conferencias y artículos, Ediciones del Serbal, Barcelona, 1994, pp. 9-37. MUMFORD, Lewis. Arte e técnica. Tradução de Fátima Godinho. – São Paulo: Martins Fontes Editora, 1986. POSTMAN, Neil. Tecnopólio: a rendição da cultura à tecnologia. Tradução de Reinaldo Guarany. – São Paulo: Nobel, 1994. RIBEIRO, Gustavo Lins. Tecnotopia versus tecnofobia.O mal-estar no século XXI. In Cultura e política no mundo contemporâneo: paisagens e passagens. – Brasília:

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2. O estabelecimento de uma nova estrutura tecno-social. Esta estrutura, ou esfera social, é o espaço virtual gerado e contido na imensa rede de computadores onde tem origem uma espécie de projeção virtual da sociedade, e que é normalmente conhecido como ciberespaço. Esse (ciber)espaço não seria possível de existir se não fosse a combinação da junção do sistema de tecomunicações com os sistemas computacionais, ou seja, do sistema telemático, que, em sua essência, trata da produção, manipulação e utilização da informação. 2.1 A história da Internet ou De como uma máquina de calcular se transforma numa máquina social. 2.2. Da linearidade cartesiana à hipertextualidade: desterritorialização, navegabilidade, interatividade e imersão. Bibliografia. BAUDRILLARD, Jean. Tela total: mito-ironias do virtual e da imagem. 2a. ed.. Tradução de Juremir Machado da Silva.– Porto Alegre: Editora Sulina, 1999. ..................................... Simulacros e simulação. Tradução de Maria João da Costa Pereira. – Lisboa: Relógio d’Água, 1991. CASTELLS, Manuel. A galáxia da Internet: reflexões sobre a Internet, os negócios e a sociedade. Tradução de Maria Luiza X. de A. Borges. – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003. .................................. A era da informação: economia, sociedade e cultura. Tradução de Roneide Venancio Majer. – São Paulo: Paz e Terra, 1999 (Vol. 1). GUATTARI, Félix. Caosmose: um novo paradigma estético. Tradução de Ana Lúcia de Oliveira e Lúcia Cláudia Leão. – Rio de Janeiro: Ed. 34, 1992. JOHNSON, Steven. Cultura da interface: como o computador transforma nossa maneira de criar e comunicar. Tradução de Maria Luísa X. de A Borges. – Rio de

Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001. KERCKHOVE, Derrick de. Connected intelligence: the arrival of the web society. Toronto, Ontario: Somerville House Publishing, 1997. ........................................... A Pele da cultura. Uma Investigação sobre a nova realidade eletrônica. Tradução de Luís Soares e Catarina Carvalho. – Lisboa: Relógio D’água Editores, 1997. LÉVY, Pierre. A conexão planetária: o mercado, o ciberespaço, a consciência. Tradução de Maria Lúcia Homem e Ronaldo Entler. – São Paulo: Ed. 34, 2001. ...................... A inteligência coletiva. Por uma antropologia do ciberespaço. Tradução de Luiz Paulo Rouanet. – São Paulo: Edições Loyola, 1998. ___________ As tecnologias da inteligência – O futuro do pensamento na era da informática; Tradução de Carlos Irineu da Costa. – Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993. LYOTARD, Jean-François. Moralidades pós-modernas. Tradução de Marina Appenzeller. – Campinas, SP: Papirus, 1996. (Coleção Travessia do Século). ______________________ O inumano: considerações sobre o tempo; Tradução de Ana Cristina Seabra e Elisabete Alexandre. – Lisboa: Editorial Estampa, 1990. NEGROPONTE, Nicholas. A vida digital. Tradução de Sérgio Tellaroli. – São Paulo: Companhia das Letras, 1995. SANTOS, Laymert Garcia dos. Politizar as novas tecnologias: o impacto sóciotécnico da informação digital e genética. – São Paulo: Ed. 34, 2003. SCHAFF, Adam. A sociedade informática: As conseqüências sociais da segunda revolução industrial; Tradução de Carlos Eduardo Jordão Machado e Luiz Arturo Obojes. – 4a. ed. – São Paulo: Ed. da Universidade Estadual paulista : Brasiliense, 1995. SCHNITMAN, Dora Fried (Org.). Novos paradigmas, cultura e subjetividade. Tradução de Jussara Haubert Rodrigues. – Porto Alegre: Artes Médicas, 1996. SERRES, Michel. Hominescências: o começo de uma outra humanidade. Tradução de Edgard de Assis carvalho, Mariza Perassi Bosco. – Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003. ............................. Atlas. Tradução de João Paz. – Lisboa: Instituto Piaget, 1997. TURKLE, Sherry. A Vida no Ecrã. A identidade na era da Internet. Tradução de

Paulo Faria. – Lisboa: Relógio D’Água Editores, 1997. 3. O movimento da cibercultura. O virtual e o real. Tempo, velocidade, instantaneidade. A pele da (ciber)cultura: mundos virtuais, muds, moos, blogs, telepresença, robótica, móbile.... A ciber... net... web...arte. Bibliografia. ARANTES, Priscila. Arte e mídia: perspectivas da estética digital. – São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2005. ASCOTT, Roy. Cultivando o hipercórtex. Tradução de Flavia Saretta. In DOMINGUES, Diana (Org.). A arte no século XXI: a humanização das tecnologias. – São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1997. BRET, Michel. O tempo reencontrado. Tradução de Gilse Boscato Muratore e Diana Domingues. In DOMINGUES, Diana (Org.). A arte no século XXI: a humanização das tecnologias. – São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1997. CADOZ, Claude. Realidade virtual. Tradução de Paulo Goya. – São Paulo: Editora Ática, 1997. CAPISANI, Dulcimira (Org.). Transformação e realidade: mundos convergentes e divergentes. – Campo Grande, MS: PROPP/CEAD/UFMS, 2001. CAPUCCI, Píer Luigi. Por uma arte do futuro. Tradução de Dion Davi Macedo. In DOMINGUES, Diana (Org.). A arte no século XXI: a humanização das tecnologias. – São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1997. COUCHOT, Edmond. A tecnologia na arte: da fotografia à realidade virtual. Tradução de Sandra Rey. – Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2003. DOMINGUES, Diana (Org.). Arte e vida no século XXI: tecnologia, ciência e criatividade. – São Paulo: Editora UNESP, 2003. ............................................. A arte no século XXI: a humanização das tecnologias.

– São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1997. DOMINGUES, Diana e VENTURELLI Suzete (ORGs.). Criação e poéticas digitais. – Caxias do Sul, RS: EDUCS, 2005. FRAGA, Tania. Cibercenários interativos. In MEDEIROS, Maria Beatriz de (Org.). Arte e tecnologia na cultura contemporânea. – Brasília: Dupligráfica Editora, 2002. ........................ Arte computacional e devir. In CAPISANI, Dulcimira (Org.). Transformação e realidade: mundos convergentes e divergentes. – Campo Grande, MS: PROPP/CEAD/UFMS Departamento de Comunicação e Artes, 2001. FRAGOSO, Maria Luiza (Org). [Maior e igual a 4D] Arte computacional no Brasil: reflexão e experimentação. – Brasília: Universidade de Brasília, Programa de PósGraduação do Instituto de Artes, 2005. GIANNETTI, Claudia. Estética digital: sintopia da arte, a ciência e a tecnologia. Tradução de Maria Angélica Melendi. – Belo Horizonte: C/Arte, 2006. LEMOS, André e CUNHA, Paulo (Orgs.). Olhares sobre a cibercultura. – Porto Alegre: Sulina, 2003. LEMOS, André. Cibercultura, tecnologia e vida social na cultura contemporânea. – Porto Alegre: Sulina, 2002. LÉVY, Pierre. Cibercultura. Tradução de Carlos Irineu da Costa. – São Paulo: Ed.34, 1999. ...................... Quatro obras típicas da cibercultura: Shaw, Fujihata, Davies. Tradução de Gilse Boscatto Muratore e Diana Domingues. In DOMINGUES, Diana (Org.). A arte no século XXI: a humanização das tecnologias. – São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1997. ...................... O que é o virtual? Tradução de Paulo Neves. – São Paulo: Ed. 34, 1996. (Col. TRANS). MACHADO, Arlindo. O quarto iconoclasmo e outros ensaios hereges. – Rio de Janeiro: Rios Ambiciosos, 2001. ................................ Máquina e Imaginário – O desafio das poéticas tecnológicas. – São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1993. MEDEIROS, Maria Beatriz de. Aisthesis: estética, educação e comunidades. – ChapecóÇ Argos, 2005.

................................................ (Org.). Arte e tecnologia na cultura contemporânea. – Brasília: Dupligráfica Editora Ltda., 2002. MORAES, Dênis. O concreto e o virtual: Mídia, cultura e tecnologia. Rio de Janeiro: DP&A editora, 2001. MURRAY, Janet H.. Hamlet no holodeck: o futuro da narrativa no ciberespaço. Tradução de Elissa Khoury Daher e Marcelo Fernandez Cuzziol. – São Paulo: Itaú Cultural: UNESP, 2003. PARENTE, André. O virtual e o hipertextual. – Rio de Janeiro: Pazulin, 1999. .............................. (Org.). Imagem-Máquina: a era das tecnologias do virtual. Tradução de Rogério Luz et alii. – Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993. POPPER, Frank. Art of the Electronic Age. Incorporated, 1993. QUÉAU, Philippe. O tempo do virtual. In Parente, André (Org.). Imagem-máquina: A era das tecnologias do virtual. Tradução de Rogério Luz et alii. – Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993. RHEINGOLD, Howard. A Comunidade Virtual. Tradução de Helder Aranha. – Lisboa: Gradiva, 1996. RÜDIGER, Francisco. Introdução às teorias da cibercultura: perspectivas do pensamento tecnológico contemporâneo. Porto Alegre: Sulina, 2003. .................................... Elementos para a crítica da cibercultura: sujeito, objeto e interação na era das novas tecnologias de comunicação. – São Paulo: Hacker Editores, 2002. RUSH, Michael. Novas mídias na arte contemporânea. Tradução de Cássia Maria Nasser. – São Paulo: Martins Fontes, 2006. SANTAELLA, Lucia. Navegar no ciberespaço: o perfil cognitivo do leitor imersivo. – São Paulo: Palus, 2004. SANTAELLA, Lucia e NÖTH, Winfried. Imagem: Cognição, semiótica, mídia. – São Paulo: Editora Iluminuras Ltda, 1998. VENTURELLI, Suzete. Arte:espaço_tempo_imagem. – Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2004. VIRILIO, Paul. O espaço crítico e as perspectivas do tempo real. Tradução de – New York: Harry N. Abrams,

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Cibercultura: a vida em terabytes Metodologia do curso
Como a disciplina tem por objetivo apresentar as novas formas de relações sociais estabelecidas no ciberespaço, ou seja, as novas modalidades de comunicação constituídas e imperantes no orbe ciber – ciber-subculturas, ciberfeminismo, ciber-sexualidade, cibercorpos, ciberespaços, ciber-pós-humano etc. –, essencialmente uma comunicação mediada por computador (CMC), é de fundamental importância que a teoria se alicerce nos aspectos práticos dessa inter-relação verbal, visual e sonora. Durante o curso pretende-se que o(a)s aluno(a)s desenvolvam exercícios práticos que lhes possibilitarão experenciar as várias narrativas encontradas “nas

potencialmente infinitas infovias do ciberespaço”1. Dentre esses: criar um grupo de discussão em um dos sites que disponibilizam esse tipo de serviço, uma comunidade no Orkut e/ou MSN, um Weblog e/ou Fotolog, fan-fictions, fansubber, um vídeo e um site pessoal, do grupo ou da disciplina. Semanalmente serão realizadas discussões de textos propostos na semana anterior e, dependendo do número dos alunos, serão criados grupos que deverão apresentar seus respectivos seminários no último mês do curso. Embora estejam sendo apresentados um programa, um calendário e uma metodologia, a professora é bastante flexível e pode alterá-los conforme o desenvolvimento e as necessidades da disciplina. Espero que tenhamos um bom semestre. Boa sorte a todo(a)s. Fátima Burgos

1 SANTAELLA, Lucia. Navegar no ciberespaço: o perfil cognitivo do leitor imersivo. [2004].