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Visita à Fundação Espírita Irmão Glacus Sexta-feira, 13 de abril de 2012, visitei a FEIG, localizada à rua Henrique Gorceix

. Ao chegar, fui recebida por uma senhora muito atenciosa, que me explicou todos os procedimentos do centro espírita. Cheguei ao local com trinta minutos de antecedência, o que propiciou as análises do local. Tratava-se de um salão amplo, simples, com cadeiras de madeira enfileiradas e, à frente, uma espécie de palco, elevado o suficiente apenas para que todos pudessem ver, sem passar a ideia de superioridade das pessoas que lá estavam em relação às que assistiam. Nele, havia uma mesa comprida, com muitas cadeiras próximas a ela, nas quais sentaram-se os irmãos que conduziriam a reunião. Acima do palco, há uma faixa fixada que diz “O compromisso da FEIG é com o ser humano. Glacus”. A instituição possui ainda um telão, que não é utilizado por falta de retroprojetor, e caixas de som. Os adeptos do espiritismo que lá frequentam formam um grupo heterogêneo de pessoas, constituído por crianças, jovens, idosos e famílias inteiras, e a celebração estava relativamente cheia. Ao início da reunião, a irmã Laura tocou no teclado o hino, que se repetiu ao final da celebração, seguindo-se da prece inicial, feita pelo irmão Pascoal. Logo após, Laura tocou Ave Maria no teclado, e outra irmã fez a prece de radiação e, nesse momento, pessoas que já estavam de posse de sua “orientação mediúnica” foram tomar o passe. O passe é visto pelos espíritas como uma terapia, um tratamento, e não deve ser tomado se não for pedido na orientação. Outra espécie de terapia é a água fluída: havia várias garrafas etiquetadas em uma prateleira à frente para que fossem fluidificadas. Depois, rezaram um “Pai Nosso” com palavras um pouco diferentes das que os católicos estão habituados. Enquanto o palestrante falava, ele explicou detalhadamente que Deus é pai, e como pai, Ele ama seus filhos com um amor incondicional. As três principais leis de Deus são justiça, amor e verdade, e é errônea a ideia passada no início dos tempos por Moisés que “Deus castiga”. Explicou-se que a oração deve ser feita em silêncio, individualmente, como algo que faça vibrar o coração. Só assim Deus nos ouvirá. Explicitou-se também, reforçando a ideia observada ao início, que somos todos irmãos, filhos de Deus, portanto, iguais. “O espiritismo é uma doutrina reveladora, sem rituais, sem idolatrias e que consola.” - disse a irmã que tinha a palavra. Enquanto acontecia a palestra, observei que haviam médiuns psicografando receitas espirituais na grande mesa. Recebi a minha ao final, que dizia: “Confiança no Criador, sempre. O Senhor nos ampara, sempre. Leia livros, obras que orientam as atitudes com bases doutrinárias e evangélicas. Tomar passes em equipe e água fluída diariamente. O culto no lar muito fortalecerá a fé. Muita paz do amigo em Cristo, sempre em busca do amparo em nome do criador. Luiz .” As últimas observações feitas na reunião foram que o “Livro dos Espíritos”, escrito por Kardec é a base da doutrina espírita, e que os espíritos estão em constante evolução: buscam o enriquecimento espiritual até o dia que descansarão ao lado de Deus.