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barlavento | quinta-feira, 24 de maio de 2012

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ASAP – tão longe quanto possível
ASAP é uma expressão inglesa usada internacionalmente e que significa «tão cedo quanto possível». Não resistimos ao trocadilho com a sigla da Associação Sénior e Autodidata de Portimão, uma universidade sénior a caminho dos 10 anos de existência, que está de excelente saúde e tem projetos para um futuro risonho e duradoiro, embora a idade média dos seus membros ronde as 70 primaveras. Alguns associados já ultrapassaram a barreira dos 90
josé garrancho | barlavento@mail.telepac.pt O «barlavento» esteve à conversa com a «alma» da ASAP, José Ricardo Jordão, um alentejano de Cuba há muito radicado em Portimão e ligado ao ensino, ao património cultural e à política locais. E ficámos a saber que existem 165 associados, os quais, a troco de 50 euros anuais, podem inscrever-se nas disciplinas que desejarem, das 21 em oferta. E tão variadas, que vão da educação musical à hidroginástica, passando por inglês, direito, informática, história de arte, artes decorativas, desenho e pintura, etc., etc. Até um curso de português para estrangeiros, que proporciona ao mesmo tempo a possibilidade de uma melhor integração na nossa sociedade, está em funcionamento. E tudo isto sem possuírem instalações próprias que permitam dar a maioria das aulas, problema que deverá ser resolvido pelo seu aniversário, em Setembro próximo. E, então, haverá condições logísticas que permitirão o acesso a muitos outros cidadãos seniores interessados. Além do calendário escolar, que é a estrutura principal, há um sem número de ações. Mensalmente, fazem uma visita de estudo a locais de interesse histórico; vão ao teatro a Lisboa, 2 vezes por ano; anualmente, organizam 3 almoços-convívio; no final do ano letivo, promovem as jornadas culturais, que se prolongam por 3 a 4 dias, incluindo conferências sobre problemas de saúde da 3ª idade, outros temas diversos e animação cultural. Existe um grupo de flautas e outro de danças da ASAP. E ainda uma revista

anual, que dá conta dos principais eventos realizados pela associação. No momento em que esta edição do «barlavento» chegar às bancas, quase 7 dezenas de associados já estarão na estrada, rumo a Tavira. Num programa vasto, visitarão diversos monumentos locais, com destaque para o recém-inaugurado Museu Islâmico. Todas as visitas serão guiadas por pessoas abalizadas, que explicarão em deta-

lhe cada um deles. Os participantes na visita de estudo são ainda convidados a captar os momentos vividos em fotos, com as quais podem entrar num concurso de fotografia da ASAP. Em abril, visitaram a única fabriqueta de chocalhos existente em Portugal, na povoação alentejana de Alcáçovas, antiga sede de concelho e hoje uma simples freguesia do concelho de Viana do Alentejo. E puderam seguir

todo o processo, da moldagem à cozedura. E apreenderam a história da transumância em Portugal. Estas duas visitas de estudo, em dois meses consecutivos, demonstram bem a variedade de temas escolhidos, a fim de proporcionar aos participantes um leque alargado de conhecimentos. As atividades da ASAP também são formas de solidariedade e de combate à solidão dos mais idosos. E têm-se des-

coberto dons que as pessoas nem sabiam que possuíam. O coral, o grupo de flautas, o grupo de danças e as diversas exposições de trabalhos demonstram cabalmente que existe talento enterrado e que o modo de vida adotado ou imposto, durante os verdes anos, nunca deixou chegar à superfície e fluir. E, como mais vale tarde do que nunca, bem-haja a ASAP pela possibilidade que dá às pessoas de se realizarem.

Algarve presente na Caminhada pela Vida
Uma representação da Plataforma Algarve pela Vida, incluindo duas grávidas, participou no passado fim de semana na 3ª Caminhada pela Vida organizada pela Federação Portuguesa pela Vida e que percorreu a Maternidade Alfredo da Costa até aos Restauradores, em Lisboa. Estiveram presentes cerca de 1000 pessoas provenientes de todas as partes do país e ainda uma representação oriunda de França e dos Estados Unidos, com especial destaque para o prof. Peter Colosi que deu uma conferência na Universidade Católica sobre Educação Sexual e Teologia do Corpo na passada segunda feira. No final, num palco montado para o efeito, foram ouvidos testemunhos de voluntários, casais que optaram por não abortar, pessoas desempregadas e ainda responsáveis por vários movimentos e associações de apoio à grávida, entre os quais da própria Plataforma Algarve pela Vida. cia, idade adulta até, por fim, à terceira idade. Entre a multidão presente contava-se a participação dos economistas João César das Neves, Pedro Vassalo, de Fernando Ribeiro e Castro, presidente da Associação Portuguesa das Famílias Numerosas APFN, do Reitor da Universidade Católica prof. Manuel Braga da Cruz e de D. Isabel de Herédia, entre muitos outros. Este evento foi sentido pelos seus participantes, e em particular, pelos que estão envolvidos em obras de ação social a favor da vida nascente como uma motivação extra para o trabalho que, todos os dias, é desenvolvido nesta área. Após uma breve atuação de uma banda rock, a organização terminou o evento anunciando que, no próximo ano, haverá uma nova edição desta Caminhada pela Vida que, desta forma, se pretende afirmar como uma pedrada no charco neste país que conta com os piores índices demográficos do mundo.

A caminhada foi organizada de acordo com as várias etapas da vida, destacando

a importância da valorização da vida, com os os seus momentos bons e maus, tal

como no casamento, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza ou na

pobreza, sempre desde o momento da conceção, passando pela infância, adolescên-

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