Mosca do chifre – Haematobia irritans

Introdução É uma parasitose causada pela mosca hematófaga a Haematobia irritans, a qual está distribuída por todo o Brasil. A mosca-dos-chifres é originária da Europa, onde foi identificada em 1758, chegando nos Estados Unidos em 1886, através de bovinos importados. Daí não foi difícil chegar à América do Sul através do Caribe, alcançando a Venezuela e a Colômbia em 1973. Proveniente das Guianas, a mosca-dos-chifres entrou no Norte do Brasil, em Roraima, no ano de 1978, onde foi vista pela primeira vez. Multiplicou-se na região amazônica e devido às condições favoráveis ao seu desenvolvimento, já em 1990, se encontrava espalhada por todo o Território Brasileiro. A mosca-dos-chifres tem assumido um papel importantíssimo como entrave no desenvolvimento da pecuária brasileira. A expoliação causada pelo parasitismo é muito grande, pois permanecem parasitando os bovinos 24 horas por dia, sugando seu sangue e quando em infestações maciças geram desconforto devido as suas picadas constantes e doloridas. A irritação causada pela picada das moscas comprometem a alimentação e a digestão do animal parasitado, diminuindo a sua produtividade. Nas regiões onde estas moscas estão presentes têm sido mais difícil a adaptação de animais zootecnicamente selecionados, como de cruzamentos industriais e raças mais puras, os quais são mais sensíveis aos ataques das moscas. Atribui-se às mosca-dos-chifres, a condição de vetora de várias doenças nos bovinos, como as bacterianas, as rickettsioses (anaplasmose) e a tripanossomose. Acredita-se que a mosca-dos-chifres seja vetora das larvas da Dermatobia hominis (berne). Etiologia

colocando seus ovos sobre fezes frescas (10 a 20 minutos após serem eliminadas pelos bovinos). Abandona o animal unicamente para ovipositar. Além de parasitar os bovinos. de onde o adulto (imago) emerge ao redor de 6-8 dias. ovinos. em posturas que variam de 15 a 20 ovos. Durante o dia. denominado Haematobia irritans. descem para a parte inferior do animal. concentrando-se na região do abdomen. Na ausência de animais as moscas podem voar por até 25 Km à procura de hospedeiros e sobrevivem por cerca de 28 dias. as larvas eclodem em torno de 24 horas as quais se alimentam nas fezes e em 4-5 dias se transformam em pupas. a mosca-dos-chifres pode parasitar esporadicamente outros animais. Em boas condições de temperatura e umidade. Esta fase pode acontecer no bolo fecal ou no solo. irritans:   No início do período das águas No final do período das águas Nas épocas de seca ou nos períodos prolongados de chuvas a população da mosca-dos-chifres decresce. 1962). veados e eventualmente o homem (Metcalf e Flint. búfalos. Ciclo Evolutivo A Haematobia irritans permanece sobre o animal dia e noite. em regiões úmidas. dependendo das condições climáticas. A mosca-dos-chifres tem algumas particularidades.A mosca-dos-chifres é um díptero hematófago. fazendo assim o seu repasto (alimentação). cada fêmea oviposita em torno de 300 a 400 ovos (média de 360). no bolo fecal. dependendo do grau de umidade. como eqüinos. picando-o viciosamente por cerca de 15 a 40 vezes. se o calor é muito intenso. São observados dois picos de população de H. . onde protegem-se dos raios solares. como a atração por animais de pele escura e touros e a duração média do ciclo de vida de 2 a 4 semanas. suínos. É uma praga que ocorre em épocas do período das águas.

como o ciclo da Haematobia irritans e a sua capacidade de se deslocar a grandes distâncias. perdem peso e diminuem a sua produtividade. efetuar a contagem das moscas (reunindo o gado ou com binóculo) em amostragem de 15 a 20% do rebanho. a atitude de inquietação dos animais. ficam de cabeça para baixo e à distância pode perceber-se nas infestações altas. podendo levar animais jovens a um processo anêmico e causar grande irritação ao picar. Segundo Moya Borja. Injetável e Oral Outras medidas profiláticas tem auxiliado bastante no controle das infestações por mosca-dos-chifres. Nas infestações altas. a moscas deixam os animais inquietos e nervosos. no caso específico do controle da mosca-dos-chifres. encontram-se algumas limitações e grandes desafios. Para tanto estimula o uso dos inimigos naturais e agentes patógenos.Sintomas A mosca-dos-chifres tem a característica de pousar com a cabeça para baixo e tem a metade do tamanho da mosca-dos-estábulos. vários aspectos de vital importância. a inquietação dos animais causada pela presença das moscas é tão intensa. principalmente uma avaliação econômica e condições onde se irá implementar o programa. que possam prejudicar o homem e os animais. Apesar desta nova visão de controle das pragas estar sendo assimilada pela maioria dos técnicos e pesquisadores. procura combinar todas as técnicas disponíveis para diminuir as infestações a níveis toleraveis por parte dos bovinos. tais como:  o  Avaliação do nível da infestação por mosca-dos-chifres Antes de iniciar-se qualquer programa com produtos. tolerância e sem resíduos tóxicos. com um aumento excessivo no balançar da cauda e do pescoço. Aspersão. pelo menos por um ano. Para implantação de qualquer esquema profilático para controle da mosca-dos-chifres. Profilaxia O controle profilático da mosca-dos-chifres segue praticamente o mesmo programa para os carrapatos. principalmente nas áreas onde não se conhece a dinâmica populacional das moscas Uso de inseticidas tecnicamente comprovados sob o ponto de vista de eficácia. dentro de um marco fundamentalmente ecológico. na prática. assim como a facilidade de seu manuseio em banhos de Pulverização. Na profilaxia. Spray. Polvilhamento. porém alguns aspectos epidemiológicos devem ser considerados. que deixam de alimentar-se corretamente. pelo seu tamanho (menor que a mosca-dosestábulos). devem ser considerados. o Sistema de Manejo Integrado das moscas (pragas) hematófagas (MIP). Alimenta-se de sangue. Diagnóstico O diagnóstico é feito pela presença das moscas no animal. como: . em conjunto com o uso racional dos inseticidas específicos. procurando espantá-las. Uso Pour On. outros aspectos referente ao manejo devem ser observados e efetuados. o que facilita de sobremaneira a sua idenficação. Ao repetir mais de 20 picadas por dia.

o que possibilita a sua separação do rebanho A profilaxia da H. os quais podem ser administrados sob a forma Pour On. 1993). o  o o o o o o Controle natural através de fatores bióticos e abióticos Têm mantido as populações de Haematobia irritans em níveis toleráveis nos animais. irritans. cameronipertencentes à família Pteromalidae ePhaenopria (Diapriidae). no combate a H. pela falta de conhecimento das técnicas de manejo e pelo mau uso de inseticidas. irritans ainda depende da utilização de um controle por produtos químicos. a utilização de parasitos e predadores em populações elevadas de mosca-dos-chifres. como conservadores. não precisam ser tratados. Isto pode ser facilmente reconhecido e identificado.Aphodius pseudolividus e outros Recentemente foi introduzido no Brasil o Digitontophagus gazella e um coleóptero Scarabaeidae da família coprofago. devido ao clima. pulverização e aspersão. depredação da fauna nativa e pela falta de hospedeiros alternativos (Stiling. os touros são os mais infestados e como não apresentam perda de peso por qualquer grau de infestação. para sua sobrevivência. embora em vários estudos realizados nos Estados Unidos. utilizando redes entomológicas e o enterramento das fezes frescas. devemos preservá-los A captura das moscas sobre os animais. em períodos errados Conclui-se portanto que a profilaxia da H. sem necessidade de tratamento químico Biocontrole Pelo uso de microhimenópteros. não reduz as infestações. oral (bolus) e injetáveis. Tratamento O tratamento da mosca-dos-chifres é recomendado quando a quantidade de mosca está irritando os animais. utilizando-se inseticidas de diversos grupos químicos. por utilizarem a massa fecal dos bovinos. além dos coleópteros coprófagos das espécies Dichotomius anaglipticus. têm um papel importantíssimo na supressão das populações da mosca-doschifres. os resultados foram insatisfatórios. Polvilhamento. irritans Portanto. apresentando movimentos freqüentes e em demasia. irritans. a depredação e a competição entre a entomofauna associada com o bolo fecal dos bovinos e o excesso de chuvas ou sua falta. pois os animais ficam irrequietos. banhos de imersão. ao hiperparasitismo. entretanto. que compete com as larvas da H. O parasitismo. investigações mais profundas devem ser realizadas antes de se integrar o controle biológico.como Spalangia nigroaena e S. feito por meio de inimigos naturais importados. Vários métodos de tratamento são recomendados. conhecido como rola bosta. no manejo para redução das moscas hematófagas que atacam os animais. da cauda e da cabeça. parasitóides que comumente parasitam as pupas. têm fracassado na maioria das vezes. somente é viável em sítios com plantel de reduzido número de animais Em fazendas grandes. Os principais inseticidas são  o o o  o o Piretróides Deltametrina Alfacipermetrina Cipermetrina Fosforados Triclorfon DDVP . por vários meses. Por essa razão. tem fracassado no combate desta praga. pois o biológico. apesar de todas as alternativas encontradas.

1977. Miller e al. 1988).1981. proporcionam uma proteção contínua. os tratamentos podem ser feitos. na dosagem de 200 ug/Kg de peso. tratando os rebanhos. o sistema de tratamento pode variar. além de estarem infestados por moscas e carrapatos. Drummond e al. Nas condições tropicais. durante 3 a 4 semanas. o que facilita o controle. os fosforados protegem os animais por uma ou duas semanas. em setembro. administrados com aditivos alimentícios.1965) ou pelo uso de bolus de liberação lenta à base de metroprene. somente quando as infestações estiverem incomodando os animais. como esporos e cristais de Bacillus thuringiensis. Os piretróides utilizados em autotratamentos. os picos de populações de moscas coincidem com os picos de outros ectoparasitos. o qual antecede o período seco e em seguida no final do períodos das águas e no correspondente ao seco. os bovinos também estão infestados por verminoses gastrintestinais e pulmonares. como o Polvilhamento com sacos autodosadores. Dependendo das condições climáticas. No Brasil. da utilização correta da dosagem bem como da calda inseticida. Nos períodos chuvosos. apresentando portanto infestações simultâneas de endo e ectoparasitos ou em separado. é o uso de Avermectinas Se o parasitismo for por ectoparasitos utilizar somente inseticidas ou carrapaticidas específicos. na maioria das vezes. utilizando-se inseticidas de espectro amplo. Solução Intervet/Schering Plough Para controle da mosca-dos-chifres. com a escolha de cada produto ficando à conveniência do criador. a INTERVET/SCHERING PLOUGH ANIMAL HEALTH indica vários produtos. como no Brasil. enquanto os Piretróides durante 4 a 5 semanas. Os produtos INTERVET utilizados para controle das infestações por mosca-dos-chifres. inibem o desenvolvimento das larvas no bolo fecal. são divididos em quatro grupos.. utilizar somente anti-helminticos Este sistema racional e específico de tratamento das parasitoses. mediante uma monitoração das infestações.o  o o Diazinon Endectocidas Ivermectina Abamectina. diflubenzuron e ivermectina (Miller e al. Tem-se recomendado na prática. ou seja utilizados: . proporciona uma alternativa prática e economicamente barata. a recomendação de utilização de produtos. a critério do Médico Veterinário e de acordo com o programa de controle que for instalado na propriedade. Outros tratamentos alternativos têm sido utilizados no controle da mosca-dos-chifres. do manejo do gado. Os endectocidas aplicados em injeções pela via intramuscular ou subcutânea e/ou em uso Pour On. antes do início das águas. de acordo com o parasito presente Se o parasitismo for somente por endoparasitos. tratamentos estratégicos pelo uso de inseticidas no mês de maio. ou por um ou outro. o que deve ser feito com produtos alternativos como por exemplo:    Se o parasitismo for por endo e ectoparasitos concomitantes.. os quais inibem o desenvolvimento das larvas nas fezes dos bovinos (Gingrich. Nessas situações. dependendo da região.

O CNPGC realizou um experimento em quatro anos consecutivos (1991-1995). foi dividido em dois grupos. No Brasil este inseto foi identificado. Bianchin et al. devemse ter dados próprios sobre sua epidemiologia e danos causados por ela. A cada ano.A. 1996). Mas. Durante a estação de monta (novembro a fevereiro). para estabelecer a real importância desta mosca e as melhores maneiras de combatê-la. tem sugerido um controle tentativo e racional (Honer et al.. por Valério & Guimarães (1983). levando-se em consideração as idades e os pesos das vacas e as idades dos bezerros. Devido à inexistência de trabalhos científicos nacionais. AVOTAN® L. um rebanho de 120 vacas nelores.Produtos a base de Piretróides Linha BUTOX®     BUTOX® BUTOX® P CE BUTOX® POUR ON BUTOX® FLY Linha CIPERTURBO® CIPERTURBO® PULVERIZAÇÃO CIPERTURBO® POUR ON Produto a base de Piretróide + Fosforado CIPERTHION® BUTOX® BERNE CIPERTURBO® PLUS Produtos a base de Avermectinas (Endectocidas) IVOTAN® L. o Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Corte (CNPGC) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA). desde 1976.A. Portanto. 1992a). em Roraima. com base na literatura estrangeira. Entretanto. foram .1990. em 1983. com bezerro ao pé. outubro de 1997 MOSCA-DOS-CHIFRES: Comportamento e danos em bovinos nelores Ivo Bianchin Rafael Geraldo de Oliveira Alves A mosca-dos-chifres (Haematobia irritans) é considerada uma praga em vários países. há relatos da sua presença. em diversas regiões do País (Bianchin. tendo aparecido na maioria dos estados brasileiros em 1991.. AVOTAN® POUR-ON Produto a base de Fosforado BERNIFON® PÓ          No 55. pela primeira vez. existe a necessidade de se estudar a epidemiologia e os danos que esta mosca causa nas diferentes regiões fisiográficas do País.

Constatou-se. segundo. também. 1995). 475 e 675 moscas. Uma explicação para este fenômeno é que. a média. 400. seis tinham entre 100 e 150 e as quatro vacas restantes tinham 225. A infestação observada foi baixa quando se levou em consideração os valores verificados em outros países. apresentava poucas moscas. 1. 50 tinham até 75 moscas. interrompendo o ciclo evolutivo da mosca. respectivamente. por exemplo. Em um dos grupos aplicaram-se inseticidas com intervalos que variavam com o princípio ativo utilizado. Os dois grupos foram mantidos em piquetes separados. As vacas foram pesadas a cada dois meses e os bezerros somente na desmama (seis a nove meses de idade). Número médio de mosca-dos-chifres em vacas nelores sem proteção. poderiam explicar essa diferença: a) raças bovinas envolvidas nos diferentes experimentos.. c) quantidade acumulada e ou diária de chuva que antecede cada contagem da mosca (Bianchin et al. em cada grupo. testados andrologicamente. com uma taxa de lotação de 1 UA/ha. tais como o besouro africano Onthophagus gazella. b) presença de inimigos naturais. 1993. Bianchin et al./1992 (158 dias). o qual foi introduzido na região há cerca de seis anos. em cada vaca e touro. . que a maioria das vacas./1991 a abr. formados de Brachiaria decumbens. as contagens da mosca-dos-chifres foram maiores quando a soma de precipitação (catorze dias antes da contagem) foi menor (Fig. efetuadas a cada catorze dias. quando chove muito em poucos dias. para o primeiro. em todos os anos experimentais e. durante todo o período experimental. 1). durante o período experimental de nov. Apesar de o período experimental corresponder à época chuvosa. sem inseticida. terceiro e quarto anos. a cada catorze dias. As contagens da mosca nas vacas foram realizadas. ocorre destruição das massas fecais na pastagem. Observou-se que a infestação nas vacas nunca ultrapassou a média de 80 moscas/animal. foi de 44. 31 e 24 moscas/vaca. no entanto. com inseticida e precipitação (mm) acumulada entre as contagens. Na contagem de 1o de abril de 1992 (Fig. 2). respectivamente. também. FIG. 20.mantidos três touros. O período experimental corresponde à época chuvosa na qual as condições são mais propícias para o desenvolvimento da mosca-dos-chifres. Três fatores.. enquanto a minoria tinha maior quantidade. rotacionados a cada catorze dias. de 60 vacas.

Assim. foram aquelas com maior infestação durante todo o período experimental.639). no início do estudo. 3.674) e alta (no 7. média (no 7. 3 e 4). tinham as seguintes infestações: menor (no 7. no início do período experimental (16/dez. Relações semelhantes foram observadas para números intermediários e baixos (Figs. O nível de infestação de moscas apresenta uma relação com o animal hospedeiro. FIG.FIG. vacas com maior número de moscas. em 1o /abr. Vacas que. 2.426)./992. Persistência de níveis de infestação da mosca-dos-chifres em vacas nelores com seis a sete anos de idade.). . Distribuição das freqüências do número de mosca-dos-chifres em 60 vacas nelores sem o uso de inseticida.

Persistência de níveis de infestação da mosca-dos-chifres em vacas nelores com quatro a cinco anos de idade.970). em ganho de peso a favor das vacas tratadas com inseticida. ano 3 (nov. ano 2 (dez.).FIG. A percentagem de prenhez foi maior nas vacas tratadas com inseticidas. para o primeiro./1993). respectivamente. 5%. no início do período experimental (16/dez. segundo. 26% e 12%. 2.994).1 Vacas Ano Grupo Ganho (kg) 1 CI SI 74 a 67 a (%) de prenhez Lote 63 60 Diferença 5 Bezerro (kg) 168 a 165 a 2 CI SI 8a 7a 83 70 16 135 a 133 a 3 CI 16 a 54 26 125 a . terceiro e quarto anos. 3. não significativa (P>0./1991 a abr. tinham as seguintes infestações: menor (no 9.537) e maior (no 8. Número de vacas e bezerros=60 por grupo em cada ano do experimento: ano 1 (nov./1993 a maio/1994) e ano 4 (nov. no primeiro. TABELA 1. para o primeiro. Ganho médio de peso (kg) e percentagem (%) de prenhez nas vacas com (CI) e sem (SI) inseticida. segundo. 16%. média (no 9. terceiro e quarto anos. respectivamente./1994 a maio/1995).05). 1 e 2 kg. da mesma forma a favor do peso à desmama de bezerros de vacas tratadas com inseticida. de 7. 4. segundo./1992)./1992 a jun. e os pesos médios ao desmame (seis a nove meses) dos bezerros nesses grupos. Observa-se na Tabela 1 uma diferença. terceiro e quarto anos. 1. respectivamente. 2 e 3 kg. Vacas que.

45% superiores (P<0. sendo que. segundo. dois e três anos de idade tratados (T) e não-tratados (N) com inseticidas em quatro estações chuvosas (outubro a maio) consecutivas. para os de três anos. idade e ano. aproximadamente. 20. no tronco. 28 eram de um ano de idade e não-castrados. com diferentes idades. Peso inicial (I) e final (F) de bovinos machos com um.05). 5. machos. a cada 28 dias. 23 e 12. Os bovinos foram alocados por categoria de peso em quatro grupos de sete animais. A cada ano foram utilizados 80 animais nelores. para o primeiro. 4 e 5. para o primeiro.1 Idade 1991/92 1992/93 1993/94 1994/95 . O estudo foi realizado na estação chuvosa. terceiro e quarto anos. de quatro. 15. foram realizadas as contagens em animais imobilizados. corrigidos pelo peso inicial.SI 14 a 40 124 a 4 CI SI 39 a 36 a 83 73 12 152 a 150 a 1 Valores na mesma coluna e dentro do ano com a mesma letra não são significativamente diferentes (P>0. respectivamente. 7 e 8. 8. para os respectivos animais de um ano. de dois anos e castrados e 32. Na Tabela 2 estão contidos os dados de ganho de peso dos novilhos nelores. nos quatro anos de estudo. supõe-se que a diferença no índice de prenhez seja devida ao estresse dos touros que quase sempre apresentaram altas infestações pela mosca-dos-chifres (acima de 500). a partir daí. quando se considera apenas o grupo de animais não tratados. As médias dos ganhos de peso (kg). e o resultado multiplicado por dois. 10. mantidos sob uma taxa de lotação de cerca de 1 UA/ha. Os resultados obtidos demostram que. dois e três anos de idade. segundo. bem como suas interações. utilizou-se um modelo estatístico que incluía os efeitos da categoria de peso. formados com Brachiaria brizantha. e oito. dois e três anos de idade. Levando-se em consideração a baixa infestação por moscas e a inexistência do efeito de tratamento no ganho de peso das vacas e bezerros. a mosca-dos-chifres causa prejuízos e sua presença ou ausência é mais importante que a intensidade de infestação. para os de três anos. TABELA 2. foram 8. de tratamento. do número de moscas de um lado de cada animal. No início do experimento e. de um. respectivamente. Entretanto. a cada catorze dias. Com a chegada da mosca no Brasil Central foram iniciados estudos para avaliar sua influência sobre o ganho de peso de bovinos nelores infestados. 13 e 27. dois e três anos de idade. mesmo com as reduzidas infestações médias observadas. O clima no Brasil Central caracteriza-se por apresentar uma estação seca (maio a setembro) e uma estação chuvosa (outubro a abril). de cinco. segundo. para os respectivos animais de um. para cada grupo. 15. quatro. destes. 31. Para a análise estatística. cada um. Observou-se que a mosca ataca com mais intensidade (P<0. para os de dois anos e 16. As médias dos números de moscas para o primeiro. de 1991 a 1995. Os animais de cada grupo permaneceram em piquetes individuais. por quatro anos consecutivos.05) aos não-tratados. para os animais de um ano. o ganho de peso não foi afetado pela intensidade de infestação. 9 e 11. foram 9. contíguos. de quatro hectares. terceiro e quarto anos do estudo. de três anos e castrados. A pesagem dos animais foi feita a cada 28 dias. 5. 26. com ou sem o uso de inseticidas. Os valores médios de ganho de peso dos animais tratados com inseticida. respectivamente. em prol dos animais tratados. na outra metade (controle).99% e 10. não se utilizou nenhum produto. utilizou-se inseticida. terceiro e quarto anos do estudo foram.6%. época de maior infestação da mosca nos animais.05) os animais adultos do que os mais jovens. ao final do período experimental. Em metade dos animais dos grupos de qualquer idade. 11. para os animais de um. 40 e 51. para os de dois anos e 55. de modo a mantê-los livres da mosca. 5.

Por isso. para diminuir a contaminação da carne e do leite e preservar o ambiente. o que deve estar contribuindo para a diminuição do número. portanto. com isso. O besouro tem mostrado boa adaptabilidade às condições brasileiras. (1995a. a necessidade de estudos. sabidamente mais sensíveis à mosca-dos-chifres. Em Mato Grosso do Sul este besouro encontra-se amplamente estabelecido. com exceção do Pantanal considerado baixo. acrescenta-se que os produtores estão combatendo a mosca com inseticidas em grande intensidade. em animais nelores. b). Já foram realizados no País alguns estudos sobre a importância do O. a exemplo de outros países. deve-se ter cautela. (1990 a. o número de moscas tenderá a aumentar. em diferentes regiões do País. (1991). proporem métodos de controles integrados que sejam eficientes e econômicos. na região dos Cerrados de Mato Grosso de Sul. O besouro africano foi introduzido praticamente em todos os Estados do Brasil e tal feito se deve à colaboração dos órgãos de pesquisa (federais e estaduais). (1992b). aparecendo em maior número durante o período chuvoso e quente. segundo Bianchin et al. por exemplo. para que se possam conhecer a epidemiologia e os danos que a mosca-dos-chifres causa e. porque o número de mosca-dos-chifres encontrado nos animais é pequeno e. demonstram que os prejuízos na perda de peso dos animais são menores do que a previsão feita por Honer et al. b) e Galbiati et al. Fica evidente. a quase totalidade dos inseticidas existentes no mercado age nas fezes bovinas. Sabe-se que o controle químico desta mosca não durará para sempre. eliminando. tais como: Miranda et al. sindicatos rurais e da iniciativa privada. deve-se usar o mínimo de inseticida nos animais. no qual as condições ambientais parecem ser desfavoráveis ao seu desenvolvimento. Outro fator que aumentará o número de moscas na região de Cerrados é a introdução cada vez maior de animais de origem européia. os besouros. além dos três fatores citados. No entanto. Os dados obtidos até o momento.05). .(anos) I 1 T N 143 144 F 242a 234b I 151 151 Peso (kg) F 231 a 226 b I 175 172 F 285 a 275 b I 140 142 F 217 a 211 b 2 T N 226 222 376 a 346 b 238 237 342 a 331 b 252 252 380 a 357 b 245 244 378 a 365 b 3 T N 315 312 422 a 403 b 321 322 433 a 426 b 360 360 473 a 464 b 328 330 461 a 452 b 1 Valores na mesma coluna e dentro do ano com a mesma letra não são significativamente diferentes (P>0. neste caso. a resistência se estabelecerá (já existem indícios de que esta mosca está menos sensível aos produtos químicos no Brasil) e. Ressalta-se que o número de moscas seria insuportável se não existissem os inimigos naturais que limitam o seu desenvolvimento nas fezes dos animais. em alguns anos. É interessante lembrar que. gazella na destruição de bolos fecais e as suas conseqüências para o solo e plantas.

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único país sem ocorrência. Para sua multiplicação e reprodução. em particular dos bovinos. sendo de cor metálica azulada para esverdeada.08 ± 63. as quais são chamadas de vetoras.13.Ura Brasil . interfere na produtividade de carne e leite. foréticas ou veiculadoras de larvas do berne. nos bovinos. 3 vezes maior que as moscas-do-estábulo e domésticas.Berne Introdução Descrição da doença Dermatobiose ou mais comumente berne. devido esses animais atraírem os veiculadores dos ovos da D. Fannia pusio e Sarcopromusca pruna.Tórsalo El Salvador . sendo a média mais elevada 157. a D. ou seja. A mosca do berne é um inseto morfologicamente diferente das outras moscas. O mínimo de perfurações provocadas pelo ciclo parasitário. Em danos diretos. É um parasito que possui de acordo com cada país nomes vulgares. A forma larval em seus três instares produz miíase nodular ou furuncular. Trata-se de parasito cuja importância econômica se ressente em quase 90 % das peles adquiridas pelos cortumes. Com isto. pode variar de 15 a 531. parasitos de animais domésticos.o berne também parasita os humanos. além de compromoter o desenvolvimento ponderal de animais em fase de crescimento. Os animais de pelagem escura são os mais atacados.Nuche . não muito freqüente. hominis necessita de outras moscas para veicularem seus ovos. porém. Musca doméstica. os principais vetores são a Stomoxys calcitrans. é a denominação do estado larvar da Dermatobia hominis. As primeiras referências de parasitismo desta larva foram notificadas em silvícolas no século XVI.Nuche Costa Rica . As larvas da D. com grande prejuízos aos hospedeiros. A D. grande. a dermatobiose pela irritação. desde o Sul do México até o Uruguai. A ocorrência desta parasitose estende-se por toda a América Latina. necessitando de tecido vivo para sobreviverem. as indústrias coureiro-atacadista e de artefatos em geral. hominis têm grande importância econômica. em função de suas larvas serem biontófogas. arcam com prejuízos na ordem de 20 % em sua produção. produzindo uma miíase nodular. correspondente à metade do couro. em regiões ribeirinhas no Brasil.Berne Bolívia . como: Argentina . Além de parasitar os animais domésticos e silvestres. um dos lados do animal.Boro Colômbia . hominis. à excessão do Chile. hominis possuem mais de 50 vetores de seus ovos.

Os foréticos ou veiculadores das larvas da D. principalmente naquelas com altitudes de até 1.Moyocuil Nicarágua .Ura Venezuela ..Human Botfly Etiologia O agente etiológico da Dermatobiose é a Dermatobia hominis(Linnaeus Jr. As fêmeas de tamanho grande e de porte superior aos machos.Mirunta Uruguai . com temperatura e pluviosidade relativamente altas. Nas altitudes abaixo de 400 metros do nível do mar as infestações aumentam significadamente Ciclo Evolutivo A D.Tupe Guatemala .Colmoyote Honduras .Equador .Tórsalo México . As condições ideais para a sobrevivência da mosca. ou seja. Nota-se inclusive que algumas regiões fisiográficas de relevo. ou seja: Têm que ter atração para os animais (hábitos zoófilos) Têm que ter hábitos diurnos Têm que ter tamanho igual ou menor do que a D.Nu che Paraguai . são aquelas de clima tropical e subtropical.Ura perú . um zoófilo para oviporem massa de ovos no seu abdomen. contribuem para sua incidência em determinadas regiões. hominis Não devem ser muito ativos     .400 metros acima do nível do mar. hominis faz um ciclo indireto.Gusano de montes ou Gusando de mosquito USA .Tórsalo Panamá . ela não se aproxima de um animal. hominis. em condição de vôo capturam um inseto vetor. em localizações rodeadas por arbustos e florestas. devem possuir algumas características importantes para levarem os ovos contendo larvas até os hospedeiros.1781).

Uma fêmea de D. em média 3 a 4 vezes. hominis. A mosca adulta desprovida de aparelho bucal não se alimenta e sobrevive de 4 a 19 dias. Na região posterior a quantidade de berne é menor.os ovos se apresentam na forma de massa. contendo massas de ovos que variam de 30 a 60 ovos. Quando a infestação advém de insetos veiculadores de hábito alimentar lambedor. sendo que as principais moscas vetoras são aStomoxys calcitrans (mosca-dos-estábulos). a Hydrotaea aenescens. as larvas desenvolvidas escapam. devido ao movimento caudal do animal. Durante 35-50 dias a larva desenvolve-se no tecido subcutâneo do animal. As regiões de maior incidência são os membros anterior. A larva infestante uma vez em contato com a pele. como capoeiras. tanto machos como fêmeas iniciam a cópula. entretanto. deixam escapar larvas no local com mais abundância. este período pode variar de 30 a 43 dias. alcançando a fase de 3º ínstar (média 32 dias) ou seja a sua maturidade. O início do ciclo se dá em dias muito quentes. Normalmente cada orifício nodular corresponde ao desenvolvimento de uma larva. São moscas com hábitos diurnos. estimulada pela temperatura corpórea e liberação de CO2. hominis pode ovipositar até 200 ovos. com média de 42 dias. O período pupal também sofre influência climática e temperatura de 25° C e umidade relativa de 60 a 80%. que procuram abrigar-se em locais onde haja vegetação abundante e onde os animais procuram descansar ou proteger-se do sol. . sendo que se mantém fixos uns aos outros impermeabilizados por substâncias secretadas pela D. movimenta-se em média em 20 minutos até penetrar. localizando-se no tecido subcutâneo. acontecendo após a metamorfose. onde se aloja até completar os seus ínstares (L1. bambuzais. pode-se encontrar eventualmente duas ou três larvas se comunicando na mesma abertura. Em síntese. em várias posturas. e a Sarcopromusca pruna. L2 e L3). a Musca domestica (mosca doméstica). Após estar amadurecida cai no solo. semelhante a uma cacho de bananas.Se tem reportado acima de 50 espécies de veiculadores dos ovos do berne. É que essas moscas se aglomeram em torno de exudato e assim as portadoras de ovos (foréticas). nota-se a formação de extensas áreas de bernes formando placas. quando os animais procuram sombreamento para se protegerem do sol e calor e então são atacados pelas moscas vetoras. do qual emerge-se a mosca adulta.. de preferência em local umedecido e protegido onde inicia a sua fase de pupa. barbela e costal até a altura da última costela. a emergência dos adultos do pupário ocorre pela manhã e 3 a 6 horas pós emergência. capineiras etc. A larva penetra através do folículo piloso alcançando o tecido subcutâneo. o ciclo total do berne pode durar em média de 3 a 5 meses. apta a copular e capturar os vetores e reiniciar o ciclo holometabólico. quando a mosca veiculadora pousa sobre o hospedeiro. Após o amadurecimento dos ovos (embrionamento). Normalmente. Agregados uns aos outros. por um tempo médio de 8 dias.

perda da capacidade produtiva e eventualmente a morte.Sintomas As larvas nos seus diferentes ínstares (1º. principalmente se for jovem. complicando o quadro de parasitismo com processos infecciosos. em alguns casos oriundos de uma reação inflamatória do próprio organismo animal. Profilaxia O controle profilático do berne.2º e 3º) possuem espinhos ao longo do corpo e ao se movimentarem de forma retrátil. provocam dores e irritação. Processos inflamatórios com pústulas acontecem com freqüência. para controle das moscas veiculadoras do berne. em que o animal se torna irrequieto e estressado. manejo das fezes e se necessário. geralmente após estabelecida a larva ou quando ela morre dentro do nódulo. o uso de inseticidas nas instalações. há um emagrecimento. Em infestações altas. Em casos raros pode acontecer a instalação de miíases associada a mosca Cochliomyia hominivorax. Diagnóstico O diagnóstico é simples e é feito pela visualização dos nódulos no corpo dos animais. é feito por meio de higienificação de estábulos. alcançando constantemente o orifício de abertura para respirarem. . contendo as larvas do berne no seu interior.

que devido à sua complexidade está sendo estudado com mais atenção. O seu manuseio correto. as dermatobioses são tratadas com agentes químicos. Com a redução dos foréticos. Outras formas são utilizadas para controlar o berne. Os piretróides têm sido utilizados como controladores das moscas veiculadoras do berne. proporciona uma ajuda considerável no controle desses insetos. aspersão mecanizada ou em uso "Spot On". descoberto há mais de 25 anos. em banhos de imersão. em formulações únicas ou associados com Piretróides. permaneciam com infestações reduzidas de berne. Os organofosforados são administrados nos animais. no Rio Grande do Sul. são as principais fontes para multiplicação das moscas veiculadoras dos ovos da Dermatobia hominis. auxiliando de sobremaneira no controle das infestações. o Triclorfon. esterqueiras e proximidades. de duas maneiras:   Através de esterqueiras ou trincheiras Juntando as fezes misturadas com palhas e cobri-las com uma lona de plástico Instalações Rurais O uso de produtos com propriedades inseticidas e repelentes nas instalações rurais. ainda não apresentou resistência aos bernes . Tratamento O controle químico do berne no Brasil é feito com produtos organofosforados. as infestações por bernes diminuirão. Devido a essa falta de compostos naturais de eficiência comprovada para o controle biológico dos insetos. desde o final da década de 70. Dentre os fosforados. hominis não terá muitos vetores disponíveis para capturar. reduzindo em muito as infestações. . como o uso de extração manual das larvas em pequenas propriedades e com poucos animais (não muito recomendado) e o Controle Biológico. O esterco dos animais deve ser trabalhado. com resultados bastante variáveis. pois têm uma ação Mosquicida e Repelente bastante destacada. Diclorvos e Fention. pois são nos excrementos que a maioria das moscas se proliferam. "Pour On". auxiliam na profilaxia da larva do berne. (principalmente se por perto houver criação de galinhas ou porcos). como Coumafós. quando animais tratados em banheiros contendo carrapaticidas a base de piretróides. pois a D. pulverização costal atomizada.Manejo das fezes As fezes no estábulo. que sejam isentos de toxicidade tanto para o homem como para os animais. Este efeito pode ser notado. pois controlam os veiculadores da larva. Triclorfon.

A. Porém devido aos resíduos no leite e carne são restringidos em determinados tipos de criações.Atualmente. ou seja: Produtos para controle das moscas veiculadoras das larvas do berne A base de Amitraz TRIATOX® pulverização A base de Amitraz + Fosforado AMIPHÓS® A base de Piretróides Linha BUTOX® BUTOX® BUTOX® P CE BUTOX® POUR ON Linha CIPERTURBO® CIPERTURBO® PULVERIZAÇÃO CIPERTURBO® POUR ON A base de Piretróide + Fosforado CIPERTURBO® PLUS BUTOX® BERNE Produtos para controle das larvas do berne A base de Avermectinas (Endectocidas) IVOTAN® L. em algumas regiões usa-se para controlar o berne. os quais por sua potência. com escolha à conveniência do criador e a critério do Médico Veterinário. via subcutânea. injetável. Os endectocidas são utilizados na dosagem de 200 ug/Kg de peso. de acordo com o programa de controle a ser instalado na propriedade. Os produtos INTERVET/SCHERING PLOUGH ANIMAL HEALTH para controle das infestações por berne. intramuscular ou em uso Pour On. AVOTAN® L. controlam com sucesso esta parasitose. são divididos em três grupos. a INTERVET/SCHERING PLOUGH ANIMAL HEALTH indica vários produtos. AVOTAN® POUR ON SOLUTION 3. Solução Intervet/Schering Plough Para controle das moscas veiculadoras e das larvas do berne.5% LA A base de Fosforado BERNIFON® PÓ A base de Piretróide + Fosforado BUTOX® BERNE .A. os endectocidas.

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