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O Processo Industrial

Controle Automático de Processos Industriais
Profa. Michelle Mendes Santos
michellesantos@unipaclafaiete.edu.br

Um processo industrial pode ser definido como a aplicação do trabalho e do capital com a finalidade de transformar matériaprima em bens de produção e consumo, agregando valor aos produtos por meio da utilização de técnicas de controle.

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Processos Industriais
Os Processos Industriais podem ser classificados, basicamente, em dois tipos:
Processos Contínuos: as variáveis a serem controladas são, em sua maioria, analógicas, ou de tempo contínuo; o produto final é obtido ao fim da linha de produção continuamente ao mesmo tempo em que a matéria prima é consumida na entrada da linha. Processos Discretos: as variáveis a serem controladas são, normalmente discretas; o produto final é obtido em lotes, peças, e fabricado por partes discretas.
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Processos Industriais
Exemplos de indústrias que se caracterizam pelo controle de processos:
Contínuos: Indústrias de processos, de manipulação. Exemplo: Indústria química, farmacêutica, petroquímica, etc. Discretos: Indústrias manufatureiras, de fabricação por lote. Exemplo: Indústria automobilística, de equipamentoseletroeletrônicos, etc.

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Controle Discreto
No controle de processos discretos, as variáveis, em sua maioria são discretas, possuem dois estados: liga/desliga, ativado/desativado, ou seja, são variáveis binárias; A lógica de controle é desenvolvida utilizando os princípios da álgebra booleana;

Controle Discreto
Para manipular variáveis desse tipo, até a década de 60, eram utilizados relés eletromecânicos como única opção.
O advento dos dispositivos microprocessados possibilitou o desenvolvimento dos Controladores Lógicos Programáveis, cuja programação é feita baseada na lógica de relés.

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11 12 . gerenciamento e comunicação. 7 Controle Analógico Single loop: Controlador de processos contínuos de uma única malha de controle Utilizados para o controle de temperatura. repetitivo. etc. vazão em tubulações. 8 Controle Centralizado versus Controle Distribuído A instrumentação eletrônica possibilitou a instalação de salas de controle distantes da planta industrial – Controle centralizado. controle. mecânico – mecanização: ação cega. pressão em líquidos. Essas salas distribuídas geograficamente são interligadas entre si e conectadas em uma sala central de supervisão. A idéia básica desse sistema é dividir os equipamentos em vários módulos funcionalmente distintos: processo. Controladores de processos contínuos evoluíram juntamente com a microeletrônica. 9 SDCD – Sistema Digital de Controle Distribuído O SDCD é caracterizado pelos diferentes níveis hierárquicos de controle. operação. independente da entrada – controle em malha aberta. tais como PID (ProporcionalIntegral-Derivativo). 10 SDCD – Sistema Digital de Controle Distribuído Automatização versus Automação Automatização é um termo ligado à sugestão de movimento automático. Novas técnicas de transmissão da informação possibilitaram a divisão do controle em diversas salas – Controle distribuído.Controle Analógico Desenvolveu-se com o surgimento dos amplificadores operacionais para o controle de malhas específicas. sem correção. Multiloop: Evolução do single loop para várias malhas de controle do processo. Automação: conjunto de técnicas para se construir sistemas capazes de atuar com eficiência ótima pelo uso de informações recebidas do meio sobre o qual atuam – controle em malha fechada. adaptativo. lógica Fuzzy (ou lógica nebulosa). A utilização de circuitos microprocessados possibilitou a utilização de técnicas de controle.

válvulas proporcionais.Sistemas de Controle “Todo sistema dotado de retroação e controle implica na presença de três componentes básicos. Exemplo: válvulas e cilindros pneumáticos. Processo Atuador Controlador 13 Sistemas de Controle Sensores: Dispositivos sensíveis a um fenômeno físico que enviam um sinal. Controle heurístico: baseado em conhecimento experimental. Válvula Solenóide Motor elétrico Controle clássico: baseado em um modelo matemático do sistema. elétricos ou de acionamento misto. não necessariamente elétrico para dispositivos de medição e controle. Válvula de Controle Cilindro pneumático 17 18 . Transdutores Discretos Transdutores Analógicos 15 16 Sistemas de Controle Sistemas de Controle Controlador: Dispositivo onde é implementada a lógica para o funcionamento ideal do sistema controlado. pneumáticos. cuja principal característica é a realimentação das informações requeridas para o seu controle. aquecedores. ou estímulo. Sensor 14 Sistemas de Controle Sistemas de Controle Atuadores: Dispositivos a serem acionados para executarem uma determinada força de deslocamento ou outra ação de controle. Podem ser magnéticos. hidráulicos. de forma a converter sua magnitude em um sinal elétrico proporcional à amplitude desse estímulo. motores.. Transdutores ou conversores de sinais: Dispositivos capazes de responder ao fenômeno físico..

Apresenta baixo consumo de energia. 24 . Mantém o funcionamento da planta de produção com uma reduzida equipe de manutenção. Computadores Grandes Caros Difíceis de programar Sensíveis à utilização em ambientes “hostis” 21 22 CLP Vantagens do CLP frente aos sistemas antigos: Permite fácil diagnóstico de funcionamento ainda na fase de projeto do sistema ou reparo de falhas durante a operação. Opera com reduzido grau de proteção. Pode ser instalado em cabines reduzidas devido ao pequeno espaço físico exigido. Mantém uma documentação sempre atualizada com o processo em execução. Para a implementação desse controle será utilizado o CLP – Controlador Lógico Programável. SDCD – Sistema Digital de Controle Distribuído CLP – Controlador Lógico Programável 19 20 Automação Início do século XX: Painéis de relés Automação Anos 70: computadores comerciais passaram a ser utilizados nas indústrias: possibilidade de se programar a lógica e modificá-la sempre que necessário. É facilmente reprogramado sem necessidade de interromper o processo produtivo (programação on-line).Sistemas de Controle Single Loop Sistemas de Controle O controle abordado nesta disciplina é o controle discreto. pelo fato de não serem gerados faiscamentos. 23 CLP Possibilita a criação de um banco de armazenamento de programas que podem ser reutilizados a qualquer momento.

ou para a sinalização de estado em um sistema supervisório. Emite menores níveis de ruídos eletrostáticos. Ex. Tem a capacidade de se comunicar com diversos outros equipamentos. Tem a flexibilidade de expansão do número de entradas e saídas a serem controladas. displays. que podem vir de fontes pertencentes ao processo controlado ou de comandos do operador. etc. Pirâmide da Automação Enterprise Resource Planning Manufacturing Execution System Supervisory Control and Data Acquisition Controlador Lógico Programável Sensores e Atuadores 25 26 CLP – Princípios de Funcionamento Variáveis de entrada: sinais externos recebidos pelo CLP. CLP – Princípios de Funcionamento 27 28 CLP – Princípios de Funcionamento Variáveis de saída: são os dispositivos controlados por cada ponto de saída do CLP. botoeiras ou sensores. Podem servir para a intervenção direta no processo controlado por acionamento próprio. como chaves.CLP Garante maior confiabilidade pela menor incidência de defeitos. lâmpadas.: válvulas. CLP – Princípios de Funcionamento Válvula Solenóide Motor elétrico 29 Válvula de Controle Cilindro pneumático 30 .

33 34 CLP . Cada circuito de E/S possui isolação ótica para proteger contra transientes. tabelas de dados e programa do usuário. CLP .CLP – Princípios de Funcionamento Programa: sequência específica de instruções selecionadas de um conjunto de opções oferecidas pelo CLP em uso e. Bateria: todas as CPUs têm um capacitor que as mantêm energizadas mesmo que fiquem sem energização. Processador: Este módulo corresponde à CPU e memória do CLP. A memória usualmente contém o sistema operacional (“executivo”).Características de Hardware Cartões de E/S: Contêm os circuitos necessários para interfacear os dispositivos de campo com o processador. Monitora e controla os dispositivos de E/S ligados aos pontos dos cartões de E/S. que irão efetuar as ações de controle desejadas. CLP – Princípios de Funcionamento 31 32 CLP – Princípios de Funcionamento Arquitetura de Hardware do CLP CLP . ativando ou não as memórias internas e os pontos de saída do CLP a partir da monitoração do estado das entradas e das variáveis internas do CLP.Características de Hardware Fonte: Fornece tensão DC em níveis adequados para alimentar o processador e os módulos de E/S.Características de Hardware 35 36 . A maioria tem LEDS indicadores para sinalizar o estado de cada dispositivo de E/S conectado. Vários módulos têm filtros também.

Diagramas de Blocos de Funções (Function Block Diagram – FBD) Linguagens Textuais: Ciclo de Varredura do CLP 37 Lista de Instruções (Instruction List – IL) Texto Estruturado (Structured Text – ST) 38 . São elas: Linguagens Gráficas: Diagramas de Contatos (Ladder Diagram – LD) Diagramas de Funções Seqüenciais (Sequential Function Chart – SFC).Características de Software As linguagens de programação de CLPs são definidas na norma IEC 61131-3.CLP .Características de Software CLP .