CAMPO E POTENCIAL ELETROSTÁTICOS 1 – Introdução

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Diariamente presenciamos fenômenos típicos da área de eletrostática. Porém experiências ilustrativas de fenômenos deste tipo, realizáveis sob condições controladas são raras, pois os efeitos interessantes de observáveis são de baixa intensidade. Nos experimentos realizados no primeiro laboratório de FIS – 413, procuramos observar e medir as distribuições de potencial através do levantamento das curvas equipotenciais e da obtenção das linhas de força do campo elétrico. Algumas situações são explicadas por essas experiências como: o efeito de ponta, que mostra o que ocorre com o campo perto de um pára-raio e a gaiola de Faraday, que é utilizada nas proteções e blindagens contra os efeitos dos campos eletrostáticos.

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CAMPO E POTENCIAL ELETROSTÁTICOS

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2 – Desenvolvimento Teórico
Campo Elétrico:
Se colocarmos um corpo-de-prova, possuindo uma carga elétrica positiva, em uma determinada região, e uma força eletrostática atuar sobre este corpo, podemos afirmar que existe um campo elétrico nesta região. Isto pode ser representado por: E = F / q, onde E representa o campo elétrico, F a força eletrostática e q o corpo-de-prova. No início os físicos pensaram que a força que atuava entre as partículas eletricamente carregadas fosse uma interação direta e instantânea entre essas cargas: carga ↔ carga Atualmente o campo elétrico é interpretado como um agente intermediário entre essas cargas. Assim uma determinada carga Q1, cria a sua volta um campo elétrico, e este campo atua sobre uma outra carga Q2, na forma de uma força F(Força Eletrostática): carga ↔ campo ↔ carga Direção e sentido do campo elétrico O campo terá a direção da força e o seu sentido dependerá do sinal da carga. Unidade de intensidade de campo elétrico

E=

F [N ] = , no S.I. q [C ]

Observação:
Podemos representar o campo elétrico através de outras unidades, tal que:

Volt Joule Metro ⋅ Newton Newton = = = Metro Metro ⋅ Coulomb Metro ⋅ Coulomb Coulomb

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a energia potencial por unidade de carga tem um único valor.UNIFEI . relacionando-as com as linhas de força. e ∆U é a variação de energia potencial elétrica. Unidade de intensidade de potencial elétrico ∆V = − W [J ] = q [C ] 3 – Objetivos:  Parte 1: Determinar as linhas equipotenciais para distribuições de cargas. para qualquer ponto no campo.  Parte 2: Determinação do campo elétrico E(r). Por outro lado.É o trabalho realizado pelo campo elétrico sobre a carga. Podemos definir a diferença de potencial entre dois pontos quaisquer como sendo: ∆V = onde: ∆U − W = q q W . 4 – Material Utilizado Parte 1 do Experimento: • • • • • • • Gerador de Van de Graaff Bandeja circular não graduada Eletrodos puntiformes Eletrodos retos Óleo Farinha de mandioca Cabos Parte 2 do Experimento: • • Bandeja retangular graduada Cabos UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ . a partir do potencial eletrostático V(r). Essa quantidade é chamada de potencial elétrico V neste determinado ponto.CAMPO E POTENCIAL ELETROSTÁTICOS 3  Potencial Elétrico: A energia potencial de uma carga pontual em um campo elétrico depende não só da natureza do campo como também do valor da carga.

E através dessa polarização pudemos observar linhas radiais em torno do eletrodo puntiforme e assim constatar a teoria já vista na parte teórica deste curso. essas linhas de forças tem sentido de ir do positivo para o negativo:   Logo após foi ligado um segundo eletrodo puntiforme à esfera do gerador e colocado a 5cm do primeiro. UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ .Procedimento Experimental Descrição Qualitativa dos Fenômenos Observados:  Parte A: Visualização das linhas de força    Encheu-se uma bandeja circular com óleo e polvilhada com um pouco de farinha de mandioca. O gerador foi ligado. Um eletrodo puntiforme foi colocado no centro da bandeja e ligado à esfera do gerador de Van der Graaf.UNIFEI . aguardou-se um pouco e pôde assim visualizar: Foi observado que os grãos de farinha foram polarizados pela carga positiva. por se tratar de uma carga positiva. as linhas de campo se repeliam. em ambos os eletrodos. Observou-se que: Por possuírem cargas de mesmo sinal. E como já foi convencionado.CAMPO E POTENCIAL ELETROSTÁTICOS • • • • 4 Eletrodos retos Fonte de tensão (0 a 50 V) Sonda metálica Voltímetro de corrente contínua 5 .

UNIFEI . inverteu-se o potencial do segundo eletrodo.  A seguir foram substituídos os eletrodos puntiformes por eletrodos planos. na parte mas no centro as linhas são retas. as linhas de campo se atraíram. Há linhas de forças ligando esses dois eletrodos. ou seja. e observou-se: Por possuírem cargas de sinais opostos. porém nas pontas dos eletrodos há linhas de campos curvas como vemos no figura abaixo:  Parte B: Determinação das linhas equipotenciais UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ . ligando um deles à esfera e o outro ao terra. comprovando o fato de linhas de campo saírem de cargas positivas e chegarem em cargas negativas.CAMPO E POTENCIAL ELETROSTÁTICOS 5   A seguir foi trocado o sinal da segunda carga.

além de medirmos os potenciais durante toda a experiência. Obs: Foi fixado o fundo de escala do voltímetro no menor valor que permita a leitura de todos os potenciais. mas como r = r (x) E ( x) = − dV ( x) → E ( x). Obs: E eletrodo ficou totalmente submerso na água. 6 .0V.0V e 20.0V.Análise de dados: Resultados e Incertezas:  Seguindo o conceito teórico E (r ) = − gradV (r ) . e foram procurados 5 pontos cartesianos (x. Ligamos um voltímetro nos eletrodos para que conferíssemos a ddp de 24 volts. Logo após utilizou a mesma sonda móvel. 12. Sendo esses pontos assim divididos:  Um na linha central longitudinal. 16.dx = − dV ( x). Cuidou-se para que os pontos médios dos eletrodos ficassem sobre a reta central da bandeja. executou-se uma varredura cuidadosa dos pontos situados sobre a linha central longitudinal da bandeja.UNIFEI .CAMPO E POTENCIAL ELETROSTÁTICOS 6     A bandeja retangular foi preenchida com água e foram posicionados os eletrodos retos de forma que eles ficassem paralelos entre si à uma distância igual a 18. teremos: E ( x).0 cm. O espaçamento entre eles foi de pelo menos 1.x = V ( x ) UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ . determinando assim os valores de potencial medidos com intervalos de 1cm.0V. Foi utilizada uma fonte de tensão calibrada a uma ddp de 24V e ligada nos eletrodos de modo a ter uma diferença de potencial de 24 volts entre eles.dx = dV ( x) dx Integrando essa última equação e lembrando que para experimentos deste tipo E é praticamente constante e por isso pode ser tirado da integral.x → E ( x). dois à esquerda e os outros dois à direita desta linha. 8. temos:  ∂V ∂V ∂V E (r ) = −  ∂x + ∂y + ∂z  então:     .y) onde o potencial fosse 4.0cm.0V. Utilizando uma sonda reta.

0 cm: UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ .x a distância do ponto a referência zero.50 [V/cm]  Para a distância x = 3.0 cm: E (2) = 3. e .00 1.V(x) é a d.50 [V/cm]  Para a distância x = 4.0 E(3) = 1.0 cm: E (1) = 2. em relação à referência zero.0 E(2) = 1.00 [V/cm]  Para a distância x = 2.0 E(1) = 2.p.d.50 3.  Cálculo das Intensidades do Campo Elétrico  Para a distância x = 1.CAMPO E POTENCIAL ELETROSTÁTICOS 7 Tal que: E ( x) = V ( x) x onde: .0 cm: E (3) = 4.UNIFEI .00 2.

0 E(4) = 1.0 cm: E (9) = 11.0 E(8) = 1.25 [V/cm]  Para a distância x = 9.0 E(7) = 1.UNIFEI .50 5.0 E(6) = 1.0 E(5) = 1.0 cm: E (6) = 7.CAMPO E POTENCIAL ELETROSTÁTICOS 8 E (4) = 5.00 8.75 7.25 [V/cm]  Para a distância x = 7.22 [V/cm] UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ .00 9.50 6.0 E(9) = 1.25 [V/cm]  Para a distância x = 8.50 4.0 cm: E (5) = 6.30 [V/cm]  Para a distância x = 6.0 cm: E (7) = 8.38 [V/cm]  Para a distância x = 5.0 cm: E (8) = 10.

20  Para a distância x = 12.UNIFEI .18 UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ .0 cm: E (14) = 16.0 cm: E (12) = 14.0 E(12) = 1.0 E(14) = 1.21  Para a distância x = 13.0 E(10) = 1.0 E(13) = 1.50 14.0 E(11) = 1.25 11.19  Para a distância x = 14.50 13.0 cm: E (11) = 13.0 cm: E (10) = 12.CAMPO E POTENCIAL ELETROSTÁTICOS 9  Para a distância x = 10.20  Para a distância x = 11.00 10.50 12.0 cm: E (13) = 15.

20  Para a distância x = 17.24  Para a distância x = 18.0 E(15) = 1.UNIFEI .0 cm: E (15) = 17.75 15.00 17.0 E(17) = 1.0 cm: E (16 ) = 19.CAMPO E POTENCIAL ELETROSTÁTICOS 10  Para a distância x = 15.18  Para a distância x = 16.0 E(16) = 1.32 Assim com os dados obtidos podemos construir a primeira tabela deste relatório que irá conter as distâncias x e seus respectivos potenciais e campos elétricos: UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ .0 cm: E (17 ) = 21.25 16.0 E(18) = 1.0 cm: E (18) = 23.75 18.

0 13. Para isso iremos usar o conceito de valor médio: 1 n E = ∑ Ei n i =1 Assim.0 2.18 1.50 16.0 6.75 19.20 1.25 1.50 15.50 8.0 14.21 1.00 11.24 1.50 7.50 5.50 17. chegamos a: 1 n 23.CAMPO E POTENCIAL ELETROSTÁTICOS 11  Tabela das distâncias e respectivos potenciais e campos elétricos: X [cm] 1.00 4.30 1.0 5.0 15.19 1.0 3.22 1.00 13.0 9.25 21.0 V [v] 2.00 3.309 (V / cm) 18 UNIVERSIDADE FEDERAL n i =1 DE ITAJUBÁ .00 1.0 8.0 16.0 4.20 1.0 12.38 1.00 12.20 1.0 11.50 6.57 E = ∑ Ei = = 1.0 7.0 10.50 1.25 1.UNIFEI .0 18.18 1.75 10.32 Agora iremos tirar o valor médio do campo elétrico.25 14.50 1.0 17.00 23.75 E [V/cm] 2.25 1.

25 V  Tamanho da menor divisão: T = 1 mm V Divisor para interpolação: N = 5  → μ = M / N = 0. iremos agora achar os respectivos erros e incertezas:  Medidas diretas: Papel Milimetrado: .2 mm  Divisor para interpolação: N = 5  Voltímetro: Valor da menor divisão: M = 0.05  Em posse dos menores incrementos digitais dos instrumentos usados.01 mm Voltímetro: .UNIFEI 2 2 .05 V Medidas indiretas:     ΛE = Cálculo da Incerteza do Campo Elétrico:  ∂E   ∂E  2 2   ( Λx ) +   ( ΛV )  ∂x   ∂V  UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ .CAMPO E POTENCIAL ELETROSTÁTICOS 12 Agora iremos achar os menores incrementos digitais (μ) para cada instrumento de medição usado no experimento:  Papel Milimetrado:   Valor da menor divisão: M =1 mm Tamanho da menor divisão: T = 1 mm → μ = M / N = 0.Erro sistemático: Λs = μ/2 .Erro estatístico: Λe = μ/2 .Erro observacional: Λx = μ/2 → Λx = 0.Erro Total: ΛV = Λs + Λe = μ → ΛV = 0.

0 cm: ΛE =  − 4.05 2 2   x  x E utilizando-se da relação feita.0  0.05 2  3.0 2   3. com a distância e a sua respectiva incerteza do Campo Elétrico (E).0 cm: ΛE =  − 3.0  0.  Cálculo das Incertezas do Campo Elétrico 2 2  Para a distância x = 1.0 cm: ΛE =  − 2.012 +   0.05      2 2 ΛE = 0.00   1  2 2   1.01 +  2.0 2  0.CAMPO E POTENCIAL ELETROSTÁTICOS 13 Mas.02 UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ .00   1  2 2   2.012 +   0.0 2  0.01 +  1.05      2 2 ΛE = 0. podemos montar uma segunda tabela.50   1    0.0    2 2 ΛE = 0.UNIFEI .05  Para a distância x = 2. sabemos que E = V / x. com isso substituindo essa relação e os valores obtidos. temos:  −V  1 ΛE =  0.03  Para a distância x = 3.

0 cm: ΛE =  − 7.05 2 2  4.012 +   0.07 x 10-1 V/cm  Para a distância x = 7.0 cm: ΛE =  − 10.UNIFEI .05 2 2  5.09 x 10-1 V/cm  Para a distância x = 6.012 +   0.05 2 2  7.0  2 2 ΛE = 0.012 +   0.CAMPO E POTENCIAL ELETROSTÁTICOS 14  Para a distância x = 4.012 +   0.05 2 2  8.75   1    0.0   5.0  2 2 ΛE = 0.05 2 2  6.0   6.0  2 2 ΛE = 0.0  2 2 UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ .50   1    0.00   1    0.0   8.06 x 10-1 V/cm  Para a distância x = 8.0 cm: ΛE =  − 6.0   7.0   4.0 cm: ΛE =  − 5.50   1    0.0  2 2 ΛE = 0.50   1    0.012 +   0.01  Para a distância x = 5.0 cm: ΛE =  − 8.

0 cm: ΛE =  − 12.0 cm: ΛE =  − 14.25   1    0.00   1    0.UNIFEI .012 +   0.05 x 10-1 V/cm 15  Para a distância x = 9.04 x 10-1 V/cm  Para a distância x = 11.03 x 10-1 V/cm  Para a distância x = 13.0   11.0  2 2 ΛE = 0.05 2 2  9.0  2 2 ΛE = 0.0 cm: ΛE =  − 13.00   1    0.0 cm: UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ .0  2 2 ΛE = 0.0   10.05 2 2  10.0   9.0 cm: ΛE =  − 11.0  2 2 ΛE = 0.05 x 10-1 V/cm  Para a distância x = 10.05 2 2  12.012 +   0.05 2 2  11.50   1    0.03 x 10-1 V/cm  Para a distância x = 12.CAMPO E POTENCIAL ELETROSTÁTICOS ΛE = 0.0   12.012 +   0.012 +   0.

02 x 10-1 V/cm  Para a distância x = 16.50   1    0.05 2 2  17.0   13.02 x 10-1 V/cm  Para a distância x = 15.01 x 10-1 V/cm  Para a distância x = 18.02 x 10-1 V/cm  Para a distância x = 14.0   16.05 2 2  15.0 cm: ΛE =  − 19.0   14.50   1    0.012 +   0.0 cm: UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ .0 cm: ΛE =  − 17.012 +   0.CAMPO E POTENCIAL ELETROSTÁTICOS 16 2 ΛE =  − 15.0  2 ΛE = 0.012 +   0.0   17.25   1    0.0  2 2 ΛE = 0.0 cm: ΛE =  − 21.05 2 2  16.0 cm: ΛE =  − 16.0  2 2 ΛE = 0.75   1    0.00   1    0.UNIFEI .0   15.012 +   0.0  2 2 ΛE = 0.012 +   0.01 x 10-1 V/cm  Para a distância x = 17.0  2 2 ΛE = 0.05 2 2  13.05 2 2  14.

09 x 10-1 .012 +   0.03 x 10-1 10.02 x 10-1 13.02 0.06 x 10-1 7.0 0.00 x 10-1 18.0 0.01 0.0 0.03 x 10-1 11.07 x 10-1 6.CAMPO E POTENCIAL ELETROSTÁTICOS 17 2 ΛE =  − 23.UNIFEI 0.02 x 10-1 15.0 0.04 x 10-1 8.01 x 10-1 16.03 x 10-1 12.04 x 10-1 9.0   18.0 0.05 2 2  18.0 0.0 0.0 0.0 4.02 0.05 0.0 0.0 0.02 x 10-1 14.0 3.0 0.0 UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ .01 x 10-1 17.0 5.00 x 10-1 V/cm Tabela das distâncias e a suas respectivas incertezas do Campo Elétrico (E) ΛE (V/cm) X (cm) 1.0  2 ΛE = 0.0 0.0 0.0 2.75   1    0.

30 ± 0.CAMPO E POTENCIAL ELETROSTÁTICOS 18 Com os dados da tabela anterior acima.25 ± 0.25 ± 0.0 11.0 10.01 x 10-1 1.09 x 10-1 1.06 x 10-1 1.04 x 10-1 1.18 ± 0.0 18.0 3.03 x 10-1 1.02 1.22 ± 0.07 x 10-1 1.0 12.0 5.20 ± 0.18 ± 0.20 ± 0.0 17.32 ± 0.04 x 10-1 1.0 9.03 x 10-1 1.0 13.0 16.02 x 10-1 1.19 ± 0.01 1.0 15.50 ± 0.50 ± 0.20 ± 0.25 ± 0.21 ± 0.0 14.0 2.0 6.02 x 10-1 1.02 1.05 1.24 ± 0.02 x 10-1 1.0 8.0 7.00 ± 0.0 4.01 x 10-1 1. podemos construir uma terceira tabela relacionando o Campo Elétrico (E) e sua respectiva incerteza com a distância: X (cm) 1.38 ± 0.UNIFEI .0 E± ΛE (V/cm) 2.03 x 10-1 1.00 x 10-1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ .

-2.3 . 3.0) (6.0) (15. -4. o potencial V depende apenas das coordenadas x.1 . -4.0) (X3.) (15.0) 8.3 .0) (16.0) (16.0 (16.5 .3 .3 .1 .1 .Com isso teremos primeiro que determinar os erros para a obtenção das barras de incerteza do gráfico. leitura estimaremos um erro também de 1 mm (Λ  total = 1 mm) Isto nos dá um erro total de incerteza de Λ = 2 mm.1 .Y5) cm (2.0) (9.7. -3.1 .5 .Y2) cm (2.0) (9.0) (X5. 0. 0. e ainda com a existência da água.0 (9.0 (15.Y3) cm (2. 2. -1.1 .5 .0) (6.Y4) cm (2.1 . 4.0) (6. Para isso teremos que analisar duas possíveis fontes de erros:  Sonda metálica: Por ela ser meio grossa e ainda haver a água como refletor e difusor sonda da luz iremos estimar um erro de 1 mm. -2.0) (16.5 . o torna muito mais expressivo.0 (2.0) 16. 2. -3.7 .UNIFEI . Os dados utilizados para a confecção do gráfico foram os da tabela abaixo: Potencial [v] (X1.Y1) cm 4. -2.7 .0) (6.0) (16.0) (X2. pois como já vimos ao deduzir a equação para cálculo do campo elétrico.0) 12. 2.7 .0) (X4.1 .3 .0) 20.0 (6.0) (15.7 . 1. 0. 2. ) (15. este fato é explicado.CAMPO E POTENCIAL ELETROSTÁTICOS Gráfico 19 A seguir iremos traçar em um papel milimetrado as linhas equipotenciais e as linhas de força (ou linhas de campo). 0.0) (9.1 .0) UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ .0) (9. Perceberemos que as linhas equipotenciais são perpendiculares às linhas de força (ou campo).1 . 4. 3.5 . 0. -2. ( Λ  = 1 mm) Erro de paralaxe na leitura: Este erro é um erro quase que impossível de ser reduzido.

na região mais afastada possível da linha central que nossos dados permitirem.1 .5 .7 . 4.7 .y5).1 . 2. -1. -2.Y1) cm 4. -4.1 .0) (15.1 . 0.Y5) cm (2.0) (X5.Y4) cm (2.0) 12.7 .7 .0) 16.0) (9. -4.0) e Ponto B = (6.5 . 3.UNIFEI E (r ) = .1 .0 (15.Y3) cm (2. 3.5 . Assim teremos: Ponto A = (2. 3.1 .3 .0) (15.y) em termos das suas componentes cartesianas sobre uma das linhas equipotenciais (4.0 (2.0) (9.0 volts para calcular esse módulo.0 (16.0 volts ou 8.y)| entre as superfícies equipotenciais de 4 volts e 8 volts. -3. Para isso.0) (6.0) (9. 2.0) (X3. 0.0) 20.0) Vemos então pela tabela que os valores mais afastados da linha central (y = 0) são (x4.0) (9. -3.3 .0 volts). 4. 2. 0.0) (X4.1 .0) (6. tomemos as linhas longitudinal central e transversal como os eixos coordenados. 0. Vamos também admitir que este módulo é praticamente uniforme nesta região para podermos determinar o vetor campo elétrico E(x.7 .CAMPO E POTENCIAL ELETROSTÁTICOS 20 Determinação do vetor campo elétrico: Agora iremos determinar o módulo do vetor campo elétrico |E(x.1 .0) (15.5 .1 . -2. 1. Iremos pegar os pontos (x4.0) (16.0 (6. 0.0) (16. 3.1 .0) (X2. Será com um desses que iremos achar o módulo do vetor campo elétrico. Abaixo está a com os dados obtidos em laboratório: Potencial [v] (X1.0) 8.Y2) cm (2.5 . -2.0 volts e 8. y4) e (x5.0) (15. 2.0) (16.0) (6.1 .0) (6. 4.0) (16. -2.y4) do potencial 4.3 .0) Como sabemos: V d UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ .5 .3 .0 (9. -3.3 .

0) A− B ( A – B ) = (-3.5) [(6.6 . temos também que: E (r ) e= ( A − B) → ( A – B ) = (2.0) 2 1/ 2 E (r ) 8V ≈ 1.0) 2 ] ] 1/ 2 E ( r ) 4V ≈ 1.CAMPO E POTENCIAL ELETROSTÁTICOS 21 com d = (x 2 + y 2 ) .UNIFEI .0 + 1.6) 2 + (−1.1 .0 volts será: E (r ) médio = E (r ) médio = [ E (r ) 4V + E (r ) 8V ] 2 (1.0) 2 ≈ 3.1) 4 2 + (3. deste modo: E (r ) 4V = [(2.0) . -1.05volts Agora que já temos o módulo do campo elétrico nesse intervalo de potenciais.0volts E (r ) 8V = 8 2 + (4. ou seja.5 .1volts O valor médio de |E(r)| entre 4.0) e A − B = (−3. colocá-lo em termos de suas coordenadas cartesianas. iremos achar sua direção. 3.0 volts e 8. 4.7 Assim: UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ .1) 2 E (r ) médio = 1. Sabemos: E (r ) e= → E ( r ) = E (r ) ⋅ e .(6.

CAMPO E POTENCIAL ELETROSTÁTICOS e= (−3. -0.27) 22 Agora que já sabemos qual é o unitário(e) do campo elétrico.97 .27) Temos então que: E(r) = .05 x (-0.97 .UNIFEI .284y UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ .−1.019x . -0.0) → 3.7 e = (-0.0. iremos colocar o vetor campo elétrico em sua forma cartesiana: E(r) = |E(r)| . e → E(r) = 1.1.6.

0 e 8. Foi possível perceber então quase todos os comportamentos relacionados a este experimento puderam ser representados matematicamente. conseguimos achar algumas linhas equipotenciais que são perpendiculares às linhas de força. com isso os campos e potenciais eletrostáticos puderam ser compreendidos com mais facilidade e clareza. No final deste relatório foi calculado o vetor campo elétrico entre 4.0 volts.UNIFEI . UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ . já na parte B foi possível obter o valor dos campos elétricos em vários pontos localizados entre os eletrodos. na parte A do experimento foi possível observar o comportamento das linhas de força de acordo com os sinais que as cargas envolvidas apresentam.CAMPO E POTENCIAL ELETROSTÁTICOS 23 6 – Conclusão Neste experimento foi possível observar na prática algumas teorias estudadas em sala de aula. e após alguns cálculos. colocando o campo elétrico em termos das suas componentes cartesianas.

Vol.UNIFEI .CAMPO E POTENCIAL ELETROSTÁTICOS 24 7 – Referências Bibliográficas  Alaor Chaves. Física.2 Eletromagnetismo Editora Reichmann & Affonso Editores UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ .