Organismos de normalização

ISO – International Organization for Standardization
• Organização criada com carácter voluntário em 1946. É constituída pelas organizações nacionais de normalização correspondentes aos cerca de 89 países membros. • Em 1977 iniciou um estudo para interconexão de sistemas de computação, sendo o modelo de referência OSI a base para todas as definições para a normalização de interconexão de sistemas. • Entre as organizações dela constantes, salientam-se:
– ANSI dos EUA, – BSI de França, – DIN da Alemanha,…

• Normalizam praticamente tudo com excepção de telefonia e telégrafo.

IEEE – Institute of Electrical and Electronic Engineers
• Trata-se da maior organização profissional a nível mundial. Entre as suas actividades destacam-se a criação de normas para áreas de engenharia eléctrica e computação, publicação de revistas, celebração de conferências,… • O grupo de normas mais importante relativamente às redes é o grupo de normas 802.x que fazem referência às redes locais. • Foram adoptadas pela ISO com a designação de Normas ISO 8802.x.

O Modelo OSI

Modelo OSI – Cont.
• Quando começaram a surgir os primeiros equipamentos e software para redes de computadores (na década de 70), não existiam normas ou padrões bem definidos • Cada empresa fabricante procurava impor os seus modelos próprios, bastante diferenciados entre si e pouco vocacionados para poderem interligar-se e comunicar uns com os outros

Modelo OSI – Cont.
• Entretanto começou-se a desenvolver um modelo ou arquitectura de interligação de redes que iria estar na base da Internet • Tratava-se do conjunto de protocolos conhecidos por TCP/IP • Neste contexto, tornou-se evidente a necessidade de definir padrões a nível internacional, de forma a tornar possível a conectividade e interoperacionalidade

Modelo OSI – Cont.
• Ou seja, a possibilidade de os equipamentos poderem ligar-se e comunicar entre si, independentemente das suas diferenças quer ao nível do hardware, quer ao nível do software • No final da década de 70 surge, por iniciativa da ISO o modelo OSI (Open Systems Interconnection)

Modelo OSI – Cont.
• O modelo OSI consiste num conjunto de protocolos abertos para o fabrico de equipamentos e desenvolvimento de software, destinados a funcionar em redes de computadores • Um Protocolo traduz um conjunto de regras que permitem a comunicação entre duas camadas homologas (no mesmo nível) • Este modelo subdivide o processo global da comunicação de dados entre computadores em sete níveis ou camadas

Modelo OSI – Cont.
• Cada uma das quais com determinadas funções específicas:
• • • • • • • Camada de Aplicação; Camada de Apresentação; Camada de Sessão; Camada de Transporte; Camada de Rede; Camada de Ligação de Dados; Camada Física

Modelo OSI – Cont.
• A divisão o processo de comunicação entre computadores (redes) em camadas ou níveis tem como objectivo o isolamento de cada uma dessas camadas ou grupos de funções, para assim poderem ser analisadas, desenvolvidas e implementadas (em software) independentemente umas das outras, sem necessidades de reformular todo o sistema

Modelo OSI – Cont.
• Numa transmissão em rede, cada mensagem gerada num computador é formatada em “pacotes” de bits ou bytes • Cada um desses pacotes atravessa as várias camadas da arquitectura de rede e recebe um cabeçalho com informação específica de cada umas dessas camadas

Modelo OSI – Cont.
• Ao chegar ao computador receptor, os pacotes das mensagens atravessam as mesmas camadas da arquitectura de rede, mas agora no sentido inverso; • Então, são como que “desembrulhados” e reagrupados para a recomposição da mensagem original

Modelo OSI – Cont.
• O modelo OSI constitui apenas um modelo de referência para o estudo e desenvolvimento de sistemas e equipamentos de redes • Na realidade, os protocolos (normas para a comunicação entre os computadores), os padrões e as arquitecturas de redes que têm sido efectivamente desenvolvidos e difundidos no mercado poucas vezes seguem o modelo OSI na integra

Modelo OSI – Cont.
• Frequentemente, esses protocolos e padrões surgem como variantes ou alternativas ao modelo OSI • Apesar disso, este modelo continua a ter a sua validade, precisamente como instrumento de abordagem para o estudo de investigação na área das redes de computadores

Modelo OSI – Cont.

Camada Física

Define as características do meio físico de transmissão da rede, conectores, interfaces, codificação ou modulação dos sinais, etc.

Camada de Ligação de Dados
Procede à montagem dos pacotes de bits no formato apropriado à sua transmissão na rede; controla o acesso aos meios físicos de transmissão e o fluxo dos pacotes entre os nós da rede; faz controlo de erros

Camada de Rede

Estabelece, com base nos endereços dos pacotes das mensagens, um caminho, através dos nós da rede ou interligação de redes, para o percurso das mensagens até ao seu destino

Camada de Transporte

Controla o fluxo de informação transmitida e recebida, por forma a que os pacotes das mensagens sejam entregues correctamente

Camada de Sessão

Estabelece, mantém e coordena o intercâmbio de dados entre emissor e receptor durante uma sessão de comunicação

Camada de Apresentação
Contribui para a codificação e descodificação dos dados ao nível do seu formato visual; procede a conversão de formatos entre sistemas diferentes

Camada de Aplicação
Estabelece um interface entre o software de aplicação do utilizador e as camadas inferiores

Alguns dos principais padrões de redes

• Muitos dos padrões de redes actualmente mais difundidos são definidos com base em normas ou protocolos ditos de nível inferior, ou seja, com base nas duas ou três primeiras camadas do modelo OSI • As que definem os interfaces de rede, o modo de acesso dos computadores ao meio físico de transmissão e o formato dos pacotes de mensagens que circulam na rede

O padrão de redes Ethernet
• O padrão Ethernet é, actualmente, o padrão das redes locais (LAN) que conhece maior difusão • É definido fundamentalmente ao nível da camada de ligação de dados e a sua implementação começa por ser feita nas próprias placas de rede

• O protocolo Ethernet é propriedade de um consorcio formado pela DEC, Intel e Xerox • É muito semelhante ao padrão IEEE802.3 • Nas redes Ethernet qualquer que seja a sua topologia física (bus ou estrela), as transmissões de cada computador são feitas por difusão (broadcast)

• O acesso ao meio físico (cabos), por parte dos computadores, é feito por um método baseado em contenção, conhecido como CSMA/CD • Quando um computador pretende iniciar uma transmissão, numa rede Ethernet, terá de esperar por um momento em que o sinal esteja livre (não haja circulação de dados nos cabos)

• Pode acontecer que 2 ou mais computadores iniciem uma transmissão num mesmo lapso de tempo, sem que nenhum deles tenha detectado que o canal já estava a ser ocupado com uma transmissão. Neste acaso, ocorrerá uma colisão

• Uma vez que o canal é partilhado por todos os nós da rede e em baseband, isto é, ocupando toda a largura de banda disponível, quando 2 computadores iniciam transmissão sem se terem detectado um ao outro, os sinais colidem no meio físico de transmissão e nenhuma das transmissões terá sucesso

• Quando ocorre uma colisão, os interfaces dos computadores que tinham tentado iniciar a sua transmissão detectam o ruído e ficam em contenção por um pequeno período de tempo (gerado aleatoriamente pelo interface de rede) • Em seguida, voltam a tentar, até que a transmissão seja bem sucedida

• Este é, em suma, o método CSMA/CD (Carrier Sense Multiple Access/Colission Detection): os computadores acedem ao meio físico estando atentos à onda portadora (carrier); a ocorrência de mais do que um acesso ao mesmo tempo dá origem a colisões; as colisões terão de ser detectadas e resolvidas, por forma a viabilizar as transmissões

O padrão de redes Token-Ring
• Também define um padrão de redes locais; é igualmente definido ao nível da camada de ligação de dados e implementado nas placas de rede • Dispõem-se, normalmente, em topologias de anel ou anel com configuração de estrela, usando cabos de pares entrançados

• O seu protocolo é propriedade da IBM • O protocolo aberto (segundo o modelo OSI) correspondente ao ToKen-Ring que é o protocolo IEEE802.5 • Tem topologia em anel e baseia-se na utilização de dispositivos de centralização de ligações, do tipo dos Hubs

• Porém, no interior do dispositivo centralizador e nas placas de rede, as especificações são no sentido de um funcionamento ponto-a-ponto sequencial, em anel • O método de acesso ao meio físico de transmissão é conhecido como passagem de testemunho (token-passing)

• Quando um computador pretende iniciar uma transmissão tem obrigatoriamente de captar o token e, só então, pode começar a enviar os dados para o anel da rede • Enquanto um computador estiver a enviar dados, está na posse do token e mais nenhum computador pode transmitir – portanto, nunca podem ocorrer colisões

• As transmissões são efectuadas em modo ponto-a-ponto sequencial: os dados transmitidos viajam para o nó seguinte do anel da rede até alcançarem o nó para que foram endereçados

O padrão de Redes FDDI
• FDDI – Fiber Distribut data interface • Abrange os níveis físico e de ligação de dados • Permite o desenvolvimento de redes com um âmbito maior que as redes LAN, nomeadamente redes do tipo MAN • Seguem uma tecnologia de transmissão parecida com as redes Token-Ring, mas utilizando, normalmente, cabos de fibra óptica o que lhes confere taxas de transmissão bastantes elevadas

• Estas caracteristicas tornam o padrão FDDI bastante adequado para a interligação de redes através de um backbone – neste caso, o backbone das redes é precisamente o cabo de fibra optica, com configuração em anel FDDI, ao qual se ligam as sub-redes • É um padrão desenvolvido pela ANSI

Redes ISDN (RDIS)
• ISDN (Integrated Services Digital Network) é traduzido em português por RDIS (Rede Digital com Integração de Serviços) • Constituem um novo padrão de redes de telecomunicações, em substituição das redes telefónicas tradicionais • Padrão a um nível muito próximo da transmissão física.

• Podem funcionar com cabos eléctricos ou fibra óptica • As conexões são feitas ponto-a-ponto • Interface de ligação NT (networking termination) e inclui placas de interface para computadores • As linhas ISDN permitem ligar um computador a outro computador ou a redes de computadores

Modelo OSI
Visão Geral

• Durante as últimas duas décadas houve um grande aumento na quantidade e no tamanho das redes. • Várias redes, no entanto, foram criadas através de implementações diferentes de hardware e de software. • Como resultado, muitas redes eram incompatíveis, e a comunicação entre redes com diferentes especificações tornou-se difícil. • Para tratar desse problema, a International Organization for Standardization (ISO) realizou uma pesquisa sobre vários esquemas de rede. • A ISO reconheceu a necessidade de se criar um modelo de rede para ajudar os desenvolvedores a implementar redes que poderiam comunicar-se e trabalhar juntas (interoperabilidade). • Assim, a ISO lançou em 1984 o modelo de referência OSI.

• Vamos explicar como os padrões garantem maior compatibilidade e interoperabilidade entre vários tipos de tecnologias de rede. • Irá aprender como o esquema de redes do modelo de referência OSI oferece suporte aos novos padrões de rede. • Além disso, acompanhará o caminho percorrido pelas informações, ou dados, desde os programas aplicativos, através de um meio de rede (como, por exemplo, cabos), até os programas aplicativos localizados em outros computadores de uma rede. • Aprenderá sobre funções básicas que acontecem em cada camada do modelo OSI, que lhe servirão como fundamentos à medida que começar a projectar, compilar e solucionar problemas de redes.

• O conceito de camadas vai ajudar a entender a acção que ocorre durante a comunicação de um computador com outro. • Na figura seguinte poderá ver questões que envolvem o movimento de objectos físicos, como no tráfego nas estradas, ou no caso dos dados electrónicos. • Designamos ao deslocamento de objectos, físico ou lógico, como fluxo. • Existem muitas camadas que ajudam a descrever os detalhes do processo de fluxo. • Outros exemplos de sistemas com fluxo são o sistema público de abastecimento de água, o sistema rodoviário, o sistema postal e o sistema telefónico.

• Agora, examine o esquema "Comparando redes", na figura seguinte. • Que rede está examinar? • O que está em fluxo? • Quais são as diferentes formas do objecto em fluxo? • Quais são as regras do fluxo? • Onde acontece o fluxo? • As redes listadas nesse esquema fornecem mais analogias para ajudar a entender as redes de computadores.

Modelo geral de comunicação
Origem, destino e pacotes de dados • Para que os computadores enviem informações através de uma rede, todas as comunicações numa rede tem uma origem e depois trafegam até um destino.

• Como na figura seguinte, as informações que trafegam numa rede são referidas como dados, pacote ou pacote de dados. • Um pacote de dados é uma unidade de informações logicamente agrupada que se desloca entre sistemas de computadores. • Inclui as informações da origem, junto com outros elementos necessários para fazer que a comunicação com o dispositivo de destino seja possível e confiável. • O endereço de origem num pacote especifica a identidade do computador que envia o pacote. • O endereço de destino especifica a identidade do computador que recebe o pacote

Meios
• Um meio é um material através do qual os pacotes de dados trafegam. • Ele pode ser um dos seguintes materiais:
– cabos telefónicos – UTP Categoria 5 (usado para Ethernet 10Base T) – cabos coaxiais (usados para TV a cabo) – fibra óptica (fibras finas de vidro que transportam luz)

Protocolo
• Para que os pacotes de dados trafeguem da origem até ao destino, através de uma rede, é importante que todos os dispositivos da rede usem a mesma linguagem, ou protocolo. • Um protocolo é um conjunto de regras que tornam mais eficiente a comunicação numa rede. • Alguns exemplos comuns são:

• No Congresso, as normas de procedimento possibilitam que centenas de representantes (todos desejosos de falar) se organizem, para dar vez a cada um e comunicar as suas ideias de forma ordenada. • Ao pilotar um avião, os pilotos obedecem a regras muito específicas de comunicação com outros aviões e com o controle do tráfego aéreo. • Quando se atende o telefone, diz-se “Olá", e a pessoa que ligou responde, dizendo “Viva”. Aqui fala... ", e assim por diante.

• Uma definição técnica de um protocolo de comunicações de dados é: um conjunto de regras, ou um acordo, que determina o formato e a transmissão de dados. • A camada n num computador comunica com a camada n noutro computador. As regras e convenções usadas nessa comunicação são conhecidas colectivamente como o protocolo da camada n.

A evolução dos padrões ISO de redes
• Para tratar do problema da incompatibilidade entre as redes e da impossibilidade de se comunicarem entre si, a ISO pesquisou esquemas de redes como, por exemplo, DECNET, SNA e TCP/IP, para tentar descobrir um conjunto de regras. • Como resultado dessa pesquisa, a ISO criou um modelo de rede que ajudaria os fabricantes a criar redes que poderiam ser compatíveis e operar junto com outras redes.

• O processo de decompor comunicações complexas em discretas tarefas menores pode ser comparado ao processo de montagem de um automóvel. • Se tomado como um todo, o processo de projectar, industrializar e montar um automóvel é altamente complexo. • É improvável que uma só pessoa possa saber como executar todas as tarefas necessárias para se construir um carro desde o rascunho do projecto. • Por isso, os engenheiros mecânicos projectam o carro, os engenheiros industriais projectam os moldes para as peças e os técnicos de montagem específicos montam cada parte do carro.

• O modelo de referência OSI ( não confundir com ISO), lançado em 1984, foi o esquema descritivo criado. • Ele ofereceu aos fabricantes um conjunto de padrões que garantiram maior compatibilidade e interoperabilidade entre os vários tipos de tecnologias de rede, criados por várias empresas de todo o mundo

O modelo de referência OSI
A finalidade do modelo de referência OSI

• É o modelo fundamental para comunicações em rede. • Embora existam outros modelos, a maior parte dos fabricantes de rede, hoje, relaciona os seus produtos ao modelo de referência OSI, especialmente quando desejam instruir os utilizadores no uso dos produtos. • Eles consideram-no a melhor ferramenta disponível para ensinar as pessoas a enviar e receber dados através de uma rede.

• Permite visualizar as funções de rede que acontecem em cada camada. • Sobretudo, o modelo OSI é uma estrutura que se pode usar para entender como as informações trafegam através de uma rede. • Além disso, pode usar o modelo de referência OSI para visualizar como as informações, ou pacotes de dados, trafegam desde os programas de aplicação, através de um meio de rede (como cabos, etc.), até outros programas de aplicação localizados num outro computador de uma rede, mesmo se o remetente e o destinatário tiverem tipos diferentes de rede

• No modelo de referência OSI, existem sete camadas numeradas e cada uma ilustra uma função particular da rede. Essa separação das funções da rede é chamada divisão em camadas.

• Dividir a rede nessas sete camadas oferece as seguintes vantagens:
– Decompõe as comunicações de rede em partes menores e mais simples. – Padroniza os componentes de rede, permitindo o desenvolvimento e o suporte por parte de vários fabricantes. – Possibilita a comunicação entre tipos diferentes de hardware e de software de rede. – Evita que as modificações em uma camada afetem as outras, possibilitando maior rapidez no seu desenvolvimento. – Decompõe as comunicações de rede em partes menores, facilitando sua aprendizagem e compreensão.

As sete camadas do modelo de referência OSI
• O problema de transferir informações entre computadores é dividido em sete problemas menores no modelo de referência OSI. Cada um dos sete problemas menores é representado por uma própria camada no modelo. As sete camadas do modelo de referência OSI são:
– – – – – – – Camada 7: A camada de aplicação Camada 6: A camada de apresentação Camada 5: A camada de sessão Camada 4: A camada de transporte Camada 3: A camada de rede Camada 2: A camada de enlace Camada 1: A camada física

As funções de cada camada
• Camada 7: A camada de aplicação
– A camada de aplicação é a camada OSI mais próxima do usuário; ela fornece serviços de rede aos aplicativos do usuário. Ela se diferencia das outras por não fornecer serviços a nenhuma outra camada OSI, mas apenas a aplicativos fora do modelo OSI. Os programas de planilhas, os programas de processamento de texto e os programas de terminal bancário são exemplos desses processos de aplicativos. A camada de aplicação estabelece a disponibilidade dos parceiros de comunicação pretendidos, sincroniza e estabelece o acordo sobre os procedimentos para a recuperação de erros e o controle da integridade dos dados. Para definir em poucas palavras a camada 7, pense em navegadores

• Camada 6: A camada de apresentação
– A camada de apresentação assegura que a informação emitida pela camada de aplicação de um sistema seja legível para a camada de aplicação de outro sistema. Se necessário, a camada de apresentação faz a conversão de vários formatos de dados usando um formato comum. Se você quiser pensar na camada 6 com o mínimo de palavras, pense em um formato de dados comum.

• Camada 5: A camada de sessão
– A camada de sessão, como está implícito no nome, estabelece, gerencia e termina sessões entre dois hosts que se comunicam. A camada de sessão fornece seus serviços para a camada de apresentação. Ela também sincroniza o diálogo entre as camadas de apresentação dos dois hosts e gerencia a troca de dados entre eles. Além da regulamentação básica das sessões, a camada de sessão oferece recursos para transferência eficiente de dados, classe de serviço e relatórios de exceção sobre a camada de sessão, a camada de apresentação e a camada de aplicação. Para definir em poucas palavras a camada 5, pense em diálogos e conversações.

Camada 4: A camada de transporte
– A camada de transporte segmenta os dados do sistema host que está enviando e monta os dados novamente em uma seqüência de dados no sistema host que está recebendo. O limite entre a camada de sessão e a camada de transporte pode ser comparado ao limite entre os protocolos de camada de meios e os protocolos da camada de host. Enquanto as camadas de aplicação, de apresentação e de sessão estão relacionadas a problemas de aplicativos, as três camadas inferiores estão relacionadas a problemas de transporte de dados. – A camada de transporte tenta fornecer um serviço de transporte de dados que isola as camadas superiores de detalhes de implementação de transporte. Especificamente, questões como, por exemplo, como realizar transporte seguro entre dois hosts, dizem respeito à camada de transporte. Fornecendo serviços de comunicação, a camada de transporte estabelece, mantém e termina corretamente circuitos virtuais. Fornecendo serviço confiável, são usados o controle do fluxo de informações e a detecção e recuperação de erros de transporte. Para definir em poucas palavras a camada 4, pense em qualidade de serviços e confiabilidade.

• Camada 3: A camada de rede
– A camada de rede é uma camada complexa que fornece conectividade e seleção de caminhos entre dois sistemas hosts que podem estar localizados em redes geograficamente separadas. Se você desejar lembrar da camada 3 com o menor número de palavras possível, pense em seleção de caminhos, roteamento e endereçamento.

• Camada 2: A camada de aplicação
– A camada de aplicação fornece trânsito seguro de dados através de um link físico. Fazendo isso, a camada de enlace trata do endereçamento físico (em oposição ao endereçamento lógico), da topologia de rede, do acesso à rede, da notificação de erro, da entrega ordenada de quadros e do controle de fluxo. Se você desejar se lembrar da camada 2 com o mínimo de palavras possível, pense em quadros e controle de acesso ao meio.

• Camada 1: A camada física
– A camada física define as especificações elétricas, mecânicas, funcionais e de procedimentos para ativar, manter e desativar o link físico entre sistemas finais. Características como níveis de voltagem, temporização de alterações de voltagem, taxas de dados físicos, distâncias máximas de transmissão, conectores físicos e outros atributos similares são definidas pelas especificações da camada física. Para definir em poucas palavras a camada 1, pense em sinais e meios.

Encapsulamento
• todas as comunicações em uma rede têm uma origem e são enviadas para um destino, e as informações emitidas em uma rede são chamadas de dados ou pacote de dados. Se um computador (host A) desejar enviar dados para outro computador (host B), os dados devem primeiro ser empacotados através de um processo chamado encapsulamento. • O encapsulamento empacota as informações de protocolo necessárias antes do trânsito pela rede. Assim, à medida que o pacote de dados desce pelas camadas do modelo OSI, ele recebe cabeçalhos, trailers e outras informações. (observação: A palavra "cabeçalho" significa que informações de endereço foram adicionadas.)

• Para ver como o encapsulamento ocorre, vamos examinar a forma como os dados viajam pelas camadas como ilustrado na figura. Uma vez que o dado é enviado da origem, como ilustrado na figura, ele viaja através da camada de aplicação para baixo através das outras camadas. Como você pode ver, o empacotamento e o fluxo dos dados que são trocados passam por alterações à medida que as redes executam seus serviços para os usuários finais. Como ilustrado nas figuras, as redes devem efetuar as seguintes cinco etapas de conversão para encapsular os dados:

• • • • •

Figura seguinte: Compilar os dados. Quando um usuário envia uma mensagem de correio eletrônico, os seus caracteres alfanuméricos são convertidos em dados que podem trafegar na internetwork. Empacotar os dados para transporte ponto a ponto. Os dados são empacotados para transporte na internetwork. Usando segmentos, a função de transporte assegura que os hosts da mensagem em ambas as extremidades do sistema de correio eletrônico possam comunicar-se com segurança. Anexar (adicionar) o endereço da rede ao cabeçalho. Os dados são colocados em um pacote ou datagrama que contém um cabeçalho de rede com endereços lógicos de origem e destino. Esses endereços ajudam os dispositivos da rede a enviar os pacotes através da rede por um caminho escolhido.

• •

• • •

Figura : Anexar (adicionar) o endereço local ao cabeçalho do link de dados. Cada dispositivo da rede deve colocar o pacote dentro de um quadro. O quadro permite a conexão com o próximo dispositivo da rede diretamente conectado do link. Cada dispositivo no caminho de rede escolhido requer enquadramento em seqüência para conectar-se ao dispositivo seguinte. Converter em bits para transmissão. O quadro deve ser convertido em um padrão de 1s e 0s (bits) para transmissão no meio (normalmente um cabo). Uma função de sincronização permite que os dispositivos distingam esses bits conforme eles trafegam no meio. O meio na conexão física das redes pode variar de acordo com o caminho usado. Por exemplo, a mensagem de correio eletrônico pode ser originada em uma LAN, atravessar um backbone do campus e sair por um link da WAN até alcançar seu destino em outra LAN remota. Cabeçalhos e trailers são adicionados conforme os dados descem pelas camadas do modelo do OSI.

• •

Nomes dos dados em cada camada do modelo OSI
• Para que os pacotes de dados trafeguem da origem para o destino, cada camada do modelo OSI na origem deve se comunicar com sua camada par no destino. Esta forma de comunicação é chamada de Comunicação ponto a ponto. Durante esse processo, o protocolo de cada camada troca informações, chamadas protocol data units (PDUs), entre camadas pares. Cada camada de comunicação, no computador de origem, se comunica com uma PDU específica da camada e com a sua camada correspondente no computador de destino, como ilustrado na figura.

• Os pacotes de dados em uma rede são originados em uma origem e depois trafegam até um destino. Cada camada depende da função de serviço da camada OSI abaixo dela. Para fornecer esse serviço, a camada inferior usa encapsulamento para colocar a PDU da camada superior no seu campo de dados; depois, adiciona os cabeçalhos e trailers que a camada precisa para executar sua função. A seguir, enquanto os dados descem pelas camadas do modelo OSI, novos cabeçalhos e trailers são adicionados. Depois que as camadas 7, 6 e 5 tiverem adicionado suas informações, a camada 4 adiciona mais informações. Esse agrupamento de dados, a PDU da camada 4, é chamado segmento.

• A camada de rede, por exemplo, fornece um serviço para a camada de transporte, e a camada de transporte apresenta os dados ao subsistema da internetwork. A camada de rede tem a tarefa de mover os dados através da internetwork. Ela efetua essa tarefa encapsulando os dados e anexando um cabeçalho, criando um pacote (o PDU da camada 3). O cabeçalho tem as informações necessárias para completar a transferência, como, por exemplo, os endereços lógicos da origem e do destino.

• A camada de enlace fornece um serviço à camada de rede. Ela encapsula as informações da camada de rede em um quadro (o PDU da camada 2); o cabeçalho do quadro contém as informações (por exemplo, endereços físicos) exigidas para a execução das funções de link de dados. A camada de enlace fornece um serviço à camada de rede encapsulando as informações da camada de rede em um quadro. • A camada física também fornece um serviço à camada de enlace. A camada física codifica o quadro de link de dados em um padrão de 1s e 0s (bits) para a transmissão no meio (geralmente um cabo) na camada 1.

Comparação entre o modelo OSI e o modelo TCP/IP
O modelo de referência TCP/IP • Embora o modelo de referência OSI seja universalmente reconhecido, o padrão aberto técnico e histórico da Internet é o Transmission Control Protocol/Internet Protocol (TCP/IP. O modelo de referência TCP/IP e a pilha de protocolos TCP/IP tornam possível a comunicação de dados entre dois computadores quaisquer, em qualquer parte do mundo, a aproximadamente a velocidade da luz. O modelo TCP/IP tem importância histórica, assim como os padrões que permitiram que as indústrias de telefonia, energia elétrica, estradas de ferro e videotape se desenvolvessem.

Camada de REDE

Visão geral
• A camada de rede é responsável pela navegação dos dados através da rede. • A função da camada de rede é encontrar o melhor caminho através da rede. • O esquema de endereçamento da camada de rede é usado pelos dispositivos para determinar o destino dos dados à medida que eles se movem pela rede.

A importância de uma camada de rede
Identificadores

• A camada de rede é responsável pela movimentação dos dados através de um conjunto de redes (internetwork). • O esquema de endereçamento da camada de rede é usado pelos dispositivos para determinar o destino dos dados à medida que eles se movem pelas redes.

• Os protocolos que não tenham camada de rede podem ser usados apenas em pequenas redes internas. • Esses protocolos normalmente usam apenas um nome (ou seja, endereço MAC) para identificar o computador numa rede. • O problema é que, à medida que a rede cresce em tamanho, torna-se cada vez mais difícil organizar todos os nomes, como, por exemplo, certificar-se de que dois computadores não estão a usar o mesmo nome.

• Os protocolos que suportam a camada de rede usam uma técnica de identificação para os dispositivos que garante um identificador exclusivo. • Sendo assim, como é que o identificador se diferencia de um endereço MAC, que também é exclusivo? • Os endereços MAC usam um esquema de endereçamento contínuo que torna mais difícil localizar os dispositivos noutras redes. • Os endereços da camada de rede usam um esquema de endereçamento hierárquico que permite que endereços exclusivos atravessem os limites das redes, tendo, juntamente com isso, um método para encontrar um caminho para os dados circularem entre as redes

• Os esquemas de endereçamento hierárquico permitem que as informações atravessem uma internetwork, juntamente com um método para encontrar o destino de modo eficiente. • A rede do telefone é um exemplo do uso de endereçamento hierárquico. • O sistema telefónico usa um código de área que designa uma área geográfica para o primeiro encaminhamento das chamadas (salto). • Os três dígitos seguintes representam a troca local (segundo salto). • Os dígitos finais representam o telefone de destino individual (o que é, o salto final).

• Os dispositivos de rede precisam de um esquema de endereçamento que permita que eles encaminhem pacotes de dados através de internetwork (um conjunto de redes compostas de vários segmentos usando o mesmo tipo de endereçamento). • Existem vários protocolos da camada de rede com esquemas de endereçamento diferentes que permitem que os dispositivos encaminhem os dados através de uma internetwork.

Sistemas de segmentação e autónomos
• Há dois motivos principais para a necessidade de se ter várias redes:
– o crescimento do tamanho das redes e do número de redes.

• Quando uma LAN, MAN ou WAN se expandir, poderá ser necessário ou conveniente para o controle do tráfego na rede dividi-la em pedaços menores chamados de segmentos de rede (ou apenas segmentos). • O resultado é que a rede torna-se um grupo de redes, cada uma exigindo um endereço separado.

• Já existe um grande número de redes:
– redes isoladas de computadores são comuns em escritórios, escolas, empresas, etc….

• Embora seja conveniente fazer com que essas redes isoladas comuniquem entre si pela Internet, elas devem fazer isso com esquemas de endereçamento razoáveis e dispositivos de internetworking apropriados. • Caso contrário, o fluxo do tráfego na rede torna-se seriamente prejudicado e as redes locais, e a Internet, funcionavam.

• Uma analogia que poderia ajudar a compreender a necessidade da segmentação de redes é imaginar um sistema rodoviário e o número de veículos que o utilizam. • À medida que a população das áreas em torno das vias principais aumenta, as estradas ficam sobrecarregadas com o excesso de veículos. • As redes funcionam de forma muito parecida. • À medida que crescem, a quantidade de tráfego aumenta. • Uma solução poderia ser aumentar a largura de banda, semelhante a aumentar os limites de velocidade nas estradas, ou adicionar mais faixas. • Outra solução poderia ser usar dispositivos que segmentam a rede e controlam o fluxo do tráfego, da mesma maneira que uma estrada usaria dispositivos como sinais de trânsito para controlar o tráfego.

Comunicação entre redes separadas
• A Internet é uma colecção de segmentos de rede que são ligados para facilitar a partilha das informações. • Mais uma vez, uma boa analogia é o exemplo do sistema rodoviário e as várias estradas que foram construídas para ligar muitas regiões geográficas. • As redes operam de forma bastante semelhante, com empresas conhecidas como Provedores de serviços de Internet (Internet Service Providers- ISP) que oferecem os serviços que ligam vários segmentos de redes.

Dispositivos de rede da camada 3
• Os dispositivos de internetworking que operam na camada 3 do modelo OSI (camada de rede) ligam, os segmentos de rede ou redes inteiras. • Esses dispositivos são chamados de routers. Eles passam os pacotes de dados entre as redes baseados nas informações do protocolo de rede ou da camada 3.

• Os routers tomam decisões lógicas relativas ao melhor caminho para a entrega dos dados numa internetwork e depois direccionam os pacotes para a porta de saída e segmento apropriados. • Os routers levam os pacotes dos dispositivos da LAN (por exemplo, estações de trabalho) e, baseados nas informações da camada 3, encaminhamnos para a rede. • Na verdade, o router, é chamado de switching da camada 3.

Determinação do caminho
• A determinação do caminho ocorre na camada 3 (camada de rede) e permite que um router avalie os caminhos disponíveis para um destino e estabeleça a forma preferível de lidar com um pacote. • Os serviços de routers usarão as informações da topologia da rede quando estiverem a avaliar os caminhos da rede. • A determinação do caminho é o processo que o router usa para escolher o próximo salto no caminho para que o pacote “ande” em direcção ao destino. • Esse processo é também chamado de encaminhamento do pacote.

• A determinação do caminho para um pacote pode ser comparada a um motorista que está a guiar um automóvel de um lado ao outro da cidade. • O motorista tem um mapa que mostra as ruas por onde precisa seguir para chegar ao seu destino. • O caminho de um cruzamento a outro é um salto. • De forma semelhante, um router usa um mapa que mostra os caminhos disponíveis para um destino.

• Os routers também podem tomar suas as decisões baseados na densidade do tráfego e na velocidade da largura de banda, como um motorista pode optar por um caminho mais rápido (uma estrada) ou usar uma rua com menos movimento

Endereçamento da camada de rede
• • • • • • • O endereço de rede ajuda o router a identificar um caminho dentro da nuvem da rede. O router usa o endereço de rede para identificar a rede de destino de um pacote dentro de uma internetwork. Para alguns protocolos da camada de rede, um administrador de rede atribui endereços de rede de acordo com algum plano predeterminado de endereçamento da internetwork. Para outros protocolos da camada de rede, a atribuição dos endereços é parcialmente, ou completamente, dinâmica/automática. Além do endereço de rede, os protocolos de rede usam algum tipo de endereço de host ou nó. A figura seguinte mostra três dispositivos na Rede 1 (duas estações de trabalho e um router), cada um com o seu próprio endereço de host exclusivo. Podemos ver também que o router está ligado a outras duas redes, Rede 2 e 3.

• O endereçamento ocorre na camada de rede. • As analogias anteriores de um endereço de rede incluem as primeiras partes (o código de área e os primeiros três dígitos) de um número de telefone. Os dígitos restantes (os quatro últimos) de um número de telefone, que dizem ao equipamento da PT que telefone específico ligar, são como a parte do host de um endereço, que diz ao router para que dispositivo específico ele deve entregar o pacote. • Sem o endereçamento da camada de rede, o encaminhamento não pode acontecer.

• Os routers exigem endereços de rede para assegurar a entrega adequada dos pacotes. • Sem uma estrutura de endereçamento hierárquico, os pacotes não seriam capazes de “andar” através de uma internetwork. • Da mesma forma, sem uma estrutura hierárquica para os números de telefone, para os endereços postais ou para os sistemas de transportes, não haveria entrega sem problemas de bens e serviços.

Camada 3 e mobilidade do computador
• Um endereço MAC pode ser comparado ao nome e o endereço de rede ao endereço postal. • Por exemplo, se tivesse que se mudar para uma outra cidade, o nome permaneceria inalterado, mas o seu endereço postal iria indicar a nova localização. • Os dispositivos de rede (routers, além dos computadores individuais) têm um endereço MAC e um endereço de protocolo (camada de rede). • Quando se move um computador fisicamente para uma rede diferente, o computador mantém o mesmo endereço MAC, mas deve ser atribuído um novo endereço de rede.

Comparar o endereçamento simples e hierárquico
• • • A função da camada de rede é encontrar o melhor caminho através da rede. Para isso, usa dois métodos de endereçamento:
– endereçamento contínuo e – endereçamento hierárquico.

Um esquema de endereçamento contínuo atribui a um dispositivo o próximo endereço disponível. A estrutura do esquema de endereçamento não é considerada. Um exemplo de um esquema de endereçamento contínuo é o um sistema de numeração de identificação militar ou numeração de identificação da celula de nascimento. Os endereços MAC funcionam da mesma maneira. É dado um bloco de endereços a um fornecedor; a primeira parte de cada endereço é para o código do fornecedor, o restante do endereço MAC é um número que foi atribuído seqüencialmente.

• Um esquema de endereçamento hierárquico, por exemplo, usado pelo sistema postal para os códigos postais, o endereço é determinado pela localização do prédio, e não por um número atribuído aleatoriamente. • O esquema de endereçamento que vai usar em toda a sua licenciatura é o endereçamento Internet Protocol (IP). • Os endereços IP têm uma estrutura específica e não são atribuídos aleatoriamente.

Endereço IP dentro do cabeçalho IP Datagramas da camada de redeDatagramas da camada de rede

• O IP é o protocolo de rede que a Internet usa. • À medida que as informações flúem pelas camadas do modelo OSI, os dados são encapsulados em cada camada. • Na camada de rede, os dados são encapsulados dentro de pacotes (também conhecidos como datagramas). • O IP determina a forma do cabeçalho IP do pacote (que inclui o endereçamento e outras informações de controle) e aceita tudo que vem das camadas superiores.

• A figura seguinte explica melhor. Para obter mais informações sobre o IP e o endereçamento IP, visite alguns destes sites:
Princípios básicos do endereçamento IP
http://support.wrq.com/tutorials/tcpip/tcpipfundamentals.html

Protocolos da Internet (TCP/IP)
http://tdi.uregina.ca/~ursc/internet/protocol.html

Instruções sobre sub-rede do endereço IP
http://www.ralphb.net/IPSubnet/

Arquitectura do endereçamento IP
http://www.rad.com/networks/1994/ip_addr/tcpip2.htm

Endereço IP dentro do cabeçalho IP Campos da camada de rede
• O pacote IP consiste nos dados das camadas superiores mais um cabeçalho IP, que consiste em:
– versão - indica a versão de IP usada actualmente (4 bits) – tamanho do cabeçalho IP (HLEN) - indica o tamanho do cabeçalho do datagrama em palavras de 32 bits (4 bits) – tipo de serviço - especifica o nível de importância que foi atribuído por um determinado protocolo de camada superior (8 bits) – tamanho total - especifica o tamanho total do pacote IP, incluindo dados e cabeçalho, em bytes (16 bits)

– identificação - contém um número inteiro que identifica o datagrama actual (16 bits) – flags - um campo de 3 bits onde os dois bits de ordem inferior controlam a fragmentação: um bit especificando se o pacote pode ser fragmentado e o segundo especificando se o pacote é o último fragmento em uma série de pacotes fragmentados (3 bits) – deslocamento de fragmento - o campo que é usado para ajudar a juntar fragmentos de datagramas (16 bits) – time-to-live - mantém um contador que diminui gradualmente, por incrementos, até zero, momento em que o datagrama é descartado, evitando que os pacotes permaneçam infinitamente em loop (8 bits)

– protocolo - indica que protocolo de camada superior receberá os pacotes de entrada depois que o processamento do IP tiver sido concluído (8 bits) – checksum do cabeçalho - ajuda a assegurar a integridade do cabeçalho IP (16 bits) – endereço de origem - especifica o nó de envio (32 bits) – endereço de destino - especifica o nó de recebimento (32 bits) – opções - permite que o IP suporte várias opções, como segurança (tamanho variável) – dados - contêm informações de camada superior (tamanho variável, máximo de 64 Kb) – “enchimento” - zeros adicionais são adicionados ao campo para assegurar que o cabeçalho IP seja sempre um múltiplo de 32 bits

Campos de origem e destino do cabeçalho IP
• O endereço IP contém as informações que são necessárias para encaminhar um pacote através da rede. • Todos os campos de endereços de origem e destino contêm um endereço de 32 bits. • O campo do endereço de origem contém o endereço IP do dispositivo que envia o pacote. • O campo de destino contém o endereço IP do dispositivo que recebe o pacote.

O endereço IP como um número binário de 32 bits
• Um endereço IP é representado por um número binário de 32 bits. • Cada dígito binário pode ser 0 ou 1. • Num número binário, o valor do bit mais à direita (também chamado de bit menos significativo) é 0 ou 1. O valor decimal correspondente a cada bit dobra conforme se move para a esquerda no número binário. • Portanto, o valor decimal do 2º bit da direita é 0 ou 2. O terceiro bit é 0 ou 4, o quarto bit é 0 ou 8, etc. ...

• Os endereços IP são expressos como números decimais com pontos: divide-se os 32 bits do endereço em quatro octetos (um octeto é um grupo de 8 bits). • O valor decimal máximo de cada octeto é 255 (o maior número binário de 8 bits é 11111111, e esses bits, da direita para esquerda, têm os valores decimais 1, 2, 4, 8, 16, 32, 64 e 128, totalizando 255).

Campos dos componentes de endereço IP
• O número de rede de um endereço IP identifica a rede à qual um dispositivo está conectado, enquanto a parte do host de um endereço IP identifica o dispositivo específico na rede. • Como os endereços IP consistem em quatro octetos separados por pontos, um, dois ou três desses octetos podem ser usados para identificar o número de rede. • De forma semelhante, até três desses octetos podem ser usados para identificar a parte do host de um endereço IP.

Classes do endereço IP
• Existem três classes de endereços IP que uma organização pode receber do ISP • São classe A, B e C. • O ISP reserva, os endereços de classe A para instituições por todo o mundo (embora algumas grandes empresas, como, por exemplo, a Hewlett Packard, tenham recebido um no passado) e de classe B para empresas de médio porte. A todos os outros requerentes são atribuídos endereços de classe C.

Classe A
• Quando escrito em formato binário, o primeiro bit (mais à esquerda) de um endereço da classe A é sempre 0. • Um exemplo de um endereço IP de classe A é 124.95.44.15. • O primeiro octeto, 124, identifica o número de rede atribuído pelo ARIN. • Os administradores internos da rede atribuem os 24 bits restantes. • Um modo fácil de reconhecer se um dispositivo é parte de uma rede de classe A é olhar o primeiro octeto do seu endereço IP, que variará de 0 a 126. (127 na verdade começa com um bit 0 mas, foi reservado para propósitos especiais.)

• Todos os endereços IP de classe A usam apenas os oito primeiros bits para identificar a parte da rede do endereço. Os três octetos restantes podem ser usados para a parte do host do endereço. Todas as redes que usam um endereço IP de classe A podem ter atribuídos a ela até 2 elevado a 24 (224) (menos 2), ou seja, 16.777.214 endereços IP possíveis para os dispositivos conectados à rede.

Classe B
• Os dois primeiros bits de um endereço de classe B são sempre 10 (um e zero). Um exemplo de um endereço IP de classe B seria 151.10.13.28. • Os dois primeiros octetos identificam o número de rede atribuído pelo ARIN. • Os administradores internos da rede atribuem os 16 bits restantes. • Um modo fácil de reconhecer se um dispositivo é parte de uma rede de classe B é olhar o primeiro octeto do seu endereço IP. • Os endereços IP de classe B sempre têm valores variando de 128 a 191 no primeiro octeto.

• Todos os endereços IP de classe B usam os primeiros 16 bits para identificar a parte da rede no endereço. • Os dois octetos restantes do endereço IP podem ser usados para a parte do host do endereço. • Todas as redes que usam um endereço IP de classe B podem ter atribuídos a ela até 2 elevado a 16 (216) (menos 2 novamente!), ou seja, 65.534 endereços IP possíveis para os dispositivos conectados à rede.

Classe C
• Os três primeiros bits de um endereço de classe C são sempre 110 (um, um e zero). • Um exemplo de um endereço IP de classe C seria 201.110.213.28. Os três primeiros octetos identificam o número de rede atribuído pelo ARIN. • Os administradores internos da rede atribuem os 8 bits restantes. Um modo fácil de reconhecer se um dispositivo é parte de uma rede de classe C é olhar o primeiro octeto do seu endereço IP. Os endereços IP de classe C sempre têm valores variando de 192 a 223 no primeiro octeto.

• Todos os endereços IP de classe C usam os primeiros 24 bits para identificar a parte da rede no endereço. • Apenas o último octeto de um endereço IP de classe C pode ser usado para a parte do host do endereço. • Todas as redes que usam um endereço IP de classe B podem ter atribuídos a ela até 28 (menos 2), ou seja, 254 endereços IP possíveis para os dispositivos conectados à rede

Endereços IP como números decimais
• Os endereços IP identificam um dispositivo numa rede e a rede à qual ele está ligado. • Para serem fáceis de “decorar”, os endereços IP são geralmente escritos na notação decimal com ponto (4 números decimais separados por pontos, por exemplo, 166.122.23.130 - um número decimal é um número de base 10, o tipo de número que usamos diariamente).

Bibliografia

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