ESSG

ESCOLA SECUNDÁRIA DE SEBASTIÃO DA GAMA
Modalidade: Ensino Regular X Artes Visuais História da Cultura e das Artes I Nº Ano Docente: E. Educação: 10° Turma F Profissional CEF EFA Curso: Disciplina/ Módulo/UFCD: Nome: Classificação: Observações:

Nível de ensino Básico Secundário X Teste Nº 5 Versão 30 Abril 2011/2012

GRUPO I I.1 Refira a conjuntura económica dominante, durante os séculos XII a XIII, na Europa Cristã.
[1 valores]

Renascimento económico, renovação das técnicas agrícolas, excedentes produtivos, crescimento da população, florescimento das cidades, expansão das atividades artesanais, reflorescimento do comércio monetário e dos mercados e das feiras, aparecimento de atividades ligadas às finanças - câmbio ... desestruturação do antigo sistema feudo-senhorial dos séculos anteriores...)
I.2 Identifique o grupo social que apareceu ligado aos burgos novos e suas actividades. [1
valores]

(Burgo/burguês, artesãos, mercadores, lojistas, letrados, livres da redes pessoais feudo-vassálicas, burgueses que têm relações de solidariedade e coesão como: corporações de artesãos, as companhias de comerciantes, os crentes de um santo padroeiro, as confrarias, as hansas de comerciantes de uma região e guildas de artesãos de uma região, formaram também comunas de luta contra o poder senhorial com o apoio do rei ...)
I.3 Caracterize a nova política das monarquias medievais e o novo tipo de vida cortês, surgido a partir do século X. [1 valores]

(Centralização, organização administrativa central, formação de uma elite cortesãs/ de corte com novos gostos e hábitos: danças cantigas trovadorescas de amigo, amor e de escárnio e maldizer, civilidade e cortesia, torneios, códigos de cavalaria, romances ...)
I.4 Refira a reorganização do espaço urbano nesta época de renascimento medieval. [1
valores]

(espaços fechados e vigiados com cinturas de muralhas, a planta depende de objetivos militares e/ou comerciais, depende ainda da topografia/relevo, tem duas praças nevrálgicas da vida urbana, e associadas a edifícios da cidade; catedral e o palácio administrativo/comunal ou cidadela -pelourinho, mercado, disposição radio concêntrica, nas duas praças, das habitações agrupadas, em bairros ou mesmo por ruas labirínticas, dependendo das profissões, não há planeamento nem saneamento...) Pág 92 (2ª parte) 1

Consequências: necessidade de reforçar os apoios exteriores com contrafortes mais esbeltos e elegantes. sendo em grande parte substituídos por amplas aberturas preenchidas por vitrais coloridos e consequente entrada abundante de luz.reflete o Paraíso e a possibilidade de todos poderem ascender ao céu. As paredes ficaram reduzidas à delimitação e proteção dos espaços interiores.assento do bispo .. e dos botaréus. casa de Deus . Suger e o novo estilo gótico de luz /volumetria leve.) I. [2 valores] Arco ogival /quebrado. vitrais coloridos. [1 valores] (símbolo e orgulho dos burgueses das comunidades. elevação em altura. catedral advém de cathedra.Aumentou a altura das abóbadas / Pilares e colunelos mais delgados / Acentuação da verticalidade / Espaços internos mais amplos / Paredes libertas do seu papel de suporte.6 Indique os elementos arquitectónicos inovadores utilizados na catedral gótica. ambiente harmonizador do racionalismo clássico e do misticismo cristão. elementos maciços verticais adossados às paredes exteriores das naves laterais. devido à necessidade de elevar os 4 arcos (principais e formeiros) à mesma altura. introdução dos arcobotantes. espécie de meios arcos construídos por cima da cobertura das naves laterais.5 Mencione o significado da catedral para os habitantes da cidade medieval.. . palácios urbanos e casas comunais 2 . Verificou-se a introdução de alterações significativas quanto à forma e dimensão da estrutura dos edifícios (a horizontalidade do românico é substituída pela verticalidade).Vantagens: É exercida menos pressão lateral. Os pilares e colunelos adelgaçaram-se de modo a acentuar a verticalidade.I. o que só se poderia fazer agudizando os arcos dos lados menores (abóbada cruzada simples e abóbada cruzada sexpartida) . Criam-se novas tipologias na arquitetura civil (castelos senhoriais. surgido na Borgonha. passando a delimitar e proteger espaços / Interiores iluminados (melhor aproveitamento da luz) devido aos vitrais A altura das abóbadas aumentou. permitindo uma melhor articulação de forças /Através das nervuras estruturais dos arcos em ogiva. construção coletiva que deriva das doações de reis e de grandes senhores como afirmação do seu poder. as forças eram desviadas para os pilares de sustentação e para os contrafortes no exterior / Permitiu aumentar as áreas de construção e a verticalidade dos edifícios .

enquanto que o pórtico oposto.I. situado no lado norte. chamada Pórtico Real. Em 1137. com a substituição do estilo românico. 3 . O interior impressiona tanto pelos 37 m de altura que alcança a nave central como pela harmonia e elegantes proporções. marcou o início de uma nova maneira de se olhar Deus. o pórtico principal contém um magnífico relevo de Jesus Cristo glorificado. a maioria delas do século XIII. a igreja onde tinham sido enterrados os reis franceses sofreu sua terceira reconstrução. a abadia de Saint-Denis foi a primeira catedral gótica do velho continente. A vasta nave. o edifício conta com mais de 150 janelas medievais com vitrais. a do transepto (ou nave transversal) meridional (c. que narram o Juízo Final. A fachada ocidental. A catedral foi uma das primeiras a serem construídas com estilo gótico durante o século XIIna França e em todo o Continente Europeu. 1224-1250) organiza-se em torno a imagens do Novo Testamento. No total. escuro e pesado. em puro estilo ogival. o principal idealizador do estilo gótico. Paris A Catedral de Chartres teve a sua construção iniciada em 1145 e foi reconstruída após um incêndio de 1194. os adornos com estátuas finamente esculpidas de meados do século XII e as magníficas janelas com vitrais dos séculos XII e XIII. por iniciativa do abade Suger. [2 valores] Inaugurando um novo estilo arquitetónico que acabou por se espalhar por toda a Europa a partir do século XII. A reinauguração. é especialmente importante graças a uma série de esculturas de meados do século XII. por uma construção que evoca a ideia de ascensão por sua amplitude e altura até então impensáveis. Abadia de Saint-Denis. filtrada pelo colorido de grandes rosáceas e muitos vitrais.7 Indique algumas das mais importantes catedrais góticas europeias. que proporcionam um magnífico efeito luminoso ao interior do templo Fachada do sul da Catedral de Notre-Dame de Chartes. em 1144. está dedicado ao Antigo Testamento e ao advento de Cristo e se destaca pela impressionante qualidade do grupo escultórico dedicado à Criação. e por onde a luz exterior penetra facilmente.

A catedral surge intimamente ligada à ideia de gótico no seu esplendor. no vale do Rio Somme. As abóbadas de aresta da nave central medem 42. Iniciada sua construção no ano de 1163. na pequena ilha Île de la Cité em Paris.30 metros de altura. É uma das maiores catedrais góticas em França. Esta monumental catedral localiza-se em Amiens. Mãe de Jesus Cristo (daí o nome Notre-Dame – Nossa Senhora). a uma nova abordagem da catedral como edifício de contacto e ascensão espiritual. 4 . ao efeito claro das necessidades e aspirações da sociedade da altura. inspirada nas catedrais de Notre-Dame de Chartres e Paris. rodeada pelas águas do Rio Sena. situa-se na praça Parvis. França. é dedicada a Maria. A Catedral de Notre-Dame de Paris é uma das mais antigas catedrais francesas em estilo gótico. a maior cidade da Picardia. Fachada principal da Catedral de Amiens. Começou a ser construída em 1220.A Catedral de Notre-Dame de Amiens é uma catedral gótico francesa. e são as maiores abóbadas de uma nave de todas as catedrais francesas cuja construção foi terminada. França. medidas passadas somente pela Catedral de Beauvais. 100 km a norte de Paris. edificada em Amiens.

surge a Catedral de Notre-Dame de Paris. E como reposta à procura de uma nova dignidade crescente no seio de França.A arquitetura gótica é um instrumento poderoso no seio de uma sociedade que vê.Construção catedral gótica 5 . no campo económico (espelho das crescentes relações comerciais). a catedral gótica. A cidade ressurge com uma extrema importância no campo político. a burguesia endinheirada e a influência do clero urbano. no início do século XI. Catedral de Estrasburgo. França GRUPO II II. a vida urbana transformar-se a um ritmo acelerado. Resultado disto é uma substituição também das necessidades de construção religiosa fora das cidades. [2 valores] Arcobotante Abobada de cruzaria de ogivas e os respetivos pilares de sustentação repare-se como o peso da abóbada descarrega nos pilares de sustentação Pináculo Botaréu Nave Lateral Ilustração 1 . França Catedral de Beauvais / Inacabada. ascendendo também. nas comunidades monásticas rurais. por seu lado.1 Legende os nomes das estruturas construtivas da Ilustração 1. pelo novo símbolo da prosperidade citadina.

6 .3 Observe as figuras 3 e 4 e aponte a evolução da planta românica para a gótica. As abóbadas cada vez mais elevadas e maiores. busca um ambiente iluminado. imensas paredes espessas foram excluídas dos edifícios de género gótico e foram substituídas por vitrais e rosáceas que iluminavam o ambiente interno. que tornaram-se as principais características do estilo arquitetónico. a arquitetura ocidental atingiu um dos pontos culminantes da arquitetura pura. repare-se como o peso da abóbada descarrega nos pilares de sustentação. Como o estilo arquitetónico românico era formado por pouca iluminação. [2 valores] Fig. 3 – Planta Catedral de Santiago de Compostela Fig. Janelas clerestóricas Trifório Ilustração 2 – corte transversal numa catedral gótica II. com as arcadas formadas pelos arcos quebrados encimados pelo trifório e este pelas janelas clerestóricas.2 Legende a Ilustração 2. 4 – Planta Catedral de Amiens Pág. Desta forma. não se apoiavam em muros e paredes compactas e sim sobre pilastras ou feixes de colunas. Uma série de suportes que eram constituídos por arcobotantes e contrafortes possuíam a função de equilibrar de modo externo o peso excessivo das abóbadas. Foram desenvolvidos alguns elementos que ajudaram nas construções góticas.II. os europeus buscaram o estilo francês (que é uma evolução arquitetónica da romana) para construir as novas catedrais e igrejas. Geralmente. a fachada das estruturas góticas busca seguir a verticalidade e a leveza e no interior. 108. como o arco de ogiva e a abóbada de cruzaria. [2 valores] Vista do interior. 112 do Manual 2ª parte Com o gótico.

que servem de moldura e remate). passam a ter 3 níveis (arcadas. estavam contidas . na parte inferior da "cruz" fica localizada a nave central circundada por naves laterais. . na base da nave tinha-se uma fachada principal. Geralmente. . em compensação.Acentuação da verticalidade pelas torres sineiras. porém localizadas em partes variadas.Nova ordenação nas paredes laterais: devido ao desaparecimento da galeria. colunelos. onde situa-se a nave. Existem também torres. mainéis. separada das colaterais por arcadas de pilares finos. a cobertura é de madeira. Mantém-se a planta tipo basilical. as catedrais possuem a aparência semelhante a uma cruz latina (crucifixo). enquanto. central mais alta. domina no Sul do país. permitindo uma melhor iluminação .cabeceira virada para este . em cruz latina . elevando-se em relação ao cruzeiro. em que.Interligação da catedral com o espaço que a rodeia: os contrafortes afastados das paredes parecem prolongar a igreja pelo espaço circundante.1 Caraterize o gótico português e refira alguns modelos. pináculos e flechas se perdem no céu. 3 ou 5 capelas. de forma triangular. arquivoltas. GRUPO III III.Alterações nos portais: . arcobotantes. [5 valores] Introduzido no século XIII. pináculos . frontaria de portal único e com rosácea 7 . botaréus. mais alongadas.Transepto quase tão largo como o corpo principal mas. ficam mais finos e altos.as linhas e formas são modestas e simples: igrejas de 3 naves.em contrapartida.portais talhados num corpo saliente da fachada. acentuado pelos gabletes (empenas decorativas. abside com deambulatório. . cobertura com abóbadas de arcos ogivais. na faixa horizontal havia os transeptos e o cruzeiro. cornijas. o que.Corpo geralmente com 3 naves . abóbadas nervuradas apenas à cabeceira. ocupando cerca de um terço da área da igreja . sublinhando as linhas verticais .as janelas. o qual avançava até à espessura da base dos contrafortes . pelo que se implantou sobretudo nas zonas rurais e se caracteriza pela sobriedade e austeridade. ocupavam toda a largura das paredes . terminando em telhados cónicos ou em flechas rendilhadas e prolongando-se em pináculos e agulhas .A cabeceira tornou-se mais complexa. gárgulas.as arquivoltas ogivais tornam-se mais esguias.os pilares das arcadas interiores aumentam em número e são colocados mais próximos uns dos outros pois os tramos eram retangulares (e não quadrados). criava a noção de verticalidade. juntamente com a maior altura dos tetos. pouco ou nada saliente .A planta de uma catedral com arquitetura gótica é pouco diferente de uma catedral encontrada antes do surgimento do estilo gótico. em alguns casos. no alto das torres e telhados. os transeptos e o coro.as rosáceas tornam-se imponentes. alongamento das arcadas e do clerestório. permanecendo ligado às ordens monásticas. trifório e janelas clerestóricas).Decoração exterior abundante (estatuária e relevos): tímpanos.

os ambientes interiores. divididas por arcadas ogivais. associado às Descobertas e à Expansão Marítima portuguesa. marítimos e naturalistas). Claustro da Sé Velha de Coimbra. esfera armilar. Favoráveis condições de trabalho/aumento da encomenda. . conchas. Integra-se no Gótico Final.aplicação de coloridos intensos representação minuciosa dos tecidos. folhas de loureiro. .motivos decorativos: . Afirma-se principalmente ao nível da decoração da arquitetura: ornamentação [decoração] exuberante (quase barroca). tapetes. abrindo sobre o corpo central. artífices e aprendizes (parcerias) . austeridade na decoração exterior. XV (período mais importante do gótico português): Planta convencional.grande produtividade. interesse pelo sensível e observável .ou em arcos e pilares interiores . XV-XVI.fatores que contribuíram para a evolução da pintura no inicio de Quinhentos: importação de obras da Flandres.as obras eram realizadas de forma coletiva entre mestres. Mantém o essencial das estruturas góticas: novos pretextos decorativos à escultura gótica (sobretudo nos portais e fachadas).Mosteiro da Batalha  grande realização arquitetónica gótica portuguesa do séc. abside com deambulatório.primeiras construções góticas em Portugal: Mosteiro de Alcobaça. as naves do corpo central e do transepto são abobadadas.nas fachadas em ornatos de ombreiras . escudo de D. apoiadas em grossos pilares.arquivoltas dos portais . nós. peças de ourivesaria (todo o tipo de acessórios que refletiam o requinte e cosmopolitismo/elegância da sociedade cortesã da época) . seguida por D. Manuel .Surge no reinado de D.contexto cultural: emergiu um renovado interesse no homem e na sua relação com o mundo influência flamenga ESCULTURA Papel predominante que a ornamentação desempenhou na arte manuelina  Diversidade formal e plástica no domínio da escultura. cachos de uvas.sobreposta. Cruz de Cristo. fixação em Portugal de pintores flamengos ou a experiencia de alguns portugueses em oficinas estrangeiras . sendo substituídos por arcos polilobados (ferradura ou redondo) PINTURA . tipicamente português.naturalistas: troncos. tudo aparece representado: .de origem marítima: redes. Coimbra. exteriores compactos e fechados.politica de proteção às artes. a partir do séc.nacionalistas. . Manuel I. Manuel I. construídos sobre os telhados da cabeceira Estilo Manuelino ARQUITECTURA . as formas arquitetónicas ou paisagens tratamento realista do retrato e das paisagens . uso de arcobotantes laterais. as roupagens. distinguindo-se pelos elementos decorativos exuberantes (nacionalistas.arcos quebrados desaparecem. 8 .especializando-se cada um no tratamento específico de determinados elementos do quadro: a figura humana. escolas regionais: Viseu. de colunelos ininterruptos da base ao capitel. Évora . . cordas.Estilo arquitetónico. transepto saliente.apuramento do olhar. . algas .

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