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FUNCIONAMENTO Funcionamento básico

Computador e microcomputador são máquinas eletrônicas capazes de processar dados.

O computador de grande porte (main frame) utiliza um ou mais processadores. O computador de pequeno porte (microcomputador) utiliza um ou mais microprocessadores.

Abaixo vemos o esquema básico de um computador:

FUNCIONAMENTO Funcionamento básico Computador e microcomputador são máquinas eletrônicas capazes de processar dados. O computador de

No esquema acima, chamamos de entrada o meio de inserir informações no computador. Chamaremos de Saída o um meio que o computador possui para apresentar informações já processadas ao usuário. CPU é, basicamente, o processador ou microprocessador. Memória é um meio qualquer para armazenar dados, mesmo que temporariamente. As linhas vermelhas com setas representam as linhas de controle de dados e as linhas pretas com setas representam as linhas de transmissão de dados.

As linhas de controle de dados possibilitam que os dispositivos de entrada/saída possam coordenar com a CPU a troca de dados entre o dispositivo em questão e a memória. As linhas de transmissão de dados permitem a passagem de informações nos ramos dispositivo de entrada-memória- dispositivo de entrada, dispositivo de saída-memória- dispositivo de saída e CPU-memória-CPU.

Quando um dispositivo de entrada é acionado, a informação que a ele chega vai para a memória, sob coordenação da CPU que, por sua vez, processa tal informação por partes. Após o processamento, um ou mais dispositivos de saída recebem os resultados. A CPU possui a capacidade de controle e trabalho;

é como um gerente.

A memória

por

sua vez

é

a

área

de

trabalho da CPU; é como se fosse o seu caderno de anotações, onde são anotados os números que deverão ser somados, multiplicados, subtraídos ou divididos. Se eu lhe dissesse o seguinte: pegue o número 1, some 17, divida por 2, subtraia 3, multiplique por 5, subtraia 10 e divida por 4. Você seria capaz de realizar tal operação, se eu lhe ditasse rapidamente, sem a ajuda de um caderno ? Esse caderno é a sua memória.

São dispositivos de entrada (símbolo E, de entrada, ou I, de input): o teclado, o mouse, o joystick, o scanner, o CD-ROM e o microfone.

São dispositivos de saída (símbolo

S,

de

saída,

ou

O,

de

output): o monitor de vídeo, a impressora e as caixas de som.

São dispositivos de entrada e saída (E/S ou I/O): Os drives, o HD, o modem e o CD-R.

Cabe ainda ressaltar que a memória pode ser do tipo principal (RAM) ou auxiliar (geralmente o Hard Disk).

Bit, Byte, Kilobyte, Megabyte, Gigabyte e Terabyte

Bit

(b)

-

é

menor

informação

que um computador pode

processar. Corresponde a um pulso elétrico. Se existe, tem

valor

1

e,

se

não

existe, tem valor

0.

Isto

forma o código

binário (0-1). Por ser muito pequeno,

não é utilizado

para

medir memória. No entanto, é a unidade de medida da

capacidade de processamento dos computadores.

Medida

Equivalência

bit – b

8 bits = 1 Byte = 1 caracter

Kilobyte - KB

2 10 = 1.024 Bytes

Megabyte – MB

2 20 = 1.048.576 Bytes = 1.024 KB

Gigabyte – GB

2 30 = 1.073.741.824 Bytes = 1.048.576 KB = 1.024 MB

Terabyte – TB

2 40 = 1.099.511.627.776 Bytes = 1.073.741.824 KB = 1.048.576 MB = 1.024 GB

Processador

Os processadores (ou CPUs, de Central Processing Unit) são chips de silício que são responsáveis pela execução de cálculos, decisões lógicas e instruções que resultam em todas as tarefas que um computador pode fazer e, por esse motivo, são também referenciados como "cérebros" dessas máquinas.

Para entender como um processador trabalha, é conveniente dividirmos um computador em três partes: processador, memória e um conjunto de dispositivos de entrada e saída (ou I/O, de Input/Output). Neste último, encontra-se qualquer item responsável pela entrada ou saída de dados no computador, como monitores de vídeo, teclados, mouses, impressoras, scanners, discos rígidos, etc. Nesse esquema, obviamente, o processador exerce a função principal, já que a ele cabe o acesso e a utilização da memória e dos dispositivos de entrada e saída para a execução de suas atividades.

Para entender melhor, suponha que você queira que o seu computador execute um programa qualquer. Um programa consiste em uma série de instruções que o processador deverá executar para que a tarefa solicitada seja realizada. Para isso, o processador transfere todos os dados necessários à execução, de um dispositivo de entrada e/ou saída - como um disco rígido - para a memória. A partir daí, todo o trabalho é realizado e o que vai ser feito do resultado depende do programa. O processador pode ser orientado a enviar as informações processadas para o HD novamente ou para uma impressora, por exemplo, tudo depende das instruções com as quais lidar.

Clock interno

Em um computador, todas as atividades necessitam de sincronização. O clock serve justamente para isso, ou seja, basicamente, atua como de sinal de sincronização. Quando os dispositivos do computador recebem o sinal de executar suas atividades, dá-se a esse acontecimento o nome de "pulso de clock". Em cada pulso, os dispositivos executam suas tarefas, param e vão para o próximo ciclo de clock.

A medição do clock é feita em hertz (Hz), a unidade padrão de medidas de freqüência, que indica o número de oscilações ou

ciclos que ocorre dentro de uma determinada medida de tempo, no caso, segundos. Assim, se um processador trabalha à 800 Hz, por exemplo, significa que é capaz de lidar com 800 operações de ciclos de clock por segundo. Repare que, para fins práticos, a palavra kilohertz (KHz) é utilizada para indicar 1000 Hz, assim como o termo megahertz (MHz) é usado para indicar 1000 KHz (ou 1 milhão de hertz). De igual forma, gigahertz (GHz) é a denominação usada quando se tem 1000 MHz, e assim por diante. Com isso, se um processador tem, por exemplo, uma freqüência de 800 MHz, significa que pode trabalhar com 800 milhões de ciclos por segundo.

Memória cache

Os processadores passam por aperfeiçoamentos constantes, o que os tornam cada vez mais rápidos e eficientes. No entanto, o mesmo não se pode dizer das tecnologias de memória RAM. Embora estas também passem por constantes melhorias, não conseguem acompanhar os processadores em termos de velocidade. Assim sendo, de nada adianta ter um processador rápido se este tem o seu desempenho comprometido por causa da "lentidão" da memória.

Uma solução

para

esse

problema

seria

equipar

os

computadores com um tipo de memória muito mais rápida, a SRAM (Static RAM). Estas se diferenciam das memórias convencionais DRAM (Dynamic RAM) por serem muito rápidas, por outro lado, são muito mais caras e não contam com o mesmo nível de miniaturização, sendo, portanto, inviáveis. Apesar disso, a idéia não foi totalmente descartada, pois foi adaptada para o que conhecemos como memória cache.

A memória cache consiste em uma pequena quantidade de memória SRAM embutida no processador. Quando este precisa ler dados na memória RAM, um circuito especial chamado "controlador de cache" transfere blocos de dados muito utilizados da RAM para a memória cache. Assim, no próximo acesso do processador, este consultará a memória cache, que é bem mais rápida, permitindo o processamento de dados de maneira mais eficiente. Se o dado estiver no cache, o processador a utiliza, do contrário, irá buscá-lo na memória RAM, etapa essa que é mais lenta. Dessa forma, a memória cache atua como um intermediário, isto é, faz com que o processador nem sempre necessite chegar à memória RAM para acessar os dados dos quais necessita. O trabalho da memória cache é tão importante que, sem ela, o desempenho de um processador pode ser seriamente comprometido.

Capacidade de processamento

A capacidade de processamento de um computador consiste na quantidade de bits que este pode processar ao mesmo tempo, dentro do microprocessador (capacidade interna) ou entre o microprocessador e a memória (capacidade externa). Não deve ser confundida com velocidade de processamento, ou seja, o clock. Contudo, a capacidade de processamento é um dos fatores de velocidade do micro, como um todo.

Veja no quadro abaixo as capacidades de processamento dos diversos processadores:

Microprocess

ador

8080

8086

8088

80286

80386

DX

80386

SX

80486

DX e SX

80486

DLC/SLC

Pentium

80586

Pentium II

Pentium III

Ano

de

Capacidade

Capacidade

Fabricação

Interna

Externa

1974

8 bits

8

bits

1978

  • 16 bits

bits

16

1978

  • 16 bits

bits

8

1984

  • 16 bits

16

bits

1985

  • 32 bits

32

bits

1988

  • 32 bits

16

bits

1989

  • 32 bits

32

bits

1990

  • 32 bits

16

bits

1993

  • 32 bits

64

bits

1994

  • 32 bits

32

bits

1997

  • 32 bits

64

bits

1999

  • 32 bits

64

bits

Quando falamos que um computador é de 32 bits, queremos dizer que a sua capacidade interna de processamento é de 32 bits, ou seja, que o processador desse computador tem a propriedade de processar 32 sinais ao mesmo tempo. Alguns afirmam erroneamente que num computador de 32 bits um byte tem 32 bits. ERRADO ! Um byte sempre terá 8 bits. Em conseqüência, um computador de 32 bits tem a capacidade de processar 4 bytes ao mesmo tempo. A isso chamamos de palavra. 4 bytes é o tamanho da palavra desse computador.

Memória RAM

Memória de acesso aleatório (do inglês Random Access Memory, frequentemente abreviado para RAM) é um tipo de memória que permite a leitura e a escrita, utilizada como memória primária em sistemas eletrônicos digitais. O termo acesso aleatório identifica a capacidade de acesso a qualquer posição em qualquer momento, por oposição ao acesso sequencial, imposto por alguns dispositivos de armazenamento, como fitas magnéticas. O nome não é verdadeiramente apropriado, já que outros tipos de memória (como a ROM) também permitem o acesso aleatório a seu conteúdo. O nome mais apropriado seria Memória de Leitura e Escrita. Apesar do conceito de memória de acesso aleatório ser bastante amplo, atualmente o termo é usado apenas para definir um dispositivo eletrônico que o implementa, basicamente um tipo específico de chip. Nesse caso, também fica implícito que é uma memória volátil, isto é, todo o seu conteúdo é perdido quando a alimentação da memória é desligada. A memória principal de um computador baseado na Arquitetura de Von-Neumann é constituída por RAM. É nesta memória que são carregados os programas em execução e os respectivos dados do utilizador. Uma vez que se trata de memória volátil, os seus dados são perdidos quando o computador é desligado. Para evitar perdas de dados, é necessário salvar a informação para suporte não volátil (por ex. disco rígido), ou memória secundária.

HD

Disco

rígido

ou

disco

duro, no Brasil popularmente

chamado também de HD (derivação de HDD do inglês hard disk drive) ou winchester (termo em desuso), "memória de massa" ou ainda de "memória secundária" é a parte do computador onde são armazenados os dados. O disco rígido é uma memória não-volátil, ou seja, as informações não são perdidas quando o computador é desligado, sendo considerado o principal meio de armazenamento de dados em massa. Por ser uma memória não-volátil, é um sistema necessário para se ter um meio de executar novamente programas e carregar arquivos contendo os dados inseridos anteriormente quando ligamos o computador. Nos sistemas operativos mais recentes, ele é também utilizado para expandir a memória RAM, através da gestão de memória virtual. Existem vários tipos de discos rígidos diferentes:

Placa mãe

Também conhecida como "motherboard" ou "mainboard", a placa-mãe é, basicamente, a responsável pela interconexão de todas as peças que formam o computador. O HD, a memória, o teclado, o mouse, a placa de vídeo, enfim, praticamente todos os dispositivos, precisam ser conectados à placa-mãe para formar o computador. Este artigo mostrará as características desse item tão importante.

As placas-mãe são desenvolvidas de forma que seja possível conectar todos os dispositivos quem compõem o computador. Para isso, elas oferecem conexões para o processador, para a memória RAM, para o HD, para os dispositivos de entrada e saída, entre outros.