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Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

CAPÍTULO VI
EQUIPAMENTOS DE PROTECÇÃO INDIVIDUAL

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Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

ÍNDICE
1. Objectivos específicos........................................................................................................................................ 4 2. Introdução.......................................................................................................................................................... 4 2.1. Responsabilidades....................................................................................................................................... 4 2.2. Formação dos Trabalhadores ...................................................................................................................... 5 2.3. A utilização dos EPI’s .................................................................................................................................. 9 3. Exigências técnicas dos EPI’s ........................................................................................................................... 10 4. Selecção dos epi’s.............................................................................................................................................. 11 5. Classificação dos EPI’s ...................................................................................................................................... 13 6. Protecção da cabeça ........................................................................................................................................ 14 6.1. Marcação e Manual de Instruções ............................................................................................................ 14 6.2. Composição do capacete .......................................................................................................................... 15 6.3. Selecção do capacete ................................................................................................................................ 17 6.4. Utilização e manutenção do capacete ..................................................................................................... 17 7. Protecção dos ouvidos ..................................................................................................................................... 18 7.1. Tipos de protectores de ouvidos ............................................................................................................... 19 7.2. Normalização .............................................................................................................................................20 7.3. Selecção dos protectores de ouvidos....................................................................................................... 21 7.4. Utilização e manutenção dos protectores de ouvidos ............................................................................ 23 8. Protecção dos olhos ......................................................................................................................................... 24 8.1. Tipos de protecção dos olhos ................................................................................................................... 24 8.1.1. Óculos de protecção............................................................................................................................ 24 8.1.2. Viseira ................................................................................................................................................... 25 8.1.3. Máscara de soldador ...........................................................................................................................26 8.2. Marcação e Manual de Instruções ............................................................................................................ 27 8.3. Selecção dos protectores dos olhos e rosto ........................................................................................... 30 8.4. Utilização e manutenção dos protectores dos olhos e rosto ................................................................ 30 9. Protecção das vias respiratórias ...................................................................................................................... 31 9.1. Tipos de protectores das vias respiratórias .............................................................................................. 31 9.1.1. Aparelhos Filtrantes ............................................................................................................................ 32 9.1.2. Aparelhos Isolantes .............................................................................................................................34 9.2. Selecção dos protectores das vias respiratórias..................................................................................... 36 9.3. Utilização e manutenção dos protectores das vias respiratórias ........................................................... 37 10. Protecção das mãos e membros superiores ................................................................................................ 39 10.1. Tipos de protecção das mãos e membros superiores ........................................................................... 39 10.2. Normalização........................................................................................................................................... 40 10.3. Classificação das luvas quanto aos riscos a proteger ........................................................................... 40 10.4. Selecção das luvas .................................................................................................................................. 46 10.5. Utilização e manutenção das luvas .........................................................................................................47

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Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil 11. Protecção dos pés e membros inferiores ...................................................................................................... 48 11.1. Calçado de uso profissional ..................................................................................................................... 48 11.2. Joelheiras e Polainas ................................................................................................................................. 55 12. Protecção do tronco e abdómen................................................................................................................... 56 13. Protecção do corpo ......................................................................................................................................... 57 14. Protecção contra quedas em altura .............................................................................................................. 59 15. Protecção da pele........................................................................................................................................... 65 16. A distribuição dos epi’s .................................................................................................................................. 66 Bibliografia ............................................................................................................................................................ 72 Regulamentação aplicável ................................................................................................................................... 72

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2. estes destinam-se apenas a proteger as pessoas face aos riscos existentes. a mesma metodologia dos princípios gerais de prevenção estabelece que se deve priorizar a protecção colectiva face à protecção individual. Responsabilidades  É obrigação do empregador:    Fornecer gratuitamente os EPI’s adequados aos riscos a prevenir e garantir o seu bom funcionamento.  Identificar os equipamentos de protecção individual (EPI) para protecção da cabeça. e conhecer as respectivas características. dos ouvidos. define Equipamento de Protecção Individual (EPI) como: a | Qualquer dispositivo ou meio que se destine a ser envergado ou manejado por uma pessoa para defesa contra um ou mais riscos susceptíveis de ameaçar a sua saúde ou a sua segurança. Por sua vez. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil 1. um carácter complementar face à protecção colectiva. b | O conjunto constituído por vários dispositivos ou meios associados de modo solidário pelo fabricante com vista a proteger uma pessoa contra um ou vários riscos susceptíveis de surgir simultaneamente. Fornecer e manter disponível nos locais de trabalho informação adequada sobre cada EPI. ser reservados a uso pessoal. d | Os componentes intermutáveis de um EPI indispensáveis ao seu bom funcionamento e utilizados exclusivamente nesse EPI.1. de 22 de Abril. dos olhos e da face. casos em que devem ser tomadas medidas apropriadas para que tal utilização não cause qualquer problema de saúde ou de higiene aos diferentes utilizadores. O Decreto-Lei nº 128/93. as medidas de prevenção devem anteceder as medidas de protecção. na medida em que enquanto aquelas se dirigem à origem do risco. dos pés e dos membros inferiores e do corpo. embora a natureza do equipamento ou as circunstâncias locais possam determinar a sua utilização sucessiva por vários trabalhadores e por fornecedores e visitantes do estaleiro. na medida em que aquela é mais eficaz do que esta.Segurança. INTRODUÇÃO De acordo com a metodologia preconizada nos Princípios Gerais de Prevenção.  Seleccionar os diversos EPI relacionados com os riscos que envolvem os trabalhadores. na medida do possível. A protecção individual assume. das mãos e dos membros superiores. dissociável ou não. VI-4 . devendo utilizar-se quando esta não seja tecnicamente possível ou seja insuficiente. c | O dispositivo ou meio protector solidário. Informar os trabalhadores dos riscos contra os quais o equipamento de protecção individual os visa proteger. assim. Os EPI devem. envergado ou manejado com vista ao exercício de uma actividade. do equipamento individual não protector. das vias respiratórias. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS  Identificar as obrigações do empregador e do trabalhador. 2. quando se torna necessário recorrer às medidas de protecção.

A formação deve abordar os seguintes pontos que são fundamentais:  Porque é necessária a utilização de um determinado EPI. No caso de EPI's complexos (ex: sistemas de protecção anti-queda) deverá ser efectuada uma acção de demonstração. quais os riscos que protege e que protecção garante.  Quais são as limitações do EPI. sejam objecto de registo adequado. É recomendável que o fornecimento de EPI’s. bem como a formação ministrada.  Cuidados de higiene e que produtos devem ser usados na limpeza do EPI. Exigir e fiscalizar o uso dos EPI’s. Conservar e manter em bom estado o equipamento que lhe for distribuído. devendo ser explicada a função de cada acessório e em que condições devem ou não ser utilizados. Formação dos Trabalhadores A formação e a informação dos trabalhadores que vão utilizar os EPI's são de primordial importância para a aceitação e o bom uso dos equipamentos e constituem uma obrigação legal do empregador.2. seja para controlo interno da empresa. em situações típicas. que protecção é que ele não assegura. VI-5 . finda a qual deverá ser requisitado um novo EPI. Consultar os trabalhadores sobre a escolha dos EPI’s. de acordo com as instruções que lhe foram fornecidas.  Que manutenção é necessária e qual a vida útil esperada.  É obrigação do trabalhador:    Usar correctamente os EPI’s. Participar de imediato todas as avarias ou deficiências do equipamento de que tenha conhecimento. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil     Instruir e treinar os trabalhadores quanto ao uso dos EPI’s.  Como utilizar o EPI de forma a que garanta a protecção esperada. 2.Segurança. seja para eventual controlo das autoridades. Repor os EPI’s danificados.

Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Exemplos de Ficha de Distribuição de EPI’s VI-6 .Segurança.

Segurança. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil VI-7 .

Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil VI-8 .Segurança.

 Na utilização de maquinaria e de produtos químicos.Segurança.3. quando tal for determinado pelo fabricante.  Quando a implementação das medidas de protecção colectiva ou de organização do trabalho não se podem realizar de forma imediata.  Em tarefas de resgate ou situações de emergência. VI-9 . A utilização dos EPI’s Os EPI’s devem ser utilizados:  Quando existir algum risco para o trabalhador que não tenha sido possível eliminar ou limitar através da aplicação de medidas preventivas e organizacionais. Perante a existência de um risco que não seja possível eliminar. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Exemplo de Ficha de Controlo de EPI 2. e os EPI’s são usados de forma provisória até à implementação dessas mesmas medidas.  Em operações de reparação de avarias ou de manutenção.  Quando apesar de se terem implementado medidas de prevenção e protecção não foi garantido um controlo suficiente do risco. devem adoptar-se medidas que propiciem a protecção colectiva relativamente à individual.

utilização. legível e indelével. Os resultados obtidos em ensaios de conformidade efectuados para os níveis ou classes de protecção do EPI. quando exista.). revisão e desinfecção. Se tal não for possível devido às características do EPI. Os EPI’s devem adaptar-se à morfologia do utilizador. etc. ser sólidos e leves. ou seja que garantem efectivamente a protecção do trabalhador contra os riscos que pretendem proteger. a marca CE deverá ser aposta na embalagem. VI-10 . não criando dificuldades ao desenvolvimento do seu trabalho. A marcação CE deverá ser aposta em cada EPI. 3 | Marcação CE e Declaração de conformidade: Compete ao fabricante de EPI’s apresentar aposta a marcação CE e acompanhá-los da Declaração de Conformidade CE. Algumas normas que regulam os EPI’s estabelecem requisitos de marcação e/ou instruções de uso que deverão também constar no manual de instruções. Os acessórios utilizáveis com o EPI. O tipo de embalagem apropriado ao transporte do EPI. Data ou prazo de validade dos EPI’s ou de alguns dos seus componentes. nomeadamente apresentar boas características de regulação. mecânica. durante o período de duração previsível ou de vida útil do EPI. A relação das normas EN já adoptadas por Portugal figura no Despacho nº 13495/2005 do IPQ (Instituto Português da Qualidade). EXIGÊNCIAS TÉCNICAS DOS EPI’S As exigências técnicas dos EPI’s prendem-se de forma muito particular com os seguintes factores: 1 | Ergonomia e conforto: Os EPI’s devem adaptar-se ao trabalhador e ao trabalho. Devem. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil 3. ainda. As especificações técnicas destinadas a garantir a conformidade dos EPI’s com as exigências essenciais são definidos por normas europeias (Normas Europeias Harmonizadas – EN). Nome. onde conste. eléctrica. As classes de protecção adequadas e diferentes níveis de risco e os limites de utilização correspondentes. não deixando de oferecer as adequadas características de resistência (química. além do nome e endereço do fabricante. Para assegurar a qualidade dos EPI’s. Instruções de utilização. a União Europeia estabeleceu um conjunto de exigências essenciais quanto à concepção e fabrico dos equipamentos (Directiva 89/686/CEE e Directiva 93/68/CEE). direcção e número de identificação dos organismos notificados que intervieram na fase de projecto e na fase de fabrico. manutenção. de forma visível. toda a informação útil sobre:            As instruções de armazenamento. 4 | Manual de instruções do fabricante: Os EPI’s devem ser acompanhados de um Manual em língua portuguesa. limpeza. 2 | Materiais: Devem apresentar características de inocuidade para os trabalhadores. O significado da marcação. manutenção e armazenamento. ser de fácil manutenção e conservação. A data ou prazo de validade do EPI ou de alguns dos seus componentes. As classes de protecção adequadas aos riscos em causa. bem como as características de peças sobressalentes apropriadas. de modo a defender com eficácia o trabalhador do risco associado.Segurança.

a comodidade. a possibilidade de limpeza. pois. entre outros. VI-11 . A colaboração do trabalhador é. 2. um factor fundamental. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil 4. seleccionar-se trabalhadores com critérios objectivos de apreciação. sendo essencial tomar em consideração a colaboração do próprio trabalhador.  A natureza do trabalho e demais condições envolventes da sua execução. em trabalhos em coberturas. um chefe que não faz uso correcto do EPI pode motivar o desinteresse do seu uso no trabalhador. Interessa também referir que o trabalhador tende a ser influenciado pelo exemplo dos seus superiores hierárquicos. ou seja. por um lado. Neste ensaio deve ter-se em especial atenção os aspectos relacionados com a durabilidade. permite receber informação directa do próprio trabalhador (que pelo seu contacto diário com o processo/máquina conhece aspectos que a outros podem passar despercebidos) e por outro. químicos e biológicos). no processo de selecção do EPI. Para testar um novo EPI deve. da protecção integrada e Uso de arnês de segurança. o efeito da protecção.Situações Exemplos 1. entre outros. na medida do possível.  As partes do corpo que se pretendem proteger. 3. SELECÇÃO DOS EPI’S A selecção de um EPI deve ser antecedida de um estudo do posto de trabalho de forma a aferir os riscos a que o trabalhador está exposto. porque. a possibilidade de limpeza. o efeito da protecção. Para a selecção adequada dos EPI deve ter-se em consideração:  Os riscos prováveis a que o trabalhador está exposto (físicos.  As características pessoais do trabalhador que os vai utilizar. Neste ensaio deve ter-se em especial atenção os aspectos relacionados com a durabilidade. a comodidade.Segurança. mesmo se existirem redes e guardas de protecção. Exemplos de situações em que se podem utilizar EPI’s. Utilização de protectores de ouvidos quando um A curta duração do trabalho não justifica a trabalhador entra e sai esporadicamente num local implementação de protecção colectiva com elevados níveis de ruído Complemento colectiva. a co-decisão entre a chefia e o trabalhador permite que este se sinta parte integrante no processo de selecção do equipamento (aumentando a motivação para o seu uso) reduzindo a possibilidade da sua rejeição. Utilização de luvas de protecção adequadas quando Único meio de protecção quando o trabalhador o trabalhador manusear um material/produto se expõe ao risco química ou fisicamente agressivo. Os EPI’s podem ser usados em três situações distintas que são descritas no quadro seguinte: Recurso a EPI’s . sendo imprescindível a sua elucidação relativamente aos riscos a controlar.

No caso de riscos químicos ou radiações é necessário identificar o produto químico ou a gama da radiação e se o contacto é prolongado ou esporádico. biológico … (ou conjunto de riscos). Entre equipamentos que apresentem características de protecção equivalente. resistência a óleos e hidrocarbonetos. protecção mecânica. por exemplo).  Solicitar a fornecedores idóneos catálogos de equipamentos certificados.Segurança.  Entregar as amostras a trabalhadores pré-seleccionados e solicitar a sua opinião após alguns dias de utilização.  Utilizar as fichas técnicas para escolher a luva que combine com os requisitos definidos nos passos anteriores. deve-se seleccionar o que proporcionar maior comodidade e sensibilidade e que permita melhor agarre. resistência mecânica e gama de cores (no caso de vestuário ou dos capacetes.  Identificar o tipo de luva adequado: protecção química. VI-12 . Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Exemplo – Selecção de umas luvas  Identificar a classe de risco: químico.  Determinar a importância de outros factores a ter em conta: resistência à água. protecção contra radiações … (ou vários). mecânico. protecção contra cortes.  Pedir aos fornecedores dos equipamentos pré-seleccionados o envio de amostras.  Seleccionar o equipamento que tenha sido de maior agrado.

palmilhas . Produtos Químicos.Cremes de protecção . geralmente. Poeiras.Coletes térmicos e salva-vidas .  Em função do agente agressor que combatem: Humidade.Aventais contra raios X . Cabeça Equipamentos de protecção . Parte do corpo 1. arneses e cintos .Vestuário de protecção EPI’s para protecção de várias partes e sistemas corporais 2. Tronco e abdómen 9.Capacete de segurança . produtos químicos) .Polainas.Óculos de protecção .Cintos de protecção lombar . Vias respiratórias 5.Segurança.Manguitos .Luvas (com e sem dedos) .Viseiras faciais .Viseiras para soldadura (de mão.Protectores de inserção (tampões) para os ouvidos de uso múltiplo ou descartáveis . Ruído.Bonés. aventais contra agressões mecânicas e químicas . de cabeça. etc. CLASSIFICAÇÃO DOS EPI’S São vários os critérios que se podem utilizar para classificar os EPI’s:  Em função da parte do corpo que protegem: Cabeça.Equipamentos isoladores com aproveitamento de ar . Olhos e face 4. Olhos. acopláveis ao capacete) . Mãos e braços 6.Equipamentos e dispositivos de protecção contra quedas. Pele 8.Máscaras filtrantes contra poeiras e gases . Ouvidos 3. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil 5. este é. o critério mais utilizado. etc.Coletes. barretes e chapéus .) . vibrações. calor.Aparelhos e material para mergulhadores .Sapatos e botas de protecção (frio.  Em função do risco contra o qual deve ser feita a protecção: Queda. etc.Capacetes para usos especiais (fogo.Abafadores .Sapatos e botas de segurança . Pés e pernas 7. Tendo em atenção que um determinado risco tem características específicas (quanto à severidade das consequências) ao incidir sobre uma determinada parte (ou sistema) do corpo. Mãos. Do corpo inteiro Equipamentos de Protecção Individual VI-13 . Pancadas. etc.

Marcação e Manual de Instruções Este EPI deve ser acompanhado com um manual de instruções. lesões internas. Os capacetes devem satisfazer as exigências estabelecidas pela NP EN 397. Os capacetes de protecção podem ser de dois tipos:  Tipo I . fracturas expostas e fracturas fechadas. VI-14 .mais utilizados em trabalhos de construção civil em geral.  Tipo II – mais aconselhados em trabalhos de escavações em galerias ou outros em que se exija maior eficiência na protecção. a sua utilização é indispensável em todas as zonas de trabalho em que exista o risco de queda de objectos. 6. como seja. utilização. manutenção. limpeza.. PROTECÇÃO DA CABEÇA A cabeça ocupa sempre os primeiros lugares entre as partes do corpo mais atingidas.1. que contenha informações sobre armazenamento. 2 | Coberturas de protecção da cabeça (bonés. ou ainda os devidos a factores agressivos tais com ácidos. Nas obras de construção. As lesões na cabeça (crânio) podem ser de diversos tipos e com gravidades diferentes: contusões. fornecido pelo fabricante. acessórios e peças sobressalentes. electricidade e projecções incandescentes. Protecção da cabeça Os capacetes são encontrados em diversas cores. desinfecção. a protecção do couro cabeludo no trabalho de aplicação de produtos químicos). A protecção da cabeça obtém-se mediante uso de: 1 | Capacetes de protecção (para minas. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil 6. capuz etc. Para resguardar o crânio de agressões. os trabalhadores devem usar capacete de protecção adequado aos riscos a que estiverem sujeitos. os quais devem apresentar elevada resistência ao impacto e à penetração.Segurança. por exemplo. barretes. Geralmente a entidade empregadora define um código de cores específico que permita distinguir a categoria dos seus empregados. feridas abertas. nomeadamente os devidos a choques resultantes da queda de objectos ou do impacto da cabeça contra um obstáculo. construção civil e indústrias diversas).

e deve poder ser equipado com um francalete.Resistência à deformação lateral.Segurança. D: 440Vac . Estão essencialmente destinadas para usos no interior. VI-15 . E: MM .  Símbolos adicionais.Isolamento eléctrico.  Mês e ano de fabrico  O tamanho ou gama de tamanhos (em cm). Composição do capacete O capacete é composto.  Número da norma: NP EN 397  País de origem. F – Nº ID do laboratório de prova Marcações (por debaixo da viseira do capacete) A norma EN 812 refere-se a bonés e capacetes anti-golpe (protecção couro cabeludo) de uso corrente utilizados na indústria. por uma calote e um arnês. 6.2. segundo a norma EN 397. para proteger a cabeça de objectos duros que podem provocar lesões ou outras feridas superficiais. Podem também apresentar marcas adicionais que evidenciam a conformidade com requisitos opcionais: B: -20ºC o -30ºC: Resistência a baixas temperaturas. essencialmente.  O modelo do capacete (denominação do fabricante).  Identificação do fabricante. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Os Capacetes devem apresentar de forma legível a seguinte marcação:  Marca CE.Resistência à projecção de material fundido. Um equipamento que cumpra esta norma não está destinado a proteger dos efeitos da queda de objectos e não deve em nenhum caso substituir um capacete de protecção para indústria para uma aplicação. C: LD .

Segurança. o arnês deve estar adequadamente ajustado e deve garantir a adaptação à morfologia individual do utilizador. Casco de policarbonato Casco regulável com roleta Composição do capacete Os capacetes podem possuir apliques para acoplar dispositivos extra de segurança (francalete) ou outros equipamentos de protecção individual (viseiras. na parte frontal. Pode ser fabricada em liga de alumínio. É composto por três elementos: a coifa. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil  Calote . uma banda anti-transpirante. A calote pode ter formas diferentes. consoante as condições de trabalho e os riscos existentes. Esta banda deve ser desmontável para limpeza ou substituição. a absorção de uma parte da energia transmitida. É necessário que a banda de regulação possua. O arnês suporta e estabiliza a calote.) Local no capacete de acoplagem de outros dispositivos de segurança VI-16 . Para cumprir o seu papel. a banda de regulação e as correias de amortecimento. plásticos termoendurecíveis ou termoplásticos. O francalete é obrigatório em todos os trabalhos em altura. em caso de choque.  Francalete – É uma correia regulável que passa sob o queixo e impede o capacete de cair.  Arnês – É um conjunto completo de elementos destinados a assegurar a manutenção correcta do capacete na cabeça do utilizador. etc. garantindo. é concebida para resistir aos choques exteriores e é o que dá a forma geral ao capacete. protectores auriculares.Parte visível do capacete.

metálicos.  Rigidez: Rígido (metálico.  O capacete é geralmente concebido de modo a que a energia desenvolvida no momento do impacto seja absorvida pela destruição ou deterioração parcial da calote e do arnês. Utilização e manutenção do capacete  Para utilização nos trabalhos correntes de estaleiro. mesmo que tais deteriorações não sejam logo evidentes. pois tornam-se quebradiços. 400 g). instalações sociais dos trabalhadores.  Conforto: Peso (max. os capacetes mais usuais são os termoplásticos. é recomendável substituir um capacete que tenha sido submetido a um esforço provocado por um impacto importante. poliamida. no interior de oficinas. com ou sem viseira.3. Sinal de protecção obrigatória da cabeça 6. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil 6. VI-17 .  Conservação: Lavável.  Os capacetes devem usar-se durante toda a realização da obra e em todos os lugares onde existam riscos de golpes e queda de objectos. poliéster). no interior de cabinas das máquinas e sempre que não existam riscos para a cabeça. polipropileno).  Utilização: Trabalhos em altura. poliamida. perigo de queda de objectos. Quanto à cor. semi-rígido (poliestireno) ou flexível (polietileno.  Materiais: Polietileno de alta densidade. isto é.Segurança. adaptação. a alteração das características físicas e mecânicas dos capacetes. Os capacetes de plástico (polietileno. Pontualmente. couro. Os capacetes de metal não são normalmente aconselhados devido à sua condutibilidade eléctrica. poliestireno) não devem ser utilizados em ambientes muito quentes nem muito frios. podem não ser utilizados. polipropileno. deve ser dada preferência a cores claras para maior reflexão dos raios solares e conforto térmico no verão. Selecção do capacete Na selecção dos protectores de cabeça devem ter-se em conta os seguintes aspectos:  Tipo: Com ou sem auriculares. tamanho.  Deve salientar-se ainda que as variações climatéricas e a utilização e acondicionamento incorrectos (luz e calor) provocam o envelhecimento dos materiais.4. reutilizável.

larga fibras ou range quando se dobra. Uma contínua exposição ao ruído pode.  O prazo de validade recomendado pelo fabricante deve ser respeitado. as medidas preventivas não são consideradas de forma errada prioritárias. onde normalmente se verificam os maiores perigos para a audição dos trabalhadores. Dado que os efeitos da exposição a níveis de ruído acima do permitido não são conhecidos a curto prazo.  Não devem ser aplicadas pinturas. Perdas de audição por exposição a um ruído de 95 dB VI-18 . PROTECÇÃO DOS OUVIDOS O ruído pode ser um problema em muitos locais de trabalho. ano após ano. adesivos ou etiquetas autocolantes que não sejam expressamente recomendadas pelo fabricante do capacete. desinfecção ou manutenção do capacete devem ser feitas unicamente com água e sabão. deve-se reduzir os riscos de exposição ao ruído através da utilização de protectores auditivos. O ruído produz incómodo e dificulta ou impede a atenção. A reiteração destas situações pode ocasionar estados crónicos de nervosismo e stress. 7. pois esta pode camuflar defeitos ou deformações.Segurança. solventes. a concentração. o que por sua vez ocasiona acidentes de trabalho. abre gretas. a comunicação.  Lavar regularmente o capacete de qualquer sujidade é uma regra a seguir. o descanso e o sono. devido ao ruído gerado por uma infinidade de máquinas e outros equipamentos e aos longos períodos de permanência. inclusive na construção civil. Por isso. A limpeza. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil  A substituição do capacete deve ainda ser solicitada quando este perde a cor.  Depois da sua utilização o capacete deve ser guardado horizontalmente numa estante ou pendurado num sítio onde não bata o sol e a temperatura e a humidade não sejam muito elevadas. diminuir a capacidade auditiva dos trabalhadores.

Têm a particularidade de não serem introduzidos no canal auditivo.Segurança. normalmente silicone. normalmente espuma de poliuretano. São ligados por uma banda rígida e colocados na entrada do canal externo. Tipos de protectores de ouvidos Existem. Tampões auditivos pré-moldados  Tampões de inserção semi-aural com banda rígida – Feitos normalmente do mesmo tipo de material utilizado na concepção dos tampões moldáveis. fundamentalmente. dois tipos de protectores de ouvidos: Tampões e Auriculares tipo abafador. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil 7. Normalmente são descartáveis. Tampões auditivos de inserção semi-aural com banda rígida VI-19 . são introduzidos no canal auditivo sem ser necessário recurso à pré-moldagem pelo utilizador.1. Tampões auditivos moldáveis  Tampões pré-moldados – Feitos de materiais suaves. que depois de introduzidos no canal auditivo se expandem adoptando a forma do canal auditivo do utilizador. 1 | Protectores de inserção (tampões):  Tampões moldáveis pelo utilizador – Feitos de materiais compressíveis.

existindo kits para troca quando estas estiverem danificadas.  Os protectores de ouvido devem satisfazer as exigências estabelecidas pelas EN 352-1 a EN 352-7. Identificação do fabricante.2. Alguns modelos apresentam também ajuste horizontal e regulação da tensão. Protector auditivo do tipo abafador Para permitir a utilização simultânea com outros equipamentos de protecção individual foram concebidos dispositivos que se adaptam à utilização de capacete ou protecção da face. As calotes são pressionadas contra os pavilhões auriculares por uma banda à volta ou atrás da cabeça ou por baixo do queixo. Tipo de trabalho para que se destina. recobertas por um material macio.Segurança. As almofadas podem ser de espuma ou gel. nomeadamente quanto a valores mínimos de atenuação e respectivos desvios padrão. Informação adequada sobre a minimização dos riscos do ruído. devem-se ter em atenção os seguintes aspectos:       Ergonomia. Marcação CE no aparelho (no caso dos abafadores) ou na embalagem (no caso dos tampões) com as seguintes informações: VI-20 .  Aquando da aquisição deste EPI. ou para mudar de utilizador.São protectores auditivos que consistem em duas calotes posicionadas contra cada um dos pavilhões auriculares. Normalização  Os abafadores devem satisfazer as exigências estabelecidas pela EN 352-1 e os tampões pela EN 352-2. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil 2 | Protectores externos (abafadores) . Instruções para colocação e uso adequado. a maioria dos modelos permite a regulação das calotes verticalmente. Protector auditivo do tipo abafador adaptado à utilização de capacete 7. Embora existam no mercado diferentes tamanhos disponíveis. Os abafadores que possuem um adaptador para o capacete devem estar em conformidade com a EN352-3.

utilização e manutenção de protectores auditivos deve ter em consideração o disposto na EN 458 e no Decreto-Lei nº 182/2006.Segurança. . Os valores limite estabelecidos bem como as formas de medição do ruído e expressões de cálculo estão estabelecidos pelo Decreto-Lei 182/2006. EN 352-2. abafadores / .Descartáveis ou reutilizáveis.3. de 6 de Setembro.Identificação do fabricante. Selecção dos protectores de ouvidos A selecção.Organização Mundial de Saúde VI-21 . Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil . . 7. tampões). Para isso. Selecção da protecção dos ouvidos 1 | Proceder à determinação do espectro de ruído no posto de trabalho em análise: Os protectores auditivos devem ser escolhidos de modo a satisfazer os valores limite de exposição diária ao ruído como também a média semanal dos valores diários. .Número da norma (EN 352-1. de 6 de Setembro. A tabela abaixo indica a relação entre a exposição a um determinado nível de decibéis e os efeitos nocivos que um trabalhador pode ter em consequência do mesmo: A partir destes valores em decibéis 30 40 45 50 55 65 75 110 – 140* Começam a sentir-se estes efeitos nocivos Dificuldade em conciliar o sono Perda de qualidade do sono Dificuldade na comunicação verbal Provável interrupção do sono Incómodo diurno moderado Incómodo diurno forte Comunicação verbal extremamente difícil Perda de audição a longo prazo Perda de audição a curto prazo (*Para sons impulsivos. devem ser feitas medições nos locais de trabalho a cargo da entidade empregadora através de um sonómetro. Valores dependentes da duração do som e do número de exposições ao mesmo) Valores OMS.Marca CE.O modelo (denominação do fabricante).

Segurança. Sinal de protecção obrigatória dos ouvidos VI-22 . Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Equipamentos Martelos pneumáticos (ar livre) Serras circulares (carpintaria) Serras de disco. No entanto. é importante escolher um protector que não atenue em demasia o ruído. sob pena de não se ouvir nada. com as consequências que daí podem advir ao nível da presença de outros factores de risco. etc. 2 | Escolher o protector cuja atenuação leve o ruído que passa através dele a níveis considerados não perigosos. De entre os dois tipos de protectores de ouvidos (tampões e abafadores) é aconselhável:   Utilização permanente – tampões Utilização intermitente – abafadores. (serralharias) Máquinas de escavação Nível de pressão sonora (dB) 103 a 110 90 a 105 98 a 110 85 a 110 Nível de pressão sonora de alguns equipamentos de obra Escala de pressão sonora (Pa) / Nível de pressão sonora (dB). martelos.

 Ajustar sempre os tampões de forma a tapar eficazmente o canal auditivo antes de entrar na zona ruidosa. Para isso recomenda-se: . mais prolongada será a protecção.  Quanto mais confortáveis forem de utilizar.Devem ser substituídos sempre que atingirem o limite de utilização (ver instruções do fabricante) ou quando se tiverem sujado ou deteriorado.Devem ser limpos.4. . verificar se os equipamentos não estão danificados por forma a comprometerem a sua capacidade protectora. A sua lavagem não é recomendada.  É importante manter os protectores auditivos em boas condições com o objectivo de obter a máxima eficácia dos mesmos durante a sua utilização. cuidadosamente secos e guardados num local limpo. VI-23 . Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Exemplo de Ficha de Selecção de protectores auditivos 7.  Antes de serem usados. Utilização e manutenção dos protectores de ouvidos  A escolha da protecção auricular correcta depende do tipo de ruído e das condições de trabalho. Um dos pontos importantes é o que diz respeito ao período de utilização dos protectores auriculares.  Não tocar nos protectores de ouvidos com as mãos sujas.Segurança.

1.1. por exemplo. e.Segurança. são outras causas também propícias a acidentes que provocam lesões ópticas. PROTECÇÃO DOS OLHOS Os olhos são os órgãos do corpo humano que permitem detectar a luz e transformar essa percepção em impulsos eléctricos. contudo. projecção de partículas.  Máscara de soldador. vento. por vezes irreversíveis. susceptíveis a acidentes cujas causas podem ser as mais variadas. A acção sobre os olhos de gases e vapores resultantes do manuseamento de produtos químicos e fumos produzidos durante as operações de soldadura. 8. projecção de partículas de tinta. argamassa e ainda metal em fusão durante as operações de soldadura.1. reboco projectado. 8. líquidos corrosivos. Alguns modelos. provocadas por acção de correntes de ar. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil 8.  Viseira. como tal. nomeadamente: projecção de poeiras. provenientes de ferramentas ou de peças trabalhadas ou ainda devido à natureza das superfícies das peças. Tipos de protecção dos olhos Consoante o trabalho a efectuar. operações de polimento. também da face. metálicas ou não. por meio de:  Óculos de protecção. segundo os casos. pode ser assegurada. Estes órgãos são muito sensíveis e. Os óculos destinam-se à protecção contra:  Impactos de distinta intensidade  Radiações ópticas  Metais fundidos e sólidos candentes  Gotas e salpicaduras  Pó  Gases  Arcos eléctricos de circuito curto  Qualquer combinação de riscos VI-24 . Óculos de protecção Os óculos são compostos por uma armação e duas lentes. bem como fontes de radiação diversas devidas. possuem apenas uma única lente panorâmica. a protecção dos olhos. a luzes parasitas de uma oficina e aos diferentes métodos de soldadura. se necessário.

as lentes podem apresentar as seguintes características: - Resistência superior aos choques. Excelente absorção dos raios UV e IV nocivos para os olhos. policarbonato (com grande resistência a choques) ou. Neutralidade óptica. resinas celulósicas (para choques moderados). Resistência ao fogo.1. A protecção do rosto pode ser feita através de vários materiais: material plástico transparente. Indeformabilidade.  Lentes: As características exigidas para as lentes são as seguintes: - Boa transparência e grande campo de visão. Inalterabilidade na presença de fumos e gases. Óculos de protecção Os óculos devem respeitar a norma europeia EN 166.Óculos simples com protecções laterais.2.Óculos simples (clássicos). 8. Em certos casos. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Os óculos de protecção são constituídos por:  Armações: Consoante os trabalhos a realizar e. mas também parcial ou totalmente a face. Ausência de pedaços cortantes em caso de rotura. consoante o risco.Óculos de soldador de visor simples e de visor duplo. VI-25 . Resistência à abrasão. as armações podem ser de tipos diferentes: . ainda. Resistência aos choques. Insensibilidade à condensação.Segurança. por isso. . Resistência à pressão. Viseira As viseiras são concebidas para proteger não apenas os olhos. Resistência aos produtos químicos. . consoante os riscos de que é preciso protecção. uma rede metálica de malha fina (para projecção de metal em fusão).

 O filtro deverá ser o que tenha melhor conforto visual para o trabalhador. sobretudo.3. embora normalmente sejam amovíveis.Segurança. Este equipamento é feito de material não inflamável e contém uma janela munida de um filtro óptico. As viseiras devem cumprir com a norma europeia EN 166. Certas máscaras são equipadas de forma a permitirem a picagem de escórias e o polimento em segurança. visto que. fissuras ou arranhões. Viseiras 8. é indispensável.1. As máscaras podem ser seguras à mão ou ser presas à cabeça por meio de uma correia ou de um capacete de protecção. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil As viseiras são mantidas no local adequado sobre a cabeça por meio de uma coifa regulável ou presas a um capacete de protecção.  O material. Máscara de soldador As máscaras de soldador têm como finalidade proteger o rosto e o pescoço de radiações emitidas pelas projecções incandescentes. se utilizado sob influência de altas temperaturas.  O filtro deverá possuir características de absorção adaptadas à natureza e à importância do risco criado pela radiação produzida. nesse caso. VI-26 . para trabalhos de soldadura pelo método TIG. Elas podem ser fixas. não deve ter partes metálicas em contacto com a pele do trabalhador. Na aquisição deste equipamento. deve-se ter em atenção os seguintes factores:  As oculares não devem ter cor amarelada. EN 169 e EN 175). Mascaras de soldador É importante escolher máscaras que respeitem as normas europeias (EN 166. que deixa livres ambas as mãos. com metal de adição. a resistência mecânica e a estanquidade do equipamento às radiações estarão asseguradas. que pode ser em vidro ou em material plástico. Esta última opção.

Marcação e Manual de Instruções  Fornecidos com manual de instruções.  Resistência mecânica (S. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Os filtros que equipam as máscaras devem possuir características de absorção adaptadas à natureza e à importância do risco resultante da radiação.2. Marcação na viseira Exemplo de marcação: 3 1.  Fabricante.  Devem possuir marcação CE. F.  Deterioração superficial. tais como:  Classe óptica (1. podendo alterar o reconhecimento das cores 3 – Filtro Ultravioleta. Na selecção destes filtros deve atender-se. que indica as especificações de protecção.2. 2 ou 3). As lentes (viseira) devem estar marcadas com um código. D 1 S 8 N DIN 0196 CE . ao tipo de processo de soldadura e à intensidade da corrente (conforme EN 169). entre outros aspectos.Número de código .Segurança. 8.indica o tipo de filtro (apenas em filtros): 2 – Filtro Ultravioleta.  Resistência à penetração de sólidos quentes e à aderência de metal fundido. D 1 S 8 N DIN 0196 CE  3 1.Filtro Solar sem protecção para infravermelhos 6 .Filtro Solar com protecção para infravermelhos VI-27 . com um bom reconhecimento das cores 4 – Filtro Infravermelho 5 . Nos EPI de protecção facial marcam-se por separado a viseira e o suporte da viseira. constituído por números e letras. B ou A).  Classe de protecção (número de código e grau de protecção).2.

D 1 S 8 N DIN 0196 CE – Sigla de identificação do fabricante. Identificação da resistência mecânica na lente  3 1.5 6-3. Resistência ao embaciamento Aumento do factor de reflexão Para lente original (O) ou para lente de substituição (_) Símbolos adicionais de campos de utilização VI-28 .trabalho intermitente Classe óptica 3 .4 6-1.4 5-1. D 1 S 8 N DIN 0196 CE – Classe óptica: Classe óptica 1 .7 5-2 5-2.2. solar e visível) Estanque à projecção de líquidos (gotas e salpicos) Estanque à projecção de partículas grossas de pó (pó com grossura de partícula de> 5 microns) Estanque à projecção de gases e partículas finas de pó (gás.2.4 3-2 a 3-5 4-1.4 4-1.  3 1.Segurança. D 1 S 8 Símbolo Sem símbolo 3 4 5 8 9 K N R O N DIN 0196 CE – Símbolos adicionais de campos de utilização (onde aplicável): Designação Utilização básica (Riscos mecânicos não específicos e riscos devidos à radiação UV.1 6-4.2 3-1. D 1 S 8 N DIN 0196 CE – Símbolos de identificação de resistência mecânica (onde aplicável): Símbolo Sem símbolo S F B Requisito relativo à resistência mecânica Solidez mínima (resiste ao impacto de uma esfera de aço de 22 mm.trabalho contínuo (melhor qualidade) Classe óptica 2 .4 1.trabalho ocasional (menor qualidade)  3 1. D 1 S 8 N DIN 0196 CE – Nível de protecção – indica a cor da lente (apenas em filtros): Filtros de Soldadura Grau de protecção Filtros ultravioleta Nº de código 2 Nº de código 3 Filtros infravermelhos Nº de código 4 Filtros para protecção solar Nº de código 5 Nº de código 6 1-2 1. força de 100 +/. fumo e pó com uma grossura de partícula <5 microns) Arco de curto-circuito eléctrico (Arco eléctrico provocado por um curto-circuito num equipamento eléctrico) Estanque à projecção de materiais fundidos e sólidos quentes (salpicaduras de metal fundido e penetração de sólidos quentes) Resistência à deterioração superficial por partículas finas (anti-risco).5 4-3 a 4-10 5-1.4 3-1. B ou A para indicar a conformidade da classificação do protector ocular a partículas de alta velocidade e a temperatura extrema. sprays.1 6-1. vapores. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil  3 1.5 5-3.1 5-4.2 4-1.2.1 6-1.2N Solidez aumentada (resiste ao impacto de uma esfera de aço de 22 mm a 5.7 4-2 4-2.7 6-2 6-2.2.2.2 2-1. IR.1 Níveis de protecção das lentes  3 1.1 m/s) Impacto de baixa energia (resiste ao impacto de uma esfera de aço de 6 mm a 45 m/s) Impacto de média energia (resiste ao impacto de uma esfera de aço de 6 mm a 120 m/s) A Impacto de alta energia (resiste ao impacto de uma esfera de aço de 6 mm a 190 m/s) Nota: O símbolo T poderá ser utilizado em conjunto com F.7 2 2.1 5-1.5 3 a 11 2-1.

D 166 4 F DIN 0196 CE – Marcação CE.Segurança. D 1 S 8 N DIN 0196 CE – Marcação CE.2.  Número da norma. Marcação na armação Exemplo de marcação: D 166 4 F DIN 0196 CE    D 166 4 F DIN 0196 CE .  D 166 4 F DIN  0196 CE .  Símbolo de resistência ao impacto de partículas de alta velocidade. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil  3 1. D 1 S 8 N DIN  0196 CE – Identificação da Norma e da entidade certificadora.Número da Norma europeia.Símbolos adicionais de campos de utilização (onde aplicável) – símbolos idênticos aos que são atribuídos às lentes.  Campo de uso.2. embalagem e instruções de utilização VI-29 . A armação (suporte de viseira) deve ostentar a seguinte marcação:  Identificação do fabricante. Óculos. 3 1. D 166 4 F DIN 0196 CE .Identificação da Norma e da entidade certificadora.Sigla de identificação do fabricante. D 166 4 F DIN 0196 CE .  D 166 4 F DIN 0196 CE .Símbolo de resistência ao Impacto de partículas de alta velocidade – símbolos idênticos aos que são atribuídos às lentes.

 No caso de utilizadores que usem óculos correctivos. radiações UV e infravermelhos.4. salpicos de líquidos. adaptação.  Os óculos ou viseiras com uma ou duas oculares ou óculos ajustáveis à face do VI-30 . Selecção dos protectores de olhos e rosto Sinal de protecção obrigatória do rosto e dos olhos Os óculos de protecção são adequados para reduzir o risco de projecção de partículas.  Conservação: Lavável. 8. salpicos de metal fundido e soldadura. plástico. o material não deve ser condutor de calor. com protecções laterais. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil 8. reutilizável. pó e gases.  Utilização: Soldadura.3. arco eléctrico de curto-circuito. As viseiras e máscaras são adequadas para reduzir o risco por calor radiante. Selecção dos protectores dos olhos e rosto Na selecção dos protectores dos olhos e rosto devem ter-se em conta os seguintes aspectos:  Tipo: Contra radiações. deve ser tido em consideração se os óculos de protecção possuem graduação que aumente a probabilidade de ocorrência de acidentes. impactos. pintura. etc. isto é. radiações e impactos. Utilização e manutenção dos protectores dos olhos e rosto Como recomendações gerais para utilização e manutenção das protecções dos olhos e da face – além do objectivo fundamental de serem eficazes na protecção dos trabalhadores quanto aos riscos que podem surgir no local – salientam-se as seguintes:  Quando usados sob a influência de temperaturas elevadas devem ser excluídas partes metálicas que possam entrar em contacto com a pele do utilizador.  Materiais: Vidro. tamanho.  Conforto: Peso.Segurança. líquidos.

Os anti-gases geralmente cobrem toda a face protegendo-a de vapores. PROTECÇÃO DAS VIAS RESPIRATÓRIAS Deve-se evitar que os trabalhadores estejam sujeitos à poluição do ar no seu ambiente de trabalho.1. podem distinguir-se os anti-aerossóis (anti-poeiras).  A arrumação dos óculos deve ser feita num estojo. proveniente de um meio ambiente diferente daquele onde se encontra o utilizador. Os anti-aerossóis (ou anti-poeiras) podem cobrir apenas o nariz e a boca (semi-máscara) ou podem proteger toda a face (máscara). como por exemplo poeiras de madeira e cimento.  Devem ser substituídos ou excluídos todos os tipos de protecções que afectam a transparência. quer ainda à ausência de ventilação adequada dos locais de trabalho. assim caracterizados:  Os agentes do tipo aerossol são constituídos por partículas sólidas. com toxicidade variando desde a simples irritação até à destruição parcial ou total das células ou de órgãos do corpo humano. devendo-se para o efeito ter em conta as indicações do fabricante. os anti-gases e os mistos. quer à impossibilidade de colocação em obra de sistemas de aspiração na fonte poluidora. de preferência rígido. gases e partículas sólidas ou líquidas. sinais de fissuras ou arranhões superficiais das oculares. Alguns EPI’s para as vias respiratórias visam ainda proteger os trabalhadores contra a insuficiência de oxigénio.Segurança. ou podendo não apresentar toxidade específica mas provocar uma diminuição relativa da quantidade de oxigénio no ar.São aparelhos dependentes do meio ambiente – o ar ao ser inalado pelo utilizado passa através de um filtro que retém as impurezas. VI-31 . da sua dimensão e da concentração no ar inalado. líquidas ou fumos misturados no ar. 9. recomenda-se a sua limpeza assídua utilizando produtos anti-embaciantes. 9. partículas de tinta aplicada por pulverização e fumos do escape dos motores. cujo grau de nocividade depende da natureza física e química das partículas. Os agentes poluidores atmosféricos podem ser do tipo aerossol ou do tipo gasoso.  Aparelhos isolantes – São aparelhos independentes do meio ambiente – fornecem ar ou oxigénio a partir de uma fonte não contaminada. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil utilizador não devem causar dermatoses. que suprimam ou limitem ao máximo a emissão de poluentes.  Tendo em vista reduzir os inconvenientes devido ao embaciamento das oculares. Tipos de protectores das vias respiratórias Os equipamentos de protecção respiratória podem ser de dois tipos:  Aparelhos filtrantes . nomeadamente quando apresentam coloração amarela das oculares. que pode ocorrer devido quer à manipulação ou existência de produtos poluentes.  Os agentes do tipo gasoso são constituídos por vapores ou gases.

boca e queixo. Aparelhos Filtrantes Os aparelhos filtrantes apenas podem ser utilizados quando a atmosfera contém oxigénio suficiente para a respiração (> 17%). boca e queixo e levam um filtro acoplado. Máscara descartável FFP2 com válvula Semi-máscara Máscara completa Existem vários tipos de filtros. Deve-se conhecer o tóxico que se pode produzir para escolher o filtro adequado.1. martelos pneumáticos. etc.1.  Máscara com filtro químico: Usada em locais onde estão presentes tóxicos.  Filtros de partículas. serras circulares para cortar cerâmica. utilizáveis de acordo com os agentes contaminantes a reter:  Filtros de partículas (EN 143). Os aparelhos filtrantes devem assegurar a estanquicidade entre a atmosfera ambiente e o interior do aparelho. nariz. Podem ter um filtro acoplado. nomeadamente na utilização de. Máscara descartável FFP1  Semi-máscaras (EN 405): constituídas de adaptador facial que cobre o nariz. Existem os seguintes tipos:  Máscaras auto-filtrantes (EN 149): formadas por adaptador facial que cobre o nariz. Exemplos:  Máscara de papel: Utilizadas em actividades onde se produza pó. boca e queixo e ao qual se pode acoplar um filtro. VI-32 . roçadoras. em zonas com pó no ar. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil 9. Deve ainda ser utilizada por qualquer trabalhador que se desloque na obra.  Filtros de gases e vapores (EN 141).  Máscaras completas (EN 140 e EN 136): constituídas de adaptador facial que cobre os olhos.Segurança. gases e vapores ou filtros combinados (EN 143).

conforme especificações do fabricante. Classificação dos filtros de gases e vapores B E K Cinzento Amarelo Verde Os filtros dos tipos A. Para utilização contra o dióxido de enxofre e outros gases e vapores ácidos. E e K podem combinar-se entre si e também com os filtros de poeiras. L ou SL) Protecção Classificação dos filtros de partículas Os filtros de gases e vapores classificam-se de acordo com o contaminante para o qual estão preparados e os principais são: Tipo A Características Castanho Protecções Para utilização contra determinados gases e vapores orgânicos com ponto de ebulição superior a 65ºC. conforme especificações do fabricante. Para utilização contra determinados gases e vapores inorgânicos. Para utilização contra o amoníaco e seus derivados orgânicos. com excepção do monóxido de carbono. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Os filtros de partículas têm diferentes capacidades de protecção. gases e vapores).Segurança. assim. B. Filtro A Filtro combinado A1B1E1K1 Filtro combinado A2P3 Filtro de partículas P3 e máscara semi-facial Vários filtros VI-33 . constituindo-se. os filtros combinados (partículas. conforme se pode constatar no quadro seguinte: Filtro P1 P2 P3 Máscara autofiltrante FFP1 FFP2 FFP3 Capacidade de retenção Fraca Média Alta Partículas sólidas Partículas sólidas e/ou líquidas (referência no filtro S. conforme especificações do fabricante. conforme especificações do fabricante. L ou SL) Partículas sólidas e/ou líquidas (referência no filtro S.

 Aparelhos autónomos: Incorporam a fonte de ar limpo a partir de garrafas.2. De ar comprimido de débito comandado de pressão positiva: Se existe um dispositivo que mantém uma pressão positiva do ar na peça facial. Estes aparelhos podem ser:    De gerador de oxigénio. Protector.   Tamanho. Identificação do fabricante.1. Identificação das partes concebidas para serem substituídas. posteriormente. enriquecido da quantidade de oxigénio necessária para o ciclo respiratório seguinte. em relação à pressão ambiente. externa à atmosfera do local de trabalho. no produto ou na embalagem:    Número da norma. Estes aparelhos podem ainda ser:   De ar comprimido de débito comandado: Se existe um dispositivo que limita a admissão de ar à fase de inalação do ciclo respiratório. De oxigénio comprimido. Classificam-se em:  Aparelhos de circuito aberto: Quando o ar expirado é projectado para a atmosfera ambiente por intermédio de uma válvula de expiração.  Devem possuir marcação CE. instruções e embalagem 9. De oxigénio liquefeito.Segurança. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Marcação e Manual de Instruções  Fornecidos com manual de instruções. O modelo (denominação do fabricante). Aparelhos Isolantes Nos aparelhos isolantes o ar fornecido aos trabalhadores é assegurado a partir de uma fonte não contaminada.  Aparelhos de circuito fechado: Quando o ar expirado é purificado do dióxido de carbono resultante da respiração e do vapor de água que contém. Os aparelhos isolantes subdividem-se em autónomos e não autónomos. por um dispositivo de filtração situado no interior do aparelho e. VI-34 . de modo a economizar o ar disponível.  Devem ostentar as seguintes marcações.

Os aparelhos autónomos devem ter uma manutenção rigorosa.Segurança. Se houver suspeita de que o ar possa ter vestígios de água ou óleo. onde o ar não está contaminado. De débito comandado de pressão positiva: Se existe um dispositivo que mantém uma pressão positiva do ar na peça facial. De débito comandado: Se existe um dispositivo que limita a admissão de ar à fase de inalação do ciclo respiratório. muito altas concentrações de contaminantes ou condições imediatamente perigosas para a saúde e vida.  Aparelhos de fornecimento de ar comprimido: Quando a ligação tem origem numa fonte de ar comprimido. VI-35 . fornecendo ar. Sem assistência: Quando a circulação de ar se deve apenas às trocas respiratórias do utilizador. De acordo com a origem da ligação estes aparelhos classificam-se em:  Aparelhos de tomada de ar à distância (ou a ar livre): Quando a ligação tem origem numa zona próxima. é necessário intercalar um filtro para os eliminar. Deve salientar-se que o ar comprimido não pode conter monóxido de carbono nem qualquer outro contaminante devido ao compressor. São utilizados.  Aparelhos não autónomos: Quando existe uma ligação. Estes aparelhos podem ser:    De assistência motorizada: Quando uma bomba faz circular o ar no tubo em direcção à peça facial De assistência manual: Quando uma bomba manual faz circular o ar no tubo em direcção à peça facial (pouco utilizada). à peça facial do utilizador. em relação à pressão ambiente. quando exista ou se pressuponha que exista falta de oxigénio. de modo a economizar o ar disponível. normalmente através de uma mangueira. para situações de emergência. essencialmente. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Aparelhos de respiração autónoma Estes aparelhos de protecção respiratória têm a desvantagem de apresentarem uma baixa autonomia e de sujeitarem o utilizador a um peso excessivo. Não devem ser utilizados por pessoas que sofram de asma ou bronquite. Estes aparelhos podem ser:    De débito contínuo: Se a peça facial é alimentada em permanência por um fluxo de ar.

 Devem possuir marcação CE. O modelo (denominação do fabricante). Aparelhos não autónomos (com mangueira ou com linha de ar comprimido) Marcação e Manual de Instruções  Fornecidos com manual de instruções.   Tamanho.)? VI-36 . exigências físicas/fisiológicas do trabalho.Segurança. aerossóis. etc. etc)? Em que concentrações (comparação com os VLE’s)? Qual o tempo de exposição? Que outros factores afectam o grau de exposição (sensibilidade.2. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil A vantagem dos aparelhos de protecção respiratória não autónomos reside na quantidade praticamente ilimitada de ar disponível. vapores. Selecção dos protectores das vias respiratórias A escolha dos aparelhos de protecção respiratória adequados às condições de trabalho deve ser realizada em função de:  Tipo de riscos:      Que materiais se utilizam? Que contaminantes estão presentes (poeiras. 9. no produto ou na embalagem:    Número da norma. Identificação do fabricante. Identificação das partes concebidas para serem substituídas. humidade.  Devem ostentar as seguintes marcações. temperatura.

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil  Efeito dos contaminantes na saúde dos trabalhadores Além disso, deve observar-se a eficácia de cada um dos equipamentos de protecção respiratória, bem como a comodidade do seu uso.

Selecção dos protectores das vias respiratórias

Sinal de uso obrigatório de protector das vias respiratórias

9.3. Utilização e manutenção dos protectores das vias respiratórias
Recomendações de utilização
Os trabalhadores devem ter conhecimento da informação contida no Manual de Instruções (o qual deve ser em língua portuguesa) que acompanha os EPI’s e serem treinados na utilização e manutenção dos EPI’s. Na colocação da máscara devem ser observadas as seguintes instruções:  Soltar completamente as tiras de cabeça, colocar o arnês na parte posterior da cabeça e posicionar a peça facial sobre a face;  Puxar as extremidades das tiras para ajustar a tensão, começando pelas tiras do pescoço e passando depois às tiras da testa. Não apertar demasiado as tiras;  Fazer sempre um teste de pressão positiva e/ou negativa para verificar o ajustamento à face sempre que a máscara é colocada.  Na verificação do ajustamento pelo teste de pressão positiva: – Colocar a palma da mão sobre a válvula de exalação e exalar suavemente;

VI-37

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil – Se a máscara abaular levemente e não se detectarem fugas entre a face e a peça facial, conseguiu-se um ajustamento perfeito; – No caso de se detectar qualquer fuga de ar, rectificar a posição da máscara sobre a face e/ou reajustar a tensão das tiras elásticas para eliminar a fuga; – Repetir o teste de ajustamento, retomar 1.  Na verificação do ajustamento pelo teste de pressão negativa: – Colocar as palmas da mão sobre a área aberta do filtro; – Inspirar suavemente. Se a máscara ficar ligeiramente abatida e não se detectarem fugas de ar entre a face e a peça facial, conseguiu-se um ajustamento perfeito; – No caso de se detectar qualquer fuga de ar, rectificar a posição do respirador sobre a face e/ou reajustar a tensão das tiras elásticas para eliminar a fuga; – Repetir o teste de ajustamento, retomar 1.

Manutenção
Os EPI’s devem ser periodicamente inspeccionados e limpos. Devem inspeccionar-se as tiras de fixação, as válvulas, em suma, o estado geral do EPI. Para a limpeza deve utilizar-se um produto adequado. Pode-se seguir a seguinte metodologia:  Desmontar, retirando os filtros, cartuchos e cone nasal;  Se necessário, o adaptador central, a lente e o vedante facial podem também ser removidos;  Limpar e desinfectar a peça facial, excepto cartuchos e filtros, por imersão numa solução de limpeza tépida, esfregando com uma escova macia até ficar completamente limpa. Os componentes podem também ser limpos numa lavadora;  A temperatura da água não deverá exceder os 50ºC. Não usar agentes de limpeza que contenham lanolina ou outras substâncias oleosas;  Desinfectar o respirador ensopando-o numa solução desinfectante de amoníaco quaternário ou de hipocloreto de sódio (50 ppm de cloro);  Enxaguar em água limpa e tépida e secar ao ar em atmosfera não contaminada. As temperaturas de secagem não deverão exceder os 50ºC;  Os componentes, especialmente a válvula de exalação e a respectiva sede, deverão ser examinadas antes de utilizar a máscara. Os componentes danificados ou deteriorados deverão ser substituídos;  Depois de limpa a máscara deverá ser guardada à temperatura ambiente numa atmosfera seca e não contaminada, e protegida contra contaminantes atmosféricos.

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Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

Substituição
Quando, através de uma simples inspecção de rotina, se detectarem rasgos, faltas de válvulas, mau estado da peça facial e/ou dos filtros, etc., devem substituir-se os componentes em causa, se tal for possível, ou, então, substituir o aparelho de protecção respiratória. Os filtros devem ser substituídos quando se verificar:  Um aumento brusco da resistência ao respirar.  Odor.  Sabor.  Irritação na boca ou vias respiratórias.

10. PROTECÇÃO DAS MÃOS E MEMBROS SUPERIORES
Os ferimentos nas mãos constituem o tipo de lesão mais frequente que ocorre na indústria. Daí a necessidade da sua protecção. O braço e o antebraço estão geralmente menos expostos do que as mãos, não sendo, contudo, de subestimar a sua protecção.

10.1. Tipos de protecção das mãos e membros superiores
Os EPI’s para as mãos e membros superiores a considerar são:  Luvas;  Mangas protectoras (manguitos);  Punhos de couro;  Dedeiras. Destes equipamentos, as luvas são os mais utilizados.

Luvas

Mangas protectoras (manguitos)

Dedeiras

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polidas e ligeiramente cortantes (chapas metálicas. reforçadas com couro: Manipulação de objectos não cortantes. inteiramente revestidas com material sintético: Manipulação de produtos corrosivos. excepto para trabalhos eléctricos e cirúrgicos. as luvas classificam-se em: VI-40 .  O modelo (denominação do fabricante). condução de máquinas  Luvas em couro.  Número da norma.  Tamanho. Normalização A norma EN-420 estabelece as exigências gerais para todos os tipos de luvas de protecção. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil O material de que são feitas as luvas varia de acordo com os riscos expostos: riscos mecânicos.  Luvas tricotadas.  Marcação CE.  Período de validade (se a protecção for afectada pelo envelhecimento).  Luvas com punhos de 15 a 20 cm em couro tratado contra efeitos de calor: Trabalhos de soldadura. 10. Classificação das luvas quanto aos riscos a proteger As luvas ostentam uns pictogramas que indicam os riscos que protegem. irritantes ou tóxicos (cimentos.  Luvas com punhos em tecido de algodão.  Frase “Só para riscos mínimos”.  Número da norma. produtos de vidro. eléctricos. muito resistentes ao corte: Manutenção de chapas metálicas secas e de peças quentes.  Pictogramas associados aos riscos que protege e respectivo nível de desempenho As embalagens devem ostentar as seguintes marcações:  Nome e morada do fabricante. Nem sempre estão impressos nas luvas. solventes e ácidos). por vezes encontram-se na embalagem ou no manual de instruções. Atendendo aos riscos que protegem.  Identificação do fabricante. As luvas ostentam as seguintes marcações:  Marcação CE.  O modelo (denominação do fabricante). biológicos ou térmicos:  Luvas em tecido de algodão recoberto (palma da mão e dedos) por um revestimento sintético: Manipulação e peças secas. químicos.Segurança. 10. perfis.3. quando aplicável. tijolos e madeiras). correntes.2. pinturas. eventualmente reforçadas: Manutenção e colocação em obra de betume e asfalto.  Luvas em tecido.

5 25 60 3 2000 5. Resistência aos cortes por lâminas (factor) C. Os pictogramas a constar nas luvas. NÃO OBRIGATÓRIO Resistência ao corte por impacto: a luva não é cortada quando se deixa cair uma lâmina de uma altura de 150 mm Resistência anti-estática: capacidade da luva para reduzir o risco de descarga electrostática (106 e 109 W cm) Pictogramas a constar nas luvas mecânicas Em todos os casos. perfuração.Segurança. Resistência ao desgaste (Newton) D. Luvas mecânicas Estas luvas obedecem à norma EN 388. com velocidade constante. “X” significa que o teste não foi realizado ou não foi possível.0 75 150 5 20.0 - Níveis de desempenho Estes níveis de desempenho têm de ser apresentados de forma clara em conjunto com o pictograma existente na embalagem que contém efectivamente as luvas. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil 1 | Mecânicas: Protegem de riscos mecânicos e físicos ocasionados por abrasão. C – Resistência ao rasgão (4 níveis) .número de ciclos necessários para cortar completamente a luva. VI-41 .2  10  20 1 100 1. como se segue: NÍVEIS DE DESEMPENHO A. “o” indica o nível de desempenho mais baixo.0 50 100 4 8000 10.2 10 20 2 500 2.força necessária para perfurar a luva utilizando punção normalizado. instruções ou embalagem são: OBRIGATÓRIO A – Resistência à abrasão (0 a 4): ciclos necessários para desgastar completamente a luva. corte por lâminas. rasgão e cortes por impacto.força necessária para rasgar a luva. “0” significa que durante o teste realizado o nível não foi alcançado. Resistência aos furos (Newton) 0  100  1. D – Resistência à perfuração . Resistência à abrasão (ciclos) B. B – Resistência ao corte por lâmina (0 a 5) .

Calor por radiante (período de transferência de calor) E. Calor de contacto (temperatura de contacto e tempo limite) C. Gotículas de metal derretido (nº de gotas) F. Calor por convecção (período de transferência de calor) D. E . F . D – Calor radiante (0-4): o tempo que demora a aquecer até um determinado nível. Grande quantidade de metal derretido (massa) 1  20 s sem requisitos 2  10 s  120 s 250 ºC  15 s 7s  20 s  15 60 g 3 3s  25 s 350 ºC  15 s  10 s  50 s  25 120 g 4 2s 5s 500 ºC  15 s  18 s  95 s  35 200 g 100 ºC  15 s 4s 7s  10 30 g Níveis de desempenho Luvas térmicas VI-42 . Estas luvas obedecem à norma EN 407. C – Calor por convecção (0-4): quanto tempo pode evitar a transferência de calor de uma chama.Segurança.Resistência a grandes projecções de metal fundido (0-4): peso de metal fundido necessário para provocar pequenas perfurações numa amostra de pele que se coloca sob o material da luva. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil 2 | Térmicas: Protegem as mãos do calor e do fogo.Resistência a pequenas projecções de metal fundido (0-4): o número de gotas de metal fundido necessárias para aquecer a luva até um determinado nível. NÍVEIS DE DESEMPENHO A. instruções ou embalagem é: MARCAÇÃO A – Comportamento de combustão (0-4): dependendo do tempo que fica aceso e incandescente o material. calor por contacto.500ºC) que se expõe ao calor durante 15 s. pequenas projecções de metal fundido ou grande projectos de metal fundido. B – Calor de contacto (0-4): corresponde às temperaturas (100ºC . Comportamento de combustão (tempo após chama e após incandescência) B. quer seja inflamação. O pictograma a constar nas luvas. sem dor. calor por convecção. calor por radiação. Pictograma a constar nas luvas térmicas As luvas devem alcançar pelo menos o nível 1 de desempenho para a abrasão e os rasgões.

A resistência à penetração das luvas é medida segundo o processo ISO 2859 que define 3 Níveis de Qualidade Aceitável (AQL). Os pictogramas a constar nas luvas.Segurança.65 Pictogramas a constar nas luvas químicas Luvas químicas VI-43 . no mínimo. O código alfabético de 3 dígitos se refere às letras de código de 3 produtos químicos (de uma lista de 12 produtos químicos padrão definidos).0 2 1.5 3 0. mas que estão de acordo com o teste de Penetração. Estas luvas obedecem à norma EN 374 (1/2/3). Riscos de Microrganismos Conforme. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil 3 | Químicas: Protegem contra produtos químicos e os microrganismos. NÍVEIS DE DESEMPENHO AQL 1 4. instruções ou embalagem são: MARCAÇÃO Riscos Químicos Resistência à “penetração” de produtos químicos. ao nível 2 do teste de penetração. para os quais um tempo de ruptura de pelo menos 30 minutos foi obtido. A Metanol B Acetona C Acetonitrilo D Diclorometano E Dissulfureto de carbono F Tolueno G Dietilamina H Tatrahidrofurano I Acetato etílico J n-heptano K Hidróxido de sódio a 40 % L Ácido sulfúrico a 96 % Todos os produtos químicos testados são classificados em termos de tempo de permeação (nível de desempenho entre 0 e 6): NÍVEIS DE DESEMPENHO Minutos 0  10 1  10 2  30 3  60 4  120 5  240 6  480 Baixa Resistência a Produtos Químicos ou Impermeável O pictograma de luva à prova de água é usado para aquelas luvas que não alcançam um tempo de ruptura de pelo menos 30 minutos contra pelo menos três produtos químicos a partir da lista definida de 12.

O pictograma a constar nas luvas. Teste de penetração de água 0 I  0.100  R0. Estas luvas obedecem à norma EN 511.025 Reprovado 1 0. Isolamento térmico ITR em m2. gama ou neutrões).30 0.22 0.150 - 4 0.ºC/W B. Frio por contacto. alfa.150  R - Níveis de desempenho Luvas contra riscos por frio 5 | Contra radiações: Luvas utilizadas para a protecção contra os riscos de radiação ionizante e contaminação por radioactividade.100 - 3 0.025  R0.ºC/W C.10  I0.30  I 0. O pictograma a constar nas luvas. beta. instruções ou embalagem é: MARCAÇÃO A – Resistência ao frio por convecção (0-4) B – Resistência ao frio por contacto (0-4) C – Permeabilidade à água (0-1) Pictogramas a constar nas luvas de protecção contra o frio NÍVEIS DE DESEMPENHO A.22  I0. Estas luvas obedecem à norma EN 421. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil 4 | Contra riscos por frio: Luvas de protecção contra o frio convectivo ou condutivo até -50ºC. instruções ou embalagem é: MARCAÇÃO Luvas de protecção contra o contacto directo com substâncias radioactivas. Pictogramas a constar nas luvas de protecção contra radiações VI-44 . Luvas de protecção contra o contacto directo com radiações (radiações de raios-X.050  R0.10 R  0.050 Aprovado 2 0. Frio por convecção.15  I0.Segurança. Resistência térmica R em m2.15 0.

As luvas e mangas protectoras de material isolante classificam-se pela sua classe e as suas propriedades especiais.Segurança. a luva tem de conter uma determinada quantidade de chumbo. Os materiais expostos à radiação de ionização podem ser modelados através do seu comportamento às fissuras por ozono.5 17 26. Para luvas utilizadas em recintos fechados. como se indica nas seguintes tabela. Estas luvas obedecem à norma EN 60903.5 1 7. Para proteger contra a radiação de ionização. Classe 00 0 1 2 3 4 Tensão de trabalho (kV) 0. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Para proteger contra a contaminação radioactiva. a luva deve proporcionar uma elevada resistência à permeabilidade de vapor de água. designada como equivalência de chumbo. Este teste é opcional e pode ser utilizado como auxiliar para a selecção de luvas que exigem resistência à radiação de ionização.5 5 10 20 30 40 Classes das luvas contra riscos eléctricos Pictograma para luvas contra riscos eléctricos Luvas contra riscos eléctricos VI-45 . a luva tem de ser estanque à permeação de líquidos e precisa de passar no teste de penetração definido na norma EN 374. 6 | Contra riscos eléctricos: Protegem de riscos eléctricos. Esta Equivalência de Chumbo tem de estar marcada em todas as luvas.5 36 Tensão mínima suportada (kV) 5 10 20 30 40 50 Tensão testada (kV) 2.

Selecção de luvas Exemplo de ficha para selecção de luvas VI-46 . 2º Escolher uma luva que forneça garantias de protecção contra o risco identificado: ter em conta a sensibilidade ao tacto. capacidade de movimento e protecção necessárias. Selecção das luvas Recomendações para a selecção das luvas 1º Determinar qual o risco contra o qual se necessita de prever protecção. 3º Testar a luva no local de trabalho para comprovar a sua comodidade durante a realização das tarefas.4. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil 10.Segurança.

 As luvas devem ter tamanho adaptado ao seu utilizador e serem de um tipo e de um material adequados ao trabalho a executar. pelo que nesses casos é recomendável a aplicação de cremes protectores antes de calçar as luvas.  Ao final de cada dia de trabalho remover o excesso de sujidade e virar a luva do avesso para secar o interior. Podem aumentar o risco de acidente em máquinas com movimentos rotativos.  Armazenar em local seco e arejado. as luvas podem e devem ser complementadas com mangas e punhos de protecção. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Sinal de protecção obrigatória das mãos 10.  Depois do uso aconselha-se limpar as luvas com um pano. VI-47 . sujas ou borradas (mesmo se internamente) de qualquer substância.  Muitas vezes.Segurança. Utilização e manutenção das luvas  Calçar as luvas com as mãos secas e limpas. dado que podem irritar e/ou infectar a pele e causar dermatite. alguns materiais constituintes das luvas podem provocar alergias.  Antes do uso controlar atentamente as luvas para se certificar da ausência de defeitos ou de imperfeições. evitar calçar luvas danificadas. Em caso de reutilização coloque as luvas de modo que a forro interno de suporte possa secar com facilidade. gastas.5.  Por vezes.  As luvas devem ser utilizadas apenas de acordo com o fim a que se destinam. tendo em consideração o agente agressor e os potenciais riscos.

falta de flexibilidade.  Bota – quando resguarda o pé e a perna ao nível do artelho. Por não estarem dentro do campo normal de visão. São muito importantes. em situações particulares. perfuração. Riscos químicos (pó. Sapatos com cordões Sapatos sem cordões Botas Botas de água Na generalidade dos trabalhos de construção. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil 11. líquidos corrosivos.Segurança. Riscos mecânicos (choque. cortantes.. segundo a sua forma de actuação: 1 | Lesões nos pés produzidas por acções externas:          Riscos térmicos (frio. nomeadamente de impermeabilidade. contaminação. especialmente na locomoção. etc. transpiração. estão mais sujeitos a embater em obstáculos e a pisar objectos aguçados.). distinguem-se os sapatos. descargas electrostáticas. para o equilíbrio do corpo. os quais podem agrupar-se em três grupos. tendo em conta os riscos associados.1. etc. os botins e as botas:  Sapato – quando apenas resguarda o pé abaixo do artelho. PROTECÇÃO DOS PÉS E MEMBROS INFERIORES 11. irritações. picadas). com outras características específicas. isolamento eléctrico. os trabalhadores devem usar calçado com sola antiderrapante. quentes e corrosivos. etc. etc. desenvolvimento de germens patológicos). tóxicos ou irritantes. esmagamento. particularmente os dedos.). devido à sua estrutura óssea complicada e protegida por tecidos musculares pouco volumosos. Riscos eléctricos (contactos com condutores em tensão. luxações. Riscos biológicos (alergias. Riscos derivados de radiações. Como tipos de calçado destinados a proteger os pés. entalamento. Outros riscos relacionados com projecções. calor.). Calçado de uso profissional Os pés são uma parte frágil do corpo. 3 | Riscos para a saúde ou doenças relacionadas com o uso do calçado: Má adaptação da pele. 2 | Riscos para as pessoas por uma acção sobre a pele: Riscos de queda por escorregamento.  Botim – quando resguarda o pé e a perna acima do artelho. No local de trabalho os pés do trabalhador e o corpo inteiro podem encontrar-se expostos a riscos de natureza diversa. químico ou térmico. VI-48 . salpicaduras de metal fundido. Os trabalhadores devem usar calçado que seja confortável e adequado aos trabalhos que realizam. biqueira e palmilha de aço anti-perfuração e. penetração de humidade.

Define-se as seguintes categorias de calçado profissional. Calçado de protecção.Equipamento de protecção individual. C e D Peça saliente da zona do calcanhar em contacto com o solo. que se desenvolve no sentido vertical e que em função da altura e tamanho define quatro tipos de calçado designado por A.Equipamento de protecção individual. Componentes do calçado de segurança As principais normas aplicáveis são:  EN ISO 20345 .Segurança. Os do tipo II são constituídos por borracha natural vulcanizada ou de polímeros moldados e os de tipo II são constituídos pelos restantes materiais. estando colocada por baixo do contraforte. Calçado ocupacional VI-49 . protecção e segurança) são classificados como de tipo I ou II em função do tipo de material e processo de fabrico. segundo o nível de protecção oferecido:  Calçado de Trabalho: é um calçado de uso profissional que não proporciona protecção na parte dos dedos (não é utilizada biqueira de aço). possui aderência especial ao solo Parte do corte adjacente à gáspea.  Calçado de Protecção: é um calçado de uso profissional que proporciona protecção na parte dos dedos. B. os seguintes elementos: Biqueira de protecção Contraforte Gáspea Sola ou solado Palmilha de protecção Rasto anti-derrapante Talão ou cano Tacão Peça incorporada no calçado para garantir protecção mecânica da zona dos dedos Reforço interior na zona do calcanhar Peça dianteira do corte (parte do calçado acima da sola) que cobre a parte dorsal do pé Conjunto de peças que constituem a parte inferior do calçado e que se interpõe entre pé e o solo Peça incorporada na sola para eliminar a acção agressiva de elementos perfurantes Parte da sola que. eventualmente integrada na sola. com uma energia equivalente a 200 J no momento do choque e perante a compressão estática (esmagamento) de uma carga de 15 KN. Incorpora testeira (biqueira) de segurança que garante uma protecção suficiente perante um impacto. com uma energia equivalente a 100 J no momento do choque e perante a compressão estática (esmagamento) de uma carga de 10 KN. Destacam-se como componentes do calçado de segurança.Equipamento de protecção individual. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Por calçado de uso profissional entende-se qualquer tipo de calçado destinado a oferecer protecção contra os riscos derivados da realização de uma actividade profissional. Calçado de segurança  EN ISO 20346 . Os diferentes tipos de calçado (trabalho. Incorpora testeira (biqueira) de segurança que garante uma protecção suficiente perante um impacto.  Calçado de Segurança: calçado de uso profissional que proporciona protecção na parte dos dedos. pela sua construção ou pela natureza do material empregado.  EN ISO 20347 .

Categorias do calçado de uso profissional: Categorias Trabalho EN ISO 20347 O1 O2 O3 O4 O5 Protecção EN ISO 20346 PB P1 P2 P3 P4 P5 Segurança EN ISO 20345 SB S1 S2 S3 S4 S5 Básicas I ou II (*) I I I II II Exigências Adicionais Resistência eléctrica anti-estática e absorção de energia do tacão (**) Como O1.  Identificação do fabricante. em N Resistência ao calor Resistência ao frio Sola resistente ao calor Protecção do metatarso Resistência ao corte Anti-derrapante Símbolos adicionais Parte do calçado Totalidade do calçado Totalidade do calçado Totalidade do calçado Zona superior do pé Totalidade do calçado Totalidade do calçado Totalidade do calçado Sola Zona superior do pé VI-50 .  Número da norma Europeia. S3 S2 + Palmilha anti-perfuração. mais resistência à perfuração total da sola e anti-derrapante  Modelos (denominação do fabricante)  Data de fabrico (pelo menos trimestre e ano). P2 ou S2. * Só para calçado de protecção e segurança.  Símbolos adicionais. P1 ou S1. SB Segurança básica necessária para estar de acordo com a EN 345. ** Para calçado de trabalho considerar também resistência ao petróleo e derivados. são atribuídos símbolos: Símbolos adicionais ORO A C E WRU P HI CI HRO SM CR Características do calçado face aos riscos a que está exposto Resistência ao petróleo e derivados (hidrocarbonetos) Resistência eléctrica anti-estática Resistência eléctrica de condução Absorção de energia ao tacão Resistência à penetração e absorção de água Resistência à perfuração.Segurança. mais resistência à perfuração total da sola e anti-derrapante Resistência eléctrica anti-estática e absorção de energia do tacão (**) Como O4. mais penetração de água Como O2. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil O calçado de uso profissional deverá ostentar as seguintes marcações:  Marca CE. S1 Segurança básica + anti-estático + absorção de energia. Categorias do calçado de uso profissional Para as exigências adicionais a serem verificadas. S2 S1 + Penetração e absorção à água. P4 ou S4.

fundições. indústrias químicas e colas. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Segundo as normas. (armazéns. serrações). detalhada e clara. transportadoras. Áreas de elevados níveis de humidades e/ou hidrocarbonetos. drogarias. Riscos cobertos pelas botas de segurança S2 S3 VI-51 . indústria têxtil). S1 Áreas sem humidade. face aos diferentes riscos. indústria de plásticos. com elevado risco de electricidade estática. em N Isolamento contra o calor Isolamento contra o frio Sola resistente ao calor Protecção do metatarso Resistência ao corte Sola anti-derrapante Riscos cobertos pelas botas de segurança x – exigências obrigatoriamente satisfeitas. devem ser estampadas diferentes marcas segundo os níveis de segurança do calçado. cimenteiras. (Refinarias. Uma explicação das marcas. Simbologia O grau de protecção que o calçado de segurança oferece é resumido nos seguintes quadros: CATEGORIAS DE PROTECÇÃO SB S1 S2 S3 x x x x o x x x o o o o o x x x o x x o o x o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o x RISCOS ABRANGIDOS ORO A C E WRU P HI CI HRO SM CR Sola resistente a hidrocarbonetos Calçado anti-estático Calçado condutor Calçado com absorção de energia no salto Resistência à absorção e penetração de água Resistência à perfuração. (Construção civil. postos de gasolina. cervejarias). estaleiros navais. Como S2 mas com protecção de objectos perfurantes. o – requisitos facultativos. deve estar incluída no folheto informativo de fornecimento obrigatório por parte do fabricante. metalomecânica.Segurança.

deterioração.Segurança. o prazo de utilização do calçado tendo em conta as respectivas características.g. é necessário conhecer os riscos a que os trabalhadores estão expostos. Sinal de protecção obrigatória dos pés Utilização e conservação  A comodidade no uso e a aceitabilidade variam bastante com o utilizador.  Antes de comprar um calçado de uso profissional. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Recomendações para a selecção de botas  Para a selecção do tipo de calçado adequado. se recomenda a utilização alternada de dois pares de calçado. No caso de uma testeira (biqueira) de protecção ser demasiado estreita. oferecem maior protecção. Por vezes. junto VI-52 . em tais casos. Se o seu estado é deficiente (e. sola rota.  A comodidade vê-se reforçada mediante:    A incorporação de almofadado na zona maleolar (tornozelo). pelo que. Em geral. O calçado deve ser objecto de um controlo regular. manutenção defeituosa da testeira. portanto. o suor absorvido pelo calçado pode não ser eliminado durante o tempo de descanso. asseguram uma melhor sujeição da pele. Aconselha-se o empregador a determinar. basta mudar de número ou verificar a largura do modelo. este deve experimentar-se no local de trabalho. Um tratamento anti-microbiano. o calçado deverá apresentar modelos e números distintos.  O mercado disponibiliza calçado profissional sob a forma de sapatos e botas. diminuem o risco de lesões. Tais indicações devem constar das instruções de trabalho. não permitem torceduras e.  A vida útil do calçado de uso profissional está directamente relacionada com as condições de trabalho e a qualidade da sua manutenção. O recheio da lingueta. na medida do possível. Para tomar em consideração as diferentes variações da morfologia individual. deverão ser observados os devidos cuidados de higiene diária (lavagem dos pés e mudança de meias). deformação ou cana descosida). Convém.  Tendo em conta a transpiração dos pés. por isso. as condições de trabalho e do ambiente. recomenda-se o uso de botas já que resultam mais práticas.  A forma do calçado varia mais ou menos de um fabricante para outro e dentro da mesma colecção.. este deverá ser reparado ou retirado de utilização. experimentar vários modelos de calçado.

Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil com as normas de armazenamento. Pode-se evitar o aparecimento de bactérias e fungos mediante um tratamento anti-microbiano efectuado no momento da fabricação do calçado. como. por exemplo. bem como por razões elementares de higiene. VI-53 . engorduramento). As botas de borracha ou de material plástico podem. esmagamento.  Os artigos de couro adaptam-se à forma da pele do primeiro utilizador e. por esse motivo. Acção química (óleos. deve evitar-se a reutilização do calçado por outras pessoas. calor. manutenção e utilização.  Secagem quando está húmido. Outras acções (humidade. Entre estas influências que podem ameaçar a eficácia protectora do calçado. perfuração. Para a manutenção do calçado de uso profissional. etc. Acção térmica (projecção de partículas fundidas. Armazenamento. É desejável a utilização de produtos de manutenção que tenham também uma acção de impregnação hidrófuga. radiações. Utilização incorrecta (desgaste.  O calçado deve poder resistir a numerosas acções e influências de modo a garantir durante toda a sua vida útil a função de protecção requerida.  Utilização de produtos de limpeza correntes disponíveis no mercado adequados aos artigos de couro utilizados em meio húmido.  O suor da pele tem um odor desagradável devido à decomposição das bactérias e contribui ainda para a destruição rápida do interior do calçado. Acções mecânicas (choque. ácidos. mas não junto a uma fonte de calor para evitar uma mudança demasiado brusca de temperatura susceptível de afectar as características do couro. picada). deterioração. em certos casos. frio.). desde que seja garantida uma prévia limpeza e desinfecção. recomenda-se:  Limpeza regular. envelhecimento). nos trabalhos de construção. manutenção. dissolventes. ser reutilizadas. contacto com sólidos quentes).Segurança. cabe citar:        Selecção incorrecta. bem como na manutenção regular durante a sua utilização. limpeza inadequada.

Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Exemplo de ficha de selecção de calçado profissional VI-54 .Segurança.

Joelheiras e Polainas As polainas e joelheiras são equipamentos para proteger as pernas e joelhos de agressões mecânicas e químicas. Alguns exemplos são: Mecânico Eléctrico Químico Térmico Selecção.  Antes da sua compra.  Verificar a sua conformidade periodicamente.  Identificação do fabricante.  Tamanho.  Devem ser trocadas sempre que se encontrarem rotas.Segurança.  As polainas devem ser usadas em trabalhos de soldadura e para proteger contra salpicos de metal fundido.  Na sua conservação e limpeza seguir as instruções constantes no folheto que acompanha o equipamento. em que é necessário estar de joelhos. As polainas devem estar marcadas com os pictogramas de risco (tal como as luvas). Não devem ser reparadas. utilização e conservação  Para a selecção do tipo de joelheira/polaina adequada é necessário conhecer os riscos a que os trabalhadores estão expostos. As joelheiras devem ser usadas em trabalhos ao nível do solo.2. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil 11.  Data de validade. Polainas Joelheiras Este equipamento deverá ostentar as seguintes marcações:  Marca CE. VI-55 .  Número da norma Europeia. devem ser testados no local de trabalho para avaliar a sua comodidade.

Nome comercial ou código.  Utilização de martelos pneumáticos e compactadores onde o trabalhador recebe vibrações. Identificação do fabricante. salvaguardando o tronco e o abdómen e evitando lombalgias. Nestes casos os trabalhadores devem descansar da posição de trabalho a períodos regulares. Selecção.  Tamanho. Recomendações para a sua manutenção:  Devem ser trocadas sempre que se encontrarem rotos.  Data de validade.  Trabalhos com máquinas onde o trabalhador permanece sentado durante longos período de tempo (ex. é necessário conhecer os riscos a que os trabalhadores estão expostos. PROTECÇÃO DO TRONCO E ABDÓMEN As cintas de protecção lombar e as faixas são EPI’s destinados a proteger os trabalhadores de movimentos bruscos e/ou repetitivos.Segurança. VI-56 . A manipulação de cargas com peso excessivo deve realizar-se com meio mecânicos.  Antes da sua compra. Os cinturões e faixas usam-se em trabalhos de:  Manipulação de cargas onde os movimentos podem ser repetitivos ou quando são levantadas cargas muito pesadas. Cinta de protecção lombar Faixa lombar Este equipamento deverá ostentar as seguintes marcações:     Marca CE. utilização e conservação  Para a selecção do tipo de equipamento adequado.  Na sua conservação e limpeza seguir as instruções constantes no folheto que acompanha o equipamento. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil 12. Não devem ser reparados. Número da norma Europeia. Neste caso deve usar um cinturão anti-vibrações.  Embalagem também com o pictograma de risco. devem ser testados no local de trabalho para avaliar a sua comodidade. equipamentos de movimentação de terras).  Verificar a sua conformidade periodicamente.

 EN 510 – Especificação de vestuário de protecção para utilização quando existe risco de entrelaçamento com partes em movimento. VI-57 . colete.Segurança. químicos. peso. O vestuário de trabalho deve ostentar as seguintes marcações:  Identificação do fabricante. radiações. O vestuário de trabalho deve ser justo ao corpo mas de modo a não prender os movimentos.  Número da norma correspondente. e satisfazer requisitos de conforto e saúde: alergias.  Pictograma relativo ao risco que protege e nível de desempenho. O nível de desempenho corresponde aos resultados de ensaios laboratoriais que avaliam os efeitos de um determinado risco. adaptação ao corpo.  Designação da dimensão. Colete reflector Blusão de alta visibilidade Calças de alta visibilidade Suspensório de alta Fato-macaco visibilidade Fato de chuva Batas Avental de soldador As normas principais aplicáveis para o vestuário:  EN 340 – Vestuário de protecção. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil 13. avental. etc. Requisitos gerais. poluentes da atmosfera de trabalho. fato de duas peças (blusão e calça).Vestuário de protecção para utilização durante a soldadura e processos associados. etc.  EN ISO 11611.  EN 471 – Vestuário de sinalização de grande visibilidade. transpiração. O vestuário de protecção deve proteger o corpo contra diversos tipos de riscos ou condições ambientais: mecânicos. etc. é quantificado por um número. Pode ser de diversos tipos: fato de uma peça (fato de macaco). numa escala de 1 a 5.  Designação do produto.  Instruções de lavagem. jardineiras. calor ou frio. em que ao nível 5 corresponde o melhor desempenho. PROTECÇÃO DO CORPO O tronco deve ser protegido das agressões externas através de vestuário apropriado para cada função.

respectivas normas e pictogramas de identificação Sinal de protecção obrigatória do corpo VI-58 .Segurança. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil A tabela seguinte relaciona os tipos específicos de vestuário de trabalho e seu pictograma com a respectiva norma: Tipo de roupa de protecção Contra a intempérie Pictogramas Norma EN 343 Tipo de roupa de protecção Contra contaminação radioactiva Trabalhos com motosserras Contra cortes e golpes por ferramentas manuais Descargas electrostáticas Pictogramas Norma EN 1073-1 EN 1073-2 EN 381-5 EN 381-9 EN 381-11 Contra o frio EN 342 EN 14058 EN 531 EN 533 EN ISO 11612 EN ISO 14116 EN ISO 11611 Contra o calor EN ISO 13998 Soldador EN 1149-5 Contra produtos químicos Contra agentes biológicos EN 943-1 EN 943-2 Contra riscos EN 14605 mecânicos EN ISO 13982-1 EN 13034 EN 14126 Sinalização de alta visibilidade EN 510 EN 471 Tipos de vestuário de trabalho.

por exemplo. coletes. Os EPI contra quedas de altura apenas são utilizados quando é tecnicamente impossível usar um equipamento de protecção colectiva. por exemplo) devem ser usados equipamentos suplementares. Constituem ainda um meio de salvamento seguro. Em todos os casos.Segurança. O EPI contra as quedas de altura pode ser usado:  No trabalho a executar junto às extremidades de telhados planos. etc. É necessário encontrar o equilíbrio entre protecção e comodidade e a melhor forma é testar o vestuário de trabalho na realização das actividades. cujo material de que são constituídos varia em função do agente agressor. por exemplo) é aconselhável o fato de uma peça pois protege melhor do contacto com poluentes.  Ter em atenção que os trabalhadores não vestem os mesmos tamanhos. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Selecção.  As escolha do tipo de vestuário deve ter em conta a natureza do trabalho. que garanta uma boa fixação do EPI contra as quedas de altura. VI-59 . verificando que não sofreram danos.  Deve-se controlar o desgaste do vestuário de trabalho. é necessário conhecer os riscos a que os trabalhadores estão expostos.  Em certas operações (soldadura.  Simultaneamente com aparelhos que permitam trepar (fateixas).  No trabalho em armações metálicas. utilização e conservação  Para a selecção do tipo de vestuário adequado adequado. de forma a evitar possíveis contaminações. é necessário garantir a existência de um sistema de ancoragem adequado. especialmente na zona da cintura. Os trabalhos que exigem EPI devem ser sempre de curta duração.  Quanto à sua lavagem e orientações de uso deves ser seguidas as instruções da etiqueta. 14. e  Minimizar a distância e as consequências para os trabalhadores que tenham caído (anti-queda). tais como: aventais. PROTECÇÃO CONTRA QUEDAS EM ALTURA Os EPI contra quedas de altura são sistemas que permitem:  Proteger os trabalhadores contra o risco de queda (sistema de retenção). durante o trabalho de montagem. para trabalhos em locais com atmosferas muito sujas (muita poeira no ar.  É aconselhável que os trabalhadores troquem de roupa no estaleiro.

Corda de sujeição 3 | Amortecedor (também conhecido como pára-quedas) – Para alturas de queda livre superiores a 1. Pode ter dispositivo de ajuste ao comprimento. no entanto. é obrigatório que a amarração se efectue por dispositivo que absorva a energia da queda. etc. fivelas e acessórios. ajustáveis ao tronco e pernas. para amarrar ao arnês e ao ponto de ancoragem. Arnês 2 | Corda de sujeição ou amarração – Elemento de amarração. em material sintético (usualmente em fibras de poliamida ou poliéster). Existem diferentes tipos: retrácteis com vários comprimentos (de 6 a 20 m). de cinta têxtil com absorção.Segurança. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Existem vários tipos de sistemas anti-quedas e diversos acessórios. todos são constituídos pelos seguintes dispositivos básicos: 1 | Arnês – Elemento de suporte do corpo constituído por um conjunto de correias primárias e secundárias.5 m. com um mosquetão em cada extremidade. Amortecedores VI-60 .

em obras de construção. VI-61 . c | Acessórios em mau estado de utilização. observar trabalhadores que embora envergando o arnês anti-queda. trabalhem desprotegidos. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil 4 | Acessórios – São elementos (mosquetões.Segurança. Exemplo de sistema anti-quedas É frequente.  Estar situado por cima do trabalhador. nomeadamente: a | Pontos de ancoragem desadequados. cumprir o seguinte conjunto de requisitos:  Ter uma resistência mecânica mínima de 1500 DaN.  Pontos de ancoragem desadequados: Os pontos de ancoragem devem.  Ser rígido. fivelas anilhas. b | Acessórios mal utilizados. obrigatoriamente. etc. que permitem a ligação ou regulação entre diferentes dispositivos ou suas partes. geralmente metálicos. As razões para tal devem-se à ignorância sobre o uso correcto deste tipo protecção. Mosquetão e gancho O sistema deve estar amarrado a um ponto de ancoragem que tem de ser resistente para suportar uma força estática de 1500 DaN.). sem apresentar deformações permanentes e acessíveis.

Segurança. pela energia que atinge. Se a solicitação for violenta. em caso de queda. Existem no mercado variadíssimos acessórios que cobrem a quase totalidade das necessidades específicas das tarefas que se desenvolvem numa obra de construção pelo que não é necessário (nem legalmente possível) “inventar” acessórios. pode-lhe provocar lesões ou quebrar o ponto de ancoragem. em alternativa. É essencial que todos os utilizadores recebam formação específica sobre a correcta utilização e limitações dos equipamentos e respectivos acessórios. enrola e desenrola de forma automática consoante as necessidades do utilizador. em caso de queda. quando o trabalhador necessita de mobilidade para executar a tarefa. deve-se utilizar um dispositivo anti-queda de retorno automático que consiste num cabo enrolado num tambor e com um mecanismo cujo funcionamento é semelhante aos cintos de segurança dos automóveis que. bloqueia e não desenrola. Nestes casos. antes da sua primeira utilização. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil  Estar no eixo vertical ao plano de trabalho (são permitidos desvios máximos de 40º em relação ao eixo de trabalho). o trabalhador pode ter uma queda livre que. devem solicitar a aquisição dos acessórios adequados às actividades que vão ser desenvolvidas no estaleiro.   Estar isento de arestas. VI-62 . A determinação dos pontos de ancoragem deve ser responsabilidade do técnico de segurança ou. o director de obra. muitas vezes as cordas de sujeição são acrescentadas de forma a aumentar a referida mobilidade. bem como da sua armazenagem e manutenção. do director de obra. em sua substituição. rebarbas ou revestimento susceptível de danificar o mosquetão (ou outro conector de ligação). o que retira por completo toda a eficácia da protecção porque. devagar.  Estar afastado de qualquer fonte de energia susceptível de alterar a sua resistência. Ponto de ancoragem  Acessórios mal utilizados: O técnico de segurança ou. Por exemplo.

existência de deformações e marcas de desgaste. no estaleiro. antes da sua utilização. à sombra. em local limpo e arejado. Todos os equipamentos e acessórios devem ter no estaleiro uma “Ficha descritiva do equipamento de protecção anti-queda”.  Sempre que tenham sido utilizados para parar uma queda (arnês e respectivos acessórios) devem ser inspeccionados por pessoal qualificado.  Número de série do componente ou lote de fabrico. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil  Acessórios em mau estado de utilização: Tendo em consideração que a conservação do arnês anti-queda e respectivos acessórios é fundamental para garantir a integridade física do seu utilizador. Exemplo de marcação O equipamento e respectivos acessórios devem ser acompanhados de instruções de uso que têm de conter no mínimo:  Instruções detalhadas para o uso correcto do acessório ou sistema.  Quando usados à intempérie.Segurança. nomeadamente. por pessoal não competente. aconselha-se:  Estar armazenados em local limpo e seco. se necessário.  Instruções sobre o tipo de ancoragem adequada e respectiva resistência mínima. onde são registados os dados relevantes relativos ao equipamento. As instruções escritas podem ser complementadas com desenhos. Cada componente destacável do sistema deverá ostentar as seguintes marcações:  Marca CE.  Nenhum equipamento ou acessório deve ser modificado.  Instruções sobre os procedimentos a efectuar antes do uso. VI-63 .  O seu utilizador deve verificar o equipamento e respectivos acessórios. de acordo com as instruções do fabricante. atribuição e verificação dos equipamentos são efectuados de forma correcta.  Últimos dois dígitos do ano de fabrico. alterado ou reparado.  Devem ser de atribuição individual. devem ser secos.  O técnico de segurança ou o director de obra devem verificar se a armazenagem.  Os equipamentos e respectivos acessórios devem ser controlados e verificados.  Identificação do fabricante.

 EN 363 .  EN 353-2 – Personal protective equipment against falls from a height. Full body harnesses. Part 2: Guided type fall arresters including a flexible anchor line.  EN 353-1 – Personal protective equipment against falls from a height. Exemplo de instruções As normas aplicáveis para os sistemas de protecção contra quedas em altura são:  NP EN 795 – Protecção contra quedas em altura.  Recomendações de conservação e limpeza. Identificação e endereço do fabricante. nome do utilizador e espaço para comentários. verificações periódicas.  EN 358 . Retractable type fall arresters. Part 1: Guided type fall arresters including a rigid anchor line.Personal protective equipment against falls from a height.  EN 364 .  EN 355 .Personal protective equipment against falls from a height.Personal protective equipment against falls from a height.Personal protective equipment against falls from a height. número de série. etc.  Outras informações tais como: secagem após limpeza ou utilização. Sinal de protecção obrigatória contra quedas VI-64 . armazenamento. Test methods. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil  Aviso se o componente for de uso pessoal. data de colocação em serviço.Personal protective equipment against falls from a height. adaptabilidade e outros sistemas de protecção. marca. data da compra.Segurança..  Registo com a seguinte informação. Fall arrest systems.  EN 361 . Energy absorbers. Requisitos gerais. Dispositivos de amarração.Personal protective equipment for work positioning and prevention of falls from a height. Belts for work positioning and restraint and work positioning lanyards.  EN 360 . ano de fabrico.

por cima do utilizador. O mercado oferece uma grande quantidade de produtos (cremes / pomadas) inócuos para a protecção e lavagem da pele que devem ser colocados à disposição dos trabalhadores. Protectores da pele VI-65 .). Pode-se encontrar no mercado diversos protectores da pele contra:  Substâncias com bases de óleo (tintas. um domínio prioritário a encarar na prevenção em muitas empresas. vernizes. cimento e cal).  Os dispositivos de ancoragem devem ser instalados pelo chefe de estaleiro. Existem ainda diversos produtos para limpeza e regeneração da pele.  Antes de cada utilização. nunca os estique sobre uma aresta viva. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Instruções gerais  Sempre que exista o risco de queda e não possam ser aplicadas medidas de prevenção colectiva:  Usar sempre um cinto de segurança abdominal e um dispositivo anti-queda ou de absorção de energia. poeiras metálicas. actualmente.  Os mosquetões devem estar equipados com um dispositivo de segurança que impeça a sua abertura imprevista.  Os EPI devem ser regularmente verificados por pessoal competente e devidamente treinado.  Os dispositivos de fixação (cordas/tiras) devem estar esticados. se possível. PROTECÇÃO DA PELE O aumento das dermatoses profissionais e outras doenças da pele que se manifestam em diversas actividades profissionais faz com que a prevenção destas patologias seja. lixívias. realizar uma inspecção visual. 15. etc. óleos.  Substâncias de bases aquosas (óleos hidrossolúveis. etc.Segurança. Para uma melhor selecção dever-se-á recorrer a um dermatologista.  Utilizar um dispositivo de bloqueio apenas se o trabalhador tiver de ser mantido na posição de trabalho ou protegido contra o risco de deslize.  O ponto de ancoragem só deve ser fixado a um elemento sólido da construção e.  Radiações ultravioletas.

X X --X --Event. X X X --X Encarregado Perm. esclarecendo quais os riscos a proteger. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil 16. Os quadros seguintes sugerem os EPI’s que devem ser atribuídos a cada função ou categoria profissional. Apontador Perm. para riscos mínimos Luvas de protecção mecânica. nível de protecção e limitações do EPI. por imposição legal. que deve ser mantida sem rasuras. X X --X --Perm. a entrega deve ser acompanhada de formação e informação para uso. Esta evidência. com todas as entregas datadas e com cada entrega assinada pelo trabalhador (ver a secção 2). Capacete Protectores auriculares Semi-máscara FFP2S Semi-máscara FFP2SL Luvas de protecção em algodão revestido a látex. A DISTRIBUIÇÃO DOS EPI’S A determinação dos EPI’s a distribuir deve ser escrita e formal de modo que o responsável pela distribuição saiba que EPI’s deve entregar consoante a função do trabalhador. É necessário.Segurança. X X X --X Event. efectuada por uma ficha de registo de entrega de EPI. Equipamento Director de Obra Perm. nível 2122 e química Bota de segurança – categoria S3 Bota impermeável – categoria S5 Óculos de protecção 3-1. Event. Os EPI’s indicados na coluna Permanente são de uso obrigatório durante a permanência do trabalhador no estaleiro. haver a evidência que o trabalhador recebeu os EPI’s necessários e compatíveis aos riscos do seu trabalho. é geralmente. com 2 m de comprimento e 2 mosquetões em aço galvanizado Fato de trabalho Fato impermeável Colete de alta visibilidade AV -X -X X X X X X X X -X -- X X X X -- -- X X -- -- -- -X(1) X(2) X X(1) X(2) X X(1) X(2) X X(1) X(2) (1) Para intempérie (2) Para trabalhos na via pública ou junto a máquinas EPI’s a distribuir a cada função VI-66 . regras de utilização e manutenção e duração do EPI.2 D1F Conjunto de arnês antiqueda com corda de sujeição de 16 mm. Como já foi referido. Um outro documento importante é o registo de entrega de EPI’s. O uso dos EPI’s indicados na coluna Eventual depende da operação que o trabalhador desempenha ou do local onde a desempenha. Chefe de Equipa Event.

X X --X --Event.2 D1F Óculos de protecção 5-1. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Preparador de Obra Perm. Armador de Ferro Event. X X X -X Perm.7 D1F Conjunto de arnês antiqueda com corda de sujeição de 16 mm. para riscos mínimos Luvas de protecção mecânica.Segurança. Equipamento Topógrafo Perm. X X --X --Event. nível 2122 e química Bota de segurança – categoria S3 Bota impermeável – categoria S5 Óculos de protecção 3-1. Montador de cofragens Perm. Capacete Protectores auriculares Semi-máscara FFP2S Semi-máscara FPP1S Luvas de protecção em algodão revestido a látex. com 2 m de comprimento e 2 mosquetões em aço galvanizado Fato de trabalho Fato impermeável Colete de alta visibilidade AV -X X X -X -Event. -X -- -X -- -X -- X X X X ---- x X --- X -X -- X X -- -- -- -- -- X X X X(1) X(2) X X(1) X(2) X X(1) X(2) X X(1) X(2) (1) Para intempérie (2) Para trabalhos na via pública ou junto a máquinas EPI’s a distribuir a cada função VI-67 .

Equipamento Vibradorista Perm. Servente Perm.Segurança. com 2 m de comprimento e 2 mosquetões em aço galvanizado Fato de trabalho Fato impermeável Colete de alta visibilidade AV --X X (3) X X --X ----X X --Event. X X X X X X(1) X(2) -- -X(1) X(2) X X(1) X(2) X X(1) X(2) (1) Para intempérie (2) Para trabalhos na via pública ou junto a máquinas (3) Excepto nos trabalhos com máquina rotativa EPI’s a distribuir a cada função VI-68 . Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Carpinteiro de Toscos Perm. X X -X -X X X --X --Perm. X X X --X X X X ------Event. Capacete Protectores auriculares Semi-máscara FFP2S Semi-máscara FFP2SL Semi-máscara FPP1S Luvas de protecção mecânica. nível 2122 e química Bota de segurança – categoria S3 Bota impermeável – categoria S5 Óculos de protecção 3-1. X X -X -X X -----X ----Event.7 D1F Óculos de protecção integral D1B Conjunto de arnês antiqueda com corda de sujeição de 16 mm.2 D1F Óculos de protecção 5-1. Pedreiro/ Canteiro Event.

X x ----X X X X ---------X X X --X -X X(3) -X (4) --- Equipamento Montador de andaimes Perm. nível 2122. Marteleiro Event. excepto quando nos trabalhos com peças rotativas Para manobradores EPI’s a distribuir a cada função VI-69 .7 D1F Óculos de protecção integral D1B Conjunto de arnês antiqueda com corda de sujeição de 16 mm. Capacete Protectores auriculares Semi-máscara FFP2S Semi-máscara FFP2SL Luvas de protecção em algodão revestido a látex. com bom agarre Bota de segurança – categoria S3 Bota impermeável – categoria S5 Óculos de protecção 5-1. para riscos mínimos Luvas de protecção mecânica. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Condutor manobrador/ motorista de pesados Perm. nível 2122 Luvas de protecção mecânica. Canalizador/ Montador de ar condicionado Perm. X X -X -X -X X ----Event. Event.Segurança. com 2 m de comprimento e 2 mosquetões em aço galvanizado Fato de trabalho Cinta de apoio abdominal dorsal Fato impermeável Colete de alta visibilidade AV X X -- -- -- -- X X --X(1) X(2) X X(5) X(1) X(2) X --X(1) X(2) X --X(1) X(2) (1) (2) (3) (4) (5) Para intempérie Para trabalhos na via pública ou junto a máquinas Usar quando a cabine do veículo não for estanque a poeiras Para manutenção. X X --X -X -X X ------Event. Perm.

Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Pintor/ Envernizador Perm. Equipamento Soldador/ Serralheiro Perm. com 2 m de comprimento e 2 mosquetões em aço galvanizado Fato de trabalho Avental de soldador em crute Fato impermeável Colete de alta visibilidade AV -X --X X -----X --X --X -------X X -X --X -X X X X --Event. Estucador Event. Montador de telhados Perm.1 D1F Viseira para soldador com filtro 5 D1F Conjunto de arnês antiqueda com corda de sujeição de 16 mm. Capacete Protectores auriculares Semi-máscara FFP2SL Máscara com filtro A1B1 Luvas de protecção mecânica. X X X --X --X X -X ------Event. nível 2122 Luvas de protecção mecânica. X X X X X --X(1) X(2) X X X(1) X(2) X --X(1) X(2) X --X(1) X(2) (1) Para intempérie (2) Para trabalhos na via pública ou junto a máquinas EPI’s a distribuir a cada função VI-70 . X X X -Perm. X X X -X ---X X ----X ------Event.Segurança. nível 2122 e química Luvas de soldador Manguitos de soldador em crute Bota de segurança – categoria S3 Bota impermeável – categoria S5 Polainas Óculos de protecção 3-1.2 D1F Óculos de protecção 5-3.

2 D1F Viseira Conjunto de arnês antiqueda com corda de sujeição de 16 mm. X X --Event. --X -X ------X X X X ---- -X(3) -- -- -- -X -X(4) --X --- X X X -X -X X X --- -- -- -- -- X -- -- X -- -- X X(1) X(2) X(5) X(1) X(2) X X(1) X(2) (1) (2) (3) (4) (5) Para intempérie Para trabalhos na via pública ou junto a máquinas Excepto nos trabalhos com peças rotativas Para trabalhos ou manobras em presença de tensão Em tecido 100 % algodão EPI’s a distribuir a cada função VI-71 . Event. com 2 m de comprimento e 2 mosquetões em aço galvanizado Fato de trabalho Fato impermeável Colete de alta visibilidade AV X X(1) X(2) X X X --Event. Capacete Protectores auriculares Semi-máscara FFP2SL Luvas de protecção em algodão revestido a látex. nível 2122 e química Luvas dieléctricas – classe 00 (para baixa tensão) Bota de segurança – categoria S3 Bota impermeável – categoria S5 Óculos de protecção 3-1. Equipamento Calceteiro Perm. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Ladrilhador Perm. nível 2122 Luvas de protecção mecânica.Segurança. para riscos mínimos Luvas de protecção mecânica. X --- Electricista Event. X X --Event. Trabalhador independente Perm.

 Despacho nº 13495/2005 (2ª série) .º do Código da Estrada.Altera os anexos I.Lista de normas harmonizadas no âmbito da Directiva nº 89/686/CEE. relativa aos equipamentos de protecção individual.º 311-D/2005. de 21 de Dezembro. do Parlamento Europeu e do Conselho. IV e V da Portaria n.  Portaria n. Manual do Formando – Segurança. II.  Ansell.º 109/96. de 6 de Fevereiro. Construção. de 6 de Outubro .Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva do Conselho n. Um Guia Revisto das Normas Europeias Relativas às Luvas.  Decreto-Lei n. (www.º 4 do artigo 88.  Comissão Europeia. de 1 de Outubro . de 19 de Agosto .Ansell.º 348/93. de 10 de Abril . Guia de Boas Práticas não vinculativo para aplicação da Directiva 2001/45/CE (Trabalhos em Altura). Higiene e Segurança do Trabalho da Construção Civil.  Ansell.  Portaria n.º 1131/93 de 4 de Novembro (estabelece as exigências essenciais relativas à saúde e segurança aplicáveis aos equipamentos de protecção individual (EPI)). Manual de Segurança.  Portaria n.º 128/93.eu). relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde para a utilização pelos trabalhadores de equipamento de protecção individual no trabalho. Edições Sílabo. Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades. cuja utilização se encontra prevista no n.eu).º 695/97.º 2003/10/CE. Direcção-Geral do Emprego. Lisboa – 2005.  Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul (CENFIC).Estabelece as prescrições mínimas de segurança e saúde dos trabalhadores na utilização de equipamento de protecção individual.Segurança. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil BIBLIOGRAFIA  Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Norte.  Portaria n. de 4 de Novembro . relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde em matéria de exposição dos trabalhadores aos riscos devidos aos agentes físicos (ruído). relativa a equipamentos de protecção individual (EPI).Ansell.º 89/656/CEE. de 6 de Setembro .Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. Catálogo de Soluções de Protecção da Ansell. do Conselho.º 988/93.  Portaria n. Prior Velho – Março de 2008.º 1131/93 de 4 de Novembro (fixa os requisitos essenciais de segurança e saúde a que devem obedecer o fabrico e comercialização de equipamentos de protecção individual (EPI)).Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. REGULAMENTAÇÃO APLICÁVEL Legislação:  Decreto-Lei n.  Abel Pinto. VI-72 .Estabelece as características dos coletes retrorreflectores. Análise de Riscos na Construção Civil – Guia de Aprendizagem do Formando. Setembro 2006.º 1131/93. de 30 de Novembro.  Decreto-Lei 182/2006. 2005.Altera os anexos I e V da Portaria n.Estabelece as exigência essenciais relativas à saúde e segurança aplicáveis aos equipamentos de protecção individual (EPI). de 24 de Março . Conservação e Restauro de Edifícios. de 22 de Abril . (www.º 89/686/CEE.

Equipamento de protecção individual.  EN 1731 .Protectores auditivos.  EN 50365 .  EN 352-6 . Parte 2: Tampões auditivos.Capacetes electricamente isolantes para utilização em instalações de baixa tensão.  EN 172 . Protecção dos olhos  EN 166 – Protecção individual dos olhos.  EN 352-5 . EN ISO 20347 .Protectores auditivos.Protecção individual dos olhos. Requisitos de segurança e ensaios.Equipamento de protecção individual.  EN 458 . Especificações.Equipamento de protecção individual. Protecção dos ouvidos  EN 352-1 – Protectores auditivos.  EN 270 .Protecção individual dos olhos.  EN 352-4 . Requisitos do factor de transmissão e utilização recomendada. Parte 1: Protectores auriculares.Protectores auditivos. Filtros ultravioletas.  EN 352-2 – Protectores auditivos. Requisitos gerais.Protectores auditivos. Requisitos de transmissão e recomendações de uso.Protecção individual dos olhos. Protectores dos olhos e da face tipo rede. Filtros de infravermelhos. aos cuidados na utilização e à manutenção. Requisitos gerais.  EN 352-7 .  EN 175 – Protecção individual. Calçado ocupacional EN 50321 . Parte 3: Protectores auriculares montados num capacete de protecção para a indústria. Filtros e protectores oculares contra as radiações laser (óculos de protecção laser).Protectores auditivos. Requisitos de transmissão e recomendações de uso. Parte 6: Protectores auriculares com entrada audio eléctrica. VI-73 .Segurança. Equipamentos de protecção dos olhos e da cara durante a soldadura e processos afins. Recomendações relativas à selecção.  EN 812 .  EN 352-3 – Protectores auditivos.Protecção individual dos olhos.  EN 171 .  EN 169 – Protecção individual dos olhos. Calçado de segurança EN ISO 20346 . Filtros para soldadura e técnicas afins. Parte 4: Protectores auriculares dependentes do nível sonoro. Parte 7: Tampões auditivos dependentes do nível sonoro. Documento guia. Parte 5: Protectores auriculares com atenuação activa do ruído.Capacetes de protecção para a indústria.Calçado electricamente isolante para instalações de baixa tensão.Protecção individual dos olhos. Protecção dos pés     EN ISO 20345 . Requisitos gerais. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Normas: Protecção da Cabeça  EN 397 . Calçado de protecção. Filtros de protecção solar para uso industrial.Bonés de protecção para a indústria.  EN 170 . à utilização. Requisitos de segurança e ensaios. Requisitos de segurança e ensaios. Requisitos de segurança e ensaios.

Semi-máscaras e quartos de máscara.  EN 374-2 – Luvas de protecção contra produtos químicos e microorganismos. ensaios. Requisitos.Aparelhos de protecção respiratória. EN 140 – Aparelhos de protecção respiratória.  EN 421 .Luvas de protecção contra radiação ionizante e contaminação radioactiva. EN 136 – Aparelhos de protecção respiratória. ensaios e marcação. Filtros de partículas. Parte 2: Determinação da resistência à penetração.Higiene e segurança no trabalho. EN 133 – Aparelhos de protecção respiratória. EN 141 – EN 143 – Aparelhos de protecção respiratória. EN 149 . Vestuário de protecção  EN 1073-1 . Semi-máscaras filtrantes de partículas. ensaios.  EN 12477 .  EN 388 – Luvas de protecção contra riscos mecânicos. Recomendações para selecção.Luvas de protecção para soldadores. Nomenclatura de componentes. Requisitos. Vestuário para proteger contra o calor e a chama.  EN 420 – Luvas de protecção. utilização. EN 135 . Requirements.Respiratory protective devices. Parte 2: Requisitos e métodos de ensaio para vestuário de protecção não ventilado contra a contaminação por partículas radioactivas. Requisitos.Vestuário de protecção contra contaminação radioactiva. EN 405 . Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Protecção das vias respiratórias            EN 132 . Protecção das mãos  NP 2310 . Luvas de protecção.Luvas de protecção contra produtos químicos e microorganismos. classificação e dimensões.  EN 374-1 .Luvas em material isolante. Máscaras completas. marcação.Aparelhos de protecção respiratória. Características.Trabalhos em tensão .  EN ISO 11611. ensaios e marcação.  EN ISO 11612 . testing. Parte 3: Determinação da resistência à permeação por produtos químicos. precauções e manutenção.Aparelhos de protecção respiratória. Equipamento de protecção individual.  EN 407 – Luvas de protecção contra riscos térmicos (calor e/ou fogo).Vestuário de protecção contra contaminação radioactiva.  EN 511 – Luvas de protecção contra o frio. marcação. Requisitos gerais e métodos de ensaio. Lista de termos equivalentes.  EN 1073-2 . Definições.Vestuário de protecção para utilização durante a soldadura e processos associados. Definição de termos e pictogramas.  EN 60903 . EN 529 – Aparelhos de protecção respiratória.Segurança. marking.Vestuário de protecção. EN 134 – Aparelhos de protecção respiratória. Valved filtering half masks to protect against gases or gases and particles. Parte 1: Requisitos e métodos de ensaio de vestuário de protecção ventilado contra contaminação radioactiva na forma de partículas. VI-74 . Documento guia. Parte 1: Terminologia e requisitos de desempenho. Classificação.  EN 374-3 – Luvas de protecção contra produtos químicos e microorganismos.

Requisitos relativos ao vestuário cujos elementos de ligação são estanques a líquidos (Tipo 3) ou a pulverizações (Tipo 4). Sistemas de acesso por corda.Vestuário de sinalização de grande visibilidade para uso profissional.Vestuário de protecção contra produtos químicos líquidos e gasosos.  EN ISO 14116 .Vestuário de protecção.  EN ISO 13982-1 .Especificação de vestuário de protecção para utilização quando existe risco de entrelaçamento com partes em movimento. Protecção contra a chuva.  EN 943-2 .Vestuário de protecção. Protecção contra o calor e a chama. Parte 1: Requisitos de desempenho para fatos de protecção química ventilados e não ventilados "estanques ao gás" (Tipo 1) e "não estanques ao gás" (Tipo 2). Parte 5: Requisitos de desempenho do material e de concepção. Parte 2: Requisitos de desempenho para fatos de protecção química "estanques ao gás" (Tipo 1).Vestuário de protecção.Vestuário de protecção contra produtos químicos líquidos.Vestuário de protecção contra produtos químicos líquidos e gasosos.Equipamento de protecção individual para prevenção de quedas em altura. Materiais. Requisitos de desempenho para vestuário de protecção química oferecendo protecção limitada contra produtos químicos líquidos (equipamento Tipo 6 e Tipo PB [6]). Protecção contra o calor e o fogo.Vestuário de protecção.Vestuário de protecção.Vestuário de protecção contra produtos químicos líquidos. Cordas entrançadas com baixo coeficiente de alongamento.Vestuário de protecção.  EN 533 .Vestuário de protecção para uso contra partículas sólidas.  EN 14605 . para equipas de emergência (EE).  EN 13034 .  EN 343 .Protecção contra quedas em altura incluindo cintos de segurança.  EN 353-1 .  EN 353-2 . conjuntos de materiais e vestuário com propagação de chama limitada.  EN 510 . Parte 2: Anti-quedas do tipo guiado incluindo um cabo flexível de ancoragem.Equipamento de protecção individual para prevenção de quedas em altura.  EN 340 . Dispositivos de ajustamento da corda. Requisitos de desempenho e métodos de ensaio para vestuário de protecção contra agentes infecciosos.  EN 342 . Conjuntos e peças de vestuário para protecção contra o frio. Materiais e conjuntos de materiais com propagação de chama limitada. incluindo os artigos de vestuário que protegem somente certas partes do corpo (Tipos PB [3] e PB [4]).Vestuário de protecção.Segurança. incluindo aerossóis líquidos e partículas sólidas. Requisitos e métodos de ensaio. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil  EN 1149 .  EN 943-1 . Requisitos gerais.  EN 471 .Equipamento de protecção individual para prevenção de quedas em altura. Vestuário para protecção contra ambientes frescos. VI-75 . Propriedades electrostáticas.Vestuário de protecção para trabalhadores expostos ao calor (excluindo vestuário para bombeiros e soldadores).Vestuário de protecção. Protecção anti-queda  EN 12841 . incluindo aerossóis líquidos e partículas sólidas. Parte 1: Requisitos de desempenho para vestuário de protecção contra produtos químicos oferecendo protecção a todo o corpo contra partículas sólidas transportadas pelo ar (vestuário tipo 5)  EN ISO 14058 . Parte 1: Anti-quedas do tipo guiado incluindo um cabo rígido de ancoragem.  EN 531 .  EN 1891 .  EN 14126 .

VI-76 . reparação.Equipamento de protecção individual de manutenção na posição de trabalho e de prevenção contra quedas em altura. Arneses anti-queda.Equipamento de protecção individual para prevenção de quedas em altura.  EN 358 . manutenção.  EN 355 .Equipamento de protecção individual para a prevenção de quedas em altura.  EN 362 . marcação e embalagem. Chicotes (cabos curtos). Absorsores de energia.  EN 360 . Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil  EN 354 .  EN 365 .Segurança.Equipamento de protecção individual para a prevenção de quedas em altura.Equipamento de protecção individual para prevenção de quedas em altura. Cintos de manutenção e retenção e linhas de manutenção na posição de trabalho. Ligações.  EN 361 .Equipamento de protecção individual para prevenção de quedas em altura. exames periódicos. Requisitos gerais de utilização.Equipamento de protecção individual para prevenção de quedas em altura. Anti-quedas do tipo retráctil.