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C 7-20

MINISTÉRIO DA DEFESA EXÉRCITO BRASILEIRO

ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO

Manual de Campanha

BATALHÕES DE INFANTARIA

3ª Edição 2003

C 7-20

MINISTÉRIO DA DEFESA EXÉRCITO BRASILEIRO

ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO

Manual de Campanha

BATALHÕES DE INFANTARIA

3ª Edição 2003 Preço: R$ CARGA EM.................

PORTARIA Nº 018-EME, DE 21 DE MARÇO DE 2003

Aprova o Manual de Campanha C 7-20 - Batalhões de Infantaria, 3ª Edição, 2003. O CHEFE DO ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 113 das IG 10-42 - INSTRUÇÕES GERAIS PARA A CORRESPONDÊNCIA, AS PUBLICAÇÕES E OS ATOS ADMINISTRATIVOS NO ÂMBITO DO EXÉRCITO, aprovadas pela Portaria do Comandante do Exército nº 041, de 18 de fevereiro de 2002, resolve: Art. 1º Aprovar o Manual de Campanha C 7-20 - BATALHÕES DE INFANTARIA, 3ª Edição, 2003, que com esta baixa. Art. 2º Determinar que esta Portaria entre em vigor na data de sua publicação. Art. 3º Revogar o Manual de Campanha C 7-20 - BATALHÕES DE INFANTARIA (1ª e 2ª Partes), 2ª Edição, 1973, aprovado pela Portaria Nº 150-EME, de 29 de agosto de 1973.

NOTA
Solicita-se aos usuários deste manual a apresentação de sugestões que tenham por objetivo aperfeiçoá-lo ou que se destinem à supressão de eventuais incorreções. As observações apresentadas, mencionando a página, o parágrafo e a linha do texto a que se referem, devem conter comentários apropriados para seu entendimento ou sua justificação. A correspondência deve ser enviada diretamente ao EME, de acordo com o artigo 108 Parágrafo Único das IG 10-42 - INSTRUÇÕES GERAIS PARA A CORRESPONDÊNCIA, AS PUBLICAÇÕES E OS ATOS ADMINISTRATIVOS NO ÂMBITO DO EXÉRCITO, aprovadas pela Portaria do Comandante do Exército nº 041, de 18 de fevereiro de 2002.

ÍNDICE DOS ASSUNTOS
Prf CAPÍTULO ARTIGO ARTIGO CAPÍTULO ARTIGO ARTIGO ARTIGO ARTIGO ARTIGO ARTIGO CAPÍTULO ARTIGO ARTIGO ARTIGO 1 - INTRODUÇÃO I - Generalidades ........................................ 1-1 e 1-2 II - Unidades de Infantaria ............................ 1-3 a 1-6 2 - COMANDO E CONTROLE I - Responsabilidades Funcionais de Comando e Controle ................................... 2-1 e 2-2 II - Relações Funcionais .............................. 2-3 e 2-4 III - Posto de Comando ................................. 2-5 a 2-7 IV - Sincronização ......................................... 2-8 a 2-10 V - Ações de Comando e Estado-Maior ........ 2-11 a 2-13 VI - Inteligência ............................................. 2-14 a 2-19 3 - MOVIMENTOS PREPARATÓRIOS I - Generalidades ........................................ 3-1 a 3-5 II - Planejamento das Marchas .................... 3-6 a 3-8 III - Estacionamento ...................................... 3-9 a 3-16 3-1 3-5 3-12 2-1 2-10 2-11 2-18 2-23 2-27 1-1 1-2 Pag

Prf CAPÍTULO ARTIGO ARTIGO ARTIGO ARTIGO ARTIGO ARTIGO ARTIGO ARTIGO ARTIGO ARTIGO ARTIGO CAPÍTULO ARTIGO ARTIGO ARTIGO ARTIGO ARTIGO ARTIGO ARTIGO ARTIGO ARTIGO ARTIGO ARTIGO ARTIGO 4 - OFENSIVA I - Generalidades ........................................ 4-1 a 4-5 II - Marcha para o Combate ......................... 4-6 a 4-12 III - Reconhecimento em Força ..................... 4-13 a 4-16 IV - Ataque .................................................... 4-17 a 4-37 V - Aproveitamento do Êxito ......................... 4-38 VI - Perseguição ........................................... 4-39 VII - Ataque Noturno ou Sob Condições de Visibilidade Limitada .................................. 4-40 a 4-57 VIII - Ataque com Transposição de Curso de Água ....................................................... 4-58 a 4-72

Pag

4-1 4-3 4-21 4-22 4-76 4-78 4-79 4-94

IX - Ataque a Localidade ............................... 4-73 a 4-77 4-107 X - Ataque em Bosque ................................. 4-78 a 4-81 4-120 XI - Operações de Abertura de Brechas ........ 4-82 e 4-83 4-122 5 - DEFENSIVA I - Generalidades ........................................ 5-1 a 5-4 II - Defesa em Posição ................................ 5-5 III - Defesa de Área ....................................... 5-6 a 5-24 IV - Defesa Móvel .......................................... 5-25 e 5-26 V - Movimentos Retrógrados ........................ 5-27 VI - Retraimento ............................................ 5-28 a 5-31 VII - Ação Retardadora ................................... 5-32 a 5-36 VIII - Retirada .................................................. 5-37 e 5-38 IX - Defesa Circular ....................................... 5-39 a 5-41 5-1 5-3 5-3 5-68 5-70 5-71 5-82 5-95 5-96

X - Defesa à Retaguarda de Curso de Água . 5-42 a 5-46 5-101 XI - Defesa de Localidade ............................. 5-47 a 5-49 5-107 XII - Defesa em Bosque ................................. 5-50 a 5-52 5-111

Prf CAPÍTULO ARTIGO ARTIGO ARTIGO ARTIGO ARTIGO ARTIGO CAPÍTULO ARTIGO ARTIGO ARTIGO CAPÍTULO ARTIGO ARTIGO ARTIGO CAPÍTULO ARTIGO ARTIGO ARTIGO ARTIGO 6 - OPERAÇÕES SOB CONDIÇÕES ESPECIAIS DE AMBIENTE I - Considerações Iniciais ............................ 6-1 II - Operações na Selva ................................ 6-2 III - Operações Ribeirinhas ............................ 6-3 IV - Operações na Caatinga .......................... 6-4 V - Operações Químicas, Biológicas e Nucleares .................................................... 6-5 VI - Operações na Montanha ......................... 6-6 a 6-10 7 - OPERAÇÕES COM CARACTERÍSTICAS ESPECIAIS I - Operações Aeromóveis ........................... 7-1 II - Operações Aeroterrestres ....................... 7-2 a 7-15 III - Operações de Garantia da Lei e da Ordem 7-16 8 - OUTRAS OPERAÇÕES I - Substituição ........................................... 8-1 a 8-7 II - Junção .................................................... 8-8 a 8-10 III - Operações de Paz .................................. 8-11 9 - APOIO AO COMBATE I - Apoio de Fogo ........................................ 9-1 a 9-11 II - Apoio Aéreo ............................................ 9-12 e 9-13 III - Comunicações e Guerra Eletrônica ......... 9-14 e 9-15 IV - Apoio de Engenharia ............................... 9-16

Pag

6-1 6-1 6-2 6-2 6-2 6-3

7-1 7-1 7-22

8-1 8-10 8-15

9-1 9-20 9-26 9-32

Prf CAPÍTULO 10 - LOGÍSTICA ARTIGO ARTIGO ARTIGO ARTIGO ARTIGO ANEXO ANEXO ANEXO I - Introdução .............................................. 10-1 e 10-2

Pag

10-1

II - Logística no Batalhão de Infantaria ......... 10-3 a 10-20 10-2 III - Apoio Logístico Durante as Operações ... 10-21 a 10-2410-51 IV - Trabalho de Comando ............................. 10-25 a 10-3210-72 V - Assuntos Civis ....................................... 10-33 a 10-3510-75 A - TIPOS DE UNIDADES DE INFANTARIA A-1 a A-9 B - MEMENTO DO ESTUDO DE SITUAÇÃO C - EXEMPLOS DE ORDENS DE OPERAÇÕES E ESQUEMAS DE MANOBRA ..... C-1 a C-13 D - EXEMPLO DE MATRIZ DE SINCRONIZAÇÃO ................................................... E - DADOS MÉDIOS DE PLANEJAMENTO . E-1 a E-5 F - DOCUMENTOS DE OPERAÇÕES DE TRANSPOSIÇÃO DE CURSO DE ÁGUA G - DIRETRIZ DE FOGOS ............................ G-1 a G-4 H - PREVENÇÃO DE FRATRICÍDIO ............ H-1 a H-7 I - CASO ESQUEMÁTICO DE UMA OPERAÇÃO DE ABERTURA DE BRECHAS ....... I-1 e I-2 A-1 B-1

C-1

ANEXO

D-1 E-1

ANEXO ANEXO

F-1 G-1 H-1

ANEXO ANEXO ANEXO

I-1

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CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO
ARTIGO I GENERALIDADES 1-1. FINALIDADE a. Este manual tem por finalidade apresentar uma orientação doutrinária para o emprego das Unidades de Infantaria existentes no Exército Brasileiro, considerando o Sistema de Planejamento do Exército (SIPLEx), particularmente a Concepção Estratégica do Exército (SIPLEx-4), o Sistema de Doutrina Militar Terrestre (SIDOMT) e os preceitos doutrinários constantes do manual C 100-5 OPERAÇÕES. b. A doutrina que será apresentada destina-se aos Batalhões de Infantaria Motorizado (BI Mtz), de Montanha (BI Mth), Pára-quedista (BI Pqdt) e aos Batalhões de Fronteira (B Fron). A referente ao emprego peculiar dos Batalhões de Infantaria de Selva (BIS), Leve (BIL) e Blindado (BIB) será tratada em manuais específicos. Quanto ao emprego dos Batalhões de Caçadores (BC) e de Infantaria (BI) que não adotarem Quadro de Organização (QO) de BI Mtz, deverá ser considerado aquilo que se aplicar às suas subunidades (SU), pois estas organizações militares têm emprego peculiar à sua destinação estratégica, visando ao completamento de unidades (U) que forem empregadas no Teatro de Operações Terrestres (TOT). c. Este manual deve ser usado com outros documentos doutrinários, particularmente aqueles específicos dos diversos escalões da arma e os que regulam as operações especiais e de defesa interna (Def Int).

1-1

1-2/1-5 1-2. OBJETIVO

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a. Apresentar a doutrina básica aplicável às Unidades de Infantaria nos diferentes tipos de operações. b. Capacitar o comandante (Cmt), o Estado-Maior (EM) e os oficiais integrantes das subunidades orgânicas ao planejamento, execução, coordenação, controle e sincronização das operações conduzidas por essas U. c. Fornecer elementos que possibilitem a metodização e a padronização da instrução na Força Terrestre (F Ter). d. Apresentar modelos dos principais documentos de operações e alguns dados médios de planejamento (DAMEPLAN). ARTIGO II UNIDADES DE INFANTARIA 1-3. CONCEITO Um BI, qualquer que seja sua natureza, é uma tropa valor U, particularmente, apta para realizar o combate a pé, ainda que, utilizando-se de meios de transportes terrestres, aéreos ou aquáticos para o seu deslocamento. É, por excelência, a tropa do combate aproximado, com capacidade de operar em qualquer terreno e sob quaisquer condições climáticas ou meteorológicas. 1-4. MISSÕES BÁSICAS a. Na ofensiva (1) Cerrar sobre o inimigo, para destruí-lo ou capturá-lo, utilizando-se, para isto, do fogo, do movimento e do combate aproximado. (2) Pelo fogo procuram neutralizar o adversário permitindo o movimento. Pela combinação do fogo e do movimento, colocam-se nas melhores condições possíveis em relação às defesas inimigas. Finalmente, pelo combate aproximado é concretizado o cumprimento da missão, lançando-se violentamente sobre o adversário, a fim de, pelo assalto, ultimarem a sua destruição ou capturá-lo. b. Na defensiva - Manter o terreno, impedindo, resistindo ou repelindo o ataque inimigo, por meio do fogo e do combate aproximado, e expulsando-o ou destruindo-o pelo contra-ataque. 1-5. CARACTERÍSTICAS DE EMPREGO a. Por ser uma unidade tática básica, pode operar isoladamente, enquadrado em uma Brigada (Bda) ou diretamente subordinado à Divisão de Exército (DE) ou Exército de Campanha (Ex Cmp). 1-2

C 7-20 b. O Btl é instruído, prioritariamente, para combater a pé.

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c. Formas de emprego prioritário, de acordo com a Doutrina DELTA: (1) fixar frontalmente o inimigo, possibilitando ações de flanco por outras forças; (2) combater em áreas urbanas, densa vegetação, obstáculos e terreno de difícil acesso; (3) realizar infiltrações táticas para atuar sobre os sistemas (particularmente os de comando e controle, de apoio logístico e de apoio de fogo) e reservas inimigas; (4) executar ações de Segurança de Área de Retaguarda (SEGAR), quando reforçadas por meios motorizados e/ou mecanizados; e (5) no caso das tropas pára-quedistas, além das citadas acima, serão tropas que tem como peculiaridades de emprego: (a) realizar o Assalto Aeroterrestre, visando isolar o campo de batalha, interditando o deslocamento de tropas inimigas; e (b) participar da transposição de curso de água de grande vulto. 1-6. TIPOS DE UNIDADES DE INFANTARIA O Anexo A relaciona as Unidades de Infantaria enfocadas neste manual, com suas Bases Doutrinárias.

1-3

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CAPÍTULO 2 COMANDO E CONTROLE
ARTIGO I RESPONSABILIDADES FUNCIONAIS DE COMANDO E CONTROLE 2-1. GENERALIDADES a. Comando e Controle (C2) é um processo através do qual as atividades da Unidade são planejadas, coordenadas, sincronizadas e conduzidas para o cumprimento da missão. Esse processo abrange pessoal, equipamento, comunicações, instalações e procedimentos necessários para obter e analisar as informações para planejar, expedir ordens e planos e para supervisionar a execução das operações. b. O Sistema de Comando e Controle deverá ser mais ágil e eficiente que o do inimigo. Esse sistema deve permitir que o comandante e seu estado-maior recebam e processem informações que possibilitem a elaboração de ordens e, desta forma, a tropa possa reagir com mais rapidez que seu oponente. 2-2. RESPONSABILIDADES FUNCIONAIS a. Comandante da Unidade (1) O comandante, sendo responsável por tudo que o batalhão faz ou deixa de fazer, desincumbe-se de suas atribuições realizando planejamentos, tomando decisões oportunas, emitindo ordens eficientes e exercendo a supervisão e o comando. Seus deveres exigem que tenha um completo conhecimento sobre o emprego tático e técnico, e sobre as possibilidades e limitações de todos os elementos orgânicos, bem como sobre os elementos das armas e dos serviços que possam reforçar o batalhão ou integrá-lo, quando constituir uma força-tarefa. 2-1

Ao afastar-se do posto de comando (PC) deve informar ao estado-maior sobre itinerário e planos a serem preparados ou ações a serem executadas. permitindo assim. Nessa situação. (5) Deve utilizar todos os meios disponíveis para cumprir sua missão. junto à ação tática principal ou em qualquer outro lugar de sua área de operações onde seja exigida sua presença. (3) Ele certifica-se de que suas determinações estão sendo executadas. concentrar-se nos assuntos de comando mais importantes. por intermédio de visitas e inspeções realizadas por ele ou por seu estado-maior. coordena e supervisiona os pormenores das operações e da administração.2-2 C 7-20 (2) É por meio da cadeia de comando que ele exerce sua autoridade e estabelece diretrizes. devendo. Coordena as atividades de sua unidade com as das unidades vizinhas e de apoio. Seus planos e ordens devem assegurar que as ações de todas as subunidades contribuam efetivamente para aquele fim. Pode estar em um posto de observação. Seus principais encargos na unidade são: (a) orientar e coordenar os elementos do estado-maior. (c) verificar se as instruções da tropa estão de acordo com as diretrizes e com os planos do comandante do batalhão. (f) providenciar para que as informações pedidas sejam remetidas em tempo oportuno e que sejam preparados planos para contingências futuras. (b) determinar as normas de ação. disciplina e proficiência. Se emitir ordens ou obtiver informações referentes à situação. espírito de corpo. ao comandante do batalhão. (2) As atribuições específicas do subcomandante variam de acordo com a diretriz do comandante. A eficiência combativa da unidade somente pode ser sentida por uma contínua avaliação das manifestações de liderança. caso a situação se modifique. na primeira oportunidade. deve comunicar a seu estadomaior. b. mantém-se em contato com o PC por meio do rádio. enquanto afastado do PC. combinadas com ações complementares. para que possam realizar suas tarefas. (e) estar em condições de assumir o comando do batalhão em qualquer ocasião. (4) O comandante assegura o bem-estar dos comandados. entretanto. as suas determinações ou informes recebidos. zelando pelo seu conforto físico. estimulando o espírito de corpo e cultivando atitudes mentais positivas. missões e normas para o batalhão. moral. telefone ou outros meios. Subcomandante da Unidade (1) É o principal auxiliar e assessor do comandante do batalhão. (h) coordenar o ensaio da operação. (6) Ele coloca-se onde melhor possa dirigir. fomentando a confiança e o respeito aos chefes. (g) coordenar a confecção da matriz de sincronização. O funcionamento eficiente da cadeia de comando exige que um grau suficiente de autoridade seja atribuído aos subordinados. por ocasião da elaboração de uma ordem de operações. e 2-2 . (d) manter-se a par da situação e dos futuros planos. controlar e influir nas operações. permitir que seus subordinados tenham liberdade de ação para implementar suas ordens. iniciativa.

normalmente. segurança. recebendo do S2 a parte relativa ao subparágrafo Assuntos Civis. evacuação de feridos. relatórios. lavanderia. manter-se-á a par da situação dos elementos vizinhos e superiores. 8) a assistência ao pessoal (assistência religiosa.). Coordenar e fiscalizar o registro de sepulturas. quando essas tarefas estiverem a cargo do batalhão.). do Centro de Operações Logísticas (COL) e da Área de Trens de Combate (ATC). Planeja medidas preventivas e corretivas para a manutenção da disciplina. Normalmente cumpre suas missões no PCR. sendo responsável pelo planejamento. (2) Oficial de Inteligência ( S2) (a) O S2 é o principal assessor do comandante quanto ao Sistema de Inteligência. manterá o escalão superior informado da situação. fornecendo a parte relativa à Log Pes. 6) o planejamento da evacuação dos mortos. do parágrafo 10-20. sincronizará o apoio ao combate e o apoio logístico com a manobra e iniciará o planejamento das operações futuras. (3) Durante o combate. recompletamento dos claros. bem como a responsabilidade pela guarda. 9) planejamento e supervisão do emprego do Pelotão de Saúde. etc. c. abrangem: 1) o controle de efetivos (registros. recuperação. Estado-Maior Geral (1) Oficial de Pessoal ( S1) (a) É o principal assessor do comandante nos assuntos da Logística do Pessoal. coleta. do Cap 10). serviço especial. repouso. de onde supervisionará as operações. 2) a manutenção do moral. 10) proposta sobre o local de coleta de prisioneiros de guerra. verificação das condições sanitárias da tropa etc. serviço postal. coordenação e sincronização de todas as atividades logísticas e administrativas referentes ao pessoal. coordenação e sincronização das atividades afetas ao sistema. (c) É o assessor e substituto do S4 no que se refere às operações e ao controle do Posto de Comando Recuado (PCR). (b) Suas atividades. etc. 3) o encaminhamento dos extraviados a seus respectivos destinos e a manutenção em dia da relação dos ausentes. (e) Redige o parágrafo 6º da O Op. (d) Auxilia o S4 na escrituração do parágrafo 4º da O Op. 4) o apoio de saúde (localização e funcionamento do PS. banho. 5) a verificação dos reflexos da qualidade da alimentação e de sua distribuição no moral da tropa. o subcomandante permanecerá no Posto de Comando Principal (PCP). 7) a disciplina e a Justiça Militar. dentre outras da área de pessoal. 2-3 . apoio de saúde às SU. em coordenação com os demais elementos do EM (conforme a letra d. processamento e evacuação dos PG. sendo responsável pelo planejamento. recreação.).C 7-20 2-2 (i) coordenar a realização do estudo de situação continuado.

2-4 . (l) Planeja e supervisiona o emprego da Turma de Reconhecimento (no BI Mth será Pelotão de Reconhecimento) na execução das missões de inteligência. de onde. em coordenação com o S3. (d) Propõe elementos essenciais de inteligência (EEI) ao comandante. solicitando pedidos de vigilância aérea quando necessário. (i) Planeja. operação. difundindo os dados/conhecimentos obtidos para os órgãos de apoio de fogo. o inimigo e as condições meteorológicas. segurança e deslocamento do PCP. Realiza a supervisão da instalação. (o) Prepara os planos de reconhecimento aéreo do batalhão e encaminha aos órgãos competentes os pedidos de reconhecimento aéreo imediato ou pré-planejado. (k) Supervisiona as atividades das equipes de inteligência eventualmente em reforço ou apoio direto ao batalhão. Inimigo . assessorado pelo O Com Elt. executa suas missões. (c) Controla a distribuição de cartas e fotografias aéreas. (e) Participa do estudo de situação continuado junto com o S3 e com o subcomandante. (n) Redige o Parágrafo 5º da Ordem de Operações. fornecendo-lhes dados referentes às condições meteorológicas. (f) É o responsável pelo PC Principal (PCP) e pelo funcionamento do Centro de Operações Táticas (COT).2-2 C 7-20 (b) Planeja e coordena as operações de reconhecimento e contrareconhecimento. supervisiona e assegura a orientação final às patrulhas de reconhecimento. Uma vez tendo sido aprovados. bem como a produção e utilização dos dados/conhecimentos obtidos sobre o terreno. assegurando-se de que os dados/conhecimentos mais importantes sejam registrados no Diário da Unidade. (h) Apresenta sugestões e coordena a execução das medidas de contra-inteligência (Segurança Orgânica) que devam ser adotadas. Por ocasião do seu regresso. normalmente. Condições Meteorológicas. (m) Coordena com o oficial de comunicações e eletrônica o emprego do Pelotão de Comunicações e a organização do Plano de Comunicações. interroga os comandantes e assegura-se da preparação e difusão oportuna dos seus relatórios.PITCI) e a Carta de Situação. auxiliando e orientando os oficiais do estado-maior geral e especial no trato e produção de conhecimentos em suas áreas funcionais. (j) Supervisiona as atividades de vigilância do batalhão e elabora o Plano de Vigilância Terrestre. em coordenação com o S3 e com o coordenador do apoio de fogo (O Lig Art). em coordenação com o S3. (g) Prepara o plano diário de patrulhas do batalhão. com a finalidade de manter ligações no âmbito do Btl. ao terreno e ao inimigo. (p) Coordena a busca de alvos por todos os elementos orgânicos ou em reforço. estabelece um Plano de Busca com vistas a atendê-los. (q) Conduz e mantém atualizados o Estudo de Situação de Inteligência (Processo de Integração Terreno. em coordenação com o S3.

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(r) Como produto de seu estudo de situação, conclui quanto aos efeitos da área de operações sobre as forças amigas e inimigas, bem como quanto ao levantamento das linhas de ação do inimigo, e a seleção da mais provável e da mais perigosa. (s) Prepara os sumários e demais documentos de inteligência confeccionados no nível batalhão, particularmente o Calco de Eventos (ou Calco das RIPI) e o Calco de Restrições ao Movimento. (t) Exerce supervisão de estado-maior sobre o oficial de defesa QBN, em todos os assuntos que se refiram: 1) às operações de detecção e levantamento QBN; 2) aos registros na carta de contaminação de precipitação radioativa; 3) à interpretação dos dados do levantamento radiológico e 4) ao preparo dos diagramas de predição de precipitação radioativa, relativos a possíveis explosões de armas QBN inimigas. (u) Planeja as atividades de Rec e contra Rec em coordenação com o S3; (v) Auxilia o S3 na escrituração do parágrafo 1º da O Op, fornecendo a parte relativa ao inimigo. Quando for o caso, redige o anexo de inteligência. (x) É também o oficial de relações públicas e auxilia o S1 na confecção do parágrafo 6º da O Op, fornecendo a parte relativa ao subparágrafo Assuntos Civis. (3) Oficial de Operações (S3) (a) É o principal assessor do comandante na área das operações e emprego do Btl. Tem responsabilidade no planejamento, na coordenação e na sincronização das operações de combate da Unidade e dos elementos em apoio e em reforço. Coordena a expedição de ordens e planejamentos operacionais com os seguintes elementos: o S2, o Adj S3, o O Lig da Artilharia, o CAA e outros elementos de planejamento do apoio ao combate. (b) Normalmente, atua à frente, junto com o comandante, dedicando, também, atenção às operações desenvolvidas nos setores secundários da Z Aç atribuída ao Btl, a fim de permitir ao comandante priorizar as mais importantes. (c) Faz o estudo continuado da organização da unidade, apresentando sugestões para modificações do Quadro de Organização (QO). (d) É o principal responsável pela instrução da Unidade. Prepara sugestões sobre as diretrizes de instrução, programas, ordens e exercícios no terreno ou manobras, baseado no plano aprovado pelo comandante. (e) Outros encargos: 1) planejar e supervisionar o emprego da Tu de Caçadores e dos Pelotões de Morteiros e Anticarro; 2) manter o comandante informado sobre a situação tática, ficando em condições de apresentar sugestões; 3) estudar, continuamente, as informações de combate, obtidas pelo S2 e pelo Of de engenharia, e as ações das unidades vizinhas e das unidades de apoio; 4) apresentar sugestões no que diz respeito à localização das zonas de reunião, PC e Elm Ap F orgânico; 2-5

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5) coordenar com o S2 as atividades de reconhecimento e contrareconhecimento, no âmbito do batalhão; 6) planejar as medidas de segurança a serem executadas pelo batalhão, quando em marcha, nos altos, nas zonas de reunião, nas instalações de comando e logísticas, e quando engajado com inimigo, tudo em coordenação com o S2; 7) planejar, em coordenação com o S4, o deslocamento de tropas, inclusive dos elementos engajados, a formação e o tipo do transporte exigido. Organizar a ordem de movimento, após aprovação do respectivo plano; 8) apresentar sugestões sobre o emprego tático das subunidades, que deverão ser feitas após o estudo de situação e os entendimentos com os outros oficiais de estado-maior e os comandantes de subunidades; 9) integrar a manobra com os elementos de apoio ao combate (apoio de fogo, engenharia, comunicações, etc); 10) planejar o controle da população civil, evitando o congestionamento de estradas, mantendo a segurança e áreas livres necessárias às operações táticas, recebendo, normalmente, elementos em reforço dos escalões superiores para tal atividade; 11) Redigir o parágrafo 1º da O Op, recebendo do S2 os dados relativos ao inimigo; 12) Redigir o parágrafo 2º da O Op, auxiliado pelos demais componentes do EM; 13) Redigir o parágrafo 3º da O Op; 14) Elaborar a O Op Btl, recebendo dos demais componentes do EM os parágrafos e anexos de suas responsabilidades. (4) Oficial de Logística (S4) (a) É o principal assessor nas atividades da Logística do Material e o coordenador da Manobra Logística, sendo o responsável pela: 1) integração dos planejamentos das 1ª e 4ª Seções do estadomaior geral e da logística com a manobra e o apoio ao combate; 2) operação e controle do PCR e do COL; e 3) supervisão da instalação, operação, segurança e deslocamento dos trens. (b) Mantém estreita e contínua coordenação com o E4 do escalão superior, com o comandante do B Log da Bda e com todos os demais oficiais responsáveis pelas operações de apoio logístico à Unidade. (c) Orienta e auxilia os demais oficiais do estado-maior sobre assuntos de natureza logística, em suas respectivas áreas de responsabilidades. (d) Propõe ao comandante a localização das áreas de trens do batalhão. (e) Como responsável pela previsão e provisão do suprimento, manutenção, transporte e outras tarefas de apoio logístico, mantém-se, continuamente, a par da situação logística dos elementos subordinados, em reforço e em apoio ao Btl. (f) Outros encargos: 1) planejar e supervisionar o emprego dos Pelotões de Suprimento e de Manutenção e Transporte; 2-6

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2) verificar os pedidos de suprimento das companhias e dos elementos em reforço e supervisionar sua obtenção e distribuição; 3) verificar a qualidade da alimentação da tropa e supervisionar sua distribuição; 4) coordenar a evacuação dos feridos, dos mortos, do material e das armas avariadas, do material salvado e capturado do inimigo. Deverá coordenar com o S1 e o S2 do batalhão, respectivamente, as medidas relacionadas com a evacuação dos feridos e mortos e do pessoal inimigo aprisionado; e 5) redigir o parágrafo 4º da Ordem de Operações, recebendo do S1 a parte relativa à Log Pes, e elaborar, quando for o caso, a ordem logística da unidade. d. Estado-Maior Especial (1) Adjunto do S3 - Oficial Auxiliar de Operações, Apoio de Fogo , S3 do Ar e Ligação com a F Ae e Av Ex (a) É o assessor do S3 para os assuntos de apoio de fogo orgânico, controle do espaço aéreo e ligação com a Av Ex e F Ae, auxiliando no planejamento, coordenação e supervisão das operações de combate. (b) Realiza o planejamento do apoio de fogo orgânico, em estreita ligação com o O Lig da Artilharia e os Comandantes do Pel Mrt e Pel AC, conforme diretriz do S3. (c) Supervisiona o posicionamento do Pel Mrt. (d) Prepara ou processa os pedidos de apoio aéreo aproximado imediato ou pré-planejado. (e) Coordena o emprego do apoio aéreo aproximado com as operações terrestres do batalhão e estas com o coordenador do apoio de fogo (CAF) e o oficial de ligação aéreo (OLA) ou com o controlador aéreo avançado (CAA) do comando aerotático. (f) Prepara a parte do plano de apoio de fogo referente ao apoio aéreo. (g) Encaminha os pedidos de reconhecimento aéreo realizados pelo S2. (2) Adjunto do S4 (a) É adjunto do S4 na execução da Manobra Logística. (b) Planeja e supervisiona as operações de pacotes logísticos (PACLOG), quando forem realizadas. (c) Auxilia o S4 no planejamento da atividade logística de material, na coordenação e supervisão das atividades de suprimento e manutenção e no controle da 4ª Seção. (d) É o comandante do PCR, assessorando o S1 na sua localização e sendo o responsável por sua instalação, segurança e deslocamento. (3) Comandante da Cia C Ap e dos Trens do Btl (a) Também é adjunto do S4 na execução da Manobra Logística e auxilia no controle dos Trens do Btl. (b) Por ser o comandante dos Trens, tem a responsabilidade pela sua instalação, segurança, deslocamento e operação. Quando for desdobrada uma única AT, será o seu comandante. (c) É o responsável pelo adestramento das frações de sua SU. 2-7

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(4) Subcomandante da Cia C Ap (a) Também é adjunto do S4 na execução da Manobra Logística. (b) Quando for desdobrada a ATC, será o seu comandante e o responsável pela sua instalação, segurança e deslocamento, devendo, neste caso, assessorar o S4 e o comandante da Cia C Ap na sua localização. (5) Comandante do Pel Com e Oficial de Comunicações (a) É o principal assessor do comandante e do estado-maior quanto às comunicações. Além de comandante do Pel Com, exerce supervisão técnica sobre o sistema de comunicações, as instalações de comunicações e o pessoal de comunicações. (b) Seu trabalho é diretamente supervisionado pelo S2, de quem é adjunto, e pelo S3, cabendo-lhe o planejamento do emprego e a segurança das comunicações. (c) É o comandante do PCP, assessorando o S2 na sua localização, sendo responsável pela sua instalação, segurança e deslocamento. (d) Coordena com o S2 a localização dos Postos de Observação e as medidas de segurança das comunicações. (e) Prepara e distribui os extratos das Instruções para a Exploração das Comunicações (IE Com) e as Instruções Padrão das Comunicações (IP Com), recebidas do escalão superior. (f) Elaborar e supervisionar os planos de segurança do PCP, em coordenação com o estado-maior geral do batalhão. (g) Orienta o S1 no PCR, quanto ao assunto comunicações. (h) Assessora o S4 no planejamento, coordenação e execução das atividades de manutenção e suprimento do material de comunicações. (i) Supervisiona o emprego dos elementos de comunicações em reforço ao batalhão. (6) Comandante do Pel Cmdo e Oficial de reconhecimento (a) É o adjunto do S2 para assuntos de reconhecimento, contrareconhecimento e segurança. (b) Auxilia o S3 e o S4 no planejamento e execução da Segurança da Área de Retaguarda. (c) Auxilia o S2 no acompanhamento das ações de defesa, detecção e levantamento QBN, desempenhando a função de Oficial de defesa QBN. (7) Comandante do Pel Mnt Trnp e Oficial de manutenção e transportes (a) É o adjunto do S4 no planejamento, coordenação e execução das atividades de manutenção do material (exceto material de saúde e de comunicações) e de transporte. (b) É o responsável pela operação e segurança das instalações de manutenção e recuperação operadas pelo Pel Mnt Trnp e pela supervisão técnica dos trabalhos de manutenção nas SU. (c) Elabora o plano de evacuação das viaturas do batalhão e supervisiona o recolhimento e a evacuação de viaturas na zona de ação do batalhão. (8) Comandante do Pel Sup e Oficial de suprimentos - É o adjunto do S4 no planejamento, coordenação e execução das atividades relacionadas ao suprimento em geral, particularmente munição, sendo designado como oficial de 2-8

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munições da unidade. (9) Comandante do Pel Sau e Oficial de Saúde (a) É o assessor do comandante e do S1 no planejamento, coordenação e execução das atividades de saúde. (b) Assessora o S4 quanto ao suprimento de classe VIII e à manutenção do material de saúde. (c) Atribuições específicas: 1) propor a localização do Posto de Socorro (PS) e supervisionar seu funcionamento, bem como o cuidado e tratamento dispensados aos baixados; 2) manter o S1 informado sobre a situação sanitária; 3) providenciar reforços de suprimento de saúde, quando for necessário, e recompletamento das dotações; 4) supervisionar a evacuação dos feridos até o PS; 5) assessorar o comando em relação aos efeitos dos agentes QBN sobre o pessoal; 6) propor normas gerais de ação, particularmente quanto à localização, à execução dos primeiros socorros, à coleta, triagem e evacuação de feridos e à prevenção e controle de doenças; 7) sugerir e supervisionar a assistência médica aos prisioneiros de guerra e, quando autorizado pela autoridade competente, a assistência médica ao pessoal não militar na área do batalhão; e 8) supervisionar o exame dos documentos e equipamentos de saúde capturados, em coordenação com o S2, tendo em vista a obtenção de dados de inteligência. (10) Subcomandante do Pel Sup e Oficial aprovisionador (a) É o assessor do comandante e do S4 no planejamento, coordenação e execução das atividades suprimento Classe I e no emprego das cozinhas de campanha. (b) Assessora o S4 na verificação da qualidade da alimentação da tropa e na supervisão de sua distribuição às SU. (11) Comandante do Pel AC e Oficial de defesa anticarro - é o assessor do comando do batalhão nos assuntos relacionados com a defesa anticarro. e. Outros elementos de comando e controle (1) Oficial de ligação de artilharia (a) É o Coordenador de Apoio de Fogo (CAF), integrando os fogos orgânicos do Btl com o apoio de fogo de artilharia e o aéreo. Seu substituto eventual é o Adj do S3. (b) Assessora o S3 no planejamento dos fogos em apoio à manobra e dos elementos subordinados. (c) É o coordenador do Centro de Coordenação de Apoio de Fogo (CCAF), no COT do PCP, supervisionando o emprego dos fogos orgânicos. Pode operar do CCAF ou à frente, junto com o comandante do Btl. (d) Em conjunto com o S3 e o S3 do Ar: 1) prepara os planos de apoio de fogo do batalhão; e 2) coordena todos os fogos superfície-superfície e ar-superfície em apoio. 2-9

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(2) Oficial de Engenharia - É o comandante da fração de engenharia que, normalmente, é colocada em apoio, assessorando o comandante e o S3 nos assuntos de engenharia. (3) Oficial de defesa antiaérea (a) É o comandante da fração de artilharia antiaérea em apoio ao Btl e o assessor do comandante e do S3 para assuntos de defesa antiaérea. (b) Quando o Btl não dispuser de elementos AAe em reforço, o O Lig Art será o Of Def AAe. (4) Oficial de Ligação Aéreo (OLA) e Controladores Aéreos Avançados (CAA) são elementos da FAe destacados para trabalhar junto à F Ter nos diferentes níveis de comando (de Btl a Ex Cmp). (a) Compete ao OLA: 1) assessorar o Cmt quanto às possibilidades e a validade do emprego da FAe; 2) controlar o atendimento das missões solicitadas; 3) ligar-se com outras ECAT, o CAAD e o COAT para troca de informações. (b) Cabe ao CAA as seguintes funções - Orientar as aeronaves, controlando os ataques aéreos às posições inimigas e fornecer informações quanto a condições meteorológicas, danos causados nos ataques ao inimigo e posição atualizada das tropas amigas. OBSERVAÇÃO: O CAA deve ser um piloto com experiência na missão que será realizada, capaz de orientar, do solo ou a partir de aeronaves em vôo, os ataques feitos próximo à linha de contato. ARTIGO II RELAÇÕES FUNCIONAIS 2-3. DO COMANDANTE COM ELEMENTOS SUBORDINADOS a. Elementos Orgânicos - Podem ser diretas ou por intermédio do estadomaior, quando são realizadas inspeções e visitas informais à tropa. Essas ações visam a melhorar a confiança, o respeito, a lealdade e o entendimento, e, ao mesmo tempo, dão ao comandante um conhecimento imediato da situação tática e do estado da unidade. b. Elementos em reforço - O comandante de um elemento em reforço é o assessor do comandante da unidade sobre o emprego de sua fração, estando sujeito às decisões deste comandante. As relações são, essencialmente, as mesmas mantidas com as frações orgânicas. c. Elementos integrantes - Quando o batalhão for o núcleo de uma forçatarefa (FT), tanto o batalhão como outros elementos que a constituírem serão considerados como integrantes da mesma.

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C 7-20 2-4. DO COMANDANTE COM OUTRAS UNIDADES

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a. Unidades de apoio - O comandante do batalhão deve assegurar-se de que foram estabelecidas as comunicações e ligações adequadas e manter os comandantes dos elementos de apoio informados sobre a situação em curso e o apoio desejado. O elemento de apoio é responsável pelo estabelecimento das ligações com a unidade apoiada. O elemento que apóia o batalhão , sem estar na situação de reforço, atende aos pedidos de apoio do comandante do batalhão como se fosse uma ordem e o assessora quanto às possibilidades e limitações de sua tropa. Além disso, atua como assessor de estado-maior, faz proposta para o emprego do elemento de apoio e, freqüentemente acompanha o comandante do batalhão ou o estado-maior nos reconhecimentos. b. Controle operacional - Quando um elemento é posto sob o controle operacional de um batalhão, as relações de comando são semelhantes às descritas para uma tropa em reforço para cumprir missões ou tarefas específicas. Todavia, exclui a autoridade para empregar, separadamente os componentes dos elementos em questão e o seu controle administrativo. c. Comando operacional - É semelhante ao controle operacional, podendo no entanto empregar separadamente seus componentes. ARTIGO III POSTO DE COMANDO 2-5. GENERALIDADES a. Posto de Comando é o local onde se instala o comando da Unidade para planejar e conduzir as operações. Nele são reunidos os meios necessários ao exercício do comando, incluindo a coordenação e controle dos elementos de combate e de apoio. b. Normalmente, o PC é desdobrado em outras instalações de comando e controle, a fim de facilitar o planejamento, acompanhamento e condução das operações táticas e logísticas. Essas instalações de C2 são: (1) POSTO DE COMANDO TÁTICO (PCT) - Local de onde o Cmt, em princípio, deverá conduzir as operações ou acompanhar uma fase particular da manobra. É instalado o mais à frente possível, estando, normalmente, orientado para a Z Aç da SU que realizar a ação principal. (2) POSTO DE COMANDO PRINCIPAL (PCP) - Principal instalação de Comando e Controle, onde são realizados os planejamentos operacionais, o estudo de situação continuado das operações e a sincronização da manobra, do apoio ao combate e da logística. Nele é instalado o COT do Btl. Normalmente, localiza-se entre as AT SU e a ATC, próximo da reserva e na parte principal da Z Aç.

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(3) POSTO DE COMANDO RECUADO (PCR) - Instalação localizada, normalmente, na ATC, onde é desdobrado o COL. c. Este desdobramento visa: (1) dar maior flexibilidade ao sistema de C²; (2) separar os comandos de operações do comando logístico; (3) diminuir a quantidade de instalações; (4) possibilitar maior dispersão; e (5) permitir maior agilidade nos deslocamentos. d. O PCT e o PCR funcionam como Postos de Comando Alternativos. Os meios de comunicações e de C² devem ser duplicados nestas instalações para assegurar a sobrevivência do Sistema de Comando e Controle. e. Em princípio, todas as instalações devem funcionar embarcadas nas viaturas de dotação das frações da Cia C Ap, em condições de acompanhar a evolução da situação tática. f. O Sistema de C2, normalmente, se desdobra para mobiliar as seguintes instalações:
Inst F u n ção Integrantes

PC T

- Cmt; - S/3, O Lig, CAA (se necessários); - Of Eng; - Comando e controle das operações; e - Cmt Pel Cmdo (Cmt PCT); - Apoio ao Cmt. - Elm 2ª e 3ª Seções; e - Elm Pel Com e de Rec; e - Outros elementos necessários. - Planejamento e acompanhamento das operações; - Sincronização da manobra, apoio de fogo, apoio ao combate e logística; e - Centro de Operações Táticas. - Acompanhamento das operações; - Planejamento e controle da manobra logística; e - Centro de Operações Logísticas. - Cmt, SCmt, S/2, S/3 e Adj S/3; - O Lig Artilharia; - C AA; - Cmt Pel Com (Cmt PCP); - Elm Pel Com e de Rec; e - Outros elementos necessários. - S/1 e S/4; - Adj S/4 (Cmt PCR); - Elm 1ª e 4ª Seções; - Elm Pel Com; e - Outros elementos necessários.

PC P

PC R

g. Para atender às necessidades de comunicações do PCP, o Pelotão de Comunicações instala um Centro de Comunicações de Comando (C Com Cmdo). Esse centro, normalmente, compreende um centro de mensagens (dotados de meios rádio e meios informatizados com programas para processamento e codificação de mensagens) e postos de outros meios de comunicações. 2-12

C 7-20 2-6. LOCALIZAÇÃO, INSTALAÇÃO E OPERAÇÃO

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a. Posto de Comando Principal (1) Localização - Assessorado pelo O Com, o S3 propõe ao Cmt Btl a localização do PCP, normalmente entre a Área de Trens da SU (AT SU) e a Área de Trens de Combate (ATC), próximo à reserva do batalhão. O comandante do PCP é o comandante do Pelotão de Comunicações. - O local do PCP variará conforme o tipo de operação. As formas de localização do PCP são as seguintes: designação de uma região ou local, pelo escalão superior; atribuição de um eixo de comunicações, pelo escalão superior; e liberdade de escolha pelo escalão subordinado. - Quando for dada a liberdade de escolha do local do PCP, alguns fatores devem ser considerados por influenciarem significativamente nas Op. São eles: (a) Situação Tática: 1) orientado na direção do esforço principal ou para a frente mais importante; 2) prover o apoio cerrado; 3) proporcionar espaço para o desdobramento dos elementos subordinados e outras instalações sem, no entanto, interferir na manobra tática nem na manobra logística da U; 4) proximidade e acessibilidade a postos de observação (P Obs) do BI. (b) Terreno: 1) ter facilidade de acesso (ter estradas, boa trafegabilidade do solo e não possuir Obt); 2) ter boa circulação interna na área para pessoal e viaturas ; 3) possuir área compatível para dispersão entre as instalações do PCP (considerar como um quadrado de 1 km de lado); 4) estar apoiado em rede de estradas que permitam os deslocamentos rápidos nas mudanças de PCP e desdobramento de PCT; 5) apresentar instalações ou edificações; e 6) favorecer a adoção de medidas de controle de pessoal e material. (c) Segurança: 1) ser protegido por massa cobridora (desenfiado face ao inimigo); 2) estar coberto ou possuir facilidade de camuflagem natural; 3) estar próximo da reserva ou unidade de manobra; 4) atender à distância mínima de segurança, medida da linha de contato, em operações ofensivas, ou da orla anterior dos últimos núcleos de aprofundamento do BI, nas operações defensivas; 5) estar afastado de flancos expostos e de caminhos favoráveis à infiltração inimiga; e 6) distanciar-se de pontos vulneráveis e possíveis alvos de interesse do inimigo.

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(d) Comunicações: 1) estar afastado de fontes de interferências naturais ou artificiais; 2) estar em um local que permita equilíbrio de distâncias para o sistema de comunicações; 3) possuir locais de aterragem (Helcp); 4) dispor de recursos de telecomunicações civis ou militares no local. 5) atender ao alcance dos meios de transmissão do sistema de Com do Esc Cndr; 6) não conter obstáculos aos meios de transmissão; e 7) permitir a instalação de sítio de antenas. (2) Instalações (a) A distribuição interna dos órgãos no PCP fica a cargo do S2 do BI, assessorado pelo O Com Elt (como exemplo, vide C 11-07). (b) Centro de Operações Táticas (COT) 1) No PCP funciona o COT, que é constituído de três áreas básicas: 2ª Seção (Inteligência), 3ª Seção (Operações) e Apoio de Fogo (CCAF). Outros elementos podem ser organizados em torno destas áreas básicas, conforme os apoios recebidos pela unidade. O COT opera sob o controle do Sub Cmt Btl. 2) A organização interna do COT deve facilitar a coordenação do estado-maior, prover adequado espaço para o trabalho e para as comunicações. Deve ser previsto um reduzido número de militares presentes no interior do COT, a fim de facilitar o trabalho de estado-maior. 3) No COT acompanhar-se-ão as operações em curso, o que o torna peça fundamental na sincronização dos sistemas operacionais envolvidos. Nesta instalação será feito o planejamento das operações subseqüentes, principalmente quando houver exigüidade de tempo para o planejamento inicial do batalhão, ou quando situações novas no decorrer das operações exigirem da unidade condutas de combate. Assim sendo, no COT antecipam-se, também, necessidades futuras de apoio ao combate e logísticas. Como ilustração, podese citar um batalhão em curso de um ataque coordenado que recebe a ordem de ficar ECD prosseguir ou manter para apoiar uma ultrapassagem. Admitindo-se a premência do tempo para o planejamento inicial ou as situações novas que certamente surgirão após o desembocar do ataque, será o COT o responsável por manter essa visão prospectiva das ações, mesmo na ausência eventual dos oficiais de operações e inteligência, que por ventura estejam acompanhando o Cmt do batalhão no PCT. 4) O COT realiza também a busca de informações, a coordenação das operações com elementos vizinhos e a monitoração da situação logística. 5) O subcomandante do batalhão, na qualidade de chefe do EM da unidade, exercerá suas funções no COT do PCP do batalhão, coordenando o estudo de situação continuado e exercendo a sincronização da manobra com o apoio ao combate e a logística interna da unidade. Deverá manter estreito controle das atividades do COL no PCR, devendo convocar o S1 e o S4 para o PCP durante o planejamento das operações ou sempre que se fizer necessário.

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C 7-20 Btl): superior(es) tivas; subordinado(s); críticos.

2-6 6) São portanto funções básicas do COT de um batalhão (COT/ a) receber informações, o que se traduz por: - receber mensagens, relatórios e ordens do(s) escalão(ões) - monitorar a situação tática; - manter um registro de todas as atividades mais significa- manter atualizada a localização do(s) Elm superior(es) e - monitorar a situação do inimigo; e - acompanhar a situação das classes de suprimentos b) divulgar informações, que significa, fundamentalmente: - encaminhar relatórios ao(s) escalão(ões) superiores; - operar como enlace de comunicações entre diferentes - expedir ordens e instruções; e - processar e divulgar informações aos elementos pertic) Analisar informações, que entende-se por: - consolidar relatórios; - antecipar eventos e atividades, desenvolvendo as ações

elementos; nentes.

apropriadas;

- conduzir análise prognóstica baseada na situação tática; - identificar informações que respondam aos EEI; - conduzir o processo de tomada da decisão; e - identificar as necessidades de executar decisões de conduta com base na situação corrente. d) propor linhas de ação de conduta - é função do COT propor linhas de ação de conduta ao comandante do batalhão com base nas informações disponíveis e na análise conduzida. e) integrar os meios disponíveis. f) sincronizar os sistemas operacionais envolvidos na Op. (3) Operação (a) O PCP é organizado para operar sem interrupções. Todas as seções do estado-maior são organizadas em turmas que se revezam para assegurar o funcionamento efetivo do PC durante 24 horas do dia e para que o pessoal possa ter o repouso necessário. (b) As mensagens trazidas por mensageiros, em regra, vão primeiramente para o centro de mensagens. São recebidas e encaminhadas aos órgãos interessados no âmbito do posto de comando. O centro de mensagens as encaminha primeiramente à seção do estado-maior mais interessada no assunto, e depois às outras seções, como informação. Cada oficial do estado-maior que recebe a mensagem, rubrica-a e indica as providências que toma. (c) Todas as mensagens que chegam são endereçadas ao comandante, mas, raramente, lhe são enviadas diretamente. É dever do estado-maior 2-15

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tomar as providências decorrentes das mensagens recebidas e, quando necessário, informar seu conteúdo ao comandante, sem demora. (d) As mensagens expedidas são enviadas ao centro de mensagens, em duas vias. O expedidor de mensagens importantes deve providenciar para que um resumo delas seja registrado no diário de mensagens. (e) O tempo para o processamento e registro das mensagens deve ser reduzido ao mínimo. Quando necessário, as mensagens referentes às operações podem ser levadas diretamente ao centro de operações, ficando seu processamento para ser completado posteriormente. b. Posto de Comando Recuado (PCR) (1) Localização (a) Assessorado pelo O Com, o S4 propõe ao Cmt Btl a localização do PCR, que deve permanecer dentro da Área de Trens de Combate (ATC) ou nas suas proximidades, atuando também como Posto de Comando Alternativo. (b) O comandante do PCR é o adjunto do S4. (2) Instalações (a) A distribuição interna dos órgãos no PCR fica a cargo do BI, assessorado pelo O Com. (b) Centro de Operações Logísticas (COL) - O COL é a principal instalação do PCR do batalhão. É constituído de duas áreas básicas: 1ª Seção (Pessoal) e 4ª Seção (Logística). Outros elementos podem ser organizados em torno destas áreas básicas, conforme os apoios recebidos pela unidade. O COL opera sob o controle do S4. - A organização interna do COL deve facilitar a coordenação do estado-maior, prover adequado espaço para o trabalho e para as comunicações. Deve ser previsto um reduzido número de militares presentes no interior do COL, a fim de facilitar o trabalho de estado-maior. - No COL é realizado o planejamento das operações logísticas, o acompanhamento da situação logística corrente e de todas as atividades logísticas desenvolvidas na ATC , na ATE e nas AT SU . O acompanhamento da situação logística do Esc Sp é realizada mediante ligações constantes com o EM e a A Ap Log da Bda. - No COL deve ser mantida atualizada uma carta de situação, para facilitar o planejamento das operações logísticas e poder apoiar o Cmt do batalhão, no caso deste passar à condição de PCP. c. Posto de Comando Tático (PCT) (1) Não tem localização definida, pois se desdobra onde o Cmt Btl possa melhor conduzir as operações ou acompanhar uma fase particular da manobra, podendo até sobrepor-se ao Posto de Comando (PC) de elementos subordinados. Suas principais funções são: facilitar o comando e o controle da operação, além de proporcionar o apoio cerrado às peças de manobra através da ocupação de um Posto de Observação (PO). (2) Composto de um pequeno efetivo, o PCT é comandado pelo comandante do Pel Cmdo/CCAp. (3) Quando for desdobrado, o PCT deverá possuir uma carta de situação atualizada a fim de apoiar as decisões do Cmt Btl, a coordenação do apoio de fogo 2-16

(2) O plano do batalhão para o restabelecimento do PC deve incluir. condições da rede viária e a situação do inimigo. Posto de Comando Alternativo (1) Planos devem ser preparados e as unidades devem estar instruídas para assegurar a continuidade do comando e do controle. 2-6/2-7 d. planejado ou existente. caso o PCP do batalhão não possa funcionar devido à perda da maior parte de seu pessoal e equipamento. aos guias. Quando é planejado um deslocamento. à hora de partida da turma de estacionadores e coordenam com os seguintes oficiais do estado-maior: (1) S2: previsão meteorológica. DESLOCAMENTOS a. (2) S3: dispositivo da tropa. ao subcomandante) a nova localização geral dos PC e a oportunidade para seu deslocamento. (4) Desdobramentos constantes do PCT. tomam providências quanto à segurança. c. que são os oficiais responsáveis pelo deslocamento do PCP. (2) Manobra terrestre que ameace a segurança do PCP. incluindo: (1) Interferência nas comunicações. para garantir a segurança e/ou a continuidade do sistema de comando e controle da unidade. O deslocamento pode ser imposto por uma alteração no dispositivo tático. bem como a instalação dos sistemas nos novos Loc PCP. O oficial de comunicações e eletrônica verifica os aspectos técnicos para exploração dos sistemas de comunicações e de guerra eletrônica. Os comandantes de PC. particularmente sobre transporte. O PCP deve ser deslocado. normalmente. meios de GE Ini e outros meios) para localizar o PCP. o S3 e o S4 propõem ao comandante (ou frequentemente. As normas gerais de ação do batalhão devem conter partes desses planos. planos táticos. 2-17 . Tanto a brigada como o batalhão devem elaborar esses planos. b. prioridade para utilização das vias de transporte e a hora de abertura do novo PC. uma lista dos possíveis oficiais de estado-maior nas unidades e a prescrição de emprego dos meios de uma das companhias ou dos trens de combate como um PC alternativo. sempre que necessário. (5) Efeitos psicológicos adversos sobre a tropa.C 7-20 e a correta expedição de ordens. se este permanecer durante muito tempo em um determinado local. 2-7. incluindo pessoal e meios de comunicações. (3) S4: considerações logísticas. (3) Possibilidade dos meios de busca do inimigo (vigilância aérea. das forças amigas ou por efeito de ações do inimigo. e (6) Contatos pessoais difíceis. que devem prescrever a imediata assunção de comando pelo oficial mais graduado presente e a constituição de um novo comando do batalhão. uma relação de oficiais por antigüidade.

a não ser que o comandante primeiro visualize os efeitos desejados e qual a seqüência de atividades que os produzirá. O segundo escalão. As instalações do Posto de Comando deslocam-se. a fim de assegurar um contínuo controle das operações. reúne-se ao primeiro. visando obter poder de combate “ vencedor”.2-7/2-8 C 7-20 d. usualmente. embora não se limite a ele. os guias. em reforço e em apoio devem ser informados do exato local e da hora de abertura do novo PC. requer estreita coordenação entre vários elementos e atividades que participam de uma operação. Normalmente. deslocam-se para o novo local geral onde cada oficial estacionador escolhe a localização exata de seu respectivo PC. O segundo escalão continua a funcionar sob o controle do subcomandante ou outro oficial designado pelo comando da unidade. no espaço e na finalidade. Deve-se providenciar guias nas antigas instalações a fim de Info o novo Loc PCP. Sincronização é o arranjo das atividades de todos os sistemas operacionais no tempo. o subcomandante deve ser informado. o S3. normalmente. então. o S2. compreendendo o oficial estacionador de cada PC (S1 e S2) . ARTIGO IV SINCRONIZAÇÃO 2-8. Quando todas as providências tiverem sido tomadas. d. Quando este ficar pronto para operar. em dois escalões. O objetivo é usar cada meio disponível onde. O comando da brigada e as unidades orgânicas. Depois de escolhido o local exato e designado o local da respectiva instalação. essa coordenação não é garantia de sincronização. O novo PC é aberto simultaneamente com o fechamento do antigo. o pessoal de ligação e as praças designadas. o primeiro escalão inclui o comandante. rapidamente. quando e da maneira que possa melhor contribuir para obter a superioridade no local e momento decisivos. e. Implica na judiciosa exploração do fator da decisão “ tempo”. por si só. Inclui o efeito de emassar o poder de combate no ponto decisivo. o CAF. as antigas instalações do PC devem ser notificadas. o elemento de segurança. O destacamento precursor. Este escalão desloca-se para a nova área e prepara-se para operar. No ataque. o oficial de comunicações e eletrônica e as praças auxiliares escolhidas. GENERALIDADES a. cada oficial estacionador coloca guias para orientar os elementos que chegam para as suas áreas. f. c. um comandante sincroniza seus fogos de apoio com a manobra ao levar os fogos de seus morteiros e os da artilharia a bater armas inimigas de fogo direto enquanto manobra suas subunidades. b. A sincronização. 2-18 . Quando o PCP se deslocar como um todo. Contudo. o PCT deve ser Desd a fim de exercer o C² durante este deslocamento. em direção ao flanco ou à retaguarda do inimigo.

no planejamento e coordenação de movimento. pois são os que fazem uma grande parte do plano de sincronização acontecer. entre as seções do estado-maior. h. g. A sincronização dos sistemas de combate ocorre verticalmente. horizontalmente. (2) o conhecimento da relação entre as possibilidades do inimigo e das forças amigas. (4) utilizando a estimativa logística para assegurar-se que os meios necessários estarão disponíveis e alocados. e (9) conduzindo ensaios de sincronização. sem demoradas explanações e expedições de ordens. e (4) a clara unidade de propósitos. Ela acontece a partir da concepção da operação pelo comandante e seu estado-maior. (8) utilizando as ferramentas da sincronização. A sincronização deve estar sempre na mente dos comandantes de qualquer escalão e. quando estes planejam que ações a realizar e como estas ações devem ocorrer no tempo e no espaço. O estado-maior e demais comandantes subordinados precisam conhecer a intenção do comandante de Btl. (3) o domínio perfeito das relações entre o tempo e o espaço. O Btl sincroniza suas operações: (1) assegurando-se que seus meios de inteligência de combate estão ajustados às necessidades de seu comandante e que responderão à tempo de influenciarem nas decisões e na operação. i. para atingir seu objetivo. Ela ocorre também. f. Visa fazer com que os efeitos da ação de diversas forças se façam sentir de maneira total no momento e no local desejados. (5) emassando rapidamente seu poder de combate no ponto decisivo para obter a surpresa. a massa e uma efetiva ação de choque . fogos e atividades de apoio. (3) coordenando a manobra com os meios de apoio ao combate e apoio logístico disponíveis. A sincronização exige: (1) o perfeito conhecimento dos efeitos produzidos pelos diversos meios de combate. (7) permitindo uma execução descentralizada das operações. a partir daí. Ensaios são a chave para o êxito de operações sincronizadas. 2-19 .C 7-20 2-8 e. da Brigada para Unidade e através das SU e seus pelotões. (2) determinando qual será o esforço principal e carreando os meios necessários para este elemento. para explorar as oportunidades criadas pelo sucesso tático. (6) planejando “à frente“.

Conforme a operação considerada. No preenchimento da matriz deve-se procurar o maior detalhamento possível das ações dentro de cada sistema. são lançados o tempo ou o faseamento da operação. Este documento não é padronizado. (2) A matriz de sincronização pode ser utilizada para suplementar o calco de operações e ordens verbais. podendo ser adaptado ao sistema de trabalho do estado-maior ou da operação a ser conduzida. durante e após o combate. a fim de que a sincronização dos mesmos possa ser rigorosamente observada. das condições climáticas. constitui-se numa planilha de dupla entrada onde. etc) e. O seu preenchimento não substitui a ordem de operações para o cumprimento da missão.2-9 2-9. (3) Em princípio. na coluna vertical são lançados a situação do inimigo. todos os sistemas operacionais e outros dados essenciais à operação (ações de dissimulação e simulação do escalão superior. na coluna horizontal. (4) O quadro a seguir apresenta um exemplo de matriz com os principais elementos a serem observados na sincronização de cada sistema operacional. e de outros dados que poderão influir no cumprimento da missão. alguns elementos podem ser incluídos ou retirados. FERRAMENTAS DA SINCRONIZAÇÃO C 7-20 a. considerando-se a interferência do terreno. reagindose cada sistema com o inimigo dentro do faseamento da operação/tempo. Matriz de sincronização (1) É um documento empregado pelo estado-maior na visualização e ensaio de todas as ações a serem realizadas antes. É feita uma interação destas duas colunas. 2-20 .

C 7-20 MATR IZ D E SIN C R ON IZAÇ ÃO (EXEMPLO) D AD OS OB JETIVOS. etc) Pel Rec / Tu Rec INTELIGÊNC IA Patrulhas RIPI 1ª C i a Fuz MANOBRA 2ª C i a Fuz Elm Reforço Reserva Mrt APOIO D E FOGO Locali zação Mi ssão Fi nali dade Mdd C oor F Art Armt AC Aéreo Elm Ref / Ap D to Mbl. Ap C mb. III. Ap Log. FASES OU FAIXAS D O TER R EN O (normalmente utiliz adas) D ATA / H OR A D OS EVEN TOS (PR EVISÃO) SITU AÇ ÃO D O IN IMIGO (Elm Man. D i sm Elt) D ados essenci as à operação FASEAMEN TO D A OPER AÇ ÃO 2-9 2-21 . V C t ci vi s e PG Mnt Saúde PC P e PC R C mdo e C t Prescri ções Rádi o GE (MPE. C Mbld e Ptç A p S pl Obt Trab ptç Tubo Msl D EFESA ANTIÁREA Si st Vi g/Ti ro P C P cp Mdd C oor ATC ATE P E Sup APOIO LOGÍSTIC O C l I.

logística e defesa antiaérea) e os comandantes subordinados expõem como o seu sistema atuará durante a fase considerada. Em seguida e para cada fase da operação. procurando neutralizar o planejamento 2-22 . é garantir que todos os elementos do estado-maior. é realizado um ensaio da operação. possibilitando a introdução de modificações que venham contribuir para a execução do planejamento inicial. Nesse ensaio todas as ações previstas para o combate são interagidas com a provável atuação do inimigo. O emprego destas planilhas permite maior rapidez na introdução de correções no planejamento inicial. comando e controle. c. onde são elaboradas matrizes de sincronização para cada linha de ação levantada. comandantes de SU. interferindo na explanação de cada responsável por sistema de combate. O ensaio tem início com o S2 expondo todos os dados e conhecimentos disponíveis sobre o terreno. as condições meteorológicas e o inimigo e de que forma se espera que interfiram na operação. doutrina. além de ajustar o planejamento. d. elementos de apoio ao combate e apoio logístico conheçam a intenção do comandante. 2-10.2-9/2-10 C 7-20 b. os oficiais responsáveis pelos sistemas operacionais (inteligência. elementos de reconhecimento. Nestas planilhas são sintetizadas as ações. Após a emissão da ordem de operações. e (3) a sincronização durante o combate.É um documento de trabalho empregado pelas seções de estado-maior e elementos de apoio ao combate e logístico. saibam o que fazer em todas as fases do combate e qual a missão de todos os elementos subordinados. execução de uma incursão. podem ser elaboradas matrizes específicas para sincronizar as ações de determinados eventos críticos levantados (desencadeamento de uma área de engajamento. mobilidade. conduzido pelo subcomandante e com a presença do estado-maior. Da mesma forma. PROCESSO DE SINCRONIZAÇÃO a. manobra. atividades e atuações de cada sistema de combate. c. (2) a sincronização do ensaio da operação. Planilhas de acompanhamento do combate . etc). O S2 passa a atuar como se fosse o comandante inimigo (com base nos dados e conhecimentos disponíveis sobre efetivos. contramobilidade e proteção. que se fizerem necessárias durante o combate. de apoio de fogo orgânicos e os elementos em apoio ou em reforço. apoio de fogo. equipamentos. comandantes de SU. compreendam o conceito da operação. visando a facilitar o acompanhamento das ações e a realização do estudo de situação continuado e planejamentos dele decorrentes. Nessa fase são planejadas as ações a realizar e como estas ações irão ocorrer. do apoio ao combate e do apoio logístico realizada durante a fase de planejamento inicia-se na análise das linhas de ação opostas (jogo da guerra). etc). A sincronização da manobra. A sincronização possui três fases distintas: (1) a sincronização realizada durante o planejamento da operação. b. Sua finalidade.

C 7-20 2-10/2-12 de cada um destes sistemas. o subcomandante passa a conduzir a terceira fase da sincronização. se este não tiver acompanhado o ensaio. ARTIGO V AÇÕES DE COMANDO E ESTADO-MAIOR 2-11. Ao iniciar-se o combate. agilizando a resposta dos elementos necessários. sendo o responsável pelas propostas de emprego da unidade. a partir do recebimento da missão é a seguinte: 2-23 . o subcomandante dá por encerrada esta fase da sincronização e informa ao comandante de Btl os resultados obtidos. após contato com o comandante. Com base nesse estudo de situação ele introduz modificações no planejamento inicial. SEQÜÊNCIA DAS AÇÕES PARA A TOMADA DE DECISÃO Em princípio. a seqüência das ações que orientam o emprego de um batalhão. O S3 é o oficial de estado-maior mais intimamente relacionado com as operações. quando necessário. realizando um estudo de situação continuado. levando o estado-maior a buscar alternativas para a interferência inimiga. ajustando o planejamento inicial. GENERALIDADES O comandante emprega seu estado-maior em todas as ações de comando. no COT do PCP. Ele mantém-se informado da situação tática e logística. face à mudança da situação tática ou logística. com o apoio do S2 e dos demais elementos do estado-maior. na esfera de suas atribuições (Ver memento do estudo de situação no Anexo B). Ao final do ensaio e tendo certeza da viabilidade da operação e de que todos sabem o que fazer. Os demais oficiais do estado-maior participam ativamente dos estudos de situação. do escalão superior e elementos vizinhos. 2-12.

O S3 e o S2 planejam o reconhecimento. É realizada uma reunião (1ª REUNIÃO) para a análise da missão. não for possível no terreno -. ou mesmo na carta . observando a zona de ação do batalhão a partir de um P Obs. c. e 3) levam o planejamento à aprovação do Cmt. 2) mudanças. e 4) o extrato do quadro-horário. para proporcionar-lhes o máximo de tempo de preparação para o combate. o S2 e o S3 realizam um rápido estudo de situação. f. em princípio). o EM e outros Elm julgados necessários. planeja a utilização do tempo disponível (Quadro Horário). 2) indicam os P Obs a ocupar e o que observar em cada um deles. ou seja: 1) determinam quem acompanha o Cmt Btl no reconhecimento. Considerar os elementos recebidos e/ou reforçar outras unidades. 3) Cmt da(s) subunidade(s) ou fração(ões) que por ventura receba em reforço. O Cmt conclui sobre o novo enunciado. 2) Cmt a ser (em) ultrapassados(s). 1) O Cmt interpreta a intenção e a missão dos dois escalões imediatamente superiores. Eng. se for o caso. conterá: 1) a missão a ser cumprida pelo batalhão. na organização atual do Btl. no que interessar aos Cmt subordinados. 2) O EM analisa a missão e apresenta. o novo enunciado da missão. o Sub Cmt. c. 2ª FASE 1ª Reunião ANÁLISE DA MISSÃO NOVO ENUNCIADO 3ª FASE DIRETRIZ DE PLANEJAMENTO DO COMANDANTE 4ª FASE 2-24 . com ênfase na hora e local. Essa ordem. O Cmt expede a sua Diretriz de Planejamento. O Cmt. 2. Log etc).se. O Sub Cmt expede a Ordem Preparatória do Btl aos Cmt das SU. d.2-12 FASES (POREOF) ESTUDO DE SITUAÇÃO NORMAS DE COMANDO (POREOF) C 7-20 1ª FASE RECEBIMENTO DA MISSÃO 1. e. se for o caso. como proposta ao Cmt. o Sub Cmt. intenção inicial e orientações ao EM para prosseguimento nos respectivos estudos de situação. b. retira dúvidas que porventura tenha. e 4) Cmt da(s) unidade(s) que prestará(ão) qualquer tipo de apoio ao Btl (Art. efetua as ligações necessárias: 1) Cmt das unidades vizinhas. da qual participam o Cmt. inicial-mente. na qual constará o novo enunciado. b. PROVIDÊNCIAS INICIAIS O Cmt: a. normalmente. para planejar o recon-hecimento e elaborar a ordem preparatória do batalhão. OBSERVAÇÃO E Plj DO RECONHECIMENTO a. 3) hora de início do movimento ou ordem do tipo: "O Btl deve estar ECD deslocar-se até 2 horas após o recebimento das ordens". Procura deixar o máximo de tempo para seus elementos subordinados (1/3 do tempo para o seu planejamento e 2/3 para seus Elm subordinados.

serão apresentadas pelo S3. SITUAÇÃO E LINHAS DE AÇÃO ANÁLISE DAS LINHAS DE AÇÃO OPOSTAS 2ª Reunião 4. Escri tura também sua i ntenção fi nal. consoli dados na condecção do C alco de Apoi o à D eci são. Elm Rec e outros que se julgar necessári o. é executado o reconheci mento. bem como uma proposta de pri ori dade entre elas. k. que pode vi r a ser aperfei çoada ou modi fi cada. 5) a si ncroni zação das ações no campo de batalha (1ª fase da si ncroni zação). baseado na matri z já confecci onada. O S1 e o S4 completam seus estudos de si tuação consi derando as li nhas de ação -. O C mt completa o seu estudo de si tuação e chega à deci são. para que eles sejam reali zados harmoni osamente. se for o caso. O Sub C mt coordena os trabalhos do EM do batalhão. coordenados pelo S C mt. porém recebe dos demai s elementos do EM os i tens e anexos de suas responsabi li dades. f. ESTU D O D E SITU AÇ ÃO (Situação Existente e Linhas de Ação) a. 2ª Reuni ão (conti nuação) COMPARAÇÃO DAS LINHAS DE AÇÃO DECISÃO 5ª FASE 6ª FASE PREPARAÇÃO DE PLANOS E ORDENS 2-25 . 3) as condi ções para di mi nui r os graus de ri sco. ao C mt. Todos os elementos do EM reali zam seus estudos de si tuação e fornecem i nformações pormenori zadas ao S3. e. c. b. É reali zado o planejamento do apoi o de fogo e de engenhari a. É reali zada a 2ª Reuni ão com a parti ci pação dos Elm de todos os si stemas operaci onai s. O S3 estabelece as li nhas de ação e as di vulga ao EM. No prossegui mento da 2ª reuni ão. 4) as vantagens e desvantagens de cada li nha de a çã o . R EC ON H EC IMEN TO . orgâni cos e em reforço. C mt SU. Parti ci pam do ensai o o EM. h. O S3 é o responsável pela elaboração da ordem. C omo produtos do jogo de guerra. sob a coordenação do S C mt. Nesta reuni ão é fei ta a reação entre as nossas L Aç e as L Aç (mai s provávei s e a mai s peri gosa) passívei s de serem adotadas pelo i ni mi go (Jogo de Guerra). g. 6) as áreas com objeti vos de i nteresse (AOI) e respecti vos pontos de deci são (PD ). conclui -se sobre: 1) os resultados provávei s. as vantagens e desvantagens de cada L Aç. Elm Ap F. i . Elm Ref. 2) os aperfei çoamentos a i ntroduzi r em cada li nha de a çã o . que pode ou não modi fi car a i ntenção estabeleci da na análi se da mi ssão. para determi nar que li mi tações exi stem ao apoi o e qual é a mai s favorável sob seus respecti vos pontos de vi sta. j. É reali zado o ensai o das ações (segunda fase da si ncroni zação). O S2 avali a seu estudo de si tuação (PITC I) e veri fi ca a necessi dade de novos dados ou conheci mentos (C i clo da Inteli gênci a). com o i níci o da montagem das Matri zes de Si ncroni zação.C 7-20 FASES (POR EOF) ESTU D O D E SITU AÇ ÃO N OR MAS D E C OMAN D O (POR EOF) 2-12 3.C onforme o planejamento. d.

8ª FASE 5. requer o estabelecimento de linhas de ação bem definidas. (h) os efeitos do terro e das condições meteorológicas. para o estabelecimento da melhor linha de ação: (a) os corredores de mobilidade e as vias de acesso. o apoio logístico. Esta fase pode ser omitida se a urgência da situação assim o exigir e se o comandante delegar tal competência. 9ª FASE SUPERVISÃO 2-13. Os fatores para esse estudo basicamente são os seguintes: (1) Missão . recebida através de ordens e instruções do escalão superior.2-12/2-13 FASES (POREOF) ESTUDO DE SITUAÇÃO NORMAS DE COMANDO (POREOF) C 7-20 7ª FASE APROVAÇÃO DE PLANOS E ORDENS EXPEDIÇÃO DE PLANOS E ORDENS k. supervisiona a execução das ordens e orienta os elementos subordinados.Referem-se a todo o poder de combate disponível para o batalhão. (c) os campos de tiro. bem como os elementos sob 2-26 . (b) a observação.Devem ser considerados. incluindo os elementos de manobra. (3) Terreno e condições meteorológicas . 6. pelo qual o comandante ou um oficial do estado-maior considera todas as circunstâncias que possam interferir no cumprimento da missão. Ao realizar um estudo de situação. c. ou deduzida da situação. b. O Cmt aprova os planos e ordens. A determinação da linha de ação mais conveniente constitui a finalidade do estudo de situação. (d) as cobertas e os abrigos.Todas as informações disponíveis sobre o inimigo devem ser consideradas. (e) os obstáculos.É a base do processo. deve-se analisar a missão. sempre que possível. (g) outros aspectos (Fx Infl. rotas de Aprx Ae). O estudo de situação é um processo lógico e continuado de raciocínio. os elementos em reforço e em apoio. auxiliado pelo seu EM. A missão de um comandante. ORDENS Os planos e ordens são difundidos. (2) Inimigo . O estudo de situação deve ter uma seqüência lógica (ver memento do estudo de situação no Anexo B). No batalhão as ordens são verbais e emitidas à luz do terreno. (f) os acidentes capitais. apoio de fogo. FISCALIZAÇÃO O Cmt. CONSIDERAÇÕES SOBRE O ESTUDO DE SITUAÇÃO a. Qualquer operação deve ter sempre um objetivo definido. (4) Meios disponíveis .

a missão recebida. GENERALIDADES a. (b) tempo de deslocamento da Z Reu até a zona de ação e da LP até os objetivos do batalhão. É importante que se entenda que a intenção do comandante não é uma reprodução do conceito da operação. 2-27 . a despeito de qualquer óbice que possa surgir. operará no cumprimento da missão com relação ao inimigo. de qualquer escalão. bem como pela sua coordenação com as ações dos escalões superiores. No nível U. Deve expressar a visualização do comandante de como a unidade. ao terreno e à situação final desejada. O comandante. d. sobretudo quando oportunidades inopinadas surgirem ou o conceito da operação original não puder ser mais aplicado. (5) Tempo . (c) tempo de retardamentos. (d) tempo determinado para manter um acidente capital. Sendo assim. Os fatores a considerar são. OBSERVAÇÃO: tempo e espaço estão relacionados e avultam de importância quando houver diferença de velocidade e mobilidade entre os elementos de manobra do batalhão. mesmo que haja a interrupção do sistema de comando e controle das tropas amigas ou surjam oportunidades inopinadas. ARTIGO VI INTELIGÊNCIA 2-14. a expedição da intenção do comandante proporciona aos escalões subordinados o pleno exercício da iniciativa. A Atividade de inteligência divide-se em dois ramos: inteligência e contrainteligência. (f) tempo de destruição do inimigo durante o assalto. (e) momentos decisivos e tempos de reação. ou o escalão considerado. significa estar em condições de operar independentemente em ambiente hostil e cumprir. (g) tempo para preparação da P Def.C 7-20 2-13/2-14 controle operacional do batalhão. o S2 é o responsável pelo planejamento das ações que estão inseridas nestes ramos. Em outras palavras. considerando o tamanho do objetivo e o valor do poder de combate do inimigo. com êxito. por exemplo: (a) destinação de 1/3 do tempo para o planejamento do batalhão e de 2/3 para os elementos subordinados. e (h) tempo previsto para abordagem da P Def pelo inimigo. não pode prescindir do conhecimento da intenção dos comandantes de dois escalões acima.É o que torna possível realizar alguma estimativa da operação e efetivar qualquer sincronização no campo de batalha. Isso fará com que ele saiba como conduzir as operações até o final da missão.

A Fig 2-1. c.é atribuição do S2. 2-15. caracterizando o roteiro geral de trabalho do S2. Em última análise. O suporte adequado a essas decisões requer do S2 permanente acompanhamento da situação. em um processo cíclico e contínuo no tempo.o chamado esforço de busca . que permite a eficaz produção de conhecimentos a serem utilizados pelos usuários em operações.2-14/2-15 C 7-20 b. resume o ciclo da inteligência e mostra onde se enquadra o planejamento do esforço de busca. Roteiro geral de trabalho do oficial de inteligência 2-28 . todo o ciclo depende de buscas bem planejadas e executadas a contento. em última análise. onde e através de que elementos serão obtidos os dados ou conhecimentos necessários à geração do ciclo da inteligência . Todo o trabalho do oficial de inteligência (S2) é desencadeado. denomina-se ciclo da inteligência. denominado CICLO DA INTELIGÊNCIA. O planejamento e a condução de uma operação caracterizam-se pela existência de sucessivas decisões. b. Fig 2-1. Esta sistemática. o que será efetivado através de um oportuno e racional emprego dos meios de busca à sua disposição. realimentando permanentemente o processo e garantindo uma contínua produção de novos conhecimentos. a atividade do Sistema Operacional Inteligência é materializada em um ciclo contínuo de reunião e análise de dados. Para tanto. O CICLO DA INTELIGÊNCIA E O PLANEJAMENTO DO ESFORÇO DE BUSCA a. Planejar quando. bem como os efeitos das condições meteorológicas e do terreno sobre as operações. com a finalidade de determinar quais as linhas de ação a serem adotadas pelo inimigo e suas vulnerabilidades.

(3) transformação dos desdobramentos das NI em pedidos de busca e/ ou mensagens de acionamento. sendo formuladas após a análise da missão e difundidas ao oficial de inteligência através das diretrizes de planejamento. bem como às condições meteorológicas ou ao terreno. e. f. por conseqüência. 2-29 . devem ser solicitados às agências ou elementos disponíveis. localização ou atividades inimigas. O plano de busca (Fig 2-3) é um documento interno da 2ª Seção que registra as NI e seus desdobramentos não atendidos pelo banco de dados e que. Caso esses conhecimentos não estejam à sua disposição. sendo que o oficial de inteligência normalmente apresenta-lhe uma proposta. Em conseqüência. preparando pedidos de busca (para outras agências de inteligência) ou mensagens de acionamento (aos elementos de busca orgânicos) relativos às características. o S2 procura respondê-los utilizando os dados e/ou conhecimentos já disponíveis (banco de dados). o planejamento do esforço de busca compreende: (1) determinação das necessidades de inteligência (NI): é de responsabilidade do comandante da unidade. (5) reunião e análise dos dados recebidos e (6) difusão dos conhecimentos produzidos. (4) seleção dos meios disponíveis para a busca.C 7-20 2-15 d. sendo necessária sua constante atualização de acordo com a evolução da situação. deve-se listar as manifestações das atividades inimigas ou as características da região de operações que apóiem a adoção ou rejeição de uma possibilidade. A seguir. (2) análise das NI para determinar as atividades do inimigo e as características particulares da área de operações que respondam às necessidades estabelecidas. Normalmente ele cobre toda uma operação. Após analisar as NI e seus desdobramentos. ele utiliza o plano de busca como instrumento na coordenação e integração do esforço de busca. As NI são caracterizadas por elementos essenciais de inteligência (EEI) e por outras necessidades de inteligência (ONI). O problema inicial do esforço de busca é determinar os conhecimentos necessários à formulação de uma base para decisões e planos táticos futuros. Prossegue-se relacionando conhecimentos específicos.

multiplicidade e equilíbrio. independentemente de ser EEI ou ONI). (6) Registro do prazo estipulado para resposta (princípio da oportunidade). (3) Registro dos aspectos solicitados às AI e elementos disponíveis. (5) Registro do número do PB ou da mensagem expedidos. Os meios ou elementos de busca de que dispõe o comando estão relacionados com as fontes humanas. por intermédio de pedidos de busca (PB) ou mensagens (utilizar enumeração seqüencial. Quando omitido. Fig 2-3. Assim. enunciadas na forma de perguntas. h. Dados relativos ao trabalho de busca e notas para ações futuras. (2) Relação dos desdobramentos dos EEI e das ONI. significa que as respostas devem ser difundidas imediatamente. de sinais e de imagens. mês e ano. Serão relacionados não só os elementos disponíveis na composição de sua unidade. Na seleção dos meios ou elementos de busca. a cargo do S2. (7) Registro livre. no escalão batalhão. podem normalmente ser acionados e/ou empregados: 2-30 .2-15 (Classificação Sigilosa) Plano de Busca Nr______ Período De a (8) C 7-20 Unidade Local Gp Data/Hora Nr Rfr (1) (2) (3) Aspectos Solicitados Agência de Inteligência / Elemento de busca (4) (5) (6) Prazo (7) Obs NI DNI EEI ONI (a)________________________ Ch 2ª Sec (Classificação Sigilosa) Legenda: (1) Transcrição das NI (EEI e ONI). o S2 deverá atender a quatro princípios: capacidade. (8) Dia. aos quais serão remetidos pedidos de busca (PB). como resultado do trabalho de análise do S2. Modelo de um plano de busca de batalhão g. adequabilidade. (4) Relação de todas as agências de inteligência e dos elementos disponíveis a serem acionados. mas também aqueles não orgânicos.

evento ou atividade específicos. Estando esses aspectos enunciados sob a forma de EEI. Essa busca é consonante com o Princípio da Continuidade da inteligência de combate. Rec). São os instrumentos que permitirão ao S2 buscar os dados necessários ao seu estudo de situação. RECONHECIMENTO a. k. para que acompanhem as patrulhas de reconhecimento por elas lançadas. As necessidades de inteligência (EEI e ONI) corretamente formuladas devem atender aos seguintes critérios: (1) proporcionar dados/conhecimentos requeridos para apoiar uma única decisão. elementos do Gp Op Intlg do G Cmdo ou da GU enquadrante poderão também ser passados em reforço ou em apoio direto às SU.C 7-20 2-15/2-16 (1) subunidades ou elementos subordinados orgânicos ou em reforço. 2-16. imagens de satélites.já em curso de operações . 2-31 . tais como: explorações eletromagnéticas. No escalão batalhão. quer para resposta aos questionamentos iniciais. O reconhecimento é a operação conduzida em campanha através do emprego de meios terrestres e aéreos. (4) ser sensível às evoluções do combate. sensoriamento remoto. objetivando a obtenção de dados sobre o inimigo e a área de operações. ao distribuir ao batalhão um EEI oriundo da Bda. realimentando permanentemente o ciclo. Seguindo esse raciocínio. Esses meios podem utilizar-se de artifícios visuais ou de quaisquer outros métodos de aquisição de alvos. preferencialmente com “sim” ou “não”. fotografias aéreas. o Cmt o fará adaptando-o ao seu escalão. As missões de reconhecimento representam o principal vetor operacional do Sistema de Inteligência. radar de vigilância terrestre. j. o Cmt disponibilizará os EEI na ordem de operações (no item “prescrições diversas”) e empregará todos os seus meios disponíveis para reunir dados e conhecimentos. i. quer para a constante realimentação do ciclo da inteligência. (3) estar focado em um fato. Excepcionalmente. veículo aéreo não tripulado.com a oportunidade de buscar diversos dados importantes. mesmo não possuindo órgãos de busca à sua disposição (Cia Intlg e Gp Op Intlg). sua compreensão será facilitada e abrangente. (2) elementos de reconhecimento do batalhão (Tu Rec / Gp S2 ou Pel (3) agências de inteligência de elementos vizinhos ou em contato e (4) a agência de inteligência do escalão superior. (2) responder a somente um questionamento. se a sensibilidade do dado a ser buscado assim o requerer. dentre outros meios. as SU e demais frações (seus meios de busca orgânicos) poder-se-ão deparar . b. adaptando-se às modificações na linha do tempo estabelecida. Desde que não afete suas missões de combate prioritárias.

de fato. as condições climáticas e meteorológicas. e. modificar ou formular determinado planejamento. a fim de obter dados para o Cmt Btl e seu estado-maior. produzirão conhecimentos. atividades e condições do inimigo. h. efetivo. planejamento e supervisão do emprego das frações de reconhecimento do Btl. Esses dados incluem todas as observações. Dentro das normas de comando (POREOF). i. orientando-os ao atendimento das Necessidades de Inteligência (NI) levantadas pelo Cmt. o S2 inicia o seu estudo e. Na maioria das vezes ele terá. fotos. uma vez processados. j. As operações de reconhecimento ocorrem de acordo com a situação tática. d. podemos afirmar que quase nunca isso será possível. cartas e relatórios de qualquer espécie que possam contribuir para o conhecimento de determinado assunto. 2-17. uma vez processados.2-16/2-17 C 7-20 c. Um Cmt necessita de dados sobre o terreno. Na prática. particularmente o oficial de inteligência. com as condições da região de operações. 2-32 . dispositivo. cabendo-lhe a orientação final às patrulhas. g. seu trabalho será bastante facilitado. não existe uma separação temporal entre ambos. A Força Aérea e a Aviação do Exército proporcionam o reconhecimento aéreo e constituem excelentes meios que irão suplementar o reconhecimento terrestre. materiais. Os dados obtidos. Caso precise apenas coletar todos os conhecimentos que atendam às NI do seu escalão. Entretanto. o S2 é o responsável pelo adestramento. que planejar e executar seu esforço de busca. O reconhecimento tem influência sobre o sucesso de todas as operações militares. com as missões atribuídas e com o tipo e valor dos elementos que irão executá-las. documentos. Na execução das missões de inteligência. Estes dados. ESTUDO DE SITUAÇÃO DE INTELIGÊNCIA (PITCI) a. ao término do reconhecimento e início dos estudos de situação dos elementos do EM. Assim sendo. Os reconhecimentos são executados antes e durante todas as operações de combate. estará dando a partida no ciclo da inteligência. O S2 e o S3 são os responsáveis pela coordenação e direcionamento do esforço de busca da unidade. bem como sobre a localização. torna-se imprescindível a análise dos fatores da decisão quando este tipo de operação tiver que ser planejada. simultaneamente. diagramas. serão utilizados para confirmar. os quais permitirão ao comando interessado o planejamento e a condução de sua manobra. O ESTUDO DE SITUAÇÃO DE INTELIGÊNCIA é parte integrante da 1ª fase do ciclo da inteligência (Fig 2-2). organização. f. Esse esforço deve primar por um emprego racional dos elementos de reconhecimento à sua disposição.

Esse oficial. h. particularmente quanto às restrições ao movimento e às linhas de ação do inimigo. INIMIGO (PITCI). (3) a capacidade de execução por parte do inimigo. LINHA DE AÇÃO MAIS PROVÁVEL é aquela que. assinalando as deficiências do inimigo e as características da área de operações que possam ser. d. após montada e detalhadamente analisada por parte do oficial de inteligência. (6) o tempo e espaço disponíveis para a execução por parte do inimigo. e. Quando forem determinadas mais do que duas linhas de ação. SITUAÇÃO). em estreita ligação com o oficial de operações. vantajosamente. O ESTUDO DE SITUAÇÃO DE INTELIGÊNCIA é operacionalizado através do PROCESSO DE INTEGRAÇÃO TERRENO. Para essa análise. táticas ou procedimentos utilizados. CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS. pode desequilibrar decisivamente o poder relativo de combate em proveito do inimigo. g. reúne e analisa os dados disponíveis. c. o oficial de inteligência estabelecerá o número de linhas de ação inimigas a serem montadas e analisadas. principalmente. j.C 7-20 2-17 b. fruto da análise de linhas de ação opostas (JG). Linha de ação é uma maneira lógica e viável de atuação do inimigo. i. Ao levantar essas linhas de ação. As conclusões resultantes do PITCI servirão de apoio à decisão do comandante. Devido à grande importância da determinação e difusão da LINHA DE AÇÃO MAIS PROVÁVEL e da LINHA DE AÇÃO MAIS PERIGOSA do inimigo. o S2 do batalhão deverá trancrevê-las para a ordem de operações (último item do parágrafo 1. (4) os indícios atuais do inimigo. consubstanciando e difundindo adequadamente o 2-33 . quer pelos meios empregados. de responsabilidade do S2. f. tem sua execução considerada como de maior probabilidade de adoção pelo inimigo. Em função do fator TEMPO. exploradas por nossas forças. (7) o risco de executá-la versus os meios disponíveis por parte do inimigo. (8) a busca da surpresa por parte do inimigo e (9) o grau de conhecimento da nossa situação por parte do inimigo. (5) os efeitos do terreno sobre a L Aç. os seguintes fatores: (1) as suas vulnerabilidades. apesar de não ser a mais provável. são levados em consideração. Entende-se por LINHA DE AÇÃO MAIS PERIGOSA aquela cuja adoção. técnicas. a definição da linha de ação mais perigosa ocorrerá após a tomada de decisão do Cmt U. o S2 procura identificar a mais provável de ser adotada e aquela considerada mais perigosa. quer pelos princípios de guerra. Isto se deve ao fato de que para cada uma das nossas linhas de ação poderá haver uma linha de ação inimiga mais perigosa diferente. Quando o S2 dispuser de pouco tempo e puder determinar somente duas linhas de ação do inimigo. (2) a coerência com a doutrina inimiga conhecida (matrizes doutrinárias). estas deverão ser a LINHA DE AÇÃO MAIS PROVÁVEL e a LINHA DE AÇÃO MAIS PERIGOSA.

Estado-Maior e Ordens. (8) controle de trânsito. Inimigo (PITCI). O ramo-contra-inteligência compreende. (7) disciplina de luzes e ruídos. (11) manutenção da fisionomia da frente. (6) PV/PE. d. 2-34 . Para verificar as demais considerações acerca do Sistema de Inteligência. Condições Meteorológicas. comunicações e informática). C 7-20 l. sendo isso realizado quase que implicitamente. b. (3) medidas de proteção eletrônica. Maiores considerações a respeito poderão ser encontradas nas IP 30-3 (RAMO CONTRA-INTELIGÊNCIA).A Atividade de Inteligência Militar e o C 101-5 . Assim sendo. contraterrorismo. as atividades de contrareconhecimento. particularmente quanto ao Processo de Integração Terreno. Assim sendo. ainda. Quando este não for confeccionado. (4) camuflagem. através de todos os integrantes da unidade. Na condução de suas atividades o S2 planeja. pois a 2ª seção do batalhão não dispõe de pessoal e meios para conduzir o ramo contra-inteligência na sua abrangência. contra-sabotagem. 2-18. CONTRA-INTELIGÊNCIA a. O item contra-inteligência constitui um parágrafo do anexo de inteligência. ao escalão Btl cabe conduzir apenas o segmento SEGURANÇA ORGÂNICA (pessoal. contra-espionagem e desinformação) é conduzido pelos escalões mais elevados. consultar as IP 30-1 . em coordenação com outros oficiais do estado-maior. um ESTUDO DE SITUAÇÃO DE CONTRA-INTELIGÊNCIA deve ser realizado paralelamente. o S2 fará constar da ordem de operações as prescrições julgadas convenientes para este fim. (5) patrulhas de ligação. documentação/material. O segmento SEGURANÇA ATIVA da contra-inteligência (contrapropaganda. áreas/instalações. e (12) outras. medidas que protejam e salvaguardem as operações contra as atividades de inteligência do inimigo.2-17/2-18 trabalho de análise de inteligência (ver Anexo C). (9) censura. definindo as providências quanto à segurança orgânica da unidade. c. (2) defesa de área de retaguarda. (10) reconhecimentos. principalmente por meio de: (1) forças de proteção e segurança. e.

A identificação poderá ser realizada através dos meios de busca empregados pelo Btl ou pela própria força de contra-reconhecimento. ou de natureza defensiva. b. CONTRA-RECONHECIMENTO 2-19 a. procurando deliberadamente o contato com os elementos de reconhecimento inimigo para sua destruição ou neutralização. As medidas ativas consistem do emprego de tropas com a finalidade específica de identificar. Suas missões devem ser claramente definidas. procurando evitar que os elementos de reconhecimento inimigo penetrem em determinadas áreas ou partes da zona de ação. O planejamento das ações de contra-reconhecimento deve ser feito pelo S2. e. ações e técnicas destinadas a negar aos elementos de reconhecimento inimigo dados sobre nossas tropas. as medidas passivas constituem-se de todos os procedimentos de segurança orgânica adotados pela tropa com o intuito de dificultar o reconhecimento inimigo (camuflagem. A força de contra-reconhecimento. poderá contar com armas AC. f. Contra-reconhecimento é um conjunto de medidas. Por outro lado. O C Rec é realizado através de medidas ativas e passivas. com antecedência tal que lhe permita atuar de maneira eficaz contra os primeiros Elm Rec Ini. 2-35 . etc). e dentro da disponibilidade. Quando necessário. evitando-se a ação genérica de “realizar contra-reconhecimento”. após o estudo do terreno e da análise das linhas de ação do inimigo. sempre que possível. bem como da diretriz do comandante. será apoiada por fogos de Mrt e Art. Qualquer que seja a operação executada. em princípio. O valor e a composição de força de contra-reconhecimento a ser empregada serão previstos no planejamento da operação em função da análise dos fatores da decisão ¾ em particular do valor e da composição da força de reconhecimento inimiga e da maneira como esta realiza taticamente o reconhecimento ¾. as tropas empregadas nas ações de contra-reconhecimento podem receber missão de natureza ofensiva. Av Ex. As ações de contra-reconhecimento consistem basicamente na identificação e destruição/neutralização dos Elm Rec Ini. F Ae. em coordenação com o S3. MPE. d. g. c. CC. etc). disciplina de luzes e ruídos. A força de contra-reconhecimento deve ser lançada à frente. A destruição/neutralização pode ser realizada pela ação da força de contra-reconhecimento ou pela realização de fogos (Mrt. destruir ou neutralizar os meios de reconhecimento inimigo. radar de vigilância terrestre e outros meios.C 7-20 2-19. Art.

Os movimentos táticos são realizados. O processo utilizado depende da situação. normalmente. Normalmente. é executado na Zona de Administração (ZA) e termina em uma Zona de Estacionamento (Z Estac). c. são feitos por meio de marchas motorizadas. no contexto de um movimento tático e a reduzida distância. por estrada de ferro. da distância a ser percorrida. um Btl realizará manobra a pé em operações de forma eventual. da urgência de emprego. 3-1 . por via fluvial ou marítima. d. as medidas de segurança constituem a principal preocupação. quer táticos ou preparatórios. neles. com a finalidade de facilitar a missão que terá que ser executada posteriormente. pelo ar ou qualquer combinação desses processos.C 7-20 CAPÍTULO 3 MOVIMENTOS PREPARATÓRIOS ARTIGO I GENERALIDADES 3-1. das condições da tropa e da disponibilidade e capacidade dos diferentes meios de transporte. no máximo de 16 (dezesseis) km. com a finalidade de cumprir uma missão tática e.É realizado quando o contato com forças terrestres do inimigo não constitui ameaça. Movimento Preparatório . do terreno a ser percorrido. Movimento Tático . Os movimentos de tropa. Os movimentos de tropa podem ser classificados em táticos e preparatórios ou administrativos. CONCEITOS a. na Zona de Combate (Z Cmb) e terminam em uma Zona de Reunião (Z Reu). Considerando que a doutrina militar terrestre preconiza a rapidez. do valor e da composição da unidade a ser deslocada. b.Quando elementos ou forças militares deslocamse sob condições de combate. e.

ao máximo.A distribuição das viaturas.3-1/3-2 C 7-20 f. g. (4) movimentos marítimos e fluviais . a descarga. a utilização dos meios existentes no porto. as prioridades de deslocamento. sob seu controle. a escolha. a escolha de itinerários para o deslocamento após o desembarque.A organização dos documentos de embarque. (3) reunião da tropa. o balizamento e a manutenção das estradas. (2) embalagem. preparatórios ou táticos. do material e das viaturas. O planejamento. as comunicações. o carregamento dos suprimentos especiais. MEDIDAS ADMINISTRATIVAS a. deslocamento até o meio de transporte e designação dos lugares dos homens. de desembarque e de estacionamento.A designação de aviões para pessoal e material. Algumas dessas medidas variam de acordo com os meios de transporte a utilizar. a reunião e o embarque. (3) movimentos aéreos . a ordem para a sua execução e a conduta da marcha ficarão sensivelmente facilitados pela adoção das normas gerais de ação (NGA). as zonas de estacionamento e de evacuação dos doentes e feridos. marcação e carregamento do material da unidade. 3-2. C 21-18 e C 55-1.A determinação do tipo e da capacidade dos meios de transporte a serem empregados. Os pormenores peculiares aos diversos tipos de transporte são: (1) movimentos em rodovias (normalmente motorizados) . c. as provisões das unidades para ações no porto (perto e longe da praia). a ordem de urgência no embarque. a escolha das zona de embarque. o embarque do pessoal. a embalagem e o carregamento dos suprimentos e das bagagens. Tendo em vista que os movimentos. utilizando seus próprios meios ou outros. a seguir serão elencadas aquelas comuns a todos os tipos de movimento: (1) organização da tropa em grupamentos de marcha (Gpt M) e unidades de marcha (UM) para explorar. a quantidade e o tipo de suprimentos para acompanhar a tropa. Para conhecimento de outros conceitos. e (5) reunião da tropa e do material no ponto de destino. o estacionamento das unidades. o processo de carregamento. o controle do trânsito e dos pontos de regulação. (2) movimentos em ferrovias . (4) prescrições para a alimentação. a escolha dos campos de embarque e de desembarque. cuidados médicos e repouso durante o deslocamento. consultar os manuais C 25-10. exigem a adoção de medidas administrativas. Marcha . o deslocamento para os portos. das zonas de estacionamento e de transporte até o campo de embarque. táticas ou administrativas. o abastecimento e a manutenção das viaturas. o controle do movimento e do trânsito.Movimento terrestre realizado por uma força. sob determinadas condições técnicas. os meios de transporte. b. 3-2 . a determinação do número e do tipo de comboios e vagões.

c. 3-3. quem. intervalos de tempo. formado por unidade de marcha (UM) para fins de controle. mantendo os laços táticos e a disposição tática dos elementos constituintes. a fim de obter informações pormenorizadas sobre o mesmo. Essas normas.C 7-20 3-2/3-3 pois facilitam o cumprimento das fases administrativas do movimento. expede uma ordem preparatória às companhias e aos elementos à disposição. mas devem ser detalhadas no âmbito das unidades. quando. Após a conclusão da análise da missão o comandante. MOVIMENTOS EM RODOVIAS tropa. Nesse caso. d. f. (Fig 3-1) g. e. As ordens podem ser simplificadas pelo emprego de cartas. calcos e quadros de movimento. determinar o número de guardas e guias necessários para que o movimento ocorra com um mínimo de interferência e levantar a quantidade de trabalho de sapa indispensável à reparação de estradas ou outras atividades específicas. A marcha por escalões será realizada quando as viaturas disponíveis forem insuficientes para transportar toda a unidade em uma só viagem. formação. horário. de uma turma de trânsito e de elementos de engenharia. A tropa também se desloca a pé quando a análise dos fatores da decisão contra-indicar o emprego de viaturas ou quando a marcha for feita como instrução. Essa ordem conterá que. ponto de destino. O transporte motorizado é utilizado para obter-se rapidez e poupar a b. em geral. em parte ou em todo o percurso. com o fim de permitir-lhes o máximo de tempo para os seus preparativos. 3-3 . As marchas a pé são realizadas quando não se dispõe de viaturas suficientes para transportar o batalhão ou quando a distância a ser percorrida for reduzida (máximo de 16 km). velocidade. uma subunidade e/ou um conjunto de dez a vinte e cinco viaturas constituem UM. Um Grupo de Itinerário (G Int) será organizado para realizar um reconhecimento do itinerário a ser percorrido. são baixadas pela Bda ou pela divisão (Div). o deslocamento poderá ser utilizado em duas ou mais viagens. para onde e para que o movimento será executado. a. Normalmente. A unidade poderá ser organizada em mais de um Gpt M. a ser elaborada. As UM são constituídas de acordo com a missão do batalhão e a previsão do futuro emprego das companhias. Esse grupo compõe-se da Turma de Reconhecimento. A Ordem de Movimento. fixa itinerário. organização da coluna e outros pormenores de marcha que não estejam previstos nas NGA.

Os Gpt M e UM ficam separadas por Intervalos de Tempo (IT). À frente (testa) de cada uma dessas frações desloca-se um oficial regulador. responsável. são instalados ao longo do itinerário para exigir a observância dos horários de marcha. Postos de controle de trânsito (P C Tran). Os intervalos devem ser suficientes para que cada UM possa passar pelo local de partida ou por uma obstrução na estrada. Deverá ser preparado e distribuído. transmitir ordens aos comandantes e oficiais controladores e para controlar o trânsito. como os Postos de Bloqueio e Controle de Estradas (PBCE). Os meios optrônicos facilitam sobremaneira a coordenação e o controle da coluna em marchas noturnas ou realizadas sob condições de visibilidade limitadas. Um exemplo de marcha por escalão: o 1º Gpt M é motorizado e o 2º Gpt M é a pé 3-4. perante o comandante do grupamento.3-3/3-5 C 7-20 Fig 3-1. pelo deslocamento no itinerário determinado e na velocidade prescrita. Durante o silêncio rádio há necessidade de emprego de mensageiros. b. Esses intervalos evitam que as tais frações cerrem umas sobre as outras. Um comandante é designado para cada Gpt M ou UM. EMPREGO DE MEIOS OPTRÔNICOS a. (Fig 3-1) c. com a ordem de movimento. b. estes meios são particularmente eficazes na 3-4 . Nas marchas motorizadas. As mensagens podem ser entregues aos comandantes de UM por ocasião de sua passagem pelos P C Tran. As sinalizações a braço e acústica podem ser empregadas no âmbito da UM. CONTROLE DA COLUNA a. contudo. um plano para emprego do rádio entre os elementos da coluna. d. obstruindo a estrada. a velocidade de deslocamento da unidade permanece como se ela não os estivesse utilizando. 3-5. antes que seja alcançada por outra.

pode-se adotar um sistema de rodízio de motoristas e chefes de viaturas. prever-se altos em que esses elementos retirem o equipamento e adotem medidas para aliviar o estresse provocado pelo emprego contínuo dos meios optrônicos. Isso é conseguido graças a uma cuidadosa coordenação. preciso e compatível com a tropa que irá realizá-la. Para amenizar os efeitos da fadiga que esse tipo de equipamento provoca. O planejamento da marcha é feito dentro de uma seqüência de atividades que se assemelham às de outras operações militares. ARTIGO II PLANEJAMENTO DAS MARCHAS 3-6. então. contudo. onerando a unidade ou. (Fig 3-2) 3-5 . pois um movimento bem planejado e executado coloca a tropa na zona de ação (Z Aç) nas melhores condições possíveis para cumprir sua missão. GENERALIDADES a. existem algumas particularidades. à unidade de comando e atendendo-se ao bem estar e conforto dos homens. Uma rápida e eficaz concentração é essencial para qualquer operação militar. b. Qualquer que seja o tipo de marcha. seu sucesso depende de um planejamento detalhado. à permanente manutenção do controle.C 7-20 3-5/3-6 condução das viaturas sob condições de escurecimento total.

(b) segurança da marcha. (2) Na elaboração das linhas de ação deverão ser considerados os seguintes fatores: (a) formação da marcha . de acordo com o Plano de Circulação e Controle de Trânsito do escalão superior. (c) controle de trânsito. serão consideradas todas as circunstâncias que o envolvem. (d) comunicações e eletrônica. (e) logística. tais 3-6 .3-6 C 7-20 Fig 3-2.Ao se realizar o estudo de situação para o movimento. nessa fase são levantadas atividades relacionadas aos seguintes aspectos: (a) reconhecimento de itinerário. Estudo de Situação de Estado-Maior (1) Objetivando apresentar linhas de ação para a decisão do comandante. Seqüência de planejamento das marchas b. e (f) organização da coluna de marcha.

imediatamente. (i) tempos mortos .Impõe que um trecho ou ponto do itinerário seja utilizado dentro de um espaço de tempo determinado. As UM não devem permanecer na estrada aguardando a formação da coluna. Posteriormente. (c) restrições . (b) Quando o batalhão se deslocar motorizado e for reforçado em viaturas. coluna por um. com autoridade para modificar o horário.Os altos podem ser feitos de acordo com as NGA da unidade que. (h) tempo de escoamento. um oficial do estado-maior. controlará a passagem no PI. 2) restrição tipo prazo . as viaturas partirão com a necessária antecedência da área de embarque. dos planejamentos. O material e os homens ficam formados em grupos de embarque. Se houver necessidade de mudança no horário. aos elementos interessados. o oficial de manutenção. se diurno ou noturno. sua extensão. coluna cerrada ou coluna por infiltração. por dois ou coluna por três. auxiliado pelos guias da unidade. desloca-se até a área de embarque. Para reduzir a possibilidade de confusão e de congestionamento. quando for imprescindível a realização da marcha a pé. etc. (b) itinerários disponíveis. a fim de poderem passar no ponto inicial (PI) na hora prevista. c. e. Estes possíveis retardamentos podem ser reduzidos por meio dos reconhecimentos. (c) Para a formação da coluna de marcha. (e) distância a percorrer. (d) Altos da coluna motorizada . a possibilidade de atuação do inimigo aéreo. esse oficial informa. para que este seja realizado com facilidade e rapidez. prescrevem o intervalo de tempo e a 3-7 . tempo disponível. onde serão divididas entre as companhias. grau de controle e segurança compatível com o cumprimento da missão.As restrições impostas pelo escalão superior podem ser de dois tipos: 1) restrição tipo hora . (g) tempo de percurso. Da apreciação dessas circunstâncias será indicada a adoção de uma das seguintes formações: coluna aberta. da coordenação com outras unidades que vão deslocar-se e pela manutenção do controle na estrada.Há que se considerar os altos. normalmente. (f) velocidade.C 7-20 3-6 como a hora de realização. os tempos gastos com manobra de viaturas ou qualquer outro em que não haja deslocamento. (d) profundidade da coluna ou elementos. Organização da Coluna de Marcha (1) Marchas motorizadas (a) As viaturas estão mais sujeitas à variação de velocidade e às paradas do que os elementos a pé.Determina que um ponto do itinerário só pode ser utilizado até a hora determinada ou a partir de uma hora prevista. na marcha motorizada. estas são recebidas pelo oficial de manutenção do batalhão e orientadas para um ponto de reunião. Os comandantes de companhia (Cmt Cia) são informados do número e da capacidade das viaturas distribuídas às suas subunidades e quando e onde as mesmas passarão e seus controles.

que não seja o motorista. Durante os altos. ocorrem quando os motoristas dormem durante retardos momentâneos nos deslocamentos à noite. Deve ser evitado interferência no trânsito da estrada. como parte do seu preparo (instrução). normalmente. Normalmente. deverá permanecer fora da estrada. Os altos de uma marcha motorizada . Quando o pessoal desembarcar. as viaturas cerram umas sobre as outras. os motoristas confundem as viaturas de manutenção ou avariadas. (b) Quando o batalhão realizar marcha a pé. deverão ser colocados guardas na testa e na cauda da coluna para o controle do trânsito. muitas vezes. bem 3-8 . os altos são feitos em locais previamente reconhecidos. (2) Marchas a pé (a) Inicialmente.Por ocasião dos altos. Nos altos onde as viaturas não possam desimpedir a estrada. O número de homens conduzidos nestas viaturas será limitado ao mínimo necessário para o carregamento e a descarga das cargas prescritas. que deverá ser realizado após a primeira hora de marcha. paradas à sua frente. inspeção de viaturas ou outras providências de rotina. Tais paradas. com duração de 15 minutos. onde as condições do terreno sejam favoráveis e as viaturas possam deslocar-se fora da estrada. tal marcha ocorrerá em determinadas situações e quando a distância for curta (até 16 km). ocorrem a cada duas horas de marcha após o alto técnico. Quando as condições exigem. 2) os altos periódicos (AP) para descanso da tropa. cada comandante de unidade de marcha verifica suas causas e toma as medidas apropriadas. Com duração 10 minutos. a menos que as NGA determinem o contrário. com a cauda da coluna estacionada. por engano. o elemento mais graduado de cada viatura escala um homem. para observar os sinais convencionados emitidos pelo Cmt da unidade de marcha. e 3) os grandes altos (GA) para refeição da tropa e/ou reabastecimento das viaturas. acarretando no transporte de parte do pessoal. Em operações. com duração prevista nas NGA ou na diretriz do comandante. Quando ocorrerem paradas não previstas. Fig 3-3. significa que ocorreu uma redução de suas viaturas orgânicas. sob condições de escurecimento ou quando. cabe considerar que um Btl realiza marcha a pé.3-6 C 7-20 duração dos mesmos. a coluna pode fazer três tipos de alto: (Fig 3-3) 1) o alto técnico (AT).

É aconselhável fazer-se um alto horário de 15 minutos. do ponto inicial ao ponto de liberação. em parte ou em todo o percurso. pois poderá acarretar acidente e prejudicar o trânsito da estrada. Um sinal de atenção deve ser dado um minuto antes da marcha ser reiniciada. (c) A velocidade de marcha será determinada pelo comandante da coluna a pé e pode ser padronizada nas NGA da unidade. A velocidade é mantida utilizando-se reguladores de marcha. (Fig 3-4) Fig 3-4.É aquela em que a premência do tempo disponível 3-9 . entretanto. (e) Todos os elementos da coluna mantêm a formação determinada. os comandantes. poderá reduzir sensivelmente a eficiência da unidade. O deslocamento dos comandantes fora da formação deve ser evitado. (d) A marcha forçada será aquela em que a tropa marcha mais de oito horas num período de vinte e quatro horas. após os primeiros 45 minutos de marcha. (b) marcha mista . normalmente. (f) Os altos são. que se deslocam à testa de cada UM. podendo ser executada de acordo com um dos seguintes processos: (a) totalmente motorizada . ou sob condições desfavoráveis. a tropa marcha 50 minutos e descansa 10 minutos. Os altos de uma marcha a pé (3) Marcha por escalões . A marcha forçada realizada por um longo período. poderá depender do terreno e das condições meteorológicas.Será realizada quando o Btl não dispuser de suas viaturas orgânicas para deslocar todo seu efetivo de uma só vez. prescritos nas NGA da unidade.É aquele em que a força é transportada em todo o percurso. Nesta situação a quantidade de viaturas existente será empregada para transportá-lo em duas ou mais viagens. Durante as marchas preparatórias. posicionam-se em local que permita controlar e coordenar sua fração. Durante as horas sucessivas. As distâncias entre as subunidades não são rigidamente mantidas. em viagens sucessivas. da extensão da marcha e da missão. Essa velocidade.C 7-20 3-6 como para outros trabalhos administrativos no fim da marcha. O aumento da velocidade só será admissível em situações táticas excepcionais. sendo permitida uma pequena variação para compensar as mudanças de velocidade dentro da coluna. das condições da tropa.

As viaturas disponíveis para o movimento transportam parte da força. Marcha por escalões totalmente motorizada 3-8. Devem ser considerados os tempos mortos. inicia a marcha a pé até o ponto de embarque. enquanto o restante do efetivo permanece na área de embarque. (4) O escalão de retorno é organizado no ponto de liberação. de onde serão transportados pelo escalão de retorno. Poderá ser executada em uma das seguintes formas: 1) deslocamento a pé no início da marcha. após a chegada do primeiro escalão. além da margem de segurança. O escalão de retorno volta à área de embarque e executa o transporte dos elementos que permaneceram. enquanto aguarda a volta das viaturas empregadas na viagem anterior. MARCHA POR ESCALÕES MISTA a. aguardando o escalão de retorno. Na área de desembarque é constituído o escalão de retorno. 3-7. constituindo o segundo escalão. representados por tempos de desembarque. num ponto de desembarque previamente escolhido. Trecho a pé no início do percurso (1) Parte da força fará o deslocamento totalmente motorizado. embarque e manobra. quando parte da tropa desembarca aquém do ponto de liberação. (2) O grupamento a pé. formado pelas viaturas necessárias ao transporte dos elementos a pé que permaneceram na área de embarque. (3) O ponto de embarque é determinado durante o planejamento da marcha. b. em primeiro escalão. a partir do ponto inicial.(Fig 3-5) Fig 3-5. tendo em vista seu traslado do ponto de desembarque até a zona de estacionamento. 2) deslocamento a pé no final da marcha.3-6/3-8 C 7-20 para o movimento impõe o deslocamento da força a pé em parte do percurso. Esta última variante pode acarretar grandes dificuldades no que se refere ao transporte do material da unidade. após a saída do primeiro escalão. MARCHA POR ESCALÕES TOTALMENTE MOTORIZADA a. 3-10 . marchando a pé o restante do percurso.

(2) distância mais eficiente . comporão o escalão de retorno.C 7-20 3-8 b. acarretando maior esforço aos elementos que marcham a pé. (2) Quando o primeiro escalão atingir o ponto de desembarque. Determinação do ponto de embarque ou do ponto de desembarque . respectivamente. de tal maneira que estes e as viaturas que retornam estejam prontos no ponto de embarque ou no ponto de liberação. enquanto o segundo escalão aguarda na área de embarque. de acordo com o processo escolhido. (4) O segundo escalão. (3) As viaturas utilizadas para o transporte dos elementos que realizarão a marcha a pé. Os elementos embarcados em outras viaturas prosseguem motorizados até o ponto de liberação. a mesma hora. a fim de realizar todo o movimento dentro do tempo disponível. respectivamente. de acordo com o reconhecimento do itinerário.É a maior distância a ser percorrida pelos elementos que marcham a pé. embarcados em viaturas de transporte. embarca nas viaturas do escalão de retorno e é transportada totalmente motorizada até o ponto de liberação. 3-11 . e deverá estar situada o mais próximo possível do ponto médio entre as duas distâncias anteriores. que permaneceu aguardando na área de embarque. Neste caso.Distâncias a serem consideradas: (1) distância mínima . Isto proporcionará um menor esforço aos elementos que marcham a pé.É a menor distância a ser percorrida pelos elementos que marcham a pé. em local que facilite a manobra das viaturas e o embarque ou desembarque do pessoal. desembarcam e iniciam a marcha. Trecho a pé no final do percurso (1) O primeiro escalão embarca e inicia o movimento. o ponto de embarque ou de desembarque é calculado de modo a se situar o mais próximo possível do ponto de liberação ou do ponto inicial. (5) O ponto de desembarque é determinado durante o planejamento da marcha. o ponto de embarque ou desembarque será calculado de modo a se situar o mais próximo possível do ponto inicial ou do ponto de liberação. Neste caso. os elementos que realizarão a marcha a pé. (3) distância intermediária .Esta distância é escolhida no próprio terreno. c.

(2) A tropa ocupa edificações permanentes. GENERALIDADES C 7-20 a. É desejável que a ocupação de uma área de estacionamento seja realizada durante à noite. estacionam próximo de estradas. etc) e atribuir maior rapidez na ocupação e desocupação da área. uma vez que permite uma maior comodidade para o pessoal e ampla proteção para o material. Estes setores são balizados por meio de tabuletas ou inscrições. Na obscuridade. os fatores da decisão condicionam a maneira de uma tropa estacionar. em relação às condições climáticas e meteorológicas. com o objetivo de ocultá-la da observação aérea inimiga. tais como dispersão e camuflagem (simulação e dissimulação). Acantonamento (1) Esta forma será. VANT. na medida do possível. Área de estacionamento em campanha é o local onde as tropas são reunidas para repouso. reorganização ou instrução. normalmente. normalmente utilizada. Há. b. (3) Na área reservada ao batalhão. de conformidade com a situação tática e tendo em vista a operação subsequente. portanto. uma regra a observar na escolha da área e da forma de estacionamento. normalmente. Outras medidas. d. FORMAS DE ESTACIONAMENTO a. o comandante distribui setores aos elementos subordinados. Não se pode estabelecer. Em regiões com aglomerações humanas é a melhor forma para instalar a tropa. 3-10. 3-12 . os dois lados de uma mesma rua a uma única SU. onde são mantidas as instalações de retaguarda. alojando-se em casas e edifícios. Estas construções irão permitir maior proteção para a tropa. ou. necessidade de um planejamento detalhado do estacionamento a fim de facilitar uma instalação segura. Sintetizando. ainda. satélite. A área de estacionamento do batalhão é escolhida pela Bda e. rápida e adequada para a tropa. devem ser tomadas para evitar a ação inimiga. esta operação torna-se particularmente difícil e penosa.3-9/3-10 ARTIGO III ESTACIONAMENTO 3-9. precisamente. As unidades motorizadas e mecanizadas. O que se visa na distribuição das tropas é dar o máximo de conforto ao pessoal e proteção ao material. que serão retiradas ou apagadas tão logo a unidade abandone o acantonamento. tendo o cuidado de designar. devem dispor de construções para o abrigo da tropa. a fim de evitar os meios de detecções inimigos (radar de vigilância. c. e em relação aos meios de detecção inimigos. em áreas cobertas.

(2) Quando o contato for pouco provável . (3) estar próximo de fonte de água.Nesta forma de estacionamento. o bivaque deve ser estabelecido aproveitando-se as cobertas e abrigos existentes e de modo a facilitar o controle da tropa. (1) Quando o contato com o inimigo for remoto . Os trens das SU estacionam. que será utilizada eventualmente. Condições para a distribuição da tropa . (d) facilitar o ressuprimento. estacionam reunidos ou são descentralizados. Cabe ao chefe do grupo de estacionamento a determinação do local do estacionamento. exigindo. e (7) atender às condições de higiene e salubridade. dentro de seu setor.As condições de marcha e o conforto dos homens regulam as disposições para o estacionamento. b. (2) espaço suficiente para permitir a dispersão do pessoal e das viaturas. dentre outros. para facilitar o reinicio do deslocamento. para atender as necessidades táticas e de segurança: 3-13 . (c) permitir que a tropa possa partir o mais cedo possível após o recebimento de ordens. dependendo da situação e do terreno. Em princípio. que deve atender as seguintes condições: (a) proporcionar conforto à tropa. favorecida pelas construções existentes. b. (5) terreno que permita o movimento de viaturas através do campo. ESCOLHA DAS ZONAS DE ESTACIONAMENTO a. como também pelo trabalho judicioso dos estacionadores.Entende-se por bivaque a situação em que uma tropa se instala ao ar livre. O conforto e as conveniências da tropa são atendidas não só pela proteção contra as intempéries. Acampamento . (b) proximidade do itinerário de marcha. 3-11. que devem adaptar a área de estacionamento de forma a tirar o maior proveito dos recursos locais. uma área ampla. coberturas ou meios improvisados. c.A situação e a ação futura provável determinam as condições para a distribuição da tropa em um estacionamento.C 7-20 3-10/3-11 (4) Os trens da unidade. em princípio. As características desejáveis de um estacionamento: (1) cobertas e abrigos. sem abrigo ou sob abrigos improvisados. (4) suficiente rede de estradas e caminhos.A distribuição e ocupação tem as seguintes condicionantes. c. Nesta forma de estacionamento. o escalão enquadrante deve reforçar o Btl com barracas. a tropa utiliza barracas e o material pesado é disposto sob as cobertas existentes. (6) obstáculos naturais que protejam a zona de estacionamento contra o ataque de elementos blindados e mecanizados. Bivaque .

O plano deve conter os meios de transporte (número de viaturas e quem as fornece). (b) Z Estac atribuída a cada SU. a fim de evitar confusão na entrada. local de reunião. geralmente. (3) Quando o contato com o inimigo for iminente . 3-12. (b) adoção de um dispositivo em que haja segurança em todas as direções.As necessidades de medidas de combate regulam o estacionamento. itinerário. tais como guarda interna. elabora o plano provisório de repartição do estacionamento. (2) definição das prescrições sobre a constituição do grupo de estacionamento. b. modo de deslocamento e outras medidas achadas necessárias. (c) os trens e as SU que não possuírem defesa própria ocupam posições à retaguarda. (c) disposição dos elementos no interior do estacionamento. é integrante do destacamento precursor.3-11/3-12 C 7-20 (a) adoção de um judicioso dispositivo de combate. as zonas são delimitadas e os reconhecimentos são efetuados. que. e mesmo no interior da Z Estac. 3-14 . Após o recebimento da ordem de estacionamento do escalão superior. obtidos na ordem de estacionamento do escalão superior e distribuídos ao chefe do grupo de estacionamento sob a forma de um calco. os seguintes elementos: (a) indicações sobre a Z Estac atribuída à unidade e o local do respectivo PC. (d) forma de estacionamento. Os estacionadores precedem a tropa. que deverá conter. normalmente. a preparação do estacionamento é realizada com a antecedência necessária e possível. a tropa permanece em Z Reu. (4) elaboração do plano de movimento dos estacionadores . (3) estabelecimento de medidas de segurança a serem adotadas no estacionamento. se for o caso. antes da chegada da tropa. defesa anti-carro e defesa contra agentes QBN que possam interessar ao comandante do grupo de estacionamento. tendo em vista o prosseguimento do movimento. estabelece as seguintes medidas: (1) elaboração do plano provisório de repartição do estacionamento Depois de um estudo rápido na carta. O preparo do estacionamento inclui uma série de medidas ou providências a serem adotadas pelo comandante da unidade e pelos elementos subordinados. hora de partida. (a) quando o contato com o inimigo for remoto. entre outros. Normalmente. O reconhecimento e a preparação do local são da responsabilidade dos estacionadores. as possibilidades do inimigo e os meios disponíveis. PREPARAÇÃO DO ESTACIONAMENTO a. A preparação dos estacionamentos deve ser realizada minuciosamente e com antecedência.Este plano é elaborado tendo em vista às restrições do escalão superior. ao qual se subordinam as medidas de conforto. que devem receber do comandante da tropa certas prescrições especiais relativas ao dispositivo das instalações da unidade. ocultas e dispersas. o comandante.

cobertas e abrigos. (c) elementos do Pelotão de Engenharia. os estacionadores acompanham a vanguarda e. trata de reunir os representantes das companhias e dos elementos à disposição no ponto de liberação.C 7-20 3-12 (b) quando o contato com o inimigo for pouco provável ou iminente. que supervisiona a ação do grupo. O oficial estacionador apresenta-se ao comandante ou ao subcomandante do batalhão para informá-lo das medidas administrativas tomadas para a instalação do estacionamento. (b) hora em que a tropa deve atingir o ponto de liberação e o dispositivo da tropa durante o movimento. (b) elementos do Pelotão de Comunicações. e (g) elementos encarregados dos trabalhos iniciais de preparação do novo estacionamento. o efetivo da unidade. Organiza um calco consignando as subáreas e as instalações essenciais. (3) O médico faz sugestões quanto à localização da cozinha e sanitários. Dimensões da zona de estacionamento (1) As dimensões da Z Estac devem resultar do balanço entre as necessidades do comando e o espaço disponível. oficial estacionador. Deverão ser evitados os congestionamentos e bloqueios de estrada. (d) um oficial médico. o oficial estacionador deve enviar ao comandante da unidade o seu relatório de estacionamento. Os fatores determinantes são o número e tipo de viaturas existentes. (2) O oficial estacionador do batalhão acompanha o oficial estacionador da brigada e trabalha sob sua direção. Grupo de Estacionamento (1) Composição (a) Cmt Pelotão de Comando. acrescido dos pormenores resultantes do reconhecimento e das propostas que se fizerem necessárias. bem como quanto a outros pormenores de higiene. Pouco antes da chegada da tropa. (4) O pessoal de comunicações do Btl e das SU preparam as instalações de PC do Btl e das Cia. que esteja em reforço ou em apoio direto. quando for o caso.A área mínima de estacionamen3-15 . Prescreve as medidas provisórias para o controle e a segurança interna da área. preparam o estacionamento. Estes dados poderão ser fornecidos um pouco mais tarde. sob a proteção desta. (5) Terminado esse trabalho inicial. c. (2) Cálculo da área de estacionamento . Subdivide a área de estacionamento e distribui os locais entre as companhias e o PC do Btl. tendo em vista a preparação do movimento. (f) guias. (5) Determinação e fornecimento de prescrições diversas: (a) hora e local para apresentação do relatório do chefe do grupo de estacionamento. respectivamente. via de regra. d. As frações são conduzidas para os seus respectivos locais de estacionamento. obstáculos e rede de estradas disponíveis. (e) um sargento de cada subunidade. caso haja tempo para isso.

sobretudo blindados. dependendo da situação de considerar-se ou não a previsão de ataque aéreo inimigo. a segurança repousa na utilização de postos avançados os quais cobrem os principais acidentes do terreno e prováveis vias de acesso do inimigo. destacamentos de segurança denominados postos avançados. (5) Quando há maior possibilidade de ataque inimigo. (2) Quando a aviação inimiga for a principal ameaça. fornecida pelas vanguardas.Para prover a segurança local em qualquer Z Estac é estabelecida uma guarda interna para defender as instalações. a vigilância e a proteção imediata da tropa devem ser realizadas em todas as direções. com o objetivo de barrar essas vias de acesso. fornecidos. saídas das localidades. sua segurança imediata é. com maior dosagem nas vias de acesso prováveis do inimigo. aproveitamento de cobertas) e nas medidas ativas postas em execução. b. (6) Sintetizando. (3) Quando há a possibilidade de intervenção de elemento terrestre inimigo. pelos próprios elementos de segurança que cobrem a unidade durante o deslocamento (vanguarda. alertar 3-16 . geralmente. Quando se prevê incursões de elementos com acentuada mobilidade. a seqüência de um movimento. Estes postos devem ser interligados por patrulhas móveis. (4) O estacionamento sendo. (1) Medidas ativas (a) Guarda interna . em regra. os P Avç são semelhantes aos postos avançados de combate (P Avç C) da defesa em posição. Medidas de segurança imediata no interior da zona de estacionamento . SEGURANÇA NO ESTACIONAMENTO a. e pela adoção de um dispositivo adequado. o estudo do terreno prioriza às vias de acesso vindas da direção do inimigo e certos acidentes importantes do terreno. é a base da segurança nos estacionamentos. flancoguardas e retaguardas que interpõem-se às direções perigosas. visando proteger-se contra a inquietação. convertendo-se em postos avançados (P Avç). a surpresa e a observação do inimigo. flancoguarda e retaguarda) realizam a proteção no perímetro externo à área de estacionamento. dispersão.A segurança no interior da zona de estacionamento é obtida pela adoção de medidas ativas e passivas. Esse estudo é realizado em função das possibilidades do inimigo. as medidas de segurança devem ser reduzidas ao estritamente essencial. (2) Em face da possibilidade do inimigo poder atuar rapidamente em várias direções. Medidas de segurança no exterior da zona de estacionamento (1) O estudo do terreno. desfiladeiros e outros considerados pertinentes. geralmente. 3-13. no que pode favorecer ao inimigo. c. Generalidades (1) A segurança constitui um conjunto de medidas adotadas por uma tropa. A segurança repousa nas medidas passivas (disfarce.3-12/3-13 C 7-20 to é calculada à base de pessoal ou de viaturas.

À noite. As armas em posição não devem revelar.Devem ser previstos os responsáveis por alertar a tropa em caso de ataque inimigo. CONTROLE DAS VIATURAS As viaturas no interior da Z Estac são dispersadas e camufladas e as das SU podem estacionar nas respectivas Z Estac ou permanecerem reunidas sob o controle do oficial de manutenção. Os rádios podem ser empregados quando houver autorização para tal. mais adequados para não quebrar o sigilo. A proteção individual. aeroterrestre. Freqüentemente serão necessários guardas adicionais para pontes e estações ferroviárias. As viaturas de bagagens e de cozinha são liberadas para as SU após a chegada às Z Estac.A melhor defesa antiaérea é obtida por uma rigorosa disciplina de circulação. a localização do estacionamento. terrestre ou de agentes QBN e para fazer cumprir as disposições adotadas sobre o trânsito. será assegurada. 3-14. Em território inimigo as guardas internas são reforçadas. pelo disfarce estabelecido em suas simples minúcias e numa vigilância atenta. 3-17 . principalmente os equipamentos de pequena potência. (b) Segurança anticarro . telegráficas.As medidas passivas consistem em aproveitar judiciosamente as cobertas e abrigos existentes. as comunicações no âmbito da Z Estac são feitas por ligação fio e por mensageiros a pé ou motorizado. Ao serem alertados. a fim de dar o alarme em tempo útil. instalações telefônicas. se for o caso. Caso o Cmt decida alertar somente determinados elementos. devendo cada homem saber para aonde ir e o que fazer. a camuflagem e a dispersão. a guarda dá o alarme e todas as medidas de defesa antiaérea são postas em ação. também. Quando da aproximação do inimigo. (c) Defesa antiaérea . além de aproveitar as cobertas e abrigos existentes. fazendo soar o sinal de alerta.As armas anticarro que não forem postas à disposição dos postos avançados são empregadas para cobrir as vias de acesso ao estacionamento. de rádio e televisão e outros que se fizerem necessários. notifica-os pelo meio mais rápido. As barracas não devem ser armadas quando isso possa revelar o estacionamento a aviação inimiga.C 7-20 3-12/3-15 em caso de ataque aéreo. cada viatura que se desloca deverá ser precedida de um homem a pé. 3-15. por tiro prematuro. (2) Medidas passivas . (3) Alerta . para evitar atropelamentos do pessoal em repouso. AS COMUNICAÇÕES NO ESTACIONAMENTO Normalmente. todos se mantêm em silêncio. pela escavação de adequados abrigos individuais. policiamento e camuflagem.

d. podendo ser empregado para recolher os guias. verifica o recolhimento das latrinas. aos mensageiros retardatários de alguma missão externa. o fechamento dos depósitos de resíduos e informa.3-16 3-16. Posteriormente. esse destacamento segue a coluna. Todos os locais de privadas e detritos são fechados. carregadas as viaturas e demovidos quaisquer indícios de presença da tropa. b. o local do novo PC. c. Se a partida for de madrugada. guardas e balizadores deixados pela U. 3-18 . retirados os cartazes. deixa no local uma turma que inspeciona. medidas para a preservação da disciplina de luzes e ruídos devem ser adotadas. Quando a U abandona a Z Estac. Uma série de providências são tomadas por uma tropa para o abandono do estacionamento e retomada do movimento. ABANDONO DO ESTACIONAMENTO C 7-20 a. corrige e anota todas as irregularidades constatadas. A turma de inspeção recolhe os papéis abandonados.

seleciona o local conveniente e o momento oportuno para o combate e enfrenta ocorrências imprevistas. É através dela que uma força mantém sua liberdade de ação. As missões do batalhão são. A missão do Btl na ofensiva é cerrar sobre o inimigo para destruí-lo ou capturá-lo. explora as deficiências desse inimigo e as rápidas mudanças de situação. simples e específicas em termos de ações a serem realizadas. empregando o fogo. 4-2. b. o Btl recebe a missão da brigada. o movimento e o combate aproximado. O sucesso de uma ação ofensiva exige a concentração de um superior poder de combate no local e momento decisivos e a rápida aplicação desse poder para destruir o inimigo. Normalmente. 4-1 . CONSIDERAÇÕES INICIAIS Somente a ação ofensiva conduz a resultados decisivos na guerra. em princípio.C 7-20 CAPÍTULO 4 OFENSIVA ARTIGO I GENERALIDADES 4-1. que define o objetivo para o qual o esforço deve ser orientado. MISSÃO a. exercita a iniciativa de que é dotada e impõe a sua vontade ao inimigo. c.

(5) conservar a iniciativa. FUNDAMENTOS DA OFENSIVA a. (7) progredir pelo fogo e movimento. conquistar acidentes capitais do terreno. aproveitamento do êxito. Os fundamentos da ofensiva constituem a plena aplicação dos princípios de guerra às situações de combate ofensivo e servem como um guia geral para o emprego da infantaria em operações dessa natureza. (8) manter a impulsão do ataque. b. (6) neutralizar a capacidade de reação do inimigo. (2) esclarecer a situação. 4-5. TIPOS DE OPERAÇÕES Os tipos de operações ofensivas são os seguintes: a. (10) aproveitar o êxito. ataque. b. c. (3) explorar as deficiências do inimigo.4-3/4-5 4-3. d. b. (4) controlar os acidentes capitais do terreno. (9) concentrar um superior poder de combate em local e momento decisivos. reconhecimento em força. destruir as forças inimigas.EMPREGO DA INFANTARIA. e e. 4-2 . consultar o manual C 7-1 . FINALIDADES C 7-20 As operações ofensivas são executadas com uma ou mais das seguintes finalidades: a. privar o inimigo de recursos que lhe sejam necessários. e e. c. Os fundamentos da ofensiva são: (1) estabelecer e manter o contato. perseguição. obter informações sobre o inimigo. desviar a atenção do inimigo de outras áreas. 4-4. Para maiores esclarecimentos. c. marcha para o combate. e (11) manter a integridade e a segurança da força. d.

4-7.A marcha é coberta quando. Se esta tiver condições de retardar a força inimiga à frente. 4-3 . quando a situação tática exigir. Isto acontece no trecho do percurso em que este último não tem possibilidades físicas de operar ou naquele em que essas possibilidades de operação são anuláveis pelo Esc Sp. existe uma força amiga que lhe proporciona a segurança necessária.A marcha é descoberta quando não há tropa amiga interposta ou quando a segurança por ela proporcionada não for suficiente. (2) Pouco provável . Admite. (2) Linha . para o Cmt Btl. Quanto aos tipos de contato (1) Remoto . impulsão e segurança ao deslocamento.Dificulta as mudanças de direção e restringe a capacidade de manobra. Consiste.C 7-20 ARTIGO II MARCHA PARA O COMBATE 4-6. A segurança será avaliada pela comparação do poder de combate da força inimiga e da tropa interposta. flancoguarda e retaguarda) ou deslocar-se isoladamente.Situação em que o Btl não pode sofrer a ação terrestre do inimigo. no momento oportuno e na região mais favorável. proporcionará uma segurança adequada. mas aumenta a rapidez de desdobramento e permite atribuir à força um maior poderio de fogo à frente. devem ser tomadas medidas especiais para permitir segurança e controle. Inicia-se a partir do momento em que o comandante do batalhão sente a necessidade de grupar taticamente a sua unidade e tem lugar. CLASSIFICAÇÃO a. em deslocar sua tropa de uma região para outra. o dispositivo em escalão. Marcha para o combate é uma marcha tática executada por unidades terrestres na direção do inimigo com a finalidade de estabelecer o contato ou restabelecê-lo. de acordo com a manobra que planejou. atuar como força de segurança (vanguarda. quando perdido. o Btl pode fazer parte do grosso. Quanto ao dispositivo (1) Coluna . ser realizada durante o dia. o que favorece o desenvolvimento para o flanco. Durante a realização de uma marcha para o combate. preservando continuamente a liberdade de ação. b. c.É a fase de transição entre o contato remoto e o contato iminente. GENERALIDADES 4-6/4-7 a. (2) Descoberta . a fim de poder concentrar os esforços. podendo no entanto. e/ou assegurar vantagens que facilitem as operações futuras. Quanto à segurança (1) Coberta . como variante. pois. Quando for executada à noite. b. Normalmente é executada durante o dia.Facilita o controle e proporciona flexibilidade. entre o inimigo e a tropa que a realiza. Normalmente é executada à noite.

para cumprir a missão recebida.Quando o contato é remoto.4-7/4-8 C 7-20 normalmente. Estudo de Situação (1) Missão (a) A finalidade da missão que comporta a realização de uma marcha para o combate pode ser de natureza ofensiva ou defensiva.Quando o contato é iminente. não estará excluída a possibilidade de serem necessárias ações ofensivas para atingir a região a defender. 4-8. (b) Nas missões de natureza defensiva. Esta. a conquista de determinada região do terreno. A tropa é grupada taticamente sem. ou da força aérea. as medidas administrativas prevalecem e o movimento é feito em coluna de marcha. A missão será a conquista ou a manutenção de determinada região afastada daquela onde se encontra a tropa executante. serão os fatores básicos para a determinação da iminência do contato. desdobrá-la. Pelo menos. Quanto às formações (1) Coluna de marcha .Situação em que o batalhão pode. (2) Coluna tática . (3) Iminente . a qualquer momento. TRABALHO DE COMANDO a. A proteção proporcionada pelos elementos de primeiro escalão do Btl pode garantir o contato pouco provável para os demais elementos da tropa. terá de realizar um deslocamento que. Essa fase termina quando o contato com o inimigo terrestre for estabelecido ou for realizado um ataque. impondo. (c) Não há missão específica de marcha para o combate. As informações oriundas dos elementos amigos. no entanto. O término desta fase se dá quando o contato se torna iminente e se inicia o desdobramento do batalhão. sofrer a ação terrestre do inimigo e cerrar contato com ele. Essa fase termina quando o batalhão inicia a marcha de aproximação. resultará 4-4 . d. dadas as condições de sua execução.Quando o contato é pouco provável. quando ocupa uma Z Reu ou quando for realizado um ataque. com a possibilidade de interferência do inimigo durante a execução do deslocamento necessário para atingi-la. numa região onde as possibilidades da ação do inimigo terrestre aumentam progressivamente. que podem continuar o deslocamento em coluna tática. normalmente. prevalecem as medidas táticas e o movimento é feito em marcha de aproximação. situação em que os elementos são grupados taticamente e desdobrados. prevalecem tanto as medidas táticas como as administrativas e o movimento é feito em coluna tática. Essa fase termina quando o comando do batalhão reorganiza taticamente sua unidade para prosseguir no movimento. (3) Marcha de aproximação . caso o inimigo já tenha concretizado a sua intervenção na zona de ação do batalhão ou esteja na iminência de fazê-lo. que operam à frente do batalhão. dispositivo em que as unidades não necessitam ser grupadas taticamente e podem deslocar-se por vários meios e por diferentes itinerários. o batalhão já deverá ter atingido a zona batida pelos fogos do inimigo convenientemente desdobrado.

O deslocamento da nossa tropa até essa linha será em coluna de marcha e o tipo de contato será o remoto. uma vez calculadas irão determinar o tipo de contato da nossa força com a força inimiga e. (c) Linhas . Tais linhas ou regiões são as que. A possibilidade de interferência durante a execução da marcha é sempre considerada. A interferência causada à nossa missão será proporcional ao valor e à natureza do inimigo nessas linhas ou regiões (Fig 4-1). (2) Inimigo (a) No estudo de como realizar a marcha para o combate. Para ser determinada a LPH. no sentido de concluir sobre: 1) as linhas ou regiões que ele poderá atingir.tempo necessário para o encontro 4-5 . sem ser retardado. a graduação dessa interferência variará de acordo com sua natureza.É a linha ou região do terreno antes da qual o inimigo terrestre não tem possibilidade física de atuar. através da seguinte fórmula: d = Va x t Onde: d . por conseguinte. (b) O estudo do inimigo deverá ser conduzido. Para o seu cálculo. objetivamente. considera-se o inimigo marchando com velocidade normal.São regiões do terreno que. ou seja. 1) Linha da pior hipótese (LPH) .velocidade da força inimiga avaliada D . pois lhe facultarão condições favoráveis às ações ofensivas ou defensivas. entretanto.distância entre as forças 3º) calcular a distância percorrida no tempo acima calculado. e 4) a natureza. 3) o prazo em que poderá fazê-lo. considerando a sua velocidade de progressão (retardada ou não).velocidade da nossa força t . condicionando de forma diferente a realização da marcha. no tempo e no espaço. 2º) calcular o tempo necessário para o encontro utilizando a seguinte fórmula: t= D Va + Vi Onde: Va .C 7-20 4-8 numa marcha para o combate. uma vez de posse do inimigo.velocidade da nossa tropa Vi .será a distância do PI até a LPH Va . a doutrina e o valor da tropa com que poderá intervir. 2) as direções mais favoráveis para atingi-las. valor e meios disponíveis. prejudicarão o cumprimento da nossa missão. o inimigo é fator preponderante. a formação a adotar. deve-se proceder da seguinte maneira: 1º) avaliar a distância entre a tropa amiga e o inimigo ao iniciar o movimento.

mesmo os de reconhecimento.tempo necessário para o encontro. Para determinar-se a LPE.velocidade retardada do inimigo avaliada 3º) Calcular a distância (LPE) através da fórmula: d = Va x t Onde: d .velocidade da nossa tropa Vr . deve-se proceder da seguinte maneira: 1º) Avaliar a distância entre a nossa tropa e o inimigo ao iniciarse o movimento.É a linha do terreno onde se admite o encontro dos primeiros elementos de nossa unidade com os primeiros elementos inimigos. 4-6 . t . a linha ou região a partir da qual nossa força de cobertura começará a ser recalcada ou recalcará a força inimiga. Normalmente a localização desta linha é fornecida pelo escalão superior. ou seja. do início do movimento.É a linha no terreno onde se admite o encontro entre os elementos inimigos e elementos de nossa força de cobertura.distância da tropa amiga.velocidade da tropa amiga. Entre a LPH e a LPE o contato é do tipo pouco provável e a formação a adotar é a coluna tática.distância entre as forças Va . o contato é iminente e a formação empregada é a de marcha de aproximação. até a LPE. 3) Linha de encontro (LE) .4-8 C 7-20 2) Linha de provável encontro (LPE) . 2º) Calcular o tempo necessário para o encontro utilizando a seguinte fórmula: t= D _ Va + Vr Onde: D . A partir desta linha. Va .

. facilitando a defesa ou o ataque. .desfiladeiros. bifurcações. gargantas.regiões que facilitam rocadas de meios (nós rodoviários. LPE e tipos de contato (3) Terreno (a) O efeito da transitabilidade será de fundamental importância na condução das operações. especialmente aquelas que se apresentam em condições de serem exploradas pelo inimigo para o retardamento com ações de surpresa. cruzamentos e entroncamentos).alturas dominantes sobre o eixo. engenharia e armas de apoio.LPH.C 7-20 LPE LPH Rv 4-8 Z Reu A ALF Prog E 103 PI A INH IRAR Rio P PO IM oL Ri OBJETIVO Rio PIRARA LPH Ctt REMOTO LPE Ctt IMINENTE Ctt POUCO PROVÁVEL Fig 4-1.Um batalhão vanguarda (Btl Vgd) terá prioridade para receber os meios necessários para o cumprimento da missão. a subunidade de 1º escalão dessa unidade poderá receber reforços de elementos de cavalaria. vaus. (regiões de passagem obrigatória).variantes. (c) No estudo do terreno deverão ser destacados: .. 4-7 . .regiões de passagens em rios obstáculos. (4) Meios . . . pelo que proporcionam em observação e campos de tiro. incluindo as alturas que as dominam por favorecerem ou dificultarem a travessia desses cursos de água.obstáculos. Da mesma forma.acidentes do terreno que permitam a conquista do objetivo imposto pela missão. (b) Observar as características gerais do terreno ao longo do eixo de progressão (E Prog). e .. etc.

quando a Z Aç for tão profunda que o percurso tenha de ser realizado em mais de uma etapa. o comando tenha de centralizar as ações. o comando procura assegurar a posse de regiões ou linhas do terreno que lhe proporcionem condições favoráveis para o emprego ulterior de seus meios. em poder do inimigo e cuja posse seja necessária para o cumprimento da missão. (f) organização para o combate.A presteza na realização da operação deve nortear as decisões dos comandantes táticos para evitar desgastes e retardos desnecessários. ou possam estar. visando aguardar o contato com o inimigo e em seguida atacá-lo em uma região escolhida. no todo ou em parte: (a) intervalos e distâncias entre as Cia e no interior destas. em princípio. (2) O Cmt Btl ao fixar objetivos aos escalões subordinados atenderá. (e) ações táticas. (3) As decisões tomadas poderão ser complementadas com as seguintes medidas. para a tomada de uma atitude defensiva momentânea. Poderão ser marcados objetivos: (a) nas regiões que estejam. Esses objetivos serão marcados em regiões favoráveis ao prosseguimento do cumprimento da missão e onde o Btl passará à noite.4-8 C 7-20 (5) Tempo . a tomada das medidas defensivas necessárias. ou para a tomada de uma atitude defensiva definitiva. com reduzido número de objetivos intermediários de marcha. Dentre as situações em que pode ser necessária a intervenção do comando durante a realização da marcha. Isso pode ser obtido definindo as formações adequadas. (b) objetivo(s) de marcha. ou mesmo a ausência destes. (g) prioridade de fogos. Na previsão de tais situações. (c) itinerário(s) de marcha ou E Prog. (b) nas regiões favoráveis. (c) apoio logístico. b. e (h) hora do início do movimento. quando esta não for imposta pelo Esc Sup. (b) medidas de segurança do Btl contra ataques terrestres e aéreos. (d) emprego de comunicações. inclusive QBN. no mínimo. e (c) finalmente. de acordo com a manobra que pretende realizar. normalmente. Essas regiões devem ser atingidas num prazo que permita. para fazer face às possibilidades do inimigo. Decisão (1) O Cmt Btl normalmente aborda os seguintes aspectos na sua decisão: (a) dispositivos e formações de marcha. entre outros aspectos. e (e) outras medidas de controle. (d) direção(ões) de atuação. à necessidade de segurança. ressaltam aquelas em que. 4-8 .

(2) Na M Cmb. normalmente precedidos pelos elementos de reconhecimento do escalão superior. Ordens (1) As ordens para uma marcha para o combate seguem as normas gerais de uma ordem de operações.C 7-20 4-8/4-9 c. as ordens breves e as ações rápidas e agressivas tornam-se imprescindíveis para conquistar e manter a iniciativa. situação em que não se encontra completamente desdobrado e engaja-se através de seus primeiros elementos com uma força inimiga. (2) No entanto. Quando o contato com o inimigo tornar-se iminente. do controle e da segurança que serão facilitados pelo uso dos equipamentos de visão noturna. Com a finalidade de beneficiar-se das vantagens oferecidas pelo terreno. as medidas para isso necessárias aparecem detalhadamente. durante um desbordamento. de combates de encontro. quer em anexo (se extensas ou numerosas). Os comandantes de coluna mandam fazer o grande alto quando necessário. EXECUÇÃO a. 4-9 . deslocando-se em coluna de marcha ou tática. para preservar o sigilo. (3) A tropa. as companhias desdobram-se de acordo com as necessidades. pequenos desvios do itinerário poderão ocorrer. como. o Btl participa. uma exploração do sucesso tático ou uma perseguição. (4) Marcha noturna (a) Uma unidade pode receber ordem de iniciar ou continuar seu movimento durante à noite. faz alto como prescrito nas normas gerais de ação da unidade ou como for determinado pelo comandante da coluna. Generalidades (1) Os elementos de primeiro escalão do Btl. um quadro de movimento. (3) Consultar Anexo C. sobre a qual dispõe de poucas informações. Isto pode ocorrer durante um período de superioridade aérea inimiga. dada a importância da organização da coluna na realização dos movimentos. quer no subparágrafo “Prescrições Diversas” (se poucas). por exemplo. freqüentemente. (b) A marcha para o combate à noite é executada como durante o dia. Em tais situações. conquistar o terreno pela surpresa ou com o objetivo de não dar tempo ao inimigo para organizar posições retardadoras. para manter a segurança e aumentar a presteza da ação. 4-9. em largura e/ou profundidade. parada ou em movimento. com maiores precauções quanto à manutenção da direção. Os dispositivos e grupamentos táticos são organizados de acordo com o estudo do comandante quanto à iminência do contato. podem deslocar-se por objetivos de marcha sucessivos. Durante a marcha de aproximação devem ser suprimidos os altos regulamentares.

tanto para frente como para a retaguarda. durante um movimento. (e) A segurança nos flancos é obtida de maneira similar à segurança à frente. Por exemplo. é empregada para proteção dos elementos de apoio ao combate e apoio logístico. com as F Cob. a distância em que a F Cob está operando à frente do Btl. (h) As medidas de segurança antiaéreas estão contidas nas ordens dos comandantes ou nas NGA da unidade. Isto reduz a possibilidade de desdobramento prematuro e a conseqüente perda de velocidade e controle. (c) Alguns fatores considerados na determinação do efetivo dos elementos de segurança são: a iminência do contato com o inimigo. o efetivo e o tipo de força de cobertura (F Cob) (se houver). principalmente. sendo empregados secundariamente em missões de reconhecimento. (b) Os elementos designados para missões de segurança operam. (f) Quando o comandante considerar iminente o contato e que este possa ocorrer pela retaguarda. fornecem dados/conhecimentos ao batalhão durante os movimentos táticos são a aviação. A flancoguarda dá alerta e protege a coluna contra surpresas. de modo geral. por forças de cobertura e por meio de medidas de defesa passivas e ativas. (g) A vanguarda é uma força de natureza essencialmente ofensiva. pelo emprego de elementos de reconhecimento. quando o contato tornar-se iminente. (2) Segurança (a) Durante os movimentos táticos. empregados. normalmente. emprega elementos da coluna para sua proteção. defensivamente. Quando não se dispuser desses elemen4-10 . Isto ocorre. (b) Reconhecimentos aéreos e terrestres bem planejados e o emprego de meios eficazes de comunicações são necessários ao estabelecimento de um fluxo constante de informações. Quando o comandante da coluna achar que estas forças não proporcionam segurança conveniente. nos flancos e à retaguarda. em função e em proveito da tropa de cuja proteção estão encarregados. Reconhecimento e Controle (1) Generalidades (a) A segurança e o controle durante um movimento tático dependem do reconhecimento continuado e de informações oportunas e precisas. enquanto que a flancoguarda e a retaguarda atuam. Segurança. (d) A segurança à frente é obtida pela combinação dos reconhecimentos aéreos e terrestres. em conjunto. a segurança é obtida pelas medidas que garantam o sigilo. o terreno e a missão da unidade. as unidade de reconhecimento da divisão de exército. à retaguarda da coluna. freqüentemente. na LPE. (3) Reconhecimento (a) Os elementos de reconhecimento que. dispositivos e nas medidas de segurança. os aviões de ligação e os elementos de reconhecimento da Bda. atribui a um de seus elementos a missão de segurança de retaguarda. Elas poderão ser ativas ou passivas e incluirão um sistema de alarme aéreo. para permitir as modificações convenientes nos grupamentos. o Btl Vgd lançará um destacamento de segurança e reconhecimento (DSR).4-9 C 7-20 b. nos movimentos retrógrados ou quando uma força de combate. O elemento que recebe a missão de flancoguarda é responsável pela segurança no flanco do grosso e por sua própria segurança à frente.

de armas de apoio e de blindados. 3) eixo de progressão. 6) região de destino .É um acidente do terreno para o qual é dirigida a marcha de um elemento. o Cmt Btl organiza seu próprio reconhecimento. O reconhecimento deve ser contínuo. Ao atingir a linha de controle o elemento não se detém. constituindo um DSR.É dado pelo Cmt quando este deseja que determinada estrada ou trilha seja usada no movimento. (c) O Cmt Btl emite ordens completas ao(s) DSR. a fim de liberá-la para futura utilização. 8) linha de controle . O número e o tipo dos reconhecimentos executados pelo Cmt Btl e por seus auxiliares dependem. 5) as medidas para ligação com as outras forças que atuam à frente ou nos flancos do Btl. o comando subordinado prescinde de Z Aç. o comandante do batalhão reforça a obtenção destes dados fazendo seu reconhecimento pessoal e empregando seu EM. 2) as zonas a serem reconhecidas e os dados essenciais a serem procurados.As medidas de controle que podem ser prescritas pelo Cmt Btl aos seus elementos subordinados. (b) Medidas de controle .C 7-20 4-9 tos ou quando eles não forem suficientes. o local e o processo para remessa dos dados ao Btl. Normalmente é fixada pela Bda para os Btl de segundo escalão.É uma linha aproximadamente perpendicular à direção de marcha. atuando à frente do Btl durante a marcha. e que facilita o controle de duas ou mais colunas. o reconhecimento e as medidas de controle são os processos mais empregados. facilmente identificável no terreno. de acordo com as missões que deva(m) cumprir. 4-11 . por elementos de fuzileiros. (4) Comando e Controle (a) O comando e controle durante os movimentos táticos são mantidos pelos mesmos processos empregados nos movimentos preparatórios. coordenado e progressivo. são: 1) ponto inicial (PI). os planejamentos. sem perda de tempo. Todos os dados sobre o inimigo. O DSR age agressivamente. são reforçados. Neste caso. da missão e da iminência do contato com o inimigo. 5) zona de ação. As comunicações. o terreno e a rede de estradas são enviados com rapidez. 3) a hora. (b) Os elementos de reconhecimento terrestre. principalmente. de acordo com sua missão. ao atingir o objetivo marcado o Cmt informa ao escalão superior e só prosseguirá mediante ordem. Sempre que possível. oportuno. 4) itinerário de marcha . 7) objetivo de marcha . A exatidão do estudo de situação feito pelo comandante do batalhão depende da eficiência de seus elementos de reconhecimento. 4) a conduta em caso de encontro ou de localização do inimigo.É uma região para a qual é dirigido o movimento do segundo escalão e da qual só partirá mediante ordem. Estas ordens normalmente compreendem: 1) os itinerários ou as zonas de progressão a serem reconhecidos e os objetivos de marcha ou as linhas sucessivas a serem atingidos. 2) hora de início do movimento.

9) ponto de controle . principalmente. as estradas. durante a marcha para o combate. e. A organização da coluna vai depender do grau de interferência esperado por parte do inimigo. executa a fase final da marcha para o combate e outros movimentos táticos. Elementos de reconhecimento de engenharia marcharão junto à testa da coluna para reconhecer as pontes. atuando como força de segurança à frente. ou à retaguarda do grosso. a vanguarda ataca ou toma outras medidas que possam assegurar o ininterrupto avanço do grosso. com a missão de auxiliar o Btl. os obstáculos e as minas. seja durante o deslocamento. com ou sem reforço. de bloquear estradas e de auxiliar em outras medidas contra blindados para segurança do grosso. (3) Elmentos de cavalaria em reforço . da maior ou menor ameaça do inimigo terrestre.adota-se o procedimento similar à L Ct.4-9 C 7-20 participa ao escalão superior que a atingiu e prossegue. a missão do Btl de primeiro escalão pode ser modificada de 4-12 . que compreende a maioria do poder de combate da Bda.O Btl poderá ser reforçado por elementos de cavalaria. e 10) zona de reunião. Marchas a pé e motorizadas (1) Generalidades . O Batalhão como vanguarda na marcha de aproximação (1) Missão (a) A missão de um Btl Vgd é evitar retardos desnecessários ao grosso e protegê-lo contra surpresas e ações inimigas terrestres vindas da frente. houver suficientes informações sobre o inimigo. O Batalhão deslocando-se no grosso (1) Como parte do grosso. de reconhecimento e controle. (b) Quando o contato é estabelecido.O Btl. na limpeza do itinerário de marcha para o grosso. O sucesso na execução desses movimentos dependerá de uma distribuição apropriada dos elementos de combate e apoio para a marcha.O Btl receberá normalmente em apoio. Durante a marcha para o combate as distâncias entre objetivos e entre linhas de controle dependem. um pelotão de engenharia. (2) O Btl deve estar em condições de pronto emprego. Outros elementos de engenharia poderão ser colocados em apoio às flancoguardas com a missão de executar destruições. nos flancos. Eventualmente poderá ser realizada por meio de uma marcha a pé. ou que possam proporcionar tempo e espaço suficientes para o desdobramento ou desenvolvimento deste. (2) Missão . Se antes do contato. d. Isso irá proporcionar rapidez na entrada em ação do Btl e eficiente proteção anticarro à coluna. em primeiro escalão. quando for empregado como vanguarda ou durante as marchas descobertas. por meio de uma marcha motorizada. c. seja após haver sido estabelecido o contato com a força principal do inimigo. normalmente. Esse reforço é dado. (4) Apoio de engenharia . quando o batalhão realiza uma marcha isoladamente. de acordo com os princípios de segurança. normalmente.O Btl pode marchar como uma força independente. fazendo parte do grosso de uma Bda ou ainda. o batalhão marcha de acordo com as ordens do Cmt Bda ou da coluna.

na coluna do Btl. (b) Havendo grande ameaça aérea. (a) Generalidades 1) A vanguarda normalmente é precedida pela F Cob do Esc Sp. (Fig 4-3) (b) DSR 1) Se o comandante da vanguarda sente que os elementos de segurança do comando superior são incapazes de proporcionar o alerta e a proteção desejadas ou quando estes forem acolhidos. normalmente. 2) Se. este deverá dispor de pelo menos alguns elementos de reconhecimento da engenharia. para facilitar o rápido início dos trabalhos de engenharia. o Btl Vgd é dividido. normalmente. também evitar que a vanguarda sofra um ataque de surpresa enquanto estiver sendo transportada em viaturas. natureza do terreno. por pessoal de ligação. podem ser postos à disposição do batalhão alguns elementos da Bia AAAe da Bda. 2) Um DSR pode ser composto por: elementos de reconhecimento do Btl. da frente para a retaguarda em: destacamento de segurança e reconhecimento. que terá a função de ponta. As distâncias entre os escalões da vanguarda. é apoiado por um pelotão ou elementos de engenharia.C 7-20 4-9 vanguarda para a de ataque. elementos de reconhecimento amigo disponíveis e pelas possibilidades do inimigo. Os reforços devem assegurar ao Esc Cmb um 4-13 . não devem ser consideradas rígidas. (3) Dispositivo de um Btl Vgd na marcha aproximação (M Aprx). o seu dispositivo será semelhante ao da vanguarda motorizada. A profundidade dos escalões poderá variar em função dos fatores citados anteriormente e também em conseqüência da distância veicular empregada. deslocam-se bem à frente. acrescido de um grupo de combate. por observadores avançados da artilharia da Bda e. por qualquer eventualidade. escalão de combate e grosso. Se o comandante da vanguarda considerar necessário. As distâncias entre os escalões poderão variar em função dos fatores citados no parágrafo anterior. (c) Escalão de combate (Esc Cmb) 1) A missão do Esc Cmb é evitar retardos desnecessários ao batalhão e protegê-lo contra a surpresa e a ação inimiga vindos da frente. ou por elementos de reconhecimento da brigada em reforço. apresentadas na Fig 4-2. que em princípio. quando a aviação tática estiver apoiando a coluna. deve organizar DSR. retirado do escalão de reconhecimento. Um controlador aéreo avançado pode ser posto à disposição. o Btl necessitar realizar o seu deslocamento. (c) Se a tropa de engenharia não estiver compondo o Btl Vgd. ameaça aérea. Deve. a pé. quando possível. por uma companhia de fuzileiros reforçada. por elementos de cavalaria. um pelotão de fuzileiros reforçado. pode organizar e enviar à frente outras forças de reconhecimento e segurança. Neste caso. variando em função da visibilidade. 2) O escalão de combate é constituído. (2) Composição (a) O Btl Vgd. 3) O DSR tem por missão dar proteção à tropa e deve ser suficientemente forte para destruir pequenas forças retardadoras inimigas ou barricadas encontradas no eixo de progressão.

particularmente em função do terreno (rocadas e variantes) e das possibilidades do inimigo. 2) O Cmt e seu EM. O Esc Cmb propriamente dito segue o de reconhecimento a um intervalo de tempo suficiente. um escalão de reconhecimento cujo efetivo é da ordem de um pelotão de fuzileiros reforçado. O escalão de reconhecimento atua como um conjunto e. 2) As flancoguardas deslocam-se em itinerários paralelos ao grosso. normalmente. 4) A complementação desse assunto encontra-se no manual de campanha C 7-10 . com a finalidade de garantir sua liberdade de manobra caso venha a ser empregado. evitando deslocar-se no mesmo compartimento do terreno. (d) Flancoguardas 1) Do estudo continuado de situação. ocupando posições do terreno no flanco do batalhão. desloca-se de acordo com as normas gerais de ação da unidade para os movimentos táticos motorizados. à frente. Prioritariamente.4-9 C 7-20 poder de combate suficiente para o cumprimento de sua missão. a menos que utilize viaturas blindadas. menos o escalão de combate e elementos de segurança. deve desembarcar para iniciar o combate. o Cmt Btl pode determinar que as companhias do 2º escalão lancem flancoguardas valor Pel Fzo reforçado. 3) O controle da flancoguarda estará a cargo do Cmt Btl ou da Cia que a lançou. (e) Grosso 1) O grosso compõe-se de um Btl reforçado. com movimentos contínuos ou por lances sucessivos ou alternados. 3) O Esc Cmb envia. os CC devem ser empregados no Esc Cmb. 4-14 .COMPANHIA DE FUZILEIROS. deslocam-se à testa do grosso.

Gp Cmdo Cmt e EM . 4-15 . BI Mtz como vanguarda motorizada na M Aprx OBSERVAÇÃO: Os valores apresentados não são rígidos.DSR ( Conforme Est Sit ) 5 km .Flancoguarda Pel Fuz Mtz Ref 10 Min .C 7-20 4-9 .Escalão de Combate Cia Fuz Mtz (-) Ref .Reserva Btl Inf Mtz (-) Ref 15 Min Grosso da Bda Fig 4-2. devendo ser considerados como dados médios de planejamento.Esc Rec Pel Fuz Mtz (-) Ref 5 Min .

Esc Cmb Cia Fuz Mtz (-) Ref .PONTA GC 200 m .Reserva BI (-) Ref 1500 m .Esc Rec Pel Fuz Mtz (-) Ref 400 m .4-9 C 7-20 . 4-16 .Gp Cmdo Cmt e EM . BI Mtz como vanguarda a pé na M Aprx OBSERVAÇÃO: Os valores apresentados não são rígidos.Grosso da Bda Fig 4-3.Flancoguarda Pel Fuz Mtz Ref 600 m . devendo ser considerados como dados médios de planejamento.DSR ( Conforme Est Sit ) 5 km .

destruindo resistências inimigas. 4) combinar as ações anteriores. sem hesitação. o Cmt pode: 1) constituir um novo Esc Cmb e prosseguir no movimento. Fig 4-4. 2) reforçar o ataque do Esc Cmb. removendo obstáculos do itinerário de marcha. (Fig 4-4) (c) Deve ser observada a alternância das peças de manobra. na composição do Esc Cmb. desbordando a resistência inimiga que permanece fixada pelo antigo escalão de combate. a vanguarda e seus elementos atacam as resistências inimigas. A menos que tenha recebido ordens em contrário. (b) Quando o contato for estabelecido. Uma conduta do Btl Vgd para favorecer o emprego do Btl Res da Bda em um ataque de oportunidade 4-17 . letra c. 3) alterar a prioridade de fogos para o novo escalão de combate ou as formas de emprego das armas de apoio. reparando pontes e construindo passagens.C 7-20 4-9 (4) Execução (a) O Btl Vgd cumpre sua missão agressivamente por meio de reconhecimento do terreno à frente e nos flancos. ou 6) ocupar um terreno favorável que permita a centralização das ações por parte da brigada. durante a realização da M Cmb e houver a necessidade de intervenção por parte do Btl. 5) realizar um ataque de oportunidade (ver Nr 4-18.).

Para cumprir sua missão. e. a flancoguarda dificilmente poderá manter o mesmo rendimento de marcha do grosso. por ter uma missão essencialmente defensiva. Mantém estreita ligação com o grosso. Na eventualidade de um ataque de flanco. deve aproveitar-se de acidentes do terreno. (b) A missão de flancoguarda é de natureza defensiva. a flancoguarda necessária para proporcionar a segurança pode lançar uma força de cobertura. recebe ainda. (b) O Cmt Btl flancoguarda controla seu deslocamento. a retaguarda retarda a perseguição 4-18 . material especial de engenharia para construção de obstáculos e execução de destruições. ou permitir a sua progressão ininterrupta. vir a constituir forças aeromóveis se dispuser de meios. afastandose periodicamente para ocupar posições de bloqueio sucessivas. normalmente. o Btl Fg proporciona o tempo necessário para o desenvolvimento do grosso. o comandante da flancoguarda mantém uma reserva localizada em um ponto central. para enfrentar esta ameaça. para influir na ação. (e) Em situações onde o inimigo pode atacar em uma extensa zona do flanco. O Btl. (3) Dispositivo (a) O dispositivo adotado depende do terreno. dos meios recebidos. quando exigido por um grande afastamento de seu itinerário em relação ao seguido pelo grosso. (b) O Btl Fg adota o dispositivo de um Btl marchando isolado e atua na mesma altura do grosso. lances sucessivos e lances alternados. para manter a flancoguarda em condições de executar sua missão de segurança. regulando sua velocidade de marcha pela do grosso e/ou determinando sucessivos objetivos de marcha para suas companhias. seu comandante organiza pequenos destacamentos motorizados que deslocar-se-ão pelo mesmo eixo do grosso. em contraste com a missão ofensiva de uma vanguarda. (4) Execução (a) Os processos de deslocamento do Btl Fg são: movimento contínuo. dos itinerários. pessoal de ligação e observadores avançados da artilharia da brigada. distribuída igualmente sobre aquela zona. (2) Composição . aumentando sua velocidade de marcha e enviando destacamentos de segurança suplementares. Nos movimentos retrógrados. das possibilidades do inimigo e do processo de deslocamento das flancoguardas. O Batalhão como Flancoguarda (1) Missão (a) A missão de um batalhão flancoguarda (Btl Fg) é proteger o grosso da observação e dos ataques de surpresa partidos do flanco. (c) A flancoguarda.O Btl Fg pode receber elementos de reconhecimento da Bda. (d) Se não dispuser de itinerários paralelos. nessas circunstâncias.4-9 C 7-20 d. O Batalhão como Retaguarda (1) Sua missão é proteger o grosso contra os ataques provenientes da retaguarda. um pelotão ou elementos de engenharia. Em tais situações. tais como cursos de água e desfiladeiros para construir barricadas e outros obstáculos. Pode também.

em princípio. f. (2) Meios físicos . designa uma Cia Fzo Ref. (3) Meio mensageiro . responsável por sua própria segurança de flanco. geralmente.em princípio. o comandante do batalhão. b. Para tal. o rádio passa a livre para estes últimos elementos. devido à rapidez das ações e à necessidade de ligações seguras. A vanguarda é. Meios de comunicações . o Btl permanece em silêncio com o grosso e passa a restrito para os demais elementos (escalão de combate.devido à mobilidade e à rapidez das ações. e (d) sigilo para a obtenção da surpresa . principalmente os visuais. COMANDO E CONTROLE a. nas fases de contato remoto ou pouco provável. devem ser analisados. (b) necessidade de rápidas ligações. circuitos físicos não são lançados durante a M Cmb. (4) Outros meios. ou em vez disso. Generalidades . podem ser empregados na marcha para o combate. que são: (1) Meio rádio . O Batalhão marchando isolado (1) Quando o Btl executa uma marcha isoladamente. os seguintes aspectos: (a) necessidade de alarme imediato. Ao ser estabelecido o contato com o inimigo. a prescrição de rádio em silêncio. normalmente.O Btl marchando como vanguarda tem. conduta e dispositivo da companhia vanguarda são semelhantes aos da companhia como escalão de combate de um Btl Vgd. A retaguarda atua de maneira semelhante a uma flancoguarda e é dotada de meios para executar destruições e construir obstáculos. (2) Uma retaguarda assemelha-se a uma vanguarda invertida. artifícios pirotécnicos ou sinais a braço podem evitar o emprego desnecessário do meio rádio e aumentar nossa segurança. face 4-19 . (c) importância da segurança. principalmente durante a marcha de aproximação.C 7-20 4-9/4-10 inimiga (ver capítulo 6). (2) A missão. salvo nos grandes altos ou regiões de destino. quando devem ser lançados por razões de segurança. pode destacar uma força de cobertura. O Esc Cmb destaca para trás um escalão de reconhecimento de retaguarda. é o meio mais utilizado na M Cmb.mensageiros especiais motorizados são largamente empregados na marcha para o combate.As peculiaridades da M Cmb influem nos meios de comunicações mais utilizados pelo batalhão. o oficial de comunicações e eletrônica deve assessorar o chefe da terceira seção quanto ao judicioso emprego das comunicações do Btl. Para apoiar esta operação. como vanguarda do Btl. ambos devem analisar. Painéis. destacamento de segurança e reconhecimento e outros).Na M Cmb. dentre outros. o número de escalões do Btl e a necessidade de sigilo em cada fase da M Cmb. principalmente: o itinerário utilizado. 4-10. Ao iniciar o contato iminente.

d. Para tanto: (1) na coluna de marcha . nos locais e momentos oportunos. com rapidez. normalmente com missão tática de apoio direto.as frações são agrupadas taticamente. visando permitir ao comandante da força o emprego centralizado dos meios. 4-11. Características gerais de apoio de fogo nessa operação: (1) prestar apoio imediato aos elementos de primeiro escalão.não há necessidade de agrupar taticamente os meios de apoio de fogo. (3) na marcha de aproximação .O Btl deve fixar eixos de comunicações para suas companhias. a fim de que os postos de comando de seus elementos subordinados desloquem-se ao longo deste eixo.4-10/4-12 às ações de guerra eletrônica do inimigo. (3) apoiar eventuais combates de encontro. 4-20 . APOIO LOGÍSTICO Este assunto será abordado no Cap 10. além do planejamento dos fogos em apoio à força como um todo. durante a M Aprox geralmente situa-se à testa do grosso. com a finalidade de prestar o apoio de fogo cerrado e contínuo a essa força. (2) utilizar ao máximo o apoio aéreo aproximado e os fogos maciços de artilharia nos alvos profundos. facilitando desta forma as ligações durante as fases da marcha para o combate e durante os grandes altos.as frações progridem desdobradas. Em princípio.O posto de comando principal. Na marcha para o combate o CAF tem como principal responsabilidade prestar o apoio de fogo imediato aos elementos de primeiro escalão. Normalmente. uma bateria de artilharia marcha na esteira da vanguarda. C 7-20 c. Posto de Comando . sem se desdobrar. Os elementos empenhados na sua execução devem ser articulados e empregados de forma racional. decidir por deslocar pessoal e material por meios diferentes em prol da velocidade ou das necessidades logísticas. em qualquer dispositivo. podendo inclusive o comandante. APOIO DE FOGO a. e (4) designação de alvos com rapidez e precisão pelos observadores orgânicos dos diversos sistemas de arma de apoio 4-12. podendo o posto de comando tático acompanhar o Esc Cmb quando necessário. b. d. para poderem rapidamente se desenvolver para o combate. a rede do Cmt. Eixo de Comunicações . c. (2) na coluna tática . a de reconhecimento e informação e a de operações são exploradas durante a marcha para o combate. para poderem rapidamente adotar dispositivo desdobrado para o combate ou facilitar a ocupação de uma Z Reu ou objetivo de marcha.

é especialmente apta para o reconhecimento em força. desencadeadas ao longo de toda a frente ou em grande parte do dispositivo inimigo. os quais. o tempo de reação de suas reservas. devem ser levados em consideração os seguintes aspectos: 4-21 . A incursão pode ser conduzida por forças aeromóveis ou caracterizar-se por uma varredura com carros de combate. sem a idéia de conquistar o terreno. Consiste em introduzir no dispositivo inimigo uma força capaz de realizar uma ação rápida e violenta. também. cujo vulto seja suficiente para forçar o inimigo a revelar suas posições.Neste caso. d. realizar um reconhecimento em força em escala limitada. ou pode se traduzir em uma série de ataques que não passem de sondagens agressivas. b. Uma incursão . O batalhão pode. GENERALIDADES 4-13/4-15 a. Após esta ação. Um ataque com objetivo limitado . a ação pode ser dirigida exclusivamente sobre uma determinada área a respeito da qual o comando deseja rápidas e precisas informações. FORMAS O reconhecimento em força pode ser realizado de duas formas básicas: a. Sua principal finalidade é o reconhecimento. sua composição e suas peculiaridades e deficiências. A infantaria blindada. Para decidir quanto à execução de um reconhecimento em força. CONSIDERAÇÕES PARA O PLANEJAMENTO a. O Btl de primeiro escalão pode realizar o reconhecimento em força para a brigada e o batalhão reserva explorar os pontos fracos do inimigo. b. reforçada com carros de combate. segue-se um rápido retraimento para as linhas amigas. é uma ação desencadeada contra uma posição inimiga. 4-14. em virtude de sua mobilidade e potência de fogo. seu valor.C 7-20 ARTIGO III RECONHECIMENTO EM FORÇA 4-13. c. O reconhecimento em força é uma operação de objetivo limitado. podem permitir sucessos táticos.Ao contrário da forma anterior. seus planos de fogos. É uma operação de busca de dados que permite ao Cmt Btl tomar sua decisão. etc. executada com a finalidade de esclarecer a situação. se prontamente explorados. podendo revelar ou identificar pontos fracos no dispositivo inimigo. A missão da infantaria no reconhecimento em força é revelar e testar o dispositivo do inimigo. 4-15.

Uma vez cumprida a missão.4-15/4-17 C 7-20 (1) a urgência e a necessidade de dados adicionais sobre o inimigo em presença. CONDUTA DO RECONHECIMENTO a. utilizar-se de todos os meios possíveis para obter o desengajamento. seja mantendo o terreno conquistado. em particular a manobra. a surpresa e a massa. caracterizado pelo emprego coordenado do fogo e do movimento para a conquista de objetivos. Durante a realização de um reconhecimento em força. respeitando-se o tempo disponível e a finalidade da operação. GENERALIDADES a. b. conforme a situação que se apresentar: (1) permanecer em contato com o inimigo. qualquer que seja a forma adotada. O ataque requer a observância de todos os princípios de guerra. e (3) prosseguir no ataque. a infantaria deve: (1) estar preparada para aproveitar todo e qualquer êxito porventura obtido. (3) o grau de risco na revelação de planos futuros ao inimigo. a infantaria pode. seja prosseguindo no ataque. a simplicidade. (2) retrair para suas posições iniciais. (2) evitar engajar-se decisivamente no combate. (4) o risco de um engajamento total sob condições desfavoráveis. ficando em condições de completar a destruição desses alvos. a organização dos meios e a execução de um reconhecimento em força são semelhantes ao ataque. 4-16. ARTIGO IV ATAQUE 4-17. e (3) informar quanto às características e localização de alvos adequados a serem batidos pelas armas de apoio de fogo e pela força aérea. b. 4-22 . (2) as possibilidades de obtenção desses dados por meio de outros órgãos de busca. O planejamento. b. O ataque é o principal tipo de operação ofensiva da infantaria. mantendo as posições atingidas e em condições de apoiar a ultrapassagem de uma outra força. mas uma vez engajada. e (5) a possibilidade de perder a força de reconhecimento.

(3) Normalmente. o Cmt deverá optar por um dos seguintes tipos de ataque: (1) ataque coordenado. O tempo necessário para sua preparação é da ordem de 1/3 a 1/2 do exigido pelo ataque coordenado. concluir-se que a linha de ação mais provável do inimigo é retardar ou que o mesmo é fraco. e (e) vantagem flagrante no poder relativo de combate para o atacante. Tais situações ocorrem com mais freqüência quando. (d) expedição de ordens fragmentárias. a execução de reconhecimentos detalhados. após esclarecer a situação e analisar todos os fatores da decisão. em princípio. o ataque de oportunidade deve priorizar as manobras desbordantes. nos escalões Bda e inferiores. concluir sobre a viabilidade de realizar um ataque imediato. (4) O ataque se caracteriza pela imediata expedição de ordens fragmentárias pelo comandante. (6) Apesar de ser um ataque possível de ser realizado por uma força de qualquer natureza. exigindo um estudo de situação pormenorizado para o cumprimento da missão. A diferença básica entre este e o ataque coordenado reside no tempo disponível para o planejamento da operação. Ataque Coordenado (1) A realização de um ataque coordenado exige tempo suficiente para permitir o planejamento completo e minucioso da operação. (7) O fator da decisão “tempo” possui elevada prioridade no planejamento do ataque de oportunidade. (b) planejamentos e reconhecimentos sucintos. as tropas blindadas e mecanizadas são as mais aptas para executá-lo. (3) São características de um ataque de oportunidade: (a) desdobramento do batalhão como um todo. destinadas aos elementos de manobra e apoio de fogo. (c) execução rápida e violenta do ataque. (2) O ataque coordenado deve ser executado quando o Btl se defrontar com uma posição defensiva inimiga fortemente estabelecida. 4-23 . b. privilegiando a rapidez. Ataque de oportunidade (1) O ataque de oportunidade é um ataque imediato. disposto em larga frente de defesa. e baseado nos fatores da decisão. Pode ser empregado também quando houver grande superioridade no poder relativo de combate. realizado após rápido reconhecimento. De acordo com a situação. após levantadas a situação e as possibilidades do inimigo. sendo essenciais a manutenção da velocidade e da impulsão. a transmissão de ordens e outras providências necessárias a seu desencadeamento. sem perda de impulsão. Pode ser realizado contra paradas ou em movimento. c. a iniciativa. com a finalidade de aproveitar a oportunidade vantajosa oferecida pela situação. desdobrando a força como um todo. o Btl participa de ataques coordenados realizados por escalões superiores. associadas à fixação do inimigo. (2) Esse ataque deverá ser realizado quando o Cmt Btl. (5) Em princípio. (2) ataque de oportunidade. Deve ser realizado.C 7-20 4-18. e a manutenção da impulsão. TIPOS DE ATAQUE 4-18 a.

(2) A penetração é feita em três etapas: (a) rompimento ou ruptura da posição defensiva do inimigo. a infantaria deve estar preparada para criar ou aproveitar as vantagens e condições que lhe permitam evoluir para uma forma de manobra que propicie obter êxito. a penetração. o ataque principal passa através da principal posição defensiva inimiga. o desbordamento. Ataque frontal (1) No ataque frontal a infantaria ataca com a mesma intensidade em toda a frente do inimigo com a finalidade de destruir ou capturar uma força inimiga muito mais fraca ou de fixar o inimigo em suas posições (Fig 4-5). Fig 4-5. o envolvimento e a infiltração. raramente conduz a resultados decisivos. (3) O ataque frontal. (b) alargamento e manutenção da brecha. a menos que haja uma grande superioridade do poder de combate da força atacante. FORMAS DE MANOBRA C 7-20 O Btl pode realizar ou participar das seguintes formas de manobra ofensiva: o ataque frontal.ataque secundário . a. e 4-24 . Penetração (1) Na penetração. a fim de quebrar a continuidade de sua defesa. Um batalhão (-) no ataque frontal para fixar o inimigo b. (2) O Btl participa de um ataque frontal realizado por escalões superiores ou pode realizar um ataque frontal de fixação . por isto.4-19 4-19.com o objetivo de manter a pressão sobre o inimigo e evitar o seu desengajamento.

O Batalhão na penetração 4-25 . a ruptura dar-se-á na linha de alturas onde se localizam os pelotões reservas das companhias inimigas de primeiro escalão (faixa do "DEFENDER" do Btl/Rgt Ini). A quebra da continuidade da defesa dar-se-á quando forem conquistadas as regiões dos aprofundamentos da companhia reserva do batalhão inimigo de primeiro escalão (faixa do "CONTINUAR DEFENDENDO" do Btl/Rgt Ini) (Fig 4-6) (4) A infantaria realiza uma penetração quando: (a) o inimigo não apresenta flancos vulneráveis. (b) o inimigo está distendido em frente muito extensa. (c) o terreno permite boa observação e o emprego eficiente das armas de apoio. e (d) há disponibilidade de forte apoio de fogo.C 7-20 4-19 (c) conquista e manutenção de objetivos que quebrem a continuidade da defesa inimiga e criem a oportunidade do aproveitamento do êxito. (Z Reu) Faixa do "continuar defendendo" do batalhão inimigo O3 O4 Penetração do batalhão inimigo O1 Faixa do "defender" do batalhão inimigo O2 Ruptura do batalhão inimigo LP/LC Atq Scd CC Atq Pcp LP/LC Res Fig 4-6. (3) Para o Btl.

o desbordamento será preferível face às vantagens por ele proporcionadas na aplicação do poder de combate. O Batalhão no desbordamento 4-26 . A abordagem do dispositivo inimigo pelo flanco multiplica o poder de combate do ataque principal. (3) São condições favoráveis à adoção de uma manobra de desbordamento: (a) O Inimigo apresentar flanco vulnerável. por exemplo). nesta via de acesso. e. evitando um combate de vulto. Desbordamento (1) O desbordamento é uma forma de manobra ofensiva onde o ataque principal contorna a posição defensiva principal do inimigo.4-19 C 7-20 c. a fim de conquistar objetivos em sua retaguarda imediata. O2 E Pr og CÃ O O1 LP/LC Atq Scd Atq Pcp LP/LC CC Res Fig 4-7. (b) houver possibilidade de obtenção da surpresa. o inimigo deverá estar apresentando uma fraca resistência. Cabe ressaltar que um flanco vulnerável poderá ser criado por ações prévias (ataque secundário atraindo a reserva. (Fig 4-7) (2) Quando a situação permitir a escolha da forma de manobra. O inimigo é forçado a combater simultaneamente em duas ou mais direções. o que se caracteriza por dois aspectos: existência de via de acesso que desborde a principal posição inimiga. sujeitando-o à destruição na própria posição. provocando o engajamento de suas forças no contato e em profundidade ao mesmo tempo.

(5) O ataque de desbordamento é organizado em: (a) força desbordante (ataque principal). Os ataques desbordante e de fixação podem ser desencadeados simultaneamente ou não. Envolvimento (1) No envolvimento. (b) força de fixação (ataque secundário). a princípio. Quando defasados. com a finalidade de forçá-la a abandonar sua posição ou a desviar importantes forças para fazer face à ameaça envolvente.fixação . e os objetivos. a força atacante contorna. um E Prog ou uma direção de ataque. a principal força inimiga para evitá-la e conquistar objetivos profundos em sua retaguarda. (3) O Btl não possui meios para conduzir uma manobra de envolvimento. não devem ser marcados além da penetração do Btl inimigo. 4-27 . e o ataque secundário realiza uma ação frontal para fixar o inimigo em posição. que a tornem capaz de operar independentemente. além de outros meios de apoio ao combate. A força desbordante poderá receber uma zona de ação. por terra e/ou pelo ar.desbordante . o desbordamento é um ataque pouco profundo. Quando houver necessidade. (Fig 4-8) (2) A força envolvente deve ser dotada de grande mobilidade e potência de fogo.C 7-20 4-19 (4) A surpresa pode ser obtida através da mobilidade da força desbordante. prioritariamente com o emprego de blindados. (8) O movimento rápido da força de desbordamento para seu objetivo é essencial para evitar que as reservas inimigas contra-ataquem ou ocupem posições preparadas. d.deve atuar dentro da distância de apoio do ataque secundário . Uma força de fixação é empregada contra a força inimiga para impedir sua interferência contra a força envolvente.operam além da distância de apoio mútuo. O ataque principal . Essas forças . o ataque desbordante é desencadeado mediante ordem após o ataque secundário. No escalão Btl. e (c) reserva. (9) O Btl pode realizar um ataque de desbordamento ou ser empregado como a força de desbordamento da Brigada. A reserva normalmente segue à retaguarda do ataque principal.envolvente e de fixação . deve ser prevista uma proteção de flanco para o ataque principal. (7) A força de fixação deve possuir suficiente poder de combate para conservar o inimigo inteiramente engajado durante a progressão da força de desbordamento. A capacidade de fixação do ataque secundário influenciará a profundidade do ataque principal. O emprego de blindados requer boas condições de transitabilidade ao longo do eixo de progressão.e deve também ser apoiado pelo escalão enquadrante. (6) O ataque principal é o elemento desbordante. porém poderá participar da força de fixação ou da força envolvente de escalões superiores. e combinada com a realização de uma ação diversionária (dissimulação tática). a fim de aumentar a surpresa e diminuir a possibilidade de reação imediata do inimigo.

4-28 . Infiltração (1) Generalidades (a) Conceito .4-19 C 7-20 O3 E Prog ÁGUIA Mec O1 O2 Atq Scd Atq Scd Atq Scd Mtz Mtz Mtz Mtz Fig 4-8. 2) atacar pontos fortes. reservas. com a finalidade de cumprir missão que contribua diretamente para o sucesso de uma manobra do escalão enquadrante da força infiltrante. A DE no envolvimento e.a infiltração é a forma de manobra tática ofensiva onde uma força é desdobrada à retaguarda de uma posição inimiga por meio de um deslocamento dissimulado. (b) Objetivos da infiltração: 1) atacar posições sumariamente organizadas. instalações de comando ou logísticas no flanco ou retaguarda do inimigo.

3) condições de restrição de visibilidade como nevoeiros.Deve permitir à força de infiltração passar através das 4-29 . áreas alagadas. há fatores que favorecem a realização da infiltração. 3) Possibilidade de garantir posse de região vital em profundidade com rapidez. (2) Fatores de emprego (a) Qualquer que seja o escalão executante. desarticulando o sistema defensivo do inimigo no escalão considerado. observadas as peculiaridades abaixo discriminadas (Fig 4-9): 1) faixas de infiltração (Fx Infl) . etc. de montanha. necessárias à manutenção do controle das ações executadas por suas peças de manobra e elementos de apoio. 4) Possibilidade de desorientar e desorganizar o inimigo voltado para o combate linear.Considerando-se o meio de transporte utilizado pela força infiltrante. 4) inimigo apresentar dispositivo defensivo disperso. . pára-quedista. 4) conquistar terreno decisivo no contexto geral da operação. (d) Vantagens da forma de manobra de infiltração. (c) Tipos de infiltração . tais como: 1) existência de faixas de terreno em que a observação e vigilância inimigas sejam limitadas. desde que mantido o sigilo e obtida a surpresa. determinadas por este ou impostas pelo Esc Sp. com intervalos não ocupados ou vigilância deficiente. permitindo a ocultação do deslocamento da força infiltrante (matas. 2) Menor número de baixas. pântanos. (3) Medidas de coordenação e controle (a) Na realização desta forma de manobra o Cmt Btl empregará várias medidas de coordenação.C 7-20 4-19 3) ocupar posições importantes que contribuam com a ação principal do Esc Sp. 2) Os escalões BI ou menores são os mais adequados às operações de infiltração. de selva e motorizada são as tropas mais aptas a realizarem a infiltração.É a faixa do terreno que contém itinerários ou caminhamentos a serem utilizados por uma força. permitindo que uma tropa seja empregada contra um inimigo de maior poder de combate. (b) As medidas de coordenação e controle estabelecidas em uma operação de infiltração são as definidas nos parágrafos 4-32 e 4-58 deste manual. precipitações pluviométricas. 2) disponibilidade de tempo suficiente para a infiltração da tropa com os meios de deslocamento disponíveis. (e) Tropas aptas a realizar a infiltração 1) As unidades de infantaria leve. períodos noturnos sem luar. realizando uma manobra de infiltração. e 5) conduzir operações de inquietação e desgaste à retaguarda do inimigo. 1) Multiplicar o poder de combate. considerando-se suas peculiaridades de emprego e os respectivos ambientes operacionais. etc). aérea e aquática. a infiltração pode ser terrestre.

mediante coordenação ou autorização prévia. o Cmt Btl definirá se a tropa que se infiltra em cada uma das Fx Infl deverá reorganizar-se nestas áreas como um todo.É a região do terreno onde a força de infiltração é reunida e reorganizada durante o deslocamento pela faixa de infiltração.Não se caracteriza como medida de coordenação restritiva. contudo. reduzindo a possibilidade de quebra do sigilo e o tempo de deslocamento pela faixa.De acordo com a extensão da faixa de infiltração. . 5) Hora do ataque . . . nesta situação. cobertas e abrigos. de estabelecimento de contato com o Esc Sp ao atingir tais pontos ou linhas. contando.O número de Fx Infl a serem adotadas será fruto da análise do dispositivo inimigo. apenas com seu apoio de fogo orgânico (Pel Mrt). ou mesmo não ocupá-las efetivamente.Linha nítida no terreno cuja transposição caracteriza o início do assalto. 4-30 . . podem ocorrer situações em que tais horários sejam defasados.Devem ser estabelecidos em número suficiente para manutenção do controle sem.Sua profundidade será determinada em função da possibilidade de apoio da artilharia orgânica e do tempo disponível para deslocamento no interior da Fx Infl. o ataque da força infiltrante pode ocorrer após iniciado o ataque de fixação.4-19 C 7-20 posições avançadas do inimigo sem que haja necessidade de engajamento em combate.Normalmente a hora “H” caracteriza o início do ataque da força infiltrante e do ataque de fixação simultaneamente. . porém o mínimo indispensável para o controle da força infiltrante. 6) Provável linha de desenvolvimento (PLD) . . inicia seu desdobramento e prepara-se para o início do ataque. parcialmente (no escalão frações ou grupos). das características do terreno e dos meios disponíveis. se possível. As faixas de infiltração devem ter suas larguras especificadas. 4) Posição de Ataque (P Atq) . Uma área de reagrupamento deve ser suficientemente ampla para permitir a dispersão da tropa e possuir. ou seja.De acordo com a disponibilidade de tempo e outros fatores a serem considerados no planejamento. podendo ter seus limites ultrapassados durante o cumprimento da missão. podem ser estabelecidas áreas de reagrupamento em número variável.Nesta região a tropa infiltrante se reorganiza. conter excessivamente o deslocamento da tropa infiltrante.Em linhas gerais. Contudo.A última área de reagrupamento prevista coincide com a posição de ataque da tropa infiltrante em cada Fx Infl. se for o caso. para facilitar o controle dos fogos amigos em sua adjacência. de modo a não deter a progressão da força infiltrante. em princípio. 2) Pontos e Linhas de controle (P Ct / L Ct) . 3) Áreas de reagrupamento (A Rgpt) . caso seja necessário. o Btl pode atuar além do alcance da artilharia orgânica do Esc Sp. respectivamente. haja vista a necessidade. o número de faixas de infiltração estabelecidas será direta e inversamente proporcional à necessidade de rapidez e a segurança. . No entanto. do tempo disponível.

(c) Os elementos de engenharia serão responsáveis por prover a mobilidade ao ERS durante o cumprimento de sua missão. b) A distância entre as linhas amigas e os objetivos será determinada em função dos mesmos fatores que condicionam a profundidade das Fx Infl. . . 7) Linha limite de progressão (LLP) . tendo por base os integrantes das frações de reconhecimento orgânicas dos batalhões.É importante que esta linha esteja calcada em acidentes nítidos no terreno. . complementado com fuzileiros da reserva do Btl ou da própria subunidade que se infiltra. 8) Objetivos a) Normalmente a força infiltrante receberá como objetivos: . .Linha no terreno que limita a progressão do assalto da força infiltrante. áreas de trens e de apoio logístico. (d) Os caçadores serão empregados para eliminar resistências inimigas localizadas em postos de vigilância ou pequenas patrulhas de reconhecimento. devendo alcançar a linha de provável desenvolvimento totalmente desdobrada. etc). Deve conter elementos de engenharia. atuando principalmente na abertura de brechas em campos minados e regiões armadilhadas. de modo a não denunciar ao inimigo a presença de nossas tropas no interior das linhas inimigas. sendo o tempo disponível o fator determinante neste processo.acidentes capitais cujo controle restringe o movimento de reserva ou isole posição defensiva inimiga. Tem por finalidade: 1) efetuar o balizamento e prover. 2) fornecer guias de trecho para a condução da força infiltrante a partir dos P Lib SU. É importante considerar o momento oportuno para a atuação dos caçadores. sendo normalmente comandados pelo Cmt da fração base. .regiões que bloqueiam eixos de comunicações ou suprimentos do inimigo.posições defensivas na linha da ruptura ou penetração do dispositivo defensivo do escalão considerado inimigo. como linhas de fogo de baterias. pois provavelmente esta servirá de referência para medidas de coordenação e controle de fogos com a artilharia e F Ae. deve-se raciocinar com a eliminação e 4-31 . radares de vigilância e sistemas de busca de alvos.instalações do sistema de comando e controle ou do sistema de apoio logístico do inimigo (PC. todas as medidas de coordenação e controle no interior das faixas de infiltração e no deslocamento para estas. comunicações e caçadores na sua constituição. quando necessário. (b) Para tal. através da(s) faixa(s) de infiltração até as P Atq.instalações que desarticulem o sistema de apoio de fogo inimigo.C 7-20 4-19 . Desta forma.No deslocamento entre a P Atq e a PLD a tropa desdobra-se. normalmente coincidentes com os objetivos finais do escalão que realiza a infiltração. o ERS deverá ter uma composição flexível. instalações de guerra eletrônica. (4) Escalão de Reconhecimento e Segurança (ERS) (a) O ERS é uma fração de constituição temporária constituída especificamente para as operações de infiltração.

Reconhecimento e preparo 1) Esta fase caracteriza-se pela infiltração do ERS e preparação da força infiltrante para a execução da operação. haja vista a defasagem entre as ações da tropa que realiza a infiltração e as demais unidades. (5) Fases da infiltração (a) 1ª fase . considera-se desejável a infiltração do ERS 48 horas antes da hora do ataque. 2) O ERS infiltra-se conforme planejado e inicia os trabalhos de reconhecimento de trechos e identificação e balizamento das medidas de coordenação e controle determinadas pelo Cmt Btl. 2) Desde o início do planejamento deve-se ter constante preocupação com a sincronização dos diversos sistemas operacionais. (f) O Cmt ERS realiza seu planejamento de modo a infiltrar-se nas linhas inimigas com tempo suficiente para reconhecer e balizar os itinerários e medidas de coordenação e controle a serem percorridos pelos guias de trecho. efetuando reconhecimentos possíveis e ensaiando as ações a serem desencadeadas durante o cumprimento da missão. 3) A F Infl permanece em Z Reu realizando transmissão de ordens aos escalões subordinados. (h) Embora o estabelecimento de um ERS não seja impositivo. abordando-se o maior número possível de detalhes acerca dos planos de ataque e de junção. sendo determinado em função de minucioso planejamento por parte do EM Btl. haja vista que sua constituição possibilita a manutenção do sigilo e a obtenção da surpresa pela força infiltrante. 3) Ao final desta fase são expedidas as ordens ao ERS e às SU. se for o caso. É realizado um ensaio das ações com os integrantes de todos os sistemas operacionais envolvidos na operação (ver Pág 5-17 letra n.Infiltração 1) Na hora prevista o Btl deixa a Z Reu e desloca-se até o P Lib 4-32 . em princípio. este é altamente desejável. realizados apenas durante períodos de restrição de visibilidade. confrontando-as com os meios e tempo disponíveis para o cumprimento da missão. o inimigo e as condições meteorológicas. Cabe ressaltar que em determinadas situações este período será bastante abreviado.). aumentando substancialmente a possibilidade de êxito na operação.4-19 C 7-20 ocultação de elementos inimigos na iminência da infiltração da força infiltrante. da quantidade de medidas de coordenação e controle determinadas e das peculiaridades do terreno e condições de visibilidade que influenciarão no número de guias de trecho em cada faixa de infiltração. de sua extensão.Planejamento 1) O planejamento das operações de infiltração deve ser minucioso e detalhado. atentando para todos os aspectos atinentes às informações sobre o terreno. (g) Embora o tempo necessário para a condução dos trabalhos do ERS seja condicionado a fatores como o volume de trabalho. considerando-se que tais trabalhos serão. meios disponíveis e outros fatores da decisão. abordando inclusive as possíveis condutas e a sincronização das ações. mantendo-se seus integrantes homiziados durante os demais períodos do dia. (c) 3ª fase . (e) O efetivo do ERS será determinado em função do número de Fx Infl. (b) 2ª fase . conferindo a esta uma maior velocidade de deslocamento no interior da(s) faixa(s) de infiltração.

mantendo. P Ct e A Rgpt. guiam as SU ao longo dos itinerários preestabelecidos até o próximo guia de trecho. 3) Quando a F Infl realizar o ataque principal do Btl. apenas os Cmt SU informam ao Cmt Btl sua passagem nas L Ct. pois esta. para definição dos fogos a serem desencadeados na região de objetivos da força infiltrante. reagrupando-se total ou parcialmente. a integridade tática das frações. norteará a conduta a ser adotada pela tropa que se infiltra. onde os primeiros guias de trecho do ERS aguardam as SU e.. 4) Normalmente a hora “H” caracteriza o início do ataque da força infiltrante e do ataque de fixação simultaneamente. o que pode a vir a condicionar o horário do início do ataque pela força infiltrante. incorporando-se à retaguarda da última fração que passar em eu trecho e acompanhandoa até a P Atq. 3) Normalmente a F Infl se infiltrará por grupos de infiltração nível Pel Fzo ou GC. em última instância. No entanto. ou seja. onde o ERS será reagrupado. Já o ERS procederá conforme determinação do Cmt Btl. os guias de trecho devem alertar o Cmt do grupo de infiltração que procederá conforme o planejado. Em princípio. esta desdobra-se ao longo da PLD e prepara-se para iniciar o ataque na hora "H". podendo participar ou não do ataque. 7) No caso de quebra de sigilo no interior das Fx Infl os grupos reagrupam-se na última A Rgpt ultrapassada ou agem de acordo com determinação do Cmt de fração ou SU. procedendo de acordo com a resistência inimiga encontrada no deslocamento. 5) Em qualquer situação é necessária a coordenação com outros sistemas operacionais na fase do planejamento. os guias retornam ao início do trecho e aguardam o contato da próxima fração a ser guiada. dependendo do poder de combate atribuído a este ataque. sem se deter nas áreas de reagrupamento (A Rgpt). Esta ação também pode ser realizada através de um ataque limitado. em qualquer situação. particularmente com o apoio de fogo (Ap F). mediante troca de senhas e sinais convencionados. onde repetem-se as trocas de senha e sinais de reconhecimento. ou ainda prosseguindo. podendo fazê-lo até por SU se a situação permitir. 4) Ao passarem pelos pontos ou linhas que caracterizam medidas de coordenação e controle. 5) Normalmente os Cmt SU e Pel Fzo deslocam-se junto aos primeiros grupos a serem infiltrados de seus escalões. normalmente será realizado um ataque secundário para fixar o inimigo em sua Z Aç no contato ou ruptura. o ataque da força infiltrante pode ocorrer após iniciado o ataque de fixação. 6) Ao atingirem as A Rgpt os diversos grupos de infiltração agem conforme planejado. 8) Ao atingirem as P Atq os grupos de infiltração reorganizam-se dentro das frações e prepararam-se para o ataque. 4-33 . 2) Na hora "H" prevista a F Infl transpõe a PLD e inicia o movimento na direção do objetivo imposto.C 7-20 4-19 SU.Conquista do Objetivo 1) Após a reorganização de toda a F Infl na(s) P Atq. (d) 4ª fase . 2) Após guiarem uma fração em seu trecho. podem ocorrer situações em que tais horários sejam defasados. Para tal é necessário que haja uma perfeita compreensão da intenção do comandante em todos os níveis.

(e) Medidas de coordenação e controle de Ap F devem ser coordenadas entre o Btl. particularmente durante o deslocamento do ERS e da F Infl no interior das Fx Infl. (b) Os fogos de preparação são desencadeados sobre a região dos objetivos finais da força de infiltração e nas posições defensivas Ini a serem fixadas pelo ataque secundário. é imprescindível. operações de junção. 2) Nas ações de consolidação deve-se atentar para a LLP e outras medidas de coordenação e controle com elementos de Ap F e F Ae. devido a infiltração anterior do ERS. havendo necessidade de maior coordenação com o sistema de manobra no caso dos fogos de preparação ultrapassarem a hora "H". referente ao início do ataque. onde 4-34 . que sejam planejadas ações posteriores para a total limpeza da Z Aç do Btl. (d) Fogos de granadas fumígenas podem ser desencadeados a pedido para romper o contato com o inimigo no caso de quebra de sigilo durante o deslocamento. (f) Os OA Art devem acompanhar a força de infiltração para designação de alvos e condução de fogos a qualquer momento que tais ações se fizerem necessárias.4-19 C 7-20 (e) 5ª fase . (6) Apoio de Fogo (a) O Ap F é planejado para todas as fases da operação de infiltração sendo desencadeado normalmente a pedido. 3) Após realizadas a consolidação e reorganização. o Btl preparase para o prosseguimento da missão conforme planejado. ou durante a consolidação a fim de cegar P Obs inimigo.englobará os limites das Fx Infl. (h) O Pel Mrt Me permanece. Tais ações podem enquadrar tanto realização de fogos contra tais posições inimigas. os fogos de apoio. em princípio. 2) Área de Coordenação de Fogos (ACF) . onde só serão desencadeados fogos em situações predeterminadas. (c) Durante a realização da infiltração. 4) Seja qual for a ação tática a ser desenvolvida pelo batalhão após a conquista de seus objetivos. operações de substituição ou mesmo retorno às linhas amigas.Consolidação e Reorganização 1) Após a conquista do(s) objetivo(s) imposto(s) a F Infl consolida a conquista da posição e reorganiza-se conforme o previsto no parágrafo 4-36. durante o cumprimento da missão. apoio a ultrapassagens. quanto manobra de tropa em contato (devidamente reforçada) ou da reserva do batalhão. dentre as quais destacam-se: 1) Linha de Segurança de Apoio de Artilharia (LSAA) . (g) O O Lig Art deve assessorar o Cmt Btl desde a fase de planejamento da operação. só serão desencadeados em proveito da força infiltrante no caso de quebra do sigilo. particularmente de posições inimigas intermediárias entre a ação de fixação e os objetivos da força infiltrante. a artilharia orgânica e a F Ae. deste manual.normalmente será locada além dos objetivos finais da força de infiltração. conforme o caso. salvo em situações excepcionais. seja em proveito da força infiltrante ou do ataque de fixação. adotando dispositivo adequado para manutenção do objetivo.

em princípio. no interior da faixa de infiltração. (7) Apoio de Engenharia (a) Normalmente o BI recebe um pelotão de engenharia (Pel E) em apoio direto ou reforço. (c) Na fase de consolidação. coordenar com o escalão superior a condução de medidas de dissimulação eletrônica. o que pode vir a limitar a execução do tiro no interior destas. sugerindo à central de tiro a utilização de espoletas de tempo. o que fará aumentar seu raio de ação. se for o caso. acompanhar a força infiltrante. deve-se atentar para o fato de que as granadas possivelmente sofrerão o arrebentamento na copa das árvores. da intenção do comando enquadrante e das possibilidades de intervenção nas ações para o cumprimento da missão. (i) No caso de serem realizados fogos no interior da Fx Infl e esta possuir cobertura vegetal. diminuindo a possibilidade de detecção pelas medidas eletrônicas de apoio de guerra eletrônica do inimigo. particularmente no deslocamento do ERS e força de infiltração no interior das Fx Infl. lançando armadilhas e campos minados e construindo obstáculos para defesa do objetivo conquistado. (e) Na fase de planejamento o Cmt Btl deve atentar para informações sobre existência de radares de vigilância terrestres inimigos que cubram a área onde será realizada a infiltração e. (j) Os OA Art devem atentar para as características da munição (tipo de espoleta) a ser utilizada. devendo planejar seu emprego priorizando o apoio ao ERS e à força de infiltração.C 7-20 4-19 possa apoiar a força infiltrante em melhores condições. (d) Devem ser adotadas medidas de proteção eletrônica no escalão batalhão. particularmente durante a fase da infiltração propriamente dita. particularmente no que se refere a existência de cobertura vegetal ao longo das faixas de infiltração. como a utilização de códigos de mensagens preestabelecidas. mensagens cifradas e disciplina na exploração rádio. (b) O Pel E é empregado na abertura de brechas e passagens em campos minados e áreas armadilhadas. (8) Comando e Controle (a) Nas operações de infiltração as comunicações devem ser adequadas às necessidades de apoio. priorizando-se os meios rádio e mensageiro. de acordo com a situação. Tal decisão cabe ao Cmt Btl e é fruto de minuciosa análise dos fatores da decisão. podendo atuar em uma nova faixa de infiltração ou nova direção de 4-35 . quando as prescrições rádio restringem a utilização destes equipamentos nas melhores condições. o Pel E é empregado em trabalhos de contra mobilidade. (b) Devem ser utilizados preferencialmente equipamentos rádio de baixa potência e antenas de propagação unidirecionais. de modo a proporcionar o Ap F mais eficaz possível à tropa infiltrante. no caso de quebra do sigilo. instantânea ou de retardo. observados o alcance de utilização e as características do terreno. (c) Os mensageiros especiais são largamente empregados. (g) A reserva do batalhão não deve. reconhecimento de vaus e outros trabalhos técnicos nas fases que antecedem o ataque. (f) O Cmt Btl normalmente estabelece um PCT e acompanha a força de infiltração que realiza o ataque principal do batalhão.

por se tratar de uma operação de alto risco. 4-36 . como na condução de operações de ação retardadora. ocultando-se no terreno até ser ultrapassada por tropa inimiga sem ser observada por esta. podem ser desencadeadas em situações de oportunidade. valor. (9) Infiltração por Desdobramento à Retaguarda do Inimigo (a) É uma modalidade específica de infiltração em que uma tropa adota temporariamente uma situação defensiva. etc. (h) A observância da segurança das comunicações e prescrições quanto a medidas de proteção eletrônica crescem de importância neste tipo de operação. (e) Devem ser planejados itinerários de retraimento para as linhas amigas devidamente reconhecidos e balizados. após ultrapassada pelo inimigo. retraimento ou em qualquer outra situação em que se torne vantajosa a interposição de uma força infiltrante entre a tropa inimiga e a amiga. de artilharia. (c) Tem na surpresa um fator imperioso e necessita de planejamento minucioso. se possível. baseado em detalhadas informações sobre o terreno e o inimigo. e 3) conduzir operações de inquietação e oportunidade. proporcionando maior flexibilidade ao Cmt Btl para o cumprimento da missão. (j) Deve-se ter cuidado especial com a possibilidade de fratricídio. aliadas a uma profunda análise dos fatores da decisão. seu dispositivo. com passagens abertas através de obstáculos existentes. (b) É normalmente conduzida por BI. recebe como missão: 1) obter informações sobre localização das instalações de comando e logísticas e reserva do inimigo. passando posteriormente a conduzir ações ofensivas contra tropa ou instalações inimigas. (f) A tropa que executa esta modalidade de infiltração deve ser apoiada por elementos de engenharia e. particularmente no retorno às linhas amigas. (d) A tropa infiltrada. confundir e desarticular o dispositivo inimigo.4-19 C 7-20 ataque. 2) atacar para destruir. (i) Embora tais operações sejam normal e minuciosamente planejadas. com a finalidade de atuar contra este inimigo. após ser ultrapassada por este. estabelecendo uma junção e ligandose com elementos do Esc Sp ou outra tropa amiga. (g) Após o cumprimento de sua missão a força de infiltração realiza uma operação de retorno às linhas amigas.

(4) utilizar. Ataque Principal . 4-37 . particularmente o reforço de carros de combate. se possível. b. particularmente o apoio de fogo e de engenharia. a. sobre a parte mais fraca ou o flanco do dispositivo inimigo. e (5) incidir. se a Via A permitir.É aquele que tem a seu cargo a decisão do combate. ou seja. (3) contar com forte apoio ao combate. aquele cuja conquista melhor contribua para o cumprimento da missão. (2) receber a mais alta prioridade na distribuição do poder de combate. se possível. Ataque Secundário (1) É aquele que tem por finalidade básica auxiliar o ataque principal. podendo estar relacionado ao terreno ou ao inimigo. Esquema de Manobra do Btl Inf na Infiltração 4-20. ORGANIZAÇÃO DAS FORÇAS PARA O ATAQUE O Btl se organiza para o ataque em três grupamentos de forças. devendo possuir as seguintes características: (1) estar dirigido contra o objetivo decisivo.C 7-20 4-19/4-20 Fig 4-9. a melhor Via A em uma zona de ação mais estreita. cada um com missões e tarefas específicas.

4-20 C 7-20 podendo faze-lo das seguintes formas: (a) iludindo o inimigo quanto à verdadeira direção do ataque principal. (b) aproveitar o êxito de um elemento de primeiro escalão bem sucedido. e (e) conquistando terreno que facilite a manobra do ataque principal. (d) impedindo o reforço do inimigo na Z Aç do ataque principal. (f) explorar nova direção de ataque. (c) manter o terreno conquistado pelo escalão de ataque. um Cmt pode planejar que uma peça de manobra execute. que constitui seu principal meio de intervenção no combate. (2) Caso o ataque principal perca a impulsão ou até mesmo fique detido. (b) fixando o inimigo no terreno. (d) proporcionar segurança aos flancos e à retaguarda do Btl. proporcionando flexibilidade e segurança à manobra. o ataque principal até que determinada condição seja criada ou que certa área seja atingida para. (e) deter contra-ataques inimigos. mantida nas mãos do Cmt. o Cmt desloca o poder de combate disponível para dar maior potência ao novo ataque principal. Neste caso. (g) substituir um elemento de primeiro escalão desgastado. Reserva (1) É a parte da força. então. caso um elemento de primeiro escalão tenha sido detido pelo inimigo. (2) A reserva deve ser localizada de modo a facilitar seu emprego na Z Aç do ataque principal. e (j) manter contato com unidades vizinhas com parte de seus meios. inicialmente. e que permitam seu rápido deslocamento para os pontos de provável emprego. pode-se transformar o ataque secundário em principal. c. sem adentrar no compartimento de contato. (h) reduzir resistências inimigas ultrapassadas. (3) Face às condições do terreno e às defesas inimigas. à medida que o escalão de ataque avançar no terreno. (i) auxiliar unidades vizinhas. Deve ocupar Z Reu sucessivas. ou em áreas não decisivas. Seu deslocamento será realizado por lanços entre as Z Reu. (c) forçando o inimigo a empregar suas reservas prematura ou parceladamente. Suas principais missões são: (a) manter a impulsão do ataque. e proporcionar segurança à manobra do batalhão. em regiões que proporcionem proteção contra a observação e os fogos inimigos. 4-38 . converter o ataque secundário em principal. quando favorecer o cumprimento da missão do Btl.

em situações de conduta. e (10) apoio logístico. articulada ou fracionada. hipotecado ao Btl. CONSIDERAÇÕES PARA O PLANEJAMENTO a.A linha de ação é uma maneira lógica e viável de se cumprir a missão atribuída. Generalidades . (2) dispositivo para o ataque. (4) organização para o combate. do pelotão de comando e do pelotão de suprimentos. 4-21. Durante a sua formulação. quando a situação assim o exigir. não pode ser empregada sem a autorização prévia do Cmt Btl. o Cmt e o EM iniciam o planejamento do ataque do Btl. podendo apenas ser empregado pela Cia Fzo mediante autorização do Cmt Btl. (b) Reserva temporária . (8) apoio de fogo. controle e comunicações. com elementos do pelotão de comunicações. (9) comando. em caso de emprego da reserva original. (5) regulação da manobra. (6) medidas de segurança.É aquela que. (3) poder de combate das peças de manobra. 4-39 . apesar de estar sob o controle direto de peça de manobra (valor SU) do Btl. terreno.É aquela que. Por exemplo. conforme as normas gerais de ação da unidade. podemos ter um Pel Fzo reserva de uma Cia Fzo de primeiro escalão. apoio ao combate e Ap Log do Btl. valor pelotão. b. ou podendo passar ao controle direto do batalhão.Após o recebimento de uma ordem de ataque do Esc Sp. Montagem da Linha de Ação . podemos constituir uma reserva temporária. são elas: (a) Reserva hipotecada . é constituída por elementos de comando. e baseado nos fatores da decisão (missão. do Nr 5-13): SITUAÇÃO Centralizada Articulada Fracionada LOCALIZAÇÃO Zona de reunião única 2 (duas) ou mais zonas de reunião 2 (duas) ou mais zonas de reunião COMANDO Comando único Comando único 2 (dois) ou mais comandos (4) Existem situações especiais da reserva. de acordo com as normas de comando previstas no capítulo 2. conforme o quadro abaixo (ver itens (4) e (5) da letra d. o Cmt e seu EM analisam os seguintes aspectos. inimigo. para recompor a reserva do Btl.C 7-20 4-20/4-21 (3) A reserva pode estar centralizada. dentre outros: (1) seleção de objetivos. Por exemplo. meios e tempo). (7) medidas de coordenação e controle.

um objetivo de Btl é designado pelo Cmt Bda.aquele que apresentar melhores condições de prosseguimento. Deve ser definido pelo comandante e difundido nas diretrizes de planejamento. bem como a continuação do ataque. 2) prosseguir . deve-se proceder a análise dos objetivos finais impostos. verificando-se os seguintes aspectos: (a) dominância .4-22 4-22.aquele que apresentar melhores condições de defesa. cuja conquista assegure o controle destes. o Btl conquista. seu Cmt designa objetivo(s) para as companhias. dentre os objetivos finais impostos ao Btl. que melhor contribui para o cumprimento da missão. 4-40 . podendo ser: 1) manter . freqüentemente. bloqueiem Via A e facilitem o desdobramento de forças. (3) Para assegurar a conquista do objetivo do Btl. Quando ela é grande. a amplitude e a interdependência dos objetivos. SELEÇÃO DE OBJETIVOS C 7-20 a. considerando: 1) ação futura da Bda. Os objetivos de Btl. Não é necessária a ocupação física de toda a área. (c) Imposição do escalão superior . que proporcionem observação. o(s) objetivo(s) deve(m) ser claramente definido(s). (b) ser facilmente identificável no terreno. Estes objetivos podem coincidir com o objetivo do Btl ou podem consistir de acidentes capitais do terreno nas proximidades dos objetivos do Btl. consistem em um ou mais acidentes capitais do terreno. b. (b) ação futura do batalhão. (2) A área designada como objetivo deve ser conquistada e controlada. 2) proteção do ataque principal da Bda. (2) Quando o objetivo for relacionado ao terreno.aquele que apresentar melhores condições de prosseguimento. preferencialmente apoiado em obstáculo e com campos de tiro rasantes e de flanqueamento. Objetivo decisivo (1) É o objetivo.quando a Bda estabelecer uma direção de ataque para o Btl. e (c) ter dimensões compatíveis com o valor da peça de manobra empregada na sua conquista. apenas o terreno dominante em seu interior e controla o resto da área pelo fogo e por outros meios. 3) ficar em condições de prosseguir ou manter para apoiar uma ultrapassagem . (4) O objetivo deve ter as seguintes características: (a) contribuir de modo marcante para o cumprimento da missão do batalhão e facilitar as operações futuras. em princípio. e (d) Manobra do escalão superior. Generalidades (1) Normalmente. Em qualquer caso. Quando definidos em relação ao inimigo devem caracterizar sua destruição total ou parcial.deve-se considerar o porte.

(Fig 4-11) 4-41 . porque eles podem diminuir a velocidade do ataque. (2) Sempre que possível. seja por alteração no número de elementos de manobra ou por substituição de elementos de manobra. Alteração no número de peças de manobra Substituição de peças de manobra Fig 4-10. restringir a manobra e causar excessiva concentração de tropa. Mudança do dispositivo de ataque (4) Um acidente do terreno pode ser designado como objetivo intermediário em função dos seguintes aspectos: (a) acentuada mudança da direção de uma peça de manobra do Btl.C 7-20 4-22 c. (3) Um acidente deve ser designado como objetivo intermediário em função dos seguintes aspectos: (a) mudança de Dspo de ataque. ou seja. em regiões dominantes e fora da distância de apoio mútuo do aprofundamento inimigo. (Fig 4-10) (b) insuficiência de poder de combate para atingir os objetivos finais do Btl. Objetivos Intermediários (1) O comandante do batalhão pode designar objetivos intermediários para as companhias. o objetivo intermediário deve ser marcado em região do terreno topotaticamente favorável à sua consolidação. Tais objetivos devem ser designados apenas no número mínimo necessário.

4-22 C 7-20 Fig 4-11. quer pela existência de um flanco exposto ameaçado pelo inimigo (objetivo de segurança). Acentuada mudança de direção (b) necessidade de segurança. Necessidade de segurança 4-42 . quer na ultrapassagem de um curso de água obstáculo ou por acentuada influência sobre uma Via A vizinha. (Fig 4-12) Objetivo de segurança Ultrapassagem de rio obstáculo Acentuada dependência de vias de acesso Fig 4-12.

ou reiniciar o ataque na jornada seguinte. (Fig 4-14) (e) observação limitada do terreno. (Fig 4-13) Fig 4-13. pois estes aumentam o tempo necessário para a conquista dos objetivos finais. podendo. exigindo um planejamento diferenciado. induzindo à marcação de objetivos intermediários na região da ruptura da posição defensiva inimiga. com isso. quando os objetivos finais do batalhão forem marcados além da penetração do batalhão inimigo de primeiro escalão. 4-43 . incluindo a consolidação e a reorganização. quando o inimigo apresentar um dispositivo forte na faixa do defender. O prazo também influencia no número de linhas de objetivos intermediários. quando o Cmt não puder observar os objetivos impostos pela brigada do seu posto de observação inicial. e (f) prazo para a conquista dos objetivos finais.C 7-20 4-22 (c) previsão de combate difícil e prolongado. induzindo à marcação de objetivos intermediários na região da penetração da posição defensiva inimiga. pois o batalhão poderá prosseguir em operações noturnas. quando for superior a uma jornada diurna. proporcionar condições de reforço por parte do inimigo. Previsão de combate difícil e prolongado (d) profundidade da missão.

controle. comportando apenas uma companhia em formação de ataque.É utilizado quando a Z Aç for estreita. c. dispersão e poder de combate superior ao inimigo. DISPOSITIVO PARA O ATAQUE a.É o dispositivo utilizado com maior freqüência pelo batalhão. quando reforçado por outras peças de manobra. 4-44 . Profundidade da missão. 4-23. proporcionando. máxima segurança nos flancos. flexibilidade e segurança. Dispositivo com uma companhia em primeiro escalão . Dispositivo com mais de duas companhias em primeiro escalão É utilizado quando a Z Aç for ampla. onde necessário. Dispositivo com duas companhias em primeiro escalão . o Btl pode alterar o seu dispositivo inicial. porém. o ataque pouco profundo e o inimigo fraco. Generalidades . Tal dispositivo proporciona flexibilidade pela manutenção de fortes reservas.Deve ser selecionado um dispositivo para o ataque que proporcione o grau de segurança necessário. de modo equilibrado. (Fig 4-15) b. porém reduzida flexibilidade face à manutenção de uma reserva fraca. Proporciona máximo poder de combate.4-22/4-23 C 7-20 Penetração da brigada inimiga Penetração do batalhão inimigo Fig 4-14. flexibilidade. Os dispositivos acima descritos consideram o Btl composto por três companhias de fuzileiros. Durante o ataque. poder de combate. admitem variantes em função da análise do dispositivo do inimigo e do número de Via A. além de facilitar o controle. sendo empregado normalmente em ações de fixação. e. d.

traduzidas na organização. Generalidades (1) O poder de combate é a capacidade de combate existente em determinada força. Depende. aliados à liderança do comandante da tropa. das qualidades de chefia e da competência profissional do comandante. resultante da combinação dos meios físicos à disposição e do valor moral da tropa que a compõe. O poder de combate depende. também. adestramento. das características e possibilidades dos meios que compõem essas forças. em larga escala.C 7-20 Uma companhia em primeiro escalão Inimigo 4-23/4-24 Res Res Duas companhias em primeiro escalão Inimigo Res Três companhias em primeiro escalão Inimigo Res Fig 4-15. espírito de corpo. Dispositivos do batalhão 4-24. disciplina. estado do equipamento e emprego engenhoso das forças. (2) Todos os elementos que de alguma maneira ocasionam acréscimos ou decréscimos são genericamente chamados de multiplicadores do poder de 4-45 . PODER DE COMBATE a.

(2) São fatores que induzem à manutenção de uma reserva forte: (a) objetivos profundos. como medida de economia de meios. é admissível um poder de combate de 2x1 para o ataque secundário. deve-se levar em conta aspectos como terreno. efetivos.Deve ser dotado. proporcionando-lhe indicações sobre as características gerais das linhas de ação que podem ser adotadas. Entre estes. normalmente. quantas companhias são necessárias para a conquista dos objetivos finais do Btl e a necessidade de reforçá-las para conquistar tais objetivos. Neste caso. c. uma reserva compatível (companhia de fuzileiros a dois pelotões) ou mesmo uma reserva fraca (companhia de fuzileiros a um pelotão de fuzileiros). no mínimo. e um inimigo fraco na faixa do “defender” permite a relação de poder de combate de 2x1. (3) Um terreno de pequeno valor defensivo (de conformação longitudinal). (2) Ao fazer a análise do poder relativo de combate. Reserva (1) Em princípio. (3) Na determinação do poder de combate de suas peças de manobra. a reserva deve ser forte (companhia de fuzileiros a três pelotões) para proporcionar flexibilidade ao comandante. experiência de combate. e (b) inimigo apresentando um dispositivo forte em profundidade. 4-46 . com poder de combate de 3x1.). d. o Cmt Btl verifica. b. por motivo de economia de meios. em determinadas situações. o comandante procura determinar. em princípio. Durante a análise. As conclusões obtidas permitem ao comandante abreviar o seu estudo de situação. atacando-o de surpresa e numa direção inesperada. sendo admissível. e. Poder Relativo de Combate (1) O poder de combate só tem significado quando confrontado com o poder de combate das forças oponentes (Poder Relativo de Combate). (2) Um terreno de grande valor defensivo (de conformação transversal). induz a um poder de combate de 3x1 para se atingir a região da ruptura da posição defensiva inimiga. Durante o planejamento. têm grande importância a rapidez e violência da ação de combate. etc. inimigo. deve ser ressaltada a aplicação dos princípios de guerra. associado a um inimigo com dispositivo forte inicialmente (faixa do “defender”). visando agir sobre o flanco ou retaguarda do dispositivo inimigo. com poder de combate de 3x1. No entanto. como termo de comparação: (a) unidades de manobra (número.4-24 C 7-20 combate. valor combativo etc. (3) Na determinação do poder relativo de combate os fatores abaixo servem. Ataque Secundário (1) Deve ser dotado. os aspectos predominantes e as deficiências de ambos os contendores. adestramento da tropa. serão feitas considerações acerca das possibilidades de emprego e do poder de combate da reserva. inicialmente. Ataque Principal . marcados além da penetração do Btl inimigo em primeiro escalão. em cada fator analisado.

é mais bem empregada quando é necessário abrir ou remover obstáculos AC. empregando-as como unidades de uma única arma ou como unidades reciprocamente reforçadas. quando há fortes defesas anticarro. (h) terreno. (j) outros (algumas considerações adicionais podem ser incluídas. abrigos. O Btl tem sua composição fixada pela brigada de acordo com a missão e a situação. 4-47 . (e) apoio logístico. (Fig 4-16) c. Uma FT forte em carros de combate.C 7-20 4-24/4-25 (b) apoio de fogo. deve organizar forças-tarefa. normalmente. 4-25. orgânicas ou em reforço. (4) Ao concluir a análise. O Cmt Btl compõe suas Cia. b. e. Uma FT forte em infantaria. deve-se procurar: (a) consolidar os fatores em que temos superioridade. fortes em carros de combate ou equilibradas com igual número de pelotões de fuzileiros e de carros de combate. adestramento. O Cmt fixa as relações de comando e compõe suas peças de manobra na organização para o combate. interdição. tais como: moral. inteligência. (i ) dispositivo. guerra psicológica etc). (c) reverter os fatores em que o inimigo tem superioridade. o inimigo é forte em blindados e quando houver necessidade de grande poder de choque e de rapidez. a menor fração dada em reforço a uma companhia em operações ofensivas. (f) comando e controle. Tal composição pode incluir o reforço de uma ou mais companhias. quando deve ser conquistada uma área edificada ou quando o terreno é desfavorável ao emprego de um substancial número de viaturas blindadas. (g) mobilidade. (c) apoio de guerra eletrônica. é mais bem empregada onde o terreno é favorável ao emprego de carros de combate. experiência de combate. Um pelotão de fuzileiros ou de carros de combate é. ORGANIZAÇÃO PARA O COMBATE a. aptidão das unidades para a operação. d. (b) desequilibrar os fatores em que não haja vantagem marcante para nenhum dos contendores. (d) apoio de engenharia. fortes em infantaria. dissimulação. Se o Btl dispõe de elementos de carros de combate em reforço.

o Cmt Btl deve atribuir-lhe. e (3) elemento de manobra no escalão de ataque. 4-26. Caso o Btl receba em reforço elementos de cavalaria mecanizada. A brigada pode reforçar seus Btl de primeiro escalão com elementos de carros de combate.4-25/4-26 C 7-20 Força-Tarefa forte em infantaria Força-Tarefa forte em carros de combate Força-Tarefa equilibrada Fig 4-16. Tipos de forças-tarefa valor subunidade f. ressaltando que se trata de uma situação esporádica. (2) força de ligação. Generalidades (1) Ainda que os carros de combate não sejam orgânicos do BI. g. Ao empregar o esquadrão de cavalaria mecanizado no escalão de ataque. deverá empregá-los normalmente como: (1) força de proteção de flanco. estes e os fuzileiros podem ser empregados combinados na ofensiva. valor pelotão ou esquadrão. porém não se restringindo a estas unidades de infantaria. COMBINADO INFANTARIA . preferencialmente. o que é comum na infantaria blindada.CARROS a. objetivos de segurança e Via A favoráveis a blindados. Outros tipos 4-48 .

os carros apóiam a infantaria atirando. é conseguida. Esse processo é vantajoso quando o objetivo estiver claramente definido e quando existirem campos de tiro para os carros. b. então. para o sucesso da operação. Posteriormente. de posições com desenfiamento de couraça (posição tomada por um carro de combate no qual o seu chassi fica oculto e somente a torre fica exposta aos fogos e vistas do inimigo) ou permanecem ocultos nas proximidades da linha de partida. há cinco processos de ataque que podem ser empregados pelos grupamentos infantaria a pé e carros. das forças de contra-ataque. mantidos os fuzileiros a uma distância de segurança dos arrebentamentos dos tiros da artilharia com espoleta de tempo. eliminando ou capturando o pessoal inimigo remanescente.C 7-20 4-26 de infantaria podem ser reforçadas por elementos de carros de combate. são modificados pela combinação de elementos de dois ou mais processos. dos obstáculos e pela procura e balizamento dos itinerários de progressão para os carros. As possibilidades de um compensam as limitações do outro. aumentam. A infantaria segue à retaguarda dos carros. os carros e a infantaria protegem-se mutuamente durante a reorganização e a consolidação. A infantaria auxilia os carros pela localização e destruição de armas anticarro inimigas. Os fogos de apoio sobre o objetivo são. (1) Primeiro processo . das minas. A potência máxima de fogos dos carros é obtida no momento do assalto. das armas automáticas. transportados e o assalto é executado pela infantaria e os carros. Os fogos desencadeados dos carros em movimento a curta distância. A resistência do inimigo e o terreno indicam o processo que melhor assegure o sucesso de determinado ataque.De um modo geral. por sua vez. Um exemplo claro é o emprego de carros reforçando um BI Mtz no ataque a uma localidade. Assim. em situações em que o escalão superior julgue necessário aumentar a impulsão e o poder do combate de uma peça de manobra. os carros transpõem a linha de partida a tempo de ultrapassar a infantaria. os carros precedem a infantaria no assalto. O Cmt Btl.Inicialmente. tratado no Art IX deste capítulo. O comandante do elemento que reforça é o assessor do Cmt do grupamento para assuntos relativos ao emprego de sua fração. dos obstáculos contra pessoal e pela conquista dos objetivos. geralmente. pode colocar carros de combate em reforço às companhias de fuzileiros. eles progridem rapidamente e juntam-se à infantaria nessa posição. Após a conquista do objetivo.Inicialmente. A unidade de comando dentro do grupamento infantariacarros é estabelecida claramente na ocasião em que os elementos passam a reforçar. em combinação com os fogos de assalto da infantaria. (2) Segundo processo . freqüentemente. Esses processos. (2) A infantaria e os carros são perfeitamente ajustados para se auxiliarem mutuamente no ataque. Esse processo encontra sua maior 4-49 . Os carros auxiliam a progressão da infantaria pela destruição ou neutralização dos carros inimigos. a infantaria progride no terreno com o apoio dos carros em base de fogos. Quando a infantaria se aproxima da posição de assalto. Os carros regularão sua saída da linha de partida para que cheguem à posição de assalto simultaneamente com a infantaria. de modo significativo. Processos de ataque . A surpresa. parados. com os fuzileiros nos intervalos dos carros. a intensidade do efeito de choque. antes que ela chegue à posição de assalto.

sacrificando. normalmente. desde a linha de partida até o objetivo. À medida que a progressão se desenvolve. Ele assegura uma estreita coordenação e o máximo de apoio mútuo. uma vez este conquistado. entre eles ou imediatamente à sua retaguarda. 4-50 . passando-se a outro. Somente a infantaria realiza o assalto. (3) Terceiro processo . duas Via A: uma para a infantaria e outra para os carros. vindos de direções diferentes e deslocando-se por itinerários diversos. deve ser empregado de início esse processo. os carros apóiam pelo fogo a progressão da infantaria. evitando-se a exposição desnecessária dos carros a baixa velocidade. de acordo com os planos previstos para manter o objetivo conquistado. Durante a reorganização e os preparativos para o prosseguimento do ataque. os carros são dispostos com a infantaria. executando tiros por cima de tropa ou pelos flancos durante toda a sua progressão. na eventualidade de contra-ataques inimigos. quando o escalão de ataque penetrar em terreno mais limpo ou quando tornar-se clara a situação do inimigo. localizadas nas proximidades da linha de partida e apóiam a infantaria. lança seu ataque primeiro e os carros transpõem a linha de partida a tempo de permitir a coordenação simultânea do assalto final entre a infantaria e os carros. (6) Qualquer que seja o processo empregado para atingir o objetivo. Isto aumenta a vulnerabilidade dos carros aos fogos anticarro e dá ao inimigo oportunidade para aumentar a eficácia e intensidade de seus fogos defensivos. porém. Esse processo é o menos eficiente de todos e somente deve ser empregado quando obstáculos naturais ou artificiais impedirem o movimento dos carros até o objetivo. Em terreno coberto. a velocidade e a surpresa. Esse processo é usado quando a visibilidade é reduzida. contra um inimigo que possui pouco ou nenhum abrigo com teto. Sempre que possível.Os carros. convergem sobre o objetivo. parados. a infantaria e os carros coordenam estreitamente suas ações durante a fase de consolidação. Esse processo é útil quando o terreno e a defesa inimiga favorecem a utilização de.A infantaria e os carros. a infantaria. estas posições relativas entre a infantaria e os carros serão ajustadas de acordo com as necessidades. desde a linha de partida até o objetivo. até o momento em que devam lançar seu próprio ataque. tendo em vista a natureza da resistência inimiga e o terreno. pelo menos. Devido à maior velocidade dos carros. nas zonas edificadas e nos bosques.4-26 C 7-20 aplicação em ataques pesadamente apoiados por tiros de artilharia com espoleta de tempo. o que deve ser considerado no planejamento. e cuja defesa anticarro na frente compõe-se de poucos engenhos anticarro. atiram de posições de desenfiamento de couraça. (4) Quarto processo . (5) Quinto processo .A infantaria e os carros deslocam-se juntos na mesma velocidade durante toda a progressão. quando pouco se conhece sobre o inimigo. A infantaria pode deslocar-se ligeiramente à frente dos carros.

em função de um ou mais fatores da decisão (missão. terreno. Generalidades (1) É um ataque realizado. e (d) outras semelhantes às de um ataque secundário. inimigo. o Btl pode eleger e impor objetivos às suas peças de manobra na região da ruptura do Btl inimigo. que visa impedir o desengajamento do inimigo em contato. com pequena profundidade. evitando que o inimigo reforce na Z Aç do ataque principal. Ataque limitado de batalhão 4-51 . de suas reservas imediatas e meios de apoio. normalmente. podemos concluir que as finalidades de um ataque limitado são: (a) fixar o inimigo. meios e tempo). em princípio. (c) conquistar objetivo de segurança. (Fig 4-17) (Z Reu) Objetivos não impostos pela brigada LP/LC O1 O2 LP/LC Fig 4-17. (2) Caso a brigada não imponha objetivo. b. normalmente ofensiva e de profundidade limitada. a fim de atrair e impedir que a companhia reserva do batalhão inimigo atue em outra parte da Z Aç. Ataque de fixação (1) Fixar é a ação tática. (b) atrair reservas para sua Z Aç. (2) Considerando que o elemento que realiza um ataque limitado é. ATAQUE LIMITADO 4-27 a. Difere de um ataque normal por ter sua progressão limitada em profundidade. sobre uma parte da Z Aç de uma força.C 7-20 4-27. o ataque secundário de seu Esc Sp.

Inimigo Terreno Meios Tempo . .Fraco na faixa do defender.4-27 C 7-20 c. .Forte na faixa do defender. Marcação de objetivos (1) Em um ataque limitado. INDUZ A NÃO MARCAR Missão .Poder de combate insuficiente. marcando objetivo na região da ruptura do Btl inimigo.Fixar o inimigo em profundidade (penetração do Btl inimigo).“Atacar em sua zona de ação” significa um ataque limitado sem marcação de objetivos. Difere do ataque limitado para conquistar particularmente pela inexistência de região topotaticamente adequada para marcação de objetivo. Ataque em sua zona de ação . 1ª Cia Fzo realizando ataque em sua zona de ação d. conforme a análise dos fatores da decisão. . .Rapidez não é preponderante.Não favorece a marcação de objetivos. FATORES INDUZ A MARCAR .Favorece a marcação de objetivos.Necessidade de rapidez. . .Fixar o inimigo inicialmente (até a ruptura do Btl inimigo). (Fig 4-18) 01 3 2 02 1 2 1 2 Fig 4-18. . 4-52 . A tropa transpõe a linha de partida e prossegue no ataque até o limite posterior da Z Aç recebida.Conquistar objetivo de segurança. com a finalidade de realizar a limpeza da Z Aç.Poder de combate suficiente. o Cmt pode marcar ou não objetivos às suas peças de manobra. .

Um ataque limitado pode ser realizado: (a) Quando uma Via A torna-se bastante desfavorável à progressão a partir de determinada região. f. em um ataque limitado. (2) O poder de combate para se fixar uma tropa inimiga em determinada região do terreno corresponde ao poder de combate necessário para se atingir a região imediatamente anterior. Situações que sugerem um ataque limitado (1) Terreno . A resistência inimiga esperada. pode impedir que o ataque de fixação cumpra sua missão. e. e (Fig 4-19) O3 O4 O1 O2 LP/LC LP/LC Fig 4-19. podendo variar em função dos fatores da decisão. Poder de Combate (1) A determinação do poder de combate de um ataque limitado com marcação de objetivo obedece às mesmas prescrições de um ataque secundário. Por exemplo. Ataque limitado devido a uma via de acesso desfavorável 4-53 . O Cmt deve ter ciência das dificuldades que poderão advir. para fixar a penetração de um Btl inimigo de primeiro escalão. nesta situação. quando do desembocar do ataque. devemos atribuir poder de combate suficiente para atingir a ruptura da posição inimiga. caso decida por um poder de combate igual ao do contato (1x1) para fixar a ruptura da posição defensiva inimiga.C 7-20 4-27 (2) Os dados da tabela acima não devem ser considerados absolutos.

4-27 C 7-20 (b) Quando uma Via A converge melhor para o mesmo acidente capital que outra Via A e tal acidente não comporta duas peças de manobra.Um ataque limitado pode ser realizado quando o inimigo apresentar grande poder de combate inicialmente. Ataque limitado por convergência de vias de acesso (2) Inimigo . (Fig 4-21) 4-54 . (Fig 4-20) O1 LP/LC LP/LC Fig 4-20. podendo o Btl fixá-lo em parte da frente com reduzido poder de combate e rompê-lo com um poder de combate maior em outro local.

A partir dessa região.C 7-20 4-27/4-28 LP/LC LP/LC Fig 4-21. definirá quais as peças de manobra que prosseguirão no ataque. mediante a expedição de ordens fragmentárias. (Fig 4-22) (3) Para que seja possível uma regulação curta da manobra. Generalidades (1) Regular a manobra significa dar ordens claras e precisas às peças de manobra até determinada região do terreno. Fará uma regulação longa quando definir todos os elementos da decisão até os objetivos impostos pelo escalão superior. (2) De acordo com os fatores da decisão. 4-55 . o Cmt. estará fazendo uma regulação curta quando só for possível dar ordens claras e precisas até determinada região de sua Z Aç. o Cmt poderá fazer uma regulação longa ou curta para sua manobra. faz-se necessária a marcação de objetivos intermediários. Em contrapartida. REGULAÇÃO DA MANOBRA a. Ataque limitado em função do inimigo 4-28.

Para a regulação da manobra deverão ser analisados os fatores da decisão: (1) Missão Profundidade . (b) Dispositivo . Fatores da Decisão . 4-56 . haverá uma tendência à regulação curta.A possibilidade de se observar. (3) Terreno (a) Condições de observação . respectivamente. sugerindo uma regulação curta. induzindo à regulação curta. enquanto que de infantaria à curta.A carência de informações sobre o inimigo provoca incerteza sobre o seu dispositivo e valor. Pequena ou grande possibilidade de reforço induz à regulação longa ou curta.O dispositivo do inimigo. Tipos de regulação de manobra b. Caso o Btl receba objetivos além dessa região. induz a uma regulação longa. (c) Possibilidade de reforço . possibilitando a identificação das Via A e os limites entre as peças de manobra. concluindo sobre a possibilidade do inimigo reforçar suas ações de defesa. de um P Obs aquém da LP/LC. (2) Inimigo (a) Natureza . sugere considerável grau de incerteza quanto à possibilidade do escalão de ataque prosseguir até os objetivos finais.O normal é que o Btl receba objetivos na região da penetração da posição defensiva inimiga. (d) Informações . forte em profundidade.Considerar as reservas inimigas que provavelmente serão empregadas na Z Aç do Btl.4-28 Regulação Longa Regulação Curta C 7-20 Fig 4-22. até os objetivos finais sem que haja compartimento entre eles.Tropa de cavalaria induz à regulação longa.

No decorrer do estudo de situação. (e) O ataque principal deve utilizar a melhor Via A.Quando possuímos uma mobilidade superior à do inimigo. após a formulação das nossas linhas de ação e a análise das linhas de ação opostas. c. tendemos a regular longo.Devem ser marcados em regiões dominantes. a regulação tenderá a ser curta.C 7-20 4-28/4-29 (b) Valor defensivo . (c) Superioridade aérea . o controle e o Ap F. (b) Objetivos marcados em região adequada . se possível.Neste processo as linhas de ação são analisadas em relação aos fatores abaixo discriminados: (1) Terreno (a) Posição relativa dos objetivos .Quanto maior o valor defensivo do terreno.Se a missão não puder ser cumprida em menos de uma jornada diurna.A carência de informações sobre o terreno nos conduz a um considerável grau de incerteza. tendemos a regular curto. b. Processo dos fatores de comparação .Neste processo são elencadas as principais vantagens e desvantagens de cada linha de ação. o Cmt e seu EM realizam a comparação dessas com vistas à tomada da decisão. normalmente o inimigo e o terreno. COMPARAÇÃO DAS LINHAS DE AÇÃO a. (c) O escalão de ataque deve mobiliar todas as Via A. (4) Meios (a) Mobilidade . conforme a situação. poderá haver um ou mais fatores preponderantes. (b) Unidades de manobra . 4-57 . de acordo com o valor e a natureza da peça de manobra empregada. (c) Informações . (d) O escalão de ataque deve mobiliar adequadamente cada Via A. (f) O ataque principal deve utilizar uma Z Aç com a frente mais estreita. (5) Tempo (a) Prazo .A ênfase na rapidez sugere uma regulação longa. tendemos a regular longo. sugerindo uma regulação curta. 4-29. Processo das vantagens e desvantagens . Este aspecto não é comum no escalão batalhão. facilitando o comando. A definição sobre a regulação da manobra surgirá da integração dos aspectos acima estudados. sendo que.Quando possuímos superioridade de unidades de manobra em relação ao inimigo. (b) Rapidez .Quando temos superioridade aérea. tendemos a regular longo. que proporcionem boas condições para o prosseguimento em operações futuras. c. Generalidades .Devem ser marcados de forma a proporcionar a progressão das peças de manobra justapostas em Via A paralelas. Esta comparação pode ser feita baseada em dois processos: o das vantagens e desvantagens e o dos fatores de comparação.

Obter.Considerar a existência de flanco exposto. da maneira mais eficaz possível. e. a mudança da direção do ataque principal. a flexibilidade quanto ao emprego e a flexibilidade quanto à composição de seus meios. se o terreno não proporciona bons campos de tiro rasantes e de flanqueamento. (c) O ataque principal deve utilizar uma Via A dominante ou independente da Via A do ataque secundário.A constituição de forças-tarefa em todas as peças de manobra do escalão de ataque aumenta a velocidade de progressão do Btl. e com ambos os flancos protegidos. a mudança no dispositivo por alteração no número de peças de manobra e a quantidade de peças de manobra no escalão de ataque. (b) O ataque principal deve utilizar a Via A mais curta ou mais bem orientada para o objetivo decisivo.A marcação de objetivos intermediários reduz a velocidade do ataque. o controle e o Ap F. (f) O ataque principal deve reagir bem aos contra-ataques frontais Considerar a rapidez na conquista do objetivo decisivo e a realização de deslocamentos transversais à direção de ataque. considerar o grau de proteção proporcionado por tropas amigas e/ ou obstáculos. (e) Reserva .Empregar todo o poder de combate disponível.Emassar um poder de combate esmagador no momento e local decisivos. (3) Dispositivo do inimigo (a) O escalão de ataque deve pressionar o inimigo em toda a frente e em profundidade.4-29 C 7-20 (2) Rapidez (a) Objetivos intermediários .Considerar o valor. ou se a posição defensiva inimiga não está apoiada em obstáculo. (b) O escalão de ataque deve ser potente.Colocar o inimigo numa posição desvantajosa. (c) Manobra . (b) Ofensiva . dificultando o comando. combinando tropas de natureza diferente. (5) Princípios de guerra (a) Objetivo . pela aplicação flexível do poder de combate. (d) O ataque principal deve incidir onde o inimigo defende em piores condições . decisivo e atingível. Em caso contrário.Dirigir cada operação miltiar para um objetivo claramente definido. (c) O ataque principal deve incidir onde o inimigo é mais fraco em poder de combate. (4) Nosso dispositivo (a) Simplicidade da manobra . (d) Massa .Analisar se o dispositivo inimigo não possui apoio mútuo. (c) Emprego de força-tarefa . (b) O ataque principal deve incidir no dispositivo inimigo pelo flanco. (e) Economia de forças . ameaça inimiga e Via A favorável. simultaneamente. (e) O ataque principal deve reagir bem aos contra-ataques de flanco . se possível.Considerar a existência de ataque limitado. (d) O ataque secundário deve auxiliar e/ou proteger o ataque principal. manter e explorar a iniciativa das ações. destinando o mínimo indispensável 4-58 .

Aeronaves podem ser empregadas na segurança à frente ou nos flancos do batalhão. em nossas operações e restringindo-lhe a liberdade de ação (h) Surpresa . negando ao inimigo o uso da surpresa. Generalidades (1) Durante a montagem da L Aç. que venham a ter influência na análise em tela. Se o batalhão for reforçado pela brigada com elementos de cavalaria mecanizada. devido à sua mobilidade e potência de fogo características.Nunca permitir que o inimigo obtenha uma vantagem inesperada. Por sua vez.Preparar planos claros e descomplicados e ordens concisas para garantir seu completo entendimento. (4) O Cmt Btl emprega os meios orgânicos ou em reforço para a obtenção da segurança desejada.Certificar-se de obter unidade de comando e unidade de esforços para cada objetivo. primordialmente. ou seja. impedindo que interfira. podendo empregar forças de segurança sob seu controle ou tê-las operando sob o controle das companhias. com a intenção do comandante e com as formas de manobra envolvidas. pela adoção de dispositivos adequados e pelo emprego da velocidade. de modo decisivo. (6) Os fatores e respectivos aspectos apresentados estão relacionados particularmente ao ataque de penetração e não esgotam as possibilidades para uma comparação entre linhas de ação. tais elementos deverão ser empregados nas missões de segurança. 4-59 . pela atribuição da autoridade a uma só pessoa. outros. Além disso. (i) Simplicidade . os Cmt de cada elemento subordinado são responsáveis pela segurança de suas subunidades. De acordo com a situação. SEGURANÇA a. consubstanciando a decisão do planejador. conforme a diretriz de planejamento do comandante. pelas medidas de proteção eletrônicas. local ou maneira para os quais ele esteja despreparado. com precisa e nítida divisão de responsabilidades. A unidade de comando é caracterizada. poderão passar a ter preponderância na comparação. (f) Unidade de comando . a pessoa do Cmt.Atingir o inimigo num tempo. No planejamento do ataque. O Cmt tem a responsabilidade pela destruição ou fixação das forças inimigas que constituam uma ameaça ao cumprimento de sua missão.C 7-20 4-29/4-30 de poder de combate à ação secundária. (2) A segurança no ataque é obtida pela oportuna busca e difusão de dados e conhecimentos pelas medidas de contra-inteligência. sistema de comunicações adequado ao exercício do comando (g) Segurança . uma eficiente unidade de comando requer: cadeia de comando bem definida. Alguns fatores ou aspectos. são consideradas as prováveis linhas de ação do inimigo e decididas as medidas de segurança adequadas. poderão ser levantados. dispersão e dissimulação. pelo emprego de forças de segurança. 4-30. (3) O Cmt Btl é o responsável pela segurança de sua unidade como um todo. para contrapor-se as ações do inimigo. o Cmt deve considerar as necessidades de manter a liberdade de ação e de evitar a interferência inesperada do inimigo.

(Fig 4-23) 4-60 . o comandante do batalhão deve ser informado. ou durante a consolidação dos objetivos. A responsabilidade pelo controle de tais intervalos e flancos é claramente definida pela brigada para seus elementos subordinados. esta área pode ser definida por uma série de acidentes do terreno. ou o emprego de elementos orgânicos ou em reforço com a missão específica de segurança do flanco. normalmente. As Cia Fuz que atacam em um flanco devem manter o contato com elementos do batalhão vizinho. (4) Quando duas ou mais companhias estão atacando justapostas e entre elas existe um intervalo. para proceder reconhecimentos de pequena profundidade e adotar medidas de segurança adequadas. (5) As companhias do escalão de ataque. é proporcionada pelas companhias do escalão de ataque. As medidas que podem ser tomadas para proporcionar a segurança do flanco incluem: aumento do poder de combate da companhia do flanco exposto. bem como sua área de responsabilidade. intervalos de largura considerável ocorrem entre seus batalhões orgânicos e unidades vizinhas. então. permitindo um contra-ataque inimigo sobre o nosso flanco. Em certas situações. sendo necessária a segurança dos flancos para proporcionar adequado alerta sobre a aproximação do inimigo. Entre os meios empregados na segurança de flanco estão os elementos orgânicos. A força de proteção opera dentro da distância de apoio do Btl. A segurança orgânica à frente. proporcionada pela presença de uma unidade vizinha. Ele pode. se esta unidade permanecer lado a lado.4-30 C 7-20 (5) As forças de segurança são localizadas onde possam proporcionar alerta oportuno e tempo para permitir ao batalhão reagir eficientemente contra a ameaça. Segurança de flanco (1) Quando a Bda opera em frentes maiores que as normais. pelo rádio ou por elementos destacados para este fim. os elementos de reconhecimento terrestre em reforço e elementos de segurança aeromóveis. Quando o flanco do Btl está exposto e a Bda não assume a responsabilidade pela segurança. (3) A proteção de um flanco é. Quando o contato é perdido ou quando o batalhão vizinho atrasa sua progressão. deve ser designada uma força de proteção de flanco. deve ser mantido o contato pela vista. (2) Os flancos dos Btl do escalão de ataque e de suas companhias subordinadas podem estar expostos. Segurança à frente (1) Uma unidade de reconhecimento do Esc Sp pode preceder o Btl em um ataque realizado ao longo de um eixo de progressão. destacar um elemento de segurança de flanco para restabelecer e manter o contato com a unidade vizinha. protegem seus próprios flancos. normalmente. em um ataque contra um inimigo conhecido. colocação da reserva orientada na direção do flanco exposto. Isto não libera o comandante do batalhão da responsabilidade pela segurança à sua frente. (2) O Cmt Btl mantém contato com o elemento de segurança à sua frente por meio de rádio e de elementos de reconhecimento orgânicos. b. c.

A força de proteção regula seu movimento pelo ritmo de progressão do Btl e. e o momento em que o deslocamento para essas áreas deve ser iniciado. O Cmt da reserva é responsável 4-61 . d. proporcionando maior tempo de reação. se desloca por lanços de uma posição de bloqueio para a seguinte. ao passo que uma força de proteção. devido à situação. constitui uma reserva adequada de Bda. (8) A conquista de objetivos de segurança proporciona ao Cmt Btl posições de bloqueio em seu flanco. O Cmt Bda determina suas Z Reu inicial e subseqüentes. normalmente. Proteção de flanco através de um Pel C Mec em reforço ao batalhão (6) O Cmt Btl ou da força de proteção seleciona uma série de posições de bloqueio no flanco e paralelas à direção de progressão. eles podem ocupar as posições de bloqueio alternadamente. entretanto a força de segurança deve ter o valor mínimo compatível com a ameaça. pois um objetivo de segurança. Um Btl. normalmente.A segurança de retaguarda deve ser estabelecida quando necessário. (7) Uma força de proteção a pé é menos eficiente do que uma transportada por viaturas ou aeronaves. Tal medida deve ser adotada quando uma força de proteção no flanco não puder ser lançada.C 7-20 4-30/4-31 Fig 4-23. normalmente. Segurança de retaguarda . ela deve marchar continuamente ou ter seus elementos ocupando uma posição de bloqueio. operará a certa distância do grosso do Btl. estará localizado no interior da Z Aç do Btl. BATALHÃO RESERVA DA BRIGADA a. Se a força de proteção consistir em dois ou mais elementos bastante fortes para operar de modo semiindependente. normalmente. Normalmente. 4-31.

assegurando-se de que a operação se desenrole conforme o seu conceito da operação. (b) cobertura contra a observação terrestre e aérea do inimigo. o Cmt Btl ou um oficial de seu EM permanece no posto de comando da Bda. o Cmt Btl desenvolve todo o esforço para rechaçá-lo num de seus flancos. conforme a situação. em princípio. (c) espaço suficiente para a dispersão da tropa e das viaturas. viaturas e material de comunicações. e (6) bloquear vias de acesso e de retirada para o inimigo. (c) descanso da tropa. Um Btl reserva também pode receber a missão de empregar os fogos do pelotão de morteiros em apoio ao ataque. III.O Cmt Btl emprega as medidas de coordenação e controle necessárias para controlar o ataque. e (d) outras atividades. o Btl reserva conduz o ataque como está descrito neste artigo. especialmente de carros de combate. MEDIDAS DE COORDENAÇÃO E CONTROLE a. se possível. A Bda. (4) destruir ou deter contra-ataques inimigos. que incluem: (a) planejamento da operação. (Fig 4-24) b. antes que a ação inimiga possa interromper a ação do escalão de ataque. o Cmt Btl distribui as áreas para as companhias. Quando empregado. especialmente a manutenção do armamento. onde são realizados os preparativos para o combate. Zona de reunião (1) Uma Z Reu é uma área na qual uma unidade se reúne a fim de se preparar para uma operação subseqüente. O Cmt Bda mantém o Btl reserva informado quanto a prováveis missões futuras. a par da situação e dos planos da Bda. constantemente. d. localizada(s) a uma hora de marcha das posições de ataque. V e água. (5) proporcionar segurança. Suas missões podem ser: (1) aproveitar o êxito. prescreve uma ou mais Z Reu para o Btl. e (f) obstáculos naturais para a proteção contra ataques inimigos. (e) solo consistente para o trânsito e estacionamento de viaturas. e o suprimento de classes I. c. (3) A Z Reu deve possuir as seguintes características: (a) abrigo dos fogos diretos do inimigo e. (d) proximidade da rede de estradas. seguindo as normas de comando. estar além do alcance de utilização do grosso da artilharia inimiga. (2) reforçar ou manter o ímpeto do ataque. 4-62 . (3) manter o terreno conquistado pelo escalão de ataque. 4-32. Generalidades . (b) medidas logísticas. Quando receber a missão de desorganizar um contra-ataque inimigo. com dois ou mais itinerários de entrada e saída. sem prejuízo da segurança. Para manter-se a par da situação e dos planos da Bda.4-31/4-32 C 7-20 pela ocupação da zona prescrita à sua tropa e terá de manter-se. normalmente. (Fig 4-25) (2) Dentro dessa Z Reu. b.

quando possível. (d) lançamento de obstáculos e sistema de alarme. disciplina de luzes e ruídos. e (e) dispersão.C 7-20 4-32 (4) Durante a ocupação de uma Z Reu. (b) instalação das armas de apoio. Fig 4-24. entre outras. (c) estabelecimento da segurança local. postos de observação e patrulhas de ligação. construção de abrigos. particularmente os meios de defesa anticarro e antiaérea. camuflagem. Medidas de coordenação e controle 4-63 . são adotadas medidas de segurança ativas e passivas como: (a) dispositivo circular.

4-32 C 7-20 Rio SAPÊ Inimigo Rv 72 . O batalhão em zona de reunião 4-64 .50 Rv 45 Fig 4-25.

escolhem e fixam suas próprias posições de ataque. O ideal é que atravessem as posições de ataque sem parar. O Cmt Btl pode fixar as posições de ataque de companhia. (2) Quando a LP não pode ser fixada no terreno. Linha de partida (1) A LP é fixada para coordenar a partida dos elementos de ataque. devendo possuir as seguintes características: (a) ser facilmente identificável no terreno e na carta. evita que o inimigo concentre todos os seus fogos sobre um único elemento atacante.C 7-20 4-32 c. (2) O ataque dos elementos subordinados pode ser escalonado no tempo. (3) O Cmt Btl pode selecionar uma LP diferente da fixada pela brigada. para ataques sucessivos. preparação e coordenação dos planos. Quando as companhias do escalão de ataque estão muito separadas. Pode ser estabelecida numa hora precisa. distribuição de ordens. o Cmt Btl pode fixar para essas peças de manobra LP e horas de ataque diferentes. em operações como o ataque noturno e o ataque com transposição de curso de água. a um sinal convencionado. e (c) a necessidade de surpreender o inimigo e de tirar partido de suas vulnerabilidades. mediante ordem ou em seguida à execução de uma determinada ação tática. ocupadas pela tropa atacante. (b) o tempo necessário às unidades subordinadas para os reconhecimentos. normalmente. antes da transposição da LP. e (d) estar sob o controle das forças amigas. as companhias devem permanecer o menor tempo possível nas posições de ataque. antes que ele possa corrigi-las. Hora de ataque (1) A hora em que os primeiros elementos cruzam a LP é a hora do ataque. (c) proporcionar proteção contra a observação e as armas de tiro tenso do inimigo. organização dos elementos subordinados e deslocamentos para a LP. quando possível. para iludir o inimigo e permitir a mudança dos fogos de apoio amigos. Quando abandonam as posições de ataque. A fim de evitar a apresentação de um alvo compensador. e. Todavia. As posições de ataque são as últimas posições cobertas e abrigadas. 4-65 . as companhias devem estar desdobradas de modo a cruzar a LP numa formação de combate adequada. (b) ser perpendicular à direção de ataque. desde que seus primeiros elementos cruzem a LP da Bda na hora por ela fixada. normalmente. um ataque simultâneo. (2) Os Cmt Cia. (3) Apenas as companhias de primeiro escalão utilizam posições de ataque. d. quando necessita manter um controle extremamente cerrado. As considerações para selecionar a hora de ataque incluem: (a) as determinações do comando superior. Posição de ataque de companhia (1) É usada para facilitar o desdobramento da companhia e a coordenação final antes do início do ataque. a linha de contato prevista pode ser designada como linha de partida. como no caso de um contra-ataque.

Quando não deve ser realizada a limpeza da Z Aç. numa área de objetivo. A Z Aç deve incluir as Via A ao objetivo. do inimigo. A largura de uma Z Aç ou área de operação depende da missão. pelo objetivo final e por limites laterais.4-32 C 7-20 f. nesse caso. A frente deve proporcionar espaço de manobra suficiente para os elementos subordinados. Independentemente de outras medidas de controle empregadas. De um modo geral é desejável que toda a frente esteja dentro do alcance das armas controladas ou disponíveis pelo Btl. enquanto que o limite em um flanco exposto pode não ser especificamente designado. onde duas ou mais companhias devem convergir. muito próximas entre si e/ou em ataques coordenados contra fortes resistências inimigas. até uma distância necessária à coordenação do apoio de fogo e à conquista e consolidação do objetivo. (6) A frente de um Btl ou Cia no ataque pode corresponder à largura de uma determinada Z Aç. g. do terreno e dos meios. (7) Quando o Btl tem a responsabilidade de limpeza da Z Aç. as resistências ultrapassadas devem ser comunicadas ao escalão imediatamente superior. (2) A Z Aç atribui à unidade responsabilidade por uma determinada área. (4) Os limites que definem a Z Aç se estendem somente até onde cada situação particular exija. permitindo a necessária dispersão e a liberdade de ação para manobrar. O Btl no ataque principal da Bda deve receber uma Z Aç menor do que a do ataque secundário. Eles são normalmente traçados ao longo de acidentes do terreno facilmente identificáveis. Eixo de progressão (1) Um E Prog indica a direção geral do movimento de uma unidade. o comandante deve designar limites entre as companhias do escalão de ataque. as frentes são normalmente menores do que quando a limpeza não é necessária. Quando o comandante de uma unidade deseja entrar ou atirar na Z Aç de uma unidade vizinha deve coordenar sua ação com o comandante da unidade interessada e ter autorização do Cmt imediatamente superior. Zona de ação e limites (1) A Z Aç é uma área limitada pela LP. Os limites em flancos não expostos devem ser especificados. em um ou em ambos os flancos. de tal modo que seja evitada a divisão de responsabilidade por acidentes capitais do terreno. como uma estrada ou uma linha de crista. a ordem deve prescrever essa ação e. Uma unidade que progride por eixo de progressão não tem a 4-66 . Ele pode acompanhar um acidente do terreno bem definido. (5) Os limites devem se estender além do objetivo final. Os ataques em terreno coberto podem ter frentes relativamente estreitas. sendo utilizada para controlar a manobra e os fogos de companhias vizinhas no escalão de ataque e para indicar que a área deve ser limpa de forças inimigas. (3) As Z Aç freqüentemente são empregadas. quando duas ou mais companhias atacam em primeiro escalão. ou à dispersão em largura do Btl ou Cia em uma fase particular de uma operação. embora este espaço não deva ser tão grande que comprometa o controle e o apoio mútuo. Cada unidade tem completa liberdade para manobrar e atirar dentro da Z Aç que lhe é atribuída.

C 7-20 4-32 responsabilidade de limpar a área ao longo do eixo e pode ultrapassar forças inimigas que não ameacem o cumprimento de sua missão. é desejável que estejam suficientemente próximos para permitir que os elementos em cada E Prog manobrem com apoio mútuo. que facilite a rápida conquista de um objetivo profundo e/ ou quando não há necessidade de restrição de fogos e de movimento lateral. Quando são empregados dois E Prog pelo Btl. um curso de água ou uma estrada. (5) A linha de controle também pode ser utilizada para determinar a mudança da direção do ataque principal. sem a marcação de objetivos intermediários. (2) Uma unidade pode desviar-se de seu eixo de progressão. Deve ser localizada sobre acidentes do terreno facilmente identificáveis. quanto no sentido longitudinal e paralelo à direção de ataque. (4) É comum o estabelecimento de linhas de controle em operações com características especiais. Linha de controle (1) A linha de controle deve cortar completamente a zona de ação ou provável área de atuação. i. é fixada apenas quando o Cmt Btl deve manter um estreito controle sobre a manobra de um elemento subordinado. sem pararem. h. Direção de ataque (1) Uma direção de ataque é mais restritiva do que um E Prog. Ela indica a direção que deve ser seguida pelo ataque principal de um elemento subordinado. em uma manobra de penetração. e desde que não implique em mudança do dispositivo do Btl. Uma linha de controle pode ser utilizada para limitar a progressão de um elemento. dentre outras. exceto se receberem ordem para tal. (3) Um E Prog é fixado quando as condições favorecem a utilização de uma determinada Via A. (Fig 4-26) 4-67 . (2) As linhas de controle são empregadas para controlar a progressão das unidades. porém assegura-lhe considerável liberdade de ação no cumprimento de sua missão. porém os desvios de maior vulto devem ser informados ao comando superior. (2) Devido à sua natureza restritiva. (5) Quando uma companhia recebe um E Prog adota a formação que melhor se adapte à situação. A designação de um E Prog estabelece uma orientação geral ao subordinado. o ataque com transposição de curso de água. O comandante superior deve ser informado quando ocorrer tal ultrapassagem. tais como uma linha de crista. para indicar a que distância da força principal (escalão de ataque) deve operar uma força de proteção de flanco. como o ataque a localidade. para controlar a progressão dos elementos subordinados. para assegurar o cumprimento de um esquema de manobra cerradamente coordenado. (3) As linhas de controle podem ser empregadas tanto no sentido transversal à direção de ataque. É comum a utilização de um E Prog em manobras de desbordamento. o ataque noturno. (4) Uma resistência inimiga fraca ou desorganizada favorece a utilização de E Prog. Os Cmt devem assegurar que os desvios do E Prog não interfiram na manobra ou nos fogos das unidades vizinhas. que devem informar ao Esc Sp quando as atingirem.

Ponto de coordenação . informar suas sucessivas localizações. onde deve ocorrer a coordenação de fogos e/ou manobra entre duas companhias do escalão de ataque. mesmo com previsão de combate difícil e prolongado.4-32 C 7-20 L Ct para mudança do Atq Pcp L Ct Flanco O3 1 O1 1 LP 1 2 2 2 O4 O1 1 2 O2 Mec O2 L Ct ONÇA L Ct AZUL L Ct AZUL 1 LP LP Atq 1 Pcp 2 LP 2 Fig 4-26. poderá estabelecer uma linha de controle na região da ruptura da posição defensiva inimiga. é desejável numerar ao acaso os pontos de controle.É um ponto designativo de acidente do terreno. para permitir a coordenação da progressão das peças de manobra e do deslocamento da reserva e dos apoios do Btl. de modo rápido e preciso. LP. Ponto de ligação (1) Os pontos de ligação são fixados entre as unidades ou E Prog. facilmente identificável. j. (2) Utilizando-os. Ponto de controle (1) Os pontos de controle são pontos de referência usados para facilitar o controle. m. onde o Cmt deseja que as unidades estabeleçam um contato físico entre si. Esses são particularmente úteis nas operações de movimento rápido. l. Podem ser escolhidos em qualquer parte da Z Aç ou ao longo de um E Prog. um Cmt subordinado pode. e um comandante superior pode designar objetivos. 4-68 . Linhas de controle (6) Caso o Cmt Btl não marque objetivos intermediários. Z Reu ou outros locais para os elementos subordinados. Para segurança.

em uma manobra de infiltração. num momento predeterminado ou face a determinado evento. nos últimos minutos que precedem a hora "H". O ponto de liberação.Devem ser obedecidas as prescrições contidas no parágrafo 4-22 (Seleção de Objetivos). é conveniente. intensificar os fogos que vinham sendo realizados com a finalidade de facilitar a tomada do dispositivo e o desembocar do ataque. Nas operações ofensivas. Quando um ataque tem diversas etapas na manobra. como por exemplo. enquanto as tropas cerram sobre o inimigo. No entanto. c. 4-33. b. Esses fogos devem ser suspensos ou transportados quando estiverem pondo em perigo a segurança do escalão de assalto. entre os elementos de uma força de proteção de flanco. quando os limites são obviamente inadequados. os fogos de apoio são utilizados para auxiliar todas as fases do ataque. Generalidades (1) Para comandar suas peças de manobra. Nas operações de movimento. onde o Cmt da força infiltrante libera os grupos de infiltração ao controle de seus respectivos Cmt. d. obtêm-se um flexível apoio de fogo por meio do estabelecimento de séries de concentrações. 4-69 . COMANDO E CONTROLE a. o. O desencadeamento se dará a pedido. Geralmente a artilharia e os morteiros transpõem seus fogos mais cedo que as armas de tiro tenso. Durante a progressão é extremamente importante que os fogos de apoio continuem caindo sobre as posições inimigas. o ataque não é precedido de uma preparação. n. em regra. é localizado no início de uma faixa de infiltração. Ponto de liberação (1) O ponto de liberação é o local onde o Cmt libera seus elementos subordinados ao controle de seus respectivos Cmt. 4-34. dada a falta de tempo necessário para conhecimento do inimigo e para a organização de um plano de fogos perfeitamente coordenado com a manobra da unidade apoiada. (2) O ponto de liberação pode ser estabelecido pelo Cmt Btl ou pelo Cmt da força de infiltração. (2) O O Com e eletrônica da unidade planeja o emprego das comunicações no ataque coordenado e assessora o S3 quanto à localização do PC do Btl. controlá-las e emitir ordens durante todas as fases do ataque. o Cmt e seu EM planejam ligações adequadas com o Esc Sp. Objetivos . em locais específicos. APOIO DE FOGO a. de acordo com as diretrizes de fogos do batalhão. com os elementos subordinados e com as unidades vizinhas.C 7-20 4-32/4-34 (2) Os pontos de ligação podem ainda ser utilizados para definir áreas de responsabilidade.

a distância mínima de segurança e a área necessária à dispersão de seus órgãos internos. (4) São ainda empregados meios visuais. porém o lançamento de circuitos físicos tem condições de acompanhar a velocidade de progressão do ataque. empregam-se geralmente os mensageiros de escala. com o advento da guerra eletrônica. a saber: (1) Meio rádio . (b) execução propriamente dita. (2) Meio físico . Antes de seu início. 4-36. Generalidades (1) Um ataque é planejado e executado em três fases: (a) preparação. Tais meios suplementares podem ser empregados durante o ataque para compensar a vulnerabilidade do meio rádio às ações de guerra eletrônica do inimigo. Posto de comando principal .É largamente empregado no ataque. (2) O sucesso de um ataque depende da rapidez. a fim de não denunciar seu início ao inimigo. 4-35. Porém. normalmente.É um meio secundário em relação ao rádio. mas após o desencadeamento do ataque. no ataque. EXECUÇÃO DO ATAQUE a. da flexibilidade. deve receber maior apoio de comunicações antes e durante o ataque. procedimentos de medidas de proteção eletrônicas devem ser tomados para evitar localizações eletrônicas e interferências do inimigo. acústicos e diversos em complementação aos sistemas citados anteriormente. (3) Meio mensageiro . Antes do desembocar do ataque. b. da manutenção.Algumas características desta operação têm influência direta nos meios de comunicações mais empregados no escalão Btl. Porém. devem ser seguidas determinadas prescrições rádio antes do ataque. APOIO LOGÍSTICO Este assunto será abordado no capítulo 10. os mensageiros especiais são os mais utilizados. c. na Z Reu e durante os deslocamentos preparatórios. o desenfiamento. b. da iniciativa e da sincronização das ações através da confecção de matrizes e realização de ensaios. pode ser empregado para compensar a restrição do silêncio rádio aquém da LP.4-34/4-36 C 7-20 O ataque principal. Preparação (1) Durante esta fase.Constitui o principal sistema de comunicações empregado no ataque. Meios de comunicações . avultam de importância o apoio cerrado. Além destes procedimentos.O PCP tem sua localização estabelecida pelos mesmos fatores que regem sua localização em qualquer operação. são realizadas as seguintes ações: 4-70 . e (c) consolidação e reorganização.

e os elementos em reforço.O Btl pode se deslocar como um todo ou liberar suas companhias na Z Reu. no âmbito do Btl. são realizadas ações concomitantes. São também tomadas providências para a coordenação da hora e local da emissão da ordem de operações e do pessoal presente. a fim de alertálos para a operação a executar e para as medidas logísticas necessárias. quando a ordem da brigada é recebida. a fim de preparar a unidade para sua missão ofensiva. Este tempo deve ser suficiente apenas para permitir o desdobramento das peças de manobra. A ultrapassagem e a substituição em posição são tratadas no artigo I do capítulo 8. O escalão de ataque cruza a LP durante ou após os fogos de preparação.Simultaneamente ao planejamento do ataque. tropas em contato. (5) Ultrapassagem ou substituição da tropa em contato . normalmente. se for o caso. (c) deslocamento para as posições de ataque. 4-71 . caso os fogos não sejam suspensos para obter a surpresa. (b) operações de inteligência.e (e) Deslocamento das posições de ataque para a linha de partida. Este deslocamento pode ser coberto por tropas amigas em contato com o inimigo.O deslocamento das posições de ataque para a LP é planejado de tal forma que as SU cruzem a LP na hora determinada. e (b) assalto às posições inimigas. as companhias completam os preparativos para o ataque. meios de reconhecimento aéreos. São estabelecidas ligações com as unidades a serem substituídas ou ultrapassadas antes dessas ações. A permanência das companhias nas posições de ataque deve ser a mínima possível. (3) Operações de inteligência . é expedida uma ordem preparatória aos elementos subordinados. Este movimento pode ser protegido por uma preparação de artilharia e morteiros. (2) Ações na Z Reu (a) Enquanto o Cmt e o EM realizam o planejamento do ataque. o ataque se desenvolve em duas etapas até a conquista dos objetivos: (a) progressão até as posições de assalto. dentre outros meios. (4) Deslocamento para as posições de ataque . como também pode ser um movimento descoberto. c. (b) Na Z Reu. são integrados à força atacante. são realizadas operações de inteligência para o levantamento de dados atualizados sobre o inimigo e o terreno.Uma força atacante realiza uma ultrapassagem de uma unidade e prossegue no ataque. Deve ser proporcionado tempo adequado a todos os comandantes de subunidades para a execução dos reconhecimentos e para o planejamento e preparação do ataque. Normalmente. reduzindo a vulnerabilidade aos fogos de contrapreparação do inimigo. (d) ultrapassagem ou substituição da tropa em contato. ou substitui uma força em posição defensiva para a realização do ataque. utilizando para isto patrulhas.C 7-20 4-36 (a) ações na Z Reu. (6) Deslocamento das posições de ataque para a LP . Execução propriamente dita (1) Após a transposição da LP.

(g) O Cmt Btl deve manter permanente ligação com os elementos do escalão de ataque. (b) Antes do desencadeamento do assalto.4-36 C 7-20 (2) Progressão até as posições de assalto (a) Os fogos de preparação podem continuar enquanto os elementos do escalão de ataque progridem para as posições inimigas. à retaguarda das companhias de primeiro escalão. para a complementação mútua de suas possibilidades e limitações. a reserva é empregada sem hesitação. (b) O ataque como um todo caracteriza-se por uma série de rápidos avanços e assaltos. Quando as condições o exigirem. para evitar forças inimigas conhecidas ou suspeitas. cerradamente apoiados pelo fogo. a uma distância da qual possa se deslocar rapidamente para locais de provável emprego. com os elementos de carros de combate e de infantaria integrados em FT. o Cmt Btl pode deslocar a sua reserva para apoiála prontamente. alterando a organização para o combate ou. Se necessário. poderá intervir no combate com a sua presença junto ao escalão de ataque. ocupando P Obs sucessivos. Caracteriza-se pelo combate aproximado. (c) As companhias do escalão de ataque movimentam-se para seus objetivos empregando o fogo. para controlar a manobra de sua unidade. (e) Durante todo o ataque. Utiliza ao máximo as cobertas e os abrigos existentes. As armas de apoio podem se deslocar por escalões para proporcionar a continuidade do apoio de fogo. (3) Assalto às posições inimigas (a) O assalto é realizado à medida que o escalão de ataque aborda as resistências inimigas. Elas não interrompem ou retardam seu ataque. alterando a prioridade de fogos. (h) A reserva progride por lanços. ou para utilizar Via A mais favoráveis. para manter um alinhamento geral ou para se conformar rigidamente com o plano de ataque. acompanhado por elementos de seu EM e pelo comandante da companhia reserva. os observadores avançados de morteiros e de artilharia passam a conduzir os fogos de apoio. Terminada a preparação. partindo de um flanco. Quando uma companhia do escalão de ataque é submetida a um contra-ataque inimigo. aliado a um adequado deslocamento. (d) As resistências inimigas de valor não suficiente para por em risco o cumprimento da missão devem ser desbordadas ou contidas com um mínimo de forças. particularmente em manobras desbordantes ou quando não for necessária a limpeza da Z Aç. desdobrando ou não PCT. Em princípio. os fogos de apoio são concentrados sobre as posições inimigas. caracterizando a sua manobra. pelo emprego da reserva. se necessário. ainda. empregando agressivamente o fogo e o movimento para cerrar sobre o inimigo a fim de destruílo ou capturá-lo. a fim de neutralizá-las e enfraquecê-las. (f) À medida que o ataque progride. o Cmt pode mudar o ataque principal para tirar partido de um êxito tático. Ele pode realizar tal mudança. deve ser empregada intacta no momento e local decisivos. 4-72 . e sua localização deve ser informada à brigada. os fogos de apoio são sucessivamente alongados a fim de manter a eficácia do apoio de fogo com a devida segurança.

C 7-20 4-36 (c) Quando o escalão de ataque atingir suas posições de assalto. e (i) restabelecimento das comunicações. (c) realização de patrulhas de reconhecimento. (2) A consolidação de um objetivo inclui as seguintes medidas táticas: (a) limpeza dos remanescentes inimigos. (f) evacuação do material danificado. (d) estabelecimento da segurança à frente. Os fogos de assalto são realizados apenas pelos elementos do escalão de ataque. Dispositivo para o prosseguimento das operações . (e) estabelecimento do contato com unidades vizinhas. d.De acordo com a missão futura da unidade. (Fig 4-27) 4-73 . adotadas simultaneamente à consolidação do objetivo: (a) redistribuição do pessoal ou recompletamento do efetivo. (b) adoção de um dispositivo defensivo para a manutenção do objetivo conquistado. o Btl pode adotar um dos três dispositivos apresentados na figura abaixo. (c) evacuação de mortos e feridos. (e) redistribuição ou recompletamento do material. Consolidação e reorganização (1) Após o assalto. (3) A reorganização da unidade inclui as seguintes medidas logísticas e de comando. (b) evacuação de prisioneiros de guerra. torna-se necessário realizar uma série de ações. (g) deslocamento das instalações logísticas. coerente com o dispositivo do ataque. exceto nos assaltos realizados por carros de combate apoiados por fogos de artilharia com espoleta de tempo. alongados ou transportados. tendo em vista consolidar a posse do objetivo e reorganizar a peça de manobra que o conquistou. os fogos de apoio devem ser suspensos. e (f) deslocamento e instalação das armas de apoio. (h) deslocamento do posto de comando. (d) remuniciamento ou redistribuição da munição. normalmente por ordem dos Cmt Cia. e.

CONDUTAS DURANTE O ATAQUE a. do inimigo. dos meios e do tempo. o Cmt e seu EM realizam um estudo de situação de conduta. 4-74 . Para resolver a situação. Dispositivos para o prosseguimento das operações 4-37. de acordo com as atualizações das informações sobre o terreno e o inimigo. previstas ou não na matriz de sincronização. Deverá intervir quando a(s) peça(s) de manobra envolvida(s) não puder(em) resolver o problema com seu(s) próprio(s) meio(s). (3) Após analisar os fatores da decisão. Generalidades (1) Durante o desenvolvimento do ataque. (2) Durante o combate podem ocorrer situações. do terreno. baseado na análise da missão.4-36/4-37 Ficar ECD prosseguir ou manter C 7-20 (Z Reu) (Z Reu) (Z Reu) Manter (Z Reu) Prosseguir (Z Reu) (Z Reu) Fig 4-27. que exijam a intervenção do Cmt Btl. o Cmt Btl deve decidir pela intervenção ou não no desenrolar do combate. o Cmt e seu EM devem realizar o estudo continuado de situação.

ou o seu emprego parcelado.Ao reforçar uma peça de manobra do escalão de ataque. logo que a situação permitir. Neste caso deve ser constituída uma reserva temporária ou hipotecada. as ordens aos elementos subordinados. Intervenção com fogos . na forma de uma ordem fragmentária. ou contra qualquer outro ponto vulnerável conhecido ou suspeito. o mais cedo possível. e (e) presença do Cmt Btl. Uma ou mais companhias devem reverter à reserva. b. (6) A decisão de conduta é transmitida aos elementos subordinados via rádio. e o poder de combate necessário para a conquista do seu objetivo.C 7-20 4-37 (4) A intervenção no combate pode ser realizada através das seguintes ações. Emprego da reserva (1) A reserva deve ser empregada para explorar um sucesso e não para compensar um fracasso. meio físico ou mensageiro. chegando a uma decisão de conduta. alterando limites e/ou outras medidas. em vez disso. alterando a prioridade e/ou as formas de emprego das armas de apoio. (c) emprego da reserva. sempre que possível. Nesta decisão deve ser estabelecida a manobra. A reserva deve ser empregada contra o flanco ou a retaguarda do inimigo. o Cmt Btl deve considerar a favorabilidade da Via A a ser utilizada pela companhia. d. como no desembocar do ataque. a reserva deve ser empregada em uma nova direção. Reforço a elemento de primeiro escalão . passar a reserva através das unidades que tenham sido detidas pela ação inimiga. A decisão deve também ser informada ao Cmt Bda. após levantar as possíveis linhas de ação as comparam.É comum alterar a prioridade de fogos quando a reserva for empregada. e. (5) O Cmt Btl e seu EM. Pode ser empregada contra o inimigo em contato ou em profundidade. sempre que possível. (3) Deve ser evitado. para obter surpresa e evitar o emassamento. c. (4) Podem surgir ocasiões em que todas as companhias estejam empenhadas no ataque. fracionando o seu poder de combate. combinadas ou não: (a) intervenção com fogos. a reserva e a prioridade de fogos. porém tal procedimento só deve ser adotado caso o ataque principal esteja detido ou já tenha conquistado o seu objetivo. (2) Deve ser evitado. Mudança das medidas de coordenação e controle (1) Tal mudança implica na alteração de limites e/ou qualquer outra medida de coordenação e controle que se fizer necessária. (d) mudança das medidas de coordenação e controle. o emprego prematuro da reserva. (b) reforço ao elemento de primeiro escalão com peça de manobra valor pelotão. Outra maneira de intervir com fogos é alterar a forma de emprego das armas de apoio do batalhão. 4-75 .

deve deter o seu ataque para destruir a força contra-atacante. (5) princípios de guerra . Comparação das linhas de ação . de modo que possa prosseguir no ataque para o objetivo. antes de prosseguir na direção do objetivo. CONSIDERAÇÕES GERAIS a. o Cmt Btl deve destruí-la ou neutralizá-la com fogos.considerar os que preponderam para o cumprimento de determinada missão baseado no tipo de manobra empregada e nas diretrizes do comandante do batalhão. ocorre quando se transforma o ataque secundário em ataque principal para conquistar o objetivo deste último. f. Conceito (1) O aproveitamento do êxito (Apvt Exi) é uma operação que se segue a um ataque bem sucedido e que. o Cmt Btl procura contê-la e informa a situação à Bda. ARTIGO V APROVEITAMENTO DO ÊXITO 4-38. o Btl comunica a intenção de ultrapassá-lo e atribui a missão de bloqueio ou destruição da mesma à reserva ou a uma companhia que realize um ataque secundário.4-37/4-38 C 7-20 (2) Esta forma de intervenção. principalmente face à possibilidade de reforço do inimigo. (4) nosso dispositivo .Considerar a abordagem da posição inimiga pelo flanco. (2) rapidez . normalmente. bem como a possibilidade do inimigo contra-atacar no flanco da peça de manobra empregada. normalmente. Ação face aos contra-ataques inimigos (1) Se o inimigo contra-atacar com uma força com poder de combate insuficiente para ameaçar o cumprimento da missão.Considerar a potência e a impulsão da peça de manobra empregada. 4-76 . a simplicidade da manobra e o valor da reserva durante a conduta. g.Considerar a linha de ação mais rápida. a proteção do seu flanco. reconhecidamente.Considerar a melhor Via A. Se não há disponibilidade de fogos ou se estes não eliminam a ameaça inimiga. (3) Quando a força contra-atacante é demasiada forte para ser eliminada pelo batalhão. (3) dispositivo do inimigo . solicitando apoio. se inicia quando a força inimiga se acha. Caracteriza-se por um avanço contínuo e rápido das forças amigas com a finalidade de ampliar ao máximo as vantagens obtidas no ataque e destruir a capacidade do inimigo de reorganizar-se ou de realizar um movimento retrógrado ordenado. em dificuldades para manter suas posições.A comparação pode ser feita através do processo das vantagens e desvantagens ou da análise dos seguintes fatores: (1) terreno . (2) Se a força de contra-ataque tem poder de combate suficiente para impedir o cumprimento da missão.

Constituem indícios capazes de justificá-la: (a) visível diminuição da resistência inimiga em pontos importantes da sua defesa. (5) A força de acompanhamento e apoio segue de perto a força de Apvt Exi. deve ser consultado o Art V. (3) Tendo em vista que o Apvt Exi é caracterizado por um movimento rápido. deslocando-se. Estreita ligação é estabelecida entre o comandante da força de acompanhamento e apoio e o da força de Apvt Exi. (b) aumento do número de prisioneiros de guerra e de material abandonado pelo inimigo. 4-77 . Não há relação de comando entre ambas. à retaguarda e. normalmente. b. O sucesso da operação repousa na judiciosa exploração das vantagens iniciais conseguidas pelo ataque. (3) A oportunidade para o início de uma operação de Apvt Exi deve ser judiciosamente considerada. (4) Excepcionalmente as unidades de Inf Mtz podem participar deste tipo de operação. (7) Para o estudo mais detalhado a respeito deste tipo de operação.C 7-20 4-38 (2) Constitui a fase decisiva da ofensiva. Cap 5 do C 17-20 . (6) Forças aeromóveis e aeroterrestres podem ser proveitosamente empregadas durante o Apvt Exi para conquistar acidentes capitais do terreno que contribuam para o cumprimento da missão. um movimento retrógrado. normalmente constituindo a força de acompanhamento e apoio. Grupamento de forças (1) A operação de Apvt Exi comporta dois tipos de forças: (a) a força de Apvt Exi. e (c) ultrapassagem de posições de artilharia e de instalações de comando e de suprimento. e (b) a força de acompanhamento e apoio. Elementos da força de acompanhamento e apoio podem ser postos em reforço à força de aproveitamento do êxito. pelo E Prog principal. Visa destruir a capacidade do inimigo de reconstituir uma defesa organizada ou de conduzir.FORÇAS TAREFAS BLINDADAS. em face de uma ameaça de destruição ou captura. ordenadamente. as unidades de infantaria blindada são mais aptas para esse tipo de operação. (2) Ambas as forças deverão possuir alta mobilidade e são subordinadas diretamente ao escalão que as lançou.

4-38/4-39 C 7-20 Fig 4-29. Aproveitamento do Êxito ARTIGO VI PERSEGUIÇÃO 4-39. CONSIDERAÇÕES GERAIS a. são constituídas: (a) uma força de pressão direta. (4) Forças aeromóveis e aeroterrestres podem ser empregadas particularmente constituindo ou integrando a força de cerco. e (b) uma força de cerco. o BI Mtz pode ser empregado constituindo toda ou parte da força de pressão direta ou toda ou parte da força de cerco.A perseguição é uma operação destinada a cercar e destruir uma força inimiga que tenta fugir. Cap 5 do C 17-20 . 4-78 . (5) Para o estudo mais detalhado a respeito deste tipo de operação. normalmente. diferindo deste porque sua finalidade principal é a destruição da força inimiga em desengajamento e não a conquista de um objetivo de terreno.FORÇAS TAREFAS BLINDADAS. É normalmente. b. deve ser consultado o Art VI. Conceito . (2) As unidades de infantaria blindada são mais aptas para esse tipo de operação. uma extensão do Apvt Exi. Grupamento de forças (1) Na perseguição. não devendo participar ao mesmo tempo de ambas as forças. (3) Excepcionalmente.

No ataque noturno. As operações deverão desenvolver-se diuturnamente. às operações noturnas e vice-versa. 4-79 . sem interrupções.C 7-20 4-39/4-40 Fig 4-30. sem perda da impulsão e da iniciativa. com o objetivo deste ataque não ser analisado como uma operação estanque. GENERALIDADES a. visando conquistar o mais rápido possível os objetivos selecionados. Perseguição ARTIGO VII ATAQUE NOTURNO OU SOB CONDIÇÕES DE VISIBILIDADE LIMITADA 4-40. deve ser dada ênfase à continuidade das operações. Assim. as operações diurnas darão seqüência. mas sim fazendo parte de um contexto.

por um aumento correspondente na importância do combate aproximado. pela dificuldade de identificação de tropas amigas ou inimigas e pela dificuldade de orientação no terreno. geralmente caracteriza-se por um decréscimo na eficiência dos tiros com pontaria direta. Em condições de luminosidade nula. o que reflete na redução da velocidade de progressão da tropa atacante. Os meios optrônicos modernos trouxeram às operações noturnas um aumento considerável no poder de combate do atacante durante essas operações. FINALIDADES Um Btl pode fazer um ataque noturno por uma ou mais das seguintes finalidades: a. 4-43. os batalhões tenderão a receber objetivos pouco profundos. b. pelo tempo disponível. A existência de meios optrônicos possibilitará à brigada direcionar o seu ataque para objetivos um pouco mais profundos. apesar do advento dos meios optrônicos. b. conquistar um terreno importante para futuras operações. pelos tiros amarrados que foram apontados sobre determinados objetivos durante o dia. com modificações exigidas pela missão. que comprometam a integridade do dispositivo defensivo do inimigo. O combate noturno. iludir o inimigo e tirar proveito da surpresa inerente ao combate. combinado com ataques diurnos. Os ataques noturnos favorecem ao 4-80 . Caracteriza-se também pela diminuição da capacidade de visão do combatente. direção e de ligação. pela dificuldade de deslocamento. posteriormente. pelo terreno. e d. passando a pertencer ao escalão de ataque. MISSÃO DO BATALHÃO a. CARACTERÍSTICAS a. demonstração ou uma ação preliminar.4-40/4-43 C 7-20 b. pela existência ou não de meios optrônicos e pela luminosidade existente. A técnica aqui preconizada pode ser empregada nas ações noturnas. evitando-se as ultrapassagens. 4-41. de ação de comando e manutenção do controle. portanto. evitar que o inimigo melhore suas defesas e concluir ou explorar um sucesso. realizando ataques diurnos. ou (3) realizar uma finta. pela resistência inimiga. evitar pesadas perdas a que estaria sujeito. 4-42. explorar as deficiências de meios optrônicos do inimigo. (2) ser reserva da Bda podendo realizar. Os BI poderão. no caso do prosseguimento das operações. A missão do Btl num ataque noturno é a mesma de qualquer operação ofensiva. uma ultrapassagem. c. enquadrar-se nas seguintes situações: (1) ser peça de manobra do escalão de ataque da brigada.

que variarão desde a escuridão total até noites bem claras. conforme o tipo utilizado. Deduz-se. não for substituída. na técnica de observação e na fadiga ocular. em qualquer nível de comando. durante um ataque noturno. Para restringir esta confusão. às necessidades de condução de tiro ou de funcionamento de determinado posto de observação. há necessidade de grande detalhamento no planejamento. tipo fita ou botão. da forma do terreno (plano ou ondulado). a segurança e a velocidade de progressão. c. que as medidas necessárias para se diminuir ou eliminar os efeitos negativos advindos da privação do sono. Os fatores acima tornam de máxima importância os princípios de simplicidade. é preciso conciliar as necessidades táticas. b. No combate noturno. e. Tais fatores proporcionarão níveis diversos de luminosidade. quando a tropa. por conseguinte. Os demais combatentes não portadores destes equipamentos deverão portar material com característica de fluorescência direcional. Pode ocorrer um certo grau de confusão no âmbito tático do emprego das unidades e frações ou no que se refere ao desempenho individual. O nível de variação da intensidade luminosa. com o desgaste da tropa. que surge com o continuar das operações. inerentes a cada tipo de operação. a fim de preservar a operacionalidade alcançada. com reflexos na progressão. a fim de melhor contribuir para a coordenação. por qualquer motivo. f. O ritmo das operações dependerá da quantidade de equipamentos de visão noturna disponíveis para a tropa. bem como uma execução precisa e coordenada. variará em função da fase da lua. Devido às dificuldades de reorganização à noite. d. Os ataques noturnos exigem um planejamento cuidadoso e pormenorizado. Caberá a todo comandante. principalmente advindos da privação do sono e da tensão do combate. Na eventualidade de perda da surpresa. da cobertura vegetal na área e da nebulosidade. não é aconselhável esperar-se de uma unidade a conquista de mais de um objetivo. É de fundamental importância o adestramento da tropa com equipamentos desta natureza. o controle. além da variação em alcance. a manobra e a ação de choque necessários à conquista do objetivo. devem constar da diretriz do Cmt. a emissão de diretrizes e ordens relacionadas à possibilidade de descanso de seus comandados. o planejamento deverá prever o apoio de fogo. enquanto que o defensor é assaltado por dúvidas. apreensão e medo do desconhecido.C 7-20 4-43 atacante. do combatente embarcado em viatura ou carro de combate. Os equipamentos utilizados deverão proporcionar a visibilidade adequada às necessidades do combatente a pé. O sigilo e a surpresa são essenciais para que o ataque noturno seja conduzido com um mínimo de baixas. sigilo e surpresa. bem como de atingir-se o menor escalão com as medidas necessárias à manutenção 4-81 . em especial quanto ao tempo necessário ao sono da tropa. que sabe de sua realização. Os diferentes equipamentos de visão noturna restringem a observação angular. Tais considerações avultam de importância durante operações continuadas. O objetivo deverá ser facilmente identificável à noite e suficientemente pequeno para que possa ser conquistado em um único assalto.

A decisão de iluminar ou não o campo de batalha ou um objetivo dependerá dos fatores da decisão e de outros aspectos. É um dispositivo ativo por necessitar que o alvo seja sensibilizado por um feixe luminoso infravermelho. 4-82 . logo. Uma camuflagem adequada. Artifícios iluminativos são todos os tipos de artifícios usados para iluminar um objetivo ou uma Z Aç. fumaça e chuva. mínimo ou desejável em relação à operacionalidade da tropa. Equipamento de luz infravermelha (Ifv) . devido ao peso e volume. EQUIPAMENTOS ESPECIAIS EMPREGADOS a.4-43/4-44 C 7-20 da coordenação e controle da tropa. ver o raio emitido. contra a camuflagem convencional. com a vantagem de serem passivos. bem como adestrar-se continuamente os Btl em operações desta natureza. Em especial. d. As restrições ao uso deste equipamento são as granadas de vapor de água e o suprimento classe V (munição) com base de CO2. eficientemente. b. Esse equipamento sofre restrições de visibilidade em presença de poeira. e (3) dispositivos passivos: intensificação da luz residual e dispositivo térmico. que atenuam a reflexão do feixe infravermelho. Pode ser usado. Dispositivo de intensificação da luz residual . que indicarão o tipo e a maneira mais adequada de fazê-lo c. os óculos.este equipamento capta a variação térmica e utiliza o princípio de que todo corpo e o ambiente emitem calor. a poeira. a chuva. o nevoeiro e fumígenos são fatores restritivos ao uso deste equipamento. Deve-se analisar a manobra. possibilita ao inimigo. fumígeno. Durante um ataque noturno podem ser empregados os seguintes equipamentos especiais: (1) artifícios iluminativos. buscando-se adotar uma distribuição de equipamentos de visão noturna que possibilite um valor ideal.o alcance deste equipamento dependerá da luminosidade existente. Em princípio. 4-44. e. A liderança dos quadros e o moral da tropa também são parâmetros multiplicadores do poder de combate do atacante durante as operações noturnas. os quais não são eficazes contra esse tipo de equipamento. localizando nossa posição. Permite o uso conjugado com o marcador de alvo laser infravermelho. são adequados ao combatente a pé. nevoeiro. O seu volume será maior quanto mais se aumentar a potência do equipamento. inclusive durante o dia. vapor de água ou camuflagem com tinta especial infravermelha. do tamanho do alvo e da visibilidade reinante. não emitindo luz. (2) luz infravermelha. Devem também ser estabelecidas normas gerais de ação para operações noturnas. deve-se atentar para o emprego de munição iluminativa dos morteiros e de artilharia.é um equipamento cujo alcance varia de acordo com a fonte alimentadora. com óculos especiais. Equipamento de imagem térmica ou de visão termal .

fios telefônicos. o inimigo dispuser de tais meios e nossas tropas não. ou seja. do tamanho e do número de artifícios empregados. tais como as estradas. O prosseguimento do ataque pela reserva. são colocados sobre ou atrás da posição inimiga. Quando o campo de batalha é iluminado por artifícios. pode ser feito empregando-se a iluminação. Em tais casos. Um ataque noturno. na experiência da tropa e na disponibilidade de material. A direção do ataque é mantida por acidentes existentes. iluminado. diversos fatores devem ser considerados. o tempo disponível. para evitar que sejam impelidos sobre o atacante ou à sua retaguarda. com a finalidade de delinear sua posição à tropa de ataque. d. o grau de luminosidade. c. e. e de tal largura e profundidade que possa ser conquistado em um simples lanço pela força encarregada do ataque noturno. com uma visibilidade semelhante à do dia. estes podem ser lançados geralmente por morteiros ou artilharia. A escolha do tipo a ser utilizado é baseada no inimigo. o adestramento e experiência da tropa em operações desta natureza. Os artifícios com pára-quedas. Em condições de igualdade (ambos os contendores com ou sem meios optrônicos). b. provocando com isto grave vantagem ao defensor. é feito com iluminação artificial. ILUMINAÇÃO 4-45 a. Um ataque noturno não-iluminado é feito sob a proteção da escuridão. as linhas de estacas e outros meios de fortuna como fitas de demarcação. A intensidade da luz depende do tipo. Se nossas tropas dispuserem de meios optrônicos e o inimigo não dispuser.C 7-20 4-45. o valor do 4-83 . em um setor. usando-se somente a luz natural. tais como o terreno. pode proporcionar um excelente plano de dissimulação para iludir o inimigo quanto ao local ou horário exato do verdadeiro ataque. Quando são usados artifícios com pára-quedas. durante um período de tempo. Esse objetivo deverá ser bem definido e facilmente identificável à noite. artifícios eletrônicos ou material com fluorescência direcional. na situação tática. sobre os objetivos sucessivos. Os ataques noturnos podem ser classificados em iluminados e nãoiluminados. O objetivo designado sob essas condições poderá ser uma determinada área ou acidente do terreno. Grande número de artifícios são necessários para proporcionar uma iluminação contínua. do objetivo e do terreno à frente. no terreno. Os ataques noturnos não-iluminados são feitos quando as considerações de sigilo os imponham. Um emprego hábil de artifícios de iluminação do campo de batalha. Se ocorrer o inverso. normalmente. durante o dia. Pode ser feito mais profundamente na posição inimiga do que um ataque não-iluminado. em princípio deve ser empregado o ataque não-iluminado. em princípio deve ser empregado o ataque iluminado. Esse ataque não pode progredir a fundo nas posições inimigas em virtude da dificuldade de manutenção do controle e da direção durante a escuridão. as cercas. É essencial a observação. são aplicáveis os princípios das operações diurnas. junto à frente inimiga. especial atenção deve ser dada à direção e à velocidade do vento. Tais planos de dissimulação podem incluir a extensão da zona iluminada até uma considerável distância de ambos os flancos com o fim de não denunciar a área exata do ataque.

são empregados. Os ataques noturnos. O sigilo nos deslocamentos é essencial neste ataque. de fintas e demonstrações. Um ataque noturno. Os fogos de proteção isolam o objetivo e evitam ou limitam os contraataques inimigos. C 7-20 f. o moral da tropa e outros fatores. bem como o emprego. durante e depois do ataque. é feito para permitir que a força de ataque avance até a distância de assalto ao objetivo. mas só podem ser empregados quando o ataque for descoberto pelo inimigo. são executados em toda a área.4-45/4-46 inimigo. podem ser executados pelo Btl contra uma posição bem organizada. não-apoiados. em conjunto com outros fogos previstos. Esses ataques. podem ser classificados também em apoiados e não-apoiados. APOIO DE FOGO a. Os fogos de apoio e de proteção são planejados da mesma maneira que para um ataque noturno apoiado. como em qualquer ataque noturno apoiado. se for o caso. d. normalmente. Os fogos de preparação e de apoio são empregados como em qualquer outro ataque. pelo Esc Sp. Uma vez iniciado o assalto sobre o objetivo. o Cmt Btl toma providências para coordenar o seu plano de ataque com o plano de iluminação do Esc Sp. c. os fogos de proteção planejados são empregados. quer sejam iluminados ou não. Quando realiza-se um ataque iluminado. Todas as armas de tiro empregadas nos tiros 4-84 . a um sinal convencionado ou a pedido. onde a possibilidade de completa surpresa seja remota. no apoio durante sua execução e na proteção durante e após o ataque. Se durante um ataque noturno for usada a iluminação. inclusive sua artilharia. os tiros de preparação não são empregados. a direção e a hora do ataque deve ser mantido. se for o caso. podem ser desencadeados artifícios iluminativos a fim de favorecer o atacante. contra posições sumariamente organizadas ou quando houver uma forte probabilidade de que as defesas exteriores da posição possam ser facilmente contornadas. 4-46. o pessoal de ligação e os observadores avançados dessas unidades estabelecem o controle desses fogos. acrescentando-se o planejamento dos artifícios iluminativos. O sigilo quanto à localização exata. o plano de ataque deve ser organizado de acordo com a visibilidade. Estes ataques noturnos podem ser executados pelo Btl quando houver probabilidade de obter-se completo sigilo. independente da classificação quanto à iluminação. Neste processo de ataque noturno. não-apoiado. Os fogos de apoio podem ser desencadeados mediante horário. Nessa situação. b. Um ataque noturno apoiado é feito com o emprego de fogos de apoio antes. As armas de apoio do batalhão e da Bda. para isolar o objetivo e evitar ou limitar os contra-ataques inimigos. Todos esses fogos. normalmente. Os ataques noturnos. Quando a iluminação é proporcionada por artifícios iluminativos lançados por morteiros e artilharia. desencadeando-se concentrações em outros horários ou locais. sem auxílio dos fogos de apoio. normalmente são empregadas na preparação do ataque.

os carros de combate em reforço ou outras armas de apoio devem ficar disponíveis logo após a conquista do objetivo. Nos ataques noturnos iluminados. informando a natureza da operação. normalmente. (4) a determinação dos limites do objetivo e as Via A mais favoráveis que conduzem a ele. dependendo do nível de visibilidade em que será desenrolado o ataque noturno. As armas de tiro direto capazes de ser transportadas a braço podem seguir o escalão de ataque por lanços. mas não deverão ficar muito próximas dele. g. Quando estes deslocamentos forem necessários. O controle de tais deslocamentos é difícil e deve ser planejado minuciosamente. Os morteiros.C 7-20 4-46/4-47 preparados são coordenadas com os fogos de morteiros e de artilharia. 4-85 . em viaturas ou por meios aéreos. As posições para as armas de apoio são reconhecidas e balizadas e os elementos de tiro são levantados durante o dia. A mudança de posição. Em tais casos. as armas de apoio são empregadas como num ataque diurno. São deslocados quando a progressão no interior da posição inimiga é tão profunda que torne seus tiros ineficazes. à frente ou nos flancos para desencadear fogos de proteção. e. em fuzileiros. é feita com rapidez e pode ser realizada por transporte a braço. estas serão instaladas em posições convenientes. a quantidade e o tipo dos reconhecimentos a serem realizados pelos oficiais do EM e Cmt SU e a hora e local de reunião para recebimento de ordens. A decisão para deslocá-las dessa maneira dependerá da visibilidade. Quando os elementos do Btl que executam o ataque noturno vão prosseguir na operação ao clarear do dia. para evitar que sejam envolvidas no ataque. a fim de que possam desencadear seus fogos de proteção. 4-47. que dependerá do nível de visibilidade e da quantidade de meios optrônicos disponíveis. (2) a escolha da Z Reu e as providências para sua ocupação. os elementos de apoio permanecem à retaguarda da linha de partida para serem levados à frente por guias. as armas deslocam-se por escalões. Os preparativos feitos pelo Cmt Btl para um ataque noturno contra uma posição defensiva inimiga compreendem: (1) a determinação do efetivo. Quando a distância ao objetivo for pequena. se as armas de tiro direto forem empregadas para fornecer fogos de proteção ao escalão de ataque. não mudam de posição antes da conquista do objetivo. esses morteiros podem ser deslocados para apoiar o ataque diurno. após a conquista do objetivo. após a conquista do objetivo. RECONHECIMENTO E OUTRAS AÇÕES PREPARATÓRIAS a. f. Os fogos do pelotão de morteiros e das armas anticarro. ou quando as condições forem desfavoráveis para o deslocamento imediatamente atrás do escalão de ataque. do terreno e da provável reação do inimigo. As armas que executarão os fogos serão instaladas sob a proteção da escuridão. do escalão de ataque e a hora de início do ataque. (3) a imediata expedição de ordens preparatórias.

bem como a localização e efetivo dos elementos de vigilância e postos de escuta inimigos. O número de patrulhas. demarcar a PLD. Ele será completado por patrulhas de reconhecimento. O planejamento detalhado para um ataque noturno deve refletirse nos pormenores da ordem do Btl. equipadas com visores noturnos. Durante o dia. Os destacamentos podem ser empregados para balizar itinerários à frente da linha de partida. a linha de partida. como membros de destacamentos de segurança na frente e nos flancos. na manobra de seu batalhão. que poderão estar. Em complemento aos planos normais de manobra e de apoio de fogos. (7) O reconhecimento e o balizamento dos itinerários entre a zona de reunião e a posição de ataque. o sigilo e as comunicações. Freqüentemente. b. Instruções para a abertura de brechas à frente para passagem da tropa. para maior eficiência. durante a escuridão. o seu efetivo e os outros pormenores podem ser também prescritos.4-47 C 7-20 (5) A determinação do dispositivo do escalão de ataque. 4-86 . A engenharia em apoio ou em reforço é empregada para localizar os campos de minas inimigos. pelo estudo do terreno. e pelo estudo das cartas ou fotografias aéreas. O reconhecimento é realizado com a devida atenção. são as patrulhas noturnas. devem ser determinadas as medidas pormenorizadas que assegurem a coordenação e o controle entre os elementos do escalão de ataque e os de apoio. (9) A informação ao comandante da brigada sobre as repercussões da determinação do ataque ser iluminado ou não. O reconhecimento diurno executado por todos os Cmt é de grande importância em todos os ataques noturnos e é essencial quando esta operação for executada contra posições defensivas organizadas ou em noites totalmente escuras. O planejamento dos ataques noturnos contra uma posição inimiga organizada deverá ser mais minucioso que para um ataque diurno. a provável linha de desenvolvimento. O trabalho de normas de comando é idêntico ao ataque diurno. As fotografias aéreas da Z Aç deverão ser distribuídas a todas as companhias. As instruções do Cmt Btl para os comandantes das companhias definem a zona que cada Cia deve patrulhar e as informações a serem obtidas. o reconhecimento do terreno normalmente fica limitado à observação realizada a partir das linhas de frente amigas. os pontos de liberação de companhia. silenciar sentinelas e fornecer guias às frações subordinadas para seu deslocamento da LP até a PLD. Deverão ser feitas previsões para todas as eventualidades. os limites laterais exatos de cada objetivo de companhia e a linha limite de progressão. antes do ataque. Devem ser feitos planos para a abertura de brechas nesses e em outros obstáculos. para manter a segurança. tendo em vista o sigilo. (8) A coordenação com as tropas amigas nas vizinhanças da posição de ataque e na linha de partida. mais tarde. os únicos meios de assegurar informações pormenorizadas do terreno na Z Aç. c. Os elementos dessas patrulhas podem ser utilizados. (6) A localização das posições de ataque.

os meios prescritos devem ser imediatamente distribuídos a todos os homens. A não ser que se disponha de meios especiais de identificação. SEGURANÇA E SIGILO 4-48/4-49 a. e (9) o emprego de patrulhas para colocar fora de combate os postos de escuta e os vigias inimigos. porém facilmente reconhecíveis a alguns metros de distância. As medidas para assegurar o sigilo são: (1) a restrição no efetivo e nas atividades das turmas empregadas nos reconhecimentos e nos outros preparativos. em pequena velocidade. (6) a total disciplina de luzes e ruídos. antes do clarear do dia. IDENTIFICAÇÃO À NOITE São prescritos meios de identificação para todo o pessoal. b. Constam das instruções do Cmt Btl e servem para identificar qualquer homem que se desloque para o objetivo. (8) o deslocamento. quando os destacamentos de segurança se deslocam para suas posições previamente escolhidas e reconhecidas. As patrulhas colhem dados até pouco antes do início do ataque. Tais meios de identificação têm reflexos positivos na segurança da operação. para proteger a progressão das companhias do escalão de ataque. se possível. Braçadeiras de pano branco ou materiais fluorescentes são um bom meio de identificação.C 7-20 4-48. (3) a iluminação de outras zonas para enganar o inimigo. para os sargentos. para que toda a fração possa deslocar-se em silêncio e seja mantida a ligação entre os homens. principalmente. momentos antes das forças de ataque chegarem a seus locais. 4-87 . pelo sigilo. Podem ser estabelecidos distintivos para os oficiais e. os destacamentos de segurança devem dispor de homens que falem o idioma do inimigo. O efetivo. (7) o emprego de armas brancas durante o deslocamento e o ataque. (5) a manutenção das armas carregadas e travadas durante o deslocamento e somente abrir fogo por ordem de determinados comandantes. a segurança e a surpresa são obtidas. É ideal que esses destacamentos utilizem equipamentos de visão noturna e eliminem as patrulhas e os vigias inimigos. (4) o ataque em hora e em direção inesperadas. do terreno e da visibilidade. Se possível. 4-49. Esses meios não deverão ser complicados. (2) o desencadeamento periódico de concentrações em outras áreas ou em outros horários. A segurança é mantida por destacamentos na frente e nos flancos. Em um ataque noturno. o número e os dispositivos dos destacamentos de segurança dependem do inimigo. A criatividade dos Cmt poderá improvisar qualquer meio de identificação mútua para a tropa.

além de outros aspectos como adestramento e moral. na direção dos objetivos. sem qualquer mudança na direção. Para contornar essas dificuldades. Depois de ocupar a LP. (6) a velocidade do deslocamento. além da amplitude e da localização do objetivo: (1) o dispositivo do Btl. os ataques noturnos são feitos sem mudança de direção e com dispositivos relativamente cerrados. não devem ser utilizados nessa situação. mas a manobra deve ser extremamente simples. EMPREGO DE CARROS DE COMBATE C 7-20 O emprego dos carros de combate com o escalão de ataque apresenta a desvantagem da quebra do sigilo e da surpresa. e (8) a linha limite de progressão. para buscar incidir pelo flanco ou pela retaguarda do inimigo. Por isso. em princípio. (4) a linha de partida. (5) os pontos de liberação. Quando a tropa não for equipada com meios optrônicos. todos os deslocamentos na escuridão são feitos diretamente. Os fatores da decisão. MANOBRA a. O ataque pode. ou não. Normalmente o ataque não-iluminado e não-apoiado será conduzido utilizando-se técnicas de infiltração. respeitando-se o princípio da simplicidade. (2) a posição de ataque. induzem à realização ou não dessas formas de manobra em operações noturnas. 4-88 . principalmente à noite. 4-51. (7) a provável linha de desenvolvimento. ser frontal com relação às defesas do inimigo. Quando o ataque for não-iluminado. b. Conciliando-se diversos conceitos sobre a manobra. assim sendo. as características do ataque noturno restringem as possibilidades de manobra. o ataque noturno pode ser executado por meio de um desbordamento ou de uma infiltração tática. podem ser empregados na consolidação dos objetivos. os carros podem deslocar-se segundo os vários processos de emprego do combinado infantaria . obtendo maior grau de surpresa e maior probabilidade de sucesso. O escalão de ataque pode deslocar-se da Z Reu para uma posição de ataque segura de onde o ataque será desencadeado.carros (ver item 4-26). Ao fazer seu plano de manobra. normalmente. embora os meios optrônicos reduzam essa dificuldade. o Cmt considera. as condições se aproximam das de um ataque diurno e. (3) a hora do início do ataque.4-50/4-51 4-50. Em um ataque noturno iluminado ou quando dispomos de visores noturnos e lunetas. Tais formas de manobra podem dificultar a coordenação e o controle. c.

em princípio. atentando-se para o controle e segurança da tropa. o Cmt Btl determina exatamente. Os intervalos entre as companhias devem ser tais que permitam. o dispositivo tenderá para o adotado em um ataque diurno. a reserva adotará dispositivos semelhantes ao do ataque diurno. é feito em coluna. Quando o objetivo exige que o ataque seja feito por mais de uma companhia. Na escuridão. caso contrário. A largura do objetivo determina o efetivo a ser empregado no escalão de ataque. esta pode ser mantida à retaguarda da linha de partida até a conquista do objetivo. OBJETIVO E EFETIVO DO ESCALÃO DE ATAQUE 4-52/4-53 Embora o objetivo do Btl seja fixado pela Bda. dependendo da disponibilidade de equipamento de visão noturna e de dispositivos auxiliares de sinalização noturna (fitas e outros equipamentos e materiais de fosforescência direcional). Meios optrônicos podem aumentar um pouco essa frente. Quando o batalhão está equipado com meios optrônicos e a visibilidade for tal que permita a manobra do pelotão reserva. normalmente. O escalão de ataque modifica seus dispositivos nos pontos de liberação ou quando o desenvolvimento for forçado pela ação inimiga. b. o intervalo entre os homens é reduzido. pode ser vantajoso o avanço desde a linha de partida. o Cmt Btl divide o objetivo entre suas subunidades de primeiro escalão. O Cmt Btl mantém uma reserva. no terreno. para cumprir as missões normais da reserva. disposta a companhia por pelotões justapostos. Em noites com melhores níveis de visibilidade. seus limites laterais. com valor mínimo de uma companhia de fuzileiros. estando esses em coluna. Elementos da reserva podem ser empregados na limpeza. as companhias colocam dois pelotões de fuzileiros em primeiro escalão e um em reserva. estando esses em coluna. após o que poderá cerrar à frente. 4-89 . a entrada dos grupos de combate em linha para o assalto. o comandante do batalhão designa às companhias do escalão de ataque objetivos de tal largura que lhes permitam empregar todos os seus pelotões de fuzileiros em linha. O Cmt Btl prescreve o dispositivo das companhias de fuzileiros do escalão de ataque. O deslocamento até o ponto de liberação de companhia. sem embaraço. Se a visibilidade e o terreno permitirem a manutenção do controle e o objetivo estiver próximo da linha de partida. em princípio. ou se for esperado um prematuro contato com o inimigo. Dependendo da visibilidade e da disponibilidade de equipamentos de visão noturna ou de dispositivos auxiliares de sinalização. deslocando-se por lanços à retaguarda do escalão de ataque. As companhias do escalão de ataque. Quando a distância da linha de partida até o objetivo não for grande ou a visibilidade não favorecer o emprego da reserva. 4-53. DISPOSITIVO a.C 7-20 4-52. atuando contra os grupos inimigos ultrapassados pelo escalão de ataque. transpõem a linha de partida com os pelotões justapostos ou sucessivos.

O ideal seria estabelecer a orla anterior da posição de ataque como LP. (Fig 4-31) b. em princípio. em virtude do dispositivo para o ataque e da escolha de P Atq diferentes para cada SU. Nessa posição. Posição de ataque (P Atq) . essa linha pode ser demarcada com fitas ou outros meios improvisados. MEDIDAS DE COORDENAÇÃO E CONTROLE C 7-20 a. em cada escalão de comando. do 4-90 . O ataque deverá ter início com tempo suficiente para a completa conquista do objetivo. o ataque noturno pode ser feito na segunda parte da noite. mais ou menos paralelas. consolidação e a reorganização da tropa antes do clarear do dia. Deve ser deixada uma margem de segurança para compensar os retardos imprevistos. facilitando o prosseguimento do movimento. ataca logo após o escurecer para impedir que o inimigo se reorganize. O Cmt Btl fixa o ponto de liberação onde as companhias do escalão de ataque tomam novas direções. o controle pode ser descentralizado para os Cmt Cia. Estes pontos são fixados pelo Cmt imediatamente superior. a escolha de itinerários claramente definidos e o emprego de balizamento. (2) Quando a missão for conquistar e manter um objetivo.Caso não possa ser fixada por um acidente do terreno.Os P Lib são localizados ao longo do itinerário de progressão. A área escolhida deve oferecer o mínimo de obstáculos e espaço para dispersão. para estimar a hora do início do ataque.Se possível. (3) Nas duas situações acima. Pontos de liberação (P Lib) .4-54 4-54. O deslocamento da Z Reu para a posição de ataque. Estes P Lib sucessivos ficam localizados entre a Z Reu do Btl e a provável linha de desenvolvimento. e. Linha de Partida (LP) . com a finalidade de reduzir ao mínimo a confusão. para não dar tempo ao inimigo de organizar um contra-ataque eficaz. Um controle eficiente deve ser exercido durante o deslocamento para a posição de ataque. Hora do ataque (1) Quando um ataque deve prosseguir no dia seguinte. ataque ou retraia. reorganização e o tempo de deslocamento da LP até os objetivos finais. é feito sob o controle do Btl. os Cmt Cia fixam os P Lib dos seus Pel e os Cmt Pel para seus grupos de combate. Da mesma maneira. a utilização de guias. e a sua escolha. uma posição de ataque deve ser escolhida de maneira que possa conter o escalão de ataque no dispositivo prescrito para a transposição da linha de partida. onde determinados elementos são deixados sob o controle de seus próprios Cmt. Contudo. onde são feitos os preparativos para o ataque. geralmente. (Fig 4-31) d. quando for o caso. a perda da direção e a quebra do sigilo. o batalhão. Deve subtrair desse horário o tempo previsto para a consolidação. Zona de reunião (Z Reu) . (Fig 4-31) c. depende da natureza do terreno. as medidas de controle e as direções são verificadas e os destacamentos de segurança são enviados até suas posições. o Cmt Btl deve estipular um horário de referência a partir do qual o Btl já tenha cumprido a missão e esteja disposto no terreno para fazer face aos contra-ataques inimigos. Os meios para esse controle compreendem os equipamentos de visão noturna.O Btl desloca-se para uma Z Reu. reforce sua posição.

Esta distância varia de acordo com o tipo da posição a ser assaltada. O emprego de P Lib e da PLD auxiliam o escalão de ataque a cobrir uniformemente o objetivo.C 7-20 4-54 conhecimento do dispositivo inimigo. Medidas de coordenação e controle no ataque noturno 4-91 . (Fig 4-31) PROVÁVEL LINHA DE DESENVOLVIMENTO OBJETIVO P LIB PELOTÃO LLP PP P LIB P LIB SEC / GC PELOTÃO (SE FOR O CASO) PROVÁVEL LINHA DE DESENVOLVIMENTO LINHA LIMITE DE PROGRESSÃO (LLP) LP / LC P Atq PP P Atq P LIB SUBUNIDADE LP / LC Z Reu FT Fig 4-31. com o tipo e a intensidade do fogo de apoio que precede o assalto. do grau de escuridão que prevalece. o Cmt Btl estabelece uma linha limite para a progressão. fluorescentes ou infravermelhos. com a reação inimiga esperada. Esta linha deverá seguir os acidentes do terreno reconhecíveis à noite pela tropa. sem observar os P Lib. Os fogos de proteção para isolar o objetivo são planejados para imediatamente após esta linha. se o inimigo possui ou não equipamentos de visão noturna e com o terreno. quando isto for imposto pela ação inimiga. (Fig 4-31) g. Provável linha de desenvolvimento (PLD) . As frações desenvolvem-se imediatamente.É planejada para manter o controle e evitar que o escalão de ataque seja submetido aos fogos de proteção amigos. Deve ser perfeitamente identificável à noite e estar dentro da distância de assalto ao objetivo. (Fig 4-31) f.A PLD é uma linha sobre a qual o Cmt pretende desenvolver completamente a tropa para o assalto ao objetivo. Linha limite de progressão (LLP) . para facilitar o controle. pode ser demarcada uma linha por guias que se utilizam de meios improvisados ou de material apropriado. tais como dispositivos luminosos. tanto em profundidade como nos flancos do objetivo. Quando não se dispuser de uma linha natural do terreno para o desenvolvimento. da distância ao objetivo e da intenção de manter a formação em coluna o maior tempo possível.

com seus meios de GE. é lenta em virtude da necessidade de cautela e da pouca visibilidade. são largamente empregados após o início do ataque. Uma turma de comunicações. e. é subordinado à velocidade de progressão. O controle e a manutenção da direção são difíceis neste tipo de ataque noturno. ou acompanhar a manobra de um P Obs. Apesar do emprego de equipamentos de visão noturna em determinados ataques. particularmente após a quebra do sigilo. O sigilo. No ataque não-apoiado e não-iluminado. tais mensageiros devem conhecer a perfeita localização do PC do Btl e das Cia. para que o inimigo não venha identificar. Os mensageiros. c. iluminado ou não. seja para minorar os efeitos da confusão do combate. Os meios físicos são instalados entre o Btl e as Cia. Porém. seja para suplementar o meio físico. pode ser empregado. normalmente. a velocidade de progressão do ataque noturno não assemelha-se ao ataque diurno. quando o ataque é iluminado. No ataque apoiado. Porém. b. verificando a direção e a ligação com o elemento base. até que o objetivo tenha sido conquistado. O assalto ao objetivo é feito tão rapidamente quanto possível. Os meios suplementares. tais como os acústicos e os artifícios luminosos. b. as comunicações telefônicas são preferíveis durante o deslocamento da LP até a PLD. simultaneamente. O Cmt Btl planeja a velocidade da progressão do escalão de ataque para que o assalto ao objetivo seja feito. d. rádio e artifícios luminosos desloca-se com este grupamento de comando. O meio rádio deve ser evitado. são planejados e utilizados se necessário. a surpresa é obtida pela direção do ataque. d. inerentes ao ataque noturno. os vários Cmt permanecem alertas para assegurar um estreito controle sobre o deslocamento. COMANDO E CONTROLE a. pelas companhias de primeiro escalão. c. após a quebra do sigilo. para assegurar a chegada no objetivo simultaneamente. principalmente os especiais. Há necessidade que todos os Cmt participantes conheçam os 4-92 . A fim de preservar o sigilo. 4-56. o desencadeamento do nosso ataque. a velocidade de progressão depende do terreno e da visibilidade e. mas com restrições. VELOCIDADE DE PROGRESSÃO C 7-20 a. Durante a progressão. quando poderá cerrar à frente ou permanecer no local inicial. normalmente. com telefone.4-55/4-56 4-55. os oficiais designados do seu EM e os mensageiros podem seguir na esteira da SU que realiza o ataque principal. O PC do Btl permanece à retaguarda da linha de partida. Os ataques noturnos realizados em terreno difícil podem exigir que as companhias de primeiro escalão transponham a LP em horários diferentes. O Cmt Btl. devido às ações da GE do inimigo como localização e interferência.

a semelhança do ataque diurno. o Cmt Btl poderá intervir ou não no combate. Caso positivo. antes da hora prevista. As ligações laterais são mantidas por elementos que atuam dentro da distância de ligação. os elementos avançados da coluna auxiliam os elementos de segurança na sua eliminação. qualquer parada prolongada nesta fase do ataque aumenta a possibilidade de revelação. abandonam a formação em coluna e desenvolvem-se para formar a linha para o assalto na PLD. bem como. evitando o fogo fratricida. Uma progressão cautelosa é essencial para o sigilo. o desenvolvimento pode ser forçado pela ação do inimigo ou executado quando da chegada à PLD. Quando as frações de assalto atingem os P Lib sucessivos. Nesta fase.No ataque noturno. 4-93 . dispostos dentro do limite de visibilidade. Todo esforço deve ser feito para manter a formação em linha para o assalto e evitar que ela se transforme em grupos isolados. Assalto . b. Nesse momento. Se uma das peças de manobra do escalão de ataque ficar detida. EXECUÇÃO DO ATAQUE a. com rapidez e silêncio. o de objetivo conquistado. a progressão à frente da LP é feita em colunas cerradas até às proximidades do inimigo. quando o assalto será iniciado. nesta linha. torna-se essencial uma ação agressiva do comando.C 7-20 4-56/4-57 sinais a serem utilizados no ataque. e. salvo se o desenvolvimento for imposto pela ação deste. Tiros traçantes e outros meios devem ser empregados para aumentar a eficiência do nosso tiro direto. Se for encontrado um posto de vigia inimigo. principalmente em termos de liderança. Todos os comandantes tomam medidas para evitar um assalto prematuro. indiferentes à ação inimiga. A ação das patrulhas ou dos postos de vigias inimigos pode forçar o desenvolvimento de todo ou parte do escalão de ataque.No ataque noturno. em qualquer fase da manobra. Devem ser tomadas precauções para evitar um assalto prematuro. inclusive os sinais de pedido e cessação de fogos de apoio ou de proteção. poderá fazê-lo da mesma forma que no ataque diurno. Progressão . 4-57. d. Conduta após a conquista do objetivo . como também iluminando o ataque. causado por tiros feitos a esmo pelo inimigo. É feito. que deverão proteger a tomada deste dispositivo. empregando arma branca. Cada coluna será precedida de elementos de segurança. Podem ser empregados artifícios iluminativos a fim de permitir às tropas assaltantes disparar seus tiros com pontaria e deslocar-se com maior velocidade e controle. Após o desenvolvimento. até que seja encontrada resistência inimiga. Tais artifícios podem ser utilizados para orientar a tropa até o objetivo ou para reunir as frações que tenham perdido a direção. enquanto o restante da coluna se abriga. c. todas as tropas assaltantes pressionam com a maior rapidez possível. a progressão é retomada.Nos ataques não-iluminados. a consolidação e a reorganização começam logo que o objetivo tenha sido conquistado.

4-59. de planejar e executar qualquer tipo de transposição. d. qualquer que seja o tipo de transposição. executada com planejamento minucioso e amplos preparativos. trânsito e comunicações. sem apoio de engenharia. seja como reserva. também. (1) Características da transposição preparada: (a) é realizada quando a imediata não for possível ou. inicialmente. a conquista e manutenção de uma cabeça-de-ponte como ação preliminar da ofensiva. constitui-se em uma operação especial. c. artilharia e outros. As operações de transposição de curso de água são. necessidade de obtenção da superioridade aérea.É uma operação de transposição de um curso de água obstáculo. não tenha tido sucesso. aeronaves. visando concentrar força e meios necessários para desencadear. GENERALIDADES C 7-20 A transposição de um curso de água obstáculo que não dispõe de passagens utilizáveis e cuja segunda margem encontra-se defendida pelo inimigo. É normal. o Btl não tem condições. tipos especiais de informações e reconhecimentos. polícia do exército. unidades geradoras de fumaça. Transposição Preparada . necessidade de grande quantidade de equipamento especializado e de pessoal instruído. CARACTERÍSTICAS DA OPERAÇÃO A transposição de um curso de água obstáculo que tem a margem oposta defendida pelo inimigo. 4-60. segue os mesmos fundamentos das operações ofensivas. normalmente. Um BI. a operação comporta.4-58/4-60 ARTIGO VIII ATAQUE COM TRANSPOSIÇÃO DE CURSO DE ÁGUA 4-58. o número de L Aç que se oferecem é geralmente bastante limitado. seja como escalão de ataque. a. e. uma vez tentada. b. que o escalão superior apóie a transposição em material de travessia. um ataque na margem oposta. normalmente. 4-94 . o comando e o controle das unidades são difíceis em face das restrições de espaço. conduzidas no escalão divisão. TIPOS DE TRANSPOSIÇÃO Existem dois tipos de transposição: preparada e imediata. tropas de engenharia. Nesse caso. Isoladamente. embora diferente nos aspectos abaixo relacionados: a. geralmente atua enquadrado em uma Bda.

na margem oposta de um curso de água. Transposição Imediata .São todos os cursos de água com largura superior a trezentos metros. um Apvt Exi. Curso de água obstáculo de grande vulto . Linha-de-cabeça-de-ponte (L C Pnt) . pelas unidades envolvidas. (d) são feitos preparativos e planejamentos minuciosos. b. ou mantém na defensiva. tornam as unidades blindadas as mais aptas a participarem desse tipo de transposição. (d) a LP situa-se bem antes da margem do rio e as unidades a transpõem a medida que a atingem. sem que seja fixada uma hora "H". uma perseguição ou um ataque a posições inimigas antes da primeira margem. b. e (e) a linha de partida é a margem amiga do curso de água. devendo ser ultrapassada em uma hora "H" determinada. Curso de água obstáculo . uma M Cmb. Cabeça-de-ponte (C Pnt) .É uma linha. exigindo maior coordenação e controle. balizada por 4-95 . 4-61. CLASSIFICAÇÃO DOS CURSOS DE ÁGUA Para fins de planejamento de uma operação de transposição. executada com meios já disponíveis ou que possam ser obtidos em curto prazo.São todos os cursos de água não-vadeáveis. c. Para tanto.São todos os cursos de água com largura entre cem e trezentos metros. CONCEITOS BÁSICOS a. b. já devem estar de posse dos meios de transposição de assalto necessários. normalmente.É uma área ou posição. a fim de assegurar as melhores condições para o prosseguimento das operações. (c) é uma operação mais centralizada. os cursos de água são classificados em: a. que uma força conquista e mantém numa ofensiva. rapidez e audácia que caracterizam essa operação. sem interrupções das operações em curso para preparativos de vulto.É uma operação de transposição de um curso de água obstáculo.C 7-20 4-60/4-62 (b) o inimigo na segunda margem é forte. (1) Características da transposição imediata: (a) é realizada. em continuação a uma ação que já vem sendo executada. (c) a surpresa. caracterizando uma perda de impulsão pela parada da operação em curso. 4-62. (b) o inimigo na segunda margem é fraco e sua posição não está bem preparada. e (e) deve ser tentada. Curso de água obstáculo de vulto . como por exemplo. sempre que possível pois evita a perda da impulsão na ação ofensiva em curso.

f. selecionada na Z Aç de uma força que realiza a transposição. passadeiras. g. Frente de Travessia (Btl) Locais de Travessia Local de Portada Local de Passadeira Local de Ponte 2 a 3 km 2 a 3 km Área de Travessia Fig 4-32.É caracterizada pela ausência do inimigo no curso de água obstáculo e se resume aos problemas técnicos de construção e utilização dos meios de travessia. d. Frente de Travessia (Fr Tva) .Local favorável à travessia à vau e à utilização dos meios de transposição (meios de assalto. Local de Travessia de Assalto (Loc Tva Ass) . Zona de Reunião Inicial de Material de Engenharia (ZRIME) . utilizada para delimitar uma cabeça-de-ponte. pontes e viaturas anfíbias). Local de Travessia (Loc Tva) . portadas. Para o batalhão a frente de travessia coincide com a sua própria Z Aç.4-62 acidentes no terreno. Frente e locais de travessia 4-96 . e. C 7-20 c.Região onde a engenharia reúne seu material de transposição e seu equipamento para posterior utilização na operação. Travessia de Oportunidade . sujeito aos fogos inimigos.É a extensão da linha do curso de água.Local favorável à travessia de um batalhão de infantaria em botes de assalto ou viaturas anfíbias.

destinado à transposição dos elementos de assalto. hora de transposição. plano de apoio de fogos do Esc Sp. de suprimentos e de comunicações e eletrônica. a transposição vai ser executada. 4-64. (5) as Via A através da posição inimiga. é reunido e arrumado para uso imediato. bem como a existência dos locais de transposição. e g.C 7-20 4-62/4-64 h. (2) os locais para as reservas e outras frações que cheguem à margem oposta. Zona de Reunião Final de Material de Engenharia (ZRFME) . que não estejam defendidos ou que estejam fracamente defendidos. b. plano pormenorizado de controle de trânsito. (3) os acidentes do terreno bem definidos e apropriados para objetivos de companhia. (4) a rede de estradas no lado inimigo. RECONHECIMENTO a. (6) os acidentes do terreno na margem anterior do rio. inclusive a localização das armas. d. Pequenas patrulhas fluviais de reconhecimento podem ser enviadas sob a proteção da escuridão. informações sobre o emprego de fumaça para cobrir a operação. inclusive as demonstrações ou fintas. informações sobre a missão das outras unidades. b. de particular importância na transposição de um curso de água. complementado pelo esforço de busca e por outras fontes de dados. plano de apoio da engenharia para a operação. Normalmente estas informações são extraídas da ordem de operações da brigada. inclusive aos dos elementos de engenharia. conforme o que se segue: a. c.Região na qual o material de engenharia (botes e passadeiras). missão. dos campos de minas e de outros trabalhos defensivos. deverá considerar os seguintes pontos: (1) a composição e o dispositivo das forças inimigas. e. além das normais à de um ataque coordenado. 4-63. ORDEM DE ATAQUE A ordem de operações do batalhão contém informações e instruções. informação sobre o terreno da frente de travessia. com cujo equipamento. O reconhecimento pessoal do Cmt Btl. para instalação de 4-97 . Z Aç e objetivos do Btl. f. Os preparativos para a transposição compreendem a busca de dados sobre o inimigo e o terreno da zona de ação onde o Btl vai atuar. deve ser dado tempo suficiente para os reconhecimentos diurnos a todos os Cmt. Sempre que possível.

O planejamento de uma operação de transposição de curso de água caracteriza-se por desenvolver-se da frente para a retaguarda. 4-65. diques e outras construções. Normalmente a seqüência recomendável para o planejamento é a que se segue: (1) seleção da C Pnt desejável . abrigos. campo.Este planejamento baseia-se. principalmente. 4-98 .Levar em consideração os seguintes fatores: (a) as condições metereológicas e do terreno. do Nº 3-4 do Art II do Capítulo 3 do Manual C 31-60 . Para os deslocamentos diurnos devem ser escolhidos itinerários bem definidos e que possam ser percorridos com facilidade. ou seja. (4) estimativa do tempo necessário para a conquista da C Pnt .OPERAÇÕES DE TRANSPOSIÇÃO DE CURSOS DE ÁGUA. na Z Aç do Btl. no contato e em profundidade. (2) determinação do dispositivo para a manutenção da C Pnt . Para um estudo mais aprofundado sobre esta fase ver letra e. pedras. (3) determinação do grau de controle desejável . c. (c) itinerários utilizados para o deslocamento (cobertas. (3) a localização exata da posição de ataque coberta. portadas.Esta fase caracterizase pelo estabelecimento de medidas de coordenação e controle para a ação dos elementos subordinados na execução da operação. de preferência com o oficial de engenharia. (6) os itinerários da Z Reu até a posição de ataque. PLANEJAMENTO a. Essas localizações devem ser facilmente acessíveis às viaturas e identificáveis à noite.Selecionar uma linha de acidentes capitais na segunda margem. determinados pela largura. Seqüência . no estudo das Via A do inimigo para o interior da C Pnt. da conquista dos objetivos dentro da C Pnt na segunda margem para a primeira margem. e para a manutenção. estradas. recifes. O Cmt Btl estuda os seguintes pontos complementares. (5) as Z Reu prescritas pela brigada. cuja unidade está apoiando o ataque: (1) locais de travessia de assalto. a inclinação e a altura de ambas as margens e as Via A às mesmas. etc). se for o caso. (b) os prazos para deslocamentos até o curso de água. (2) a existência de passagens a vau. e (7) a identificação dos objetivos e outras medidas de coordenação e controle impostos pela Bda. ilhas. pontes e locais de antigas pontes. a existência de bancos de areia.4-64/4-65 C 7-20 postos de observação e zonas de posições para as armas de apoio. (4) os itinerários cobertos que conduzem diretamente da posição de ataque aos locais de transposição na margem amiga. (d) tipo de material utilizado no assalto e na travessia. junto da margem amiga do rio. profundidade e correnteza do rio. cuja conquista proporcione as melhores condições para o prosseguimento.

durante a transposição propriamente dita. (5) estabelecimento de medidas de coordenação e controle . determinando a largura da frente ou designando pontos que a definam. a fim de iludir o inimigo quanto aos verdadeiros locais ou frentes de travessia a serem utilizados. (d) plano de comunicações.A frente de travessia do Btl é determinada pelo Cmt Bda que fixa seus limites. eventualmente. as mesmas dimensões das que são designadas em terreno normal. Esses fatores podem exigir intervalos entre as subunidades e frações. e (i) número de objetivos marcados. e a facilidade de desenvolvimento após o 4-99 . (h) rede de estradas na área de travessia e as características do curso de água. neste caso. receber esse tipo de missão. (f) plano de dissimulação tática. (8) confecção de planos e ordens . O batalhão enquadrado numa brigada poderá. Peculiaridades . (h) plano de apoio logístico. a velocidade e a direção da correnteza. aproximadamente. 4-65 (e) distância da segunda margem até os objetivos finais dentro da (f) velocidade de progressão da força. (6) determinação do dispositivo para a conquista da C Pnt . A frente sobre a margem inimiga. dada às SU do Btl tem. e (i) plano de circulação e controle de trânsito. dos fogos e da progressão dos elementos de combate e apoio ao combate. as demonstrações ou a combinação dessas. Além dos fatores que influem na determinação das Z Aç. (e) plano de guerra eletrônica. (2) Determinação da largura da frente de travessia .Numa operação de transposição estas medidas são mais restritivas e numerosas.Normalmente são confeccionados os seguintes planos como anexos ou apêndices a um plano de transposição: (a) plano de inteligência. b. (g) disponibilidade de meios optrônicos ou de iluminação. a largura e a profundidade do rio.É desejável que durante uma operação de transposição sejam executadas medidas de dissimulação tática. bem como a quantidade e o tipo dos meios de transposição disponíveis.Deve-se buscar uma coordenação detalhada e minuciosa da manobra. em terreno normal. deve ser preservada a unidade tática dos elementos participantes. principalmente na transposição preparada. (c) plano de travessia.C 7-20 C Pnt. (g) plano de movimento. Para a dispersão. devem ser mais considerados os seguintes: a natureza de ambas as margens do curso de água. durante a transposição. (7) estabelecimento de medidas de dissimulação tática .É planejado e decidido após a análise dos fatores da decisão.Durante o planejamento devem ser observadas as seguintes peculiaridades: (1) Coordenação com as unidades vizinhas . (b) plano de apoio de fogo. As principais medidas de dissimulação tática são: as fintas.

o CAF.As armas de apoio de fogo do Btl que não estiverem reforçando as Cia Fuz às viaturas se a passagem a vau for praticável. os pelotões de fuzileiros do escalão de ataque do batalhão. face a contra-ataques inimigos. no mínimo.Um número suficiente de botes de assalto deve ser providenciado para transportar as primeiras vagas do Btl. na transposição. o escalão avançado do PS do batalhão. o escalão avançado do PC do Btl. Esses botes são vantajosos nas ações continuadas. os intervalos entre as embarcações aproximam-se dos intervalos entre as frações correspondentes. Se for praticável a passagem a vau das viaturas blindadas. Caso o Cmt Cia não vá na primeira vaga. os pelotões de apoio das companhias de fuzileiros (menos os elementos que estejam reforçando os pelotões de fuzileiros) e as frações da Cia C Ap do Btl que estiverem em reforço às Cia Fuz. os observadores avançados deverão acompanhá-lo. por ocasião da distribuição dos homens pelos botes. Outros tipos de embarcações podem ser utilizados. mantém. portadas e outros meios de transposição. normalmente. os elementos designados dos pelotões de comando e de comunicações. (4) Dispositivo para o deslocamento até o objetivo inicial .As seções de comando das Cmt Cia. (Fig 4-32) (3) O dispositivo para a transposição .Após a transposição. 3) Terceira vaga ou vaga de retorno . os elementos do Pel Sau e os elementos de apoio de fogo em reforço aos pelotões de fuzileiros (normalmente mísseis AC). O escalão de ataque do Btl deve ter um poder de combate que permita manter a impulsão ou o terreno conquistado.Os Cmt Cia Fuz do escalão de ataque. tanto quanto possível. até que o Btl ou a Bda possam transpor meios suficientes para o prosseguimento. em terra. 4-100 . (7) Distribuição das embarcações para as subunidades e a designação de outros meios de transposição. A unidade tática deve ser mantida. no curso da transposição.Após uma rápida reorganização na margem inimiga. (b) Pelas portadas ou passadeiras .4-65 C 7-20 desembarque. em princípio.A dosagem do efetivo em fuzileiros que participará do escalão de ataque. (5) Objetivos intermediários para as companhias de 1º escalão . o médico do Btl e a companhia reserva. os elementos do Btl imediatamente estabelecem a segurança para proteger a execução dos trabalhos de engenharia. transpõem o curso de água com os três pelotões de fuzileiros justapostos. uma reserva de valor subunidade. capítulo 4. (6) Estabelecimento da segurança aproximada na margem oposta . Um processo satisfatório de distribuição dos elementos de um Btl no ataque é o seguinte: (a) Em botes de assalto 1) Primeira vaga . estas podem deslocar-se com essa vaga ou a sua retaguarda. depende dos fatores acima citados no item (2) e da largura da Z Aç. deste manual. As Cia Fuz do escalão de ataque. Embora a passadeira seja preparada para transpor o Btl reserva da Bda.A marcação ou não de objetivos intermediários segue os mesmos conceitos observados no parágrafo 4-22 do artigo IV. de acordo com o quadro de articulação (ver Anexo F) .Elementos da Cia C Ap do Btl (menos os elementos destacados) e o escalão recuado do posto de socorro (PS) do Btl. os observadores avançados. para transporte de pessoal ou de suprimentos. procede-se como um ataque normal. optando por transpor na segunda vaga. O Cmt Btl. 2) Segunda vaga .

por balsas. ou mesmo depois. proporciona segurança antiaérea sobra a zona de transposição.Através dos elementos de saúde que prestam apoio cerrado as SU do Btl. Em virtude das dificuldades de controle. Este tipo de ação freqüentemente poderá exigir as transposições a vau. (16) Quadro de sincronização . Normalmente os carros de combate. O Esc Sp. normalmente.Caso não haja vau para essas viaturas deve-se realizar pedidos oportunos ao Esc Sp para transformá-las à prova d’água. de trânsito e o grande volume de apoios em meios e pessoal para a travessia. as dificuldades de coordenação e controle. (9) Carros de combate .C 7-20 4-65 após a sua utilização. Os itinerários e planos de deslocamento.O escalão avançado do PC. no ensaio e na execução. pontes distribuídas ou por qualquer outro meio de fortuna. (10) Segurança antiaérea . desde que seja autorizada. ou junto à Z Reu final de material de engenharia. antes que o inimigo seja capaz de organizar a sua defesa. (c) Pelas portadas. além das providências sobre guias deverão ser considerados. normalmente. torna-se primordial a sincronização das ações. as viaturas. como duplicação de meios. (c) Classe V: P Rem A na margem inimiga. local e a hora de encontro entre os comandos das frações subordinadas e o pessoal de engenharia. o mais tardar. o posto de comando desloca-se para a margem oposta na esteira da reserva.O Btl deve estar preparado para alcançar e explorar os pontos de transposição. pelos diques. (15) PC do batalhão . se for o caso. (13) Plano de evacuação . seu provável emprego e os meios de transposição. especialmente as blindadas. tão logo seja possível. enquanto que o pessoal e material remanescente fazem-no. realizam a transposição. faz a transposição na terceira vaga ou em vaga de retorno. antes da transposição. são postas à prova de água. (14) Comunicações e eletrônica .A neutralização das operações aéreas inimigas sobre a zona de transposição é de vital importância. Essa transposição de viaturas é feita tão rapidamente quanto possível. barcaças. Se houver passagem a vau. 4-101 . (12) Plano de suprimentos: (a) Classe I: Ração R-2 até a conquista dos objetivos que caracterizam a C Pnt.Normalmente fica próxima. durante o planejamento. (8) Posição de ataque . (d) Por meios improvisados . (b) Classe III: Vtr com tanques plenos para a transposição. a linha de encontro com os fuzileiros.no âmbito do Btl e para a Bda. pontes ou vaus .Tendo em vista a complexidade da operação. realizam a base de fogos para minimizar a ação inimiga nos locais de travessia e. Normalmente. e fazem a transposição o mais cedo possível. é essencial a informação imediata da localização dos postos de comando de companhia.Definir a hora da transposição. a Cia C Ap poderá usá-la até a construção da portada. (11) Emprego de viaturas motorizadas orgânicas do batalhão .Demais elementos da Cia C Ap do Btl e todas as viaturas necessárias às operações táticas que possam ser transportadas pelos meios disponíveis. após a conquista do primeiro objetivo. após a conquista dos objetivos da 1ª linha.

específica e pormenorizada. a transposição do curso de água e a conquista do objetivo inicial. ORDENS C 7-20 Com o intuito de proporcionar aos subordinados o máximo de tempo para o reconhecimento e o planejamento. (Fig 4-33) Cabeça-de-Ponte Ptc a Pross LP Conquista Assalto LP 100 a 400 m ZRFME P Atq Reunião e Preparação ZRIME Fora do Alcance da Art L Ini Avanço para o rio Fig 4-33. as tropas fazem o deslocamento sob o controle do Btl. o Cmt Btl transmite suas ordens preparatórias. as frações deslocam-se como um todo e serão divididas em equipes. EXECUÇÃO a. 4-67. Para evitar confusão e perda de tempo na posição de ataque. até que estejam próximas as suas posições de ataque. Deverá incluir o deslocamento da Z Reu para a margem amiga. cada SU ou fração que vai participar da transposição envia guias para fazer um reconhecimento diurno da sua posição de ataque e dos itinerários a serem utilizados para o deslocamento da Z Reu para aquela posição. Da zona de reunião para a posição de ataque . se não pôde defini-las anteriormente.4-66/4-67 4-66. uma para cada bote. logo que possível. A ordem para transposição deve ser completa. Execução do ataque 4-102 . No objetivo inicial.Após a escolha da posição de ataque. Quando possível. o Cmt Btl as complementa para o prosseguimento do ataque até o objetivo final.

as frações das primeiras vagas encontram os guias fornecidos pela engenharia e estes as conduzem até suas embarcações ou aos outros meios de transposição designados. Todos os itinerários apropriados que levem da posição de ataque ao rio devem ser utilizados para evitar congestionamento. Deslocamento da posição de ataque até o rio 4-103 .Ao chegarem à posição de ataque. transportando seus botes de assalto. Da posição de ataque para o rio . até o seu local de travessia. As equipes acompanhadas pelas guarnições dos botes são levadas por itinerários previamente balizados e protegidos.C 7-20 4-67 b. O deslocamento para o rio é regulado para que todas as embarcações da primeira vaga atinjam a margem amiga (LP) ao mesmo tempo (hora "H") evitando o retardo de uma nova coordenação. (Fig 4-34) RIO LP Gp Bt (3 a 5) ZRFME Guias Eng EQUIPES DE ASSALTO (Pel Ref) PAtq Fig 4-34.

Se a embarcação não puder ser acionada com sua própria força motriz.As guarnições de engenharia são encarregadas da operação das embarcações durante a transposição. as equipes de assalto limpam a margem do rio e prosseguem para os seus objetivos. a menos que ela seja tão veloz que cause uma deriva apreciável dos locais de desembarque prescritos. desenvolvem-se e atacam. Ataque após a transposição . Ao chegarem à margem oposta. A execução de tiros raramente é feita durante o dia e é proibida durante à noite. tão rapidamente quanto possível e pelo caminho mais curto. o infante mais antigo à bordo é o responsável pela orientação de cada embarcação para seus pontos de desembarque. Nas viagens subseqüentes o pessoal de engenharia é o responsável pela direção. as tropas desembarcam com rapidez. buscando-se conquistar os objetivos previstos e informando-se a ultrapassagem das linhas de controle que permitirão à engenharia realizar trabalhos técnicos no curso de água. Transposição do curso de água . incluídas na ordem de transposição do batalhão. Nenhum esforço deve ser feito para contrariar a força natural da correnteza. (Fig 4-35) 4-104 . e. O prosseguimento é feito como num ataque normal. as guarnições de engenharia e o pessoal de infantaria levam-nas através do rio com auxílio de remos. embora devam ser mantidos os intervalos entre as embarcações.Após a transposição. Cada embarcação inicia a transposição logo depois do embarque do pessoal e dirigese à margem oposta. Nos escalões de ataque. imediatamente. dando condições para a transposição dos meios motorizados do Btl. Em tais casos a necessidade de opor-se a esta correnteza é prevista pelo Cmt Btl. caso seja eficaz. Nenhuma tentativa deve ser feita para manter uma formação qualquer no curso da transposição. O fogo direto sobre os elementos que desembarcam na segunda margem.4-67 C 7-20 c. e constarão de instruções específicas. As guarnições de engenharia retornam com suas embarcações à margem amiga. d. deve ser neutralizado antes de qualquer reorganização das equipes de assalto.

Após a transposição.o pelotão de morteiros é empregado inicialmente na margem amiga em ação de conjunto. 4-105 .o emprego de fumaça e as providências para que o Pel Mrt Me e as turmas de ligação e de reconhecimento da artilharia façam a transposição o mais cedo possível. o seu emprego é feito como em qualquer outro ataque. c. quanto ao apoio de fogo. os seguintes aspectos: a. Local das linhas de controle após a transposição 4-68. Os observadores dos morteiros deslocam-se com os pelotões do escalão de ataque. a hora e processo de transposição do Pel AC e seu provável emprego após a transposição. a coordenação dos fogos de morteiros e de artilharia no plano de fogos de apoio . Devem ser feitos planos para a transposição do pelotão de morteiros tão logo as portadas passem a operar. emprego do pelotão de morteiros . d.C 7-20 L Ct 3 L Ct 3 L Ct 3 4-67/4-68 RIO IMPEDE O INIMIGO DE REALIZAR TIRO DE ARTILHARIA CONTINUOS E EFICAZES SOBRE OS LOCAIS DE TRAVESSIA IMPEDE O INIMIGO DE REALIZAR FOGOS OBSERVADOS DE ARTILHARIA SOBRE OS LOCAIS DE TRAVESSIA IMPEDE A OBSERVAÇÃO TERRESTRE E TIROS DIRETOS DO INIMIGO DE TRAVESSIA L Ct 3 L Ct 2 L Ct 1 RIO Perfil do terreno LP Fig 4-35. b. as missões dadas aos carros em reforço (Fig 4-36). APOIO DE FOGO Durante o planejamento do ataque devem ser analisados.

APOIO LOGÍSTICO Este assunto será abordado no Cap 10. 4-70. As comunicações. Se necessário. transportar munição. normalmente. O rádio. o silêncio rádio. Aviões leves podem lançar fios neste tipo de operação. as frações de helicópteros poderão ser empregadas para conquistar posições à retaguarda do inimigo. Com a transposição das primeiras vagas. As linhas telefônicas. tanto para a frente. Carros de combate em apoio à transposição 4-69.4-68/4-71 C 7-20 Fig 4-36. são estendidas através do rio pelas passadeiras ou pontes. 4-106 . é suspenso. Dentre outras missões. Aviões de ligação podem ser empregados para as comunicações com a retaguarda. EMPREGO DE HELICÓPTEROS Os helicópteros poderão ser empregados nos diversos tipos de operações aeromóveis (combate. meios visuais e mensageiros. Helicópteros de ataque poderão apoiar a transposição batendo os carros inimigos que ameacem o escalão de ataque. 4-71. Armto AC). a Bda pode fornecer ao Btl um reforço de rádios. transportar meios de engenharia para o curso de água e auxiliar na evacuação e no suprimento. realizar reconhecimentos. nesta ocasião. são mantidas inicialmente pelo rádio. normalmente. apoio ao combate ou logísticas). transpor a reserva do batalhão e elementos de apoio de fogo (Mrt Me. a não ser que este apresente grande largura e forte correnteza. COMANDO E CONTROLE Antes da transposição. torna-se o principal meio de comunicações entre o Cmt Btl e o escalão de ataque. Poderão ainda. os rádios podem permanecer em silêncio para preservação do sigilo. e podem também ser estendidas por cima ou sob a água. como para a retaguarda.

normalmente. esta necessidade de conquista. Em presença de uma localidade defendida. e (2) limpeza. com o objetivo de empregá-las em outras missões. uma passagem num curso de água ou um aeródromo. poderá ser realizada para neutralizar posições inimigas que interfiram perigosamente na transposição ou para isolar o inimigo do apoio de suas reservas. (2) torná-la insustentável. econômico ou militar. por exemplo. isolá-la ou cercá-la. GENERALIDADES Considerações iniciais a. exigindo. é tanto maior quanto maior a importância da localidade como nó rodoferroviário. c. 4-107 . o mais cedo possível. caso a localidade conquistada seja um importante centro de valor histórico. o atacante pode: (1) desbordá-la. (3) liberação. em conseqüência. como. O atacante poderá ser compelido a conquistar uma localidade por uma ou mais das seguintes razões: (1) somente a conquista da localidade lhe permitirá a utilização integral das estradas que para ela normalmente convergem. Em princípio. de prestígio perante a opinião pública e de estímulo ao espírito combativo da tropa. ARTIGO IX ATAQUE A LOCALIDADE 4-73. INFILTRAÇÃO TÁTICA 4-72/4-73 A infiltração tática. e (6) por questões morais. conjugada à operação de transposição. o emprego de forças para isolála e limpá-la. representada pela existência de uma localidade desbordada ou mesmo cercada. das forças de contenção que fazem face à localidade. particularmente nos casos de clima frio ou em época de chuvas intensas.C 7-20 4-72. (5) para proporcionar proteção e conforto às tropas. (2) eliminação da ameaça potencial aos flancos e retaguarda da tropa atacante. e (3) atacá-la sistematicamente e capturá-la b. o atacante procurará isolar ou desbordar uma localidade fortemente defendida. político. (4) captura de objetivo tático importante no interior da localidade ou por ela dominado. evolui para: (1) cerco (ou isolamento). em terreno montanhoso e nas selvas. pelo bombardeio e pelo incêndio. O desbordamento de uma localidade. obviamente.

(3) poder confeccionar um plano de ataque detalhado. O isolamento compreende o bloqueio das vias terrestres e aquáticas de entrada e saída da área considerada. O processo a utilizar varia em cada caso. além do bloqueio das vias terrestres e aquáticas (realizado 4-108 . FASES DO ATAQUE a. ultrapassar edifícios ou quarteirões fortemente defendidos. algumas vezes. utilizando adegas. No ataque a uma localidade. rede de esgotos. (2) conquista de uma área de apoio na periferia da localidade. (b) manter o isolamento a fim de forçar os defensores a capitular. cavalaria mecanizada. (2) fazer parte ou constituir a força que investe na localidade. prosseguindo por baixo dos mesmos. emprego de patrulhas ou uma combinação de ambos. O cerco difere do isolamento pelo grau de controle exercido sobre os movimentos de entrada e saída da área. a direção e a hora do investimento. engenharia e o apoio ou reforço de artilharia de campanha e antiaérea. Outras vezes poderão ser ultrapassados utilizando-se os tetos. um BI pode ser empregado em uma das seguintes situações: (1) fazer parte ou constituir a força que isola a localidade. A primeira fase se destina ao isolamento ou ao cerco da localidade. Caracteriza-se pelo controle total do perímetro da localidade por meio da observação de possíveis vias de acesso de infiltração/ exfiltração. b. Pode-se. Para desempenho dessas missões o BI recebe o reforço de elementos de carros de combate. Características do combate favorável ao atacante: (1) poder manobrar para isolar a localidade. em virtude de sua manobrabilidade e da maior facilidade de entrada e mudança de posição. e (c) selecionar o ponto de entrada na área edificada. ter condições de: (a) passar ao ataque da área edificada. (4) as operações na área edificada podem tomar uma característica dimensional favorável ao atacante. terraços e sótãos dos edifícios.4-73/4-75 C 7-20 d. e como decorrência das dimensões dela. b. 4-75. bem como impedir o retraimento destes. e (3) progressão no interior da localidade. metrôs ou outras passagens subterrâneas. e (3) constituir a força que isola e investe na localidade. EMPREGO DO BATALHÃO a. helicóptero (controle operacional). Fases do ataque a uma localidade: (1) isolamento da localidade. baseado em dados atualizados da localidade. (2) uma vez isolada a localidade. A artilharia mais adequada para o reforço é a autopropulsada. quer por meio da ocupação de P Obs. 4-74. tem por finalidade impedir a chegada de reforços e suprimentos para os elementos isolados. pois se deve esperar que o defensor tome as medidas para bloquear as Via A à sua posição.

área de apoio .cursos de água. os EEI são estabelecidos visando obter dados sobre: 1) características da localidade e do terreno adjacente: . O atacante ocupará. As cobertas e abrigos oferecidos por esses prédios conquistados na periferia da cidade . para eliminar ou reduzir a observação terrestre e o tiro direto do defensor sobre as Via A à localidade.permitem ao atacante descentralizar o controle e deslocar para a frente as armas de apoio.pontos característicos e edifícios mais altos.C 7-20 4-75/4-76 tal como o isolamento). . PLANEJAMENTO DAS AÇÕES a.obras de arte. então.vias terrestres e aquáticas. Nesta fase. . e . . 4-76.as vias terrestres ou aquáticas e vias de acesso que conduzem ao interior da localidade. adegas e outras passagens subterrâneas. mas das quais poderá apoiar pelo fogo a entrada nessa área e a progressão através desta. A terceira fase consiste na progressão sistemática. . intensificando-se quando as ações de isolamento ou cerco à localidade têm início.acidentes importantes do terreno. . d. . tais como: .instalações de rádio e televisão. adquire particular importância a coordenação das unidades empenhadas. (b) Para o investimento à localidade.obstáculos.serviços de utilidade pública. edifícios públicos e construção de valor histórico. reservas e reajustar o dispositivo. (2) Busca de dados (a) Para o isolamento ou o cerco de uma localidade os EEI são estabelecidos visando obter dados sobre: 1) características das áreas adjacentes ao limite urbano. . através da área edificada. . de casa em casa. metrôs. 2) valor e localização do inimigo nas áreas adjacentes ao limite urbano. c. . posições de bloqueio fora da área edificada.outros dados julgados de interesse.os setores de maior concentração da população. . Reconhecimento (1) O reconhecimento é contínuo e deve ser realizado desde o recebimento da missão.vegetação. quarteirão por quarteirão.redes de esgotos. A segunda fase consiste na progressão das forças do escalão de ataque para a área edificada e na conquista de alguns prédios (área de apoio) na orla anterior da localidade (aproximadamente 1 (um) quarteirão). 4-109 .

Devem ser exploradas todas as fontes que puderem proporcionar conhecimento sobre o inimigo e o terreno.incidir sobre acidentes capitais que bloqueiam a maior possibilidade de reforço do inimigo. e (j) relatórios e base de dados do escalão superior. (g) reconhecimentos terrestres e aéreos.terminais rodoviários.Incidir sobre acidentes capitais que apóiam a abordagem da localidade e o prosseguimento no interior em melhores condições.Na montagem da L Aç para o isolamento ou cerco da localidade. (b) material e documentos capturados. para os seguintes pontos: (a) seleção dos Obj mais adequados ao isolamento/cerco. então. fotografias aéreas e fotos de satélites.outros dados julgados de interesse. parques. (i) planta baixa e guia de ruas da localidade. (b) definição das direções de Atq das suas peças de manobra. São fontes importantes de dados: (a) prisioneiros de guerra. (d) refugiados. (d) todos os fatores devem ser reagidos entre si e analisados em 4-110 . comerciais. (4) Ataque Principal . (e) interceptação de comunicações. pode dar-lhes também a direção em que deseja que eles abordem esses Obj ou. Essas direções devem ser balizadas por pontos nítidos do terreno. b.Incidir sobre acidentes capitais que facilitam o prosseguimento após a ação na localidade.O ataque principal de uma força cuja missão seja isolar/cercar uma localidade é determinado em função dos seguintes fatores: (a) quanto ao isolamento .aeroportos e portos. Isolamento (1) Decisão . quer por oferecer condições topotáticas favoráveis. o Cmt Btl deve atentar. (b) quanto ao apoio ao investimento . . residenciais etc. (c) habitantes da região. ferroviários .e . Devem ser escolhidas levando-se em consideração a distância a ser percorrida e os contornos do terreno que facilitem a progressão da tropa. (h) jornais. revistas e guias turísticos.estádios etc). (2) Objetivos (a) No isolamento: serão marcados nos acidentes capitais que dominam as vias terrestres que conduzem ao interior da localidade. (c) quanto ao prosseguimento . (3) Direções . principalmente. quer por estar ocupado pelo inimigo em condições de atuar sobre as forças do investimento.áreas abertas (praças. a partir da direção principal utilizada pelo Btl. (f) cartas.e (c) definição do Atq Pcp. deixa essa decisão com os próprios Cmt SU. (b) No cerco: serão marcados nos acidentes capitais que dominam as vias terrestres e as Via A que conduzem ao interior da localidade. 2) valor e localização do inimigo no interior da localidade (3) Fontes de dados .áreas industriais.O Cmt Btl após designar os Obj que cada SU deve conquistar. .4-76 C 7-20 .

deve-se deixar nessa P Bloq frações reforçadas por armas de apoio. deve-se procurar posições que bloqueiem mais de uma via terrestre ou Via A economizando meios. Para tanto deve ser considerado o seguinte: 1) para o Atq Pcp: considerar “n + 1” Pelotões de Fuzileiros como a dosagem mínima para a conquista ou ocupação dos objetivo na sua Z Aç (sendo “n“ o número de objetivos a ocupar ou o número de posições inimigas existentes nessas regiões. 7) posições para armas de tiro direto fora da área edificada. a cerca de poder de combate. que para isso levou em consideração os seguintes fatores: (a) quantidade de objetivos de isolamento/cerco. admitindo-se. depende da quantidade de objetivos estabelecidos e se estes estão ocupados pelo inimigo. (c) São válidas as considerações constantes do Nr (4) do item 4-24.No isolamento/cerco. Investimento (1) Decisão (a) Na escolha da melhor L Aç para o ataque a uma localidade devem ser considerados os seguintes fatores: 1) conquista da orla anterior e posterior. de tal modo que seja evitada a divisão de responsabilidade por acidente capital do terreno. 5) segurança. 2) surpresa. (5) Zonas de ação . c. a dosagem de “n“ Pelotões de Fuzileiros para as ações. Como em diversas situações isso não será possível. e (b) o valor do inimigo nestes objetivos. (b) Para a conquista ou ocupação dos objetivo de isolamento/cerco. Se ainda assim isso não for possível. a Z Aç é fixada para o Btl pelo Cmt Bda na sua ordem de operações. (7) Poder de combate (a) A definição do poder de combate necessário para a conquista ou ocupação dos objetivos que permitem isolar/cercar uma localidade. deste capítulo. 2) para o Atq secundário: considerar como dosagem ideal a mesma do Atq Pcp.C 7-20 4-76 conjunto. 6) obstáculos.Os limites entre as SU do Btl que executa o isolamento/cerco são normalmente traçados ao longo dos acidentes do terreno facilmente identificáveis. 3) convergência de esforços. a missão principal desta força é isolar/cercar (fator preponderante) a localidade. e 3) reserva: devido a descentralização das ações e a possibilidade de ter que atuar em mais de uma direção impõe a necessidade de uma reserva no mínimo compatível [ Cia Fuz (-) ]. o ideal é que cada via terrestre ou Via A que conduz a localidade seja bloqueada por um Pel Fuz. 8) frentes das unidades de primeiro escalão através da área 4-111 . no entanto. (6) Limites . 4) simplicidade. porém.

(b) A decisão do Cmt não difere das decisões comuns do ataque. como ponto de ligação. 3) ataque principal.quanto à coordenação sua marcação diz respeito às regiões que imponham mudança de dispositivo. e C 7-20 9) constituição de reservas.quanto à limpeza de área os objetivos podem ser localizados em instalações de administração e utilização pública (serviços essenciais). no prosseguimento das operações. bem como às necessidades do comandante do batalhão em sincronizar as posições das peças de manobra com as possibilidades e necessidade do apoio de fogo (segurança do escalão de ataque). cuja manutenção seja importante para o prosseguimento das operações como controle populacional. 3) no interior da área edificada. exerça marcante ameaça sobre as tropas que progridam por Via A adjacentes. uma vez que. em virtude de seu comandamento e situação face à progressão do escalão de ataque. segurança da tropa. o reajustamento e os reconhecimentos para o desembocar da localidade. a sua intenção sobre o prosseguimento. direção e ritmo da operação. as Via A de abordagem da localidade são interdependentes por força das estreitas frentes atribuídas às peças de 4-112 . (2) Objetivos (a) Quanto à sua posição relativa. se for o caso.4-76 edificada. 2) na orla posterior. os seguintes pontos: 1) objetivo a conquistar. linha de controle. Há que se considerar. reservas e apoio logístico. (b) Caso a Bda marque apenas os objetivos da orla posterior. buscar atender às necessidades de segurança. o Cmt Btl marcará os objetivos na orla anterior e optará ou não pela marcação de objetivos no interior da localidade. cerrar à frente as armas de apoio e descentralizar o controle. proporciona a segurança necessária a outras peças de manobra. . permitindo ao atacante reajustar seu dispositivo. . todavia. e 4) elementos executantes e demais medidas de coordenação e controle. que esta marcação estará condicionada a disponibilidade de peças de manobra para permanecer na manutenção do objetivo. Deve regular apenas a operação de conquista da localidade e conter. Devem ser focalizados. caracterizando a ultimação da limpeza da localidade. utilização de recursos locais. Os objetivos exclusivamente de coordenação podem ser substituídos por linhas de controle (redução do tempo de parada e do adensamento de tropa). Sua conquista. os objetivos podem estar situados: 1) na orla anterior. limites e direção de progressão. essencialmente. limpeza e coordenação: . de acordo com a situação. A obrigatoriedade de assinalação de objetivo na orla anterior se justifica pela marcante mudança de ritmo da operação associada às imposições de segurança. possibilitando.quanto à segurança os objetivos podem estar situados sobre regiões na localidade que. portanto. 2) direções de atuação. tendo em vista a progressão na localidade.

geralmente em eixos transversais ao movimento (ruas. e serão fixadas pelos diversos comandos até o escalão Cia Fuz.C 7-20 4-76 manobra de 1º escalão. As linhas de controle dispensam os objetivos marcados entre as orlas anterior e posterior da localidade com o propósito de coordenação. após conquista. as ruas serão utilizadas para esse balizamento quando sua orientação longitudinal assim o indique e quando a localidade for densamente construída. transformando-se o combate em uma série de pequenas ações independentes. A manutenção de objetivo. cursos de água). Caso a Bda marque a localidade como um todo à guisa de objetivo. (b) Para conquista de objetivos na orla posterior: 1) regiões que melhor caracterizam a ultimação da limpeza da localidade definido pelos quarteirões mais avançados. inclusive. (5) Linhas de controle . podendo variar de 1 (um) a 4 (quatro) quarteirões. o controle tende a descentralizar-se até os menores escalões de comando. particularmente durante a terceira fase. assim como em zonas onde o arruamento não apresente uma mínima regularidade geométrica. (4) Ataque principal . (3) Direções . reorganização e consolidação. função do grau de mascaramento e dominância oferecido pelo terreno e edificações. e 2) regiões que abrem prosseguimento para o interior da localidade em melhores condições. quando se dispõe de poucas informações sobre o inimigo as Z Aç dos Btl de primeiro escalão são relativamente estreitas. Normalmente. tem como frente normal a 4-113 . avenidas. optando ou não pela marcação de objetivo no interior da localidade. (6) Zonas de ação (a) Em localidade fortemente defendida. Uma companhia de fuzileiros. e das conseqüentes dificuldades de observação e de ligações. da favorabilidade relativa das Via A de prosseguimento.No interior da área edificada as direções podem ser balizadas por ruas ou edifícios destacados. edificações e terreno dominantes e pela densidade das construções. no ataque a uma localidade bem defendida. em virtude. e 2) regiões que possibilitem melhores condições de prosseguimento após investimento caracterizado pela proximidade e dominância dos objetivos sobre nova Via A (eixo de prosseguimento). ferrovias.O ataque principal de uma força cuja a missão seja investir sobre uma localidade é determinado em função dos seguintes fatores: (a) Para conquista de objetivos na orla anterior: 1) regiões que melhor retiram a observação terrestre e os fogos diretos do inimigo sobre as Via A para a abordagem da localidade. Os edifícios ou pontos nítidos mais destacados serão referenciados em zonas menos densamente edificadas. As unidades informam ao atingir uma linha de controle e dela só partirão para a seguinte. O Esc Sp assegura o controle das operações marcando linhas de controle. como pelotão e mesmo grupo de combate. têm papel preponderante no controle do ataque. mediante ordem. diferença de densidade e grau de profundidade da área edificada. as quais permitam sua boa visualização a distância. caberá ao Btl marcar tanto os objetivos da orla anterior como os da orla posterior. é impositiva nos objetivos da orla posterior (finais) e intermediários (de limpeza e de segurança). principalmente.Em virtude da extrema compartimentação.

4-76 C 7-20 largura de 2 quarteirões. facilita o apoio mútuo e assegura o vasculhamento de todas as construções da área edificada. e 3) resistência esperada. A marcação de limites evita que as unidades amigas se ataquem. Fig 4-37. (b) A Z Aç (Fig 4-37) a ser fixada dependerá de: 1) valor do inimigo. atacando uma posição de resistência organizada recebe uma Z Aç da largura de um quarteirão. 4-114 . Esquema de manobra de um BI no investimento a uma localidade (7) Limites (a) A observação restrita e as dificuldades de controle e coordenação tornam necessário marcar limites até o escalão pelotão inclusive. Identicamente um pelotão de fuzileiros. 2) dimensões e densidade dos edifícios.

para evitar a chegada de reforços ou suprimentos para a guarnição que defende 4-115 . Artilharia (1) Na 1ª fase a artilharia apóia com seus fogos a conquista ou a ocupação dos acidentes capitais que permitem isolar a localidade. e 2) realizar a limpeza das resistências desbordadas. pelos quintais. observação e comunicações tornem maiores as necessidades de reserva junto aos escalões mais avançados (Cia e Btl). haja vista que haverá a necessidade de manutenção deste objetivo. o Cmt de SU deve deixar uma fração que tenha condições de manter esse objetivo. (b) Quando a SU receber um objetivo no interior da localidade. pode ser que as restrições no combate no interior da localidade e as dificuldades de movimento. ficando a área da rua incluída na Z Aç de uma das unidades vizinhas. Se isto não for possível. normalmente. e 3) substituir uma das peças do escalão de ataque. deverá receber mais um Pel Fuz. (c) Nas demais zonas da área edificada. conclui-se que as reservas terão condições de se deslocar imediatamente à retaguarda do primeiro escalão em condições de prontamente intervir no combate. em princípio. como consta no subitem 6). colocando seus fogos sobre as Via A que conduzem aos acidentes capitais que dominam a localidade. os limites passarão. Considera-se como boa a dosagem de uma companhia de fuzileiros reforçada por brigada. (2) Durante as 2ª e 3ª fases do ataque a artilharia pode ser empregada para manter isolada a localidade. (b) Além disso a reserva pode receber a missão de: 1) atuar de flanco contra uma resistência inimiga que detenha uma das peças do escalão de ataque. reserva fraca ou compatível por Btl e um Pel por SU do escalão de ataque. e pode executar fogos sobre posições inimigas localizadas na orla da localidade e que estejam executando alguma ação sobre as tropas que estão isolando a localidade. 2) corrigir erros de direção. os limites passam por dentro dos quarteirões. de sorte que ambos os lados da rua ficam incluídos na Z Aç de uma unidade. (c) Para a determinação do poder de combate da reserva. seja ele de limpeza ou segurança. a do Btl de 1 (um) a 2 (dois) quarteirões e a da companhia provavelmente no mesmo quarteirão dos pelotões que realizam a limpeza. (8) Poder de combate (a) Para a determinação do poder de combate a ser empregado no investimento são utilizadas como base as frentes normais atribuídas às Cia e Pel. A reserva da Bda. (c) Considerando a grande disponibilidade de cobertas e abrigos em área urbanas. nas saídas da área edificada.C 7-20 4-76 (b) Na zona densamente construída. por um dos lados da rua. (9) Reserva (a) As missões básicas da reserva no investimento: 1) repelir contra-ataques. segue o escalão de ataque defasada de 1 (um) a 3 (três) quarteirões. beneficiando-se da progressão da peça vizinha. d.

Devem estar bem à frente durante o ataque e serem protegidos pela infantaria contra emboscadas. os carros de combate são empregados com a força encarregada de isolar ou cercar a localidade. são empregados para bater pelo fogo os prédios ou posições afastadas. Elas são empregadas de maneira semelhante aos carros de combate. chegando até a situação de reforço. armas anticarro. e. caso possam ser empregadas em missões terrestres sem prejuízo de sua missão principal. (3) Na terceira fase. em virtude de sua maior facilidade para seleção e ocupação das posições de tiro e também no deslocamento para as mudanças de posição. Podem ser empregadas para neutralizar posições inimigas fora dos prédios ou em telhados e posições próximas as áreas ocupadas por tropas amigas. o emprego da chama não pode ser indiscriminado.4-76 C 7-20 a cidade e para destruir os elementos que tentem se evadir da mesma. é mais freqüente em virtude da necessidade de uma ligação e coordenação mais efetiva com os elementos de 1º escalão. particularmente quando se trata de casamatas de concreto construídas nos andares térreos. e (d) atitude da população civil. de tempo. todavia a eficácia do apoio de artilharia decresce sensivelmente em virtude da precariedade de observação e da proximidade das tropas amigas em relação aos alvos. nível Cia Fuz. (b) dano que se pode esperar da artilharia atirando sobre posições inimigas conhecidas ou suspeitas. na orla anterior da localidade. Os carros portadores de lança-chamas são empregados na redução de pontos fortes e para compelir os defensores a saírem dos abrigos. incendiário ou fumígeno) e o volume de fogo a ser colocado sobre uma área edificada em poder do inimigo são determinados em função dos seguintes fatores: (a) material de construção empregado (madeira ou alvenaria). (5) As armas da AAAe podem ser muito úteis. realizando tiro direto. A descentralização da artilharia. explosivo. Tal procedimento é perigoso por permitir que o inimigo reocupe os edifícios que foram evacuados. os carros de combate normalmente atuam como armas autopropulsadas. Todavia. devido aos riscos de incêndios. (c) aumento do abrigo e da ocultação proporcionado ao inimigo pelos destroços provocados pelo fogo. podendo ser necessário um recuo da tropa atacante para que a artilharia atire sobre uma posição obstinadamente defendida. neutra ou inimiga. 4-116 . os carros são atribuídos em reforço aos Btl. se amiga. o que lhe proporciona um tiro mais preciso e direcionado para o alvo que se quer atingir. mas devido a sua grande vulnerabilidade. (4) A natureza dos tiros (percussão. à curta distância. são localizadas à retaguarda dos elementos de 1º escalão. capazes de dificultar e retardar a progressão do atacante. onde vão constituir. minas e caçadores isolados de carros. (3) Na 3ª fase podem ser realizados tiros previstos sobre cruzamentos de ruas ou edifícios destacados. devido ao grande volume de fogo que podem desencadear. Nessa fase. (2) Na segunda fase. ou são empregados como armas anticarro. as FT (Fig 4-38). Carros de Combate (1) Na primeira fase. Nesta fase as unidades autopropulsadas são as mais indicadas para emprego. Raramente precedem a infantaria. em virtude da diminuição da sua capacidade de manobra.

Cavalaria mecanizada (1) Na primeira fase seu emprego principal é como elemento de proteção às forças empregadas no isolamento. i. utilizando granadas de grande capacidade explosiva e espoleta de tempo.Tanto portáteis como conduzidos em carros. O seu uso deve ser restrito ao necessário. (2) Na terceira fase são empregadas na execução de fogos rasantes através dos eixos terrestres estabelecendo faixas de fogos ou zonas mortíferas. principalmente durante a execução de movimentos laterais. (c) para provocar incêndios. utilizando alto explosivo com espoleta instantânea. (3) 3ª fase: Poderão receber Z Aç secundária. Lança-chamas . esgotos.C 7-20 4-76 Fig 4-38. com a finalidade de impedir sua utilização pelo inimigo que for expulso dos prédios. (2) 2ª fase: Seu emprego é semelhante ao carro de combate. podendo ainda: (a) reforçar a peça de manobra encarregada de isolar. São particularmente úteis na destruição do inimigo abrigado em porões. O emprego do Pel CC em uma FT Cia Fzo no Atq Loc f. As equipes infantaria-carros de combate são as já existentes no nível pelotão de cavalaria mecanizada. Normalmente os morteiros são empregados: (a) sobre objetivos nos telhados. Morteiros (1) Nas 1ª e 2ª fases todos os morteiros das unidades de infantaria realizam seus fogos para auxiliar no isolamento da localidade e na conquista da área de apoio na sua orla. os lançachamas podem ser empregados pelo escalão de ataque. utilizando granadas de fósforo branco e 4-117 . (2) Na 3ª fase são empregados sobre alvos que a artilharia não possa atingir por causa de sua trajetória mais tensa. em virtude da pouca disponibilidade de fuzileiros orgânicos. (b) contra posições no interior de edifícios. Metralhadoras (1) Na primeira e segunda fase as metralhadoras são empregadas em apoio de fogo à conquista dos objetivos de isolamento e área de apoio. (b) ser empregada como reserva. subterrâneos ou casamatas. e (c) receber a missão de isolar. g. Também são empregados na redução de barricadas nas ruas. face às direções prováveis de reforço inimigo. h. haja vista a possibilidade da proliferação de incêndios.

e (d) para cobrir movimentos de tropa. ligação de comando. (2) Normalmente. quintais e outras áreas abertas. para cobrir a progressão através de ruas. j. Seções de míssil anticarro. parques. o sistema de comunicações ficar na dependência de seu emprego. 4-118 . transporte tático aeromóvel e suprimento aeromóvel. A distribuição de meios deverá buscar um equilíbrio entre os canhões sem recuo. devem permanecer em apoio direto ou reforço à SU que dispuser dos melhores campos de tiro no interior da localidade. Os morteiros são freqüentemente empregados no estabelecimento de cortinas de fumaça locais. m. alamedas.4-76 C 7-20 de fósforo branco plástico. Os canhões sem recuo reforçam os pelotões de fuzileiros. míssil e carros de combate. (4) Podem ser realizadas em todas as fases outras operações aeromóveis como observação aérea. Os CC serão colocados em reforço à SU que dispuser das melhores Via A e campos de tiro para os carros. (2) Na segunda fase pode ser realizado o ataque aeromóvel em proveito da conquista da área de apoio. Comunicações . k. Helicóptero (1) Na primeira fase há o predomínio das operações de combate tais como: assalto aeromóvel ou infiltração tática para conquista do objetivo de isolamento. e (c) execução de demolições. l. em princípio. as operações de reconhecimento. O sistema mensageiro. (b) limpeza de destroços e outras barreiras nas principais ruas e estradas. ataque e segurança aeromóvel.Durante a terceira fase. o batalhão recebe um pelotão de engenharia em apoio direto. Engenharia (1) A engenharia de apoio pode ser empregada para: (a) limpeza de campos de minas AC e AP e de armadilhas nas Via A e outras áreas. utilizando granadas fumígenas. principalmente FM não podendo. (3) Na terceira fase o ataque aeromóvel é realizado em proveito da progressão do escalão de ataque. Meios Anticarro (1) Na primeira e segunda fase são empregados apoiando pelo fogo a conquista do objetivo de isolamento e área de apoio (2) Na terceira fase os alvos preferenciais serão seteiras e posições construídas. as estruturas metálicas dos edifícios ou outras obstruções restringem a utilização do rádio. ainda. portanto. meios visuais e acústicos serão amplamente explorados. Avulta de importância.

A progressão é lenta e coberta pelo fogo. na orla. seja para cegar observatórios. não só pela localização das armas da defesa em locais imprevisíveis e difíceis de determinar. Não há. O ataque se desenvolve nas três fases em que foi planejado. artilharia. O Cmt da tropa que planeja esta fase da operação deve prever um dispositivo. como. à retaguarda. antes de prosseguir para a conquista do quarteirão seguinte. mesmo que não tenham sido designadas como linhas de controle. ou pelos telhados. Progressão no interior da localidade (terceira fase) . c. (2) A fim de neutralizar as vantagens do defensor quanto à vistas. seja para encobrir movimentos em terreno descoberto.C 7-20 4-77. tem início a terceira fase. a progressão para a orla da cidade se fará sob a proteção de fogos intensos de morteiros. evita progredir pelas ruas. b. Esta fase oferece inúmeras possibilidades de surpresa e de riscos para o atacante. não apenas nos flancos. porque são batidas pelos fogos inimigos. Isolamento da localidade (primeira fase) . particularmente no nível pelotão. carros de combate. nos objetivos de isolamento. d. metralhadoras. (4) A permanência na área de apoio deve ser reduzida ao mínimo estritamente necessário a essa reorganização. Emprega-se fumígenos com freqüência.A conquista dos objetivos de isolamento é feita nos mesmos moldes que um ataque em terreno normal. Uma vez conquistada a aérea de apoio e cerrados os meios à frente. as ações se descentralizam para os comandos subalternos. O escalão de ataque normalmente. (3) Após a conquista da área de apoio. EXECUÇÃO 4-77 a. o escalão de ataque deve ser reorganizado de sorte a permitir: (a) o reajustamento do dispositivo das pequenas unidades. como natural prosseguimento da segunda. de modo a que possa cumprir eficientemente a sua missão. quanto à execução. Conquista da área de apoio (segunda fase) (1) Processa-se de maneira semelhante ao ataque a uma posição organizada em terreno normal. mísseis e aviação. para permitir maior segurança ao escalão de ataque. até o escalão pelotão e. (b) deslocamento das armas de apoio e das reservas para a orla da localidade. para impedir a sua retomada pelo inimigo. muitas vezes. Sua progressão será feita através de quintais ou de quarteirões. visando constituir as equipes de infantaria-carros-armas de apoio. apresentam às pequenas frações uma ocasião de reajustamento do dispositivo. também. mas. campos de tiro e abrigos. através dos prédios. O Cmt intervém no combate como em outras operações ofensivas. grupo de combate. por brechas abertas nas paredes. Os CC atuam como armas autopropulsadas e anticarro. As reservas devem progredir o mais à frente que for possível. também pelo abundante 4-119 . separação nítida nem demora prolongada entre a segunda e terceira fase. que permita a segurança em todas as direções. em reforço aos menores escalões. pela ocupação de prédios já conquistados.Nessa fase. As ruas transversais.

Uma forma de se cumprir essa missão é o movimento em força do escalão de ataque embarcado. armadilhas e demolições preparadas. Estes bosques poderão enquadrar toda uma Z Aç do Btl ou parte desta. no interior da localidade. e pela utilização de Via A subterrâneas. As resistências desbordadas são limpas pela reserva. por dois eixos de progressão.BATALHÃO DE INFANTARIA DE SELVA. quarteirão por quarteirão. através dos andares dos prédios e. e. Procura-se. Quer se penetre num prédio pelo telhado. (3) É imprescindível que todos os prédios sejam completamente vasculhados para evitar que focos de resistência não eliminados venham a constituir ameaça ou envolver as linhas de comunicações. por exemplo). 4-120 . (2) Poderão ocorrer situações em que a limpeza da área edificada não será realizada pelas forças em 1º escalão. pelos telhados. Ao ser estabelecido o contato. evacuação bem como reservas de apoio. Como exemplos. suprimento. o vasculhamento deverá. Em princípio. ultrapassar o bosque por um ou ambos os flancos. a limpeza é feita. por um andar de edifício (através de brechas nas paredes. ARTIGO X ATAQUE EM BOSQUE 4-78. sempre. bosque é uma área extensa coberta por árvores que crescem em uma formação cerrada e cujas copas.4-77/4-78 C 7-20 emprego. consultar a IP 72-20 . ao nível do solo. Limpeza (1) Nas localidades fortemente defendidas. De acordo com a IP 30-10 . mesmo. pelo escalão de ataque. parte dos elementos desembarcam para garantir o prosseguimento dos demais. à medida que progride. por parte do defensor. Para realização de operações ofensivas em bosques que cobrem grandes extensões territoriais (AMAZÔNIA. por exemplo) ou ao nível do solo. enquanto suas orlas são neutralizadas por fogos ou fumaça. GENERALIDADES a. cujo interesse maior é a conquista de objetivos na orla posterior. inicialmente. As frações testa de cada elemento reconhecem seus eixos imediatamente antes da passagem dos demais. se processar do alto para baixo.INFORMAÇÕES SOBRE O TERRENO. o batalhão poderá combater em bosques existentes na posição defensiva inimiga. ampliando suas dimensões até a conquista do terreno adjacentes que comprometa sua segurança. na maioria dos casos. se tocam. casa a casa. Uma vez conquistado o objetivo o escalão de ataque estabelece um dispositivo de defesa circular. e sim pelas tropas de acompanhamento. pode-se citar a conquista de um acidente capital no interior da localidade como ponte ou nó rodoviário. de minas. permitindo assim que a reserva esteja em condições de emprego numa missão qualquer. o qual poderia ser destruído pelo inimigo caso houvesse tempo suficiente após o início do ataque ou em localidade fracamente defendida.

a existência de estradas. densidade do bosque e resistência esperada (5) Limites . c. valor do inimigo e característica do terreno. o atacante procurará conquistá-la por uma ação de desbordamento ou. b. Medidas de coordenação e controle (1) Dispositivo . 4-79. e (2) dificuldade de controle e coordenação obrigando a uma descentralização das ações.O emprego dos carros é função principalmente da visibilidade no bosque e da existência de estradas e caminhos. 4-80. principalmente sobre densidade da vegetação. cursos de água e de obstáculos. Características do ataque em bosque: (1) necessidade de um conhecimento detalhado do bosque.Tendo em vista as dificuldades de observação e de ligações. tendo papel preponderante na progressão no interior do bosque. Ataque e reorganização na orla anterior .Possibilita a ultimação da limpeza do bosque e permite o reajustamento e os reconhecimentos necessários para o prosseguimento do ataque.A observação restrita e as dificuldades de controle tornam necessário marcar limites bem definidos até o escalão pelotão. (4) Zona de ação . Conquista da orla posterior . o controle tende a descentralizar-se até os menores escalões de comando. Avultam de importância as medidas de coordenação e controle.dependerá do valor do inimigo. PLANEJAMENTO a. da manobra empregada. b. caminhos. da profundidade deste.É dada por azimutes magnéticos até o nível pelotão de fuzileiros (3) Linha de controle .Caracteriza o avanço das forças do escalão de ataque no interior do bosque realizando a limpeza. (2) Direção de ataque .Depende da largura da Z Aç.C 7-20 4-78/4-80 Se não for possível evitar o bosque e sua posse se fizer necessária. A seqüência e a existência de cada fase supracitada dependerá da densidade do bosque. mediante um ataque frontal. d. dos fatores da decisão e de outros aspectos. densidade do bosque. Nesse tipo de 4-121 . FASES a. Progressão no interior do bosque . Carro de combate . O Cmt Btl assegura o controle marcando linhas de controle.Consiste na progressão de forças do escalão de ataque com a finalidade de ocupar uma faixa do terreno na orla anterior do bosque que permita ao Btl reorganizar-se e deslocar à frente os seus apoios. em último caso. b.

c. d. Ao encontrar um obstáculo. Desbordar um obstáculo consiste em mudar fisicamente a direção do movimento. As armas de tiro tenso tem sua eficácia reduzida. C 7-20 c. deve ser evitada. deverá permanecer próxima ao escalão de ataque. Há um emprego muito comum nesse ambiente de clareiras para instalar os morteiros. o batalhão de infantaria poderá deparar-se com uma grande variedade de obstáculos artificiais e naturais. o sistema de comunicações ficar na dependência de seu emprego. os quais deverão ser. não podendo portanto. CONSIDERAÇÕES INICIAIS a. deve ser encarado como uma situação extrema e. d. haverá preferencialmente duas ações ou processos de ultrapassagem as quais o elemento atacante optará por executar: desbordá-lo ou executar uma operação de abertura de brechas. sempre que possível.As armas de apoio são postas normalmente em reforço aos elementos de primeiro escalão. mas sua velocidade de progressão é lenta. Comunicações . Apoio de fogo . Os mensageiros são utilizados.A vegetação restringe a utilização do rádio.Com as mesmas funções de ataque convencional. avançar sobre ele servirá como meio de evitar ainda mais perdas em pessoal. Quando da execução das operações ofensivas. b. este sistema deverá ser vigiado. Reserva . 4-81. o que ocorreria caso houvesse um retraimento ou permanência na posição. ARTIGO XI OPERAÇÕES DE ABERTURA DE BRECHAS 4-82. e. Quando não dispuser de outra alternativa – tal quando estiver engajado decisivamente pelos fogos que batem o referido obstáculo –. considera-se que. o mais rapidamente possível. ressalvadas aquelas operações envolvendo movimentos apoiados em eixos – tais como a marcha para o combate ou o aproveitamento do êxito –. A observação limitada e o mascaramento feito pelas árvores reduzem a eficácia do apoio de artilharia. Avançar sobre um obstáculo sem abrir passagens. o que seria uma terceira opção para o comandante. EXECUÇÃO É executado de maneira semelhante a um ataque em terreno normal. O sistema fio é sensível à infiltração inimiga. de modo a evitá-lo. Apesar de desejável. portanto. raramente o batalhão 4-122 .4-80/4-82 combate os carros devem ser protegidos pela infantaria. ultrapassados para conservar a iniciativa e manter a impulsão do ataque.

constitui uma das mais difíceis ações táticas dentre as que poderão ser executadas pelo batalhão de infantaria.as prováveis posições de armas que batem o referido obstáculo e . a preservação do poder de combate da unidade normalmente justificará a decisão. PROCESSOS DE ULTRAPASSAGEM a. construções de arame ou destruições. . o comandante deve considerar a hipótese de estar agindo exatamente conforme a intenção do inimigo. táticas e procedimentos visando projetar poder de combate para o outro lado de um obstáculo. sempre que possível. em última análise. guerra eletrônica. “brecha simples” ou “brecha dupla”. o termo “brecha” poderá significar indistintamente “trilha”. Esse reconhecimento deverá levantar as possibilidades de desbordar o obstáculo. fogos indiretos. Desbordamento do obstáculo (1) Os obstáculos devem ser. e.a profundidade e comprimento (frente). portanto. 4-83. Isso será particularmente verdadeiro quanto aos obstáculos de proteção local. É importante compreender que se deparar inadvertidamente com obstáculos significa que o contato com o inimigo foi estabelecido. g.no caso de campo de minas. aviação ou agentes químicos). Sob vários aspectos. . considerando: . particularmente campos de minas. caso isso ainda não tenha efetivamente ocorrido através de outras formas (contato visual.os itinerários para desbordamento. A partir daí. (2) Em se tratando de uma operação de movimento. f. . se possível integradas por elementos de engenharia. a localização do verdadeiro limite anterior e não do limite das minas esparsas à frente. Os efeitos dos fogos ajustados inimigos poderão ser minimizados e. desbordar todos os obstáculos que se apresentam.C 7-20 4-82/4-83 conseguirá. armadilhas. pois mesmo o emprego de formas de manobra tática desbordantes apenas evitarão os obstáculos táticos do sistema de barreiras. a missão de reconhecer os limites laterais do obstáculo a ser desbordado caberá aos elementos mais avançados. Um exemplo típico é uma área de engajamento inimiga. apesar de um eventual comprometimento do fator tempo. todas as ações decorrentes devem ser executadas considerandose esse aspecto. no curso de operações ofensivas. desbordados. no qual há o estabelecimento 4-123 . caso o batalhão estabeleça contato com um obstáculo. A operação de abertura de brechas é o emprego de técnicas. (3) Durante um ataque coordenado. deverá informar ao escalão superior e imediatamente destacar uma ou mais frações de reconhecimento. É. Para efeito deste artigo. fogos diretos. sempre que possível apoiados por elementos de engenharia. (4) Ao decidir desbordar um obstáculo. uma operação sincronizada envolvendo elementos de manobra e de apoio ao combate sob responsabilidade do comandante da arma-base.a natureza do terreno em que ele está estabelecido.

Fig 4-39. disposição aproximada dos obstáculos para canalização. a disposição dos referidos obstáculos. A figura 4-39 ilustra. considerando um corredor de mobilidade de 1000 m de amplitude 4-124 . considerando um corredor de mobilidade de 1000 metros de amplitude. de maneira genérica. com uma ampliação que caracteriza. esse efeito de canalização proporcionado pelos obstáculos lançados à frente de uma área de engajamento. No detalhe.4-83 C 7-20 de obstáculos cuja finalidade é efetivamente canalizar o inimigo para a o seu interior. detalhadamente. Efeito de canalização proporcionado por obstáculos lançados à frente de uma área de engajamento.

(2) Ações a serem realizadas em uma operação de abertura de brechas (NOSRA) . os objetivos de ambos os reconhecimentos e a composição das forças normalmente serão distintos.Abertura em obstáculo tático . mesmo que o comandante visualize a possibilidade de desbordar um obstáculo. Operação de abertura de brechas em obstáculos (1) Tipos de operações de abertura de brechas .quando as forças amigas não dispõem de (e não é necessário) um poder de combate esmagadoramente superior para viabilizar o trabalho de abertura (principalmente da força de apoio).C 7-20 4-83 (5) O desbordamento de qualquer obstáculo. a situação é pouco definida (localização dos obstáculos). Apesar da semelhança em termos de características a serem reconhecidas. b. onde inimigo possui um sistema de obstáculos ao redor ou dentro das suas posições. . portanto. A abertura coberta de brecha pode ser realizada indistintamente em obstáculos táticos ou de proteção local. lançados simultaneamente. na fase final de um ataque.Coordenada (b) Quanto ao sigilo: . Também são fatores que induzem à execução de uma abertura do tipo coberta: .Abertura em obstáculo de proteção local (brecha de assalto) A abertura imediata de brecha é aquela realizada em obstáculos táticos quando o batalhão se depara inadvertidamente com um obstáculo. Entretanto. um movimento não perceptível pelo inimigo. quando há tempo suficiente.quando a aplicação do princípio de guerra da surpresa é imprescindível. Pode ocorrer também após uma tentativa mal sucedida de execução de uma operação imediata. quando o terreno e/ou condições limitadas de visibilidade favorecem a redução dos obstáculos sem que os trabalhos sejam descobertos pelo inimigo. sempre que possível.As operações de abertura de brechas podem ser classificadas quanto a 3 aspectos: (a) Quanto ao planejamento: . além de procurar ser realizado sob condições de pouca visibilidade e com a máxima preservação possível do sigilo. A abertura de brecha de assalto é aquela realizada em obstáculos de proteção local. .Coberta .Conduzir uma operação de abertura de brechas requer a execução de 4-125 . o inimigo apresenta um fraco dispositivo defensivo e a impulsão do ataque deve ser mantida. meios de engenharia adicionais e não é viável a execução de uma abertura do tipo imediata. deve ser revestido do grau de cautela necessário à segurança do escalão de ataque ou dos elementos que o reconhecem.Descoberta (c) Quanto ao tipo de obstáculo a ser reduzido: . tanto quanto possível.Imediata .quando uma infltração tática exige. A abertura coordenada de brecha é aquela realizada em obstáculos táticos. elementos de reconhecimento visando uma possível abertura de brechas devem ser.

4-83 C 7-20 cinco ações básicas. os elementos da força de assalto possam progredir através da brecha em direção aos seus objetivos. levando em conta a capacidade de rápida e facilmente emassar. ou seja. sendo o gatilho a partir do qual todos os demais procedimentos ocorrerão. Além disso.mensagens pré-estabelecidas. transportar e cessar fogos. . Os planos de fogos. no prosseguimento. compondo a força de apoio. Rígidas e detalhadas medidas de coordenação de fogos serão estabelecidas. O emprego dos fogos indiretos não deve também ser negligenciado. além das prioridades atribuídas pelos elementos de apoio de fogo do escalão superior. Essas medidas incluirão. Para tanto. cuja aquisição como alvos pelo inimigo é bem mais facilitada. . obscurecimento. Na realidade. devem contemplar alvos a serem batidos pela artilharia e pelos morteiros durante essas ações de neutralização. . o comandante deve planejar a aplicação de um volume de fogos que seja esmagadoramente superior aquele apresentado pelo inimigo e cujo objetivo primordial será retirar os fogos diretos sobre o local escolhido para a brecha. O poder de combate a ser empregado dependerá do tipo e quantidade de armamento e munição disponíveis. devido à segurança inerente ao mascaramento dos tiros indiretos. . redução e assalto (NOSRA).setores de tiro. Caso o batalhão receba elementos de carros de combate ou cavalaria mecanizada em reforço. indispensáveis para o seu sucesso: neutralização. particularmente os de morteiro. evitando que seus sistemas de armas atuem eficazmente contra as forças encarregadas de realizar a abertura da brecha.pontos de referência de alvos (PRA). segurança. . minimizando o risco de fratricídio e possibilitando eficaz sincronização com as demais fases da operação. busca também proporcionar as melhores condições de proteção para que. além de cobrir o movimento e 4-126 . é desejável que o comandante explore ao máximo o efeito de neutralização proporcionado por estes fogos. portanto. (a) Neutralização Neutralizar o inimigo consiste em engajá-lo por fogos diretos e indiretos. cujo controle e desencadeamento estão a cargo do batalhão. dentre outras: . antes de efetivamente empregar seus sistemas de armas de tiro tenso. é desejável que inclua no seu planejamento o emprego do todo ou de parte desses meios nessa neutralização.Áreas de Fogo Proibido (AFP) etc. (b) Obscurecimento A ação de obscurecer o local de abertura da brecha tem por finalidade reduzir a capacidade do inimigo em adquirir alvos e aumentar a segurança da força de abertura de brechas. A seguir serão abordados os principais aspectos relacionados a cada uma delas. Uma efetiva neutralização é primordial para o início e desenrolar de uma operação de abertura de brechas.linhas de acionamento (“gatilhos”) dos diversos tipos de armamento.sinais visuais. tais como artifícios pirotécnicos.

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desdobramento da força de assalto em direção aos seus objetivos. Tecnicamente, o termo “obscurecimento” significa empregar agentes químicos (fumígenos) com vistas a atingir os efeitos acima descritos. Entretanto, do ponto de vista tático, também significa utilizar adequadamente o terreno, objetivando mascarar aquelas mesmas ações desencadeadas pelas forças de abertura de brechas e de assalto. Normalmente, no escalão batalhão, além do uso de lançadores individuais (granadas de mão e de bocal), o emprego da fumaça com a finalidade genérica de obscurecimento poderá ser realizado mediante fogos de morteiro ou artilharia, bem como lançadores de granadas veiculares (em caso de ser reforçado por elementos CC ou C Mec). Geradores de fumaça dos CC e outros artifícios pirotécnicos também poderão ser utilizados quando disponíveis, apesar de não serem os mais usuais no referido escalão. Quando do planejamento do emprego de fumaça como ação de uma operação de abertura de brechas, o comandante deverá observar, dentre outros, os seguintes aspectos: - finalidade do emprego de fumaça. - a duração efetiva desejada da fumaça sobre o alvo. - a localização e tamanho do alvo. - o momento adequado para aplicar a fumaça sobre o alvo. - o critério de visibilidade que se deseja ser capaz de obter dentro da fumaça. O obscurecimento deve ser cuidadosamente planejado para proporcionar máxima degradação da observação e dos fogos inimigos mas, em contrapartida, preservar tanto quanto possível o C² e os fogos das nossas tropas. Encontrar esse equilíbrio é o aspecto mais sensível da execução dessa ação. Usualmente, a utilização adequada do terreno para mascarar as ações e, conseqüemente, “obscurecê-las” perante o inimigo, será a única forma de obscurecimento que não acarretará quaisquer efeitos indesejáveis sobre as nossas tropas. Para outras considerações acerca dos diferentes aspectos concernentes ao emprego de fumaça consultar os manuais de campanha C 3-5 – OPERAÇÕES QUÍMICAS BIOLÓGICAS E NUCLEARES e C 2-30 – Brigada de Cavalaria Mecanizada (Anexo H). (c) Segurança O batalhão deve prover a segurança do local selecionado para a abertura da brecha, de modo a evitar interferência inimiga nos trabalhos de redução, apoiar o movimento da força de assalto e garantir a posse das passagens abertas. A seleção da técnica a ser empregada para garantir a segurança dependerá da extensão e localização das defesas inimigas, bem como do seu grau de controle sobre o local da abertura. As ações de segurança são basicamente de dois tipos: segurança por meio de manobra ou segurança por meio de fogos. Em geral, operações desencadeadas sobre obstáculos táticos possibilitarão uma segurança proporcionada por elementos de manobra, mediante uma efetiva conquista das posições inimigas que dominam o obstáculo ou que 4-127

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representem uma ameaça de interferência nas ações de redução. Nesse contexto, portanto, é desejável que posições defensivas e espaldões para armamento coletivo que exerçam comandamento – e que não possam ser adequadamente neutralizados por fogos – sejam conquistados antes do início dos trabalhos de redução, podendo-se então estabelecer posições de bloqueio sumárias. Prováveis zonas de reunião ou vias de acesso para contra-ataque inimigo também devem merecer especial atenção. Em se tratando de obstáculos de proteção local, entretanto, o emprego desses elementos com vistas à conquista torna-se mais difícil, devido à proximidade das posições inimigas mais fortemente defendidas. Nessa situação – e em quaisquer outras nas quais não se possa garantir a segurança diretamente por meio de elementos de manobra – o desejável é o estabelecimento de bases de fogos nas imediações do local selecionado para a abertura (inicialmente no lado mais próximo e, após a redução, no mais afastado do obstáculo), a partir das quais será proporcionada uma segurança aproximada por meio de fogos. (d) Redução Reduzir um obstáculo é abrir passagens através dele, de modo a permitir que as forças atacantes prossigam no ataque. O número e a largura das passagens (trilhas, brechas simples ou duplas) variam conforme a situação e o tipo de operação de abertura. Tais parâmetros devem permitir que a força de assalto possa cruzar o obstáculo e desdobrar-se adequadamente para cumprir a sua missão. Em geral, as dosagens consideradas adequadas para tropas a pé são: - ataque principal: 1 trilha por pelotão de primeiro escalão e - ataque secundário: 1 trilha por subunidade de primeiro escalão. A distância entre as passagens abertas será função do inimigo, do terreno, da necessidade de dispersão, do planejamento dos fogos diretos da força de apoio, do C² e do adensamento de tropas visualizado para o local de abertura. O comandante deve também, sempre que o tempo disponível permitir, planejar a abertura de passagens adicionais (ou alternativas), incrementando o conjunto de medidas que visam a minimizar o risco de fratricídio. As técnicas empregadas para a redução estarão condicionadas aos materiais disponíveis, os quais, em sua maioria, dependerão da natureza da tropa e dos reforços eventualmente recebidos. Sob essa ótica, o batalhão de infantaria contará basicamente com o apoio dos elementos de engenharia equipados com detectores de minas, bastões de sondagem, alicates e equipamentos portáteis de abertura de trilhas, tais como cargas explosivas lineares lançadas por foguetes, torpedo bangalore ou similar. Poderá também receber em reforço ou apoio direto elementos de carros de combate dotados de dispositivos de abertura ou viaturas blindadas especializadas de engenharia. Caberá à força de abertura de brechas conduzir essa redução, a qual não poderá iniciar-se antes que as ações de neutralização, obscurecimento e segurança tenham sido efetivadas. Além de propriamente criar condições mínimas para o movimento da força de assalto, os elementos encarregados de reduzir os obstáculos também deverão balizar o local de passagem e assinalá-lo 4-128

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ao comandante do batalhão, de modo a facilitar a sua imediata identificação pelas demais forças. Dependendo da dosagem de engenharia em apoio ao batalhão, as ações de redução poderão estar ou não sob o comando de elementos de manobra. A completa remoção dos obstáculos será realizada pela engenharia dos escalões superiores, respeitando-se a característica de progressividade dos trabalhos. A ação de cerrar os equipamentos tracionados por viaturas dependerá da conquista dos objetivos que dominem o local de abertura. Esses materiais referem-se a feixes de tubos, equipamentos não portáteis para abertura de brechas em obstáculos, geradores de fumaça, viaturas lançadoras de pontes e outros. (e) Assalto É a ação decisiva de uma operação de abertura de brecha, sendo também a fase final de um ataque. Compreende o movimento da força de assalto através da passagem criada, quer em direção aos objetivos finais estabelecidos (brecha de assalto), quer para destruir o inimigo que possa interferir sobre o obstáculo aberto (brecha imediata e brecha coordenada). (3) Princípios das operações de abertura de brechas O sucesso de uma operação de abertura de brechas depende da observação de alguns princípios. São eles: - inteligência; - organização adequada das forças; - emprego da massa; - sincronização das ações e - segurança. (a) Inteligência O conhecimento do inimigo e de seus sistemas de proteção e contramobilidade são imprescindíveis para a realização de uma operação de abertura de brechas. Através da aplicação do PITCI, o S2 obterá uma estimativa tão próxima quanto possível da maneira pela qual o inimigo aplica seus meios de apoio à contramobilidade, bem como da doutrina e das técnicas por ele mais comumente empregadas. A determinação de dados como o tipo, a localização e a orientação de obstáculos, existência de obstáculos de arame, intervalos e passagens no sistema de defesa, composição de campos de minas, tipos de minas empregadas, existência ou não de fossos anticarro, localização das armas de tiro tenso (incluindo caçadores), de postos de observação e de outros sensores são necessários à formulação das linhas de ação adequadas ao cumprimento da missão. Particularmente importante para os elementos de engenharia são os tipos de minas e dispositivos de acionamento que o inimigo esteja empregando. Com base nesses dados serão selecionadas as melhores técnicas para realizar a abertura e, ao mesmo tempo, para expor a força de abertura de brechas ao menor grau possível de risco.

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Parcela considerável desses dados é extraída das próprias matrizes doutrinárias existentes no banco de dados sobre o inimigo, os quais serão disponibilizados ao batalhão pela grande unidade enquadrante. Nesse aspecto, devido à insuficiência de meios de busca orgânicos, o batalhão realmente dependerá sobremaneira daquilo que puder ser fornecido pelo oficial de inteligência da brigada. Isso poderá ocorrer através do envio de um extrato do CALCO DE RESTRIÇÕES AO MOVIMENTO – o que é o mais normal –, através de um calco específico, contendo apenas os obstáculos na área de operações ou ainda através de RELATÓRIOS DE RECONHECIMENTO confeccionados por elementos de engenharia. Entretanto, isso não deve eximir o S2 de efetivamente lançar seu esforço de busca. Valendo-se da assessoria do oficial de engenharia que o batalhão venha a receber em apoio direto ou reforço, procederá a um aprimoramento dos conhecimentos até então obtidos, quer focando aquilo que realmente interessa para a sua unidade, quer incluindo as demais necessidades de inteligência no PLANO DE BUSCA, sob a forma de ELEMENTOS ESSENCIAIS DE INTELIGÊNCIA. Patrulhas de reconhecimento, preferencialmente compostas por fuzileiros e elementos de engenharia, serão então lançadas para responder aos EEI formulados. Para outras considerações acerca dos diferentes aspectos concernentes ao reconhecimento de obstáculos consultar o Manual de Campanha C 5-36 – O RECONHECIMENTO DE ENGENHARIA. (b) Organização adequada das forças As forças necessárias para desencadear uma operação de abertura de brechas possuem missões distintas e podem ser assim divididas: - força de apoio; - força de abertura de brecha e - força de assalto. 1) Força de apoio Sua principal atribuição consiste em eliminar a capacidade do inimigo de interferir na operação, particularmente sobre o local selecionado para a brecha, devendo: - isolar o local selecionado para abertura de brecha por meio de fogos e neutralizar os fogos inimigos que se encontram batendo o obstáculo; - emassar fogos diretos e indiretos para fixar o inimigo e destruir quaisquer tropas ou sistemas de armas que possam afetar a força de abertura de brechas; - conduzir ações de obscurecimento, degradando a capacidade de observação e aquisição de alvos por parte do inimigo. Visto que a neutralização do inimigo é crítica para o sucesso de uma operação de abertura de brechas, a força de apoio deve ser priorizada na distribuição dos meios de apoio de fogo, incluindo-se aí os CC ou C Mec eventualmente recebidos em reforço. O S2, baseado nos dados disponíveis sobre o dispositivo, composição e valor das forças inimigas no local da brecha, fará uma estimativa que contemple as principais posições e sistemas de armas cujo alcance permitam ao inimigo influenciar as ações do batalhão por ocasião da abertura da brecha. Com base nesse conhecimento, o S3 organizará a força de apoio de modo 4-130

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a dotá-la de um poder de combate suficientemente capaz de neutralizar aquelas ações. O emprego de elementos de carros de combate ou de cavalaria mecanizada na força de apoio deve ser, sempre que possível, considerado como a melhor opção para o batalhão. A combinação desses elementos com os fuzileiros a pé permite grande flexibilidade e diversidade de sistemas de armas para a força de apoio Devido ao seu considerável calibre, mobilidade, alcance e precisão, seus canhões poderão efetuar essa tarefa em excelentes condições, mantendo-se fora do alcance do armamento anticarro portátil inimigo e valendose da rápida ocupação de posições desenfiadas. Os carros poderão ainda, dependendo do tipo de fumígeno empregado, minimizar a degradação na sua aquisição de alvos através do emprego de equipamentos eletroóticos de pontaria, a despeito da degradação dos campos visuais gerados pelo acúmulo de poeira e fumaça (essa última resultante da ação de obscurecimento). Os fogos indiretos poderão ser proporcionados pelos morteiros orgânicos dos pelotões e companhias de fuzileiros (em reforço ou apoio direto), enquanto que os morteiros do batalhão o farão por meio de ação de conjunto, com clara prioridade para as ações de neutralização. A artilharia também apoiará essas ações da força de apoio, particularmente com fogos profundos e pelo emprego da fumaça (obscurecimento). Como conseqüência, é extremamente desejável que os observadores avançados desses sistemas de armas posicionemse tão próximo quanto possível da força de apoio, ou que, caso isso não seja possível, estejam em estreita ligação com o comandante da referida força. Tendo em vista a importância crucial da(s) posição(ões) selecionada(s) como bases de fogos para a neutralização, o comandante poderá selecioná-las como AFP (Áreas de Fogo Proibido). Desse modo estará reforçando as medidas preventivas de fratricídio e garantindo a integridade da força de apoio. Os principais fatores que influem na composição da força de apoio são os seguintes: - valor, dispositivo e composição do inimigo; - características do plano de fogos (diretos e indiretos); - características do plano de obscurecimento e - tempo estimado para a abertura da brecha. As ações da força de apoio serão executadas, em geral, por meio da ocupação de uma ou mais bases de fogos. Selecionadas previamente (durante o PITCI), essas posições devem possuir, dentre outras características, muito bons campos de tiro tenso e itinerários desenfiados a partir da posição de assalto. 2) Força de abertura de brecha A principal missão dessa força é criar as passagens que possibilitarão à força de assalto transpor o obstáculo e prosseguir no ataque em direção aos seus objetivos. É dela também a responsabilidade de balizar a brecha aberta e seus pontos de entrada e saída. A força de abertura de brechas é essencialmente uma força composta por elementos de manobra e engenharia, cuja dosagem será função da disponibilidade alocada ao batalhão.

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Com vistas a otimizar o emprego dos meios de engenharia à disposição do batalhão, a força de abertura de brechas pode ser composta por dois grupos: a) Grupo de segurança: composto essencialmente por elementos de manobra, cujas missões são, a partir do estabelecimento de bases de fogos aproximadas: - cooperar com a neutralização e obscurecimento do inimigo antes do início dos trabalhos de redução; - efetuar a segurança do local de abertura no lado mais próximo do obstáculo a ser trabalhado, liberando os elementos encarregados de reduzi-lo; - após a abertura, e a partir do lado mais afastado do obstáculo aberto, prover a segurança dos elementos da força de assalto contra eventuais contra-ataques ou fogos não suficientemente neutralizados. b) Grupo de redução: composto principalmente por elementos de engenharia, reúne o pessoal, material e equipamento a ser empregado na abertura da brecha, devendo levar em consideração a dosagem necessária para compensar eventuais perdas ou baixas nesses trabalhos. Em geral será complementado por elementos de manobra em condições de executar as tarefas de redução. Uma seqüência lógica de tarefas a serem executadas pelo grupo de redução é a seguinte: - identificar e reconhecer o obstáculo; - selecionar o local exato para abrir a passagem; - aproximar os meios de abertura; - reduzir o obstáculo, tão logo o inimigo seja neutralizado; - balizar a passagem e os pontos de entrada/saída; - informar a localização da(s) passagem(ens) aberta(s). O emprego de elementos de carros de combate ou de cavalaria mecanizada na força de abertura de brechas – cuja disponibilidade será pouco provável, devido ao seu emprego prioritário pela força de apoio – acarretará considerável aumento do poder de combate, da velocidade e da segurança do trabalho de redução, caso os veículos possuam escavadores e rolos adaptados aos seus chassis. Tais equipamentos são mais comumente acoplados aos veículos de combate de engenharia (Fig 4-40).

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Fig 4-40. Veículo de combate de engenharia equipado com “arado” Os principais fatores que influem na composição da força de abertura de brechas são os seguintes: - o número de passagens (trilhas/brechas) requeridas; - o tipo de obstáculo; - o terreno e as condições meteorológicas; - os meios disponíveis, incluindo em torno de 1/3 de majoração nas necessidades de meios de engenharia para atender às estimativas de perdas; - a situação do inimigo e - o grau de segurança necessário para o local de abertura. O Manual de Campanha C 17-20 - FORÇAS-TAREFAS BLINDADAS contempla detalhadamente, em seu parágrafo 5-13, as principais técnicas e condutas para abertura de passagens (trilhas e brechas) – incluindo características de emprego de dispositivos portáteis (do tipo torpedo bangalore) (Fig 4-41) –, bem como procedimentos relativos ao seu balizamento.

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Fig 4-41. Emprego de torpedo bangalore pela força de abertura de brechas 3) Força de assalto Tem como missão principal cerrar para a conquista dos objetivos impostos ao batalhão, quer sejam estes orientados ao terreno, quer consistam em destruir o inimigo. Secundariamente, pode receber a missão de auxiliar na neutralização do inimigo durante os trabalhos de redução pela força de abertura de brechas. A força de assalto é composta basicamente por elementos de manobra, podendo ser apoiada por elementos de engenharia necessários à limpeza das posições inimigas, particularmente o entrincheiramento típico das posições organizadas. Caso a posição inimiga esteja fracamente defendida, a força de assalto pode receber a missão de operar também como força de abertura de brechas, sendo-lhe então alocados os meios de engenharia necessários. Isto simplifica o comando e controle, além de proporcionar um poder de combate mais imediato e oportuno para neutralização e segurança. Decidindo por esta linha de ação, entretanto, o comandante não pode prescindir de atribuir-lhe um adequado poder de combate para que a brecha seja aberta com sucesso e os objetivos conquistados em seqüência. Um prematuro ou exagerado emprego de meios na fase de abertura poderá comprometer as tarefas seguintes. As mesmas considerações sobre a necessidade de medidas de coordenação de fogos – já apresentadas quando da abordagem do fundamento da neutralização – merecem ser ressaltadas novamente. Devido ao fato de que tanto a força de apoio como a força de abertura de brechas estarão desencadeando fogos quando o assalto estiver sendo iniciado, o risco de fratricídio será elevado caso essas medidas não sejam efetivamente planejadas, sincronizadas e ensaiadas. O momento mais crítico é aquele no qual, após o início da progressão da força de assalto através da brecha e em direção aos seus objetivos, a força de apoio e demais sistemas de armas alongam, transportam ou mesmo suspendem seus fogos. A partir desse instante, a força de assalto assumirá o controle da neutralização até o cumprimento da sua missão.

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Os principais fatores que influem na composição da força de assalto são os seguintes: - missão, finalidade e intenção do comandante; - dispositivo, composição e valor do inimigo e - ações previstas na região de objetivos. O quadro abaixo resume a relação existente entre a organização das forças e as ações desempenhadas por cada um de seus elementos:
Elemento Força de apoio - Neutralizar - Obscurecer - Neutralizar (apoio adicional à neutralização) - Obscurecer (apoio adicional ao obscurecimento) - Prover segurança (local) - Reduzir - Assaltar - Neutralizar (se necessário) A çõ e s

Força de abertura de brechas

Força de assalto

(c) Emprego da massa Uma operação de abertura de brechas é conduzida de modo a concentrar a maioria de meios no local selecionado para o rompimento do obstáculo. Esse local deve, preferencialmente, coincidir com a porção mais fraca do dispositivo inimigo que defende apoiado nesse obstáculo. Caso essa porção mais fraca não consiga ser facilmente identificável, o batalhão buscará criá-la por meio da fixação da maioria de meios do inimigo pelo fogo, isolando então uma porção qualquer e direcionando a ela o grosso do seu ataque. Esse isolamento poderá ser efetuado mediante o uso judicioso do terreno, explorando dissociadores naturais no dispositivo inimigo, associado ao emprego de fumaça e barragens de morteiro e artilharia. O princípio da massa em uma operação de abertura de brechas é caracterizado principalmente através da: - concentração dos meios de engenharia (pessoal e material) no local selecionado para a abertura das passagens, geralmente organizados como uma força específica para esse fim (força de abertura de brechas), permitindo o emprego de diferentes técnicas de redução; e, - abertura de um número adequado de passagens (trilhas ou brechas), de modo a permitir uma rápida transposição e reorganização da força de assalto no outro lado do obstáculo. A aplicação do princípio da massa fica melhor caracterizada quando ocorre a seleção de um único ponto de abertura e a conquista sucessiva de objetivos. No entanto, a utilização de mais de um ponto de abertura e a conquista simultânea dos objetivos não descaracterizará a aplicação desse 4-135

4-83 princípio.

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Esta última situação ocorrerá no contexto de manobras em Área Operacional do Continente (AOC), quando eventualmente existirão corredores de mobilidade de companhia separados por até 2 km de distância, dependendo do apoio mútuo e C² disponíveis. Ocorrerá também quando, após analisar os fatores da decisão (MITeMeTe), o batalhão optar por romper o dispositivo inimigo em dois ou mais pontos ao mesmo tempo, empregando as subunidades em operações de abertura independentes, embora sincronizadas. Bons exemplos seriam um inimigo debilmente disposto ou situações de pouca visibilidade, como a execução de uma abertura de brechas do tipo coberta: valendo-se da surpresa, as subunidades exerceriam pressão simultânea em toda a frente, degradando a capacidade de eficaz reação inimiga. Particularmente em se tratando de operações do tipo abertura coordenada – nas quais o inimigo bate em boas condições um obstáculo tático –, o comandante deve balancear criteriosamente as implicações de aplicar o princípio da massa durante o ataque, em detrimento de preservar meios para fazêlo posteriormente, quando da abertura de brechas de assalto. (d) Sincronização das ações Operações de abertura de brechas necessitam de estreita sincronização das ações a serem realizadas (NOSRA) pelas forças de apoio, abertura de brechas e assalto. Uma sincronização precisa é fundamental para que a operação obtenha êxito, sendo que falhas nesse processo podem determinar perdas consideráveis à força envolvida, podendo inclusive tornar inviável a continuação da manobra ofensiva. Uma operação desse tipo é complexa por natureza e o comandante irá assegurar a sua sincronização através de: - detalhado planejamento; - claras instruções para os elementos subordinados; - eficaz comando e controle; - ensaios bem executados e pormenorizados. 1) Detalhado planejamento Quanto ao planejamento, o batalhão poderá executar uma operação de abertura de brechas imediata ou coordenada. Caso ele tenha identificado obstáculos ou a sua possibilidade antes de iniciar o movimento (clareza quanto à situação existente), haverá a possibilidade de se desenvolver um plano de abertura de brechas. Caso contrário, tendo a unidade se deparado inadvertidamente com obstáculos durante a sua progressão, será executada uma operação imediata. a) Operação imediata Operação imediata NÃO SIGNIFICA, entretanto, IMPROVISADA OU NÃO SINCRONIZADA: haverá a execução, dependendo de que elementos se depararam com o obstáculo, de AÇÕES IMEDIATAS que foram planejadas e ensaiadas. Geralmente essas ações serão realizadas na seguinte seqüência: - imediata informação ao comandante; - desdobramento de modo a proporcionar segurança aos 4-136

C 7-20 demais elementos; cimento;

4-83 - rápido desencadeamento da neutralização e do obscure-

- reconhecimento de itinerários que possibilitem retrair ou desbordar o obstáculo; - reconhecimento das demais características do obstáculo; e - caso o desbordamento seja inviável, início de uma abertura imediata de brecha. Embora possível, a sincronização de uma operação imediata será consideravelmente mais sensível do que aquela em que houver um planejamento prévio mais completo. Estará baseada no exercício da iniciativa dos diversos elementos, que por sua vez guiar-se-ão pelos ensaios calcados nas NGA da unidade. À semelhança de um ataque de oportunidade, serão conduzidos reconhecimentos sumários com vistas à decisão pelo tipo de abertura mais apropriado, ou mesmo pelo desbordamento ou retraimento. Dificilmente o comandante deixar-se-á surpreender completamente por obstáculos de proteção local, pois isso constitui fundamento doutrinário defensivo. Pequenas variações poderão ocorrer, mas o fato é que normalmente se poderá planejar antecipadamente uma operação de abertura do tipo brecha de assalto. Isso não será necessariamente verdadeiro, entretanto, quanto aos obstáculos táticos, impondo muitas vezes operações de abertura imediata. b) Operação coordenada Em uma operação de abertura coordenada será executado um planejamento inverso, o que significa planejar as ações conforme a seguinte seqüência:

Fig 4-42. Seqüência do planejamento inverso para uma operação de abertura de brechas

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Da análise da seqüência para o planejamento é possível identificar os desdobramentos decorrentes de cada uma das fases:

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.estabelecimento de medidas de coordenação e controle adequadas. através de: . A complexidade inerente a uma operação de abertura de brechas faz com que ensaios em todos os níveis sejam essenciais. no caso de uma brecha de assalto). Uma matriz bem confeccionada auxiliará esse entendimento. em suma. particularmente de engenharia. mensagens pré-estabelecidas e outros dispositivos de comunicação alternativos para o acompanhamento da manobra também deverão ser planejados. o comandante. das fases da operação e de seu papel em cada uma dessas fases. o comandante poderá decidir por: .adequada organização para o combate e distribuição de meios para a operação como um todo.inserir as tarefas atinentes à abertura das brechas no contexto da operação ofensiva como um todo (por exemplo. transmitindo a exata noção da importância de cada uma dessas ações e a sua correlação com a missão específica da fração. durante a manobra. o oficial de operações e os demais comandantes de subunidades/pelotões devem enfatizar as ações que serão executadas durante a operação de abertura de brechas. à coordenação e ao acompanhamento da execução propriamente dita: a matriz de sincronização. O ensaio. 4-139 . Linhas e pontos de controle. Para isso. dentre outras providências. de modo a lhes permitir acompanhar o mais cerradamente possível as ações de seus elementos a cada instante. a mais eficaz ferramenta de sincronização disponível para o comandante é o ensaio. Confeccionada nos mesmos moldes daquela convencionalmente feita para qualquer tipo de operação. é fundamental que cada indivíduo saiba o que representa a sua missão no contexto da operação como um todo. 4) Ensaios bem executados e pormenorizados Como em qualquer outra operação.utilizar-se de uma matriz específica para as ações relativas a um determinado evento considerado crítico (no caso. . a operação de abertura em si). posições de assalto. 3) Eficaz comando e controle Um comando e controle eficaz pode ser implementado. 2) Claras instruções para os elementos subordinados Todos os elementos do batalhão devem ter uma clara compreensão de suas missões. deverá focar a sincronização entre os sistemas operacionais com vistas à execução das ações preconizadas para esse tipo de operação (NOSRA). de modo a evitar futuras transferências de frações ou materiais. redução e assalto. As subunidades deverão ensaiar as suas tarefas afetas.C 7-20 4-83 Uma operação de abertura de brechas coordenada poderá valer-se de uma importante ferramenta de auxílio ao trabalho do estado-maior.correto posicionamento dos comandantes nos diversos escalões. . Entretanto. principalmente afetas aos fogos diretos. com a maior clareza e simplicidade possíveis. bem como seus papéis referentes ao apoio.

uma eficaz ação de obscurecimento. complementando-se mutuamente. . por intermédio do estabelecimento de bases de fogos afastadas e. possibilitem atingir a eficácia necessária à condução da operação. complementarmente. em seguida. .uma significativa velocidade de execução dos trabalhos de abertura da brecha e . apoiar a progressão da força de assalto e assegurar a posse das passagens abertas. Dentre essas ações destacam-se: .a conquista. com vistas a garantir inicialmente a integridade dos elementos que reduzem o obstáculo e. com vistas ao estabelecimento de posições de bloqueio sumárias.a maciça neutralização do inimigo. bases de fogos aproximadas.o emprego de elementos em bases de fogos próximas ao local de abertura.4-83 C 7-20 (e) Segurança Aplicar o princípio da segurança traduz-se na combinação de duas ou mais ações de modo a que elas. . de posições que dominem um obstáculo tático ou que configurem ameaça de interferência nos trabalhos de redução e na progressão da força de assalto. 4-140 .

(3) explorando as vulnerabilidades e os erros do inimigo por meio de operações ofensivas. (2) economizar forças em uma área. criando condições mais favoráveis para a ação ofensiva. e (4) contra-atacando as forças inimigas que tenham obtido sucesso. A iniciativa é obtida: (1) selecionando a área de combate. CONSIDERAÇÕES INICIAIS a. o defensor aproveita toda oportunidade para conquistar e manter a iniciativa. Somente a ofensiva conduz a resultados decisivos. Na defensiva. O defensor emprega todos os meios disponíveis para descobrir uma vulnerabilidade inimiga e mantém suficiente flexibilidade em seu planejamento para explorá-la. 5-1 . para possibilitar uma aplicação decisiva em outra. A defensiva é uma atitude temporária adotada por uma força até que possa tomar ou retomar a iniciativa. FINALIDADES As operações defensivas são executadas com uma ou mais das seguintes finalidades: (1) ganhar tempo. (2) forçando o inimigo a reagir de acordo com o plano defensivo. e destruir o inimigo. 5-2. b.C 7-20 CAPÍTULO 5 DEFENSIVA ARTIGO I GENERALIDADES 5-1.

e (2) movimentos retrógrados. organização e conduta da defesa são baseados nos seguintes fundamentos: (1) apropriada utilização do terreno. (7) flexibilidade. A operação defensiva pode se apresentar sob dois tipos: (1) defesa em posição. (3) apoio mútuo. (8) dispersão. seja rompendo o contato com o inimigo. procurando dificultar ou deter sua progressão. Nos movimentos retrógrados. seja retardando-o a fim de trocar espaço por tempo. evitando sempre empenharse em ações que possam comprometer a integridade da força. (9) utilização judiciosa do tempo disponível. e aproveitando todas as oportunidades para desorganizá-lo. 5-2 . e (10) integração e coordenação das medidas de defesa. FUNDAMENTOS DA DEFESA As operações defensivas se caracterizam pelo planejamento detalhado e por um grau de controle centralizado. (4) impedir o acesso do inimigo a uma determinada região. desgastá-lo ou destruir suas forças. Na defesa em posição. As operações defensivas. (4) defesa em todas as direções. infligindo-lhe o máximo de perdas. O planejamento. detendo-o a sua frente. (5) defesa em profundidade. 5-4. a infantaria busca enfrentar o inimigo em uma área previamente organizada. TIPOS DE OPERAÇÕES a. em largura e profundidade. c. abrangem todas as ações que oferecem um certo grau de resistência a uma força atacante. à frente ou em profundidade. e (6) proteger ou cobrir a manobra de outra força amiga. ditado pela forma de manobra a ser conduzida. canalizando-as por meio de uma combinação de ações de defesa e de retardamento. (6) máximo emprego de ações ofensivas. em seu sentido mais amplo. (2) segurança. 5-3. até que a situação favoreça uma atuação direta e decisiva sobre elas. (5) destruir forças inimigas. a infantaria procura evitar o combate decisivo sob condições desfavoráveis. b.5-2/5-4 C 7-20 (3) reduzir a capacidade de combate do inimigo.

Generalidades (1) A defesa em posição é estruturada na organização de uma área de defesa a ser mantida a todo custo. no emprego da reserva para limitar as penetrações e desalojar o inimigo por meio de contra-ataques. poderá comportar uma combinação das diferentes formas de manobra. ARTIGO III DEFESA DE ÁREA 5-6. A defesa de área (Fig 5-1) é orientada no sentido da manutenção de uma região específica ou no sentido de forçar o inimigo a aceitar uma situação tática desvantajosa para conquistar seu objetivo. em determinadas situações. b. e (b) defesa móvel. (3) A missão do Btl na defesa é: (a) deter o inimigo pelo fogo à frente da posição. (2) A defesa em posição. isto é. na área de defesa. e iludi-lo quanto à verdadeira localização da posição defensiva. (b) repelir o seu assalto pelo combate aproximado. no emprego de forças de cobertura à frente para retardar e desorganizar a progressão do inimigo. caso consiga penetrar na posição.C 7-20 ARTIGO II DEFESA EM POSIÇÃO 5-5. (2) Em princípio. DEFESA EM POSIÇÃO 5-5/5-6 a. GENERALIDADES a. se tem em vista uma defesa obstinada. caso ele consiga penetrar na posição. organizada e executada sem idéia de recuo. 5-3 . Formas de Manobra (1) A defesa em posição compreende as seguintes formas de manobra: (a) defesa de área. e (c) destruí-lo ou expulsá-lo pelo contra-ataque.

c. as posições de primeiro escalão são fortemente mantidas e todo esforço é feito para deter o inimigo à frente da posição. deve ser destruído ou expulso por meio de contraataque. Alguns conceitos tratados neste artigo (área de engajamento. com a finalidade principal de retomar o controle sobre a área de defesa avançada (restabelecimento da posição). defesa elástica e outros) são válidos para outros tipos de operações defensivas. d. Nessa forma de manobra. processo das cinco fases. Se o inimigo penetrar na posição. devendo-se realizar as adaptações que se fizerem necessárias. e planeja aceitar um engajamento decisivo ao longo do limite anterior da área de defesa avançada.5-6 C 7-20 Força de Cobertura Mec PAG PAG P Avç C P Avç C LAADA LAADA Fig 5-1. 5-4 . O defensor desdobra a maioria de seu poder de combate na área de defesa avançada. apoiado por grande volume de fogos. A DE na defesa de área b.

As forças que guarnecem esta área constituem o escalão de segurança. Poderá ainda operar diretamente sob o controle da divisão. A profundidade da A Seg pode ser limitada. Escalonamento da defesa do batalhão de primeiro escalão d. (2) área de defesa avançada. A defesa é escalonada em três áreas: (Fig 5-2) (1) área de segurança. como parte desta. O Btl poderá ser empregado. na ADA ou na área de reserva. 5-5 . P Avç C P Avç C LAADA LAADA Área de Defesa Avançada Área de Defesa do Btl Área de Reserva Fig 5-2. ou constituindo força de segurança da área de retaguarda. como parte de uma Bda. 5-7 b. e (3) área de reserva. pela presença de elementos de segurança do escalão superior. Área de Segurança (A Seg) (1) Delimitação . (2) Missão .A missão do escalão de segurança é: (a) dar o alerta oportuno da aproximação do inimigo. à frente. A área de defesa avançada (ADA) e a área de reserva constituem a posição defensiva. c.C 7-20 5-7. ORGANIZAÇÃO DA DEFESA a. como força de cobertura divisionária.A área de segurança começa no limite anterior da área de defesa avançada (LAADA) e se estende para a frente e para os flancos até onde forem empregados elementos de segurança. na área de segurança.

desde o LAADA até a retaguarda das companhias de fuzileiros empregadas em primeiro escalão. g. e (f ) suplementarmente. Área de Defesa Avançada (ADA) (1) Delimitação . portanto.O BIMtz é o mais indicado para ser empregado na ADA. (2) Fatores que normalmente conduzem à adoção de um dispositivo de expectativa: 5-6 .A missão dos elementos de primeiro escalão é deter o inimigo à frente da posição. (c) impedir a observação terrestre e os fogos diretos sobre a ADA.A área de reserva. o grosso do poder de combate do defensor. (3) Composição . na direção para qual o inimigo tenha orientado seu esforço. (2) Missão . também denominada área de retaguarda.A ADA do Btl se estende para a retaguarda. (b) postos avançados gerais (PAG). que permite ao defensor orientar os meios necessários à defesa. Área de Reserva (A Res) (1) Delimitação . (3) Composição . os elementos da ADA bloqueiam as Via A disponíveis para o inimigo.Dispositivo adotado no âmbito de uma defesa em posição.Nesta área são localizadas as SU não empregadas na ADA. inicialmente. (3) Composição . mas também em profundidade. dentro de suas possibilidades. se estende desde a retaguarda das companhias de primeiro escalão até o limite de retaguarda do Btl. (b) realizar contra-ataques. limitando as penetrações. Implica. Para cumprir esta missão. por meio de fogos e do combate aproximado. não somente junto ao LAADA. (e) realizar ações de contra-reconhecimento. particularmente quando se está operando em área operacional continental (AOC). (d) elementos de segurança aproximada. procurando impedir. e. se houver. Estas SU constituem a reserva e são mantidas sob o controle direto do Btl para emprego na oportunidade e local decisivos. (c) reforçar ou substituir os elementos da ADA. (d) iludir o inimigo quanto à verdadeira localização do LAADA. Pode ser constituído de: (a) força de cobertura (F Cob). a fim de limitar possíveis penetrações. e (e) elementos de vigilância aérea. (c) postos avançados de combate (P Avç C). o escalão de segurança localiza alvos reais e prováveis para o defensor e pode receber missão de deixar elementos à retaguarda do inimigo para dirigir fogos. a sua entrada na referida área. f.O escalão de segurança é composto por forças equilibradas de armas combinadas. fornecer dados e desorganizar sua operações. em preservar. em curto prazo.5-7 C 7-20 (b) retardar e desorganizar o inimigo. à retaguarda. (2) Missão . Dispositivo de Expectativa (1) Definição .As missões da reserva são: (a) aprofundar a defesa.

enquadrado em um dispositivo de expectativa. na fase de planejamento. que estará adotando um dispositivo de expectativa. o Btl será empregado como elemento de manobra do escalão enquadrante superior. o Btl receberá uma Z Aç que poderá ou não englobar a sua peça de manobra desdobrada à frente. em uma defesa em posição. o restante do batalhão ocupará uma Z Reu à retaguarda. O Esc Sp determinará ao Btl as hipóteses de emprego. Desta forma. irão desencadear o desdobramento do batalhão (coordenado pelo escalão enquadrante). irá receber as missões típicas da reserva. devendo esta permanecer ao controle da unidade. (7) O Btl reserva. (8) As informações levantadas pelos meios de inteligência. ainda. no momento oportuno. (4) Inicialmente. 5-7 .C 7-20 5-7 (a) carência de informações do inimigo ou indefinição de seu esforço. após a definição da orientação da maioria dos meios do inimigo. Para tal. essa fração poderá permanecer ao controle do Btl para as ações de defesa. os ensaios e outras medidas necessárias. (3) Normalmente. (5) Depois de realizadas a preparação do terreno. passar ao controle da brigada para a defesa de sua Z Aç ou reforçar outras peças de manobra da Bda. visando aos planejamentos de emprego. (6) Assim que o inimigo definir seu esforço.e (b) exigüidade dos meios disponíveis ante a grandes espaços a ocupar. particularmente através do monitoramento das regiões de interesse para a inteligência (RIPI). deve-se ter especial atenção ao tempo necessário para este desdobramento. Determinará. principalmente do Esc Sp. sendo uma peça de manobra na mão do comandante para intervir no combate. um mínimo de meios será desdobrado na ADA. a troca de planos com vizinhos. ficando em condições de ocupar uma Z Aç na ADA. até que o inimigo defina a orientação de seu esforço. o valor da fração que deverá mobiliar inicialmente a ADA. os planejamentos de contra-ataques. de acordo com as hipóteses de emprego e em coordenação com as demais peças de manobra do Esc Sp.

enquanto o restante da unidade permanece em Z Reu. O 522º e o 521º BI Mtz foram mantidos em expectativa pela Bda. será ocupada por uma SU do Btl reserva. para ocupar a ADA. em 1º escalão ao controle do 522º BI Mtz.5-7 C 7-20 P Avç C P Avç C Fig 5-3. Um exemplo do dispositivo da 2ª /522º BI Mtz. inicialmente com 01 (uma) Cia Fzo. ao controle da Bda P Avç C Fig 5-4. na Fx C. no caso do 521º BI Mtz. à retaguarda. da Z Aç da Bda e de ocupar a ADA. e a Fx S ou a Fx C. Receberam ordens de ficar ECD Def a Fx N ou a Fx C. A ADA. O Btl Inf em um Dspo de Expectativa. em expectativa 5-8 . no caso do 522º BI Mtz.

(3) O planejamento deve ser simples e flexível. Seqüência do planejamento (1) O planejamento defensivo obedece à seqüência das normas de 5-9 . CONSIDERAÇÕES PARA O PLANEJAMENTO a. sendo reforçado pela 3ª/523º BI Mtz. passando a 2ª Cia Fzo ao Ct da Bda. Generalidades (1) A principal vantagem do defensor é poder reconhecer detalhadamente o terreno e selecionar a área a ser defendida. após o Ini definir o seu esforço. O inimigo mantém a iniciativa e seu dispositivo é desconhecido. os fatores decisivos serão o aproveitamento judicioso do terreno e dos meios disponíveis. planejamentos de contra-ataques. para as ações na ADA 5-8. o 522º BI Mtz recebeu ordens para Def a Fx de C. incluindo o esquema de manobra e os diversos planos (plano de apoio de fogo.C 7-20 5-7/5-8 Fig 5-5. No prosseguimento das ações. plano de barreiras. também. para o cumprimento da missão defensiva. plano de defesa anticarro. A flexibilidade é obtida através da escolha de posições suplementares que permitem a defesa em todas as direções. para a defesa a N. b. de apoio logístico e de comunicações. Portanto. Deverá abranger. de segurança. (2) O planejamento da defesa é desenvolvido através de um cuidadoso estudo de situação. Além desta medidas. o comandante prepara planos para fazer face a todas as situações previsíveis. etc) que coordenados e integrados permitirão ao comandante conduzir eficientemente sua defesa. pela manutenção de uma reserva adequada e pelo controle centralizado do apoio de fogo.

(j) o comando. como ações a realizar mais comuns: defender. não estiver em contato com o inimigo. após o reconhecimento no terreno e a realização de um estudo de situação detalhado. em conseqüência. na área de reserva.5-8 C 7-20 comando previstas no capítulo 2 deste manual. Estabelece. Z Reu para a reserva e outras medidas que se fizerem necessárias.Após o recebimento da missão do Esc Sp. na ordem acima apresentada. Porém existem algumas peculiaridades da operação de defesa. em contato com o inimigo. (g) as medidas de coordenação e controle estabelecidas. Ao adotar um dispositivo defensivo. (b) a organização para o combate das peças de manobra. (m) o tempo para a organização da posição. (c) as medidas de segurança. (6) Durante a realização do estudo de situação. ocorrer uma convergência das Via A para um acidente capital predominante no terreno. (h) o planejamento dos contra-ataques. Convém ressaltar que este plano inicial de defesa poderá sofrer alterações. a prioridade entre elas será dada pela sua importância. Normalmente. o comandante deve identificar a região capital de defesa. (5) Ao analisar o terreno. estabelecendo uma prioridade de trabalhos. incluindo o dispositivo defensivo do batalhão. É a última linha de defesa do Btl. a localização e a situação de comando da reserva. além de proporcionar aos elementos subordinados tempo suficiente para os preparativos indispensáveis à organização da posição. teremos um ponto chave da defesa. Quando. deverá proceder um reconhecimento e um estudo de situação tão detalhados quanto permitir a disponibilidade de tempo. o controle e as comunicações e a guerra eletrônica. o Cmt Btl emite uma ordem preparatória para os seus elementos subordinados. (i) o apoio de fogo. na área de reserva do Btl. (4) O reconhecimento e o estudo de situação variam conforme a situação tática. 5-10 . (l) o apoio logístico. e (o) outras medidas necessárias. um plano inicial de defesa. Este plano permite o rápido deslocamento da unidade para a Z Aç recebida. quebrando a continuidade de sua defesa. estabelecer P Avç C e acolher elementos da A Seg. ao contrário. Se. (d) o grau de resistência adotado em cada Via A. também. (n) quantidade dos elementos a serem cedidos para a execução dos trabalhos de engenharia. (3) Plano inicial de defesa . (e) as medidas de defesa (plano de barreiras. (f) o poder de combate. entre outras). de interesse vital para a defesa e cuja perda compromete o dispositivo defensivo. medidas de segurança. que é constituída pela linha de alturas. plano DAC. em princípio. o Cmt Btl poderá realizar o reconhecimento na carta e um estudo de situação sumário. após uma marcha para o combate ou um ataque. serão realizadas simultaneamente e. (2) O Btl poderá receber. o Cmt Btl e seu EM devem levar em consideração os seguintes aspectos: (a) o dispositivo defensivo a ser adotado. baseado em um rápido estudo na carta.

Após o retraimento dos P Avç C. os carros retornam ao Esc Sp. (3) Os CC. à proteção blindada e à ação de choque características.C 7-20 5-9. deverão dispor de segurança aproximada proporcionada por fuzileiros. realizar contra-ataques e manter o terreno. evitando principalmente as áreas passivas da defesa. Neste caso. quando necessário. pela natureza de seus meios. normalmente reforçando as companhias de primeiro escalão. a coordenação e o apoio necessários ao emprego das forças de combate e de modo a obter superioridade sobre o inimigo. Possibilidades dos elementos de carros de combate (1) Os elementos de CC são os mais aptos para a realização de contraataques. sem contudo comprometer sua principal missão. Como missão secundária. parte dos carros em reforço ao Btl pode ser empregada nos P Avç C. dentro dos núcleos dos pelotões. 5-11 . Possibilidades dos elementos de infantaria (1) As tropas de infantaria são as mais aptas para manter o terreno. os carros são localizados na altura dos aprofundamentos das SU. Devido a tal restrição. c. Generalidades . Assim. os carros de combate podem acrescer a defesa anticarro. (5) Os CC são. também. na ausência de elementos mais aptos. (2) Devem ser empregadas nas Via A com grau de resistência “defender”. os carros revertem à reserva do Btl. se possível. podem guarnecer um núcleo de aprofundamento e. repelindo o assalto inimigo pelo fogo e pelo combate aproximado. Podem. ou vigiar. constituindo FT. a fim de prover o controle. Podem. particularmente em áreas passivas da defesa. Os carros são empregados de maneira a proverem apoio mútuo. b. realizar contra-ataques. Esses elementos. também. Possibilidades dos elementos de cavalaria mecanizada (1) Os elementos de cavalaria mecanizada são os mais aptos para a realização de missões de segurança e de reconhecimento.A organização para o combate é a combinação dos diversos meios disponíveis sob uma estrutura de comando. normalmente combinados com infantaria. podem retardar. d. devem ser mantidos em reserva. Contudo. à potência de fogo. (2) Devem ser empregados em combinação com tropas de infantaria. são sensíveis às condições de transitabilidade do terreno e às condições meteorológicas adversas. Inicialmente. ORGANIZAÇÃO PARA O COMBATE 5-9 a. são utilizados os carros da reserva que passam a reforçar os elementos do P Avç C durante suas ações. para melhor explorar suas possibilidades e reduzir suas limitações. (6) Após o retraimento destes elementos. face à mobilidade. Em princípio. Eventualmente. São adequadas a qualquer tipo de terreno e sob quaisquer condições meteorológicas. reforçados por elementos de infantaria. O Esc Sp pode reforçar o batalhão com CC para as ações de P Avç C. empregados por pelotões ou esquadrões. devem ser empregados em terrenos favoráveis a blindados. normalmente. (4) Alguns CC podem ser empregados na ADA.

dos meios e do tempo. O poder de combate atribuído às forças de segurança e as medidas tomadas são uma decorrência da análise da missão. desorganizar ao máximo as forças inimigas atacantes e iludi-las quanto à verdadeira localização do LAADA. Neste caso. normalmente. e se esforçam para iludi-lo sobre a verdadeira localização do LAADA. podem defender. para ficar capacitado a executar uma ação retardadora. através de uma ação retardadora em posições alternadas ou sucessivas. Tropas de cavalaria mecanizada. SEGURANÇA a. A localização da linha dos PAG é prescrita pela divisão. (2) Os PAG são. ser empregados combinados com elementos de infantaria. guarnecidos por um grupamento de armas combinadas. constituindo forças-tarefas. do terreno. no caso um retardamento em única posição. pela F Cob e pelos PAG. normalmente. 5-10. d. durante um determinado período. (3) Devem também. adicionam potência de fogo e mobilidade à força de contra-ataque. para melhor explorar suas possibilidades e reduzir suas limitações. quando em reserva.5-9/5-10 C 7-20 (2) São empregados. integrando uma Bda. (2) Essa força tem a missão de retardar o inimigo. o Cmt Btl assegura que sejam adotadas as medidas de segurança adequadas em todas as direções. c. Contudo. estabelecida pelo Esc Sp (Ex Cmp ou DE) para proporcionar segurança à frente dos PAG. quando necessário. os P Avç C retardam e desorganizam o inimigo. Deve ser também considerado o grau de segurança proporcionado pelos elementos de segurança do Esc Sp. a fim de proporcionar tempo para a preparação da posição de defesa. Dentro de suas possibilidades. sua missão principal é proporcionar alerta oportuno sobre a aproximação do inimigo e impedilo de realizar a observação terrestre aproximada e os fogos diretos sobre o interior da área de defesa. reforçado com unidades de carros de combate e de apoio. do inimigo. embora um Btl reforçado ou um regimento de cavalaria mecanizada reforçado possam ser designados para guarnecer os PAG estabelecidos pela divisão. sendo as mais aptas para esta missão de segurança. a princípio. também podem ser empregadas nos P Avç C. b. Sua missão é alertar sobre a aproximação do inimigo. nas Via A com grau de resistência “retardar” ou “vigiar”. 5-12 . Quando um Btl recebe a missão de guarnecer os PAG é. isto é. normalmente. Postos Avançados de Combate (1) Os P Avç C constituem o elemento de segurança da Bda. retardar e desorganizar sua progressão e iludi-lo quanto à verdadeira localização da ADA. Força de Cobertura (1) Uma F Cob é. Postos Avançados Gerais (1) Os PAG constituem o escalão de segurança da divisão. Generalidades .Ao planejar a defesa.

(b) estiverem localizados a distâncias superiores às normais.dispositivo linear . quando o inimigo tiver meios 5-13 . Neste caso. (5) Os P Avç C podem não ser lançados. deverá permanecer em posição um efetivo suficiente para patrulhar e observar o terreno à frente. (7) Os P Avç C devem ser fortes. Se são providos de carros de combate. e (d) a posição relativa dos P Avç C compromete o comando e controle se atribuídos aos batalhões de primeiro escalão. e (d) durante as operações noturnas. nos acidentes do terreno de onde possam melhor cumprir sua missão. os P Avç C podem receber a missão de retardar e desorganizar a progressão inimiga. do interior da própria área de defesa. Os P Avç C devem ser tão móveis quanto o permitam o terreno e os meios disponíveis. para garantir a contínua segurança ao longo de toda a frente da Bda. Quando outros elementos de segurança terrestre estiverem à frente. Estes postos de vigilância são estabelecidos em posições do terreno que devem: (a) proporcionar profundos campos de observação e de tiro (crista topográfica). (4) A linha dos P Avç C é localizada à frente do LAADA. quando: (a) os P Avç C devam ser fortes. quando: (a) não houver tropa amiga à frente. normalmente. (e) impedir a observação terrestre aproximada e os tiros diretos do inimigo sobre o LAADA. e (c) por determinação do Esc Sp.C 7-20 5-10 (2) O comando da Bda prescreve a localização e o valor dos P Avç C. elementos destas armas podem ocupar posições à frente do LAADA. Quando isto não é possível. O apoio de artilharia e morteiros provém. por Btl de primeiro escalão. (3) O valor dos elementos dos P Avç C varia de um pelotão reforçado até uma companhia reforçada. (b) não houver terreno favorável para a instalação dos P Avç C. (c) a frente a vigiar for mais larga que a normal. (b) os Btl de primeiro escalão estiverem desfalcados. dentro das limitações impostas pelo Cmt Bda. atribuindo a estes responsabilidades. interligados por patrulhas. os P Avç C podem ter o seu valor reduzido. A reserva da Bda pode fornecer os elementos. (f) estar dentro da distância de apoio dos elementos da ADA. cujo valor varia de uma esquadra a um pelotão de fuzileiros. Os P Avç C normalmente são dispostos em um único escalão . A composição detalhada dos P Avç C é prescrita pelo Cmt Btl. (6) Os P Avç C são normalmente guarnecidos e controlados pelos Btl de primeiro escalão. (d) possuir posições cobertas e abrigadas. e (g) controlar todas as Via A do inimigo. (b) proporcionar obstáculos na frente e nos flancos. (c) possuir itinerários de retraimento desenfiados das vistas e fogos do inimigo. quando: (a) os PAG estiverem muito próximos do LAADA. (c) houver premência de tempo para a montagem da posição defensiva.através de uma série de postos de vigilância.

então. Elementos da reserva podem. e. os elementos da companhia reserva guarnecem os P Avç C. a fração da companhia que estiver guarnecendo os P Avç C poderá retrair por iniciativa própria. ao Cmt Btl e aos Cmt das unidades vizinhas. normalmente. reforçar as companhias de primeiro escalão para as ações de P Avç C. delega aos comandantes das companhias o controle dos P Avç C. estes elementos retornam ao cumprimento de sua missão principal. (2) Estas medidas são constituídas de postos de vigia e de escuta. oportunamente. são desdobrados novamente e lançados para restabelecer contato se o inimigo for repelido e não mais retomar o seu ataque. Segurança dos flancos (1) As informações sobre a situação nas áreas de defesa vizinhas são obtidas pelo pessoal de ligação e os observadores que mantém os flancos sob constante vigilância. Todo esforço deverá ser feito para informar ao comandante de companhia e aos comandantes dos elementos vizinhos sobre o retraimento. e (d) disponibilidade de meios e missões a cumprir. Quando as companhias de primeiro escalão guarnecem os P Avç C. Se não houver elementos amigos à frente.5-10 C 7-20 optrônicos adequados. caso a brigada não estabeleça esta ligação. para evitar surpresas e infiltrações em suas posições. elementos de segurança dos escalões superiores estão à frente da linha dos P Avç C. (8) Normalmente. sobre os planos e a hora prevista para o retraimento. (c) tempo disponível para a preparação das posições. Após o retraimento dos P Avç C. (11) Elementos de segurança. após haver cumprido a sua missão. Elementos de reconhecimento do Btl. mísseis e outros elementos de apoio podem ser dados em reforço a estas companhias para as ações do P Avç C. carros de combate. ou os próprios P Avç C. devem ser empregadas patrulhas avançadas para estabelecer e manter o contato com o inimigo. armas anticarro. (10) Normalmente. Os P Avç C podem localizar e propor alvos para armas QBN. mantido por meio de patrulhas e pela observação realizada do LAADA. também. f. (b) disponibilidade de itinerários de retraimento. entretanto a consideração dos fatores abaixo pode sugerir o emprego de elementos de primeiro escalão: (a) distância reduzida do LAADA. mantêm contato com os elementos amigos à frente. o Cmt Btl. instalados no âmbito de suas áreas de defesa e nas Via A que se dirigem para o interior da posição. Segurança aproximada (1) Todas as SU e frações tomam medidas de segurança em benefício da própria proteção aproximada. Os Cmt Cia informam. complementados por patrulhas de ligação e obstáculos de proteção local. 5-14 . Não se engajam em combate aproximado e retraem por itinerários previamente reconhecidos. inclusive os P Avç C. (9) Quando o Cmt Btl determinar que as companhias de primeiro escalão guarneçam os P Avç C em seus respectivos setores. Para evitar sua captura ou destruição. O contato com o inimigo é.

A necessidade de atender às missões principais da defesa impõem que nenhum Cmt SU seja designado comandante da força de DEFAR do Btl. Os elementos da reserva do Btl recebem como uma de suas missões o fornecimento de forças para esta segurança. tanto à frente como no interior da área de defesa. tais como os dispositivos eletrônicos de vigilância. h. no plano de apoio de fogo e no plano de patrulhas. As patrulhas procuram localizar o inimigo e obter dados sobre as suas atividades. Segurança da Área de Retaguarda (1) A segurança da área de retaguarda (SEGAR) compreende o conjunto de ações para proteger as instalações de retaguarda das incursões inimigas. sempre que possível. Outras medidas de segurança (1) Devem ser estabelecidas medidas de segurança contra ataques aeroterrestres. 5-15 . Outros meios podem ser empregados para aumentar a segurança. aeromóveis. (2) No escalão Btl. Todas as posições devem ser enterradas na medida em que o tempo permitir e. Quando ocorrer uma situação que exija o emprego de força contra um elemento inimigo localizado na área de retaguarda. Os elementos de reconhecimento. São empregadas à frente e no interior da área de defesa. bem como as medidas de segurança aproximada adotadas por todos os elementos subordinados. São. Além disso. Se subdivide em defesa de área de retaguarda (DEFAR) e em controle de danos (CD). caso seja necessário. as medidas de DEFAR são integradas no plano de barreiras. são habitualmente empregados nas missões de segurança. e à disciplina de luzes e ruídos. Todas as posições das armas devem ser providas de cobertura protetora contra os efeitos dos fogos inimigos. (2) As medidas de segurança passiva são altamente importantes. à dispersão. ações de guerrilheiros. infiltrações e armas QBN. os equipamentos de infravermelho. Deve ser dada particular atenção à camuflagem. o arame farpado. Estas medidas de segurança são incluídas na ordem de operações. também. dos bombardeios e das calamidades naturais. (3) Não é estabelecida uma força especial para a DEFAR. à utilização de cobertas e abrigos. A ocupação de posições pela unidade e a escolha de posições suplementares. no plano de vigilância. devem ser construídos abrigos subterrâneos. g. não é preparado um plano específico para a segurança de área de retaguarda.C 7-20 5-10 (2) Os flancos expostos devem ser protegidos por elementos destacados para barrar as principais Via A do inimigo. são estabelecidas medidas de segurança e posições defensivas que contribuam para a DEFAR. Durante o planejamento da defesa. os artifícios iluminativos. a escolha do valor da força a ser empregada dependerá da situação tática e do valor e localização do elemento inimigo. as minas antipessoal e outros dispositivos. bem como a aviação de reconhecimento. empregados obstáculos e destruições. contribuem diretamente para a segurança da área de retaguarda.

5-11/5-12 5-11. b. ELEMENTOS DE RECONHECIMENTO DO BATALHÃO C 7-20 a. Podem ser empregados na área de segurança do Btl. (3) operar o posto de observação do batalhão. utilizando patrulhas e observação. os elementos de reconhecimento são empregados inicialmente para obter informações sobre o terreno e sobre a aproximação do inimigo. As minas terrestres com agentes químicos tóxicos podem ser incluídas no sistema de barreiras ou suplementá-lo. Plano de Barreiras (1) O Cmt Btl planeja o emprego de obstáculos à frente e no interior de sua área de defesa. orgânicos do Btl. (2) vigilância de flanco. integrados no sistema de barreiras da Bda ou da Div. estes elementos são empregados no reconhecimento de itinerários. particularmente nos contra-ataques. e. cooperar na segurança do PC do Btl. como especialistas em inteligência de combate. MEDIDAS DEFENSIVAS a. para aumentar o seu valor e contribuir para a interdição de áreas. Considerado o tempo e a mão de obra disponíveis. e (3) reforçar os P Avç C. para: f. Podem ser previstos fossos anticarro. uma vez que as necessidades de mão-de-obra. e (4) eventualmente. campos de minas AC e/ou AP. Só se engajam em combate. armadilhas e destruições. c. Não devem ser empregados em patrulhas de combate. os obstáculos devem ser estabelecidos levando-se em conta a localização das posições defensivas e o efeito das barreiras sobre a mobilidade das forças amigas no interior da posição. Quando a ocupação da posição se realiza sem o contato com o inimigo. redes de arame. estes elementos podem ser empregados (1) segurança da área de retaguarda. Durante o deslocamento do Btl de uma Z Reu para a área a ser defendida. porém alguns de seus integrantes podem acompanhá-las. quando for necessário ao cumprimento da missão ou para sua própria segurança. equipamento e tempo normalmente limitam a construção das barreiras. mais aptos para realizar o monitoramento das RIPI levantadas pela unidade. (2) vigiar a área entre o LAADA e a linha dos P Avç C. Os elementos de reconhecimento do Btl cumprem várias missões de reconhecimento e segurança em proveito da unidade. executando as destruições necessárias. executando o patrulhamento e a sua vigilância. Os obstáculos naturais devem ser usados ao máximo. (2) Os elementos de engenharia em apoio ao Btl participam da construção das barreiras. atuando entre estes e os P Avç C. recebendo uma ou mais das seguintes missões: (1) manter o contato com os PAG. d. lançando campos de 5-16 . 5-12. São os elementos. Após o retraimento dos P Avç C. material.

podem ser empregadas patrulhas especiais. Os obstáculos naturais e os campos de minas anticarro podem facilitar a destruição dos blindados. os carros de combate. c. a artilharia e as armas QBN. Defesa contra ataques aeroterrestres.C 7-20 5-12 minas e outros obstáculos. Se os blindados inimigos atingirem ou penetrarem na área de defesa. para cobrir toda a área. b. Estes obstáculos devem ser densos e intercalados em profundidade. Fogos devem ser planejados para apoiar esta ação. deve-se procurar canalizá-los para regiões onde sua destruição seja facilitada pela ação ofensiva de reservas blindadas e pelas armas anticarro e mísseis que ocupam as posições de aprofundamento. (2) A DAC deve ser planejada de modo que os blindados inimigos sejam batidos pelo fogo. nenhuma região deve ser desprezada no planejamento da DAC. 5-17 . em toda a área de defesa. utilizando todos os elementos de segurança e de observação já instalados. (3) Os pelotões de fuzileiros constroem os obstáculos de proteção local. Deve ser preparado um plano de iluminação e tomadas medidas para prover segurança aos elementos logísticos e de comando na área. deve estar preparado para desempenhar missões análogas na respectiva área. de modo que a unidade possa se concentrar na missão principal da defesa. (2) Deve ser estabelecido um sistema de alarme. ações de guerrilhas e infiltrações (1) Devem ser tomadas medidas efetivas contra a ameaça de forças inimigas aeroterrestres e aeromóveis. o comandante poderá empregar parte ou toda a reserva para destruir o inimigo infiltrado. A DAC deve ser estabelecida em largura e em profundidade. englobando o emprego de todas as armas anticarro. de guerrilha e de infiltração. Quando necessário. bloqueios de estradas e P Obs com equipamento de radar. aeromóveis. em função do seu valor. além de preparar e manter itinerários. (3) Quando uma força inimiga se infiltrar na Z Aç do Btl. a DAC destina-se a forçar os blindados inimigos a se emassarem de modo a constituírem um alvo compensador. Defesa contra blindados (1) O planejamento para a defesa anticarro acha-se intimamente ligado ao planejamento de barreiras. Deve ser realizado um reconhecimento pormenorizado para localizar as prováveis zonas de lançamento e desembarque de forças inimigas. em toda a área do Btl. logo que fiquem dentro do alcance eficaz das armas de defesa. Deve ser dada particular atenção às Via A de blindados que apresentam perigosa ameaça ao Btl. dispositivos de alarme. canalizando-os para as regiões batidas pelas armas anticarro. Entretanto. sendo colocados ao redor e no interior dos núcleos de pelotão com a finalidade de dificultar o assalto final do inimigo. Deve ser preparada para separar os blindados inimigos da infantaria de acompanhamento. uma vez que as forças blindadas podem ser empregadas com êxito em terrenos aparentemente desfavoráveis. particularmente os destinados aos movimentos da reserva. Quando o Btl estiver em reserva da Bda. quando disponível. Quando são empregadas armas QBN. inclusive as armas individuais. e para destruí-los à frente da área de defesa. as minas AC.

(b) estabelecimento de um sistema de alarme. sensores de vigilância e radares orgânicos ou em reforço. Defesa contra ataques aéreos (1) As unidades de artilharia antiaérea podem operar na área do Btl. (4) Essas medidas podem ser prescritas ou limitadas pelo comandante da brigada. durante o dia. (3) Se possível. Os fogos das armas individuais e coletivas orgânicas podem ser eficazmente empregados em coordenação com os das armas antiaéreas. As patrulhas atuam à frente e nos intervalos entre as frações. Assim. f. e (c) permissão às unidades para atirar em todas as aeronaves seguramente identificadas como inimigas. de dados sobre os deslocamentos do inimigo. Os elementos da reserva do batalhão podem ser colocados para proteger os flancos expostos. em coordenação com o coordenador de apoio de fogo. Os setores de tiro atribuídos e as condições de emprego das armas do Btl devem ser coordenados pelo CCAF. Os sensores de vigilância e os dispositivos de alarme servem como economia de tropa. o Cmt Btl coordena a defesa antiaérea com o comando dessas unidades. (2) A autodefesa antiaérea consiste no emprego das armas orgânicas do Btl que podem ser particularmente eficazes contra os helicópteros e outras aeronaves de vôo lento. que seriam usadas em postos fixos e patrulhas. Deve ser dada especial atenção à instrução noturna da tropa. e do combate aproximado. Elementos da reserva das companhias podem ser empregados para este fim ou os pelotões de primeiro escalão podem ser estendidos além de seus flancos. em tempo oportuno. (3) As medidas de autodefesa antiaérea podem ser as seguintes: (a) medidas passivas de proteção. Neste caso. para realizar a defesa contra esses ataques. As medidas especiais devem ser incorporadas ao plano de defesa. Tais medidas incluem o emprego de grande número de patrulhas. Os postos de escuta. durante os períodos de visibilidade reduzida ou à noite. e. aumento da segurança aproximada. para limitar a atividade aérea inimiga na área. Se necessário. são essenciais para a obtenção. que vigiam os caminhamentos e outras Via A que conduzem à área de defesa. são apenas batidas por fogos. de acordo com as necessidades. Defesa contra ataques QBN . devem constar das normas gerais de ação. dispositivos de alarme e previsão de iluminação da área onde o inimigo possa operar. mesmo quando não realizem um ataque direto à unidade. sob o controle de um comando superior. são adotadas maiores medidas de segurança. Defesa durante períodos de visibilidade reduzida (1) O inimigo pode atacar empregando fumaça. 5-18 . Os planos pormenorizados para o emprego da artilharia antiaérea devem ser preparados pelos comandantes destas unidades. (2) A defesa durante os períodos de visibilidade reduzida depende dos tiros preparados e amarrados.5-12 C 7-20 d.As medidas para a proteção individual e das unidades contra ataques QBN. incluindo um sistema de alarme e de abrigo. devem ser feitos reajustamentos nos dispositivos dos elementos de primeiro escalão para o fechamento das brechas que. devem ser construídas e camufladas algumas posições suplementares. emprego de visores noturnos.

A iluminação é responsabilidade da DE ou da Bda. quando isolada. os vigias. surpresa e letalidade dos fogos aplicados. lançados por artilharia. são empregados para iluminar as zonas conhecidas ou suspeitas de atividades inimigas. os elementos de segurança e os caçadores. Área de Engajamento (AE) (1) Chama-se área de engajamento a região selecionada pelo defensor. é engajada pelo fogo ajustado. sem alertar o inimigo. de acordo com as ordens do Esc Sp. As F Seg empregam a dissimulação para fazer com que o inimigo se desdobre prematuramente e retarde a execução de seus planos. A iluminação é coordenada cuidadosamente utilizandose os canais da artilharia. pode ser feita para auxiliar a observação. o Cmt Btl considera o emprego das medidas de dissimulação que possam levar o atacante a dispersar meios ou orientar mal o seu esforço. bem como para descobrir as atividades do inimigo. g. Compreende a iluminação para o deslocamento de tropas e suprimentos no interior da posição. O Cmt Btl deve evitar uma iluminação desnecessária ou que comprometa as ações de outras unidades. Os meios de iluminação compreendem os artifícios iluminativos. (2) Posições. disponíveis no batalhão e elementos subordinados. A iluminação de áreas escolhidas. tornando seus elementos vulneráveis a um ação amiga. empregar-se-á as AE à frente das posições de 5-19 . Os dispositivos de alarme e os sensores de vigilância são colocados nas Via A imediatamente à frente da área de defesa. No último caso.C 7-20 5-12 (4) Os visores noturnos são empregados para auxiliar os observadores. A AE pode ser empregada à frente do LAADA ou admitindo-se uma penetração no dispositivo defensivo. simultâneo e concentrado de todas as armas de defesa. caracterizando a técnica da defesa elástica . Áreas de engajamento podem ser planejadas e empregadas em um contexto de defesa móvel e nas ações retardadoras. para dar o alerta da aproximação do inimigo. Os elementos de apoio podem proporcionar iluminação mediante horário preestabelecido. h. com seu movimento canalizado e sua mobilidade restringida por um eficiente sistema de barreiras (com obstáculos naturais e artificiais). Outros artifícios iluminativos das unidades de apoio de fogo aumentam a intensidade da iluminação de determinada área. por meio da técnica de dissimulação eletrônica. onde a tropa inimiga. especialmente nos blindados inimigos. Dissimulação tática (1) Ao estabelecer o plano de defesa.que será vista em 5-12 . Os trabalhos de dissimulação devem ficar localizados a uma distância de segurança de qualquer posição real para que os fogos dirigidos contra eles não atinjam os locais efetivamente ocupados. para reduzir ao mínimo a revelação de armas dos elementos de primeiro escalão. e de provocar o choque mental e físico pela violência. (6) Os artifícios iluminativos. à hora predeterminada. (5) A iluminação pode ser usada para facilitar todas as fases da defesa. equipamentos e atividades simuladas podem favorecer a economia de forças e obrigar o inimigo a executar uma ação ofensiva desnecessária. Tem a finalidade de causar o máximo de destruição. morteiros ou aeronaves. A GE tem possibilidades de auxiliar na caracterização de uma falsa posição defensiva para o inimigo.

Normalmente o Btl priorizará 01 (uma) AE devido a grande quantidade de meios e a complexidade das ações. considerando o Processo de Integração do Terreno. normalmente o valor do inimigo na área de engajamento corresponde ao escalão de ataque. e que melhor possibilite a mobilidade das forças envolvidas. Condições Meteorológicas e Inimigo (PITCI). 2) com que velocidade se espera que ele avance. (5) A quantidade de AE que poderá ser planejada e preparada pelo batalhão irá variar de acordo com os meios de engenharia e de apoio de fogo disponíveis para a unidade. a proteção do inimigo contra as vistas e fogos do defensor. ou até todas as peças de manobra de duas companhias inimigas. Quando a AE for valor SU. (c) Considerar os seguintes aspectos: 1) como o inimigo abordará nossa posição e como pretende prosseguir através da Z Aç. o escalão de ataque de uma subunidade ou todas as suas peças de manobra. deve ser selecionada em um terreno que. a dispersão e a proteção dos núcleos de defesa e das armas de apoio.ver definição em (8) (a)) que permitam emassar e dirigir os fogos sobre as Via A inimigas levantadas. maximizando a destruição do inimigo dentro da AE. 4) onde e como deve ser destruído. já que o sucesso da defesa depende basicamente da eficácia dos fogos. (4) Para preparar áreas de engajamento o Btl deverá receber apoio adicional de engenharia. 3) Estabelecer fisicamente no terreno os pontos de referência de alvos (PRA) . que pode ser imposta pela Bda ou planejada pelo Btl. mediante autorização do Esc Sp.5-12 C 7-20 retardamento. os fogos. (d) Determinar o local para a destruição do inimigo (AE). particularmente para a realização dos trabalhos de contramobilidade. nesta medida defensiva. preferencialmente de topografia plana. dos obstáculos que canalizam. (b) Determinar a linha de ação mais provável do inimigo. impedindo. admitirá. seja desprovido de cobertas e abrigos. 2) Avaliar quais são os meios disponíveis (orgânicos e em reforço) e como obter o máximo de eficiência no seu emprego (considerar elementos de Man. dissociam e bloqueiam o movimento inimigo e daqueles que estão fixando-o. (2) A AE deve possuir dimensões compatíveis com a força inimiga a ser destruída e a eficácia das armas integrantes dos núcleos de defesa. Tal fato se deve à grande importância. tanto para o dia quanto para a noite. principalmente no que diz respeito às ações dinâmicas da defesa. 5-20 . no interior da área. No escalão batalhão. 3) onde e como deve ser dissociado. desta forma. 5) Assegurar que os PRA sejam claramente visíveis e adequadamente locados em função do alcance do armamento a ser utilizado. (3) A área de engajamento. (6) Seleção e montagem da AE (a) Identificar as Via A favoráveis para o inimigo. 4) Estabelecer as medidas de coordenação e controle. 1) Identificar o terreno que maximiza o emassamento e melhor aproveita os obstáculos naturais . particularmente em relação a seus carros. Ap F. meios Bld e Mec e Ap Eng).

certificar-se de que há um recobrimento pelo fogo das Via A nas adjacências dos núcleos de defesa. . Devem ser realizados ensaios para confirmar tais medidas. de modo a possibilitar o ressuprimento ou evacuação. dissociação e bloqueio) ou somente para iludi-lo quanto às reais intenções da AE. Normalmente o desencadeamento dos fogos iniciar-se-á com os fogos 5-21 . 4) Estabelecer prioridades de engajamento para os sistemas de armas. . 3) Quando estiver selecionando as posições .deve ser evitado o estabelecimento das posições sobre a provável direção de ataque do inimigo. (g) Planejar e integrar os fogos 1) Estabelecer medidas de controle para os fogos diretos (divisão dos setores de tiro. fixação. devem ser previstas posições suplementares e de muda.C 7-20 5-12 6) Planejar linhas de acionamento (gatilhos) . . 2) Proteger os núcleos de defesa com obstáculos de proteção local.devem ser planejados itinerários cobertos ou abrigados para os P Obs e núcleos de defesa.a escolha deve ser feita durante o dia. (f) Designar o posicionamento dos núcleos de defesa e dos diversos sistemas de armas 1) Sempre que possível. planejar e integrar o sistema de barreiras 1) Otimizar o emprego dos obstáculos de acordo com os efeitos que se deseja causar no inimigo (canalização. 2) Assegurar que os núcleos de defesa estejam posicionados de modo a permitir a observação direta dos PRA.ver definição em (8) (e) .deve-se considerar que: . ainda.deve ser planejada a proteção dos P Obs e dos itinerários de retraimento. alvos e linhas de acionamento e. 3) As linhas de acionamento devem permitir aos sistemas de armas engajar o alvo adequado no momento oportuno. . . 2) Utilização dos PRA para condução de uma rápida alteração na prioridade e direção dos fogos visando emassar fogos imediatamente para qualquer setor da AE. Caso a posição não esteja nessas condições. em função do alcance e destinação dos respectivos sistemas. atribuição de responsabilidades. .devem ser previstas posições alternativas. os núcleos de defesa devem flanquear o inimigo e forçá-lo a combater em mais de uma direção. amarração dos alvos e a confecção de roteiros de tiro).para o engajamento dos alvos previstos. permitam engajar os alvos em função do alcance do armamento empregado. (e) Em coordenação com o elemento de Eng em apoio.posicionar os sistemas de armas em profundidade. considerando compatibilidade entre as possibilidades do armamento e a distância em que deverá engajar seus prováveis alvos.

5) Devem ser integrados os fogos indiretos no interior da AE.assegurar que foram planejados fogos à frente. Podem ser destacados os seguintes aspectos: (a) manobra . 2) Devem ser adotadas medidas de contra-reconhecimento.locação das armas de tiro curvo. posicionadas para permitir informações a respeito do valor e do dispositivo que o inimigo abordará a AE. Tendo em vista as características das ações em uma AE.ver definição em (8) (c)). observando: . (7) Visualização dos sistemas operacionais envolvidos na AE (Fig 5-6) emprego de uma AE na defesa é bastante complexo e impõe que as ações nos diversos sistemas operacionais sejam adequadamente previstas.os núcleos defensivos devem ser posicionados na orla da AE de modo a permitir o bloqueio.os observadores devem ver os alvos e as linhas de acionamento de suas posições.seleção de quando e contra que alvos serão empregados a Art e o Mrt. Tal informação poderá ser fator primordial para reformular planejamentos ou condutas nas ações na AE. considerando o seu alcance. conjugados ao sistema de barreiras. espaço e finalidade. dos helicópteros de ataque e das aeronaves da F Ae serão empregados sempre que possível . A partir de então. serão desencadeados os fogos diretos visando à destruição do inimigo no interior da AE. no interior e na orla da área. 6) Se o Btl dispuser de CC.dentro da disponibilidade e da prioridade. . coordenadas e sincronizadas no tempo. durante o planejamento. esses CC poderão aprofundar a defesa anticarro. de morteiro. tendo como referência as linhas de acionamento previstas para a operação. . 1) O ensaio deve ser conduzido de acordo com a visualização do combate na posição defensiva. . 5-22 . impedindo a progressão para dentro da ADA. (h) Sincronizar os sistemas operacionais envolvidos.5-12 C 7-20 indiretos de artilharia e morteiro. 2) Deve ser verificado se as linhas de acionamento estão posicionadas de forma compatível com a velocidade de progressão prevista para o inimigo. estes trarão um acréscimo significativamente necessário no poder de combate da unidade. visando à desorganização do inimigo e de seus sistemas operacionais. (c) apoio de fogo 1) Os fogos de artilharia. nucleamento da posição e a coordenação do espaço aéreo. evitando exposição desnecessária. Todas as armas AC orgânicas e os CC em reforço serão utilizados na destruição do inimigo. visando impedir que o inimigo identifique as reais intenções da AE. no ensaio e durante o combate. no limite posterior da área no momento da destruição do inimigo no interior da área. (b) inteligência 1) O movimento do inimigo deve ser monitorado por meio de RIPI. ocupando posições de ataque pelo fogo (P Atq F .

então. a realizar fogos para limitar e isolar a penetração inimiga. os grupos de concentrações de artilharia e os fogos de morteiro serão desencadeados. A artilharia e os morteiros passarão. na coordenação do apoio de fogo. a canalização. Visão esquemática da integração dos sistemas operacionais em uma AE de batalhão à frente da posição defensiva. A situação criada permitirá o desencadeamento eficiente dos fogos diretos. caracterizando o início do ataque pelo fogo. não conflitando com os fogos das armas de tiro indireto. dentro da AE. negando ao inimigo o conhecimento da real intenção do defensor naquela região. (d) mobilidade. a fixação e o bloqueio. 3) Um aspecto relevante. conforme a concepção da manobra e a intenção do comandante. contramobilidade e proteção .Devem ser aumentadas as dotações de suprimento Cl V (M) para os elementos envolvidos na AE. 5-23 .Os obstáculos táticos e os fogos manipulam o inimigo. Isto permitirá a perfeita integração do uso dos helicópteros de ataque (poderosas armas anticarro) e das aeronaves da F Ae.Devem ser adotadas contramedidas eletrônicas (CME) de dissimulação e interferência para iludir ou dificultar as emissões eletromagnéticas da tropa inimiga na AE. Normalmente. dirigindo-o para a área desejada. A Rv 13 RIPI 6 B M AE BRANCA BB202 BB208 4 E C 2B2 BB204 BB206 BB218 D 2B3 BB211 BB214 BB212 BB220 BB216 BB215 BB219 CO Rio TIJU LAADA G Br N Mrt Br N Gp 105 F LAADA Rio CL AR O Fig 5-6. é a necessidade de uma estrita coordenação do uso do espaço aéreo. (e) comando e controle . principalmente o comando e controle. (f) logística . quando o inimigo estiver na AE.C 7-20 5-12 2) Deve ser evitado o emprego prematuro de todas armas posicionadas na AE. a fim de desorganizar os seus sistemas operacionais. Os efeitos desejados dos obstáculos sobre o inimigo podem ser a dissociação.

São numerados pelo Coordenador de Apoio de Fogo (CAF) do Btl. São estabelecidos um setor principal e um secundário.Posição de ataque pelo fogo. (f) Prioridade de engajamento dos fogos .O deslocamento da reserva ou de suas frações para uma P Atq F será feito em um E Prog.Posição preparada ou não. o inimigo que penetrou na AE. O momento ideal para o início do deslocamento para a posição será determinado através de linhas de acionamento. 5-24 . principalmente com seus fogos de artilharia e ataques aéreos. Podem ser usados para delimitar uma AE.São pontos nítidos do terreno. E . há que se considerar: (a) pontos de referência de alvos (PRA) . visando facilitar a identificação e rápida designação das unidades. poderá ser utilizado poder de fogo da reserva. no terreno. possam atacar.Além das medidas de coordenação e controle utilizadas comumente. pelo fogo. (8) Medidas de coordenação da AE (Fig 5-7) . ou suas frações. considerando a natureza e localização do alvo inimigo. uma vez que o deslocamento será com as frações desdobradas no terreno. (c) Posição de Ataque pelo Fogo (P Atq F) .Deve ser realizada uma hierarquização na seleção da arma a ser empregada. B . de onde são realizados fogos diretos para destruir o inimigo a distância. ocupada pelas frações de carro (ver (8) (c)). cooperando com sua destruição.Devem ser designados para os núcleos da defesa que atuarão na orla da AE e para as armas de apoio . C .Fixação. principalmente dos carros. (b) Setores de tiro .Emprego de munição lançadora de minas para interdição da AE e bloqueio do movimento inimigo. a ser ocupada temporariamente. a ser empregado mediante ordem. D . visando diminuir a eficiência da ação do inimigo. naturais ou artificiais (preparados ou não pela tropa). F . designados pelo defensor para definir alvos e facilitar a definição dos setores de tiro dos núcleos defensivos e das armas de apoio de tiros diretos ou indiretos. para controlar o desencadeamento dos fogos na AE. Deve ser prevista uma posição da qual a reserva. São marcadas tomando-se por base o alcance de utilização das diversas armas empregadas e a influência do terreno e dos obstáculos existentes nos fogos dessas armas.Bloqueio.5-12 C 7-20 LEGENDA Efeitos dos Obstáculos: A .São linhas que são estabelecidas.Barragens de Mrt e Art visando interdição da AE. alcance eficaz das armas e o efeito desejado.Dissociação. G . (e) Linhas de acionamento .Canalização. (d) Eixo de progressão para deslocamento da reserva . Visando empregar o máximo volume possível de fogos para bater o inimigo no interior da área de engajamento.

.A . Visão esquemática das medidas de coordenação em uma área de engajamento. .B ...E Prog para deslocamento da reserva. No caso. na P Atq F. Técnica que combina procedimentos de defesa de área e defesa móvel. considerando-se o esquema de manobra apresentado na figura anterior LEGENDA . L Ct .Simbologia de Posição de Ataque pelo Fogo (P Atq F).D ..Delimitação de setores de tiro principal e secundário. 5-13. utilizando-se PRA. .Simbologia de um Ponto de Referência de Alvos (PRA).E . . L Ct CSR L Ct FUZIL LAADA A1 AE BRAVO A2 A3 A4 A5 A6 C A7 St Pcp D St Scd A8 B A ÇO og A E Pr E Fig 5-7.. sendo que a posição é ocupada por tropas em profundidade.C 7-20 5-12/5-13 L Ct CARRO L Ct . demonstrado os St de 2 Pel Fzo e da fração de carros da reserva. permitindo uma penetração do inimigo em região selecionada para emboscá-lo pelo fogo ao longo de todo seu dispositivo. TÉCNICAS ESPECIAIS DE DEFESA a. .. para permitir que o inimigo seja 5-25 .Linhas de Acionamento.C . L Ct . Defesa Elástica (1) Generalidades (a) A defesa elástica é uma técnica especial de defesa utilizada nos escalões brigadas e inferiores.

(2) Considerações para o planejamento (a) Área de engajamento . Essa tática se assemelha a uma grande emboscada. não precisa necessariamente estar mobiliado com tropa. em uma parte da posição defensiva do Esc Sp. (d) Como esta técnica está condicionada a características do terreno. 2) Busca separar os fuzileiros dos blindados. 4) Tira o máximo proveito do terreno e da surpresa. às características do terreno. entre as subunidades da ADA. que se confunde com o LAADA. permitindo a destruição do inimigo pelo fogo. 2) A largura da penetração máxima admitida na defesa elástica é maior do que na defesa de área. quando autorizado. e pelas características especiais do terreno. (c) A defesa elástica pode ser executada pelo Btl.A área de engajamento utilizada em uma defesa elástica tem as mesmas características descritas em 5-11 h. sendo a vigilância exercida pelos núcleos que limitam a área de engajamento. na região da ruptura da posição defensiva. enquanto no restante da frente é realizada uma defesa de área.área de segurança. .área de defesa avançada. localizada na orla 5-26 . ela será mais bem utilizada quando o terreno a ser defendido não possuir regiões de bloqueio em determinadas Via A para o interior da posição defensiva. oferecendo dificuldades para deter o inimigo à frente do LAADA. o qual permita a defesa em profundidade e o estabelecimento de uma área de engajamento. de tal forma que o defensor possa limitar a penetração inimiga na área de engajamento. 5) Canalização do inimigo para o interior da AE. 4) Os limites para o interior da posição defensiva. poderão apresentar um traçado diferente de uma defesa de área. (b) Características da defesa elástica 1) Indispensável apoio adicional de engenharia. onde será destruído pelo fogo dos núcleos de defesa e das armas de apoio. Pode haver tropa com grau de resistência menor do que o “defender”. de uma das duas SU. 3) O limite anterior da área de engajamento. Porém este mesmo terreno deve apresentar regiões de bloqueio nos flancos e em profundidade. compreendendo: . (b) A adoção de uma defesa elástica está condicionada.área de reserva. Isto ocorrerá normalmente quando a AE do Btl abranger parte das Z Aç de duas SU de primeiro escalão e tenha sido planejado a utilização de tropa. e . a organização da defesa elástica (Fig 5-8) se assemelha a uma defesa de área. ou simplesmente obstáculos.5-13 C 7-20 atacado pelo fogo em toda sua extensão. (c) Dispositivo defensivo 1) De maneira geral. 3) Necessita de grande potência de fogo. em que não seja empregada este tipo de técnica. principalmente do fogo de armas anticarro. em função das dimensões da área de engajamento. particularmente para a realização dos trabalhos de contramobilidade. preponderantemente.

C 7-20 5-13 anterior da AE. atribuir a um Cmt SU somente a responsabilidade pelo comando e controle. em quatro fases: 1) acolhimento dos elementos da força de segurança. de modo a permitir o bloqueio do inimigo na área de engajamento. localizados nas adjacências da AE. Fig 5-8. Neste caso. desta forma. O Batalhão na defesa elástica . englobar essa fração. 5) Os núcleos defensivos da ADA devem ser dispostos em largura e em profundidade. Poderão ser previstos núcleos que serão ocupados pela tropa que retarda ou vigia nas proximidades da orla anterior da AE (fração “isca”). e não é desejável que seja empenhada para limitar a penetração inimiga na área de engajamento. preservando a flexibilidade do comandante do batalhão para intervir no combate. As medidas defensivas e de coordenação e controle para a AE são as mesmas constantes das Fig 5-6 e 5-7 (3) Execução (a) A defesa elástica é conduzida. estejam ocupados desde o início da operação. 6) Não é impositivo que todos os núcleos defensivos.posicionamentos dos núcleos e divisão de Z Aç. normalmente. o limite dessa subunidade deverá. obrigatoriamente. e canaliza5-27 . a fim de atrair o inimigo para o interior da AE (fração “isca”). 7) A reserva deve possuir poder de combate compatível para contra-atacar. caso algum núcleo da ADA venha a submergir. visando. com grau de resistência menor que o defender.

ou então desbordar a nossa posição defensiva. 2) contenção da força inimiga nas AE por intermédios de fogos oriundos das posições de bloqueio. informando o valor. A intenção do Cmt será separar os fuzileiros inimigos dos seus blindados. o dispositivo e a direção de ataque do inimigo. (f) A unidade recebe uma Z Aç. engajando os blindados inimigos desde seu alcance máximo. inicialmente. a fim de que os blindados desprotegidos possam ser destruídos. b. tornando-se insustentável devido aos seus fogos. Defesa em contra-encosta (1) Generalidades (a) A defesa na contra-encosta é uma técnica especial de defesa onde a posição é organizada numa porção do terreno que é mascarada por uma crista topográfica.5-13 C 7-20 ção do inimigo para a AE. e ajustando os fogos indiretos. É desejável que o terreno nos flancos seja acidentado e se constitua em obstáculo para tropas blindadas. (e) O contra-ataque deve ser realizado. impedindo que esta saia das AE ou desborde a posição defensiva. (c) A destruição do inimigo será realizada pelos fogos dos próprios núcleos de defesa e pelos fogos indiretos de artilharia e morteiros sobre a AE. Entretanto. se for utilizada. permitirá a entrada do inimigo na AE. instaladas em posições avançadas próximas ao LAADA. inicialmente. (b) O elemento do P Avç C é empregado. (h) São válidas as considerações feitas para a sincronização dos sistemas operacionais e medidas de coordenação na AE feitas em 5-11 h. 5-28 . haverá determinadas situações que poderão induzir o comandante a dispor suas subunidades e sistemas de armas defendendo em contra-encosta: 1) quando a encosta encontra-se sob o domínio inimigo. desorganizá-lo e forçá-lo a desembarcar sua infantaria. em princípio. estabelece uma defesa em profundidade. (d) As armas AC são. retardado pela fração “isca”. nos locais onde o inimigo lograr êxito em romper o nosso dispositivo nos limites da AE. Deve retrair de tal forma. Para isso. e 4) realização de contra-ataque para restabelecer um núcleo defensivo submergido. e procurando retardar o ataque inimigo. inicialmente. Destaca-se a grande vantagem dessa técnica: a proteção contra a observação e os tiros diretos inimigos. O retraimento dessa fração. mediante ordem. O uso de obstáculos reforça a posição defensiva e assegura a máxima eficácia dos fogos AC. o que significa o não-atendimento a um princípio fundamental da defensiva. se for o caso. que canalize o movimento do inimigo para a AE. (b) Raramente o batalhão adotará uma defesa em contra-encosta em toda a sua frente a defender. A partir daí. 3) destruição do inimigo pelo fogo na AE. Normalmente o inimigo será. buscando também a maior profundidade possível no dispositivo inimigo. para vigiar à frente da Z Aç do Btl. a seqüência das ações se dará como previsto em 5-11 h. Isso acarretaria um decréscimo considerável na rasância e flanqueamento a serem obtidos pelos seus campos de tiro.

o defensor poderá ter de enfrentar uma substancial quantidade de armas de tiro direto. Numa região que favoreça o movimento dos CC e viaturas blindadas. bem como utilizará fogos de apoio maciços para eliminar os mísseis AC de longo alcance. Porém. (e) A defesa em contra-encosta apresenta a vantagem de reduzir a eficácia dos fogos inimigos. (c) A defensiva na contra-encosta é bastante eficaz quando há possibilidade de se flanquear o ataque inimigo por meio de fogos diretos aplicados sobre a encosta vizinha. 7) quando se desejar negar ao inimigo a observação e os fogos diretos sobre as posições defensivas. Para prejudicar ainda mais a situação do defensor. usará fumaça para mascarar a manobra de seus meios blindados. e principalmente grande dificuldade para contra-atacar. o que possibilitará aos defensores atingir com fogos diretos a parte inferior e mais vulnerável da blindagem. 3) quando a posse da encosta não é essencial à observação. o defensor também terá sua observação limitada pela crista. bem como de obrigar o atacante a depender do reconhecimento aéreo. permanecendo entretanto protegidas. Tal tática não somente 5-29 . particularmente os tiros dos CC durante a transposição da crista topográfica. 6) quando houver indícios do emprego de agentes QBN por parte do inimigo. o atacante. 5) quando for necessário obter surpresa e iludir o inimigo quanto à localização das principais posições defensivas. o comandante pode decidir posicionar sua posição defensiva mais próxima da crista topográfica. capazes de neutralizar até as mais bem preparadas posições defensivas. expondo o dispositivo a um flanqueamento pelo inimigo. 4) quando houver um saliente pronunciado no terreno ao longo da frente a defender. com a conseqüente redução dos campos de tiro. (2) Considerações para o planejamento (a) A chave para a defesa em contra-encosta é o controle da crista topográfica por meio de fogos e emprego adequado de obstáculos. particularmente visando facilitar os ressuprimentos e 8) quando o tempo de preparo das posições for exíguo. (d) A defesa defensiva na contra-encosta é um dos melhores meios de defesa contra um maciço ataque de blindados. A partir de um cruzamento dos campos de tiro das armas posicionadas nas contra-encostas. ambas as encostas (aquela à frente da subunidade considerada e à frente da sua vizinha) poderão ser batidas por fogos diretos. provavelmente. orgânicas desses blindados.C 7-20 5-13 2) quando o terreno na contra-encosta possibilita campos de tiro melhores ou iguais aos que seriam obtidos defendendo-se na encosta. Os núcleos defensivos devem se posicionar na contra-encosta de forma que o alcance das armas portáteis individuais possam bater a crista topográfica (Fig 5-9). Uma vez que o inimigo é forte em blindados. onde possa empregar seu armamento leve AC para engajar o atacante quando suas viaturas atravessarem a crista topográfica. Ao desdobrar suas forças desta maneira. o comandante evita que o inimigo engaje seus núcleos defensivos antes que esteja dentro do alcance eficaz de todo o armamento orgânico do sistema defensivo. A declinação máxima dos canhões dos CC não será suficiente para bater adequadamente as posições do contato.

(c) De forma a infligir perdas ao atacante. O defensor. podem também ser usados em outras tarefas. Ainda que a função primordial de tais postos seja a de prover observação e alarme. (b) O contra-ataque deverá ser realizado em dois movimentos: o primeiro com o propósito de restaurar a posição. (f) O sucesso da defesa em contra-encosta reside em impedir ao inimigo a utilização da crista topográfica da elevação ocupada. de onde possam engajar o inimigo blindado. ser empregadas à frente da crista topográfica em posições provisórias. bem como expulsar o inimigo da encosta imediatamente à frente da posição defensiva. sendo lançado no flanco do atacante.5-13 C 7-20 protege o defensor das armas de tiro direto inimigas. o defensor deve selecionar postos de observação para suas armas de apoio na crista topográfica. como também obriga o inimigo a mudar sua tática ofensiva. (d) As armas anticarro devem. ele pode ter sucesso e penetrar na posição. (c) Durante este contra-ataque. enquanto que o segundo será realizado para repelir o inimigo da encosta imediatamente à frente. especialmente armas AC. o defensor deve estabelecer uma série de postos de vigia/escuta à frente de sua crista topográfica. retomar a crista topográfica. (b) Para prover a segurança aproximada. tais como simular posições falsas de acordo com o plano de dissimulação tática . também. até que estas estejam dentro do alcance eficaz de seu sistema de armas. (3) Execução (a) A condução da defesa é semelhante a uma defesa normal. 5-30 . deve estar preparado para conduzir um contra-ataque. Embora os fogos defensivos batam o inimigo desde a crista. de onde possa ajustar os tiros sobre o inimigo que se posicione na encosta imediata. A força de contra-ataque tem a tarefa de restaurar o LAADA. Quando as posições mais avançadas tornam-se insustentáveis. desde que essa localização possibilite um emprego oportuno. a unidade deverá restabelecer seus postos de observação e reforçar a força de contra-ataque com apoio de fogo. então. aquelas armas se deslocam para suas posições à retaguarda. As posições principais devem ser preparadas nas alturas dominantes à retaguarda do LAADA. (e) A reserva poderá estar localizada na contra-encosta do próximo movimento topográfico. restabelecendo seus P Obs. a longo alcance.

Na defesa.C 7-20 5-13/5-14 Fig 5-9. (2) O processo das cinco fases se baseia. Generalidades (1) Durante o estudo de situação. Convém ressaltar que a referida metodologia não substitui o estudo de situação. em qualquer dispositivo de ataque. o Cmt e seu EM elaboram L Aç para o cumprimento da missão do Btl. já que as informações sobre o inimigo são limitadas. Defesa em contra-encosta 5-14. a elaboração das L Aç será realizada com base no processo das cinco fases. na análise das Via A para o interior da posição defensiva. pois a distribuição de forças e outros princípios de emprego são peculiares a cada uma delas. onde bem lhe aprouver. MONTAGEM DAS LINHAS DE AÇÃO (PROCESSO DAS CINCO FASES) a. (3) Esse método depende da forma de manobra adotada. tal qual é descrito no ANEXO B deste manual. 5-31 . e este pode aplicar o seu poder de combate. fundamentalmente.

Para tal. Seleção das regiões de bloqueio e determinação do grau de resistência desejável em cada Via A. para a determinação do grau de resistência admissível em cada Via A. em regiões de alturas favoráveis às ações de defesa (Fig 5-10). visualizar: (a) regiões que bloqueiam as Via A no LAADA. são levantadas as Via A prováveis do inimigo. No escalão Btl. (d) determinação do poder de combate das forças de segurança e sua localização. e (e) ajustamento das linhas de ação. (c) traçado das penetrações máximas admitidas (PMA). LAADA LAADA RUPTURA 1ª LINHA DA PENETRAÇÃO 2ª LINHA DA PENETRAÇÃO LEGENDA Via de Acesso Região de Bloqueio Fig 5-10. b. e (d) determinação do grau de resistência desejável em cada Via A. (c) determinação do poder de combate da reserva e sua localização. (1) Baseado na forma de manobra e no terreno. para o interior da nossa posição defensiva. Seleção das regiões de bloqueio ao longo de cada via de acesso 5-32 . o planejador deve selecionar. valor companhia.5-14 C 7-20 (4) O processo é desenvolvido na seguinte seqüência: (a) Seleção das regiões de bloqueio e determinação do grau de resistência desejável em cada Via A. os acidentes do terreno favoráveis ao bloqueio das penetrações inimigas. (b) regiões que bloqueiam as Via A em profundidade. ao longo de cada Via A. (b) determinação do poder de combate a ser empregado na ADA. na ruptura e na penetração da posição defensiva.

considera-se a largura de uma Via A de Cia. 5-33 . tendo em vista desorganizar o ataque inimigo. defender. que deve estar dentro das possibilidades de contra-ataque da reserva que se pretende manter. embora a idéia seja deter o inimigo pelo fogo à frente da posição defensiva. respectivamente. Direção de Ataque do Inimigo LAADA LAADA PMA Fig 5-11. particularmente os aspectos favoráveis à defesa. o defensor deve possuir um poder relativo de combate compatível. (c) A profundidade da PMA é baseada no terreno. para restabelecer a posição. (c) Retardar . é possível admitir uma penetração inimiga. Para tanto.Uma tropa que defende uma determinada Via A combate para conter um ataque inimigo. desde que esta permita ao Btl contra-atacar. a ruptura e a penetração da posição defensiva devem ser defendidas. através do fogo e do combate aproximado.C 7-20 5-14 (2) Penetração máxima admitida (a) Na defesa de área. Tal penetração deve ser bloqueada na região da ruptura da posição defensiva. conforme o nível de engajamento admitido com o inimigo. com seus próprios meios. (b) Defender . No escalão Btl. e no valor do inimigo no interior da penetração. destruindo ou expulsando o inimigo. em função da amplitude e do valor do inimigo na Via A.Uma tropa que retarda o inimigo em determinada(s) Via A combate através do fogo. São do maior para o menor. retardar e vigiar (Fig 5-12). No escalão Btl. (Fig 5-11) (b) A largura da PMA é baseada na amplitude da Via A considerada. Traçado da penetração máxima admitida (3) Graus de resistência (a) Generalidades .Três são os graus de resistência que podem ser empregados na ADA.

A força que vigia provê sua própria segurança e. retrai. quando: . Defender Via A Cia Retardar Via A Cia Via A Cia Vigiar Via A Cia Via A Cia Fig 5-12. e ocupar núcleos defensivos de maiores proporções. deve-se levantar os graus de resistência admissíveis em cada Via A. (b) 1º Caso .existem regiões de bloqueio no contato e em profundidade. Para retardar. A tropa que retarda só deve retrair quando sob ameaça de engajamento decisivo e mediante ordem do Esc Sp. (d) Vigiar . para detectar a presença do inimigo. 5-34 . estabelecendo uma série de postos de vigilância complementados por patrulhas.Uma tropa que vigia determinada(s) Via A cumpre sua missão. se pressionada. sem se engajar decisivamente em combate. mantendo permanente contato com o inimigo.A penetração é admitida pelo defensor. o defensor pode empregar menor poder de combate do que quando está defendendo. Graus de resistência (4) Grau de resistência admissível (a) Em função do traçado das PMA.5-14 C 7-20 trocando o mínimo de espaço pelo máximo de tempo.

não existe região de bloqueio no contato.existe região de bloqueio no contato. apesar de. admite-se apenas o grau de resistência “defender”. porém a uma distância tal que não possibilite o traçado da PMA. Nestas situações. . quando: . não ser nas condições ideais.A penetração não é admitida pelo defensor. . pode-se admitir todos os graus de resistência.C 7-20 5-14 possibilitando o traçado da PMA. . Penetrações não admitidas 5-35 . possibilitando o traçado da PMA. porém a uma distância tal que não possibilite o traçado da PMA. na segunda situação. normalmente.não existem regiões de bloqueio no contato e em profundidade. Penetrações admitidas (c) 2º Caso . (Fig 5-13) LAADA Real Defender Retardar Vigiar LAADA Real Defender Retardar Vigiar Fig 5-13. mas sim em profundidade. (Fig 5-14) LAADA Real Somente defender LAADA Real Somente defender LAADA Real Somente defender LAADA Real Somente defender Fig 5-14. mas não em profundidade.existem regiões de bloqueio no contato e em profundidade. apesar de. mas sim em profundidade. em algumas situações. .não existe região de bloqueio no contato. o “defender” e o “retardar” não serem nas condições ideais. Nestas situações.

(3) Ao compor os elementos de primeiro escalão. (2) Na defesa de área. pode-se retardar por economia de meios. procura-se ajustar as necessidades e as disponibilidades. Tal aspecto é fundamental na defesa de área em frente normal. mas poderá utilizá-las como faixas de infiltração. (f) Em função de grande carência de meios. a maior parte do poder de combate é localizada na ADA para assegurar a manutenção dos acidentes capitais que controlam as Via A para o interior da posição. desde que o terreno proporcione alturas favoráveis ao retardamento e boas condições de transitabilidade para o retraimento. procura-se visualizar os elementos de manobra e apoio de fogo necessários para dar resistência à ADA. aquelas que tem o seu valor defensivo aumentado pela presença de obstáculos. (d) A defesa de salientes do LAADA não é recomendável. (g) Na defesa móvel e na defesa elástica. utilizando-se dos seguintes recursos: (a) afastar o LAADA real do LAADA geral até o limite do alcance de utilização do armamento individual. (e) Em áreas passivas da posição defensiva. a situação ideal é defender em todas as Via A. (b) Sempre que possível. pelo contra-ataque e pelo fogo. na ruptura da posição defensiva. deve-se economizar meios. ou seja. pode-se vigiar em Via A não consideradas como áreas passivas. observando-se as características do terreno favoráveis às ações de defesa. para explorar as convergências de Via A. (c) Nas Via A secundárias. não atacará desdobrado no terreno. (1) Nesta fase. os graus de resistência “retardar” e “vigiar” são utilizados para canalizar o inimigo para uma região favorável à sua destruição. realizando o nucleamento da posição e estabelecendo limites laterais para as peças de manobra de primeiro escalão. as regiões do terreno cobertas por obstáculos naturais de vulto que restrinjam em muito a mobilidade do inimigo. A determinação do grau de resistência desejável é realizada em cada Via A. preparados e não ocupados. sendo o grau de resistência “retardar” mais utilizado normalmente. deve-se observar o apoio mútuo lateral e em profundidade entre os núcleos de defesa de valor pelotão. alagadiço “obstáculo” e outros. porque o inimigo. respectivamente. c. considerando. normalmente. sem privar as companhias de primeiro escalão de. (b) prever núcleos de pelotão. ou seja. por falta de apoio mútuo lateral em ambos os flancos do defensor. o grau de resistência “vigiar” é aceitável. um poder de combate mínimo para a reserva. porém tal decisão revelará uma grande vulnerabilidade do dispositivo defensivo. salvo quando o terreno não 5-36 . (c) admitir um menor grau de resistência nas Via A menos importantes. como mata densa “obstáculo”. (4) Caso as necessidades sejam maiores do que as disponibilidades.5-14 C 7-20 (5) Grau de resistência desejável (a) O grau de resistência desejável é função da integração do grau de resistência admissível. pelo menos. (5) Ao nuclear a ADA. um pelotão em reserva. inicialmente. do estudo do terreno e da disponibilidade de meios. Determinação do poder de combate a ser empregado na ADA.

(4) A reserva estará centralizada. Determinação do poder de combate da reserva e sua localização. além do nosso dispositivo. deve permiti-la cumprir todas as suas missões com o mínimo de meios. e a uma distância do LAADA que permita batê-lo com seus fogos das armas individuais. (6) Ao estabelecer os limites laterais para as peças de manobra. (c) executar contra-ataques para expulsar o inimigo e restabelecer a posição. quando necessário. Deve ser empregada quando a frente for normal. quando seus pelotões ocuparem posições de aprofundamento. a missão das companhias de primeiro escalão. quando possível. e (h) cobrir os intervalos e brechas na frente. mediante ordem. existirem poucas posições de aprofundamento e a área de reserva se caracterizar por um ponto chave da defesa. (1) O poder de combate necessário para a reserva. na defesa de área. limitando as penetrações inimigas na posição. (2) As missões apropriadas para a reserva do Btl incluem: (a) guarnecer os P Avç C na frente que corresponde ao Btl.C 7-20 5-14 permitir. (Fig 5-15) 5-37 . sob comando único. pelo emprego de seus meios orgânicos de manobra e de apoio de fogo. quando for o caso. especialmente os conjuntos topotáticos e os obstáculos longitudinais. aprofundando desde já. (e) executar as missões de segurança de flanco e de área de retaguarda. A reserva pode se encontrar em uma das seguintes situações: (a) centralizada (aprofundando desde já ou em Z Reu). d. (b) descentralizada (articulada ou fracionada). (3) A reserva deve ser localizada de tal forma a proporcionar flexibilidade para o seu emprego. (d) apoiar ou reforçar as companhias de primeiro escalão. (g) executar patrulhamento. Os núcleos defensivos do contato devem ser localizados na crista militar das elevações. devese considerar o terreno. (f) assumir. (b) preparar e ocupar as posições de aprofundamento.

Reserva centralizada. existirem muitas posições de aprofundamento. em zona de reunião 5-38 . (Fig 5-16) LAADA LAADA Fig 5-16. quando seus pelotões ficarem reunidos num único local. Deve ser empregada quando a frente for mais larga do que o normal. aprofundando desde já (5) A reserva estará centralizada em Z Reu. Reserva centralizada.5-14 C 7-20 LAADA LAADA Fig 5-15. sob comando único. a área de reserva se caracterizar por uma região capital de defesa extensa e as condições de transitabilidade permitirem o deslocamento da reserva para qualquer parte da frente.

fracionada. sob dois ou mais comandos distintos. articulada. articulada (7) A reserva estará descentralizada. (Fig 5-18) 5-39 . ou parte deles se encontra em Z Reu e outra parte ocupa posições de aprofundamento. quando seus pelotões ocuparem mais de uma Z Reu. Deve ser empregada quando existir um obstáculo dissociador na área da reserva que impeça ao comandante da reserva exercer o controle.C 7-20 5-14 (6) A reserva estará descentralizada. quando seus pelotões ocuparem mais de uma Z Reu. acompanhar a manobra e prestar o apoio necessário às suas peças de manobra. Deve ser empregada quando a frente for bastante larga ou existir um obstáculo dissociador na área de reserva. (Fig 5-17) LAADA LAADA Fig 5-17. Reserva descentralizada. restringindo o movimento da reserva. porém todos sob comando único.

em princípio. priorizando as melhores Via A. e 5-40 . Reserva descentralizada fracionada (8) As posições de aprofundamento do Btl. por linhas do terreno até a última linha de defesa. nesta ordem.5-14 C 7-20 Fig 5-18. na área de reserva. (1) Nesta fase. à seguinte seqüência: (a) núcleos que aprofundam a defesa à retaguarda de graus de resistência “vigiar” e “retardar”. deve-se levantar as necessidades de segurança. e. (c) a segurança da área de retaguarda. se for o caso. que não forem preparadaos pelas SU da ADA. e (d) núcleos que barram as Via A de flanco. são escolhidas de modo a assegurar a defesa em profundidade e em todas as direções. atendendo. através do valor e da localização de forças para: (a) a área de segurança. através de uma numeração em ordem crescente. se for o caso. provenientes das Z Aç vizinhas. localizadas nos acidentes do terreno que barram as Via A em profundidade e nos flancos. (9) Os núcleos a serem organizados pela reserva recebem uma prioridade de preparação e não de ocupação. na Z Aç das companhias de primeiro escalão. (b) a proteção dos flancos. (b) núcleos que aprofundam a defesa. (c) núcleos que aprofundam a defesa. e que conduzem à região capital de defesa. na área de reserva do batalhão. Determinação do poder de combate das forças de segurança e sua localização.

o controle e o apoio de fogo. Este. nas etapas anteriores. Ajustamento das linhas de ação (1) Destina-se a um ajustamento do poder de combate e das áreas de responsabilidade atribuídas em cada linha de ação. deve-se relacionar as vantagens e desvantagens de cada fator de comparação. sem se ater ao número exato de subunidades e pelotões disponíveis. 5-41 . de acordo com os seguintes aspectos: . as forças da área de segurança. Para isso. . especialmente aqueles de importância capital para a defesa: o terreno. o nosso dispositivo. torna-se um fator limitativo no ajustamento. dificultando o apoio logístico.Verificar a adequabilidade da tropa empregada face ao terreno.Verificar o valor dos P Avç C em relação às missões a eles atribuídas.Verificar a simplicidade do dispositivo defensivo. (b) Equilíbrio . b. de acordo com os seguintes aspectos: .a existência de peça(s) de manobra valor pelotão ao controle do batalhão. podem surgir conflitos entre as necessidades dos vários escalões de defesa e o poder de combate disponível.Evitar associar dois ou mais conjuntos topotáticos para uma mesma peça de manobra. após o cumprimento de sua missão. (2) De fato. 5-15.C 7-20 5-14/5-15 (d) outras necessidades de segurança. (2) Associação de conjuntos topotáticos . em alguns casos. foi levantado o valor do poder de combate necessário ou desejável. ao inimigo e à missão. em condições de fornecer elementos para a SEGAR. Isto porque. f. facilitando o comando. (2) Área de defesa avançada (ADA) (a) Simplicidade . e esta fica. que era apenas um guia inicialmente. Generalidades .o menor número possível de peças de manobra ao controle do batalhão. (3) Obstáculo dissociador . COMPARAÇÃO DAS LINHAS DE AÇÃO a. c.A finalidade do estudo deste parágrafo consiste em permitir a escolha da linha de ação mais favorável para o cumprimento da missão. dispositivo inimigo e os princípios de guerra. o apoio de fogo e as comunicações. (2) Convém lembrar que.frentes compatíveis com as peças de manobra empregadas. como conclusão do estudo anterior. principalmente os mais importantes. revertem à reserva.Verificar o equilíbrio do dispositivo defensivo.Evitar deixar um obstáculo dissociador no interior da Z Aç de uma peça de manobra. Nosso Dispositivo (1) Área de segurança (P Avç C) (a) Poder de combate . em princípio. Terreno (1) Divisão de conjunto topotático .Evitar dividir um conjunto topotático para duas ou mais peças de manobra. (b) Natureza da tropa .

carros de combate e elementos de cavalaria mecanizada. (c) Grau de resistência .Verificar o(s) grau(s) de resistência atribuídos às peças de manobra. f. observando-se porém as condições do terreno. De acordo com a situação. as companhias não recebem limite de retaguarda. porém. que venham a ter influência na análise em tela. Os fatores e respectivos aspectos apresentados não esgotam as possibilidades para uma comparação entre linhas de ação. (2) Resistência na ADA em face da linha de ação mais provável do inimigo . imposto pela Bda.sempre que possível. por meio da combinação de fuzileiros. e. Nessa área. aumentando suas possibilidades de combate. Alguns fatores ou aspectos poderão.Ver Pag 4-60 letra (e).Verificar a composição de meios da reserva.Verificar a flexibilidade da unidade para fazer frente ao dispositivo apresentado pelo inimigo. outros. (3) Flexibilidade frente ao dispositivo apresentado pelo inimigo . d.Verificar a linha de ação que apresenta as melhores condições para fazer frente à linha de ação mais provável do inimigo. (2) Ao determinar a frente e a profundidade da Z Aç de cada elemento de 5-42 . Dispositivo do inimigo (1) Resistência na ADA em face da linha de ação mais perigosa do inimigo . MEDIDAS DE COORDENAÇÃO E CONTROLE a. (c) Flexibilidade quanto ao emprego . a peça de manobra poderá atirar e manobrar sem necessidade de coordenação e sem a interferência de outros elementos. O batalhão.5-15/5-16 C 7-20 . .Verificar a linha de ação que apresenta as melhores condições para fazer frente à linha de ação mais perigosa do inimigo. com a intenção do comandante e com a forma de manobra envolvida ou técnica a ser executada.divisão equilibrada da frente de defesa para as peças de manobra empregadas. Princípios de guerra . pode receber um limite de retaguarda.Verificar o valor da reserva em relação às missões a ela atribuídas. Zona de ação (1) A Z Aç é uma medida de coordenação e controle estabelecida para uma peça de manobra com a finalidade de atribuir-lhe uma área de responsabilidade. deve-se defender em todas as Via A. permitindo seu emprego rápido e oportuno em qualquer parte da frente. consubstanciando a decisão do planejador. (3) Área de reserva (a) Poder de combate . considerando que: . No escalão Btl. se for o caso. (b) Flexibilidade quanto aos meios .deve-se evitar atribuir dois graus de resistência diferentes à mesma peça de manobra.Verificar a localização e a situação de comando da reserva. passar a ter preponderância na comparação. 5-16. poderão ser levantados. Tal área é definida por limites laterais e de retaguarda. ainda.

Limite anterior da área de defesa avançada (LAADA) (1) Definição (a) O limite anterior da área de defesa avançada (LAADA) é a linha balizada pela orla anterior dos núcleos de defesa de primeiro escalão. (4) Tanto quanto possível.C 7-20 5-16 primeiro escalão. Esta determinação envolve também a consideração do valor relativo das forças amigas e inimigas e o valor defensivo do terreno. ao mesmo tempo que lhes dá certa liberdade para um melhor aproveitamento do terreno. Destina-se a coordenar o dispositivo e os fogos de todas as armas e unidades de apoio. o posto de comando e os trens da companhia. (5) É conveniente designar-se frentes mais estreitas para os elementos que defendem a cavaleiro das Via A mais favoráveis ao inimigo. de seus pelotões de aprofundamento. Confundese com o limite anterior da posição defensiva. normalmente. b. A profundidade deve ser tal que também possa prover espaço para a instalação dos morteiros. designa a responsabilidade de defesa de cada acidente capital no LAADA a uma determinada companhia. com suficiente precisão. (6) A profundidade atribuída às companhias de primeiro escalão deve incluir espaço suficiente para que estas possam localizar as posições. (b) O LAADA dá orientação e referência aos Cmt de todos os escalões para o planejamento e a execução da defesa. indicado aos elementos subordinados por meio de pontos limites localizados sobre os limites laterais destes elementos. nos escalões Btl e inferiores. (b) O LAADA vai se tornando mais precisamente definido à medida que os comandos o designam sucessivamente para os respectivos elementos subordinados empregados em primeiro escalão. (3) As frentes atribuídas às companhias no LAADA não devem exceder à sua capacidade de assegurar o apoio mútuo entre os pelotões de primeiro escalão. a área a ser defendida e os detalhes que permitem dar continuidade e coordenação a toda a defesa. A existência de reforços dados às companhias permitirão uma ampliação das frentes a elas atribuídas. o Cmt Btl considera a possibilidade das companhias em defender com seus meios o LAADA e ainda disporem de meios para manter uma reserva adequada. (2) Designação (a) O LAADA é. O Cmt Btl deve evitar dividir a responsabilidade das Via A entre dois elementos e. O espaço deve também ser suficiente para a instalação de posições suplementares de onde o pelotão reserva possa defender os flancos e retaguarda da companhia. o comandante ainda leva em consideração a localização das posições de aprofundamento da reserva do batalhão. é conveniente que os intervalos se localizem entre os batalhões ou entre elementos de Esc Sp. as quais devem possibilitar apoio mútuo com os pelotões do LAADA e limitar as penetrações inimigas na área de defesa. 5-43 . As limitações nos campos de tiro imporão uma redução das frentes das companhias. principal e de muda. deve-se evitar intervalos e brechas entre os elementos localizados no LAADA. em princípio. Se isto for inevitável. Esta localização geral do LAADA indica aos comandos subordinados. (7) Na determinação da profundidade a ser atribuída às companhias de primeiro escalão.

empregado quando o escalão superior teve ocasião de executar um reconhecimento detalhado do terreno e os elementos subordinados não tiveram a oportunidade de fazê-lo. .bons campos de tiro para os fogos rasantes e de flanqueamento das armas automáticas.na crista topográfica. sendo o traçado mais comumente utilizado na defensiva.dificuldade à observação inimiga no interior da posição. quando se tornarem necessários observação e campos de tiro mais profundos que os obtidos na crista militar. levando em consideração o valor defensivo do terreno e a relativa importância das regiões a serem defendidas.5-16 C 7-20 (c) Se for necessário.na crista militar. em última análise. as armas e os trabalhos de organização da posição. os pontos limites e uma linha. normalmente. particularmente anticarro. entretanto. o Cmt poderá localizar o LAADA real numa das seguintes linhas: . (3) Características e localização do LAADA (a) Durante o processo de definição do traçado do LAADA. .existência de obstáculos naturais. definindo o real traçado do LAADA. c. (b) Se o traçado geral do LAADA determinado pelo Esc Sp incluir elevações e linhas de cumeada que formem um compartimento transversal. Limites (1) Os limites entre as companhias de primeiro escalão dividem a frente do Btl. (d) O traçado do LAADA deve ser irregular a fim de facilitar a execução dos fogos de flanqueamento. Os limites são localizados de modo a deixar a um único elemento a defesa de um mesmo acidente capital e das Via A que a ele se dirigem. que normalmente permite a observação sobre a base da elevação. o traçado do LAADA pode ser determinado com mais precisão pelo comando aos elementos subordinados. sendo mais comum em operações de ação retardadora.ao longo de um obstáculo. nos sucessivos escalões de comando. as grandes saliências e reentrâncias devem ser evitadas. nos calcos de operações ou indicando no terreno. . Este procedimento é. pela orla anterior dos pelotões de primeiro escalão. . . 5-44 .cobertas e abrigos para as tropas.observação na frente e nos flancos. Um traçado à frente da crista militar ou mesmo no fundo dos vales pode ser necessário para dar mais profundidade à posição ou para obter melhores campos de tiro. . já em posição. os limites entre as companhias de primeiro escalão se estendem até a linha dos P Avç C. quando a utilização deste obstáculo oferecer vantagens superiores às obtidas pela observação e campos de tiro de um outro local. quando for mais vantajosa do que qualquer outro traçado.terreno que facilite o deslocamento dos elementos de apoio logístico no interior da posição. este deve ser localizado levando-se em conta as seguintes características: . usando. (2) Quando os P Avç C estiverem sob controle do batalhão. . . (e) A localização real do LAADA será determinada.na contra-encosta.

na linha dos P Avç C. caminhamentos e obstáculos longitudinais. (6) As mesmas considerações serão aplicadas quando os compartimentos forem definidos por localidades e bosques. bem como facilitando a identificação destes limites. Os Cmt. Estendem-se para a retaguarda de modo a proverem espaço suficiente para as companhias desdobrarem seus elementos. (3) Os pontos limites devem ser localizados sobre ou nas proximidades de um acidente do terreno facilmente identificável. ocupação física ou pela combinação destes processos. no LAADA e. (4) Em geral. (2) O Cmt Bda designa pontos limites sobre os limites dos batalhões.C 7-20 5-16 Se os P Avç C estiverem sob o controle das companhias de primeiro escalão. os limites serão traçados ao longo das cristas e partes elevadas do terreno. no LAADA e na linha dos P Avç C. designam. à frente ou à retaguarda do LAADA. Assim. implica em aproveitar o terreno de maneira diferente da usada no interior da posição. e tendo em vista tirar as maiores vantagens do terreno. (7) Os cursos de água. Os comandos vizinhos podem ajustar a exata localização dos pontos limites através de entendimento mútuo e mediante aprovação do Esc Sp. portanto. estradas. propõem sua mudança ao comando superior. d. de tal forma que a responsabilidade pelo mesmo fique claramente definida. (3) Os extremos dos limites indicam a extensão da área de responsabilidade de cada elemento. Os limites de retaguarda. barreiras. Os limites se estendem à frente de modo a permitir às companhias de primeiro escalão localizarem sua segurança aproximada e controlarem seus fogos de apoio. quando as companhias de primeiro escalão controlarem os P Avç C. Os Btl 5-45 . fazem a coordenação nestes pontos e determinam se os intervalos entre as suas unidades devem ser cobertos por fogos. se for o caso. os limites no interior da posição não devem seguir as cristas e fundos de vales dos compartimentos longitudinais. A responsabilidade pela defesa destas regiões não deve. Neste caso. evitando a criação de ângulos mortos para os fogos e áreas desenfiadas à observação do defensor. devem ser controlados por um único comando. ou seus representantes. normalmente por proposta dos Cmt Btl de primeiro escalão. também. os limites entre as companhias serão prolongados à frente da linha dos P Avç C. (5) O prolongamento dos limites à frente. para o batalhão. Devem ser situados em uma linha nos terços médio ou inferior das encostas. só serão designados quando houver atividades de guerrilheiros ou houver possibilidade de infiltrações. tendo em vista o emprego dos fogos e a observação. até o limite do alcance das armas de apoio ou o limite da observação terrestre. Os Cmt Btl designam pontos limites sobre os limites de suas companhias. os limites passarão em uma das margens ou orla do acidente. tanto no terreno como na carta. ser dividida entre dois comandos. de modo a assegurar a unidade de comando ao longo das Via A que se dirijam aos acidentes capitais no interior da posição. (4) Quando os Cmt subordinados julgarem que um ponto limite deve ter sua localização retificada. Pontos limites (1) Os pontos limites fixam os locais onde o comandante do escalão superior deseja que os Cmt subordinados vizinhos coordenem seus fogos e seus dispositivos defensivos.

5-16/5-17 C 7-20 podem. (e) área suficiente para permitir a necessária dispersão da tropa. f. (3) Dentro da Z Reu. Zona de reunião (1) Quando a situação e o terreno não exigirem que a reserva ocupe as posições de aprofundamento preparadas. Entretanto. e. (c) acesso fácil às posições de aprofundamento. (b) dispositivo linear . mas preservando o apoio mútuo entre os núcleos de defesa. Preparam-se posições com abrigos cobertos para a proteção contra tiros de artilharia e ataques aéreos. associados à insuficiência de meios. de onde os contraataques serão desencadeados. guardando uma reserva de pequeno valor. duas são as variantes mais comuns: (a) dispositivo em profundidade . Entretanto. (b) cobertas e abrigos. (2) Os princípios da defesa continuam válidos na organização de uma defesa em larga frente. em sua aplicação. entretanto. todavia. em parte ou como um todo. contra um inimigo fraco. guardando. a reserva adota o dispositivo para a defesa em todas as direções. independentemente de permissão. fazer recuar seus elementos localizados nos flancos. 5-17. ou que venham a prejudicar a continuidade da defesa. não devem recuá-los numa extensão tal que o dispositivo e os fogos não possam ser coordenados com os vizinhos. flexibilidade pela manutenção de uma reserva adequada. para obter adequada segurança.Resulta em prejuízo do apoio mútuo entre os diversos núcleos de defesa.Resulta em prejuízo da flexibilidade. As posições de aprofundamento são localizadas sobre os acidentes capitais. ou em terrenos com largas frentes. esta poderá ser conservada em Z Reu. (d) acesso fácil às prováveis posições de ataque. normalmente empregada em missões de curta duração. Generalidades (1) A defesa em larga frente é uma defesa de área. 5-46 . alguns deles sofrem certas adaptações inevitáveis. provenientes da frente ou dos flancos. Posições de aprofundamento O Cmt Btl designa posições de valor pelotão na área de reserva para serem preparadas e ocupadas por esta. Pode apresentar um número de variantes limitado apenas pela engenhosidade do Cmt e pelas condições peculiares de cada situação. e (f) obstáculos para a sua defesa anticarro. (2) Uma Z Reu para a reserva do Btl deve possuir as seguintes características: (a) desenfiamento. DEFESA EM LARGA FRENTE a. a fim de poder limitar as penetrações inimigas ao longo das Via A no interior da posição. em relação aos pontos limites.

não receberá frentes maiores que as normais. ou seja. devido a imposições do terreno. Em outras situações. de modo a reduzir ao mínimo as desvantagens deste tipo de defesa. deve ser considerado como uma unidade básica.C 7-20 5-17 (3) No planejamento da defesa em larga frente. especialmente de apoio de fogo e suprimentos. devem possuir posições suplementares para a defesa em todas as direções e serem dotados de meios adequados de apoio de fogo e de suprimentos. pelas suas possibilidades. auto-suficiente e de emprego na organização da defesa em larga frente. ainda que as restantes fiquem fracamente defendidas. Apoio mútuo Apoio mútuo Apoio mútuo Fig 5-19. o Cmt Btl faz um estudo cuidadoso de todos os fatores que afetam a operação. no mínimo. para suportar ações prolongadas. ou ação do inimigo. com apoio mútuo em largura e em profundidade. Neste caso. Considerações para o planejamento (1) Apropriada utilização do terreno (a) Os acidentes do terreno que barram as melhores Via A ao ataque inimigo devem ser organizados buscando-se posições de bloqueio que apresentem uma defesa forte. Não sendo possível. essas posições de bloqueio podem apresentar-se como dispositivos de defesa circular (defesa em todas as direções) ou pontos fortes (quando este dispositivo de defesa circular se apresente em posições organizadas ou fortificadas. mesmo quando cercados ou 5-47 . adotando-se graus de resistência menores do que o “defender”. nessa situação.tornar as regiões mais importantes do terreno mais bem defendidas. Posições de bloqueio apresentando uma defesa forte (b) O Btl. ainda que ultrapassados). De qualquer forma. . Por vezes. o apoio mútuo em profundidade (Fig 5-19). Em princípio. Algumas vezes o Btl ocupará uma única posição de bloqueio. para suportar ações prolongadas. aplicando judiciosamente os fundamentos da defensiva b. aí se organizando como um todo. ou pela perda do apoio mútuo.localizar nestas regiões elementos providos de suprimentos indispensáveis. (c) A organização das posições de bloqueio terá em vista: . equipados com meios de comunicações adequados e contando com apoios e reforços necessários para torná-los auto-suficientes. sendo capazes de oferecer resistência efetiva e prolongada. deve-se buscar. com uma das características apresentadas anteriormente. o Btl se organizará em um conjunto de posições de bloqueio. o pelotão. com adequado sistema de barreiras e dotados de todos os meios. a companhia (excepcionalmente o pelotão) é o menor elemento a que deve ser atribuída a constituição dessas posições de bloqueio.

a reserva poderá ser desdobrada em duas ou mais Z Reu. a fim de possibilitar uma resistência eficaz contra ataques vindos de qualquer direção.5-17 C 7-20 ultrapassados. particularmente de minas. constituindo uma FT. da situação e da natureza dos acidentes capitais existentes no interior da área de defesa. no mínimo. até que reservas do Esc Sp possam aliviar a situação. (b) É preferível organizar as posições de aprofundamento sobre regiões importantes do terreno. permitindo atirar nos flancos e na retaguarda de qualquer força inimiga que pretenda cercar ou ultrapassar um núcleo vizinho. Esta providência permitirá que. Entretanto. (2) Apoio mútuo (a) Em virtude do aumento dos intervalos entre as diversas posições de bloqueio. não devem ser colocadas tão à retaguarda que dificultem o aproveitamento do alcance da arma. procurando-se respeitar as distâncias normais de aprofundamento. (c) Face à largura da frente. complementando o largo emprego de obstáculos. se os acidentes capitais se apresentarem em maior número à retaguarda do LAADA. Se houver deficiência de itinerários. Deste modo. para se aproveitar ao máximo sua mobilidade 5-48 . fazendo-se a previsão do emprego máximo do transporte motorizado. (c) A reserva deve preparar o maior número possível de posições suplementares de aprofundamento. compensando esta deficiência pela utilização de fogos indiretos. (d) O aumento da profundidade do dispositivo é proporcional ao aumento da frente a ser defendida. podem perder o apoio mútuo. uma reserva de maior valor deverá ser mantida. mantendo-se a maioria de meios em condições de intervir na região mais perigosa da área de defesa. obstáculos e patrulhas para cobrir os intervalos. ao invés de manter o alinhamento entre elas. as possibilidades de um perfeito apoio mútuo diminuem. de meios de transporte ou se o terreno e a situação o indicarem. fora das referidas posições de bloqueio.bater pelo fogo os intervalos entre os núcleos. e . (4) Flexibilidade (a) A reserva deve ser dotada de mobilidade. dois núcleos. se concentrem os fogos de. será preferível fazê-lo nos escalões subordinados. estes devem ser mantidos em reserva. (b) Havendo reforço de carros de combate. Quando a maioria destes acidentes se localizarem no LAADA. em grande parte. Entretanto. (b) Cada posição de bloqueio deve ser organizada de modo que haja apoio mútuo entre os seus núcleos de defesa em largura e em profundidade. bem como para permitir bater um maior setor da frente. (3) Defesa em profundidade (a) A profundidade do dispositivo do Btl depende. (e) As posições das armas de apoio estarão mais à retaguarda para evitar mudanças de posição face a pequenas penetrações inimigas. as Z Reu da reserva e posições de aprofundamento ficarão mais afastadas do LAADA que em uma defesa em frente normal. sobre uma mesma força inimiga. Quando houver necessidade de sacrificar o valor da reserva. maiores meios serão empregados em primeiro escalão. os núcleos defensivos.

intensificação das medidas de segurança do PC e das instalações logísticas. cada posição de bloqueio deve estar preparada para conduzir a defesa em todas as direções. . (6) Segurança (a) Os P Avç C são normalmente mais fortes. freqüentemente maiores que na defesa em frente normal.C 7-20 5-17 e capacidade de contra-atacar. em particular nos períodos de visibilidade reduzida.preparação de um maior número de posições de muda e suplementares para as armas de apoio e outras instalações. deve-se procurar a máxima 5-49 . localizadas em posições avançadas dentro ou à frente do LAADA. são oriundos da reserva da Bda e dados em reforço ao Btl para este fim específico.intensificação das medidas de segurança aproximada por todos os elementos.os intervalos entre as posições de bloqueio devem ser intensamente patrulhados.intensa utilização de obstáculos e minas. particularmente para se antecipar às possíveis infiltrações inimigas.patrulhamento intenso à frente e no interior da área de defesa. . . as seguintes considerações devem ser levadas em conta: . (b) Para tal. não só à frente do LAADA como também no interior da área de defesa. observação aérea e patrulhamento. .preparação de um maior número de posições suplementares. (7) Integração e coordenação de planos e medidas defensivas (a) Planejamento de fogos . . .estabelecimento e manutenção de um eficiente sistema de comunicações. em quaisquer condições. (c) As ações de busca de dados são numerosas e agressivas. A sua ação é apoiada pela maior quantidade possível de armas de tiro curvo. As seguintes medidas podem ser adotadas: . cuidadosamente preparados e minuciosamente coordenados. e .o PC e as instalações logísticas devem ser localizados dentro ou nas proximidades dos núcleos de defesa.organização de um eficiente sistema de alerta e iluminação. a maior possibilidade de penetrações e infiltrações inimigas. diminuindo a eficácia do fogo. (c) Os planos de deslocamento da reserva e de contra-ataques devem ser mais numerosos. particularmente pelo emprego de elementos de reconhecimento. em conseqüência. (5) Defesa em todas as direções (a) Em virtude dos intervalos maiores entre os diversos núcleos e. particularmente pelo reforço em armas de apoio. . (d) Há necessidade do estabelecimento de segurança.permanente observação aérea e terrestre. (b) Os efetivos destinados a guarnecer os P Avç C. .Na defesa em larga frente há pouca possibilidade do estabelecimento dos fogos de proteção final contínuos em toda a frente. Por esta razão. principalmente porque as armas recebem extensos setores de tiro. em princípio.

.proteção das posições de bloqueio por obstáculos em todas as direções. O maior número de posições suplementares possíveis é preparado a fim de que toda a frente possa ser batida e para fazer face às possíveis penetrações do inimigo.cuidadosa preparação e coordenação da observação e das comunicações na rede de controle de fogos.planejamento de um maior número de concentrações das armas de tiro indireto à frente e no interior da área de defesa. deve-se prever o emprego de campos de minas simulados e a existência de obstáculos fracamente batidos ou mesmo não batidos pelos fogos da defesa. Uma maior flexibilidade é obtida pela adoção das seguintes medidas: .os CC em reforço ao Btl podem ocupar posições no interior das posições de bloqueio.maior estocagem de munição nas posições.5-17 C 7-20 flexibilidade no emprego destas armas para cobrir toda a frente com fogos coordenados. . dando profundidade à DAC. . .aproveitamento de todos os obstáculos naturais.cobertura dos intervalos por densos obstáculos AP e AC. aproveitando. . devem estar em condições de rapidamente se reunirem para participar dos contra-ataques. e . . seu alcance. inclusive de fogos e de DAC.A largura da frente e o aumento conseqüente do número de Via A a bater.prioridade de fogos indiretos para as frentes e intervalos não batidos pelas armas de tiro tenso.desdobramento inicial dos morteiros em posições de onde possam apoiar os P Avç C. Por esta razão. adotando-se as seguintes medidas: . sempre que for necessário. na maioria das vezes levam à necessidade do emprego das armas AC sem o conveniente apoio mútuo.minuciosa preparação e coordenação dos fogos de todas as armas de apoio.reforço de armas anticarro às companhias que defendem as posições de bloqueio. 5-50 . . de acordo com a importância relativa das Via A favoráveis aos blindados inimigos.emprego das armas de apoio por seção e mesmo por peça. (c) Plano de barreiras .A defesa em larga frente agrava os problemas de construção e coordenação com os outros planos. ao máximo.maior importância dos fogos defensivos aproximados do que os fogos de proteção final. .tanto os carros quanto as armas AC devem estar em condições de se deslocarem rapidamente para outras posições a fim de facilitar a concentração de fogos AC sobre as Via A onde o inimigo ameace a defesa.emprego de obstáculos para canalizar o inimigo para regiões favoráveis ao defensor. . entretanto.preparação de um maior número de posições suplementares. . (b) Defesa anticarro . . . As seguintes considerações devem ser feitas na localização dos obstáculos: .

d. (b) Melhor utilização da defesa em profundidade e da flexibilidade. (3) Dispositivo . pela extensão demasiada da frente. e (d) inexistência de reservas do Esc Sp (missões isoladas). 5-51 . (Fig 5-20) LAADA LAADA Fig 5-20. (2) Características da defesa (a) Prejuízo do apoio mútuo entre os núcleos de defesa.No dispositivo em profundidade. (c) necessidade de preservar a flexibilidade pela manutenção de uma reserva forte. pela manutenção de uma reserva adequada. (c) Menor potência de fogo à frente do LAADA. preservando-se uma reserva forte.O dispositivo em profundidade é indicado nas seguintes situações: (a) frente compatível e profundidade adequada da área de defesa. Dispositivo em profundidade (4) Emprego . Dispositivo linear (1) Esta variante da defesa em larga frente pode ser adotada quando se deseja a máxima potência de fogo na frente ou quando o terreno impuser. (b) terreno à retaguarda da área de defesa favorável ao aprofundamento e emprego da reserva. Garante um melhor apoio mútuo entre os elementos de primeiro escalão pela justaposição de um maior número de subunidades na frente e conseqüente redução do valor da reserva.C 7-20 5-17 c. Dispositivo em profundidade (1) Esta variante da defesa em larga frente pode ser adotada quando houver conveniência de manter uma reserva forte (valor companhia) e quando o batalhão possuir uma área de defesa de profundidade suficiente. todos ou parte dos elementos de primeiro escalão defendem em larga frente.

resultando em perda de flexibilidade. 5-18.O Btl reserva da Bda em uma defesa de área pode receber as seguintes missões: (1) limitar penetrações. (4) organizar posições de aprofundamento. (5) estabelecer P Avç C ou participar dos PAG ou forças de segurança. Dispositivo linear (4) Emprego . BATALHÃO RESERVA DA BRIGADA a. (6) substituir um dos elementos de primeiro escalão. (3) Dispositivo .No dispositivo linear. (Fig 5-21) LAADA LAADA Fig 5-21. (b) pouca profundidade do dispositivo e reserva fraca. 5-52 .5-17/5-18 C 7-20 (2) Características da defesa: (a) melhores condições de apoio mútuo entre os elementos de primeiro escalão. e (d) existência de fortes reservas do Esc Sp. e (c) máxima potência de fogo à frente do LAADA. (c) disponibilidade de volumoso apoio de fogo. (3) realizar contra-ataques. (b) terreno à retaguarda da área de defesa desfavorável ao aprofundamento da defesa e emprego da reserva. Missões . mantendo-se uma reserva de pequeno valor. o máximo de elementos de manobra é empregado em primeiro escalão. (2) proteger um flanco.O dispositivo linear é indicado nas seguintes situações: (a) grande frente e pequena profundidade da área de defesa.

e (8) participar da organização do terreno. (c) itinerários para a ocupação das posições de aprofundamento.C 7-20 (7) executar missões de segurança da área de retaguarda. bem como a prioridade de construção das mesmas. (b) limite(s) e ponto(s) limite(s) a entrarem em vigor mediante ordem. possibilitando sua preparação por qualquer elemento disponível. Dispositivo da Bda (2) Normalmente.O Cmt Bda prescreve a missão da reserva e as posições de aprofundamento a serem preparadas. 5-18 b. o Btl reserva permanece em uma Z Reu. o comandante da reserva planeja o emprego dos elementos subordinados (Fig 5-23). em condições de ocupar as posições de aprofundamento ou contra-atacar no mais curto prazo. Organização da área de reserva da brigada . indicando: (a) nucleamento (valor pelotão) das posições principais e suplementares de aprofundamento determinadas pela Bda. até a retaguarda das áreas de defesa dos Btl de primeiro escalão. (Fig 5-22) LAADA LAADA Fig 5-22. ou descentralizado em mais de uma. à frente. os limites podem ser prolongados até o LAADA ou modificados de acordo com a situação. (3) De posse do plano de defesa da Bda. Os limites são estendidos. e 5-53 . em ordem alfabética. normalmente indicadas nos calcos de operações por letras minúsculas. (d) designação das companhias que poderão vir a ocupar cada posição de aprofundamento. Durante a conduta da defesa. (e) divisão da Z Reu do Btl pelos elementos subordinados e em reforço.

as companhias são empregadas no aperfeiçoamento das posições de aprofundamento a elas atribuídas ou ensaiando os planos de contra-ataque.5-18 C 7-20 (f) posições principais e suplementares para os morteiros. LAADA LAADA Fig 5-23. Seu emprego. (5) Se o Btl reserva dispuser de CC em reforço. Dispositivo do batalhão reserva (4) As companhias ocupam as posições de aprofundamento. ficando em condições de limitar as penetrações inimigas e criando condições para a Bda conduzir a defesa 5-54 . deve ser coordenado em profundidade e com as armas anticarro orgânicas. neste último caso. armas anticarro e carros de combate em reforço. em condições de proporcionar apoio mútuo. o Btl reserva prioriza os fogos defensivos em apoio às suas próprias companhias. Quando não estiverem empenhadas com o inimigo. normalmente adotando um dispositivo linear. Esses trabalhos devem ser programados de maneira que elas possam se deslocar rapidamente para suas posições principais a fim de limitar penetrações inimigas ou participar dos contra-ataques. (6) No planejamento de seus fogos. São preparadas posições suplementares nos flancos e para proporcionar a defesa em todas as direções. estes serão empregados nos contra-ataques ou reforçando as companhias para prover a defesa anticarro em profundidade.

O Cmt Btl reserva pode ser designado para elaborar estes planos que. (b) itinerários para atingir a linha de partida. 5-55 . não guardando uma reserva. os morteiros e outras armas orgânicas da reserva podem ocupar posições avançadas para a execução desse apoio. (4) Aprovados os planos propostos pelo Btl. e (j) Z Reu avançada. o comandante da reserva passa à elaboração dos planos de execução no qual detalha a missão dos elementos subordinados. bem como estabelece a prioridade neste planejamento. (h) comando e constituição da reserva temporária da brigada. Contra-ataque da brigada (1) A ordem da Bda prescreve as possíveis penetrações contra as quais devem ser preparados planos de contra-ataque.C 7-20 5-18 em uma segunda linha. (d) direção de contra-ataque (normalmente dirigida para o flanco da penetração). são planejados fogos longínquos para apoiar os Btl de primeiro escalão. (e) objetivo(s) do contra-ataque. depois de preparados e coordenados com os elementos de apoio. são levados ao Cmt Bda para aprovação. Numa segunda prioridade. (c) linha de partida (normalmente a própria linha de contato). (3) Os planos de contra-ataque a serem apresentados à consideração do Cmt Bda devem. Neste caso. basicamente conter: (Fig 5-24) (a) posição inicial do batalhão reserva. Excepcionalmente e mediante ordem do Esc Sp. ou recebidos os planos elaborados pela Bda. (f) conduta após o contra-ataque. (2) A não ser que seja prescrito pelo Cmt Bda. c. (i) plano de apoio de fogo. o Btl reserva lança todos os meios em uma única e decisiva ação. Os Cmt vizinhos coordenam os planos para reduzir as penetrações que afetam simultaneamente suas respectivas áreas de defesa. (g) medidas de coordenação e controle. o contra-ataque não deve ser dirigido contra objetivos situados fora da área de defesa. deverão retrair em tempo de proporcionar seu apoio à própria reserva. quando necessário. como nos casos de defesa de curso de água e em contra-encosta. cujo emprego raramente teria ocasião de fazer. Em princípio. quando se tornar necessário.

5-56 . (b) O contra-ataque para restabelecer a posição é dirigido contra objetivos limitados no interior da posição e cuja conquista caracterize o seu restabelecimento. que tenha penetrado na posição defensiva. (2) de desorganização. CONTRA-ATAQUES a.provável área da penetração do inimigo. levando-se em consideração: . e (3) de destruição. Contra-ataque para restabelecimento da posição (1) Conceito (a) O contra-ataque para restabelecimento da posição é um ataque limitado executado por parte da força de defesa. baseados em hipóteses. destruindo ou repelindo os elementos avançados inimigos. Generalidades . Contra-ataque do batalhão reserva 5-19. b. (2) Planejamento do contra-ataque (a) Os planos de contra-ataque são preparados juntamente com os demais planos da defesa e visam fazer face às possíveis penetrações na área de defesa. com a finalidade específica de retomar o terreno perdido.5-18/5-19 C 7-20 LAADA LLP O1 O2 O3 LAADA LLP LP/LC P Atq LP/LC P Atq P Atq P Lib Cia P Lib Cia Fig 5-24.As ações ofensivas mais freqüentemente associadas à defesa em posição são os contra-ataques: (1) para restabelecimento da posição. contra uma força atacante inimiga. Os planos são elaborados.

(d) O plano de contra-ataque tem o formato de um plano de ataque. incluindo dispositivo.localização e disponibilidade da reserva. e . não tiver possibilidade 5-57 . (b) Para a elaboração dos planos de contra-ataque. Os planos de contra-ataque. é elaborado pelo comandante da reserva em coordenação com o comando do Btl e os comandantes dos elementos de apoio.C 7-20 5-19 . Deve considerar as perdas de terreno e de elementos de combate em relação ao valor provável do inimigo no interior da penetração. cuja área de defesa sofreu uma penetração. pois estão empenhados com o inimigo.Os elementos destinados a limitar a penetração inimiga são previstos no planejamento. Entretanto. terão que ser adaptados às circunstâncias diferentes de cada situação. manobra e ordens aos elementos subordinados.O Cmt deve estimar a largura e a profundidade da penetração que ele pode aceitar (penetração máxima admitida) de modo a ser ainda capaz de eliminá-la pelo contra-ataque.situação do inimigo no interior da penetração. na medida em que o tempo disponível e a segurança o permitirem. Os planos de contra-ataque devem ser ensaiados tanto de dia como de noite. o Cmt Btl estabelece uma prioridade baseada no grau de ameaça da penetração inimiga para a posição defensiva do Btl. normalmente. (c) O planejamento da execução. Contra-ataque para restabelecimento da posição 1) prováveis penetrações inimigas . Se o elemento subordinado. 2) limitação da penetração . e não devem ser empregados na força de contra-ataque. pelo menos o reconhecimento e um ensaio dos comandos subordinados é indispensável. a nível SU. do plano de contraataque. dando especial atenção às seguintes considerações: (Fig 5-25) LC / LP LAADA LAADA O1 A Atq LC / LP 3 Itn 1 2 Fig 5-25. visualizando o valor dos remanescentes do núcleo submergido e suas possibilidades de intervir na ação.

que equivale ao valor do núcleo submergido pela penetração inimiga. que corresponde ao valor do inimigo no interior da penetração.Os itinerários para o deslocamento da reserva até a LP são selecionados de modo a serem os mais curtos possíveis. . um acidente capital. 6) Itinerários .A direção de contra-ataque é selecionada com base na comparação das Via A para o contra-ataque.a Via A deve ser pouco compartimentada.Na fase de planejamento. A reserva do Btl. Todas as peças de manobra participam do escalão de ataque.a Via A deve ser dominante. deve-se considerar que o inimigo está desgastado.a ultrapassagem de elementos empenhados na limitação da penetração deve ser evitada. a força de contra-ataque não constitui reserva. sempre que possível. 9) Hora do contra-ataque . a hora do contra-ataque não pode ser estabelecida. poderão ser estimados os prazos de que a reserva necessita para iniciar a execução após o recebimento da ordem. Entretanto. Em princípio. em fase de reorganização e batido por fogos dos elementos que limitam a penetração. O emprego parcelado da reserva poderá retardar a decisão ou comprometer a ação. a reserva do Btl é empregada para deter o inimigo e a responsabilidade da execução do contra-ataque pode se transferir para o escalão superior. .a Via A deve ser curta e bem orientada. A força de contra-ataque deve. 10) Direção de contra-ataque . observando-se a amplitude da Via A. .Ao analisar o poder de combate da força de contra-ataque.5-19 C 7-20 de limitá-la. 3) objetivo . pois raramente teria oportunidade para empregá-la.A posição de ataque é selecionada. 7) Posição de ataque .O objetivo designado ao elemento de contra-ataque é.os flancos da força de contra-ataque devem ser protegidos.a penetração inimiga deve ser abordada pelo flanco. e próxima da localização da reserva. de acordo com o estudo de situação. o comandante emprega todos os meios disponíveis numa única e decisiva ação.Normalmente.a posição de ataque deve ser coberta e abrigada dos fogos inimigos. constitui a força de contra-ataque. de preferência longitudinal. coincidindo com a orla anterior do(s) núcleo(s) que limita(m) a penetração. cuja conquista seja decisiva para destruir o inimigo e restaurar a área de defesa do Btl. 4) composição da força de contra-ataque . dentro da penetração. porém só será utilizada se necessária à execução do contra-ataque. tirando partido das cobertas e abrigos. . de acordo com o novo estudo de situação. normalmente. . e 5-58 . de acordo com os seguintes aspectos: . 5) poder de combate . uma vez que a reunião prévia de tropa pode resultar em um retardo desnecessário.Na execução do contra-ataque. porém o plano de contra-ataque inclui nesta força outros elementos orgânicos. 8) Linha de partida . Excepcionalmente. possuir um poder de combate desejável. . a LP é a própria linha de contato. normalmente. em reforço ou em apoio ao batalhão. pode contra-atacar com o poder de combate mínimo.

Se necessário. retorna às suas atividades normais. bem como para prover suficiente espaço de manobra para o elemento que irá executar o contra-ataque. pelas armas das companhias de primeiro escalão. em reforço e em apoio ao Btl. após sua liberação. (d) O contra-ataque deve ser apoiado por todas as armas disponíveis. Esta reserva é constituída por qualquer elemento disponível. quando possível. passa a ter prioridade de fogos. normalmente. 14) Outras medidas de coordenação e controle . (b) Enquanto a força de contra-ataque se desloca para a linha de partida.C 7-20 5-19 . 12) Reserva temporária . Os carros de combate e os elementos a pé constituem o escalão de ataque. normalmente. procurando passar pelos intervalos entre elas. a fim de evitar que a mudança da prioridade de fogos para a força de contra-ataque não acarrete em uma segunda penetração na Z Aç do Btl. organizada pelos remanescentes da área penetrada e por elementos da força de contra-ataque que não forem utilizados na reocupação das posições de primeiro escalão. normalmente. O pessoal da reserva temporária. sendo designado um oficial para organizá-la e coordená-la. os fogos de apoio são desencadeados e a reserva temporária poderá ocupar imediatamente a posição de aprofundamento designada de antemão.O apoio de fogo é proporcionado pelas armas orgânicas. se isto tiver sido coordenado com o Cmt do elemento vizinho.No planejamento. o Cmt Btl pode modificar os limites dos elementos subordinados de modo a facilitar a coordenação e o controle. Freqüentemente apresenta condições favoráveis para uma ação combinada infantaria-carros. (3) Execução do contra-ataque (a) O contra-ataque. é feito pela combinação de elementos de infantaria. e os que são desencadeados no interior da penetração para destruir ou neutralizar o inimigo. bem como aqueles que revertem à reserva. o comandante do batalhão designa o elemento subordinado que assumirá a defesa da área penetrada após a restauração. de carros de combate e de fogos de apoio.Deve ser feita a previsão da constituição de uma reserva temporária durante o emprego da força de contra-ataque. Os fogos são divididos em duas partes: os que são desencadeados nos limites e na base da penetração para limitá-la e isolá-la dos reforços inimigos e suprimentos.a Via A deve favorecer o emprego de carros de combate. respectivamente. devendo haver estreita coordenação e ligação entre estes elementos. sendo apoiado. O Cmt Btl deve verificar se os fogos de apoio contribuem para barrar o inimigo em outra parte da frente. A reserva temporária deve ocupar imediatamente uma posição de aprofundamento. 11) Apoio de fogo . 13) Missões após o contra-ataque . inclusive. A nova reserva é.Algumas das medidas de coordenação e controle utilizadas em um ataque normal podem ser aplicadas às ações de contra-ataque. (c) O itinerário para a posição de ataque e a Via A para o contraataque podem passar pela área de defesa de outro Btl. apoiando a ação da força de 5-59 . A composição da reserva temporária deve ser prevista nas NGA do Btl. sendo executado de modo similar a um ataque normal. O escalão de ataque deve evitar a passagem através das posições ocupadas pelos elementos que limitam a penetração. O elemento de contra-ataque. como pontos e linhas de controle e limites.

Estes fogos prosseguem pelo espaço de tempo necessário ao restabelecimento da posição. fora da área de defesa (Fig 5-26). enquanto os elementos a pé completam a limpeza da área e passam a reocupar a posição. Os fumígenos podem ser empregados para cegar a observação inimiga durante o contra-ataque.desorganizar o dispositivo inimigo e retardá-lo. deve ser empregado como elemento de contra-ataque.destruir uma parte da força inimiga. dirigido a uma objetivo limitado. É. os carros de combate permanecem nas proximidades do LAADA. mediante sinal do comandante da força de contra-ataque. (f) Uma vez conquistado o objetivo. 5-60 . O inimigo que tiver sido expulso de uma penetração não deve ser perseguido além do LAADA. a força executante se aferra ao terreno. protegendo outras partes da área de defesa do Btl. se o terreno permitir.impedir a observação terrestre direta do inimigo sobre a área de defesa. . enquanto este está em processo de organização e concentração de meios. Contra-ataque de desorganização (1) Conceito (a) O contra-ataque de desorganização é uma manobra tática com o fim de comprometer um ataque inimigo. executado por elementos blindados e mecanizados da defesa. (e) Alguns CC podem ser mantidos em posição. outros podem ser empregados para cooperar na limitação da penetração. c. e . normalmente. exceto pelo fogo.5-19 C 7-20 contra-ataque. (g) Se o contra-ataque fracassar. e transportados para reforçar os fogos de isolamento. mantendo as posições conquistadas até que receba outras ordens ou seja reforçada. Os fogos desencadeados no interior da penetração são suspensos. (b) O contra-ataque de desorganização pode ser executado com uma das seguintes finalidades: . e o inimigo não for expulso da penetração. O Esc Sp deve ser imediatamente informado da situação criada em conseqüência do insucesso do contra-ataque. mas o grosso dos carros de combate.

C 7-20
O1

5-19

MENTA E Prog TOR

P Avç C

P Avç C

LAADA LP

LP
P Atq

LAADA

Fig 5-26. Contra-ataque de desorganização (2) Planejamento do contra-ataque (a) Objetivo - É dirigido a um objetivo limitado, fora da área de defesa. Devido à situação de transição em que o inimigo normalmente se encontra nas suas posições de ataque, essas regiões se caracterizam como bons objetivos para um ataque de desorganização. (b) Escalão de execução - O planejamento e a ordem de execução de um contra-ataque de desorganização é, normalmente, da competência da brigada ou escalões superiores. O Btl reserva da brigada pode executar um contraataque de desorganização por ordem desta. Os Btl de 1º escalão também poderão conduzi-los, devendo para isso executar criterioso planejamento e ensaio da operação. (3) Execução do contra-ataque (a) O contra-ataque de desorganização é executado à semelhança de um ataque normal, porém sem a idéia de conquistar terreno, mas sim destruir pessoal e material inimigos. (b) O sucesso de um contra-ataque de desorganização depende de grande mobilidade e apoio de fogo, devendo, portanto, ser executado por frações que possuam mobilidade tática (tropas mecanizadas ou blindadas que reforcem o Btl). A decisão de executar um contra-ataque de desorganização deve ser cuidadosamente considerada face à possibilidade de perda parcelada do poder de combate da unidade, com vistas ao cumprimento de sua missão principal. 5-61

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d. Contra-ataque de destruição (1) O contra-ataque de destruição é um ataque executado com a finalidade específica de destruir os elementos inimigos que tenham penetrado ou se infiltrado na posição. (2) É empregado na defesa móvel, sendo executado, em princípio, por uma forte reserva blindada. O menor escalão que planeja um contra-ataque de destruição é a divisão de exército. O Btl pode participar de uma força de contraataque de destruição. (3) O objetivo do contra-ataque é a própria força inimiga. Os objetivos marcados em acidentes do terreno servirão apenas como medidas de coordenação e controle, e para caracterizar a consecução da finalidade precípua do contraataque. 5-20. APOIO DE FOGO a. Como parte de seu conceito da operação, o comandante indica a unidade que deve receber a prioridade de apoio de fogo e prescreve um horário para seu emprego. b. O plano de apoio de fogo (PAF) será um anexo à ordem de operações. c. O assunto será abordado com profundidade no Art V do Cap 9. 5-21. COMANDO, CONTROLE E COMUNICAÇÕES a. O sistema de comunicações na defesa de área é grandemente influenciado pelo tempo disponível. A maior estabilidade das operações amplia o emprego de meios físicos, porém, nas ações dinâmicas da defesa, os meios rádio e mensageiro são largamente empregados. b. Meios de comunicações - As peculiaridades da defesa de área influem diretamente nos meios de comunicações mais empregados pelo Btl, a saber: (1) Meio rádio - Os fatores segurança e sigilo são preponderantes na defesa de área. Logo, as prescrições rádio devem seguir, em princípio, a seguinte seqüência: (a) antes do contato com o inimigo - rádio em silêncio; (b) durante as ações dos P Avç C (inclusive o acolhimento) - rádio restrito; e (c) após o início do ataque inimigo - rádio livre. (2) Meios físicos - Devem ser o mais completo possível, dependendo do tempo de preparação da posição defensiva. Devem ser lançados vários circuitos entre dois assinantes para que os fogos de preparação do inimigo não interrompam nossas ligações. A primeira prioridade para a construção dos circuitos é dos P Avç C, seguindo-se os elementos da ADA e, por último, a reserva. (3) Meio mensageiro - É largamente empregado na defesa de área. Antes do contato com o inimigo, os mensageiros de escala são os mais utilizados, porém, após o início do ataque inimigo, os especiais têm maior emprego. Durante nossas ações dinâmicas da defesa, os mensageiros são muito utilizados. 5-62

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(4) Outros meios (visuais e acústicos) são empregados na defesa de área para suplementar os meios acima descritos. Os visuais devem ser utilizados da frente para a retaguarda e seguirão códigos preestabelecidos. Os acústicos podem ser empregados a título de alarme (contra ataques blindados ou aéreos, por exemplo). c. Posto de comando - O PC do Btl na defesa de área segue os mesmos preceitos abordados no capítulo 9 - artigo III, porém as características desta operação ressaltam os seguintes fatores para a localização do PC: (1) não-interferência com a manobra tática; (2) desenfiamento; (3) distância de segurança; e (4) eixado com a frente mais importante a defender. 5-22. APOIO LOGÍSTICO Este assunto será abordado no Capítulo 10. 5-23. EXECUÇÃO DA DEFESA a. Organização da posição (1) Quando os elementos do Btl chegam à posição, iniciam imediatamente a organização da posição defensiva. Muitas das ações a realizar são executadas simultaneamente; outras, porém, requerem uma prioridade. O Cmt Btl pode especificar uma seqüência para a preparação da posição e outras medidas relacionadas com a camuflagem. Normalmente, pode ser seguida a seguinte seqüência de trabalhos: (a) estabelecimento da segurança; (b) entrada em posição das armas coletivas; (c) limpeza dos campos de tiro; (d) estabelecimento dos sistemas de comunicações; (e) preparação dos espaldões das armas coletivas e abrigos individuais; (f) construção dos obstáculos; e (g) preparação das posições de muda e suplementares. (2) A preparação do terreno prossegue continuamente, enquanto os elementos do batalhão permanecem em posição. Quando a posição for organizada em estreito contato com o inimigo, a tropa deverá estar em condições de defender-se de um ataque a qualquer momento, durante os trabalhos de instalação. Será feito o emprego de todos os fogos disponíveis para cobrir a organização da posição e a fumaça poderá ser empregada a fim de impedir a observação inimiga sobre a posição. (3) As frações da companhia reserva que não tenham, inicialmente, missões de segurança, podem receber ordem de auxiliar as companhias de primeiro escalão nos trabalhos de organização do terreno. A construção das posições de aprofundamento, principais e suplementares, devem obedecer à prioridade estabelecida pelo Cmt Btl. Os trabalhos destinados à área de reserva podem ser retardados até que a organização da ADA esteja bem adiantada. 5-63

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(4) Os elementos de engenharia, normalmente, cumprem missões prevista no plano de barreiras da brigada. Quando estiverem disponíveis, constróem obstáculos, preparam destruições, lançam campos de minas e executam outros trabalhos que exijam mão-de-obra e material especializados. b. Ações nos P Avç C (1) Os P Avç C mantêm estreita coordenação com os escalões de segurança à sua frente. Quando já não houver tais elementos, mantêm contato com o inimigo por meio de patrulhas ou elementos de reconhecimento do Btl, que os estiver reforçando. As aeronaves, se houver, auxiliam os P Avç C na localização do inimigo e na ajustagem do tiro. (2) Quando o inimigo for localizado, os P Avç C procuram batê-lo por fogos longínquos de artilharia e morteiros. À medida que avança, o inimigo vai encontrando uma contínua e crescente intensidade de fogos. (3) Os P Avç C procuram cumprir a sua missão de fornecer alerta oportuno da aproximação do inimigo, de impedir sua observação direta sobre a posição e, dentro de suas possibilidades, a de retardar, desorganizar o inimigo e iludi-lo quanto à verdadeira posição da área de defesa, causando-lhe o maior número de baixas possível, sem se deixar envolver em combate aproximado. (4) Os P Avç C retraem mediante ordem dos respectivos Cmt Btl ou de acordo com as instruções da brigada. Na falta de comunicações com o Esc Sp, o comandante dos P Avç C retrai sua tropa quando sua captura ou destruição por parte do inimigo for iminente. (5) Diversos planos de retraimento são preparados de modo a cobrir as possíveis eventualidades e evitar perdas desnecessárias. Normalmente, os elementos menos engajados retraem em primeiro lugar, podendo estabelecer uma posição de cobertura a fim de auxiliar os demais elementos a romper o contato. Podem, também, ser empregados para aumentar o fogo à frente dos elementos mais engajados, criando condições para o rompimento do contato. (6) Os P Avç C utilizam itinerários de retraimento previamente escolhidos e reconhecidos, de modo a aproveitar ao máximo as cobertas e abrigos existentes. Estes itinerários não devem prejudicar os tiros das armas localizadas no LAADA e, tanto quanto possível, devem iludir o inimigo quanto à verdadeira localização das posições de defesa. (7) Os elementos localizados na área de defesa e as unidades vizinhas são notificados, imediatamente, sobre o início do retraimento. Os elementos de primeiro escalão são alertados quando todos os componentes dos P Avç C tiverem desimpedido a frente do LAADA. c. Ações na área de defesa avançada (1) A defesa do batalhão é conduzida pela combinação judiciosa da agressividade, da surpresa, da mobilidade e da flexibilidade dos fogos. Quando o atacante entrar no alcance da observação das patrulhas, dos observadores aéreos ou dos P Avç C, será submetido aos fogos longínquos das armas de maior alcance e das armas dos P Avç C. A intensidade destes fogos aumenta à medida que o atacante progride e entra no alcance das outras armas de defesa. Quando um ataque em força parece ser iminente ou já tenha tido início, o Cmt Btl comunica ao Esc Sp e alerta os elementos subordinados. 5-64

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(2) As armas anticarro procuram destruir os blindados inimigos o mais à frente possível e no interior da área de defesa, se estes lograrem penetrar na posição. Todos os fogos disponíveis, diretos e indiretos, são desencadeados para forçar os carros inimigos a fechar escotilhas e para separá-los dos elementos a pé ou blindados. (3) O oficial de apoio de fogo do Btl e o oficial de ligação de artilharia normalmente permanecem com o Cmt Btl no P Obs da unidade. Por meio destes elementos, o comandante concentra ou transfere os fogos nos alvos desejados. As concentrações de fumaça são pedidas para cegar os P Obs inimigos localizados ou suspeitos. (4) As armas localizadas no interior dos núcleos dos pelotões de primeiro escalão abrem fogo somente quando o atacante estiver dentro do alcance eficaz do tiro de fuzil. Quando o terreno à frente da posição for compartimentado transversalmente, com ângulos mortos que ofereçam desenfiamento ao atacante, os fogos das armas localizadas no LAADA são desencadeados quando o inimigo apresentar-se na crista mais próxima. Quando o atacante atingir as proximidades das posições e desencadear fogos pesados de preparação, os elementos batidos por estes fogos abrigam-se e as armas de apoio são empregadas ao máximo para proteger estes elementos. (5) Quando os fogos inimigos forem suspensos, todas as armas localizadas no LAADA abrem fogo para deter o assalto inimigo antes que este aborde a posição. Quando o inimigo atingir uma zona de onde possa lançar o assalto, os fogos de proteção final são desencadeados a pedido dos elementos ameaçados. Se o atacante conseguir abordar a posição, a resistência prosseguirá pelo aumento da intensidade dos fogos e pelo combate aproximado (6) O êxito da defesa depende da manutenção, por parte de cada fração, da área que lhe foi atribuída. Cada elemento responsável pela defesa de um acidente capital deve defendê-lo a todo custo, a menos que receba ordem contrária do comando superior. Cada comando mantém as respectivas posições e fecham as brechas pelo fogo ou pelo emprego de suas reservas. A tropa deve ter em mente que o inimigo pode atuar em sua retaguarda e, em conseqüência, deve estar preparada para combater em qualquer direção. Mantendo com sucesso suas posições, os comandos subordinados criarão condições para o desencadeamento de contra-ataques bem sucedidos, executados pelos elementos dispostos em profundidade. (7) Após o retraimento das forças inimigas, ocorre a reorganização das frações e subunidades, através do remuniciamento, do recompletamento ou redistribuição do efetivo, da evacuação de mortos, feridos e PG, entre outras medidas necessárias. 5-24. CONDUTAS DURANTE A DEFESA a. Generalidades (1) Durante a defesa de uma posição contra um ataque inimigo, o Cmt Btl e seu EM realizam o estudo continuado de situação, baseado na atualização das informações sobre o inimigo e o terreno. (2) O inimigo pode lograr êxito em seu ataque, e penetrar na posição 5-65

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defensiva, ameaçando o cumprimento da missão do Btl. (3) Face a tal situação, o Cmt e seu EM realizam um estudo de situação de conduta, com base na análise da missão, do inimigo, do terreno, dos meios e do tempo. (4) Após este estudo de situação, o Cmt deve decidir pela intervenção ou não no desenrolar do combate. Deverá intervir caso o elemento subordinado não tenha meios para eliminar a penetração inimiga. (5) No caso de uma penetração inimiga, a primeira atitude é limitá-la para, em seguida, contra-atacar o inimigo no seu interior. É desejável que o inimigo esteja detido ou perdendo a impulsão de seu ataque para realizar o contra-ataque, porém tais requisitos não devem tolher a iniciativa para o seu desencadeamento. (6) O Cmt pode intervir no combate, adotando uma ou mais das seguintes linhas de ação: (a) intervenção com fogos, mudando a prioridade e/ou as formas de emprego das armas de apoio; (b) reforço ao elemento de primeiro escalão, para que ele aprofunde a defesa em sua Z Aç, ou para permitir que a companhia possa contra-atacar para restabelecer sua posição; (c) emprego da reserva do Btl, para aprofundar a defesa na área de reserva do batalhão, ou para contra-atacar a fim de restabelecer o LAADA; e (d) mudança das medidas de coordenação e controle, alterando limites e/ou outras medidas. (7) Após o levantamento e a comparação das linhas de ação, o comandante emite a sua decisão por meio de uma ordem fragmentária para os subordinados. Deve informar, também, a sua decisão ao Esc Sp. b. Considerações fundamentais para o contra-ataque (1) Da mesma forma que o insucesso de um contra-ataque pode desequilibrar a defesa e criar o risco de ser batida por partes, o retardamento na execução do contra-ataque poderá permitir que o inimigo se reorganize e mantenha a iniciativa, perdendo, assim, a oportunidade do momento decisivo para o seu desencadeamento. (2) O planejamento de um contra-ataque segue as prescrições contidas no parágrafo 5-18 deste manual, com ênfase, entretanto, na determinação da hora de seu desencadeamento. (3) A largura e profundidade da penetração bem como a velocidade de progressão, a direção do ataque inimigo e o seu valor no interior da penetração devem ser determinados, a fim de que o comandante possa decidir pela execução do contra-ataque. O contra-ataque deverá ser desencadeado no momento em que o inimigo for mais vulnerável e de modo a impedi-lo de retomar a progressão ou receber reforços. (4) Quando os blindados inimigos dominam uma penetração ou são capazes de explorar o êxito inicial obtido, o Cmt Btl deve empregar todos os meios disponíveis para neutralizá-los a fim de que o contra-ataque tenha sucesso. (5) A reserva do Btl deve ser capaz de executar contra-ataques à noite. A necessidade do conhecimento do terreno, do planejamento e dos treinamentos ganha maior importância para a execução de ações noturnas. 5-66

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c. Penetrações simultâneas na área de defesa do batalhão (1) Em algumas situações, podem ocorrer duas ou mais penetrações simultâneas na Z Aç do Btl. Nesses casos, o Btl pode não ter condições de contraatacar em todas as penetrações inimigas ao mesmo tempo (Fig 5-27). Assim, o Cmt deve selecionar a penetração de maior perigo, para aí empregar a força de contra-ataque. As demais penetrações são limitadas e eliminadas à medida que o poder de combate da reserva for reconstituído. (2) Pode, ainda, ser necessário empregar uma parte da reserva para reforçar um elemento de primeiro escalão, enquanto que o grosso da reserva é empregado no contra-ataque da penetração prioritária. (3) Se as penetrações inimigas forem adjacentes, o valor do inimigo na área de defesa do Btl, provavelmente, excederá a sua capacidade de contraataque. Neste caso, o Cmt limita a penetração e informa a situação ao Esc Sp. Penetrações simultâneas não adjacentes

LAADA

LAADA

Penetrações simultâneas adjacentes

LAADA

LAADA

Fig 5-27. Penetrações simultâneas d. Penetrações nas áreas de defesa vizinhas (1) As penetrações nas áreas de defesa vizinhas são contidas e repelidas pelo emprego de toda ou parte da reserva, que pode ter que ocupar posições suplementares nos flancos, e pelos fogos dos elementos de primeiro escalão, a fim de evitar o alargamento da área penetrada e o envolvimento do flanco ameaçado do Btl. 5-67

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(2) Uma penetração que ocorra no limite entre batalhões é combatida, inicialmente, pelo fogo coordenado das duas unidades. Qualquer contra-ataque necessário para expulsar o inimigo da penetração será coordenado pelo comando superior. ARTIGO IV DEFESA MÓVEL 5-25. GENERALIDADES a. A defesa móvel é baseada no eficiente emprego do fogo e da manobra para destruir o inimigo. Um mínimo de poder de combate é empregado na ADA para alertar o desembocar de um ataque, canalizar a força atacante para regiões previamente escolhidas e favoráveis a um contra-ataque de destruição, a ser executado por uma força de choque em reserva. (Fig 5-28)

PAG

PAG

LAADA

LAADA

Fig 5-28. A DE na defesa móvel b. A maior parte das forças de combate é organizada em uma forte reserva móvel, normalmente blindada, localizada em posição favorável às ações ofensivas e cujo principal objetivo é a destruição do inimigo. c. Normalmente, a defesa móvel é conduzida pela DE ou Esc Sp. O Btl, por si só, não tem capacidade de conduzir uma defesa móvel, entretanto, pode 5-68

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participar dela como parte de uma força maior. De acordo com o planejamento do Esc Sp, o Btl pode ser empregado: (1) como força de segurança ou como parte desta; (2) integrando as forças de primeiro escalão; e (3) na reserva móvel. d. Quando o Btl é empregado na ADA, pode cumprir a missão conduzindo uma ação retardadora ou uma defesa de área. O exato procedimento a ser empregado é determinado pelo Esc Sp, que prescreve a missão a ser cumprida pelo Btl e dá o conceito da operação para a conduta da defesa móvel. 5-26. CONSIDERAÇÕES PARA O PLANEJAMENTO a. O Btl, quando empregado na área de segurança, planeja o seu emprego da mesma forma que o faria em uma defesa de área, alertando a aproximação do inimigo, retardando-o, desorganizando-o e iludindo-o quanto à verdadeira localização do LAADA. b. O Btl, quando empregado na ADA, planeja o seu emprego de acordo com a missão recebida do Esc Sp. c. A missão das forças da ADA é canalizar o inimigo para uma região favorável no interior da posição, desgastando-o, desorganizando-o e criando as melhores condições para a sua destruição por meio de fogos e do contra-ataque realizado pela reserva. d. As forças da ADA cumprem essa missão retardando o inimigo, mantendo acidentes capitais importantes e realizando ações ofensivas limitadas, ou através de uma combinação destas ações, a fim de tornar o inimigo tão vulnerável quanto possível aos fogos e ao contra-ataque da reserva. e. A Inf Bld é a mais apta a integrar as forças da ADA encarregadas de retardar o inimigo, atraindo-o para o interior da posição. A infantaria a pé ou motorizada é normalmente empregada na manutenção de acidentes capitais importantes do terreno, onde não se admite uma penetração inimiga f. Na defesa móvel, a reserva é o elemento decisivo. Ela é organizada tão forte quanto possível, com forças de cavalaria e infantaria blindadas, e tem a missão principal de contra-atacar para destruir o inimigo. Recebe a denominação de força de choque. g. O contra-ataque de destruição é planejado de modo similar ao contraataque para restabelecimento da posição, cuja diferença básica é a finalidade de destruir o inimigo, e não de recuperar o terreno perdido.

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5-27 ARTIGO V MOVIMENTOS RETRÓGRADOS 5-27. GENERALIDADES

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a. Movimento retrógrado é qualquer movimento tático organizado de uma força para a retaguarda ou para longe do inimigo, seja forçado por este, seja executado voluntariamente, como parte de um esquema geral de manobra. Uma força somente o executa voluntariamente, quando uma vantagem marcante possa ser obtida. Em qualquer caso, deve ser aprovado pelo comandante do escalão imediatamente superior e é planejado com a antecedência devida. O movimento retrógrado é caracterizado pelo planejamento centralizado e pela execução descentralizada. Devido ao seu efeito sobre o moral da tropa, exige chefia efetiva e grande iniciativa, em todos os escalões. b. O movimento retrógrado visa a preservar a integridade de uma força, a fim de que, em uma ocasião futura, a ofensiva seja retomada c. Formas de manobra - Os movimentos retrógrados são classificados em três formas de manobra básicas: (1) retraimento; (2) ação retardadora; (3) retirada. d. Finalidades - Os movimentos retrógrados são executados com uma ou mais das seguintes finalidades: (1) Inquietar, desgastar, retardar e infligir baixas ao inimigo; (2) Conduzir o inimigo para uma situação desfavorável; (3) Permitir o emprego da força em outros locais; (4) Evitar o combate sob condições desfavoráveis; (5) Ganhar tempo sem se engajar decisivamente em combate; (6) Desengajar-se do contato com o inimigo; (7) Reajustar o dispositivo; e (8) Encurtar as vias de transporte. e. Fatores básicos (1) No planejamento e na execução dos movimentos retrógrados, o comandante avalia certos fatores básicos que podem influir no êxito da operação. O grau em que se aplicam tais considerações varia com a situação. (2) Os principais fatores que influem no sucesso de um movimento retrógrado são: (a) Planejamento centralizado e execução descentralizada (os comandos subordinados necessitam ter uma completa compreensão da operação por meios de planos bem detalhados do escalão superior e possuir liberdade suficiente na execução de suas missões específicas); (b) Uso adequado do terreno e das condições meteorológicas com especial atenção para o máximo aproveitamento das redes de estradas, principal5-70

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mente pelas forças motorizadas e blindadas; (c) Liberdade de ação, rapidez e mobilidade; (d) Coordenação e controle; (e) Manutenção do moral, que poderá ser obtido pelo exercício vigoroso da chefia de seus comandantes; (f) Emprego adequado do apoio de fogo e obstáculos; (g) Emprego oportuno de ações ofensivas; e (h) Sigilo, segurança e simulação. ARTIGO VI RETRAIMENTO 5-28. GENERALIDADES a. O retraimento é um movimento retrógrado, por meio do qual o grosso de uma força engajada rompe o contato com o inimigo, de acordo com a decisão do escalão superior. Alguns elementos permanecem em contato, para evitar que o inimigo persiga o grosso das forças amigas e para infligir-lhe danos, pelo fogo e por uma manobra adequada. b. O retraimento poderá ser diurno ou noturno. O retraimento diurno, sempre que possível, deverá ser evitado, pois os fogos observados inimigos podem resultar em pesadas baixas e na perda da liberdade de ação. Em contrapartida, os retraimentos noturnos, proporcionam maior liberdade de ação, facilitam a dissimulação e reduzem a eficiência da observação e dos fogos inimigos. c. Em qualquer retraimento, todos os meios capazes de reduzir a observação inimiga ( fumígenos, etc ), bem como os períodos em que esta observação fica prejudicada ( nevoeiros e chuvas intensas, por exemplo) devem ser bem empregados e aproveitados. d. Quando na reserva, o Btl pode ser empregado como F Seg da Bda, apoiando o retraimento do grosso. 5-29. TIPOS a. Os retraimentos se classificam em dois tipos: (1) retraimento sob pressão do inimigo; e (2) retraimento sem pressão do inimigo. 5-30. PLANEJAMENTO a. Considerações gerais (1) Uma vez recebida uma ordem de retraimento, o Cmt e o EM iniciam a elaboração dos planos de retraimento do Btl. Estes planos incluem um esquema de manobra e um plano de apoio de fogo, ambos coordenados e intimamente 5-71

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integrados. Os planos de retraimento incluem também os detalhes essenciais de segurança, de apoio logístico e do estabelecimento de um sistema de comunicações necessário ao controle da operação. (2) No planejamento de um retraimento são consideradas as possibilidades do retraimento sob pressão e sem pressão, dando-se prioridade ao planejamento do primeiro. (3) Basicamente, cada plano deve incluir: (a) missão subseqüente (local, dispositivo e outros) da unidade após o retraimento (b) zonas de retraimento e retirada e itinerários de retirada a serem utilizados pelas unidades subordinadas; (c) valor e missão das forças de segurança ou de contato e outras medidas de segurança; (d) hora e seqüência do retraimento e da retirada de todos os elementos subordinados; (e) medidas de controle (linhas de controle, ponto de controle de trânsito e outros) para o retraimento e para a retirada, se for o caso; (f) prescrições para a evacuação de baixas; (g) prescrições sobre a evacuação e destruição de suprimentos e equipamentos; (h) apoio de fogo; (i) apoio logístico; (j) planos alternativos; e (k) medidas de cobertura e dissimulação. (4) A hora de retraimento deve ser entendida como a hora em que os elementos de primeiro escalão iniciam a operação. O planejamento deve proporcionar aos elementos subordinados o tempo necessário para a realização de reconhecimentos diurnos da nova posição, do terreno e itinerários entre a posição inicial e a nova. As unidades devem incluir em suas normas gerais de ação as medidas para execução dos retraimentos tanto sob pressão quanto sem pressão do inimigo. b. Retraimento sem pressão do inimigo (1) Um retraimento sem pressão do inimigo, exige o emprego de contrainteligência eficaz e depende, principalmente, do controle, da segurança e da dissimulação. O controle è proporcionado pela preparação completa de planos pormenorizados e a segurança, através da dissimulação, que é obtida pela simulação de fogos, de tráfego rádio e de outras atividades normais. Pode ser realizado furtivamente ou após um ataque para desviar a atenção do inimigo. Os planos devem incluir previsões para a eventualidade de detecção e de interferência por parte do inimigo. O êxito do retraimento sem pressão, normalmente, está condicionado a períodos de escuridão ou de visibilidade reduzida ou a terrenos cobertos. A visibilidade reduzida e o terreno coberto dificultam o controle. A utilização da fumaça e de itinerários cobertos auxiliam na redução da possibilidade inimiga de observar os movimentos das forças amigas. Deve ser prevista a interferência do inimigo, por meio do emprego de tropas aeroterrestres, aeromóveis ou infiltradas. 5-72

C 7-20 5-30 (2) Ações a realizar . Fig 5-29. Esta força poderá ser fornecida pelo exército de campanha. retira-se para uma nova posição defensiva. após reunir-se. retrai através de suas próprias posições e. dentro de suas possibilidades. principalmente. prover segurança ao retraimento do grosso. (3) Distribuição das forças . normalmente.O destacamento de contato é a parte dos elementos de manobra e de apoio do Btl que permanece em contato com o inimigo com o objetivo de simular as atividades normais na frente e. No retraimento sem pressão (Fig 5-31). normalmente.No retraimento sem pressão do inimigo o Btl. o Esc Sp poderá estabelecer uma força de segurança. desdobra sua unidade em destacamento de contato e grosso. é constituída por elementos da respectiva reserva. onde receberá uma nova zona de defesa.O Cmt Btl. O BI Mtz no retraimento sem pressão (4) Destacamento de contato (a) Considerações gerais . O retraimento deste destacamento ocorre em uma 5-73 . Este destacamento tem limitada possibilidade de resistência e depende. da simulação para cumprir a sua missão. pela Div ou pela Bda e normalmente.

permanecem com as guarnições reduzidas e o material indispensável ao cumprimento da missão. 2) prosseguir no cumprimento da missão do Btl por tempo limitado (quando determinado e dentro de suas possibilidade). e 8) as frações dos elementos de apoio de fogo. (c) Missões do destacamento de contato . (e) Atuação do destacamento de contato . cobrindo o retraimento do destacamento. (d) Reserva do destacamento de contato . seus elementos 5-74 . normalmente.5-30 C 7-20 hora determinada. bem como o fornecimento do apoio de artilharia necessário ao cumprimento da missão. O comando da Bda coordena o emprego dos destacamentos de contato dos seus Btl. e 4) manter o contato com o inimigo. 7) o controlador aéreo avançado e um número adequado de observadores avançados. 5) um mínimo de elementos de comando e de logística. Tal destacamento tem. as seguintes missões: 1) simular as atividades normais da frente (manter a fisionomia da frente). provendo meios adequados ao cumprimento da missão do destacamento. 3) cobrir o retraimento do grosso.Dentro das prescrições da brigada.O destacamento de contato tem. de acordo com a ameaça de blindados inimigos e com as restrições referentes ao sigilo. reforçado pela turma de reconhecimento. a seguinte composição: 1) um terço dos elementos de manobra das companhias de primeiro escalão (um GC por pelotão).Uma vez que o destacamento de contato deve simular as atividades normais da posição. geralmente. de acordo com as prescrições do Esc Sp. permanecem alguns ou todos. 6) apoio de artilharia e de engenharia. como reserva do destacamento. O Sub Cmt Btl é. o Cmt do destacamento de contato. 3) os CC em reforço às companhias de primeiro escalão. mediante ordem ou na ocorrência de uma contingência específica. O Cmt Bda também determina ação que deve ser realizada em caso de ataque inimigo bem como o valor dos destacamentos em geral. (b) Composição do destacamento de contato . dentro de suas possibilidades. normalmente.Pode receber as seguintes missões: 1) patrulhar a área de retaguarda ou ocupar posições de aprofundamento. o Cmt Btl estabelece o valor e a composição do destacamento de contato. 4) de um terço a metade dos elementos de apoio de fogo orgânicos das Cia Fuz e do Btl ou em reforço. Dentre os CC localizados nos núcleos da companhia reserva. 2) um Pel Fuz da companhia reserva. e 3) manter o contato com o inimigo após o retraimento dos Elm 1º Esc do destacamento. 2) atuar como elemento de segurança. em linhas gerais.

3) reserva. o tempo de permanência nelas deve ser mínimo e a unidade ocupante deve prover sua própria segurança. dando uma hora de início do movimento para cada um deles. quando o comandante concluir que a operação pode ser conduzida sem sua utilização. o Cmt Btl pode determinar aos demais elementos que iniciem o deslocamento antes da citada hora de retraimento. Caso o Cmt Btl considere que é grande a possibilidade de o inimigo perceber o retraimento e pressionar as forças amigas. No caso de virem a ser utilizadas. O horário para os elementos de primeiro escalão corresponde à hora de retraimento estabelecida pelo Esc Sp. 2) simulação de fogos de apoio normais. podem deixar de ser ocupadas. As Z Reu são previstas. o Cmt do destacamento de contato assume a responsabilidade da frente. 4) utilização de posições simuladas. (f) Os CC e as viaturas blindadas de transporte de pessoal em reforço às companhias de primeiro escalão só retrairão com o grosso se não forem necessários ao cumprimento da missão de destacamento de contato e seu deslocamento não comprometer o sigilo. e 5) tráfego normal de rádio. distância a percorrer. a reserva deste destacamento retrai após os elementos de primeiro escalão do destacamento. desenfiadas. (b) Zonas de reunião . 4) elementos de primeiro escalão do Btl. de acordo com as prescrições recebidas. porém.O Cmt Btl estabelece a seqüência de deslocamento dos diversos elementos subordinados. A simulação e o sigilo podem ser obtidos por: 1) supressão de ruídos feitos pelas unidades que retraem.C 7-20 5-30 podem ter que reajustar seus dispositivos para dar a impressão de que posição se encontra realmente ocupada. imediatamente antes do deslocamento da reserva. disponibilidade dos itinerários e a seguinte seqüência geral: 1) instalações de apoio logístico e viaturas desnecessárias ao movimento da tropa e do destacamento de contato. logo que as companhias de primeiro escalão concluírem sua reunião. a reserva poderá permanecer em posição.O Cmt Btl exerce o controle utilizando as seguintes medidas: (a) Seqüência de retraimento e retirada . retraindo após os Elm 1º escalão. são localizadas imediatamente à retaguarda da reserva de cada elemento subordinado. 3) execução normal de patrulhamento. Não havendo outras restrições. A hora de deslocamento de cada elemento do Btl é estabelecida levando em conta sua localização. Normalmente. 5-75 . em condições de cumprir missão de força de segurança. geralmente. com espaço suficiente para a manobra de viaturas em seu interior ou nas proximidades. e 5) destacamento de contato. (5) Medidas de coordenação e controle . e a critério do Cmt Btl. Após o início do retraimento do grosso.As Z Reu devem ser localizadas o mais à frente possível para facilitar a reorganização das unidades mais rapidamente. representando os diversos materiais e calibres. 2) elementos de apoio de fogo. particularmente de sigilo e de utilização da rede de estradas. As Z Reu devem estar situadas junto a bons itinerários de retirada.

postos de controle de trânsito (PC Tran). Estas linhas devem ser de fácil identificação e normalmente são localizadas em linhas de interesse tático. críticos para o movimento. (a) Durante o movimento.5-30 C 7-20 A critério do Cmt. utilizando as linhas já estabelecidas na posição. rios obstáculos e outros acidentes nítidos no terreno. Os fios devem ser cortados e os trechos lançados devem ser removidos. a fim de acelerar o movimento. como medida de segurança. as frações podem ser liberadas para à retaguarda. (7) Comunicações e eletrônica . (e) Linhas de controle . transferir munição e outros suprimentos para o destacamento de contato. (d) Zonas de retraimento e de retirada . o emprego do rádio fica sujeito às seguintes restrições: 1) destacamento de contato: devem ser conservadas as restri5-76 . onde mais de uma unidade deva passar ou onde itinerários se entroncam ou se cruzam. na ocasião do retraimento do destacamento de contato. coincidentes com as áreas de defesa que lhes cabia defender. bem como itinerários alternativos. para facilitar a coordenação da operação. é desejável devido às restrições de emprego do rádio. zonas de retirada para as companhias de primeiro escalão.As comunicações devem ser mantidas na antiga posição e estabelecidas na nova. durante o movimento retrógrado. ao longo de toda a zona de retirada do Btl. tais como linhas de força de segurança . Devem ser designados. um posto de socorro reduzido deve permanecer com o destacamento de contato. As zonas de retraimento e de retirada das companhias serão as Z Aç das respectivas subunidades.Normalmente. por onde cada elemento deve passar no horário prescrito. A ligação com fio. São designados: pontos iniciais (PI). à medida que cheguem à Z Reu. através de limites que entrarão em vigor mediante ordem. Os mensageiros especiais são empregados em larga escala após o início do retraimento. a evacuação aérea pode ser limitada. itinerários diferentes para cada elemento. linhas de P Avç C e LAADA das novas posições. nos pontos do itinerário. se necessário. também. Durante o retraimento.Antes do início do retraimento. Isto requererá um aumento de cadência de fogo das armas de apoio deixadas com o destacamento de contato. nos locais onde os elementos enquadrados na coluna tomarão destino para nova missão. (c) Itinerários de retirada . (5) Apoio de fogo . normalmente atrás da F Seg do Esc Sp.O Cmt Btl designa itinerários de retirada para cada elemento subordinado ou em reforço. os comandantes asseguram que o nível de suprimento seja adequado à operação. caso o inimigo venha a atuar sobre o grosso. entre o Cmt Btl e o Cmt do destacamento de contato. pontos de embarque (P Emb). Deste modo. o Cmt Btl designa zonas de retraimento para os elementos de primeiro escalão. sem necessidade de aguardar as demais frações. mantendo a continuidade das ligações com fio. Suficiente pessoal de comunicações deve permanecer com o destacamento de contato. Designa. cristas de compartimentos transversais. Os primeiros elementos a retrair podem. (6) Logística . quando possível. e pontos de liberação (P Lib).Os planos de apoio de fogo devem incluir a manutenção dos fogos normais na área.O Cmt designa um número adequado de linhas de controle.

O êxito do retraimento sob pressão. O BI Mtz no retraimento sob pressão 5-77 . Todos os fogos disponíveis devem ser empregados contra os elementos avançados do inimigo que estejam engajados com as forças de segurança. para manutenção da fisionomia da frente.O retraimento sob pressão deve ser evitado.C 7-20 5-30 ções em vigor por ocasião do retraimento. e 3) na nova posição: em silêncio. Retraimento sob pressão do inimigo (1) Considerações gerais . 2) forças em deslocamento: em silêncio. c. Fig 5-30. apoio de fogo. sempre que possível. depende em grande parte da superioridade aérea local. que poderão ser providas pela própria unidade e pelo escalão superior. deverá haver o emprego de forças de segurança. mobilidade. controle e do emprego eficiente das F Seg (Fig 5-30). Se tal retraimento for inevitável. Estas forças deslocam-se para a retaguarda pelo emprego das técnicas de ação retardadora. particularmente durante o dia.

Entretanto. Esta força tem limitada possibilidade de resistência e retrairá em uma hora determinada. sempre que possível: 1) instalações de apoio administrativo e viaturas desnecessárias ao deslocamento da tropa e à F Seg. entretanto. 3) elementos de apoio de fogo podem anteceder os de primeiro escalão no movimento. normalmente. serão os elementos menos aferrados. 4) força de segurança. mas só devem sair de posição logo após o acolhimento destes pela F Seg. haverá situações em que o dispositivo deve ser reajustado ou preparadas novas posições de onde melhor se possa cumprir a missão. As 5-78 .As medidas de coordenação e controle são.A força de segurança é a parte dos elementos de manobra e de apoio do Btl que permanece em contato com o inimigo com o objetivo de. (b) Zonas de reunião . constituída por sua reserva reforçada por elementos de apoio necessários. acolhê-las e cobrir-lhes a retirada. iniciando o retraimento no horário prescrito pelo Esc Sp. (d) Em princípio. (a) Seqüência de retraimento e retirada . prover segurança ao retraimento do grosso. a seguinte seqüência. (3) Medidas de coordenação e controle . Não havendo outras restrições e imposições do Esc Sp. dentro de suas possibilidades. (c) A força de segurança do Btl é. idênticas às estabelecidas para um retraimento sem pressão. estes elementos antecedem o movimento do grosso. A missão principal da F Seg é apoiar o retraimento das companhias de primeiro escalão. após o grosso ter sido acolhido por uma força de segurança do Esc Sp. 2) elementos de primeiro escalão. (b) Na constituição e localização de uma F Seg. o Cmt deve decidir que elementos serão desengajados primeiro. 4) características defensivas do terreno e localização da força em relação à tropa a ser acolhida. 5) possibilidades do inimigo. Poderá executar contra-ataques de desaferramento para criar condições de retraimento para um elemento engajado decisivamente com o inimigo. observando-se. de um modo geral. em geral.As Z Reu designadas para as companhias de primeiro escalão são localizadas imediatamente à retaguarda da F Seg do Btl. e 6) localização de forças de segurança do Esc Sp. 3) direção do retraimento. a F Seg ocupará as posições de aprofundamento já preparadas. simultaneamente.A determinação do horário de deslocamento dos diversos elementos subordinados é feita de modo idêntico à do retraimento sem pressão. 2) disponibilidade de tempo para desenvolver no terreno a força de segurança. Se o retraimento não puder ser simultâneo. mediante ordem ou na ocorrência de uma contingência específica.5-30 C 7-20 (2) Força de segurança (a) Considerações gerais . o Cmt Btl deve levar em consideração o seguinte: 1) disponibilidade de meios para constituir a força.

Os mensageiros especiais são empregados em larga escala após o início do retraimento. pode participar da força de segurança da divisão. (6) Comunicações e eletrônica . como reserva da Bda. Da mesma forma.As zonas de retraimento para as companhias de primeiro escalão são designadas pelo prolongamento dos limites da posição inicial até a retaguarda da F Seg. Assim como a zona de retraimento do Btl é designada pelo prolongamento dos limites do Btl até a F Seg da Bda. criando condições para desengajar os elementos em contato e impedir ou retardar a perseguição. Os meios QBN são empregados para ocultar o dispositivo das forças amigas e o movimento no retraimento ou para desorganizar momentaneamente o inimigo. ao retraírem. são semelhantes ao empregado numa ação retardadora. Normalmente. As ações e a organização de suas posições. posições de ataque e reserva. (5) Logística .As linhas de controle são designadas de modo idêntico ao do retraimento sem pressão. (e) Linhas de controle . normalmente.Todos os fogos disponíveis devem ser planejados contra as posições inimigas conhecidas. que não puderem ser evacuados. acolhê-los e cobrirlhes a retirada. são previstos limites a se tornarem efetivos mediante ordem ao longo de toda a zona de retirada do Btl. as unidades devem evitar a estocagem de suprimentos em excesso. a posição inicial. por via aérea ou por qualquer outro meio disponível. 5-79 . logo que possível. para instalar o sistema de comunicações na nova posição.O Btl. (4) Apoio de fogo . (7) Btl como F Seg da Bda . como parte de sua Bda reserva. constituindo a F Seg da Bda.Durante as fases iniciais do retraimento. Os elementos de primeiro escalão. (d) Zonas de retraimento e de retirada . dentro da Z Reu. Os pontos de embarque estarão. particularmente.Na perspectiva de um movimento retrógrado.Os itinerários a serem utilizados pelos elementos subordinados e as medidas de controle ao longo do percuso são designados de maneira idêntica à do retraimento sem pressão. Z Reu. os meios de comunicações devem ser mantidos em operação por um período tão longo quanto possível. devem ser destruídos. normalmente. podem transferir suprimentos para a F Seg ao serem acolhidos por esta. bem como as missões da reserva. O itinerário de movimento do PC do Btl deve ser divulgado a todos os elementos subordinados. pode receber a missão de apoiar o retraimento dos Btl de primeiro escalão. o Btl é reforçado para o cumprimento da missão de F Seg. Um pequeno destacamento de comunicações é mantido com a F Seg e o restante do pessoal deve ser enviado para a retaguarda antes do grosso. de modo a facilitar a utilização dos sistemas físicos já existentes. (c) Itinerários de retirada . o período de tempo em que ela deve ser mantida e as condições para o retraimento são prescritos pelo comando superior.C 7-20 5-30 Z Reu da Cia reserva e do Btl são localizadas à retaguarda da F Seg da Bda. As baixas que vierem a ocorrer na força de segurança serão evacuadas. Quando o Btl recebe a missão de constituir uma F Seg. exceto de saúde. conforme prescrito no artigo VII deste capítulo. Os itinerários de movimento dos PC das companhias serão prescritos nas ordens do Btl. impedindo sua rápida reação ao pressentir o retraimento. O apoio de fogo deve ser planejado para dissociar o inimigo. Os suprimentos.

Retraimento sob pressão (1) Todo o apoio de fogo disponível deve ser empregado para apoiar as unidades de primeiro escalão durante a execução do retraimento. mediante autorização do Esc Sp. (6) Para simplificar a operação. Uma retaguarda deve proteger o movimento do grosso. Tais elementos podem deslocar-se por infiltração durante o dia. a menos que possam vir a comprometer o sigilo. Havendo possibilidade do inimigo pressionar durante a operação. Após ter acolhido os elementos de 1º escalão do destacamento de contato. (6) Quando o terreno e a situação o permitirem. A hora de retraimento é determinada. ser acolhida. protegido pela respectiva reserva e no momento prescrito pelo Esc Sp.5-31 5-31. Entretanto. até que seja ultrapassada pelos elementos de primeiro escalão. em princípio. bem como para cobrir o retraimento posterior desta força. (5) O destacamento de contato retrai. normalmente. (5) Os elementos de apoio de fogo e de guerra química poderão ser empregados para lançar cortinas de fumaça. por ser o elemento de manobra a atingir esta linha em primeiro lugar. a respectiva reserva retrai até. normalmente. Os CC em reforço ao destacamento de contato retraem com este elemento. pode reforçar a F Seg como um todo ou com parte de seus elementos. por sua vez. bem como as viaturas não necessárias ao grosso e ao destacamento de contato. mantido em ação de conjunto. iniciam o retraimento simultaneamente. Retraimento sem pressão (1) As instalações de apoio logístico normalmente precedem o retraimento do grosso. (2) A reserva do Btl desloca-se como um todo. b. em princípio. todas as unidades de 5-80 . a reserva pode ser mantida em posição. (4) O pelotão de morteiros é. Após o retraimento do grosso. a posição relativa dos elementos de manobra na nova área de defesa deve ser idêntica à da inicial. (2) Os CC são empregados para bater os blindados inimigos que tentem penetrar nas posições da F Seg ou ultrapassá-la. preceder os elementos de manobra no movimento. após acolhidos por esta. (3) A turma de reconhecimento pode ser empregada em reforço à força de segurança do Btl. de modo a permitir que o destacamento de contato seja acolhido por um elemento de cobertura antes do alvorecer. Os CC em reforço aos elementos de primeiro escalão normalmente passam a reforçar a força de segurança. (3) Os CC podem retrair por infiltração e antecedendo o grosso. Os P Avç C da nova posição (se estabelecidos) são normalmente guarnecidos por elementos da companhia reserva do Btl. As armas de apoio devem permanecer em posição até que os elementos do grosso já tenham completado sua reunião. (4) As companhias de primeiro escalão e seus elementos subordinados. EXECUÇÃO C 7-20 a. se não houver ameaça de blindados inimigos e se não houver comprometimento do sigilo. a fim de mascarar a operação. como uma F Seg. os elementos de apoio de fogo devem. imediatamente antes das companhias de primeiro escalão.

guarnecidos por elementos das companhias de primeiro escalão. (7) Quando um elemento se encontra decisivamente engajado e incapaz de retrair sem ter que aceitar pesadas perdas. e (c) empregando uma força. à retaguarda da F Seg deste. designada pelo Btl. utilizando-se de uma das seguintes medidas: (a) empregando todos os fogos disponíveis e outros meios em benefício do elemento aferrado. (8) O retraimento dos elementos de primeiro escalão é realizado diretamente para a retaguarda sob a proteção de todos os fogos disponíveis. acolhê-los e cobrir-lhes a retirada. (10) Durante o deslocamento para a retaguarda. (b) determinando que outros elementos apóiem o desengajamento do elemento aferrado. diretamente para a zona de reunião da companhia. em um contraataque de desaferramento na frente do elemento engajado. deslocando seus pelotões por escalões. se outras considerações não levarem o Cmt à decisão diferente. empregando vanguarda. por serem os primeiros elementos de manobra a atingir esta linha. ou. ou por escalões. A F Seg retrai diretamente para a retaguarda da F Seg do Esc Sp. Se isto não for exeqüível. da segurança proporcionada pelo Esc Sp. pelo menos inicialmente. Ao tomar uma decisão de lançar um contra-ataque de desaferramento. não sendo marcado um objetivo no terreno. Esses elementos podem deslocar-se inicialmente para Z Reu de pelotão. O contra-ataque de desaferramento é planejado e executado de modo semelhante a um contra-ataque de desorganização. deve ser idêntica à da área de defesa inicial. normalmente da reserva. na nova área de defesa. o Cmt Btl tentará criar melhores condições para o retraimento deste elemento. flancoguarda e retaguarda. para simplificar a operação. Os CC são particularmente aptos para esta missão que pode ser executada atrávés de uma “varredura de blindados” ou da ocupação de posições de ataque pelo fogo (vide pag 8-26 nr (8) letra (c). (11) Da mesma forma que no retraimento sem pressão. cobrindo seu próprio retraimento até ser acolhida por elementos 5-81 . O valor e o dispositivo desses elementos de segurança dependem da localização das unidades vizinhas. (9) Embora a F Seg do Btl tenha por missão apoiar o retraimento dos elementos de primeiro escalão. imediatamente à retaguarda do pelotão reserva. o grosso estabelece sua própria segurança. em alguns casos a companhia pode ter que cobrir o seu próprio retraimento. mediante ordem ou na ocorrência de uma contingência especificada pelo comando. os P Avç C das novas posições (se estabelecidos) são. designadas pela companhia.C 7-20 5-31 primeiro escalão retraem simultaneamente. o Cmt Btl deve considerar a possibilidade da força de contraataque vir a ser também engajada decisivamente e o número de baixas que deverá aceitar se determinar o retraimento do elemento aferrado sem o apoio deste contra-ataque. de preferência. (12) A F Seg inicia seu retraimento à hora determinada pelo Cmt. Como norma geral. a posição relativa das peças de manobra. as unidades menos engajadas retraem em primeiro lugar. das possibilidades do inimigo e da organização das colunas de marcha.

o apoio de fogo eficaz e os movimentos. a fim de causar o máximo de perdas ao inimigo e evitar o combate aproximado. informando sobre suas ações. b. acrescentando-lhes melhor poder de fogo e maior mobilidade para o retardamento contínuo. (2) As posições são organizadas para serem mantidas por um período de tempo limitado. A ação retardadora é um movimento retrógrado no qual uma força troca espaço por tempo. particularmente quando batidos por fogos. aumenta a capacidade de retardamento da força. apoiadas por aviação tática. A F Seg mantém o contato com o inimigo. O emprego de obstáculos. embora estes elementos possam ter certas restrições em sua manobra e na zona de ação. podendo ser conduzida por forças de cobertura.5-31/5-32 C 7-20 amigos. As formações dispersas. O batalhão pode executar uma ação retardadora independentemente ou como parte de uma força retardadora de maior escalão. infligindo o máximo de perdas e retardamento ao inimigo. são as principais características de uma ação retardadora. criando condições para que outras forças amigas se preparem ou executem outras operações. a liberdade de ação. exceto quando indispensável para o cumprimento da missão. Dessa forma. o combate aproximado decisivo deve ser evitado. Uma ação retardadora difere de uma defesa de área. GENERALIDADES a. A ação retardadora é mais eficientemente executada por tropas altamente móveis (blindadas. com grande poder de fogo. O contato com o inimigo deve ser mantido permanentemente. Neste último tipo de ação. ARTIGO VII AÇÃO RETARDADORA 5-32. pequenas forças móveis. principalmente. mecanizadas ou aeromóveis). forças de segurança e forças de retardamento. É normalmente empregada como uma medida de economia de forças. particularmente pelas seguintes características: (1) O combate decisivo deve ser evitado. e. (3) Os contra-ataques são empregados. aproveitamos a maior capacidade das unidades de infantaria para manter o terreno. c. As forças de retardamento devem apresentar contínua resistência a fim de obrigar o inimigo a se desdobrar e manobrar. d. para desengajar 5-82 . bem como deve ser imposto um contínuo retardamento. ser empregada por parte dos elementos de defesa avançada na defesa móvel. Entretanto. Uma ação retardadora pode. sem se engajar cerradamente em ações decisivas. Uma unidade de infantaria quando empregada em uma ação retardadora deve ser reforçada por elementos mecanizados ou carros de combate. são empregadas batendo o inimigo com fogos longínquos e retraindo antes de tornarem engajadas decisivamente. também.

ocupando-as sucessivamente.No retardamento em posições sucessivas a unidade se desenvolve como um todo em cada posição retardadora. 5-31). Retardamento em posições sucessivas . (4) O máximo poder de fogo é colocado à frente. Retardamento em uma única posição . e (5) As posições possuem frentes maiores e profundidades menores 5-33.C 7-20 5-32/5-33 elementos amigos ou para manter temporariamente uma posição até que surjam condições mais favoráveis para o retraimento.Resume-se a uma defesa de área com tempo de permanência limitado. após retrair da anterior (Fig. b. 5-83 . PROCESSO DE EXECUÇÃO a.

) L PARANÁ PRETA CC PRETA CC (Z Reu) P Lib (Mdt O) CC Mec Mec (Z Reu) P Lib P Lib P3 (...) L PARÁ Itn A CC Itn B Itn C Mec PRETA P3 (. 5-84 .5-33 C 7-20 PIR (D+2/H) L PIAUÍ PRETA CC PRETA P2 (. ocupam a posição imediatamente à retaguarda desta e.) L ACRE PRETA (Mdt O) PRETA CC (Z Reu) P3 (..) L ACRE CC (Z Reu) P Lib P Lib P Lib Mec (Z Reu) P3 (..) L PARÁ PRETA CC (Z Reu) Mec PIR (D+2/H) L PIAUÍ PI PI PI Mec (Z Reu) P Lib P Lib P Lib P2 (. assim sucessivamente (Fig 5-32).... a unidade ocupa simultaneamente duas posições de retardamento sucessivas.) L PARANÁ Mec Mec (Z Reu) Fig 5-31. Retardamento em posições alternadas .. Os elementos que ocupam a primeira posição...No retardamento em posições alternadas. após retraírem e se retirarem cobertos pelos elementos da segunda ... O BI Mtz reforçado na ação retardadora em posições sucessivas c.

realização de patrulhas e lançamento de algumas frações à frente com a missão 5-85 .... Elm de segurança ...) L SERGIPE CC (Z Reu) P Lib (mdt O) CC Itn B P3 (.) L PERNAMBUCO P4 (.... através da ocupação de P Obs..Executam.. O B I Mtz reforçado na ação retardadora em posições alternada d... ESCALONAMENTO DAS FORÇAS a.) L MARANHÃO Itn n PI PI CC P4 (. as mesmas missões do escalão de segurança de uma defesa de área. em linhas gerais.) L MARANHÃO CC (Z Reu) P2 (. 5-34.....) L PERNAMBUCO CC (Z Reu) Itn P Lib P Lib P3 (...C 7-20 5-33/5-34 PIR (D+1/H) L PIAUÍ CC PI PI PIR (D+1/H) L PIAUÍ P2 (.Admite-se a combinação dos processos acima. Misto .) L SERGIPE P Lib CC CC (Z Reu) Fig 5-32.

normalmente. adotando um dispositivo linear semelhante ao da defesa em larga frente. após o acolhimento destes. normalmente. Neste caso. estes elementos serão lançados pela reserva. exceto quanto à natureza dos contra-ataques. normalmente. entre as posições. organizando posições de bloqueio de companhia em cima de cada eixo penetrante (com as características descritas em 5-16 b. um pelotão de carros 5-86 . o ideal é que haja um mínimo de fuzileiros para limitar as penetrações e restabelecer as posições e. (3) Após o retraimento destes elementos. entre as P Rtrd. a reserva poderá ser empregada em um contra-ataque de desaferramento para desengajar um elemento de primeiro escalão que esteja aferrado. (2) Os elementos da reserva poderão ser empregados na preparação das posições retardadoras sucessivas e na constituição de uma força de segurança para apoiar. empregado em 1º escalão. Neste caso. a mesma missão de uma defesa de área. caso a reserva não tenha condições de executá-lo c. atribui maior poder de combate e zonas de ação mais estreitas a essas subunidades. O batalhão distribui seus meios. pois esta não está cumprindo nenhuma ação tática. (4) Os contra-ataques executados pela reserva podem ter as seguintes finalidades: (a) Restabelecer a posição. (3) evitar um engajamento decisivo. as tropas mais aptas ao retardamento contínuo serão as de carros de combate.O grosso da força retardadora é normalmente. para ganhar mais tempo. (2) manter a posição de retardamento até que receba ordem de retrair. as seguintes missões: (1) retardar ou deter a progressão inimiga pela execução de fogos longínquos. é de menor valor que uma defesa de área. Elm de 1º escalão . infantaria blindada e cavalaria mecanizada. e (c) Desorganizar o inimigo. o encargo será. se constitui em destacamento retardador. Os Elm de 1º escalão têm. quando a missão exige um tempo de permanência maior na posição. Para fins de planejamento. Para esta missão. Na posição inicial de retardamento. b. normalmente. criando condições para o seu retraimento. Reserva (1) A reserva cumpre. quando um elemento se engajar decisivamente com o inimigo.5-34 C 7-20 específica de realizar o contra-reconhecimento. normalmente. Para isso. pode ser necessária a execução de contra-ataques para restabelecimento da posição. (b) Desaferrar um elemento de primeiro escalão (contra-ataque de desaferramento). pois a reserva perderia em flexibilidade e poder de combate durante o retardamento contínuo. a reserva ou parte dela. no mínimo. acolher e cobrir os elementos de primeiro escalão. Nas demais posições. e (4) realizar o retardamento contínuo do inimigo. Normalmente. (1) (a)). a reserva pode ser reforçada por elementos que estavam em primeiro escalão. normalmente. (5) A reserva. com a missão de executar o retardamento contínuo do inimigo. dos elementos de 1º escalão.

O Cmt Btl deverá se utilizar dos seus meios de busca e do destacamento retardador para definir exatamente como o inimigo abordará a próxima P Rtrd. PLANEJAMENTO a. na zona de ação da brigada. largura da zona de ação e transitabilidade do terreno. o Btl selecionará as P Rtrd. Esta situação poderá ocorrer por exemplo. admite-se que o Btl empregue todos os seus meios em primeiro escalão. em conseqüência. reajustará seu dispositivo. ou em parte dela. recebe sua área de responsabilidade de retardamento. até a linha da força de segurança do escalão que estabelecerá a nova posição defensiva. (5) O planejamento da ação retardadora deve ser bastante flexível. normalmente. caso isto não ocorra. se necessário. especifica o prazo a ganhar em cada posição de retardamento ou na operação como um todo. Considerações sobre a missão (1) Localização da posição inicial de retardamento (PIR) .O batalhão poderá atuar como força de segurança da brigada. O comandante do batalhão pode estabelecer as posições de retardamento subseqüentes e as linhas de controle. articulada ou fracionada). No entanto. (3) Força de retardamento do escalão superior . baseando-se nos seguintes fatores: (a) Fator Missão 1) Profundidade de retardamento . (4) Duração do retardamento . através dos limites laterais e dos pontos limites da PIR e das posições de retardamento subseqüentes. acolhê-los e cobrir-lhes a retirada. o escalão superior poderá indicar uma área geral. uma vez que o inimigo poderá abordar cada uma das posições de retardamento ( P Rtrd) de uma forma diferente. Nesse caso. Após esta definição o Cmt. Convém ressaltar que tal procedimento não é o ideal. ocupando a PIR. finalmente.Medida da posição inicial de retardamento até a nova localização das forças de segurança do escalão superior. A situação da reserva (centralizada. bem como o número de jornadas a ser ganho em cada posição. para apoiar o retraimento dos batalhões em contato com o inimigo. sendo admissível em uma situação de conduta.C 7-20 5-34/5-35 ou de cavalaria mecanizada por eixo de retraimento para o retardamento contínuo. como força de retardamento da brigada. estabelecer a PIR. Seleção das posições de retardamento (1) Normalmente o escalão superior define as P Rtrd que serão ocupadas. b.A diretriz do comando superior pode especificar a localização da PIR. caberá ao batalhão ocupá-la. 2) Distância mínima . de acordo com suas necessidades.O batalhão. no último caso. o comandante do batalhão estabelecerá o prazo a retardar o inimigo em cada posição. Todavia. dependerá de sua mobilidade. ao comandante do batalhão reconhecer. (6) Na última posição de retardamento. propor e.O comandante da brigada. ficando portanto sem reserva. permitindo. quando o Btl sofrer uma grande depreciação das suas peças de manobra durante a execução da ação retardadora. 5-35.Equivale à distância a partir do qual a 5-87 . (2) Força de segurança do escalão superior .

5-35 C 7-20 artilharia inimiga é obrigada a mudar de posição para que os fogos desencadeados tenham seus resultados otimizados. c. (2) A seleção das posições que poderão ser ocupadas ocorrerá através da comparação da quantidade ideal de P Rtrd ( fator missão ) com as linhas de alturas levantadas em função do terreno. reduzida à escolha do processo. 4) Cursos de água. o S3 deve ter consciência de que quanto menor for o número de P Rtrd. o dispositivo em cada P Rtrd e a organização para o combate do Btl. em princípio. 2) Linha de alturas favoráveis à defesa e que permitam boa observação e fogos longínqüos. Por outro lado. para cada L Aç montada.Por exemplo: considerando-se que o alcance de utilização da artilharia inimiga seja de 9. Profundidade Distância Mínima (b) Fator Terreno . o tempo (em termos de jornadas) durante o qual o inimigo deve ser mantido à frente de cada posição. a observância da distância mínima garante que a Art inimiga. permitam economia de meios e dificultem o movimento do inimigo.O S3 deve levar em consideração o valor defensivo de cada uma das linhas de alturas levantadas. selecionando. respeitando-se a distância mínina. e 5) Itinerários desenfiados para o retraimento. 3) Domínio de convergência e irradiação de eixos. matas e outros obstáculos à frente ou nos flancos que facilitem a defesa. lagos.5 Km. à definição do dispositivo em cada P Rtrd e à organização para o combate. maior será o tempo a ser ganho em cada 5-88 P= . Corresponde ao alcance de utilização da artilharia leve inimiga subtraído do seu alcance mínimo . Em princípio. o comandante do batalhão passa à montagem de suas linhas de ação definindo. a distância mínima será igual a 8 Km. (2) Definição das P Rtrd que serão ocupadas: . não conseguirá atingir com precisão a P Rtrd subseqüente. pântanos. o tempo total de retardamento e o alcance da artilharia inimiga. Como o Btl opera normalmente enquadrado na Bda. devem estar suficientemente próximas para permitir que o retraimento entre duas posições seja completado em uma noite. As P Rtrd devem estar suficientemente afastadas para obrigar o inimigo a reagrupar e a deslocar os meios de apoio ao combate antes de prosseguir no ataque de uma posição para outra.Uma posição de retardamento deve atender as seguintes características: 1) Linha de alturas transversais à direção do avanço inimigo. mesmo posicionada dentro do seu alcance mínimo de emprego em relação a uma P Rtrd.5 Km e o seu alcance mínimo de 1. o processo de retardamento a ser empregado. assim. Além disso. Montagem das linhas de ação (1) Selecionadas as posições de retardamento e após ter sido realizado o estudo do inimigo. as melhores posições a ocupar. as P Rtrd que efetivamente serão ocupadas. 3) Quantidade ideal de P Rtrd (P): é o maior número de posições de retardamento que poderá ser estabelecido dentro da profundidade de retardamento. a montagem da linha de ação ficará.

Muitos eixos pene-trantes .Meios adequados X Frentes estreitas (b) Se a missão for de curta duração ou quando o terreno oferecer somente uma posição de retardamento favorável.Poucas informações do inimigo .Poucos eixos penetrantes . a m e a ç a à retaguarda do dispositivo.P oder relati vo de combate do inimigo é muito superior (necess i d a d e d e to d o s o s m e i o s e m ca d a p o si çã o ) . um número maior de P Rtrd poderá significar um desrespeito ao fator DISTÂNCIA MÍNIMA. .Mobi li dade do i ni -mi go menor que a das nossas tropas . . (4) Escolha do processo (a) Considerar: PROCESSO FATOR MISSÃO ASPECTOS NECESSIDADE DE SEGURANÇA PODER DE COMBATE POSIÇÕES SUCESSIVAS . 5-89 . Em contrapartida.Necessidade de ganhar um tempo curto em cada posição de retardamento . em virtude de alterações profundas quanto ao terreno e aos meios.As P Rtrd que não foram selecionadas para serem ocupadas poderão ser utilizadas como linhas de controle ( P Rtrd alternativas ) (3) Determinação do tempo a ser ganho em cada posição (prioridades): . ainda. que permitam o seu agravamento ou.Maior prazo para as posições com maior valor defensivo.Não prepondera . o comandante do batalhão deve prever um maior prazo a ganhar nas posições iniciais.C 7-20 5-35 posição.Grande possibilidade de reforço INIMIGO MOBILIDADE FRENTE TERRENO EIXOS PENETRANTES .Em igualdade de condições entre duas ou mais posições. o comandante poderá decidir pelo processo de retardamento em uma única posição.Frentes estreitas .Não houver necessidade de reserva forte (pequeno prazo a ganhar) TEMPO MEIOS (avaliar conjuntamente com o fator TERRENO e MISSÃO) . que possuam trabalhos de organização da posição realizados. etc) . combinando os dois processos. Este dilema torna-se particularmente verdadeiro quando o alcance da Art Ini for muito grande. que estejam apoiadas em obstáculos de valor.Necessidades de ganhar um tempo relativamente grande em uma ou mais posições de retardamento .Poucos meios disponíveis X Frentes largas POSIÇÕES ALTERNADAS .Ne c e s s i d a d e d e ma i o r s e g u-ra nç a na m i s s ã o ( f l a nc o e xp o s t o . (c) Um processo de retardamento poderá ser misto.Necessidade de reserva forte (Prazo a ganhar em cada posição de retardamento e números de eixos penetrantes) . mantendo flexibilidade para o cumprimento da missão.Grande amplitude da frente .

nos obstáculos naturais à frente da posição. os núcleos de primeiro escalão deverão estar posicionados nas partes mais elevadas do terreno. d. Os obstáculos artificiais são utilizados para melhorar a posição.A comparação das linhas de ação é realizada analisando-se os seguintes aspectos: (1) o número de posições que serão ocupadas em cada linha de ação. apesar de não serem desejáveis. deve-se prever o menor grau de resistência possível ( retardar ou vigiar). Sempre que possível. No entanto. reforçando-a com os meios necessários para cumprir esta missão. nem sempre esta situação será possível. impedindo-o de agir em seus flancos. Todos os obstáculos. (h) A associação de conjuntos topotáticos e a atribuição de mais de um grau de resistência para uma SU.5-35 C 7-20 (5) Organização das P Rtrd (a) Impostas pelo escalão superior ou selecionadas pelo comandante da unidade. devido as largas frentes que são atribuídas aos Btl. poderá adotar uma das seguintes medidas: designar um Elm manobra com a missão específica de proteger este flanco ou determinar que a SU que se encontra mais próxima ao flanco exposto faça a sua proteção. (f) O batalhão procura controlar as rocadas para deslocamentos de seus meios de apoio ao combate. Os materiais. devem ser batidos pelo fogo direto ou indireto para produzir o máximo de retardamento. Comparação das linhas de ação . o S3 levanta as vias de acesso e os eixos penetrantes que conduzem o inimigo ao interior da posição e as posições do terreno que melhor permitam bloqueá-los. (5) a simplicidade da manobra em toda a profundidade da Z Aç. Evita sua utilização pelo inimigo. (c) Visando obter observação e campos de tiro profundos. devendo5-90 . (4) o processo utilizado em cada linha de ação. devido à conformação do terreno ou a falta de meios. (1) (a)). O apoio mútuo lateral entre os pelotões das SU que não possuem os eixos mais importantes em suas Z Aç deve ser buscado. (3) o tempo a ser ganho em cada posição de retardamento. (e) O batalhão procura defender em toda a frente (normalmente em larga frente). (b) Inicialmente. (d) As forças que realizam a ação aproveitam os obstáculos naturais das posições de retardamento. os obstáculos deverão estar dentro do alcance das armas automáticas e anticarros do batalhão. o S3 passa a analisar e organizar cada uma das posições de retardamento empregando para isto o processo da cinco fases ( ver parágrafo 513 do Cap V ) com as adaptações que se seguem. naturais e artificiais. Nas áreas passivas e menos favoráveis à progressão do inimigo. o tempo e a mão-de-obra disponíveis influem na quantidade de obstáculos a serem construídos. (g) Caso o Btl possua um dos seus flancos exposto. (2) a distância entre cada uma das posições de retardamento. reservas e logísticos. ocorrem com maior frequência na ação retardadora. apoiando-se contudo. sendo que nos eixos mais importantes organiza posições de bloqueio valor subunidade (com as características descritas em 5-16 b.

Quanto ao meio mensageiro. Cavalaria mecanizada . aproveitando-se os recursos já existentes.C 7-20 5-35 se evitar tanto a alteração do posicionamento das SU dentro do dispositivo do Btl. Os carros são os meios mais aptos para realizar o retardamento contínuo. preferencialmente reforçando as SU que possuírem eixos penetrantes em sua Z Aç. quanto a mudança desnecessária da organização para o combate destas mesmas SU.Ponto de liberação – Região do terreno onde ocorre a liberação de peças de manobras para ocupação das posições de retardamento e/ou das posições destinadas aos elementos de segurança. caso esta possua em sua zona de ação um eixo penetrante.Deve ser feito o máximo de emprego de medidas de coordenação e controle para todas as fases da operação. Se o batalhão for reforçado por um esquadrão este deverá receber o conjunto topotático de maior importância. pontos de embarques e outras medidas que se façam necessárias seguem as mesmas prescrições do previsto para os retraimentos. As considerações a respeito 5-91 . permanecem em reserva. restrito para os elementos que se deslocam entre as posições retardadoras e em silêncio na próxima posição à retaguarda. com missões de aprofundar a defesa anticarro e realizar contra-ataques. em princípio. acústicos e diversos podem ser empregados para suplementar quaisquer dos meios acima descritos. a continuidade das comunicações é o princípio mais importante na fase de execução desta forma de manobra.Os elementos de carro de combate. Medidas de coordenação e controle . e. pois.Os elementos mecanizados são utilizados em princípio em 1º escalão barrando os principais eixos de penetração.Fixadas nas linhas de interesse tático. e. caso haja necessidade.localizada à retaguarda da força de cada posição de retardamento. Facilitam a coordenação da operação e dão flexibilidade ao comandante. h.Durante a ação retardadora. Carros de combate . Poderão ainda ser empregados em 1º escalão. (6) a provável hora de retraimento de cada posição de retardamento (preferencialmente o retraimento até a próxima posição de retardamento deverá ocorrer durante a noite ). Comunicações e eletrônica . é empregado em maior número durante o deslocamento entre as posições retardadoras. f. lembrando que o tempo para manutenção de posição deve estar claramente especificado. g. admite-se reforçar uma subunidade com um pelotão de cavalaria mecanizado. Entre outras medidas de controle estão incluídas: (1) linhas de controle . devendo ser comparado de acordo com os fatores empregados na comparação da L Aç da defesa em posição (Ver Pag 5-44 Nr 5-15). permanecer com a prescrição livre para os elementos em contato. principalmente o mensageiro especial. . (2) zona de reunião . zonas de ação. por sua natureza. Meios visuais. poderão ser ocupadas como posições de retardamento alternativas. Os meios físicos devem ser estabelecidos nas posições retardadoras com a maior antecedência possível. Os meios rádio devem. (7) O dispositivo adotado nas P Rtrd em cada uma das L Aç. (3) itinerários.

a fim de retardar e desorganizar a progressão do inimigo. Os vaus devem ser minados ou tornados inutilizáveis por meio de obstáculos. j. As unidades de infantaria fornecem o destacamento de segurança. ou mediante o recebimento de uma senha pre-estabelecida. organizado sob o comando de um oficial ou graduado de engenharia. ressaltando-se o aspecto de. normalmente. O emprego de campos de minas. Nenhum bote ou portada deve permanecer na margem inimiga. abatises e crateras. assim como a destruição de obras de arte. normalmente. reconhecimento e vigilância aéreos. um só PC deve atender a duas ou mais posições retardadoras. Uma vez executada a destruição. quando em apoio às operações de movimento retrógrado: (1) Proporcionar observação. delegada ao seu comandante. na zona de ação do batalhão é. (2) Destruição de pontes (a) Após o retraimento das forças de segurança. se possível for. i. evitando-se mudanças freqüentes e desnecessárias deste órgão de comando. (b) Um destacamento de destruição é. ou por ordem do comandante do destacamento de segurança. Apoio aéreo . Contudo. o comandante do destacamento de segurança ordena.As unidades da aviação podem receber as seguintes missões. normalmente. inclusive o respectivo comandante. a execução da destruição. sem ser desprezado o apoio cerrado. por sua própria iniciativa. com algumas restrições que serão impostas pelo escalão superior. O destacamento de segurança tem a missão de proteger a ponte contra sabotagem e ataques inimigos. Devem ser destruídos lances de pontes em número suficiente para impedir que o inimigo utilize o restante da estrutura.5-35 C 7-20 de posto de comando para cada posição retardadora seguem as mesmas prescrições estabelecidas para o PC numa defesa de área. Engenharia (1) As destruições e os obstáculos são empregados ao máximo. No caso de falha ou de apenas se conseguir uma destruição parcial. o destacamento de segurança protege o destacamento de destruição até o momento em que este tenha completado a destruição. restringem a manobra do inimigo. como túneis e pontes. informando sobre os movimentos executados pelo inimigo. Podem ser empregados campos de minas de inquietação. facilitando a execução do movimento retrógrado. (c) O comandante do destacamento de segurança ordena a execução da destruição respeitando as prescrições do comando responsável. todos os meios de transposição de curso de água são. os resultados são relatados ao comando que a determinou. Uma lista das unidades que devem utilizar a ponte é fornecida ao comandante do destacamento de segurança e os comandos que retraem informam quando a unidade tiver liberado a ponte. O comandante do destacamento de destruição é subordinado ao comandante do destacamento de segurança e executa as destruições nos horários e nas condições prescritas. (d) Os planos de destruição de pontes devem assegurar que as mesmas não sejam destruídas prematuramente nem capturadas intactas pelo inimigo. removidos ou destruídos. A responsabilidade pela destruição das pontes. 5-92 . na iminência de captura da ponte pelo inimigo.

(11) Aumentar as possibilidades das comunicações (retransmissão rádio. etc). os morteiros podem operar por seções. assegurar a posse de passagens e outros pontos críticos necessários à operação. cobrir flancos expostos. Porém . 5-93 . lançamento de fio.C 7-20 5-35/5-36 (2) Facilitar o comando e o controle (inclusive controle de trânsito). (10) Evacuar baixas. Abaixo estão especificadas outras peculiaridades: (1) As armas anticarro normalmente são passadas em reforço às SU de 1º escalão. Posteriormente esta prioridade de fogos passa para a subunidade que barra o eixo mais importante. k. devendo ser planejado fogos nas proximidades de todas as passagens obrigatórias. (6) Deslocar reservas. (5) Prover meios para a regulação e observação aérea dos fogos de apoio. seja para cobrir uma zona de ação muito larga. caso seja adotado o processo de posições alternadas. detê-lo e obrigá-lo a se reorganizar ou a emassar-se para um assalto. elementos anticarro podem reforçar o elemento retardador responsável por cada eixo. à medida que se aproxima é submetido a um crescente volume de fogo. 5-36. particularmente àquelas que não tenham sido reforçadas por CC e que possuam em sua Z Aç Via A favoráveis ao emprego de carros. Apoio de fogo .reconhecimento. Durante o retardamento contínuo. l. (2) Os morteiros são empregados. (8) Apoiar no desengajamento de elementos subordinados. em ação de conjunto e com prioridade inicial de apoio aos Elm de segurança e de contra . e (13) Fornecer meios para o movimento aéreo de uma força ou parte dela. Posições subseqüentes devem permitir o apoio em profundidade. (4) Pelo emprego de forças aeromóveis. (7) Executar missões de segurança de área de retaguarda. seja para prover o apoio em profundidade numa posição ou em mais de uma . fornecendo apoio de fogo e mobilidade. (3) Prover transporte para oficiais de ligação e mensageiros especiais.Este assunto será abordado no Cap 10.o planejamento de fogos nos movimentos retrógrados é semelhante ao que é realizado na defesa em posição. bloquear forças inimigas que tenham desbordado nossas posições. (9) Transportar suprimento e evacuar material e equipamento. se possível. Todo o esforço deve ser feito para infligir o máximo de perdas ao inimigo. desorganizá-lo. As ações de uma posição retardadora (1) Os Elm Rec inimigos devem ser destruídos ou neutralizados pelos fogos das armas de tiro indireto ou pela ação direta da força de contrareconhecimento O inimigo que se aproxima é inicialmente batido por fogos longínqüos. Inicialmente. (12) Lançar cortinas de fumaça. Apoio logístico . EXECUÇÃO a. devem ser localizadas para engajar o inimigo o mais à frente possível. sendo escalonadas em profundidade.

Se for forçado a retrair antes que as ligações sejam restabelecidas. o fato de uma unidade vizinha ou até mesmo de uma SU orgânica iniciar um retraimento não determinará que o Btl como um todo inicie o seu retraimento. (3) Condições da força de retardamento e grau de ameaça de destruição ou de engajamento decisivo. Se são esperados contatos ou penetrações sem importância. A autoridade para determinar o retraimento antes da hora determinada permanece com o comandante que determinou a ação. o comandante poderá decidir retrair à noite. Em qualquer caso. Nestes casos.5-36 C 7-20 (2) O comandante do batalhão deve evitar um combate decisivo. apoiando o retraimento. apesar das desvantagens que apresenta. b. Um comandante subordinado que perde o contato com o escalão superior deve fazer todo possível para cumprir as missões nas condições especificadas pelo comando superior e para restabelecer as ligações com o mesmo. Deve ser mantida contínua ligação entre os batalhões vizinhos para assegurar a coordenação no retraimento. (3) Quando o Cmt decidir realizar o retraimento. (5) O destacamento retardador mantém o contato com o inimigo com o cuidado de não ser desbordado e nem tão pouco ficar decisivamente engajado. antes que as unidades se tornem decisivamente engajadas. (6) Os Elm de primeiro escalão ao atingirem a próxima posição de retardamento realizam a ocupação dessa e ficam monitorando a aproximação do destacamento retardador. ele deve decidir entre executar um retraimento diurno ou correr o risco de um combate aproximado para aguardar a noite a fim de realizar o retraimento. de modo que possa determinar os reajustamentos necessários. Inversamente. Fatores referentes à decisão da hora do retraimento (1) Valor e natureza da força atacante. e (4) Prazo de retardamento exigido pela missão. fecha as passagens nos campos de minas e prepara outros obstáculos dentro das disponibilidades de tempo e material. acolhendo e cobrindo a retirada dos elementos de primeiro escalão. fazendo tudo para manter a integridade da sua força. exceto se indispensável para o cumprimento da missão. Isto poderá acontecer quando as características do terreno ou as grandes distâncias existentes entre o Btl e aquela unidade vizinha ou até mesmo entre as SU do Btl caracterizarem que as ações desencadeadas por essas tropas ocorrem de forma independente. exceto se especificamente delegada esta autoridade. configurando uma situação de combate não-linear. Se o inimigo ameaçar cerrar sobre a posição. O destacamento retardador efetua o retardamento do inimigo ao longo dos eixos. deve coordenar a ação com os 5-94 . ocorre normalmente um reajuste do dispositivo a fim de evitar a criação de um flanco exposto. o comando imediatamente superior deve ser mantido permanentemente informado da situação.Quando o combate se desenvolve em áreas de operações continentais. c. o pessoal designado executa as destruições previstas. poderá decidir pelo retraimento diurno. a reserva posiciona-se no terreno de maneira que possa engajar o inimigo e passa a atuar como destacamento retardador. (4) Durante o retraimento. (2) Situação das unidades vizinhas .

normalmente. 5-38. Devem ser estabelecidas apropriadas vanguardas. flancoguardas e retaguardas. O Btl retira-se por um único itinerário. Uma retirada é o movimento ordenado de tropas para longe do inimigo. b. c. realizado de acordo com um planejamento e sem contato com o inimigo. a retaguarda passa a realizar as ações de uma operação retardadora. ARTIGO VIII RETIRADA 5-37. Quando o inimigo atua ou ameaça atuar sobre a retaguarda da tropa. Um Btl. Uma retirada pode ser realizada com as seguintes finalidades: (1) aumentar a distância entre o defensor e o inimigo. o Btl se retira em cumprimento de ordens específicas ou depois de cumprida sua missão. Quando a retirada é precedida de um retraimento. EXECUÇÃO a. O Btl adota uma formação inversa da empregada numa marcha para o combate. (3) ocupar um terreno mais favorável à defesa.C 7-20 5-36/5-38 elementos vizinhos e comunicar ao escalão superior logo que possível. c. Um retraimento pode preceder uma retirada. As considerações para a retirada por via aérea e a sua execução são relativas a um movimento aéreo comum. a retaguarda deve ser de forte valor. Esta tem início depois que a força se tenha desengajado e as colunas de marcha tenham sido organizadas. distância a percorrer e do grau de segurança existente. GENERALIDADES a. e (4) permitir seu emprego em outro setor. dependendo da disponibilidade da rede de estradas. o Btl pode receber uma zona ou um itinerário de retirada. (2) encurtar as distâncias para o apoio logístico. executa uma retirada como parte de uma força maior. O retraimento deve ser iniciado enquanto a unidade dispuser de liberdade de ação. normalmente cobertas por um destacamento de contato ou força de segurança. como um todo. Quando em missão independente. Numa retirada. b. 5-95 . ou utilizando itinerários múltiplos. rapidez desejada. a fim de evitar um combate decisivo.

os elementos de comando de apoio e de serviços são localizados no interior do perímetro. para suportar ações prolongadas. e (3) pequeno espaço de manobra. (3) isolamento da unidade (cerco ou envolvimento) por ação do inimigo. 5-40. Normalmente. Quando esse dispositivo de defesa circular se apresentar em posições organizadas ou fortificadas. Os que guarnecem os P Avç C fornecem alerta oportuno da aproximação do inimigo. a. que impeçam a observação e tiros diretos do inimigo sobre a posição e que estejam dentro da distância de apoio em relação ao LAADA. c. Os elementos de primeiro escalão estabelecem a segurança aproximada e o comando da unidade que conduz a defesa circular estabelece os P Avç C. A defesa circular é uma variante da defesa de área. Os P Avç C são localizados à frente do LAADA. que ofereçam boa observação. A defesa circular se caracteriza particularmente por: (1) máxima potência de fogo à frente do LAADA. impedem sua observação direta sobre as posições. Os intervalos entre os elementos do P Avç C são cobertos por 5-96 . constituir-se-á em um ponto forte). b. dentro de suas possibilidades. causam baixas e desorganizam as forças inimigas. na qual uma unidade fica disposta de modo a fazer frente simultaneamente a um ataque inimigo partido de qualquer direção.e (4) sob restrições de terreno tais como em terreno montanhoso. com adequado sistema de barreiras e dotados de todos os meios. As frações que guarnecem os P Avç C são localizadas de modo a cobrir as Via A que conduzem ao LAADA. dando prioridade as regiões de maior probabilidade de aproximação do inimigo. PLANEJAMENTO As considerações a serem levadas em conta no planejamento da defesa circular são idênticas às tomadas no planejamento de uma defesa de área. GENERALIDADES C 7-20 a. que impeçam a organização de um dispositivo de defesa normal. ainda que ultrapassados. Área de segurança . A defesa circular pode ser empregada nas seguintes situações: (1) missões independentes. retardam.5-39/5-40 ARTIGO IX DEFESA CIRCULAR 5-39. especialmente de apoio de fogo e suprimentos. (2) máximo apoio mútuo. nas selvas e nos desertos. d. (2) constituição de posições de bloqueio na defesa móvel ou em larga frente.Área de segurança é organizada de maneira idêntica à da defesa de área.

observação terrestre. podem ser admitidos em frentes de menor importância. varia em função dos fatores da decisão. (b) não dividir responsabilidades sobre eixos de aproximação e Via A. priorizar o emprego das armas de apoio nesta direção. O raio do dispositivo de defesa circular do Btl a três companhias. (4) Os dispositivos do Btl na defesa circular podem variar de acordo com a definição da provável direção de ataque inimigo. aérea e por fogos. Área de defesa avançada (1) Na defesa circular. Desta forma procura dar maior profundidade nessa parte do Dspo Def. particularmente em terreno coberto. principalmente se a Dire Ini não for conhecida. bem como. guardando-se uma reserva de pequeno valor. O valor destes postos de vigilância varia de alguns homens a um grupo de combate reforçado. (Fig 5-33. o Cmt Btl empregará todos os meios para evitar penetrações na posição. o grosso dos seus meios pode ser localizado no perímetro. 5-97 . (e) as armas de apoio devem ficar ECD bater todo o perímetro. Devido à pouca profundidade e falta de espaço de manobra. normalmente um pelotão de fuzileiros. (2) Outros graus de resistência. os elementos de primeiro escalão recebem a responsabilidade de organizar e defender uma parte específica do perímetro. as frentes e profundidades são geralmente reduzidas.C 7-20 5-40 patrulhas. o Cmt deve levar em consideração os seguintes aspectos: (a) buscar uma defesa equilibrada. fazendo uma distribuição homogênea dos elementos subordinados no perímetro. b. observando a divisão topotática do terreno. (c) atribuir frente mais estreita para o elemento que defende a Via A mais importante. com o terreno e com os planos para futuras operações. A frente designada para cada elemento de primeiro escalão dependerá dos fatores de decisão. menores do que o defender. (d) aproveitar os obstáculos naturais do terreno para aumentar a frente de uma peça de manobra.Na divisão das frentes para as SU. (3)Como os intervalos entre os elementos de primeiro escalão devem ser evitados. (f) proporcionar espaço de manobra suficiente para o desdobramento dos elementos de comando e apoio ao combate. Assim. em benefício das demais. 5-34 e 5-35).

Duas companhias no perímetro P Avç C LAADA 2 P Avç C LAADA 1 3 LAADA P Avç C LEGENDA P Vig Fig 5-34. O batalhão na defesa circular. O batalhão na defesa circular.5-40 C 7-20 3 P Avç C LAADA 2 1 LAADA Fig 5-33. Três companhias no perímetro 5-98 .

(3) É conveniente a organização de uma reserva dotada de grande mobilidade. entretanto. (4) O emprego de todas as companhias em primeiro escalão permitirá o máximo de poder de fogo no LAADA e melhores condições de apoio mútuo. (2) A reserva pode ser constituída por uma subunidade. ou ocupando-as desde logo. Quatro companhias no perímetro c. em condições de ocupá-las oportunamente. no interior do perímetro. O batalhão reforçado na defesa circular. em condições de atuar rapidamente em qualquer direção. por elementos das companhias de primeiro escalão (reserva hipotecada) ou pela reunião de elementos de comando e apoio do Btl sob um comando organizado especificamente (reserva temporária). tendo em vista as direções mais perigosas para a defesa. Área de reserva (1) Os elementos de comando e de apoio do Btl são localizados na área de reserva. porém. espaço suficiente para emprego apropriado dos elementos de apoio e de serviços.C 7-20 5-40 P Avç C LAADA 1 LAADA P Avç C 3 2 4 LAADA P Avç C LAADA LEGENDA P Vig P Avç C Fig 5-35. ficando a reserva concentrada em Z Reu. esta formação restringirá. tal dispositivo pode resultar em deixar elementos de subunidades diferentes como reserva e sem um comando específico. A manutenção de uma reserva de valor companhia garantirá unidade de comando. Um número adequado de posições de aprofundamento deve ser preparado para fazer face a um ataque de qualquer parte do perímetro. 5-99 .

(2) Sob o fator terreno. (c) maior poder de combate na ADA. são.Este assunto será abordado no Capítulo 10. durante o planejamento. Os fogos disponíveis para o batalhão. (2) As armas anticarro são normalmente. d.5-40 C 7-20 (5) As restrições impostas pelo terreno. (3) Os CC em reforço ao Btl podem ser mantidos em zona de reunião. pelo menos. 5-100 . provenientes de armas de apoio localizadas fora do perímetro. apoio mútuo em largura e admitir outros graus de resistência nas demais Via A. integrar a reserva ou serem colocados em posição de tiro no LAADA. Apoio de fogo . Processo decisório (1) A montagem de linha de ação na defesa circular obedece ao processo das 5 (cinco) fases atentando para as prioridades abaixo ordenadas: (a) defender todas as Via A com apoio mútuo em largura e em profundidade (ideal). de um modo geral. permitindo aprofundamento da defesa. (b) equilíbrio do dispositivo. Mesmo quando empregados como reserva. empregadas no LAADA para bater alvos de diversas natureza. (4) O emprego das armas de tiro indireto deve permitir bater o inimigo o mais longe possível do LAADA e em qualquer direção. deve ser considerada a adequada utilização do terreno. aliadas à pequena profundidade do dispositivo. devem ser coordenados e integrados no plano de defesa da unidade. (d) valor da reserva. para reforçar a defesa no perímetro. e. (3) Quanto ao dispositivo adotado. e (f) apoio mútuo. (e) menor frente para quem defende a parte mais importante ou se opõe a maior ameaça inimiga. constituem vantagens numa linha de ação os seguintes aspectos: (a) simplicidade (SU com apenas um grau de defesa e/ou menor número de peças de manobra do Btl). podem tornar necessária a localização de uma força de contraataque fora do perímetro. desde que este elemento possua possibilidades aeromóveis. (c) defender as principais Via A com.O emprego das armas de apoio orgânicas e em reforço. de modo a bater todas as Via A e facilitar a reunião para o apoio ou execução dos contra-ataques. Apoio logístico . f. (b) defender as principais Via A com apoio mútuo em largura e profundidade e com apoio mútuo em largura nas demais. (1) As metralhadoras dos elementos em reserva podem ser empregadas no LAADA. idênticos ao de uma defesa de área. reforçando os fogos das demais armas. são preparadas posições de tiro principais e suplementares para os carros.

ARTIGO X DEFESA À RETAGUARDA DE CURSO DE ÁGUA 5-42. o terreno adjacente e os meios de transposição de que dispõe o inimigo. após a conduta por ocupação de núcleo submergido ou reajustamento do dispositivo. Durante o emprego da reserva. 5-101 . sejam capazes de deter as tropas e blindados que atacam. LOCALIZAÇÃO DO LAADA a. o Cmt Btl pode esperar que o atacante progrida rapidamente e. No planejamento da defesa à retaguarda de um curso de água. os cursos de água constituem um obstáculo para o atacante e uma linha de defesa favorável ao defensor. linha de coordenação de apoio de fogo e Z Aç do elemento empregado. incluindo medidas de controle tais como linha limite de progressão. Se o inimigo penetrar na posição. pelo fogo e pela manobra. sem parada. Quando defendendo à retaguarda de um curso de água. CONDUTA 5-41/5-43 a. e (2) LAADA à retaguarda da margem do curso de água. uma reserva temporária deve ser organizada para fazer face a qualquer outra ameaça. Do ponto de vista tático.C 7-20 5-41. b. empregando viaturas anfíbias. A defesa é organizada utilizando-se o terreno que controla o curso de água e suas passagens. um outro elemento de valor adequado deve ser mantido nas posições de onde foram retirados os que executarão o contra-ataque. Os cursos de água largos e não vadeáveis restringem a progressão e a manobra das forças atacantes. Neste caso. porém. A defesa à retaguarda de um curso de água pode ser estabelecida de duas maneiras: (1) LAADA ao longo da margem do curso de água. processos expeditos de travessia e helicópteros. Pode vir a ser necessário o emprego de elementos não-engajados em outras partes do LAADA como força de contra-ataque. 5-43. a reserva pode ser empregada para limitá-la ou para contra-atacar a fim de restabelecer a posição. poderá implicar em manter elementos de comando e apoio ou até elementos de engenharia como reserva permanente. devem ser considerados a natureza deste curso. O emprego de reservas aeromóveis localizadas fora do perímetro exige estreita coordenação com os elementos em posição. o inimigo que tentar a transposição. tente a transposição imediata em vários pontos de passagem. A perda do poder de combate da reserva. por si só. GENERALIDADES a. bem como aquele que permita deter. destruir ou repelir. em terreno favorável à defesa. b. não se deve esperar que.

através de contra-ataques. c. levando em consideração os seguintes fatores táticos: (1) Fatores que indicam a defesa ao longo da margem: (a) o curso de água é efetivamente um obstáculo de valor. a todo custo. b. e (2) maioria de meios em reserva. DEFESA AO LONGO DA MARGEM a. e (c) os tiros rasantes não podem bater eficientemente as possíveis passagens do curso de água. (c) os tiros rasantes podem ser colocados nas possíveis passagens do curso de água. e (2) destruir ou repelir o inimigo quando tentar se estabelecer na margem amiga. O traçado geral do LAADA prescrito pelo Esc Sp pode indicar. (d) traçado do curso de água aproximadamente paralelo à frente a ser defendida. se o traçado geral do LAADA permitir maior amplitude de escolha. pelo menos. Entretanto. o local onde a defesa deve ser estabelecida. (Fig 5-36) 5-102 .Quando a maioria de meios é empregada em primeiro escalão. A defesa ao longo da margem do curso de água tem por finalidade: (1) impedir a transposição inimiga. Neste tipo de defesa. (2) Fatores que indicam a defesa à retaguarda da margem: (a) o curso de água não constitui obstáculo de valor. que o inimigo transponha o curso de água. iguais aos do inimigo. (b) a margem inimiga possui campos de tiro e de observação superiores à do defensor da margem amiga. sem alternativas.5-43/5-44 C 7-20 b. Maioria de meios em primeiro escalão . (b) observação e campos de tiro melhores ou. e (e) existência de boas cobertas e abrigos para a defesa. o Cmt Btl tem liberdade de selecionar a posição a defender. o dispositivo é semelhante ao de uma defesa de área e tem em vista impedir. as forças podem ser distribuídas de duas maneiras: (1) maioria de meios em primeiro escalão. 5-44.

com a maioria de meios em primeiro escalão d. (Fig 5-37) e. para destruir ou repelir o inimigo. em larga frente. (1) (a)). antes que este complete o desembarque do grosso de suas forças na margem amiga. são empregados para controlar os pontos favoráveis à transposição. 5-103 .C 7-20 5-44 P Avç C P Avç C LAADA LAADA (Z Reu) Fig 5-36 . em momento oportuno. Maioria de meios em reserva . Defesa ao longo da margem.Quando a maioria de meios é mantida em reserva. criando condições para a reserva contra-atacar. os elementos de primeiro escalão. Os seguintes fatores devem ser considerados pelo Cmt Btl para chegar a uma decisão quanto à distribuição das forças na defesa ao longo da margem em um curso de água: (1) largura da frente a ser defendida. Estes elementos devem ser de valor adequado para retardar o inimigo. (2) número de passagens favoráveis à transposição. organizados em posições de bloqueio (com as características descritas em 5-16 b.

DEFESA À RETAGUARDA DA MARGEM a. utilizando adequadamente o terreno imediatamente à retaguarda do curso de água. e (7) possibilidade de emprego de fumígenos pelo inimigo. (3) características defensivas da margem e transitabilidade da área de (4) disponibilidade de meios de transposição do inimigo. O Btl é o menor escalão que é autorizado a optar por uma das formas de distribuir as forças na defesa ao longo da margem de um curso de água. Defesa ao longo da margem.5-44/5-45 C 7-20 P Avç C P Avç C LAADA LAADA Fig 5-37. com a maioria de meios em reserva defesa. (Fig 5-38) 5-104 . (5) mobilidade do Btl. f. (6) disponibilidade de carros de combate. A defesa é organizada de maneira idêntica à defesa de área. 5-45.

natureza das margens. variação do volume das águas em virtude de chuvas e velocidade da corrente do curso de água devem ser considerados em relação às possibilidades inimigas de empregar viaturas blindadas anfíbias ou com capacidade de vadear o curso. Estudo da área de defesa (1) A transitabilidade do leito. negando seu uso ao inimigo e obrigando-o a se utilizar de regiões menos favoráveis. como também para destruir ou expulsar o inimigo para a margem oposta. a defesa é normal5-105 . os contra-ataques são planejados não só para restabelecer a posição. (2) Em rios que apresentam vários braços e canais. Defesa à retaguarda da margem b. b. Entretanto. Após ter decidido o “ONDE” (ao longo ou à retaguarda da margem) e o “COMO” (maioria de meios em primeiro escalão ou em reserva).C 7-20 5-45/5-46 P Avç C P Avç C LAADA LAADA Fig 5-38. CONSIDERAÇÕES PARA O PLANEJAMENTO a. Uma defesa mais forte deve ser estabelecida nos pontos mais favoráveis à transposição. o Cmt Btl segue o mesmo processo de planejamento de qualquer tipo de defesa. 5-46.

Escalão de segurança (1) Fortes elementos de segurança devem ser localizados na margem inimiga de modo a cobrir as Via A que conduzam ao curso de água. d. Frentes e profundidades (1) As frentes e profundidades são relativas ao valor do obstáculo representado pelo curso de água. Recebem prioridade a construção de 5-106 . As posições de bloqueio (com as características descritas no parágrafo 5-16 item b. Os planos de retraimento devem considerar meios alternativos de travessia para o caso das pontes e vaus virem a ser destruídos prematuramente. uma maior profundidade é necessária a fim de prover espaço para a manobra e dispersão da reserva. Defesa anticarro (1) Medidas especiais devem ser tomadas para fazer face ao emprego de viaturas blindadas anfíbias pelo atacante. os P Avç C são. (2) A prioridade de fogos é atribuída aos elementos que defendem os mais prováveis pontos de transposição. a existência de outros obstáculos dentro da área de defesa deve ser também considerada. à retaguarda da margem do curso de água. Um obstáculo de grande valor permite o aumento das frentes atribuídas aos diversos escalões. Todo o empenho é feito no sentido de localizar as Z Reu do inimigo para a operação de transposição. bem como para impedir o reconhecimento do curso de água e dos itinerários que conduzem a este. (3) Quando a maioria de meios é mantida em reserva. Apoio de fogo (1) Os fogos de apoio são planejados para interditar as zonas de reunião de tropas e meios de transposição inimigos. os meios aeromóveis disponíveis devem ser explorados. f. Via A para o curso de água e pontos favoráveis de passagem. Deve ser planejada a execução de tiros de tempo para serem desencadeados sobre o escalão de ataque inimigo durante a sua tentativa de transposição. estabelecidos ao longo da margem amiga. (2) As frentes são atribuídas aos elementos de primeiro escalão de acordo com o valor do obstáculo à frente e a importância da região que devem defender. Um intenso patrulhamento deve ser executado na margem inimiga e a ligação com os elementos de segurança do Esc Sp deve ser mantida. entretanto.5-46 C 7-20 mente estabelecida naquele que apresentar obstáculo de maior vulto. (1) (a)) são localizadas em acidentes capitais que controlam os mais prováveis pontos de transposição. (2) Os P Avç C e a segurança aproximada devem ser estabelecidos pelo Btl. Neste caso. normalmente. e. c. os seus elementos serão obrigados a retrair através do curso de água. Nestas situações. Quando o LAADA é localizado à retaguarda da margem. Se a maioria de meios é mantida em reserva. organizando posições de modo a cobrir os mais prováveis pontos de transposição. são normalmente organizadas posições de aprofundamento em terreno favorável. (3) A localização dos P Avç C na margem inimiga favorece uma melhor segurança.

h. constituindo-se em ameaças às suas vias de comunicações. sobretudo quando preparadas com antecedência. esta deve possuir mobilidade e ser mantida em Z Reu ou ocupando posições de aprofundamento à retaguarda da margem do curso de água. (2) A execução das destruições e o fechamento dos campos de minas e outros obstáculos. poderão tornar-se de pequeno valor. a não ser que os edifícios de alvenaria sejam grandes e bem construídos. (3) Especial atenção será dada à segurança da área de retaguarda. g. inicialmente.C 7-20 5-46/5-47 obstáculos e campos de minas em ambas as margens das passagens mais favoráveis e o planejamento dos fogos anticarro. (2) A utilização de uma área edificada na organização de uma defesa depende de fatores tais como o seu tamanho. devem ser estreitamente coordenados com os planos de retraimento dos elementos de segurança localizados na margem inimiga. Materiais inflamáveis oferecem pouca proteção e podem tornar-se perigosos para o defensor. Considerações gerais (1) A defesa de uma localidade tem por principal finalidade tática evitar a utilização integral pelo inimigo das vias de transporte (estradas de rodagem. GENERALIDADES a. junto à margem para bater os veículos blindados inimigos. elas retêm forças inimigas. Contudo. tanto mais consideráveis quanto maiores suas dimensões. (2) Quando a maioria de meios é empregada em primeiro escalão. Os edifícios de alvenaria podem ser transformados em posições defensivas bem fortificadas ou em pontos fortes. Mesmo cercadas ou ultrapassadas. Outras medidas de segurança (1) O Cmt Btl estabelece medidas efetivas para a destruição de pontes. a sua localização em relação à posição defensiva geral e a proteção oferecida pelas edificações. o valor e a localização da reserva são idênticos aos da defesa de área normal. ARTIGO XI DEFESA DE LOCALIDADE 5-47. As cidades constituem pontos de apoio importantes e reforçam o conjunto da defesa. ferrovias e cursos de água navegáveis) que passam em seu interior ou em suas proximidades. A autoridade e a responsabilidade para a destruição de pontes e outros meios de transposição devem ser claras e específicas. (2) Os CC podem ser empregados. uma vez que o inimigo poderá tentar superar o obstáculo pelo emprego de tropas aeromóveis e aeroterrestres. no momento oportuno e baseado nas diretrizes e ordens do Esc Sp. vaus e barcos dentro de sua Z Aç. se o inimigo for capaz de batê-los com fogos de carros a curta e 5-107 . Reserva (1) Quando a maioria de meios é deixada em reserva.

Assim são escolhidas instalações . (g) emprego pouco eficaz das armas de apoio. Quando o LAADA estiver localizado à retaguarda da orla anterior da localidade.5-47/5-48 C 7-20 média distância. (d) observação e campos de tiro reduzidos. b. pelo atacante. uma edificação ou área que possuam dominância sobre as vias que chegam na localidade ou que se destaquem em seu interior. defesa em todas as direções. limitando-se às ruas e praças. as Forças empregadas na sua defesa tem que priorizar a colocação de seus meios. (e) as ruas constituem faixas de aplicação de fogos e restringem e canalizam os movimentos de viaturas. O LAADA escolhido não deve revelar uma linha claramente definida sobre a qual o atacante possa concentrar seus fogos. Em face da crescente urbanização das localidades. têm o defensor maior conhecimento da área e tempo para organizá-la. evitando que o inimigo atinja a primeira linha de edificações e concentre suas tropas e armas de apoio sob a proteção da área edificada. passa ao longo das ruas. (c) plenitude de obstáculos. uma estação de energia elétrica. Características do combate em localidade (1) Do ponto de vista da defesa. é de pequeno valor defensivo. PLANEJAMENTO O planejamento da defesa em uma localidade se desenvolve de maneira idêntica ao de uma defesa de área. o alerta oportuno da aproximação do inimigo e a regulação e condução do fogo de apoio. Uma localidade que possa ser facilmente evitada. (b) máximo de abrigos e cobertas. 5-48. (2) Sobrepujando essas vantagens e permitindo utilizá-las. (h) descentralização do combate. 5-108 . são exemplos de pontos que tem que ser priorizados. Um bairro industrial.O LAADA de uma defesa em zona edificada pode ser situado na orla da localidade ou à retaguarda da orla anterior da localidade. O LAADA. (f) aplicação limitada do princípio da massa. pelo atacante. Sempre que possível. pois dificilmente terão condições de ocupar a localidade como um todo. entretanto. áreas ou bairros que sejam importantes e que permitam ao defensor cumprir a sua missão. sem obrigar o inimigo a uma ação frontal ou uma manobra lenta. todas as Via A às áreas edificadas e sua orla anterior devem ser ocupadas por elementos de segurança que assegurem observação. deve-se levar em consideração os seguintes aspectos especiais: a. defesa em profundidade são os princípios que realçam em uma defesa em localidade. um centro administrativo. são características do combate em localidade: (a) cada prédio ou grupo de edifícios é um ponto forte em potencial. (i) facilidade de movimento no interior da posição e de aprofundamento da defesa. b. (3) Apoio mútuo. normalmente. Traçado do LAADA . o LAADA deve passar na orla da localidade.

são defendidas do lado oposto do provável avanço do inimigo. Os pontos limites são. Os planos de contra-ataque são preparados em função das hipóteses de penetração inimiga na posição. Fig 5-39. dando-se prioridade mais elevada às áreas que. Esquema de manobra de um BI Mtz em uma defesa em localidade e. passam ao longo das ruas que sejam perpendiculares ao LAADA e se estendem pelas que lhes sejam paralelas. Dispositivo . largos.C 7-20 5-48 c. normalmente. Depois de preparadas as suas posições. quando necessário. são menores que as designadas em terreno normal. A reserva pode ser mantida em Z Reu. 5-109 . podem ser empregados. f.Os limites. abrindo passagens através dos edifícios. ou parte destes. avenidas e pátios. em princípio. os elementos da reserva preparam itinerários cobertos para os contra-ataques. geralmente. inicialmente. Pequenas frações são deixadas em cada posição preparada . organizando-se como elemento auto-suficiente. Para melhor aproveitar os campos de tiro. Cada SU recebe uma área de defesa claramente definida. Limites e pontos limites . normalmente em abrigos a prova de bombas. Reserva . as áreas descobertas no interior da localidade. d. de onde possa deslocar-se para a execução de contra-ataques. para ocupar as posições de aprofundamento ou para reforçar as companhias de primeiro escalão. Prepara posições à retaguarda da área de defesa do Btl de modo a dar profundidade à defesa e proporcionar proteção aos flancos.Tais elementos. tornarão crítica a defesa do conjunto. tais como praças.As frentes e profundidades atribuídas aos elementos que defendem uma zona edificada dependem da natureza da localidade e. em missões de segurança. se conquistadas. Frentes e profundidades . localizados nos cruzamentos de ruas.A largura da frente a defender e a natureza da zona edificada condicionam o dispositivo do batalhão (Fig 5-39). Estes elementos se apóiam mutuamente e devem ser aptos à defesa em todas as direções.As missões da reserva são idênticas às de uma defesa de área.

Por esta razão. pela demolição de paredes. virando veículos e utilizando destroços de demolições . canhões. (2) A artilharia geralmente fica localizada fora dos limites da localidade. k. blindados e a pé. pelos quais as armas anticarro são. Os carros terão poucas oportunidades de participar dos contra-ataques. equipamentos e mão-deobra disponíveis.Baseia-se principalmente no emprego de telefone e de mensageiros. áreas descobertas e áreas de pequena densidade de edificações. e pela engenhosidade do defensor. Estes preparativos incluem a abertura de passagens através dos edifícios. em apoio direto (ou mesmo em reforço) às companhias de primeiro escalão. ainda assim. impedindo-os de entrar nas ruas e destruindo aqueles que conseguirem penetrar na localidade. (4) Os elementos de apoio preparam itinerários para o deslocamento de suas armas para posições suplementares e de muda. Defesa anticarro (DAC) . batendo com seus fogos diretos o inimigo no interior da posição. dando apoio aos elementos no LAADA e provendo profundidade à DAC. Deve-se ter a preocupação de. i. devido às condições de funcionamento desfavoráveis numa área edificada . 5-110 .Deve ser capaz de deter um ataque de carros. j. O emprego do rádio é restrito. podem ser empregados em apoio aos mesmos. particularmente para os menores escalões. O número e tipo de obstáculos a empregar são limitados apenas pelo tempo. As barragens são localizadas sobre as Via A. A artilharia e os morteiros auxiliam na DAC procurando dissociar os carros da infantaria seja abrindo crateras que dificultam sua progressão. ou mesmo atingindo-os. Apoio de fogo (1) O pelotão de morteiros. Podem ser improvisadas barreiras anticarro pela abertura de grandes crateras. h. lança-rojões e mísseis (condicionado às características técnica do material empregado). (3) As concentrações são planejadas para bater as Z Reu inimigas e as Via A à localidade e no seu interior. descentralizadas.Os carros em reforço ao Btl são distribuídos em largura e profundidade. tais como: ruas longitudinais. a DAC é organizada em profundidade.5-48 C 7-20 g. normalmente. utilizando itinerários abrigados. estes elementos ocupam posições de tiro direto em condições de bater os blindados inimigos e alvos inopinados. Emprego de obstáculos . Embora gravitando em torno dos núcleos dos pelotões de fuzileiros. materiais. descarrilhando trens. Participam da DAC os CC. As zonas edificadas e os escombros dos edifícios limitam as possibilidades de manobra dos carros. será dividido em seções ou peças. em posição central e escalonada em profundidade.As Via A à localidade e no seu interior devem ser bloqueadas por obstáculos e batidas por fogos. granadas de fuzil. Comunicações e eletrônica . principalmente barrando as Via A mais favoráveis aos carros de combate inimigo. Estes obstáculos devem ser reforçados por minas AC e protegidos por minas AP. envolvendo o duplo propósito de deter elementos. servem para limitar as penetrações e apoiar os contra-ataques. porém. arame farpado e fogos de armas de tiro tenso e anticarro. manter uma reserva anticarro móvel. Carros de combate . quando não puder ser empregado como um todo.

b. Ressaltase de importância uma perfeita coordenação por ocasião da execução dos fogos de proteção final. preocupação constante com a infiltração de elementos inimigos na posição. O plano logístico deve prever. ARTIGO XII DEFESA EM BOSQUE 5-50. planejamento criterioso dos fogos defensivos principalmente os de proteção final. d. O suprimento e a distribuição de água para o pessoal e para o combate ao incêndio. conduzida de maneira idêntica à defesa de área. É possível a infiltração de alguns elementos inimigos no interior da posição que serão eliminados pelos contra-ataques realizados pela reserva utilizando-se de itinerários preestabelecidos. redução das distâncias e dos intervalos entre as frações. amplo emprego de elementos de segurança imediata. PLANEJAMENTO Os procedimentos para planejamento de uma posição defensiva em bosque são similares a uma defesa de área com as seguintes particularidades: a. mesmo pequena . 5-52. c. 5-49. basicamente. e. em quantidade suficiente para permitir a uma unidade. a utilização do transporte aéreo em caso de emergência.manter-se por um período prolongado quando isolada. podem tornar-se problemas de capital importância. GENERALIDADES O Btl poderá receber uma Z Aç que esteja totalmente coberta por bosque ou apenas parte desta. Logística . pela contaminação ou destruição das fontes de suprimento. patrulhamento constante .Todas as classes de suprimento são dispersas e estocadas em diferentes áreas de defesa. EXECUÇÃO A execução é semelhante à observada numa defesa de área. A defesa é caracterizada principalmente por campos de tiro limitados e observação deficiente.C 7-20 5-48/5-52 l. salvo a peculiaridade de haver maior possibilidade de um combate aproximado. e f. 5-111 . 5-51. uso intensivo de obstáculos. inclusive. EXECUÇÃO A defesa no interior de uma localidade é.

cumprindo ações de defesa externa. ARTIGO II OPERAÇÕES NA SELVA 6-2. floresta.C 7-20 CAPÍTULO 6 OPERAÇÕES SOB CONDIÇÕES ESPECIAIS DE AMBIENTE ARTIGO I CONSIDERAÇÕES INICIAIS 6-1. orientadas para a conquista ou defesa das localidades mais expressivas e de interesse do escalão superior. à instrução adequada aos diversos ambientes (principalmente. 6-1 . fundamentalmente.OPERAÇÕES NA SELVA e as IP 72-20 . Torna-se fundamental a adaptação da tropa às condições da selva. campos. GENERALIDADES Neste capítulo serão mencionadas as operações para as quais as unidades de infantaria deverão ter capacidade para atuar nas diferentes áreas estratégicas do território brasileiro. as IP 72-1 .O BATALHÃO DE INFANTARIA DE SELVA. abordam o assunto com maior profundidade. Tais operações são. GENERALIDADES As operações na selva caracterizam-se pela dificuldade de coordenação e controle e de movimento. localidades e vias fluviais) e à utilização de meios apropriados. As IP 100-3 DOUTRINA GAMA.

em ambiente como o que caracteriza o Nordeste brasileiro semi-árido. A IP 31-70 . BIOLÓGICAS E NUCLEARES 6-5. ARTIGO V OPERAÇÕES QUÍMICAS.OPERAÇÕES QUÍMICAS.aborda o assunto com maior profundidade. GENERALIDADES C 7-20 As operações ribeirinhas são as realizadas em águas interiores e em áreas terrestres a elas adjacentes. 6-2 . um planejamento seguro e centralizado e uma doutrina que destaque a iniciativa e a flexibilidade por parte dos comandantes subordinados. conferem às operações em região de caatinga certas peculiaridades.6-3/6-5 ARTIGO III OPERAÇÕES RIBEIRINHAS 6-3. O FA-M-20 . GENERALIDADES A guerra nuclear é caracterizada por mudanças drásticas e repentinas na situação tática. a pobreza da fauna e da flora e as características de ordem psicossocial das populações. as IP 72-1 . O C 3-5 . BIOLÓGICAS E NUCLEARES .aborda o assunto com maior profundidade. Estas operações combinam meios da Marinha. do Exército e da Força Aérea. abordam o assunto com maior profundidade. As condições de clima e vegetação.OPERAÇÕES NA SELVA e as IP 72-20 . ARTIGO IV OPERAÇÕES NA CAATINGA 6-4.O PEQUENO ESCALÃO NAS OPERAÇÕES NA CAATINGA . GENERALIDADES As operações em caatinga são aquelas conduzidas. exigindo um sistema de comando flexível.MANUAL DE OPERAÇÕES RIBEIRINHAS.O BATALHÃO DE INFANTARIA DE SELVA.

desfiladeiros estreitos. O COMBATE EM TERRENO MONTANHOSO 6-6/6-7 a.As operações em regiões montanhosas. apresentam as seguintes características: (1) operações lentas e desgastantes. Independente da altitude. se elevam a mais de 500 metros em relação às terras baixas adjacentes. (3) O combate decisivo nas regiões montanhosas é travado nas partes mais altas do terreno. O emprego de grandes efetivos fica restrito às operações realizadas nos vales. sendo as distâncias entre as frações condicionadas pelo terreno e as condições de visibilidade.OPERAÇÕES e C 7-1 . que têm comandamento sobre as vias de transporte. de uma maneira geral. 6-7. geralmente. É fundamental que a escolha dos itinerários a percorrer seja feita 6-3 . (3) emprego de pequenos efetivos. algumas adaptações que as características do ambiente operacional impõem. As marchas em terreno montanhoso caracterizam-se por um alongamento das colunas e a necessidade da adoção de medidas rígidas de segurança para se evitar emboscadas. (4) Maiores detalhes acerca das operações em montanha podem ser encontrados nos manuais C 100-5 . b. apresentando por vezes encostas muito íngremes. Ela sofre. A unidade de marcha a ser empregada é a subunidade. Generalidades (1) As montanhas são definidas como acidentes do terreno cujas cristas. (8) necessidade de aclimatação e adaptação da tropa. (4) grandes dificuldades para realizar o apoio logístico: (5) escassez de recursos locais. os quais são imprescindíveis para atender às necessidades de apoio logístico da tropa. precipícios. penhascos. etc.EMPREGO DA INFANTARIA. daquela preconizada para o terreno convencional. qualquer terreno que apresente encostas íngremes pode exigir técnicas especiais de montanhismo para sua transposição e/ou utilização. entretanto. b. MARCHAS EM MONTANHA a. (2) estradas e caminhos escassos. (6) necessidade de adoção de técnicas e equipamentos especiais. (7) condições meteorológicas instáveis e adversas. dificultando o movimento. tendo em vista a compartimentação do terreno e as dificuldades de ressuprimento. Características das operações . os passos e os desfiladeiros. (2) A doutrina militar de emprego de uma força em região montanhosa não difere. em sua essência.C 7-20 ARTIGO VI OPERAÇÕES NA MONTANHA 6-6.

OPERAÇÕES OFENSIVAS a. O peso a conduzir. e. 6-8. A noite e os períodos de reduzida visibilidade devem ser 6-4 . Os locais de estacionamento da tropa devem ser cuidadosamente selecionados. e para cada 500 metros na descida. porém a tropa deve estar apta a executá-los. uma marcha de 16 quilômetros em uma estrada de superfície plana. d. f. Por exemplo. podendo variar em função do terreno a percorrer. a altitude e as distâncias a vencer devem ser gradualmente aumentados. Maiores detalhes acerca de marchas em terreno montanhoso podem ser encontrados no manual C 21-18 . devem ser devidamente consideradas no planejamento das operações ofensivas. As áreas limitadas e o aumento do tempo de escoamento das colunas. a higidez e a capacidade de suportar esforços físicos prolongados e de recuperar-se rapidamente são qualidades que o combatente de montanha deve ter para realizar. o reconhecimento prévio e a equipagem dos pontos críticos a ultrapassar. Os deslocamentos noturnos são bastante dificultados. até mesmo pelotões. considerando a distância medida na carta. sendo executado. etc. Os dados acima referem-se à tropa equipada. Algumas medidas podem ser tomadas para facilitar estes deslocamentos: reconhecimentos. A velocidade de deslocamento dificilmente pode ser calculada com exatidão. Em geral. g. Tal condicionamento físico somente pode ser alcançado através de marchas e escaladas freqüentes. Deve-se somar uma hora para cada 300 metros de desnível na subida.6-7/6-8 C 7-20 levando-se em consideração tanto a facilidade de movimento quanto a segurança tática. Deve ser dada importância para a seleção de locais que possibilitem o pouso de helicópteros para suprimento e evacuação. um deslocamento neste ambiente operacional. apoio de animais. com a tropa equipada para o combate. Generalidades (1) As condições meteorológicas. Se existe um total de 600 metros de subida e um total de 500 metros de descida o deslocamento levará um total de 7 horas. impõem que as companhias e. sempre que possível. estacionem separadamente em locais apropriados. quantidade de equipamento conduzido. os estacionamentos de montanha são localizados em regiões dominantes. dotadas dos requisitos necessários à defesa circular e à defesa aérea. O vigor físico. leva 4 horas.MARCHAS A PÉ. balizamento de itinerários. c. à medida que o combatente for se aclimatando. ao tempo necessário à marcha. A regra que se segue proporciona uma estimativa do tempo necessário para cobrir uma determinada distância. pois aumentam a segurança e o sigilo das operações. h. normalmente. pela importância que têm nas operações em montanha. emprego de guias e diminuição da distância entre os homens. com êxito.

(2) Organização para a marcha (a) A organização para uma marcha para o combate em terreno montanhoso não difere muito daquela empregada para um terreno convencional. o tempo de reação é demorado e o controle difícil. (3) As previsões. até o nível subunidade. porém a execução é descentralizada. devendo-se observar a segurança em todas as direções que deve ser continuamente mantida. as distâncias e intervalos são reduzidos (formação cerrada) para aumentar o controle e a velocidade. O exercício da iniciativa pelos escalões subordinados é indispensável. 6-5 . tão importantes nas operações em montanha. (4) Segurança (a) O terreno montanhoso oferece muitos lugares favoráveis à observação inimiga e à realização de emboscadas. Em todos os casos. b. Quando o terreno impõe a utilização das formações em coluna ou em linha. para que não impeçam a progressão do grosso. infiltrações. ou quando o contato é iminente. por destacamentos de segurança suficientemente fortes para defendê-los contra a ação de patrulhas de combate ou de reconhecimento inimigas ou. execução de ressuprimentos. A neutralização da observação inimiga pode ser feita pelo uso de fumígenos e pelo fogo das armas.C 7-20 6-8 aproveitados ao máximo. Pontos dominantes ou críticos devem ser ocupados. têm um justo limite que deve ser respeitado. Por este motivo. Na formação em coluna com tropas a pé. pois resulta em comandantes temerosos e incapazes de trabalhar por si só. cada elemento separado do grosso deve ser capaz de combater isoladamente. (2) A recuperação de forças empenhadas nas operações em montanha. Essa tutela em regiões montanhosas é um procedimento perigoso. a profundidade da coluna de um batalhão pode ter vários quilômetros e o tempo de escoamento consumir várias horas. (b) Quando se dispõe de mais de uma trilha para o deslocamento. (3) Seleção de objetivos . Marcha para o combate (1) No deslocamento por uma trilha estreita. exigindo que o comandante dê ênfase especial às medidas de segurança. constituem tarefas lentas e difíceis. cabendo aos comandantes. O desdobramento deste dispositivo leva um tempo considerável. imediatamente. o planejamento para o emprego das unidades deverá resultar de um detalhado estudo onde sejam consideradas todas as alternativas possíveis e as previsões de emprego futuro da força. Geralmente.A seleção dos objetivos de marcha deve ser em função dos fatores da decisão. emitirem claramente sua intenção aos comandantes subordinados. com uma consideração especial acerca do tempo disponível para o deslocamento. mudanças de posições. elementos infiltrados. Estes meios são utilizados. podem ser usadas colunas paralelas com a flancoguarda nas cristas e o grosso no vale. as condições de visibilidade restrita serão especialmente úteis nas marchas para o combate. bem como a modificação do dispositivo adotado. Não se pode incorrer no erro de estabelecer detalhes de execução que devam ficar a cargo dos comandantes subordinados. remoção de obstáculos e ataques. visto que o planejamento é conduzido de maneira centralizada. Pode ser necessário neutralizar ou desbordar posições inimigas de difícil acesso. ainda.

se não existirem meios aeromóveis. (c) O deslocamento lateral entre elementos vizinhos é normalmente difícil ou impossível. controlados ou patrulhados e da mobilidade das próprias forças. cada grupo de combate providencia sua segurança e tira partido das cobertas e abrigos disponíveis. (5) Conduta da marcha para o combate (a) Quando o contato com o inimigo é iminente ou foi estabelecido. Porém. devido às dificuldades impostas pelo terreno ao movimento e ao perigo. sensores. Têm grande importância a utilização de pontos e linhas de controle. sempre que possível. (e) A segurança de flanco é obtida pelo emprego de forças que ocupam terreno dominante nos flancos do grosso. do contato visual. Durante a noite e em períodos de visibilidade restrita. elas podem ser empregadas para flanquear. empregam-se flancoguardas fortes em elementos terrestres. o faseamento da operação. deslocam-se com antecedência em relação ao grosso. um ataque exclusivamente terrestre torna-se. para iludir o inimigo quanto à utilização de determinadas Via A.6-8 C 7-20 também. radares de vigilância. ou quando a atividade do inimigo aéreo dificulta o deslocamento diurno. fica mais difícil manobrar as forças disponíveis. isolar ou desbordar a posição inimiga. Todo esforço deve ser feito para a manutenção. enquanto fogos indiretos. A quantidade e a composição dos elementos que cobrem os flancos variam em função do número de acidentes do terreno que devem ser ocupados. patrulhas. o reconhecimento em força deve ser cuidadosamente planejado. c. porém facilitam a obtenção de surpresa. atrai o fogo da artilharia inimiga. A freqüente falta de estradas e/ou trilhas nos flancos do grosso limitam a atividade das flancoguardas a patrulhas de observação aérea ou patrulhas de combate transportadas por helicópteros. então. no mínimo. cuja mobilidade seja limitada pelo movimento a pé. a força desloca-se abaixo da crista topográfica com segurança no flanco e mantendo a observação sobre o vale. especial atenção deve ser dispensada à sua detecção e neutralização. Quando não existirem itinerários cobertos. Entretanto. muitas vezes perigosas e excessivamente desgastantes. (d) Nas paradas.Nas operações ofensivas em terreno montanhoso. necessário. aviões e helicópteros de ataque são empregados contra ela. sempre 6-6 . As forças de segurança. As marchas noturnas em montanhas são difíceis. Medidas e equipamentos a serem empregados incluem: postos de observação e de escuta. a fim de possibilitar a coordenação e o controle do deslocamento da força como um todo. Os comandantes devem planejar o movimento dessas forças sem perder de vista as dificuldades que se lhe oporão. onde algumas das melhores trilhas são encontradas. dispositivos de iluminação acionados por cordéis de tropeço e equipamentos de visão noturna. Reconhecimento em força . Caso existam reservas aeromóveis. o emprego de patrulhas de ligação e. (b) Uma vez estabelecido o contato. a infiltração inimiga é um perigo constante. é bem provável que o inimigo empregue minas e armadilhas. (b) O movimento na linha de crista. a maioria das marchas é realizada à noite. (c) Devido à escassez de trilhas e caminhos. até mesmo.

(6) Conduta do ataque (a) O ataque busca invalidar a defesa do inimigo. minados. sempre que possível. artilharia antiaérea em missão de superfície. condições meteorológicas adversas e visibilidade limitada não permitem que se confie em apenas um ou outro meio. sempre que possível. É conveniente que seja sempre mantido um número de tiros em reserva. fogo de artilharia naval e aerotático se complementam. por outros meios que impliquem menores riscos e desgastes. helicópteros de ataque. para ser usado somente por ordem do comandante da unidade. a não ser que receba ordem para isso. Como os espaços disponíveis para o desdobramento dessas instalações são limitados. uma vez que são vitais para as suas operações. pela compensação das limitações inerentes a cada um impostas pelas condições do ambiente operacional. A velocidade de progressão do ataque deve contrapor-se à possibilidade do inimigo de reagir. (2) O inimigo deve ser atacado onde for mais fraco. possuem muitas vantagens. Ataque (1) O combate decisivo em montanhas normalmente é travado nas alturas dominantes. da força que o executa ficar decisivamente engajada sob condições extremamente desfavoráveis. (b) Embora os ataques à noite e sob outras condições de visibilidade limitada. em terreno montanhoso. sejam de difícil execução e desgastantes. artilharia de campanha. O terreno compartimentado. As instalações logísticas do inimigo são objetivos atrativos. Morteiros. as operações tornaram-se mais exeqüíveis. (3) É essencial o reconhecimento meticuloso e contínuo. O desbordamento e a infiltração. (5) As dificuldades de remuniciamento exigem um planejamento pormenorizado acerca da munição disponível para as operações. Ele se dirige para objetivos profundos. Este tipo de operação 6-7 . (4) O planejamento do apoio de fogo deve prever uma grande sincronização e coordenação de todos os meios disponíveis. Todo esforço deve ser feito para se lutar de cima para baixo. d. acima dos vales ou dos passos existentes. Com a utilização dos modernos equipamentos de visão noturna. são as formas de manobra preferidas. elas são mais facilmente localizadas e se tornam mais vulneráveis. O escalão de ataque não faz a limpeza da zona de ação. desbordando posições inimigas difíceis de serem conquistadas. Processos especiais de suprimento e o emprego de munição para consumo imediato são algumas das medidas que podem ser adotadas para minorar este problema. obrigando-o a abandonar as posições preparadas e a improvisar a luta em terreno aberto. Os intervalos entre as posições defensivas são. normalmente. Peças de manobra que são detidas ou perdem a impulsão são substituídas em sua missão por peças de manobra que as ultrapassam ou desbordam para continuar o ataque. O inimigo normalmente ocupa as partes altas do terreno para retardar ou deter as forças atacantes. Os campos de minas são mais irregulares do que em terreno comum. As posições fortemente defendidas devem ser isoladas e desbordadas por forças aeromóveis ou por meio de infiltrações. As informações necessárias devem ser obtidas. As posições são organizadas para a defesa em todas as direções e melhoradas tanto quanto o tempo permita.C 7-20 6-8 presente.

Formas de manobra na ofensiva (1) Nas operações em montanhas. as unidades de infantaria utilizam ao máximo o tiro indireto e o apoio aéreo aproximado. (2) os carros de combate são utilizados ao longo das estradas e das trilhas para manter o contato e atacar unidades inimigas que retraem. (c) Em terreno montanhoso. (5) quando as reservas se deslocam a pé. as seguintes considerações influenciam o emprego dos meios no aproveitamento do êxito e na perseguição: (1) a necessidade de bater com fogos profundos as vias de escape do inimigo exige que os helicópteros sejam empregados para mudar a artilharia rapidamente de posição e deslocar os observadores avançados. (e) Os postos de comando cerram à frente para permitir controle efetivo dos elementos avançados. f. Um planejamento detalhado permite efetivo controle pelo comandante e facilita a adoção de ações alternativas na eventualidade de uma ocorrência imprevista. O uso de armas incendiárias. (3) as forças aeromóveis são empregadas em pontos de passagem obrigatória do inimigo. 6-8 . a existência de densa vegetação em alguns casos. tais como: formas abruptas do terreno. elas devem seguir próximas do escalão de assalto. Aproveitamento do êxito e perseguição . a deficiente rede de estradas e as restrições impostas à visibilidade pelas mudanças repentinas das condições meteorológicas. e. A permanência sob o alcance do lançamento de granadas de mão inimigas deve ser evitada. embora organizados para prover segurança em todas as direções. (2) Outra forma de manobra bastante empregada em terreno montanhoso é a infiltração. Muito embora os postos de comando fiquem próximos da linha de contato. (d) Para fazer face à um decréscimo na eficiência do tiro direto das armas terrestres.Nas operações em montanhas. o desenfiamento e a proximidade das unidades de apoio e das reservas proporcionam-lhes proteção contra os fogos diretos do inimigo e contra infiltrações. Isto se deve às características do terreno montanhoso. o assalto normalmente inicia-se das últimas posições cobertas. as quais para serem alcançadas podem necessitar deslocamento por lanços. de fósforo branco e de granadas fumígenas são de grande utilidade para superar resistências inimigas durante o assalto final. os obstáculos do terreno. superando. nos passos e nos desfiladeiros. como em qualquer outra.6-8 C 7-20 proporciona condições para a obtenção de surpresa e é realizada sempre que possível. o desbordamento é preferido em relação à penetração. Os pontos fortes da defesa. a fim de reduzir o tempo para o seu emprego. até que se chegue no alcance do lançamento de uma granada de mão. normalmente oferecem um ou mais flancos acessíveis e são vulneráveis a ataques procedentes de múltiplas direções. Os elementos de assalto deslocam-se rapidamente para o topo do objetivo. dessa forma. (4) o apoio aerotático continuamente ataca as colunas em retirada. especialmente nas pontes.

A surpresa é obtida pelo deslocamento em terreno que o inimigo considera impeditivo para tropa de qualquer natureza. é indispensável um adequado apoio de fogo à força que executa a incursão. Particularmente na fase do retraimento. Incursões . g. (4) A infiltração reveste-se das seguintes particularidades: (a) necessidade de reconhecimentos detalhados das faixas de infiltração por elementos especializados (Guias de Montanha) para verificar a necessidade da equipagem dos obstáculos a ultrapassar e definir o tipo e quantidade de equipamentos a empregar. o ERS (Escalão de Reconhecimento e Segurança) deverá possuir em sua constituição um grupo de escaladores para a equipagem das mesmas. para proporcionarem segurança aos escaladores e vias equipadas (Fig 6-1). Este último método elimina a necessidade de comunicações. que podem ser detectadas e comprometer todo o movimento. (b) caso exista a necessidade de ser realizada a equipagem de vias. de modo a permitir o deslocamento do maior efetivo possível e no mais curto espaço de tempo. conforme seqüência estabelecida pelo elemento de apoio de fogo.As incursões constituem parte essencial das operações em montanha. Equipagem de vias pelo ERS (5) Fogos de neutralização de morteiros e artilharia são planejados ao longo de cada faixa de infiltração. são utilizadas várias faixas de infiltração. Estas operações são realizadas em horas e locais inesperados e buscam tirar proveito da escuridão e de outros períodos de visibilidade limitado. 6-9 .C 7-20 6-8 (3) Normalmente. Elas são normalmente realizadas por tropas a pé ou aeromóveis. Fig 6-1. além de grupos de segurança de base e grupos de segurança de topo. Eles podem ser transportados a pedido das unidades avançadas ou a horário.

c. (3) Esta defesa em larga frente obriga a execução de um minucioso estudo do terreno para selecionar as zonas ativas e os efetivos a empregar em cada uma delas. O combate defensivo em terreno montanhoso confere ao defensor as seguintes vantagens: (1) a exploração do grande valor defensivo natural das posições em montanha. reduzidas. com comandamento de vistas e fogos sobre o atacante. a defensiva em montanha apresenta. (3) a execução do tiro de posições estáticas. (3) o terreno compartimentado e a existência de encostas matosas facilitam a aproximação do inimigo. b. Generalidades (1) O terreno montanhoso proporciona ao defensor excelentes observatórios e posições de bloqueio. A confiança exagerada no valor natural do terreno pode resultar em surpresas de graves conseqüências. Considerações durante o planejamento (1) Dificuldade de emprego da reserva. (4) a facilidade relativa de movimentação dos meios. devido à compartimentação do terreno. pois não existem obstáculos intransponíveis para elementos tecnicamente bem capacitados. com profundidades. dentre outras. Isto decorre dos amplos espaços que devem ser cobertos com efetivos reduzidos. (2) a organização do terreno. da dificuldade de apoio mútuo e da possibilidade de o inimigo realizar a abordagem das posições pelo flanco ou pela retaguarda. (4) a dificuldade de escavar exige maior tempo para a preparação e organização das posições. Daí o freqüente uso de pontos-fortes de pelotões e companhias. Por isso a luta nesse ambiente operacional é invariavelmente travada em busca do controle das regiões dominantes. (5) a possibilidade de ser desbordado e isolado pelo inimigo. normalmente. (2) Necessidade de conduzir a defesa em largas frentes. Por outro lado. as seguintes desvantagens: (1) a compartimentação do terreno dificulta transportar prontamente os fogos das armas de apoio. (2) é freqüentemente impossível obter fogos rasantes em terreno acidentado. 6-10 . (6) a reduzida transitabilidade dificulta um rápido emprego das reservas. obrigando seu freqüente desdobramento e sua localização nas regiões de provável emprego desde o início. Não se deve abandonar as chamadas “rotas impossíveis” nas montanhas. d. OPERAÇÕES DEFENSIVAS C 7-20 a. (2) Cada posição no terreno deve ser organizada para fazer face a ataques vindos de qualquer direção. no contra-ataque. mediante a previsão de uma rede de trilhas que atenda às necessidades da força.6-9 6-9. como um todo. tendo em vista a melhoria de suas características defensivas.

Daí a necessidade de se evitar soluções ortodoxas na sua localização. bem como. com o vértice no fundo do vale e a parte côncava voltada para o inimigo (4) A defesa de um divisor de águas pode ser necessária. a força pode adotar um dispositivo linear ou em profundidade. os núcleos devem ser localizados nas alturas adjacentes e em profundidade. Este dispositivo se assemelha a um “V”. na encosta ou na contra-encosta. (5) A defesa de um colo assemelha-se. mesmo no escalão batalhão. deve-se ter cuidado na seleção de posições para os elementos de apoio logístico e de apoio ao combate. Organização da defesa (1) É a mesma da defesa em terreno convencional: área de segurança. Uma força com esta missão pode instalarse no seu sopé. de uma garganta ou de uma passagem entre duas formações rochosas. para retardar e desorganizar seus preparativos para o ataque. g. 6-11 . Os campos de minas devem ser cobertos por fogo. quando separa dois vales importantes. (3) Quando defendendo um vale em região montanhosa. sendo a defesa na encosta a mais comum. o patrulhamento precisa também ser conduzido nestas áreas para proporcionar um alerta oportuno e participar da destruição das forças de infiltração adversárias. normalmente. Podem ser organizados pontos fortes de pelotão e companhia com apoio mútuo entre eles. os ataques inimigos visam aos flancos e à retaguarda. (2) Em face das dificuldades de realização de movimentos. Isto é. Os espaços vazios devem ser cobertos com patrulhas. e.Em virtude do limitado espaço na área de retaguarda. em suas linhas gerais. por exemplo. área de defesa avançada e área de reserva. (3) A defesa é organizada de modo a cobrir todas as Via A. Ações de inquietação devem ser executadas para forçar o inimigo a desviar forças para as missões de segurança. Os pontos fortes são organizados para a defesa em todas as direções e se utilizam tanto das encostas como das contra-encostas. (2) Na área de defesa avançada. Como. à defesa de um desfiladeiro. eixos de suprimentos e instalações administrativas. prontas para executar contra-ataques imediatos. As patrulhas de combate devem ser empregadas para se infiltrar nas linhas inimigas e atacar postos de comando. Estas instalações são muito visadas pelo inimigo. deve ocupar o fundo do colo e as alturas que o dominam. Condução da defesa (1) As operações em montanha exigem que a defesa seja conduzida de forma agressiva. pequenas reservas devem ser localizadas junto às posições mais avançadas. bem como o recobrimento da observação. (6) O apoio mútuo torna-se extremamente difícil. Localização das instalações e armas de apoio . de modo a possibilitar bater o vale com fogo cruzado. f.C 7-20 6-9 (4) Previsão de núcleos que barrem o acesso às regiões favoráveis ao desbordamento das posições defensivas principais. por sensores remotos e campos de minas.

o comandante deve dar às comunicações alta prioridade em seu planejamento e supervisão. (3) Logística . (2) Morteiros: são uma das principais armas empregadas nas operações em montanha devido à possibilidade de atirar em qualquer direção. diminuem suas possibilidades. o que permite atingir os ângulos mortos e a contra-encosta das elevações. exigindo planos para meios alternativos. sendo este o meio mais empregado no interior das posições defensivas. repetidores de rádio e sistema fio para assegurar comunicações contínuas. sendo uma das mais marcantes a dificuldade para o remuniciamento. conseqüência das limitadas possibilidades de dispersão. As características do terreno. Apoio logístico (1) Visando aumentar a segurança do fluxo de apoio do escalão considerado. (2) O principal meio empregado é o rádio. (a) Suprimentos O processo normal de distribuição é a distribuição na unidade. Conseqüentemente.6-10 6-10. sua relativa facilidade de transporte e a execução do tiro mergulhante.A obtenção de recursos é bastante dificultada em região de montanhas. mas os processos especiais de suprimento podem ter grande emprego. isto é. as diversas instalações devem ser desdobradas o mais à frente possível. há uma dependência maior dos recursos oriundos de fora da zona de operações. freqüentemente. (3) Canhões sem recuo e mísseis: podem ser empregados para reduzir posições inimigas fortificadas ou na defesa anticarro. Na maioria dos casos. A instalação do sistema fio necessita de planejamento e execução cuidadosos a fim de assegurar a proteção do fio contra os elementos naturais e ações do inimigo. porém estas armas têm um grande papel ao proporcionar o apoio mútuo perdido pela distância entre as frações. ASPECTOS COMUNS ÀS OPERAÇÕES EM MONTANHA C 7-20 a. as comunicações podem ser estabelecidas com o equipamento de comunicações orgânico dos batalhões de infantaria suplementado com o material necessário para retransmissão rádio. c. particu6-12 . das condições do terreno e apresenta a desvantagem de ser bastante lento. respeitando-se as distâncias de segurança que a situação tática indicar. O emprego de mensageiros depende. As limitações que este tipo de arma sofre incluem a alteração do comportamento da munição devido ao vento e ao ar rarefeito.O emprego das armas de apoio revestese de algumas características especiais. deve-se adotar o máximo de medidas de segurança ativas e passivas. além de poder executar o tiro sobre a tropa. Emprego das armas de apoio . (2) Devido à grande vulnerabilidade que as instalações apresentam contra incursões terrestres e aéreas. e a freqüente redução no alcance pela utilização de grandes ângulos de tiro para evitar os obstáculos do terreno. b. devendo-se atentar para a área de sopro de cada arma. em grande parte. (1) Metralhadoras: o grande número de ângulos mortos dificulta a obtenção da rasância para o tiro das metralhadoras. Comando e controle (1) Em regiões montanhosas.

porém. Os coturnos utilizados em operações convencionais são adequados para as operações em montanha. Classe II . podem substituir a ração R1. Em ação. particularmente os helicópteros. exceto para o assalto final a um objetivo. as tropas conduzem somente o suprimento necessário ao consumo imediato. próprios para a montanha. Classe V . o emprego de carregadores é indispensável quando a natureza do terreno ou a situação tática imponha. As patrulhas de ressuprimento serão freqüentemente necessárias. as tropas devem ser dotadas de botas especiais. deve-se buscar fornecer pelo menos uma refeição quente por dia. (b) Transporte O transporte pode ser realizado por meio de viaturas. Além disso. Classe I . É recomendável que as mochilas e sacos de dormir permaneçam com o homem durante as operações. viaturas ou reboques-cisternas. preparar e instruir homens para o exercício desta função.C 7-20 6-10 larmente o suprimento por via aérea. o fornecimento de água fica condicionado ao transporte de grandes quantidades em camburões. são uma necessidade. não devendo ser sobrecarregadas. mas sua utilização depende em grande parte das condições meteorológicas reinantes. particularmente as que exijam pouca água para sua confecção. (c) Saúde .o transporte motorizado apresenta dificuldades derivadas do relevo e das condições climáticas. Classe III . todas as viaturas devem se deslocar em coluna aberta ou por infiltração. os animais de carga são um meio de transporte imprescindível nas unidades de montanha. normalmente. que provoca perda de sustentação. Deve-se prever.as rações operacionais. Os meios aéreos. a fim de não ter a sua capacidade de manobra reduzida.O apoio de saúde é bastante crítico. já que são capazes de acompanhar o homem em quase todos os locais. Nas montanhas. A capacidade de carga dos carregadores será função da distância a percorrer e do terreno. em regiões de grandes altitudes (particularmente acima de 4000 m). animais e meios aéreos. O fator de consumo de combustível aumenta sensivelmente. devendo-se observar a capacidade de transporte dos homens. Para o seu emprego torna-se necessário condutores especializados. tornando-se necessário o uso de macas adaptadas às condições do terreno. carregadores. Durante o dia. devendo-se prever meios alternativos. Freqüentemente. já que existem regiões em que os animais e outros meios de transporte não podem ser empregados. caso o terreno apresente necessidade de escaladas. porém.os utensílios de rancho. transportando cargas de até 100 Kg. ração para os animais e apoio veterinário. o emprego dos helicópteros torna-se bastante limitado devido à rarefação do ar. 6-13 . a fim de reduzir a vulnerabilidade aos ataques aéreos.a munição destinada às armas de apoio pode ser transportada pelos fuzileiros. Por suas condições de força e flexibilidade. No caso da sua escassez. apresentam grandes vantagens em relação aos outros meios. e ao agravamento das condições meteorológicas.a disponibilidade de água varia bastante em função das condições locais. Classe X .

tanto na evacuação de material. que não possuem a mobilidade necessária para este tipo de terreno. 6-14 . (e) Pessoal . (d) Manutenção. A instalação de somente um posto de socorro muitas vezes pode não ser suficiente para o atendimento das necessidades.6-10 C 7-20 os meios aéreos são os únicos a permitir a evacuação de casos graves. como na manutenção de 3º escalão realizada pelos elementos de apoio direto. Além disso. as atividades no campo do pessoal exigem redobrada atenção. Aumenta a importância das manutenções de 1º e 2º escalões. particularmente as de moral e assistência ao pessoal.Face ao desgaste sofrido pelo homem nas operações em montanha. a tropa deve possuir adestramento no uso de técnicas de resgate e evacuação em terreno montanhoso.A execução desta atividade encontra dificuldades.

GENERALIDADES a. apoio ao combate e apoio logístico em benefício de um determinado escalão da força terrestre são denominadas operações aeromóveis. No entanto. outros tipos de unidades de infantaria também podem realizá-la. 7-1 .C 7-20 CAPÍTULO 7 OPERAÇÕES COM CARACTERÍSTICAS ESPECIAIS ARTIGO I OPERAÇÕES AEROMÓVEIS 7-1. GENERALIDADES a. ARTIGO II OPERAÇÕES AEROTERRESTRES 7-2. visando ao cumprimento de missões de combate. b. Um modelo de O Op Amv encontra-se no Anexo C deste manual. c.aborda o assunto com maior profundidade.OPERAÇÕES AEROMÓVEIS . d. O Batalhão de Infantaria Leve (BIL) e a tropa mais apta a ser empregada em Op Amv. Operação aeroterrestre é uma operação conjunta ou combinada que envolve o movimento aéreo e a introdução numa área de objetivo de forças de combate e dos respectivos apoios. As operações realizadas por força de helicópteros ou forças aeromóveis (F Amv). A IP 90-1 . de valor unidade ou subunidade. para a execução de missão tática ou estratégica.

BRIGADAS DE INFANTARIA e C 57-30OPERAÇÕES AEROTERRESTRES. A missão básica do BI Pqdt. equipado e adestrado para o assalto aeroterrestre. Outras missões que podem ser realizadas pelo BI Pqdt. Para assegurar a unidade de esforços. é executar o assalto aeroterrestre. conquistar e manter objetivos importantes. orgânico da Bda Inf Pqdt. movimento aéreo. um pelotão de cavalaria. lançado de pára-quedas ou aerotransportado. Normalmente. um pelotão de engenharia. e. operar isoladamente quando não for necessário o emprego da brigada como um todo e uma F T valor Btl puder cumprir a missão. MISSÃO a. A força-tarefa batalhão de infantaria pára-quedista (FT BI Pqdt) pode ser integrada por um batalhão de infantaria. f. elementos de comunicações e de guerra eletrônica. Pode. são consideradas missões secundárias. Pode receber. pela F Ae. esses meios podem reverter ao controle da brigada. visando barrar os movimentos do inimigo ou facilitar o avanço das forças amigas. atingem a área do objetivo lançadas em páraquedas. constantes do ANEXO A deste manual. c. aumentar a rapidez de entrada em ação e evitar os problemas resultantes da dispersão e da falta de controle na fase inicial da reorganização. uma bateria de artilharia. de saúde e uma equipe precursora. As forças terrestres. De acordo com as necessidades do escalão superior. ainda o apoio de elementos de forças especiais previamente infiltrados na região de operações. é especialmente organizado. o batalhão normalmente é organizado em forçatarefa. Uma operação aeroterrestre se desenvolve em quatro fases: montagem. entretanto. O BI Pqdt. de acordo com as suas possibilidades e limitações. mesmo enquadrado pela brigada. d. assalto e operações subseqüentes. 7-3. o Btl opera enquadrado pela Bda. As demais considerações sobre as operações aeroterrestres constam dos manuais de campanha C 7-30 . As forças terrestres são fornecidas pelo Exército e os meios aéreos. 7-2 . especialmente treinadas e equipadas para a execução de uma operação aeroterrestre.7-2/7-3 C 7-20 b. de manutenção. b. g. aerotransportadas ou de forma mista. compondo o “ comitê de recepção” .

O planejamento desses planos se desenvolve na ordem inversa da execução da operação. buscando-se. Algumas finalidades do estabelecimento de uma C Pnt Ae 7-4. PLANEJAMENTO a. a simplicidade em sua execução por parte da tropa. contudo. 7-3 . São eles: plano tático terrestre. plano de desembarque. Técnica de Planejamento (1) No planejamento das operações são desenvolvidos quatro planos básicos. (Fig 7-2) (2) O planejamento de uma missão aeroterrestre é bastante complexo e deve ser o mais detalhado possível.C 7-20 CORTAR FLUXO de Sup do Ini IMPEDIR O REFORÇO do Ini GARANTIR R Psg ACELERAR O CERCO 7-3/7-4 Fig 7-1. plano de movimento aéreo e plano de aprestamento. considerando-se os fatores da decisão.

Fig 7-2. o Cmt Btl e o EM consideram particularmente: (a) estudo do terreno e das condições meteorológicas. e 7-4 . (b) possibilidades do inimigo quanto ao emprego de blindados e as características do terreno para defender-se desses blindados. quantidade e tipo de material e suprimentos com que contará na área de operações. de forças especiais e necessidades de treinamento e ensaios técnicos. (c) possibilidade do inimigo quanto ao emprego de aeronaves. (2) Um Btl poderá receber mais de uma missão em uma mesma operação aeroterrestre. Além das informações constantes do manual C 7-30 . no entanto. material e suprimentos. Planejamento e execução de uma Op Aet b. tais como: emprego de precursores pára-quedistas.7-4 OPERAÇÃO AEROTERRESTRE PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO CABEÇA-DE-PONTE AÉREA Plj PLANO TÁTICO TERRESTRE 1 PLANO DE DESEMBARQUE 2 PLANO DE Mvt AÉREO 3 PLANO DE APRESTAMENTO 4 PLANO DE Ap AÉREO 5 AERODROMOS ZL ZL C 7-20 JUNÇÃO Exec COMBATE (Ofs/Def) 5 DESEMBARQUE 4 Mvt AÉREO 3 APRESTAMENTO 2 APOIO AÉREO 1 UNIDADES AÉREAS E PÁRA-QUEDISTAS ORDENS PARA EXECUÇÃO Não é executado no escalão Btl. (d) efetivo. (f) data/hora. devem ser claramente definidas as respectivas prioridades de execução. seqüência e método da aterragem do pessoal. durante o período previsto para o cumprimento da missão. (3) Durante o estudo de situação.BRIGADAS DE INFANTARIA e outras poderão constar. Estudo de situação (1) Os planos e as ordens da brigada fornecem ao Cmt Btl diversas informações adicionais peculiares a uma operação aeroterrestre. (e) localização e características das ZL e/ou zona de aterragem de sua unidade.

fornecimento da segurança inicial das zonas de lançamento e das pistas de pouso para aeronaves. do escalão superior e vizinhos. Escalonamento da Força Pára-quedista . (1) Escalão precursor (a) O escalão precursor é composto. reforçadas por elementos de segurança. por meio de deslocamento aéreo (lançado de pára-quedas ou aerotransportado) ou de superfície ou pela combinação de ambos. Dependendo dos meios de transporte utilizados.Os integrantes da força pára-quedista são. todo o pessoal deve ser colocado a par dos planos do batalhão.C 7-20 7-4/7-5 (g) os meios aéreos disponíveis para o Btl. (2) Escalão de assalto . por uma ou mais equipes da companhia de precursores pára-quedistas. (4) Escalão recuado (a) O escalão recuado é a parte da força que é deixada na área de partida para desempenhar funções não necessárias na área do objetivo. o escalão recuado pode ser levado à frente. mas imprescindível às operações subseqüentes. ESCALONAMENTO DAS FORÇAS a. desempenhando as seguintes missões: balizamento e operação das zonas de lançamento (ZL) e zonas de pouso (ZP). cooperação para a reorganização da tropa pára-quedista. (b) Se a força pára-quedista prossegue no combate terrestre após a junção. orientação e controle do trafego aéreo na região da C Pnt Ae. (b) Ele deve ser inserido na área do objetivo o mais cedo possível. Inclui suas reservas e tropas de apoio. (4) Em face da complexidade da operação. Da mesma forma. os comandantes de companhia devem ter um perfeito entendimento das intenções dos comandantes do batalhão e da brigada. normalmente. permanece definitivamente na nova área de emprego. (3) Escalão de acompanhamento (a) O escalão de acompanhamento é a parte da força pára-quedista não necessária na área do objetivo durante o assalto inicial. de apoio ao combate e de apoio logístico. entre outras. ou de estacionamento. (b) O escalão precursor precede o escalão de assalto. ou eventualmente. da descentralização das ações e da possibilidade de desembarque em áreas diferentes das planejadas. de saúde e outros elementos julgados necessários. normalmente. organizados em quatro escalões.O escalão de assalto é composto pelas forças necessárias para conquistar os objetivos de assalto e a C Pnt Ae inicial. após a aterragem. 7-5 . o escalão de acompanhamento incluirá os veículos e equipamentos adicionais das unidades do escalão de assalto e de unidades adicionais de combate. 7-5. assim como dos planos alternativos.

5 km (Fig 7-3). (c) terreno . A máxima utilização de obstáculos naturais deve ser observada. garantindo em última instância. (Fig 7-3) (2) A L C Pnt Ae é aproximadamente circular e delimita o terreno a ser defendido. (2) O BI Pqdt pode receber uma missão de defender um setor de uma C Pnt Ae.o tempo necessário para a conquista dos objetivos de assalto e o prazo provável de duração da missão. permitindo dessa forma a concentração de esforços para barrar os eixos mais importantes. para assegurar sua melhor Def e dispersão dos meios no interior da C Pnt Ae. Os fatores que permitem determinar a localização.inicial e subseqüentes no quadro tático do Esc Sp. (d) meios disponíveis . Generalidades (1) O plano tático terrestre baseia-se nas considerações normais que regem a execução das operações terrestres.Em função dos meios disponíveis a dimensão da C Pnt Ae pode variar. o EM do Btl seleciona os acidentes capitais de maior valor defensivo que circundam a área a ser defendida. PLANO TÁTICO TERRESTRE C 7-20 a. a extensão e a forma de uma C Pnt Ae são: (a) missão . ou de defendê-la integralmente em uma operação isolada.é importante o estudo dos acidentes capitais que garantam o desdobramento do Btl e bloqueiem as Via A para o interior da C Pnt Ae.7-6 7-6. 7-6 . Usando a carta e fotografias aéreas. (b) inimigo . é iniciado com o planejamento defensivo. o cumprimento da missão. Linha de cabeça-de-ponte aérea (1) O planejamento tático terrestre. (4) Ao planejamento defensivo segue-se o planejamento ofensivo. Regula as ações de conquista e manutenção da cabeça-de-ponte aérea. caracterizando a área a manter e a linha de cabeça-deponte aérea (L C Pnt Ae). bem como operações subseqüentes ( Prf 7-11). da natureza e dos prováveis eixos de aproximação do inimigo. (e) Tempo .avulta de importância o estudo do dispositivo. b. Neste plano são determinados os efetivos e a composição dos meios necessários à execução das ações terrestres e o desenvolvimento do plano logístico em apoio ao plano tático. com base na missão. (3) A dimensão ideal do raio de uma C Pnt Ae de uma FT BI Pqdt varia de 1.5 a 2.

Devem ser selecionados de acordo com os fatores da decisão e de acordo com a seleção da L C Pnt Ae. (Fig 7-4) 7-7 .C 7-20 Rv 15 7-6 Rv 15 Ae Pnt 5 Rv 1 LC Ad t FA AL R io Rv 30 Fig 7-3. Objetivos de assalto (1) Os objetivos de assalto são os acidentes capitais que devem ser conquistados imediatamente para assegurar o cumprimento da missão e a segurança do Btl. L C Pnt Ae c.

(4) A seleção dos objetivos de assalto busca assegurar: (a) o bloqueio das principais Via A para o interior da C Pnt Ae. e deve ser conquistado no mais curto prazo possível.7-6 C 7-20 06 02 01 Ae Pnt C 03 05 04 L Fig 7-4. Manobra (1) Os esquemas de manobra representam a decisão do Cmt para a conquista e para a manutenção da C Pnt Ae. 7-6 e 7-7) 7-8 . (b) a eliminação da resistência inimiga no interior da C Pnt Ae. d. Tem por finalidade assegurar as condições necessárias para o prosseguimento do assalto aeroterrestre. podendo apresentar diferenças entre si no tocante a limites entre as peças de manobra e/ou organização para o combate (Fig 7-5. (c) defesa dos acidentes do terreno necessários à junção. (3) Caso haja objetivo de assalto inicial. e (d) defesa das ZL e zonas de aterragem. Objetivos de assalto (2) Objetivos de assalto distantes das ZL exigem a realização de operações ofensivas como marcha para o combate. este é normalmente imposto pelo Esc Sp. se for o caso. junto aos principais eixos de penetração.

Esquema de manobra para a manutenção da C Pnt Ae (2) No esquema de manobra para manutenção da C Pnt Ae. não precisando ser obrigatoriamente iguais. Na divisão dos setores. em setores pelas SU. inerentes à defesa circular: (a) não sobrecarregar uma subunidade com objetivos de alta prioridade.C 7-20 7-6 P Avç C P Avç C 3 2 1 (Z Reu) e nt A CP L P Avç C Fig 7-5. (d) evitar que uma subunidade tenha que combater em duas direções. (e) designar setores com menores frentes às subunidades responsáveis pelos eixos de aproximação mais importantes do inimigo. essa é dividida. o Cmt deve levar em consideração os seguintes aspectos. normalmente. observando a divisão topotática do terreno. 7-9 . (c) não dividir responsabilidade sobre eixos de aproximação. e (f) aproveitar os obstáculos naturais para aumentar a frente de uma peça de manobra. Via A ou objetivos. (b) proporcionar espaço de manobra suficiente para a conquista e a manutenção dos objetivos. em benefício das demais.

mobiliando-os com posições de bloqueio valor SU e estabelece outros graus de resistência para as áreas menos importantes. entre outras: . utilizadas no esquema de manobra para a manutenção da C Pnt Ae. Esquema de manobra para a conquista dos objetivos de assalto com a ZL no interior da L C Pnt Ae. (3) Freqüentemente. o comandante seleciona os principais eixos de aproximação.7-6 C 7-20 1 06 2 02 2 3 D E Prog VER E 01 o Pr gA Z UL Ae Pnt 03 LC E ZL 05 E Pr og P RET O 04 1 3 Fig 7-6. eixos de progressão para as subunidades e L C Pnt Ae. zonas de aterragem. podendo constar ainda. de acordo com a situação. 7-10 .zona de lançamento. os limites entre as peças de manobra podem ser diferentes nas duas fases. Nesses casos. Porém. locais de reorganização. dificultam a manutenção do apoio mútuo dentro da C Pnt Ae do Btl. (4) As medidas de coordenação e controle. as Z Aç designadas pelo Esc Sp e/ou o terreno. (6) Deve-se buscar sempre que a SU empregada na conquista de determinada região seja também empregada na sua manutenção. tendo em vista buscar manter sempre o apoio mútuo entre os núcleos dos pelotões. (5) No esquema de manobra para a conquista da C Pnt Ae. são idênticas às do Btl na defesa. as medidas de coordenação e controle utilizadas são semelhantes às do ataque.

(2) Elementos da reserva (a) Para a conquista da C Pnt Ae. Essa composição pode modificar-se logo que seja restabelecido o controle centralizado. de pequeno valor. uma reserva valor pelotão. normalmente.C 7-20 7-6 03 02 ro E P R g P ETO 01 g AZUL E Pro 1 L C Ae nt P ZL Fig 7-7. 1) A reserva inicial é. a fim de que as forças de assalto possam dispor do máximo poder de combate para o cumprimento de suas missões específicas. de maneira que cada uma tenha poder de combate suficiente para atender as suas necessidades. (b) Para a manutenção da C Pnt Ae. desde que sejam empregadas todas as Cia Fuz em 1º escalão. entre essas subunidades. Em conseqüência da descentralização. atribuídas em reforço às subunidades. 2) O Btl mantém. normalmente. 7-11 DE ER E Prog V EP rog VER DE . Organização para o combate (1) Elementos de primeiro escalão (a) Cada SU é organizada para cumprir sua missão no quadro da manobra. normalmente. As armas anticarro são. Esquema de manobra para a conquista dos objetivos de assalto com a ZL fora da L C Pnt Ae e. a organização para o combate de cada SU está intimamente ligada com a divisão das Z Aç. as subunidades têm suas organizações modificadas para a conquista dos objetivos.

a hora e o método de desembarque. As forças de reconhecimento e de segurança desembarcam junto com o escalão de assalto e. a localização e a situação de comando da reserva é fruto dos fatores da decisão. o plano de desembarque contém um plano de reorganização. sendo difundido em “briefings” com os comandantes táticos e mestres de salto. 2) Devido às grandes frentes e as distâncias sobre as quais as forças dos P Avç C operam. 2) Nas missões independentes. (b) Forças de reconhecimento e segurança 1) São forças que desempenham missões de vigilância além dos P Avç C. exceto quanto ao fato de que eles podem ser instalados a uma distância maior da L C Pnt Ae. auferindo-lhe maior flexibilidade para intervir no combate. ainda. postos de comando. 7-7. a missão e a execução das operações dos P Avç C são semelhantes às operações em qualquer forma de manobra defensiva. deve ser dada especial ênfase às comunicações e à segurança. se for o caso. etc). pela companhia precursora páraquedista conforme diretrizes do comandante do batalhão e de acordo com a manobra idealizada. com ênfase nos principais eixos de aproximação do inimigo. a prioridade de emprego. devem compor as forças dos P Avç C. (3) Elementos de segurança (a) Postos Avançados de Combate (P Avç C) 1) A composição. Generalidades (1) O plano de desembarque inclui a seqüência. o Btl pode receber. desembarca junto com o escalão de assalto. valem-se de ZL ou ZP mais eixada com o cumprimento de suas missões. prioritariamente. hipotecar um pelotão de fuzileiros da subunidade encarregada da conquista dos objetivos de menor prioridade. e ainda o local de chegada das tropas e do material na área do objetivo para a execução da manobra. 3) A princípio. como rádios. a princípio. 2) Frentes extensas. (2) O plano de desembarque é organizado pela Bda. a reserva permanece em Z Reu. que é preparado.7-6/7-7 C 7-20 3) Poderá. PLANO DE DESEMBARQUE a. 4) A reserva. (b) Para a manutenção da C Pnt Ae. podendo ainda. frações de cavalaria valor Pel. (3) No escalão Btl. 7-12 . Meios de comunicações e de vigilância. 1) A decisão sobre a missão. radares e meios optrônicos. em reforço. haja vista a exigüidade de meios. o valor. atuando sob controle da brigada. Essa segurança adicional é fornecida pelos meios do esquadrão de cavalaria páraquedista. podem levar o Cmt Btl a definir o valor da reserva em detrimento do poder de combate das peças de manobra da ADA. receber missão de proteção de locais críticos interiores (aeródromos. com a colaboração dos Cmt e EM dos Btl.

portanto. são levantadas as ZL e as zonas de aterragem utilizáveis. o que também permitirá aos atacantes valerem-se. (b) Realizado esse levantamento. como 7-13 . 2) designação dos locais de reorganização das SU. (c) Em seguida. deve providenciar a reunião dos extraviados. elas prosseguem sem esperar a completa reunião do batalhão. após a elaboração do plano tático terrestre e do plano de desembarque. 3) utilização dos meios auxiliares para a reorganização. (2) Planejamento da reorganização (a) O planejamento da reorganização será completado. seleciona a(s) zona (s) de lançamento e/ou de aterragem a serem efetivamente utilizadas. (d) A reorganização do Btl estará concluída quando as subunidades estiverem reunidas com 80% do seu efetivo e as comunicações estabelecidas. A Bda estabelece a hora e a ordem de desembarque de cada unidade. c. É necessário. As equipes precursoras são utilizadas para auxiliar a reorganização. a fim de poder prosseguir no combate. um certo tempo. pelo E2 da Bda. o Cmt Btl. equipamentos e suprimentos são lançados por pára-quedas ou sobre a qual suprimentos podem ser entregues por queda livre. a tropa além de tomar as medidas necessárias de segurança. cuidar dos acidentados e terminar o recolhimento dos suprimentos. (b) Todos os esforços devem ser envidados para que a reorganização seja completada sem demora. Sempre que possível devem ser utilizadas zonas de lançamento ou de pouso próximas ou sobre os objetivos de assalto. em que as aeronaves devem pousar.C 7-20 7-7 b. (2) Zona de aterragem ou zona de pouso. normalmente. (d) A presteza no estabelecimento da conquista da cabeça-de-ponte aérea é fundamental para o sucesso da operação. para reunir o material e reagrupar-se em unidades táticas. em operações aeroterrestres. (a) Simultaneamente com o preparo do plano tático terrestre. em coordenação com o E3 da Bda. ficam dispersos na ZL. é a zona especificada na área do objetivo. o Cmt Btl propõe a prioridade desejada da chegada de seus elementos nas áreas de desembarque. dos benefícios da surpresa. bem como seu material. é realizado pelo pessoal especializado da F Ae. (c) Antes do Btl concluir a reorganização. Quando as subunidades têm missões específicas imediatas. pelo oficial de engenharia e pela companhia de precursores pára-quedista. Plano de Reorganização (1) Generalidades (a) Por ocasião do assalto aeroterrestre. Esse levantamento. denominada reorganização. assessorado por elementos de transporte de tropa e precursores. Durante esta fase. inicialmente. Zonas de lançamento e zonas de aterragem (1) Zona de lançamento é a zona especificada sobre a qual tropas aeroterrestres. a tropa é extremamente vulnerável. que deverá ser o menor possível. a tropa pára-quedista. (b) O planejamento da reorganização compreende: 1) definição do processo de reorganização a ser empregado.

exigindo meios auxiliares mais complexos. As outras frações deslocam-se diretamente para os locais de reorganização. 7) recolhimento dos suprimentos de assalto. 9) hora e condições para as subunidades se deslocarem para o cumprimento da missão. utilização de fumígenos. e 10) reunião de extraviados. as primeiras frações pára-quedistas a aterrar são encarregadas de conquistar objetivos que propiciem a segurança necessária ao desembarque das unidades pára-quedistas que se seguem. (b) Em geral. 5) estabelecimento das comunicações de comando e de controle de tiro. 8) Localização do PS do batalhão e definição dos procedimentos de evacuação. (3) Reorganização noturna (a) A reorganização durante a noite torna-se mais complexa tendo em vista a falta de visibilidade e. 6) reconhecimento. levando consigo o material necessário para o assalto. 7-14 . (b) À noite. freqüentemente realizadas na própria ZL ou ZP. (c) A principal vantagem da reorganização noturna é tornar a tropa menos vulnerável aos ataques aéreos e terrestres do inimigo. a dificuldade de identificar pontos nítidos da ZL e de reconhecer o pessoal e material. balizado ou especial. 4) medidas de segurança.7-7 C 7-20 identificação de pessoal e material com código alfa-numérico. aumenta o número de extraviados e a perda de material. bandeirolas.O Btl pode se reorganizar por meio dos processos direto. (4) Processos de reorganização . etc. (Fig 7-8) (5) Locais de reorganização (L Reo) (a) Os locais de reorganização são normalmente localizados nos limites da ZL e a sua identificação é feita por acidentes do terreno e por meios auxiliares instalados pela equipe de precursores pára-quedista. o que permite a reorganização em áreas menores e mais abertas. conseqüentemente.

C 7-20 REORGANIZAÇÃO ESPECIAL REORGANIZAÇÃO Fumígeno e painel vermelho 7-7 BALIZADA Fumígeno e painel azul Fumígeno e painel amarelo Fumígeno e painel azul REORGANIZAÇÃO DIRETA Fumígeno e painel amarelo Fumígeno e painel azul Fig 7-8. 2) ficar tão perto quanto possível das ZL ou das zonas de aterragem. os locais de reorganização podem ser na própria ZL. especialmente para os desembarques diurnos. 7-15 . de acordo com o estudo de situação. para apressar a reorganização e facilitar o reconhecimento do terreno. Para a reorganização à noite. (d) Um L Reo deve satisfazer os seguintes requisitos: 1) oferecer boas condições de coberta e abrigo. Processos de reorganização (c) Os L Reo são previstos para cada SU ou para todo o Btl.

(5) Os Cmt da tropa aeroterrestre tomam medidas de segurança. postos de barreira nas estradas e 7-16 . (2) Considerando-se o efetivo das forças aeroterrestres. 4) permitir a reunião inicial das armas de apoio. pela sua localização. são imediatamente atacadas pelo elemento que desembarcar mais próximo delas. zonas de aterragem e L Reo. antes ou durante o desembarque. encontradas na ZL ou em suas imediações. sua localização no terreno e missão de cada elemento. podendo haver uma ou as duas medidas de coordenação e controle.7-7 C 7-20 3) permitir às subunidades do escalão de assalto reunirem-se e favorecer-lhes o início do deslocamento e/ou a tomada do dispositivo para o ataque. Cada companhia estabelece uma linha de P Avç que consiste numa série de pequenos pontos de vigilância. Geralmente. (f) O L Reo não exclui. Esta segurança compreende um sistema de P Avç cobrindo todo o perímetro. Segurança (1) Durante a reorganização. tomando todas as medidas de segurança. Logo após a reunião dos grupos de combate ou pelotões na ZL/ZP. deve deixar a ZL/ZP livre dos fogos diretos do inimigo. nesse período. particularmente de acordo com a distância dos objetivos de assalto e o inimigo. especificando: valor. em alguns casos. (8) O Cmt Btl coordena as medidas de segurança destinadas a proteger os L Reo das SU. não empregará mais que uma companhia para segurança da ZL/ZP. (4) O valor da força encarregada da segurança de uma ZL ou ZP deve ser o menor possível. geralmente ao aterrarem. recuperam o material lançado ou o descarregam das aeronaves. necessariamente. as medidas de segurança são de difícil execução. d. (e) Locais de reorganização alternativos deverão ser designados prevendo uma atividade inimiga inesperada. e estar em função das possibilidades do inimigo. a ocupação de uma Z Reu. em princípio. Definidas. Os homens deslocam-se para os locais de reorganização das companhias em formações que atendam à segurança. a extensão das ZL e ZP e a situação dessas forças que. os elementos de segurança deslocam-se diretamente para cumprir sua missão. a qual. composição e organização da força de segurança. da duração da missão e do terreno. a fim de facilitar a reorganização das outras unidades. à velocidade e à facilidade de comando. ficam expostas aos ataques inimigos sem direções. a missão de conquistar acidentes capitais que assegurem a reorganização das tropas e. é organizada uma linha de postos avançados (P Avç). independentemente das providências tomadas pelo Esc Sp. a tropa precisa proteger as ZL. à proporção que os pelotões e companhias se reorganizam. (3) As primeiras frações pára-quedistas têm. O plano para segurança da ZL/ZP é preparado minuciosamente. e 5) estar próximo dos itinerários que favoreçam as atividades dos elementos de apoio logístico. o desembarque (lançado de pára-quedas ou aerotransportado) de outras tropas e do suprimento imediato. (6) Um Btl atuando isolado. (7) Quaisquer tropas inimigas.

sendo necessário. (3) Avulta de importância. Reconhecimento (1) O planejamento de uma operação aeroterrestre em geral é feito utilizando-se cartas. o quadro de movimento aéreo. compondo um “Comitê de Recepção”. e colher dados acerca do inimigo. (10) O planejamento é feito nos mínimos detalhes. 7-8. Indica as cargas das aeronaves. da F Ae e as limitações técnicas dos meios de transporte. PLANO DE MOVIMENTO AÉREO a. conciliar as necessidades táticas da F Ter. esses Cmt fazem as modificações julgadas necessárias nas missões das SU subordinadas. (6) Elementos de FE infiltrados na área de operações. itinerários das patrulhas. a realização de reconhecimentos para ratificar ou retificar a decisão tomada. as rotas de vôo e outras medidas para o movimento aéreo desde os aeródromos de partida. propiciam ao Cmt Btl informações atualizadas sobre o terreno e sobre o inimigo. Enviam-se patrulhas para reconhecer as Via A para o objetivo. (7) Em face dos dados obtidos através do reconhecimento terrestre e da situação do inimigo o comandante poderá fazer as modificações julgadas necessárias nas missões das subunidades subordinadas. 7-17 . (3) Durante a reorganização. a designação das aeronaves para os grupamentos de vôo e as colunas aéreas. em face dos resultados do reconhecimento terrestre e da situação do inimigo. composição e organização de cada elemento de segurança. os locais de carregamento e de partida.C 7-20 7-7/7-8 patrulhas. o diagrama de rotas. após a reorganização. Participam ativamente de sua elaboração. (2) Constam do plano de movimento aéreo o quadro de repartição dos meios aéreos. (5) Se o Btl for reforçado por elementos de cavalaria pára-quedista. (2) O Cmt Btl inicia o reconhecimento terrestre na fase da reorganização. esboços e fotografias aéreas. estes são os mais aptos a realizar reconhecimentos. localização dos pontos de vigilância. devido ao pouco tempo em que o local de reorganização será ocupado. os elementos da Força Aérea e da Companhia de Precursores Pára-quedista. valor. Generalidades (1) O plano de movimento aéreo é elaborado em comum acordo entre os comandos da força aérea e da força terrestre que executam a operação. (9) Essas unidades de segurança são de efetivo reduzido. comunicações e fogo de apoio. (4) Para confeccionar o plano de movimento aéreo é necessário. o quadro horário de movimento aéreo e o quadro de movimento aéreo. e. para o planejamento no escalão Btl. (4) As patrulhas partem dos locais de reorganização de sua SU ou diretamente da ZL. se possível o próprio objetivo. incluindo missão. tão logo seja possível.

(2) De posse desses dados. o Cmt indica a prioridade e a seqüência do movimento das SU e prepara o quadro de carregamento de sua unidade.7-8/7-9 C 7-20 b. Quadro de Carregamento (1) O quadro de carregamento estabelece a distribuição do Btl aeronaves disponíveis. 2) Para frações maiores que pelotão. dissociação dos meios e autosuficiência de cada carga. (c) aeródromos de partida. decolagem e lançamento ou aterragem. 7-9.A dissociação de meios como armas de apoio e de comunicações. e (e) horas de embarque. o comandante observa os seguintes fatores: integridade tática.É a conseqüência do estudo da aproximação para a área do objetivo e do reagrupamento após o desembarque. (b) Dissociação de meios . Outros (1) Quadro de repartição dos meios aéreos . recebido da brigada ou planejado pelo batalhão. b. (b) distribuição pelas vagas e séries de aeronaves. evita vulnerabilidades no sistema de comando e 7-18 . em uma situação de conduta. colocando-se seus integrantes na mesma aeronave. (a) Integridade tática 1) Deve ser mantida sempre que possível. (2) Na distribuição do Btl pelas aeronaves disponíveis. o deslocamento para as áreas de aprestamento final e os procedimentos para o embarque nas aeronaves. caso as aeronaves não atinjam o seu destino. Engloba a reunião e a preparação de pessoal e de material. (3) Quadro . além dos elementos de comando pelas aeronaves de um mesmo elemento de aviões. o que proporciona rapidez na reorganização.horário de movimento aéreo . (4) É desejável que os comandantes de frações tomem conhecimento desses documentos com a finalidade de orientá-las.Neste quadro figuram todos os elementos que permitam controlar o desenvolvimento do movimento aéreo e melhor fixar os entendimentos para o apoio. Tem como base o quadro de movimento aéreo. c. O aprestamento inclui todas as ações realizadas entre o recebimento da ordem preparatória até a decolagem das aeronaves. PLANO DE APRESTAMENTO a. Quadro de Movimento Aéreo (1) O quadro de movimento aéreo. deve conter os seguintes dados: (a) quantidade e tipo de aeronaves. (2) Diagrama de rotas e quadro de rotas . Isso pode ser normalmente conseguido com as pequenas frações. obtém-se a integridade tática distribuindo-as em um mesmo elemento de aeronaves. (d) zonas de lançamento e de aterragem de destino.É a conseqüência do estudo que decorre das imposições do plano de desembarque (necessidades táticas) e das limitações técnicas e táticas dos meios de transporte.

(c) Para cada missão. O Btl e a Bda raramente conduzem uma ação retardadora. O retraimento e a retirada devem ser planejados como parte do esquema de manobra. Após o assalto aeroterrestre (conquista e manutenção) podem seguir-se ações defensivas ou ofensivas. (2) A força de incursão aeroterrestre é a mais apta para se deslocar a maiores distâncias de apoio do elemento que a enquadra. exceto pelo fato de que a força de incursão utiliza o transporte aéreo para deslocarse para a área de objetivo. A carga-tipo é a base para o quadro de carregamento de cada aeronave. para o transporte da unidade. Ao término desse planejamento. uma retirada ou um aumento de forças na área do (s) objetivo (s) para constituição de uma base para futuras operações de combate. padronizadas nas unidades pára-quedista por meio de cargas-tipo. normalmente. o Btl examina suas necessidades e procede as alterações necessárias nas cargas-tipo.A auto-suficiência de uma carga assegura que os elementos de uma aeronave sejam capazes de operar efetivamente para o cumprimento de sua missões nos casos de erros de ZL ou de aterragem de emergência em locais não previstos. de mobilidade terrestre. se ocorrer a perda de uma aeronave. uma junção. Por exemplo: embarcar o armamento com sua guarnição e munição e o comandante com sua fração. Generalidades (1) As incursões aeroterrestres são semelhantes a outras incursões. Finalidades (1) Dissimular outras operações. os Cmt SU confeccionam o manifesto de vôo e lançamento (relação de pessoal e material). b. 7-19 . pessoal e material. 7-11.C 7-20 7-9/7-11 controle e de apoio de fogo do Btl. 7-10. (3) Cargas-tipo (a) A carga-tipo é uma habilidosa composição de carga. nos limites de carga das aeronaves. tais como: uma defesa continuada da C Pnt Ae. de comando e controle e ainda à falta de blindados. aérea ou aquática. b. uma substituição em posição. de apoio de fogo. devido às deficiências de comunicações. Pode ser realizado por via terrestre. OPERAÇÕES SUBSEQÜÊNTES Generalidades a. c. (4) O S3 e o S4 da unidade preparam o quadro de carregamento. (b) A distribuição das frações e SU pelas aeronaves disponíveis são. um retraimento. (c) Auto-suficiência de cada carga . INCURSÕES AEROTERRESTRES a. ou como resultado da ação do inimigo.

(5) Capturar e/ou resgatar pessoal. e (e) possibilidade de apoio de guerrilheiros.BRIGADA DE INFANTARIA e C 57-30 . A uma força pára-quedista pode ser atribuída a missão de interdição para impedir ou dificultar as operações inimigas em uma determinada área. Desse planejamento devem constar: (1) localização dos alvos. tais como: (a) a distância das linhas amigas é relativamente curta. até que a artilharia de campanha esteja disponível. Para o estudo pormenorizado.7-11/7-13 (2) Destruir. b. (2) seleção das posições iniciais (RPP) da bateria de artilharia e do Pel de morteiro. (b) cobertas e abrigos favorecem o deslocamento de pequenos grupos. o apoio de fogo deve ser proporcionado pelo fogo aéreo e/ou naval e pelos meios orgânicos da unidade. Algumas condições favorecem o retraimento terrestre. (3) Destruir instalações e/ou material inimigo. (c) forças inimigas se encontram largamente dispersas. c. Devido ao seu limitado apoio de fogo orgânico. APOIO DE FOGO a. b. o Btl recebe um maciço e cerrado apoio de fogo aéreo e/ou naval. (d) a força de incursão encontra-se levemente equipada. O planejamento do apoio de fogo é iniciado com o recebimento da diretriz do comandante para a missão e é desenvolvido durante toda a operação. Este tipo de operação é adequada quando em combinação com uma ofensiva de vulto realizada por forças amigas. (4) Obter informações sobre o inimigo. consultar o C 7-30 . concentrações e barragens de apoio às missões ofensivas e defensivas do plano tático terrestre. 7-20 . No início do assalto. simpatizantes e/ou elementos de FE. que possibilitem rápida ocupação após o lançamento ou aterragem e facilitem o apoio de fogo contínuo para a conquista dos objetivos de assalto.OPERAÇÕES AEROTERRESTRES. C 7-20 c. 7-13. 7-12. c. capturar ou inquietar forças inimigas. A reserva pode ser mantida fora da área do objetivo para ser transportada por via aérea ou pode não ser constituída (2) O retraimento deve ser cuidadosamente planejado e planos alternativos de retraimento devem ser previstos. INTERDIÇÃO DE ÁREA a. Planejamento (1) A força de incursão é organizada em grupamentos ou frações apropriadas para cada tarefa específica.

7-14. as quais podem ser empregadas para cooperar na reorganização. os mensageiros e o rádio são os meios de comunicações mais utilizados. a atividade de evacuação fica restrita ao âmbito do Btl. dos 7-21 . b. de operações. as redes-rádio. c. em seguida. constituindo FT. seguem-se as mesmas prescrições para o ataque e a defesa.quando o Btl for empregado enquadrado na brigada. além do efetivo mínimo de 80%. do comandante e logística. (3) A reorganização pode ser considerada completa quando. 7-15. As armas de apoio do Btl são distribuídas prioritariamente ao escalão de assalto. as instruções para o aprestamento. (4) forma de emprego . APOIO LOGÍSTICO a. o plano de apoio logístico inclui. uma bateria de obuses pode ficar em apoio direto ao batalhão. até o estabelecimento da C Pnt Ae. essa bateria normalmente a reforça. para que a unidade disponha do apoio de fogo de suas armas orgânicas no mais curto prazo. armamento e munição. o plano trata da previsão do transporte do pessoal e dos suprimentos de assalto para a área de aprestamento. não se estende fio nesta fase. para coordenar os fogos das forças empenhadas na operação. d. O plano de Ap Log é preparado à semelhança dos planos para as operações convencionais. d. particularmente quanto à coordenação com o Esc Sp e as SU subordinadas. Se empregado isolado. Nas operações aeroterrestres. estabelecendo-se. Normalmente. integrar o escalão de assalto. sempre que possível. e e.C 7-20 7-13/7-15 (3) seleção das posições suplementares (RPP) para proporcionarem apoio aos elementos de segurança. traçadas sempre que necessárias. (5) a linha de coordenação de fogo (LCF) e linha de coordenação de apoio de fogo (LCAF). fora da L C Pnt Ae. Por exemplo: medidas necessárias para a obtenção de equipamentos de lançamento de material específico. e as redes-rádio são abertas imediatamente após o desembarque. Durante a reorganização (1) Durante a reorganização. Na atividade de transporte. requerendo o máximo de atenção. O plano deve ser minucioso. além das atividades normais. Para a conquista e manutenção da C Pnt Ae. são instalados os PC. e suprimentos a serem consumidos na área de aprestamento. até que os meios da Bda passem a operar. Os OA de artilharia e Mrt devem. as comunicações tiverem sido estabelecidas. sem demora. (2) No local de reorganização. os meios visuais. b. Na fase do assalto. COMUNICAÇÕES a.

7-15/7-16 C 7-20 transportes necessários durante esta fase e. com equipes de manutenção e suprimento a fim de complementar tais atividades logísticas. f. os processos especiais de suprimento são muito utilizados. deve-se consultar o manual específico. IP 85-1 . Devido as características das operações aeroterrestres. posteriormente. sempre que possível. do carregamento do material visando ao assalto aeroterrestre. e. A Bda poderá reforçar o Btl.OPERAÇÕES DE GARANTIA DA LEI E DA ORDEM. 7-22 . GENERALIDADES Para o estudo do emprego do batalhão em operações de garantia da lei e da ordem. ARTIGO III OPERAÇÕES DE GARANTIA DA LEI E DA ORDEM 7-16.

8-3. CONCEITO Substituições são operações de combate realizadas por uma unidade. prevê substituições periódicas das tropas. ou parte dela. O planejamento tático. mudar o ritmo da operação. pode ser necessária a substituição periódica de unidades empregadas. Substituição em posição 8-1 . aumentando a impulsão em operações ofensivas. reinstruir e ensaiar as forças para operações especiais ou.C 7-20 CAPÍTULO 8 OUTRAS OPERAÇÕES ARTIGO I SUBSTITUIÇÃO 8-1. Acolhimento c. 8-2. ainda. quando assume a Z Aç ou a missão de outra unidade em qualquer missão de combate. para a manutenção da eficiência combativa ou para reequipar. Ultrapassagem b. TIPOS DE OPERAÇÕES DE SUBSTITUIÇÃO a. normalmente. para conservação do poder de combate. FINALIDADE Quando as operações táticas se prolongam durante períodos extensos.

Os seguintes aspectos devem ser considerados no planejamento e na execução de todos os tipos de operações de substituição: (1) deve ser proporcionado tempo adequado para o planejamento e o reconhecimento. com a realização de uma estreita coordenação de planos e cerrada cooperação entre as unidades que executam a substituição. Tal substituição pode ser realizada através de uma substituição em posição ou por uma ultrapassagem. são estabelecidas entre os dois Cmt interessados ou determinados pelo comandante imediatamente superior. simples e bem coordenados entre todos os escalões das unidades que substituem e das substituídas. (6) a substituição é executada no mais curto prazo possível. d. (b) o atacante tem necessidade de maior conhecimento do terreno e da situação do inimigo. 8-2 . (5) os planos de dissimulação incluem todos as medidas praticáveis para assegurar o sigilo e a surpresa. c. (7) são tomadas todas as precauções para reduzir a vulnerabilidade ao ataque inimigo durante a substituição. os tipos de substituição normalmente utilizados são o acolhimento e a substituição em posição. (4) sempre que possível. O ponto crítico. CONSIDERAÇÕES BÁSICAS C 7-20 a. (9) as unidades de apoio ao combate são substituídas em oportunidades diferentes das unidades de combate por elas apoiadas. é o momento em que há o emassamento de tropas. freqüentemente.8-4 8-4. deve ser empregada quando: (a) há tempo disponível para sua realização. e (10) a hora em que o comando passa do Cmt substituído para o Cmt substituto e as condições nas quais tal substituição deve processar-se. (3) A ultrapassagem é preferida antes do ataque quando: (a) não há tempo suficiente para executar uma substituição em posição. de qualquer uma das operações de substituição. (c) a tropa substituída é necessária em outra área. (2) devem ser expedidas ordens preparatórias o mais cedo possível. (b) é planejada uma modificação importante na direção de ataque. (3) os planos são minuciosos. Escolha do tipo de substituição antes do ataque (1) Em operações. (8) as unidades que substituem e as substituídas mantêm ligações mútuas. as substituições são executadas em períodos de visibilidade reduzida. Essa vulnerabilidade deve ser reduzida. (c) é necessária a flexibilidade na escolha do dispositivo para ataque. é necessário que seja realizada a substituição de uma unidade em contato. antes do ataque. (2) A substituição em posição. b. Em operações defensivas.

(f) deverá ser determinada a prioridade na utilização das estradas. possivelmente. (3) explorar pontos fracos da posição do inimigo. 1) O pelotão de morteiro da unidade que ultrapassa. normalmente. isto se deve ao fato de se tentar evitar ao máximo a concentração desnecessária de tropas. levam em consideração os intervalos existentes entre as unidades em posição ou em seus flancos. (h) deverá haver uma estreita coordenação relativa ao apoio de fogo. não inclui as armas de tiro tenso da unidade a ser ultrapassada. Conceito . será responsabilidade da tropa que é ultrapassada. (2) Em todos os escalões é realizada a troca de pessoal de ligação. utilizando apenas seus meios de fogo indireto (pelotão de morteiro no escalão Btl). durante a ultrapassagem. Nesse contato é realizada uma reunião de planejamento para que sejam acertados todos os detalhes da operação.As regiões de passagem. o apoio de fogo. normalmente. e (4) iniciar uma ofensiva em frente onde havia estabilização.A ultrapassagem pode ser realizada com uma das seguintes finalidades: (1) manter a impulsão do ataque. ULTRAPASSAGEM 8-5 a. 2) Normalmente.C 7-20 8-5. normalmente. em relação ao dispositivo da tropa em contato. através do emprego da reserva. Finalidade . Normalmente esta prioridade é atribuída a unidade que ultrapassa. 8-3 . b. pois os bons locais para entrada em posição. (d) seleção das regiões de passagem . Planejamento (1) A realização de uma ultrapassagem exige um contato cerrado entre os comandantes das unidades que participarão da operação. c. já estarão ocupados pelas instalações da unidade a ser ultrapassada. (c) planejamento de reconhecimentos.A unidade que será ultrapassada deverá ceder guias capazes de mobiliar até os P Lib Pel da unidade que realizará a ultrapassagem. em virtude das grandes dificuldades de coordenação e controle. visando principalmente diminuir as vulnerabilidades nas horas de maior concentração de tropas. é realizado pela tropa ultrapassada. (b) medidas de segurança. (2) realizar uma mudança de direção de ataque. (g) o controle de trânsito.A ultrapassagem é uma operação que consiste na passagem de uma força que ataca através do dispositivo de outra que está em contato com o inimigo. pois este. (e) fornecimento de guias . (3) Deve haver uma estreita coordenação entre os Cmt da tropa ultrapassada e a que vai ultrapassar em relação aos seguintes aspectos: (a) troca de planos (inclusive o de comunicações) e informações. só será empregado após a assunção do comando da Z Aç.

com respectivas horas de início e término. Execução (1) Os elementos da unidade ultrapassada permanecem em posição e apóiam o ataque até que seus fogos se tornem perigosos para a tropa atacante. (Fig 8-1) L Ct AZUL PelI tn Pel UL Itn AZ L Ct AZUL Pel Pel VE RD E Itn BRANCO Cia 2 3 ZUL Itn A 1 O ET PR Itn Cia TO RE Itn P Itn ANIMAL Btl T LEGENDA P Lib 52 Inf Mtz PI Fig 8-1. (e) hora da passagem de comando da zona de ação. São elementos essenciais de uma ordem preparatória para uma ultrapassagem: (a) duração da operação. podendo ser ainda no momento do desencadeamento dos fogos de preparação ou a uma hora pré-determinada. (c) escolha das regiões de passagem. (b) assuntos a coordenar entre as tropas participantes.8-5 C 7-20 (i) a hora de passagem de comando da zona de ação. (f) apoios a serem prestados e responsabilidades. ocasião em que devem ser retirados ou receber outra missão na região do ataque. normalmente. (4) A ordem preparatória deve anteceder a operação com o máximo de prazo que permita o início dos preparativos. Visualização do esquema de manobra de uma ultrapassagem 8-4 . d. será a hora de ataque da unidade que ultrapassa. (d) prioridade na utilização das estradas.e (j) abertura de brechas em campos de minas.

C 7-20 8-5/8-6 (2) Os elementos da unidade que ultrapassa se deslocam durante os períodos de visibilidade reduzida. 8-5 . os melhores locais de passagem. será definido de acordo com o processo a ser adotado para empregar o combinado Infantaria-CC. Usa-se o mesmo artifício para balizar os locais de passagens (7) No caso da tropa que estiver realizando a ultrapassagem possuir blindados.Será realizada por área e a tropa que substitui poderá realizar alterações no dispositivo mesmo antes da substituição estar concluída. 8-6. imediatamente antes do início da ultrapassagem. também com o objetivo de reduzir a concentração de tropas na área durante a operação. a maioria dos meios. e utilizará como uma das principais medidas de coordenação e controle os P Lib. o planejamento da ultrapassagem é dependente do planejamento da operação que se seguirá à mesma. utilizando itinerários balizados. após ordem do Esc Sp. o sigilo da operação. O momento em que os Bld cerrarão à frente. pois na ultrapassagem a tropa também percorrerá itinerários balizados. (5) No escalão BI. (4) As reservas da unidade em contato. Com isso. podem ser deslocadas para Z Reu à retaguarda. receberá guias. normalmente. a Z Aç do esforço principal na operação subseqüente. estes devem permanecer na última posição coberta e abrigada. não deve utilizar. eliminando a necessidade de ocupação de posições de ataque. realizando as alterações que julgar necessárias somente após a substituição estar concluída. (6) Devido a complexidade da operação. devemos tentar simplificar ao máximo sua execução. utilizando lanternas ou fitas. (b) a tropa que substitui utiliza o mesmo dispositivo da tropa substituída. pelo comando que ordena a ultrapassagem. necessariamente.A substituição em posição será realizada com um dos seguintes objetivos: (1) substituição para continuar a defesa: (a) homem por homem e arma por arma. (3) Com o objetivo de reduzir a concentração de tropas. b. por outra unidade. Tal procedimento é prescrito. SUBSTITUIÇÃO EM POSIÇÃO a. Conceito . Considerar-se-á. Um procedimento é batizar os diversos itinerários a serem percorridos com o nome de cores. para a escolha destes locais. das posições de retaguarda (Z Reu) para transporem a LP na hora prevista. (2) Substituição para continuar o ataque . (8) A ultrapassagem é uma operação realizada quando for um meio para se obter um melhor resultado em uma ação principal subseqüente. sem comprometer. com o ruído.A substituição em posição é uma operação de combate na qual uma unidade ou parte dela é substituída. que serão determinados até o escalão Pel. com as respectivas cores. cedidos pela unidade ultrapassada. podemos realizar uma comparação com a operação de ataque noturno. Finalidade . durante a operação. em uma área. cálculos de marcha são realizados visando que as unidades cheguem à LP na hora prevista. ou seja.

o intervalo de tempo no qual a operação deva ser realizada. 1) em uma só noite: aumenta a concentração de tropas na área e diminui a possibilidade de quebra do sigilo. (2) As substituições devem ser realizadas em períodos de visibilidade reduzida. será aconselhável substituir primeiro os elementos dos flancos e posteriormente o do centro. a possibilidade do inimigo interferir. 2) em mais de uma noite: diminui a concentração de tropas na área e aumenta a possibilidade de quebra do sigilo. normalmente à noite. 2) plano de apoio de fogo. principalmente nos seguintes assuntos: (a) Troca de planos e informações: 1) plano de defesa ou ataque. (b) seqüência da substituição: 1) da frente para a retaguarda quando a maioria de meios estiver sendo empregado no LAADA. Nesse caso deve-se evitar a substituição de elementos vizinhos ao mesmo tempo. exige uma ampla coordenação entre os comandos das tropas substituída e substituta. ambos os comandantes devem considerar: a missão subseqüente da unidade que substitui. o comando enquadrante determinará os horários de início e término da substituição. demais planos que estejam em vigor. (c) Seqüência da substituição dos elementos em 1º escalão. na determinação da seqüência. Caso não seja especificada pelo Esc Sp.simultaneamente: aumenta a concentração de tropas na área e diminui o período de tempo sob exposição ao fogo inimigo. (b) Reconhecimento 1) devem ser tomadas providências para o reconhecimento diurno do comandante e estado-maior e de todos os escalões que se fizerem necessários da unidade que substitui. prescreve que a mesma seja realizada à noite ou em condições de visibilidade reduzida. 8-6 . Planejamento e execução (1) A ordem de substituição do Esc Sp. (3) Por ser uma operação complexa. incluir a seqüência de substituição a ser empregada. 2) da retaguarda para frente quando a maioria de meios não estiver sendo empregado no LAADA. O planejamento deve estar subordinado aos seguintes aspectos: (a) intervalo de tempo da substituição. 3) plano de barreira. normalmente. ou viceversa. isto com o objetivo de manter o sigilo da operação. . Normalmente. o valor e a capacidade combativa da unidade que vai ser substituída.8-6 C 7-20 c. podendo ainda. Numa situação em que três elementos são empregados à frente a substituição poderá ser feita um a um ou simultaneamente.sucessivamente: diminui a concentração de tropas na área e aumenta o período de tempo sob exposição ao fogo inimigo. a necessidade de variar o procedimento e a natureza e o valor dos elementos envolvidos na operação. as características do terreno. .

A exemplo das ultrapassagens estes itinerários devem estar balizados e reconhecidos. P Lib Cia. posições de armas e instalações de serviço. e ocupam uma Z Reu preestabelecida. 8-7 . 2) sistema de rádio da tropa substituta em silêncio.C 7-20 8-6 2) os reconhecimentos incluem as posições de defesa. como itinerários de substituição. os elementos da unidade substituta. P Lib Pel e Z Reu. também é válido nas substituições. as tropas que saíram de posição retiram-se utilizando seus itinerários de retraimento. (Fig 8-2) (i) A unidade substituta. e outros). (h) O planejamento de uma substituição é centralizado. com auxílio de guias cedidos pela unidade a ser substituída. itinerários. comunicações. o Cmt da tropa substituída tem a responsabilidade de solucioná-la. antes da passagem de comando. que já tiverem completado sua parte na operação. estarão sob controle operacional do Cmt da tropa substituída. zonas de reunião. (e) A prioridade de utilização das estradas será da tropa substituta e o controle de trânsito será de responsabilidade da tropa substituída. fogos. que podem ser os mesmos utilizados pela tropa que entrou em posição.Todo esforço deve ser feito para evitar revelar a operação ao inimigo: 1) manutenção da fisionomia da frente pela tropa substituída (patrulhas. (j) Após a substituição. a substituição é realizada homem a homem. e 4) limitação dos efetivos para os reconhecimentos. a exemplo da ultrapassagem. (g) Caso venha a ocorrer qualquer situação de conduta. devem ser empregadas algumas medidas de coordenação e controle. (d) Itinerários de substituição . (c) Medidas de segurança . (f) A passagem de comando ocorrerá após a substituição completa dos elementos de primeiro escalão e quando também estiverem estabelecidas os sistemas de comunicações necessários. previamente balizados. 3) o reconhecimento aéreo deve ser feito pelos mesmos aviões ou helicópteros que atuam em proveito do elemento substituído. por este motivo. enquanto sua execução é descentralizada. O artifício de balizar os itinerários com cores. Ao serem atingidas as posições da tropa substituída. percorre os itinerários de substituição. 3) defesa antiaérea em alerta durante a substituição. existindo ainda a presença dos guias cedidos pela tropa substituída. para êxito da operação. Até a passagem de comando.

(e) O tempo disponível e outros fatores podem exigir a troca de certas armas e equipamentos. sendo que a tropa que substitui poderá levantar novos alvos. para evitar o congestionamento. (d) Quando a substituição é feita em mais de uma noite. (c) Se houver posições de tiro suficientes. com a finalidade de colher os dados de tiro. realizando-se a substituição fração por fração. As dificuldades de uma correta ancoragem das armas à noite. Visualização do esquema de manobra de uma substituição em posição (4) Apoio de fogo (a) No tocante ao apoio de fogo continuará em vigor o plano de apoio de fogo da tropa substituída. os reparos das metralhadoras e placas-base dos morteiros devem ser permutados pelas unidades. uma peça por SU entra em posição na primeira noite. as unidades de apoio de fogo serão substituídas nas posições que ocupam. (b) Normalmente as unidades de apoio de fogo que serão substituídas permanecem em posição até que as unidades de primeiro escalão tenham sido substituídas. Caso contrário. a unidade de apoio de fogo substituta pode escolher novas posições das quais as missões de tiro de uma unidade substituída possam ser cumpridas. As armas coletivas podem ser trocadas se não puderem ser 8-8 .8-6 C 7-20 LAADA 2/3 Pel 2 1 1 Pel 1 1 2 Cia c a b Mtz Fig 8-2.

Os itinerários podem ser balizados por fitas ou fios. Deve ser estabelecido um sistema de identificação mútua entre as tropas. 8-7. fato este que obriga uma perfeita coordenação. balizadas e localizadas entre os elementos das unidades em posição. (2) Por ser uma operação complexa. (d) uso dos meios de transporte. Neste caso. podem ser planejadas linhas de controle e pontos de ligação na área de segurança da tropa que realizará o acolhimento. ela deve ser feita arma por arma e sua execução de acordo com a ordem do Esc Sp. (6) Na hora prevista. porém é importante lembrar que este balizamento estará sendo feito visando uma tropa que virá da mesma direção que o inimigo. (3) As áreas ou pontos selecionados para a passagem das tropas que retraem devem estar desocupadas. (3) As medidas são estabelecidas da mesma forma que na ultrapassagem. A utilização de sinais luminosos (lanternas) torna-se ineficaz em virtude da direção de aproximação ser a mesma do inimigo.As unidades envolvidas devem coordenar o seguinte: (a) transferência de suprimentos.C 7-20 8-6/8-7 facilmente deslocadas ou quando não houver prejuízo para a eficácia do tiro. (5) Quando o retraimento for sem pressão do inimigo. e (e) controle de trânsito. Generalidades (1) O acolhimento é uma operação na qual uma força que realiza um movimento retrógrado passa através da Z Aç de uma outra força que ocupa uma posição defensiva à retaguarda. ou em seus flancos. de modo que seja usado um sistema de balizamento discreto e que este seja retirado. O acolhimento perdura até que as forças que retraem se coloquem sob proteção dos fogos do elemento à retaguarda. Planejamento e execução (1) As operações de acolhimento. se possível. normalmente. ocorrem durante a realização de um movimento retrógrado. 8-9 . é necessário que haja uma coordenação de todos os detalhes da manobra. à medida que for sendo utilizado. elementos da força que retrai iniciam o deslocamento diretamente para retaguarda. dentro de sua Z Aç. b. Normalmente é realizada a troca de elementos de ligação em todos os escalões. Esses deslocamentos. devem estar balizados. (b) uso das instalações. (5) Apoio logístico . (2) Esta operação é bastante empregada pelas forças de segurança em retraimento para a ADA. podendo-se considerar esta operação uma “ultrapassagem para retaguarda”. (4) Os itinerários de retraimento. (c) desdobramento dos orgãos de serviço. pela tropa que retrai. Se houver permuta. ACOLHIMENTO a. Estas medidas visam possibilitar que nos pontos de ligação sejam fornecidos guias para a unidade que realizará o retraimento. seu planejamento está intimamente relacionado ao planejamento deste.

8-10 . c. aeromóveis e anfíbias. é conveniente retrair em primeiro lugar as unidades e instalações de Ap Log. ARTIGO II JUNÇÃO 8-8. 8-9. (3) em um ataque para juntar-se a forças de infiltração. b.8-7/8-9 C 7-20 preferencialmente. conforme observado no artigo V do capítulo 5 do presente manual. podendo ser realizada entre uma força em deslocamento (força de junção) e uma outra estacionária ou entre duas forças em movimento convergente. os elementos de combate e de outras forças em primeiro escalão. posteriormente. (4) na ruptura do cerco a uma força. a reserva e os elementos e instalações de comando e de controle não essenciais e. Considerações iniciais (1) É uma operação extremamente dinâmica na sua execução. GENERALIDADES a. (2) na substituição de uma unidade isolada. Conceito . A junção ocorre. normalmente. (9) A transferência de responsabilidade pela Z Aç deve ocorrer quando a unidade que retrai completa a passagem por uma determinada linha do terreno (linha de controle de fogo. (8) Com o objetivo de reduzir a concentração de tropas durante o acolhimento. pela tropa que executa o retraimento. LAADA ou linha de controle) ou a uma hora determinada. devem ser realizados durante os períodos de visibilidade reduzida. As unidades blindadas ou mecanizadas são as mais aptas para constituírem as forças de junção. e (7) no auxílio a uma força dividida. durante a execução das seguintes operações: (1) operações aeroterrestres. complexa e que exige grande flexibilidade no planejamento e na realização das missões previstas.Operação que envolve a ação de duas forças terrestres amigas que buscam o contato físico. (10) Para o sucesso da operação é necessário que sejam utilizadas algumas medidas de coordenação e controle. PLANEJAMENTO a. (7) O Cmt da força que retrai é responsável pela identificação do último elemento de sua tropa a passar através da unidade em posição. (6) convergência de forças independentes. (5) no encontro com forças irregulares amigas.

DE ou Ex Cmp) define as relações de comando e as responsabilidades das duas forças.Manter o terreno que permita a realização da junção. Comando e controle (1) Ligações e responsabilidades de comando (a) O comando enquadrante da manobra geral (Bda. (b) Força estacionária . Peculiaridades dos fatores da decisão (1) Missão (a) Força de junção . (2) Coordenação dos esquemas de manobra (a) Os esquemas de manobra serão permutados.O tempo constitui-se em fator crítico para o sucesso de uma operação de junção.C 7-20 8-9 (2) Requer planejamento detalhado e estreita coordenação entre as forças envolvidas. deve ser observada. (4) Meios .Selecionar faixas do terreno que permitam realizar o avanço da tropa o mais rápido possível. meios optrônicos. ou que favoreçam a execução da operação.Selecionar acidentes capitais que tenham comandamento sobre o(s) ponto (s) de junção. b.Manter um fluxo de informações para complementar o estudo de situação da força em movimento. em princípio. as forças poderão permanecer sob uma das seguintes situações: 1) sob o comando do escalão enquadrante. (4) As medidas adotadas no planejamento inicial poderão evoluir no decorrer da operação.Priorizar os equipamentos de comunicações para os elementos de primeiro escalão que executarão a junção. desde o início da 8-11 . (b) Força estacionária . (3) Terreno (a) Força de junção . (b) Força estacionária . devem ser selecionadas faixas do terreno onde houver a menor resistência por parte desses. pois a tropa que constitui a força estacionária. (b) Após a junção. e 3) combinadas. tem restrições no que se refere ao seu apoio logístico.Evitar engajamento decisivo. antes do início das operações. (2) Inimigo (a) Força de junção . (3) Quando a junção é planejada desde o início das operações. c. bem como. A sincronização das ações. oficiais de ligação poderão ser trocados entre as forças que realizarão a operação e o seu planejamento realizado de forma conjunta. sob o controle centralizado de um dos comandantes. formando uma força única. antes da chegada à área de objetivos. 2) uma unidade sob o controle operacional da outra. (5) Tempo . exigindo um meticuloso estudo de situação continuado e permanente coordenação.Do estudo das possibilidades do inimigo. baseada na velocidade de progressão da força de junção. caso a operação seja noturna.

Devem ser previstos eixos de progressão alternativos. tais como: linha de segurança de apoio de artilharia (LSAA). entre outras medidas de controle: 1) Ponto de junção . (3) Medidas de coordenação de fogos (a) A coordenação de fogos é obtida pela troca de planos de apoio de fogos e pelo emprego de medidas de controle. (b) As medidas de controle são estabelecidas pelo comando responsável pela operação. à medida que a junção se aproxima. para estabelecer as medidas de controle necessárias. onde aumenta a importância do meio rádio.8-9 C 7-20 operação. são estabelecidas redes rádio de junção para as ligações entre as forças. por já estar no terreno. não só para ampliar o alcance das comunicações-rádio como também para lançamentos de mensagens.Local onde ocorrerá o contato físico entre as duas forças. (4) Coordenação dos planos de comunicações (a) O estabelecimento de um sistema de comunicações para a operação de junção impõe a coordenação feita pelo Esc Sp por meio de uma diretriz e das instruções para a exploração das comunicações. 3) Eixo de progressão . À medida que a distância entre as duas forças vai diminuindo. Devem ser estabelecidas a uma distância que permita a abertura das diversas redes-rádio e compatível com os meios de comunicações disponíveis pelas duas forças. para as forças como um todo. 8-12 . deve ser claramente estabelecida. Deve ser facilmente identificável no terreno e localizado no cruzamento do eixo de progressão da força de junção com a linha das forças de segurança da Z Aç da força estacionária. a localização e a aproximação da força de junção pela força estacionária. 4) Zona de reunião . 2) Linhas de controle . (c) Sempre que possível devem ser empregados meios aéreos em apoio as forças. (d) A LCF é prevista entrar em vigor de acordo com a proximidade das duas forças.Empregadas para facilitar o controle. Caso as forças de segurança já tiverem retraído. linha de coordenação de fogos (LCF) e área de coordenação de fogos(ACF). (b) O estabelecimento eficaz e a correta exploração das comunicações são de extrema importância em uma operação de junção. (c) As LCAF estabelecidas para cada força são independentes nos estágios iniciais. Deverão ser estabelecidos pontos de junção alternativos. linha de coordenação de apoio de fogo (LCAF). (e) Após a junção a responsabilidade pela coordenação do apoio de fogo. o ponto de junção pode ser estabelecido no próprio LAADA. para coordenação da realização dos fogos. (b) São estabelecidas.A força estacionária.Possibilita à força de junção evitar engajamentos decisivos antes dos objetivos finais. as linhas vão se aproximando e finalmente existirá uma única LCAF que atenderá a ambas as forças. (d) Durante as operações. prevê e prepara Z Reu para a reorganização das forças de junção. desde os seus comandos até os pelotões de primeiro escalão diretamente envolvidos. Também deve ser estabelecida uma rede de controle de tiro.

2) código de mensagens preestabelecidas.prosseguir no ataque em coordenação com a força estacionária. 3) autenticação de redes rádio e de mensagem. (4) Os elementos subordinados. (b) Após a junção. 4) identificação terra-terra de viaturas e de pessoal (diurna e noturna) e ar-terra de viatura(diurno). em especial aqueles de primeiro escalão diretamente envolvidos na junção. por meio de restrições impostas a ambas as forças. devem ser mantidos constantemente informados da evolução da situação. (3) Os objetivos e eixos de progressão da força de junção poderão ser modificados para facilitar o contato físico. normalmente. a força em deslocamento pode: . do anexo de comunicações. o apoio aéreo aproximado e o suprimento à força estacionária. a operação assume características peculiares. para então lançar-se em busca do contato com a força isolada. serão previstas medidas que possibilitem reduzir vulnerabilidades aos ataques QBN e ao emassamento de fogos por parte do 8-13 . a fim de romper a posição inimiga. assim como o apoio de fogo. são estabelecidas medidas de reconhecimento mútuo para todas as forças envolvidas na operação. (2) Ao se aproximar o momento da junção. (b) São medidas de reconhecimento mútuo: 1) senha e contra-senha.reforçar ou substituir em posição a força estacionária. devendo-se intensificar as medidas de coordenação e controle.C 7-20 8-9/8-10 (5) Sistema de identificação mútua (a) Por ocasião da troca dos esquemas de manobra e dos planos de comunicações.e . (5) Durante a junção. por um ataque da força de junção. EXECUÇÃO a. a fim de se evitar o combate entre forças amigas. (c) Os planos alternativos. . começando. serão preparados. 8-10. na hipótese da força de junção não ter condições de concretizar a junção. do calco de operações ou das instruções para a exploração das comunicações do escalão que coordena as operações. 5) sinalização dos pontos de junção e dos itinerários que a elas conduzem. coordenados e ensaiados.ultrapassar ou desbordar a força estacionária. ou quando só puder fazê-la muito tempo após os prazos determinados. prosseguindo no ataque para objetivos mais distantes. (6) Ações que se seguem à junção (a) As medidas a serem adotadas após a junção dependem do prosseguimento e tipo de operação que se levará a efeito e devem ser estabelecidas com antecedência. Tais medidas constam do plano ou ordem de junção. Generalidades (1) A fase inicial de uma operação de junção é executada como uma operação ofensiva normal. Estes planos devem prever as ações a serem realizadas pelas duas forças.

Sempre deverá ser previsto o destino da força estacionária. a força estacionária poderá empreender ações ofensivas em auxílio à força de junção. (4) Após a realização da junção entre duas forças em movimento. a ordem de operações de junção constará como plano anexo às ordens iniciais das forças envolvidas. devem ser selecionados itinerários múltiplos e proporcionada a prioridade adequada aos elementos da força de junção. (2) A força estacionária fornece guias. (3) A força de junção é informada sobre campos de minas e outros obstáculos existentes na Z Aç da força estacionária. c. é planejada a ultrapassagem ou a substituição. basicamente. Ordens (1) Inicialmente. Junção de uma força em deslocamento com uma força estacionária (1) À medida que a força de junção aproxima-se da força estacionária e atinge as linhas de controle. linhas de coordenação de fogos e pontos de ligação . reajustando o dispositivo. que venham a dificultar a progressão da força de junção. Junção de duas forças em movimento (1) A junção entre duas forças em movimento é mais complexa tendo em vista a grande possibilidade de ocorrer um confronto entre ambas. vão sendo abertas as redes rádio e observados os sistemas de reconhecimento mútuo previamente estabelecidos até que o contato físico seja realizado no ponto de junção. d. (4) Caso o inimigo estabeleça posições de bloqueio. (3) Algumas medidas de controle são prescritas como: limites. a força estacionária apoiará a força de junção. se necessário. que conduzirão a força de junção para as zonas de reunião. ambas prosseguem no cumprimento de suas missões. (6) No caso de ser prevista uma ultrapassagem. No primeiro caso. a fim de acelerar a passagem dessa força. momento na qual a vulnerabilidade aos ataques QBN aumenta. (2) É importante o estabelecimento e a manutenção das comunicações para o êxito da operação. No último. devendo ser providenciadas passagens através das barreiras.8-10 C 7-20 inimigo. (2) Ver exemplo de um plano de junção de batalhão no anexo “C” deste manual.onde a junção deve ser realizada. b. (5) Conforme a ação desejada. 8-14 . a força de junção procederá à substituição. dentre as quais ressalta-se o não-adensamento de tropas e equipamentos em uma mesma área.

integrados por elementos de engenharia. a participação de determinado país poderá ocorrer com força inferior ou superior ao escalão referido.C 7-20 ARTIGO III OPERAÇÕES DE PAZ 8-11. a ONU preconiza que as OM postas à sua disposição para composição de forças de paz sejam de nível batalhão.OPERAÇÕES DE MANUTENÇÃO DA PAZ. em face de fatores diversos. em algumas situações. c. As considerações doutrinárias. 8-15 . legais e técnico-operacionais sobre o batalhão nas operações de paz encontram-se no manual C 95-1 . GENERALIDADES 8-11 a. No entanto. A diversidade de cenários e as peculiaridades inerentes às operações de paz. Em geral. comunicações e apoio logístico. b. de acordo com os requisitos estabelecidos pela ONU. tornam complexo e difuso o seu planejamento.

Um Cmt terá no apoio de fogo um valoroso recurso.COMPANHIA DE COMANDO E APOIO. é importante que o estudo desse artigo seja complementado com o do manual C 100-25 . É imperioso que o comandante que dispõe desse meio utilize-o na plenitude.São duas ou mais concentrações (alvos) próximas que devem ser batidas ao mesmo tempo. (3) Grupo de concentrações . Termos comuns e definições (1) Fogo . préplanejado e intensivo de fogos para ser desencadeado em apoio a um ataque. são chamados de apoio de fogo.PLANEJAMENTO E COORDENAÇÃO DE FOGOS e com o do C 7-15 . (2) Concentração . 9-1 .C 7-20 CAPÍTULO 9 APOIO AO COMBATE ARTIGO I APOIO DE FOGO 9-1. (4) Série de concentrações . Na guerra moderna. Como o apoio de fogo deve ser coordenado em todos os níveis. GENERALIDADES a. Pode incluir os meios terrestres aéreos e navais.Os fogos desencadeados por armas ou unidades em apoio.É um número de concentrações e/ou grupos de concentrações planejado para apoiar determinada fase da manobra.É a execução de tiros com uma determinada finalidade tática. b.É um sistema típico das operações ofensivas. se puder dispô-lo de forma coordenada. Introdução .Área designada e numerada para referência futura como provável alvo. (5) Preparação . o apoio de fogo é uma das molas mestras do sucesso. por exemplo um contra-ataque ou um assalto. para auxiliar ou proteger uma unidade em combate.

COMPANHIA DE COMANDO E APOIO. de acordo com as diretrizes do comandante. Classificação dos fogos . (2) Linha de Coordenação de Apoio de Fogo (LCAF). (3) Utilizar o meio mais eficaz. (3) Área de Fogo Livre (AFL). o grau de previsão entre outras classificações. As definições para a relação acima encontram-se no manual C100-25 PLANEJAMENTO E COORDENAÇÃO DE FOGOS. a observação. Princípios de coordenação do apoio de fogo (1) Considerar todos os meios de apoio disponíveis. lançado antes do início do ataque inimigo. (2) Apoio direto. 9-2 . Tipos de missões táticas (1) Ação de conjunto. (2) Quanto a observação eles são observados ou não-observados. pré-planejado e intensivo de fogos. (2) Fornecer o tipo de apoio desejado. (7) Utilizar um sistema comum de designação de alvos. c. (4) Reforço de fogos. f. destinado a proteger as tropas e instalações amigas. (5) Coordenar com rapidez. d. (4) Utilizar o menor escalão capaz de executar o apoio. (10) Coordenar o emprego de agentes QBN. (8) Evitar duplicações desnecessárias. (7) Barragem . Pode vir a ser um apêndice do PAF. (4) Linha de Coordenação de Fogos (LCF).É um sistema típico das operações defensivas. (3) Quanto ao grau de previsão podem ser previstos ou inopinados. (1) Quanto ao efeito procurado temos os de regulação. (9) Plano de fogos . (8) Plano de apoio de fogo (PAF). (6) Proporcionar segurança às tropas amigas.É um documento específico referente a um meio de apoio de fogo que indica seu emprego. Medidas de coordenação do apoio de fogo (1) Linha de Segurança de Apoio de Artilharia (LSAA).É o documento elaborado pelo coordenador do apoio de fogo (CAF). inquietação e outros efeitos (realizados com munição especial). impedindo a progressão do inimigo através das linhas defensivas. As definições para as missões acima encontram-se no Cap 10 do manual C 7-15 . Capítulo 4.É um sistema de tiros previsto de forma linear.9-1 C 7-20 (6) Contrapreparação . (3) Reforço. Fornece informações específicas no que lhe diz respeito. neutralização.Os fogos de apoio são classificados de acordo com o efeito procurado. para que haja completa coordenação e integração entre a manobra e o apoio de fogo. e. interdição. destruição. (9) Coordenar em todos os escalões.

b. As definições para essas medidas de coordenação. suas listas de alvos para o CCAF/Btl e C Tir Mrt (no caso de F Mrt). Funcionamento do CCAF e coordenação de fogos 1. através dos OA. Generalidades (1) É um órgão de operações no qual estão representados os elementos de apoio de fogo orgânicos ou em reforço.PLANEJAMENTO E COORDENAÇÃO DE FOGOS.PLANEJAMENTO E COORDENAÇÃO DE FOGOS. (6) Área de Fogo Proibido (AFP). Os alvos dessas listas tem numeração 9-3 . c. As Cia Fuz remetem. CENTRO DE COORDENAÇÃO DE APOIO DE FOGO (CCAF) a. 9-2. encontram-se no Cap 4 do manual C100-25 . Finalidades Ver o manual C100-25 .C 7-20 9-1/9-2 (5) Área de Coordenação de Fogos (ACF). Capítulo 4. (2) Este órgão proporciona emprego eficiente dos meios de apoio de fogo graças ao trabalho conjunto de seus membros para planejar e coordenar os fogos do Btl. Funcionamento do CCAF e coordenação dos fogos (Fig 9-1) OA/Art L Alvos 1 Ped Ae 1 OA/Mrt 1 CCAF / Btl Pl Provs Ap Mrt Adj S/3 4 9 2 L Alvos CAA OLIFONA 2 O Lig CCAF 2 Cias PFA (-) 10 Outros Rep Pl F Mrt Pl Provs F Mrt 10 Cias C Tir Mrt 3 Pl Provs Ap Ae 8 6 Pl Provs Ap Art/Btl Pl F Ae Pl Provs Ap Art/Bda 6 PFA 8 5 PFA 5 Pl Provs Ap Art/Btl (2) 5 5 AD Outros CCAF 7 5 C Tir L Alvos do PAF/Bda ECAF/DE Fig 9-1. Normalmente localiza-se no PCP do Btl.

por ele). Nesta oportunidade. que é o resultado da coordenação. diferente das NGA para designação de alvos. ainda. o Adj S3 prepara e remete para a C Tir do Mrt o plano provisório de apoio de morteiro(PPAM). verificando se houve cancelamento. 7. no âmbito do Btl e poderão ser incluídas concentrações levantadas pela C Tir/ Mrt. Simultaneamente. que passa a ser o PFA/Btl. Cópias do PFA são distribuídas aos O Lig Art nos CCAF/Btl que. integração e consolidação dos PPAA dos Btl e da Bda. inclusão ou renumeração. o Cmt/GAC (CAF/Bda) prepara o PPAA/Bda. 9. químico etc. Ao mesmo tempo. as determinadas pelo ECAF. Nesta fase são eliminadas as duplicações e interferências. integração e consolidação das listas de alvos recebidas dos OA/Mrt e do PPAM. é elaborado pelo S3 do grupo o plano de fogos de artilharia(PFA). para remeter ao CCAF/Bda. 4. Terminada a coordenação anterior o CCAF/Btl remete o PPAA para a C Tir/GAC e os outros planos para o CCAF/Bda. O Cmt Bda antes de aprovar o PFA e os outros planos de apoio dá conhecimento ao ECAF/DE. eliminando-se as duplicações e interferências. que contém as necessidades de Ap de Art à GU e o remete à C Tir/ GAC. 3. . 2. anteriormente. que contém as necessidades de apoio de Mrt do Btl. Aprovado o PFA retorna à C Tir/GAC e os outros Pl Ap para o CCAF/ Btl. Ap Nav. integração e consolidação das listas de alvos de Art recebidas dos OA com as necessidades de apoio de Art ao Btl. No CCAF/Btl é feita uma coordenação do PPFM com o PPAA. Durante a elaboração do plano são eliminadas as duplicações e interferências de alvos de Art. de posse do plano.Atualiza o PPAA/Btl. observando-se as NGA. com as necessidades do Btl. Nesta fase do planejamento a supressão das concentrações de Art indica a aplicação do princípio de utilizar o menor escalão capaz de executar o apoio 5. 6. Na C Tir/GAC. Ainda neste momento os outros Elm do CCAF/Btl estão elaborando seus respectivos planos provisórios (Ap Ae. são incluídas as concentrações da AD.). no âmbito do Btl. No CCAF/Btl. no CCAF/Bda. 8. de onde retira extratos para as SU. Na C Tir Mrt é preparado e remetido ao CCAF/Btl o plano provisório de fogos de morteiro (PPFM). 9-4 . As concentrações de Art canceladas são incluídas no PPFM (caso o Mrt tenha condições técnicas de bater). Durante a elaboração do plano são eliminadas as duplicações e interferências de alvos de Mrt. que é resultado da coordenação. O PFA é remetido ao Cmt Bda para aprovação. das unidades adjacentes. os de outros meios de Ap F (que não tenham sido atendidos pela força solicitada) e os levantados pelo próprio GAC. o O Lig Art prepara o plano provisório de apoio de artilharia(PPAA) ao Btl.Compara o PFA com o PPAA (elaborado.9-2 C 7-20 própria da SU. procede da seguinte maneira: . que resulta da coordenação.

EXECUÇÃO. Para tal. a lista com os alvos de alta prioridade (AAP) do cmt Bda e a Matriz de Execução do Apoio de Fogo ( MEAF). (3) Há necessidade que a coordenação e a sincronização sejam minuciosamente estabelecidas para reduzir ao mínimo o risco de fraticídio. número 2) Fogos. retira as de Mrt. . DIRETRIZES DE FOGOS a. Cópias do extrato do PFA e dos outros planos de apoio são remetidas às SU. aplicando o princípio de evitar a duplicação desnecessária. sendo aperfeiçoadas à medida em que novas informações surjam.a redução dos riscos de fraticídio. Confecção das Diretrizes de Fogos (1) As diretrizes de fogos começam a ser elaboradas durante a realização da análise da missão (Estudo de Situação do Cmt Tático). E cópias do PFM são remetidas às SU e à C Tir Mrt. 9-3. Generalidades (1) As Diretrizes de Fogos do Cmt Tático são determinações do Cmt Força transmitidas aos homens do Sistema Operacional Apoio de Fogo. levantando o que é essencial para o apoio de fogo bater e obter o melhor efeito tático à manobra. contribuindo para a concretização da INTENÇÃO do Cmt. sendo também de interesse de todos os sistemas operacionais. e devem ser escriturados na forma de tarefas essenciais de apoio de fogo.Compara o PFA com o PPFM verificando se há coincidências com as concentrações incluídas na C Tir/GAC. 10. o Cmt tático. eficácia e de forma sincronizada com o Sistema Operacional Manobra. realiza uma análise detalhada do inimigo e das linhas de ação formuladas durante o Estudo de Situação.Atualiza o PPFM que passa a ser o Plano de Fogos de Morteiro (PFM). Caso positivo.a utilização organizada. .C 7-20 9-2/9-3 . Deste estudo resultarão as Tarefas Essenciais do Apoio de Fogo (TEAF). b. eficaz e eficiente de todos os meios de fogo disponíveis. assessorado pelo CAF. que representará as ações que o apoio de fogo executará em proveito da manobra nas diferentes fases da operação. Conceito da Operação. . (4) Como é uma orientação do Cmt da Força aos seus homens do sistema operacional apoio de fogo. letra a . devem ser de conhecimento de todos os sistemas operacionais.a sincronização do emprego do apoio de fogo com a manobra. (2) Embora as Diretrizes de Fogos sejam dirigidas aos elementos de apoio de fogo. (2) As diretrizes de fogos devem ser divididas por fases para permitir: . Para cada linha de ação elaborada existirá uma diretriz de fogos. Seu principal objetivo é assegurar que os meios de Apoio de Fogo atuem com eficiência . que irão orientar o planejamento do emprego dos meios de apoio de fogo disponíveis durante uma operação. 9-5 . as Diretrizes de Fogos devem compor o parágrafo 3.

As TEAF poderão ser modificadas ou excluídas e outras poderão ser incluídas. De todos os aspectos levantados o Of Intlg. MÉTODO E EFEITOS. Pode haver mais de uma TEAF por fase da manobra.são os resultados esperados com o apoio realizado. ALVOS DE ALTA PRIORIDADE a. É redigida em relação aos objetivos. 9-5. b.9-4/9-5 9-4. relaciona os meios que são imprescindíveis à consecução dos objetivos da força oponente. Indica se a tarefa deve ser repetida ou não. que deve ser integrada com a Lista de Alvos de Alta Prioridade da Brigada. levanta todas as informações possíveis sobre o inimigo. Normalmente. mais bem direcionado e efetivo será o planejamento dos fogos pelo O Lig. (3) Por ocasião da análise da missão no Btl. baseado em sua análise e nas considerações do S2 e do S3. (6) As TEAF podem ser redigidas de forma fracionada (por parágrafos) ou em um parágrafo único. recomenda ao Cmt as tarefas essenciais e os propósitos para o apoio de fogo.é a finalidade (tática) que se quer atingir com a execução da tarefa. a alocação (dos meios) e as restrições. colocando-se na condição de inimigo. evitando-se abordar aspectos doutrinários ou genéricos. bem como pode ocorrer de uma determinada fase não possuir uma TEAF. O O Lig e o Cmt Btl devem concluir a respeito do “que” os fogos devem fazer para apoiar a operação. focaliza estes meios como alvos em potencial. Quanto mais claramente o Cmt definir as tarefas no início. (a) Tarefa .define “como” o apoio de fogo irá cumprir a missão. PROPÓSITO. durante o estudo de situação e caracterizam as ações imprescindíveis a serem realizadas pelos meios de Ap F de forma a possibilitar o cumprimento da missão do escalão considerado. Durante o estudo de situação o S2. Estes alvos são relacionados em uma lista de alvos de alta prioridade. (c) Método . (4) Durante o desenrolar do Est Sit o O Lig aperfeiçoa as TEAF e planeja “como” (método) serão empregados os fogos. 9-6 . etc. O S3. (b) Propósito . É o “para que”. (5) As TEAF devem ser redigidas de forma objetiva e prática. o O Lig Art (CAF). (d) Efeitos . cuja perda pelo inimigo pode trazer grande vantagem à força amiga.é descrição do efeito desejado dos fogos. É “o que” os fogos devem fazer para apoiar determinada fase da operação. atuando decisivamente como multiplicador do poder de combate. possibilidades e limitações. cada TEAF pode ser definida em termos de TAREFA. linhas de ação prováveis. Deve conter as prioridades. por sua vez. TAREFAS ESSENCIAIS DE APOIO DE FOGO C 7-20 Generalidades (1) São ações que os meios de apoio de fogo devem executar para apoiar eficientemente a manobra. formação e função do inimigo. sob a ótica do inimigo. tropas ECD reforçar. (2) As TEAF são definidas pelo Cmt tático e seu CAF. tais como: tropa em contato.

) dentro da seqüência da manobra. Caso existam. Ap FN. No que diz respeito ao Ap F. realizam a sincronização dos fogos com a manobra a ser desenvolvida. (1) Matriz de Execução do Apoio de Fogo (MEAF) (a) No nível batalhão. poderão ser utilizadas as fases da manobra ou então poderá ser definido um faseamento lógico para o apoio de fogo. (b) Durante todo o estudo de situação do Btl . bem como os responsáveis. TEAF e.C 7-20 9-5/9-7 c. pela ordem de 9-7 .. propondo ao Cmt Btl o emprego judicioso. Art. o O Lig pode lançar mão de um artifício que permite realizar esta tarefa de modo eficiente e seguro e que permite. lista de alvos de alta prioridade.. podem ser lançadas as prioridades de fogos. o coordenador do apoio de fogo (O Lig Art) é o encarregado de integrar os fogos disponíveis com a concepção da manobra. o “Jogo da Guerra”. Da mesma forma que para as barragens. principal e secundário. distribuição de barragens e alvos prioritários cujo desencadeamento já esteja previsto. existem dois tipos de matrizes: Matriz de Execução do Apoio de Fogo e Matriz de Sincronização do Pel Mrt. o Cmt Btl pode. Cada UT ( Bia O . o O Lig e o Adj S3 (S3 do Ar) assessoram o Cmt Btl na elaboração do conceito dos fogos. b. (e) Neste documento o O Lig lança todas as ações a serem desencadeadas pelos meios de apoio de fogo à disposição do Btl (Ap Ae. visualizar o andamento da manobra e o respectivo apoio de fogo a ser prestado a cada fase. principalmente. MATRIZES DE SINCRONIZAÇÃO PARA O APOIO DE FOGO a. Sec Mrt etc) só pode ter um alvo prioritário a ela designado. Por ocasião do jogo da guerra (Anl L Aç opostas) o Of Intlg faz reagir seu estudo diante das hipóteses levantadas pelo Of Op . oportuno e adequado dos fogos. a qualquer momento. de forma que os mesmos se configurem em um multiplicador do poder de combate da força. (d) Para tanto. mais particularmente voltado ao escalão Btl e seu Pel Mrt orgânico. Neste momento todos os aspectos relativos à manobra são aperfeiçoados e sincronizados e a lista de alvos de alta prioridade é submetida à aprovação do Cmt Btl 9-6. distribuir alvos prioritários para que Elm Subrd planejem sua localização e os desencadeiem quando necessário. (c) Esta sincronização normalmente é desenvolvida durante a fase da situação e linhas de ação e o trabalho é aperfeiçoado por ocasião da análise das linhas de ação opostas. 9-7. A solicitação de fogo sobre um alvo prioritário faz com que a UT designada interrompa uma missão que esteja realizando para atender o pedido. Trata-se da Matriz de Execução do Apoio de Fogo. (f) Como exemplo. conforme sua concepção da manobra. São alvos sobre os quais os fogos são imediatamente desencadeados quando o pedido de tiro é realizado. ALVOS PRIORITÁRIOS a.

a prioridade de fogos e o tipo de missão tática do armamento. é uma forma do Cmt Pel acompanhar a situação de forma mais eficiente. PLANO DE APOIO DE FOGO (PAF) a. consultando apenas um documento. tipo de Mun e momento de desencadeamento. de posse dos planejamentos do Btl e das Cia. Também podem constar informações a respeito de apoios aéreo e naval disponíveis. dados de pontaria. Em suma. um documento que regula o emprego de todas as armas orgânicas. necessitando de refinamentos e ensaios.9-7/9-8 C 7-20 execução (no exemplo os OA). (2) Matriz de Sincronização do Pel Mrt (a) O Cmt Pel Mrt . organização para o combate e restrições a respeito do emprego de munições. conforme o caso. segundo o que foi planejado pelo O Lig. (b) A matriz do Pel Mrt poderá conter informações a respeito de fogos a serem desencadeados (Con já previstas). medidas de coordenação de apoio de fogo. ao contrário. (i) A sincronização não termina com o final do planejamento. que sincronize o fogo com a manobra e que possa. sendo necessário que os meios de apoio de fogo conservem a capacidade de apoiar eficazmente e com oportunidade as condutas de combate. mas. facilitar a execução das ações. é o coordenador de apoio de fogo que o elabora para a posterior assinatura do comandante. a matriz deve conter. Nesta. regras a respeito de Ocp Pos Troca e de meios Bsc Alv disponíveis. prepara a Matriz de Sincronização do Pel Mrt. da forma mais detalhada possível. Por ocasião do “Jogo de Guerra” o O Lig aperfeiçoa o seu trabalho. que apoiarão a ação. momentos e itinerários das mudanças de posição previstas. O objetivo é que o O Lig tenha em mão um documento de fácil confecção e consulta. todas as ações e missões a serem cumpridas pelo Pel. discriminando a UT que irá apoiar. (c) Cumpre lembrar que a matriz não é “mais um documento” a ser elaborado. A organização da matriz tampouco deve limitar a execução. (h) Não existe uma forma definida para a matriz. volume de fogo. 9-8. em reforço e de apoio. 9-8 . (g) Durante o planejamento é elaborada uma matriz para cada linha de ação desenvolvida pelo S3 . (2) O plano pode constar do corpo da ordem de operações ou se constituir em seu anexo. (3) Embora o Adj S3 tenha a responsabilidade geral da coordenação e integração do PAF com a manobra. momento em que o O Lig registra as necessidades de Ap F de acordo com a concepção da manobra desenvolvida. em síntese. É. estarão previstas todas as ações a serem desencadeadas pelo Pel a fim de apoiar cada fase da manobra. em qualquer momento do combate. etc. Generalidades (1) O PAF é um plano coordenado e integrado para o emprego de todo o apoio de fogo disponível à unidade. (4) Constará da ordem de operações ou do plano (anexo).

(7) Após seu estudo de situação. serão observados. (4) Quando um ataque tem diversas etapas na manobra. enquanto as tropas cerram sobre o inimigo. O desencadeamento se dará a pedido. 9-9 . o maior vulto de fogos é o de tiros observados.C 7-20 9-8/9-9 b. munição disponível e necessidade de surpresa. tais como: quantidade de alvos. os fogos de apoio são utilizados para auxiliar todas as fases do ataque. em regra. Generalidades (1) Nas operações ofensivas. Os transportes de tiro poderão ser rápidos e eficazes. No entanto. dada a falta de tempo necessário para conhecimento do inimigo e para a organização de um plano de fogos perfeitamente coordenado com a manobra da unidade apoiada. intensificar os fogos que vinham sendo realizados com a finalidade de facilitar a tomada do dispositivo e o desembocar do ataque. (6) Outros planos como por exemplo metralhadoras. nos últimos minutos que precedem a hora "H". (5) Durante a execução do ataque. químico e outros. (4) Plano de apoio aéreo. (6) Durante o assalto é extremamente importante que os fogos de apoio continuem caindo sobre as posições inimigas. como por exemplo reunir as metralhadoras dos pelotões sob comando único (“pelotão de metralhadoras”). obtêm-se um flexível apoio de fogo por meio do estabelecimento de séries de concentrações. desde que se planejem concentrações a serem utilizadas como pontos de referência e se mantenham atualizados seus dados quanto a correção. o Cmt poderá decidir por formar frações provisórias para o cumprimento de determinada missão. (3) Plano de defesa anticarro (DAC). A preparação pode iniciar-se antes. Composição do Plano (1) Plano de fogos de artilharia (PFA). tempo de reação do inimigo. num momento predeterminado ou face a determinado evento. A decisão. o ataque não é precedido de uma preparação. quanto a sua realização e duração. baseada em vários fatores. (5) Plano de apoio naval. (3) Nas guerras de movimento. Esses fogos devem ser suspensos ou transportados quando estiverem pondo em perigo a segurança do escalão de assalto. 9-9. APOIO DE FOGO NA OFENSIVA a. não necessariamente. é conveniente. (2) Os fogos de preparação. é competência do comandante da força. Os fogos para manutenção de um objetivo devem ser planejados antes de sua conquista e têm características defensivas para permitir a reorganização do escalão de ataque e a possível manutenção do terreno. na hora ou após a hora "H" e continuar até ser pedida sua suspensão pelos elementos de primeiro escalão ou até um tempo predeterminado. (2) Plano de fogos de morteiro (PFM). Geralmente a artilharia e os morteiros transpõem seus fogos mais cedo que as armas de tiro tenso.

de acordo com a situação. deve estar tão próxima da LP que possibilite batê-la. sob o risco de uma interferência inadvertida na manobra do batalhão.A artilharia de campanha. Esta. 9-10 . o Cmt Btl poderá marcar RPP/Mrt futuras visando ao prosseguimento do combate. dentro da qual o Cmt Pel poderá escolher livremente as suas posições (de muda ou suplementar). no mínimo. (c) Os fogos de morteiro são empregados. o Cmt Btl. Emprego dos órgãos de apoio (1) Artilharia . A freqüência com que irá mudar de posição irá variar de acordo com os fatores da decisão. em geral. proporciona o grosso do apoio de fogo ao elemento de manobra. particularmente. uma elipse com 600 m de largura e 400 m de profundidade. sempre se afastando. (e) Os fogos são desencadeados de acordo com os planos. Os morteiros são empregados. próximo a estradas ou bons acessos que irão facilitar o ressuprimento e deslocamento e. A fim de completar as concentrações previstas. inimigo e tempo. fica difícil conceber um Ap Mrt realizado de uma única posição de tiro durante toda ou parte da manobra do Btl. (2) Morteiro (a) Tendo em vista a necessidade imposta pelo combate moderno de uma constante mudança de posição de tiro das Pç de Mrt. Se necessário. em maior ou menor grau. sempre que possível. Os fogos são planejados para apoiar todas as fases do ataque. A região escolhida deverá possuir dimensões e terreno compatíveis com uma RPP/Mrt. Os fogos a horário são desencadeados na ocasião prevista. Desta forma o Mrt deverá realizar constantes mudanças de posição durante o desenrolar da manobra. Não podendo deixar a decisão da escolha das posições totalmente sob responsabilidade do Cmt Pel ou Seç. ainda. (d) A posição inicial de tiro e respectiva região de procura de posições são selecionadas tão à frente quanto forem necessárias para apoiar todas as fases da manobra de uma só RPP. bem como cegar a observação inimiga. irá designar uma região de procura de posições de Mrt (RPP/Mrt). estar à retaguarda da massa cobridora que lhe dê proteção. principalmente missão.9-9 C 7-20 b. O Btl reserva poderá ter seu morteiro empregado em reforço de fogos. normalmente. em ação de conjunto. a fim de evitar a localização por parte do inimigo. sempre que possível. próximo a P Obs. para destruir ou neutralizar as tropas e armas que ofereçam maior ameaça ao cumprimento da missão. a fim de proteger o desembocar do ataque. negando ao inimigo a possibilidade de bater as nossas posições. elementos do pelotão podem ser colocados em apoio direto ou reforço à vanguarda ou a uma Cia Fzo do Btl. o pelotão tem que estar em condições de bater objetivos inopinados se solicitados. O grupo em apoio geral deve estar preparado para bater toda a Z Aç do elemento apoiado. 200 m da posição anterior. As posições são ocupadas instantes antes do ataque. não deve estar mais distante que um terço do alcance máximo. (b) A unidade de tiro do morteiro do Btl é a seção. eixada com o ataque principal e em uma posição central em relação a manobra do Btl. ainda. e. Quando a realização do apoio de fogo com o pelotão centralizado for impraticável. Deve estar. Deve. devidamente assessorado. se o terreno e a manobra permitirem.

à medida em que o ritmo da operação ditar. normalmente. durante o ataque. (b) A fração temporária executará tiros por cima da tropa ou nos seus intervalos. deve ficar em condições de retirar as armas de ação com rapidez e devolvê-las com a dotação de munição orgânica completa. nos objetivos cuja neutralização favoreçam o avanço. portanto. P Obs e outros alvos compensadores. Excepcionalmente. Entretanto. (6) Armas da reserva da unidade (a) O Cmt poderá empregar as armas de sua reserva para auxiliar o escalão de ataque. (c) Suas posições devem ser elevadas. devem ser empregadas para apoiar a fase inicial do ataque. (c) Essas armas. Estes tiros podem. (e) Outras considerações quanto ao emprego das armas AC da unidade podem ser encontradas no capítulo 9 do C 7-15 . buscando melhorar o alcance e o domínio sobre as tropas inimigas. Neste caso seu emprego é previsto no PAF e um representante da unidade de carros deve fazer parte do CCAF do Btl. (g) As mudanças de posição necessárias. pequenas fortificações. a tempo de serem empregadas. quando utilizadas.C 7-20 9-9 (f) O Cmt Pel mantém o seu estudo de situação continuado. (d) As armas AC poderão bater.COMPANHIA DE COMANDO E APOIO. não participam dos fogos de preparação e. (4) Metralhadora -caso seja formada uma fração temporária (a) O mais eficiente apoio obtém-se concentrando os tiros dessas armas sobre o objetivo. quando dispuser de posições de tiro e alvos apropriados. podem ser empregados como elemento de apoio de fogo. posições de metralhadoras. Quando é necessário assegurar um fogo contínuo o pelotão desloca-se por seção ou por peça. também.COMPANHIA DE COMANDO E APOIO. (h) Outras considerações quanto ao emprego do morteiro orgânico da unidade podem ser encontradas no capítulo 10 do C 7-15 . pelo desenvolvimento da ação. As posições de muda serão ocupadas quando o fogo inimigo tornar a posição principal insustentável. Durante o desenrolar das ações os tiros devem ser concentrados. A forma de emprego irá variar de acordo com os fatores da decisão. ainda. (5) Carros de Combate (CC) . qualquer que seja a forma de emprego sua atuação é semelhante. devem ser feitas antes que o escalão de ataque ultrapasse seu alcance eficaz. visar à proteção dos flancos do escalão de ataque. 9-11 . Por outro lado as posições suplementares serão ocupadas sempre que o pelotão tiver que cumprir missões que não possa ser cumpridas posições principal e de muda. (b) Quando a unidade ataca com um flanco descoberto é normal atribuir-se a missão de ação de conjunto às armas AC. (b) As armas da reserva. (3) Armas anticarro (AC) (a) As armas anticarro podem receber missão de apoio ou de proteção aos elementos atacantes contra viaturas blindadas inimigas.Os CC são essencialmente elementos de manobra.

. .Mrt .Preparar o prosseguimento. As regiões de aplicação de fogos serão aquelas onde tenham sido identificadas armas ou regiões suspeitas de as conterem.Art .Armas Org Btl . em reforço e para os demais meios de apoio de fogo disponíveis. .Proteger de C Atq.Z Reu .Armas Individuais .Apoiar as ações da vanguarda e o desdobramento do grosso após a marcha para o combate.Manter a fisionomia da frente.Art 4ª . 1ª .Mrt .Z Reu . A previsão a horário.Armas Individuais .Armas Org Btl . no entanto. .Mrt .Durante as paradas nos Obj . Inst de Com .Desorganizando Cmdo.Art .Antes do ataque ou preparação .PC. Somente um estudo acurado do terreno e das atitudes inimigas poderá indicar essas regiões.Preparação . (3) Serão relacionados alvos dentro da Z Aç e aqueles que. nos primeiros minutos da progressão é possível prever fogos a horário sobre alvos de importância capital que não tenham sido batidos ou neutralizados durante a preparação. destruindo ou neutralizando a resistência Ini.Mrt . (2) Os fogos são planejados para as armas orgânicas.Pos Org e Fort . mesmo fora.Pontos críticos 2ª .PC. ALVOS EXECUÇÃO .Armas Org Btl . .A Au e AC . Planejamento (1) O batalhão planeja os fogos para apoiar todas as fases da manobra como um todo. (4) Caso tenha sido prevista uma preparação.Repelir o escalão de segurança inimigo. (5) Via de regra os fogos no ataque são desencadeados a pedido.Permitir a consolidação e reorganização. quando o Atq partir de situação Def.Res e suas Via A .Art . inclusive. levando em conta que o defensor tem todo o interesse em dissimular ao máximo seu dispositivo.Armas Individuais .A Au e AC .9-9 C 7-20 c.Armas Org Btl .Armas em Prof e nos Fln . Facilitar a progressão do Esc Atq.Pos Org e Fort .Art 9-12 . P Obs.Neutralizando Art. alvos devem ser selecionados para serem batidos nessa fase.Art 3ª . em alvos já batidos na preparação.Mrt . (7) Em resumo: FASES FINALIDADES . Os fogos de apoio após o desembocar do ataque visam regiões que contenham resistência inimiga que pode estar.Res . Inst de Com . dado os inconvenientes que esse processo pode trazer para a tropa atacante.Armas Org Btl . A Au e AC.Bases de fogos .Armas Individuais . possam vir a intervir na manobra.Art . a parada no objetivo. . Facilitar o Dbq Atq: .Durante a progressão .Vi a A .Idem a 2ª Fase . deve ser para um curto espaço de tempo. após a hora "H".Impedindo Mvt Res. Mrt. momentaneamente. (6) Após a conquista de objetivos poderão ser previstas barragens e concentrações para atender. P Obs. além dos observatórios.

impedir a consolidação. os fogos na defensiva dividem-se em: (a) fogos longínquos . integrando-o com a própria concepção de defesa. desorganizando. é o fogo que detém” . (d) fogos no interior da posição . (4) O plano de apoio de fogo deve permitir atirar sobre o inimigo. São realizados entre o P Avç C e a posição de assalto. caso nela penetre. São realizados imediatamente à frente dos núcleos de primeiro escalão. levando-se em consideração: (a) o terreno. logo que possa observá-lo. (3) A coordenação inclui a escolha de posição para as armas. preparando o registro de dados sempre que o tempo permita. (b) fogos defensivos aproximados . (c) fogos de proteção final . no máximo alcance das armas. no alcance útil das armas. eficaz controle de tiro e planejamento de tiro sobre alvos prováveis. isto é. bem como apoiar o escalão de segurança da unidade.que visam limitar e isolar as penetrações. (5) O plano de apoio de fogo tem que ser elaborado. Z Reu e locais de arma de apoio. e apoiar os contra-ataques. e cada plano de fogo deve ser coordenado com o elemento vizinho. sujeitá-lo a um volume crescente de fogo. portanto. São realizados além do P Avç C. PC. à medida que se aproxima e destruí-lo ou repeli-lo por fogos no interior da posição defensiva.C 7-20 9-10. em reforço e em apoio). Um conjunto de medidas referente às ligações e ao emprego das comunicações são complementos indispensáveis a um plano de apoio de fogo. (b) o local que se deseja deter o ataque inimigo. a mais verdadeira assertiva sobre o valor do apoio de fogo. (c) os fogos disponíveis (orgânicos. desorganizando seu comando e neutralizando seu apoio de fogo.que visam deter o ataque inimigo. em grande parte. motorizado ou blindado).que visam impedir ou dificultar o ataque do inimigo. as armas de tiro tenso podem deixar de atirar até que o inimigo chegue em uma posição favorável ao desencadeamento dos tiros. 9-13 . também. Essa coordenação será traduzida por um plano de apoio de fogo flexível que possibilite instantaneamente e sob qualquer condição de visibilidade desencadear concentrações em casos de ataques locais nos pontos mais sensíveis. Deste modo. impedindo o seu assalto e repelindo o escalão de ataque. APOIO DE FOGO NA DEFENSIVA 9-10 a. Caso o inimigo demonstre não conhecer nossas posições. as Via A mais favoráveis à aproximação e prosseguimento do inimigo (a pé. os locais de instalações de seus P Obs.é a forma mais simples e elementar de se definir o combate defensivo e é. do cuidado com que os fogos são planejados. causando baixas. imediatamente à frente da área de defesa. (d) o plano de barreiras. retardando. coordenados e desencadeados. Generalidades (1) “Na defesa. Agindo assim obteremos surpresa. (2) O sucesso da defesa depende. As diversas unidades ou subunidades são responsáveis pelo planejamento e máxima coordenação de seus fogos. destruindo sua integridade.que visam dificultar a aproximação do inimigo.

para possibilitar que seja barrada qualquer penetração inimiga. No interior da área de defesa. através do CCAF. (d) O Cmt da unidade apoiada. respeitando-se as margens de segurança características de cada arma de apoio. distribui as barragens disponíveis (inclusive das armas orgânicas) aos elementos subordinados. (2) (a). ela deve ser planejada. A posição de tiro do pelotão deve ficar a uma distância. (7) A barragem é um tiro tipicamente defensivo. na defesa também podem ser formadas frações provisórias (das armas de apoio) para o cumprimento de determinada missão. Cabe ao comandante da companhia de primeiro escalão localizar as barragens no terreno. inclusive o desencadeamento dos fogos no interior da posição. A cada fração de morteiro. principalmente. podendo ser previstas barragens eventuais. 9-14 . (c) Os fogos defensivos aproximados e os fogos de proteção final constituem a principal missão dos morteiros. (b) As barragem de Art disponíveis para o Btl são. sob quaisquer condições de visibilidade. (e) A posição inicial de tiro. peça por peça. normalmente. A coordenação entre os fogos de artilharia e o de outras armas inicia-se já na subunidade e realiza-se. (2) Morteiro (a) As mesmas considerações quanto a RPP/Mrt feitas em 9-4. tão logo surja a necessidade de uma concentração. Emprego dos órgãos de apoio (1) Artilharia (a) O apoio aproximado à área de defesa é a principal consideração na formulação do PFA. destinadas a proporcionar uma barreira de fogo que impeça o movimento do inimigo através de linhas ou áreas defensivas. dentro da respectiva região de procura de posições.9-10 C 7-20 (6) Na defensiva. em apoio direto aos elementos subordinados e em último caso em reforço. aos elementos da unidade. raramente teremos informes detalhados quanto à manobra do inimigo. Aplica-se. são válidas para a defensiva. como principalmente para permitir o apoio a todas as fases do combate. não só para dar-lhes melhor proteção. As barragens devem estar localizadas o mais próximo possível do LAADA. dos últimos núcleos de aprofundamento. distribuídas para as subunidades. (8) Semelhante às operações ofensivas. se localiza na retaguarda da área de defesa. que devem estar em condições de desencadeá-los. deve permanecer apontado para sua barragem normal. Onde for possível. os morteiro são empregados em ação de conjunto para ter máxima flexibilidade. normalmente. Sempre que um elemento de apoio de fogo não estiver cumprido missão. as seções podem ser colocadas. correções individuais. considerando as Via A que devem barrar e a localização dos seus elementos mais avançados. Considerando que o planejamento é um processo contínuo. bateria ou grupo é atribuída uma barragem normal. (b) A fração de Mrt é empregada de forma a dar o melhor apoio de fogo necessário. a não ser no momento que precede o ataque. b. que difere da concentração no seu preparo. quando necessário. podem ser planejadas concentrações nos acidentes importantes do terreno. rapidamente. até o escalão subunidade. b. No entanto.

sempre que necessário. Posições iniciais avançadas (posições provisórias). Todas as tropas empenhadas em combate têm de estar prontas para missões deste tipo. Nas concentrações o fogo deve ser mantido até atingir o efeito desejado. visando bater até os últimos núcleos de aprofundamento do Btl.COMPANHIA DE COMANDO E APOIO. inclusive à frente do LAADA. o Cmt Btl deverá priorizar a frente considerada como a mais importante no dispositivo defensivo do Btl. ocasião em que os morteiros devem se preparar para o tiro no interior da posição. (d) A consideração sobre o terreno e sua influência no movimento de 9-15 . poder-se-á desencadear o fogo preciso e necessário. o aproveitamento do terreno para proteção contra blindados inimigos. visando limitar as PMA. portanto. ainda. os fogos de proteção final e os fogos no interior da posição. Deve ainda estar à retaguarda de massa cobridora que lhe dê proteção. (b) Um eficiente emprego de todas as armas AC deve ser parte de um plano que compreende ainda um sistema de alerta. O regime de tiro deve constar dos planos. próximo a P Obs. Somente assim. Nas barragens é normal o regime máximo nos primeiros minutos. Este fato deve ser considerado pelos Cmt quando planejam a defesa contra blindados. Sendo necessário priorizar. Em não havendo possibilidade de bater toda a frente de uma única posição.C 7-20 9-10 que permita batê-los com a distância mínima de tiro e não devem ficar a mais da metade do alcance útil da arma. o Pel Mrt deverá estar em condições de realizar: 1) os fogos defensivos aproximados. ou pelo espaço de tempo previsto no plano de fogos. a importância das mensagens de alerta conterem a identificação dos blindados inimigos. 2) os fogos no interior da posição. visando engajar o inimigo desde suas prováveis posições de ataque. Na barragem. (f) A duração e o regime de tiros do morteiro dependem do efeito desejado. próximo a estradas ou bons acessos que irão facilitar o ressuprimento e deslocamento e. (3) Armas AC (a) A DAC não é uma missão apenas das unidades blindadas. 3) os fogos no interior da posição. A possibilidade do inimigo empregar blindados no combate está sempre presente. (h) Outras considerações quanto ao emprego do morteiro orgânico da unidade podem ser encontradas no capítulo 10 do C 7-15 . (c) Um sistema de alerta contra blindados inimigos é uma das importantes partes de um plano de DAC e. construção de obstáculos artificiais e o reforço dos naturais. são previstas para a execução de fogos longínquos e apoio ao escalão de segurança. o fogo deve ser mantido enquanto perdurar a ameaça e deve cessar tão logo o inimigo consiga ultrapassá-la. ou mesmo apoiar o contra-ataque do Esc Sp. Estas mensagens terão precedência sobre as outras. visando limitar as penetrações inimigas até a ruptura do Btl. O pelotão deve estar em uma posição central que lhe permita bater toda a frente do Btl. um complemento indispensável ao plano de apoio de fogo. aqui. onde ainda poderá ser possível o contra-ataque da U. Convém salientar.

o mais perfeito possível. o emprego de grandes unidades de blindados levam essas unidades a se concentrarem em pequenas áreas. É a última linha em que se procura barrar a progressão do inimigo que transpõe a zona de barragem. podem mediante ligação de comando. tendo em vista o seu maior efeito na linha de proteção final. as peças podem fazer tiros contra armas anticarro e outras armas coletivas. como parte do planejamento de organização do terreno (plano de barreiras). ao mesmo tempo. casamatas e outros. impor missões de tiro às armas anticarro. No cumprimento de sua missão principal. (d) As metralhadoras devem cooperar com seus fogos(LPF) nas barragens e flanqueamento na frente do vizinho. particularmente. entre o plano de barreiras e o plano de apoio de fogo é. É onde o fogo atinge o máximo de intensidade. evitar apresentar alvos fáceis aos mesmos blindados inimigos. de preferência em situação de flanqueamento. o que facilita o emprego das armas anticarro. Mesmo os terrenos desfavoráveis podem permitir o movimento de blindados. Entretanto. o emprego eficaz de suas granadas de mão. bem como. por outro lado. portanto. especialmente pela execução de tiro de flanqueamento e. conclui-se que é imperioso. bem como o tiro contra espaldões. (a) Será vantajoso o emprego das metralhadoras em 1º escalão (sob controle do Btl). (b) Linha de proteção final (LPF) é a linha em que as metralhadoras devem obter a máxima extensão de tiros rasantes à frente do LAADA.COMPANHIA DE COMANDO E APOIO. ser instaladas na Z Aç da unidade vizinha.9-10 C 7-20 blindados. (h) Outras considerações quanto ao emprego das armas AC da unidade podem ser encontradas no capítulo 9 do C 7-15 . Durante 9-16 . (e) As metralhadoras do LAADA. as facilidades que apresenta para a instalação das armas AC devem ser altamente valorizadas. (c) Pelo exposto acima. (e) A construção de obstáculos artificiais e o reforço dos naturais. O problema então é proteger as tropas contra os blindados e. Um entrosamento. Como missão secundária. ao inimigo. indispensável ao sucesso da DAC. ao contrário da ofensiva onde se procura obter o máximo alcance. em princípio. essa missão é cumprida com êxito somente quando as tropas da defesa estão protegidas contra o fogo desses blindados. As metralhadoras de uma unidade. Deve passar a uma distância mínima à frente da posição que impeça. quando este se acha a uma distância à frente da posição que permita um tiro altamente preciso. vai facilitar e. todavia. na defesa de uma posição. (g) A missão principal das armas AC na defesa é a proteção imediata da área de defesa contra a atuação de blindados inimigos. as armas AC devem ser dispostas em profundidade e em condições de bater as prováveis Via A. (f) A missão fundamental de todas as armas anticarro é a destruição de blindados inimigos. (4) Metralhadora . desde que isso traga mais vantagem e não prejudique a ação. devendo os Cmt estabelecer ligação com esses vizinhos de forma a coordenar seus respectivos planos.caso de formação de fração provisória. a instalação das metralhadoras em regiões mais baixas. principalmente a fim de não se revelarem prematuramente. atiram no inimigo.

será no aprofundamento da defesa anticarro. Planejamento (1) Elementos de Primeiro Escalão (a) No planejamento de fogos para a defesa de uma posição. (i) As metralhadoras podem participar da proteção antiaérea. essas metralhadoras devem ficar apontando na direção da linha de proteção final. inicialmente. devem ser selecionadas como partes a serem particularmente batidas pelos morteiros. (6) Carros de combate . O mais aconselhável emprego. são conservados em reserva. (f) As metralhadoras. cooperarão. São. pela camuflagem. Podem ser vantajosamente empregadas para execução de tiros longínquos e tiros no interior da posição. como elemento de apoio de fogo e de aprofundamento da DAC. armas automáticas ou anticarro. entretanto. (b) O planejamento de fogos para a defesa de uma posição obedece às mesmas prescrições estabelecidas para o ataque. para o que. De qualquer forma. também. (h) A proteção das metralhadoras é assegurada pelo aproveitamento do terreno (posição desenfiadas).os carros não devem perder a sua característica fundamental do elemento de manobra e são. Quando se trata de defender 9-17 . mas. A localização destas armas depende de estudo de situação. devem reverter à unidade. ainda. para reforçar os fogos na ADA. antes do desencadeamento da barragem. para limitar penetrações e proteger os flancos. normalmente. os elementos de primeiro escalão selecionam alvos para as armas orgânicas e outras disponíveis no Esc Sp dentro de três regiões principais: entre o escalão de segurança do Esc Sp e o LAADA. aptas à proteção antiaérea. inicialmente. particularmente. De posições de desenfiamento de torre. (g) A cada peça pode ser atribuído um setor e as armas são particularmente empregadas para bater objetivos como pessoal desabrigado (sobretudo em formação cerrada ou em profundidade em relação ao eixo de tiro).As armas da reserva não ficam inativas. então.C 7-20 9-10 a noite. particularmente. ser empregadas para reforçar ou apoiar as ações de defesa atirando no momento dos fogos de proteção final. no interior de sua própria área de defesa e em áreas fora de sua Z Aç. P Obs e outros. empregados em ações de contra-ataque. durante a noite. Se mantidos inicialmente em reserva. o comando poderá dispor ainda das armas que deles desembarcam. (5) Armas da reserva . atribuindo-lhes missões que não comportem tiro algum. se utilizado inicialmente. Já as metralhadoras do aprofundamento. subunidade ou fração a tempo de serem empregadas nas missões a elas atribuídas. de onde o inimigo possa intervir na sua defesa. c. defensivos aproximados ou de proteção final. pelo seu lugar no dispositivo (proteção de seus flancos) ou. As frentes mais favoráveis às penetrações do inimigo e que não possam ser batidas por armas de tiro tenso. na execução de fogos longínquos. Há situações. podem realizar o tiro indireto que aumenta muito o alcance da arma e atende às necessidades dos fogos longínquos. por isto. Não devem. em que poderão ser empregados. normalmente realizam o tiro direto. ocupam posições suplementares para executar tiros longínqüos de inquietação ou interdição. entretanto.

aquelas previsões servirão de referência para o desencadeamento de fogos no local e oportunidade desejados. pois é possível percorrer o terreno por onde o inimigo progredirá e montará o seu ataque. bem como o número. guardando flexibilidade no planejamento. considerando a importância da região que defendem. (3) Escalão reserva . Também são planejados os fogos para apoiar o retraimento do escalão de segurança. Normalmente. (c) As barragens recebidas do Esc Sp e as barragens das armas orgânicas são distribuídas convenientemente para os elementos subordinados de 1º escalão (até o escalão subunidade). não haverá perfeita coincidência entre a situação geral e a planejada. no entanto. com a finalidade de limitar as penetrações e de apoiar os contra-ataques. retardando. se houver. o problema apresenta facilidades. (2) Escalão de segurança . (a) No caso de apoio de fogo aos contra-ataques.9-10 C 7-20 uma posição.A esse escalão interessam os fogos executados no interior da posição. os planos poderão ser rapidamente adaptados à situação que se apresentar. se houver penetração na ADA. sem ainda estar em contato com o inimigo. constituem. são selecionados alvos para os fogos longíquos sobre itinerários prováveis e possíveis Z Reu. (4) Em resumo: 9-18 . desorganizando e causando perdas ao inimigo. Planos provisórios se constituirão de relação de possíveis regiões de aplicação de fogos para a execução oportuna. é estabelecido um plano de apoio distinto para cada hipótese. (b) Os planos de apoio aos contra-ataques são formulados sobre hipóteses do inimigo e não há dúvida que. completando-as com as barragens das armas orgânicas e coordenando-as com as linhas de proteção final das metralhadoras. o Plano de Apoio aos Contraataques. O Cmt SU localiza no terreno as barragens recebidas. após coordenados pelo CCAF e aprovados pelo Cmt. (d) A contrapreparação obedece as diretrizes baixadas pelo Cmt da manobra (elemento apoiado) e os alvos devem ser cuidadosamente selecionados para o desenvolvimento dos fogos nessa fase.O elemento que constitui o escalão de segurança do Esc Sp planeja os fogos para apoiar suas ações. reunidos. Esses planos. Caso o inimigo não se apresente exatamente nestas regiões. natureza e valor das Via A que devem barrar e particularmente o plano de barreiras.

Frustar a partida do Atq ou reduzir seu ímpeto. . através do respectivo representante (oficial de ligação ou observador avançado).Art e Mrt . .Art 9-10/9-11 EXECUÇÃO 1ª . podendo vir a ser incluído no plano de fogos do órgão considerado. recebem uma designação numérica do órgão de apoio de fogo que os executou. urgência das necessidades e outros) não é exeqüível na maioria das vezes. Os pedidos de um observador avançado para bater alvos inopinados são enviados diretamente ao seu próprio órgão de apoio de fogo.Todas as armas disponíveis.Alvos inopinados . É desejável que esses pedidos sejam orientados pelo CCAF.Todas as armas disponíveis. P Obs .Art . pelo menos.Impedir consolidação.Art . informa o CCAF sobre os pedidos diretamente recebidos e sua decisão de execução. . . Como esta orientação (devido ao volume de pedidos de fogos. . ALVOS . Os tiros inopinados.Diminuir a eficácia da preparação. Tratando-se de fogo previsto o pedido é feito pela simples referência de sua designação numérica no PAF. . Generalidades (1) Durante o combate os pedidos de fogos podem ser enviados para o CCAF do escalão imediatamente superior ou diretamente ao órgão de apoio de fogo correspondente ao fogo desejado.Desorganizar Cmdo. EXECUÇÃO E COORDENAÇÃO DOS FOGOS a. todos esses fatores são considerados. Nos tiros previstos. P Obs . tais como.Mrt .PC. Quando considerações. Nos tiros inopinados o tempo é. de cada meio de apoio de fogo. a fim de garantir o rápido desencadeamento e não sobrecarregar as redes de comando. os meios mais econômicos de desencadeamento do tiro são empregados. O grosso dos pedidos de fogo deve ser feito diretamente ao órgão de apoio de fogo.Armas dos P Avç C 2ª e 3ª . dentro de tempo exigido.Deter o Ini à frente do LAADA ou. disponibilidade de munição. .Limitar e isolar Pntr. o oficial de tiro. freqüentemente. a única consideração.Bases de fogos . reduzir seu ímpeto. .Apoiar C Atq.Z Reu .Esc Atq Ini .C 7-20 FASES FINALIDADES . (2) As missões de tiro são atribuídas ou solicitadas aos órgãos que possam desencadear o tiro pedido com maior eficácia.Bases de fogos . segurança tática e coordenação permitem.PC.Art 9-11. 9-19 . . de modo que o comandante da unidade apoiada possa ser mantido informado dos pedidos feitos pelos elementos subordinados.Def Aprox e Proteção final 4ª .No interior da P os .Restringir Mvt.P Atq .Longínquos . após atendidos.

Organização em tempo de guerra (1) Generalidades .PLANEJAMENTO E COORDENAÇÃO DE FOGOS. quando o armamento proposto for mais apropriado. à frente dos planos do comandante da unidade. Apoio de fogo naval . essencialmente. capítulo 6. d. Contra um alvo móvel. (5) Freqüentemente.Ver o manual C 100-25 . (6) Durante a conduta do combate. 9-20 . composto de unidades aéreas (operacionais) e de aeronáutica (apoio logístico) e responsável pela execução das tarefas operacionais. dependendo de seu tamanho e natureza. no atendimento de um pedido. por suas possibilidades ou disponibilidades de munição. prevista para um TO.a organização da Força Aérea Brasileira em tempo de guerra. É um elemento. para bater o alvo. será necessário o emprego de mais de um meio de apoio de fogo sobre um alvo. (4) A coordenação deve ser feita com rapidez e decisão no desencadeamento a alvos inopinados. tal como blindado. Apoio de fogo de artilharia . FORÇA AÉREA a. O CCAF prevê as necessidades de fogos adicionais e os pede através do CCAF do escalão superior. compõe-se basicamente de dois grandes comandos: (Fig 9-2) (a) Força Aérea do Teatro de Operações (FATO) .Grande comando diretamente subordinado à FATO. deve ser empregado o tipo de apoio de fogo solicitado. o CCAF pode propor a substituição de um meio de apoio. ARTIGO II APOIO AÉREO 9-12. O CCAF não nega.Ver o manual C 100-25 . capítulo 6.Ver o parágrafo 9-2. entretanto.grande comando operacional da F Ae que reúne todos os componentes da F Ae em um TO. b. Sua organização é flexível e situa-se no mesmo nível do Ex Cmp. Os fogos sobre tais alvos são realizados pelos meios mais eficazes disponíveis e de emprego mais imediato. o CCAF mantém o comandante informado sobre o apoio de fogo que está sendo empregado e do disponível para a intervenção na ação. Situase no mesmo nível do comando da Força Terrestre do Teatro de Operações (FTTO). a artilharia deve ser empregada com mais freqüência desde logo. Apoio de fogo aerotático . c. Mantendo-se atualizado e. (b) Força Aerotática (FAT) . deste artigo. se possível. Isso é raramente feito quando se trata de um pedido de tiro sobre alvo inopinado. muito embora a ação aérea seja mais eficaz.PLANEJAMENTO E COORDENAÇÃO DE FOGOS. não substitui. nem interfere arbitrariamente nos meios de apoio de fogo.9-11/9-12 C 7-20 (3) Em princípio. de coordenação. o CCAF assegura continuidade do planejamento de apoio de fogo.

mas proporcionam todo o suporte de informações e logístico. indispensáveis ao desenvolvimento das tarefas de combate. Essas subdividem-se em reconhecimento aéreo.as tarefas operacionais são aquelas relacionadas através de um conjunto de missões específicas. e (c) operações aerotáticas.C 7-20 COMTOT 9-12 FATOT U Aéreas FAT Fig 9-2. (4) Generalidades . (3) Todas essas operações desenvolvem-se. transporte aéreo. de tarefas operacionais e de missões específicas. em três níveis: o nível de operações aéreas. (c) complexo científico-tecnológico. Organização da FAB em tempo de guerra Gpt Log b.tal expressão compreende toda a capacidade aeronáutica e espacial de uma nação. (b) indústria aeroespacial. conforme o quadro a seguir: 9-21 . As tarefas de combate são aquelas que terminam com o emprego do armamento num ataque a um objetivo e subdividem-se em superioridade aérea. indispensáveis à condução das próprias operações aéreas e de superfície. As tarefas de apoio ao combate são aquelas que não terminam com o emprego do armamento. e (e) F Ae. busca e salvamento e outras. em proveito da obtenção de condições favoráveis de combate. (b) operações de defesa aérea. ligação e observação. (2) As operações aéreas podem ser classificadas como: (a) operações aeroestratégicas. Operações Aéreas (1) Poder aeroespacial . basicamente. São componentes do poder aeroespacial: (a) aviação civil. As tarefas operacionais classificam-se em dois grandes grupos: as tarefas de combate e as de apoio ao combate. interdição e apoio aéreo aproximado. Todas as tarefas de combate e de apoio ao combate ainda subdividem-se em missões específicas. (d) infra-estrutura aeroespacial.

principalmente no início das hostilidades. que o domínio do espaço aéreo é básico para se obter a liberdade de ação.9-12 C 7-20 Ataque Varredura Interceptação Patrulha Aérea de Combate Escolta Escolta Ataque Reconhecimento Armado Minagem Aérea Ataque Cobertura Visual Fotográfico Infravermelho Meteorológico Outros Operações Aeroterrestres Evacuação Aeromédica Outras L i g a çã o Observação Outras Busca Resgate Outras SUPERIORIDADE AÉREA TAREFAS DE COMBATE INTERDIÇÃO APOIO AÉREO APROXIMADO RECONHECIMENTO TAREFAS DE APOIO AO COMBATE TRANSPORTE AÉREO LIGAÇÃO E OBSERVAÇÃO BUSCA E SALVAMENTO (5) O objetivo principal de qualquer operação aérea é a destruição ou neutralização do poder aeroespacial do inimigo. Deve ser entendido. é 9-22 . nem todos os pedidos da força de superfície poderão ser sempre atendidos. em proveito direto das nossas tropas e em coordenação com o fogo e o movimento destas. quando forças amigas procuram romper posições inimigas. Esse conceito é importante porque é normal. porém. visando quebrar a resistência do inimigo. particularmente pelos batalhões de infantaria. Tal tarefa consiste no emprego da F Ae contra forças de superfície inimigas. A destruição e o efeito de choque obtidos por meio de ataques aéreos devem ser concomitantes com o esforço das forças de superfície. Logo. A grande oportunidade desta tarefa verifica-se nas situações dinâmicas. Neste aspecto. quando não pudermos obter resultados desejados com nossos próprios meios. quando tentam impedir que o inimigo faça o mesmo às nossas forças. (6) A tarefa de combate de apoio aéreo aproximado é uma das mais solicitadas pelas tropas terrestres. e até natural. a existência de um grande número de pedidos de apoio aéreo. ou ainda. partindo das forças de superfície. como no aproveitamento do êxito. O apoio aéreo aproximado só existirá quando o objetivo for hostil (já houver o atrito entre os contendores) ou potencialmente hostil (quando o atrito poderá ocorrer em um futuro muito breve).

Tal conceito caracteriza-se por uma relação espaço-temporal. Colabora com esta integração um eficiente sistema de comunicações e controle. Suas missões específicas podem ser: transporte aéreo logístico. todo o fogo de artilharia terá que ser interrompido por questão de segurança da aeronave. Nesta área. meteorológico e outros. além da coordenação com a unidade de superfície apoiada. fotográfico. Será utilizada quando for necessária uma rápida reação da nossa F Ae contra uma ação do inimigo. (12) Maiores esclarecimentos a respeito de apoio aéreo podem ser obtidos no manual C 100-25 . deve ponderar bastante antes de solicitar uma missão de apoio aéreo aproximado sobre um alvo localizado entre a linha de contato (LC) e a linha de segurança de apoio de artilharia (LSAA). tanto da F Ae. (8) Um Cmt tático terrestre. na maioria das vezes. carros de combate e qualquer tipo de alvo que esteja causando algum dano às tropas amigas. Normalmente são missões de atendimento imediato.PLANEJAMENTO E COORDENAÇÃO DE FOGOS. infravermelho. operações aerotransportadas.visa obter informações oportunas e atualizadas sobre o inimigo ou sobre o resultado de ataques realizados. do controle local de uma área específica até o controle de toda a área do TO.C 7-20 9-12 muito importante a definição da área e do momento exato da ação de cada uma das forças. por um controlador aéreo avançado (CAA). Os oficiais de ligação. ressuprimento aéreo. (10) Dentre as tarefas de apoio ao combate.é empregada para defender forças amigas contra ataques de forças inimigas terrestres. assessoram no planejamento e nas coordenações necessárias.visa deslocar. 9-23 . Para tal. forças amigas ou cargas necessárias ao desenvolvimento das ações ou ao apoio às forças em operações. em qualquer nível. seja da força de superfície. por via aérea.Varia do total controle do ar pelo inimigo ao total controle do ar pelas forças aéreas amigas. Suas missões específicas podem ser: reconhecimento visual. (9) O apoio aéreo aproximado possui as seguintes missões específicas: (a) ataque . Caracteriza-se pelo sobrevôo das forças amigas por uma fração da nossa F Ae pronta para atacar ou contra-atacar uma ação terrestre inimiga. o controle das aeronaves amigas durante o ataque. O produto de suas missões é fundamental para o planejamento e condução das operações. evacuação aérea e evacuação aeromédica. e do controle temporário até o controle por todo o tempo do conflito. (11) Superioridade aérea . operações aeroterrestres. o BI geralmente utiliza-se do reconhecimento aéreo e transporte aéreo. ou seja. Tal sistema abrange todos os escalões de comando e age de forma plenamente integrada. seja da F Ae. (b) Transporte aéreo . que executará. (7) São alvos típicos das missões de apoio aéreo aproximado as posições de artilharia e morteiros inimigas. (a) Reconhecimento aéreo . quanto da força de superfície.missão onde o objetivo é de tipo e localização conhecida. (b) cobertura . o controle na área do alvo será exercido.

os meios de comunicações do Btl devem proporcionar: (a) ligação entre os elementos terrestres incumbidos do planejamento e da coordenação das operações aéreas. ou imediatas. por intermédio da DE. os pedidos são desencadeados e consolidados pelo centro de coordenação de apoio de fogo (CCAF/Btl). (c) orientar os pedidos de missões imediatas originados nas subunidades. As missões podem ser pré-planejadas. (c) ligação do CAA com as aeronaves. (d) ligar-se com o centro de apoio aéreo direto da FAT.os pedidos de apoio aéreo podem ter origem nos vários escalões da F Ter. (b) encaminhamento dos pedidos de apoio aéreo. para apresentar pedidos de apoio aéreo imediato. e (d) difusão dos relatórios dos resultados da missão aérea. sob a responsabilidade do adjunto da terceira seção (S/3 do ar) e dos elementos de apoio aerotático (EAAT). Pedidos de apoio aéreo (1) Generalidades . quando forem solicitadas e executadas com premência de tempo. de acordo com as regras estabelecidas pelos Esc Sp. em coordenação com o CCAF/Btl. 9-24 .9-12 C 7-20 c. (Fig 9-3) Ex Cmp COT/EAAT DE COT/EAAT Bda CCAF/EAAT Btl S3 do Ar CCAF/EAAT E3 do Ar Fig 9-3.no escalão Btl. (b) preparar. o fogo das armas que possam atingir as aeronaves. quando forem solicitadas e planejadas com a antecedência necessária. Posteriormente. (4) Comunicações . em ligação com o CCAF/Btl. os pedidos de missões aéreas pré-planejadas. e (e) coordenar. (2) Pedido de apoio aéreo . desde as companhias de fuzileiros até o Ex Cmp. Tais pedidos são coordenados e consolidados em todos os escalões e encaminhados por meio de uma rede de comunicações própria. Pedido de Apoio Aéreo (3) Atribuições do adjunto do S3: (a) processar os pedidos de apoio aéreo aproximado e enviá-los ao Esc Sp. são encaminhados aos Esc Sp.

A DE. Pedido de Apoio Aéreo Planejado (6) A grande urgência das missões imediatas requer adaptações no sistema e o estabelecimento de redes-rádio específicas para tais pedidos. que fará a mesma avaliação e. enquanto a Bda permanece na escuta deste pedido. o Btl detecta a necessidade de bater um alvo além do alcance das suas armas e informa à brigada. solicitará ao Ex Cmp. Esta.C 7-20 9-12 (5) No planejamento das missões pré-planejadas. não possuindo armamento orgânico com alcance suficiente. o qual elaborará o plano de fogo aéreo e o enviará ao centro de controle aerotático (CCAT) ou ao centro de operações aerotático (COAT). encaminha à DE. retransmite-o ao centro de apoio aéreo direto (CAAD). significa que o pedido está por ela aprovado. se for o caso. O batalhão solicita apoio diretamente à DE. Pedido de Apoio Aéreo Imediato 9-25 . (Fig 9-4) Fig 9-4. (Fig 9-5) Fig 9-5. após receber e analisar o pedido. Se a Bda permanecer em silêncio.

A falta de um meio de comunicações não exime o Cmt da responsabilidade pela ligação. através de sinais sonoros. AVIAÇÃO DO EXÉRCITO C 7-20 O menor nível de planejamento das necessidades para o emprego dos meios aeromóveis é a DE. procederá de forma análoga ao parágrafo anterior. 9-26 . entre os diferentes elementos que participam de uma mesma ação. Meios de transmissão . Têm a finalidade de estabelecer a ligação entre dois ou mais elementos. b. meios técnicos e procedimentos empregados para transmitir. (2) De acordo com as suas características. e (e) visuais. tal grande comando já coloca à disposição da tropa os meios orgânicos necessários para cumprir a missão. Porém. a saber: (1) ondas eletromagnéticas. em benefício de um objetivo comum. Eles podem ser de três tipos. exploração e manutenção das comunicações de sua unidade e ainda pelo eficiente funcionamento como parte integrante do sistema do Esc Sp. como também pela instalação. geralmente sob controle operacional. c.9-13/9-14 9-13. quando surge a necessidade de empregar a Av Ex em conjunto com forças de superfície. (d) acústicos. escritos e imagens. ARTIGO III COMUNICAÇÕES E GUERRA ELETRÔNICA 9-14. se o BI tiver que solicitar algum meio desta natureza. (f ) diversos. COMUNICAÇÕES a. os meios de comunicações normalmente utilizados em um BI podem ser divididos em: (a) físicos. de modo a coordenar os esforços por eles dispendidos. (b) rádio. No COT/DE. Ligação .São os veículos que conduzem a informação levada de um ponto a outro. eletrônicos. (c) mensageiros. e (3) mensageiro. O Cmt é o responsável não só pela coordenação das ações dos elementos sob seu comando. receber e processar mensagens e informações. Meios de Comunicações (1) São constituidos pelo pessoal.É o conjunto de relações e/ou contatos estabelecidos por meios diversos. A utilização correta dos meios de comunicações permite a ação eficiente do comando. (2) meios físicos. emitir.

Com os elementos de comunicações de que dispõe. é responsável pelo estabelecimento e pela continuidade das comunicações com a unidade ou com o elemento apoiado. o comandante conta com o oficial de comunicações e eletrônica. Esquema representativo das ligações necessárias (a base de origem da seta indica o responsável pela ligação) (a) a unidade ou o elemento superior é o responsável pelo estabelecimento e pela continuidade das comunicações com a unidade ou com o elemento subordinado. ele instala. Para obter as comunicações (planejamento e execução) até o PC das unidades e subordinadas. são regulados pelas seguintes regras gerais: (Fig 9-6) Fig 9-6. Regras Básicas de Emprego (1) O estabelecimento e o eficiente funcionamento das comunicações entre as unidades ou entre os elementos. (b) uma unidade ou um elemento em apoio. o comandante da unidade do elemento da esquerda é o responsável pelo estabelecimento e pela continuidade das comunicações com o da direita. pelo fogo ou não. As Comunicações no BI (1) Todo Cmt é responsável pelas comunicações de sua unidade.C 7-20 9-14 d. inclusive o que estiver em reforço. 9-27 . (d) a eficiência das comunicações se alicerça na combinação judiciosa de dois fatores: segurança e rapidez. (c) as comunicações laterais entre unidades ou entre elementos vizinhos são estabelecidas e mantidas tal como for determinado pelo comando superior a que ambos estiverem subordinados. e. explora e mantém as comunicações até o posto de comando de cada elemento imediatamente subordinado. Na ausência de instruções específicas.

que consistem na obtenção de dados a partir da aquisição de sinais eletromagnéticos. nos diferentes tipos de operações.9-14/9-15 C 7-20 (2) Ao considerar os planos para qualquer operação. Todos devem estar conscientes de que um procedimento incorreto na manipulação desses emissores pode colocar em perigo a missão de 9-28 . flexível e seguro.Os modelos de redes rádio e telefônica do BI encontram-se no manual que trata sobre as comunicações na infantaria. que visam assegurar a utilização eficiente do espectro eletromagnético. Assim. 9-15. e (3) Medidas de Proteção Eletrônica (MPE). orgânica da divisão.É o conjunto de ações que visam assegurar o emprego eficiente das emissões eletromagnéticas próprias. dificultar ou tirar proveito das emissões inimigas. f. a despeito do emprego das MEA e CME do oponente. b. Se o plano pode ser apoiado por comunicações suficientemente seguras. ao mesmo tempo que buscam impedir. (6) O Manual que trata as comunicações na infantaria aborda com mais detalhes o emprego das comunicações em um BI. (2) Contramedidas Eletrônicas (CME). normalmente. visando ao reconhecimento imediato da ameaça. explorados em harmonia. visto que a mesma possui pessoal e material especializados para realizar as referidas ações. sobressaindo-se um determinado sistema em cada situação de combate. com a finalidade de interceptar e identificar essas emissões e ainda localizar as suas fontes emissoras. GUERRA ELETRÔNICA a. assim como avalia o suprimento de material ou qualquer outro fator que interesse ao plano. o oficial de comunicações e eletrônica para saber quais os meios de comunicações que podem ser empregados em cada plano proposto e avalia a proporção desses meios. o comandante deve considerar detidamente a conveniência de alterá-lo ou abandoná-lo. que visam impedir ou reduzir o Emp eficiente do espectro eletromagnético pelo oponente. (5) O emprego dos sistemas de comunicações. Generalidades . (4) O emprego judicioso dos sistemas. e pela utilização de tecnologias incorporadas aos equipamentos. as comunicações são influenciadas pela natureza da operação. As MPE devem ser exaustivamente treinadas e executadas por todos os elementos que utilizam ou são responsáveis pelo emprego de emissores eletromagnéticos. Conceitos . é o recurso que o oficial de comunicações e eletrônica dispõe para suprir o comando dos meios de comunicações necessários ao cumprimento da missão. serão explorados nos capítulos correspondentes. que garantam o grau de controle exigido para o êxito da missão. (3) Nenhum meio de comunicações normalmente existente no Btl é igualmente rápido.Guerra eletrônica (GE) .As MEA e CME cabem à Cia GE. As MPE podem ser implementadas por meio de procedimentos no planejamento e no emprego dos sistemas de comunicação e nãocomunicação. o Cmt consulta. Redes rádio e telefônica do BI . A GE possui três ramos a saber: (1) Medidas Eletrônicas de Apoio (MEA).

com o propósito de impedir ou dificultar a recepção de emissões do seu interesse. c.Caracteriza-se pela irradiação intencional de energia eletromagnética em freqüência utilizada pelo oponente. seja induzindo falsas mensagens em seus sistemas eletrônicos.É a irradiação intencional. alteração.As MPE compreendem as ações antimedidas eletrônicas de apoio (AntiMEA) e anticontramedidas eletrônicas (AntiCME). (3) Pelas MPE .É a irradiação intencional. (a) Ações AntiMEA . seja pela interpretação errônea do conteúdo das emissões recebidas. (2) Pelas CME (a) No Campo das Comunicações 1) Interferência (Intf) . necessários ao desenvolvimento imediato das operações de combate. Visam anular ou diminuir a eficiência das CME realizadas pelo oponente. absorção ou reflexão da energia eletromagnética. (b) No campo das não-comunicações 1) Bloqueio (Blq) . Por meio da aquisição. 2) Despistamento (Dptt) . reirradiação ou reflexão de energia eletromagnética com a finalidade de reduzir ou anular a recepção do sinal dos equipamentos ou sistemas eletrônicos/eletroópticos em uso pelo oponente. (c) Análise (Anl) . por meios eletrônicos.Empregadas quando as ações AntiMEA não surtem o efeito desejado.É o processo de exame dos resultados obtidos pela aquisição e localização eletrônica com o objetivo de fornecer conhecimentos sobre alvos eletrônicos. A Dism Elt pode ser empregada sobre os sistemas de comunicações ou de MEA do inimigo. e ainda causar um aumento considerável do número de perdas (pessoal e material). Ações abrangidas pela GE (1) Pelas MEA (a) Aquisição (Aqs) . da posição de uma fonte emissora de energia eletromagnética. localização e análise de nossas emissões por meio de suas ações de MEA. identificação e exploração dos alvos eletrônicos hostis. e/ou quando o oponente atua com ações de CME.É o processo de vigilância do espectro eletromagnético. com o propósito de iludir o inimigo. (b) Ações AntiCME .C 7-20 9-15 sua força.É a irradiação ou reirradiação de energia eletromagnética. 2) Dissimulação Eletrônica (Dism Elt) . A utilização de MPE torna-se imperiosa em todos os escalões de comando que empregam sistemas que se utilizam intencionalmente da emissão de energia eletromagnética. reirradiação. (b) Localização eletrônica (Loc Elt) . A responsabilidade pela aplicação das MPE é do 9-29 . tanto no campo das comunicações como no campo das não-comunicações.São realizadas permanentemente e visam negar ao oponente o sucesso na detecção. são obtidos dados técnicos sobre o tráfego e sobre o conteúdo dos sinais de interesse. com a finalidade de levar o oponente ao erro na interpretação do sinal interceptado ou ao mau uso dos dados recebidos pelos seus sensores.É o processo de determinação.

freqüências. localização e análise de nossas emissões. poderemos realizar ações AntiCME e anular ou diminuir a eficiência das CME oponentes. c) Desdobramento correto dos sistemas de comunicações. aos equipamentos que se utilizam da transmissão e recepção da energia eletromagnética. h) Utilização da mínima potência necessária ao estabelecimento do enlace-rádio. evadir-se das CME tomadas. O emprego de tais tecnologias. As tecnologias empregadas como MPE não excluem os procedimentos abordados nos próximos itens. Nesse caso.interferir nos nossos sistemas eletrônicos. furtar-se às MEA do inimigo e. . A moderna tecnologia permite incorporar. deve-se sempre buscar. 9-30 . representam um poderoso auxílio aos elementos encarregados de planejar os diferentes sistemas de transmissão. .interceptar nossas transmissões eletromagnéticas. e a menor distância possível entre os transceptores.obter êxito em suas ações de dissimulação e despistamento. Na aplicação das MPE. diferentes técnicas de proteção. As ações AntiMEA são realizadas permanentemente e objetivam negar ao inimigo o sucesso na aquisição. mas os complementam. buscando um paralelismo em relação à LP/LC (ou LAADA).localizar nossos emissores de energia eletromagnética. constituindo-se tanto em ações AntiMEA quanto AntiCME. e . IECom Elt e IPCom Elt. i) Utilização de antenas direcionais. d) Emprego de retransmissores ou repetidores. j) Manutenção correta dos equipamentos transmissores. (c) Ações desenvolvidas pelas MPE no campo das comunicações 1) AntiMEA a) Previsão de rotas alternativas para todas as ligações durante o planejamento dos sistemas de comunicações. Caso nossas ações AntiMEA não sejam eficientes. o inimigo poderá realizar CME sobre nossos equipamentos.9-15 C 7-20 comandante. dos elementos encarregados do planejamento e dos operadores dos sistemas. e) Alteração constante no padrão das emissões (mudanças de indicativos. As MPE têm como objetivo impedir o inimigo de: . As rotas alternativas devem permitir às forças amigas transmitir falsas mensagens naquelas em que o oponente já se mostrou presente. f) Utilização de mensagens preestabelecidas e pré-formatadas e de códigos de operação. equipamentos e locais dos postos de transmissão). em segundo.obter informações através da análise dos nossos sinais. b) Não responder a falsas chamadas de indicativos (postos e redes) realizadas pelo oponente. g) Redução do número de mensagens transmitidas. operadores. . Isto objetiva evitar que nossos postos-rádio sejam localizados pela GE inimiga. em primeiro lugar. Todos os procedimentos a serem utilizados a fim de fugir à GE inimiga deverão estar previstos em NGA.

Particularmente no campo das não-comunicações. com o emprego de emissores aos pares. d) Previsão de constantes mudanças de posição dos emissores. de freqüência de repetição de pulso (FRP). c) Reconhecimento da dissimulação eletrônica inimiga. 2) AntiCME . freqüência de repetição e largura de pulso). e) a discriminação do sinal de CME. e 9-31 . além de executar a varredura apenas na recepção ou no processamento (monopulso). que resulta na elaboração do Plano de Controle das Irradiações Eletromagnéticas de Não-Comunicações (Plano CIENC). as ações abrangidas pelas MPE. existem várias formas de controle da sua sensibilidade. (d) Ações desenvolvidas pelas MPE no campo das não-comunicações . a seguir descritas. evitando a irradiação de sistemas ativos que não sejam imprescindíveis ao cumprimento da missão. g) Autenticação das mensagens. com a subseqüente confecção de um relatório de interferência e dissimulação eletrônica. o acompanhamento cego. d) Emprego de retransmissores. permitem que os meios de não-comunicação continuem operando mesmo sob a ação de CME inimiga. Esta ação pode ter um planejamento centralizado. de largura de pulso (LP) e de polarização são recursos de MPE que devem ser sempre buscados. b) Operação mesmo sob interferência. 1) AntiMEA a) Controle das emissões. a orientação pelo bloqueio e a indicação da direção do bloqueio. b) Utilização da mínima potência necessária ao cumprimento da missão. c) a diversidade de freqüência de operação. pelo Esc Sp.Podemos citar como exemplos de ações AntiCME: a) o aumento da potência do eco-radar. 2) AntiCME a) Reconhecimento da interferência inimiga. c) Variação dos parâmetros do sinal emitido (freqüência de operação.C 7-20 9-15 evitando causar alteração na assinatura eletrônica dos sinais por eles emitidos. h) Mudança de freqüência. d) a alteração dos parâmetros da nossa emissão em momentos críticos. e) Uso de rotas alternativas f) Autenticação dos postos. b) o uso de técnicas especiais de controle de varredura como o controle manual da antena. também chamada de resistência à CME. f) para previnir que sinais muitos fortes venham a saturar ou sobrecarregar o receptor-radar. estão muito relacionadas às tecnologias incorporadas aos respectivos equipamentos. o acompanhamento passivo em ângulo. que consiste em evitar que nossos sistemas sejam afetados por sinais introduzidos pela CME oponente.

GENERALIDADES a.O APOIO DE ENGENHARIA NO ESCALÃO BRIGADA. c. comando operacional e controle operacional. um radar de freqüência mais baixa por outro de freqüência mais alta. O comandante da tropa de engenharia em apoio faz parte do EM especial do Btl. reforçamento de pontilhões e construção de alguns obstáculos. substituindo. o apoio de engenharia é prestado ao Btl por um pelotão de engenharia de combate sob a forma de apoio direto ou sob uma das seguintes situações de comando: reforço. normalmente. Os trabalhos executados pelo elemento de engenharia que apóia o batalhão são. b. 9-32 . contra-mobilidade e proteção. Os manuais C 5-1 . d. relatam com maior amplitude as atividades de engenharia em operações. os que requeiram técnica e equipamentos especializados de engenharia. assessorando o Cmt Btl nos assuntos relacionados com a mobilidade.EMPREGO DE ENGENHARIA e C 5-10 . como camuflagem. abertura de trilhas e brechas. lançamento de obstáculos e estudo do terreno. por exemplo. mesmo em caso de trabalhos a serem executados pelos elementos da arma-base. podemos utilizar outro tipo de equipamento. Normalmente.9-15/9-16 C 7-20 g) e como último recurso AntiCME. quando nenhuma outra técnica de MPE for eficaz. ARTIGO IV APOIO DE ENGENHARIA 9-16. balizamento e melhoramento de pistas e vaus. como por exemplo: reconhecimentos especializados de engenharia. destruições.

obtenção. 10-1 .C 7-20 CAPÍTULO 10 LOGÍSTICA ARTIGO I INTRODUÇÃO 10-1.Levantamento das necessidades. material. em tempo de paz. b. realizando todas as atividades logísticas necessárias às operações da força terrestre (F Ter) e. O subsistema da logística operacional tem como objetivo prever e prover os meios em pessoal. As minúcias de cada subsistema são reguladas pelo manual C 100-10 . que por sua vez é constituído de três subsistemas: comando logístico. serviços e construções em tempo de guerra. b. em quaisquer situações que possam se encontrar. Componentes do Sistema Logístico . O Ap Log é o conjunto de atividades que visa fornecer os recursos e serviços necessários às tropas orgânicas e em reforço. (2) transporte . controle e distribuição de todas as classes de suprimento.O sistema exército abrange o sistema logístico. preparando-se para tal fim. com suas respectivas tarefas. 10-2. animal e/ou material sob cuidados especiais. no teatro de operações (TO). GENERALIDADES a. APOIO LOGÍSTICO a.Deslocamento de pessoal. No âmbito do BI existem cinco atividades logísticas. logística organizacional e logística operacional. a saber: (1) suprimento .LOGÍSTICA MILITAR TERRESTRE. c.

medicina preventiva e outras. atendimento médico. moral e assuntos civis. banho. (4) manutenção . A LOGÍSTICA DO MATERIAL. etc). lavanderia.APOIO LOGÍSTICO NA DIVISÃO DE EXÉRCITO E NA BRIGADA e o C 100-10 . c. etc). 10-2 . d. armamento. reparação e evacuação de material. evacuação. permitindo maior coordenação e controle do estado-maior e maior eficiência no apoio prestado aos elementos em 1º Escalão. serviço postal. Assim. incluindo o processamento do suprimento de manutenção e a evacuação do material. recebimentos. engloba todas as atividades logísticas voltadas para o apoio aos efetivos (HOMEM): (1) PESSOAL: o controle do pessoal. sepultamento e serviço postal. Esta divisão da logística tem por finalidade simplificar as estruturas organizacionais e os procedimentos logísticos. sepultamento. equipamentos diversos. banho. a cargo do S1. estocagem e distribuição às diversas frações ou locais onde serão processados ou consumidos. b.Conservação. relativas às atividades logísticas. A LOGÍSTICA DO PESSOAL. (2) MANUTENÇÃO: de todo o material (viaturas. c. lavanderia. engloba todas as atividades logísticas centradas no material: (1) SUPRIMENTO: pedidos.10-2/10-3 C 7-20 (3) saúde .BATALHÃO LOGÍSTICO. (2) SAÚDE: o apoio prestado pelo pelotão de saúde e. não fazendo parte do subsistema logística. o processamento dos recompletamento. controle sanitário. C 29-3 . recompletamentos. a distribuição de suprimentos (Sup). a cargo do S4). realizadas no TO.LOGÍSTICA MILITAR TERRESTRE. a LOGÍSTICA MATERIAL e a LOGÍSTICA PESSOAL. Visa à conservação do potencial humano da força terrestre em operações. (5) pessoal . CONSIDERAÇÕES INICIAIS a. o gerenciamento das atividades logísticas é orientado para os objetos e objetivos básicos da logística . As demais tarefas referentes ao pessoal (disciplina e justiça militar. evacuação de material (Mnt) e de mortos (Pes).Controle de efetivos. troca de fardamento. o nivelamento dos efetivos. (3) TRANSPORTE: controle dos meios para a realização dos deslocamentos da tropa. comunicações. devem ser consultados os manuais de campanha C 29-15 . inclusive a evacuação de feridos (exceto Sup Cl VIII. suprimento reembolsável.Triagem. No nível unidade. o controle das baixas. a logística divide-se em dois grandes ramos.o MATERIAL e o HOMEM. etc. a cargo do S4. ações e procedimentos referentes à atividade de saúde realizados nesta fração. o moral da tropa e os serviços em campanha. Para maiores informações. são integradas ao sistema comando. ARTIGO II LOGÍSTICA NO BATALHÃO DE INFANTARIA 10-3. todas as tarefas.

sobrecarregando-os o mínimo possível com preocupações logísticas e evitando que as SU desloquemse para a ATC ou ATE em busca de Ap Log. O S1 e o S4 são os assessores diretos do Cmt no que diz respeito às atividades logísticas. Eles são os responsáveis pelo planejamento logístico. Os encargos logísticos devem ser minimizados nas SU. permitindo que os comandantes de SU concentrem-se nas atividades de combate e no acompanhamento da situação tática. a MANOBRA LOGÍSTICA deve ser planejada e executada de modo que todas as atividades logísticas desenvolvidas pela Cia C Ap sejam deslocadas em direção aos elementos de 1º escalão.C 7-20 10-3/10-4 e. f. no espaço e no tempo. de acordo com as ordens e diretrizes emanadas pelo Cmt Btl. 10-4. o efetivo da SU e as atividades de evacuação de feridos e mortos planejadas e controladas pelo EM da U. c. perfeitamente integrados e sincronizados. o apoio de saúde. coordenar e sincronizar toda a sua logística interna. O S4 deve antecipar-se às necessidades de apoio logístico. controle e coordenação das atividades logísticas nos seus respectivos campos de atuação. No nível unidade. Os Cmt SU são responsáveis pelo Ap Log no âmbito das respectivas SU. de modo a liberar os Cmt SU para as atividades de combate. Ele deve assegurar-se que o apoio logístico está sendo prestado não somente ao Btl mas também a todos os elementos sob o seu controle operacional. a manutenção de 1º escalão das viaturas e de todos os demais equipamentos. coordenam. tanto quanto possível. b. integrando e sincronizando os planejamentos da logística do pessoal e do material à manobra e ao apoio ao combate. sempre que possível. fiscalizar o apoio que é prestado ao Btl bem como planejar. e colocados sob a responsabilidade e controle da unidade. rações e água no momento e no local (ATSU ou posições de 1º Escalão) que se fizerem necessários para apoiar as atividade de combate das SU. O S4 é o coordenador da MANOBRA LOGÍSTICA do Btl. A MANOBRA LOGÍSTICA é o conjunto dos planejamentos. nas atividades da logística do material. O Cmt U é responsável pelo apoio logístico do BI. métodos e ações realizadas a fim de possibilitar o apoio ao pessoal e ao material. controlam e coordenam a distribuição do suprimento. a manutenção. g. e o S4. auxiliados pelos integrantes das 1ª e 4ª Seções e através dos elementos da SU C Ap. a manutenção de 1º e 2º escalões do armamento. nas atividades da logística do pessoal. RESPONSABILIDADES a. em apoio ou em reforço. encaminhar os pedidos de apoio ao Esc Sp com oportunidade. procedimentos. Solicitam. h. O S1 e o S4 devem atuar de modo a colocar o suprimento. à manobra operacional definida pelo Cmt U. d. O S4 e o S1. O S1. sincronizam e conduzem a MANOBRA LOGÍSTICA da unidade. 10-3 . planejam.

Conforme a situação tática o exigir. Elabora. também. Pelotão de Suprimento (1) O pelotão de suprimento é o principal órgão de Ap Log da unidade.O S4 é o assessor do Cmt para as atividades da logística do material e o coordenador da manobra logística da unidade. (f) Cmt Pel Sau . do Cap 2: (b) O S1 controla o efetivo da unidade através do recebimento das mensagens diárias de efetivo das SU e elementos em reforço. elaborando o sumário diário de pessoal e o mapa da força. e encaminhar os pedidos da unidade ao B Log da Bda. Todos estes documentos são enviados para o Esc Sp. VII e X. quando descentralizados. É Adj S4 na execução da manobra logística. eventualmente. os seguintes oficiais do estado-maior especial. (4) Os principais deveres e atribuições desses oficiais constam do manual de campanha C 101-5 . (g) Sub Cmt Pel Sup .Oficial de Comunicações.Oficial Aprovisionador. VI. b. IV. outros registros e relatórios. a distribuição dos suprimentos de produtos acabados das classes II. lotear e distribuir os suprimentos às subunidades. Suas principais atribuições estão listadas no Cap 2 Art I: (2) S1 . Suas principais atribuições estão listadas no Art I. poderá desdobrar um P Rem Avançado na ATC. Elementos de estado-maior (1) S4-Oficial de Logística . II. V (Mun). (b) S Cmt Cia C Ap é o auxiliar do Cmt Cia C Ap e comandante dos trens de combate do Btl. IV. as atividades de suprimento das classes I. nos respectivos setores funcionais. (d) Cmt Pel Mnt Trnp .ESTADO-MAIOR E ORDENS.Oficial de Munições. ou dos trens de estacionamento quando descentralizados. que compõem a 4ª seção da unidade.Oficial de Saúde. no âmbito da unidade. (b) receber. VI. estocar quando necessário. VII e X (3) Suas missões principais são: (a) receber e consolidar os pedidos de suprimento das subunidades.10-5 C 7-20 10-5. 10-4 . (e) Cmt Pel Com . controlar. (2) Sua organização inclui o pessoal e material necessários para executar.Oficial de Manutenção. (5) O P Distr Cl I executa.Oficial de Pessoal (a) O S1 é o assessor do Cmt para as atividades da logística do pessoal. (c) evacuar os mortos (4) Normalmente o pelotão instala e opera um posto de distribuição de suprimento classe I (P Distr Cl I). e um posto de distribuição de suprimento classe V (M) (P Rem) na ATE. (c) Cmt Pel Sup . Tem como auxiliares diretos o Adj do S4 e os elementos do grupo de logística do Pel Cmdo. ELEMENTOS E ORGÃOS DE APOIO LOGÍSTICO DO BATALHÃO a. (3) Têm ainda encargos e responsabilidades logísticas. (a) Cmt Cia C Ap é comandante dos trens.

(2) Suas missões logísticas compreendem: (a) executar a manutenção orgânica de 1º e 2º escalões do material de comunicações da unidade (exceto material criptográfico). estocar e distribuir a todos os elementos da unidade o suprimento de saúde. inclusive peças e conjuntos de reparação. (2) São missões específicas do pelotão de saúde: (a) instalar e operar o PS do Btl.C 7-20 10-5 (6) As cozinhas de campanha. (c) evacuar para o Esc Sp o material de comunicações que necessite manutenção além do 2º escalão. doentes e acidentados no âmbito da unidade. bem como controle e estocagem de peças e conjuntos de reparação das classes V (A) e IX. se desdobra na área do PCP. receber. equipamento e meios de transporte necessários para proporcionar tratamento médico de urgência e evacuação de feridos. controlar. normalmente. (3) Para as atividades referentes à coleta e evacuação de salvados e material capturado. excepcionalmente descentralizadas nas ATSU. c. (2) Suas missões compreendem: (a) executar a manutenção orgânica de 1º e 2º escalões nas viaturas e armamentos das unidades. Pelotão de manutenção e transporte (1) É o elemento encarregado de prestar apoio de manutenção orgânica de 2º escalão. receber. em princípio. de acordo com as necessidades. quando necessário. (c) solicitar direto na instalação de saúde do Esc Sp. estocar e aplicar. (b) preparar os doentes e feridos mais graves para evacuação e para a instalação de saúde do Esc Sp. (b) solicitar. estabelecer e operar um posto de coleta de salvados (P Col Slv). (d) em caso de necessidade. permanecem centralizadas na ATE ou na ATC ou. (e) solicitar. e (f) instalar e operar o P Distr Cl III da unidade. estocar e. (b) executar a evacuação de viaturas no âmbito da unidade. (c) cooperar na evacuação e coleta de salvados e material capturado. com a missão de proporcionar apoio de comunicações ao comando da unidade. 10-5 . o batalhão normalmente receberá em reforço uma Sec L Mnt do B Log d. fornecer peças e conjuntos de reparação das classes V (A) e IX. peças e conjuntos de reparação (Sup Cl VII de comunicações). Pelotão de comunicações (1) O pelotão de comunicações. e. Pelotão de saúde (1) É organizado com pessoal.

auxiliado pelo ajudante de mecânico de armamento. evacuação de feridos. 3) O furriel é o encarregado do recebimento e transporte de todo o suprimento da SU. Outros elementos ligados às atividades logísticas (1) Subunidade (a) O Sub Cmt SU é o principal assistente do Cmt SU no planejamento. orienta e controla as atividades das frações e elementos de manutenção e suprimento recebidos em apoio ou reforço pela SU. Deve permanecer a par do nível de munição do pelotão e providenciar a tempo os pedidos de remuniciamento. também.É da responsabilidade do Cmt Pel providenciar os primeiros socorros a seus homens. É também. 2) O sargenteante desenvolve atividades relacionadas à logística do pessoal no âmbito da SU. esclarecendo se o material foi perdido. Fiscaliza. tendo em vista que deve permanecer em condições de substituir o Cmt SU. II e V. No tocante às atividades de pessoal. em operações defensivas. 10-6. (b) O encarregado do material. o responsável pelas atividades de manutenção. saúde e pessoal. (2) Pelotões . coordenação e fiscalização da manobra logística da Cia ou da SU. É o responsável pelos pedidos de suprimentos de classe I. Este planejamento deve ser realizado de forma coordenada com o planejamento tático e o dos apoios ao combate.10-5/10-6 C 7-20 f. Em todas essas atividades é auxiliado pelo sargento adjunto. É o responsável pela evacuação dos mortos e pelo remuniciamento da SU. É o encarregado de todas as atividades relacionados ao controle de efetivos. supervisionando a distribuição desses suprimentos. O emprego de procedimentos padronizados e normas gerais de ação deverão facilitar o trabalho dos Oficiais do estado-maior no planejamento logístico. do estado do material e do armamento e solicitar o recompletamento da dotação logo que possível. calcula e requisita o material de fortificação necessário para a organização do núcleo de defesa. evacuar os feridos o mais rapidamente possível e a identificação dos mortos de sua fração. o Cmt Pel deve dar especial atenção à manutenção da disciplina e moral da tropa. o sargenteante e o furriel são os principais auxiliares e executantes do Ap Log: 1) O encarregado do material executa as atividades relacionadas à logística do material no âmbito da SU. além do controle de efetivos. bem como da água e de outros materiais necessários ao recompletamento da dotação da SU. orienta e controla as atividades das frações e elementos de aprovisionamento e saúde recebidas em apoio ou reforço pela SU. destruído ou encontra-se em mau estado. (2) O planejamento logístico deve ser tão detalhado quanto o tempo disponível o permitir. Deve ter perfeito conhecimento. elaboração dos pedidos de munição e da operação do P Rem SU. Generalidades (1) O planejamento da manobra logística deve assegurar o Ap Log antes e durante todas as fases de uma operação. Supervisiona o trabalho do furriel no P Rem SU. Solicita o suprimento de água sempre que necessário e. Fiscaliza. PLANEJAMENTO DA MANOBRA LOGÍSTICA a. 10-6 . Essas atividades são exercidas sem prejuízo das atribuições táticas.

(c) como os elementos apoiados cumprirão a missão. c. d. (4) O planejamento da manobra logística é uma atividade contínua. (b) onde cada elemento apoiado estará em cada fase e no final da missão. utilizando-se imediatamente os meios disponíveis. (5) A constante avaliação da situação tática e o levantamento das necessidades para as futuras operações são atividades críticas para o planejamento da manobra logística. (4) Baseado nessa análise. os planejadores da logística devem ser capazes de detalhar o apoio logístico que será necessário para a operação. Estimativa logística no batalhão (1) A estimativa logística é uma análise dos fatores que podem afetar o 10-7 . (7) A manutenção de reservas de suprimentos deve ser observada em todos os escalões. (2) O apoio deve ser contínuo. É de fundamental importância que eles saibam: (a) o que cada elemento apoiado irá fazer no cumprimento da missão. e (c) qual a prioridade de apoio por atividade e por SU. em apoio e das unidades vizinhas). e (d) como os recursos logísticos podem ser disponibilizados. as possibilidades da logística devem ser avaliadas: (a) que recursos logísticos estão disponíveis (orgânicos. (b) que quantidade de suprimento será necessário. (3) com base nas necessidades. (b) onde estão os recursos logísticos e as instalações logísticas do Esc Sp. reagindo-se as disponibilidades. A coordenação entre o planejamento tático e os de apoio ao combate e logístico é essencial e deve enfocar todos os fatores que podem ter efeito significativo na missão tática. (2) Após analisar o conceito da operação. o planejamento da manobra logística poderá ser desenvolvido. Eles devem determinar: (a) que atividades logísticas são necessárias. (3) O suprimento das diversas classes e recompletamentos são conduzidos à frente pela unidade em direção aos elementos de 1º escalão. conforme a situação tática o permitir. (6) Os elementos de 1º escalão devem ser aliviados ao máximo de seus encargos logísticos. os elementos envolvidos com o planejamento e execução da manobra logística devem ter perfeito conhecimento da intenção do Cmt e dos planejamentos táticos e de apoio ao combate. (c) quando os recursos logísticos estarão disponíveis para elementos apoiados. Apoio às operações de combate (1) Para assegurar um efetivo apoio. Princípios (1) As atividades logísticas devem antecipar-se às necessidades do elemento apoiado e ser desdobradas o mais à frente possível.C 7-20 10-6 b.

particularmente das Classes III. considerações de tempo e espaço e a manobra logística planejada pela unidade. A chave para essa estimativa é a situação do suprimento disponível. meios de transporte ou ambulâncias. (4) Os trens da unidade podem ser empregados reunidos ou desdobrados em trens de combate (T Cmb) e trens de estacionamento (TE). O S1 e o S4 freqüentemente irão formulá-la em termos que respondam as seguintes perguntas: (a) qual a situação atual da manutenção. que se desdobrarão nas áreas de responsabilidade da unidade. as condições meteorológicas. Esta última é a situação normal para o apoio às operações. equipes de manutenção. viaturas e material destinados a proporcionar Ap Log a uma unidade. auxiliado pelo Cmt Cia Cmdo Ap. raramente a estimativa logística constará de um documento escrito. V (M) e IV (defensivas). (5) A repartição dos meios de Ap Log entre os T Cmb e TE varia com a missão. nas áreas de trens do Btl. Os planejadores logísticos utilizam-se desta estimativa para a formulação de linhas de ação e para o planejamento da manobra logística em apoio às operações definidas pelo Cmt U. de modo descentralizado. o terreno. instala10-8 . Eventualmente. ou serão necessários outros processos de suprimento? (e) o que está faltando e qual a conseqüência dessa falta na operação? (f) que linha de ação deverá ser apoiada? (g) onde estão os elementos a serem apoiados durante a operação? 10-7. (2) O batalhão de infantaria possui meios próprios. mobiliados e operados pela Cia C Ap. dos suprimentos e dos transportes? (b) quanto e o que é necessário para apoiar a operação? (c) que tipo de apoio externo (Esc Sp) é necessário? (d) as necessidades poderão ser atendidas através do processo normal. Generalidades (1) A companhia de comando e apoio possui elementos que apóiam o batalhão nas atividades de Ap Log. (2) No nível unidade. que é também o adjunto do S4 e Cmt dos trens de estacionamento da unidade. (3) Trens é a designação genérica dada ao conjunto dos elementos em pessoal. a situação tática. o Btl poderá receber do Esc Sp alguns elementos de apoio logístico. normalmente. de acordo com suas atribuições específicas. (7) Área de trens de estacionamento (ATE) é a região da área de retaguarda da brigada onde são reunidos os TE da unidade e onde poderão desdobrar-se instalações de apoio recebidas do Esc Sp. Esses elementos são.10-6/10-7 C 7-20 cumprimento da missão traduzidas sob forma de necessidade. Normalmente. em pessoal e material. TRENS a. normalmente. instalações de suprimento. A responsabilidade de estadomaior e a supervisão do emprego cabem ao S4. São distribuídos. (6) Área de trens de combate (ATC) é a região da Z Aç da unidade onde são reunidos os elementos logísticos necessários a um apoio mais cerrado às SU. Os trens da unidade são instalados. O emprego desses elementos é feito. que se destinam ao desempenho das diversas atividades logísticas. os meios disponíveis.

Operado pela Sec Ap Dto Sup Cl I/ Pel Sup. equipes dessa seção poderão ser lançadas à frente.Os trens do Btl fornecem apoio logístico às subunidades e aos elementos em reforço. sendo 01 na ATC e 01 na ATE.Operado pelo Gp Sup/ Pel Mnt Trnp. . (d) trem de saúde . cisterna de 6000 l.01 VTNE 5 t com reboque. . . (Ver parágrafo 10-10).02 Vtr para munição geral.04 VTNE 5 t com reboque (01 por SU). com reboque sendo: . (f) trem de bagagem . cisterna de água de 1500 l (01 por SU). evacuação do material danificado. utilizada para Mnt Vtr. (c) trem de manutenção .Composto por 04 VTNE 5 t.03 VTE ambulância. posto de socorro (inclusive evacuação de feridos das subunidades). com reboque. todas as classes de suprimento. . particularmente no que se refere à manutenção orgânica. estabelecendo pontos intermediários logísticos (PIL). em determinada missão ou operação. . Constituição dos trens da unidade (1) Composição normal dos trens do Btl: (a) trem de munição . .Operado pelo Gp Sup Cl V/ Pel Sup .01 Vtr para munição AC na ATC (b) trem de combustível . para assegurar o apoio cerrado às operações de combate.Controlado pelos Enc Mat das SU.01 VTNE 5 t. . ¾ t (01 por SU de 1º escalão).01 VTE 5 t.Operado pela Sec Mnt/ Pel Mnt Trnp . (9) Eventualmente o Btl poderá desdobrar algumas instalações julgadas necessárias a partir de uma AT. . socorro.C 7-20 10-7 se na ATE a seção leve de manutenção. . c.Operado pelo Pel Sau.04 VTNE 5 t com VRE.01 VTNE 5 t. capturado e salvado e registro e evacuação de mortos. recebida da Cia Log Mnt/B Log. para melhor apoiar suas SU de 1º escalão. 10-9 . para melhor apoiar suas subunidades de primeiro escalão. com guincho. (8) Área de trens de unidade (AT) é a região onde os trens da unidade permanecem reunidos. transporte de suprimento.01 VTE 5 t. Possibilidades . b. utilizada para Mnt Armt. ATC ou ATE). (e) trem de cozinha . (10) O Btl poderá desdobrar algumas instalações julgadas necessárias a partir de uma área de trens (AT. (2) A finalidade dos trens do Btl é operacionalizar a execução das atividades logísticas do batalhão. De acordo com a situação. para transporte do pessoal e material do posto de socorro.01 Vtr para munição de Mrt Me na ATE.

(c) Para melhor atender à prestação do Ap Log. integrarão os T Cmb a maioria dos meios de saúde e de manutenção do Btl e os elementos necessários para assegurar os suprimentos de classe III e V (M) às subunidades. nas operações de combate. (3) Trens das companhias (a) Os trens das companhias fornecem Ap Log contínuo e cerrado às SU. é aconselhável colocar nos T Cmb o grosso dos elementos de Ap Log orgânicos. para evitar que o aumento das distâncias torne problemática a distribuição diária de suprimentos aos elementos de combate. e demais elementos recebidos em apoio ou reforço. os trens são localizados e se deslocam de modo a prestar apoio oportuno e adequado em suprimentos. numa área bem próxima do PC da SU. cada viatura carrega uma quantidade prescrita de rações. (b) Geralmente os TE serão integrados pela maioria dos meios do pelotão de suprimento e pelos elementos de manutenção e de saúde indispensáveis ao apoio dos próprios integrantes dos TE. Localização e deslocamentos (1) Considerações gerais (a) Em todas as situações. 10-10 . mantém estreito entendimento com o E4 da Bda. quando descentralizadas.10-7 C 7-20 d. evacuação e manutenção aos elementos de combate. para isso. e parte da munição da dotação orgânica da unidade. e no caso da SU se constituir reserva do Btl. e. peças sobressalentes. suprimento classe V (posto de remuniciamento). (b) A localização dos trens é atribuição do S4 que. (b) Os trens das companhias são constituídos pela seção de comando. (b) A composição dos T Cmb é variável. (d) Composição da ATSU As SU desdobrarão em suas ATSU os seus meios logísticos de saúde (refúgio de feridos). dependendo das conclusões do estudo dos fatores da decisão. Composição (1) Trens de combate (T Cmb) (a) Os trens de combate são organizados para prestar Ap Log imediato aos elementos empregados à frente. terreno. instalando-se. que se denomina área de trens de subunidade (ATSU). cozinhas. (c) Em algumas oportunidades. de acordo com a análise dos fatores da decisão. equipes das turmas de evacuação dadas em reforço. grupos de apoio direto de suprimento classe I dados em apoio. Em princípio. camburões de água. segurança (do fluxo e das instalações) e situação logística. vasilhames de combustível e de lubrificantes. (c) Nas operações de grande mobilidade. (2) Trens de estacionamento (TE) (a) Os TE compõem-se dos elementos de Ap Log não incluídos nos T Cmb. esses meios ou parte deles podem se desdobrar na área de trens de combate (ATC) ou até mesmo na área de trens de estacionamento (ATE). tais como o aproveitamento do êxito. (e) Na logística da Cia. no caso da ATE. viaturas distribuídas e da própria SU. e área de estacionamento de viaturas. a análise da localização de uma área de trens deve considerar os seguintes fatores: manobra.

(e) Interferência com a manobra . capazes de restringir ou impedir o movimento sobre uma via de circulação interna ou periférica. nascentes. ainda. restringir o espaço necessário ao desdobramento de instalações de comando e elementos em Z Reu. etc.Avaliação da distância.É a maior distância. passando pela ATC. Normalmente constará dos planos e ordens logísticas do escalão superior.Quanto maior for a distância a percorrer para proporcionar o apoio. e a disposição da malha viária. Quando a localização das ATSU não forem definidas.Quantidade. Uma vez que o fácil acesso em todas as direções é a condição desejável. ou. (4) Segurança (a) Segurança do fluxo . ou da maioria de meios.Posição relativa da área de trens em face do ataque principal. A distância máxima de apoio é função da velocidade e capacidade das viaturas disponíveis para apoiar os elementos de 1º escalão e a capacidade da unidade realizar o apoio necessário durante o dia e/ou à noite conforme o estudo de situação. 10-11 .Capacidade de apoiar a todos os elementos empregados até o fim da operação prevista. condições do solo para as instalações logísticas e existência de cursos de água. (c) Cobertas e abrigos . considerada a malha viária existente. (c) Continuidade do apoio .transitabilidade interna da área.C 7-20 10-7 (2) Manobra (a) Apoio cerrado . por estrada. quando se refere à circulação no interior da área. (b) Existência de construções . de dissociar uma parte da área ou de reduzir seu espaço aproveitável. . Eixada.Possibilidade de dificultar ou impedir os deslocamentos das unidades em reserva e das unidades de apoio ao combate.Capacidade de tráfego que assegure ligações com o Esc Sp e elementos apoiados. lagos. (e) Solo consistente e existência de água . a disposição das estradas torna-se mais importante do que a sua quantidade ou qualidade.Distância de apoio X possibilidades do inimigo . a referência será a LC ou o LAADA. tipo e disposição no terreno das construções existentes e passíveis de serem aproveitadas para melhorar a prestação do apoio. medida por estrada.Existência de cobertas e abrigos naturais. (d) Obstáculos no interior da área . considerando-se prioritária a Z Aç do elemento que realiza o esforço principal. Deve-se flexibilizar dependendo da distância máxima de apoio levantada no estudo de situação. com o mínimo de mudanças de posição. capazes de proporcionar ocultação e/ou proteção às instalações. com o esforço principal.Um ponto crítico.Pontos críticos X possibilidades do inimigo . (d) Distância máxima de apoio . na Z Aç dos elementos mais afastados a apoiar. na ofensiva. medida por estrada até aos elementos a apoiar. na defensiva. admitida entre a ATE e a ATSU mais afastada.Obstáculos naturais ou artificiais. (b) Favorecimento do esforço da ação tática . (3) Terreno (a) Rede rodoviária compatível . maior será a possibilidade de intervenção do inimigo sobre o fluxo de forma direta ou indireta.

. total ou parcialmente. e da unidade inimiga no caso da ATE ou AT e.É a menor distância. 3) Proximidade de tropa amiga .As dimensões da área devem permitir adequada e suficiente dispersão das instalações. onde os limites da referida área possam se apoiar. traça-se a distância de segurança. do terreno e dos meios a desdobrar. considerando fatores como terreno (transitabilidade e trafegabilidade através campo ou estrada) e meios 10-12 . Essas dimensões podem variar em função. (b) Segurança das instalações 1) Dispersão e apoio mútuo . sem prejuízo para o apoio mútuo requerido entre os elementos que se desdobram dentro da área de trens. deve ser considerado o armamento inimigo em questão. principalmente. A partir daí deve ser lançado seu alcance máximo à frente e. deste ponto.Quanto mais próximo o E Sup Ev passar por regiões adequadas ao homizio de inimigo. particularmente. 2) Facilidade para a defesa .A adoção da distância de segurança.Considerar.E Sup Ev X possibilidades do inimigo . deste ponto. no seu dispositivo de segurança. admitida entre a área de trens e a linha de contato (LAADA nas operações defensivas).As características do terreno devem facilitar a defesa do pessoal e das instalações. A partir daí deve ser lançado seu alcance máximo à frente e. é uma decisão de comando.Quando em operações defensivas. linha reta. 4) Flancos expostos ou protegidos . a proximidade de forças em reserva. ou não. que estejam justapostas à região considerada ou dela tão próximas que permita incluí-la. do material empregada pelo inimigo ou do risco admitido pelo Cmt. . Essa distância pode variar em função da natureza das operações. se possível.Afastamento de uma área em relação a flancos expostos à penetração do inimigo ou de flanco seguramente protegido por tropas vizinhas ou por obstáculos de vulto. . SU ou U.Quanto mais próximo o E Sup Ev estiver de flancos expostos às penetrações inimigas. SU ou U. maior ameaça existe à continuidade do fluxo de apoio. de cursos de água obstáculos. É propiciada pela existência de elevações que permitam a instalação de postos de vigilância. localizado à retaguarda da linha de contato (LC) na distância igual ao seu alcance mínimo. . e tem por finalidade proteger as instalações de Ap Log em face dos tiros das armas de tiro curvo da SU inimiga no caso da ATC. levando à sua restrição ou interrupção. de sua artilharia leve. que oferece ao inimigo a possibilidade de interferir no fluxo. 5) Distância de segurança . localizado à retaguarda do LAADA na distância de um terço (1/3) de seu alcance de utilização.E Sup Ev X flancos expostos . traça-se a distância de segurança. O Cmt face ao seu estudo de situação. .10-7 C 7-20 situado ao longo de uma via utilizada como eixo de suprimento e evacuação (E Sup Ev).Quando em operações ofensivas deve ser considerado o armamento inimigo em questão. ou a inexistência de faixas ou pontos favoráveis à infiltração inimiga. maior é a necessidade de proteção dos comboios e de patrulhamento de estradas.

privilegiando o apoio cerrado. Instalações logísticas das área de trens Para o funcionamento dos meios logísticos em campanha há necessidade de dispô-los em locais adequados. prazos. A tropa pode ser atendida nas diversas instalações.devem ser considerados na escolha de regiões para o desdobramento da área de trens: sigilo das operações.caracteriza-se pela orientação da(s) ligação(ões) rodoviária(s) existente(s). (1) Posto de distribuição . (3) Por motivo de segurança a ATC deve se localizar a uma distância além do alcance das armas de tiro curvo orgânicas das SU inimigas em contato. poderá locar suas AT mais à frente. resultando. 10-13 . flexibilidade. duração das operações.É a instalação que recebe os feridos e doentes do campo de batalha. limitações dos meios de transporte. retirando do comandante de companhia preocupações com encargos logísticos. g. é fracionado para a entrega aos elementos subordinados. a fim de processar-se a necessária evacuação. as instalações logísticas. (2) Posto de coleta . na zona de ação da unidade. normalmente. os meios poderão ir à frente para servir à tropa. atitude da população. (5) O local exato das instalações logísticas é escolhido pelo comandante da ATC (SCmt da Cia C Ap). dos meios de que é dotada e do tipo de operação que vai realizar. presta-lhes os socorros indispensáveis e os prepara para a evacuação.Denomina-se posto de distribuição de determinado suprimento. (c) Localização atual das ATSU.O posto de distribuição de suprimento classe V (munição) denomina-se posto de remuniciamento. então. o que é mais normal. Área de trens de combate . etc. assessorado pelos responsáveis pelas instalações. as dimensões mínimas da ATC. (d) Estrada principal de suprimento em uso e as previstas para serem usados no prosseguimento das ações.C 7-20 10-7 (quantidade de viaturas disponíveis e existência de instalações a serem aproveitadas). f. otimização do transporte. (4) Posto de socorro . o local em que este. (b) Localização atual da área de trens . prisioneiros de guerra e mortos. face à necessidade de dispersão das viaturas e instalações. (4) A ATC localiza-se. são de 500 x 600 m. ou. (5) Situação Logística (a) Localização atual das instalações de apoio logísticos do escalão superior .ATC (1) A ATC localiza-se na zona de ação da unidade e. próxima ao PCP. (3) Posto de remuniciamento .baseia-se em que a mudança de posição implica prejuízos às atividades logísticas e desgaste do pessoal e do material. (6) Outros aspectos . As instalações imprescindíveis ao sistema de apoio logístico de uma unidade dependem da natureza desta. dentre outros. (2) Com os T Cmb desdobrados. obtido do Esc Sp. sempre que possível. se for o caso.Posto de coleta é o local designado para a reunião de material. assim.

afastado do P Col Mor e em local de solo limpo e firme. 4) Deve possuir condições para armazenamento de munição dentro das condições técnicas necessárias. Poderá ser localizado na ATE. Sempre que possível deverão ser aproveitadas edificações existentes. quando centralizada. caso o batalhão tenha recebido uma seção leve de manutenção em reforço ou apoio direto. de terceiro escalão nas viaturas e armamentos da unidade. 3) É o local onde são estacionadas as viaturas pertencentes aos elementos da ATC. Normalmente. de acordo com o tipo e a quantidade de munição armazenada. (c) Posto de coleta de mortos (P Col Mor) 1) É operado por elementos do grupo do S1 do pelotão de comando. em local de fácil acesso e de fácil localização. (f) Área de estacionamento e manutenção de viaturas e armamento 1) É operada pela seção de manutenção do pelotão de manutenção e transporte. e nas operações ofensivas na ATC. normalmente. localiza-se na ATE. 2) É o local onde se presta o primeiro atendimento médico. 10-14 . 2) Deve estar localizado próximo e em posição central em relação às cozinhas. nas operações defensivas. 3) Deve estar coberto e abrigado para evitar danos às outras instalações. e nas operações defensivas na ATC. fora das vistas dos transeuntes e afastado das demais instalações. 3) Deve estar afastado do posto de remuniciamento (P Remn). segundo e. e preparada a documentação relativa.10-7 C 7-20 (6) Instalações desdobradas na ATC (a) Posto de remuniciamento avançado (P Remn A) 1) É operado pelo grupo de suprimento classe V do pelotão de suprimento. 3) Deve estar localizado próximo do posto de remuniciamento avançado. 2) É o local onde são abastecidas as viaturas da unidade. estará localizado na ATE. (e) Posto de distribuição de suprimento classe III (P Distr Cl III) 1) É operado por elementos do grupo de suprimento do pelotão de manutenção e transporte. (b) Posto de socorro (PS) 1) É operado pelo grupo de triagem do pelotão de saúde. auxiliados por elementos do grupo de suprimento classe V do pelotão de suprimento. (d) Posto de distribuição de suprimento classe I (P Distr Cl I) 1) É operado pela seção de controle geral de suprimentos do pelotão de suprimento. em local de fácil acesso e próximo à área de manutenção e de estacionamento de viaturas. 3) Nas operações ofensivas. juntamente com os despojos. 2) É o local onde os mortos são preparados para a evacuação. 3) Deve localizar-se na orla anterior da ATC ou da AT. 2) Deve estar próximo do E Sup Ev /Btl e afastado de outras instalações. 2) É o local onde é executada a manutenção de primeiro.

3) Deve ser localizada em local coberto. (h) Outras instalações poderão se localizar na ATC. próximo à fonte de água e distante do P Col Mor. 4) Devem ser escolhidos locais de consumo próximos às cozinhas. quando centralizadas. 522 Inf Mtz Distr A Mnt Vtr e Armt 522 Inf Mtz A Estac Vtr Rem A 522 Mtz Local Coz Distr 522 Inf Mtz DIMENSÕES Aprox: 500 x 600 m Área Aprox: 0. estará localizada na ATE.C 7-20 10-7 4) Deve ser localizada em local amplo. para os integrantes da ATC. 5) Nas operações ofensivas. 2) É o local onde são instaladas as cozinhas. normalmente. dependendo do estudo de situação do S4.3 km2 Fig 10-1. (g) Área de cozinhas 1) É operada pelos grupos de apoio direto de suprimento classe I da seção de apoio direto de suprimento classe I do pelotão de suprimento. e nas operações defensivas na ATC. Área de Trens de Combate 10-15 . e onde é preparada a alimentação. de fácil acesso e de boa trafegabilidade. coberto.

caso seja recebida em apoio direto ou reforço. sua orla anterior. 2) Outras instalações poderão localizar-se na ATE. (e) Área de cozinhas. 2) É o local onde é reunido o material salvado e capturado para posterior evacuação. coberto. se localiza na área de retaguarda do Esc Sp. (g) Outras instalações. Segue os mesmos preceitos relativos à sua localização na ATC (f) Área de estacionamento de viaturas e de manutenção de armamento e viaturas. (d) Posto de distribuição de suprimento classe III (P Distr Cl III) Segue os mesmos preceitos relativos à sua localização na ATC. comumente. 1) É operada por elementos seção de manutenção do pelotão de manutenção e transporte e pela seção leve de manutenção do pelotão leve de manutenção da companhia logística de manutenção do batalhão logístico. 3) Deve ser localizada em local amplo.10-7 C 7-20 h.É o local onde são prestados os primeiros socorros aos feridos e doentes das frações da Cia C Ap que estiverem próximas e aos elementos da ATE. dependendo do estudo de situação do S4. ocupando. (4) Por motivo de segurança a ATE deve se localizar a uma distância além do alcance das armas de tiro curvo orgânicas da unidade inimiga em contato (5) O local exato das instalações logísticas é escolhido pelo comandante da ATE. os TE poderão localizar-se no interior da A Ap Log do Esc Sp ou numa S A Ap Log. 1) Local de atendimento de feridos e doentes . nas operações defensivas. Isto ocorrerá. (6) Normalmente são desdobradas na ATE as seguintes instalações: (a) Posto de remuniciamento recuado (P Remn R) Segue os mesmos preceitos relativos ao P Remn A. Área de trens de estacionamento . 4) É o local onde são estacionadas as viaturas da unidade. (3) Tendo em vista as necessidades de dispersão dos trens. 10-16 . 2) É o local onde é executada a manutenção de primeiro. a ATE não deve ter dimensões inferiores a 500 x 1000 m. normalmente. (b) Posto de coleta de salvados (P Col Slv) 1) É operado pela seção de manutenção do pelotão de manutenção e transporte. (c) Posto de distribuição de suprimento classe I (P Distr Cl I) Segue os mesmos preceitos relativos à sua localização na ATC. de fácil acesso e de boa transitabilidade.ATE (1) A ATE. próxima da área de apoio logístico (A Ap Log) e fora desta. assessorado pelos responsáveis pelas instalações. neste caso. (2) Em algumas situações quando há necessidade de se adotar medidas de segurança mais acentuadas. segundo e terceiro escalões nas viaturas e armamentos da unidade. 3) Deve se localizar próximo ao E Sup Ev e em local amplo.

6 km Fig 10-2. o desdobramento das instalações logísticas seguirá o previsto para ATE e ATC. e apenas uma área de manutenção de viatura e armamento e de estacionamento de viaturas.000 m Área Aprox: 0. Área de Trens de Estacionamento i. (2) Neste caso haverá apenas um posto de remuniciamento. Área de trens única (1) O Btl poderá reunir seus meios em uma área de trens única (AT). Neste caso. 10-17 .C 7-20 10-7 522 Inf Mtr C Ap Mtz A Mnt Vtr e Armt Distr Local Coz Distr L MB 522 Mtr A Estac Vtr Sl V 522 Inf Mtr Ban 522 Inf Mtr Lav DIMENSÕES Aprox: 600x1. tomando-se o cuidado de não centralizar os meios em um único local.

normalmente. o Cmt dos TE é o Cmt da Cia C Ap e dos T Cmb é o SCmt Cia C Ap. 10-18 . a fim de propor a oportunidade do deslocamento dos trens. perante o Cmt.000 m Área Aprox: 0. de maneira a facilitar o apoio às operações. de responsabilidade de seus Cmt. utilizando-se dos princípios da defesa cabíveis. bem como a responsabilidade pela execução dos deslocamentos. l. o controle e a segurança dos trens. Área de Trens j. normalmente verbal. (5) Quando reunidos. (4) A esses oficiais caberá determinar a localização específica de cada elemento na respectiva área de trens. Segurança dos Trens (1) A segurança dos trens. normalmente será realizada pelos seus próprios elementos. em coordenação com o S3. Ele estuda continuamente a situação. o S4. Controle (1) O S4 é o responsável.5 km2 Fig 10-3. (3) Em princípio. os trens do Btl ficarão sob o controle direto do próprio Cmt da Cia C Ap. (2) A segurança afastada.10-7 C 7-20 C Ap Mtz Slv Rem R 522 Mtz A Mnt Vtr e Armt Distr 522 Inf Mtz MB A Estac Vtr Local Coz Distr 522 Inf Mtz Ban Lav DIMENSÕES Aprox: 500 x 1. é obtida pela localização dos trens próximos ou dentro do perímetro de segurança dos elementos de combate e da reserva. (2) Após a decisão de realizar um deslocamento. aciona o reconhecimento dos itinerários e das novas áreas e expede a ordem de deslocamento. pelo controle dos trens da unidade.

de Mun geral e uma Vtr TNE.Quando centralizadas. não necessária ao apoio imediato às operações da subunidade. LOCALIZAÇÃO OBSERVAÇÕES 10-19 . Loc depende da situação tática e do funcionamento das cozinhas. (2) Parte dos TSU. . pode se desdobrar à retaguarda. de Mun geral e uma Vtr TNE. quando distribuídos em Ref ou Ap Dto. no mínimo. (b) área de estacionamento e Mnt de Vtr e Armt. . (c) P Remn SU. com Rbq com Mun AC. Loc depende do tipo de Op. com Rbq com Mun Mrt Me. (d) cozinhas. turmas de evacuação do Pel Sau e as turmas de aprovisionamento do Pel Sup. . Loc na entrada da ATC mais próxima das SU 1º Esc. para permitir uma dispersão adequada e consta das seguintes instalações e áreas: (a) refúgio de feridos. com Rbq. Quadro resumo das instalações das áreas de trens E sc Inst de Ap Log NOME P Col Mor P Col Slv P Distr Cl I U N I D A D E P Distr Cl III P Remn Avçd P Remn Rcd PC C i a C Ap PS P B an Cozinhas A Mnt e Estac Vtr e Armt Sec L Mnt P Remn S U Rfg Fer C oz Área Estac Vtr ATC ATE ATC ou ATE ATC ou ATE ATC ATE ATE ATC ATE ATC ou ATE ATC e ATE ATE AT/SU AT/SU AT/SU AT/SU Op por Elm Pel Sau. Possui uma Vtr TNE. Rcb em Rfr quando descentralizadas. se for o caso. Próximo ao E Sup Ev e ao P Remn A. Posição central. n.Loc conforme a situação tática.C 7-20 10-7 m.Op de grande Mbld pode Loc na ATC. (3) A área de trens de subunidade (ATSU) deve medir. com Rbq. os elementos de manutenção do Pel Mnt.Rcb em Rfr ou Ap Dto. Próximo ao E Sup Ev. 50 x 100 m. Trens das subunidades (1) Os trens das subunidades (TSU) são constituídos pelos elementos da seção de comando. na ATC ou ATE do Btl. . Possui uma Vtr TNE.

10-20 . subunidade ou até uma fração. EIXO DE SUPRIMENTO E EVACUAÇÃO (E Sup Ev) C 7-20 a. (4) O posto de suprimento móvel consiste no transporte de suprimento através de viaturas. c. comboio especial de suprimento e posto de suprimento móvel. c. suprimento aéreo. com tambores e camburões. de acordo com as necessidades. pode ser fixado um eixo de remuniciamento que indica o deslocamento previsto para os P Remn do Btl. d. passando pela ATC. caminho ou eventualmente uma direção 10-9. (2) No processo de entrega na instalação de suprimento a unidade. onde o suprimento será entregue. com seus próprios meios. PROCESSOS DE DISTRIBUIÇÃO DE SUPRIMENTOS a. executado com os meios da instalação ou da unidade provedora. Os processos de distribuição de suprimento poderão ser combinados. (1) No processo de entrega na unidade a instalação provedora do Esc Sp supre. E Sup Ev é a estrada. para evitar possível interrupção do remuniciamento. b. a fim de apanhar o suprimento necessário. com seus meios. dependendo da manobra logística executada. caminho ou. O E Sup Ev se estende da ATE do Btl à ATSU que realiza o esforço principal. selecionada para unidade. O eixo de remuniciamento pode coincidir como o E Sup Ev. b. uma direção. (3) O comboio especial de suprimento consiste no transporte do suprimento. No ataque. acompanhando uma determinada unidade. Normalmente é utilizado quando há falta de segurança no eixo de suprimento. eventualmente. (1) A reserva móvel consiste no suprimento necessário para uma determinada missão ou operação. até um ponto predeterminado. através da qual deverá ser executado o grosso das atividades de suprimento e evacuação da sua responsabilidade. Ramifica-se.10-8/10-9 10-8. e como este. Os processos especiais de distribuição de suprimento são reserva móvel. (2) O suprimento aéreo consiste no transporte aéreo do suprimento que poderá ser lançado de pára-quedas ou depositado no solo com o pouso das aeronaves. para os demais elementos de primeiro escalão. os elementos subordinados. que acompanham as SU por lanços. embarcado em viaturas da instalação ou da unidade provedora. desloca-se para a instalação provedora do Esc Sp. O Btl é responsável pela segurança do seu E Sup Ev. Os processos de distribuição normais são o de entrega na unidade e na instalação de suprimento. ser balizado por uma estrada. entregando os suprimentos em suas instalações logísticas.

A situação tática deverá determinar o processo a ser utilizado. P Lig.Deverá ser previsto um (ou mais de um) PIL alternativo para. o S4 deverá prever na manobra logística as medidas de segurança e os procedimentos necessários para a proteção do PIL durante seu funcionamento. A localização e adoção eventual do PIL será determinada pelo S4. Em princípio. caso a situação tática evolua ou a atuação do inimigo torne o local do PIL principal inseguro para as atividades logísticas. (d) Deverá ser prevista a utilização de meios que facilitem a localização dos PIL (guias. ATSU). na manobra logística. c. (3) Hora/Horário (a) Deverá ser estabelecida a hora de abertura do PIL ou a ordem para tal. quem será o coordenador das atividades no PIL.C 7-20 10-10. visando assegurar a continuidade do apoio em determinada operação por força de aumento da distância de apoio. (5) Coordenador da Operação de Pacotes Logísticos (Pac Log) no PIL (a) O S4 estabelecerá. (b) O S4 poderá estabelecer. baseado no estudo da situação tática e logística e na necessidade de segurança para a operação de suprimento planejada. ATC. onde são realizadas diversas tarefas das atividades logísticas (principalmente suprimento e evacuação). transferir ou alterar a operação e modificar procedimentos e medidas de segurança previstas nas NGA ou na manobra logística. ou horário. 10-21 . para cada período de operações. (4) PIL alternativo . (6) Segurança . que cada subunidade deverá chegar ao PIL ou uma hora única para todas as SU. também a hora. a manobra logística deverá estabelecer para o ponto intermediário logístico: (1) As atividades logísticas a serem desenvolvidas. PONTO INTERMEDIÁRIO LOGÍSTICO 10-10 a. a fim de dificultar a sua localização pelo inimigo. previamente selecionados e eventualmente estabelecidos. (2) Localização (a) O PIL deverá ser localizado entre as áreas de trens (ATE. os meios e o efetivo envolvido possam ser transferidos para um local onde a operação possa ser realizada com segurança. Pontos Intermediários Logísticos (PIL) são pontos de encontro entre os elementos apoiado e apoiador. bem como o desdobramento ou não de instalações logísticas. Sempre que possível. (b) O coordenador do PIL deverá possuir autoridade para cancelar. (c) A localização do PIL deverá ser alterada constantemente. existência de obstáculos ao fluxo ou quando a situação impuser. conforme a situação o exigir. b. a localização do PIL deverá ser nítida na carta e no terreno. P Ct. etc). (b) Sua localização deverá ser feita em local de fácil acesso e com dimensões que permitam a necessária dispersão das viaturas e a realização das atividades logísticas determinadas.Se as NGA do Btl não estabelecerem.

artigo ou material necessário para equipar. Poderão ser entregues a qualquer hora. Os Pac Log são o conjunto de suprimentos necessários para uma subunidade. Os suprimentos necessários a determinada posição defensiva ou de retardamento de uma SU serão pré-posicionados no campo de batalha. Os Pac Log são organizados no B Log mediante solicitação.FORÇAS TAREFAS BLINDADAS. e para determinada operação de combate. OUTROS PROCESSOS DE SUPRIMENTO a. da situação tática e logística existente. g. ser empregado com o sentido geral de item. normalmente para uma jornada completa. 10-13. em determinado período de tempo. conforme a urgência e a necessidade. O termo suprimento pode. b. padronizados por SU e por tipo de operação de combate. o Cmt Pel Sup introduz as modificações necessárias nos Pac Log padronizados. 10-12. principalmente na defensiva e nos movimentos retrógrados. também. mais as viaturas logísticas da SU C Ap para transportá-los até a SU. ATIVIDADE LOGÍSTICA DE SUPRIMENTO a. para agilizar o apoio logístico ou por medidas de segurança.10-11/10-13 10-11. A entrega dos Pac Log às SU dependerá. O apoio aos elementos de 1º escalão poderá ser executado através da entrega de Pac Log às SU. Mvt Retrógrado. contendo suas necessidades para a operação ou para a jornada seguinte. d. Para detalhes comuns acerca da organização de Pac Log consultar o manual C 17-20 . b. adequando-os às necessidades de cada SU. Generalidades (1) Suprimento é a atividade logística que trata da previsão e da provisão do material necessário às organizações e forças militares. Ele coordena estas operações com o Cmt Cia C Ap (coordenador das atividades no PIL) e. PACOTES LOGÍSTICOS C 7-20 a. O procedimento de pré-posicionamento de suprimentos poderá ser utilizado. etc) c. O Cmt Pel Sup é o oficial encarregado do planejamento das operações de Pac Log. (2) Fluxo de suprimento é o processo cíclico que se inicia com o pedido 10-22 . f. manter e operar uma organização militar. De posse das informações transmitidas pelas SU. em princípio. Pac Log poderão ser utilizados quando o BI Mtz estiver realizando operações de movimento (M Cmb. Op Amv. etc) ou quando uma SU estiver momentaneamente isolada (P Avç C. conforme estudo de situação do S4. conforme as orientações recebidas do S4.

desjejum e almoço. também. (i) classe IX . em função das características da operação ou das condições da região de operações.material de intendência. normalmente pelo jantar (do dia anterior). combinando-se assim o emprego dos meios de transporte do B Log e da unidade. (c) classe III .No sistema de classificação militar o material é grupado em dez classes de suprimento para fins de planejamento e de administração. e (j) classe X . é utilizado o processo de distribuição de suprimento na unidade. (4) Intervalo de ração .C 7-20 10-13 de determinado artigo de suprimento e termina com sua distribuição ao usuário.É o intervalo decorrido entre o pedido e o consumo 10-23 .material de engenharia e cartografia. que são os seguintes: (a) classe I . o batalhão poderá receber os seus suprimentos através de processos especiais de distribuição de suprimento.É a quantidade de alimentos necessária para manter um homem durante um dia. (e) classe V . compreendendo as 3 (três) refeições: jantar. V (armamento). (6) Eventualmente. (h) classe VIII . Em campanha começa. posto de suprimento móvel.material de construção. reserva móvel e suprimento por via aérea. (f) classe VI . a distribuição em instalação de suprimento. que são tratados de modo distinto. IV. VI. (2) Ração . Esta uniformidade de consumo permite o estabelecimento e a distribuição de rações baseados simplesmente nos efetivos a alimentar.material de motomecanização e aviação.material de comunicações.material de saúde. é freqüente.Material de subsistência (1) O consumo ocorre numa proporção quase invariável que não depende do terreno. Maiores detalhes sobre os processos especiais de suprimento são encontrados no manual C 100-10 . eletrônica e informática.combustíveis e lubrificantes. (g) classe VII .LOGÍSTICA MILITAR TERRESTRE. As classes II. VII. (3) O Cmt Btl é o responsável pelo suprimento inicial e pelo recompletamento de todas as classes de suprimento para sua unidade.material de subsistência. assim como pela sua distribuição. Entretanto. (b) classe II . b.armamento e munição (inclusive químico. (3) Ciclo de ração (a) É o período de 24h durante o qual a ração vai ser consumida. Suprimento Classe I . impressos e publicações e outros). preparo e entrega do suprimento e maior segurança. permite mais tempo para o loteamento. (5) Sempre que possível. (b) O ciclo iniciando com a refeição do jantar.material não incluído nas outras classes (cartas e mapas. (d) classe IV . IX e X possuem itens de suprimentos com características bem diversas: produtos acabados e peças e conjuntos de reparação. como: comboio especial de suprimento. das operações táticas em curso ou da atuação do inimigo. (4) Classes de suprimentos . água. biológico e nuclear).

Destina-se ao consumo imediato. podendo. deslocamentos e marchas. nesse caso. Será consumida em combate. (c) Ração Individual de Combate É constituída de três refeições para um homem. Destina-se a alimentar um efetivo determinado de homens durante vinte e quatro horas. Compõe a reserva orgânica de suprimento classe I da Bda e. 2) Destina-se a alimentar um homem em regime de trabalho continuado.As rações utilizadas pelas forças armadas apresentam-se sob as seguintes formas de rações operacionais: (a) Ração Normal 1) É constituída de alimentos perecíveis e não-perecíveis. em campanha. um número determinado de homens durante um período determinado de dias. É fornecida para o efetivo existente. acondicionadas separadamente.É constituída por alimentos enlatados ou equivalentes. Empregada sempre que a situação tática permitir a utilização de cozinha. Será consumida quando a situação tática não permitir a utilização da ração normal. limitado a dez dias consecutivos. é fornecida de acordo com o efetivo previsto no quadro de organização da unidade. Sua composição é semelhante à da ração normal. adequando-se às condicionantes impostas pelo ambiente operacional onde será consumida. limitar o tempo de consumo da ração a três dias consecutivos.A ração de equipagem é constituída de gêneros à semelhança da ração normal e destina-se a alimentar. e com a finalidade de se evitar a monotonia alimentar. (e) Ração de Equipagem . por um período de vinte e quatro horas. A ração individual de combate pode ser de vários tipos. deve-se. com grande prazo de validade. sendo que para o Btl o intervalo normal é de 4 (quatro) ou 5 (cinco) dias: INTERVALO DE RAÇÃO Pedido D-3 Rcb/Distr D-2 Cns D-1 Cns D (5) Tipos de ração . (b) Ração Coletiva de Campanha . Devido às suas características. É fornecida para o efetivo existente. ser estocada por quarenta e oito horas. quando a situação tática não permitir o fornecimento de outras rações e seja possível a utilização de meios de fortuna para a sua confecção. em princípio. 10-24 . Será empregada durante um período limitado. por pequeno grupo de homens atuando isoladamente. sendo que os gêneros perecíveis são substituídos por outros previamente preparados e devidamente acondicionados. compreendendo gêneros em estado natural que devem ser preparados para o consumo. excepcionalmente. Com a finalidade de se evitar a monotonia alimentar seu consumo fica.10-13 C 7-20 do Sup Cl I. quando a situação tática não permitir a utilização das rações normais ou coletivas de campanha. em princípio. É fixado pela Bda.

(c) Com a SU. (d) Caso haja previsão de consumo. para o consumo mediante ordem. que não faça parte da reserva orgânica. É fornecida para o efetivo existente.C 7-20 10-13 (f) Alimentação de Emergência (AE) . (b) É normal. (8) Fluxo do Sup Cl I (a) Sempre que possível não haverá pedido de Classe I.É constituída de uma refeição da ração individual de combate. Pertence à Bda e é constituída de 4 (quatro) rações operacionais. (c) O Btl fará um pedido eventual nas seguintes situações: 1) necessidade de recomposição de sua reserva orgânica. Destina-se a alimentar um homem em situação de emergência. compreendendo as rações necessárias para o consumo imediato e se baseará no efetivo existente informado a partir do sumário diário de pessoal (SUDIPE) (b) O reajustamento do número de rações será regulado nos planos e ordens logísticas. quando por qualquer eventualidade. Após o consumo faz-se o pedido para recompletar a reserva orgânica. de curta duração. o homem manter consigo uma ração AE. eles transportam parte da reserva da Bda. (6) Escalonamento das rações (a) A distribuição das rações dentro da GU permite assegurar a alimentação da tropa por determinados períodos. pois o suprimento será automático. for interrompido o fluxo de suprimento. 2) necessidade de recomposição do número de AE. (c) As rações operacionais poderão ser consumidas sem autorização. 3) quando o tipo de ração a ser consumida em cada uma das três 10-25 . (b) O Btl e Cia não tem reserva orgânica. Constitui-se na reserva individual do combatente. o Btl poderá solicitar suprimento extra antecipadamente (além da reserva orgânica). quando for atingido um nível mínimo previsto nos planos e ordens de Ap Log. U e B Log de acordo com o quadro que se segue: Elm SU L o cal Vtr Vtr C oz U Trens/U B Log C i a Log Sup Operaci onal Operaci onal R ação Operaci onal R1 (normal) Quantidade Uma ração para o efeti vo previ sto da SU 2/3 a 1 2/3 para o efeti vo exi stente da SU Uma ração para o efeti vo previ sto da U D uas rações para o efeti vo previ sto da Bda (7) Reserva orgânica de Sup Cl I (a) É a quantidade de suprimento existente e não destinado ao consumo imediato.

e/ou fogões . (9) Distribuição (a) A distribuição normalmente se fará pelo processo de entrega na unidade (no P Distr Cl I/Btl. por outra razões. ATU ou na AT/SU considerar o seguinte: 1) de preferência o mais próximo da tropa possível. 4) quando o excesso de rações comprometer a capacidade de transporte ou a mobilidade. 4) existência de cobertas e abrigos. loteia e distribui às respectivas cozinhas para o preparo e posterior distribuição às subunidades para consumo. (b) As viaturas cozinhas poderão cerrar à frente para a distribuição às subunidades (c) Dependendo da situação pode-se combinar vários processos de distribuição. sempre que possível nas Z Reu ou nas situações estáticas do combate. 7) observação e fogos do inimigo. a supervisão do emprego dos equipamentos. em princípio. as rações a serem consumidas pelos elementos de 1º escalão serão as rações operacionais. antes delas da situação tática prevista. (12) Controle pelo Btl .centralizar). recebe. 6) possibilidade de utilização de viatura na distribuição das refeições. O S4 encaminha o pedido ao B Log nele constando a unidade.cozinha à frente).10-13 C 7-20 refeições de um ciclo de ração não for a ração prevista.). (10) Controle das cozinhas (a) O controle das cozinhas compreende.descentralizar). ATC ou AT/U) ou excepcionalmente descentralizadas sob o controle das SU (na AT/SU) (11) Fatores para a localização das cozinhas (a) Para localizar as cozinhas na ATE. e 5) quando for julgado. A ração normal será consumida. do pessoal e das viaturas das cozinhas de campanha. estritamente necessário. durante o combate. Normalmente. facilitando a distribuição das rações (fogões juntos). 8) tipo de ração empregada. (e) O pedido eventual de ração é preparado pelo Gp Sup/Pel Sup instalado no P Distr Cl I. quantidade e tipo de ração. o que ditará o tipo de ração a ser consumida. 5) rede de estradas (ruim . 2) situação tática. onde o Gp Sup/Pel Sup. 3) frente distribuída a unidade (maior . (d) O Btl saberá o efetivo de cada uma das subunidades e terá conhecimento. e 9) considerações logísticas (indisponibilidade de viaturas. ATC.centralizadas (a) Vantagens 1) máxima flexibilidade e eficiência. 10-26 . (b) As cozinhas normalmente ficarão centralizadas sob o controle batalhão (na ATE.

então.É um documento informal que reúne instruções. . destinadas a fornecer informações relativas ao quando e como a alimentação será distribuída no âmbito da unidade.As viaturas das cozinhas levam as refeições até um ponto avançado. Esse local. (c) Muitas vezes a situação tática não permitirá que um ou mais pelotões venham ao local de rancho da companhia. equipes podem ser necessárias para o transporte a braço. de acordo com o plano de alimentação da SU. integrantes do plano de suprimento do Btl. (d) O Cmt Cia escolhe o local de rancho de sua subunidade.o alimento não é servido tão quente e. as refeições serão levadas até as posições em viaturas ou por faxina.mais difícil preparar e difundir o Plano de Alimentação. Quando isto ocorrer.C 7-20 tática). (b) Desvantagens . geralmente. 4) o Btl pode utilizar as viaturas cozinha para outros fins. são expedidas por meio de ordens fragmentárias.as SU não podem utilizar a Vtr cozinha para outros fins. que as levarão até os respectivos locais de rancho. 5) o Of Aprov pode fiscalizar o funcionamento das cozinhas.Utilizado somente quando as companhias estiverem em operações descentralizadas. 2) Processo de entrega no posto de distribuição de suprimento classe I (P Distr Cl I) . por razões de segurança. transportadas para os locais de rancho das companhias em viaturas com reboque. os grupos de apoio direto de suprimento classe I em reforço. . Ambas são. recebendo. onde são baldeadas para as viaturas das companhias. em decorrência disso. podendo ser durante o dia ou durante a noite. oferecer cobertas contra a observação inimiga e abrigo contra armas de tiro tenso. 3) Processo combinado . (b) Processos de distribuição das refeições 1) Processo de entrega na SU . Em terrenos acidentados.As refeições são levadas pelo batalhão até os locais de rancho das Cia. nem com o melhor sabor possível. (13) Controle pelas companhias (descentralizadas) .As Cia recebem ordens de enviar suas viaturas aos trens de estacionamento para apanhar as refeições. procurando preencher os seguintes requisitos: oferecer conforto à tropa. 10-13 2) não há sobrecarga logística à SU (O Cmt fica ligado na parte 3) maior segurança para o pessoal de rancho. (14) Plano de Alimentação . deve estar próximo aos trens da Cia. (15) Distribuição das refeições (a) A distribuição das refeições e da água para consumo será em função da situação tática. suficientemente espaçoso para permitir a dispersão da tropa. 10-27 . geralmente. ser acessível para viaturas. Essas instruções.

10-13 C 7-20 Fig 10-4. Suprimento Classe II . equipamento individual. (2) Pedido (a) O pedido tem a finalidade de recompletamento e é feito sem formalidade das SU para o Btl. (c) Tratando-se de emergência. material de acampamento. (b) O Pel Sup consolida os pedidos e encaminha ao B Log que o envia à instalação do Esc Sp que presta o apoio. 10-28 . (c) As viatuas da unidade que passarem pela A Ap Log/Bda poderão receber o Sup Cl II no P Distr outras classes. (b) Eventualmente pode ser enviado diretamente do Ex Cmp à unidade ou SU.material de intendência (1) O suprimento classe II é composto por fardamento. (3) Distribuição (a) O suprimento é enviado diretamente da instalação do Esc Sp que apóia (Gpt Log A) para o P Distr outras classes na A Ap Log/Bda. material de rancho. o B Log poderá suprir o Btl imediatamente. fazendo uso da sua reserva orgânica. material de alojamento e material de escritório. Fluxo de Suprimento Classe I c.

recebidos da ATE. Fluxo de Suprimento das Classes II. camburões e tonéis de combustível.C 7-20 10-13 Fig 10-5. visando à rapidez. (1) O P Distr Cl III do Btl é composto por uma ou mais viaturas cisterna. (b) Durante o deslocamento da viatura cisterna. vasilhames de óleos para motor. (4) Para efeito de cálculo deve-se levar em consideração o consumo correspondente ao deslocamento. As cozinhas da ATC receberão o seu combustível na própria ATC mediante troca de camburões ou tonéis. VI e VII d. ou do Esc Sp. utilizando o formulário a seguir: 10-29 . que é a quantidade de combustível correspondente ao consumo médio de 1 (uma) viatura ou de 1 (uma) fração ou unidade em um deslocamento de 100 quilômetros. ao aquecimento. IV. (a) O abastecimento das viaturas cisterna e dos camburões e tonéis deverão ser realizados por troca. (3) Caso necessário o Btl poderá calcular sua estimativa de consumo.Combustíveis. As cozinhas da ATE receberão o seu combustível na própria ATE. o P Distr Cl III funciona mediante utilização de camburões e tonéis colocados sobre as viaturas da unidade. de engrenagens e de graxas lubrificantes. mediante troca de camburões ou tonéis. ao suprimento e às cozinhas. Este cálculo varia em função das Unidades Carburante (UC). (2) Abastecimento das cozinhas (a) Quando o P Distr Cl III estiver na ATE. as cozinhas da ATC apanharão seu combustível na própria instalação. aproveitando-se do deslocamento de outras viaturas para a ATC. (b) Quando o P Distr Cl III estiver na ATC. as cozinhas da ATE apanharão seu combustível na própria instalação. orgânicos e das frações e SU em reforço. Suprimento Classe III . óleos e lubrificantes.

(b) No âmbito do Btl o suprimento é feito de maneira simples e funcional. toda viatura que entrar na área de trens onde estiver instalado o P Distr Cl III recompleta o tanque e enche seus camburões. onde será reabastecida. Etc.Cns (Ref) = UC x D x n (número de viaturas em reforço) 100 (b) Aquecimento (Dsloc interior Estac. Rec.Cns (Cmp) = UC x D x 2.) .Cns (Estr) = UC x D (através de estrada) 100 . (f) O consumo das cozinhas é por jornada. Aqc.2 20% Vtr são utilizadas nos Sup) 100 (Distância Média de Suprimento = 2 x média aritmética das Dist Sup) (d) Para efeito de cálculo de consumo com suprimentos é considerada a UC orgânica e em reforço. quebra. (h) O consumo com lubrificantes é de 2% do consumo (total). Operando com regime de tanque pleno. (g) O consumo total é traduzido pelo somatório dos consumos parciais e deverá ser calculado por tipo de combustível utilizado pela unidade. (j) Aproximação: os resultados em combustível.2 x DMS (0. (e) A distância média de suprimento (DMS) pode ser calculada medindo-se as distâncias a serem percorridas entre as instalações logísticas que a unidade irá percorrer com suas viaturas. orgânicas e das subunidades recebidas em reforço.10-13 C 7-20 (a) Deslocamento . etc. serão aproximados para as unidades imediatamente superiores. (5) Fluxo Sup Cl III (a) Normalmente. (i) Derrame. 10% do óleo de motor para o óleo para engrenagens e 10% do óleo de motor (em Kg) para a graxa lubrificante. É obtido multiplicando-se o consumo diário das cozinhas pelo número de cozinhas existentes. para óleo de motor.Cns (Aqc) = UC x 15 (Só Vtr recebidas há mais de 3 horas) 100 (c) Suprimentos (por jornada) .5 (através campo ou estradas desfavoráveis) 100 . Se a unidade receber fração ou SU em reforço o valor da UC da SU ou fração recebida será computado. 10-30 . evaporação. não são levados em conta para o escalão unidade. sejam litros ou quilogramas.Cns (Sup) = UC x 0. O valor dessa necessidade será de 900 litros. toda viatura que entrar na área de trens ou na área de apoio logístico da brigada se dirige ao(s) P Distr Cl III. óleos. graxas e lubrificantes. (l) Batalhão estacionado: quando o Btl estiver em Z Reu ou quando não realizar movimentos (sem estar em contato com o inimigo) a necessidade diária será única eliminando-se todas as parcelas. Se a unidade recebeu apenas viaturas em reforço a UC destas não será computada.

ou quando determinado. Fluxo de Suprimento Classe III .Camburões/Tonéis.C 7-20 10-13 (c) Normalmente. retornando a seguir para a unidade. O S4 envia à Bda o relatório diário da situação. confeccionado pelo grupo de suprimento do pelotão de manutenção e transporte. localizado na área de Ap Log da Bda. também por simples troca. ao esvaziar um ou mais recipientes de graxa e lubrificante. Fig 10-6. envia-os ao P Distr Cl III da brigada (Fig 10-7). (Fig 10-6) (1) Entrega de Sup Cl III . o Btl faz cálculo de suas necessidades. uma viatura cisterna cheia para completar o seu nível de combustível ou para ser trocada pela viatura cisterna vazia. onde o ressuprimento é feito mediante a simples troca do recipiente vazio pelo cheio. 10-31 . (2) Abastecimento de cisternas ou troca de viaturas cisterna. onde será reabastecida ou trocada por uma outra viatura cisterna cheia. (d) Quando o nível de combustível da(s) cisterna(s) da unidade atingir o mínimo estabelecido. Este será distribuído por um dos processos de distribuição de suprimento.Processo de Entrega na Unidade (e) Somente para operações de grande consumo. o Btl não faz pedido de suprimento classe III. o grupo de suprimento. (f) No que diz respeito a graxas e lubrificantes. para o posto de distribuição de suprimento classe III da unidade. ou será informado ao Esc Sp para que este realize o ressuprimento por entrega na unidade. a Vtr cisterna se deslocará para o posto de distribuição de suprimento classe III. completando o fluxo. que indica o combustível existente em sua cisterna. ou o batalhão logístico deslocará. que opera o P Distr Cl III do Btl.

Processo de Entrega na Instalação de Suprimento (6) Processos especiais utilizados na distribuição de suprimento classe III (a) Posto de suprimento móvel .material de comunicações. Fluxo de Suprimento Classe III .material de construção. com tambores e camburões.10-13 C 7-20 (1) Viaturas que passam pela ATE abastecem.Uma viatura cisterna é passada em reforço ao batalhão. mediante planejamento antecipado. (4) Normalmente o Btl recebe da Bda ou diretamente do Ex Cmp. Classe VI . acompanham as subunidades por lanços.O suprimento poderá ser lançado por páraquedas ou transportado por aeronaves até o local das subunidades. (2) Viatuas cisterna reabastece ou é trocada.As viaturas. (3) O material de engenharia normalmente é recebido pelo Btl da Bda ou diretamente do Ex Cmp. (1) Fluxo e distribuição idênticos ao Sup Cl II. e. (c) Suprimento aéreo . eletrônica e informática. o material que necessita da Cl VII. (b) Reserva móvel . Suprimento Classe IV . (2) O material de fortificação é distribuído pelo processo de entrega na unidade.material de engenharia e cartografia e Classe VII . Utilizado quando há possibilidade de interrupção do fluxo de suprimento no eixo. mediante planejamento antecipado das necessidades. Utilizado quando há falta de segurança no eixo de suprimento. 10-32 . Fig 10-7.

cabendo ao Esc Sp completar o nível de munição dos postos de remuniciamento do Btl.É a quantidade de munição pedida antes de ser consumida. após consumida. pelas viaturas transporte de armas das subunidades e pelo trem de munição. transportada por uma unidade e constante do quadro de organização (QO). utilizar a técnica especial de distribuição de suprimento estabelecendo um ou mais PIL. quando a munição necessária for maior que a quantidade de munição disponível.C 7-20 10-13 f. calculada como sendo necessária para consumo nos diferentes tipos de operação.É a quantidade de munição. faz-se necessário um remuniciamento complementar. No P Remn R deverá ficar a maioria do suprimento Cl V(munição) da unidade. que normalmente é diário. Inclui a munição conduzida pelos homens. cujo consumo é autorizado pela brigada. fixar quantidades diferentes para as subunidades ou solicitar um consumo autorizado. Suprimento Classe V (Mun). baseado nas tabelas existentes. a munição disponível e o consumo autorizado. possa ser realizado. ou o de entrega na instalação de suprimento.É a quantidade de munição. em suas área de trens. A estimativa é calculada pelo Esc Sp. para recompletar a Dot O. expressa em tiros por arma. Deve ser consumida nas 24 horas seguintes. ainda. (d) Consumo autorizado . (1) O Btl poderá desdobrar o posto de remuniciamento (P Remn) em P Remn R e P Remn A. a munição necessária. havendo remuniciamento normal. Como o remuniciamento normal só fornece a munição disponível.É a quantidade de munição. (e) Munição para consumo imediato . fornecida além da Dot O. 2) A Dot O garante à unidade munição suficiente para iniciar o combate e sustentá-lo até que o remuniciamento. para completar os desfalques havidos na Dot O. 2) Se a quantidade de munição disponível for menor que a quantidade de munição necessária. O Esc Sp só autorizará consumo se tiver a certeza de recompor a Dot O sem prejudicar as operações futuras. (a) Dotação orgânica (Dot O) . (2) Para a confecção do pedido formal de suprimento classe V (munição) são observadas a dotação orgânica. expressa em tiros por arma e por dia. Poderá. exceto a munição para consumo imediato. A conservação do nível da DO é a chave do remuniciamento. 10-33 . que o batalhão poderá receber para determinada operação. cabendo ao Btl deslocar-se para a retaguarda para realizar seu recompletamento. expressa em tiros por arma. expressa em tiros por arma e por dia. 1) A munição é pedida. (3) Fluxo de Sup Cl V (Mun) (a) O processo de distribuição de suprimento classe V (munição) no Btl poderá ser o de entrega na unidade. durante 1 (um) dia. o batalhão poderá impor restrições ao consumo. (c) Munição disponível 1) É a quantidade de munição. (b) Munição necessária .

as distâncias entre os P Remn da U e das SU. a viatura. ou. 4) Em seu deslocamento para o P Sup Cl V do Esc Sp. a viatura do P Remn A passa pelo posto de controle de munição (PCM). comunicando o fato. Para a distribuição do suprimento classe V (munição) pode-se utilizar. então. 3) Quando a viatura do P Remn A inicia seu deslocamento para o P Remn R. No P Remn R é confeccionado. lá permanecendo para dar continuidade ao fluxo de suprimento. localizado na ATC. na área de apoio logístico da brigada (A Ap Log/Bda). podendo. a viatura desloca-se para o P Sup Cl V do Esc Sp. antes de retornar para a ATE. Suas viaturas de transporte de arma se deslocam. 6) Caso a Ordem de Transporte não seja completamente atendida. evacuar os mortos para o posto de coleta de mortos do batalhão (P Col Mor/Btl). também. também evacuar os mortos para o P Col Mor / Btl. sua viatura de munição desloca-se para o P Remn R. pelo grupo de suprimento classe V do pelotão de suprimento. ainda. levando os mortos. O visto na Ordem de Transporte permite à brigada controlar o consumo de suprimento classe V (munição) por parte dos batalhões. um pedido formal de munição. assim. reduzindo. De posse da Ordem de Transporte. 2) Quando o nível de munição do P Remn A cai. a viatura do P Remn R deixa parte da munição no P Remn R e deslocase para o P Remn A. o P Col Mor/Btl deverá localizar-se próximo àquela instalação. ao P Remn A. 7) Se necessário. chegando ao nível estabelecido pelo Esc Sp.10-13 C 7-20 (b) Processo de entrega na instalação de suprimento (Fig 10-8) 1) As companhias fazem um pedido informal ao P Remn A. deverá passar novamente pelo PCM da brigada. as viaturas do trem de munição da unidade entregarão a munição nos postos de remuniciamento das companhias (P Remn/ Cia). no aproveitamento do êxito). se for o caso. denominado Ordem de Transporte. o exército de campanha poderá instalar um posto de suprimento avançado (por exemplo. a fim de recompletar seu nível de munição. 5) No caso do Btl instalar somente um P Remn. deixa os mortos no P Col Mor/Bda e prossegue vazia para o P Sup Cl V. 10-34 . para que a Ordem de Transporte seja visada pelo oficial de munições da Bda. a técnica especial de estabelecimento de PIL. às margens da estrada principal de suprimento (EPS). para apanhar a munição e.

passando pelo PCM. simplesmente. 5) A viatura do P Remn A desloca-se para o P Remn R conduzindo os mortos do batalhão. Suas viaturas de transporte de arma se deslocam ao P Remn A. podendo. na A Ap Log/Bda. é informado ao P Remn R. 3) A Ordem de Transporte será encaminhada à Bda (PCM) e posteriormente ao posto de suprimento classe V (munição) do Ex Cmp.Processo de Entrega na Instalação de Suprimento (c) Processo de entrega na unidade . receber o suprimento classe V (munição) pelo processo de entrega na unidade. ou. que confecciona o pedido formal.C 7-20 10-13 Fig 10-8. Fluxo de Sup Cl V (munição) . a fim de recompletar seu nível de munição.O Btl poderá. conforme diretriz do Esc Sp. 10-35 . será realizada a troca de viaturas. também evacuar os mortos para o P Col Mor/Btl. 6) Quando a viatura supridora chegar ao P Remn R irá recompletálo e receberá os mortos do Btl para serem evacuados para o P Col Mor/Bda. evacuar os mortos para o P Col Mor/Btl ou as viaturas do trem de munição da unidade entregarão a munição nos P Rem das subunidades. Quando a viatura do P Remn A inicia seu deslocamento para o P Remn R a viatura do P Remn R deixa parte da munição no P Remn R e deslocase para o P Remn A. denominado Ordem de Transporte. na A Ap Log. se for o caso. 4) De posse da Ordem de Transporte uma viatura supridora do Esc Sp desloca-se para o P Remn R. 1) As companhias fazem um pedido informal ao P Remn A. completando o fluxo. lá permanecendo para manter a constância do fluxo de suprimento. 2) Quando o nível de munição do P Remn A cai. para apanhar a munição e.

sempre que possível.material de saúde (1) As subunidades pedem o suprimento classe VIII ao PS/Btl. mediante apresentação do material danificado. Suprimento Classe X . O P Distr Cl VIII/Bda atende aos pedidos da unidade e. Fluxo de Suprimento Classe V (munição) . localizado na ATC. sendo atendidas. i. envia seu pedido para recompletamento de estoque ou os pedidos das unidades que não puderam ser atendidos à instalação de saúde do Esc Sp que presta o apoio. 10-36 . visando reaproveitamento de matéria prima. Suprimento Classe IX . Suprimento Classe VIII . (2) Os de pequeno vulto serão substituídos pela troca direta. O PS recompleta seu estoque por meio de pedidos informais ao P Distr Cl VIII da brigada na A Ap Log/Bda. são pedidos pelos canais usuais (via S1) ao Esc Sp ou diretamente às organizações que possam fornecê-los (Ex. (3) A Sec L Mnt apóia o Btl com peças de seus estoques e faz um pedido ao P Distr MB existente na A Ap Log/Bda. É feito informalmente através dos elementos de saúde.Processo de Entrega na Unidade g. (2) A distribuição do Sup Cl VIII em combate não obedece a processos preestabelecidos. através de elementos do pelotão de saúde. A troca do material é o processo utilizado normalmente pelos elementos de saúde para a distribuição do suprimento.material não incluído em outras classes (1) Os suprimentos de ajudância geral que consistem de impressos (exceto cartas e mapas) e publicações. operado pela Cia Log Mnt. recompletando seu estoque. EGGCF).10-13 C 7-20 Fig 10-9. h. por sua vez.material de motomecanização e Cl V (Armt) (1) As peças e conjuntos de reparação e os produtos acabados de grande vulto serão entregues diretamente na unidade solicitante normalmente mediante simples troca.

10-14. Após aprovados pelo Cmt com autoridade para tal. a sua distribuição deve ser feita por intermédio dos canais de assuntos civis. Deve ser planejado e executado de modo a ajustarse ao plano tático. doentes e acidentados. Incluem os artigos destinados à manutenção das condições mínimas de vida. (3) Sup de água. realizar o tratamento médico de emergência e. b. tais como: alimentos. quando necessário. j. SUPRIMENTO PARA A POPULAÇÃO CIVIL a. um saco lister é instalado no local de rancho da SU e a água é distribuída aos Pel em camburões de 20 litros. representado pelo seu pelotão de saúde (Pel Sau). (c) Se possível. Generalidades (1) O atendimento médico adequado é uma responsabilidade do comando. é fornecido pelo B Log. A obtenção dos suprimentos para a população poderá ser feita por intermédio dos canais normais. Entretanto. em todos os escalões. bem como coordená-lo e supervisioná-lo. 10-15.C 7-20 10-13/10-15 (2) Os manuais de campanha ou técnicos e publicações semelhantes podem ser fornecidos automaticamente às OM por iniciativa do Esc Sp. roupas e os destinados a ajuda econômica. a evacuação de feridos. (b) Cabe à Seção de Inteligência do Btl estabelecer planos e normas para o material de cartografia. no âmbito da Bda. (a) A água sempre que possível é obtida de fontes locais. 10-37 . Artigos controlados e regulados . (b) É geralmente distribuída com as refeições. medicamentos. coordenado e controlado pelo S1. Cabe ao serviço de saúde da unidade. A Cia Log Sup do B Log realiza o tratamento e distribuição da água aos consumidores (P Sup Água).Os pedidos de suprimento de qualquer classe de artigos regulados e controlados seguem os canais de comando para aprovação. (2) O apoio de saúde é planejado. Normalmente sua distribuição é feita através de listas de distribuição. auxiliado pelo Cmt Pel Sau. o suprimento. (3) A unidade não tem encargos de hospitalização. Ele visa à conservação dos efetivos e à preservação da eficiência e do moral da tropa. ATIVIDADE LOGÍSTICA DE SAÚDE a. (4) Sup de cartas (a) As cartas e mapas são fornecidos pela Cia Log Sup. quando se tratar de artigos consumidos pela força terrestre. embora não seja Sup Cl I. no âmbito da unidade.

fazendo voltar ao serviço os considerados aptos e preparar. em postos de recolhimento de indisponíveis (PRI). os homens feridos. os demais. quando necessário. através do S1. um atendente da SU permanecerá com os feridos.o assessoramento ao comando sobre quaisquer problemas relacionados com a saúde. (2) As SU. e (e) providenciar abrigo temporário para os feridos e doentes. Na ATE um atendente opera o local de atendimento de feridos e doentes. feridos graves.10-15 C 7-20 b. (6) Quando o PS/Btl se desloca para ocupar nova posição. (4) Quando o PS se desloca. situadas em locais abrigados. Posto de Socorro (PS) (1) É uma instalação para assistência aos feridos e doentes. ou mesmo antes. Do PS. instalações muito sumárias. (b) examinar e classificar os pacientes. o paciente é evacuado pelo pelotão de ambulâncias do B Log da Bda diretamente para o posto de triagem (P Trg) da Bda ou para o posto cirúrgico móvel (P Cir Mv) que apóia a Bda. através de seu grupo de triagem. Se necessário. que é a principal instalação logística de saúde da unidade. normalmente. Incumbe-lhe. e evacuação e troca de material. os feridos que não podem se locomover são deixados em grupos. para a evacuação. composta de elementos de saúde que atuarão no tratamento de urgência e na evacuação de feridos. para prestar apoio de saúde aos elementos da 10-38 . para os quais são conduzidos. (c) fazer o tratamento limitado ao necessário para salvar a vida ou um membro e preparar. estabelecida sob condições de combate pelo Pel Sau. cada subunidade recebe. (5) No decorrer do combate pode ser necessário concentrar todos os meios de evacuação do pelotão para o atendimento de uma subunidade mais necessitada. estabelecem refúgios de feridos. para a evacuação. (3) Logo que a unidade entra em combate. c. (2) O PS é constituído das seguintes instalações: recepção. que são instalados à medida que a situação o exigir. se preciso for. que serão recolhidos por elementos do B Log. uma turma de evacuação. em grupos. (3) Funções do PS: (a) receber e fichar os pacientes. (7) O PS/Btl é instalado na ATC. para recolhimento posterior pela companhia logística de saúde do batalhão logístico. gaseados ou irradiados (quando for o caso). incluindo a higiene em campanha e a prevenção contra doenças. admissão e troca de material. (oficial de saúde do batalhão). necrotério. feridos leves. os demais. os feridos que não possam se locomover são deixados. é o principal responsável pela execução do apoio de saúde no âmbito da unidade. (d) fazer a profilaxia e o tratamento inicial do choque. Constitui o elo mais avançado da cadeia de evacuação do serviço de saúde. O Pel Sau instala e opera na ATC o PS/Btl. Desdobramento do apoio de saúde na unidade (1) O comandante do pelotão de saúde.

Caso o ferido não possa se locomover. mais um atendente. em seguida. no mínimo. conforme o caso. evacua este para o refúgio de feridos da companhia. juntamente com o padioleiro que já se encontrava com o ferido. (8) No desdobramento do pelotão de saúde deve ser levada em consideração a possibilidade de EVAM. faz uso do curativo individual do ferido e. seguindo imediatamente à retaguarda dos elementos de combate. A EVAM é utilizada entre as instalações de saúde. (6) No refúgio de feridos. ressalvadas as condições de combate. Os feridos que podem se locomover são encaminhados para o refúgio de feridos da companhia ou para o PS/Btl. o soldado padioleiro que se encontra no refúgio de feridos.C 7-20 10-15 respectiva área. (5) O padioleiro cerra imediatamente e completa o atendimento de urgência. (3) Durante o combate. entretanto. Nela os pacientes são separados de acordo com o tipo e a gravidade dos respectivos casos. respeitadas suas limitações técnicas. Uma vez iniciada a operação e. Para tanto. o ferido é preparado para a evacuação. os primeiros socorros são prestados pelo companheiro mais próximo. (8) O PS/Btl é a primeira instalação da cadeia de evacuação onde existe atendimento médico. uma turma de evacuação. pode ser utilizada para retirar o ferido que se encontra à frente para qualquer instalação de saúde à retaguarda. diretamente do local em que o homem foi ferido. 10-39 . o S1 poderá determinar que o Pel Sau apóie com mais de uma Tu Ev uma determinada SU ou reforce a Tu Ev distribuída com. conforme as disponibilidades. Estas turmas se deslocam com os trens das subunidades. Os elementos restantes do pelotão exercem suas atividades no PS/ Btl. (2) Quando necessário. (4) Em caso de ferimento em combate. designado para a Cia Fzo. e. cerra à frente e. Emprego dos elementos do Pel Sau (1) O Pel Sau envia para as SU uma turma de evacuação. estando o sigilo quebrado. (7) A evacuação dos feridos para o PS/Btl é feita pela turma de evacuação. a partir do refúgio de feridos. o padioleiro. composta de um auxiliar de saúde. se esta for necessária. acompanha a sua progressão. de modo a ser localizado posteriormente pelo padioleiro. quando estiver se preparando para o combate. A possibilidade de emprego de helicóptero na EVAM condiciona a instalação do PS/Btl em local que permita a operação de aterragem da aeronave. sinaliza o local conforme o previsto na instrução de primeiros socorros. para operar o refúgio de feridos da SU. O companheiro que prestou os primeiros socorros prossegue nas suas tarefas de combate. um atendente/padioleiro e um padioleiro/motorista numa viatura ambulância. d. a EVAM se desenvolve normalmente. Tratamento e evacuação de feridos (1) Cada Cia Fzo recebe. ou mesmo. com os soldados padioleiros. (2) O cabo atendente é encarregado de operar o refúgio de feridos da companhia. normalmente.

As viaturas que não puderem ser manutenidas neste local serão evacuadas para a ATC. Os Cmt. ATIVIDADE LOGÍSTICA DE MANUTENÇÃO a. cuja evacuação 10-40 . são mantidos no PS/Btl ou nas suas proximidades. são responsáveis pela manutenção adequada de todo o seu equipamento. a manutenção deve ser executada tão à frente quanto o permitirem a situação tática e a disponibilidade de tempo e recursos. Tal procedimento é conveniente. onde também é realizada a manutenção de 3º escalão. uma seção leve de manutenção. 3) Pel Mnt: normalmente desdobra na ATC sua maioria de meios e é o principal elemento de apoio de manutenção da unidade. Para isso. a unidade. normalmente. normalmente. iniciando-a e localiza-se na AT/SU. na ATE da unidade. (4)Todas as viaturas que retornarem da atividade de suprimento poderão evacuar o material que necessitar de manutenção do escalão ou da instalação logística superiores. podendo também. a cargo do pelotão de ambulâncias. ser utilizada a própria rede de comando. Logo que aptos. retornam às suas subunidades. que será feita em viaturas ambulância. Aqueles que não tiverem condições de retornar à frente de combate são preparados para a evacuação. em curto prazo. é utilizada a rede administrativa da brigada. b. Funcionamento da manutenção (1) Material motomecanizado (a) A manutenção na unidade é executada pelo: 1) motorista: elemento base da cadeia de manutenção. sobretudo no caso de viaturas sobre lagartas. conta com o apoio do Esc Sp proporcionado pela Cia Log Mnt do B Log que desdobra. da Cia Log Sau do B Log. do Pel L Mnt. reduzindo a necessidade de evacuação. Realiza a manutenção de 2º escalão que puder ser feita na Z Aç das subunidades. (b) Além dos meios orgânicos. em princípio. caso a situação tática o permita. a fim de prestar o apoio de 3º escalão de manutenção à unidade. Generalidades (1) A manutenção é uma responsabilidade de comando. visando ao seu retorno ao serviço o mais rapidamente possível. (2) Esta responsabilidade inclui as providências para a pronta recuperação do material danificado ou em pane. (10) Para os feridos graves. em caso de necessidade. 10-16. é responsável pela manutenção de primeiro escalão. Muitas vezes é preferível a ida do pessoal de manutenção ao encontro do material do que proceder em sentido inverso. poderá ser solicitada a EVAM. 2) grupo de manutenção de subunidade (Gpt Mnt/Sec Cmdo): realiza o levantamento das necessidades de manutenção de 2º escalão da SU.10-15/10-16 C 7-20 (9) Os feridos que puderem voltar ao combate. (c) O Pel Mnt do batalhão e a seção leve de manutenção da Cia Log Mnt do B log poderão realizar a manutenção das viaturas no local. (3) Em princípio. em todos os escalões.

na ATE do batalhão. (c) Se for conveniente para a realização da manobra logística. particularmente quando se tratar de material volumoso e /ou 10-41 . normalmente. (b) Todo o material que necessitar manutenção de segundo escalão ou de escalões mais elevados que não puder ser atendido pelo pessoal e ferramental disponível no Pel Mnt/Btl. solicitarão o auxílio do escalão imediatamente superior. Material salvado (1) O material salvado constitui valiosa fonte de suprimento. realiza a manutenção de 2º escalão do armamento e dos IODT. a fim de prestar o apoio de 3º escalão de manutenção à unidade. 10-17. coordenando. (b) Além dos meios orgânicos. a unidade. 3) grupo de manutenção de armamento (Sec Mnt/Pel Mnt): apóia a execução da manutenção de 2º escalão do armamento leve realizada pelas subunidades e realiza a manutenção de 2º escalão do armamento pesado. o S4. MATERIAL SALVADO E CAPTURADO a. Neste mister pode ser auxiliada por elementos da Cia Log Mnt. que executam o 2º escalão. (b) Estes elementos poderão passar à disposição do Pel Mnt para a execução da manutenção do material eletrônico e de comunicações das viaturas. (4) Material de comunicações (a) A manutenção do material de comunicações da unidade é feita pelos radioperadores (1º escalão) e por elementos especializados do Pel Com. em princípio. assistindo e ampliando o trabalho das guarnições. Além dessa providência. conta com o apoio do Esc Sp proporcionado pela Cia Log Mnt do B Log que desdobra uma seção leve de manutenção (Pel L Mnt). (d) Todo o material que necessite manutenção além do segundo escalão é evacuado para a Cia Log Mnt do B Log. (d) Quando não conseguirem recuperar uma viatura indisponível. poderá centralizar a atividade de manutenção e suprimento do material de comunicações sob coordenação do oficial de manutenção do Btl. os diferentes elementos de manutenção. o Pel Mnt poderá evacuar a viatura. (5) Material de saúde (a) O Pel Sau executa apenas a manutenção de 1º escalão. pelos canais de manutenção. (3) Armamento e instrumentos (a) A manutenção do armamento e dos instrumentos óticos e de direção de tiro (IODT) é executada na unidade pelo: 1) usuário do armamento/IODT ou guarnição: são os responsáveis pela manutenção de 1º escalão. proporciona apoio à manutenção de 1º escalão dos pelotões. se possível até o E Sup Ev da unidade e a Sec L Mnt Ap Dto até a EPS da brigada. A unidade é responsável pela evacuação de salvados para o posto de coleta de salvados da A Ap Log ou para o seu E Sup Ev.C 7-20 10-16/10-17 se torna uma operação mais complexa. será evacuado para a Cia Log Sau/ B Log. 2) grupo de manutenção (Gp Mnt) das SU: através do Cb Aj Mec Armt L.

sendo entregue às unidades de origem ou àquelas que estiverem mais necessitadas O que não puder ser reparado a nível unidade é evacuado para o P Col Slv da A Ap Log. que devem ser imediatamente encaminhadas. quando evacuado pela unidade para o seu E Sup Ev. antes de sua redistribuição ou uso. (b) Quando se der o recebimento em um P Col Slv de materiais com características desconhecidas ou modificadas. é coletado pela Cia Log Mnt e levado para o P Col Slv da A Ap Log. b. exceto no que se refere às amostras de materiais novos. O que não puder ser aproveitado é evacuado pelo Esc Sp. para inspeção. após o conhecimento do S2. (d) O material em condições de utilização pode ser distribuído através dos canais de suprimento. b. (2) Evacuação do material capturado (a) O material capturado é evacuado para o P Col Slv mais próximo. praticamente. O oficial de munições do Btl é notificado o mais cedo possível. à evacuação de feridos (S1) e ao controle da (s) coluna (s) de marcha da unidade. que deve entrar em contato com o E2 da Bda quanto ao destino a ser dado ao referido material. Se recuperado e mediante as normas em vigor. resumindo-se. são de pequena monta. 10-42 . (3) Todo o material salvado que necessitar de apoio de manutenção é atendido. lubrificantes e munições devem ser examinados e aprovados antes de serem utilizados. seja para o da unidade ou o da Bda. inicialmente e sempre que possível por elementos da seção leve de manutenção. devem ser mantidos sob vigilância. no mais curto prazo. se praticável. pode voltar à cadeia de suprimento. não devem ser deslocados. (e) Suprimentos de saúde são manuseados de acordo com a Convenção de GENEBRA. ATIVIDADE LOGÍSTICA DE TRANSPORTE a. No escalão unidade. na unidade. 10-18. (c) Munição e outros artigos cujo manuseio por pessoal nãohabilitado possa oferecer perigo. mediante aprovação do Cmt Bda. sendo entregues às instalações de saúde. caso seja compensadora tal evacuação. torna-se necessário informar. o controle de trânsito é implementado pela sinalização das estradas e pelo controle sobre os comboios. aos órgãos técnicos do Esc Sp. o que for recuperado volta à cadeia de suprimento através do sistema de suprimento ou de manutenção da Bda. bem como no atendimento de civis. Esses suprimentos são de especial valor para uso pelos prisioneiros de guerra. ao S2 do Btl. Material capturado (1) Com o material capturado ao inimigo procede-se da mesma forma que para o material salvado.10-17/10-18 pesado. ao transporte de suprimentos. C 7-20 (2) O material salvado. normalmente desdobrados na ATE da unidade. Equipamentos. Nesta instalação. no tratamento de seus doentes e feridos. combustíveis. As atividades de transporte.

realizadas no TO. assegurar o progresso profissional e utilizar o indivíduo inteiramente nas funções essenciais. SUDIPE. Deve conter as perdas. inclusive a elaboração das ordens de marcha (O Op). contribuindo para manter elevado o moral das forças terrestres em operações. Relatório Periódico de Pessoal. embora sejam do Sistema de Pessoal ou do Sistema de Comando. (2) As demais atividades referentes a pessoal. finanças. Abrange um período de 24 horas. As responsabilidades quanto a transportes na unidade estão afetas ao S4. prover e apoiar o pessoal. lavanderia. 10-19.C 7-20 10-18/10-19 c. Dentre estes. inclusões e movimentos de PG havidos no período. (b) O SUDIPE é um documento organizado com base nas MDE com informações globais sobre o estado efetivo da unidade. no tocante à coordenação geral e ao planejamento e supervisão do transporte de suprimentos e evacuação de material. sem contudo omitir os realmente necessários. devendo efetuar a necessária coordenação com o S4. não fazem parte da logística. PESSOAL a. suprimento reembolsável. Os cinco princípios básicos que se impõem para a eficiência da atividade de pessoal são: colocar o homem indicado na função apropriada. como disciplina e justiça militar. destacam-se os Cadernos de Trabalho. Relatório de Perdas. para a consolidação da experiência de combate da unidade. integrar e controlar as tarefas de controle de efetivos. diárias e acumuladas. O Cmt da Cia C Ap é o responsável pela execução dos transportes. (3) A importância do indivíduo para o Exército deve ser bem compreendida por todos os comandantes. serviço postal. (a) A MDE é um documento elaborado pelas subunidades e elementos em reforço. recreação. Tem por finalidade prever. banho. recuperação. para a reunião de dados necessários aos estudos de situação e ao planejamento de uma forma geral. o Quadro de Necessidades de Recompletamento. controle e supervisão dos movimentos táticos. o Diário da Unidade. (3) Na unidade. repouso. mão-de-obra. d. Mensagem Diária de Efetivos (MDE) e o Mapa da Força. b. recompletamento. explorar as possibilidades do indivíduo (desenvolvendo-se pela instrução) estimular o desejo de produzir. sepultamento. O S3 é responsável pelo planejamento. (2) Os registros são indispensáveis ao S1 para a elaboração dos relatórios determinados pelo Esc Sp. Generalidades (1) Pessoal é a atividade da função logística operacional que tem a seu cargo planejar. apoio religioso. procura-se reduzir ao mínimo os registros. prisioneiros de guerra e assuntos civis. (c) O Mapa da Força é um relatório da situação de pessoal para uma 10-43 . Controle de efetivos (1) Para o controle de efetivos é essencial a existência de um fluxo de informações sobre pessoal através de relatórios e o seu conseqüente registro em todos os escalões da força terrestre no TO.

acidente ou movimentação. d. distribuir e encaminhar os recompletamentos que forem entregues a sua unidade. c. receber. perante seu Cmt. por mais de 48 horas. contém a discriminação do pessoal orgânico e em reforço. 10-44 . presos disciplinares. e as perdas administrativas que englobam as demais perdas como transferidos. afastado de sua unidade sem autorização.10-19 C 7-20 determinada atividade ou em um determinado momento. As folhas caducas deverão ser eliminadas. desaparecidos. (f) O Relatório Periódico de Pessoal é um documento elaborado com periodicidade regulada pelo Esc Sp que é confeccionado com base no Sumário Diário de Pessoal. existente. desertores e outras. devendo especificar a função e a qualificação. é enviado ao final do mês de atividade e consta de uma parte descritiva e uma conclusiva. Militares extraviados e desaparecidos (1) Extraviado é o militar. cronologicamente. e. (2) Perda é qualquer redução no efetivo provocada pela ação do inimigo. involuntariamente. discriminando o efetivo previsto. doença. fora de combate. Quando acompanhado do Quadro de Necessidades de Recompletamento tem força de pedido de recompletamento. encontrado na zona de combate (Z Cmb). (i) O Quadro de Necessidade de Recompletamento é um registro do S1 que contém as necessidades em recompletamento do Btl. os acontecimentos. A ele compete pedir. por todos os assuntos que dizem respeito ao recompletamento. ocorridas sem a ação direta do inimigo. o pedido de recompletamento tem por base a abertura de claros e não a estimativa de perdas. ocorridas em ação. os claros e os excessos. (d) O Diário da Unidade é um documento protocolar no qual são resumidos. Perdas (1) As perdas têm duplo interesse para o S1 porque afetam o moral e a combatividade da tropa e ocasionam claros a preencher pelo recompletamento. As subunidades os enviam ao S1 que os consolida e se for o caso remete o Mapa da Força da unidade para o Esc Sp. Recompletamento (1) No Btl. (2) O S1 é o responsável. (e) O Caderno de Trabalho do S1 é um documento informal composto de folhas amovíveis onde consta todos os registros temporários dos dados de interesse para o S1. (g) O relatório de justiça e disciplina é um documento elaborado segundo as diretrizes do Esc Sp que consolida todas as ocorrências disciplinares e os atos meritórios ocorridos em um período determinado (h) O relatório de perdas é um documento que consolida as perdas ocorridas em um determinado período. (3) As perdas podem ser de combate. providenciar alimentação. É anexado ao Relatório de Perdas. (2) Desaparecido é o militar que passa a ausente de sua unidade. serve de base para a elaboração do Relatório de Comando que tem a forma de ofício.

a data. (4) Considerando sempre as diretrizes da brigada e entendendo-se com os demais membros do EM e os Cmt dos elementos subordinados. ele planeja a evacuação dos mortos. um soldado morto deve ser identificado imediatamente por seu Cmt de grupo. o planejamento. (7) No escalão unidade. hora. no teatro de operações. Os mortos são evacuados para o P Col M / Btl. 10-45 . (4) As oportunidades de recompletamento ideais serão quando a unidade ou a subunidade estiver em área de recuperação. corresponde a primeira finalidade. compreendem a coleta dos mortos. Quando a situação o exige. para um local próximo ao P Remn SU. (6) Normalmente. (5) As atividades de sepultamento. segundo a diretriz do Cmt. Estes elementos registram os mortos em sua documentação e são encarregados. Este local é operado por elementos do grupo do S1. na A Ap Log Bda. Se o pelotão não pode identificar o morto. em princípio. as próprias subunidades recolhem os mortos nas respectivas Z Aç e os evacuam para o posto de coleta do Btl. o comando da SU deve providenciar sua identificação. em local oculto das vistas dos elementos que transitam na área. na zona do interior.C 7-20 10-19 (3) Para calcular a distribuição dos efetivos a recompletar o S1 poderá utilizar os processos de igualar os claros. A seguir o cadáver é evacuado. (3) No âmbito da unidade. não é permitido misturá-los. Após registrados. de embalar os corpos ou prepará-los para a evacuação para o P Col M / Bda. auxiliados por elementos do Gp Sup Cl V. Tal identificação é sumária e consta do nome do soldado. a identificação e registro (nome. Este local deve estar oculto das vistas daqueles que transitam na área do P Remn. função e identidade (constantes da placa de identificação). proporcional aos claros ou qualquer outro. designam-se meios especiais para este fim. Em nenhuma hipótese. amigos e inimigos. a coordenação e a supervisão de todas as atividades relacionadas aos mortos cabem ao S1. hora e local da morte) e a evacuação até o P Col M / Bda. enquanto que a certeza de um tratamento cuidadoso e reverente aos que tombam na luta é fator importante para o moral dos soldados. (2) Os mortos inimigos recebem tratamento idêntico aos das tropas amigas. posto e graduação. com antecedência. por seus companheiros ou por elementos da reserva. nesse escalão. número de registro. eqüitativo. subunidade. pelas viaturas de suprimento classe V. os mortos devem ser evacuados em ambulâncias ou viaturas que fazem o suprimento de Cl I. e dos civis. Sepultamento (1) As atividades de sepultamento atendem a dupla finalidade: preservar as condições sanitárias no campo de batalha e manter elevado o moral da tropa. Entretanto. os mortos são evacuados na primeira viatura de munição que retornar para a retaguarda após fazer o remuniciamento. (5) O Esc Sp informará à unidade. A pronta remoção dos cadáveres. em reserva ou em zona de reunião. f. (8) O P Col M / Btl se situa nas proximidades do P Remn A ou P Remn do batalhão. local e efetivo de recompletamento a ser recebido. adjunto de pelotão ou ainda pelo Cmt Pel.

Serviço postal . g. com meios próprios ou recebidos do Esc Sp. o fardamento usado será trocado por outro limpo e em boas condições. material de higiene. em complemento às atividades de banho realizadas pelas OM da Bda. A alimentação requer grande atenção dos responsáveis pelo sistema de pessoal.No escalão unidade. i. esse serviço abrange a correspondência e a remessa de impressos.No nível unidade. a alimentação diz respeito às tarefas e processos realizados pela seção de aprovisionamento do Pel Sup. o S4 e o S1 deverão sempre considerar no planejamento logístico da unidade que a atividade de banho é fator importante na manutenção das condições de higiene e do moral da tropa. deslocadas pelo Ex Cmp para as A Ap Log das Bda e para as unidades. Neste caso.10-19 C 7-20 (9) A permanência dos mortos no âmbito do batalhão deve ser a mais curta possível. quando se torna inviável o funcionamento de cantinas. (5) A Bda deverá distribuir às suas unidades subordinadas o planejamento do apoio de água tratada no B Log. f. (2) Por ocasião do banho. por troca. h. Todos os pertences e objetos que se encontram com o cadáver são evacuados com ele para o P Col M/Bda. (6) O Cmt Btl. que determinará em seu planejamento as condições de sua execução. alimentos diversos. refrigerantes. Eventualmente poderá apoiar a unidade na ATE com um P Ban e um P Lav ou realizar o apoio de fardamento. Sua distribuição será sempre em função da manobra logística. O armamento individual do morto é evacuado pela SU ou redistribuído caso necessário. pode ser autorizada a distribuição de determinados artigos essenciais. Banho e lavanderia (1) O B Log instala e opera um posto de lavanderia (P Lav) e até dois postos de banho (P Ban) na A Ap Log. Esse apoio de banho do B Log será controlado pelo E1/Bda. (4) A Cia Log Pes do B Log poderá instalar e operar um P Ban na A Ap Log. incluídos na Cl X. Suprimento reembolsável (1) Os artigos reembolsáveis. 10-46 . encomendas e valores. (2) Particularmente na Z Cmb. o Cmdo SU apenas participa que deixa de evacuá-lo porque dele necessita para suprir claro de outro armamento destruído (ou perdido) por ação do inimigo. sob controle do oficial aprovisionador. Alimentação . revistas e outros itens que contribuem para o conforto individual. É o processamento do suprimento classe I após ter sido recebido pelas turmas de aprovisionamento. pois tem forte influência no moral e desempenho da tropa. (3) Cabe ao S1 planejar e supervisionar a execução da atividade de banho. A freqüência e a oportunidade desse apoio será condicionada pela situação tática e pela disponibilidade de material fornecido pelo Esc Sp. como parte das rações. são oferecidos por meio de cantinas móveis. através do fluxo de Sup Cl I. para as atividades de banho das OM.

individualmente ou por unidades. a prisão de transgressores. recuperação e recreação (1) Repouso. e (h) negligência no cumprimento de ordens e instruções. Compreendem o emprego de patrulhas com missão policial. de trabalho extenuante e sob pressão. (2) Compete especificamente ao S1 informar ao Cmt tudo que possa influir no estado disciplinar e moral da tropa. (b) numerosos pedidos de transferência. recuperação e recreação são tarefas da atividade pessoal da função logística que tratam do pessoal. (g) descuido com o uniforme e a atitude militar. eliminando causas reais ou potenciais de transgressão. e (f) atenção às reclamações do pessoal. (c) realização de cerimônias e festividades que desenvolvam o espírito militar. (4) As medidas preventivas incentivam a obediência e o respeito à autoridade. (e) aumento do número de doenças sexualmente transmissíveis. o espírito de corpo. (3) Além de informar ao Cmt. em número e gravidade. Justiça e Disciplina (1) Sob esse aspecto. São indícios comuns de afrouxamento da disciplina: (a) número excessivo de ausentes e desertores. b. TAREFAS REFERENTES A PESSOAL INTEGRADAS AO SISTEMA COMANDO Embora não façam parte da função logística operacional. (d) muitas prisões por violações às leis civis. a atividade de pessoal no Btl está particularmente ligada à manutenção de disciplina. A execução bem dosada dessas tarefas contribui para a conservação do potencial humano. quando falham as medidas preventivas. 10-47 . apoiando-as quando justificadas. algumas tarefas referentes a pessoal integradas ao sistema comando são de grande interesse para a unidade. (e) orientação e conselhos adequados nas pequenas faltas que não sejam reincidências. permitindo que se refaça do desgaste físico. o S1 planeja medidas preventivas e corretivas para a manutenção da disciplina e supervisiona sua execução. (5) As medidas repressivas e corretivas visam coibir transgressões. (b) instrução oportuna sobre os direitos e deveres do soldado. (d) ajustamento das medidas disciplinares às condições locais. Repouso. (f) desleixo com o asseio pessoal e a limpeza dos alojamentos. (c) aumento dos crimes. etc. a correção no uso dos uniformes e o sentimento do valor pessoal. viaturas e instalações. Compreendem: (a) aplicação dos princípios de chefia e liderança em todos os escalões. a. mental e emocional provocado por longos períodos de combate.C 7-20 10-20 10-20.

assessora o Cmt na concessão de licenças e permissões. a responsabilidade pela organização e funcionamento de áreas de recuperação cabe ao Comando Logístico do Teatro de Operações (CLTO). e outras imprescindíveis quando a área de repouso fica isolada. pode instalar áreas de repouso para tropas na Z Aç. 2) As áreas de repouso podem localizar-se junto aos trens de estacionamento da unidade. recuperação e reposição do material. 1) O comando de RM. além disso. 2) Deve ser enfatizado o máximo aproveitamento da mão-de-obra civil (habitantes do local) para o funcionamento das áreas de recuperação. Pode localizar-se na Z Cmb ou Z Aç. além de preparação para emprego futuro. que é também o oficial do serviço especial da unidade e tem atribuições de organizar e superintender as atividades desportivas e recreativas. recompletamento dos claros. deve proporcionar condições para as atividades religiosas. o que tem a vantagem de dispensar providências administrativas especiais. 3) Normalmente.10-20 C 7-20 (2) São realizadas em três tipos de instalações: áreas de repouso. Em geral as áreas de repouso para o pessoal de cada grande unidade ou grande comando localizam-se nas respectivas áreas de retaguarda. devendo ficar em posição central e junto a uma boa rede de estradas. O S1. rancho. como as que se referem a alojamento. áreas de recuperação e centros de recreação. 6) Os recursos de que dispõe uma área de recuperação típica são 10-48 . destinada a receber pessoal recentemente retirado de combate ou de serviços pesados. a responsabilidade pelo funcionamento cabe aos respectivos comandantes. 4) Uma área de repouso necessita principalmente de acomodações para rancho e alojamento. de finanças e de serviços especiais. 3) Quando as unidades estabelecem suas áreas de repouso. utilizando os meios orgânicos. 4) O transporte local no interior de uma área de recuperação é fornecido pelas unidades usuárias. Na Z Aç. (a) Área de repouso é a área preparada. por intermédio de sua(s) base(s) logística(s). 5) A organização de uma área de recuperação pode compreender campos de instrução. ou pelo escalão responsável pelo apoio. O Btl é usuário dessas instalações. que se desincumbe dessas tarefas através das RM ou bases logísticas. suprimento. devendo a supervisão ficar com elementos do Exército. a responsabilidade pela organização e o funcionamento de áreas de recuperação cabe aos grandes comandos e às grandes unidades. 1) Na Z Cmb. para fins de descanso. Na ausência destes meios as unidades que ocupam essas áreas auxiliam ou completam os quadros de efetivos normalmente designados para as áreas de recuperação. particularmente no que diz respeito ao aproveitamento dessas instalações. a fim de facilitar a eficiente integração de recompletamentos e a revisão da instrução das unidades. Quando possível. para fins de repouso. as áreas escolhidas devem dispor de acantonamentos permanentes. o estabelecimento de uma área de recuperação exige algumas construções e a utilização de barracas fornecidas pelo comando responsável pelo seu funcionamento. (b) Área de recuperação é a área destinada a receber unidades recentemente retiradas de combate ou serviços pesados.

e instalações para atividades de suprimento reembolsável. civis e mulheres. Prisioneiros de Guerra (1) O planejamento. (c) Centro de recreação é a instalação ou conjunto de instalações que funciona com o fim específico de proporcionar repouso e recreação a oficiais e praças em gozo de licenças. Sem perder de vista as diretrizes do Esc Sp e entendendo-se com os demais membros do EM e com os Cmt dos elementos subordinados. 2) Normalmente. são: (a) não se permitem atos de violência nem medidas de represália. qualificações profissionais e sexo. no que interessa ao Btl.No Btl são muito raras as atividades com respeito ao aproveitamento de civis.C 7-20 10-20 ranchos. são os prisioneiros desarmados e grupados para evacuação. banho. número de identidade e idade. O mais cedo possível. (2) O tratamento a ser dispensado aos prisioneiros é regulado pela Convenção de GENEBRA de 1949 e seus protocolos adicionais. (g) a alimentação dos prisioneiros será igual à das tropas amigas em valor nutritivo. posto ou graduação. cigarros ou água antes do interrogatório. (c) a evacuação deve ser pronta. As principais prescrições. instalações de saúde. correio. a coordenação e a supervisão de tudo que se refere aos prisioneiros de guerra compete ao S1. para não expor os prisioneiros a perigos desnecessários. quando a brigada autorizar o emprego de mãode-obra local. (d) nos interrogatórios. barbeiro. (e) só se permite a discriminação baseada na consideração de posto ou graduação. 1) Os centros de recreação são instalados em geral em hotéis de cidades ou em outras dependências e locais aprazíveis e a uma distância razoável da Z Cmb. áreas para recreação. o S1 planeja as ações que se seguem à captura dos prisioneiros até sua evacuação para o P Col PG/Bda. após a captura. condições físicas e mentais. graduados. c. desertores. Mão-de-obra . Porém. o S1 representará o Cmt nas relações com os civis. (f) o posto e a antigüidade dos oficiais devem ser convenientemente respeitados. 3) Cabe ao comandante do CLTO coordenar a atribuição de cotas para todas as forças terrestres no TO. exceto se o 10-49 . o comandante de RM é encarregado de estabelecer e supervisionar os centros de recreação. d. particularmente no manuseio e no transporte de material para as unidades combatentes. (3) As SU evacuam os PG até os locais de coleta da unidade. os prisioneiros apenas são obrigados a declarar nome. troca de roupas e finanças. divertimentos e atividades religiosas. onde eles demoram o estritamente necessário para um ligeiro interrogatório sobre a situação tática. separando-se oficiais. (h) os prisioneiros não podem ser empregados em trabalhos diretamente ligado às operações de guerra. Durante essa evacuação não se permite conversa. (b) a pessoa e a honra dos prisioneiros devem ser respeitadas. sendo também vedado distribuir-lhes alimentos.

os prisioneiros são evacuados do PCP do Btl até o P Col PG/Bda. (5) No desempenho de suas atribuições referentes aos prisioneiros de guerra.10-20 C 7-20 intervalo entre a captura e o interrogatório tornar-se muito grande. respeitandose as restrições impostas pela convenção de GENEBRA e seus protocolos adicionais. Caso contrário. mediante o emprego de técnicas de entrevista. desde que haja efetivo disponível. Serão então submetidos aos especialistas de inteligência e assuntos civis. que constituirão uma guarda compatível com a escolta a ser executada. A responsabilidade por essa evacuação é do Pel PE/Bda. aproveitando viaturas ociosas ou integrantes do fluxo logístico normal. os quais. procurarão obter mais dados de interesse às operações. A pé ou transportados. nas quais os PG serão agrupados. isso poderá ser efetuado por meio de fuzileiros armados. o S1 mantém as seguintes relações no âmbito do Btl: 10-50 . (4) No P Col PG/Bda os PG passarão à responsabilidade do oficial de logística de pessoal (E1) daquele escalão. Esses locais de coleta consistem basicamente de instalações sumárias (barracas ou viaturas) localizadas no PCP do batalhão.

porém. 10-22. as oportunidades para a execução adequada da manutenção serão limitadas. Todos os comandantes.C 7-20 ARTIGO III APOIO LOGÍSTICO DURANTE AS OPERAÇÕES 10-21. não receberá uma seção leve de manutenção do B Log. As medidas logísticas comuns a todos 10-51 . bem como para a execução dos reparos e inspeções que não puderem ser realizados convenientemente durante os períodos de combate. O Btl deverá desdobrar as instalações logísticas. OPERAÇÕES OFENSIVAS a. à Cia Log Mnt. salvo se esse tiver uma missão futura específica e definida. limpo e deixado nas melhores condições possíveis. Manutenção . permanece inalterado c. segundo a disposição dos meios da unidade em sua Z Reu. principalmente. no próprio local. o desenvolvimento do fluxo logístico das diversas classes de suprimento d. Os processos de suprimento são os mesmos já descritos nesse manual. Todo o equipamento deverá ser inspecionado. O Cmt poderá solicitar auxílio do B Log. Devem estar disponíveis. BATALHÃO EM ZONA DE REUNIÃO 10-21/10-22 a. o consumo de suprimento classe I.Deve-se aproveitar ao máximo o tempo disponível nas Z Reu para executar os trabalhos de manutenção. as guarnições das viaturas e o pessoal de manutenção farão o máximo esforço possível para assegurar a eficiência operacional do equipamento. normalmente. g. Movimentos preparatórios (1) Medidas logísticas . e. Os motoristas e pessoal de manutenção devem ter em mente que uma vez deixada a Z Reu. em boas condições e os estoques autorizados completos. táticos ou preparatórios exigem medidas logísticas. desdobrando apenas a área de trens de estacionamento ou uma área de trens única. Os pedidos e as necessidades de suprimento do Btl em Z Reu são de pequena monta. bem como. a unidade procura centralizar seus meios para obter maior eficiência nos trabalhos. Na Z Reu. normalmente. tal como o PS do Btl. Quando o Btl estiver em Z Reu. da ATC julgadas necessárias. não desdobrará a área de trens de combate. próximas à A Ap Log. Todas em condições de serem deslocadas com rapidez. b.Todos os movimentos de tropa. O material que a unidade não puder reparar será evacuado ou entregue. Quando o Btl estiver em Z Reu. Os suprimentos e equipamentos (bem como seus instrumentos de controle) são inspecionados. f.

os meios de transporte. os altos são feitos em locais previamente reconhecidos. o deslocamento até o meio de transporte e a designação dos lugares dos homens. normalmente.A Cia C Ap mantém-se sobre rodas. As normas gerais de ação facilitam o cumprimento das medidas logísticas do movimento. Z Aç. (c) a reunião da tropa. baixadas pelo batalhão. a ordem para sua execução e a conduta da marcha ficarão sensivelmente facilitados pela adoção de NGA. o oficial de manutenção e transporte coordena as medidas necessárias para colocar em prática o planejamento do S3 e as viaturas partem com a necessária antecedência da zona de embarque das companhias.10-22 C 7-20 os tipos de movimento são: (a) organização da tropa em grupamentos e unidades de marcha para explorar ao máximo. (5) Altos da coluna motorizada . (3) Organização da coluna motorizada (a) As viaturas são orientadas para um ponto de reunião de onde são deslocadas para a zona de embarque ou para o ponto de carregamento do material das companhias. (d) as prescrições para alimentação. Quando as condições exigem. a frente atribuída a unidade (E Prog. (b) evolução rápida da situação. (b) Para formação da coluna de marcha. Nessa oportunidade os elementos de manutenção aproveitam para inspecionar as viaturas da coluna motorizada e realizar o reabastecimento se for o caso.. a segurança e o dispositivo do Esc Sp.Os altos podem ser feitos de acordo com as NGA que. (b) a embalagem. (2) Marchas motorizadas . b. O planejamento. e (d) planejamento centralizado e execução descentralizada.. onde as condições do terreno sejam favoráveis e as viaturas possam deslocar-se fora da estrada. Itn Marcha. (4) Controle da coluna motorizada (a) Elementos de manutenção e saúde podem ser distribuídos pelas unidades de marcha ou parte dela. cuidados médicos e repouso. transmitir ordens aos oficiais controladores e para controlar o trânsito. 10-52 . prescrevem o intervalo de tempo e a sua duração. operando suas instalações para prestar apoio ao Btl. (2) Na organização do Ap Log deverá ser considerada a rede de estrada (afeta ao processo de Distr). (c) alongamento em profundidade do dispositivo. a fim de poderem passar no ponto inicial (PI) na hora prevista. Durante as marchas para o combate (1) O Ap Log sofrerá influência e deverá se adequar às seguintes características da operação: (a) incerteza sobre o desenvolvimento das operações.). marcação e o carregamento do material.e (e) a reunião da tropa e de material no ponto de destino. (b) Postos de controle de trânsito podem ser instalados ao longo do itinerário para exigir a observância dos horários de marcha.

C 7-20 10-22 (3) Organização dos trens do Btl vanguarda (a) Trens de combate: . O B Log. As cozinhas estarão centralizadas nos trens de estacionamento. Será em função da manobra do Esc Sp. Em princípio se atenderá à seguinte distribuição dos meios: . Para os grandes deslocamentos. . para o abastecimento das viaturas. entregando o lubrificante necessário a cada viatura da formação enquanto que a(s) 10-53 . O reabastecimento durante o deslocamento se dará por troca de camburões.as Vtr são centralizadas. (b) A Bda deslocando-se por dois eixos: se o Btl passar a constituir a vanguarda no eixo principal. (4) Os Btl de 2º escalão manterão seus trens em situação normal. (5) Posicionamento dos trens.Predomina o uso das rações operacionais.centralizados. seus trens de combate se deslocarão com o grosso à retaguarda da reserva e os trens de estacionamento juntamente com o 2º escalão da Bda ocupando regiões de destino sucessivas. (a) A Bda deslocando-se por um eixo: se o Btl passar a constituir a vanguarda. normalmente haverá uma divisão dos meios para atender aos dois eixos.Sec L Mnt/Cia MB.Sec Mnt/Pel Mnt.Trens de Comb . . Caso contrário os trens de estacionamento permanecerão com os elementos de Ap Log Bda. Durante os altos. a unidade poderá receber viaturas cisternas em reforço. é (são) utilizada(s) a(s) viaturas cisterna(s) do Pel Sup além de uma viatura para lubrificantes. a viatura de lubrificantes percorrerá a coluna. . contudo deve-se aproveitar todas as oportunidades para consumo da ração R-1. . (b)Trens de estacionamento: .Trens de Coz . Caso o Btl seja a vanguarda do eixo secundário os trens de combate se deslocarão com o grosso à retaguarda da reserva e os trens de estacionamento por lanços ocupando posições escolhidas pelo Btl (S4). . . A organização dos trens depende principalmente do afastamento dos eixos.Fica com apenas 1 Vtr de Mun Geral.Trens de Mnt .Trens de Sau .centralizados. b) Durante os altos.Trens de Mnt . 2) Classe III a) No início do movimento os tanques estarão plenos.Sec L Mnt destaca equipes para o eixo secundário.Trens de Mun .Ref com 1 Vtr 2 ½ t (Mrt P).Trens de Mun . . .Situação normal.Trens de Bagagem . o procedimento será idêntico ao executado com a brigada se deslocando por um único eixo. normalmente opera P Distr Cl III para apoiar as unidades bem à frente. (c) Caso o Btl se desloque por mais de um eixo.Comb operado através de camburões no eixo secundário. número de rocadas e da segurança. (6) Peculiaridades do Ap Log (a) Suprimento 1) Classe I .Sau e Mun destacam viaturas para o eixo secundário.

antes do deslocamento. saem da coluna e se dirigem para à retaguarda. As turmas de manutenção das SU deslocam-se junto às subunidades. 10-54 . (d) Saúde 1) O primeiro atendimento de saúde é feito ao longo dos eixos pelos atendentes das SU. c) As viaturas indisponíveis são deslocadas para o lado da estrada. (c) Manutenção 1) É realizada somente a indispensável durante o deslocamento. 2) O local é sinalizado e quando da passagem do Gp / S1 (TC) são registrados. 4) Classe X .O Btl pode receber munição para consumo imediato.Aproveitamento de recursos locais/ camburões das viaturas (b) Transporte . b) O Pel Mnt marcha juntamente com os trens da unidade. 3) Classe V . 2) São montados pelo Pel Sau ao longo do eixo os PRI (Posto de Recolhimento de Indisponíveis). as viaturas que não puderem ser reparadas antes da marcha são evacuadas para a unidade de apoio de manutenção. Se o tempo não permitir a evacuação e se as viaturas não puderem ser movimentadas. Excepcionalmente.(Mun) . Nos altos previstos será normalmente processada de maneira similar à situação do batalhão em Z Reu. sua localização e condições são informadas à unidade de apoio de manutenção (Cia Log Mnt do B Log da Bda). de modo a não interferir na passagem do restante da coluna para ser reparada ou evacuada pelo Pel Mnt.O Btl levanta as necessidades de viaturas para atender à operação e solicita o reforço de meios à Bda. (e) Coleta de mortos 1) Os mortos são identificados e deixados à margem da estrada em local não visível. 2) Manutenção e evacuação de viaturas a) Quando a ordem preparatória é recebida. Neste caso.10-22 C 7-20 viatura cisterna(s) fará o abastecimento de combustível diretamente às viaturas ou poderá constituir um ponto de distribuição fixo.O Pel Sau tem capacidade de instalar dois ou mais PRI. além dos seus motoristas. as viaturas sobre rodas são deixadas com seus motoristas e as sobre lagartas com mais um dos membros de suas guarnições.Água . preparados e assinalados para serem recolhidos pelo P Col M / Bda. Se este não puder realizar o reparo ou evacuação. Os feridos são evacuados para o PRI ou permanecem em locais visíveis para serem recolhidos pelo Pel Sau. Um PRI é como um PS ao longo do eixo. Se for o caso as viaturas de munição que retornarem vazias evacuam os mortos deixados ao longo do eixo. O material de difícil recuperação é deixado à cavaleiro do eixo para os elementos de manutenção que marcham juntamente com os trens da unidade. a localização e condições das viaturas são informadas à Cia Log Mnt do B Log ou Sec L Mnt que opera junto à U. As viaturas das subunidades aguardam à margem da estrada a passagem das viaturas dos P Remn.

(c) concentração máxima de meios na direção decisiva. 1) Comboio especial de Sup: Esc Sp organiza seus meios de transporte e comboio para entregar o suprimento em uma região proposta pelo Btl. 2) P Sup Mv: Esc Sp organiza e mantém com seus meios P Sup Mv em Vtr Dsloc por lanços.Durante o contato remoto na formação de coluna de marcha os meios estarão reunidos na Cia C Ap. 4) Sup Ae: Utilização do Trnp Ae p/ realizar o Sup. e 4) proporcionar segurança. (b) O desdobramento deve atender às necessidades de: 1) apoiar o ataque com maior densidade na direção do ataque principal. e (d) conquista de objetivos sucessivos e progressão em profundidade. (b) e