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PRÁTICA

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VOLUMETRIA DE PRECIPITAÇÃO: ARGENTIMÉTRICOS

MÉTODOS

Parte I – DETERMINAÇÃO DE CLORETOS EM ÁGUAS MATERIAIS Bureta de 25 mL Béquer 100 e 250 mL Proveta de 50 mL Erlenmeyer de 125 mL Pipetas volumétricas de 1 a 25 mL INTRODUÇÃO Entre os métodos volumétricos de precipitação, os mais importantes são os que empregam solução padrão de nitrato de prata. São chamados de métodos argentimétricos e são amplamente utilizados na determinação de haletos (cloreto, brometo e iodeto), tiocianato (SCN-) e cianeto (CN-), com a formação de sais de prata pouco solúveis. Baseado nos diferentes tipos de indicadores disponíveis existem três métodos distintos para determinação volumétrica com íons prata: • método de Mohr - formação de um precipitado colorido; • método de Volhard - formação de um complexo solúvel vermelho; • método de Fajans - mudança de cor associada a adsorção de um indicador sobre a superfície do precipitado. Método de Mohr: neste método, o haleto é titulado com uma solução padrão de nitrato de prata usando-se cromato de potássio como indicador. O ponto final da titulação é alcançado com o primeiro excesso de íons prata que reage com o indicador precipitando cromato de prata vermelho, segundo a reação: Ag+(aq) + X-(aq) → AgX (s) 2Ag+(aq)+ CrO42-(aq) → Ag2CrO4 (s) Como esta titulação se baseia nas diferenças de solubilidade do AgX e Ag2CrO4 é muito importante a concentração adequada do indicador. Na prática, o ponto final ocorre um pouco além do ponto de equivalência, devido à necessidade de se adicionar excesso de Ag+ para precipitar Ag2CrO4 em quantidade suficiente para ser notado visualmente. Este método requer que uma titulação de um branco seja feita, para que o erro cometido na detecção do ponto final possa ser corrigido. A solução a ser titulada deve apresentar um pH de 6-8, pois o íon cromato reage com os íons hidrogênio em soluções ácidas, conforme a reação: 2CrO42-(aq)+ 2H+(aq) → 2HCrO4-(aq) → Cr2O72- (aq)+ H2O (l) Por outro lado, em pH > 10,5 a alta concentração de íons OH- provoca a formação de hidróxido de prata, resultando em óxido de prata. 2Ag+(aq) + 2OH-(aq) → 2AgOH(s) → Ag2O (s) + H2O (l) Vários íons são encontrados em pequenas concentrações nos sistemas vivos e como produto de excreção destes, pois participam nos processos bioquímicos. Mas em maiores quantidades deflagram mecanismos lesivos às células. Concentração elevada de íons cloreto em cursos d’água indica ocorrência de contaminação por resíduos domiciliares ou industriais. Elevadas concentrações podem alterar o equilíbrio do REAGENTES Solução padrão de AgNO3 Soro fisiológico K2CrO4 (5% m/v) NaCl sólido Material vegetal

sistema, potencializar corrosões em tubulações e altera a potabilidade da água. Segundo a portaria no. 518, de 25 de março de 2004, que estabelece os procedimentos e responsabilidade relativos ao controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade, o valor máximo permitido para a concentração de Cl- é de 250,0 mg L-1 (ppm). O cloreto de sódio encontrado no soro fisiológico, utilizado em processos de hidratação ou como veículo medicamentoso, na sua forma isotônica (mesma força iônica do soro sanguíneo) encontra-se na concentração de 0,9% (m/v). Neste experimento, a determinação analítica do cloreto de sódio será realizada segundo o método de Mohr. PROCEDIMENTO I 1. Padronização da Solução de AgNO3 ≈0,05 mol L-1 com NaCl padrão. Pesar em um erlenmeyer de 125 mL quantidade de NaCl p.a. previamente seco que consuma um volume aproximado de 15 mL de AgNO3. Dissolver com cerca de 25 mL de água destilada, adicionar 0,5 mL de solução de K2CrO4 5% (m/v) e titular até o aparecimento do precipitado avermelhado. Anotar o volume gasto, e imediatamente efetuar a prova do branco. Alternativa: em vez de pesar, medir uma quantidade de solução padrão de NaCl, completar o volume indicado anteriormente com água destilada, acrescentar o indicador e proceder a titulação. Tendo em vista a foto-sensibilidade da prata, proceder imediatamente a prova do branco. 2. Prova do Branco. Adicionar em um erlenmeyer quantidade de água destilada correspondente ao volume final da titulação anterior (volume da amostra, de água adicionada e de titulante gasto). Acrescentar 0,5 mL de cromato de potássio e aproximadamente 0,5 g de CaCO3 ou quantidade suficiente para se obter um sistema heterogêneo. Titular até o aparecimento da coloração semelhante a da titulação anterior, comparando as cores sob agitação dos dois erlenmeyer. Anotar o volume de titulante e subtrair daquele gasto na titulação do cloreto. Utilizar o volume corrigido para calcular a concentração molar da solução de nitrato de prata. Tabela I – Resultados da padronização da solução de nitrato de prata com cloreto de sódio Equipes 1 2 3 4 5 6 Vcorr (mL) AgNO3 M (mol/L) Equipes 7 8 9 10 11 12 Vcorr (mL) AgNO3 M (mol/L) Mmédia = .......................mol/L 3. Pré-titulação da Amostra. Pipetar 1,0 mL da amostra, acrescentar aproximadamente 25 mL de água destilada e 0,5 mL de K2CrO4. Fazer uma titulação prévia para planejar a análise da amostra. 4. Análise da Amostra. De acordo com o planejamento, a partir da amostra (...........mL), preparar solução diluída, ou simplesmente pipetar o volume (...........mL) calculado no item 3 para um erlenmeyer de 125 mL, quando necessário adicionar água destilada (.........mL), e acrescentar 0,5 mL de K2CrO4. Titular com solução padrão de

AgNO3 até a precipitação do cromato de prata avermelhado. Fazer a prova do branco (item 2), calcular o volume corrigido e o teor de cloreto de sódio na amostra. Tabela II – Resultados da determinação da concentração de NaCl, % (m/v), na amostra. Equipes 1 2 3 4 5 6 AgNO3, V(mL) NaCl (%) Equipes 7 8 9 10 11 12 AgNO3, V(mL) NaCl (%) % média: Parte II - ANÁLISE DE CLORETO EM TECIDO VEGETAL O cloreto é um micronutriente essencial para a os vegetais, sendo absorvido por algumas espécies de plantas em quantidades muito elevadas. O interesse dos fisiólogos em relação ao cloreto se dirige menos para os problemas relativos à sua eventual deficiência do que para as modificações metabólicas provocadas por sua presença, em concentrações demasiadamente altas, no meio nutritivo. No entanto, junto com o manganês o cloreto tem uma função importante como cofator na evolução de oxigênio, no fotossistema II da fotossíntese. O cloreto é um micronutriente imóvel, com baixa redistribuição das folhas para outros órgãos da planta. Geralmente, em função do tempo, se acumula nas folhas das plantas e há poucas evidências do movimento desse nutriente, dos tecidos velhos para os novos. A toxicidade do cloreto manifesta-se pela queima da extremidade e margens das folhas, com bronzeamento prematuro e abscisão das folhas. PROCEDIMENTO II Extração de Cloreto: Para a extração do cloreto, proceder do seguinte modo: a) pesar 10 g de matéria seca (MS) em erlenmeyer de 125 ml; b) adicionar 250 ml de solução de Ca(NO3)2.4H2O a 0,085 mol L-1; c) agitar por 15 minutos; d) filtrar o extrato em papel de filtro e recolher o filtrado. e) utilizar 10 ml do extrato para titulação 1. Teste qualitativo Colocar cerca de 2 ml do extrato vegetal em um tubo de ensaio. Adicionar 5 gotas da solução de nitrato de prata. Verificar a formação do precipitado de AgCl. 2. Pré-Titulação da Amostra. Pipetar 5,0 mL da amostra, acrescentar 50 mL de água destilada e 1 mL de K2CrO4. Fazer uma titulação prévia para determinar a concentração aproximada de cloreto no extrato. Calcular o volume que deve ser pipetado para consumir cerca de 15 mL de solução padrão de AgNO3. 3. Análise da Amostra. Pipetar o volume calculado no item 2, adicionar 25 mL água destilada e 1 mL de K2CrO4. Titular com solução padrão de AgNO3 até a precipitação do cromato de prata vermelho. Fazer a prova do branco conforme ítem 2 da parte I. Calcular o volume corrigido.