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ano V • número 14 abril/maio/junho de 2010

formar campeões!
Palavra do leo

Técnicos de alunos campeões
orientação Profissional

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Campeão tem de saber aonde quer chegar Josiela Zutin Battistella
Secretaria Municipal da Educação de Limeira

Atitude e persistência no preparo para a vitória Kelly Celeste Fernandes Dias
Colégio Santo Ivo

Antenados com o futuro
Entrevista com alunos

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Portal OPEE

Um mundo de Orientação Profissional, ao alcance de todos

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Metodologia OPEE 10

Material transversalizado com valores humanos
Profissionais e Mercado de trabalho

Empreendedorismo desde cedo 12 Arlinda Aparecida dos Santos Correa
Pedagoga

A trajetória do sucesso com felicidade 13 Sidnei Oliveira
Kantu Educação Executiva

Professor e Psicoterapeuta leo fraiman

Técnicos de ALUnos cAmpeões
U
m dos maiores desafios dos educadores hoje é justamente a motivação dos alunos para o sucesso na vida. Isso porque, em geral, os nossos jovens crescem em um ambiente que tem três características muito delicadas. Uma delas são os pais superprotetores, que, ao oferecerem aos seus filhos excelentes condições econômicas, acesso a bens materiais, acabam minando o espírito empreendedor. Quando esses jovens vão para o mercado de trabalho, também esperam de seus empregadores, assim como dos professores universitários, esse tipo de postura conivente com a mesmice, reclamando quando as atividades começam a ficar mais desafiadoras. Outro perfil bastante comum de pais são os negligentes, que não se envolvem com a educação dos filhos. Isso também é muito prejudicial porque, não tendo um bom espelho em casa, dificilmente o filho consegue se motivar para querer ir além, pois uma parte do empenho educacional de um aluno vem do quanto seus pais mostram que se importam. Um terceiro perfil de pai bastante pernicioso são os autoritários, que elevam demais a barra de exigências e acabam inibindo o espírito criativo dos filhos, às vezes distorcendo sua escolha profissional. Com isso, os filhos muitas vezes acabam se escondendo, pois uma vez que não há diálogo, não vale a pena tentar expor as próprias ideias. Apenas um reduzido número de pais são efetivamente participativos e conseguem conciliar afeto e firmeza. Não podemos esquecer que os educadores são também pais, e tiveram pais. Então, é frequente que o educador tenda a ensinar seus alunos a partir do modelo que ele mesmo teve de seus pais e seus educadores. Ora, quantos de nós temos na memória bons modelos de professores? Eu desafiaria você, leitor, a pensar: quantos professores efetivamente brilhantes, competentes, motivadores e carismáticos você teve ao longo de sua vida escolar ou mesmo acadêmica? Para formar uma classe campeã, é preciso pensar, sobretudo, no ambiente de treinamento. Assim como no futebol, em que não adianta ter uma bola excelente, a melhor chuteira e o gramado mais perfeito se o time está desmotivado ou não confia no técnico, é a mesma coisa na escola. É claro que uma lousa eletrônica, um bom power point e um bom ambiente escolar em termos físicos são fundamentais, sim, mas não é necessariamente a escola melhor equipada que sempre tira boas notas nos rankings e se destaca. Isso porque o grande ponto de diferencial de uma escola é a relação que o educador estabelece com o aluno. No mercado de trabalho tudo muda muito rápido. O celular que é um grande lançamento vira commoditie rápido. Os jovens têm essa velocidade e cobram do educador, sabendo que estão sempre um pouco à frente. Então, qual é o grande passo que nós, educadores, temos de fazer, especialmente nas aulas de orientação profissional? Entender que o nosso papel não é o de comandante, o nosso papel é de co-piloto, porque quem vai desenhar o próprio futuro é o jovem. Recentemente, estive assistindo a uma palestra proferida pelo ex-presidente da República e sociólogo Fernando Henrique Cardoso, e o mesmo colocou uma frase: “O futuro não está construído, o futuro será construído por todos e cada um de nós. E para essa construção é requerida uma estratégia, um método”. Se queremos formar alunos campeões, queremos ter professores campeões e realmente ter uma escola que se destaque, temos de fazer um bom equilíbrio entre a democracia (o espaço onde todos possam opinar com direitos iguais) e a meritocracia, que é a bola da vez no mercado de trabalho. Infelizmente, nós, brasileiros, temos certa aversão à competição, ao mérito. Na China, por exemplo, hoje existe a meritocracia. Nas universidades americanas também. E é inegável o quanto China e Estados Unidos têm de patentes e inovações tecnológicas e científicas em um nível muito mais avançado do que nós. Para formar um jovem americano hoje, principalmente nas melhores universidades da Ivy League (Yale, Stanford, Harvard, entre outras), já se exige que o aluno tenha pelo menos um ano de experiência fora de seu país. Isso significa que esses países de primeiro mundo formam seres globalizados para trabalhar com o mundo, no mundo e para o mundo, numa visão de sustentabilidade de ganha-ganha, que no futebol seria paralelo ao fair-play. É mister espelhar e inspirar os alunos, porque o grande drama que o jovem tem hoje é uma grande torcida para o deixa pra lá, para a droga, para o álcool, para o descaso, para a apatia. Se queremos fazer uma voz contrária, a nossa torcida, o nosso palco tem que ser um grande SIM à vida, criar um ambiente em sala de aula em que exista a motivação, a verdade, o respeito, a energia, a mobilidade, a flexibilidade, o carisma, o mérito e principalmente uma metodologia com começo, meio e fim para que tenhamos a segurança de qual é o nosso papel como técnicos, da nossa parceria fundamental com as famílias, com as quais traçamos os destinos desses jovens. Quem vai marcar o gol, quem vai fazer as escolhas, quem vai se defender das adversidades e quem vai driblar os caminhos para realmente poder obter a vitória na vida de forma independente, ética e sustentável é o educando que tiver professores como você, envolvidos com a causa da construção de um país melhor para todos.

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orientação profissional

Campeão tem de saber aonde quer Chegar
Para pedagoga e administradora escolar, o jovem precisa de uma referência quanto ao seu futuro profissional e a escola pode oferecer isso.
Josiela Zutin Battistella, formada no curso de Pedagogia Habilitação em Administração Escolar pela UNIMEP (Universidade Metodista de Piracicaba) e com Pós-Graduação Lato Sensu em Psicopedagogia Operatória pela UNICAMP , atualmente é Diretora de Departamento junto à Secretaria Municipal da Educação de Limeira, departamento este que abrange o Curso Pré-Vestibular e a Orientação Vocacional mantidos pela Prefeitura.

rientador - Como você define sucesso? É o mesmo que felicidade? Dá para conciliar as duas coisas? Josiela - Sucesso é uma das recompensas conquistadas quando se lança mão de atributos como: iniciativa, competência, otimismo, garra e bom senso. Quanto à felicidade é a maior recompensa do sucesso, é um processo cíclico. Mais do que poder conciliá-los vejo como fatores indissociáveis. Sucesso e felicidade não são exclusividade de superdotados ou superstars, mas privilégios daqueles que aprendem a fazer a vida valer a pena. Ser feliz é uma opção e aos que desejam é possível essa habilidade. O que seria um professor campeão? Um campeão tem bem definido o seu alvo, onde quer chegar. Professor campeão é aquele que descobre que muitas das respostas que procura está na condição de aprender a aprender. Dentro desta condição ele precisa perceber também que falta de visão na vida e de sensibilidade o fará abrir mão de elementos essenciais como: trabalho, parcerias, amigos e principalmente alunos. Que competências um aluno deve ter ou desenvolver para ser considerado campeão? Algumas riquezas pessoais como: iniciativa, confiança, espírito empreendedor e determinação diante das circunstâncias o farão aproximar-se do título de campeão. Muitas vezes a dificuldade fica por conta de conseguir olhar para si e descobrir que essencialmente carrega esse tesouro. É aí que o mediador legitima o seu importante papel crian-

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do oportunidades para essa descoberta que é individual e intransferível. Assim, evolutivamente, o jovem passa a perceber que é possível aprender até com os erros e a partir destes encontrar recursos para novas e maiores conquistas internas. Esse processo o tornará mais criativo, mais motivado, capaz de perceber que diante de uma situação-problema nem tudo que pode deve fazer e principalmente ser capaz de escolher com maior assertividade onde, de fato, quer chegar.

apoio para mudar a conjugação verbal expressada “se eu fosse capaz de..., se eu soubesse..., se eu tivesse...”, para “eu posso..., eu sei que sou capaz..., eu tenho vontade, portanto...”. Como o material de Orientação Profissional, Empregabilidade e Empreendedorismo utilizado na Instituição pode contribuir para preparar alunos campeões? A LDB nº 9394/96 estabelece já para as séries iniciais que a educação escolar deve vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social; determina como princípio a qualificação do educando para o trabalho; dispõe como uma de suas finalidades fornecer meios ao educando para progredir no trabalho e em estudos posteriores e ainda define que a orientação para o trabalho deverá ser uma das diretrizes observadas nos conteúdos curriculares da educação básica. Dentro desta referência, a abordagem do material atende plenamente e de maneira significativa a necessidade de preparação do jovem para o mercado de trabalho, projetando mudanças para o seu presente e formando-o para encarar o mundo. Conscientiza-os de que a vida não é loteria e o destino de cada um não pode ser reduzido à simples prêmio de consolação. Quais as maiores vitórias conquistadas até o momento com o uso da Metodologia OPEE – Orientação Profissional, Empregabilidade e Empreendedorismo? Motivam-nos muito as declarações dos próprios alunos, a mudança do comportamento, sobretudo o envolvimento dos participantes, também o relato dos pais satisfeitos com a melhora refletida inclusive em casa e principalmente a

Josiela Zutin Battistella

Como a escola pode contribuir para a formação de alunos que se destacarão no mercado de trabalho? Descobrindo que pode fazer muito pelo aluno quando escolhe inovar, realizar mudanças e com elas valorizar um trabalho que vai muito além da mera reprodução de conteúdo como o qual é pautado na formação de valores, princípios, habilidades e competências para a vida. Desta forma, ajudará o aluno a compreender que a vida é fonte de infinitas possibilidades, oportunidades de transformação, evolução e crescimento. O jovem precisa de uma referência. É importante nesta fase encontrar

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Professor campeão é aquele que descobre que muitas das respostas que procura está na condição de aprender a aprender

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assiduidade registrada nos encontros, considerando que alguns deles são realizados em período oposto ao da aula. Dentro deste contexto, é relevante destacar que os alunos não se rendem ao que para eles poderia ser encarado como dificuldade que é o fato de conciliar o tempo da aula regular com o compromisso dos encontros aliado à dependência do transporte coletivo. Diante de uma derrota, como se recuperar, dando a volta por cima? Devemos encarar os fatos como experiência. Assim como a felicidade, a der-

rota também faz parte dos momentos da vida. Julgar que uma situação de derrota ou um sofrimento não tem fim ou é o “fim do mundo” só potencializa uma dor que paralisa. Contudo, o que deve imperar é a energia que nos movimenta para a realização. É comum as pessoas associarem o bom desempenho acadêmico com o sucesso profissional. Qual a sua opinião sobre isso? Não é uma atitude sábia ter a pretensão de eternizar momentos ou fases da vida, considerando que o que deu

certo hoje, sob determinada condição e inserido em tal contexto, se manterá, incondicionalmente, por toda vida. O essencial é ter a consciência da fluidez dos processos e, sobretudo, do mercado de trabalho. Vale destacar que não somos máquinas, portanto, não carregamos termo de uso, tampouco de garantia. Somos seres humanos dotados de potencialidades que permitem lapidações e de defeitos possíveis de serem corrigidos, trata-se de escolhas pessoais e intransferíveis.

orientação profissional

ATiTUde e peRsisTênciA no pRepARo pARA A viTóRiA
Kelly Celeste Fernandes Dias, formada em Pedagogia com especialização em OE pela Universidade Mackenzie, Orientadora Educacional das turmas de 9º ano do Ensino Fundamental e Ensino Médio do Colégio Santo Ivo onde é Mediadora do curso de OPEE e ex-aluna.

H

á alguns anos o Colégio Santo Ivo realiza anualmente palestras informativas, visitas às faculdades e o evento “Manhã Profissional”, atividades que colocam os alunos em contato com diversos profissionais, a fim de esclarecer dúvidas relacionadas às carreiras de interesse. Ao participar do treinamento de Orientação Profissional, Empregabilidade e Empreendedorismo com o Prof. Leo Fraiman percebi a necessidade de um trabalho de Orientação Profissional mais presente no dia-a-dia do aluno. Assim, este ano iniciei a utilização da Metodologia OPEE, as aulas acontecem uma vez por semana dentro da grade horária com as turmas do 9º ano do Ensino Fundamental e 1ª série do Ensino Médio, nos próximos anos o curso se estenderá para as séries seguintes. Essa experiência tem sido muito gratificante para mim, pois além de ter proporcionado uma maior aproximação dos alunos, tenho percebido um grande envolvimento por parte deles em todas as atividades trabalhadas. Aos textos e dinâmicas propostas nos livros tenho acrescentado textos complementares, filmes e

debates, pois cada turma expressa uma realidade diferente. As atividades de autoconhecimento, amadurecimento e autoestima, etapa inicial do trabalho, têm trazido relatos de experiências pessoais, familiares e até situações de fracasso enriquecedoras para todo o grupo. Percebo que os alunos se sentem ouvidos, dividindo cada vez mais suas angústias e conquistas. Até aquele aluno que no início do trabalho estava mais distante nas dinâmicas e desligado da realidade, hoje já está mais envolvido. Procuro dar espaço para todos que querem trazer contribuições às aulas, respeitando e valorizando a história de cada aluno. É importante que consigam visualizar em pessoas do seu cotidiano diferentes opções de vida, personalidades tão diferentes que conseguem alcançar o seu espaço e a sua felicidade. O maior desafio é mostrar que cada um tem o seu espaço, que precisamos seguir os nossos sonhos, ser persistentes nos ideais. O autoconhecimento e o conhecimento do mundo que cerca o jovem

oferecem condições para tomar decisões conscientes e responsáveis, equilíbrio necessário para organizar o seu projeto de vida e sua escolha profissional de maneira madura para conquistar assim, sua realização como ser humano. Meu objetivo com este trabalho é orientar o aluno de maneira que perceba seus interesses, talentos e competências necessárias para uma escolha profissional correta, que lhe traga futuramente momentos de realização pessoal, felicidade e satisfação. Preparar jovens proativos que se sintam realizados em fazer a diferença na sua carreira. Que cheguem ao final do Ensino Médio mais tranquilos e menos angustiados com a escolha feita, que percebam que o mundo está em constante mudança e que sua opção poderá não ser definitiva, podendo tomar caminhos diferentes dos planejados inicialmente, mas a atitude persistente a tornará acertada. Em um ano de copa do mundo, preparar esses alunos para a vitória é tão gratificante quando vê-los se tornar verdadeiros campeões.

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depoimentos

AnTenAdos com o fUTURo
Alunos do Colégio Guilherme Dumont Villares e Horizontes Uirapuru mostram que escolher uma profissão é tão complexo quanto nobre, importante para eles e para a sociedade
desafio de escolher uma profissão é grande, mas a realidade do mercado aponta para novas oportunidades de trabalho. Mais: escolher o futuro profissional é um processo que deve levar em conta a satisfação pessoal além do fator financeiro. E estar inserido num processo de orientação profissional faz muita diferença. Quem diz isso são os próprios jovens estudantes, que sentem na pele o momento de decidir em que carreira ingressar. A ORIENTADOR falou com seis alunos que trabalham com a Metodologia OPEE e eles contam um pouco do que é viver o desafio de escolher uma profissão. Também relatam sobre a realidade dos jovens com quem convivem e que, como eles, buscam enfrentar uma escolha que acaba dificultada por tantas exigências que se faz a um profissional, mesmo quando ainda está ingressando na carreira. “Antes de tudo, vejo o que mais gosto de fazer, ou seja, qual é a profissão que mais me fascina”, explica Tássia Sagran Landgraf sobre os critérios que tem adotado para escolher o que prestar. Gabriela Arima de Carvalho completa, apontando que a falta desse tipo de pensamento tem gerado insatisfação nos profissionais: “Acho que atualmente a insatisfação (com a profissão escolhida) tem aumentado muito. As pessoas pararam de procurar por profissões que as dão satisfação para procurar profissões que dão dinheiro, que possam satisfazê-las economicamente, mesmo que para isso tenham de passar por uma infelicidade extrema”. Um “meio termo”, então, pode ser a saída: atitude racional, sem deixar o coração de lado. Silvia de Souza Campos defende essa ideia. “O principal é tentar remediar

O

entre o que você gosta de fazer e o que faz bem de verdade”, relata. Na mesma linha, defende Yan Antiquera Rosa: “Acho que sempre precisa ter o pensamento racional, para decidir bem o que vai querer com muita determinação e certeza, mas você tem de levar um pouco com o coração para não ficar uma coisa chata, só ‘pensativa’”. E como conseguir aliar esses dois pilares tão importantes - razão e coração? Adriana Wisnik de Campos tem uma receita: a orientação adequada, ainda na fase escolar. “Acredito que o maior desafio dessa escolha é se encontrar, decidir por uma profissão que nos propicie prazer e que faremos todos os dias com paixão, vontade e alegria. O projeto de orientação profissional é um desses mecanismos e um grande auxílio para a escolha da profissão, pois está totalmente sintonizado com o mercado de trabalho e sempre a par das atualizações que ele sofre, o que acaba se tornando a principal ponte entre nós e o mercado, fazendo com que nos tornemos estudantes atualizados, bem informados e competitivos”, diz. E vai além: “O projeto também nos ajuda muito na questão tão problemática e difícil que é o autoconhecimento, através de testes, discussões, debates, atividades, conversas, sugestões e uma série de recursos complementares”. Sérgio Bauer confirma as palavras de Adriana, dando como exemplo a própria experiência. “Participar desse projeto educacional (OPEE) para mim está sendo um grande aprendizado. Além de tirar dúvidas sobre algumas profissões, eu estou passando a pesquisar mais sobre elas buscando o que exatamente o profissional da área faz, onde ele trabalha e como é a dia-a-dia de tal profissão. Ao ter aulas

de projeto de vida, eu passei a ter mais interesse pelo meu futuro e comecei a ter mais vontade de fazer testes, pesquisar em sites para ver em que tipo de profissão eu me encaixo. Na minha opinião, o que mais esse projeto enriquece na minha vida não é o fato de eu conseguir escolher o que eu quero fazer de faculdade e trabalhar, mas sim poder conhecer várias profissões que eu não tinha ideia de que existiam, passando a entender a sua importância no mercado de trabalho. As pesquisas e aulas que temos nos trazem informações que desconhecíamos e que são fundamentais não só para escolher o que vamos fazer, mas também para que possamos entender o que cada profissão faz exatamente”, relata. E, para os jovens, tudo isso se insere num contexto muito maior que a própria vitória pessoal. Ser um bom profissional transcende o sucesso individual, porque um bom profissional agrega valores para sua cidade, seu Estado, seu País. “Quando escolhemos uma profissão, batalhamos, competimos e conquistamos o título abstrato de ‘sermos realmente bons no que fazemos’, estamos contribuindo de alguma forma para nós mesmos e para o País.”, crava Sérgio, cujo pensamento é compartilhado pelo grupo entrevistado. Ou seja, os jovens querem, sim, uma razão para suas escolhas e, mais que para elas, para suas conquistas. E essa razão é nobre: através do sucesso pessoal, contribuir para uma sociedade melhor. Um detalhe importante é que eles dão a deixa de como podem chegar mais fortes a essa conquista: sendo devidamente orientados a conhecerem as opções que há para o exercício de suas habilidades e conhecerem melhor a si mesmos.

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colégios conveniados

JUntos, edUcadores e execUtivos
evento reforça a importância do trabalho de orientação profissional e permite a troca de experiências
Na mesa de debates, Eliana Miranda, da GM; Fátima Zagari, da Viacom e a pedagoga Silvana Pepe

De um lado, educadores de São Paulo e de outras cidades do Estado e do País, representando 50 escolas. De outro, profissionais que já conquistaram espaço de liderança em importantes empresas multinacionais e lidam com seleção de novos talentos. Do encontro, um objetivo: aliar as necessidades do mercado de trabalho à formação do profissional do futuro, para que ele seja capaz de atingir o sucesso através do conhecimento sobre as opções que existem e sobre si mesmo diante delas. Objetivo traçado no próprio nome do evento: O que a empresa do século XXI espera do jovem e de sua escola. A troca de experiências, inédita num contexto em que a educação e o mercado ainda se estranham - com prejuízos para ambos -, aconteceu no mais recente evento da Metodologia OPEE (Orientação Profissional, Empregabilidade, Empreendedorismo), na capital paulista. O professor e psicoterapeuta Leo Fraiman, idealizador e fundador da OPEE, deu as boas-vindas aos convidados e abriu

o evento levantando o desafio: fazer do educador o grande incentivador da trajetória profissional do aluno rumo ao sucesso, com visão empreendedora. Compuseram a mesa de debates a diretora de Exportação e Gerenciamento de Produtos Importados da GM - General Motors do Brasil, Eliana Miranda; a vice-presidente de Publicidade da Viacom Networks Brasil, Fátima Zagari, e a pedagoga Silvana Pepe, professora na área de orientação educacional e administração escolar e autora de material didático. Silvana mediou os debates no evento, que foram fechados com palestra e dinâmica comandadas por Leo Fraiman. Eliana ressaltou a necessidade do professor desempenhar o papel de líder na sala de aula. “Como o líder numa empresa, ele deve ser exemplo”, disse, lembrando que o ambiente corporativo precisa cada vez mais de alunos empreendedores e proativos. Fátima apontou as novas perspectivas do jovem de hoje, que está mais

instigado a buscar seu sucesso profissional e deixando para mais tarde planos de constituir família. Para os educadores presentes, a oportunidade foi muito válida, tanto para conhecer melhor a visão de executivos sobre a formação dos novos profissionais quanto pela troca de experiências acerca do uso do material da Metodologia OPEE nas escolas. “Esse projeto vai ao encontro da necessidade do jovem de pensar na vida dele e construir um projeto de vida. Não é loteria, não é obra do acaso, é algo que tem de partir dele”, afirmou Josiela Battistela, que trabalha com a OPEE em escolas municipais da cidade de Limeira, no interior de São Paulo. “O brilho no olho está presente em nossas aulas em todo momento”, completou Michele Fernandes, do Colégio Integral de Poços de Caldas, no Estado de Minas Gerais.

Educadores finalizam a troca de experiências sob coordenação de Leo Fraiman

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metodologia opee
novos Profissionais na equipe oPee Dois novos profissionais da equipe OPEE foram apresentados no evento “O que a empresa do século XXI espera do jovem e de sua escola”: a pedagoga e educadora Silvana Pepe e o jornalista Marcos Brogna. Eles trabalharão focados nas escolas para integrar ações e experiências, dando maior visibilidade a elas num contexto de multimídia. Silvana Pepe tem um histórico ligado à educação, como mantenedora e proprietária de escola, com amplo conhecimento em administração escolar. Ela soma à equipe um olhar mais didático-pedagógico, tanto no conteúdo da metodologia como em capacitação de docentes e trabalhos em empresas. Marcos Brogna tem 13 anos de experiência em jornalismo diário, tendo trabalhado dez anos como editor-chefe do Grupo O Liberal de Comunicação, de Americana/SP onde coordenou uma , redação multimídia com rádio, jornal e site. Ele é o gestor de comunicação do trabalho da OPEE e seu objetivo é potencializar a interatividade de alunos e educadores através das novas plataformas digitais. os contatos com os novos profissionais são silvana@opee.com.br e marcos.brogna@fraiman.com.br aprimorar o atendimento e orientação dada aos nossos jovens. A Metodologia atende os alunos do 9º Ano do Ensino Fundamental até 3º Ano do Ensino Médio e os colégios interessados em adotá-la receberão uma capacitação online, o professormediador terá seu material de apoio e livro teórico metodológico. Como suporte ao trabalho, o colégio terá à disposição o Portal OPEE com vários conteúdos complementares, além da supervisão permanente do trabalho desenvolvido feita pelo próprio autor e sua equipe multidisciplinar. nossos esforços são para auxiliar seu colégio, pois conforme divulgado pela mídia está em análise na câmara, o Projeto de lei 6068/09 que propõe às escolas públicas e privadas oferecer orientação profissional aos alunos do ensino Médio, alterando ldb nº 9394/96. ofereça este diferencial para seus alunos no 2º semestre de 2010 • Todo trabalho é transversalizado com valores humanos. • Cada série contempla um livro didático utilizável ao longo de um ano ou um semestre, com cerca de 30 atividades divididas em quatro eixos: Autoconhecimento, Escolha Profissional, Vestibular (ou Processos Seletivos) e Mercado de Trabalho. • Educadores de diversas áreas do conhecimento podem ministrar as aulas desta metodologia, recebendo uma capacitação teórico-prática através do portal e tendo um suporte pedagógico constante, com avaliação. • Cada livro tem seu respectivo material de apoio exclusivo ao professor: plano de aula altamente flexível para realidades diversas e livro teórico para aprofundamento da formação docente. orientação Profissional, empregabilidade e empreendedorismo Nossa equipe desenvolveu a Metodologia OPEE com novos materiais e serviços, adequados a todas as escolas de Ensino Básico, com o intuito de • Portal OPEE, com acesso especial aos colégios conveniados, o portal contará com um espaço para os Educadores, Pais e Alunos, com muitas dicas, games profissionais, testes e muitas informações.
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profissionais e mercado de Trabalho

EmprEEndEdorismo dEsdE cEdo

Professora mostra em estudo acadêmico que antes dos 7 anos de idade já é possível ensinar empreendedorismo aos alunos.

Arlinda Aparecida dos Santos Correa, formada em Pedagogia pela FAIT (Faculdade de Ciências Agrárias e Sociais de Itapeva), faz pós-graduação em Educação Especial pela FACINTER (Faculdade Internacional de Curitiba). Lecionou de 2005 a 2008 em escolas públicas e particulares de Itapeva/SP Em 2005 fez parte do projeto “Todas as . Letras”, em educação para jovens e adultos. Desde 2009, leciona na escola municipal de Buri/SP no ensino infantil. ,

O

rientador - No seu trabalho, diz-se que a fase de 0 a 7 anos é o momento ideal para plantar sementes empreendedoras. Como ensinar alguém a ser empreendedor ainda na educação infantil? Profª. arlinda - Primeiramente, é necessário que o professor seja um empreendedor, e que na sua prática leve o aluno a ter autonomia, levando em conta que todas as atividades devem ser bem preparadas e organizadas. O parto normal, esse primeiro esforço que a criança precisa fazer para nascer, já é uma prática de iniciativa; os primeiros passos, necessariamente sem o uso de andadores, são um exercício também de iniciativa, além de práticas simples, como brinquedos não prontos, de montar, aquarelas, materiais orgânicos, banco de areia.

Quais os principais resultados desse tipo de educação para o aluno e futuro profissional? De acordo com a pesquisa realizada em uma escola particular da minha cidade, Itapeva/SP que inclui em seu projeto po, lítico pedagógico o empreendedorismo, pode-se concluir que a partir dos resultados deste trabalho, de fato os princípios do empreendedorismo incentivados já a partir da educação infantil influenciam positivamente na formação do cidadão para vida juvenil e, mais futuramente, adulta, mostrando-se mais idealizadores em suas respectivas expectativas para a vida. Objetivaram a realização pessoal, independentemente da conquista material, estando coerente com seus sonhos para sua verdadeira felicidade. É objetivo do Colégio pesquisado, fazer com que este profissional tenha características que o mercado de trabalho exige como a criatividade, iniciativa, autonomia, curiosidade e flexibilidade. E para a sociedade, quais os ganhos desse novo modelo de educação? A alegria espontânea do pensar holístico e não individualista gerado pelo materialismo, além da visão diferenciada do mundo, contribuindo para que se tenham indivíduos com uma nova formação cultural, desenvolvendo habilidades, treinando comportamentos e incorporando conhecimentos, garantindo à sociedade um compromisso ético para com ela, de acordo com suas atitudes inovadoras em busca da sua felicidade pessoal, estendida ao meio físico, reverenciando a natureza e ao meio fraterno, renovando-o. Naturalmente, o aluno percebe que para buscar tudo isso, precisará se dedicar ainda mais aos estudos e dedicar-se a uma política de bom uso do tempo, pre-

ocupando-se sempre com um futuro feliz e sustentável. Você diria que o Brasil ainda carece de um olhar empreendedor, no âmbito do mercado de trabalho? Ainda somos reféns do modelo da “decoreba” para passar na prova? De onde você diria que vem essa herança? Sem dúvida, tal olhar interfere beneficamente na qualidade de vida das pessoas, uma vez que o altruísmo o acompanha. A “decoreba” está cada vez mais presente no cotidiano capitalista em que vivemos. A pressa para o consumismo exarcebado incentiva a aprendizagem por quantidade de informações e não a qualidade das mesmas. O Brasil importou dos EUA, pai do capitalismo, o ensino apostilado que coroa tal prática e que está criando alunos com motivações baseadas na ganância, na qual o ter é mais importante que o ser; e não no idealismo, objetivado pelo ensino empreendedor. Os professores estão preparados para tal postura em sala de aula? Por quê? Infelizmente, o sistema educacional não dá abertura nem para o professor nem ao aluno ser inovador, pois o que se busca ainda é o rendimento escolar. Poucos professores estão preparados para a postura empreendedora em sala de aula, pois ela exige responsabilidade e criticidade com a prática, estar aberto à aprendizagem, buscar a formação continuada, definir valores para a vida, onde o professor tem que ter bem claro o que ele quer e em que ele acredita. Como preparar professores para tal tarefa? Sabemos que muitos professores têm medo do novo e, por isso, reproduzem práticas tradicionais. É importante mos-

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trar ao professor a diferença de uma educação empreendedora, em que o aluno se torna um ser humano mais feliz e preparado para a vida, e o professor encontra mais retorno no seu trabalho. É importante que se tenham experiências com esse modelo de ensino. Houve evolução, na sua ótica, nesse sentido? E o que esperar do futuro? Penso que sim, há professores que buscam uma educação de qualidade se comprometendo com a formação integral do aluno, e por mais que seja uma minoria

que tem essa postura empreendedora em sala de aula, essa maneira de ver o mundo é contagiante e curiosa. Acredito simplesmente em uma mudança cultural, a partir da qual cada cidadão busque fazer o melhor de si e propague essa visão empreendedora para a construção de um mundo humano, solidário, sonhador, sustentável e feliz. Formar empreendedores é o segredo para se fazer um país campeão? Com certeza, formar empreendedores é um dos segredos para se fazer um país

campeão. Desde a educação infantil, devem-se estimular habilidades “natas” e incentivar o desenvolvimento de outras, principalmente na prática de esportes; a superação, o esforço, a dedicação e a determinação são características de um empreendedor. Acredito que formando empreendedores, nossos jovens não só serão campeões na vida. Ser campeão na vida é simplesmente alcançar o lugar mais desejado do pódio.

orientação profissional

A TRAjeTóRiA do sUcesso com feLicidAde
Aproveitar os ensinamentos do processo rumo ao sucesso é um dos segredos da felicidade, segundo consultor e palestrante.
Sidnei Oliveira é formado em Marketing e Administração de Empresas, autor de vários livros sobre Liderança e Administração. Permaneceu no Banco Real por 20 anos. É consultor, autor e palestrante, expert em Conflitos de Gerações, Geração Y, desenvolvimento de Novos Talentos e Redes Sociais, tendo desenvolvido soluções em programas educacionais e comportamentais para mais de 30 mil profissionais em empresas como Vale do Rio Doce, Scania, Lojas Renner, Coamo, Light. Atuou como diretor de desenvolvimento de produtos e ombudsman mundial da StarMedia Networks. É atualmente sócio-fundador da Kantu Educação Executiva.

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rientador - O tema desta Edição é: “A copa do mundo é nossa! O desafio de preparar alunos campeões”. O Sr. considera-se um profissional campeão? Justifique. sidnei - Sim, me considero. Tenho muito orgulho de minha trajetória e de todas as conquistas que tive o privilégio de alcançar até hoje. As melhores demonstrações que observo em minha trajetória são representadas pelas pessoas que pude influenciar e que alcançaram conquistas pessoais significativas. Elas são minhas “medalhas pessoais”, pois também tiveram a oportunidade de me influenciar, e me tornar possuidor de um legado vitorioso. Como o Sr. define sucesso? É o mesmo que felicidade? Dá para conciliar as duas coisas? Costuma-se definir “sucesso” pelo conjunto de conquistas (principalmente materiais) que se obteve no final de um processo. É considerado “sucesso” ter alcançado ou superado a meta estabelecida para este processo.

Acredito que esta é uma definição superficial, pois a identificação de “sucesso” é relativa, cada pessoa pode atribuir um valor aos resultados alcançados. Devemos ter em mente que as metas podem ser definidas de formas subestimadas, o que torna a superação dos resultados, um “sucesso” falso. Relacionar sucesso e felicidade é arriscado, pois “sucesso” é sempre uma medida de resultado no final de um processo ou de uma jornada. Já “felicidade” é mais amplo e profundo. Claro que o sucesso em algum processo pode trazer felicidade, mas acredito muito em um ditado popular que diz: “Felicidade não está no fim da viagem, mas sim na própria viagem” Quando se considera a trajetória (e os aprendizados obtidos) e não apenas o resultado final como o identificador de “sucesso”, pode se dizer que foi possível conciliar sucesso e felicidade.

O que seria um aluno campeão na sua opinião? É o aluno que aprendeu a aprender, considerando toda sua trajetória futura como uma grande oportunidade de desenvolvimento pessoal Que competências um aluno deve ter ou desenvolver para ser considerado campeão? Foco em seus projetos, buscando sempre a Inovação. Determinação para concluir os projetos que se envolve. Capacidade em desenvolver Relacionamentos colaborativos. Flexibilidade diante de cada cenário e Criatividade para manter o foco no projeto. Paixão pelas escolhas que faz. Energia que ajude a extrair as melhores experiências de sua trajetória. O que o mercado de trabalho e as grandes empresas esperam de um jovem hoje em dia? As empresas registram em seus processos seletivos características profissionais como energia, paixão, capacidade de inovação e ousadia.

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Estas são características muito interessantes para qualquer profissional (jovem ou não), mas avaliando a real dinâmica organizacional, creio que por trás destas expectativas, as empresas e seus gestores esperam do jovem um verdadeiro alinhamento de valores para que possam juntos alcançar resultados sustentáveis. Este alinhamento é o grande desafio na gestão de pessoal. Diante de uma derrota, como se recuperar, dando a volta por cima? Não há uma fórmula mágica e nova para isso, o modelo continua o mesmo, mesmo para as gerações atuais, conhecidas como geração Y e Z. É como aprender a andar – não se consegue aprender sem cair. Derrotas fazem parte do processo de desenvolvimento. Alguns conseguem descobrir suas limitações e buscam a própria superação, outros se abatem e paralisam diante das derrotas. São estas escolhas que fazem a diferença entre os que alcançam o sucesso e os que não alcançam. É comum as pessoas associarem o bom desempenho acadêmico com o sucesso pro-

fissional. Qual a sua opinião sobre isso? Não existe “inocência” no mundo corporativo. Os gestores sabem que ter um bom currículo acadêmico não garante resultados. É evidente que um bom desempenho acadêmico é fruto de um aprendizado muito especial que é a disciplina pessoal. Este aprendizado pode representar uma “vantagem” para o profissional quando ele ingressa no mundo corporativo, contudo não é uma garantia, pois para alcançar o “sucesso”, mais fatores (como os apresentados acima) precisaram estar alinhados. Ter uma “vantagem” em um ambiente hiper-competitivo que acontece nas empresas atualmente é muito interessante, desde que não se coloque todas as expectativas apenas do currículo acadêmico. Que dicas o Sr. daria aos jovens que querem se destacar e obter sucesso no mercado de trabalho? Sejam determinados e focados em seus projetos, procurando se aproximar de empresas que possam efetivamente contribuir para a realização deles.

Sejam ousados e estratégicos em propor mudanças que possam superar as dificuldades rotineiras que fazem parte do atual cenário corporativo. Sejam criativos e inovadores nas escolhas que tragam experiências de aprendizados reais. Tenha um mentor que você respeite e admire e que possa te ajudar em seu desenvolvimento. Que dicas o Sr. daria aos educadores que estão diante do desafio de formar alunos campeões? Utilizem todo conhecimento e experiência para quebrar paradigmas no modelo de ensino, ousando desenvolver modelos de aprendizagem mais contextualizados com os estímulos tecnológicos e cognitivos que os jovens de hoje estão expostos. Abandonem o papel de “divulgadores de informação” e tornem-se mentores que tenham como principal meta, criar alunos campeões.

falta de criatividade nas institUições de ensino
Vivemos em um ritmo de mudanças sem precedentes. A invenção do microprocessador potencializou a capacidade de lidar com dados e informações, e a democratização da comunicação, por meio da internet, desencadeou esse período de rápida evolução. Porém, estes processos evolutivos estão concentrados, em sua maioria, em bolsões tecnológicos de empresas, institutos e universidades de ponta. E, infelizmente, as escolas regulares brasileiras, de uma forma geral, não fazem parte deste seleto grupo. A falta de criatividade nas escolas regulares ocorre de uma forma sistêmica. Tudo começa pela própria instituição que, comandada pelo seu mantenedor, tem paradigmas e dogmas enraizados, com muita dificuldade em lidar com as mudanças. O objetivo em questão não é fazer apologia à modernidade e experimentação e, sim, adequar a proposta pedagógica e filosofia da escola às práticas de comunicabilidade atuais e proporcionar aos alunos estratégias mais estimulantes e condizentes com os tempos modernos. Por consequência, a falta de estímulos à criatividade na infância e na adolescência tem gerado adultos sistemáticos, com pouca habilidade em formular novas respostas ou ideias aos problemas ou situações novas. A criatividade não é uma característica incentivada na escola, mas sim considerada um dom quase divino.

A maioria das escolas tradicionais tem a tendência de valorizar a memorização, as regras escolares pré-fixadas, os pensamentos convergentes e o processo algorítmico (conjunto ordenado, definido e com determinado número de passos, que permite encontrar a solução de um problema e de uma verificação). Por outro lado, o processo criativo, na maioria das vezes, está atrelado ao processo heurístico (palavra derivada de heurisko, do grego que significa “eu descubro”, como na famosa exclamação de Arquimedes: Eureka, no episódio da descoberta de como medir o volume de um objeto irregular utilizando água). Processo heurístico é um método de resolução de problemas, que não segue percursos claros, baseado na intuição e na imaginação. Desenvolver a criatividade nos alunos atuais é criar um futuro com mais possibilidades.

christian rocha coelho diretor de Planejamento rabbit Partnership tel/fax: (11) 3862-2905 rabbitmkt@rabbitmkt.com.br www.rabbitmkt.com.br

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eventos teenager de Universidades e Profissões 2010
a teenager assessoria Profissional realiza os eventos de profissões com o objetivo de proporcionar um encontro entre os alunos do ensino Médio, as diversas profissões existentes e as instituições de ensino superior. Por este motivo, já estão confirmadas para os nossos eventos as melhores Universidades/ faculdades: • • • • • • • • • • USP UNICAMP UNESP UNIFESP SJC ITA FEI ESPM PUC BANDTEC RIO BRANCO • • • • • • • • • • SENAC ANHEMBI MORUMBI INSPER IBMEC SÃO PAULO SANTA MARCELINA UNIP BELAS ARTES INATEL CANTAREIRA METODISTA UNIMEP • • • • • • • • • • CÁSPER LÍBERO UNICID FGV TREVISAN MAUÁ SÃO JUDAS UNISAL FAJ / POLICAMP VERIS FACULDADES ANCHIETA • FASB • UNISANTA • SÃO CAMILO • ESEG • PUC CAMPINAS • ESAGS • FEFISA • DRUMMOND • AUSTRALIA INTERNATIONAL bUsiness

aGenda 2010
08 de Maio - fÓrUM Colégio Dante Alighieri Alameda Jaú, 1061 Metrô Trianon/Masp - São Paulo/SP . 15 de Maio - UniexPo caMPinas Escola Salesiana São José Av. Almeida Garret, 267 Jd. N. Sra. Auxiliadora - Campinas/SP . 22 de Maio - UniexPo vale Colégio Anglo Cassiano Ricardo Rua Laurent Martins, 329 - Jardim Esplanada II - São José dos Campos/SP . 29 de Maio – fÓrUM abc Colégio Arbos Rua das Esmeraldas, 67 Jardins - Santo André/SP . 14 de agosto – xii fÓrUM Colégio Marista Arquidiocesano de SP Rua Domingos de Moraes, 2565 Metrô Santa Cruz - São Paulo/SP . 28 de agosto - Jornada Colégio Agostiniano São José Rua Herval, 1019 Metrô Belém - São Paulo/SP .

atividades esPeciais
• Palestra de Abertura Escolha Profissional e as Grandes tendências para o Mercado de trabalho Ministrada pelo Professor e Psicoterapeuta Leo Fraiman • Show de Física e Química Consciência e ação • Peça de Teatro tPV – tensão Pré-Vestibular Grupo Olharte Capitães de areia Obra de Jorge Amado. Leitura Obrigatória FUVEST / UNICAMP 2011.

• Palestras de Profissões • Workshops • Testes de Escolha Profissional • Atividade Exclusiva para educadores
A participação nos eventos é gratuita, escolha o(s) evento(s) de interesse e entre em contato conosco para solicitar os convites e cartazes para a divulgação junto aos alunos do Ensino Médio.

Mais informações com Gilberto Quintana no telefone (11) 5072-4346 ou gilberto@teenageronline.com.br www.teenageronline.com.br

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*Programação sujeita a alterações.

troca de exPeriÊncias edUcacionais
Momento de troca, debate e dicas de atividades sobre Orientação Profissional. Os colégios conveniados e os interessados na Metodologia OPEE são convidados a participar desta atividade exclusiva realizada durante os Eventos de Profissões Teenager, das 14h30’ às 16h30’. Neste momento será apresentado um painel atualizado sobre a copa do mundo, olimpíadas, pré-sal, mercado do luxo, ascensão das mulheres no mercado de trabalho e outras tendências de empregabilidade. Programe-se e Participe. as vagas são limitadas e o evento é gratuito, faça sua inscrição.

os desafios da aUtoGestão de carreira
A Magia de Ensinar Desperta o Sonho de Crescer Ministrada pelo Professor Leo Fraiman.

informações com danielle no (11) 5072-4346 ou danielle@opee.com.br

dica da editora esfera
filhos o que fazer? Guia para mães desesperadas A Dra. Eliza Helena Ercolin fez uma explanação objetiva, franca e esclarecedora sobre as principais etapas do desenvolvimento infantil. A abordagem técnica que a autora faz de variadas situações esclarece quais os limites daquilo que é controlável com bom senso no lar e daquilo que necessita de auxílio especializado. Formato: 14 x 21 cm Número de Páginas: 96 Mais informações pelo telefone (11) 3253-5627 ou e-mail: comercial@editoraesfera.com.br

dicas de leitUra KUSHNER, Harold S. Que tipo de pessoa você quer ser? Rio de Janeiro: Sextante, 2004.

COVEY, Stephen R. os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes. Rio de Janeiro: Best Seller, 2005.

ião! Queremos sua opin
Fale conosco para esclarecer dúvidas, registrar opiniões, críticas, elogios e sugerir reportagens, para que nossa equipe possa desenvolver uma Revista cada vez mais completa, pensando sempre em você. telefone: (11) 5072-4346 e-mail: info@teenageronline.com.br

TRUMP Donald e , ZANKER, Bill. Pense grande nos negócios e na vida. São Paulo: Ediouro, 2008.

expediente • orientador • Publicação semestral da teenager assessoria Profissional e da clínica leo fraiman de Psicoterapia e assessoria educacional destinada aos profissionais e educadores da área de Orientação Profissional • direção: Leo Fraiman, Patrícia Patané e Tadeu Patané • comercial: Danielle Moura - danielle@teenageronline.com.br • colaboração, textos e revisão: Danielle Moura, Mariana Gonçalo, Marcos Brogna • Projeto Gráfico, editoração e produção: Arenna Comunicação e Eventos - www.arennaeventos.com.br • tiragem: 3.000 exemplares • web: www.teenageronline.com.br - www.fraiman.com.br • telefone: (11) 5072-4346 • comentários: prof. leo@fraiman.com.br • correspondência: Rua das Rosas, 193 - Mirandópolis - CEP 04048-000 - São Paulo/SP