1

1
edição - 2000
2
1
edição- 2001
3íl edição - 2004
4
1
edição- 2008
s• edição - 2009
6
1
edição - 2011
TUFFI MESSIAS SALIBA
Engenheiro MecAnico; Engenheiro de Segurança do Trabafho;
Advogado; Ex-professor dos cursos de Pós-Graduação de
Engenhana de Segurança e Medicina do Trabalho;
Dtretor Técmco da ASTEC- Assessoria e Consultoria
em Segurança e Higiene do Trabalho Lida.
,
MANUAL PRATICO
DE AVALIAÇÃO E
CONTROLE DO RUÍDO
-PPRA-
6! edição
L'G
75
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EDITORA L TOA.
© Todos os direito" n•!>ervados
Rua Jaguaribc, 571
CEP 01224-001
São Paulo, SP - Brasil
Fone (11) 2167- 1101
Produção Gr.liica e Fdi toração Eletrônica: RLUX
Projeto de Capa: F.Jbio Giglio
Impressão: Assahi g ráfica e editor.J
LTr 4482.6
Outubro, 2011
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D.1dos de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do I.i vro, SP, Brasil)
Saliba, Tuff1 Messias
Manual prático de avaliação e controle do ruído :
PPRA /luffi Mc .... ias Saliba. - 6. ed. -São Paulo:
Llr, 2011.
Bibl iografia.
ISBN 978-85-361-1933-5
1. Ambientl' de trabalho - Ruído 2. Medicina do
trabalho 3. Poluição sonora 4. Ruído - Controle
5. Ruído - Efeitos psicológicos 6. Ruído - Medi ção
I. Título.
11-08579 CDD-363.746

Índict• para çatá logo sistemátiC'o:
L Ruído : Avaliação t' controle : Bem-estar
:.octal 363.746
2. Ruído : Controle c .wal iação : Bem-estar
<r><'i,11 11l'\ 746
AGRADECIMENTOS
Aos profissionais, relacionados a seguir, que colaboraram
di reta ou indiretamente na elaboração deste manual:
Márcia Angelim Chaves Corrêa- Engenheira
Qui mica e de Segurança do Trabalho.
Lênio Sérvio Amaral- Engenheiro de
Segurança do Trabalho.
Marcos Roberto de Paula- Técnico de
Segurança do Trabalho.
Sofia Conceição Reis Saliba - Auditora
fiscal do trabalho.
A todos os ex-colegas da FUNDACENTRO, especialmente
João Cândido de Oliveira e José Manuel Osvaldo Gana
Soto, pela contribuição técnica e científica em minha
formação em Segurança e Higiene do Trabalho.
SUMÁRIO
Apresentação ....... .. . .. . .......... ... . . . . ... . .. ...... ...... ...... ... ...... ..... .. . . ........ ... ...... 11
PARTE I
Fundamentos Básicos do Som............................................................... 13
1.1. Definição de som ............................................................................. 13
1.2. O decibel........................................................................................... 14
1.3. Nível de pressão sonora .............................. ....... ....... ..................... 15
1.4. Propagação do som......................................................................... 18
1.5. Frequência do som .... ................................... .............. ..................... 18
1.6. Conceito de ruído............................................................................. 19
1.7. Nível de intensidade sonora e nlvel de potência sonora ............. 19
PARTE 11
Avaliação Subjetiva do Ruído................................................................ 21
2.1. Nível de audibilidade ...................................................................... 21
2.2. Níveis de decibéis compensados . ... ... . . .. . . . . . .. . ... ................ .. . .......... 23
PARTE III
Instrumentos de Medição........................................................................ 26
3.1 . Componentes básicos . ....... ................... ........ ........ ..... ................ ..... 26
3.2. Instrumentos utilizados nas avaliações de ruído........................... 27
PARTE IV
Parâmetros Utilizados nas Avaliações de Ruído.................................. 31
4.1. Ruído contínuo e intermitente ......................................................... 31
4.2. Ruído de impacto ou impulsivo....................................................... 31
4.3. Dose equivalente de ruído ou efeitos combinados ....................... 32
4.4. Nível equivalente de ruído ... ..... . ..... ...... ........................... 32
4.5. Nível de corte ...... ........................ ..................................................... 34
- 7-
4.6. Nível de exposição normalizado (NEN) ....................................... ..
4.7. Análise de frequência .............. ....................................................... .
4.8. Limites de tolerância ....................................................................... .
4.9. Adição e subtração de níveis de ruído .......................................... .
4.1 O. Subtração de níveis de ruído ....................................................... .
PARTE V
Procedimentos de Avaliação de Ruído .....
5 1. Avaliação da exposição ocupacional do ruído ............................. .
5.1.1. Limites de Tolerância ........................................................... .
36
36
43
43
47
50
50
50
5.1.2. Instrumentos de medições ...................... .............................. 55
5.1 .3. Procedimentos da avaliação da exposição ocupacional .. .
5.2. Avaliação do ruído para caracterização da insalubridade .......... .
5 3. Avaliação para fins de aposentadoria especial .......................... ..
5.4 Avaliação para fins de conforto e incómodo ........... ..... . ............. .
5.5. Avaliação do conforto da comunidade e perturbação do sossego
público ....................................................................................... ..
5.6. Avaliação de ruído em cabines audiométricas .................................. .
5.7. Avaliação de ruído em teleatendimento ......................................... .
PARTE VI
Efeitos do Ruído no Organismo ........................................................... ..
6 1. Efeitos auditivos do ruído .............................................................. .
6.1 1 Trauma acústico .................................................................. .
56
63
67
71
75
79
84
86
89
89
6.1 2. Perda auditiva temporária..................................................... 89
6.1.3. Perda auditiva permanente .................................................. 90
6 2. Efeitos extra-auditivos do ruído....................................................... 93
PARTE VIl
Medidas de Controle............................................................................... 97
7 1. Controle na fonte ou trajetória.. ... ..... ........ ........ .... ...... .... .. .. ........ ..... 97
7 2. Controle no meio ou traJetória .... .. .. ......... .......... ... ........................... 98
7.3. Controle no homem......................................................................... 104
7.3.1. Limitação do tempo de exposição ... .. .... ............................ 1 04
7.3.2. Equipamento de proteção individual - protetores auri-
culares ................................................................................... 1 04
7.3.2.1. Seleção de protetores auriculares ......................... 104
7.3.2.2. Uso efetivo durante a exposição ............................ 106
7.3.2.3. Fator de proteção - atenuação ...... ...................... 107
7.3.3. Descaracterização da insalubridade e aposentadoria através
do uso de EPI ..... .......................... .... .... .......... ........... ........... 113
7.3.4. Exames Audiométricos I Programa de Conservação Audi-
tiva - PCA ...... .. .. ..... .... ............. ............ .... . .. .. .. . .... .... .. .... ... . 114
Bibliografia . ... . . .. ..... . . . . . .. .... . .. .... .......... ..... . . . . ... ..... . . . .... . . . . ... . ............. ...... .. 117
APÊNDICES
Apêndice I - Modelo de laudo de avaliação da exposição ocupacional
ao ruído........................ ......... . ..... ...... ....................... 119
Apêndice 11 - Modelo de laudo de avaliação de ruído para caracteri-
zação de insalubridade ......................... .................. .... 121
Apêndice III -Modelo de laudo de avaliação de ruído para conces-
são de aposentadoria especial . ........ .... . .. .......... ........ 124
Apêndice IV - Modelo de laudo de avaliação de ruído para conforto ... 126
Apêndice V - Modelo de laudo de avali ação de ruldo para pertur-
bação do sossego público ........................................... 128
Apêndice VI - Normas e legislação complementares I Resolução
Conama ................................... ..... . .... ..................... 131
- 8 - - 9 -
PARTE I
FUNDAMENTOS BÁSICOS DO SOM
As oscilações dos sistemas materiais elásticos com a massa
podem constituir-se em estímulos para o nosso organismo que, em
determinadas condições, podem provocar respostas - sensações de
bem ou mal-estar ou problemas.
Quando as oscilações acontecem no ar, podem ser descritas como
variações de pressão atmosférica, originando vibrações ou turbulência.
Se essas oscilações estimulam o aparelho auditivo, temos o som.
1.1. Definição de Som
O som é originado por uma vibração mecânica (cordas de um violão,
membrana de um tamborim, dentre outros) que se propaga no ar e atinge
o ouvido. Quando essa vibração estimula o aparelho auditivo, ela é
chamada de vibração sonora. Assim, o som é definido como qualquer
vibração ou conjunto de vibrações ou ondas mecânicas que podem ser
ouvidas.
-Para a Higiene do Trabalho, costuma-se denominar barulho todo
som que é indesejável.
- O ruído e o barulho são interpretações subjetivas e
desagradáveis do som.
Para que uma vibração seja considerada sonora, é necessário que
atenda às seguintes condições:
a) Possuir valores específicos de frequência, isto é, a frequência
deve situar-se entre 16 e 20.000 Hz, conforme a ilustração a seguir:
infrassom
ultrassom
16Hz 20.000 Hz
-13-
Alguns autores mencionam a faixa audível entre 20 e 20.000 Hertz1
1
l .
b) A variação de pressão deve possuir um valor mínimo para atingir
o limiar de audibilidade. Essa variação é a diferença instantânea entre a
pressão atmosfénca na presença e na ausência do som, em um mesmo
ponto. Através de pesquisas realizadas com pessoas jovens, sem
problemas auditivos, foi revelado que o limiar de audibilidade é de 2 x 1 O
5
N/m2 ou 0,00002 N/m
2
. Desse modo, convencionou-se este valor como
sendo O (zero) dB, ou seja, o nível de pressão de referência utilizado
pelos fabricantes dos medidores de nível de pressão sonora. Quando a
pressão sonora atinge o valor de 200 N/m
2
, a pessoa exposta começa
a sentir dor no ouvido (limiar da dor). Esse valor corresponde a 140 dB.
Portanto, a faixa audível em relação à pressão é de acordo com o
esquema abaixo:
limiar de audibilidade faixa audível
' limiar da dor
2 x 10·
5
N/m
2
200 N / m ~
1.2. O Decibel
Como mencionado anteriormente, a faixa audível da variação de
pressão é de 0,00002 N/m
2
a 200 N/m
2
• Desse modo, o uso de uma
escala linear para quantificar a variação dessa pressão é inviável. Nesse
caso, a solução para medir essa grande variação de faixa audível, 10
7
vezes, é a escala logarítmica.
A função logarítmica é definida da seguinte forma: Ioga x = y ~ x =
av. Logo. o logaritmo do número "x" na base "a" corresponde ao expoente
a que se deve elevar essa base para se obter o ''x". Exemplos:
log,
0
10 = 1 ~ 10 = 10
log
10
100 = 2 ~ 102 = 100
log
10
1000 = 3 ~ 1()3 = 1000
Observa-se que, enquanto na escala linear há variação de 1 O a
1.000 vezes, na logarítmica a variação é apenas de 3 unidades.
(1) GEORGES, Sarnir Nagi Yousri. Ruído: Fundamentos e controle. 2. ed. Florianópolis:
S.N.Y Gerges. 2000 p. 686.
- 14-
Portanto, no estudo do ruldo a função logarítmica será bastante utilizada.
Sendo assim, é importante destacar as propriedades operacionais dessa
função:
a) Ioga b.c = Ioga b + Ioga c
a
b) log- =Ioga b -Ioga c
c
c) Ioga bc - c Ioga b
Cabe ressaltar que a escala logarítmica é muito utilizada na acústica
e em outros ramos, como, por exemplo, na eletricidade. Nessa escala há
necessidade de uma referência, nível zero, como será visto posteriormente.
1.3. Nível de Pressão Sonora
De maneira geral, os estudos mostram que a sensação humana
varia com a intensidade do estímulo, como, por exemplo, percepção
sensorial auditiva, visual, térmica, entre outras. Weber<
2
> realizou estudos
sobre a variação percebidos por dois estímulos similares. Em um dos
seus experimentos, Weber usou um indivíduo com os olhos vendados
segurando um peso. Em seguida, ele foi aumentando gradativamente
esse peso e pediu para que o indivíduo se manifestasse sobre sua
percepção. Nessa experiência, Weber descobriu que a resposta do
indivíduo era proporcional ao aumento da carga (peso). Quando o peso
era a de um quilo, um aumento de poucas gramas não fora percebido.
Porém, quando o peso era aumentado até certo valor, era percebido.
Assim, por exemplo, quando duplicava o peso que o indivíduo segurava,
sua percepção também dobrava. Seu estudo concluiu que a relação
entre o estímulo e a sensação (percepção) é logarítmica. Esse estudo
vale para outros estímulos, e não somente para sensação de pesos.
Mais tarde, Fechner<
3
> popularizou a teoria de Weber, daí o nome da Lei
Weber-Fechner (BISTAFA, 2006).
No caso do som, a sensação também segue a Lei Weber-Fechner. Ou
seja, o aumento da sensação (percepção) é proporcional ao logaritmo do
(2) Ernst Heinrich Weber (1795-1878), anatom1sta e fisiologista alemão, cons1derado
um precursor da Psicologia Experimental .
(3) Gustav Theodor Fechner (1801·1887), flsico e psicólogo alemão, foi um dos
fundadores da Ps1coflsica
-15-
estímulo. Exemplo: se a sensação "S" foi provocada por 10 unidades de
estimulo, a sensação ''2S'' poderá ser provocada por 1 00 unidades de estímulo.
Os aumentos pequenos de sensação requerem grandes aumentos de
estímulos. Essa afirmação, no entanto, é uma aproximação que permite
simplificar o complexo mecanismo de percepção sensorial (ASTETE, 1978).
Portanto, com base no exposto, essa é mais uma razão para a
utilização da escala logarítmica para avalíação dos níveis de pressão
sonora; sendo assim, essa determinação é expressa na equação a seguir:
NPS 101og( :. J (1)ou NPS 20iog:. (2)
Onde:
Po é a pressão de referência que corresponde ao limiar de
audibilidade (2 x 1 O-s N/m
2
ou Pascal);
P é a ratz média quadrática (rms) das variações dos valores
instantâneos da pressão sonora,conforme equação a seguir:
Rms = + Pi + p32 .. .P; (3}
n
À medida que as técnicas de medição e clínicas foram sendo
aperfeiçoadas, passou-se a constatar que a equação acima representa
na realidade um modelo matemático da relação estímulo-sensação, mas
que não constitui a melhor aproximação à resposta do ouvido humano,
pois não leva em consideração a frequência do som. Desse modo, na
medição dos Níveis de Pressão Sonora, é necessário ponderar os valores
nas frequências. como veremos na Parte 11.
Substituindo o valor de P o = 2x 1 o-s N/m
2
na equação 2, o Nível
de Pressão Sonora- NPS pode ser expresso de forma simplificada,
conforme demonstração a seguir:
NPS=201og P
5
2 x 10-
5
2x1o-
NPS = 201og P + 94
Exemplo:
Um medidor de som registra os seguintes níveis de Pressão Sonora
de 100 dB. O nfvel de pressão correspondente é igual a·
-16-
a) NPS = 20 log P + 94
1 00 = 20 log P + 94
1 00 - 94 = 20 log P
IOQ1o= 6/20
log,oP = 0,3 N/m2
P= 10o.3
P= 2,0 N/m
2
A Tabela 1 mostra a pressão correspondente ao nível de pressão
sonora, bem como um exemplo das possíveis fontes geradoras:
TABELA 1
Nível de Pressão Pressão sonora
Exemplos de fontes
sonora em dB em Nlm
2
o 0,00002 - limiar audibilidade - sussurro
6 0,00004 - Deserto ou região polar (sem vento)
12 0,00008
18 0,00016 - Movimento de folhagem
24 0,00032 - Estúdio de rádio e TV
- Quarto de dormir
30 0,00063 - Teatro vazio
42 0,00251 - Sala de aula
48 0,00501 - Restaurante tranquilo
- Escritório com barulho médio
60 0,01995 - Rádio com volume médio
66 0,03981 - Rua com barulho médio
72 0,07943 - Pessoa falando a um metro
78 0,15849 - Escritório barulhento
- Dentro da cabine de um caminhão com
84 0,31623 vidros abertos
90 0,63096 - Banda ou orquestra sinfónica
96 1,25893 - Indústria barulhenta
100 1,99526 - Sala de compressores
110 6,30957 - Próximo a um britador
120 19,95262 - Avião a pistão a três metros hmiarda dor
-Avião a 1ato a um metro- perigo de ruptura
140 199,52623 do tímpano
Fonte: adaptação Bistafa (2006).
-17-
Conforme comentado anteriormente, a pressão de 0,00002 N/m
2
é
o limiar de audibilidade e corresponde a zero dB, enquanto 200 Nlm
2
é o
limiar da dor e equivale a 140 dB. Pela Tabela 1 pode ser constatado
que o acréscimo de 6 dB no Nível de Pressão Sonora dobra a pressão,
ou seja, a energia é o dobro.
1.4. Propagação do Som
o som se transmite de forma ondulatória, sendo que a velocidade
dessa transmissão depende das características da onda no meio pelo
qual se propaga.
No ar, a velocidade V do som pode ser calculada com muita
aproximação:
V == velocidade do som
P == pressão atmosférica = 10,33 Kg/m
2
p = densidade do ar = 1,3 Kg/m
3
V = ~ 1 , ; :
v= f x c (m/s)
Onde: f = frequência, em Hz
c = comprimento de onda, em metros
V = velocidade do som, em m/s
1.5. Frequência do Som
A frequência do som corresponde ao número de vibrações na
unidade de tempo. Assim, uma vibração completa ou ciclo sobre seu
tempo de duração, por exemplo, de 0,01 segundo, é igual a:
F = 1 cjclo ou vibração completa = 1 00
0,01 segundo
ciclos ou Hertz
segundo
A figura a seguir ilustra o ciclo de uma vibração, conforme o exemplo
dado.
-18-
PMR
Vanaçãode
pressão
1 CIClo
1.6. Conceito de Ruído
Tempo(s)
O som é toda vibração que pode ser ouvida. Essa vibração é
denominada sonora e, como mencionado anteriormente, deve possuir
valores de frequência e pressão dentro da faixa audível.
Do ponto de vista físico, não há diferença entre som, ruído e barulho;
no entanto, quanto à resposta subjetiva, ruído ou barulho pode ser definido
como um som desagradável ou indesejável. Assim, por exemplo, numa
boate, a música pode ser considerada som para uns e ruído para outros.
1.7. Nível de Intensidade Sonora e Nível de Potência Sonora
Além do nível de pressão sonora, outros parâmetros, como o nível
de intensidade e potência sonora, são utilizados em acústica para
especificar o ruído de equipamentos, cálculos de isolamento e estimativa
de ruído que uma fonte produz a determinada distância.
A) Nível de Intensidade Sonora
O nível de intensidade sonora, também expresso em dB, é igual a:
I
NIS=101og-
lo
Onde:
I é a intensidade sonora em um ponto específico e a quantidade
média de energia sonora transmitida através de uma unidade de área
perpendicular à direção de propagação do som.
lo é a intensidade de referência igual a 1 0'
12
watt.
m2
-19-
B) Potência Sonora
Representa a quantidade de energia acústica produzida por uma
fonte sonora por unidade de tempo.
O nível de potência sonora, também expresso em dB, é igual a:
w
NWS = 10 log W
o
Onde:
W é a potência sonora da fonte em watts.
w
0
é a potência sonora de referência igual a 1 0-
12
watts.
-20-
PARTE 11
AVALIAÇÃO SUBJETIVA DO RUÍDO
2.1. Nível de Audibilidade
Como visto anteriormente, a Lei de Weber-Fechner mostra que o
aumento da sensação ao som é proporcional ao logaritmo do estímulo.
Todavia, em razão ao complexo mecanismo da audição, essa relação é
apenas uma aproximação, pois outros fatores influenciam na percepção
do som, especialmente a frequência.
Fechner, em companhia de Munson, conseguiu, em 1933, estabelecer
uma série de curvas em espaço métrico de nível de pressão sonora
contra frequência, onde era demonstrada a variação dessa sensação de
força relativa à frequência. Foi observado que os tons mais baixos ou
graves requerem mais energia do que os tons médios para serem
escutados com a mesma força, e que estes, por sua vez, requeriam
menos energia que os muito altos ou agudos (ALEXANDRY, 1978).
Portanto, a audição humana não tem sensação igual em todas as
frequências.
Com base nesse estudo, partindo-se de um padrão (frequência de
1.000 Hz), foi medida a resposta subjetiva produzida por determinado
NPS em cada frequência e, com base nesses dados, foram traçadas as
curvas isoaudíveis. Essas curvas foram revisadas em 1956 por Robinson
e Dadson e foram adotadas pela recomendação ISO 226. Em estudo
recente a ISO redefiniu nova curva na norma ISO 226:2003. A seguir, a
1 mostra as curvas isoaudíveis ou de audibilidade.
-21-
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Limite da aud•çlo
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............
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20 31,5 63 125 250 500 1.000 2 000 4 000 8 000 18 000
Frequtf>clo (Hz)
Figura 1 - Nívei s de Audibilidade
Fonte: Norma ISO 226.
Observa-se na Figura 1 que a sensibilidade do ouvido é menor nas
baixas frequências e maior nas altas. Observa-se também que a faixa
de maior sensibilidade, nas curvas de Robinson e Dadson, é 4.000 Hz.
As curvas isoaudíveis representam a mesma intensidade de resposta
ao ouvido a determinados sons. Assim, por exemplo, um som de NA
(Nível de Audibilidade) de 90 fons é sentido com a mesma intensidade
pela maioria das pessoas, quaisquer que sejam a frequência e o NPS.
Ocorre que, muitas vezes, para produzir a mesma audibilidade,
são necessários diferentes níveis de pressão sonora, quando estes estão
em diferentes frequências, pois o ouvido humano sente o ruído de forma
diferente nas diversas frequências. Assim, por exemplo, um NA de 90
fons, na frequência de 4.000 Hz, produzido por um NPS de 80 dB, é
ouvido com a mesma intensidade na frequência de 125 Hz, porém
produzido por NPS de 90 dB. Portanto, observa-se que na frequência de
4.000 Hz é necessário um NPS menor para produzir o mesmo efeito no
organismo (ver gráfico das curvas isoaudfveis).
Recentemente a ISO (Organização Internacional para Padronização)
adotou novas curvas, com base nos resultados de vários estudos de
pesquisadores no Japão, Alemanha, Dinamarca, Reino Unido e EUA. A
norma ISO 226:2003 acolheu e padronizou o novo conjunto de curvas
-22-
desses estudos. O relatório da pesquisa comenta sobre a
grande diferença das curvas de audibilidade padronizadas na norma
especialmente nas frequências abaixo de 1.000 Hz. onde a
pode chegar até 15 dB. Surpreendentemente, os contornos
ong1na1s Fechner-Muns?n aproximam-se mais das novas curvas do que
as

Considerando que a ponderação nas
utilizadas nas medições de ruído são baseadas na curvas
de audibilidade de Dadson-Robinson, as novas curvas adotadas pela
ISO provavelmente refletirão em desenvolvimento e revisão dos
medidores de ruído. Atualmente, o nível de ruído é medido através da
"A", características de frequência de ponderação do sentido da
aud1çao humana.
2.2. Níveis de Decibéi s Compensados
Conforme explicado anteriormente, que o ouvido humano
responde de forma diferente nas diversas frequências. Portanto, ao ouvir
um som em 3.000 Hz, tem-se a sensação de ouvi-lo a 500 Hz. Desse
modo, com base nos estudos citados e nas curvas de audibilidade era
necessário.construir um instrumento que simulasse a resposta do
Sendo ass1m, foram estabelecidas as curvas de compensação A, B, c
e D, que foram padronizadas internacionalmente e introduzidas nos
elétricos dos medidores de nível de pressão sonora. A seguir,
a F1gura 2 mostra as curvas de compensação.
(4) <http://en.wikipedia.org/wiki/Equal-loudness_conlour>. Disponfvel em: 27 fev. 2011 >
-23-
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7
vs
v.
7
7
v
- 60
/
-70 L.
10 2 5 100 2 5 1.000 2K SK 10K 20K
Frequência em Hz
Pelo gráfico observa-se que um som de 1 00 dB emitido numa
frequência de 50 Hz, quando compensado pelas curvas, fornecerá as
segui ntes leituras no medidor de nível de pressão sonora:
Curva "A" -70 dB
Curva "B"-88 dB
Curva "C"- 99 dB
Curva "O"- 88 dB
As normas Internacionais e o Ministério do Trabalho e Emprego
adotaram a curva de compensação "A" para medições de níveis de
ruído contínuo e intermitente, em razão de sua maior aproximação à
resposta do ouvido humano.
O circuito "A" aproxima-se das curvas de igual audibilidade para
baixos Níveis de Pressão Sonora; o circuito "B", para médios Níveis de
Pressão Sonora, e o c1rcuito "C", para Níveis de Pressão Sonora mais
altos. Hoje, entretanto, somente o circuito "A" é largamente usado, uma
- 24 -
vez. q ~ e os circuitos "B" e "C" não tiveram boa correlação com testes
sub]et1vos. Uma curva especializada, a compensação "O" foi padronizada
para medições em Aeroportos<sl. '
A Tabela1 a seguir mostra os valores numéricos das correções das
curvas de compensação A,B,C e O nas frequências de banda de oitava:
Tabela 1
Valores numéricos das ponderações das curvas A,B,C e o
Frequência Hz
Curva A dB
Curva B dB
Curva C dB Curva O dB
16
·56,7
-28,5
·8,5 .
31,5
·39,4
·17 1
(3,0) .
63
·26,8
·9,3
·0,8
·10,9
125
·16, 1
-4,2
·0,2
·5,5
250
·8,6
·1,3
o ·1 ,6
soo
·3,2
-0,3
o
·0,3
1000
o
o o
o
2000
1,2
·0,1
·0,2
7,9
4000
1,0
·0,7
·0,8
11 '1
8000
·1' 1 ·2,9
·3,0
5,5
16000
·6,6
·8,4 ·8,5 .
20000
·9,3
·11 '1 -11,2 .
Exemplo: Um Nível de Pressão Sonora 1 00 dB emitido numa
frequência de 250 Hz, quando compensado pelas curvas A, B, c. o
conforme T AB.1, os valores dos níveis de pressão sonora serão:
Curva "A" -100 - 8,6 = 91,4 dB(A)
Curva "B"- 100 - 1 ,3 = 98,7 dB(B)
Curva "C"- 1 00 - 0,0 = 1 00 dB(C)
Curva "O''- 100 - 1 ,6 = 98,4 dB(O)
(5) GEAGES, Samir Nag• Yousri. Ruído. Fundamentos e controle. 2. ed Florianópofis.
S.N.Y Gerges, 2000. p. 686.
- 25 -
PARTE III
INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO
3.1. Componentes Básicos
Os medidores de nível de pressão sonora, de forma simplificada,
são constituídos das seguintes partes:
MICROFONE
[> O -I AMPLIFICADOR 1-- FILTROS r--- AMPLIFICADOR/
COMPENSAÇAO RETIFICADOR
A, 8, C E O
MEDIDOR
Os medidores de nível de pressão sonora podem ser encontrados
com circuitos nas curvas de compensação A, B, C e O e resposta lenta e
rápida, podendo os mais simples possuir somente leitura nas curvas A e C.
Outros equipamentos utilizados nas avaliações de ruído são os
audiodosímetros, que fornecem como leitura final da dose acumulada e
nível equivalente de ruído a que se expõs o trabalhador durante a jornada
de trabalho. Os audiodosímetros são utilizados quando o trabalhador se
expõe a diferentes níveis de ruído durante a jornada de trabalho.
Os medidores de nível de pressão sonora poderão ser acoplados a
analisadores de frequência, fornecendo como resultado o NPS
correspondente à faixa de frequência selecionada (espectro sonoro). Os
analisadores de frequência podem ser encontrados em banda de oitava
(mais utilizada em Higiene Industrial), terça de oitava, meia de oitava,
faixa de largura constante etc. Quanto menor a largura da faixa, mais
exata é a informação sobre a verdadeira variação do NPS em função da
frequência.
O microfone é parte vital do equipamento, sendo sua função principal
transformar o sinal mecânico (vibração sonora) num sinal elétrico. Nos
-26-
circuitos dos equipamentos podem ocorrer respostas lentas e rápidas e
as curvas de compensação A, B, C e O. Conforme comentado
as curvas são inseridas nos circuitos dos equipamentos,
VISando a s1mular o ouv1do humano exposto ao som, ou seja, a resposta
subjetiva ao som.
Outro aspecto importante a ser considerado é que os instrumentos
de medição devem seguir normas ou especificações aceitas
internacionalmente. As normas IEC (lnternational Eletrotechnical
Commission) 123 e ANSI S1-4-1971 estabelecem as especificações dos
medidores de uso geral (tipo 2), enquanto a IEC R.179, a ANSI S1-4-1971
e OIN 45.633 fixam especificações para os medidores de precisão (type 1).
3.2. Instrumentos Utilizados nas Avaliações de Ruído
A) Medidores de Nível de Pressão Sonora
São instrumentos utilizados para medir o Nível de Pressão Sonora
(NPS) instantâneo. Os medidores de nível de pressão sonora são
chamados de sonômetros ou, popularmente, de decibelímetros. Os
medidores de NPS podem ser do tipo 1, 2 ou 3, dependendo da precisão.
Além disso, podem possuir circuitos de compensação "A, 8, C e O, ou
somente A e C, ou somente A".
A NA-15 e outras normas brasileiras pertinentes não estabelecem
a precisão do medidor, ao contrário da ACCIH, que recomenda que os
medidores atendam, no mínimo, aos requisitos da norma S1-4-1983 da
ANSI (American National Standards) para equipamentos do tipo 2. É
importante ressaltar também que os dosímetros devem ser configurados
de acordo com as normas vigentes de avaliação ocupacional de ruído:
incremento de dose (0=3, 0=5), nível de critério 85,0 dB(A) e 90,0 dB(A),
nível de corte 80 a 85, ou 90,0 dB(A), entre outros.
8) Analisadores de
São acessórios que podem ser acoplados aos medidores de NPS
(quando o tipo e o modelo permitem) para obterem o espectro sonoro, ou
seja, NPS x frequência. A análise de frequência é importante na orientação
de medidas de controle, uma vez que a definição de espectro sonoro do
local ou da máquina permitem, desse modo, selecionar e dimensionar
os materiais isolantes e absorventes do som. Com a análise das
-27-
frequências, podemos também calcular a atuação dos protetores
auriculares, como veremos posteriormente. Os analisadores largamente
utilizados em Higiene do Trabalho são os de banda de oitava e terça de
oitava. Atualmente os medidores de Nível de Pressão Sonora possuem
analisador de frequência integrado ao instrumento. Esses equipamentos
fornecem o espectro sonoro em dB linear e dB(A).
Medidor de Nível de Pressão Sonora Integrado com
Analisador de Frequência
C) Audiodosímetros
Os audiodosímetros são instrumentos importantfssimos para a
caracterização da exposição ocupacional ao ruído. Podemos obter
através desse equipamento a dose de ruído ou efeito combinado e o
nível equivalente de ruído (Leq). Atualmente, existem vários modelos e
tipos de audiodosímetros no mercado que funcionam também como
decibelímetros, fornecendo, além da dose, o L"'3 e o NPS, dentre outros
parãmetros necessários na avaliação do ru1do. Além disso, todos
os dados medidos podem ser impressos com histogramas das variações
dos níveis de ruído, em intervalos de tempo previamente fixados durante
toda a jornada de trabalho. A A CC IH recomenda que os audiodosímetros
atendam às especificações mínimas das normas da ANSI.
-28-
Audlodosímetro de ruído
O) Calibrador Acústico
Esse instrumento é indispensável às avaliações de ruído, pois
permite a aferição dos medidores, garantindo a precisão das medições.
O calibrador é um instrumento portátil de precisão e consiste numa fonte
sonora que emite um tom puro na frequência de 1.000 Hz. Essa fonte,
quando ajustada ao medidor de som ou audiodosfmetro, emite um som
constante de 114,0 dB ou 94,0 dB, dependendo do modelo e marca do
equipamento. Esse instrumento opera com bateria de 9,0 volts e sua
precisão é, em média, de ± 0,5 dB, ou seja, varia de acordo com o tipo
de equipamento.
Calibrador acústico
-29-
Além da calibração de campo, os instrumentos de medições devem
ser certificados periodicamente em laboratórios especializados. Segundo a
NBR-10.151/00, o medidor de nível de pressão sonora e o calibrador
acústico devem ter certificado de calibração da Rede Brasileira de
Calibração (RBC) ou do Instituto Nac1onal de Metrologia, Normalização
e Qualidade Industrial (INMETRO), renovado no mínimo a cada dois
anos (item 4.3 da NBR 10.151/00).
-30-
PARTE IV
PARÂMETROS UTILIZADOS
NAS AVALIAÇÕES DE RUÍDO
4.1. Ruído Contínuo e Intermitente
Segundo a NR-15 da Portaria n. 3.214 e a norma da FUNDACENTRO,
o ruído contínuo ou intermitente é aquele não classificado como impacto.
Do ponto de vista técnico, ruído contínuo é aquele cujo NPS varia até 3 dB
durante um período longo (mais de 15 minutos} de observação. Exemplo:
o ruído dentro de uma tecelagem. Já o ruído intermitente é aquele cujo
NPS varia até 3 dB em períodos curtos (menor que 15 minutos e superior
a 0,2 segundo). Entretanto, as normas sobre o assunto não diferenciam o
ruído contínuo do intermitente para fins de avaliação quantitativa desse
agente.
4.2. Ruído de Impacto ou Impulsivo
A NR-15, anexo 2, da Portaria n. 3.214 define ruído de impacto
como picos de energia acústica de duração inferior a 1 (um) segundo, a
intervalos superiores a 1 (um) segundo.
Quando se utiliza a instrumentação específica pela norma ANSI
S1.4, S1.25 ou IEC 804, o ruído impulsivo ou de impacto é automaticamente
incluído na medição. A única exigência é que a faixa de medição seja de
80 a 140 dB(A), e que a faixa de detecção de pulso seja de no mínimo 63
dB(A) . Não deve ser permitida nenhuma exposição para ouvidos
desprotegidos a níveis de pico acima de 140 dB, medidos no circuito de
compensação C. Se a instrumentação não permite a medição de p1co no
circuito C, uma medição linear com o nível de pico abaixo de 140 dB pode
ser usada para implicar que o nível de pico ponderado no circuito C está
abaixo de 140 dB.
-31-
4.3. Dose Equivalente de Ruído ou Efeitos Combinados
Quando a exposição ao ruído é composta de dois ou mais períodos
de exposição a diferentes níveis. devem ser considerados seus efeitos
combinados, em vez dos efeitos individuais (NR-15, anexo 1, item c).
Esse efeito combinado ou dose equivalente é calculado através da soma
das seguintes frações:
O resultado obtido não pode exceder a 1 (um).
cn =tempo total de exposição a um nível específico.
T" = a duração total permitida nesse nível, conforme limites
estabelecidos no anexo 1 da NR-15.
Os efeitos combinados podem ser obtidos com maior precisão
utilizando-se o audiodosfmetro. Este instrumento indica a dose em
percentual. Assim, o limite será excedido quando este for superior a
100%.
A dose ou efeito combinado podem ser obtidos também com o
medidor de NPS. Entretanto, nesse caso, o procedimento é bem
trabalhoso, po1s é necessário estimar ou cronometrar com exatidão os
tempos de exposição a cada nível A A CC IH recomenda o uso de medidor
de NPS para obtenção da dose somente para níveis estáveis de ruído,
com duração menor de 3 (três) segundos.
4.4. Nível Equivalente de Ruído
O nível equivalente de ruído é chamado de Leq (Equivalent Sound
L e v e ~ . Para fator de duplicação 5, a literatura costuma denominar como
Lavg (Levei Average). Qualquer que seja a denominação, é importante
que o leitor compreenda o conceito.
Vamos denominar o nível Equivalente de Ruído de Leq e seu cálculo
é feito a partir da equação da dose. Assim, teremos:
O = ~ x2( L:q - 17)
Onde:
D = Dose eqUivalente em fração decimal, ou seJa, o valor obtido no
audiodosfmetro deve ser dividido por 1 00.
-32-
T = Tempo de medição
q = Fator de duplicação igual a 5 (incremento); a cada aumento de
5 dB, a energia sonora duplicará.
Para resolução da equação, aplica-se o logaritmo na base 1 o aos
dois membros:
log x
0
;
8
= log 2 x( L:q -17)
Considerando o log 2 igual a 0,301, teremos:
1og =
0
;
8
= 0,301 x( L:q -17)
Dx8
log =T = 0,0602 x Leq -5,117
Explicitando o Leq na equação, teremos:
Dx8
Leq = log _I_ + 5, 117
0,06
Separando os membros da fração, teremos:
Leq
_ 1 I Dx8 5,117
---x og--+--
0,06 T 0,06
Dx8
Leq=16,61 x logT+85
Quando o fator de duplicação for 3,0, aplicando o mesmo procedi-
mento, o cálculo de Leq será igual a:
Dx8
Leq = 10 x log--+85
T
O valor do nível equivalente de ruído para 8 (oito) horas é denominado
TW A ( weighted average sound l e v e ~ e é obtido pela seguinte equação:
Leq = 16,61 x log O + 85, fator de duplicação igual a 5.
Leq = 1 O x log O + 85, fato r de duplicação igual a 3.
-33-
Exemplo 1
Um trabalhador fica exposto a ruído durante a jornada de trabalho,
conforme a tabela a seguir:
Nível de Ruído Tempo de Exposição Máxima Exposição
dB(A) (horas) Diária (horas)
90 1 4
85 4 8
86 3 7
A dose de ruído ou efeito combtnado para o fato r de duplicação 5 é
iguala:
c1 c2 cn
-+-+-
7; T2 Tn
1 4 3
-+-+-=117
4 8 7 '
Leq = 16,61 x log 1,17 + 85
Leq = 86,13 dB(A)
4.5. Nível de Corte
É o nível de ruído mínimo considerado no cálculo da dose de
ruído. Normalmente, esse nível é de 80 dB(A), em razão do nível de ação
estabelecido pela NR-9.
O cálculo do tempo máximo de exposição para os níveis de ruído
abaixo de 85, conforme anexo 1 da NR-15, é dado pela seguinte equação:
8
T = (L ) = 16 horas
--17
2 5
Onde:
T =Tempo em horas
L= Nível de Ruído
-34-
Exemplo: para o nível de ruído igual a 80 dB(A), o tempo máximo
de exposição diária é:
8
T = (
80
) = 16 horas
--17
2 5
Exemplo 1
Um trabalhador fica exposto a ruído durante a jornada de trabalho,
conforme a tabela a seguir:
Nível de Ruído
Tempo de Exposição
Máxima Exposição
dB(A)
(horas)
Diária (horas)
95 1,0
2,0
84
4,0
9,1
86 3,0
7,0
A dose de ruído ou efeito combinado para o fator de duplicação 5 e
nível de corte de 85 dB(A) é igual a:
1 3
-+-=0 67
4 7 '
Leq = 16,61 x log 0,67 + 85
Leq = 82,11 dB(A)
A dose igual a 0,67 corresponde a um nível equivalente de ruído
de 82.' 1 dB(A), ou seja, uma exposição constante a 82,1 dB(A) durante
toda, JOrnada de trabalho.
, A dose de ruído ou efeito combinado para o fator de duplicação 5 e
nrvel de corte de 80 dB(A) é igual a:
1 4 3
--l-+-=110
4 9,1 7 '
Leq = 16,61 x log 1,10 + 85
Leq = 85,68 dB(A)
-35-
4.6. Nivel de Exposição Normalizado (NEN)
Segundo a NH0-01 da FUNDACENTRO. é o nível de exposição
convertido para uma JOrnada padrão de (oito) horas diárias, para fins de
comparação com o limite de exposição.
A NH0-01 define para q = 3 o NEN por meio da seguinte equação:
TE
NEN = NE + 10 log
480
dB
Onde:
NE = Nlvel médio de exposição ocupacional diária
TE= Tempo de duração, em minutos, da jornada diária de trabalho.
Para q = 5, a equação é a seguinte:
TE
NEN = NE + 16,61 log
480
dB
Exemplo: o nível médio de exposição diária é igual a 90,0 dB. Para
jornada de 6 (seis) horas, o NENé igual a:
6x60
NEN = 90,0 + 16,61 log
480
dB
NEN = 87,92 dB
As normas da Previdência determinam a utilização do NEN para
fins de comprovação do possível direito à aposentadoria especial.
4.7. Análise de Frequência
Como vimos na parte I a faixa de frequência audível para um som
ser ouvido está compreendida entre 20 a 20000Hz. Nessa faixa o Nível
de Pressão Sonora distribui com intensidades diferentes em cada
frequência, no entanto, normalmente existem aquelas frequências
predominantes (maior de nível de pressão sonora) . O ouvido humano
responde subjetivamente de maneira diferente nas diversas frequências,
razão pela qual o conhecimento da distribuição dos níveis de ruído nas
mesmas é importante na definição do risco de perda auditiva. Contudo,
na adoção de medidas de controle coletivas é fundamental a análise
de frequência. No mesmo sentido o cálculo da atenuação dos protetores
-36-
pelo método também exige análise de frequência.
Outra h1potese em que e necessária essa análise é na avaliação do
ruído nas cabines audiométricas e conforto acústico.
Portanto, a avaliação dos níveis de ruído com análise de frequência
tem várias aplicações na Higiene Ocupacional e na Acústica.
a) Filtros de frequéncia
análise níveis de pressão sonora nas diversas frequências,
os med1dores sao acoplados ou integrados com filtros. Esses filtros
deixam passar o sinal cortado em determinada banda de frequência. A
largura dessa banda pode ser larga ou estreita. Os filtros consistem
num sistema que permite a passagem apenas dos componentes dentro
da largura da banda, atenuando consideravelmente os demais. Exemplo:
90 dB em SOO Hz em banda de oitava, o valor é filtrado na faixa de 355
a 71OHz, enquanto na terça de oitava é de 447 a 562Hz (ver Tabela 1 ).
A largura da banda pode ser constante ou percentual constante. A
largura da banda constante permite a análise mais refinada. Exem-
plo: largura da banda igual a 1 Hz, 10Hz ou até 1000Hz. Esses filtros
têm independente da frequência central, ou seja, em qualquer
frequenc1a central , a largura da banda é a mesma. Nos filtros de percen-
tual constante, a largura da banda é sempre ao percentual da frequência
central e é padronizadas em 1/ 1 oitava ou banda de oitava, 1/3 de oitava
ou terça de oitava ou até 1/24 oitava.
Na Higiene Ocupacional, os filtros mais utilizados são 1/ 1 oitava
ou banda de oitava e 1/3 de oitava ou terça de oitava. Esses filtros
devem atender as normas internacionais e nacionais para cada classe
em função da precisão de sua resposta de frequência.
Na de oitava, a faixa de frequência é dividida da seguinte
forma: a relaçao de uma frequência central e sua consecutiva é igual a
2, ou seja, fi/fi + 1 = 2. Exemplo: 16 Hz, 31,5 Hz, 500Hz, 1.000Hz. Na
terça de oitava, essa relação é igual a 2
1
f3. Exemplo: 16 Hz, 20Hz, 25 Hz,
31 ,5 Hz, 40 Hz, 50 Hz, 63 Hz.
. . Com relação à largura da banda, a faixa é a seguinte: frequências
1nfenores, centrais e superiores. Exemplo: na frequência central de 1.000 Hz,
teremos na banda de oitava os limites inferior e superior de 71 o Hz a 1.420
Hz, enquanto na terça de oitava, de 891 Hz a 1.122 Hz. A Tabela 1 mostra
os limites e frequência centrais dos filtros de banda e terça de oitava.
-37-
TABELA1
Banda de 1/1 oitava (Hz)
Banda de 1/3 oitava (Hz)
F,
I
FC
I
Fz F, F< F2
11
I
16
I
22 14,1 16 17,8
17,8 20 22.4
22,4 25 28.2
22
I
31,5
I
44 28,2 31,5 35,5
35,5 40 44,7
44,7 50 56,2
44 I
63 I 88 56,2 63 70,8
70,8 80 89,1
89,1 100 112
88
I
125
I
177 112 125 141
141 160 178
178 200 224
177
I
250 I
355 224 250 282
282 315 355
355 400 447
355
I
500
I
710 477 500 562
562 630 708
708 800 891
710
I
1.000
1
1.420 891 1.000 1.122
1.122 1.250 1.413
1.413 1.600 1.778
1.420
I
2.000
l
2.840 1 778 2.000 2.239
2.239 2.500 2.818
2.818 3.150 2.548
2.840
I
4.000
T
5.680 3.548 4.000 4.467
4.467 5.000 5.623
5.623 6.300 7.079
5.680
I
8.000
I
11 360 7.079 8.000 8.913
8.913 10.000 11 .220
11.220 12.500 14.130
11.360
I
16.000
T
22 720 14.130 16.000 17.780
17.780 20.000 22.390
-38-
b) Aplicação prática
Numa avaliação dos Níveis de Pressão Sonora em dB(Iinear) com
análise de frequência em bandas de terça de oitava foi obtido o seguinte
espectro sonoro:
100
95 __ .!.. __ _! ___ 1 ___ I ___ ,!.. __ _! ___ I ___ 1 ___ .!.. __ _! __
I I I I I I I I I I
0 0 ~ - - ~ - - ~ - - ~ - - - ~ - - ~ - - 4 - ~ - - ~ - - ~ - - ~ - -
1 I I I I I I I I !
85 - - T - - '1 - - -1
ao -- I
75 __ ...., .... .., ..
70
I I
500 1k 2k
I
... ......... .. 1. 1
I
4k 8k 16k
Os dados numéricos dos Níveis de Pressão Sonora em função
das frequências estão listados na Tabela 2.
TABELA2
FREQUÊNCIA (Hz)
Nível de Pressão Sonora (NPS)
em dB(Iinear)
12.5 86,0
16,0 68.2
20,0 64,0
25,0 82,4
31,5 78,1
40,0 80,2
50,0 82,2
63,0 84,6
80,0 84,5
100 86,9
125 86,6
160 86,8
200 88,0
-39-
FREQUÊNCIA (Hz)
Nível de Pressão Sonora (NPS) em
dB(Iinear)
250 86,4
315 85,8
400 86,8
soo 89,0
630 88,6
800 88,2
1000 90,5
12SO 89,8
1600 90,0
2000 89,3
2SOO 86,7
3150 86,8
4000 88,S
5000 87,7
6300 87,S
8000 88,1
10000 88,1
12SOO 89,0
16000 87,8
20000 82,2
A soma logarítmica dos Níveis de Pressão Sonora resulta no valor
global igual a 103,2 dB(Iinear).
No mesmo exemplo, os dados dos Níveis de Pressão Sonora
ponderado ou compensado na curva A são obtidos com as correções
constantes na Tabela 3.
-40-
TABELA3
Correções da curva de compensação A para análises efetuadas
por bandas de frequência com a l argura de 1/3 de oitava
Bandas de Correção Bandas de Correção Bandas de Correção
Frequência (dB) Frequência (dB) Frequência (dB)
(Hz)
(Hz)
(Hz)
100 - 19,1 soo -3,2 2.500 1,3
125 - 16,1 630 - 1,9 3.1SO 1,2
160 -13,4 800 -0,8 4000 1,0
200 - 10,9 1.000 0,0 5.000 O,S
250 -8,6 1.2SO 0,6
31S -6,6 1.630 1,0
400 -4,8
2.000 1,2
Ass1m, o espectro sonoro dos Níveis de Pressão Sonora ponderado
na curva A em bandas de terça de oitava obtido é o seguinte:
110
100 1---l.--
__
I I I I I I I I I I
90

I J--
ao --+-- -1 - - -1 - - - 1- - I I
70
I I I I I I I I I I
--,--, ---,-
I I I I I
60 --
'1"---j - -
I
50 --
l-- J
I I I I I
'
I
I I I I I I I I I
40 - - r- I
I I
30 - - J I
I
20 , _ _. ,
I I I I I I I I I
10 _., I
I I
16 31.5 63 125 250 500 1k 2k 4k 8k 16k
Os dados numéricos dos Níveis de Pressão Sonora em função
das frequências estão listados na Tabela 4.
-41-
FREQUÊNCIA (Hz)
12,5
16,0
20,0
25,0
31,5
40,0
50,0
63,0
80,0
100
125
160
200
250
315
400
500
630
800
1.000
1.250
1.600
2.000
2.500
3150
4.000
5.000
6.300
8.000
10.000
12.500
16.000
20.000
TABELA4
Nível de Pressão Sonora (NPS)
em dB(A)
22.6
11,1
23,2
37.4
38.4
45,3
51,8
58,2
61,9
67,6
70,4
73,4
77,1
77,7
79,2
82,0
85,8
86,7
87,4
90,5
90,4
91,0
90,5
88.0
88,0
89,5
88,2
87,4
87,0
85,6
84,6
81.1
82,8
-42-
A soma logarítmica dos Níveis de Pressão Sonora resulta no valor
global ponderado igual a 100,7 dB(A).
4.8. Limites de Tolerância
O subitem 15.1.5 da NR-15 estabelece que o Limite de Tolerância
é a intensidade máJ<1ma ou mínima relacionada com a natureza e o tempo
de exposição ao agente, que não causará danos à saúde do trabalhador
durante a sua vida laboral.
Para a ACGIH (American Conference ofGovernamentallndustrial
Higienists), os limites de exposição ao ruído referem-se aos níveis de
pressão sonora e aos tempos de exposição que representam as
condições sob as quais se acredita que a maioria dos trabalhadores
possa estar exposta repetidamente, sem sofrer efeitos adversos à sua
capacidade de ouvir e de entender uma conversação normal.
4.9. Adição e Subtração de Níveis de Ruído
As operações em decibéis não são lineares. Assim sendo, 100 dB
+ 90 dB não é igual a 190 dB, pois a escala do nível de pressão sonora
é uma relação logarítmica. Portanto, para adicionar ou subtrair níveis
de pressão sonora, é necessário calcular a razão média quadrática das
pressões de cada nível e, em seguida, efetuar a soma ou a subtração.
Com esses dados, calcula-se o nível de pressão sonora total ou
resultante.
Exemplo:
Fonte A
Fonte B
NPSA = 92 dB(A)
NPSB = 86 dB(A)
~ Ponto de med1ção
-43-
a) Cálculo da raiz média quadrática para 92 dB (A)
NPS =
92 =
92
= 101og( p
8
)
2


10 Po po
= 10
9
·
2
= 10.85 X 10
8
b} Cálculo da raiz média quadrática para 86 dB(A)
86 = 101og(
= 108.6


c) Razão Média Quadrática Total
19,83 X 108 = 15,85 X 10
8
+ 3,98 X 10
8
d} Nível de Pressão Sonora

)2
NPS
10001
= 1 Olog po
= 101og 19,83 x 10a
NPS
10141
= 93 dB(A)
-44 -
a) Método Gráfico
Para serem evitados cálculos complexos, foram criadas curvas de
adição e subtração em dB, conforme gráfico a seguir:
(f)
3
g 2
o
o
Fig .2. Subtração de Níveis de Pressão Sonora
r-..
l'ooo
r-
2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
Diferença em dB entre os dois níveis adicionais
Exemplos de adição de Nível de Pressão Sonora:
Suponhamos que as fontes A, B, C, D, E, F e G produzam,
isoladamente, no ponto "0", os seguintes níveis de pressão sonora:
FONTE NPS em dB(A)
A 85
B 81
c 82
D 80
E 87
F 94
G 94
• D .E .F .G
. c .o
• B .A
-45-
Calcule o NPS no ponto "O" nos seguintes casos:
a) Só G e F estão funcionando
b) Só O e Gestão funcionando
c) A, 8, C, E e F estão funcionando
d) Todas estão funcionando
a) NPSF- NPS
6
= 94- 94 =O
correção de 3 dB (ver gráfico 1)
NPS, = 94 + 3 = 97 dB (A)
b) NPS
6
- NPS
0
= 94-80 = 14
correção de 0,2 dB (ver gráfico
NPS, = 94 + 0,2 = 94,2 dB (A}
Fig. 2)
c}
A
85
B
81
95.6
NPST = 95,6 dB (A}
d)
c
82
A
85
B
81
c
82
98.3
NPST- 98 3 dB(A)
E
87
9 ~ . 2
O E
80 87
I
-46-
F
94
F
94
I
97.4
G
94
I
97
I
b} Método por Cálculo Matemático
A adição dos níve1s de ruído pode ser feita também por meio de
equações:
a} Fontes 1guais:
NPST= NPSF+10 logN
Onde:
NPS
1
= Nível de Pressão Sonora Total
NPSF= Nível de Pressão Sonora da Fonte de Ruído
N = Número de fontes de ruído
Exemplo:
Num determinado local, 1 O fontes de ruído, isoladamente, produzem
nível igual a 100 dB. O Nível de Pressão Sonora Total, com todas as
fontes funcionando simultaneamente, é igual a:
NPS
1
= NPSF+101ogN
NPS
1
= 100 dB+101og10=110 dB
b) Fontes diferentes:
NPS
1
= 10 log à 10 °·
1
NPs
Exemplo:
Num determinado local 3 (três} fontes de ruído, isoladamente,
produzem os seguintes níveis de ruído: 100 dB, 95 dB e 90 dB. O Nível
de Pressão Sonora Total , com todas as fontes funcionando
simultaneamente, é igual a:
NPS
1
= 1 O log ã 1 O
0 1
NPs
NPS
1
= 10 log (1001x100+ 100.1x95 + 100.1x90)
NPS
1
= 10 log {10
1
o+ 109.s+ 1090)
NPST= 101 ,51 dB
4.1 O. Subtração de Níveis de Ruído
a) Método Gráfico
Exemplo de subtração de Níveis de Pressão Sonora:
Uma lixade1ra pneumática está colocada no meio de outras
máquinas. O NPS quando todas estão funcionando, é de 1 00 dB.
-47-
Desligando-se somente a lixadeira, o NPS reduz-se a 96 dB. Determine
o NPS produzido no ponto de medição pela lixadeira isoladamente.
~ Lixadeira
9
8
7
6
5
4
3
2
o
o 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Subtração de Níveis de Pressão Sonora
b) Método por Cálculo Matemático
A subtração dos níveis de ruído pode ser feita também por meio de
equação:
NPS = 101og 10
1
o - 1010
[
Lr Lr ]
-48-
Onde:
NPS =Nível de Pressão Sonora
L,= Nível de Pressão Sonora Total
LF = Nível de Pressão Sonora da Fonte
Exemplo:
O Nível de Pressão Sonora n'dB(A) ti ente externo de uma
determinada indústria é de 75 dB(A). Ao paralisar seu funcionamento, o
Nível de Pressão Sonora reduziu para 71 dB(A). O NPS produzido por
essa indústria é igual a:
[
75 71]
NPS = 1 Olog 10
10
-10
10
= 72,8 dB(A)
-49-
PARTE V
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO DE RUÍDO
5.1. Avaliação da Exposição Ocupacional do Ruído
A avaliação da exposição ocupacional do ruído encontra-se
regulamentada no Brasil pela Portaria n. 3.214, NR-15, Anexos 1 e 2,
sendo também aplicada a NR-9, que exige nível de ação quando a dose
de ruido for> 0,5 (Leq = 80 dB(A)).
5.1.1. LIMITES DE TOLERÂNCIA
O item 15.1.5 da NR-15 da Portaria n. 3.214 define como limite de
tolerância a concentração ou intensidade máxima ou mínima relacionada
com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará
dano à saúde do trabalhador durante sua vida laboral. Já a ACGIH
(American Conference Governamental Industrial Hygienists) estabelece
que o limite de tolerância para o ruído não protege todos os trabalhadores
dos efeitos adversos da exposição ao ruído. O limite de tolerância visa
a proteger a maioria da população, de forma que a perda auditiva média
produzida pelo ruído nas frequências de 500, 1.000 e 3.000 Hz, durante
40 anos de exposição, não exceda a 2 dB. Assim, os valores dos limites
de tolerância são referenciais para um programa de conservação auditiva.
Consequentemente, o limite de tolerância representa as condições
sob as quais se acredita que a maioria dos trabalhadores expostos
repetidamente não sofrerá efeitos adversos à sua capacidade de ouvir e
de entender uma conversação normal (ACGIH).
A NR-15 definiu como ruído contínuo ou intermitente aquele que
não seja de impacto. Para o rufdo contínuo ou intermitente, a NA-15,
anexo 1, fixa para cada nível de pressão sonora o tempo diário máximo
permitido, conforme a tabela a seguir:
-50-
NfVEL DE RU(DO MÁXIMA EXPOSi yÃO DIÁRIA
d B j ~ PERMISSIVEL
85 8 horas
86 7 horas
87 6 horas
88 5 horas
89 4 horas e 30 minutos
90 4 horas
91 3 horas e 30 minutos
92 3 horas
93 2 horas e 40 minutos
94 2 horas e 15 minutos
95 2 horas
96 1 hora e 40 minutos
98 1 hora e 15 minutos
100 1 hora
102 45 minutos
104 35 minutos
105 30 minutos
106 25 minutos
108 20 minutos
11 o 15 minutos
112 10 minutos
114 8 minutos
115 7 mmutos
A) Limite de tolerâncta para ruído contínuo ou mtermitente
Para os valores encontrados no nível de ruído intermediário será
considerada a máxima exposição diária permissível, relatada no nível
imediatamente ma1s elevado.
O quadro de limites de tolerância adotado pela NA-15 é de 85 a 115
dB(A), sendo o incremento igual a 5, ou seja, a cada aumento de 5 dB(A)
o tempo máximo diário de exposição reduz-se à metade. Atualmente, a
NIOSH e outros órgãos internacionais utilizam o incremento igual a 3
dB, isto é, a energia sonora duplicará ou reduzirá metade a cada aumento
-51 -
operando em "linear" e circuito de resposta para medição de nível de
pico, e o nível máximo de exposição permitido será fixado em função do
número de impactos diários, calculado através da seguinte expressão:
NP = 160 -logn (dB), onde:
NP = nível de pico, em dB(Iin}, máximo permitido
n = número de impactos ocorridos durante a jornada diária de
trabalho
Com base nessa expressão, a NH0-01 elaborou uma tabela
correlacionando os níveis de pico máximo admissíveis e o número de
impactos ocorridos durante a jornada diária de trabalho, conforme
transcrição a seguir:
TABELA 01
Níveis de pico máximo admissíveis em função do número de
impactos
N, n N, n N, n
120 10.000 127 1 995 134 398
121 7.943 128 1.584 135 316
122 6.309 129 1.258 136 251
123 5.011 130 1.000 137 199
124 3.981 131 794 138 158
125 3.162 132 630 139 125
126 2.511 133 501 140 100
Fonte: NH0-01 - FUNDACENTRO.
Quando o número de tmpactos ou de impulsos diário exceder a 10.000
(n > 10.000), o ruído deverá ser considerado como contínuo ou Intermitente.
O limite de tolerância valor teto para ruído de impacto corresponde ao
valor de nível de pico de 140 dB(Iin).
O nível de ação para a exposição ocupacional ao ruído de Impacto
corresponde ao valor Np obtido na expressão acima, subtraído de 3 decibéis
(Np- 3) dB.
Finalmente, cabe destacar que as exposições a certos agentes
químicos podem resultar em perda auditiva. Em situações nas quais
possa haver exposição a ruído, bem como a tolueno, chumbo, manganês
ou n-butanol. recomenda-se a realização de audiometrias periódicas
que devem ser cuidadosamente revisadas. Outras substâncias sob estudo
-54-
para efeitos ototóxicos são: tricloroetileno, dtssulfeto de carbono, estireno,
mercúrio e arsénio (ACGIH. 2010).
5. 1.2. INSTRUMENTOS DE MEDIÇÕES
A) Medidor de Nível de Pressão Sonora
A NR-15, Anexo 1, estabelece que os níveis de ruído contínuo
ou intermitente devem ser medidos em decibéis (dB}, com o instru-
mento de nível de pressão sonora operando no circuito de compen-
sação "A" e no circuito de resposta lenta. Já a ACGIH recomenda que
o nível de pressão sonora deve ser determinado por um medidor de
nível de pressão sonora ou dosímetro que atenda, no mínimo, às
especificações para medidores de nível de som 81.4 1983, tipo S2A
ou a especificação para dosímetros individuais de ruído, ambos da
American National Standards lnstitute (ANSI). Com esse instrumen-
to (decibelímetro), são obtidos, os níveis de ruído instantâneo, sendo
necessário determtnar o tempo de exposição a cada nível, visando a
obter a dose de ruído ou efeito combinado de acordo com o item 6,
Anexo 1, da NR-15. Esse instrumento deve medir, pelo menos, os
circuitos de compensação A e C.
8) Audiodosímetro (Medidor Integrador de Uso Pessoal)
Quando há exposição diária a diferentes níveis de ruído, devem
ser considerados os efeitos combinados, em vez dos efeitos individuais
de cada um deles, conforme explicado anteriormente (Parte IV). Esse
efeito combinado ou dose equivalente é definido como a soma das
seguintes frações:
C
1
C
2
c
-+-.... -
T T
2
T"
cn indica o tempo total em que o trabalhador fica exposto a um
nível de ruído específico.
T" indica a máxima exposição de área permissível a este nível,
segundo o quadro de limites de tolerância.
A determinação da dose ou efetto combinado e o nível equivalente
de ruído devem ser feitos, preferencialmente, através de medidores
tntegrados de uso pessoal (dosímetros de ruído). Este equipamento deve
-55-
ser configurado de acordo com as exigências do critério estabelecido na
NR-15, ou seja, jornada de trabalho de 8 (oito) horas, dose 100% ou 1
para 85 dB(A) e incremento igual a 5.
C) Analisador de frequência
Esse instrumento é útil para determinar as frequências do ruído e,
consequentemente, verificar se o NPS concentra-se nas frequências
onde a resposta subjetiva ao ruído é maior (2.000 a 5.000 Hz). Além
disso, a análise de frequência permite especificar os isolamentos
acústicos e calcular a atenuação dos protetores auriculares.
5.1.3. PROCEDIMENTOS DA AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO
OCUPACIONAL
O objetivo fundamental desse tipo de avaliação é verificar a
exposição do trabalhador ao ruído, ou seja, verificar o nível de ruído
a que o trabalhador fica sujeito durante sua jornada de trabalho.
Os procedimentos de avaliação da exposição ocupacional são
estabelecidos na NR-15, Anexo 1, norma técnica da FUNDACENTRO,
método NIOSH, OSHA, ACGIH, dentre outros. Na NR-15, Anexo 1, o
procedrmento é bem simplificado. A norma não determina as especificações
dos medidores, nem particulariza os procedimentos de abordagem dos
postos de trabalho e medições individuais integradas ao ruído de impacto;
ao contrário do que ocorre com outras normas, especialmente aquelas
recomendadas pela FUNDACENTRO (norma NHT-01 ), cuja consulta
sugerimos aos leitores.
No sentido de orientar os leitores, passaremos a expor o
procedimento que normalmente adotamos em nossos trabalhos de
avaliação ocupacional de ruído.
A) Reconhecimento
Em primeiro lugar, deve-se estudar o fluxo do processo produtivo
da empresa ou setor analisado, de forma a identificar os locais onde há
exposição ao ruído, fontes de ruído, turnos de trabalho, duração da
jornada, dentre outros.
8) Grupo Homogêneo
Segundo a NH0-01 da FUNDACENTRO, Grupo Homogêneo (GHE)
corresponde a um grupo de trabalhadores que experimentam exposição
-56-
semelhante, de forma que o resultado fornecido pela avaliação da
exposição de parte do grupo seja representativo da exposição de todos
os trabalhadores que compõem o mesmo grupo.
A definição do Grupo Homogêneo pode ser feita tomando como base
o organograma funcional da empresa. Deve-se definir os cargos existentes
e, dentro deles, verificar as funções desempenhadas, ou seja, as
atribuições desses cargos, po1s muitas vezes o cargo não aproxima-se à
função desempenhada. Exemplo: numa mineração, um trabalhador
classificado no cargo de operador de equipamentos móveis exerce, no
entanto, a função desempenhada pelos trabalhadores lotados nesse cargo;
pode ser operador de trato r de esteira, operador de caminhão, operador de
pá carregadeira etc. Outro exemplo: uma fábrica de cimento onde os
trabalhadores são classificados como operadores de produção, embora
dentro desse cargo haja grupos de operadores de moinho, operadores de
fomo, operadores de ponte etc. Assim, o grupo homogéneo se aproxima
mais definido função, pois há uma diferença significativa entre o nível de
exposição ao ruído sofrido pelo operador de moinho e aquele sofrido pelo
operador de forno, ou seja, não há semelhança de exposição ao agente.
C) Avaliação do ruído nos postos de trabalho
Definidos os grupos homogéneos, devem ser analisados os
postos de trabalho. Esses postos podem ser fixos (únicos) ou variáveis.
A função desempenhada pelo operador de painel, por exemplo, é fixa,
pois é realizada somente em um local. Por outro lado, a função
desempenhada por um encarregado de setor é um posto variável, já que
suas atividades podem ser realizadas em vários locais.
Outra variável da expos1ção são as oscilações dos níveis de ruído. Há
posto de trabalho úmco, todavia o nível de ruído é variável. Exemplo: caldeireiro,
que trabalha em local fixo, mas o NPS varia de acordo com as operações,
tais como: desempeno de chapas, rebarbação com lixadeira etc.
Há outras situações em que o NPS é constante, porém o trabalhador
varia de local. Exemplo: uma fábrica têxtil onde o trabalhador desempenha
suas atividades nos setores de fiação, tecelagem e escritório, todos
com níveis de ruído diferentes.
O) Medição de níveis de ruído
Após definir os grupos homogêneos e seus respectivos postos de
trabalho, passa-se para a avaliação do ruído Primeiramente, deve-se
-57-
usar instrumentos de medição de boa qualidade, calibrados corretamente,
baterias carregadas, além de outros que são requisitos básicos numa
medição de ruído, conforme recomendações das normas técnicas e do
próprio fabricante. Em seguida, deve-se analisar o posto de trabalho,
a função desempenhada, o ciclo das operações, sua frequência e a
estimativa do tempo de cada uma delas. Com essa análise, devem ser
medidos os níveis de ruído instantâneo nas operações ou fontes
geradoras de ruído no posto de trabalho em questão. Com base nesses
dados, estimam-se a dose e o nível equivalente de ruído esperado.
Exemplo: um trabalhador desempenha sua atividade num escritório
durante 50% da sua jornada de trabalho e 50% num local onde o nível de
ruído médio é de 90 dB(A). Assim, a dose de ruído estimada será de:
50% da jornada de 8 horas= 4 horas; assim, teremos:
D ;:::; 8.0 x 0.5 = 1 ,O e leq = 85 dB(A)
4,0
Essa estimativa é fundamental, pois permite conferir a exatidão da
dosimetria a ser realizada.
Deve-se salientar que o número de medições em função da
quantidade de trabalhadores expostos a determinado grupo de risco pode
ser determinado através das regras estatísticas. Entretanto, temos
verificado que, na prática, essa definição muitas vezes não alcança os
resultados esperados. Assim, a definição do número de medições em
cada grupo de risco deve ser determinada pela análise detalhada das
tarefas desempenhadas e dos locais de exposição, das características
operacionais e do objetivo da medição.
Depois de realizados todos os procedimentos anteriores, passa-se à
dosimetria. A estratégia de avaliação dependerá do tipo de exposição no
posto de trabalho analisado, isto é, se é fixo ou itinerante e se os níveis de
ruído são variáveis em função das operações. Sendo assim, por exemplo,
numa oficina de manutenção mecânica, se forem realizadas 1 O dosimetrias.
possivelmente teremos doses diferentes em todas as medições, por causa
da grande variação dos níveis em razão da natureza dos serviços realizados.
A dosimetria pode ser realizada durante toda a jornada de trabalho ou em
parte dela. Quando os níveis de ruído são muito variáveis, é recomendável
realizar a medição durante toda a jornada. A dosimetria poderá ser feita em
parte da jornada, quando o ciclo de trabalho for regular e se repetir durante
todo o período, ou seja, o ciclo de operações se repete no restante da jornada
não avaliada. Nesse caso, é necessário projetar a dose para 8 (oito) horas.
-58-
Exemplo:
Numa operação de carregadeira, obteve-se Leq = 95 dB(A) e dose =
200% ou 2,0, durante 4 (quatro) horas de medição. Se o trabalhador operar
esse equipamento durante o restante da jornada, ou seja, com a mesma
exposição ao ruído, a dose projetada para 8 (oito) horas será igual a 400% ou
4,0 e Leq = 95 dB(A). Entretanto, se, no restante da jornada de trabalho, o
operador permanecer em local sem exposição ao ruído, por exemplo, nível
de 70 dB (A), a dose projetada permanecerá 200% ou 2,0 e o Leq = 90 dB(A).
Na avaliação ocupacional do ruído é importante definir a estratégia de
medição visando a realizar número adequado de amostras de ruído, em cada
GHE, determinando o valor representativo da dose e Leq. Para isso,os dados
obtidos devem ser tratados estatisticamente, conforme será visto mais adiante
no item 5.1.4. Outra situação de exposição que ocorre com frequência é a
exposição bem acima do limite em determinado dia. Nesse caso, deve-se
calcular a parcela de contribuição na dose normal diária. Assim, por exemplo,
a exposição normal de um trabalhador é de 90 dB(A) e dose= 2, porém em
um dos dias da semana ele fica exposto a um ruído de 11 O dB (A) durante 2
(duas) horas. Essa exposição resulta numa dose igual a 8, que deverá ser
acrescida no cálculo DOSE média da exposição normal.
A ACGIH admite que a soma das frações da dose de um dia
específico qualquer pode exceder a unidade, desde que a soma das
frações em período de 7 (sete) dias seja menor ou igual a cinco e que
nenhuma dose diária ultrapasse a três.
E) Laudo técnico
Com base nos dados obtidos nas avaliações, o técnico deverá
emitir o seu parecer sobre o possível risco da exposição ocupacional ao
ruído, bem como as medidas coletivas, administrativas ou no homem,
as quais devem ser adotadas para eliminar ou neutralizar o risco.
No Apêndice I encontra-se um modelo de laudo de avaliação da
exposição ocupacional do ruído. Lembramos que esse modelo é apenas
uma sugestão, devendo os leitores aperfeiçoá-lo.
5. 1.4. Estratégia de avaliação de ruído
As normas do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) e da
FUNDACENTRO não definem o número de dosimetrias a serem
realizadas em cada Grupo Homogêneo de Exposição (GHE). Desse modo,
-59-
na avaliação ocupacional de ruído normalmente os técnicos encontram
dificuldades em definir o número ideal de avaliações. A NTP 270 -
Instituto de Seguridade Higiene en el Trabajo do Ministério do Trabalho
da Espanha, com base na norma francesa- NF- S 31 - 084 da
Association Française de Normalisation, estabelece procedimento de
avaliação do ruído e tratamento estatístico dos dados. Essa norma parte
da hipótese que a exposição ao ruído ao longo do tempo segue uma
distribuição normal. Assim, o procedimento consiste no seguinte:
1) Selecionar aleatoriamente os dias de avaliação dos níveis de
ruído para cada GHE;
2) Efetuar, no mínimo, 3 (três) avaliações em cada Grupo
Homogêneo de Exposição em dias aleatórios;
3) Calcular a média e o desvio padrão das medições realizadas
Seja L
1
o nível equivalente Leq das amostras (i"' 1 ,2, ..... ,n).
A média do Leq é igual a:
Média= LL,;
n
4) Calcular o desvio padrão-DP de acordo com a seguinte equação:
DP = J<L-LY
n-1
5) Os limites de confiabilidade com 95% de certeza, em função do
número de medições (N) e Desvio Padrão (DP), são dados nas tabelas 1
e 2. Sendo assim, após o cálculo do desvio padrão (DP), deve-se procurar
na tabela o erro cometido na determinação da média, segundo o número
de amostras e o referido desvio obtido.
N T (),5 lo,& 10.7 o.a
3 .!lro 12 ,2
4 18'2 1
--s- m 1
ô !.ST· 1
7 ,44 o 1
8
-o
1
>r o
TABELA 1
SL
INTERVALO DE CONFIANÇA = T. Jii
OP
D,9 1 1,1 1.2 1,3 1,4 1.5 1,6 1,7 1,8 1.9 2 2,1 2.2 2,3 2,4 2,5 2,6
6 6
2 12 ,3 3 13 i 3 4 4 4 4 5 5 5 5 6 16
12 12 2 2 2 3 13 13 3 3 3 4 4 4 4 14
I 12 2
-2-
2 12 2 2 12 3 3 3 3 3 3
1 1 1 1 2 2 212 12 2 2 2 2 3
3 '3
I 1 1 1 1 2 2 2 12 2 2 2 2 2 2
1 1 1 1 1 2 12 2 2 2 2 2 2 2
2,7 2,8 2,8
7 7
4 4 5
3 3 4
3 3
2 3 ;j
2 2
1 1 1 1 1
'
1 1 2:" 2 2 2 2 2 2 2
-60-
3 3,1 3.2
8 18
15 5 5
4 4 4
3
3-
3
3 3 3
3 3 3
2 2 2
DP
N T o.siO.&lo.7 0,8 lo,9 1 1,1 1.2 1,3 M 1.5 1,8 1,7 1.1 1,9 2 2,1 2.2 2,3 2,4 2,52,6 2,7 2.8 2,93 3,1 3.2
10 2.252 o o I 1 1 1 1 1 I 1 I 1 2 12 12 2 2 2 2 2 212 2 2
11 =
o lO o 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
12 12..201 O i O lO 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 212 212
13 2179 010 lO :o 1 1 I 1 1 1 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2
14 216 o o o o 1 1 1 1 1 1 1 1 fT 1 1 1 1 1 2 2 2 22 212
15 2.145 o o o o I O 1 1 1 I I I I I 1 1 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2
16 2.131 o o o o o 1 1 1 I I 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 2 2-
2
17 2.12 o o o o o 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 22
18 2,11 o o o o o o 1 I 1 I 1 1 I 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 2'
19 2.101 o o o o o ·o 1 1 I I I I 1 I 1 1 1 1 1 1 1 12
2) 2.033 o o o o -(f 01 1 1 I 1 I 1 1 I 1 1 1 1 1 I 1 1 1
21 2,066 o o o o o O• 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
22 2,08 o o o o 00 01 1 1 1 I 1 1 1 1 1 1 1 1 1 I 1 1 1 1
23 2,074 o o o o o o o I 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 I 1
24 2.069 o o o o oolll 1 1 1 1 1 1 1 1 I 1 1 1 1
25 2.054 o o lO i O o o lO o I 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
I;;Jl 2.05 o o l O o lO o o 01 1 1 1 I 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
127 12.056 o o o :o ro 1010 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 i
28 2,052 o o o o 10 o lO o 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 T
29 2,048 o o o o lO o O I u 1 1 1 1 1 1 1 1 1 I I 1 1 1 1 1 1
30 2,045 o o o
o 'o
o lO O I o 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
31 2,042 o o o o 00 ro o lO ,u 1 1 1
35 2,03 o o o o o o l O o lO I o o 1 1 1 1 1 1 1 1
4 o o o o o oro o lO I o O 1 1 1 1 1 1 1 1 1
4lj 2.014 o o o o o o o o o 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
5 2.009 o o o o o o o o o o o o o 1 1 1 I 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
S1 2 o o o o ll o o o u u o 1 1 I 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
DP
N T 3,3 3,4 3,53,6 3,7 3,8 3,9 4 4,1 4.,2 4,3 4,4 4,54,6 4,7 4,8 4,5 5 5,1 5,2 5,35,4 5,55.6 5,7 5,8 5,9 6
3 8 8 1919 [919 10 11C llU 1 1 1 1 12 1 I 12 13 13 13 13 14 14 14 14 15 5
4 3,182 5 516 6 6 6 6 6 7 7 a· ·a llJ 8 8 8 9 9 9 9 9 9 10
5 2.776 4 4 4 4 15 -s- -s--s- 5 5 :. 6 6 6 6 6 6 7 7 7 7 7 7 77
6 2,STI 3 4 14 4 4 4 4 4 14 4 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 6 6 6 6 6 6 6 6
7 2,447 3 3 3 3 3 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 T 6
8 2,365 3 3 J 3 3 3 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 5 5 5 5 5 5 5
9 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 5 5
10 •2,252 2 2 3 3 3 3 3 3 ;s ;s 3 3 3 3 3 3 4 4 .. 4 4 4 4 4 4 4 4 4
11 2.228 2 2 2 2 2 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3
-:1'3 ..
3 3 3 4 4 4 4 4 4 4 4
12 2,201 2 2 2 2 2 3 3 3 3 3 J 3 3 3 3 3 3 3 4 4 4 4 4
13 2.179 2 2 2 2 2 2 2 2 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 4 4 4
14 2.16 2 212 2 2 '22 '2 2 2 • 2 '3 3 3 13 3 33 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3
15 2.145 2 2 2 i2 2 2 2 2 ó! 2 :2 2 2 3 13 3 13 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3
16 2.131 212 12 2 12
,-2 2

2 2 '2 2 2 2 13
3-
r3' [3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3
17 2,12 12 12 2 2 2 2 2 ;,: ;,:
'2 2 2 2 2 2 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3
18 211 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2

3 3 3 3 3 3 33
-3
3
19 2,101 2 2 2 2 2 2 2 2
' '
ó! ó! 2 2 2 2 2 2 2 ;j 3 3 3 3 3 33
2) 2.003 2 2 2 2 ,2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
-2-
2 2 2 2 2 3 3 3 3 3 3 3
21 2.005 2 2 2 2 2 2
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ó! 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 3 3 3 3T
22 2,08 1 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 3 3 3
23 Z,(J74 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
-2
2 2 2 2 2 2 2 2 3 3
242,069 1 1 1 2 2 2 2 2 ó! ;,: z z 2 2 z 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
>:l2,W! 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2· 2
'2- ·:r 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
26 Z,OO 1 1 I 1 1
' '
2 2 2 2 2 . 2 2 2 2
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2 2 2 2 2 2
'Z/2,056 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
-2
2 '2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
26 2,001 1 1 1 2 rT 2 2 2 2

2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
2 -2- 2
129 2.1Wl 1 1 1 1 2 2 2 12 2 z 2 12 2 2 12 2 2 2 2 2 2 2 2 22
30 2,045 1 1 1 I 1 1 1 2 2 12 2 2 2 12
-2
2 2 2 2 2 2 2 2 2 12 2 2
31 2,042 1 1 1 1 1 1 ó! 2 z z 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
2-2
35 2.03 1 1 1 1 2 2 2
-2
['2' 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
41 1 1 I 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
46 2.014 1 1 1 I 1 1 1 1 1 I 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 22
51 2.009 1 1 I 1 1 1 I 1 1 1 1 1 2 2 2 z 2 22
S1 2 1 I 1 I 1 1 T 1 1 T 1 1 1 1 1 1 1 1 2 I 2
-61-
6) Se o erro superar 2dB (A), o número de medições é insuficiente
para se obter a média com intervalo de confiança de 95% de certeza,
devendo, nesse caso, realizar novas amostragens também em dias
aleatórios.
Aplicação prática:
Num determinado Grupo Homogêneo de Exposição- GHE, foram
realizadas avaliações de ruído em dias aleatórios, obtendo-se os seguintes
dados:
Número medição (N) Leq em dB(A)
01 91
02 94
03 93
04 89
05 88
a) Cálculo da média
Média=
91
+
94
+
9
: +
89
+
88
= 91,0 dB(A)
b) Cálculo do Desvio Padrão- DP
DP = l91- 91)
2
+ (94 - 91)
2
+ (93- 91)
2
+ (89- 91)
2
+ (88 - 91)
2
_
5
_
1
- 2,5dB
Consultando a Tabela 1, para o Desvio Padrão (DP) = 2,5 e N= 5,
o limite de confiabilidade com 95% é igual a 3,0 dB(A). Como esse
intervalo é superior a 2,0 dB(A), é necessário realizar medições
sucessivas. Assim, por exemplo, numa sexta medição, realizada em
dia aleatório, o valor obtido foi igual a 90 dB(A).
Com esse dado, efetua-se os novos cálculos da média e do Desvio
Padrão (DP):
a) Cálculo da média
Média = 91 + 94 + 93 89 + 88 + 90 =
91

0
dB(A)
-62-
b) Cálculo do Desvio Padrão- DP
DP _ (91- 91)
2
+ (94 - 91)
2
+ (93 - 91? + (89 - 91)
2
+ (88 - 91)
2
+ (90- 91)
2
-
6
_
1
=2,3dB
Consultando a Tabela 1, para o desvio padrão (DP) = 2,3 e N= 6,
o limite de confiabilidade com 95% é igual a 2,0 dB(A). Portanto, o
nível equivalente de ruído com limite de confiança de 95% de certeza
é igual a Leqm = 91 ± 2 dB{A). Se as medidas forem efetuadas com um
medidor do tipo 2, a incerteza desse instrumento é de ± 1 dB(A),
resultando num intervalo global de 3,0 dB(A). Desse modo, o valor L
será igual a 91 ± 3 dB(A). eqm
Convém ressaltar que, em medições onde os valores do L possuem
grande variação, é necessário analisar os dados de cada
amostra, de forma a considerá-lo ou não no cálculo da média.
5.2. Avaliação do Ruído para Caracterização da Insalubridade
Os Anexos 1 e 2 da NR-15 da Portaria n. 3.214 estabelecem o
critério quantitativo para a verificação da insalubridade por ruído. Conforme
comentado no item anterior, a norma fixa o quadro, o NPS e o seu
respectivo tempo máximo diário de exposição. Para o ruído de impacto,
os limites são 120 dB(C) ou 130 dB(Iinear).
A) Caracterização
A caracterização da Insalubridade por ruído só ocorrerá quando o
NPS superar os limites previstos nos Anexos 1 e 2 da NR-15. Embora
os limites estabelecidos por essa norma encontrem-se defasados em
relação aos limites da ACGIH, já que o incremento da NR-15 ainda é
de 5 dB (não há número de impactos diários estabelecidos no Anexo 2
da referida norma, dentre outros) , a verificação da insalubridade deverá
ser baseada nos limites e procedimentos ali previstos, uma vez que
a competência para estabelecer as regras usadas na caracterização
da insalubridade é do Ministério do Trabalho e Emprego, nos termos do
art. 190 da CL T.
8) Procedimentos de avaliação
A NR-15, Anexo 1, estabelece que a medição dos níveis de ruído,
contínuo ou intermitente, deve ser feita com o Instrumento de Nível de
-63-
Pressão Sonora, operando no circuito de compensação "A" e circuito de
resposta lenta (s/ow), sendo que as leituras devem ser feitas próximas
ao ouvido do trabalhador.
Quando na jornada de tr'abalho ocorrem dois ou mais períodos de
exposição a diferentes níveis de ruído, devem ser considerados os seus
efeitos combinados (dose equivalente), de forma que o somatório de C/
Tn seja inferior a 1 (item 6 do Anexo 1 da NR-15).
A determinação da dose de ruído pode ser obtida com o medidor
de nível de pressão sonora ou com o audiodosímetro.
Quanto ao aparelho de medição, a norma não menciona a
especificação do equipamento a ser utilizado (tipo 1, 2 ou 3). nem
menciona expressamente o uso de audiodosímetro. A NH0-01 recomenda
o uso de dosímetros que tenham a classificação mínima do tipo 2. Quanto
ao uso de audiodosímetros na avaliação para fins de insalubridade,
o item 6, Anexo 1 da NR-15, ao estabelecer os efeitos combinados ou
dose equivalente (â C,/ T ,), indiretamente autorizou o uso do
audiodosímetro. Aliás, o uso do audiodosímetro é tecnicamente mais
correto, vez que a obtenção da dose e Leq com o uso desse instrumento
é bem mais precisa. Além disso, o audiodosímetro é um medidor de
nível de pressão sonora. Desse modo, o eventual questionamento dos
profissionais da área jurídica sobre o uso desse instrumento, em perícias
judiciais, não tem nenhum fundamento técnico.
Deve-se também salientar que o audiodosímetro auxilia o perito a
determinar com maior exatidão a real exposição do trabalhador ao ruído
contínuo ou intermitente, quando os níveis de ruído forem variáveis
durante a jornada de trabalho.
Analisando o quadro dos limites de tolerância, observa-se que,
para cada nível de ruído, há um tempo máximo de exposição diária
permitido sem o uso de protetor auricular.
A insalubridade será caracterizada quando os tempos de exposição
aos níveis de ruído superarem os limites estabelecidos no referido
quadro e o trabalhador não fizer uso etetivo do protetor auricular, ou
quando esse equipamento não for capaz de reduzir a intensidade do
ruído abaixo do Limite de Tolerâncta (art. 191, li da CLT).
Quando se utiliza o medidor de nível de pressão sonora
(decibelímetro), o perito obtém na medição um ntvel de ruído
instantâneo, a partir do qual deverá ser verificado o tempo de expostção
-64-
do trabalhador. Assim, por exemplo, no caso de um empregado que
trabalha sem o protetor auricular, em local com nível de ruído de 90
dB(A), a insalubridade será caracterizada se o tempo de exposição
diário for superior a 4 (quatro) horas.
No entanto, ocorrem, na maioria dos casos, exposições a níveis
de ruídos variáveis, em situações como: trabalhadores itinerantes
(mecânicos de manutenção, encarregados etc.); operações em que os
níveis de ruído são variáveis, como, por exemplo, lixadeiras manuais
tratores, empilhadeiras, entre outros.
Nesses casos, o perito deverá medir o nível de ruído instantâneo,
determinar o tempo de exposição para cada nível e, em seguida, efetuar
o cálculo dos efeitos combinados, conforme o item 6 do Anexo 1.Todavia,
a medição realizada com o audiodosímetro é menos trabalhosa e mais
precisa.
EXEMPLO:
Um trabalhador se expõe, sem proteção adequada, durante uma
jornada de trabalho de 8 (oito) horas, aos seguintes níveis de ruído:
90 dB(A) - 4 horas.
95 dB(A) - 2 horas.
80 dB(A) - 2 horas.
Segundo o quadro do Anexo 1, para os níveis de 90 dB(A) e 95
dB(A), a máxima exposição diária permitida é de 4 (quatro) horas e de 2
(duas) horas, respectivamente. Calculando a equação dos efeitos
combinados, teremos:
. . 4 2
Dose ou efetto combJnado: 4 + 2 = 2
Portanto, embora isoladamente cada tempo de exposrção seja
compatível com o respectivo nível de ruído, quando combinados, a soma
das frações é superior a 1, e a atividade, consequentemente, é insalubre.
Obs.: na equação dos efeitos combinados não é necessário utilizar
níveis de ruído abaixo de 85 dB(A), nível de corte, conforme o quadro do
Anexo 1.
Do resultado da soma dessas frações podemos obter também o
nível eqUivalente de ruído (LeQ), que é igual a 90 dB(A), significando que
o empregado ficou exposto a um nível de ruído contínuo de 90 dB(A)
-65-
durante a sua jornada. Para se obter o valor do nível equivalente, a partir
da equação dos efeitos combinados. usa-se a seguinte fórmula:
Dx8
Leq = 16,61 x Log T + 85
Onde:
D é o resultado da soma das frações (dose em efeitos combinados)
T é o tempo de exposição em horas
L é o nível equivalente em dB(A)
eq
Como pode ser observado, quando a avaliação for realizada somente
com o Medidor de Nível de Pressão Sonora (Decíbelímetro}, o perito
deverá determinar o tempo de exposição para cada nível de ruído, de
modo a obter a dose e o Leq. No entanto, pode-se recorrer ao
audíodosímetro para essa finalidade. Esse aparelho, que é de uso
individual, durante a medição é colocado no bolso do trabalhador com
seu microfone o mais próximo possível da zona de audição. Ao término
da medição, é fornec1do di reta ou índíretamente- dependendo do tipo
de audíodosímetro- o nível equivalente de ruído e a dose referente ao
tempo de medição. Caso a medição não tenha sido realizada durante
toda a jornada de trabalho, como ocorre normalmente em perícias
judiciais, o perito deve projetar a dose e calcular o Leq representativo da
jornada.
Ressalte-se que, para um trabalhador exposto a nível de ruído de
90 dB(A) - obtido com o decíbelímetro - sem proteção adequada,
nada se pode afirmar sobre insalubridade sem que seja mencionado o
tempo de exposição, pois sob tal nível de ruído lhe é permitido trabalhar
até 4 (quatro} horas por dia. Todavia, quando se afirma que o nível
equivalente de ruído é de 90 dB(A). concluí-se que a atívídade é insalubre,
pois os tempos de exposição já foram computados na soma das frações
dos efeitos combinados.
Outro aspecto importante a ser comentado é a exposição a níveis
de ruído acima de 115 dB (A). O item 5 do Anexo 1 estabelece que
não é permitida a exposição a níveis superiores a 115 dB(A) sem proteção
adequada. Já o item 7 reafirma o item 5 e acrescenta que tal exposição
oferece risco grave e iminente, podendo a Delegacia Regional do
Trabalho o embargar ou Interditar a obra ou estabelecimento, área atingida,
posto de trabalho, máquina ou equipamento. Porém, a norma não define
-66-
qual é a proteção adequada nesse caso. Logo, um trabalhador exposto
8 (oito) horas a 115 dB(A), mesmo utilizando protetor auricular,
nao estará adequadamente protegido, pois a maioria dos protelares
auriculares atenua em média 20 dB, conforme especificado nos Certificados
de Aprovação do MTE.
C) Laudo tecnico
Com base nos dados obtidos nas avaliações, o técnico deverá
emitir o seu parecer sobre o possível risco da exposição ocupacional ao
ruído. •. deve se o protetor auricular fornecido é capaz
de reduzir a 1ntens1dade aba1xo do limite de tolerância, conforme determina
o art.191, ll, da CLT, bem como o gerenciamento do seu uso efetivo.
• No Apêndice 11 encontra-se um modelo de laudo de avaliação de
rUJdo caracterização de insalubridade. Lembramos que esse
e apenas uma sugestão, pois estamos sempre procurando
aperfeiçoá-lo; acreditamos que os leitores que lidam com a matéria
também o farão.
5.3. Avaliação para Fins de Aposentadoria Especial
A) Limites de tolerância/critério de avaliação
O agente ruído possui limite de tolerância nas normas
previdenciárias. O Decreto n. 53.831/64 (revogado em março de 1997)
estabelece o limite de 80,0 dB, enquanto no Decreto n. 83.080/79
(também revogado) e, Decreto n. 3.048/99 (vigente}, o limite para fins
de concessão de aposentadoria é de 90,0 dB. Em 19.11.2003 o
Decreto n. 4.882 alterou o item 2.0 do quadro do anexo IV do Decreto
n. 3.048/99, estabelecendo a concessão de aposentadoria especial à
exposição a níveis de exposição normalizados superiores a 85,0 dB(A).
Portanto, dependendo da época de prestação de serviço do segurado,
os limites serão diferentes isto é, podem ser 80,0 dB(A); 90,0 dB(A)
ou 85,0 dB(A).
O Decreto n. 4.882/03 evoluiu no sent1do de uniformizar o limite de
tolerância com a NR-15 da Portaria n. 3.214/78, evitando o conflito entre
os critérios. Aliás, essa uniformização foi explicada e sugerida nas edições
antenores dessa obra
-67-
8) Avaliação do ruído/caracterização
Como vimos, o Decreto n. 3.048/99 uniformizou com a NR-15 o
limite de tolerância para ruído, estabelecendo o direito à aposentadoria
especial quando o Nível de Exposição Normalizado- NEN for superior
a 85 dB{A). Além disso, essa alteração definiu também a curva de
compensação "A" para avaliação do ruído.
O termo exposição permanente mencionado nos regulamentos da
Previdência gera bastante controvérsia entre os intérpretes. Sendo assim,
passamos a analisar essa expressão de forma a esclarecer os leitores.
Primeiramente, não se pode confundir a exposição a ruído
permanente com a exposição permanente no local onde há fonte geradora
de ruído. Assim, um gerente pode expor eventualmente numa área
ruidosa e, dependendo do nível de ruído desse local, sua exposição a
esse agente poderá ser permanente.
Exemplo 1
LOCAL
NÍVEL DE RUÍDO TEMPO DE TEMPO MÁXIMO
dB(A) EXPOSIÇÃO- DIÁRIO PERMITIDO
HORAS
Sala do oerente 62,0 7,0 -
Casa de máquinas 100,0 1,0 1,0
Aplicando-se os cálculos de dose e Leq explicados anteriormente,
teremos:
1,0
a) Dose equivalente: 10 = 1 ,O
'
b) Nível equivalente de ruído= 85,0 dB(A)
Portanto, a exposição desse trabalhador nesse local ruidoso é
eventual, porém a exposição ocupacional ao ruído é permanente.
Exemplo 2
LOCAL
NÍVEL DE RUÍDO TEMPO DE TEMPO MÁXIMO
dB(A) EXPOSIÇÃO- DIÁRIO PERMITIDO
HORAS
Oficma 75.0 3,0 -
Área lndustnal 90,0 2,0 4.0
Sala de compressor 95,0 3,0 2,0
-68-
a) Dose equivalente: ~ + ~ = 2, O
4 2
b) Nível equivalente de ruído= 90,0 dB(A)
Nesse caso, o trabalhador ficou exposto de forma intermitente no
local ruidoso, porém a exposição ocupacional ao ruído foi permanente
pois o Leq igual a 90,0 dB(A) corresponde à expos1ção contínua a e s s ~
nível durante um período de 8 (oito) horas.
Atualmente as Instruções Normativas do INSS evoluíram no sentido
de adotarem o critério científico na interpretação da exposição ocupacional
do ruído. Segundo essas normas, na expostção a níveis de ruído
variáveis, somente caberá o enquadramento como especial quando a
dosimetria for superior ao limite de tolerância, devendo ser anexada
a memória dos valores em tabelas ou gráficos, constando o tempo de
permanência do trabalho em cada nível de medição efetuado. Com essa
regra, evita-se que no laudo técnrco conste somente o Leq ou dose,
dificultando a análise quanto à exposição diária do trabalhador, fontes
geradoras e outros fatores que justifiquem o Leq obtido.
Cabe destacar que atualmente existem diversos Audiodosfmetros
comercializados no Brasil que fornecem a evolução dos níveis de ruído
durante a JOrnada e h1stogramas durante o período de medição, devendo
o memorial, sempre que possível, ser baseado nos dados fornecidos
pelo aparelho. Acrescente-se ainda que o memorial ou histograma deve
representar a jornada de trabalho do empregado.
C) Eliminação ou neutralização
As normas prev1denciárias vigentes estabelecem que o laudo
técnico deve constatar a informação de que o uso do equipamento
individual ou colativo elimina ou neutraliza a presença do agente nocivo.
Nesse caso, não caberá o enquadramento da atividade como especial.
Para o agente ruído, sua eliminação pode ser feita por meio do controle
na fonte e na trajetória, enquanto a neutralização pode ser alcançada
pelo uso de EPI. Entretanto, as medidas adotadas devem ser capazes
de reduzir a intensidade do ruído abaixo do limite de tolerância, sendo
necessáno, portanto, o cálculo de atenuação do EPI ou nova medição
dos níveis de ruído quando adotadas medidas coletivas (fonte na trajetória).
Na Parte VIl, as medidas de controle, especialmente os cálculos de
atenuação de EPI. serão explicadas ma1s detalhadamente.
-69-
O) Laudo técnico
As normas v1gentes do INSS estabelecem que a comprovação da
exposição aos agentes ambientais, para fins de aposentadoria especial,
deve ser feita com base nas demonstrações ambientais (PPRA, PGR,
PCMSO, entre outros), desde que contenham os elementos informativos
básicos constitutivos do L TCAT (Laudo Técnico de Condições Ambientais
do Trabalho). O INSS, na análise desse documento, de acordo com a
Instrução Normativa vigente, deverá observar os seguintes itens:
I - se individual ou colativo;
11 - identificação da empresa;
III - identificação do setor e da função;
IV -descrição da atividade;
V-identificação de agente nocivo capaz de causar dano à saúde
e integridade física, arrolado na Legislação Previdenciária;
VI - localização das possíveis fontes geradoras;
Vll - via e periodicidade de exposição ao agente nocivo;
VIII- metodologia e procedimentos de avaliação do agente nocivo;
IX - descrição das medidas de controle existentes;
X - conclusão do L TCAT;
XI-assinatura do médico do trabalho ou engenheiro de segurança; e
Xll - data da realização da avaliação ambiental.
O laudo técnico para comprovação da exposição ao ruído deverá
ser expedido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do
trabalho (art. 58,§ 11l da Lei n. 8.213/91). De acordo com a Instrução
Normativa vigente, O L TCAT deverá ser assinado por engenheiro
de segurança do trabalho, com o respectivo número da Anotação de
Responsabilidade T é c n ~ c a - ART junto ao Conselho Regional de Engenharia
e Arquitetura- CREA, ou por médico do trabalho, indicando os registras
profissionais para ambos.
No Apêndice 111 encontra-se um modelo de laudo de avaliação de
ruído para concessão de aposentadoria especial. Lembramos que esse
modelo é apenas uma sugestão, cabendo aos leitores que lidam com a
matéria aperfeiçoá-lo.
-70-
5.4. Avaliação para Fins de Conforto e Jncômodo
A) Limite de tolerância
A NR-17 da Portaria n. 3.214, em seu subitem 17.5.2, estabelece
que nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam
solicitação intelectual e atenção constantes, tais como escritórios, salas
de desenvolvimento ou análise de projetas, dentre outros, são
recomendados para as condições de conforto:
-Os níveis de ruído de acordo com o estabelecido na NBA 1 0.152,
norma brasileira registrada no INMETRO.
Nas atividades que possuam as características mencionadas
anteriormente, mas não apresentem equivalência ou correlação com
aquelas relacionadas na NBA 10.152, o nível de ruído aceitável para
efeito de conforto será de 65 dB (A), e a curva de avaliação de ruído
(NC) de valor não superior a 60 dB.
A norma NBA 10.152 fixa os níve1s de ruído compatíveis com o
conforto acústico em amb1entes diversos. Os valores em dB(A) e NC
(curva de avaliação de ruído) são os seguintes:
LOCAIS dB(A) NC
Hospitais
Apartamentos, Enfermarias, Berçários, Centros Cirúrgicos 35-45 30-40
Laboratórios, Áreas para uso de público 40-50 35-45
Serviços 45-55 40-50
Escolas
Bibliotecas, Salas de música, Sala de desenho 35-45 30-40
Salas de aula, Laboratórios 40-50 35-45
Circulação 45-55 40-50
Hotéis
Apartamentos 35-45 30-40
Restaurantes. Sala de estar 40-50 35-45
Portaria, Recepção, Circulação 45-55 40-50
Residências
Dormttónos 35-45 30-40
Sala de estar 40-50 35-45
-71-
LOCAIS dB(A) NC
Auditórios
Salas de concertos. Teatros
30 - 40 25 - 30
Salas de Conferência, Cinemas, Salas de uso múltiplo
35 - 45 30 - 35
Restaurantes
40-50 35 - 45
Escritórios
Salas de reunião
30-40 25-35
Salas de gerência, Salas de projetos e de administração 35-45 30 - 40
Salas de computadores
45-65 40 - 60
Salas de mecanografia
50-60 45 - 55
Igrejas e Templos (Cultos Meditativos) 40-50 35 - 45
Locais Para Esporte
Pavilhões fechados para espetáculos e atividades esportivas 45-60 40 - 55
Notas:
a) O valor inferior da faixa representa o nível sonoro para conforto. enquanto
o valor superior significa o nível sonoro aceitável para a finalidade.
b) Níveis supenores aos estabelecidos nesta Tabela são considerados
desconfortáveis sem, necessariamente, implicar risco de dano à saúde.
As curvas de avaliação NC foram desenvolvidas para avaliar o
conforto nos locais de trabalho, tendo sido a dotada pela NBR 1 0.152 da
ABNT. As curvas são determinadas para cada atividade em função das
frequências do ruído em banda de oitava, conforme figura a seguir:
-72-
4.000 8.000
Frequências centrais das bandas de oitava (Hz)
Os valores numéricos das curvas NC em função da frequência
estão na tabela a seguir:
Curva
NC
15
20
25
30
35
40
Níveis de pressão sonora correspondentes
às curvas de avaliação (NC)
63Hz 125Hz 250Hz 500Hz 1kHz 2kHz 4kHz
dB dB dB dB dB dB dB
47 36 29 22 17 14 12
50 41 33 26 22 19 17
54 44 37 31 27 24 22
57 48 41 36 31 29 28
60 52 45 40 36 34 33
64 57 50 45 41 39 38
-73-
8kHz
dB
11
16
21
27
32
37
Curva 63Hz 125Hz 250Hz 500Hz 1kHz 2kHz 4kHz 8kHz
NC dB dB dB dB dB dB dB dB
45 67 60 54 49 46 44 43 42
50 71 64 58 54 51 49 48 47
55 74 67 62 58 56 54 53 52
60 77 71 67 63 61 59 58 57
65 80 75 71 68 66 64 63 62
70 83 79 75 72 71 70 69 68
Portanto, na determinação do conforto nos ambientes de
trabalho, é necessário medir os níveis de ruído em cada frequência
de banda de oitava e compará-los aos valores estabelecidos para
as respectivas curvas. Exemplo: a NR-17 determina que, nas
atividades que não apresentam eqUivalência ou correlação com os
valores da NBA 10.152, o nível de ruído aceitável para efeito de
conforto será de 65,0 dB(A), e a curva de avaliação de ruído NC, não
superior a 60,0 dB. Desse modo, a esta tabela mostra os valores em
cada frequência referentes à curva NC 60,0.
Curva
NC
60
Níveis de pressão sonora correspondentes
às curvas de avaliação NC 60
63Hz 125Hz 250Hz 500Hz 1kHz 2kHz 4kHz
dB dB dB dB dB dB dB
77 71 67 63 61 59 58
8kHz
dB
57
Desse modo, os valores dos Níveis de Pressão Sonora medidos
em cada frequência devem ser comparados com os valores da tabela
acima.
8) Procedimentos de avaliação
A avaliação dos níveis de ruído deve ser realizada no ambiente do
local analisado. As leituras devem ser tomadas na curva de compensação
A (NR-17). Além do dispositivo da NR-17, devem ser observadas as
recomendações da NBA 10.152 da ABNT. Para se obter o NC, devem
ser analisadas as frequências do ruído.
-74-
C) Laudo técnico
Com base nos dados obtidos nas avaliações. o técnico deverá
emitir o seu parecer sobre o possível risco da exposição ocupacional ao
ruído, bem como as medidas coletivas, administrativas ou no homem
que devem ser adotadas para eliminar ou neutralizar o risco.
No Apêndice IV encontra-se um modelo de laudo de avaliação de
ruído para conforto. Lembramos sempre que esse modelo é apenas uma
sugestão, podendo ser aperfeiçoado.
5.5. Avaliação do Conforto da Comunidade e Perturbação do
Sossego Público
A poluição sonora constitui-se em grave problema, especialmente
nos grandes centros urbanos, pois pode provocar na comunidade
distúrbios no sono, estresse, dor de cabeça, irritação, entre outros. Esse
tipo de poluição é responsável por vários conflitos nas comunidades
principalmente naquelas localizadas próximas a aeroportos, centros de
diversões, indústrias, construções, além de desavenças entre vizinhos
e, em alguns casos. constitui-se na vilã por desencadear conflitos não
resolvidos entre as pessoas. Por esses motivos e em razão da grande
ocorrência desse tipo de poluição no mundo moderno, o Governo Federal
através do IBAMA criou o Programa de Educação e Controle de Poluição
Sonora- Silênc1o, editando diversas Resoluções sobre a matéria.
A Constituição da República de 1988 determina, em seu art. 23,
que é de competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal
e dos Municípios proteger o meio ambiente e combater a poluição em
qualquer de suas formas.
A grande maioria dos Municípios não estabelece Valores de níve1s
de Ruído máximos permissíveis nem metodologia de avaliação,
provavelmente por se tratar de matéria específica e técnica. Assim, na
avaliação do ruído para fins de conforto e perturbação do sossego público.
quando não houver limites de ruído na legislação municipal, deve-se
basear na NBA 1.051/00, conforme determina a Resolução n. 01 de 08.03.90
do CONAMA, bem como legislação estadual ou federal, se houver.
A Resolução n. 01 de 08.03.90 do CONAMA (Conselho Nacional
de Meio Ambiente) determina que o critério de avaliação, bem como os
níveis aceitáveis para fins de perturbação de sossego público serão
aqueles estabelecidos na NBA 1 O 151 dR ABNT
-75-
Essa norma estabelece também que, nos projetas de construção
e reforma de edificações para atividades heterogéneas, o nível de som
produzido por uma delas não pode ultrapassar os n!veis
pela norma NBA 10.152 da ABNT. A referida Resoluçao determ1na, a1nda,
que entidades e órgãos públicos (federais, estaduais e municipais)
competentes, no uso do respectivo poder de política, disporão de acordo
com o estabelecido nesta Resolução, sobre a emissão ou proibição da
emissão de ruídos produzidos por quaisquer meios ou de qualquer
espécie, considerando sempre os locais, horários e a natureza das
atividades emissoras, com vistas a compatibilizar o exercício das
atividades com a preservação da saúde e do sossego público.
A emissão de ruídos produzidos por veículos automotoras e os
produzidos no interior dos ambientes de trabalho obedecerão às normas
expedidas, respectivamente, pelo Conselho Nacional de Trânsito -:-
CONTRAN, e pelo órgão competente do Ministério do Trabalho (Resoluçao
01/90, item V).
a) Norma NBR 10.151/00 da ABNT
A norma NBA 10.151/00 da ABNT fixa as condições exigíveis para
avaliação da aceitabilidade do ruído em comunidades, independente da
existência de reclamações. Dentre as regras estabelecidas nessa norma,
destacam-se:
-Equipamentos de medição
Segundo a NBA 10.151/00, o med1dor de nível de pressão sonora
ou o sistema de medição deve atender às especificações da IEC 60.651
para o tipo o, tipo 1 ou tipo 2. Além disso, a referida norma recomenda
que o equipamento possua recursos para medição de nível de pressão
sonora equivalente ponderado em 'A" (LAE
0
), conforme IEC 60.804.
O calibrador acústico deve atender às especificações da IEC
60.942, devendo ser de classe 2, ou melhor.
A norma determina também que o medidor de nível de pressão
sonora e o calibrador acústico devem ter certificado de calibração da
Rede Brasileira de Calibração (ABC) ou do Instituto Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO), renovado no mínimo
por 2 (dois) anos.
Ademais, o medidor de nível de pressão sonora deve ser calibrado
antes e após a med1ção, ou conjunto de medições relativas ao mesmo
evento, utilizando calibrador acústico portátil.
-76-
-Procedimentos de medição
A avaliação dos níveis de ruído deve ser feita externamente aos
limites da propriedade que contêm a fonte; no entanto, na ocorrência de
reclamações, as medições devem ser feitas nas condições e locais
indicadas pelo reclamante (suposto incómodo).
No exterior das edificações, a NBA 10.151/00 determina que as
medições devem ser efetuadas em pontos afastados aproximadamente
1 ,20m do piso e pelo menos 2 m do limite da propriedade e de quaisquer
outras superfícies refletoras, como muros, paredes etc.
No interior de edificações, as medições devem ser efetuadas a
uma distância de no mínimo 1 m de quaisquer superfícies, como paredes,
teto, piso etc. As medições devem ser efetuadas nas condições de
utilização normal do ambiente, isto é, com as janelas abertas ou fechadas
de acordo com a indicação do reclamante.
- Correções dos níveis de ruído- Lc
Segundo a NBA 10.151/00. o Nível Corrigido Lc para ruído sem
caráter impulsivo e sem componentes tonais é determinado pelo Nível
de Pressão Sonora Equivalente, LAeq. Caso o equipamento não execute
medição automática do LAeq, deve ser utilizado o cálculo por meio de
equação contida na referida norma. No entanto, deve-se preferencialmente
utilizar medidores que forneçam o valor LAeq, pois é mais preciso.
Para o ruído com características impulsivas ou de impacto, a norma
recomenda determinar valor máximo medido com o medidor de nível
de pressão sonora ajustado para resposta rapida (fast), acrescido de
5 dB(A).
Para ruído com componentes tonais, a norma recomenda também
que o LAeq seja acrescido de 5 dB(A). Já na presença de ruído e impacto
e com componente tonais, a norma recomenda corrigir o Lc por meio do
procedimento anterior, ou seja, somando 5 dB(A). Em seguida, adotar o
resultado do nível de ruído de maior valor
E importante destacar que o ruído de impacto é facilmente
identificado. Exemplos: marteladas, tiros e explosões. Já como ruído
com componentes tonais, a norma cita como exemplos os zumbidos e
apitos no entanto. a identificação correta desse tipo de ruído requer estudo
mais detalhado, incluindo análise de frequência.
-Nível de critério de avaliação- NCA -ambiente externo
De acordo com a NBA 1 O. 152, o nível de cntério de avaliação NCA
para amb1entes externos é de acordo com a tabela a seguir·
-n-
Nfvel de critério de avaliação NCA, para
ambientes externos, em dB(A)
Tipos de áreas Diurno
Áreas de sítios e fazendas
40
Área estritamente res1dencial urbana, ou de hospitais 50
ou de escolas
Área mista, predominantemente residencial 55
Área mista, com vocação comercial e administrativa 60
Área mista, com vocação recreacional 65
Área predominantemente Industrial 70
Noturno
35
45
50
55
55
60
-o horário noturno e diurno pode ser definido pelas autoridades,
de acordo com os hábitos da população; porém, o período noturno não
deve começar depois das 22 horas e não deve terminar antes das 7
horas do dia seguinte. Se o dia seguinte for domingo ou feriado, o término
do período noturno não deve ser antes de 9 horas.
- Nível de critério de avaliação- NCA -ambiente interno
O nível de critério de avaliação NCA para ambientes internos é o
nível indicado na tabela acima com a correção de -1 O dB(A), para janela
aberta, e -15 dB(A), para janela fechada.
Se o nível de ruído do ambiente ~ f o r superior ao valor da tabela
acima para a área e o horário em questão, o NCA assume o valor do L
1
w
b) Caracterização da fonte poluidora
Na avaliação do ruído do sossego público, é necessário analisar o
ruído de fundo do ambiente, no sentido de caracterizar ou não a fonte
poluidora no local.
Essa verificação pode ser feita medindo os níveis de ruído com a
fonte ligada e desligada. A Lei Estadual n. 10.100, de 17.01.90, de Minas
Gerais e a Portaria n. 92 de 19.06.80 do extinto Ministério do Interior,
dispõe:
Para os efeitos dessas normas, consideram-se prejudiciais à saúde,
à segurança e ao sossego público quaisquer rufdos que:
1 - atinjam, no ambiente exterior do recinto em que têm origem,
nível de som superior a 10 {dez) decibéis- dB(A), acima do ruído de
fundo existente no focal, sem tráfego;
-78-
Portanto, com base nessas normas, a diferença entre o ruído total
(fonte+ ruído de fundo) e o nível de ruído com fonte desligada (ruído de
fundo) deve ser inferior a 1 O dB(A}.
Acrescente-se ainda que outras legislações estaduais e municipais
também adotam critério semelhante para verificação da fonte poluidora;
no entanto, os valores máximos permissíveis podem variar. Desse modo,
é necessário consultar a legislação específica especialmente do
Município onde localiza-se a fonte do suposto incômodo.
c) Laudo técnico
Após a coleta de dados no campo, o técnico deverá emitir laudo
técnico com parecer sobre a possível perturbação do sossego público
provocado pelo ruído, bem como as fontes poluidoras. A NBA 10.151/00
determina que no relatório de ensaio de ruído, devem constar no mínimo
as seguintes informações:
-marca, tipo ou classe e número de série de todos os equipamentos
de medição utilizados;
- data e número do último certificado de calibração de cada
equipamento de medição;
- desenho esquemático e/ou descrição detalhada dos pontos da
medição;
- horáno e duração das medições do ruído;
- nível de pressão sonora corrigido Lc, indicando as correções
aplicadas;
- nível de ruído ambiente;
- valor do nível de critério de avaliação (NCA) de ruído aplicado
para a área e o horário da medição;
- referência a esta Norma.
No Apêndice V encontra-se um modelo de laudo de avaliação de
ruído para perturbação do sossego público. Lembramos que esse modelo
é apenas uma sugestão, devendo os leitores aperfeiçoá-lo.
5.6. Avaliação de Ruído em Cabines Audiométricas
O Anexo I, quadro 2, da NR-7 estabelece diretrizes e parâmetros
mínimos para a avaliação e o acompanhamento da audição do trabalhador
-79-
através da realização de exames audiológicos de referência e
sequenciais. O sub1tem 3.6.1 .1 determina que o exame audiométrico
será realizado em cabina audiométrica, cujos níveis de pressão sonora
não ultrapassem os níveis máximos permitidos, de acordo com a norma
ISO 8.253-1. Nas empresas em que existir ambiente acusticamente
tratado, que atenda à norma ISO 8.253-1, a cabina audiométrica poderá
ser dispensada.
A Norma ISO 8.253-1 estabelece os níveis de pressão sonora do
ambiente em sala de testes audiométricos, que não devem ser
ultrapassados de forma a evitar o mascaramento dos tons de teste.
Estes valores são especificados como níveis máximos de pressão sonora
P
ermissíveis - L em bandas com frequência de terça de oitava. A
rnax
Norma ISO 8.253 -1 estabelece valores Lmax em terça de oitava para
audiometria de condução aérea e óssea.
Segundo a norma ISO, os valores dos níveis de pressão sonora
para audiometria de condução aérea foram determinados com o teste
feito em fones de ouvido supra-auricular típicos, conforme atenuação
média constante na Tabela 2. Caso sejam utilizados fones de outro tipo,
a diferença de atenuação desses aparelhos e os valores fornecidos pela
Tabela 2 devem ser somados aos valores de Lmax·
A norma ISO 8.253 -1 fornece os níveis de pressão sonora para
testes em condução aérea, conforme tabela a seguir:
Tabela 01
Níveis máximos de pressão sonora permissíveis para o ruído ambiente
lm••' em bandas de 1/3 de oitava para a audiometria de condução por
via aérea, quando fones de ouvido supra-aurais típicos são utilizados.
Níveis máximos de pressão sonora permitidos
Frequência
para o ruído ambiente L..,..,_ .. .,,"'·
central da
Faixas de frequência do tom de teste
banda de 1/3
125Hz- 8.000 Hz 250 Hz - 8.000 Hz 500 Hz - 8.000 Hz
de oitava-
ISO Lmox
ISO ISO
Hz
31,5 56,0 66,0 78,0
40 52,0 62,0
73,0
50 47,0 57.0
68,0
63 42,0 52.0
64,0
80 38,0 48,0
59,0
-80-
Níveis máximos de pressão sonora permitidos
Frequência
para o ruído ambiente Lm.,,,., . .......
20
~ Pa>
central da
Faixas de frequência do tom de teste
banda de 1/3
125Hz- 8.000 Hz 250 Hz - 8.000 Hz 500Hz - 8.000 Hz
oitava- Hz
ISO Lm .. ISO ISO
100 33,0 43,0 55,0
125 28,0 39,0 51,0
160 23,0 30,0 47,0
200 20.0 20,0 42,0
250 19,0 19,0 37,0
315 18.0 18,0 33,0
400 18,0 18,0 24,0
500 18,0 18,0 18,0
630 18,0 18,0 18,0
800 20,0 20,0 20,0
1.000 23,0 23,0 23,0
1.250 25,0 25,0 25,0
1.600 27,0 27,0 27,0
2.000 30,0 30,0 30,0
2.500 32,0 32,0 32,0
3.150 34,0 34,0 34,0
4.000 36,0 36,0 36,0
5.000 35,0 35,0 35,0
6.300 34,0 34,0 34,0
8.000 33,0 33,0 33,0
Nota: utilizando-se os valores ac1ma, o menor nível de limiar de audição a ser
medido é de O dB, com a incerteza máx1ma de +2 dB devido ao ruído ambiente. Se
uma incerteza màx1ma de +5 dB devida ao ruído ambiente é permitida. os valores
podem ser incrementados em 8 dB.
-81-
Tabela 02
Atenuação sonora média para fones de ouvido supra-aurais típicos.
Frequênci a Hz Atenuação sonora média dB
31,5 o
40,0 o
50,0 o
63,0 1
80,0 1
100 2
125 3
160 4
200 5
250 5
315 5
400 6
500 7
630 9
800 11
1.000 15
1.250 18
1.600 21
2.000 26
2.500 28
3.150 21
4.000 32
5.000 29
6 300 26
8.000 24
Nota: os valores dados estão baseados em medições, utilizando-se tons puros em
campo livre e fones de ouvido TDH39 com almofadas MX41/AR e Beyer DT48.
Dados de atenuação baseados em ruídos de faixa estreita em um campo difuso são
assumidos como fornecendo uma medição mais realista das propriedades de
atenuação Valores um pouco menores que estes podem ser esperados com bandas
de ruído em um campo difuso; todavia, dados insuficientes estão disponíveis
atualmente
- 82 -
Tabela 03
Níveis máximos de pressão sonora permissíveis para o ruído ambiente
L,.. •• em bandas de 1/3 de oitava para a audiometria de condução óssea,
quando fones de ouvido supra-aurais típicos são utilizados.
Frequênci a
Nívei s máximos de pressão sonora permitidos
central da
para o ruído ambiente Lmax t..-,... ZOpPol
banda de 1/3 Faixas de frequênci a do tom de teste
de oitava -
Hz
125 HZ - 8.000 Hz 250 Hz - 8.000 Hz
ISO ISO
31,5 55,0 63,0
40 47,0 56,0
50 41,0 49,0
63 35,0 44,0
80 30,0 39,0
100 25,0 35,0
125 20,0 28,0
160 17,0 21,0
200 15,0 15,0
250 13,0 13,0
315 11 ,0 11,0
400 9,0 9,0
soo 8,0 8,0
630 8,0 8,0
800 7,0 7,0
1.000 7,0 7,0
1.250 7,0 7,0
1.600 8,0 8,0
2.000 8,0 8,0
2.500 6,0 6,0
3.150 4,0 4,0
4.000 2,0 2,0
5.000 4,0 4,0
6.300 9,0 9,0
8.000 15,0 15,0
Notas: 1 - Utilizando·se os valores acima, o menor nível de limiar de audição a ser
medido é de O dB, com a Incerteza máxima de +2 dB devido ao ruído ambiente. Se
uma incerteza maxima de +5 dB devida ao ruldo ambiente é permitida, os valores
podem ser incrementados em 8 dB.
2 - Como a maioria dos medidores de nlvel sonoro, é difíc1l medir-se níveis abaixo
de 5 dB.
- 83 -
-Segundo a norma ISO 8.253 -1, as medições dos Níveis de
Pressão Sonora nas cabines audiométricas devem ser realizadas com
medidor de nível sonoro tipo 1, de acordo com a IEC 60.651, ou medidor
de nível sonoro integrador, de acordo com a IEC 60.804.
-Deverá ser utilizado também o filtro de banda de 1/3 de oitava,
de acordo com a IEC 60.225.
5.7. Avaliação de Ruído em Teleatendimento
A avaliação nos Headset deve ser realizada de acordo com normas
Internacionais. Assim, não é recomendado fazer qualquer medição sem
estudo profundo e sem validação da metodologia e/ou equipamentos
usados.
A metodologia dessa avaliação deve ser feita com base na Norma
ISO/DIS 11.904, partes 1 e 2. A primeira estabelece o método da
colocação do microfone no ouvido real (técnica MIRE), ao passo que a
segunda utiliza um manequim simulador (técnica do Manequim)
1-MÉTODO DO OUVIDO REAL -IS0-11.904- PARTE 1
Esse método consiste em colocar o minimicrofone do Medidor de
Nível de Pressão Sonora no canal auditivo do trabalhador Quanto à
posição de colocação do minimicrotone no canal auditivo para aplicação
da técnica descrita na parte 1 da norma, esta pode ser de três maneiras,
conforme ilustram as figuras 1 a 3.
Minlmlcrofone
Fig. 1 - Minimicrofone em canal auditivo
Fig. 2- Minimicrofone em canal auditivo aberto bloqueado
-84-
Tímpano
\
Minlmlcrofone
Fig. 3- Microfone posicionado com sonda
11- MÉTODO DO SIMULADOR COM MANEQUIM
-IS0-01 1.904- PARTE 2
Nesse método utiliza-se uma cabeça (padronizada) com orelha
(padronizada), sendo que no canal auditivo externo da cabeça usa-se
um Simulador de Ouvido padronizado, com m1crotone de precisão. A
figura a seguir ilustra essa técnica:
Cabeça Artificial construída conforme a Norma
ANSI S3.36 e IEC 959 para medição da Dose de Ruído
-85-
PARTE VI
EFEITOS DO RUÍDO NO ORGANISMO
João Salvador Reis Menezesf6J
Naray Jesimar A. Paulind
7
!
Neste capítulo pretendemos fazer uma pequena abordagem acerca
do tema ruído, sob o ângulo médico. Na verdade, o tema é extenso e
não teríamos a pretensão de esgotá-lo em poucas linhas. Preferimos
tecer comentários breves que pensamos poder ser entendidos sobretudo
por profissionais não médicos, já que os médicos (especialmente os do
trabalho) têm nesse tema um campo frequente de estudo.
Logo a princípio, vamos apenas lembrar que ruído, tecnicamente,
não é sinônimo de barulho. "Ruído'' é uma mistura de sons; "barulho",
por sua vez, é o som que incomoda (logo, este último conceito inclui
componentes subjetivos). "Som" é a vibração capaz de ser detectada
pelo ouvido humano (entendendo-se "vibração", grosseiramente, como o
movimento, para um lado e para outro, das partículas de um corpo)
Neste texto usaremos o termo "ruído", já consagrado pelo uso.
Mas como se forma o som no ouvido humano? De modo resumido,
é o seguinte: a audição humana se processa graças à ação do chamado
"aparelho auditivo", ou seja, um conjunto de estruturas com funções
diferentes e complementares que resultam na capacidade de uma pessoa
perceber e entender um som. O aparelho auditivo é dividido em três
partes: ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno. A energia que
produzirá o som é recebida no ouvido externo (conhecido popularmente
como "orelha") e se propaga através de um pequeno "corredor", ainda
pertencente ao ouvido externo, que é o "meato acústico externo", até
uma membrana chamada "tímpano". Ao receber a energia que vinha se
propagando, o tímpano se movimenta. Os seus movimentos são
(6) Médico do trabalho.
(7) Méd1ca do trabalho e advogaoa.
- 86-
transmitidos por uma pequena cadeia de três ossículos (os menores
ossos do corpo humano, que compõem o ouvido médio com o tímpano
e dois pequenos músculos) até o ouvido interno. O ouvido interno
preenche uma cavidade situada na estrutura óssea do crânio, tem
componentes distintos e ainda é preenchido por um líquido. Dentre os
componentes do ouvido interno destaca-se aquele conhecido como
"cóclea". No interior da cóclea há uma estrutura chamada "órgão de Corti".
que contém milhares de células sensoriais conhecidas como "células
cHiadas".
Quando essas células são apropriadamente estimuladas (pela
energia que vem se propagando pelos ouvidos externo e médio), geram
impulsos nervosos, que são transmitidos ao cérebro pelo chamado "nervo
auditivo". Esses impulsos são "decifrados": a pessoa percebe o som.
Quando a energia (vibração) que excita as células ciliadas da cóclea
é resultado da cadeia de eventos descrita acima, dizemos que houve a
chamada "condução aérea" do som. Quando o som vibra diretamente o
crânio e/ou vibra as paredes do meato acústico externo, que estimulam
a cóclea, ocorre a "condução óssea". O órgão sensitivo final, a cóclea, é
o mesmo: somente varia o caminho para a sua excitação.
Não devemos confundir "condução aérea" ou "condução óssea''
com "hipoacus1a condutiva" e "hipoacusia neurossensorial" (ou
sensorioneural). A hipoacusia {diminuição da capacidade de audição)
pode ser devida a uma lesão ou obstáculo no ouvido externo ou médio·
nesses casos, diremos que se trata de uma hipoacusia condutiva, o ~
seja, o som não está sendo adequadamente conduzido até o órgão
sensorial que é a cóclea (ex.: excesso de cera no ouvido externo, otites
etc.). Se a hipoacusia for decorrente de uma lesão no ouvido interno ou
do nervo auditivo, então será denominada hipoacusia neurossensorial,
ou seja, não está havendo funcionamento adequado da cóclea e/ou do
nervo auditivo. A hipoacusia também pode ser mista. isto é, tanto a
porção condutiva quanto a porção neurossensorial apresentam-se com
problemas.
Como qualquer outra função do corpo humano, há um ponto de
equilíbrio para o funcionamento adequado do aparelho auditivo. Como
qualquer outra função do nosso corpo, tanto o aparelho auditivo precisa
ser exercitado e estimulado para o seu desenvolvimento e aprimoramento
como sofrerá exaustão se for por demais exigido e exposto a agentes que
possam lesá-lo. Além disso, é necessário lembrar que o aparelho auditivo
pode sofrer uma diminuição gradual de sua acuidade em virtude do próprio
-87-
envelhecimento da pessoa (é o que se denomina "presbiacusia"). O
aparelho auditivo ainda pode ter comprometimento no seu "conforto" e
mesmo no seu funcionamento, em virtude da própria poluição sonora,
presente sobretudo nos grandes centros urbanos (trânsito, discoteca,
competições com veículos motorizados, "walkman", aparelhos
eletrodomésticos etc.).
Como parte integrante e nada dispensável do organismo humano e
sendo suscetfvel a lesões e perdas, havemos de nos preocupar com a
manutenção da audição em níveis pelo menos adequados à boa
convivência humana. No caso do ruído no ambiente de trabalho,
especificamente, é inadmissível haver perdas auditivas gratuitas, já que
são conhecidos alguns elementos que podem impedir o surgimento ou a
progressão dessas perdas (diminuição do tempo de exposição ao rufdo,
redução do ruído ambiental, uso efetivo de EPI etc.). Havendo lesão,
sobretudo de maior monta, há prejuízo para a economia orgânica e uma
função previamente normal, ou dentro de certo limiar pode progredir para
um quadro de deficiência auditiva. A existência de lesão já ~ a r a n t e , por
si só, o direito à arguição de indenização pelo dano sofrido. E importante
lembrar que a diminuição da acuidade auditiva induzida pelo ruído ainda
não é reversível (assim como aquela causada pelo envelhecimento normal
da pessoa). É igualmente importante, então, que a pessoa não seja
exposta desnecessariamente a esse potencial de lesão em sua
capacidade auditiva- há que se prevenir.
Não devemos perder de vista que tanto a legislação trabalhista
como a previdenciária tratam do tema "ruído" e têm procurado
aprimorar-se neste assunto, inclusive através de normas próprias. O
que tem assustado as empresas, contudo, é a possibilidade de
indenizações civ1s (em dinheiro), nada irrisórias, que podem pleitear os
empregados e ex-empregados que apresentem alterações auditivas que
possam ter nexo com o trabalho. Aqui ainda cabe a lembrança de que,
além de outras implicações, os prepostos ainda podem ver-se às voltas
com processos penais por exposição da saúde a risco.
Apesar de a questão primeira parecer ser o simples medo de
indenização pecuniária, muito mais está implícito nos cuidados auditivos
com relação ao ruído: é a própria integridade humana que está em jogo,
o respeito pela condição humana do trabalhador.
Mas qua1s seriam. afinal. os efeitos do ruído sobre o organismo
humano?
-88-
Apenas didática e resumidamente, podemos dividir esses
efeitos em efeitos auditivos e efeitos extra-auditivos do ruído. Os efeitos
auditivos podem ser divididos em traumas acúst1cos, efeitos transitórios
e efeitos permanentes. Há sons que, de tão tênues, nem são ouvidos
pelo ser humano; outros há que são ouvidos dentro de uma faixa que
temos como "normal" e sem potencial de agravos. Outros sons, ainda,
são ouvidos em frequência e intensidade suficientes para provocar lesões
temporárias ou permanentes: esses sons podem estar presentes no
trabalho, no lar, na escola, nas ruas, em atividades de lazer etc.
Trataremos aqui dos efeitos relacionados ao ruído maior que 85 dB(A},
uma vez que a legislação brasileira est1pula esse valor como limite
máximo permitido para o trabalho, por 8 (oito) horas/dia, sem proteção.
6.1. Efeitos Auditivos do Ru(do
6.1.1. Trauma Acústico
Sons de curta duração e alta mtensidade (explosões, estampidos
de arma de fogo, detonações etc.) podem resultar em uma perda auditiva
imediata, severa e permanente, conceituada como "trauma acústico".
Todas as estruturas do ouvido podem ser lesadas, em particular o órgão
de Corti, a delicada estrutura sensorial da parte auditiva do ouvido intemo
(cóclea). O aparelho auditivo possui sistemáticas que procuram "atenuar"
as vibrações que chegam até a cóclea e diminuir, com isso, as chances
de lesão auditiva. Contudo, em casos de sons como aqueles necessários
e suficientes para confenrem trauma acústico, essas sistemáticas do
aparelho auditivo não têm "tempo para entrar em ação", e, com isso,
pode ocorrer a lesão.
6.1.2. Perda Auditiva Temporária
Exposições moderadas podem inicialmente causar uma perda
auditiva temporária, que a literatura inglesa denominou TTS (temporary
threshol shiff). As alterações que poderiam estar implicadas nessa perda
temporária (portanto, recuperável) ainda não foram totalmente
esclarecidas (Edema intracelular? Alterações vasculares? Exaustão
metabólica?).
Após exposição ao rufdo insalubre de qualquer origem (profissional
ou não profissional), pode ocorrer uma perda temporária da acUidade
auditiva. Contudo. os limiares auditivos retornam à normalidade após
-89-
um período de relativo silêncio {descanso da atividade ruidosa). A
literatura e as normas internacionais referem como sendo de 11 a 14
horas o período de relativo silêncio para a reversão da perda temporária
- da! a recomendação internacional de que deva haver 14 horas de
repouso acústico antes da realização do exame audiométrico.
Repetidas expos1ções ao ruído capaz de produzir perdas temporárias
podem gradualmente originar perdas permanentes (as perdas
permanentes são descritas como ocorrendo ao longo de anos de
exposição ao ruído). Havendo perdas permanentes, ocorrerá perda da
vitalidade das células implicadas na audição - elas estarão débeis ou
mortas, destruídas, e as fibras nervosas que existirem na mesma região
acabarão degeneradas: a audição não se processará normalmente
(diminuição da capacidade auditiva), ou deixará de se processar (surdez).
6. 1.3. Perda Auditiva Permanente
A perda auditiva permanente tem sido conhecida popularmente em
nosso meio como "PAlA" (perda auditiva induzida por ruído); se esse
ruído é sabidamente ocupacional, alguns têm então chamado "PAIRO"
(perda auditiva induzida por ruído ocupacional). A norma técnica mais
recente até a elaboração deste texto (Ordem de Serviço n. 600, INSS,
de 5.8.98, publicada no DOU em 19.8.98) usa a expressão "Perda Auditiva
Neurossensorial por Exposição Continuada a Níveis Elevados de Pressão
Sonora de Origem Ocupacional", mas mantém o uso da sigla PAlA, que
também será utilizada neste texto.
A perda auditiva é mensurada determinando-se limiares auditivos
em várias frequências através do exame conhecido como "audiometria"
(este é também o exame usado em programas de conservação auditiva
para determinar se a proteção contra o ruído está sendo adequada -
entenda-se proteção como sendo o conjunto das ações individuais e
coletivas acerca do ruído).
A literatura brasileira e normas internacionais dão conta de que 25
dB(A) é considerado como o limite máximo de normalidade (norma ISO
1.999:1990). Expressões audiométricas maiores que 25 dB(A) poderiam
indicar, então, uma anormalidade no exame. Perdas entre 30 e 35 dB(A),
no entanto, ainda são consideradas pequenas, sobretudo se em
frequência isolada. Uma perda na audição que possa afetar as atlvidades
normais cotidianas geralmente não é motivo de queixa até que os níveis
auditivos nas frequências que têm importância na conversação normal
(500 a 2.000/3.000 Hz) mostrem perdas maiores que 35 a 40 dB. Por
-90-
outro lado, é descrito que a PAlA raramente afeta a audição em limtares
maiores que 70 dB(A) nas frequências agudas e 40 dB (A) nas frequências
graves. Quando se encontrar perdas maiores que os últimos valores
citados, então se deve pensar em outras possibilidades diagnósücas
isoladas ou associadas.
A perda auditiva permanente dev1da ao ruído é descrita como
ocorrendo primeiramente entre 3.000 e 6.000 Hz (altas frequências),
sobretudo em 4.000 Hz, em função da própria anatomia e da própria
dinâmica de funcionamento do aparelho auditivo humano. Geralmente a
sequência de aparecimento das perdas na audiometria está assim listada:
6.000, 4.000, 3.000, 8.000, 2.000, 1.000, 500 e 250 Hz. O ruído
ocupacional ocorre geralmente na faixa entre 3.000 e 6.000 Hz,
particularmente em 4.000 Hz. A conversação humana ocorre em
frequências menores {SOO a 2.000 Hz).
Os primeiros achados audiométricos alterados, então, estão
situados entre 3.000 e 6.000 Hz, embora tais achados não sejam
patognomônicos de PAlA. É preciso pesquisar doenças genéticas,
doenças neonatais, diabetes, doenças cardiovasculares, uso de algumas
medicações, idade, exposição a ruído não ocupacional, possível
susceptibilidade individual etc.
As perdas produzidas pelo ruído são descritas como ocorrendo
com mais rapidez nos primeiros anos de exposição. "Após muitos anos
de exposição, as perdas nas altas frequências progredirão muito
lentamente. mas iniciar-se-á um processo de piora nas baixas
frequências." A Norma 600, já citada, lista a necessidade de 1 O a 15
anos de exposição para haver uma manifestação clara de PAlA.
Enquanto as alterações no aparelho auditivo estiverem apenas
restritas às frequências entre 4.000 e 6.000 Hz, não há qualquer prejuízo
social ou na vida de relações para a pessoa implicada. Ou seja, não há
repercussão na fala, na escuta ou no entendimento da conversação,
audição de músicas ou TV. Como as perdas auditivas começam por
essas frequências, alnda há tempo de proteger a audição do empregado
(ou pelo menos tentar efetivamente). É exatamente em função dessa
sistemática de funcionamento/lesão que o trabalhador não toma
"consciência" do problema que vem sofrendo até que os níveis que
interferem na conversação estejam também afetados significativamente.
O maior impacto da hipoacusia é exatamente sobre a habilidade de
comunicação, o que pode afetar a qualidade de vida.
-91-
A PAIR a1nda não é considerada como reversível sob nenhum
tratamento clín1co ou cirúrgico (embora algumas técnicas cirúrgicas
estejam sendo experimentadas}. Quando a perda se resume às faixas
de 3.000 a 6.000 Hz. somente os portadores de ouvidos mais aguçados
relatarão alguma dificuldade auditiva (por exemplo, dificuldade na
identificação de tons mais agudos dos instrumentos musicais}. Quando
a frequência de 3.000 Hz Já está acometida mais severamente (35 dB(A)
ou mais}, então já podemos ter o aparecimento das primeiras e, a
princípio, discretas dificuldades para a compreensão da conversação
quando há presença de ruído de fundo, conversas paralelas, salas
reverberantes e/ou a voz do interlocutor for mais aguda. A logoaudiometria
com e sem mascaramento poderá ser importante aqui. Ainda assim, não
há comprometimento tão extenso da comunicação e convivência sociais.
Quando a faixa de 2.000 Hz está comprometida, aqui já temos um
prejuízo social mais significativo. A pessoa apresenta dificuldade mais
evidente para discriminar sons na presença de ruídos de fundo. É comum,
então, que a pessoa tente compensar a deficiência auditiva fixando o
olhar nos lábios de quem fala. Sua própria fala, por outro lado, começa a
ser pronunciada em intensidade e frequência aumentadas (a pessoa
começa a falar mais alto).
Havendo perdas em 1.000 Hz ou menos, o comprometimento social
é evidente e não passa despercebido. A comunicação verbal estará
comprometida e 1sso poderá levar a limitações importantes na sua vida
social, nas suas relações pessoais e até no trabalho. Havendo perda em
500Hz (valores 1guais ou menores que 30 ou 35 dB(A}), então a hipoacusia
é severa, e a qualidade de vida do indivíduo sofre prejuízo flagrante.
Esse prejuízo poderá excluí-lo de atividades prazerosas e da própria
convivência familiar, que poderá tomar-se dificultada pela incompreensão
ou impaciência da família; o indivíduo tende a isolar-se ou ser isolado
dos demais.
As que1xas do indivíduo portador de PAIR, então, serão
progressivas. Comumente a percepção inicial de que a audição do
indivíduo não está muito boa é manifestada pela família, que se queixa
de um "tom de voz" mais alto (a pessoa tem dificuldade para ouvir a
própria voz, já que a perda é neurossensorial, ao contrário da surdez de
condução), do volume elevado do rádio e da televisão e de não haver
boa compreensão da conversação quando em grupo (especialmente se
as pessoas do grupo falam agudamente ou falam mais baixo). Em termos
de queixas, a reclamação mais frequente do trabalhador é o zumbido,
-92-
T
que, no silêncio da noite, torna-se muito mais perceptível, causando
grande desconforto no trabalhador (mas não patognomônico de PAI R e
que pode ter causas concorrentes para aquele indivíduo). Com o tempo,
a dificuldade para a conversação na presença de ruído de fundo se fará
notar, assim como uma intolerância a ruídos mais altos (é o chamado
"recrutamento"). Há relatos de que tanto o zumbido pode ser progressivo
quanto pode regredir espontaneamente.
É sobretudo com o comprometimento das frequências de 2.000 Hz
e menores que teremos o comprometimento social importante. Apesar
disso, a capacidade laborativa do trabalhador, isso é fato, costuma não
ser grandemente ou nada prejudicada, exceto nas funções em que a
audição é fundamental (ex.: afinador de instrumentos musicais). Dessa
forma, rarissimamente a PAI R resulta em incapacidade total e definitiva
para o trabalho.
Percebe-se que a frequência de 3.000 Hz funcionaria quase como
um "divisor de águas": estando essa frequência afetada, suas
repercussões ainda são pequenas, e podem mesmo passar
despercebidas ou até ser tidas socialmente como de pouca importância;
contudo, a progressão para 2.000 Hz e o prejuízo social consequente é
questão de tempo.
6.2. Efeitos Extra-auditivos do Ruído
Muito se tem procurado discorrer acerca dos chamados "efeitos
extra-auditivos do ruído''. Lembremos que, do ponto de vista da anatomia
e da fisiologia (que são os que norteiam o estudo médico-científico), os
estímulos auditivos chegarão à cóclea por meio da condução óssea e/
ou da condução aérea, já citadas no item anterior. Não há mágica
conhecida até hoje pela Medicina que permita a afirmação de que esses
estímulos penetrariam pela pele ou por qualquer outro órgão e os afetaria
diretamente. Como é possível, então, falar em efeitos extra-auditivos do
ruído?
Tem-se tentado correlacionar uma série de achados ou queixas
inespecíficos, ora mais vagos, ora mais intensos, com sintomatologia
ou conjunto de sinais que pudessem ser devidos à exposição ao ruído.
O ruído estaria, assim, de alguma maneira, afetando o indivíduo em
outras esferas de sua economia orgân1ca e não somente no aparelho
auditivo.
-93-
Na verdade, o somatório de manifestações que podem ser atribuídas
também (e não exclustvamente ou, às vezes, nem mesmo preponderan-
temente) à exposição a ambiente ruidoso diz respeito ao cansaço físico
e mental decorrente do trabalho sob condição ruidosa, que é pouco con-
fortável. Trata-se, então, de manifestações devidas ao estresse sobre a
pessoa e à sua fatigabilidade. Os mecanismos que entrariam em ação
para permitir as manifestações do estresse físico e mental fogem ao
objetivo deste pequeno capítulo, mas as manifestações que têm sido
descritas serão adiante citadas. Uma das formas de ação do ruído na
gênese dos efeitos extra-auditivos parece estar relacionada a uma via
poli neural, não específica, através das conexões colaterais na substân-
cia reticular do tronco cerebral: o ruído funcionaria como um estfmulo
potente para estabelecer uma conexão com o sistema nervoso no sen-
tido de manter um estresse crônico. Essa hipótese poderia subsidiar ou
favorecer reações psíquicas várias, manutenção de um estado de hiper-
vigília para a pessoa, aumento do tônus muscular, dificuldade de repou-
so do organismo, dentre outros.
Haveria um conjunto de diferentes reações no eixo hipotálamo-
·hipófise-adrenal, incluindo um aumento de liberação de hormônios que
afetariam negativamente os órgãos-alvo (glândulas, sistema imune,
órgãos sexuais, sistema cardiovascular etc.). Durante a fase de estresse
crônico por que passa o organismo exposto ao ruído haveria um "período
de resistência": o organismo tentaria habituar-se ao agente agressor e
continuaria mantendo seus sistemas de defesa e acomodação. Com o
passar do tempo, contudo, e não se sabe quanto tempo, ocorrena uma
exaustão dos sistemas de defesa e acomodação do organismo, o qual
tenderia a entrar em colapso e descompensar: aqui surgiriam as
alterações mais evidenciadas na cl!nica como sinais e sintomas ma1s
mtensos ou persistentes.
Alguns dos stnais e sintomas que vêm sendo relacionados com a
exposição ao ruído são os seguintes: aumento de batimentos cardíacos
(alguns autores citam mínima variação dos batimentos cardíacos com o
passar do tempo de exposição ao ruído ou mesmo bradicardia),
hipertensão arterial leve ou moderada com consequente aumento do
risco de doença cardíaca, alterações digestivas (citadas por alguns
autores relacionadas à exposição muito prolongada- maior que o tempo
necessário para lesão auditiva- a ruídos menores que ou iguais a SOO
Hz), irritabilidade, insônia, ansiedade, nervosismo, redução da libido.
aumento do tônus muscular. dificuldade de repouso do corpo, tendêncta
-94-
à apresentação de espasmos musculares reflexos, aumento da
frequência respiratória (também há relatos de diminuição da frequência
e aumento da profundidade respiratória), vertigem, cefaleia.
Como se percebe. o tema não é pacífico, e muito ainda haverá que
ser estudado de forma séna e sistematizada antes de se afirmar como
verdade científica atual uma relação clara e inequívoca para os chamados
efeitos extra-auditivos do ruído (diferentemente dos efeitos auditivos já
mais bem sistematizados, descritos e comprovados).
No que tange ao rendimento dentro do próprio trabalho, já são mais
evidenciados uma dificuldade de concentração em ambientes ruidosos,
maior índice de absenteísmo, maior número de acidentes de trabalho,
diminuição da produtividade geral e aumento do número de ocorrência
de erros no trabalho.
Lembremos, contudo, que há a tendência em quase todas as
sociedades e épocas de procurar por um "bode expiatório", que seja o
grande culpado por todas as mazelas do povo como um todo e/ou de
alguns indivíduos em particular e/ou de um de seus indivíduos. Essa
tendência é por demais perigosa. e incorre-se no risco de que
ponderações subjetivas do indivíduo lesado ou do interlocutor asseverem
que somente o ruído, ou preponderantemente ele, estaria envolvido na
gênese ou na manutenção de um quadro de fadiga e/ou estresse físico
e mental que uma pessoa esteja apresentando. Essa associação pode
ser sobretudo fortalecida ou desejada quando a exposição ao ruído é de
origem profissional. É importante lembrar que mesmo a NIOSH ainda
não corroborou todos os estudos acerca dos efeitos extra-auditivos do
ruído, não aceitando algumas colocações senão com muita reserva. As
hipóteses aventadas atnda necessitam de estudos mais aprofundados e
sistematizados, de modo a conferir uma base mais real e consistente
aos estudos até agora apresentados ao público e citados ou resumidos
nas obras de consulta geral.
- Uma observação final
É sempre relevante mencionar que a capacidade laborativa do
indivíduo submetido ao trabalho em ambiente ruidoso raramente estará
comprometida, mesmo na vigência de PAlA franca- sua convivência
social é que poderá estar sobretudo prejudicada.
Igualmente importante destacar que um portador de PAlA não deve
ser alijado de uma possibilidade de trabalho, mesmo em ambiente ruidoso.
apenas em função de seu quadro audiométrico e/ou de seu quadro clínico
-95-
Contudo, alguns pontos deverão ser mensurados quando da decisão
acerca da capacidade laborativa do trabalhador, bem como da
conveniência ou não de uma nova exposição ao ruído. Cada caso deverá
ser analisado em particular. e deve-se ter em mente, pelo menos:
a) a história clínica e ocupacional do trabalhador;
b) o resultado da otoscopia e de outros testes audiológicos
complementares;
c) a idade do trabalhador;
d) o tempo de exposição pregressa e atual a níveis de pressão
sonora elevados;
e) os níveis de pressão sonora a que o trabalhador estará, está ou
esteve exposto no exercício do trabalho;
f) a demanda auditiva do trabalho ou da função;
g) a exposição não ocupacional a níveis de pressão sonora
elevados;
h) a exposição ocupacional a outro(s) agente(s) de risco ao sistema
auditivo;
i) a exposição não ocupacional a outro(s) agente(s) de risco ao
sistema auditivo;
j) a capacitação profissional do trabalhador examinado;
k) os programas de conservação auditiva aos quais tem ou terá
acesso o trabalhador.
-96 -
PARTE VIl
MEDIDAS DE CONTROLE
As medidas de controle do ruído podem ser consideradas
basicamente de três maneiras distintas: na fonte, na trajetória e no
homem. As medidas na fonte e na trajetória deverão ser prioritárias
quando viáveis tecnicamente.
7.1. Controle na Fonte ou Trajetória
É o método mais recomendado quando há viabilidade técnica. No
entanto, a fase de plane1amento das instalações é o momento mais
apropriado para a adoção dessa medida, pois se pode escolher
equipamentos que produzam menores níveis de ruído e organizar o /ay-
out. Na aplicação dessa medida, cada caso deverá ser cuidadosamente
estudado, pois muitas vezes, determinada a medida, pode-se alterar o
princípio de funcionamento das máquinas e equipamentos. Desse modo,
esse tipo de controle é mais eficaz quando feito pelo fabricante que
deveria indicar o nível de ruído gerado pela máquina ou equipamento.
Aliás, essa exigência consta no item 4, Anexo I, da NR- 12, que estabelece
que os fabricantes e importadores de motosserras instaladas no país
introduzirão, nos catálogos e manuais, os níveis de ruído e vibração e a
metodologia utilizada para referida aferição. Deve-se salientar, no entanto,
que existem inúmeras alternativas para esse tipo de controle:
-substituir o equipamento por outro mais silencioso;
-balancear e equilibrar partes móveis;
- lubrificar eficazmente rolamentos, mancais etc.;
-reduzir impactos na medida do possível;
-alterar o processo (substituir sistema pneumático por hidráulico);
- programar as operações de forma que permaneça o menor
número de máquinas funcionando simultaneamente;
-97-
- aplicar material de modo a atenuar as vibrações;
- regular os motores;
- manter as estruturas bem fixadas de forma a evitar vibrações;
- substituir engrenagens metalicas por outras de plástico ou
celeron;
-diminuir a velocidade de escapamento dos fluidos;
- reduzir as rotações das máquinas, embora essa medida possa
reduzir a capacidade produtiva;
-instalar abafador (silencioso) nos escapamentos;
- absorver os choques por meio de revestimentos de borracha
nas estruturas;
-reduzir a altura de queda de materiais nos receptores, como,
por exemplo, queda de minério em um silo.
7.2. Controle no Meio ou Trajetória
Não sendo possível o controle na fonte, o segundo passo é a
verificação de possíveis medidas aplicadas no meio ou trajetória. a_u_ando
o som incide sobre uma superfície, parte é absorvida, transmitida e
refletiva, conforme ilustra o desenho a seguir:
Transmissão
Figura1. Absorção, reflexão e transmissão de som de uma superfície
Portanto, no controle na trajetória, o som já foi gerado e a finalidade
das medidas é ev1tar sua transmissão para outro ambiente ou absorvê-
-lo de mane1ra a ev1tar as reflexões Sendo assim, esse tipo de controle
pode ser alcançado por meio da absorção e/ou isolamento do som.
-98-
a) Absorção do som
A energia sonora é absorvida quando o som encontra uma superfície,
sendo que os materiais porosos e fibrosos, como, por exemplo, lã de
vidro e cortiça, são os melhores absorventes. Os coeficientes de absorção
dos materiais variam de acordo com as frequências do som; portanto,
na escolha desse tipo de material, é importante analisá-lo por meio de
uma avaliação adequada. A finalidade dessa medida é evitar as reflexões
múltiplas do som, que dão origem ao fenômeno da reverberação,
amplificando o som. Assim, uma determinada fonte de ruído produz maior
nível de ruído em recinto fechado do que em campo livre, onde não há
reflexão. Ademais, quanto mais refletoras as superfícies, maior é o tempo
de reverberação, isto é, o tempo necessário para o nível de ruído cair de
60 dB, a partir do instante em que cessar a fonte sonora. Portanto, o
tratamento acústico das superfícies consiste em revesti-las com material
absorvente de som.
O campo acústico em torno de uma fonte pode ser dividido em
próximo e afastado (livre e reverberante). O campo próximo é a região
perto da fonte e estende-se a uma distância da ordem da metade do
comprimento de onda da menor frequência emitida pela máquina, ou
do dobro da dimensão característica da máquina, prevalecendo a
distância que for maior. O campo afastado subdivide-se em campo livre
e reverberante. No campo livre, há pouca contribuição do som refletido
pelas superfícies do recinto, prevalecendo o som direto. Nesse campo,
o nível de ruído reduz 6 dB a cada vez que a distância entre o receptor
e a fonte é dobrada. No campo reverberante, as reflexões das paredes e
outras superfícies são significativas, podendo ser igual ao som direto
{BISTAFA, 2006). Portanto, no campo próximo à fonte, a redução do
ruído pelo tratamento acústico é pequena, enquanto no campo afastado
(reverberante), essa medida pode trazer bons resultados.
Segundo Georges (2000), deve-se ter cuidado na tentativa de
atenuação do ruído por meio da simples colocação de materiais
absorventes dentro do amb1ente. Dobrando-se a área revestida S ou o
coeficiente de absorção das superfícies, a redução do ruído é de 3 dB.
Na escolha do material absorvente, é necessário conhecer o
espectro sonoro do local e o Nível de Pressão Sonora em cada frequência,
uma vez que os coeficientes de absorção variam em função das
frequências. A tabela a seguir 1 exemplifica os coeficientes de absorção
de som de dois materiais.
-99-
TABELA .1
Coeficientes de absorção de som
Material
Coeficiente de absorção
0
/o
125Hz 250Hz 500Hz 1KHz 2KHz
Lã de rocha 80 kg 100mm 36 53 59 73 85
Tijolos brutos 3 3 3 4 5
Fonte: Nepomuceno ( 1977).
4KHz
93
7
Observa-se que a lã de rocha absorve o som bem mais que o tijolo
bruto. Os valores dos coeficientes dos materiais podem ser obtidos em
tabelas de livros de acústica (vide bibliografia) ou JUnto aos fabricantes.
b) Isolamento
O isolamento acústico consiste em evitar a transmissão do som
de um ambiente para o outro, devendo, para essa finalidade, utilizar
materiais isolantes de som. O parâmetro que caracteriza a capacidade
de uma parede transmitir ou isolar som é o coeficiente de transmissão (·T).
Quanto menor o valor do coeficiente, menor será a intensidade sonora
transmitida e, portanto, mais isolante. Ao contrário da absorção sonora,
onde o parâmetro característico é o coeficiente de absorção, no
isolamento de uma parede não é o coeficiente de transmissão T que
determina o isolamento, mas sim a grandeza dele derivada denominada
perda na transmissão (BISTAFA, 2006). A perda na transmissão (PT) é
dada pela equação a seguir
1
PT= 1o1ogr
Quanto menor for o coeficiente de transmissão, mais isolante será
a parede. Exemplo: em uma divisória com coeficiente d.e
igual a 0,005. na frequência de 500 Hz, a perda de transm1ssao e 1gual a:
PT= 10iog-
1
- = 23,0 dB
0,005
A Perda de Transmissão (PT) de partições de diversos materiais
podem ser obtidos em livros de acústica (ver no
recomenda-se utilizar os valores fornecidos pelo fabncante. Asstm, os
materiais densos e compactos, como, por exemplo, paredes de alvenaria,
apresentam maior perda de transmissão que uma divisória de madeira.
- 100 -
A perda de transmissão dos materiais usados em isolamento é
fornecida nas bandas de frequênc1as. Na prática é melhor determinar a
perda de transmissão de uma partição (parede ou divisória) por meio de
um número único, pois favorece de maneira mais simples a comparação
do isolamento de diferentes ttpos de partições. Desse modo, foi
desenvolvido e normalizado pela ASTM E413-04 um índice chamado de
Classe de Transmissão Acústica ou Sound Transmission Class- STC.
Esse valor é determinado pela comparação da perda de transmissão da
partição medida em terça de oitava, nas frequências de 125 a 4.000
Hz,com a curva STC padron1zada (BISTAFA, 2006).
Quanto maior o valor de STC em decibéis, maior é o isolamento.
Assim, o vidro de 6 mm de espessura possui STC de 26, enquanto na
parede do bloco de cimento de 15 cm de espessura, o STC é de 42.
Portanto, nesse caso, a parede de bloco de cimento é mais isolante.
Nos projetas acústicos, para conseguir alta perda de transmissão,
sem emprego de grandes massas, recomenda-se o uso de paredes duplas
ou triplas. Segundo Georges (2000}, num isolamento por meio de paredes
duplas. a incorporação de um espaço de ar de 15 a 200 mm entre elas,
resulta num aumento de aproximadamente 6 dB acima da soma arítmét1ca
das perdas de transmissão de cada uma das duas paredes.
No isolamento acústico, deve-se evitar frestas ou qualquer
descontinuidade nas superfícies que permitam a passagem de ar. A
presença de frestas pode reduzir significativamente a perda de
transmissão, influenciando na eficiência do isolamento. Portanto, as
portas, janelas e frestas devem ser consideradas no projeto de
isolamento, podendo, inclusive, ser estimada a perda de transmissão
por meios gráficos normalizados (consultar bibliografia).
Portanto, a capacidade do material em absorver e isolar o som são
os principais fatores a serem observados num projeto acústico. No en-
tanto, é importante deixar claro a distinção entre materiais absorventes
e isolantes de som. A absorção do som tem como finalidade principal o
controle do tempo de reverberação de determinado recinto. A redução
do ruído com a aplicação dessa medida é pequena. Todavia, o aumen-
to da absorção das superffcies no recinto passa a sensação de dimi-
nuição do barulho, pois melhora bastante a inteligibilidade da conversação
e o conforto acústico do local.
O isolamento é obtido pela perda de transmissão (Pl). sendo utilizada
para impedir a propagação do som para outro ambiente. O material denso é
- 101 -
reflexivo, como, por exemplo, parede de bloco.Todavia, a característica
reflexiva de uma parede isolante pode ser melhorada com revestimento de
material absorvente, ou seja, fibroso ou poroso (BIST AFA, 2006).
Acrescente-se, ainda, que o isolamento pode ser da fonte ou do
receptor:
Isolar a fonte- Significa construir uma barreira que separe a fonte
de ruído do meio que o rodeia, para evitar que esse som se propague.
Exemplos: parede separando dois locais de trabalho ou enclausuramento
de máquina;
Isolar o receptor- Significa construir barreiras que separem a
fonte e o meio do indivíduo exposto ao ruído. Exemplos: cabine de um
equipamento móvel, cabine de controle de um britador.
Convém salientar ainda que o isolamento de uma fonte é mais
eficiente utilizando-se paredes isolantes (material denso e compacto)
revestidas internamente com material absorvente (lã de vidro, espuma
etc.), ou seja, materiais porosos ou fibrosos.
É importante destacar a diferença entre os materiais isolantes e os
absorventes de som.
Outras medidas de controle na trajetória podem ser adotadas, tais
como: aumentar a distância entre a fonte e o receptor e reduzir o número
de máquinas num mesmo recinto.
As figuras 2 a 4 ilustram o isolamento de uma fonte e a redução do
ruído em relação à instalação original.
I
ESPECTRO SONORO
NPS
too r------------------------.
90
"----.-------1
80
70
60
50

1 .2• 2... • a. Hz 75 150 300 600
Figura 2- Espectro sonoro original da fonte de ruído
-102-
I I
Encfausuramento com
material isolante de som
,...., ..
-

NPS
ESPECTRO SONORO MEDIDO
NOPONTOP
too
iO
80
70
e o
so

TS ISO 300 600 1,2k 4,8k Hz
Figura 3 - Espectro sonoro com enclausuramento
da fonte com material isolante de som
I I
Enctausuramento com
material isolante e
absorvente de som
...... ..
-

NPS
ESPECTRO SONORO MEDIDO
NOPONTOP
100
Figura 4- Espectro sonoro em função com
enclausuramento da fonte com material isolante e
revestimento Interno com absorvente de som
Conforme citado anteriormente, o uso de paredes duplas ou triplas
revestidas internamente com material absorvente de som aumenta a
eficiência do isolamento.
- 103-
7.3. Controle no Homem
Não sendo possível o controle do ruído na fonte e na trajetória,
deve-se adotar medidas de controle no trabalhador, de forma a
complementar as medidas anteriores, ou quando não forem elas
suficientes para corrigir o problema.
As medidas de controle no trabalhador podem ser:
7.3.1. LIMITAÇÃO DO TEMPO DE EXPOSIÇÃO
Consiste em reduzir o tempo de exposição aos níveis de ruído
superiores aos limites de tolerância, tomando cuidado para que o valor-
·limite para exposição a dois ou mais níveis de ruído diferentes não seja
superior a 1 (um). A limitação pode ser conseguida através do rodízio
dos empregados nas ativídades ou operações ruidosas. Todavia, na
prática, há dificuldade na aplicação e, se esta não for cuidadosamente
estudada, seu objetivo pode não ser alcançado. Assim, o estudo
sistemático do tempo das tarefas, métodos de trabalho, com o
monitoramento do ruído, são procedimentos necessários para o êxito
dessas medidas.
7.3.2. EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL- PROTETORES
AURICULARES
O controle do ruído por meio de protetores auriculares deve ser
feito observando procedimentos mínimos, visando a obter maior ef1cácia
nesse tipo de proteção. Dentre os fatores a serem considerados,
destacam-se os seguintes:
- Seleção de protetores auriculares;
- Uso efetivo durante a exposição;
- Fator de proteção- atenuação;
-Vida útil.
7.3.2.1. Seleção de protetores auriculares
Os protetores auriculares são equipamentos colocados no ouvido
do trabalhador, devendo ser utilizados quando não for possível o controle
na fonte e na trajetória, ou quando este não reduzir o ruído a níveis
satisfatórios.
-104-
Existem dois tipos de protetores: de inserção e concha (circum-
-auriculares). Os protetores de inserção podem ser descartáveis e não
descartáveiS, pré-moldados ou moldáveis.
Figuras dos protetores auriculares
Protetor concha ou circum-auricular
Protetor de inserção ou p/ug
A escolha do protetor auricular é fundamental, devendo ser
observadas as vantagens e desvantagens de cada tipo, fator de proteção,
entre outros. O quadro a seguir, elaborado pela Associação Americana
de Higienistas Industriais, mostra a comparação entre os dois tipos de
protetores:
CONCHA INSERÇÃO
Eliminam ajustes complexos de Devem ser adequados a cada diâme-
colocação. Podem ser colocados tro e longitude do canal auditivo ex-
perfeitamente por qualquer pessoa. terno.
São grandes e não podem ser levados São fáceis de carregar, mas também
facilmente nos bolsos das roupas. Nào são fáceis de serem esquecidos ou
podem ser guardados com ferramentas. perdidos
e sim em lugares apropriados.
-105-
CONCHA
INSERÇÃO
Podem ser observados a grandes
Nao são vistos ou notados facilmente
distâncias, permitindo tomar provi-
e criam dificuldades na comunicação
dências para realizar a comunicação oral normal.
oral.
Interferem no uso dos ócul os Não dificultam o uso dos óculos pes-
pessoais ou EPis.
soais ou EPis.
Podem ajustar-se mesmo quando se
Deve-se tirar as luvas para poder
usam luvas.
colocá-los.
Podem acarretar problemas de espaço
Não produzem problemas por limita-
em locais pequenos e confinados.
ção de espaço.
Podem produzir contágio somente
Podem infectar ou lesar ouvidos sãos.
quando usados coletlvamente.
Podem ser confortáveis em ambientes
Não são afetados pela temperatura
frios, mas muito desagradáveis em
do ambiente.
ambientes quentes.
Sua limpeza deve ser feita em locais
Devem ser esterilizados frequente-
apropriados.
mente.
Podem ser usados por quaisquer
Devem ser inseridos somente em
pessoas de ouvidos sãos ou enfermos.
ouvidos sãos.
O custo inicial é alto, mas sua vida
O custo inicial é baixo, mas sua vida
útil é longa.
útil é curta.
7.3.2.2. Uso efetivo durante a exposição
A simples utilização do EPI não implica a eliminação do risco de o
trabalhador vir a sofrer diminuição da capacidade auditiva. Os protetores
auriculares, para serem eficazes, deverão ser usados de forma correta
e obedecer aos requisitos mínimos de qualidade representada pela
capacidade de atenuação, que deverá ser devidamente testada por ó r ~ ã o
competente. O uso constante do protetor é importante para garantir a
eficácia da proteção. Exemplificando: para um protetor que garanta uma
atenuação igual a 20 dB(A) quando usado constantemente (1 00% do
tempo), será capaz de atenuar somente 5 dB(A) se for utilizado em 50%
do tempo de exposição, conforme o quadro a seguir:
-106-
T
PORCENTAGEM DO TEMPO EM QUE O PROTETOR É USADO
50% 75% 88% 94°/o 98% 99% 99.5% 1 00% atenuação nominal
5 10 15 20 28 33 37 INFINITA
5 10 14 18 22 23 24 25
5 9 13 16 18 19 19 20
4 8 11 13 14 14 15 15
3 6 8 9 9 10 10 10
2 3 4 4 5 5 5 5
240 120 60 30 10 5 2,5 o
TEMPO EM MINUTOS DE NÃOUSO NA JORNADA
Portanto, o melhor protetor é aquele que o trabalhador efetivamente
usará. Daí a importância também do conforto que ele oferece.
7.3.2.3. Fator de proteção - atenuação
Os protetores auriculares deverão ser capazes de reduzir a
intensidade do ruído abaixo do limite de tolerância, nos termos do artigo
191 , 11 , da CL T. Desse modo, os protetores auriculares devem ser
submetidos a ensaios em laboratório especializado de forma a determinar
sua atenuação. As normas e procedimentos de ensaios mais utilizados
são ANSI (American National Standards lnstitute) e ISO (lnternational
Organization for Standardization) . Os laudos emitidos são submetidos
ao órgão competente do MTE para aprovação; sendo assim, com base
nesses dados e no nfvel de ruído em que o trabalhador está exposto,
calcula-se a atenuação. Basicamente ex1stem dois métodos de cálculo
da atenuação: o longo e o simplificado.
a) Método Longo - análise de frequência
Este método consiste em subtrair os níveis de pressão sonora em
dB(A), nas bandas de frequência 125Hz a 8KHz, obtendo-se os valores
de atenuação efetiva em cada banda, considerando uma exposição ao
ruído global de 102,2 dB(A) e os nfveis de pressão sonora em dB(A) por
banda de frequência, conforme tabela abaixo:
Frequência em Hz
NPs em dB{A)
-107-
O procedimento do cálculo da atenuação é o seguinte:
19 passo- Obter no certificado de aprovação do protetor auricular
a atenuação em banda de frequência e Desvio Padrão-Dp, conforme
exemplo abaixo:
Atenuação
Desv10 Padrão
22 passo - A proteção efetiva oferecida pelo equipamento para
confiabilidade de 98% é igual aos valores dos níveis de ruído em cada
banda de frequência, subtraídos dos valores do Desvto Padrão-DP
multiplicado por 2, conforme tabela abaixo:
Atenuação 13,0 20,0 26,0 32,0 35,0 44,5 37,0
2 X OP 5,8 5,2 4,4 4,8 4,8 5,2 7,8
Atenuação efetiva
7,2 14,8 21,6 27,2 30,2 39,4 29,2
do protetor
32 passo - A atenuação do ruído com uso do protetor é feita
subtratndo o NPS (Nível de Pressão Sonora) em dB(A) da atenuação
efetiva, conforme tabela abaixo:
NPS em dB(A) 73,2 79,9 86,3 93,2 98,2 97,0 90,0
Atenuação eletiva
7,2 14,8 21,6 27,2 30,2 39,4 29,2
do protetor
NPS com uso do
66,0 65,1 66,7 66,0 68,6 57,6 60,5
protelo r
O valor global da atenuação é feito por meio da soma logarítmica
do NPS com uso do protetor. Como vimos anteriormente, na Parte IV,
esse cálculo pode ser feito com o uso de gráfico ou equação. Nesse
caso, o valor global obtido é tgual a 73,65 dB(A).
b) Método Simplificado- NRRsf
Esse método consiste em calcular a atenuação do protetor por
meio de um valor único NRR-Nfvel de Redução de Ruído. Os ensaios do
protetor auricular são feitos pela norma ANSI S12-1997 A e B. No ensaio
pelo método B, os valores obtidos fornecem uma aproximação dos limites
máximos de atenuação no mundo real, os quais que podem ser esperados
para grupos expostos a ruído ocupacional
18
> O valor obtido nesse método
{8) GEORGES. Samir Nagi Yousn Protetores aunculares/Samir Flonanópolis· S. N
v GergPs, 2003
-108-
é o NRRsf (Nível de Redução do Ruído- subject fit). Assim, a redução
nesse ensaio é obttda em teste de laboratório feito com pessoas sem
treinamento, apenas lendo instruções das embalagens. O NRRsf é
calculado a partir desses dados de atenuação, com algumas
peculiaridades: o nível de proteção estatístico é de 84% (contra 98% do
método longo) e deve-se subtraí-lo diretamente do dB(A) com correção
de 5 ao invés de 7, já embutido no índice (NRRsf). Portanto, não é
necessário fazer nenhuma outra correção, com exceção do tempo de
uso real
19
>.
Exemplo:
Numa avaliação em uma Patrol, foram obtidos o NPS = 96 dB(A) e
NPS = 102 dB(C) (valor obtido com um dosfmetro que mede na curva
C). O protetor utilizado é do tipo concha com NRRsf = 15 dB. Desse
modo, sua atenuação será:
NPSc = NPS em dB(A)- NRR (Rsf)
NPSC = 96- 15 = 81 dB(A)
Neste caso, o protetor auricular utilizado foi suficiente para a
redução do nível de ruído a nívets abaixo do limtte de tolerância, estando
o trabalhador devidamente protegido.
Note-se que, quando se utiliza o NRRsf. deve-se subtrair o NPS
em dB(A) deste valor, conforme comentado anteriormente.
c) Método Simplificado- NRR (Noise Redution Rating)
É o método que leva em conta o índice RC ou NRR, que é obtido
através de tabelas dos fabricantes de protetores auriculares ou através
do Certificado de Aprovação (CA), que é expedido pela SST- Secretaria
de Segurança e Saúde do Trabalhador para cada EPI testado e aprovado
por laboratórios credenciados.
Deve-se salientar, no entanto, que tanto o NRR como outros
métodos são obttdos em condições ideais de laboratório, com pessoas
treinadas testando os protetores. Assim, essas atenuações podem ser
bem diferentes quando consideramos o trabalhador no seu dia a dia.
Estudos específicos têm demonstrado que. na prática, o índice de
atenuação dos protetores auriculares é significativamente menor do
que aqueles obtidos no laboratório. No fim dos anos 1970 e início dos
(9) FANTAZZINI, Máno Luíz ReVIsta Proteçao n. 77 - Novembro'2002
-109-
----·
anos 1980, dois grupos de estudos da NIOSH descobriram que os
protetores de inserção perdem a metade da atenuação em relação à
proteção fornecida pelo laboratório. Desde 1970, estudos adicionais têm
sido realizados sobre a diferença entre a atenuação obtida no laboratório
e aquela obtida na prática. Esses estudos envolveram testes com o
ouvido tampado com e sem o protetor, de forma a simular as condições
de uso na prática. O resultado dessa investigação comprovou que os
laboratórios superestimaram os valores de NRR em relação ao uso na
prática em 140 a 2.000%. Em geral, os dados mostraram que os
protetores de concha forneceram os valores de atenuação mais altos no
local de trabalho (atenuação real) do que outros tipos de protetores de
inserção de espuma. Desses resultados, pode-se concluir que ideal é o
teste individual de ajuste do protetor em cada trabalhador.
A OSHA tem instruído seus técnicos em seus escritórios para
aceitarem o valor de 50% do NRR fornecido pelo laboratório. Já a NIOSH,
com base em vários estudos realizados, recomenda aos profissionais
estimar a atenuação dos protetores de cada trabalhador. Todavia, se os
dados individuais não estão disponíveis ou não são possíveis de serem
obtidos, a NIOSH recomenda a utilização de fatores de correção aplicados
ao NRR fornecido pelo laboratório, conforme a tabela a seguir:
Protetor tipo concha Subtrair25% do valor do NRR ou RC
Protetor de inserção moldável Subtrair 50% do valor do NRR ou RC
Outros protetores de inserção Subtrair 70% do valor do NRR ou RC
Portanto, com base no exposto, os métodos de atenuação do NRR
devem levar em consideração as correções do uso real frequência
conforme passamos a analisar a seguir.
O cálculo por esse método é feito de acordo com os valores de
atenuação obtidos em ensaios em laboratório, Norma ANSI S.12.6- 1984.
Esse método consiste em realizar medição do ruído na curva "C" e
subtrair o NRR (Noise Redution Rating) ou RC corrigido para uso real de
acordo com os estudo da NIOSH , isto é, o NRA fornecido pelo laboratório
deve ser corrigido para o uso real da seguinte forma:
• Protetor tipo concha: redução de 25% do valor do NRR ou RC;
• Protetor de inserção moldável: redução de 50% do valor do NRR
ouRC;
• Protetor de inserção pré-moldável : redução de 70% do valor do NRR
ouRC.
-110-
Portanto, o cálculo da atenuação será:
NPSc = NPSM dB(C) em dB(A)- NRRf
Onde:
NPSc =Nível de Pressão Sonora com proteção
NRR = Nível de Redução do Protetor
f = fator de correção igual a 0,75, 0,30 e 0,3, conforme a redução
do NAA para uso real
Exemplo:
Em uma instalação de peneiramento, foram feitas medições com
o medidor de nível de pressão sonora, posicionando-o junto à zona
auditiva do trabalhador e obtendo-se os seguintes valores para a atividade
executada: NPS = 90 dB(A) e NPS = 94 dB(C). Considerando que o
operador utiliza um protetor tipo concha, cujo valor do NRR é de 19, a
atenuação do ruído com uso efetivo desse equipamento será:
NPSc = em dB(C) - NARx f
NPSc = 94-19 x 0,75
NPSC = 94-19 X 0,75 = 79,75 dB(A)
Significa que o trabalhador receberia nível de pressão sonora de
90 dB(A) sem o uso do protetor e, com a utilização efetiva do protetor, o
nível de pressão sonora cairia para 79,75 dB(A).
Quando o NPS é medido em dB(A), a fórmula é a seguinte:
NPSc = NPS em dB(A)- (NRRf - 7)
Nesse caso, há outra correção através da constante 7,0 em razão
da diferença média entre os valores do NPS em dB(A} e dB(C) no espectro
sonoro. Esse método é utilizado quando não se conhece o nível de ruído
na curva "C".
Cumpre salientar que a adoção desse método deve ser precedida
de cuidados e análise do caso concreto, uma vez que, dependendo das
frequências das fontes, o cálculo pode apresentar erros significativos.
Ademais, em certos casos o protetor pode apresentar atenuação negativa.
Exemplo:
Considerando o exemplo anterior, o cálculo da atenuação por esse
método será o seguinte:
= 90 - (19 x O 75- 7) = 82,95 dB(A)
-111-
Portanto, por esse método o protetor auricular é capaz, de reduzir
o nlvel de ruído abaixo do limite de tolerância. Todavia, a diferença entre
os níveis de ruído nas curvas de compensação A e C foi de 4,0 dB e a
correção com a constante 7,0, nesse caso, subestimou a proteção desse
equipamento. Assim, conforme comentado anteriormente, o método
através do nível obtido na curva de compensação, isto é, sem a
correção através da constante 7,0, é mais apropriado, a não ser que o
ruído predomine basicamente na frequência de 1.000 Hz.
d) Dupla proteção
A NIOSH recomenda que o uso combinado de dois protetores (dupla
proteção) deverão ser acrescidos 5,0 dB naquela de maior NA R. Segundo
o ilustre professor Sarnir N. Y. Georges, a dupla atenuação de ruído
com o uso de dois protetores simultaneamente não é calculada. Deve-
se enviar os dois protetores para um laboratório credenciado para realizar
a medição. Atualmente existe uma previsão muito aproximada, sem
precisão. Trata-se do maior NAAsf + 6 d8.(lo)
Exemplo:
Numa avaliação de um trato r de esteira, foi obtido o q = 100 dB
(A). Considerando que são utilizados simultaneamente protetor do tipo
concha com fator de proteção NAAsf = 18 e inserção com NAAsf = 11.
A proteção será aproximadamente a seguinte:
100 dB(A) - (18 + 6) = 76,0 dB(A)
e) Vida útil do protetor auricular
Inicialmente é importante salientar que não há norma legal
determmando a vida útil dos protetores auriculares, uma vez que isso
depende de diversos fatores, ta1s como: cuidado do usuário, condições
ambientais do local de trabalho, entre outros. Todo protetor auricular,
para ser aprovado pelo órgão competente do MTE, é submetido a ensaio
em laboratório especializado atestando sua qualidade e o fator de
proteção, NRR ou NAAsf expresso em decibéis. Desse modo, a definição
da vida útil desses equipamentos deverá considerar a redução do NAAsf
ao longo do tempo, de forma a não oferecer proteção ao nível de ruído
existente no local. Essa verificação deverá ser feita mediante novo ensaio
em laboratório especializado, visando a definir o novo fator de proteção
- NAAsf. Assim, devera ser recolhido o protetor utilizado pelo trabalhador
e enviá-lo ao laboratório para efetuar novo teste.
(10) Revtsta Proteção- janeiro d t ~ 2003 p. 76
-112-
O professor Sarnir N. Y. Georges, especialista em acústica,
fundador e supervisor do Laboratório de Ruído Industrial - LAAI da
Universidade Federal de Santa Catarina, credenciado pela MTE para
realizar ensaios em protetores auriculares, realizou um estudo da vida
útil dos protetores auriculares. Nesse estudo foram analisados protetores
novos e usados classificados em lotes por tempo de uso. Os ensaios
foram realizados de acordo com a norma ANSI 12.6/1997 - método 8
com participação de 20 pessoas, sendo 11 do sexo masculino e 9 do
sexo feminino. Esses ensaios foram feitos mais de uma vez em cada
protetor. Os resultados experimentais demonstraram que nos protetores
auditivos tipo concha, houve diminuição de atenuação ao longo do tempo
de uso, sendo que essa começa a ocorrer a partir do segundo mês de
uso e, no mtervalo de uso de 6 a 1 O meses, essa diminuição foi
aproximadamente de 3,0 dB. No protetor auditivo tipo inserção (plugue),
a diminuição ao longo do tempo chegou a 8,0 dB ao final de 14 meses de
uso com uma diminuição de 8,0 dB em média. De modo geral, pode-se
concluir que um protetor tipo concha pode ter vida útil de até um ano,
enquanto do tipo inserção de silicone de até 6 meses; depois, esse
período de atenuação pode ter diferença de ate 3,0 d8<
11
l.
7.3.3. DESCARACTERIZAÇÃO DA INSALUBRIDADE E
APOSENTADORIA ATRAVÉS DO USO DE EPI
O art 191, 11, da CL Te as normas prevídenciárias estabelecem que
o uso do EPI capaz de diminuir a intensidade do agente abaixo do limite
de tolerância neutraliza a insalubridade e descaracteriza o direito à
aposentadoria especial. Conforme explicado anteriormente, para o agente
ruído, os métodos de atenuação normalizados determinam objetivamente
a redução ou não da intensidade do ruído abaixo do limite de tolerância.
Contudo, é necessário observar o seguinte:
-No Brasil, os protetores auriculares são testados em laboratórios
devidamente credenciados pelo MTE, e, com base nesse laudo, a SSST
emite o CA (certificado de aprovação). A atenuação dos protetores
auriculares é expressa por frequência ou em um único valor NAA que
não sofra nenhuma correção para compensar a diferença entre o valor
obtido em laboratório e o real (uso na prática).
(11) GEORGE$, Sam•r Nag1 Yousn. Protetores aunculares. 1. ed Rorianópolis: S. N Y.
Gerges, 2003. p 125 a 128.
-113-
Em perícias judiciais, o perito pode perfeitamente utilizar as
correções do valor obtido em laboratório para o uso real, fundamentando-
-se no estudo publicado pela NIOSH. Esse embasamento cientifico pode
formar o convencimento do juiz, levando-o a decidir pela insalubridade
quando o protetor não for capaz de reduzir a intensidade do ruído a
limites de tolerância (art. 191 , 11, da CL T). Exemplo: numa perícia foi
obtido o Leq de 100 dB(A), e o reclamante utilizou durante o pacto
laboral um protetor de inserção moldável com fator de proteção RC =
25 dB. A proteção assumida com o uso de protetor será: 100-(25 x 0,5- 7)
= 94,5 dB(A). Portanto, o uso do protetor não foi suficiente para reduzir
a intensidade do ruído abaixo do limite.
Contudo, a legislação pertinente não prevê a hipótese de correção
para o uso real. Essa conclusão pode ser contestada do ponto de vista
legal. Portanto, nesse caso, sem o uso da correção de 50%, o valor
assumido com o uso do protetor auricular seria igual a: 100- (25 - 7) = 82
dB(A) e, desse modo, a insalubridade estaria neutralizada com o uso do
referido EPI. No mesmo sentido, as normas atuais da Previdência relativas
à perícia para caracterização do possível direito à aposentadoria especial
também não preveem expressamente nenhuma correção, embora as
Instruções Normativas anteriores (57 e 78) estabeleciam critérios de
cálculos de atenuação de acordo com as normas ANSI.
Posteriormente, os fabricantes de protetores auriculares passaram
a realizar os ensaios dos protetores pela norma ANSI- S12-6 -1997,
método do ouv1do real para determinação da atenuação dos protetores
auriculares. Segundo o prof. Sarnir N. V. Gerges, os ensaios dos
protetores auditivos, de acordo com a norma ANSI S12.6-1997- Método
Ouvido Real, o próprio ouvinte coloca o protetor auditivo sem ter
experiência no uso desse equipamento; ele apenas lê as instruções do
fabricante; sendo assim, os valores obtidos nos ensaios são os mais
próximos possíveis do uso real no campo. O fator de proteção obtido
por esse método é o NRRsf, sendo que o sf significa "subject fit".O MTE
adotou esse método de ensaio para certificar os protetores auditivos
(Portaria n. 48 de 25.03.03 do MTE). Desse modo, atualmente vários
certificados de aprovação já fornecem o valor NRRsf, facilitando o cálculo
da atenuação, além de embasar os pareceres técnicos do perito.
7.3.4 EXAMES AUDIOMETRICOS I PROGRAMA DE
CONSERVAÇÃO AUDITIVA- PGA
O controle audiométrico dos trabalhadores expostos ao ruído é
fundamental na prevenção de danos auditivos devendo o médico do
-114-
trabalho inserir no PCMSO o procedimento adequado para realização
desses exames, de forma a avaliar a eficiência das medidas preventivas
adotadas. Aliás, esse agente muitas vezes deve ser contemplado num
programa específico: PCA- Programa de Conservação Auditiva.
O Programa de Conservação Auditiva tem a finalidade de estabelecer
procedimentos adequados de gerenciamento das medidas de controle da
exposição ocupacional ao ruído. Como qualquer programa, a eficiência do
PCA depende do comprometimento de todos os componentes da
organização.em especiais a alta gerência. No diagrama de bloco a seguir,
procuramos Ilustrar de forma simplificada as principais etapas de um PCA.
Programa 1M e Controle Auditivo
Reconhec•mento
+
Avaloaçêo ocupaaonal
1) Reconhecimento
Dose> 1
' Controle
Esse é o primeiro passo, ou seja, identificar os postos de trabalho
onde há possível exposição ao ruído.
2) Avaliação Ocupacional do Ruído
Nessa fase, será feita a avaliação sistemática e repetitiva dos níve1s
de ruído, definindo a dose e o Leq, conforme explicado no Capítulo V.
3) Dose> 0,5 < 1.0
Nesse caso, a NR-9 exige "Nível de Ação". Segundo o subitem
9.3.6.1, esse nível representa o valor acima do qual devem ser iniciadas
-115-
as ações preventivas, de forma a minimizar a probabilidade de que as
exposições a ruído ultrapassem os limites. As ações devem incluir o
monitoramento periódico da exposição, a informação aos trabalhadores
e o controle médico.
4) Dose> 1,0
Nesse caso, deve-se prioritariamente estudar medidas de controle
na fonte e na trajetória. Se essas medidas forem suficientes para reduzir
a intensidade do ruído abaixo do limite (dose< 0,50}, deve-se apenas
monitorar os riscos periodicamente. Se essas medidas não forem
suficientes para reduzir a dose < 1, deve-se adotar medidas de controle
no homem, tais como: limitação do tempo de exposição e o uso de
EPis. No caso dos EPis, após a seleção deve-se calcular sua atenuação,
conforme explicado anteriormente. Caso sua atenuação reduza a
intensidade abaixo do Limite de Tolerância, deve ser implantado o seu
uso. O treinamento para uso correto, substituição periódica, higienização,
obrigatoriedade do uso efetivo, entre outros, são medidas necessárias
na busca da eficiência de EPis. Lembramos que o uso parcial do protetor
auricular reduz significativamente sua atenuação. Caso o EPI não seja
suficiente para reduzir a exposição, a dose < 1 ,O deve limitar-se ao
tempo de exposição ou adotar medidas de controle na fonte ou trajetória.
Finalmente, o controle médico, especialmente os exames
audiométricos, verificará a eficiência das medidas de controle adotadas. A
audiometria deve ser realizada na admissão, demissão, mudanças de função
e periodicamente, conforme preceitua a NR-7 da Portaria n. 3.214/78.
-116-
BIBLIOGRAFIA
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n. 39/77.
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SALIBA, Tuffi Messias; CORRÊA, Márcia Angeiin Chaves. Insalubridade e
periculosidade: aspectos técnicos e práticos. 5. ed. atual. São Paulo: L Tr,
2000.
Manual prático de higiene ocupacional e PPRA - avaliação e
controle dos riscos ambientais. São Paulo: L Tr, 2005.
SALIBA, Tuffi M.; PAGANO, Sofia C. R. S. Legislação de Segurança, Acidente
do Trabalho e Saúde do Trabalhador. 7 ed. São Paulo: LTr. 2010
-118-
APÊNDICE I
MODELO DE LAUDO DE AVALIAÇÃO DA
EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO RUÍDO
1-METODOLOGIA UTILIZADA
A avaliação ocupacional de ruldo foi feita por Grupo Homogêneo de
Exposição, por me1o de dosimetria de ruído em ciclos de trabalho
representativo da exposição durante a jornada de trabalho. Os procedimentos
foram realizados de acordo com a NA-15 da Portaria n. 3.214/78 e NH0-01
da FUNDACENTRO.
11 - INSTRUMENTOS UTILIZADOS NA
AVALIAÇÃO DOS RISCOS AMBIENTAIS
A avaliação ocupacional do ruído foi feita com o dosímetro (medidor
integrador de uso pessoal) , marca . .. , modelo ... , tipo 2, conforme
especificações constantes na Norma ANSI Sl.25-1991. Esse instrumento foi
aferido antes da medição com calibrador marca ... . modelo .. . , conforme
especificações da Norma ANSI. Os medidores e os calibradores foram
certificados em laboratórios credenciados pelo INMETRO.
As medições foram realizadas ao nível auditivo do trabalhador, com
aparelho operando na curva de compensação "A" e modo "Siow". Para o
ruído de impacto, as leituras foram efetuadas com o aparelho operando no
circuito de compensação "C" e modo "Fast" (NR-15, anexo 01).
- 119-
AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO RUÍDO
POSTO DE TRABALHO: 01
CARGO: Operador de Produção 11
FUNÇÃO: Operador de Extrusora
TURNOS OE TRABALHO: A, B, C e O I QUANT. TRABALHADORES EXPOSTOS: 08
DESCRIÇÃO DAS ATtVIDADES:
- Operar extrusora através de botoeira;
-Realizar hmpeza dos equ1pamentos e da área;
Desobstruir extrusora quando necessáno
LOCAIS DE TRABALHO: Linhas A e B- extrusoras
FONTES GERADORAS:
- Correias transportadoras, slfene, extrusoras. bombas, rosca sem fim. interferência do rufdo da
casa de força.
DESCRIÇÃO DAS MEDIDAS DE CONTROLE EXISTENTES:
Protetor auricular de Inserção CA; 5745 NRRsl 17 dB
DADOS OBTIDOS
RUÍDO 01 -Histograma em anexo Data da medição: 23.04.09
Dose (8 horas): 2.0
Nível Equivalente de Ruído: 90,0 dB(A)
Nível Exposição Normalizado: 87,9 dB(A) L T: 85.0 dB(A) I NA: 80.0 dB(A)
Principais at lvldades:
Durante a dos1metna. o trabalhador executou atividades normais de operação de extrusora e
executou serv1ços de limpeza da área. com ar comprimido, durante ma1s ou menos 30 mmutos
CONCLUSÃO
o nível equivalente de ruído foi superior ao limite de tolerância
estabelecido pelo anexo 01, NR-15, da Portaria n. 3.214, para exposição
diária de 8 (oito) horas.
Portanto, é necessário adoção de medidas de controle visando a
eliminar ou neutralizar o risco (medidas coletivas, administrativas, EPis),
conforme sugestões no item específico.
- 120-
APÊNDICE 11
MODELO DE LAUDO DE AVALIAÇÃO DE RUÍDO
PARA CARACTERIZAÇÃO DE INSALUBRIDADE
EXMO. SR. JUIZ FEDERAL DA VARA DO TRABALHO ......... ..
REFERENTE : Processo .........
RECLAMANTE: ...... .
RECLAMADA: ...... ..
FULANO ... , Engenheiro de Segurança do Trabalho, perito nomeado nos autos
do processo em epígrafe, vem perante V. Ex.a. apresentar seu laudo pericial.
l-INSTRUMENTOS UTILIZADOS/METODOLOGIA
A avaliação do ruído fo1 fe1ta com o dosímetro (medidor integrador de
uso pessoal), marca .... , modelo .... tipo 2 conforme especificações constantes
na Norma ANSI 81.25-1991 Esse instrumento foi aferido antes da medição
com calibrador marca .. , modelo ... , conforme especificações da Norma ANSI.
Os medidores e os calibradores foram certificados em laboratórios
credenciados pelo INMETRO.
As medições foram realizadas ao nível auditivo do trabalhador, com
aparelho operando na curva de compensação UA" e modo "Siow". Para o
ruído de impacto, as leituras foram efetuadas com o aparelho operando no
circuito de compensação "C" e modo "Fast" (NA-15, anexo 01).
11 - INFORMANTES
Fulano de tal - Encarregado
O reclamante e o assistente técnico da reclamada acompanharam a
diligência.
III - DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE DO RECLAMANTE
O reclamante exercia o cargo de operador de máquina e sua atividade
consistia em:
• Operar empilhadeira para movimentar material no pátio e carregar
cam1nhões.
- 121 -
IV - LOCAL DE TRABALHO DO RECLAMANTE
Durante todo o pacto laboral. o reclamante trabalhava na área de
expedição e pátto de estocagem.
V - DADOS OBTIDOS
5.1. Rufdo
86,6 dB(A) - Nível equivalente de ruído representativo da jornada de
trabalho do reclamante.
O nível de ruído equivalente foi superior ao limite de tolerância
estabelecido pelo anexo 1, NR-15, da Portaria n. 3.214. Todavia, a reclamada
forneceu protetores auriculares ao reclamante, aprovados pelo MTE, capazes
de reduzir os níveis de ruído do local abaixo do limite de tolerância (ver
fichas juntadas aos autos e às fls .... ). Além disso, o reclamante afirmou que
recebeu os referidos EPis e sempre os utilizou efetivamente. Assim, fica
neutralizada a insalubridade por esse agente.
QUESITO 01
VI - RESPOSTA AOS QUESITOS DA
RECLAMADA ÀS FLS .... DO PROCESSO
QUAIS OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
FORNECIDOS PELA RECLAMADA AO RECLAMANTE?
- Foram fornectdos protetores auriculares tipo concha.
QUESITO 02
TAIS EPi s SÃO APROVADOS PELO MINISTÉRIO DO TRABALHO?
-Sim.
QUESITO 03
A UTILIZAÇÃO OBRIGATÓRIA DOS REFERIDOS EQUIPAME.NTOS
ELIMINAVA, NEUTRALIZAVA OU REDUZIA A LIMITES DE TOLERANCIA
A INSALUBRIDADE ACASO EXISTENTE?
-Conforme comentado no item 5.1, os protetores auriculares utilizados
eram capazes de neutralizar a insalubridade, pois sua utilização efetiva era
capaz de diminuir a intensidade do ruído existente abaixo do limite de
tolerância.
- 122-
QUESITO 04
TEM D I R ~ I T O O RECLAMANTE AO ADICIONAL PLEITEADO? SE SIM,
EM QUAL PERIODO?
-Não.
QUESITO 01
VIl - RESPOSTA AOS QUESITOS DA
RECLAMANTE ÀS FLS .... DO PROCESSO
INFORMAR SE A RECLAMADA FORNECIA EPis PARA O RECLAMAN-
TE E SE EXIGIA E FISCALIZAVA O USO? SE FORAM APROVADOS PELO
MTE. DATA DA VALIDADE.
- Sim - ver ficha em anexo. Deve-se salientar que os EPis são
aprovados pelo MTE e o próprio reclamante informou que o uso era obrigatório
e fiscalizado.
QUESITO 02
INFORMAR SE A RECLAMADA MANTÉM EM SEU PODER RECIBOS
ASSINADOS PELO RECLAMANTE, ATESTANDO O RECEBIMENTO DOS
EQUIPAMENTOS, COM A DATA DO FORNECIMENTO DELES.
- Sim - ver ficha em anexo.
QUESITO 03
INFORM;AR SE, NO MOMENTO DA REALIZAÇÃO DA PERÍCIA,
TODAS AS MAQUINAS ENCONTRAVAM-SE LIGADAS.
-Stm.
QUESITO 04
INFORMAR SE O RECLAMANTE FAZ JUS AO ADICIONAL DE
INSALUBRIDADE, EM QUE GRAU.
-Não.
VIII - CONCLUSÃO PERICIAL
Com base nos dados e fundamento no item V do laudo, conclui-se que
a atividade do reclamante não era considerada insalubre, pois sua exposição
ao ruído estava neutralizada através do uso do protetor auricular.
-123 -
APÊNDICE III
MODELO DE LAUDO DE AVALIAÇÃO DE RUÍDO
PARA CONCESSÃO DE APOSENTADORIA
ESPECIAL
LAUDO TÉCNICO DE APOSENTADORIA ESPECIAL
I - DADOS DA EMPRESA:
RAZÃO SOCIAL: I RAMO DE ATIVIDADE: Indústria têxtil
ENDEREÇO: Rua A, n. 200 - Município X
CNPJ: xxxxxxxx/0000-0
11 - NOME DOS ACOMPANHANTES:
- Fulano de tal - Encarregado da Usina
III - LOCAL DE TRABALHO:
t---
- O segurado trabalhava na sala de máquina e operação da usina hidrelétrica.
-- - ~
IV - DESCRIÇÃO DE ATIVIDADES: J CARGO: Operador de usina hldrelétrlcs
• Operar os geradores através do painel de controle;
• lnspecionar geradores;
• Executar limpeza da usina (casa de máquinas);
• Auxiliar na manutenção mecânica preventiva e corretiva das máqumas
(semanalmente)
V - MÉTODOS E EQUIPAMENTOS UTILIZADOS:
A avaliação ocupacional de ruído foi feita por Grupo Homogêneo de Exposição,
por meio de dosimetria de ruldo em ciclos de trabalho representativo da exposição
durante a jornada de trabalho. Os procedimentos foram de acordo com a NR-15 da
Portaria n. 3.214n8 e NH0-01 da FUNDACENTRO.
As medições foram realizadas ao nível auditivo do trabalhador, com aparelho
operando na curva de compensação "A" e modo "Siow". Para o ruído de Impacto, as
leituras foram efetuadas com o aparelho operando no circuito de compensação "C"
e modo "Fast" (NR-15, anexo 01).
- 124-
VI - DADOS OBTIDOS:
Nível de Tempo de Tempo Máximo
Setor Ruído Exposição Diário Permitido Dose
dB(A) (horas) (horas)
Ruído médio na sala 70,00 3,00 -
de controle
Ruído médio na casa 95,00 2,00 2,0 1,0
de máquina
Ruído médio na área 90,00 2,00 4,0 0,5
dos geradores
Ruído médio na área 88,00 1,00 5,3 0,19
de bombeamento
TOTAL (DOSE) 1,69
NÍVEL EQUIVALENTE OE RU{OO CORRESPONDENTE A DOSE CALCULADA.
88,8 dB(A)
CONCLUSÃO PERICIAL
O nível equivalente de ruldo foi supenor ao limite de tolerância estabelecido
pelos Decretos n. 53.831/64,83.080/79, 2 172/97 e 3.048/99 para exposição habitual
e permanente. Segundo estes Decretos, a expos1ção a esse nível de ruído é
prejudicial à saúde, conferindo ao segurado exposto o dire1to à aposentadoria
especial.
Os protetores auriculares fornecidos ao segurado são capazes de reduz1r a
intensidade do ruldo abaixo do hm1te de tolerância Ademais, a empresa possui
documentos comprobatórios do gerenc1amento dos EPis (tre1namento, fiscalização,
hierarquia, substituição periódica, entre outros).
LOCAL, DATA
.......................... --------- --.................... ---.................... -............... ------ -------......................... ----.. -----.............................. -...........
RESPONSÁVEL TÉCNICO
CREA
REG. NO MTE
-125-
APÊNDICE IV
MODELO DE LAUDO DE AVALIAÇÃO
DE RUÍDO PARA CONFORTO
1- CRITÉRIO LEGAL
A NR-17 da Portaria n. 3.214/78, estabelece que, nos locais de trabalho
onde são executadas atividades que exijam solicitação intelectual e atenção
constantes, tais como: sala de controle, laboratórios, escritórios, salas de
desenvolvimento ou análises de projetas, dentre outros, o nível de ruído
aceitável para efeito de conforto é igual a 65,0 dB(A), e a curva de avaliação
de ruido NC, não superior a 60,0 dB.
11 - INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO
Na avaliação de nível de ruído nos escritórios foram utilizados os
seguintes equipamentos:
• Medidor de nível de pressão sonora com analisador de frequêncra de
terça e banda de oitava, de acordo com as especificações da Norma
IEC 60.651 para o trpo 1.
• Calibrador acústico
A medição foi realizada no ambiente com o instrumento montado em
um tripé a altura de 1,2 m do piso e a uma distância de no mínimo 1 ,O m de
qualquer superfície, como paredes, tetas, pisos e móveis (NBA 10.151 ).
AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE RUÍDO PARA CONFORTO
LOCAL DE TRABALHO: Escntóno de Contabilidade
Curva
63Hz 125 Hz 250Hz 500Hz 1kHz 2kHz 4kHz 8kHz
dB dB dB dB dB dB dB dB
NC 60 77 71 67 63 61 59 58 57
Valor
60,9 58,3 65,1
obtido
68,1 65,7 59,7 54,8 57,3

Nível de ruído
74,4 dB(A)
global
-126-
CONCLUSÃO
Verifica-se que, nas frequências de 500 Hz, 1 kHz e 8 kHz, os valores
obtidos apresentaram não confonmidade com o limite de conforto da curva
NC 60,0 dB. Além disso, o nível de ruído global foi superior a 65,0 dB(A).
Portanto, as condições de conforto acústico do local não atendem à NR-17.
- 127 -
APÊNDICE V
MODELO DE LAUDO DE AVALIAÇÃO DE RUÍDO
PARA PERTURBAÇÃO DO SOSSEGO PÚBLICO
I -CRITÉRIO LEGAL
A Lei n. 12.1 00 de 17.01.90 estabelece como prejudiciais à saúde, à
segurança ou ao sossego público quaisquer ruídos que:
• Atinjam, no ambiente exterior do recinto em que têm origem, nível de
som superior a 10 decibéis- dB(A) acima do ruído de fundo existente
no local sem tráfego;
•Independentemente do ruído de fundo, atinjam, no ambiente exterior
do recinto em que têm origem, nível sonoro superior a 70 dB(A) durante
o dia e 60 dB(A) durante a noite, explicitando o horário noturno como
aquele compreendido entre 22h e 6 h, se outro não tiver estabelecido
na legislação municipal pertmente. A NBA 10.151 da ABNT estabelece,
para áreas residenciais urbanas. os seguintes níveis de ruído:
- 55 dB(A) - diurno
- 50 dB(A) - noturno
A NBA 10.151/ 00 estabelece nível de critério de avaliação igual a 70
dB(A) no período diurno e 60 dB(A) no período noturno para área
predominantemente industrial.
li - INSTRUMENTOS UTILIZADOS/ METODOLOGIA
A avaliação do ruído foi feita com medidor de nível de pressão sonora de
acordo com as especificações da Norma IEC 60.651 para o tipo 1 Esse
instrumento foi aferido com calibrador acústico conforme as especificações da
IEC 60.942.
Os refendes instrumentos foram certificados por laboratório credenciado
pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial
(INMETAO).
O medidor de nível de pressão sonora foi calibrado antes e após a
medição, utllízando-se calibrador acústico portátil.
-128-
As medições foram feitas no extenor em pontos afastados aproximadamente
1,20 m do piso e pelo menos 2,0 metros do limrte da propriedade e de quaisquer
outras superfícies refletoras. como muros, paredes etc.
As medições foram realizadas na escala de compensação "A·. conforme
estabelecido pela lei n. 12.100/90 e NBA 10 151 da ABNT.
III - CONDIÇÕES DE MEDIÇÕES
As medições dos níveis de ruído foram efetuadas a 1,20 m acima do
solo e nos pontos demarcados no croqui em anexo.
As medições foram realizadas em condições climáticas normais, sendo
o microfone do aparelho protegido do ruído e do vento.
IV - DADOS OBTIDOS
Os resultados das medições e as observações necessárias estão
contidos no quadro que se segue:
PONTO RUÍDO COM
RUÍDO DE
DE A FONTE OBSERVAÇÕES FUNDO SEM
MEDIÇÃO LIGADA dB(A)
FONTE dB(A)
01 70,5 Ruído médro da rnstalação de 61,0
beneficiamento
75,2 Ruído médio com interferência da
carregadeira
02 79,0 Rui do médro da instalação 62,0
(peneiramento)
03 66.0 Ruido médio - interferência da 55.0
carregadeira
63,7 Sem interferência do ruído da
carregadeira
04 70,0 Ruido de fundo do mornho e 55,0
penerramento
Observação: as medições foram realizadas no período diurno das
11 h às 14h30.
V - CONCLUSÃO/RECOMENDAÇÃO
De acordo com os dados obtidos nas medições, conclui-se que os
níveis de ruído médio nos pontos analisados estão acima do limite de
tolerância estabelecidos pela Lei n. 10.100/90 e da NBA 10.151 da ABNT.
- 129 -
Além d1sso, venfica-se pelo quadro de dados obtidos que a diferença
entre os níveis de ruído com a fonte (empresa) em funcionamento e desligada
(ruído de fundo) foi superior a 1 O dB(A) e, portanto, em desacordo com o
limite previsto no art. 2°, 11, da referida Lei. Essa situação indica também que
a empresa se caracteriza como fonte de poluição sonora.
Constatou-se que as fontes principais de ruído são: instalação de
britagem/ peneiramento, moagem e carregadeira. Assim, recomenda-se as
seguintes medidas:
- O isolamento da britagem/peneiramento e moinhos através de
paredes, de forma a impedir que o ruído ali gerado se propague para
áreas vizinhas;
- Outra alternativa é a construção de muros com altura adequada nas
divisas da empresa, de forma a evitar a propagação para a vizinhança.
Deve-se salientar que o muro deverá ser construído com material
isolante de som, como, por exemplo, bloco de concreto.
- 130 -
APENDICE VI
NORMAS E LEGISLAÇÃO COMPLEMENTARES I
RESOLUÇÃO CONAMA
PORTARIA N. 92, DE 19 DE JUNHO DE 1980
O Ministro de Estado do Interior, acolhendo proposta do Secretário do Meio
Ambiente, no uso das atribuições conferidas pelo artigo 4º do Decreto n. 73.030,
de 30 de outubro de 1973:
Considerando que os problemas dos níveis excessivos de sons e ruídos
estão incluídos entre os sujeitos ao Controle da Poluição do Meio Ambiente;
Considerando que a deterioração da qualidade de vida, causada pela poluição
sonora, está sendo continuamente agravada nos grandes centros urbanos;
Considerando que os malefícios causados à saúde, por ruídos e sons, está
acima do suportável pelo ouvido humano;
Considerando que a fixação dos criténos e padrões necessários ao controle
dos níveis de sons depende de inúmeros fatores, entre os quais exigências
e condicionamentos humanos, fontes geradoras características do agente
provocador, locais e áreas de mediçao, distribuição, hora e frequência da
ocorrência;
Considerando a grande extensão territorial brasileira, a heterogeneidade
dos municípios brasileiros, possuidores de situações diferenciadas de usos
e costumes;
Considerando que os critérios e padrões deverão ser abrangentes e de forma
a permitir fácil aplicação em todo o Território Nacional:
RESOLVE:
I - A emissão de sons e ruldos, em decorrência de quaisquer atividades
industriais, comerciais, sociais ou recreativas, inclusive as de propaganda,
obedecerá, no interesse da saúde, da segurança e do sossego público, aos
padrões, critérios e diretrizes estabelecidos nesta Portaria.
11 - Consideram-se prejudiciais à saúde, à segurança e ao sossego público,
para os fins do item anterior, os sons e ruídos que:
a) atinjam, no ambiente extenor do recinto em que têm origem, nível de som
de mais de 10 (dez) decibéis - db(A), acima do ruído de fundo existente no
local sem tráfego·
- 131 -
b) independentemente do ruído de fundo, atinjam, no ambiente exterior do
recinto em que têm origem, mais de 70 (setenta) decibéis - dB(A), durante o
dia, e 60 (sessenta) decibéis - dB(A), durante a noite;
c) alcancem, no interior do recinto em que são produzidos, níveis de som
superiores aos considerados aceitáveis pela Norma NB-95, da Associação
Brasileira de Normas Técnicas- ABNT, ou das que lhe sucederem.
III- Na execução dos projetes de construção ou de reformas de edificações,
para atividades heterogéneas, o nível de som produzido por uma delas não
poderá ultrapassar os níveis estabelecidos pela Norma NB-95, da ABNT, ou
das que lhe sucederem.
IV - A emissão de ruídos e sons produzidos por veículos automotoras, e os
produzidos no interior dos ambientes de trabalho, obedecerão às normas
expedidas, respectivamente, pelo Conselho Nacional de Trânsito -
CONTRAN, e pelo órgão competente do Ministério do Trabalho.
V - As entidades e órgãos federais, estaduais e municipais competentes, no
uso do respectivo poder de polícia, disporão, de acordo com o estabelecido
nesta Portaria, sobre a emissão ou proibição de emissão de sons e ruídos
produzidos por quaisquer meios ou de qualquer espécie, considerando
sempre os locais, horários e a natureza das atividades emissoras, com vistas
a compatibilizar o exercício da atividade com a preservação da saúde, da
segurança e do sossego público.
VI- Todas as normas reguladoras de poluição sonora, emitidas a partir da
presente data, deverão ser compatibilizadas com a presença da Portaria e
encaminhadas à SEMA.
VIl - Para os efeitos desta Portana, as medições deverão ser efetuadas com
aparelho medidor de nível de som que atenda às recomendações da EB
386!74, da ABNT, ou das que lhe sucederem.
VIII- Para a medição dos níveis de som considerados na presente Portaria,
o aparelho medidor de nível de som, conectado à resposta lenta, deverá
estar com o microfone afastado, no mínimo, 1 ,50 m (um metro e cinquenta
centímetros) da divisa do imóvel que contém a fonte de ruído e à altura de
1,20 m (um metro e vinte centímetros) do solo.
IX - O microfone do aparelho medidor de nível de som deverá estar sempre
afastado, no mínimo, 1,20 m (um metro e vinte centímetros) de qualquer
obstáculo, bem como guarnecido com tela de vento.
X -Todos os nfveis de som são referidos à curva de ponderação (A) dos
aparelhos medidores, inclusive os mencionados na NB-95 da ABNT.
Mário David Andreazza
- 132 -
2.0.0
2.0.1
ANEXO IV DO DECRETO N. 3.048/99
CLASSIFICAÇÃO DOS AGENTES NOCIVOS
AGENTES FÍSICOS
Exposição acima dos limites de tolerância especificados
ou às atividades descritas.
RUÍDO
a) exposição permanente a níveis de ruído acima de 90
decibéis.
NR-9 - PORTARIA N. 3.214!78
9.3.6 - Do Nível de Ação
25 anos
9.3.6. 1 -Para os fins desta NR, considera-se nível de ação o valor acima do
qual devem ser iniciadas ações preventivas de forma a minimizar a
probabilidade de que as exposições a agentes ambientais ultrapassem os
limites de exposição. As ações devem incluir o monitoramento periódico da
exposição, a informação aos trabalhadores e o controle médico.
9.3.6.2 - Deverão ser objeto de controle sistemático as situações que
apresentem exposição ocupacional acima dos níveis de ação, conforme
indicado nas alíneas que seguem
a) para agentes químicos, a metade dos limites de exposição ocupacional
considerados de acordo com a alínea "c" do subttem 9.3.51;
b) para o ruído, a dose de 0,5 (dose superior a 50%}, conforme critério
estabelecido na NR-15, Anexo n. 1, item 6.
NR-15 - PORTARIA N. 3.214!78
NR-15- Anexo n. 1
Limites de Tolerância para Ruído Contínuo ou Intermitente
NÍVEL DE RUÍDO MÁXIMA EXPOSIÇÃO DIÁRIA
dB(A) PERMISSÍVEL
85 8 horas
86 7 horas
87 6 horas
88 5 horas
- 133 -
NÍVEL DE RUÍDO MÁXIMA EXPOSIÇÃO DIÁRIA
dB(A) PERMISSIVEL
89 4 horas e 30 minutos
90 4 horas
91 3 horas e 30 minutos
92 3 horas
93 2 horas e 40 minutos
94 2 horas e 15 minutos
95 2 horas
96 1 hora e 40 minutos
98 1 hora e 15 minutos
100 1 hora
102 45 minutos
104 35 minutos
105 30 minutos
106 25 minutos
108 20 mmutos
1, o 15 minutos
112 10 minutos
, , 4
8 minutos
1, 5 7 minutos
1. Entende-se por Ruído Continuo ou Intermitente, para os fins de aplicação
de Limites de Tolerância, o ruído que não seja de impacto.
2. Os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis
{dB) com instrumento de nível de pressão sonora operando no circuito de
compensação "A" e circuito de resposta lenta (slow). As leituras devem ser
feitas próximas ao ouvido do trabalhador.
3. Os tempos de exposição aos níveis de ruído não devem exceder os limites
de tolerância lixados no Quadro deste anexo.
4. Para os valores encontrados de nível de ruído intermediário, será
considerada a máxima exposição diária permissível relativa ao nível
imediatamente mais elevado.
5. Não é permitida exposição a níveis de ruído acima de 1 15 dB(A) para
indivíduos que não estejam adequadamente protegidos.
6. Se durante a jornada de trabalho ocorrerem dois ou mais períodos de
exposição a ruídos de diferentes níveis devem ser considerados os seus
-134-
efeitos combinados, de forma que, se a soma das seguintes trações exceder
a unidade, a expostção estará acima do limite de tolerância.
cl c2 c3 cn
-+-+-...... -
~ T 2 T3 Tn
Na equação acima, Cn indica o tempo total em que o trabalhador fica exposto
a um nível de ruído específico e T n indica a máxima exposição diária
permissível a este nível, segundo o Quadro deste Anexo.
7. As atividades ou operações que exponham os trabalhadores a níveis de ruído,
contínuo ou intermitente, superiores a 115 dB(A), sem proteção adequada,
oferecerão risco grave e iminente.
NR-17- PORTARIA N. 3.214/78
17.5. Condições ambientais de trabalho.
17.5.1. As condições ambientais de trabalho devem estar adequadas às
características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho
a ser executado.
17.5.2. Nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam
solicitação intelectual e atenção constantes, tais como: salas de controle,
laboratórios, escritórios, salas de desenvolvimento ou análise de projetas,
dentre outros, são recomendadas as seguintes condições de conforto:
a) níveis de ruído de acordo com o estabelectdo na NBA 10.152, norma
brasileira registrada no INMETRO;
b) índice de temperatura efettva entre 20 e 230C;
c) velocidade do ar não superior a O, 75 m/s;
d) umidade relativa do ar não inferior a 40% (quarenta por cento).
17.5.2.1. Para as atividades que possuam as características definidas no
subitem 17.5.2., mas não apresentam equivalência ou correlação com aquelas
relacionadas na NBA 10 152, o nfvel de ruído aceitável para efeito de conforto
será de até 65 dB(A) e a curva de avaliação de ruído (NC) de valor não
deverá ser supenor a 60 dB.
17.5.2.2. Os parâmetros previstos no subitem 17.5.2. devem ser medidos nos
postos de trabalho. sendo os níveis de ruído determinados próximos à zona
auditiva e as demats variáveis na altura do tórax do trabalhador.
17.5.3. Em todos os locais de trabalho deve haver iluminação adequada,
natural ou artificial, geral ou suplementar, apropriada à natureza da atividade
17.5.3.1. A iluminação geral deve ser uniformemente distribuída e difusa
17.5.3.2 A iluminação geral ou suplementar deve ser projetada e instalada de
forma a evitar ofuscamento. reflexos incómodos. sombras e contrastes excessivos.
-135-
RESOLUÇÃO CONAMA N. 001, DE 08 DE MARÇO DE 1990
O CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE - CONAMA, no uso das
atribuições que lhe confere o Inciso 1. do § :29, do Art. 8
9
do seu Regimento
Interno, o Art. 1° da Lei n. 7.804 de 15 de julho de 1989, e
Considerando que os problemas dos níveis excessivos de ruído estão
incluídos entre os sujeitos ao Controle da Poluição de Meio Ambiente;
Considerando que a deterioração da qualidade de vida, causada pela
poluição, está sendo continuamente agravada nos grandes centros urbanos;
Considerando que os critérios e padrões deverão ser abrangentes e de forma
a permitir fácil aplicação em todo o Território Nacional, RESOLVE:
I - A emissão de ruídos, em decorrência de quaisquer atividades industriais,
comerciais, soc1a1s ou recreativas, inclusive as de propaganda politica,
obedecerá, no interesse da saúde e do sossego público, aos padrões, critérios
e diretrizes estabelecidos nesta Resolução.
11 - São prejudiciais à saúde e ao sossego público, para os fins do item anterior,
os ruldos com níveis superiores aos considerados aceitáveis pela norma NBA
10.152- Avaliação do Ruído em Áreas Habitadas visando ao conforto da
comunidade, da Assoc1ação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
III - Na execução dos projetes de construção ou de reformas de edificações
para atividades heterogêneas, o nível de som produzido por uma delas não
poderá ultrapassar os níveis estabelecidos pela NBA 10.152- Avaliação
do Ruído em Áreas Habitadas visando ao conforto da comunidade. da
Associação Brasileira de Normas Técnicas- ABNT.
IV- A emissão de ruídos produzidos por veículos automotoras e os produzidos
no interior dos ambientes de trabalho obedecerão às normas expedidas,
respectivamente, pelo Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN, e pelo
órgão competente do Ministério do Trabalho.
V - As entidades e órgãos públicos (federais, estaduais e municipais)
competentes, no uso do respectivo poder de polícia, disporão, de acordo
com o estabelecido nesta Resolução, sobre a emissão ou proibição da
emissão de ruldos produzidos por qualquer meios ou de qualquer espécie,
considerando sempre os locais, horários e a natureza das ativ1dades
emissoras, com vistas a compatibilizar o exercício das atividades com a
preservação da saúde e do sossego público.
VI - Para os efeitos desta Resolução, as medições deverão ser efetuadas
de acordo com a NBA 10.151 -Avaliação do Ruído em Áreas Habitadas
visando ao conforto da comunidade, da ABNT.
VIl -Todas as normas reguladoras da poluição sonora, emitidas a partir da
presente data, deverão ser compatibilizadas com a presente Resolução.
VIII- Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação.
- 136-

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Rua Jaguaribc, 571 CEP 01224-001 São Pau lo, SP - Brasil Fo ne (11) 2167- 1101 Produ ção Gr.liica e Fdi toração Eletrôn ica: RLUX Projeto de Capa: F.Jbio Giglio Impressão: Assa hi g ráfica e editor.J LTr 4482.6 Outubro, 2011

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D.1dos lntemacionai~ de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do I.i vro, SP, Brasil) Saliba, Tuff1 Messias Manual prático de avaliação e controle do ruído : PPRA /luffi Mc ....ias Saliba. - 6. ed. -São Paulo: Llr, 2011. Bibliografia. ISBN 978-85-361-1933-5
1. Ambientl' de trabalho - Ruído 2. Medicina do trabalho 3. Poluição sonora 4. Ruído - Controle 5. Ruído - Efeitos psicológicos 6. Ruído - Medição I. Título.

AGRADECIMENTOS

Aos profissionais, relacionados a seguir, que colaboraram di reta ou indiretamente na elaboração deste manual:

Márcia Angelim Chaves Corrêa- Engenheira Qui mica e de Segurança do Trabalho. Lênio Sérvio Amaral- Engenheiro de Segurança do Trabalho. Marcos Roberto de Paula- Técnico de Segurança do Trabalho. Sofia Conceição Reis Saliba - Auditora fiscal do trabalho.
A todos os ex-colegas da FUNDACENTRO, especialmente João Cândido de Oliveira e José Manuel Osvaldo Gana Soto, pela contribuição técnica e científica em minha formação em Segurança e Higiene do Trabalho.

~~~---------------------------------Índict• para çatá logo sistemátiC'o:
L Ruído : Avaliação t' controle : Bem-estar :.octal 363.746 2. Ruído : Con tro le c .w al iação : Bem-estar <r><'i,11 11l'\ 746

11-08579

CDD-363.746

SUMÁRIO

Apresentação ....... .. ... ........... ... ....... ... ...... ...... ...... ... ...... ..... .. .......... ... ......
PARTE I

11

Fundamentos Básicos do Som...............................................................
1.1. Definição de som ............................................................................. 1.2. O decibel...........................................................................................

13 13
14 15 18 18 19 19

1.3. Nível de pressão sonora .............................. ....... ....... .....................
1.4. Propagação do som......................................................................... 1.5. Frequência do som .... ................................... .............. ..................... 1.6. Conceito de ruído............................................................................. 1.7. Nível de intensidade sonora e nlvel de potência sonora .............
PARTE 11

Avaliação Subjetiva do Ruído................................................................
2.1. Nível de audibilidade ...................................................................... 2.2. Níveis de decibéis compensados .... ... .... ....... .... ................ .. ...........
PARTE III

21 21 23

Instrumentos de Medição........................................................................
3.1 . Componentes básicos ........ ........................... ........ ..... ................ .....
3.2. Instrumentos utilizados nas avaliações de ruído...........................
PARTE IV

26 26 27

Parâmetros Utilizados nas Avaliações de Ruído..................................
4.1. Ruído contínuo e intermitente ......................................................... 4.2. Ruído de impacto ou impulsivo....................................................... 4.3. Dose equivalente de ruído ou efeitos combinados ....................... 4.4. Nível equivalente de ruído ... ..... . ..... ...... ........................... 4.5. Nível de corte .............................. .....................................................

31

31
31 32 32 34

- 7-

... Efeitos auditivos do ruído ... 104 7........ 8- ................... ............ . 4.......2... ............................... ............ ....3........................................................... 7....... ....... 6. ........ .1 ...........3............. Normas e legislação complementares I Resolução Conama ........ . Avaliação do conforto da comunidade e perturbação do sossego público .............. .... .......... . ......2....4........ .....................................5. Perda auditiva temporária....... Controle no homem.. 5........... ....... 6 2.....3............... Limites de tolerância ...... Análise de frequência ............................1......... ........ . ....................6...3. 6....protetores auriculares ........... .......1 2.. ... 5...6............. ...........3.9- .............1........ ........................... Avaliação de ruído em cabines audiométricas .................. ....... .... .9............ Modelo de laudo de avaliação de ruído para caracterização de insalubridade ....2....2....... ......2.....3.. .... 7. Apêndice IV Apêndice V Apêndice VI Modelo de laudo de avaliação de ruído para conforto ............ ........ Perda auditiva permanente ..... Fator de proteção atenuação ............... 5............. PARTE V 36 36 43 43 47 7............. 7 2........ 7...... 5.3......... ..... ..1........... ..............................4. ......... .............. ....................3. ..... 50 50 7......................... Avaliação de ruído em teleatendimento .............3.............................. ...1....... 5............ ...... ..... ....... Avaliação para fins de aposentadoria especial ...................... .................. .......... APÊNDICES 5 1.1............... ........ ................ ........ ... .. Uso efetivo durante a exposição ........ Controle na fonte ou trajetória....................... .................3.......... 86 89 89 89 90 93 6 1..... ........................... .. ...... ....................................... . 104 106 107 113 114 117 Procedimentos de Avaliação de Ruído . Equipamento de proteção individual .........2.......... .... Procedimentos da avaliação da exposição ocupacional ......................... .... ......................3. Limites de Tolerância ........... ...................... 6.......... 97 97 98 104 7 1.... .... 5 3... 5.....4 Avaliação para fins de conforto e incómodo .. ............ .............. 1 04 7......1 O..... ... ........ ..... ................ 4. ...... ............................................................. Nível de exposição normalizado (NEN) ..3.. Descaracterização da insalubridade e aposentadoria através do uso de EPI... ... Modelo de laudo de avaliação de ruldo para perturbação do sossego público . ...8.. 4... 5............ Adição e subtração de níveis de ruído ............................ Avaliação da exposição ocupacional do ruído ...... Controle no meio ou traJetória ............. Avaliação do ruído para caracterização da insalubridade ...1 1 Trauma acústico . PARTE VIl Medidas de Controle. .............................2..................................... 4.........7.................. 7........................................ .............. Seleção de protetores auriculares ........... .................. ................7.... ... ........................ .......................................... Efeitos do Ruído no Organismo .... Subtração de níveis de ruído ...PCA ......... ... ......................... .................................. . .. 5.......... Exames Audiométricos I Programa de Conservação Auditiva ................ ................................ Limitação do tempo de exposição . ............... .............. Instrumentos de medições ...................1................ 119 121 124 126 128 131 75 79 84 Apêndice III -Modelo de laudo de avaliação de ruído para concessão de aposentadoria especial ................. Efeitos extra-auditivos do ruído...................... ................. PARTE VI 50 55 56 63 67 71 Apêndice I Apêndice 11 - Modelo de laudo de avaliação da exposição ocupacional ao ruído.. ...... ............. Bibliografia ..... ....

ela é chamada de vibração sonora. costuma-se denominar barulho todo som que é indesejável.PARTE I FUNDAMENTOS BÁSICOS DO SOM As oscilações dos sistemas materiais elásticos com a massa podem constituir-se em estímulos para o nosso organismo que.1. o som é definido como qualquer vibração ou conjunto de vibrações ou ondas mecânicas que podem ser ouvidas.O ruído e o barulho são interpretações subjetivas e desagradáveis do som. Quando essa vibração estimula o aparelho auditivo. podem ser descritas como variações de pressão atmosférica.000 Hz ultrassom -13- . Quando as oscilações acontecem no ar. originando vibrações ou turbulência. em determinadas condições. -Para a Higiene do Trabalho.sensações de bem ou mal-estar ou problemas. Definição de Som O som é originado por uma vibração mecânica (cordas de um violão. isto é. dentre outros) que se propaga no ar e atinge o ouvido. podem provocar respostas . . conforme a ilustração a seguir: infrassom 16Hz 20. a frequência deve situar-se entre 16 e 20. temos o som. membrana de um tamborim. é necessário que atenda às seguintes condições: a) Possuir valores específicos de frequência. Para que uma vibração seja considerada sonora.000 Hz. Se essas oscilações estimulam o aparelho auditivo. 1. Assim.

2006).c = Ioga b + Ioga c b) log.=Ioga b -Ioga c a c c) Ioga bc . Portanto. 107 vezes. flsico e psicólogo alemão. e não somente para sensação de pesos. era percebido. Ruído: Fundamentos e controle.000 vezes. foi revelado que o limiar de audibilidade é de 2 x 1O 5 N/m2 ou 0. Nessa experiência.000 Hertz11l . (3) Gustav Theodor Fechner (1801·1887).c Ioga b Cabe ressaltar que a escala logarítmica é muito utilizada na acústica e em outros ramos. por exemplo. em um mesmo ponto. como será visto posteriormente. 686. percepção sensorial auditiva. a faixa audível da variação de pressão é de 0. na eletricidade. Assim. um aumento de poucas gramas não fora percebido. O Decibel Como mencionado anteriormente. no estudo do ruldo a função logarítmica será bastante utilizada. o uso de uma escala linear para quantificar a variação dessa pressão é inviável. Desse modo. Esse estudo vale para outros estímulos. No caso do som.2. é a escala logarítmica. enquanto na escala linear há variação de 1O a 1. Porém. visual. Sendo assim. Em seguida. Weber usou um indivíduo com os olhos vendados segurando um peso. daí o nome da Lei Weber-Fechner (BISTAFA. o aumento da sensação (percepção) é proporcional ao logaritmo do (2) Ernst Heinrich Weber (1795-1878). Ou seja. 1. cons1derado um precursor da Psicologia Experimental. entre outras. foi um dos fundadores da Ps1coflsica 2 x 10·5 N/m2 200 N/m~ 1.00002 N/m2 a 200 N/m2• Desse modo. térmica. ed. b) A variação de pressão deve possuir um valor mínimo para atingir o limiar de audibilidade. Quando o peso era a de um quilo. Fechner<3> popularizou a teoria de Weber. Weber<2> realizou estudos sobre a variação percebidos por dois estímulos similares. como. Nesse caso. o logaritmo do número "x" na base "a" corresponde ao expoente a que se deve elevar essa base para se obter o ''x". Esse valor corresponde a 140 dB. A função logarítmica é definida da seguinte forma: Ioga x = y ~ x = av. é importante destacar as propriedades operacionais dessa função: a) Ioga b. nível zero. Logo. a pessoa exposta começa a sentir dor no ouvido (limiar da dor). anatom1sta e fisiologista alemão. o nível de pressão de referência utilizado pelos fabricantes dos medidores de nível de pressão sonora. ele foi aumentando gradativamente esse peso e pediu para que o indivíduo se manifestasse sobre sua percepção.Alguns autores mencionam a faixa audível entre 20 e 20. 2. Em um dos seus experimentos. quando o peso era aumentado até certo valor.00002 N/m2 . Weber descobriu que a resposta do indivíduo era proporcional ao aumento da carga (peso). Essa variação é a diferença instantânea entre a pressão atmosfénca na presença e na ausência do som. sua percepção também dobrava. 2000 p. Exemplos: log. convencionou-se este valor como sendo O (zero) dB. por exemplo. 0 10 = 1 ~ 10 = 10 log 10 100 =2 ~ 102 = 100 log 10 1000 = 3 ~ 1()3 = 1000 Observa-se que. - 14 - -15- . Quando a pressão sonora atinge o valor de 200 N/m2 . os estudos mostram que a sensação humana varia com a intensidade do estímulo. Florianópolis: S. Seu estudo concluiu que a relação entre o estímulo e a sensação (percepção) é logarítmica. ou seja. por exemplo. quando duplicava o peso que o indivíduo segurava. Mais tarde.3. na logarítmica a variação é apenas de 3 unidades. a solução para medir essa grande variação de faixa audível. como. a faixa audível em relação à pressão é de acordo com o esquema abaixo: limiar de audibilidade faixa audível ' limiar da dor Portanto.N. Sarnir Nagi Yousri. Nessa escala há necessidade de uma referência. Nível de Pressão Sonora De maneira geral. sem problemas auditivos.Y Gerges. a sensação também segue a Lei Weber-Fechner. (1) GEORGES. Através de pesquisas realizadas com pessoas jovens.

é uma aproximação que permite simplificar o complexo mecanismo de percepção sensorial (ASTETE.Sala de aula .perigo de ruptura do tímpano Fonte: adaptação Bistafa (2006).00032 0. essa determinação é expressa na equação a seguir: a) NPS 100 =20 log P + 94 =20 log P + 94 =0.estímulo. com base no exposto. no entanto. mas que não constitui a melhor aproximação à resposta do ouvido humano.15849 0 .NPS pode ser expresso de forma simplificada.sussurro Deserto ou região polar (sem vento) Movimento de folhagem Estúdio de rádio e TV Quarto de dormir Teatro vazio Restaurante tranquilo Escritório com barulho médio Rádio com volume médio Rua com barulho médio Pessoa falando a um metro Escritório barulhento Po é a pressão de referência que corresponde ao limiar de audibilidade (2 x 1O-s N/m2 ou Pascal). Substituindo o valor de Po = 2x 1o-s N/m2 na equação 2. (3} 0.Avião a pistão a três metros -Avião a 1ato a um metro. conforme demonstração a seguir: .52623 À medida que as técnicas de medição e clínicas foram sendo aperfeiçoadas. Desse modo.31623 0 .63096 1. essa é mais uma razão para a utilização da escala logarítmica para avalíação dos níveis de pressão sonora.0 N/m2 NPS Onde: ~ 101og( :.25893 1. como veremos na Parte 11. O nfvel de pressão correspondente é igual a· -16- hmiarda dor . P é a ratz média quadrática (rms) das variações dos valores instantâneos da pressão sonora.conforme equação a seguir: o 6 12 18 24 30 42 48 60 66 72 78 84 90 96 100 110 120 140 Rms = ~2 + Pi + p32 . bem como um exemplo das possíveis fontes geradoras: TABELA 1 Nível de Pressão sonora em dB Pressão sonora em Nlm2 0. Os aumentos pequenos de sensação requerem grandes aumentos de estímulos.00002 Exemplos de fontes limiar audibilidade .30957 19. -17- .00251 0.00063 0 .07943 0 .00501 0 . a sensação ''2S'' poderá ser provocada por 100 unidades de estímulo.00004 0 .00008 0. J (1)ou NPS 20iog:. pois não leva em consideração a frequência do som.. sendo assim. 1978).3 N/m2 100 .oP P= 10o.03981 0.Dentro da cabine de um caminhão com vidros abertos Banda ou orquestra sinfónica Indústria barulhenta Sala de compressores Próximo a um britador NPS=201og P 2x1o-5 ~NPS=201ogP-201og 2 x 10- 5 NPS =201og P + 94 Exemplo: Um medidor de som registra os seguintes níveis de Pressão Sonora de 100 dB.3 P= 2. na medição dos Níveis de Pressão Sonora. é necessário ponderar os valores nas frequências.94 =20 log P IOQ1o= 6/20 log.00016 0. o Nível de Pressão Sonora.99526 6. Portanto.01995 0. n . passou-se a constatar que a equação acima representa na realidade um modelo matemático da relação estímulo-sensação. (2) ~ A Tabela 1 mostra a pressão correspondente ao nível de pressão sonora.P. Exemplo: se a sensação "S" foi provocada por 10 unidades de estimulo. Essa afirmação.95262 199.

a música pode ser considerada som para uns e ruído para outros.Conforme comentado anteriormente. são utilizados em acústica para especificar o ruído de equipamentos. não há diferença entre som. em m/s 1. ou seja. 1. como o nível de intensidade e potência sonora. Assim. no entanto.4. Do ponto de vista físico. Pela Tabela 1 pode ser constatado que o acréscimo de 6 dB no Nível de Pressão Sonora dobra a pressão. a pressão de 0. m2 -18- -19- . Conceito de Ruído O som é toda vibração que pode ser ouvida. também expresso em dB. No ar. Assim. quanto à resposta subjetiva. como mencionado anteriormente. A) Nível de Intensidade Sonora O nível de intensidade sonora.01 segundo A figura a seguir ilustra o ciclo de uma vibração. por exemplo.5. Nível de Intensidade Sonora e Nível de Potência Sonora Além do nível de pressão sonora. a energia é o dobro. sendo que a velocidade dessa transmissão depende das características da onda no meio pelo qual se propaga. uma vibração completa ou ciclo sobre seu tempo de duração. deve possuir valores de frequência e pressão dentro da faixa audível. é igual a: NIS=101og- I lo Onde: I é a intensidade sonora em um ponto específico e a quantidade média de energia sonora transmitida através de uma unidade de área perpendicular à direção de propagação do som.33 Kg/m 2 p = densidade do ar = 1.01 segundo. Propagação do Som som se transmite de forma ondulatória. conforme o exemplo dado. ruído e barulho. Essa vibração é denominada sonora e. V=~1.7. 1.00002 N/m 2 é o limiar de audibilidade e corresponde a zero dB.3 Kg/m 3 Vanaçãode pressão 1 CIClo PMR Tempo(s) o 1.6.. Frequência do Som A frequência do som corresponde ao número de vibrações na unidade de tempo. outros parâmetros. numa boate. a velocidade V do som pode ser calculada com muita aproximação: V == velocidade do som P == pressão atmosférica =10. cálculos de isolamento e estimativa de ruído que uma fonte produz a determinada distância. de 0.: v= f x c (m/s) Onde: f =frequência. em Hz c =comprimento de onda. em metros V =velocidade do som. é igual a: F = 1 cjclo ou vibração completa = 100 ciclos ou Hertz segundo 0. ruído ou barulho pode ser definido como um som desagradável ou indesejável. lo é a intensidade de referência igual a 10'12 watt. enquanto 200 Nlm2 é o limiar da dor e equivale a 140 dB. por exemplo.

w0 é a potência sonora de referência igual a 10-12 watts. em razão ao complexo mecanismo da audição. Nível de Audibilidade Como visto anteriormente. também expresso em dB. -20- -21- . 1978). foi medida a resposta subjetiva produzida por determinado NPS em cada frequência e. e que estes. com base nesses dados. a audição humana não tem sensação igual em todas as frequências. em 1933. é igual a: NWS Onde: W é a potência sonora da fonte em watts. O nível de potência sonora. partindo-se de um padrão (frequência de 1. especialmente a frequência. foram traçadas as curvas isoaudíveis. Portanto. pois outros fatores influenciam na percepção do som. por sua vez. a 1 mostra as curvas isoaudíveis ou de audibilidade. Essas curvas foram revisadas em 1956 por Robinson e Dadson e foram adotadas pela recomendação ISO 226. essa relação é apenas uma aproximação. Foi observado que os tons mais baixos ou graves requerem mais energia do que os tons médios para serem escutados com a mesma força. onde era demonstrada a variação dessa sensação de força relativa à frequência.1. Em estudo recente a ISO redefiniu nova curva na norma ISO 226:2003. requeriam menos energia que os muito altos ou agudos (ALEXANDRY. a Lei de Weber-Fechner mostra que o aumento da sensação ao som é proporcional ao logaritmo do estímulo. estabelecer uma série de curvas em espaço métrico de nível de pressão sonora contra frequência. Todavia. PARTE 11 =10 log W w o AVALIAÇÃO SUBJETIVA DO RUÍDO 2. em companhia de Munson. conseguiu.000 Hz). Com base nesse estudo.B) Potência Sonora Representa a quantidade de energia acústica produzida por uma fonte sonora por unidade de tempo. A seguir. Fechner.

.. ." r-... um som de NA (Nível de Audibilidade) de 90 fons é sentido com a mesma intensidade pela maioria das pessoas.. com base nos estudos citados e nas curvas de audibilidade era necessário.. . que foram padronizadas internacionalmente e introduzidas nos co~ceitos elétricos dos medidores de nível de pressão sonora._ ::-.... e D.... é 4. Portanto... ···0. ··... Reino Unido e EUA.000 Hz é necessário um NPS menor para produzir o mesmo efeito no organismo (ver gráfico das curvas isoaudfveis). / r--.~"" !'-.. por exemplo..// ... . . um NA de 90 fons. 20 31.......... .........-..... / /I'\.../ / 110 . . // / L b-. .........··· 8 000 "" "' 20 i 20 ····0 ...000 Hz... -. . são necessários diferentes níveis de pressão sonora........... nas curvas de Robinson e Dadson. ··.. ../.. B. .. porém produzido por NPS de 90 dB. ." ...... r0-... Disponfvel em: 27 fev.. Alemanha. ........Níveis de Audibilidade Fonte: Norma ISO 226... ~" ··~ !'..5 63 125 250 18 000 Frequtf>clo (Hz) 2....... .... r-... A norma ISO 226:2003 acolheu e padronizou o novo conjunto de curvas -22- c (4) <http://en. .. A seguir.. a F1gura 2 mostra as curvas de compensação..... ····. r-----.... r--... Font •20 ..~--..... . ··...' 100 ... ... . Assim . 2011 > -23- .-:----. .. Portanto... Desse modo.....::-:.. 2 000 4 000 -- . l."'-..000 Hz. características de frequência de ponderação do sentido da aud1çao humana..... .... Considerando que a ponderação nas freque~c~~s utilizadas nas medições de ruído são baseadas na curvas de audibilidade de Dadson-Robinson..... é ouvido com a mesma intensidade na frequência de 125 Hz.. ~ .. verif~eamos que o ouvido humano responde de forma diferente nas diversas frequências. ....000 Hz..... As curvas isoaudíveis representam a mesma intensidade de resposta ao ouvido a determinados sons.. quaisquer que sejam a frequência e o NPS..... as novas curvas adotadas pela ISO provavelmente refletirão em desenvolvimento e revisão dos medidores de ruído. Surpreendentemente. / / _'\.... -500 1... Assim.... .••o r-. Observa-se na Figura 1 que a sensibilidade do ouvido é menor nas baixas frequências e maior nas altas..:-....ça pode chegar até 15 dB... // J r----' ["'. especialmente nas frequências abaixo de 1.. quando estes estão em diferentes frequências.... .. ao 40 ...... foram estabelecidas as curvas de compensação A....org/wiki/Equal-loudness_conlour>.. . produzido por um NPS de 80 dB...// ~ //. com base nos resultados de vários estudos de pesquisadores no Japão.2...000 // · . Dinamarca..... 50 • . L'--V// r---' ~"... . r--. Figura 1 .. pois o ouvido humano sente o ruído de forma diferente nas diversas frequências.i resultant~s desses estudos. Ocorre que... Sendo ass1m. Atualmente. " ~ ~ 80 " c ~"' ~ .../·/ ...... Recentemente a ISO (Organização Internacional para Padronização) adotou novas curvas.. o K 120 :--__ _."A".._ / /~ . onde a dl~e~en.....::::-- ~- Limite da aud•çlo ············ .... .. O relatório da pesquisa comenta sobre a grande diferença das curvas de audibilidade padronizadas na norma a~terior..i'-.........wikipedia. muitas vezes... ~ ! ~ .... . ao ouvir um som em 3.....000 Hz.. os contornos ong1na1s Fechner-Muns?n aproximam-se mais das novas curvas do que as ~~-rvas Da~~on-Rob1nson<4l... ......."' .... o nível de ruído é medido através da cu~a. f . Observa-se também que a faixa de maior sensibilidade..construir um instrumento que simulasse a resposta do ou~ido.. !'-...... .. observa-se que na frequência de 4. para produzir a mesma audibilidade....... Níveis de Decibéis Compensados Conforme explicado anteriormente.. . na frequência de 4... ....... tem-se a sensação de ouvi-lo a 500 Hz. . por exemplo......... .... ....... ....

60 -70 10 L.100 .1.5 63 125 250 ·56. p.. Ruído.25 - . a compensação "O" foi padronizada ' para medições em Aeroportos<sl.5 ·17 1 ·9. fornecerá as seguintes leituras no medidor de nível de pressão sonora: Curva "A" -70 dB Curva "B" .7 ·2.2 . ·10.Y Gerges. quando compensado pelas curvas. quando compensado pelas curvas A.5 -11. ed Florianópofis.4 ·11 '1 o o o ·0. para médios Níveis de Pressão Sonora.1. .8 ·3.0.C e Frequência Hz Curva A dB Curva B dB Curva C dB o Curva O dB Q. B.8 ·0. em razão de sua maior aproximação à resposta do ouvido humano. uma 24 - (5) GEAGES.4 dB(A) Curva "B".0 ·8.7 ·39. Uma curva especializada.2 -28.40 -50 . . entretanto. .N.99 dB Curva "O". 686.0) ·0. G> o 7 7 vs v.5 Frequência em Hz Pelo gráfico observa-se que um som de 100 dB emitido numa frequência de 50 Hz.20 ãí <O a: -30 nl i.3 -4.5 (3.0 ·1' 1 ·6.4 dB(O) Curva "C". o circuito "B".::: .88 dB As normas Internacionais e o Ministério do Trabalho e Emprego adotaram a curva de compensação "A" para medições de níveis de ruído contínuo e intermitente.9 ·8.3 Curva "O''.2 ·0.3 -0. para Níveis de Pressão Sonora mais altos. S. 2.B. o conforme T AB.5 ·1 .6 ·0. somente o circuito "A" é largamente usado. .2 1.6 ·9.20 10 I v / o -10 [I) v- c 'O . os valores dos níveis de pressão sonora serão: Curva "A" -100 .9 11 '1 5. Hoje.3 o ·0.6 =91.7 dB(B) =98.6 =98.3 ·8.1. q~e os circuitos "B" e "C" não tiveram boa correlação com testes sub]et1vos. A Tabela1 a seguir mostra os valores numéricos das correções das curvas de compensação A.3 soo 1000 o 1. / v 2 7 16 31 .8 ·16.8. Exemplo: Um Nível de Pressão Sonora 100 dB emitido numa frequência de 250 Hz. 1 ·8.C e O nas frequências de banda de oitava: Tabela 1 Valores numéricos das ponderações das curvas A.4 ·26.100 . (/) a: Q) .88 dB Curva "C".2 5 100 2 5 1.B. 2000. Samir Nag• Yousri.9 ·5. e o c1rcuito "C".6 ·3.0 = 100 dB(C) O circuito "A" aproxima-se das curvas de igual audibilidade para baixos Níveis de Pressão Sonora. Fundamentos e controle.2 ·1.000 2K SK 10K 20K 2000 4000 8000 16000 20000 o 7. ~v v / ~ ~ L ~ A (Br- "' c )' vez. N.1 ·0.100 . c.

As normas IEC (lnternational Eletrotechnical Commission) 123 e ANSI S1-4-1971 estabelecem as especificações dos medidores de uso geral (tipo 2).AMPLIFICADOR/ FILTROS o~ RETIFICADOR A.633 fixam especificações para os medidores de precisão (type 1). dependendo da precisão. nível de critério 85. a ANSI S1-4-1971 e OIN 45. Quanto menor a largura da faixa. Instrumentos Utilizados nas Avaliações de Ruído A) Medidores de Nível de Pressão Sonora São instrumentos utilizados para medir o Nível de Pressão Sonora (NPS) instantâneo. NPS x frequência.2. podem possuir circuitos de compensação "A. que recomenda que os medidores atendam.0 dB(A) e 90. a resposta subjetiva ao som. Os medidores de nível de pressão sonora são chamados de sonômetros ou. Outro aspecto importante a ser considerado é que os instrumentos de medição devem seguir normas ou especificações aceitas internacionalmente. A análise de frequência é importante na orientação de medidas de controle. uma vez que a definição de espectro sonoro do local ou da máquina permitem. Conforme comentado a~teriorme~te. desse modo. ou somente A e C. de forma simplificada. fornecendo como resultado o NPS correspondente à faixa de frequência selecionada (espectro sonoro). Outros equipamentos utilizados nas avaliações de ruído são os audiodosímetros. C e O e resposta lenta e rápida. ou seja. VISando a s1mular o ouv1do humano exposto ao som. 8. 2 ou 3. C e O. terça de oitava. Nos -26- 8) Analisadores de Frequ~ncia São acessórios que podem ser acoplados aos medidores de NPS (quando o tipo e o modelo permitem) para obterem o espectro sonoro.PARTE III circuitos dos equipamentos podem ocorrer respostas lentas e rápidas e as curvas de compensação A. aos requisitos da norma S1-4-1983 da ANSI (American National Standards) para equipamentos do tipo 2. no mínimo. entre outros. enquanto a IEC R.COMPENSAÇAO r--. C e O. B. 8. C E O MEDIDOR Os medidores de nível de pressão sonora podem ser encontrados com circuitos nas curvas de compensação A. as curvas são inseridas nos circuitos dos equipamentos. INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO 3. O microfone é parte vital do equipamento.0 dB(A).179. são constituídos das seguintes partes: MICROFONE 3. É importante ressaltar também que os dosímetros devem ser configurados de acordo com as normas vigentes de avaliação ocupacional de ruído: incremento de dose (0=3. A NA-15 e outras normas brasileiras pertinentes não estabelecem a precisão do medidor. [> O -I AMPLIFICADOR 1-.0 dB(A). podendo os mais simples possuir somente leitura nas curvas A e C. sendo sua função principal transformar o sinal mecânico (vibração sonora) num sinal elétrico. Os audiodosímetros são utilizados quando o trabalhador se expõe a diferentes níveis de ruído durante a jornada de trabalho. popularmente. ou 90. faixa de largura constante etc. que fornecem como leitura final da dose acumulada e nível equivalente de ruído a que se expõs o trabalhador durante a jornada de trabalho. selecionar e dimensionar os materiais isolantes e absorventes do som. Além disso. nível de corte 80 a 85. mais exata é a informação sobre a verdadeira variação do NPS em função da frequência. de decibelímetros. ou seja. meia de oitava.1. 0=5). Os medidores de nível de pressão sonora poderão ser acoplados a analisadores de frequência. ou somente A". Componentes Básicos Os medidores de nível de pressão sonora. Os medidores de NPS podem ser do tipo 1. Os analisadores de frequência podem ser encontrados em banda de oitava (mais utilizada em Higiene Industrial). B. Com a análise das -27- . ao contrário da ACCIH.

Atualmente os medidores de Nível de Pressão Sonora possuem analisador de frequência integrado ao instrumento. Atualmente. dentre outros parãmetros necessários na avaliação do ru1do. varia de acordo com o tipo de equipamento. quando ajustada ao medidor de som ou audiodosfmetro. Esses equipamentos fornecem o espectro sonoro em dB linear e dB(A). Além disso. O calibrador é um instrumento portátil de precisão e consiste numa fonte sonora que emite um tom puro na frequência de 1. pois permite a aferição dos medidores. em intervalos de tempo previamente fixados durante toda a jornada de trabalho. Esse instrumento opera com bateria de 9. -28- Calibrador acústico -29- . garantindo a precisão das medições. Os analisadores largamente utilizados em Higiene do Trabalho são os de banda de oitava e terça de oitava. A ACC IH recomenda que os audiodosímetros atendam às especificações mínimas das normas da ANSI.0 dB.0 volts e sua precisão é. Podemos obter através desse equipamento a dose de ruído ou efeito combinado e o nível equivalente de ruído (Leq). além da dose.000 Hz. em média. fornecendo. o L"'3 e o NPS. Audlodosímetro de ruído O) Calibrador Acústico Medidor de Nível de Pressão Sonora Integrado com Analisador de Frequência Esse instrumento é indispensável às avaliações de ruído. existem vários modelos e tipos de audiodosímetros no mercado que funcionam também como decibelímetros. podemos também calcular a atuação dos protetores auriculares.0 dB ou 94. Essa fonte. todos os dados medidos podem ser impressos com histogramas das variações dos níveis de ruído. dependendo do modelo e marca do equipamento. emite um som constante de 114. C) Audiodosímetros Os audiodosímetros são instrumentos importantfssimos para a caracterização da exposição ocupacional ao ruído. como veremos posteriormente. de ± 0.5 dB. ou seja.frequências.

uma medição linear com o nível de pico abaixo de 140 dB pode ser usada para implicar que o nível de pico ponderado no circuito C está abaixo de 140 dB.214 define ruído de impacto como picos de energia acústica de duração inferior a 1 (um) segundo.25 ou IEC 804. Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO). 3. medidos no circuito de compensação C. Já o ruído intermitente é aquele cujo NPS varia até 3 dB em períodos curtos (menor que 15 minutos e superior a 0. Entretanto. A única exigência é que a faixa de medição seja de 80 a 140 dB(A). Segundo a NBR-10. 3.3 da NBR 10. renovado no mínimo a cada dois anos (item 4. Exemplo: o ruído dentro de uma tecelagem. e que a faixa de detecção de pulso seja de no mínimo 63 dB(A) . as normas sobre o assunto não diferenciam o ruído contínuo do intermitente para fins de avaliação quantitativa desse agente. anexo 2. Ruído de Impacto ou Impulsivo A NR-15. S1.2. a intervalos superiores a 1 (um) segundo.151/00.1.2 segundo). o ruído impulsivo ou de impacto é automaticamente incluído na medição. o medidor de nível de pressão sonora e o calibrador acústico devem ter certificado de calibração da Rede Brasileira de Calibração (RBC) ou do Instituto Nac1onal de Metrologia.214 e a norma da FUNDACENTRO.4. o ruído contínuo ou intermitente é aquele não classificado como impacto. Ruído Contínuo e Intermitente Segundo a NR-15 da Portaria n.Além da calibração de campo.151/00). -30-31- . Não deve ser permitida nenhuma exposição para ouvidos desprotegidos a níveis de pico acima de 140 dB. Se a instrumentação não permite a medição de p1co no circuito C. Do ponto de vista técnico. 4. Quando se utiliza a instrumentação específica pela norma ANSI S1. ruído contínuo é aquele cujo NPS varia até 3 dB durante um período longo (mais de 15 minutos} de observação. os instrumentos de medições devem ser certificados periodicamente em laboratórios especializados. da Portaria n. PARTE IV PARÂMETROS UTILIZADOS NAS AVALIAÇÕES DE RUÍDO 4.

nesse caso. com duração menor de 3 (três) segundos.61 x log O + 85.06 Dx8 Leq=16. devem ser considerados seus efeitos combinados.61 x logT+85 Quando o fator de duplicação for 3. Leq = 1O x log O + 85. Nível Equivalente de Ruído O nível equivalente de ruído é chamado de Leq (Equivalent Sound Para fator de duplicação 5.06 Separando os membros da fração. Este instrumento indica a dose em percentual.3. 117 0. -33- Onde: D = Dose eqUivalente em fração decimal.0602 x Leq -5. aplicando o mesmo procedimento. o procedimento é bem trabalhoso. po1s é necessário estimar ou cronometrar com exatidão os tempos de exposição a cada nível A ACC IH recomenda o uso de medidor de NPS para obtenção da dose somente para níveis estáveis de ruído. anexo 1. x 0. 8 = log 2 x( L:q -17) = Considerando o log 2 igual a 0. teremos: Dx8 Leq =log _I_ + 5.0. a literatura costuma denominar como Lavg (Levei Average). teremos: _ Dx8 5. aplica-se o logaritmo na base 1o aos dois membros: log cn =tempo total de exposição a um nível específico.117 Explicitando o Leq na equação. em vez dos efeitos individuais (NR-15. conforme limites estabelecidos no anexo 1 da NR-15. 0.. Dose Equivalente de Ruído ou Efeitos Combinados Quando a exposição ao ruído é composta de dois ou mais períodos de exposição a diferentes níveis. o valor obtido no audiodosfmetro deve ser dividido por 100. Assim.17) Dx8 Leq = 10 x log--+85 T O valor do nível equivalente de ruído para 8 (oito) horas é denominado TWA ( weighted average sound leve~ e é obtido pela seguinte equação: Leq = 16. T" = a duração total permitida nesse nível. Para resolução da equação. Leve~. -32- .0.4. a energia sonora duplicará. a cada aumento de 5 dB. fato r de duplicação igual a 3.-1 x Io g .301.301 x( L:q -17) Dx8 =T =0. T = Tempo de medição q =Fator de duplicação igual a 5 (incremento). ou seJa. o limite será excedido quando este for superior a 100%.06 T 0.117 Leq . item c). Esse efeito combinado ou dose equivalente é calculado através da soma das seguintes frações: O resultado obtido não pode exceder a 1 (um). teremos: O = ~ x2( L:q . o cálculo de Leq será igual a: Vamos denominar o nível Equivalente de Ruído de Leq e seu cálculo é feito a partir da equação da dose. Entretanto. teremos: 1og log 08= .+ . A dose ou efeito combinado podem ser obtidos também com o medidor de NPS. Os efeitos combinados podem ser obtidos com maior precisão utilizando-se o audiodosfmetro. 4.4. Qualquer que seja a denominação. é importante que o leitor compreenda o conceito. Assim. fator de duplicação igual a 5.

esse nível é de 80 dB(A).1 7 ' Leq = 16. em razão do nível de ação estabelecido pela NR-9.' 1 dB(A). A dose de ruído ou efeito combinado para o fator de duplicação 5 e nrvel de corte de 80 dB(A) é igual a: É o nível de ruído mínimo considerado no cálculo da dose de ruído.11 dB(A) A dose igual a 0.67 + 85 Leq = 82.1 7. Normalmente.0 85 86 A dose de ruído ou efeito combtnado para o fato r de duplicação 5 é iguala: c1 c2 cn -+-+7.10 + 85 Leq Onde: T =Tempo em horas L= Nível de Ruído -34- =85. ou seja.61 x log 1. conforme a tabela a seguir: Nível de Ruído dB(A) Tempo de Exposição (horas) 1 4 3 Máxima Exposição Diária (horas) 4 8 7 Exemplo: para o nível de ruído igual a 80 dB(A).0 3.67 corresponde a um nível equivalente de ruído de 82. conforme anexo 1 da NR-15. é dado pela seguinte equação: T = (L ) =16 horas --17 2 5 8 1 4 3 --l-+-=110 4 9. T2 95 84 86 Tn 1 4 3 -+-+-= 117 4 8 7 ' Leq = 16.5. O cálculo do tempo máximo de exposição para os níveis de ruído abaixo de 85.0 9.61 x log 0.61 x log 1.Exemplo 1 Um trabalhador fica exposto a ruído durante a jornada de trabalho.1 dB(A) durante toda. . Nível de Corte A dose de ruído ou efeito combinado para o fator de duplicação 5 e nível de corte de 85 dB(A) é igual a: 1 3 -+-=0 67 4 7 ' Leq = 16. conforme a tabela a seguir: Nível de Ruído dB(A) Tempo de Exposição (horas) 1. o tempo máximo de exposição diária é: T = (--17 ) 80 2 5 8 = 16 horas 90 Exemplo 1 Um trabalhador fica exposto a ruído durante a jornada de trabalho.0 4.13 dB(A) 4.0 Máxima Exposição Diária (horas) 2.68 dB(A) -35- . JOrnada de trabalho. uma exposição constante a 82.17 + 85 Leq = 86.

5 Hz. 10Hz ou até 1000Hz. a avaliação dos níveis de ruído com análise de frequência tem várias aplicações na Higiene Ocupacional e na Acústica.61 log 6x60 480 dB NEN =87. A largura dessa banda pode ser larga ou estreita. os med1dores sao acoplados ou integrados com filtros. a largura da banda é a mesma. Contudo. Portanto.122 Hz. As normas da Previdência determinam a utilização do NEN para fins de comprovação do possível direito à aposentadoria especial. no entanto. atenuando consideravelmente os demais. centrais e superiores. Na band~ de oitava. o NENé igual a: NEN =90. 20Hz. 25 Hz. Outra h1potese em que e necessária essa análise é na avaliação do ruído nas cabines audiométricas e conforto acústico.7. enquanto na terça de oitava. 50 Hz. Esses filtros têm l~rg~ra independente da frequência central. razão pela qual o conhecimento da distribuição dos níveis de ruído nas mesmas é importante na definição do risco de perda auditiva. Análise de Frequência Como vimos na parte I a faixa de frequência audível para um som ser ouvido está compreendida entre 20 a 20000Hz. =NE + 10 log TE 480 dB Onde: NE =Nlvel médio de exposição ocupacional diária TE= Tempo de duração. Na terça de oitava. da jornada diária de trabalho. 1/3 de oitava ou terça de oitava ou até 1/24 oitava.61 log TE 480 dB Exemplo: o nível médio de exposição diária é igual a 90. Exemplo: 16 Hz. A NH0-01 define para q =3 o NEN por meio da seguinte equação: NEN auricula~e~ pelo método ~atalhado também exige análise de frequência. Na Higiene Ocupacional. Com relação à largura da banda. os filtros mais utilizados são 1/ 1 oitava ou banda de oitava e 1/3 de oitava ou terça de oitava. teremos na banda de oitava os limites inferior e superior de 71 oHz a 1. Nessa faixa o Nível de Pressão Sonora distribui com intensidades diferentes em cada frequência. Nos filtros de percentual constante. de 891 Hz a 1. essa relação é igual a 2 1f3. . Para q = 5. em minutos.5 Hz. Esses filtros devem atender as normas internacionais e nacionais para cada classe em função da precisão de sua resposta de frequência. 31.420 Hz. 31 . Exemplo: na frequência central de 1. na adoção de medidas de controle coletivas é fundamental a análise de frequência. Exemplo: 16 Hz. para fins de comparação com o limite de exposição. enquanto na terça de oitava é de 447 a 562Hz (ver Tabela 1). a) Filtros de frequéncia N~ análise ~os níveis de pressão sonora nas diversas frequências. Exemplo: 90 dB em SOO Hz em banda de oitava.000Hz. ou seja. Esses filtros deixam passar o sinal cortado em determinada banda de frequência. 63 Hz. Os filtros consistem num sistema que permite a passagem apenas dos componentes dentro da largura da banda.000 Hz.0 + 16. A Tabela 1 mostra os limites e frequência centrais dos filtros de banda e terça de oitava. 500Hz. Exemplo: largura da banda igual a 1 Hz. em qualquer frequenc1a central. A largura da banda constante permite a análise mais refinada.6. a equação é a seguinte: NEN =NE + 16. Nivel de Exposição Normalizado (NEN) Segundo a NH0-01 da FUNDACENTRO. normalmente existem aquelas frequências predominantes (maior de nível de pressão sonora) . ou seja. o valor é filtrado na faixa de 355 a 71OHz. Para jornada de 6 (seis) horas. 40 Hz. O ouvido humano responde subjetivamente de maneira diferente nas diversas frequências. . é o nível de exposição convertido para uma JOrnada padrão de (oito) horas diárias. 4. a faixa de frequência é dividida da seguinte forma: a relaçao de uma frequência central e sua consecutiva é igual a 2.4. a faixa é a seguinte: frequências 1nfenores. 1.0 dB. No mesmo sentido o cálculo da atenuação dos protetores -36- -37- .92 dB A largura da banda pode ser constante ou percentual constante. fi/fi +1 = 2. a largura da banda é sempre ao percentual da frequência central e é padronizadas em 1/1 oitava ou banda de oitava.

6 84.000 10.079 8.4 28.623 7.1 112 141 178 224 282 355 447 562 708 891 1.0 68.9 86.5 86..680 8.500 16.-1 ~ I --~--~.778 2.8 89. ..5 44..8 89.. __ _! __ I I I ! 22 I I 31.818 2.TABELA1 Banda de 1/1 oitava (Hz) Banda de 1/3 oitava (Hz) b) Aplicação prática Numa avaliação dos Níveis de Pressão Sonora em dB(Iinear) com análise de frequência em bandas de terça de oitava foi obtido o seguinte espectro sonoro: 100 95 __ F.7 56.7 00~--~--~--~---~--~--485 .8 22..5 44.000 1.000 5. __ _! ___ 1 _ _ _ I 1 I I I I I_ _ _ .000 2.420 891 1..0 1.!.000 1 1..122 1..239 2. ..5 40 50 63 80 100 125 160 200 250 315 400 500 630 800 1.220 11.4 F< 16 20 25 31.. I .130 17. I I I 88 I I I I I I I I 125 I I I 177 112 141 178 500 1k 2k 4k 8k 16k 177 250 355 224 282 355 Os dados numéricos dos Níveis de Pressão Sonora em função das frequências estão listados na Tabela 2.1 __ .000 20.548 4. .000 12.!.413 1.6 86..150 4..2 35.0 80..623 5.8 88. ..5 I I I I I I 44 28.000 F2 17.420 2.2 84..600 2. 11 I I FC 16 I I Fz 22 F.130 17.840 4.913 11 .000 6.0 63.840 1 778 2.. __ _! ___ I _ _ _ I I I I I 1 __ _ .0 20.780 22.5 40.000 11 360 7..000 T 22 720 14.360 16.239 2..818 2.2 82.T . 14...8 22.548 4.413 12. .'1 .0 82.079 8.500 3.000 l 2.1 1 ..2 35..!..0 100 125 160 200 86.467 5.390 .1 17.680 3.0 50.0 31.4 78.913 11.0 25.-~-- ao 75 70 -- I 44 63 88 56.2 64...5 16.467 5.780 -38- -39- .. 355 500 710 477 562 708 TABELA2 FREQUÊNCIA (Hz) Nível de Pressão Sonora (NPS) em dB(Iinear) 710 1.122 1.2 70.300 8.220 14..1 80.2 70.000 T I 5.250 1.

.630 2.1SO 4000 5.9 -8.2 1.2 90.2 dB(Iinear).I I I I I I I I I I I I I ' I I _.9 -0.6 88.0 O.rI --.2 2.7 87.- .S Ass1m.0 0.2 Correções d a c urva de compensação A para análises efetuadas por bandas de frequência com a largura de 1/3 de oitava Bandas de Frequência (Hz) Correção (dB) Bandas de Frequência (Hz) Correção (dB) Bandas de Frequência (Hz) Correção (dB) soo 630 800 1000 12SO 1600 2000 2SOO 3150 4000 5000 6300 8000 10000 12SOO 16000 20000 100 125 160 200 250 31S 400 .l .0 1..4 .1 -13..-_J I I I I I I I I I I I I I I .S 87. .-I I '1"---j I I I --+-- J-I I -1 I - -1 . o espectro sonoro dos Níveis de Pressão Sonora ponderado na curva A em bandas de terça de oitava obtido é o seguinte: 110 1001 .8 86.JI I .000 1. No mesmo exemplo. -.8 soo 630 800 1. 50 40 10 30 .10.8 90.8 82..3 86.~ ---r-- __ ao 70 60 I I I I I --r-.000 -3.FREQUÊNCIA (Hz) Nível de Pressão Sonora (NPS) em dB(Iinear) TABELA3 250 315 400 86.1. --~---r -.0 89. _ _.--. 31.0 87.500 3..4 85.5 89. -40- -41- .~---~--.6 -6.J 20 .3 1.7 86.r--.S 88.1.8 89..19.1.0 88..l .2SO 1.- A soma logarítmica dos Níveis de Pressão Sonora resulta no valor global igual a 103.90 I J--~---L--L--J -.1 .8 0.1 89.6 -4. . os dados dos Níveis de Pressão Sonora ponderado ou compensado na curva A são obtidos com as correções constantes na Tabela 3.16.2 .5 63 I I I I I I I I I I I I I I I 16 125 250 500 1k 2k 4k 8k 16k Os dados numéricos dos Níveis de Pressão Sonora em função das frequências estão listados na Tabela 4.6 1.1 88.000 1. ---.8 88.

que não causará danos à saúde do trabalhador durante a sua vida laboral. Assim sendo. sem sofrer efeitos adversos à sua capacidade de ouvir e de entender uma conversação normal.1 23.4 77.0 63.5 40.250 1. calcula-se o nível de pressão sonora total ou resultante.6 11. 4.3 51.000 12. Limites de Tolerância O subitem 15.2 61.8 58.300 8.1. em seguida.000 2.000 4. Para a ACGIH (American Conference ofGovernamentallndustrial Higienists).2 37.0 50.5 da NR-15 estabelece que o Limite de Tolerância é a intensidade máJ<1ma ou mínima relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente. Adição e Subtração de Níveis de Ruído As operações em decibéis não são lineares.600 2.000 10.4 45.5 90.6 70.0 85.9.0 20. Exemplo: NPSA =92 dB(A) NPSB =86 dB(A) -42- -43- .000 5.500 3150 4.TABELA4 FREQUÊNCIA (Hz) Nível de Pressão Sonora (NPS) em dB(A) A soma logarítmica dos Níveis de Pressão Sonora resulta no valor global ponderado igual a 100. para adicionar ou subtrair níveis de pressão sonora.5 16. Portanto.8 Fonte B Fonte A ~ Ponto de med1ção 12.9 67.8.500 16.4 91. 22.0 31.4 90.7 dB(A).000 20.1 82.7 79.2 87.000 6.0 100 125 160 200 250 315 400 500 630 800 1. efetuar a soma ou a subtração.1 77. é necessário calcular a razão média quadrática das pressões de cada nível e.0 80.5 88.4 38.4 87.0 89.4 73.0 88.8 86.0 85.2 82. 100 dB + 90 dB não é igual a 190 dB.000 1. pois a escala do nível de pressão sonora é uma relação logarítmica.6 81.0 90.5 88.6 84. Com esses dados.7 87.0 25. os limites de exposição ao ruído referem-se aos níveis de pressão sonora e aos tempos de exposição que representam as condições sob as quais se acredita que a maioria dos trabalhadores possa estar exposta repetidamente.

2 =1og(~r ~ (~r = ( ~r = 10.2 =1og( pa) po 92 10 · 2 ~ 3 2 r-. C.F .83 X 108 = 15. B.o .a) Cálculo da raiz média quadrática para 92 dB (A) NPS = a) Método Gráfico Para serem evitados cálculos complexos. no ponto "0". foram criadas curvas de adição e subtração em dB.6~ (~r = 108. D.98x108 c) Razão Média Quadrática Total FONTE A NPS em dB(A) 85 81 82 B c D E F 80 87 94 94 G 19.E .83 x 10a NPS10141 = 93 dB(A) .98 d} Nível de Pressão Sonora X 108 •D .85 X 108 + 3.85 86 = 101og( X 10 8 r- o o 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Diferença em dB entre os dois níveis adicionais b} Cálculo da raiz média quadrática para 86 dB(A) Exemplos de adição de Nível de Pressão Sonora: ~r Suponhamos que as fontes A. F e G produzam. isoladamente.6 (~r= 3. l'ooo 92 = 101og( p8 ) 10 Po g 9.2.c • B .8.G NPS10001 = 1Olog NPSto~a po ( ~ola/ )2 .A -45- = 101og 19. conforme gráfico a seguir: Fig . os seguintes níveis de pressão sonora: log(~r .44 - .. Subtração de Níveis de Pressão Sonora (f) 101og(~r 2 92 = 101og(~r ~9. E.

2) =94 + 0.51 dB 97. com todas as fontes funcionando simultaneamente.1x95 + 100.1x90) O 80 E 87 F G 85 I 94 I 97 I 94 I NPS1 = 10 log {10 1 109. 8. 95 dB e 90 dB.s+ 1090) o+ NPST= 101 . O Nível de Pressão Sonora Total. -47- . = 94 + 3 = 97 dB (A) b) NPS6 .2 dB (ver gráfico Fig. O NPS quando todas estão funcionando. Subtração de Níveis de Ruído a) Método Gráfico Exemplo de subtração de Níveis de Pressão Sonora: 98.3 NPST.2 =94. produzem os seguintes níveis de ruído: 100 dB. b} Método por Cálculo Matemático A adição dos níve1s de ruído pode ser feita também por meio de equações: a} Fontes 1guais: NPST= NPSF+10 logN Onde: NPS1 = Nível de Pressão Sonora Total NPSF= Nível de Pressão Sonora da Fonte de Ruído =14 N =Número de fontes de ruído Exemplo: Num determinado local.NPS0 = 94-80 NPS.94 =O correção de 3 dB (ver gráfico 1) NPS.4 4. C.2 95. produzem nível igual a 100 dB. é igual a: NPS1 NPSF +101ogN NPS1 = 100 dB+101og10=110 dB b) Fontes diferentes: NPS1 = 10 log à 10 °·1 NPs Exemplo: correção de 0.2 dB (A} B 81 c} A 85 c 82 E 87 F 94 = 9~.6 dB (A} = Num determinado local 3 (três} fontes de ruído. 1Ofontes de ruído. é de 100 dB.1 O.6 NPST 95. é igual a: NPS = 1 O log ã 1O 0 1NPs 1 d) A B 81 c 82 NPS1 =10 log (1001x100+ 100. E e F estão funcionando d) Todas estão funcionando a) NPSF. isoladamente. isoladamente.98 3 dB(A) -46- Uma lixade1ra pneumática está colocada no meio de outras máquinas.NPS6 = 94. O Nível de Pressão Sonora Total . com todas as fontes funcionando simultaneamente.Calcule o NPS no ponto "O" nos seguintes casos: a) Só G e F estão funcionando b) Só O e Gestão funcionando c) A.

Determine o NPS produzido no ponto de medição pela lixadeira isoladamente. Ao paralisar seu funcionamento.1010 o [ Lr Lr ] -48- -49- .Desligando-se somente a lixadeira. o NPS reduz-se a 96 dB.= Nível de Pressão Sonora Total ~ Lixadeira LF = Nível de Pressão Sonora da Fonte Exemplo: O Nível de Pressão Sonora n'dB(A) tiente externo de uma determinada indústria é de 75 dB(A). o Nível de Pressão Sonora reduziu para 71 dB(A).8 dB(A) [ 75 7] 1 7 6 5 4 3 2 o o 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Subtração de Níveis de Pressão Sonora b) Método por Cálculo Matemático A subtração dos níveis de ruído pode ser feita também por meio de equação: NPS = 101og 10 1 . Onde: NPS =Nível de Pressão Sonora L. O NPS produzido por essa indústria é igual a: 9 8 0 NPS = 1Olog 1010 -10 1 = 72.

NfVEL DE RU(DO
dB j~

MÁXIMA EXPOSiyÃO DIÁ RIA PERMISSIVEL 8 horas 7 horas 6 horas 5 horas 4 horas e 30 minutos 4 horas 3 horas e 30 minutos 3 horas 2 horas e 40 minutos 2 horas e 15 minutos 2 horas 1 hora e 40 minutos 1 hora e 15 minutos 1 hora 45 minutos 35 minutos 30 minutos 25 minutos 20 minutos 15 minutos 10 minutos 8 minutos 7 mmutos

PARTE V

85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 98 100 102 104 105 106 108 11 o 112 114 115

PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO DE RUÍDO
5.1. Avaliação da Exposição Ocupacional do Ruído
A avaliação da exposição ocupacional do ruído encontra-se regulamentada no Brasil pela Portaria n. 3.214, NR-15, Anexos 1 e 2, sendo também aplicada a NR-9, que exige nível de ação quando a dose de ruido for> 0,5 (Leq =80 dB(A)).
5.1.1. LIMITES DE TOLERÂNCIA

O item 15.1.5 da NR-15 da Portaria n. 3.214 define como limite de tolerância a concentração ou intensidade máxima ou mínima relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará dano à saúde do trabalhador durante sua vida laboral. Já a ACGIH (American Conference Governamental Industrial Hygienists) estabelece que o limite de tolerância para o ruído não protege todos os trabalhadores dos efeitos adversos da exposição ao ruído. O limite de tolerância visa a proteger a maioria da população, de forma que a perda auditiva média produzida pelo ruído nas frequências de 500, 1.000 e 3.000 Hz, durante 40 anos de exposição, não exceda a 2 dB. Assim, os valores dos limites de tolerância são referenciais para um programa de conservação auditiva. Consequentemente, o limite de tolerância representa as condições sob as quais se acredita que a maioria dos trabalhadores expostos repetidamente não sofrerá efeitos adversos à sua capacidade de ouvir e de entender uma conversação normal (ACGIH). A NR-15 definiu como ruído contínuo ou intermitente aquele que não seja de impacto. Para o rufdo contínuo ou intermitente, a NA-15, anexo 1, fixa para cada nível de pressão sonora o tempo diário máximo permitido, conforme a tabela a seguir:

A) Limite de tolerâncta para ruído contínuo ou mtermitente

Para os valores encontrados no nível de ruído intermediário será considerada a máxima exposição diária permissível, relatada no nível imediatamente ma1s elevado. O quadro de limites de tolerância adotado pela NA-15 é de 85 a 115 dB(A), sendo o incremento igual a 5, ou seja, a cada aumento de 5 dB(A) o tempo máximo diário de exposição reduz-se à metade. Atualmente, a NIOSH e outros órgãos internacionais utilizam o incremento igual a 3 dB, isto é, a energia sonora duplicará ou reduzirá metade a cada aumento
- 51 -

-50-

operando em "linear" e circuito de resposta para medição de nível de pico, e o nível máximo de exposição permitido será fixado em função do número de impactos diários, calculado através da seguinte expressão: NP = 160 -logn (dB), onde: NP = nível de pico, em dB(Iin}, máximo permitido n = número de impactos ocorridos durante a jornada diária de trabalho Com base nessa expressão, a NH0-01 elaborou uma tabela correlacionando os níveis de pico máximo admissíveis e o número de impactos ocorridos durante a jornada diária de trabalho, conforme transcrição a seguir: TABELA 01 Níveis de pico máximo admissíveis em função do número de impactos

para efeitos ototóxicos são: tricloroetileno, dtssulfeto de carbono, estireno, mercúrio e arsénio (ACGIH. 2010).
5. 1.2. INSTRUMENTOS DE MEDIÇÕES A) Medidor de Nível de Pressão Sonora

N,
120 121 122 123 124 125 126

n

N,
127 128 129 130 131 132 133

n

N,
134 135 136 137 138 139 140

n

10.000 7.943 6.309 5.011 3.981 3.162 2.511

1 995 1.584 1.258 1.000 794 630 501

398 316 251 199 158 125 100

A NR-15, Anexo 1, estabelece que os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis (dB}, com o instrumento de nível de pressão sonora operando no circuito de compensação "A" e no circuito de resposta lenta. Já a ACGIH recomenda que o nível de pressão sonora deve ser determinado por um medidor de nível de pressão sonora ou dosímetro que atenda, no mínimo, às especificações para medidores de nível de som 81.4 1983, tipo S2A ou a especificação para dosímetros individuais de ruído, ambos da American National Standards lnstitute (ANSI). Com esse instrumento (decibelímetro), são obtidos, os níveis de ruído instantâneo, sendo necessário determtnar o tempo de exposição a cada nível, visando a obter a dose de ruído ou efeito combinado de acordo com o item 6, Anexo 1, da NR-15. Esse instrumento deve medir, pelo menos, os circuitos de compensação A e C.
8) Audiodosímetro (Medidor Integrador de Uso Pessoal)

Fonte: NH0-01 -

FUNDACENTRO.

Quando o número de tmpactos ou de impulsos diário exceder a 10.000 (n > 10.000), o ruído deverá ser considerado como contínuo ou Intermitente. O limite de tolerância valor teto para ruído de impacto corresponde ao valor de nível de pico de 140 dB(Iin). O nível de ação para a exposição ocupacional ao ruído de Impacto corresponde ao valor Np obtido na expressão acima, subtraído de 3 decibéis (Np- 3) dB.

Quando há exposição diária a diferentes níveis de ruído, devem ser considerados os efeitos combinados, em vez dos efeitos individuais de cada um deles, conforme explicado anteriormente (Parte IV). Esse efeito combinado ou dose equivalente é definido como a soma das seguintes frações:
2 -1+ - .... -

C

C

c

T

T2

T"

cn indica o tempo total em que o trabalhador fica exposto a um nível de ruído específico.
T" indica a máxima exposição de área permissível a este nível, segundo o quadro de limites de tolerância. A determinação da dose ou efetto combinado e o nível equivalente de ruído devem ser feitos, preferencialmente, através de medidores tntegrados de uso pessoal (dosímetros de ruído). Este equipamento deve
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Finalmente, cabe destacar que as exposições a certos agentes químicos podem resultar em perda auditiva. Em situações nas quais possa haver exposição a ruído, bem como a tolueno, chumbo, manganês ou n-butanol. recomenda-se a realização de audiometrias periódicas que devem ser cuidadosamente revisadas. Outras substâncias sob estudo
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ser configurado de acordo com as exigências do critério estabelecido na NR-15, ou seja, jornada de trabalho de 8 (oito) horas, dose 100% ou 1 para 85 dB(A) e incremento igual a 5. C) Analisador de frequência Esse instrumento é útil para determinar as frequências do ruído e, consequentemente, verificar se o NPS concentra-se nas frequências onde a resposta subjetiva ao ruído é maior (2.000 a 5.000 Hz). Além disso, a análise de frequência permite especificar os isolamentos acústicos e calcular a atenuação dos protetores auriculares. 5.1.3. PROCEDIMENTOS DA AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL O objetivo fundamental desse tipo de avaliação é verificar a exposição do trabalhador ao ruído, ou seja, verificar o nível de ruído a que o trabalhador fica sujeito durante sua jornada de trabalho. Os procedimentos de avaliação da exposição ocupacional são estabelecidos na NR-15, Anexo 1, norma técnica da FUNDACENTRO, método NIOSH, OSHA, ACGIH, dentre outros. Na NR-15, Anexo 1, o procedrmento é bem simplificado. A norma não determina as especificações dos medidores, nem particulariza os procedimentos de abordagem dos postos de trabalho e medições individuais integradas ao ruído de impacto; ao contrário do que ocorre com outras normas, especialmente aquelas recomendadas pela FUNDACENTRO (norma NHT-01 ), cuja consulta sugerimos aos leitores. No sentido de orientar os leitores, passaremos a expor o procedimento que normalmente adotamos em nossos trabalhos de avaliação ocupacional de ruído. A) Reconhecimento Em primeiro lugar, deve-se estudar o fluxo do processo produtivo da empresa ou setor analisado, de forma a identificar os locais onde há exposição ao ruído, fontes de ruído, turnos de trabalho, duração da jornada, dentre outros. 8) Grupo Homogêneo Segundo a NH0-01 da FUNDACENTRO, Grupo Homogêneo (GHE) corresponde a um grupo de trabalhadores que experimentam exposição
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semelhante, de forma que o resultado fornecido pela avaliação da exposição de parte do grupo seja representativo da exposição de todos os trabalhadores que compõem o mesmo grupo. A definição do Grupo Homogêneo pode ser feita tomando como base o organograma funcional da empresa. Deve-se definir os cargos existentes e, dentro deles, verificar as funções desempenhadas, ou seja, as atribuições desses cargos, po1s muitas vezes o cargo não aproxima-se à função desempenhada. Exemplo: numa mineração, um trabalhador classificado no cargo de operador de equipamentos móveis exerce, no entanto, a função desempenhada pelos trabalhadores lotados nesse cargo; pode ser operador de trator de esteira, operador de caminhão, operador de pá carregadeira etc. Outro exemplo: uma fábrica de cimento onde os trabalhadores são classificados como operadores de produção, embora dentro desse cargo haja grupos de operadores de moinho, operadores de fomo, operadores de ponte etc. Assim, o grupo homogéneo se aproxima mais definido função, pois há uma diferença significativa entre o nível de exposição ao ruído sofrido pelo operador de moinho e aquele sofrido pelo operador de forno, ou seja, não há semelhança de exposição ao agente. C) Avaliação do ruído nos postos de trabalho Definidos os grupos homogéneos, devem ser analisados os postos de trabalho. Esses postos podem ser fixos (únicos) ou variáveis. A função desempenhada pelo operador de painel, por exemplo, é fixa, pois é realizada somente em um local. Por outro lado, a função desempenhada por um encarregado de setor é um posto variável, já que suas atividades podem ser realizadas em vários locais. Outra variável da expos1ção são as oscilações dos níveis de ruído. Há posto de trabalho úmco, todavia o nível de ruído é variável. Exemplo: caldeireiro, que trabalha em local fixo, mas o NPS varia de acordo com as operações, tais como: desempeno de chapas, rebarbação com lixadeira etc. Há outras situações em que o NPS é constante, porém o trabalhador varia de local. Exemplo: uma fábrica têxtil onde o trabalhador desempenha suas atividades nos setores de fiação, tecelagem e escritório, todos com níveis de ruído diferentes. O) Medição de níveis de ruído Após definir os grupos homogêneos e seus respectivos postos de trabalho, passa-se para a avaliação do ruído Primeiramente, deve-se
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essa definição muitas vezes não alcança os resultados esperados. das características operacionais e do objetivo da medição. é recomendável realizar a medição durante toda a jornada. o técnico deverá emitir o seu parecer sobre o possível risco da exposição ocupacional ao ruído. se forem realizadas 1Odosimetrias. isto é. passa-se à dosimetria. ou seja.O e leq =85 dB(A) Essa estimativa é fundamental. Outra situação de exposição que ocorre com frequência é a exposição bem acima do limite em determinado dia.usar instrumentos de medição de boa qualidade. estimam-se a dose e o nível equivalente de ruído esperado. o ciclo de operações se repete no restante da jornada não avaliada. deve-se calcular a parcela de contribuição na dose normal diária. Desse modo. pois permite conferir a exatidão da dosimetria a ser realizada. Entretanto. Depois de realizados todos os procedimentos anteriores. -59- . com a mesma exposição ao ruído.0. as quais devem ser adotadas para eliminar ou neutralizar o risco. devem ser medidos os níveis de ruído instantâneo nas operações ou fontes geradoras de ruído no posto de trabalho em questão. a exposição normal de um trabalhador é de 90 dB(A) e dose= 2. conforme será visto mais adiante no item 5.4. desde que a soma das frações em período de 7 (sete) dias seja menor ou igual a cinco e que nenhuma dose diária ultrapasse a três. A ACGIH admite que a soma das frações da dose de um dia específico qualquer pode exceder a unidade. por exemplo.5 4. é necessário projetar a dose para 8 (oito) horas.:::. calibrados corretamente. 8.0 e Leq = 95 dB(A). Com base nesses dados. A dosimetria pode ser realizada durante toda a jornada de trabalho ou em parte dela. teremos: D . a dose projetada para 8 (oito) horas será igual a 400% ou 4. na prática. administrativas ou no homem. Deve-se salientar que o número de medições em função da quantidade de trabalhadores expostos a determinado grupo de risco pode ser determinado através das regras estatísticas. quando o ciclo de trabalho for regular e se repetir durante todo o período. em cada GHE. bem como as medidas coletivas. porém em um dos dias da semana ele fica exposto a um ruído de 11 OdB (A) durante 2 (duas) horas. a definição do número de medições em cada grupo de risco deve ser determinada pela análise detalhada das tarefas desempenhadas e dos locais de exposição. 5. Assim. Assim. durante 4 (quatro) horas de medição. Estratégia de avaliação de ruído As normas do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) e da FUNDACENTRO não definem o número de dosimetrias a serem realizadas em cada Grupo Homogêneo de Exposição (GHE). Nesse caso. Em seguida. = = =1. devendo os leitores aperfeiçoá-lo. possivelmente teremos doses diferentes em todas as medições. o ciclo das operações. -58- Na avaliação ocupacional do ruído é importante definir a estratégia de medição visando a realizar número adequado de amostras de ruído. por exemplo. se é fixo ou itinerante e se os níveis de ruído são variáveis em função das operações. A estratégia de avaliação dependerá do tipo de exposição no posto de trabalho analisado. por exemplo. 1. assim. Se o trabalhador operar esse equipamento durante o restante da jornada. no restante da jornada de trabalho.1. além de outros que são requisitos básicos numa medição de ruído. Com essa análise. por causa da grande variação dos níveis em razão da natureza dos serviços realizados. a função desempenhada. temos verificado que. que deverá ser acrescida no cálculo DOSE média da exposição normal. Nesse caso. Para isso. numa oficina de manutenção mecânica. Assim. No Apêndice I encontra-se um modelo de laudo de avaliação da exposição ocupacional do ruído. baterias carregadas. a dose de ruído estimada será de: 50% da jornada de 8 horas= 4 horas.0 x 0. Quando os níveis de ruído são muito variáveis. determinando o valor representativo da dose e Leq. Lembramos que esse modelo é apenas uma sugestão. ou seja. sua frequência e a estimativa do tempo de cada uma delas. Essa exposição resulta numa dose igual a 8.0 e o Leq = 90 dB(A).os dados obtidos devem ser tratados estatisticamente. a dose projetada permanecerá 200% ou 2. obteve-se Leq 95 dB(A) e dose 200% ou 2. se. conforme recomendações das normas técnicas e do próprio fabricante. nível de 70 dB (A). Sendo assim. A dosimetria poderá ser feita em parte da jornada. Exemplo: um trabalhador desempenha sua atividade num escritório durante 50% da sua jornada de trabalho e 50% num local onde o nível de ruído médio é de 90 dB(A). E) Laudo técnico Com base nos dados obtidos nas avaliações. Entretanto. o operador permanecer em local sem exposição ao ruído.0 Exemplo: Numa operação de carregadeira. deve-se analisar o posto de trabalho.4.

08 1 2 2 2 2 2 2 2 2 23 Z.252 2 2 3 3 3 3 3 3 .5 1.u o o o o o l O o lO I o o o o o o oro o lO I o O o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o ll o o o u u :o 1 1.1 3.35.033 o o = o.!lro 18'2 (). Essa norma parte da hipótese que a exposição ao ruído ao longo do tempo segue uma distribuição normal.8 1 1.: z 2 2 2 2 2 2 z 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 3 3 3 2 2 ~·'2· 3 2 2 2 2 2 2 -2. TABELA 1 INTERVALO DE CONFIANÇA OP N N 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 T 4.55.005 2 2 2 2 2 ~2 2 22 2.5 lo.1 2..3 M 1.045 1 1 1 I 1 1 1 2 31 2.: '2 2 2 ó! ó! 2 2 2 ó! 2 3 13 3 13 3 3 2 2 13 3.2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 -2 2 2 3 3 3 3 .1 5. Sendo assim. 2) Efetuar.3 2.2 1 1 3 4 ô --s.7 5.1 4.003 2 2 2 2 .8 3.201 O i O lO 13 2179 010 lO 14 216 o o o 15 2.1 2.8 lo.101 2 2 2 2 2 2 2 2 2) 2.052 29 2. o procedimento consiste no seguinte: 1) Selecionar aleatoriamente os dias de avaliação dos níveis de ruído para cada GHE.j 3 3 3 2 2 2 z 2 2 1 2 z z 1 2 2.9 5 3 2 12 2 12 5 5 5 3 3 4 12 3 3 2 2 2 12 2 2 2 2 2 1 2:" 2 2 2.& lo.-s--s..3 3 13 i 3 4 4 4 4 2 2 2 3 13 13 ~ 12 12 -2. 3) Calcular a média e o desvio padrão das medições realizadas Seja L1 o nível equivalente Leq das amostras (i"' 1.776 4 4 4 4 15 -s.2 12 2 I 12 2 1 212 1 1 1 2 2 I 1 1 1 1 2 2 1 1 1 1 1 2 1 1 1 1 ' 1 1 1 1 1.1Wl 1 1 2 2 30 2.6 3.s 3 3 3 3 3 3 4 4 4 4 4 3 3 3 3 3 3 -:1'3.7 0.. .3 2 2 2 2 2 3 .4 1 1 1 1 12 1 I 12 13 13 13 13 7 llJ 8 8 8 9 5 :.7 1.8 2.S 31 . segundo o número de amostras e o referido desvio obtido. com base na norma francesa. n DP 3.m 7 8 !.7 1.3 1.siO.069 25 2.5 1.1 1.16 2 212 2 2 '22 '2 2 2.009 S1 2 o o o o o o o o o o o o o o 1 o IO o o o o I 1 I o o o o ·o 1 I o -(f 1 1 o o o o O• 1 1 1 1 o o o 00 0 1 1 1 1 o o o o o o I 1 1 o o o oolll 1 1 1 o lO i O o o lO o I o lO o lO o o 0 1 1 1 1 o o :o ro 1010 1 o o o 10 o lO o o o o lO o O Iu 1 1 o o o 'o o lO O I o o o o 0 0ro o lO .na avaliação ocupacional de ruído normalmente os técnicos encontram dificuldades em definir o número ideal de avaliações.2 2. deve-se procurar na tabela o erro cometido na determinação da média.6 2.7 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 1 2 2 2 1 1 2 2 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 I 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 I I 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2.2 2.131 212 12 2 12 ..7 2.365 J 3 3 3 3 3 ~ 3 3 3 3 3 3 3 3 3 •2.2 -60- -61- .8 2.5 2.045 31 2.2 8 18 6 6 6 16 7 7 4 14 4 4 5 15 5 5 4 4 3 3 3 3 3 3 4 4 4 4 2 3 3 '3 3 ~ 3 3 3.7 o.2 5.6 1. ..8 4.014 1 1 1 I 1 1 1 51 2.W! 1 1 1 1 2 2 2 2 2 26 Z.05 127 12. após o cálculo do desvio padrão (DP).ST· .9 6 14 14 14 14 15 a· ·a 9 7 6 9 7 6 5 5 4 4 4 4 3 3 3 3 3 3 9 7 9 5 9 10 6 5 5 5 5 .j 2 3 3 3 3 3 2 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 2 3 2 3 3 2 2 2 2 2 2 2 2 4 4 4 4 4 3 4 3 3 3 3 3 3 3 3 33 3 3 3 3 7 77 6 6 6 5 T 6 5 5 5 4 5 5 4 4 4 4 4 4 -3 3 33 3 3 3 3 2 2 4 4 3 3 3 3 4 4 3 3 3 3 3 3 2 2 2 3T 3 3 2 2 2 2 2 2 · 2 '22 z 2 2 2 2 2 ·:r 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 12 2 12 2 ~ T .03 4 2.9 2 2.93 3.(J74 1 1 2 2 2 ~-:r 2 2 242.145 o o o 16 2.8 5.069 1 1 1 2 2 2 2 2 ó! >:l2.53.179 2 2 2 2 2 2 2 2 2.11 o o o 19 2.STI 3 4 14 4 4 4 4 4 14 2.1 3.~1 1 1 I 1 1 1 46 2.3 I 1 2 12 12 1 1 1 1 2 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 fT 1 1 1 I 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 I 1 1 1 I I 1 I 1 I 1 1 I 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 I 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 o 1 1 1 1 1 1 1 1 1 I I 2.084 da Association Française de Normalisation.201 2 2 2 2 2 ~2 3 2..03 1 1 1 1 41 2.3 3..9 o o I o lO o 1 1 1 1 1 o I.2 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 o 1 1 01 1. 2 2 2 -2 2 2 2 12 2 2 12 -2 2 2 • 2 '2 2 2 2 2 2 12 2 2 2 2 2 2 2 '2 2 2 • 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 1 1 I 2 2 2 2 2 2 2 2 2 ~ 3 2 3 3 1 1 2 2 2 2 2 -2 ~· ['2' 2 2 2 1 1 1 1 1 1 I 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 1 1 2 1 1 2 1 1 2 2 1 2 2 T 1 2 1 2 2 2 2 22 2 12 2 2 2 2 2-2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 22 z 2 22 1 1 2 I2 2 2 2 2 2 2 2 -2..4 4.Jl 2. 6 6 6 6 6 6 7 7 4 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 6 6 4 4 4 4 4 4 4 5 5 5 5 5 5 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 5 3 3 3 3 4 4 4 4 4 4 4 4 4 .9 4 4.2 1 2 22 1 1 1 2 2' 1 1 1 12 1 I 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 I 1 1 1 I 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 i T 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 LL.12 o o o 18 2.056 28 2.001 1 1 1 2 rT 2 1 1 129 2..228 2 2 2 2 2 3 3 3 3 2..~ 8 8 1919 [919 10 11C llU 3.08 o 23 2.074 o 24 2..2 4.9 12 . 4 4 4 3 3 2 :2 2 ·~ 2 '2 .042 35 2.6 4.& 10.1 1.4 2.n).2 1.8 3 3. estabelece procedimento de avaliação do ruído e tratamento estatístico dos dados.. em função do número de medições (N) e Desvio Padrão (DP).44 >r ~ o o ~ -o 1 1.014 5 2.8 1 I 1 1 1 1 1 I 1 1 1 1 1 I I 1 1 I 1 1.12 12 12 2 ~2 2 2 2 2 .6 5.2 2 212 2 2 2 2 2 2 2 2 212 212 2 2 2 2 2 2 2 2 212 2 2 2 2 2 1 2 2 2. no mínimo.52.3 4.4 2 12 . 3 (três) avaliações em cada Grupo Homogêneo de Exposição em dias aleatórios.054 12 12.a D.1 1 1 1 1 1 1 1 I I I 1 1 1 1 I I 1 I 1 1 1 1.182 5 516 6 6 6 6 6 7 2. 3 3 3 4 4 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 J 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 2 • 2 '3 3 3 13 3 3 3 3 3 3 3 5.2.048 30 2.NF.131 o o o 17 2.009 1 1 I S1 2 1 I 1 I 1 1 T 1 4) Calcular o desvio padrão-DP de acordo com a seguinte equação: DP = J<L-LY n-1 5) Os limites de confiabilidade com 95% de certeza. A média do Leq é igual a: Média= DP N T 10 2.2 2 2 2 2 21 2.s 2.-2 2 2 2.252 11 21 2. Jii SL 2 2 2 2 .4 3. são dados nas tabelas 1 e 2.5 5 5.r3' [3 3 2 2 2 2 2 2 2 2 2 ' '2 "' ' ' ' 2 2 2 2 2 2 2 = T.056 1 1 1 1 1 2 2 2 2 26 2.~1 4lj 2..6 2.042 1 1 1 1 1 1 ó! 35 2.: 211 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2.101 o o o 2) 2.066 o 22 2.7 4. A NTP 270 Instituto de Seguridade Higiene en el Trabajo do Ministério do Trabalho da Espanha.7 3. Assim.54.447 3 3 3 3 3 4 4 4 4 2.4 2.145 2 2 2 i2 2 2 2 2 ó! 2.OO 1 1 I 1 1 ~2 'Z/2.5 2.

3dB 01 02 03 04 05 91 94 93 89 88 Consultando a Tabela 1.5 e N= 5. o valor obtido foi igual a 90 dB(A). de forma a considerá-lo ou não no cálculo da média. estabelece que a medição dos níveis de ruído. 8) Procedimentos de avaliação A NR-15. a verificação da insalubridade deverá ser baseada nos limites e procedimentos ali previstos. foram realizadas avaliações de ruído em dias aleatórios. Anexo 1. numa sexta medição. dentre outros) . por exemplo. a norma fixa o quadro.DP DP _ - (91. o limite de confiabilidade com 95% é igual a 2. Para o ruído de impacto. Embora os limites estabelecidos por essa norma encontrem-se defasados em relação aos limites da ACGIH. o nível equivalente de ruído com limite de confiança de 95% de certeza é igual a Leqm= 91 ± 2 dB{A).91)2 + (89. Avaliação do Ruído para Caracterização da Insalubridade Os Anexos 1 e 2 da NR-15 da Portaria n.91) 2 + (94 . o limite de confiabilidade com 95% é igual a 3. realizada em dia aleatório. Assim. deve ser feita com o Instrumento de Nível de -62- -63- .91)2 + (90.91)2 5 1 _ . Com esse dado.DP DP = l91 .0 dB(A).2. 190 da CL T. é necessário realizar medições sucessivas. realizar novas amostragens também em dias aleatórios. Desse modo. Se as medidas forem efetuadas com um medidor do tipo 2. 5.6) Se o erro superar 2dB (A). obtendo-se os seguintes dados: Número medição (N) Leq em dB(A) b) Cálculo do Desvio Padrão. o valor L eqm será igual a 91 ± 3 dB(A). nos termos do art. Convém ressaltar que. Como esse intervalo é superior a 2. Aplicação prática: Num determinado Grupo Homogêneo de Exposição.214 estabelecem o critério quantitativo para a verificação da insalubridade por ruído. 3. uma vez que a competência para estabelecer as regras usadas na caracterização da insalubridade é do Ministério do Trabalho e Emprego.3 e N= 6. efetua-se os novos cálculos da média e do Desvio Padrão (DP): a) Cálculo da média Média = 91 + 94 + 93 ~ 89 + 88 + 90 = 91•0 dB(A) A caracterização da Insalubridade por ruído só ocorrerá quando o NPS superar os limites previstos nos Anexos 1 e 2 da NR-15.91)2 6 _ 1 =2.GHE.91)2 + (88 .0 dB(A).91? + (89 .0 dB(A). é necessário analisar os dados específico~ de cada amostra. Portanto. para o desvio padrão (DP) =2.2. Conforme comentado no item anterior. contínuo ou intermitente. devendo. para o Desvio Padrão (DP) = 2. os limites são 120 dB(C) ou 130 dB(Iinear).0 dB(A) b) Cálculo do Desvio Padrão. resultando num intervalo global de 3.0 dB(A). já que o incremento da NR-15 ainda é de 5 dB (não há número de impactos diários estabelecidos no Anexo 2 da referida norma. em medições onde os valores do L possuem grande variação. a) Cálculo da média Média= 91 + 94 9 89 88 + : + + = 91.91)2 + (93 . a incerteza desse instrumento é de ± 1 dB(A).91)2 + (88 .5dB _ A) Caracterização Consultando a Tabela 1. o número de medições é insuficiente para se obter a média com intervalo de confiança de 95% de certeza. nesse caso.91)2 + (94 . o NPS e o seu respectivo tempo máximo diário de exposição.91)2 + (93.

consequentemente. quando os níveis de ruído forem variáveis durante a jornada de trabalho. ou quando esse equipamento não for capaz de reduzir a intensidade do ruído abaixo do Limite de Tolerâncta (art.Todavia. nível de corte. a insalubridade será caracterizada se o tempo de exposição diário for superior a 4 (quatro) horas. sem proteção adequada. Quanto ao uso de audiodosímetros na avaliação para fins de insalubridade. Calculando a equação dos efeitos combinados. observa-se que. a máxima exposição diária permitida é de 4 (quatro) horas e de 2 (duas) horas. quando combinados. no caso de um empregado que trabalha sem o protetor auricular. para os níveis de 90 dB(A) e 95 dB(A). em local com nível de ruído de 90 dB(A). operações em que os níveis de ruído são variáveis.Pressão Sonora. a medição realizada com o audiodosímetro é menos trabalhosa e mais precisa. Desse modo. exposições a níveis de ruídos variáveis. empilhadeiras. a soma das frações é superior a 1. em perícias judiciais. embora isoladamente cada tempo de exposrção seja compatível com o respectivo nível de ruído. conforme o item 6 do Anexo 1. o uso do audiodosímetro é tecnicamente mais correto. 2 horas. o perito obtém na medição um ntvel de ruído instantâneo. respectivamente. Do resultado da soma dessas frações podemos obter também o nível eqUivalente de ruído (LeQ). 80 dB(A) . Quando se utiliza o medidor de nível de pressão sonora (decibelímetro). Quanto ao aparelho de medição. não tem nenhum fundamento técnico. Obs. No entanto. determinar o tempo de exposição para cada nível e. para cada nível de ruído. sendo que as leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador. EXEMPLO: Um trabalhador se expõe. vez que a obtenção da dose e Leq com o uso desse instrumento é bem mais precisa. que é igual a 90 dB(A)./ T . como. 191. o eventual questionamento dos profissionais da área jurídica sobre o uso desse instrumento. significando que o empregado ficou exposto a um nível de ruído contínuo de 90 dB(A) -65- . Nesses casos. de forma que o somatório de C/ Tn seja inferior a 1 (item 6 do Anexo 1 da NR-15). Deve-se também salientar que o audiodosímetro auxilia o perito a determinar com maior exatidão a real exposição do trabalhador ao ruído contínuo ou intermitente. e a atividade. em seguida. teremos: Dose ou efetto combJnado: .). Aliás. . por exemplo. em situações como: trabalhadores itinerantes (mecânicos de manutenção. o perito deverá medir o nível de ruído instantâneo. Além disso. Anexo 1 da NR-15. por exemplo. operando no circuito de compensação "A" e circuito de resposta lenta (s/ow). a norma não menciona a especificação do equipamento a ser utilizado (tipo 1. há um tempo máximo de exposição diária permitido sem o uso de protetor auricular. 4 2 4+ 2 = 2 Portanto. o audiodosímetro é um medidor de nível de pressão sonora. conforme o quadro do Anexo 1. entre outros. a partir do qual deverá ser verificado o tempo de expostção -64- do trabalhador.). A insalubridade será caracterizada quando os tempos de exposição aos níveis de ruído superarem os limites estabelecidos no referido quadro e o trabalhador não fizer uso etetivo do protetor auricular. A NH0-01 recomenda o uso de dosímetros que tenham a classificação mínima do tipo 2. Assim. ao estabelecer os efeitos combinados ou dose equivalente (â C. indiretamente autorizou o uso do audiodosímetro. 2 ou 3). durante uma jornada de trabalho de 8 (oito) horas. ocorrem. A determinação da dose de ruído pode ser obtida com o medidor de nível de pressão sonora ou com o audiodosímetro. é insalubre. nem menciona expressamente o uso de audiodosímetro. li da CLT). Segundo o quadro do Anexo 1.: na equação dos efeitos combinados não é necessário utilizar níveis de ruído abaixo de 85 dB(A). na maioria dos casos. aos seguintes níveis de ruído: 90 dB(A) 95 dB(A) 4 horas. efetuar o cálculo dos efeitos combinados. lixadeiras manuais tratores. encarregados etc.2 horas. Quando na jornada de tr'abalho ocorrem dois ou mais períodos de exposição a diferentes níveis de ruído. o item 6. Analisando o quadro dos limites de tolerância. devem ser considerados os seus efeitos combinados (dose equivalente).

Lembramos que esse model~ e apenas uma sugestão. Outro aspecto importante a ser comentado é a exposição a níveis de ruído acima de 115 dB (A).2003 o Decreto n. usa-se a seguinte fórmula: Leq =16. nao estará adequadamente protegido.831/64 (revogado em março de 1997) estabelece o limite de 80. Em 19. pois estamos sempre procurando aperfeiçoá-lo. mesmo utilizando protetor auricular.dependendo do tipo de audíodosímetro. a norma não define -66- Com base nos dados obtidos nas avaliações. Ao término da medição. 3. quando se afirma que o nível equivalente de ruído é de 90 dB(A).191. Esse aparelho. 90. Já o item 7 reafirma o item 5 e acrescenta que tal exposição oferece risco grave e iminente. evitando o conflito entre os critérios. concluí-se que a atívídade é insalubre. nada se pode afirmar sobre insalubridade sem que seja mencionado o tempo de exposição. Al~m ~isso •. pois a maioria dos protelares auriculares atenua em média 20 dB. a partir da equação dos efeitos combinados. acreditamos que os leitores que lidam com a matéria também o farão. pode-se recorrer ao audíodosímetro para essa finalidade. o técnico deverá emitir o seu parecer sobre o possível risco da exposição ocupacional ao ruído. 5. máquina ou equipamento. enquanto no Decreto n. deve info~mar se o protetor auricular fornecido é capaz de reduzir a 1ntens1dade aba1xo do limite de tolerância. Para se obter o valor do nível equivalente. como ocorre normalmente em perícias judiciais. quando a avaliação for realizada somente com o Medidor de Nível de Pressão Sonora (Decíbelímetro}.0 do quadro do anexo IV do Decreto n. que é de uso individual. Logo. posto de trabalho. o perito deverá determinar o tempo de exposição para cada nível de ruído. os limites serão diferentes isto é. pois os tempos de exposição já foram computados na soma das frações dos efeitos combinados.obtido com o decíbelímetro . O item 5 do Anexo 1 estabelece que não é permitida a exposição a níveis superiores a 115 dB(A) sem proteção adequada.3.214/78. Avaliação para Fins de Aposentadoria Especial A) Limites de tolerância/critério de avaliação O agente ruído possui limite de tolerância nas normas previdenciárias. 3. podendo a Delegacia Regional do Trabalho o embargar ou Interditar a obra ou estabelecimento. C) Laudo tecnico Onde: D é o resultado da soma das frações (dose em efeitos combinados) T é o tempo de exposição em horas Leq é o nível equivalente em dB(A) Como pode ser observado. 53. ll. conforme determina o art. Decreto n. dependendo da época de prestação de serviço do segurado. Todavia. Aliás.o nível equivalente de ruído e a dose referente ao tempo de medição.61 x Log T Dx8 + 85 qual é a proteção adequada nesse caso. um trabalhador exposto d~rante 8 (oito) horas a 115 dB(A).080/79 (também revogado) e.sem proteção adequada.882/03 evoluiu no sent1do de uniformizar o limite de tolerância com a NR-15 da Portaria n.0 dB. 4. Ressalte-se que. o limite para fins de concessão de aposentadoria é de 90. O Decreto n. bem como o gerenciamento do seu uso efetivo. conforme especificado nos Certificados de Aprovação do MTE.0 dB(A).048/99. • No Apêndice 11 encontra-se um modelo de laudo de avaliação de rUJdo pa~a caracterização de insalubridade. essa uniformização foi explicada e sugerida nas edições antenores dessa obra -67- . podem ser 80. o perito deve projetar a dose e calcular o Leq representativo da jornada. No entanto. área atingida.0 dB(A). durante a medição é colocado no bolso do trabalhador com seu microfone o mais próximo possível da zona de audição. Porém.048/99 (vigente}. estabelecendo a concessão de aposentadoria especial à exposição a níveis de exposição normalizados superiores a 85. 83. Portanto. de modo a obter a dose e o Leq. da CLT. O Decreto n.0 dB. é fornec1do di reta ou índíretamente.0 dB(A) ou 85. Caso a medição não tenha sido realizada durante toda a jornada de trabalho.11. 3.durante a sua jornada. 4.0 dB(A). para um trabalhador exposto a nível de ruído de 90 dB(A) . pois sob tal nível de ruído lhe é permitido trabalhar até 4 (quatro} horas por dia.882 alterou o item 2.

0 3.0 2. as medidas adotadas devem ser capazes de reduzir a intensidade do ruído abaixo do limite de tolerância. Com essa regra. teremos: 1 . essa alteração definiu também a curva de compensação "A" para avaliação do ruído. sendo necessáno. Assim. somente caberá o enquadramento como especial quando a dosimetria for superior ao limite de tolerância.0 Oficma Área lndustnal Sala de compressor 75. Cabe destacar que atualmente existem diversos Audiodosfmetros comercializados no Brasil que fornecem a evolução dos níveis de ruído durante a JOrnada e h1stogramas durante o período de medição. sempre que possível.0 3. um gerente pode expor eventualmente numa área ruidosa e. o trabalhador ficou exposto de forma intermitente no local ruidoso. Sendo assim. o cálculo de atenuação do EPI ou nova medição dos níveis de ruído quando adotadas medidas coletivas (fonte na trajetória). fontes geradoras e outros fatores que justifiquem o Leq obtido. portanto. dependendo do nível de ruído desse local.0 As normas prev1denciárias vigentes estabelecem que o laudo técnico deve constatar a informação de que o uso do equipamento individual ou colativo elimina ou neutraliza a presença do agente nocivo.0 4. Entretanto. Segundo essas normas. C) Eliminação ou neutralização O termo exposição permanente mencionado nos regulamentos da Previdência gera bastante controvérsia entre os intérpretes. estabelecendo o direito à aposentadoria especial quando o Nível de Exposição Normalizado.0 dB(A) a) Dose equivalente: Portanto. Exemplo 2 LOCAL NÍVEL DE RUÍDO dB(A) TEMPO DE EXPOSIÇÃOHORAS TEMPO MÁXIMO DIÁRIO PERMITIDO 10 = 1.0 dB(A) corresponde à expos1ção contínua a ess~ nível durante um período de 8 (oito) horas.0 7. Além disso.8) Avaliação do ruído/caracterização Como vimos.O ' b) Nível equivalente de ruído= 85. Atualmente as Instruções Normativas do INSS evoluíram no sentido de adotarem o critério científico na interpretação da exposição ocupacional do ruído. Exemplo 1 LOCAL NÍVEL DE RUÍDO dB(A) TEMPO DE EXPOSIÇÃOHORAS TEMPO MÁXIMO DIÁRIO PERMITIDO Sala do oerente Casa de máquinas 62. a) Dose equivalente: ~ + ~ = 2. enquanto a neutralização pode ser alcançada pelo uso de EPI. 3. o Decreto n.0 1.NEN for superior a 85 dB{A). sua eliminação pode ser feita por meio do controle na fonte e na trajetória. Acrescente-se ainda que o memorial ou histograma deve representar a jornada de trabalho do empregado. ser baseado nos dados fornecidos pelo aparelho. O 4 2 b) Nível equivalente de ruído= 90. devendo o memorial. dificultando a análise quanto à exposição diária do trabalhador. evita-se que no laudo técnrco conste somente o Leq ou dose.0 1. passamos a analisar essa expressão de forma a esclarecer os leitores.0 2.0 100.048/99 uniformizou com a NR-15 o limite de tolerância para ruído.0 95. serão explicadas ma1s detalhadamente.0 Aplicando-se os cálculos de dose e Leq explicados anteriormente. sua exposição a esse agente poderá ser permanente. devendo ser anexada a memória dos valores em tabelas ou gráficos. especialmente os cálculos de atenuação de EPI. não caberá o enquadramento da atividade como especial. as medidas de controle. a exposição desse trabalhador nesse local ruidoso é eventual. -69- -68- . Na Parte VIl. Primeiramente.0 dB(A) Nesse caso.0 90. Nesse caso. porém a exposição ocupacional ao ruído foi permanente pois o Leq igual a 90. não se pode confundir a exposição a ruído permanente com a exposição permanente no local onde há fonte geradora de ruído. Para o agente ruído. porém a exposição ocupacional ao ruído é permanente. constando o tempo de permanência do trabalho em cada nível de medição efetuado. na expostção a níveis de ruído variáveis.

VI Vll localização das possíveis fontes geradoras.214. desde que contenham os elementos informativos básicos constitutivos do LTCAT (Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho). Recepção. identificação do setor e da função. PGR.4.§ 11l da Lei n. -70- . Salas de música. são recomendados para as condições de conforto: -Os níveis de ruído de acordo com o estabelecido na NBA 10.CREA. V. norma brasileira registrada no INMETRO. 8. e Xll data da realização da avaliação ambiental. Os valores em dB(A) e NC (curva de avaliação de ruído) são os seguintes: LOCAIS Hospitais Apartamentos. conclusão do LTCAT.assinatura do médico do trabalho ou engenheiro de segurança. indicando os registras profissionais para ambos. De acordo com a Instrução Normativa vigente. Enfermarias.71 - . Berçários. VIII. A norma NBA 10. 35-45 40-50 45-55 35-45 40-50 45-55 35-45 40-50 45-55 35-45 40-50 30-40 35-45 40-50 30-40 35-45 40-50 30-40 35-45 40-50 30-40 35-45 XI. Laboratórios Circulação Hotéis Apartamentos Restaurantes. salas de desenvolvimento ou análise de projetas. via e periodicidade de exposição ao agente nocivo. PCMSO.identificação de agente nocivo capaz de causar dano à saúde e integridade física. identificação da empresa. mas não apresentem equivalência ou correlação com aquelas relacionadas na NBA 10. cabendo aos leitores que lidam com a matéria aperfeiçoá-lo. com o respectivo número da Anotação de Responsabilidade Técn~ca.213/91). deve ser feita com base nas demonstrações ambientais (PPRA.152 fixa os níve1s de ruído compatíveis com o conforto acústico em amb1entes diversos. ou por médico do trabalho.5. na análise desse documento.O) Laudo técnico 5. 3. Nas atividades que possuam as características mencionadas anteriormente. A NR-17 da Portaria n. estabelece que nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam solicitação intelectual e atenção constantes. arrolado na Legislação Previdenciária. O INSS. Circulação Residências Dormttónos Sala de estar dB(A) NC IV -descrição da atividade.2. tais como escritórios. o nível de ruído aceitável para efeito de conforto será de 65 dB (A). Sala de estar Portaria. Centros Cirúrgicos Laboratórios. para fins de aposentadoria especial. Áreas para uso de público Serviços Escolas Bibliotecas.ART junto ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura. em seu subitem 17. O LTCAT deverá ser assinado por engenheiro de segurança do trabalho. dentre outros. entre outros).152. O laudo técnico para comprovação da exposição ao ruído deverá ser expedido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho (art. Avaliação para Fins de Conforto e Jncômodo A) Limite de tolerância As normas v1gentes do INSS estabelecem que a comprovação da exposição aos agentes ambientais. IX Xdescrição das medidas de controle existentes. Lembramos que esse modelo é apenas uma sugestão. No Apêndice 111 encontra-se um modelo de laudo de avaliação de ruído para concessão de aposentadoria especial. Sala de desenho Salas de aula. 58. deverá observar os seguintes itens: I11 III se individual ou colativo.metodologia e procedimentos de avaliação do agente nocivo.152. e a curva de avaliação de ruído (NC) de valor não superior a 60 dB. de acordo com a Instrução Normativa vigente.

30 30 . Salas de projetos e de administração Salas de computadores Salas de mecanografia Igrejas e Templos (Cultos Meditativos) Locais Para Esporte dB(A) NC 30 .45 40-50 30-40 35-45 45-65 50-60 40-50 25 .LOCAIS Auditórios Salas de concertos. tendo sido adotada pela NBR 10. enquanto o valor superior significa o nível sonoro aceitável para a finalidade. Cinemas. implicar risco de dano à saúde.40 35 .55 Pavilhões fechados para espetáculos e atividades esportivas 45-60 Notas: a) O valor inferior da faixa representa o nível sonoro para conforto. conforme figura a seguir: Os valores numéricos das curvas NC em função da frequência estão na tabela a seguir: Níveis de pressão sonora correspondentes às curvas de avaliação (NC) Curva 63Hz 125Hz 250Hz 500Hz 1kHz 2kHz NC dB dB dB dB dB dB 4kHz 8kHz dB dB 15 20 25 30 35 40 47 50 54 57 60 64 36 41 44 48 52 57 29 33 37 41 45 50 22 26 31 36 40 45 17 22 27 31 36 41 14 19 24 29 34 39 12 17 22 28 33 38 11 16 21 27 32 37 -72- -73- .35 35 .45 40 .45 25-35 30 .60 45 .55 35 .000 As curvas de avaliação NC foram desenvolvidas para avaliar o conforto nos locais de trabalho.40 40 . Teatros Salas de Conferência. As curvas são determinadas para cada atividade em função das frequências do ruído em banda de oitava. 4. b) Níveis supenores aos estabelecidos nesta Tabela são considerados desconfortáveis sem. Salas de uso múltiplo Restaurantes Escritórios Salas de reunião Salas de gerência.152 da ABNT.000 Frequências centrais das bandas de oitava (Hz) 8. necessariamente.

152. 80 83 Portanto. A Constituição da República de 1988 determina.90 do CONAMA (Conselho Nacional de Meio Ambiente) determina que o critério de avaliação.03. Avaliação do Conforto da Comunidade e Perturbação do Sossego Público A poluição sonora constitui-se em grave problema. Exemplo: a NR-17 determina que.051/00. que é de competência comum da União. -74- -75- . quando não houver limites de ruído na legislação municipal.0 dB. provavelmente por se tratar de matéria específica e técnica.0. a esta tabela mostra os valores em cada frequência referentes à curva NC 60. Por esses motivos e em razão da grande ocorrência desse tipo de poluição no mundo moderno. não superior a 60. constitui-se na vilã por desencadear conflitos não resolvidos entre as pessoas. 8) Procedimentos de avaliação A avaliação dos níveis de ruído deve ser realizada no ambiente do local analisado.0 dB(A). é necessário medir os níveis de ruído em cada frequência de banda de oitava e compará-los aos valores estabelecidos para as respectivas curvas. o técnico deverá emitir o seu parecer sobre o possível risco da exposição ocupacional ao ruído. na determinação do conforto nos ambientes de trabalho. Níveis de pressão sonora correspondentes às curvas de avaliação NC 60 Curva 63Hz 125Hz 250Hz 500Hz 1kHz 2kHz dB dB dB dB NC dB dB 4kHz dB 8kHz dB 5. especialmente nos grandes centros urbanos. se houver.Silênc1o. centros de diversões.152 da ABNT. entre outros. 23. Assim. dor de cabeça. do Distrito Federal e dos Municípios proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas. em alguns casos. estresse. Além do dispositivo da NR-17.90 do CONAMA. irritação. Desse modo. 01 de 08. No Apêndice IV encontra-se um modelo de laudo de avaliação de ruído para conforto. e a curva de avaliação de ruído NC. A grande maioria dos Municípios não estabelece Valores de níve1s de Ruído máximos permissíveis nem metodologia de avaliação. pois pode provocar na comunidade distúrbios no sono.Curva 63Hz 125Hz 250Hz 500Hz 1kHz dB dB dB dB dB NC 2kHz dB 4kHz dB 8kHz dB C) Laudo técnico 45 50 55 60 65 70 67 71 74 77 60 64 67 71 75 79 54 58 62 67 71 75 49 54 58 63 68 72 46 51 56 61 66 71 44 49 54 59 64 70 43 48 53 58 63 69 42 47 52 57 62 68 Com base nos dados obtidos nas avaliações. dos Estados. A Resolução n. editando diversas Resoluções sobre a matéria. Lembramos sempre que esse modelo é apenas uma sugestão. podendo ser aperfeiçoado.03. 01 de 08. na avaliação do ruído para fins de conforto e perturbação do sossego público. bem como legislação estadual ou federal. indústrias. além de desavenças entre vizinhos e. administrativas ou no homem que devem ser adotadas para eliminar ou neutralizar o risco. devem ser observadas as recomendações da NBA 10. nas atividades que não apresentam eqUivalência ou correlação com os valores da NBA 10. o Governo Federal através do IBAMA criou o Programa de Educação e Controle de Poluição Sonora. bem como as medidas coletivas. Esse tipo de poluição é responsável por vários conflitos nas comunidades principalmente naquelas localizadas próximas a aeroportos. Para se obter o NC. conforme determina a Resolução n. o nível de ruído aceitável para efeito de conforto será de 65. em seu art. devem ser analisadas as frequências do ruído. bem como os níveis aceitáveis para fins de perturbação de sossego público serão aqueles estabelecidos na NBA 1O 151 dR ABNT 60 77 71 67 63 61 59 58 57 Desse modo.5. os valores dos Níveis de Pressão Sonora medidos em cada frequência devem ser comparados com os valores da tabela acima. deve-se basear na NBA 1. construções. As leituras devem ser tomadas na curva de compensação A (NR-17).

ou conjunto de medições relativas ao mesmo evento. ou seja. na ocorrência de reclamações. Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO). O calibrador acústico deve atender às especificações da IEC 60. deve ser utilizado o cálculo por meio de equação contida na referida norma. deve-se preferencialmente utilizar medidores que forneçam o valor LAeq. destacam-se: -Procedimentos de medição A avaliação dos níveis de ruído deve ser feita externamente aos limites da propriedade que contêm a fonte.Lc Segundo a NBA 10.Essa norma estabelece também que. a norma recomenda também que o LAeq seja acrescido de 5 dB(A).152 da ABNT. utilizando calibrador acústico portátil. nos projetas de construção e reforma de edificações para atividades heterogéneas.151 /00 determina que as medições devem ser efetuadas em pontos afastados aproximadamente 1. as medições devem ser efetuadas a uma distância de no mínimo 1 m de quaisquer superfícies. Já na presença de ruído e impacto e com componente tonais. -Nível de critério de avaliação. a identificação correta desse tipo de ruído requer estudo mais detalhado.NCA -ambiente externo De acordo com a NBA 1O. Além disso. no uso do respectivo poder de política.651 para o tipo o. A emissão de ruídos produzidos por veículos automotoras e os produzidos no interior dos ambientes de trabalho obedecerão às normas expedidas. considerando sempre os locais. item V). conforme IEC 60.20m do piso e pelo menos 2 m do limite da propriedade e de quaisquer outras superfícies refletoras. Caso o equipamento não execute medição automática do LAeq. tiros e explosões. a referida norma recomenda que o equipamento possua recursos para medição de nível de pressão sonora equivalente ponderado em 'A" (LAE0 ). -76- E importante destacar que o ruído de impacto é facilmente identificado. a1nda.151/00 da ABNT fixa as condições exigíveis para avaliação da aceitabilidade do ruído em comunidades. adotar o resultado do nível de ruído de maior valor -Equipamentos de medição Segundo a NBA 10. A referida Resoluçao determ1na. a norma cita como exemplos os zumbidos e apitos no entanto. o med1dor de nível de pressão sonora ou o sistema de medição deve atender às especificações da IEC 60. . sobre a emissão ou proibição da emissão de ruídos produzidos por quaisquer meios ou de qualquer espécie. que entidades e órgãos públicos (federais. LAeq. independente da existência de reclamações. estaduais e municipais) competentes. pois é mais preciso. com as janelas abertas ou fechadas de acordo com a indicação do reclamante. isto é. e pelo órgão competente do Ministério do Trabalho (Resoluçao 01/90. No interior de edificações.942. acrescido de 5 dB(A). respectivamente. ou melhor. renovado no mínimo por 2 (dois) anos. Dentre as regras estabelecidas nessa norma. incluindo análise de frequência.151/00. horários e a natureza das atividades emissoras. 152. no entanto. a norma recomenda determinar valor máximo medido com o medidor de nível de pressão sonora ajustado para resposta rapida (fast). piso etc. como paredes. No entanto. as medições devem ser feitas nas condições e locais indicadas pelo reclamante (suposto incómodo). pelo Conselho Nacional de Trânsito -:CONTRAN.151/00 da ABNT A norma NBA 10. Em seguida.151/00. Ademais. com vistas a compatibilizar o exercício das atividades com a preservação da saúde e do sossego público. a) Norma NBR 10.Correções dos níveis de ruído. o nível de cntério de avaliação NCA para amb1entes externos é de acordo com a tabela a seguir· -n- . Exemplos: marteladas. A norma determina também que o medidor de nível de pressão sonora e o calibrador acústico devem ter certificado de calibração da Rede Brasileira de Calibração (ABC) ou do Instituto Nacional de Metrologia. teto. paredes etc. somando 5 dB(A). o nível de som produzido por uma delas não pode ultrapassar os n!veis est~bele~idos pela norma NBA 10. a norma recomenda corrigir o Lc por meio do procedimento anterior. As medições devem ser efetuadas nas condições de utilização normal do ambiente. Para ruído com componentes tonais. a NBA 10. o Nível Corrigido Lc para ruído sem caráter impulsivo e sem componentes tonais é determinado pelo Nível de Pressão Sonora Equivalente. devendo ser de classe 2. como muros. o medidor de nível de pressão sonora deve ser calibrado antes e após a med1ção. Já como ruído com componentes tonais. Para o ruído com características impulsivas ou de impacto. No exterior das edificações. tipo 1 ou tipo 2. disporão de acordo com o estabelecido nesta Resolução.804.

data e número do último certificado de calibração de cada equipamento de medição. . nível de som superior a 10 {dez) decibéis. devem constar no mínimo as seguintes informações: -marca. predominantemente residencial Área mista. -78- 5.151/00 determina que no relatório de ensaio de ruído. Avaliação de Ruído em Cabines Audiométricas O Anexo I. . ou de hospitais ou de escolas Área mista. dispõe: Para os efeitos dessas normas. a diferença entre o ruído total (fonte+ ruído de fundo) e o nível de ruído com fonte desligada (ruído de fundo) deve ser inferior a 1O dB(A}. . no ambiente exterior do recinto em que têm origem. . Lembramos que esse modelo é apenas uma sugestão. . com base nessas normas.6. é necessário consultar a legislação específica especialmente do Município onde localiza-se a fonte do suposto incômodo.NCA -ambiente interno O nível de critério de avaliação NCA para ambientes internos é o nível indicado na tabela acima com a correção de -1 OdB(A). A NBA 10. porém. à segurança e ao sossego público quaisquer rufdos que: 1 . consideram-se prejudiciais à saúde. com vocação comercial e administrativa Área mista. referência a esta Norma. Essa verificação pode ser feita medindo os níveis de ruído com a fonte ligada e desligada. Se o dia seguinte for domingo ou feriado.dB(A).06.Nível de critério de avaliação. de acordo com os hábitos da população. para janela aberta. indicando as correções aplicadas. de Minas Gerais e a Portaria n. -o horário noturno e diurno pode ser definido pelas autoridades. Se o nível de ruído do ambiente ~for superior ao valor da tabela acima para a área e o horário em questão.nível de pressão sonora corrigido Lc. horáno e duração das medições do ruído. 92 de 19. é necessário analisar o ruído de fundo do ambiente.100.01. A Lei Estadual n. no sentido de caracterizar ou não a fonte poluidora no local. quadro 2. Desse modo. acima do ruído de fundo existente no focal. Acrescente-se ainda que outras legislações estaduais e municipais também adotam critério semelhante para verificação da fonte poluidora. 40 50 55 60 65 70 35 45 50 55 55 60 c) Laudo técnico Após a coleta de dados no campo.valor do nível de critério de avaliação (NCA) de ruído aplicado para a área e o horário da medição. no entanto. tipo ou classe e número de série de todos os equipamentos de medição utilizados.atinjam. de 17. devendo os leitores aperfeiçoá-lo. bem como as fontes poluidoras.80 do extinto Ministério do Interior. para janela fechada. o período noturno não deve começar depois das 22 horas e não deve terminar antes das 7 horas do dia seguinte.90. da NR-7 estabelece diretrizes e parâmetros mínimos para a avaliação e o acompanhamento da audição do trabalhador -79- . em dB(A) Tipos de áreas Áreas de sítios e fazendas Área estritamente res1dencial urbana. com vocação recreacional Área predominantemente Industrial Diurno Noturno Portanto.desenho esquemático e/ou descrição detalhada dos pontos da medição. os valores máximos permissíveis podem variar. e -15 dB(A).Nfvel de critério de avaliação NCA. o NCA assume o valor do L1w b) Caracterização da fonte poluidora Na avaliação do ruído do sossego público. 10. para ambientes externos. sem tráfego. o técnico deverá emitir laudo técnico com parecer sobre a possível perturbação do sossego público provocado pelo ruído. No Apêndice V encontra-se um modelo de laudo de avaliação de ruído para perturbação do sossego público. nível de ruído ambiente. o término do período noturno não deve ser antes de 9 horas.

0 51.0 18.253 -1 fornece os níveis de pressão sonora para testes em condução aérea.0 52.0 66..0 18.253-1. com a incerteza máx1ma de +2 dB devido ao ruído ambiente.000 Hz de oitavaISO ISO ISO Lmox Hz 78..0 39.. que não devem ser ultrapassados de forma a evitar o mascaramento dos tons de teste.0 19.000 33. o menor nível de limiar de audição a ser medido é de O dB.8.0 50 63 33.0 18.."'· Frequência Faixas de frequência do tom de teste central da banda de 1/3 125Hz.. conforme tabela a seguir: Tabela 01 Níveis máximos de pressão sonora permissíveis para o ruído ambiente lm••' em bandas de 1/3 de oitava para a audiometria de condução por via aérea. ..0 18.500 3. Nas empresas em que existir ambiente acusticamente tratado.0 35.0 36.0 18.300 33.253 -1 estabelece valores Lmax em terça de oitava para audiometria de condução aérea e óssea. quando fones de ouvido supra-aurais típicos são utilizados. Segundo a norma ISO..0 32.0 33. Níveis máximos de pressão sonora permitidos para o ruído ambiente L.253-1 estabelece os níveis de pressão sonora do ambiente em sala de testes audiométricos.1 determina que o exame audiométrico será realizado em cabina audiométrica.0 23.0 30.0 20.0 20..0 18. de acordo com a norma ISO 8.000 Hz oitava.0 52.0 23.0 18. os valores dos níveis de pressão sonora para audiometria de condução aérea foram determinados com o teste feito em fones de ouvido supra-auricular típicos.0 55._ .Hz ISO ISO Lm.através da realização de exames audiológicos de referência e sequenciais.0 27.0 19.8.253-1.0 34. cujos níveis de pressão sonora não ultrapassem os níveis máximos permitidos. a cabina audiométrica poderá ser dispensada.0 47..0 42.000 Hz 250 Hz ..0 31.0 35.0 34.0 8.0 37.0 Frequência Faixas de frequência do tom de teste central da 500 Hz .0 62.0 24..0 38.8.000 Hz 250 Hz ..6.0 57. .0 25. Caso sejam utilizados fones de outro tipo.0 34..0 59. a diferença de atenuação desses aparelhos e os valores fornecidos pela Tabela 2 devem ser somados aos valores de Lmax· A norma ISO 8. O sub1tem 3.8.0 30..000 2. 42.5 73. Se uma incerteza màx1ma de +5 dB devida ao ruído ambiente é permitida.0 36.0 27.0 43.0 35.0 23.0 34.250 1.000 6. conforme atenuação média constante na Tabela 2.0 48.000 Hz banda de 1/3 125Hz. A Norma ISO 8.Lrnax em bandas com frequência de terça de oitava.0 36.0 47...000 Hz 500Hz .0 18.0 28.0 34. Estes valores são especificados como níveis máximos de pressão sonora Permissíveis .0 56.0 23.0 32. os valores podem ser incrementados em 8 dB.0 20.0 25..0 30..0 27.600 2.000 1.0 18.000 5.0 18.1 .. que atenda à norma ISO 8.0 30.0 40 68.0 20.0 34. ISO Níveis máximos de pressão sonora permitidos para o ruído ambiente Lm.0 20.0 32.0 -81- 80 -80- .0 64.8.. A Norma ISO 8.0 Nota: utilizando-se os valores ac1ma.8.150 4.0 25.0 33.. 20 ~ Pa> 100 125 160 200 250 315 400 500 630 800 1.

0 1.5 40 50 63 80 100 125 160 200 250 315 400 Níveis máximos de pressão sonora permitidos para o ruído ambiente Lmax t. com a Incerteza máxima de +2 dB devido ao ruído ambiente.0 8.000 1.500 3.0 9.0 11.000 4.0 6.0 6.0 30..000 Hz ISO 55.Utilizando·se os valores acima. Frequência central da banda de 1/3 de oitava Hz 31 .0 soo 8.000 Atenuação sonora média dB Tabela 03 Níveis máximos de pressão sonora permissíveis para o ruído ambiente L...600 2.Tabela 02 Atenuação sonora média para fones de ouvido supra-aurais típicos. é difíc1l medir-se níveis abaixo de 5 dB.0 7.0 8.0 15.0 800 7.0 7.0 4.0 63.150 4.000 7.000 2.000 Hz 250 Hz 8.0 11 .0 630 8.0 35.0 1.150 4.0 Notas: 1 . Dados de atenuação baseados em ruídos de faixa estreita em um campo difuso são assumidos como fornecendo uma medição mais realista das propriedades de atenuação Valores um pouco menores que estes podem ser esperados com bandas de ruído em um campo difuso.-.000 8.250 7.0 39. 2 .0 2. - 82 - - 83 - . os valores podem ser incrementados em 8 dB.0 9.0 41. o menor nível de limiar de audição a ser medido é de O dB.250 1.000 2. todavia.0 15.0 8.0 5.0 25.0 21..0 17.0 4.0 56.500 6.0 15. Frequência Hz 31..0 3. dados insuficientes estão disponíveis atualmente 63.000 6 300 8.5 40.0 35.0 1.0 13. quando fones de ouvido supra-aurais típicos são utilizados.0 44.. utilizando-se tons puros em campo livre e fones de ouvido TDH39 com almofadas MX41/AR e Beyer DT48. ZOpPol Faixas de frequênci a do tom de teste 125 HZ 8.0 8.•• em bandas de 1/3 de oitava para a audiometria de condução óssea.300 9.0 49.0 20.0 50.0 100 125 160 200 250 315 400 500 630 800 1.000 15.0 ISO o o o 1 1 2 3 4 5 5 5 6 7 9 11 15 18 21 26 28 21 32 29 26 24 Nota: os valores dados estão baseados em medições.0 9. Se uma incerteza maxima de +5 dB devida ao ruldo ambiente é permitida.000 5.0 28.0 13.0 7.0 2.0 2.600 8.0 4.0 80.Como a maioria dos medidores de nlvel sonoro.0 8.0 47.

MÉTODO DO SIMULADOR COM MANEQUIM -IS0-01 1.PARTE 2 Nesse método utiliza-se uma cabeça (padronizada) com orelha (padronizada). as medições dos Níveis de Pressão Sonora nas cabines audiométricas devem ser realizadas com medidor de nível sonoro tipo 1. A metodologia dessa avaliação deve ser feita com base na Norma ISO/DIS 11. Tímpano \ Minlmlcrofone 5.225. de acordo com a IEC 60. conforme ilustram as figuras 1 a 3. ou medidor de nível sonoro integrador. -Deverá ser utilizado também o filtro de banda de 1/3 de oitava.904. partes 1 e 2.253 -1.Microfone posicionado com sonda 11.MÉTODO DO OUVIDO REAL -IS0-11.651.804.904. não é recomendado fazer qualquer medição sem estudo profundo e sem validação da metodologia e/ou equipamentos usados.Minimicrofone em canal auditivo aberto bloqueado Cabeça Artificial construída conforme a Norma ANSI S3. de acordo com a IEC 60.36 e IEC 959 para medição da Dose de Ruído -84- -85- .904. ao passo que a segunda utiliza um manequim simulador (técnica do Manequim) Fig. esta pode ser de três maneiras.7. Minlmlcrofone Fig. A primeira estabelece o método da colocação do microfone no ouvido real (técnica MIRE).Minimicrofone em canal auditivo Fig. 1 . 2. de acordo com a IEC 60. Assim. sendo que no canal auditivo externo da cabeça usa-se um Simulador de Ouvido padronizado.PARTE 1 Esse método consiste em colocar o minimicrofone do Medidor de Nível de Pressão Sonora no canal auditivo do trabalhador Quanto à posição de colocação do minimicrotone no canal auditivo para aplicação da técnica descrita na parte 1 da norma.-Segundo a norma ISO 8. A figura a seguir ilustra essa técnica: 1. 3. com m1crotone de precisão. Avaliação de Ruído em Teleatendimento A avaliação nos Headset deve ser realizada de acordo com normas Internacionais.

é o mesmo: somente varia o caminho para a sua excitação. não está havendo funcionamento adequado da cóclea e/ou do nervo auditivo. O aparelho auditivo é dividido em três partes: ouvido externo. então será denominada hipoacusia neurossensorial.PARTE VI EFEITOS DO RUÍDO NO ORGANISMO João Salvador Reis Menezesf6J Naray Jesimar A. "Ruído'' é uma mistura de sons. A energia que produzirá o som é recebida no ouvido externo (conhecido popularmente como "orelha") e se propaga através de um pequeno "corredor". o~ seja. não é sinônimo de barulho. A hipoacusia também pode ser mista. tecnicamente. Não devemos confundir "condução aérea" ou "condução óssea'' com "hipoacus1a condutiva" e "hipoacusia neurossensorial" (ou sensorioneural). Quando a energia (vibração) que excita as células ciliadas da cóclea é resultado da cadeia de eventos descrita acima. a cóclea. dizemos que houve a chamada "condução aérea" do som. para um lado e para outro.: excesso de cera no ouvido externo. é o seguinte: a audição humana se processa graças à ação do chamado "aparelho auditivo". Como qualquer outra função do corpo humano. há um ponto de equilíbrio para o funcionamento adequado do aparelho auditivo. tanto o aparelho auditivo precisa ser exercitado e estimulado para o seu desenvolvimento e aprimoramento como sofrerá exaustão se for por demais exigido e exposto a agentes que possam lesá-lo. o tímpano se movimenta. um conjunto de estruturas com funções diferentes e complementares que resultam na capacidade de uma pessoa perceber e entender um som. das partículas de um corpo) Neste texto usaremos o termo "ruído". Dentre os componentes do ouvido interno destaca-se aquele conhecido como "cóclea". por sua vez. ou seja. Esses impulsos são "decifrados": a pessoa percebe o som. - 86 - . tanto a porção condutiva quanto a porção neurossensorial apresentam-se com problemas. o tema é extenso e não teríamos a pretensão de esgotá-lo em poucas linhas. (7) Méd1ca do trabalho e advogaoa. que contém milhares de células sensoriais conhecidas como "células cHiadas". que são transmitidos ao cérebro pelo chamado "nervo auditivo". que estimulam a cóclea. Como qualquer outra função do nosso corpo. geram impulsos nervosos. O ouvido interno preenche uma cavidade situada na estrutura óssea do crânio.). Além disso. que é o "meato acústico externo". O órgão sensitivo final. Mas como se forma o som no ouvido humano? De modo resumido. é o som que incomoda (logo. vamos apenas lembrar que ruído. como o movimento. Quando essas células são apropriadamente estimuladas (pela energia que vem se propagando pelos ouvidos externo e médio). Os seus movimentos são (6) Médico do trabalho. Quando o som vibra diretamente o crânio e/ou vibra as paredes do meato acústico externo. que compõem o ouvido médio com o tímpano e dois pequenos músculos) até o ouvido interno. ocorre a "condução óssea". ouvido médio e ouvido interno. ou seja. Preferimos tecer comentários breves que pensamos poder ser entendidos sobretudo por profissionais não médicos. é necessário lembrar que o aparelho auditivo pode sofrer uma diminuição gradual de sua acuidade em virtude do próprio -87- Neste capítulo pretendemos fazer uma pequena abordagem acerca do tema ruído. ainda pertencente ao ouvido externo. já que os médicos (especialmente os do trabalho) têm nesse tema um campo frequente de estudo. tem componentes distintos e ainda é preenchido por um líquido. otites etc. Logo a princípio. até uma membrana chamada "tímpano". Ao receber a energia que vinha se propagando. este último conceito inclui componentes subjetivos). já consagrado pelo uso. "Som" é a vibração capaz de ser detectada pelo ouvido humano (entendendo-se "vibração". Na verdade. Paulind7! transmitidos por uma pequena cadeia de três ossículos (os menores ossos do corpo humano. Se a hipoacusia for decorrente de uma lesão no ouvido interno ou do nervo auditivo. "barulho". o som não está sendo adequadamente conduzido até o órgão sensorial que é a cóclea (ex. diremos que se trata de uma hipoacusia condutiva. sob o ângulo médico. grosseiramente. No interior da cóclea há uma estrutura chamada "órgão de Corti". A hipoacusia {diminuição da capacidade de audição) pode ser devida a uma lesão ou obstáculo no ouvido externo ou médio· nesses casos. isto é.

especificamente. em casos de sons como aqueles necessários e suficientes para confenrem trauma acústico. Contudo. afinal.). com isso. Mas qua1s seriam. pode ocorrer uma perda temporária da acUidade auditiva. As alterações que poderiam estar implicadas nessa perda temporária (portanto. muito mais está implícito nos cuidados auditivos com relação ao ruído: é a própria integridade humana que está em jogo. os limiares auditivos retornam à normalidade após -89- . é a possibilidade de indenizações civ1s (em dinheiro). e. essas sistemáticas do aparelho auditivo não têm "tempo para entrar em ação". sobretudo de maior monta. em atividades de lazer etc. Perda Auditiva Temporária Exposições moderadas podem inicialmente causar uma perda auditiva temporária. Trauma Acústico Sons de curta duração e alta mtensidade (explosões. detonações etc. Apesar de a questão primeira parecer ser o simples medo de indenização pecuniária. ainda. Há sons que. os prepostos ainda podem ver-se às voltas com processos penais por exposição da saúde a risco. discoteca. Trataremos aqui dos efeitos relacionados ao ruído maior que 85 dB(A}. nem são ouvidos pelo ser humano. o direito à arguição de indenização pelo dano sofrido. Aqui ainda cabe a lembrança de que. há prejuízo para a economia orgânica e uma função previamente normal. inclusive através de normas próprias. é inadmissível haver perdas auditivas gratuitas. de tão tênues. O aparelho auditivo possui sistemáticas que procuram "atenuar" as vibrações que chegam até a cóclea e diminuir. No caso do ruído no ambiente de trabalho. 6. nada irrisórias. aparelhos eletrodomésticos etc. por 8 (oito) horas/dia.) podem resultar em uma perda auditiva imediata. que podem pleitear os empregados e ex-empregados que apresentem alterações auditivas que possam ter nexo com o trabalho. em particular o órgão de Corti. nas ruas. uma vez que a legislação brasileira est1pula esse valor como limite máximo permitido para o trabalho. competições com veículos motorizados. Após exposição ao rufdo insalubre de qualquer origem (profissional ou não profissional). na escola. recuperável) ainda não foram totalmente esclarecidas (Edema intracelular? Alterações vasculares? Exaustão metabólica?). no lar. "walkman". estampidos de arma de fogo. outros há que são ouvidos dentro de uma faixa que temos como "normal" e sem potencial de agravos. Outros sons. podemos dividir esses efeitos em efeitos auditivos e efeitos extra-auditivos do ruído. Havendo lesão. Os efeitos auditivos podem ser divididos em traumas acúst1cos. severa e permanente. Não devemos perder de vista que tanto a legislação trabalhista como a previdenciária tratam do tema "ruído" e têm procurado aprimorar-se neste assunto. são ouvidos em frequência e intensidade suficientes para provocar lesões temporárias ou permanentes: esses sons podem estar presentes no trabalho. então. É igualmente importante. contudo. O que tem assustado as empresas. que a pessoa não seja exposta desnecessariamente a esse potencial de lesão em sua capacidade auditiva.1. sem proteção. os efeitos do ruído sobre o organismo humano? -88- Apenas didática e resumidamente. E importante lembrar que a diminuição da acuidade auditiva induzida pelo ruído ainda não é reversível (assim como aquela causada pelo envelhecimento normal da pessoa).1. Efeitos Auditivos do Ru(do 6. em virtude da própria poluição sonora. presente sobretudo nos grandes centros urbanos (trânsito. Como parte integrante e nada dispensável do organismo humano e sendo suscetfvel a lesões e perdas. Todas as estruturas do ouvido podem ser lesadas. conceituada como "trauma acústico". pode ocorrer a lesão.1.envelhecimento da pessoa (é o que se denomina "presbiacusia"). A existência de lesão já ~arante. já que são conhecidos alguns elementos que podem impedir o surgimento ou a progressão dessas perdas (diminuição do tempo de exposição ao rufdo. ou dentro de certo limiar pode progredir para um quadro de deficiência auditiva. o respeito pela condição humana do trabalhador. havemos de nos preocupar com a manutenção da audição em níveis pelo menos adequados à boa convivência humana. as chances de lesão auditiva. a delicada estrutura sensorial da parte auditiva do ouvido intemo (cóclea). além de outras implicações. O aparelho auditivo ainda pode ter comprometimento no seu "conforto" e mesmo no seu funcionamento. Contudo. por si só. com isso. que a literatura inglesa denominou TTS (temporary threshol shiff). uso efetivo de EPI etc.2.). redução do ruído ambiental. 6.1.há que se prevenir. efeitos transitórios e efeitos permanentes.

sobretudo em 4. não há repercussão na fala. Uma perda na audição que possa afetar as atlvidades normais cotidianas geralmente não é motivo de queixa até que os níveis auditivos nas frequências que têm importância na conversação normal (500 a 2. é descrito que a PAlA raramente afeta a audição em limtares maiores que 70 dB(A) nas frequências agudas e 40 dB (A) nas frequências graves.000.999:1990). alguns têm então chamado "PAIRO" (perda auditiva induzida por ruído ocupacional).8.000 e 6. 4. então. 3. idade.000/3.000.000. não há qualquer prejuízo social ou na vida de relações para a pessoa implicada. ocorrerá perda da vitalidade das células implicadas na audição . A conversação humana ocorre em frequências menores {SOO a 2. uma anormalidade no exame. doenças cardiovasculares.000 Hz. ou deixará de se processar (surdez). Havendo perdas permanentes. diabetes.000 Hz. 2.000.98) usa a expressão "Perda Auditiva Neurossensorial por Exposição Continuada a Níveis Elevados de Pressão Sonora de Origem Ocupacional". -91- A perda auditiva permanente tem sido conhecida popularmente em nosso meio como "PAlA" (perda auditiva induzida por ruído).000 Hz.3. Por -90- . Como as perdas auditivas começam por essas frequências. A literatura e as normas internacionais referem como sendo de 11 a 14 horas o período de relativo silêncio para a reversão da perda temporária . possível susceptibilidade individual etc. na escuta ou no entendimento da conversação.000 Hz.elas estarão débeis ou mortas. As perdas produzidas pelo ruído são descritas como ocorrendo com mais rapidez nos primeiros anos de exposição. A perda auditiva permanente dev1da ao ruído é descrita como ocorrendo primeiramente entre 3. O ruído ocupacional ocorre geralmente na faixa entre 3. Expressões audiométricas maiores que 25 dB(A) poderiam indicar. INSS. Enquanto as alterações no aparelho auditivo estiverem apenas restritas às frequências entre 4. o que pode afetar a qualidade de vida.8. então se deve pensar em outras possibilidades diagnósücas isoladas ou associadas. A perda auditiva é mensurada determinando-se limiares auditivos em várias frequências através do exame conhecido como "audiometria" (este é também o exame usado em programas de conservação auditiva para determinar se a proteção contra o ruído está sendo adequada entenda-se proteção como sendo o conjunto das ações individuais e coletivas acerca do ruído). lista a necessidade de 1O a 15 anos de exposição para haver uma manifestação clara de PAlA. uso de algumas medicações. O maior impacto da hipoacusia é exatamente sobre a habilidade de comunicação.000 Hz (altas frequências).000 Hz) mostrem perdas maiores que 35 a 40 dB. A literatura brasileira e normas internacionais dão conta de que 25 dB(A) é considerado como o limite máximo de normalidade (norma ISO 1. se esse ruído é sabidamente ocupacional. de 5. em função da própria anatomia e da própria dinâmica de funcionamento do aparelho auditivo humano. ainda são consideradas pequenas. A norma técnica mais recente até a elaboração deste texto (Ordem de Serviço n.000. 600. as perdas nas altas frequências progredirão muito lentamente.000. 1. Perda Auditiva Permanente outro lado. audição de músicas ou TV. que também será utilizada neste texto.um período de relativo silêncio {descanso da atividade ruidosa). Perdas entre 30 e 35 dB(A). "Após muitos anos de exposição. 8. particularmente em 4.000 e 6. estão situados entre 3.000 e 6.000 e 6. Quando se encontrar perdas maiores que os últimos valores citados. embora tais achados não sejam patognomônicos de PAlA. 1. 6.da! a recomendação internacional de que deva haver 14 horas de repouso acústico antes da realização do exame audiométrico. Os primeiros achados audiométricos alterados. destruídas. mas iniciar-se-á um processo de piora nas baixas frequências. sobretudo se em frequência isolada. no entanto. Geralmente a sequência de aparecimento das perdas na audiometria está assim listada: 6. É preciso pesquisar doenças genéticas. já citada. 500 e 250 Hz. então. Repetidas expos1ções ao ruído capaz de produzir perdas temporárias podem gradualmente originar perdas permanentes (as perdas permanentes são descritas como ocorrendo ao longo de anos de exposição ao ruído). exposição a ruído não ocupacional. É exatamente em função dessa sistemática de funcionamento/lesão que o trabalhador não toma "consciência" do problema que vem sofrendo até que os níveis que interferem na conversação estejam também afetados significativamente. doenças neonatais. publicada no DOU em 19. mas mantém o uso da sigla PAlA. Ou seja.000 Hz).98. e as fibras nervosas que existirem na mesma região acabarão degeneradas: a audição não se processará normalmente (diminuição da capacidade auditiva)." A Norma 600.000 Hz. alnda há tempo de proteger a audição do empregado (ou pelo menos tentar efetivamente).

isso é fato. Quando a perda se resume às faixas de 3. Sua própria fala. torna-se muito mais perceptível. causando grande desconforto no trabalhador (mas não patognomônico de PAI R e que pode ter causas concorrentes para aquele indivíduo).000 Hz ou menos.2. exceto nas funções em que a audição é fundamental (ex. começa a ser pronunciada em intensidade e frequência aumentadas (a pessoa começa a falar mais alto). suas repercussões ainda são pequenas. aqui já temos um prejuízo social mais significativo. discretas dificuldades para a compreensão da conversação quando há presença de ruído de fundo. Como é possível. e a qualidade de vida do indivíduo sofre prejuízo flagrante. a princípio. é evidente e não passa despercebido. O ruído estaria. somente os portadores de ouvidos mais aguçados relatarão alguma dificuldade auditiva (por exemplo.000 a 6. Havendo perdas em 1. rarissimamente a PAI R resulta em incapacidade total e definitiva para o trabalho. É sobretudo com o comprometimento das frequências de 2. Comumente a percepção inicial de que a audição do indivíduo não está muito boa é manifestada pela família. com sintomatologia ou conjunto de sinais que pudessem ser devidos à exposição ao ruído. dificuldade na identificação de tons mais agudos dos instrumentos musicais}. Há relatos de que tanto o zumbido pode ser progressivo quanto pode regredir espontaneamente. por outro lado. Esse prejuízo poderá excluí-lo de atividades prazerosas e da própria convivência familiar. a capacidade laborativa do trabalhador. não há comprometimento tão extenso da comunicação e convivência sociais. o indivíduo tende a isolar-se ou ser isolado dos demais.000 Hz Já está acometida mais severamente (35 dB(A) ou mais}. ora mais intensos. o comprometimento social que. Lembremos que. a progressão para 2. A logoaudiometria com e sem mascaramento poderá ser importante aqui. Efeitos Extra-auditivos do Ruído Muito se tem procurado discorrer acerca dos chamados "efeitos extra-auditivos do ruído''. ora mais vagos. contudo. A comunicação verbal estará comprometida e 1sso poderá levar a limitações importantes na sua vida social.000 Hz funcionaria quase como um "divisor de águas": estando essa frequência afetada. -93- . então já podemos ter o aparecimento das primeiras e. no silêncio da noite. já que a perda é neurossensorial. costuma não ser grandemente ou nada prejudicada. Apesar disso. ao contrário da surdez de condução). assim . -92- 6. conversas paralelas. Percebe-se que a frequência de 3. As que1xas do indivíduo portador de PAIR . então. A pessoa apresenta dificuldade mais evidente para discriminar sons na presença de ruídos de fundo. Havendo perda em 500Hz (valores 1guais ou menores que 30 ou 35 dB(A}). então a hipoacusia é severa. salas reverberantes e/ou a voz do interlocutor for mais aguda.000 Hz está comprometida. serão progressivas. que poderá tomar-se dificultada pela incompreensão ou impaciência da família. Em termos de queixas.: afinador de instrumentos musicais). de alguma maneira. Dessa forma. Com o tempo. Ainda assim. Não há mágica conhecida até hoje pela Medicina que permita a afirmação de que esses estímulos penetrariam pela pele ou por qualquer outro órgão e os afetaria diretamente. os estímulos auditivos chegarão à cóclea por meio da condução óssea e/ ou da condução aérea. e podem mesmo passar despercebidas ou até ser tidas socialmente como de pouca importância. do volume elevado do rádio e da televisão e de não haver boa compreensão da conversação quando em grupo (especialmente se as pessoas do grupo falam agudamente ou falam mais baixo).000 Hz e o prejuízo social consequente é questão de tempo. que a pessoa tente compensar a deficiência auditiva fixando o olhar nos lábios de quem fala. então.000 Hz e menores que teremos o comprometimento social importante. então . assim como uma intolerância a ruídos mais altos (é o chamado "recrutamento"). É comum. já citadas no item anterior. do ponto de vista da anatomia e da fisiologia (que são os que norteiam o estudo médico-científico). Quando a faixa de 2. falar em efeitos extra-auditivos do ruído? Tem-se tentado correlacionar uma série de achados ou queixas inespecíficos. nas suas relações pessoais e até no trabalho. afetando o indivíduo em outras esferas de sua economia orgân1ca e não somente no aparelho auditivo.T A PAIR a1nda não é considerada como reversível sob nenhum tratamento clín1co ou cirúrgico (embora algumas técnicas cirúrgicas estejam sendo experimentadas}. a reclamação mais frequente do trabalhador é o zumbido.000 Hz. a dificuldade para a conversação na presença de ruído de fundo se fará notar. Quando a frequência de 3. que se queixa de um "tom de voz" mais alto (a pessoa tem dificuldade para ouvir a própria voz.

o somatório de manifestações que podem ser atribuídas também (e não exclustvamente ou. que é pouco confortável. incluindo um aumento de liberação de hormônios que afetariam negativamente os órgãos-alvo (glândulas. mas as manifestações que têm sido descritas serão adiante citadas.Na verdade. não aceitando algumas colocações senão com muita reserva. mesmo na vigência de PAlA franca. Os mecanismos que entrariam em ação para permitir as manifestações do estresse físico e mental fogem ao objetivo deste pequeno capítulo.sua convivência social é que poderá estar sobretudo prejudicada. já são mais evidenciados uma dificuldade de concentração em ambientes ruidosos. ansiedade. cefaleia. Essa associação pode ser sobretudo fortalecida ou desejada quando a exposição ao ruído é de origem profissional. que há a tendência em quase todas as sociedades e épocas de procurar por um "bode expiatório". então. hipertensão arterial leve ou moderada com consequente aumento do risco de doença cardíaca. Trata-se.maior que o tempo necessário para lesão auditiva. de manifestações devidas ao estresse sobre a pessoa e à sua fatigabilidade. ocorrena uma exaustão dos sistemas de defesa e acomodação do organismo. manutenção de um estado de hipervigília para a pessoa. mesmo em ambiente ruidoso. contudo. sistema cardiovascular etc. redução da libido. e incorre-se no risco de que ponderações subjetivas do indivíduo lesado ou do interlocutor asseverem que somente o ruído. irritabilidade. ou preponderantemente ele. o qual tenderia a entrar em colapso e descompensar: aqui surgiriam as alterações mais evidenciadas na cl!nica como sinais e sintomas ma1s mtensos ou persistentes. descritos e comprovados). No que tange ao rendimento dentro do próprio trabalho. Igualmente importante destacar que um portador de PAlA não deve ser alijado de uma possibilidade de trabalho. aumento do tônus muscular. dificuldade de repouso do corpo. Essa tendência é por demais perigosa. nervosismo.a ruídos menores que ou iguais a SOO Hz). e muito ainda haverá que ser estudado de forma séna e sistematizada antes de se afirmar como verdade científica atual uma relação clara e inequívoca para os chamados efeitos extra-auditivos do ruído (diferentemente dos efeitos auditivos já mais bem sistematizados. alterações digestivas (citadas por alguns autores relacionadas à exposição muito prolongada. Alguns dos stnais e sintomas que vêm sendo relacionados com a exposição ao ruído são os seguintes: aumento de batimentos cardíacos (alguns autores citam mínima variação dos batimentos cardíacos com o passar do tempo de exposição ao ruído ou mesmo bradicardia). aumento do tônus muscular. nem mesmo preponderantemente) à exposição a ambiente ruidoso diz respeito ao cansaço físico e mental decorrente do trabalho sob condição ruidosa. de modo a conferir uma base mais real e consistente aos estudos até agora apresentados ao público e citados ou resumidos nas obras de consulta geral. órgãos sexuais. estaria envolvido na gênese ou na manutenção de um quadro de fadiga e/ou estresse físico e mental que uma pessoa esteja apresentando. tendêncta -94- à apresentação de espasmos musculares reflexos. Haveria um conjunto de diferentes reações no eixo hipotálamo·hipófise-adrenal. maior índice de absenteísmo. insônia. dificuldade de repouso do organismo. Uma observação final É sempre relevante mencionar que a capacidade laborativa do indivíduo submetido ao trabalho em ambiente ruidoso raramente estará comprometida. Uma das formas de ação do ruído na gênese dos efeitos extra-auditivos parece estar relacionada a uma via poli neural. vertigem. maior número de acidentes de trabalho. sistema imune. o tema não é pacífico. diminuição da produtividade geral e aumento do número de ocorrência de erros no trabalho. apenas em função de seu quadro audiométrico e/ou de seu quadro clínico -95- . Durante a fase de estresse crônico por que passa o organismo exposto ao ruído haveria um "período de resistência": o organismo tentaria habituar-se ao agente agressor e continuaria mantendo seus sistemas de defesa e acomodação. que seja o grande culpado por todas as mazelas do povo como um todo e/ou de alguns indivíduos em particular e/ou de um de seus indivíduos. através das conexões colaterais na substância reticular do tronco cerebral: o ruído funcionaria como um estfmulo potente para estabelecer uma conexão com o sistema nervoso no sentido de manter um estresse crônico. Como se percebe. não específica. e não se sabe quanto tempo. É importante lembrar que mesmo a NIOSH ainda não corroborou todos os estudos acerca dos efeitos extra-auditivos do ruído. As hipóteses aventadas atnda necessitam de estudos mais aprofundados e sistematizados. aumento da frequência respiratória (também há relatos de diminuição da frequência e aumento da profundidade respiratória).). Essa hipótese poderia subsidiar ou favorecer reações psíquicas várias. contudo. às vezes. dentre outros. Lembremos. Com o passar do tempo.

-alterar o processo (substituir sistema pneumático por hidráulico). na trajetória e no homem. h) a exposição ocupacional a outro(s) agente(s) de risco ao sistema auditivo. alguns pontos deverão ser mensurados quando da decisão acerca da capacidade laborativa do trabalhador. No entanto. a fase de plane1amento das instalações é o momento mais apropriado para a adoção dessa medida. e deve-se ter em mente. pois se pode escolher equipamentos que produzam menores níveis de ruído e organizar o /ayout.programar as operações de forma que permaneça o menor número de máquinas funcionando simultaneamente. nos catálogos e manuais. pode-se alterar o princípio de funcionamento das máquinas e equipamentos. determinada a medida. Cada caso deverá ser analisado em particular. mancais etc. -reduzir impactos na medida do possível. Deve-se salientar. 7.96 -97- . essa exigência consta no item 4. j) a capacitação profissional do trabalhador examinado. PARTE VIl MEDIDAS DE CONTROLE As medidas de controle do ruído podem ser consideradas basicamente de três maneiras distintas: na fonte. pois muitas vezes. i) a exposição não ocupacional a outro(s) agente(s) de risco ao sistema auditivo. que estabelece que os fabricantes e importadores de motosserras instaladas no país introduzirão. da NR.1. g) a exposição não ocupacional a níveis de pressão sonora elevados. c) a idade do trabalhador.12. no entanto. cada caso deverá ser cuidadosamente estudado. f) a demanda auditiva do trabalho ou da função. Controle na Fonte ou Trajetória É o método mais recomendado quando há viabilidade técnica.Contudo. Desse modo. pelo menos: a) a história clínica e ocupacional do trabalhador. e) os níveis de pressão sonora a que o trabalhador estará. As medidas na fonte e na trajetória deverão ser prioritárias quando viáveis tecnicamente. que existem inúmeras alternativas para esse tipo de controle: -substituir o equipamento por outro mais silencioso. lubrificar eficazmente rolamentos. . -balancear e equilibrar partes móveis. Aliás. k) os programas de conservação auditiva aos quais tem ou terá acesso o trabalhador. Na aplicação dessa medida. . b) o resultado da otoscopia e de outros testes audiológicos complementares. esse tipo de controle é mais eficaz quando feito pelo fabricante que deveria indicar o nível de ruído gerado pela máquina ou equipamento. os níveis de ruído e vibração e a metodologia utilizada para referida aferição.. Anexo I. d) o tempo de exposição pregressa e atual a níveis de pressão sonora elevados. está ou esteve exposto no exercício do trabalho. bem como da conveniência ou não de uma nova exposição ao ruído.

é necessário conhecer o espectro sonoro do local e o Nível de Pressão Sonora em cada frequência.manter as estruturas bem fixadas de forma a evitar vibrações.regular os motores. . o segundo passo é a verificação de possíveis medidas aplicadas no meio ou trajetória. essa medida pode trazer bons resultados. o tratamento acústico das superfícies consiste em revesti-las com material absorvente de som.reduzir as rotações das máquinas. quanto mais refletoras as superfícies. Segundo Georges (2000). isto é. a partir do instante em que cessar a fonte sonora. é importante analisá-lo por meio de uma avaliação adequada. . reflexão e transmissão de som de uma superfície Portanto. que dão origem ao fenômeno da reverberação. A energia sonora é absorvida quando o som encontra uma superfície. as reflexões das paredes e outras superfícies são significativas. uma determinada fonte de ruído produz maior nível de ruído em recinto fechado do que em campo livre. Portanto. por exemplo. . o nível de ruído reduz 6 dB a cada vez que a distância entre o receptor e a fonte é dobrada. transmitida e refletiva. -instalar abafador (silencioso) nos escapamentos. O campo acústico em torno de uma fonte pode ser dividido em próximo e afastado (livre e reverberante). A finalidade dessa medida é evitar as reflexões múltiplas do som. maior é o tempo de reverberação. Assim. conforme ilustra o desenho a seguir: Transmissão Figura1.- aplicar material de modo a atenuar as vibrações. no controle na trajetória. a_u_ando o som incide sobre uma superfície. -reduzir a altura de queda de materiais nos receptores. por exemplo. O campo próximo é a região perto da fonte e estende-se a uma distância da ordem da metade do comprimento de onda da menor frequência emitida pela máquina. Dobrando-se a área revestida S ou o coeficiente de absorção das superfícies. queda de minério em um silo.absorver os choques por meio de revestimentos de borracha nas estruturas. O campo afastado subdivide-se em campo livre e reverberante. esse tipo de controle pode ser alcançado por meio da absorção e/ou isolamento do som. na escolha desse tipo de material. No campo livre. no campo próximo à fonte. lã de vidro e cortiça. há pouca contribuição do som refletido pelas superfícies do recinto. Ademais. Os coeficientes de absorção dos materiais variam de acordo com as frequências do som. podendo ser igual ao som direto {BISTAFA. -diminuir a velocidade de escapamento dos fluidos. parte é absorvida. a redução do ruído pelo tratamento acústico é pequena. -98- Na escolha do material absorvente.2. sendo que os materiais porosos e fibrosos. enquanto no campo afastado (reverberante). 2006). prevalecendo o som direto. são os melhores absorventes. Absorção. embora essa medida possa reduzir a capacidade produtiva. -99- . A tabela a seguir 1 exemplifica os coeficientes de absorção de som de dois materiais. o som já foi gerado e a finalidade das medidas é ev1tar sua transmissão para outro ambiente ou absorvê-lo de mane1ra a ev1tar as reflexões Sendo assim. Controle no Meio ou Trajetória Não sendo possível o controle na fonte. No campo reverberante. como. amplificando o som. como. deve-se ter cuidado na tentativa de atenuação do ruído por meio da simples colocação de materiais absorventes dentro do amb1ente. Portanto. ou do dobro da dimensão característica da máquina. 7. portanto. onde não há reflexão. .substituir engrenagens metalicas por outras de plástico ou celeron. a redução do ruído é de 3 dB. prevalecendo a distância que for maior. o tempo necessário para o nível de ruído cair de 60 dB. a) Absorção do som . uma vez que os coeficientes de absorção variam em função das frequências. Nesse campo.

recomenda-se utilizar os valores fornecidos pelo fabncante. Assim. Na prática é melhor determinar a perda de transmissão de uma partição (parede ou divisória) por meio de um número único. num isolamento por meio de paredes duplas. Asstm. pois favorece de maneira mais simples a comparação do isolamento de diferentes ttpos de partições. como. 2006). mais isolante. no isolamento de uma parede não é o coeficiente de transmissão T que determina o isolamento. sem emprego de grandes massas. o aumento da absorção das superffcies no recinto passa a sensação de diminuição do barulho. por exemplo.1 Coeficientes de absorção de som Material Coeficiente de absorção 0 /o 125Hz 250Hz 500Hz 1KHz Lã de rocha 80 kg Tijolos brutos Fonte: Nepomuceno ( 1977). mais isolante será a parede. o STC é de 42. Ao contrário da absorção sonora. Exemplo: em uma divisória com coeficiente d. é importante deixar claro a distinção entre materiais absorventes e isolantes de som. O isolamento é obtido pela perda de transmissão (Pl). janelas e frestas devem ser consideradas no projeto de isolamento. No entanto. podendo. inclusive. foi desenvolvido e normalizado pela ASTM E413-04 um índice chamado de Classe de Transmissão Acústica ou Sound Transmission Class.0 dB - 100 - . a incorporação de um espaço de ar de 15 a 200 mm entre elas.TABELA . o vidro de 6 mm de espessura possui STC de 26. ser estimada a perda de transmissão por meios gráficos normalizados (consultar bibliografia). no e~tanto. para conseguir alta perda de transmissão. sendo utilizada para impedir a propagação do som para outro ambiente. Portanto. maior é o isolamento. mas sim a grandeza dele derivada denominada perda na transmissão (BISTAFA. A absorção do som tem como finalidade principal o controle do tempo de reverberação de determinado recinto. Nos projetas acústicos. na frequência de 500 Hz. Quanto maior o valor de STC em decibéis. apresentam maior perda de transmissão que uma divisória de madeira. b) Isolamento O isolamento acústico consiste em evitar a transmissão do som de um ambiente para o outro. onde o parâmetro característico é o coeficiente de absorção.005 A Perda de Transmissão (PT) de partições de diversos materiais podem ser obtidos em livros de acústica (ver bibliogr~fia).= 23.005. Todavia. O parâmetro que caracteriza a capacidade de uma parede transmitir ou isolar som é o coeficiente de transmissão (·T). devendo. pois melhora bastante a inteligibilidade da conversação e o conforto acústico do local. 1 PT= 10iog-. 100mm 2KHz 4KHz 93 7 36 3 53 3 59 73 85 3 4 5 A perda de transmissão dos materiais usados em isolamento é fornecida nas bandas de frequênc1as. menor será a intensidade sonora transmitida e. Portanto. os materiais densos e compactos. A redução do ruído com a aplicação dessa medida é pequena. influenciando na eficiência do isolamento.STC. para essa finalidade. O material denso é 101 - Observa-se que a lã de rocha absorve o som bem mais que o tijolo bruto. resulta num aumento de aproximadamente 6 dB acima da soma arítmét1ca das perdas de transmissão de cada uma das duas paredes.com a curva STC padron1zada (BISTAFA. Segundo Georges (2000}. nesse caso. paredes de alvenaria. Esse valor é determinado pela comparação da perda de transmissão da partição medida em terça de oitava. utilizar materiais isolantes de som. Portanto. nas frequências de 125 a 4. deve-se evitar frestas ou qualquer descontinuidade nas superfícies que permitam a passagem de ar. A presença de frestas pode reduzir significativamente a perda de transmissão. as portas. Quanto menor o valor do coeficiente. 2006). Os valores dos coeficientes dos materiais podem ser obtidos em tabelas de livros de acústica (vide bibliografia) ou JUnto aos fabricantes. recomenda-se o uso de paredes duplas ou triplas. portanto. A perda na transmissão (PT) é dada pela equação a seguir PT= 1o1ogr Quanto menor for o coeficiente de transmissão.e t~an~~issão igual a 0. a parede de bloco de cimento é mais isolante.000 Hz. a perda de transm1ssao e 1gual a: 1 0. No isolamento acústico. Desse modo. enquanto na parede do bloco de cimento de 15 cm de espessura. a capacidade do material em absorver e isolar o som são os principais fatores a serem observados num projeto acústico.

.Espectro sonoro com enclausuramento da fonte com material isolante de som ESPECTRO SONORO MEDIDO NOPONTOP r----------------------~ Hz É importante destacar a diferença entre os materiais isolantes e os absorventes de som. como. por exemplo. tais como: aumentar a distância entre a fonte e o receptor e reduzir o número de máquinas num mesmo recinto.Significa construir uma barreira que separe a fonte de ruído do meio que o rodeia.Espectro sonoro original da fonte de ruído -102103- .2k 2... Convém salientar ainda que o isolamento de uma fonte é mais eficiente utilizando-se paredes isolantes (material denso e compacto) revestidas internamente com material absorvente (lã de vidro..reflexivo. cabine de controle de um britador.2• a. ou seja.Significa construir barreiras que separem a fonte e o meio do indivíduo exposto ao ruído. ESPECTRO SONORO NPS 100 I -. parede de bloco. 75 150 300 600 Figura 2 .). Outras medidas de controle na trajetória podem ser adotadas. a característica reflexiva de uma parede isolante pode ser melhorada com revestimento de material absorvente.. para evitar que esse som se propague. Encfausuramento com material isolante de som 40~----------------------~ TS ISO 300 600 1..Espectro sonoro em função com enclausuramento da fonte com material isolante e revestimento Interno com absorvente de som NPS too 90 80 70 r------------------------..Todavia.. • . Exemplos: cabine de um equipamento móvel.. Hz 40~----------------------~. As figuras 2 a 4 ilustram o isolamento de uma fonte e a redução do ruído em relação à instalação original. Enctausuramento com material isolante e absorvente de som "----. que o isolamento pode ser da fonte ou do receptor: NPS ESPECTRO SONORO MEDIDO NOPONTOP too r-----------------------~ iO Isolar a fonte. materiais porosos ou fibrosos.. • Figura 4. ou seja. Exemplos: parede separando dois locais de trabalho ou enclausuramento de máquina. ainda. espuma etc.-------1 2. 2006). Acrescente-se. • I 60 50 Conforme citado anteriormente.4~ 4.. I . o uso de paredes duplas ou triplas revestidas internamente com material absorvente de som aumenta a eficiência do isolamento...8k Figura 3 . fibroso ou poroso (BISTAFA. 1 . 80 70 eo so Isolar o receptor. I I ..

Todavia. Assim. O quadro a seguir. ou quando não forem elas suficientes para corrigir o problema. o estudo sistemático do tempo das tarefas. -104- -105- . com o monitoramento do ruído.3. fator de proteção.Fator de proteção. Controle no Homem Não sendo possível o controle do ruído na fonte e na trajetória. destacam-se os seguintes: . 7. devendo ser utilizados quando não for possível o controle na fonte e na trajetória. mas também facilmente nos bolsos das roupas.2. seu objetivo pode não ser alcançado.2. Dentre os fatores a serem considerados. Nào são fáceis de serem esquecidos ou podem ser guardados com ferramentas. perdidos e sim em lugares apropriados.7.3. A limitação pode ser conseguida através do rodízio dos empregados nas ativídades ou operações ruidosas. há dificuldade na aplicação e.PROTETORES AURICULARES Protetor concha ou circum-auricular Protetor de inserção ou p/ug O controle do ruído por meio de protetores auriculares deve ser feito observando procedimentos mínimos. São grandes e não podem ser levados São fáceis de carregar.atenuação. elaborado pela Associação Americana de Higienistas Industriais. ou quando este não reduzir o ruído a níveis satisfatórios.1.3. se esta não for cuidadosamente estudada.Seleção de protetores auriculares. entre outros. . Figuras dos protetores auriculares Consiste em reduzir o tempo de exposição aos níveis de ruído superiores aos limites de tolerância. devendo ser observadas as vantagens e desvantagens de cada tipo. visando a obter maior ef1cácia nesse tipo de proteção. mostra a comparação entre os dois tipos de protetores: CONCHA INSERÇÃO Eliminam ajustes complexos de Devem ser adequados a cada diâmecolocação. Uso efetivo durante a exposição.3. são procedimentos necessários para o êxito dessas medidas. -Vida útil. As medidas de controle no trabalhador podem ser: 7. Os protetores auriculares são equipamentos colocados no ouvido do trabalhador. EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL. pré-moldados ou moldáveis. 7. tomando cuidado para que o valor·limite para exposição a dois ou mais níveis de ruído diferentes não seja superior a 1 (um). de forma a complementar as medidas anteriores. Seleção de protetores auriculares A escolha do protetor auricular é fundamental.1. terno. métodos de trabalho. Podem ser colocados tro e longitude do canal auditivo experfeitamente por qualquer pessoa. na prática. deve-se adotar medidas de controle no trabalhador. Os protetores de inserção podem ser descartáveis e não descartáveiS. LIMITAÇÃO DO TEMPO DE EXPOSIÇÃO Existem dois tipos de protetores: de inserção e concha (circum-auriculares).

permitindo tomar providências para realizar a comunicação oral. Exemplificando: para um protetor que garanta uma atenuação igual a 20 dB(A) quando usado constantemente (1 00% do tempo). 7. Basicamente ex1stem dois métodos de cálculo da atenuação: o longo e o simplificado. a) Método Longo . em locais pequenos e confinados. ouvidos sãos. para serem eficazes. Podem ser usados por quaisquer Devem ser inseridos somente em pessoas de ouvidos sãos ou enfermos. Não dificultam o uso dos óculos pessoais ou EPis. nas bandas de frequência 125Hz a 8KHz. Fator de proteção .3.2. mas muito desagradáveis em do ambiente. 50% 75% 88% 94°/o 98% 99% 99. o melhor protetor é aquele que o trabalhador efetivamente usará.2. apropriados. Daí a importância também do conforto que ele oferece. Interferem no uso dos ócul os pessoais ou EPis. Podem ser confortáveis em ambientes Não são afetados pela temperatura frios. com base nesses dados e no nfvel de ruído em que o trabalhador está exposto. Desse modo. os protetores auriculares devem ser submetidos a ensaios em laboratório especializado de forma a determinar sua atenuação. INSERÇÃO Nao são vistos ou notados facilmente e criam dificuldades na comunicação oral normal. Os protetores auriculares.3.5 5 o TEMPO EM MINUTOS DE NÃOUSO NA JORNADA Portanto. usam luvas. PORCENTAGEM DO TEMPO EM QUE O PROTETOR É USADO Podem ajustar-se mesmo quando se Deve-se tirar as luvas para poder colocá-los.5% 100% atenuação nominal 10 15 20 28 5 33 INFINITA 37 5 10 14 18 22 23 25 24 5 16 18 9 13 19 19 20 4 8 11 13 14 14 15 15 3 6 8 9 9 10 10 10 2 3 4 4 5 5 5 5 240 120 60 30 10 2. 11 .análise de frequência Este método consiste em subtrair os níveis de pressão sonora em dB(A). sendo assim. quando usados coletlvamente.2 dB(A) e os nfveis de pressão sonora em dB(A) por banda de frequência.T CONCHA Podem ser observados a grandes distâncias. nos termos do artigo 191 . mas sua vida O custo inicial é baixo. que deverá ser devidamente testada por ór~ão competente. da CLT. mas sua vida útil é curta. Sua limpeza deve ser feita em locais Devem ser esterilizados frequentemente. deverão ser usados de forma correta e obedecer aos requisitos mínimos de qualidade representada pela capacidade de atenuação. Podem acarretar problemas de espaço Não produzem problemas por limitação de espaço. conforme o quadro a seguir: -106- -107- . considerando uma exposição ao ruído global de 102. útil é longa. O custo inicial é alto. ambientes quentes. Podem produzir contágio somente Podem infectar ou lesar ouvidos sãos.2. As normas e procedimentos de ensaios mais utilizados são ANSI (American National Standards lnstitute) e ISO (lnternational Organization for Standardization) . será capaz de atenuar somente 5 dB(A) se for utilizado em 50% do tempo de exposição.3. conforme tabela abaixo: Frequência em Hz NPs em dB{A) 7. calcula-se a atenuação.atenuação Os protetores auriculares deverão ser capazes de reduzir a intensidade do ruído abaixo do limite de tolerância. Os laudos emitidos são submetidos ao órgão competente do MTE para aprovação. Uso efetivo durante a exposição A simples utilização do EPI não implica a eliminação do risco de o trabalhador vir a sofrer diminuição da capacidade auditiva. obtendo-se os valores de atenuação efetiva em cada banda. O uso constante do protetor é importante para garantir a eficácia da proteção.

conforme tabela abaixo: Atenuação 2 X é o NRRsf (Nível de Redução do Ruído.NRR (Rsf) 32 passo .0 5. O protetor utilizado é do tipo concha com NRRsf = 15 dB.8 65. já embutido no índice (NRRsf). Exemplo: Numa avaliação em uma Patrol. 77 Novembro'2002 O valor global da atenuação é feito por meio da soma logarítmica do NPS com uso do protetor. estando o trabalhador devidamente protegido.0 4. Assim.2 14.0 79.3 21. Note-se que.A atenuação do ruído com uso do protetor é feita subtratndo o NPS (Nível de Pressão Sonora) em dB(A) da atenuação efetiva.2 66. No fim dos anos 1970 e início dos (9) FANTAZZINI. a redução nesse ensaio é obttda em teste de laboratório feito com pessoas sem treinamento. com algumas peculiaridades: o nível de proteção estatístico é de 84% (contra 98% do método longo) e deve-se subtraí-lo diretamente do dB(A) com correção de 5 ao invés de 7.4 57.subject fit). Deve-se salientar. No ensaio pelo método B. b) Método Simplificado. com exceção do tempo de uso real 19>. Desse modo. Assim.0 5. Samir Nagi Yousn Protetores aunculares/Samir Flonanópolis· S.0 7.A proteção efetiva oferecida pelo equipamento para confiabilidade de 98% é igual aos valores dos níveis de ruído em cada banda de frequência. que tanto o NRR como outros métodos são obttdos em condições ideais de laboratório. Como vimos anteriormente.2 44. os valores obtidos fornecem uma aproximação dos limites máximos de atenuação no mundo real. Nesse caso. 2003 -108- -109- . conforme comentado anteriormente. no entanto. conforme tabela abaixo: NPS em dB(A) Atenuação eletiva do protetor NPS com uso do protelo r 73. esse cálculo pode ser feito com o uso de gráfico ou equação. o índice de atenuação dos protetores auriculares é significativamente menor do que aqueles obtidos no laboratório.8 29.4 21. na Parte IV. na prática. Portanto.2 60.O procedimento do cálculo da atenuação é o seguinte: 19 passo. Os ensaios do protetor auricular são feitos pela norma ANSI S12-1997 A e B. essas atenuações podem ser bem diferentes quando consideramos o trabalhador no seu dia a dia.2 35.7 93. N v GergPs. sua atenuação será: NPSc NPSC 13.2 30.0 4. deve-se subtrair o NPS em dB(A) deste valor.5 =96.2 68.8 30.1 86. Máno Luíz ReVIsta Proteçao n.6 97.6 66. conforme exemplo abaixo: Atenuação Desv10 Padrão 22 passo . quando se utiliza o NRRsf.5 5. o protetor auricular utilizado foi suficiente para a redução do nível de ruído a nívets abaixo do limtte de tolerância.65 dB(A). o valor global obtido é tgual a 73. Estudos específicos têm demonstrado que.9 14.15 = 81 dB(A) Neste caso.2 66.NRR (Noise Redution Rating) É o método que leva em conta o índice RC ou NRR.8 27.0 39.8 7.2 39. subtraídos dos valores do Desvto Padrão-DP multiplicado por 2. que é obtido através de tabelas dos fabricantes de protetores auriculares ou através do Certificado de Aprovação (CA). com pessoas treinadas testando os protetores. que é expedido pela SST. c) Método Simplificado. O NRRsf é calculado a partir desses dados de atenuação.0 98.6 32. os quais que podem ser esperados para grupos expostos a ruído ocupacional18> O valor obtido nesse método {8) GEORGES.0 4.Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalhador para cada EPI testado e aprovado por laboratórios credenciados.8 26.6 90. não é necessário fazer nenhuma outra correção.2 OP Atenuação efetiva do protetor = NPS em dB(A).2 27. apenas lendo instruções das embalagens.2 20. foram obtidos o NPS =96 dB(A) e NPS = 102 dB(C) (valor obtido com um dosfmetro que mede na curva C).NRRsf Esse método consiste em calcular a atenuação do protetor por meio de um valor único NRR-Nfvel de Redução de Ruído.2 7.0 29.4 37.Obter no certificado de aprovação do protetor auricular a atenuação em banda de frequência e Desvio Padrão-Dp.

NRRf Onde: NPSc =Nível de Pressão Sonora com proteção NRR =Nível de Redução do Protetor f = fator de correção igual a 0. Exemplo: Considerando o exemplo anterior. • Protetor de inserção moldável: redução de 50% do valor do NRR ouRC. uma vez que. dois grupos de estudos da NIOSH descobriram que os protetores de inserção perdem a metade da atenuação em relação à proteção fornecida pelo laboratório. • Protetor de inserção pré-moldável : redução de 70% do valor do NRR ouRC. Considerando que o operador utiliza um protetor tipo concha. Em geral. o NRA fornecido pelo laboratório deve ser corrigido para o uso real da seguinte forma: • Protetor tipo concha: redução de 25% do valor do NRR ou RC.75 dB(A).75. foram feitas medições com o medidor de nível de pressão sonora. Já a NIOSH.12.30 e 0. a NIOSH recomenda a utilização de fatores de correção aplicados ao NRR fornecido pelo laboratório. pode-se concluir que ideal é o teste individual de ajuste do protetor em cada trabalhador. Cumpre salientar que a adoção desse método deve ser precedida de cuidados e análise do caso concreto. recomenda aos profissionais estimar a atenuação dos protetores de cada trabalhador. isto é. O cálculo por esse método é feito de acordo com os valores de atenuação obtidos em ensaios em laboratório. o cálculo da atenuação será: NPSc = NPSM dB(C) em dB(A).3.~~----------------------------~--------·-- ----· anos 1980.75 dB(A) Significa que o trabalhador receberia nível de pressão sonora de 90 dB(A) sem o uso do protetor e. de forma a simular as condições de uso na prática. Ademais.7) = 82.75 NPSC = 94-19 X 0. a atenuação do ruído com uso efetivo desse equipamento será: = = NPSc NPSc =NPS~. cujo valor do NRR é de 19. o cálculo pode apresentar erros significativos. dependendo das frequências das fontes. -110- NPSc =NPS em dB(A).(NRRf . com base em vários estudos realizados. 0. o cálculo da atenuação por esse método será o seguinte: NPS~. a fórmula é a seguinte: Portanto.1984. estudos adicionais têm sido realizados sobre a diferença entre a atenuação obtida no laboratório e aquela obtida na prática. os dados mostraram que os protetores de concha forneceram os valores de atenuação mais altos no local de trabalho (atenuação real) do que outros tipos de protetores de inserção de espuma.0 em razão da diferença média entre os valores do NPS em dB(A} e dB(C) no espectro sonoro. se os dados individuais não estão disponíveis ou não são possíveis de serem obtidos. com a utilização efetiva do protetor. conforme a redução do NAA para uso real Exemplo: Em uma instalação de peneiramento.6. Desses resultados..95 dB(A) -111- . Norma ANSI S.75 = 79. Desde 1970. com base no exposto. os métodos de atenuação do NRR devem levar em consideração as correções do uso real frequência conforme passamos a analisar a seguir. Esses estudos envolveram testes com o ouvido tampado com e sem o protetor. o nível de pressão sonora cairia para 79. Quando o NPS é medido em dB(A). conforme a tabela a seguir: Protetor tipo concha Protetor de inserção moldável Outros protetores de inserção Subtrair25% do valor do NRR ou RC Subtrair 50% do valor do NRR ou RC Subtrair 70% do valor do NRR ou RC Portanto.~ em dB(C) - NARx f =94-19 x 0. posicionando-o junto à zona auditiva do trabalhador e obtendo-se os seguintes valores para a atividade executada: NPS 90 dB(A) e NPS 94 dB(C). há outra correção através da constante 7. =90 - (19 x O 75. Esse método consiste em realizar medição do ruído na curva "C" e subtrair o NRR (Noise Redution Rating) ou RC corrigido para uso real de acordo com os estudo da NIOSH . Todavia.000%.7) Nesse caso. A OSHA tem instruído seus técnicos em seus escritórios para aceitarem o valor de 50% do NRR fornecido pelo laboratório. Esse método é utilizado quando não se conhece o nível de ruído na curva "C". em certos casos o protetor pode apresentar atenuação negativa. O resultado dessa investigação comprovou que os laboratórios superestimaram os valores de NRR em relação ao uso na prática em 140 a 2.

a não ser que o ruído predomine basicamente na frequência de 1. essa diminuição foi aproximadamente de 3. Assim. é submetido a ensaio em laboratório especializado atestando sua qualidade e o fator de proteção. a dupla atenuação de ruído com o uso de dois protetores simultaneamente não é calculada.janeiro dt~ 2003 p.0 dB em média. depois.0. pode-se concluir que um protetor tipo concha pode ter vida útil de até um ano. houve diminuição de atenuação ao longo do tempo de uso. A atenuação dos protetores auriculares é expressa por frequência ou em um único valor NAA que não sofra nenhuma correção para compensar a diferença entre o valor obtido em laboratório e o real (uso na prática). Devese enviar os dois protetores para um laboratório credenciado para realizar a medição. sendo que essa começa a ocorrer a partir do segundo mês de uso e.Portanto. Os ensaios foram realizados de acordo com a norma ANSI 12.0 d8<11 l. ta1s como: cuidado do usuário.0 dB ao final de 14 meses de uso com uma diminuição de 8. Nesse estudo foram analisados protetores novos e usados classificados em lotes por tempo de uso.3. De modo geral. Protetores aunculares. entre outros.LAAI da Universidade Federal de Santa Catarina. especialista em acústica. o método através do nível obtido na curva de compensação.0. sem a correção através da constante 7. para o agente ruído.6/1997 . 76 -112- -113- . conforme comentado anteriormente. Atualmente existe uma previsão muito aproximada. 11. Georges. Essa verificação deverá ser feita mediante novo ensaio em laboratório especializado. de forma a não oferecer proteção ao nível de ruído existente no local.000 Hz. (10) Revtsta Proteção. DESCARACTERIZAÇÃO DA INSALUBRIDADE E APOSENTADORIA ATRAVÉS DO USO DE EPI O art 191. Y. uma vez que isso depende de diversos fatores. Contudo. Os resultados experimentais demonstraram que nos protetores auditivos tipo concha. a diminuição ao longo do tempo chegou a 8. para ser aprovado pelo órgão competente do MTE. p 125 a 128. sem precisão. Segundo o ilustre professor Sarnir N. a diferença entre os níveis de ruído nas curvas de compensação A e C foi de 4. é necessário observar o seguinte: -No Brasil. por esse método o protetor auricular é capaz. Todavia. 1. Georges.0 dB e a correção com a constante 7. NRR ou NAAsf expresso em decibéis. Assim.0 dB. visando a definir o novo fator de proteção .0 dB naquela de maior NA R. os protetores auriculares são testados em laboratórios devidamente credenciados pelo MTE. Desse modo. Y. da CLTe as normas prevídenciárias estabelecem que o uso do EPI capaz de diminuir a intensidade do agente abaixo do limite de tolerância neutraliza a insalubridade e descaracteriza o direito à aposentadoria especial. Conforme explicado anteriormente.3. condições ambientais do local de trabalho. esse período de atenuação pode ter diferença de ate 3. e. isto é. A proteção será aproximadamente a seguinte: O professor Sarnir N. realizou um estudo da vida útil dos protetores auriculares. ed Rorianópolis: S. Gerges.(18 + 6) = 76. nesse caso. de reduzir o nlvel de ruído abaixo do limite de tolerância. No protetor auditivo tipo inserção (plugue). é mais apropriado. com base nesse laudo. (11) GEORGE$.0 dB(A) e) Vida útil do protetor auricular Inicialmente é importante salientar que não há norma legal determmando a vida útil dos protetores auriculares. Sam•r Nag1 Yousn. Trata-se do maior NAAsf + 6 d8. 7. foi obtido o q = 100 dB (A). 2003.método 8 com participação de 20 pessoas. fundador e supervisor do Laboratório de Ruído Industrial .(lo) Exemplo: Numa avaliação de um trato r de esteira. devera ser recolhido o protetor utilizado pelo trabalhador e enviá-lo ao laboratório para efetuar novo teste. 100 dB(A) .NAAsf. N Y. a definição da vida útil desses equipamentos deverá considerar a redução do NAAsf ao longo do tempo. sendo 11 do sexo masculino e 9 do sexo feminino. Esses ensaios foram feitos mais de uma vez em cada protetor. Todo protetor auricular. os métodos de atenuação normalizados determinam objetivamente a redução ou não da intensidade do ruído abaixo do limite de tolerância. credenciado pela MTE para realizar ensaios em protetores auriculares. Considerando que são utilizados simultaneamente protetor do tipo concha com fator de proteção NAAsf = 18 e inserção com NAAsf = 11. d) Dupla proteção A NIOSH recomenda que o uso combinado de dois protetores (dupla proteção) deverão ser acrescidos 5. subestimou a proteção desse equipamento. enquanto do tipo inserção de silicone de até 6 meses. a SSST emite o CA (certificado de aprovação). no mtervalo de uso de 6 a 1 O meses.

Exemplo: numa perícia foi obtido o Leq de 100 dB(A). definindo a dose e o Leq.5 < 1.1.6. a insalubridade estaria neutralizada com o uso do referido EPI. trabalho inserir no PCMSO o procedimento adequado para realização desses exames. esse nível representa o valor acima do qual devem ser iniciadas -115- . V. o perito pode perfeitamente utilizar as correções do valor obtido em laboratório para o uso real. Segundo o subitem 9.S12-6 -1997. o valor assumido com o uso do protetor auricular seria igual a: 100. Portanto.PGA O controle audiométrico dos trabalhadores expostos ao ruído é fundamental na prevenção de danos auditivos devendo o médico do -114- 3) Dose> 0.5 dB(A). facilitando o cálculo da atenuação.3.3.5. Segundo o prof. 11. sendo que o sf significa "subject fit".0 Nesse caso.Em perícias judiciais. a eficiência do PCA depende do comprometimento de todos os componentes da organização. Programa 1M Conset~~açAo e Controle Auditivo Reconhec•mento Avaloaçêo ocupaaonal + Dose> 1 Controle ' 1) Reconhecimento Esse é o primeiro passo. procuramos Ilustrar de forma simplificada as principais etapas de um PCA. embora as Instruções Normativas anteriores (57 e 78) estabeleciam critérios de cálculos de atenuação de acordo com as normas ANSI. Essa conclusão pode ser contestada do ponto de vista legal.(25 x 0.03 do MTE).em especiais a alta gerência. O fator de proteção obtido por esse método é o NRRsf.6-1997. o próprio ouvinte coloca o protetor auditivo sem ter experiência no uso desse equipamento. e o reclamante utilizou durante o pacto laboral um protetor de inserção moldável com fator de proteção RC = 25 dB. além de embasar os pareceres técnicos do perito.03.Programa de Conservação Auditiva.7) =94.7) =82 dB(A) e. Sarnir N. Esse embasamento cientifico pode formar o convencimento do juiz. levando-o a decidir pela insalubridade quando o protetor não for capaz de reduzir a intensidade do ruído a limites de tolerância (art.Método Ouvido Real. conforme explicado no Capítulo V. Desse modo. 7. No diagrama de bloco a seguir. o uso do protetor não foi suficiente para reduzir a intensidade do ruído abaixo do limite. Portanto. Posteriormente. Contudo. Gerges. os ensaios dos protetores auditivos. A proteção assumida com o uso de protetor será: 100. Como qualquer programa. sem o uso da correção de 50%. esse agente muitas vezes deve ser contemplado num programa específico: PCA. O Programa de Conservação Auditiva tem a finalidade de estabelecer procedimentos adequados de gerenciamento das medidas de controle da exposição ocupacional ao ruído. de forma a avaliar a eficiência das medidas preventivas adotadas. 191 . ou seja. atualmente vários certificados de aprovação já fornecem o valor NRRsf. 2) Avaliação Ocupacional do Ruído Nessa fase. ele apenas lê as instruções do fabricante.O MTE adotou esse método de ensaio para certificar os protetores auditivos (Portaria n. sendo assim. 48 de 25. será feita a avaliação sistemática e repetitiva dos níve1s de ruído. a legislação pertinente não prevê a hipótese de correção para o uso real. os valores obtidos nos ensaios são os mais próximos possíveis do uso real no campo. da CLT). de acordo com a norma ANSI S12.(25 .4 EXAMES AUDIOMETRICOS I PROGRAMA DE CONSERVAÇÃO AUDITIVA. desse modo. No mesmo sentido. nesse caso. identificar os postos de trabalho onde há possível exposição ao ruído. método do ouv1do real para determinação da atenuação dos protetores auriculares. as normas atuais da Previdência relativas à perícia para caracterização do possível direito à aposentadoria especial também não preveem expressamente nenhuma correção. os fabricantes de protetores auriculares passaram a realizar os ensaios dos protetores pela norma ANSI. fundamentando-se no estudo publicado pela NIOSH. a NR-9 exige "Nível de Ação". Aliás.

Martin Wells. 2008: ANDRADE. -1 16 Conselho Nacional de Meio Ambiente .03. Méthode de mesurage des nieveaux sonores en mi/eu de travai/ en vue de l'évaluation du nieveau d'exposition sonore quotidiane des travailfeurs Paris: AFNOR. CARRION. a informação aos trabalhadores e o controle médico. São Paulo· FUNDACENTRO. Higiene do trabalho. ASTETE. obrigatoriedade do uso efetivo. Manual Prático de Avaliação de Barulho Industrial. demissão. a dose < 1. Hearing protector performance: how they work. Higiene e Medicma do Trabalho. W . ZIDAN. KITAMURA. S. Se essas medidas forem suficientes para reduzir a intensidade do ruído abaixo do limite (dose< 0. 5) _ __ . São Paulo: Edgard Blücher. conforme explicado anteriormente. 2010. BERGUER. São Paulo: ABHO. o controle médico.1990. 1978. conforme preceitua a NR-7 da Portaria n. CONAMA 08. A audiometria deve ser realizada na admissão. entre outros.as ações preventivas. deve-se apenas monitorar os riscos periodicamente. de forma a minimizar a probabilidade de que as exposições a ruído ultrapassem os limites. Delmiro Schmidt de. Real Decreto n.and What goes wrong 1n the real world. _ __ . Edições Engenharia 4) Dose> 1. Acústica aplicada ao controle do ruído. BOE 2 noviembre 1989. Leila Nadim. n. Satoshi. Se essas medidas não forem suficientes para reduzir a dose < 1. 4. As ações devem incluir o monitoramento periódico da exposição.Martin G. Tradução da ABHO . Melchíades Rodrigues Martins. ASTETE. Sylvio R.O deve limitar-se ao tempo de exposição ou adotar medidas de controle na fonte ou trajetória.50}.FUNDACENTRO.2006. 1987. verificará a eficiência das medidas de controle adotadas. lrany Ferran . Finalmente. após a seleção deve-se calcular sua atenuação. deve-se prioritariamente estudar medidas de controle na fonte e na trajetória. Comentários à Consolidação das Leis do Trabalho. 1993. tais como: limitação do tempo de exposição e o uso de EPis. Caso o EPI não seja suficiente para reduzir a exposição. Lembramos que o uso parcial do protetor auricular reduz significativamente sua atenuação. GIAMPAOLI. Threshold Limit Va/ues. ed Compilação de Armando Casim1ro Costa. 39/77. Fundação Centro Nacional de Segurança. especialmente os exames audiométricos. 2006. Consolidação das Le1s do Trabalho 33. substituição periódica. mudanças de função e periodicamente.214/78.Associação Brasileira de Higienistas Ocupacionais. Eduardo.316/89.0 Nesse caso. São Paulo: Fundacentro. Valenlln. Protección de los trabajadores frente a riesgos derivados de ta exposiclón ai ruído durante e/ trabaJO. No caso dos EPis. BISTAFA. AMERICAN CONFERENCE OF GOVERNAMENTAL INDUSTRIAL HYGIENISTS. São Paulo: LTr. de 27 de octubre. Elliott H. BIBLIOGRAFIA ALEXANDRY. 1. Trad. são medidas necessárias na busca da eficiência de EPis. KITAMURA. p. Riscos físicos. 1993. O treinamento para uso correto. São Paulo: Revista dos Tribuna1s. E-A-R Corporation. higienização. 1980. ASSOCIATION FRANÇAISE DE NORMALISATION. Norme frança1se NF S31084. Caso sua atenuação reduza a intensidade abaixo do Limite de Tolerância. deve ser implantado o seu uso. Manual prático de avaliação do barulho industrial . Resolução 01 de -117- . Frederico Groenewold. São Paulo: FUNDACENTRO. (E-A-R Log. 3. O problema do ruído industrial e seu controle. deve-se adotar medidas de controle no homem. 1978.

78. São Paulo: LTr.1 18 - - 11 9 - .. 11 . 2002. A note on lhe protection atforded by hearing protectors. São Paulo: LTr. EQUIPAMENTO PROTEÇÃO INDIVIDUAL. Tuffi Messias. INSHT-INSTITUTO NACIONAL SEGURIDADE HIGIENE EM EL TRABAJO. 1989. conforme especificações constantes na Norma ANSI Sl.. A avaliação ocupacional do ruído foi feita com o dosímetro (medidor integrador de uso pessoal) . Lauro Xavier. 1979. Legislação de Segurança. Os medidores e os calibradores foram certificados em laboratórios credenciados pelo INMETRO. Barcelona: INSHT.. modelo . tipo 2 . Os procedimentos foram realizados de acordo com a NA-15 da Portaria n. . com aparelho operando na curva de compensação "A" e modo "Siow". Esse instrumento foi aferido antes da medição com calibrador marca .1977. FUNDACENTRO. As medições foram realizadas ao nível auditivo do trabalhador.Avaliação da Exposição Ocupacional ao Ruído . Sofia C. R.impllcation of lhe energy principie. SALIBA. 3.Seguridad dei Trabajo. modelo .insht. as leituras foram efetuadas com o aparelho operando no circuito de compensação "C" e modo "Fast" (NR-15.CRITERIA FOR RECOMMENDED STANDARD OCCUPATIONAL NOISE EXPOSURE Revised Críteria. 3. Tuffi M. Barulho industrial .214/78 e NH0-01 da FUNDACENTRO. D. 1998 [NIOSH). 77. 1973. ELSE. 2010 . Mário Luiz. São Paulo: LTr. 1999. Oxford. PORTARIA N. por me1o de dosimetria de ruído em ciclos de trabalho representativo da exposição durante a jornada de trabalho.es/portal/site/lnsht>. conforme especificações da Norma ANSI. PAGANO. Enciclopédia de Salud . Acústica. 7 ed. 1984 _ ___ .Procedimento Técnico . causas e consequências sociais . S. 1991. NTP 270: evaluacion de la exposicion ai ruído. ed. nov. NEPOMUCENO. Madrid: Ministerio dei Trabajo y Seguridad Social. CORRÊA.6.. anexo 01). Para o ruído de impacto. Determinacion de niveles representativos. 3. .FUNDACENTRO-SP... FANTAZZINI. do Ministério do Trabalho. NEPOMUCENO . Andrés y otros. Manual prático de higiene ocupacional e PPRA controle dos riscos ambientais. atual.INSTRUMENTOS UTILIZADOS NA AVALIAÇÃO DOS RISCOS AMBIENTAIS NORMA DE AVALIAÇÃO OCUPACIONAL DE RUÍDO FUNDACENTRO. São Paulo: Edgard Blücher.técnicas de atenuação e controle. avaliação e SALIBA. Annals of Ocupational Hygiene.NHO 01 . Acidente do Trabalho e Saúde do Trabalhador.1 O.METODOLOGIA UTILIZADA A avaliação ocupacional de ruldo foi feita por Grupo Homogêneo de Exposição.origem . NHO-OA - ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO. . 2000..10. APÊNDICE I MODELO DE LAUDO DE AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO RUÍDO 1. Barulho Industrial. v. 1888-1907. Insalubridade e periculosidade: aspectos técnicos e práticos.25-1991 . Norma de Hig1ene Ocupacional . São Paulo. marca . Propuesta de normativa interna para la medición y evaluación dei ruido. 1990. 16( 1)·81-3. São Paulo. Márcia Angeiin Chaves. 5. 2005.. p. de 8.214.. NBA 10151 e 10152 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Revista Proteção n. acesso em 16. GARCfA. Disponível: <http://www. . Laura Xavier.

..9 dB(A) Principais at lvldades: Durante a dos1metna...... .. SR... RECLAMADA: ..25-1991 Esse instrumento foi aferido antes da medição com calibrador marca . RECLAMANTE: .extrusoras FONTES GERADORAS: .. O reclamante e o assistente técnico da reclamada acompanharam a diligência... Engenheiro de Segurança do Trabalho. interferência do rufdo da casa de força. l-INSTRUMENTOS UTILIZADOS/METODOLOGIA A avaliação do ruído fo1 fe1ta com o dosímetro (medidor integrador de uso pessoal).0 dB(A) CONCLUSÃO o nível equivalente de ruído foi superior ao limite de tolerância estabelecido pelo anexo 01.... slfene..09 Nível Equivalente de Ruído: 90.214. apresentar seu laudo pericial. marca . Ex.INFORMANTES Fulano de tal Encarregado LOCAIS DE TRABALHO: Linhas A e B. com ar comprimido.. conforme especificações da Norma ANSI.. ...04.Operar extrusora através de botoeira... extrusoras... as leituras foram efetuadas com o aparelho operando no circuito de compensação "C" e modo "Fast" (NA-15. Para o ruído de impacto. 5745 NRRsl 17 dB DADOS OBTIDOS RU ÍDO 01 -Histograma em anexo Dose (8 horas): 2... Portanto. 11 .. perito nomeado nos autos do processo em epígrafe. Desobstruir extrusora quando necessáno APÊNDICE 11 I MODELO DE LAUDO DE AVALIAÇÃO DE RUÍDO PARA CARACTERIZAÇÃO DE INSALUBRIDADE EXMO.. modelo. conforme sugestões no item específico. -Realizar hmpeza dos equ1pamentos e da área.0 dB(A) LT: 85. DESCRIÇÃO DAS MEDIDAS DE CONTROLE EXISTENTES: Protetor auricular de Inserção CA. durante ma1s ou menos 30 mmutos Data da medição: 23. As medições foram realizadas ao nível auditivo do trabalhador. JUIZ FEDERAL DA VARA DO TRABALHO . C e O QUANT. Os medidores e os calibradores foram certificados em laboratórios credenciados pelo INMETRO.. 120 12 1 - . EPis).. da Portaria n.0 dB(A) INA: 80. vem perante V. anexo 01). III DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE DO RECLAMANTE O reclamante exercia o cargo de operador de máquina e sua atividade consistia em: • Operar empilhadeira para movimentar material no pátio e carregar cam1nhões.. . rosca sem fim.. .a. é necessário adoção de medidas de controle visando a eliminar ou neutralizar o risco (medidas coletivas.. modelo . . NR-15. REFERENTE : Processo . FULANO. bombas. B. para exposição diária de 8 (oito) horas.. . com aparelho operando na curva de compensação UA" e modo "Siow"..AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO RUÍDO POSTO DE TRABALHO: 01 CARGO: Operador de Produção 11 FUNÇÃO: Operador de Extrusora TURNOS OE TRABALHO: A.. tipo 2 conforme especificações constantes na Norma ANSI 81. 3... TRABALHADORES EXPOSTOS: 08 DESCRIÇÃO DAS ATtVIDADES: .Correias transportadoras. administrativas.0 Nível Exposição Normalizado: 87. o trabalhador executou atividades normais de operação de extrusora e executou serv1ços de limpeza da área.

. os protetores auriculares utilizados eram capazes de neutralizar a insalubridade. QUESITO 03 INFORM.1. NO MOMENTO DA REALIZAÇÃO DA PERÍCIA.122- -123 - . DATA DA VALIDADE. Assim. Sim ver ficha em anexo. QUESITO 03 A UTILIZAÇÃO OBRIGATÓRIA DOS REFERIDOS EQUIPAME . INFORMAR SE A RECLAMADA FORNECIA EPis PARA O RECLAMANTE E SE EXIGIA E FISCALIZAVA O USO? SE FORAM APROVADOS PELO MTE.NTOS ELIMINAVA. QUESITO 02 INFORMAR SE A RECLAMADA MANTÉM EM SEU PODER RECIBOS ASSINADOS PELO RECLAMANTE. -Stm...RESPOSTA AOS QUESITOS DA RECLAMANTE ÀS FLS . Rufdo DADOS OBTIDOS QUESITO 01 86.. EM QUE GRAU.. NR-15.ver ficha em anexo. aprovados pelo MTE.. . COM A DATA DO FORNECIMENTO DELES. QUESITO 02 TAIS EPis SÃO APROVADOS PELO MINISTÉRIO DO TRABALHO? -Sim. EM QUAL PERIODO? -Não. -Não.AR SE. conclui-se que a atividade do reclamante não era considerada insalubre. da Portaria n. VIII . o reclamante trabalhava na área de expedição e pátto de estocagem.. QUESITO 04 INFORMAR SE O RECLAMANTE FAZ JUS AO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. DO PROCESSO QUESITO 01 QUAIS OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL FORNECIDOS PELA RECLAMADA AO RECLAMANTE? Foram fornectdos protetores auriculares tipo concha.).214. a reclamada forneceu protetores auriculares ao reclamante. o reclamante afirmou que recebeu os referidos EPis e sempre os utilizou efetivamente. O nível de ruído equivalente foi superior ao limite de tolerância estabelecido pelo anexo 1. DO PROCESSO Durante todo o pacto laboral.1.. V5. Além disso. fica neutralizada a insalubridade por esse agente. 3. VI . NEUTRALIZAVA OU REDUZIA A LIMITES DE TOLERANCIA A INSALUBRIDADE ACASO EXISTENTE? -Conforme comentado no item 5.Nível equivalente de ruído representativo da jornada de trabalho do reclamante. ATESTANDO O RECEBIMENTO DOS EQUIPAMENTOS. Todavia. Deve-se salientar que os EPis são aprovados pelo MTE e o próprio reclamante informou que o uso era obrigatório e fiscalizado.. TODAS AS MAQUINAS ENCONTRAVAM-SE LIGADAS.Sim .RESPOSTA AOS QUESITOS DA RECLAMADA ÀS FLS . . capazes de reduzir os níveis de ruído do local abaixo do limite de tolerância (ver fichas juntadas aos autos e às fls.6 dB(A) .IV - LOCAL DE TRABALHO DO RECLAMANTE QUESITO 04 TEM DIR~ITO O RECLAMANTE AO ADICIONAL PLEITEADO? SE SIM.CONCLUSÃO PERICIAL Com base nos dados e fundamento no item V do laudo. pois sua exposição ao ruído estava neutralizada através do uso do protetor auricular. VIl . pois sua utilização efetiva era capaz de diminuir a intensidade do ruído existente abaixo do limite de tolerância.

.. conferindo ao segurado exposto o dire1to à aposentadoria especial...8 dB(A) CONCLUSÃO PERICIAL A DOSE CALCULADA.................... a expos1ção a esse nível de ruído é prejudicial à saúde. fiscalização.------. O nível equivalente de ruldo foi supenor ao limite de tolerância estabelecido pelos Decretos n. hierarquia. DESCRIÇÃO DE ATIVIDADES: J IV - CARGO: Operador de usina hldrelétrlcs • Operar os geradores através do painel de controle... t--- O segurado trabalhava na sala de máquina e operação da usina hidrelétrica........... por meio de dosimetria de ruldo em ciclos de trabalho representativo da exposição durante a jornada de trabalho...VI - DADOS OBTIDOS: Setor Nível de Ruído dB(A) 70. • lnspecionar geradores. Para o ruído de Impacto.. -... as leituras foram efetuadas com o aparelho operando no circuito de compensação "C" e modo "Fast" (NR-15.......... -----..214n8 e NH0-01 da FUNDACENTRO...... ---.....19 1. substituição periódica...00 2.. • Executar limpeza da usina (casa de máquinas). DATA .00 Tempo de Exposição (horas) 3.69 IRAMO DE ATIVIDADE: Indústria têxtil Município X NÍVEL EQUIVALENTE OE RU{OO CORRESPONDENTE 88....00 90..... Os procedimentos foram de acordo com a NR-15 da Portaria n.00 2.......080/79.00 88. RESPONSÁVEL TÉCNICO CREA REG......3 TOTAL (DOSE) 1......048/99 para exposição habitual e permanente........ 2 172/97 e 3...-. LOCAL... 3..831/64........00 Tempo Máximo Diário Permitido (horas) - Dose APÊNDICE III MODELO DE LAUDO DE AVALIAÇÃO DE RUÍDO PARA CONCESSÃO DE APOSENTADORIA ESPECIAL LAUDO TÉCNICO DE APOSENTADORIA ESPECIAL IDADOS DA EMPRESA: RAZÃO SOCIAL: ENDEREÇO: Rua A.83.......... As medições foram realizadas ao nível auditivo do trabalhador....0 0... Segundo estes Decretos.. n.5 0... entre outros).. 53.... -..00 1. • Auxiliar na manutenção mecânica preventiva e corretiva das máqumas (semanalmente) VMÉTODOS E EQUIPAMENTOS UTILIZADOS: A avaliação ocupacional de ruído foi feita por Grupo Homogêneo de Exposição..0 4.. ----... anexo 01).. Os protetores auriculares fornecidos ao segurado são capazes de reduz1r a intensidade do ruldo abaixo do hm1te de tolerância Ademais. --------....... 200 CNPJ: xxxxxxxx/0000-0 11 III NOME DOS ACOMPANHANTES: Fulano de tal Encarregado da Usina LOCAL DE TRABALHO: --~ Ruído médio na sala de controle Ruído médio na casa de máquina Ruído médio na área dos geradores Ruído médio na área de bombeamento 2. --.. NO MTE - 124- -125- ...0 5.. com aparelho operando na curva de compensação "A" e modo "Siow"...00 95.... a empresa possui documentos comprobatórios do gerenc1amento dos EPis (tre1namento.

11 INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO Na avaliação de nível de ruído nos escritórios foram utilizados os seguintes equipamentos: • Medidor de nível de pressão sonora com analisador de frequêncra de terça e banda de oitava. nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam solicitação intelectual e atenção constantes.9 59 59. pisos e móveis (NBA 10. 3. Portanto.151 ). como paredes. e a curva de avaliação de ruido NC. nas frequências de 500 Hz.0 dB(A).3 -· Valor obtido Nível de ruído global -126- . tais como: sala de controle.0 dB. laboratórios. 1 kHz e 8 kHz.0 dB. APÊNDICE IV MODELO DE LAUDO DE AVALIAÇÃO DE RUÍDO PARA CONFORTO 1. escritórios.8 57 57.3 67 65.127 - . estabelece que.7 74. dentre outros.1 1kHz dB 61 65. não superior a 60. o nível de ruído aceitável para efeito de conforto é igual a 65. • Calibrador acústico A medição foi realizada no ambiente com o instrumento montado em um tripé a altura de 1. de acordo com as especificações da Norma IEC 60.1 63 68.2 m do piso e a uma distância de no mínimo 1. o nível de ruído global foi superior a 65. salas de desenvolvimento ou análises de projetas. AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE RUÍDO PARA CONFORTO LOCAL DE TRABALHO: Escntóno de Contabilidade Curva NC 60 63Hz dB 125 Hz 250Hz 500Hz dB dB dB 71 58. Além disso. tetas.O m de qualquer superfície.7 58 54.214/78.CONCLUSÃO Verifica-se que. as condições de conforto acústico do local não atendem à NR-17.4 dB(A) 2kHz dB 4kHz dB 8kHz dB 77 60.651 para o trpo 1.0 dB(A).CRITÉRIO LEGAL A NR-17 da Portaria n. os valores obtidos apresentaram não confonmidade com o limite de conforto da curva NC 60.

12.0 A NBA 10.interferência da carregadeira Sem interferência do ruído da carregadeira Ruido de fundo do mornho e penerramento 61. paredes etc. os seguintes níveis de ruído: 55 dB(A) 50 dB(A) diurno noturno Os resultados das medições e as observações necessárias estão contidos no quadro que se segue: PONTO DE MEDIÇÃO RUÍDO COM A FONTE LIGADA dB(A) OBSERVAÇÕES RUÍDO DE FUNDO SEM FONTE dB(A) 01 70. nível sonoro superior a 70 dB(A) durante o dia e 60 dB(A) durante a noite. conclui-se que os níveis de ruído médio nos pontos analisados estão acima do limite de tolerância estabelecidos pela Lei n. no ambiente exterior do recinto em que têm origem.5 75. Os refendes instrumentos foram certificados por laboratório credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia.151 da ABNT.2 Ruído médro da rnstalação de beneficiamento Ruído médio com interferência da carregadeira Rui do médro da instalação (peneiramento) Ruido médio . As medições foram realizadas em condições climáticas normais.0 04 A avaliação do ruído foi feita com medidor de nível de pressão sonora de acordo com as especificações da Norma IEC 60.0 66. explicitando o horário noturno como aquele compreendido entre 22h e 6 h.151/00 estabelece nível de critério de avaliação igual a 70 dB(A) no período diurno e 60 dB(A) no período noturno para área predominantemente industrial. utllízando-se calibrador acústico portátil. Normalização e Qualidade Industrial (INMETAO). para áreas residenciais urbanas.As medições foram feitas no extenor em pontos afastados aproximadamente 1. nível de som superior a 10 decibéis. à segurança ou ao sossego público quaisquer ruídos que: • Atinjam.0 Observação: as medições foram realizadas no período diurno das 11 h às 14h30. atinjam. se outro não tiver estabelecido na legislação municipal pertmente. O medidor de nível de pressão sonora foi calibrado antes e após a medição.90 estabelece como prejudiciais à saúde.100/90 e da NBA 10.100/90 e NBA 10 151 da ABNT.0 55. sendo o microfone do aparelho protegido do ruído e do vento.0 63.651 para o tipo 1 Esse instrumento foi aferido com calibrador acústico conforme as especificações da IEC 60.dB(A) acima do ruído de fundo existente no local sem tráfego.0 metros do limrte da propriedade e de quaisquer outras superfícies refletoras. III CONDIÇÕES DE MEDIÇÕES MODELO DE LAUDO DE AVALIAÇÃO DE RUÍDO PARA PERTURBAÇÃO DO SOSSEGO PÚBLICO I -CRITÉRIO LEGAL As medições dos níveis de ruído foram efetuadas a 1.20 m do piso e pelo menos 2.942. conforme estabelecido pela lei n. IV DADOS OBTIDOS A Lei n. -128- 70. 12. no ambiente exterior do recinto em que têm origem. A NBA 10. 10.0 55.1 00 de 17.7 62. •Independentemente do ruído de fundo.20 m acima do solo e nos pontos demarcados no croqui em anexo.01. como muros. APÊNDICE V As medições foram realizadas na escala de compensação "A·. VCONCLUSÃO/RECOMENDAÇÃO De acordo com os dados obtidos nas medições. li INSTRUMENTOS UTILIZADOS/ METODOLOGIA 02 03 79.151 da ABNT estabelece. 129 - .

db(A). Considerando que os malefícios causados à saúde. à segurança e ao sossego público. está acima do suportável pelo ouvido humano. de forma a impedir que o ruído ali gerado se propague para áreas vizinhas. critérios e diretrizes estabelecidos nesta Portaria.Além d1sso. Essa situação indica também que a empresa se caracteriza como fonte de poluição sonora.030. acima do ruído de fundo existente no local sem tráfego· - 130 - - 131 - . para os fins do item anterior. obedecerá. acolhendo proposta do Secretário do Meio Ambiente. nível de som de mais de 10 (dez) decibéis .Consideram-se prejudiciais à saúde. moagem e carregadeira. causada pela poluição sonora. Considerando que os critérios e padrões deverão ser abrangentes e de forma a permitir fácil aplicação em todo o Território Nacional: RESOLVE: I . de forma a evitar a propagação para a vizinhança.O isolamento da britagem/peneiramento e moinhos através de paredes.Outra alternativa é a construção de muros com altura adequada nas divisas da empresa. entre os quais exigências e condicionamentos humanos. inclusive as de propaganda. APENDICE VI NORMAS E LEGISLAÇÃO COMPLEMENTARES I RESOLUÇÃO CONAMA PORTARIA N. no uso das atribuições conferidas pelo artigo 4º do Decreto n. locais e áreas de mediçao. portanto. como. da segurança e do sossego público. DE 19 DE JUNHO DE 1980 O Ministro de Estado do Interior. está sendo continuamente agravada nos grandes centros urbanos. Considerando que a fixação dos criténos e padrões necessários ao controle dos níveis de sons depende de inúmeros fatores. os sons e ruídos que: a) atinjam. comerciais. Constatou-se que as fontes principais de ruído são: instalação de britagem/peneiramento. da referida Lei. de 30 de outubro de 1973: Considerando que os problemas dos níveis excessivos de sons e ruídos estão incluídos entre os sujeitos ao Controle da Poluição do Meio Ambiente. sociais ou recreativas. no interesse da saúde. em decorrência de quaisquer atividades industriais. Considerando que a deterioração da qualidade de vida. . venfica-se pelo quadro de dados obtidos que a diferença entre os níveis de ruído com a fonte (empresa) em funcionamento e desligada (ruído de fundo) foi superior a 1O dB(A) e. Assim. aos padrões. por ruídos e sons. no ambiente extenor do recinto em que têm origem.A emissão de sons e ruldos. possuidores de situações diferenciadas de usos e costumes. a heterogeneidade dos municípios brasileiros. recomenda-se as seguintes medidas: . 2°. 11 . 11. distribuição. fontes geradoras características do agente provocador. 73. Considerando a grande extensão territorial brasileira. em desacordo com o limite previsto no art. 92. hora e frequência da ocorrência. por exemplo. bloco de concreto. Deve-se salientar que o muro deverá s er construído com material isolante de som.

1 -Para os fins desta NR. no uso do respectivo poder de polícia. disporão. IX . obedecerão às normas expedidas. atinjam.048/99 CLASSIFICAÇÃO DOS AGENTES NOCIVOS 2. no mínimo.20 m (um metro e vinte centímetros) do solo. 3.Anexo n. a metade dos limites de exposição ocupacional considerados de acordo com a alínea "c" do subttem 9.b) independentemente do ruído de fundo. no mínimo. c) alcancem. estaduais e municipais competentes. V . item 6.Para os efeitos desta Portana.O microfone do aparelho medidor de nível de som deverá estar sempre afastado. ou das que lhe sucederem.As entidades e órgãos federais.6 Do Nível de Ação PORTARIA N. Anexo n. o aparelho medidor de nível de som.2 .Na execução dos projetes de construção ou de reformas de edificações. 1. níveis de som superiores aos considerados aceitáveis pela Norma NB-95. durante o dia. com vistas a compatibilizar o exercício da atividade com a preservação da saúde. o nível de som produzido por uma delas não poderá ultrapassar os níveis estabelecidos pela Norma NB-95. NR-9 9. mais de 70 (setenta) decibéis .1 RUÍDO a) exposição permanente a níveis de ruído acima de 90 decibéis. considerando sempre os locais.51. As ações devem incluir o monitoramento periódico da exposição.3. conectado à resposta lenta. 3.Para a medição dos níveis de som considerados na presente Portaria.6. as medições deverão ser efetuadas com aparelho medidor de nível de som que atenda às recomendações da EB 386!74. NR-15 PORTARIA N.A emissão de ruídos e sons produzidos por veículos automotoras. no interior do recinto em que são produzidos.3. sobre a emissão ou proibição de emissão de sons e ruídos produzidos por quaisquer meios ou de qualquer espécie. VIII. conforme indicado nas alíneas que seguem a) para agentes químicos. da ABNT.Deverão ser objeto de controle sistemático as situações que apresentem exposição ocupacional acima dos níveis de ação. de acordo com o estabelecido nesta Portaria. IV .dB(A). III.3. pelo Conselho Nacional de Trânsito CONTRAN. horários e a natureza das atividades emissoras. da Associação Brasileira de Normas Técnicas. considera-se nível de ação o valor acima do qual devem ser iniciadas ações preventivas de forma a minimizar a probabilidade de que as exposições a agentes ambientais ultrapassem os limites de exposição.214!78 25 anos 9.0 AGENTES FÍSICOS Exposição acima dos limites de tolerância especificados ou às atividades descritas. ou das que lhe sucederem. inclusive os mencionados na NB-95 da ABNT.214!78 NR-15. e 60 (sessenta) decibéis .0. bem como guarnecido com tela de vento. conforme critério estabelecido na NR-15. respectivamente. da segurança e do sossego público. a dose de 0. emitidas a partir da presente data. ou das que lhe sucederem. 3. da ABNT. e pelo órgão competente do Ministério do Trabalho. durante a noite.dB(A).50 m (um metro e cinquenta centímetros) da divisa do imóvel que contém a fonte de ruído e à altura de 1. VI. 2. b) para o ruído. e os produzidos no interior dos ambientes de trabalho.6. X -Todos os nfveis de som são referidos à curva de ponderação (A) dos aparelhos medidores.Todas as normas reguladoras de poluição sonora. 1 Limites de Tolerância para Ruído Contínuo ou Intermitente NÍVEL DE RUÍDO dB(A) 85 86 87 88 MÁXIMA EXPOSIÇÃO DIÁRIA PERMISSÍVEL 8 horas 7 horas 6 horas 5 horas 133 - - 132 - . deverá estar com o microfone afastado. deverão ser compatibilizadas com a presença da Portaria e encaminhadas à SEMA. para atividades heterogéneas.ABNT.3.0. a informação aos trabalhadores e o controle médico. VIl . 1.20 m (um metro e vinte centímetros) de qualquer obstáculo.5 (dose superior a 50%}. 1. 9. no ambiente exterior do recinto em que têm origem. Mário David Andreazza ANEXO IV DO DECRETO N.

152. o 112 . escritórios. As atividades ou operações que exponham os trabalhadores a níveis de ruído.. contínuo ou intermitente.1. superiores a 115 dB(A).5.214/78 17.PORTARIA N.4 1.2. são recomendadas as seguintes condições de conforto: a) níveis de ruído de acordo com o estabelectdo na NBA 10. apropriada à natureza da atividade 17. natural ou artificial. d) umidade relativa do ar não inferior a 40% (quarenta por cento). 6. 3. Não é permitida exposição a níveis de ruído acima de 1 15 dB(A) para indivíduos que não estejam adequadamente protegidos.2. laboratórios. dentre outros. 17.. será considerada a máxima exposição diária permissível relativa ao nível imediatamente mais elevado. 7.5. A iluminação geral deve ser uniformemente distribuída e difusa 17. segundo o Quadro deste Anexo. o ruído que não seja de impacto. Os tempos de exposição aos níveis de ruído não devem exceder os limites de tolerância lixados no Quadro deste anexo. As condições ambientais de trabalho devem estar adequadas às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado. geral ou suplementar.1. de forma que. b) índice de temperatura efettva entre 20 e 230C.. 17. sombras e contrastes excessivos. devem ser medidos nos postos de trabalho. o nfvel de ruído aceitável para efeito de conforto será de até 65 dB(A) e a curva de avaliação de ruído (NC) de valor não deverá ser supenor a 60 dB. a expostção estará acima do limite de tolerância.5.5. Para as atividades que possuam as características definidas no subitem 17. 75 m/s. tais como: salas de controle. mas não apresentam equivalência ou correlação com aquelas relacionadas na NBA 10 152.3.2. 17. Cn indica o tempo total em que o trabalhador fica exposto a um nível de ruído específico e Tn indica a máxima exposição diária permissível a este nível. para os fins de aplicação de Limites de Tolerância. Condições ambientais de trabalho. reflexos incómodos.. Os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis {dB) com instrumento de nível de pressão sonora operando no circuito de compensação "A" e circuito de resposta lenta (slow). 3.5.5. 5 4 horas e 30 minutos 4 horas 3 horas e 30 minutos 3 horas 2 horas e 40 minutos 2 horas e 15 minutos 2 horas 1 hora e 40 minutos 1 hora e 15 minutos 1 hora 45 minutos 35 minutos 30 minutos 25 minutos 20 mmutos 15 minutos 10 minutos 8 minutos 7 minutos .5. 2. ~T2 T3 Tn cl c2 c3 cn Na equação acima. 17. Para os valores encontrados de nível de ruído intermediário. c) velocidade do ar não superior a O. 89 90 91 92 93 94 95 96 98 100 102 104 105 106 108 1. As leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador. se a soma das seguintes trações exceder a unidade.NÍVEL DE RUÍDO dB(A) MÁXIMA EXPOSIÇÃO DIÁRIA PERMISSIVEL efeitos combinados. 17. sem proteção adequada. NR-17.2 A iluminação geral ou suplementar deve ser projetada e instalada de forma a evitar ofuscamento.+ -.2.2.. Nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam solicitação intelectual e atenção constantes.. Entende-se por Ruído Continuo ou Intermitente.2.1. Em todos os locais de trabalho deve haver iluminação adequada.5. sendo os níveis de ruído determinados próximos à zona auditiva e as demats variáveis na altura do tórax do trabalhador.+ ..5. Se durante a jornada de trabalho ocorrerem dois ou mais períodos de exposição a ruídos de diferentes níveis devem ser considerados os seus -134- . -135- 1. salas de desenvolvimento ou análise de projetas. Os parâmetros previstos no subitem 17. norma brasileira registrada no INMETRO.5. 5.3. oferecerão risco grave e iminente. 4.3.

DE 08 DE MARÇO DE 1990 O CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE .151 -Avaliação do Ruído em Áreas Habitadas visando ao conforto da comunidade. o Art. obedecerá. Considerando que a deterioração da qualidade de vida. do § :29.As entidades e órgãos públicos (federais. 001 .Para os efeitos desta Resolução. as medições deverão ser efetuadas de acordo com a NBA 10. da ABNT. critérios e diretrizes estabelecidos nesta Resolução. pelo Conselho Nacional de Trânsito . do Art. e Considerando que os problemas dos níveis excessivos de ruído estão incluídos entre os sujeitos ao Controle da Poluição de Meio Ambiente.Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação. emitidas a partir da presente data. VI . estaduais e municipais) competentes. Considerando que os critérios e padrões deverão ser abrangentes e de forma a permitir fácil aplicação em todo o Território Nacional. IV.ABNT.CONAMA. com vistas a compatibilizar o exercício das atividades com a preservação da saúde e do sossego público.804 de 15 de julho de 1989. inclusive as de propaganda politica. horários e a natureza das ativ1dades emissoras.Avaliação do Ruído em Áreas Habitadas visando ao conforto da comunidade. da Associação Brasileira de Normas Técnicas. no uso do respectivo poder de polícia. o nível de som produzido por uma delas não poderá ultrapassar os níveis estabelecidos pela NBA 10. VIl -Todas as normas reguladoras da poluição sonora. 11 . está sendo continuamente agravada nos grandes centros urbanos. de acordo com o estabelecido nesta Resolução. V . no uso das atribuições que lhe confere o Inciso 1. aos padrões.136 - . RESOLVE: I . em decorrência de quaisquer atividades industriais. disporão.152. VIII.ABNT.Na execução dos projetes de construção ou de reformas de edificações para atividades heterogêneas. .A emissão de ruídos. deverão ser compatibilizadas com a presente Resolução. sobre a emissão ou proibição da emissão de ruldos produzidos por qualquer meios ou de qualquer espécie. no interesse da saúde e do sossego público.RESOLUÇÃO CONAMA N.A emissão de ruídos produzidos por veículos automotoras e os produzidos no interior dos ambientes de trabalho obedecerão às normas expedidas. e pelo órgão competente do Ministério do Trabalho. causada pela poluição. comerciais. da Assoc1ação Brasileira de Normas Técnicas .152. soc1a1s ou recreativas. os ruldos com níveis superiores aos considerados aceitáveis pela norma NBA 10. 7. 1° da Lei n. respectivamente. considerando sempre os locais. 89 do seu Regimento Interno.Avaliação do Ruído em Áreas Habitadas visando ao conforto da comunidade.CONTRAN. para os fins do item anterior. III .São prejudiciais à saúde e ao sossego público.

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