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Material organizado pelas professoras Adriana Hélia Caseiro Chafiha Maria Suiti Laszkiewicz PROFESSOR: ______________________________________________________________ ALUNO: ________________________________________________ RA: _____________ CURSO ________________________________________________ SALA ____________

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AULA INICIAL
CONCEITO DE PESQUISA

“À luz de Pierce, uma definição muito geral e sintética de pesquisa seria a seguinte: toda a investigação de qualquer espécie que seja, nasce da observação de algum fenômeno surpreendente, de alguma experiência que frustra uma expectativa ou rompe com um hábito de expectativa (CP 6.469). Quando um hábito de pensamento ou crença é rompido, o objetivo é se chegar a um outro hábito ou crença que se prove estável, quer dizer, que evite a surpresa e que estabeleça um novo hábito. Essa atividade da passagem da dúvida à crença, de resolução de uma dúvida genuína e conseqüente estabelecimento de um hábito estável é o que Pierce chamou de investigação. Da generalidade dessa definição decorre que ela pode se referir a qualquer tipo de investigação e não apenas à científica. Entretanto, ela contém aquilo que se constitui no núcleo de qualquer pesquisa: livrar-se de uma dúvida, buscar uma resposta já é um processo investigativo (grifo nosso), „mesmo que seja imediato, assistemático e definido por traços puramente ligados ao senso-comum‟ (BARROS e LEHFELD, 1988: 13). Toda pesquisa nasce, portanto do desejo de encontrar resposta para uma questão (grifo nosso). Aliás um tal desejo se constitui sempre na mola central de uma pesquisa, principalmente da científica, pois, sem esse desejo, o pesquisador fenece tragado nos desencantos das obrigações. Por vezes, a pergunta que se busca responder é abstrata. Outras vezes, é prática e, até mesmo, urgente. De todo modo, só a pesquisa nos permitirá respondê-las. Nesse sentido, o esforço dirigido e o conjunto de atividades orientadas para a solução da questão abstrata ou prática ou operativa que se apresenta, resultará na aquisição de conhecimento, mesmo quando o esforço, as atividades e o resultante conhecimento se situam no contexto não especializado do nosso cotidiano. Se tem todos esses pontos em comum com a pesquisa em geral, o que faz, então, uma pesquisa ser científica? Antes de tudo, a pesquisa científica exige, pelo menos como pano de fundo, um certo estado de alerta do pesquisador para as questões filosóficas, especialmente epistemológicas1, sobre as leis que regem o conhecimento, sua busca, aquisição, validade etc. Lopes (1990: 88), por exemplo, considera a epistemologia um pólo intrínseco à pesquisa científica e uma das instâncias da prática metodológica. Assentada sobre essas bases, a pesquisa deve se conduzir
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Epistemologia: Conjunto de conhecimentos que têm por objeto o conhecimento científico, visando a explicar os seus condicionamentos (sejam eles técnicos, históricos, ou sociais, sejam lógicos, matemáticos, ou lingüísticos), sistematizar as suas relações, esclarecer os seus vínculos, e avaliar os seus resultados e aplicações.

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dentro de um determinado campo da ciência a que o objeto ou assunto da pergunta pertence e à luz de algum quadro teórico de referência e de suas predições, quadro teórico este que deve ser selecionado em função de sua adequação para responder a pergunta que se tem. Além disso, para resolver a dificuldade, formulada no problema, o pesquisador não pode „apenas adivinhar, fazer suposições gratuitas ou emitir opiniões superficiais e inconsistentes‟, mas deve realizar sua busca através de levantamento de dados, através de um método coletâneo ao quadro teórico de referência e também adequado à dificuldade a ser resolvida, método este com suas técnicas específicas. Tudo isso se constitui em „um processo pelo qual, ao mesmo tempo, se busca, examina e prova a solução‟ (RUDIO, 1992: 9, 71). Só isso pode ser chamado de pesquisa científica porque só isso pode resultar em conhecimento com as características que a ciência exige, isto é, conhecimento verdadeiro e justificado, no sentido em que „verdadeiro e justificado‟ foi discutido mais acima. Tem-se aí por que a pesquisa é o alimento da ciência. Pesquisa é o modo próprio que a ciência tem para adquirir conhecimento. (grifo nosso) No seu aspecto gerativo, o conhecimento só pode continuar crescendo na medida em que as pesquisas são incessantemente realizadas. Caso contrário, o conhecimento se cristalizaria em fórmulas fixas, nos axiomas2 das crenças estabilizadas ou em meras imposições burocráticas do fazer científico que Pierce chamaria de excremento da ciência. Em suma, a pesquisa científica é uma atividade específica e especializada. Demanda de quem se propõe a desenvolvê-la uma certa vocação, um certo grau de renúncia às agitações da vida mundana e insubmissão às tiranias da vida prática, demanda a curiosidade sincera pelo legado do passado e a vontade irrefreável de prosseguir; exige isolamento disciplinado e conseqüente capacidade para a solidão reflexiva, hábitos de vida muito específicos, ao mesmo tempo que abertura para a escuta cuidadosa e sempre difícil da alteridade, junto com a capacidade renovada de se despojar do conforto das crenças, quando isso se mostra necessário. Exige, ao fim e ao cabo, amor pelo conhecimento. Só esse amor pode explicar a docilidade do pesquisador aos rigores da ciência, especialmente aos rigores do método. O conhecimento científico, portanto, não pode ser alcançado de maneira dispersiva e errante, pois a errância é, via de regra, não apenas custosa em termos de perda de energia e recursos mas é, sobretudo, sem garantias. Por isso mesmo, junto com as questões epistemológicas, a teoria dos sistemas cognitivos ou conceituais engloba questões lógicas e metodológicas.”
(SANTAELLA, Lucia. Comunicação e Pesquisa. São Paulo: Hacker Editores, 2001, p. 111 - 113)
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Axioma: Premissa imediatamente evidente que se admite como universalmente verdadeira sem exigência de demonstração.

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1. A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO
“A única pergunta idiota é a que você não fez.”
(Paul MacCready – Engenheiro americano 1925-2007)

Leia com atenção os textos que seguem e elabore um texto que apresente suas reflexões sobre a importância de estudar. SABER LER E ESCREVER Em 2003, o governo lançou o programa “Por um Brasil Alfabetizado”. Desde então, periodicamente, há cerimônias solenes de formatura para os adultos que aprenderam a ler e a escrever e para os que completaram o ensino fundamental. Com freqüência, o próprio presidente Lula felicita a turma. No sábado passado, no Rio de Janeiro, o presidente disse aos alunos que, uma vez formados, eles poderão mais facilmente encontrar emprego e ganhar mais do que um salário mínimo. Além disso, o progresso na qualificação dos trabalhadores contribuirá para o desenvolvimento nacional. Um mês atrás, em circunstâncias análogas, o presidente evocou uma lembrança tocante: seu pai, analfabeto, comprava o jornal para que os outros não descobrissem que ele não sabia ler. Juntando Fome Zero, programa de alfabetização e campanha da auto-estima brasileira, ele afirmou: “Comer e estudar possibilitam ter força para trabalhar. Possibilitam estufar o peito e dizer „eu sou brasileiro e não desisto nunca‟”. Não há como não concordar: o analfabetismo é injustamente vivido como vergonha, o esforço de quem se alfabetiza na idade adulta pode e deve ser motivo de grande orgulho e, certamente, é mais fácil trabalhar comendo e sabendo ler e escrever. Mas resta que, nos discursos citados, nada parece ser dito sobre o que significa mesmo aprender a ler (não tenho acesso à integra desses discursos, talvez minha observação valha apenas para a seleção relatada na imprensa). Algum leitor tomará a dianteira: “Agora ele vai nos dizer que o importante, na alfabetização, não é melhorar o acesso ao mercado do trabalho e permitir o exercício digno da cidadania (saber ler formulários, votar, informar-se). Ele vai dar uma de intelectual e afirmar que a pessoa deve se alfabetizar para ler Camões e Machado de Assis”. É quase isso. Explico. No começo dos anos 1970, em Genebra, fiz parte de um pequeno grupo de acadêmicos italianos que organizou um curso noturno para os imigrantes que quisessem completar o

a gente ia ao cinema aos sábados. de repente. Pois bem. obviamente. claro. a passar as noites numa sala de aula era outra coisa.5 ensino fundamental. o destaque é meu). as pequenas turmas que ajudamos se interessavam.” (obviamente. Depois do filme. Mas o que todos queriam. era que sua experiência e sua fruição do mundo eram. “Crime e Castigo” e “Moby Dick”. Para cada livro. vocês acreditem que se quiserem podem chegar muito mais alto do que os livros dizem que vocês podem chegar. arroz e feijão). . eu contava a história. “Dom Quixote”. mais ricas.. Às vezes. enquanto a cultura é um luxo: negar esse “luxo” sob pretexto de que ele não enche a barriga significa negar a humanidade dos que se sentam num banco de escola. e não parem de estudar. mudava as palavras e endireitava a sintaxe. pelo diploma (que era a condição para se candidatar a um emprego público na Itália). Como é possível que.. Mais pelo fim do curso. durante as noitadas das quais ainda sinto saudade. No discurso de setembro que citei antes. para a gente ler e comentar. o que os motivava. Emocionava-me a familiaridade com a qual tratavam a tradição literária. “Ela era uma Fedra mesmo”. mas o fato mais comovedor. Foi a pedido deles que inventei um jeito de resumir muitos daqueles livros sem os quais o mundo fica mais triste e pobre. na hora de promover o programa nacional de alfabetização. o presidente concluiu: “Se um filho de pai e mãe analfabetos chegou a presidente da República. só pareçam importar as vantagens materiais e sociais do diploma? Qual incompreensão do sentido da cultura e de seu uso faz que os discursos que felicitam os candidatos só falem de seus emprego e mudança de status? Não vale responder que os candidatos têm necessidades imediatas (trabalho. “O outro se tomava pelo Grande Inquisidor” e por aí vai. tínhamos a ambição de fazer de nossas aulas um momento de “conscientização” (era a palavra da moda). Resumi a “Divina Comédia”. para mim e para eles. tinha esquecido: para ganhar um emprego melhor. mostrava como ela nos tocava de perto e trazia um parágrafo ou dois de um momento crucial. As conversas se confundiam com o papo dos estudantes de letras nas mesas ao lado da nossa. É só ter vontade. Leitores de Paulo Freire. simplificava o texto. no café Landolt. era um festival de nexos e interpretações: “Ele fez que nem o capitão Ahab”. Resumi “O Jovem Törless” e “O Coração das Trevas”. Paradoxo: se os livros dizem que a gente não pode subir na vida. depois de um trabalho brutal. mais complexas. por que aprender a ler e por que continuar estudando? Ah. Resumi “Édipo Rei” e a “Fedra” de Racine. mais humanas.

E. Ilustrada. Contardo. a viver a vida mais plenamente e a levá-la a sério.05) ATIVIDADE Após leitura dos textos. é a que mais vale a pena.10. . Ao contrário. Das várias maneiras de “subir na vida”. 14. selecionem um componente do grupo para apresentar o trabalho à classe. (CALLIGARIS. Elaborem um breve texto com o resultado de suas reflexões. esses livros ensinam a sonhar. eles ensinam a ser gente. 27.6 Não sei de quais livros o presidente está falando. FSP. mas sei que os livros de que gosto (e de que meus alunos de Genebra gostavam) não dizem ao leitor que ele não pode subir na vida. em seguida. discutam com seu grupo de trabalho sobre a importância do estudo. Em suma.

entrar e sair da aula várias vezes. manter uma atitude passiva. mas estará acumulando o conteúdo que lhe parece complicado. Por outro lado. porque não concordamos com ela ou não gostamos do que começamos a ouvir. fazer desenhos ou ler sobre outras matérias são atitudes que não permitem ao estudante assimilar o conteúdo discutido. É preciso relacionar os fatos: um bom ouvinte procura identificar as idéias principais e encadear os acontecimentos. O pré-conceito pode prejudicar a aprendizagem. necessariamente. sistematicamente. então. De nada adianta conhecer os fatos e não compreender seu significado ou em que contexto é que surgem. Concentre-se: procure combater essa tendência de ceder a distrações e concentre. bem como as suas . nem menospreze aquelas que julga mais simples: não assistir às aulas mais complexas pode proporcionar um alívio provisório. COMO ESTUDAR O estudo começa na sala de aula Assistir adequadamente às aulas e organizar os estudos em casa são atitudes complementares que garantem melhor aprendizagem. desistimos de ouvir uma mensagem. Procure uma escuta ativa. conversar com os colegas. dinâmica e construtiva: postura e olhar fixos no professor não significam. a sua atenção na informação que recebe do professor. Evidentemente. a atitude mais adequada? O programa Aprendendo a Aprender oferece algumas orientações que sintetizamos a seguir: Não rejeite antecipadamente o conteúdo: muitas vezes. Qual seria. Não evite as aulas mais complexas. também é um equívoco acreditar que estudar tudo de uma vez em casa será o suficiente para garantir o conhecimento sobre determinado assunto.7 2. Há duas atitudes opostas e inadequadas à sala de aula: não prestar atenção à explicação ou exposição do professor e adotar a postura de ouvinte atento. Mesmo a abordagem de temas conhecidos deve ser vista como uma oportunidade para conhecer melhor o que causa essa reação de rejeição para rever a sua opinião ou reforçá-la. Só é possível adotar uma decisão ou uma opinião após ter ouvido tudo que envolve o assunto. fingir que presta a atenção e manter um olhar fixo ao professor sem perder tempo com anotações também não leva a nada. concentração. Assim como é um erro acreditar que assistir às aulas é o suficiente para aprender.

um planejamento de estudo que aponte os conteúdos que precisam ser estudados ou revisados e as tarefas e trabalhos a serem realizados. mesmo universitários. ou ainda que têm uma visão equivocada do que seja estudar. lembre-se de que a aprendizagem é um processo contínuo. 24) A preparação para os estudos compreende uma série de questões. Faça anotações das aulas: as anotações dos colegas podem ser copiadas. Ao dar início a sua vida universitária. O que ocorre na realidade é a falta de hábito e de técnica de estudo. são fundamentalmente bibliográficos. 24) . mas lembrese de cada pessoa tem seu próprio código de estudo e. culminando no fornecimento de algumas habilidades profissionais próprias de cada área (. livros. o material necessário para essas atividades – suas notas de aula. “A formação universitária acarreta quase sempre atividades práticas. Prepare-se para cada aula relendo os seus apontamentos da aula anterior. dicionário etc. de laboratório ou de campo. Anote também os resumos dados no início e no fim de cada aula. o estudante precisa começar a formar sua biblioteca pessoal.8 dificuldades em relação a ele. Quanto às disciplinas menos. não têm significado algum o que torna difícil sua aplicação. adquirindo paulatinamente. pois os conteúdos são apenas memorizados. maior ênfase dada a determinadas partes com exemplos. Essa biblioteca deve ser especializada e qualificada. 2000. pior. mas é garantida pelo estudo pessoal de cada estudante. Estudando em casa É muito comum estudantes. faz-se necessário um embasamento teórico pelo qual responde.) Contudo. demonstrarem que não desenvolveram métodos de estudo. das artes e das técnicas é justificativa essencial desse nível de ensino. (SEVERINO. Concentre-se nas pistas do professor. ou mesmo com alterações do tom de voz. antes de aí chegar. Essa situação leva à frustração e. mecanicamente. em nosso meio. servirão mais a quem as fez. Muitos passam horas e horas aos finais de semana dedicando-se a exercícios. que podem ser o material escrito no quadro. fundamentalmente. E é por aí que se inicia a tarefa de aprendizagem na universidade. (SEVERINO. Suas próprias notas focam sua atenção e testam a sua compreensão do assunto. p. como um local tranqüilo e bem iluminado. nas aulas. 2000.. o ensino superior. p. ou repetições. E é por isso que precisa ele dispor dos devidos instrumentos de trabalho que. Essa fundamentação teórica das ciências. “A assimilação desses elementos (teóricos) é feita através do ensino em classe propriamente dito. mas de maneira bem sistemática. os livros fundamentais para o desenvolvimento de seu estudo. pode levar estudantes a acreditarem que não são capazes de aprender.. certamente. que não levam a resultados satisfatórios nas avaliações e na vida prática. nunca dominamos integralmente um conteúdo. Faça apontamentos das idéias principais da aula.

o que significa saber como coletar. pois a cada leitura é possível que se façam descobertas e o uso do lápis permite fazer e desfazer anotações.) “Em virtude de os universitários brasileiros. indispensável para um aproveitamento mais inteligente do seu curso de graduação(.grifar o texto desde a primeira leitura pode criar equívocos. o primeiro passo para se atingir a apreensão do conteúdo estudado é ser um leitor competente. É preciso ler as orelhas dos livros. a introdução. 31) Grupo de estudo Manter um grupo de estudos é uma prática produtiva.) o essencial é aproveitar sistematicamente o tempo disponível. Afinal. assim. para que possam ser sanadas dúvidas de vocabulário e. 2000. tomar conhecimento de quem é o autor. como se pode selecionar e assinalar trechos e julgá-los importantes. já as canetas que iluminam o texto nos levam a retomar sempre os mesmos pontos de leitura. é preciso que o grupo seja formado por colegas responsáveis e motivados.. selecionar e reter informações. predetermina-se um horário para o estudo em casa.9 Além disso. Deve-se também criar um . exige-se deles organização sistemática do pouco tempo disponível para o estudo em casa.. 2. faz-se regra geral um intervalo de meia hora para alteração do ritmo de trabalho. bem como a consciência de que intervalos de descanso planejados também contribuem para a assimilação dos conteúdos e tornam o trabalho eficiente. fluente e prazeroso.1. Quando o período de estudos ultrapassar duas horas. deve haver a organização do tempo disponível para os estudos. p.” (SEVERINO. assim. verificar os itens do sumário. A boa leitura compreende algumas fases: a primeira delas é a leitura na íntegra do objeto estudado. disporem de pouco tempo para seus cursos e exercerem funções profissionais concomitantes ao curso superior.. procure utilizar o lápis e não canetas que iluminam o texto. (. Além disso. mantendo um ritmo de estudo. na sua grande maioria. Feito o levantamento do tempo disponível.. com uma ordenação de prioridades. se não se conhece o todo da obra? Além disso. Uma segunda leitura deve ser feita com auxílio do dicionário. Só então se está preparado para fazer anotações e detectar idéias chave . Esse intervalo também precisa ser seguido à risca. que os objetivos sejam claramente definidos para que as tarefas sejam cumpridas com rigor. garantir a compreensão do texto. A LEITURA A maioria das atividades de estudo compreende o ato de ler. E uma vez estabelecido o horário.. pois permite a troca de informações. todavia devem ser mantidas as diretrizes oferecidas anteriormente. é necessário começar sem muitos rodeios e cumpri-lo rigorosamente. o prefácio.

Atividade Reúna-se novamente com seu grupo de trabalho e discutam sua postura como estudante e a validade das informações oferecidas no texto que acabou de ler. Todo esse trabalho será em vão.  Ficha de comentário. (Platão) Especialmente. Alguns autores sugerem que as informações sejam distribuídas em fichas com informações específicas:  Ficha de resumo ou conteúdo. se não fizer relações com os conhecimentos que já possui. assim. não se pode confiar apenas na memória. Entretanto. Outro aspecto importante a saber . sugere-se a utilização de um documento único que traga o maior número de informações de que possa precisar futuramente. é importante que se façam anotações. ou seja. 3. ou em arquivos no computador.  Ficha bibliográfica.  Ficha de citações. Os registros podem ser feitos em forma de resumo. de fluxogramas. estabelecendo. se o estudante não conferir significado ao que lê. Após todos esses cuidados e essa dedicação. DOCUMENTAÇÃO: MÉTODO DE ESTUDO A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento. certamente. o tópico frasal estudado nas aulas de Leitura e Produção Textual. de fichamentos. na realização de pesquisas para trabalhos acadêmicos. muitos pontos ficarão em sua memória. o registro das informações é de fundamental importância para a posterior produção do trabalho. Convém ressaltar que uma única fonte de estudo não é suficiente para quem deseja aprofundar seu conhecimento. chaves.10 código próprio de leitura: um grifo. mas porque apreendeu e não simplesmente decorou. Nesse documento deve constar: . O importante é que se saiba como pesquisar e o que documentar. pontos de exclamação. estudar também compreende registrar. de interrogação.e que auxilia na apreensão dos significados . entretanto.é que grande parte dos textos trazem os pensamentos principais logo no início dos parágrafos. a mais utilizada é o fichamento. Existem inúmeras formas de registrar as informações. parênteses. Depois desse levantamento. é preciso pesquisar e relacionar conteúdos para que se possa criar um conceito próprio sobre o tema estudado. que pode ser elaborado em fichas tradicionais. uma análise crítica acerca do que leu.

Artigo em revista. Gisele. Metodologia do trabalho científico. exemplificação genérica ou específica. as informações as informações podem ser organizadas em tabelas: Título Tema Título original ( no caso de obra estrangeira. 21. utilize a abreviatura (sic) que significa tal qual. lógica. clareza.). deve ser transformado em aspas simples („). desse modo o registro de trechos importantes facilitará a composição dos relatórios.  Tema. Lembre-se de que não podemos alterar o texto original. e ampl. Orientações metodológicas para Trabalhos Acadêmicos. Gerson T. caso o texto original já apresente esse sinal.  Resumo ou síntese das idéias do autor.  Comentário (apreciação da obra: extensão do texto.  Citações As citações são essenciais para a fundamentação dos trabalhos. SEVERINO.  Identificação da fonte da leitura (Livro. tradução) Identificação da fonte de leitura Referência Bibliográfica: Resumo: Comentários: Citações: Localização da obra: Mais informações sobre fichamento podem ser encontradas em: JARDILINO. editora. Gion. José Rubens. São Paulo. pp. . filme etc). propriedade do aluno etc). as citações diretas (item 8. cidade. Tese. 2000. título. sua constituição. rev. Graficamente. Ao final de cada citação selecionada. bibliografia. ilustrações. ano). citações. pp. São Paulo: Cortez. ROSSI. site. Para facilitar a visualização. deve-se colocar o número da página de onde foi retirado o texto. assim mesmo. logo após o erro. 91-104. edição.  Referência bibliográfica (autor.  Localização da obra ( biblioteca. 66 – 72. SANTOS. 2000. exemplos. Caso apresente erros.11  Título. Antônio Joaquim.2 deste material) são marcadas por aspas. ed.

br. Rossi e Santos (2000. há uma busca sobre o conhecimento das coisas e dos seres.saber. p14) o ato de conhecer não é apenas um problema da era científica. ou seja. nem da forma de adquiri-las. pelo discernimento entre o certo e o errado. Marconi (2008. já que desde os primórdios da filosofia.br. subjetivo e sensível.usp. teses. Há quatro tipos de conhecimento que se diferenciam mais pela questão metodológica que pelo conteúdo: conhecimento empírico ou popular. Para evitar trabalho equivocado ou infrutífero. conhecimento filosófico e conhecimento metafísico.ibge. Convém lembrar que há espaços na rede em que todos podem postar informações. a orientação de que os livros sempre são fundamentais a qualquer trabalho de pesquisa científica.br. ou seja. todavia é necessário muito critério na escolha dos sites que serão utilizados. É ainda verificável. De acordo com Lakatos. entretanto nem sempre esses registros são precisos e fundamentados. teológico ou religioso. 4. já que conforma-se com a aparência. com o que se ouviu dizer.18). FONTES DE PESQUISA Todo o levantamento de informações necessário à produção de um trabalho científico deve ser sistematizado e seguir um método. aqui. é o saber transmitido pelas tradições de uma geração à outra. recorrendo apenas à . falível e inexato.12 ATIVIDADE Prepare o fichamento de um dos textos que seu grupo utilizará para a realização do projeto integrador. o saber que se adquire no contato direto com os seres e coisas. na vida diária. pois pode ser percebido no dia a dia e assistemático. Há outros endereços que podem ser úteis: www. www. 5. uma vez que não procura uma sistematização das idéias. pois se baseia no ânimo. CNPq. o conhecimento popular é valorativo.br.tese. superficial.gov. pelo questionamento acerca dos fenômenos. Scielo. O conhecimento empírico ou popular diz respeito ao modo espontâneo de conhecer. Uma busca sistemática compreende a utilização de obras especializadas. tampouco da tentativa de validá-las. www. p.ibict. sem que haja a busca ou a intenção de estudar.usp. sugerimos a busca em sites como Google Acadêmico. de registros bibliográficos: livros. Um instrumento de pesquisa muito utilizado atualmente é a internet. sem a formulação de hipóteses. www. na vivência e nas emoções da vida diária. Reforça-se. conhecimento científico. revistas científicas. O conhecimento filosófico caracteriza-se pela reflexão. TIPOS DE CONHECIMENTO Segundo Jardilino.

É racional. a finalidade e o destino do mundo). (JASPERS 1965. o significado. as relações lógicas e conceituais. p.” (JARDELINO. sistemático por visar a representação da realidade como tentativa de aprendê-la e também infalível e exato já que não se submete à experimentação. valorativo. nem sequer verificáveis” (LAKATOS.19). ao que não merecia atenção mais demorada. SANTOS. portanto. metafísico ou religioso tem por princípio revelações sobrenaturais. Só o conhecimento filosófico nos pode libertar da prisão deste mundo [científico]. infalível. Assim. É ainda considerado por Trujillo (1974. não pertencem ao âmbito da ciência. antes de tudo. o conhecimento científico oriundo da observação sistemática e metódica.” (LAKATOS. verificável de modo “que as afirmações (hipóteses) que não podem ser comprovadas. p. ao que até agora era evidente e não levantava dificuldade. mas em refletir sobre ele. p. p. . 15 e 16) O conhecimento teológico. indiscutível e não-verificável ( implica uma atitude de fé). p. Por fim.15). ser capaz de surpreender-se com o óbvio: qual a significação do fato de que. pensando nós sejamos sujeitos que se dirigem a objetos (sic) e dessa dicotomia vejamos residir a clareza? A partir desse espanto em relação ao que está presente a todo instante.13 razão humana.4 apud JARDELINO. pois o conhecimento científico não é definitivo. 20) às quais as pessoas aderem como um ato de fé. anterior à experimentação (própria do conhecimento científico). sendo. P. 11) como falível e aproximadamente exato. P. vai além fenômeno percebido pela experiência sensível. reformulado por novas pesquisas e técnicas. MARCONI. 2000. O conhecimento filosófico deve. pode-se caracterizar o conhecimento religioso como inspiracional. 2008. Para Lakatos e Marconi (2008. o conhecimento filosófico é valorativo e não verificável. ROSSI. a filosofia tem por objeto de estudo as idéias. 2008. 2000. a partir desse espanto. consideradas verdades. “decorrentes do ato de um criador divino. 20). lida com ocorrências ou fatos. busca compreender e explicar os fenômenos. “a filosofia não se preocupa em explicar o fenômeno. uma vez que tem por base a correlação de enunciados lógicos. podendo ser revisado. Assim. cujas evidências não são postas em dúvida. chegamos a outros problemas. sistemático (apresenta a origem. MARCONI. valendo-se do processo dedutivo que visa à coerência lógica. pois consiste em hipóteses que não podem ser submetidas à observação. dizíamos. SANTOS. ROSSI.

segundo Jardilino. 1994) d) “Magos e xamãs têm poderes extraordinários para ajudar e proteger os seres humanos porque podem entender-se com espíritos invisíveis de todos os tipos e enfrentá-los. 19) .  metódico/objetivo – necessidade de método para selecionar. São as chamadas moléculas. afirmou-se que os conhecimentos empírico e científico são verificáveis e falíveis. às seguintes questões: 1) O que diferencia o conhecimento de base metódica e o conhecimento de base ametódica? 2) Como estudamos. (LUNGARZO. Esses poderes se manifestam tanto em atos como em atributos”. c)“Toda fonte de calor transmite ao corpo aquecido uma dose de energia.99) b) Um copo de cristal quebra. (.) embora em diversas passagens de seus escritos (na Metafísica. p 15). Porque para Aristóteles a existência de algo implica necessariamente na existência de Deus. quando submetido a um forte golpe. em seu caderno. Rio de Janeiro: 1982. Rossi e Santos ( 2000... na Física. tendo maior energia. o conhecimento científico pode ser caracterizado por três propriedades:  demonstração – explicação dos o motivos pelos quais se chegou a determinada conclusão. 1970. (FRAZER. tendem a se deslocar com maior velocidade e a se afastar umas das outras”. p. James George Sir. Essa energia é absorvida pelas partículas que fazem parte da substância. A energia contida no calor (energia térmica) é transformada em energia mecânica. na Psicologia) formule algo que poderia parecer-se com o que chamaríamos hoje provas da existência de Deus – não crê que seja necessário demonstrar a existência de Deus. 4) Leia os textos a seguir e identifique-os entre os quatro tipos de conhecimentos: a)“Aristóteles (. estamos certos de que Deus existe.” (MORRENTE. Atividade Responda . O ramo de ouro. As moléculas.14 Desse modo.  universalidade – validade do saber: o fenômeno ou coisa observada serve para todos os casos da mesma espécie. já os conhecimentos teológico e filosófico são nãoverificáveis e infalíveis.) Para Aristóteles não faz falta a prova da existência de Deus. porque a existência de Deus é tão certa como que algo existe. Carlos.. observar ordenadamente os dados sobre o fenômeno (e a correlação entre os fenômenos) estudado.. o conhecimento científico é dinâmico? Por quê? 3) Na caracterização dos tipos de conhecimento. Se estamos certos de que algo existe. p. explique essas afirmações.

Para nós. O método é o caminho ordenado e sistemático. Constitui o procedimento que deve seguir todo conhecimento científico para comprovar sua verdade e ensiná-la. Representa a maneira de atingir um propósito bem definido. examina e avalia as técnicas de pesquisa bem como a geração ou verificação de novos métodos que conduzem à captação e processamento de informações com vistas à resolução de problemas de investigação. Assim. esta é baseada na apresentação e exame de diretrizes aptas a instrumentar o universitário no que tange a estudar e aprender. A Metodologia é entendida como uma disciplina que consiste em estudar e avaliar os vários métodos disponíveis. A Metodologia não procura soluções. mais vale o conhecimento e manejo desta instrumentação para o trabalho científico do que o conhecimento de uma série de problemas ou o aumento de informações acumuladas sistematicamente. o método estabelece de modo geral o que fazer e técnica nos dá o como fazer. 1. adaptado de Barros e Lehfeld (1986. pp.14) e. estudo. a orientação básica para se chegar a um fim e técnica é a forma de aplicação do método. “odos” = caminho. A Metodologia e a Universidade “Porque não começarmos pela apresentação de um problema àquele que acaba de ingressar no curso superior: O que é Metodologia? Que relação há entre Ciência e Metodologia Científica? Qual a sua importância e utilidade para o universitário? Partindo da definição etimológica do termo temos que a palavra Metodologia vem do grego “meta” = ao largo. Estamos. apresente para a classe as conclusões a que chegaram por meio das questões apresentadas a seguir. em seguida. mas escolhe as maneiras de encontrá-las. mais perfeita de fazer uma atividade. um estudo que tem por objeto a própria Ciência e as técnicas específicas de cada Ciência. A Metodologia no quadro geral da ciência é uma “Metaciência”. integrando os conhecimentos a respeito dos métodos em vigor nas diferentes disciplinas científicas ou filosóficas. isto é. A Metodologia seria a aplicação do método através de técnicas. pois voltados para assessorar e colaborar como crescimento . Tem-se então o método como estratégia e as técnicas como táticas necessárias para se operacionalizar a estratégia. Com relação à importância da Metodologia Científica. a maneira mais hábil. “logos” = discurso. num nível aplicado. identificando as limitações de suas utilizações.15 6. A Metodologia. A IMPORTÂNCIA DO PADRÃO METODOLÓGICO Texto para leitura e reflexão Leia o texto. isto é.

através do estudo da Metodologia Científica vão sendo apresentadas diretrizes para a formação paulatina de hábitos de estudos científicos já que a pesquisa e a reflexão devem constituir-se em objetivos principais da vida universitária. Vem. fornecer os pressupostos do trabalho científico.16 intelectual do aluno para a formação de um compromisso científico frente à realidade empírica. portanto. A Metodologia auxilia e. (. mas sim um conhecimento que deve estar sempre em relacionamento e a serviço de uma proposta nova de Universidade e conhecimento. analisando-a e refletindo-a à luz de concepções filosóficas e teóricas. para contribuir para que a Universidade desenvolva as funções que lhe são impostas frente às necessidades culturais e econômicas emergentes.) Através da Metodologia Científica deve-se criar ou estimular o desenvolvimento do espírito crítico e observador do aluno para que ele possa ver a realidade com toda sua nudez. portanto. normas técnicas e métodos reconhecidos pelo uso entre cientistas. portanto.. deve estar implícita a preocupação em aprender as funções advindas de sua carreira profissional. Considerando-se a Universidade como centro do saber. a Metodologia Científica vem para auxiliar na formação profissional do estudante.. a Metodologia Científica deve-se propor a desenvolver a capacidade de observar. Metodologia Científica não é um amontoado de técnicas. orienta o universitário no processo de investigação para tomar decisões oportunas na busca do saber e na formação do estado de espírito crítico e hábitos correspondentes necessários ao processo de investigação científica. com o rigor da aprendizagem e com o progresso da ciência. embora elas devam existir. Pretende-se alcançar uma formação profissional competente bem como uma formação sócio-política que conduzirá o aluno a ler crítica e analiticamente o seu cotidiano. Assim. selecionar e organizar cientificamente os fatos da realidade. Isto é. ou seja. A formação profissional competente está diretamente relacionada ao crédito dado ao estudo e à elaboração de um projeto de estudo. O uso de processos metodológicos permitirá ao estudante o desenvolvimento de seu raciocínio lógico e de sua criatividade. como uma instituição preocupada com a qualificação do ensino. Assim. . ela terá na Metodologia um valioso ajudante quanto ao desenvolvimento de capacidades e habilidades do universitário. A Metodologia Científica estrutura-se. Assim.

o que entendemos é que essa pessoa perde tempo. Othon M. R. Métodos Indutivo e Dedutivo (Texto adaptado de GARCIA. o normativo etc. a pesquisar e formando o seu espírito científico. o universitário estará obtendo conhecimentos novos e ao mesmo tempo construindo-se como ativo e participante da História”. desperdiça esforço e energia. a uma generalização. parte-se do particular para o geral. a comparação. existem outros métodos que ajudam a descobrir e a comprovar a verdade. o histórico. a uma lei. norma. A Lógica – parte da Filosofia – conceitua “método” por processos que o ser humano emprega para investigar. Atividade Questões para reflexão 1. apresentação e comunicação dos seus resultados. Em que a Metodologia ajuda o estudante? 7. a classificação. o fim. a demonstração. nenhuma organização. Quando dizemos que alguém não tem método de trabalho. muitos dos quais usamos com freqüência: a análise. O processo se dá então do efeito para a causa. faz e refaz. isto é. regra. O que é técnica? 3. através de . 1978. Aprendendo a pensar. não tem nenhuma disciplina. O que é estratégia? 4. pelo qual se chega a um objetivo. à estrutura e à aplicação. 296-300 e 485) Popularmente. Existem dois tipos principais de operações mentais (métodos de raciocinar): a indução e a dedução. O que é método? 2. ou seja. Janeiro: FGV. e seu contrário é a dedução – parte-se do geral para o particular. O método indutivo Parte-se da observação e análise de fatos concretos para se chegar a uma conclusão. a síntese. A palavra “método” é o caminho. Vem do grego meta (= através de) e odos (= caminho). método é a melhor maneira de fazer as coisas. 7 ed. Pela indução. p. Comunicação em prosa moderna. descobrir e chegar à comprovação da verdade. a definição. Quando se pede a um aluno para fazer um trabalho sobre qualquer tema. Contudo.17 referentes ao planejamento da investigação científica.

logo. Dessa forma. filósofo inglês. o que já se fez ou se faz. analisá-los. o estudante X foi condenado por fraude. candidata-se novamente no ano seguinte e os eleitores. o que se diz sobre o assunto – enfim. observação. Assim dizem as regras. ele deve pesquisar: observar os fatos. obedecendo os seguintes passos: .. o que ele primeiramente deve fazer é saber o que já existe. pois a característica da primeira premissa (primeira frase) deve ser universal.. ora. em oposição ao método dedutivo de Aristóteles. É necessário que a primeira parte do silogismo seja uma premissa universal: todo ou nenhum. análise). Observe o silogismo a seguir e decida se é verdadeiro ou não: “Todo comunista lê Karl Marx. José da Silva é comunista”. pois se pesquisou que candidatos fraudadores sempre se tornam inelegíveis. ora.experimentação. então. . mais tarde. Observe o seguinte exemplo: O estudante X quer vencer as eleições para o grêmio de sua faculdade e usa de fraudes para isso. No caso do estudante X. do geral para o particular. O método dedutivo O contrário do método indutivo é o dedutivo: parte-se da generalização. discuti-los e. os eleitores conscientes não deverão votar no estudante X. classificá-los. Prova-se sua culpa. . é descoberta sua fraude através de inquéritos. A dedução é formalizada pelo raciocínio chamado “silogístico”. valendo-se do método dedutivo. Francis Bacon (1561-1626). sua inelegibilidade é verdadeira. monografias ou ensaios e teses. . elaborará o seguinte raciocínio: “Todo candidato condenado por fraude é inelegível. este raciocínio pode apresentar problemas.formulação de hipóteses.18 dissertações. Como é um mau caráter. a segunda frase. José da Silva lê Karl Marx. da causa para o efeito. logo. já é lei ou norma ou regra para chegar à conclusão. cujo ponto de partida para a obtenção de leis que governam o funcionamento do mundo são os acontecimentos factuais. ele é inelegível”. a última parte do período também é verdadeira.repetição. colher os dados. Ele vence e. a experiência. logo. tende a ser verdadeira. finalmente. então ele também não poderá ser reeleito. Não vale utilizar alguns. pois não têm integridade moral. Contudo. Como se chegou à primeira frase: pelo método indutivo (pela pesquisa. chegar a uma conclusão. É partir daquilo que já existe. propõe o método indutivo.

Ao longo deste material.enumeração: elaborar enumerações e revisões de tal modo cuidadosas para certificar-se de que nada foi omitido. O método cartesiano submete-se a quarto regras: . princípios. São Paulo: Atlas. . ed. Eva Maria. pp. leia os conceitos oferecidos na obra: LAKATOS. o preconceito e juízos de valor. 2. propôs o método dedutivo que adota a razão como princípio do conhecimento humano. Crie declarações de ordem geral que sirvam de premissas maiores (falsas ou verdadeiras) e junte-lhes premissas menores (verdadeiras). . foram citadas inúmeras vezes “trabalho científico”e “método”. 1991. resultam de um processo de raciocínio dedutivo ou indutivo? 3. teorias. . . elabore um conceito para ciência e método. 21. Atividades Responda às questões: 1. MARCONI. Metodologia científica.evidência: não adotar como verdadeiro algo que não se reconheça como tal: evitar a precipitação. Marina de Andrade. a fim de armar silogismos cujas conclusões sejam as seguintes proposições: a) Os analfabetos devem votar. Para chegar à generalização de que toda laranja verde é azeda.formulação de generalizações e leis. cujo método influenciou Isaac Newton. adotar como verdadeiro apenas o que tem clareza suficiente. As leis científicas.síntese: adotar sequências de complexidade crescente (iniciar pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer até chegar aos objetos de que não se disponha). regras. para que a dúvida seja impossível. Quais seriam os conceitos de ciência e método? Para auxiliar a responder a essa questão. O filósofo René Descartes (1596 -1650). 5. generalizações enfim.análise: dividir as dificuldades de modo que possa melhor resolvê-las. A partir da leitura. .44 e 45. normas. O Brasil é um país pobre porque não tem carvão.19 . utiliza-se o método indutivo ou dedutivo? 4.testagem das hipóteses.

1. Uma boa forma de criar títulos é dividi-los em: Geral: apresenta de maneira ampla o teor do trabalho. isso não impede.  Relevância social: o trabalho precisa despertar interesse. . b) Título O título deve ser o mais fiel possível ao conteúdo do trabalho. especificando o tema abordado. A elaboração do projeto de pesquisa: estrutura a) Escolha do tema A elaboração do projeto de pesquisa se inicia pela escolha do tema (no caso do projeto integrador. 7. 7. a escolha já foi estabelecida). aproximando-se do objeto de estudo. pois é de fundamental importância que o estudante tenha o discernimento entre o que é PROJETO DE PESQUISA e RELATÓRIO DE PESQUISA.  Material para consulta: muitas vezes o tema escolhido não é muito trabalhado pelos autores.  Prazo de conclusão do trabalho: os prazos para a realização de trabalhos são estabelecidos. assim o tema deve estar delimitado de modo que o trabalho possa ser concluído no prazo. Tal escolha deve observar os seguintes aspectos:  Interesse pessoal: o prazer em pesquisar  Disponibilidade: tempo para a pesquisa e limite de conhecimento (trabalhar com assuntos de sua área de conhecimento. PROJETO DE PESQUISA Todo trabalho de pesquisa requer um planejamento e o projeto de pesquisa é o registro desse plano que levará o pesquisador a adotar a disciplina necessária à realização de um bom trabalho. mas dificulta o trabalho (há sempre a questão do prazo). Específico ou técnico: aparece como um subtítulo. Por exemplo: Educação: o impacto das novas tecnologias no ensino fundamental c) Justificativa Trata-se de um texto em que o autor deixa claro:  o que o motivou à pesquisa.20 Estude com atenção os próximos itens deste material.

 Específicos: dizem respeito às etapas que devem ser cumpridas a fim de alcançar o objetivo geral ( podem marcar os itens ou capítulos a serem desenvolvidos). Enfim.130). e) Objetivos Os objetivos determinam os resultados que o autor pretende alcançar.  a contribuição que se espera oferecer com o trabalho ( relevância para sua área de estudos científicos e atuação profissional no caso do projeto integrador a relevância da pesquisa para a efetiva realização do trabalho). porém essa divisão pode facilitar a condução da pesquisa. mas não há obrigatoriedade de assim os dividir. muitos autores sugerem a elaboração de uma pergunta que será respondida por meio de uma hipótese a ser testada ao longo da pesquisa. d) Hipótese A hipótese (sinônimo de suposição) é a resposta provável que o autor oferece ao problema enunciado. É preciso ressaltar que nem sempre há a confirmação da hipótese o que não leva à perda do trabalho – já que se comprovou algo -. 2000. Trata-se de um encaminhamento que o autor dá à pesquisa. deve-se observar também os seguintes aspectos:  não estabelecem juízos de valo: o que é melhor ou pior. ou seja.  o problema deve ser passível de generalização. a justificativa exalta a necessidade de se efetuar tal pesquisa. as possíveis limitações e a necessidade de aprofundar a pesquisa ( o que a justifica ). Na elaboração do problema. Uma boa . c) Problema O problema é a mola propulsora do trabalho. entretanto nada impede que o problema seja enunciado por uma afirmação. Alguns autores dividem os objetivos em geral e específicos. é a questão que se pretende responder acerca do tema.  referência a estudos anteriores (revisão bibliográfica) já feitos sobre o tema. já que todo trabalho científico constitui um raciocínio demonstrativo uma hipótese ( SEVERINO. apenas à revisão das idéias pré-estabelecidas. p. é o questionamento que delimita a abrangência da pesquisa.  Geral: o fim específico da pesquisa.  o problema deve fazer referência a fenômenos observáveis ( lembre-se do que estudou em relação ao método). Como o problema deve ser explicitado de maneira clara e precisa. Por exemplo: Verificar os impactos das novas tecnologias.21  as experiências pessoais em relação ao tema.

pois o trabalho ainda será realizado. As etapas apresentadas neste material destinam-se à realização de trabalhos durante os cursos de graduação. . observação em campo. avaliar. ATIVIDADES 1 2 3 4 5 6 7 / PERÍODOS fev X mar X abr maio jun jul Levantamento de literatura Montagem do Projeto Coleta de dados Tratamento dos dados Elaboração do Relatório Final Revisão do texto Entrega do trabalho X X X X X X X X h) Referências Bibliográficas As referências são obrigatórias em qualquer trabalho. consultas a arquivos e bibliotecas). Em trabalhos de pesquisa na pós-graduação. definir. Nos projetos de pesquisa. A organização das referências deve seguir os padrões da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT que apresentaremos no item 8. os verbos devem ser utilizados no futuro. quinzenais ou mensais. g) Cronograma O cronograma apresenta os prazos previstos para a realização da pesquisa e da redação final. verificar etc. do método (caminho) que será percorrido para a realização do trabalho. f) Metodologia A metodologia é a explicação detalhada das ações que serão desenvolvidas. demonstrar.1 deste material. ou seja. questionários. As atividades podem ser divididas em períodos semanais. de acordo com as características o trabalho. outros itens são inseridos ao projeto de pesquisa de acordo com as exigências de cada instituição e programa. neste item deve-se apresentar todos os documentos e fontes de informação consultados para a realização do trabalho.22 estratégia na elaboração dos objetivos é inicia-los com verbos no infinitivo: esclarecer. analisar. explicar. os instrumentos ( coleta de documentos.

inicia-se. Não pode ultrapassar 500 palavras. dividem-se. Após a coleta. papel formato A4 do tipo sulfite. Todo esse rigor se deve ao fato de que a ciência tem por objetivo o consenso. livre de termos imprecisos. nesses trabalhos. classicamente em introdução. ou seja. o tratamento e o registro dos dados. . Lista de figuras (Modelo 3).1. Cada uma dessas partes traz características específicas que serão explicitadas a seguir. A estrutura de um trabalho acadêmico é composta pelos itens abaixo: Capa (Modelo 1).ELABORAÇÃO DO TRABALHO ACADÊMICO: ESTRUTURA E NORMAS DE FORMATAÇÃO Os trabalhos acadêmicos. Folha de rosto (Modelo 2). ou seja. o que se analisa é o fato científico e não o pesquisador. clara. procure usar os verbos na 3ª pessoa. com alinhamento justificado. Desse modo.5. um texto que traz o resultado do trabalho realizado de acordo com os propósitos estabelecidos no projeto. é preciso redigir o relatório de pesquisa. já que. a validação de argumentos baseada em leis gerais e não na opinião particular do pesquisador. numeração das páginas no canto superior direito.23 8. margens de 3 cm (esquerda e superior) e 2 cm (direita e inferior). bem como primar pela impessoalização do texto. sendo que o texto corrente deverá ser em letra tamanho 12. o trabalho de acordo com o método proposto. Todo trabalho acadêmico deverá ser digitado no aplicativo MSWord for Windows. fonte Times New Roman. efetivamente. pois assim se faz referência ao objeto externo que é o foco de pesquisa. RELATÓRIO DE PESQUISA: REDAÇÃO DO TRABALHO ACADÊMICO Depois de preparado e aprovado o projeto de pesquisa. fornecendo uma visão rápida e clara do conteúdo e das conclusões do trabalho. frases e noções confusas ou com duplo sentido. Reveja em seu material de Leitura e Produção textual quais são as formas mais indicadas para a impessoalização de um texto. desenvolvimento e conclusão. Convém ressaltar a importância de se utilizar uma linguagem objetiva. Resumo na língua vernácula Traz a apresentação concisa dos pontos relevantes de um texto. denotativa. 8. entre linhas 1.

diagramas. deve-se empregar o tempo presente. na qual se apresentam conclusões referentes aos objetivos e hipóteses do trabalho.2). Anexos (elemento opcional) . gráficos são essenciais para comprovar e fundamentar conceitos. pois isso confere coesão ao texto. Referências (veja item 8. especialmente. Desenvolvimento É o conteúdo central do trabalho. figuras. conclusões.3) Glossário (elemento opcional) Apêndices (elemento opcional) Texto elaborado pelo autor para complementar sua argumentação. Conclusão Parte final do texto. O uso de citações (item 8. O levantamento dos objetivos específicos pode auxiliar na divisão dos capítulos. antecipando o conteúdo de cada capítulo. a justificativa e o objetivo da pesquisa. Cabe ainda apresentar a estrutura do trabalho. na área das ciências exatas. emprega-se o pretérito perfeito ou o imperfeito. Lembre-se também de manter a impessoalização do texto.24 Lista de tabelas (Modelo 4). Ao fazer referências a outros estudos. estruturados com lógica tal que possam comprovar da hipótese levantada. A introdução traz também a retrospectiva histórica. Sua função primordial é oferecer uma síntese dos argumentos oferecidos em favor da hipótese apresentada. o problema e a hipótese levantada – porém essas informações compõem agora um texto e não mais tópicos como foram apresentadas no projeto). objetivos. formado por capítulos inter-relacionados (subdivididos em tópicos e sub-tópicos). Tempo verbal Quando se faz referência ao próprio trabalho. trata-se de uma retomada do trabalho de modo a demonstrar que o que foi anunciado inicialmente pode ser dado como correto. Introdução Trata-se da parte inicial do texto na qual se pretende apresentar de forma clara o propósito do trabalho (o tema. Lista de símbolos (Modelo 6). Lista de abreviaturas e siglas (Modelo 5). Sumário (modelo 7). Lembre-se ainda de manter certa uniformidade na extensão dos capítulos.

resposta (feedback). Tal palavra deve ser escrita no texto na língua vernácula. Outros itens devem ser ressaltados para o trabalho em questão: Palavras em língua estrangeira não podem ser utilizadas no texto. Ambos alinhados à esquerda (Modelo 8). Observe os modelos a seguir: . A indicação da referência bibliográfica no texto deve ser feita conforme Modelo 12. Exemplo: realimentação. a não ser que sejam colocadas entre parênteses. Em caso de dúvidas. comprovação e ilustração.25 Texto não elaborado pelo autor para servir de fundamentação. As equações e fórmulas devem ser indicadas conforme exemplo abaixo: x2 + y2 = z2 (x2 + y2)/5 = n (1) (2) Todas as unidades utilizadas devem estar no Sistema Internacional de Unidades (SI). consultar o arquivo Sistema Internacional de Unidades disponível no portal. A identificação de uma figura deve ser feita conforme Modelo 9. letra maiúscula e minúscula em negrito para o subtítulo. A identificação numérica dos títulos e subtítulos deve ser feita da seguinte forma: letra maiúscula em negrito para o título. Novo capítulo deve ser iniciado em uma nova página. A identificação de uma tabela deve ser feita conforme Modelo 10.

na primeira linha após a margem superior de 3cm. fonte Times New Roman) Nome completo dos alunos (Em ordem alfabética. Universidade Nove de Julho (O nome da universidade deve ser colocado centralizado. Capa (modelo 1) Esta linha representa a folha.centralizado. centralizado. fonte Times New Roman) . dois espaços depois do nome da universidade.26 1. não faça moldura na capa de seu trabalho. antes da margem de 2 cm. Utilize papel sulfite A4. Margens adotadas da capa ao término do trabalho: Esquerda e superior de 3 cm. letra tamanho 12. fonte Times New Roman) São Paulo 2009 (Na última linha. letra tamanho 12. fonte Times New Roman) Título: subtítulo (No meio da folha. letra tamanho 12. direita e inferior de 2 cm. letra tamanho 12. centralizado.

centralizado. centralizado. Nome completo dos alunos (Em ordem alfabética. (ou apresentado à disciplina NONONO Orientação: Professor NONONONO (Tamanho 12. Times New Roman) . Folha de rosto (modelo 2) Esta linha representa a folha. no meio da folha. espaço simples entre linhas. não faça moldura na capa de seu trabalho. normal. direita e inferior de 2 cm. recuo de 7cm a partir da margem esquerda de 3cm) São Paulo 2010 (Na última linha antes da margem de 2 cm. Margens adotadas da capa ao término do trabalho: Esquerda e superior de 3 cm. letra tamanho 12. dois espaços depois do nome da universidade. justificado.27 2. centralizado letra tamanho 12. Utilize papel sulfite A4. letra tamanho 12. fonte Times New Roman) Título: subtítulo (Com letras maiúsculas e minúsculas. fonte Times New Roman) ( espaço simples) Trabalho de conclusão de curso apresentado à Universidade Nove de Julho como parte dos requisitos para a obtenção do grau de Engenheiro de Produção.

3: Caixa de Gordura -------------------------------------------------------------------------.--47 Figura 4.---63 .2: Caixa de Areia e Calha Parshall ------------------------------------------------------.3: Variações dos valores de pH do ponto 1 ao ponto 6 do Reator UASB 1– Fase 1 ----------------------------------------------------------------------------------------------------.--62 Figura 5.28 LEMBRETE: as margens indicadas nos modelos 1 e 2 devem ser mantidas em todo o trabalho.--48 Figura 5.47 Figura 4.2: Comparação entre os valores de pH do UASB 1 e UASB 2 – Fase 1 ------.1: Variação do pH no Reator UASB 1 e UASB 2 – Fase 1 -----------------------.1: Peneira do pré-tratamento -------------------------------------------------------------. (Modelo 3) LISTA DE FIGURAS Figura 4.--62 Figura 5.

1: Vantagens e desvantagens de um reator UASB -------------------------------------27 Tabela 3.1: Programa de monitoramento do reator UASB 1 e UASB 2 durante os 04 dias iniciais da partida ---------------------------------------------------------------------------------------54 Tabela 4.29 (Modelo 4) LISTA DE TABELAS Tabela 3.2: Valores das concentrações de DQO. SST e SSV no esgoto bruto e no efluente de UASB---------------------------------------------------------------------------------------------41 Tabela 4.2: Programa de monitoramento do reator UASB 1 e UASB 2 durante o período de partida ---------------------------------------------------------------------------------------------55 Tabela 4.3: Análises complementares do programa de monitoramento dos reatores UASB 1 e UASB 2 durante a operação sob regime estabilizado ---------------------------------56 .

Biofiltro aerado submerso Cetesb – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental Crusp – Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo CTH – Centro Tecnológico de Hidráulica DQO – Demanda Química de Oxigênio DBO – Demanda Bioquímica de Oxigênio ETE – Estação de Tratamento de Esgotos .30 (Modelo 5) LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS A/M – alimento/ microrganismo BF.

S N k x Q t matriz de transições da cadeia de Markov intervalo de tempo matriz de transições da cadeia de Markov no instante t distribuição da probabilidade de observação estados do modelo de Markov número máximo de estados do modelo de Markov símbolo observável vetor de símbolos conjunto de estados do modelo .31 (Modelo 6) LISTA DE SÍMBOLOS A. P[ ] t P[] b( ) n.

53 5 CONCLUSÃO ------------------------------------------------------------------------------------.2 Isomeria óptica ------------------------------------------------------------------------.1.47 3.1.17 2 CADEIAS CARBÔNICAS -------------------------------------------------------------------.25 3 ISOMERIA DA QUÍMICA ORGÂNICA -----------------------------------------------.49 4 ALCANOS -----------------------------------------------------------------------------------------.30 3.1.1 Estrutura ----------------------------------------------------------------------------------------.1.29 3.21 2.1.46 3.1 Características do átomo de carbono ---------------------------------------------------.2 Nomenclatura----------------------------------------------------------------------------------.2 Isomeria espacial -----------------------------------------------------------------------------.63 APÊNDICES -----------------------------------------------------------------------------------------.63 ANEXOS ----------------------------------------------------------------------------------------------.32 (Modelo 7) SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ----------------------------------------------------------------------------------.2 Isomeria de posição ------------------------------------------------------------------.44 3.52 4.63 .1 Isomeria plana ---------------------------------------------------------------------------------.40 3.21 2.2 Tipos de cadeias carbônicas --------------------------------------------------------------.1 Isomeria de cadeia --------------------------------------------------------------------.61 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ------------------------------------------------------.3 Isomeria de compensação-----------------------------------------------------------.1 Isomeria cis-trans ou geométrica -------------------------------------------------.50 4.46 3.

1 Mercado da região sudeste 2.1 Mercado concorrente 2.1 Ambiente Nacional 3.1.2 Ambiente Internacional .2 Mercado internacional 3 ANÁLISE AMBIENTAL 3.33 (Modelo 8) 2 ESTRATÉGIA COMPETITIVA 2.

2005).1 – Peneira do pré-tratamento (CASEIRO. .34 (Modelo 9) Figura 4.

53 . 1996). SST e SSV no esgoto bruto e no efluente de UASB (SOUSA.5 86 85 88 2ª Fase 24 4 2.1 38 19 Eficiência (%) 76 62 67.7 2.4 4.m³/d) 1 ª Fase 20.1 – Valores das concentrações de DQO. Q (L/d) TDH (h) COV (kg.35 Modelo 10 Tabela 2.25 DQO (mg/L) SST (mg/L) SSV (mg/L) DQO (mg/L) SST (mg/L) SSV (mg/L) Esgoto Bruto 442 187 129 422 256 162 UASB 108 71 42 58.

dar crédito à pesquisa além de fornecer o embasamento para argumentação da própria pesquisa. Citação Direta Citação direta curta (com menos de 5 linhas) . A frase entre aspas é texto de Mott. as mulheres lutavam em seu lugar. Se os próprios . a qualidade do ensino fornecido era duvidosa.) de sua janela jogou água fervendo nos invasores holandeses. as poucas que se apresentavam para reger uma classe dominavam tão mal aquilo que deveriam ensinar que não logravam êxito em transmitir seus exíguos conhecimentos. Deve-se deixar uma linha em branco entre a citação e os parágrafos anterior e posterior.36 8. "A maior dificuldade de aplicação da lei de 1827 residiu no provimento das cadeiras das escolas femininas. em espaço um (1).: Além disso. com o mesmo tipo e tamanho de letra utilizados no parágrafo de texto no qual está inserida Ex.As margens são recuadas à direita. (. incentivando os homens a continuarem a luta.: Maria Ortiz. 13: refere-se ao número da página onde se encontra o texto de Mott..: MOTT: autor que faz a citação. moradora da Ladeira do Pelourinho. CORPO DO TRABALHO – ALGUMAS NORMAS ELEMENTARES A importância das citações Citação é a menção no texto de uma informação extraída de um documento ou um canal de informação. Ex. A segunda linha e as demais são alinhadas sob a primeira letra do texto da própria citação. Este fato levou os europeus a acreditarem que "o baiano ao meio dia vira mulher" (MOTT.Deve ser feita na continuação do texto. com o objetivo de inserir a pesquisa na temática pertinente. No texto citado deve ser utilizada letra tamanho 11..2. enquanto os maridos comiam. autor que foi citado. Não obstante sobressaírem as mulheres no ensino das prendas domésticas. 1988: o ano de publicação da obra deste autor na bibliografia. Detalhe pitoresco é que na hora do almoço. Obs. em Salvador. 1988: 13). Citação direta longa (com 5 linhas ou mais) . entre aspas. Dois sistemas de citação de autores podem ser utilizados no trabalhos científicos: o sistema numérico ou o sistema alfabético (autor e data). uma vez que as mulheres que o ministravam não estavam preparadas para exercer tal função.

8. ele pode ser substituído pelas seguintes abreviações: s. p. ou seja. 1976:193). enquanto o título principal deve vir em itálico (grifado.: O nome do autor citado pode vir em minúsculas ou maiúsculas. e o reconhecimento dessa individualidade dar-se-á pelo conhecimento do contexto em que uma peça inovadora foi criada (idem. 1981:36). são incontestáveis dois princípios que norteiam o entendimento do processo inventivo: a tradição não tem poder determinante sobre aqueles poetas de talento individual. lastimável era o nível do ensino nas escolas femininas. ou seja. aos quais o acesso à instrução era muito mais fácil. = sem local de . aquelas utilizadas para compor o trabalho.: apud = citado por. 37) Obs. somente quando o texto é datilografado ou manuscrito). Obs. 1988: 35). o sobrenome do autor que abre a referência deve vir em maiúsculas ou caixa alta. as obras consultadas e não citadas no trabalho e as obras gerais sobre o tema.: O Imperador Napoleão Bonaparte dizia que "as mulheres nada mais são do que máquinas de fazer filhos" (BONAPARTE apud LOI. 3. consultados e citados ao longo do trabalho. Ex.: idem significa o mesmo autor citado anteriormente e ibidem.l.37 homens. Referências Bibliográficas Usa-se a expressão “Referências Bibliográficas” quando relacionamos apenas os documentos utilizados. “A apresentação dar-se-á por ordem alfabética de autor e pela ordem cronológica da publicação. se revelavam incapazes de ministrar o ensino de primeiras letras. cujas mestras estiveram sempre mais ou menos marginalizadas do saber" (Saffioti. Citação Indireta . Ex. ibidem.: Ainda com relação à questão da inventividade.É a citação que sofre uma interpretação por parte do autor. Quando um dos dados bibliográficos não é identificável no documento. Citação de citação É a citação feita por outro pesquisador. O termo “Bibliografia” será usado quando relacionarmos as obras genéricas sobre o tema. que a tomam como ponto de partida (Dronke. Obs. que a citação indireta está no mesmo livro citado anteriormente. Observe-se que o sobrenome do autor e o título do documento têm um destaque gráfico.

n. s. s. SANTOS. G. Exemplo: . SOBRENOME. O que é ideologia. 21. 2. rev. Nome do autor do capítulo. Até três autores: indica-se o nome dos três autores. T. Antônio Joaquim. L. Título do livro.ed. Acerto de Contas. ano de publicação. Nome. Exemplo: DANTAS. Exemplo: CHAUI. ano de apresentação. 2000. Tese (Doutorado) / Dissertação (Mestrado). ano de publicação. = sem editor. Exemplo: JARDILINO. 1998. São Paulo: Cortez. São Paulo: Editora SENAC. 1998. Domingos. s. Metodologia do Trabalho Científico. Nome do autor do livro.. Título. J.d. Exemplo: MEIRELLES. Título. Repórteres.). e ampl. Edição. 115) Normas específicas: 1. G. = sem notas tipográficas. São Paulo: Gois Editora e Publicidade. ROSSI. R. In: DANTAS. São Paulo: Editora SENAC. Referência bibliográfica de parte da obra ou capítulo. ed. Instituição. Cidade de publicação: Editora.t.38 publicação. ed. = sem data. Orientações metodológicas para elaboração de trabalhos acadêmicos. Livros SOBRENOME. Dissertações e teses SOBRENOME.. Cidade de publicação. (Fonte: SEVERINO. 2000. Cidade de publicação: Editora. Marilena.). quando faltam todos os elementos”. Audálio (org. Audálio (org. p. Título do capítulo. Mais de três autores: indicar o nome do organizador ou do coordenador da obra. 1997. Unidade de Ensino. Edição. São Paulo: Brasiliense. Repórteres. In: SOBRENOME. Nome. 42.

São Paulo. número do volume. In: NOME DO CONGRESSO. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Exemplo: CARDOSO.uma contribuição para o debate sobre os Reality Shows. Abrindo janelas à noção de competência para a construção de um currículo interdisciplinar: estudo preliminar. Local: Editora. SOBRENOME. Diário de S. Incorporação do tempo em SGBD orientado a objetos. Produtor (opcional). ano e cidade de realização. 1. Título do artigo. C. 1999. páginas inicial-final. Economia. p. Nome / EDITOR. Paulo. páginas inicial-final. Título do periódico. Nome. Ágora ou o Zoológico Humano?. Trabalhos apresentados em congresso. 6. set. Nome.. 5. Cenários da Comunicação. (Ano). cidade. p. Título. 5771. Dissertação de Mestrado. 16-29. Raquel. Exemplo: SILVA. número do fascículo. São Paulo. 9. Exemplo: BRAYNER. 2002. 3. Título do trabalho. Número ou título do caderno. Anais. mês e ano. Título do artigo. Título do trabalho.. R.39 SILVA. MEDEIROS. Trabalhos de fontes eletrônicas SOBRENOME. revistas de circulação SOBRENOME.. Tipo de mídia. Título do Jornal. Janete Bernardo da. A. número do congresso. Artigos de publicações acadêmicas SOBRENOME. A. Dalmo O. 16 de março de 2004. Souza. páginas inicial-final. 1994. 1994. 4. p. Artigo de jornal. o pivô da guerra das cervejas. B. data. Disponível: identificador (data de acesso). Nome. 1.. B3. Faculdade de Educação. Exemplo: . Zeca. ano de publicação. seção ou suplemento. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE BANCO DE DADOS. São Paulo: USP. São Paulo: UNINOVE. n. v. cidade de publicação: Editor.

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rev. JARDILINO. ed. José Rubens Lima. LAKATOS. 2. Eva Maria. 1989. 1986. __________. São Paulo: Mestre Jou. Como estudar. São Paulo: Atlas. M. . Técnicas de pesquisa. Gerson T. Garcia. Roberto Jarry et al. SANTOS. Pesquisa social: métodos e técnicas. SEVERINO. Gion. LEHFELD. Antônio Joaquim. 2. São Paulo: Atlas. Metodologia do trabalho científico. Neide Aparecida de Souza. e ampl. Aidil Jesus Paes de. 21. A metodologia e a universidade.enaol. Giseli. 2000. 2000. Fundamentos de metodologia: um guia para a iniciação científica. p. São Paulo: Atlas.99 ORENSTEIN. São Paulo: Cortez. ed. Orientações metodológicas para Elaboração de Trabalhos Acadêmicos. 2000. Lições preliminares. (20 de fevereiro de 2005) RICHARDSON. Benny. Orientações metodológicas para Trabalhos Acadêmicos. José Rubens. São Paulo. 1991. MORENTE. Marina de Andrade. Gisele.41 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA BARROS. p.htm. ROSSI. 1-14 JARDILINO. Metodologia científica.com/educando/leitura. ed. Disponível: http://www. São Paulo: Mc Graw-Hill. MARCONI. ROSSI. 1970. Gerson Tenório. SANTOS.2 ed. 1982. In: _____. São Paulo: Giom Editora e Publicidade. Fundamentos de Filosofia.

al. lit. infra ip.v. glos. rem. et. anot. org. litteram Significado ao pé da letra ampliado anotado apógrafo [cópia de manuscrito] segundo fulano. mss n. op. pas. q. alii et.g. referido por aumentado confira. pref. e. sel. a saber e outros em diversas partes. Ms.vide . ed.ed. id. aqui e ali e seguintes glossário na mesma obra o mesmo autor isto é ilustrado em no fim introdução abaixo linhas ou páginas literalmente letra por letra . refund. loc.l.v. atrás separata tomo tradução. il. supra sep. rec. selecionado assim mesmo.cit. i. doc.42 ANEXOS Veja algumas abreviaturas comuns em trabalhos científicos: Abreviaturas ad. ms. pas. Expressão Latina ad. ver silicet s. compare coleção compilador direção documento edição edição citada por exemplo. cit. ampl. passin et. p.textualmente no lugar citado melhorado manuscrito[s] número observe bem obra citada organizado página em diversos lugares aqui e ali prefácio que se veja recensão referência refundido remissivo revisto subentende-se sem data sem editor sem local de publicação seleção. ref. ed. cf.é. loco citado nota bene opus citatum passim quod. et. ip. seqs. [ilus. tal qual linhas ou p. ap. trad.p. et. s. in-fine intr. apóg. s. lit. sequentes ibidem idem ipsis litteris ipsis verbis. ibid.d. b. n. traduzido apud exempli gratia et. melh.cit. dir. col.] in. t. aum. comp. sic.

g. videlicet verbi gratia volume ver ver o original por exemplo notadamente. é fácil de ver (JARDILINO.43 v. Orientações Metodológicas para Elaboração de Trabalhos Acadêmicos São Paulo: Gion. 2000.o v. Gisele. V. ROSSI. Gerson T. v. José Rubens. pp. SANTOS. 11-113) .