Lei Orgânica Municipal de Armação dos Búzios de 11 de novembro de 1997.

Câmara Municipal de Armação dos Búzios Estado do Rio de Janeiro LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DOS ARMAÇÃO DE BÚZIOS Índice _ _ _ _ _ _ _ _ _ Preâmbulo Titulo I - Princípios e Direitos Fundamentais Titulo II - Organização Municipal Titulo III - Organização dos Poderes do Município Titulo IV - Administração Pública Titulo IV - Patrimônio do Município Titulo V - Finanças, Orçamento e Sistema Tributário do Município Titulo VI - Ordem Econômica e Social Atos das Disposições Transitórias

_ Preâmbulo Nós, representantes do povo do Município de Armação dos Búzios, reunidos na sede da Câmara Municipal, no exercício de nossos mandatos, em perfeito acordo com a vontade política dos cidadãos do Município quanto à necessidade de ser constituída uma ordem jurídica democrática, voltada à mais ampla defesa da liberdade, da igualdade, da justiça social, do desenvolvimento e do bem-estar social, numa sociedade solidária, democrática, policultural, pluriétnica, sem preconceitos nem discriminação, no exercício das atribuições que nos conferem o art. 29 da Constituição da República Federativa do Brasil e o art. 345 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, sob a proteção deDEUS, PROMULGAMOS a seguinte LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DEARMAÇÃO DOS BÚZIOS.

TÍTULO I Princípios e Direitos Fundamentais Fonte do Poder Art. 1º - Todo o poder emana do povo, que o exerce diretamente ou pôr meio de representantes eleitos, nos termos da Constituição da República, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro e desta Lei Orgânica. Parágrafo Único -O exercício do poder só é legítimo quando no interesse do povo. Soberania Popular Art. 2º - A soberania popular se manifesta quando a todos são asseguradas condições dignas de existência, e será exercida: I - pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto com valor igual para todo s; II - pelo plebiscito e pelo referendo; III - pela iniciativa popular no processo legislativo; IV - pela participação nas decisões do Município; V - pela ação fiscalizada sobre a administração pública. Princípios e Objetivos Art. 3º - O Município de Armação dos Búzios tem como princípios e objetivos fundamentais os inscritos na Constituição Federal ou inerentes ao seu regime político. § 1º - O Município promoverá os valores que fundamentam a existência do Estado brasileiro, resguardando a soberania da Nação e de seu povo, a dignidade da pessoa humana, a livre iniciativa, o caráter social do trabalho e o pluralismo, visando a edificação de sociedade livre, justa e fraterna, isenta de arbítrio e preconceitos, assentada no regime democrático. § 2º - Através da lei e dos demais atos de seus órgãos, o Município buscará assegurar imediata e plena efetividade dos direitos e franquias individuais e coletivos sa ncionados na Constituição da República, bem como de quaisquer outros decorrentes do regime e dos princípios que ela adota e daqueles constantes dos atos internacionais firmado s pelo Brasil. § 3º - Ninguém será discriminado, prejudicado ou privilegiado em razão de nascimento, idade, etnia, cor, estado civil, orientação sexual, atividade física, mental ou sensor ial, ou qualquer particularidade, condição social ou, ainda, pôr ter cumprido pena ou pelo fat o de haver litigado ou estar litigando com órgãos municipais na esfera administrativa ou judicial. § 4º - É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício de culto e sua liturgia, na forma da legislação. § 5º - O Município estabelecerá sanções de natureza administrativa a quem pregar a intolerância religiosa ou incorrer em qualquer tipo de discriminação, independentement e das sanções criminais. § 6º - É assegurado a todo cidadão, independentemente de sexo ou idade, o direito à prestação de concurso público. Ações e Omissões do Poder Público Art. 4º - As ações e omissões do Poder Público que tornem inviável o exercício dos

direitos constitucionais serão sanadas na esfera administrativa, no prazo de trint a dias, contados do recebimento de requerimento pôr escrito do interessado, sob pena de responsabilidade da autoridade competente.

bem como do fim a q ue se destinam essas informações. TÍTULO II Organização Municipal CAPÍTULO I Disposições Preliminares Autonomia do Município Art. ao adolescente e ao idoso. em órgãos colegiados. crueldade e opressão . à moradia. ao respeito. trabalho. 6º . gratuitamente. Direitos à Liberdade e Greve Art. Dados Individuais Art. do que constar a s eu respeito nos registros ou bancos de dados públicos municipais. 10 .O Município buscará assegurar: I . Participação da Coletividade Art. salvo quando se tratar de processamento estatís tico não individualizado. nem os que digam respeito à vida privada e à intimidade pessoal. II .à criança. defender. 8º . a participação da coletividade na formulação e execução de políticas públicas e na elaboração de planos. podendo exigir a qualquer tempo retificação e atualização das mesmas. serviços de saúde. programas e projetos municipais. constituídos pôr lei. por meio dele. pessoa jurídica de direito público interno. à saúde.Direito de Informação Art. discriminação exploração. além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência.O Município assegurará e estimulará.Todos têm direito de tomar conhecimento.O município assegurará. 7º .Não poderão ser objeto de registro os dados referentes a convicções filosóficas. à alimentação.O Município de Armação de Búzios. . à educação. esporte e lazer. competindo aos trabalhadores decidirem sobre a oportuni dade de exerce-la e sobre os interesses que devam. e a filiações partidárias e sindicais. violência. 5º . o direito à vida.a liberdade de associação profissional ou sindical.o direito de greve. à convivência familiar comunitária e à primazia no recebimento de proteção e socorro. Idosos e adolescentes Art. assegurando a todos um a qualidade de vida compatível com a dignidade humana. mediante requerimento pôr escrito. à dignidade. à liberdade. com absoluta prioridade. a educação especializada.às pessoas portadoras de qualquer deficiência e plena inserção na vida econômica e social e o total desenvolvimento de suas potencialidades. nos limites de sua competência: I . 9º . II . políticas e religiosas.

política.unidade territorial integrante da organização político-administrativa da República Federativa do Brasil. pela Constituição do Estado do Rio de Janeiro e pôr esta Lei Orgânica.financeiras pela instituição e arrecadação de tributos de sua competência e aplicação de suas rendas. nos termos assegurados pela Constituição da República. é dotada. pela eleição direta do Prefeito. do Vice-Prefeito e dos Vereadores: II . . de autonomia: I .

000 (mil) metros da Ponta das Caravelas. contornando toda a orl a marítima de Armação de Búzios. costeiras e lacustres sob seu domínio na data da promulgação desta Lei Orgânica. seguindo por esta linha divisória no sentido SW a NE até o Marco do Gonçalves.administrativa. esta manifestada em plebiscito.O Município rege-se pôr esta Lei Orgânica e pela legislação que adotar.III . b) as projeções aéreas e marítimas de sua área continental. para execução de suas leis. 700 (dois mil e setecentos) metros do Marco do Retiro (exclusive). Seção I Território e Divisão Administrativa Território do município Art. inclusive a linha da sua orla. IV . § 1º . § 4º . distante aproximadamente 1. § 2º . Deste ponto. pela Praia Rasa e pela Praia de Manguinhos. e por este canal seguindo até cruzar a linha divisória interdistri tal do segundo Distrito de Cabo Frio (Tamoios). Estados e Municípios ou respectivos entes da administração indireta e fundacional. estaduais ou municipais. e nos termos de lei complementar estadual. a Câmara e a Procuradoria-Geral manterão registros especializados e formais desses instrumentos jurídicos. pela organização dos serviços públicos locais e administração própria dos assuntos de interesse local. 11 . passando pela Ponta do Pai Vitório. ao Tribunal de Contas do Estado e à Procuradoria-Geral do Município se houver. . observados os princípios estabelecidos na Constituição da República e na Constituição do Estado do Rio de Janeiro.legislativa. II . que fica distante aproximadamente 2. em frente ao ponto da costa . § 3º -Da celebração do convênio ou consórcio e seu inteiro teor será dada ciência à Câmara Municipal.Restrições impostas pela legislação municipal em matéria de interesse local prevalecem sobre disposições de qualquer ente federativo. especialmente as correspondentes partes da plataforma continental.Integram o território do Município: a) as ilhas oceânicas. do mar territorial e da zona econômica exclusiva.O Município poderá celebrar convênios ou consórcios com a União.000 (mil) metros da Ponta das Caravelas. localizado na Praia do Peró. através do exercício pleno pela Câmara Municipal das competências e prerrogativas que lhe são conferidas pela Constituição da República. começando no Marco do Peró. § 2º . quando anteriores a estas e desde que não revogadas expressamente. que fica a uma distância de aproximadamente 1. pela Constituição do Estado do Rio de Janeiro e pôr esta Lei Orgânica. § 3º .Os limites do Município só poderão ser alterados mediante aprovação prévia da Câmara Municipal e de sua população. passando pela Ponta das Caravelas até o Marco do Peró. seguindo em linha reta passando próximo ao Centro Administrativo (exclusive) até alcançar a curva do Canal Artificial da Fazenda Assumção (exclusive). § 1º .com o Oceano Atlântico. serviços ou decisões administrativas pôr servidores federais.O território do Município estende-se ao longo da linha que limita as águas territoriais brasileiras.O território do Município tem os seguintes limites: I . começando no Marco do Gonçalves.com o Município de Cabo Frio.

Seção II Indivisibilidade e Jurisdição do Município Indivisibilidade territorial Art.Ressalva-se do disposto no parágrafo anterior a conceituação do Município para fins geográficos.para fins de manutenção da continuidade de unidade histórico cultural de que trata este artigo. Seção III Sede. preservação e proteção do patrimônio urbanístico. para fins exclusivamente administrativos. quando integrarem plano rodoviário federal ou estadual. 15 .Estão sujeitos à legislação do Município. na forma do parágrafo 1º deste Artigo. os bens imóveis situados no território municipal. 357 da Constituição do Estado. segundo disposto em lei de iniciativa do Poder Executivo . § 1º .O território do Município poderá ser dividido. e será denominada por Lei. situados em seu território. 14 . 13 . com denominação própria. manutenção e restauração das vias e demais equipamentos urbanos referidos neste artigo. ainda quando integrem plano rodoviário federal ou estadu al. em bairros. cartográficos. mediante convênio que fixará a natureza e os limites das ações desses entes federativos. arquitetônico.É da competência do Município a administração das vias urbanas e pontes. § 2º . representando mera divisão geográfica. paisagístico e ambiental.O Município poderá deferir a administração desses bens à União e ao Estado. conforme o disposto no art.É facultada a descentralização administrativa com a criação nos Bairros de subsedes da Prefeitura. Legislação Municipal Art. Art. 16 . nas competências especificas que lhe cabem e.Bairros Art.O Município não será objeto de desmembramento de seu território e nem se fundirá com outro Município. § 2º . inclusive aqueles pertencentes a outros entes federativos. em especial. que será festejada com feriado municipal a 26 de julho.O padroeiro da Cidade é Sant'Ana .A delimitação de Bairro será fixado tomando por base os limites pelas vias públicas nele existente. nas pertinentes ao uso e ocupação do solo. o Município poderá incorporar àreas adjacentes. 17 .A Cidade de Armação dos Búzios é a sede do Município. Celebrações e Símbolos do Município Sede Art. § 1º . . § 2º . estatísticos e censitários pela União. § 3º . Sistema Viário Art.Bairro é porção contínua e contígua do território da sede do Município.O Município tem direito aos recursos destinados pela União e pelo Estado à conservação. § 1º . dada a existência de continuidade e de unidade históricocul tural em seu ambiente urbano. 12 .

Aniversário da Cidade .

21 . 19 .O aniversário da Cidade é celebrado a doze de novembro. turísticas. industrialização. operações de crédito e dívida pública municipal. 22 . Designações Art. e remissão de dividas e créditos tributários. 18 . guarda.legislar sobre assuntos de interesse local. do Poder Legislativo e do Poder Executivo serão. bairros. com a finalidade precípua de controlar e erradicar moléstias de que possam ser portadores ou transmissores. vacinação e captura de animais. no que couber. f) depósito e venda de animais apresados e mercadorias apreendidas em decorrência de transgressão da legislação municipal.As designações do Município. II . o Brasão e o Hino. 20 . comerciais . pscicultura. IV . III . lei de diretrizes orçamentárias.Art. e) concessão de incentivos às atividades de pesca. orçamento anual. Seção IV Poderes do município Poderes Legislativo e Executivo Art.São símbolos do Município a Bandeira. c) concessão de isenções e anistias fiscais. . vias e logradouros públicos. h) comercialização. salvo nos casos previstos nesta Lei Orgânica. Símbolos do Município Art.suplementar a legislação federal e a estadual. Parágrafo Único -É vedado aos Poderes Municipais a delegação recíproca de atribuições. CAPÍTULO II Competência do Município e Vedações Competência Art. e congêneres. de serviços artesanais. culturais e artísticas. o Legislativo e o Executivo.instituir e arrecadar os tributos de sua competência. sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes no s prazos fixados nesta Lei Orgânica. d) irmanação com cidades do Brasil e de outros países. b) orçamento plurianual de investimentos. armazenamento e uso de produtos nocivos à saúde. instituídos por Lei. Parágrafo Único.São poderes do Município.Compete ao Município: I . pecuárias.administrativa do Município. bem como aplicar as su as rendas. em comemoração a emancipação político . o Município poderá utilizar também as denominações Cidade de Armação dos Búzios e Búzios. i) denominação de próprios. as de Município de Armação dos Búzios. g) registro.Na promoção da Cidade. respectivamente. independentes e hamônicos entre si. Câmara Municipal de Armação dos Búzios e Prefeitura da Cidade de Armação dos Búzios.dispor sobre: a) plano plurianual de governo. a destes últimos com audiência prévia dos órgãos competentes da União. plano diretor e planos locais e setoriais de desenvolvimento municipal.

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da Constituição do Estado do Rio de Janeiro e desta Lei Orgânica. V . dirigir e fiscalizar o tráfego de veículos em seu território e exerc er o respectivo poder de policia. XV . obedecidas as prescrições legais. cultural e ecológico do Município. serviços e instalações. VII . inclusive em áreas de ocupação irregular e encostas de morros.instituir. licenciar.organizar. XIII . fixar.legislar sobre sistema de transporte urbano.planejar. conceder.regulamentar e fiscalizar o transporte de excursionistas no âmbito de seu ter . dirigir e fiscalizar o tráfego de veículos em seu território. XI . e) limpeza pública. regulamentar. XII . X . conceder e cassar licenças. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão. e definir planilhas de custos de operação. destinadas a: a) proteger seus bens. d) proteger o meio ambiente e o patrimônio histórico. d) regulamentar a utilização dos logradouros públicos. fiscalizar e cobrar preços ou tarifas pela prestação de serviços públicos.proceder a desapropriações. licenciar e fiscalizar o serviço de transporte. d) iluminação pública. horários e itinerários nos pontos terminais de linhas de ônibus. e destinação final do lixo. feiras e matadouros locais. VIII . c) organizar e sinalizar as vias públicas.j) as demais matérias de sua competência. determinar itinerários e os pon tos de parada obrigatória de veículos de transporte coletivo e os pontos de estacionamento de táxis e demais veículos.organizar e prestar. nos locais de venda. c) assegurar o direito da comunidade de desfrutar ou utilizar os bens públicos. a taxímetro. b) disciplinar os serviços de carga e descarga.regular. e) oferecer apoio aos turistas nacionais e estrangeiros. coleta domiciliar. podendo com esse fim: a) regular. permitir ou autorizar e fiscalizar os serviços de veículos de aluguel. f) transporte coletivo. notadamente em relação ao transporte de cargas tóxicas e de materiais que ofereçam risco às pessoas e ao meio ambiente. combate a vetores. c) cemitérios. nos termos da Constituição da República. diretamente ou em convênio com o Estado do Rio de Janeiro. guardas municipais especializadas.fiscalizar. XIV . que não façam uso de armas. conforme a lei dispuser. medidas e condições sanitárias dos gêneros alimentícios. de doentes e feridos.instituir servidões administrativas necessárias à realização de seus serviços e dos de seus concessionários. IX . bem como fixar a tonelagem máxima permitida e o horário de circulação de veículos por vias urbanas cuja conservação seja da competência do Município. os seguintes serviços: a) abastecimento de água e esgotamento sanitário. VI . remoção de resíduos sólidos. fornos crematórios e serviços funerários. peso.organizar e manter os serviços de fiscalização necessários ao exercício do seu poder de polícia administrativa. regulamentar e fiscalizar a sua utilização e definir as zonas de silêncio e de tráfego em condições especiais. observada a legislação federal pertinente. b) mercados. b) organizar. entre outros.

ritório. .

XXV . b) exercício de comércio eventual ou ambulante. XXIII . ampliação e conservação de prédios públicos municipais. bem como as limitações urbanísticas convenientes à ordenação do território municipal. XXIV . parques. d) construção e conservação de estradas. . regularização e canalização de rios.executar. no exercício do seu poder de policia. de alimentação aos educandos e de saúde nas escolas. a aplicação de penalidade e o fechamento temporário ou definitivo de estabelecimentos. XVIII . a higiene.XVI . especialmente quanto a: a) controle dos loteamentos e condomínios. loteamento e arruamento.realizar serviços de assistência social. diretamente. valas e valões no Município. e determinar. reforma. o sossego ou os bons costumes. c) utilização dos bens públicos de uso comum para a realização de obras de qualquer natureza. c) passagem de canalizações públicas de esgotos e de águas pluviais nos fundos dos lotes. de fins lucrativos ou não. mesodrenagem. b) licenciamento e fiscalização de obras em geral. quando estiverem descumprindo a legislação ou prejudicando a saúde. com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado.exercer seu poder de policia urbanística. instalação e funcionamento de estabelecimentos industriais. c) contenção de encostas e iluminação pública.conceder e cancelar licença para: a) localização. de alfabetização e de atendimento especial aos que não freqüentaram a escola na idade própria. pavimentação e conservação de vias. observadas as prescrições legais. diretamente ou em cooperação com a União e o Estado. XXI .promover a cultura. de for ma reiterada. incluídas as obras públicas e as obra s de bens imóveis e as instalações de outros entes federativos e de seus órgãos civis e militares. com a conseqüente suspensão da licença. diretamente ou por meio de instituições privadas. XIX . observadas as diretrizes da legislação federal e garantida a reserva de áreas destinadas a: a) zonas verdes e logradouros públicos. conforme critérios e condições fixados em lei. praticando. assegurada a participação das entidades representativas dos empregados e empregadores em todas as fases desse processo. edificação. política de educação para segurança do trânsito.instituir normas de zoneamento. programas de educação pré-escolar e ensino fundamental.fixar dia e horário de funcionamento dos estabelecimentos industriais. obras de: a) abertura. espetáculos e divertimentos públicos. c) realização de jogos. jardins e hortos florestais. comerciais e de serviços e outros onde se exerçam atividades econômicas.manter. com recursos próprios ou em cooperação com o Estado ou a União. XVII . XX .proporcionar à população meios de acesso à cultura e à educação. ainda. comerc iais e de serviços. d) utilização de bens imóveis de uso comum do povo. o lazer e a recreação. saneamento básico e reflorestamento. abusos contra os direitos do consumidor ou usuário. b) microdrenagem. ou. XXII . b) vias de tráfego e de passagem de canalizações públicas de esgotos e de águas pluviais. e) construção. a segurança.estabelecer e implantar. obedecidas as dimensões e demais condições estabelecidas na legislação. drenagem pluvial.

urbanístico e econômico. as obras e outros bens de valor histórico.autorizar. turístico e paisagístico. para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal. inclusive feiras de arte. cultural.assegurar a expedição de certidões pelas repartições municipais. as florestas.proteger os documentos. XXXII .realizar atividades de defesa civil.instituir programas de incentivo a projetos de organização comunitária nos campos social. lavra e exploração de recursos hídricos e minerais no território municipal. em cooperação com a União e o Estado. XXXI . para os fins definidos nos incisos XXVII e XXVIII deste artigo. a. artístico. causarem danos ao patrimônio municipal. Armas de Fogo Art.impedir a evasão.XXVI . XXXIII . cooperativas de produção e mutirões. XXXVI . XXXVII .A lei disporá sobre o comércio ambulante ou eventual no Município. em coordenação com a União e o Estado. 26 .proceder ao tombamento de bens móveis e imóveis. com recursos próprios ou com a cooperação da União e do Estado.A competência para exploração de serviços de água e esgoto.promover. a flora. ou mediante concessão à iniciativa privada. especialmente a pesqueira e turística. XXVIII . incluídas as de combate e prevenção a incêndios e prevenção de acidentes. respeitado o comércio permanente. a orla marítima e os cursos d'água do Município. de forma direta ou por meio da incitação de outrem. e definir a política de abastecimento alimentar. na forma que estabelecer ato do Prefeito. será exercida pelo Município diretamente. do cidadão. XXXIV . naturais ou não. Serviços de Água e Esgoto Art. 23 . XXIX . artístico . XXXV . programas de construção de moradias. referida no art. Parágrafo único . de artesanato e de antiguidades. Comércio Ambulante Art. 22. a destruição e descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico. 25 . VI. cultural. registrar. acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos e as licenças para pesquisa. XXVII .O Município imporá penas pecuniárias elevadas àqueles que. a fauna.O comércio ambulante ou eventual será praticado no Município com caráter de extraordinariedade.proporcionar instrumentos à defesa do contribuinte. as paisagens e os monumentos naturais notáveis e o s sítios arqueológicos.fomentar as atividades econômicas no seu território. d o consumidor e do usuário de serviços públicos. .as demais atividades e iniciativas previstas nesta Lei Orgânica. sendo a utilização destes últimos permitida em casos especiais. através de organismo próprio. de melhoramento das condições habitacionais e de saneamento básico. da pessoa.preservar o meio ambiente. 24 . observadas a legislação e ação fiscalizadora federal e estadual.Não serão permitidas a fabricação e comercialização de armas de fogo ou de munição nem de fogos de artifício no Município. XXX . sempre por instituições e nunca por indivíduos e isolado s. turístico e paisagístico. Dano ao Patrimônio Municipal Art.

.independentemente de outras sanções administrativas ou legais cabíveis.

salvo os casos de acumulação permitida por lei.a filiação partidária. inclusive que promova. além de outros casos previstos nesta Lei Orgânica: I .criar ou manter. permutar.Consórcios Intermunicipais Art. composta de Vereadores. personalidade política ou partido. Vedações ao Município Art.pagar mais de um provento de aposentadoria ou outro encargo previdenciário a ocupante de função ou cargo público. participar da formação de consórcios intermunicipais para o atendimento de problemas comuns. eleitos para cada legislatura.O Município poderá. propaganda politico-partidár ia ou estranha à lei e ao interesse público geral.favorecer. III . inclusive visando à contratação de empréstimos e financiamentos junto a organismos e entidades nacionais e internacionais.O Poder Legislativo é exercido pela Câmara Municipal. inclusive eletivo. Parágrafo Único . subvencioná-los. com recursos públicos. na forma da lei. II . ressalvada. áreas e bens imóveis sem a aprovação da maioria dos membros da Câmara Municipal.a idade mínima de 18 (dezoito) anos. embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança. 27 .o domicílio eleitoral na circunscrição. Parágrafo Único . V .dar em concessão ou permissão áreas e bens imóveis sem a aprovação da maioria dos membros da Câmara Municipal. II .estabelecer cultos religiosos ou igrejas.É vedado ao Município. carteiras especiais de previdência soci al para ocupantes de cargo eletivo. explícita ou implicitamente. .As concessões ou permissões a que se refere o Inciso VII deste Artigo.São condições de elegibilidade para o cargo de vereador: I . III . receber em dação de pagamento ou promover investidura.recusar fé aos documentos públicos.criar distinções ou preferências entre brasileiros. IV . mediante aprovação da Câmara Municipal. VII . a colaboração de interesse público.. podendo ser renovado por igual período. IV . através de quaisquer recursos ou meios. VI .alienar.a nacionalidade brasileira. VIII . TITULO III Organização dos Poderes do Município CAPÍTULO I Poder Legislativo Seção I Câmara municipal Exercício do Poder Legislativo Artigo 29 . 28 . não poderão ultrapassar o período de 60 (sessenta) meses.

Legislatura .

criação e organização da Procuradoria-Geral do Município. operações de crédito e divida pública. remissão de dividas de créditos tributários e outorga de auxílios e subvenções. com a sanção do Prefeito. observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. III .criação. policia. VII . 35 .normas gerais sobre a exploração de serviços públicos.Cabe à Câmara Municipal.matéria financeira e orçamentária. funcionamento. Sede da Câmara Art.políticas. orçamentos anual e plurianual de investimentos.A Câmara Municipal. especialmente sobre: I . salvo quando se tratar de doação sem encargos. as deliberações da Câmara Municipal e de suas comissões serão adotadas por maioria de votos.Salvo disposições em contrário desta Lei Orgânica. Número de Vereadores Art. do ano anterior a eleição municipal. presente a maiori a absoluta de seus membros. 31 . X .concessão de isenções e anistias fiscais.montante da divida mobiliária municipal. para a prática de ato de retomada ou intervenção. Parágrafo Único . II . 34 .sistema tributário. XII. empregos e funções de seus serviços e fixação da respectiva remuneração. Competência Privativa Art. criação.alienação de bens imóveis do Município. VI . transformação e extinção de cargos.A população do Município será apurada pelo órgão federal competente.autorização para proceder à encampação. empregos e funções públicas.Cada legislatura terá duração de quatro anos.elaborar seu regimento interno. correspondendo cada ano a uma sessão legislativa.plano de governo. bem como destituí-la na forma desta Lei Orgânica e do regimento interno. XIII . V .Art. Subseção I Atribuições da Câmara Municipal Competência Legislativa Art. arrecadação e aplicação de rendas. IX . reversão ou expropriação dos bens de concessionárias ou permissionárias. até 31 de dezembro. locais e setoriais de desenvolvime nto. legislar sobre todas as matérias de competência do Município. 32 . Quorum de Deliberações Art.fixação e modificação do efetivo da guarda municipal. II . XI -tombamento de bens móveis ou imóveis e criação de áreas de especial interesse. guardada a proporcionalidade com a população do Município é composta de 9 vereadores.dispor sobre sua organização. diretrizes orçamentárias. 33 .É da competência privativa da Câmara Municipal: I . XIV . transformação ou extinção dos cargos. III . .A sede da Câmara Municipal será definida em lei. VIII . IV .eleger sua Mesa Diretora. 30 .aquisição de bens imóveis pelo Município. planos e programas municipais.

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emendar esta Lei Orgânica. as contas do Prefeito ficarão à disposição para exame e apreciação de qualquer contribuinte do Município. I. para a subseqüente. com dois terços de seus membros. quando não apresentadas à Câmara Municipal dentro de noventa dias após a abertura da sessão legislativa. orçamentária. XVI .exercer a fiscalização contábil. XXII . XX . ao Vice-Prefeito e aos Vereadores. X .decidir sobre a perda de mandato de Vereador. operacional e patrimonial do Município.conceder título honorífico a pessoas que tenham reconhecidamente prestado serviços ao Município.julgar as contas do Prefeito no prazo máximo de noventa dias do seu recebime nto. . em documento redigido de próprio punho. de lei municipal declarada inconstitucional por decisão definitiva do Tribunal de Justiça do Estado. nos termos da lei.proceder à tomada de contas do Prefeito. XXI . promulgar leis no caso de silêncio do Prefeito e expedir decretos legislativos. sempre que o requerer pelo menos um terço dos seus membros. pelo voto secreto de dois terço s dos seus membros. Estados. XII .IV . contratos ou outros instrumentos jurídicos celebrados com a União.receber renúncia de mandato de Vereador. XIII . 36. V .fixar a remuneração do Prefeito e do Vice-Prefeito em cada legislatura. observado o disposto na Constituição da República. XVII . XXIV . no primeiro período legislativo ordinário do último ano de cada legislatura.apreciar convênios. as contas do Prefeito serão consideradas aprovadas. para a subseqüente. VIII . na forma do art. e outros Municípios ou com instituições públicas e privadas de que resultem para o Município encargos não previstos na lei orçamentária.solicitar informações ao Prefeito sobre assuntos referentes à administração. as Contas serão imediatamente remetidas ao Ministério Público para os fins legais. acordos. mediante decreto legislativo aprovado por dois terços dos seus membros.fixar a remuneração dos Vereadores em cada legislatura. que poderá questionar sua legitimidade. XVIII . no todo ou em parte. à União. XI . XXIII . VI .criar comissões parlamentares de inquérito sobre fato determinado que se inclua na competência da Câmara Municipal. observados os seguintes preceitos: a) decorrido o prazo de noventa dias sem deliberação da Câmara. VII .autorizar o Prefeito e o Vice-Prefeito a se ausentarem do Município. à democracia ou à causa da Humanidade. quando necessário. b) no decurso do prazo fixado neste artigo. XIV .conceder licença ao Prefeito. da Constituição da República. XV .dar posse ao Prefeito e ao Vice-Prefeito e receber os respectivos compromis sos ou renúncias.zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa do Poder Executivo.autorizar referendo e convocar plebiscito. c) rejeitadas. convenções coletivas. nas hipóteses previstas nesta Lei Orgânica. IX . ao Estado. XIX .mudar temporariamente a sua sede. financeira. para afastamento do cargo.requerer intervenção estadual. para assegurar o livre exercício de suas funções.sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegações legislativas.suspender a execução. quand o a ausência exceder a quinze dias.

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e trabalhar pelo progresso social e econômico do Município e pelo bem-estar do povo buziano. na hipótese de intervenção estadual. XXXI . os Vereadores deverão desincompatibilizar-se e fazer declaração de bens.Caberá ao Presidente da sessão prestar o compromisso de cumprir a Constituição da República. § 2º.dispor sobre limites globais e condições para operações de crédito externo e interno do Município. § 1º . desempenhar com retidão o mandato que lhe foi confiado.No ato da posse. deverá a Mesa Diretora declarar extinto o seu mandato. a partir de 1º de janeiro.Findo o prazo previsto no parágrafo anterior não tendo o Vereador faltoso à sessão de instalação e posse justificado sua ausência. e de quinze dias. XXVII . prorrogável por igual período. ou de prestação de informação falsa ou dolosamente omissa.apreciar os atos do interventor nomeado pelo Governador do Estado. será o Prefeito denunciado por infração político . salvo motivo justo. Subseção II Organização e Funcionamento da Câmara Municipal Instalação e Posse Art.Sob a presidência do Vereador mais votado. após chamada nominal assim o prometo .estabelecer limites globais e condições para o montante da divida mobiliária do Município. XXIII .O Vereador que não tomar posse na sessão prevista no § 1º deverá fazê-lo dentro do prazo de 15 dias. por proposta do Prefeito. XXX .É de trinta dias. e os dirigentes de autarquias. a Constituição do Estado. XXXII . § 3º.fixar. prorrogável por igual período. limites globais para o montante da divi da consolidada do Município. § 1º. repetida sessenta .No caso de não atendimento no prazo estabelecido no parágrafo anterior. na forma da legislação federal aplicável. empresas públicas. o prazo para o cumprimento ao disposto no inciso XXIV. contra o Prefeito. a Lei Orgânica do Município e o Regimento Interno da Câmara Municipal. os demais Vereadores prestarão compromisso e tomarão posse. desde que solicitado e fundamentado. 36 . § 2º . XXIX . o Procurador-Geral do Município. mediante aprovação de dois terços dos seus membros.as demais atribuições previstas nesta Lei Orgânica. XXVI .Lido o compromisso pelo Presidente.convocar os Secretários Municipais. os Vereadores declararão. § 4º. § 5º. aceito pe la maioria absoluta dos seus membros. pela prática de crime contra a administração pública de que tiver conhecimento. observar as leis. sob pena de perda do mandato.representar ao Tribunal de Justiça. incluídos os dos cônjuges e seus dependentes econômicos. desde que por solicitação justificada. § 6º .administrativa.A Câmara Municipal reunir-se-á em sessões preparatórias.XXV . no primeiro ano da legislatura. sociedades de economia mista e fundações mantidas pelo Município.dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia do Município em operações de crédito externo e interno. o prazo para o atendimento ao disposto no inciso XXV. para a posse dos seus membros e eleição da Mesa.

por escrutínio secreto e maioria de votos. Competência da Mesa Diretora Art. elegerão os componentes da Mesa. quando faltoso. a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participarem da Câmara Municipal. omisso ou comprovadamente ineficiente no desempenho de suas atribuições ou quando transgredir o disposto no ar t. Natureza da Mesa Diretora Art. § 1º . far-se-á na última sessão ordinária referente ao primeiro biênio. III .A Mesa Diretora da Câmara Municipal é órgão de deliberação colegiada e decidirá sempre pela maioria dos seus membros. § 3º .O regimento interno disporá sobre a composição da Mesa da Câmara Municipal e.enviar ao Prefeito. a ser incluída na proposta do Município. subsidiariamente. os Vereadores reunir-se-ão sob a presidência do mais votado entre os presentes e. 37 .Não havendo numero legal.elaborar e encaminhar ao Prefeito até o dia 15 de agosto. 39 . §4º. sendo os eleitos automaticamente empossados em 1º de janeiro do ano seguinte . será realizada eleição para preenchimento de vaga dentro do prazo de cinco dias úteis.Na constituição da Mesa Diretora é assegurada. o Vereador que estiver investido nas funções de Presidente dos Trabalhos convocará sessões diárias até que haja o quorum exigido e seja eleita a mesa.Compete à Mesa Diretora da Câmara Municipal. cabendo a reeleição. § 3º . havendo maioria absoluta dos seus membros. para fins de incorporação aos balancetes do Município. a proposta orçamentária da Câmara Municipal.dias antes das eleições da legislatura seguinte para transcrição em livro próprio. o Vereador que tiver assumido a direção dos trabalhos permanecerá na presidência e convocará sessões diárias. na hipótese de não apreciação pelo Plenário. § 2º .encaminhar ao Prefeito.No caso de vacância de cargos da Mesa Diretora. até que seja eleita a Mesa. prevalecerá a proposta da Mesa. 38 . as contas do exercício anterior. 40 . sobre a sua eleição. Composição da Mesa Diretora Art. pelo voto de dois terços dos membros da Câmara Municipal. tanto quanto possível.Na hipótese de não haver número suficiente para eleição da Mesa. os balancetes de sua execução orçamentária relativos ao mês anterior. após a aprovação pelo Plenário. resumo em ata e divulgação para o conhecimento público. Eleição da Mesa Diretora Art. § 1º .Cabe ao regimento interno da Câmara Municipal dispor sobre o processo de destituição e sobre a substituição do membro da Mesa destituído. II . 67. até o primeiro dia de março.A eleição da Mesa da Câmara para o segundo biênio.O Mandato da Mesa será de dois anos. considerando-se automaticamente empossados os eleitos.Imediatamente após a sessão de posse. § 4º . § 2º .Qualquer membro da Mesa poderá ser destituído. além de outras atribuições previstas nesta Lei Orgânica e no regimento interno: I . até o dia 20 de cada mês. Inciso I e seu § 1º. .

VII . ou quem o substituir. VII .encaminhar requerimentos de informação aos destinatários no prazo máximo de cinco dias. IV .mandar prestar informações por escrito e expedir certidões requeridas para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal. V . desta Lei Orgânica. VI . VI .apresentar ao Plenário e fazer publicar. nos casos previstos em lei. em substituição. IX . além de outras atribuições estabelecidas no regimento interno: I .declarar extinto o mandato do Prefeito. mediante ato. do Vice-Prefeito e dos Vereadores. IX . Competência do Presidente da Câmara Art.fazer publicar os atos da Mesa Diretora.Propor ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo municipal. nos casos previstos em l ei. o balancete d a execução orçamentária da Câmara Municipal.IV .exercer.autorizar a aplicação dos recursos públicos disponíveis. XI . XII .fazer cumprir o regimento interno e interpretá-lo nos casos omissos. desde que os recursos para a sua cobertura sejam provenientes de anulação total ou parcial de suas dotações. observadas as prescrições legais. no prazo máximo de dez dias. § 3º. VIII .propor ao Plenário projetos que criem. de ofício ou por provocação de qualquer dos membros da Câmara Municipal. as dotações do orçamento da Câmara Municipal. observado o limite da autorização constante da Lei Orçamentária. nos casos previstos no art. bem como a fixação da respectiva remuneração.designar comissões parlamentares nos termos regimentais.suplementar. 41 .Tomar todas as providências necessárias à regularidade dos trabalhos legislativ os. Voto do Presidente da Câmara Art.declarar a perda de mandato de Vereador. a Chefia do Poder Executivo.responder aos requerimentos enviados à Mesa Diretora pelos Vereadores. prorrogável somente uma vez pelo mesmo período. III . emprego s ou funções da Câmara Municipal. V .representar a Câmara Municipal em juízo e fora dele. X . somente manifest ará . desta Lei Orgânica. as resoluções.O resultado das aplicações referidas no inciso VII será levado à conta da Câmara Municipal.expedir resoluções. XIII . as leis que receberem sanção tácita e aquelas cujo veto tenha sido rejeitado pela Câmara Municipal e não tenham sid o promulgadas pelo Prefeito. os decretos legislativos e as leis por ele promulgadas.requisitar o numerário destinado às despesas da Câmara Municipal. VIII . 42 . os decretos legislativos. Parágrafo Único . II .O Presidente da Câmara Municipal. na forma do artigo 82 e seus parágrafos. transformem e extingam cargos. 67.Compete ao Presidente da Câmara Municipal. até o dia 20 de cada mês. X .Designar Vereadores para a missão de representação da Câmara Municipal.promulgar as resoluções.dirigir os trabalhos legislativos e administrativos da Câmara Municipal. observadas as indicações partidárias. XI .

o seu voto nas seguintes hipóteses: I - na eleição da Mesa Diretora; II - quando a matéria exigir, para sua aprovação, o voto favorável de dois terços ou da maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal;

III - quando ocorrer empate em qualquer votação no Plenário. Parágrafo único - O Presidente não presidirá a votação e discussão de proposição de sua autoria. Reuniões da Câmara Municipal Art. 43 - A Câmara Municipal reunir-se-á, anualmente, de 15 de fevereiro a 30 de junho e de 1º de agosto a 15 de dezembro. § 1º - As reuniões marcadas para essas datas serão transferidas para o primeiro dia útil subseqüente, quando recaírem em sábados, domingos ou feriados. § 2º - A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias e do projeto de lei orçamentária. § 3º - As sessões da Câmara Municipal serão ordinárias, extraordinárias e solenes, conforme dispuser o seu regimento interno, e serão remuneradas conforme o estabelecido no regimento interno, tomada pela maioria absoluta dos seus membros , quando ameaçadas a autonomia e a liberdade de palavra e voto dos Vereadores. § 4º - As sessões da Câmara Municipal serão realizadas em sua sede; comprovada a impossibilidade de acesso à sede da Câmara Municipal ou outra causa que impeça a sua utilização, poderão ser realizadas sessões em outro local, por decisão majoritária dos vereadores. § 5º - as sessões solenes poderão ser realizadas fora da sede da Câmara Municipal. § 6º - as sessões da Câmara municipal serão públicas. Salvo deliberação em contrário, na forma do regimento interno, tomada pela maioria absoluta dos seus membros, quando ameçadas a autonomia e a liberdade de palavra e voto dos Vereadores. § 7º - As sessões só poderão ser abertas pelo Presidente da Câmara Municipal, pelo Vice-Presidente, por outro membro da Mesa ou, na ausência destes, pelo Vereador ma is idoso, com a presença mínima de um terço dos seus membros. § 8º - Será considerado presente à sessão o Vereador que assinar o livro de presença até o inicio da ordem do dia e participar das votações. § 9º - Não se realizando sessão por falta de número legal, será considerado presente o Vereador que assinar o livro de presença até trinta minutos após a hora regimental par a o início da sessão. Convocação Extraordinária Art. 44 - A convocação extraordinária da Câmara Municipal far-se-á: I- pelo Prefeito, quando este a entender necessária; II- pelo Presidente da Câmara Municipal, ou a requerimento da maioria absoluta dos Vereadores, em caso de urgência ou interesse público relevante; III- pelo Presidente da Câmara Municipal, para apreciação de ato do Prefeito que importe em infração político - administrativa; IV- pelo Presidente da Câmara Municipal, no caso de decretação de intervenção no Município, ou para o compromisso e a posse do Prefeito e do Vice - Prefeito. § 1º- Ressalvado o disposto nos incisos III e IV, a Câmara Municipal só será convocada, por prazo certo, para apreciação de matéria determinada. § 2º - No período extraordinário de reuniões, a Câmara Municipal deliberará somente sobre matéria para a qual foi convocada. Subseção III Comissões da Câmara Municipal Comissões Permanentes e Temporárias

Na constituição de cada comissão. Comissão Representativa Art. às proposições a elas submetidas. além de outros previstos no regimento da Câmara Municipal.colher depoimentos de qualquer autoridade ou cidadão. § 3º .A Câmara Municipal terá comissões permanentes e temporárias. salvo mediante aditamento desse ato. c) é dever da comissão tratar com urbanidade as pessoas convocadas para depor ou prestar esclarecimentos.O ato de criação de comissão parlamentar de inquérito: a) especificará o fato objeto da investigação e definirá os poderes delegados à comissão.A Comissão representativa será eleita em escrutínio secreto. a competência para legislar. composta de três membros.Art. são atribuições das Comissões: I . . IV . § 2º . salvo quando envolverem recursos ou serviços públicos municipais. d) é vedado a imputação de fato que possa constituir ilícito à pessoa que não tenha sido convocada para depor perante à comissão. nos termos do parágrafo anterior. por chapa. § 1º . § 2º . 46 . § 4º . 45 . e serão criadas mediante requerimento de um terço de seus membros para apuração de fato determinado e por prazo certo. V . representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões das autoridades públicas.As comissões parlamentares de inquéritos terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais.discutir e dar parecer. 48 . observadas.realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil. b) é vedada a investigação de negócios privados.Exclui-se das atribuições a serem conferidas à Comissão representativa.apresentar proposições à Câmara Municipal.Em razão da matéria de sua competência. Atribuições das Comissões Art. § 1º . reclamações. § 2º . III . constituídas na forma e com as atribuições previstas no regimento interno ou no ato de que result ar sua criação. tanto quanto possível. não superior a 180 (cento e oitenta) dias. a composição das comissões será decidida pelo Plenário. através do voto da maioria dos seus membros.As atribuições da Comissão representativa e as normas relativas ao seu funcionamento serão definidas pelo regimento interno da Câmara Municipal. 47 .A Comissão representativa se instalará no dia subseqüente ao dia da eleição e escolherá por maioria de votos seus Presidente. § 1º . Vice-Presidente e Secretário. no que couber.Inexistindo acordo para o cumprimento do disposto no parágrafo anterior. que poderá ser prorrogado pela metade uma única vez. a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam d a Câmara Municipal. Comissão de Inquérito Art. as disposições da Lei Orgânica e do regimento interno da Câmara Municipal pertinentes à eleição da Mesa Diretora. b) fixará o prazo da comissão.receber petições. II .As comissões parlamentares de inquérito estão sujeitas aos seguintes princípios: a) a investigação não poderá ser estendida a fato estranho ao especificado no ato de criação da comissão. que terá por atribuição dar continuidade aos seus trabalhos no período de recesso parlamentar. é assegurada.No segundo período de cada sessão legislativa eleger-se-á uma Comissão representativa da Câmara Municipal.

.Lei complementar disporá sobre a elaboração.A matéria constante de proposta de emenda à Lei Orgânica rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. VI .A Lei Orgânica não poderá ser emendada na vigência de intervenção estadual. alteração e consolidação das leis municipais. § 2º .A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou comissão da Câmara Municipal. 51 .de um terço. Seção II Processo Legislativo Disposições Preliminares Art. salvo para adoção da denominação de Município de Armação dos Búzios.do Prefeito. com dados dos respectivos títulos de eleitores.emendas à Lei Orgânica. § 5º .Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a: a) arrebatar ao Município qualquer porção de seu território.A emenda à Lei Orgânica será promulgada pela Mesa Diretora. quando for o caso. ao Prefeito e aos cidadãos.As conclusões de comissão parlamentar de inquérito serão.leis ordinárias.leis delegadas. em cada um dos turnos.leis complementares. nos casos e na forma previstos nesta Lei Orgânica.§ 3º . a lei complementar municipal será a ela adaptada no prazo de trinta dias. sob pena de automática suspensão de seus dispositivos que contrariem a legislação federal ou estadual. registra do na última eleição. § 1º . no mínimo.da população. § 4º . III .Sobrevindo legislação complementar federal ou estadual dispondo diferentemente. V . dos membros da Câmara Municipal. § 4º . redação. para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. e considerada aprovada se obtiver. 50 . com o respectivo número. Emendas à Lei Orgânica Art. § 3º .resoluções. subscrita por cinco por cento do eleitorado do Município. de estado de defesa ou de estado de sitio. § 2º .O ato de aditamento está sujeito ao mesmo quorum de aprovação do ato de criação da comissão. Iniciativa Legislativa Art.A proposta de emenda será discutida e votada em dois turnos. II . c) alterar a denominação do Município. dois terços do s votos dos membros da Câmara Municipal. encaminhadas ao Ministério Público.A Lei Orgânica poderá ser emendada mediante proposta: I .decretos legislativos. IV . com intervalo de dez dias. 49 . b) abolir a autonomia do Município. III .O processo legislativo compreende a elaboração de: I . § 1º . II .

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ressalvado o disposto no art.As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta. II . V . Urgência de Projeto .Leis Complementares Art. § 2º .concessão de subvenção ou auxilio.criação. empregos e funções públicas na administração municipal. indireta e fundacional. e) Plano Diretor do Município.criação de cargos.São de iniciativa privativa do Prefeito as leis que disponham sobre as s eguintes matérias: I -quantitativos de cargos. c) Código de Posturas d) Código de Saneamento. ressalvados os casos em que: I . b) Código de Obras e Edificações. 53 . b) serviço da divida ativa. contratos e acordos feitos com o Estado. 40. Parágrafo único .São leis complementares. § 1º . IV .A iniciativa privativa do Prefeito na proposição de leis não elide o poder de emenda da Câmara Municipal. Vedação de Aumento de Despesa Art. d) convênios.sejam compatíveis com o plano plurianual de investimentos e com a lei de diret rizes orçamentárias. aumentem a despesa pública.Nos projetos de iniciativa exclusiva do Prefeito não será admitido aumento de despesa prevista. a Mesa Diretora e o Prefeito encaminharão com a proposição demonstrativos do montante das despesas e suas respectivas parcelas. em dois tur nos. ou que. excluídas as que incidam sobre a) cotações para pessoal e seus encargos. h) Lei Instituidora do Regime Jurídico Único dos Servidores Municipais. 52 . Parágrafo único . Matérias de Iniciativa do Executivo Art. f) Lei de Uso de Solo.Nos projetos que impliquem despesas. admitidos apenas os provenientes de anulação de despesas. II . extinção e definição de estrutura e atribuições das secretarias e órgãos de administração direta. III .A sanção do Prefeito não convalida a iniciativa da Câmara Municipal nas proposições enunciadas neste artigo. g) Lei Orgânica da Guarda Municipal. entre outras previstas nesta Lei Orgânica: a) Código Tributário. a União e órgãos internacionais cujos recursos tenham destinação especifica. ou aumento ou reajuste de sua remuneração. IV. de qualquer modo. 54 .indiquem os recursos necessários. com intervalo de quarenta e oito horas. e receberão numeração distinta das leis ordinárias. c) transferências tributárias para autarquias e fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público.regime jurídico único dos servidores municipais. projetos. funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica.

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a Câmara Municipal aprovará apenas redações finais.As leis delegadas serão elaboradas pelo Prefeito.O projeto que receber. as segui ntes matérias de exclusiva competência da Câmara Municipal que tenham efeito externo: .A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo projeto. V . III . comerciais e de serviços.aquisição e alienação de bens imóveis. a que tiver sido submetido. parecer contrário de todas as comissões. § 5º .Nos dois últimos dias da sessão legislativa.Art..Se o decreto legislativo determinar a apreciação de projeto pela Câmara Municipal.Se a Câmara Municipal não se manifestar em até quarenta e cinco dias sobre a proposição. uso e parcelamento do solo e licenciamento e fiscalização de obras em geral.Os projetos de lei com prazo de apreciação. Novo Projeto de Lei Art.meio ambiente.Não serão objeto de delegação ato de competência exclusiva da Câmara Municipal. matéria reservada à lei complementar e legislação sobre: I . para que se ultime a votação. IV . Decretos Legislativos Art.matéria tributária. instalação e funcionamento de estabelecimentos industriais. 57 . será esta incluída na ordem do dia. pelo menos nas três últimas sessões antes do término do prazo. vedada qualquer emenda. § 2º .Os projetos que criem. entre outras. § 5º . § 2º . bem como seus horários de funcionamento. § 4º . § 4º.A delegação deverá ser execida no prazo fixado no decreto.Na hipótese do parágrafo anterior.Excetuam-se do disposto no caput deste artigo as proposições de iniciativa do Prefeito.Os decretos legislativos se destinam a regular. § 1º . Leis Delegadas Art.A delegação ao Prefeito terá a forma de decreto legislativo da Câmara Municipal. que especificará seu conteúdo e os termos de seu exercício. é tido como rejeitado. com intervalo mínimo de quarenta e oito horas entre ambos. independente de parecer das comissões. mediante proposta da maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal. § 3º . § 3º . alterem ou extingam cargos nos serviços da Câmara Municipal e fixem ou modifiquem a respectiva remuneração serão votados em dois turnos. operações de crédito e divida pública municipal. deverão constar obrigatoriamente da ordem do dia. quando for o caso. assim como vetos.localização. 58 . para discussão e votação. 56 .desenvolvimento urbano. zoneamento e edificações. que deverá solicitar delegação à Câmara Municipal. esta o fará em votação única. § 1º . sobrestando-se a deliberação quanto aos demais assuntos. § 2º .O Prefeito poderá solicitar urgência para a apreciação de projetos de sua iniciativa. na mesma sessão legislativa. a aprovação dar-se-á por maioria absoluta. II .O prazo do parágrafo anterior não corre nos períodos de recesso da Câmara Municipal. quanto ao mérito. § 1º . 55 . VI .diretrizes orçamentárias. nem se aplica aos projetos de código ou de alteração de codificação. orçamentos.

II .As deliberações da Câmara Municipal passarão por três discussões. § 6º . caberá ao Vice-Presidente da Câmara Municipal fazê-lo. § 1º . Iniciativa Popular . no todo ou em parte. a Câmara Municipal no prazo de 10 (dez) dias o enviará ao Prefeito. no prazo de quinze dias .Se a sanção for negada quando estiver finda a sessão legislativa. o sancionará. de parágrafo. VIII . 61 .aprovação ou rejeição das contas do Município. Resoluções da Câmara Art. o projeto será enviado ao Prefeito para promulgação. nos casos dos §§ 3º e 5º. e comunicará ao Presidente da Câmara Municipal.formalização de resultado de plebiscito na forma do art. Deliberações Art. § 2º . § 5º . 60 .As resoluções do Plenário podem ser propostas por Vereador ou comissão. o Presidente da Câmara a promulgará.aprovação de lei delegada.concessão de licença ao Prefeito e ao Vice-Prefeito para afastamento do cargo ou ausência do Município por mais de quinze dias. até à sua votação final. 63 e seu § 3º desta Lei Orgânica. de alínea ou de item. VI . § 3º .I . de seu processo legislativo.O veto será apreciado pela Câmara Municipal dentro de trinta dias a contar do seu recebimento e só poderá ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Vereadores. indicações e moções que terão votação única. aquiescendo.As resoluções da Câmara Municipal se destinam a regular matérias de sua administração interna e. o Presidente da Câmara Municipal publicará o veto no órgão oficial do Município.O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo.Se considerar o projeto.fixação de remuneração dos agentes políticos.Se a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Prefeito.Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 4º. dentro de quarenta e oito horas. o veto será colocado na ordem do dia da sessão imediata.Concluída a votação do projeto de lei. b) resoluções do Plenário. III . contados da data do recebimento. 59 .Se o veto não for mantido. o Prefeito vetá-lo-á total ou parcialmente. VII . Sanção e Veto do Prefeito Art.títulos honoríficos. § 8º . de incis o. dispondo sobre matéria de sua competência.convocação de Secretário Municipal para prestar informações sobre matéria de sua competência.Decorrido o prazo de quinze dias. § 2º . IV . na forma dos artigos 39 e 40 desta Lei Orgânica. o silêncio do Prefeito importará sanção. § 4º . § 7º . V . nos termos desta Lei Orgânica. inconstitucional ou contrário ao interesse público. excetuando-se os requerimentos. ou para fora do país por qualquer período. os motivos do veto. § 1º . que. sobrestadas as demais proposições. se este não o fizer em igual prazo.Dividem-se as Resoluções da Câmara Municipal em: a) resoluções da Mesa Diretora.modificação da estrutura e dos serviços da Câmara Municipal. em escrutínio secreto.

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§ 4º . no prazo de três meses após a aprovação da proposta. § 3º . § 5º . o Vereador terá livre acesso às repartições públicas municipais e a áreas sob jurisdição municipal onde se registre conflito ou o interesse público esteja ameaçado. somente podendo usá-las perante à Câmara Municipal e suas comissões. nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações. 63 . § 3º . § 1º . palavras e votos no exercício do mandato e na circunscrição do Município.A iniciativa popular será exercida pela apresentação à Câmara Municipal de projeto de lei subscrito por cinco por cento. Plebiscito Art. devendo ser atendido pelos respectivos responsáveis. no mínimo. § 4º .No exercício de seu mandato.O Vereador poderá diligenciar. § 2º . admitindo-se até cinco proposições por consulta.Poderá o Vereador. que será considerado como decisão definitiva sobre a questão proposta e formalizado em decret o legislativo. Seção III Vereadores Inviolabilidade Art. assegurando-se formas de publicidade gratuita para os partidários e os opositores da proposição. será submetida a plebiscito questão relevante para os destinos do Município. na forma da lei. que sejam incompatíveis com a execução da medida. junto a órgãos da administração pública direta. 62 . 64 .As imunidades dos Vereadores subsistirão durante estado de sitio. no máximo. e com aprovação da maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal. sendo vedada a sua realização nos quatro meses que antecederem à realização de eleições municipais. mediante licença da Câmara Municipal. § 2º . 65 .Mediante proposição devidamente fundamentada de dois terço dos Vereadores ou de cinco por cento dos eleitores do Município. § 1º .Desde a expedição do diploma.O Vereador deverá manter sigilo das informações e elementos obtidas pelo exercício do direito previsto neste artigo. Livre Acesso Art. só podendo ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros da Câmara Municipal.Os Vereadores não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato.Serão realizadas.A votação será organizada pelo Tribunal Regional Eleitoral. no caso de atos praticados fora de seu recinto. nas quarenta e oito horas subseqüentes à proclamação. inclusive com acesso a documentos. . duas consultas plebiscitárias por ano.Art. § 2º .A proposição que já tenha sido objeto de plebiscito somente poderá ser apresentada com intervalo mínimo de três anos.O Tribunal Regional Eleitoral proclamará o resultado do plebiscito.O Município assegurará ao Tribunal Regional Eleitoral os recursos humanos necessários à realização das consultas plebiscitárias. do eleitorado do Município. desempenhar missões temporárias de caráter diplomático ou cultural. § 1º . indireta e fundacional.Os Vereadores são invioláveis por suas opiniões. estaduais e nacionais. os Vereadores não poderão ser presos salvo em flagrante de crime inafiançável.

quando o decretar a Justiça Eleitoral.É incompatível com o decoro parlamentar. salvo licença ou missão autorizada pela Mesa Diretora da Câmara Municipal.Os Vereadores não poderão: I . assegurada ampla defesa. à terça parte das sessões ordinárias. o abuso das prerrogativas asseguradas a membros da Câmara Municipal ou a percepção de vantagens indevidas. II. 67 . autarquia. assegurada ampla defesa. § 1º .a justificação das faltas far-se-à por ofício fundamentado ao Presidente da Câmara Municipal. a perda do mandato será decidida pela Câmara Municipal.Perderá o mandato o Vereador: I . VI .que deixar de comparecer.Nos casos previstos nos incisos III. IV . § 4º . b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis sem causa justificada.desde a posse: a) ser proprietários. VII . Secretário do Distrito Federal ou de Prefeitura de Território ou de Chefe de missão diplomática. mediante provocação da Mesa Diretora. d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo. em cada sessão legislativa. b) aceitar ou exercer cargo. III . inclusive os demais de qu e sejam demissíveis sem causa justificada. nas entidades constantes da alínea anterior . controladores. a perda será declarada pela Mesa. nos casos previstos na Constituição da República. administradores. salvo no caso de contrato de adesão. V . nas entidades referidas a alínea a do inciso I. pelo voto secreto de dois terços dos seus membros.Nos casos dos incisos I. além dos casos definidos no regimento interno.que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado. IV e V.cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar. empr esa pública. Governador de Território. a) . Perda do Mandato Art. ou nela exerce r função remunerada.Vedações Art. VI e VII. investido no cargo de Ministro de Estado. 66 . II .desde a expedição do diploma: a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público. § 3º .Não perderá o mandato o Vereador: a) investido no cargo de Secretário Municipal ou Diretor de Órgão da Administração Pública Direta ou Indireta do Município. c) patrocinar causa que seja interessada qualquer das entidades a que se refere na alíena a do inciso I. § 2º .que perder ou tiver suspensos os direitos políticos.que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior. função ou emprego remunerado. II . conselheiros ou mandatários de empresa que mantenha contrato com pessoa jurídica de direito público. . Secretário Municipal de Capital.que se utilizar do mandato para prática de atos de corrupção ou de improbidade administrativa. de partido político com representação na Casa ou de um terço dos Vereadores. de ofício ou mediante provocação de qualquer dos Vereadores ou de partido político representado na Câmara Municipal. sociedade de economia mista ou empresa concessionária ou permissionária de serviço público.

.

far-se-á eleição para preenchê-la se faltarem mais de quinze meses para o término do mandato. desde que. será de 60% (Sessenta pôr cento ) da remuneração fixada no caput deste Artigo. da Constituição Federal.A renúncia do Vereador far-se-á por ofício de próprio punho dirigido à Câmara Municipal. observado o disposto no Art igo 29. e somente poderá ser rejeitada pelo voto de 2/3 (dois terços) dos vereadores presentes § 9º . neste caso. será fixada em cada legislatura para a subsequente. § 5º . § 1º . tomando parte nas votações. até a definição pelo Plenário da Câmara da matéria que motivou a convocação.Ocorrendo vaga e não havendo suplente. V.os pedidos de licença se darão no Expediente das Sessões. § 2º .A remuneração dos Vereadores. será de 40% (quarenta pôr cento) da remuneração fixada no caput deste Artigo compondo-se de 08 ( oito) parcelas unitárias.Por sessão extraordinária nos períodos de recesso parlamentar. até o máximo de 04 (quatro) por mês. Auxílio comunicvação.b) em gozo de licença-natalina ou licenciado por motivo de doença. VI e VII. relativamente aos Vereadores presentes.Aos Vereadores em pleno exercício de seu mandato. através de requerimento. garantida a remuneração do mandato. a remuneração de 1/30 (hum trinta avos) do valor fixado nos termos desta Lei Orgânica Municipal. corresponde exclusivamente a Ajuda de Custo para despesas de: Auxilio transporte. § 3º . Prefeito e Vice Prefeito. reputando-se aberta a vaga a partir da sua protocolização. § 8º . b) não prejudicarão o pagamento das parcelas componentes da parte variável da remuneração. b) .Ocorrendo a hipótese de licença por doença prevista na alínea b do parágrafo 4º.Em nenhuma hipótese poderá ser remunerada mais de uma sessão extraordinária por dia.parte fixa.O recurso a que se refere este artigo. § 7º . a ausência de matéria a ser votada. os Vereadores receberão 1/30 (hum trinta avos) do valor fixados nos termos dest e artigo.Por sessão extraordinária no período ordinário. a) . sendo a primeira a ser paga até o dia 30 (trinta) de março e a segunda até 30 (trinta) de novembro de cada ano. de investidura nos cargos ou funções previstas neste artigo ou de licença superior a cento e vinte dias. § 5º . a não realização da sessão por falta de quorum. que corresponde ao exercício do mandato. s em remuneração. correspondendo a igual número de sessões ordinárias cuja realização é prevista regimentalmente. § 6º . pela Câmara Municipal. e o recesso parlamentar. o Vereador pode optar pela remuneração do mandato. se rá paga por dia a partir da data do Ato convocatório do Presidente. o afastamento não ultrapasse cento e vinte dias por sessão legislativa.Na hipótese da alínea a do § 4º.O suplente será convocado nos casos de vaga. será devido 02 (duas) parcelas de Ajuda de Custo correspondente cada uma o equivalente ao fixado nos termos deste artigo. § 6º . a título indenizatório. de interesse particular. § 4º . II .parte variável. ou para tratar. assinado por médico especialista. a solicitação deverá ser requerida acompanhada de laudo médico. 68 . qualquer que seja a natureza. com firma reconhecida. Auxílio para .a proposição terá preferência sobre qualquer outra matéria. a) cada uma das parcelas que compõem a parte variável do subsídio será devida ao Vereador por sessão ordinária a que efetivamente comparecer. Remuneração Art.A remuneração dos Vereadores será composta de: I .

A fiscalização contábil. ao Prefeito Municipal e ao Vice-Prefeito. será exercida pela Câmara Municipal. Financeira e Orçamentária Natureza e Formas de Fiscalização Art. dispensado o Vereador da prestação de contas. jornais e legislações e Auxílio para materiais de expedientes. orçamentária. na forma da legislação.O Poder Executivo é exercido pelo Prefeito. guarde. em exercício efetivo do Cargo. auxiliado pelos Secretários Municipais. Auxílio para impressão. § 2º . em nome deste. ou que. Orçamento e Licitação da Câmara Municipal. § 7º . sem prejuízo de sua inclusão na prestação anual de contas. Parágrafo Único . § 1º . mediante controle externo e pelos sistemas de controle interno de cada Poder. instituidos em lei. CAPÍTULO II Poder Executivo Seção I Prefeito e Vice-Prefeito Exercício do Poder Executivo Art. preste os esclarecimentos necessários.Prestará contas qualquer pessoa física ou entidade pública que utilize. razoabilidade. indireta e fundacional quanto à legalidade. gerencie ou administre dinheiro. Dever de Prestar Contas Art. 72 . arre cade. 70 . no prazo de cinco dias. aplicação das subvenções e renúncias de receitas.O Prefeito e o Vice-Prefeito serão eleitos simultaneamente dentre brasil eiros maiores de vinte e um anos e no exercício de seus direitos políticos.O controle externo da Camara Municipal será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado e compreenderá a preciação das contas do Poder Executivo e da Mesa da Câmara. Seção IV Fiscalização Contábil. publicação. Eleição do Prefeito e Vice-Prefeito Art.As contas relativas à aplicação de recursos transferidos pela União ou pelo Estado serão prestadas na forma da Legislação federal ou estadual. ainda que sob forma de investimentos não programados ou de subsídios não aprovados. 69 .encargos gerais de gabinete. será destinado Verba de Representação a ser fixada nos termos deste artigo.A Comissão de Finanças. Prazo dos Mandatos . dispensado da prestação de contas. legitimidade. o acompamhamento das atividades financeiras e orçamentárias e o julgamento das contas dos administradores e responsáveis por bens e recursos públicos. assuma obrigações de natureza pecuniária. podendo o Município suplementá-la por lei. 71 . poderá solicitar à autoridade governamental responsável que. operacional e patrimonial do Município e das entidades da administração direta. financeira. economicidade. diante de indícios de despesas não autorizadas.Ao Presidente da Câmara. bens e valores públicos ou pelos quais o Município responda.

na forma da legislação. 76 . a eleição será realizada trinta dias depois da última vaga. Parágrafo único . 74 . ou de vacância do s respectivos cargos.Substituirá o Prefeito.O Vice-Prefeito. incluídos os do cônjuge.No ato da posse. OBSERVAR AS LEIS. nos termos e de acordo com as artigos 14. o Vice-Prefeito. no de vag a. PROMOVER O BEM GERAL DO POVO BUZIANO E SUSTENTAR A UNIÃO. 73 . § 2º .Em qualquer dos casos. Substituição do Prefeito Art.O Prefeito e o Vice-Prefeito residirão no Município. § 2º . no caso de impedimento.O Prefeito e o Vice-Prefeito tomarão posse em sessão da Câmara Municipal. não tiver assumido o cargo. 78 . salvo motivo de força maior. DEFENDER E CUMPRIR A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA.Se.Vagando o cargo de Prefeito. que optará pela remuneração de um dos cargos. em data coincidente com o da apresentação de declaração para fins de imposto de renda. serão sucessivamente chamados para o exercício da Prefeitura o Presidente e o Vice-Presidente da Câmara Municipal. § 1º . e terão i nicio em 1º de janeiro do ano seguinte ao da sua eleição.Art. 75 . § 2º . o Prefeito e o Vice-Prefeito apresentarão declaração de bens. os eleitos deverão completar o mandato de seus antecessores. auxiliará o Prefeito sempre que for por ele convocado para missões especiais. além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei complementar. Vaga e Cargo Art. repetida anualmente. o Prefeito ou o Vice-Pre feito.É livre o exercício do cargo de Secretário Municipal pelo Vice-Prefeito. Residência Art. Impedimento Art. prestando o seguinte compromisso: PROMETO MANTER. A INTEGRIDADE E A AUTONOMIA DO MUNICÍPIO .Os mandatos do Prefeito e do Vice-Prefeiro serão de quatro anos.Ocorrendo vacância nos últimos doze meses do mandato. . § 1º . A CONSTITUIÇÃO DO ESTADO E A LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO. § 1º . far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga. decorridos dez dias da data fixada para a posse. II d a Constituição da República com a redação que lhes foi dada pela Emenda Constitucional nº 16 de 4 de junho de 1997. § 5º e 29. este será declarado vago.O Prefeito e quem o houver sucedido ou substituído no curso do mandato poderá ser reeleito. e suceder-lhe-á.Em caso de impedimento do Prefeito e do Vice-Prefeito. 77 . Posse do Prefeito e do Vice-Prefeito Art. pela Câmara Municipal.

no prazo de qu inze dias a partir da data do retorno.O Prefeito e o Vice-Prefeito não poderão ausentar-se do Município por mais de quinze dias consecutivos. nem do território nacional por qualquer prazo. § 2º .Tratando-se de viagem oficial. sob pena de perda do mandato. sem prévia autorização da Câmara Municipal. enviará à Câmara Municipal relatório sobre os resultados da viagem. o Prefeito ou o Vice-Prefeito.§ 1º . .

convocar extraordinariamente a Câmara Municipal.decretar calamidade pública quando ocorrerem fatos que a justifiquem.sancionar e fazer publicar as leis. XXVI . convênios. XXI .prestar à Câmara Municipal.nomear e exonerar os Secretários Municipais. VII .iniciar o processo legislativo na forma e nos casos previstos nesta Lei Or gânica.autorizar a aquisição. na forma da lei.enviar à Câmara Municipal o projeto de lei de diretrizes orçamentárias.Atribuições do Prefeito Art. XXIV . o orçamento plurianual de investimentos e as demais propostas de orçamento previstas nesta Lei Orgânica. XXII . XV . XXIII . as contas referentes ao exercício anterior. dentro de trinta dias. dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa. a direção superior da administração municipal.solicitar auxilio de forças policiais para garantir o cumprimento de seus at os.O Prefeito poderá delegar as atribuições mencionadas no inciso XIII do artig o . nos termos da lei. XII .Compete privativamente ao Prefeito: I . XXV . III . regionais e locais. com auxilio dos Secretários Municipais.prestar. XI .vetar projetos de lei.contrair empréstimos internos e externos autorizados pela Câmara Municipal. VIII . através da Procuradoria-Geral do Município ou do órgão que exercer a função da Procuradoria-Geral. na forma da lei. II . XX . em face da complexi dade da matéria ou da dificuldade de obtenção dos dados solicitados. à Câmara Municipal. observado o disposto nesta Lei Orgânica.dispor sobre a organização e o funcionamento da administração municipal.exercer outras atribuições previstas nesta Lei Orgânica. indireta e fundacional. XIII . conforme o disposto nesta Lei Orgânica.autorizar a contratação e a dispensa de pessoal da administração indireta e fundacional. o Procurador-Geral do Município e o s dirigentes dos órgãos da administração direta. podendo o prazo ser prorrogado por igual período. observado o disposto em lei complementar. ajustes e outros instrumentos jurídicos e delegar competência aos Secretários Municipais para fazê-lo. X . VI . as informações por ela solicitadas. V .demitir funcionários públicos.decretar.representar o Município em juízo. total ou parcialmente. 80 . 79 .enviar à Câmara Municipal os projetos de planos setoriais. na forma da lei.prover os cargos públicos municipais. desapropriação por interesse social e utilidade pública. bem como expedir decretos e regulamento s para sua fiel execução. observado o disposto na legislação federal.remeter mensagem e plano de governo à Câmara Municipal por ocasião da abertura da sessão legislativa. XIV . XIX . anualmente. a alienação e a utilização de bens públicos municipais. quando cabível. XVIII . Delegação de Atribuição Art.fixar as tarifas dos serviços públicos municipais concedidos ou permitidos. expondo a situação do Município e solicitando as providências que julgar necessárias.celebrar acordos. na forma da lei. IV . XVII .exercer.

anterior aos Secretários Municipais e ao Procurador-Geral do Município. .

Compete ao Prefeito autorizar aplicações.O resultado das aplicações efetuadas na forma deste artigo será levado à conta do Tesouro Municipal. a Lei Orgânica do Município e. será divulgada no órgão oficial de imprensa do município. são as estabelecidas pela legislação federal.A prestação de contas de que trata o artigo 79. na forma do art. 82 . Aplicações Financeiras Art. do Estado ou do Município.a existência da União. V . II. § 2º . 35. da Constituição da República e do art. po r dois anos consecutivos. § 1º . por dois terços da Câmara Municipal. dos recursos públicos disponíveis no âmbito do Poder Executivo. Julgamento do Prefeito Art. até 05 de abril de cada ano. II .As normas de processo e julgamento. dentro de noventa dias após sua investidura no ca rgo. da dívida fundada do Município. do Estado ou do Município. 81 .As aplicações de que trata este artigo far-se-ão prioritariamente em títulos da divida pública do Município ou de responsabilidade do Estado do Rio de Janeiro. III .Sem sacrifício da competência do Governador. Dívida Fundada Art.As aplicações referidas no parágrafo anterior não poderão ser realizadas em detrimento da execução orçamentária programada e do andamento de obras ou do funcionamento de serviços públicos. Crimes de Responsabilidade Art. o Prefeito solicitará auditori a ao Tribunal de Contas do Estado.a segurança interna do Pais. I.Admitida a acusação contra o Prefeito. por decisão de dois terços dos seus membros. ou d e suas instituições financeiras. da Constituição do Estado. a Constituição do Estado. 85 . ou jornal de circulação local. individuais e sociais. § 3º . no mercado aberto. IV .o cumprimento das leis e das decisões judiciais. VI .Divulgação de Contas Art. 35. contra: I .a lei orçamentária. III e IV. à conta dos mesmos recursos. a Câmara Municipal poderá requerer ao Governador a intervenção no Município. § 2º .o livre exercício do Poder Legislativo. 84 . bem como a definição desses crimes. nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade.Comprovado o fato ou a conduta prevista no art.No caso de não pagamento por seu antecessor. da Const ituição da República. ou em outros títulos de dívida pública. 355. I. sempre por intermédio de instituições financeiras oficiais. sem motivo de força maior. § 1º . será ele submetido a julgamento pelo Tribunal de Justiça do Estado. parágrafo único. a fim de evitar a intervenção estadual.São crimes de responsabilidade os atos do Prefeito que atentem contra a Constituição da República. cabe à Câmara Municipal apreciar os atos do interventor por ele nomeado.a probidade na administração. especialmente. XII. 83 . Parágrafo único . . VII .o exercício dos direitos políticos. nem determinar atraso no processo de pagamento da despesa pública.

§ 1º .O Prefeito ficará suspenso de suas funções: .

II . desta Lei Orgânica e do regimento interno da Câmara Municipal.nas infrações penais comuns. cessará o afastamento do Prefeito. rendas. o Prefeito não estará sujeito à prisão. na vigência do seu mandato. após a instauração do processo pela Câmara Municipal. do Vice-Prefeito e de quem vie r a substitui-lo. o julgamento não estiver concluído .proceder de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo.a garantia de amplo direito de defesa e acompanhamento de todos os atos do procedimento. observando-se: I . Infrações Político-Administrativas Art. e a verificação de obras e serviços por comissões de investigação da Câmara Municipal e suas comissões permanentes. sujeitos à administração da Prefeitura.deixar de prestar contas.Enquanto não sobrevier sentença condenatória nas infrações comuns.a iniciativa da denúncia por qualquer vereador: II . VIII -descumprir o orçamento aprovado para o exercício financeiro.deixar de fazer declaração de bens. IV .a conclusão do processo em até noventa dias a contar do recebimento da denúncia. sendo-lhe aplicável o processo pertinente.A apuração da responsabilidade do Prefeito. no prazo devido. sobrestando-se deliberação . VII . decorrido o prazo de cento e oitenta dias.deixar de enviar à Câmara Municipal.omitir-se ou negligenciar na defesa de dinheiro. se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Tribunal de Justiça do Estado.nos crimes de responsabilidade. Parágrafo único . 74. IX .ausentar-se do Município.praticar pessoalmente ato contra expressa disposição de lei.retardar a publicação ou deixar de publicar leis e atos sujeitos a essa formali dade. ou quem vier a substituir o Prefeito. sem prejuízo do regular andamento do processo. § 3º .Sobre o Vice-Prefeito.impedir o exame de livros folhas de pagamento ou documentos que devam ser d o conhecimento da Câmara Municipal ou constar dos arquivos desta. sem obter licença da Câmara Municipal. § 2º. VI . X . nos termos do art. III .o recebimento da denúncia por dois terços dos membros da Câmara Municipal. XIII . bens.impedir o livre e regular funcionamento da Câmara Municipal. Apuração de Responsabilidade do Prefeito Art. às diretrizes orçamentárias e ao orçamento anual. será promovida nos termos da legislação federal.O Prefeito. os projetos de lei relat ivos ao plano plurianual de investimentos. XII . 87 .I . ainda que cessada a substituição. o duodécimo da Câmara Municipal. § 2º . no prazo devido. na hipótese do parágrafo único do artigo anterior.Se. XI . assim como de auditorias regularmente constituídas. II . não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções. III . 86 . ou omitir-se na prát ica daqueles de sua competência. incid em as infrações político-administrativas de que trata este artigo.São infrações político-administrativas do Prefeito aquelas definidas em lei federal e também: I . findos os quais o processo será incluído na ordem do dia. direitos ou interesses do Município.deixar de repassar. § 4º . por tempo superior ao permitido nesta Lei Orgânica. IV .

quanto a qualquer outra matéria. .

é facultado à Câmara Municipal. g) projetos de lei enviados ao Prefeito e respectivos prazos para pronunciamento deste. b) o decretar a Justiça Eleitoral. II . 91 . f) projetos de lei em tramitação que tenham relevância especial para a administração municipal. além de outras atribuições previstas . b) receita e despesa previstas para o exercício: c) quadro do quantitativo de pessoal da Câmara Municipal.O Prefeito perderá o mandato: I . entre outros dados: a) relação detalhada das dividas contraídas pela Câmara Municipal.por extinção. com identificação dos credores. c) sentença definitiva o condenar por crime de responsabilidade. d) inventário dos bens móveis. Parágrafo único . quando: a) sentença definitiva o condenar por crime comum. 86.por cassação. quando: a) perder ou tiver suspensos seus direitos políticos. b) incidir em infração político-administrativa. indireta ou fundacional. o Presidente da Mesa Diretora da Câmara Municipal elaborará relatório a ser entregue ao seu sucessor pelo Diretor da Diretoria-Geral de Administração e pelo Secretário-Geral da Secretaria Geral da Mesa Diretora.O relatório a que se refere este artigo deverá conter. 88 . uma vez recebida a denúncia pela autoridade competente.Antes do término da última sessão legislativa e logo após a divulgação pelo Tribunal Regional Eleitoral dos resultados das eleições municipais. Seção II Auxiliares Diretos do Prefeito Secretários Municipais Art. Suspensão do Mandato Art. d) assumir outro cargo ou função na administração pública direta. nos termos do art. Transição Administrativa Art.a perda do mandato pelo voto favorável de dois terços dos membros da Câmara Municipal. imóveis e semoventes sob administração da Câmara Municipal. Parágrafo único . explicitação das respectivas datas de vencimento e das condições de amortização da divida. 89 .Os Secretários Municipais serão escolhidos dentre brasileiros maiores de v inte e um anos e no exercício dos direitos políticos.Nos crimes comuns.Compete ao Secretário Municipal.V . nos de responsabilidade e nas infrações políticoadministr ativas. por unidade administrati va. suspender o mandato do Prefeito. 90 . ressalvada a posse em virtude de concurso público. Perda de Mandato Art. e dos cargos e funções de confiança. pelo voto de dois terços d os seus membros.

nesta Lei Orgânica e na lei: .

Declaração de Bens Art. indireta e fundacional no âmbito do Poder Executivo.praticar os atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas ou delegadas pelo Prefeito. 94 . Seção III Conselhos e Procuradoria-Geral Conselhos Municipais Art.Os Secretários Municipais são obrigados a apresentar declaração de bens nas condições estabelecidas no art. atribuições. III . descentralização e desconcentração. TÍTULO IV Administração pública CAPÍTULO I Disposições gerais Princípios fundamentais Art. a organização e o funcionamento da Procuradoria-Geral. Procuradoria-Geral Art. coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da administração municipal na área de sua competência e referendar os atos e decretos assinados pelo Prefeito. § 2º. coordenação. com o fim de integrar os objetivos institucionais dos órgãos e entidades municipais entre si.a execução dos planos e programas governamentais será objeto de permanente coordenação. nos quais se assegurará a participação de entidades representativas da sociedade civil.Lei Complementar poderá criar a Procuradoria Geral do Município.as ações governamentais obedecerão a processo permanente de planejamento. 95 . II .A Administração Pública do Município sujeita-se aos seguintes princípios: I . IV . estaduais e regionais que se relacionem com o desenvolvimento do Município.exercer a orientação.I .A lei definirá a composição. como órgão central do sistema jurídico municipal. deveres e responsabilidades dos Conselhos. 93 .apresentar ao Prefeito o relatório anual de sua gestão na Secretaria. bem como a carreira e o regime jurídico dos Procuradores. decretos e regulamentos.O Município poderá manter Conselhos como órgãos de assessoramento à administração pública.os órgãos e entidades da administração municipal atuarão de acordo com as técnicas de planejamento. bem como as ações federais. e que supervisionará os serviços jurídicos da administração direta. Parágrafo Único .A lei complementar disciplinará a competência. 92 . Parágrafo Único . com o fim de assegurar a eficácia na consecução dos objetivos e metas .expedir instruções para a execução das leis. 74. II . III .

.fixados.

direção e assessoramento intermediário. 98 . as Secretarias Municipais. sociedades de economia mista. § 1º . e fundações mantidas pelo Poder Público. § 3º .São órgãos de execução aqueles incumbidos da realização dos programas e projetos determinados pelos órgãos de direção. IV . integrantes da estrutura administrativa de qualquer dos Poderes do Municípi o.outros entes públicos ou entidades a eles vinculadas.Ações Governamentais Art. CAPÍTULO II Administração e Órgãos Seção I Administração Direta Definição Art. observado. providos de respectivo assessoramento.Somente por lei específica serão criadas autarquias.empresas privadas. para: I . § 3º . § 1º .órgãos subordinados da própria administração municipal. a Procuradoria-Geral do Município. II . § 2º . mediante convênio.direção e assessoramento superior.A concessão ou permissão a que se refere o inciso IV será regulada em lei e o prazo de duração será determinado pela Câmara Municipal através de Comissão que estudará as características de cada caso.São órgãos de direção intermediária. III .À iniciativa privada será preferencialmente delegada. mediante concessão ou permissão. III . empresas públicas.Constituem a administração direta os órgãos sem personalidade jurídica própria. § 2º . providos de respectivo assessoramento. § 4º . Espécie dos Órgãos Art. em regime de concessão ou permissão. II . no que couber esta Lei Orgânica. 96 . a Secretaria-Geral e a Diretoria-Geral de Administração da Câmara Municipal. 97 . § 5º . Seção II Administração Indireta .execução. cabendo aos órgãos de direção o acompanhamento e a fiscalização da execução.Haverá responsabilidade administrativa dos órgãos de direção. a prestação de serviços públicos. as autarquias e fundações.Cabe aos órgãos de direção o estabelecimento dos critérios e normas que serão observados pelos órgãos e entidades públicas e privadas incumbidos da execução.A execução das ações governamentais poderá ser descentralizada ou desconcentrada.Os órgãos integrantes da administração direta são de: I .entidades criadas mediante autorização legislativa e vinculadas à administração municipal.São órgãos de direção superior. quando os órgãos e entidades de execução descumprirem os critérios e normas gerais referidos no parágrafo anterior. de acordo com o previsto em lei.

Vinculação Art. sem fins lucrativos. moralidade. sujeitando-se à correspondente tutela administrativa. Organismos de Cooperação Art. 101 .As autarquias terão seu orçamento anual aprovado pela Câmara Municipal.O reconhecimento da utilidade pública pelo Município não dispensa às instituições referidas neste artigo da comprovação da efetiva realização das atividades que. 104 . § 2º . constituem seu objeto. empresas públicas e sociedades de economia mista criadas por lei. CAPÍTULO III Atos e contratos municipais Seção I Disposições gerais Princípios fundamentais Art. § 1º . todavia.As empresas públicas e sociedades de economia mista. Fundamentação e Nulidade Art. indireta e fundacional. 102 . que. 103 . publicidade e interesse coletivo. § 1º . terão precedência na destinação de subvenções ou transferências à conta do orçamento municipal de auxílios de qualquer natureza.São organismos de cooperação do Poder Público as fundações e associações privadas. na forma prescrita em lei. que realizem atividades de utilidade pública.As entidades da administração indireta são vinculadas à Secretaria Municipal em cuja área de competência enquadra-se sua atividade institucional. estão sujeitas às normas de licitação e contratação de pessoal definidas na Constituição da República e nesta Lei Orgânica.Constituem a administração fundacional as fundações públicas. . 99 .A explicitação das razões de fato e de direito será condição de validade dos atos administrativos expedidos pelos órgãos da administração direta. § 2º . na forma da lei. criadas para a prestação de serviços públicos ou como instrumentos de atuação no domínio econômico. § 3º . Seção III Administração Fundacional e Organismos de Cooperação Definição Art.Os órgãos de qualquer dos Poderes Municipais obedecerão aos princípios da legalidade. excetuados aqueles cuja motivação a lei reserve à discricionariedade da autoridade administrativa. segundo o estatuto.As fundações e associações de que trata este artigo. sujeit ando às penas da lei os que descumprirem ou contribuírem para tal. fica vinculada aos motivos na hipótese de os enunciar. reconhecidas como de utilidade pública pelo Poder Público.As fundações e associações que receberem subvenção ou auxílio do Poder Público estão sujeitas à prestação de contas. impessoalidade.Definição Art.Constituem a administração indireta as autarquias. 100 .

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Registro dos Atos Art. da Constituição da República.aprovação de planos de trabalho dos órgãos da administração indireta ou fundacional.A autoridade que. sem prejuízo das sanções previstas no art. XI . de: I .criação ou extinção de função gratificada quando autorizada em lei. Atos de Órgãos Colegiados Art. III . especiais e extraordinários. quando se tratar.criação.A formalização dos atos administrativos da competência do Prefeito será feita mediante decreto. II .aprovação dos estatutos das entidades da administração indireta ou fundacional. 108 .definição da competência dos órgãos e das atribuições dos servidores da Prefeitura. servidão administrativa ou tombamento. e os dos diretores de órgãos em portarias ou outras normas definidas em regulamento.aprovação de regulamentos e regimentos de órgãos da administração direta. bem como a faculdade de revogá-los. alteração ou extinção de órgãos da Prefeitura. Atos da Câmara Municipal Art. quando eivados de vícios que os tornem ilegais. desde que autorizadas por lei.Os atos administrativos da Câmara Municipal terão a forma que lhes for atribuída pelo regimento interno. V .Os atos dos Secretários serão formalizados em resoluções. § 4º.permissão para a exploração de serviços públicos por meio de uso de bens públicos.exercício do poder regulamentar.abertura de créditos suplementares. deixar de saná-lo incorrerá nas penalidades da lei pela omissão.O Prefeito poderá delegar a competência para a formalização dos atos referidos no inciso XI ao titular do órgão a eles pertinente. por motivo de conveniência ou oportunidade.instituição e dissolução de grupo de trabalho por ele criado. IV . 107 .A administração municipal tem o dever de declarar nulos os próprios atos. 105 . permitidos ou autorizados. neste caso. VIII .As decisões dos órgãos colegiados da administração municipal terão a forma de deliberação.A Câmara Municipal e a Prefeitura manterão. Parágrafo único . respeitados. na forma da lei. IX .declaração de utilidade ou necessidade pública. nos termos da lei. VI . § 2º .fixação e alteração dos preços dos serviços prestados pelo Município e aprovação dos preços dos serviços concedidos. 37. os direitos adqui ridos e observado o devido processo legal. X . registros . XII . 109 . numerado em ordem cronológica. Seção II Atos Administrativos Atos do Prefeito Art.§ 1º . para efei to de desapropriação. 106 . ciente de vício invalidador de ato administrativo. observadas as disposições dos respectivos regimentos internos. VII . ou de interesse social. entre outros ca sos. Atos dos Auxiliares Art.

.completos de seus atos. contratos e recursos de qualquer natureza.

§ 1º . 112 . § 2º .A publicação das leis e dos atos municipais se dará no Diário Oficial do Município ou. Direito a Informação Art. inexistindo. Parágrafo único .Os profissionais e os dirigentes das empresas envolvidas na produção e difusão da propaganda referida neste artigo não poderão ter qualquer vinculo de carg o ou emprego com o Município. neste último caso. prestarão informações e fornecerão certidões a quem as requerer.A contratação de órgão de imprensa para a publicação das leis e atos municipais será precedida de licitação. 113 . Arquivamento das Publicações Art.As informações serão prestadas dentro do prazo de dez dias. sendo.A Câmara Municipal e a Prefeitura manterão arquivos das edições dos órgãos oficiais. na esfera de suas respectivas atribuições. e as certidões serão expedidas no prazo máximo de trinta dias. facultando-lhes o acesso de qualquer pessoa.Os agentes públicos. de propagan da dos órgãos da administração municipal que implique promoção pessoal de ocupantes de cargo de qualquer hierarquia. com recursos públicos. indireta e fundacional. conforme o disposto na forma desta Lei Orgânica. e dos respectivos órgãos da administração pública direta. 110 . . Publicação Art. quando não puderem ser imediatamente. sua tiragem e distribuição local.As informações poderão ser prestadas verbalmente ou por escrito. firmadas pelo agente público que as prestou. somente poderão ser retirados da repartição nos casos previstos em lei. Parágrafo único .Nenhum ato administrativo normativo ou regulamentar produzirá efeitos antes de sua publicação. nos horários destinados ao atendimento público. 111 . Veiculação de PropagandaArt. na forma da Constituição da República. e dois anos ininterruptos de circulação. em que se levarão em conta as condições de preço. vista ao requerente ou seu procurador. de interesse particular.Todos têm direito a receber informações objetivas. Parágrafo único . em jornal local de comprovada penetração nos meios sociais e econômicos. sendo permitida. antes de sua aprovação ou na fase de sua implementação. 115 .É vedada a veiculação.Seção III Publicidade Eficácia do Ato Administrativo Art. e por prazo não superior a quinze dias. coletivo ou geral acerca dos atos e projetos do Município. no entanto. § 3º .Os processos administrativos. a periodicidade das edições do órgão. Certidões Art.Os documentos que relatam as ações dos Poderes Municipais serão vazados em linguagem simples e acessível ao povo. incluídos os de inquérito ou sindicância. 114 . desde que no seu interesse particular ou no interesse coletivo ou geral.

Será promovida a responsabilidade administrativa. com previsão de atualização monetária para os pagamentos em atraso. civil ou penal cabível nos casos de inobservância do disposto neste artigo. § 3º . 116 . III . atualizado anualmente e incl uídos dados sobre o desempenho na execução de contratos anteriores. II . o va lor em moeda corrente e o valor correspondente em unidade de valor fiscal adotada pe lo Município.§ 4º .a preexistência de recursos orçamentários para a contratação de obras ou serviços ou aquisição de bens. § 1º .A participação em licitação promovida por órgãos ou entidades do Poder Público. pelo interessado. atentando para a natureza do documento requerido.a prevalência de princípios e regras de direito público.Do registro de preços a que se refere o inciso IV constarão. observará as normas gerais referentes à licitação e aos contratos administrativos fixado s na legislação federal e as especiais fixadas na legislação municipal.O Município. penalidades para os descumprimentos contratuais. em ato público. jurídica e econômico-financeira indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. § 6º . as obras. as compras e as alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições e de pagamento a todos os concorrentes. IV . 117 .Ressalvados os casos especificados na legislação. os serviços. indireta e fundacional. inclusive quanto aos cont ratos celebrados pelas empresas públicas e sociedades de economia mista. § 5º .a manutenção de registro cadastral de licitantes. a classificação se fará obrigatoriamente. permitindo-se no ato convocatório somente as exigências de qualificação técnica. asseguradas: I . a necessidade do requerente e órgão responsável pelo fornecimento. respeitados os limites fixados no § 3º deste artigo. vedado qualquer outro processo. para o qual todos os licitantes serão convocados. conferidas conforme o original e autenticadas pelo agent e que as fornecer. a assinatura de contrato com qualquer deles e a concessão de incentivos fis cais pelo Município dependem de comprovação. da regularidade de sua situação em face das normas de proteção ambiental. Proteção Ambiental Art. CAPÍTULO IV Dos Recursos Humanos . § 2º .Em caso de empate entre duas ou mais propostas.As certidões poderão ser expedidas sob a forma de fotocópia do processo ou de documentos que o compõem.Os Poderes Municipais fixarão em ato normativo os prazos e procedimentos para expedição de certidões e prestação de informações. Seção IV Licitações e conTratos Normas Gerais e Especiais Art. para cada item. por sorteio. atualizado mensalmente e publicado na forma da lei.a manutenção de sistema de registro de preços. através de sua administração direta.

Seção I Disposições Gerais .

X . XVIII .garantia de salário.benefício do vale transporte a todos os servidores públicos municipais.licença à gestante. idade. IV . Art. tanto aos submetidos a regime jurídico único quanto aos contratados sob o regime de Legislação Trabalhista que sejam. em cinquenta por cento à do normal. além de outros que a Lei estabelecer.indenização em caso de acidente de trabalho. na forma da Lei. simultaneamente.proibição de diferença de salários. os seguintes direitos: I . na forma da Lei. insalubres ou perigosas. um terço a mais do que o salário normal. em número proporcional ao número de representados. VI . e em número de 2 (dois) para confederação ou federação em âmbito nacional e estadual e em centrais de . VIII . assim entendidos os que ocupam ou desempenham cargo.a licença sindical fica assegurada aos servidores públicos municipais.incidência de gratificação adicional por tempo de serviço sobre o valor dos vencimentos.gozo de férias anuais remuneradas com. para os efeitos de contribuição mensal.licença especial para os adotantes. responsável legal por portador de necessidades especiais que requeira atenção permanente.salário-família para os seus dependentes.remuneração do serviço extraordinário superior. VII . nos termos fixados em Lei. II .redução de carga horária e adicional de remuneração para as atividades penosas. XIV .Os servidores públicos constituem os recursos humanos dos Poderes Municipais.Aos Servidores Municipais ficam assegurados.redução em cinquenta por cento da carga horária de trabalho do servidor municipal. higiene e segurança. nos termos da Lei. XI . XXI . nos termos fixados em Lei. eleit os para a diretoria. mediante incentivos específicos. XII .licença especial para aleitamento materno. facultada a compensação de horários. XVI .proteção do mercado de trabalho da mulher.décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria ou pensão.Art. função ou emprego de natureza pública. nunca inferior ao mínimo. preferencialmente aos domingos. etnia ou estado civil.remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. XXIII .irredutibilidade de salário. XV .licença-paternidade. por meio de normas de saúde. 118 . com ou sem remuneração. nos termos da Lei. pelo menos. segurados obrigatórios de mais de um Insti tuto de Previdência Social sediado no Município.o de opção. XIX . nos termos fixados em Lei. no mínimo. XX .repouso semanal remunerado. XVII . III . nos termos que a Lei dispuser.duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta semanais. XXII .redução dos riscos inerentes ao trabalho. a proporção de l (um) para cada 200 (duzentos) associados até o máximo de três por Sindicato ou Associação Municipal de Servidores registrado no Município. IX . 119 . V . na forma da Lei. sem prejuízo do emprego e do salário com a duração de cento e vinte dias. XIII .

o funcionário estável ficará em disponibilidade remunerada.T.O direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos na Lei Complementar Federal. Art. XXVI . a ser elaborada com a participação do funcionalismo municipal. o prazo par a o repasse dos descontos previdenciários e das entidades representativas. companheiro ou dependentes. XXV . além de: a . para aposentadoria e para licença especial à prêmio. c .Será garantida pensão por morte do servidor. sem fins lucrativos. sem d ireito à indenização.G. b .Ao Servidor Municipal em exercício de mandato eletivo aplicam-se as seguintes disposições: . XXVII .inclusão de todas as vantagens ou benefícios que vierem a ser concedidos aos car gos ou funções. 122 .plano de carreira. 123 . até seu aproveitamento obrigatório em função equivalente no serviço público. pelos órgãos competentes da Administração Pública. devidamente constituída e registrada. XXIX . XXIV . XXVIII . e o eventual ocupante da vaga reconduzido ao cargo de origem.O desconto em folha de pagamento. 124 . com vencimentos e vantagens integrais. aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade. impreterivelmente.cálculo para efeito de inclusão na remuneração das gratificações de produção de valores variáveis referente à media aritmética dos três meses anteriores à licença. 120 . Parágrafo Único .invalidada por sentença judicial e demissão do servidor estável.ocorrendo extinção do cargo. na forma da Lei.o servidor público só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. Art. é obrigatório em favor de entidade de classe. e . resguardados os direitos e vantagens inerentes à car reira de cada um. desde que regular e expressament e autorizada pelo associado.remuneração integral dos vencimentos referentes ao cargo ou função durante o mandato eletivo.O pagamento dos Servidores do Município será feito. sendo obrigatória a inserção do prazo no calendário anual de pagamento dos Servidores Municipais.piso salarial fixado em Lei.. Art. podendo ser estendido até o dia 05 (cinco) do mês subsequente na falta de recursos financeiros. proporcional a extensão e complexidade do trab alho na função.contagem de tempo de serviço para concessão de gratificação adicional. será ele reintegrado.fica assegurado ao servidor público municipal a utilização do F.Fica fixado em cinco dias. após o pagamento dos servidores. até o último dia útil do mês. pelo prazo máximo de um ano. Art. através de suas entidades representativas. para amortização ou quitação em financiamento do Sistema Financeiro Habitacional.S. 121 .trabalhadores a nível nacional. d . ao cônjuge. Art.o retorno ao cargo ou função e ao setor em que exercia as suas atividades.

emprego ou função.I . estadual ou distrital. ficará afastado de seu cargo. .tratando-se de mandato eletivo federal.

moléstia profissional ou doença grave. ainda que na nova função em que venha a ser aproveitado. o valor incorporado pelo servidor será fixado de acordo com a remuneração de cargo correspondente. com proventos proporc ionais ao tempo de serviço. como dire ito pessoal. no caso de afastamento. sempre que se modificar a remuneração do cargo que lhe deu causa. sendo-lhe facultado optar pela remuneração.voluntariamente: a . sem tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais.Aos servidores referidos no parágrafo anterior é garantida a irredutibilidade de seus proventos. § 1º . insalubres ou perigosas. com pro ventos integrais. exceto para promoção por merecimento.por invalidez permanente. segundo os critérios estabelecidos em Lei.Serão observadas as exceções ao disposto no Inciso III. especificadas em Lei. se homem. e proporcionais nos demais casos. § 5º . c . se mulher. § 7º .compulsoriamente. emprego ou função.para efeito de benefício previdenciário. nas mesmas condições. bem como as disposições sobre a aposentadoria em cargos ou empregos temporários. se professora. III .aos trinta anos de serviço. fazendo-se compensação financeira. com proventos proporcionais ao tempo de serviço. será afastado do cargo. será revisto na mesma proporção e na mesma data. pelo exercício de função de confiança ou de mandato. será computado o tempo de serviço prestado ao Município nesta condição. § 4º . exclusivamente os valores que lhes correspondam na Administração Direta Municipal. se professor.É assegurada.Na hipótese de extinção do cargo que deu origem à incorporação de que trata o parágrafo anterior. II . § 6º . a remuneração seja inferior à recebida a título de seguro-reabilitação. a e c . § 2º . na mesma proporção e na mesma data. III . sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade. considerados. e aos vinte e cinco anos. com os proventos integrais. na forma prevista na Legislação Federal. na forma da Lei. IV . os valores serão determinados como se no exercício estivesse. se homem.O Servidor será aposentado: I . b . Art. se mulher. decorrentes do exercício de cargo em comissão ou função gratificada.aos trinta anos de efetivo exercício em função de magistério.Na incorporação de vantagens ao vencimento ou provento do servidor. 125 . para efeito de aposentadoria.investido no mandato de Prefeito ou Vereador. e aos trinta. a contagem recíproca do tempo de serviço nas atividades públicas e privadas. inclusive do tempo de trabalho comprovadamente exercido na qualidade de autônomo. quando decorrentes de acidente em serviço. assim considerado especialista em educação. e vinte e cinco. com proventos integrais. sendo também estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade inclusive quando decorrentes de transform ação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria.aos trinta e cinco anos de serviço. .em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo .O valor incorporado a qualquer título pelo servidor ativo ou inativo. aos sessenta e cinco anos de idade.II . contagiosa ou incurável. § 3º . no caso de exercício de atividades consideradas penosas.Os proventos de aposentadoria serão revistos.

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as entidades da Administração Indireta e da Câmara Municipal. 126 . Art. e.O Presidente da Câmara Municipal ou o Prefeito poderá autorizar a cessão sem ônus para o cessionário. declaração de bens. segundo a natureza dos serviços e as atribuições do cargo ou emprego. III .A cessão de servidores públicos civis e de empregados públicos entre órgãos da Administração Direta. que. a determinada categoria profissional. na Administração Direta ou nas autarquias e fundações de direito público. de representantes do Conselho Seccional regulamentador do exercício profissional. II . 130 .previsão de exames de saúde e de testes de capacitação física necessária ao atendimento das exigências para o desempenho das atribuições do cargo ou emprego. somente será deferida sem ônus para o cedente.empregado público aquele que mantém vínculo empregatício com empresas públicas ou sociedades de economia mista. e as renovarão. ressalvada a de Secretário Municipal. II .participação. em caráter excepcional. .Para fins desta Lei considera-se: I . na administração direta ou nas autarquias e fundações de direito público. II . bem assim. antes da investidura. diante de solicitação fundamentada dos órgãos e entidades interessadas.Os nomeados para cargo ou função em confiança farão. Art.exercício preferencial por servidores civis.A investidura dos servidores públicos civis e dos empregados públicos. 128 . imediatamente suspenderá o pagamento da remuneração ou cedido. 131 . ou que haja sido contratado na forma do Artigo 37.fixação de limites mínimos de idade. Parágrafo Único . Art.servidor público temporário aquele que exerce cargo ou função em confiança. de qualquer dos Poderes Municipais. bem como na Câmara Municipal. quando for exigido conhecimento técnico dessa profissão.servidor público civil aquele que ocupa cargo de provimento efetivo. Art.§ 8º . bem como na Câmara Municipal. em data coincidente com a da apresentação de declaração para fins de imposto de renda. depende de aprovação prévia em concurso público ou de provas e títulos. anualmente. 127 . quando as atribuições a serem exercidas pressuponham conhecimento específico que a Lei cometa.Os regulamentos de concursos públicos observarão o seguinte: I . Seção II Da Investidura Art. nas entidades da Administração Indireta. privativamente. quer sejam prestadoras de serviços públicos ou instrumentos de atuação no domínio econômico. IX. observará o seguinte: I . a nomeação para cargos ou funções de confiança. da Constituição Federal. 129 .formação técnica.Em qualquer dos Poderes.Considera-se como proventos de aposentadoria o valor resultante da soma de todas as parcelas a eles incorporadas pelo Poder Público. III . que será publicada no órgão oficial. Art. na organização e nas bancas examinadoras.

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Art. assegurada ampla defesa. Art. apurado em processo regular.O Procurador Geral do Município. Parágrafo Único . por qualquer forma. 133 . inclusive política e ideológica. Seção III Da Responsabilização dos Servidores Públicos Art. ao disposto nos Artigos anteriores desta Seção. prosseguindo-se no concurso. dos gabaritos das provas objetivas.estabelecimento de critérios objetivos da aferição de provas e títulos.O prazo para ajuizamento da ação regressiva será de trinta dias a partir da data em que o Procurador Geral do Município. por ação ou omissão.O descumprimento.IV . definirá os critérios de sua admissão. 137 . 135 . em dez dias. por meio de recurso em p razo não inferior a cinco dias. VII . V . bem como para desempate. é obrigado a propo r a competente ação regressiva em face do servidor público de qualquer categoria. for cientificad o de que a Fazenda Municipal efetuou o pagamento do valor resultante da decisão judicia l ou do acordo administrativo. implicará solidariedade na obrigação de ressarcimento ao erário.O tempo de serviço público federal. após convite. do exercício da função pública. ou o seu equivalente. X . estadual e municipal é computado integralmente para efeitos de aposentadoria e disponibilidade. VIII . Art. a contar da publicação dos resultados. b) verificações concernentes à intimidade e à liberdade de consciência e de crença. a reparar.estabelecimento de critérios objetivos para apuração da idoneidade e da conduta pública de candidato. c) sigilo na prestação de informações sobre a idoneidade e conduta pública de candidato. Art.divulgação.A cassação. por titular e suplente. 136 . VI .direito de revisão de prova quanto a erro material. Art.A participação de que trata o Inciso I será dispensada se. . não exclui o servidor da responsabilidade perante a Fazenda Municipal. tanto no que respeita à identidade do informante como aos fatos de pess oas que referir. ainda que em decorrência de sent ença homologatória de transição ou de acordo administrativo. o Conselho Seccional não se fizer representar. lesão de direito que a Fazenda Municipal seja obrigada judicialmente. IX . quando possível.vedação de: a) fixação de limite máximo de idade. 132 .A Lei reservará percentual de Cargos e Empregos públicos para pessoas portadores de deficiências e. concomitantemente com o resultado.correção de provas sem identificação dos candidatos. declarado culpado por haver causado a terceiro.vinculação da nomeação dos aprovados à ordem classificatória. 134 . ou o seu equivalente.

II .Garantirá progressão nos sentidos vertical por antiguidade e horizontal por formação. 138 . 143 . sob pena de responsabilidade solidária. na liquidação do que for devido pelo servidor público civil ou empregado público. Parágrafo Único. § 1º .A execução de obras ou serviços pelo Município dependerá de sua previsão na lei orçamentária anual. 141 .O disposto neste artigo aplica-se a obras de melhoramento. Art. e: I . § 2º . e oportunidade de acesso à aposentadoria no último nível e carreira. .O Servidor municipal.Art. garantida a valorização da qualificação e da titulação profissional independente do nível escolar em que atue. Art.O Quadro de Servidores Públicos da administração direta e indireta municipa l não poderá ser superior a sete por cento do eleitorado do Município.O Plano de carreira dos Servidores Públicos do Município será definido em Lei. ressalvadas os casos de catástrofe e calamidade pública. 140 . ou a seu equivalente. independente do regime jurídico. salvo quando para ocupar cargo ou função na estrutura da Secretaria Municipal de Educação e nos demais casos previstos em lei. Seção IV Quadro de Pessoal Art.Os profissionais do magistério público deverão manter-se em efetivo exercício de regência de turma.O agente público fazendário que autorizar o pagamento da indenização dará ciência do ato. inclusive mediante a fixação de piso salarial. em dez dias.A despesa com pessoal ativo não poderá exceder a cinquenta e cinco por cento do orçamento municipal. e abrangerá todos os servidores públicos municipais. Art. poderá optar pelo desconto em folha de pagamento. observados dispositivos desta lei.Será único. CAPÍTULO V Obras e Serviços Públicos Previsão Orçamentária Art. perderá o cargo por falta de 30 (trinta) dias consecutivos ao serviço sem justificativa.É assegurado Plano de carreira para os profissionais de educação. ao Procurador Geral do Município. o qual não excederá de uma quinta parte do valor da remuneração do servidor. § 3º .Os profissionais do magistério público admitidos através de concurso fica assegurado concurso de remoção de dois em dois anos. Art. § 1º . 139 . 142 .Na organização do sistema municipal de ensino serão considerados profissionais do magistério público os professores e os especialista de educação. sendo-lhe assegurado ampla defesa nos termos deste Capítulo. 144 .A Fazenda Municipal.

Plano de Execução .§ 2º .O orçamento anual conterá apêndice com as especificações básicas e a previsão orçamentária das obras e serviços. exceto nos casos dispensados em lei.

observada a legislação federal e estadual pertinente.. ou entidade privada. impositiva esta em caso de contumácia no descumprimento de claúsulas do acordo celebrado ou de normas protetoras da saúde e do meio ambiente.A prestação de serviços públicos poderá ser delegada a particular mediante concessão ou permissão. o caráter especial de seu contrato e de sua prorrogação e as condições de caducidade. § 1º . nos termos da lei. 145 . excetuando-se aquelas que não mais sejam de interesse da coletividade. por suas autarq uias e demais entidades da Administração Indireta. quando assim o determinar a legislação federal. de intervenção por prazo certo e de cassação.O início de obra pública dependerá de prévia disponibilidade dos recursos orçamentários. Convênio ou Consórcio Art. b) as obrigações dos concessionários ou permissionários quanto à oferta e manutenção de serviços adequados. a regulamentação e o controle sobre a prestação dos serviços delegados. c) as condições de exploração. o qual conterá: I . a desapropriação ou encampação de seus bens e sua reversão ou incorporação ao patrimônio do Município.os prazos máximos de início e conclusão.Os contratos de concessão e os termos de permissão e stabelecerão condições que assegurem ao Poder Público. tendo em vista o interesse da coletividade. 149 . § 3º . § 2º . de acordo c om deliberação de dois terços da Câmara Municipal.Nenhuma obra ou serviço do Município poderá ter início sem prévia elaboração de seu plano de execução. Execução de Obras Públicas Art. ou por terceiros. através de processo licitatório. o Estado. 148 . os funcionários públicos investidos do poder de policia terão livre acesso a todos os serviços e instalações das empresas concessionárias ou permissionárias. Conclusão de Obra Art. fiscalização e rescisão da concessão. mediante licitação. observado o seguinte: I . a intervenção nas concessionárias ou permissionárias. .O Município poderá realizar obras e serviços de interesse comum.Art.sua viabilidade. permissão ou autorização.estabelecimento de hipóteses de penalização pecuniária.A lei disporá sobre o regime da concessão. o caráter essencial desses serviços. mediante convênio ou consórcio com a União. III .no exercício de suas atribuições. conveniência e oportunidade. II . 147 .A lei regulará: a) os direitos dos usuários. permissão ou autorização de serviços públicos. sob concessão ou permissão. II .As obras públicas poderão ser executadas pela Prefeitura. Parágrafo único . CAPÍTULO VI Delegação de Serviços Públicos Delegação de Serviço Público Art.o projeto e o orçamento de custos para sua execução. na forma da lei. devidamente justificados.As obras públicas não concluídas em um Governo municipal deverão ser concluídas pelos Governos subseqüentes antes do início de novas obras públicas. 146 .

sociedades de economia mista e empresas públicas. que indicará a correspondente fonte de custeio. a concessão de gratuidade em serviço público prestado de forma direta ou indireta. fundações.O patrimônio do Município é constituído: I . Parágrafo único .Depende de lei.dos seus direitos.dos bens que lhe sejam atribuídos por lei.As concessões. Recursos Materiais Art.dos bens que se incorporarem ao seu patrimônio por ato jurídico perfeito.Cabe ao Poder Executivo a administração dos bens municipais. 150 . 153 . ressalvada a competência da Câmara Municipal quanto àqueles usados em seus serviços. V .Constituem recursos materiais do Município seus direitos e bens de qual quer natureza. § 2º -O Poder Público fará incluir em todos os contratos ou termos de concessões.dos bens móveis. III . II . os direitos individuais e coletivos presc ritos na Constituição da República. na data da promulgação desta Lei Orgânica. ou a ele pertençam. 152 . Administração Art.Entre os direitos do Município referidos no inciso I inclui-se o de participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural e de outros recursos minerais ou naturais de seu território. Concessionários e Permissionários Art. permissões ou autorizações podem ser revistas a qualquer tempo. permissões ou autorizações de serviço público cláusula obrigando as empresas a respeitar. desde que comprovado o descumprimento das leis municipais e dos critérios e normas estabelecidos pelos órgãos de direção. TÍTULO IV Patrimônio do Município CAPÍTULO I Definição e Princípios Gerais Patrimônio do Município Art.dos seus bens imóveis por natureza ou acessão física. cumprindo-lhes manter adequada execução do serviço e plena satisfação dos direitos dos usuários. na Constituição do Estado e nesta Lei Orgânica. inclusive aqueles decorrentes da participação em autarquias.da renda proveniente do exercício das atividades de sua competência e exploração dos seus serviços.Os concessionários ou permissionários e os detentores de autorizações de serviços públicos sujeitam-se ao permanente controle e à fiscalização do Poder Público. . direto ou útil. VI .§ 4º . § 1º . imóveis e semoventes que sejam de seu domínio pleno. IV . 151 . em relação aos seus empregados.

obedecidas as limitações legais. impenhoráveis. e sua posse caberá conjunta e indistintamente a toda a comunidade que exercer seu direito de uso comum. 154 . inalienáveis e imemoráveis.Regime Jurídico Art.Os bens públicos municipais são imprescritíveis. . admitidas as exceções que a lei estabelecer para os bens do patrimônio disponível.

nos termos da lei.O Município e as entidades de sua administração indireta e fundacional concederão o direito real de uso preferentemente à venda ou à doação. expressamente justificado. o prazo de cumprimento e a cláusula de reversão.Os bens imóveis do domínio municipal. que poderá modificá-la sempre que o exigir o interesse público § 3º . para fins de interesse social. no exercício de suas funções.A doação com encargos poderá ser objeto de licitação e de seu instrumento constarão os encargos.Os bens imóveis do domínio municipal. dependerá de licitação. subordinada à existência de interesse público.Parágrafo único .A destinação dos bens imóveis do domínio municipal será fixada por ato do Prefeito. imediatamente. admitida a autotutela e a auto-executoriedade dos atos administrativos necessários à proteção do patrimônio municipal. esta dispensável nos casos previstos em lei e nos de dação em pagamento. que poderão ser negociadas em bolsa.A alienação dos bens do Município. c) venda de ações. 156 . será sempre precedida de avaliação e observará o seguinte: I .A desafetação de bens de uso comum do povo dependerá de prévia autorização legislativa. tiverem conhecimento de ocupação irregular de bens imóveis do Município. d) quando previsto na legislação.Quando a afetação se der por lei municipal. b) permuta.Os bens imóveis de propriedade do Município não serão adquiridos por usucapião. conforme sua destinação. e a sua desocupação e preservação não estão sujeitas ao regime previsto para os imóveis particulares. desde que. sob pena de nulidade. § 1º . § 2º . § 1º .quando imóveis. a mudança de destinação será estabelecida por norma de igual hierarquia. . permuta e investidura.Os bens públicos tornar-se-ão indisponíveis ou disponíveis por meio. são indisponíveis. na forma da lei. § 2º . sob pena de responsabilidade administrativa. esta dispensável quando o valor for inferior a quantidade de unidades de valor fiscal do Município fixada em lei. sociedades de economia mista. Ocupação Irregular de Imóvel Art. da afetação ou desafetação. Princípios sobre Alienação Art. II . comunicar o fato ao titular do órgão em que estiverem lotados. exclusivamente.Os servidores que. enquanto destinados ao uso comum do povo e ao uso especial. nos seguintes casos: a) doação. § 4º . CAPÍTULO II Bens Imóveis Classificação Art. empresas públicas e fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. respectivamente. de suas autarquias. na forma da lei. 155 . ou de outros valores mobiliários e títulos. ou de entidades de sua administração indireta e fundacional instituídas e mantidas pelo Poder Público deverão. dependerá de autorização legislativa e licitação. 157 . § 5º . indicando os elementos de convicção.quando móveis ou semoventes. são de uso comum do povo.

sob pena de responsabilidade administrativa. cessão ou permissão. inclusive por benfeitorias de qualquer natureza nele introduzidas. salvo mediante autorização do Prefeito.Parágrafo único . se for o caso.Entende-se por investidura a alienação aos proprietários de imóveis lindeiros. 160 .No caso de não mais servir às finalidades que motivaram o ato de disposição. § 1º . se o beneficiário for pessoa jurídica de direito público interno ou entidade componente de sua administração indireta ou fundacional. só podendo ser praticados preços diferentes daqueles consignados em avaliação oficial. para fim de interesse público. da área remanescente ou resultante de obra pública e que se haja tornado inaproveitável. que não sejam de uso próprio para o desenvolvimento de sua atividade nem aos que constituem exclusivamente objeto dessa mesma atividade . § 5º . salvo nos casos previstos em lei. mediante concessão. 158 . § 7º . 159 . praças. dispensada quando o adquirente for pessoa das referidas neste artigo ou nos caso s de dação em pagamento.O titular do órgão público que tiver conhecimento de denúncia na forma deste artigo tomará as providências necessárias à desocupação do imóvel ou.O disposto no § 1º não se aplica aos bens imóveis das sociedades de economia mista e de suas subsidiárias. através de órgão próprio municipal. o Município poderá transferir áreas de seu patrimônio para implantação de empreendimento econômico. jardins e unidades de conservação são patrimônio público inalienável.Formalidades previstas neste artigo poderão ser dispensadas no caso de imóveis destinados ao assentamento de população de baixa renda para fins de reforma urbana.Admitir-se-á o uso de bens imóveis do Município por terceiros. bem como qualquer atividade ou empreendimento público ou privado que danifique ou altere su as caraterísticas originais. permuta ou investidura.Com prévia autorização legislativa e mediante concessão de direito real de uso. por preço nunca inferior ao da avaliação.Na alienação ou utilização por terceiros de bens imóveis do Município ficam vedados o preço vil ou simbólico e a imposição de encargos que decorram do uso normal do imóvel. Alienação e Utilização de Bem Imóvel Art. sendo proibida sua concessão ou cessão. a título oneroso. Concessão. § 4º . sem qualquer indenização. Direito Real de Uso Art.As áreas verdes.Os bens imóveis do Município não podem ser objeto de doação nem de utilização gratuita por terceiros. .As entidades beneficiárias de doação do Município ficam impedidas de alienar bem imóvel que dela tenha sido objeto. parques. § 1º . incluídos os reajustes previstos em lei quando se verificar justifi cado e relevante interesse público. § 2º . o bem doado reverterá ao domínio do Município. § 2º . § 6º . quando houver comprovado interesse público à regularização da ocupação. na forma da lei. § 3º . Cessão e Permissão Art. na forma da lei. de bens imóveis do Município ou de suas autarquias dependerá de autorização prévia da Câmara Municipal. isoladamente. a alienação. e será precedida de licitação.Exceto no caso de imóveis residenciais e assentamentos destinados à população de baixa renda. ou implantação de pólo de desenvolvimento econômico e tecnológico.A remuneração ou encargo pelo uso de bem imóvel municipal será fixada em unidade de valor fiscal do Município.

para fins específicos de urbanização. se a concessionária for pessoa jurídica de direito público interno ou entidade da administração indireta ou fundacional. incumbe ao concessionário. com prazo de duração determinado pela Câmara Municipal através de Comissão que estudará as características de cada caso. cultivo da terra ou outra utilização de interesse social. ou mediante remuneração ou imposição de encargos. criada para o fim específico a q ue se destina a concessão. implantação de empreendimento econômico. assim devendo restitui-lo.A concessão. tornando-se propriedade pública.é vedada a cessão de bens móveis para empresas privadas ou particulares. cessão ou permissão de uso: a) a construção ou benfeitoria realizada no imóvel incorpora-se a este. b) a cessão mediante remuneração ou imposição de encargos. sem direito a retenção ou indenização.É facultado ao Poder Executivo: a) a cessão de uso gratuitamente. edificação. § 5º . Orçamento e Sistema Tributário do Município CAPÍTULO I Recursos Financeiros do Município . a entidade da administração indireta ou fundacional. de imóvel municipal a pessoa jurídica de direito público interno. a pessoa jurídica de direito privado. § 4º . 162 . a cessão ou permissão de uso de imóvel municipal vincular-se-á à atividade definida no contrato ou termo respectivo. gratuitamente ou mediante remuneração ou imposição de encargos. § 3º . independentemente de qualquer outra. 160. TÍTULO V Finanças.§ 1º . pelo prazo máximo de trinta anos. b) a par da satisfação da remuneração ou dos encargos específicos.é vedada a utilização de imóvel do Município por servidor público. revogável a qualquer tempo.São cláusulas necessárias do contrato ou termo de concessão. a título precário. c) a permissão de uso de imóvel municipal.Aplicam-se à cessão de uso de bens móveis municipais as regras dos arts. Utilização de Imóvel por Servidor Art. constituindo o desvio de fin alidade causa de sua extinção. Parágrafo único . 161 . que será outorgada após concorrência mediante remuneração ou imposição de encargos por tempo certo ou indeterminado. de imóvel municipal. § 2º . para o fim de exploração lucrativa de serviços de utilidade pública em área de dependência predeterminada e sob condições prefixadas.É dispensada a concorrência no caso de concessão mediante remuneração ou imposição de encargos.A concessão de uso terá caráter de direito real resolúvel. cessionário ou permissionário manter o imóvel em condições adequadas à sua destinação. CAPÍTULO III Bens Móveis Aplicação de Normas Art. devendo o contrato ou termo ser levado ao registro imobiliário competente.

Recursos Financeiros

Art. 163 - Constituem recursos financeiros do Município: I - o produto da arrecadação dos tributos de sua competência; II - o produto da arrecadação dos tributos da competência da União e do Estado que lhe é atribuído pela Constituição da República; III - as multas decorrentes do exercício do poder de polícia; IV - as rendas provenientes de concessões, cessões e permissões instituídas sobre seus bens; V - o produto da alienação de bens; VI - as doações e legados, com ou sem encargos, aceitos pelo Município; VII - as receitas de seus serviços; VIII - receitas eventuais e demais ingressos definidos em lei. Ano Orçamentário e Exercício Financeiro Art. 164 - O ano orçamentário e o exercício financeiro do Município coincidem com o ano civil. Parágrafo Único - O exercício financeiro abrange as operações relativas às despesas e receitas autorizadas por lei, dentro do respectivo ano financeiro, bem como toda s as alterações verificadas no patrimônio municipal, decorrentes da execução do orçamento. CAPÍTULO II Orçamento do Município Leis Orçamentárias e de Investimentos Art. 165 - São leis Orçamentárias e de Investimentos de iniciativa do Poder Executivo as que disponham sobre: a) orçamento plurianual de investimentos; b) diretrizes orçamentárias e; c) orçamento anual. § 1º - A lei que instituir o orçamento plurianual de investimentos estabelecerá diretriz es, objetivos e metas para a administração, provendo as despesas de capital e outras del as decorrentes, bem como as relativas aos programas de duração continuada. § 2º - A lei de diretrizes orçamentárias definirá as metas e prioridades para a administração, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subseqüente e orientará a elaboração da lei orçamentária anual e disporá sobre as alterações na legislação tributária. § 3º - A lei orçamentária anual compreenderá: a) o orçamento fiscal referente aos Poderes Municipais, seus fundos, órgãos e entidade s da administração direta, indireta e fundacional; b) o orçamento das empresas em que o Município, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; c) o orçamento da seguridade social; d) as prioridades dos órgãos da administração direta e indireta e suas respectivas metas , incluindo a despesa de capital para o exercício subseqüente. § 4º - O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo do efeito sobre as receitas e despesas decorrentes de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira tributária e creditícia. § 5º - O orçamento plurianual de investimentos, as diretrizes orçamentárias e o orçamento anual integram processo continuo de planejamento e deverão prever a dotação de recursos por localidade ou bairro utilizando critérios de população e indicadores de condições de saúde, saneamento básico, transporte e habitação.

IX .5 ). companhia ou empresa.Para fins do disposto neste artigo.a realização de despesas ou assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais. nas diretrizes orçamentárias e no orçamento anual e no processo de sua discussão. com finalidade precisa. salv o nos casos em que estiverem subordinadas ou vinculadas a uma secretaria. VII . sem autorização legislativa específica. § 1º .A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa.A participação das entidades legais de representação da sociedade civil a que se refere o parágrafo anterior poderá ser feita através de reuniões convocadas pelo Poder Público. III . aprovados pela maioria absoluta da Câmara Municipal. fundo ou despesa.a transposição. VIII . durante o processo de discussão e aprovação.Nos orçamentos anuais serão discriminados separadamente os percentuais e as verbas destinadas a cada secretaria. c) as diferentes representações dos servidores junto à administração municipal.§ 6º . não se excluindo da proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de créditos. c) cópia em fita magnética de informática ( Diskette 3.a realização de operações de crédito que excedam o montante de despesas de capital.a vinculação de receita de impostos a órgão.É vedado: I . II . fundação. VI . ressalvada a destinação de recursos para manutenção e desenvolvimento do ensino. b) as alterações a serem efetuadas na legislação tributária. para a discussão da proposta orçamentária.Na mensagem relativa ao projeto de lei orçamentária anual o Poder Executivo indicará e acompanhará: a) as prioridades dos órgãos da administração direta e indireta e suas respectivas metas .a utilização.a concessão ou utilização de créditos ilimitados.É garantida a participação popular na elaboração do orçamento plurianual de investimentos. Vedação Art. são considerados órgãos de participação popular: a) os diferentes conselhos municipais de caráter consultivo ou deliberativo. § 7º . autarquia.o inicio de programa ou projeto não incluídos na lei orçamentaria anual. ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais. 166 .a instituição de fundos de qualquer natureza. dos recursos do orçamento fiscal e da seguridade social para suprir necessidade ou cobrir déficit de empresa s. § 8º . § 2º . 167 . b) as entidades legais de representação da sociedade civil. como . sem prévia autorização ou previsão na lei orçamentária. ainda que por antecipação de receita. incluindo a despesa de capital para o exercício subseqüente. V . sem prévia autorização legislativa. ou de um órgão para outro.Caberá à Câmara Municipal organizar debates públicos entre as secretarias municipais e a sociedade civil. § 3º . Participação Popular Art. nos termos da lei.a abertura de crédito suplementar ou especial sem a prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes. IV . o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programa para outra. fundações e fundos.

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168 . havendo recursos orçamentários específicos ou possibilidade de suplementação dos mesmos.Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem autorizados. salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício.a paralisação de programas ou projetos já iniciados. § 8º. 2) serviço da dívida. reabertos nos limites de seus saldos. fundacional e de empresas públicas nas quais o Poder Público detenha a maioria do capital social. serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subseqüente. 4) convênios. ser-lhe-ão entregues até o dia 15 de cada mês. 3) transferências tributárias para autarquias e fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. § 3º . projetos.O projeto de lei orçamentária será encaminhado à Câmara Municipal até 30 de setembro do ano anterior ao exercício a que se refere.Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no orçamento plurianual ou sem lei que o autorize. excluídas as que incidam sobre ou decorram de: 1) dotação para pessoal e seus encargos.Sobrevindo legislação federal que disponha sobre prazo de elaboração da lei orçamentária. Projeto de Lei Orçamentária Art.Na apreciação e votação do orçamento anual o Poder Executivo colocará à disposição do Poder Legislativo todas as informações sobre: a) a situação do endividamento do Município.A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender às despesas imprevisíveis e urgentes. detalhando os diver sos planos anuais de trabalho dos órgãos da administração direta. § 1º . . b) indiquem os recursos necessários. contratos e acordos feitos com o Estado. quando se tenham esgotado. b) o plano anual de trabalho elaborado pelo Poder Executivo. so b pena de responsabilidade. a União e órgãos internacionais cujos recursos tenham destinação específica. indireta. Recursos da Câmara Municipal Art. como as decorrentes de comoção interna ou calamidade pública. fundacional e de empresas públicas nas quais o Poder Público detenha a maioria do capital social. 165. acompanhada das totalizações pertinentes. compreendidos os créditos suplementares e especiais destinados à Câmara Municipal.As emendas ao projeto de lei orçamentária ou aos projetos que a modifiquem somente podem ser aprovadas caso: a) sejam compatíveis com o plano plurianual de governo.determinado pelo art. indireta. X . nas áreas de educação. o regimento interno da Câmara Municipal a ela será adaptado. c) o quadro de pessoal da administração direta. 212 da Constituição da República. 169 .Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias. saúde. § 2º . saneamento e habitação. e a prestação de garantia às operações de crédito por antecipação de receita previstas no art. § 3º . detalhada para cada empréstimo existente. o orçamento plurianual de investimentos e com a lei de diretrizes orçamentárias. c) sejam relacionadas com a correção de erros ou omissões ou dispositivos do texto do projeto de lei. admitidos apenas os provenientes de anulação de despesas. caso em que. § 2º . daquela Constituição. § 1º .

com omissão da identificação do consulente. pelos órgãos e entidades da administração direta. e) prescreverá a suspensão da exigibilidade do crédito enquanto não transitada em julgado a decisão administrativa.O sistema tributário do Município é regulamentado pelas Constituições da República e do Estado do Rio de Janeiro. b) disporá sobre a configuração das nulidades processuais.A lei instituirá o Código Tributário do Município. CAPÍTULO III Sistema Tributário do Município Seção I Disposições Gerais Regulamentação Art.A lei de que trata este artigo disporá sobre o processo administrativo tributário e o processo normativo. a legislação federal e estadual. 173 .A despesa com pessoal ativo e inativo do Município não poderá exceder os limites estabelecidos na legislação aplicável. a criação de cargos ou alteração de estrutura de carreiras e a admissão de pessoal. no caso de impugnação ou recurso. 172 . c) fixará os prazos de defesa do sujeito passivo e para a prática de atos de expedie nte.A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração.O Município balizará a sua ação no campo da tributação pelo princípio da justiça fiscal e pela utilização dos mecanismos tributários como instrumento de realização social. interlocutórios e decisórios pela autoridade tributária.O processo administrativo tributário garantirá a ampla defesa do sujeito passivo. observado.Despesas com Pessoal Art. Parágrafo único .As decisões proferidas nas consultas de contribuintes deverão ser publicadas no órgão da imprensa oficial do Município se houver ou em jornal de circulação local. só poderão ser feitas: a) se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes. dos atos processuais da autoridade tributária. a qualquer título. por esta Lei Orgânica e por leis complementares e ordinárias. e prescreverá os efeitos e as sanções pela não observância de prazo. e seu regime: a) assegurará a ciência. Código Tributário do Município Art. b) se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias. § 1º . Conselho de Contribuintes . 171 . 170 . no que for aplicável. d) regulará as hipóteses de reabertura de prazo. indireta e fundacional. inclusive a formulação de consulta por parte dos contribuintes. ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista. Justiça Fiscal Art. § 2º . pelo sujeito passivo. § 3º .

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de notórios conhecimentos jurídicos ou da legislação tributária. 177 . será feita pe lo seu valor corrigido pela variação da unidade de valor fiscal referida no artigo ante rior. 176 .Imposto sobre a Transmissão de Bens Inter-Vivos.Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana.Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza.As sanções pecuniárias por infrações tributárias deverão observar o princípio da razoabilidade e não poderão ter efeito confiscatório.o Conselho será composto de oito membros e igual número de suplentes. exceto os serviços de transportes interestadual e intermunicipal e de comunicações. c) . admitida a recondução.A restituição de tributo indevidamente pago. sujeito à homologação da autoridade tributária. Seção II Tributos municipais Espécies Art.Art. e. em cada exercício financeiro. 179 . III . Impostos Municipais Art. exceto os de garantia. 175 .São tributos municipais os impostos. II .o prazo do mandato dos conselheiros e seus suplentes não poderá ser superior a dois anos. b) de direito real sobre imóvel. por representante do Município ou do s contribuintes.Imposto sobre Vendas a Varejo de Combustíveis Líquidos e Gasosos.cessão de direitos à aquisição de imóvel. Sanções Pecuniárias Art.O Município poderá instituir os seguintes impostos: I . regime de auto lançamento de imposto Municipal. 174 .A lei prescreverá sempre que cabível. 180 . por ato oneroso de: a) imóvel por natureza ou acessão física. III . das decisões de primeira instância. IV . 178 . conforme dispuser a lei. Unidade de Valor Fiscal Art.A lei a que se refere o artigo 173. e a presidência do Conselho será exercida alternativamente. . criará o Conselho de Contribuintes do Município. observados os seguintes princípios: I . ou pago a maior.O Município manterá unidade de valor fiscal para efeito de atualização monetária de seus créditos tributários. permitida a compensação. Restituição de Tributo Art. Regime de Auto Lançamento Art.ao Conselho caberá a apreciação. em última instância administrativa. II . exceto óleo diesel. nomeados pelo Prefeito. as taxas e as contribuições de melhori a instituidos e regulados por lei municipal.

§ 1º .A lei que instituir o imposto de que trata o inciso I observará as seguintes disposições: .

Taxas Municipais Art.As taxas municipais serão instituídas em razão do exercício do poder de polícia do Município ou pela utilização efetiva ou potencial de serviços públicos específicos e divisíveis prestados ou postos à disposição do contribuinte. direito ou interesse do contribuinte. 4) rede de iluminação pública. nem serão graduadas em função do valor financeiro ou econômico do bem. por não atender à finalidade da desapropriação. . a atividade preponderante do adquirente f or a compra e venda dos bens e direitos ou a locação ou arrendamento mercantil de imóveis. segundo o disposto na Constituição da República. dois melhoramentos construídos ou mantidos pelo Poder Público.O Município poderá instituir e cobrar de seus servidores. dentre os seguintes: 1) meio-fio ou calçamento.Para fins de incidência do Imposto sobre Vendas a Varejo de Combustíveis Líquidos e Gasosos. b) na desapropriação de imóvel nem no seu retorno ao antigo proprietário. 2) abastecimento de água. mediante processo regular.a) a base geral do imposto será o valor venal de troca ou locatício do imóvel no mercado. incorporação. § 2º . c) na renúncia de direito de usufruto. § 1º . considera-se o valor venal de troca de terr eno no caso de imóvel em construção.O Imposto sobre a Transmissão de Bens Inter-Vivos não incidirá: a) nas transmissões de bens e direitos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica e m realização de capital social e decorrentes de fusão. na forma da lei . mediante procedimento regulado na lei. cisão ou extinção de pessoa jurídica. nesses casos.O Município poderá instituir contribuição pela compensação dos custos com a realização de obras que valorize o imóvel do contribuinte. 5) posto de saúde ou escola primária a uma distância máxima de três quilômetros do imóvel. § 3º . com ou sem posteamento para distribuição domiciliar. não compreendidos os móveis e utensílios mantidos no imóvel em caráter permanente ou temporário. 181 . a interrupção do serviço. pelo menos. 3) sistema de esgotos sanitários. conforme dispuser a lei. Contribuições de Melhoria Art.Verificada. d) na hipótese de o imóvel situar-se parcialmente no território do Município. contribuição para o custeio de previdência e assistência social. salvo se. o imposto será lançado proporcionalmente à área nele situada. ou seu sucessor legal. o contribuinte ficará desobrigado ao pagamento da taxa. considera-se venda a varejo a realizada ao consumidor final. com canalização de águas pluviais. § 2º . c) para fins de lançamento do imposto. e) o contribuinte poderá requerer nova avaliação do imóvel de sua propriedade para o fim de lançamento do imposto. 182 . § 4º . 183 . que criar e administrar em benefício dos servidores.A legislação do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana poderá definí-lo como imposto progressivo especificamente para assegurar o cumprimento da função social da propriedade. Contribuição Previdenciária e Assistencial Art.As taxas não poderão ter base de cálculo própria dos impostos. b) na apuração do valor venal do imóvel será considerado a existência de.

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TÍTULO VI Ordem Econômica e Social CAPÍTULO I Princípios Gerais Processo de Desenvolvimento Art. 184 - O Município integra o processo de desenvolvimento nacional pela eficiênci a dos esforços públicos e privados na mobilização dos seus recursos materiais e humanos com vista à elevação do nível de renda e do bem-estar de sua população. Política de Desenvolvimento Art. 185 - A política de desenvolvimento do Município estabelecerá as diretrizes e bas es do desenvolvimento econômico equilibrado, consideradas as caraterísticas e as necessidades do Município, bem como a sua integração no restante do Estado. § 1 - Na fixação dos princípios, objetivos e instrumentos, a política de desenvolvimento do Município destacará os aspectos econômicos, sociais e territoriais em geral e, de forma particular, o desenvolvimento urbano, entendido como resultante da interação destes aspectos. § 2º - O Município, observados os princípios estabelecidos na Constituição da República, na Constituição do Estado e nesta Lei Orgânica, buscará a realização do desenvolvimento econômico com justiça social, privilegiando o primado do trabalho e das atividades produtivas e distributivas da riqueza para assegurar a elevação da qualidade de vida e o bem-estar da população. § 3º - O Município dará prioridade ao desenvolvimento das áreas onde a pobreza e as desigualdades sociais sejam maiores. § 4º - O Poder Público apoiará e estimulará, na forma da lei, as cooperativas e outras formas de associativismo. Funções Normativa e Fiscalizadora Art. 186 - O Município exercerá, na forma da lei e no âmbito da sua competência, as funções normativas, de fiscalização e de orientação atividades econômicas, que serão preferencialmente exercidas pela iniciativa privada. Política de Incentivos Art. 187 - O Município não subvencionará nem beneficiará com isenção ou redução de impostos, taxas, tarifas ou quaisquer outras vantagens a entidades ou atividades privadas exceto as expressamente previstas na constituição da República ou aquelas criadas por lei municipal. § 1º - Os incentivos fiscais serão concedidos pelo prazo de cinco anos, podendo ser prorrogados até um máximo de quinze anos. § 2º - O Município não concederá incentivo de qualquer natureza a empresas que agridam o meio ambiente, descumpram obrigações trabalhistas ou lesem o consumidor. CAPÍTULO II Educação, Cultura e Desporto Seção I Educação

Princípios Gerais Artigo 188 - A Educação, direito de todos e dever do Estado e da Família, baseada na justiça social, na democracia e no respeito à dignidade humana, ao meio ambiente e a os valores culturais, será incentivada pelo Município, com a colaboração da União, do Estado e da sociedade civil e cujas prioridades residirão no ensino fundamental e préescolar, objetivando o pleno desenvolvimento do indivíduo e sua participação política na vida da sociedade, seu preparo para o exercício da cidadania, assegurando-lhe formação básica e orientação para o trabalho. Princípios do Ensino Municipal Art. 189 - O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola, cabendo ao Município a adoção de medidas e mecanismos capazes de torná-la efetiva; II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a cultur a, a arte, o desporto e o saber; III - pluralismo de idéias, princípios ideológicos, concepções pedagógicas e coexistência de instituições públicas e particulares de ensino; IV - gratuidade do ensino público para todos em estabelecimentos oficiais; V - valorização dos profissionais de educação, garantindo, na forma da lei, planos de carreira para o magistério público e demais profissionais envolvidos no processo educacional, com piso salarial profissional compatível com a responsabilidade pela instrução e formação educacional da criança e do adolescente e ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos; VI - gestão democrática do ensino público, em todos os níveis da administração, na forma da lei; VII - garantia de padrão de qualidade mediante salários condignos para os profission ais da educação, instalações adequadas e material e equipamento escolar modernos e eficientes; VIII - educação igualitária, eliminando estereótipos sexistas, racistas e sociais das au las, cursos, livros didáticos ou de leitura complementar e manuais escolares. IX - garantia de pleno exercício dos direitos culturais, com acesso às fontes da cul tura local e apoio a difusão e às manifestações culturais. Efetivação do Dever do Município Art. 190 - O dever do Município será efetivado assegurando: I - o ensino público fundamental, obrigatório; II - oferta obrigatória do ensino fundamental e gratuito aos que a ele não tiverem a cesso na idade própria; III - criação e manutenção de creches e escolas para os filhos de operários, preferencialmente nos bairros onde residem, observado os predicados definidos em lei; IV - o atendimento ao educando, no ensino fundamental, através de programas suplementares de material didático e escolar e transporte; V - o atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, na form a da lei; VI - a eleição direta para direção das unidades da rede municipal de ensino, público, com a participação de todos os segmentos da comunidade escolar, através de lei criada pelo Poder Executivo.

VII - o oferecimento de ensino regular noturno de primeira a oitava séries para al unos impossibilitados de freqüentar escolas nos horários regulares e para os que não tivera m acesso à escolaridade na idade própria;

. Recursos Municipal Art. a qualquer título.O Município manterá sistema de bibliotecas escolares na rede de ensino público e exigirá a existência de bibliotecas na rede escolar privada. Conselho Municipal de Educação Art. sendo-lhe garantidas essas prestações através de programas suplementares específicos.Não será admitida. § 3º . IV . com fixação de prioridades e metas que conduzam à: I . transporte.A atuação do Município em outros níveis de ensino só se dará quando a demanda do ensino fundamental e pré-escolar estiver plena e satisfatoriamente atendida. respeitando-se as características sócio-econômicas e culturais do Município e a carga curricular oficial. científica e tecnológica. alimentação ou assistência à saúde.atualização dos profissionais de educação. cultural e artística. assegurada a participação paritária de representantes da comunidade.Não serão considerados dias letivos do período mínimo a que tem direito o aluno aqueles em que não houver aula para a turma em que ele estiver matriculado.melhoria da qualidade do ensino. observadas as normas gerais da educação nacional. é obrigatória a inclusão de atividades de informação e iniciação profissionais.O ano letivo na rede municipal de ensino público terá. II . Plano de Carreira Art. Parágrafo Único . 193 .VIII . na manutenção e desenvolvimento do ensino público. visando à articulação e à integração das ações desenvolvidas pelo Poder Público. § 2º . X . 194 . V .promoção humanística. IX .horário especial para o ensino ao menor trabalhador. a instituição de taxas escolares ou qualquer espécie de cobrança ao aluno. no âmbito da escola. do ponto de vista qualitativo e quantitativo. definindo sua composição e suas atribuições. incluindo programa especial de alfabetização do idoso. que o Município aplicará.A lei fixará o percentual da receita de impostos. III . § 1º .ampliação.erradicação do analfabetismo. conservação e melhoria da rede física de ensino. 192 . na forma da lei .Os recursos públicos municipais destinados à educação serão dirigidos. § 2º . anualmente. compreendida a proven iente de transferências. assegurando prioridades ao ensino obrigatório.Nas turmas do segundo segmento do primeiro grau da rede municipal de ensino público. e em consonância com os planos nacional e estadual de educação. de duração plurianual. no mínimo. § 1º .universalização do atendimento escolar.O ensino é livre à iniciativa privada.A lei disporá sobre o Conselho Municipal de Educação. Ensino Particular Art. na forma da lei. para a rede pública. 191 . 195 . a duração fixada na legislação federal.orientação para o trabalho.Compete ao Município elaborar o plano municipal de educação. pelo fornecimento de material didático escolar. Disposições Gerais Art. exclusivamente.

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Os danos e ameaças ao patrimônio cultural serão punidos. 200 . II .A biblioteca municipal desempenhará a função de centro cultural da Cidade e terá por atribuição orientar. III . 198 .Os Poderes Municipais. destinando-lhes verbas suficientes para aquisição e reposição de acervos e manutenção de recursos humanos especializados. tombamentos. protegerão o patrimônio cultural por meio de inventários.Os proprietários de bens tombados pelo Município receberão. paisagístico. Patrimônio Cultural Art.a liberdade na criação e expressão artística. artístico. 196 -O Município estimulará a produção.o apoio e incentivo ao intercâmbio cultural com outros países. V . § 2º .O Município instituirá e manterá programas de incentivo à leitura e à pesquisa científica. Biblioteca Municipal Art.o acesso a todas as formas de expressão cultural. científico. de natureza ou valor histórico. difusão e circulação dos bens culturais. arqueológico. Direitos Básicos Art.o apoio e incentivo à produção. públicos ou privados. desapropriações e outras formas de acautelamento e preservação. documental ou qualquer outr o existente no território municipal. a valorização e a difusão da cultura em suas múltiplas manifestações. na forma da lei. em número compatível com a densidade populacional. VI . § 2º .Seção II Cultura Estímulo à Cultura Art. imóveis. 199 .o acesso ao patrimônio cultural do Município. Parágrafo Único . IV . cuja conservação e proteção sejam do interesse público.o acesso à educação artística e ao desenvolvimento da criatividade. das populares às eruditas e das regionais às universais.O Município construirá e manterá arquivo público próprio e bibliotecas públicas. Seção III Desporto . nos termos da lei. Patrimônio Cultural Art. arquitetônico. 197 . estimular e promover atividades culturais e artísticas. etnográfico. com a colaboração da comunidade. § 1º .Integram o patrimônio cultural do Município os bens móveis.Constituem direitos garantidos pelo Município na área cultural: I . § 1º .Competirá à Secretaria Municipal de Cultura a coordenação das ações executadas pela biblioteca municipal. com outros Estado s e com Municípios fluminenses. ambiental. incentivos para preservá-los e conservá-los.

Princípios básicos .

A oferta de espaço público para a construção de áreas destinadas ao desporto e ao lazer será definida. em forma de parques.destinando recursos públicos para a prática do desporto educacional. IX .difundindo os valores do desporto e do lazer. disciplinando e supervisionando as atividades desportivas em logradouros públicos.incentivando e apoiando a pesquisa na área desportiva. proteção e recuperação. a promoção do bem-estar e a elevação da qualidade de vida da população. VI . § 1º . XI . inclusive para pessoas portadoras de deficiência. na escola. XV .assegurando espaços urbanos e provendo-os da infra-estrutura desportiva necessár ia. 203 . especialmente de alunos da rede municipal de ensino público. como base física da recreação urbana. ouvidos os representantes das comunidades diretamente interessadas. XIV .assegurando o direito do deficiente à utilização desses espaços. a prática regular ao desporto como atividade básica para a formação do homem e da cidadania.promovendo.Art.estimulando programas especiais para as crianças da rede municipal de ensino público. através do voto favorável de dois terços dos seus membros. V .promovendo jogos e competições desportivas amadoras. assegurados mediante políticas sociais e econômicas que visem ao acesso universal e igualitário às ações. III .reservando espaços verdes ou livres. XIII . especialmente: I .autorizando. pelo Poder Executivo. com base em pareceres dos órgãos técnicos da administração municipal. XII .O desporto e o lazer constituem direitos de todos e dever do Município. b) o aprimoramento da democracia e dos direitos humanos. VII . IV . II . às práticas e aos serviços para sua promoção.estimulando programas especiais para a terceira idade. durante as férias.estimulando.A transformação de uso ou qualquer outra medida que signifique perda parcial ou total de áreas públicas destinadas ao desporto e ao lazer não poderá ser efetivada sem aprovação da Câmara Municipal. Parágrafo Único . levará em consideração as características sócio-culturais das comunidades a que se destina. c) a convivência solidária a serviço de uma sociedade justa. a participação das associações na gestão dos espaços destinados ao esporte e ao lazer. observadas as prioridades. X . especialmente os relacionad os com a preservação da saúde.O Poder Público. ao formular a política de desporto e de lazer. 201 . Aprovação da Câmara Municipal Art. fraterna e livre. Fomento do Desporto e Lazer Art. bosques. .A política do Município para o desporto e o lazer terá por objetivo: a) o desenvolvimento da pessoa humana e a formação do cidadão. § 2º .estimulando o direito à prática esportiva da população. 202 . na forma da lei.construindo e equipando parques infantis e centros de juventude. organizadas na forma de associações de moradores ou grupos comunitários.O Município fomentará as práticas desportivas e de lazer. jardins e assemelhados. VIII .impedindo as dificuldades burocráticas para organização das ruas de lazer.formulando a política municipal de desporto e lazer. XVI .

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g) disciplinamento do comércio eventual e ambulante. tributárias e creditícias. dentre outros. Parágrafo Único . exceto nos casos de reincidência ou de comprovada intencionalidade ou sonegação fiscal. preservação e desenvolvimento. aos serviços e às atividades primárias. voltados para a consecução do s objetivos econômicos e sociais prioritários expressos no plano de governo. assumindo encargos de reforma e restauração das dependências e equipamentos das entidades conveniadas. Educação Física Art. quando conveniente para a administração pública.Convênios Art. através da eliminação. Proteção Especial Art. CAPÍTULO III Comércio e Serviço Política de Fomento Art. Parágrafo Único . d) habilitação sumária e procedimentos simplificados para participação em licitações públicas e preferência na aquisição de bens e serviços de valor compatível com o porte das microempresas e pequenas empresas. b) exercer atividades turísticas. de suas obrigações administrativas. às empresas referidas neste artigo poderão ser assegurados. para inicio de ação ou procedimento administrativo ou tributáriofisca l de qualquer natureza ou espécie. vinculados à absorção de mão-de-obra portadora de deficiência com restrição à atividade física. as quais receberão tratamento jurídico diferenciado.Ao Município é facultado celebrar convênios.O Município concederá proteção especial às microempresas e empresas de pequeno porte.O Poder Público estimulará a empresa pública ou privada que: a) realizar novos investimentos no território municipal. f) obtenção de incentivos especiais. CAPÍTULO IV Abastecimento e Defesa do Consumidor . especialmente hoteleira. se assegurado ao Poder Público o direito de destinar a utilização das instalações para fins comunitários de esporte e lazer. inclusive para obtenção de licença para localização. c) notificação prévia. e) criação de mecanismos simplificados e descentralizados para o oferecimento de pedidos e requerimentos de qualquer espécie junto à administração pública. 206 . visando ao incentivo de sua criação. na forma da lei. 205 . com associações desportivas sem fins lucrativos. 204 .Nos termos da lei.Os estabelecimentos públicos e privados de ensino deverão reservar horários e espaços para a prática de atividades físicas. utilizando o material adequado e recur sos humanos qualificados. como tais definidas em lei. a serem oferecidos gratuitamente à população carente. 207. conforme o caso. os seguintes direitos: a) redução de tributos e obrigações acessórias.O Município adotará política integrada de fomento ao comércio. b) fiscalização com caráter de orientação. redução ou simplificação.

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visando a orientação ao consumidor e á educação alimentar. precedidas de licitação. II . Serviço Público Essencial Art.Fomentando a produção agrícola e adotando política de plantio de produtos básicos ou hortigranjeiros em áreas ociosas. com atribuições e conposição que a Lei estabelecer CAPÍTULO V Transporte e Sistema Viário Seção I Disposições Gerais Subordinação Art. Parágrafo Único -O município criará o Conselho Municipal de Defesa do Consumidor. temporariamente. 211 . § 3º . nas permissionárias e concessionárias para regularizar as deficiências na prestação dos serviços. mediante convênio realizado entre o Município.O transporte é serviço de interesse público e essencial. mediante Lei. 209 . Planejamento .O município atuará na área do abastecimento e defesa do consumidor: I . sendo seu planejamento de responsabilidade do Poder Público e seu gerenciamento e operação realizados através de prestação direta ou sob regime de concessão ou permissão. 210 .O Município poderá conveniar-se com o Estado e Municípios para o planejamento e fixação das condições de operação de serviços de transporte com itinerários intermunicipais. à segurança e ao conforto das pessoas. fundos específicos para o desenvolvimento e fiscalização da área de produção e distribuição de alimentos à população.Os meios de transporte e os sistemas viários subordinam-se à preservação da vida humana. à defesa do meio ambiente e do patrimônio arquitetônico e paisagístico e às diretrizes do uso do solo.Criando. 208 .Promovendo ações específicas. III .Seção I Disposições Gerais Abastecimento e Defesa do Consumidor Art. § 2º .Será admitida a operação do transporte coletivo municipal por empresa ou órgão público federal ou estadual.O Poder Executivo poderá intervir. § 4º . conforme estabelecer a lei.A delegação dos serviços a particulares será feita através de concessão ou permissão. o Estado e a União. nos termos da lei. Seção II Transporte Coletivo Operação Art.Os serviços de transporte coletivo municipal serão operados preferencialmente por particulares mediante delegação do Município. assegurado padrão digno de qualidade. § 1º .

deverão estar licenciados no município de Armação dos Búzios. ficando os veículos que atualmente prestam serviços de transportes coletivos no município. III . VI . Vistoria Regular Art. as seguintes condições para a operação dos serviços de transporte coletivo de passageiros: I . além do transporte escolar e dos serv iços de táxi.Art. respeitadas a autonomia municipal e as diretrizes e critérios do plano diretor.O exercício de poder de polícia no setor de transportes obriga o Poder Públ ico a proceder à vistoria regular dos veículos coletivos nas vias públicas. § 3º . IV .valor da tarifa e forma de seu reajuste.periodicidade da renovação da frota e medidas relativas ao conforto e à saúde dos passageiros e operadores dos veículos. § 2º .A lei fixará prazo para que todas as unidades de transporte coletivo em operação no Município sofram adaptações para permitir o livre acesso e circulação de gestantes e idosos. sem prejuízo das demais sanções aplicáveis. impedindo a circulação daqueles que apresentem índices de poluição ambiental e sonora superiores aos níveis tolerados pela legislação. obrigados no prazo de 180 (cento e oitenta) dias se enquadrarem neste dispositivo. 212. sem prévia autorização do Prefeito. 213 .O transporte subordinado à competência municipal será planejado e operado de acordo com o plano diretor e integrado com os sistemas de transporte federal e estadual em operação no Município.padrões de segurança e manutenção. § 1º . especialmente gestantes e idosos.Nenhuma alteração de itinerário será autorizada às empresas de transporte coletivo interestadual ou intermunicipal. além de outras definidas em le i: a) facilidade para subida e descida e para a circulação dos usuários.Os veículos operadores de transporte coletivos no município.normas de proteção contra a poluição sonora e ambiental. no interior do veiculo. contados da data de abertura da licitação. 214 . § 7º . § 4º . II . também a exploração de transporte de passageiros por fretamento e serviços especiais de fretamento. § 5º . V .As garagens das empresas permissionárias ou concessionárias de transporte coletivo deverão estar situadas no Município com as especificações mínimas permitidas em lei. Planilha de Custos .prova de experiência mínima de transporte coletivo de passageiros por veículo de 5 (cinco) anos.Serão afixados nos terminais de ônibus e no seu interior os horários e o itinerário dos veículos.A entrada em circulação de novas unidades de transporte coletivo fica condicionada ao atendimento das seguintes exigências. Condições de Operação Art. b) livre acesso e circulação das pessoas portadoras de deficiência físico-motora. dentre outras. c) sistema eficiente de segurança e controle da velocidade.A lei regulamentará. na malha viária municipal.O Poder Público estabelecerá. § 6º .freqüência de circulação e itinerário a ser percorrido. sob pena de suspensão ou cassação da permissão concedida.

Art. para efeito de definição dos valores tarifários. II . III . observados os seguintes princípios: I .Lei Complementar disporá sobre as diretrizes gerais do sistema de trans porte. operação e execução do controle do trânsito consultará as entidades representativas da comunidade local. 218 .prioridade a pedestres e a ciclistas sobre o tráfego de veículos automotores. balanço patrimonial. § 2º . § 1º . até trinta dias após o encerramento de cada semestre civil. através de sinalização adequada. de falsidade de demonstração financeira prevista neste artigo importará a cassação da concessão ou permissão. 220 .O órgão responsável pelo planejamento. demonstração de resultado e demonstração das origens e aplicações de recursos. 217 . II . Isenção e Gratuidade Art. 215 . Seção III Organização do Trânsito e dos Sistemas Viários Consulta à Comunidade Art. n os dias de aula.deficientes físicos e seu respectivo acompanhante. sempre que hou ver alteração significativa do trânsito na sua região. § 3º .crianças de até cinco anos.alunos uniformizados da rede pública de ensino de primeiro e segundo graus.A apuração. Controle de Velocidade Art.O órgão municipal competente terá amplo acesso à escrituração do concessionário ou permissionário para o fim de verificação da exatidão das demonstrações financeiras previstas neste artigo.A lei regulará a composição dos parâmetros da planilha de custos operacionais dos serviços de transporte coletivo urbano.integração dos principais sistemas e meios de transportes.As demonstrações financeiras de que tratam este artigo deverão ser elaboradas segundo os preceitos legais aplicáveis às companhias e auditadas por auditor externo independente registrado na Secretaria da Fazenda municipal. 219 .O controle de velocidade dos veículos na área urbana atenderá à segurança do pedestre. IV . Planejamento do Trânsito .maiores de sessenta e cinco anos. mediante processo regular.A lei disporá sobre a isenção de pagamento de tarifas de transportes coleti vos urbanos. sendo obrigatoriamente assegurada a gratuidade para: I . 216 .Os concessionários e permissionários de serviços municipais de transporte coletivo deverão fornecer à autoridade municipal competente e publicar no órgão da imprensa oficial do Município. Diretrizes Gerais Art. Demonstrações Financeiras Art.

221 .Art.O trânsito no território do Município será planejado levando-se em conta as características locais e o plano diretor. . se houver.

Os terminais de que trata este artigo serão equipados de forma a propiciar conforto. que poderá delegá-lo a terceiros mediante concessão ou permissão. nas áreas do entorno. a título oneroso. tóxico ou potencialmente perigoso pa ra o ser humano ou para a ecologia obedecerá às normas de segurança a serem expedidas pelo órgão técnico competente. que não poderá ser superior a sessenta minutos. vinculada a atividade de transporte.É vedado o monopólio de áreas por empresas na exploração de serviços de transporte coletivo rodoviário de passageiros. 222 . 223 . . proteção e segurança aos usuários de transporte coletivo e incluirão sanitários e instalações para o comércio de gêneros alimentícios.Toda e qualquer obra relacionada com a União ou Estado. § 3º .É obrigatória a manutenção das linhas de transporte coletivo no período noturno em freqüência a ser estabelecida por lei. e a localização de terminais rodoviários. de guarda de veículo automotor estacionado em logradouro público.Para a execução do planejamento e da administração do trânsito.Nos terminais serão afixados os horários e itinerários. § 1º .O licenciamento de obras ou de funcionamento depende de parecer prévio sobre o impacto no volume e no fluxo de tráfego.§ 1º . 227 . Material Inflamável e Tóxico Art. Segurança dos Pedestres Art. 224 .Terão tratamento específico para a segurança dos pedestres e a defesa do patrimônio paisagístico as áreas ao longo das estradas e as vias de grande densidade d e tráfego. Seção IV Disposições Especiais Guarda de Veículos Art. Linhas Urbanas de Transporte Coletivo Art.Lei de iniciativa do Prefeito instituirá o plano municipal de linhas ur banas para o transporte coletivo de passageiros. incluídas as vicinais cuja conservação seja da competência municipal.O transporte de material inflamável. União e Estado Art. § 2º .Considera-se integrada à obra a sinalização a ser executada durante a construção e manutenção de rodovias municipais. 228 .É privativo do Município. Freqüência NoturnaArt. incluídos os relativos ao transporte intermunicipal de passageiros. MonopólioArt. alteração de itinerários de transportes coletivos intermunici pais e interestaduais na malha viária do Município. 226 . o exercício da atividade. caberá ao Município o produto da arrecadação com multas e taxas no sistema viário de transportes. 225 . § 2º . estarão condicio nadas às diretrizes e critérios do plano diretor e dependerão de prévia autorização do Poder Executivo.

a tratamento desnaturado. III .proteger a fauna e flora silvestres. recuperação e proteção em benefício das gerações atuais e futuras. pela integridade do patrimônio ecológico. impondo-se à coletividade e em especial ao Poder Público o dever de defendê-lo. cultural e arqueológico.Fica assegurada a participação da comunidade. IV . II . 230 . as vulneráveis e raras.definir política específica. 231 . arquitetônico. Participação da Comunidade Art. o transporte e a comercialização de animais capturados na natureza e consumo de seus espécimes e subprodutos e vedadas as práticas que submetam os animais. Parágrafo Único .Plano de Estacionamentos Art.O Poder Público definirá plano de estacionamento de veículos. do gás natural.controlar. garantida sua conservação. incumb e ao Poder Público: I . a coleção. Educação de Trânsito Art.As escolas públicas municipais incluirão em seu currículo noções de educação para o trânsito. do biogás para fins automotivos e de equipamentos e sist emas de aproveitamento da energia solar e eólica. em regime de concessão ou por empresa pública. CAPÍTULO VI Meio Ambiente Seção I Princípios Gerais Princípios Fundamentais Art. preservando e assegurando as condições para sua reprodução. na elaboração. em particular. em especial as espécies em risco de exti nção. execução e fiscalização da política municipal de transporte coletivo. equipamentos e atividades que comportem risco efetivo ou potencial para a qualidade de vida e o meio ambiente. 233 . através de suas entidades representativas. patrimônio comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. nestes compreendidos também os exóticos e domésticos. a captura. genético. 232 . V .Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. assegurando a coordenação adequada dos órgãos direta ou indiretamente encarregados de sua implementação. em partic ular. histórico. bem como o seu acesso às informações do setor. 229 . na forma do disposto no artigo 30 da Constitu ição da República. .A lei poderá conceder regime tributário especial aos concessionários de estacionamentos contemplados no plano referido neste artigo.estimular a utilização de fontes energéticas alternativas não poluidoras.zelar pela utilização racional e sustentada dos recursos naturais e. Incumbência do Poder Público Art.Visando à defesa dos princípios a que se refere o artigo anterior. monitorar e fiscalizar as instalações. VI .estabelecer legislação apropriada. paisagístico. a serem implantados e explorados preferencialmente pela iniciativa privada. reprimindo a caça. a matança. a extração.

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proteger os recursos hídricos. . III .a criação de unidades de conservação. II .garantir a limpeza e a qualidade dos bens públicos. XI . sempre que possível com a participação comunitária.São instrumentos. associações civis e organizações sindicais nos esforços para garantir e aprimorar o gerenciamento ambiental. IV . compatibilizando-as com a preservação de s uas paisagens e dos recursos naturais.o tombamento de bens. parques municipai s. XIV . de proteção ambiental. 234 . àque les que: a) implantem tecnologias de produção ou de controle que possibilitem a redução das emissões poluentes a níveis significativamente abaixo dos padrões em vigor. desenvolvimento e utilização de: a) tecnologias poupadoras de energia. VIII .celebração de convênios com universidades.a fixação de normas e padrões como condição para o licenciamento de atividades potencialmente poluidoras ou causadoras de impacto ambiental. incluindo os do subsolo. programas e projetos.efetuar levantamento dos recursos hídricos. IV .disciplinar as atividades turísticas.estimular e promover o reflorestamento ecológico em áreas degradadas. 235 . centros de pesquisa.VII . X . meios e obrigações de responsabilidade do Poder Público para preservar e controlar o meio ambiente: I . Execução da Política de Meio Ambiente Art. tais como áreas de preservação permanente. estadual e municipal. XIII .adoção das áreas das bacias e sub-bacias hidrográficas. como unidades de planejamento e execução de planos.concessão de incentivos fiscais e tributários.a permanente fiscalização do cumprimento das normas e padrões ambientais estabelecidos na legislação federal.São instrumentos de execução da política de meio ambiente estabelecida nesta Lei Orgânica: I . c) equipamentos e sistemas de aproveitamento da energia solar e eólica. a integrida de da paisagem natural e o direito ao sol. IX .promover a proteção das águas contra ações que possam comprometer o seu uso. b) fontes energéticas alternativas. minimizando a erosão e a sedimentação.a sinalização ecológica. II . XII .promover os meios necessários para evitar a pesca predatória. V .garantir a limpeza e a qualidade da areia e da água das praias. Seção II Controle e Preservação do Meio Ambiente Disposições Gerais Art. de relevante interesse ecológico ou cultural.estímulo à pesquisa. atual ou futuro. para pos terior compatibilização entre os seus usos múltiplos efetivos e potenciais com ênfase no desenvolvimento e no emprego de métodos e critérios de avaliação da qualidade das águas. conforme estabelecido em lei. III . reservas biológicas e estações ecológicas. em particular do gás natural e do biogás para fins automotivos. através de planos e programas de longo prazo.

.b) adotem fontes energéticas alternativas menos poluentes.

parque e outros bens naturais que a lei definir. transporte.Será criado o conselho Municipal do Meio Ambiente que será formado por representantes de distintas entidades da sociedade civil. c) a cobertura vegetal que contribua para a estabilidade das encostas sujeitas à e rosão e deslizamentos ou para fixação de dunas. condicionadas à autorização da Câmara Municipal.registro. Engenho Publicitário Art. abrigo ou reprodução de espécies.V . § 2º . bem como aquelas que sirvam como local de pouso.É vedada. biológicas ou climatológicas. b) as nascentes e as faixas marginais de proteção de águas superficiais. objetivando a proteção de ecossistemas.na faixa de domínio de estradas municipais e estaduais. VIII .em encostas de morros. formam um ecossistema de importância no meio ambiente natural. com ênfase nos processos que envolvam sua reciclagem. principalmente quando for assegurado o acesso de pesquisadores e de visitantes. e) lagoas. de unidades de conservação e da qualidade de vida. de acordo com suas características e na forma do plano diretor. patológicos e industriais. d) as áreas que abriguem exemplares raros. destacando-se: a) os manguezais. tratamento e disposição final de resíduos urbanos . as áreas estuarinas e as restingas. hidrológicas. III .implantação descentralizada de usinas de processamento e reprocessamento de resíduos urbanos. entende-se como faixa de domínio das estradas o espaço de quinze metros situado nas margens de seu leito. a afixação de engenhos publicitários de qualquer natureza: I . VII . 236 . VI . V . assim entendidas aquelas que. Parágrafo Único . viadutos e passarelas. Sinalização de Advertência . contados de sua instituição.instituição de limitações administrativas ao uso de áreas privadas. X . pelas suas condições fisiográficas. geológicas. sem ônus para o Município e com atribuições que a lei estabelecer. com a participação orientada da comunidade.A pesquisa e a exploração a que se refere o inciso VI deste artigo serão precedidas de licenciamento do órgão municipal competente.Para efeito do parágrafo anterior. acompanhamento e fiscalização das concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais no território municipal.criação de mecanismos de entrosamento com outras instâncias do Poder Público que atuem na proteção do meio ambiente e áreas correlatas sem prejuízo das competências e da autonomia municipal. lagos. visando à coleta seletiva.execução de políticas setoriais. ameaçados de extinção ou insuficientemente conhecidos da flora e da fauna.em áreas florestadas. habitados ou não.a menos de 200 metros de emboques de pontes. IV . sem a prévia autorização do Poder Executivo. IX . visando a neutralizar ou eliminar impactos ambientais. § 3º . § 4º . lagunas. II .O Poder Público estimulará a criação e a manutenção de unidades de conservação privadas. § 1º .na orla marítima e na faixa de domínio de lagoas.As limitações administrativas a que se referem o inciso X serão averbadas no Registro de Imóveis no prazo máximo de três meses.manutenção e defesa das áreas de preservação permanente.

São vedadas: I .abastecimento de água.A cobertura vegetal que contribua para a estabilidade das encostas sujeitas à erosão . as construções. transporte. os sistemas lagunares.O Município destinará o uso dos recursos hídricos naturais prioritariamente a: I . 240 .Os usos secundários respeitarão os referidos nos incisos I a III. as obras de arte. lagos. os morros e as formações rochos as. 241 . Art. II . IV . na forma desta Lei Orgânica. nos limites da Cidade. Parágrafo Único . II . coletivo ou não.O Poder Executivo é obrigado a manter a sinalização de advertência nos locais de despejo de esgotos sanitários. IV . Parágrafo Único . com o fim de esclarecer a população sobre a sua existência e os perigos para a saúde.Entendem-se por: I .o mar territorial do Município. melhor ar e recuperar a qualidade ambiental. visando à sua conservação. III . praias. Parágrafo único . o solo.elementos culturais as edificações.Os manguezais e as áreas estaurinas.a fabricação. as lagoas.a produção e a distribuição de aerosóis que contenham clorofluorcarbono. rios.São consideradas áreas de relevante interesse ecológico para fins de proteção. armazenamento e utilização de armas químicas e biológicas.As nascentes e as faixas marginais de proteção de águas superficiais. para instalação de engenhos publicitários de qualquer natureza que vedem a visão de áreas verdes. 242 .elementos naturais o ar. ilhas. 239 .a concessão de licenças e autorizações.irrigação.A lei definirá outras áreas de relevante interesse ecológico para fins de proteção.o ingresso ou a circulação. III . industriais ou patológicos. II . os monumentos e o mobiliário urbano. o subsolo. II . Recursos Hídricos Art.Art. 237 . cujas condições de funcionamento sejam fator de poluição.a instalação de depósitos de explosivos.Consideram-se de preservação permanente: I . restauração ou recuperação: I . de veículos de transporte. tendo por objetivo preservar. 238 . comercialização. Elementos Naturais e Culturais Art. a água. Área de Interesse Ecológico Art. os rios. riachos. praças e curvas de logradouros públicos ou que coloquem em risco a vida ou a segurança da população. Vedações Art.Na proteção ao meio ambiente serão considerados os elementos naturais e culturais que constituem a paisagem urbana.As vegetações de restinga. o mar e suas margens e orlas. III . a fauna. a flora. V . provisórias ou a título precário.os sítios e acidentes naturais adequados ao lazer. II -dessedentação de animais.

As áreas que abriguem exemplares raros. os bancos de genes. endêmicos. ameaçados de extinção ou insuficientemente conhecidos da flora e da fauna. V .e deslizamentos. be m . vulneraveis.

estabelecimentos recreativos. atividades que possam perturbar.O Poder Público é obrigado a: I .Aquelas assim declaradas em Lei. sem dispor de instalações e meios adequados ao isolamento e à contenção de ruídos.Os Sítios arqueológicos pré-históricos e históricos. a pequena distânci a de habitações ocupadas. mediante poluição sonora. a bem da tranqüilidade pública. mutagênicas e teratogênicas. Art.interditar.condicionar a implantação de instalações e atividades efetiva ou potencialmente causadoras de alteração no meio ambiente e na qualidade de vida à prévia elaboração de estudo de impacto ambiental (EIA).A Serra das Emerências e Morros que abriguem vegetação estepe-arborea aberta. II . desenvolvam. e que afetem a camada de ozônio além dos limites e das condições permitidas pelos regulamentos dos órgãos de saúde e controle ambiental. III . 244 . VI . do Bauen Clube.Para a melhoria da qualidade do meio urbano.não permitir. VI .garantir amplo acesso dos interessados às informações sobre fontes e causas de poluição e de degradação ambiental. VII . IX . do Caboclo e Caboclo Alto.Os costões rochosos.impedir a implantação e a ampliação de atividades poluidoras cujas emissões possam causar ao meio ambiente condições em desacordo com as normas e padrões de qualidade ambiental. Branca. VIII . devendo o Poder Público Municipal sempre decidir pelo interesse d a preservação ambiental no confronto com outros aspectos. em especial: do Canto.proibir a estocagem. os níveis de poluição. Âncora. atividades que contribuam para descaracterizar ou prejudicar seus atributos e funções essenciais. de forma a impedir impactos irreversíveis so bre o meio ambiente e sobre populações tanto a montante como a jusante do local de captação. XI . qualidade do meio ambiente. mediante prévia autorização dos órgãos municipais competentes.As lagoas do município. Meio Urbano Art. Gravatás. incumbe ao Poder Público: . X . da estrada da Usina e do Ossos. de Geribá. V -condicionar a implantação dos dispositivos de captação e represamento de água.proibir a introdução no meio ambiente de substancias cancerígenas. comerciais ou de serviços que. nos alimentos e nas areias das praias. das Ferradura. que terão ampla publicidade. situados em área residencial urbana.como aqueles que sirvam de local de pouso. o sossego dos moradores locais. VII . excetuadas aquela s destinadas a recuperá-las e assegurar sua proteção.O relatório de impácto ambiental poderá sofrer questionamento por qualquer pessoa. compreendido o econômico. 243 . Parágrafo Único. situações de risco de acidentes e a presença de substancial potencialmente afanosas à saúde na água potável. IV . abrigo ou reprodução de espécies em especial as matas de Pau-Brasil. VIII . Emerências e Ilhote e Rasa. voltados para o aproveitamento hídrico. nas áreas de preservação permanente. as cavernas. relatório de impacto do meio ambiente (Rima) e impacto ocupacional.A Ilha Feia. IX . os grotões e as pontas. indus triais.providenciar com vista à manutenção dos ruídos urbanos em níveis condizentes com a tranqüilidade pública. a circulação e o comércio de alimentos ou insumos oriundos de áreas contaminadas.

negativa. Sanção Administrativa Art. . Parágrafo Único . para instauração de inquérito. Seção III Responsabilidade e Sanções Responsabilidade por Custos Art. 248 .I . o Município ajuizará ação civil pública por danos ao meio ambiente no prazo máximo de trinta dias a contar do recebimento da denúncia.O disposto neste artigo incluirá a imposição de taxa pelo exercício do poder de polícia proporcional aos seus custos totais e vinculada à sua operacionaliz ação. II . indicando os respectivos elementos de convicção. criar medidas de proteção ambiental através de legislação que promova defesa da paisagem. Parágrafo Único . sempre que o Ministério Público não o fizer. quando requerida. sob pena de responsabilidade. Parágrafo Único . de licença para localização e funcionamento de outro estabelecimento pertencente à mesma pessoa titular do estabelecimento poluidor. sob pena de responsabilidade funcional. no intuito de evitar a poluição visual. sem prejuízo da aplicação de penalidades administrativas e da responsabilidade civil. em qualquer caso. à publicidade e à obstrução visual. espécies ornamentais nativas.Cabe obrigatoriamente ao Órgão competente do Município promover ação civil ou criminal própria. Dever do Servidor Público Art. 247 . parques e jardins. Direito de Denúncia Art.Todos os cidadãos têm o direito de denunciar ao Órgão competente do Município infrações às normas de proteção ambiental e toda degradação do meio ambiente que determine perda de vida ou danos à saúde individual ou coletiva. Parágrafo Único . os limites máximos estabelecidos em lei federal e aplicável somente quando ainda não houver sido imposta por outro ente da Federação.multa diária. controle e recuperação das alterações do meio ambiente decorrentes de seu exercício.garantir a participação da comunidade local organizada e o acompanhamento de técnicos especializados nos projetos de praças.É dever de todo servidor público envolvido na execução da política municipal de meio ambiente que tiver conhecimento de infrações às normas e padrões de proteção ambiental comunicar o fato ao Ministério Público e ao Órgão competente do Município. 245 . especialmente no que se refere ao mobiliário urbano. observados. II .Caberá ao Município.promover ampla urbanização dos logradouros públicos da área urbana.Concluído o inquérito civil pela procedência da denúncia.Os serviços de derrubada de árvores somente poderão ser efetuados mediante prévia autorização do órgão ambiental e sob sua orientação. 249 .As infrações à legislação municipal de proteção ao meio ambiente serão objeto das seguintes sanções administrativas: I . Derrubada de Árvores Art. bem como repor e substituir os espécimes doentes ou em proces so de deterioração ou morte. 246 .Os responsáveis por atividades causadoras de degradação ambiental arcarão integralmente com os custos de monitoragem.

.

conforme o que dispuser regulamento.negativa de renovação de licença para localização e funcionamento do estabelecimento. V . de 31 de agosto de 1981.promoverá: a) a criação de infra-estrutura básica necessária à prática do turismo. § 1º . a aplicação das sanções será requerida pelo Município às autoridades federais ou estaduais competentes. turístico e paisagístico. de acordo com o estabelecido nos arts. 15 e 16 da Lei Federal nº 6. 10 da Lei Federal nº 6.Estando o estabelecimento poluidor no exercício de atividade licenciada. apoiando e realizando investimentos na produção. as empresas permissionárias ou concessionárias de serviço público são passíveis de não terem suas permissões ou concessões renovadas nos casos de infrações persistentes. b) o levantamento da demanda turística. nos termos do art. assegurando sempre o respeito ao meio ambiente às paisagens notáveis e à cultura local. cultural.938. CAPÍTULO VII Política para o Setor de Turismo Disposições Gerais Art.O Município considera o turismo atividade essencial para a Cidade e definirá política com o objetivo de proporcionar condições necessárias ao seu pleno desenvolvimento.III .Para assegurar o desenvolvimento da vocação turística do Município. bem como de divulgação. instalações e serviços turísticos. que poderá ser aplicada simultaneamente com a do inciso I. de 31 de agosto de 1981. . o Poder Público: I . valorização e preservação do patrimônio cultural e natural da Cidade.perda. excetuada a do inciso II. criação e qualificação de empreendimentos. d) a adoção de medidas específicas para o desenvolvimento dos recursos humanos para o turismo.As sanções previstas nos incisos deste artigo serão aplicadas em caráter sucessivo e cumulativo. § 2º . Medidas Desenvolvimentistas Art. c) o fomento ao intercâmbio permanente com outras regiões do País e do exterior. conforme referido no parágrafo anterior. equipamentos.As penalidades previstas nos incisos IV e V poderão ser impostas diretamente pelo Município sempre que se tratar de atividade poluidora de qualquer espécie não licenciada pelo órgão competente do Poder Público estadual.Além das sanções previstas nos incisos deste artigo. nos cinco anos anteriores à data da concessão.O Município promoverá e incentivará o turismo como fator fundamental ao desenvolvimento econômico e social. 250 . IV . e) a proteção e a preservação do patrimônio histórico. cancelamento da licença anteriormente concedida fechamento do estabelecimento. § 3º .938. restrição ou negativa de concessão de incentivos e benefícios fiscais ou creditícios de qualquer espécie concedidos pelo Poder Público àqueles que hajam infringido normas e padrões de prática ambiental. 251 . f) a organização de calendário anual de eventos de interesse turístico. a definição das principais correntes turísticas para o Estado do Rio de Janeiro e a promoção turística do Município. Parágrafo único:. intencionais ou por omissão.suspensão temporária da atividade do estabelecimento. artístico. § 4º .

através de suas representações sindicais. 254 .Na elaboração da política pesqueira. 255 . Parágrafo Único .h) a conscientização da vocação turística da Cidade. Centros de Comercialização Art. e) sugerir política de proteção e preservação de áreas ocupadas por colônias pesqueiras. II .nos lugares e épocas interditados pelos órgãos competentes.A lei disporá sobre a criação e regulamentação dos centros de comercialização primária de pesca. 253 . Pesca Predatória Art. notadamente a exercida: I . segundo a classificação do órgão competente.É vedada e será reprimida na forma da lei a pesca predatória. Assistência do Município Art.Entende-se por pesca artesanal.O Município assistirá às comunidades pesqueiras locais e suas organizações legais.com práticas que causem riscos às bacias hidrográficas e zonas costeiras do territór io municipal.O Município. II . b) coordenar as atividades relativas à comercialização da pesca local. objetivando proporcionar-lhes. . a exercida por pes cador que retire da pesca o seu sustento. d) incentivar a pesca artesanal e a aqüicultura.com emprego de técnicas e equipamentos que possam causar danos à renovação do recurso pesqueiro. § 2º . apoio às colônias de pesca e comercialização direta ao consumidor. III . c) estabelecer normas de fiscalização e controle higiênico-sanitário. o Município propiciará a participação dos pequenos piscicultores e pescadores artesanais ou profissionais. 252 . CAPÍTULO VIII Política para o Setor Pesqueiro Seção I Disposições Gerais Finalidade Básica Art. entre outros benefícios.A política do Município para o setor pesqueiro dará ênfase à produção para o abastecimento alimentar e será desenvolvida através de programas específicos de apoio à pesca artesanal e à aqüicultura. § 1º . ao qual competirá: a) promover o desenvolvimento e o ordenamento da pesca. cooperativas e organizações similares em órgão municipal de pesca. para efeitos deste artigo. política especial de incentivo fiscal às empresas do setor hoteleiro e de outros serviços turísticos estabelecidas no Município. observada a legislação federal e estadual. meios de produção e de trabalho. nos termos da lei.adotará. através de programas específicos que incluam organização de centros comunitário de pescadores artesanais. organizará e fiscalizará centros de comercialização primária de pesca. dentro de sua competência. sob qualquer das suas formas.

Seção II Da Preservação Ambiental e da Pesca Artesanal .

Leste (E). -Sudoeste (SW).As embarcações que operam com rede de Arrasto de Fundo estão proibidas de pescar a menos de duas milhas do litoral ou das ilhas inseridas nesta APAPAB . abrangendo todas as praias. abaixo da Ponta das Caravelas. de Canoa não motorizada e de Espera . Pedra Altas.Entende-se por ÁREAS DE PESCA RESTRITA aquelas na qual serão permitidas unicamente a utilização de suas respectivas modalidades de pesca.Art. .Embarcação cujo comprimento de proa e popa seja SUPERIOR à 10 metros ou 10 TAB. -Ao Sul (S).Entende-se por PESCA ARTESANAL aquela praticada com ou sem auxílio de embarcações motorizadas de pequeno porte.Área de preservação ambiental e da pesca artesanal do Município de Armação dos Búzios. as seguintes embarcações e modalidades de pesca: § 1º .A pesca de mergulho deverá obedecer o disposto em Portaria do IBAMA. Branca.5 milhas da costa.Fica criada a APAPAB. Âncora. § 3º . Filhote.º 1505.livre e Linha.Área de Pesca Restrita para Linha . da Ilha do Breu.São os seguintes os limites da Área de preservação ambiental e da pesca artesanal do Município de Armação dos Búzios. enseadas e costões. carta náutica n. nas coordenadas LATITUDE 22º 51 06 (S) e LONGITUDE 41º 47 00 W. da Ilha da Âncora.Área de preservação ambiental e da pesca artesanal do Município de Armação dos Búzios está dividida em ÁREAS DE PESCA RESTRITA. -Norte (N).localizada na Ponta Emerencias de Dentro e de Fora. São elas: a). Gravatá.livre e Linha. Laje Seca ou das Emerências e ainda nas Ilhas do Breu.Embarcações motorizadas que operam com Redes de Cerco. Art. b). da Laje chamada Pedras Altas (NE da Ilha Branca). .localizada em todo o litoral do município de Armação dos Búzios.Área de preservação ambiental e da pesca artesanal do Município de Armação dos Búzios com o objetivo de preservar o desenvolvimento pesqueiro sustentável neste Município. § 3º . 258 . § 2º . Redes de Cerco. § 2º .Redes de qualquer tipo ou modalidade cuja malha seja INFERIOR a 35mm medidos de nó a nó. nas coordenadas da LATITUDE 22º 51 06 (S) e LONGITUDE 41º 53 39 W. § 1º . 257 .Ficam PROIBIDAS de exercer atividade pesqueira dentro dos limites das citadas APAPAB . Praia Rasa e seus entornos. distando de 0.5 à 3.º 1505) Art.Área de Pesca Restrita para Mergulho .A APAPAB .Área de Pesca Restrita para Mergulho . Feia e Rasa e seu entorno. c). 256 . -02 (duas) milhas da Costa e das ilhas (coordenadas geográficas no anexo 3. evitando o conflit o entre as modalidades concorrentes. conforme portaria do IBAMA N. conforme delineado na Carta Náutica de referência DHN 1505. § 2º . nas coordenadas LATITUDE 22º 42 42 S e LONGITUDE 41º 59 30 W. no marco limite geográfico dos Municípios de Armação dos Búzios e Cabo Frio. Lajes das Enchovas.º 043/94.Áre a de preservação ambiental e da pesca artesanal do Município de Armação dos Búzios. conforme Carta Náutica DHN n. priorizando a prática da pesca artesanal como sendo aquela que não compromete os recursos pesqueiros da região. § 1º .localizada nas lajes conhecidas como Alaga da. com tamanho máximo de 10metros de comprimento ou abaixo de 10 TAB (Tonelagem de Arqueação Bruta).

O Município.Na pesca das espécies de Parati (Mugil curena / M. educação. Art.A política agrária do Município. cuidando especialment e das vias de comunicação para escoamento do produto e sua comercialização direta com os consumidores e demais fontes de mercado.260 . dará prioridade a atenção específica ao pequeno e médio produtor e trabalhadores rurais. mediante prática científicas e tecnológicas.O Município promoverá o desenvolvimento do setor rural. Art. § 1º .a . conforme dispuser Portaria do IBAMA . será orientada no sentido de promover o desenvolvimento econômico e a preservação da natureza. § 2º .O Município poderá estabelecer convênios com entidades públicas federais para implementação dos planos e projetos especiais de reforma agrária Política Agrícola Art. à redistribuição justa da propriedade e a preservação do meio ambiente. será tolerado o percentual máximo de 10% (dez por cento) ao total capturado. CAPÍTULO IX Política Agrícola Desenvolvimento do Setor Rural Art. a projetos de proteção ambiental ou pesquisa e experimentação e a agropecuária. brasiliensis) o comprimento total igual a 17cm. serão destinad as preferencialmente ao assentamento de famílias de origem rural. Política Agrária Art. Para o Parati fica estabelecido o PESO MÍNIMO de captura e comércio igual a 200gr (duzentos gramas).Fica estabelecido o TAMANHO MÍNIMO de captura e comércio de Sardinha Verdadeira (S. será permitida a utilização de rede com malha igual a 35mm de nó a nó. Parágrafo Único . 261 . Exemplares capturados abaixo do tamanho mínimo permitido sujeitarão ao infrator às penalidades da legislação em vigor. estadual e federal. 262 . Para a Lagosta vale o disposto na Portar ia do IBAMA que trata do defeso da espécie. 265 . propiciando a justiça social e a manutenção do homem no campo. gaimordianus).Será de responsabilidade do pescador o destino final do produto de sua pescaria . situadas fora da área urbana. lazer e infra-estrutura. 259 . com prioridade para a fixação do indivíduo no campo.Na elaboração e execução dos planos de governo. o Município assegurará e garantirá a efetiva participação dos diversos setores produtivos através de .No caso de captura de exemplares com tamanho inferior ao disposto neste artig o. sendo vetado ao mesmo devolvê-lo ao mar.Aos infratores serão tomadas as medidas legais cabíveis nas esfera municip al. nos limites de sua competência.As terras públicas municipais. formulada em comum acordo com o Estado. Terras Públicas Art. a produção de alimentos para abastecimento regional. cultura. pela garantia às comunidade de acesso à formação profissional. Convênios Art. 264 . 263 .

suas representações sindicais e organizações similares.

Objetivos Primordiais Art. 266 - O Município, em ação conjunta com o Estado, exercerá a fiscalização e controle do armazenamento, do abastecimento de produtos agropecuários, bem como, a comercialização de insumos agrícolas em seu território, estimulando a adubação orgânica e o combate das pragas e doenças, direcionando ainda sua atuação no sentido dos seguinte objetivos: I - expansão da rede de eletrificação rural; II - instalação e ampliação de serviços telefônicos comunitários nos Bairros e Vilas; III - estimular à policultura e a implantação de sistemas de produção integrados; IV - erradicar a prática de queimadas e prestar orientação sobre o uso adequado de preparação do solo para o plantio; V - participar na distribuição de mudas e sementes, incentivando sua produção local; VI - exercer fiscalização e vistorias nas áreas reservadas de matas e florestas, exigi ndo restauração em caso de devastações; VII - impor e determinar proteção às nascentes de água potável e de outras fontes aproveitáveis ou utilizadas na irrigação; VIII - apoiar a prestação de serviço de assistência técnica e de extensão rural, objetivando prioritariamente o atendimento em benefício dos pequenos e médios produtores, dos trabalhadores rurais, suas famílias e suas organizações; IX - prestar serviços de saúde, ou designar agentes de saúde nos Bairros e Vilas, inclusive fornecer atendimento odontológico por meio de gabinete instalado em unid ade móvel itinerante; X - realizar o cadastramento das terras ociosas inadequadamente aproveitadas, indicando-as ao órgão competente para fins de desapropriação e reforma agrária; Parágrafo Único - A enumeração supra não esgota a competência do Município, cujos agentes públicos atuarão no sentido de propiciar medidas que levem à justiça social e à manutenção do indivíduo no campo, de modo a apoiá-lo em todas as suas iniciativas particulares e nas que conduzam à melhoria da comunidade que habitam. CAPÍTULO X Seguridade Social, Saúde e Assistência Social Seção I Seguridade Social Ações Integradas Art. 267- A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativ a dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e assistência sociais. Financiamento Art. 268 - A seguridade social será financiada por toda sociedade de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, além das contribuições de que tratam os incisos I, II e III do art. 195 da Constituição da República. § 1º - A receita do Município destinada à seguridade social constará do orçamento. § 2º - Nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total.

Seção II

meio ambiente e saneamento básico. fiscalização e controle. VII .integrações das ações e serviços de saúde do Município ao Sistema Único de Saúde. II . Sistema Único de Saúde Art. . nos termos da lei. o lazer e o acesso aos bens e serviços especiais. VIII direito do indivíduo de obter informações quanto ao potencial dos serviços de saúde. com direção única exercida pela Secretaria de Saúde do Município. sem qualquer discriminação. o trabalho. adequadas às diversas realidades epidemiológicas. respeitada a autonomia dos cidadãos. diretamente ou através de terceiros. com comando único exercido pelo Prefeito. sem prejuízo dos demais serviços assistenciais. a renda. no âmbito do Município. a moradia. assistência alimentar e de nutrição. o saneamento básico.As ações e serviços executados diretamente pelo Poder Público ou através da participação complementar da iniciativa privada.universalização e eqüidade em todos os níveis de atenção à saúde. proteção e recuperação de sua saúde e da coletividade. assegurada mediante políticas sociais e econômicas que visem à eliminação do risco de doenças e de outros agravos. VI resolutividade dos serviços e sua organização em todos os níveis de assistência à saúde de modo a evitar capacidade instalada ociosa.Para atingir os objetivos estabelecidos neste artigo o Município promoverá. cabendo ao Poder Público dispor.Saúde Princípio e Objetivos Art. por intermédio da Secretaria Municipal de Saúde. sobre sua regulamentação. também. educação preventiva contra moléstias e controle da poluição ambiental. sua utilização pelo usuário e esclarecimentos sobre assuntos pertinentes à promoção. a alimentação. com prioridade. IX . § 2º . curativas e reabilitadoras.A saúde é direito de todos e dever do Poder Público. e seus níveis expressam a organização social e econômica. proteção e recuperação.prioridade para as atividades preventivas e de atendimento de emergência e urgência. o meio ambiente. evitando as dicotomias preventivo/ curativo. o transporte. à população urbana e rural. III -integralidade e continuidade na prestação de serviços e ações preventivas. § 1º . ambulatorial/hospitalar e individual/coletiva. ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção. a educação.A saúde tem como fatores determinantes e condicionantes entre outros. Ações e Serviços de Saúde Art. devendo sua execução ser feita.As ações e serviços de saúde são de relevância pública. constituem o Sistema Único de Saúde .gratuidade dos serviços e das ações de assistência à saúde dos usuários.SUS . preferencialmente por entidades filantrópicas e. condições satisfatórias de saneamento. V .descentralização político-administrativa. 269 . por todos os meios ao seu alcance. IV . de acordo com as seguintes diretrizes: I .integração em nível executivo das ações de saúde. por pessoa física ou jurídica d e direito privado. 270 . 271 . em todos os níveis.

celebrar contratos e convênios com entidades prestadoras de serviços privados d e saúde. c) de alimentação e nutrição. gestão. em articulação com sua direção estadual. controle e avaliação das ações referentes as condições e aos ambientes de trabalho. II . 273 . Competência da Direção do SUS Art. XII . vedada a sua comercialização. tecidos. controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde e gerir e executar os serviços públicos de saúde. especialmente sobre a reprodução humana e tratamento. organizar. que venham a ser adotadas em lei complementar.dispor sobre a fiscalização e normatização da remoção de órgãos.participar do planejamento. II . d) de saneamento básico. na forma da lei. fiscalização e acompanhamento das ações e serviços de saúde. para controlá-las. X controlar e fiscalizar os procedimentos dos serviços privados de saúde. b) de vigilância sanitária e controle das Zoonoses.São atribuições da direção municipal do Sistema Único de Saúde: I .formar consórcios administrativos intermunicipais para desenvolver. XI participação da comunidade na formulação.SUS.gerir laboratórios públicos de saúde e hemocentros.SUS. V dar execução no âmbito municipal a política de insumos e equipamentos para a saúde. estaduais e federais competentes. XI normatizar complementarmente as ações e serviços públicos de saúde no seu âmbito de atuação. VIII . 272 À direção municipal do Sistema Único de Saúde . programação e organização da rede regionalizada e hierarquizada do Sistema Único de Saúde. III participar da execução. bem como controlar e avaliar sua execução. IX . compete: I planejar.prestar informações aos trabalhadores a respeito de atividades que comportem ri scos .autorizar a instalação de serviços privados de saúde e fiscalizar-lhes o funcionamento.X conjugação dos recursos financeiros. e e) de saúde do trabalhador. e substâncias para fins de transplante. junto aos órgãos municipais. XII . VI colaborar na fiscalização das agressões ao meio ambiente que tenham repercussão sobre a saúde humana e atuar. IV executar serviços: a) de vigilância epidemiológica. as ações e os serviços de saúde que lhes correspondam. do Estado e do Município na prestação de serviços de assistência à saúde da população. Atribuição da Direção do SUS Art. VII . tecnológicos. materiais e humanos da União. em conju nto. pesquisa.outras.

das doenças profissionais e acidentes de trabalho. . IV . pelos ambulatórios médicos dos órgãos ou empresas públicas ou privadas. III .intervir.à saúde e dos métodos para seu controle.expedir notificação compulsória. interrompendo as atividades em locais de trabalho em que haja ris co iminente ou naqueles em que tenham ocorrido graves danos à saúde do trabalhador.

incluindo atendimento ao grupo familiar.garantir o controle de qualidade da água consumida pela população. XI . familiares e à sociedade organizada sobre os métodos de tratamento a serem utilizados.garantir destinação de recursos materiais e humanos na assistência integral à saúde do idoso e as doenças crônicas utilizando recursos da capacidade instalada. clubes. bem como coordenar e fiscalizar os serviços e ações específicas de modo a garantir a prevenção de doenças ou condições que favoreçam o seu surgimento. b) integração dos serviços de emergência psiquiátrica e psicológicos aos serviços de emergência geral. com instituições filantrópicas ou sem fins lucrativos prioritariamente. nas instituições de saúde. própria ou através de convênios. através de suas associações civis. de acordo com as atribuições do Município e dos recursos orçamentários disponíveis. assegurando o direito à habilitação. IX formular e implantar política de atendimento à saúde de portadores de deficiência. XIV . com todos os recursos necessários.implantar política de atendimento à saúde das pessoas consideradas doentes mentais. XV . guarda e utilização. mediante normas específicas elaboradas conjuntamente pelo Sistema de Saúde e o Sistema Educacional. XII . com reciclagem de outros materiais. sindicatos e em qualquer outra entidade civil: a) em todo estabelecimento de ensino público ou privado situado no Município. po r equipe técnica multidisciplinar. a serem firmados preferencialmente. X . para fins de transplantes e pesquisas. VIII . reabilitação e integração social. d .V . b . a doação de órgãos.coordenar e estabelecer diretrizes e estratégias das ações de vigilância sanitária e epidemiológica e colaborar no controle do meio ambiente e saneamento.determinar que todo estabelecimento. no caso em que seu uso seja imprescindível à vida. inclusive o acesso aos materiais e equipamentos de reabilitação. garantindo aos munícipes. através de campanhas promocionais educativas e outras iniciativa s. nas associações de moradores. c) prioridade e atenção extra-hospitalar. devendo ser observados os seguintes princípios: a) rigoroso respeito aos Direitos Humanos dos usuários dos serviços de saúde mental. XIII prover a criação de programa suplementar que garanta fornecimento de medicação às pessoas portadoras de necessidades especiais. VI participar na fiscalização das operações de produção transporte. tóxicos e radioativos. público ou privado sob fiscalização deórgãos d o Sistema Único de Saúde seja obrigado a utilizar coletor seletivo de lixo hospitalar. visando seu aproveitamento econômico sob a forma de adubo orgânico. e) garantia da destinação de recursos materiais e humanos para proteção e tratamento adequado ao doente mental dos níveis ambulatorial e hospitalar. b em como ênfase na abordagem interdisciplinar. executadas com substâncias e produtos psicoativos. e nas escolas públicas do Município com prioridade c) com informações sobre usinas de tratamento de lixo.incentivar. tecidos e substâncias. VII colaborar com as atividades de ensino e pesquisa na área de saúde. o acesso ao cadastramento .assegurar a existência de locais para prevenção e atendimento especializado a criança.elaborar e divulgar programas de saúde visando à prevenção de doenças de várias naturezas com campanhas educativas da população. d) ampla informação aos doentes.exercendo controle rigoroso do uso de substâncias ou produtos de origem radioa tiva. ao adolescente e ao adulto dependente de entorpecentes e drogas afins.

.para controle.

§ 1º -A Conferência Municipal de Saúde se reúne bienalmente com a representação dos vários segmentos sociais para avaliar a situação de saúde e propor as diretrizes par a a formulação da política de saúde do Município convocada pelo Poder Executivo ou extraordinariamente por este ou pelo Conselho Municipal de Saúde.XVI . § 2º . aproveitando pessoas disponíveis na comunidade. inclusive nos aspectos econômicos e financeiros. reunir-se-á anualmente para a elaboração do Plano Municipal de Saúde e periodicamente para fiscalizar a eficiência da aplicação de recursos de saúde. Conselho Municipal de SaúdeArt.O plano municipal de saúde será elaborado pela Secretaria Municipal de Saúde e Promoção Social e atualizado periodicamente junto ao Conselho Municipal de Saúde. ou através de convênios com entidades de ensino especializado com ênfase especial às atividades preventivas. é composto por representantes do Poder Executivo. § 1º As Comissões Intersetoriais terão a finalidade de articular políticas e programas de interesse para a saúde cuja execução envolva outras áreas não compreendidas noâmbito do S istema Único de Saúde. atuará na formulação de estratégias e no controle de execução de política de saúde.O Conselho Municipal de Saúde criará Comissões Intersetoriais de âmbito municipal. órgão de deliberação colegiada. com treinamento e aperfeiçoamento garantido pela autoridade pública. contará com Conselho Municipal de Saúde. § 3º .O Conselho Municipal de Saúde apreciará relatório anual de prestação de contas da Secretaria Municipal de Saúde e Promoção Social sobre o orçamento e a política de saúde desenvolvida no município visando a transparência da administração. preservando seu conhecimento de medicina popular. b) adscrição da clientela. sem ônus para o Município. c) resolutividade de serviços a disposição da população. técnicos e a administrativos próprios. 275 . profissionais de saúde e usuários com representação paritária em relação ao conjunto dos demais segmentos. § 5º . com vista a colaborar em futuras ações preventivas integradas em saúde. sem ônus para o Sistema Único de Saúde . Comissão Intersetoriais Art. .O Conselho Municipal de Saúde. § 4º .O Conselho Municipal de Saúde será presidido pelo Secretário de Saúde do Município e.executar política de Odontologia Social que corresponda às necessidades do Município com recursos econômicos. cuja organização e normas de funcionamento serão definidas em lei específica. XIX organizar distritos sanitários com alocação de recursos técnicos e práticos de saúde adequadas à realidade epidemiológica local. Parágrafo Único Os limites dos distritos sanitários referidos no inciso XIX constarão do Plano Municipal de Saúde e serão fixados segundo os seguintes critérios: a) área geográfica de abrangência. prestadores de serviço.preparar agentes de saúde. integradas pelos órgãos competentes e por entidades representativas da comunidade. XVIII estabelecer cooperação com a rede pública de ensino de modo a promover acompanhamento constante às crianças em fase escolar prioritariamente aos estudantes do primeiro grau.SUS. XVII . sob sua convocação ou de 1/3 de seus integrantes. 274 O Sistema Único de Saúde SUS.

e) ciência e tecnologia. de acordo com os princípios da política nacional e estadual de saúde e das normas gerais estabelecidas pelo Conselh o Municipal de Saúde. no âmbito do Município. § 4º . as seguintes atividades: a) vigilância sanitária e farmacoepidemiologia. § 2º A participação da iniciativa privada ocorrerá quando as disponibilidades do serviço público de saúde forem insuficientes para garantir a plena cobertura assistenc ial à população de determinada área. . g) segurança e saúde do trabalhador. 276 É assegurada na área de saúde a liberdade de exercício profissional e de organização de serviços privados. i) informações em saúde com ênfase os cuidados primários de saúde com formação de consciência sanitária individual. principalmente nas primeiras séries do ensino fundamental. § 50 .§ 2º A articulação das políticas e programas.As cláusulas essenciais de convênios e de contratos e os valores para remuneração de serviços. na forma de lei. § 3º As entidades contratadas e conveniadas submeter-se-ão às normas técnicas e administrativas e aos princípios e diretrizes do Sistema único de Saúde . em especial. administradores e dirigentes de entidades ou serviçoscontratados é veda do exercer cargo de chefia ou função de confiança no Sistema Único de Saúde.As entidades de serviços de saúde de natureza privada que descumpram as diretrizes do SUS ou os termos previstos nos contratos e convênios firmados com o Poder Público aplicar-se-ão sanções previstas em lei.a saúde do idoso. mantido o equilíbrio econômico e financeiro do contrato.SUS. j) . a cargo das comissões intersetoriais abrangerão. mediante o contrato de direito público ou convênio. d) integração social do cidadão portador de deficiência física. 277 O Sistema Único de Saúde. § 1º As instituições privadas poderão participar de forma complementar do Sistema Único de Saúde. § 7º Aos proprietários. tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos. f) recursos humanos. § 6º É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições privadas com fins lucrativos. b) alimentação e nutrição. além de outras fontes. Recursos Orçamentários Art. os parâmetros de serviços. do Estado. Atividade Privada Art. h) saúde escolar com prioridade aos estudantes do primeiro grau. c) respeito ao meio ambiente controle da poluição ambiental e saneamento básico. será financiado com recursos do orçamento do Município. da União e da seguridade social. os da cobertura assistêncial e a forma de realização de convênios serão estabelecidos pelo Conselho Nacional de Saúde de acordo com as normas estabelecidas pelo direito público.

. excluídas as decorrentes de receitas específicas. no que sere fere a participação do Município no Sistema Único de Saúde .O montante das despesas com saúde não será inferior a 10 (dez por cento) das despesas globais do orçamento anual do Município. computadas as das aplicações de transferências constitucionais.SUS.§ 1º .

. 278 Fica criado o Fundo Municipal de Saúde. multas. de planos de cargos e salários e de carreira para o pessoal do Sistema Único de Saúde SUS . Fundo Municipal de Saúde Art. da administração direta e indireta. 280 A prática de recursos humanos na área de saúde será formalizada e executada. inclusive de pós-graduação com programas de aperfeiçoamento de profissionais que complementem a prestação de serviços e ações preventivas. do Estado e do Município. e) rendas eventuais. serão financiadas por recursos tarifários específicos e outros da União.§ 2º São considerados de outras fontes os recursos provenientes de: a) serviços que possam ser prestados sem prejuízo da assistência à saúde. emolumentos e preços públicos arrecadados no âmbito do Sistema Único de Saúde SUS. além de outras fontes. com as diferentes esferas de governo em cumprimento dos seguint es objetivos: I organização de um sistema de formação de recursos humanos na área de saúde com capacitação técnica e reciclagem permanente em todos os níveis de ensino. Parágrafo Único O Fundo Municipal de Saúde será constituído por recursos provenientes das transferências Federal e Estadual e do orçamento da Prefeitura. baseados em critérios definidos nacionalmente. no Município. que será administrado pela Secretaria Municipal de Saúde. articuladamente. c) alienações patrimoniais e rendimentos de capital. 279 O processo de planejamento e orçamento do Sistema Único de Saúde serão compatíveis às necessidades da política de saúde e a disponibilidade de recursos do Fundo Municipal de Saúde. b) ajuda. subordinado ao planejamento e ao controle do Consel ho Municipal de Saúde. Parágrafo Único O Plano Municipal de Saúde será a base das atividades e programações da instância gestora do Município e sua execução submeter-se-á ao orçamento aprovado. curativas e reabilitadoras. Planejamento e Orçamento Art. d) taxas. executadas no âmbito do Sistema Único de Saúde SUS . § 4º As ações de promoção nutricional. inclusive comerciais e industriais. § 3º As ações de saneamento que venham a ser executadas supletivamente pelo Sistema Único de Saúde SUS. II instituição. serão financiadas com recursos do orçamento diversos daqueles da Saúde. doações e donativos. contribuições. Recursos Humanos Art.

. direção e assessoramento no âmbito do Sistema Único de Saúde SUS. constituem campo de prática para ensino e pesquisa mediante normas específicas. só poderão ser exercidos em regime de tempo integral. Parágrafo Único Os serviços públicos que integram o Sistema Único de Saúde SUS. Cargos e funções de Chefia Art. elaboradas conjuntamente com o sistema educacional. 281 Os cargos e funções de chefia.III valorização da dedicação exclusiva aos serviços do Sistema Único de Saúde SUS.

ao parto e ao aleitamento.SUS. direção ou assessoramento. científicos e assistenciais.atendimento às crianças em geral. transporte. IV assistência à mulher. na proporção fixada pela autoridade responsável.O Sistema Único de Saúde garantirá assistência integral à saúde da mulher. bem como acesso gratuito aos métodos anticoncepcionais. tanto para a procriação quanto para evitá-la. indicações e contra-indicações. III .fornecimento de recursos educacionais. Acupuntura e Fitoterapia. que Integrarão a rede oficial de assistência à população.§ 1º Os servidores que legalmente acumulam dois cargos ou empregos poderão exercer suas atividades em mais de um estabelecimento do Sistema Único de Saúde SUS. 283. através dos órgãos competentes.O Município.O Sistema único de Saúde abrangerá outras práticas terapêuticas. do homem ou do casal. órgãos operacionais de comunicação. através da implantação da política municipal adequada. mediante convênio com a União e o Estado de modo a garantir: I . 286 . Práticas Terapêuticas Art. atenção médica pré e infra-hospitalar.assistência à gestação. com exceção dos ocupantes de cargos ou função de chefia. determinará a fluoretização da água de abastecimento. 285 . Fluoretização da Água Art. com ênfase aos cuidados primários de saúde e aos adolescentes através de conhecimentos sobre doenças sexualmente transmissíveis e uso de drogas. 284 . criar e implantar o Sistema Municipal de Serviços de Urgências. Sistema de Serviços de Urgência Art. VI . como também no caso de violência sexual.Cabe ao Município. garantindo inclusive suprimento dos insumos específicos para este atendimento. 282 . em caso de aborto provocado ou não. V assistência às crianças portadoras de Síndrome de Imaturidade Cerebral e as que apresentem distúrbio do aprendizado através da Secretaria Municipal de Saúde ou de convênios com áreas especializadas. da criança e do adolescente em todas as fases de sua vida. Assistência à Mulher e ao Menor Art. Assistência Farmacêutica Art. esclarecendo os resultados. tais como Homeopatia. .A assistência farmacêutica será integrada ao Sistema Único de Saúde . em consonância com a do Estado e da União.o acesso da população carente aos medicamentos essenciais dentro de critérios estabelecidos pela Secretaria de Saúde e Promoção Social. assegurando na sua composição. II direito à auto-regulação da fertilidade como livre decisão da mulher. mediante convênio com o Estado. entorpecentes e afins.O disposto no parágrafo anterior aplica-se também aos servidores em regime de tempo integral. vedada qualquer forma coercitiva ou de indução por parte de instituições públicas ou privadas. § 2º . asseguradas dependências especiais nos serviços garantidos direta ou indiretamente pelo Poder Público. assegurando: I .

mecanismos de controle sobre postos de manipulação. dispensação e/ou venda de medicamentos. drogas e insumos farmacêuticos destinados ao uso e consumo humano. .II .

O Poder Público deverá assegurar a inclusão de profissionais especializados como psicólogos. 291 . exames e tratamentos oftalmológico e fonoaudiólogos.O Município. Profissionais Especializados Art. Legislação Suplementar Art. Imperícia e Omissão de Socorro Art. Parágrafo Único .O Poder Público. hospitais.As empresas privadas prestadoras de serviços de assistência médica. deverão ressarcir o Município das despesas com o atendimento dos segurados respectivos em unidades de saúde pertencentes ao Sistema Único de Saúde. quando a rede pública não estiver capacitada a fornecê-l o. fisioterapeutas e outros que se façam necessário para assistência à saúde. cominando penalidades sev eras para os culpados. teatros e demais estabelecimento s de grande afluência de público. cinemas. tecidos ou substâncias possíveis de serem utilizadas quando de sua morte. observados os preceitos . a imprudência e a omissão de socorro nos estabelecimentos hospitalares oficiais e particulares. as penalidades poderão variar da imposição de multas pecuniárias à cassação da licença de funcionamento. transportes coletivos. restaurantes.O pagamento será de responsabilidade das empresas a que estejam associadas as pessoas atendidas em unidades de saúde do Município. 289 .O Município no âmbito de sua competência. Combate ao Fumo Art.Aquisição de Insumos Art. 290 . repartições públicas.O Município instituirá mecanismos de controle e fiscalização adequados para coibir a imperícia. garantirá aos alunos da rede pública de ensino. Doação de Órgãos Art. Ressarcimento de Despesas Art. fiscalização e controle das ações e serviços de saúde.Compete ao Município suplementar. Parágrafo Único . e as crianças que ingressem no pré-escolar. concederá estímulos especiais as pessoas que doarem órgãos. que dispunha sobre a regulamentação. que se organizam em sistemas único. 293 . assistentes sociais. se necessário. 287 . Acompanhamento Médico Art. na forma da Lei. 294 . 288 . mediante ação conjunta de suas áreas de educação e saúde. a legislação federal e estadual. acompanhamento médico odontológico. estabelecerá medidas de proteção à saúde dos cidadãos não fumantes em escolas. com o propósito de restabelecer funções vitais à saúde.O Município só poderá adquirir medicamentos e soros imunobiológicos produzidos pela rede privada. administradoras de planos de saúde. 292 .Quando se tratar de estabelecimentos particular. a negligência.

estabelecidos na Constituição Federal. Seção III .

dever do Estado.Caberá ao Município promover e executar as obras e serviços sociais que. à maternidade. prestará assistência social a quem dela necessitar. em ação conjunta com o Estado e a União.O plano de assistência social do Município.Toda distribuição de alimentos ou outros bens pelos orgãos ou entidades públicas do município serão feitas mediante prévia consulta ao cadastro único de pessoas carentes e visitas das assistentes sociais aos lares a serem beneficiado s. direito e responsabilidade de todos . em caso de abandono. Atuação do Município Art. 301 . por sua natureza e extensão.A lei estabelecerá estímulos e incentivos para adoção de menor abandonado ou seu recolhimento por famílias ou instituições sociais. 297 .a promoção da integração ao mercado de trabalho.a proteção à família.O Município. V . § 2º .O Município. terá por objetivo a correção dos desequilíbrios do sistema social. à infância. 299 .criação de um centro para recebimento e encaminhamento do menor. pedagógica e administrativa nos projetos sociais. 300 . Adoção de Menor Art. III . Núcleo Municipal Art. sem ônus para o Município. II .Assistência social Serviço Social Art. Distribuição de Alimento Art.criação de um centro para habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiências e a promoção e integração à da comunitária. delinqüência e outras causas. Orientação Técnica Art.Poderá ser criado o Núcleo Municipal de Assistência social. nos termos em que a lei estabelecer. não possam ser atendidas pelas instituições de caráter privado. 203 da Constituição da República. visando a um desenvolvimento social harmônico. VI -cadastramento municipal único das pessoas realmente carentes. a adolescência e a velhice. direcionando especialmente sua atuação no sentido dos seguintes objetivos: I . no âmbito de sua atuação. consoante norma prevista no art. prestará e desenvolverá o serviço social. 298 .o amparo às crianças e adolescentes carentes.O Município assegurará a presença de pessoal qualificado para orientação técnica.A Segurança Pública. 296 . 295 . CAPÍTULO XI Segurança Pública Disposicões Gerais Art. favorecendo e coordenando as iniciativas particulares que visem a este o bjetivo. IV . § 1º .

é exercida pelo Poder Público no âmbito Municipal. para preservação do meio ambiente. observada a legislação estadual. dos bens do Município e a disciplina do trânsito.. .

303 . § 6º . § 3º . 302 . Plano Diretor Art.É vedado a construção de imóvel com mais de dois pavimentos em toda extensão do Município. respeitadas as funções sociais da Cidade e o bem-estar de seus habitantes. saneamento básico.A investidura nos casos da guarda municipal far-se-á mediante concurso público de provas ou provas e títulos. implementará o pleno atendimento das funções sociais da Cidade.A política urbana. serviços e instalações. § 2º . visando ao cumprimento de sua função social e agir sobre a oferta do solo. § 4º . § 1º .O plano diretor. lazer. contemplará os objetivos. formulada e administrada no âmbito do processo de planejamento e em consonância com as demais políticas municipais. Política Urbana Art. destinada à proteção de seus bens. § 2º . no plano diretor e à legislação urbanística aplicável. contenção de encostas.O exercício do direito de propriedade e do direito de construir fica condiciona do ao disposto nesta Lei Orgânica. § 3º . § 7º .É vedado o desmatamento. educação. de maneira a impedir sua retenção especulativa. CAPÍTULO XII Política Urbana Seção I Disposições Gerais Objetivo Fundamental Art. proteção e recuperação do patrimônio ambiental e cultural. tratará o conjunto de ações propostas por esta Lei Orgânica.O plano diretor é instrumento regulador dos processos de desenvolvimento urbano.§ 1º .A lei complementar de criação de guarda municipal disporá sobre o acesso. Parágrafo Único. vantagens e regime de trabalho. o Poder Público poderá intervir na propriedade. drenagem das vias de circulação. transporte público. energia elétrica. creche. servindo de referência a todos os agentes públicos e privado . 304 . § 5º . deveres. nos termos do desenvolvimento municipal expresso nesta Lei Orgânica. metas. água potável.Para cumprir os objetivos e diretrizes da política urbana.O plano diretor. segurança e preservação. com base na hierarquia e disc iplina.As funções sociais da Cidade compreendem o direito da população à moradia. iluminação pública.A formulação e a administração da política urbana levarão em conta o estado social de necessidade e o disposto neste artigo. saúde. estratégias e programas da política urban a. nos termos de lei complementar. direitos.A política urbana tem como objetivo fundamental a garantia de qualidade de vida para os habitantes. cultura. sem a prévia licença da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. como parte integrante do processo de planejamento e como instrumento da política urbana. abastecimento. serviços de limpeza urbana. o corte de árvore e sua poda em todo território do município.O Município poderá constituir guarda municipal.

s. Participação Popular .

proteção e recuperação do meio ambiente urbano e cultural. Aproveitamento do Solo Urbano . § 2º . a não ser as de gabarito e densidade iguais ou inferiores às que forem previamente demolidas no local. urbanístico-institucional e administrativo. Seção II Desenvolvimento Urbano Princípios Básicos Art.compatibilização de usos. XI . sem computar os acréscimos da expectativa de lucro ou das mais-valias decorrentes de investimentos públicos na região. V . 307 . § 1º .O Poder Público garantirá à população os meios de acesso ao conjunto de informações sobre a política urbana.a boa qualidade de vida da população. VI . sem prejuízo das ações cabíveis contra o loteador. mediante controle da implantação e do funcionamento de atividades econômicas. em linguagem acessível ao cidadão comum.A política de desenvolvimento urbano respeitará os seguintes princípios: I . Desapropriação Art. 306 .criação de áreas de especial interesse urbanístico.preservação. financeiro. conforme disposto em lei.utilização planejada do território e dos recursos naturais.Para assegurar as funções sociais da Cidade e da propriedade. conjugação de atividades e estimulo à sua complementaridade no território municipal.integração e complementaridade entre as atividades urbanas e rurais.O acesso às informações. o Poder Público poderá valer-se de instrumentos fiscal. XII . c) espaços adensados inadequadamente em relação à infra-estrutura e aos equipamentos comunitários existentes ou previstos.O processamento para desapropriação por interesse social e utilidade públic a e para o atendimento da política urbana e das diretrizes do plano diretor adotará co mo valor justo e real da indenização do imóvel desapropriado o preço do terreno como tal. garantindo pleno acesso a todos os cidadãos. qualidade e distribuição espacial. Parágrafo Único . 305 .A participação popular no processo de tomada de decisão e a estrutura administrativa descentralizada do Poder Público são a base da realização da política urbana. b) o estabelecimento de atividades consideradas prejudiciais à saúde e nocivas à coletividade.Art. turístico e de utilização pública. VII . II . ambientar.criação e delimitação de áreas de crescimento limitado em zonas supersaturadas da Cidade onde não se permitam novas construções e edificações. social. X . como forma de controle sobre a responsabilidade de suas ações. VIII . não titulados e clandestino s.a climatização da Cidade. subutilização ou não utilização do solo edificável.justa distribuição dos benefícios e ônus decorrentes do processo de urbanização.ordenação e controle do uso do solo de modo a evitar: a) a ociosidade. IV .provisão dos equipamentos e serviços urbanos em quantidade. III . através da urbanização e titulação. deve ser descentralizado ao âmbito das Regiões Administrativas. jurídico-urbanístico. IX .regularização de loteamentos irregulares abandonados.

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a contar da data de notificação pela Prefeitura ao proprietário do imóvel. especialmente convocada. exigível até a aquisição do imóvel pela desapropriação.a expedição da licença ficará condicionada à decisão. devendo a notificação ser averbada no Registro de Imóveis. pelo atendimento do seguinte: I . admitida a indenização em títulos da divida pública somente nos casos de interesse social relevante. previstos na Constituição da Repúblic a.O Poder Público.As terras públicas não utilizadas ou subutilizadas serão prioritariamente destinadas a assentamentos de população de baixa renda e à instalação de equipamentos urbanos de uso coletivo. cuja ação deverá ser proposta no prazo de dois anos contados da data do primeiro lançamento do imposto. de acordo com a sua hierarquia. III . observando o disposto em lei.imposto progressivo no tempo.parcelamento ou edificação compulsória. por associação de moradores legalmente registrada após assembléia que. além de responsabilizar a autoridade administrativa concedente da licença. II .O direito de vizinhança instituído neste artigo poderá ser exercido simultaneamente pelos proprietários lindeiros ou. 312 . dos requisitos legais. sob pena. Parágrafo Único . Reconhecimento de Logradouro Art. por inflação político-administrativa ou falta grave. 311 . subutilizado ou não utilizado. poderá exigir do proprietário do solo urbano não edificado. seja pela aplicação da lei civil.A alienação de imóvel. nem dispensa do cumprimento das obrigações legais dos proprietários. os quais poderão manifestar-se a respeito da observância. seja pelas disposições desta Lei Orgânica e. III . se manifeste pelo exercício desse direito. conforme definido em lei. Direito de Vizinhança Art. sucessivamente. das impugnações apresentadas. § 1º . não interrompe o prazo fixado para parcelamento e edificação compulsórios.O abuso de direito pelo proprietário urbano acarretará sanções administrativas.O ato de reconhecimento de logradouro de uso da população não importará a aceitação da obra ou aprovação do parcelamento do solo. 308 . n o projeto. que promova seu adequado aproveitamento.Art. 309 . § 2º . Licença de Obras . 310 . loteadores e demais responsáveis. no prazo máximo de três anos.desapropriação por necessidade ou utilidade pública efetuada mediante justa e prévia indenização em dinheiro. para área incluída no plano diretor. Terras Públicas Art. em substituição a estes. especialmente quanto ao licenciamento de obras no Município.a consulta ao processo se fará diretamente pelos interessados ou por terceiro s legalmente qualificados. além das civis e criminais. II .O descumprimento das disposições deste artigo implica o cancelamento automático da licença ou sua denegação. pela autoridade competente. posterior à data da notificação.é assegurado aos proprietários e moradores dos imóveis lindeiros o direito de inte rvir no processo para verificar e exigir adequação do projeto à legislação em vigor. de: I .É reconhecido o direito de vizinhança. Abuso de Direito Art.

O Poder Executivo manterá. § 4º . no mínimo. de qualidade do ar e qualidade visual. de iniciativa privada ou pública. a restrição ou o embaraço ao acesso ao cadastro constituem falta grave do servidor que Lhes der causa. § 3º. os seguintes aspectos de interferência da obra sobre: I .Os direitos decorrentes da concessão da licença para lotear. é do órgão a que compete a autorização. nos termos da legislação pertinente.A responsabilidade administrativa para a realização do estudo. § 6º .o meio ambiente natural e construído. III . contendo.Art. edificar ou construir cessarão se não for atendido o prazo constante da licença com direito a renovação desde que solicitado.o nível de ruído. § 1º . proprietário ou não de áreas ou glebas urbanas. será acompanhado de relatório de impacto de vizinhança. excetuadas aquelas localizadas nas áreas de regularização fundiária conforme previsto em legislação específica.O relatório será submetido à apreciação técnica da administração. parcelar a terra.o sistema viário.A autorização para implantação de empreendimentos imobiliários com a instalação de equipamentos urbanos e de infra-estrutura modificadores do meio ambiente. data de implantação dos serviços ou equipamentos urbanos e outros dados acerca da situação legal. abrir ruas. telefonia e energ ia elétrica. serviços urbanos existentes e inexistentes. § 1º . IV . parcelar a t erra. será precedida de realização de estudos e avaliação de impacto ambiental do meio ambiente e urbanístico. construir. 314. § 5º .A sonegação. seja reconhecido ou não. em audiências públicas. 315 . embargo ou demolição. vender ou receber qualquer tipo de pagamento de terceiros pela ocupação d o lote ou da construção sem autorização da autoridade competente. Seção III .Qualquer construção ou atividade de urbanização executada sem autorização ou licença é sujeita à interdição.Qualquer projeto de edificação multifamiliar ou destinado a empreendimento s industriais ou comerciais. urbana e fiscal de cada logradouro.as características sócio-culturais da comunidade. evolução histórica.Os órgãos públicos afetos a cada item que compõem o relatório de impacto de vizinhança responsabilizar-se-ão pela veracidade das informações contidas nos respectivos pareceres. e de sua contestação às entidades representativas da sociedade civil. cadastro municipal de logradouros. quando efetuado. para apreciação e aprovação. gás. encaminhado aos órgãos públicos. do qual constarão informações sobre a localização. § 2º .É livre o acesso das associações de moradores e de qualquer do povo às informações constantes do cadastro municipal de logradouros.É garantido o direito de acesso ao relatório. Parágrafo único . atualizando-o permanentemente. cabendo o ônus do contrato a quem postular. Cadastro de Logradouros Art. II . V . § 2º . contratado após licitação. data de reconhecimento. por iniciativa do Poder Público ou da iniciativa privada. 313 . extensão.O Município adotará os procedimentos criminais e cíveis cabíveis contra aquele que. Edificações Especiais Art.a infra-estrutura urbana relativa à rede de água e esgoto.

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bem como a sua posterior implementação. Direito de Informação Art. articuladas com as econômico-financeiras e administrativas.Plano Diretor Instrumento Básico Art. § 3º . dando-lhes condições de discutir os problemas urbanos e participar de suas soluções. nos termos desta Lei. 317 . acompanhamento e avaliação do plano diretor. obrigatoriamente. § 4º .O Poder Executivo manterá política de modernização e atualização de seus sistemas administrativos. as fases de discussão e elaboração do plano diretor.O Poder Público garantirá os meios para que a informação chegue aos cidadãos. § 1º .A destinação do patrimônio imobiliário do Município será compatibilizada com a política de desenvolvimento urbano expressa nesta Lei Orgânica e no plano diretor.Os objetivos e diretrizes do plano diretor constarão. § 2º .É garantida a participação popular através de entidades representativas da comunidade. implementação.O plano diretor será proposto pelo Poder Execut ivo e aprovado pela Câmara Municipal. II . abrangendo a totalidade do território do Município e contendo diretrizes de uso e ocupação do solo.definição dos problemas prioritários do desenvolvimento urbano local e dos objetiv os e diretrizes para o seu tratamento. .É atribuição do Poder Executivo conduzir. 316 . 319 .definição do orçamento municipal para o desenvolvimento urbano.O plano diretor é parte integrante do processo contínuo de planejamento municipal. 318 .definição dos programas. para garantir a circulação da informação no processo de elaboração e execução da política urbana e atender às consultas tanto dos demais setores da administração pública municipal como dos cidadãos. § 3º . § 1º .O plano diretor conterá disposições que assegurem a preservação do perfil das edificações de sítios e logradouros de importância especial para a fisionomia urbana tradicional da Cidade. § 2º . zoneamento. do plan o plurianual do Governo e serão contemplados no orçamento plurianual de investimentos. Parágrafo Único . programas e projetos a serem implementados pelo Poder Executivo.Todo cidadão tem o direito de ser informado dos atos do Poder Público em relação à política urbana. III .O processo de elaboração do plano diretor contemplará as seguintes etapas sucessivas: I . no âmbito do processo de planejamento municipal. Seção IV Responsabilidades Sociais Sistemas Administrativos Art.O plano diretor. aprovado pela Câmara Municipal é o instrumento básico da política urbana. normas e projetos a serem elaborados e implementados. nas fases de elaboração. Processo de Elaboração Art. juntamente com as metas. quando obrigatório. índices urbanísticos e áreas de especial interesse.

lagoas e lagunas. sendo vedada sua utilização para pagamento de pessoal da administração direta e indireta e de encargos financeiros estranhos à sua aplicação. projeto de resolução do novo regimento interno. fundo municipal de desenvolvimento urbano destinado à implementação de programas e projetos referentes à administração da política urbana. Art.Fundo de Desenvolvimento Urbano Art. Parágrafo Único . Parágrafo Único. nos termos da lei. Art.A formação do cadastro municipal de logradouros se iniciará no prazo de 90 (noventa) dias contados da data da promulgação desta Lei Orgânica e será concluído no prazo de dois anos. 7º . 320 .a conclusão de regularização dos assentamentos rurais sob sua responsabilidade. 6º . a qualquer título. § 3º .a conclusão da demarcação e quando couber a regularização fundiária bem como a implantação de estruturas de fiscalização adequadas e a averbação no registro de imóveis das restrições administrativas de uso das áreas de relevante interesse ecológico e das unidades de conservação.É vedada a remuneração.Fica adotada a legislação vigente no município.A Câmara Municipal promoverá a revisão desta Lei Orgânica no prazo de cinco anos contados da data de sua promulgação. Art. na data da promulgação desta Lei Orgânica no que não lhe for contrário. II . ATO DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS Art.Os projetos de lei referidos neste artigo serão apresentados no prazo de 120 (cento e vinte) dias contados da data da promulgação desta lei orgânica ressalvados aqueles cujo prazo conste de norma constitucional Art. findo os quais os respectivos projetos serão incluídos na ordem do dia. sobrestando-se o curso de quaisquer outras matérias exceto aquelas cuja deliberação esteja vinculada a prazo. 1º . aos membros do fundo. Art.a demarcação da orla e da faixa marginal de proteção dos lagos. elaborará em um ano as leis à execução desta Lei Orgânica.O projeto referido no parágrafo anterior tramitará em regime de urgência e será discutido e votado em dois turnos nos trinta dias subsequentes à sua apresentação.O Poder Público manterá. 4º . § 2º .A Câmara designará uma comissão de cinco membros para elaborá dentro de 120 (cento e vinte) dias contados da data da promulgação desta lei orgânica. 3º .No ato da promulgação desta Lei Orgânica os vereadores. 2º . o Prefeito e o VicePrefeito prestarão o compromisso de cumprí-la. 5º . III .Fica ratificado o regimento interno da Câmara municipal no que não contraria r esta Lei Orgânica § 1º . .O Município promoverá no prazo máximo de dois anos contados da data da promulgação desta lei orgânica: I . sendo a participação de cada considerada como relevante serviço público. em turno único.A Câmara Municipal. Art.Não sendo no projeto aprovado nesse prazo a mesa diretora o promulgará.

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O Poder Executivo encaminhará à Camara Municipal no prazo de 180 (cento e oitenta) dias contados da data da promulgação desta Lei Orgânica. § 1º . verticais e luminosas defronte a estabelecimento escolares públicos e privados em locais de travessias de grande fluxo de pedestres e nos cruzamentos de vias públicas de circ ulação intensa de veículos Art.O Prefeito disporá do prazo de 90 (noventa) dias contados da data da promulgação desta Lei Orgânica para o cumprimento das disposições pertinentes à criação do plano municipal de linhas de transporte coletivo urbano.No prazo de 90 (noventa) dias contados da data da promulgação desta Lei Orgânica o Poder Executivo deverá submeter a Câmara Municipal Projeto de lei sobre . Art. Art. Art.Para formação do cadastro. medição e descrição dos bens do domínio municipal.Parágrafo Único . 13 . Art.No prazo de dois anos contados da data da promulgação desta Lei Orgânica o Poder Executivo procederá a demarcação.Ato do Prefeito definirá a competência para guarda desses bens. 8º .Nos assentamentos relativos a esses bens se anotarão sempre a sua destinação e se for o caso a implementação do equipamento previsto para sua área. Art.O Poder Executivo encaminhará a Câmara Municipal no prazo de 90 (noventa) dias contados da data da promulgação desta Lei Orgânica projeto de lei dispondo o Código Tributário Municipal. 9º . § 2º . serão utilizados os dados disponíveis nos diferentes órgãos da Prefeitura os quais serão centralizados em órgãos a ser definido por ato do prefeito sem sacrifício da existência de cópias em outros órgãos. o Poder Executivo procederá a reavaliação e atualização dos bens imóveis e moveis do Município para consigná-los nos relatório que integrarão as contas de gestão do Município referente ao exercício de 1998.No prazo de cento e oitenta dias contados da data da promulgação desta Lei Orgânica serão instituídos por lei os conselhos que devam existir no âmbito do município nos termos da Lei Orgânica Art. 10 . indireta e fundacional. 11 . 16 . 15 . 12 .No prazo de 180 (cento e oitenta) dias contados da data da promulgação des ta Lei Orgânica.No prazo de 180 (Cento e oitenta) dias contados da data da promulgação des ta Lei Orgânica o Poder Executivo procederá ao recadastramento e atualização do valor venal e da tributação. Art. Art. proposta do estatuto do servidor público municipal estabelecendo regime jurídico único para os servidores d a administração direta. 14 .No prazo de 90 (noventa) dias contados da data da promulgação desta Lei Orgânica deverão estar implantadas todas as sinalizações horizontais.

O projeto de que trata este artigo será apreciado pela Câmara em regime de urgência .uso e ocupação do solo municipal: Parágrafo Único .

Art. com previsão de infrações e respectivas sanções. 19 -As áreas definidas pelo plano diretor como reserva ecológica e reserva biológica serão demarcadas cartograficamente pelo órgão competente no prazo de dois ano contados da data de aprovação do plano.respeito ao gabarito.Ficam revogadas as disposições em contrário.não ocupem área não edificáveis. de 27 de janeiro de 1997.não estejam localizadas em unidades de conservação ambiental de qualquer espécie. que estabelecerá critérios de proteção ambiental e de manutenção do equilíbrio ecológico.No prazo de 90 (noventa) dias contados da data da promulgação desta Lei Orgânica a requerimento do interessado ao órgãos competente poderão ser regularizadas obras de construção.apresentação de plantas baixas e planta de situação da edificação. e em especial a Resolução n.A remuneração dos atuais Vereadores. III . § 3º . 21 .Art. lei de defesa do Meio Ambiente. 18 . estadual e municipal. dispensado o mesmo da prestação de contas. 20 . observado o limitador previsto na Emenda Constitucional nº 001.o Poder Executivo regulamentara o disposto neste artigo no prazo d e 180 (Cento e oitenta) dias contados da data da promulgação desta Lei Orgânica e respondera pelo seu cumprimento.A verba de representação do Presidente da Câmara pelo efetivo exercício do Cargo.º 001. . para viger da data da promulgação desta Lei à 31 de dezembro de 2000. número de pavimentos e altura máxima fixados para o loca l conforme a legislação em vigor. VI . estabelecendo inclusive outros requisitos para a regularização. II .pagamento dos tributos municipais devidos § 1º .O disposto neste artigo aplica-se às obras de construção .Todos aqueles que na data da promulgação desta Lei Orgânica estiverem exercendo atividades poluidoras. fica fixada em 2/3 (Dois terço) da remuneração mensal prevista no caput deste Artigo. de 31/03/92 e dispositivos dos parágrafos lº. Parágrafo Único . modificação e acréscimo já executadas em prédio de uso residencial. § 2º . habitabilidade e higiene de acordo com os padrões e normas técnicas vigentes. fica fixada em 65% ( Sessenta e cinco por cento) do percebimento mensal dos Deputados Estaduais. 4º.comprovação de existência legal do lote pelo proprietário ou de área de posse por seu detentor. § 2º .O Poder Executivo poderá regulamentar o disposto neste artigo.A legalização da obra implicará o imediato cadastramento para fins de lançamento da tributação municipal correspondente. § 1º .O Município editará. VIII . IV . 17 . no prazo de um ano após a promulgação desta Lei Orgânica. VII . unifamiliar ou multifamiliar se atendidas as seguintes condições I . conforme certidões encaminhadas pela ALERJ às Câmaras Municipais. imediatamente deverão atender às normas e padrões vigentes na legislação federal. 2º.requisito mínimos de segurança. 5º e 6º do Artigo 68 desta Lei Orgânica Municipal. Art. modificação ou acréscimo comprovadamente executadas até 05 de novembro de 1997 Art. 3º.não constituam parte de imóvel tombado ou situados em seu entorno. V . Art.

A remuneração do atual Prefeito Municipal.º 003. ao Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.Relator JAIR PEREIRA GONÇALVES 2º Secretário IZAIAS SOUZA DA SILVEIRA Presidente da Comissão da L. das associações de moradores e comercial. fica fixada em 90% ( Noventa por cento) do percebimento mensal dos Deputados Estaduais. e em especial o Decreto Legislativo n.Os subsídios do atual Vice-Prefeito fica fixado em 60% (Sessenta por cento) da remuneração do Prefeito Municipal. MARIA ALICE GOMES DE SÁ SILVA Presidenta VALMIR CONCEIÇÃO OLIVEIRA Vice-Presidente CARLOS HENRIQUE DA COSTA VIEIRA 1º Secretário . desta disposições transitórias. § 1º . será destinada à Câmara Municipal para distribuição em igual número de exemplares pelos Vereadores. 24 . das igrejas e de outras instit uições representativas da comunidade gratuitamente. de modo que cada cidadão possa recebe r do Município um exemplar desta lei.Ficam revogadas as disposições em contrário.O Poder Público publicará e promoverá edição popular do texto desta lei que será posta à disposição das unidades da Rede Municipal de Ensino. 22 .A verba de representação do Prefeito Municipal pelo efetivo exercício do Cargo. Art. para viger da data da promulgação desta Lei à 31 de dezembro de 2000. JOSÉ CARLOS MACHADO MARTINS ELCILEI FRANCISCO GONÇALVES EMILCE CÂMARA DE ALMEIDA . dos sindicatos. dispensado o mesmo da prestação de contas. fica fixada em 2/3 (Dois terço) da remuneração mensal prevista no caput deste Artigo. conforme certidões encaminhadas pela ALERJ às Câmaras Municipais. disposto no Artigo 22 . dos cartórios. ao Prefeito.Desta Lei Orgânica serão expedidos sete exemplares autógrafados destinado à Câmara Municipal.Art.Seção Rio de Janeiro. Art. ao Arquivo Geral da Cidade de Armação dos Búzios e a Biblioteca Nacional. § 3º .Metade da tiragem em cada edição. 23 . § 2º .M. de 27 de janeiro de 1997.O. a Ordem dos Advogados do Brasil . Parágrafo Único . a Secretaria Municipal de Educação.

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