MANUAL DE EVANGELISMO E DISCIPULADO

SALVADOR/BA

MANUAL DE EVANGELISMO E DISCIPULADO

ORGANIZADO POR

Robespierre Machado robespierremachado@gmail.com

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PRIMEIRA PALAVRA

Feliz e significativa a sua escolha – a escolha de estudar a Bíblia Sagrada e suas doutrinas. Louvo ao SENHOR que por sua graça infinita e misericórdia em amor me concedeu o privilégio de compartilhar com você a Sua palavra e ministério. Caminharemos juntos no decorrer desse curso as trilhas da historiografia, da teologia e prática da evangelização bíblica. Essa será uma aventura abençoadora, fascinante e despertadora quanto à vocação e ministério de DEUS para sua vida. Minha oração é que você ouça, sem distração alguma, o supremo chamado do SENHOR – ser testemunha (At 1.8) – e, que a semelhança de Paulo possa também no final com convicção no ESPÍRITO SANTO afirmar “Não fui desobediente a visão celestial” (At 26.19). Que as experiências de um evangelista sejam contadas aos milhares na sua vida até a vinda gloriosa do SENHOR JESUS. Boa aula! DEUS muito abençoe você, no Nome de JESUS!! Salvador, outono de 2012.

Robespierre Machado
Evangelista

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EVANGELISMO É a reunião dos princípios, métodos e ferramentas para a prática da evangelização, da proclamação das boas-novas de Jesus Cristo. Diz a Bíblia: “que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1 Coríntios 15.3,4). Proclamar as boas novas às pessoas perdidas do mundo inteiro é o evangelismo em ação.

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INTRODUÇÃO

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a atualidade a igreja perdeu muito de sua força e ação evangelizadora. Essa tem sido ofuscada por muitos outros desafios importantes, mas não prioritários. Como igreja não podemos descuidar do fato que a evangelização do mundo continua sendo o nosso maior desafio. Em todo mundo homens de toda classe social, etnia, condição econômica, situação política e credo religioso necessitam saber que Deus os ama e que em Cristo lhes oferece o caminho de regresso para Si mesmo, João 3.16; 14.6. Ricos e pobres, capitalistas e proletários, civis, militares, políticos e religiosos necessitam ouvir a chamada ao arrependimento e a fé. O anúncio dessas boas novas por meio da pregação, testemunho pessoal, literatura, distribuição de Bíblias, etc. não só incumbe como também responsabiliza, no tempo presente, a todo crente. A evangelização é a marca da nova vida. “Pelos seus frutos os conhecereis”. “Se me amais, guardareis meus mandamentos.” George B. Duncan disse a esse respeito, em Berlim: “..três canais de comunicação estão abertos ao evangelho: ‘o que temos ouvido’, sugere a comunicação audível, ‘o que temos visto’, sugere a comunicação visível; ‘o que contemplamos e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida’, sugere o que poderíamos chamar de comunicação tangível do Evangelho.” Nesse contexto aquele que evangeliza dever ser como uma carta viva que demonstra, exemplifica, na prática a mensagem que anuncia. Portanto as questões relacionadas ao como executar essa evangelização requerem ações e práticas evangelísticas focadas nas realidades e problemáticas contemporâneas devendo estas serem planejadas e executadas pelas igrejas locais presentes em cada metrópole, região e bairro. As questões relacionadas com o Como, Onde e Quando devem nortear a ação evangelizadora da Igreja para a sociedade e tornam urgente e imperativa a busca de práticas evangelísticas modeladas em princípios bíblicos neotestamentários que se somem aos métodos evangelísticos atualmente praticados nas congregações. É importante ressaltar que evangelismo não é uma disciplina isolada antes está entrelaçada com a sua fonte – o evangelho – bem como com a vida de onde se origina: Cristo. Por esta razão no decorrer do curso prosseguiremos na busca do equilíbrio entre teoria e prática. Pois, quem se propõe a evangelizar precisa dominar a disciplina mas, acima de tudo, precisa ter disposição para exercitá-la no cotidiano diário. No decorrer desse curso apreciaremos a teoria e a prática da evangelização, com foco prioritário nessa última, em suas perspectivas bíblicas, teológicas, ministeriais e das ações da igreja local, quer coletiva ou individualmente. Portanto estudaremos entre outras verdades: 1) A conceituação do evangelismo (sua base, definição e processo) dentro do prisma bíblico;

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2) A prática do evangelismo pessoal; 3) Consciência cristã sobre os fatores culturais que afetam o evangelismo; 4) Métodos para liderar a igreja local na sua tarefa evangelística; 5) Os princípios do crescimento da igreja e do crescimento integral do povo de Deus. Buscaremos ainda com a ajuda do Senhor:     Tomar consciência da realidade das cidades e seus desafios; Considerar os fatores bíblicos e os princípios relacionados com missões urbanas; Apreciar os métodos evangelísticos urbanos adotados na atualidade; Elaborar projetos objetivando a evangelização das cidades.

Finalmente, a proposta desse curso é que primeiramente nos assentemos pacientemente à mesa que a história gentilmente nos convida e contemplemos os registros históricos que nos foram legados por aqueles que foram, eles mesmos, seus protagonistas e testemunhas vivas. Hoje nos tornamos herdeiros, guardiões e continuadores dessa obra, não por escolha nossa ou deles mas do próprio SENHOR que nos chamou e designou como igreja sua e povo seu – evangelistas para essa geração.

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BREVE HISTÓRIA DA EVANGELIZAÇÃO NO BRASIL
HUGUENOTES. Liderados pelos pastores Pierre Richier, de cinqüenta anos e Guillaume Chartier, de trinta, um grupo de franceses, procedentes de Genebra, na Suíça, enviados por João Calvino foram os primeiros missionários protestantes a desembarcar em terras brasileiras, e no continente americano, a 07 de março de 1557. Nicolas Durand de Villegaignon era o então governador da chamada França Antártica. Além desses dois pastores, formados em teologia, profundamente conhecedores das Sagradas Escrituras, participaram da viagem os seguintes aspirantes ao ministério e profissionais em varias artes: Pierre Bourdon (torneiro), Matthieu Verneuil, Jean du Bourdel, André la Fon (alfaiate), Nicolas Dénis, Jean Gardien (perito retratista), Martin David, Nicolas Raviquet, Nicolas Carmeau, Jacques Rousseau e Jean de Lery, o clássico historiador desta viagem e da estadia desses destemidos missionários evangélicos no Brasil. Em 10 de março de 1557 foi celebrado o primeiro culto evangélico no Brasil e nas Américas. A direção do culto coube ao pastor francês Pierre Richier. A primeira passagem bíblica lida em terras brasileiras foi o Salmo 27:3,4. O hino entoado naquela ocasião foi o salmo 5. No dia 21 de março de 1557 foi organizada a primeira igreja evangélica no Brasil tendo nessa data sido celebração da primeira Ceia do Senhor em terras brasileiras e no continente americano. O trabalho recém organizado seguia a seguinte rotina: todas as noites havia reuniões onde oravam e pregavam a palavra de Deus. Aos domingos, havia duas reuniões evangelísticas. Foi uma expedição missionária de curta duração. Sob alegação de heresia em 9 de fevereiro de 1558, uma sexta-feira, Villegaignon, conhecido também como o Caim das Américas, ordenou a execução de Jean du Bourdel, Pierre Bourdon e Matthieu Verneuil. André Lafon foi poupado por vacilar nas suas convicções e ser o único alfaiate da colônia. Jacques Le Balleur, que havia conseguido fugir, mais tarde foi encarcerado na Bahia e executado no Rio de Janeiro. A origem da palavra "huguenotes" não é clara. Há quem diga que deriva de Besançon Hugues, líder da revolta em Genebra. O biógrafo de João Calvino, Bernard Cottret, afirma que "huguenotes" vem de "confederados" (em francês "Eidguenot", derivado do Suíçoalemão Eidgenossen, ou confederados, expressão designando as cidades e cantões helvéticos partidários da Reforma). Owen I.A. Roche, no seu livro The Days of the Upright, A History of the Huguenots (New York, 1942), escreveu que "Huguenot" é "uma combinação de flamengo e alemão. Na área flamenga da França, os estudantes que se reuniam em uma casa privada para estudar secretamente a Bíblia eram chamados Huis Genooten (colegas de casa) enquanto na zona alemã e suíça eram chamados Eid Genossen (colegas de juramento), que indicava as pessoas ligadas entre elas sobre juramento. Afrancesado em "Huguenot", muitas vezes usado com tom de desaprovação, a palavra virou, em dois e três séculos de triunfo e de terror, um símbolo de honra paciente e coragem". HOLANDESES (Igreja Reformada). A presença holandesa no Brasil (1630-1654) foi marcada por atividades evangelísticas na região nordeste do país. Nessa época obreiros foram enviados aos índios e visitadores saiam a confortar enfermos com a leitura da Bíblia. 7

Nesse tempo, também, muitos templos foram construídos no Recife. Durante a ocupação holandesa no Brasil foi elaborado um projeto para traduzir a Bíblia para a língua nacional. Em 1624 os crentes da frota holandesa, estacionada na Bahia, iniciaram cultos. Mais tarde, em 14 de fevereiro de 1630, teve início uma série de cultos no Recife. LUTERANOS. A primeira igreja luterana chegou ao Brasil com os alemães que emigraram para o sul do país, por volta de 1800. METODISTAS. Em março de 1836, o Rev. Justin Spaulindg, foi designado como primeiro missionário metodista ao Brasil. O Rev. Spaulindg foi enviado, ao Brasil, pela igreja metodista norte-americana. Inicialmente estabeleceram como bases uma escola e uma congregação no Rio de Janeiro, posteriormente estabeleceram trabalhos em Piracicaba, no estado de São Paulo. Por volta de 1824, o Brasil era visto como um país 100% católico. A partir de 1855, mais missionários protestantes começaram a chegar e a residir permanentemente por aqui e, em três décadas, todas as denominações protestantes históricas se estabeleceram no país. Muitos missionários tinham especializações profissionais e contribuíram muito para a educação e demais áreas sociais. Fundaram igrejas, escolas, universidades, clínicas, hospitais, jornais, editoras, etc. Trabalharam em favor da liberdade religiosa, promovendo o respeito à sua inerente diversidade. Apresentaram a “salvação pela graça, mediante a fé” e a visão responsável de que “a fé sem obras é morta”. A partir daí, pode-se dizer que a igreja evangélica brasileira tem contribuído para “mudar a cara” desta grande nação. ROBERT REID KALLEY. Médico e missionário escocês chegou ao Brasil, vindo da Ilha da Madeira. Em 10 de maio de 1855 chegou ao Rio de Janeiro indo morar em Petrópolis, na residência do Embaixador Americano. Numa tarde de Domingo, a 19 de agosto de 1855, Kalley e sua esposa Sarah instalaram em sua residência a primeira classe de Escola Dominical, contando com cinco crianças, filhos de cidadãos americanos. Foi contada a história do profeta Jonas. Em 1855 Robert Kalley organizou a Igreja Evangélica Fluminense, segundo o modelo congregacional. PRESBITERIANOS. Ashbel Green Simonton, enviado pela Junta de Missões Estrangeiras da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos da América do Norte, chegou ao Brasil, desembarcando no Rio de Janeiro, em 12 de agosto de 1859. Em 12 de abril de 1860 organizou a primeira Escola Dominical, de confissão presbiteriana, com assistência de cinco crianças. Em 12 de janeiro de 1862, Simonton recebeu duas pessoas por profissão de fé, foram os primeiros membros da igreja presbiteriana no Brasil. BATISTAS. Por força da Guerra Civil Americana de 1865, confederados do Sul dos Estados Unidos (confederados estes que eram esmagadoramente da Igreja Batista), começam a buscar outras terras de potencial agrônomo. O Brasil é um dos países escolhidos. Logo, em 1867, grupos de estadunidenses que somaram mais de 50.000 pessoas desembarcam nos portos brasileiros em busca de refúgio e terra fértil, vasta e barata. Avançando para o continente, escolhem a cidade de Santa Bárbara d'Oeste, para adquirirem terras e fixarem residência. Entre os emigrados, a maioria professava o protestantismo e entre esses, muitos eram Batistas. Já em 1870 fizeram publicar um "Manifesto para Evangelização do 8

Brasil." Tal manifesto, assim que publicado contou com assinaturas de Presbiterianos, Metodistas e Congregacionais. Em 15 de outubro de 1882 William e Ann Bagby, Zachary e Kate Taylor e Antonio Teixeira de Albuquerque organizaram oficialmente a Primeira Igreja Batista do Brasil, em Salvador, estado da Bahia. CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL. Vindo para o Brasil e Argentina em 1909 já 20 de abril de 1910 Luige Francescon realizou o primeiro batismo em Santo Antonio da Platina, Paraná, batizando o italiano Felicio Mascaro e mais dez pessoas; depois dirigiu-se para a cidade de São Paulo, onde foram batizadas mais vinte pessoas. Durante alguns anos, os fiéis reuniram-se sem denominação e após adquirirem o primeiro prédio, na cidade de São Paulo, foi escolhido o nome "Congregação Christã do Brasil", oficializado quando da realização da Convenção, em 1936. Alterado nos anos 1960 por questões internas substituiu-se a contração "do" pela contração "no". Possuiu maioria italiana até a década de 1930, quando então passaram a preponderar as demais etnias; desde 1950 está presente em todo território brasileiro e em diversos países. Em 2007 reportou 19.926 casas de oração no Brasil em 2000 havia cerca de 2,4 milhões de membros declarados no Brasil. ASSEMBLEIA DE DEUS. No dia 18 de junho de 1911, na cidade de Belém, capital do estado do Pará, foi organizada a Igreja Assembleia de Deus. Inicialmente o nome adotado foi Missão de Fé Apostólica. Os seus organizadores, Gunnar Vingren e Daniel Berg eram missionários, suecos, e chegaram ao Brasil em 19 de novembro de 1910, vindos dos Estados Unidos. Antes do trabalho haver completado dois anos, a falta de obreiros já era sentida em várias localidades onde se iam estabelecer igrejas e congregações. Foi assim que, por orientação divina, o missionário Gunnar Vingren separou no mês de fevereiro de 1913, Absalão Piano, como primeiro pastor da Assembleia de Deus no Brasil. O segundo foi Isidoro Filho, o terceiro, Crispiniano de Melo, o quarto, Pedro Trajano e o quinto Adriano Nobre. Cerca de 12 milhões de pessoas congregam nos mais de 100 mil templos espalhados por todo território nacional. Não há localidade, urbana ou rural, onde a Assembleia de Deus não esteja presente. A CGADB - Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil e a CONAMAD Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil – Ministério de Madureira são as convenções de caráter nacional da denominação. Na Bahia a Assembleia de Deus chegou em 1926 com os primeiros cultos realizados na Boca do Córrego, município de Canavieiras, sul do estado. Hoje as Assembleias de Deus no estado estão organizadas em duas principais convenções, CEADEB E CONFRAMADEB. Na capital, Salvador, a primeira Assembleia de Deus foi organizada em maio de 1930 pelos missionários suecos Otto e Adina Nelson. O primeiro culto em Salvador aconteceu no dia 25 de maio de 1930 em imóvel alugado pelos missionários na Av. Carlos Gomes, centro da cidade. 9

EVANGELHO E EVANGELISMO
Desde que ação evangelística da igreja está atrelada ao evangelho, é necessário definir o significado desse termo. Evangelho vem do grego “euanguélion”, significando literalmente, “boas novas ou boas notícias”. Quando os anjos anunciaram aos pastores o nascimento de Jesus, empregaram o verbo “euanguelizo”, que tem o significado de “levo” ou “trago boas novas”. Lucas 2. 10. Segundo a “Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia” a palavra “evangelho” atravessou três épocas no decorrer da história: 1. Nos antigos autores gregos ela significava “recompensa por trazer boas novas”. 2. Na Septuaginta* e outras obras: as próprias boas novas. 2 Reis 18. 20,22,25. 3. No Novo Testamento: as boas novas de Cristo, ou então os livros que apresentam as boas novas sobre Jesus. Ex. Os Evangelhos. O termo “Evangelho” para designar cada um dos quatro Evangelhos começou nos escritos dos pais apostólicos.
*Septuaginta – tradução do Antigo Testamento hebraico para o grego, juntamente com certos livros adicionais. O nome vem do latim com o sentido de “setenta”, por causa da tradição que afirma que esta versão foi feita por setenta anciãos judeus, durante o reinado de Ptolomeu II Filadelfo, tendo sido feita na cidade de Alexandria, no Egito em 284-247 A.C.

É tão importante saber o que é o “evangelho” como também, conhecer o que ele não é. 1. O evangelho não é uma porção isolada das Escrituras. Podemos ensinar muitos princípios bíblicos, como ética, moral, filosofia de vida sem que estejamos pregando o evangelho. É importante saber, que o evangelho é antes de tudo “a proclamação das boas novas da salvação” 2. O evangelho não é um conjunto de normas sociais. Todo cristão tem um compromisso com o social. Não podemos pregar uma mensagem de fé, sem mostrarmos as obras. Jesus conciliou a sua mensagem de vida eterna com o repartir do pão e dos peixes. Mateus 15. 32 - 39. Quando, porém, a igreja pende para o lado social ela está desequilibrando a mensagem da cruz. Como corpo de Cristo, a sua tarefa é a de operar a salvação do perdido através das boas novas. 3. O evangelho não é uma estratégia proselitista. Este evangelho omite a necessidade de renúncia e de sacrifícios pessoais. A tônica é satisfazer as necessidades pessoais dos ouvintes. Esta prática gerou o chamado “Fácil Creísmo”. Segundo a Enciclopédia bíblica o “Fácil Creísmo” é a crença em doutrinas que nada tem a ver com a salvação da alma. A persuasão emocional tem substituído a convicção genuína operada pelo Espírito Santo no coração do pecador.

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PRESSUPOSTOS DA EVANGELIZAÇÃO BÍBLICA
Teologia da Evangelização Como, Onde, Quando e Porque são questionamentos que devem nortear a ação evangelizadora da igreja na sociedade. Assim as necessidades espirituais do homem urbano/rural moderno tornam imperativo o estudo de uma teologia e práxis de evangelização compatíveis com os princípios e modelos bíblicos aplicáveis à sua realidade. Os problemas relacionados com essa missão evangelizadora exigem uma prática evangelística focada nas realidades e problemáticas contemporâneas. Quando evangelizamos carregamos conosco alguns pressupostos teológicos que norteiam o conteúdo da nossa mensagem. Esses pressupostos influenciam a forma com que proclamamos a mensagem e nas expectativas que alimentamos com relação ao que é proclamado. Dentre estes pressupostos ou verdades, alguns são mais evidentes que outros, vejamos a seguir alguns deles. A. A inspiração e inerrância das Escrituras Compreendemos a inspiração como sendo a influência sobrenatural do Espírito Santo sobre os homens separados por Ele mesmo, a fim de registrarem de forma inerrante e suficiente toda a vontade revelada de Deus, constituindo este registro na única fonte e norma de todo o conhecimento cristão (2 Tm 3.16; 2 Pe 1.20-21). Infelizmente muitos problemas têm surgido pelo fato de pessoas proclamarem o evangelho com um conceito deturpado no que diz respeito às Escrituras e Sua autoridade. Estas deturpações têm dado margem ao surgimento de muitas heresias e seitas, que têm feito com que o cristianismo pareça uma grande farsa, ou simplesmente conceitos e princípios sem fundamentos uma vez que a sociedade não faz muita distinção dentro do cristianismo, consideram tudo e todos como “evangélicos”. No momento em que uma pessoa é evangelizada, fala-se para ela da salvação eterna oferecida por Jesus Cristo conforme as Escrituras, fala-se do amor demonstrado por Jesus na Cruz conforme as Escrituras, fala-se também do alvo de todo regenerado durante a sua vida. A partir do momento em que não se acredita na inspiração das Escrituras, nem mesmo em sua inerrância, conseqüentemente a mensagem anunciada torna-se sem valor, sem fundamento, pois está baseada em fonte não confiável. Como pregaremos a Palavra se não confiamos no sentido exato do que estará sendo anunciado? Como evangelizaremos se não temos a certeza de que o que falamos procede de fato de Deus, ou se é meramente uma falácia dos homens? O apóstolo Paulo mostra a sua convicção de que as Escrituras são de fato a Palavra de Deus e digna de toda aceitação (1 Tm 1.15; 4.9). A sua vida e mensagem estavam baseadas nas Escrituras. Note que em Romanos 1.16, Paulo diz que o evangelho é o poder de Deus para a salvação do pecador, este é o evangelho pregado pela Igreja, um 11

evangelho que proclama a Palavra que transforma e não simplesmente opiniões dos homens a respeito da Palavra. A Igreja por si só não produz vida, todavia ela recebeu a vida em Cristo (João 10.10), através da Sua Palavra vivificadora; desse modo, ela ensina a Palavra, para que pelo Espírito de Cristo, que atua mediante as Escrituras, os homens creiam e recebam vida abundante e eterna”. Se proclamamos para as pessoas o conteúdo das Escrituras como a mais pura verdade, como uma mensagem que pode mudar vidas, uma mensagem sempre atual, é porque de fato cremos que a Palavra é viva e eficaz, é transformadora, e cremos que ela é inspirada por Deus. Logo, não contém erros porque o nosso Deus é perfeito e nEle não há falhas. B. A Universalidade do Pecado Ao falarmos para alguém das Boas Novas, não saímos a procurar onde estão os pecadores e nem mesmo a perguntar quem é pecador para que possa ouvir o que temos a dizer. Ao nos dirigirmos aos homens apresentando o plano de salvação de Deus para a humanidade, partimos do pressuposto de que todo homem é pecador, está debaixo da condenação e necessita da glória de Deus (Rm. 3.23). Uma das conseqüências mais óbvias do pecado é a morte. Essa verdade é destacada na declaração em que Deus proíbe Adão e Eva de comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal: ‘porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás’ (Gn 2.17). A Palavra de Deus é bem clara quando nos diz que não há um justo se quer, não há quem busque a Deus (Rm 3.10-11). Desde a queda, o homem encontra-se sob o domínio do pecado, que corrompeu o seu intelecto, vontade e sua faculdade moral. A raça humana encontra-se morta espiritualmente, escrava do pecado (Gn 6.5; Is 59.2; Jo 8.34,43,44, Ef 2.1,5) e não há nada que ela possa fazer para restaurar a comunhão que fora quebrada (Rm 3.19-20). Partindo deste pressuposto, temos em mente que devemos anunciar as Boas Novas a todo homem, cientes de que todos estão perdidos e todos necessitam da graça, do perdão, da salvação que só vem por meio de Cristo Jesus. C. A Suficiência e eficácia da obra de Cristo O apóstolo Paulo falando aos Coríntios, lembra-lhes do evangelho que lhes fora pregado por ele, por meio do qual muitos foram salvos. Paulo diz que a mensagem consistia em que Jesus Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras relatam, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, e ainda apareceu a várias pessoas (1 Co 15.1-8). Paulo está afirmando que a obra de Jesus Cristo na cruz dá sentido genuíno à mensagem pregada pela Igreja, que se tudo fosse uma invenção humana, ou se o que Ele fez na cruz não foi o suficiente para a salvação do pecador, a nossa fé é vã, a nossa mensagem consiste em mentira, em enganação (1 Co 15.14). Jesus Cristo, nosso mediador, cumpriu de forma cabal e vicária as demandas da Lei em favor do Seu povo. Se a obra de Cristo não fosse plenamente satisfeita, não haveria “bênção” alguma a ser aplicada (João 17.4; 19.30; Hb 9.23-28; 1 Pe 3.18). Jesus Cristo veio para obter a salvação definitiva para o Seu povo (Mt 1.21; Jo 3.16; 2 Co 5.21), Ele mesmo afirma que dá a vida eterna, e aqueles a quem Ele a dá, jamais a perderão (Jo 10.27-28). 12

Graças à eficácia da obra de Cristo na cruz, o homem tem paz com Deus, torna-se amigo de Deus (Cl 1.21-22), torna-se filho de Deus (Jo 1.12), mediante fé em Cristo Jesus como seu único e suficiente salvador. É amparada nesta certeza que a igreja evangeliza. D. A Responsabilidade Humana O ser humano foi criado por Deus como um ser pessoal que tem consciência e determinação própria. Diferentemente de todo e qualquer animal, o homem faz a distinção entre o eu, o mundo e Deus. O homem foi criado com capacidade de se relacionar com Deus (Gn 3.8-14; Jr 29.13; Mt 11.28-30) e com o seus semelhantes, podendo compreender racionalmente a vontade de Deus, fazer-se entender e avaliar todas as coisas (Gn 1.28-30; 2.18-19). Deus não tinha como propósito criar robôs que ao toque de algum dos comandos responderia sem qualquer sinal de raciocínio e, pior ainda, uma criação impessoal, que não tenha capacidade de se relacionar. Com certeza o homem não é perfeito como o Seu criador e mesmo que o pecado tenha comprometido de forma gravíssima todas as suas faculdades originais, ele não deixou de ser a imagem e semelhança de Deus. As Escrituras apresentam o evangelho como uma mensagem que deve ser anunciada a todos os homens, a fim de que eles possam entendê-la e crer nela. A fé é um dom de Deus (Ef 2.8). Todavia, a proclamação compete a nós; é uma responsabilidade inalienável e essencial da Igreja. Por certo, não compreendemos exaustivamente a relação entre a soberania de Deus e a responsabilidade humana; contudo, a Bíblia ensina estas duas verdades: Deus é soberano e o homem é responsável diante de Deus por suas decisões (Rm 1.18-2.16). Em nosso testemunho, cabe a nós anunciarmos o evangelho de forma inteligível, pois estaremos dirigindo-nos a seres racionais a fim de que entendam a mensagem e creiam; por isso, ao mesmo tempo que sabemos que é Deus quem converte o pecador, devemos usar todos os recursos que temos à disposição para atingir aos homens perdidos; desde que estes recursos não contrariem a Palavra de Deus. A nossa proclamação deve ser apaixonada, no sentido de que queremos alertar os homens para a realidade do evangelho, “persuadindo-os” pelo Espírito, a se arrependerem de seus pecados e a se voltarem para Deus ( Rm 11:13-14; 1 Co 9.19-22).

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A EVANGELIZAÇÃO NO NOVO TESTAMENTO
A Evangelização se Origina em Deus Deus tem um propósito que foi expresso por todos os tempos. Em Salmo 57.5,11; 72.19; 102.15, notamos a presença de uma oração, onde a expectativa do salmista é: “que a glória do Senhor encha a terra”. Os salmos são expressões de louvor, de adoração e de exaltação. As orações dos salmistas eram baseadas em revelações. Tendo isso em mente, não podemos cometer o erro de interpretar os Salmos sem o contexto teológico do Antigo Testamento. Os profetas tinham a certeza de que a Glória do Senhor encheria a terra (Hc2.14; 3.3; Is 2.12-21), e na condição de profetas eles estão falando de algo que com certeza acontecerá. Note que o homem do Pentateuco já ouvira que a glória do Senhor encheria toda a terra, pois em Números 14.20 encontra-se uma afirmação onde Deus diz que tão certo quanto Ele existe a Sua glória encherá a terra. Atentando para o Autor desta afirmação, não nos restam dúvidas de que é algo real, uma promessa que se cumprirá. No Novo Testamento a evangelização não parece haver sido jamais uma questão discutida. Isto é, não encontramos os apóstolos instando, exortando, repreendendo, planejando e organizando programas evangelísticos. A Evangelização é uma parceria com o Triuno Deus: Enquanto realizamos nosso trabalho de levar o evangelho, Deus salva aqueles que crêem (1Co.1.21). Contudo, deve-se lembrar que quem mobiliza sua Igreja à pregação do Evangelho é o próprio Deus, através do ministério do Espírito Santo (At.13.1-2). A percepção histórica da manifestação do poder de Deus demonstra claramente que Deus é o originador da Missão Evangelística da Igreja. Ele iniciou esse processo na Criação ao estar disposto a dar-se por Suas Criaturas mesmo antes de tê-las criado, e o mantém hoje por intermédio do exercício do nosso ministério (2Co.5.18-19). Missão Evangelística da Igreja Na igreja apostólica a evangelização era naturalmente orgânica, viva. Acontecia na vida de cada crente e funcionava sem técnicas nem programas especiais. Simplesmente acontecia surgindo sem esforço da comunidade dos crentes, como a luz surge do sol, era automática, espontânea, contínua, contagiosa. Paulo não exortava repetidamente as suas igrejas a unirem esforços para a propagação da fé, e como deveriam praticá-la e guardá-la. Salta aos olhos a artificialidade de ensinar técnicas de comunicação da mensagem desvinculadas dessa ênfase primeiramente na vida do crente e no testemunho total da comunidade cristã. Não se dá no ar, dá-se no mundo, em bairros concretos, de cidades concretas, de sociedades concretas. Dá-se, não a homens abstratos, e sim a homens de carne e osso, que vivem dentro de determinadas estruturas sociais, que sofrem, gozam, iludem-se e se desiludem, lutam e esperam.

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Ao escrever sobre evangelismo um pastor afirmou o seguinte: “Existe em nosso mundo hoje uma coisa pequenina que pode fazer a diferença entre a vida e a morte para você e seus conhecidos. Esta coisa pequena estava com você ontem, está com você agora e vai estar com você amanhã. Se não fizer uso dela, seus conhecidos podem morrer e você também. Sabe o que é esta coisa tão pequena mais tão importante para você e seus conhecidos? É a sua língua! A sua habilidade de falar.” ( Evangelismo, Amor em Ação – Garner Allen Dutton) Ezequiel 3. 16 – 27. Joseph Aldrich, apontou em seu livro “Amizade, a Chave Para a Evangelização”, algumas armadilhas que tem fragilizado a igreja nesta batalha de ganhar os perdidos. Como primeira armadilha ele citou:

“A necessidade de nos relacionarmos com um número cada vez mais crescente de pessoas mutilou a nossa capacidade de nos confrontarmos bem até mesmo com uma única pessoa”. Um segundo motivo da nossa ineficiência é o ritmo de vida muito rápido e complicado”. Uma terceira fonte que tem prejudicado a evangelização é “o nosso contato com modelos evangelísticos defeituosos”. Ele aponta ainda outras armadilhas, como por exemplo: “O desequilíbrio dentre verbalização e encarnação do evangelho” o testemunho.

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Isto significa que, os cristãos devem ser “boas novas” antes de compartilhar as “boas novas”. As palavras do evangelho devem ser encarnadas, antes de serem verbalizadas. A estratégia da comunicação pessoal de Cristo era encarnacional. (Jo 1.14). A nossa estratégia hoje, não pode ser diferente. Somos produtos da fala e do interesse de outras pessoas. Alguém fez alguma coisa para que o evangelho nos alcançasse. Da mesma forma, nós devemos fazer algo para alcançar o maior número possível de pessoas. Veja o que a Bíblia nos ensina sobre este desafio. 1. Moisés foi usado por Deus para tirar o povo da escravidão do Egito. 2. Abraão lutou com Deus em favor de Sodoma e Gomorra. 3. O profeta Jeremias se importava tanto com Israel que derramou lágrimas em favor do povo por causa de seus pecados contra Deus. 4. Neemias, deixou o seu trabalho para reconstruir uma cidade destruída. Quantos dentre nós hoje demonstra alguma preocupação séria com o povo da sua cidade, da sua região, do seu bairro, da sua rua? Quantos de nós temos chorado por causa da miséria, da violência, da corrupção que tomou conta da nossa cidade?

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EVANGELISMO NOS EVANGELHOS
Ao ler os evangelhos é claramente percebível o interesse que o Senhor Jesus dedicava às pessoas. Enquanto ensinava sobre os princípios do reino de Deus, ele procurava atingir cada ouvinte com suas palavras. Jesus nunca se preocupou com as multidões. Aliás, ele estava sempre fugindo dos aplausos e honrarias. Muitos dos seus ensinos foram dados à pessoas e não às multidões. Como exemplos temos os seus diálogos com Nicodemos, com a mulher samaritana, com a mulher siro-fenícia, com o jovem rico, com Zaqueu e tantos outros. Algumas características afloram desses encontros. Devemos conhecê-las para podermos exercer com excelência o trabalho de evangelizar o perdido. 1. Jesus sempre foi diligente em seu ministério evangelístico Ao deixar o deserto, onde passou quarenta dias sob o fogo cruzado de Satanás, Jesus não recusou um diálogo com dois discípulos de João Batista. Estes discípulos desejavam saber onde Jesus morava. Foram convidados a acompanhá-lo e permaneceram com ele todo aquele dia. Ler João 1: 35 – 39. 2. Jesus foi um evangelista paciente e determinado Jesus não teve pressa em falar àqueles dois discípulos. Foi paciente e determinado. O seu alvo era conquistar aqueles dois corações para o reino de Deus. Quem se apressa a falar do evangelho acaba assustando as pessoas. Precisamos aprender a dar tempo ao Espírito Santo para que ele convença a pessoa, antes de nós a convencermos. 3. Jesus foi um homem cheio de compaixão A força motora do evangelismo é a compaixão. Sem ela, o trabalho se torna frio, rotineiro e sem motivação. Uma igreja que não demonstra uma compaixão pelos perdidos, está perdida. Ler Mateus 14:14. 4. Jesus foi um evangelista sempre pronto a se dar em favor do pecador Jesus nunca despediu uma pessoa sem antes abençoá-la. Estava sempre pronto a interceder pelos sofredores, a curar os enfermos, a conquistar vidas. Não comia, nem bebia até plantar o evangelho no coração dos seus ouvintes. Ler Mateus 20: 25 – 28. 5. Jesus foi um evangelista não dispersivo Ele nunca gastava tempo com divagações e especulações sobre doutrinas e costumes. Sabia a importância do seu tempo. Quando Nicodemos tentou desviar o assunto para os milagres que Jesus estava realizando, ele o confrontou com a verdade do novo nascimento. Ler João 3.3,5.

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6. Jesus sempre foi compreensivo e perdoador Quando impomos a nossa fé a alguém, ela se dissolve como açúcar na água. Não fomos chamados para sermos juízes de ninguém. Quem deseja ganhar pessoas para Cristo precisa demonstrar um espírito compreensivo e cheio de perdão. Ler João 8. 1 –11. 7. Jesus foi um evangelista dinâmico Além de percorrer as aldeias, as vilas e povoados levando a mensagem de salvação, ele estava sempre pronto a treinar e ensinar os seus discípulos. A igreja não pode se contentar apenas com os cultos que realiza. Jesus não ordenou aos seus discípulos que construíssem templos em Jerusalém; que ficassem a espera de alguns eventuais visitantes. Pelo contrário, ele ordenou que eles saíssem a pregar e a fazerem discípulos. Este dinamismo precisa ser ressuscitado no seio da igreja. Ler Mateus 28. 19; Marcos 16. 15.

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EVANGELISMO NO LIVRO DE ATOS
O texto de Atos 1:8 sintetiza todo o esforço da igreja no cumprimento de sua missão evangelística. “...mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”. Neste texto observamos em primeiro lugar a definição da tarefa que cada discípulos teria que cumprir. Primeiro: Ser uma testemunha de Jesus era o desafio para aqueles primeiros evangelistas. Segundo, eles deveriam mostrar este testemunho não apenas em Jerusalém, mas até aos confins da terra. Terceiro, eles deveriam receber o Espírito Santo para poderem cumprir com esta ordem. CARACTERÍSTICAS PREDOMINATES 1. O evangelismo no livro de Atos era um trabalho que não sofria solução de continuidade Todos os dias os discípulos estavam testemunhando de Cristo. Eles não pensavam no evangelho apenas aos domingos. Atos 2:46. A bitola da evangelização moderna é muito estreita. Canalizamos todo o nosso esforço para os cultos dominicais. E o resultado é que o crescimento custa a aparecer. 2. O evangelismo primitivo tinha muitas vozes Todos estavam comprometidos com a divulgação da mensagem e a salvação de vidas. Por onde andavam deixam as marcas de um cristianismo vibrante. Hoje a igreja silenciou. Deixou para os líderes a responsabilidade de pregar e anunciar as boas novas da salvação. 3. O evangelismo primitivo era ousado Atos 4. 18-20 E, chamando-os, disseram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem, no nome de Jesus. Respondendo, porém, Pedro e João, lhes disseram: Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus; Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido. 4. O evangelismo primitivo era impulsionado e dirigido pelo Espírito Santo Atos 5. 17-32 Está na hora da igreja voltar os seus olhos para os ensinos bíblicos sobre a evangelização. Não podemos continuar presos dentro dos “santos armários”, esperando que vidas sejam redimidas e alcançadas pelo poder do evangelho. Deus nos chama a sair e conquistar vidas através das nossas vidas. O Testemunho das Escrituras é claro em fornecer a Imagem de um Deus que se interessa por todos os homens. O Deus apresentado nas Escrituras não tem prazer na morte de ninguém (Ez.18.32), nem mesmo do perverso (Ez.18.23). Por essa razão ele mesmo se deu em resgate da humanidade (At.20.28), para que o retorno, conversão, a Deus pudesse ser restabelecido. Esse desejo universal de Deus é percebido no AT e NT. 18

O EVANGELISTA
A PESSOA DO EVANGELISTA − AQUELE QUE GANHA ALMAS. Para ser um proclamador do evangelho há algum pré-requisito? Certamente. Em primeiro lugar o evangelista deve ser um cristão resgatado pela graça de Deus. Não há ministério se não há ministro. Em segundo lugar, devemos dizer que todas as recomendações morais das escrituras são mandatórias para o evangelista. É por isso que Paulo diz: “esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado” (1Co.9.27). O ganhador de almas tem de ter experiência própria da salvação. O melhor exemplo deste tópico está no diálogo que Jesus travou com a mulher samaritana: 1. Jesus demonstrou amor e espírito de sacrifício – Jo 4. 4,6,8. 2. Jesus foi ao encontro da mulher. Ele partiu do geral ao particular - V. 4 – Samaria; V. 5 – Sicar; V. 6 – fonte de Jacó. 3. Jesus foi paciente – Jo 4.6 4. Entrou logo no assunto da salvação – v.7 5. Ficou sozinho com a mulher – v. 8 6. Deixou de lado os preconceitos 7. Permaneceu firme no assunto em pauta – v. 9 – 13 8. Levou a mulher a reconhecer o seu estado de pecado – v. 16 9. Não condenou a mulher - v. 18 10.Não discutiu – v. 20 – 24 O projeto de Deus para alcançar o mundo com a mensagem do evangelho ainda continua sendo o mesmo: o homem. Muito acima dos métodos, Deus ainda depende da qualidade de vida do homem para cumprir o seu alvo. Algumas condições se tornam imprescindíveis. Dentre elas vamos ressaltar: 1.0 – Ser convertido – Lc 22: 32 1.2 – Ter um bom testemunho – 1 Tm 3: 7 1.3 – Viver aquilo que prega – Rm 2: 21,22 1.4 – Ser um entusiasta – 1 Co 9:21 1.5 – Ser cheio do Espírito Santo – Jo 16: 13; Lc 12:12; Rm 8:26 O pastor Oswald Smith, ao comemorar o seu trigésimo aniversário, no dia 8 de novembro de 1927, fez a seguinte oração: “Senhor, faz de mim um homem segundo o teu coração”. O pastor Smith tornou-se um dos homens mais usados por Deus durante anos. Ele 19

escreveu um livro chamado: “O homem que Deus usa”. Deste livro destacamos algumas das condições que devem estar presente na vida de um evangelista. 1.0 - O homem que Deus usa tem só um propósito na vida - 1 Tm 4:15 1.2 – O homem que Deus usa é um livre de impedimentos - Is 59: 1- 2 1.3 – O homem que Deus usa é um homem que se coloca absolutamente à disposição de Deus - Sl 101:6 1.4 – O homem que Deus usa é um homem que sabe prevalecer em oração - Gn 32: 26 1.5 – O Homem que Deus usa é um homem estudioso das Escrituras - 1 Tm 2: 15 1.6 – O homem que Deus usa é um homem que tem uma mensagem viva e eficaz para o mundo perdido - Rm 1:16 1.7 – O homem que Deus usa é um homem de fé, que espera resultados - Mc 11: 24 1.8 – O homem que Deus usa é um homem que trabalha com a unção do Espírito Santo – 1 Jo 2: 27 Que as palavras do apóstolo Paulo a Timóteo sirvam como incentivo para todos nós. 2 Tm 4: 5 - “...faze o trabalho de evangelista...” Você deve ser um evangelista porque esta foi uma ordem expressa de Jesus nos momentos finais do seu ministério terreno - Mc 16.15.

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O FENÔMENO DA URBANIZAÇÃO DAS CIDADES
A Cidade e a Evangelização A cidade, com suas estruturas sociais, políticas e econômicas é o palco onde a evangelização urbana acontece, sendo esta urdida e executada pelos múltiplos ministérios organizados nas denominações presentes em cada metrópole. Assim, a mensagem de CRISTO é levada aos homens desafiando-os, no presente, a uma tomada de decisão quanto ao seu destino eterno. Nesse contexto a cidade − a primeira cidade data de cerca de seis mil anos, as Escrituras Sagradas revelam Caim como seu organizador, tendo dado a ela o nome de seu filho Enoque (Gn 4.17) − tornou-se uma atual e desafiadora fronteira missionária urbana demandando para sua conquista espiritual e conseqüente colheita de vidas uma emergente e plena compreensão, pela igreja, de suas realidades sociais e espirituais. Em todo mundo é conseqüência da acelerada migração de indivíduos das áreas rurais para os centros urbanos em proporção nunca antes experimentada na história da civilização humana. As conseqüências para a vida humana são inevitáveis: violência, desagregação da família, extrema pobreza, drogas, déficit habitacional, ineficiente sistema de saúde e educação etc. O século XX começou com 15% da população mundial vivendo nas cidades e terminou com 15 % vivendo fora das cidades. Fatores determinantes da urbanização      A industrialização: O processo de industrialização provocou o crescimento, fazendo surgir megacidades; O crescimento natural da população Desejo de melhores condições de vida: escola para os filhos, melhores salários, assistência médica; Atração pelos grandes centros: A penetração das imagens de TV que iludem com expectativa de vida melhor; Mecanização da agricultura e conseqüente desemprego.

A COMPLEXIDADE DO HOMEM URBANO E SUAS MÚLTIPLAS QUESTÕES I. Psico-sociais a) Anonimato b) Alienação c) Isolamento d) Despersonalização II. Morais e Religiosas a) Tendência a ser um cristão nominal b) Relaxamento dos padrões morais c) Inclinação à auto-suficiência 21

III. Cívicas e Políticas a) Consciência política mais acentuada b) Tendência a ser influenciado por grupos de pressão Problemas do homem moderno a) Econômicos/Violência urbana c) Questões sociais/Educacionais d) Crises na família/Psicológicos f) Espirituais e morais REVISANDO      Não haverá evangelização sem testemunho pessoal – a prática vivencial; A família ocupa papel fundamental na evangelização local; Técnicas, cursos, seminários de nada adiantarão se não experimentarmos a plenitude do poder do Espírito Santo em nossa vida pessoal e comunitária; Os dons espirituais como ferramentas capacitadoras, o batismo no Espírito Santo, a vida de santificação são imprescindíveis à uma efetiva e produtiva evangelização; Vida devocional pautada na meditação diária da Bíblia, a Palavra de Deus, oração pessoal e particular e compromisso discipular com os propósitos evangelizadores do Senhor Jesus nos farão ganhadores de almas, pescadores de homens.

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EVANGELISMO PESSOAL
DEFININDO O QUE É EVANGELISMO PESSOAL Uma das recomendações mais importantes e menos praticada está registrada nas palavras de Jesus diante de uma multidão faminta e hiante. Vamos reler devagar este clamor que saiu dos lábios do maior evangelista que a história conheceu. “Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não tem pastor. E então se dirigiu a seus discípulos: A seara na verdade é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara” Mateus 9. 36 – 38. Sintetizando esta palavra poderíamos afirmar: “está faltando homens e mulheres que queiram aceitar o desafio de ser luz e sal para o mundo”. A igreja se cansa na busca de novos métodos para evangelizar, enquanto Deus continua buscando homens e mulheres que se deixem usar por ele”. A responsabilidade de evangelizar não é uma tarefa exclusiva do pastor, ou do evangelista. Ela diz respeito a todos os crentes. O texto de Ezequiel 3.16 – 27 é um texto que deveria nos atemorizar. O que o profeta registrou por ordem de Deus, é um verdadeiro libelo contra o desinteresse que ainda hoje predomina em muitos corações evangélicos. Esta passagem ensina algumas verdades importantes, como por exemplo: 1. Ela define o crente como um atalaia (vigia, guarda, sentinela), responsável em ouvir a palavra de Deus e transmiti-la ao homem pecador. 2. Ela revela que o destino de muitos homens e mulheres, está na fidelidade do atalaia em cumprir as ordens de Deus. 3. Ela isenta o crente de qualquer responsabilidade diante daqueles que se recusam em obedecer a Palavra de Deus. 4. Ela aponta para uma prestação de contas diante de Deus pelas almas que pereceram em virtude do silêncio do atalaia. Evangelismo pessoal portanto é o ministério de falar de Cristo aos perdidos individualmente, e levá-los a uma decisão espiritual. Jo 1.41, 42; At 8.30. O ALVO O alvo do evangelismo pessoal é tríplice. Em primeiro lugar ele tem como objetivo maior, salvar o perdido. Em seguida, ele busca restaurar aqueles que se desviaram da fé. E finalmente, tem como alvo edificar os demais crentes através de palavras de conforto e consolo. 23

O evangelismo pessoal, ultrapassa os limites que muitas vezes nós estabelecemos para ele. O seu objetivo não é apenas falar ao pecador, mas alcançar a todos que necessitam de ânimo e coragem para continuarem a caminhar com Cristo. FALHAS NO EVANGELISMO PESSOAL O evangelista Dr. Billy Graham foi questionado sobre qual o melhor método de evangelismo que ele praticava. A sua resposta foi simples e contundente: “Todos os métodos são válidos e importantes, desde que sejam praticados dentro dos limites da Palavra de Deus”. O evangelismo de massa tem sido o método mais comum e apreciado pela igreja. O uso da mídia maximizou este método. O uso das emissoras de rádio e TV, das revistas e jornais cresceram muito nas últimas décadas. Com esse crescimento, observou-se uma diminuição na força do evangelismo pessoal. A igreja passou a depender quase que exclusivamente desses meios para projetar-se no mundo. Este crescimento produzido pela mídia, gerou uma classe de convertidos sem nenhuma base espiritual. Este fenômeno fragilizou a igreja em muitos aspectos. Uma grande maioria passou a ser freqüentadora de cultos e não mais compromissada com os projetos da igreja. Até mesmo o termo “testificar” já perdeu o seu verdadeiro significado. Muitos crentes pensam que se convidarem alguém à igreja, ou falarem sobre Jesus, já testificaram a respeito de sua fé. O Instituto Bíblico Moody calculou que noventa e cinco por cento dos crentes americanos, nunca levaram uma alma a Cristo. No Brasil até o presente dados semelhantes não estão disponíveis. Uma das grandes falhas do evangelismo pessoal, decorre do fato de que a igreja espera que apenas que o pastor ou o evangelista sejam homens ou mulheres cheios do Espírito Santo. Mas, a verdade é que todos os que abraçaram o evangelho devem ter suas vidas saturadas da presença do Espírito. E isto, custa um bocado! BENEFÍCIOS DO EVANGELISMO PESSOAL 1. O evangelismo pessoal se adapta ao nível espiritual de cada crente; 2. É uma estratégias eficiente para o crescimento da igreja. At 5. 42; 8. 4; 3. Abre oportunidades para desfazer todos os preconceitos criados ao redor do evangelho; 4. Provoca o crescimento espiritual de quem evangeliza. Por que, quando, onde e como evangelizar? Estas são perguntas básicas no processo de evangelização. Vamos examinar cada item, procurando colocar em prática todos estes princípios. Se desejarmos ver a igreja do Senhor Jesus forte, sadia e evangelizadora precisamos mudar a nossa postura.

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Por que ? Em primeiro lugar, veja por que você deve ser um evangelista. O evangelista T.L. Osborn escreveu um livro intitulado: “Conquistando Almas, lá fora onde os pecadores estão”. Neste livro ele aponta algumas das razões que o levaram a ser um conquistador de almas. Vale a pena consultá-lo. Muitas são as desculpas que apresentamos para não obedecermos a esta ordem. 1. Falta de tempo – Mt 26.45; Lc 22.14 2. Cansaço – Jo 4.6,7 3. Não tenho capacidade para falar do evangelho – Êx 3.11; Jz 6.15; Is 6.5; Jr 1.6. Você deve ser um evangelista, porque Deus o abençoou com dons e talentos – Mt 25.14 – 30; Lc 16. 2; 19.13. Você deve evangelizar porque Deus lhe deu o privilégio de participar do seu trabalho. Quando? Em segundo lugar, quando devemos evangelizar? A única resposta a esta pergunta é “agora”! Ml 1.9; At 17.30; Hb 3.7 Onde? Em terceiro lugar, onde devemos evangelizar? Não podemos pregar o evangelho em todos os lugares, mas podemos individualmente conscientizar as pessoas a respeito de seus pecados. Há muitos lugares onde o ganhador de almas deve ficar atento. 1. Nos cultos – a igreja tem perdido muitas oportunidades de ganhar pessoas durante os seus trabalhos. Não podemos nos descuidar. Muitos entram e saem da igreja da mesma maneira. É preciso confrontar estas pessoas com a verdade. 2. Nos lares – o campo de trabalho de muitos não está no exterior, ou numa outra cidade, mas pode estar bem perto, dentro de suas casas. Mc 5.19; At 5.42; At 20.20. 3. No trabalho – Mt 9.9; Mc 1.16. 4. Nos transportes – At 8.27,28 Como? Em quarto lugar, como devemos evangelizar? Ajudar a encontrar respostas a essa questão é o objetivo desse Curso de Evangelismo.

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TRATANDO COM DIVERSAS CLASSES DE PESSOAS
É importante antes de mais nada definir qual o significado do termo “perdido”. O “perdido”, não é um incrédulo, e muito menos, um ateu. Muitas vezes perdermos excelentes oportunidades de falar de Jesus, por rotularmos a pessoa antes de conhecermos as suas dúvidas espirituais. Chamamos “perdidos” aos que nunca aceitaram a Jesus como Senhor e Salvador. O desafio maior que o evangelista encontra é o de lidar com certas classes sociais. Os argumentos usados para levar um presidiário a Cristo, não podem ser os mesmos para se falar a um empresário. Ambos precisam do evangelho. Mas a abordagem deve ser diferente. Biblicamente falando, ninguém está livre de condenação diante de Deus, especialmente, após tomar conhecimento da verdade. Rm 1:20, 2:1 O importante é saber lidar com as desculpas que as pessoas apresentam para não firmarem uma decisão a favor do evangelho. VEJAMOS 01. Eu sou o maior pecador. Nem mesmo Deus me aceita. Neste caso procure aplicar as palavras de Jesus que afirmou: “Os sãos não precisam de médico, e, sim, os doentes; não vim chamar justos, e, sim, pecadores”. 02. Toda religião é boa. O importante é você ser sincero. A sinceridade é uma das virtudes básicas no relacionamento entre o homem e Deus, e entre o homem e seu semelhante. Mas ela não conduz ninguém à salvação. Se a pessoa está caminhando numa direção errada, a sua sinceridade de nada adiantará. Religião é tudo aquilo que o homem faz para alcançar a Deus. Salvação é aquilo que Deus fez para libertar o homem de seus pecados. Jo 14: 6. 03. Há muita coisa na Bíblia e no meio evangélico que não consigo entender Estas pessoas não apenas desconhecem o que a Bíblia afirma, mas nada sabem da própria vida. Ninguém quer viver no escuro só porque não entende a complicada teoria da eletricidade. Ninguém deixa de tomar leite, somente porque não entende como se processa o metabolismo deste produto no corpo de um animal. Uma vaca de cor preta e branca, comendo capim verde, produz leite branco. 03. Todos são filhos de Deus. Ele não vai condenar uma pessoa que ele mesmo criou. Na verdade, Deus não condena ninguém. Jo 3: 17 . O homem é que se condena a si mesmo quando rejeita a oferta de Deus. Jo 12: 48. 04. Terei de abandonar muitas coisas que aprecio, inclusive, meus amigos. Lembrar que o evangelho é luz. Ele quando entra na vida da pessoa, afasta toda a escuridão. Ninguém perde nada ao abraçar a verdade. Mas, pode-se perder tudo quando a rejeitamos. Mc 8: 36. 05. Eu ainda sou muito jovem, mais tarde eu vou pensar a respeito. Este é o jogo mais perigoso da vida. É como brincar de “roleta russa”. Lc 12: 19,20. 06. Não creio no inferno nem no castigo eterno. Também não creio na vida além desta. A morte é o fim de tudo. O inferno é aqui mesmo. Este é um ponto delicado, pois, ninguém voltou após a morte para contar o que existe do outro lado. A única certeza que temos é o que a Palavra de Deus nos ensina. Mt 10: 48; Lc 16: 23. 26

MÉTODOS EVANGELÍSTICOS
Atualmente existem muitos métodos usados para a proclamação do evangelho, alguns mais eficientes que outros. De um modo geral, todos têm o seu devido valor. As pessoas possuem qualidades, personalidades e habilidades diferentes, e o desejo de Deus é que cada um use daquilo que Ele deu para levar as Boas Novas. Na Bíblia encontraremos vários exemplos de personagens que foram usados por Deus para que muitos viessem a crer no Senhor Jesus, cada um usando o seu próprio estilo. Destacaremos apenas alguns dos métodos que podem ser usados tanto pelo cristão como membro, quanto pela igreja como corpo. Sobre os Métodos Deus escolhe pessoas diferentes para realizar seus propósitos; deleita-se em usar pessoas comuns e simples de maneiras surpreendentes e emocionantes. O evangelho deve permanecer puro e inflexível, não importando que mecanismos são usados para apresentá-lo aos não-cristãos, porém, o mecanismo que escolhermos poderá influenciar na disposição, na capacidade de ouvir, ou até mesmo na compreensão da mensagem que está sendo pregada. Lembre-se: A mensagem sempre será a mesma em qualquer época ou para qualquer pessoa, porém os métodos podem variar de acordo as circunstâncias, tempo e lugar. A. Método de confrontação A evangelização confrontadora é a forma pela qual os cristãos encontram uma pessoa ou mais, que geralmente não conhecem e aproveitam a oportunidade para apresentar-lhe o evangelho. Às vezes, o uso desta técnica ocorre com pessoas conhecidas pelo evangelizador, tais como colegas de trabalho ou vizinhos, com quem o cristão não tem um relacionamento particularmente forte ou longo. Uma característica bem forte deste método é que o cristão habitualmente determina quem está inclinado a ouvir o evangelho, quando e onde as condições são apropriadas, sendo a mensagem tipicamente dogmática para levar o ouvinte a tomar uma decisão no ato, ou arriscar-se à condenação eterna, ou seja, há proclamação das Boas Novas e uma chamada à decisão. A evangelização confrontadora acontece nos mais variados ambientes: no lar do nãocristão, por exemplo: evangelização de porta-em-porta ou encontro combinado por telefone; em lugares de atividade de lazer ou de descanso, como em praias, em concertos; em lugares públicos, ônibus, aviões, estacionamentos e eventos esportivos; em qualquer lugar onde duas pessoas ou mais possam manter uma conversa. a. Exemplo: Em Atos 2.11-12, na ocasião da descida do Espírito, diante do que estava acontecendo, alguns ficaram atônitos e perplexos, mas outros zombavam e diziam que os discípulos estavam bêbados. Diante desta situação, Pedro começa o seu discurso (At 2.1441) e neste deixa bem claro as Boas Novas de salvação para aquele povo, e no verso 41 27

diz que naquele dia houve cerca de três mil pessoas se rendendo aos pés de Cristo. Coragem, intrepidez, disposição e paixão pelos perdidos, isto é que Pedro possuía. Deus usou a Pedro com suas características pessoais, com sua personalidade própria e com suas imperfeições. Deus queria uma pessoa sem medo para assumir uma posição ali em Jerusalém – local em que Cristo fora crucificado. Em nosso meio há pessoas que precisam ser confrontadas com as verdades do evangelho seja pessoalmente, através de um diálogo ou impessoalmente, através de uma grande cruzada evangelística. B. Método socrático Este é o método pelo do qual argumenta com o não-cristão acerca da realidade, reflete-se sobre os argumentos que tem ouvido e tira conclusões para uma conversa, uma troca de idéias. É um método que leva a pessoa a pensar a raciocinar e até mesmo a questionar, a fim de que suas dúvidas quanto ao evangelho sejam tiradas. Este tipo de abordagem não requer uma aceitação calada de verdades impostas. Segundo George Barna este método “diferencia conhecimento de opinião, fato de emoção”. Normalmente as pessoas não têm muita confiança naqueles que alegam conhecer a verdade e, além do mais, afirmam saber como obtê-la, visto que fazemos parte de uma geração onde tudo é relativo, onde não "há mais" verdades absolutas. Através da evangelização socrática, é menor o risco do nãocristão tomar uma decisão simplesmente por emoção, por pressão de um amigo ou parente, ou por estar passando por um período de dificuldades. A sua decisão virá após uma compreensão do significado do evangelho que está aceitando. Paulo usou muito este método, mesmo que ele usasse a confrontação, o seu método envolvia também uma apresentação lógica e racional da mensagem do evangelho, ele era expert em apresentar verdades centrais a respeito de Deus, o pecado, o homem e a solução para o problema do homem, haja visto a carta aos Romanos. a. Exemplo 1 : Certa ocasião, Paulo estava em Tessalônica, onde havia uma sinagoga de judeus, e foi procurá-los a fim discutir sobre as Escrituras (At 17.1-4). É interessante que a Bíblia diz que este já era um costume de Paulo (v.2), e este “discutir” envolvia expor ou defender algum assunto alegando razões, envolvia muito o raciocínio, o intelecto. Paulo explicava-lhes porque foi necessário que Cristo padecesse e ressurgisse dentre os mortos. b. Exemplo 2: Um pouco mais adiante, Paulo encontra-se em Atenas enfurecido por causa da idolatria do povo, e não se cala e começa a anunciar as Boas Novas, e por isso foi levado ao Areópago, que era um Tribunal Ateniense onde eram realizadas assembléias de magistrados, sábios e literatos, e lá pôde falar mais ainda a respeito do seu Deus. Paulo usou de muita sabedoria para falar àqueles homens, pois ele partiu do conhecido; que eram as várias estátuas de deuses, para o desconhecido, que era uma estátua que havia entre as demais a qual Paulo chamou de “o Deus desconhecido”. Paulo falou com eles usando cultura e conhecimento do evangelho, e alguns creram e se agregaram a ele (At 17.16-34). c. Exigência: Há pessoas que são resistentes ao evangelho, não aceitam qualquer idéia que seja nova para elas. São pessoas que não aceitam respostas fáceis, quadradinhas, muitos querem ver a razão em tudo. Diante destas pessoas não há método melhor a ser usado que o socrático, pois este envolve o uso de uma argumentação racional, e para isto é necessário estar preparado "para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (1 Pe 3.15). 28

C. Método testemunhal Este é o método em que a pessoa evangeliza falando da obra realizada por Deus em sua vida, é um testemunho do poder transformador do evangelho. Este método, como qualquer outro, exige muito mais do que falar, porque as pessoas vão querer ver o que de fato aconteceu, investigarão para ver se é verdade ou não. a. Exemplo 1: As Escrituras falam a respeito de um cego de nascença que fora curado pelo Senhor Jesus (Jo 9), e este teve a oportunidade de testemunhar a respeito deste milagre, tanto para seus vizinhos (vv. 8-9) quanto para os fariseus (vv. 31-33), mesmo sem conhecer o autor do mesmo. Após conhecê-lo, o que era cego creu no Senhor Jesus e O adorou (v. 38). Mesmo a liderança não acreditando, questionando o seu testemunho, ele não cessou de falar a verdade ao ponto de ser expulso da sinagoga. Nem sempre as pessoas reagirão positivamente ante ao testemunho pessoal, muitos rejeitam o evangelho independente do método usado para anunciá-lo. b. Exemplo 2: Outro exemplo do uso deste método é o testemunho da mulher samaritana (Jo 4.1-18) que, após compreender quem era Jesus saiu contanto a todos quem havia conhecido (Jo 4.39-42); por intermédio do seu testemunho, muitos vieram a crer no Senhor. Mesmo sendo uma mulher de má reputação ela não receou em ir até a cidade para falar a respeito de quem ela conhecera. É bem possível que tenha acontecido alguém tê-la rejeitado, mas muitos foram os que a ouviram. c. Lembrete: A maioria das pessoas tem em mente o método testemunhal para ser usado somente por aqueles que possuem um testemunho dramático ou sensacionalista. Na realidade basta haver evidências de transformação de vida, para que um testemunho seja eficiente, e se algum cristão não consegue ver o que Deus fez e faz em sua vida, algum problema há. D. Método assistencial É aquele que leva as Boas Novas através de alguma obra de ação social, seja abrigando crianças de rua, distribuindo alimentos e roupas aos carentes. Este método busca infiltrar o evangelho na comunidade suprindo suas necessidades, tanto físicas quanto materiais e espirituais. a. Exemplo: Vemos em Dorcas o exemplo de alguém que praticava este método de evangelização, um personagem pouco conhecido, mas que fez muita diferença na vida de algumas pessoas. Em Atos 9.36-42, diz que Dorcas era uma mulher notável pelas boas obras que praticava, pelos seus atos amorosos; tinha um ministério de assistência às viúvas, confeccionava roupas e lhes dava. Nesta passagem fica nítido o amor que os beneficiados sentiam por Dorcas, que havia falecido e fora ressuscitada pelo apóstolo Pedro, fato este, que tornou-se conhecido por toda Jope. b. Perfil: Geralmente as pessoas que gostam de servir aos demais são as que se identificam com este método. Elas tem a sensibilidade de perceber a necessidade dos outros e procuram empenhar-se ao máximo para ajudá-los sentem-se realizadas e felizes em exercer este ministério, mesmo que não haja o reconhecimento de muitos.

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c. Lembrete: Este é um método que leva tempo até que a pessoa compreenda o evangelho, visto que muitos só estão interessados em suprir suas necessidades físicas e materiais. As pessoas que se empenham neste método de evangelismo são as que tocam naquelas pessoas que ninguém jamais tocaria, são geralmente aquelas consideradas "escória da sociedade". Certa vez ouvi uma ilustração que contava a história de um menino de rua que estava faminto em frente a uma padaria, observando pela janela de vidro os pãezinhos que iam saindo. Eis que chegou um senhor e vendo o menino perguntou-lhe se estava com fome, ao que este respondeu positivamente. Então, aquele senhor entrou na padaria e comprou vários daqueles pãezinhos e os entregou nas mãos do menino que olhou para ele e perguntou-lhe: — Moço, o senhor é Deus? Há pessoas famintas não só de pão, mas de Deus, e nós somos instrumentos seus para suprir tais necessidades. As pessoas não estão tão interessadas no que pensamos ou falamos até estarem sensibilizadas pelo que somos e como nos interessamos por nelas, elas querem ver Jesus Cristo em nós. E. Método comportamental Como o próprio nome diz, este método de evangelização baseia-se no relacionamento entre cristãos e não-cristãos. É desenvolvido através da amizade sincera e desinteressada do cristão. Conseqüentemente essa amizade desperta uma curiosidade no não-cristão quanto ao modo de viver, padrões, conduta, razões e motivações essenciais do estilo vida do cristão. Desta forma, não se corre o risco de fazer do não-cristão apenas o projeto evangelístico, é uma oportunidade para investir em um relacionamento autêntico de amor e amizade, o que os não-cristãos estão sempre a procura. Esse método tem crescido de modo significativo, e o que é melhor, tem crescido também a confiança mútua.Joseph Aldrich, divide o evangelismo comportamental em três fases. a. Presença: A primeira fase é a presença, na qual o cristão se aproxima do não-cristão e antes que ele ouça a respeito do evangelho ele deve perceber através do modo de vida e do amor demonstrado pelo cristão, o evangelho no qual ele supostamente se baseia. b. Proclamação: A segunda fase é a proclamação, e nesta sim, o cristão falará do evangelho para o seu amigo. Viver o evangelho não é suficiente para que o não-cristão o compreenda, há também a necessidade de falar sobre a essência do evangelho, falar sobre os fundamentos ou em que está baseado este diferente estilo de vida. É fundamental, portanto, que se fale para o não-cristão as boas notícias de salvação. c. Persuasão: A terceira fase, Aldrich a chama de persuasão. É a fase em que a pessoa é chamada a tomar uma decisão por Cristo. d. Vantagem: Algumas vantagens deste método é que é um método que não depende de muito conhecimento bíblico, visto que o não-cristão valoriza mais a pessoa do cristão do que o conhecimento dele. O fato de apresentar o evangelho a uma pessoa com a qual já exista um laço de amizade, facilita a proclamação da mensagem do evangelho. O conteúdo do evangelho ganha impacto adicional quando é comunicado com base no que se vive, e se a presença do espírito for de fato sentida e positiva, o não-cristão perguntará a respeito da razão da sua fé . e. Cuidado: O cuidado que se deve tomar com este método de evangelismo é o de não acomodar-se a simplesmente viver o evangelho e se calar não buscando oportunidades 30

para compartilhar o evangelho. O "deixar que Deus fale aos corações dos pecadores” pode-se tornar desculpa para o cristão fugir de sua responsabilidade de proclamar as Boas Novas. a. Exemplo de Cristo: O próprio Cristo usou vários métodos para falar das Boas Novas do Reino, evangelizou através do Seu testemunho de vida, supriu as necessidades das pessoas, pregou para grandes multidões e falou individualmente com as pessoas, contudo, Ele diferenciou os método que usou para alcançar judeus, samaritanos e romanos, ricos e pobres. É preciso avaliarmos o provável sucesso de cada um desses métodos baseados no que sabemos a respeito de formas de pensamento, estilos de vida, visões e experiências religiosas, bem como das necessidades e interesses pessoais desta geração. b. Exemplo de Paulo: O incentivo do apóstolo Paulo aos cristãos é que usem de todos os meios que estiverem ao alcance para efetivamente e sem comprometimento da integridade da mensagem, apresentem o evangelho aos não-cristãos (Rm 11.13-14; 1 Co 9.19-23). Outras Sugestões Além de métodos (tipos) de evangelização, é importante lembrar que existem diversas outras formas de se levar o evangelho. a. Folhetos e Literaturas: Nunca subestime o poder de um folheto, pois você nunca sabe onde ele vai parar. São diversas as histórias de pessoas que se converteram por intermédio de um folheto evangelístico. O importante é sempre ter por perto um folheto que pode ser usado nas mais diversas situações. Mantenha no carro, em casa, na gaveta da mesa do escritório, pois temos certeza que será útil em alguma oportunidade. b. Oração: O cristão sempre deve manter-se em oração pela Evangelização. É nossa responsabilidade orar: i. Por quem está realizando esse ministério (Ef.6.19; Cl.4.3; 2Ts.3.1) ii. Para que Deus desperte outros para fazer esse trabalho (Mt.9.38) iii. Para Deus abrir o coração dos pecadores (At.16.14; Rm.10.1) iv. Por todos aqueles que desejamos evangelizar (1Tm.2.1-7) É fundamental que você inicie sua evangelização e incorpore essa prática cristã em sua vida, pois temos certeza que cristãos resgatados por Deus deverão dedicar suas vidas para alcançar outras pessoas. Por isso, os conselhos abaixo servem para norteá-lo no início da sua caminhada. Siga pessoas exemplares Uma das grandes dificuldades de se iniciar é encontrar exemplos a seguir na evangelização. Por isso, trazemos aqui alguns exemplos que podem servir de modelo para sua evangelização:

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a. Exemplo de Paulo: Vemos em Paulo o esforço e a dedicação em ganhar almas para Cristo. Em 1Co 9.19-23 ele afirma que fez de tudo para com todos a fim de ganhar alguns, e deixou bem claro que o seu interesse era ganhar o maior número possível. Paulo buscou ser semelhante socialmente, através do contato diário com as pessoas. Ele era diferente em questões éticas, nas quais mantinha-se firme, mas estabeleceu pontes para ser igual, pois havia em si uma consciência flexível em assuntos sem importância moral. Ele foi muito criticado por essas coisas, mas o que era importante para ele é que o nome de Cristo estava sendo anunciado. Quando Paulo afirma: “ai de mim se não pregar o evangelho!” (1 Co 9.16b), percebemos que ele tinha plena consciência de sua missão. Ganhar almas para Cristo era mais importante que preocupar-se com o que outras pessoas pensariam ou falariam. Paulo foi excelente comunicador da mensagem do evangelho, e isso graças a uma vida de compromisso com Deus, uma vida de temor e reverência àquele que tem todas as coisas sob o Seu controle. b. Felipe: Filipe era um dos sete homens que foram escolhidos para servir na Igreja de Jerusalém, era um homem de boa reputação, cheio do Espírito e de sabedoria (At 6.1-7). Além de destacar-se em várias áreas de sua vida, encontramos evidências de que ter sido um grande evangelista. Em Atos 8.4-8, o encontramos como um pregador de grandes multidões; com toda coragem pregava a Palavra de Deus por onde quer que passasse. Um pouco mais adiante o encontramos praticando o evangelismo pessoal (At 8.26-36). c. Jesus: Cristo é o exemplo máximo e perfeito de evangelista. Para chamarmos a atenção dos não-cristãos como Jesus, devemos comunicar a verdade espiritual da mesma forma que Ele comunicou. Jesus não só falava sobre o amor, como também amou. Ele não só pregava sobre o perdão, ele perdoava; as pessoas pecadoras e atormentadas pela culpa caíam a Seus pés, perdoadas e limpas. Eles O consideravam seu amigo. Ele não só proclamava a necessidade de justiça e integridade como também atacou instituições iníquas de Seu tempo. Ele não começou um instituto bíblico nem estabeleceu uma cadeira de teologia em nome de Seu Pai; mas sim convidou homens para morarem com Ele vinte e quatro horas por dia. A Sua estratégia foi tornar-se carne e viver entre eles, disposto a sofrer dores, oposições, injustiças; estava disposto a quebrar preconceitos e paradigmas, a fim de que o homem pudesse ouvir as boas notícias de salvação, e acima de tudo, Ele amou o pecador até a morte. B. Identifique as pessoas que pretende evangelizar: É bem verdade que nós devemos levar o evangelho a todas as pessoas, mas como temos que iniciar com alguém seria interessante se preparar para esse início. Isso significa que você se colocará diante de Deus em oração, irá tentar entender que tipo de pessoa seu alvo evangelístico é em relação a Deus, conhecer suas opiniões e na dependência de Deus levar o evangelho a essa pessoa. C. Desenvolva um plano de ação Uma vez que você conhece que tipo de pessoa pretende evangelizar, que tipo de abordagem pretende fazer, é importante ter em mente que a evangelização é um processo. Não trata-se de chegar, apresentar e desaparecer. Muito pelo contrário, 32

depende da nossa presença e participação. Por isso, saiba que além de ser importante se preparar, você tem que estar pronto para auxiliar essa pessoa a vencer barreiras para aceitar a fé, e uma vez que isso acontece, é importante que você a ajude a dar os primeiros passos na fé. D. Aprenda a depender de Deus Uma excelente prática para a evangelização é a dependência de Deus. Tome Pedro como exemplo por um momento: Era um homem impulsivo, auto-confiante, e orgulhoso, mas quando confiou nas suas habilidades naturais, agiu em precipitação ao cortar a orelha do soldado romano, negou a Jesus Cristo e o abandonou. Por outro lado, em Atos vemos Pedro como um homem intrépido levando o evangelho a multidões e aos líderes religiosos que haviam matado a Jesus, a quem temia. Atos 4.8 nos dá uma idéia da diferença: “Então, Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Autoridades do povo e anciãos”. Pedro estava completamente dependente do Espírito Santo no exercício do seu ministério. Nós, devemos fazer o mesmo, pois sem Cristo nada podemos fazer. E. Aprenda com seus erros Evangelizar, como quase toda atividade que realizamos, se aperfeiçoa a medida que realizamos. Ninguém subiu em uma bicicleta e saiu andando. O processo até você ser um corredor incluiu muitas quedas. Não pense que será diferente com a evangelização. Todo evangelista já cometeu erros e posso garantir que você também os cometerá. Entretanto, existe duas formas de você lidar com os erros: (1) Desanimar e desistir ou (2) Aprender e melhorar. Certamente a segunda é mais aconselhável. LEMBRETE Sempre que tiver o privilégio de evangelizar uma pessoa, deixe claro que diante dessa informação a pessoa tem que tomar uma decisão, e só tem três alternativas para isso: a. Rejeitar: A rejeição pode acontecer de diversas formas: A omissão, indiferença também são formas de rejeição, embora pareçam mais brandas. Entretanto, as conseqüências são as mesmas. Caso a pessoa que você está a evangelizar tomar qualquer uma dessas atitudes, ajude-a a compreender a gravidade dessa escolha diante de Deus. Sugira que, avançar um estágio (pensar melhor) é muito mais aconselhável. b. Pensar melhor: Aqueles que optam por pensar melhor no assunto podem sofrer de falta de condições/ferramentas para avaliar melhor sua situação. Portanto, você deve estar preparado para ajudá-lo a pensar no assunto. Sugira um estudo bíblico, ou até mesmo a manutenção dessa conversa em outras oportunidades, mas lembre-se sempre: Embora pensar melhor no assunto é um estágio melhor do que rejeitar, nosso foco e objetivo é que essa pessoa possa decidir-se por Cristo genuinamente. c. Aceitar: Aqueles que chegam a esse ponto e estão dispostos a tomar uma posição ao lado de Cristo, nem sempre compreendem tudo o que significa esse comprometimento. Por isso, em alguns casos, pessoas tomam uma posição com Cristo em um dia, mas se convertem posteriormente. Por isso, é importante que você esteja disponível para ajudar essa pessoa no início da sua caminhada 33

O DISCIPULADO
Conservando os resultados Não podemos nos esquecer de que o evangelho tem dois lados distintos: o primeiro é o de ganhar vidas para o reino de Deus, e o segundo é ensiná-las a viver uma nova vida com Cristo. O mesmo Senhor que disse: “Ide e pregai...” também disse: “...e ensinai...”. Fazer apelos de salvação após um culto e deixar que as pessoas voltem para suas casas sem um atendimento especial, é como pescar e deixar os peixes na areia. Um pastor afirmou que a obra de salvação é uma obra de responsabilidade exclusiva de Jesus, mas o trabalho de fazer discípulos é responsabilidade da igreja. O Pr. Juan Carlos Ortiz afirmou que muitas igrejas funcionam como um vale de ossos secos. Cada dia vem um e joga um osso no monte. O pastor é o vigia dos ossos. Mas um monte de ossos não tem vida. É preciso algo mais para vivificar aqueles que estão sendo agrupados à família de Deus. O trabalho de integração dos novos convertidos deve absorver a atenção de toda a igreja, tanto quanto o desejo dela em ver pessoas sendo salvas. Esta integração não acontece simplesmente através dos ensinos sobre os princípios elementares da fé. Ela é o resultado de um compromisso de vida. E este compromisso se verbaliza através da prática dos mandamentos chamados “mandamentos de ajuda mútua”.
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Rm 12: 10 – Amai-vos uns aos outros Rm 12: 16 – Tende o mesmo sentimento uns para com os outros Rm 13:8 – Amai-vos uns aos outros Rm 14:13 – Não nos julguemos mais uns aos outros Rm 14:19 – Sigamos as coisas da paz e também as da edificação de uns para com os outros Rm 15:5 – Tenham o mesmo sentimento uns para com os outros Rm 15:7 – Acolhei-vos uns aos outros Rm 15:14 – Admoestai-vos uns aos outros 1 Co 12:25 – Cooperem os membros em favor uns dos outros Gl 5:13 – Sede servos uns dos outros Gl 6:2 - Levai as cargas uns dos outros Ef 4: 1-2 – Suportando-vos uns aos outros em amor Ef 4:32 - Antes sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoandovos uns aos outros Ef 5:18-21 – sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo Cl 3:9 – Não mintais uns aos outros Cl 3:13 - Suportai-vos uns aos outros, perdoia-vos mutuamente 34

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Cl 3:16 – Instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente 1 Ts 3:12 – e o Senhor vos faça crescer, e aumentar no amor uns para com os outros e para com todos 1 Ts 4:18 – Consolai-vos, pois, uns aos outros Hb 10: 24 – Consideremo-nos também uns aos outros Tg 5:9 Irmãos, não vos queixeis uns dos outros para não serdes julgados Tg 5:16 – Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros para serdes curados 1 Pd 1:22 – Amai-vos de coração uns aos outros ardentemente 1 Pd 4:9 – Sede mutuamente hospitaleiros sem murmuração 1 Pd 5:5 – No trato de uns para com os outros, cingi-vos todos de humildade 1 Pd 5:14 Sauda-vos uns aos outros com ósculo santo 1 Jo 3:11 Porque a mensagem que ouvistes desde o princípio é esta, que nos amemos uns aos outros 1 Jo 3:23 – Ora, o seu mandamento é este, que creiamos em o nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros 1 Jo 4:7 – Amados, amemo-nos uns aos outros 1 Jo 4:11 – Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros 1 Jo 4: 12 – Se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é em nós aperfeiçoado 2 Jo 5 – Que nos amemos uns aos outros

Colocando em prática estes princípios, alcançaremos resultados surpreendentes na prática do evangelismo. Além destes princípios, devemos incentivar os novos convertidos a seguirem os passos estabelecidos pela Palavra de Deus, como por exemplo: 1. Batismo nas águas por imersão O batismo é um ato representativa da morte e ressurreição do homem. Através desse ato de obediência à Palavra de Deus, a pessoa deixa a sua velha vida, sepultando-a nas águas batismais, e recomeça uma nova etapa, agora, com Cristo. At 2: 38. É importante ressaltar que o batismo não é um meio de filiação da pessoa à igreja. Ele pode ser representado como um sepultura para aquele que já morreu para as coisas do mundo. Rm 6: 3-5. Todo cristão convertido precisa passar por esta experiência. Muitos ao desprezar esta prática acabam se desviando para outros caminhos. 2. Batismo no Espírito Santo No batismo com o Espírito Santo recebemos poder para testemunhar. É o Espírito Santo que nos mantém firmes no caminho, impedindo que o coração desanime diante das crises e dificuldades que normalmente surgem em nossa comunhão com Deus. Rm 8: 26. 35

3. Comunhão constante com Deus através da oração Ninguém consegue se manter vivo sem um contato diário com Deus através da oração, da meditação, do estudo da Palavra. Rm 12: 1-2. 4. Mordomia cristã Além de dedicar a Deus tempo e talentos, devemos também assumir o compromisso de colocar os nossos bens sob os cuidados do Senhor. Uma das maneiras de se conservar a salvação é não permitir que os bens materiais dominem o nosso espírito. Ser fiel a Deus nos dízimos e nas ofertas é um meio de se proteger contra os gafanhotos que pululam ao nosso redor. 1 Cr 29:16; Ml 3: 8 5. Participação efetiva nos trabalhos da igreja A grande maioria deixa a igreja em razão da rotina estressante de apenas assistir cultos. É preciso se envolver diretamente com os trabalhos que a sua igreja desenvolve. Procure descobrir quais são os seus dons e talentos e canalize-os para a edificação do corpo de Cristo. 1 Co 15:58; Hb 10:25

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POR QUE PESSOAS SE DESVIAM DA FÉ?
Há uma máxima na igreja que traduz uma grande verdade: “ganhar uma pessoa para Cristo é um trabalho árduo e difícil; perdê-la é fácil e simples”. Quando um novo convertido entra na igreja, ele espera um tratamento bem superior àquele que lhe foi dispensado enquanto estava fora da família de Deus. Um crente que se afastou da igreja fez a seguinte declaração: “A razão porque deixei de ser ativo é que cuidaram mais de mim antes de tornar-me crente do que depois”. O evangelismo não termina com a colheita de vidas para o reino de Deus. Esta é a primeira etapa de um longo processo. Após a decisão da pessoa, a responsabilidade do seu crescimento passa a ser tanto dela quanto da igreja que ela abraçou. Infelizmente, a igreja tem fracassado neste trabalho de manter a unidade do corpo como determinou o apóstolo Paulo à igreja de Éfeso. Escreveu ele: “...esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz”. Ao escrever sobre a unidade orgânica da igreja, ele afirmou: “...para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros” 1 Co 12: 25. O número de desviados é muito grande segundo algumas estatísticas para crente em comunhão nas igrejas hoje existem três pessoas afastadas. As causas que provocam o afastamento de uma pessoa da igreja, também são variadas. 1. Ação direta das forças espirituais do mal – 1 Pd 5: 8 2. Inclinação para as coisas da carne – Rm 8: 6 3. Falta de envolvimento no trabalho – Ap 2: 4 4. Ausência de crescimento espiritual – Hb 5: 11- 14; 2 Pd 3: 18 5. Escândalos e mau testemunho dentro da igreja – 1 Co 5: 1 – 5 6. Discriminação social – 1 Co 3: 1 – 3 7. Falta de maturidade para enfrentar as tempestades da vida – 2 Co 4: 7 – 12 A igreja não pode se descuidar nem com os novos convertidos, nem com aqueles que já caminham há algum tempo com Cristo. Todos são alvos dos ataques do mundo e do diabo. Por esta razão Jesus deixou uma advertência para a sua igreja: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação” Mt 26: 41.

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UMA IGREJA QUE EVANGELIZA
O compromisso de todos nós Ah! Meu coração! Meu coração! Eu me contorço em dores. Oh! As paredes do meu coração. Meu coração se agita! Não posso calar-me, porque ouves, ó minha alma, o som da trombeta, o alarido de guerra” Jr 4:19 Nós estamos no meio de uma grande batalha espiritual. Este texto nos revela pelo ao menos duas realidades: 1. Deus continua convocando o seu povo à batalha - som da trombeta 2. A realidade que se desenha diante de nossos olhos - alarido de guerra A igreja não pode se omitir, não pode se esconder num momento tão importante como este. O compromisso de divulgar a mensagem é de todos nós. Este compromisso está registrado em quase todas as páginas das Escrituras. No entanto, há um texto que traduz com muita precisão esta responsabilidade do povo de Deus. “Livra os que estão sendo levados para a morte e salva os que cambaleiam indo para serem mortos. Se disseres: Não o soubemos, não o perceberá aquele que pesa os corações? Não o saberá aquele que atenta para a tua alma? E não pagará ele ao homem segundo as suas obras?” Pv 24: 11 – 12. 1. O compromisso - “Livra os que estão sendo levados para a morte...” 2. O desinteresse - “...Não o soubemos...” 3. A cobrança - “...Não o saberá aquele que atenta para a tua alma?” Há milhões de pessoas que ainda não ouviram o evangelho. Pelo mundo nós devemos continuar orando. Mas, há um mundo menor, do tamanho da nossa capacidade. Para com este mundo nós temos um compromisso. Ele pode ser a sua casa, o seu bairro, a sua cidade. Nós sabemos que as grandes decisões da vida começam no coração. Que cada um possa abrigar com amor e carinho este compromisso de repartir a graça de Deus com aqueles que ainda vivem separados do reino. “Porém, em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus” At 20:24. A igreja recebeu uma ordem específica do Senhor Jesus. Esta ordem foi dada antes de sua ascensão. “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” Mc 16: 15. Não é difícil saber se uma igreja está ou não comprometida com o ministério de evangelização. Uma igreja evangelística apresenta características distintas que são facilmente percebidas por todos que dela se aproximam. 1. Uma igreja evangelística é uma igreja que valoriza a oração – At 2:42 2. Uma igreja evangelística é uma igreja comprometida com as crianças e os jovens – Mc 10:14 3. Uma igreja evangelística é uma igreja amiga – Jo 15:13-15 38

4. Uma igreja evangelística é uma igreja que espera resultados – Jo 11: 40 5. Uma igreja evangelística é uma igreja visionária – At 26: 19 6. Uma igreja evangelística é uma igreja corpo – 1 Co 12: 26 7. Uma igreja evangelística é uma igreja que não descansa – Jo 5:17 8. Uma igreja evangelística é uma igreja saturada de alegria – Jo 16: 22 9. Uma igreja evangelística é uma igreja participativa – 2 Co 9: 6 -15 10.Uma igreja evangelística é uma igreja hospitaleira – 1 Pd 4: 7-10 A nossa oração é para que o Senhor nos permita caminhar por esta trilha, fazendo da nossa igreja, uma igreja habilitada e preparada para conquistar vidas para o reino de Deus.

RECAPITULANDO
Evangelismo é a reunião de princípios, formas, métodos e ferramentas para a prática da evangelização, da proclamação das boas-novas de Jesus Cristo. Afirma a Bíblia Sagrada: “que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1 Coríntios 15.3,4). Proclamar as boas novas de salvação em Cristo Jesus às pessoas perdidas em todo mundo é o evangelismo em ação. Portanto, evangelizar é o esforço que toda igreja local, e cada crente individualmente, deve fazer para alcançar o coração de todo homem e mulher, onde quer que estejam, com a Palavra de Deus, em tempo e fora de tempo (2Tm 4.2).

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Bibliografia
Leitura Recomendada Experiências de Um Evangelista, Ubiracy Xavier – CPAD Bibliografia para a Disciplina Evangelismo e Discipulado Bíblia Sagrada Almeida Revista e Corrigida – IBB/Juerp Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD A Missão da Igreja, Gary Luther Roeyr – CPAD Atos I, Delcyr de Souza Lima – Juerp Capacitando, Revista Missiológica – APM/Brasil Casas que Transformam o Mundo, Wolfgang Simsom – EEE Como Conquistar uma Cidade, Israel Alves Ferreira - Litoarte Criando Comunidades do Reino, David W. Shenk e Ervin R. Stutzman – ECU Despertamento Apostólico no Brasil, Ivar Vingren – CPAD Dicionário Didático Brasileiro – Editora Didática Paulista Dicionário da Bíblia, Jonh Davis – Juerp Doutrinas Bíblicas, W. W. Menzies e Stanley M. Horton – CPAD Estratégias para o Crescimento da Igreja, C. Peter Wagner – Editora Sepal Estudos Bíblicos: A Base Bíblica do Evangelismo, Tito Oscar – Portal Nova Vida Evangelismo Pessoal, Antonio Gilberto – CPAD Evangelismo Pessoal, Jean-Baptiste Sawadogo – ICI Evangelismo Pioneiro - Thomas Wade Akins – JMN Evangelismo Total, Damy Ferreira – Juerp Evangelização – Ministério Pesca – Igreja Batista Cidade Universitária Evangelização Dinâmica, Luisa J. Walker – Vida Fidelidade na Evangelização, Gilson Santos – Ex Corde Manual da Década da Colheita, Eurico Bergstén – CPAD Manual de Evangelismo, Valdir Bícego – CPAD Ministério de Discipulado, A/Diversos - Juerp Multiplicando Discípulos, Waylon B. Moore - Juerp O Desenvolvimento Natural da Igreja, Christian A. Schwarz – EEE O Plano Mestre de Evangelismo, Robert E. Coleman – Mundo Cristão Plano de Aula de Teologia e Prática da Evangelização - Timóteo Carriker Plantar Igrejas, David J. Hesselgrave – Vida Nova Plantar Igrejas para a Grande Colheita, C. Peter Wagner – Abba Press Proclamando Cristo, Miquéias Paz Barreto – Juerp Sal e Luz, Delcyr de Souza Lima – Juerp Wikipédia – A Enciclopédia Livre 40

ANEXOS
A REALIDADE DA EVANGELIZAÇÃO NO BRASIL 18 OBSTÁCULOS AO EVANGELISMO EFICAZ

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A REALIDADE DA EVANGELIZAÇÃO NO BRASIL
Pesquisa e Organização de dados: Robespierre Machado robespierremachado@gmail.com

A SITUAÇÃO HOJE – Outono de 2012 A população brasileira atual é de 190.732.694 habitantes (dados do IBGE – Censo 2010). Segundo as estimativas, no ano de 2025, a população brasileira deverá atingir 228 milhões de habitantes. A população brasileira está distribuída pelas regiões da seguinte forma: Sudeste (80,3 milhões), Nordeste (53,07 milhões), Sul (27,3 milhões), Norte (15,8 milhões). Estados mais populosos: São Paulo (41,2 milhões), Minas Gerais (19,5 milhões), Rio de Janeiro (15,9 milhões), Bahia (14 milhões) e Rio Grande do Sul (10,6 milhões). Estados menos populosos: Roraima (451,2 mil), Amapá (668,6 mil) e Acre (732,7 mil). Cidade mais populosa: São Paulo-SP (11,2 milhões). Capital menos populosa do Brasil: Palmas-TO (228,2 mil). Proporção dos sexos: 48,92% de homens e 51,08% de mulheres. COMO A POPULAÇÃO ESTÁ DISTRIBUIDA Zona Urbana: 160,8 milhões ( 85% do total ) Zona Rural vivem 29,8 milhões ( 15% do total ) POPULAÇÃO EVANGÉLICA: Com crescimento anual em torno de 7,43%, os dados projetados para 2011 indicam 57,4 milhões de evangélicos no país. Cerca de 29% da população brasileira. Os evangélicos foram a religião de maior crescimento na década de 90. Entretanto há grande desigualdade entre os municípios: alguns com 80% de evangélicos enquanto em outros não existe presença evangélica. Rondônia é o estado brasileiro com maior presença evangélica 27,2% da população. Piauí com 6,2% tem o menor percentual de evangélicos entre os estados brasileiros e continua sendo um campo missionário clamando por evangelistas. São Pedro dos Crentes no estado do Maranhão é a cidade com o maior número de cristãos: 85% da população. Segundo projeções da SEPAL o número de evangélicos no Brasil poderá chegar em 2020 a aproximadamente 109,3 milhões de professantes para uma população total de 209,3 milhões representando 52,2% da população. SITUAÇÃO NA BAHIA    3 cidades com até 1% ( Fátima, Cel. João Sá e Paripiranga ) 87 Cidades com até 5% de cristãos Centenas de povoados sem a presença de nenhuma igreja evangélica

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IGREJAS NO BRASIL Existem no Brasil de hoje cerca de 150 mil igrejas evangélicas de todos os tipos. Entretanto, pesquisas de campo mostram que apenas um terço dos evangélicos, aproximadamente, estão nas igrejas num domingo típico. Municípios sem nenhuma presença evangélica – 11 no total Boa Vista do Sul, Nova Alvorada, Nova Roma do Sul, Protásio Alves, Relvado, Santo Antônio do Palma, São Jorge, União da Serra, Vespasiano Correa no Rio Grande do Sul; Queluzito em Minas Gerais e Carrapateira na Paraíba.    71 municípios com até 1% de evangélicos 1132 municípios com menos de 5% de evangélicos. Boa parte encontra-se no sertão nordestino, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Mais de 30.000 vilarejos ribeirinhos do Amazonas, distritos rurais, tribos urbanas e bairros pouco alcançados de nossas cidades brasileiras.

REGIÕES    As regiões Norte e Centro-Oeste têm a maior presença evangélica As regiões Nordeste e Sul, por outro lado, têm a menor O Sudeste tem os grandes desafios que vêm com a urbanização e grandes concentrações de população

TRIBOS INDÍGENAS 257 tribos indígenas perfazendo uma população aproximada de 364.000 pessoas. Apenas 4 etnias (Katuena, Mawayana, Wai-Wai e Xereu) possuem a Bíblia completa 34 dispõem do Novo Testamento e outras 59 contam com porções bíblicas. Mais de 120 tribos necessitam urgentemente da tradução das Escrituras. Apesar das 25 Agências Missionárias que bravamente atuam entre os índios em nosso país. 103 tribos/grupos indígenas ( cerca de 40% do total ) permanecem sem presença missionária. É certo que o desafio vai muito além das estatísticas e das palavras, pois é prefigurada por faces, vidas e histórias. Em meio a todo este quadro há necessidade gritante de homens e mulheres que se disponham a encarar a pregação do evangelho não como um programa circunstancial, mas como um estilo diário de vida. DESAFIOS ATUAIS 1. Identificar os lugares que ainda não foram alcançados; 2. Motivar as igrejas a plantar novas igrejas em lugares estratégicos; 3. Orar para que milhares de evangelistas sejam levantados pelo SENHOR; 4. Treinar pastores para as igrejas já existentes e para as que vão surgir; 5. Desenvolver o discipulado no modelo de Mt 28.19 e At 20.20. 43

18 Obstáculos ao Evangelismo Eficaz
por Mark Driscoll (resumo de palestra) O pastor Mark Driscoll esteve em Sidney, Austrália, e em uma palestra ele apontou 18 pontos que considera serem obstáculos ao evangelismo na área de Sidney. Segue um resumo preparado por Natasha Percy. Apesar de todo o foco dele ser voltado para as peculiaridades da igreja australiana, muita coisa pode ser usada para nossa reflexão aqui no Brasil. Não concordo com diversas afirmações dele, mas outras considero que são tremendamente importantes. Deixo para o leitor tirar suas próprias conclusões. (Nota do Tradutor) O Sr. Driscoll apresentou estes pontos afirmando que se não estamos vendo fruto no nosso ministério, em vez de fazer mais, deveríamos nos perguntar o que estamos fazendo de errado. Ele também afirmou que a “poda” deve preceder a “colheita”. Esta poda poderia envolver tais coisas como pessoas e programas. "Você precisa cortar aquilo que está drenando energia para longe do evangelismo", disse ele. Mark Driscoll afirmou que estes 18 pontos deveriam ser recebidos como vindo de um "amigo", enquanto pediu a todos os presentes que avaliassem se, em seus ministérios, estavam fazendo "tudo" que podiam para assegurar que as pessoas estivessem conhecendo a Jesus. (1 Cor 9:22)

18 Obstáculos ao Evangelismo Eficaz
1. Os sujeitos entendidos em Bíblia não são os sujeitos missionais o que conduz à irrelevância orgulhosa. (Pastores estão) menos atentos ao contexto do ministério deles e mais atentos ao conteúdo da Bíblia. Não basta somente serem fiéis, vocês precisam ser frutíferos. 2. A cultura de vocês sofre de uma falta de empreendedorismo, devido à influência do Socialismo e da Grã-Bretanha. O socialismo traz o conceito de que se deve cuidar de todo mundo, com os recursos sendo dados para os pastores mais fracos nas igrejas mais fracas ao invés de executar a poda. Isto significa você está sendo negligente em enviar nutrientes a novos brotos e galhos em nome da igualdade socialista. Os britânicos não são pessoas empreendedoras. Eles jogam pelas regras e operam dentro de estruturas préexistentes. Isto fez com que a cultura australiana não fosse muito empreendedorista e coisas novas não são largamente adotadas. 3. Nas denominações há uma falta de recompensa baseada no mérito. Nos Estados Unidos há muito mais empreendedores. Eu não estou dizendo que a sua cultura é ruim e a minha cultura é boa. O que eu estou dizendo é que a sua cultura é ruim e a minha cultura é ruim de um modo diferente. As pessoas são recompensadas por antiguidade, mas não por fruto. Homens não podem ser rebaixados ou colocados para fora do ministério por nada menos do que roubar dinheiro ou cair em pecado sexual. Só porque você está no ministério há muito tempo não significa que deveria ter o emprego garantido. Todos vocês sabem que algumas igrejas estão sendo conduzidas por homens que não são os melhores homens para o trabalho.

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"Homens estão vivendo com suas mães até os 25 anos, casando aos 32, retardando a tomada de responsabilidade tanto quanto possível." 4. Os homens cristãos australianos são imaturos. Há uma falta de empreendedorismo e um sistema que desencoraja a ambição dos homens jovens. Homens estão vivendo com suas mães até os 25 anos, casando aos 32, retardando a tomada de responsabilidade tanto quanto possível. O fato é que não há uma denominação aqui na qual eu esteja qualificado para ser pastor. Eu plantei uma igreja com 25 anos. Eu poderia fazer isso com vocês? A resposta é “não”. E se houver um jovem que quer ser responsável por plantar uma igreja. Há um sistema preparado para isso? Quanto mais se retarda a responsabilidade, mais se atrasa a masculinidade. Estar indefinidamente em um estilo de vida Peter Pan é pecado. Jesus Cristo tinha expiado os pecados do mundo inteiro com a idade em que a maioria dos homens se torna pastor auxiliar. Há bons homens piedosos na faixa dos 30 anos liderando grandes igrejas do outro lado do mundo e vocês os trazem aqui para que possam pregar para vocês porque vocês não os têm no seu sistema. 5. Plantação de igreja não é difundida, nem bem-vinda. As habilidades requeridas de um plantador de igrejas são muito distintas. Não há nenhuma oportunidade largamente difundida para jovens inovadores nessa área. Homens jovens que querem plantar uma igreja são deixados com um terrível dilema: inovar e destruir a igreja ou viver dentro dos parâmetros do sistema e negar o chamado de Deus nas suas vidas. Nada menos que 300 homens vieram até mim e disseram: “eu quero plantar uma igreja e não posso. O que é eu que faço?” Eles precisam ser avaliados e treinados e somente aqueles que estão prontos deveriam ser enviados, mas eles precisam ser enviados. 6. Vocês sofrem de síndrome da papoula alta*. Através da pregação, as pessoas têm que perceber que isso é um pecado. Ter uma igreja de 1000 pessoas como um limite não é saudável. Vocês não querem se erguer porque as pessoas pensarão que vocês são orgulhosos. O fato de vocês estarem pensando em si mesmos dessa forma indica que vocês já são orgulhosos. Isso é pecado. Nós deveríamos celebrar se Deus permitisse que uma igreja crescesse. Meus presbíteros dão 10 por cento de nosso dinheiro para a plantação de igrejas. Ter uma igreja grande não é ruim. Tudo depende do que aquela igreja acredita e do que ela faz. 7. Seu ensino carece de três coisas: apologética, missão e aplicação. 1) Antecipe-se às objeções de seus ouvintes e responda-as. Isto também encorajará as pessoas a trazerem os seus amigos. 2) Pergunte à igreja qual é a nossa missão e como devemos vivenciá-la? Isso serve de aplicação para a igreja inteira. 3) Ofereça aplicação pessoal para indivíduos. Não é suficiente dar doutrina. A aplicação precisa conectar a vida e a doutrina. 8. Muitos de vocês têm medo do Espírito santo. Vocês não sabem o que fazer com Ele, e aí a Trindade passa a ser o Pai, o Filho e a Bíblia Santa. Vocês são tão reacionários ao pentecostalismo que acabam não tendo uma teologia robusta do Espírito Santo. O Espírito Santo chama as pessoas para o ministério. Ele também confere poder às pessoas no ministério. Vocês não têm que ser carismáticos mas vocês deveriam ser um pouquinho carismáticos; o suficiente para poder pelo menos adorar a Deus com algo a mais do que com toda a sua mente. Aqui [na Austrália] a palavra “carismático” 45

significa prosperidade, excesso, bizarro. Em Londres, significa que você não é um liberal. Não fique preso a toda essa terminologia. Você ama o Espírito santo? Jesus diz que o Espírito Santo é um “Ele” e não um “isso”. O ministério não pode ser exercido sem o Espírito santo. Acredito que isso está conduzindo, em parte, à falta de empreendedorismo e inovação, porque se já não foi feito ou escrito vocês suspeitam daquilo. "Vocês são tão reacionários ao pentecostalismo que acabam não tendo uma teologia robusta do Espírito Santo." 9. Muitos de você são anglicanos. O sistema paroquial funciona para alguns, mas não todos. Menos da metade das pessoas que vivem nesta cidade possuem sua própria casa e constituem suas redes sociais on-line. Pessoas têm três lugares: onde elas trabalham, onde elas se divertem e onde elas vivem (o lugar onde elas se divertem é o lugar de que elas realmente gostam e onde viveriam, se pudessem). Então qual é o lugar delas? O modelo de paróquia diz que nós fixamos os limites. Mas isso torna o evangelismo nesta sociedade muito difícil. Pessoas já não se organizam por geografia, mas por afinidade. Pessoas estão se mudando o tempo todo. O sistema paroquial também faz com que a plantação de igreja seja muito difícil. E o supervisor pode impedi-la. 10. Denominações são construídas sobre um velho paradigma que homens jovens não compreendem. Este é um paradigma de controle: nós controlamos seus benefícios, sua renda, sua estabilidade... Nós controlamos você. Homens jovens operam sob influência. Alguns jovens são desrespeitosos diante da autoridade e precisam ser repreendidos. Nem todos os jovens são desrespeitosos, mas eles operam por influência - isso ocorre através de relacionamentos e de mentoria. "A influência deve ficar próxima e o controle deve ser mantido a certa distância." Eles precisam receber encorajamento e responsabilidade. Homens jovens progressivamente evitarão um sistema que é construído para controlá-los e cada vez mais trabalharão de forma a contornar o sistema para conquistar sua liberdade. 11. Há uma tendência em chamar o treinado em lugar de treinar os chamados. As pessoas precisam ser testadas e provadas pelos líderes da igreja, mas o ministério precisa começar com um chamado. Deveria haver um senso inato de desejo, em lugar de ir para a faculdade, sendo então treinado, sendo então chamado ao ministério. Faculdades que têm sistemas alternativos, como por exemplo, opções de meio período, serão mais efetivas em treinar os chamados. Quatro anos na faculdade, sem experiência prática suficiente, podem conduzir a idealismo e farisaísmo nos quais jovens que nunca fizeram algo ficam criticando homens mais velhos que fizeram alguma coisa. Isso dá, então, aos jovens, a falsa impressão que eles estão fazendo algo. O Pastor Driscoll informou que a igreja Mars Hill (Colina de Marte) tinha crescido a 8000 membros quando ele concluiu o seu mestrado em Teologia. "Às vezes você não sabe o que você não sabe até que esteja fazendo ministério. E aí você é mais educável do que nunca." 12. Igrejas precisam de profetas, sacerdotes e reis, de acordo com 1 Pedro 5 onde Jesus é o pastor chefe e os líderes são subpastores abaixo dEle. Profetas pregam e ensinam, sacerdotes cuidam das pessoas (por exemplo, visitação em hospitais) e reis preocupam-se com sistemas, políticas, procedimentos, bens imóveis e coisas semelhantes. A maioria das igrejas em Sydney está cheia de sacerdotes e há um déficit de profetas e reis. Há um 46

limite em quantas pessoas um pastor pode cuidar. Pastores não podem fazer todos os três. Reis são desencorajados por sistemas que já estão estabelecidos. "Quando um sujeito de número 2 está em uma posição reservada aos número 1, a igreja sobrevive, mas não multiplica." 13. Há uma carência de missiologistas. Um missiologista avalia a cultura e usa discernimento para achar os ídolos, "de forma que missionários podem ser empregados e as igrejas podem ser missionais." "Teólogos defendem a verdade do evangelho e os missiologistas então a levam às ruas." Quando você enche a equipe com teólogos e não missiologistas muitas pessoas permanecem sem conhecer Jesus. 14. Há uma tendência de tentar formar ministros antes de fazê-los maridos e pais. Muitos homens atrasam o casamento e a paternidade para que possam entrar na faculdade e no ministério. Eles precisam aprender a serem bons maridos e pais e pastorear um pequeno rebanho. Se eles não forem bons maridos e pais, não vão ser bons ministros. "Na verdade... ser um marido e pai prepara mais para o ministério do que qualquer faculdade." Vocês deveriam realmente pressionar os homens jovens a assumirem responsabilidade cedo, serem bons maridos e pais e então encorajá-los para o ministério. Caso contrário as prioridades deles acabam sendo Deus, ministério, esposa, crianças, em vez de Deus, esposa, crianças, ministério. Se você retarda o casamento por causa do ministério, você está organizando um paradigma que é perigoso. 15. Há o fazer evangelismo, mas não missões. Evangelismo não compete só ao cristão individual, evangelismo é algo que compete à igreja cristã. Estamos usando todos os recursos à nossa disposição? Não pergunte: “Como seria um ministro do Evangelho fiel?”. Pergunte: “Como seria um missionário do Evangelho fiel? '. 16. Há muitos sujeitos número 2 ocupando posições de número 1. Sujeitos número 1 são pregadores, mestres, líderes, inovadores. Um sujeito número 2 não é ruim, mas ele não é a pessoa certa para o trabalho. Esse é um assunto que faz parte da questão de ter um sistema baseado em antiguidade em lugar de meritocracia. Sujeitos número 2 precisam ter a humildade de recuar como João Batista fez com Jesus - o que é fácil dizer, mas difícil de fazer. Quando um sujeito de número 2 está em uma posição reservada aos número 1, a igreja sobrevive, mas não multiplica. 17. Não há um grande senso de urgência. "Eu acredito que Deus tem um senso de urgência por plantar igrejas, e enviar homens jovens", mas esta urgência não é evidente. Vocês não estão vendo muitas conversões e em todos os lugares que eu vou pessoas vêm a mim queixar-se de que não têm permissão para plantar igrejas. A urgência se apresenta com novos cultos e novas igrejas. A falta de urgência se apresenta pela falta de inovação. Nem todo mundo é um inovador ou empreendedor - mas há espaço no sistema para aqueles que são? Pode-se permitir inovação sem livrar-se do que é bom.

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18. Movimentos tornaram-se instituições e museus. Um movimento é onde Deus faz o que Ele sempre faz, mas em uma profundidade maior do que estamos acostumados a ver. Por exemplo, os puritanos, os metodistas e o movimento carismático. "Pessoas Jovens estão freqüentemente no centro de um movimento." Variáveis definíveis de um movimento são: 1) Pessoas Jovens estão freqüentemente no centro de um movimento - em todos os lugares, menos em Sydney. Eu sou um sujeito mais velho no lugar de onde eu venho mas aqui, eu sou jovem. Pessoas jovens estão freqüentemente no centro de movimentos. A maioria dos metodistas eram homens na faixa dos vinte anos. Billy Graham tinha 19 anos quando começou a pregar. 2) "Eu penso que uma das razões da igreja de vocês ser tão pequena estatisticamente é que os seus jovens não conseguem liderar até que se tornem velhos". E eles ficam sem fôlego bem antes de chegar lá. E aí vocês dizem: “Mas os jovens são irresponsáveis”. Claro que eles são! Homens jovens dizem e fazem coisas tolas, mas é bom livrar-se das derrotas no caminho bem cedo. 3) Movimentos não são marcados só por nascimento, mas também por novo nascimento. Igrejas novas têm que ser plantadas e vocês precisam de líderes novos para que possam ter igrejas novas. 4) Muitos movimentos são completamente desatentos à sua própria influência. "Eu fiquei chocado com o número de australianos que fazem download de meus sermões." 5) Movimentos possuem organizações de suporte, como faculdades teológicas e editoras. 6) Normalmente, movimentos novos surgem quando há novas tecnologias. Por exemplo, a reforma protestante aconteceu no tempo da imprensa, Billy Graham usou os avanços na amplificação e no rádio no tempo em que estava pregando. Hoje, nós temos a internet. Sistemas antigos eram baseados em controle, mas hoje, não há nenhum controle. "Você pode sentar em seu Macbook e até mesmo se nenhum líder aprovar, você pode se comunicar com o mundo. Isso muda tudo. "As pessoas gastam mais tempo olhando para uma tela do que para um ser humano. Os sermões de Mark Driscoll são baixados mais de 10 milhões de vezes ao ano. "Isso é insano. Nós nunca poderíamos ter uma reunião com 10 milhões de pessoas. Nós chamaríamos a isso de ‘país’." 7) Os líderes do movimento encarnam os valores e então contam a história do movimento de forma que este tenha integridade no futuro. Eles são atacados e difamados e normalmente não são bem quistos até depois da sua morte. 8) Movimentos tornam-se organizações e depois instituições. Inovadores não entram ou saem de instituições. Instituições são marcadas por um medo do fracasso e por uma preservação de vitórias anteriores. "Por fim, os líderes jovens percebem que é muito complicado fazer qualquer coisa e eles acabam saindo." 48

"Sua adoração e estrutura de culto é dolorosa, lenta e frustrante. Vocês precisam ter humildade para aprender de outras pessoas em outras denominações e discernimento para saber o que não implementar." 9) Se uma instituição não voltar a ser uma organização ou um movimento, ela torna-se um museu. "Um museu existe para contar histórias de quando Deus costumava operar." Um museu não existe para chamar futuros líderes. Então vocês precisam perguntar: “Nós somos um movimento, uma organização, uma instituição ou um museu?” Os melhores e mais brilhantes jovens empreendedores querem se associar a vocês ou eles estão pouco dispostos a caminhar com vocês por não quererem ser controlados?” Cinco modos pelos quais vocês saíram dos trilhos: 1. Doutrinariamente, vocês têm muito ou muito pouco controle. Vocês definem o mundo de forma tão estreita teologicamente que não dão muito espaço para a flexibilidade. 2. Relacionamentos. As pessoas amam umas às outras e não querem se afastar dos relacionamentos que elas têm com outros na liderança. Assim o amor nos relacionamentos significa que todos os assentos (de oportunidade) são tomados. 3. Em termos organizacionais, vocês têm muito ou muito pouco controle. Se muito, o ministério fica muito complicado; se muito pouco, pessoas que não têm boa doutrina ou bom caráter podem se infiltrar. 4. Orgulho ou “síndrome do não foi inventado aqui”. Não adaptar algo, a menos que tenha sido criado por alguém em sua equipe. Sua adoração e estrutura de culto é dolorosa, lenta e frustrante. Vocês precisam ter humildade para aprender de outras pessoas em outras denominações e discernimento para saber o que não implementar. 5. Falha em honrar os fundadores e o futuro. Questões de sucessão são difíceis e significativas. A chave é honrar seus fundadores e seu futuro. Você precisa fazer algumas coisas diferentemente e você precisa ser inovador naquilo que faz. *Nota do tradutor: Expressão usada na Austrália e Nova Zelândia que identifica uma atitude de desprezo e descaso para com quem consegue atingir uma posição mais elevada.

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