"Fixing the Shadows” - The Genius of Photography (Part 1), BBC Four, 2007 Sinopse Esta primeira parte inaugura

uma série de documentários que vão explorar a história da fotografia – desde o daguerreótipo ao digital, dos retratos de foto-ornalismo, da arte à publicidade. Esta edição começa por olhar para a forma como o problema de "fixar as sombras" que foi resolvido por dois métodos rivais em 1839, pavimentando o caminho para a aplicação prática do que tinha sido anteriormente uma ideia abstrata. Acompanha as primeiras tentativas de fazer imagens permanentes e o apelo às massas que a invenção da Kodak criou.1 O documentário desenrola-se no relatar da história das invenções da fotografia e o modo como ela se tornou parte integrante do mundo moderno.2 Palavras-Chave Daguerriótipo, negativo/positivo, Enquadramento, Câmera escura, Era Industrial, Cartão de visita, Fotografia documental,Vernáculo, Amadorismo, pictorialistas. Fotógrafos mencionados André Kertész,, Louis-Jacques-Mandé Daguerre, William Henry Fox Talbot, Edward Munbridge, Eliphat Brown, Nadar, George Eastman, Walker Evans, Jacques-Henri Lartigue Resumo 1928 – Mais ou menos entre a invenção da fotografia e a nossa era digital, Meudon, 1928, André Kertész,  Note-se a Inquietação provocada pelo equivalente fotográfico ao esboço, que havia sido feito uma década antes;  A fotografia é tirada no momento exacto em que passa o comboio, há uma figura em primeiro plano – não conseguimos deixar de nos interrogar: quem é, onde esteve, o que transporta, para onde o está levar?  A imagem mostra-nos muito mas encerra em si mesmo um imenso mistério.  Ideia do "chasseur de l’image" que espera  "A fotografia transforma sempre aquilo que descreve; é a arte da fotografia – controlar essa transformação”.  “ A fotografia é acerca do enquadramento que se coloca à sua volta, o que incluímos e o que deixamos de parte.”
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http://www.bbc.co.uk/photography/genius/ (09-03-2012) http://www.bbc.co.uk/programmes/b0084lk4 (09-03-2012)
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serviu-nos.algo muito profundo e primitivo. mas uma descoberta natural. As câmaras escuras já existiam no Renascimento. eram sensíveis à luz e por isso era possível criar imagem. o pai fez a primeira escultura e assim nasceu a arte ocidental. Antes tínhamos o espelho.apresentou uma imagem delicada produzida em metal (daguerriótipo)  . o mérito da fotografia é precisamente fixar a imagem. e este é o verdadeiro génio da fotografia.  Diz-se que a fotografia foi inventada em 1839. Sensação de proximidade. ultrajou-nos e por vezes desapontou-nos. comoveu-nos. A fotografia mostra-nos a estranheza secreta que reside por trás de um mundo de aparências. esta deliciou-nos. A fotografia captura um momento no tempo. negros mais profundos.  Apesar de muito bonitos os daguerriótipos têm o problema de não poderem ser reproduzidos a grande escala. resposta a este dilema romântico. tinham como intuito fixar as sombras. Louis-Jacques-Mandé Daguerre e William Henry Fox Talbot apresentam processos rivais.  A ironia disto é que Daguerre era um entretainer e pretedia chegar a todo o público acabou por inventar a coisa mais íntima que uma pessoa pode ver.A história não acaba contudo aqui. entre outros químicos.  Daguerriótipo – luz mais brilhante.  A fotografia não foi tanto uma invenção.  O desejo da fotografia é antigo: Plíneo conta a história de uma rapariga que traçou na parede a sombra do seu amante que estava à luz de uma vela. mas difícil de acreditar. procura fixar o momento evanescente. impedindo que. como verificado em algumas experiências. é fácil de fazer.  Durante 170 anos (período em que decorre a nossa relação com a fotografia). estas se revelassem até à imagem ficar completamente negra. O problema era como fazê-lo. mas tudo o que a pobre rapariga queria era um instantâneo.descobriu o processo de positivo/negativo – isto possibilitou que inúmeras fotografias pudessem ser produzidas de um só negativo. enquanto ele se afastava – inspirado. maior profundidade de campo porque a lente tem de estar mais aberta. .  Sabe-se há quase um século que os sais de prata.  A invenção da fotografia não tem apenas a ver com a formação de imagens. Isto torna-se a base de fotografia nos 150 anos seguintes  A ideia da fotografia presente muito antes – a câmera escura baseia-se num fenómeno óptico fantástico. criou o método de propagou a fotografia pelo mundo  2 .Talbot .  Primeiras concepções de fotografia surgiram no Romantismo. a fotografia passa a ser o equivalente a um “espelho com memória”. numa expressão popular da altura. é contada e prolongada para fora do enquadramento. A intenção da fotografia já existia antes da sua dita invenção e residia no desejo da fixação das imagens. guiada por uma espécie de intuição.  Daguerre . mas parece estar no limite de estar presente. Tabolt percebeu o futuro do papel e a necessidade de produção em série. a pessoa representada não parece viva. Talbot que era extremamente reservado e estava a tentar suprir uma necessidade pessoal. que. mas acima de tudo intrigou-nos.

mas uma dúvida. o enquadramento faz com que tudo pareça intencional e nos obrigue a olhar para um determinado sítio. mas sim o modo como se projecta na fotografia e assegura a sua imortalidade. custos. Edward Munbridge  A história de Munbridge exemplifica novas possibilidades do mundo moderno. Os pormenores são todos apresentados. mas a forma como as pessoas entendem o mundo. Facilidade mágica da câmera. acelerou o mundo.  O mundo fotográfico não descreve o mundo do modo que estamos à espera. Ele não tenta lisonjear as pessoas. precursores do cinema. Não há nada a indicar a profissão das pessoas. Decomposição do mundo que nos permite ver mais rápido que os próprios olhos. “Mulheres Japonesas” Simoda. Rapidez.  Era industrial das máquinas.“ Os detalhes expressos da vida de Londres”  Ideia de mudança do mundo moderno: Comboios – aceleram as viagens que antes só eram possíveis de cavalo ou a pé. capta instantes.  1850 – comércio assume a liderança e nos anos seguintes a fotografia tinha motivações comerciais. substituindo o pombo-correio. ao contrário de muitos fotógrafos da época.  Carte de visite – fotografia documental. 1852  Os fotógrafos podiam estar a dominar o mundo.  Isto não só mudou o mundo. Fotografia – para o tempo. tal como agora impera. ele não precisava de recorrer a cenários estúpidos nem vesti-los de forma estranha. será arte?  É esse o dilema e a força da fotografia – é o meio mais fácil em que alguém pode ser competente mas a mais difícil de ter uma visão pessoal identificável. indiscriminadamente.  Os seus retratos são inigualáveis. Telegrama – acelera as comunicações.1854 . são por isso provavelmente os melhores retratos de artistas de sempre. não sendo contudo cruel. O importante não é o vestido que a pessoa pode pagar para a sessão.  Fotógrafos procuraram inspiração na pintura.  Nadar – “Andy Warhol da Paris moderna” fotografou estrelas em ascensão seguindo pouco as regras. mas o seu estúdio era onde se processava a maior parte da fotografia.Nadar.  A fotografia e os caminhos-de-ferro resultam numa das maiores proezas dos pioneiros. famosos estudos de movimento de Edward Munbridge. – “Sequência de 8 fases de um galope”. Leland Stanford. Eliphta Broewn.  Charles Baudelaire . Munbridge percebeu que aquilo não era só sobre cavalos e que poderia ser útil para tudo. possibilidade de distribuição  imperativos da indústria e do dinheiro. o contrário também começa a acontecer: 3 . apenas a fotografar autenticamente.  Talbot . 1874. da percepção e da informação  Sensação de domínio do fluxo do tempo – comboio acelera-o / fotografia pára-o. é inflexível no modo como olha para elas. arquitectos podiam fotografar a arquitectura por todo o mundo com precisão. É a força da personalidade que tem de valer por si só.  A fotografia mostrara-se capaz de fazer quase tudo.

que foi aclamado como um dos fundadores da fotografia moderna mas que na verdade era um amador consumado. produziu um rolo de película e comercializou-o na primeira máquina para amadores – Kodak “you press the button. com uma admirável colecção de álbuns de fotografia construiu uma visão de França pelos olhos de um rapazinho divertido entre os 8 e os 18 anos.  I guerra mundial mudou radicalmente o que se considerava moderno  Edward steichen. mas elas existem na fotografia. 1931  Não há obras-primas acidentais na pintura. Lartigue descobriu coisas por instinto. A possibilidade que a fotografia tem de nos surpreender.naturalidade visível nas fotografias da rua.beco artístico sem saída  Os pictorialistas estavam numa demanda pelo passado enquanto que os fotógrafos do vernáculo já viam o futuro  A fotografia via-se na frente de uma violenta luta ideológica que decidiria o futuro do mundo.  “Assassinado por William Burke ”Policia de Nova Iorque. tornam a fotografia uma aventura divertida  “Interior herdade de Nova Iorque”. tudo excepto arte. documentos.:  Fotografia vernácula (jornalismo. 1916  Há uma espécie de génio no próprio meio e não tanto no fotógrafo que se limita a carregar no botão.  Modo de olhar o mundo não como um todo mas como fragmentos . 4 . Walker Evans. inclusividade democrática é exemplificada pela história de Jacques L’Artigue. Dádivas do próprio meio e não produto do génio individual  Paradoxo da fotografia – generosidade imprevisível.Degas – cortes abruptos de pessoas. turismo. um dos mais pictorialistas americanos . we do the rest”  Mudou o que se passa do outro lado da câmara. mão no bolso -> fotógrafos estereoscópicos  George Eastman. as pessoas olham directamente para a câmara e sorriem.

uk/programmes/b00859t3 (16-03-2012) 5 . disse o artista húngaro e fotógrafo Lazlo Moholy-Nagy. Preciso."Documents for Artists” . racional e. BBC Four. and Berndt and Hilla Becher Resumo A Primeira Guerra Mundial marcou o triunfo da máquina sobre o homem: falibilidade do ser humano. Bill Brandt Contribuições Martin Parr. Tipologias. Documento.  Expectativas altas da era das máquinas colidem com as preocupações políticas da altura. Enquanto a fotografia era valorizada para alguns pelas suas qualidades de máquina. 3 http://www. maquinal. Fotógrafos mencionados August Sander. Man Ray. ele foi usado para promover a utopia radical da União Soviética e para trazer ordem e clareza ao caos de Weimar na Alemanha.elemento central do seu tempo  “Quem não compreender a fotografia será um dos analfabetos do futuro”  David Campany – discussão sobre qual o papel. Eugène Atget. o ambiente natural da fotografia. outros houve que a usaram para explorar o irracional e o surreal. Real/Ficção.o indizível por detrás das imagens de Sanders. Surrealismo. Walker Evans. objetivo. antiquadas chapas de vidro contudo mas tarde assume-se como modernista  Tipologia humana – categorização em diferentes níveis (no caso de August Sanders eram 7) . a fotografia era vista como instrumento central da era.3 Palavras-Chave Era das máquinas.  Segurar uma câmera nas mãos nos anos 20 era segurar o mundo." Após a Primeira Guerra Mundial o potencial da fotografia atraiu então a atenção de artistas e governos.co. Mark Haworth-Booth.The Genius of Photography (Part 2). "será um dos analfabetos do futuro. "Quem não entender a fotografia". Alexander Rodchenko. aparentemente. A câmera como um instrumento contemporâneo por excelência . a pertinência da fotografia: Que linguagem fala a fotografia? E que interesses ela satisfaz? De futuro ou do passado? Das massas ou do indivíduo? da sociedade ou os seus próprios?  Tipologias: August Sanders – fotógrafo de retratos.bbc. Bernd and Hilla Becher. O trabalho dos maiores e mais influentes fotógrafos modernos é aqui examinado em detalhe. exaltação da máquina. 2007 Sinopse Nas décadas que se seguiram a I Guerra Mundial.

Este tipo de fotografia foi inventada em 1851 e ele continuava a usá-la em 1920.É com o meio que é necessário batalhar e assumir o controlo ou é melhor quando o fotógrafo se rende. técnico/operador?  A fotografia mostrou que tinha um poder no proletariado  Rotchenko tem esta revelação de como a câmera é o instrumento do novo homem. com o fotojornalismo. suprimiam a sua individualidade. tornaram-se francamente arcaicas nos anos 20. documentos unidos cujo significado permanece fluído. 6 . glorificando os alcances do sistema soviético .  Os fotógrafos usaram-na com uma liberdade.  Por volta dos anos 20.  Há na fotografia algo radicalmente aberto. normalmente. em Atget isso era muito mais pessoal. ideologias políticas. Fora do seu estúdio. passando a ser um funcionário. 1930 – não se contentou com os modos convencionais de ver a fotografia. é a junção de pixéis no mesmo plano que formam uma imagem comum. colando. tinha uma plaqueta que dizia “Documentos para artistas”: material de referência para ilustrações e cartoons. à medida da mão. Os documentos de Atget atingiram contudo. no significado da uma imagem. mas continuava a ser um fotógrafo comercial. o novo artista inventou uma espécie de uniforme do trabalhador. portátil. quando estava nos seus sessenta anos. A vida social torna-se fluída como ela é. os seus equipamentos e tecnologias já eram obsoletas quando ele começou. Atget tinha alcançado uma tipologia extensa de Paris Antiga (mais de 10 000 imagens)  Assim como August Sanders. é por isso que a fotografia foi crescendo com a legenda. a fotografia pode ser parte de desperdício de certos ideais. precisa de ser apontada do exterior. reorganizando.  “As fotomontagens de Rotchenko tratavam a fotografia. em Paris. Atget era uma criatura do século XIX.  Novas sociedades exigem novos procedimentos. de repente.  Rotchenko escreveu acerca da necessidade de rejeitar a fotografia umbilical.  Ele ainda fazia fotografias de albumina que se revelam à luz do sol e não num quarto escuro. outro fotógrafo tentava preservar uma que iria deixar de existir. mas. a fotografia é um documento.mestria de Rotchenko na fotomontagem.  Eugène Atget passou 30 anos a documentar as antigas cidades de Paris.  “Pioneer with a Bugle” . algo muito maior. felizmente um outro instrumento estava disponível.  Mestre da visão vs cegueira (fotografia da filha)  Enquanto Rotchenko mostrava através da fotografia uma nova sociedade. pode-se fotografar de cada ângulo e direcção. colectivizando as suas imagens. a lendária Leica. criando visões confusas do futuro”  Mas a fotografia também mostra as fotografias por aquilo que elas realmente são. que estava quase a desaparecer. É algo que.  Revista chamada UrSS em construção de Rotchenko era um mostruário de propaganda política. que a própria câmera traduz por ser tão leve e pequena e. onde toda a gente vê os mesmos objectos.Alexandre Rotchenko.  Atget odia estar fora do tempo.

dando uma ideia de que havia um lado humano para além da obliteração.  Os nazis baniram os álbuns de Sanders.  O próprio Atget com o seu uso de equipamento arcaico era quase ele próprio um achado vivo e a respirar.  Man Ray descobre Eugène Atget e compra as suas fotografias antigas  Os surrealistas estavam interessados na ideia de objectos encontrados fora do contexto. em Mont Pennac. Caim du Quai Voltaire. desejos e medos do nosso inconsciente  Ele descobriu modos de fotografia que ninguém tinha pensado antes. mas um instrumento para explorar sonhos.  Descobriu também o processo de solarização que faz parecer que estas pessoas são feitas de alumínio. a câmera não era uma máquina para fazer documentos. um fotógrafo com estúdio na mesma rua.Obliterar a área da cara.  Publicações de propaganda tiveram de ser activadas. legião de condenados.  O Terror de Estaline -heróis da União Soviética. a concentração da intervenção na cara. Eugène Atget.  Exposição Sturttgart 1929  Momento depende de cada fotografia.  Numa era de máquinas. As fotografias continuam a ser documento mas de um diferente tipo de realidade.”  O sujeito à frente da cãmera tem tanta importância como o que está atrás. Man Ray. eram declarados inimigos das pessoas. a máquina das ideologias.  Alemanha – tipo diferente de obliteração. já estava a entrar profundamente no território do irreal. 1920 – foto que Man Ray tirou ao vidro de Duchamp é algo que se situa entre um documento e uma obra de arte. nazis usam as tipologias para tipos raciais ….  Fotografias ou objectos encontrados eram espetaculares para os artistas. Walker Evans. Evans era um dissidente.  Para Man Ray. sem qualquer câmera. porque o governo que proclamava a semelhança e uma versão altamente idealizada do que as pessoas deviam ser. graças à sua amizade com Marcel Duchamp e um encontro com um dos seus trabalhos seminais. em Paris.  Enquanto Atget explorava a linha divisória entre uma realidade e outra. a fotografia provou que era um meio humanístico em vez de mecânico. 1936  Numa era de utopias.  Torna-se muito mais um poeta.  Resultado entre a realidade e a ficção.  Man Ray foi apanhado no desenvolvimento do Surrealismo. Savannah.  Dust Breeding. 7 . algo robóticas. um assistente de Man Ray. tornam-se super-pessoas. a fotografia encontrou o seu próprio futuro. o retratou quando tirou a sua foto em 1927. 1916.  Penny Picture Display. ele escreveu no diário: “A sociedade humana é um fracasso. cheias de pessoas e coisas de que ninguém sabe nada. como estar num quarto escuro com papel sensível e com objectos e fazer fotogramas. simplesmente não poderia suportar as idiossincrasias que se vê nas fotografias de Sanders. rende-se às capacidades não documentais da fotografia.  Rotchenko .

Robert Frank.registou um momento que não demorou mais que uma fração de segundo e que ficou marcado como um momento decisivo – conceito mais familiar de toda a fotografia – revela-nos todo o potencial da fotografia. Joel Meyerowitz Contribuições Com contribuições das lendas Magnum Philip Jones Griffiths. disfrutava do seu momento . captou algo de espectacular . um meio que torna testemunhas de espectadores para os momentos em que a história é feita. Right Place” .  Quando a guerra acabou. Leica. François Aubert. no mesmo ano.co. e as questões que não raras vezes as suas fotos extraordinárias levantam sobre a história vista através do visor. Chanarin e Broomberg. de Hitler. Robert Capa. W. Susan Meiselas e. Tony Vaccaro. 2007 Sinopse "Estar no lugar certo na hora certa". a questão persistia – até que ponto as fotos tinham conseguido exprimir todo o sangue e sofrimento? 4 http://www.4 Palavras-Chave “Momento decisivo”."Right Time. Fotojornalismo. Resumo  Gare Saint Lazare – Paris.The Genius of Photography (Part 3). captadas pelo fotojornalista Robert Capa (nasceu no caos da era moderna). "o momento decisivo".bbc.uk/programmes/b0087g3k (23-03-2012) 8 . e o locutor Jon Snow.  Na Alemanha. II Guerra Mundial Fotógrafos mencionados Henri Cartier-Bresson. 1933  Leica. Roger Fenton. como D-Day.no imaginário popular esta é a fotografia no seu melhor. o Partido Nacional Socialista.imagens icónicas da guerra. o episódio examina a forma como os fotógrafos lidaram com eventos dramáticos e trágicos. Henryk Ross. "ficar perto '. câmara leve e revolucionária. Shomei Tomatsu.dali a seis anos – o momento histórico e o momento decisivo cruzavam-se nos campos de batalha . Quão boa é a fotografia em fazer sentido no que regista? Estar por perto. em cima do acontecimento é sempre melhor do que recuar e esperar? e quão decisivos são os momentos pelos quais os fotógrafos arriscam seus pescoços para capturar? Definindo como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial e suas consequências. fotógrafo do 11/9 Joel Meyerowitz. BBC Four. Eugene Smith. o Holocausto e Hiroshima. Henri Cartier-Brésson. soldadofotógrafo Tony Vaccaro.

 Fotografia de Brésson de um homem a saltar por cima de uma poça de água é um exemplo de um momento decisivo. o enquadramento e depois ele esperou pela situação. aparententemente casual. mas os seus momentos decisivos transformam-se à imagem da fotografia.  1925 – Leica . em determinados espaços.  Foram tomadas muitas decisões e de uma maneira bastante controlada.  Brésson vivia no contexto surrealista .  Arthur C. “Pensamos que a realidade era assim e isso criou muitos mitos” – foi um erro confiar na fotografia  Henri Cartier-Bresson . que lhes foi dada por Deus. assumiu-se sempre como pintor.  Philip J. Robert Capa . a imagem encerra um grande significado. . que encontravam a sua expressão perfeita e o seu verdadeiro significado através do conteúdo e de composição de fotografia.“Brésson era um grande perseguidor” .estes acreditavam mesmo que existe uma superrealidade por detrás das aparências que ocasionalmente se revelaria e que nós apenas teríamos de esperar por ela.vagueava pelas ruas fotografando momentos. a capacidade de ler todo o fluxo da vida quotidiana e ver naquele pequeno momento alguma verdade. a janela está do lado esquerdo. acções efémeras.diz que Brésson foi o Nostradamus do Século XX.a posição.  A foto.Griffiths: a ideia de um fotógrafo pôr a sua vida em risco era aterradora. desde o início dos anos 30 .escolhida pelo fotojornalista Robert Capa  Momento decisivo: “Morte de um miliciano” Robert Capa.  Oliver Chanarim (fotógrafo) .  Behind The Gare Saint Lazaire . que máquina usa. para algumas pessoas. esse é o momento decisivo.  As fotografias de Brésson chamaram a atenção para o conceito de estar no sítio certo à hora certa. a perspectiva.  Quanda a realidade atinge um ponto de êxtase. 1936  Entrevista à “Life”: “a 1º regra do fotojornalismo é a aproximação e a 2ª é a aproximação ainda maior”. que filme usa.ao olhar para a fotografia parece que foi algo imediato e Adam Breemberg (fotógrafo) . instantânea. deixa ver o que se passa na realidade .  Os fotógrafos têm. conseguia estar num espaço e observar as suas possibilidades cénicas.  Bresson .isso foi uma ideia criada pela fotografia que as pessoas têm um dom de captar qualquer coisa.Henri Cartier-Brésson.simpatizante do Surrealismo. Ele compreendia que.um salto para o desconhecido. persegui-lo e estar pronto para disparar num momento preciso.padrinho do fotojornalismo.Reputação do melhor fotógrafo da guerra. havia uma característica cinematográfica e que se ele esperasse personagens apareceriam.  Philip J.  O que a fotografia tem de interessante é que quando carregamos no botão sabemos se aquele orgasmo visual aconteceu ou não. Seria a fotografia assim tão importante?” 9 . previu aquilo que iria conhecer à Europa .tinha de esperar que o animal aparecesse. Dante . 1933. Griffithes (fotógrafo) . O homem para o desconhecido além disso aparece a roda partida primeira coisa que o homem criou foi a roda e esta está partida. é apenas a foto de um homem a saltar por cima de uma poça de água.Compacta.

Tony Vaccaro.  Eugene Smith – fotos mais condenadoras da guerra do que as de Robert Capa.o desafio de estar no sítio certo à hora certa  18 rolos de Vaccare foram destruídos pela censura . Smith acreditava que havia uma verdade que ele iria utilizar. isso significa que estamos a publicar a história da raça humana. 1955.  A história da fotografia tem presente muitas fotografias que são tiradas depois do acontecimento.François Aubert.  Vale da Sombra da Morte. 1867. é uma crítica aos fotógrafos de guerra.registo de guerra do ponto de vista de um soldado. documentar cenas criminosas. Roger Fenton. Se não há fotógrafos.  A fotografia já havia mostrado que havia uma alternativa a estar no sítio certo à hora certa.Tentou tirar fotografias do 11 de Setembro.  O heroísmo vendeu. durante ou depois. Eugene Smith. Shomei Tomatsu. era fotógrafo de propaganda.  À medida que vamos descobrindo o exterior a fotografia dá-nos a hipótese de estar lá. 1885 diz tanto sobre a guerra como uma fotografia na frente da batalha”.  Pitsburg “Aço dos E.  Hemmerden. mas o jornalismo parou nos anos 40  Mesmo que nem uma fotografia seja publicada. maior ensaísta fotográfico da “Life”. mas que ainda falam eloquentemente sobre este:“A Camisa do Imperador Maximiliano”. 1961  a par da foto do vale da morte. Joel Meyrowitz. Outubro. a fotografia assumiria uma função horrivelmente simples: fornecer provas inegáveis das atrocidades nazis.  “Garrafa derretida” Nagasaki.o mundo ainda não estava preparado para aqueles momentos decisivos. não há história -.”Parede Norte” – zona de impacto. quando não o deixaram ele pensou: sem fotografias. Até certo ponto.  “Brincar de Polcia de Guetto” Henryck Ross. 1945  Dia D.U. não há história. 1943  Há qualquer coisa de muito imediato na fotografia. Robert Capa.A complicada relação entre fotografia e a realidade histórica tornou-se aparente. antes. a guerra mudou. registar para sempre aquilo que aconteceu. tirava fotografias para documentos.  No escaldo imediato da Segunda Guerra Mundial.” Jan Suen  “Ele acreditava que havia uma verdade que ele poderia encontrar”  “Ele era louco porque se importava”  “As pessoas acreditam nos fotógrafos” 10 .A fotografia a fazer o que de melhor faria – representar a realidade . 2001  “Penso que pensámos em termos de imagens estáticas e que aquilo que o fotógrafo está a fazer é estabelecer um contacto directo com o disco rígido.  Joel Meyrowitz . e isso ´é uma profissão extremamente válida. único fotojornalista .  Fotógrafo oficial do guetto – Ross.A” W.as pessoas acreditam na fotografia  Tony Vaccaro foi soldado fotógrafo .

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